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Aula 04
Direito Previdenciário p/ Receita Federal
(Analista Tributário) 2021 -
Pré-Edital(Prof. Adriana M.)
Autor:
Adriana Menezes
Aula 04
1 de Fevereiro de 2021
85667350483 - Rafael Barbosa Lima
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Sumário
As Empresas e Entidades Equiparadas e os Empregadores ............................................................ 4
1. Introdução ................................................................................................................................. 4
2. Empresas ................................................................................................................................... 4
3. Entidades equiparadas a empresas .......................................................................................... 5
4. Empregador doméstico ............................................................................................................ 8
5. Matrícula das empresas ........................................................................................................... 11
A Contribuição dos Segurados ....................................................................................................... 14
1. Introdução ............................................................................................................................... 14
2. A contribuição previdenciária dos empregados e trabalhadores avulsos após a Reforma
Previdenciária de 2019 ................................................................................................................ 14
2.1. A responsabilidade pelo recolhimento da contribuição previdenciária ........................... 16
3. A contribuição previdenciária dos empregados domésticos após a reforma previdenciária de
2019 ............................................................................................................................................ 18
3.1. A responsabilidade pelo recolhimento da contribuição previdenciária ........................... 19
4. Contribuição do contribuinte individual .................................................................................. 20
4.1. Contribuinte individual que exerce atividade por conta própria ou presta serviço à pessoa
física ......................................................................................................................................... 20
4.2. Condutor autônomo de veículo rodoviário ...................................................................... 22
4.3. Contribuinte individual que presta serviço a pessoas jurídicas (empresas ou equiparadas)
................................................................................................................................................. 23
4.4. Contribuinte individual – regime de inclusão previdenciária ........................................... 26
4.5. O Microempreendedor individual (MEI) ........................................................................... 26
5. Contribuição do segurado facultativo ..................................................................................... 28
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5.1. A contribuição básica ........................................................................................................ 28
5.2. Contribuição no regime especial de inclusão previdenciária ........................................... 29
5.3. O do segurado que se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito da sua
residência ("donas de casa") ................................................................................................... 29
6. Da contribuição do segurado especial ................................................................................... 30
7. Complementação da contribuição dos segurados ................................................................. 33
Contribuição do Empregador Doméstico e das Empresas ............................................................ 38
1. Da contribuição do empregador doméstico ........................................................................... 38
3. Da contribuição básica das empresas incidente sobre a remuneração dos empregados e
avulsos ......................................................................................................................................... 39
4. Contribuição do SAT ou GILRAT ............................................................................................ 41
5. A contribuição adicional do GILRAT para o financiamento das aposentadorias especiais .... 45
6. Contribuição das empresas e equiparadas sobre a remuneração dos contribuintes individuais
.................................................................................................................................................... 47
7. Contribuição das cooperativas de produção .......................................................................... 51
8. Contribuição das cooperativas de trabalho ............................................................................ 52
9. Contribuições substitutivas ..................................................................................................... 54
9.1. A associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional ............................. 55
9.2. Produtor rural pessoa física ............................................................................................... 57
9.3. O consórcio de produtores rurais ..................................................................................... 60
9.4. Produtor rural pessoa jurídica ........................................................................................... 61
9.5. As agroindústrias .............................................................................................................. 62
Das Outras Receitas da Seguridade Social ..................................................................................... 64
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1. Introdução ............................................................................................................................... 64
2. Das receitas da União .............................................................................................................. 64
3. Das receitas das contribuições sociais .................................................................................... 64
3.1. Da contribuição sobre a receita de concursos de prognósticos ....................................... 65
4. Das receitas de outras fontes .................................................................................................. 66
Legislação ....................................................................................................................................... 69
Constituição Federal ................................................................................................................... 69
Emenda Constitucional nº 103/2019 ........................................................................................... 70
Lei nº 8.212/91 ............................................................................................................................ 71
Decreto nº 3.048/99 .................................................................................................................... 79
Lei nº 9.503/97 (CTB) .................................................................................................................. 94
Lei nº 13.756/2018 ......................................................................................................................94
Questões Comentadas ................................................................................................................... 96
Contribuições da Seguridade Social ........................................................................................... 96
Outras receitas da Seguridade Social ....................................................................................... 128
Lista de Questões ......................................................................................................................... 137
Contribuições da Seguridade Social ......................................................................................... 137
Outras receitas da Seguridade Social ....................................................................................... 148
Gabarito ........................................................................................................................................ 152
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AS EMPRESAS E ENTIDADES EQUIPARADAS E OS
EMPREGADORES
1. Introdução
A Constituição Federal outorga competência para a União instituir contribuições de financiamento
da seguridade social.
Em especial, discrimina que as empresas, as entidades equiparadas a ela na forma da lei e os
empregadores serão os sujeitos passivos da contribuição incidentes sobre a folha de salários e
demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe
preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. É o que resta disposto no art. 195, I, “a”, da
Carta Magna.
Essa contribuição vai financiar o pagamento dos benefícios do RGPS e, por isso, é chamada de
contribuição previdenciária.
Como figuram na condição de contribuintes da contribuição social previdenciária, é de suma
importância entender o conceito previdenciário de empresa, entidade equiparada e empregador,
para poder enquadrá-los como contribuintes ou responsáveis pela contribuição previdenciária.
2. Empresas
Para definição de empresa, a Lei nº 8.212/91 utilizou o conceito previsto no seu artigo 15, I:
A firma individual ou sociedade que assume o risco da atividade econômica urbana e rural, com fins
lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e
fundacional.
Veja que o legislador entende que a finalidade lucrativa não é condição necessária para a
caracterização da entidade como empresa; mesmo que não tenha fins lucrativos, a sociedade é
considerada empresa. E, partindo desse raciocínio, pode-se afirmar que uma entidade beneficente,
filantrópica e sem fins lucrativos é uma empresa assim como um banco comercial.
Outra questão a destacar é que os órgãos da administração pública são todos considerados
empresas para a legislação previdenciária.
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Uma autarquia municipal tem as mesmas obrigações previdenciárias que uma padaria ao contratar
um contribuinte individual.
O Estado da Paraíba é empresa, para fins previdenciários, do mesmo modo que uma empresa que
fabrica automóveis no Brasil.
Essas constatações são importantes para o leitor no momento de se verificar a obrigação em
relação às contribuições previdenciárias. Todas as pessoas que são conceituadas como empresas
devem cumprir suas obrigações perante a legislação tributária e previdenciária,
independentemente se têm fins lucrativos ou se pertencem à iniciativa privada ou à administração
pública.
3. Entidades equiparadas a empresas
Como o texto constitucional (art. 195, I, CF) menciona o termo entidade a ela equiparada na forma
da lei, o art. 15, parágrafo único da Lei de Custeio, define como entidades equiparadas a empresas:
Equiparam-se a empresa, o contribuinte individual e a pessoa física na condição de proprietário ou
dono de obra de construção civil, em relação a segurado que lhe presta serviço, bem como a
cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e
a repartição consular de carreira estrangeiras.1
Essas pessoas, apesar de não serem propriamente empresas, vão ser equiparadas a elas, para fins
previdenciários, no que tange às obrigações e merecem um pouco mais de nossa atenção.
Equiparam-se a empresas:
a) Contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.
É um contribuinte individual que vai contratar uma pessoa para lhe prestar serviço.
1 De acordo com a nova redação do parágrafo único do art. 15, trazida pela Lei nº 13.202, de 08 de dezembro
de 2015.
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Ø Vamos citar um médico que contrata uma recepcionista para seu consultório.
Ø Nesse caso, ele terá que registrar a CTPS da empregada, preparar a folha de pagamento,
cumprir com as obrigações trabalhistas e previdenciárias como se empresa fosse, recolher
contribuição previdenciária patronal (empresa) e, ainda, reter a contribuição da sua
empregada.
Não se pode deixar de informar que esse contribuinte individual, ainda, continua com a obrigação
de pagar sua contribuição como segurado obrigatório do RGPS, pessoa física.
b) A cooperativa.
As cooperativas são entidades equiparadas às empresas e chama-se atenção especial para as
cooperativas de trabalho e de produção que são, frequentemente, objeto de questões de
concursos.
A cooperativa de trabalho ou cooperativa de mão de obra é formada por operários, artífices, ou
pessoas da mesma profissão ou ofício ou de vários ofícios de uma mesma classe que, na qualidade
de associados, prestam serviços a terceiros por seu intermédio. A cooperativa de trabalho
intermedia a prestação de serviços de seus cooperados, expressos em forma de tarefa, obra ou
serviço, com os seus contratantes, pessoas físicas ou jurídicas, não produzindo bens ou serviços
próprios2. Seus cooperados são enquadrados como segurados obrigatórios do RGPS na categoria
de contribuintes individuais.
A cooperativa de produção é a sociedade que, por qualquer forma, detém os meios de produção
e seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em
comum de bens. Enquadra-se no conceito de cooperativa de produção a cooperativa que detenha
os meios de produção, oferecendo um produto final e não intermediando prestação de serviços
de seus cooperados3. Os cooperados filiados a cooperativas de produção são enquadrados como
segurados obrigatórios do RGPS na categoria de contribuintes individuais.
COOPERATIVA DE TRABALHO (SERVIÇO) COOPERATIVA DE PRODUÇÃO
2 Art. 209, IN SRFB nº 971/2009.
3 Art. 210, IN SRFB nº 971/2009.
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Constituída por sócios para a prestação de
serviços especializados a terceiros, sem a
presença dos pressupostos da relação de
emprego.
Constituída por sócios que contribuem com
trabalho para a produção em comum de bens
e a cooperativa detém, a qualquer título, os
meios de produção.
Intermedia a prestação de serviços de seus
cooperados, expressos em forma de tarefa,
obra ou serviço, com os seus contratantes,
pessoas físicas ou jurídicas, não produzindo
bens ou serviços próprios.
Oferece um produto final e não intermedia
prestação de serviços de seus cooperados.
Cooperados = segurados obrigatóriosdo
RGPS, contribuintes individuais.
Cooperados = segurados obrigatórios do
RGPS, contribuintes individuais.
c) A associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade.
Podem ser enquadradas nessa condição as associações desportivas, as entidades religiosas,
filantrópicas, associações de bairros, etc.
d) A missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.
Estão enquadrados as embaixadas e os consulados de outros países.
e) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra.
São eles que fazem a intermediação entre as empresas e os trabalhadores avulsos.
f) O proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a
segurado que lhe presta serviço.
Caso uma pessoa física venha contratar um segurado para lhe prestar serviço na sua obra de
construção civil, terá obrigações previdenciárias em relação a esse segurado contratado, uma vez
que é vista como empresa.
José é proprietário de uma obra de
construção civil e contrata um pedreiro para fazer determinado trabalho nessa obra.
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José está equiparado à empresa em relação aquele pedreiro que lhe presta serviço.
4. Empregador doméstico
O art. 15, II, da Lei nº 8.212/91, traz o conceito do empregador doméstico, a saber:
Empregador doméstico – a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa,
empregado doméstico.
O fato de uma pessoa contratar um empregado doméstico, não a torna segurada do
RGPS. Porém, ela será contribuinte na qualidade de empregador.
A contribuição do empregador doméstico é de:
– 8% incidente sobre o salário de contribuição do empregado doméstico, a título de contribuição
patronal previdenciária para a seguridade social, nos termos do art. 24 da Lei nº 8.212, de 24 de
julho de 1991, e
– 0,8% sobre o salário de contribuição do empregado doméstico, a título de contribuição social
para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho.
O recolhimento da contribuição previdenciária do empregador doméstico e de seu empregado
será feito mensalmente através do regime unificado de tributos, de contribuições e demais
encargos do empregador doméstico – SIMPLES DOMÉSTICO. O Simples Doméstico assegurará o
recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes valores:
I – 8% (oito por cento), 9 ou11% (onze por cento) de contribuição previdenciária, a cargo do
segurado empregado doméstico, nos termos do art. 20 da Lei nº8.212, de 24 de julho de 1991 até
a competência de fevereiro de 2020.
A partir da competência de março de 2020, a contribuição do empregado doméstico será,
progressivamente, de 7,5%; 9%; 12% e 14% sobre o salário de contribuição.
II – 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a seguridade social, a cargo
do empregador doméstico, nos termos do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991;
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III – 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para financiamento do seguro contra
acidentes do trabalho;
IV – 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS;
V – 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre a remuneração devida no mês anterior ao
empregado doméstico destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do
emprego, sem justa causa ou por culpa do empregado;
VI – imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do art. 7º da Lei no 7.713, de 22
de dezembro de 1988, se incidente.
O empregador fornecerá, mensalmente, ao empregado doméstico cópia do documento de
arrecadação do SIMPLES DOMÉSTICO.
As contribuições, os depósitos e o imposto de renda incidem sobre a remuneração paga ou devida
no mês anterior a cada empregado.
O empregador doméstico deverá recolher as contribuições previdenciárias até o dia 07 do mês
seguinte ao da competência.
Caso o dia 07 recaia em dia sem expediente bancário, deverá o empregador efetuar o
recolhimento até o primeiro dia útil anterior à data do vencimento.
O empregador doméstico não poderá contratar o MEI, quando existentes os elementos da relação
de emprego doméstico, sob pena de ficar sujeito às obrigações dela decorrentes, inclusive
trabalhistas, tributárias e previdenciárias.
(FCC/Analista Judiciário – Execução de Mandados/TRF 2ª Região/2012- adaptada) Eucléia,
recém-casada, contratou Mirtes para laborar em sua residência na qualidade de empregada
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doméstica. Eucléia procedeu ao devido registro na CTPS de Mirtes, mas, ao final do primeiro
mês de labor, ficou com dúvidas sobre a alíquota de recolhimento da contribuição
previdenciária devida em razão do contrato de trabalho da referida empregada doméstica e
ligou para sua irmã, Julia, que é advogada. Julia lhe respondeu que a contribuição do
empregador doméstico é de
A) 20% do salário mínimo.
B) 20% do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço.
C) 8,8% do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço.
D) 12% do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço.
E) 11% do salário de contribuição do empregado doméstico a seu serviço.
Comentário: é bom lembrar o leitor de que o empregador doméstico figura na qualidade de
contribuinte e, também, na qualidade de responsável por reter e repassar a contribuição do
segurado empregado doméstico. Enquanto contribuinte deverá recolher 8,8% incidente
sobre o salário de contribuição do empregado doméstico.
Alternativa correta: “C”. De acordo com o disposto no art. 24 da Lei nº 8.212/91, a
contribuição do empregador doméstico é de 8,8% do salário de contribuição do empregado
doméstico a seu serviço. Deverá recolher a sua contribuição e a contribuição descontada do
empregado doméstico a seu serviço até o dia 07 do mês seguinte ao da competência.
CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR DOMÉSTICO4
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA DO
EMPREGADOR
DOMÉSTICO
8% x salário de contribuição do
empregado doméstico
Contribuição patronal
0,8% x salário de contribuição
do empregado doméstico
Contribuição patronal para
financiamento do seguro
contra acidentes do
trabalho
4. De acordo com a Lei Complementar nº 150/2015. As contribuições serão recolhidas mediante documento
único de arrecadação e a exigência das contribuições – SIMPLES DOMÉSTICO.
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5. Matrícula das empresas
A matrícula da empresa, assim como a do segurado, tem como objetivo cadastrá-la para o devido
controle de arrecadação das contribuições. Assim, como os segurados possuem seu NIT (número
de identificação do trabalhador), as empresas possuem seu número de matrícula.
A matrícula da empresa será feita perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB).
No caso de obra de construção civil, a matrícula deverá ser efetuada mediante comunicação
obrigatória do responsável por sua execução, no prazo de 30 (trinta) dias, contado do início de
suas atividades, quando obterá número cadastral básico, de caráter permanente, chamado de CEI
– Cadastro Específico do INSS.
Para fins de fiscalização, o Município, ou o Distrito Federal, por intermédio do órgão competente,
fornecerá mensalmente à Secretaria da Receita Federal do Brasil a relaçãode alvarás para
construção civil e documentos de habite-se; o descumprimento dessa obrigação está sujeito à
aplicação de multa.
Outros contribuintes terão CEI: as pessoas físicas que possuírem segurados que lhes prestem
serviços e o empregador doméstico optante pelo FGTS de seu empregado. Nesse último caso, o
empregador deverá recolher a contribuição previdenciária utilizando-se o número do CEI.
Com o advento da Lei Complementar nº 150/2015, a inscrição do empregado doméstico no FGTS
tornou-se obrigatória a partir da entrada em vigor do regulamento a ser editado pelo Conselho
Curador e pelo operador do FGTS.
O empregador doméstico fará o recolhimento das contribuições previdenciárias, do depósito do
FGTS e outras obrigações trabalhistas através de um documento único de arrecadação – SIMPLES
DOMÉSTICO.
A inscrição do empregador e a entrada única de dados cadastrais e de informações trabalhistas,
previdenciárias e fiscais no âmbito do Simples Doméstico dar-se-ão mediante registro em sistema
eletrônico a ser disponibilizado em portal na internet, conforme regulamento.
O sistema eletrônico substituirá a obrigatoriedade de entrega de todas as informações, formulários
e declarações a que estão sujeitos os empregadores domésticos, inclusive os relativos ao
recolhimento do FGTS.
O Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), por intermédio das Juntas
Comerciais, e os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Jurídicas prestarão, obrigatoriamente, ao
Ministério da Economia, ao INSS e à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações
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referentes aos atos constitutivos e alterações posteriores relativos a empresas e entidades neles
registradas.
A matrícula atribuída pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ao produtor rural pessoa física ou
segurado especial é o documento de inscrição do contribuinte, em substituição à inscrição no
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a ser apresentado em suas relações com o Poder
Público, inclusive para licenciamento sanitário de produtos de origem animal ou vegetal
submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização artesanal, com as instituições
financeiras para fins de contratação de operações de crédito, e com os adquirentes de sua
produção ou fornecedores de sementes, insumos, ferramentas e demais implementos agrícolas.
(ESAF/Analista Tributário/RFB/2012) Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para
fins de custeio da Previdência Social,
a) a firma individual que reúne elementos produtivos para a produção ou circulação de bens
ou de serviços e assume o risco de atividade econômica urbana ou rural.
b) a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins
lucrativos ou não, ainda que tenha duração temporária.
c) a empresa individual de responsabilidade limitada (Eireli) que assuma o risco de atividade
econômica.
d) a cooperativa, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras ou a
entidade de qualquer natureza ou finalidade.
e) aquele que admite empregado a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade
lucrativa, no âmbito residencial de diretor de empresa.
Comentário: o conceito de empresa e entidade equiparada a ela, aplicável ao custeio da
seguridade social, encontra-se disposto no art. 15, caput e parágrafo único da Lei nº 8.212/91:
Art. 15 - Considera-se:
I - empresa- a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade urbana ou rural,
com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta,
indireta e fundacional.
...
Parágrafo único – equipara-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual
em relação a segurado que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou
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entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de
carreira estrangeiras.
O candidato deverá identificar a assertiva que traz uma situação em que não se enquadra o
conceito de empresa ou de entidade a ela equiparada.
Alternativa correta: “e”. Aquele que admite empregado a seu serviço, mediante
remuneração, sem finalidade lucrativa, no âmbito residencial de diretor de empresa é
conceituado empregador doméstico, como se pode depreender do disposto no art. 15, inciso
II, da Lei nº 8.212/91. Não se enquadra no conceito de empresa ou entidade a ela equiparada.
Alternativa “a”: incorreta. A firma individual que reúne elementos produtivos para a produção
ou circulação de bens ou de serviços e assume o risco de atividade econômica urbana ou
rural é considerada empresa, consoante dispõe o art. 15 da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “b”: incorreta. A situação trazida na alternativa “b” enquadra-se no conceito de
empresa, nos termos do disposto no art. 15, inciso I, da Lei nº 8.212/91. Ainda que a empresa
tenha duração temporária, não se afasta a aplicação do referido artigo.
Alternativa “c”: incorreta. A firma individual é entendida como empresa para fins de custeio
da seguridade social, nos termos do art. 15, inciso I, da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “d”: incorreta. As entidades elencadas na afirmativa “d” enquadram-se como
entidades equiparadas a empresas, nos termos no parágrafo único do art. 15, da Lei nº
8.212/91.
RESUMO
EMPRESAS
• A firma individual ou sociedade que assume o risco da atividade econômica
urbana e rural, com fins lucrativos ou não.
• Órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional.
ENTIDADES
EQUIPARADAS
• contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.
• A cooperativa.
• A associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade.
• A missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.
• o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra.
• O proprietário ou dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em
relação a segurado que lhe presta serviço.
EMPREGADOR
DOMÉSTICO:
• a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa,
empregado doméstico.
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A CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS
1. Introdução
Como podemos verificar no art. 195, II, da Constituição Federal, foi outorgada à União a
competência tributária para instituir contribuição para o financiamento da seguridade social a ser
paga pelos trabalhadores e demais segurados do RGPS.
Assim, a União, através da Lei nº 8.212/91, instituiu a contribuição dos segurados do RGPS, uma
vez que a arrecadação de suas contribuições será utilizada para o pagamento dos benefícios
mantidos pela previdência social.
2. A contribuição previdenciária dos empregados e trabalhadores
avulsos após a Reforma Previdenciária de 2019
A Emenda Constitucional nº 103, publicada no dia 13 de novembro de 2019, alterou a
forma de recolhimento da contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e
trabalhador avulso.
Deu nova redação ao inciso II do art. 195 da Constituição Federal, autorizando a adoção de
alíquotas progressivas, de acordo com o valor do salário de contribuição, para as contribuições dos
segurados do RGPS:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintescontribuições sociais:
...
II – do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas
progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social;
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E, enquanto a União não editar lei para alterar as alíquotas da contribuição previdenciária devida
pelos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, a própria EC nº
103/2019 trouxe as novas alíquotas a serem aplicadas a partir da competência de março de 2020:
Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas
serão de:
I – até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento);
II – acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento);
III – de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais),12% (doze por cento);
E
IV – de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14% (quatorze
por cento).
§ 1º As alíquotas previstas no caput serão aplicadas de forma progressiva sobre o salário de
contribuição do segurado, incidindo cada alíquota sobre a faixa de valores compreendida nos
respectivos limites.
§ 2º Os valores previstos no caput serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta
Emenda Constitucional, na mesma data e com o mesmo índice em que se der o reajuste dos
benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ressalvados aqueles vinculados ao salário-mínimo,
aos quais se aplica a legislação específica.
A nova forma de cálculo aplica percentuais diferenciados, gradualmente, à cada faixa de
remuneração.
Confira a tabela abaixo, considerando os valores para o ano de 2021.
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
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à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
Ø João é empregado de uma loja de calçados e recebe como remuneração pelo seu trabalho o
valor mensal de R$ 4.000,00.
Ø Com a nova regra, exigível a partir da competência de março de 2020, a contribuição de João
será calculada, aplicando-se a alíquota de
Ø 7,5% sobre o valor de R$1.100,00 = 82,50
Ø 9% sobre o valor de R$1.103,48 (2.203,48 – 1.100,00) = 99,31;
Ø 12% sobre o valor de R$1.101,74 (3.305,22 – 2.203,48) = 132,21.
Ø 14% sobre o valor de R$694,52 (4.000,00 – 3.305,48) = 97,23
Ø Somando-se os valores de R$ 82,50, R$ 99,31, R$132,21 e R$ 97,23, a contribuição de João será
de R$ 411,25.
2.1. A responsabilidade pelo recolhimento da contribuição previdenciária
Os empregados e trabalhadores avulsos não têm a obrigação de recolher suas contribuições
previdenciárias diretamente à União, embora sejam contribuintes. A contribuição será descontada
(retida) pelos empregadores ou tomadores de serviços que ficarão com a responsabilidade de
repassá-las aos cofres da União.
No caso dos empregados, a empresa retém a contribuição de seus empregados e recolhe no
mesmo prazo em que deverá pagar suas contribuições previdenciárias, qual seja, até o dia 20 do
mês seguinte ao da competência.
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No caso dos trabalhadores avulsos, o órgão o órgão portuário5 – tratando-se de trabalhadores
avulsos portuários – ou a empresa que remunera o trabalho do avulso – nos casos de não portuários
– farão a retenção das contribuições e repassarão para a União.
A contribuição incidente sobre o 13º salário deverá ser recolhida até o dia 20 de dezembro de cada
ano. Caso o dia 20 não seja dia útil, a empresa deverá recolher a contribuição até o dia útil
imediatamente anterior à data do vencimento, ou seja, deve antecipar o pagamento para o dia útil
imediatamente anterior ao dia 20.
No caso de o segurado especial contratar empregados, ele ficará com a obrigação pelo
recolhimento das contribuições dos segurados empregados e deverá arrecadar as contribuições
previdenciárias até o dia 07 (sete) do mês seguinte ao da competência. Se não houver expediente
bancário na data indicada, o recolhimento deverá ser antecipado para o dia útil imediatamente
anterior.
Veja o dispõe a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil nº 971/2009:
Art. 83-A. O segurado especial responsável pelo grupo familiar que contratar empregado na forma
prevista no § 12 do art. 10 fica obrigado a recolher as contribuições a que se referem o inciso I do
art. 175 e os incisos I e II do art. 177 até o dia 7 (sete) do mês seguinte ao da ocorrência do fato
gerador, juntamente com os valores referentes ao FGTS e aos encargos trabalhistas sob sua
responsabilidade, por meio de documento único de arrecadação. (Incluído(a) pelo(a) Instrução
Normativa RFB nº 1867, de 25 de janeiro de 2019)
Parágrafo único. Se não houver expediente bancário na data do vencimento, o recolhimento deverá
ser antecipado para o dia imediatamente anterior.(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº
1867, de 25 de janeiro de 2019)
E, para finalizar a questão da contribuição do empregado, torna-se necessário mencionar como se
deve proceder quando o segurado possuir mais de um emprego.
Tendo o trabalhador mais de um emprego, as alíquotas de contribuição aplicadas devem
considerar a soma de todas as remunerações recebidas, observando-se o limite máximo do salário
de contribuição.
O segurado que tem mais de um emprego ou que presta serviço para empresa deverá comunicar
a todos os empregadores ou tomadores de serviços a remuneração recebida em cada trabalho, de
5. Art. 26, V, da Lei 12.815/13: “O operador portuário responderá perante: (...)V. o órgão local de gestão de mão
de obra do trabalho avulso pelas contribuições não recolhidas”
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modo que cada empregador possa apurar o salário de contribuição e aplicar corretamente as
alíquotas.
Maria é professora em duas instituições privadas de ensino. Na primeira, recebe R$
5.000,00 e, na segunda, R$2.000,00. Como ficará a contribuição de Maria e qual
empresa ficará responsável pela retenção da sua contribuição?
No caso, a primeira instituição deverá reter a contribuição sobre R$ 5.000,00, aplicando-
se as alíquotas progressivas, de acordo com as novas regras trazidas pela EC nº
103/2019.
A segunda instituição, recebendo a informação por Maria acerca da contribuição
efetuada pela primeira contratante, fará a retenção da contribuição relativa apenas ao
valor de R$ 1.433,57, aplicando-se a alíquota de 14%.
O limite máximo do salário de contribuição para o RGPS deve ser observado, não
fazendo incidir contribuição previdenciária sobre valor acima de R$ 6.433,57.
3. A contribuição previdenciária dos empregados domésticos
após a reforma previdenciária de 2019
A partir de março de 2020 a contribuição previdenciária dos empregados domésticos incidirá sobre
seu saláriode contribuição de forma progressiva. Não se tem mais uma alíquota incidindo de forma
total sobre o valor total do salário de contribuição.
Veja os valores de salários de contribuição e as alíquotas aplicáveis, considerando o ano de 2021:
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
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à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
Ø João trabalha na residência de Maria na condição de empregado doméstico e recebe
mensalmente R$ 5.000,00.
Ø Com a nova regra, exigível a partir da competência de março de 2020, a contribuição de João
será calculada, aplicando-se a alíquota de
Ø 7,5% sobre o valor de R$1.100,00 = 82,50
Ø 9% sobre o valor de R$1.103,48 (2.203,48 – 1.100,00) = 99,31;
Ø 12% sobre o valor de R$1.101,74 (3.305,22 – 2.203,48) = 132,21.
Ø 14% sobre o valor de R$1.694,52 (5.000,00 – 3.305,48) = 237,23
Ø Somando-se os valores de R$ 82,50, R$ 99,31, R$132,21 e R$ 237,23, a contribuição de João será
de R$ 551,25.
3.1. A responsabilidade pelo recolhimento da contribuição previdenciária
Do mesmo modo que acontece com os empregados e trabalhadores avulsos, não é o empregado
doméstico que recolhe diretamente a sua contribuição à Previdência Social. A contribuição
previdenciária do empregado doméstico será descontada (retida) pelo empregador, que deverá
repassá-la aos cofres da União.
O empregador doméstico terá até o dia 07 do mês seguinte ao da competência para:
• pagar a sua contribuição própria de empregador, correspondente a 8,8% sobre o salário de
contribuição do empregado doméstico e
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• recolher a contribuição retida do empregado doméstico aplicando-se as alíquotas
correspondentes às faixas de salário de contribuição.
Catarina é empregada doméstica de Cristina e recebe R$ 1.100,00 (01 salário mínimo)
por mês. Como será sua contribuição previdenciária?
Cristina deverá descontar 7,5% dos R$ 1.100,00 que deverá pagar para Catarina a título
de contribuição e, ainda, pagar 8,8% sobre esses mesmos R$ 1.100,00.
Caso o dia 07 caia em dia não útil, o empregador doméstico deverá efetuar o recolhimento até o
primeiro dia útil imediatamente anterior ao vencimento.
A contribuição relativa ao 13º salário vence no dia 07 de dezembro, observando que se o dia 07
de dezembro cair em dia não útil, deverá antecipar o pagamento para o dia útil imediatamente
anterior ao vencimento.
4. Contribuição do contribuinte individual
A contribuição do segurado contribuinte individual é feita aplicando-se um percentual sobre o seu
salário de contribuição.
Em face da diversidade das atividades exercidas pelos contribuintes individuais ou em razão das
pessoas para quem eles prestam serviços, a forma de contribuição para o RGPS será distinta e
merece ser detalhada.
4.1. Contribuinte individual que exerce atividade por conta própria ou presta
serviço à pessoa física
O contribuinte individual deverá contribuir para a Previdência Social, aplicando-se o percentual de
20% (vinte por cento) sobre seu salário de contribuição (remuneração auferida durante o mês). Essa
é a regra disposta no art. 21 da Lei de Custeio da Seguridade Social.
Lei nº 8.212/91
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Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte
por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição.
Quando o contribuinte individual for exercer atividade por conta própria ou prestar serviço à
pessoa física, deverá recolher sua contribuição à base de 20% sobre seu salário de contribuição,
respeitado o limite máximo fixado pela Previdência Social.
Veja que a alíquota não é progressiva, como no caso dos segurados empregados, trabalhadores
avulsos e domésticos. A alíquota é constante. O valor devido a título de contribuição aumenta
quando aumenta a remuneração recebida.
Alberto, advogado, prestou serviço de consultoria para Adalton e cobrou R$ 1.500,00.
A contribuição de Alberto será de 20% sobre R$ 1.500,00 (salário de contribuição).
Rosângela, faxineira, recebeu durante o mês o valor total de R$ 7.000,00. Deverá
contribuir para a Previdência Social com 20% sobre R$ 6.433,57 (teto máximo do salário
de contribuição).
Veja que ambos são contribuintes individuais e trabalham por conta própria ou prestam
serviço a pessoas físicas. A alíquota é a mesma, o que varia é o valor final da
contribuição.
O prazo para recolhimento da contribuição previdenciária desses contribuintes individuais é até o
dia 15 do mês subsequente ao da competência, prorrogando-se o pagamento para o primeiro dia
útil seguinte ao do vencimento, caso não haja expediente bancário no termo final do vencimento
da obrigação.
O contribuinte individual que recolher sobre o valor de 01 salário mínimo, poderá optar pelo
recolhimento trimestral e deverá recolher até o dia 15 do mês subsequente ao trimestre civil.
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Ø Rosângela, faxineira, decidiu pelo recolhimento trimestral.
Ø A contribuição dela é de 20% sobre 01 salário mínimo mensal.
Ø Deverá recolher a contribuição previdenciária relativa às competências de janeiro,
fevereiro e março até o dia 15 de abril, sem acréscimo de multa e juros de mora.
Ø As contribuições relativas às competências de abril, maio e junho deverão ser
recolhidas até o dia 15 de julho.
4.2. Condutor autônomo de veículo rodoviário
É o que exerce atividade profissional sem vínculo de emprego, sendo proprietário, coproprietário
ou promitente comprador de um só veículo, a exemplo do motorista de caminhão que realiza fretes
e carretos ou, até mesmo, do taxista e dos motoristas de aplicativos.
Nesse caso, como esse profissional cobra pelo frete, carreto ou “corrida”, a sua contribuição não
poderia incidir sobre o valor total cobrado, uma vez que ali estariam incluídas outras despesas
operacionais. Daí o legislador entender que a contribuição incidirá sobre 20% do valor bruto do
frete.
Além do condutor autônomo de veículo rodoviário, contribuem da mesma forma6:
– o auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de
colaboração, nos termos da Lei nº 6.094/1974,
– o operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados.
Assim, a contribuição desses contribuintes individuais incidirá sobre 20% (vinte por cento) do valor
bruto do frete, carreto, transporte de passageiros ou do serviço prestado, observado o limite
máximo do salário de contribuição.
6. De acordo com a Lei nº 13.202/2015 que fez incluir o § 11 ao art. 28 da Lei nº 8.212/91.
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==1c136e==
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Severino, motorista autônomo de caminhão, realizou serviço de mudança para Pedro e
cobrou o valor de R$ 15.000,00 no mês de janeiro de 2021. Não trabalhou mais naquele
mês.
Quanto serásua contribuição?
Antes, temos que calcular o salário de contribuição de Severino, que será de 20% de
R$15.000,00 = R$3.000,00.
Depois, aplicar sobre os R$3.000,00 a alíquota de 20%.
A contribuição será, portanto, de R$ 600,00 que deverá ser recolhida diretamente por
Severino até o dia 15 do mês seguinte – fevereiro de 2021.
4.3. Contribuinte individual que presta serviço a pessoas jurídicas (empresas
ou equiparadas)
Com as alterações trazidas pela Lei nº 10.666/03,
os contribuintes individuais que prestarem serviços a empresas em geral e os cooperados e
contratados pelas cooperativas de trabalho terão sua contribuição previdenciária descontada pelas
empresas no percentual de 11%, devendo fazer a complementação do recolhimento caso o recebido
pelo serviço prestado for inferior a um salário mínimo.
Isso quer dizer que, se um contribuinte individual prestar serviço a uma determinada empresa, ela
terá a obrigação de reter 11% da sua remuneração e repassar essa contribuição aos cofres da
União, recolhendo na inscrição do trabalhador. O contribuinte individual terá retido 11% da sua
remuneração pela pessoa jurídica para a qual prestar serviço, até o limite máximo do salário de
contribuição.
Sendo a pessoa jurídica entidade beneficente de assistência social, “isenta” das contribuições
sociais patronais, a retenção feita pela empresa, a título de contribuição do segurado contribuinte
individual, deverá ser na alíquota de 20% sobre o salário de contribuição.
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Sr. João, pintor de parede, prestou serviço para o Banco das Árvores S.A. e cobrou o
valor de R$ 3.000,00. Como ficará sua contribuição?
O Banco das Árvores S.A. deverá descontar 11% dos R$ 3.000,00 e repassar para a
Previdência Social. Portanto, João receberá o valor líquido de R$ 2.670,00, uma vez que
R$ 330,00 lhe serão descontados a título de contribuição previdenciária
Se João prestasse o mesmo serviço a uma entidade beneficente, isenta de contribuição
social patronal, cobrando o mesmo valor, sua contribuição seria de R$ 600,00 (20%),
retida pela tomadora do serviço.
A retenção é feita, também, quando se tratar de cooperado filiado à cooperativa de produção e
cooperado filiado à cooperativa de trabalho.
As cooperativas de produção são obrigadas, também, a realizar a retenção da contribuição de 11%
sobre a remuneração dos seus filiados, contribuintes individuais, observando o limite máximo do
salário de contribuição fixado por portaria do Ministério da Economia.
No caso das cooperativas de trabalho, a retenção da contribuição é de 20% sobre o valor recebido
pelo cooperado, pela prestação de serviços por intermédio de cooperativa de trabalho,
observando-se o limite máximo do salário de contribuição.
Importante dizer que se o contribuinte individual auferir, em
determinada competência, valor inferior a 01 (um) salário mínimo, pelos serviços prestados, deverá
fazer a complementação da sua contribuição, aplicando a alíquota de 20% sobre o valor da
diferença entre o salário mínimo e a remuneração auferida.
Vamos supor que em um determinado mês Sr. João somente consiga prestar serviço a
uma determinada empresa e receba o valor de R$ 600,00.
A empresa efetuou a retenção de 11% sobre o valor de R$ 600,00
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Naquele mês, Sr. João não exerceu outra atividade remunerada e, portanto, nada mais
auferiu como renda do seu trabalho.
Como o valor recebido é inferior a 01 salário mínimo, João deverá complementar o
recolhimento da contribuição com o equivalente a 20% sobre a diferença entre o salário
mínimo e o valor recebido (20% sobre R$ 500,00, considerando o valor do salário
mínimo no ano de 2021).
As empresas e as cooperativas de produção e de trabalho que têm a obrigação de reter a
contribuição do contribuinte individual que lhe presta serviço deverão recolher os valores retidos
até o dia 20 do mês seguinte ao da competência, prazo idêntico ao que ela possui para o
recolhimento da sua própria contribuição. Caso o dia 20 recaia em dia não útil, deverá o
pagamento ser efetuado no dia imediatamente anterior.
Nesse caso, o contribuinte individual gozará da presunção de recolhimento das
contribuições previdenciárias, tal qual têm o empregado, o empregado doméstico e o trabalhador
avulso. Deve-se observar, também, a obrigação de que têm a empresa e as cooperativas de
trabalho e de produção de inscrever o contribuinte individual que lhe prestar serviço, caso ele
ainda não a tenha procedido perante a Previdência Social.
Apesar das empresas e equiparadas terem a obrigação da retenção, há
exceção prevista no art. 4º, § 3º, da Lei nº 10.666/03. Não estão obrigados a procederem a
retenção da contribuição do contribuinte individual quando este lhe prestar serviço:
• o contribuinte individual equiparado a empresa;
• o produtor rural, pessoa física;
• a missão diplomática e repartição consular de carreiras estrangeiras;
• o organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo em relação ao brasileiro civil
que lhe presta serviço.
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Do mesmo modo que ocorre com o empregado que possui mais de um vínculo empregatício, o
contribuinte individual que prestar serviços a diversas empresas deve contribuir, observando o
limite máximo do salário de contribuição. Para isso, deve informar às empresas as retenções que
já sofreu, fornecendo os comprovantes das demais empresas para se evitar que sejam feitos
descontos além do teto máximo previsto pela previdência social.
4.4. Contribuinte individual – regime de inclusão previdenciária
O contribuinte individual que se inscrever no regime especial de inclusão previdenciária recolherá
sua contribuição, aplicando a alíquota de 11% sobre o valor de 01 (um) salário mínimo.
O regime de inclusão previdenciária tem fundamento no art. 201, § 12, da Constituição Federal e
seu custeio está previsto no art. 21, § 2º da Lei nº 8.212/91. É a forma que o legislador encontrou
de fazer com que contribuintes individuais, considerados de baixa renda, pudessem contribuir para
a Previdência Social, aplicando-se uma alíquota menor do que a alíquota básica praticada pelos
demais segurados.
Constituição Federal.
Art. 201...
§ 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para
atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de
informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico
no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
4.5. O Microempreendedor individual (MEI)
O microempreendedor individual é o empresário individual, nos termos do art. 966 do Código
Civil, que tenha auferido, nos anos-calendários a partir de 2018, receita bruta de até R$ 81.000,00
(oitenta e um mil reais) e que não apresente impedimento legal pela opção dessa sistemática.
A contribuição do MEI, na qualidade de contribuinte individual, é de 5% sobre o valor de 01 (um)
salário mínimo.
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CONTRIBUINTE INDIVIDUAL ALÍQUOTA
BASE DE
CÁLCULORESPONSÁVEL
PELO
RECOLHIMENTO
PRAZO PARA
RECOLHIMENT
O
Contribuinte Individual que presta
serviços por conta própria
20%*
Remuneração
auferida no mês
até o limite
máximo do salário
de contribuição
Contribuinte
individual
Até o dia 15 do
mês seguinte
ao da
competência.
Contribuinte Individual que presta
serviços a outro contribuinte
individual equiparado a empresa
ou a produtor rural ou a missão
diplomática e repartição consular
de carreira estrangeira.
20%
Remuneração
auferida no mês
até o limite
máximo do salário
de contribuição
Contribuinte
individual
Até o dia 15 do
mês seguinte
ao da
competência.
Contribuinte Individual que presta
serviços às empresas em geral
(inclusive as optantes pelo
SIMPLES NACIONAL.)
11%**
Remuneração
recebida pela
prestação de
serviço, limitada
até o valor máximo
estabelecido para
o salário de
contribuição.
Empresa retém
a contribuição
do segurado e
repassa à União.
Até o dia 20 do
mês seguinte
ao da
competência.
Contribuinte Individual que presta
serviços à entidade beneficente e
assistência social isenta das
contribuições sociais
20%
Remuneração
recebida pela
prestação de
serviço, limitada
ao valor máximo
do salário de
contribuição.
Empresa retém a
contribuição do
segurado e repassa
à União
Até o dia 20 do
mês seguinte
ao da
competência.
Cooperado de trabalho 20%
Remuneração
recebida pela
prestação de
serviço, limitada
até o valor máximo
estabelecido para
o salário de
contribuição.
Cooperativa
retém a
contribuição
e repassa à União.
Até o dia 20 do
mês seguinte
ao da
competência.
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Cooperado de produção 11%
Remuneração
recebida pela
prestação de
serviço, limitada
até o valor máximo
estabelecido para
o salário de
contribuição.
Cooperativa
retém a
contribuição
e repassa à União.
Até o dia 20 do
mês seguinte
ao da
competência.
Contribuinte individual que opta
pelo regime especial de inclusão
previdenciária
11% 01 salário mínimo.
Contribuinte
individual
Até o dia 15 do
mês seguinte
ao da
competência.
MEI (Microempreendedor
Individual)
5% 01 salário mínimo.
Recolhimento
próprio
Até o dia 20 do
mês seguinte
ao da
competência.
*. A alíquota do transportador rodoviário autônomo é de 20% sobre uma base reduzida que corresponde a
20% do valor total do frete.
**. O contribuinte individual contratado por pessoa jurídica obrigada a proceder à arrecadação e ao
recolhimento da contribuição por ele devida, cuja remuneração recebida ou creditada no mês, por serviços
prestados a ela, for inferior ao limite mínimo do salário de contribuição, é obrigado a complementar a sua
contribuição mensal, diretamente, mediante a aplicação da alíquota de 20% sobre o valor resultante da
seguinte diferença: (01 salário mínimo – remuneração mensal).
5. Contribuição do segurado facultativo
5.1. A contribuição básica
A contribuição do segurado facultativo será de 20% sobre seu salário de contribuição e será
recolhida pelo próprio segurado até o dia 15 do mês subsequente ao mês da competência.
O segurado poderá escolher, a cada mês, o valor do seu salário de contribuição, observando
apenas que não poderá ser inferior ao valor do salário mínimo nem superior ao valor máximo fixado
para o salário de contribuição pelo Ministério da Economia.
Não é demais lembrar que o segurado facultativo poderá recolher as contribuições em atraso,
somente no período em que ele ainda mantiver sua qualidade de segurando perante a Previdência
Social.
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5.2. Contribuição no regime especial de inclusão previdenciária
O segurado facultativo, quando considerado de baixa renda, poderá, também, nos moldes do art.
21, § 2º, inciso I, da Lei nº 8.212/91, fazer opção pelo regime especial de inclusão previdenciária.
Assim, deverá recolher 11% sobre o valor de 01 (um) salário mínimo.
5.3. O do segurado que se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico no
âmbito da sua residência ("donas de casa")
Aquele que se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito da sua residência poderá
se inscrever no RGPS como segurado facultativo, conforme previsão do art. 11 do Decreto
3.048/99. Nesse caso, terá sua contribuição previdenciária recolhida na alíquota de 20% sobre o
salário de contribuição por ele escolhido, observando os limites mínimo e máximo do salário de
contribuição.
No entanto, dentro do programa especial de inclusão previdenciária, o segurado facultativo, sem
renda própria, que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência
e pertencente à família de baixa renda poderá optar por recolher com uma alíquota menor sobre
o limite mínimo mensal do salário de contribuição (01 salário mínimo).
Conforme dispõe o art. 21, § 2º, inciso II, “b”, da Lei nº 8.212/91, a alíquota será de 5% sobre 01
(um) salário mínimo.
Para que isso seja possível, o segurado não pode ter renda própria, deverá estar inscrito no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e a renda mensal total da
família não poderá superar dois salários mínimos.
Para, então, não haver dúvidas quanto à contribuição da “dona de casa” (homem ou mulher), tem-
se:
• a pessoa que se dedica exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência
poderá se inscrever como segurada facultativa no RGPS.
• sendo segurada facultativa do RGPS sua contribuição para a Previdência Social vai depender do
seu enquadramento ou não à família de baixa renda:
1) se não pertencer à família de baixa renda, a alíquota de sua contribuição será de 20% incidente
sobre o salário de contribuição por ela declarado;
2) se não tiver renda própria e pertencer à família de baixa renda, a alíquota de sua contribuição
será de 5%, incidente sobre o valor de 01 (um) salário mínimo.
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CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO
FACULTATIVO
ALÍQUOTA X
BASE DE CÁLCULO
PRAZO PARA
RECOLHIMENTO
Contribuição básica
20% X
valor por ele declarado,
observados os limites mínimo e
máximo do salário de
contribuição.
Até o dia 15 do mês
seguinte ao da
competência.
Segurado facultativo que opta pelo
regime especial de inclusão
previdenciária
11% X
01salário mínimo
Até o dia 15 do mês
seguinte ao da
competência.
Segurado facultativo sem renda
própria que se dedica exclusivamente
ao trabalho doméstico no âmbito de
sua residência pertencente à família
de baixa renda
5% X
01salário mínimo
Até o dia 15 do mês
seguinte ao da
competência.
6. Da contribuição do segurado especial
O segurado especial tem uma forma diferente de contribuir para o sistema da Seguridade Social
em relação aos demais segurados, amparada pelo art. 195, § 8º da Constituição Federal, in verbis:
§8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os
respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem
empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma
alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da
lei.” (grifo meu)
A contribuição do segurado especial não incidirá sobre o salário de contribuição, mas sobre a
receita bruta proveniente da comercialização da sua produção.Adriana Menezes
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A contribuição do segurado especial será de 1,3% sobre a receita bruta, proveniente da
comercialização da sua produção, conforme disposto no art. 25, incisos I e II, da Lei de Custeio da
Seguridade Social. Desse percentual, 0,1% é para o custeio do SAT (seguro de acidente do
trabalho) e permite ao segurado especial receber benefícios decorrente de acidente do trabalho.
Além da contribuição de 1,3% sobre a receita bruta da venda da produção, o segurado especial
pagará um acréscimo de 0,2% para o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Este
acréscimo de contribuição não se enquadra como de custeio da seguridade social, não sendo,
portanto, objeto do nosso estudo.
É importante explicar que integram a produção os produtos de origem animal ou vegetal, em
estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar,
conforme descritos no art. 25, § 3º, da Lei nº 8.212/91.
Fazem parte, também, do conceito de receita bruta, as receitas obtidas com:
• a comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do
imóvel rural;
• a comercialização de artigos de artesanato produzido pelo próprio grupo familiar desde que em
valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social;
• a de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural,
desde que em atividades turística e de entretenimento, desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive
hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação
e serviços especiais;
• o valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra,
qualquer que seja o motivo ou finalidade; e
• a atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação
continuada da Previdência Social.
Caso o segurado especial venda sua produção para empresa adquirente, consumidora, ou
consignatária, ou cooperativa, ou, ainda, para pessoa física, não produtor rural, que adquire
produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física, essas pessoas ficam com a obrigação
de realizar a retenção da contribuição do segurado especial e recolher para a União até o dia 20
do mês seguinte à operação.
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A empresa ou cooperativa adquirente, consumidora ou consignatária da produção fica
obrigada a fornecer ao segurado especial cópia do documento fiscal de entrada da mercadoria,
constando, além do registro da operação realizada, o valor da respectiva contribuição
previdenciária. 7
Quando o grupo familiar a que o segurado especial estiver vinculado não tiver obtido, no ano, por
qualquer motivo, receita proveniente de comercialização de produção, deverá comunicar a
ocorrência à Previdência Social. Da mesma forma, quando o segurado especial tiver comercializado
sua produção do ano anterior exclusivamente com empresa adquirente, consignatária ou
cooperativa, tal fato deverá ser comunicado à Previdência Social pelo respectivo grupo familiar.
O segurado especial somente terá a obrigação de recolher diretamente sua contribuição caso
comercialize sua produção diretamente, no varejo, ao consumidor pessoa física, a outro produtor
rural pessoa física ou a outro segurado especial.
Como já foi explicado em outra aula, o segurado especial poderá contratar empregados por um
determinado período do ano civil (120 dias/pessoa/ano), sem que isso acarrete a sua
descaracterização do seu enquadramento como segurado especial. Na condição de empregador,
ele tem a obrigação de reter a contribuição de seus empregados e recolhê-la até o dia 07 do mês
seguinte ao da competência, antecipando o pagamento para o dia útil imediatamente anterior,
caso o dia 07caia fora de expediente bancário.
Por último, não se pode deixar de informar que o segurado especial poderá,
facultativamente, contribuir nos moldes do contribuinte individual. Vale dizer que, mesmo sem
deixar de ser segurado especial, poderá ele vir a contribuir com 20% sobre o salário de contribuição
escolhido e, nesse caso, poderá obter benefícios apurados como segurado facultativo.
Importantíssimo dizer que o segurado especial não fica dispensado de sua contribuição como
especial nem se desfilia como tal. Apenas contribuindo facultativamente, nos moldes de
7. Art. 30, § 7°, Lei n° 8.212/91.
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contribuinte individual, poderá, se atendidas as condições legais, ter direito aos benefícios
previdenciários calculados na forma em que é feita para os demais segurados, e não pelo valor de
01 salário mínimo.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO
DO SEGURADO ESPECIAL – BASE DE CÁLCULO
ALÍQUOT
A
Parcela básica –
Receita bruta proveniente da comercialização da produção rural
1,2 %
SAT/GILRAT
Receita bruta proveniente da comercialização da produção rural
0,1%
SENAR
Receita bruta proveniente da comercialização da produção rural
0,2%
7. Complementação da contribuição dos segurados
A Reforma Previdenciária trazida pela Emenda Constitucional nº 103/2019, fez incluir o
§14 ao art. 201 da Constituição:
§ 14. o segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao regime geral de
previdência social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima
mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições.
Não podem ser computados como tempo de contribuição ao RGPS, os períodos que o segurado
teve como contribuição valor abaixo do valor mínimo do salário de contribuição.
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Ø Imagine um segurado que possui contrato de trabalho intermitente.
Ø Num determinado mês, ele presta serviço por 10 dias e sua remuneração fica com
um valor abaixo de 01 salário mínimo (valor mínimo do salário de contribuição).
Ø Embora, tenha esse segurado exercido atividade remunerada, a contribuição
relativa àquela competência não será utilizada para reconhecimento de tempo de
contribuição ao RGPS.
Ø A base de cálculo da contribuição naquele mês foi inferior a 01 salário mínimo.
Ø Maria é empregada doméstica e, como trabalha apenas 20horas/semanais,
recebe 1/2 salário mínimo.
Ø Ora, a contribuição previdenciária de Maria será de 7,5% sobre ½ salário mínimo.
Ø Com isso, embora esteja contribuindo para o RGPS, não terá computado como
tempo de contribuição esse período, vez que a contribuição incidiu sobre um
valor menor do que 01 salário mínimo.
A solução encontrada para o segurado e para a Previdência Social está delineada no disposto no
art. 29 da referida Emenda, tendo sido regulamentado pelos arts. 19-E e 216 do Decreto n.
3.048/99:
Art. 19-E. A partir de 13 de novembro de 2019, para fins de aquisição e manutenção da qualidade
de segurado, de carência, de tempo de contribuição e de cálculo do salário de benefício exigidos
para o reconhecimento do direito aos benefícios do RGPS e para fins de contagem recíproca,
somente serão consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao
limite mínimo mensal do salário de contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 1º Parafins do disposto no caput, ao segurado que, no somatório de remunerações auferidas no
período de um mês, receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição
será assegurado: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
I - complementar a contribuição das competências, de forma a alcançar o limite mínimo do salário
de contribuição exigido; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - utilizar o excedente do salário de contribuição superior ao limite mínimo de uma competência
para completar o salário de contribuição de outra competência até atingir o limite mínimo; ou
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
III - agrupar os salários de contribuição inferiores ao limite mínimo de diferentes competências para
aproveitamento em uma ou mais competências até que estas atinjam o limite mínimo. (Incluído
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
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§ 2º Os ajustes de complementação, utilização e agrupamento previstos no § 1º poderão ser
efetivados, a qualquer tempo, por iniciativa do segurado, hipótese em que se tornarão irreversíveis
e irrenunciáveis após processados. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 3º A complementação de que trata o inciso I do § 1º poderá ser recolhida até o dia quinze do mês
subsequente ao da prestação do serviço e, a partir dessa data, com os acréscimos previstos no art.
35 da Lei nº 8.212, de 1991. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º Os ajustes de que tratam os incisos II e III do § 1º serão efetuados na forma indicada ou
autorizada pelo segurado, desde que utilizadas as competências do mesmo ano civil definido no art.
181-E, em conformidade com o disposto nos § 27-A ao § 27-D do art. 216. (Incluído pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
§ 5º A efetivação do ajuste previsto no inciso III do § 1º não impede o recolhimento da contribuição
referente à competência que tenha o salário de contribuição transferido, em todo ou em parte, para
agrupamento com outra competência a fim de atingir o limite mínimo mensal do salário de
contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 6º Para complementação ou recolhimento da competência que tenha o salário de contribuição
transferido, em todo ou em parte, na forma prevista no § 5º, será observado o disposto no § 3º.
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 7º Na hipótese de falecimento do segurado, os ajustes previstos no § 1º poderão ser solicitados
por seus dependentes para fins de reconhecimento de direito para benefício a eles devidos até o
dia quinze do mês de janeiro subsequente ao do ano civil correspondente, observado o disposto no
§ 4º. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 216. § 27-A. O segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de um mês,
receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá solicitar o
ajuste das competências pertencentes ao mesmo ano civil, na forma por ele indicada, ou autorizar
que os ajustes sejam feitos automaticamente, para que o limite mínimo mensal do salário de
contribuição seja alcançado, por meio da opção por: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
I - complementar a sua contribuição, observado que: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
a) o recolhimento da complementação deverá ser efetuado pelo próprio segurado até o dia quinze
do mês seguinte ao da competência de referência e, após essa data, com incidência dos acréscimos
legais de que tratam os art. 238 e art. 239; (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
b) para o empregado, o empregado doméstico e o trabalhador avulso, a complementação será
efetuada por meio da aplicação da alíquota de sete inteiros e cinco décimos por cento, inclusive para
o mês em que exista contribuição concomitante na condição de contribuinte individual; e (Incluída
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
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c) para o contribuinte individual que preste serviço a empresa, de que trata o § 26, e que contribua
exclusivamente nessa condição, a complementação será efetuada por meio da aplicação da alíquota
de vinte por cento; (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de uma competência em outra,
observado que: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
a) para efeito de utilização da contribuição, serão considerados os salários de contribuição apurados
por categoria, consolidados na competência de origem; (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
b) o salário de contribuição poderá ser utilizado para complementar uma ou mais competências com
valor inferior ao limite mínimo, mesmo que em categoria distinta; (Incluída pelo Decreto nº 10.410,
de 2020)
c) poderão ser utilizados valores excedentes ao limite mínimo do salário de contribuição de mais de
uma competência para compor o salário de contribuição de apenas uma competência; e (Incluída
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
d) utilizado o valor excedente, caso o salário de contribuição da competência favorecida ainda
permaneça inferior ao limite mínimo, esse valor poderá ser complementado nos termos do disposto
no inciso I; ou (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
III - agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para
aproveitamento em contribuições mínimas mensais, observado que: (Incluído pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
a) as competências que não atingirem o valor mínimo do salário de contribuição poderão ser
agrupadas desde que o resultado do agrupamento não ultrapasse o valor mínimo do salário de
contribuição; (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
b) na hipótese de o resultado do agrupamento ser inferior ao limite mínimo do salário de
contribuição, o segurado poderá complementar na forma prevista no inciso I ou utilizar valores
excedentes na forma prevista no inciso II; e (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
c) as competências em que tenha havido exercício de atividade e tenham sido zeradas em
decorrência do agrupamento poderão ser objeto de recolhimento pelo segurado, respeitado o limite
mínimo. (Incluída pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 27-B. Para fins do disposto no § 27-A, o valor da contribuição referente ao décimo terceiro salário
não poderá ser utilizado em decorrência do disposto no § 6º do art. 214. (Incluído pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
§ 27-C. É vedada a reversão da utilização e do agrupamento de que trata o § 27-A. (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
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§ 27-D. Caso ocorram eventos posteriores que gerem inconsistências no cálculo da contribuição na
competência favorecida por complementação, utilização ou agrupamento, essa competência ficará
pendente de regularização. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Ø Retomando o exemplo anterior, o segurado com contrato de trabalho
intermitente, poderá:
Ø 1) complementar a contribuição daquele mês que auferiu valor inferior ao salário
mínimo, recolhendo 7,5% sobre a diferença entre 01 salário mínimo e o valor da
sua remuneração ou
Ø 2) utilizar o valor da contribuição de uma outra competência (mês) que exceder o
limite mínimo de contribuição para complementar a contribuição que foi inferior
a 01 salário mínimo ou
Ø 3) agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências,para aproveitamento em contribuições mínimas mensais.
Os ajustes de complemento ou agrupamento de contribuições
somente poderão ser feitos dentro do mesmo ano civil. Não se pode utilizar valor
de contribuição de um ano para complementar contribuição relativo a outro ano.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA MÍNIMA MENSAL
Antes da Reforma – EC nº
103/2019
Depois da Reforma- EC nº 103/2019
Sem previsão
Ø O segurado somente terá reconhecida como
tempo de contribuição ao Regime Geral de
Previdência Social a competência cuja
contribuição seja igual ou superior à
contribuição mínima mensal exigida para sua
categoria, assegurado o agrupamento de
contribuições.
Ø O segurado que, no somatório de
remunerações auferidas no período de 1 mês,
receber remuneração inferior ao limite mínimo
mensal do salário de contribuição poderá:
I – complementar a sua contribuição, de forma
a alcançar o limite mínimo exigido;
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II – utilizar o valor da contribuição que exceder
o limite mínimo de contribuição de uma
competência em outra; ou
III – agrupar contribuições inferiores ao limite
mínimo de diferentes competências, para
aproveitamento em contribuições mínimas
mensais.
Ø Os ajustes de complementação ou
agrupamento de contribuições somente
poderão ser feitos ao longo do mesmo ano
civil.
CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR DOMÉSTICO E DAS
EMPRESAS
1. Da contribuição do empregador doméstico
A contribuição do empregador incide sobre o salário de contribuição do empregado doméstico,
aplicando-se as alíquotas de:
– 8% a título de contribuição patronal previdenciária e
– 0,8% a título de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho
(SAT).
O empregador doméstico deverá recolher as contribuições previdenciárias até o dia 07 do mês
seguinte ao da competência. Caso o dia 07 recaia em dia sem expediente bancário, deverá o
empregador efetuar o recolhimento até o primeiro dia útil anterior à data do vencimento.
O vencimento do prazo de pagamento das contribuições sociais incidentes sobre o décimo terceiro
salário do empregado doméstico é até o dia 7 de janeiro do ano seguinte, antecipando-se o prazo
para o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia.
Durante o período de licença-maternidade do segurado empregado doméstico, o
empregador está obrigado a recolher apenas a contribuição a seu cargo. A contribuição do
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empregado doméstico será descontada do valor do salário-maternidade pago diretamente pelo
INSS.
EMPREGADOR
DOMÉSTICO
-
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
NA CONDIÇÃO DE
CONTRIBUINTE
8% sobre o salário de
contribuição do empregado
doméstico
contribuição patronal
0,8% sobre o salário de
contribuição do empregado
doméstico
contribuição para o
financiamento do seguro
contra acidente do
trabalho - SAT
NA CONDIÇÃO DE
RESPONSÁVEL
7,5; 9; 12 e 14% sobre o
salário de contribuição do
empregado doméstico,
aplicada de forma gradual
contribuição do empregado
doméstico descontada pelo
empregador e repassada
para a União.
3. Da contribuição básica das empresas incidente sobre a
remuneração dos empregados e avulsos
As empresas e entidades a elas equiparadas devem pagar contribuição correspondente a 20%
sobre a remuneração total paga, devida ou creditada a qualquer título, durante o mês, aos
segurados empregados e trabalhadores avulsos, incluindo as gorjetas, os ganhos habituais sob a
forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial.
Dois pontos devem ser observados pelo aluno:
• não se exige o pagamento para que ocorra o fato gerador da contribuição previdenciária. A incidência
da exação se dá com a prestação remunerada do serviço. Por isso que o legislador foi hábil em colocar
o termo devida ou creditada. Basta que haja a prestação do serviço para que haja a incidência da
contribuição previdenciária.
• A base de cálculo da contribuição das empresas e equiparadas é o valor total dos rendimentos
dos segurados empregados e trabalhadores avulsos, utilizando-se o conceito de salário de
contribuição. As mesmas parcelas que integram o conceito de salário de contribuição vão integrar
a base de cálculo da contribuição previdenciária das empresas. Porém, não há limitação ao teto
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máximo do salário de contribuição, ou seja, a contribuição incidirá sobre o valor total, recebido,
devido ou creditado aos segurados.
Uma fábrica de tecidos possui 10 empregados. Sua folha no mês de março de 2020
totalizou o valor de R$ 20.000,00 de parcelas remuneratórias (parcelas que integram o
salário de contribuição).
Qual será o valor da contribuição da empresa?
A contribuição da empresa será de 20% sobre R$ 20.000,00 = 4.000,00.
Veja que a contribuição não limitou sua base de cálculo no teto máximo do salário de
contribuição estabelecido pelo Ministério da Economia (ME); ela recaiu sobre o valor
total. A limitação do teto do salário de contribuição somente é aplicada para a
contribuição dos segurados e não para a das empresas.
Quando se tratar de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito
imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de
arrendamento mercantil, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de
seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, a
contribuição sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos sofrerá um acréscimo
de 2,5%.
Esse acréscimo de 2,5% aplicado à contribuição empresarial foi considerado constitucional pelo
STF, sob o argumento de que coaduna com o princípio da equidade na forma de participação do
custeio da seguridade social8.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA
EM RELAÇÃO AO EMPREGADO E TRABALHADOR
AVULSO CONTRATADO.
ALÍQUOTA
8 RE 598572, 30.3.2016.
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Parcela básica
Empresas 20%
Instituições
Financeiras
22,5%
Questão muito importante diz respeito ao MEI quando este contrata um empregado. Nesse caso,
ele é visto sob a ótica de empregador. No entanto, sua contribuição será de apenas 3% sobre o
salário de contribuição do empregado (01salário mínimo ou o piso legal da categoria).
Assim, o MEI, como empregador, deverá recolher a contribuição patronal, a contribuição na
qualidade de segurado contribuinte individual e, ainda, reter a contribuição de seu empregado,
conforme tabela abaixo:
MICROEMPREENDEDOR
INDIVIDUAL
-
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
NA CONDIÇÃO DE
CONTRIBUINTE EMPREGADOR
3% sobre o salário de
contribuição do
empregado
contribuição patronal
NA CONDIÇÃO DE
RESPONSÁVEL
7,5; 9; 12 e 14% sobre o
salário de contribuição do
empregado,
aplicada de forma
gradual
contribuição do empregado
descontada pelo empregador e
repassada para a União
NA CONDIÇÃO DE
SEGURADO
5% sobre o valor de
01 salário mínimo
Segurado contribuinte
individual
- regimede inclusão
previdenciária
4. Contribuição do SAT ou GILRAT
Essa contribuição conhecida como SAT (Seguro de Acidente do Trabalho) ou GILRAT (Grau de
Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho) é utilizada
para financiar os benefícios previdenciários decorrentes dos riscos ambientais do trabalho.
As empresas deverão recolher 1, 2, ou 3% sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada
a qualquer título aos empregados e trabalhadores avulsos (mesma base de cálculo da contribuição
do item 3).
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Muita atenção: somente incide sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada aos
empregados e trabalhadores avulsos. Essa contribuição não incide sobre a remuneração paga pela
empresa a outros segurados.
Esse percentual será determinado de acordo com a atividade preponderante da empresa, a saber:
• 1% para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja
considerado leve;
• 2% para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja
considerado médio;
• 3% para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja
considerado grave.
E considera-se preponderante a atividade econômica que ocupa, no estabelecimento, o maior
número de empregados e trabalhadores avulsos, observado que na ocorrência de mesmo número
de segurados empregados e trabalhadores avulsos em atividades econômicas distintas, será
considerada como preponderante aquela que corresponder ao maior grau de risco9;
A Padaria Pão de Mel Ltda. possui 10 empregados e 07 exercem atividade enquadrada
na alíquota de 3% (risco grave de acidente do trabalho). Os outros 03 empregados
atuam na comercialização dos produtos de padaria. Como deverá ser a alíquota da
contribuição do GILRAT da empresa?
Resposta: 3%, uma vez que a atividade preponderante é de risco grave, dado o número
maior de empregados da empresa.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que a alíquota do SAT/GILRAT poderá ser aplicada,
considerando cada estabelecimento, individualizado pelo seu CNPJ ou quando houver mais de um
9 Art. 72, § 1º, II, IN RFB nº 971/2009, com redação trazida pela IN RFB nº 1453/2014.
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estabelecimento com apenas um registro de CNPJ, a alíquota a ser aplicada deve ser a da atividade
preponderante de toda a empresa. Editou a súmula nº 351, a saber:
A alíquota de contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho – SAT – é
aferida pelo grau de risco desenvolvido em cada empresa, individualizada pelo seu
CNPJ, ou pelo grau de risco da atividade preponderante quando houver apenas
um registro.
O enquadramento das empresas para efeito da contribuição do SAT poderá ser alterado com base
nas estatísticas de acidentes do trabalho, apuradas em inspeção, a fim de estimular investimentos
em prevenção de acidentes.
Nessa linha de pensamento, o art. 10 da Lei nº 10.666/2003 propõe a diminuição da alíquota da
contribuição em até 50% ou o seu aumento para até 100%. Isso significa que as alíquotas podem
variar de 0,5% a 6%, dependendo do investimento em segurança do trabalho que as empresas
fizerem.
O Decreto nº 3.048/99, com as alterações trazidas pelo Decreto nº 6.042/2007, traz a
regulamentação das reduções das alíquotas da contribuição do SAT ou GILRAT no art.202-A, com
aplicação do fator acidentário de prevenção (FAP).
O FAP consiste num multiplicador variável, num intervalo contínuo de cinco décimos (0, 5000) a
dois inteiros (2, 0000), aplicado com quatro casas decimais, considerado o critério de
arredondamento na quarta casa decimal, a ser aplicado à respectiva alíquota. Daí, poderá ter
valores como 0, 5309; 1,2789; 0,8957, etc. Não poderá ser menor que 0,5, nem maior que 2,0.
O FAP tem na sua composição variáveis de índices de gravidade, de frequência e de custo que
ponderam os respectivos percentis com pesos de cinquenta, de trinta e cinco e de quinze por
cento, respectivamente. Os índices de frequência, gravidade e custo serão calculados segundo a
metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência, levando-se em conta:
I. para o índice de frequência, os registros de acidentes e doenças do trabalho informados ao INSS
por meio de Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) e de benefícios acidentários
estabelecidos por nexos técnicos pela perícia médica do INSS, ainda que sem CAT a eles vinculada.
O índice de frequência representa o número de acidentes ocorridos no período para um milhão
de horas trabalhadas.
Veja que, mesmo que a empresa não tenha emitido a CAT ou ela não tenha sido emitida por quem
de direito, a perícia poderá caracterizar o benefício como de natureza acidentária. O leitor poderá
conferir melhor esse assunto no capítulo relativo a acidente do trabalho.
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II. Para o índice de gravidade, todos os casos de auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria
por invalidez e pensão por morte, todos de natureza acidentária, aos quais são atribuídos pesos
diferentes em razão da gravidade da ocorrência, como segue:
a) pensão por morte: peso de cinquenta por cento;
b) aposentadoria por invalidez: peso de trinta por cento;
c) auxílio-doença e auxílio-acidente: peso de dez por cento para cada um;
O índice de gravidade representa o número de dias de afastamento do trabalhador durante um
milhão de horas trabalhadas.
Veja que o peso maior é em relação à pensão por morte, porque o benefício vai ser pago,
provavelmente, por um tempo maior (o dependente vai receber até perder a qualidade de
dependente).
III. Para o índice de custo, os valores dos benefícios de natureza acidentária pagos ou devidos pela
Previdência Social, apurados da seguinte forma:
a) nos casos de auxílio-doença, com base no tempo de afastamento do trabalhador, em meses e
fração de mês; e
b) nos casos de morte ou de invalidez, parcial ou total, mediante projeção da expectativa de
sobrevida do segurado, na data de início do benefício, a partir da tábua de mortalidade construída
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para toda a população
brasileira, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.
O índice de custo trata da relação entre os valores pagos pela empresa de contribuição de SAT e
os valores desembolsados pela Previdência Social com os benefícios acidentários provocados pela
empresa.
Muitos especialistas entendem que a aplicação do FAP é uma maneira de atender ao princípio da
equidade da forma de participação do custeio da seguridade social. Isso porque as empresas que
não se preocupam em respeitar as normas de segurança e higiene do trabalho, colaborando para
a ocorrência de acidentes do trabalho, vão ter que contribuir de forma mais pesada para o custeio
desses benefícios em decorrência dos acidentes por elas provocados.
CONTRIBUIÇÃO
ALÍQUOTA
*
BASE DE CÁLCULO
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SAT/GILRAT – Empresas que possuem
segurados empregados, trabalhadores avulsos.
Deverá ser paga em razão do grau dos riscos
ambientais do trabalho da atividade
preponderante da empresa.
1% – risco
leve
Remuneração paga,devida ou
creditada, a qualquer título, no
decorrer do mês, aos segurados
empregado e trabalhador avulso.
2% – risco
médio
3% – risco
grave
*. A alíquota do SAT/GILRAT poderá sofrer diminuição em até 50% ou aumento em até 100%, de acordo
com o enquadramento da empresa no FAP
5. A contribuição adicional do GILRAT para o financiamento das
aposentadorias especiais
A contribuição adicional do GILRAT incidirá toda vez que a empresa tiver empregados ou
trabalhadores avulsos expostos a condições especiais de trabalho que ensejam a concessão de
aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição. Essa contribuição incidirá somente
sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos expostos a tais condições especiais
de trabalho e será da seguinte forma:
• 12% sobre a remuneração total do empregado e avulso, quando a aposentadoria especial for de
15 anos de contribuição;
• 9% sobre a remuneração total do empregado e avulso, quando a aposentadoria especial for de
20 anos de contribuição;
• 6% sobre a remuneração total do empregado e avulso, quando a aposentadoria especial for de
25 anos de contribuição.
Esses mesmos percentuais serão aplicados, também, para os casos em que as cooperativas de
produção expuserem seus cooperados a condições especiais de trabalho, ensejando-lhes o direito
à aposentadoria especial. Assim, terá a cooperativa de produção que contribuir com o adicional
do GILRAT para o financiamento da aposentadoria do cooperado de produção.
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CONTRIBUIÇÃO ALÍQUOTA
TEMPO
DE
CONTRIBUIÇÃ
O
BASE DE CÁLCULO
Adicional de GILRAT –
Empresas que possuem
segurados empregados,
trabalhadores avulsos
expostos a condições de
trabalho que ensejam a
concessão do benefício
aposentadoria especial.
12%
15 anos
de contribuição
Remuneração paga, devida
ou creditada, a qualquer
título, no decorrer do mês,
aos segurados expostos a
riscos que ensejem a
concessão de
aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte
e cinco anos de
contribuição.
9%
20 anos
de contribuição
6%
25 anos
de contribuição
Adicional de GILRAT –
Cooperativas de
produção que possuem
cooperados expostos a
condições de trabalho
que ensejam a
concessão do benefício
aposentadoria especial.
12%
15 anos
de contribuição
Remuneração paga, devida
ou creditada, a qualquer
título, no decorrer do mês,
aos cooperados expostos a
riscos que ensejem a
concessão de
aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte
e cinco anos de
contribuição.
9%
20 anos
de contribuição
6%
25 anos
de contribuição
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A finalidade da contribuição adicional do GILRAT é custear o benefício da aposentadoria
especial para os segurados empregados, trabalhadores avulsos, cooperados de produção e
cooperados de trabalho. Daí, somente há incidência dessa exação sobre a remuneração desses
segurados quando eles estiverem expostos permanentemente a condições nocivas prejudiciais à
saúde que levarão à concessão da aposentadoria especial.
É muito importante destacar, também, que, embora o termo adicional de SAT ou de GILRAT possa
levar o leitor ao erro, essa contribuição é autônoma e independente do GILRAT, uma vez que o
SAT/GILRAT financia os benefícios de natureza acidentária e o adicional do SAT/GILRAT financia a
aposentadoria especial.
Outra distinção se faz quanto à incidência. A contribuição do SAT ou GILRAT incide sobre a
remuneração apenas de empregados e avulsos, independentemente se estão expostos a
condições especiais de trabalho; a contribuição do adicional de GILRAT incide sobre a
remuneração dos segurados empregado, avulso e cooperados de produção expostos a condições
especiais de trabalho.
6. Contribuição das empresas e equiparadas sobre a remuneração
dos contribuintes individuais
As empresas e entidades equiparadas, que tomarem serviços de contribuintes individuais, devem
contribuir com 20% sobre o total da remuneração paga a título de contribuição previdenciária.
Em outras palavras, toda vez que uma empresa contratar o serviço de um contribuinte individual
deverá recolher 20% sobre o salário de contribuição pago ou creditado ao segurado para o custeio
da Previdência Social. O valor sobre o qual incidirá a contribuição não sofrerá, como no caso das
demais contribuições das empresas, a limitação ao teto máximo do salário de contribuição pela
Previdência Social. Tal contribuição incidirá, portanto, sobre o valor total da remuneração.
No caso de instituições financeiras como bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento,
sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores
mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, empresas de seguros privados e de
capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência
privada abertas e fechadas, a contribuição sobre a remuneração dos contribuintes individuais terá
um acréscimo de 2,5%, passando, então, a ser de 22,5%.
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Josué, profissional liberal, foi contratado por uma empresa para lhe prestar um serviço
de consultoria, cobrando o valor total de R$ 5.000,00.
Como se trata de um contribuinte individual, a empresa contratante deverá recolher, a
título de contribuição previdenciária, 20% sobre os R$ 5.000,00, totalizando R$ 1.000,00.
Já outro contribuinte individual foi prestar um serviço de natureza eventual para um
banco comercial e cobrou da empresa contratante o valor de R$ 5.000,00, também.
Nesse caso, o banco deverá recolher 22,5% sobre R$ 5.000,00, a título de contribuição
previdenciária, totalizando o valor de R$ 1.125,00.
Uma observação importante a fazer diz respeito aos sócios de empresas que recebem pró labore
ou remuneração. Os sócios remunerados são enquadrados como segurados obrigatórios do RGPS,
na condição de contribuintes individuais e, nesse caso, sobre a remuneração que lhes é devida,
creditada ou paga incidirá a contribuição de 20% a ser paga pela empresa. Além disso, a empresa
terá a obrigação de reter a contribuição do segurado correspondente a 11% sobre o seu salário de
contribuição.
Portanto, a empresa figura em duas condições de sujeito passivo de obrigação tributária quanto
às contribuições tributárias: uma de contribuinte quando deverá recolher 20% de contribuição
sobre a remuneração de seu sócio ou contribuinte individual que lhe prestar serviço; outra como
responsável por reter a contribuição do segurado correspondente à alíquota de 11% sobre o seu
salário de contribuição.
Ø João é sócio gerente de uma padaria no bairro onde mora e recebe a título de
retirada por mês o valor de R$ 3.000,00.
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Ø Em relação a João, contribuinte individual, qual será a contribuição
previdenciária da empresa?
Ø Será de 20% sobre os R$ 3.000,00 = R$ 600,00.
Ø Além disso, deverá a empresa reter 11% sobre R$ 3.000,00 = R$ 330,00 que
corresponde à contribuição de João como contribuinte individual.
Ø Luís, eletricista, profissionalliberal, prestou um serviço para a padaria de João
e cobrou a importância de R$ 1.500,00. Terá a padaria alguma contribuição a
pagar ou a reter?
Ø SIM. Deverá pagar 20% sobre R$ 1.500,00 a título de contribuição
previdenciária de empresa e reter, ainda, 11% sobre o mesmo valor, de Luís,
relativamente à contribuição como contribuinte individual e recolher, no último
caso, em nome de Luís.
Ø A primeira contribuição é da empresa, a segunda é de Luís que foi retida pela
padaria e será repassa para a União.
Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços
prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a
base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota
fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo
rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de
máquinas.10
A empresa de tecidos Amor Vivo Ltda. contratou Fernando, condutor autônomo, para
transportar uma máquina de tecer de um estabelecimento para outro, pagando-lhe o
valor de R$ 2.000,00. Quanto deverá ser a contribuição da empresa?
10. Alteração trazida pela Lei nº 13.202/2015.
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Ora, Fernando é contribuinte individual, na condição de transportador rodoviário
autônomo. Se o valor total do frete é de R$ 2.000,00, a base de cálculo da contribuição
da empresa é de R$ 400,00.
A contribuição da empresa será de R$ 80,00 (20% de R$ 400,00).
As cooperativas de produção são consideradas entidades equiparadas a empresas e não podemos
deixar de enfatizar que, mesmo em relação aos seus cooperados, devem recolher 20% sobre a
remuneração que lhes é paga, devida ou creditada.
O mesmo não acontece com as cooperativas de trabalho. As cooperativas de trabalho não
recolhem a contribuição de 20% sobre a remuneração dos seus cooperados de trabalho por força
do art. 201, § 19 do Decreto nº 3.048/99.
Outro ponto de extrema importância para que o leitor não se surpreenda no momento dos exames
de concursos públicos, diz respeito à contribuição do SAT/GILRAT. Essa contribuição não incide
sobre a remuneração de contribuintes individuais.
Repita-se, sobre a remuneração dos contribuintes individuais que prestam serviços
para as empresas e equiparadas, a contribuição previdenciária é somente de 20% ou 22,5%, no
caso de instituições financeiras, não havendo incidência de SAT/GILRAT.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA
EM
RELAÇÃO AO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL
CONTRATADO.
ALÍQUOTA
Parcela básica incidente sobre a remuneração
do contribuinte individual
Empresas em
geral
20%
Instituições
Financeiras
22,5%
SAT/GILRAT Não há
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7. Contribuição das cooperativas de produção
As cooperativas de produção vão contribuir com 20% sobre a remuneração paga ou creditada aos
seus cooperados. Essa contribuição corresponde à contribuição básica da empresa em relação ao
contribuinte individual que lhe presta serviço.
Caso a cooperativa de produção exponha seus cooperados à presença permanente, não ocasional,
nem intermitente, de agentes nocivos ou agressivos à saúde ou à integridade física que deem
ensejo à aposentadoria especial, deverá contribuir, ainda, para a previdência social com:
• 12% sobre a remuneração total do cooperado de produção, quando a aposentadoria especial
for de 15 anos de contribuição;
• 9% sobre a remuneração total do cooperado de produção, quando a aposentadoria especial for
de 20 anos de contribuição;
• 6% sobre a remuneração total do cooperado de produção, quando a aposentadoria especial for
de 25 anos de contribuição.
Veja que a cooperativa de produção é enquadrada na Lei de Custeio da Seguridade Social como
entidade equiparada à empresa e estará sujeita aos recolhimentos previstos em lei nos moldes
impostos para as empresas em geral.
Assim, se a cooperativa tiver empregados e contratar os serviços de outros contribuintes
individuais, deverá recolher, também, a contribuição previdenciária da mesma forma que as demais
empresas, conforme demonstrado neste capítulo.
Não há que se esquecer de que as cooperativas figuram, igualmente, como responsáveis, por reter
a contribuição daqueles que lhes prestam serviços – cooperados de produção, empregados, etc.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DAS COOPERATIVAS
DE PRODUÇÃO
ALÍQUOTA
Remuneração básica dos cooperados 20 %
Adicional de aposentadoria
especial dos cooperados
quando expostos a
condições especiais de
trabalho
Tempo de
contribuição
15 anos 12%
20 anos 9%
25 anos 6%
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DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DAS COOPERATIVAS
DE PRODUÇÃO
ALÍQUOTA
Contribuição básica sobre a remuneração dos empregados 20%
SAT/GILRAT sobre a remuneração dos empregados 1%, 2% ou 3%
Remuneração sobre os contribuintes individuais não cooperados 20%
8. Contribuição das cooperativas de trabalho
As cooperativas de trabalho são equiparadas às empresas, conforme dispõe o art. 15, parágrafo
único, da Lei nº 8.212/91.
Em relação aos seus cooperados, não haverá contribuição a ser paga sobre as remunerações pagas
pela cooperativa de trabalho (art. 201, § 19, Decreto nº 3.048/99). Tampouco, existe a
obrigatoriedade da contribuição do adicional do SAT/GILRAT sobre a remuneração dos
cooperados que ficam expostos a condições especiais de trabalho. O legislador isentou essas
entidades.
Cabe à cooperativa de trabalho, no que diz respeito aos seus cooperados, apenas reter a
contribuição incidente sobre a remuneração destes na qualidade de segurados do RGPS à alíquota
de 20%.
Com a declaração de inconstitucionalidade da contribuição da empresa de 15%
sobre a nota fiscal ou fatura de serviço emitida pela cooperativa de trabalho no julgamento do RE
595.838, com repercussão geral, a Secretaria da Receita Federal do Brasil emitiu o Ato Declaratório
Interpretativo RFB nº 5, de 05 de maio de 2015, entendendo que o contribuinte individual que
presta serviço a empresa por intermédio de cooperativa de trabalho deve recolher a contribuição
previdenciária de 20% (vinte por cento) sobre o montante da remuneração recebida ou creditada
em decorrência do serviço, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição.
Cabe registrar, também, que a cooperativa de trabalho na qualidade de entidade equiparada à
empresa, que contratar empregados, trabalhadores avulsos, outros contribuintes individuais ou
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serviços através de outras cooperativas de trabalho, ficará sujeita às contribuições previdenciárias
impostas às demais empresas.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DA COOPERATIVA DE
TRABALHO
ALÍQUOTA
Remuneração básica dos cooperados Não há
Adicional de aposentadoria
especial dos cooperados de
trabalho expostos a condições
especiais de trabalho
Tempo
de contribuição
15 anos
Não há
20 anos
25 anos Não há
Contribuição básica sobre a remuneração dos empregados 20%
SAT/GILRAT sobre a remuneração dos empregados 1%, 2% ou 3%
Remuneração sobre os contribuintes individuais não cooperados 20%CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM GERAL
Contribuição Alíquota Base de Cálculo
Folha de salários e demais
rendimentos
20%
Remunerações pagas, devidas ou
creditadas, a qualquer título, no decorrer
do mês, aos segurados empregados e
trabalhadores avulsos.
Remunerações pagas a Contribuintes
Individuais.
20%
Remunerações ou retribuições pagas,
devidas ou creditadas no decorrer do
mês ao segurado contribuinte individual.
SAT/GILRAT – segundo o grau de risco
da empresa decorrente dos riscos
ambientais do trabalho
1% – risco leve Remunerações pagas, devidas ou
creditadas a qualquer título, no decorrer
do mês, ao segurado empregado e
trabalhador avulso.
2% – risco
médio
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CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM GERAL
Contribuição Alíquota Base de Cálculo
3% – risco
grave
Adicional de SAT/GILRAT – Empresas
que possuem segurados expostos a
condições de trabalho que ensejam a
concessão do benefício aposentadoria
especial.
12% – 15 anos
de contribuição
Remunerações pagas, devidas ou
creditadas, a qualquer título, no decorrer
do mês, aos segurados expostos a riscos
que ensejem a concessão de
aposentadoria especial após quinze,
vinte ou vinte e cincos anos de
contribuição.
9% – 20 anos
de contribuição
6% – 25 anos
de contribuição
9. Contribuições substitutivas
O legislador optou, em alguns casos, por substituir a contribuição das empresas incidente sobre a
remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos que lhes prestam serviços, por outra forma de
recolhimento em função das peculiaridades da atividade econômica. Escolheu o legislador por
substituir a base de cálculo da contribuição convencional da empresa.
A Reforma Previdenciária de 2019, não permite mais que a contribuição previdenciária
das empresas tenha bases de cálculo diferenciadas.
Bases de cálculo diferenciadas poderão ser adotadas apenas para as contribuições incidentes
sobre a receita ou o faturamento e sobre o lucro.
No entanto, a EC nº 103/2019 permitiu que as contribuições previdenciárias das empresas que já
tinham sido instituídas até 12/11/2019, com bases de cálculo diferenciadas fossem mantidas.
Art. 30. A vedação de diferenciação ou substituição de base de cálculo decorrente do disposto no §
9º do art. 195 da Constituição Federal não se aplica a contribuições que substituam a contribuição
de que trata a alínea "a" do inciso I do caput do art. 195 da Constituição Federal instituídas antes da
data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional.
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Sendo assim, não resta dúvida de que permanecem vigentes as contribuições substitutivas
previstas na legislação previdenciária antes do advento da EC nº 103/2019 e que serão objeto de
estudo desta aula.
Mas atenção, as contribuições que estudaremos adiante somente substituem aquelas que recaem
sobre as remunerações dos empregados e trabalhadores avulsos.
9.1. A associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional
A associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional não contribui com 20% e mais
SAT sobre a remuneração de seus empregados.
As contribuições previstas no art. 22, incisos I e II são substituídas pela contribuição de:
• 5% (cinco por cento) incidente sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos
desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer
modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais; e
• 5% sobre as verbas de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de
marcas e símbolos, publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos
desportivos.
No caso dos espetáculos desportivos, fica o promotor do evento responsável pelo recolhimento
da contribuição no prazo de até 02 dias úteis seguintes ao do espetáculo. No caso da contribuição
substitutiva incidente sobre as verbas de patrocínio, licenciamento de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e de transmissão de espetáculos desportivos, caberá à empresa
patrocinadora o recolhimento da contribuição até o dia 20 do mês seguinte ao da ocorrência do
patrocínio.
Ø Futebol Clube da Várzea é uma associação desportiva que mantém uma equipe
de futebol profissional e uma equipe de vôlei. Essa associação tem seus
empregados e deve contribuir para a Previdência Social.
Ø Se analisar a situação da associação desportiva como uma entidade equiparada
à empresa, você poderá concluir que a empresa deverá recolher 20% sobre a
remuneração de todos os empregados e mais a contribuição do SAT/GILRAT.
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Ø Mas, essa associação desportiva mantém equipe de futebol profissional e,
portanto, a contribuição patronal de 20% e a do SAT/GILRAT incidentes sobre a
remuneração dos empregados será substituída pela contribuição de 5% incidente
sobre toda a receita bruta de todos os espetáculos desportivos da associação
que ocorrerem no território nacional.
Ø Caso Futebol Clube da Várzea receba verba de uma empresa patrocinadora,
incidirá sobre a verba de patrocínio 5% a título de contribuição previdenciária
substitutiva da contribuição patronal e da contribuição do SAT da empresa.
Perceba que a contribuição substitutiva recai sobre a receita bruta dos espetáculos de
todas as modalidades desportivas que a associação promover dentro do território nacional. Assim,
se a associação mantém, por exemplo, vôlei, basquete e o futebol profissional, a contribuição de
5% recairá sobre a receita bruta dos espetáculos do vôlei, do basquete e do futebol.
Vale dizer, a substituição da contribuição patronal pelo recolhimento de 5% sobre a receita bruta
dos espetáculos e sobre as verbas de patrocínio, licenciamento de uso de marcas, etc. é imposta
quando a associação mantém equipe de futebol profissional, mas a incidência dos 5% recai sobre
a receita auferida com todas as modalidades desportivas que acontecem dentro do território
nacional.
A contribuição substitutiva não engloba a contribuição da empresa incidente sobre a
remuneração de contribuintes individuais que lhe prestam serviço. A associação continua com a
responsabilidade de ter que recolher as contribuições previdenciárias impostas pela lei quando
contrata serviços de contribuintes individuais, do mesmo modo que é devido pelas empresas em
geral.
Consoante dispõe o §11 do art. 22 da Lei nº 8.212/91, a contribuição substitutiva das associações
desportivas que mantêm equipe de futebol profissional aplica-se apenas às atividades diretamente
relacionadas com a manutenção e administração de equipe profissional de futebol, não se
estendendo às outras atividades econômicas exercidas pelas referidas sociedades empresariais
beneficiárias.
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Vale dizer que as contribuições que são substituídas pelos 5% incidentes sobre a receita bruta dos
espetáculos de todas as modalidades desportivas e das verbas de patrocínios, etc. são aquelas
que incidiriam sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos contratados para
atividades relacionadas diretamente com a manutenção e administração da equipe profissional de
futebol.
Caso, por exemplo, a associação desportiva possuir uma atividade econômicafora do
desporto, ela terá que contribuir, em relação a essa atividade, de acordo com as regras
gerais impostas para as empresas. Em relação à atividade econômica exercida fora do
desporto, não haverá contribuição substitutiva, devendo a empresa contribuir nos
moldes do art. 22, incisos I a IV da Lei nº 8.212/91.
9.2. Produtor rural pessoa física
O produtor rural, pessoa física, qualifica-se no RGPS como contribuinte individual, conforme se
verifica no art. 12, V, “a”, da Lei nº 8.212/91.
Nessa condição, contribuirá para a previdência social com a alíquota de 20% sobre o seu salário
de contribuição.
No entanto, equiparado o produtor rural à empresa, na condição de empregador, contribuirá para
a previdência social, em substituição à parte relativa à prestação de serviços de empregados e
trabalhadores avulsos da seguinte forma:
• 1,2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural;
• 0,1% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural para financiamento
das prestações dos benefícios em razão dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT).
Além da contribuição de 1,2% sobre a receita bruta da venda da produção, o produtor rural, pessoa
física, pagará um acréscimo de 0,2% para o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Esta
outra contribuição não se enquadra como de custeio da seguridade social, não sendo, portanto,
objeto do nosso estudo.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL
PESSOA FÍSICA
ALÍQUOTA
Parcela básica sobre a receita da comercialização da produção
rural
1,2 %
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SAT/GILRAT sobre a receita da comercialização da produção rural 0,1%
SENAR sobre a receita da comercialização da produção rural 0,2%
Contribuição sobre a remuneração de contribuintes individuais
contratados
20%
Se a contribuição do produtor rural pessoa física incide sobre a receita bruta da comercialização
da usa produção, importante explicar o seria essa produção rural.
Conforme dispõe o §3º do art. 25 da Lei nº 8.212/91, integram a produção os produtos de origem
animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamentos, ou
industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza,
descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem,
fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem,
torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos.
Vão integrar a base de cálculo da contribuição do produtor rural pessoa física, também, a receita
proveniente:
I – da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de
parte do imóvel rural; .
II – da comercialização de artigos de artesanato desenvolvido com matéria-prima produzida
pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra;
III – de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no
imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio
imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem
como taxa de visitação e serviços especiais;
IV – do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada
por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e
V – de atividade artística.
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O produtor rural pessoa física, continua com a responsabilidade de ter que recolher a
contribuição previdenciária imposta pela lei quando contrata serviços de contribuintes individuais,
do mesmo modo que é devido pelas empresas em geral. A contribuição substitutiva não abrange
as contribuições incidentes sobre a remuneração de contribuintes individuais. Deverá, ainda,
recolher sua contribuição como segurado contribuinte individual e reter e recolher as contribuições
dos empregados que lhe prestarem serviços.
Caso o produtor rural venda sua produção para empresa adquirente, consumidora, consignatária
ou cooperativa, ou, ainda, pessoa física não produtor rural que adquire produção para venda, no
varejo, a consumidor pessoa física, estas pessoas ficam com a obrigação de procederem a retenção
da contribuição e de recolherem para a União até o dia 20 do mês seguinte ao da efetivação da
operação.
Outra questão a ser mencionada é a semelhança da contribuição substitutiva do produtor
rural, pessoa física, com a contribuição do segurado especial. Perceba que as alíquotas e as bases
de cálculo são idênticas.
No entanto, a contribuição do segurado especial é recolhida para custear o regime de previdência
enquanto segurado e a contribuição patronal do produtor refere-se à parte das contribuições
empresariais incidentes sobre a remuneração dos empregados contratados pelo produtor. O
produtor rural é tratado, aqui, sob a ótica de empresa que vai financiar o sistema de previdência
social.
A partir do exercício de 2019, o produtor rural pessoa física não está obrigado a
contribuir de maneira substitutiva como aqui abordado. Poderá optar por contribuir na forma dos
incisos I e II do caput do art. 22 da Lei nº 8.212/91(contribuição de 20% + SAT), manifestando sua
opção mediante o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro
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de cada ano, ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável
para todo o ano-calendário.
9.3. O consórcio de produtores rurais
O consórcio de produtores rurais é formado pela união de produtores rurais, pessoas físicas, e
outorga a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de
serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de
títulos e documentos.
O consórcio de produtores rurais possui matrícula CEI em nome do empregador que tem os
poderes outorgados, sendo todos os produtores rurais integrantes do consórcio responsáveis
solidários em relação às obrigações previdenciárias.
Deverá contribuir, em relação aos seus empregados e trabalhadores avulsos contratados, da
mesma maneira imposta ao produtor rural pessoa física:
• 1,2% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural;
• 0,1% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural
para financiamento das prestações dos benefícios em razão dos riscos ambientais
do trabalho (SAT/GILRAT);
• um acréscimo de 0,2% sobre a mesma base de cálculo acima para o SENAR
(Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
Em relação aos empregados e trabalhadores avulsos contratados, permanece a obrigação de reter
a contribuição previdenciária e repassar aos cofres da União, na qualidade de responsáveis
tributários.
Não é demais lembrar que, se o consórcio de produtores rurais contratar os serviços de
contribuintes individuais deverá contribuir com 20% sobre a remuneração deles, vez que a
contribuição substitutiva não abrange a contribuição incidente sobre a remuneração de
contribuinte individual a serviço do consórcio.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DO CONSÓRCIO DE PRODUTORES
RURAIS
ALÍQUOT
A
Parcela básica sobre a receita da comercialização da produção rural 1,2 %
SAT/GILRAT sobre a receita da comercializaçãoda produção rural 0,1%
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SENAR sobre a receita da comercialização da produção rural 0,2%
Contribuição sobre a remuneração de contribuintes individuais contratados 20%
9.4. Produtor rural pessoa jurídica
Quando uma empresa exercer apenas atividade de produção rural, deverá contribuir em relação à
prestação de serviços de empregados e trabalhadores avulsos da seguinte forma:
• 1,7% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural;
• 0,1% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural para financiamento
das prestações dos benefícios em razão dos riscos ambientais do trabalho (SAT/GILRAT);
• um acréscimo de 0,25% sobre a mesma base de cálculo acima para o SENAR – Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (esta não é uma contribuição previdenciária).
Conclui-se, então, que se a empresa vier a exercer além da atividade rural outra atividade
comercial, industrial ou de serviços, não haverá a substituição da contribuição patronal pela forma
aqui apresentada. Deverá a pessoa jurídica contribuir como qualquer empresa nos moldes
impostos pelo art. 22 da Lei de Custeio.
Saliente-se que, ao contrário do que acontece com o produtor rural pessoa física, a pessoa jurídica
que se dedica exclusivamente à atividade rural deverá recolher as contribuições até o dia 20 do
mês subsequente ao da competência, independentemente se efetuou a venda para pessoa física
ou jurídica. Deverá, também, efetuar a retenção e o recolhimento das contribuições dos seus
empregados.
E, repita-se, a contribuição substitutiva da contribuição patronal não exime a pessoa jurídica da
contribuição incidente sobre a remuneração de contribuintes individuais ou sobre a nota fiscal
emitida pelas cooperativas de trabalho quando contratados os seus serviços pela empresa rural.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL
PESSOA JURÍDICA
ALÍQUOTA
Parcela básica sobre a receita da comercialização da produção rural 1,7 %
SAT/GILRAT sobre a receita da comercialização da produção rural 0,1%
SENAR sobre a receita da comercialização da produção rural 0,25%
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Contribuição sobre a remuneração de contribuintes individuais
contratados
20%
9.5. As agroindústrias
A agroindústria é conceituada pela legislação previdenciária produtor rural, pessoa jurídica, que
industrializa sua própria produção, podendo, também, beneficiar a produção adquirida de
terceiros.
A contribuição da agroindústria em substituição à parte patronal (contribuições incidentes sobre a
remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos) será de:
• 2,5% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural;
• 0,1% sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural
para financiamento das prestações dos benefícios em razão dos riscos ambientais
do trabalho (SAT/GILRAT);
• além da contribuição de 2,6% sobre a receita bruta da venda da produção, a
agroindústria pagará um acréscimo de 0,25% para o SENAR – Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural. Essa outra contribuição não se enquadra como de custeio da
seguridade social, não sendo, portanto, objeto do nosso estudo.
Para o cálculo da receita bruta que servirá de base de incidência da contribuição previdenciária da
agroindústria, a receita correspondente a operações relativas a serviços prestados a terceiros será
excluída, devendo ser pagas contribuições sobre a remuneração exclusivamente dos empregados
alocados nestas atividades. Em outras palavras, caso a agroindústria preste serviço a terceiros, a
receita obtida com essa operação não será incluída na base de cálculo da contribuição substitutiva,
sendo a agroindústria obrigada a recolher a contribuição patronal relativa aos empregados
utilizados nesta atividade nos mesmos moldes que qualquer outra empresa.
A contribuição substitutiva da parte patronal não se aplica às agroindústrias que se dedicam às
atividades:
• cooperativas;
• de carcinicultura (cultura de crustáceos);
• de piscicultura (cultura de peixes);
• de avicultura (cultura de aves);
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• de suinocultura (cultura de suínos);
• apenas ao florestamento e reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização
própria, mediante a utilização de processo industrial que modifique a natureza química da madeira
ou a transforme em pasta celulósica (empresas fabricantes de papel).
Ao contrário do que acontece com o produtor rural pessoa física, a agroindústria que se
dedica exclusivamente à atividade rural deverá recolher as contribuições até o dia 20 do mês
subsequente ao da competência, independentemente se efetuou a venda para pessoa física ou
jurídica. Deverá, também, efetuar a retenção e o recolhimento das contribuições dos seus
empregados.
Ao contrário do produtor rural, pessoa jurídica, a agroindústria, mesmo quando se dedica a outras
atividades econômicas, vai contribuir na forma substitutiva da parte patronal.
E, repita-se, a contribuição substitutiva da contribuição patronal não exime a pessoa jurídica da
contribuição incidente sobre a remuneração de contribuintes individuais que lhe prestam serviços.
DISCRIMINAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DAS
AGROINDÚSTRIAS*
ALÍQUOTA
Parcela básica sobre a receita da comercialização da produção
rural
2,5 %
SAT/GILRAT sobre a receita da comercialização da produção
rural
0,1%
SENAR sobre a receita da comercialização da produção rural 0,25%
Contribuição sobre a remuneração de contribuintes individuais
contratados
20%
*. Não recolhem sobre a receita bruta da comercialização da produção as
cooperativas, as agroindústrias que se dedicam à carcinicultura, piscicultura,
suinocultura e avicultura e ao florestamento e reflorestamento (empresas
fabricantes de papel)
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DAS OUTRAS RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL
1. Introdução
No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas,
consoante se verifica pelo disposto no art. 11 da Lei nº 8.212/91:
I – receitas da União;
II – receitas das contribuições sociais;
III – receitas de outras fontes.
2. Das receitas da União
A contribuição da União é constituída por recursos adicionais do Orçamento Fiscal que estão
fixados na Lei Orçamentária Anual. Parte dos recursos do orçamento fiscal vai ser alocada para a
Seguridade Social (saúde, assistência e Previdência Social) de acordo com o que estiver previsto
na lei do orçamento.
A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da
Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da
Previdência Social, na forma da Lei Orçamentária Anual11.
3. Das receitas das contribuições sociais
As contribuições sociais já foram abordadas com ênfase especial para as contribuições
previdenciárias, restando abordar a contribuição sobre as receitas dos concursos de prognósticos.
11. Art. 16, parágrafo único, da Lei nº 8.212/91.
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3.1. Da contribuição sobre a receita de concursos de prognósticos
A contribuição sobre a receita de concurso de prognostico está prevista no art. 26 da Lei 8.212/91.
Art. 26. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de
prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição
Federal. (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 4o O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade
Social. (Incluído pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 5o A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos,
sorteios e loterias. (Incluído dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 6o A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada
modalidade lotérica, conforme previsto em lei. (Incluído pela Lei nº 13.756, de 2018)
Essa contribuição é administrada e arrecadada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Consideram-se modalidades lotéricas12:
I - loteria federal (espécie passiva): loteria em que o apostador adquire bilhete já numerado,
em meio físico (impresso) ou virtual (eletrônico);
II - loteria de prognósticos numéricos: loteria em que o apostador tenta prever quais serão
os números sorteados no concurso;
III - loteria de prognóstico específico: loteria instituída pela Lei nº 11.345, de 14 de setembro
de 2006 ;
IV - loteria de prognósticos esportivos: loteria em que o apostador tenta prever o resultado
de eventos esportivos; e
12 Art. 14, §1º, Lei nº 13.756/2018.
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V - loteria instantânea exclusiva (Lotex): loteria que apresenta, de imediato, se o apostador
foi ou não agraciado com alguma premiação.
E, de acordo com o disposto no art. 15 da Lei nº 13.756/2018, o produto destinado ao
financiamento da a seguridade social será:
Modalidade Lotérica
Parte destinada ao
financiamento da
seguridade social
Loteria Federal
17,04%
Loteria de prognósticos numéricos
17,32%
Loteria de prognóstico específico
1,00%
Loterias de prognósticos
Esportivos
7,61%
Loteria instantânea exclusiva – Lotex
0,40%
4. Das receitas de outras fontes
As receitas denominadas de outras fontes estão elencadas no art. 27 da Lei nº 8.212/91 e compõem
recursos adicionais ao caixa securitário. São elas:
I – as multas, a atualização monetária e os juros moratórios.
As multas são impostas quando há o descumprimento de obrigações acessórias ou quando as
contribuições sociais da Seguridade Social são recolhidas após o prazo legal de vencimento. Essas
últimas são chamadas multas de mora.
Os juros de mora são aplicados em casos de pagamento das contribuições após o vencimento
imposto pela legislação tributária.
II – A remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados
a terceiros.
As empresas são obrigadas a recolher determinadas contribuições sociais que não são
enquadradas como securitárias, mas que têm a base de cálculo idêntica às contribuições
previdenciárias. Elas incidem sobre a remuneração dos empregados e serão destinadas a
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programas sociais diversos. São chamadas contribuições de terceiros, ou contribuições do sistema
“S” e, dentre elas, podemos destacar a contribuição do salário-educação (FNDE), do INCRA, SESI,
SENAC, etc.
As contribuições do sistema “S” são arrecadadas, fiscalizadas e cobradas pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil – SRFB13 que, posteriormente, repassa os valores para as entidades as quais são
vinculadas.
Pelo serviço de arrecadação, fiscalização e cobrança dessas contribuições, a Seguridade Social
recebe o percentual de 3,5% do montante arrecadado, exceto no caso do salário-educação cujo
percentual é de 1%. Essa remuneração, a partir da vigência da Lei nº 11.457/2007, passou a ser
creditada ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de
Fiscalização14.
Registre-se que essas contribuições do sistema “S” são recolhidas juntamente com as
contribuições previdenciárias na guia de recolhimento da Previdência Social – GPS – até o dia 20
do mês subsequente ao da competência.
III – As receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou
arrendamento de bens.
IV – As demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras.
V – As doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais.
VI – 50% (cinquenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único
do art. 243 da Constituição Federal.
O parágrafo único do art. 243 da CF/88 dispõe que todo e qualquer bem de valor econômico
apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de
trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma
da lei.
Assim, de acordo com a Lei de Custeio, 50% dos valores obtidos com os bens apreendidos em
decorrência do tráfico de drogas serão repassados pelo INSS aos órgãos responsáveis pelas ações
13. Art. 3º, Lei 11.457/2007.
14. Art. 3º, § 4º, Lei nº 11.457/07.
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de proteção à saúde e serão aplicados no tratamento e recuperação de viciados em entorpecentes
e drogas afins.
VII – 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo
Departamento da Receita Federal.
Significa que, dos bens que a Secretaria da Receita Federal do Brasil apreender e forem levados a
leilão, 40% dos valores recebidos com esses leilões serão destinados a financiar o Sistema de
Seguridade Social brasileiro.
VIII – Outras receitas previstas em legislação específica.
Tem-se, ainda, que parte da arrecadação do seguro obrigatório de danos pessoais causados por
veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974 – DPVAT
–, deverá ser repassada à Seguridade Social.
As companhias seguradoras que mantêm o DPVAT devem repassar à Seguridade Social 50%
(cinquenta por cento) do valor total do prêmio, recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde
(SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de
trânsito.
É importante registrar que apesar do art. 27, parágrafo único da Lei nº 8.212/91, dispor sobre o
percentual de 50% do valor total do prêmio recolhido, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº
9.503/97) determina, em seu art. 78, que 10% dessa arrecadação (5% do valor total do prêmio
recolhido) serão destinados ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito para aplicação em
programas destinados à prevenção de acidentes. Portanto, resta à Seguridade Social apenas 45%
da receita total do DPVAT.
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LEGISLAÇÃO
Constituição Federal
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federale dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I – do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, de 1998)
b) a receita ou o faturamento; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
c) o lucro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
II – do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, podendo ser adotadas alíquotas
progressivas de acordo com o valor do salário de contribuição, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social;(Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
III – sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV – do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
(...)
§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os
respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem
empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma
alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da
lei.
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social,
de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
103/2019)
§ 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para
atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de
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informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico
no âmbito de sua residência, desde que pertencentes a famílias de baixa renda. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 103/2019)
§13. (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de
Previdência Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima
mensal exigida para sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas
ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão
expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer
indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que
couber, o disposto no art. 5º.
Emenda Constitucional nº 103/2019
Art. 28. Até que lei altere as alíquotas da contribuição de que trata a Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991, devidas pelo segurado empregado, inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso, estas
serão de: (Vigência)
I - até 1 (um) salário-mínimo, 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento);
II - acima de 1 (um) salário-mínimo até R$ 2.000,00 (dois mil reais), 9% (nove por cento);
III - de R$ 2.000,01 (dois mil reais e um centavo) até R$ 3.000,00 (três mil reais), 12% (doze por cento);
e
IV - de R$ 3.000,01 (três mil reais e um centavo) até o limite do salário de contribuição, 14% (quatorze
por cento).
§ 1º As alíquotas previstas no caput serão aplicadas de forma progressiva sobre o salário de
contribuição do segurado, incidindo cada alíquota sobre a faixa de valores compreendida nos
respectivos limites.
§ 2º Os valores previstos no caput serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta
Emenda Constitucional, na mesma data e com o mesmo índice em que se der o reajuste dos
benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ressalvados aqueles vinculados ao salário-mínimo,
aos quais se aplica a legislação específica.
Art. 29. Até que entre em vigor lei que disponha sobre o § 14 do art. 195 da Constituição Federal, o
segurado que, no somatório de remunerações auferidas no período de1 (um) mês, receber
remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição poderá:
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I – complementar a sua contribuição, de forma a alcançar o limite mínimo exigido;
II – utilizar o valor da contribuição que exceder o limite mínimo de contribuição de uma competência
em outra; ou
III – agrupar contribuições inferiores ao limite mínimo de diferentes competências, para
aproveitamento em contribuições mínimas mensais.
Parágrafo único. Os ajustes de complementação ou agrupamento de contribuições previstos nos
incisos I, II e III do caput somente poderão ser feitos ao longo do mesmo ano civil.
Art. 30. A vedação de diferenciação ou substituição de base de cálculo decorrente do disposto no §
9º do art. 195 da Constituição Federal não se aplica a contribuições que substituam a contribuição
de que trata a alínea "a" do inciso I do caput do art. 195 da Constituição Federal instituídas antes da
data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional.
Art. 36. Esta Emenda Constitucional entra em vigor:
I – no primeiro dia do quarto mês subsequente ao da data de publicação desta Emenda
Constitucional, quanto ao disposto nos arts. 11, 28 e 32;
Lei nº 8.212/91
Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas:
I – receitas da União;
II – receitas das contribuições sociais;
III – receitas de outras fontes.
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço;
(Vide art. 104 da lei nº 11.196, de 2005)
b) as dos empregadores domésticos;
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; (Vide art. 104 da lei nº 11.196,
de 2005)
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro;
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
Art. 15. Considera-se:
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I – empresa – a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou
rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta,
indireta e fundacional;
II – empregador doméstico – a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa,
empregado doméstico.
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual e a
pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado
que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza
ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.
Art. 16. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados
obrigatoriamente na lei orçamentária anual.
Parágrafo único. A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da
Seguridade Social, quando decorrentesdo pagamento de benefícios de prestação continuada da
Previdência Social, na forma da Lei Orçamentária Anual.
Art. 20. A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada
mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de
forma não cumulativa, observado o disposto no art. 28, de acordo com a seguinte tabela:
§ 1º Os valores do salário-de-contribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor
desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de
prestação continuada da Previdência Social.
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se também aos segurados empregados e trabalhadores avulsos
que prestem serviços a microempresas.
Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte
por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição.
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art.
23, é de:
I – vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).(Vide Lei nº 13.189, de 2015)
II – para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente
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dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer
do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº 9.732, de
1998).
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do
trabalho seja considerado leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado
médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado
grave.
III – vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer
do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876,
de 1999).
§ 1º No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário,
sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes
autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas,
além das contribuições referidas neste artigo e no art. 23, é devida a contribuição adicional de dois
vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e III deste artigo. (Redação dada
pela Lei nº 9.876, de 1999).
§ 2º Não integram a remuneração as parcelas de que trata o § 9º do art. 28.
§ 3º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social poderá alterar, com base nas estatísticas de
acidentes do trabalho, apuradas em inspeção, o enquadramento de empresas para efeito da
contribuição a que se refere o inciso II deste artigo, a fim de estimular investimentos em prevenção
de acidentes.
§ 4º O Poder Executivo estabelecerá, na forma da lei, ouvido o Conselho Nacional da Seguridade
Social, mecanismos de estímulo às empresas que se utilizem de empregados portadores de
deficiências física, sensorial e/ou mental com desvio do padrão médio.
§ 5º Revogado.
§ 6º A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional
destinada à Seguridade Social, em substituição à prevista nos incisos I e II deste artigo, corresponde
a cinco por cento da receita bruta, decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em
todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de
qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda
e de transmissão de espetáculos desportivos. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
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§ 7º Caberá à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco
por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao
Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento
(Incluído pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
§ 8º Caberá à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade
promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as
detalhadamente. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 10.12.97).
§ 9º No caso de a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional receber recursos
de empresa ou entidade, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, esta última ficará com a responsabilidade
de reter e recolher o percentual de cinco por cento da receita bruta decorrente do evento, inadmitida
qualquer dedução, no prazo estabelecido na alínea "b", inciso I, do art. 30 desta Lei. (Incluído pela
Lei nº 9.528, de 10.12.97).
§ 10. Não se aplica o disposto nos §§ 6º ao 9º às demais associações desportivas, que devem
contribuir na forma dos incisos I e II deste artigo e do art. 23 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.528,
de 10.12.97).
§ 11. O disposto nos §§ 6º ao 9º deste artigo aplica-se à associação desportiva que mantenha equipe
de futebol profissional e atividade econômica organizada para a produção e circulação de bens e
serviços e que se organize regularmente, segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092
da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.345, de
2006).
§ 11-A. O disposto no § 11 deste artigo aplica-se apenas às atividades diretamente relacionadas com
a manutenção e administração de equipe profissional de futebol, não se estendendo às outras
atividades econômicas exercidas pelas referidas sociedades empresariais beneficiárias. (Incluído pela
Lei nº 11.505, de 2007).
§ 12. Vetado.
§ 13. Não se considera como remuneração direta ou indireta, para os efeitos desta Lei, os valores
despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão
religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face
do seu mister religioso ou para sua subsistência desde que fornecidos em condições que
independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. (Incluído pela Lei nº 10.170, de
2000).
§ 14. Para efeito de interpretação do § 13 deste artigo: (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015)
I – os critérios informadores dos valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de
ensino vocacional aos ministros de confissão religiosa, membros de vida consagrada, de
congregação ou de ordem religiosa não são taxativos e sim exemplificativos;(Incluído pela Lei nº
13.137, de 2015)
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II – os valores despendidos, ainda que pagos de forma e montante diferenciados, em pecúnia ou a
título de ajuda de custo de moradia, transporte, formação educacional, vinculados exclusivamente à
atividade religiosa não configuram remuneração direta ou indireta. (Incluído pela Lei nº 13.137, de
2015)
§ 15. Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro, de serviços
prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, a
base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a 20% (vinte por cento) do valor da nota
fiscal, fatura ou recibo, quando esses serviços forem prestados por condutor autônomo de veículo
rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, bem como por operador de
máquinas. (Incluído pela Lei nº 13.202, de 2015)
Art. 22-A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo
o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria
ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente
da comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é
de: (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
I – dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social; (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
II – zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no
8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de
incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos ambientais da atividade. (Incluído pela Lei nº
10.256, de 2001).
§ 1º Vetado.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica às operações relativas à prestação de serviços a terceiros,
cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma do art. 22 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 3º Na hipótese do § 2º, a receita bruta correspondente aos serviços prestados a terceiros será
excluída da base de cálculo da contribuição de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 10.256, de
2001).
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica às sociedades cooperativas e às agroindústrias de
piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 5º O disposto no inciso I do art. 3º da Lei no 8.315, de 23 de dezembro de 1991, não se aplica ao
empregador de que trata este artigo, que contribuirá com o adicional de zero vírgula vinte e cinco
por cento da receita bruta proveniente da comercialização da produção, destinado ao Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 6º Não se aplica o regime substitutivo de que trata este artigo à pessoa jurídica que, relativamente
à atividade rural, se dedique apenas ao florestamento e reflorestamento como fonte de matéria-
prima para industrialização própria mediante a utilização de processo industrial que modifique a
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natureza química da madeira ou a transforme em pasta celulósica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de
2003).
§ 7º Aplica-se o disposto no § 6º ainda que a pessoa jurídica comercialize resíduos vegetais ou sobras
ou partes da produção, desde que a receita bruta decorrente dessa comercialização represente
menos de um por cento de sua receita bruta proveniente da comercialização da produção. (Incluído
pela Lei nº 10.684, de 2003).
Art. 22-B. As contribuições de que tratam os incisos I e II do art. 22 desta Lei são substituídas, em
relação à remuneração paga, devida ou creditada ao trabalhador rural contratado pelo consórcio
simplificado de produtores rurais de que trata o art. 25A, pela contribuição dos respectivos
produtores rurais, calculada na forma do art. 25 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
Art. 24. A contribuição do empregador doméstico incidente sobre o salário de contribuição do
empregado doméstico a seu serviço é de:
I – 8% (oito por cento); e
II – 0,8% (oito décimos por cento) para o financiamento do seguro contra acidentes de trabalho.
Parágrafo único. Presentes os elementos da relação de emprego doméstico, o empregador
doméstico não poderá contratar microempreendedor individual de que trata o art. 18-A da Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, sob pena de ficar sujeito a todas as obrigações
dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias.
Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que
tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a
do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de:
I – 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da
sua produção;
II – 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das
prestações por acidente do trabalho.
§ 1º O segurado especial de que trata este artigo, além da contribuição obrigatória referida no caput,
poderá contribuir, facultativamente, na forma do art. 21 desta Lei.
§ 2º A pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 contribui, também,
obrigatoriamente, na forma do art. 21 desta Lei.
§ 3º Integram a produção, para os efeitos deste artigo, os produtos de origem animal ou vegetal,
em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar,
assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem,
descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem,
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cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem como os
subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos.
§ 10. Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização
da produção relativa aos produtos a que se refere o § 3º deste artigo, a receita proveniente:
I – da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do
imóvel rural;
II – da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do § 10 do art. 12 desta Lei;
III – de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel
rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel,
inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa
de visitação e serviços especiais;
IV – do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra,
qualquer que seja o motivo ou finalidade; e
V – de atividade artística de que trata o inciso VIII do § 10 do art. 12 desta Lei.
§ 11. Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado
diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do
Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI.
§ 12. Não integra a base de cálculo da contribuição de que trata o caput deste artigo a produção
rural destinada ao plantio ou reflorestamento, nem o produto animal destinado à reprodução ou
criação pecuária ou granjeirae à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando
vendido pelo próprio produtor e por quem a utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de
produto vegetal, por pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. (Incluído pela Lei nº
13.606, de 2018)
§ 13. O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir na forma prevista no caput deste
artigo ou na forma dos incisos I e II do caput do art. 22 desta Lei, manifestando sua opção mediante
o pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano, ou à
primeira competência subsequente ao início da atividade rural, e será irretratável para todo o ano-
calendário. (Incluído pela Lei nº 13.606, de 2018)
Art. 25-A. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores
rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes
para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus
integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. (Incluído pela Lei
nº 10.256, de 2001).
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§ 1º O documento de que trata o caput deverá conter a identificação de cada produtor, seu endereço
pessoal e o de sua propriedade rural, bem como o respectivo registro no Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária – INCRA ou informações relativas a parceria, arrendamento ou
equivalente e a matrícula no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS de cada um dos produtores
rurais. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 2º O consórcio deverá ser matriculado no INSS em nome do empregador a quem hajam sido
outorgados os poderes, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
§ 3º Os produtores rurais integrantes do consórcio de que trata o caput serão responsáveis solidários
em relação às obrigações previdenciárias. (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001).
Art. 26. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de
prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição Federal. (Redação
dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 3º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 4º O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade
Social. (Incluído pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 5º A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos,
sorteios e loterias. (Incluído dada pela Lei nº 13.756, de 2018)
§ 6º A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada
modalidade lotérica, conforme previsto em lei. (Incluído pela Lei nº 13.756, de 2018)
Art. 27. Constituem outras receitas da Seguridade Social:
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios;
II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a
terceiros;
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de
bens;
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras;
V - as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;
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VI - 50% (cinqüenta por cento) dos valores obtidos e aplicados na forma do parágrafo único do art.
243 da Constituição Federal;
VII - 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da
Receita Federal;
VIII - outras receitas previstas em legislação específica.
Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais
causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de
1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinquenta por cento) do valor total do prêmio
recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar
dos segurados vitimados em acidentes de trânsito.
Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:
§ 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo
de veículo rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel
cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei no 6.094, de 30 de agosto de 1974, como
operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante
correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto, transporte de passageiros
ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere o § 5º.
Decreto nº 3.048/99
Art. 199. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo é de vinte
por cento aplicada sobre o respectivo salário-de-contribuição, observado os limites a que se referem
os §§ 3º e 5º do art. 214.
Art. 199-A. A partir da competência em que o segurado fizer a opção pela exclusão do direito ao
benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, é de onze por cento, sobre o valor
correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, a alíquota de contribuição:
I - do segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com
empresa ou equiparado;
II - do segurado facultativo, observado o disposto no inciso II do § 1º; e (Redação dada pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
III - até a competência abril de 2011, do MEI, de que trata o § 26 do art. 9o, cuja contribuição deverá
ser recolhida na forma regulamentada em ato do Comitê Gestor do Simples Nacional. (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 1º A alíquota de contribuição de que trata o caput é de cinco por cento: (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
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I - a partir da competência maio de 2011, para o MEI, de que trata o § 26 do art. 9º, cuja contribuição
deverá ser recolhida na forma regulamentada em ato do Comitê Gestor do Simples Nacional; e
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - a partir da competência setembro de 2011, para o segurado facultativo sem renda própria que
se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que
pertencente a família de baixa renda, observado o disposto no § 5º. (Incluído pelo Decreto nº 10.410,
de 2020)
§ 2º O segurado, inclusive aquele com deficiência, que tenha contribuído na forma do caput e do §
1º e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente para fins de obtenção de
aposentadoria por tempo de contribuição ou de contagem recíproca do tempo de contribuição
deverá complementar a contribuição mensal. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 3º A complementação de que trata o § 2º será feita por meio do recolhimento da diferença entre
o percentual pago e o de vinte por cento sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do
salário de contribuição em vigor na competência a ser complementada, acrescido dos juros
moratórios de que trata o § 3º do art. 5º da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º A contribuição complementar referida nos § 2º e § 3º seráexigida a qualquer tempo, sob pena
do indeferimento ou do cancelamento da certidão emitida para fins de contagem recíproca ou da
aposentadoria por tempo de contribuição, observado o disposto no art. 347-A. (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 5º Para fins do disposto no inciso II do § 1º, considera-se de baixa renda a família inscrita no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico cuja renda mensal seja de
até dois salários-mínimos. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 6º O segurado facultativo que auferir renda própria não poderá recolher contribuição na forma
prevista no § 1º, exceto se a renda for proveniente, exclusivamente, de auxílios assistenciais de
natureza eventual e temporária e de valores oriundos de programas sociais de transferência de renda,
observado o disposto no § 5º. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 200. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que
tratam o inciso I do art. 201 e o art.202, e a do segurado especial, incidente sobre a receita bruta da
comercialização da produção rural, é de:
I - um inteiro e dois décimos por cento; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - zero vírgula um por cento para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho.
§ 1º (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
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§ 2o O segurado especial referido neste artigo, além da contribuição obrigatória de que tratam os
incisos I e II do caput, poderá contribuir, facultativamente, na forma do art. 199.
§ 3º O produtor rural pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do caput do art. 9º contribui,
também, obrigatoriamente, na forma do art. 199, observando ainda o disposto nas alíneas "a" e "b"
do inciso I do art. 216.
§ 4o Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização
da produção relativa aos produtos a que se refere o § 5o, a receita proveniente:
I - da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do
imóvel rural;
II - da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do § 8o do art. 9o;
III - de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural,
desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive
hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de
visitação e serviços especiais;
IV - do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra,
qualquer que seja o motivo ou finalidade; e
V - de atividade artística de que trata o inciso VIII do § 8o do art. 9o.
§ 5o Integram a produção, para os efeitos dos incisos I e II do caput, observado o disposto no § 25
do art. 9o, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos
de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos
de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização,
resfriamento, secagem, socagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento,
cozimento, destilação, moagem e torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos por
meio desses processos.
§ 6º (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 2008).
§ 7º A contribuição de que trata este artigo será recolhida:
I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam sub-rogadas
no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V
do caput do art. 9º e do segurado especial, independentemente de as operações de venda ou
consignação terem sido realizadas diretamente com estes ou com intermediário pessoa física, exceto
nos casos do inciso III;
II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do
produtor rural pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do caput do art. 9º e do segurado
especial, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou
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III - pela pessoa física de que trata alínea "a" do inciso V do caput do art. 9º e pelo segurado especial,
caso comercializem sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a
consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial.
§ 8º O produtor rural pessoa física continua obrigado a arrecadar e recolher ao Instituto Nacional do
Seguro Social a contribuição do segurado empregado e do trabalhador avulso a seu serviço,
descontando-a da respectiva remuneração, nos mesmos prazos e segundo as mesmas normas
aplicadas às empresas em geral.
§ 9o Sem prejuízo do disposto no inciso III do § 7o, o produtor rural pessoa física e o segurado
especial são obrigados a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta
proveniente:
I - da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo
respectivo grupo familiar;
II - de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística, observado o disposto nos
incisos VII e VIII do § 8o do art. 9o; e
III - de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural,
desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive
hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de
visitação e serviços especiais.
§ 10. O segurado especial é obrigado a arrecadar a contribuição de trabalhadores a seu serviço e a
recolhê-la no prazo referido na alínea “b” do inciso I do art. 216.
§ 11. Não integram a base de cálculo da contribuição de que trata o caput a produção rural
destinada ao plantio ou ao reflorestamento nem o produto animal destinado à reprodução ou à
criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando
vendido pelo próprio produtor a quem o utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de
produto vegetal, a pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. (Incluído pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
§ 12. O produtor rural pessoa física poderá optar por contribuir na forma prevista no caput deste
artigo ou na forma prevista no inciso I do caput do art. 201 e no art. 202, hipótese em que deverá
manifestar a sua opção por meio do pagamento da contribuição incidente sobre a folha de salários
relativa a janeiro de cada ano-calendário ou à primeira competência subsequente ao início da
atividade rural. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 13. A opção de contribuição de que trata o § 12 será irretratável para todo o ano-calendário.
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 200-A. Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores
rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes
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para contratar, gerir e demitir trabalhadores rurais, na condição de empregados, para prestaçãode
serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de
títulos e documentos.
§ 1º O documento de que trata o caput deverá conter a identificação de cada produtor, seu
endereço pessoal e o de sua propriedade rural, bem como o respectivo registro no Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária ou informações relativas à parceria, arrendamento ou equivalente
e à matrícula no INSS de cada um dos produtores rurais.
§ 2º O consórcio deverá ser matriculado no INSS, na forma por este estabelecida, em nome do
empregador a quem hajam sido outorgados os mencionados poderes.
Art. 200-B. As contribuições de que tratam o inciso I do art. 201 e o art. 202, bem como a devida
ao Serviço Nacional Rural, são substituídas, em relação à remuneração paga, devida ou creditada ao
trabalhador rural contratado pelo consórcio simplificado de produtores rurais de que trata o art. 200-
A, pela contribuição dos respectivos produtores rurais
Art. 201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de:
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título,
no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições
previstas nos arts. 202 e 204;
II - vinte por cento sobre o total das remunerações ou retribuições pagas ou creditadas no decorrer
do mês ao segurado contribuinte individual;
III - (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
IV - um inteiro e sete décimos por cento sobre o total da receita bruta proveniente da
comercialização da produção rural, em substituição às contribuições previstas no inciso I do caput e
no art. 202, quando se tratar de pessoa jurídica que tenha como fim apenas a atividade de produção
rural. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 1º São consideradas remuneração as importâncias auferidas em uma ou mais empresas, assim
entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o
mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive os ganhos habituais
sob a forma de utilidades, ressalvado o disposto no § 9º do art. 214 e excetuado o lucro distribuído
ao segurado empresário, observados os termos do inciso II do § 5º.
§ 2º Para fins do disposto no inciso II do caput, integra a remuneração a bolsa de estudos paga ou
creditada ao médico-residente participante do programa de residência médica de que trata o art. 4º
da Lei nº 6.932, de 1981. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 3º Não havendo comprovação dos valores pagos ou creditados aos segurados de que tratam as
alíneas "e" a "i" do inciso V do art. 9o, em face de recusa ou sonegação de qualquer documento ou
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informação, ou sua apresentação deficiente, a contribuição da empresa referente a esses segurados
será de vinte por cento sobre:
I - o salário-de-contribuição do segurado nessa condição;
II - a maior remuneração paga a empregados da empresa; ou
III - o salário mínimo, caso não ocorra nenhuma das hipóteses anteriores.
§ 4º Na contratação de serviços de transporte rodoviário de carga ou de passageiro ou de serviços
prestados com a utilização de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados a
base de cálculo da contribuição da empresa corresponde a vinte por cento do valor registrado na
nota fiscal, na fatura ou no recibo, quando esses serviços forem prestados sem vínculo empregatício
por condutor autônomo de veículo rodoviário, auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário,
inclusive por taxista e motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, e
operador de máquinas. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 5º No caso de sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de
profissões legalmente regulamentadas, a contribuição da empresa referente aos segurados a que se
referem as alíneas "g" a "i" do inciso V do art. 9º, observado o disposto no art. 225 e legislação
específica, será de vinte por cento sobre:
I - a remuneração paga ou creditada aos sócios em decorrência de seu trabalho, de acordo com a
escrituração contábil da empresa; ou
II - os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de lucro da
pessoa jurídica, quando não houver discriminação entre a remuneração decorrente do trabalho e a
proveniente do capital social ou tratar-se de adiantamento de resultado ainda não apurado por meio
de demonstração de resultado do exercício.
§ 6º No caso de banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa
econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário,
inclusive associação de poupança e empréstimo, sociedade corretora, distribuidora de títulos e
valores mobiliários, inclusive bolsa de mercadorias e de valores, empresa de arrendamento mercantil,
cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de capitalização, agente autônomo de
seguros privados e de crédito e entidade de previdência privada, aberta e fechada, além das
contribuições referidas nos incisos I e II do caput e nos arts. 202 e 204, é devida a contribuição
adicional de dois vírgula cinco por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e II do caput.
§ 7º A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou de empresa de pequeno porte,
na forma do art. 2º da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que optar pela inscrição no Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte, contribuirá na forma estabelecida no art. 23 da referida Lei, em substituição às contribuições
de que tratam os incisos I a IV do caput e os arts. 201-A, 202 e 204.
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§ 8º A contribuição será sempre calculada na forma do inciso II do caput quando a remuneração ou
retribuição for paga ou creditada a pessoa física, quando ausentes os requisitos que caracterizem o
segurado como empregado, mesmo que não esteja inscrita no Regime Geral de Previdência Social.
§§ 9º a 14. (Revogados pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 15. Para fins do disposto no inciso IV do caput e no § 8º do art. 202, considera-se receita bruta o
valor recebido ou creditado pela comercialização da produção, assim entendida a operação de
venda ou consignação, observadas as disposições constantes dos § 5º e § 11 do art. 200. (Redação
dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 16. A partir de 14 de outubro de 1996, as contribuições de que tratam o inciso IV do caput e o §
8º do art. 202 são de responsabilidade do produtor rural pessoa jurídica, não sendo admitida a sub-
rogação ao adquirente, consignatário ou cooperativa.
§ 17. O produtor rural pessoa jurídica continua obrigado a arrecadar e recolher ao Instituto Nacional
do Seguro Social a contribuição do segurado empregado e do trabalhador avulso a seu serviço,
descontando-a da respectiva remuneração, nos mesmos prazos e segundo as mesmas normas
aplicadas às empresas em geral.
§ 18. (Revogado pelo Decreto nº 4.032, de 2001)
§ 19. A cooperativa de trabalho não está sujeita à contribuição de que trata o inciso II do caput, em
relação às importâncias por ela pagas, distribuídas ou creditadas aos respectivos cooperados, a título
de remuneração ou retribuição pelos serviços que, por seu intermédio, tenham prestado a empresas.
(Redação dada pelo Decreto nº 3.452, de 2000))
§ 20. (Revogado pelo Decretonº 10.410, de 2020)
§ 21. O disposto no inciso IV do caput não se aplica às operações relativas à prestação de serviços
a terceiros, cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma deste artigo e do
art. 202.
§ 22. A pessoa jurídica, exceto a agroindústria, que, além da atividade rural, explorar também outra
atividade econômica autônoma, quer seja comercial, industrial ou de serviços, no mesmo ou em
estabelecimento distinto, independentemente de qual seja a atividade preponderante, contribuirá
de acordo com os incisos I, II e III do art. 201 e art. 202.
§ 23. Nos contratos de trabalho intermitente, a empresa recolherá as contribuições previdenciárias
da empresa e do empregado e o valor devido ao FGTS, o qual será calculado com base nos valores
pagos no período mensal, e fornecerá ao empregado o comprovante de cumprimento dessas
obrigações. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 24. Não integram a base de cálculo da contribuição de que trata o inciso IV do caput a produção
rural destinada ao plantio ou ao reflorestamento nem o produto animal destinado à reprodução ou
à criação pecuária ou granjeira e à utilização como cobaia para fins de pesquisas científicas, quando
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vendido pelo próprio produtor a quem o utilize diretamente com essas finalidades e, no caso de
produto vegetal, a pessoa ou entidade registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento que se dedique ao comércio de sementes e mudas no País. (Incluído pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
§ 25. O empregador rural pessoa jurídica poderá optar por contribuir na forma prevista no inciso I
do caput deste artigo e no caput do art. 202 ou na forma prevista no inciso IV do caput deste artigo
e no § 8º do art. 202, hipótese em que deverá manifestar a sua opção por meio do pagamento da
contribuição incidente sobre a folha de salários relativa a janeiro de cada ano-calendário ou à
primeira competência subsequente ao início da atividade rural. (Incluído pelo Decreto nº 10.410,
de 2020)
§ 26. A opção de contribuição de que trata o § 25 será irretratável para todo o ano-calendário.
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 27. A empresa contratante de serviços de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e
manutenção ou reparo de veículos, executados por intermédio de MEI, mantém, em relação a essa
contratação, a obrigatoriedade de recolhimento da contribuição a que se referem o inciso II do caput
e o § 6º. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 201-A. A contribuição devida pela agroindústria, definida como sendo o produtor rural pessoa
jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria
e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da
produção, em substituição às previstas no inciso I do art. 201 e art. 202, é de:
I - dois vírgula cinco por cento destinados à Seguridade Social; e
II - zero vírgula um por cento para o financiamento do benefício previsto nos arts. 64 a 70, e daqueles
concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade para o trabalho decorrente dos riscos
ambientais da atividade.
§ 1º Para os fins deste artigo, entende-se por receita bruta o valor total da receita proveniente da
comercialização da produção própria e da adquirida de terceiros, industrializada ou não.
§ 2o O disposto neste artigo não se aplica às operações relativas à prestação de serviços a terceiros,
cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma do art. 201 e 202, obrigando-
se a empresa a elaborar folha de salários e registros contábeis distintos.
§ 3o Na hipótese do § 2o, a receita bruta correspondente aos serviços prestados a terceiros não
integram a base de cálculo da contribuição de que trata o caput.
§ 4o O disposto neste artigo não se aplica:
I - às sociedades cooperativas e às agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e
avicultura; e
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II - à pessoa jurídica que, relativamente à atividade rural, se dedique apenas ao florestamento e
reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria mediante a utilização de
processo industrial que modifique a natureza química da madeira ou a transforme em pasta
celulósica.
§ 5o Aplica-se o disposto no inciso II do § 4o ainda que a pessoa jurídica comercialize resíduos
vegetais ou sobras ou partes da produção, desde que a receita bruta decorrente dessa
comercialização represente menos de um por cento de sua receita bruta proveniente da
comercialização da produção.
Art. 201-B. Aplica-se o disposto no artigo anterior, ainda que a agroindústria explore, também, outra
atividade econômica autônoma, no mesmo ou em estabelecimento distinto, hipótese em que a
contribuição incidirá sobre o valor da receita bruta dela decorrente.
Art. 201-C. Quando a cooperativa de produção rural contratar empregados para realizarem,
exclusivamente, a colheita da produção de seus cooperados, as contribuições de que tratam o art.
201, I, e o art. 202, relativas à folha de salário destes segurados, serão substituídas pela contribuição
devida pelos cooperados, cujas colheitas sejam por eles realizadas, incidentes sobre a receita bruta
da comercialização da produção rural, na forma prevista no art. 200, se pessoa física, no inciso IV do
caput do art. 201 e no § 8º do art. 202, se pessoa jurídica.
§ 1° A cooperativa deverá elaborar folha de salários distinta e apurar os encargos decorrentes da
contratação de que trata o caput separadamente dos relativos aos seus empregados regulares,
discriminadamente por cooperado, na forma definida pelo INSS.
§ 2° A cooperativa é diretamente responsável pela arrecadação e recolhimento da contribuição
previdenciária dos segurados contratados na forma deste artigo.
§ 3º O disposto neste artigo aplica-se à contribuição devida ao Serviço Nacional Rural.
Art. 202. A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da aposentadoria especial, nos
termos dos arts. 64 a 70, e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de
incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho corresponde à aplicação dos
seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer
título, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso:
I - um por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho
seja considerado leve;
II - dois por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho
seja considerado médio; ou
III - três por cento para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho
seja considerado grave.
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§ 1º As alíquotas constantes do caput serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais,
respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa ensejar a concessão
de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição.
§ 2º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente sobre a remuneração do
segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
§ 3ºConsidera-se preponderante a atividade que ocupa, em cada estabelecimento da empresa, o
maior número de segurados empregados e de trabalhadores avulsos. (Redação dada pelo Decreto
nº 10.410, de 2020)
§ 3º-A Considera-se estabelecimento da empresa a dependência, matriz ou filial, que tenha número
de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ próprio e a obra de construção civil executada sob
sua responsabilidade. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º A atividade econômica preponderante da empresa e os respectivos riscos de acidentes do
trabalho compõem a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco,
prevista no Anexo V.
§ 5o É de responsabilidade da empresa realizar o enquadramento na atividade preponderante,
cabendo à Secretaria da Receita Previdenciária do Ministério da Previdência Social revê-lo a qualquer
tempo.
§ 6o Verificado erro no auto-enquadramento, a Secretaria da Receita Previdenciária adotará as
medidas necessárias à sua correção, orientará o responsável pela empresa em caso de recolhimento
indevido e procederá à notificação dos valores devidos.
§ 7º O disposto neste artigo não se aplica à pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do
caput do art. 9º.
§ 8º Quando se tratar de produtor rural pessoa jurídica que se dedique à produção rural e contribua
nos moldes do inciso IV do caput do art. 201, a contribuição referida neste artigo corresponde a zero
vírgula um por cento incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua
produção.
§ 9º (Revogado pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 10. Será devida contribuição adicional de doze, nove ou seis pontos percentuais, a cargo da
cooperativa de produção, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao cooperado
filiado, na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente.
§ 11. Será devida contribuição adicional de nove, sete ou cinco pontos percentuais, a cargo da
empresa tomadora de serviços de cooperado filiado a cooperativa de trabalho, incidente sobre o
valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, conforme a atividade exercida pelo
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cooperado permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos
de contribuição, respectivamente.
§ 12. Para os fins do § 11, será emitida nota fiscal ou fatura de prestação de serviços específica para
a atividade exercida pelo cooperado que permita a concessão de aposentadoria especial.
§ 13. A empresa informará mensalmente, por meio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, a alíquota correspondente ao seu
grau de risco, a respectiva atividade preponderante e a atividade do estabelecimento, apuradas de
acordo com o disposto nos §§ 3o e 5º.
Art. 202-A. As alíquotas a que se refere o caput do art. 202 serão reduzidas em até cinquenta por
cento ou aumentadas em até cem por cento em razão do desempenho da empresa, individualizada
pelo seu CNPJ em relação à sua atividade econômica, aferido pelo Fator Acidentário de Prevenção
- FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 1º O FAP consiste em multiplicador variável em um intervalo contínuo de cinco décimos a dois
inteiros aplicado à respectiva alíquota, considerado o critério de truncamento na quarta casa decimal.
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 2º Para fins da redução ou da majoração a que se refere o caput, o desempenho da empresa,
individualizada pelo seu CNPJ será discriminado em relação à sua atividade econômica, a partir da
criação de índice composto pelos índices de gravidade, de frequência e de custo que pondera os
respectivos percentis. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 3o (Revogado pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
§ 4o Os índices de freqüência, gravidade e custo serão calculados segundo metodologia aprovada
pelo Conselho Nacional de Previdência Social, levando-se em conta:
I - para o índice de frequência, os registros de acidentes ou benefícios de natureza acidentária;
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - para o índice de gravidade, as hipóteses de auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente,
aposentadoria por incapacidade permanente, pensão por morte e morte de natureza acidentária,
aos quais são atribuídos pesos diferentes em razão da gravidade da ocorrência, da seguinte forma:
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
a) pensão por morte e morte de natureza acidentária - peso de cinquenta por cento; (Redação dada
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
b) aposentadoria por incapacidade permanente - peso de trinta por cento; e (Redação dada pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
c) auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente - peso de dez por cento para cada; e
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
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III - para o índice de custo, os valores dos benefícios de natureza acidentária pagos ou devidos pela
previdência social. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 5º O Ministério da Economia publicará, anualmente, no Diário Oficial da União, portaria para
disponibilizar consulta ao FAP e aos róis dos percentis de frequência, gravidade e custo por subclasse
da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de
2020)
§ 6o O FAP produzirá efeitos tributários a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao de
sua divulgação.
§ 7o Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados os dados de janeiro a dezembro de cada ano, até
completar o período de dois anos, a partir do qual os dados do ano inicial serão substituídos pelos
novos dados anuais incorporados.
§ 8º O FAP será calculado a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele ano em que o
estabelecimento completar dois anos de sua constituição. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410,
de 2020)
§ 9o (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 10. A metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência indicará a sistemática de
cálculo e a forma de aplicação de índices e critérios acessórios à composição do índice composto do
FAP. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 11. (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 12. (Revogado pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 203. A fim de estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais no trabalho, o
Ministério da Previdência e Assistência Social poderá alterar o enquadramento de empresa que
demonstre a melhoria das condições do trabalho, com redução dos agravos à saúde do trabalhador,
obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco.
§ 1º A alteração do enquadramento estará condicionada à inexistência de débitos em relação às
contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social e aos demais requisitos estabelecidos
pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.
§ 2º O Instituto Nacional do Seguro Social, com base principalmente na comunicação prevista no
art. 336, implementará sistema de controle e acompanhamento de acidentes do trabalho.
§ 3º Verificado o descumprimento por parte da empresa dos requisitos fixados pelo Ministério da
Previdência e Assistência Social, para fins de enquadramento de que trata o artigo anterior, o
Instituto Nacional do Seguro Social procederá à notificação dos valoresdevidos.
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Art. 205. A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol
profissional, destinada à seguridade social, em substituição às previstas no inciso I do caput do art.
201 e no art. 202, corresponde a cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos
desportivos de que participe em todo território nacional, em qualquer modalidade desportiva,
inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos.
§ 1º Cabe à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco
por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao
Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento.
§ 2º Cabe à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade
promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as
detalhadamente.
§ 3º Cabe à empresa ou entidade que repassar recursos a associação desportiva que mantém equipe
de futebol profissional, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, a responsabilidade de reter e recolher, no
prazo estabelecido na alínea "b" do inciso I do art. 216, o percentual de cinco por cento da receita
bruta, inadmitida qualquer dedução.
§ 4º O Conselho Deliberativo do Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto informará ao
Instituto Nacional do Seguro Social, com a antecedência necessária, a realização de todo espetáculo
esportivo de que a associação desportiva referida no caput participe no território nacional.
§ 5º O não-recolhimento das contribuições a que se referem os §§ 1º e 3º nos prazos estabelecidos
no § 1º deste artigo e na alínea "b" do inciso I do art. 216, respectivamente, sujeitará os responsáveis
ao pagamento de atualização monetária, quando couber, juros moratórios e multas, na forma do art.
239.
§ 6º O não-desconto ou a não-retenção das contribuições a que se referem os §§ 1º e 3º sujeitará a
entidade promotora do espetáculo, a empresa ou a entidade às penalidades previstas no art. 283.
§ 7º O disposto neste artigo não se aplica às demais entidades desportivas, que continuam a
contribuir na forma dos arts. 201, 202 e 204, a partir da competência novembro de 1991.
§ 8º O disposto no caput e §§ 1º a 6º aplica-se à associação desportiva que mantém equipe de
futebol profissional e que se organize na forma da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998.
Art. 211. A contribuição previdenciária do empregador doméstico sobre o salário de contribuição
do empregado doméstico a seu serviço será de: (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
I - oito por cento de contribuição patronal; e (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - oito décimos por cento de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do
trabalho. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
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Art. 211-A. O empregador doméstico não poderá contratar o MEI, de que trata o § 26 do art. 9º,
quando existentes os elementos da relação de emprego doméstico, sob pena de ficar sujeito às
obrigações dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias. (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 211-B. O Simples Doméstico, instituído pela Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015,
assegurará o recolhimento mensal por meio de documento único de arrecadação dos seguintes
valores: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
I - sete inteiros e cinco décimos por cento a quatorze por cento de contribuição previdenciária, a
cargo do segurado empregado doméstico, nos termos do disposto no art. 198; (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
II - oito por cento de contribuição patronal previdenciária, a cargo do empregador doméstico, nos
termos do disposto no art. 211; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
III - oito décimos por cento de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do
trabalho, nos termos do disposto no art. 211; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
IV - oito por cento de contribuição para o FGTS; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
V - três inteiros e dois décimos por cento de contribuição para fins de aplicação do disposto no art.
22 da Lei Complementar nº 150, de 2015; e (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
VI - quando couber, percentual referente ao imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o
inciso I do caput do art. 7º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988. (Incluído pelo Decreto nº
10.410, de 2020)
§ 1º As contribuições, os depósitos e o imposto de que tratam os incisos I ao VI do caput incidem
sobre a remuneração paga ou devida no mês anterior a cada empregado doméstico, incluída na
remuneração a gratificação de natal. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 2º A contribuição e o imposto de que tratam os incisos I e VI do caput serão descontados da
remuneração do empregado doméstico pelo empregador doméstico, que é responsável por seu
recolhimento. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 3º O produto da arrecadação das contribuições, dos depósitos e do imposto de que trata o caput
será centralizado na Caixa Econômica Federal. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º A Caixa Econômica Federal, com base nos elementos identificadores do recolhimento,
disponíveis no sistema do Simples Doméstico, transferirá para a Conta Única do Tesouro Nacional o
valor arrecadado das contribuições e do imposto de que tratam os incisos I, II, III e VI do caput.
(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 5º O recolhimento de que trata o caput será efetuado em instituições financeiras integrantes da
rede arrecadadora de receitas federais. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
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§ 6º O empregador doméstico fornecerá, mensalmente, ao empregado doméstico cópia do
documento a que se refere o caput. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 7º O recolhimento mensal, por meio de documento único de arrecadação, e a exigência das
contribuições, dos depósitos e do imposto, nos valores definidos nos incisos I ao VI do caput,
somente serão devidos a partir da competência outubro de 2015. (Incluído pelo Decreto nº 10.410,
de 2020)
Art. 211-C. O empregador doméstico fica obrigado a pagar a remuneração devida ao empregado
doméstico e a arrecadar e a recolher as contribuições, os depósitos e o imposto a que se referem os
incisos I ao VI do caput do art. 211-B até o dia 7 do mês seguinte ao da competência. (Incluído pelo
Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 1º Os valores a que se referem os incisos I, II, III e VI do caput do art. 211-B não recolhidos até a
data de vencimento estarão sujeitos à incidência de encargos legais na forma prevista na legislação
do imposto sobre a renda. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 2º Os valores a que se referem os incisos IV e V do caput referentes ao FGTS não recolhidos até a
data de vencimento serão corrigidos e terão a incidência de multa, observado o disposto na Lei nº
8.036, de 11 de maio de 1990. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)Art. 213. Constituem outras receitas da seguridade social:
I - as multas, a atualização monetária e os juros moratórios;
II - a remuneração recebida pela prestação de serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança
prestados a terceiros;
III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de
bens;
IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras;
V- as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais;
VI - cinqüenta por cento da receita obtida na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição
Federal, repassados pelo Instituto Nacional do Seguro Social aos órgãos responsáveis pelas ações
de proteção à saúde e a ser aplicada no tratamento e recuperação de viciados em entorpecentes e
drogas afins;
VII - quarenta por cento do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita
Federal; e
VIII - outras receitas previstas em legislação específica.
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Parágrafo único. As companhias seguradoras que mantém seguro obrigatório de danos pessoais
causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de 19 de dezembro
de 1974, deverão repassar à seguridade social cinqüenta por cento do valor total do prêmio
recolhido, destinados ao Sistema Único de Saúde, para custeio da assistência médico-hospitalar dos
segurados vitimados em acidentes de trânsito.
Lei nº 9.503/97 (CTB)
Art. 78. Os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desporto, do Trabalho, dos Transportes e da
Justiça, por intermédio do CONTRAN, desenvolverão e implementarão programas destinados à
prevenção de acidentes.
Parágrafo único. O percentual de dez por cento do total dos valores arrecadados destinados à
Previdência Social, do Prêmio do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos
Automotores de Via Terrestre – DPVAT, de que trata a Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974,
serão repassados mensalmente ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito para aplicação
exclusiva em programas de que trata este artigo.
Lei nº 13.756/2018
Art. 15. O produto da arrecadação da loteria federal será destinado da seguinte forma:
I - ...
II - a partir de 1º de janeiro de 2019:
a) 17,04% (dezessete inteiros e quatro centésimos por cento) para a seguridade social;
...
Art. 16. O produto da arrecadação da loteria de prognósticos numéricos será destinado da seguinte
forma:
I - ...
II - a partir de 1º de janeiro de 2019:
a) 17,32% (dezessete inteiros e trinta e dois centésimos por cento) para a seguridade social;
b) 2,91% (dois inteiros e noventa e um centésimos por cento) para o FNC;
...
Art. 17. O produto da arrecadação da loteria de prognóstico específico será destinado da seguinte
forma:
I - ...
II - a partir de 1º de janeiro de 2019:
a) 1% (um por cento) para a seguridade social;
...
Art. 18. O produto da arrecadação da loteria de prognósticos esportivos será destinado da seguinte
forma:
I - ...
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II - a partir de 1º de janeiro de 2019:
a) 7,61% (sete inteiros e sessenta e um centésimos por cento) para a seguridade social;
...
Art. 20. O produto da arrecadação de cada emissão da Lotex será destinado da seguinte forma:
I - 0,4% (quatro décimos por cento) para a seguridade social; ...
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QUESTÕES COMENTADAS
Contribuições da Seguridade Social
FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
1. (FCC – Advogado – 2016 - adaptada) De acordo com a Lei Federal no 8.212/1991, a
contribuição calculada mediante a aplicação de alíquotas sobre o salário-de-contribuição
mensal e em conformidade com tabela nela apresentada, é a contribuição
a) do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso.
b) devida pela agroindústria, assim entendida como sendo o produtor rural pessoa jurídica, cuja
atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e
adquirida de terceiros.
c) do empregador rural pessoa física.
d) da União, assim entendida como o aporte por ela feito e constituído de recursos adicionais do
Orçamento Fiscal, fixados, alternativa ou concomitantemente, na Lei Orçamentária Anual e na Lei
de Diretrizes Orçamentárias.
e) do segurado especial.
Comentários:
Alternativa correta: “a”. Os segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso
contribuem sobre o valor do seu salário de contribuição.
Alternativa “b”: incorreta. A contribuição previdenciária devida pela agroindústria, assim entendida
como sendo o produtor rural pessoa jurídica, cuja atividade econômica seja a industrialização de
produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiro, incide sobre a receita bruta
proveniente da comercialização da sua produção.
Alternativa “c”: incorreta. A contribuição previdenciária devida pelo produtor rural pessoa física,
incide sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção.
Alternativa “d”: incorreta. A contribuição da União para o financiamento da seguridade social é
constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados, obrigatoriamente na Lei
Orçamentária Anual.
Alternativa “e”: incorreta. A contribuição previdenciária devida pelo segurado especial incide
sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção.
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2. (FCC – 2016) Pode ser classificada como contribuição previdenciária a contribuição
a) do empregador sobre o lucro.
b) para o PIS/PASEP.
c) do empregador sobre receita e faturamento.
d) do importador de bens ou serviços do exterior.
e) do empregador sobre a folha de salários.
Comentários:
As contribuições previdenciárias são as previstas no art. 195, I, “a” e II, da Constituição Federal.
São contribuições da empresa, do empregador e das entidades equiparadas a empresas, incidindo
sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título,
à pessoa física que preste serviço a empresas, mesmo sem vínculo empregatício.
São, também, as contribuições dos segurados do RGPS.
Alternativa correta: “e”.
3. (FCC – Assessor Jurídico – TCE/PI – 2014) Conforme previsão legal, a contribuição a cargo da
empresa destinada à Seguridade Social, calculada sobre o total das remunerações pagas,
devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e
trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, é de
a) 15% (quinze por cento).
b) 22,5% (vinte e dois e meio por cento).
c) 20% (vinte por cento).
d) 12,5% (doze e meio por cento).
e) 8% (oito por cento) até 11% (onze por cento).
Comentários:
Alternativa correta: “c”.
Contribuição de acordo com o que dispõe o art. 22, I, da Lei nº 8.212/91:
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art.
23, é de
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I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante omês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
4. (FCC – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador – TRT 2ª Região/2014) Incide
contribuição para a seguridade social sobre
a) quaisquer pagamentos feitos por empresas a seus empregados.
b) receita ou faturamento de entidades beneficentes de assistência social.
c) bens alienados em hasta pública na justiça do trabalho.
d) exportação de bens ou serviços ao exterior.
e) folha de salários e demais rendimentos de trabalho das empresas, pagos ou creditados, a
qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviços, mesmo sem vínculo empregatício.
Comentários:
Alternativa correta: “e”. As empresas, as entidades equiparadas a ela, na forma da lei e os
empregadores estão sujeitos à contribuição prevista no art. 195, I, “a”, da Constituição Federal,
conforme quadro acima.
Alternativa “a”: incorreta. Não é qualquer pagamento feito por empresas a seus empregados que
terá incidência de contribuição para a seguridade social. A Lei nº 8.212/91, que trata do custeio da
seguridade social, elenca no § 9º do art. 28, as parcelas que não terão incidência de contribuição,
ainda que pagas, devidas ou creditadas às pessoas que prestam serviços às empresas.
Alternativa “b”: incorreta. As entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas em lei são isentas de contribuição para a seguridade social. É o que reza
o art. 195, § 7º, da Constituição Federal.
Alternativa “c”: incorreta. Não há previsão legal para a incidência de contribuição para a
seguridade social sobre os bens alienados em hasta pública na justiça do trabalho.
Alternativa “d”: incorreta. Não há incidência de contribuição para a seguridade social sobre a
exportação de bens ou serviços ao exterior. Até mesmo porque o art. 149, § 2º, da Constituição
Federal veda a incidência de contribuição social sobre as receitas decorrentes de exportação. No
entanto, há contribuição para a seguridade social do importador de bens ou serviços do exterior,
conforme dispõe o art. 195, IV, da Constituição Federal.
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5. (FCC – Oficial de Justiça Avaliador Federal – TRT5 – 2013) Considerando que as empresas
Todos-os-Santos Indústria e Comércio, Soteropolitano Hotel de Turismo e o Banco MMC, que
atuam como indústria de transformação, hotelaria e banco comercial, com graus de risco grave,
médio e leve, respectivamente, é certo dizer que sua contribuição para seguridade social e para
financiamento do benefício da aposentadoria especial, previstas no art. 22, I e II, da lei no
8.212/91 (somente em relação aos segurados empregados), será, respectivamente, de
a) 20% + 3%; 20% + 2%; e 20% + 2,5% + 1%.
b) 20%; 20%; 22,5%.
c) 15% + 3%; 15% + 2,5% + 1 %; e 15% + 1%.
d) 20%; 21%; 22,5%.
e) 20% + 1%; 20% + 2%; 20% + 2,5%.
Comentários:
Alternativa correta: “a”. A questão trata das contribuições das empresas incidentes sobre a
remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos, previstas no art. 22 da Lei nº 8.212/91. Veja
o quadro abaixo:
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM RELAÇÃO AOS EMPREGADOS
E TRABALHADORES AVULSOS A SEU SERVIÇO
Contribuição Alíquota Base de Cálculo
Folha de salários e demais
rendimentos
20%*
o total das remunerações pagas, devidas ou
creditadas a qualquer título, durante o mês,
aos segurados empregados e trabalhadores
avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a
retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua
forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial,
quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador
ou tomador de serviços, nos termos da lei ou
do contrato ou, ainda, de convenção ou
acordo coletivo de trabalho ou sentença
normativa.
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SAT/GILRAT – segundo o grau
de risco da empresa decorrente
dos riscos ambientais do
trabalho. O percentual de
alíquota da contribuição é
aplicando, considerando-se a
atividade preponderante da
empresa.
1% – risco leve
Remunerações pagas, devidas ou creditadas a
qualquer título, no decorrer do mês, ao
segurado empregado e trabalhador avulso.
2% – risco médio
3% – risco grave
* No caso de instituições financeiras há um acréscimo de 2,5% na alíquota de 20%.
As empresas relacionadas pelo examinador possuem risco de acidente do trabalho grave, médio
e leve, respectivamente. As alíquotas a serem aplicadas, portanto, deverão ser de 3%, 2% e 1%
sobre a remuneração dos empregados, em obediência ao que dispõe o art. 22, III, da Lei nº
8.212/91.
No caso da contribuição básica das empresas, incidente nos termos do art. 22, I, da Lei nº 8.212/91,
alíquota a ser aplicada é de 20% e 22,5%, em se tratando de instituições financeiras.
Assim, as alíquotas das contribuições das empresas relacionadas na questão, incidentes sobre a
remuneração de seus empregados, são:
– Todos-os-Santos Indústria e Comércio: 20% e 3% (risco grave)
– Soteropolitano Hotel de Turismo: 20% e 2% (risco médio)
– Banco MMC: 22,5% (20% acrescido de 2,5%) e 1% (risco leve).
6. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 20ª Região/2012) Sobre os pagamentos feitos pela indústria
empregadora, no mês, a todos os empregados e avulsos incidem as seguintes alíquotas, a título
de contribuição previdenciária:
a) 20%, acrescida de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na atividade
preponderante da empresa.
b) 22,5%, acrescida de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na
atividade preponderante da empresa.
c) 20%, acrescida de 6%, 9% ou 12%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na
atividade preponderante da empresa.
d) 20%, acrescida de 6%, 9% ou 12%, se a atividade preponderante da empresa ensejar a
concessão de aposentadoria especial após 25, 20 ou 15 anos de contribuição.
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e) 20%, acrescida de 1%, 2% e 3%, se a atividade preponderante da empresa ensejar a concessão
de aposentadoria especial após 25, 20 ou 15 anos de contribuição.
Comentários:
Alternativa correta: “a”. Veja as contribuições previdenciárias a cargo das empresas incidentes
sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos empregados e trabalhadores avulsos a seu
serviço:
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM RELAÇÃO AOS
EMPREGADOS E TRABALHADORES AVULSOS A SEU SERVIÇO
Contribuição Alíquota Base de Cálculo
Folha de salários e
demais rendimentos
20%
Remunerações pagas, devidas ou
creditadas, a qualquer título, no
decorrer do mês, aos segurados
empregados e trabalhadores
avulsos.
SAT/GILRAT – segundo o
grau de risco da empresa
decorrente dos riscos
ambientais do trabalho.
O percentual de alíquota
da contribuição é
aplicando, considerando-
se a atividade
preponderante da
empresa.
1% – risco leve
Remunerações pagas, devidas ou
creditadasa qualquer título, no
decorrer do mês, ao segurado
empregado e trabalhador avulso.
2% – risco
médio
3% – risco
grave
Adicional de SAT/GILRAT
– Empresas que possuem
segurados expostos a
condições de trabalho
que ensejam a concessão
do benefício
aposentadoria especial.
12% = 15 anos
de contribuição
para
aposentadoria
especial
Remunerações pagas, devidas ou
creditadas, a qualquer título, no
decorrer do mês, aos segurados
expostos a riscos que ensejem a
concessão de aposentadoria
especial após quinze, vinte ou vinte
e cincos anos de contribuição.
Os segurados, nesse caso, são os
empregados, os trabalhadores
avulsos e os cooperados filiados à
cooperativa de produção.
9% = 20 anos
de contribuição
para
aposentadoria
especial
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6% = 25 anos
de contribuição
para
aposentadoria
especial
Pelas informações trazidas na tabela acima, pode-se concluir que a indústria, em relação aos
empregados e trabalhadores avulsos, deverá recolher as seguintes contribuições previdenciárias
incidentes sobre a remuneração paga, creditada ou devida, nas alíquotas de:
– 20%, acrescida de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na atividade
preponderante da empresa.
– 6%, 9% ou 12%, se a atividade desenvolvida pelo segurado ensejar a concessão de aposentadoria
especial após 25, 20 ou 15 anos de contribuição.
A contribuição de 22,5% sobre a remuneração dos empregados e trabalhadores avulsos é devida
quando a empresa for banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento, caixa
econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade de crédito imobiliário,
sociedade corretora, empresa de arrendamento mercantil, empresa de seguros privados e de
crédito, conforme determina o § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212/91.
7. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 11ª Região/2012 – adaptada) Quanto ao custeio da
seguridade social, é INCORRETO afirmar:
a) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos
da lei, mediante recursos dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e dos municípios.
b) As contribuições sociais do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada não
poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica ou da
condição estrutural do mercado de trabalho, em razão do princípio da isonomia.
c) As entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei
são isentas de contribuição para a seguridade social.
d) É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais do empregador incidente
sobre a folha de salários, na forma da lei complementar.
e) A seguridade social também será financiada por recursos provenientes das contribuições sociais
do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
Comentários:
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Essa questão é resolvida com o que está previsto no art. 195 da Constituição Federal. Esse
dispositivo constitucional outorga a competência tributária para a União instituir as contribuições
sociais para financiamento da seguridade social. O candidato deverá identificar a assertiva
incorreta.
Alternativa incorreta: “b”. Pelo que dispõe o art. 195, § 9º da Constituição Federal, as contribuições
do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei poderão ter alíquotas
ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de
mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. Essa
possibilidade de a União instituir alíquotas ou bases de cálculo para as contribuições
previdenciárias não ofende o princípio da isonomia e está alicerçado no princípio da equidade na
forma de participação do custeio da seguridade social.
Alternativa “a”: correta. É o que dispõe o caput do art. 195 da Constituição Federal. A seguridade
social será financiada, de forma direta, pelos recursos obtidos com as contribuições sociais
instituídas pela União, em conformidade com o que dispõe o art. 195 da Constituição Federal. E
será financiada, de forma indireta com os recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Alternativa “c”: correta. É o que se extrai do art. 195, § 7º da Constituição Federal.
Alternativa “d”: correta. É o que preceitua o art. 195, § 11 da Constituição Federal.
Alternativa “e”: correta. É o que está previsto no art. 195, inciso IV, da Constituição Federal. Mas,
o candidato deve ficar atento ao fato de ser fonte de custeio da seguridade social, a contribuição
do importador e, não o imposto de importação.
8. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 4ª Região/2012) NÃO incidem contribuições sociais de
seguridade sobre
a) remunerações auferidas por segurados já aposentados pelo regime geral de previdência social.
b) a parcela da folha de pagamento de empresas relativa a contribuições a planos de previdência
complementar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes.
c) folha de salários de missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras.
d) folha de pagamentos de empresas públicas e sociedades de economia mista federais.
e) folha de pagamentos de partidos políticos, inclusive suas fundações, e entidades sindicais dos
trabalhadores.
Comentários:
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A questão requer do candidato a identificação da situação em que não haverá a incidência da
contribuição social da seguridade social.
Alternativa correta: “b”. O art. 28, § 9º, alínea “p”, da Lei nº 8.212/91 dispõe:
Art. 28. (...)
§ 9º – Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente:
(...)
p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de
previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus
empregados e dirigentes”.
Alternativa “a”: incorreta. É importante enfatizar que sobre os proventos de aposentadoria e
pensão pagos pelo Regime Geral de Previdência Social não haverá incidência de contribuição
social, conforme dispõe o art. 195, inciso II, da Constituição Federal. No entanto, caso o
aposentado do RGPS continue ou volte a exercer atividade remunerada, sobre essas remunerações
haverá a incidência de contribuição previdenciária.
Alternativa “c”: incorreta. A missão diplomática e a repartição consular são entidades equiparadas
a empresas segundo o disposto no art. 15, parágrafo único da Lei nº 8.212/91. Caso essas
entidades tenham empregados, sobre a folha de salários e demais rendimentos recai a incidência
da contribuição previdenciária.
Alternativa “d”: incorreta. O art. 15, inciso I, da Lei nº 8.212/91 define empresa como a firma
individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins
lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e
fundacional. No caso, as empresas públicas e sociedades de economia mista fazem parte da
administração indireta. Conjugando o art. 15 da Lei nº 8.212/91 com o que dispõe o art. 195, I,
“a”, da Constituição Federal, pode-se afirmar que as empresas públicas e as sociedades de
economia mista terão sobre sua folha de pagamento a incidência de contribuição da seguridade
social.Alternativa “e”: incorreta. Os partidos políticos, inclusive suas fundações, e entidades sindicais dos
trabalhadores são entidades equiparadas a empresas. Assim, nos termos do art. 195, I, “a”, da
Constituição Federal, sobre a folha de salários e demais rendimentos haverá a incidência de
contribuição para o financiamento da seguridade social.
9. (FCC/Analista Judiciário – Área Judiciária/TRF 2ª Região/2012) Na reclamação trabalhista
proposta por Natália em face de sua ex-empregadora, a empresa "A", foi proferida sentença
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de mérito julgando a reclamação parcialmente procedente. Em liquidação de sentença, foi
apurado o valor da condenação determinado em sentença em R$ 100.000,00. As partes, após
o trânsito em julgado da sentença e a sua regular liquidação, celebraram acordo no valor de
R$ 40.000,00. Neste caso, de acordo com a Lei nº 8.212/91, a contribuição previdenciária será
calculada com base em
a) R$ 40.000,00 acrescido de 10%.
b) R$ 100.000,00.
c) R$ 50.000,00.
d) R$ 40.000,00.
e) R$ 40.000,00 acrescido de 20%.
Comentários:
Interessante salientar que o examinador tratou de explorar a forma de recolhimento das
contribuições previdenciárias nos processos trabalhistas em prova do TRF. Isso demonstra que o
candidato deve estar preparado em relação a todo o conteúdo exigido no edital do concurso.
Alternativa correta: “d”. Inicialmente, devemos registrar que as contribuições previdenciárias
decorrentes das sentenças trabalhistas deverão ser executadas, de ofício, pela Justiça do Trabalho,
conforme se depreende do disposto no art. 114, VIII, da Constituição Federal.
O art. 43, caput, da Lei nº 8.212/91 dispõe que nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento
de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de
responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade
Social.
E, de acordo com o disposto no §5º do mesmo artigo, na hipótese de acordo celebrado após ter
sido proferida decisão de mérito, a contribuição será calculada com base no valor do acordo.
Assim, como no caso apresentado pela questão, as partes celebraram um acordo de R$40.000,00
após o trânsito em julgado da sentença, a contribuição previdenciária será calculada com base no
valor do acordo, qual seja, R$ 40.000,00.
10. (FCC/Técnico do Seguro Social/INSS/2012) Em relação às contribuições previdenciárias,
assinale a alternativa correta.
a) O pequeno produtor rural está isento de recolhimento da contribuição.
b) O empregado, em qualquer caso, recolhe o percentual de 11% (onze por cento) sobre o salário
de contribuição.
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c) O trabalhador autônomo não está obrigado a recolher contribuição.
d) O empregador doméstico recolhe o mesmo percentual de contribuição que as empresas em
geral.
e) A contribuição da empresa para financiamento da aposentadoria especial tem alíquotas variáveis
de doze, nove ou seis pontos percentuais.
Comentários:
Alternativa correta: “e”. É o que dispõe o art. 202, §1º, Decreto nº. 3.048/99.
Alternativa “a”: incorreta. O pequeno produtor rural contribuirá para a seguridade social sobre o
valor bruto da comercialização da sua produção. É a aplicação do disposto no art. 25 da Lei nº
8.212/91.
Alternativa “b”: incorreta.
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
7,5
9
12
14
à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
Alternativa “c”: incorreta. O trabalhador autônomo é segurado obrigatório do RGPS na condição
de contribuinte individual. Sua contribuição básica é de 20% sobre o salário de contribuição.
Alternativa “d”: incorreta. O empregador doméstico recolhe o percentual de 8,8% sobre o salário
de contribuição do empregado doméstico a título de contribuição previdenciária patronal. As
empresas pagam percentuais muito maiores sobre a remuneração de seus empregados e
trabalhadores avulsos.
11. (FCC/Técnico do Seguro Social/INSS/2012) João montou seu próprio negócio em 2010, obteve
receita bruta, no ano-calendário anterior, de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e é optante do
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Simples Nacional. João não pretende receber aposentadoria por tempo de contribuição. Nessa
situação, a contribuição previdenciária a ser recolhida por João é de
a) 20% (vinte por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
b) 11% (onze por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
c) 8% (oito por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
d) 9% (nove por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
e) 5% (cinco por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
Comentários:
Alternativa correta: “e”. João é enquadrado como microempreendedor individual (MEI) e sua
contribuição, como segurado do RGPS, é de 5% sobre o valor de um salário mínimo.
CEBRASPE
12. (CESPE – Procurador – PGM Campo Grande/MS – 2019) Os irmãos Fátima e Ronaldo,
plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física, intelectual ou mental, possuem as
seguintes características: ambos se enquadram em famílias de baixa renda; Fátima tem trinta
anos de idade e Ronaldo, trinta e cinco anos de idade; Fátima não tem renda própria, dedica-
se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência e contribui para a
previdência social na qualidade de segurada facultativa; Ronaldo contribui como segurado
trabalhador avulso.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
- Ronaldo poderá contribuir para a previdência social com a alíquota de 5% sobre o limite mínimo
mensal do salário de contribuição.
o Certo o Errado
Comentários:
Ronaldo é trabalhador avulso e sua contribuição obrigatória incidente sobre seu salário de
contribuição, de forma progressiva:
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
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108
7,5
9
12
14
à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
Fátima não tem renda própria, dedica-se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua
residência e contribui para a previdência social na qualidade de segurada facultativa. Se pertencer
à família de baixa renda poderá contribuir para a previdência social com a alíquota de 5% sobre o
limite mínimo mensal do salário de contribuição.
Item incorreto.
13. (Cespe – Delegado de Polícia Federal – DPF/2018) Roberto é empregado da empresa XYZ ME
há trinta anos e pretende requerer ao INSS, em 17/10/2018, a concessão de aposentadoria por
tempo de contribuição. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
- Na situação descrita, o recolhimento mensal à seguridade social relativo ao empregado Roberto
é composto pela parte arcada pelo empregado e pela parte arcada pelo empregador, sendo esta
última correspondente a 20% do total das remunerações pagas, devidas oucreditadas a Roberto
durante o mês.
o Certo o Errado
Comentários:
O item está correto. É o que se depreende do disposto no inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212/91:
Lei nº 8.212/91
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art.
23, é de
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
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CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM GERAL
Contribuição Alíquota Base de Cálculo
Folha de salários e demais
rendimentos
20% Remunerações pagas, devidas
ou creditadas, a qualquer título,
no decorrer do mês, aos
segurados empregados e
trabalhadores avulsos.
14. (CESPE – EMAP – 2018) As contribuições sociais constituem receitas da seguridade social, a
exemplo daquelas incidentes sobre o faturamento e o lucro das empresas.
o Certo o Errado
Comentários:
Item correto. De acordo com o que dispõe o art.195, I, alíneas “b” e “c”, da Constituição Federal,
a seguridade social será financiada pelas contribuições das empresas incidentes sobre a receita ou
o faturamento e sobre o lucro.
A Lei nº 8.212/91 dispõe no seu art. 11 que:
No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas:
I - receitas da União;
II - receitas das contribuições sociais;
III - receitas de outras fontes.
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu
serviço;
b) as dos empregadores domésticos;
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição;
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro;
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. (negrito meu)
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15. (CESPE – 2018) Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições
previdenciárias do empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e
respectivo adicional constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração
de férias.
o Certo o Errado
Comentários:
A contribuição do empregado incide sobre o seu salário de contribuição.
Dessa forma, importante conhecer as parcelas que integram o conceito de salário de contribuição.
As importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional,
incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias não são salário de contribuição
e, portanto, não integram a base de cálculo da contribuição previdenciária do empregado.
Item correto.
16. (CESPE – Oficial de Justiça Avaliador Federal – TRT7 – 2017) Mônica é empregada doméstica
na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Nessa situação hipotética, assinale
a opção correta a respeito das contribuições previdenciárias de Mônica e de Jorge.
a) A contribuição previdenciária de Mônica é calculada mediante a aplicação da alíquota de 8%
sobre o valor registrado na carteira de trabalho, independentemente do valor da remuneração.
b) Tanto as contribuições previdenciárias de Mônica quanto as de Jorge devem ser recolhidas até
o dia vinte do mês subsequente ao da prestação do serviço.
c) A contribuição previdenciária de Jorge deve ser recolhida por seu empregador, enquanto a de
Mônica deve ser feita por ela mesma, pessoalmente.
d) Como empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de
8% sobre o valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como
0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho.
Comentários:
Alternativa “a”: incorreta. Mônica é segurada do RGPS na condição de empregada doméstica. Sua
contribuição previdenciária incide sobre o seu salário de contribuição:
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
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Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
7,5
9
12
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à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
Alternativa “b”: incorreta. A contribuição de Mônica deverá ser arrecadada e recolhida pelo
empregador doméstico até o dia 07 do mês subsequente à prestação do serviço.
Já a contribuição de Jorge, na condição de empregado, deverá ser arrecadada e recolhida pela
empresa até o dia 20 do mês subsequente à prestação do serviço.
Alternativa “c”: incorreta. A contribuição de Mônica deverá ser arrecadada e recolhida pelo
empregador doméstico até o dia 07 do mês subsequente à prestação do serviço.
Já a contribuição de Jorge, na condição de empregado, deverá ser arrecadada e recolhida pela
empresa até o dia 20 do mês subsequente à prestação do serviço.
Alternativa “d”: correta. É o que dispõe o art. 24 da Lei nº 8.212/91.
17. (CESPE – Analista – TER/PE – 2017) Acerca das disposições especiais relativas aos contribuintes
da previdência social, assinale a opção correta.
a) No caso do exercício concomitante de mais de uma atividade remunerada, a contribuição para
a previdência será obrigatória em relação a cada uma dessas atividades, exceto quando a
contribuição atingir o limite máximo em uma das atividades.
b) O estrangeiro que for contratado para prestar serviços no Brasil será contribuinte obrigatório da
contribuição previdenciária, ainda que a contratação seja por tempo determinado.
c) O segurado eleito para cargo de direção de conselho mantém a categoria de segurado
previamente existente no tocante à remuneração recebida em razão do cargo.
d) O trabalhador autônomo contratado pela União por tempo determinado é equiparado ao
contribuinte do regime próprio de previdência dos servidores públicos.
e) O aposentado por qualquer regime é dispensado da contribuição da previdência em qualquer
caso.
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Comentários:
Alternativa correta: “a”.
Alternativa “b”: incorreta. Caso o estrangeiro seja contratado para prestar serviços no Brasil, por
tempo determinado, ele não será enquadrado como segurado obrigatório do RGPS. Para isso,
teria que ter residência permanência no Brasil.
Alternativa “c”: incorreta. O dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato eletivo, o
mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social de antes da investidura. O
segurado eleito para cargo de direção de conselho é contribuinte individual.
Alternativa “d”: incorreta. O trabalhador autônomo contratado pela União por tempo determinado
é segurado obrigatório do RGPS, na condição de contribuinte individual. Para ser amparado por
regime própriode previdência dos servidores públicos a pessoa tem que ocupar cargo público
efetivo.
Alternativa “e”: incorreta. O aposentado por qualquer regime que voltar a exercer atividade
remunerada abrangida pelo RGPS, será filiado em relação a essa atividade e deverá contribuir para
a previdência social.
18. (CESPE – Analista de Controle Atuarial – TCE/PR – 2016) Com relação ao custeio da seguridade
social, assinale a opção correta.
a) Os empregados de uma entidade beneficente de assistência social legalmente isenta de
contribuição previdenciária são igualmente isentos de pagar as contribuições sobre sua
remuneração.
b) É ilegal a instituição de alíquotas diferenciadas a título de contribuição social dos empregadores,
quando a diferenciação provier da atividade econômica, do porte da empresa ou da sua condição
estrutural.
c) Conforme a legislação previdenciária vigente, para efeito de custeio da seguridade social, o
contribuinte individual é equiparado a empresa, em relação ao segurado que lhe preste serviço.
d) A contribuição do empregador para o custeio da seguridade social é limitada ao teto máximo
da contribuição devida pelos empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviço.
e) O salário-maternidade e a importância recebida pelo empregado a título de incentivo à
demissão são considerados salários de contribuição, incidindo sobre esses valores a contribuição
previdenciária.
Comentários:
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Alternativa “a”: incorreta. Os empregados de uma entidade beneficente de assistência social
legalmente isenta de contribuição previdenciária não são igualmente isentos de pagar as
contribuições sobre sua remuneração. A isenção se aplica apenas às contribuições sociais da
entidade como empresa.
Alternativa “b”: incorreta. Na verdade, tem amparo constitucional, especialmente no disposto no
art.195, §9º da Carta Maior, a instituição de alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas a título de
contribuição social dos empregadores, quando a diferenciação provier da atividade econômica,
do uso intensivo de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de
trabalho.
Alternativa “c”: correta. É o que dispõe o art. 15, parágrafo único, da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “d”: incorreta. A contribuição do empregador para o custeio da seguridade social não
é limitada ao teto máximo da contribuição devida pelos empregados e trabalhadores avulsos que
lhe prestem serviço. Incide sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada aos seus
empregados e trabalhadores avulsos.
Alternativa “e”: incorreta. Não se pode deixar de registrar a tese fixada pelo STF no RE RE 576.967,
ao julgar, em sede de repercussão geral, o tema 72. Foi fixada a seguinte tese: “É inconstitucional
a incidência da contribuição previdenciária a cargo do empregador sobre o salário-maternidade”.
De acordo com o entendimento da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), continua legítima
a contribuição do segurado incidente sobre as parcelas de salário-maternidade.
Já a importância recebida pelo empregado a título de incentivo à demissão não é considerada
salário de contribuição, não incidindo sobre esse valor a contribuição previdenciária.
19. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) As empresas são obrigadas a arrecadar a
contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração.
o Certo o Errado
Comentários:
As empresas são obrigadas a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu
serviço, descontando-a da respectiva remuneração. O desconto será de 11% sobre o salário de
contribuição do segurado contribuinte individual e, de 20% sobre a mesma base de cálculo, se a
empresa for isenta das contribuições patronais. Item correto.
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20. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) Zilda mantém vínculo empregatício com a
empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três
salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda
deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos.
o Certo o Errado
Comentários:
A contribuição previdenciária de Zilda deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os
empregos, respeitado o valor máximo estabelecido para o salário de contribuição do empregado.
Item correto.
21. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) A contribuição do segurado empregado e a
do trabalhador doméstico recaem sobre o valor dos seus salários de contribuição, até um teto
máximo fixado por lei.
o Certo o Errado
Comentários:
A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada
mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu salário de contribuição mensal.
Contribuição do empregado, empregado doméstico e do
trabalhador avulso - Após a Reforma – EC nº 103/2019
Alíquotas (%)
Salário de contribuição (R$)
7,5
9
12
14
à até 1.100,00;
à de 1.100,01 a R$ 2.203,48;
à de 2.203,49 a R$ 3.305,22
à de 3.305,23 a R$ 6.433,57.
O salário de contribuição desses segurados possui um limite máximo fixado por lei, sendo, na
verdade, fixado pelo Ministério da Economia. Item correto.
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22. (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2016) Segundo a legislação vigente, deve
haver incidência de contribuição previdenciária sobre importância recebida a título de incentivo
a demissão voluntária e abono de férias.
o Certo o Errado
Comentários:
Para identificar a base de cálculo das contribuições previdenciárias é necessário conhecer as
parcelas que compõem o salário de contribuição.
As importâncias recebidas a título de incentivo a demissão voluntária e abono de férias não são
salário de contribuição e, portanto, não sofrem incidência de contribuição previdenciária. Item
incorreto.
23. (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2016) A contribuição do segurado
empregado é feita de forma isonômica, sendo vedada a distinção de alíquotas ou valores de
contribuição em decorrência de salários diferenciados.
o Certo o Errado
Comentários:
A contribuição do segurado empregado incide sobre o seu salário de contribuição, aplicando-se
as alíquotas progressivas. Item incorreto.
24. (CESPE – Juiz Federal Substituto – TRF5 – 2015) Tendo em vista que grande parte do custeio
do RGPS decorre de contribuições de empresas e trabalhadores, calculadas em razão da
remuneração ou do salário de contribuição, assinale a opção correta.
a) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente ao faturamento limita-se ao somatório
dos salários de contribuição da totalidade dos seus empregados.
b) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente a cada empregado tem sua base de
cálculo limitada ao salário de contribuição do respectivo empregado.
c) A contribuição do servidor público ao RGPS incide sobre a sua remuneração integral
d) A contribuição do empregado ao RGPS incide sobre o seu salário de contribuição.
e) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente ao lucro limita-se ao somatório dos
salários de contribuição da totalidade dos seus empregados.
Comentários:
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Alternativa correta: “d”. A contribuição do empregado é calculada mediante a aplicação de
alíquotas progressivas de acordo com o valor do seu salário de contribuição mensal.
Alternativa “a”: incorreta. A contribuição do empregador à seguridade social relativamente ao
faturamento é a COFINS e sua base de cálculo é o faturamento mensal (faturamento mensal é a
receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer
natureza).
Alternativa “b”: incorreta. A contribuição do empregador relativamente ao aos seus empregados
incide sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, durante o mês (art.
22, I, lei 8.212/91). Já a contribuição do empregado incide sobre o salário de contribuição,
observados os limites mínimo e máximo.
Alternativa “c”: incorreta. O servidor público que estiver vinculado ao RGPS terá seu
enquadramento na condição de empregado. Sua contribuição incide sobre o salário de
contribuição, limitada ao valor máximo estabelecido pelo Ministério da Economia.
Alternativa “e”: incorreta. A contribuição do empregador à seguridade social sobre o lucro é a
CSLL e sua base de cálculo é o lucro líquido.
25. (CESPE – Analista Judiciário – TJ/SE – 2014) Se um órgão público contratar contribuinte
individual para realizar determinado serviço, esse órgão deverá recolher a contribuição para
previdência social sobre a integralidade do salário de contribuição, ainda que o referido
contribuinte preste serviços a outras empresas no mesmo mês e demonstre esse fato ao órgão.
o Certo o Errado
Comentários:
Se um órgão público contratar contribuinte individual para realizar determinado serviço, esse órgão
deverá recolher a contribuição para previdência social sobre o salário de contribuição.
Caso o referido contribuinte preste serviços a outras empresas no mesmo mês e demonstre esse
fato ao órgão, este deverá recolher a contribuição, observando o limite máximo do salário de
contribuição do contribuinte individual. Item incorreto.
26. (CESPE – SERPRO – 2013) De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais
que contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo responsáveis pelo
desconto e recolhimento das contribuições previdenciárias dos seus empregados.
o Certo o Errado
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Comentários:
Item correto. Sim, porque o contribuinte individual é equiparado a empresa em relação ao
segurado que lhe presta serviço. Confira o disposto no art. 15, parágrafo único, da Lei nº 8.212/91.
Art. 15...
Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual e a
pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado
que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza
ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.
27. (CESPE – Juiz Federal Substituto 2ª Região/2013) – Conforme a CF, a seguridade social será
financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, e de determinadas contribuições. Nesse sentido, as contribuições sociais
constitucionalmente previstas incluem a contribuição
a) sobre o domínio econômico incidente sobre a venda de petróleo e derivados.
b) do exportador de serviços para o exterior.
c) do aposentado pelo RGPS.
d) da pensionista de trabalhador falecido que se tenha aposentado pelo RGPS.
e) da entidade equiparada a empresa, na forma da lei, incidente sobre o faturamento.
Comentários:
Alternativa correta: “e”. O legislador constituinte determinou no art. 195 da Carta Magna que o
financiamento da seguridade social seja feito com recursos provenientes dos orçamentos dos entes
federados e das contribuições sociais que forem instituídas pela União.
Assim, é certo afirmar que uma das contribuições que financiam a seguridade social é a da entidade
equiparada à empresa, na forma da lei, incidente sobre o faturamento.
Alternativa “a”: incorreta. A contribuição de intervenção no domínio econômico incidente sobre a
venda de petróleo e derivados não está elencada entre as contribuições para o financiamento da
seguridade social. Aliás, essa contribuição não é contribuição social.
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Alternativa “b”: incorreta. Não há previsão de contribuição social do exportador de serviços para
o exterior para financiamento da seguridade social. Mesmo porque o art. 149, § 2º, inciso I, da
Constituição veda a incidência de contribuições sociais sobre as receitas de exportação.
Há previsão no art. 195, IV, da Constituição Federal, contribuição do importador de bens ou
serviços do exterior para financiar o sistema de seguridade social.
Alternativas “c” e “d”: incorretas. Não há a menor possibilidade de haver contribuição dos
aposentados e pensionistas do RGPS para a seguridade social. O art. 195, II, da Constituição
Federal veda a incidência de contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensão
concedidos pelo regime geral de previdência social.
28. (CESPE – Auditor – TCE/ES – 2012) A contribuição social das associações desportivas que não
possuem equipe profissional de futebol, equiparadas a empresas no que se refere à
contribuição para a seguridade social, incide sobre o montante de sua folha de salário.
o Certo o Errado
Comentários:
Quando as associações desportivas não possuem equipe profissional de futebol elas vão contribuir
como determina o art. 22, caput, da Lei nº 8.212/91. Item correto.
29. (CESPE – Auditor – TCE/ES – 2012) Cabe ao empregador doméstico recolher, junto com a
parcela por ele devida, a parcela da contribuição previdenciária devida por segurado que seja
seu empregado doméstico.
o Certo o Errado
Comentários:
Deverá recolher, junto com a parcela por ele devida, a parcela da contribuição previdenciária
devida por segurado que seja seu empregado doméstico até o dia 07 do mês subsequente ao da
competência. Item correto.
OUTRAS BANCAS
30. (VUNESP – TJ/SP – 2019) Considere uma empresa contratada para prestar serviços que não
possui empregados, cujo serviço é prestado pessoalmente pelo seu titular ou sócio. Seu
faturamento do mês anterior foi igual ou inferior a 2 (duas) vezes o limite máximo do salário-
de-contribuição, cumulativamente. No caso, será
a) retida 2,5% de contribuição previdenciária.
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b) dispensada a retenção da contribuição previdenciária.
c) retida 1,5% de contribuição previdenciária.
d) retida 5% de contribuição previdenciária.
e) retida 11% de contribuição previdenciária.
Comentários:
Alternativa correta: “b”. Não haverá retenção de contribuição previdenciária porque não o
segurado que está prestando serviço à empresa. Trata-se de uma empresa prestando serviço para
outra.
31. (FGV – AJAJ – TRT12 – 2017) Priscila ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Floresta
do Sul S.A. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício que alega ter durado 3
meses e o pagamento de vários direitos lesados. Em audiência, as partes entabularam acordo
para pagamento de R$1.000,00, sem reconhecimento de vínculo empregatícioe sem indicação
da natureza da parcela paga. O acordo proposto foi homologado judicialmente nesses termos.
Quanto à contribuição previdenciária que, nesse caso, deverá ser realizada por cada parte, é
correto afirmar que:
a) cada litigante recolherá 31% do valor que foi objeto do acordo;
b) não havendo reconhecimento de vínculo empregatício no acordo, não se pagará INSS;
c) Priscila será considerada contribuinte facultativa, e só recolherá INSS se desejar computar aquele
prazo para a sua aposentadoria;
d) a ré, por se tratar de sociedade anônima, fica isenta do recolhimento do INSS;
e) a autora recolherá 11% e a empresa tomadora, 20%.
Comentários:
A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais das empresas, incidentes sobre
a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados a qualquer título a pessoas que lhe
prestam serviço e as contribuições dos segurados, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da
condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que homologar.
Alternativa correta: “e”. Priscila será enquadrada como segurada contribuinte individual do RGPS.
Ela prestou serviço à empresa, sem ter o vínculo empregatício reconhecido.
Para a Previdência Social, Priscila é enquadrada como segurada obrigatória, na condição de
contribuinte individual.
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Quando o contribuinte individual presta serviço à empresa, como é o caso de Priscila, terá sua
contribuição retida pelo tomador de serviços, à alíquota de 11% sobre o salário de contribuição,
observado o limite máximo imposto pela Portaria do Ministério da Economia.
A empresa tomadora de serviço, como contribuinte previdenciário, deverá recolher 20% sobre a
remuneração do contribuinte individual que lhe prestar serviço.
No caso da questão, a contribuição de Priscila será de 11% sobre o valor total do acordo
(remuneração recebida) e a empresa recolherá 20% o total do acordo.
Alternativa “a”: incorreta, conforme explicação acima.
Alternativa “b”: incorreta. Embora não tenha havido o reconhecimento do vínculo empregatício, o
acordo demonstra que houve a prestação remunerada do serviço que é fato gerador de
contribuição previdenciária, conforme dispõe o art. 43, §§ 1º e 2º, da Lei nº 8.212/91:
Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de
contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato
recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.
§ 1º Nas sentenças judiciais ou nos acordos homologados em que não figurarem, discriminadamente,
as parcelas legais relativas às contribuições sociais, estas incidirão sobre o valor total apurado em
liquidação de sentença ou sobre o valor do acordo homologado.
§ 2º Considera-se ocorrido o fato gerador das contribuições sociais na data da prestação do serviço.
Houve a prestação remunerada do serviço por uma pessoa física que se enquadra como
contribuinte individual. A pessoa física é contribuinte e a empresa tomadora, também.
Alternativa “c”: incorreta. Priscila é enquadrada como segurada obrigatória na qualidade de
contribuinte individual. Como tal, será contribuinte da seguridade social.
Alternativa “d”: incorreta. Não há isenção de contribuições previdenciárias para as empresas
tomadoras de serviços de contribuintes individuais que se constituem sob a forma de sociedades
anônimas.
32. (IBFC – 2017) De acordo com a Lei número 8.212/91, a contribuição destinada à seguridade
social pela empresa é de ____% para empresas em cuja atividade predomina o risco de acidente
do trabalho considerado leve; ____% para as empresas em cuja atividade predomina o risco
considerado médio; e _____% para as empresas em cuja atividade predomina o risco
considerado grave. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
a) 2,5; 5; 7,5
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b) 1; 2; 3
c) 1,5; 3; 4,5
d) 2; 4; 6
e) 1; 3; 5
Comentários:
A questão está apresentando, na verdade, a contribuição previdenciária das empresas para o
seguro contra acidente do trabalho, chamada de SAT ou GILRAT.
Essa última denominação se dá por conta de a lei utilizar o termo benefícios concedidos em razão
do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho.
O candidato deverá identificar a alternativa que apresente as alíquotas da contribuição do SAT,
considerando o risco ambiental do trabalho da atividade preponderante da empresa.
De acordo com o que dispõe o art. 22, II, da Lei nº 8.212/91,
A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é
de:
...
II - para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de
1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente
dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer
do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos:
a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do
trabalho seja considerado leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado
médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado
grave.
Assim, completando as lacunas da afirmativa, tem-se:
De acordo com a Lei nº 8.212/91, a contribuição destinada à seguridade social pela empresa é de
1% para empresas em cuja atividade predomina o risco de acidente do trabalho considerado leve;
2% para as empresas em cuja atividade predomina o risco considerado médio; e 3% para as
empresas em cuja atividade predomina o risco considerado grave. Alternativa correta: “b”.
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33. (FMP Concursos – Auditor – CGE/MT – 2015) Consoante disposto na Lei 8212/91, a Seguridade
Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos do art. 195
da Constituição Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos Estados, do
Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais.
De acordo com o disposto no Parágrafo Único do artigo 11 da Lei 8212/91, constituem
contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre o salário de contribuição pago ou creditado aos segurados a
seu serviço.
b) as dos empregadores domésticos.
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre a sua remuneração.
d) as das empresas, incidentes apenas sobre o faturamento.
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos federais, exclusivamente.
Comentários:
Alternativa correta: “b”. A Lei nº 8.212/91 dispõe no seu art. 11 que:
No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas:
I - receitas da União;
II - receitas das contribuições sociais;
III - receitas de outras fontes.
Parágrafo único. Constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu
serviço;
b) as dos empregadores domésticos;
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição;
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro;
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. (negrito meu)
Alternativa “a”: incorreta. A contribuiçãodas empresas incide sobre a remuneração paga ou
creditada aos segurados a seu serviço.
Alternativa “c”: incorreta. A contribuição dos trabalhadores incide sobre o seu salário de
contribuição.
Alternativa “d”: incorreta. A contribuição das empresas incide sobre a remuneração paga ou
creditada aos segurados a seu serviço, sobre o faturamento e sobre o lucro.
Alternativa “e”: incorreta. As contribuições sociais incidem sobre a receita de concursos de
prognósticos. Mas não só sobre a receita de concursos de prognósticos federais.
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34. (TRT14 – Juiz do Trabalho – 2014 - adaptada) A respeito da contribuição destinada à
Seguridade Social, a cargo da empresa, é CORRETO afirmar que incide na hipótese a seguir:
a) Vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, exceto as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa;
b) Vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no
decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços;
c) No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito
imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de
capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência
privada abertas e fechadas, além das contribuições devidas pelas demais empresas, é devida a
contribuição adicional de dois por cento sobre a base de cálculo definida nos incisos I e Ill do artigo
22, da Lei 8.212/91;
d) Para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de
incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, conforme dispuser o
regulamento, nos percentuais de 1%, 2% ou 3% sobre o total das remunerações pagas ou
creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, conforme o
risco de acidente de trabalho seja, respectivamente, grave, médio e leve.
Comentários:
Alternativa “a”: incorreta. As gorjetas fazem parte da base de cálculo das contribuições
previdenciárias das empresas.
Alternativa “b”: correta. É o que prevê o inciso III, do art. 22, da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “c”: incorreta. O acréscimo é de 2,5% e não, de 2%, conforme prevê o §1º do art. 22,
da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “d”: incorreta. Para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, conforme
dispuser o regulamento, nos percentuais de 1%, 2% ou 3% sobre o total das remunerações pagas
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ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, conforme
o risco de acidente de trabalho seja, respectivamente, leve, médio e grave.
35. (FUNRIO/Analista/INSS/2014) No tocante à contribuição das empresas, na forma da Lei n.
8212/91, é correto afirmar que representa
a) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
b) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados que lhe prestem serviços, destinados a retribuir o
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente
prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da
lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
c) quinze por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
d) quinze por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, excluídas as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
e) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, excluídas as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
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serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho
ou sentença normativa.
Comentários:
Alternativa correta: “a”. A questão poderá ser respondida com o disposto no art. 22 da Lei nº
8.212/91.
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art.
23, é de
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título,
durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços,
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos
habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos
serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivode trabalho
ou sentença normativa.
Mas, para ajudar o candidato veja a tabela abaixo:
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS DAS EMPRESAS EM GERAL
CONTRIBUIÇÃO ALÍQUOTA BASE DE CÁLCULO
Folha de salários
e demais rendimentos
20%
Remunerações pagas, devidas ou
creditadas, a qualquer título, no
decorrer do mês, aos segurados
empregados e trabalhadores avulsos.
36. (TRT/Juiz do Trabalho Substituto 22ª Região/2013) A seguridade social será financiada por toda
a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei e das seguintes contribuições:
a) do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidentes
exclusivamente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho assalariado;
b) do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidentes sobre
a folha de salários e demais rendimentos do trabalho, mesmo que sem vínculo de emprego; sobre
a receita ou o faturamento e sobre o lucro;
c) sobre a receita de concursos de prognósticos, assim considerados todos e quaisquer concursos
de sorteios de números, loterias, apostas, excluídas as realizadas em reuniões hípicas;
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d) do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, inclusive sobre a aposentadoria
e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social;
e) do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, inclusive sobre a aposentadoria e
pensão concedidas pelo regime geral de previdência social.
Comentários:
A seguridade social será financiada, de forma direta, pelas contribuições sociais que a União
instituir, considerando a outorga de competência tributária trazida pela Constituição Federal em
seu art. 195.
Alternativa correta: “b”. As contribuições mencionadas na afirmativa “b” são aquelas discriminadas
no art. 195, I, alíneas “a”, “b” e “c”, da Constituição Federal. É imperioso destacar que essas
contribuições não precisam ser instituídas por lei complementar, bastando a edição de lei ordinária
ou, até mesmo, de medida provisória.
Alternativa “a”: incorreta. A contribuição do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada, na forma da lei, instituída para o custeio da seguridade social não vai incidir
exclusivamente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho assalariado. Sua
incidência recairá sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho, mesmo que sem
vínculo de emprego; sobre a receita ou o faturamento e sobre o lucro. É como deve ser
interpretado o disposto no art. 195, inciso I, da Constituição Federal.
Alternativa “c”: incorreta. A contribuição para o financiamento da seguridade social incidente
sobre a receita de concursos de prognósticos está elencada no art. 195, III, da Constituição Federal.
Não estão excluídos os concursos realizados em reuniões hípicas da incidência de contribuição
para o financiamento da seguridade social.
Alternativas “d” e “e”: incorretas. Não há incidência de contribuição social sobre os proventos de
aposentadoria e pensão pagos pelo regime geral de previdência social. É o que determina o art.
195, II, da Constituição Federal. Trata-se, na verdade, de imunidade tributária.
37. (ESAF – MPOG – 2012) Segundo a legislação da previdência, com relação à arrecadação e ao
recolhimento das contribuições, a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do:
a) pescador artesanal que presta serviço na filial.
b) segurado empregado a seu serviço.
c) contribuinte individual, independente da prestação de serviço.
d) segurado facultativo que transita no prédio da empresa.
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e) segurado especial rural que negocia com a empresa.
Comentários:
A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte individual que lhe prestar serviço,
descontando-a da sua remuneração. Alternativa correta: “b”.
38. (ESAF – Receita Federal – 2012) Avalie as afirmações abaixo e marque a opção correspondente:
I. a empresa é desobrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte individual;
II. a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado e do trabalhador
avulso;
III. contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria é obrigado a
recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte àquele a que as
contribuições se referirem.
a) As duas primeiras afirmações são corretas, e errada a outra.
b) A primeira afirmação é correta, sendo erradas as demais.
c) As três afirmações são corretas.
d) A primeira afirmação é errada, sendo corretas as demais.
e) As três afirmações são erradas.
Comentários:
Afirmativa I: errada. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte que lhe presta
serviço. Deverá reter 11% sobre o salário de contribuição do segurado ou 20%, caso a empresa
seja isenta das contribuições patronais.
Afirmativa II: correta. A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado e
do trabalhador avulso, descontando-a da remuneração.
Afirmativa III: correta. Contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta
própria é obrigado a recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês
seguinte àquele da competência.
Alternativa correta: “d”. A primeira afirmação está errada. As demais estão corretas.
39. (TRT24 – Juiz do Trabalho – 2012) Assinale a alternativa INCORRETA:
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a) O financiamento da seguridade social advém de recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e da contribuição social do empregador
da empresa e da entidade a ela equiparada.
b) A contribuição social do empregador da empresa e da entidade a ela equiparada para o custeio
da seguridade social incide sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício, a receita ou faturamento e o lucro.
c) É devida a contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da previdência social para
custeio da seguridade social.
d) Não é devida contribuição social para custeio da seguridade social incidente sobre a receita de
concursos de prognósticos.
e) É devida contribuição social para custeio da seguridade social do importador de bens ou serviços
do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
Comentários:
Alternativa “a”: correta. O financiamento da seguridade social advém de recursos provenientes
dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e da contribuição
social do empregador da empresa e da entidade a ela equiparada. É o que dispõe o caput do art.
195 da Constituição Federal.
Alternativa “b”: correta. É o que dispõe o art. 195, inciso I, da Constituição Federal.
Alternativa “c”: correta. É o que dispõe o art. 195, inciso II, da Constituição Federal
Alternativa “d”: incorreta. É devida contribuição social para custeio da seguridade social incidente
sobre a receita de concursos de prognósticos. É o que prevê o art. 195, inciso III, da Constituição
Federal.
Alternativa “e”: correta. É o que dispõe o art. 195, inciso IV, da Constituição Federal.
Outras receitas da Seguridade Social
40. (CESPE/Procurador do Estado/PGE-SE/2017) O sistema de custeio da seguridade social é
a) composto pelacontribuição sobre a receita de concursos de prognósticos, mas não pela
remuneração recebida por serviços de arrecadação prestados a terceiros.
b) composto, no âmbito da União, por recursos adicionais do orçamento fiscal fixados
obrigatoriamente na lei orçamentária anual.
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c) assegurado pela contribuição empresária, que é calculada, entre outras, sobre as remunerações
pagas aos trabalhadores avulsos prestadores de serviços, deles excluídos os segurados
contribuintes individuais.
d) composto, na esfera federal, somente por receitas da União e das contribuições sociais.
e) assegurado também pela participação do empregado, cujo salário-de-contribuição é reajustado
anualmente pelos mesmos índices do salário mínimo vigente no país.
Comentários:
Alternativa correta: “b”. No âmbito federal, o orçamento da seguridade social é composto das
seguintes receitas:
- receitas da União;
- receitas das contribuições sociais;
- receitas de outras fontes.
A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do orçamento fiscal, fixados
obrigatoriamente na lei orçamentária anual.
E, segundo o parágrafo único do art. 16 da Lei nº 8.212/91, a União é responsável pela cobertura
de eventuais insuficiências financeiras da Seguridade Social, quando decorrentes do pagamento
de benefícios de prestação continuada da Previdência Social, na forma da Lei Orçamentária Anual.
Assertiva “a”: incorreta. A remuneração recebida por serviços de arrecadação prestados a terceiros
constitui uma das fontes de receita da seguridade social.
Assertiva “c”: incorreta. Como se pode verificar pelo disposto no art. 22 da Lei nº 8.213/91, a
contribuição das empresas incide sobre a remuneração de empregados, trabalhadores avulsos e
contribuintes individuais que lhes prestam serviço.
Assertiva “d”: incorreta. No âmbito federal, o orçamento da seguridade social é composto por
receitas da União, das contribuições sociais e de receitas de outras fontes.
Assertiva “e”: incorreta. O salário de contribuição dos segurados, bem como seus benefícios serão
reajustados anualmente no mesmo mês de reajuste do salário mínimo, mas não com o mesmo
índice. O índice de reajustamento aplicado aos benefícios previdenciários é o índice nacional de
preços ao consumidor (INPC).
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41. (IBADE – IPERON/RO – 2017) A Lei n° 8.212, de 1991, aponta que as receitas das contribuições
sociais compõem, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social. Sendo assim, é
correto afirmar que são contribuições sociais:
a) as incidentes sobre receitas de importação e exportação.
b) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
c) as oriundas de emissões de letras do Tesouro Nacional.
d) as contribuições sindicais.
e) as oriundas de contribuições espontâneas da sociedade civil.
Comentários:
Alternativa “a”: incorreta. Não há contribuição social incidente sobre a receita de exportação. Uma
das contribuições sociais que financia a seguridade social é a do importador ou de quem a lei a ele
equiparar.
Alternativa “b”: correta. A contribuição incidente sobre a receita de concursos de prognósticos
constitui receita da seguridade social.
Registra-se que o art. 26 da Lei nº 8.212/91 dispõe:
Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a receita de concursos de
prognósticos a que se refere o inciso III do caput do art. 195 da Constituição Federal.
§ 1o (Revogado).
§ 2o (Revogado).
§ 3o (Revogado).
§ 4o O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade
Social.
§ 5o A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos,
sorteios e loterias.
§ 6o A alíquota da contribuição corresponde ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada
modalidade lotérica, conforme previsto em lei.
Demais alternativas estão incorretas porque não tratam de contribuição para o financiamento da
seguridade social.
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42. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) - Parte dos valores arrecadados com
concurso de prognósticos promovidos por órgãos do poder público ou por sociedades
comerciais ou civis dentro do território nacional é destinada ao custeio da seguridade social.
o Certo o Errado
Comentários:
Embora o art. 26 da Lei nº 8.212/91 tenha tido sua redação completamente modificada, a assertiva
continua atualizada e correta.
O produto da arrecadação da contribuição será destinado ao financiamento da Seguridade
Social.
A base de cálculo da contribuição equivale à receita auferida nos concursos de prognósticos,
sorteios e loterias e a alíquota a ser aplicada corresponderá ao percentual vinculado à Seguridade
Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em lei. Item correto.
43. (CESPE/Assessor Técnico-Jurídico/TCE-RN/2015) A Constituição Federal de 1988 prevê fontes de
custeio da seguridade social, entre elas a receita de concursos de prognósticos e a importação
de bens ou serviços. Caso a União deseje criar novas fontes de custeio para manter e expandir
a seguridade social, deverá fazê-lo pelo processo legislativo especial da lei complementar.
o Certo o Errado
Comentários:
A Constituição Federal, no seu artigo 195, §4º, dispõe que a lei poderá instituir outras fontes
destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no
art. 154, I.
Conclui-se, então, que outra fonte de custeio da seguridade social somente poderá ser criada por
meio de lei complementar. Item correto.
44. (FCC – Juiz do Trabalho Substituto – TRT23 – 2015 – adaptada) No tocante às contribuições,
considere:
I. 50% dos valores obtidos e aplicados em razão da apreensão decorrente de tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas.
lI. 50% do resultado dos leilões de bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal.
III. Renda líquida dos concursos de prognósticos, incluindo valores destinados ao Programa de
Crédito Educativo.
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IV. Remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a
terceiros.
Constitui receita da Seguridade Social as indicadas APENAS em
a) II, III e IV.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e III.
Comentários:
Alternativa “I”: correta. Constitui receita da Seguridade Social50% dos valores obtidos e aplicados
na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal.
Segundo aquele dispositivo constitucional, todo e qualquer bem de valor econômico apreendido
em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho
escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma da lei.
Alternativa “II”: incorreta. Constitui receita da Seguridade Social 40% do resultado dos leilões de
bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal.
Alternativa “III”: incorreta. Constitui receita da Seguridade Social a contribuição social sobre a
receita de concursos de prognósticos, cuja base de cálculo equivale à receita auferida nos
concursos de prognósticos, sorteiose loterias. A alíquota A alíquota da contribuição corresponde
ao percentual vinculado à Seguridade Social em cada modalidade lotérica, conforme previsto em
lei.
Alternativa “IV”: correta. Constitui receita da Seguridade Social a remuneração recebida por
serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros.
Alternativa correta: “d”. Itens I e IV tratam de receitas da seguridade social.
45. (FCC/Conselheiro Substituto-Auditor/TCE-CE/2015) Sobre o sistema de custeio e
financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação
pertinente, é INCORRETO afirmar:
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
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b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a
Seguridade Social.
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte
de custeio total.
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas
apenas para o exportador.
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da
produção.
Comentários:
O candidato deverá identificar a alternativa incorreta.
Alternativa “a”: correta. O financiamento direto se dá mediante contribuições sociais e o indireto
mediante receitas orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
É o que determina o caput do art. 195 da Constituição Federal.
Alternativa “b”: correta. A receita incidente sobre a receita dos concursos de prognósticos faz parte
das contribuições sociais que custeiam a Seguridade Social, conforme dispõe o art. 195, inciso III,
da Constituição Federal e o art. 26 da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “c”: correta. Trata-se do princípio da contrapartida ou da pré-existência do custeio,
previsto no §5º do art. 195 da Constituição Federal.
Alternativa “d”: incorreta. Não há previsão para contribuição social para o exportador de bens ou
serviços ao exterior, mas apenas para o importador de bens ou serviços do exterior.
Alternativa “e”: correta. O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia
familiar, sem empregados permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a
comercialização da produção. É o que reza o §8º do art. 195 da Constituição Federal.
Nesse caso, o segurado especial contribui com 1,3% sobre a receita bruta proveniente da
comercialização da sua produção.
46. (FMP Concursos/Auditor do Estado/CGE-MT/2015) Consoante disposto na Lei 8212/91, a
Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos
do art. 195 da Constituição Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos
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Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais. De acordo com o
disposto no Parágrafo Único do artigo 11 da Lei 8212/91, constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre o salário de contribuição pago ou creditado aos segurados a
seu serviço.
b) as dos empregadores domésticos.
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre a sua remuneração.
d) as das empresas, incidentes apenas sobre o faturamento.
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos federais, exclusivamente.
Comentários:
O parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91 dispõe:
Constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu
serviço;
b) as dos empregadores domésticos;
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição;
d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro;
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
Alternativa “a”: incorreta. Constituem contribuições sociais, as das empresas, incidentes sobre a
remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço.
Alternativa “b”: correta. A contribuição do empregador doméstico é contribuição que financia a
seguridade social. Incide sobre o salário de contribuição do empregado doméstico.
Alternativa “c”: incorreta. Constituem contribuições da seguridade social as dos trabalhadores,
incidentes sobre o seu salário de contribuição.
Alternativa “d”: incorreta. A contribuição da seguridade social não incide somente sobre o
faturamento das empresas. As contribuições das empresas incidem sobre a receita ou o
faturamento, sobre o lucro e sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço.
Alternativa “e”: incorreta. Constituem contribuições sociais da seguridade social as incidentes
sobre a receita de concursos de prognósticos em geral.
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47. (TRT/Juiz do Trabalho Substituto 2ª Região/ 2013 - adaptada) Constitui receita da Seguridade
social:
a) 50% (cinquenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento
da Receita Federal.
b) A contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos.
c) 5% sobre a receita bruta do faturamento e do lucro do empregador rural, pessoa física.
d) 40% das multas, da atualização monetária e dos juros monetários.
Comentários:
Alternativa “a”: incorreta. Constitui receita da Seguridade social, 40% (quarenta por cento) do
resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal. E, após o
advento da Lei nº 11.457/2007, a Secretaria da Receita Federal passou a ser denominada de
Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB.
Alternativa “b”: correta. É o que dispõe o art. 26, da Lei nº 8.212/91.
Alternativa “c”: incorreta. As contribuições incidentes sobre o faturamento, a receita e o lucro das
empresas integram o orçamento da seguridade social. No entanto, o empregador rural não faz
parte do rol de contribuintes dessas contribuições por força de isenção, prevista no art. 23, §2º, da
Lei nº 8.212/91.
Alternativa “d”: incorreta. As multas, a atualização monetária e os juros moratórios constituem
integram o orçamento da seguridade social, sob a rubrica de outras fontes de receitas.
48. (CESPE/Analista Judiciário – Área Judiciária/STJ/2012) Segundo a CF, as contribuições das
entidades beneficentes de assistência social estão entre as fontes de recursos destinados ao
financiamento da seguridade social, juntamente com os recursos provenientes dos orçamentos
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
o Certo o Errado
Comentários:
A Constituição Federal determina que o financiamento da seguridade social seja feito com recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios e das
contribuições sociais que forem instituídas pela União.
A assertiva está errada. As entidades beneficentes de assistência social são imunes às contribuições
da seguridade social. Registre-se que o art.195, §7º, da Constituição Federal dispõe que são
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isentas de contribuição para a seguridade socialas entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei.
Apesar de o constituinte ter utilizado o termo isenção, trata-se de imunidade tributária, uma vez
que foi a Constituição Federal que determinou que não recaísse a contribuição para a seguridade
social sobre entidades beneficentes de assistência social.
O financiamento da seguridade social se faz, de forma indireta, através dos recursos provenientes
dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, conforme se pode
verificar pelo disposto no art. 195, caput, da Constituição Federal. O financiamento da seguridade
social, de forma direta, é feito através dos recursos provenientes das contribuições sociais.
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LISTA DE QUESTÕES
Contribuições da Seguridade Social
FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
1. (FCC – Advogado – 2016) De acordo com a Lei Federal no 8.212/1991, a contribuição calculada
mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o salário-de-contribuição mensal, de
forma não cumulativa e em conformidade com tabela nela apresentada, é a contribuição
a) do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso.
b) devida pela agroindústria, assim entendida como sendo o produtor rural pessoa jurídica, cuja
atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e
adquirida de terceiros.
c) do empregador rural pessoa física.
d) da União, assim entendida como o aporte por ela feito e constituído de recursos adicionais do
Orçamento Fiscal, fixados, alternativa ou concomitantemente, na Lei Orçamentária Anual e na Lei
de Diretrizes Orçamentárias.
e) do segurado especial.
2. (FCC – 2016) Pode ser classificada como contribuição previdenciária a contribuição
a) do empregador sobre o lucro.
b) para o PIS/PASEP.
c) do empregador sobre receita e faturamento.
d) do importador de bens ou serviços do exterior.
e) do empregador sobre a folha de salários.
3. (FCC – Assessor Jurídico – TCE/PI – 2014) Conforme previsão legal, a contribuição a cargo da
empresa destinada à Seguridade Social, calculada sobre o total das remunerações pagas,
devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e
trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, é de
a) 15% (quinze por cento).
b) 22,5% (vinte e dois e meio por cento).
c) 20% (vinte por cento).
d) 12,5% (doze e meio por cento).
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e) 8% (oito por cento) até 11% (onze por cento).
4. (FCC – Analista Judiciário – Oficial de Justiça Avaliador – TRT 2ª Região/2014) Incide
contribuição para a seguridade social sobre
a) quaisquer pagamentos feitos por empresas a seus empregados.
b) receita ou faturamento de entidades beneficentes de assistência social.
c) bens alienados em hasta pública na justiça do trabalho.
d) exportação de bens ou serviços ao exterior.
e) folha de salários e demais rendimentos de trabalho das empresas, pagos ou creditados, a
qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviços, mesmo sem vínculo empregatício.
5. (FCC – Oficial de Justiça Avaliador Federal – TRT5 – 2013) Considerando que as empresas
Todos-os-Santos Indústria e Comércio, Soteropolitano Hotel de Turismo e o Banco MMC, que
atuam como indústria de transformação, hotelaria e banco comercial, com graus de risco grave,
médio e leve, respectivamente, é certo dizer que sua contribuição para seguridade social e para
financiamento do benefício da aposentadoria especial, previstas no art. 22, I e II, da lei no
8.212/91 (somente em relação aos segurados empregados), será, respectivamente, de
a) 20% + 3%; 20% + 2%; e 20% + 2,5% + 1%.
b) 20%; 20%; 22,5%.
c) 15% + 3%; 15% + 2,5% + 1 %; e 15% + 1%.
d) 20%; 21%; 22,5%.
e) 20% + 1%; 20% + 2%; 20% + 2,5%.
6. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 20ª Região/2012) Sobre os pagamentos feitos pela indústria
empregadora, no mês, a todos os empregados e avulsos incidem as seguintes alíquotas, a título
de contribuição previdenciária:
a) 20%, acrescida de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na atividade
preponderante da empresa.
b) 22,5%, acrescida de 1%, 2% ou 3%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na
atividade preponderante da empresa.
c) 20%, acrescida de 6%, 9% ou 12%, conforme o grau de risco de acidente do trabalho na
atividade preponderante da empresa.
d) 20%, acrescida de 6%, 9% ou 12%, se a atividade preponderante da empresa ensejar a
concessão de aposentadoria especial após 25, 20 ou 15 anos de contribuição.
e) 20%, acrescida de 1%, 2% e 3%, se a atividade preponderante da empresa ensejar a concessão
de aposentadoria especial após 25, 20 ou 15 anos de contribuição.
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7. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 11ª Região/2012 - adaptada) Quanto ao custeio da
seguridade social, é INCORRETO afirmar:
a) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos
da lei, mediante recursos dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e dos municípios.
b) As contribuições sociais do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada não
poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica ou da
condição estrutural do mercado de trabalho, em razão do princípio da isonomia.
c) As entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei
são isentas de contribuição para a seguridade social.
d) É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais do empregador incidente
sobre a folha de salários, na forma da lei complementar.
e) A seguridade social também será financiada por recursos provenientes das contribuições sociais
do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
8. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto 4ª Região/2012) NÃO incidem contribuições sociais de
seguridade sobre
a) remunerações auferidas por segurados já aposentados pelo regime geral de previdência social.
b) a parcela da folha de pagamento de empresas relativa a contribuições a planos de previdência
complementar disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes.
c) folha de salários de missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras.
d) folha de pagamentos de empresas públicas e sociedades de economia mista federais.
e) folha de pagamentos de partidos políticos, inclusive suas fundações, e entidades sindicais dos
trabalhadores.
9. (FCC/Analista Judiciário – Área Judiciária/TRF 2ª Região/2012) Na reclamação trabalhista
proposta por Natália em face de sua ex-empregadora, a empresa "A", foi proferida sentença
de mérito julgando a reclamação parcialmente procedente. Em liquidação de sentença, foi
apurado o valor da condenação determinado em sentença em R$ 100.000,00. As partes, após
o trânsito em julgado da sentença e a sua regular liquidação, celebraram acordo no valor de
R$ 40.000,00. Neste caso, de acordo com a Lei nº 8.212/91, a contribuição previdenciária será
calculada com base em
a) R$ 40.000,00 acrescido de 10%.
b) R$ 100.000,00.
c) R$ 50.000,00.
d) R$ 40.000,00.
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e) R$ 40.000,00 acrescido de 20%.
10. (FCC/Técnico do Seguro Social/INSS/2012) Em relação às contribuições previdenciárias,
assinale a alternativa correta.
a) O pequeno produtor rural está isento de recolhimento da contribuição.
b) O empregado, em qualquer caso, recolhe o percentual de 11% (onze por cento) sobre o salário
de contribuição.
c) O trabalhador autônomo não está obrigado a recolher contribuição.
d) O empregador doméstico recolhe o mesmo percentual de contribuição que as empresas em
geral.
e) A contribuição da empresa para financiamento da aposentadoria especial tem alíquotas variáveis
de doze, nove ou seis pontos percentuais.
11. (FCC/Técnico do Seguro Social/INSS/2012) João montou seu próprio negócio em 2010, obteve
receita bruta, no ano-calendário anterior, de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e é optante do
Simples Nacional. João não pretende receber aposentadoria por tempo de contribuição. Nessa
situação, a contribuição previdenciária a ser recolhida por João é de
a) 20% (vinte por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
b) 11% (onze por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
c) 8% (oito por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
d) 9% (nove por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
e) 5% (cinco por cento) do limite mínimo do salário de contribuição.
CEBRASPE
12. (CESPE – Procurador – PGM Campo Grande/MS – 2019) Os irmãos Fátima e Ronaldo,
plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física, intelectual ou mental, possuem as
seguintes características: ambos se enquadram em famílias de baixa renda; Fátima tem trinta
anos de idade e Ronaldo, trinta e cinco anos de idade; Fátima não tem renda própria, dedica-
se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência e contribui para a
previdência social na qualidade de segurada facultativa; Ronaldo contribui como segurado
trabalhador avulso.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
- Ronaldo poderá contribuir para a previdência social com a alíquota de 5% sobre o limite mínimo
mensal do salário de contribuição.
o Certo o Errado
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13. (Cespe – Delegado de Polícia Federal – DPF/2018) Roberto é empregado da empresa XYZ ME
há trinta anos e pretende requerer ao INSS, em 17/10/2018, a concessão de aposentadoria por
tempo de contribuição. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
- Na situação descrita, o recolhimento mensal à seguridade social relativo ao empregado Roberto
é composto pela parte arcada pelo empregado e pela parte arcada pelo empregador, sendo esta
última correspondente a 20% do total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a Roberto
durante o mês.
14. (CESPE – EMAP – 2018) As contribuições sociais constituem receitas da seguridade social, a
exemplo daquelas incidentes sobre o faturamento e o lucro das empresas.
o Certo o Errado
15. (CESPE – 2018) Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições
previdenciárias do empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e
respectivo adicional constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração
de férias.
o Certo o Errado
16. (CESPE – Oficial de Justiça Avaliador Federal – TRT7 – 2017) Mônica é empregada doméstica
na casa de Jorge, segurado empregado de uma empresa. Nessa situação hipotética, assinale
a opção correta a respeito das contribuições previdenciárias de Mônica e de Jorge.
a) A contribuição previdenciária de Mônica é calculada mediante a aplicação da alíquota de 8%
sobre o valor registrado na carteira de trabalho, independentemente do valor da remuneração.
b) Tanto as contribuições previdenciárias de Mônica quanto as de Jorge devem ser recolhidas até
o dia vinte do mês subsequente ao da prestação do serviço.
c) A contribuição previdenciária de Jorge deve ser recolhida por seu empregador, enquanto a de
Mônica deve ser feita por ela mesma, pessoalmente.
d) Como empregador doméstico, Jorge deve realizar o recolhimento da contribuição patronal de
8% sobre o valor registrado na carteira de trabalho de Mônica, para a seguridade social, bem como
0,8% de contribuição social para financiamento do seguro contra acidentes do trabalho.
17. (CESPE – Analista – TER/PE – 2017) Acerca das disposições especiais relativas aos contribuintes
da previdência social, assinale a opção correta.
a) No caso do exercício concomitante de mais de uma atividade remunerada, a contribuição para
a previdência será obrigatória em relação a cada uma dessas atividades, exceto quando a
contribuição atingir o limite máximo em uma das atividades.
b) O estrangeiro que for contratado para prestar serviços no Brasil será contribuinte obrigatório da
contribuição previdenciária, ainda que a contratação seja por tempo determinado.
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c) O segurado eleito para cargo de direção de conselho mantém a categoria de segurado
previamente existente no tocante à remuneração recebida em razão do cargo.
d) O trabalhador autônomo contratado pela União por tempo determinado é equiparado ao
contribuinte do regime próprio de previdência dos servidores públicos.
e) O aposentado por qualquer regime é dispensado da contribuição da previdência em qualquer
caso.
18. (CESPE – Analista de Controle Atuarial – TCE/PR – 2016) Com relação ao custeio da seguridade
social, assinale a opção correta.
a) Os empregados de uma entidade beneficente de assistência social legalmente isenta de
contribuição previdenciária são igualmente isentos de pagar as contribuições sobre sua
remuneração.
b) É ilegal a instituição de alíquotas diferenciadas a título de contribuição social dos empregadores,
quando a diferenciação provier da atividade econômica, do porte da empresa ou da sua condição
estrutural.
c) Conforme a legislação previdenciária vigente, para efeito de custeio da seguridade social, o
contribuinte individual é equiparado a empresa, em relação ao segurado que lhe preste serviço.
d) A contribuição do empregador para o custeio da seguridade social é limitada ao teto máximo
da contribuição devida pelos empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviço.
e) O salário-maternidade e a importância recebida pelo empregado a título de incentivo à
demissão são considerados salários de contribuição, incidindo sobre esses valores a contribuição
previdenciária.
19. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) As empresas são obrigadas a arrecadar a
contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração.
o Certo o Errado
20. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) Zilda mantém vínculo empregatício com a
empresa Y e com a empresa Z, das quais recebe remuneração mensal equivalente a dois e três
salários mínimos, respectivamente. Nessa situação, a contribuição previdenciária de Zilda
deverá incidir sobre os valores recebidos de ambos os empregos.
o Certo o Errado
21. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) A contribuição do segurado empregado e a
do trabalhador doméstico recaem sobre o valor dos seus salários de contribuição, até um teto
máximo fixado por lei.
o Certo o Errado
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22. (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2016) Segundo a legislação vigente, deve
haver incidência de contribuiçãoprevidenciária sobre importância recebida a título de incentivo
a demissão voluntária e abono de férias.
o Certo o Errado
23. (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2016) A contribuição do segurado
empregado é feita de forma isonômica, sendo vedada a distinção de alíquotas ou valores de
contribuição em decorrência de salários diferenciados.
o Certo o Errado
24. (CESPE – Juiz Federal Substituto – TRF5 – 2015) Tendo em vista que grande parte do custeio
do RGPS decorre de contribuições de empresas e trabalhadores, calculadas em razão da
remuneração ou do salário de contribuição, assinale a opção correta.
a) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente ao faturamento limita-se ao somatório
dos salários de contribuição da totalidade dos seus empregados.
b) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente a cada empregado tem sua base de
cálculo limitada ao salário de contribuição do respectivo empregado.
c) A contribuição do servidor público ao RGPS incide sobre a sua remuneração integral
d) A contribuição do empregado ao RGPS incide sobre o seu salário de contribuição.
e) A contribuição do empregador ao RGPS relativamente ao lucro limita-se ao somatório dos
salários de contribuição da totalidade dos seus empregados.
25. (CESPE – Analista Judiciário – TJ/SE – 2014) Se um órgão público contratar contribuinte
individual para realizar determinado serviço, esse órgão deverá recolher a contribuição para
previdência social sobre a integralidade do salário de contribuição, ainda que o referido
contribuinte preste serviços a outras empresas no mesmo mês e demonstre esse fato ao órgão.
o Certo o Errado
26. (CESPE – SERPRO – 2013) De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais
que contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo responsáveis pelo
desconto e recolhimento das contribuições previdenciárias dos seus empregados.
o Certo o Errado
27. (CESPE – Juiz Federal Substituto 2ª Região/2013) – Conforme a CF, a seguridade social será
financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, e de determinadas contribuições. Nesse sentido, as contribuições sociais
constitucionalmente previstas incluem a contribuição
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a) sobre o domínio econômico incidente sobre a venda de petróleo e derivados.
b) do exportador de serviços para o exterior.
c) do aposentado pelo RGPS.
d) da pensionista de trabalhador falecido que se tenha aposentado pelo RGPS.
e) da entidade equiparada a empresa, na forma da lei, incidente sobre o faturamento.
28. (CESPE – Auditor – TCE/ES – 2012) A contribuição social das associações desportivas que não
possuem equipe profissional de futebol, equiparadas a empresas no que se refere à
contribuição para a seguridade social, incide sobre o montante de sua folha de salário.
o Certo o Errado
29. (CESPE – Auditor – TCE/ES – 2012) Cabe ao empregador doméstico recolher, junto com a
parcela por ele devida, a parcela da contribuição previdenciária devida por segurado que seja
seu empregado doméstico.
o Certo o Errado
OUTRAS BANCAS
30. (VUNESP – TJ/SP – 2019) Considere uma empresa contratada para prestar serviços que não
possui empregados, cujo serviço é prestado pessoalmente pelo seu titular ou sócio. Seu
faturamento do mês anterior foi igual ou inferior a 2 (duas) vezes o limite máximo do salário-
de-contribuição, cumulativamente. No caso, será
a) retida 2,5% de contribuição previdenciária.
b) dispensada a retenção da contribuição previdenciária.
c) retida 1,5% de contribuição previdenciária.
d) retida 5% de contribuição previdenciária.
e) retida 11% de contribuição previdenciária.
31. (FGV – AJAJ – TRT12 – 2017) Priscila ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Floresta
do Sul S.A. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício que alega ter durado 3
meses e o pagamento de vários direitos lesados. Em audiência, as partes entabularam acordo
para pagamento de R$1.000,00, sem reconhecimento de vínculo empregatício e sem indicação
da natureza da parcela paga. O acordo proposto foi homologado judicialmente nesses termos.
Quanto à contribuição previdenciária que, nesse caso, deverá ser realizada por cada parte, é
correto afirmar que:
a) cada litigante recolherá 31% do valor que foi objeto do acordo;
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b) não havendo reconhecimento de vínculo empregatício no acordo, não se pagará INSS;
c) Priscila será considerada contribuinte facultativa, e só recolherá INSS se desejar computar aquele
prazo para a sua aposentadoria;
d) a ré, por se tratar de sociedade anônima, fica isenta do recolhimento do INSS;
e) a autora recolherá 11% e a empresa tomadora, 20%.
32. (IBFC – 2017) De acordo com a Lei número 8.212/91, a contribuição destinada à seguridade social pela
empresa é de ____% para empresas em cuja atividade predomina o risco de acidente do trabalho
considerado leve; ____% para as empresas em cuja atividade predomina o risco considerado médio; e
_____% para as empresas em cuja atividade predomina o risco considerado grave. Assinale a alternativa
que completa correta e respectivamente as lacunas.
a) 2,5; 5; 7,5
b) 1; 2; 3
c) 1,5; 3; 4,5
d) 2; 4; 6
e) 1; 3; 5
33. (FMP Concursos – Auditor – CGE/MT – 2015) Consoante disposto na Lei 8212/91, a Seguridade Social
será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos do art. 195 da Constituição
Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios e de contribuições sociais.
De acordo com o disposto no Parágrafo Único do artigo 11 da Lei 8212/91, constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre o salário de contribuição pago ou creditado aos segurados a seu
serviço.
b) as dos empregadores domésticos.
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre a sua remuneração.
d) as das empresas, incidentes apenas sobre o faturamento.
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos federais, exclusivamente.
34. (TRT14 – Juiz do Trabalho – 2014 - adaptada) A respeito da contribuição destinada à Seguridade Social,
a cargo da empresa, é CORRETO afirmar que incide na hipótese a seguir:
a) Vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, exceto as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades
e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo
tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda,
de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;
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b) Vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do
mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços;
c) No caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas,
sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades
corretoras, distribuidorasde títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil,
cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros
privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições
devidas pelas demais empresas, é devida a contribuição adicional de dois por cento sobre a base de cálculo
definida nos incisos I e Ill do artigo 22, da Lei 8.212/91;
d) Para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade
laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, conforme dispuser o regulamento, nos percentuais
de 1%, 2% ou 3% sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados
empregados e trabalhadores avulsos, conforme o risco de acidente de trabalho seja, respectivamente,
grave, médio e leve.
35. (FUNRIO/Analista/INSS/2014) No tocante à contribuição das empresas, na forma da Lei n. 8212/91, é
correto afirmar que representa
a) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato
ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
b) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados que lhe prestem serviços, destinados a retribuir o trabalho, qualquer
que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos
decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição
do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou
acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
c) quinze por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato
ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
d) quinze por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, excluídas as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato
ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
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e) vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante
o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir
o trabalho, qualquer que seja a sua forma, excluídas as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato
ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
36. (TRT/Juiz do Trabalho Substituto 22ª Região/2013) A seguridade social será financiada por toda
a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei e das seguintes contribuições:
a) do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidentes
exclusivamente sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho assalariado;
b) do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidentes sobre
a folha de salários e demais rendimentos do trabalho, mesmo que sem vínculo de emprego; sobre
a receita ou o faturamento e sobre o lucro;
c) sobre a receita de concursos de prognósticos, assim considerados todos e quaisquer concursos
de sorteios de números, loterias, apostas, excluídas as realizadas em reuniões hípicas;
d) do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, inclusive sobre a aposentadoria
e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social;
e) do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, inclusive sobre a aposentadoria e
pensão concedidas pelo regime geral de previdência social.
37. (ESAF – MPOG – 2012) Segundo a legislação da previdência, com relação à arrecadação e ao
recolhimento das contribuições, a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do:
a) pescador artesanal que presta serviço na filial.
b) segurado empregado a seu serviço.
c) contribuinte individual, independente da prestação de serviço.
d) segurado facultativo que transita no prédio da empresa.
e) segurado especial rural que negocia com a empresa.
38. (ESAF – Receita Federal – 2012) Avalie as afirmações abaixo e marque a opção correspondente:
I. a empresa é desobrigada a arrecadar a contribuição do contribuinte individual;
II. a empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado e do trabalhador
avulso;
III. contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta própria é obrigado a
recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte àquele a que as
contribuições se referirem.
a) As duas primeiras afirmações são corretas, e errada a outra.
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b) A primeira afirmação é correta, sendo erradas as demais.
c) As três afirmações são corretas.
d) A primeira afirmação é errada, sendo corretas as demais.
e) As três afirmações são erradas.
39. (TRT24 – Juiz do Trabalho – 2012) Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O financiamento da seguridade social advém de recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e da contribuição social do empregador
da empresa e da entidade a ela equiparada.
b) A contribuição social do empregador da empresa e da entidade a ela equiparada para o custeio
da seguridade social incide sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício, a receita ou faturamento e o lucro.
c) É devida a contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da previdência social para
custeio da seguridade social.
d) Não é devida contribuição social para custeio da seguridade social incidente sobre a receita de
concursos de prognósticos.
e) É devida contribuição social para custeio da seguridade social do importador de bens ou serviços
do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
Outras receitas da Seguridade Social
40. (CESPE/Procurador do Estado/PGE-SE/2017) O sistema de custeio da seguridade social é
a) composto pela contribuição sobre a receitade concursos de prognósticos, mas não pela
remuneração recebida por serviços de arrecadação prestados a terceiros.
b) composto, no âmbito da União, por recursos adicionais do orçamento fiscal fixados
obrigatoriamente na lei orçamentária anual.
c) assegurado pela contribuição empresária, que é calculada, entre outras, sobre as remunerações
pagas aos trabalhadores avulsos prestadores de serviços, deles excluídos os segurados
contribuintes individuais.
d) composto, na esfera federal, somente por receitas da União e das contribuições sociais.
e) assegurado também pela participação do empregado, cujo salário-de-contribuição é reajustado
anualmente pelos mesmos índices do salário mínimo vigente no país.
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41. (IBADE – IPERON/RO – 2017) A Lei n° 8.212, de 1991, aponta que as receitas das contribuições
sociais compõem, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social. Sendo assim, é
correto afirmar que são contribuições sociais:
a) as incidentes sobre receitas de importação e exportação.
b) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.
c) as oriundas de emissões de letras do Tesouro Nacional.
d) as contribuições sindicais.
e) as oriundas de contribuições espontâneas da sociedade civil.
42. (CESPE – Técnico do Seguro Social – INSS – 2016) - Parte dos valores arrecadados com
concurso de prognósticos promovidos por órgãos do poder público ou por sociedades
comerciais ou civis dentro do território nacional é destinada ao custeio da seguridade social.
o Certo o Errado
43. (CESPE/Assessor Técnico-Jurídico/TCE-RN/2015) A Constituição Federal de 1988 prevê fontes de
custeio da seguridade social, entre elas a receita de concursos de prognósticos e a importação
de bens ou serviços. Caso a União deseje criar novas fontes de custeio para manter e expandir
a seguridade social, deverá fazê-lo pelo processo legislativo especial da lei complementar.
o Certo o Errado
44. (FCC – Juiz do Trabalho Substituto – TRT23 – 2015 – adaptada) No tocante às contribuições,
considere:
I. 50% dos valores obtidos e aplicados em razão da apreensão decorrente de tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas.
lI. 50% do resultado dos leilões de bens apreendidos pelo departamento da Receita Federal.
III. Renda líquida dos concursos de prognósticos, incluindo valores destinados ao Programa de
Crédito Educativo.
IV. Remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a
terceiros.
Constitui receita da Seguridade Social as indicadas APENAS em
a) II, III e IV.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e III.
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45. (FCC/Conselheiro Substituto-Auditor/TCE-CE/2015) Sobre o sistema de custeio e
financiamento da Seguridade Social no Brasil, nos termos da doutrina e da legislação
pertinente, é INCORRETO afirmar:
a) O financiamento direto se dá mediante contribuições e o indireto mediante receitas
orçamentárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
b) A receita dos concursos de prognósticos faz parte das contribuições sociais que custeiam a
Seguridade Social.
c) Nenhum benefício ou serviço será criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte
de custeio total.
d) Não há previsão para contribuição social para o importador de bens ou serviços do exterior, mas
apenas para o exportador.
e) O pescador artesanal que exerce atividade em regime de economia familiar, sem empregados
permanentes, contribuirá mediante aplicação de uma alíquota sobre a comercialização da
produção.
46. (FMP Concursos/Auditor do Estado/CGE-MT/2015) Consoante disposto na Lei 8212/91, a
Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos
do art. 195 da Constituição Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais. De acordo com o
disposto no Parágrafo Único do artigo 11 da Lei 8212/91, constituem contribuições sociais:
a) as das empresas, incidentes sobre o salário de contribuição pago ou creditado aos segurados a
seu serviço.
b) as dos empregadores domésticos.
c) as dos trabalhadores, incidentes sobre a sua remuneração.
d) as das empresas, incidentes apenas sobre o faturamento.
e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos federais, exclusivamente.
47. (TRT/Juiz do Trabalho Substituto 2ª Região/ 2013 - adaptada) Constitui receita da Seguridade
social:
a) 50% (cinquenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento
da Receita Federal.
b) A contribuição social sobre a receita de concursos de prognósticos.
c) 5% sobre a receita bruta do faturamento e do lucro do empregador rural, pessoa física.
d) 40% das multas, da atualização monetária e dos juros monetários.
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48. (CESPE/Analista Judiciário – Área Judiciária/STJ/2012) Segundo a CF, as contribuições das
entidades beneficentes de assistência social estão entre as fontes de recursos destinados ao
financiamento da seguridade social, juntamente com os recursos provenientes dos orçamentos
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
o Certo o Errado
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GABARITO
1. A
2. E
3. C
4. E
5. A
6. A
7. B
8. B
9. D
10. E
11. E
12. Errado
13. Certo
14. Certo
15. Certo
16. D
17. A
18. C
19. Certo
20. Certo
21. Certo
22. Errado
23. Errado
24. D
25. Errado
26. Certo
27. E
28. Certo
29. Certo
30. B
31. E
32. B
33. B
34. B
35. A
36. B
37. B
38. D
39. D
40. B
41. B
42. Certo
43. Certo
44. D
45. D
46. B
47. B
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