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FACULDADE ESTÁCIO DE NATAL CURSO DE PEDAGOGIA CATIANA FERREIRA DA SILVA A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Um elemento facilitador no processo de aprendizagem das crianças. NATAL/RN 2014 CATIANA FERREIRA DA SILVA A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: Um elemento facilitador no processo de aprendizagem das crianças. Projeto de Pesquisa apresentado a Estácio Faculdade de Natal como requisito para a aprovação na disciplina de Pesquisa e Prática em Educação V do Curso de Pedagogia. ORIENTADOR(A): Vanêssa de Medeiros Lopes Bezerra NATAL/RN 2014 SUMÁRIO 1 TEMA 4 1.1 PROBLEMA 4 1.2 HIPÓTESES 4 2 OBJETIVO GERAL 5 2.1 OBJETIVOS ESPECIFICOS 5 2.2 JUSTIFICATIVA 6 3 REFERENCIAL TEÓRICO 8 4 METODOLOGIA 10 5 CRONOGRAMA 11 REFERÊNCIAS 12 Tema A contação de história na educação infantil: Um elemento facilitador no processo de aprendizagem das crianças. Problema Em que aspecto a contação de história pode contribuir na aprendizagem das crianças da educação infantil. Hipóteses · A contação de história auxilia na aprendizagem e em especial, despertar o gosto pela leitura. Quando a criança entra nesse mundo da fantasia e da imaginação ela elabora por si própria, hipóteses para solução de seus possíveis problemas, no faz de conta seus desejos podem facilmente ser atendido, quantas vezes ela desejar, criando e recriando situações. · A contação de história dentro de conflito e fantasias permite que a criança assimile e possa expressar seus desejos, sejam eles bons ou ruins. · O hábito da contação de história traz subsídios importantes para o engrandecimento da criança como ser humano pensante. Objetivo geral Compreender a importância da contação de histórias na Educação Infantil como incentivo a leitura, auxílio na aprendizagem e suas contribuições no desenvolvimento integral e aprendizagem da criança. Objetivos específicos. · Mostrar como a contação de história contribui de forma significativa para a formação e desenvolvimento da aprendizagem das crianças; · Apresentar a importância do acesso aos livros, para que as crianças possa desenvolver o gosto pela leitura; · Analisar como a contação de história é utilizada em sala de aula como instrumento pedagógico. Justificativa O interesse pelo tema escolhido surgiu no ambiente em sala de aula na educação infantil, onde sou estagiária desde o ano passado. Eu fui vendo e me encantando pela forma como a professora titular insere esse hábito da contação de história nas suas aulas todos os dias, transmitindo seu sentimento, estando sempre totalmente envolvida pela história, expressando sempre toda sua profundidade. Fui compreendendo que as histórias infantis geralmente encantam as crianças pelo fato de possuírem uma linguagem permeada por elementos inusitados, para as quais não há limite entre sonho e realidade. Quando possibilitamos as crianças de educação infantil o contato com os livros infantis está ampliando sua criatividade, a atenção, a memoria e o desenvolvimento das linguagens. Esse hábito em sala de aula poderá fazer dessas crianças futuros leitores. Quando começamos a trabalhar os contos com as crianças, proporcionam um ambiente mais atrativo. Em que a criança amadurece conseguindo alcançar a autonomia e o convívio social. A contação de história é fundamental para o desenvolvimento do processo criativo, da imaginação, pois ele oferece uma bagagem de conhecimentos e informações criadores, e as crianças irão adquirir novas experiências. Vygotsky contribui com seus estudos do brincar, afirmando que ele irá permitir que a criança aprendesse a elaborar e resolver situações conflitantes que vivência ou vivenciará no seu cotidiano. Para isso a criança usará suas capacidades básicas como a observação, imitação e imaginação. (Vygotsky 1988, p. 17) A Contação de Histórias inspira a fantasia, a imaginação, o lúdico e pode ser um meio valioso no desenvolvimento das práticas educativas na Educação Infantil. Da mesma forma, o uso da contação de histórias são respostas as necessidades infantis, sendo utilizado de forma fantasiosa revelando situações que levam a criança liberar sua imaginação e pensamento. É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula (ABRAMOVICH, 1997, p.17) A criança passa a interagir com as histórias, acrescentam detalhes, personagens ou lembram fatos que passaram despercebidos pelo contador. Essas histórias reais são fundamentais para que a criança estabeleça a sua identidade, compreender melhor as relações familiares. Outro fato relevante é o vínculo afetivo que se estabelece entre o contador das histórias e a criança. Contar e ouvir uma história aconchegada a quem se ama é compartilhar uma experiência gostosa, na descoberta do mundo das histórias e dos livros. A contação de história pra mim é uma atividade necessária e imprescindível no processo de desenvolvimento da criança, pois auxilia na formação humana e, por isso, deve ser valorizada e desenvolvida no meio escolar a fim de potencializar a imaginação, a linguagem, a atenção, a memória, o gosto pela leitura e outras habilidades humanas, além de contribuir no processo de aprendizagem e socialização da criança. [...] a história é importante alimento da imaginação. Permite a auto identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis, ajuda a resolver conflitos, acenando com a esperança. Agrada a todos, de modo geral, sem distinção de idade, de classe social, de circunstância de vida. Descobrir isso e praticá-lo é uma forma de incorporar a arte à vida [...] (COELHO, 1997, p. 12) Entendi que essa atividade contribui para minha formação acadêmica e profissional, uma vez que meu foco de pesquisa, a contação de histórias, está atrelado à relação professor e aluno. É uma contribuição aos professores que não usam a contação de histórias como recurso pedagógico, para que possam repensar sua prática, buscando melhorar sua práxis para a emancipação de seus alunos. Referencial teórico A contação de histórias é um instrumento muito importante no estímulo a leitura, desenvolve a linguagem, é uma passaporte para escrita, desperta o senso crítico e principalmente faz a criança sonhar. Os contadores de histórias são os mediadores desse processo, e tem uma tarefa muito importante que é de envolver a criança na história dando vida aos sonhos, o despertar das emoções transportando para o mundo da fantasia. Os primeiros livros direcionados ao público infantil surgiram no século XVIII. Autores como La Fontaine e Charles Perrault escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. De lá pra cá, a literatura infantil foi ocupando seu espaço e apresentando sua relevância. A partir daí os laços entre a escola e literatura começam a se estreitar, pois para adquirir livros era preciso que as crianças dominassem a língua escrita e cabia a escola desenvolver esta capacidade. De acordo com Lajolo & Zilbermann, “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo das obras impressas, servindo como intermediária entre a criança e a sociedade de consumo”. (2002). Hoje a dimensão de literatura infantil é muito mais ampla e importante. Ela proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos. As histórias permitem as crianças, maior proximidadedevido às situações de impasses que surgem durante os ensaios, escolha do personagem, onde se posicionar, enfim, a vontade de fazer bem feito no sentido que todos se divirtam, tenha satisfação com o realizado e também agradar quem assiste. Sendo assim, através da contação de histórias, o professor deve sempre instigar o aluno à reflexão, problematizar situações que façam a criança pensar, fazer descobertas e construir sua aprendizagem. Segundo Vygotsky (1999), a zona de desenvolvimento proximal é um divisor entre o desenvolvimento real, individual, já internalizado e o desenvolvimento potencial, o que está em processo de maturação, interpessoal. A criança ao ouvir histórias, se transporta a um mundo onde consegue resolver alguns de seus conflitos, decepções, soluções ou conquistas uma vez que consegue identificá-los comparando com a trajetória dos personagens com as suas próprias vivências. Para Vygotsky (1989) é pela interiorização de sistemas de signos, produzidos culturalmente, que se dá o desenvolvimento cognitivo. A contação de histórias proporciona a criança um entendimento do mundo, favorecendo seu desenvolvimento afetivo, cognitivo e social. Então, devemos contar histórias para as crianças na educação infantil, na intenção de promover nestas crianças, ideais e atitudes positivas que contemplem a formação de posturas e habilidades, colaborando significativamente para a sua formação pessoal, levando cada um a constituir um ser social. O gosto pela leitura ocorre através de dois fatores: a curiosidade e o exemplo. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001) a decodificação é apenas uma, das várias etapas de desenvolvimento da leitura. Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Existem diversos fatores que influenciam o interesse pela leitura. O primeiro e talvez mais importante é determinado pela atmosfera literária” que, segundo Bamberguerd (2000) a criança encontra em casa e na escola. A criança que ouve histórias desde cedo, que tem contato direto com livros e que seja estimulada, terá um desenvolvimento favorável ao seu vocabulário, bem como a prontidão para a leitura. A escola deve ser formadora de novos talentos; professores precisam estimular a leitura com propósitos fundamentados na interpretação e compreensão das histórias infantis. Contar histórias é criar um ambiente encantado, emocionante, cheio de surpresas e suspenses, onde os personagens ganham vida, e o leitor participa da história. Metodologia Essa pesquisa será uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva de modo qualitativa, comparando e contrastando diferentes autores sobre o tema proposto, sobre todos aqueles que pesquisam e reconhecem o ato de contar histórias para crianças. A mesma enquadra-se no tipo descritiva, pois procura descrever de que maneira acontece a contação de história na educação infantil. E de que forma elas podem ser trabalhadas para se tornarem um hábito prazeroso. As principais fontes de pesquisa que serão utilizadas são: livros; publicações; artigos; revistas. Assim, a pesquisa bibliográfica se tornará o ponto chave para que fossem desenvolvidos os primeiros passos do presente projeto da contação de história na educação infantil. Cronograma Atividade Mês 2014 Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Pesquisa do tema X X X Pesquisa bibliográfica X X Coleta e Análise de dados X Elaboração do projeto X Entrega do projeto X Atividade Mês 2015 Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Inicio da pesquisa de campo X Apresentação e discussão dos dados com o orientador X Submissão à Banca X Correções Finais X Entrega da Monografia X Referencia ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 4.ed. São Paulo: Scipione, 1997. BAMBERGUERD, Richard. Como incentivar o hábito da leitura. 7. Ed. São Paulo: Ática, 2000. Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s (2001) VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem São Paulo: Martins Fontes, 1989 ZILBERMANN, Regina; Lajolo, Marisa. Literatura Infantil História e História