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Explicação detalhada A competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias devidas ao INSS está prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal, e é delimitada pelo entendimento consolidado do STF (Súmula Vinculante 53) e do TST (Súmula 368, item I). Essa competência restringe-se às sentenças condenatórias em pecúnia (ou acordos homologados) que envolvam parcelas salariais integrantes do salário de contribuição. Não abrange decisões meramente declaratórias ou reconhecitórias sem condenação ao pagamento de valores. Alternativa A: O reconhecimento de vínculo empregatício tem caráter declaratório. Sem condenação ao pagamento de verbas salariais (como salários atrasados), não há título executivo para as contribuições previdenciárias. A execução caberia à Justiça Federal ou à Previdência Social. Alternativa B (correta): Ao deferir o pagamento de diferenças por equiparação salarial, há uma sentença condenatória em pecúnia sobre verbas de natureza salarial. Essas diferenças integram o salário de contribuição (art. 28 da Lei 8.212/1991), permitindo que a Justiça do Trabalho execute as contribuições incidentes sobre elas. Alternativa C: A assinatura da CTPS é uma obrigação de fazer (anotação), sem condenação pecuniária. O não recolhimento do INSS durante o contrato não decorre de uma condenação na sentença, mas de uma falha administrativa, cabendo execução fiscal separada. Alternativa D: O reconhecimento de salário pago "por fora" (à margem dos contracheques) é declaratório, confirmando fatos passados, mas sem necessariamente condenar o empregador ao pagamento de valores adicionais. Embora possa levar à integração para outros cálculos (como FGTS ou férias), não gera, por si só, uma condenação em pecúnia que autorize a execução das contribuições pela Justiça do Trabalho. Essa interpretação garante que a execução fique limitada às parcelas efetivamente condenadas, evitando ampliação indevida da competência trabalhista. Se você tiver mais detalhes sobre o exame ou quiser discutir
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Edenilson BATTISTI JACOB

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada alternativa cuidadosamente: Alternativa A: O reconhecimento de vínculo empregatício tem caráter declaratório. Sem condenação ao pagamento de verbas salariais (como salários atrasados), não há título executivo para as contribuições previdenciárias. A execução caberia à Justiça Federal ou à Previdência Social. Análise: Correto. O reconhecimento de vínculo é declaratório e, sem condenação ao pagamento, não há título executivo. Alternativa B (correta): Ao deferir o pagamento de diferenças por equiparação salarial, há uma sentença condenatória em pecúnia sobre verbas de natureza salarial. Essas diferenças integram o salário de contribuição (art. 28 da Lei 8.212/1991), permitindo que a Justiça do Trabalho execute as contribuições incidentes sobre elas. Análise: Correto. Essa alternativa está de acordo com a competência da Justiça do Trabalho para executar contribuições previdenciárias quando há condenação em pecúnia. Alternativa C: A assinatura da CTPS é uma obrigação de fazer (anotação), sem condenação pecuniária. O não recolhimento do INSS durante o contrato não decorre de uma condenação na sentença, mas de uma falha administrativa, cabendo execução fiscal separada. Análise: Correto. A assinatura da CTPS é uma obrigação de fazer e não gera título executivo para contribuições previdenciárias. Alternativa D: O reconhecimento de salário pago "por fora" (à margem dos contracheques) é declaratório, confirmando fatos passados, mas sem necessariamente condenar o empregador ao pagamento de valores adicionais. Embora possa levar à integração para outros cálculos (como FGTS ou férias), não gera, por si só, uma condenação em pecúnia que autorize a execução das contribuições pela Justiça do Trabalho. Essa interpretação garante que a execução fique limitada às parcelas efetivamente condenadas, evitando ampliação indevida da competência trabalhista. Análise: Correto. O reconhecimento de salário pago "por fora" é declaratório e não gera, por si só, uma condenação em pecúnia. Agora, considerando que a alternativa B é a única que menciona explicitamente a execução das contribuições previdenciárias pela Justiça do Trabalho em um contexto de condenação em pecúnia, a alternativa correta é: b) Alternativa B (correta).

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