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Entendendo o processo de comunicação Para compreender ainda mais a comunicação, vamos entender como ela se processa. É um fluxo bem definido composto por sete etapas: Fonte - é o emissor ou comunicador. Codificação - é a linguagem ou os símbolos usados para a comunicação. Canal - é o veículo pelo qual a mensagem é encaminhada. Decodificação - é o processo em que a mensagem é traduzida na mente do receptor. Receptor - é o sujeito a quem a mensagem se dirige. Ruído - refere-se aos fatores que podem distorcer uma mensagem. Feedback - determina se a compreensão foi ou não alcançada. É a mensagem devolvida, é a retroação. Diz o ditado que “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Metas Internacionais de Segurança do Paciente A Aliança Mundial para a Segurança do Paciente foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2004 com o objetivo de reduzir o problema do cuidado inseguro, propondo “Soluções para a Segurança do Paciente”. A The Joint Commission dos Estados Unidos e seu braço internacional, a Joint Commission International (JCI), são parceiras da OMS na coordenação do Centro Colaborador Para Segurança do Paciente. Como resultado da análise de estudos internacionais e das avaliações de acreditação, a JCI incorporou um conjunto de soluções que tratam as questões consideradas de maior risco e gravidade durante a assistência ao paciente. As seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente são soluções que têm como objetivo promover melhorias específicas em áreas problemáticas na assistência. O objetivo principal é evitar danos ao paciente e, dessa forma, reduzir as consequências negativas de um atendimento realizado de forma insegura. Essas metas são adotadas pelo Sabará e por instituições de todo o mundo, como forma de oferecer um atendimento cada vez melhor e mais adequado, garantindo as boas práticas no cuidado assistencial. Vamos focar na 2º Meta Internacional da Segurança do Paciente Que tem como objetivo desenvolver uma abordagem para melhorar a comunicação entre os prestadores de cuidado, estabelecendo uma comunicação efetiva, oportuna, precisa, completa, sem ambiguidade e compreendida pelo receptor. Quando se fala em Comunicação Efetiva, ela deve ocorrer de forma ampla: entre equipes, entre diferentes unidades de saúde, através de formulários e prontuários, nas informações computadas no sistema e dos profissionais da área para os pacientes. Isso passa por medidas como padronização de dados, capacitação dos envolvidos e formas mais acessíveis de conversar com quem está passando pelo atendimento. Para entender o que é a Comunicação Efetiva em saúde é necessário, antes de tudo, entender o que é a comunicação e quando ela ocorre. Trata-se de um processo que envolve três elementos: um emissor, uma mensagem e um receptor. A comunicação só ocorre quando o último compreendeu a informação (mensagem) exatamente como pretendia o emissor. Qualquer dúvida ou interpretação equivocada é um sinal de que houve ruído e que a comunicação, portanto, não ocorreu. Se não houver comunicação, é necessário investigar se a causa do ruído está no emissor, na mensagem ou no receptor, além de um quarto elemento: o meio utilizado para enviar a informação. Apurando este ruído e corrigindo sua causa, a comunicação poderá ocorrer de forma efetiva. Comunicação Efetiva na área da saúde É fundamental aplicar estes conceitos na área da saúde, com a consciência de que a comunicação ocorre assim que este processo estiver completo, com a compreensão do receptor. Por isso é tão importante o alinhamento de equipes, com estrutura e padronização que evite perda de informações, principalmente quando elas interferem diretamente nos cuidados com o paciente. Alguns estudos mencionados no site do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente apontam que 70% dos erros em saúde ocorrem pela falta de comunicação efetiva – seja em equipes, diferentes unidades de saúde ou com os pacientes. Estas falhas incluem a falta de comunicação, informações errôneas ou incompletas e até a falta de entendimento do que se quer comunicar. Estes desentendimentos levam, muitas vezes, à descontinuidade do tratamento adequado do paciente. Isso pode ocorrer na troca de equipes de plantão dentro de um hospital, na troca de informações entre médico e laboratórios ou clínicas e na orientação entre médico e paciente. Dentre as equipes médicas, um processo bem estruturado e o trabalho em equipe são medidas seguras para contribuir com a comunicação efetiva. Quando o receptor da mensagem é o paciente ou familiares a possibilidade de barreira é ainda maior. Tratam-se de pessoas que desconhecem as padronizações e até mesmo a linguagem técnica empregada por muitos profissionais de saúde. Por isso, é fundamental ter empatia e se certificar de que a comunicação ocorreu. Isso dá segurança ao paciente para continuar seu tratamento dentro do que o médico estipulou.