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Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1
Atenção Primária a Saúde (APS) 
- BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO
CONTEXTO HISTÓRICO INTERNACIONAL DA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA À SAÚDE
RELATÓRIO DAWSON, 1920
Dawson imaginou Centros de Saúde Primários, com 
generalistas próximos às casas das pessoas que, 
se necessário, derivavam pacientes a um centro 
de especialidades. Apenas este referenciaria, se 
necessário, a um hospital terciário, chamado 
"Hospital-escola". Lord Dawson ainda previu os 
serviços chamados "suplementares", que seriam 
equipes multiprofissionais treinadas para tratar 
tuberculose, pacientes terminais, pacientes com 
problemas mentais, problemas ortopédicos, 
epilépticos, infecciosos, etc. Naquela época, 
isso era feito quase sempre com internações em 
colônias ou sanatórios. De qualquer forma, isso 
poderia corresponder aos Núcleos de Apoio à 
Saúde da Família (NASF), Centros de Atenção 
Psicossocial (CAPS) e outros centros de 
reabilitação de hoje.
SISTEMA DE SAÚDE
Divide-se em:
1. Primário - composto por generalistas em 
comunidades
2. Secundário - com especialistas atuando em 
ambulatórios
3. Terciário - com especialistas vinculados à 
atenção hospitalar
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Caracterizaria a delimitação de um Distrito, com 
atenção baseada em necessidades locais, 
desenvolvida por um médico generalista que 
promoveria ações de prevenção de doenças e 
recuperação da saúde
1960
O termo atenção primária começou a ser usado no início da década de 1960
DÉCADA DE 70
OMS
Na 2ª metade da década de 1970, a Organização Mundial da Saúde se dedicava 
consideravelmente ao tema quando o dinamarquês Halfdan Mahler foi seu diretor-geral 
(1973-1988)
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2
De 1974 a 1985, o diretor-geral adjunto foi David Tejada de Rivero, médico peruano 
que, a partir de 1992, serviria como representante da OPAS, no Brasil, e contribuiria 
no desenvolvimento do PSF, tendo inclusive participado da reunião dos dias 27 e 28 de 
dezembro de 1993, quando foi produzido o documento Saúde Dentro de Casa, embrião do 
PSF
30ª ASSEMBLEIA MUNDIAL DE SAÚDE
Em 1977, houve o lançamento da ideia de colocar o ano 2000 como meta para que “[...] 
todos os cidadãos tivessem um nível de saúde que permitisse uma vida social e 
economicamente produtiva”
I CONFERÊNCIA DE INTERNACIONAL SOBRE CUIDADOS PRIMÁRIOS DE SAÚDE: 
DECLARAÇÃO DE ALMA ATA
No ano seguinte, na conferência que tratou especificamente sobre atenção primária, em 
Alma Ata, situada na antiga União Soviética, o conceito recebeu uma definição:
Atenção primária à saúde é a atenção essencial à saúde baseada em 
tecnologia e métodos práticos, cientificamente comprovados e 
socialmente aceitáveis, tornados universalmente acessíveis a 
indivíduos e famílias na comunidade a um custo que tanto a comunidade 
como o país possam arcar em cada estágio de seu desenvolvimento, um 
espírito de autoconfiança e autodeterminação. É parte integral do 
sistema de saúde do país, do qual é função central, sendo o enfoque 
principal do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. 
É o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da 
comunidade com o sistema nacional de saúde, levando a atenção à saúde 
o mais próximo possível do local onde as pessoas vivem e trabalham, 
constituindo o primeiro elemento de um processo de atenção continuada 
à saúde
O encontro passou a ser intitulado “Saúde para todos no ano 2000”, visto que ratificou o 
ano 2000 como meta para que todas as pessoas atingissem um nível de saúde que permitisse 
uma vida produtiva
1978
Hoje em dia, a definição mais aceita de APS, e provavelmente a mais técnica e menos 
política que a de Alma Ata, foi publicada por Scheffler, em 1978
APS é definida como cuidado acessível, coordenado, abrangente e 
contínuo realizado por profissionais comprometidos
Descrevia cinco atributos: acesso, coordenação, cuidado abrangente (integralidade), 
continuidade e responsabilização
DÉCADA DE 80
CARTA DE OTTAWA, 1986
Estabelecer políticas saudáveis
Criar ambientes favoráveis à saúde
Desenvolver as competências pessoais
Reforçar a ação comunitária
Reorientar os serviços de saúde
DÉCADA DE 90
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3
1994
Scheffler atualizou a definição para
[...] uma provisão de cuidado à saúde integrado e acessível realizado 
por clínicos que são responsáveis por resolver a grande maioria das 
necessidades de cuidados pessoais de saúde, desenvolvendo uma parceria 
permanente com os pacientes e praticando no contexto da família e da 
comunidade
Essa definição adiciona 2 atributos: o contexto familiar e comunitário além da integração 
dos serviços
CONTEXTO HISTÓRICO NACIONAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA 
À SAÚDE
REFORMA SANITÁRIA, 1970
O QUE FOI O MOVIMENTO?
Foi um movimento eminentemente civil no início da década de 1970 que buscava reverter a 
lógica da assistência à saúde
QUAIS ERAM OS SEUS PRINCÍPIOS?
Universalizar o direito à saúde
Integralizar as ações de cunho preventivo e curativo, desenvolvidas pelos Ministérios 
da Saúde e da Previdência separadamente
Inverter a entrada do paciente no sistema de atenção – ao invés de buscar o hospital 
quando já estiver doente, buscar a prevenção – do preventivo para o curativo (promover 
saúde)
Descentralizar a gestão administrativa e financeira
Promover a participação e o controle social
QUEM FORAM OS SEUS INTEGRANTES?
Movimento civil que contou com a participação de técnicos do setor da saúde, acadêmicos, 
secretários de saúde, simpatizantes da discussão de saúde, etc. e com amplo apoio 
político
REORIENTAÇÃO DO MODELO ASSISTENCIAL DE SAÚDE, 1988
A partir da Constituição Federal de 1988 e da Lei Orgânica do SUS (Lei 8.080/1990), 
abriu-se espaço para a oferta de serviços de saúde aos moldes da Atenção Primária em 
larga escala no Brasil, promovendo uma reorientação do modelo assistencial de saúde, 
reduzindo o foco curativo do modelo biomédico e valorizando a promoção da saúde, a 
prevenção de doenças e a construção de cuidados de saúde a nível local, de acordo com as 
necessidades das pessoas
PROGRAMA NACIONAL DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (PACS), 
1991
SOBRE O PROGRAMA
Em 1991, foi criado o PACS com o objetivo de promover ações preventivas e educativas, 
especialmente na temática de cuidados materno-infantis. O programa iniciou sua atuação 
nos estados do Nordeste, onde desde o final da década de 1980 já ocorriam experiências 
com os ACS (Agentes Comunitários de Saúde). Esses profissionais atuavam em ações como 
pesagem, distribuição de medicamentos e orientação sobre profilaxia de doenças, entre 
outras
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4
ACS: LEIS 11.350/2006 e 13.595/2018
É obrigatória a presença de Agentes Comunitários na estrutura da Atenção Básica
Os ACS devem ser moradores da área em que atuam
O ingresso na função ocorre por processo seletivo (provas ou provas e títulos). Após a 
aprovação, os selecionados devem realizar um curso de formação de 40 horas
A contratação segue as normas da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT
Devem possuir ensino médio (caso não haja inscritos na seleção, podem ter nível 
fundamental e deverão comprovar, em até 3 anos, a realização do ensino médio)
É vedado a atuação do ACS fora de sua área; entretanto, se ele adquirir casa em outro 
local, poderá permanecer na função ou ser remanejado para a nova área
O piso salarial nacional foi estipulado em R$ 1.550,00 a partir de 01/01/2021
Além disso, saiba que os Agentes Comunitários de saúde e os Agentes de combate às 
endemias são considerados profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, 
conforme a Lei n° 14.536 de 20 de janeiro de 2023
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF), 1994
Em 1994, surgiu o PSF, com o objetivo de adotar uma abordagem ampliada do processo saúde-
doença da comunidade. O programa fornecia cuidados integrais, concentrando o foco da 
atenção na família em seu local de moradia, atuando em uma localidadeespecífica e para 
uma determinada população
O PSF representou uma transformação no paradigma de saúde, anteriormente centrado em 
profissionais altamente especializados e de difícil acesso, agora trazendo os serviços de 
saúde para mais perto da população, a fim de proporcionar um cuidado integral, com ações 
de promoção da saúde e de prevenção de doenças, e um cuidado especial voltado para os 
grupos mais vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas, 
comunidades marginalizadas, indivíduos da comunidade LGBTI+ e outros
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), 2006
Em 2006, o Programa Saúde da Família foi reconhecido como modelo de Atenção Básica para o 
Brasil, não mais apenas um “Programa”, mas uma “Estratégia” da nação brasileira
2017
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA (PNAB)
Atenção básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares 
e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, 
tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e 
vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado 
integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional 
e dirigida à população em território definido, sobre as quais as 
equipes assumem responsabilidade sanitária
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)
O QUE É?
Conjunto de ações, de caráter individual ou coletivo, situadas no nível de atenção básica 
do sistema de saúde, voltadas à: 
Ampliação da cobertura e melhoria da qualidade do atendimento
Organização do acesso ao sistema
Integralidade do atendimento
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5
Conscientização da população sobre as principais enfermidades locais e seus 
determinantes
Incentivo à participação da população no controle do sistema de saúde
PRINCÍPIOS NORTEADORES
1. Estratégia de organização do modelo assistencial
2. Universalidade
3. Territorialidade e adscrição
4. Integralidade como princípio eixo
5. Promoção da Saúde como ação nuclear
6. Resposta à determinação social
7. Interdisciplinaridade na relação da equipe
8. Intersetorialidade
9. Participação social
QUAL O PAPEL DA ESF?
1. Planejar ações que produzam impacto sobre as condições de saúde da população em sua 
área de abrangência, orientadas por um diagnóstico participativo, capaz de identificar 
a realidade local e o potencial da comunidade na resolução dos problemas de saúde
2. Conceber saúde como um processo de responsabilidade compartilhada entre vários setores 
institucionais e a participação social, o que implica buscar parceria intersetorial e 
conscientização dos indivíduos como sujeitos no processo de vigilância à saúde
3. Pautar suas ações entendendo a família como espaço social e respeitando suas 
potencialidades e limites socioeconômicos e culturais, e buscar, nesse contexto, 
estratégias que otimizem as abordagens médicas e terapêuticas tradicionais
ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA ESF
1. Conhecer a realidade das famílias de sua área de abrangência. Para isso, devem 
participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, 
e atualizar continuamente as informações necessárias ao diagnóstico e acompanhamento 
das situações priorizadas no planejamento local
2. Identificar problemas de saúde e situações de grupos, famílias e indivíduos expostos a 
riscos
3. Realizar o cuidado em saúde da população adscrita, no âmbito da unidade de saúde, 
prioritariamente, e no domicílio e nos demais espaços comunitários, quando necessário
4. Garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da 
saúde, prevenção de agravos e curativas, respondendo, de forma contínua e 
racionalizada, à necessidade de saúde da população local, bem como às ações previstas 
nas prioridades e protocolos da gestão local
5. Realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos, de notificação compulsória e 
de outros agravos e situações de importância local
6. Realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, 
proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo
7. Responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado, mesmo 
quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde
8. Participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da 
utilização dos dados disponíveis
9. Promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle 
social
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6
10. Identificar, na comunidade, parceiros e recursos que possam potencializar ações 
intersetoriais com a equipe, sob coordenação da Secretária Municipal de Saúde (SMS)
11. Garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação 
na Atenção Básica
12. Participar das atividades de educação permanente
13. Realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades no 
planejamento local
REQUISITOS PARA FORMAÇÃO DA ESF
Segundo a Política Nacional de Atenção Básica
1. Equipe multiprofissional responsável por, no máximo, 4 mil habitantes, sendo 
recomendável a média de 3 mil
2. Regime de trabalho de 40 horas
3. Equipe mínima composta por Médico, Enfermeiro, Auxiliar de Enfermagem ou Técnico de 
Enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS)
4. O número de ACS deve ser de, no máximo, 12 por equipe, com, no máximo, um ACS para 
cada 750 pessoas
5. A incorporação das Equipes de Saúde Bucal na modalidade 1 deve incluir um Cirurgião 
Dentista e um Auxiliar em Saúde Bucal
6. A incorporação das Equipes de Saúde Bucal na modalidade 2 deve incluir, além dos 
mencionados na modalidade 1, um Técnico em Saúde Bucal
EVOLUÇÃO DA COBERTURA DA ESF
DÉCADA DE 1990
Até 1996, as regiões Nordeste e Sul mantinham-se 
acima da média nacional em relação à cobertura 
populacional. Em julho de 1998, a mudança nos 
valores dos incentivos ampliou em 53% o valor do 
repasse por equipe. Dessa forma, o crescimento 
se acentuou em todas as regiões a partir de 
1999, estimulado, sobretudo, pelo financiamento 
diferenciado
DÉCADA DE 2000
Em junho de 2002, a cobertura chega a 
praticamente 30% do total da população do país, 
sendo superior a 50 milhões de pessoas. Dos 
5.561 municípios, 4.995 (89,82%) possuem equipes 
da ESF e/ou do PACS. Nos municípios de pequeno 
porte, de até 10 mil habitantes, a cobertura 
populacional média do país ultrapassa 60%, 
enquanto naqueles com mais de 100 mil habitantes 
a cobertura está próxima a 15%. Isso demonstra a 
importância de investir-se na expansão do PSF 
nos grandes centros urbanos, que se mantém bem 
abaixo da média nacional
DÉCADA DE 2010
Em 2017, aproximadamente 70% da população brasileira estava coberta pela ESF
DÉCADA ATUAL
Atualmente, o Brasil apresenta cerca de 76% 
de cobertura da Atenção Básica no 
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 7
território nacional, enquanto a cobertura 
da Estratégia Saúde da Família é próxima de 
63%, o que demonstra que a expansão da ESF 
é contínua, está longe de ser plena e não é 
homogênea. Isso é motivado por fatores como 
limitações pela extensão territorial, 
desigualdades regionais e particularidades 
de gestão em cada região. A Figura ilustra 
a distribuição da Atenção Básica em 
território nacional, com destaque para os 
estados do Piauí (99% de cobertura) e do 
Tocantins (92% de cobertura)
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA (PNAB)
O QUE É ATENÇÃO BÁSICA?
Conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a 
proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e 
a manutenção da saúde. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e 
sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a 
populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade 
sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivemessas 
populações. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade, que devem 
resolver os problemas de saúde de maior frequência e relevância em seu território. É o 
contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. Orienta-se pelos princípios 
da universalidade, da acessibilidade e da coordenação do cuidado, do vínculo e 
continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da 
participação social
🔴 Essa forma de ver a APS está baseada na denominada APS ampliada e parte dos 
princípios norteadores
RESPONSABILIDADES DE CADA NÍVEL DE GOVERNO NA ATENÇÃO BÁSICA
COMUM A TODOS
Contribuir com o financiamento tripartite para fortalecimento da Atenção Básica
Assegurar ao usuário, o acesso universal, equânime e ordenado às ações e serviços de 
saúde do SUS
Garantir provimento e estratégias de fixação de profissionais de saúde para a Atenção 
Básica
Desenvolver, disponibilizar e implantar os Sistemas de Informação da Atenção Básica 
vigentes
Estimular a participação popular e o controle social
Articulação com o subsistema Indígena nas ações de Educação Permanente e gestão da 
rede assistencial
UNIÃO
Definir e rever as diretrizes da PNAB
Articular, com o Ministério da Educação, estratégias de indução a mudanças 
curriculares nos cursos de graduação e pós-graduação na área da Saúde, visando a 
formação de profissionais e gestores com perfil adequado à Atenção Básica
Destinar recursos federais ao financiamento da APS
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 8
Estabelecer, de forma tripartite, diretrizes nacionais e disponibilizar instrumentos 
técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de gestão, formação e educação 
permanente dos gestores e profissionais da Atenção Básica
ESTADOS
Ser corresponsável pelo monitoramento das ações de Atenção Básica nos municípios
Destinar recursos estaduais ao financiamento da APS
Divulgar periodicamente os relatórios de indicadores da Atenção Básica, com intuito de 
assegurar o direito fundamental de acesso à informação
Prestar apoio institucional aos municípios no processo de implantação, acompanhamento 
e qualificação da Atenção Básica e de ampliação e consolidação da ESF
Fortalecer a ESF na rede de serviços como a estratégia prioritária de organização da 
Atenção Básica
MUNICÍPIOS
Organizar os serviços de Atenção Básica e o fluxo de pessoas, dentro do seu 
território, incluindo as unidades próprias e as cedidas pelo estado e pela União
Destinar recursos municipais ao financiamento da APS
Alimentar os sistemas de informação
Garantir o cumprimento da carga horária dos profissionais da APS
Inserir a ESF em sua rede de serviços como a estratégia prioritária de organização da 
Atenção Básica
PRINCÍPIOS 
1. Universalidade
2. Integralidade
3. Equidade
DIRETRIZES
1. Regionalização e hierarquização
2. Resolutividade
3. Longitudinalidade
4. Coordenar o cuidado
5. Ordenar as redes
6. Cuidado centrado na pessoa
7. Territorialização e adstrição
8. População adscrita
9. Participação da comunidade
UNIDADES DE SAÚDE NA ATENÇÃO BÁSICA
PNAB 2017
Há três tipos de Unidades de Saúde na Atenção Básica, de acordo com a PNAB 2017
1. Unidade Básica de Saúde
2. Unidade Básica de Saúde Fluvial
3. Unidade Odontológica Móvel
PORTARIA 397/2020
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 9
1. Unidade Básica de Saúde (UBS): estabelecimento que não possui equipe de Saúde da 
Família
2. Unidade de Saúde da Família (USF): estabelecimento com pelo menos 1 (uma) equipe de 
Saúde da Família, que possui funcionamento com carga horária mínima de 40 horas 
semanais, no mínimo 5 (cinco) dias da semana e nos 12 meses do ano, possibilitando 
acesso facilitado à população
EQUIPES DE SAÚDE NA ATENÇÃO BÁSICA
1. Equipe de Saúde da Família (ESF)
2. Equipe de Atenção Primária (EAP)
3. Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB)
4. Outras equipes, como a equipe de Saúde Bucal (eSB) e a estratégia de Agentes 
Comunitários de Saúde (eACS)
NASF-AB
Diferentes ocupações da área da saúde para dar suporte (clínico, pedagógico e sanitário) 
às eSFs e eABs, atuando em conjunto com elas, em seus respectivos territórios
OBJETIVO
Objetiva ampliar a abrangência e o escopo da ações da Atenção Básica
FUNÇÕES
Planejamento conjunto com equipes vinculadas
Aumento da capacidade de análise e intervenção
Discussão de casos e construção de projetos terapêuticos
Atendimento individual e compartilhado
MATRICIAMENTO
Consiste em um trabalho conjunto entre equipes: uma equipe de referência da Estratégia 
Saúde da Família com uma outra equipe de apoio com o objetivo de aumentar a 
resolutividade. Nesse caso, a gestão do trabalho é compartilhada com os NASF-AB
HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO
Carga horária mínima de 40 horas semanais, por no mínimo 5 dias por semana e durante os 
12 meses do ano
POPULAÇÃO ADSCRITA
A PNAB estabelece uma capacidade que deve estar entre 2000 a 3500 pessoas por Equipe de 
Atenção Básica e de Saúde da Família. No entanto, por critérios locais, especialmente por 
vulnerabilidades, é permitido ao gestor municipal estabelecer outro arranjo populacional
ACESSO PELO MODELO TRADICIONAL
O paciente que precisa de uma consulta naquele momento não consegue atendimento e, quando 
chega o dia de sua consulta, ele já está melhor ou já passou em um pronto-socorro ou em 
outro médico e não no seu. Além disso, apresenta 25% de falta pela agenda fechada e 
apenas 60% dos pacientes consegue consulta em 18 meses.
ACESSO OPORTUNO
Rapidez com que o usuário consegue ser atendido a partir do momento que busca o serviço 
de saúde
ACESSO AVANÇADO
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 10
No acesso avançado, o usuário da eSF procura a Unidade de Saúde e, como todos os 
profissionais possuem disponibilidade para demanda espontânea, poderá ser encaminhado aos 
profissionais de sua equipe de referência – o que colabora para a continuidade do cuidado
ACESSO ABERTO
Não existe agendamento de consultas no acesso aberto, mas os usuários chegam à UBS e 
aguardam ser atendidos – o que pode demorar horas e ser prejudicial para pessoas que 
necessitam ainda ir ao trabalho ou que dependem de outras para seu deslocamento
ATRIBUTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
ESSENCIAIS
ACESSO DE PRIMEIRO CONTATO
1. Princípio soberano, que representa a porta de entrada e o primeiro contato do paciente 
com o sistema
2. Pode ser dividido em 2 componentes: aspecto geográfico e componente sócio-
organizacional
3. Aspecto geográfico: distância do centro de saúde da pessoa que necessita de atenção, 
tempo de locomoção, facilidade de transporte, etc
4. Componente sócio-organizacional: inclui aspectos que facilitam ou bloqueiam os 
esforços das pessoas para chegarem à consulta, como organização de agenda para dar 
conta de emergências, quadros agudos e consultas agendadas; flexibilização do modo de 
funcionamento da equipe para atender populações vulneráveis, como pessoas em situação 
de rua; exigência de pagamento ou copagamento; e preconceitos, como a transfobia, que 
podem prejudicar o acesso desta população ao centro de saúde
Outras nomenclaturas, algumas vezes entendidas como pejorativas, foram sendo usadas 
em parte, ou mesmo em substituição a este atributo, como “acolhimento”, “gatekeeper” 
ou “porteiro”
LONGITUDINALIDADE
1. Relaciona-se com a existência de uma fonte regular de atenção e seu uso ao decorrer do 
tempo
2. Continuidade do cuidado
3. Significa o desenvolvimento de um relacionamento entre o serviço de atenção primária e 
o usuário ao longo do tempo, criando vínculos
4. Depende de 1 aspecto: o aspecto organizacional
5. Aspecto organizacional: o cadastro da pessoa por meio de inscrição ou contrato com os 
profissionais ou com o local de atenção
6. Benefícios
a. Menor utilização de serviços
b. Melhor atenção preventiva
c. Menos referenciamento de pacientes
d. Menos hospitalizações
INTEGRALIDADE/CUIDADO ABRANGENTE
1. Refere-se a fornecer cuidados em todosos níveis de prevenção, de modo que o usuário 
seja cuidado como um todo, em todas as necessidades e, quando for necessário, que 
tenha a capacidade de referenciar a outro ponto de atenção à saúde
2. No Brasil, comprehensiveness = integralidade, mas há vários sentidos para o termo
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 11
3. Mattos descreve 3 sentidos para comprehensiveness:
a. Integralidade como um sinal de boa medicina, ou seja, em busca de uma medicina 
menos fragmentada e reducionista (a biomedicina)
b. Integração da organização das práticas, superando os programas verticais. Esse 
sentido tem relação com a história do sistema de saúde no Brasil, que, até a 
constituição de 1988, estabelecia que o Ministério da Saúde ficava com a 
atribuição das ações populacionais e de prevenção, como imunizações, e execução de 
programas verticais, como tuberculose e hanseníase, e a assistência médica ficava 
a cargo do Ministério da Previdência, por meio do INAMPS
c. Integração de assistência e prevenção no âmbito das políticas especiais. O autor 
diz que prefere usar o termo política a programa aqui, e este terceiro sentido diz 
respeito à integração de aspectos de prevenção e assistência, bem como aspectos 
antropológicos e culturais, como ocorreu com a Programa de Assistência Integral à 
Saúde da Mulher e a Política Nacional de Combate à Aids
COORDENAÇÃO DA ATENÇÃO
1. Atributo que faz menção à integração da APS com os demais níveis de atenção à saúde
2. Denota a articulação do sistema
3. Importante em 3 níveis:
a. Dentro do centro de saúde, quando o mesmo paciente é visto por diferentes 
profissionais
b. Relação com outros profissionais chamados para fornecer consultoria ou 
acompanhamento de curta duração
c. Relação com especialistas, que vão acompanhar o paciente por um longo período de 
tempo devido uma condição específica e mais rara
4. A referência e a contrarreferência são ferramentas essenciais para a coordenação do 
cuidado, visto que a APS nunca deixa de se responsabilizar pelos pacientes mesmo 
quando há um problema mais raro, específico ou potencialmente grave que necessita de 
uma consultoria
5. No Brasil, convencionou-se como taxa aceitável de referenciamento 15% do número total 
de consultas (e não de pacientes na lista) que gerou algum referenciamento, sendo que 
se uma consulta gerou dois referenciamentos, por convenção, sugere-se contabilizar os 
dois
6. Razões para se gerar uma referência da APS a outros serviços
a. Motivos administrativos (o paciente precisa de um laudo de um subespecialista)
b. Auxílio em relação a diagnóstico (em alguns lugares apenas o subespecialista tem 
acesso a certas ferramentas diagnósticas)
c. Auxílio em relação ao tratamento
d. Acompanhamento continuado de alguma condição rara
DERIVADOS
ORIENTAÇÃO FAMILIAR
Devem ser considerados os aspectos familiares na avaliação das necessidades do usuário, 
incluindo o uso de ferramentas de abordagem familiar (genograma, ecomapa, PRACTICE, APGAR 
familiar etc.)
ORIENTAÇÃO COMUNITÁRIA
Atributo que enfatiza a importância do serviço de saúde primária moldar sua atuação de 
acordo com as necessidades da população, como exemplo há a territorialização, que 
consiste em um processo de conhecimento do território e das diversas variáveis que se 
relacionam à vida da população (econômicas, sociais, políticas, epidemiológicas etc.)
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 12
COMPETÊNCIA CULTURAL
Atributo relacionado à capacidade da APS em conhecer e assimilar as características 
culturais da população, aprendendo a trabalhar com elas de modo a garantir a 
integralidade do cuidado e a universalidade do acesso
ABORDAGEM DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
FUNDAMENTAL
1. Definição de território e territorialização
2. Responsabilização sanitária
3. Porta de entrada preferencial
4. Adscrição de usuários e desenvolvimento de vínculo
5. Acesso universal e não excludente
6. Acolhimento
7. Trabalho em equipe multiprofissional
8. Resolutividade
9. Atenção integral, contínua e organizada
10. Ações de atenção domiciliar
11. Ações de prevenção
12. Implementação da promoção à saúde
13. Programação e implementação de ações segundo as necessidades de saúde
14. Ações educativas
15. Ações intersetoriais
16. Implementação das diretrizes de qualificação dos modelos de atenção e gestão
17. Apoio às estratégias de fortalecimento da gestão local e de controle social
18. Estratégias de segurança do paciente
19. Participação do planejamento local de saúde
20. Formação e educação permanente em saúde
ABORDAGEM ABRANGENTE
Modelo seguido pelo SUS, que prevê que a 
APS se organize de modo a praticar a 
integralidade, ou seja, para cuidar de 
todas as necessidades do indivíduo. Além 
disso, é um modelo que favorece à 
Longitudinalidade e a Resolutividade do 
Cuidado
ABORDAGEM SELETIVA
Modelo que defende que a APS atue com base 
em programas de saúde específicos e 
focalizados, oferecendo uma cesta restrita 
de serviços. Geralmente são ações 
direcionadas a grupos populacionais pobres 
e vulneráveis, e sem possibilidade de 
acesso aos demais níveis de atenção, 
ocasionando baixa resolutividade
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 13
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM 
SAÚDE
PRINCIPAIS INSTRUMENTOS
CAHPS – Consumer Assessment of Health Plans Study
EUROPEP – Patients Evaluate General/Family Practice
PCAS – Primary Care Assessment Survey
PCAT – Primary Care Assessment Tool.
PCATool
CONCEITO
Ferramenta para avaliar a qualidade da atenção primária, baseada nos 4 atributos 
essenciais e nos 3 derivados, sendo um questionário autoaplicável a crianças, adultos, 
profissionais da saúde e à gestão da unidade de saúde
DESENVOLVEDORA
Barbara Starfield, estudiosa americana da APS
FORMAS DE APLICAÇÃO
1. Entrevista por telefone ou domicílio: na primeira parte (grau de afiliação), avalia-se 
qual serviço a pessoa é afiliada, e o restante do questionário se baseia neste serviço
a. Esta forma necessita de maior amostragem, pois nem todas as entrevistas serão do 
serviço que se pretende avaliar
2. Entrevista na unidade de saúde com algum usuário: neste caso, mesmo que a afiliação 
não seja com este serviço onde está sendo realizada a entrevista, informa-se ao final 
do grau de afiliação (parte A) que o restante do questionário será sobre este serviço 
especificamente
DIVISÃO DAS QUESTÕES
1. Grau de Afiliação com o Serviço de Saúde (A)
2. Acesso de Primeiro Contato – Utilização (B)
3. Acesso de Primeiro Contato – Acessibilidade (C)
4. Longitudinalidade (D)
5. Coordenação – Integração de Cuidados (E)
6. Coordenação – Sistema de Informações (F)
7. Integralidade – Serviços Disponíveis (G)
8. Integralidade – Serviços Prestados (H)
9. Orientação Familiar (I)
10. Orientação Comunitária (J)
QUESTÕES
1. A1. Há um médico ou serviço de saúde onde você geralmente vai se fica doente ou 
precisa de conselhos sobre a sua saúde? () Não () Sim (Nome do profissional ou serviço 
de saúde) 
A2. Há um médico ou serviço de saúde que o/a conhece melhor como pessoa? () Não () 
Sim, mesmo médico/serviço de saúde que acima () Sim, médico/serviço de saúde diferente 
(Por favor, dê nome e endereço) 
A3. Há um médico ou serviço de saúde que é mais responsável por seu atendimento de 
saúde? () Não () Sim, mesmo que #A1 & #A2 acima; () Sim, o mesmo que #A1 somente; () 
Sim, o mesmo que #A2 somente; () Sim, diferente que #A1 & #A2 (Por favor, dê nome e 
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 14
endereço) 
Afiliação: combinação das 3 questões referentes ao serviço de saúde preferencial (A1, 
A2 e A3)
2. B. Quando você tem um novo problema de saúde, você vai ao “nome do 
médico/enfermeira/local” antes de ir a outro serviço de saúde?
3. C. Quando “nome do médico/enfermeira/local” está aberto, você consegue aconselhamento 
rápido pelo telefone se precisar? 
É difícil para você conseguir atendimento médico do “nome do médico/enfermeira/local” 
quandopensa que é necessário?
4. D. Quando você vai ao “nome do médico/enfermeira/local”, é o mesmo médico ou 
enfermeira que atende você em todas as vezes? 
Você se sente à vontade contando as suas preocupações ou problemas ao “nome do 
médico/enfermeira/local”? 
O “nome do médico/enfermeira/ local” sabe quais problemas são mais importantes para 
você? 
Você mudaria do “nome do médico/enfermeira/local” para outro serviço de saúde se isso 
fosse muito fácil de fazer?
5. E. O “nome do médico/enfermeira/local” sugeriu que você fosse consultar com este 
especialista ou serviço especializado? 
O “nome do médico/enfermeira/local” escreveu alguma informação para o especialista a 
respeito do motivo desta consulta? 
O “nome do médico/enfermeira/local” sabe quais foram os resultados desta consulta? 
O “nome do médico/enfermeira/local” pareceu interessado na qualidade do cuidado que 
lhe foi dado, isto é, lhe perguntou se você foi bem ou mal-atendido por este 
especialista ou serviço especializado?
6. F. Quando você vai ao “nome do médico/enfermeira/local”, seu prontuário/ficha está 
sempre disponível na consulta?
7. G. Aconselhamento para problemas de saúde mental (problemas dos nervos). 
Aconselhamento sobre como parar de fumar. 
Aconselhamento sobre as mudanças que acontecem com o envelhecimento (p. ex., 
diminuição da memória, risco de cair).
8. H. Conselhos sobre alimentação saudável ou sobre dormir suficientemente. 
Conselhos a respeito de exercícios físicos apropriados para você. 
Verifica e discuti os medicamentos que você está tomando. 
Como prevenir quedas.
9. I. O “nome do médico/enfermeira/local” lhe pergunta sobre suas ideias e opiniões 
(sobre o que você pensa) ao planejar o tratamento e cuidado para você ou para um 
membro da sua família? 
O “nome do médico/enfermeira/local” se reuniria com membros de sua família se você 
achasse necessário?
10. J. Faz pesquisas com os pacientes para ver se os serviços estão satisfazendo 
(atendendo) as necessidades das pessoas?
FINANCIAMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
CAPITAÇÃO PONDERADA
Repasse calculado com base no nº de pessoas cadastradas e ajuste por vulnerabilidade 
socioeconômica, perfil de idade, classificação rural e urbana
PAGAMENTO POR DESEMPENHO
Considera os resultados de indicadores recalculados a cada 4 competências
INCENTIVO PARA AÇÕES ESTRATÉGICAS
Atenção Primária a Saúde (APS) - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 15
Custeio de ações, programas, estratégias como Programa Saúde na Hora e Equipe de Saúde 
Bucal, dentre outras
REFERÊNCIA
GUSSO, G., LOPES J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, 
Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019.
Portaria no 648/2006 de 28 de março de 2006. Aprova a Política Nacional de Atenção 
Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção 
Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde 
(PACS). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 28 mar. 2006.

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