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Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) EXAME FÍSICO DA CABEÇA E PESCOÇO O exame físico da cabeça inclui INSPEÇÃO e PALPAÇÃO INSPEÇÃO DA CABEÇA Em um homem normal a altura da cabeça corresponde a 1/8 da altura corporal. Na inspeção analisaremos inicialmente a FORMA DO CRÂNIO 1. A bóveda craneana está constituída pelos ossos (occipital, parietais, temporais, frontal, esfenoide e etmoides) 2. Viscero crâneo (lagrimal, vômer, maxilar, mandíbula, conchas nasais, nasal, lamina do etimoides, palatinos). Tipos de anomalias cranianas 1. Macrocefalia (importante para diagnóstico de hidrocefalia <<. Em crianças retarda o fechamento das fontanelas por incremento de pressão, no adulto temos a enfermidade de Paget>> 2. Microcefalia (desenvolvimento inadequado das estruturas encefálicas. É de suma importância tomar o índice encefálico do paciente (não faz parte da inspeção). IC normal (75 e 79) mesocefálico <75 (dolicocefálico) >79 (braquicefálico) O que é a doença de Paget? é uma doença do osso, sendo um distúrbio benigno, sistêmico, que altera a velocidade do metabolismo ósseo. A velocidade da reabsorção e construção ósseas (ações osteolíticas e osteoblásticas) estão aumentadas causando a destruição progressiva de ossos do organismo, e posterior reconstrução de um osso desorganizado. D B Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Outras anomalias que podemos observar a nível craniano é a acrocefalia, turicefalia. Tais anomalias ocorrem pelo fechamento precoce das suturas sagital, coronal e lambdoide) Outros achados devem ser levados em consideração ao exame semiológico da cabeça como por exemplo: Análise do sistema tegumentar (cor, presença ou ausência de rugas, sobre- elevações, máculas, movimentos anormais como Musset em IA “movimentos em sim”, movimentos em Não em pacientes parkinsonianos, a distribuição pilosa, cor do pelo “quando sem coloração”. Obs. A análise dos pelos podem contribuir semiologicamente para enfermidade hormonais e déficit nutricionais. PALPAÇÃO DA CABEÇA A palpação deve ser realizada sobre toda a superfície craniana buscando: Deformações essas que podem ser: 1. Periostites sifilítica 2. Raquitismo 3. Enfermidade de Von Recklinghausen 4. Lipomas 5. Cistos dérmicos 6. Epiteliomas ou sarcomas 7. Hematomas subcutâneos SEMIOLOGIA FACIAL Anomalias a nível do osso frontal (frente) Ausência de rugas transversais “unilateral” (importante sinal de paralisia facial periférica) Contração mantida dos músculos mímicos “occipto frontal” em sentido medial (ômega da depressão) pode indicar sinais de depressão e psicopatia. Obs. as outras análises são as mesmas para o aparato tegumentar. Sobrancelhas Devemos observar a integridade da sobrancelha que podem estar ausentes de forma total ou parcial nos casos de: alopecia, hipotireoidismo, déficit nutricional, quimioterapia e outras. Pálpebras Os exames físicos das pálpebras devem ser realizados inicialmente com as pálpebras fechadas e em seguida com elas abertas, é frequente a presença de edemas Peri-orbitários (edema mole em tecido subcutâneo), a presença de edema pode ser indicativo de patológica significativa (pct com sx nefrótica) ou sem patologia grave associada. Na inspeção dos edemas palpebrais devemos observar: 1. Simetria 2. Sinais inflamatórios associados (procurar a etiologia inflamatória) 3. Variação durante o dia 4. Presença de hematomas (determinar se é olho de mapoche “guaxinim”) Presente em TCE de base. Sx de Von Recklinghausen A NF1 é causada por mutações herdadas ou novas no cromossomo 17, as quais resultam em disfunção de uma proteína supressora de tumores denominada neurofibromina, e suas manifestações mais comuns são manchas café-com-leite (MCL) e neurofibromas cutâneos, que geralmente surgem na infância e se acompanham de desordens cognitivas e esqueléticas Obs. Os aneurismas cirsoideos de localização temporal, se palpa como uma formação extensa de vários centímetros, mole, com frêmito continuo. “Nessa circunstância faz-se uso da ausculta a nível craneano “percebe-se um sopro a este nível. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Edemas Peri-orbitários são sugestivos de (hipotireoidismo “mixedema”, síndrome nefrítica, processos alérgicos reativo, infecções intra e extraorbitárias) Outras anomalias que podem ser observadas na prática clínica são: 1. Ectrópio (por cicatrização ou paralisia do Mus. Orbicula das pálpebras) 2. Entrópio (é a inversão das pálpebras ao contrário do ectrópio que é a eversão palpebral, geralmente é afetações retráteis como tracoma, queimaduras, hipertonia do mus. Orbicular das pálpebras 3. Ptoses (descenso palpebral unilateral “paralisia do III nervo craniano”, quando o descenso é bilateral devemos pensar em “miastenia grave” e geralmente é assimétrica 4. Enoftalmos (diminuição da fenda palpebral e se observa nos quadros de paralisia do nervo simpático cervical e na síndrome de Claude Bernard-Horner 5. Lagoftalmos é a oclusão incompleta das palpebras por exoftalmia o paralisia facial periférica. 6. Blefarites (infecção na borda livre das palpebras com descamação). 7. Orzuelo ( é um pequeno nódulo inflamtótio habitualmete estafilocócico nos cílios) 8. Chalazion é um granuloma a paritir de uma glândula meibomio. << cara anteiror da palpebra diferente do orzuelo >> 9. Epitelioma Basocelular (localiza-se na palpebra inferior e tem um aspecto de uma pápula brilhante com centro ulcerado) 10. Dacriocistites (é a inflamação do saco lagrimal e se apresenta como uma tumefação na pálpebra inferior e com lagrimação constante <obstrução do canal lagrilmal> 11. Xantelasma: placas lipídicas acumuladas em volta das palpebras <porção nasociliar> Depois da análise palpebral devemos fazer o estudo minucioso do globo ocular. O que buscamos? Implantação, tamanho, simetria, cor. Dentre as principais anomalias encontramos: Síndrome de Claude Bernard- Horner (SCBH) é consequente a um bloqueio da inervação simpática do olho e da face em qualquer ponto do seu trajeto. Cursa clinicamente com uma ptose palpebral discreta a moderada da pálpebra superior, devida a uma paresia do músculo tarsal superior ou de Müller. A pupila apresenta uma miose variável, que depende da localização, grau e cronicidade do déficit. A síndrome é considerada completa quando esses sintomas estão associados à anidrose da hemiface ipisilateral, a um aumento da temperatura e à hiperemia facial. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Anomalia Exoftálmica (é uma saliência do globo ocular que pode ser unilateral o bilateral. É frequente em: Hipertireoidismo e pode evolucionar até exoftalmia maligna, a forma unilateral é frequente e nos obriga a pensar em neoplasias, aneurismas, cistos e processos infecciosos retroauriculares. É de suma importância analisarmos a esclerótica e a conjuntiva ocular e para essa inspeção devemos descender as pálpebras do paciente utilizando a ponta dos dedos índice e polegar no formato de pinça. A eversão das pálpebras permite buscar anormalidades como: 1. Corpos estranhos 2. Palidez (sinal de anemia) 3. Coloração diferente (amarela, púrpura) Através da conjuntiva bulbar podemos identificar: 1. Alterações da cor 2. Petéquias embólicas (endocardites infecciosas) 3. Quemoses (edema inflamatório da conjuntiva bulbar) 4. Conjuntivites (observa-se dilatação vascular na periferia conjuntival e dilatação vascular com secreção serosa, mucosa, mucopurulenta ou fibrinosa com ardor) 5. Irites aguda (apresenta-se com dor moderada, visão reduzida, sem secreção, pupila pequena e em certos casos pode estar irregular 6. Hemorragia subconjuntival (apresenta-se com uma zona hemorrágica demarcada, que em poucos dias torna-se amarelado e some espontaneamente)7. Pinguécula (é um engrossamento triangular amarelado que pode ser observado em ambos lados da córnea. 8. Pterigion (é uma membrana vascularizada, da conjuntiva, que aparece em ambos ângulos dos olhos e em casos podem invadir a córnea e deformar a pupila). 9. Xeroftalmia (hipo- secreção lagrimal <pode provocar queratoconjutivites seca> Obs. No glaucoma agudo a pupila se dilata e a córnea apresenta aspecto opaco com vasos dilatados, não apresenta secreções e provoca dor muito intensa. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Obs. xeroftalmia associada a xerostomia constitui a síndrome de Sjogren A córnea deve ser examinada mediante iluminação obliqua a qual permite reconhecer: Arco córneo (gerontoxo) (anéis brancos-grisásseis localizados por dentro do limbo e aparecem com a idade avança <<não patológico>> Anéis de Kayser-Fleischer (são anéis pardos de 2 a 3 mm de largura dispostos no limbo córneo, a formação desses anéis ocorre pelo acúmulo de cobre <comum na doença de Wilson>) Nubéculas e leucomas (são lesões cicatrizais da córnea de formas e tamanhos variados) O cristalino deve ser observado através da pupila em busca de opacidades acinzentadas causadas por catarata que podem ser centrais redondeadas ou corticais periféricas em forma de manchas que apontam para o centro. Pupilas As pupilas normais estão centralizadas, são circulares e simétricas. No entanto, podemos evidenciar várias anomalias a nível das pupilas como: 1. Discoria (é a irregularidade das bordas pupilares 2. Anomalias congênitas Acoria (ausência de pupila) Policoria (várias pupilas em uma córnea) Coloboma (alargamento da pupila) Ectopia da pupila (é a localização excêntrica da pupila) O diâmetro normal da pupila é de 2 a 4 mm e sua variação tem importante valor semiológico, as variações que podemos encontrar são: 1. Midríase (diminuição da pupila) 2. Miose (dilatação da pupila) 3. Anisocorea (assimetria entre as pupilas “uma contraída e outra relaxada”) Nariz A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que afeta as glândulas produtoras de lágrimas e saliva, causando olho e boca seca. A doença pode, ainda, afetar outras partes do corpo, podendo causar problemas também aos rins e aos pulmões. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) A semiologia nasal envolve inspeção e palpação buscando sempre anormalidades que possam representar de forma direta ou indireta de uma patologia. Na inspeção externa observam-se as alterações anatômicas, sequelas de traumas, malformações congênitas, edemas ou processos inflamatórios. Na pirâmide nasal, especial atenção na presença de assimetrias e abaulamentos. Na base nasal, verifica-se o vestíbulo, a columela e a abertura anteroinferior com os orifícios narinários. Na palpação do nariz pesquisa-se os pontos sensitivos e as alterações das formas dos ossos nasais e das cartilagens, como escolioses, selas, assimetrias e ulcerações. Traços de fraturas e pequenas assimetrias provocadas por estas, podem ser sentidas com os dedos e são caracterizados como sinal do degrau. Nos distúrbios motores e sensitivos procuram-se as alterações da motilidade e da sensibilidade, lembrando que distúrbios da sensibilidade podem gerar pseudo-obstrução nasal. Entre as várias anomalias que podem afetar o nariz encontramos: 1. Rosácea (é uma inflamação crônica da pele com aspecto eritematoso, com telangiectasia, pápulas, pústulas e se estende as estruturas vizinhas a região central da face) 2. Rinofima (é o estado avançado da rosácea, se caracteriza por glândulas sebáceas hipertróficas, folículos pilosos proeminentes e aspecto bolhado). É normal encontrar o nariz de pacientes alcoólicos tumefado, avermelhado e com teleangiectasia. No LES podemos evidenciar máculas eritematoescamosa que se estende as bochechas. É bastante comum encontrarmos furúnculos na região nasal e sua distinção é feita pela observação de uma zona inflamada com pústula típica. Técnica de inspeção da parte anterior das fossas nasais: indica-se ao paciente que incline levemente a cabeça para trás em seguida, o avaliador levanta a ponta do nariz com o polegar e é importante lembrar que o avaliador tem que ter uma boa iluminação da região avaliada “Isso vale para todas as inspeções”. Renites aguda e resfriado comum: mucosa avermelhada, tumefata com rinorréia Renites alérgica: mucosa está engrossada, pálida e quase sempre pálida Pólipos nasais: estão localizados no meato médio (aparência gelatinosa, mole, pálida e com mobilidade). As alterações no tabique nasal podem ser por: Desvios “traumas” e por perfurações “uso crônico de cocaína”. Semiologia dos senos paranasais Os senos paranasais devem ser avaliados semiologicamente por (transiluminação e por palpação) Palpação: efetua-se a palpação com os polegares na região infraorbitária e sobre o extremo nasal das sobrancelhas. (Durante a palpação destas regiões o paciente refere dor em quadros de sinusite que, somado a rinorreia purulenta, possui importante valor diagnóstico). Semiologia bucal (inclui inspeção e palpação) Na inspeção é importante buscar (alterações de Cor “difícil em pessoas negras”, presença de lesões cutâneas, anomalias congênitas. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Entre as deformidades que podemos observar a nível bucal encontram- se: 1. Estomatites angular: (inflamação no ângulo da boca que se apresenta com fissura e alta sensibilidade dolorosa (déficit de B1) 2. Quelites: É a inflamação habitual do lábio inferior e se apresenta com fissura, são dolorosas, com fissuras e crostas descamativas. 3. Máculas pigmentadas (pequenas, visíveis também na mucosa bucal, na cara e nos dedos <<sugestivo de Síndrome de Peutz- Jeghers>> 4. Aftas (ulcerações pequenas, redondeadas, esbranquiçadas com volta eritematosa, única ou múltiplas e pode ser bastante recorrente) 5. Moniliase (apresenta-se com placas brancas que podem afetar toda a mucosa e ser eliminada com raspado. 6. Máculas hiperpigmentada (comprometem também as gengivas e são típicas da enfermidade de adson) 7. Manchas de Koplik (pontos brancos na mucosa bucal rodeados por uma areola eritematosa, possuem um diâmetro de 1mm “3 a 30” manchas. 8. Ranulas (é uma tumefação cística gerada pela obstrução das glândulas salivais “região sublingual por fora da linea média e possui aspecto translucido). Análise semiológica das gengivas Na inspeção da gengiva é importante buscar anomalias como: 1. Gengivites (avermelhamento e tumefação das gengivas com sangramento fácil entre os dentes) <<sem o tratamento adequado pode evolucionar a paradentoses ou piorreia com periodontitis e focos supurados nas papilas intermediarias>> 2. Hipertrofia gengival (aumento do tamanho das gengivas que pode recobrir os dentes) 3. Rebite de Burton (é uma línea negra nas gengivas que aparecem em intoxicação por chumbo ou bismuto) 4. Épulis (é um tumor localizado nas gengivas “geralmente inflamatório e em certas ocasiões neoplásicos”). Análise semiológica da língua (inspeção e na evidência de anomalias fazer uso da palpação) Técnica de análise 1. Pedir o paciente que coloque a língua para fora da cavidade bucal. 2. Depois da inspeção do dorso da língua devemos pedir ao paciente que toque o palato com a língua para analisar superfície inferior e piso da boca. 3. Na presença de anomalias o examinador deve tomar a ponta da língua do paciente com uma gase, levar a ambos os lados e palpa-la com a mão livre (com luvas). Obs. Algumas enfermidades como o chancro sifilítico podem produzir lesão primária nos lábios ou no piso da boca “redondeado, duro, ulcerado no centro e costroso” <<É importante diierenciar do carcinoma que geralmente afeta lábio inferior e tem aspecto de placa engrossada e ulcerada que não cicatriza. A síndromede Peutz- Jeghers' (SPJ), também denominada síndrome da polipose hereditária intestinal (SPHI) é uma doença genética caracterizada pelo desenvolvimento de pólipos hamartomosos no aparelho digestivo e manchas escuras nos lábios e na mucosa da boca Teleangiectasia de Rendu- Osler-Weber podem afetar o lábio “A telangiectasia hemorrágic a hereditária é uma doença autossómica dominante. Pensa-se serem dois os genes envolvidos: ENG ou ALK-1. Esta síndrome caracteriza-se clinicamente pela tríade:telangiectasias, epistaxe recorrente e história familiar Obs. Na enfermidade de Addison podemos encontrar um aumento da pigmentação melânica nas gengivas. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) As anomalias encontradas a nível da língua são: 1. Macroglossia (hipertrofia lingual presente em enfermidades como Hipotireoidismo, acromegalia e angiomas. Podemos evidenciar na macroglossia a língua lisa, despapilada e sensível “na hipovitaminose” Obs. é importante salientar que em tratamentos com antitumorais podem deixar a língua com aspecto negra e velosa por alongamento das papilas. 2. Língua saburral (hipertrofia das papilas filiformes e falha na descamação normal <<quadros de febre e dejejum. 3. Aspecto Geográfico da língua (pela desaparição das papilas em forma lineal) 4. Aspecto escrotal da língua (devido a presença de múltiplas fissuras). 5. Leucoplasia (placas brancas, engrossadas, secas e que podem ser premalígnas) Semiologia das Fauces Técnica para análise 1. Pede-se para o paciente com a boca aberta pronunciar a palavra “aaaah” 2. Com um abaixador de língua deprime-se a língua, com o qual se observa: Parede faríngea posterior Amigdalas Movimento dos pilares Úvula Obs. As criptas amiguidalinas podem ter material de descamação esbranquiçado que deve ser distinguido das placas exudativas da amigdalite pultácea. Faringites virais (avermelhadas, com edema leve, foliculos linfoides proeminente na parede posterior) Faringite bacteriana “estreptocócica” (avermelhadas, com edema e placas exudativas esbranquiçadas) Faringoamigdalites da mononucleose infecciosa (pode ser exudativa e apresenta petequeias no palato e adenopatias generalizadas) Outra anomalia que podemos a nível das fauces são: 1. Angina de Vincent (forma gangrenosa com aspecto sujo, bordas definidas nas amígdalas e é causado por germes anaeróbios). 2. Agranulocitose (pode se observar úlceras necróticas, não supuradas que podem comprometer o resto da mucosa oral) 3. Abscessos periamigdalinos (movimentam as amígdalas para línea média, o que pode gerar odionfagia intensa). Semiologia das glândulas salivais As glândulas parótidas e as submaxilares podem ser palpadas e na inspeção pode ser similar a um tumor. Os aumentos moderados são reconhecidos tocando os dedos em forma de pinça com o polegar para frente. Parotidites epidêmica (hipertrofia bilateral) Hipertrofia unilateral (câncer de parótida). Obs. O alcoolismo provoca hipertrofia bilateral moderada permanente das parótidas. Casos de tumefação aguda e que some com rapidez (geralmente é por obstrução do conduto de Stenon das G. parótidas). Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) As glândulas submaxilares podem sofrer as mesmas alterações que as parótidas (as G. SM são melhores observadas quando o paciente pressiona a língua contra o palato duro <<faz protruir a G. SM). Semiologia do olvido (inspeção e palpação) A avaliação semiológica do olvido tem importante valor semiológico, entre as alterações que podem acometer o ouvido estão: Malformações congênitas Podemos identificar cianose Através de transiluminação podemos evidenciar alterações embólicas (endocardite infecciosa) Alterações de cor (pigmento negro da alcaptonuria) O pabelhão auricular pode ser local para localização de eritemas pernios e epiteliomas. No entanto, no helix e antihelix podemos reconhecer pequenos nódulos duros de ácido úrico <<diferenciar da condrodermatites helicis>> (indica-se biópsia para eliminar suspeita de carcinoma). Supuração e dor de ouvido Devemos movimentar o pabelhão auricular para cima, para baixo e sobre o trago (em casos de otites externa aguda a movimentação vai ser muito dolorosa). O cerumem pode variar em cor, consistência e quantidade (engrossamentos que obstruem parcialmente os condutos das glândulas seruminosas pode indicar “osteoma”). SEMIOLOGIA DO PESCOÇO (CUELLO) Topografia: Se extende desde as protuberâncias occiptais até fundir- se com o tarax a nivel da cintura escapular e articulação esternoclaviculares. Tem sua importância por ser uma estrutura de passagem para o sistema arterial e venoso (carótidas e jugulares), glânglios linfáticos, tubo digestivo e vias aéreas. Além disso é onde se localiza as tireoides e paratireoides. Quando se trata da morfologia (forma), esta pode ser alterada em algumas circunstâncias, como: Síndrome de Klippel-Feil: O pescoço é mais curto por auência das vértebras cervicais superiores Síndrome de Turner: Presença de membranas cervicais Torticolis congênito: O musculo esternocleidomastoide sofre um encurtamento provocando uma inclinação da cabeça. Síndrome do mediastino: Distensão venosa com circulação colateral e edema, esse edema é denominado “em esclavina” por se estender até os ombros. Exame ósseo-articular e da mobilidade: 1. Presença marcada da apófise espinhosa da vértebra c7 na cara posterior do pescoço. 2. Massas musculares: trapézio, esplênio, complexo maior e menor encarregados da extensão/flexão, inclinação lateral e rotação do pescoço. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) OBS: A palpação destes permite a avaliação de uma possível contractura muscular, muito comum na prática médica. ATENÇÃO: O músculo esternocleidomastoide (ECM) é o resposável por dividir o pescoço em anterior e posterior. A avaliação da mobilidade é contraindicada em suspeita de traumatismo cervical. A rigidez e incapacidade de flexionar o pescoço, constitui um sinal fundamental da meningite, sem perda da rotação lateral. Gânglios linfáticos: Muito importante no exame físico. Essa região possui um importante número de gânglios. 1. Occiptais 2. Pós auriculares 3. Pré-auriculares 4. Submaxilares 5. Submentonianos 6. Jugulares ou cervicais anteriores 7. Cervicais posteriores 8. Supra claviculares A palpação ganglionar se realiza pela manobra de deslizamento com as pontas dos dedos índice ou médio, sempre lateralizando minimamente o pescoço do paciente. Os gânglios podem ser facialmente confundidos com massas cervicais, as principais massas são: Triângulo anterior: Bócio ou nódulos tiroides, cisto tirogloso, cisto dermoide. Cara lateral: Quiste braquial, higroma quístico, divertículo faríngeo. Triángulo posterior: Neoplásicas: Linfomas, metástase ganglionar, tumores neurogênicos, paragangliomas Inflamatorias: Adenitis tuberculosa Adenitis inflamatoria 1. Exame das artérias: em condições normais o máximo que se pode perceber é uma leveeeee pulsação das carótidas (e olhe lá). Em jovens magros ou com hábito atléticos, em síndrome febril e em hipotireoidismo é possível observar latidos amplos nas carótidas, em áreas supra claviculares e supraesternal. O mesmo ocorre em aumento da pressão arterial. Na insuficiência valvar aórtica (signo de musset) e em todas as variedades de fístulas as pulsações são mais perceptíveis. 2. Auscultação: O normal é não escutar nada ou escutar a transmissão dos ruídos cardíacos ou escutar a transmissão dos ruídos cardíacos. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Quando se ausculta um sopro pode ser indicativo de estenose ou uma transmissão de um sopro cardíaco para as carótidas. 3. Exame das veias: Dois aspectos importantes Turgência e pulsações A turgência indica a pressão venosa e a pulsaçãoé a tradução visível do ciclo cardíaco e suas alterações. Uma veia jugular turgente ou ingurgitada representa a dificuldade do retorno venoso. 4. Exame da traqueia: A traqueia está presenta na linha média e pode ser percebida na palpação. Esta pode ter um deslocamento para um dos lados por massas cervicais ou intratorácicas. ATENÇÃO NA TIREOIDES. Peso da glândula normal: 10-20g, a partir de 20g se considera um aumento da mesma (bócio). Inspeção: A semiologia da ireoides se inicia com a inspeção dos planos ânteroposterior e laterais do pescoço. A inspeção do plano anterior (em frente) permite observar a região da glândula tireoides cujo o istmo (meio) se situa abaixo do cartílago cricoides, a nível do segundo ou terceiro anel da traqueia. Deve ser observado a simetria ou assimetria da glândula, porque, a assimetria de um dos lóbulos visivelmente é indicativo de um nódulo. A inspeção lateral, que melhora com uma ligeira hiperextensão do pescoço, permite verificar a existência de adenopatias ou outras massas que podem estar relacionadas com patologias das tiroides. A inspeção se torna completa com a visualização do enchimento venoso, modificado em ocasiões, como bócios cervicotorácico. Deve ser observado também se possuí latidos arteriais visíveis que podem ser correspondentes à hiperfunção da tireoide. PALPAÇÃO Inicia-se deslizando os dedos sobre a topografia da glândula, permitindo a avaliação de uma possível sobre- elevação e também se avalia a sensibilidade local. Manobra de Quervain: Palpação bimanual da glândula. O examinador deve situar-se por trás do paciente e envolve o pescoço posicionando os polegares na nuca e s dedos restantes sobre ambos lóbulos laterais. Solicita-se que o paciente degluta (pode oferecer água) para permitir a avaliação do ascenso das estruturas relacionadas com a tireoide e laringe. Manobra de Lahey: Médico na frente do paciente empregando ambas as mãos identificando a glândula (abaixo do cartilago cricoides) e os elementos adjacentes. Realiza-se uma ligeira pressão de movimentação da traqueia sobre um nódulo da tireoide até o lado oposto, isso é realizado com o objetivo de colocar aparente a formação de um nódulo no lado oposto. Esta manobra provoca a prominência do lóbulo oposto, tornando- o mais accessível a palpação. Maobra de crile: Polegar de cada mão palpa o lóbulo do lado oposto em busca de nódulos. Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) Bócios tiroideos ( avaliados na palpação) 1. Difuso (cervical, cervicotorácico): Glândula está comprometida em toda sua extensão, tem a consistência mais blanda. 2. Multinodular: Zonas de distintas consistências e nodulares. 3. Uninodular: Aumento do volume de uma zona circunscrita, o resto está normal ou atrofiado. 4. Câncer : Consistência petrea.