Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
 
EXAME FÍSICO DA CABEÇA E PESCOÇO 
O exame físico da cabeça inclui INSPEÇÃO e PALPAÇÃO 
INSPEÇÃO DA CABEÇA 
Em um homem normal a altura da cabeça corresponde a 1/8 da altura 
corporal. 
Na inspeção analisaremos inicialmente a FORMA DO CRÂNIO 
1. A bóveda craneana está constituída pelos ossos (occipital, parietais, 
temporais, frontal, esfenoide e etmoides) 
2. Viscero crâneo (lagrimal, vômer, maxilar, mandíbula, conchas nasais, 
nasal, lamina do etimoides, palatinos). 
Tipos de anomalias cranianas 
1. Macrocefalia (importante para diagnóstico de hidrocefalia <<. Em crianças retarda o fechamento das 
fontanelas por incremento de pressão, no adulto temos a enfermidade de Paget>> 
2. Microcefalia (desenvolvimento inadequado das estruturas 
encefálicas. 
É de suma importância tomar o índice encefálico do paciente (não 
faz parte da inspeção). 
IC normal (75 e 79) mesocefálico <75 (dolicocefálico) 
>79 (braquicefálico) 
 
 
 
O que é a doença de Paget? 
é uma doença do osso, sendo um 
distúrbio benigno, sistêmico, que 
altera a velocidade 
do metabolismo ósseo. A 
velocidade da reabsorção e 
construção ósseas (ações 
osteolíticas e osteoblásticas) 
estão aumentadas causando a 
destruição progressiva de ossos 
do organismo, e posterior 
reconstrução de um osso 
desorganizado. 
D B 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Outras anomalias que podemos observar a nível craniano é a acrocefalia, turicefalia. 
Tais anomalias ocorrem pelo fechamento precoce das suturas sagital, coronal e 
lambdoide) 
Outros achados devem ser levados em consideração ao exame semiológico da cabeça 
como por exemplo: 
 Análise do sistema tegumentar (cor, presença ou ausência de rugas, sobre-
elevações, máculas, movimentos anormais como Musset em IA “movimentos em sim”, movimentos 
em Não em pacientes parkinsonianos, a distribuição pilosa, cor do pelo “quando sem coloração”. 
Obs. A análise dos pelos podem contribuir semiologicamente para enfermidade hormonais e déficit 
nutricionais. 
PALPAÇÃO DA CABEÇA 
A palpação deve ser realizada sobre toda a superfície craniana buscando: Deformações essas que podem ser: 
1. Periostites sifilítica 
2. Raquitismo 
3. Enfermidade de Von Recklinghausen 
4. Lipomas 
5. Cistos dérmicos 
6. Epiteliomas ou sarcomas 
7. Hematomas subcutâneos 
SEMIOLOGIA FACIAL 
Anomalias a nível do osso frontal (frente) 
 Ausência de rugas transversais “unilateral” 
(importante sinal de paralisia facial 
periférica) 
 Contração mantida dos músculos mímicos “occipto frontal” em sentido 
medial (ômega da depressão) pode indicar sinais de depressão e 
psicopatia. 
Obs. as outras análises são as mesmas para o aparato tegumentar. 
Sobrancelhas 
Devemos observar a integridade da sobrancelha que podem estar ausentes de forma total ou parcial nos casos 
de: alopecia, hipotireoidismo, déficit nutricional, quimioterapia e outras. 
Pálpebras 
Os exames físicos das pálpebras devem ser realizados inicialmente com as pálpebras fechadas e em seguida 
com elas abertas, é frequente a presença de edemas Peri-orbitários (edema mole em tecido subcutâneo), a 
presença de edema pode ser indicativo de patológica significativa (pct com sx nefrótica) ou sem patologia 
grave associada. 
Na inspeção dos edemas palpebrais devemos observar: 
1. Simetria 
2. Sinais inflamatórios associados (procurar a etiologia inflamatória) 
3. Variação durante o dia 
4. Presença de hematomas (determinar se é olho de mapoche “guaxinim”) 
Presente em TCE de base. 
Sx de Von 
Recklinghausen 
A NF1 é causada por 
mutações herdadas ou 
novas no cromossomo 
17, as quais resultam 
em disfunção de uma 
proteína supressora de 
tumores denominada 
neurofibromina, e suas 
manifestações mais 
comuns são manchas 
café-com-leite (MCL) e 
neurofibromas 
cutâneos, que 
geralmente surgem na 
infância e se 
acompanham de 
desordens cognitivas e 
esqueléticas 
Obs. Os aneurismas 
cirsoideos de localização 
temporal, se palpa como 
uma formação extensa 
de vários centímetros, 
mole, com frêmito 
continuo. “Nessa 
circunstância faz-se uso 
da ausculta a nível 
craneano “percebe-se 
um sopro a este nível. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Edemas Peri-orbitários são sugestivos de (hipotireoidismo “mixedema”, síndrome nefrítica, processos 
alérgicos reativo, infecções intra e extraorbitárias) 
Outras anomalias que podem ser observadas na prática clínica são: 
1. Ectrópio (por cicatrização ou paralisia do Mus. Orbicula das pálpebras) 
2. Entrópio (é a inversão das pálpebras ao contrário do ectrópio que é a 
eversão palpebral, geralmente é afetações retráteis como tracoma, 
queimaduras, hipertonia do mus. Orbicular das pálpebras 
3. Ptoses (descenso palpebral unilateral “paralisia do III nervo craniano”, 
quando o descenso é bilateral devemos pensar em “miastenia grave” e 
geralmente é assimétrica 
4. Enoftalmos (diminuição da fenda palpebral e se observa nos quadros 
de paralisia do nervo simpático cervical e na síndrome de Claude 
Bernard-Horner 
5. Lagoftalmos é a oclusão 
incompleta das 
palpebras por exoftalmia 
o paralisia facial 
periférica. 
6. Blefarites (infecção na 
borda livre das palpebras 
com descamação). 
7. Orzuelo ( é um pequeno 
nódulo inflamtótio 
habitualmete 
estafilocócico nos cílios) 
8. Chalazion é um 
granuloma a paritir de 
uma glândula meibomio. 
<< cara anteiror da 
palpebra diferente do 
orzuelo >> 
9. Epitelioma Basocelular 
(localiza-se na palpebra inferior e tem um aspecto de uma pápula 
brilhante com centro ulcerado) 
10. Dacriocistites (é a inflamação do saco lagrimal e se apresenta como 
uma tumefação na pálpebra inferior e com lagrimação constante 
<obstrução do canal lagrilmal> 
11. Xantelasma: placas lipídicas acumuladas em volta das palpebras 
<porção nasociliar> 
Depois da análise palpebral devemos fazer o estudo minucioso do globo 
ocular. 
O que buscamos? Implantação, tamanho, 
simetria, cor. 
Dentre as principais anomalias 
encontramos: 
 Síndrome de Claude Bernard-
Horner (SCBH) é consequente a 
um bloqueio da inervação 
simpática do olho e da face em 
qualquer ponto do seu trajeto. 
Cursa clinicamente com uma ptose 
palpebral discreta a moderada da 
pálpebra superior, devida a uma 
paresia do músculo tarsal superior 
ou de Müller. A pupila apresenta 
uma miose variável, que depende 
da localização, grau e cronicidade 
do déficit. A síndrome é 
considerada completa quando 
esses sintomas estão associados à 
anidrose da hemiface ipisilateral, a 
um aumento da temperatura e à 
hiperemia facial. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
 Anomalia Exoftálmica (é uma saliência do globo ocular que 
pode ser unilateral o bilateral. 
É frequente em: Hipertireoidismo e pode evolucionar até 
exoftalmia maligna, a forma unilateral é frequente e nos obriga 
a pensar em neoplasias, aneurismas, cistos e processos 
infecciosos retroauriculares. 
É de suma importância analisarmos a esclerótica e a conjuntiva ocular 
e para essa inspeção devemos descender as pálpebras do paciente 
utilizando a ponta dos dedos índice e polegar no formato de pinça. 
A eversão das pálpebras permite buscar anormalidades como: 
1. Corpos estranhos 
2. Palidez (sinal de anemia) 
3. Coloração diferente (amarela, púrpura) 
Através da conjuntiva bulbar podemos identificar: 
1. Alterações da cor 
2. Petéquias embólicas (endocardites infecciosas) 
3. Quemoses (edema inflamatório da conjuntiva bulbar) 
4. Conjuntivites (observa-se dilatação vascular na periferia 
conjuntival e dilatação vascular com secreção serosa, 
mucosa, mucopurulenta ou fibrinosa com ardor) 
5. Irites aguda (apresenta-se com dor moderada, visão 
reduzida, sem secreção, pupila pequena e em certos casos 
pode estar irregular 
6. Hemorragia subconjuntival 
(apresenta-se com uma zona 
hemorrágica demarcada, que 
em poucos dias torna-se 
amarelado e some 
espontaneamente)7. Pinguécula (é um 
engrossamento triangular 
amarelado que pode ser 
observado em ambos lados da 
córnea. 
8. Pterigion (é uma 
membrana 
vascularizada, da 
conjuntiva, que aparece 
em ambos ângulos dos 
olhos e em casos podem 
invadir a córnea e 
deformar a pupila). 
9. Xeroftalmia (hipo-
secreção lagrimal <pode 
provocar 
queratoconjutivites 
seca> 
 
Obs. No glaucoma agudo 
a pupila se dilata e a 
córnea apresenta aspecto 
opaco com vasos 
dilatados, não apresenta 
secreções e provoca dor 
muito intensa. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Obs. xeroftalmia associada a xerostomia constitui a síndrome de Sjogren 
A córnea deve ser examinada mediante iluminação obliqua a qual permite 
reconhecer: 
 Arco córneo (gerontoxo) (anéis brancos-grisásseis localizados 
por dentro do limbo e aparecem com a idade avança <<não 
patológico>> 
 Anéis de Kayser-Fleischer (são anéis pardos de 2 a 3 mm de 
largura dispostos no limbo córneo, a formação desses anéis ocorre 
pelo acúmulo de cobre <comum na doença de Wilson>) 
 Nubéculas e leucomas (são lesões cicatrizais da córnea de formas 
e tamanhos variados) 
O cristalino deve ser observado através da pupila em busca de 
opacidades acinzentadas causadas por catarata que podem ser 
centrais redondeadas ou corticais periféricas em forma de manchas 
que apontam para o centro. 
Pupilas 
As pupilas normais estão centralizadas, são circulares e simétricas. 
No entanto, podemos evidenciar várias anomalias a nível das 
pupilas como: 
1. Discoria (é a irregularidade das bordas pupilares 
2. Anomalias congênitas 
 Acoria (ausência de pupila) 
 Policoria (várias pupilas em uma córnea) 
 Coloboma (alargamento da pupila) 
 Ectopia da pupila (é a localização excêntrica da 
pupila) 
O diâmetro normal da pupila é de 2 a 4 mm e sua variação tem 
importante valor semiológico, as variações que podemos encontrar 
são: 
1. Midríase (diminuição da pupila) 
2. Miose (dilatação da pupila) 
3. Anisocorea (assimetria entre as pupilas “uma contraída e 
outra relaxada”) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nariz 
A Síndrome de Sjögren é 
uma doença autoimune que 
afeta as glândulas produtoras 
de lágrimas e saliva, 
causando olho e boca seca. A 
doença pode, ainda, afetar 
outras partes do corpo, 
podendo causar problemas 
também aos rins e aos 
pulmões. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
A semiologia nasal envolve inspeção e palpação buscando sempre anormalidades que possam representar de 
forma direta ou indireta de uma patologia. 
 Na inspeção externa observam-se as alterações anatômicas, sequelas de traumas, malformações 
congênitas, edemas ou processos inflamatórios. Na pirâmide nasal, especial atenção na presença de 
assimetrias e abaulamentos. Na base nasal, verifica-se o vestíbulo, a columela e a abertura 
anteroinferior com os orifícios narinários. 
 Na palpação do nariz pesquisa-se os pontos sensitivos e as alterações das formas dos ossos nasais e 
das cartilagens, como escolioses, selas, assimetrias e ulcerações. Traços de fraturas e pequenas 
assimetrias provocadas por estas, podem ser sentidas com os dedos e são caracterizados como sinal do 
degrau. Nos distúrbios motores e sensitivos procuram-se as alterações da motilidade e da sensibilidade, 
lembrando que distúrbios da sensibilidade podem gerar pseudo-obstrução nasal. 
Entre as várias anomalias que podem afetar o nariz encontramos: 
1. Rosácea (é uma inflamação crônica da pele com aspecto 
eritematoso, com telangiectasia, pápulas, pústulas e se 
estende as estruturas vizinhas a região central da face) 
2. Rinofima (é o estado avançado da rosácea, se caracteriza 
por glândulas sebáceas hipertróficas, folículos pilosos 
proeminentes e aspecto bolhado). 
É normal encontrar o nariz de pacientes alcoólicos tumefado, 
avermelhado e com teleangiectasia. No LES podemos evidenciar máculas eritematoescamosa que se estende 
as bochechas. 
É bastante comum encontrarmos furúnculos na região nasal e sua distinção é feita pela observação de uma 
zona inflamada com pústula típica. 
Técnica de inspeção da parte anterior das fossas nasais: indica-se ao paciente que incline levemente a cabeça 
para trás em seguida, o avaliador levanta a ponta do nariz com o polegar e é importante lembrar que o avaliador 
tem que ter uma boa iluminação da região avaliada “Isso vale para todas as inspeções”. 
 Renites aguda e resfriado comum: mucosa avermelhada, 
tumefata com rinorréia 
 Renites alérgica: mucosa está engrossada, pálida e quase 
sempre pálida 
 Pólipos nasais: estão localizados no meato médio (aparência 
gelatinosa, mole, pálida e com mobilidade). 
As alterações no tabique nasal podem ser por: Desvios “traumas” e por perfurações “uso crônico de cocaína”. 
Semiologia dos senos paranasais 
Os senos paranasais devem ser avaliados semiologicamente por (transiluminação e por palpação) 
Palpação: efetua-se a palpação com os polegares na região infraorbitária e sobre o extremo nasal das 
sobrancelhas. (Durante a palpação destas regiões o paciente refere dor em quadros de sinusite que, somado 
a rinorreia purulenta, possui importante valor diagnóstico). 
Semiologia bucal (inclui inspeção e palpação) 
Na inspeção é importante buscar (alterações de Cor “difícil em pessoas negras”, presença de lesões cutâneas, 
anomalias congênitas. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Entre as deformidades que podemos observar a nível bucal encontram-
se: 
1. Estomatites angular: (inflamação no ângulo da boca que se 
apresenta com fissura e alta sensibilidade dolorosa (déficit de B1) 
2. Quelites: É a inflamação habitual do lábio inferior e se apresenta 
com fissura, são dolorosas, com fissuras e crostas descamativas. 
3. Máculas pigmentadas (pequenas, visíveis também na mucosa 
bucal, na cara e nos dedos <<sugestivo de Síndrome de Peutz-
Jeghers>> 
4. Aftas (ulcerações pequenas, redondeadas, esbranquiçadas com 
volta eritematosa, única ou múltiplas e pode ser bastante 
recorrente) 
5. Moniliase (apresenta-se com placas brancas que podem afetar toda 
a mucosa e ser eliminada com raspado. 
6. Máculas hiperpigmentada (comprometem também as gengivas e 
são típicas da enfermidade de adson) 
7. Manchas de Koplik (pontos brancos na mucosa bucal rodeados por 
uma areola eritematosa, possuem um diâmetro de 1mm “3 a 30” 
manchas. 
8. Ranulas (é uma tumefação cística gerada pela obstrução das 
glândulas salivais “região sublingual por fora da linea média e 
possui aspecto translucido). 
Análise semiológica das gengivas 
Na inspeção da gengiva é importante buscar anomalias como: 
1. Gengivites (avermelhamento e tumefação das gengivas com 
sangramento fácil entre os dentes) <<sem o tratamento adequado 
pode evolucionar a paradentoses ou piorreia com periodontitis e 
focos supurados nas papilas intermediarias>> 
2. Hipertrofia gengival (aumento do tamanho das gengivas que 
pode recobrir os dentes) 
3. Rebite de Burton (é uma línea negra nas gengivas que aparecem 
em intoxicação por chumbo ou bismuto) 
 
 
 
4. Épulis (é um tumor localizado nas gengivas “geralmente 
inflamatório e em certas ocasiões neoplásicos”). 
Análise semiológica da língua (inspeção e na evidência de anomalias 
fazer uso da palpação) 
Técnica de análise 
1. Pedir o paciente que coloque a língua para fora da cavidade bucal. 
2. Depois da inspeção do dorso da língua devemos pedir ao paciente 
que toque o palato com a língua para analisar superfície inferior e piso da boca. 
3. Na presença de anomalias o examinador deve tomar a ponta da língua do paciente com uma gase, 
levar a ambos os lados e palpa-la com a mão livre (com luvas). 
 
Obs. Algumas enfermidades 
como o chancro sifilítico podem 
produzir lesão primária nos 
lábios ou no piso da boca 
“redondeado, duro, ulcerado no 
centro e costroso” <<É 
importante diierenciar do 
carcinoma que geralmente afeta 
lábio inferior e tem aspecto de 
placa engrossada e ulcerada que 
não cicatriza. 
A síndromede Peutz-
Jeghers' (SPJ), também 
denominada síndrome da 
polipose hereditária intestinal 
(SPHI) é uma doença genética 
caracterizada pelo 
desenvolvimento de pólipos 
hamartomosos no aparelho 
digestivo e manchas escuras 
nos lábios e na mucosa da 
boca 
Teleangiectasia de Rendu-
Osler-Weber podem afetar o 
lábio 
“A telangiectasia hemorrágic
a hereditária é uma doença 
autossómica dominante. 
Pensa-se serem dois os genes 
envolvidos: ENG ou ALK-1. 
Esta síndrome caracteriza-se 
clinicamente pela 
tríade:telangiectasias, 
epistaxe recorrente e história 
familiar 
Obs. Na enfermidade de Addison podemos encontrar um aumento 
da pigmentação melânica nas gengivas. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
As anomalias encontradas a nível da língua são: 
1. Macroglossia (hipertrofia lingual presente em enfermidades como Hipotireoidismo, acromegalia 
e angiomas. Podemos evidenciar na macroglossia a língua lisa, despapilada e sensível “na 
hipovitaminose” 
Obs. é importante salientar que em tratamentos com antitumorais podem deixar a língua com aspecto negra e 
velosa por alongamento das papilas. 
2. Língua saburral (hipertrofia das papilas filiformes e falha na descamação normal <<quadros de 
febre e dejejum. 
3. Aspecto Geográfico da língua (pela desaparição das papilas em forma lineal) 
4. Aspecto escrotal da língua (devido a presença de múltiplas fissuras). 
5. Leucoplasia (placas brancas, engrossadas, secas e que podem ser 
premalígnas) 
Semiologia das Fauces 
Técnica para análise 
1. Pede-se para o paciente com a boca aberta pronunciar a palavra 
“aaaah” 
2. Com um abaixador de língua deprime-se a língua, com o qual se observa: 
 Parede faríngea posterior 
 Amigdalas 
 Movimento dos pilares 
 Úvula 
Obs. As criptas amiguidalinas podem ter material de descamação esbranquiçado que deve ser distinguido das 
placas exudativas da amigdalite pultácea. 
 Faringites virais (avermelhadas, com edema leve, foliculos linfoides proeminente na parede posterior) 
 Faringite bacteriana “estreptocócica” (avermelhadas, com edema e placas exudativas 
esbranquiçadas) 
 Faringoamigdalites da mononucleose infecciosa (pode ser exudativa e apresenta petequeias no 
palato e adenopatias generalizadas) 
Outra anomalia que podemos a nível das fauces são: 
1. Angina de Vincent (forma gangrenosa com aspecto sujo, bordas definidas nas amígdalas e é causado 
por germes anaeróbios). 
2. Agranulocitose (pode se observar úlceras necróticas, não supuradas que 
podem comprometer o resto da mucosa oral) 
3. Abscessos periamigdalinos (movimentam as amígdalas para línea 
média, o que pode gerar odionfagia intensa). 
Semiologia das glândulas salivais 
As glândulas parótidas e as submaxilares podem ser palpadas e na inspeção 
pode ser similar a um tumor. Os aumentos moderados são reconhecidos tocando 
os dedos em forma de pinça com o polegar para frente. 
 Parotidites epidêmica (hipertrofia bilateral) 
 Hipertrofia unilateral (câncer de parótida). Obs. O alcoolismo provoca 
hipertrofia bilateral moderada permanente das parótidas. Casos de 
tumefação aguda e que some com rapidez (geralmente é por obstrução do 
conduto de Stenon das G. parótidas). 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
As glândulas submaxilares podem sofrer as mesmas alterações que as parótidas (as G. SM são melhores 
observadas quando o paciente pressiona a língua contra o palato duro <<faz protruir a G. SM). 
Semiologia do olvido (inspeção e palpação) 
A avaliação semiológica do olvido tem importante valor semiológico, entre as alterações que podem acometer 
o ouvido estão: 
 Malformações congênitas 
 Podemos identificar cianose 
 Através de transiluminação podemos evidenciar alterações embólicas (endocardite infecciosa) 
 Alterações de cor (pigmento negro da alcaptonuria) 
O pabelhão auricular pode ser local para localização de eritemas pernios e epiteliomas. No entanto, no helix e 
antihelix podemos reconhecer pequenos nódulos duros de ácido úrico <<diferenciar da condrodermatites 
helicis>> (indica-se biópsia para eliminar suspeita de carcinoma). 
Supuração e dor de ouvido 
Devemos movimentar o pabelhão auricular para cima, para baixo e sobre o trago (em casos de otites externa 
aguda a movimentação vai ser muito dolorosa). 
O cerumem pode variar em cor, consistência e quantidade (engrossamentos que obstruem parcialmente os 
condutos das glândulas seruminosas pode indicar “osteoma”). 
SEMIOLOGIA DO PESCOÇO (CUELLO) 
Topografia: Se extende desde as protuberâncias occiptais até fundir-
se com o tarax a nivel da cintura escapular e articulação 
esternoclaviculares. 
Tem sua importância por ser uma estrutura de passagem para o 
sistema arterial e venoso (carótidas e jugulares), glânglios linfáticos, 
tubo digestivo e vias aéreas. Além disso é onde se localiza as tireoides 
e paratireoides. 
Quando se trata da morfologia (forma), esta pode ser alterada em 
algumas circunstâncias, como: 
 Síndrome de Klippel-Feil: O pescoço é mais curto por 
auência das vértebras cervicais superiores 
 Síndrome de Turner: Presença de membranas cervicais 
 Torticolis congênito: O musculo esternocleidomastoide sofre 
um encurtamento provocando uma inclinação da cabeça. 
 Síndrome do mediastino: Distensão venosa com circulação 
colateral e edema, esse edema é denominado “em esclavina” 
por se estender até os ombros. 
Exame ósseo-articular e da mobilidade: 
1. Presença marcada da apófise espinhosa da vértebra c7 na cara 
posterior do pescoço. 
2. Massas musculares: trapézio, esplênio, complexo maior e menor 
encarregados da extensão/flexão, inclinação lateral e rotação do 
pescoço. 
 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
OBS: A palpação destes permite a avaliação de uma possível contractura muscular, muito comum na 
prática médica. 
ATENÇÃO: O músculo esternocleidomastoide (ECM) é o resposável por dividir o pescoço em anterior e 
posterior. 
 
A avaliação da mobilidade é contraindicada em suspeita de traumatismo cervical. A rigidez e incapacidade de 
flexionar o pescoço, constitui um sinal fundamental da meningite, sem perda da rotação lateral. 
Gânglios linfáticos: Muito importante no exame físico. 
Essa região possui um importante número de gânglios. 
1. Occiptais 
2. Pós auriculares 
3. Pré-auriculares 
4. Submaxilares 
5. Submentonianos 
6. Jugulares ou cervicais 
anteriores 
7. Cervicais posteriores 
8. Supra claviculares 
 
 
 
 
 
 
 
 
A palpação ganglionar se realiza pela manobra de deslizamento com as pontas dos dedos índice ou médio, 
sempre lateralizando minimamente o pescoço do paciente. 
Os gânglios podem ser facialmente confundidos com massas cervicais, as principais massas são: 
 Triângulo anterior: Bócio ou nódulos tiroides, cisto tirogloso, cisto dermoide. 
 Cara lateral: Quiste braquial, higroma quístico, divertículo faríngeo. 
 Triángulo posterior: 
Neoplásicas: Linfomas, metástase ganglionar, tumores neurogênicos, paragangliomas 
Inflamatorias: Adenitis tuberculosa 
Adenitis inflamatoria 
 
1. Exame das artérias: em condições normais o máximo que se pode perceber é uma leveeeee pulsação 
das carótidas (e olhe lá). 
Em jovens magros ou com hábito atléticos, em síndrome febril e em hipotireoidismo é possível observar 
latidos amplos nas carótidas, em áreas supra claviculares e supraesternal. 
O mesmo ocorre em aumento da pressão arterial. 
Na insuficiência valvar aórtica (signo de musset) e em todas as variedades de fístulas as pulsações são mais 
perceptíveis. 
2. Auscultação: O normal é não escutar nada ou escutar a transmissão dos ruídos cardíacos ou escutar 
a transmissão dos ruídos cardíacos. 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Quando se ausculta um sopro pode ser indicativo de estenose ou uma transmissão de um sopro cardíaco para 
as carótidas. 
3. Exame das veias: Dois aspectos importantes  Turgência e pulsações 
A turgência indica a pressão venosa e a pulsaçãoé a tradução visível do ciclo cardíaco e suas alterações. 
Uma veia jugular turgente ou ingurgitada representa a dificuldade do retorno venoso. 
4. Exame da traqueia: A traqueia está presenta na linha média e pode ser percebida na palpação. Esta 
pode ter um deslocamento para um dos lados por massas cervicais ou intratorácicas. 
ATENÇÃO NA TIREOIDES. 
Peso da glândula normal: 10-20g, a partir de 20g se considera um aumento da mesma (bócio). 
Inspeção: A semiologia da ireoides se inicia com a inspeção dos planos ânteroposterior e laterais do pescoço. 
A inspeção do plano anterior (em frente) permite observar a região da glândula tireoides cujo o istmo (meio) 
se situa abaixo do cartílago cricoides, a nível do segundo ou terceiro anel da traqueia. 
 
 Deve ser observado a simetria ou assimetria da 
glândula, porque, a assimetria de um dos lóbulos 
visivelmente é indicativo de um nódulo. 
 A inspeção lateral, que melhora com uma ligeira 
hiperextensão do pescoço, permite verificar a 
existência de adenopatias ou outras massas que 
podem estar relacionadas com patologias das tiroides. 
 A inspeção se torna completa com a visualização 
do enchimento venoso, modificado em ocasiões, 
como bócios cervicotorácico. 
 Deve ser observado também se possuí latidos 
arteriais visíveis que podem ser correspondentes à 
hiperfunção da tireoide. 
 
PALPAÇÃO 
Inicia-se deslizando os dedos sobre a topografia da glândula, permitindo a avaliação de uma possível sobre-
elevação e também se avalia a sensibilidade local. 
Manobra de Quervain: Palpação bimanual da glândula. O examinador deve situar-se por trás do paciente e 
envolve o pescoço posicionando os polegares na nuca e s dedos restantes sobre ambos lóbulos laterais. 
Solicita-se que o paciente degluta (pode oferecer água) para permitir a avaliação do ascenso das estruturas 
relacionadas com a tireoide e laringe. 
Manobra de Lahey: Médico na frente do paciente empregando ambas as mãos identificando a glândula 
(abaixo do cartilago cricoides) e os elementos adjacentes. Realiza-se uma ligeira pressão de movimentação da 
traqueia sobre um nódulo da tireoide até o lado oposto, isso é realizado com o objetivo de colocar aparente a 
formação de um nódulo no lado oposto. 
Esta manobra provoca a prominência do lóbulo oposto, tornando- o mais accessível a palpação. 
Maobra de crile: Polegar de cada mão palpa o lóbulo do lado oposto em busca de nódulos. 
 
 
Autores (Leonardo de Sousa Holanda, Dhebora Galli) 
Bócios tiroideos ( avaliados na palpação) 
1. Difuso (cervical, cervicotorácico): Glândula está comprometida em toda sua extensão, tem a 
consistência mais blanda. 
2. Multinodular: Zonas de distintas consistências e nodulares. 
3. Uninodular: Aumento do volume de uma zona circunscrita, o resto está normal ou atrofiado. 
4. Câncer : Consistência petrea.

Mais conteúdos dessa disciplina