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Introdução à Metodologia Ativa Como introdução ao nosso curso buscaremos dar uma pequena viagem por conta do que queremos obter com uma educação de qualidade frente às novas tecnologias disponíveis nos dias de hoje. É notório a intensa expansão do uso das tecnologias digitais em nossa sociedade, principalmente no segmento mais jovem, sob a forma de diferentes dispositivos conectados à internet sem fio: linkedIn, facebook, youtube etc. Esta expansão é observada e utilizada em diferentes espaços e contextos, gerando mudanças sociais que provocam rompimento de fronteiras (espaço físico e espaço virtual) e criam um espaço híbrido de conexões e interações onde o segmento escolar não fica isento desta tendência. Neste espaço híbrido que passa a existir surgem novos modos de pensar o ensino nas escolas, pois estes ambientes expressam novos pensamentos, sentimentos, crenças etc. Estabelecendo assim relações de saberes e aprendizados. Tudo isso, então propicia criação de novos contextos de aprendizagem diferentes da educação formal que estamos acostumados. Cabe assim uma reflexão do real sentido da escola ou de uma faculdade diante do acesso à informação, participação nas redes sociais etc. Interagindo-se com outras pessoas que também compartilham de interesses comuns, conhecimentos, valores, impressões etc. É preciso transformar a educação e analisar de forma imparcial as contribuições, os riscos e as possíveis mudanças com tal interação digital. A metodologia ativa tem, como característica, uma inter-relação entre sociedade-educação-escola tendo como ponto central o aluno visando propiciar o seu aprendizado. São muitas as ferramentas que podemos utilizar em metodologia ativa. Neste nosso módulo vamos apresentar o TBL – Team Based Learning (aprendizagem baseada em equipes); a construção de avaliações por meio de recursos digitais: quizzes, forms, textos colaborativos, mind maps dentre outros). A variedade de estratégias metodológicas que são utilizadas no planejamento das aulas é um forte aliado no processo de ensino-aprendizagem por propiciar a reflexão sobre como a relevância da utilização das metodologias ativas favorecem a participação dos alunos e suas possíveis integrações frente às propostas curriculares. As pessoas não aprendem da mesma forma, no mesmo ritmo e ao mesmo tempo e isso causa uma reflexão sobre o papel do professor e dos próprios alunos visando o sucesso na condução didática frente às metodologias ativas. Um dos objetivos da educação seja em qualquer nível de ensino deve ser o da autonomia intelectual, ou seja, criar mecanismos para que tanto o aluno quanto o professor possam ter ainda mais “liberdade” de utilizar as ferramentas existentes frente a relação ensino-aprendizagem. A vida é um processo de enfrentamento da realidade portanto, de aprendizagem ativa e para alcançar este desafio os próprios enfrentamentos passam a ser cada vez ainda mais complexos. Aprendemos desde quando nascemos diante de situações concretas que pouco a pouco conseguimos ampliar e generalizar (conhecido como processo indutivo) e aprendemos também a compartilhar ideias e testá-las (conhecido como processo dedutivo) objetivando com tudo isso transformar, intervir, interagir e recriar a nossa realidade. As metodologias existentes no ensino até então estão fortemente baseadas no processo dedutivo, ou seja, o professor facilita o aprendizado por meio da teoria e depois o aluno aplica em situações específicas. Falta ao nosso ver uma aprendizagem por questionamento e experimentação (ensaio-erro) visando ampliar e aprofundar o assunto buscando uma maior compreensão do que é proposto aprender. MORA (2013, p.66) nos traz uma importante reflexão: “A aprendizagem mais profunda requer espaços de prática frequentes (aprender fazendo) e de ambientes ricos em oportunidades”. O estímulo multissensorial e a valorização do que se tem já de aprendizado para assim estabelecer novos conhecimentos! Ensinar e aprender se tornam fascinantes quando se convertem em processos de questionamentos, de pesquisa, de experimentação e compartilhamento de saberes e a sala de aula (estrutura física) passa a ser uma das opções privilegiadas para o alcance destes objetivos associando-se ao uso de tecnologias disponíveis em nosso meio. O professor ganha ainda mais espaço, pois passa a atuar como mentor. Seu papel amplia-se na ajuda aos alunos visando ir além de onde conseguiram ir sozinhos, motivando-os, questionando-os e orientando-os em busca dos alcances-objetivos de cada aluno. Por metodologia entendemos as grandes diretrizes que norteiam os processos de ensino e aprendizagem com tipos de abordagens e técnicas específicas. As metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida (físico-digital). (MORAN, 2018). Dentro da metodologia ativa a aprendizagem se constrói num processo em três movimentos ativos híbridos básicos: a construção individual (cada aluno estabelece a sua linha formativa de forma parcial – autonomia intelectual); a construção grupal (o aluno amplia seu saber por meio de trocas com outras pessoas: interagindo, compartilhando, vivenciando saberes) e a construção com o apoio tutorial (mediador, curador, mentor com mais experiência nos diferentes campos e atividades). Em cada um destes movimentos ativos há orientação e supervisão (docente/tutor), mas o grande protagonista é o aluno. Cada aluno procura, ou deveria procurar, respostas para suas inquietações e mediante tal avanço pode relacioná-las com o objetivo maior que almeja para sua vida (ampliando também a sua visão de futuro) tendo como mediadores mentores competentes. Perguntas (sugestivas) que podem auxiliar o mediador (docente/tutor) a terem um efeito mais significativo no processo de aprendizagem: Como eles enxergam o mundo? O que eles valorizam? Quais são as expectativas? Como eles aprendem? Em qual realidade eles vivem? Narrativa do aluno. Instituições inovadoras planejam uma política de personalização de aprendizagem em torno do projeto de vida do aluno. Atividade extra Nome da atividade: Interpretação de vídeo (interaja depois com seu colegas sobre as impressões deste assunto) https://www.youtube.com/watch?v=LCPnPvOJ6o8 (assista ao vídeo: Reinventar a educação para enfrentar o futuro) Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de cada participante frente a realidade onde vive (experiência de vida) e ao tratado no vídeo. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Ir para questão Estudo e Aplicação de Instrumentos de Avaliação do Desempenho do Aluno Estudo e Aplicação de Instrumentos de Avaliação do Desempenho do Aluno Em pleno século XXI encontramos mais professores que utilizam de instrumentos de avaliação do desempenho do aluno mediante as tecnologias digitais nos processos de ensino do que na avaliação da aprendizagem. Neste último caso fica o docente limitado a critérios que os auxiliem a transformar os aspectos subjetivos (criatividade, originalidade e o quanto o aluno se aprofundou frente a determinado conteúdo) em dados numéricos (atribuição de nota de 0 a 10). É, portanto, necessário mudar ou mesmo ampliar a compreensão de avaliação modificando as formas e os meios de avaliar. Os instrumentos existentes (avaliação tradicional: aulas expositivas, memorização de conteúdos, atribuição de notas e frequência – forma tecnicista) ficam limitados, ou seja, não é o suficiente, a que o aluno dê respostas com base no que diz o livro. O grande desafio é exigir que os alunos reflitam e apliquem o conteúdo desenvolvido em sala em diversos contextos dentro do âmbito social. Diferentes alunos são avaliados da mesma forma, sobre o mesmo conteúdo e ao mesmo instante(salvo raras exceções). Não faz mais sentido uma escola padronizada, que ensina e avalia a todos de forma igual e exige resultados previsíveis (MORAN, 2017). O percurso formativo desse aluno então, passa a ser “sufocado” a não ser que ele (aluno) seja pretexto para discriminar e fazer analogia com o que foi estudado com o que é vivido. O professor, para preparar uma avaliação precisa ter o domínio do conteúdo ministrado, habilidade para contextualizar tais conteúdos, se utilizar de linguagem que torne a prova clara e objetiva e tenha os critérios de avaliação definidos previamente em sala com os alunos. A atribuição de notas visando meramente classificar o aluno como aprovado/reprovado, além de poder ser uma ferramenta de sanção contra o aluno, pode desqualificá-lo quando o resultado não for o esperado. Para ambos os lados (estudante e professor) há perdas significativas, as quais também se estendem para a instituição de ensino na qual estes estejam envolvidos. Educadores do mundo inteiro estão se mobilizando para desenvolver novos modelos de aprendizagem e de avaliação que torne o aluno protagonista de seu próprio conhecimento. O aluno, por sua vez, tem condições de desenvolver o perfil de um futuro profissional qualificado para o exercício da profissão que ele escolher com base no rigor científico e intelectual e pautado em princípios éticos (RESOLUÇÃO CNE/CES 03/2001). Vamos buscar compreender (os itens grifados) os conceitos de Instrumentos de Avaliação do Desempenho do Aluno de forma separada. Como instrumento entendemos que são recursos utilizados para coleta e análise de dados visando promover o aluno para a etapa seguinte de sua formação; a avaliação do desempenho, de forma simples e objetiva, é a relação entre o conhecimento adquirido no passado e o conhecimento atual que ora sofrerá avaliação e será submetido a padrões de desempenho visando a aprovação daquela etapa do aprendizado. A aprendizagem é gradativa e constante no desenvolvimento do aluno, seja no âmbito emocional, físico e social. Deve, o instrumento de avaliação, querer identificar que o conhecimento foi assimilado de forma assertiva. O papel do educador neste contexto é fundamental uma vez que vai atuar como facilitador (mediador) sem deixar de lado o conhecimento que os alunos já trazem consigo dentro de seu perfil formativo. A prática avaliativa é fundamental no processo de aprendizagem, não nos resta dúvidas, mas ao avaliar faz-se necessário proporcionar desenvolver habilidades nos alunos, proporcionar discussões em sala, facilitar o acesso à informação para que os conhecimentos adquiridos tornem-se significativos para estimular ainda mais o interesse e ampliação de novos conhecimentos. Cabe aqui uma reflexão frente a esta afirmação: ensina-se em longo prazo e avalia-se em curto! A assimilação não ocorre da noite para o dia e o aprendizado deve ter as etapas e o tempo necessários para sua efetiva assimilação. Tudo isso significa maior empenho das partes envolvidas no projeto educacional de forma a assegurar que, a aquisição e retenção de conhecimentos relevantes sejam feita de forma efetiva e não apenas uma situação onde o professor fala sobre os dados, os alunos memorizam certos aspectos relevantes e em um momento específico este é devolvido ao professor por meio de uma prova ou outra forma similar de avaliação (EDUCARE 2013). A avaliação uma vez encarada como um projeto conjunto de professores e alunos, se torna um elemento imprescindível na verificação da ocorrência ou não da aprendizagem e isto depende do grau de clareza e entrosamento entre os vários aspectos constitutivos da educação. De acordo com LUCKESI (2003) a avaliação deve ser modificada de classificatória para diagnóstica partindo do pressuposto de que o conhecimento é uma estrutura que parte da ordem mais simples para as mais completas e que existe, em termos de ensino, a necessidade de integração entre essas ordens. A avaliação (aqui entendida não vista como forma de punir, medir etc., mas como diagnóstica) é necessária para que possamos verificar se o aluno constrói um caminho para aprender e como (ele) pensa sobre o conhecimento e o saber, para prosseguir à etapa seguinte. O principal objetivo proposto neste tópico é refletir sobre a evolução da forma de avaliação do desempenho do aluno no decorrer do seu perfil formativo frente aos avanços tecnológicos disponibilizados tanto aos próprios alunos quanto para os docentes. Pensando na avaliação como um processo diagnóstico os professores propõem instrumentos novos, mas não se utilizam de maneira correta, num processo contínuo, onde o professor observa em quais dele o aluno consegue apresentar seu aprendizado, tem maior facilidade em expressar seu pensamento sobre o que está sendo abordado (EDUCARE 2013). A avaliação bem como os instrumentos avaliativos de forma geral deve se transformar na busca incessante da compreensão das dificuldades do aluno e na dinamização de novas oportunidades de conhecimento. As escolas devem refletir e buscar, cada vez mais, uma forma eficaz e inovadora de instrumentalizar a avaliação do desempenho do aluno visando o desenvolvimento dos conhecimentos que vão permear todo o convívio dos indivíduos de uma sociedade. Atividade extra Nome da atividade: Interpretação de vídeo (interaja depois com seu colegas sobre as impressões deste assunto: avaliação como forma de julgamento) https://www.youtube.com/watch?v=iiJWUcR0g5M (assista ao vídeo: Prof. Cipriano Luckesi – avaliação como forma de julgamento) Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. MORAN, José. A Educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2017. Ir para questão s avaliações Diagnóstica, Formativa, Somativa e Autoavaliação – Parte I Nesta unidade dividiremos o conteúdo em duas partes para que o conteúdo possa ser mais explorado. Na parte I trataremos das avaliações diagnóstica e formativa e na parte II as avaliações somativa e autoavaliação. Para iniciarmos esta unidade do curso vamos identificar a função em destaque sobre a Avaliação é certificar-se do que o aluno aprendeu e aprimorar, se necessário for, as arestas visando a busca de melhores resultados. É de nosso conhecimento que o papel do professor frente ao processo ensino-aprendizagem tem o viés de formar para o mundo. A avaliação durante este processo nos transmite a possibilidade de superar as dificuldades, corrigir falhas e estimular os alunos para que se dediquem ainda mais aos estudos. De acordo com Bloom (1993) a avaliação do processo ensino-aprendizagem apresenta três tipos de função: a diagnóstica (analítica, não punitiva), formativa (controladora) e somatória (classificatória, punitiva). A avaliação diagnóstica é aquela que ao se iniciar um curso ou um período letivo, dado à diversidade de saberes, o professor deve verificar o conhecimento prévio dos alunos com a finalidade de constatar os pré-requisitos necessários de conhecimento ou habilidades imprescindíveis de que os educandos possuem para o preparo de novas aprendizagens (CERQUEIRA, 2008). Observamos que a avaliação diagnóstica possui três propósitos: Identificar a realidade dos alunos que irão participar do processo. O segundo, é verificar se os alunos apresentam ou não habilidades e/ou pré-requisitos para o processo. O terceiro propósito está relacionado com a identificação das causas, de dificuldades recorrentes na aprendizagem. Com isso, o educando poderá rever sua ação educativa para sanar as suas dificuldades de formação educacional. Mas, como colocá-la em prática? Para realizá-la é importante que ela faça parte no planejamento pedagógico da escola como um todo. Essa avaliação não deve estar restrita ao início das atividades letivas, visto que seu objetivo é analisar o processo de aprendizagem. O ideal éque ela esteja no início, meio e fim do ano. No início do ano escolar, ela possibilita observar quais pontos não foram bem compreendidos por parte dos alunos em relação aos conteúdos do ano anterior, criando, assim, um to de partida para os professores executarem as ações necessárias de correção. Já nas avaliações no meio das atividades escolares, atua como instrumento para analisar se o planejamento feito pelo docente está trazendo os resultados esperados, permitindo também readaptar alguns aspectos, se necessário. Ao final do ano, além de demonstrar os resultados do período letivo em relação aos alunos, propicia avaliar a postura dos professores em relação à sensibilidade pedagógica para compartilhar conhecimentos levando em conta as dificuldades demonstradas pelos alunos no decorrer do período letivo. Veja agora as formas de promover essa avaliação contínua em sala de aula: debates, entrevistas, jogos e dinâmicas, produção textual, ensino híbrido envolvendo a rede digital (portal de notícias, facebook ...) dentre outras. A seguir um exemplo de avaliação diagnóstica: A avaliação formativa tem como função controlar durante todo o decorrer do período letivo, com o intuito de verificar se os alunos estão atingindo os objetivos previstos. Logo, a avaliação formativa se propõe a avaliar se o aluno tem o “domínio” de cada etapa da aprendizagem (dos objetivos propostos), antes de prosseguir para uma outra etapa subseqüente de ensino-aprendizagem, É por meio da avaliação formativa que o aluno conhece seus acertos e erros e encontra estímulo para um estudo sistemático. Essa modalidade de avaliação é orientadora, porque norteia os estudos do aluno ao trabalho do professor, e é motivadora porque evita as tensões causadas pelas avaliações. Avaliar formativamente é entender que cada aluno possui seu ritmo e tempo próprios de aprendizagem e, sendo assim, possui cargas de conhecimentos diferentes entre si. Um aspecto dificultador é que esse tipo de avaliação dá bastante trabalho e necessita em grande parte, de um trabalho intuitivo e criativo do professor. Se a avaliação diagnóstica orienta a busca de uma remediação, esta (avaliação formativa) sempre deve ser inventada. Ela depende da capacidade do professor para imaginar e pôr em execução remediações. De modo que o que falta frequentemente é ou a vontade de remediar (porque, por exemplo, não se acredita mais na possibilidade de melhora do aluno), ou a capacidade de imaginar outros trabalhos, outros exercícios. A avaliação formativa nos remete a provas e testes exploratórios, mas devemos entender que a avaliação formativa é um processo que tanto o aluno quanto o professor pode, no decorrer do processo de ensino, fazer os ajustes necessários para a readequação da estratégia de ensino utilizado. A seguir um exemplo de avaliação formativa: O feedback (retroação) dessa avaliação deve ser individual – momentos específicos - (cada aluno deve ter exclusividade no retorno), por isso essas fichas podem ser colocadas no caderno dos alunos (no caso de ensino fundamental e médio). Se a avaliação diagnóstica orienta à busca de uma remediação, a avaliação formativa deve ser “inventada”. Ela depende da capacidade do professor para imaginar e pôr em execução remediações. Atividade extra Nome da atividade: Faça uma entrevista com seus colegas docente na sua escola OU escolha uma escola e verifique in loco o entendimento destes profissionais quanto estes dois tipos de avaliação: diagnóstica e formativa – o entendimento por parte deles do conceito e sua aplicabilidade na função docente. (depois interaja com seus colegas sobre as impressões deste assunto) Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de cada participante frente a realidade onde vive (experiência de vida) cada docente entrevistado. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Avaliação Diagnóstica: https://www.youtube.com/watch?v=AHL2Ltq0TwE Avaliação Formativa: https://www.youtube.com/watch?v=B5he4CFokxs Ir para questão As avaliações Diagnóstica, Formativa, Somativa e a Autoavaliação – Parte II Nesta unidade trataremos o conteúdo voltado às avaliações somativa e autoavaliação. A avaliação somativa é parte comum dentro das escolas brasileiras e, geralmente, a utilizamos ao final de um ciclo letivo com o intuito de avaliar o resultado da aprendizagem. Apresenta características visando informar e verificar se o aluno, a sua turma, a sua escola e a rede de ensino na qual faz parte atingiram aos resultados constantes nas competências e habilidades esperados (no plano de ensino da disciplina) ao longo do período letivo vivido. Partindo do princípio que toda avaliação é diagnóstica e gera informações para processos interventivos, o diferencial da avaliação somativa, por ocorrer no final do processo, é que ela gera informações sobre a qualidade do processo instrucional, ou seja, o quanto os objetivos de aprendizagens foram alcançados. Por isso, muitos preferem chamar essa avaliação de resultados finais de aprendizagem. (www.geekie.com.br/2016 - adaptado pelo autor) Com a avaliação somativa podemos obter reflexões frente aos resultados obtidos e podemos também estabelecer ações internas nos âmbitos administrativos e pedagógicos objetivando a melhoria da educação de amplitude geral (interna e externamente à escola). Das características da avaliação somatória podem ser assim destacados: Verificar se as competências e habilidades previstas no processo ensino-aprendizagem foram atingidas; Efetuar um balanço sobre a sequência do trabalho pedagógico se foi desenvolvido e atingido conforme planejado; Sintetizar o que os alunos aprenderam com base no que foi planejado no início do ciclo letivo; Pode ser mensurado (quantitativamente) por meio de atribuição de nota mediante aplicação de avaliação (prova documental) ou (qualitativamente) por meio de prática experimental (avaliar o aluno pela aplicação do que foi aprendido em sala ao final do ciclo letivo). A avaliação somativa permite que o aluno obtenha feedback frente aos resultados apresentados e com isso, possa estabelecer pontos de correção no que for preciso e pontos de aprimoramento do que foi acertado. A avaliação somativa pode ter desvantagens, como por exemplo, o aluno vem no dia para realização da avaliação e tenha problemas particulares por resolver, está sentido cólicas, está com dores etc. Ao realizar a avaliação somativa o mesmo corre o risco de ter um desempenho inferior mediante resultado final do real conhecimento adquirido ao longo do processo ensino-aprendizagem. A avaliação somativa vai “tirar uma fotografia” daquele momento dos alunos e com o resultado desta “foto” analisar, verificar, interagir etc. Frente ao que foi apresentado. Temos por crença que não podemos aplicar apenas um tipo de avaliação dentro do processo ensino-aprendizado! A autoavaliação (ou avaliação introspectiva/interna) é um outro método de avaliação que nos auxilia nos diagnósticos pedagógicos visando verificar se o que foi proposto no início do ciclo foi atingido ao final do mesmo. Podemos aplicar a autoavaliação nos diversos momentos da aprendizagem (início-meio-fim do ciclo). A autoavaliação é mais usada na esfera do ensino superior dentro das Comissões Permanentes de Avaliação (CPA) órgão deliberativo que reunir visão holística do processo de avaliação dentro das dimensões: administrativas (corpo técnico-administrativo, processos administrativos etc), infraestrutura (instalações físicas, acessibilidade, laboratórios, biblioteca etc.) e pedagógicas (docentes, discentes, projeto pedagógico e institucional etc.) tendo por base a premissa “nível de maturidade” das pessoas envolvidas. Qualquer pessoa pode realizar a autoavaliação! Ela ajudará a termos uma visão mais realista de nós mesmos,uma autonomia sobre o estágio em que estamos e para onde queremos ir. Em relação ao processo de conhecimento a autoavaliação pode identificar se os objetivos traçados estão sendo atingidos! Quais características podemos destacar para se aplicar a autoavaliação? Conhecer as premissas e os critérios do que vai ser avaliado Quais são os objetivos na aplicação desta ferramenta? Ter acesso ao resultado final após a autoavaliação para elaboração de plano de ação de acordo com o que se espera no final (objetivo-fim) Manter o plano de ação sempre verificado/atualizado A autoavaliação pessoal tem como característica promover a identificação dos pontos fortes e oportunidades de melhorias mediante premissas pré-estabelecidas sobre determinado assunto/tópico. Por exemplo ... vamos supor aplicar a autoavaliação frente a comportamentos apresentados nos diferentes papéis sociais em que participamos! Inicialmente estabeleceremos o papel social de aluno no ambiente escolar ... ao aplicarmos a autoavaliação precisamos estabelecer perguntas que nos façam refletir sobre minha atuação comportamental dentro do ambiente escolar: Como tenho me comportado em sala de aula? Participo das atividades propostas pelos professores? Quais dificuldades tenho frente a relação com meus colegas de sala? Respeito a opinião de cada um? Como encaro uma crítica recebida em sala de aula? Para cada uma das perguntas acima (dentre outras possíveis) ... para quem estiver realizando a autoavaliação deve ter respostas para cada uma delas de maneira sincera e imparcial. Escrever as respostas para depois analisar e estabelecer pontos de ação para proporcionar mudanças e ou adequações no meio em que vivemos. Portanto, entendemos que, dentre as várias modalidades de avaliação, não existe a melhor, pois elas atendem a finalidades diferentes. Cada uma das avaliações vistas até aqui trazem consigo os pontos fortes e fracos na gestão! O importante é mesclar, na medida do possível, cada um destes métodos frente ao sucesso no processo de ensino-aprendizagem. Atividade extra Nome da atividade: Assista ao vídeo que trata sobre autoavaliação pesquise em sua escola como se dá o referido processo? Qual o entendimento sobre autoavaliação? É utilizado em sua escola? De qual forma? https://www.youtube.com/watch?v=Xuz8DAVe1kc Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de cada participante frente a realidade onde vive (experiência de vida) com base no vídeo assistido. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Avaliação Somativa: https://www.youtube.com/watch?v=G5VEkMf5DRk Avaliação Autoavaliação: https://www.youtube.com/watch?v=Xuz8DAVe1kc Ir para questão O Uso da Metodologia Ativa TBL (Team Based Learning) – Aprendizagem em Equipes: conceito e aplicação O uso da Metodologia Ativa TBL (Team Based Learning) – Aprendizado em Equipes Na década de 70 o professor Larry Michaelsen desenvolveu este método de aprendizado visando aplicar em suas turmas com a expectativa de que os alunos poderiam obter mais resultados na construção do saber. As principais características desta estratégia educacional são: Induz os alunos a se prepararem previamente sobre o conteúdo a ser tratado em sala de aula Não necessita de muitos recursos (mesa específica, aparato tecnológico etc.) para ser aplicado Pode ser aplicado em pequenos grupos ou grupos de até 25 pessoas Não há necessidade de domínio do processo de trabalho nos grupos (trabalho colaborativo), mas deve ser especialista no conteúdo que será desenvolvido Experiências e conhecimentos prévios dos alunos precisam ser acionados A resolução do problema proposto é parte importante deste método A aprendizagem se faz por meio do diálogo e interação entre os membros do grupo Com o trabalho colaborativo o aluno constrói assim seu raciocínio e faz reflexão sobre a prática do que está sendo tratado. Este tipo de metodologia é comumente utilizada ás áreas da saúde e administração, também conhecida como aprendizagem em pares ou times. Na Figura 1 apresentamos as etapas para aplicação da TBL e a previsão de tempo para cada uma destas. A fonte desta figura foi fruto de pesquisa realizada por professores de São Paulo organizado por Valdes Bollela. Figura 1. Etapas do TBL e sua duração prevista Nesta metodologia os estudantes são os responsáveis por ser prepararem (sozinhos) no desenvolvimento da pesquisa, do trabalho etc. previamente estabelecido pelo professor antes do encontro, em sala, com os demais integrantes do grupo. O professor apresenta uma situação-problema (real), divide a classe em grupos entre 5 e 7 pessoas. Estes se socializam da situação-problema e fora da sala de aula tentam resolver (sozinhos inicialmente) o problema. Na aula seguinte os grupos se reúnem e socializam as respostas (internamente ao grupo) buscando compartilhar o saber e praticar relação interpessoal (saber ouvir-quando falar) e tendo aplicados testes tanto individual quanto em equipe com o feedback do professor durante as apelações. Após a socialização entramos na etapa de consolidação dos conceitos aprendidos. Nesta fase nos deparamos com 4 princípios que serão aplicados (conhecido também como 4 S’s): Significant (Problema Significativo) – as situações de problema são reais visando a possibilidade de se encontrar na vida profissional a mesma situação e com isso, ter um parâmetro de solução; Same (Mesmo Problema) – O mesmo problema é entregue aos grupos e no mesmo tempo a solução e debates são estimulados; Specific (Específico) – Objetividade na resposta visando a solução do problema. Não se estimula textos longos. Simultaneous report (Relatos Simultâneos) – as respostas devem ser mostradas simultaneamente, para que não haja tempo de grupos serem influenciados pelas respostas de outros grupos. Espera-se aqui que haja argumentação pelas escolhas das respostas e que haja heterogeneidade nas respostas. Apresentando os 4 princípios em diagrama: A avaliação docente é feita levando-se em consideração: Participação Individual Participação da equipe Padrão de complexidade e inovação de resposta Há também a avaliação discente que concentra: Envolvimento de cada pessoa na atividade proposta (interpares) Avaliar as contribuições individuais frente a situação-problema Avaliar os resultados obtidos ao fim da dinâmica Quando aplicamos este método em detrimento do método tradicional de ensino, necessitamos de um período de preparo (ambiente, pergunta a ser aplicada, quantidade de pessoas envolvidas etc.). Entretanto, três mudanças devem acontecer: Os objetivos da disciplina devem ser revisados. Sairemos de um modelo tradicional (onde o aluno “decora” as informações) para um modelo onde o aluno é o centro das atenções e vai buscar o padrão de resposta esperado. Papel e função do professor não são os mesmos: agindo como facilitador do aprendizado, contextualiza a situação-problema e maneja o processo educacional. Papel e função dos discentes devem mudar: não são mais receptores do conhecimento, mas buscam compreender a realidade (responsáveis pela obtenção do conhecimento). Precisamos estar atentos aos avanços da tecnologia e de como ela pode ser útil no ensino em sala de aula para que o processo de aprendizado tenha êxito no seu objeto-fim. Atividade extra Nome da atividade: Interpretação de vídeo (interaja depois com seu colegas sobre as impressões deste assunto) https://www.einstein.br/ensino/Paginas/metodologia-tbl.aspx (assista ao vídeo: Reinventar a educação para enfrentar o futuro) Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de cada participante frente a realidade onde vive (experiência de vida) e ao tratado no vídeo. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para umaeducação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. TBL: https://www.youtube.com/watch?v=wV-cfvxwn4c Ir para questão A Construção de Avaliações por meio de recursos digitais – Parte I (Quizzes e Forms) A construção de avaliações por meio de recursos digitais ainda continua um grande desafio à enfrentar por parte de algumas escolas, por parte de alguns professores e por parte de alguns próprio alunos. Como (escola e professores) fazer para educar os alunos da geração z? Há necessidade de mudanças na cultura tanto da escola quanto do professor, pois temos percebido no decorrer destes 26 anos de ensino escolar (minha experiência) que o aluno não detém de muita paciência para ficar longas horas dentro de sala de aula. A sua percepção (aluno da pós) também é esta? Neste módulo vamos tratar sobre dois recursos digitais: Quizzes e Forms! Conforme o site https://www.significados.com.br (acesso em 2016) quiz: é o nome de um jogo de questionários que tem como objetivo fazer uma avaliação dos conhecimentos sobre determinado assunto. Neste tipo de jogo podem participar tanto grupo de muitas pessoas, como participantes individuais, que devem acertar a maior quantidade de respostas para ganhar. Em um quiz, por norma, os concorrentes devem responder as perguntas apenas com um termo afirmativo ou negativo, como por exemplo “certo ou “errado, “sim” ou “não”, e etc. Muitas pessoas confundem, erroneamente, a palavra quiz com quis. Este último é a forma conjugada do verbo "querer" na 1 ou 3ª pessoa do singular no pretérito perfeito do indicativo. Existem vários tipos de quiz diferentes. Os mais comuns costumam envolver os amigos da faculdade, amigos de infância, amigos do Facebook, amigos de empresa, e assim por diante. As perguntas são as mais variadas possíveis e atendendo aos mais diversos interesses, como por exemplo, perguntando sobre a “cor preferida”, o “time do coração”, a “marca mais utilizada”, o “que não pode faltar no meu churrasco”, qual o “tamanho do meu manequim”, entre outros. Os quiz destinados para um uma única pessoa, podem ser de exercícios lógicos ilustrados, utilizando enigmas, com o objetivo de exercitar diversas áreas diferentes do cérebro. Pode ser também na utilização de gírias ou expressões populares, que na linguagem coloquial podem não ter o mesmo significado. Há muitos quiz de testes de português, de matemática e outras disciplinas que ajudam a testar os conhecimentos sobre o assunto. Há vários tipos de quiz: Quiz de certo ou errado Quiz de personalidade Quiz (lista) – estilo post de um blog Quiz múltipla escolha Quiz com preenchimento de espaço em branco, dentre outros. No recurso Forms (formulário, em português) optamos por apresentar o Google Forms por ser gratuito e de fácil interação. Tem como objetivo a criação de documentos interativos no ambiente web (www). As aulas utilizadas por este recurso (forms) podem ficar ainda mais dinâmicas e interativas! Apesar de existir diversas plataformas forms, apresentaremos o Google Forms para você! No Google Forms o docente cria uma atividade on line baseada em Formulário e controle o desenvolvimento da mesma mediante gráficos de produtividade dos alunos. Também você pode criar: Planejando sua próxima viagem de intercâmbio, gerenciando inscrições em eventos, palestras, workshop etc., preparar uma enquete rápida sobre determinado assunto, coletar endereços de e-mail para enviar um boletim informativo, criar perguntas e respostas personalizadas, trabalhar em equipes (aqui você inserir pessoas para trabalhar junto com você na montagem da pesquisa com você!) dentre outras possibilidades, é gratuito ... experimente! O Google Forms pode ser utilizado também em plataformas Android, iPhone e iPad. No site do Google Forms você também vai encontrar link para outras soluções como: Google Drive (armazenamento de arquivos, fotos, vídeos etc. para os 15GB iniciais o Google não cobrará nada a mais – é gratuito!), Google Cloud Plataform - GCP (Plataforma nas “Nuvens” disponibilizada para você interagir, criar, armazenar com segurança comprovada em escala e muito mais! Aqui você acessará mediante uma conta registrada Google), Google Apps for Education (conjunto de soluções que vai proporcionar para alunos, docentes, pesquisadores etc. infinitas oportunidades visando uma educação com mais qualidade e tecnologia) além de encontrar link central de ajuda! Atividade extra Nome da atividade: https://pt.quizur.com/criar-quiz (neste site, mediante cadastro, você poderá criar quiz) Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é o aluno poder utlizar de recursos gratuitos para criar seu próprio teste. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Google Forms: https://www.google.com/forms/about Criar Quizzes: https://pt.quizur.com/criar-quiz Ir para questão A Construção de Avaliações por meio de recursos digitais – Parte II (Textos Colaborativos e Mind Maps) Nesta segunda parte da construção de avaliações por meio de recursos digitais vamos apresentar outras duas possibilidades: os textos colaborativos e o mind maps). Nos deparamos com discussões por parte de profissionais envolvidos em recursos digitais na educação que tratam sobre à falta de definição clara e coerente quanto ao pedagógico em termos de assertividade entre teoria e prática do que propomos a ensinar aos alunos. Estas discussões (processos educacionais) que usam recursos digitais (por meio de computadores, iPad, iPhone etc.) buscam respostas visando os pontos fortes e fracos frente a interatividade, a cooperação, a colaboração, o diálogo, a troca, a produção de conhecimentos dentre outras possíveis respostas para uma aprendizagem ativa e colaborativa. Dos ambientes de aprendizagem colaborativa, destaco os blogs por onde as informações são divulgadas visando propiciar a troca de informações, de ideias, a formulação conjunta e simultânea de problemas com buscas de soluções, propiciam também a quebra de paradigmas frente a determinado assunto e motiva à participação entre os interessados no assunto postado. O professor é um formador de opnião junto aos alunos e, por isso, pode utilizar desta “nova” forma de recurso digital (texto colaborativo) um meio assertivo para a construção e a socialização do conhecimento. O texto colaborativo favorece compartilhar ideias, promove a aceitação da contribuição de pessoas frente o assunto tratado, otimizando e tornando o aprendizado mais colaborativo e produtivo entre as partes. Outra característica importante nos textos colaborativos é uma maior interação entre as equipes (docentes e alunos, no caso educação), compartilhamento de ideias, atividades e interação entre pessoas visando atingir objetivos em comum. O Mind Maps (Mapas Mentais) é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo psicólogo inglês Tony Buzan. Tem como objetivo a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferramenta de brainstorming (tempestade de ideias); e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou negócio. Os mapas mentais procuram representar, com o máximo de detalhes possíveis, o relacionamento conceitual existente entre informações que normalmente estão fragmentadas, difusas e pulverizadas no ambiente operacional ou corporativo. Trata-se de uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos, dar-lhes forma e contexto, traçar os relacionamentos de causa, efeito, simetria e/ou similaridade que existem entre elas e torná-las mais palpáveis e mensuráveis, sobre os quais se possa planejar ações e estratégias para alcançarobjetivos específicos. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental) Exemplo de mapa mental: Você pode aprender de forma simples e prática um mapa mental por meio deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CZwMOdN5hyY Tanto os textos colaborativos quanto os mapas mentais podem auxiliar você (docente, pesquisador, aluno e interessado em geral por novas metodologias de ensino) a ampliar e tornar seu legado na educação mais assertivo e interativo. Para tanto, há necessidade de refletir sobre a quebra de paradigmas frente ao avanço da tecnologia ... como fazer este avanço ser útil no processo ensino-aprendizagem? Pense nisso!!! Atividade extra Nome da atividade: Interpretação de vídeo (interaja depois com seu colegas sobre as impressões deste assunto) https://www.youtube.com/watch?v=i7dxwUiVorE (assista ao vídeo: como construir texto colaborativo) e compartilhe esta experiência com seus alunos! Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de criação de textos colaborativos na metodologia ativa de aprendizagem. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Textos Colaborativos: https://www.qinetwork.com.br/como-a-producao-colaborativa-pode-transformar-o-ensino/ Mind Maps: https://www.youtube.com/watch?v=CZwMOdN5hyY Ir para questão A Construção de Avaliações por meio de recursos digitais – Parte III (Peer instruction, Blended Learning e Flipped Classroom) Nesta parte III buscaremos apresentar outras formas de construção de avaliações por meio de recursos digitais, mas deixando registrado aqui que os tópicos tratados nestas oito aulas não se esgotam aqui. Faz-se necessário estar atento e conectado no mundo digital buscando ampliar e conhecer as novidades que a cada dia passam a ser disponibilizadas a todos os interessados. Peer instruction (instrução em pares) é um sistema de aprendizagem, criado na década de 80, envolvendo estudantes se preparando para aprender fora da sala de aula fazendo leituras pré-aula e respondendo questões sobre tais leituras usando outro método, chamado just-in-time teaching. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Peer_instruction adaptado pelo ator) Segundo o autor e pesquisador sobre o assunto Eric Manzur as etapas para aplicação do Peer instruction são: O instrutor apresenta questões baseadas nas respostas dos estudantes a sua leitura pré-aula Os estudantes refletem sobre as questões Os estudantes se empenham para uma resposta individual O instrutor revisa as respostas dos alunos Os estudantes discutem suas ideias e respostas com seus pares Os estudantes então se empenham novamente para uma resposta individual Por último, novamente o instrutor revisa as respostas e decide se é necessário mais explicações antes de passar para o conceito seguinte. A seguir o fluxograma para aplicação do Peer Instruction: Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Fluxograma-para-a-aplicacao-do-peer-instruction-Em-verde-aparecem-as-etapas_fig1_305417491 Blended Learning ou b-learning, busca combinar práticas pedagógicas do ensino presencial e do ensino a distância, com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos em ambos os ensinos (híbrido). Embora o conceito de “blended learning” seja mais difundido no campo da educação, tanto no âmbito universitário ou fora do dela é um termo que assumiu diferentes denominações, como “aprendizagem híbrida”. (Rafaela Spindola, 2016) O blended learning surge como uma modalidade de aprendizagem que combina aspectos offline e online para obter o melhor resultado possível entre os alunos. Essa metodologia agrega adequadamente o ensino de tecnologias em uma sala de aula tradicional, não apenas substituindo, mas integrando com o formato tradicional. Pode ser estruturado com atividades síncronas ou assíncronas, ou seja, em situações onde professor e alunos trabalham juntos num horário pré-definido ou em horários flexíveis. Entretanto, o blended learning em geral não é totalmente assíncrono, pois exige uma disponibilidade individualizada para encontros presenciais. Porém, algumas pessoas ainda não conseguem ver nessas atividades em conjunto um “valor pedagógico”, mas a essência é clara: o blended learning utiliza a tecnologia não apenas para somar, mas também para transformar e melhorar o processo de aprendizagem. (https://www.edools.com/blended-learning/) Fonte.: https://www.odysseyware.com/blog/7-ways-implement-blended-learning-model Flipped Classroom (aula invertida) é um modelo pedagógico no qual o típico ensino com o professor em sala e os elementos da tarefa de casa são invertidos. A ideia é promover aulas mais participativas e menos expositivas. Vídeos curtos sobre a aula são vistos em casa antes da aula presencial, enquanto que o tempo em sala de aula é dedicado para a realização de exercícios, projetos e discussões. A parte do vídeo é vista como ingrediente chave da abordagem do Flipped Learning. A noção de sala de aula invertida é baseada nos conceitos de aprendizado ativo, engajamento de estudantes, educação híbrida e podcasting de aulas. Durante as aulas presenciais, os professores têm a função de serem mentores, incentivar perguntas e debates e encorajar trabalhos em grupos. No modelo tradicional, os alunos tentam entender o que está sendo passado no momento que o professor está falando e assim não podem parar e refletir sobre o que está sendo dito. Isso faz com que eles percam pontos significantes, pois estão tentando “transcrever” as palavras do professor. Por outro lado, o uso de vídeos e conteúdo gravado coloca as aulas sob controle do aluno. Eles podem pausar, voltar e passar pra frente se necessário, adaptando à velocidade de aprendizado individual. Esse recurso é também de grande valor para pessoas com deficiência auditiva que podem assistir vídeos com legenda e também é de grande ajuda para alunos que não possuem fluência na língua dada em tal aula (estudantes estrangeiros). Outro ponto importante é que, dedicando o tempo em sala de aula para a aplicação dos conceitos faz com que os professores tenham mais facilidade em identificar as dificuldades e os conceitos que foram entendidos errados. Fonte.: https://sites.google.com/a/ctmsenai.com.br/googleeducator/recursos/aula-invertida Introduzir um novo modelo em qualquer sistema exige uma certa adaptação. Treinar professores para adaptar seu conteúdo para vídeos e estudar as novas formas a serem aplicadas na sala de aula. Envolve também adaptação e dedicação por parte dos estudantes, que podem confundir os conteúdos virtual como sendo exatamente aqueles que vão ser dados na aula presencial e dessa forma, gerar uma evasão nas salas de aula. Atividade extra Nome da atividade: Interpretação de vídeo (interaja depois com seu colegas sobre as impressões deste assunto) http://www.colegiolectus.com.br/blended-learning/ (assista ao vídeo: Estudo de caso Colégio Lectus sobre aplicação do Blended Learning) Comentário: Aqui não há um padrão de resposta correta. O ideal é perceber o olhar e os argumentos de cada participante frente a realidade onde vive (experiência de vida) e ao tratado no vídeo. Bibliografia MORAN, José; BACICH, Lilian (orgs.). Metodologias Ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BACICH, Lilian; ITANZI NETO, A.; TREVISAN, F. Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Peer Instruction: https://www.youtube.com/watch?v=7P22u3KxP_k Flipped Classroom: http://replay4.me/blog/7-fatos-que-voce-deveria-saber-sobre-flipped-classroom/ Blended Learning (estudo de caso): http://www.colegiolectus.com.br/blended-learning/ Ir para questão image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.jpeg image1.png image2.png