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Prof.: Carlos Arthur Cavalcante 228 A equação Eq. 13 é a equação de uma seção cônica (elipse, parábola ou hipérbole) em coordenadas polares 𝑟 e 𝜃. A origem 𝑂 do sistema de coordenadas polares (centro do planeta) é um foco dessa seção cônica e o eixo polar um dos seus eixos de simetria. A razão entre a constante 𝐶 e a constante 𝐺𝑀 h2⁄ é definida como a excentricidade 𝜀 da seção cônica. 𝜖 = 𝐶 𝐺𝑀 ℎ2⁄ = 𝐶ℎ2 𝐺𝑀 Assim, podemos utilizar também uma equação alternativa à equação Eq. 13, equação esta que é dada por, 1 𝑟 = 𝐺𝑀 ℎ2 (1 + 𝜀 cos 𝜃) Eq. 14 De acordo com o valor de 𝜖 (que por sua vez depende das condições iniciais), a equação Eq. 14 representa quatro trajetórias possíveis: 1) Hipérbole. Quando 𝜖 > 1 ou 𝐶 > 𝐺𝑀 ℎ2⁄ . Existirão dois valores para ângulo polar 𝜃, identificados por 𝜃1 e por −𝜃1, para os quais o lado direito da equação Eq. 14 se torna zero e, consequentemente, o raio vetor 𝑟 se torna infinito. O valor de 𝜃1 é definido por cos 𝜃1 = 𝐺𝑀 𝐶ℎ2⁄ . 2) Parábola. Quando 𝜖 = 1 ou 𝐶 = 𝐺𝑀 ℎ2⁄ . Existirá um único valor para ângulo polar 𝜃 para o qual o lado direito da equação Eq. 14 se torna zero e, consequentemente, o raio vetor 𝑟 se torna infinito. O raio vetor 𝑟 se torna infinito para 𝜃 = 180°. 3) Elipse. Quando 𝜖 < 1 ou 𝐶 < 𝐺𝑀 ℎ2⁄ . O raio vetor 𝑟 permanece finito para todo valor de 𝜃. 4) Círculo. Quando 𝜖 = 0 ou 𝐶 = 0. É um caso particular da elipse. O raio vetor 𝑟 permanece finito, porém constante, para todo valor de 𝜃.