Logo Passei Direto
Buscar

Os benefícios da psicoterapia para a sua saúde mental

Artigo sobre benefícios da psicoterapia, diferenças entre psicologia e psiquiatria, definição da psicoterapia e principais referenciais teóricos (TCC, psicanálise, junguiana, analítico-comportamental, gestalt, psicologia positiva), incluindo a origem da TCC por Aaron Beck.

User badge image
Jaci Ybiacy

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1/7
Os benefícios da psicoterapia para a sua saúde mental
13 minutos para ler
Segundo a Organização Mundial da Saúde [OMS] (2012), a saúde mental não se caracteriza pela
ausência de transtornos mentais, mas pela presença de “um estado de bem-estar no qual a pessoa
consegue utilizar os seus potenciais, consegue lidar com o estresse normal da vida, trabalha de modo
produtivo e contribui para sua a comunidade”. Isso significa que a saúde mental das pessoas pode ser
impactada por diversos fatores, tais como as relações interpessoais, o trabalho, as condições de saúde,
situação financeira, acesso à saúde, educação, moradia, lazer e segurança.
A importância de cuidar da saúde mental
Em momentos de dificuldade ou sofrimento contar com uma rede de apoio acolhedora tem um grande
poder, mas também é importante reconhecer que o suporte profissional pode ser necessário,
principalmente quando as estratégias utilizadas não são suficientes ou resolutivas. Nessas situações,
podemos contar com os profissionais da saúde, sobretudo aqueles que atuam e que se especializaram
no campo da saúde mental como psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas
ocupacionais, educadores físicos, entre outros. 
2/7
Cada um desses profissionais dispõe de conhecimentos e técnicas específicas. Mesmo estando todos
no campo da saúde mental, realizam assistências distintas. Por exemplo, você saberia distinguir a
psiquiatria da psicologia? 
Como a mente humana funciona?
Para o entendimento da mente humana, tanto a psicologia como a psiquiatria, utilizam de linhas que
muitas vezes se sobrepõem. No entanto, a formação de base médica da psiquiatria ajuda a distinguir
alterações psíquicas que podem ter uma base orgânica, além de utilizar de medicações psicotrópicas,
que atuam no sistema nervoso central. Por exemplo: uma pessoa com quadro de cansaço, desânimo e
sonolência pode indicar um transtorno depressivo. Mas antes temos de excluir a possibilidade de ser
uma alteração da função da tireoide ou um caso de anemia. 
Geralmente, nos casos mais leves de transtornos mentais, o tratamento psicológico pode ser suficiente.
Quando os problemas se agravam ou começam a afetar o desempenho normal do nosso organismo e
da vida das pessoas, o tratamento psicológico e psiquiátrico é o mais recomendado. Ambos os
profissionais, da psicologia e da psiquiatria, têm atuações e limites distintos. Assim, eles podem indicar o
melhor tratamento, que, dependendo do caso, pode ser uma atuação única ou em conjunto com outros
profissionais. 
O que é psicoterapia?
Com relação ao trabalho dos psicólogos, uma das suas formas de atuação é a psicoterapia. Mas, afinal,
o que é psicoterapia?
A psicoterapia é uma prática profissional realizada por psicólogos(as). Trata-se de um processo no qual
o(a) psicólogo(a) acolhe, compreende as queixas do paciente e realiza intervenções por meio de
técnicas reconhecidas pela ciência, pela prática e ética profissional. A psicoterapia tem o objetivo de
promover a saúde mental e propicia condições para que as pessoas consigam enfrentar seus conflitos e
sofrimentos. Desse modo, não se restringe apenas ao cuidado de pessoas diagnosticadas com
transtornos mentais (CFP, 2000).
A psicologia, como ciência que é, está em constante transformação tanto pela possibilidade de novos
estudos como em decorrência do seu objeto de estudo: o ser humano e a sua subjetividade. Ao longo de
décadas, diferentes teorias foram estabelecidas com foco em um ou outra ideia subjetiva, sendo
“diferentes âmbitos de um mesmo processo” (BOCK, 2008, p.43).
Hoje, as psicoterapias podem acontecer amparadas em diferentes referenciais teóricos que norteiam a
prática profissional. Alguns dos referenciais teóricos são: terapia cognitivo-comportamental, psicanálise,
psicoterapia junguiana, terapia analítico-comportamental, gestalt-terapia e psicologia positiva. 
1. Terapia Cognitivo-Comportamental 
A terapia cognitivo-comportamental [TCC] foi criada na década de 60, pelo psiquiatra Aaron Beck, a
partir das insatisfações que ele possuía com as formulações psicodinâmicas sobre a depressão. Beck
começou a reparar que seus pacientes com depressão apresentavam pensamentos negativos e
distorcidos sobre si mesmos, sobre o mundo e sobre os outros. Aos poucos, Beck foi estruturando um
https://vidasaudavel.einstein.br/o-que-e-a-psicoterapia-e-quais-sao-os-principais-tipos-de-abordagem/(abrir%20em%20uma%20nova%20aba)
https://vidasaudavel.einstein.br/o-que-e-a-terapia-cognitiva-comportamental-tcc-e-como-ela-funciona/
3/7
modelo cognitivo da depressão, que resultou no livro Terapia cognitiva da depressão (BECK, 2013), e
que posteriormente evoluiu para a compreensão e tratamento de outros transtornos.
Para o tratamento da depressão, Beck concebeu uma psicoterapia estruturada, de curta duração,
voltada para o presente, direcionada para a solução de problemas atuais e modificação de pensamentos
e comportamentos disfuncionais (inadequados e/ou inúteis) (Beck, 1964).
A premissa central da TCC é que mudando as crenças básicas do paciente sobre si mesmo, seu mundo
e as outras pessoas, é possível alterar o modo como ele se sente, seu humor e seu comportamento
(BECK, 2013; CORDIOLI; GREVET, 2019). Sendo assim, o modelo cognitivo pode ser exemplificado
como: 
Situação / Evento
↓ 
Pensamentos automáticos / Crenças
↓ 
Reações
(emocionais, comportamentais e fisiológicas)
A TCC é um método psicoterapêutico fundamentado no modelo cognitivo, segundo o qual a emoção e o
comportamento são influenciados pela forma como o indivíduo interpreta os acontecimentos (BECK,
2013; RANGÉ, 2001). Por exemplo, um funcionário é chamado até a sala do seu chefe. Durante a
caminhada dele até a sala, ele tem pensamentos como “Eu fiz alguma coisa errada”, “Eu entreguei o
relatório para ele mais cedo, mas eu deveria ter feito isso mais rápido”, “Eu sou incompetente”,
começando a sentir o coração acelerar, as mãos tremerem e suarem, respirar cada vez mais rápido, se
sentir triste ou ansioso, podendo até a começar a conversa pedindo desculpas para o chefe.
Talvez o chefe tenha chamado o funcionário para fazer um elogio sobre o bom trabalho que tem
realizado, para lhe fazer um novo pedido ou pontuar sobre algum erro. Perceba que esses pensamentos
automáticos e crenças vão se distanciando do contexto e vão se tornando generalizados e negativos,
gerando comportamentos e respostas emocionais e fisiológicas que geram desconforto.
O processo terapêutico na TCC envolveria, neste caso específico:
Identificar os pensamentos automáticos e avaliar a validade dos pensamentos. Se identificado que
é uma interpretação errônea da situação, corrigir com pensamento adaptativo. Desse modo,
ocorrerá a melhora no humor, a mudança para um comportamento mais funcional e a diminuição
das reações fisiológicas.
Ensinar o paciente a identificar as cognições negativas e distorcidas (crenças nucleares, crenças
intermediárias e pensamentos automáticos) e encarar os dados negativos de modo mais realista e
adaptativo. Outra parte importante da terapia é ajudá-la a identificar e processar os dados
positivos de forma clara e direta.
4/7
De modo geral, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem psicoterapêutica
estruturada, diretiva, ativa, de prazo limitado, utilizada como tratamento de escolha para uma variedade
de transtornos psiquiátricos (Beck, 1997). A TCC se fundamenta na racionalidade teórica subjacente de
que o afeto e o comportamento de um indivíduo são em grande parte determinados pelo modo como ele
estrutura o mundo.
As cognições do sujeito se baseiam em atitudes ou pressuposições desenvolvidas a partir de
vulnerabilidades biológicas e experiências que teve ao longo de sua vida (Beck, Rush, Shaw, & Emery,
1997). Dessa forma, as técnicas terapêuticas dessa abordagem visam identificar e testar cognições
distorcidas dos pacientes, guiando-os para a construção de esquemas cognitivos mais funcionais a sua
realidade (Moreno & Wainer, 2014).
2. Psicanálise
A Psicanálise é uma abordagemteórica e terapêutica criada por Sigmund Freud (1856-1939), um
médico psiquiatra austríaco. Os pressupostos básicos da Psicanálise Freudiana são: a existência do
inconsciente, a teoria dos três componentes da mente, a teoria da libido, a importância da sexualidade
na vida psíquica e a técnica da associação livre. 
O inconsciente é definido como o conjunto de conteúdos psíquicos que não estão disponíveis para a
consciência. É uma parte importante da mente humana que influencia o comportamento de forma
inconsciente. A teoria dos três componentes da mente (id, ego e superego) descreve os três níveis de
consciência que existem na mente humana. O id se refere ao inconsciente, o ego é a parte do
inconsciente que foi alterada pela realidade externa e o superego são os padrões morais e éticos que
regem o comportamento. A teoria da libido descreve a pulsão sexual como a força motivadora principal
na vida humana (FREUD, 1915).
Para explorar os conteúdos do inconsciente a Psicanálise utiliza a técnica da associação livre. Nesta
técnica, o paciente é incentivado a falar livremente sobre qualquer assunto que lhe venha à mente. O
objetivo é acessar o inconsciente, que também é representado por meio da fala. 
O tratamento psicanalítico é feito com o objetivo de ajudar o paciente a ter um maior autoconhecimento
e compreensão de si mesmo, a fim de melhorar a qualidade de vida. O terapeuta trabalha com o
paciente para ajudá-lo a desenvolver uma maior consciência de seus sentimentos, pensamentos,
desejos e motivações, bem como para lidar melhor com as questões emocionais que estão afetando sua
vida. Para a Psicanálise os sintomas apresentados pelo paciente estão relacionados com a cultura na
qual as pessoas estão inseridas. Desse modo, a Psicanálise está sempre em desenvolvimento e autores
como Anna Freud, Donald Woods Winnicott, Melanie Klein e Jacques Lacan entre outros produziram
importantes avanços na teoria psicanalítica. 
3. Psicologia Analítica
Segundo George Hogenson, a Psicologia Analítica é uma abordagem psicológica criada por Carl Jung,
que estabelece o foco no papel das experiências simbólicas e espirituais da vida humana. Esta
abordagem se baseia na compreensão de que a consciência é apenas uma parte superficial da
personalidade, e que há partes do inconsciente que precisam ser exploradas e compreendidas. Assim,
Jung reconhece que somos influenciados por fatores que estão fora de nossa experiência pessoal e que
https://vidasaudavel.einstein.br/como-funciona-a-psicanalise/
https://vidasaudavel.einstein.br/psicologia-analitica/(abrir%20em%20uma%20nova%20aba)
5/7
teriam uma qualidade mais universal. Esses fatores, são chamados de arquétipos e formam o
inconsciente coletivo, que dão forma a narrativas culturais, mitos e fenômenos religiosos.
O objetivo da análise junguiana é a individuação, que se refere à obtenção de uma maior consciência
dos fatores pessoais e coletivos que influenciam como a pessoa se relaciona com a totalidade das suas
experiências psicológicas, interpessoais e culturais. É uma abordagem que também incentiva o
autoconhecimento, que é o processo de explorar a si mesmo, descobrindo quem somos, o que nos
motiva e como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor.
A Psicologia Analítica é útil para aqueles que procuram um maior autoconhecimento e compreensão de
si. Esta abordagem pode ajudar as pessoas a descobrirem as suas forças internas, aceitar seus instintos
e impulsos, e compreender melhor como se relacionam com o mundo ao seu redor.
4. Terapia Analítico-Comportamental
A terapia analítico-comportamental, diferente das outras abordagens e modelos terapêuticos, não foi
criada como uma prática clínica, mas sim como uma filosofia que propunha descrever e explicar
fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Posteriormente, alguns psicólogos
começaram a ver sua aplicabilidade na prática clínica (DE-FARIAS; NUNES FONSECA; BEZERRA
NERY, 2018).
A terapia analítico-comportamental baseia-se nas teorias e nos princípios da aprendizagem para explicar
o surgimento, a manutenção dos pensamentos, emoções e comportamentos do indivíduo. Deste modo,
essa abordagem acredita que o indivíduo interage com os outros e com o mundo, aprendendo com essa
relação e estabelecendo relações funcionais, isto é, estabelecendo relações entre como ele age e como
ambiente (outras pessoas e/ou mundo) responde a essa interação (CORDIOLI; GREVET, 2019; DE-
FARIAS; NUNES FONSECA; BEZERRA NERY, 2018).
O foco da intervenção é a psicoeducação do paciente para que ele compreenda a relação que ele
estabelece consigo, com os outros e com mundo, assim como ampliar os recursos que os pacientes
possuem para lidar com essa relação, seja por meio da modificação de alguns comportamentos, seja por
meio das relações simbólicas que ele estabelece.
Uma curiosidade é que não existe uma uniformidade no nome, podendo ser encontrado como Análise
Comportamental Clínica ou Terapia Analítico-Comportamental (E-FARIAS; NUNES FONSECA;
BEZERRA NERY, 2018). 
5. Gestalt-Terapia 
A Gestalt-terapia é uma abordagem psicológica criada por Frederick Perls na década de 1940. É uma
abordagem centrada na pessoa que se baseia na teoria da Gestalt, que procura promover mudanças no
estado atual do indivíduo, ajudando-o a encontrar seu próprio potencial criativo para lidar com as
demandas da vida. 
A Gestalt-terapia trabalha com experiências imediatas, o aqui-agora, que constitui a porta de entrada
para a realidade. Assim, a existência só se dá no presente, que abrange lembranças do passado e
expectativas sobre o futuro. 
https://vidasaudavel.einstein.br/psicologia-analitica/(abrir%20em%20uma%20nova%20aba)
6/7
Os principais objetivos da Gestalt-terapia são ajudar as pessoas a compreender e aceitar seus
sentimentos e emoções, tornar-se conscientes de suas habilidades e potencial, melhorar a autoestima e
a capacidade de tomar decisões, e estabelecer relacionamentos saudáveis com os outros. 
As técnicas de intervenção da Gestalt-terapia incluem o uso de tarefas individuais, tarefas de
consciência corporal, diálogo interno, visualização, experimentação e expressão de sentimentos. Elas
ajudam os clientes a se tornarem mais conscientes e responsivos às suas próprias necessidades,
sentimentos, pensamentos e comportamentos. Além disso, essas técnicas também ajudam os clientes a
desenvolver habilidades para estabelecer relacionamentos saudáveis com os outros.
6. Psicologia Positiva
Segundo Simon (2014), a psicologia positiva teve início com pesquisadores norte-americanos que
buscavam compreender “o que faz a vida ser digna de ser vivida”. Na percepção de Martin Seligman,
seu fundador, as diversas abordagens psicológicas mantinham o foco da sua atuação nos problemas e
nos transtornos mentais e, que, portanto, era necessário ampliar essa visão. Para isso, considerou que
um dos principais objetivos da psicologia positiva seria promover os pontos fortes e os recursos
psicológicos que são capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Esse movimento possui três áreas de investigação científica situadas no nível subjetivo, individual e
grupal. No nível subjetivo, o foco se volta para as experiências como valores, bem-estar subjetivo,
otimismo e esperança, felicidade e flow. No nível individual busca conhecer os traços positivos
relacionados às características de cada pessoa como, por exemplo, suas habilidades interpessoais e
seus talentos. E no nível grupal são analisadas virtudes comunitárias, para que os indivíduos se tornem
cidadãos responsáveis, altruístas, tolerantes e éticos (SIMON, 2014).
Na clínica o papel da intervenção positiva é auxiliar a pessoa a construir uma vida prazerosa, engajada,
com senso de propósito e significado em suas vidas.
Revisão técnica por: Bianca Batista Dalmaso, Daniel de Paula Oliva, Karen Kamila Borges,
Luciana de Morais Netto, Renata Davi de Sousa e Roberta Carolina de Almeida.
Compartilhe:
Share
Post
Share
Share
Posts relacionados
7/7

Mais conteúdos dessa disciplina