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Estilos de aprendizagem L EA RN IN G T H EO RI ES A N D T H E D ES IG N O F E- LE A RN IN G E N V IR O N M EN TS - ED U 62 0- 1. 5 Estilos de aprendizagem • 2/14 Objetivos de Aprendizagem • Compreender os estilos de aprendizagem definidos por Jung e Felder. Estilos de aprendizagem Conteúdo organizado por Tatiana dos Santos em 2018 do livro Learning Environments by Design, publicado em 2015 por Catherine Lombardozzi. Revisão 2020 Estilos de aprendizagem • 3/14 Introdução Nos temas anteriores, refletimos sobre a importância das teorias de aprendizagem para o trabalho com desenvolvimento de ambientes virtuais de e-learning. Compreendemos que a teoria histórico-cultural contribui para pensarmos esses ambientes como ferramentas que propiciam a aproximação dos processos de ensino e aprendizagem com o contexto em que os alunos estão inseridos, resultando em aprendizagem significativa. Tão importante como compreender as teorias de aprendizagem é entender os estilos de aprendizagem. Com tantas possibilidades tecnológicas, o acesso aos recursos de áudio, texto e imagem também contribuíram com as estratégias de ensino, possibilitando aos diferentes alunos, diversas possibilidades de apresentação de materiais e conteúdos pedagógicos. Quais, no entanto, são os estilos de aprendizagem? Qual é a importância da diversificação desses recursos? Qual é a diferença entre a aprendizagem por meio de texto e aquela por meio de imagem, por exemplo? Quais são as discussões existentes sobre esses estilos? Estilos de aprendizagem • 4/14 Verificamos, por meio da teoria histórico-cultural, que as pessoas se desenvolvem a partir das relações sociais, dos processos de mediação e interação entre pares; e que a aprendizagem acontece na relação entre as zonas de desenvolvimento real e proximal, não é verdade? Mas, esse processo acontece de que forma? Cada ser humano é único na maneira de aprender, conviver, relacionar-se, o que não é diferente no processo de ensino e aprendizagem. Cada aluno apresenta especificidades para aprender. Assim, temos uma relação entre o tempo e o modo como aprendem e se desenvolvem (teoria da aprendizagem) e também entre os sentidos que contribuem para a assimilação dos conceitos (estilos de aprendizagem). Alguns autores entendem essas especificidades como estilos cognitivos. Neste tema, vamos explorar a abordagem de Jung e Felder. Jung trabalhou com a oposição entre dois pares de abordagens que tratam da percepção das coisas - sensação e intuição, e do julgamento de fatos - pensamento e sentimento. Tais abordagens também estão ligadas tanto ao exterior como ao interior. Assim, para o autor, o mundo exterior (pessoas, coisas e experiências) trata da extroversão; e mundo interior (reflexão) trata da introversão. Jung, por meio de combinações de quatro dimensões, portanto, define tipos psicológicos, a saber: Figura 5.1 – Tipos psicológicos de Jung Extroversão (Extrovert) Sensação (Sensing) Pensamento (Thinking) Julgamento (Judgement) Introversão (Introvert) Intuição (Intuition) Sentimento (Feeling) Percepção (Perception) Fonte: elaborada pela autora. Os tipos psicológicos definidos por Jung são determinados pela combinação de 4 letras, totalizando 16 especificidades. Veja a descrição deles no quadro a seguir: Estilos de aprendizagem • 5/14 Quadro 5.1 – Dimensões definidas por Jung E – Extroversão (Extrovert) Volta-se ao mundo exterior e às coisas. Manifesta interesse por pessoas e eventos. Precisa de estímulo externo para engajar-se em situações de aprendizagem. Costuma arriscar-se. I – Introversão (Introvert) Volta-se para o seu mundo interior, suas ideias e suas impressões. Tem preferência por atividades individuais e não prioriza relacionamentos interpessoais. Manifesta grande concentração e autossuficiência. Precisa de um tempo para pensar antes de expressar-se. Normalmente, não se arrisca. S – Sensação (Sensing) Volta-se mais ao presente e às informações obtidas por meio dos seus sentidos. Interage com o mundo de forma prática. Normalmente, é sistemático, detalhista e gosta de observar fenômenos bem de perto. Necessita de situações de aprendizagem estruturadas, com sequência clara e objetiva. N – Intuição (Intuition) Volta-se mais para o futuro, aos padrões e às possibilidades. Normalmente, procura buscas inovadoras e teóricas, pois exercem certo fascínio. Costuma fazer inferências a partir de um contexto, construindo bons modelos nos quais apoia suas ideias e produções. Costuma estruturar seu próprio treinamento com facilidade. Não é muito preciso, então pode perder detalhes importantes. De modo geral, apresenta complexidade excessiva nos seus discursos. T – Pensamento (Thinking) Prefere apoiar-se em critérios impessoais e baseia suas decisões na lógica e na análise objetiva de causas e efeitos. Costuma ser disciplinado e ansioso. F – Sentimento (Feeling) Prefere basear as decisões em valores e na avaliação subjetiva. Manifesta forte consciência social. Agrega as pessoas, promovendo motivação. Precisa de atenção e evita situações sociais tensas. J – Julgamento ( Judging ) Prefere abordagens planejadas e organizadas com relação à vida e gosta das coisas bem definidas. Normalmente, prefere lidar com um estilo de vida planejado, organizado e bem controlado. Engaja-se no trabalho sistemático. É rígido, e intolerante com a ambiguidade. Estilos de aprendizagem • 6/14 P – Percepção (Perception) Gosta das abordagens flexíveis e espontâneas, preferindo propostas e opções abertas. Aceita facilmente mudanças e novas experiências. Pode manifestar falta de persistência ou consistência, o que pode atrapalhar seu desempenho. Fonte: adaptado de Jung (2011). Figura 5.2 – Descrição dos tipos de personalidade Fonte: Feloni e Gould (2016). Felder (1993) refere-se aos estilos de aprendizagem como a forma com que as pessoas recebem e processam as informações. Defende que cada pessoa poderá apresentar ou desenvolver habilidades que manifestem preferências mais visuais, como figuras, diagramas e esquemas, enquanto outros manifestam preferências mais verbais, por meio de explanações orais ou escritas por exemplo. Já alguns preferem a interação e outros uma aprendizagem introspectiva e individualizada. Estilos de aprendizagem • 7/14 O autor defende que é necessário pensar as possibilidades de oferta das informações (visuais, auditivas, orais), propiciando maior conforto para os alunos no momento da aprendizagem. Contudo, também alerta para a possibilidade de ampliar os recursos e as ofertas, estimulando a utilização de diferentes canais para receber as informações. Ele define quatro dimensões de estilos de aprendizagem, definidas e descritas na figura seguinte. Figura 5.3 – Quatro dimensões de estilos de aprendizagem • Ativo (active) – reflexivo (reflective) A tiv os Re fle xi vo sTendem a reter e compreender informações mais eficientemente discutindo, aplicando conceitos e/ ou explicando para outras pessoas. Gostam de trabalhar em grupo. Precisam de um tempo para sozinhos pensar sobre as informações recebidas. Preferem os trabalhos individuais. • Racional (sensing) – intuitivo (intuitive) Ra ci on ai s In tu iti vo sGostam de aprender fatos. São mais detalhistas, memorizam fatos com facilidade, saem-se bem em trabalhos práticos (laboratório, por exemplo). Tendem a ser mais práticos e cuidadosos do que os intuitivos. Preferem descobrir possibilidades e relações. Sentem-se mais confortáveis em lidar com novos conceitos. São mais rápidos no trabalho e mais inovadores. • Visual (visual) – verbal (verbal) V isu ai s Ve rb ai sLembram mais do que viram – figuras, diagramas, fluxogramas, filmes e demonstrações. Tiram maior proveito das palavras – explicações orais ou escritas. Estilos de aprendizagem • 8/14 • Sequencial (sequential) – Global (global) Se qu en ci ai s G lo ba isPreferemcaminhos lógicos, aprendem melhor os conteúdos apresentados de forma linear e encadeada. Lidam aleatoriamente com conteúdos, compreendendo-os por “insights”. Depois que montam a visão geral, têm dificuldade de explicar o caminho que utilizaram para chegar nela. Fonte: elaborada pela autora com base em Felder (1993). Jung e Felder são alguns dos autores que provocam a reflexão sobre os estilos de aprendizagem. Cabe compreendermos que cada pessoa apresenta sua própria preferência, que certamente, é influenciada por um contexto específico. Importante no momento de refletir sobre os canais de recepção das informações é considerar os diferentes alunos que podemos encontrar em sala de aula, sendo esta sala física ou virtual. No momento em que planejamos ambientes virtuais para o e-learning, precisamos levar em consideração tanto o modo como o aluno aprende quanto os estilos e as preferências de aprendizagem que ele apresenta. Estudo de Caso Uma equipe multidisciplinar de uma instituição de ensino superior (IES) planejada a oferta de algumas disciplinas virtuais de um determinado curso de tecnologia. As disciplinas deverão contar com atividades virtuais e práticas (realizadas Estilos de aprendizagem • 9/14 em sala de aula), distribuídas em dez estados diferentes do país. Os alunos apresentam características específicas, e as realidades sociais são muito diferentes. Assim, a IES conta com alunos que têm acesso a tecnologias e alunos que precisam estudar utilizando meios tradicionais. Considerando os diferentes estilos de aprendizagem, quais reflexões iniciais devem permear a discussão dessa equipe? Saiba Mais Leia o artigo sugerido a seguir: Estilos de aprendizagem (Modelo de Ferder e Silverman) + Quiz - https://www.makerzine.com.br/educacao/estilos-de-aprendizagem- modelo-de-felder-e-silverman/ - https://www.makerzine.com.br/educacao/estilos-de-aprendizagem-modelo-de-felder-e-silverman/ Estilos de aprendizagem • 10/14 Na ponta da língua Referências Bibliográficas FELDER, R. Reaching the Second Tier: Learning and Teaching Styles in College Science Education. J. College Science Teaching, v. 23, n. 5, p. 286-290, 1993. Disponível em: <http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Papers/ Secondtier.html>. Acesso em: 8 nov. 2017. http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Papers/Secondtier.html http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Papers/Secondtier.html https://player.vimeo.com/video/244030174 Estilos de aprendizagem • 11/14 FELONI, R.; GOULD, S. The best jobs for your personality type. World Economic Forum/Business Insider, oct. 2016. Disponível em: <https://www.weforum.org/ agenda/2016/10/the-best-jobs-for-your-personality-type?utm_content=buffer70537&utm_ medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer>. Acesso em: 8 nov. 2017. JUNG, C. G. Tipos Psicológicos. Vol. 6. São Paulo: Vozes, 2011. LOMBARDOZZI, Catherine. Learning Environments by Design. Alexandria: Association for Talent Development, 2015. https://www.weforum.org/agenda/2016/10/the-best-jobs-for-your-personality-type?utm_content=buffer70537&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffe https://www.weforum.org/agenda/2016/10/the-best-jobs-for-your-personality-type?utm_content=buffer70537&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffe https://www.weforum.org/agenda/2016/10/the-best-jobs-for-your-personality-type?utm_content=buffer70537&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffe Estilos de aprendizagem • 12/14 a) b) c) d) Introversão, volta-se ao mundo exterior e às coisas. Manifesta interesse por pessoas e eventos; precisa de estímulo externo para engajar-se em situações de aprendizagem. Costuma arriscar-se. Extroversão, volta-se para o seu mundo interior, suas ideias e suas impressões. Tem preferência por atividades individuais e não prioriza relacionamentos interpessoais. Manifesta grande concentração e autossuficiência; precisa de um tempo para pensar antes de expressar-se. Normalmente, não se arrisca. Pensamento, volta-se mais ao presente e às informações obtidas por meio dos seus sentidos. Interage com o mundo de forma prática. Normalmente, é sistemático, detalhista e gosta de observar fenômenos bem de perto; necessita de situações de aprendizagem estruturadas, com sequência clara e objetiva. Intuição, volta-se mais para o futuro, aos padrões e às possibilidades. Normalmente, procura buscas inovadoras e teóricas, pois estas exercem certo fascínio. Costuma fazer inferências a partir de um contexto, construindo bons modelos nos quais apoia suas ideias e produções. Costuma estruturar seu próprio treinamento com facilidade. Não é muito preciso, então pode perder detalhes importantes. De modo geral, apresenta complexidade excessiva nos seus discursos. ATIVIDADES DE AUTOESTUDO 1. De acordo com Jung, por meio da oposição de abordagens perceptivas é possível compreender alguns estilos psicológicos. São eles: Estilos de aprendizagem • 13/14 a) Extroversão, introversão, sensação e sentimento. b) Pensamento, julgamento, manipulação e assimilação. c) Percepção, mediação, sensação e emoção. d) Emoção, extroversão, assimilação e introspecção. I. Ativo (active) – Reflexivo (re lective). II. Racional (sensing) – Intuitivo (intuitive). III. Visual (visual) – Motora (motor). IV. Sequencial (sequential) – Global (global). É correto o que se afirma em: a) b) c) d) I, II, III e IV. I, II e IV. I e IV. II e III. 2. Entre as dimensões definidas por Jung, podemos citar: 3. Felder define quatro dimensões de estilo de aprendizagem. São elas: Estilos de aprendizagem • 14/14 Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn: Learning Environments by Design Catherine Lombardozzi Alexandria: Association for Talent Development, 2015 Gostou da leitura? Ouça o Podcast deste material! 01:15 CLIQUE E FAÇA O DOWNLOAD EM PDF Quer imprimir o conteúdo desta aula? Im ag en s: Sh utt er st oc k http://mustuniversity.s3-sa-east-1.amazonaws.com/DISCIPLINAS/EDU620_LEARNING_THEORIES_AND_THE_DESIGN_OF_E_LEARNING_ENVIRONMENT/MATERIAL_DIDATICO/PODCAST/PORTUGUES/EDU620_1_5.mp3 http://mustuniversity.s3-sa-east-1.amazonaws.com/DISCIPLINAS/EDU620_LEARNING_THEORIES_AND_THE_DESIGN_OF_E_LEARNING_ENVIRONMENT/MATERIAL_DIDATICO/PDF_DOWNLOAD/PORTUGUES/EDU620_1_5.pdf