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11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Metodologia para a criação de Diaphorina citri KUWAYAMA (1908) (Hemiptera: Liviidae) em laboratório Thalita de Freitas Albuquerque¹; Diego H. S. Batista França2; Nilton Fritzons Sanches3; Antonio Souza do Nascimento4; Marilene Fancelli5 1Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, tallygaby@hotmail.com; 2Estagiário da Embrapa Mandioca e Fruticultura, diego.henrique@colaborador.embrapa.br; 3Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, nilton.sanches@embrapa.br; 4Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, antonio- souza.nascimento@embrapa.br; 5Pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura, marilene.fancelli@embrapa.br. No Brasil, a citricultura tem grande representatividade na economia agrícola, destacando-se como o maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo, entretanto, sérios problemas fitossanitários estão ameaçando este cenário. Dentre os problemas fitossanitários, tem-se como destaque o Huanglongbing (HLB), que causa perdas de até 70% na produtividade. É uma doença causada por bactérias do gênero Candidatus Liberibacter que colonizam o floema e são transmitidas pelo psilídeo Diaphorina citri KUWAYAMA (1908) (Hemiptera: Liviidae). Como não há cura para essa doença, estudos envolvendo as interações entre insetos, plantas hospedeiras e agentes causais da doença têm sido realizados visando desenvolver estratégias para reduzir os prejuízos causados. Assim, uma porção de insetos em quantidade e qualidade suficientes é demandada para a realização desses estudos. O objetivo deste trabalho foi adaptar uma metodologia de criação de D. citri às condições do laboratório de Entomologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura. A criação foi mantida em ambiente controlado (temperatura de 27 ± 1°C, umidade relativa do ar de 70% ±1 e fotofase de 14 horas). O período de avaliação foi de julho a novembro de 2016. Mudas de murta, Murraya paniculata, livres de pragas e com brotações adequadas, foram utilizadas na criação como substrato de oviposição e desenvolvimento de D. citri. Os insetos foram mantidos em gaiolas feitas com tela antiafídica e abertura frontal para manipulação dos insetos e plantas. Utilizou-se o rodízio de gaiolas de oviposição e desenvolvimento de ninfas da seguinte maneira: adultos de D. citri foram coletados no campo experimental da Embrapa e introduzidos na gaiola, a uma proporção de 10 indivíduos por planta. Como cada gaiola continha quatro mudas de murta, foram introduzidos 40 indivíduos por gaiola. Os adultos permaneceram nas gaiolas para ovipositar sobre as plantas, sendo, portanto, as mesmas chamadas de gaiolas de oviposição. Após um período de sete a 10 dias, os adultos introduzidos provenientes do campo foram removidos das gaiolas com auxílio de um sugador portátil, permanecendo nas gaiolas apenas plantas contendo ovos e ninfas de D. citri. Nesta etapa, a gaiola é denominada de gaiola de desenvolvimento. Essas plantas permaneceram na gaiola até a emergência dos adultos (cerca de 15 a 20 dias). As coletas dos adultos emergidos iniciaram a partir de 15 dias da instalação. Como o HLB não ocorre no estado da Bahia, as gaiolas de oviposição foram instaladas com insetos originados do campo. As principais ameaças à colônia do inseto foram as infestações por pulgões, os quais foram controlados mediante pulverização com solução de detergente neutro a 5%. As plantas a partir das quais ocorreu o desenvolvimento dos insetos e emergência dos adultos foram removidas das gaiolas para recuperação (poda, fertilização e eventual pulverização com solução de detergente neutro). Antes da reutilização nas gaiolas de oviposição, as plantas de murta foram mantidas em telado e submetidas a podas escalonadas para garantir a presença de brotações adequadas ao inseto. A produtividade média desta metodologia de criação foi em torno de 1000 insetos. Significado e impacto do trabalho: O HLB apresenta riscos para os citricultores nordestinos devido à constante presença do psilídeo nos pomares. Os estudos desenvolvidos na Embrapa Mandioca e Fruticultura demandam grande quantidade de insetos, a qual é suprida pela criação mantida em laboratório. 56 11ª Jornada Científica – Embrapa Mandioca e Fruticultura | 2017 Modelagem dos efeitos de diferentes materiais vegetais na fase de sobrevivência de Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae Joyse Brito Vieira1, Harllen Sandro Alves Silva2 Leandro Souza Rocha3, Francisco Ferraz Laranjeira4 1Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, BA, Brasil, joyse.brito@gmail.com; 2,3,4Embrapa Mandioca e Fruticultura, Laboratório de Fitopatologia, 44380-000, Cruz das Almas, BA, Brasil, harllen.alves@embrapa.br, leandro.rocha@embrapa.br, francisco.laranjeira@embrapa.br A fusariose do maracujazeiro, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae (Fop), é considerada a principal doença de origem fúngica. Esse patógeno pode lançar mão de estruturas de resistência e sobreviver por longos períodos no solo na forma de clamidósporos, além de exercer o saprofitismo. Uma vez presente na área de cultivo, a única alternativa é a erradicação das plantas, pois não existem métodos de controle curativos ou variedades resistentes. Diante disso, tornam-se difíceis medidas preventivas de controle desse patógeno. Dentre as recentes estratégias para o manejo de doenças ocasionadas por patógenos de solo, a biofumigação por incorporação de repolho e mandioca brava tem sido estudada. Nessa perspectiva, o objetivo desse trabalho foi quantificar e modelar a influência de diferentes materiais vegetais na fase de sobrevivência de Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae em condições de laboratório. O trabalho foi realizado no Laboratório de Fitopatólogia da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Os 14 isolados utilizados nesse estudo foram selecionados a partir de testes de patogenicidade, cujos critérios utilizados para seleção foram maior crescimento micelial de Fop em placas e esporulação, além de serem consideradas as regiões de origem. Avaliaram-se as sequintes variavéis: crescimento micelial de Fop, seguida de plaqueamento para determinação do Número de Unidades Formadoras de Colônias (UFC), produção de clamidósporos e germinação de clamidósporos em seis períodos de tempo: 0; 1; 3; 6; 12; e 24 horas. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 14, distribuido em três repetições. Os dados de produção de clamidósporos foram submetidos à análise de variância e as médias dos isolados e tratamentos foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott a 1% de probabilidade. Para determinar o crescimento micelial e a germinação de clamidósporos foi calculada a área abaixo da curva (AAC) e o modelo matemático utilizado pertence à família dos modelos sigmóides, o qual foi ajustado aos dados com o software Table Curve 2D. Os resultados indicam que a incorporação dos materiais vegetais repolho e mandioca brava possuem efeito fungistático sob Fop, promovendo redução no crescimento micelial, UFC e produção de clamidósporos em todos isolados testados. Além de interferir na viabilidade dos clamidósporos, esses materiais vegetais afetaram 79% dos isolados e diminuiram a germinação dos 21% restantes. Os tratamentos compostos por maracujá amarelo e mandioca mansa foram conducivos à atividade saprofítica do fungo, sendo considerados impróprios, uma vez que favoreceram a produção e germinação dos esporos de resistência. A redução na produção e germinação desses clamidósporos é um dado promissor, uma vez que essas estruturas de resistência possibilitam que o patógeno permaneça viável no solo por muitos anos. Significado e impacto do trabalho: O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá amarelo, porém a produtividade na maioria das regiões é baixa em face de problemas fitossanitários como a fusariose, que causa a morteda planta precocemente. Os resultados indicaram que resíduos de repolho e mandioca brava interferiram na fase de sobrevivência do fungo em condições de laboratório. Assim, o desenvolvimento de produto comercial para biofumigação é promissor. 57 mailto:joyse.brito@gmail.com mailto:harllen.alves@embrapa.br mailto:leandro.rocha@embrapa.br mailto:francisco.laranjeira@embrapa.br 1_MDP.pdf MDP-M1-162_17_V01-Aprovado MDP-M2-154_17_V02-Aprovado