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E s p e c í f i c a d a Á r e a d e F o r m a ç ã o S a ú d e C o l e t i v a N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Quando autorizado pelo fiscal de sala, transcreva a frase ao lado, com sua caligrafia usual, no espaço apropriado na Folha de Respostas. INSTRUÇÕES Alimentos para as refeições diárias devem ser saudáveis e nutritivos. - Verifique se este caderno: - corresponde à sua opção de especialidade. - contém 80 questões, numeradas de 1 a 80. Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Leia cuidadosamente cada uma das questões e escolha a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente e tinta preta ou azul. Não será permitida a utilização de lápis, lapiseira, marca texto ou borracha durante a realização da prova. - Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou quaisquer anotações. - Aduração da prova é de 4 horas, para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. - Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a Folha de Respostas. É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.- VOCÊ DEVE ATENÇÃO A C D E Graduação em Fisioterapia PROCESSO SELETIVO PARA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL 2021� Janeiro/2021 Colégio Sala Ordem Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 MODELO 0000000000000000 TIPO−004 00001 0001 0001 2 HSLRM-Fisioterapia Específica da Área de Formação 1. Um paciente relatou ao fisioterapeuta que seu médico aconselhou a realização de exercícios aeróbicos como parte do trata- mento oncológico. Ele solicitou ao fisioterapeuta que explicasse os benefícios que esse tipo de exercícios proporcionaria no seu tratamento. O fisioterapeuta deve explicar que os exercícios podem (A) substituir as terapias medicamentosas no tratamento de câncer. (B) reduzir os efeitos sistêmicos inflamatórios e melhorar a imunidade celular provocados pelas terapias anticâncer, pois esses efeitos criam um ambiente pró-tumor. (C) reduzir os efeitos sistêmicos anti-inflamatórios e melhorar a imunidade celular provocados pelas terapias anticâncer, pois esses efeitos criam um ambiente pró-tumor. (D) aumentar os efeitos sistêmicos anti-inflamatórios e melhorar a imunidade celular provocados pelas terapias anticâncer, pois esses efeitos criam um ambiente pró-tumor. (E) atuar no sistema imunológico com diminuição na atividade das células NK e diminuição de linfócitos. 2. J.S. realizou mastectomia da mama direita e compareceu à fisioterapia para iniciar seu processo de reabilitação pós-operatória. Dentre as opções de tratamento, o enfaixamento compressivo funcional foi incluído no rol de procedimentos para essa paciente. Essa escolha deu-se pelo fato de que a paciente apresentava (A) insuficiência cardíaca congestiva descompensada. (B) inflamações e infecções agudas. (C) edema sistêmico de origem cardíaca. (D) edema ou lindedema graus 2 e 3 no braço direito. (E) linfangeíte carcinomatosa. 3. Durante o tratamento oncológico, pacientes podem desenvolver fadiga relacionada ao câncer. Na avaliação fisioterapêutica des- se tipo de paciente, é comum encontrar déficits de equilíbrio nos testes realizados. Nos treinamentos para melhora desses déficits, pode-se progredir para treino de equilíbrio e marcha quando (A) o equilíbrio de tronco na posição sentada estiver adequado. (B) a força muscular estiver no grau 2. (C) o ortostatismo apresentar repercussões hemodinâmicas. (D) o ortostatismo apresentar controle postural deficitário. (E) atingir o ortostatismo pleno sem repercussões hemodinâmicas. 4. J.W.L., portador de câncer de próstata, realizou tratamento cirúrgico e quimioterápico, porém desenvolveu posteriormente metástase óssea na coluna lombar. As contraindicações absolutas para que esse paciente realize tratamento de reabilitação são: (A) instabilidade clínica e vertebral, fratura com demanda cirúrgica e hipercalcemia. (B) instabilidade clínica e vertebral, fratura com demanda cirúrgica e dor mal-paliada. (C) fratura eminente em paciente não candidato à cirurgia por falta de condições clínicas para o ato cirúrgico, dor mal-paliada e tromboembolismo. (D) fratura eminente em paciente não candidato à cirurgia por falta de condições clínicas para o ato cirúrgico, instabilidade vertebral e hipercalcemia. (E) instabilidade clínica e vertebral, fratura com demanda cirúrgica e hipocalcemia. 5. A estimulação elétrica nervosa transcutânea é utilizada em diferentes alterações produzidas no tratamento de pacientes oncoló- gicos. Seu uso em náusea e vômito induzidos por quimioterapia aplica-se (A) no dorso dos pés. (B) na região frontal da cabeça. (C) no ponto de acupuntura Taiyang (conhecido como VG20). (D) no ponto de acupuntura Neiguan (conhecido como PC6 ou P6). (E) na palma das mãos. 6. J.M. apresenta citopenia durante seu tratamento oncológico. Realizou exame de sangue que revelou anemia, com os seguintes achados laboratoriais: hematócrito 30% e hemoglobina 10 g/dL. O fisioterapeuta pretende realizar exercícios nesse paciente. De acordo com o grau de anemia apresentado, deve-se recomendar: (A) Atividades realizadas apenas com permissão do oncologista, deambulação e exercícios de autocuidado com assistência. (B) AVD essenciais, exercícios aeróbicos leves e pesos leves (0,5 a 1 kg). (C) Deambulação, exercícios resistidos e exercícios de autocuidado de acordo com a tolerância do paciente. (D) Exercícios de ADM leves e exercícios isométricos além de solicitar liberação do médico responsável para outras atividades. (E) Atividade física irrestrita. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 3 7. A realização de exercícios pode ter impacto positivo em pacientes sobreviventes de câncer, no que diz respeito à resposta ao tratamento, recuperação rápida, redução do risco de recorrência e melhoria da qualidade de vida. A American Cancer Society preconiza que os sobreviventes de câncer devem se exercitar: Minutos Frequência de treinos de força por semana (A) 120 2 (B) 180 3 (C) 150 2 (D) 150 3 (E) 120 3 8. Paciente oncológico está realizando quimioterapia para tratamento de câncer de mama e o médico solicitou avaliação e acom- panhamento fisioterapêutico nessa etapa do tratamento. O fisioterapeuta utilizou a escala de Katz (ABVD). Essa escala avalia: (A) Mobilidade. (B) Funcionalidade da Comunicação. (C) Aspectos cognitivos. (D) Capacidade Funcional. (E) Humor. 9. Um paciente realizou lobectomia para retirada de um tumor no pulmão direito e realizará fisioterapia pós-operatória. Na avalia- ção, o fisioterapeuta aplicou a Escala Numérica de Dor para movimentos respiratórios e o paciente classificou como nota 4. Essa nota classifica essa dor como (A) leve. (B) levíssima. (C) moderada. (D) ausente. (E) severa. 10. E.B.C. está realizando tratamento quimioterápico após realizar cirurgia para câncer de cólon. Apresenta fraqueza e fadiga e foi encaminhado para avaliação fisioterapêutica para planejamento do seu tratamento. O fisioterapeuta utilizou a Escala de Desem- penho ECOG para avaliação das condições clínicas do paciente para propor um plano terapêuticoadequado. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o paciente que apresenta pontuação 3, nessa escala, (A) apresenta restrições de atividades físicas extenuantes, mas deambulando e capaz de realizar tarefas leves ou sedentárias, por exemplo, trabalhos domésticos leves, serviços de escritório (Karnofsky 70-80%). (B) está limitado, podendo exercer autocuidados restritos à cadeira (Karnofsky 20-30%). (C) é completamente capaz para o autocuidado, mas incapaz de realizar quaisquer atividades de trabalho, fora do leito por mais de 50% do tempo (Karnofsky 20-30%). (D) apresenta limitação na capacidade de se autocuidar, confinado ao leito ou à poltrona durante mais de 50% do período que permanece acordado (Karnofsky 30-40%). (E) está completamente limitado, não pode exercer qualquer autocuidado; totalmente confinado ao leito ou à poltrona (Karnofsky 10-20%). 11. N.A.G. tratou-se de câncer de pulmão há 2 anos e atualmente está em acompanhamento oncológico. Ele teve um entorse de joe- lho e está com uma dor significativa. O fisioterapeuta pretende utilizar a TENS para tratar a dor desse paciente. O paciente também faz uso do marcapasso. Nesse caso, o fisioterapeuta (A) não pode utilizar a TENS porque é contraindicada para pacientes portadores de marcapasso. (B) deve utilizar a TENS apenas por 30 minutos, pois assim não interfere no segmento oncológico. (C) pode utilizar a TENS, porque o joelho está distante do marcapasso. (D) não pode utilizar a TENS porque é contraindicada para qualquer paciente oncológico e para portadores de marcapasso. (E) pode utilizar a TENS porque é indicada para controle de dor. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 4 HSLRM-Fisioterapia 12. Uma paciente que se tratou de câncer de mama, e está em remissão e alta do tratamento, após 5 anos apresenta sintomas de síndrome gripal e suspeita de COVID-19. Ela foi avaliada e diagnosticada como forma leve da doença. De acordo com as dire- trizes do Ministério da Saúde, a conduta para essa paciente será (A) realizar atendimento presencial idealmente em domicílio, caso seja necessário. (B) interná-la para prevenir que a infecção fique mais grave. (C) estabilizá-la e encaminhá-la para a unidade de maior complexidade de referência. (D) acompanhá-la, preferencialmente por telefone, a cada 24 horas, até completar 21 dias do início dos sintomas. (E) realizar acompanhamento clínico em leito de isolamento privativo ou em coorte. 13. Um paciente com câncer de pulmão está realizando tratamento quimioterápico. Sugeriu-se a realização de exercícios e está sendo avaliado se ele apresenta potencial para adesão. Estudos sobre fatores preditores de adesão aos exercícios durante o trata- mento são: (A) localização do centro de reabilitação, extenso histórico de exercícios, alta motivação para exercícios e menos limitações de exercícios. (B) localização do centro de reabilitação, apoio familiar, alta motivação para exercícios e menos limitações de exercícios. (C) localização do centro de reabilitação, extenso histórico de exercícios e baixo consumo de álcool. (D) cirurgia menos extensa, baixo consumo de álcool, alta adesão ao exercício anterior, apoio familiar, feedback dos treina- dores e conhecimento e habilidades de exercício. (E) cirurgia menos extensa, baixo consumo de álcool, alta adesão ao exercício anterior, apoio familiar e localização do centro de reabilitação. 14. N.Z. teve câncer de bexiga e realizou tratamento cirúrgico e radioterápico. Após um período de 3 meses, desenvolveu linfedema em membros inferiores. Compareceu à fisioterapia para iniciar o tratamento. No encaminhamento feito pelo médico, seu linfe- dema foi classificado como grau 1. Dentre as condutas indicadas para essa fase do tratamento, o fisioterapeuta poderá realizar: (A) Drenagem manual linfática, enfaixamento compressivo funcional, automassagem, orientações ergonômicas e cinesio- terapia com uso de contenção elástica. (B) Drenagem manual linfática, enfaixamento compressivo funcional, orientações ergonômicas, cinesioterapia com uso de con- tenção elástica e treino funcional com carga leve. (C) Cuidados com a pele, automassagem, massagem ganglionar, orientações para elevação de membro, uso de enfaixamento compressivo funcional com uso contínuo de contenção elástica, após a retirada das faixas, e drenagem manual linfática. (D) Cuidados com a pele, automassagem, massagem ganglionar, orientações para elevação de membro, uso de enfaixamento compressivo funcional com uso contínuo de contenção elástica, após a retirada das faixas. (E) Cuidados com a pele, automassagem, massagem ganglionar, orientações para elevação de membro. A luva compressiva pode ser utilizada em situações de risco como medida preventiva. 15. Um adolescente de 14 anos compareceu à Unidade Básica de Saúde com dor no joelho e foi realizado um atendimento conjunto entre o médico e o fisioterapeuta da unidade. Houve uma conversa entre eles sobre quais fatores de risco poderiam levar à sus- peita de osteossarcoma. Alguns dos fatores elencados foram: (A) Quimioterapia e radioterapia prévias; irmão gêmeo que teve a doença; ter doenças genéticas, como anemia falciforme ou neurofibromatose. (B) Idade entre 10 e 30 anos; mais comum entre meninas; ter síndrome de Li-Fraumeni; IMC baixo. (C) Quimioterapia e radioterapia prévias; irmão gêmeo que teve a doença; ter doenças genéticas, como Anemia de Fanconi ou neurofibromatose. (D) Idade entre 10 e 30 anos; crianças com média de altura maior para sua idade; predominância no sexo masculino; já ter se submetido à radioterapia; possuir doenças genéticas como síndrome de Bloom e síndrome de Werner. (E) Idade entre 10 e 30 anos; crianças com média de altura menor para sua idade; predominância no sexo masculino; já ter se submetido à radioterapia; possuir doenças genéticas como síndrome de Bloom e síndrome de Werner. 16. No relacionamento com o paciente oncológico, o fisioterapeuta deve (A) respeitar o princípio bioético de autonomia, beneficência e não maleficência do cliente/paciente/usuário de decidir sobre a sua pessoa e seu bem-estar, exceto em caso de procedimentos que ele avalie importantes para o paciente. (B) respeitar a vida humana desde a concepção até a morte, jamais cooperando em ato em que voluntariamente atente-se contra ela, ou que coloque em risco a integridade física, psíquica, moral, cultural e social do ser humano. (C) responsabilizar-se pela elaboração do diagnóstico médico, instituir e aplicar o plano de tratamento e conceder alta para o cliente/paciente/usuário, ou, quando julgar necessário, encaminhá-lo a outro profissional. (D) zelar para que o prontuário do cliente/paciente/usuário permaneça fora do alcance de estranhos à equipe de saúde da ins- tituição, mesmo quando outra conduta seja expressamente recomendada pela direção da instituição e que haja amparo legal. (E) zelar pela provisão e manutenção de adequada assistência ao seu cliente/paciente/usuário, amparado em métodos e técnicas reconhecidos ou não regulamentados pelo Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 5 17. As manobras de higiene brônquica têm como objetivo aumentar a mobilização e expectoração das secreções e minimizar os danos causados pelo seu acúmulo. Em relação às técnicas existentes, é correto afirmar: (A) Equipamentos de insuflação e exsuflação mecânica promovem aumento do volume expiratório com o uso de pressão negativa, que pode ser aplicada no paciente através de máscara facial ou de adaptador em prótese traqueal. (B) A hiperinsuflação manual é uma técnica usada pelos fisioterapeutas para realizar reexpansão pulmonar e para auxiliar na remoção de secreções em pacientes em respiração espontânea. (C) Huffing (técnica da expiração forçada) consiste em aplicar uma ou duas expirações forçadas com a glote abertapartindo de baixos ou médios volumes pulmonares, precedidas e seguidas de um período de respiração diafragmática controlada e relaxada com respirações lentas e profundas. (D) O ciclo ativo da respiração é uma combinação de respirações controladas, expansão torácica e técnica de inspiração forçada. A respiração controlada é descrita como uma respiração diafragmática em que o tórax superior e os ombros estão relaxados enquanto o sujeito respira com volume corrente e frequência normais. (E) Técnicas de oscilação (flutter, shaker) consistem em aplicar oscilação de baixa frequência através de um dispositivo que causará a vibração do ar na via aérea e mobilizará a secreção pulmonar. 18. A reexpansão pulmonar é comumente utilizada na prática fisioterapêutica para referenciar manobras e exercícios que visam à melhora da expansão pulmonar. Reconhecer as indicações e contraindicações, bem como dominar as principais manobras e exercícios de reexpansão pulmonar, é fundamental para o fisioterapeuta. Sendo assim, é correto afirmar que (A) exercícios escalonados ou sustentados, ou inspiração em tempos, que são volumes inspiratórios nasais curtos e sucessivos, até atingir a capacidade inspiratória máxima, seguidos por expiração lenta e suave. Espera-se que haja aumento no volume inspiratório e melhor distribuição da ventilação. (B) as modalidades mais comuns de reexpansão pulmonar incluem padrões de respiração profunda, associados ou não a movi- mentos de membros superiores (cinesioterapia respiratória), incentivadores respiratórios, exercícios com pressão positiva contínua (CPAP) ou intermitente nas vias aéreas (RPPI) e manobra de compressão torácica associada a reflexos miotáticos. (C) soluços ou suspiros inspiratórios consistem na sequência de uma inspiração de pequeno volume de ar, seguida de expi- ração breve (frenolabial), nova inspiração de médio volume de ar, seguida por expiração breve e, por fim, uma inspiração máxima, seguida de expiração lenta e suave. (D) pacientes com alto risco de complicações pulmonares não podem realizar cinesioterapia respiratória ou exercício com pressão positiva, enquanto o incentivador respiratório pode ser orientado a ser usado entre os atendimentos. (E) as principais indicações para o uso do incentivador respiratório são: risco para complicação pulmonar pós-operatória; pre- sença de atelectasia; disfunção diafragmática; restrição total ou parcial ao leito e não é necessário que o paciente esteja colaborativo e com bom controle da dor. 19. A doença respiratória pode alterar a intensidade dos sons respiratórios normais ouvidos sobre o tórax por meio da ausculta pul- monar. Em relação aos mecanismos que produzem os diversos sons pulmonares, é correto afirmar: (A) Broncofonia é uma diminuição na intensidade e clareza da ressonância vocal produzida pela transmissão de vibrações vocais indicando aumento na densidade do tecido pulmonar. (B) O estridor é um importante som adventício pulmonar que indica comprometimento da via aérea superior e em geral, o estridor inspiratório indica estreitamento da traqueia inferior. (C) Sibilo e estridor são sons respiratórios diminuídos que ocorrem quando a intensidade do som e o local de origem (grandes vias aéreas) são reduzidos e o fluxo aéreo causa movimento de excessiva secreção nas vias aéreas. (D) Crepitações representam vibrações das paredes das vias aéreas causadas quando o ar flui em alta velocidade através da via aérea estreitada. (E) Atrito pleural é um som de crepitação ou fricção que ocorre quando a superfície pleural se torna inflamada e pode ser auscultado apenas durante a inspiração, assemelhando-se a crepitações grossas. 20. J.Z., 70 anos de idade, ficou internado por 2 meses após um Acidente Vascular Cerebral. O paciente apresenta uma lesão ex- tensa e sua família disse que ele poderia ficar melhor assistido em uma Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI), uma vez que seu prognóstico de evolução foi avaliado como reservado. Sua família está avaliando diferentes instituições para acolher o paciente. De acordo com a ANVISA, para uma ILPI com pacientes Grau de Dependência III − idosos com dependência que requeiram assistência em todas as atividades de autocuidado para a vida diária e/ou com comprometimento cognitivo − a recomendação para gestão adequada desse paciente é que se tenha um (A) cuidador para cada 3 idosos com carga horária de 8 horas/dia. (B) documento da instituição responsável, justificando a organização da quantidade de pacientes/cuidador. (C) cuidador para cada 20 idosos, ou fração, com carga horária de 8 horas/dia. (D) cuidador para cada 10 idosos, ou fração, por turno. (E) cuidador para cada 6 idosos, ou fração, por turno. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 6 HSLRM-Fisioterapia 21. Em pacientes hospitalizados, é comum a realização de atividades na posição sentada à beira do leito para estimular os múscu- los que controlam o tronco. Nesse caso, (A) deve-se apoiar membros superiores no leito e não realizar transferências de peso, pois pode prejudicar o alinhamento de tronco. (B) deve-se apoiar membros superiores e deslocar o tronco do paciente para frente, para trás, para as laterais e em rotações, estimulando o trabalho dos músculos paravertebrais. (C) não se deve treinar a transferência de sentado para de pé, com estabilização dos joelhos, até que consiga ficar em posição ereta. (D) deve-se realizar extensão de tronco com deslocamento posterior, com o objetivo de tocar o solo iniciando-se com extensão de membros superiores simetricamente. (E) deve-se apoiar os pés no chão e o terapeuta deve ficar ao lado do paciente segurando seus membros superiores a fim de realizar o deslocamento do tronco para frente para treinar os componentes extensores de joelho. 22. S.D.L., trabalhador de uma empresa de logística, vem apresentando quadro de lombalgia e avalia que sua dor está relacionada a levantamento de pesos. Ele procurou a UBS de referência e, na gestão de saúde desse trabalhador, os profissionais avaliaram que o trabalho pode ser o fator relacionado à doença, uma vez que teve que ficar um período 15 dias afastado do trabalho devido à sua dor. A conduta que deve ser tomada pelos profissionais da UBS é: (A) encaminhar o trabalhador para Centros de Referência de Saúde do Trabalhador para tratar a lombalgia e verificar o nexo causal, apenas. (B) encaminhar o trabalhador para Centros de Referência de Saúde do Trabalhador para tratar a lombalgia, verificar o nexo causal e realizar ações de vigilância em Saúde do Trabalhador. (C) tratar sintomas; reabilitar e investigar outras causas. (D) notificar (SINAN), emitir CAT; tratar/encaminhar (critérios de gravidade) e pesquisar casos similares. (E) prover suporte técnico adequado às ações de Saúde do Trabalhador; recolher, sistematizar e difundir informações de interes- se para a Saúde do Trabalhador; apoiar a realização das ações de vigilância em Saúde do Trabalhador e tratar os trabalhadores. 23. Um gestor de hospital pretende avaliar se seu hospital realiza boas práticas de humanização no processo de produção de saúde dos pacientes que frequentam sua unidade. Se a Política Nacional de Humanização estiver implementada no hospital, o gestor alcançará as seguintes metas: (A) Verificação de implementação de atividades de valorização dos trabalhadores e o cuidado de saúde ficará a cargo do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador. (B) Redução das filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso, e atendimento acolhedor e resolutivo, baseado em critérios de risco. (C) Redução das filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso, e atendimento acolhedor e resolutivo, baseado em cri- térios de tempo de chegada no hospital. (D) Rapidez no tratamento, baseada em critérios do tempo de chegada na unidade. (E) Capacidade de informar quem são os profissionais que cuidam de sua saúde e a redede serviços que se responsabilizará por sua referência territorial e atenção para o problema que ele apresenta no momento. 24. O termo pneumonia é definido como inflamação do tecido alveolado secundária à infecção. Em relação às suas características e classificações, é correto afirmar: (A) As infecções pulmonares por disseminação hematogênica são muito comuns e podem ser causadas por abscesso subfrê- nico e as pneumonias se apresentam como um infiltrado alveolar localizado. (B) A pneumonia por extensão direta (contiguidade) ocorre por embolização séptica e os pulmões podem ser infectados a partir da contaminação de estruturas anatômicas contíguas, e a situação clínica mais comum é a endocardite de câmaras direitas. (C) A aspiração de pequenos inóculos bacterianos provenientes das vias aéreas superiores, a chamada microaspiração, é o me- canismo mais frequente das pneumonias bacterianas típicas e a pneumonia aspirativa é um exemplo mais comum entre elas. (D) A pneumonia aspirativa pode ocorrer em pacientes com estado de consciência rebaixado, aguda ou cronicamente, doen- ças que alteram a motilidade esofágica e dificuldade de deglutição. (E) As pneumonias nosocomiais ou adquiridas no hospital são definidas como as que se instalam de 24 a 48 horas após a internação e os patógenos envolvidos são os mesmos daqueles adquiridos na comunidade. 25. Um fisioterapeuta, gestor das equipes de fisioterapia de um Hospital de grande porte, avaliou que deve relembrar aos profis- sionais suas responsabilidades no exercício da profissão. Segundo o Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia, estabele- cido pela Resolução no 424 de 08 de Julho de 2013, constam como responsabilidades no exercício da fisioterapia: (A) Divulgar e declarar possuir títulos acadêmicos ou de especialista profissional, cuja comprovação seja feita de forma verbal, e que atendam às regulamentações específicas editadas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional. (B) Deixar de comunicar formalmente ao Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional da região quando houver recusa do registro por parte de instituição ou serviços obrigados a tal registro. (C) Atuar em consonância à política nacional de saúde, promovendo os preceitos da saúde coletiva no desempenho das suas funções, cargos e cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público ou privado. (D) Empenhar-se na melhoria das condições da assistência fisioterapêutica e os padrões de qualidade dos serviços de Fisioterapia devem ficar sob responsabilidade dos responsáveis pelos serviços de Fisioterapia. (E) Ser solidário aos movimentos em defesa da dignidade profissional, seja por remuneração condigna, seja por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional e seu aprimoramento, incentivando a sua filiação a sindicatos e associações. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 7 26. A figura abaixo ilustra as curvas de fluxo e pressão de um ciclo ventilatório da ventilação mecânica invasiva. A letras A, B, C e D representam, respectivamente: A B C D (A) Fase inspiratória Disparo Fase expiratória Ciclagem (B) Fase expiratória Fase inspiratória Disparo Ciclagem (C) Disparo Fase inspiratória Ciclagem Fase expiratória (D) Ciclagem Disparo Fase expiratória Fase inspiratória (E) Disparo Ciclagem Fase inspiratória Fase expiratória 27. A umidificação faz parte dos cuidados imprescindíveis aos pacientes em suporte ventilatório mecânico e seu objetivo é oferecer conteúdo de água e calor similar ao proporcionado pela via aérea superior. Sendo assim, em relação aos métodos de umidi- ficação, os umidificadores (A) do tipo trocadores de calor e umidade podem reduzir a contaminação do circuito e por isso possuem superioridade em relação aos umidificadores aquecidos sobre a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica. (B) devem ser trocados diariamente, independentemente da sujidade e presença de secreção, para se evitar o risco de obstru- ção da cânula ou da ocorrência de pneumonia associada à ventilação mecânica. (C) aquecidos são aqueles em que o aquecimento e a umidificação são promovidos pela passagem de ar seco e frio através de uma câmara preenchida parcialmente com água aquecida na qual, por evaporação, o vapor d’água se mistura ao gás, elevando a sua temperatura e umidade. (D) higroscópicos são constituídos de material que repele a água, impedindo sua passagem para o meio externo, e têm função adicional de barreira para vírus e bactérias. (E) hidrofóbicos possuem material de baixa condutividade térmica impregnado com sal que aumenta a conservação da umidade e por isso apresentam maior capacidade de umidificação. 28. Paciente de 75 anos, sexo masculino, diagnóstico de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), ex-tabagista, vem apresen- tando piora progressiva da dispneia há 5 dias, associada a tosse produtiva e febril. Foi levado ao pronto-socorro e evoluiu com insuficiência respiratória aguda com rebaixamento do nível de consciência. Foi intubado e está sob ventilação mecânica e vem apresentando sinais de hiperinsuflação pulmonar. Para tratar ou reduzir o efeito da auto-peep deve-se (A) diminuir a porcentagem com critério de ciclagem, reduzir o volume corrente e acrescentar pausa inspiratória. (B) aplicar peep externa (75-80% da auto-peep), aumentar o nível da pressão inspiratória e diminuir o fluxo inspiratório. (C) aumentar a frequência respiratória com aumento do tempo inspiratório e reduzir o volume minuto. (D) diminuir o fluxo inspiratório com pausa inspiratória e reduzir o volume corrente. (E) controlar a ansiedade e a dor, usar broncodilatador e ajustar a sedação. 29. A prática regular de exercícios físicos em pacientes pós infarto do miocárdio demonstra redução significativa de risco de morte cardiovascular e da mortalidade global. Desse modo, as indicações clínicas para reabilitação cardíaca em paciente internado e externo (fora do ambiente hospitalar) são: (A) Insuficiência cardíaca congestiva compensada, coronariopatia estável, hipertensão. (B) Taquicardia sinusal descontrolada (> 120 bpm), miocardite ativa, tromboflebite. (C) Pressão sistólica em repouso > 200 mmHg, insuficiência cardíaca congestiva compensada e embolia recente. (D) Angina instável, transplante de coração e pericardite ativa. (E) Pós-infarto do miocárdio clinicamente estável, estenose aórtica significativa e doença arterial periférica. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 8 HSLRM-Fisioterapia 30. Quando o paciente é submetido à ventilação mecânica invasiva, ocorrem alterações importantes na interação cardiopulmonar que influenciam na sua estabilidade hemodinâmica. Por isso, (A) o aumento da pressão pleural durante a ventilação mecânica é transmitido diretamente ao pericárdio, levando ao aumento da complacência ventricular e consequente diminuição do volume diastólico final pela diminuição da pressão transmural (diferença de pressão entre lados interno e externo do coração). (B) há aumento da pressão de átrio direito e diminuição da pressão sistólica transmural de VE, que reduzem o gradiente pressórico para o retorno venoso e a ejeção do VE diminuindo volume sanguíneo intratorácico. (C) observa-se uma diminuição na pressão intratorácica, levando a mudanças no volume pulmonar com consequente alteração significativa da resistência e capacitância vascular pulmonar. (D) o aumento excessivo do volume pulmonar com o colapso dos vasos intra-alveolares pode ser importante, pois levam à diminuição da resistência vascular pulmonar e à diminuição da pós-carga de VD. (E) se define pós-carga como sendo o volume diastólico final dos ventrículos e os dois mecanismos que irão interferir nesse volume são o retorno venoso e o enchimento diastólico dos ventrículos. 31. Em relação à ciclagem do ventilador, é correto afirmar que (A) a abertura daválvula expiratória permite a desinsuflação pulmonar até ocorrer o equilíbrio entre a pressão do sistema respiratório e a pressão expiratória final determinada no ventilador. (B) a abertura da válvula inspiratória, realiza a insuflação pulmonar conforme o modo ventilatório programado. Volume, pressão e fluxo são os critérios que podem ser utilizados pelo ventilador para finalizar a fase inspiratória. (C) o término da fase expiratória e a abertura da válvula inspiratória do ventilador, inicia nova fase inspiratória. (D) o ventilador mecânico mantém válvula inspiratória aberta e realiza a insuflação pulmonar conforme o modo ventilatório programado. (E) o critério utilizado pelo ventilador para fechar a válvula inspiratória e realizar a transição da fase inspiratória para a expi- ratória é ou volume ou tempo ou fluxo. 32. J.P.S., masculino, 68 anos de idade, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial sistêmica e Insuficiência Cardíaca Con- gestiva (ICC), foi internado em UTI por descompensação da ICC, com necessidade de intubação orotraqueal. Quatro dias após a extubação, o paciente evolui taquipneico, com tiragem de fúrcula, SpO2 = 85% (com máscara de Venturi 50%). Ausculta pul- monar com murmúrios vesiculares bilaterais, diminuídos em bases, com estertores crepitantes até ápices e optou-se por instalar ventilação mecânica não invasiva (VNI). Os efeitos fisiológicos dessa técnica incluem: (A) diminuição da resistência vascular dos capilares alveolares e, consequentemente, da resistência vascular pulmonar total levando à diminuição da pós-carga do ventrículo direito. (B) diminuição da ventilação alveolar, na medida em que o volume corrente aumenta quando se utiliza VNI com dois níveis pressóricos, o que diminui o trabalho respiratório e reduz a produção de CO2 pelos músculos respiratórios. (C) aumento da pós-carga do ventrículo esquerdo, efeito que, com o aumento do retorno venoso e, consequentemente, da pré-carga, torna a VNI benéfica para pacientes com falência desse ventrículo. (D) aumento da capacidade residual funcional e da pressão transpulmonar, favorecendo o recrutamento de áreas colapsadas com correção da ventilação de algumas áreas pulmonares, além da estabilização dos alvéolos, garantindo melhor compla- cência do sistema respiratório e melhora na oxigenação. (E) diminuição da pressão intratorácica e aumento do retorno venoso, reduzindo, portanto, o débito cardíaco. 33. Um paciente enfisematoso foi intubado e submetido a ventilação mecânica por fadiga muscular respiratória. Após 48 horas de re- pouso, foi realizado um teste de ventilação espontânea em tubo T, mas o paciente ficou taquipneico, com volume corrente diminuí- do, sudoreico e visivelmente desconfortável. Foi submetido à medida de trabalho respiratório, com medida de pressão esofágica, fluxo e pressão na saída de via aérea, sem suporte ventilatório (em tubo T). Nesse caso, as medidas devem mostrar PEEP intrínseco (A) aumentado e resistência aumentada. (B) ausente e resistência normal. (C) ausente e resistência aumentada. (D) diminuído e resistência aumentada. (E) aumentado e resistência diminuída. 34. Sobre a fraqueza muscular adquirida na UTI, também chamada sarcopenia secundária, é correto: (A) a idade, o gênero feminino, a imobilização, a nutrição parenteral e o tempo de internação são considerados fatores de risco modificáveis associados à fraqueza muscular adquirida na UTI. (B) a avaliação da força muscular com o uso do escore de soma do Medical Research Council (MRC) e o teste de preensão manual com o dinamômetro são avaliações padrão ouro para confirmar polineuropatia do doente crítico ou miopatia do doente crítico. (C) a polineuropatia e a miopatia do doente crítico fazem parte do subgrupo de disfunções musculares que não apresentam alterações eletrofisiológicas, mas o paciente possui perda de massa e força muscular. (D) na polineuropatia do doente crítico há comprometimento dos músculos dos membros superiores e inferiores e da musculatu- ra respiratória. O envolvimento dos membros é simétrico e, quando menos grave, acomete preferencialmente músculos distais. (E) as características principais da miopatia do paciente crítico são aumento anormal da amplitude do potencial de ação muscular, redução no potencial do nervo sensorial, redução da excitabilidade muscular. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 9 35. A.D.F., 34 anos, vitima de colisão moto × auto, com capacete, socorrido pelo transporte aéreo, com prancha rígida e colar cervi- cal, t = 30 min, Escala de Coma de Glasgow (ECG) 3, realizada intubação orotraqueal (IOT) na cena, fratura exposta de fêmur à direita (D). Foi realizada tomografia computadorizada de corpo inteiro: segmento craniocervical: hematoma subdural temporopa- rietal D; hemorragia subaracnoidea. Foi encaminhado para UTI e, nesse momento, foram realizadas medidas neuroprotetivas, que são: (A) sedação profunda, boa oxigenação (SpO2 ≥ 95%), hipertermia e hiperventilação (PaCO2 = 25 a 30 mmHg). (B) hipertermia, hiperventilação (PaCO2 = 25 a 30 mmHg), PEEP moderada a alta (8 a 12 cmH2O) e controle do sódio. (C) monitoração da PIC (PIC < 20 mmHg), sedação profunda, posicionamento (cabeceira elevada 30° a 45° com alinhamento da cabeça), PAM e PPC adequadas (PPC > 60-70 mmHg). (D) hiperventilação (PaCO2 = 25 a 30 mmHg), PEEP moderada a alta (8 a 12 cmH2O), sedação profunda e boa oxigenação (SpO2 ≥ 95%). (E) controle glicêmico, hipertermia, PAM e PPC adequadas (PPC > 60-70 mmHg) e controle do sódio. 36. Os mecanismos que levam à insuficiência respiratória hipoxêmica são: (A) doenças neuromusculares, estados de má nutrição, distúrbios eletrolíticos, atrofia e descondicionamento dos músculos ventilatórios. (B) redução da pressão alveolar de O2 (PAO2), desequilíbrio da relação ventilação/perfusão, shunt direito → esquerdo e dis- túrbio da difusão. (C) redução da pressão alveolar de O2 (PAO2), drive ventilatório inadequado, desequilíbrio da relação ventilação/perfusão e es- tados de má nutrição. (D) hipoventilação alveolar, falência dos músculos ventilatórios, doenças neuromusculares e shunt direito → esquerdo. (E) distúrbio da difusão, atrofia e descondicionamento dos músculos ventilatórios, hipoventilação alveolar e drive ventilatório inadequado. 37. Os Fisioterapeutas, como profissionais que atuam na linha de frente do combate à COVID-19, devem estar atualizados e dispor de habilidades para tomar decisões, realizar a detecção de novos casos e definir o tratamento adequado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). As condutas que descrevem adequadamente os procedimentos fisioterapêuticos em pacientes com COVID-19 são: (A) o uso de recursos para a melhora de alterações funcionais respiratórias que não são geradores de aerossóis. Dentre es- tes, destacam-se: dispositivos de insuflação/exsuflação mecânica; dispositivos de respiração com pressão positiva (más- cara de EPAP); dispositivos de oscilação oral de alta frequência; e dispositivos de hiperinsuflação manual. (B) o início da oxigenoterapia com fluxo de 3 L/min com o alvo de SpO2 ≥ 92% para pacientes com algum sinal de instabilidade clínica, como insuficiência respiratória, hipoxemia ou choque; alvo de SpO2 ≥ 95% quando o paciente estiver estável; ou alvo de SpO2 ≥ 92% para gestantes. Recomenda-se início da oxigenoterapia quando a SpO2 for menor que 90%. (C) recomenda-se a postura sentada ou semi-sentada (manutenção da cabeceira elevada em 30°- 45°) visando a melhora da mecânica respiratória e a redução do risco para o desenvolvimento de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). É essencial favorecer as alternâncias do decúbito lateral e, quando necessário, indicar a posição prona e semi-prona. (D) a utilização da Cateter Nasal Alto Fluxo, que permite fornecer fluxos elevados com alta porcentagem de oxigênio de manei- ra confortável, em virtudedo aquecimento e umidificação do ar pelo sistema, porém não há risco de contaminação. Taxas de fluxo de 40 a 60 L/min apresentam pequeno risco de aerossolização e fluxos inferiores a 30 L/min podem reduzir poten- cialmente a transmissão viral. (E) a VNI, recomendada para pacientes com saturação periférica de oxigênio (SpO2) menor que 93%, com cateter nasal de oxigênio a 5 L/min, por no máximo 1 hora desde que o serviço disponha de condições ideais para sua implementação. Destaca-se a adoção de unidade de isolamento com pressão negativa e a utilização de máscara com válvula exalatória com circuito único. 38. Sobre o desmame da ventilação mecânica invasiva, os critérios para sua descontinuação são: (A) estabilidade hemodinâmica (sem vasopressores ou com doses baixas) e capacidade de iniciar esforços inspiratórios. (B) equilíbrio ácido-base; sem alterações eletrolíticas e ausência de programação de exames ou procedimentos cirúrgicos que utilizam sedação nas próximas 24 horas. (C) PaO2 ≥ 60 com FiO2 ≤ 0,4 e PEEP menor ou igual a 8 cmH2O. (D) nível de consciência (Glasgow ≥ 8) e balanço hídrico zerado ou negativo. (E) taquipneia – frequência respiratória > 35 ipm e hipoxemia – saturação periférica de oxigênio < 90%. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 10 HSLRM-Fisioterapia 39. Os sinais e os sintomas da pneumonia não são específicos e variam de acordo com o micro-organismo, a extensão da infecção no parênquima pulmonar e a idade do paciente. No caso de crianças com história clínica de refluxo gastroesofágico, cujo tratamento da pneumonia aconteça no domicílio, as famílias são orientadas à manutenção da postura em decúbito (A) lateral. (B) dorsal elevado a 60. (C) dorsal elevado a 30° principalmente em crianças. (D) dorsal elevado a 45°. (E) ventral. 40. Luana, 11 meses, apresenta diagnóstico de paralisia cerebral espástica diparética e displasia broncopulmonar. Chegou à emer- gência do hospital e, após avaliação da equipe de plantão, foi indicada oxigenoterapia por meio de cateter nasal. Os valores de PaO2 e de SatO2 que Luana deverá manter são entre (A) 80 e 90 mmHg − 88 e 92%. (B) 80 e 90 mmHg − 97 e 98%. (C) 50 e 60 mmHg − 88 e 92%. (D) 60 e 80 mmHg − 88 e 92%. (E) 60 e 80 mmHg − 97 e 98%. 41. Lucas, 4 anos é uma criança com paralisia cerebral do tipo espástico diparético. Realiza marcha com órtese antiequino, sobe e desce escada sem alternar os membros inferiores e com apoio no corrimão. De acordo com a Classificação motora da função motora grossa (GMFCS), o nível funcional de Lucas é (A) II. (B) V. (C) I. (D) IV. (E) III. 42. Felipe, 1 ano e 6 meses, deu entrada no pronto-socorro em crise asmática. Foi avaliado pela equipe e medicado com broncodila- tador associado à inalação com soro fisiológico a 0,9%. Visando otimizar a ventilação pulmonar, a fisioterapeuta deve posicioná- lo em decúbito (A) dorsal com 45° de elevação, com semiflexão dos quadris. (B) lateral, com extensão dos quadris. (C) lateral, com semiflexão dos quadris. (D) dorsal com 60° de elevação, com extensão dos quadris. (E) dorsal horizontal, com extensão dos quadris. 43. Miguel, prematuro (35 semanas de idade gestacional), após o nascimento ficou internado 10 dias na unidade de terapia intensi- va, mas não necessitou de ventilação mecânica. Na alta hospitalar, os pais receberam algumas orientações para estimular e po- sicionar Miguel, além do acompanhamento com o grupo de intervenção precoce. O posicionamento em decúbito ventral (posição em prono) foi recomendado quando estiver acordado. A idade (em meses) até a qual essa recomendação deve ser seguida e o tempo (em minutos) durante o qual deve ser mantida a posição prono são: Idade (em meses) Tempo (em minutos) (A) 2 3 a 5 (B) 3 3 a 5 (C) 3 6 a 10 (D) 4 10 a 15 (E) 4 15 a 18 44. Um recém-nascido a termo, com 3.850 g, sofreu hipoxemia perinatal. Atualmente com 8 meses, após consulta com o pediatra, foi encaminhado à fisioterapia. A avaliação fisioterapêutica revelou: controle de cabeça completo; incapacidade de manter-se sen- tado sem apoio, mantendo-se apenas com apoio, com flexão de tronco e retroversão de pelve. A partir dessas informações, o objetivo do tratamento, nesse momento, para esse lactente é (A) tornar agradáveis e funcionalmente normais, dentro do possível, as atividades de mamar, tomar banho, ser trocado ou vestido e ser carregado. (B) estimular o alinhamento postural para a rotação de tronco e estimular as coordenações mão boca e mãos na linha média. (C) adquirir a posição de quadrupedia, estimular o engatinhar alternando membros e coordenando membros superiores e infe- riores. (D) adquirir a estabilidade na posição sentada e sua manutenção durante as atividades com membro superior. (E) obter o alinhamento da cabeça e do tronco em decúbito ventral, na posição sentada, em quadrupedia e na posição em pé. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 11 45. Luiza, 12 anos, diabética do tipo I, realiza fisioterapia para correção postural. Sua fisioterapeuta explicou que a prática frequente de uma atividade física seria benéfica para seu quadro de diabetes. A recomendação para Luiza iniciar a prática de atividade física é (A) 10 minutos de alongamento, seguido de 40 minutos de condicionamento com atividades aeróbias de baixa a moderada intensidade, e deve ser realizada no mínimo 3 vezes por semana e sempre no mesmo horário. (B) 15 minutos de alongamento, seguido de 30 minutos de condicionamento com atividades aeróbias de baixa a moderada intensidade, e deve ser realizada no mínimo 2 vezes por semana e sempre no mesmo horário. (C) 5 minutos de alongamento, seguido de 20 minutos de condicionamento com atividades aeróbias de baixa a moderada intensidade, e deve ser realizada no mínimo 3 vezes por semana e sempre no mesmo horário. (D) 10 minutos de alongamento, seguido de 20 minutos de condicionamento com atividades aeróbias de baixa a moderada intensidade, e deve ser realizada no mínimo 3 vezes por semana e sempre no mesmo horário. (E) 5 minutos de alongamento, seguido de 30 minutos de condicionamento com atividades aeróbias de baixa a moderada in- tensidade, e deve ser realizada no mínimo 2 vezes por semana e sempre no mesmo horário. 46. Mariana, 2 anos, com diagnóstico de mielomeningocele nível neurológico S1–L5, apresenta a seguinte avaliação de força mus- cular: flexão plantar diminuída (graus ≤ 3) flexão de joelho (grau ≥ 3), extensão de quadril e/ou abdução (grau ≤ 2 a 3). Com base no quadro apresentado, o prognóstico é de deambulação (A) domiciliar com órteses e uso de cadeira de rodas em ambientes interno e externo. (B) não funcional, limitada apenas à terapia, à escola e em casa mobilidade realizada com uso de cadeira de roda. (C) comunitária sem órteses (às vezes, palmilha). (D) domiciliar com necessidade de órteses e uso de cadeira de rodas somente em ambientes externos e para longa distância. (E) comunitária com necessidade de órteses e uso de cadeira de rodas para longa distância. 47. Vinícius, 9 anos de idade, com diagnóstico de Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) apresenta levantar miopático, que é carac- terizado pela necessidade de uso dos membros superiores para auxiliar na fraqueza da musculatura pélvica. O sinal que ca- racteriza esse levantar nos indivíduos com DMD é de (A) Romberg. (B) Gowers. (C) Ortolani. (D) Barlow. (E) Galeazzi. 48. Rodrigo, 14 anos, é jogador de futebol de salão federado de um clube de sua cidade. No último jogo do campeonato estadual, so- freu uma lesão do ligamento cruzado anterior do seu joelho direito. Foi operado e na sequência iniciou a fisioterapia. Rodrigo evoluiu com alteração da marcha no plano sagital. Nesse caso, as possíveis alterações identificadas foram (A) movimentação transversal do pé, tornozelo, joelho e quadril. (B) alinhamento dos joelhos, harmoniae regularidade dos passos. (C) harmonia e regularidade dos passos, movimentação dos pés, tornozelos, joelhos e quadris nas vistas direita e esquerda. (D) afastamento entre os passos, joelhos e básculas da pelve nas vistas direita e esquerda. (E) harmonia, regularidade e afastamento dos passos nas vistas direita e esquerda. 49. Crianças podem apresentar diferença de comprimento de membros inferiores, o que deve ser acompanhado pela equipe de saú- de que as assiste. Em crianças com Paralisia Cerebral (PC), principalmente as hemiparéticas espásticas, essa alteração é muito frequente. A avaliação do comprimento de membros nessas crianças deve ser realizada em (A) decúbito dorsal, verificando a simetria dos maléolos mediais e espinhas ilíacas anteriores e posteriores. (B) bipedestação, verificando a simetria das cristas ilíacas e espinhas ilíacas anterossuperiores e posterossuperiores. (C) bipedestação, verificando a simetria dos maléolos laterais e mediais. (D) decúbito ventral, verificando a simetria das cristas ilíacas e espinhas ilíacas posteroinferiores. (E) bipedestação, verificando a simetria dos joelhos e maléolos mediais. 50. Há 20 dias, Juliana, 6 anos, apresenta dor no quadril esquerdo e claudicação durante a marcha. Foi diagnosticada com Doença de Legg-Calvé-Perthes, encaminhada à fisioterapia e, após a avaliação, o fisioterapeuta identificou em seu quadril esquerdo limitação de amplitude nos movimentos de (A) flexão, abdução e rotação medial. (B) flexão, abdução e rotação lateral. (C) flexão, adução e rotação lateral. (D) extensão, adução e rotação medial. (E) extensão, abdução e rotação medial. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 12 HSLRM-Fisioterapia Saúde Coletiva 51. Uma equipe de saúde do município foi até uma escola pública para avaliar condição de saúde em alunos da Educação Básica. Essa atividade (A) é uma das ações da Política Nacional da Saúde Bucal que tem como foco principal o município. (B) ocorre em há bairros sem equipe da Estratégia Saúde da Família. (C) é uma ação que contraria às executadas na Estratégia Saúde da Família. (D) ocorre em escola onde está ocorrendo violência entre os estudantes e mau aproveitamento escolar. (E) é uma atividade do Programa Saúde na Escola. 52. O Sistema Único de Saúde foi instituído, oficialmente, por meio de (A) Constituição Federal de 1988 (art. 196 a 200). (B) Estratégia de Saúde da Família. (C) Decreto no 7.508 de 2011. (D) Política Nacional de Atenção Básica, pela Portaria no 2.488 de 2011. (E) Programa Bolsa Família. 53. A Saúde Suplementar, fiscalizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é uma atividade que (A) fiscaliza suplementos alimentícios no escopo de ação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (B) é regulada pelas Vigilâncias Epidemiológicas nas três esferas do governo. (C) envolve instituições privadas que atuam, de forma complementar, no Sistema Único de Saúde. (D) prevê suplementação alimentar para prevenção da desnutrição infantil, dentro do Programa de Alimentação Saudável. (E) está inserida no Programa Bolsa Família. 54. As Políticas Públicas de Saúde (A) não, necessariamente, devem estar em harmonia com os princípios e diretrizes que estruturam o Sistema Único de Saúde. (B) são ações e serviços de saúde, prestados por órgãos públicos federais, dirigidos somente para população das classes sociais C e D. (C) são conjuntos de programas, ações e decisões tomadas pelos governos nacional, estadual ou municipal. (D) afetam, somente, os usuários inscritos do Sistema Único de Saúde, independente de classe social. (E) são elaboradas, exclusivamente, por um grupo de profissionais sanitaristas do Ministério da Saúde. 55. Um homem adulto com dois filhos, empregado mas sem renda para atividades de lazer de seu interesse, morando em uma resi- dência de um quarto e sem rede de esgoto, não apresenta sinais ou sintomas de doença. Esse indivíduo, segundo a Orga- nização Mundial da Saúde, (A) tem saúde, mas está sob risco de adoecer, devido à falta de saneamento básico. (B) tem saúde, pois não tem sinais ou sintomas de doença, tem residência e trabalho. (C) goza de plena saúde, pois não tem doença aparente. (D) não tem saúde. (E) tem saúde, se tiver renda para sustento de sua família. 56. A Política Nacional de Humanização existe desde 2003 para efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde, com foco em (A) serviços de urgência e emergência. (B) usuários e familiares, em todos os serviços de saúde. (C) hospitais e ambulatórios. (D) Unidades Básicas de Saúde. (E) todos os usuários, trabalhadores e gestores. 57. No Programa Saúde do Adolescente, o atendimento é (A) pautado em Centros de Atenção, onde trabalham apenas profissionais médicos. (B) intersetorial e multiprofissional. (C) centrado na promoção da saúde física. (D) para todos os jovens entre 12 a 25 anos que procuram o sistema público de saúde. (E) dirigido para tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 13 58. As Políticas Públicas de Saúde são planejadas com base em (A) custo econômico, fundamentalmente. (B) perfil epidemiológico e demográfico da população. (C) hábitos e crenças da população, prioritariamente. (D) oferta existente de serviços. (E) quantidade de profissionais médicos. 59. Um paciente de doença crônica renal não conseguiu mais pagar seu plano de saúde privado e pensou em seguir acompanhamen- to médico em um serviço público, mas soube que não teria mais direito a este serviço. A informação que o paciente recebeu está (A) incorreta, pois qualquer pessoa pode entrar como usuário do sistema público de saúde a qualquer momento. (B) correta, o sistema privado de saúde deve arcar com os atendimentos de pacientes crônicos, mesmo em casos de inadim- plência. (C) correta, pois apenas atividades de promoção e prevenção de doenças e agravos estão à disposição de ex-segurados privados, para conter a demanda dos serviços públicos. (D) correta, pois se o tratamento foi iniciado em serviço privado, o Sistema Único de Saúde não pode aportar recursos para dar acompanhamento clínico. (E) incorreta, pois casos crônicos são os únicos que podem entrar a qualquer momento no Sistema Único de Saúde. 60. São exemplos de ações e serviços de promoção da saúde (I) e prevenção de doenças e agravos (II), respectivamente: I II (A) alimentação saudável no ambiente escolar fisioterapia (B) fisioterapia cirurgias ortopédicas (C) nutrição saudável aconselhamento para gestantes (D) alimentação saudável vacinação (E) prática corporal aconselhamento continuado para obesos 61. O Programa Bolsa Família possui (A) como ator-chave o professor da escola pública, atuante na educação fundamental que controla a frequência dos estudantes. (B) três eixos principais: complemento da renda, acesso a direitos e articulação com outras ações a fim de estimular o desen- volvimento das famílias. (C) um sistema de fiscalização das famílias por meio da Secretaria de Educação que possui um cadastro único dos alunos. (D) gestão no Ministério da Cidadania, na Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, não tendo interlocução com o Sistema Único de Saúde. (E) apenas uma condicionalidade, qual seja, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos devem ter frequência escolar mínima de 85% das aulas a cada mês. 62. Uma jovem de 18 anos de classe social B sofreu violência doméstica e buscou atendimento médico, cirurgia plástica reparadora e acompanhamento psicológico, todos no serviço público para manter sua privacidade em relação à sua família. Em relação aos Princípios do Sistema Único de Saúde, esses acontecimentos estão (A) totalmente em desacordo, frente às premissas de atendimento às classes C e D. (B) em desacordo, pois jovens não têm autonomia em relação à família. (C) totalmenteem conformidade. (D) em desacordo, em relação à cirurgia plástica reparadora. (E) em conformidade, apenas quanto ao atendimento médico. 63. As Redes de Atenção à Saúde foram criadas para (A) diminuir a inserção da Vigilância e Promoção em Saúde no cotidiano dos serviços de atenção. (B) extinguir as regiões de saúde que implicam em definição de limites geográficos para oferta de ações e serviços. (C) implantar um modelo de atenção à saúde fundamentado nas ações curativas e centrado no cuidado médico. (D) organizar ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que em conjunto buscam garantir a integrali- dade do cuidado. (E) fortalecer ações e serviços de saúde dimensionados a partir da oferta existente. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 14 HSLRM-Fisioterapia 64. São prioridades da Política Nacional de Promoção da Saúde: (A) promoção do desenvolvimento sustentável e tratamento de intoxicação por agrotóxicos. (B) redução da morbimortalidade por uso abusivo de álcool e prevenção do suicídio. (C) redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito e estímulo à cultura da paz. (D) controle do tabagismo e tratamento de câncer de pulmão. (E) prevenção do tabagismo e fisioterapia pulmonar em paciente oncológico. 65. Um importante aspecto para a gestão no Sistema Único de Saúde é a organização em Níveis de Atenção, sendo (A) enquadradas no Nível Terciário as Unidades Básicas de Saúde que contam com equipe multiprofissional para tratar casos mais raros ou complexos. (B) sua estruturação feita segundo a densidade populacional e nível socioeconômico em cada município. (C) classificados em Atenção de Média complexidade ou Especializada os atendimentos em centros comunitários, escolas e domicílios. (D) as Unidades de Pronto Atendimento estruturas de complexidade alta, implantadas em municípios com mais de 100.000 ha- bitantes. (E) Atenção Básica estruturada como primeiro Nível de Atenção e porta de entrada do sistema, constituída de equipe multi- disciplinar, para atender necessidades de saúde dos usuários. 66. Uma das estratégias do Sistema Único de Saúde é a Linha de Cuidado que se constitui de (A) um caminho para o alcance da atenção integral que busca articular a produção do cuidado desde a atenção primária até o mais complexo nível de atenção. (B) uma forma de articulação de recursos e das práticas de produção de saúde no âmbito da atenção de alta complexidade, como hospitais terciários. (C) seguimento bem específico de usuários com algumas doenças crônicas selecionadas, sendo a Linha de Cuidado Car- diovascular a mais importante. (D) ações dedicadas, com exclusividade, aos neonatos prematuros e/ou de baixo peso ao nascer. (E) acompanhamento de grupos específicos, como adolescentes, atendidos em serviços de saúde no limite da Atenção Bá- sica. 67. Quanto à obesidade, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (A) não a considera uma doença e, portanto, não está incluída nas Políticas Públicas do Sistema Único de Saúde. (B) limita-se à sua inclusão em distúrbios psicológicos. (C) é falha, pois trata, fundamentalmente, da aquisição e distribuição de insumos para prevenção e tratamento de carências nutricionais específicas. (D) prevê ações e serviços nos três Níveis de Atenção à Saúde. (E) dirigida à segurança dos alimentos, em questão de contaminantes químicos ou microbiológicos, não prevê ações ou serviços. 68. Para financiamento das ações e serviços do Sistema Único de Saúde, existem (A) formas de garantir aporte de recursos financeiros em saúde, sem percentuais mínimos de investimento da Receita Corren- te Líquida. (B) planos municipais de saúde para planejamento, definição e implementação de todas as iniciativas no âmbito da saúde. (C) planos anuais que não podem sofrer alterações durante sua execução, mesmo que sejam incentivo financeiro para expan- são de leitos hospitalares. (D) somente recursos municipais, estaduais e da iniciativa privada. (E) mecanismos de repasse dos recursos estaduais para os fundos municipais de saúde. 69. Atenção Domiciliar, dentro do Sistema Único de Saúde, caracteriza-se por (A) um conjunto de ações, incluindo promoção à saúde e prevenção de doenças e eventos. (B) atividade de alto custo, se comparada ao atendimento hospitalar e, por isso, não é recomendada. (C) menor humanização da atenção à saúde, em relação àquela prestada nos serviços de saúde. (D) ações exclusivas para tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio para garantia de continuidade. (E) uma das ações que estão em descontinuidade, dada sua ineficácia já demonstrada em estudos epidemiológicos. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 HSLRM-Fisioterapia 15 70. Um usuário participa do Conselho Municipal de Saúde, recebe vacinação na unidade de saúde no bairro onde reside e recebe ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Este usuário é um ator na representação das seguintes diretrizes do Sistema Único de Saúde, respectivamente: (A) participação da comunidade, descentralização e atendimento integral. (B) participação da comunidade, atendimento integral e descentralização. (C) descentralização, participação da comunidade e atendimento integral. (D) descentralização, atendimento integral e participação da comunidade. (E) atendimento integral, descentralização e participação da comunidade. 71. O Programa Nacional de Imunizações é uma ação (A) focada na aplicação de vacinas, não englobando imunoglobulinas de alto custo. (B) ainda ineficaz para vacinar populações em regiões de difícil acesso, pois há necessidade de refrigeração dos insumos. (C) que proporciona vacinação na rede pública, sem aplicação de soros que está a cargo da iniciativa privada. (D) de política pública pela qual toda a população brasileira tem acesso gratuito a qualquer vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde. (E) coordenada do Governo Federal que proporcionou a erradicação da varíola e da poliomielite no solo nacional. 72. Na Política Nacional de Promoção da Saúde, as responsabilidades de gestão são (A) das comissões Tripartite e Bipartite em esfera federal, e das Secretarias do Ministério da Saúde. (B) dos diretores de hospitais e clínicas de atendimento ambulatorial, públicas e privadas. (C) centralizadas no Ministério da Saúde, através da atuação da Agência Nacional de Vigilância Epidemiológica e Secretaria de Vigilância Epidemiológica. (D) de diversas secretarias e áreas do Ministério da Saúde, Conselhos Nacional de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde e Associação Brasileira de Saúde Coletiva. (E) dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Saúde, além das Secretarias do Ministério da Saúde. 73. A participação do Sistema Único de Saúde no enfrentamento dos quatro principais grupos de doenças crônicas não trans- missíveis (DCNT), circulatórias, câncer, respiratórias crônicas e diabetes, está estabelecida (A) no eixo principal de Vigilância limitada à realização de estudos sobre morbimortalidade, identificação de populações vulne- ráveis e coleta de material biológico para diagnóstico das DCNT. (B) em Políticas Públicas destinadas a modificar seus determinantes e fatores de risco em comum, como tabagismo, álcool, inatividade física, alimentação não saudável e obesidade. (C) no Programa Academia da Saúde, Programa de Aceleração do Crescimento, Programa Nacional de Calçadas Saudáveis, Programa Nacional de Alimentação Escolar e Programa Saúde Toda Hora, todos com gestão exclusiva do Ministério da Saúde. (D) na distribuição gratuita de medicamentos, prevenção e assistência dos pacientes por médicos especialistas em DCNT, pa- ra os quais não há território definido ou população adstrita. (E) em Políticas Públicas para ações e serviços para prevenção e tratamento das DCNT que delegam à Fundação Instituto Brasileirode Geografia e Estatística o monitoramento da morbidade e mortalidade específicas. 74. Uma estratégia da Política de Atenção à Saúde da Mulher é (A) limitar a atenção para assistência e recuperação da saúde, executadas nos diferentes níveis de atenção à saúde, desde a básica à alta complexidade. (B) qualificar as mulheres que podem ser redirecionadas para o Programa DST/Aids, de modo a atender prioritariamente mu- lheres HIV negativas. (C) focar em questões de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, sem intervir em outros setores governamentais, como segurança, justiça, trabalho, previdência social e educação. (D) atingir apenas mulheres na fase adulta, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e dos distintos grupos populacionais. (E) estimular a implantação e implementação da assistência em planejamento familiar, para homens e mulheres, adultos e adolescentes, no âmbito da atenção integral à saúde. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004 16 HSLRM-Fisioterapia 75. Um objetivo específico e uma estratégia da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher são, respectivamente: (A) direcionar o acesso das mulheres às informações sobre as opções de métodos anticoncepcionais, evitar o incentivo precoce às relações sexuais. (B) promover o hábito de autocuidado, orientar a não-dependência de insumos disponibilizados pelo SUS. (C) estimular a participação e inclusão de homens e adolescentes nas ações de planejamento familiar, garantir oferta de méto- dos anticoncepcionais para a população em idade reprodutiva. (D) promover a atenção à saúde evitando recortes étnicos e culturais, capacitar profissionais de saúde na abordagem das pro- blemáticas de saúde. (E) implantar um modelo de atenção à saúde mental das mulheres sem o enfoque de gênero, melhorar a informação sobre as mulheres portadoras de transtornos mentais. 76. A afirmação Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra o Human Papillomavirus (HPV), mamografia de rastreamento de câncer, unidades de internação em cuidados prolongados e hospitais especializados em cuidados prolongados no manejo do câncer está: (A) totalmente incorreta, pois são ações e serviços de alto custo incompatíveis com o orçamento do SUS. (B) correta, com exceção da mamografia, que foi abolida, uma vez que há poucas evidências para sua recomendação. (C) totalmente correta, pois são ações e serviços previstos no SUS. (D) incorreta quanto às unidades de internação, as quais não estão previstas no SUS, uma vez que existem diversos hospitais especializados. (E) parcialmente incorreta, pois não existem hospitais especializados em cuidados prolongados, mas apenas unidades de in- ternação dentro de hospitais gerais. 77. Alimentação adequada para evitar dislipidemia, uso de estatinas, fisioterapia e otimização de uso de medicação são medidas, respectivamente, de prevenção (A) secundária, primária, terciária e quaternária. (B) quaternária, secundária, terciária e primária. (C) quaternária, terciária, secundária e primária. (D) primária, secundária, terciária e quaternária. (E) terciária, quaternária, primária e secundária. 78. O câncer do colo do útero é o terceiro tumor que mais atinge a população feminina no Brasil e o método de Papanicolau (exame citopatológico do colo do útero) é uma ação (A) de prevenção quaternária. (B) de promoção da saúde. (C) de rastreamento, portanto, prevenção. (D) prévia ao tratamento, portanto, fora do âmbito do Sistema Único de Saúde. (E) da Atenção Terciária de alta complexidade. 79. Dentre os objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem está: (A) desestimular, na população masculina, o autocuidado que frequentemente está associado à automedicação. (B) garantir a oferta da contracepção cirúrgica voluntária masculina nos termos da legislação específica. (C) priorizar captação da população masculina nos Níveis de Atenção Especializada e Terciária. (D) restringir o acesso aos serviços especializados de atenção secundária e terciária, evitando intervenções e hospitalizações prematuras. (E) evitar o enfoque de orientação sexual, identidade de gênero e condição étnico-racial nas ações educativas. 80. Uma das diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa é (A) criar programas de segurança alimentar, saúde na família e autodefesa. (B) realizar o mapeamento de doenças pregressas ao envelhecimento. (C) promover o envelhecimento consciente reconhecendo as limitações que afetam todos os idosos. (D) estimular ações unissetoriais, considerando a especificidade na atenção ao idoso. (E) estimular participação e fortalecimento do controle social. Caderno de Prova ’27’, Tipo 004