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A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 1 MANUAL DO PROFESSOR MANUAL DO PROFESSOR 2 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em JOÃO AZEVEDO LINS FILHO Governador do Estado da Paraíba LUCAS RIBEIRO NOVAIS DE ARAÚJO Vice-Governador do Estado da Paraíba ANTONIO ROBERTO DE ARAÚJO SOUZA Secretário de Estado da Educação MARIA ELIZABETE DE ARAÚJO Secretária Executiva de Gestão Pedagógica POLLYANNA MARIA LORETO MEIRA Secretária Executiva de Adm. de Suprimentos e Logística ERIVONALDO ALVES DA SILVA Secretário Executivo de Cooperação com os Municípios EXPEDIENTE A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 3 EQUIPE TÉCNICA WENNIA RAFAELLY SOUZA FIGUEIREDO Gerência Executiva de Educação das Escolas Cidadãs Integrais TÚLIO CARLOS SILVA ANTUNES Gerência Executiva de Educação das Escolas Cidadãs Técnicas VALMIR HERBERT BARBOSA GOMES Gerência Executiva de Desenvolvimento Escolar, Acompanhamento e Apoio à Gestão para Resultados de Aprendizagem AUDILÉIA GONÇALO DA SILVA Gerência Executiva de Gestão Pedagógica e Desenvolvimento Curricular da Educação Infan- til, Ensino Fundamental e Médio VANUZA CAVALCANTI FERNANDES Gerência Executiva de Educação Especial, Diversidade, Inclusão, Direitos Humanos, Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais CÉLIA VARELA BEZERRA Gerência Executiva de Educação de Jovens e Adultos e Educação para Pessoas Privadas de Liberdade SILVÂNIA DA SILVA SANTOS Gerência Executiva de Acompanhamento aos Sistemas de Ensino da Educação Básica e aos Programas e Projetos Educacionais NEILZE CORREIA DE MELO CRUZ Gerência Executiva de Desenvolvimento e Protagonismo Estudantil MARIA TATIANY LEITE ANDRADE Gerência Executiva de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação 4 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em CLEIDISON CÂNDIDO DA SILVA Gerência Operacional de Desenvolvimento Curricular e Formação da GEECI ARTHUR DE MEDEIROS BATISTA Gerência Operacional de Gestão e Acompanhamento para Resultados Educacionais e Desenvolvimento Integral da GEECI VALDEIR PEREIRA SILVA Gerência Operacional de Desenvolvimento Curricular e Formação da GEECT MAYRA PAULA CORREIA DA SILVA Gerência Operacional de Gestão e Acompanhamento para Resultados Educacionais e Desenvolvimento Integral da GEECT GERÊNCIA OPERACIONAL A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 5 Coordenador do Componente Recomposição da Aprendizagem JORBSON BEZERRA BARROS Revisão Textual ELIZABETH NASCIMENTO DE LIMA LEONARDO GOMES BARBOSA Capa, Projeto Gráfico e Diagramação BOSOERG PEREIRA DA SILVA JOSEFA FAUSTINO DA SILVA FELIZARDO JOSÉ GLAUBER SALDANHA MAIA JOSÉ XAVIER DA COSTA NETO PAULO ALDEMIR DELFINO LOPES Elaboradores ELIZABETH NASCIMENTO DE LIMA JOSÉ ALVES FIGUEIREDO LEONARDO GOMES BARBOSA RITA NOGUEIRA DA SIVA ZENILDA RIBEIRO DA SILVA EQUIPE DE ELABORAÇÃO 6 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em TÓPICO II: Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto. HABILIDADE: H01 (HLP016) - Identificar a finalidade de textos de diferen- tes gêneros. AULAS: 1 e 2. OBJETIVOS: • Desenvolver a habilidade de análise crítica. • Promover a compreensão contextualizada. • Estimular a reflexão sobre a influência dos gêneros textuais. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Gêneros textuais; • Textos semióticos; • Leitura e interpretação. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 7 Imagem 1 - Diversidade de gêneros textuais. Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, A H01 aborda a habilidade de identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros, uma competência essencial para a formação de leitores críticos e proficientes. Neste contexto, você, estudante, desempenha um papel fundamental na compreensão das variadas intenções comunicativas pre- sentes na diversidade de textos que encontramos em nosso cotidiano. Ao abordar H01, é crucial que se inicie destacando a importância de reconhecer que cada gênero textual possui uma finalidade específica, seja informar, persuadir, entreter, instruir ou emocionar. Esta compreensão nos permite navegar de forma mais eficaz e crítica por diferentes tipos de textos, de- senvolvendo a capacidade de interpretar a intenção por trás das palavras. Para entender essa habilidade de maneira exitosa, você poderá utilizar uma abordagem multidisciplinar, explorando textos de variados gêneros, como notícias, reportagens, crônicas, poemas, propagandas, discursos, entre outros. Durante as atividades, é essencial compreender a finalidade de cada texto, questionando o que o autor deseja comunicar, para quem está escrevendo e com qual objetivo. Além disso, o uso de estratégias como análise de linguagem, contexto histórico e elementos visuais auxilia na compreensão mais profunda das intenções comunicativas presentes nos textos. Ao desenvolver essa competência, além de aprimorar suas habilidades de leitura e interpretação, você se tornará um leitor crítico capaz de reconhecer e avaliar a função e o propósito por trás dos diversos gêneros textuais que encontram em seu dia a dia. 8 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 1 - A FINALIDADE DE DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS. Tempo estimado: 50 minutos. Imagem 2 - Diversidade dos Gêneros textuais Fonte: Imagem gerada por I.A Vocês sabiam que todo texto se realiza com uma determinada finalidade, ou seja, tem um propósito interativo específico? Todo texto tem sua função social e, por isso, pretende, por exemplo, informar ou esclarecer, expor um ponto de vista, refutar uma posição, narrar um acontecimento, fazer uma advertência, persuadir alguém de alguma coisa, etc. O entendimento bem sucedido de um texto depende, também, da identificação das inten- ções pretendidas por ele. Isso pode proporcionar diferentes finalidades, dependendo da intenção dos interlocutores. Além dos pontos específicos citados, anteriormente, a H01 refere-se tam- bém ao reconhecimento, por parte do estudante, do gênero ao qual se refere o texto-base, identificando, dessa forma, qual o objetivo do texto: informar, convencer, advertir, instruir, explicar, comentar, divertir, solicitar, recomendar, etc. Essa habilidade é avaliada por meio da leitura de textos integrais ou de fragmentos de textos de diferentes gêneros, como notícias, A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 9 fábulas, avisos, anúncios, cartas, convites, instruções, propagandas, entre outros, solicitando ao discente a identificação explícita de sua finalidade. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/3_portugues.pdf. Acesso em: 12.abr. 2024 (Adaptado). Façamos a leitura atenta do texto abaixo: 10 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Disponível em:https://www.revistabula.com/14680-os-10-melhores-poemas-de-autoras-brasileiras- -de-todos-ostempos/. Acesso em: 12 maio 2024. Agora, vamos refletir um pouco: • O que você entendeu sobre o texto? • Você se identificou, em algum momento, com o poema? • Qual a intencionalidade do título do poema ? • Esse texto lhe provoca alguma reflexão? Qual? Além de tudo que já foi exposto, a H01 também diz respeito ao reconhe- cimento, por parte do aluno, do gênero ao qual se refere o texto-base, identificando, dessa forma, qual o objetivo do texto: informar, convencer, advertir, instruir, explicar, comentar, divertir, solicitar, recomendar, etc. Essa habilidade é avaliada por meio da leitura de textos integrais ou de fragmen- tos de diferentes gêneros, como notícias, fábulas, avisos, anúncios, cartas, convites, instruções, propagandas, entre outros, solicitando ao discente a identificação explícita de sua finalidade. É importante ressaltar que alguns textos recebem mais “prestígio social” do que outros a depender do con- texto no qual estão inseridos. Por exemplo, em uma consulta médica, uma prescrição médica pode ter um prestígio maior que umareceita de bolo para um determinado grupo de pessoas. No caso da prescrição médica e da receita, cada uma delas tem uma intencionalidade diferente. Enquanto a prescrição médica traz orientações de um médico para o paciente sobre como fazer um tratamento de saúde, a receita de bolo tem o objetivo de ensinar alguém a fazer um bolo. Então, lembre-se: o entendimento bem sucedido de um texto depende, também, da identificação das intenções pretendidas por esse texto. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 11 AULA 2 - A IMPORTÂNCIA DE RECONHECER A FINALIDADE DE UM TEXTO. Tempo estimado: 50 minutos Imagem 5 - A arte de escrever Fonte: Imagem gerada por I.A. Aprendemos até aqui que intencionalidade é um conceito fundamental na análise e interpretação de textos, sendo a chave para compreendermos as motivações e propósitos por trás das palavras escritas ou faladas. Ela está presente em todos os tipos de comunicação, desde um simples bilhete até um discurso político elaborado. Quando falamos em intencionalidade, referimo-nos à intenção do emissor ao produzir um texto, ou seja, se ele deseja comunicar, persuadir, emocionar, informar ou convencer o receptor. Essa dimensão da comunicação é essencial, porque nos ajuda a contex- tualizar e interpretar as mensagens de forma mais completa e precisa. Ao analisarmos a intencionalidade de um texto, estamos buscando enten- der não apenas o que está sendo dito, mas também por que está sendo dito daquela maneira específica. Isso envolve considerar o público-alvo, o 12 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em contexto histórico e cultural, as estratégias de persuasão utilizadas, entre outros aspectos. Em resumo, a intencionalidade nos convida a ir além das palavras e a investigar as motivações e objetivos por trás da comunicação. É uma habilidade crucial para uma leitura crítica e uma interpretação mais profunda dos textos que encontramos em nosso dia a dia. Vejamos alguns dos principais motivos pelos quais precisamos, cada vez mais, desenvolver essa habilidade. • Compreensão profunda: Ao identificar a intencionalidade do texto, os leitores conseguem compreender o significado além das palavras, captando nuances, subtextos e intenções subjacentes. • Interpretação contextualizada: Entender a intencionalidade permite relacionar o texto ao seu contexto histórico, social, cultural e comuni- cativo, enriquecendo a interpretação e evitando mal-entendidos. • Leitura crítica: A capacidade de identificar a intencionalidade dos tex- tos desenvolve a habilidade crítica dos leitores, permitindo que ques- tionem, analisem e avaliem de forma mais fundamentada o conteúdo e os propósitos do autor. • Adaptação à diversidade textual: Como os gêneros textuais variam em sua finalidade e intenção, saber identificar a intencionalidade ajuda os leitores a se adaptarem a diferentes tipos de texto, desde notícias até ficção, discursos e propagandas. • Empoderamento cultural: Ao compreender as intenções por trás dos textos, os leitores se tornam mais conscientes das estratégias de comunicação utilizadas e das mensagens veiculadas, fortalecendo sua capacidade de discernimento e participação crítica na sociedade. Em suma, a identificação da intencionalidade dos textos em diversos gêne- ros é uma habilidade essencial para uma leitura eficaz, crítica e enriquece- dora, contribuindo para a formação de indivíduos informados, reflexivos e participativos na sociedade contemporânea. « A intencionalidade desta aula é capacitar os estudantes do Ensino Mé- dio a identificar a finalidade do texto em diferentes gêneros textuais, desenvolvendo suas habilidades de leitura crítica e interpretação. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 13 Resolução de itens Imagem 7 - Pensando. Fonte: Imagem gerada por I.A. Item 1 - Leia o texto a seguir. Imagem 8 - cartaz. Fonte:https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/simulado-portugues-d12-identificar-a-finalidade-de- -textos-.html. Acesso em: 16 abr. 2024. COELHO, C. SEDUC. 2019. 14 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em O texto acima é um cartaz que tem como principal propósito comunicativo A) informar sobre os tipos de bullying. B) discutir sobre as causas do bullying. C) alertar sobre a criminalização do bullying. D) conscientizar a vítima de bullying a buscar ajuda. Item 2 - Leia e marque a alternativa correta. Imagem 9 - linguagem mista Fonte:https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/simulado-portugues-d12-identificar-a-finalidade- -de-textos-.html. Acesso em: 16 abr. 2024. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 15 A finalidade principal do texto é A) provocar humor no leitor. B) divulgar uma marca de produtos. C) incentivar o consumo de frutas. D) anunciar uma brincadeira infantil. Item 3 - (Prova Brasil) - Leia o texto abaixo. O choro do bebê A primeira coisa que o bebê faz logo que nasce é chorar. Essa situação é deveras importante, na medida em que, graças ao primeiro choro, ocorre a transição da circulação fetoplacentária para a respiração independente. O choro permite ao bebê inspirar o ar, expandir os pulmões e realizar as trocas gasosas que asseguram o eficaz funcionamento do seu organismo e a adaptação à vida extrauterina. Nesse sentido, o choro é normal nos bebês ainda que seja, frequente- mente, causa de ansiedade e desespero de muitos pais e famílias. O bebê é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, dessa forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energetica- mente, virando constantemente a cabeça, entre outros. No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebê possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz. Nas primeiras semanas, os pais sentem maior dificuldade em decodi- ficar o choro do seu bebê, mas com o tempo e à medida em que vão inte- ragindo com o filho, aprendem a reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessidades do bebê. Disponível em: http://saudeinfantilfeira.blogspot.com/2007/12/o-choro-do-beb.html. Acesso em: 25 mar. 2010.*Adaptado: Reforma Ortográfica. 16 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em O objetivo comunicativo desse texto é A) alertar sobre um fato. B) passar uma informação. C) defender um ponto de vista. D) divulgar uma pesquisa. Item 4 - (Prova Brasil) - Leia o texto abaixo e responda. Imagem 10 - charge Fonte: http://www.sedur.ba.gov.br/arquivo_charges/charge.05.06.2007.html A charge destina-se a A) criticar o conflito existente entre gerações. B) conscientizar os leitores da importância de preservar a natureza. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 17 C) apontar o desperdício de um desmatamento mal planejado. D) salientar um processo ainda rudimentar de trabalho rural. Item 5 - Observe tirinha, abaixo: Imagem 11 - Tirinha. Disponível em: saltoagulha.com. Acesso em 03 jun. 2014. Através do uso das linguagens verbal e não verbal, as tirinhas, importante gênero textual, têm como objetivo transmitir uma mensagem para o leitor. 18 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Sobre a tirinha do cartunista Laerte, é incorreto afirmar que: A) Ambos os recursos, visuais e linguísticos, contribuem para a construção de sentidos da tirinha. B) Os elementos visuais são essenciais para a construção do efeito de hu- mor da tirinha. C) Pode-se denotar uma crítica contundente ao sistema político brasileiro e à sociedade, que elege um analfabeto como um representante do povo. D) Pode-se denotar uma crítica à sociedade conservadora, cujos valores estão de acordo com uma maneira retrógrada de pensar. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 19 Referências: Simulado de Português: D12 - Identificar a Finalidade de Textos - 8º e 9º ano. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/simula- do-portugues-d12-identificar-a-finalidade-de-textos-.html#google_vignette.Acesso em: 16 abr. 2024. Língua Portuguesa – A finalidade dos textos (Descritor 12) – Conexão Escola SME. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ ensino_fundamental/lingua-portuguesa-a-finalidade-dos-textos-descri- tor-12/. Acesso em:13 abr. 2024. Matriz de Língua Portuguesa de 3a série -Ensino Médio Comentários sobre os Tópicos e Descritores Exemplos de itens TÓPICO I - PROCEDI- MENTOS DE LEITURA. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/ pdf/3_portugues.pdf. Acesso em:13 abr. 2024. DESCRITOR 12 (3a Série).doc. Disponível em: https://docs.google.com/ document/d/1-CIQWIpAg3RJvxa9QscObtidbQorU6Rs/edit Acesso em:13 abr. 2024. 20 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em TÓPICO II: Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto . HABILIDADE: H02 (HLP038) - Reconhecer formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema. AULAS: 3 e 4. OBJETIVOS: • Desenvolver habilidades de análise comparativa. • Promover a compreensão da diversidade textual. • Estimular a reflexão sobre o impacto da escolha do texto. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Gêneros textuais; • Leitura e interpretação de textos; • Leitura de imagem. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 21 Imagem 1 - O contador de histórias Fonte: Imagem gerada por I.A Estimado estudante, A habilidade H02 é essencial no desenvolvimento da sua competência lei- tora. Esta habilidade, além de estimular a compreensão textual, promove a análise crítica e a capacidade de identificar diferentes abordagens em relação a um tema específico. Ao abordar esses conceitos, é fundamental a reflexão sobre como diferentes autores e textos podem apresentar visões distintas, argumentações diversas e estruturas textuais variadas ao tratar do mesmo assunto. Isso permite ampliar sua compreensão sobre o tema, desenvolver seu senso crítico e aprender a identificar e avaliar diferentes perspectivas. Para auxiliar no desenvolvimento dessa ação, sugerimos a utilização de textos variados, como artigos de opinião, reportagens, ensaios e até mesmo obras literárias que abordem o mesmo tema sob diferentes prismas. Além disso, é importante propor atividades que incentivem a comparação entre esses textos, destacando as semelhanças e diferenças na forma como a informação é tratada, as estratégias argumentativas uti- lizadas e os pontos de vista apresentados. 22 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 3 - AS DIFERENTES FORMAS DE TRATAR UM MESMO TEMA Tempo estimado: 50 minutos. Imagem 2 - Canais de comunicação. Fonte: Imagem gerada por I.A Nesta aula, vamos reconhecer diferentes formas de tratar uma informa- ção na comparação de textos que abordam uma mesma temática. Esta é uma era em que tecnologias emergentes e redes sociais, como Facebook, WhatsApp, Instagram, entre outras, têm tomado cada vez mais espaço na vida dos seres humanos. Algumas pessoas já nem fazem mais distinção entre o real e o virtual, ou mesmo vivem mais conectados do que off-line. Vamos conversar um pouco sobre essa característica da sociedade con- temporânea? Para início de conversa, vamos comparar os textos seguintes e ver como eles constroem essa discussão. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 23 Texto I Texto II Texto III Fonte: Canva Certamente, algo semelhante ao primeiro texto já foi visto por você na internet. Está ficando cada vez mais difícil diferenciar o real do cibernético. • Você consegue perceber o propósito de cada texto? • Você já parou para pensar e calcular quantas horas permanece conec- tado à internet? • Se a vida real, como propõe o texto, é off-line, qual seria sua diferença da vida on-line? • Você pertence ao grupo que pede a senha do Wi-Fi? • Você compraria essa bandeirola para sua casa? • Que impacto você acha que essa mensagem causaria nos seus convi- dados ao chegarem a sua casa? Acabamos de descobrir que textos podem abordar uma mesma temática a partir de linguagens e de suportes variados. Vamos entender melhor essa habilidade. 24 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em As ideias podem ser expressas a partir de palavras (linguagem verbal), gestos, desenhos, imagens (linguagem não verbal) ou a partir do verbal e do não verbal (música, história em quadrinhos), por exemplo. Imagem 5 - Mapa mental Fonte: Canva Reconhecer as diferentes formas de tratar a informação em textos que abordam a mesma temática significa buscar suas semelhanças e diferenças na perspectiva de compreender a relação entre eles. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 25 Imagem 6 - Virtual x real. Fonte: Canva. Ficou claro que podemos abordar em gêneros distintos um mesmo tema. Na imagem anterior, falamos de “viver on-line x viver a vida real” por meio de um cartão, de um pôster de Facebook e de uma mensagem numa bandeirola de madeira. Concluímos, então, que temos uma infinidade de textos para falar sobre o mesmo tema e os usaremos a depender do nosso objetivo. Supondo que alguém, ao propor uma canção para tratar desse tema, usaria outros elementos do gênero textual: rimas, melodia. Outra possibilidade seria a proposta de escrever um artigo de opinião sobre o mesmo tema da canção. No entanto, para produzi-lo, teríamos que pensar em outra estrutura de texto, de acordo com o gênero escolhido. 26 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 4 - TRABALHANDO A INTERTEXTUALIDADE Imagem 7 - intertextualidade. Fonte: Imagem gerada por I.A. A intertextualidade é uma ferramenta poderosa na construção de signifi- cados e na ampliação do repertório cultural dos estudantes. Ao trabalhar com intertextualidade, o professor pode explorar conexões entre diferen- tes textos, sejam eles literários, artísticos, históricos ou midiáticos. Isso permite que os estudantes compreendam como as obras dialogam entre si, enriquecendo sua capacidade de interpretação e análise crítica. Além disso, a intertextualidade promove o desenvolvimento da criatividade e da habilidade de criar conexões significativas entre diferentes contextos, estimulando a reflexão e o diálogo dentro da sala de aula. Nesta aula, abordaremos as várias maneiras de usar a intertextualidade. Para tanto, utilizamos elementos pontuais como: paródia, paráfrase, epí- grafe, alusão e citação, abordando, de maneira resumida, os tipos citados. Sigamos! A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 27 « A paródia é usada para “retorcer “ o texto original, através da ironia e da crítica. A estrutura do texto base é mantida, mas o conteúdo recebe uma nova roupagem. Elas são utilizadas em programas humorísticos, músicas e cinema. Exemplos de paródia: • Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé (ditado po- pular). • Se Maomé não vai à montanha, a montanha vaia Maomé (paródia). • Quem tem boca vai a Roma (ditado popular). • Quem tem carro vai a Roma (paródia). « Paráfrase é caracterizada como sendo uma reafirmação de um tema já trabalhado por outro autor. Embora sejam usadas diferentes pala- vras, estruturas e estilos, as ideias transmitidas no texto original são conservadas, não havendo mudança na temática principal do texto. Exemplos de paráfrase: • “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá...” (Canção do exílio, Gonçalves Dias). • “Do que a terra mais garrida / teus risonhos, lindos campos têm mais flores / nossos bosques têm mais vida...” (Hino Nacional Brasileiro, J.O.D. Estrada). • “Moro num país tropical / abençoado por Deus / e bonito por nature- za...” (País Tropical, Jorge Ben Jor). « A epígrafe é um tipo de intertextualidade usado quando um determina- do texto quer introduzir o tema que será discutido, ou seja, serve para dar apoio a um tema e normalmente é utilizado em artigos científicos, monografias, etc. 28 A va n ça ID E B P B +A p re n d iz ag em Exemplos de epígrafe: Em um TCC que pesquisa sobre a importância da dança para a saúde mental das pessoas. Imagine como pode ser interessante iniciar esse trabalho com a frase de Jane Barry: “Que sentido tem a revolução se não podemos dançar?” « Citação é quando há a transcrição literal de um texto, ou seja, é pegar aquele texto e copiar para o outro. Contudo, é importante conter a indicação do autor original e estar entre aspas. A citação pode ocorrer das seguintes formas: • Citação direta: Quando utiliza exatamente as palavras do autor citado, sempre entre “aspas”; Ex: Kotler (2019, p. 30) é enfático ao afirmar: “…dar prioridade aos acionis- tas é a forma menos útil de servi-los.”; • Citação indireta: As palavras são próprias mas explicam o conceito de outro autor, integrado ao texto principal; Ex. De acordo com Kotler (2019), o fato de priorizar os acionistas não está entre as melhores formas de servi-los. • Nota: Ao pé da página, inclui comentário de referência ou fonte para explicar uma palavra ou conceito. Ex. « Alusão é quando um texto faz referência a uma determinada obra, personagem ou situação que já foram retratadas em outros textos. Apresente o exemplo abaixo, e veja se os estudantes conseguem iden- tificar qual o tipo de intertextualidade. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 29 Exemplos de alusão: Este é um presente de grego. (A expressão faz alusão ao cavalo de madeira repleto de soldados escon- didos, que os gregos enviaram aos troianos, como se fosse um presente, por ocasião da Guerra de Troia). • Meu computador foi invadido por um cavalo de Troia. (Esta expressão também reporta ao presente que os troianos receberam. Refere-se a um malware que entra em seu computador através de um download, mas esconde vírus maléficos a seu sistema). 30 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Resolução de Itens Imagem 8 - Dia de simulado. Fonte: Imagem gerada por I.A. Item 1 (Prova Brasil) - Leia os textos abaixo, em seguida responda ao que se pede. Texto I Olhos Verdes [...] Como se lê num espelho Pude ler nos olhos seus! Os olhos mostram a alma, Que as ondas postas em calma Também refletem os céus; Mas, ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 31 Depois que os vi! [...] DIAS, Gonçalves. Poemas. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997. Texto II A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não pode prescindir da continuidade da leitura daquele (A palavra que eu digo sai do mundo que estou lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele). [...] Se for capaz de escrever minha palavra estarei, de certa forma, transformando o mundo. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo. FREIRE, Paulo. Abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. Campinas. Nov. 1981. Fragmento. Um aspecto comum a esses dois textos é A) a escolha da palavra na escrita. B) a importância dos olhos para a leitura. C) as várias possibilidades de leitura. D) as transformações ocorridas no mundo. 32 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Item 2 - ( Prova Brasil) Leia os textos abaixo. Imagem 9 - o caminho do sucesso. Fonte: Imagem gerada por I.A. Texto I Das pedras. Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 33 uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam Levantei a pedra rude dos meus versos. (Cora Coralina, Meu livro de cordel) Texto II No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra 34 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. (Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia) Se compararmos esses versos de Drummond aos de Cora Coralina, vere- mos que, nos dois poemas, foi usada a imagem da pedra para simbolizar A) afetividade. B) comodidade. C) dificuldade. D) fidelidade. Item 3 - (Prova Brasil) Leia o texto abaixo e responda. Texto I Entrevista com gari na imundice da cidade Entrevista com um gari de São Paulo J. S., 35, baiano de Jacobina, há três anos veio de lá, onde era ajudante de pedreiro e trabalha na varreção da cidade. O lugar, perto do Mercado Municipal, no centro, recendia a mijo e resto de comida. Pergunta: É humilhante esse trabalho de varrer rua? Gari: Não, eu não acho. É um trabalho e é honra. O pior é tirar dos outros, né? Roubar o dos outros é que feio. (...) Pergunta: Você trabalha sem luvas? Gari: Luvas eles dão. Mas eu não botei hoje porque está muito quente. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 35 Mas não dão é bota de borracha. Só esse sapatinho aqui, e a gente nessa água podre, pegando frieira. (...) Pergunta: O que você acha que deve ser feito para as pessoas não sujarem as ruas? Gari: É aí, olha. Que as pessoas sujam demais as ruas e não têm respeito por nós. Eu acho assim, o pessoal, esse Brasil nosso, eles acham que nós somos obrigados a limpar. A gente acabou de barrer ali, eles vão e sujam. Eu fico olhando assim. Eu digo: dona, eu acabei de barrer aí e a senhora vai sujar de novo bem aí? Eles dizem que a obrigação da gente é limpar mesmo. Eu acho assim, a imundície já é da casa deles pra rua. Porque, que a gente é assim uma pessoa fraca, de pouco dinheiro, mas a gente quer um copo limpinho pra tomar água e tudo. Porque a limpeza é bonita em todo canto, não é? Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 1997, 3º caderno, p. 2. 36 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Texto II Cuidando do lugar em que se vive Damos o nome de lixo a qualquer resíduo sólido proveniente de trabalhos domésticos, industriais, etc. Dentre os materiais que o compõem, estão o papel, o alumínio, o plástico e o vidro, entre outros, que demoram muito para ser absorvidos pela natureza, causando danos ao meio ambiente. Veja, no quadro a seguir, o tempo de decomposição de certos materiais: Imagem 10 - Tabela. Fonte:www.klickeducacao.com.br. Os Textos 1 e 2 têm em comum o fato de A) contarem a história de um trabalhador da limpeza pública. B) compararem os problemas que envolvem o lixo nas grandes cidades. C) denunciarem o problema da poluição ambiental. D) falar do lixo como um problema atual. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 37 Item 4 - (Prova Brasil) - Leia os textos abaixo e responda. Imagem 10 - Poema de amor. Imagem 11 - Poema. Fonte:https://docs.google.com/document/d/12Cq8lMsWbc6IvIO52NZFC9Ydn3KgrgVD/edit Em ambos os textos, o sentimento que estimula os autores é A) a comemoração festiva. B) a fixação na natureza. 38 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em C) o amor saudoso. D) o presente de paz. Item 5 - (UEPB) Leia os textos 1 e 2 para responder à questão. Texto 1 Imagem 12 - Vovó https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQRsbASPO2ZrSt6wK1YbCM-LvCn_dEi- mj1z7RU-pac7c7BtZsA9). Texto 2 A tecnologia auxilia no desenvolvimento da ciência, da medicina, da agri- cultura, da indústria e na disseminação do conhecimento. Existe, porém, o outro lado da moeda. Se você faz parte dos 68% que pe- gam o celular assim que abrem os olhos, de acordo com levantamento da revista Time, ou dos surpreendentes mesmos 68% que acionam o aparelho ainda dormindo, segundo pesquisa da consultoria Deloitte, certamente está sucumbindoà tentação da conexão 24/7 (24 horas por sete dias da semana). A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 39 E talvez comece a perceber os efeitos nocivos dessa interação constante e concorde com o que a jornalista americana Catherine Price diz em Celular: Como Dar um Tempo [...], recém-lançado no Brasil: “Ao mesmo tempo que estamos ocupados, também nos sentimos ineficientes. Estamos conec- tados, mas somos solitários. A tecnologia que nos dá liberdade também funciona como uma prisão – quanto mais ficamos presos, nos pergunta- mos com mais frequência quem está realmente no controle. O resultado é uma tensão paralisante. (TOZZI,E; GOMES,N. Como evitar que o vício em celular acabe com sua produtividade. Disponível em: https://exame.abril.co,.br. Acesso em 23 abr 2019). Ao relacionar os textos 1 e 2, nota-se que a abordagem feita sobre o uso do celular na sociedade atual é I- semelhante, porquanto os dois textos concordam que, se, por um lado, a conectividade intensificou ainda mais as interações humanas, por outro, nos tornamos mais solitários. II- semelhante, porquanto os dois textos levantam o questionamento a respeito do autocontrole do indivíduo diante das tecnologias. III- diferente, porque apenas o texto 2 evidencia o dilema paradoxal viven- ciado por aqueles que vivem dependentes do aparelho. IV- semelhante, porque ambos os textos evidenciam apenas as consequ- ências do mau uso do celular nas relações entre avós e netos. De acordo com os textos 1 e 2, é CORRETO o que se afirma apenas em: A) II. B) I e II. C) III. D) II e III. 40 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Referências: Língua Portuguesa – Descritor 14 – Distinguir fato da opinião relativa a esse fato – Conexão Escola SME. Disponível em: https://sme.goiania. go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/lingua-portuguesa-descritor- -14-distinguir-fato-da-opiniao-relativa-a-esse-fato/ Acesso em: 10 abr. 2024. Diferença entre fato e opinião - Roteiro de estudos de português. Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-aprender/roteiros-de- -estudo/estudar-em-casa-diferenca-entre-fato-e-opiniao/#:~:text=%E2%80%- 9Copini%C3%A3o%E2%80%9D%2C%20in%20Dicion%C3%A1rio%20Pribe- ram,trata%2Dse%20de%20algo%20subjetivo. Acesso em: 10 abr. 2024. JR, S. Opinião: A Cultura do cancelamento - Desinformação, fake news e radicalismo político. Disponível em: https://portalpopline.com.br/opi- niao-cultura-cancelamento-desinformacao-fake-news-radicalismo-politico/ (Adaptado) Acesso em: 10 abr. 2024. Fato e Opinião na Linguagem Midiática. Disponível em: https://attobotscct. com.br/fato-e-opiniao-na-linguagem-midiatica Acesso em: 10 abr. 2024. AULA D13. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/ uploads/sites/82/2022/03/mesisedu-aulad13-professor-AVACED.pdf. Acesso em:12 abr. 2024 (Adaptado). A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 41 TÓPICO I : Procedimento de leitura HABILIDADE: H06 (HLP028) - Reconhecer o assunto de um texto lido. AULAS: 5 e 6. OBJETIVOS: • Desenvolver a habilidade de identificação do tema de um texto. • Promover a compreensão contextualizada. • Estimular a leitura e a análise crítica. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Coesão e coerência; • Textos semióticos; • Leitura de imagens; • Gêneros textuais. 42 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 1 - Mestre e aprendizes. Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, Ao abordar a H06, estamos adentrando o universo que engloba aspectos fundamentais da linguagem, como compreensão textual, interpretação, análise e produção de diferentes gêneros textuais. É um espaço de des- coberta e aprimoramento das competências linguísticas que nos prepara para enfrentar os desafios comunicativos do mundo contemporâneo. Nesta jornada, incentivamos a reflexão crítica, o desenvolvimento do pensamento argumentativo e a capacidade de expressão clara e coesa. Nossa intencio- nalidade é proporcionar uma experiência enriquecedora de aprendizado, na qual você possa explorar, questionar e ampliar seus conhecimentos linguísticos de maneira significativa. Contamos com sua expertise e dedi- cação para trilharmos esse caminho de crescimento e excelência na Língua Portuguesa. Para tanto, utilizaremos as sequências didáticas a seguir que estão estruturadas em 2 aulas geminadas, com duração de 50 minutos/ aulas, totalizando 100 minutos. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 43 AULA: 5 - IDENTIFICAR O TEMA DE UM TEXTO. Tempo estimado: 50 minutos Imagem 2 - Qual é o tema? Fonte: Imagem gerada por I.A. O tema é o eixo sobre o qual o texto se estrutura. A percepção do tema responde a uma questão essencial para a leitura: “O texto trata de quê?” Em muitos textos, o tema não vem explicitamente marcado, mas deve ser percebido pelo leitor quando identifica a função dos recursos utilizados, como o uso de figuras de linguagem, de exemplos, de uma determinada organização argumentativa, entre outros. A habilidade que pode ser ava- liada por meio deste descritor refere-se ao reconhecimento, pelo discente, do assunto principal do texto, ou seja, à identificação do que trata o texto. Para que o estudante identifique o tema, é necessário que relacione as diferentes informações para construir o sentido global do texto. Essa habi- lidade é avaliada por meio de um texto para o qual é solicitado, de forma direta, que o aluno identifique o tema ou o assunto principal do texto. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/3_portugues.pdf. Acesso em: 08 mar. 2024 (Adaptado). 44 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Vejamos, na prática, um exemplo de item que propõe o reconhecimento do tema de um texto. Imagem 3 - Retrato. Fonte: Imagem gerada por I.A. RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 45 a minha face? Cecília Meireles: poesia, por Darcy Damasceno. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 19-20. Segundo seu conhecimento sobre o assunto, o tema do texto é A) a consciência súbita sobre o envelhecimento. B) a decepção por encontrar-se já fragilizada. C) a falta de alternativa face ao envelhecimento. D) a recordação de uma época de juventude. E aí, você marcou a alternativa correta? ( ) Sim ( ) Não Apesar de parecer fácil, algumas pessoas se confundem na hora de identifi- car o tema de um texto. Um equívoco recorrente é, por exemplo, confundir o tema com o título e esses dois elementos nem sempre são correspondentes. Utilizando o poema apresentado anteriormente, elaboramos um quadro de exemplificação no intuito de simplificar, ainda mais, essa abordagem facilitando o aprimoramento e a eficácia no aprendizado dos estudantes. 46 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 4 - Quadro explicativo. Fonte: Canva Para identificar o tema de um texto com precisão, é necessário ficar atento a alguns pontos essenciais. Vejamos! « Leitura atenta: Comece lendo o texto com atenção, destacando pala- vras-chave e frases que parecem expressar uma ideia central. « Perguntas-chave: Faça perguntas-chave para ajudar a identificar o assunto principal. Pergunte-se sobre o que o autor está falando de forma mais ampla. « Resumo conciso: Tente resumir o texto em uma ou duas frases que capturem a essência do que está sendo discutido. « Contexto e palavras-chave: Considere o contexto em que o texto foi escrito e preste atenção em palavras-chave que se repetem ao longo do texto. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 47 « Análise do conteúdo: Analise o conteúdo do texto para identificar quais informações sãomais frequentes e relevantes, pois isso poderá indicar o tema principal. « Relação entre ideias: Observe como as diferentes partes do texto se relacionam entre si e como contribuem para o desenvolvimento do tema. Ao seguir esses passos e praticar a habilidade de identificar temas, você estará mais preparado para compreender e analisar textos de maneira exitosa e eficaz . Outro modo prático para entender qual o tema de um texto e a sua fina- lidade, é através das trilhas sonoras das novelas, filmes e seriados. Quem nunca conheceu ou se apaixonou por uma música por ser o “tema” do casal protagonista ou até mesmo de um personagem específico da novela ou série favorita? Como esquecer Ritinha da novela A força de um querer? Exi- bida pela Rede Globo no ano de 2017, vivida pela atriz Isis Valverde, Ritinha encantou os brasileiros com seu jeito simples, espontâneo e envolvente que se tornava ainda mais fascinante quando seguida de sua “trilha sono- ra”, a música Sereia Interpretada pelo cantor Roberto Carlos que compôs a música especialmente para a personagem. No vídeo abaixo, você poderá rever um pouco do que foi esse fenômeno nacional. Vamos relembrar? https://www.youtube.com/watch?v=DS7FqesCHVo 48 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em A trilha sonora escolhida para uma trama apresenta em sua letra e melo- dia todo o contexto social, emocional e cultural de cada personagem, ou seja, através da música é possível reconhecer características específicas, elementos que deverão também ser considerados no momento de identi- ficar o tema de um texto. Por isso, é muito comum ouvir alguém dizer que determinada música é tema de um personagem. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 49 AULA: 6 - GÊNEROS TEXTUAIS Tempo estimado: 50 minutos Apresentação ao professor: Imagem 1 - Qual é o gênero textual? Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, Ao decorrer dessa aula, faremos uma imersão comunicativa no vasto uni- verso dos gêneros textuais. É do nosso conhecimento que esses gêneros são formas de expressão linguística que seguem padrões e características específicas, desempenhando diferentes funções comunicativas em con- textos variados. Para compreender e analisar esses gêneros, é essencial abordar dois conceitos fundamentais: metodologia e intencionalidade. A metodologia refere-se ao conjunto de técnicas e abordagens utilizadas para estudar e classificar os gêneros textuais. Envolve a identificação de características estruturais, linguísticas e contextuais que definem cada tipo de texto, permitindo uma análise mais aprofundada e sistemática desses textos. Por outro lado, a intencionalidade está relacionada ao propósito ou objetivo comunicativo presente em cada gênero textual. Cada tipo de texto é 50 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em produzido com uma finalidade específica, seja informar, persuadir, entreter ou instruir, refletindo as intenções do autor em relação ao receptor e ao contexto de produção. Ao explorar os gêneros textuais sob a perspectiva da metodologia e da intencionalidade, torna-se possível compreender, além de suas características formais, suas finalidades comunicativas e impactos na interação social e cultural. Essa abordagem amplia nossa capacidade de análise e interpretação dos textos, enriquecendo nossa habilidade de comunicação e compreensão do mundo ao nosso redor. Na imagem abaixo, você encontrará alguns exemplos de gêneros textuais com suas respectivas funções. Imagem 2 - Mapa mental Fonte: Canva É fácil perceber que convivemos diariamente com os gêneros textuais. Eles fazem parte das nossas vivências cotidianas. No simples ato de abrir um jornal ou uma revista, já estamos expostos aos diversos gêneros textuais. Nesses dois meios de comunicação é possível encontrar artigos, cartas de leitor, artigos de opinião, notícias, reportagens, charges, tirinhas, en- saios, e-mails e tantos outros textos que se adequam às necessidades de quem os escreve, apresentando finalidades distintas e definidas. Assim, A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 51 fica provado que eles existem em grande quantidade justamente porque as práticas sociocomunicativas são dinâmicas e variáveis. Diferentemente do que acontece com os tipos textuais, limitados a uma quantidade pre- determinada, os gêneros são incontáveis, mesmo porque as necessidades linguísticas não podem ser mensuradas ou limitadas. Por exemplo, anti- gamente, quando havia a necessidade de comunicação com alguém que morava longe, era indispensável o envio de uma carta. Posteriormente, foi inventado o telegrama para que o tempo de espera de uma notícia fosse reduzido, e com ele também foi inventada uma linguagem bem peculiar. Hoje, quando precisamos entrar em contato com alguém que está dis- tante, ligamos ou até mesmo mandamos um e-mail, cujo recebimento é instantâneo, sem falar nas redes sociais e no tipo de linguagem utilizada por milhões de usuários. Sendo assim, fica impossível definir o número exato de gêneros textuais. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/conceito-generos-textuais.htm. Acesso em: 09 abr. 2024 (Adaptado). Imagem 3 - Resumindo. Fonte: Canva 52 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Resolução de itens: Imagem 4 - Resolução de itens. Fonte: Imagem gerada por I.A. Este é o momento em que você, estudante, através da resolução de itens, irá testar os seus conhecimentos acerca do que foi explanado nesta se- quência didática, aprimorando suas percepções e aprendizados adquiridos até aqui. Sigamos! A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 53 Item 1 - Leia o texto para responder à questão abaixo: ASA BRANCA Imagem 7 - Asa Branca C Vinil/CD, BMG. Brasil, 2001 54 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Qual é o tema do texto? A) A solidão dos sertanejos B) A fauna sertaneja C) A seca do sertão. D) A vegetação do sertão. Item 2 - Leia o texto a seguir. Imagem - 7- Quadrinhos. Fonte::https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/simulado-de-portugues-D6-8ano-9ano.html#goo- gle_vignette A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 55 Qual o tema apresentado pela tirinha? A) O impacto da inteligência artificial. B) A confiança nas habilidades humanas. C) A importância de buscar informações verídicas. D) A necessidade de ajuste frente às tecnologias. Item 3 - Analise a letra da música a seguir. Imagem 10 - Letra de música . Fonte:https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/lingua-portuguesa-d6-iden- tificar-o-tema-central-de-um-texto/ 56 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em O texto trata: A) da biodiversidade do Cerrado. B) da história geológica do Brasil. C) do clima e da vegetação do Pantanal. D) dos desafios da preservação da Amazônia. Item 4 - Qual das alternativas abaixo contém somente gêneros textuais? A) romance, descrição, biografia. B) autobiografia, narração, dissertação. C) bula de remédio, propaganda, receita culinária. D) contos, fábulas, exposição. Item 5 - “Experimente a nova e deliciosa barrinha de chocolate asteca: com mais de 70% de cacau e 0% de gordura saturada.” A oração acima faz parte do gênero textual A) notícia. B) propaganda. C) editorial. D) bilhete. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 57 Referências: Matriz de Língua Portuguesa de 3a série -Ensino Médio Comentários sobre os Tópicos e Descritores Exemplos de itens TÓPICO I -PROCEDI- MENTOS DE LEITURA. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/ pdf/3_portugues.pdf. Acesso em: 08 mar. 2024. Segure a mão pilha de livros menino gênio ilustração vetorial de es- boço desenhado à mão | Vetor Grátis. Disponível em: https://br.freepik. com/vetores-gratis/segure-a-mao-pilha-de-livros-menino-genio-ilustracao- -vetorial-de-esboco-desenhado-a-mao_30138129.htm#fromView=sear- ch&page=1&position=17&uuid=bd08af44-03b0-46ce-a145-a66e49f83c57 Acessoem: 08 mar. 2024. A Força do Querer: ouça “Sereia”, música que Roberto Carlos compôs para Ritinha. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=DS7Fqes- CHVo. Acesso em: 08 mar. 2024 Mão segurando a ilustração do conceito de caneta | Vetor Grátis. Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-gratis/mao-segurando-a- -ilustracao-do-conceito-de-caneta_22635615.htm#fromView=search&pa- ge=1&position=35&uuid=e9739d2b-e446-4dde-90e0-4bb3dcb06ef4. Acesso em: 08 mar. 2024. Simulado de Português: D6 - Identificar o Tema de um Texto - 8º e 9º ano. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/simulado- -de-portugues-D6-8ano-9ano.html#google_vignette https://brasilescola.uol.com.br/redacao/conceito-generos-textuais.htm. Acesso em: 08 mar. 2024. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGB3QAlxOM/ihn6ZXZJ- nOrL60cQy0CdlA/edit Acesso em: 08 mar. 2024. 58 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em TÓPICO IV : Coerência e coesão no processamento do texto. HABILIDADE: H07 (HLP032) - Identificar a tese de um texto. AULAS: 7 e 8. OBJETIVOS: • Desenvolver a habilidade de Identificação da tese. • Promover a análise crítica da argumentação. • Estimular a reflexão sobre a intencionalidade do texto. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Gêneros textuais; • Textos semióticos; • Leitura e interpretação. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 59 Imagem 1 - Rememorando. Fonte:https://bityl.co/OY9d. Acesso em: 28 fev. 2024. Estimado estudante, Provavelmente, você já ouviu essa palavra se referindo a uma espécie de teoria desenvolvida por uma pessoa ou até mesmo dizendo respeito ao próprio documento apresentado para a defesa do diploma de doutorado. Todas essas opções estão corretas, mas para além delas, também existe outro contexto em que a tese aparece com bastante frequência: a escrita de textos, mais especificamente na redação dissertativa-argumentativa. A tese refere-se à ideia principal do texto, que vai conduzir toda a argumentação e refletir o que vai ser defendido nele. Ela deve ser explícita e apresentar um ponto de vista, ou seja, o posicionamento crítico do autor sobre deter- minado assunto, porém sem marcar sua opinião de forma pessoal. Para fugir dessa armadilha, é preciso encontrar maneiras criativas de expor os pensamentos para atrair a atenção do leitor. Assim, o autor do texto deve sair do senso comum e explorar argumentos e questões de forma bem aprofundada. É preciso atentar para o fato de que existem diferentes tipos de tese de redação, como a tese de causa e consequência, que explora as relações de causa e efeito de um determinado fenômeno; a tese de com- paração, que analisa semelhanças e diferenças entre diferentes aspectos; e a tese de argumentação, que defende um ponto de vista embasado em argumentos sólidos. Disponível em: https://bityl.co/OY9s. Acesso em: 28 fev. 2024 (Adaptado). 60 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 7 - QUAL A FUNÇÃO DO TEXTO? Imagem 2 - Argumentando Fonte: Imagem gerada por I,A. Ao produzirmos um texto, o nosso foco principal deve ser a função social que ele tem, ou seja, devemos tentar entender as razões que nos levam a produzir determinado tipo de texto. No caso dos textos argumentativos, devemos ter em mente que a principal função é a defesa de posicionamento crítico. Você deve ter percebido que as palavras que mais apareceram no texto até agora foram: opinião, ponto de vista, posicionamento. Nós temos uma explicação bem simples para que isso tenha acontecido: Tendo em vista que a principal função social de um texto argumentativo é a defesa de nosso ponto de vista, podemos afirmar que a essência desse tipo de texto é a nossa opinião, ou seja, a tese. Vejamos alguns exemplos: • Washington Luis, Juscelino Kubitschek e Fernando Collor, apesar da dis- tância temporal, têm em comum a característica de investir no modelo de transporte rodoviário. Nessa perspectiva, observa-se a construção histórica da significação dos automóveis para os brasileiros. Sob essa A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 61 ótica, há a valorização do rodoviarismo de forma cultural, porém essa escolha ao associar-se ao álcool e outros entorpecentes faz com que haja um problema alarmante socialmente: a imprudência no trânsito. • A sociedade contemporânea supervaloriza não apenas o consumo de bebidas alcoólicas, mas também o status que o ato de beber traz. A relação travada entre diversão e álcool dificulta a instalação de uma ordem social e prejudica os não participantes desse ciclo. Entra em cena o Estado e seu intrínseco poder observado na forma da Lei Seca. A obediência da maioria é justificada pelo temor à pena ou pelo aumento da consciência social? O efeito foi passageiro ou duradouro? • Nicholas Negroponte, destaque na era digital, defende que o compu- tador é uma das ferramentas responsáveis por estimular e garantir a liberdade dos indivíduos. Entretanto, a forma como a informática se impõe parece tornar as pessoas mais inquietas, o que gera um dos piores distúrbios comportamentais: a ansiedade. Enredado por essa agonia, o homem não parece estar cada vez mais livre, mas cada vez mais escravo desse cenário. Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-tese.htm. Acesso em: 28 fev. 2024 (Adaptado). 62 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 8 - COMO IDENTIFICAR A TESE DE UM TEXTO? Imagem 3 - Análise de texto Fonte: Imagem gerada por I.A. Sabemos que identificar a tese de um texto é uma habilidade valiosa que permite aos leitores compreenderem a mensagem central e os argumentos fundamentais apresentados pelo autor. A tese representa a ideia principal ou o ponto de vista defendido ao longo do texto, sendo essencial para uma leitura crítica e uma análise aprofundada. Ao se deparar com um texto, seja ele um artigo, ensaio, discurso ou qualquer outro gênero, é importante iniciar o processo de identificação da tese através de uma leitura atenta e contextualizada. Isso envolve compreender o tema abordado, os argumen- tos apresentados e a estrutura argumentativa utilizada pelo autor. Uma das estratégias eficazes para identificar a tese é buscar pela ideia central que perpassa todo o texto. Essa ideia geralmente é apresentada de forma explícita na introdução ou conclusão, mas também pode estar implícita ao longo do desenvolvimento do texto, sendo sustentada por argumentos e evidências ao longo da obra. Além disso, é importante analisar criticamen- te os argumentos utilizados pelo autor para sustentar sua tese. Avaliar a consistência, a relevância e a coerência desses argumentos é fundamental para compreender a força e a validade da tese apresentada. Ao desenvolver a habilidade de identificar a tese de um texto, os leitores são capazes não A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 63 apenas de compreender o conteúdo de forma mais profunda, mas também de realizar uma análise crítica e construtiva, contribuindo para um debate embasado e uma interpretação mais rica e significativa. Vejamos algumas dúvidas recorrentes quando se trata de identificar a tese em um texto. « Como identificar a tese em um texto? A tese refere-se à ideia principal do texto, que vai conduzir toda a argumen- tação e refletir o que vai ser defendido nele. Ela deve ser explícita e apre- sentar um ponto de vista, ou seja, o posicionamento crítico do autor sobre determinado assunto, porém sem marcar sua opinião de forma pessoal. « Onde a tese fica no texto? Posição em relação ao tema, a tese pode ser apresentada no parágrafo introdutório do texto dissertativo-argumentativo. Elaborá-la bem é um caminho para a redação nota 1000. « O que é uma tese exemplo? É a opinião resumida do autor sobre o tema. E que será defendida ao longo do texto. Ou seja, a tese é: o que você pensa sobre o tema? « Como identificar tese e argumento? Um argumento é precisamente uma tentativa de defender uma ideia com basenoutras ideias. A ideia que se quer provar chama-se «conclusão» e as ideias em que nos baseamos chama-se «premissas». Assim, a tese é a conclusão que queremos provar ou defender, e as razões em que nos apoiamos são as premissas. « Como reconhecer um argumento? Um argumento só será considerado válido se todas as premissas tiverem o valor lógico V, o mesmo da conclusão. Portanto, podemos afirmar que um argumento será válido se todas as premissas forem verdadeiras e le- varem a uma conclusão também verdadeira. Um argumento não válido é conhecido como sofisma ou falácia. 64 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em « Como identificar a tese na introdução? A tese geralmente é apresentada na introdução do texto e, em seguida, é desenvolvida ao longo dos parágrafos do desenvolvimento, com o autor apresentando argumentos, exemplos e informações relevantes para sus- tentá-la. Na conclusão, a tese geralmente é retomada e reforçada, encer- rando o texto de forma coesa. « Quais são os tipos de teses? Existem diferentes tipos de tese de redação, como a tese de causa e con- sequência, que explora as relações de causa e efeito de um determinado fenômeno; a tese de comparação, que analisa semelhanças e diferenças entre diferentes aspectos; e a tese de argumentação, que defende um ponto de vista embasado em argumentos . Resolução de itens Imagem 3 - imersão de aprendizagem Fonte:https://bityl.co/OYAB. Acesso em: 28 fev. 2024. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 65 Item 1 - (Prova Brasil). Leia o texto a seguir e responda. PRIMEIRAS FORMAS DE ESCRITA Há cerca de 6 mil anos, as pessoas só se comunicavam por meio de fala e gestos. Não tinham como preservar a história e o relato de fatos importantes, a não ser que os guardassem na memória. O primeiro estágio da escrita ocorreu quando os seres humanos passaram a desenhar. Na ideografia, cada desenho continha uma ideia e qualquer pessoa podia entender a mensagem, mesmo não conhecendo a língua do indivíduo que havia feito os desenhos. Depois, o ser humano passou a usar a logografia, expressando as ideias indiretamente por meio de símbolos em lugar de palavras faladas. Em vez de desenhar cinco car- neiros, para mostrar que seu rebanho era composto de cinco animais, podia-se desenhar apenas um sinal significando o numeral cinco e outro, representando carneiro. Gradualmente os homens aprenderam a utilizar um sistema silábico, no qual o sinal que expressava uma palavra podia ser usado tanto para se referir a ela como para qualquer combinação fonética que soasse como aquela palavra. Essa forma de escrita é chamada rébus. Se usássemos a escrita rébus em português, o sinal que expressasse a palavra sol e o que expressasse a palavra dado, juntos, passariam a significar soldado. Disponível em:http://www.klickeducacao.com.br/enciclo/encicloverb/0,5977,POR-515,00.html Acesso em: 28 fev. 2024. Após a leitura, percebe-se que o texto defende a seguinte ideia: A) A princípio, a escrita utilizou um processo chamado logografia. B) A forma conhecida como rébus foi o estágio inicial da forma de escrita. C) A escrita surgiu da necessidade de o homem armazenar e preservar sua história. D) A escrita surgiu pela necessidade de comunicação entre os homens. 66 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Item 2 - (Prova Brasil). Observe a imagem e responda. Imagem 4 - charge Fonte: https://bityl.co/OYAg. Acesso em: 28 fev. 2024 De acordo com a leitura da imagem, a ideia defendida pelo texto é A) a má qualidade dos aparelhos eletrônicos. B) a violência na TV. C) a situação de pânico vivida pela sociedade atual. D) Os conflitos cada vez mais crescentes no mundo. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 67 item 3 - (Prova Brasil) - Leia o texto atenciosamente. Imagem 5 - chefia Fonte: vetor O trem atrasou, meia hora O senhor não tem razão pra me mandar embora! Patrão, o trem atrasou Por isso estou chegando agora Eu trago aqui um memorando da Central O trem atrasou, meia hora O senhor não tem razão pra me mandar embora! Senhor tem a paciência Precisa compreender Sempre fui obediente Cumpri todo o meu dever Um atraso é muito justo Quando há explicação 68 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Sou um chefe de família Preciso ganhar meu pão Patrão Patrão, o trem atrasou Por isso estou chegando agora Eu trago aqui um memorando da Central O trem atrasou, meia hora O senhor não tem razão pra me mandar embora! Demônios da Garoa Com base na leitura atenta desse texto, depreende-se que há uma ideia defendida em A) “Patrão, o trem atrasou / Por isso estou chegando agora”. B) “O trem atrasou meia hora” . C) “Sempre fui obediente / Cumpri todo o meu dever” . D) Um atraso é muito justo / Quando há explicação” . Item 4 - ( Prova Brasil) - Leia o texto abaixo e responda. O cerrado exige ações de preservação A Amazônia é um bioma tão majestoso que ofusca os demais existen- tes no Brasil. Fala-se muito – interna e externamente – na preservação da floresta. A preocupação é legítima. E deve manter-se. Não significa, porém, que se deva fechar os olhos para os demais. É o caso do cerrado. Segundo maior bioma do país em extensão, ele ocupa 24% do território nacional. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 69 Nos 2.039.368 km² de área distribuída em 11 estados e no Distrito Federal, abriga a maior biodiversidade em savana do mundo e dá origem a três nascentes das principais bacias hidrográficas da nação – Amazônia, Paraná e São Francisco. É, pois, estratégico. Não só pela biodiversidade e a conservação de recursos hídricos, mas também pelo sequestro de carbono. O desenvolvimento do oeste, porém, põe em risco o bioma. Desde a construção de Brasília, na década de 1950, desapareceram do mapa 58% do cerrado. Especialistas advertem que, mantido o atual ritmo de destrui- ção, a extinção virá em 50 anos. É assustador. Três vetores contribuíram para a tragédia. Um deles: a pecuária, que, a partir dos anos 1970, ganhou impulso espetacular. Outro: a lavoura branca, especialmente a soja e o algodão. Mais recentemente chegou a cana-de- -açúcar. Antes concentrada em Goiás e São Paulo, a cultura se expandiu para a Bacia do Pantanal e busca territórios novos, como o Triângulo Mi- neiro. O último: a produção de carvão vegetal, necessário para fazer aço. Minas Gerais e Pará concentram a atividade. Correio Braziliense, 26 out. 2009. A ideia defendida nesse texto é que A) a preservação do cerrado também deve ser motivo de preocupação B) a construção de Brasília contribuiu com a destruição do cerrado. C) a cultura da cana-de-açúcar se expandiu para a Bacia do Pantanal. D) a Amazônia é o bioma de que mais se fala, interna e externamente. 70 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Item 5 ( Prova Brasil) - Leia o texto abaixo. Saber não ocupa lugar O sucesso na vida pessoal e profissional depende de um aprendizado contínuo. Devemos estar dispostos a aprender e aumentar nosso nível de cultura e experiência sempre. O saber é necessário para uma vida melhor e mais equilibrada. A sabedoria nos permite apreciar melhor as belezas da vida, pela compreensão de como os fenômenos acontecem, pelo desenvol- vimento de valores mais apurados e coerentes com nossa personalidade, pelo cuidado com a educação de nossos filhos e com o trato com as pes- soas. Enfim, o saber nos leva a crescer, pessoal e profissionalmente. Ele pode ser obtido tanto pela educação formal como pela experiência e pela observação. O saber nos conduz a uma filosofia de vida alinhada com os valores humanos mais elevados. COSTA, João José da. A sabedoria dos ditados populares. São Paulo: Butterfly, 2009. p. 101. Nesse texto, o autor defende a ideia de que A) a sabedoria é coerentecom a personalidade. B) a sabedoria é obtida pela educação formal. C) o sucesso é reflexo do nível cultural. D) o saber é fruto de uma vida melhor e mais equilibrada. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 71 Referências: O que é tese? Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/por- tugues/o-que-e-tese.htm. Acesso em: 28 fev. 2024. 72 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em TÓPICO IV: Coerência e coesão no processamento do texto. HABILIDADE: H08 (HLP038) - Reconhecer as relações entre partes de um texto, identificando os recursos coesivos que contribuem para a sua con- tinuidade. AULAS: 9 e 10 OBJETIVOS: • Compreender a importância dos conectivos de coesão textual para a leitura e interpretação dos textos trabalhados na aula. • Reconhecer as relações semânticas e sintáticas estabelecidas pelos conectivos de coesão e coerência textual. • Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Gêneros textuais; • Leitura e interpretação; • Coesão e coerência. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 73 Imagem 1 - Imersão do conhecimento Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, A H08 refere-se à habilidade de estabelecer relações entre partes de um texto. Envolvidas nesse conceito, encontram-se competências primor- diais como a identificação de repetições ou substituições que contribuem para a continuidade e fluidez do texto. Ao analisar a H08, é possível compreender como alguns elementos linguísticos são utilizados para manter a coesão, garantindo compreensão e conexão efetiva entre as ideias apresentadas, o que garante produções e estruturação de textos coesos e bem estruturados. Ao decorrer dessas duas aulas, faremos uma imersão nos elementos textuais referentes à co- esão e à coerência textual percebendo que, enquanto a coesão refere-se à conexão lógica entre as partes do texto por meio de elementos linguísticos, como conjunções e pronomes, a coerência diz respeito à organização e à lógica das ideias, formando um todo significativo. Ambas são essenciais para garantir que a mensagem seja transmitida de forma clara e coesa, proporcionando ao leitor uma experiência de leitura fluida e compreensí- vel. Vejamos o quadrinho abaixo: 74 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 2 - Cebolinha Fonte: https://bityl.co/OY9I. Acesso em: 28 fev. 2024. Vamos refletir. • Que personagens compõem os quadrinhos? • Qual é a sequência da história? • Esta sequência é importante para a compreensão do que está sendo narrado? • Que linguagens compõem a história? A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 75 AULA 9 - A COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL NA INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Imagem 3 - Embarcando no aprendizado. Fonte: Imagem gerada por I.A A coerência textual é responsável por oferecer sentido e logicidade ao texto, complementando ideias que já foram usadas e dando segmento a outras ideias que estão por vir. Em contrapartida, a coesão mantém a harmonia na estrutura do texto, ocasionando continuidade às frases e aos parágrafos por meios de elementos gramaticais e lexicais. Aqui, abordaremos esses dois conceitos linguísticos – coerência e coesão – na leitura e interpretação de textos. É importante considerarmos a indispensabilidade desses ele- mentos para a produção de sentido de textos em sala de aula e fora dela, proporcionando aos/às estudantes uma leitura mais prazerosa e eficaz. Para compreender a mensagem ou informação de um texto, com eficácia, faz-se necessário uma análise minuciosa de recursos verbais e não verbais. Um exemplo é a leitura de imagem. Vejamos! 76 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 4 - À deriva Fonte: Imagem gerada por I.A. Façamos, oralmente, uma breve análise dessa imagem. • Ao primeiro olhar, o que chamou mais atenção? • A que conclusão você chegou, ao observar a expressão facial da criança? • As cores que aparecem na imagem estão coerentes com a mensagem transmitida? Por quê? • A imagem remete alguma lembrança ou acontecimento histórico pes- soal ou social? • Qual tipo de linguagem foi empregado para transmitir a mensagem? É preciso reiterar que além dos elementos coesivos estudados até aqui, a coerência textual considera, também, o contexto vigente naquela determinada situação. Vejamos esta propaganda contra o tabagismo da ACT Promoção da Saúde. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 77 Imagem 5 - Campanha de combate ao tabagismo Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/redacao/coerencia.htm. Acesso em: 28 fev. 2024. Parte do texto verbal diz: “Assim como a fumaça, a indústria do cigar- ro não respeita limites”. Um elemento coesivo (portanto, linguístico) que ajuda na coerência textual é o uso da expressão “assim como”, que indica a comparação entre a fumaça e a indústria de cigarro. No entanto, para entender essa comparação, o/a receptor/a da mensagem precisa ter um conhecimento extralinguístico, isto é, saber que a fumaça é algo que se espalha. Se ele/a não conhece as características de uma fumaça, o texto se torna incoerente.” Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/redacao/coerencia.htm. Acesso em: 28 fev. 2024. 78 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 10 - ANÁLISE DE ELEMENTOS COESIVOS ATRAVÉS DE MEMES Imagem 6 - o poder dos memes. Fonte: Imagem gerada por I.A. Os memes se tornaram uma forma popular de expressão na cultura digital, transmitindo ideias, humor e críticas sociais de maneira concisa e impac- tante. Ao analisar os elementos coesivos em memes, adentramos em um universo onde a linguagem, tanto visual quanto textual, é habilmente utili- zada para criar conexões significativas e compartilhadas entre os usuários da internet. A coesão em memes se manifesta de diversas formas, desde o uso de imagens reconhecíveis e iconografia específica até a repetição de elementos visuais ou textuais que se tornam marca registrada de um determinado meme. Esses elementos coesivos ajudam a estabelecer uma identidade visual e temática para o meme, facilitando sua compreensão e compartilhamento. Além disso, os memes muitas vezes empregam recursos linguísticos como trocadilhos, ironias, referências culturais e até mesmo neologismos para criar humor e transmitir mensagens de forma concisa e memorável. Essa combinação de elementos coesivos contribui para a eficácia comunicativa dos memes, tornando-os efetivos veículos de comunicação na era digital. Ao fazermos essa análise, temos a oportunidade de explorar a interação entre linguagem verbal e não verbal, compreender o uso estratégico de referências culturais e entender como a criatividade e a inovação linguísti- ca são aplicadas na comunicação on-line, com isso, além de desenvolver a A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 79 habilidade interpretativa, somos convidados a refletir sobre as dinâmicas sociais e culturais presentes na criação e disseminação dos memes na internet. Imagem 7 - Meme Fonte: https://www.facebook.com/textandoportugues/photos /a.736205263168147/1518879494900716/?type=3. Acesso em: 16 abr. 2024. O meme acima ilustra de forma clara o funcionamento dos elementos coesivos: palavras ou expressões que conectam o que foi mencionado anteriormente com o que será introduzido em seguida. O aspecto mais intrigante é que, ao ouvir ou ler esses elementos coesivos, já se tem uma noção do sentido do que será comunicado em seguida. Isso implica se será algo positivo ou negativo, uma explicação ou uma consequência, uma discordância ou uma concordância. A coesão é aquela amiga good vibes no meio do grupo treteiro. Quando está todo mundo discutindo nada com nada, ela vai organizando as falas para que todos se entendam com clareza e sem mais confusões. 80 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem8 - Tipos de coesão textual. Fonte: Canva Além do exemplo citado acima, ainda temos: « Coesão por conjunção: Possibilita relações de sentido entre os termos da frase. Ex. Não fui à festa porque estava doente e precisei ir ao médico, mas já me sinto melhor; portanto, irei à praia com vocês. « Coesão lexical: Uso de sinônimos, pronomes, hipônimos ou heterô- nimos. Ex. Eu amo gatos, pois acho os felinos muito inteligentes. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 81 Resolução de itens: Imagem 6 - Questões Fonte:Imagem gerada por I.A Item 1 (SAEPE) - Leia o texto abaixo. O Desenhista A professora pegou Joãozinho na sala de aula desenhando caricaturas de seus amiguinhos. Tomou seu caderno e disse: – Vamos mostrar para a diretora e ver o que ela acha disso! Chegando na sala da diretora, após esta olhar com atenção para os desenhos, exclamou: – Muito bonito isso, não é, seu Joãozinho? Respondeu Joãozinho com a maior naturalidade do mundo: – Bonito e bem desenhado. Na verdade, eu sempre soube que era um grande artista, mas a modéstia me impedia de falar sobre o assunto. Mas agora, vindo da senhora, sei que é sincero, por isso fico muito contente! 82 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 7 - Joãozinho Fonte: Imagem gerada por I.A. O que Joãozinho estava a desenhar? A) A professora B) Os amiguinhos C) A diretora D) Os artistas. Item 2 (PROEB) - Leia o texto a seguir. CO2, que bicho é esse É um gás essencial à vida, produzido pela respiração dos seres vivos, de- composição de plantas e animais, na queima de combustíveis fósseis e de florestas. O tempo de sua permanência na atmosfera é de 100 anos, no mínimo. O principal processo de renovação do gás é a sua absorção pelos oceanos e florestas. Hoje é emitido entre 8 e 9 bilhões de toneladas de CO2, por ano, em todo o planeta. Desse total, 80% vêm da queima de combustíveis fósseis. Por Dentro das Mudanças Climáticas - O que você precisa saber sobre o assunto. Nova Escola, p. 94, out. 2008. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 83 No trecho “O tempo de sua permanência...”, a palavra destacada substitui A) animais. B) florestas. C) gás. D) plantas. Item 3 (Enem 2013- adaptado) - Leia, atentamente, o texto a seguir e marque a alternativa correta. Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado. RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.Disponível em:https://beduka.com/blog/exerci- cios/portugues-exercicios/exercicios-de-coesao-e-coerencia/ Acesso em: 28 fev. 2024. Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse (figura de linguagem que omite um termo, palavra ou expressão no enunciado). O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: A) “[…] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre lín- guas.” B) “Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe […]”. C) “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que 84 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em significava ‘influência dos astros sobre os homens’.” D) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.” Item 4 - Analise o texto abaixo: Imagem 8 - Humor Fonte: https://www.tudosaladeaula.com/2023/02/atividade-sobre-memes-7ano-8ano-9ano.html#- google_vignette. Acesso em: 16 abr. 2024. O meme utiliza uma expressão muito popular, usada geralmente quando se trata de um sabor gostoso de uma determinada refeição, sobremesa ou guloseima. Nesse texto, qual é o elemento principal responsável pelo humor? A) A quebra de expectativa. B) A imagem do cachorro. C) Uso da ironia no texto e na imagem. D) A metáfora que o copo representa. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 85 Item 5 - Sobre o exemplo a seguir, podemos afirmar que é correta a se- guinte declaração: Imagem 9 - Humor crítico Fonte:https://vestibulares.estrategia.com/public/questoes/Meme-e-genero-textual63ecbd62d4/. Acesso em: 16 abr. 2024. A) Expressa uma verdade politicamente correta e tem intenção de esclare- cer os mais jovens sobre um assunto de grande relevância social. B) Tem finalidade apenas de relembrar um personagem preconceituoso replicado apenas com o propósito de homenagem midiática ao intérprete do personagem. C) Ironiza as pessoas que escrevem com correção gramatical no ambiente virtual, já que este espaço é considerado isento das obrigações que regem a norma culta. D) Trata pessoas que desconhecem as regras da gramática normativa da língua portuguesa com preconceito social, mas comete desvios gramaticais em sua própria linguagem interna. 86 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Referências: Atividade sobre Memes para o 7o ano, 8o ano e 9o ano com Gabarito. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/02/atividade-sobre- -memes-7ano-8ano-9ano.html Acesso em: 12 abr. 2024. Questão “Meme” é um gênero textual recentemente observado nas redes sociais. Disponível em: https://vestibulares.estrategia.com/public/ questoes/Meme-e-genero-textual63ecbd62d4/ .Acesso em: 12 abr. 2024. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 87 TÓPICO I : Procedimento de leitura . HABILIDADE: H09 (HLP038) - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. AULAS: 11 e 12 OBJETIVOS: • Promover a compreensão do que é fato ou opinião. • Desenvolver habilidade de análise crítica. • Estimular o pensamento reflexivo e argumentativo. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Fato ou opinião; • Definições; • Como diferenciar fato de opinião. 88 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 1 - Receptividade. Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, A habilidade H09 é fundamental no processo de desenvolvimento do pen- samento crítico e da análise interpretativa. Neste contexto, é importante compreender que a distinção entre fato e opinião nem sempre é uma ta- refa simples e objetiva, pois muitas vezes os limites entre o que é factual e o que é subjetivo podem ser sutis e contextualmente dependentes. Ao abordar essa habilidade, é necessário destacar a relatividade do conceito de fato em diferentes contextos e perspectivas. Um fato pode ser uma in- formação objetiva e verificável em determinado contexto, mas tornar-se relativo quando analisado sob diferentes prismas ou interpretações. Por exemplo, em uma discussão sobre mudanças climáticas, o aumento da temperatura média global pode ser considerado um fato científico baseado em evidências. No entanto, a interpretação das causas e consequências desse fato pode variar dependendo das opiniões e abordagens teóricas de diferentes especialistas e grupos de interesse. Portanto, ao trabalhar a habilidade H09, é essencial considerar o contexto, as fontes de infor- mação, os pontos de vista divergentes e a verificação de dados como ele- mentos-chave na distinção entre fatos objetivos e opiniões subjetivas. Essa abordagem amplia a capacidade de analisar criticamente informações, de questionar pressupostos e de desenvolver uma visão mais fundamentada e contextualizada do conhecimento. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 89 AULA 11 - COMO DISTINGUIR FATO DE OPINIÃO. Tempo estimado: 50 minutosImagem 2 - O que diz o dicionário? Fonte: Canva Para distinguir fato de opinião, é preciso, antes de mais nada, compreender o que significa cada um deles. No quadro abaixo, você encontrará defini- ções, características e exemplificação dessas duas vertentes. 90 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 3 - Fato ou opinião. Fonte: canva Umas das formas mais eficazes de identificar e distinguir fato de opinião consiste em observar a semântica dos adjetivos empregados para carac- terizar os substantivos relacionados ao fato. Veja o exemplo: • A seleção brasileira venceu o jogo ridículo do último domingo. Perceba que, no exemplo acima, há um fato e uma opinião relativa a esse fato. A seleção venceu o jogo do último domingo, isso é um fato. O adjetivo “ridículo”, caracteriza o jogo e emite uma opinião sobre ele. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 91 Leia o próximo exemplo: • Uma dieta equilibrada, geralmente inclui uma variedade de alimentos como frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. Comer carne vermelha é prejudicial à saúde, e deve ser completamente eliminada da dieta. Observe que o primeiro enunciado apresenta um fato relacionado a uma dieta equilibrada, que pode ser apoiada por diretrizes nutricionais e cien- tíficas. Já o segundo enunciado formula uma opinião em relação ao con- sumo de carne vermelha, apontando para uma visão pessoal sobre o fato de pessoas consumirem carne vermelha em uma dieta. Essa opinião pode variar de pessoa para pessoa e não é uma afirmação objetiva incontestável. Imagem 4 - Atenção! Fonte: Canva 92 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 12 - FATO E OPINIÃO NA CULTURA DO CANCELAMENTO empo estimado: 50 minutos. Imagem 1 - Cultura do cancelamento. Fonte: Imagem gerada por I. A A cultura do cancelamento vai muito além de “haters” e uma avalanche digital “abstrata”. Quando alguém é “cancelado”, ele já foi julgado, con- denado e é banido, sem direito a resposta. Uma verdadeira “inquisição” em praça pública, ou melhor, em redes sociais “públicas”. Todo cuidado é pouco com tudo o que nos chega, com qualquer “senso comum” por mais inocente que pareça. Mais do que nunca precisamos apurar os fatos e as informações que nos chegam. « Precisamos aprender que é possível “discordar, respeitar e conviver”. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 93 “Somos 200 milhões de uns. Você é sim um elemento de mudança, é par- te importante nessa engrenagem. Seja qual for nossa posição, que seja consciente e tomada por motivos justos. Para termos opinião, devemos buscar boa informação, adicionando a isso, tolerância e respeito. Só assim passaremos a ter discussões sadias, mesmo num mundo doente”. Disponível em: https://portalpopline.com.br/opiniao-cultura-cancelamento-desinformacao-fake- -news-radicalismo-politico/ Acesso em: 10 abr. 2024 (Adaptado). Fato e Opinião na Linguagem Midiática Imagem 2 - O lado obscuro das mídias digitai . Fonte: Imagem gerada por I.A. Na linguagem midiática, é essencial fazer a distinção clara entre fatos e opiniões. Os jornalistas têm a responsabilidade de relatar os fatos de for- ma precisa e imparcial, enquanto as opiniões são geralmente atribuídas a indivíduos específicos e claramente identificados como tal. É importante para o público poder distinguir entre informações baseadas em fatos ve- rificáveis e opiniões subjetivas para desenvolver uma compreensão mais completa dos eventos e questões em discussão. 94 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Fatos são eventos, situações ou ocorrências que podem ser verificados objetivamente e são independentes de opiniões pessoais. Eles são basea- dos em evidências tangíveis e podem ser comprovados através de obser- vações, testemunhos, dados quantitativos ou documentos confiáveis. Os fatos são informações objetivas que podem ser amplamente aceitas como verdadeiras. Aqui estão alguns exemplos de fatos: • Data histórica: A assinatura da Declaração de Independência dos Esta- dos Unidos ocorreu em 4 de julho de 1776. • Dados estatísticos: A taxa de desemprego no país é de 5%. • Eventos esportivos: O time A venceu o time B por 3 a 1 no último jogo. • Descobertas científicas: A teoria da relatividade foi formulada por Albert Einstein. • Informações geográficas: O rio Amazonas é o maior rio em volume de água do mundo. • Informações históricas: A Segunda Guerra Mundial ocorreu entre 1939 e 1945. • Citações documentadas: “Eu tenho um sonho”, disse Martin Luther King Jr. durante seu famoso discurso em Washington, D.C. Imagem 3 - cancelado! Fonte:Vetor. Seguindo os preceitos das mídias digitais, uma opinião refere-se a uma A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 95 expressão subjetiva de um indivíduo ou grupo sobre um determinado as- sunto. Diferentemente dos fatos, as opiniões são influenciadas por cren- ças, valores, experiências pessoais e perspectivas individuais. Elas podem variar de pessoa para pessoa e não podem ser comprovadas ou refutadas objetivamente. As opiniões são expressas em diversas formas na mídia, como editoriais, colunas de opinião, comentários, debates e programas de discussão. Aqui estão alguns exemplos de opiniões na linguagem midiática: • Opinião sobre política: “O governo deveria implementar políticas de imigração mais rígidas para proteger os interesses do país.” • Opinião sobre esportes: “O time X é o melhor time de futebol do mundo por causa de sua habilidade tática e talento dos jogadores.” • Opinião sobre questões sociais: “A legalização da maconha é benéfica, pois reduziria a violência relacionada ao tráfico e geraria receita para o governo.” • Opinião sobre entretenimento: “O filme Y é uma obra-prima, com atu- ações brilhantes e uma narrativa envolvente.” • Opinião sobre meio ambiente: “A mudança climática é uma das maiores ameaças globais e requer ação imediata para reduzir as emissões de carbono.” • Opinião sobre economia: “A política de incentivo fiscal do governo im- pulsionará o crescimento econômico e criará empregos.” Imagem 4 - Fato ou opinião? Fonte: Vetor « Em resumo, os fatos desempenham um papel fundamental na vida das pessoas, fornecendo informações confiáveis, base para decisões, 96 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em compreensão do mundo, fundamentação para o debate, combate à desinformação e construção do conhecimento. « É importante que as pessoas estejam conscientes das implicações das opiniões midiáticas e cultivem uma abordagem crítica ao consumir informações e formar suas próprias opiniões. É essencial buscar uma variedade de fontes, considerar diferentes perspectivas e avaliar as evidências antes de adotar uma posição. Disponível em: https://attobotscct.com.br/fato-e-opiniao-na-linguagem-midiatica. Acesso em : 10 abr. 2024 (Adaptado). Resolução de itens Imagem 4 - Resolução Fonte: imagem gerada por I.A. Chegou hora de aprimorar ainda mais os conhecimentos prévios, assim como os adquiridos através dessas sequências didáticas. Vamos à reso- lução de itens. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 97 Item 1 - (Prova Brasil) - Leia o texto abaixo e responda. Memórias Póstumas de Brás Cubas “... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se de- veras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil. — Dessa vez, disse ele, vais para a Europa, vais cursar uma Univer- sidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador ou gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um filho que me faz isto... Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez outomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma. Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a pro- posta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me que ficava, que não podia ir para a Europa. ...” ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática. 1992, p. 44. Fragmento. Nesse texto, há a presença de ironia quando A) a personagem diz que a mulher o amou apenas pelo dinheiro. B) a possibilidade de ir estudar fora passa a ameaçar a sua vida. C) a amada recusou-se em ir com ele para a cidade de Coimbra. D) o pai disse-lhe que não pagaria mais as suas dívidas de jogo. 98 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Item 2 - (Prova Brasil)-Leia o texto abaixo e, em seguida, responda. Choro Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma ca- baça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros. Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola. Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grá- tis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros. Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça. Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104- 105. A alternativa que apresenta uma opinião do narrador é A) “Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.”. B) “Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça.” C) “Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma.” D) “Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada...” A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 99 Item 3 - (Prova |Brasil) - Leia o texto a seguir e responda: Senhora Aurélia passava agora as noites solitárias. Raras vezes aparecia Fernan- do, que arranjava uma desculpa qualquer para justificar sua ausência. A menina que não pensava em interrogá-lo, também não contestava esses fúteis inventos. Ao contrário buscava afastar da conversa o tema desagra- dável. [...] Pensava ela que não tinha nenhum direito a ser amada por Seixas; e, pois, toda a afeição que lhe tivesse, muita ou pouca, era graça que dele recebia. Quando se lembrava que esse amor a poupara à degradação de um casamento de conveniência, nome com que se decora o mercado ma- trimonial, tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus e redentor. Parecerá estranha essa paixão veemente, rica de heroica dedicação, que, entretanto, assiste calma, quase impassível, ao declínio do afeto com que lhe retribuía o homem amado, e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, nem fazer um esforço para reter a ventura que foge. Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, de cuja investigação nos abstemos; porque o coração, e ainda mais o da mulher que é toda ela, representa o caos do mundo moral. Ninguém sabe que maravilhas ou que monstros vão surgir nesses limbos. ALENCAR, José de. Capítulo VI. In: __. Senhora. São Paulo: FTD, 1993. p. 107-8. Fragmento. O narrador revela uma opinião no trecho: A) “Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, ...” (último parágrafo) B) “...buscava afastar da conversa o tema desagradável. ” (1° parágrafo) C) “...tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus...” (3° parágrafo) D) “...e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, ...” (4° parágrafo) 100 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Item 4 - (Prova Brasil )-Leia o texto abaixo. Uma coisa de cada vez ou tudo agora? O surgimento frenético de aplicativos e equipamentos expressa uma mudança de hábitos na sociedade. A vida se reflete instantaneamente nas mídias. Comprar hoje uma televisão requer conhecimento. É impressionante o número de funcionalidades e siglas que permeiam essa decisão. LED, HDMI, Full HD e 3D são apenas algumas delas. As TVs inteligentes já estão no mercado. Tablets representam novos objetos de desejo. Celulares são usados como computadores. Essas transformações exigem do país medidas que encurtem os caminhos rumo à sociedade da informação. O governo sinaliza que o desenvolvimento de redes de alta velocidade equivale a um “pré-sal”. Assim como essa riqueza natural, a banda larga ocupa um espaço cada vez maior de debate e é, sim, um passaporte para o futuro. O Programa Nacional de Banda Larga é o caminho. Trata-se de um modelo dinâmico que, apesar de urgente, enxerga a longo prazo. A banda larga não comporta um olhar apenas sobre o meio. A grande riqueza que trafega é a informação. Assim como não há corpo sem alma, de nada vale infraestrutura sem conteúdo. Afinal, redes são feitas de pessoas. Infinitas são as oportunidades de intercâmbio, criação e difusão. Telemedicina, inteligência na segurança pública, educação. Sem falar na oportunidade de novos negócios na iniciativa privada e da geração de riquezas, emprego e renda. BECHARA, Marcelo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0806201108.htm>. Acesso em: 5 ago. 2011. Fragmento. Em relação a disseminação das siglas no mercado, há uma opinião em: A) “A vida se reflete instantaneamente nas mídias.”. (1° parágrafo) B) “É impressionante o número de funcionalidades e siglas...”. (2° parágrafo) A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 101 C) “As TVs inteligentes já estão no mercado.”. (3° parágrafo) D) “Tablets representam novos objetos de desejo.”. (4° parágrafo) Item 5 - (ENEM 2019) Leia atentamente e responda a seguir. De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notí- cias falsas, fotos modificadas, boatos de todo tipo. O problema é quando a matéria é falsa. E, pior ainda, se é uma matéria falsa que não foi criada por motivos humorísticos ou literários (sim, considero o “jornalismo ficcional” uma interessante forma de literatura), mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político, não importa de que posição ou tendên- cia. Inventa-se uma arbitrariedade ou falcatrua, joga-se nas redes sociais e aguarda-se o resultado. Nesse caso, a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação) se dá em várias direções. Antes de curtir, comentar ou com- partilhar, por obtenção de maior popularidade nas redes.curo checar as fontes, ir aos links originais. TAVARES, B. Disponível em: www.cartafundamental.com.br. Acesso em: 20 jan. 2015 (adaptado). O texto expõe a preocupação de uma leitora de notícias on-line de que o compartilhamento de conteúdos falsos pode ter como consequência a A) displicência natural das pessoas que navegam pela internet. B) desconstrução das relações entre jornalismo e literatura. C) impossibilidade de identificação da origem dos textos. D) disseminação de ações criminosas na internet. 102 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Referências Aula D13. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/ uploads/sites/82/2022/03/mesisedu-aulad13-professor-AVACED.pdf. Acesso em:12 de abr. 2024. Diferença entre fato e opinião - Roteiro de estudos de português. Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-aprender/roteiros-de- -estudo/estudar-em-casa-diferenca-entre-fato-e-opiniao/#:~:text=%E2%80%-9Copini%C3%A3o%E2%80%9D%2C%20in%20Dicion%C3%A1rio%20Pribe- ram,trata%2Dse%20de%20algo%20subjetivo. Acesso em: 10 abr. 2024 Fato e Opinião na Linguagem Midiática. Disponível em: https://attobotscct. com.br/fato-e-opiniao-na-linguagem-midiatica Acesso em: 10 abr. 2024. JR, S. Opinião: A Cultura do cancelamento - Desinformação, fake news e radicalismo político. Disponível em: https://portalpopline.com.br/opi- niao-cultura-cancelamento-desinformacao-fake-news-radicalismo-politico/. Acesso em: 10 abr. 2024. Língua Portuguesa – Descritor 14 – Distinguir fato da opinião relativa a esse fato – Conexão Escola SME. Disponível em: https://sme.goiania. go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/lingua-portuguesa-descritor- -14-distinguir-fato-da-opiniao-relativa-a-esse-fato/ Acesso em: 10 abr. 2024. Disponível em: https://www.canva.com/p/templates/EAFJ_kpwgYw-story- -do-instagram-aviso-divertido-rosa/. Acesso em: 10 abr. 2024. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 103 TÓPICO IV : Coerência e coesão no processamento do texto. HABILIDADE: H10 (HLP039) - Reconhecer o sentido das relações lógico- -discursivas em um texto. AULAS: 13 e 14 OBJETIVOS: • Compreender a estrutura do texto. • Estimular a produção textual. • Incentivar o hábito da leitura. CONTEÚDOS EXPLORADOS: • Coesão e coerência; • Textos semióticos; • Uso de elementos coesivos. 104 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Imagem 1- Cumplicidade. Fonte: Imagem gerada por I.A. Estimado estudante, Reconhecer o sentido das relações lógico-discursivas em um texto é ter a capacidade de entender como as partes se relacionam usando palavras como “porque”, “então”, “além disso” e outras. Imagine que um texto é como um quebra-cabeça e essas palavras são como as peças que mantêm tudo unido. Quando você entende essas relações, consegue ver a história completa e entender melhor o que está sendo dito. Essa habilidade é super importante porque ajuda não apenas na leitura, mas também na escrita e na comunicação em geral. Se você sabe como ligar as ideias de maneira clara, pode expressar seus pensamentos de forma mais eficaz, tanto na escola quanto em situações cotidianas. É como aprender a “costurar” as palavras para contar uma história ou explicar uma ideia de uma forma que todos possam entender. Esta habilidade, crucial na jornada educacional, visa aprimorar a capacidade de reconhecer o sentido das relações lógi- co-discursivas em um texto. Mais do que uma mera competência linguís- tica, essa habilidade desempenha um papel essencial na vida cotidiana, impactando diretamente na forma como você se comunica e interpreta o mundo ao seu redor. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 105 AULA 13 - RELAÇÕES LÓGICO- DISCURSIVAS Tempo estimado: 50 minutos. Imagem 2 - Construindo a comunicação. Fonte: Vetor A relação lógico-discursiva em língua portuguesa refere-se à maneira como as partes de um texto se conectam e se organizam logicamente para transmitir uma mensagem coerente e compreensível. Essas relações são fundamentais para garantir a clareza e a coesão do discurso, enfatizada, muitas vezes, pelas expressões de tempo, de lugar, de comparação, de oposição, de causalidade, de quantidade, de conclusão, entre outros e, quando necessário, pela identificação dos elementos que explicam essa relação. Essas expressões são marcadas pelas conjunções e advérbios, por exemplo. Vejamos no período a seguir. « Mara resolveu fazer um bolo, mas para que sua receita ficasse perfeita, seria preciso de mais dois ovos. O jeito era comprar os benditos ovos, no supermercado. Um agravante: estava chovendo. Quando a chuva passou, Mara foi ao supermercado. Não tinha ovos à venda. 106 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Observe que o advérbio “quando” demonstra circunstância de tempo, que relaciona o evento impeditivo da ação de Mara conectando-o com o desenrolar dessa ação. Vejamos abaixo uma breve explicação sobre as expressões mais utilizadas: Causalidade A causalidade é aquela que repre- senta o motivo, a causa, pela qual uma ação aconteceu. A principal conjunção utilizada é o ‘porque’, entretanto, no próprio texto pode não haver uma conjunção e aí será necessário compreender o sentido de causa e efeito por si só, confor- me o contexto. Exemplo: "Porque/ como/visto que estava doente, fui na farmácia". Consequência A consequência é o efeito que é de- clarado na oração principal. Geral- mente, utiliza-se apenas a conjunção ‘que’ para exprimir essa relação, como em: "Estava com tanta sede que bebi muitos litros de água". Condição As relações condicionais são aquelas que expressam uma imposição para que algo aconteça. É necessário im- por para que seja realizado ou não. A conjunção mais conhecida da con- dição é a partícula ‘se’, que já indica a probabilidade. Exemplo: "Se todo mundo concordar, libero a festa" Concessão Para o concurseiro não esquecer jamais o que indica concessão, te- nha em mente a palavra contraste, porque é esse tipo de simbologia que essa relação lógico-discursiva oferece. É na concessão que aconte- ce contradição, por exemplo, nesta frase: "Eu irei, mesmo que ela não vá". A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 107 Comparação Para essa relação, utiliza-se muito a conjunção ‘como’, para estabelecer uma comparação entre os elementos e pelas ações que serão proferidas na oração principal. Olhe um exem- plo: "Ele come como um leão". Mes- mo que haja uma metáfora inserida, a comparação ainda existe metafori- camente, indicando o quanto a pes- soa se alimenta bem, por exemplo. Conformidade A conformidade é aquela relação em que só poderá realizar um fato se seguir uma regra, uma norma, con- forme como se pede. Pode-se utilizar “Segundo”, “De acordo”, “Conforme”. Exemplo: "Conforme foi dito, realizei a tarefa". Temporalidade É no tempo que conseguimos expri- mir as noções de posterioridade e anterioridade, além de simultaneida- de. É o fato que pode expressar essa causa de tempo, que geralmente está acompanhado pela expressão ‘quando’. Por exemplo: "Sempre que acontece isso, você fica assim" (expressa a condição do tempo, do que aconteceu). Finalidade A finalidade é aquilo que você res- ponde: qual o objetivo da ação? Aon- de você quer chegar? Através da construção ‘a fim de que’, ‘para que’, você consegue exprimir essa relação lógico-discursiva, como acontece no período a seguir: "Fui viajar, para que pudesse esquecer de você". 108 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em AULA 14 - COESÃO E COERÊNCIA EM TEXTOS LITERÁRIOS Imagem 3 - A arte de escrever Fonte: Imagem gerada por I.A Os elementos coesivos são pilares essenciais nos textos literários, permitin- do uma comunicação eficaz e uma compreensão profunda das mensagens transmitidas pelos autores. A coesão refere-se à conexão entre as partes do texto, seja por meio de elementos gramaticais como conjunções e pro- nomes, seja pela repetição de palavras-chave e ideias. Já a coerência diz respeito à lógica interna do texto, garantindo que as informações sejam apresentadas de forma organizada e que haja uma relação harmoniosa entre os diferentes elementos narrativos ou descritivos. Nos textos literá- rios, a coesão pode ser observada na fluidez da narrativa, na progressão natural das ideias e na continuidade dos acontecimentos. Por exemplo, a repetição de palavras ou expressões pode criar um efeito de unidade e enfatizar temas importantes. Além disso, o uso adequado de conectores A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 109 e referências ajuda a manter a coesão textual, evitando rupturas bruscas na leitura. Por sua vez, a coerência garante que o texto faça sentido como um todo, que as informações sejam apresentadas de maneira ordenada e que haja uma relação lógica entre as partes. Isso significa que as ações dos personagens, os diálogos, as descrições de cenários e as reflexões devem se encaixarde forma coerente, proporcionando uma experiência de lei- tura satisfatória e significativa para o leitor. Assim, a coesão e a coerência são elementos cruciais que contribuem para a qualidade e a eficácia dos textos literários, permitindo que os leitores se envolvam com as histórias, interpretem os significados propostos pelos autores e apreciem a rique- za da linguagem utilizada na construção das obras literárias. Vejamos o exemplo abaixo: NÃO TE AMO MAIS Imagem 4 - Poesia Fonte: vetor Não te amo mais. Estarei mentindo dizendo que Ainda te quero como sempre quis Tenho certeza que Nada foi em vão. Sinto dentro de mim que 110 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Você não significa nada. Não poderia dizer mais que Alimento um grande amor. Sinto cada vez mais que Já te esqueci! E jamais usarei a frase Eu te amo! Sinto, mas tenho que dizer a verdade É tarde demais... Disponível em:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/ima- gem/0000001660/0000019837.jpg. Acesso em: 17 abr. 2024 No poema "Não te amo mais", atribuído a Clarice Lispector, a autora uti- liza de forma magistral recursos linguísticos para criar uma atmosfera de sentimentos conflitantes e reflexões profundas sobre o amor e suas trans- formações. A coesão, presente na conexão harmoniosa entre os versos e estrofes, permite ao leitor acompanhar fluidamente a evolução dos pen- samentos e emoções do eu lírico. Já a coerência, manifesta na clareza e consistência das ideias apresentadas, proporciona uma leitura envolvente e impactante, levando-nos a refletir sobre as nuances e complexidades das relações humanas. O poema em questão apresenta a peculiaridade de duas possibilidades de leitura (de cima para baixo e de baixo para cima), permitindo uma leitura coesa, mudando apenas a semântica do texto. « O texto apresenta sentido? « Qual a mensagem transmitida por ele? « A quem esta mensagem está sendo dirigida? « Que palavras, no texto, são responsáveis por fazerem a ligação entre as outras, ou seja, quais são os elementos de coesão? A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 111 « Qual a diferença de sentido entre as palavras, mas e mais no texto? « Que sentidos apresentam as palavras ainda e já, no texto? « Com que objetivo a palavra "que" foi usada repetidas vezes no texto? Leia o texto abaixo: Da calma e do silêncio Imagem 6 - Calmaria. Fonte: Vetor Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, 112 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em para assim versejar o âmago das coisas. Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento. Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia. Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra. Conceição Evaristo A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 113 No poema "Da Calma e do Silêncio", de Conceição Evaristo, encontramos elementos marcantes de coesão e coerência que enriquecem a experiência do leitor ao explorar temas como introspecção, solidão e contemplação. A coesão textual é evidenciada pela escolha cuidadosa das palavras e pela estruturação dos versos, que criam uma atmosfera de serenidade e reflexão. Além disso, os recursos de coesão gramatical, como o uso de pronomes e conjunções, garantem a fluidez na progressão das ideias, conectando os versos de forma coesa e harmoniosa. Essa coesão gramatical contribui para a compreensão do texto e para a manutenção da atmosfera contemplativa proposta pela autora. No que diz respeito à coerência, observamos uma lógica interna que sustenta a estrutura do poema. Os versos são organi- zados de maneira a conduzir o leitor por um caminho de reflexão e intros- pecção, levando-o a mergulhar nas emoções e pensamentos evocados pela poesia. A escolha cuidadosa das metáforas e imagens poéticas também contribui para a coerência do texto, criando uma imagem vívida e sensorial da calma e do silêncio como elementos que convidam à contemplação e ao autoconhecimento. Assim, a coesão e coerência presentes no poema de Conceição Evaristo não apenas enriquecem a experiência estética do leitor, mas também reforçam a mensagem poética sobre a importância da serenidade interior e da conexão consigo mesmo. 114 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em Resolução de Itens Imagem 8 - Questionamentos. Fonte: Imagem gerada por I.A. É chegado o momento de desafiar sua mente e fortalecer seus conheci- mentos resolvendo estes itens estimulantes. ITEM 1 - (Prova Brasil) Leia o texto abaixo e responda. O Berço da filosofia e da democracia Atenas pode-se orgulhar de ter sido o berço da filosofia, conhecimento que superou os mitos na tentativa de se explicar o mundo. Nas ruas da capital grega, circularam pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles, filósofos cujas ideias tornaram-se baluartes para a sociedade ocidental, apesar dos milhares de anos que nos separam deles. Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia, sistema político A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 115 defendido hoje nos quatro cantos do planeta. Atenas viu nascer a democracia, o primeiro regime político a pregar a igualdade de direito entre todos os homens, independentemente da clas- se social. Mesmo que ele não tenha funcionado a pleno vapor na Antiga Grécia, foi lá que o sistema nasceu e dessa experiência partiram as ideias e modelos subsequentes. Sem a ousadia ateniense de pregar e defender valores até então nunca cogitados, provavelmente, o rumo da Humanidade teria sido diferente. Revista Grécia – Terra dos Deuses – Editora Escala – nº 04 – p.14 e 15. *Adaptado: Reforma Ortográ- fica. Fragmento. No fragmento “Além disso, foi lá que se viveu uma experiência até então inédita de democracia”, a expressão destacada tem um valor semântico de A) acréscimo. B) comparação. C) consequência. D) oposição. ITEM 2 - (Prova Brasil) Leia o texto abaixo. Patativa, profissão: poeta Patativa bodejava poesia. Dava um jeito de ficar longe dos outros agricultores para poder se concentrar melhor e assim brotava poesia, à medida que trabalhava a terra, na mais íntima integração entre natureza e cultura, aqui entendida como atitudes complementares e nunca como oposição que se procurou estabelecer. Ele imaginava o poema como se fosse um quadro e depois ia constituin- do verso a verso, guardando na memória privilegiada, acumulando como se fossem camadas da Terra. Seu trabalho com as palavras era braçal e 116 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em ao mesmo tempo elas brotavam como as sementes da terra fértil que ele cultivou até os 70 anos. Revista Cult, 2002. Em “...elas brotavam como as sementes...”, a palavra destacada estabelece a ideia de A) consequência. B) comparação. C) causa. D) finalidade. ITEM 3 - (Prova Brasil) Leia o texto abaixo. Diferenças entre deuses e homens Os gregosvivem com seus deuses, reconhecem sua força e poder peculiar, porém não esperam milagres de sua parte. O motivo: é verdade que os olímpicos e outros deuses são mais fortes que os homens, mas também o seu poder não é sem limites. Infelizmente eles têm a vantagem de conhecer o futuro e transportar-se rapidamente de um lugar para outro. Segundo a crença grega, ambos – deuses e homens – são filhos da Ter- ra. Mesmo sendo os celestiais representados à semelhança dos homens e dessa forma apresentados pela arte e pela pintura, existem diferenças enormes: ao contrário dos homens, os olímpicos são poupados de imper- feições, da velhice e da morte. Eles possuem força e beleza imortais. Por tudo isso são recebidos com veneração e respeito. Quero saber: mitologia da antiguidade. Tradução Constantino Kouzmin-Korovaeff. São Paulo: Escala, 2009. p. 11. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 117 ITEM 4 - No trecho “O motivo: é verdade que os olímpicos e outros deuses são mais fortes que os homens,...”, a palavra destacada introduz uma ideia de A) acréscimo. B) adversidade. C) comparação. D) finalidade. ITEM 5 - Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque: I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show. II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa! III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência. IV. Estava doente, mas foi trabalhar. V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos. A) causa, causa, condição, oposição, comparação. B) comparação, condição, finalidade, oposição, tempo. C) causa, causa, conformidade, oposição, condição. D) finalidade, comparação, tempo, condição, causa. 118 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em ITEM 6 - (Enem - 2013) Leia o texto a seguir. Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado. RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011. Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: A) “[...] a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre lín- guas.” B) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apos- sa do organismo infectado.” C) “O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava ‘influência dos astros sobre os homens’.” D) “O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [...]”. A van ça ID E B P B + A p ren d izagem 119 Referências CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Português linguagens: volume 1. São Paulo: Saraiva, 2010. COSTA VAL, M. da G. Redação e textualidade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006. FARACO, C. A. Português: língua e cultura. v. único. Curitiba: Base Editora, 2003. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e com- preensão. São Paulo: Parábola, 2008. SEQUÊNCIA DIDÁTICA -LÍNGUA PORTUGUESA TÓPICO IV -COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO. Disponível em: https://www. educacao.ma.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/SD_LP_D15_Professor. pdf. Acesso em: 11 abr. 2024. 120 A va n ça ID E B P B + A p re n d iz ag em