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Uso de EPI em Cozinhas e Laboratórios

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Uso de equipamento de proteção individual em cozinhas e laboratórios
Adaias Ferreira Barbosa 
Carolina Perry Silva
Kamila Roberta de Souza Araújo
Marcionei Venturi Junior
Nataliane Carolina de Souza Matos¹
Fernanda Teixeira Moraes²
1. INTRODUÇÃO
	O presente trabalho teve como objetivo reunir dados bibliográficos sobre a temática “Uso de equipamentos de Proteção Individual (EPI) em cozinhas e laboratórios” visando a busca de conhecimento e embasamento teórico para futura prática do ofício em estudo. Entende-se que a biossegurança são normas e medidas que tem como objetivo proteger a vida ou minimizar os danos. Assim, este estudo tem como objetivo contextualizar formas de trabalho e execução visando a resolução de problemas pela temática em laboratórios do curso de nutrição tendo em vista a necessidade de amplo estudo e ideias para resolução de problemas decorrentes na área tendo em vista que é um problema comum.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	Os laboratórios são apoios no sistema de ensino-aprendizagem e são usados com o propósito de aumentar os ensinamentos teóricos-práticos dos principais processos de conservação e preparação dos alimentos, assim como verificar as importantes modificações sensoriais que ocorrem durante o processamento dos alimentos e registrando tais informações. 
Por isso, é de suma importância que os alunos e professores conheçam as normas de segurança nas práticas de laboratórios e cozinhas, bem como mapas de riscos e uso de EPI’s para que não ocorra acidentes evitáveis nestes locais, Teixeira ressalta que:
A biossegurança pode ser definida como o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, à preservação do meio ambiente e à qualidade dos resultados (TEIXEIRA; VALLE, 2010). 
Avalia Teixeira que o conhecimento do campo bem como suas áreas de risco torna qualquer hipótese de acidente menor quando bem dominada. Além disso é necessário conhecer os equipamentos de segurança bem como utiliza-los da forma correta. 
O mapa de risco, considerou “mais frequentes nos Laboratórios, os riscos biológicos, químicos e ergonômicos e nas Cozinhas Didáticas, os riscos físicos, ergonômicos e de acidentes.” (SOUZA, 2021, p. 16) 
São considerados EPI, todos os equipamentos cuja função é proteger, prevenir e limitar o contato entre o operador e o material infectante. Desta forma, oferecem segurança ao aluno, professor ou funcionário. Dentre vários deles temos os óculos de proteção, muito utilizado e que segundo RAMOS (2009) utilizados para evitar perfuração dos olhos, no uso de agentes químicos que possam prejudicar a visão e utensílios de cortes entre outros. “EPI é todo dispositivo de uso individual, destinado à proteção dos riscos suscetíveis de ameaçar a saúde do trabalhador” (SALIBA, 2008, p. 134). 
 A correta utilização dos EPI’s e EPC’s, o entendimento e correta leitura dos mapas de risco, a implementação dos Procedimentos Operacionais Padronizados (POP’s) e a realização constante de treinamentos e cursos de capacitação constituem importantes estratégias preventivas à ocorrência dos acidentes em laboratórios e contribuem na qualidade e vigilância em saúde do trabalhador. (SOUZA et al, 2021). 
Considerando o grau de importância, o gráfico abaixo exemplifica os equipamentos mais utilizados dentro das cozinhas e laboratórios, sendo observados em maior grau o extintor de incêndio, seguido por máscara, jaleco, óculos e luva.
Gráfico 1 – Grau de importância
Fonte: Elaborado pelo Autor (2022).
Por fim, de acordo com Costa (2004), o subitem 6.6 da NR-6 estabelece que cabe ao empregador com relação ao EPI: 
· comprar o EPI adequado à atividade do empregado;
· fornecer gratuitamente ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego através do Certificado de Aprovação – CA;
· capacitar o trabalhador quanto ao uso;
· obrigar o trabalhador a utilizá-lo;
· proibir o trabalhador de utilizar o EPI danificado ou extraviado;
· oferecer manutenção periódica.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
	O uso correto de Equipamentos de Proteção Individual, é indispensável a fim de reduzir ou eliminar acidentes em estabelecimentos profissionais e em ambientes complexos como cozinhas didáticas e laboratórios.
Assim, a presente pesquisa destaca a importância do uso adequado de EPI’s, visando garantir a biossegurança em saúde, ressaltando, inclusive, a existência de legislação e normas regulamentadoras de cumprimento obrigatória. Vale registrar que, tais normas apresentam como alternativa ao não cumprimento das regras, a advertência, num primeiro momento e, no caso de reincidência, a suspensão do trabalhador com desconto no pagamento. Trata-se, na verdade, de punição educativa, visando a própria segurança do trabalhador.
Concluímos que, estudar a aplicação de normas de biossegurança em saúde, em especial a utilização do EPI é algo a ser observado e cobrado em todos os estabelecimentos, pois os danos causados podem ser irreparáveis, apesar de, em sua maioria, evitáveis.
4. REFERÊNCIAS
	CORRÊA, Paula Dittrich. Biossegurança em serviços de saúde. Indaial: UNIASSELVI, 2015.
INSTITUTO DO CORAÇÃO. Manual de Biossegurança e Boas Práticas Laboratoriais: Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração. São Paulo: INCOR, 2016.
RAMOS, Paulo. Análise do programa de prevenção de acidentes – quase acidente – e a viabilidade da aplicação direta na construção civil. Monografia (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, 2009.
SALIBA, Tuffi. Messias. Curso básico de segurança e higiene ocupacional. 2. Ed. São Paulo: LTr, 2008.
SCALDELAI. A. V. Manual prático de saúde e segurança do trabalho. São Caetano do Sul: Yendis, 2013.
SOUZA, Bruno Rodrigues et al. Normas de Biossegurança e Confecção dos Mapas de Risco dos Laboratórios dos Cursos da Saúde e das Cozinhas Didáticas do Curso de Gastronomia, do Centro Universitário ACADEMIA – UNIACADEMIA. Juiz de Fora: ANALECTA, 2021. Disponível em: https://seer.uniacademia.edu.br/index.php/ANL/article/view/3105. Acesso em 06 jun. 2022.
TEIXEIRA, P; VALLE, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. 2. ed. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2010) 
VINCENT, C. Segurança do paciente: orientações para evitar eventos adversos. São Caetano do Sul: Yendis, 2009.
1 Nome dos acadêmicos
2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I – 21/06/2022
	
	
	
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