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Sistema de Amortização Rafaela Rodrigues Oliveira Amaro Sistema de Amortização 2 Introdução Caro(a) aluno(a) é com imenso prazer que iniciamos esse conteúdo de Matemática Financeira! Aprendemos juntos muita coisa por aqui, não é mesmo? Aqui conheceremos com mais propriedade sobre sistemas de amortização, resumidamente, um sistema de amortização consiste em um plano de pagamento de uma dívida contraída e estes podem adotar diferentes formatos. Como exemplares deste segmento é possível criar operações comuns a todos nós, como a compra da casa própria financiada pelo sistema financeiro de habitação, as dívidas decorrentes de tributos, sejam eles municipais, estaduais ou federais, empréstimos bancários para pagamento em parcelas periódicas, dentre outros. Entendeu? Bem, no decorrer deste conteúdo letivo iremos mergulhar juntos neste universo! Objetivos da Aprendizagem Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de: • Compreender o Sistema Americano de Amortização; • Entender o Sistema de Amortiização Constante; • Conhecer o Sistema Price ou Frances de Amortização; • Aprender sobre o Sistema de Amortização Misto. 3 Compreendendo o Sistema Americano de Amortização Ao término deste conteúdo você será capaz de compreender em que fundamenta um sistema de amortização, bem como definir, caracterizar e compreender a dinâmica do Sistema Americano de Amortização (SAA) E então? Instigado para aperfeiçoar esta nova competência? Então vamos lá. Avante! Sistemas de Amortização Na língua portuguesa amortizar tem significado relacionado ao ato de abater, descontar, extinguir, quitar, pagar; no contexto financeiro esses verbos ainda são válidos, porém, agora associado ao parcelamento de uma dívida, que geralmente ocorre em parcelas, mas que também pode ser de abatido uma única vez, ou seja, amortizar é pagamento de um débito de maneira antecipada. Outra definição apresentada Castanheira e Macedo (2013) é dada por: Amortizar é devolver o capital que se tomou emprestado. Ainda neste contexto a NBC T 19.5, conforme elucidam Castanheira e Macedo (2013), é uma lei que orienta quanto as Normas Brasileiras de Contabilidade: Depreciação, Amortização e Exaustão, estes termos são definidos por, respectivamente: • Depreciação é a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilida- de por uso, ação da natureza ou obsolescência. • A depreciação de um ativo começa quando o item está em condições de ope- rar na forma pretendida pela administração, e cessa quando o ativo é baixado ou transferido do imobilizado. Assim, a amortização consiste em uma recuperação contábil: 1. do capital aplicado na aquisição de bens e direitos classificados no ativo imo- bilizado, cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou cuja utiliza- ção pelo contribuinte tenha o prazo limitado por lei ou contrato; e 2. dos custos, encargos ou despesas, registrados no ativo diferido, que contri- buirão para a formação do resultado de mais de um período de apuração. A principal distinção entre esses dois encargos se baseia no fato de que a depreciação incide sobre os bens físicos de propriedade do próprio contribuinte, a amortização relaciona-se com a diminuição de valor dos direitos com prazo definido. 4 É comum que os acordos de crédito com as entidades financeiras podem prever a existência de amortizações antecipadas, embora, geralmente são cobradas taxas adicionais e penalizadoras como forma de reembolsar parte dos juros que deixarão de ser recebidos. Uma parcela de financiamento é composta por duas parcelas: a parte correspondente a amortização mais a parcela relativa aos juros incidentes na operação, além de outros possíveis e alternativos encargos financeiros; a parte que corresponde à amortização é calculada a partir do saldo devedor, fazendo com que a dívida seja decrescida a cada período, já os juros são calculados, inicialmente, sobre o total da operação a ser realizado; observe na figura 1 a seguir essa relação. Figura 1 – Composição de uma parcela de financiamento. Fonte: Elaborado pela autora. No Brasil existe mais de uma forma de realizar essa amortização, esse conjunto de regras recebe o nome de Sistema de Amortização; existem várias regras para a amortização e cada uma com suas peculiaridades. Estudaremos nesse conteúdo quatro destas metodologias, como o apresentado na figura 2 adiante. Figura 2 - : Exemplares dos Sistemas de Amortização. Fonte: Elaborado pela autora (2023). 5 Existem ainda outros sistemas básicos de amortização. Você pode estudar os sistemas montante, sinkingfund, americano e alemão na leitura complementar LC62. Disponível nesse link. Saiba mais Sistema Americano de Amortização (SAA) Dentre os sistemas de amortizações disponíveis no mercado financeiro, o Sistema Americano de Amortização (SAA) é considerado o mais simples, uma vez que sua dinâmica consiste em devolver o capital emprestado em um pagamento único, no término do prazo contratado; sendo assim, é comum a disponibilização de uma carência ao tomador do empréstimo (MACEDO; CASTANHEIRA, 2013). Essa modalidade de amortização é amplamente utilizada nas operações relativas a papéis de renda fixa com renda quitada no final, além das letras de câmbio e os certificados de depostos com renda final. Você tem conhecimento sobre o que são letras de câmbio? Nesse vídeo, há uma breve explicação desse título de crédito. Vale a pena assistir. Disponível nesse link. Saiba mais Conforme anunciam Castanheira e Macedo (2013), as características associadas ao Sistema Americano de Amortização (SAA) são: • Os juros são calculados sobre o valor original da dívida; • O contratante pode saldar seu débito a qualquer momento; • Existe maior controle no fluxo de caixa para saldar a dívida. • Permite o pagamento fracionado da dívida, reduzindo o valor dos juros, pro- porcionalmente; • Aconselhado quando está previsto o recebimento de uma quantia futura sufi- ciente para saldar a dívida. • O principal é liquidado em parcela única no término do prazo do financiamento. https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&ved=2ahUKEwjbkIC0utb9AhUKKLkGHfBeCtEQFnoECA0QAQ&url=https%3A%2F%2Feducapes.capes.gov.br%2Fbitstream%2Fcapes%2F401417%2F1%2FMatematica%2520Financeira%2520e%2520Analise%2520de%2520Investimentos%25203ed%2520GRAFICA.pdf&usg=AOvVaw0U4fVijhGkn0C4rvo-M-5d https://www.youtube.com/watch?v=rIpi9BHr_gU&ab_channel=EuQueroInvestir 6 Quanto aos juros referentes a essa modalidade de amortização, eles podem ser saldados apenas no vencimento do principal, caracterizando o Sistema Bullet, ou liquidados em parcelas periódicas (“cupons”), caracterizando o Sistema Padrão. Estes sistemas se distinguem pelo fato de que no Sistema Americano Padrão ocorre menor pagamento de juros quando comparado ao Sistema Americano Bullet, uma vez que a quitação dos juros em cada período não é preciso sua incorporação no principal, isto é, juros compostos (NETO, 2012). Agora considere a situação em que uma pessoa jurídica tenha adquirido um empréstimo no valor de R$ 50.000,00 a ser quitada no término de quatro meses, sendo firmada entre as partes que os juros seriam cobrados no término deste período. Queremos saber de quanto será o montante equivalente a esse contexto, uma vez que a taxa de juros simples utilizado na operação é de 2% com capitalização mensal. As informações da situação problema são: • PV = 50.000 • i = 2% = 0,02 • n = 4 Bem, como já conhecemos a relação de juros simples, basta substituir nela os dados obtidos: FV = PV (1 + i x n) FV = 50.000 (1 + 0,02 x 4) FV = 50.000 (1,08) FV = 54.000,00 Logo, é possível afirmar que para quitar uma dívida de R$ 50.000,00 após quatro meses seguindo o Sistema de Amortização Americano, o valor a ser pago equivale a R$ 54.000,00 Cálculo pela calculadora HP-12C 50000 CHS PV 2 i 4 n FV 7 Outra maneira e visualizarmos esse processo é pela elaboração de tabelas e sua posterior interpretação. Sistema de Americanode Amortização (SAA) Principal R$50.000,00 Taxa de Juros 2% a.m Saldo Devedor Período Juros Amortização Pagamento 1 R$1.000,00 0.00 R$1.000,00 R$50.000,00 2 R$1.000,00 0.00 R$1.000,00 R$50.000,00 3 R$1.000,00 0.00 R$1.000,00 R$50.000,00 4 R$1.000,00 R$50.000,00 R$51.000,00 0.00 Total R$4.000,00 R$50.000,00 R$54.000,00 0,00 Quadro 1 - Sistema de Amortização Americano (SAA). Fonte: Elaborado pelo autor (2022). Chamo sua atenção, estimado (a) aluno(a), para você observar que no sistema de amortização americano os juros são iguais e quando somados são adicionados ao capital inicial, e o resultado dessa operação indica o total a ser pago pela adesão a esse procedimento. Você deve ter aprendido sobre a definição de amortização, bem como foi discutido sobre os tipos de sistemas de amortização utilizados no Brasil em diversas operações financeiras. Também definimos como funciona o Sistema de Amortização Americano (SAA), este se caracteriza principalmente pelos juros a serem calculados sobre o valor original da dívida, além de o contratante poder saldar sua dívida quando for oportuno, além desse sistema possibilitar um maior controle no fluxo de caixa para saldar a dívida e o pagamento parcial da dívida é menor, pois há a redução do valor dos juros proporcionalmente. Bem! Você entendeu bem todos os pontos abordados? Cumpriu com todas as atividades? Caso as tenha cumprido, está mais uma vez de parabéns e apto a prosseguir neste conteúdo. Entendendo o Sistema de Amortização Constante Ao término deste conteúdo você será capaz de entender como ocorre o processo de amortização seguindo os parâmetros do Sistema de Amortização Constante (SAC), 8 bem como compreenderá como funciona base de cálculo nesta metodologia. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Sistema de Amortização Constante Na grande maioria dos sistemas de amortização os pagamentos são constantes, em contrapartida, o que é constante no Sistema de Amortização Constante (SAC) é a parcela de amortização. Outra característica deste sistema de amortização, é que os juros decrescem, objetivando prestações decrescentes no decorrer do tempo; já os pagamentos permanecem compostos por dois elementos, sendo o somatório entre a amortização que é constante ao longo de todo o plano de pagamentos, e os juros que são mensurados a partir dos saldos devedores dos períodos anteriores (CASTANHEIRA; SERENATO, 2008). Observe no gráfico 1 a seguir a relação entre o valor das prestações e a quantidade de prestações. Gráfico 1 - Relação entre quantidade de prestações e valor das prestações no SAC. Fonte: Elaborado pela autora. Através da visualização do gráfico, veja que a medida que a dívida começa a ser amortizada, a parcela dos juros e consequentemente o valor associado a cada prestação como um todo tendem a decrescer, uma vez que o próprio saldo devedor se reduz. Por consequência deste fato, no SAC, o saldo devedor e a sua prestação tendem 9 a encolher permanentemente a partir do início do financiamento e não deixa resíduo, assim, neste contexto, existe menos exposição quanto aos aumentos de indexadores do contrato durante o financiamento. Um indexador é um índice que é utilizado como um parâmetro para uma reajuste contratual ou do valor de um ativo. Este percentual possui muita utilidade para estabelecer a rentabilidade de alguns ativos, além de usufruído como base para o reajuste de contratos na economia. Curiosidade No sistema de amortização constante (SAC), a prestação inicial é um pouco maior quando comparados a outros sistemas de amortização, uma vez que a quantia a ser paga pela amortização também é maior. De início isso pode parecer um pouco inviável, considerando que você está iniciando a liquidação de uma dívida, no entanto o processo a ser realizado consiste em um abatimento maior no valor do débito, e consequentemente pagando menos juros ao longo de contrato como um todo. De modo geral é possível listar as características gerais desta metodologia, como suas vantagens e desvantagens; estas informações estão listadas na figura 3 a seguir: Figura 3 - Características do Sistema de Amortização Constante (SAC).. Fonte: Elaborado pela autora (2023). 10 É interessante pontuar caro (a) aluno (a), que no sistema de amortização constante (SAC) a parcela de amortização da dívida é calculada pela razão entre o saldo devedor pelo prazo total do financiamento, como um percentual fixo da dívida; devido a essa característica, o SAC é classificado como um sistema linear. Conforme descrito por Castanheira e Macedo (2013), a relação que possibilita o cálculo da parcela é dado por: Onde consideraremos: • a = parcela correspondente a amortização • c = capital • n = quantidade de parcelas de amortização Além desta igualdade, trabalharemos com outras que permitem o cálculo referente à parcela correspondente ao juro cobrado e ao valor correspondente a cada prestação. Observe. Fórmula: j = i x sd Fórmula: p = a + j Onde consideraremos: • j = juros incidido na parcela • p = prestação • sd = saldo devedor Agora partiremos para a resolução de um exemplo, para juntos compreendermos como ocorre esse sistema de amortização. Um imóvel no valor de R$100.000,00 foi financiado pelo Sistema de amortização constante, sem correção monetária sob as condições de: • Entrada de R$30.000,00 • Sete parcelas mensais, vencendo a primeira após 30 dias da assinatura do contrato; • Taxa de juro composto de 1,8% ao mês. Quais os valores referentes as parcelas, amortizações e o saldo devedor considerando o SAC? 11 Com bases nos resultados destes cálculos, será preenchida uma tabela, assim como no SAA, apresentando ao longo do tempo as amortizações, o valor das parcelas e o saldo devedor. Inicialmente foi dada uma entrada no valor de R$30.000,00, assim o valor a ser financiado será de R$100.000,00 – R$30.000,00 = R$70.000,00; logo a parcela de amortização será dada por: Para encontrar os valores referentes às parcelas é preciso determinar o valor do juro de cada período, considerando que o saldo devedor inicial é de R$70.000,00, é possível de ser encontrado pela relação: J = i x sd J = 0,018 x 70.000,00 J = 1260,00 Assim como a parcela é encontrada pelo somatório entre a parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 1260,00 p = 11.260,00 Logo, o novo saldo devedor é de R$70.000,00 – R$10.000,00 = R$60.000,00; assim, o juro e o valor da segunda parcela serão dados por, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 60.000,00 j = 1080,00 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 1080,00 12 p = 11.080,00 Iniciamos o cálculo da terceira parcela calculamos o novo saldo devedor é de R$60.000,00 – R$10.000,00 = R$50.000,00; assim o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 50.000,00 J = 900,00 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 900,00 p = 10.900,00 A próxima parcela considera o saldo devedor como de R$50.000,00 – R$10.000,00 = R$40.000,00; assim, o juro e o valor da parcela serão respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 40.000,00 J = 720,00 Como a parcela é encontrada pela soma entre a parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 720,00 p = 10.720,00 O novo saldo devedor é de R$40.000,00 – R$10.000,00 = R$30.000,00; assim o juro e o valor da parcela são, nessa ordem: J = i x sd J = 0,018 x 30.000,00 J = 540,00 13 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 540,00 p = 10.540,00 O novo saldo devedor é encontrado por R$30.000,00 – R$10.000,00 = R$20.000,00; logo o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 20.000,00 J = 360,00 Como o valor da parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 +360,00 p = 10.360,00 Como último saldo devedor, é deR$20.000,00 – R$10.000,00 = R$10.000,00; assim o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 10.000,00 J = 180,00 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j p = 10.000,00 + 180,00 p = 10.180,00 Vamos, então, visualizar pelo quadro 2 a seguir com os dados correspondentes ao exemplo resolvido, onde foi utilizado o sistema de amortização constante (SAC). 14 Sistema de Americano Constante (SAC) Principal R$70.000,00 Taxa de Juros 1,8% a.m. Saldo Devedor Nº da Parcela Valor da Parcela Amortização Juro da Parcela 0 - - - R$70.000,00 1 R$11.260,00 R$10.000,00 R$1.260,00 R$60.000,00 2 R$11.080,00 R$10.000,00 R$1.080,00 R$50.000,00 3 R$10.900,00 R$10.000,00 R$900,00 R$40.000,00 4 R$10.720,00 R$10.000,00 R$720,00 R$30.000,00 5 R$10.540,00 R$10.000,00 R$540,00 R$20.000,00 6 R$10.360,00 R$10.000,00 R$360,00 R$10.000,00 7 R$10.180,00 R$10.000,00 R$180,00 R$0,00 Total R$75.040,00 R$70.000,00 R$5.040,00 0,00 Quadro 2 - Sistema de Amortização Constante (SAC). Fonte: Elaborado pelo autor (2022). Ao digitar um número qualquer n e as teclas f AMORT, são obtidos os juros acumulados referentes aos n períodos; se, em seguida, for digitado outro número qualquer acompanhado das teclas f AMORT teremos os juros acumulados referentes aos períodos posteriores. Assim, após encontrarmos os juros acumulados referente à n períodos, obteremos a amortização acumulada deste mesmo tempo pressionando-se a tecla . Pressionando-se RCL PV, obteremos o saldo devedor. Você deve ter aprendido que a amortização se refere a um abatimento no valor principal do financiamento, uma vez que os juros representam os valores pagos a instituição que emprestou o dinheiro; a partir destas concepções, aprendemos mais detalhadamente sobre mais um sistema de amortização utilizado no Brasil. O sistema de amortização constante (SAC), nessa metodologia, o valor a ser financiado é fracionado em parcelas de valores distintos durante a vigência de todo o contrato; logo, as parcelas de amortização que são pagas periodicamente e mensalmente adicionadas aos juros são constantes, ou seja, a parte destinada a amortizar o saldo devedor não sofre variações em seus valores. 15 Identificando o Sistema Price ou Francês de Amortização Ao término deste conteúdo, você será capaz de entender como se baseia a metodologia do Sistema Francês de Amortização ou Sistema Price; conheceremos sobre sua definição formal, aplicação e relações que viabilizam a determinação de suas parcelas. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Sistemas Price ou Francês de Amortização (SFA) O sistema francês de amortização, que também pode ser referenciado por sistema Price, foi criado por um pensador e matemático inglês Richard Price (1723 – 1791), mas por ter sido adotado na França a partir do século XIX, também recebe a denominação de Sistema Francês (NETO, 2012). Nesta metodologia de amortização, que é muito utilizado no setor financeiro e de capitais, amplamente inserido por instituições financeiras e imobiliárias, é adotado o conceito de rendas imediatas, isto é, a amortização acontece em parcelas periódicas, sucessivas e iguais, sendo que o primeiro pagamento, ocorrendo ao final do primeiro período estabelecido (CASTANHEIRA; MACEDO, 2013). Nesse sistema, o principal associado aos juros é devolvido em prestações iguais e periódicas, calculadas segundo uma série uniforme postecipada; observe pelo gráfico 2 que diferentemente do sistema de amortização constante no SAF, o valor referente a cada uma das prestações é constante. 16 Gráfico 2 - Relação entre quantidade de prestações e valor das prestações no PRICE. Fonte: Elaborado pela autora (2023). A medida que as parcelas são quitadas o saldo devedor decresce, e como o juro é calculado também sobre o saldo devedor, este consequentemente também diminui; por essa dinâmica proporcionar tais resultados as quantias referentes a amortização (devolução do total emprestado) aumentam com o decorrer do tempo, uma vez que as parcelas são iguais, periódicas e sucessivas (CASTANHEIRA; SERENATO, 2013). Sobre o Sistema de Amortização Francês, os pontos mais significativos que merecem destaque quanto a sua relevância perante sua dinâmica de aplicação apresentam-se expostos na figura 4 a seguir. 17 Figura 4 - Características do Sistema Francês de Amortização (PRICE). Fonte: Elaborado pela autora. Existe uma extensão para a planilha do Excel com simulador da tabela Price, esta funciona como um simulador de financiamento, onde é possível calcular as prestações, taxas de juros e amortização, sem a necessidade de aplicação da fórmula matemática. Basicamente essa planilha é composta por três campos amarelos que devem ser preenchidos com o valor do financiamento ou empréstimo, prazo de pagamento em meses e a taxa de juros anual ou custo efetivo total, que consiste em uma informação que deve ser disponibilizada pelo banco ou empresa. Curiosidade Para calcular o valor das parcelas nesse sistema de amortização, utilizamos da fórmula do modelo básico de renda, indicado por: Onde será adotado: • c = capital • p = parcelado financiamento 18 • i = taxa de juros • n = quantidade de parcelas Além desta fórmula, trabalharemos com as mesmas já conhecidas no sistema de amortização constante, que indicam a relação a ser utilizada para o cálculo referente à parcela correspondente ao juro cobrado e ao valor correspondente a cada prestação. Fórmula: j = i x sd Fórmula: p = a + j Onde consideraremos: • j = juros incidido na parcela • p = prestação • sd = saldo devedor Agora, partiremos para a resolução de uma situação problema, a mesma que resolvemos no sistema de amortização constante e que é comum em nosso cotidiano, para juntos entendermos como ocorre o funcionamento desse sistema de amortização e, ao final, estabelecemos uma comparação entre esses dois métodos de amortização. Um imóvel no valor de R$100.000,00 foi financiado pelo Sistema francês de amortização, sem correção monetária, sob as condições de: • Entrada de R$30.000,0 • Sete parcelas mensais, vencendo a primeira após 30 dias da assinatura do contrato; • Taxa de juros composto de 1,8% ao mês. Quais os valores referentes as parcelas, amortizações e o saldo devedor considerando o SFA? Para o cálculo das parcelas utilizamos a fórmula apresentada anteriormente, logo: 19 Logo, esse financiamento será composto por sete prestações fixas e iguais a R$ 10.732,84. No momento do primeiro pagamento referente a primeira parcela o saldo devedor, considerando que o saldo devedor inicial é de R$70.000,00, é possível determinar a parcela referente a amortização pela relação: J = i x sd J = 0,018 x 70.000,00 J = 1260,00 Assim como a parcela é encontrada pelo somatório entre a parcela de amortização e o juro: p = a + j ͢ a = p - j a = R$ 10.732,84 - 1260,00 a = 9.472,84 Logo, o novo saldo devedor é de R$70.000,00 – R$9.472,84 = R$60.527,16; assim o juro e o valor da segunda parcela serão dados por, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 60.527,16 J = 1089,49 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j ͢ a = p - j 20 a = R$ 10.732,84 - 1089,49 a = 9.643,35 Iniciamos o cálculo da terceira parcela calculamos o novo saldo devedor é de R$60.527,16 – R$9.643,35 = R$50.883,81; logo, o juro e o valor da parcela são, nessa ordem: J = i x sd J = 0,018 x 50.883,81 J = 915,91 Assim pela relação entre amortização e o juro: p = a + j ͢ a = p - j a = R$ 10.732,84 - 915,91 a = 9.816,93 A próxima parcela considera o saldo devedor como de R$50.883,81 – R$9.816,93 = R$41.066,88; assim o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 41.066,88 J = 739,20 Como a parcela é encontrada pela soma entre a parcela de amortização e o juro: p = a + j ͢ a= p - j a = R$ 10.732,84 - 739,20 a = 9.993,64 Neste momento, o novo saldo devedor é de R$41.066,88 – R$9.993,64 = R$31.073,24; assim, o juro e o valor da parcela são, nessa ordem: J = i x sd J = 0,018 x 31.073,24 21 J = 559,32 Assim como a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j ͢ a = p - j a = R$ 10.732,84 - 559,32 a = 10.173,52 Agora, o novo saldo devedor é diferente e encontrado por R$31.073,24 – R$10.173,52 = R$20.899,72; neste contexto, o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 20.899,72 J = 376,19 O valor da parcela é encontrada pelo somatório entre a parcela de amortização e o juro, assim: p = a + j ͢ a = p - j a = R$ 10.732,84 - 376,19 a = 10.356,65 Como último saldo devedor, é de R$20.899,72 – R$10.356,65 = R$10.543,07; logo o juro e o valor da parcela são, respectivamente: J = i x sd J = 0,018 x 10.543,07 J = 189,77 Finalizando nosso cálculo, novamente aplicaremos a definição de que a parcela é encontrada pela adição da parcela de amortização e o juro: p = a + j ͢ a = p - j a = R$ 10.732,84 - 189,77 a = 10.543,07 22 Uma vez que a amortização resultou nesse valor, o saldo devedor é de R$ R$10.543,07-R$10.543,07 = 0,00. Com estes valores, é possível visualizar através da disposição dos dados no quadro 3, a seguir, com os dados correspondentes ao exemplo resolvido; agora, utilizando como base a dinâmica do sistema francês de amortização (SFA). Sistema Francês de Amortização (SFA) Principal R$70.000,00 Taxa de Juros 1,8% a.m. Saldo Devedor Nº da Parcela Valor da Parcela Amortização Juro da Parcela 0 - - - R$70.000,00 1 R$10.732,84 R$9.472,84 R$1.260,00 R$60.527,16 2 R$10.732,84 R$9.643,35 R$1.089,49 R$50.883,81 3 R$10.732,84 R$9.816,93 R$915,91 R$41.066,88 4 R$10.732,84 R$9.993,64 R$739,20 R$31.073,24 5 R$10.732,84 R$10.173,52 R$559,32 R$20.899,72 6 R$10.732,84 R$10.356,65 R$376,19 R$10.543,07 7 R$10.732,84 R$10.543,07 R$189,77 R$0,00 Total R$75.129,88 R$70.000,00 R$5.129,88 R$0,00 Quadro 3 - Sistema Frances de Amortização (SFA). Fonte: Elaborado pela autora. A calculadora financeira HP 12- C realiza seus cálculos relacionados a PMT ou anuidades utilizando a metodologia do Sistema Price; desta maneira, ao realizar cálculos utilizando esse dispositivo, é necessário se atentar a essa configuração. Curiosidade Estimado aluno(a), os cálculos que foram realizados anteriormente podem também serem efetuados na calculadora HP-12C, para isso basta seguir os seguintes passos; 23 Utilizando a calculadora HP-12C 100000 ENTER 30000 - CHS PV 1.8 i 7 n Você deve ter aprendido que o Sistema Francês de Amortização ou Sistema Price está presente na maioria da compras parceladas, em que o preço à vista da mercadoria se distribui do valor parcelado com os juros compostos, que estão inseridos especialmente nos financiamentos populacionais; este sistema possui como característica principal o fato de utilizar um valor constante para as parcelas que se referem à dívida adquirida; 24 a variável que se altera conforme o período estabelecido é a parcela que se refere à amortização, uma vez que essa quantia cresce a cada parcela, não obstante o juro incidido nesta operação financeira diminui a cada período, até se chegar a um saldo devedor nulo, ou seja, a quitação da dívida adquirida. Aprendendo o Sistema de Amortização Misto Ao término deste conteúdo você será capaz de entender como funciona um outro sistema de amortização, este recebe o nome de sistema de amortização misto, uma vez que surge a partir da junção entre o Sistema Constante de Amortização e o Sistema Francês de Amortização; você será apresentado a definição formal dessa metodologia, bem como compreenderá seus cálculos E então? Motivado para desenvolver esta nova e interessante competência? Então vamos lá. Avante! Sistemas de Amortização Misto O sistema de amortização misto (SAM), como o próprio nome sugere, é o resultado entre a “mistura” de outros dois sistemas de amortização, ou seja, nesse método as concepções do Sistema de amortização constante e o sistema francês de amortização são agregados. De acordo com Castanheira e Serenato (2008), o SAM foi criado pelo extinto Banco Nacional de Habitação em 1979, representando um mesclado entre o sistema francês e o sistema constante. Por este sistema, o devedor paga o empréstimo em prestações, tais que cada uma delas resulta da média aritmética entre os valores encontrados para as prestações do sistema PRICE e do SAC. Por consequência deste fato os juros, amortizações e saldos devedores no sistema de amortização misto, em cada período, também são compostos cada um, pela média aritmética entre juros, amortizações e saldos devedores dos sistemas PRICE e SAC, observe na figura 4 essa representação. 25 Figura 5 - Composição do Sistema Misto. Fonte: Elaborado pela autora. Ressalta-se que na prática nem sempre é viável calcular esses valores, dessa forma, apenas as prestações são calculadas como médias aritméticas; assim, as prestações, as parcelas de amortização e os juros são calculados através das respectivas relações: • Psam prestação no sistema de amortização misto • Psfa prestação no sistema francês de amortização • Psac prestação no sistema de amortização constante Onde será adotado: • asam parcela de amortização no sistema de amortização misto • asfa parcela de amortização no sistema francês de amortização • asac parcela de amortização no sistema de amortização constante Onde será adotado: • JSAM = juros no sistema de amortização misto • JSFA juros no sistema francês de amortização 26 • JSAC juros no sistema de amortização constante Vamos partir para a resolução de mais um exemplo, utilizaremos novamente os dados obtidos na dinâmica dos sistema Price e Sistema de amortização constante. Vamos lá? O sistema de amortização, também conhecido de Sistema de Amortização Crescente (SACRE), é considerado o tipo de financiamento imobiliário mais popular no Brasil, por abranger características do Price e SAC e por gerar um aumento nas parcelas até determinado valor máximo. Curiosidade No Sistema de amortização constante, encontramos como valor de prestação, de parcela de amortização e de juros respectivamente: Sistema de Amortização Constante (SAC) Principal R$70.000,00 Taxa de Juros 1,8% a.m. Saldo Devedor Nº da Parcela Valor da Parcela Amortização Juro da Parcela 0 - - - R$70.000,00 1 R$11.260,00 R$10.000,00 R$1.260,00 R$60.000,00 2 R$11.080,00 R$10.000,00 R$1.080,00 R$50.000,00 3 R$10.900,00 R$10.000,00 R$900,00 R$40.000,00 4 R$10.720,00 R$10.000,00 R$720,00 R$30.000,00 5 R$10.540,00 R$10.000,00 R$540,00 R$20.000,00 6 R$10.360,00 R$10.000,00 R$360,00 R$10.000,00 7 R$10.180,00 R$10.000,00 R$180,00 R$0,00 Total R$75.040,00 R$70.000,00 R$5.040,00 0,00 Quadro 4 - Sistema de Amortização Constante (SAC). Fonte: Elaborado pela autora. 27 Pelo Sistema Price, encontramos como valor de prestação, de parcela de amortização e de juros respectivamente: Sistema Francês de Amortização (SFA) Principal R$70.000,00 Taxa de Juros 1,8% a.m. Saldo Devedor Nº da Parcela Valor da Parcela Amortização Juro da Parcela 0 - - - R$70.000,00 1 R$10.732,84 R$9.472,84 R$1.260,00 R$60.527,16 2 R$10.732,84 R$9.643,35 R$1.089,49 R$50.883,81 3 R$10.732,84 R$9.816,93 R$915,91 R$41.066,88 4 R$10.732,84 R$9.993,64 R$739,20 R$31.073,24 5 R$10.732,84 R$10.173,52 R$559,32 R$20.899,72 6 R$10.732,84 R$10.356,65 R$376,19 R$10.543,07 7 R$10.732,84 R$10.543,07 R$189,77 R$0,00 Total R$75.129,88 R$70.000,00 R$5.129,88 R$0,00 Quadro 5 - Sistema Frances de Amortização (SFA). Fonte: Elaborado pela autora. Para descobrir os valores na metodologia no sistema de amortização misto, realizamos a média aritmética, utilizando os dados acima e realizando a média aritmética por parcela, observe: Sistema de Amortização Misto (SAM) Principal R$70.000,00 Taxa de Juros 1,8% a.m. Saldo Devedor Nº da Parcela Valor da Parcela AmortizaçãoJuro da Parcela 0 - - - R$70.000,00 1 11.260,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.996,42 10.000,00 + 9.472,844 / 2 = R$ 9.732,42 1.260,00 + 1.260,00 / 2 = R$ 1.260,00 R$60.263,58 2 11.080,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.906,42 10.000,00 + 9.643,35 / 2 = R$ 9.821,67 1.080,00 + 1.080,49 / 2 = R$ 10.084,74 R$50.441,91 28 3 10.900,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.816,42 10.000,00 + 9.816,93 / 2 = R$ 9.908,46 900,00 + 915,91 / 2 = R$ 907,95 R$40.533,45 4 10.720,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.726,42 10.000,00 + 9.993,64 / 2 = R$ 9.996,82 720,00 + 739,20 / 2 = R$ 729,60 R$30.536,63 5 10.540,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.636,42 10.000,00 + 10.173,52 / 2 = R$ 10.086,76 540,00 + 559,32 / 2 = R$ 549,66 R$20.449,87 6 10.360,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.546,42 10.000,00 + 10.356,655 / 2 = R$ 10.178,32 360,00 + 376,19 / 2 = R$ 368,09 R$10.271,55 7 10.180,00 + 10.732,84 / 2 = R$ 10.456,42 10.000,00 + 10.543,07 / 2 = R$ 10.271,53 180,00 + 189,77 / 2 = R$ 184,88 R$0,02 Total R$75.080,94 R$70.000,00 R$5.084,92 R$0,002 Quadro 6 - Sistema Frances de Amortização (SFA). Fonte: Elaborado pela autora. Observe caro aluno, que a média aritmética entre os valores gera um valor intermediário, isto é, as quantias são um pouco maiores que o do sistema de amortização constante e um pouco menores que o sistema francês de amortização; outro ponto que merece destaque é o fato de o saldo devedor não ter zerado completamente, bem, este fato é decorrente de arredondamentos que são realizados durante os cálculos numéricos e são passíveis de aceitação na matemática financeira. Assim, no SAM concluímos, conforme a figura 6, que suas características são indicadas por alguns pontos significativos, observe: 29 Figura 6 - Características do Sistema de Amortização Misto (SAM). Fonte: Elaborado pela autora. 30 Conclusão Você deve ter aprendido que o Sistema de Amortização Misto (SAM) é composto pela a união de dois outros sistemas de amortização: o Sistema Francês de amortização (SFA) e o Sistema de amortização Constante (SAC), onde os valores calculados são encontrados através da média aritmética destes dois sistemas, respectivamente. Concluímos que no sistema de amortização misto as amortizações são crescentes, e os valores dos juros, assim como o das prestações, em contra partida, são decrescentes; além disso, nesta metodologia o valor referente a prestação inicial é superior quando comparado ao sistema Francês de amortização e inferior ao do sistema de amortização constante. No Brasil, esta metodologia é uma das dinâmicas de amortização que constantemente é utilizada pelas instituições de créditos imobiliários, particularmente a Caixa Econômica Federal (CEF). 31 Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática Financeira e suas Aplicações. 12ª. ed. São Paulo: Atlas, 2012. BAUER, Udibert Reinoldo. Matemática financeira fundamental. São Paulo: Atlas, 2003. CASTANHEIRA, Nelson Pereira; MACEDO, Luiz Roberto Dias de. Matemática Financeira Aplicada. Curitiba: Intersaberes, 2013. 275 p. CASTANHEIRA, Nelson Pereira; SERENATO, VerginiaS. Matemática financeira e análise financeira para todos os níveis: soluções algébricas e soluções na HP-12c. 2. ed. CURITIBA: Juruá , 2011. 228 p. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº. 1.027, de 15 de Abril de 2005. Aprova a NBC T 19.5: Depreciação, Amortização e Exaustão. Disponível em: http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/nbct19_5.htm. Acesso em 20 de fev de 2023. FARIA, Rogério Gomes de. Matemática comercial e financeira: com exercícios e cálculos em Excel e HP-12C. São Paulo: Ática, 2007. MATHIAS, Washington Franco e GOMES, José Maria. Matemática Financeira. São Paulo: Editora Atlas, 2007. LAPPONI, Juan Carlos. Matemática Financeira - Uma Abordagem Moderna. 2ª.ed. Rio de Janeiro: LtcLTC, 1994. PUCCINI, Abelardo de Lima. Matemática financeira: objetiva e aplicada. 9. ed. São Paulo: Elsevier, 2011. http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/nbct19_5.htm