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Prévia do material em texto

Material Educacional 
MAIS INFÂNCIA MT
CADERNO DO PROFESSOR CRIANÇAS BEM PEQUENAS
1ª EDIÇÃO, 2024
Parceria Apoio
2
V
O
LU
M
E
EI_MT_CBP.indb 1EI_MT_CBP.indb 1 16/10/2023 14:38:5716/10/2023 14:38:57
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 (BENITEZ Catalogação Ass. Editorial, MS, Brasil) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Índice para catálogo sistemático: 
 1. Educação infantil 372.21 
 Aline Graziele Benitez – Bibliotecária - CRB-1/3129 
M377 Material educacional Mais Infância Mato Grosso : 
 crianças bem pequenas : educação infantil : 
 livro do professor / organização Associação 
 Nova Escola. – 1.ed. – São Paulo : Associação 
 Nova Escola, 2023. 
 304 p.; 21 x 28 cm. 
 
 ISBN 978-65-5965-230-3 
 
1. Educação – Mato Grosso (MT). 2. Educação 
 infantil. I. Associação Nova escola. 
10-2023/14 CDD 372.21 
Este material foi viabilizado pela parceria entre Associação Nova Escola. 
Sua produção foi financiada pelos parceiros.
Apesar dos melhores esforços da equipe, é inevitável que surjam 
erros no texto. Assim, são bem-vindas as comunicações de usuários 
sobre correções ou sugestões referentes ao conteúdo que auxiliem o 
aprimoramento de edições futuras. Os comentários dos leitores podem ser 
encaminhados à Nova Escola pelo e-mail novaescola@novaescola.org.br. 
A Associação Nova Escola (“ANE”) elaborou os conteúdos deste material 
com a finalidade de difundi-los ao público em formato aberto, sem 
restrições de direitos autorais, seja por decisão própria de abrir conteúdo 
de propriedade da ANE, seja por utilizar conteúdo aberto conforme licença 
Creative Commons na modalidade Licença CC01.0.
GOVERNO DE MATO GROSSO
Governador: Mauro Mendes
Vice-Governador: Otaviano Pivetta
Secretário de Estado de Educação: Alan Resende Porto
Secretário Adjunto Executivo: Amauri Monge Fernandes
Secretária Adjunta de Gestão Educacional: Nadine Moreira
Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas: 
Flávia Emanuelle de Souza Soares
Secretária Adjunta de Administração Sistêmica: 
Eliane Paula da Silva
Secretário Adjunto de Infraestrutura e Patrimônio: 
Saulo Andrade de Freitas Lobo 
Secretária Adjunta de Gestão Regional: 
Mozara Zasso Spencer
Chefe da Unidade Especial de Articulação Institucional: 
João Batista de Oliveira
Coordenação do Programa Educa MT: Daniel Monteiro 
Coordenação de Avaliação e Coordenação Estadual 
do Programa Alfabetiza MT: Isaltino Alves Barbosa
Assessoria de Desenvolvimento Econômico e Social: 
Rafaella Navas 
Assessoria de imprensa: Marco Tobias 
Revisão Técnica – MT: Brígida Couto Mendes, Claudia 
Valadares, Helen Ilse Deniz Pietrowski, Jeanne Redez 
e Lezi Silva
Ilustrações de capa: Matheus Carvalho
COPEM
Coordenadoria de Cooperação com os Municípios
UNIÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES MUNICIPAIS 
DE EDUCAÇÃO – UNDIME
Presidente da UNDIME Nacional: Alessio Costa Lima
Vice-presidente da UNDIME Nacional e Presidente 
da UNDIME do Estado do Mato Grosso: 
Silvio Aparecido Fidelis
Vice-presidente da UNDIME do Estado do Mato Grosso: 
Eduardo Ferreira da Silva
Integrante do Conselho Nacional de Representantes 
da UNDIME e Dirigente Municipal de Educação 
de Primavera do Leste: Adriana Tomasoni
ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA
Diretora Executiva: Ana Ligia Scachetti
Gerente de Conteúdo e Comunidades: Paolla Vieira
Coordenação de conteúdo: Pedro Annunciato
Equipe pedagógica: Carla Nascimento, Dayse Oliveira 
e Karoline Cussolim
Relacionamento com Secretaria de Estado de Educação 
de Mato Grosso: Fabiana Vezzali
Professores-autores do Mato Grosso: Carlise Pelissari 
Zacarias de Godoi, Cleusa dos Santos, Éder Gomes de 
Oliveira, Paulo Marcos Ferreira Andrade, Teina Nascimento 
Lopes e Valdineia Ferreira dos Santos Piasson.
Especialistas pedagógicas: Camila Mendes, Karina Rizek 
e Mariana Pinterich.
Leitores críticos: Camila Mendes, Karina Rizek 
e Mariana Pinterich.
Edição e preparação de texto: Alexandra Maria C. Misurini, 
Ana Paula Girardi e Anna Carolina G. de Souza
Revisão: Fluxo Editorial
Direção de arte: Débora Alberti e Leandro Faustino
Ilustrações de miolo: Duda Oliva
Diagramação: HiDesign Estúdio Editorial
EI_MT_CBP.indb 2EI_MT_CBP.indb 2 16/10/2023 14:38:5816/10/2023 14:38:58
Caro professor e cara professora de Educação Infantil,
É com alegria que cumprimentamos a todos vocês que assumiram o compromisso com a educação das 
crianças de zero a cinco anos em Mato Grosso! Somos um time engajado em promover uma Educação 
Infantil de qualidade e equidade a todas as crianças desse pujante estado, que cotidianamente não 
tem evitado esforços para desenvolver um trabalho pedagógico, educativo, potente, sensível, engajado 
e promissor, e que tem corroborado para a garantia dos direitos da criança e das diferentes infâncias. 
No material aqui apresentado, buscamos aproximar as vivências da Educação Infantil aos aspectos dos 
diferentes cantos de Mato Grosso, materializando em cada conjunto de atividades um pouco da riqueza e 
da diversidade que este estado oferece para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem a 
autoria dos sujeitos envolvidos, principalmente dos bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas.
Nossa travessia se inicia com o desafio de regionalizar contextos de aprendizagem e desenvolvimento 
para as crianças da Educação Infantil, a partir do Material Educacional Nova Escola. O conjunto da 
obra que segue contou com a colaboração de muitos, pois escutamos nossos pares para posterior-
mente propormos possibilidades pedagógicas engajadas, respeitosas e especialmente abrangentes, 
intencionais e reflexivas.
Aqui, deixamos um pouco de nós e de nossa inteireza e temos certeza que vocês farão o melhor nesse 
desafio cotidiano que nos impõe o trabalho com as crianças da Educação Infantil. As propostas aqui 
contidas precisam estar ancoradas em outras experiências advindas de práticas sociais diversas, de 
diferentes tempos, espaços e materiais. É nessa pluralidade de experiências e possibilidades que nos 
encontraremos, adultos e crianças, na promoção de espaços e tempos cada vez mais identitários que 
potencializam a autonomia e a garantia de vivências e arranjos inimagináveis, que permitam às crianças 
ampliarem seus saberes e explorarem diferentes possibilidades para aprenderem e se desenvolverem.
O Material Educacional Mais Infância MT apresenta um repertório de brincadeiras, práticas de leitura, 
escrita, narrativas, jogos, literatura, música, dança, artes, além de oferecer possibilidades para que o pro-
fessor possa, juntamente com as crianças, ressignificar contextos e promover experiências nas infâncias. 
As propostas devem se articular com toda a jornada vivenciada pela criança na escola, tendo em vista 
que a prática social é fecunda pela oportunidade de problematizar com os pares o cotidiano.
É com esse propósito de valorizar os saberes, vivências e as experiências das crianças que nos debruça-
mos sobre o material aqui apresentado. Os conjuntos de atividades propostas podem ser organizados em 
atividades permanentes e sequenciadas, respeitando o grupo etário e as diferenças de tempos, espaços 
e culturas. Devem compor o planejamento diário do professor, de modo a corroborar com a organização 
dos tempos pedagógicos nas escolas.
Desejamos que as propostas presentes neste material possam ampliar as possibilidades do trabalho 
com intencionalidade e especialmente com autoria das crianças mato-grossenses.
Time de professores-autores de Mato Grosso
APRESENTAÇÃO 
EI_MT_CBP.indb 3EI_MT_CBP.indb 3 16/10/2023 14:38:5816/10/2023 14:38:58
ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA
Querida professora e querido professor mato-grossense,
Este livro que você recebe em mãos neste momento carrega o esforço e dedicação de um grupo de edu-
cadores de Mato Grosso na tentativa de garantir que todas as crianças do estado possam vivenciar uma 
boa experiência na Educação Infantil. Eles dedicaram horas e mais horas para planejar e escrevercada 
uma das atividades que, agora, vocês recebem organizadas em conjuntos e que podem ser realizadas em 
sequência ou de maneira independente.
Cada um desses seis educadores tem experiência e conhece as diversas realidades das instituições es-
colares de Mato Grosso. Conhecem as restrições desafiadoras desses espaços, mas conhecem também a 
potência e empenho de cada um de vocês para nutrir bebês e crianças com histórias, brincadeiras, canções 
e demais recursos que fazem parte do universo infantil.
Por isso, eles trazem em cada uma dessas propostas ainda mais um elemento relevante para o desenvol-
vimento e construção de identidade dos pequenos: a regionalização. Ao longo das próximas páginas você 
vai se deparar com músicas do território, autoras e autores mato-grossenses, referências a festas e locais 
que auxiliam que a criança se reconheça nessa proposta e construa, junto a você, professora e professor, 
uma referência local positiva.
Tanto a BNCC como o Documento de Referência Curricular para Mato Grosso para Educação Infantil pre-
conizam que o cuidar não se dissocia do educar e, portanto, é tarefa coletiva e que precisa da participação 
da escola e da família; também indicam a importância de incentivar a autonomia da criança, colocando-a 
sempre no centro de seu processo de aprendizagem. Nesse sentido é fundamental que a educadora e o 
educador desenvolvam uma escuta atenta e cuidadosa, uma observação sensível e estejam com plena 
atenção ao tempo de cada criança. É por meio da observação e do registro que será possível acompanhar 
as aprendizagens e (re) planejar cada proposta.
Desejamos profundamente que este material o acompanhe na jornada desafiadora e surpreendente que 
é a Educação Infantil. Que lhe seja uma boa companhia e uma inspiração constante de revisão e renovação 
de suas práticas pedagógicas. A Nova Escola acredita que quem melhor entende de sala de aula e espaço 
escolar é o professor e a professora e, por isso, este material foi integralmente pensado e construído de 
professor para professor.
Boa leitura e vamos juntos!
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO
Por uma nova forma de ensinar e de aprender
A Educação Infantil é um processo muito dinâmico e requer uma evolução constante do ensinar e do 
aprender. Quando o foco é a formação inicial, todos os horizontes se tornam múltiplos nesse cenário e 
podem derivar dos mais diversos meios. Compreendê-los e criar formas eficazes de lidar com eles é um 
desafio no cotidiano do ambiente escolar.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), por meio do Programa Educa MT, em parceria com a 
Associação Nova Escola, consolida essa visão ao lançar o Material Educacional Mais Infância MT, direcio-
nado às redes municipais. Uma parceria que amplia o alcance de ações, garantindo que os 141 municípios 
de Mato Grosso tenham acesso a todos os recursos educacionais necessários.
Um desenvolvimento educacional que requer, cada vez mais, o fortalecimento do regime de colabora-
ção com a participação de todos os entes envolvidos. Por meio de uma articulação institucionalizada e de 
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, evidenciamos a importância da Educação 
Infantil como etapa essencial para o desenvolvimento educacional.
Lançando um olhar sólido sobre o regime de colaboração, a Seduc-MT e a Associação Nova Escola se re-
forçam como agentes fomentadores da melhora dessa etapa da educação nos municípios. Uma cooperação 
vigorosa com foco na promoção de equidade, sem a qual os municípios mais hipossuficientes dificilmente 
conseguiriam diminuir a desigualdade que os separam daqueles mais autossuficientes.
Diante dos desafios, a responsabilidade é de todos, com total engajamento dos gestores públicos e 
educacionais, professores, pais, estudantes, além dos demais atores envolvidos no processo educacional 
para que possamos avançar, ainda mais, no processo de construção de uma Educação Infantil antenada 
com o presente e com os olhos voltados ao futuro!
Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso
EI_MT_CBP.indb 4EI_MT_CBP.indb 4 16/10/2023 14:38:5816/10/2023 14:38:58
CADERNO INTRODUTÓRIO 
Olá, professora! Olá, professor!
Antes da leitura e da utilização deste material educacional, apresentamos brevemente algumas 
considerações sobre os atuais referenciais teóricos e conceituais em torno da Educação Infantil. 
Esses referenciais fundamentaram as atividades planejadas e elaboradas para auxiliá-lo e, por-
tanto, devem ser considerados no dia a dia do trabalho com bebês, crianças bem pequenas e 
crianças pequenas.
 � A etapa da Educação Infantil
A Educação Infantil, porta de entrada das crian-
ças no ciclo escolar, vem constituindo-se como uma 
Educação da primeira infância – período hoje com-
preendido como fundamental tanto para o desenvol-
vimento infantil quanto para toda a vida.
Ao falar de qualidade da Educação Infantil, diver-
sos elementos se constituem como determinantes: 
recursos que possam facilitar as interações; ambien-
te de aprendizado adequado, com infraestrutura e 
condições sanitárias e de segurança; características 
do grupo de crianças e dos educadores; frequência, 
tipo e qualidade das interações entre as crianças, 
e das crianças com os adultos; espaços e materiais 
disponíveis; e, finalmente, a relação entre educa-
dores e pais.
A consolidação de um currículo adequado à faixa 
etária, com propostas de atividades estruturadas e 
intencionalmente planejadas, é capaz de assegurar 
ambiente propício à participação ativa das crianças. 
A intencionalidade na organização do tempo, dos 
espaços e dos materiais proporciona vivências e 
experiências que promovem interações e diversas 
oportunidades de aprendizagem.
A Educação Infantil é lugar de brincar, correr, pu-
lar, comer, andar, dormir, alegrar-se e ficar triste. É 
lugar de desenhar, interagir e conhecer a natureza 
e o mundo social. É lugar de se arriscar a ler e a es-
crever as primeiras palavras e de interagir e usar os 
instrumentos culturais da nossa sociedade. Esses são 
aspectos fundamentais a qualquer prática pedagógica 
efetivamente preocupada em garantir às crianças um 
processo pleno de desenvolvimento e aprendizagem.
 � A criança
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educa-
ção Infantil (DCNEI), em seu artigo 4º da Resolução 
nº 5, de 17 de dezembro de 2009, definem a criança 
como “sujeito histórico e de direitos, que interage, 
brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, 
experimenta, narra, questiona e constrói sentidos 
sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultu-
ra” (BRASIL, 2009, p. 1). Embora essa concepção de 
criança não seja novidade, é importante compreen-
der como ela afeta o trabalho pedagógico que deve 
ser realizado na Educação Infantil.
Em primeiro lugar, é necessário considerar que as 
crianças, em suas ações e interações, constroem e 
se apropriam de conhecimentos. Também é essencial 
reconhecê-las como cidadãs, com direitos e deveres; 
para que cresçam conscientes disso, precisam de um 
espaço rico e desafiante no qual possam desenvolver: 
autonomia, responsabilidade, solidariedade e respei-
to ao outro; criatividade, sensibilidade e ludicidade, 
por meio do contato com diversas manifestações 
artísticas e culturais; criticidade e postura cidadã. 
É preciso que elas tenham a oportunidade, desde 
muito pequenas, de construir, reconhecer e valorizar 
sua identidade pessoal e, dessa forma, desenvolver a 
autoestima, base fundamental para a aprendizagem 
e o desenvolvimento.
Para efetivamente considerar a criança na sua 
complexidade, as práticas pedagógicas na Educação 
Infantil devem contemplar a diversidade e a indivi-
dualidade de cada uma, nas suas competências e 
possibilidades, valorizando a heterogeneidade.
Recentemente, tem-se debatido o protagonismo 
das crianças na Educação Infantil. A Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC) propõe uma mudança 
significativa na forma de organizar e implementar 
as aprendizagens no cotidiano: a perspectiva daspropostas pedagógicas, desde seu planejamento, 
deixa de priorizar o conhecimento (conteúdo) e passa 
a priorizar a criança e o desenvolvimento de suas 
competências e habilidades, colocando-a no centro 
do processo. Essa proposição deve ser estudada, 
refletida e vivenciada todos os dias na escola, uma 
vez que os processos de transformação da realidade 
levam tempo e demandam esforços significativos.
Para começar, as escolas devem garantir que, no 
cotidiano, as crianças possam viver experiências da 
vida real, iniciadas ou planejadas por elas mesmas 
ou integradas a ações iniciadas pelos adultos. Des-
se modo, gradativamente, elas se tornam capazes 
de atribuir significados e construir conhecimentos 
que as ajudem a dar sentido ao mundo. Isso só é 
possível se houver valorização dos interesses das 
crianças e desenvolvimento de propostas que lhes 
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permitam tomar iniciativa, praticar sua curiosidade, 
buscar respostas para as questões colocadas, re-
solver problemas por meio de várias estratégias até 
encontrar aquela que mais a satisfaça, entre outras 
ações. São princípios importantes para garantir uma 
prática pedagógica que respeite a forma da criança 
ser e aprender sobre o mundo.
 � O processo de ensino-aprendizagem
A apropriação e a construção de conhecimentos 
pelas crianças acontecem por meio de sua partici-
pação em diferentes práticas sociais e culturais, in-
tencionalmente organizadas, nas quais interagem 
com adultos, outras crianças, ambientes, espaços 
e materiais.
É pela ação que bebês e crianças descobrem 
coisas sobre si próprias e sobre o meio, expressam 
aquilo que estão descobrindo e sentindo e intera-
gem com adultos atentos, sensíveis e respondentes, 
com materiais interessantes e desafiadores. Assim, 
constroem uma bagagem de conhecimentos básicos 
sobre o modo como as pessoas e as coisas são, o 
que fazem e como respondem a determinadas ações.
Se entendemos a criança como ser ativo, curioso 
e competente e que sua aprendizagem se dá pela 
ação, podemos especificar algumas condições fun-
damentais a serem consideradas na organização das 
práticas pedagógicas para garantir uma aprendiza-
gem significativa. Isso envolve:
 • valorizar as competências das crianças, des-
de bebês;
 • criar condições para explorações ativas com 
materiais e brinquedos;
 • compreender que elas descobrem e esta-
belecem relações, transformam e combinam 
materiais, utilizam ferramentas, equipamentos 
e seu corpo; 
 • incentivar e valorizar as competências das 
crianças no uso das diferentes linguagens;
 • apoiar as crianças em suas ações, construin-
do vínculos e se fazendo presente sensível e 
atentamente. 
Hoje sabemos o quanto as crianças precisam de 
vivências que colaborem para a construção de suas 
experiências. Afinal, a experiência de cada uma ga-
rantirá aprendizagens significativas e o desenvolvi-
mento individual e coletivo.
Nesse sentido, pensar sobre como as crianças 
aprendem – por experiência – significa pensar sobre 
como o professor ensina, e a BNCC da Educação In-
fantil foi organizada a partir dessa perspectiva sobre 
o aprender. Por isso, como mencionado anteriormen-
te, o documento substitui a ideia de um processo 
de ensino-aprendizagem pautado em conteúdos e 
conhecimentos por um novo paradigma, centrado 
na criança e na sua experiência.
Segundo o filósofo espanhol Jorge Larrosa Bondía 
(2002),
Informação não é experiência [...]; o sa-
ber de experiência não é o saber coisas 
[...]. A experiência é cada vez mais rara 
por excesso de opinião [...]. A experiência 
é cada vez mais rara por falta de tempo 
[...]. A experiência é cada vez mais rara por 
excesso de trabalho [...].
A partir da ideia de aprendizagem por experiên-
cia, a proposta da BNCC para a Educação Infantil 
também sugere que o compromisso dos educadores 
seja observar e interagir com as crianças e seus mo-
dos de expressar e construir conhecimentos. Desta 
forma, cabe aos educadores selecionar, organizar, 
refletir, mediar e avaliar o conjunto de práticas e ex-
periências proporcionadas às crianças em seu dia a 
dia, procurando entender como (e não mais “o quê”) 
cada uma aprende.
A forma de organizar espaços e materiais para as 
vivências das crianças revela o jeito de ensinar e 
como as crianças estão sendo convidadas a apren-
der sobre o mundo e sobre si mesmas. Para estruturar 
um ambiente de aprendizagem ativa, que apoie as 
crianças em suas necessidades de ação e experi-
mentação, devemos considerar:
 • o acesso das crianças ao que está disponível 
e organizado de forma consistente na sala e 
fora dela;
 • uma quantidade adequada de materiais (nem 
muito, nem pouco) que crie condições para as 
crianças brincarem e explorarem sozinhas, em 
grandes ou pequenos grupos, com a participa-
ção ou não dos adultos;
 • a utilização de espaços variados (não só a 
sala), organizados para propiciar opções de 
escolha para as crianças, de forma que sejam 
convidadas a colaborarem com a arrumação a 
partir do conhecimento que possuem e com a 
proposição de novas organizações;
 • a disposição de pertences pessoais e o aces-
so a espaços de cuidado que promovam a 
autonomia.
A relação entre aprender e ensinar é muito impor-
tante. Por isso, a BNCC coloca a criança no centro do 
processo educativo e propõe que tenha protagonis-
mo. Assim, a garantia de aprendizagem e desenvol-
vimento das crianças é tanto delas quanto do profes-
sor, sempre focando na construção de experiências. 
Os conjuntos de atividades que você encontrará nes-
te caderno partem desse importante pressuposto e 
consideram outros elementos trazidos por essa nova 
referência teórica, como veremos a seguir.
EI_MT_Iniciais.indd 6EI_MT_Iniciais.indd 6 23/10/2023 11:31:3523/10/2023 11:31:35
O Documento de Referência Curricular para Mato 
Grosso para Educação Infantil
Além do que já foi explicitado sobre as concepções 
propostas pelo Documento de Referência Curricular 
para Mato Grosso em consonância com a BNCC para 
a Educação Infantil, é fundamental tanto para a utili-
zação dos conjuntos de atividades quanto para todas 
as demais ações realizadas na escola que todos os 
envolvidos conheçam a proposta, estudem e reflitam 
sobre ela. Há muito o que aprender, transformar e, 
com isso, colaborar para a qualidade da educação 
de bebês e crianças que frequentam as escolas de 
Educação Infantil.
Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento
O entendimento sobre a criança, seu protagonismo 
e a ação do professor passa, necessariamente, por 
uma educação pautada na garantia de direitos bási-
cos e fundamentais para a aprendizagem e o desen-
volvimento de crianças. A BNCC (BRASIL, 2018, p. 38) 
estabelece seis Direitos de Aprendizagem e Desenvol-
vimento para a etapa da Educação Infantil. São eles:
 • Conviver com outras crianças e adultos, em 
pequenos e grandes grupos, utilizando dife-
rentes linguagens, ampliando o conhecimento 
de si e do outro, o respeito em relação à cultu-
ra e às diferenças entre as pessoas.
 • Brincar cotidianamente de diversas formas, 
em diferentes espaços e tempos, com diferen-
tes parceiros (crianças e adultos), ampliando e 
diversificando seu acesso a produções cultu-
rais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua 
criatividade, suas experiências emocionais, 
corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, 
sociais e relacionais.
 • Participar ativamente, com adultos e outras 
crianças, tanto do planejamento da gestão da 
escola e das atividades propostas pelo edu-
cador quanto da realização das atividades da 
vida cotidiana, tais como a escolha das brinca-
deiras, dos materiais e dos ambientes, desen-
volvendo diferentes linguagens e elaborando 
conhecimentos, decidindo e se posicionando.
 • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, 
texturas, cores, palavras, emoções, transfor-
mações, relacionamentos, histórias, objetos, 
elementos da natureza, na escola e fora dela, 
ampliando seus saberes sobre a cultura,em 
suas diversas modalidades: as artes, a escrita, 
a ciência e a tecnologia.
 • Expressar, como sujeito dialógico, criativo 
e sensível, suas necessidades, emoções, 
sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, 
opiniões, questionamentos, por meio de dife-
rentes linguagens.
 • Conhecer-se e construir sua identidade 
pessoal, social e cultural, constituindo uma 
imagem positiva de si e de seus grupos de 
pertencimento, nas diversas experiências de 
cuidados, interações, brincadeiras e lingua-
gens vivenciadas na instituição escolar e em 
seu contexto familiar e comunitário.
Mas o que isso quer dizer? Como garantir esses 
direitos no dia a dia? Embora eles não estejam ex-
plícitos nos conjuntos de atividades, cada uma das 
propostas que você vai encontrar neste caderno tam-
bém levou em conta a garantia desses direitos. Isso 
não quer dizer que cada atividade realizada com as 
crianças precisa-se pautar em todos os direitos; mas, 
sim, garantir que eles sejam respeitados e exercidos 
ao longo do dia e ao longo da semana de trabalho 
com as crianças.
Vale ressaltar ainda que todos os direitos estão 
escritos em forma de verbo, ou seja, representam 
ações. Eles guardam, portanto, íntima relação com a 
forma com que as crianças aprendem e se desenvol-
vem, uma vez que é necessário propiciar as ações, 
vivências e experiências dos pequenos.
 � As interações e a brincadeira
Outro aspecto importante reafirmado pela BNCC 
é que os eixos estruturantes dos currículos devem 
ser as interações e brincadeiras. Isso já estava posto 
nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação 
Infantil, revisadas em 2009, que, em seu artigo 9º, 
estabelece que “as práticas pedagógicas que com-
põem a proposta curricular da Educação Infantil de-
vem ter como eixos norteadores as interações e a 
brincadeira’’ (BRASIL, 2009, p. 27).
A ideia nos remete tanto às concepções de criança 
e de aprendizagem quanto aos Direitos de Aprendi-
zagem e Desenvolvimento – ou seja, ressalta que a 
criança aprende sobre si mesma e sobre o mundo 
brincando e interagindo com pessoas, objetos, ele-
mentos da natureza, conhecimentos, problemas, hi-
póteses etc. Toda criança aprende brincando e, quan-
do lhe asseguramos esse direito, estamos dando-lhe 
a liberdade para criar, construir, pensar e repensar 
suas ações. É por meio de brincadeiras e interações 
com outras crianças, adultos, além de contato com 
experiências diversificadas e instrumentos culturais 
(livros, brinquedos, objetos etc.), que a criança apren-
de, socializa e representa sua cultura, internalizando 
significados e adquirindo valores.
Nesse sentido, os conjuntos de atividades propõem 
ao professor formas de criar condições de brincadei-
ras e interações para que as crianças aprendam e 
se desenvolvam. Cabe aos adultos garantir espaços 
para que essas ações aconteçam cotidianamente, 
sejam valorizadas e respeitadas. É preciso também 
aproveitar a riqueza das ações que partem das crian-
ças para que se transformem em boas experiências e 
em formas de superar desafios e resolver problemas 
– ou seja, de aprender.
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 � Campos de Experiências e 
Objetivos de Aprendizagem e 
Desenvolvimento
Considerando a concepção de aprendizagem por 
experiência, o protagonismo das crianças, os eixos 
estruturantes e os Direitos de Aprendizagem e De-
senvolvimento listados anteriormente, a Base Na-
cional Comum Curricular (BRASIL, 2018, pp. 40-3) da 
Educação Infantil propõe uma abordagem estrutura-
da em cinco Campos de Experiências, a partir dos 
quais são propostos Objetivos de Aprendizagem e 
Desenvolvimento. São eles:
 • O eu, o outro e o nós.
 • Corpo, gestos e movimentos.
 • Traços, sons, cores e formas.
 • Escuta, fala, pensamento e imaginação.
 • Espaços, tempos, quantidades, relações e 
transformações.
Na Educação Infantil, o trabalho com as crianças 
deve compreender tanto o desenvolvimento de com-
portamentos, habilidades e conhecimentos quanto a 
promoção de vivências que possibilitem o alcance dos 
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento nos 
diversos campos de experiências, sempre tomando as 
interações e as brincadeiras como eixos estruturantes.
Ao reconhecer as especificidades das diferentes fai-
xas etárias que constituem a etapa da Educação Infan-
til, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
estão sequencialmente organizados nos três grupos, 
correspondendo, aproximadamente, às possibilidades 
de aprendizagem e às características do desenvolvi-
mento das crianças. Todavia, como já foi explicitado, 
esses grupos não podem ser considerados homogê-
neos, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e 
no desenvolvimento das crianças, e esse fato precisa 
ser considerado na prática pedagógica.
Como os campos de experiências não são disci-
plinas ou áreas de conhecimento e considerando a 
forma integral da criança ser, estar no mundo e apren-
der, é esperado que cada vivência proposta envolva 
mais de um campo. Sabemos que em uma situação 
de conversa, por exemplo, as crianças não só apren-
dem mais sobre o assunto em questão, como também 
sobre si mesmas e sobre o outro. Por fim, sabemos 
que muitos municípios e escolas reestruturaram suas 
diretrizes ou currículos para a Educação Infantil após 
a homologação da BNCC, de acordo com a orienta-
ção nacional. Se for este o caso de sua localidade, 
é fundamental buscar correspondência entre os ob-
jetivos e campos propostos em cada atividade com 
aqueles reorganizados pelo sistema de ensino.
 � Cuidar e educar
Inicialmente, a Educação Infantil tinha dois prin-
cipais objetivos: garantir espaço de cuidado para 
crianças de mães trabalhadoras (creche) e preparar 
a criança para o Ensino Fundamental (pré-escola). 
Ao longo do tempo, os objetivos se modificaram e 
esta etapa da Educação Básica ganhou espaço no 
cenário educacional – mas ainda absorvendo as pre-
missas do ensino tradicional, que tinha como foco o 
conhecimento. Para o ensino tradicional, a prioridade 
era o cumprimento de objetivos de aprendizagens 
previamente escolhidos pelo professor, pautados na 
garantia do estudo de conteúdos, sem possibilidade 
de adaptações, evoluções e interações. O professor 
detinha o papel principal, e a criança era uma mera 
coadjuvante no processo de ensino-aprendizagem, 
recebendo o conhecimento e sendo avaliada em re-
lação ao seu alcance.
Na Educação Infantil, as ações de cuidado se so-
brepunham, e não era comum o hábito de planejar 
atividades que instigassem e produzissem experiên-
cias, interações e aprendizagens. Com o tempo, o 
educar passou a estar presente, e o cuidar e o educar 
se tornaram elementos indissociáveis na Educação 
Infantil. Hoje, com a BNCC, entende-se que o foco do 
planejamento deve ser a experiência. É por meio dela 
que a criança vai se desenvolver, fazer descobertas, 
se relacionar, se comunicar, fortalecer sua identidade 
e sua autonomia. A criança hoje é vista como protago-
nista, tendo sua opinião considerada e espaço para 
se expressar, fazer escolhas etc. O professor também 
é protagonista, uma vez que sua atuação é funda-
mental para criar condições para que as crianças 
possam exercer seus direitos e traçar seus percursos 
individuais de aprendizagem. A partir das vivências, 
descobertas e curiosidades que a criança demons-
tra, o professor planeja suas ações, observa, avalia, 
registra, reformula e compartilha suas impressões.
Hoje, a criança deve encontrar espaço para se 
desenvolver e aprender em sua singularidade, para 
além do cuidado que sempre permanece e, portanto, 
faz parte das ações cotidianas. Há um novo olhar 
para as experiências que podem ser vivenciadas 
nesses momentos, as aprendizagens que podem ser 
construídas, as interações que são tão importantes, 
seja na troca na relação adulto x criança, criança x 
criança ou criança x entorno.
De acordo com a BNCC (BRASIL, 2018, p. 36):
Nas últimas décadas, vem se consoli-
dando, na Educação Infantil, a concepçãoque vincula educar e cuidar, entendendo 
o cuidado como algo indissociável do 
processo educativo. Nesse contexto, as 
creches e pré-escolas, ao acolher as vi-
vências e os conhecimentos construídos 
pelas crianças no ambiente da família e 
no contexto de sua comunidade, e articu-
lá-los em suas propostas pedagógicas, 
têm o objetivo de ampliar o universo de 
experiências, conhecimentos e habilida-
des dessas crianças, diversificando e con-
solidando novas aprendizagens, atuando 
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de maneira complementar à educação 
familiar – especialmente quando se trata 
da educação dos bebês e das crianças 
bem pequenas, que envolve aprendiza-
gens muito próximas aos dois contextos 
(familiar e escolar), como a socialização, 
a autonomia e a comunicação.
Nessa direção, e para potencializar as 
aprendizagens e o desenvolvimento das 
crianças, a prática do diálogo e o compar-
tilhamento de responsabilidades entre a 
instituição de Educação Infantil e a família 
são essenciais. Além disso, a instituição 
precisa conhecer e trabalhar com as cul-
turas plurais, dialogando com a riqueza/
diversidade cultural das famílias e da co-
munidade.
Deve-se sempre considerar que tudo que fazemos 
com bebês e crianças nas escolas de Educação In-
fantil envolvem ações de cuidar e de educar. Essa 
indissociabilidade também foi considerada na elabo-
ração de cada conjunto de atividades deste material 
educacional.
 � Utilizando o Material Educacional 
Mais Infância MT
Agrupamentos, tempos, espaços e materiais
No novo papel desempenhado pelos professores, 
como coprotagonistas das crianças no processo de 
ensino-aprendizagem e no desenvolvimento das 
ações planejadas, ganham uma importância ainda 
maior, em especial no sentido de considerar as pró-
prias crianças, suas necessidades e a organização do 
espaço. É preciso também que estejam preparados 
para orientar e promover aprendizagens não plane-
jadas, mas que muitas vezes ocorrem em decorrência 
daquilo que foi planejado pelo adulto.
O professor conhece sua turma, cada criança, suas 
famílias, a escola e a proposta pedagógica da insti-
tuição. Por isso, por mais que sejam propostos con-
juntos de atividades, eles não precisam ser seguidos 
como uma “receita”. Cabe a cada educador, portan-
to, pensar a melhor forma de utilizar as propostas, 
realizando adaptações naquilo que está proposto – 
substituições, acréscimos ou modificações –, desde 
que sejam respeitadas as concepções e as intenções 
que embasam toda prática pedagógica com bebês 
e crianças pequenas.
Considerando tudo que já foi apresentado sobre 
a criança, o processo de aprendizagem e a própria 
BNCC, alguns elementos são fundamentais durante 
o planejamento e replanejamento da ação do pro-
fessor: os agrupamentos, os espaços, os materiais 
e os tempos.
Os agrupamentos
Considerando que as interações compõem um eixo 
estruturante da Educação Infantil, o planejamento de 
atividades com agrupamentos variados é essencial 
para que elas aconteçam. Definir os agrupamentos 
faz parte do trabalho do professor. É ele quem vai 
perceber se a atividade precisa de uma atenção in-
dividualizada ou se é possível a interação em peque-
nos ou grandes grupos, e quais propostas podem ser 
realizadas com toda a turma ao mesmo tempo, com 
as crianças de outras faixas etárias e até mesmo com 
adultos. Considerando o protagonismo infantil, as di-
ferentes propostas de agrupamentos lhes possibilitam 
escolher seus parceiros para as diversas explorações 
que realizam, trocando experiências e aprendizagens 
uns com os outros. Também é possível que o professor 
altere esses agrupamentos à medida que a atividade 
aconteça, pensando na versatilidade do planejamento 
e das ações tomadas, nos imprevistos e na própria ava-
liação da proposta, sempre a partir do que as crianças 
evidenciam sobre como estão aprendendo.
A importância dos espaços e de sua variedade
A variedade de espaços é o que garante a diversi-
dade de contextos e brincadeiras dentro da escola. A 
exploração de cada elemento do lugar onde a criança 
se encontra promove pertencimento e possibilita inte-
rações, explorações e descobertas. O professor deve 
planejar para que os espaços sejam aconchegantes e 
acolhedores, instiguem, desafiem, despertem a imagi-
nação e a criatividade e favoreçam as interações e a 
exploração. As crianças podem participar da organi-
zação do espaço, trazendo suas ideias, suas impres-
sões, sua cultura, e interagindo e criando com ele.
A escolha e o uso dos materiais
Indispensáveis para o desenvolvimento de ativida-
des interessantes, os materiais devem ser planejados 
e escolhidos pensando em sua versatilidade, uso, 
potenciais transformações e no cuidado com seus 
elementos em relação à faixa etária das crianças. 
As crianças podem participar da escolha dos mate-
riais, expondo suas ideias, usando sua imaginação 
e criatividade, exercendo sua autonomia para tomar 
decisões e recorrendo a seu conhecimento sobre as 
possibilidades de uso dentre as opções ao seu al-
cance. As crianças devem ter contato e conhecimen-
to sobre os materiais disponíveis, para que possam 
participar dos momentos de escolha e organização 
junto com o professor.
O planejamento do tempo
O tempo para realização das atividades deve levar 
em consideração a individualidade de cada criança. 
Apesar de o professor elencar um tempo previamente 
estipulado, pensando na organização da rotina, é na 
hora da prática que ele vai perceber quais crianças 
estão confortáveis com o tempo planejado e quais 
precisarão de mais ou menos tempo. Por essa razão, 
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é interessante que o professor pense em propostas 
simultâneas para as crianças que terminarem rapi-
damente não ficarem ociosas enquanto as outras 
ainda estão envolvidas com a proposta central. Outro 
caminho é continuar a atividade em outro momento 
com as crianças que precisam de mais tempo, caso 
este esteja impossibilitado no momento por conta da 
rotina institucional, por exemplo, que muitas vezes 
tem horário definido para determinadas atividades.
Em cada um dos conjuntos de atividades esses 
aspectos foram pensados e propostos, considerando 
os elementos tratados até aqui. Seguir ao máximo 
essas propostas pode garantir o sucesso da atividade 
e oportunizar maior qualidade para as aprendizagens 
e o desenvolvimento das crianças.
Atividades Permanentes e Sequências Didáticas
Os conjuntos de atividades estão organizados em 
cinco propostas, agrupadas em torno de um tema 
e reunidas em forma de um Conjunto ou uma Se-
quência Didática. O que determina se um conjunto 
de cinco atividades é um Conjunto ou uma Sequência 
são definições conceituais em torno das modalidades 
organizativas, utilizadas como forma de estruturação 
para se colocar um currículo em prática.
Os Conjuntos organizam um grupo de atividades 
chamadas de permanentes, porque guardam certa 
regularidade temporal em sua realização: todos os 
dias, uma vez por semana, quinzenalmente. Como 
não estão necessariamente ligadas a Projetos ou 
Sequências, apresentam certa autonomia em sua 
realização, podendo ter um fim em si mesmas sem 
uma necessária continuidade do tema ou da ação 
com o grupo de crianças. São práticas que ajudam a 
garantir os valores do próprio currículo, a apreensão 
de hábitos e a repetição de situações necessárias 
ao processo de aprendizagem. Alguns exemplos 
de atividades permanentes são as leituras diárias, 
os momentos de alimentação, os cantos de brin-
cadeiras etc. A mesma atividade permanente de 
um Conjunto pode e deve repetir-se ao longo do 
semestre ou do ano.
Já as atividades organizadas em forma de Sequên-
cia Didática se caracterizam por serem propostas em 
ordem crescente de dificuldade. Cada passo dado 
permite que o próximo seja realizado; ou seja, di-
zem respeito a uma aprendizagem específica que se 
quer alcançar, trilhando um certocaminho para isso. 
Muitas vezes precisamos realizar a mesma atividade 
mais de uma vez antes de passar para a próxima, e 
isso vai depender das próprias crianças e do olhar 
atento e sensível do professor. Algumas atividades 
podem passar a ser permanentes após a finalização 
do desenvolvimento da Sequência. Um exemplo dis-
so é a construção de álbum do grupo, que prevê uma 
série de atividades sequenciadas para sua concreti-
zação. Ao final, o álbum passa a ser um material da-
quele coletivo que pode ser explorado várias vezes 
em situações livres e/ou mais encaminhadas pelo 
professor – uma conversa, por exemplo. O tempo de 
duração do desenvolvimento da Sequência depende 
das crianças e da organização da rotina por parte 
de todos. Algumas podem demandar mais tempo 
(dias, semanas e até meses) do que outras e podem 
ter ou não um produto final.
Os Conjuntos (atividades permanentes) e as Se-
quências Didáticas de cada corte etário foram organi-
zadas em uma ordem que considerou alguns critérios 
importantes: iniciar o ano sempre com a adaptação e 
o acolhimento às crianças (incluindo outros conjuntos 
ou sequências que colaboram com esse processo); 
equilíbrio entre as temáticas de propostas; grau de 
desafio em relação à faixa etária e ao trabalho do 
professor; e ordenação das atividades (isto é, o que 
as crianças precisam ter contato antes de realizar a 
proposta). A ideia foi colaborar para o plano peda-
gógico anual dos professores.
No entanto, essa ordenação não deve ser rígida; 
muito pelo contrário. Como já explicitado aqui, o pro-
tagonismo do professor é fundamental para que ele 
seja também autor do próprio planejamento. Por isso, 
é preciso refletir sobre as propostas e tomar decisões 
considerando as crianças e os critérios explicitados. 
A ordenação das atividades deve tomar mais aten-
ção por parte do professor quando fazem parte de 
uma Sequência, pois deve-se considerar a graduação 
dos desafios de aprendizagem e o desenvolvimento 
em relação ao conhecimento/prática social com a 
qual se está trabalhando.
Ao adaptar ou reorganizar a realização das ativida-
des, há que se considerar a importância do equilíbrio 
em relação aos campos de experiências. Por isso, é 
fundamental olhar para o plano pedagógico anual 
e entender quais são os melhores momentos para 
a realização das propostas em relação ao grupo 
de crianças.
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de Campinas (UNICAMP), Departamento de 
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aprendizagem-propostos-pela-bncc>. Acesso em: 
ago. 2023.
NOVA ESCOLA. “O quebra-cabeça das moda-
lidades organizativas”. Disponível em: <https://
novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-
das-modalidades-organizativas>. Acesso em: ago. 
2023.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. O Trabalho do Professor 
na Educação Infantil. São Paulo: Editora Biruta, 2014. 
 � Para incluir todos 
A inclusão na Educação Infantil é um tema de ex-
trema importância e que requer a atenção de todos 
os profissionais envolvidos nesse processo. É essen-
cial que as escolas e os professores desenvolvam 
estratégias adequadas para que nenhuma criança 
fique de fora das atividades.
A inclusão tem como objetivo principal garantir que 
todas as crianças tenham acesso às mesmas opor-
tunidades de aprendizado e desenvolvimento. É um 
processo que visa quebrar barreiras físicas, sociais 
e culturais, promovendo a igualdade de direitos e a 
valorização da diversidade.
Promover a inclusão na Educação Infantil requer um 
esforço contínuo e um compromisso de toda a comuni-
dade escolar. É um processo que exige sensibilidade, 
flexibilidade e criatividade por parte dos profissionais 
envolvidos. Mas os benefícios são imensos e as crian-
ças têm a oportunidade de aprender desde cedo so-
bre a importância da diversidade e da inclusão.
O primeiro passo para a inclusão é o reconheci-
mento de que todas as crianças têm potencialidades 
e habilidades únicas, independentemente de etnia, 
religião, gênero ou quaisquer outras condições físicas, 
mentais ou sensoriais. É importante que vocês estejam 
preparados para lidar com essas diferentes caracte-
rísticas, buscando estratégias e recursos pedagógicos 
que atendam às necessidades de cada um.
Se necessário, adapte o currículo, as atividades 
escolares ou mesmo os contextos, de forma a tor-
ná-los mais acessíveis para todas as crianças. Isso 
pode incluir a utilização de recursos visuais, materiais 
adaptados, estratégias de comunicação alternativa 
e o estabelecimento de metas individualizadas de 
aprendizado.
Além disso, é fundamental que se promova um am-
biente inclusivo e acolhedor, onde todas as crianças se 
sintam seguras e respeitadas. Isso envolve desenvol-
ver a capacidade de empatia e o respeito à diversidade 
desde cedo, por meio de atividades que estimulem o 
diálogo, a colaboração e a valorização das diferenças.
Sim, é essencial que as crianças sejam estimuladas 
a conviverem com as diferenças em cada atividade 
realizada. Essa convivência ajuda a promover a em-
patia, o respeito e a solidariedade, valores essen-
ciais para a formação de indivíduos desde a mais 
tenra infância.
Não se esqueça de que seu papel no processo 
de desenvolvimento infantil vai além de preparar e 
aplicar uma atividade. Você é um agente da inclusão, 
com a missão de:
 • Promover a participação de todos: garanta 
que todas as crianças sejam incluídas em to-
das as atividades, não sendo excluídas devido 
às suas diferenças.
 • Realizar atividades cooperativas: incentive as 
crianças a trabalharem em grupos, nosquais 
cada um possa contribuir com suas habilida-
des e experiências únicas.
 • Estimular o diálogo e a empatia: crie momen-
tos de diálogo e reflexão, em que as crianças 
possam compartilhar suas experiências e 
sentimentos em relação às diferenças.
Também é importante ter um diálogo constante 
com os responsáveis para entender melhor as ne-
cessidades das crianças e garantir que elas estejam 
recebendo o suporte adequado tanto na escola como 
em casa. Além disso, utilize estratégias diferentes 
para engajar todas as crianças, como uso de recursos 
visuais, auditivos e táteis, adaptação de materiais e 
atividades para as necessidades individuais, realiza-
ção de atividades em grupo que estimulem a cola-
boração e a interação entre os alunos, entre outras.
Para isso, é fundamental que você esteja atento 
às necessidades individuais de cada um. Conheça 
seus interesses, habilidades, limitações e formas 
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http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil
https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil
https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil
https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
preferenciais de aprendizado. Seja um exemplo de 
inclusão e valorização da diversidade. Transmita 
às crianças a importância de respeitar as diferen-
ças e de construir uma sociedade mais igualitária 
e acolhedora.
 � Adaptação e acolhimento 
Para iniciar esse diálogo, é importante ter o enten-
dimento de que, quando a criança chega à escola, 
ela tem o direito de encontrar um lugar acolhedor. 
Nós, professoras e professores, somos os maiores 
protagonistas para garantir esse direito, organizando 
espaços e tempos que possibilitem aos pequenos 
vivenciar experiências que os acolham de forma afe-
tiva e prazerosa.
Com isso, para impregnar de sentidos essas ex-
periências é preciso compreender a concepção de 
criança na Educação Infantil como
[...] sujeito histórico e de direitos, que nas 
interações, relações e práticas cotidianas 
que vivencia, constrói sua identidade pes-
soal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, 
deseja, aprende, observa, experimenta, 
narra, questiona e constrói sentidos so-
bre a natureza e a sociedade, produzindo 
cultura (BRASIL, 2013, p.97).
Ao acolher as crianças, compreendemos que pre-
cisamos cada vez mais construir uma escola com e 
para elas. Uma escola que respeite os direitos das 
crianças, suas famílias e profissionais que as aten-
dem. Esse é um desafio diário, que precisa ser previs-
to, planejado, organizado e, acima de tudo, partir de 
uma concepção individual do aprender para, juntos, 
construirmos narrativas coletivas.
Construir essa escola com espaços seguros, aco-
lhedores, afetivos, dando protagonismos para a 
criança parte do princípio de que acolher e adaptar 
compõem o planejamento do professor e da profes-
sora com flexibilidade e comprometimento em to-
das as etapas. Essa construção é feita no cotidiano, 
constituída progressivamente por meio das relações, 
interações e descobertas que compõem o currículo 
da Educação Infantil: “O currículo da Educação In-
fantil é concebido como um conjunto de práticas que 
buscam articular as experiências e os saberes das 
crianças com os conhecimentos que fazem parte do 
patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico” 
(Parecer CNE/CEB nº 20/2009, p. 6).
Nessa direção, não queremos cristalizar o que você 
precisa fazer em seu planejamento, e sim compar-
tilhar estratégias possíveis e flexíveis que visam a 
potencializar o desenvolvimento das crianças e suas 
individualidades, considerando as especificidades de 
nosso estado tão diverso.
Você, professora e professor, é protagonista para 
que as experiências educacionais de nossas crianças 
se tornem representação dessa identidade infantil, 
que dialogue com os saberes individuais e coletivos 
em parceria com as famílias, em metodologias pau-
tadas nas experiências infantis.
No entanto, há diretrizes que são universais no con-
texto da Educação Infantil e fazem parte da jornada 
diária das crianças em suas faixas etárias, como:
 • Acolher com afetividade e gentileza desde o 
portão da escola;
 • Respeitar as especificidades das crianças e 
sua identidade no ambiente escolar; 
 • Incluir os saberes das crianças nas proposi-
ções das experiências;
 • Garantir o tempo pedagógico para o desenvol-
vimento e aprendizagens;
 • Observar, registrar e acompanhar o de-
senvolvimento das crianças a partir do seu 
planejamento;
 • Construir documentação pedagógica para 
garantir uma avaliação individualizada do 
desenvolvimento de cada criança. 
O Material Educacional Mais Infância MT prioriza a 
criança como protagonista que compartilha saberes 
e produz conhecimento, contemplando os Direitos de 
Aprendizagem e os Campos de Experiências para a 
Educação Infantil.
 � Engajando famílias 
Um dos grandes desafios da escola contemporâ-
nea é construir caminhos que visam a estabelecer 
vínculos entre a escola e a família. Particularmente 
no fim do século XX, a instituição escolar inaugura e 
se consolida como espaço de participação das famí-
lias, de modo a oportunizar relações mais afetivas, 
com engajamento e inclusão de todos aqueles que 
fazem parte dessas duas grandes instituições sociais, 
escola e família.
Na Educação Infantil, observa-se uma participa-
ção mais efetiva dos adultos, tendo em vista que 
as crianças adentram o espaço escolar pela mão 
dos responsáveis. Nesse sentido, esses agentes res-
ponsáveis diretamente pela educação das crianças 
são envolvidos pelas ações promovidas pela esco-
la, considerando que há um vínculo afetivo sendo 
construído cotidianamente por meio da ação das 
crianças e adultos da instituição. Dia a dia, as fa-
mílias são convidadas a fazer parte da instituição 
escolar, seja pela apreciação da decoração ou de 
um painel de atividades realizadas pelas crianças, 
seja em datas comemorativas, na prosa que ocorre 
entre responsáveis, funcionários e crianças no por-
tão, nas reuniões e na participação que as atividades 
propostas acabam chegando às famílias como um 
convite irrecusável.
Logo, a aproximação entre família e escola contribui 
sobremaneira para o desenvolvimento das crianças e 
consequentemente para sua educação e da família, 
considerando que a escola é uma extensão do lar 
infantil. Essa aproximação entre família e escola é 
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sempre um desafio, e abrir as portas da instituição 
aos responsáveis é o primeiro deles, de modo que 
estes sejam acolhidos, que tenham um sentimento de 
pertencimento, se sintam confortáveis para adentrar 
os portões e dialogar com professores e funcionários.
É sobre essa constância e necessidade mútua de 
participação das famílias na escola que o currículo 
é pensado, considerando os tempos, espaços e a 
idade das crianças, vieses que mobilizamesforços 
da família e da escola para o envolvimento de todos, 
a fim de que as propostas pedagógicas saiam do 
papel e passem a se materializar na vida cotidiana 
das crianças e famílias. Este é um dos compromissos 
sociais da escola, adentrar a casa das crianças e 
transformar contextos de vida, bem como promover 
diálogos potentes entre as famílias, a fim de que 
estas percebam-se no protagonismo vivido pelas 
crianças.
É com esse propósito de desenvolver um sentimen-
to de pertencimento, promover o engajamento das 
famílias e a integração entre escola, família e crian-
ças que esboçamos a seguir sugestões para que a 
família se sinta acolhida e principalmente envolvida 
com e na instituição escolar. 
A comunicação efetiva com as famílias é essen-
cial para estabelecer laços e abrir espaço para crí-
ticas, elogios e sugestões. É importante ter sempre 
uma comunicação constante e efetiva para que assim 
queiram estar mais presentes na escola. É por meio 
do diálogo que você, professora e professor, conse-
gue diversas parcerias e colaboração em atividades 
diárias como:
 • Ir até a escola para contar uma história;
 • Ler uma poesia;
 • Cantar uma música;
 • Tocar um instrumento musical;
 • Auxiliar na construção de um brinquedo ou 
espaço educativo;
 • Fazer uma receita;
 • Acompanhar em um passeio ou visita a outro 
espaço;
 • Participar de uma aula expositiva;
 • Auxiliar na execução de um projeto;
 • Visitar para apreciar apresentações e ou expo-
sições de trabalhos;
 • Encaminhar a letra de uma música, história, 
parlenda, poesia, brincadeira ou demais gêne-
ros textuais trabalhados em sala;
 • Ir até a escola para contar uma história, par-
lenda, poesia, brincadeira ou outros gêneros 
textuais;
 • Participar de momentos de descontração 
como um piquenique, roda do fogo, comemo-
rações especiais, jogos simbólicos e outras 
ações que favorecem a parceria;
 • Participar de eventos diversos, festas internas, 
palestras, workshops, mostras e exposições 
de trabalhos;
 • Colaborar com doações de materiais estrutu-
rados e não estruturados;
 • Comparecer a reuniões periódicas a fim de 
trocar ideias e sugerir novas possibilidades;
 • Participar de momentos de escutas individua-
lizadas ou de chá da tarde ou café da manhã 
para atender pequenos e grandes grupos;
 • Reconhecer-se no painel da família – aquele 
que deve ser organizado na entrada da escola 
ficando à disposição para que os responsáveis 
expressem sua opinião sobre um assunto de 
pauta coletiva que deve ser abordado pela 
escola;
 • Engajar-se no planejamento semanal. Os 
responsáveis devem ser lembrados das pro-
postas que a escola está desenvolvendo, por 
meio de exposição do planejamento na porta 
da sala, pulseiras informativas, que devem ser 
colocadas no braço das crianças com informa-
ções sobre as aprendizagens do dia, além é 
claro do corriqueiro bilhete informativo;
 • Interessar-se pela carta pedagógica, um bom 
recurso para trazer as famílias para fazerem 
parte da escola, ainda que tenha sido esqueci-
do pela sociedade tecnológica;
 • Engajar os responsáveis pelas redes sociais 
da escola, por meio de postagens com fotos e 
vídeos; com isso as famílias podem acompa-
nhar e estar mais próximas da escola, apre-
ciando e valorizando ainda mais o trabalho 
docente e o desenvolvimento de cada criança.
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CONHEÇA SEU LIVRO 
Professora, professor, este caderno é para você! Ele apoia e estrutura seu planejamento em 
diversos momentos, da adaptação às brincadeiras diárias, garantindo às crianças vivências e ex-
periências significativas. 
Objetivos de Aprendizagem 
e Desenvolvimento 
e Campos de Experiências
Os conjuntos apresentam atividades que contemplam os 
diferentes Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e 
os Campos de Experiências do DRC-MT. Para auxiliá-lo em 
seu planejamento, ao início de cada conjunto você encontrará 
essas informações listadas.
SEQUÊNCIA 6
CORPO, MOVIMENTO E DANÇA
Música e dança são expressões que promovem o desenvolvimento da cor-
poreidade e a ampliação do repertório cultural das crianças, assim como 
da autoconfiança, do autoconhecimento, da capacidade criadora e da 
convivência respeitosa com as múltiplas formas de expressão. A dança é 
uma rica linguagem do corpo que deve integrar as práticas com as crian-
ças pequenas. Como ferramenta, aliada à música, a dança é um convite à 
experimentação, à sensibilidade e ao desenvolvimento do senso estético, 
devendo sempre respeitar a expressividade original do indivíduo.
Esta sequência didática propõe atividades que devem ser desenvolvidas 
com a turma na ordem apresentada. 
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados nesta sequência
O eu, o outro e o 
nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores 
e formas.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO02
Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO05
Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros 
(crianças e adultos) com os quais convive.
EI03CG01
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01
Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03TS03
Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
97
SD
Abertura do conjunto
Este material é composto por três volumes, um para cada grupo etário proposto pela Base Nacional 
Comum Curricular: bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Há dois tipos de conjuntos: 
Atividades Permanentes e Sequências Didáticas. A principal diferença entre elas é que as primeiras 
podem ser recorrentes, incluídas na rotina das crianças. Já as atividades das sequências didáticas 
guardam progressão entre si, ou seja, a segunda faz sentido após a primeira, e assim sucessivamente. 
Você saberá quando está diante de uma ou de outra pelo selo.
APCONJUNTO 1
As situações imaginárias são caminhos para a construção do pensamento abstrato e 
colocam os pequenos na condição de potencializar tudo o que sabem para representar 
diferentes papéis e resolver desafios inerentes a eles. Assim, as crianças desenvolvem a 
autonomia, ao mesmo tempo que vão tomando consciência e demonstrando suas com-
preensões sobre o mundo, sobre as relações sociais e sobre si mesmas. 
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isoladamente, ou seja, de 
forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvol-
ver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, de modo que 
as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e de 
desenvolvimento propostos. O conjunto é caracterizado por atividades recorrentes, ou 
seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano.
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados neste conjunto
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, 
cores 
e formas.
 � Objetivos de aprendizageme desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF06 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social 
significativa.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
FAZ DE CONTA
AP
17
CONHECENDO O BAIRRO
SEQUÊNCIA 2
A construção da identidade das crianças passa pela apropriação progressiva do 
lugar delas no mundo. Isso se dá por meio das suas interações e descobertas re-
lativas a si mesmas, ao seu círculo familiar, ao seu lugar de pertencimento, além 
do conhecimento daquilo que não lhes é tão próximo. Dessa forma, no processo 
investigativo sobre o mundo social, a cultura local é um importante componente 
do currículo da Educação Infantil. Fomentar as descobertas, valorizando os saberes 
locais e problematizando questões sociais e naturais relativas ao bairro em que as 
crianças estão inseridas, colabora para a sensação de pertencimento e promove a 
inserção de pessoas da comunidade no processo de aprendizagem.
As atividades aqui apresentadas são uma sequência didática, ou seja, devem ser 
desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. As atividades desta sequência 
propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas 
com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofun-
damento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados nesta sequência 
 
O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de pensar e agir.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a 
estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus 
fenômenos, sua conservação.
EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da 
sua comunidade.
33
SD
SD
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Seção “O que fazer antes”
As atividades se iniciam na seção O que fazer antes, que descreve: 
 • Contextos prévios: descrição das ações prévias necessárias à 
realização de cada atividade.
 • Materiais: lista com materiais necessários e sugeridos para a 
execução da atividade.
 • Espaço: sugestão da forma de organizar o espaço, o que ajuda 
você a entender o que deve considerar antes de propor a ativida-
de e a necessidade de organizar materiais e espaços da escola 
para seu desenvolvimento. Também auxilia na escolha do melhor 
horário do dia para sua realização, considerando sua rotina e a 
rotina institucional.
 • Perguntas para guiar suas observações: questionamentos 
importantes para você entender aquilo a que precisa se atentar 
durante o trabalho com os pequenos, de modo a verificar se os 
Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento propostos estão 
sendo alcançados.
 ATIVIDADE 3 
PINTURA COM CARVÃO E CAFÉ
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03TS02, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Pesquise sobre os artistas escolhidos por você. Algumas sugestões são Dado Oliveira, 
Giulia Bernardelli e Ghidaq Al-Nizar. O primeiro utiliza técnicas de pintura misturando carvão 
e pólvora, e os demais pintam utilizando café. 
 � Materiais
 F Algumas imagens de obras de artistas que usam carvão e café como matéria-prima 
para suas criações;
 F Aproximadamente meio litro de café misturado com água em dois recipientes 
plásticos; 
 F Pedaços de carvão comum ou tiras de carvão vegetal próprio para desenho (reserve 
uma média de 30 pedaços); 
 F Pincéis nº 12, se possível; 
 F Dois pedaços (aproximadamente 70 x 100 cm cada) de papéis grossos e firmes 
(papel paraná, papel-cartão, papelão, entre outros) para cada estação (ou o papel 
que tiver disponível em sua escola);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Arte Rupestre. Brasil escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-
rupestre.htm. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
A atividade iniciará na sala, em roda, e depois, se possível, continuará em um espaço 
externo da escola. Para o espaço externo, escolha um local amplo, de fácil movimenta-
ção, em que as crianças possam se sentar à vontade no chão. Caso não seja possível, 
você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar 
a prática à sua realidade. Disponha algumas mesas para organizar os materiais a serem 
utilizados para a pintura em formato de estações, para quatro pequenos grupos, de modo 
a garantir duas estações com pedaços de carvão e os suportes, bem como outras duas 
estações com um recipiente com café, pincéis e papéis.
88
Conjunto: Arte e natureza
Seção “O que fazer durante”
Nesta seção, você encontra a descrição completa da atividade 
a ser realizada.
 • Possíveis falas do professor: exemplos de falas que o professor 
pode usar no momento da atividade.
 • Possíveis ações das crianças: previsões de ações que as crian-
ças podem realizar durante a atividade.
 • Para finalizar: indicações sobre como encerrar a proposta.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que explorações as crianças fazem dos materiais e como conduzem as produções?
2. Como elas se expressam por meio dos desenhos e das experimentações com esses 
materiais orgânicos? Quais criações fizeram?
3. Quais desafios surgem por terem de trabalhar em grupo? Trocar de grupo e continuar a 
produção já iniciada pelo colega pode ser um desafio; como as crianças lidam com isso?
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda na sala e mostre as imagens que você selecionou como inspi-
ração. Peça às crianças que observem e tentem descobrir quais elementos os 
artistas utilizaram naquelas pinturas. Ouça as hipóteses ou compartilhe com 
elas a informação de que algumas daquelas pinturas foram realizadas 
com carvão e outras com café. Conte a elas o nome dos autores das obras e fale 
um pouco sobre a inspiração deles e o que os levou a utilizar taiselementos. Con-
versem a respeito da possibilidade de se utilizar vários materiais encontrados na 
natureza para a realização de pinturas.
 — O que vocês acham que foi utilizado como tinta para fazer essas artes?
Possível fala 
do(a) professor(a)
Depois, coloque no centro o carvão e o café. Converse com as crianças sobre esses ele-
mentos, como são utilizados no cotidiano e sobre as experiências que já tiveram com eles 
anteriormente na atividade Experimentações com tintas e pigmentos naturais, deste con-
junto, se você a realizou. Passe o recipiente com café para uma das crianças e um peda-
ço de carvão para outra. Depois, peça que passem os elementos aos demais colegas da 
roda. Observe as diversas reações, expressões e comentários que surgirem. Registre os 
comentários e, se possível, fotografe o momento. Fique atento para que 
os elementos circulem entre todas as crianças.
Compartilhe com as crianças a ideia de fazer pinturas com esses dois elementos 
em uma área externa da escola. Ao chegar no ambiente preparado para a ativida-
de, faça alguns combinados com a turma para a realização da proposta. Combine 
que vão se organizar em quatro pequenos grupos e que cada grupo definirá o lo-
cal que vai iniciar a pintura.
Esclareça que o material disponível será utilizado coletivamente e que farão uma 
organização diferenciada. Explique às crianças que, inicialmente, dois grupos vão 
pintar com carvão e os outros dois utilizarão o café, revezando os pequenos grupos 
entre as estações. Definam um comando, por exemplo, “Pirlimpimpim chegou ao 
fim”. Combine que, quando ouvir o sinal, a turma deve parar a pintura na estação 
em que está para depois continuar a exploração com o outro elemento na outra 
estação. Reforce com os grupos que só iniciarão a atividade com o outro material 
quando estiverem no local indicado.
1
2
3
4
89
Atividade: Pintura com carvão e café
Seção “O que fazer depois”
Esta seção propõe caminhos para a finalização da atividade.O QUE FAZER DEPOIS
Se possível, repita a atividade disparando a brincadeira por meio do livro O lenço. As 
imagens contidas no livro são um grande recurso para potencializar as situações de faz 
de conta que podem ser utilizadas e adaptadas para as brincadeiras que as crianças vão 
criar com os tecidos. Em outras situações, repense com elas variações de espaços, grupos 
e quais objetos podem ser inseridos para brincar de forma que tragam novos desafios. 
Elas podem ainda convidar outras turmas da escola para que brinquem juntos. Observe as 
manifestações culturais de brincadeiras que por ventura surjam e proponha situações de 
parcerias e trocas entre os pares.
Se julgar oportuno, ao repetir a atividade com ou sem o livro, explore com as crianças 
possíveis categorizações dos tecidos, propondo que organizem os tecidos do mesmo tama-
nho juntos. Além do tamanho, é possível explorar a cor, a textura, a forma ou a estampa, por 
exemplo, na organização dos tecidos. Esse aprofundamento ao repetir a atividade oportuniza 
a construção de um saber geométrico e matemático com as crianças. 
Ao final, proporcione um momento de conversa sobre a atividade realizada, pergunte 
para as crianças o que mais gostaram e o que gostariam de repetir no próximo momento 
de criar e brincar com tecidos.
Sugestão de leitura
• O lenço. Autora: Patrícia Auerbach. Ilustrações: Patrícia Auerbach (Brinque-Book, 2014).
20
Conjunto: Faz de conta
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CONJUNTO 1 
ALIMENTAÇÃO ............................................................................ 17
Organizando a refeição ........................................................ 18
Lanche comunitário .............................................................. 21
Conhecendo o cardápio da escola .......................................24
Hábitos antes e depois de comer .........................................27
Brincando de banquete ........................................................30
CONJUNTO 2 
CUIDADOS PESSOAIS ................................................................. 33
Cuidados com o corpo –hidratação ......................................34
Higiene e cooperação ..........................................................37
Autonomia no momento do banheiro ...................................40
Pertences pessoais – reconhecimento e cuidado .................43
O cuidado e o faz de conta – banho nos bonecos .................46
CONJUNTO 3 
BRINCADEIRAS COM O CORPO E O ESPAÇO ................................ 49
Brincadeiras com as partes do corpo .................................. 50
Corrida divertida ..................................................................53
Brincadeiras com cordas ......................................................56
Brincadeiras com bolas ........................................................59
Brincadeiras de mágica e imitação ......................................62
CONJUNTO 4 
LEITURA DE HISTÓRIAS ............................................................... 65
Explorando as ilustrações do livro .......................................66
Manuseio de livros ...............................................................69
Decidindo a leitura do dia ....................................................72
Descobrindo novos personagens ..........................................75
Levando livros para casa ......................................................78
CONJUNTO 5 
MOMENTOS DE LIVRE ESCOLHA .................................................. 81
Escolhendo brincadeiras ......................................................82
Livre escolha e construção ...................................................85
Livre escolha no parque .......................................................88
Grande ateliê de artes........................................................... 91
Escolhendo livros e histórias .................................................94
CONJUNTO 6 
PINTURAS – TINTAS E SUPORTES .................................................97
Pintura com materiais da natureza .......................................98
Pintura com o corpo ............................................................101
Produção de tintas caseiras ............................................... 104
Pintura com diferentes instrumentos e suportes ................. 107
Observação e pintura ..........................................................110
CONJUNTO 7 
BRINCANDO NO PARQUE .......................................................... 113
Cuidando das plantas no parque .........................................114
Caça aos tesouros na natureza ........................................... 117
Brincando de lavar roupas na área externa ....................... 120
Brincadeiras no parque ...................................................... 123
Brincando com luzes e sombras no parque ........................ 126
SEQUÊNCIA 8 
SONS DO AMBIENTE ..................................................................129
Passeio em busca de sons do ambiente ............................. 130
Brincadeiras com sons do ambiente ................................... 133
Sons em brincadeiras com água ......................................... 136
Criação de instrumentos musicais e objetos sonoros ......... 139
Brincadeiras musicais ........................................................ 142
CONJUNTO 9 
HORTA ....................................................................................... 145
Conhecendo uma horta ...................................................... 146
Plantando na horta ............................................................ 149
Cuidando da horta ............................................................. 152
Experimentando os vegetais .............................................. 155
Colhendo e compartilhando os alimentos .......................... 158
CONJUNTO 10 
DANÇAS ....................................................................................161
As crianças e suas danças ..................................................162
As danças e as culturas ......................................................165
Estações para brincar de dançar ........................................ 168
Coreografando ................................................................... 171
Dançando para os colegas ................................................. 174
CONJUNTO 11 
HISTÓRIAS E CENÁRIOS ............................................................. 177
Atuando como personagens da história ............................. 178
Recontando a história .........................................................181
Cenário e vestimentas para brincar de faz de conta ............ 184
Brincando com a história a partir de um cenário ................. 187
Brincando com cenários das histórias preferidas ................190
CONJUNTO 12 
RESOLVENDO PROBLEMAS ....................................................... 193
Resolvendo um problema de contagem ............................. 194
Contagem no jogo de boliche .............................................. 197
Contagem com parlenda .................................................... 200
Representando graficamente as frutas preferidas.............. 203
Problemas com uma receita ............................................... 206
SEQUÊNCIA 13 
JOGOS COM REGRAS SIMPLES .................................................. 209
Sondagem de jogos conhecidos ........................................210
Escolha dos jogos preferidos .............................................213
Jogando um jogo novo ......................................................216
Construção de um novo percurso ........................................219
Conhecendo os jogos familiares ........................................ 222
SEQUÊNCIA 14 
DESENHO COM INTERFERÊNCIA ............................................... 225
Desenho com lápis grafite ................................................. 226
Desenho e natureza .......................................................... 229
Desenho e o corpo ............................................................ 232
Jogo de memória .............................................................. 235
Desenhando com barbante ............................................... 238
SEQUÊNCIA 15 
LIVRO DE RECEITAS .................................................................. 241
Proposta de livro de receitas ............................................. 242
Explorando o texto da receita ............................................ 245
Escolha das receitas .......................................................... 248
Preparando uma receita......................................................251
Ilustrando e nomeando o livro ........................................... 254
SEQUÊNCIA 16 
CIRANDAS DO BRASIL ............................................................... 257
Brincando com cantigas de rodas ..................................... 258
Pesquisa sobre cirandas .....................................................261
Conhecendo uma nova ciranda ......................................... 264
Conhecendo o Cururu de Mato Grosso .............................. 267
Explorando as letras das cirandas ..................................... 270
CONJUNTO 17 
NOMES PRÓPRIOS E OUTRAS PALAVRAS ESTÁVEIS ................... 273
Meu nome, minha identidade .............................................274
Chamada como estratégia de leitura para as crianças .......277
Trabalhando a escrita ....................................................... 280
Lendo títulos de livros para escolher a leitura do dia ........ 283
Etiquetando espaços ......................................................... 286
SEQUÊNCIA 18 
POEMAS E PARLENDAS ............................................................. 289
Conhecendo novas parlendas ........................................... 290
Leitura de poemas ............................................................. 293
Brincando com rimas ......................................................... 296
Preparando um recital de poesia ...................................... 299
Gravação de um recital ..................................................... 302
SUMÁRIO 
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CONJUNTO 1
ALIMENTAÇÃO
Os momentos de alimentação proporcionam diversas oportunidades de apren-
dizagens. Possibilitam trocas afetivas e inserção social, além de conscientiza-
ção sobre o próprio corpo e o do outro. O(a) professor(a) pode organizar essas 
experiências de modo a possibilitar às crianças que conheçam seus gostos e 
preferências, desenvolvam hábitos alimentares saudáveis e entrem em contato 
com elementos de sua cultura, tal como o que e como comemos, como organi-
zamos a mesa, quais objetos utilizamos etc.
Neste conjunto, são propostas ações para que as crianças possam construir 
autonomia no cuidado de si mesmas em momentos de alimentação, os quais 
ocorrem todos os dias. Logo, são vivências que podem se repetir ao longo do 
ano a depender das conquistas e desafios do grupo.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e 
movimentos.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
EI02CG05
Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, 
rasgar, folhear, entre outros.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
EI02EF03
Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de 
ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura 
(de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
17
AP
EI_MT_CBP.indb 17EI_MT_CBP.indb 17 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
 ATIVIDADE 1 
ORGANIZANDO A REFEIÇÃO 
 Tempo sugerido: 35 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO01, EI02EO03, EI02CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Faça um levantamento prévio dos itens que as crianças costumam usar em momentos 
de sociabilidade em grupo, especialmente na alimentação, de modo a selecionar os 
objetos para a atividade.
 � Materiais
 F Mesas e cadeiras adequadas à faixa etária das crianças;
 F Utensílios usados nos momentos de alimentação do grupo, como
 F pratos;
 F talheres;
 F copos;
 F guardanapos.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada no espaço em que normalmente as crianças se alimen-
tam. Disponibilize os itens que elas costumam usar durante as refeições sobre uma mesa 
adequada à faixa etária delas para que possam pegá-los e organizá-los para o momento 
da refeição.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças compartilham o espaço e os objetos entre si?
2. Que atitudes de cuidado e solidariedade demonstram no momento de organização 
da alimentação?
3. Que sentimentos foram descritos no diálogo após a atividade?
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb18EI_MT_CBP.indb 18 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
O QUE FAZER DURANTE
Leve todo o grupo para o espaço em que as crianças se alimentam. Forme uma 
roda e explique que elas ajudarão a organizar o momento da alimentação.
Mostre os itens dispostos e pergunte qual é a função e a importância de cada um 
deles, problematizando seu uso de acordo com os tipos de alimentos que cos-
tumam comer. Não se esqueça de manter os materiais ao alcance das crianças. 
Aproveite os questionamentos e apontamentos delas para explorar a temática.
 — Vocês sabem o nome desses objetos e para que servem?
 — Hoje nós iremos, juntos, organizá-los!
 — Quem gostaria de ajudar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Faça, junto das crianças, um levantamento das atividades que podem ser feitas 
para organizar o momento da alimentação, como separar os guardanapos, distri-
buir os pratos, os talheres e os copos etc. Incentive-as a formar pequenos grupos 
e a escolher uma das atividades. Fique atento a possíveis disputas pelas funções; 
é comum que as crianças queiram realizar a mesma vivência. Caso isso aconteça, 
negocie e chame a atenção delas para as atividades menos concorridas, valori-
zando a importância de cada uma delas. Para aquelas que não demonstrarem dis-
posição em ajudar manualmente com os itens, incentive-as a cantar uma canção 
com o grupo enquanto aguardam a organização do momento da refeição.
 — Agora que definimos as funções, quem gostaria de ajudar com os 
guardanapos?
 — Entregar os pratos também é muito importante, mas não é uma tarefa fácil. 
Quem será que consegue?
 — Tudo bem se você não quiser tentar hoje. Que tal cantar uma canção para 
animar os colegas que estão organizando? Você conhece alguma?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Enquanto os pequenos grupos desempenham suas atividades, esteja atento à di-
nâmica e à movimentação, demonstrando seu apoio para auxiliar, se necessário. 
Observe as ações gerais, como compartilham o espaço e os objetos, suas habili-
dades ao manusear os utensílios e ao desenvolver atividades de cooperação. Di-
recione pequenos conflitos que possam surgir, conversando sobre a importância 
da divisão de tarefas e incentivando-as a cooperar.
 — Que legal! Vocês dois conseguem levar os copos. Poderiam, então, fazer isso 
juntos? Seria ainda mais rápido! Possível fala 
do(a) professor(a)
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Atividade: Organizando a refeição 
EI_MT_CBP.indb 19EI_MT_CBP.indb 19 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
Para finalizar
Conforme finalizarem a organização do espaço, peça às crianças que comecem a 
se sentar para se preparar para o momento da alimentação. Dialogue com o gru-
po sobre a atividade e sobre como se sentiram ao planejar as funções e organizar 
o ambiente. Também é um momento para que percebam a ajuda ofertada pelos 
colegas e a importância de cada um em promover o momento da refeição.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida rotineiramente por meio de um rodízio entre os pequenos 
grupos, para que todas as crianças possam desempenhar todas as funções de organiza-
ção da refeição. Para turmas muito grandes, também é possível fazer uma divisão entre 
os grupos, sendo um responsável pela organização antes da alimentação e o outro pela 
organização após a refeição.
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 20EI_MT_CBP.indb 20 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
 ATIVIDADE 2 
LANCHE COMUNITÁRIO 
 Tempo sugerido: de 35 a 45 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO05, EI02CG04, EI02CG05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Faça um levantamento prévio das possíveis alergias ou intolerâncias alimentares da 
turma. Então, considerando as restrições, combine com os adultos responsáveis que 
cada criança traga um prato preparado em casa para um lanche comunitário. O prato 
deve ser trazido em recipiente plástico, de fácil transporte e manuseio pela criança, 
e deve estar identificado. As receitas podem ser simples, como tortas, pães, bolos e sal-
gados. É importante salientar que os pratos não sejam comprados para que as crianças 
possam colaborar com o preparo. Desse modo, elas poderão participar mais ativamente 
dos diálogos.
No dia do lanche comunitário, certifique-se de que elas conseguirão transportar os 
pratos com autonomia. Se não for possível, peça ajuda de outro(a) professor(a) ou pro-
fessor(a) auxiliar*. 
 � Materiais
 F Utensílios usados no momento de alimentação do grupo, como pratos, copos, 
guardanapos, talheres, toalha de mesa ou tapete (caso as crianças se sentem no 
chão para se alimentar) etc.
 � Espaços
A primeira parte da atividade deve ser realizada na sala. Já o lanche comunitário 
deve ser realizado em um espaço onde as crianças possam comer (como o refeitório ou 
o parque).
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais são as estratégias usadas pelas crianças para se dividir em grupos?
2. Como as crianças demonstram autonomia durante a alimentação? Que tipo de ajuda 
foi necessária para se servirem?
3. Como as crianças demonstram reconhecer as diferentes características dos pratos? Como 
expressam gostos e preferências?
* Pode haver uma variação no uso da expressão “professor(a) auxiliar” no estado. Trata-se do profissional 
que auxilia o(a) professor(a) responsável pela turma na execução de algumas atividades com as crianças. 
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Atividade: Lanche comunitário 
EI_MT_CBP.indb 21EI_MT_CBP.indb 21 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma grande roda com todo o grupo e, para contextualizar, pergunte às crian-
ças por qual motivo trouxeram pratos de casa. A partir das respostas, explique a 
ideia do lanche comunitário. Combine com elas os papéis que cada uma irá desem-
penhar. Pode haver uma divisão em pequenos grupos, sendo uma parte da turma 
responsável pela organização antes do lanche e a outra por conferir se o espaço 
ficou limpo e organizado após o lanche. Possibilite que as crianças exponham suas 
preferências de atividade e de parceiros para formar os grupos. Atente-se nesse 
momento, pois um olhar ou gesto pode indicar a escolha de cada uma.
Conflitos podem surgir durante a formação dos grupos e a escolha dos papéis 
a serem desempenhados. Retome os combinados que fizeram na atividade Or-
ganizando a refeição, deste conjunto, se necessário. Dialogue com as crianças, 
reconhecendo seus sentimentos e procurando entender o problema. Sugira que 
proponham ideias para que cheguem a uma resolução. Garanta que todas as crian-
ças envolvidas aceitem a proposta de resolução e parabenize a capacidade delas 
de se articular em situações de conflito. 
 — Observando e ouvindo vocês, pude perceber que temos um problema. Então, 
o que podemos fazer para resolvê-lo?
 — Quem tem uma ideia?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Algumas crianças poderão demonstrar vontade de desempenhar as funções 
sozinhas.
 • Outras poderão querer realizar a mesma atividade de outro grupo.
Possíveis ações 
das crianças
Com a divisão estabelecida, leve todo o grupo para a área onde farão o lanche. 
Caso o espaço seja externo, estenda a toalha ou o tapete com a ajuda delas. Apoie 
o grupo responsável pela organização do espaço, observando suas ações e aju-
dando, quando requisitado, a dispor os pratos, distribuir os talheres, os guardana-
pos etc. Apesar de terem feito a divisão de grupos anteriormente, observe se as 
crianças gostariam de colaborar com outros colegas que estiverem organizando 
o local e incentive que ajam em colaboração.
Com o espaço organizado, convide todo o grupo a sentar-se e iniciar a refeição. 
Durante a alimentação, observe as habilidades das crianças em se alimentar so-
zinhas e ofereça suporte, se necessário. Instigue-as a observar e dialogar sobre o 
que cada uma trouxe. Favoreça que cada uma fale um pouco sobre o próprio prato. 
Aquelas que não dominam a linguagem oral podem mostrá-lo, pegar um pedaço e 
dividir com um colega. Enquanto comem, dialogue, de forma sutil, com as crianças 
e naturalmente se insira no contexto,expondo suas preferências.
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 22EI_MT_CBP.indb 22 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
Para finalizar
Após a refeição, converse com as crianças para que iniciem a organização do 
ambiente. O grupo responsável pela limpeza deve conferir se tudo está orga-
nizado e se não há lixo no chão. As crianças poderão descartar os papéis e os 
restos de comida na lixeira, recolher os utensílios utilizados etc. Após o encer-
ramento, proponha um momento de brincadeiras livres, aproveitando o espaço 
externo do lanche comunitário (se esse for o caso).
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida de diferentes maneiras: você pode, por exemplo, fazer 
um rodízio dos papéis desempenhados pelos pequenos grupos e trazer novos pratos a 
serem experimentados. Outra possível variação é simular o preparo de algum dos pra-
tos em uma grande brincadeira de faz de conta, como em vivências no tanque de areia, 
utilizando recipientes e talheres disponíveis para as brincadeiras, mas que representem 
situações reais, em um preparo coletivo. Dentro dessa mesma temática, a atividade 
Hábitos antes e depois de comer, deste conjunto, ajudará as crianças a desenvolver 
hábitos de higiene antes e depois das refeições.
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Atividade: Lanche comunitário 
EI_MT_CBP.indb 23EI_MT_CBP.indb 23 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
 ATIVIDADE 3 
CONHECENDO O CARDÁPIO 
DA ESCOLA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 35 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO04, EI02EF01, EI02EF05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Alguns dias antes da realização da atividade, atente-se ao cardápio escolar e escolha 
uma refeição. Dê preferência para realizar a atividade no fim da semana, de modo que os 
cartazes que serão preparados pelas crianças sejam expostos à comunidade escolar na 
mesma semana em que os pratos serão servidos. Caso seja viável, imprima imagens que 
representem as refeições que serão servidas no dia escolhido. Convide os integrantes da 
equipe da cozinha a participar do início da atividade para que possam conversar com as 
crianças sobre o tema.
 � Materiais
 F Cardápio com a lista de refeições que serão servidas na semana seguinte à da 
realização da atividade;
 F Itens para confecção do cartaz, como cartolina e cola;
 F Imagens dos pratos que serão servidos (ou dos ingredientes) pela escola na semana 
seguinte à da atividade. Opte por fotos reais dos pratos, evitando ilustrações e 
imagens de baixa qualidade gráfica ou estereotipadas.
 � Espaços
O diálogo inicial deve ser feito na sala. Em seguida, a turma deve seguir para o refei-
tório ou para a cantina.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Os diálogos provocam novas descobertas das crianças sobre sua alimentação? Quais?
2. Como as crianças desenvolvem a comunicação entre si? De que maneira compreen-
dem e se fazem compreendidas?
3. Durante os momentos de grande roda, que relatos, experiências e fatos as crianças 
citam?
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 24EI_MT_CBP.indb 24 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda com todo o grupo e com os colaboradores da cozinha. Nesse pri-
meiro momento, mostre o cardápio que você trouxe e possibilite que as crianças 
o explorem, observando e conversando sobre o que está ali. Depois, convide-as a 
se sentar e contextualize a atividade, aproveitando as observações delas sobre o 
que acabaram de fazer. Leia o cardápio e dialogue sobre os tipos de alimentos que 
serão servidos na escola, quem os escolhe e por qual motivo. Atente-se a todas 
as contribuições e observações das crianças, pois, com o decorrer do diálogo, as 
contribuições delas podem mudar.
Distribua as imagens para que as crianças possam explorá-las e conversar sobre 
elas. Estimule o diálogo entre a equipe da cozinha e as crianças sobre os alimen-
tos oferecidos na escola. Enquanto as conversas ocorrem, convide as crianças, em 
pequenos grupos ou individualmente, para ajudar na confecção do cartaz. Explique 
que o cartaz ilustrará o cardápio da semana seguinte e será exposto na escola, 
para que a comunidade escolar veja que pratos serão servidos naquele período. 
Incentive-as a colar as imagens que lhes foram entregues. Observe as indicações, 
as preferências e a curiosidade delas.
Ainda em roda, aproveite a presença dos colaboradores da cozinha e pergunte às 
crianças o que sabem sobre as funções (cozinheiro e nutricionista) e sobre a impor-
tância desses funcionários. Demonstre modelos de diálogos ao grupo, lançando 
perguntas simples, para que, assim, as crianças possam se engajar e questionar 
também. Observe como cada criança se relaciona com a equipe e suas reações às 
ações de outros colegas de turma: se imitam perguntas, repetem falas e participam 
ativamente ou tendem a ficar mais quietas. Esteja atento às falas, faça interven-
ções quando necessário e não iniba as investigações das crianças. Caso algumas 
imagens não tenham sido usadas no cartaz, disponibilize-as para que as crianças 
que não estejam mais interessadas no diálogo possam manuseá-las.
Após a finalização das conversas, peça às crianças que ajudem a escolher o local 
da escola em que o cartaz será fixado para que elas e as outras turmas possam 
consultá-lo para saber o que irão comer. Você pode levar todo o grupo para explo-
rar os locais da escola e escolher onde querem pendurar o cartaz com o cardápio 
da semana seguinte.
Para finalizar
Ao encontrarem um local adequado, verifique se todas as crianças concordam com 
a escolha do grupo; caso alguém discorde, peça que exponha os motivos. Medeie 
as negociações que possam surgir, ajudando-as a superar possíveis conflitos. Com 
o lugar definido, peça ajuda para que juntos fixem o cartaz, finalizando, assim, a 
atividade.
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Atividade: Conhecendo o cardápio da escola 
EI_MT_CBP.indb 25EI_MT_CBP.indb 25 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
O QUE FAZER DEPOIS
Você pode propor novas vivências para as crianças explorarem o cardápio das refei-
ções da escola. É possível, por exemplo, sugerir que escolham um prato por semana (ou 
quinzenalmente) para ser servido (conforme a dinâmica da cozinha da escola). No dia 
escolhido, é interessante que elas ajudem no preparo dos alimentos, como em uma ativi-
dade prática de culinária, estimulando não só a participação, mas também o engajamento 
na própria alimentação. É possível também organizar um momento para que, depois que 
concluírem e expuserem o cardápio, convidem outra turma para apresentá-lo como suges-
tão de alimentação saudável. Outra ideia é aproveitar o cardápio já preparado da escola 
para propor conversas sobre os alimentos preferidos de cada uma, de modo a comparar 
gostos e interesses.
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 26EI_MT_CBP.indb 26 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
 ATIVIDADE 4 
HÁBITOS ANTES E DEPOIS 
DE COMER 
 Tempo sugerido: 35 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO01, EI02EO06, EI02CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Planeje-se de modo que a atividade possa anteceder o momento de lanche das crian-
ças, conforme a rotina da escola.
 � Materiais
 F Itens de higiene que fazem parte da rotina da turma, como:
 F esponjas;
 F sabonetes;
 F escovas de dentes;
 F pasta de dente.
 F Um equipamento para reprodução de áudio (caso não tenha um aparelho, imprima 
ou memorize a letra da canção para cantar com as crianças).
 � Espaços
A atividade deve ser realizada no refeitório ou em outro ambiente em que as crianças 
se alimentam e posteriormente seguir para o espaço de higiene.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças demonstram compreensão quanto ao cuidado com o próprio corpo? Quais 
são as contribuições delas durante a grande roda e no decorrer da atividade?
2. Gradativamente as crianças demonstram maior engajamento nas ações antes e de-
pois de comer? Como?
3. Nas ações dos hábitos de antes e depois de comer, elas demonstram compreender 
regrasbásicas de convívio social, como aguardar a própria vez e dividir o espaço 
com um colega? Caso isso não aconteça, como elas superam os conflitos?
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Atividade: Hábitos antes e depois de comer 
EI_MT_CBP.indb 27EI_MT_CBP.indb 27 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo em uma grande roda e, então, provoque a curiosidade das 
crianças sobre o tema da proposta. Diga a elas que o horário do lanche se apro-
xima e que em breve vão se deslocar até o local onde vão comer. Pergunte quais 
ações são necessárias para que possam iniciar o lanche. Caso nenhuma delas men-
cione, relembre as ações que já costumam tomar em suas rotinas. Faça imitações 
das ações que são descritas na conversa. Incentive as crianças a imitar os gestos, 
relacionando-os aos hábitos de cuidado com o corpo, configurando um modo de 
representação simbólica. Nesse momento de estímulo da imaginação, garanta que 
elas tenham livre movimentação, podendo interagir em pequenos grupos.
Estimule as crianças a se expressar e aproveite o momento para cantar ou reprodu-
zir a canção “Não vou ficar doente”. Enquanto se expressam, garanta que possam 
se movimentar livremente, em uma grande brincadeira cantada. Caso algumas 
crianças já não aparentem estar mais tão envolvidas, peça que comecem a orga-
nizar os itens necessários para a ida ao refeitório ou à cantina.
Sugestão de vídeo
 • Não vou ficar doente. Composição: Pablo Menna Barreto. Versão do grupo Palavra 
Cantada. Disponível em: https://youtu.be/AZvPOsrzSUc. Acesso em: 09 jun. 2023.
Com a finalização da brincadeira, diga que agora todos devem pegar seus per-
tences de higiene (como escova e pasta de dente), pois irão realizar a higiene das 
mãos antes de se alimentar. Esse será um momento de repetição da prática usual 
da escola, mas elas certamente estarão mais engajadas em executar as ações 
corriqueiras com a preparação que tiveram. Cante a música com elas durante as 
ações e recorde-as dos movimentos que imitaram anteriormente. É possível que 
surjam alguns conflitos, como a disputa pelo uso da torneira para lavar as mãos. 
Caso isso ocorra, possibilite que as crianças se posicionem sobre o que as incomo-
da para que, assim, possam chegar a um consenso, como ceder a vez ao amigo ou 
então usar um espaço juntos.
Para finalizar
Com o final do momento da alimentação e após todas terem escovado os dentes, 
reúna todo o grupo para parabenizá-las pelos bons hábitos de higiene que desen-
volveram. Converse sobre a importância dessas atitudes na rotina e pergunte como 
elas se sentem após a atividade.
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 28EI_MT_CBP.indb 28 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
https://youtu.be/AZvPOsrzSUc
O QUE FAZER DEPOIS
As ações devem ser repetidas rotineiramente, pois irão se ressignificar conforme o 
desenvolvimento da autonomia das crianças. É possível variar a proposta, substituindo a 
canção sugerida por uma história que aborde a temática, baseando-se sempre em ativi-
dades que façam parte da rotina da escola.
Sugestões de leitura
 • Sujo, eu?! Autor: David Roberts (Companhia Editora Nacional, 2006).
 • É assim que eu sou. Autor: Pierre Winters (Brinque-Book, 2011).
 • O elefante que não sabia escovar os dentes. Autor: João Luiz do Couto (Giostri, 2000).
Sugestão de comunicado
Todos sabemos da importância da higiene pessoal antes e depois de comer; por isso, 
estamos desenvolvendo atividades em que as crianças possam reforçar esses bons hábitos 
em seu dia a dia. Durante essas ações, nós cantamos uma música que elas adoram! Que 
tal aprendê-la também para que todos possam cantar juntos em casa? Procure a letra da 
canção “Não vou ficar doente”, do compositor Pablo Menna Barreto, e boa diversão!
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Atividade: Hábitos antes e depois de comer 
EI_MT_CBP.indb 29EI_MT_CBP.indb 29 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
 ATIVIDADE 5 
BRINCANDO DE BANQUETE 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO02, EI02EO04, EI02CG01, EI02EF03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Como exemplo, usaremos o livro O rei bigodeira e sua banheira, mas você pode adap-
tar a atividade de acordo com o acervo da biblioteca da sua escola. Familiarize-se com 
o enredo do livro selecionado, de modo a envolver as crianças com a leitura. Selecione 
imagens relacionadas à narrativa (nesse caso, banquetes) no acervo de obras de arte 
da escola ou em revistas ou livros. Você pode também apresentar as obras em uma tela 
para que as crianças possam apreciá-las.
Sugestão de leitura
 • O rei bigodeira e sua banheira. Autora: Audrey Wood (Ática, 1996).
 � Materiais
 F Livro de literatura infantil escolhido para desenvolver a proposta;
 F Elementos para compor o cenário da história e que possam fazer parte de uma 
brincadeira de faz de conta, como:
 F pratos;
 F copos;
 F talheres;
 F bandejas;
 F frutas e legumes de 
brinquedo.
 F Materiais diversos e elementos da natureza que ganharão diversas funções no faz 
de conta, como:
 F areia;
 F galhos pequenos;
 F folhas de planta;
 F sementes;
 F grãos;
 F retalhos de tecido;
 F pedrinhas.
 F Obras de arte disponíveis na escola, na internet ou em revistas ou livros, relacionadas 
à narrativa do livro.
Sugestões de obras de arte
 • Two-Tiered Still Life with Fruit and Sunset Landscape. Artista: Severin Roesen. 1867. 127 x 92 cm. 
Óleo sobre tela. Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/two-tiered-still-life-with-fruit-
and-sunset-landscape/xQFj8FiziMV6ZQ?hl=pt-BR. Acesso em: 09 jun. 2023.
 • Banquet Still Life. Artista: Abraham van Beyeren. 1667. 121 x 140 cm. Óleo sobre tela. Disponível 
em: https://artsandculture.google.com/asset/banquet-still-life/1QHbd3xUTFJeyw?hl=pt-BR. 
Acesso em: 09 jun. 2023.
 • The Banquet of Cleopatra. Artista: Giovanni Battista Tiepolo. 1743-1744. 250 x 357 cm. Óleo 
sobre tela. Disponível em: https://artsandculture.google.com/asset/the-banquet-of-cleopatra/
wwFHnS1cmltkFw?hl=pt-BR. Acesso em: 09 jun. 2023.
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Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 30EI_MT_CBP.indb 30 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
https://artsandculture.google.com/asset/two-tiered-still-life-with-fruit-and-sunset-landscape/xQFj8FiziMV6ZQ?hl=pt-BR
https://artsandculture.google.com/asset/two-tiered-still-life-with-fruit-and-sunset-landscape/xQFj8FiziMV6ZQ?hl=pt-BR
https://artsandculture.google.com/asset/banquet-still-life/1QHbd3xUTFJeyw?hl=pt-BR
https://artsandculture.google.com/asset/the-banquet-of-cleopatra/wwFHnS1cmltkFw?hl=pt-BR
https://artsandculture.google.com/asset/the-banquet-of-cleopatra/wwFHnS1cmltkFw?hl=pt-BR
 � Espaços
A atividade pode ser realizada em ambiente interno ou externo, como na sala, no 
parque ou até mesmo no tanque de areia da escola. Organize os materiais listados com 
antecedência.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Durante a leitura, como as crianças se comunicam com o adulto e os colegas, con-
tribuindo para compreensão do enredo?
2. De que gestos e movimentos do cotidiano elas se apropriam durante a brincadeira?
3. Durante as brincadeiras simbólicas, surgem conflitos? Como as crianças enfrentam 
as dificuldades e os desafios nesses momentos?
O QUE FAZER DURANTE
Leve todo o grupo para o ambiente escolhido, já com todos os materiais no local. 
Fale sobre a atividade enquanto observam o ambiente. Diga que vocês farão uma 
divertida leitura de um livro e que, a partir dela, poderão brincar livremente com 
os elementos disponíveis. Reúna as crianças em roda e inicie a leitura. Busque en-
fatizar a parte do banquete. Aproxime o livro delas, possibilitando que analisem 
a imagem com atenção e façam observações sobre a história. Para aquelas que 
não demonstrarem interesse na leitura, solicite ajuda para que segurem o livro e 
virem as páginas conforme a história é contada, de forma a engajá-las na atividade.
Com o término da leitura, retorne à página da imagem do banquete e dialogue 
com as crianças sobre os elementos da ilustração. Após a apreciação,mostre a 
elas as obras de arte selecionadas e peça que digam o que lhes chama a atenção, 
descrevam a imagem, façam comparações etc. O importante é aguçar o olhar e 
inspirá-las a apreciar as pinturas. Em seguida, questione-as sobre como seria fa-
zer um banquete igual ao do livro e ao das imagens. Então, leve todo o grupo até 
os materiais dispostos, apresentando-os e convidando-as a iniciar a brincadeira.
 — Observando essas imagens, as pessoas parecem gostar bastante de fruta. 
E aqui na nossa região, de que mais gostamos?
 — Não seria legal também brincar de banquete?
 — Com quais alimentos iremos brincar de faz de conta?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Nesse momento, as crianças devem transitar e explorar livremente a diversida-
de no ambiente. É possível que pequenos grupos se formem para a brincadeira. 
Transite entre elas e observe quais ações cotidianas do momento de alimentação 
elas trazem para a brincadeira. Vale lembrar que a ideia é que a brincadeira seja 
realizada livremente. Nesse contexto, é possível que elas escolham brincar com 
outro enredo que não o do banquete. Acolha as diferentes iniciativas. Observe-as 
e se aproxime como brincante. Ao perceber que uma criança se desloca no espaço 
sem brincar ou que não apresenta iniciativa para explorar o ambiente, aproveite 
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Atividade: Brincando de banquete 
EI_MT_CBP.indb 31EI_MT_CBP.indb 31 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
algum item disponível próximo a ela. Por exemplo: pegue galhos e finja que são 
talheres e que está cortando uma folha de planta, que pode representar uma bela 
fruta. Ofereça-a à criança, perguntando se ela quer participar do banquete com 
você. Referências ativas inspiram a criança a se envolver no jogo simbólico. Deixe 
as imagens exploradas inicialmente expostas no ambiente para que elas possam 
tomá-las como referência.
 • É possível que algumas crianças levem mais tempo que outras para engajar- 
-se com algum objeto e começar a brincar.
Possível ação 
das crianças
Por se tratar de uma atividade que envolve o uso de diversos elementos, é possí-
vel que surjam disputas por objetos. Atente-se a essas ocorrências e busque ouvir 
as crianças. Intervenha apenas direcionando o diálogo entre elas para que cada 
uma exponha seus motivos e, a partir disso, possam encontrar uma resolução. Elas 
podem dividir o brinquedo ou encontrar juntas algum outro de interesse, de forma 
que consigam retornar à brincadeira de maneira justa e sem grandes frustrações.
Para finalizar
Por ser uma atividade envolvendo jogo simbólico, é preciso antecipar a finalização 
com cerca de 15 minutos de antecedência para não haver uma ruptura brusca no 
envolvimento com a brincadeira. Com a finalização, reúna todo o grupo, dialogue 
sobre a impressão delas acerca da atividade, se gostaram, como foi a experiência 
etc. Peça a ajuda de todas para o recolhimento dos materiais utilizados, explican-
do que irão guardá-los para usar novamente em um próximo momento.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida com outros materiais, em outros ambientes e até mesmo 
com outras histórias que se apoiem na temática de alimentação.
Sugestões de leitura
 • Festa de aniversário. Autora: Telma Guimarães Castro Andrade (Editora do Brasil, 2007).
 • O urso esfomeado. Autor: Nick Bland (Brinque-Book, 2015).
 • Sopa de quê?! Autora: Marta Irokawa (Casa Publicadora, 2010).
4
32
Conjunto: Alimentação
EI_MT_CBP.indb 32EI_MT_CBP.indb 32 16/10/2023 14:39:0116/10/2023 14:39:01
CONJUNTO 2
CUIDADOS PESSOAIS 
Na Educação Infantil, cuidar é uma função complementar 
e indissociável ao educar. É possível transformar a rotina 
de cuidado com a saúde em situações prazerosas e ricas 
em aprendizagens. Esses momentos são propícios para as 
crianças adquirirem hábitos saudáveis de cuidado pessoal, 
conquistarem autonomia, criarem vínculos afetivos, apren-
derem a comunicar necessidades, desejos e desagrados, 
ampliarem a percepção sobre as diferentes sensações do 
corpo e controlarem progressivamente movimentos e im-
pulsos. Cuidar do corpo deve ser uma ação permanente. 
Por isso, planeje situações oportunas para aprendizagens 
por meio de ações cotidianas de cuidado.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO01 Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar 
dificuldades e desafios.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, 
pintar, rasgar, folhear, entre outros.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
33
AP
EI_MT_CBP.indb 33EI_MT_CBP.indb 33 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
 ATIVIDADE 1 
CUIDADOS COM O CORPO – 
HIDRATAÇÃO 
 Tempo sugerido: entre 20 e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO02, EI02EO05, EI02CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Realize a proposta depois de uma atividade de movimento e/ou recreação em que as 
crianças sintam, após sua realização, necessidade de beber água. Aproveite um retorno 
do parque, de atividades de circuitos ou outros tipos de atividade física que deixam as 
crianças com sede. Atente-se ao clima de sua região, pois, em dias mais secos ou quen-
tes, é necessário que as crianças se hidratem com mais frequência. Dessa maneira, é 
importante repetir a atividade ao longo do dia.
 � Materiais
 F Copos ou garrafas individuais para o consumo de água;
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Algodão;
 F Borrifadores.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada no local onde as crianças bebem água habitualmente, 
seja em frente aos bebedouros seja na sala.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais são as estratégias usadas pelas crianças para descrever sua próprias sensa-
ções? Elas identificam a água como resolução? Fazem referência ao cuidado com 
o corpo?
2. Elas reconhecem que cada uma teve sensações diferentes? Como? Que estratégias 
usam para isso?
3. As crianças demonstram independência ao beber água e ao usar o borrifador? Como?
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 34EI_MT_CBP.indb 34 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
O QUE FAZER DURANTE
Com a finalização de uma atividade rotineira de movimento e/ou recreação, leve 
todo o grupo para um local onde possam descansar e beber água. Ali devem es-
tar disponíveis os copos ou as garrafas do grupo.
Inicie com um relaxamento: solicite às crianças que se deitem ou sentem de maneira 
confortável. Sugira que façam a escuta e a percepção ativa de seu corpo, incentivan-
do-as a nomear ou expressar suas sensações. Saliente a diversidade e como cada 
uma pode interpretar a mesma sensação de maneira diferente. No caso de crianças 
que ainda não adquiriram o domínio da linguagem oral, considere seus pequenos 
gestos. Ao nomear as sensações, procure interpretá-las de modo expressivo para 
que as outras crianças possam compreender claramente. Àquelas que responderem 
rapidamente às perguntas que você fizer, peça que observem e apoiem um colega.
 • Durante o relaxamento, com a mão sobre o peito ou a barriga, a criança 
poderá observar o movimento aceleradode sua respiração e sinalizar isso 
ao(à) professor(a).
 • Ao passar a mão sobre a pele, a criança poderá sentir o suor e balbuciar 
para chamar a atenção.
Possíveis ações 
das crianças
 — Vamos ouvir e sentir nosso corpo.
 — Alguém está com calor? Estão cansados? O que mais estão sentindo?
 — Agora que estamos descansando, quem se sente mais aliviado?
 — Quem ainda não se sente totalmente aliviado?
 — O que mais, além do descanso, poderíamos fazer para aliviar essas 
sensações?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Dê continuidade ao diálogo. É esperado que algumas crianças queiram beber 
água. Comece a oferecer água para aquelas que sinalizaram estar com sede e 
peça àquelas que estiverem deitadas que se sentem ou se levantem para beber 
água. Chame a atenção das demais, dialogando com aquelas que não querem se 
hidratar, até que você tenha oferecido água para todo o grupo.
 — Que tal bebermos água para aliviar nossas diferentes sensações!? Quem quer?
 — Estão se sentindo mais aliviados? Isso quer dizer que, quando estamos com 
sede, precisamos beber água, certo? Quem já sabia disso?
 — Quem gosta de beber água?
 — Você não gosta? E como você faz para acabar com a sede? 
 — Que tal organizarmos um espaço na nossa sala para que vocês possam beber 
água sempre que sentirem sede?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
1
2
3
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Atividade: Cuidados com o corpo –hidratação 
EI_MT_CBP.indb 35EI_MT_CBP.indb 35 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
Organize um momento livre para as crianças explorarem a água. Peça que for-
mem pequenos grupos e deixe à disposição delas borrifadores e algodões ume-
decidos. Os grupos poderão escolher os materiais com os quais irão brincar. 
Incentive a partilha dos itens; possibilite que os manipulem e brinquem, promo-
vendo a interação das crianças e ativando seus diversos sentidos e sensações.
Para finalizar
Quando perceber que as crianças estão dispersas, diga que chegou o momento 
de organizar os materiais, de modo a seguirem para a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida organizando, junto às crianças, um espaço na sala em 
que elas tenham total autonomia para consumir água sempre que sentirem sede. Procure 
aproveitar os momentos diários de necessidade de hidratação para realizar as mesmas 
ações e conversas com elas. Se o clima estiver frio, evite repetir a etapa de algodões 
umedecidos e borrifadores. Aproveite também situações de alimentação com ingestão 
de líquidos para reforçar a temática em pequenos grupos com as crianças.
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 36EI_MT_CBP.indb 36 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
 ATIVIDADE 2 
HIGIENE E COOPERAÇÃO 
 Tempo sugerido: entre 20 e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO01, EI02EO04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Realize esta atividade imediatamente após alguma vivência que necessite de higieni-
zação posterior, como aquelas que acontecem em locais como ateliê de artes ou tanque 
de areia. Para melhor aproveitamento da turma, realize a proposta em pequenos grupos. 
Durante a atividade, pode ser que as crianças queiram beber a água utilizada para lavar 
as mãos. Então, verifique se a água do local é própria para consumo; do contrário, indique 
a elas os locais adequados para beber água. Solicite o apoio de outro(a) professor(a) ou 
professor(a) auxiliar para desenvolver a atividade.
 � Materiais
 F Esponjas;
 F Sabonetes;
 F Toalhas;
 F Um celular, uma câmera fotográfica ou um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada no local onde habitualmente as crianças fazem a hi-
gienização das mãos, como no banheiro ou no lavatório externo. Prepare previamente o 
local com os materiais listados.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças interagem entre si e compartilham atitudes de cuidados umas com 
as outras?
2. Que atitudes de solidariedade demonstram ter na interação com os colegas? Como 
se comunicam durante a atividade?
3. Com quais ações demonstram maior autonomia? Em quais ações necessitam de ajuda 
do colega ou de um adulto?
37
Atividade: Higiene e cooperação 
EI_MT_CBP.indb 37EI_MT_CBP.indb 37 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
O QUE FAZER DURANTE
Antes de iniciar, comente com todo o grupo sobre a proposta de higienização das 
mãos. Então, selecione um pequeno grupo para começar. Possibilite que as crian-
ças se organizem e escolham seus parceiros. 
Leve o grupo ao local em que costumam lavar as mãos, seja no banheiro ou no 
lavatório externo. As demais crianças deverão permanecer na atividade paralela 
com o(a) outro(a) professor(a) ou com o(a) professor(a) auxiliar.
Com o pequeno grupo no local, peça que se organizem em duplas ou trios para 
que partilhem o sabonete e as esponjas. Possibilite que tenham a iniciativa de se 
higienizar, e então faça, junto às crianças, sua própria higienização, lavando as 
mãos e os braços. Aproveite o momento para integrar-se a alguma dupla ou trio 
que permita a cooperação. Essa será uma ótima oportunidade para desenvolver a 
afetividade e o cuidado com as crianças. É essencial demonstrar expressivamente 
seus sentidos, como: usar muita água causará frio, esfregar as mãos com o sabão 
pode causar cócegas etc. É importante que as crianças interpretem esses gestos e 
possam não só externalizar o que sentem, como também observar e ouvir o outro, 
respeitando seus limites, preferências e compartilhando os itens dispostos. 
 — Aqui estão os materiais de que vamos precisar! 
 — E ajudar o amigo, quem consegue?
 — Quem aqui sabe lavar as mãos sozinho?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Conforme as crianças desenvolvem a atividade de higienização, circule pelas du-
plas e trios observando e participando, quando permitirem. Procure não orientar a 
ação das crianças com comandos orais. Esse momento de troca e interação forta-
lecerá os vínculos de confiança entre elas. Esteja atento(a) e utilize apontamentos 
que surgirão delas para salientar a importância do cuidado com o próximo e do 
respeito ao ritmo e ao jeito de se higienizar de cada uma. Nesse momento, faça 
registros fotográficos ou anotações em seu caderno sobre o que revelam as ações 
das crianças e dialogue com elas. No caso de crianças que resistam em participar, 
incentive-as a circular com você, auxiliando as demais.
 — Como foi compartilhar os materiais?
 — Quem aqui ficou limpo?
 — Vocês gostaram de receber ajuda? E de ajudar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Avise com antecedência quando a atividade estiver se encerrando. Reúna todo o gru-
po, ofereça uma toalha para secar as mãos e peça ajuda das crianças para organizar 
o material utilizado. Após a organização do ambiente, em uma grande roda, dialogue 
sobre a atividade: pergunte como foi, o que sentiram e se gostaram da experiência. 
1
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 38EI_MT_CBP.indb 38 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
Procure incentivar cada uma a mostrar como se limpou e como cada uma, a seu 
modo, usa a água e o sabão. Considere sempre as ações das crianças, em espe-
cial as daquelas que ainda não se comunicam efetivamente pela linguagem oral. 
Para aquelas que se recusarem a reunir-se na grande roda, peça que continuem 
ajudando a organizar os materiais que foram utilizados. Estar por perto e ouvir a 
atividade já será importante para elas.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida cotidianamente, pois irá se ressignificar conforme as crian-
ças desenvolvem sua autonomia. É possível substituir a atividade de lavar as mãos coope-
rativamente por ajudar um colega a calçar os sapatos ou vestir uma peça de roupa, pegar 
água para alguém com sede etc. Proponha momentos que façam com que as crianças 
desenvolvam a consciência de cuidado com o corpo e a solidariedade.
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Atividade: Higiene e cooperação 
EI_MT_CBP.indb 39EI_MT_CBP.indb 39 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02ATIVIDADE 3 
AUTONOMIA NO MOMENTO 
DO BANHEIRO 
 Tempo sugerido: de 15 a 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO06, EI02CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Aproveite as idas rotineiras ao banheiro para desenvolver a atividade. Como essas 
idas ocorrem de maneira espontânea e em qualquer momento da rotina, é importante que 
você tenha o auxílio de outro(a) professor(a) ou auxiliar que permaneça com as demais 
crianças para dar continuidade às atividades em andamento enquanto você dá atenção 
individual àquelas que querem ir ao banheiro. Aprender a usar o banheiro vai além da 
questão prática do desfralde. É um dos primeiros grandes treinos de autonomia para as 
crianças conquistarem novas habilidades que as permitem cuidar de si próprias. 
 � Materiais
 F Itens usuais do banheiro oferecidos pela escola ou enviados pelos responsáveis, como 
trocas de roupa, fraldas, lenços umedecidos, papel higiênico, sabão, toalha etc.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada no banheiro da escola.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que tipos de exploração as crianças fazem no banheiro? Como demonstram com-
preender as regras de convívio social?
2. Elas demonstram progressiva independência no cuidado com o próprio corpo? Como 
manifestam a vontade de utilizar o banheiro?
3. As crianças demonstram autonomia ao usar o banheiro? Em quais ações elas preci-
sam de mais ajuda?
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 40EI_MT_CBP.indb 40 16/10/2023 14:39:0216/10/2023 14:39:02
O QUE FAZER DURANTE
Quando alguma criança demonstrar necessidade de ir ao banheiro, comunique o(a) 
outro(a) professor(a) ou auxiliar que você irá levá-la ao banheiro. Peça que ele(a) 
dê continuidade à atividade que está sendo desenvolvida. Não direcione as ações 
da criança que você está acompanhando. Use esse momento para entender como 
ela usa o banheiro e oriente-a caso precise de ajuda para retirar alguma peça de 
roupa ou manipular a tampa do vaso. Esteja atento(a) à segurança, pois, no caso 
de o local estar com piso úmido, a criança ficará com parte da roupa molhada e 
pode escorregar e cair. Seja afetivo, acolhendo e ajudando as crianças a realizar as 
ações. Compreenda suas questões e explore gradativamente a autonomia delas. 
 — Agora usaremos o banheiro. Eu estarei aqui com você, caso precise de mim. Possível fala 
do(a) professor(a)
 • Enquanto algumas crianças poderão demonstrar autonomia, necessitando 
apenas de companhia, outras poderão depender totalmente do seu suporte.
Possível ação 
das crianças
Durante o uso do vaso sanitário, proponha um momento de silêncio para que a 
criança ouça seu próprio corpo. O uso do banheiro não deve ser algo mecanizado 
ou apressado, mas um momento para a criança se conhecer. Algumas crianças po-
dem necessitar desse exercício para se concentrar e fazer as necessidades; logo, é 
preciso dar a elas atenção de maneira não invasiva. Também é possível estabelecer 
um diálogo sobre os sentimentos da criança ao usar o banheiro da escola vincu-
lando-o ao uso do banheiro em casa, perguntando se ela costuma usar o banheiro 
sozinha em casa, se precisa de ajuda para alguma coisa, se o banheiro da escola 
é igual ao de sua casa etc. Dessa forma, os vínculos afetivos são fortalecidos e 
você conhece um pouco mais da rotina dela fora da escola. Porém, não force um 
diálogo indesejado pela criança. Antes de iniciar conversas desse tipo, você pode 
perguntar a ela se prefere ficar sozinha e não conversar. Respeite a vontade dela, 
diga que estará por perto e que, se precisar de ajuda ao acabar, basta chamá-lo(a). 
Procure ouvir e compreender as questões de cada uma. Diga que podem voltar em 
outro momento, basta que peçam novamente e você irá acompanhá-las. 
 — Sua barriga está fazendo algum barulho diferente?
 — Que tal tentarmos ouvir o xixi caindo na água?! Como será que é?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Algumas crianças, mesmo que tenham solicitado ir ao banheiro naquele 
momento, poderão não conseguir fazer as necessidades ou demonstrar 
resistência para usar o vaso.
Possível ação 
das crianças
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Atividade: Autonomia no momento do banheiro 
EI_MT_CBP.indb 41EI_MT_CBP.indb 41 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
Auxilie as crianças a pegar o papel higiênico na quantidade adequada e incenti-
ve-as a se limpar sozinhas. Não deixe de reconhecer quando tiverem feito o passo 
a passo adequado de se limpar, jogar o papel no lixo, dar descarga, lavar as mãos 
etc. Nesse momento, ouvir reforços positivos dará mais confiança à criança e po-
derá, ainda, guiar as demais a imitar as ações dela sem que você tenha que dizer 
diretamente o que devem fazer. Se perceber que alguma criança tem dificuldades 
com essas ações, converse com ela sobre a forma de executar tais ações e dê con-
dições para que ela as execute. Caso ela se esqueça de algum passo, explique a 
importância de seguir as ações. 
 — Muito bem! Você deu descarga: tchau, tchau, xixi!
 — Olha só! Você conseguiu acertar o papel dentro do lixo, isso é ótimo!
 — Parabéns por não ter feito xixi fora do vaso!
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Algumas crianças poderão se esquecer de alguns passos, como lavar as 
mãos.
Possível ação 
das crianças
 
Observe se a criança, após o uso do vaso, vai lavar as mãos. Caso não o faça, co-
mece você mesmo a executar essa ação. Relembre os pequenos dos momentos 
de higiene das mãos, como os desenvolvidos na atividade Higiene e cooperação, 
deste conjunto, salientando que, apesar de às vezes não ser possível enxergar, 
nossa mão pode estar suja e que lavá-la é importante para resguardar nossa saú-
de. Comente que a água está agradável e como suas mãos estão ficando limpas, 
convidando-a a lavar as mãos também. Em meio às conversas descontraídas, fale 
sobre como é importante lavar as mãos após ir ao banheiro.
 — Como é bom lavar as mãos!
 — Quem também consegue deixar as mãos limpas?
 — Depois do xixi ou do cocô, eu lavo sempre as minhas mãos, e vocês?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Peça à criança, ou ao pequeno grupo, se for o caso, que circule e verifique as de-
pendências do banheiro, observando se ninguém se esqueceu de algo, como va-
sos sem dar descarga, torneiras abertas, papéis no chão etc. Enfatize, novamente, 
a importância do cuidado com o ambiente, pois outros irão usá-los em seguida. 
Direcione as crianças para retornarem à atividade na qual estavam envolvidas.
O QUE FAZER DEPOIS
A proposta pode ser repetida diariamente, já que se trata de uma atividade de rotina. 
Crie ou selecione, com a ajuda das crianças, apoios de memória, como placas informativas 
que possam ser colocadas por elas no banheiro, imagens que mostram o passo a passo de 
alguma ação ou combinados de convívio social do banheiro. Por exemplo: imagens 
de crianças com diferentes características físicas jogando o papel higiênico na lixeira, 
lavando as mãos, dando descarga, fechando a torneira etc.
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 42EI_MT_CBP.indb 42 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
 ATIVIDADE 4 
PERTENCES PESSOAIS – 
RECONHECIMENTO E CUIDADO 
 Tempo sugerido: de 35 a 50 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO04, EI02CG05, EI02EF05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Separe uma caixa apropriada para guardar objetos queridos que as crianças trarão de 
casa. Informe os adultos responsáveis que, nesse dia, as crianças poderão trazer algum 
objeto diferente para a escola. Para facilitar, ofereça exemplos de objetos e peça que 
evitem itens muito pequenos, pois podem ser perdidos ou objetos que podem quebrar 
com facilidade. Informe ainda que o objeto será devolvido no mesmo dia da atividade. 
Solicite aos responsáveis que identifiquem os pertences com etiquetas simples com o 
nome da criança escrito por extenso e que coloquem, se possível, uma pequena foto da 
criança ao lado do nome. 
 � Materiais
 F Um item pessoal de cada criança (solicitado com antecedência) para osresponsáveis. 
Por exemplo: toalhinha, par de calçados, brinquedo, peça de roupa;
 F Uma caixa grande o suficiente para armazenar os objetos das crianças;
 F Uma cartolina;
 F Canetas hidrográficas;
 F Caderno e caneta para registro e documentação das ações e fala das crianças.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada na sala onde os pertences das crianças ficam guarda-
dos. Lembre-se de conferir se o chão está bem higienizado, pois os itens pessoais serão 
dispostos sobre ele.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças conseguiram reconhecer seus objetos? Como?
2. Quais foram as estratégias usadas por elas para descobrir a quem pertence o objeto?
3. Que experiências e fatos relacionados aos pertences foram relatados na grande roda?
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Atividade: Pertences pessoais – reconhecimento e cuidado 
EI_MT_CBP.indb 43EI_MT_CBP.indb 43 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
O QUE FAZER DURANTE
Com todo o grupo, diga às crianças que irão brincar de adivinhação com alguns 
pertences especiais delas. Explique que, nessa brincadeira, cada uma deverá ir à 
sua mochila, pegar o objeto especial que trouxe de casa e colocá-lo dentro da caixa. 
Diga que todos os objetos ficarão guardados ali. Peça que façam isso de forma que 
os colegas não vejam o objeto que trouxeram; para isso, podem retirar os objetos 
da mochila e escondê-los embaixo da camiseta, por exemplo, até chegar a você. 
Feito isso, explique as regras: uma criança por vez deverá retirar um objeto da caixa 
e adivinhar a quem ele pertence. Caso a criança a quem o objeto pertence se 
manifeste antes da adivinhação, relembre o objetivo da brincadeira: a adivinhação.
Quando a criança retirar um objeto e identificar a quem pertence, devolva o item 
ao seu dono. Peça a ele que conte o motivo pelo qual selecionou esse objeto e 
por que é especial para ele. Conduza o diálogo para que as crianças digam quais 
cuidados elas costumam tomar com esses pertences. Por exemplo: sendo uma 
boneca, pergunte à criança se ela pode ou não brincar com a boneca na areia e 
se isso prejudicaria o brinquedo. Caso seja uma fralda, pergunte se ela pode ou 
não pisar na fralda e se isso pode causar algum dano ao objeto. A ideia é ressal-
tar que nossos pertences são especiais e há ações que devemos e não devemos 
tomar para zelar por eles. 
 • Assim que o objeto for retirado da caixa, pode ser que o dono do objeto já se 
identifique falando “É meu!”. Caso isso aconteça, relembre o grupo sobre as 
regras e o objetivo da brincadeira.
Possível ação 
das crianças
À medida que a atividade se desenvolve, coloque a cartolina em branco sobre o 
chão e convide as crianças a registrar, da maneira que preferirem, os objetos que 
encontraram. Ofereça as canetas hidrográficas para isso. Se necessário, sugira 
algumas ações (como desenhar, contornar o objeto na cartolina ou tentar escre-
ver algo sobre ele). Enquanto os registros acontecem, termine a brincadeira com 
aqueles que ainda não receberam seus objetos.
 • É possível que algumas desenhem seus amigos ou se arrisquem a desenhar 
os objetos.
Possível ação 
das crianças
Para as crianças que não participarem ativamente do desenho, incentive-as a ob-
servar e peça a ajuda delas durante a brincadeira de adivinhação. Não há proble-
ma caso elas não queiram participar diretamente; acompanhar a dinâmica já é uma 
maneira de exploração. Procure auxiliar as crianças que não reconheceram seus 
pertences, dialogando sobre suas características sem dizer diretamente que o item 
é dela. Após a brincadeira de adivinhação e os registros, elas podem brincar com o 
que trouxeram. Quando isso acontecer, possibilite que ajam de forma colaborativa 
nas brincadeiras.
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP_CJ02_PF.indd 44EI_MT_CBP_CJ02_PF.indd 44 23/10/2023 11:36:2723/10/2023 11:36:27
Ao término do tempo ou ao perceber que as crianças estão dispersas, peça a elas 
que se direcionem às mochilas para guardar seus pertences. Esteja à disposição 
para ajudar aquelas que lhe solicitarem auxílio. Para as crianças que terminarem 
de guardar suas coisas rapidamente, informe que podem ajudar outros colegas ou 
verificar se nenhum objeto foi esquecido. 
 • As crianças poderão deixar o objeto em cima da mochila, da mesa ou do 
chão, como forma de comunicar que não conseguem guardá-lo na mochila.
Possível ação 
das crianças
 — Uau, você já guardou? Legal! Será que algum amigo precisa da sua ajuda?
 — Vamos observar como o amigo guarda o objeto para descobrir como você 
também pode fazer?
 — Olha, seu amigo está puxando o zíper por essa ponta, será que você 
consegue puxar o seu?
 — Contem comigo caso precisem de ajuda.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Reúna todo o grupo em uma grande roda para ouvir os relatos sobre a experiência 
e observar como ficou o cartaz com os registros das crianças. Pergunte como foi, se 
acharam fácil, se foi divertido etc. Mesmo no caso de crianças que ainda não têm 
domínio da linguagem oral, mantenha uma comunicação dialógica, fale claramen-
te, faça contato visual, gesticule e esteja atento aos olhares e expressões delas. O 
intuito é que elas usem suas ferramentas de comunicação e que você as valorize 
como sujeitos ativos. Não se preocupe com aquelas que não queiram se sentar em 
roda; não há problema se optarem por se movimentar em torno da atividade. Elas 
estarão, de todo modo, ouvindo o diálogo e participando à sua maneira. Ao final, 
peça ajuda de todas para expor o cartaz em algum lugar da escola.
O QUE FAZER DEPOIS
Você pode repetir a atividade trocando os objetos e até determinar um tipo de objeto 
para a brincadeira, como pares de calçado. É possível também variar a atividade propon-
do a brincadeira de esconde-esconde, em que as crianças escondem seus objetos pela 
sala para que todo o grupo explore o espaço e os procure. Uma outra opção é sugerir 
que escondam um item que não é seu e propor, em seguida, que façam uma caça aos 
objetos pessoais, de modo a reconhecer os próprios pertences.
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Atividade: Pertences pessoais – reconhecimento e cuidado 
EI_MT_CBP.indb 45EI_MT_CBP.indb 45 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
 ATIVIDADE 5 
O CUIDADO E O FAZ DE CONTA – 
BANHO NOS BONECOS 
 Tempo sugerido: aproximadamente 50 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG01, EI02EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Peça aos adultos responsáveis que doem à escola materiais de largo alcance para se-
rem utilizados na atividade. Além disso, certifique-se de que o clima do dia esteja adequado 
para brincadeiras com água. Também é importante comunicar aos adultos que, nesse dia, 
as crianças vão brincar com água e, por isso, precisarão de uma troca de roupa extra.
 � Materiais
 F Bacias ou baldes com água (uma para cada pequeno grupo);
 F Bonecas e bonecos de plástico com características físicas diversas;
 F Retalhos de pano diversos;
 F Esponjas;
 F Sabonetes;
 F Itens que podem complementar o cuidado com os bonecos e as bonecas, como 
roupas, fraldas, pomadas etc. a fim de enriquecer ao máximo a ação de faz de 
conta das crianças;
 F Materiais de largo alcance doados pelos responsáveis (como potes, caixas, pentes etc.);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em uma área externa, como o pátio, o solário, a quadra 
ou o parque, por envolver o uso de água. Garanta que as bacias ou os baldes estejam 
com uma quantidade segura de água e que estejam distribuídos de maneira espaçada 
para que as crianças possam reunir-se em pequenos grupos em torno deles.
Além disso, disponha no ambiente os bonecos, as bonecas, os retalhos de pano diver-
sos, as esponjas, os sabonetes e os demais itens que você providenciou.
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 46EI_MT_CBP.indb 46 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças expressam, no faz de conta,gestos e movimentos da sua cultura 
ao cuidar dos bonecos no banho e em ações de cuidado? Fazem carinho? Colocam 
os bonecos para dormir?
2. Que conflitos surgem entre as crianças? Elas utilizam alguma estratégia para resol-
vê-los de forma autônoma? Quais? Necessitam de apoio do(a) professor(a)? Como 
demonstram essa necessidade?
3. Que atitudes de cuidado demonstram ter na brincadeira com bonecos? Relacionam, 
de alguma forma, os cuidados com os brinquedos, consigo e com os colegas? Como?
O QUE FAZER DURANTE
Leve todo o grupo até o espaço que você organizou. Contextualize a proposta di-
zendo às crianças que irão realizar uma atividade com água, boneco, bonecas e 
outros materiais. Explique que elas poderão escolher os itens com que desejam 
brincar. Assim como é feito na atividade Pertences pessoais – reconhecimento e 
cuidado, deste conjunto, diga que os bonecos e as bonecas são objetos especiais 
para as crianças e, por isso, devem ser cuidados com carinho e de forma apropria-
da. Assim, deixá-los limpos é importante. Dialogue sobre a importância de dividir 
os objetos para que todas brinquem à vontade. Então, garanta que explorem livre-
mente a brincadeira. 
 • É possível que as crianças passeiem pelo espaço, mudem a disposição dos 
objetos e queiram agrupar muitos itens apenas para si.
Possível ação 
das crianças
Em propostas com o uso de diversos materiais, é comum que haja um período maior 
de exploração por parte das crianças. Elas irão transitar pelo espaço até encon-
trar brinquedos com os quais desejam brincar e formar um pequeno grupo com 
outras crianças que desejam iniciar o mesmo jogo simbólico que elas. Acompanhe-
-as atentamente por meio da observação, de registros fotográficos e de diálogos. 
Gradativamente, os pequenos grupos irão se formar. 
 • Algumas crianças tendem a iniciar a brincadeira sozinhas e a permanecer 
dessa forma. 
 • Grande parte das crianças começará a representar espontaneamente 
momentos de higiene, como tomar banho, lavar as mãos, lavar louça etc.
Possíveis ações 
das crianças
Após certo tempo, a brincadeira irá se estruturar. Nesse momento, será possível 
observar e registrar o conhecimento das crianças sobre essas situações de cui-
dado. Por meio de gestos e movimentos, elas demonstrarão autonomia e seus 
principais interesses no cuidado do corpo, além de determinadas habilidades pre-
sentes em sua cultura. É o momento de você se aproximar e, caso seja solicitado 
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Atividade: O cuidado e o faz de conta – banho nos bonecos 
EI_MT_CBP.indb 47EI_MT_CBP.indb 47 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
ou convidado, participar da brincadeira com cada grupo. Esteja atento às crianças 
que preferem observar o grupo. Ofereça um modelo de faz de conta a elas, pois 
algumas podem levar um tempo maior para envolver-se em dinâmicas coletivas e 
externalizar a imaginação. 
 — Eu me esqueci de pegar o sabonete para o banho. Você pode pegar para mim?
 — Olha só, estou lavando minhas mãos, mas a sujeira não sai! Será que alguém 
poderia me ajudar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Com muitos objetos disponíveis para a brincadeira, é natural que algumas crianças 
disputem determinados itens. Esteja atento caso isso ocorra: aproxime-se gentil-
mente e não tome partido de uma criança ou outra, mesmo que tenha observado 
a origem do problema. Demonstre empatia e faça perguntas claras que as guiem 
para lhes dizer ou mostrar a razão do desentendimento. Com isso, indague-as sobre 
uma possível solução e deixe que busquem a resposta, seja com uma ação, como 
buscar um novo objeto ou compartilhar aquele da disputa, seja em palavras, tra-
zendo argumentos para solucionar a questão. Verifique se a solução encontrada 
é aceita por ambas as crianças e então elogie suas capacidades.
Esteja presente nas brincadeiras, observando, imitando e participando. Nesses 
momentos, faça anotações, fotos ou vídeos de quais são os repertórios utilizados 
pelos pequenos grupos, principais enredos desenvolvidos no faz de conta, suas 
preferências, como trocam informações e se usam mais a linguagem oral ou cor-
poral. Observe também como transformam os materiais; por exemplo: um pequeno 
pedaço de pano pode virar uma coberta para proteger o boneco. Esses detalhes 
demonstram suas estratégias no brincar.
Para finalizar
A proposta envolve muita representação e brincadeira ativa; assim, é preciso que 
haja uma antecipação diferenciada para o encerramento. Avise duas ou três ve-
zes antes da finalização (comece quando faltarem cerca de 15 minutos) para não 
causar uma ruptura brusca no envolvimento com uma brincadeira prazerosa. Ao 
perceber que algumas crianças já estão se desinteressando pela atividade, envol-
va-as na organização do espaço, agrupando os materiais, sem mexer naqueles que 
as demais crianças ainda estão usando.
O QUE FAZER DEPOIS
A proposta pode ser repetida variando espaços e materiais de acordo com as obser-
vações feitas. A cada vez que for desenvolvida, a atividade ganhará novos sentidos e 
familiaridade para a criança. É possível também utilizar a mesma estratégia sem água.
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Conjunto: Cuidados pessoais 
EI_MT_CBP.indb 48EI_MT_CBP.indb 48 16/10/2023 14:39:0316/10/2023 14:39:03
BRINCADEIRAS COM 
O CORPO E O ESPAÇO
CONJUNTO 3
AP
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As crianças expressam seus estados afetivos com o corpo: 
pulam de alegria, batem os pés de raiva, chacoalham-se an-
siosas, recolhem-se quando se sentem envergonhadas ou 
com medo, entre outras reações. Nesse sentido, é papel da 
escola oferecer oportunidades para que elas se movimen-
tem de maneira livre em ambientes seguros e acolhedores, 
de modo a compreender essas diversas manifestações. 
Todos os espaços devem ser organizados para garantir que 
as crianças desenvolvam movimentos corporais (andar, pu-
lar, subir, descer, rolar etc.) e conquistem sua autonomia.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto 
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores 
e formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02E007 Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG02
Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, 
fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
EI02CG03
Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS03
Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas 
e melodias.
EI02ET04
Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e 
temporais (antes, durante e depois).
EI_MT_CBP.indb 49EI_MT_CBP.indb 49 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 ATIVIDADE 1 
BRINCADEIRAS COM AS PARTES 
DO CORPO 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG03, EI02TS01, EI02TS03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Caso sua escola possua equipamento de vídeo, teste-o para exibir o vídeo. Imprima 
as fotos das partes do corpo e plastifique-as ou coloque-as em embalagens plásticas, de 
modo que possam ser manipuladas e exploradas por todas as crianças. Você pode usar 
fotos da internet e recortes de revistas ou fotografias das crianças no dia a dia. Busque 
valorizar a diversidade de corpos, etnias e culturasdo estado de Mato Grosso ao escolher 
as imagens, garantindo que elas possam desenvolver o respeito às diferenças.
 � Materiais
 • Para a roda de conversa e movimento: 
 F Imagens variadas de partes do corpo (cabeça, mãos, pés, braços, pernas, barriga 
etc.) em tamanho e material adequados para visualização e exploração;
 F Fita adesiva ou embalagens plásticas.
 • Para a exibição do vídeo e exploração da música: 
 F Um aparelho para reproduzir o vídeo sugerido (caso sua escola possua esse tipo 
de equipamento);
 F Objetos para movimentos sonoros (lápis, caneta, panelas, chocalhos, garrafas 
plásticas com pedrinhas, pedaços de madeira etc.);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
Sugestões de vídeo
 • Quero começar (ao vivo) com participação dos Barbatuques. Tiquequê. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=JHOaHqNGKbg. Acesso em: 15 jun. 2023.
 • É bem Mato Grosso. Grupo de Siriri Flor de Atalaia. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=mkCUhkXZRHQ. Acesso em: 15 de jun. 2023
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 50EI_MT_CBP.indb 50 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
https://www.youtube.com/watch?v=JHOaHqNGKbg
https://www.youtube.com/watch?v=JHOaHqNGKbg
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em um espaço amplo da escola onde as crianças possam 
se locomover livremente. Organize os objetos sonoros de modo convidativo e acessível 
para as crianças.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças se movimentam pelo espaço?
2. Que objetos elas escolhem autonomamente para realizar movimentos sonoros? Como 
elas fazem isso?
3. Que movimentos corporais exploram para acompanhar o ritmo da música?
4. De que maneira as crianças exploram o meio e seu entorno e interagem com seus 
pares e objetos em busca de diferentes movimentos e ritmos?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para sentar-se em roda. Conte às crianças que vocês irão 
conversar sobre as partes do corpo e descobrir o que é possível fazer com as mãos, 
os pés, a boca, a cabeça etc. por meio de algumas brincadeiras com imagens, 
vídeos e músicas. 
Disponibilize para as crianças as imagens das partes do corpo no centro da roda. 
Convide-as a escolher uma imagem e fazer um movimento sonoro usando essa 
parte do corpo. Sugira às demais que imitem os movimentos que o colega faz. Al-
terne para que várias crianças escolham imagens e, assim, sejam as precursoras 
dos movimentos. Os pequenos devem ficar à vontade para se expressar, seja imi-
tando um movimento, seja criando o seu próprio. Participe da brincadeira, fazen-
do movimentos com diferentes partes do corpo também. Assim, você incentiva as 
crianças nas escolhas delas. 
 • Uma criança poderá observar a imagem de uma boca e começar a emitir 
sons com ela.
 • Os colegas poderão imitar o movimento, fazendo sons com a boca também.
Possíveis ações 
das crianças
Apresente o vídeo, instigando-as a perceber sons e movimentos corporais que o 
grupo faz. Se necessário, faça você os sons e movimentos corporais para que as 
crianças observem as diferentes possibilidades. Favoreça que explorem os movi-
mentos a partir da música, realizando, assim, uma grande brincadeira. Possibilite 
que escolham com quais colegas querem brincar, que se expressem e se divirtam 
espontaneamente, movimentando-se consigo mesmas, umas com as outras e com 
você. Participe da brincadeira e divirta-se com elas. 
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Atividade: Brincadeiras com as partes do corpo
EI_MT_CBP.indb 51EI_MT_CBP.indb 51 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 • Uma criança poderá pegar na mão de outra para dançarem juntas ao som 
da música. 
 • As duas poderão pular, dançar e rir enquanto seguem o ritmo da canção.
Possíveis ações 
das crianças
 
Quando o vídeo terminar, peça às crianças que escolham os objetos sonoros para 
que façam movimentos com eles e com o próprio corpo ao ritmo da música, que 
continuará sendo reproduzida. Aproveite o momento para observar atentamente as 
crianças, interagindo e brincando com elas, incentivando aquelas que demonstram 
menos interesse, ampliando as possibilidades de brincadeiras com os objetos etc. 
 — Vamos escolher alguns objetos na sala que podem fazer sons? 
 — Que objetos que temos aqui podem ser usados? Vamos procurar?
 — Vamos produzir nossos instrumentos musicais?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Caso as crianças demonstrem ainda estar bem envolvidas com a atividade, pos-
sibilite que explorem a música, os objetos e o corpo por mais alguns minutos. En-
tão, avise que a música vai terminar e que todas devem guardar os materiais para 
iniciar a próxima atividade. Se necessário, aguarde mais alguns minutos. Então, 
convide-as a organizar o ambiente. Enquanto elas fazem isso, cante músicas que 
deixarão o momento mais divertido. Caso a atividade aconteça em um ambiente 
externo, guie as crianças de volta para a sala.
O QUE FAZER DEPOIS
É possível repetir a atividade escolhendo outras músicas para fazer os movimentos. 
Priorize as que tenham uma boa qualidade sonora e ritmos variados (rock, MPB, pop, 
clássica etc.) para ampliar o repertório cultural das crianças e dar a elas a possibilidade 
de interação com músicas de diferentes culturas. Lembre-se de inserir os ritmos e músi-
cas típicas do estado de Mato Grosso. Por exemplo: rodas de siriri e cururu, rasqueado e 
lambadão.
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 52EI_MT_CBP.indb 52 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 ATIVIDADE 2 
CORRIDA DIVERTIDA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 50 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO02, EI02CG01, EI02CG03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Solicite o auxílio de outro(a) professor(a) ou auxiliar para interagir com as crianças em 
diferentes cantinhos do espaço enquanto você realiza a corrida com os pequenos grupos 
no espaço externo. Como exemplo, usaremos o livro Branca de Neve e as sete capivarinhas, 
mas você pode adaptar a atividade de acordo com o acervo da biblioteca da sua escola. 
Assista ao vídeo sugerido e leia o livro Branca de Neve e as sete capivarinhas para se fa-
miliarizar com a história antes de realizar a leitura em voz alta. Caso não encontre a obra 
impressa, aproprie-se da história para realizar a contação com fantoches ou dedoches. 
 � Materiais
 F Livro de literatura infantil escolhido para desenvolver a proposta;
 F Fantoches ou dedoches para realizar a contação da história do livro, caso não haja 
um exemplar;
 F Fita adesiva para marcação dos pontos de saída e de chegada;
 F Livros de literatura infantil;
 F Jogos diversos;
 F Brinquedos diversos (como bonecas, bonecos, carrinhos, peças de encaixe e 
brinquedos de pelúcia e de borracha);
 F Material para desenho (papel, giz de cera etc.);
 F Frutas da região de Mato Grosso, como laranja, manga, caju, bocaiúva, pequi, 
acerola e carambola.
Sugestão de leitura
 • Branca de Neve e as sete capivarinhas. Autor: Denis Moraes (Soul Editora, 2021).
Sugestão de vídeo
 • Branca de Neve e as sete capivarinhas. Sesc Mato Grosso. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=8lu4Rh3pvqs. Acesso em: 15 jun. 2023.
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Atividade: Corrida divertida
EI_MT_CBP.indb 53EI_MT_CBP.indb 53 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
https://www.youtube.com/watch?v=8lu4Rh3pvqs
https://www.youtube.com/watch?v=8lu4Rh3pvqs
 � Espaços
A atividade deve ser iniciada na sala e, em seguida, os pequenos devem ser conduzidos 
a um espaço externo na escola adequado para a realização de uma corrida. Depois que 
você der os comandos, explique que as frutas estarão escondidas no espaço em que acon-
tecerá a corrida. Disponibilize na sala os materiais que você separou para que as crianças 
possam organizá-los em diferentes cantinhos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se deslocam no momento da corrida?
2. Quais atitudes delas demonstram confiança e superação em seusmovimentos?
3. De que forma elas incentivam e influenciam os colegas para que também ampliem 
as possibilidades de utilização do corpo, dos gestos e dos movimentos?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para sentar-se em roda e converse com todo o grupo, expli-
cando que você irá contar uma história. Depois, vocês farão uma corrida usando 
os movimentos de um dos personagens. Comente que a atividade será realizada 
em pequenos grupos. Explique que, enquanto cada grupo realiza a atividade, as 
outras crianças ficarão na sala e poderão escolher onde brincar.
Leia o livro para as crianças ou realize a contação da história utilizando fantoches 
ou dedoches. No caso da leitura, assuma uma postura de leitor e, nos dois casos, 
faça entonações para caracterizar os personagens. Possibilite que os pequenos 
interajam no momento da contação, conversando sobre o que vai acontecer e so-
bre as impressões deles a respeito dos personagens. 
 — Esta é a história que eu vou ler/contar hoje! 
 — Pelo título, alguém sabe do que se trata? 
 — O que será que vai acontecer com o personagem? 
 — Quem vai ganhar a corrida?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Converse com as crianças sobre os personagens da história, os movimentos dos 
animais e as diferenças entre eles. No caso de o livro escolhido ser A Branca de 
Neve e as sete capivarinhas, destaque que muitas capivaras habitam a região de 
Mato Grosso, sendo o símbolo do estado. Ressalte que se trata de um animal sil-
vestre ameaçado de extinção. Então, convide-as para ir até a área externa, onde 
imitarão os personagens, brincando com seus movimentos. Leve a fita adesiva, que 
será usada para a corrida. Pergunte a elas sobre o movimento que a capivara faz 
para se locomover e imite-a. 
 • É provável que algumas crianças comecem a imitar os movimentos e que as 
outras os repitam, participando da ação também.
Possível ação 
das crianças
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 54EI_MT_CBP.indb 54 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
Sugira às crianças que se organizem em pequenos grupos para garantir que você 
consiga dar atenção e atender às necessidades delas, auxiliando-as sempre que 
necessário. Convide um pequeno grupo para permanecer na área externa para a 
corrida. Oriente o(a) professor(a) auxiliar a ficar com as demais crianças na sala; 
ele(a) deverá orientá-las para que organizem cantinhos de atividades, como artes, 
jogos, faz de conta e leitura. Explique que elas poderão brincar livremente e inte-
ragir umas com as outras enquanto aguardam a corrida. Caso elas não queiram 
ficar na sala, explique que todas farão a atividade, mas que é importante que ela 
seja realizada em pequenos grupos para que possam interagir umas com as outras.
Já no local escolhido, sugira às crianças que corram livremente e de forma autô-
noma, imitando os movimentos da capivara (como saltar ou mostrar os dentes) e 
explorando e testando possibilidades corporais. Elas poderão retomar os movimen-
tos testados na atividade Brincadeiras com as partes do corpo, deste conjunto. 
Depois dessas explorações, convide-as a demarcar com a fita adesiva os lugares 
de partida e de chegada para a corrida, escolhendo a distância a ser percorrida. 
Acompanhe-as nessa tarefa e auxilie-as, caso seja necessário. Então, ajude-as a 
se posicionar no local da partida e lembre-as de que devem correr como uma ca-
pivara. Combine qual será o sinal da partida e deixe-as preparadas para correr.
Ao sinal, as crianças deverão ir atrás das frutas espalhadas pelo local. Algumas 
chegarão mais rápido do que as outras; então, incentive as mais velozes a torcer 
pelas outras para que também alcancem o ponto de chegada. Auxilie as crianças 
oferecendo apoio e incentivo. Parabenize todas elas por terem conseguido alcan-
çar a linha de chegada e por terem participado, elogiando a superação de cada 
uma. Reforce que o mais importante não é chegar em primeiro lugar, mas conse-
guir alcançar o objetivo da brincadeira. Caso elas demonstrem vontade de repetir 
a corrida, assim o faça. Repita o procedimento até que todos os pequenos grupos 
tenham participado da proposta.
Para finalizar
Quando o último grupo tiver terminado, convide as crianças a se locomover imi-
tando o movimento de animais do Pantanal ou de outros animais de que gostem.
O QUE FAZER DEPOIS
É possível repetir a atividade utilizando os movimentos de outros animais (cobra, pás-
saro, cavalo etc.). Inclua, em sua rotina, esse tipo de brincadeira, tanto dentro da sala 
quanto em propostas na área externa. Também é possível realizá-la em um momento 
de integração com outras turmas, incentivando a boa relação entre as crianças. Outra 
sugestão é fazer o momento da corrida com todo o grupo reunido; nessa disposição, as 
crianças podem escolher se preferem participar ou assistir e torcer pelos colegas.
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Atividade: Corrida divertida
EI_MT_CBP.indb 55EI_MT_CBP.indb 55 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 ATIVIDADE 3 
BRINCADEIRAS COM CORDAS 
 Tempo sugerido: aproximadamente 50 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO07, EI02CG03, EI02ET04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a realização da atividade, será necessário o auxílio de outro(a) professor(a) ou 
do(a) professor(a) auxiliar. 
 � Materiais
 F Cordas de diferentes tamanhos e texturas;
 F Brinquedos diversos (como bonecas, bonecos, carrinhos, peças de encaixe e 
brinquedos de pelúcia e de borracha);
 F Livros de literatura infantil;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A primeira parte da atividade deve ser realizada na sala, com uma roda de conversa. 
Depois, as crianças devem se deslocar até um pátio ou uma área externa para dar con-
tinuidade à proposta.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças interagem umas com as outras? Elas se ajudam, conver-
sam, se imitam etc.?
2. Que movimentos elas escolhem para se locomover e superar desafios?
3. Como as crianças resolvem os conflitos na brincadeira? Levantam hipóteses sobre 
como superá-los?
4. Como as crianças se deparam com os desafios, como os nós e as amarras em cor-
das, em seu dia a dia?
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 56EI_MT_CBP.indb 56 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para sentar-se em uma roda de conversa. Mostre as cordas 
para as crianças e possibilite que as manipulem livremente, tocando, sentindo 
a textura e percebendo tamanhos e características do material. Conte que a ati-
vidade do dia será realizada com as cordas e favoreça que levantem hipóteses 
sobre o que irão fazer. Sugira aos pequenos que brinquem de pular as cordas 
como sapinhos. Preste atenção nas ideias e nas falas deles, pois serão proble-
matizadas depois, durante a atividade.
Incentive outras explorações após a brincadeira. Instigue as crianças a perceber 
que a corda se parece com um animal e deixe que discutam sobre que animal 
seria esse. Problematize retomando as falas das crianças. Considere as possibi-
lidades delas, escute-as atentamente e valorize as novas hipóteses, respeitando 
a cultura e a realidade delas. Quando descobrirem que a corda se parece com 
uma cobra sucuri, sugira que imitem o animal, fazendo barulho e rastejando pelo 
chão da sala.
 • Uma criança poderá pegar a corda, manipulá-la e mostrá-la a um colega. 
 • O colega poderá olhar para ela e dizer: 
— Ui, cuidado, é uma cobra! 
 • Os dois poderão rir, imaginando que a corda é mesmo uma cobra. 
Provavelmente imitarão o movimento dela, rastejando-se pelo chão.
Possíveis ações 
das crianças
Com a ajuda de outro(a) professor(a) ou do professor auxiliar, leve todo o grupo 
para a área externa ou para um pátio coberto, onde a atividade possa ocorrer 
de forma livre. Leve materiais e brinquedos e organize-os com as crianças nes-
se espaço. Incentive-as a espalhar os objetos em diferentes cantinhos (comoum 
cantinho de leitura e outro de jogos) em que elas poderão brincar enquanto você 
conduz a atividade em pequenos grupos.
Enquanto as crianças brincam nos cantinhos, convide um pequeno grupo para a 
atividade com a corda. Lembre-as de que todas irão participar e que, enquanto 
aguardam, podem brincar nos espaços que montaram. Crie um ambiente de ima-
ginação e fantasia ao contar que a corda se transformou em uma cobra e que elas 
não podem mais encostar nela. Então, com o(a) outro(a) professor(a) ou auxiliar, 
segure as pontas da corda no chão e comece a mexê-la. Desafie as crianças a 
passar para o outro lado sem encostar na cobra. 
 — Enquanto vocês brincam, vou chamar alguns colegas para fazer a atividade. 
 — Quem quer vir primeiro? Com quais colegas vocês querem vir?
 — Cuidado com a cobra! Não podemos encostar nela, senão ela morde 
a gente! 
 — Quem vai ter coragem de passar para o outro lado sem encostar nela? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
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Atividade: Brincadeiras com cordas
EI_MT_CBP.indb 57EI_MT_CBP.indb 57 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
Ainda segurando as pontas da corda, comece a variar a altura dela, sempre con-
tando com a ajuda do(a) outro(a) professor(a) ou auxiliar, desafiando as crianças a 
perceber se devem saltar ou rastejar para não encostar nela e atravessar para o 
outro lado. Relembre-as constantemente para que tenham cuidado com a cobra. 
Varie o tipo de corda usada para que as crianças tenham a experiência com cordas 
de diferentes tamanhos e texturas. Dê nós e faça amarras nas cordas, desafian-
do as crianças a desfazê-los. Desse modo, desenvolverão a coordenação motora.
 — E agora, como vão passar sem encostar na cobra? 
 — Vocês preferem passar por cima ou por baixo? Qual é a melhor forma? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Peça às crianças que retirem os calçados. Disponha as cordas no chão para 
que, descalças, possam andar sobre elas, tentando se equilibrar, sentindo me-
lhor as texturas e as dimensões. As cordas podem ser dispostas como cobras, 
com curvas sinuosas. Instigue a imaginação das crianças enquanto vivenciam 
a atividade. Uma sugestão é convidá-las a passar por cima da cobra, deixando-
-a imóvel, para que, assim, percebam que são mais fortes. Se possível, coloque 
músicas regionais, como siriri e cururu e lambadão, em ritmos diferentes para 
pular a corda. Cuide para que todos tenham a oportunidade de experimentar, 
proporcionando uma aula agradável. Registre a atividade por meio de fotos, ví-
deos ou anotações para fins de documentação pedagógica.
Repita a atividade até que todas as crianças tenham participado. Incentive aque-
las que brincaram nos cantinhos a participar também, mas respeite o tempo delas. 
Pode ser que algumas não queiram realizar a atividade no início, mas depois, ao 
verem as outras crianças, sintam-se incentivadas.
No fim, deixe a corda no chão para que as crianças brinquem livremente, explo-
rando-a. É provável que tentem imitar a forma como você estava manipulando a 
corda e queiram brincar com os colegas, explorando novos movimentos e novas 
posições. Aproveite para observá-las e fazer registros fotográficos e anotações. 
Mantenha-se sempre atento às brincadeiras que são criadas, evitando qualquer 
tipo de situação desconfortável.
Para finalizar
Avise as crianças que você irá guardar as cordas para que vocês possam seguir 
para a próxima atividade. Peça que lhe ajudem a organizar o espaço. Enquanto 
elas arrumam, cante músicas para tornar a tarefa mais divertida.
O QUE FAZER DEPOIS
Você pode repetir a atividade em um momento de integração com outras turmas, in-
centivando a interação de crianças de diferentes faixas etárias. Peça aos maiores que 
segurem a corda e proponham os desafios aos menores. A atividade também pode ser 
realizada na própria sala, desde que haja espaço suficiente para as crianças transitarem 
de um lado para o outro da corda.
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 58EI_MT_CBP.indb 58 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 ATIVIDADE 4 
BRINCADEIRAS COM BOLAS 
 Tempo sugerido: aproximadamente 45 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO03, EI02CG02, EI02ET04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Combine com o(a) professor(a) de Educação Física ou de Artes ou ainda com o(a) pro-
fessor(a) auxiliar para desenvolver a atividade com você. Há uma variedade de jogos de 
bola que podem ser realizados, e todos eles têm um objetivo comum: fortalecer a mus-
culatura das crianças, suas mãos e pés. Inclua jogos que sejam divertidos, mas também 
incentive os pequenos a entender como esses jogos funcionam.
 � Materiais
 F Bolas de diferentes tamanhos, pesos e texturas;
 F Materiais que podem servir como alvos (bambolês, cestas, bacias, baldes, cones, 
garrafas PET etc.); 
 F Fotografias de pessoas com características físicas diversas participando de diferentes 
modalidades esportivas com bolas (futebol, handebol, basquete, vôlei etc.), em 
tamanho e material adequados para visualização e exploração;
 F Cordas e fitas para fixar os alvos;
 F Brinquedos diversos (como bonecas, bonecos, carrinhos, peças de encaixe e 
brinquedos de pelúcia e de borracha);
 F Livros de literatura infantil;
 F Jogos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A primeira parte da atividade deve ser realizada em uma roda de conversa na sala. 
Ali, as crianças irão visualizar e explorar as fotografias, além de escolher os alvos que 
irão levar para montar a brincadeira no pátio ou em um espaço externo na escola. Nesse 
segundo espaço, organize alguns objetos e brinquedos para que as crianças possam 
explorá-los quando não quiserem mais brincar com as bolas e os alvos.
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Atividade: Brincadeiras com bolas
EI_MT_CBP.indb 59EI_MT_CBP.indb 59 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças exploram as bolas? Percebem suas diferenças e levantam hipó-
teses sobre quais movimentos devem fazer com elas ( jogar alto, baixo, chutar, usar 
as mãos etc.)?
2. Por quais alvos elas demonstram preferência para brincar e de que forma se expres-
sam para fazer valer a sua escolha?
3. Como compartilham experiências, aprendizados, espaços e materiais e interagem 
com os colegas diante das diferentes propostas no ambiente?
4. Por que fazer brincadeiras com bola? Quais movimentos são realizados com o jogar?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se sentar em roda na sala. Conte às crianças que, na 
atividade do dia, elas explorarão fotografias de pessoas participando de diver-
sas modalidades esportivas, bem como brincarão com bolas e alvos variados.
Distribua as fotografias para que as crianças as examinem e manipulem. Chame 
a atenção delas para as bolas e os alvos usados nas modalidades apresenta-
das. Atente-se para ouvir o que elas comentam e, depois de um tempo de ex-
ploração, pergunte que materiais da escola elas acreditam que poderiam ser 
usados como alvos para uma brincadeira com bolas.
Ainda em roda, coloque as diferentes bolas no centro. Convide as crianças a 
explorá-las e a identificar as características de cada uma e as diferenças entre 
elas. Possibilite que manipulem as bolas livremente, interagindo com os obje-
tos e com os colegas. Incentive-as a pensar novamente em alvos que podem 
ser usados para uma brincadeira com as bolas. É provável que elejam objetos 
como bambolês, que podem ser fixados no chão, objetos que delimitam um es-
paço (como um gol), cestas, bacias etc.
Leve as crianças ao local da atividade e organize com a ajuda delas os vários 
alvos que escolheram, possibilitando que se dividam em pequenos grupos para 
decidir onde brincar. Oriente o(a) outro(a) professor(a) ou o professor auxiliar 
para dar atenção, junto com você, às crianças e às necessidades delas nesse 
momento e no restante da brincadeira.
Com os alvos dispostos, problematize sobre que bola é melhor paracada alvo 
(por exemplo: a mais leve ou a mais pesada), e como irão arremessá-la (chu-
tando com muita ou pouca força, com as mãos para baixo ou para cima etc.). 
Também defina com elas como a bola deve atingir o alvo (passar por cima, por 
dentro, por baixo etc.). Favoreça que as crianças experimentem as bolas, levan-
tem hipóteses, busquem alternativas e explorem os alvos e as bolas livremente, 
até chegarem à conclusão de qual delas é melhor para cada alvo e como deve 
atingi-lo. Brinque com os pequenos, instigando-os durante a vivência. 
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 60EI_MT_CBP.indb 60 16/10/2023 14:39:0416/10/2023 14:39:04
 — Posso brincar com vocês? Será que vou acertar? 
 — A bola foi muito longe. Por que será que isso aconteceu? 
 — Vamos tentar com outra bola? Qual?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Uma criança poderá pegar uma bola pesada para arremessá-la com as 
mãos em um alvo fixado no alto. Ela poderá arremessá-la e a bola poderá 
cair rapidamente por causa do peso. Então, a criança poderá ir em busca de 
outra bola com a qual consiga acertar o alvo.
Possível ação 
das crianças
Possibilite que as crianças brinquem com os alvos e com as bolas, transitando 
entre as diferentes propostas de acordo com o interesse delas. Brinque e interaja 
com elas. Aproveite para realizar registros fotográficos e escritos, além de auxiliar 
aquelas que necessitam de apoio. Incentive-as a ajudar umas às outras, ensinando 
como fazer os movimentos, jogar e acertar o alvo com a bola etc. Algumas crian-
ças vão preferir explorar as bolas livremente, criando suas próprias brincadeiras, 
ou explorar os outros brinquedos e objetos. Apoie-as em suas criações, respeitan-
do preferências.
Para finalizar
Perceba o interesse das crianças pela atividade e possibilite que brinquem com 
outros objetos ou brinquedos, caso não estejam mais envolvidas com a proposta. 
Quando a atividade estiver perto do fim, incentive-as a aproveitar os últimos mi-
nutos e, por fim, solicite a ajuda delas para desmontar os alvos e guardar todos 
os materiais.
O QUE FAZER DEPOIS
A proposta pode ser repetida em um momento de integração com outras crianças da 
escola, em que as maiores podem ensinar as menores a jogar e vice-versa, trocando 
experiências e interagindo de maneira prazerosa e significativa.
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Atividade: Brincadeiras com bolas
EI_MT_CBP.indb 61EI_MT_CBP.indb 61 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
 ATIVIDADE 5 
BRINCADEIRAS DE MÁGICA 
E IMITAÇÃO 
 Tempo sugerido: aproximadamente 45 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO06, EI02CG01, EI02CG03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Teste o equipamento a ser usado para evitar contratempos e assista aos vídeos su-
geridos: Duelo de mágicos, do grupo Palavra Cantada e Animais do Pantanal, do canal 
Crianças Inteligentes. 
Sugestões de vídeo
 • Duelo de mágicos. Produtora: Palavra Cantada. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=7bXYsYKg0NA. Acesso em: 16 jun. 2023.
 • Animais do Pantanal. Crianças Inteligentes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_
TJWp41D3wo. Acesso em: 16 de jun. 2023.
 � Materiais
 F Um equipamento para exibição do vídeo (se disponível na escola);
 F Gravetos, palitos de churrasco sem ponta ou lápis para simular varinhas mágicas; 
 F Purpurina, glitter ou outro material que não prejudique as crianças e que elas possam 
usar como pó mágico;
 F Tecidos;
 F Máscaras;
 F Chapéus;
 F Adereços disponíveis na escola e que possam ser transformados em fantasias;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada na sala. O espaço deve ser organizado de maneira 
confortável para que as crianças consigam assistir aos vídeos e, depois, interagir com ele 
por meio da brincadeira de mágica e imitação.
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 62EI_MT_CBP.indb 62 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
https://www.youtube.com/watch?v=7bXYsYKg0NA
https://www.youtube.com/watch?v=7bXYsYKg0NA
https://www.youtube.com/watch?v=_TJWp41D3wo
https://www.youtube.com/watch?v=_TJWp41D3wo
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças chegam ao entendimento de quem imitará quais personagens 
na encenação do vídeo?
2. Quais personagens as crianças escolhem que não fazem parte do vídeo original 
para imitar? Quais movimentos elas fazem para imitá-los?
3. Como elas compartilham as experiências, os aprendizados, os espaços e os ma-
teriais e como interagem com os colegas diante das diferentes propostas de imi-
tação dos personagens?
4. Como a criança reconhece personagens com os quais tem uma convivência 
habitual?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo a se sentar de maneira confortável. Conte às crianças que irão 
assistir a uma encenação de mágica em forma de música. Pergunte se alguma delas 
já viu um mágico, em que situação e que tipo de mágica ele fazia, promovendo uma 
conversa entre a turma. Instigue-as a compartilhar suas vivências, apoie-as para que 
sejam compreendidas pelos colegas e promova conexões entres os diferentes de-
poimentos e observações que trazem para a conversa. Comente que é importante 
que, durante a apresentação do vídeo, elas se atentem aos personagens, pois, em 
seguida, irão falar sobre eles, para, posteriormente, imitar algumas de suas ações.
Depois de assistir aos vídeos com as crianças uma ou mais vezes, de acordo com o 
interesse e as necessidades delas, estimule-as a conversar sobre os personagens e o 
que entenderam sobre a história. Então, proponha que imitem a encenação, sugerin-
do que procurem objetos na sala que possam ser usados como varinhas e pó mágico. 
 — Do que se trata a história que as músicas contam? Que personagens 
aparecem nos vídeos? 
 — Como será que os mágicos transformam as coisas? 
 — Se vocês fossem mágicos, como transformariam as coisas? O que 
transformariam?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 — É um vídeo de mágica, mas não tem bruxa. 
 — Vou transformar você em um sapo (olha para o amigo ao lado e faz a 
encenação)! 
 — Olha, (apontando para o lápis) parece uma varinha mágica!
Possíveis ações 
das crianças
Possibilite que as crianças escolham quem serão os mágicos e quem serão os per-
sonagens. Apoie-as ao decidirem quem fará o que, mas não dirija as decisões. Favo-
reça que resolvam entre elas, fazendo combinados (por exemplo, de se alternarem 
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Atividade: Brincadeiras de mágica e imitação
EI_MT_CBP.indb 63EI_MT_CBP.indb 63 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
para que todas elas possam atuar como mágico ou como personagem). Caso todas 
queiram representar o mesmo personagem, incentive que representem outros, mas 
respeite a decisão e opinião delas. Exiba o vídeo novamente para ter o apoio sonoro 
com a música e possibilite que as crianças façam a encenação. Brinque junto a elas, 
permitindo-se ser transformado pelos mágicos e entrando no mundo de fantasia delas.
Converse com as crianças sobre quais outros personagens elas conhecem que 
fazem parte da sua cultura regional e do seu repertório cultural que podem ser 
imitados na brincadeira, além dos citados nas músicas. Incentive-as a trazer para 
a brincadeira a mímica de animais do Pantanal que assistiram em um dos vídeos. 
Incentive-as a levantar hipóteses e discussões entre si. Proponha que façam uma 
nova versão da música com esses novos personagens, escolhendo outra vez quem 
serão os mágicos e os demais personagens.
Disponibilize as fantasias, os tecidos e os acessórios para que possam imitar os 
personagens (um tecido pode representar a capa de um super-herói, por exemplo). 
Possibilite que se vistam como os personagens, entrando no mundo do faz de con-
ta. Por já terem brincado de imitar cobras e outros animais nas atividades Corrida 
divertida e Brincadeiras com cordas, deste conjunto, poderão surgir brincadeiras 
de imitação com cobras, por exemplo.Instigue as crianças a ampliar suas possi-
bilidades e estimule brincadeiras de imitação com outros personagens, sobretudo 
aqueles que se sobressaem na cultura mato-grossense. Auxilie-as na montagem 
dos personagens, atentando-se às escolhas de cada uma. Se alguma criança o 
convidar a se fantasiar, sugira que ela escolha qual personagem você pode repre-
sentar, estimulando-a a lhe dar dicas e sugestões. Sugira que cantem e brinquem 
com as músicas, imitando os personagens que escolheram. Incentive a participa-
ção e a interação de todas, respeitando o ritmo de cada uma.
Crie condições para que brinquem com as fantasias à vontade, explorando todas 
as possibilidades e criando personagens a partir do que já conhecem e vivenciam. 
Aproveite alguns momentos para fazer registros fotográficos e anotações.
Para finalizar
Quando a atividade estiver terminando, avise as crianças que, em breve, vocês irão 
guardar tudo e arrumar a sala. Sugira um faz de conta no qual elas organizarão a 
sala em um passe de mágica, de modo a tornar o momento mais lúdico.
O QUE FAZER DEPOIS
As músicas dos vídeos aos quais as crianças assistiram podem fazer parte de outros mo- 
mentos de brincadeiras com fantasias, não apenas da própria turma, mas também em 
momentos de integração com as outras crianças da escola. Assim, elas podem interagir 
e ensinar umas às outras a cantar e brincar.
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Conjunto: Brincadeiras com o corpo e o espaço
EI_MT_CBP.indb 64EI_MT_CBP.indb 64 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
CONJUNTO 4
LEITURA DE HISTÓRIAS
AP
65
Ler para crianças pequenas é fundamental para o desenvolvimento 
emocional, intelectual e social. A leitura diária ajuda na aquisição 
de conhecimento linguístico, possibilita o acesso ao conhecimento 
transmitido nas narrativas, amplia o repertório cultural e imagético, 
auxilia na organização mental, promove o desenvolvimento de ha-
bilidades como a resolução de problemas e sugere novas formas 
de pensar. Além disso, ler diariamente para as crianças pequenas 
também pode ajudá-las a aumentar o autoconhecimento, a curiosi-
dade, a tolerância, a capacidade de se posicionar sobre questões 
sociais e a capacidade de visualizar o mundo que as cerca de ma-
neira mais ampla. A leitura diária com crianças pequenas também 
promove uma relação maior entre crianças e responsáveis e um 
sentimento de pertencimento, ajudando a estabelecer vínculos fa-
miliares fortes.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se 
compreender.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e 
opiniões.
EI02EF03
Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando 
escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura 
(de cima para baixo, da esquerda para a direita).
EI02EF04 Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, 
personagens e principais acontecimentos.
EI02EF05 Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
EI02EF06 Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
EI02EF07 Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais.
EI02EF09 Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros 
sinais gráficos.
EI_MT_CBP.indb 65EI_MT_CBP.indb 65 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
 ATIVIDADE 1 
EXPLORANDO AS ILUSTRAÇÕES 
DO LIVRO 
 Tempo sugerido: aproximadamente 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EF03, EI02EF04, EI02EF05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Leia previamente o livro escolhido para se familiarizar com a história, o ritmo da narra-
tiva, as vozes dos personagens etc. Atente-se à qualidade da narrativa e das ilustrações 
e à adequação à faixa etária. É importante que as ilustrações estejam diretamente rela-
cionadas com a história e que as crianças não a conheçam. 
Confeccione um cartaz permanente de leitura do dia e fixe uma embalagem de 
plástico nele, para colocar o livro do dia. Separe um caderno e uma caneta para 
fazer anotações das falas das crianças durante a leitura. Disponibilize livros para que 
possam manusear durante a segunda leitura.
 � Materiais
 F Livros de literatura infantil regional com 
ilustrações. Dentre eles, escolha um 
para desenvolver a leitura com todo 
o grupo;
 F Uma música que dialogue com o livro 
e um equipamento de reprodução de 
áudio ou fantoches/dedoches para 
ambientação;
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Almofadas;
 F Um cartaz de leitura do dia feito com 
diferentes materiais;
 F Uma embalagem de plástico, que deve 
ser fixada no cartaz de leitura do dia;
 F Um caderno e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Frederico, o sapo de vidro. Rosevania Venacio (Soul Editora, 2021).
 � Espaços
Escolha um local agradável e silencioso. Pode ser ao ar livre. Também é possível perma-
necer na sala, preparando o espaço com tapetes, colchonetes e almofadas. Atente-se para 
o fato de que a escolha do espaço é decisiva no processo de assimilação, ambientação 
e interação das crianças. Portanto, explorar ambientes naturais contribui para o sucesso 
da experiência. Observe se há no pátio ou nos arredores da escola um ipê – árvore típica 
de Mato Grosso –, cuja florada acontece nos seguintes meses, podendo haver variação 
conforme influência do clima: junho e julho, ipê-roxo; julho e agosto, ipê-amarelo; fim de 
agosto, ipê-rosa; setembro, ipê-branco. Siga a dica e aproveite o espetáculo!
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 66EI_MT_CBP.indb 66 16/10/2023 14:39:0516/10/2023 14:39:05
 � Perguntas para guiar suas observações
1. O que as crianças identificam nas ilustrações? Como elas relacionam as ilustrações com 
a narrativa?
2. Como elas se expressam (oralmente, apontando, com expressões ou gestos)?
3. Elas demonstram interesse e prazer ao ouvir a história? Como reagem ao longo da leitura 
e como interagem com a história? Que tipos de perguntas e comentários fazem?
O QUE FAZER DURANTE
Prepare previamente o ambiente com colchões e almofadas, deixando-o aconche-
gante e convidativo para a leitura. Para ambientar a atividade, coloque uma música 
ou utilize fantoches/dedoches que dialoguem com a história escolhida. Reúna todo o 
grupo em uma roda no chão, e diga às crianças que elas irão conhecer um livro novo, 
mas que, antes de ler, vão explorá-lo juntos. Apresente o livro e explore com elas 
os elementos da capa (personagens, cenários, título, autor, ilustrador, editora etc.). 
Ajude-as a antecipar os personagens e as situações que ocorrerão durante a leitura. 
 — O que vocês veem nessa capa? 
 — Qual será o título da história? Onde ele está escrito? 
 — Isso mesmo, há um animal na história. O que será que ele está fazendo? 
O que deve estar sentindo?
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
 • Algumas crianças poderão apontar para um personagem, outras poderão 
usar gestos, balbucios ou expressões. 
 • Algumas poderão fazer descobertas e comentários que não foram 
antecipados por você.
Possíveis ações 
das crianças
Folheie a obra com as crianças. Retome imagens que elas já viram na capa e ouça 
o que elas inferem a partir das ilustrações. Possibilite que descubram novos perso-
nagens, observem detalhes e questionem situações. Ouça, observe, responda os 
questionamentos. Então, retome a atenção do grupo para começar a leitura. 
 — Será que há outro personagem na história além dos que aparecem na capa?
 — Como podemos descobrir mais antes de ler o livro? 
 — Olhem! Lembram que vimos este gato na capa? 
 — Quem será este personagem aqui? Você acha que ele está triste?Por quê? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
 • Algumas poderão chegar mais perto do livro para observar algum detalhe, 
apontar ou virar a página para encontrar outro elemento. 
 • Outras poderão imitar personagens ou ações da história.
Possíveis ações 
das crianças
Diga que agora vocês lerão a história para checar as hipóteses. Antes de come-
çar a ler, realize algum tipo de ação que marque o início da leitura. Enquanto lê, 
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Atividade: Explorando as ilustrações do livro 
EI_MT_CBP.indb 67EI_MT_CBP.indb 67 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
aponte para o título e para os nomes do autor, do ilustrador e da editora. Retome o 
que as crianças podem ter indicado na exploração da capa sobre a localização do 
título e sobre outras informações escritas, confirmando ou não as suas hipóteses.
Lembre-se de que esse é um momento de leitura; portanto, use o livro sem fazer 
nenhuma adequação no vocabulário ou na narrativa. Enquanto você lê, as crian-
ças devem conseguir enxergar o livro também. Possibilite que elas se expressem. 
Responda às perguntas, valorize os comentários delas, mas não demore ou desvie 
muito do ato de ler, retomando a leitura rapidamente para não perder o ritmo e o 
encadeamento da história. Se possível, anote em seu caderno os comentários que 
surgirem durante a leitura. 
 — É o animal da capa mesmo! Vamos ver o que mais acontece com ele? 
 — Você tem um animalzinho desse também? Que legal! Vou anotar aqui e, 
quando a gente terminar a leitura, vou querer saber mais sobre ele.
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Após a leitura, retome a narrativa com as crianças, comparando-a com as hipóteses 
levantadas por elas anteriormente. Envolva-as na conversa, estimulando-as a 
lembrar de cena, a imitar algum som, expressão ou movimento ou a repetir alguma 
fala de um dos personagens. Atente-se às diferentes formas de expressão. 
Se as crianças pedirem, leia a história novamente. Nessa faixa etária, é muito co-
mum que elas queiram ouvir a mesma história várias vezes. Essa prática permite a 
elas que se aproximem mais da narrativa, descubram novos elementos que não ha-
viam identificado em uma primeira leitura e comecem a perceber que o texto escrito 
nunca muda. Na segunda leitura, possibilite que elas participem mais ativamente, 
relembrando e antecipando fatos. Aproveite para retomar os comentários que você 
anotou durante a primeira leitura. Para as crianças que não estiverem mais tão envol-
vidas, disponibilize os outros livros para que folheiem enquanto escutam a história. 
Para finalizar
Diga às crianças que o livro vai ficar disponível na sala para que possam ler em 
outros momentos. Crie um ritual de encerramento para as atividades de leitura 
de histórias. Você pode recitar um verso ou cantar uma música. Avise quando fal-
tarem cinco minutos para terminar esse momento. Em seguida, peça ajuda para 
guardar os livros. Armazene o livro que vocês leram na embalagem plástica do 
cartaz “Leitura do dia”. 
O QUE FAZER DEPOIS
Caso queira repetir a atividade de exploração das ilustrações, prepare exemplares iguais 
de um mesmo livro (preferencialmente, de uma história que as crianças já conheçam). Em 
pequenos grupos, possibilite que folheiem a obra e incentive-as a relembrar e recontar a 
história a partir das ilustrações. Outra sugestão é pedir que encontrem a página na qual 
está determinada situação da narrativa. 
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 68EI_MT_CBP.indb 68 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
 ATIVIDADE 2 
MANUSEIO DE LIVROS 
 Tempo sugerido: aproximadamente 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EF04, EI02EF06, EI02EF07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante que alguns dos livros apresentados às crianças sejam de histórias que elas 
já conhecem. Fique atento à qualidade das narrativas e das ilustrações e à adequação 
dos livros à faixa etária. O estado de Mato Grosso é rico em produções infantis; procure na 
biblioteca da escola ou da cidade trabalhos de autores matogrossenses para utilizá-los 
com as crianças.
 � Materiais
 F Livros de literatura infantil (em uma 
quantidade maior do que o número 
de crianças do grupo);
 F Mesas adequadas para a altura dos 
pequenos;
 F Caixas ou cestos;
 F Almofadas;
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Cadeiras;
 F Tecidos;
 F Um equipamento para reprodução de 
áudio (caso disponível em sua escola);
 F Playlist, pen drive ou CD com músicas 
infantis (caso disponível em sua escola);
 F Brinquedos diversos (como bonecas, 
bonecos, carrinhos, jogos, peças de 
encaixe e brinquedos de pelúcia e 
borracha);
 F Materiais para confeccionar o painel 
com as fotos e anotações das atividades, 
como cartolina e canetinhas;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para regis-
trar a atividade.
Sugestão de música
 • Tatá e o luau no Pantanal. Nana & Nilo e os animais. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NN9CYUD1wb8. Acesso em: 19 jun. 2023. 
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Atividade: Manuseio de livros 
EI_MT_CBP.indb 69EI_MT_CBP.indb 69 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
 � Espaços
Crie um ambiente aconchegante na sala, com almofadas, colchonetes e tapetes. 
Coloque cadeiras e mesas em outro espaço. Em um dos cantos, monte uma cabana com 
tecidos. Coloque os livros dentro de caixas ou cestos nesses espaços, possibilitando 
que as crianças se organizem em pequenos grupos e escolham onde querem ficar e os 
livros que querem ler. Em outro canto, disponibilize brinquedos e jogos para aquelas que 
terminarem de manusear os livros antes das outras. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças manuseiam os livros? Elas conseguem segurá-los da 
forma correta, folheiam as páginas, observam as ilustrações ou tentam ler o texto?
2. Como as crianças contam suas histórias? Lembram-se de partes ou personagens?
3. Como são as conversas sobre as histórias? Quais suas estratégias para responder 
às questões sobre a narrativa? Que tipos de comentários ou indicações fazem?
O QUE FAZER DURANTE
Para fazer a ambientação da atividade, escolha uma música sobre o Pantanal ma-
togrossense. Reúna todo o grupo e conte que hoje irão ler os livros que você trouxe. 
Caminhe pelo espaço com as crianças, mostrando os diferentes cantinhos organi-
zados na sala e as caixas ou cestos com livros. Explique que há obras conhecidas 
e desconhecidas. Pegue um dos livros, mostre a capa, leia o título, pergunte quem 
se lembra daquela história e quem gostaria de lê-lo.
Possibilite que as crianças fiquem à vontade para explorar e escolher os livros que 
querem ler, bem como onde querem se acomodar para isso (à mesa, no chão, em 
uma almofada, debaixo da cabana etc.) e como querem ler (individualmente, em 
pequenos grupos, com você). Para deixar o ambiente ainda mais agradável, colo-
que para tocar uma música tranquila em volume baixo. 
 • As crianças poderão folhear um livro e trocá-lo por outro. 
 • Poderão, também, pegar vários livros ao mesmo tempo ou mostrar a outra 
criança o que estão vendo. 
 • Poderão pedir ao professor que leia o livro para elas, ou podem ler uma 
história para elas mesmas, para outra criança ou para o professor.
Possíveis ações 
das crianças
 — Você se lembra daquela história de que você gosta, a dos três porquinhos? 
Será que a gente encontra esse livro? 
 — Você já ouviu essa história? Acho que vai gostar.
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Fique atento à interação das crianças com os livros. Note se elas os segu-
ram na posição certa, se conseguem folheá-los, se recontam uma história que 
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3
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 70EI_MT_CBP.indb 70 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
memorizaram, se criam histórias com as ilustrações etc. Observe como interagem 
umas com as outras, se preferem ler o livro sozinhas ou em pequenos grupos, se 
preferem contar a história para os amigos ou ouvir quando alguém conta. Ob-
serve como conversamsobre o livro e sobre suas preferências. Folheie uma obra 
também e esteja disponível para as crianças. 
 • Algumas crianças poderão pegar os livros e usá-los como brinquedos, 
empilhando-os, por exemplo.
Possível ação 
das crianças
Convide as crianças a contar uma parte da história usando as ilustrações como 
base e ajude-as a lembrar de certos acontecimentos. Peça que apontem perso-
nagens, situações e outros pontos da história que possam identificar no livro e/
ou recordar de quando vocês o leram. 
Se houver conflitos por um livro ou espaço, converse com as crianças e ajude-as a 
encontrar uma solução, como ler junto com o colega, trocar de livro, encontrar outro 
com a mesma história ou aguardar enquanto o colega termina a leitura. Esse tipo de 
conflito pode ser uma ótima oportunidade para se trabalhar a cooperação e o trabalho 
coletivo. Reafirme que é normal termos alguns gostos iguais. Aproveite para anotar 
quais são os livros mais disputados; isso o ajudará a identificar as preferências do grupo. 
Algumas crianças podem rasgar ou amassar os livros, pois estão aprendendo a 
manuseá-los. Se isso acontecer, mostre como manusear o livro e converse sobre 
a importância de conservá-lo. 
Para finalizar
Quando notar menos interesse, avise que a atividade acabará em alguns minutos e 
possibilite que se dirijam ao cantinho dos brinquedos e jogos. Avise-as novamente 
quando faltarem cinco minutos. Ao fim desse tempo, convide-as a guardar os livros 
e arrumar os espaços, ao som de uma música ou coloque para tocar a canção 
Arrumar a bagunceira, do grupo Palavra Cantada.
Sugestão de música
 • Arrumar a bagunceira. Produtora: Palavra Cantada. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Rq6gyrXAG5g. Acesso em: 19 jun. 2023.
O QUE FAZER DEPOIS
Realize a atividade com frequência. Assim, as crianças podem se apropriar cada vez 
mais do hábito de ler. Peça que, depois do manuseio, os pequenos escolham um livro 
para você ler. Eles podem sugerir as obras dizendo o nome delas, apontando para elas 
ou levando-as até você. Faça um sorteio ou uma votação para escolher um livro dentre 
as sugestões dadas.
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Atividade: Manuseio de livros 
EI_MT_CBP.indb 71EI_MT_CBP.indb 71 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
https://www.youtube.com/watch?v=Rq6gyrXAG5g
 ATIVIDADE 3 
DECIDINDO A LEITURA DO DIA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EF01, EI02EF03, EI02EF04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é importante que você tenha observado e anotado as pre-
ferências dos pequenos por determinados livros. Uma criança pedir a você que releia 
uma história ou demonstrar muito interesse por um livro no momento do manuseio são 
bons indicativos de quais são as preferências dela. Fique atento à qualidade da literatura 
oferecida. 
 � Materiais
 F Três livros que as crianças já conheçam (de preferência sugeridos por elas);
 F Livros de literatura infantil de fácil manuseio;
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Almofadas;
 F Um caderno e uma caneta para registrar a atividade.
 � Espaços
Prepare um ambiente aconchegante com tapetes, almofadas e colchonetes. As crian-
ças podem se deitar enquanto o professor lê para vivenciarem uma maneira diferente 
de ouvir histórias. Esta é também uma oportunidade para levar as crianças para espaços 
abertos na escola. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças expressam opiniões, ideias e sugestões (falam, apontam, ges-
ticulam)? Quais estratégias usam para resolver o problema?
2. Elas se lembram das histórias lidas anteriormente? O que expressam, comentam 
e perguntam sobre os personagens, os cenários e as situações da narrativa?
3. Elas demonstram interesse durante a leitura? Como reagem ao longo da leitura e 
como interagem com a história?
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 72EI_MT_CBP.indb 72 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
O QUE FAZER DURANTE
Você pode iniciar a atividade cantando uma música que convide as crianças para o 
momento da leitura. Em seguida, convide todo o grupo a se sentar em roda e diga 
que você trouxe três livros que elas já conhecem, relembrando que algumas delas 
já haviam, inclusive, pedido que você os relesse. Mostre-os e pergunte se elas se 
lembram do título, dos personagens e da história. Leia os títulos de cada exemplar. 
 — Vocês se lembram deste livro? O que acontece com o João? Quem ele 
encontra quando sobe no pé de feijão? 
 — Você se lembra do urso? Ele era muito levado, não era? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Diga às crianças que você só poderá ler um exemplar. Peça que o ajudem a achar 
uma forma de escolher qual será lido. Explique que terão de conversar para chegar 
juntos a uma solução que agrade a todos. Seja o mediador enquanto as crianças se 
expressam e encontram alternativas. Quando tiverem chegado a uma conclusão, 
siga o que foi decidido. Isso mostrará que elas são parte importante nas decisões 
da turma. Pergunte se concordam com a decisão e peça que apontem para o livro 
que gostariam de ler. 
 — Gosto muito desses três livros e sei que vocês também, mas hoje só temos 
tempo para ler um deles. 
 — Vamos escolher um livro que seja legal para todo mundo? Como podemos 
decidir qual livro vamos ler?
 — Vou colocar um livro em cada lugar e quando eu falar “já”, cada um corre para 
onde está seu livro preferido. 
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
 • Algumas poderão apontar para o livro que querem ler ou mesmo levantar 
para pegá-lo. 
 • Outras poderão dizer o nome do livro ou se referir a ele nomeando algum 
personagem.
Possíveis ações 
das crianças
Leia o livro escolhido. Para que as crianças possam apreciar o momento, convide-as 
a se deitar nos colchonetes. Use o livro sem adequar o vocabulário ou a narrativa. 
Elas podem fazer comentários, constatações, perguntas ou reagir a determinada si-
tuação. Possibilite que se expressem, responda às perguntas e valorize as manifes-
tações, mas volte à leitura rapidamente para não perder o ritmo e o encadeamento 
da história. Deixe-as saber que, depois de ler, poderão conversar sobre o livro. 
 — Você se lembra do lobo? 
 — Vamos ver o que aconteceu depois disso.
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
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Atividade: Decidindo a leitura do dia 
EI_MT_CBP.indb 73EI_MT_CBP.indb 73 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
Ao terminar a leitura, converse com os pequenos sobre a narrativa. Pergunte de 
qual parte mais gostaram, se o personagem poderia ter feito algo diferente e por 
que certa situação aconteceu. Garanta que se sintam seguros e confortáveis para 
falar, se expressar (por meio de gestos, como apontar ou imitar), questionar ou 
contar algo. Retome os comentários que você anotou durante a leitura, responda 
às perguntas, verbalize o que as crianças estão expressando de outras maneiras 
e faça parte da conversa, contando suas opiniões. Se elas quiserem, leia o livro 
novamente, pedindo que o ajudem. 
 — Que sapo comilão! Por que ele fingiu ter a boca pequena? 
 — Você gostou da história? Você já viu um sapo igual a esse? Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Para finalizar
Diga às crianças que o livro lido vai ficar disponível na sala para que elas possam 
ler em outros momentos. Se ficou combinado que a leitura dos outros livros será fei-
ta nos próximos dias, retome esse combinado. Crie um ritual de encerramento dos 
momentos de leitura. Você pode cantar uma música ou recitar um verso como: “Essa 
história entrou por uma porta e saiu pela outra. Quem quiser que conte outra!”. Você 
também pode reproduzir a capa do livro e entregar uma cópia para cada criança 
levar para casa ou pedir que façam um desenho como registro da atividade. Assim, 
eles podem conversar com a família sobre a história lida em sala.
O QUE FAZER DEPOIS
Se quiser estimular mais os pequenos a se expressar e decidir como resolver algumas 
questões, use a atividade de escolha para diferentes momentos(brincadeiras, receitas, 
materiais etc.). Quando possível, dê opções usando as sugestões das próprias crianças e 
medeie a discussão sobre como o grupo tomará uma decisão que agrade a todos. Além 
de escolher entre opções, essas rodas de decisão também podem ser usadas para reso-
luções de problemas. Por exemplo: como informar os responsáveis sobre uma atividade; 
como organizar o espaço de leitura; o que fazer com as produções das crianças. 
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 74EI_MT_CBP.indb 74 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
 ATIVIDADE 4 
DESCOBRINDO NOVOS 
PERSONAGENS
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO04, EI02EF03, EI02EF04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Faça a leitura do livro escolhido a fim de se familiarizar com a história. Fique atento 
à qualidade da narrativa e das ilustrações e à adequação à faixa etária das crianças. A 
presença de outro professor ou auxiliar poderá ajudar na divisão e na supervisão dos 
pequenos grupos. Ao realizar a atividade, é muito importante se atentar e respeitar às 
particularidades de cada um. 
 � Materiais
 F Um livro com um personagem que não 
existe na realidade (como um monstro, 
uma fada, uma bruxa ou um fantasma) 
e com boas descrições sobre ele; 
 F Um ou dois livros com personagens 
da cultura do Mato Grosso, seja do 
folclore ou que retratem a diversidade;
 F Livros de literatura infantil;
 F Tecidos;
 F Materiais diversos (como massinha, 
jogos de encaixe, folhas de papel A3 
e giz de cera)
 F Um caderno e uma caneta para regis-
trar a atividade;
 F Um tecido azul (pode ser um lençol) 
para finalizar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Eu prefiro ser a bruxa. Autor: Wanderson Lana (Tanta Tinta, 2021).
 � Espaços
Prepare um cantinho com uma cabana feita de tecidos onde você e as crianças pode-
rão se acomodar para a leitura da história. Se estiver em uma área externa, monte uma 
cabana de tecido à sombra. Crie então um lugar confortável para se sentar: almofadas, 
cadeiras ou colchonete. Em seguida, adicione livros, lanternas e outros objetos que pos-
sam contribuir para o ambiente de leitura. Prepare outros cantinhos com atividades que 
os pequenos poderão realizar com autonomia (como jogos de encaixe, massinha, livros 
para manuseio, material para desenho etc.).
75
Atividade: Descobrindo novos personagens
EI_MT_CBP.indb 75EI_MT_CBP.indb 75 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças demonstram interesse pela leitura? Como participam e que tipo de 
indicações ou comentários fazem sobre os personagens e as situações ocorridas?
2. Como imaginam e descrevem o personagem imaginário (imitam, detalham sua apa-
rência ou inventam características)? Quais informações novas criam sobre ele?
3. Como elas se expressam durante a atividade (por meio da imitação, expressão, apon-
tando, com gestos, palavras etc.)? Como se comunicam e interagem com o professor 
e com os colegas?
O QUE FAZER DURANTE
Recepcione as crianças com uma música que ambiente a atividade ou que sugira 
o início da leitura. Em seguida, explique que você vai dividir a turma em pequenos 
grupos. Diga que um grupo irá ouvir uma história enquanto o outro realiza atividades 
de livre escolha com o outro professor ou auxiliar; depois, os grupos trocarão de 
lugar. Apresente as atividades de livre escolha. Para fazer a divisão dos grupos 
de forma lúdica, peça às crianças que sugiram dois personagens de histórias e 
que os imitem. Explique que vocês terão dois grupos, um para cada personagem. 
Depois, use uma parlenda de sua escolha para determinar para qual grupo cada 
criança deve seguir. Faça um sorteio de quem vai com você para a cabana. Peça 
que cada grupo imite seu personagem e observe se alguma criança demonstra 
ansiedade para acompanhar os colegas.
Diga ao grupo reunido que vocês entrarão em um mundo de imaginação, onde tudo 
pode acontecer. Convide as crianças a entrar e a se sentar na cabana de tecidos 
que você preparou. Dê um tempo para que explorem o espaço e fique atento às 
impressões que podem ser expressas com movimentos, gestos, palavras etc. Al-
gumas crianças podem ter medo de entrar na cabana. Nesse caso, procure tran-
quilizá-las e mostrar como é ali dentro antes de entrarem. 
Apresente o personagem do livro que você vai ler. Diga que escolheu essa histó-
ria porque encontrou um personagem diferente. Mostre a imagem dele. Explore 
com as crianças o personagem e o fato de ele ser criado na imaginação de al-
guém. Incentive-as a imaginar como ele é, como vive e o que faz. Possibilite que 
as crianças criem e se expressem. Observe como as crianças se expressam, deixe 
que ampliem suas imitações ou façam gestos que não foram sugeridos por você. 
Valorize sua participação e suas ideias. Registre por escrito percepções, gestos, 
atitudes e falas das crianças. 
 — Vocês já viram uma fada dessas andando por aí? Elas existem na vida real?
 — O que será que elas fazem? Onde será que elas moram?
 — Vocês acham que elas são grandes?
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
1
2
3
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 76EI_MT_CBP.indb 76 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
Avise que vocês lerão a história para ver se todas as hipóteses que elaboraram so-
bre o personagem aparecem no livro. Leia e aponte para o título e para os nomes 
do autor, do ilustrador e da editora. Lembre-se de não fazer adequações no voca-
bulário ou na narrativa. As crianças podem participar durante a leitura com gestos 
e sons, respondendo por meio de expressões e atitudes. Elas podem chegar mais 
perto do livro para observar detalhes da ilustração, imitando ou questionando as 
ações do personagem. Possibilite que se expressem e valorize o que comunicam, 
mas volte à leitura rapidamente para não perder o ritmo e encadeamento da his-
tória. Anote em um caderno as ideias trazidas, faça uma breve acolhida e diga que 
vai deixar aquele assunto anotado para conversarem sobre ele depois. 
 — Será que essa fada é bem grande ou pequena? Ela tem asas? Será que joga 
pozinho mágico? Vamos ler para descobrir? Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Depois da leitura, retome as características do personagem com as crianças. Com-
pare as informações que apareceram na história com as hipóteses levantadas an-
tes da leitura. Faça perguntas e comentários que as ajudem a expressar algumas 
características do personagem de acordo com as informações lidas. Estimule-as a 
desenvolver a imaginação e elaborar ideias que não apareceram na história. Re-
gistre por escrito expressões, atitudes, gestos e falas usados para representar o 
personagem. Diga às crianças que o livro vai ficar disponível na sala para que elas 
possam lê-lo em outros momentos. Faça a troca dos grupos e repita a atividade. 
Para finalizar
Quando terminar a leitura com o segundo pequeno grupo, observe o interesse das 
crianças e possibilite que brinquem mais com as propostas de livre escolha e no 
mundo da imaginação. Elas podem folhear livros e brincar na cabana. Avise quan-
do faltarem cerca de dez minutos para acabar a atividade e depois quando falta-
rem somente cinco. Peça a elas que o ajudem a guardar os materiais. Sugira que 
façam isso imitando o personagem da história de diversas maneiras, em especial 
as sugeridas pelas próprias crianças.
O QUE FAZER DEPOIS
Leia para as crianças outras histórias com personagens imaginários e brinque de imitar, 
criar e identificar semelhanças e diferenças entre eles. Outra possibilidade é criar cenários 
de faz de conta, trazendo acessórios e materiais que contribuam para que as crianças 
brinquem com os personagens da história, conforme a seguir: 
Como sugestão, em um outro momento, você pode trazer a lenda do peixe Boto para 
contar para as crianças de forma a continuar a instigar o imaginário e as brincadeiras de 
imitação dos personagens.
 Após contar a lenda para as crianças, diga que utilizem a imaginaçãoe a criatividade 
para imitar o peixe Boto e os outros personagens. Utilize um tecido azul para ser a água. 
Algumas crianças podem levantar e abaixar o tecido imitando a maré do rio Guaporé. 
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Atividade: Descobrindo novos personagens
EI_MT_CBP.indb 77EI_MT_CBP.indb 77 16/10/2023 14:39:0616/10/2023 14:39:06
 ATIVIDADE 5 
LEVANDO LIVROS PARA CASA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO04, EI02EF06, EI02EF09
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Avise aos adultos responsáveis que as crianças levarão livros para casa para serem 
lidos com eles e combine a data em que devem ser devolvidos para a escola. Confeccione 
uma tabela usando os materiais que você separou. Na primeira coluna, escreva o nome 
de cada criança em uma linha. Ao lado do nome, deve haver uma foto dela. A segunda 
coluna deve ser maior do que a primeira e deve estar em branco, para que, durante a 
atividade, os pequenos registrem qual livro estão levando.
 � Materiais
 F Livros de literatura infantil (em uma 
quantidade maior que o número de 
crianças do grupo);
 F Cestos ou caixas para colocar os livros;
 F Lista impressa com nomes e fotos das 
crianças da turma; 
 F Sacolas etiquetadas com os nomes e 
as fotos dos pequenos (de tecido ou 
de plástico);
 F Folhas de registro para serem levadas 
com o livro (uma por criança);
 F Itens diversos para momentos de livre 
escolha ( jogos de montar, baú com 
acessórios, fantasias etc.);
 F Cartolinas e canetas hidrográficas 
para confecção de cartazes;
 F Um caderno e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestões de leitura
 • Eu prefiro ser a bruxa. Autor: Wanderson Lana (Tanta Tinta, 2021).
 • Eu preservo, eu cuido. Autora: Keila Antônia Barbosa Souza (Editora Educare).
 • Coisas da infância. Autor: Darley Chagas O. Santo.
 • Frederico, o sapo de vidro. Autora: Rosevania Venacio (Soul Editora, 2021).
 • Janela do tempo: homenagem ao passado. Autor: Valdon Varjão.
 • Histórias para contar na escola: em cada canto um conto. Autor: Danilo Carvalho Andrade.
 � Espaços
Em um canto da sala, disponibilize os livros de modo visível e acessível às crianças. Em 
outro canto, arrume o material que será usado para o preenchimento da tabela com os 
pequenos grupos. Em um terceiro canto, prepare os materiais que as crianças poderão 
utilizar no momento de livre escolha. Procure aproveitar o espaço da sala, de forma que 
a turma o explore com autonomia para escolher a atividade de sua preferência.
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 78EI_MT_CBP.indb 78 16/10/2023 14:39:0716/10/2023 14:39:07
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como a criança se expressa? Como é sua interação com os demais?
2. Como as crianças contam/recontam suas histórias? Lembram-se de algumas partes 
ou personagens? Que tipos de inferências fazem a partir das ilustrações?
3. Como a criança faz o registro no cartaz? Que estratégias ela usa ao assumir o 
papel de escritora? Segura a caneta e olha no livro para fazer seu registro?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se sentar em roda. Conte que vocês vão escolher um li-
vro para levar para casa e ler com os adultos. Incentive as crianças a imaginar como 
será esse momento e com quem elas lerão. Pergunte se elas leem livros em casa, 
quem costuma ler para elas etc. Conte sobre sua experiência como leitor, em que 
parte da casa você costuma ler e de que tipos de história e personagens você gosta.
Mostre às crianças as sacolinhas nas quais elas levarão o livro e a folha de registro 
para ser preenchida com os responsáveis. Esclareça que elas, com os adultos, po-
derão fazer um desenho, escrever ou colocar uma foto de como foi a leitura. Seja 
responsivo ao que elas comunicam de diferentes formas. 
 — Você quer levar o livro para casa? Que bom! Com quem você vai ler?
 — Isso mesmo, cada um vai levar o livro na sua própria sacolinha. Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
 • Algumas crianças podem se levantar para pegar a sacola com seu nome e foto 
para se ver ou mostrar sua foto para os colegas.
Possível ação 
das crianças
Diga que vocês precisam fazer alguns combinados e que vai anotá-los para que 
ninguém se esqueça deles. Anote as sugestões na cartolina. É importante combinar 
como será a devolução do livro, como deve ser o cuidado com ele e como será o 
momento da leitura em casa. Enuncie as palavras enquanto as escreve com letra 
de forma maiúscula e depois leia a frase, acompanhando-a com o dedo. 
 — O livro pode ficar em casa?
 — Tem que trazer para a escola?
 — O que podemos combinar sobre isso?
 — Vou escrever aqui na cartolina: “Trazer o livro de volta”. Ficou bom?
Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
Convide as crianças a manusear os livros e escolher um para levar para casa. Ob-
serve como elas interagem com as obras, umas com as outras e com você. Pos-
sibilite que as mostrem aos colegas, folheiem, conversem sobre as histórias e os 
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Atividade: Levando livros para casa 
EI_MT_CBP.indb 79EI_MT_CBP.indb 79 16/10/2023 14:39:0716/10/2023 14:39:07
personagens etc. Sugira a algumas crianças que, individualmente ou em peque-
nos grupos, contem uma parte do livro. Convide as que não pegaram nenhum livro 
para procurar um com você. 
 • As crianças poderão pegar ou trocar de livros várias vezes. 
 • Poderão, também, mostrar um livro para outra criança ou disputar outro. 
 • Poderão pedir ao professor que leia para elas ou contar uma história para 
elas mesmas, para outra criança ou para o professor.
Possíveis ações 
das crianças
Diga às crianças que você vai chamá-las, aos poucos, para anotar o livro que estão 
levando e que, enquanto isso, podem continuar manuseando as obras ou explo-
rar outras atividades. Observe as crianças que se manifestam para ir com você e 
reúna um pequeno grupo no espaço que você preparou para o preenchimento do 
cartaz com a tabela. Diga ao grupo que essa tabela serve para que todos saibam 
qual livro cada um da turma está levando. Peça a elas que encontrem seu próprio 
nome (com a foto) na lista, para que possam escrever o título do livro ao lado. Leia 
o título do livro, apontando para as palavras enquanto lê, e peça que façam o re-
gistro. Observe se a criança olha o livro para copiar e como segura a caneta. A 
ideia é que ela se aproxime do papel de escritor, perceba a função da escrita e se 
sinta capaz. Não a corrija, esteja disponível para ajudá-la e encorajá-la. 
 • As crianças poderão representar o título do livro de diferentes maneiras: com 
um risco, um desenho, algumas formas ou pintando o espaço. 
 • Algumas poderão querer ler o que escreveram ou pedir que você leia. 
 • Alguma criança pode não querer escrever e pedir que você escreva.
Possíveis ações 
das crianças
Para finalizar
Possibilite que as crianças brinquem com as atividades de livre escolha e intera-
ja com elas. Avise quando faltarem dez minutos para acabar a atividade e depois 
quando faltarem cinco minutos. Convide-as para guardar os livros e os outros ma-
teriais. Depois de tudo guardado, reúna-as e mostre como ficou a tabela. 
O QUE FAZER DEPOIS
Faça um projeto de biblioteca circulante, no qual as crianças devem levar um livro 
para ler em casa com determinada frequência. Você pode também organizar um espaço 
e um momento para que os responsáveis escolham o próximo livro a ser lido. Quando 
elas trouxerem o livro de volta, explore como foi a leitura em casa, com quem leram, onde 
estavam e o que contava a história. Convide-as a mostrar o registro que fizeram.
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Conjunto: Leitura de histórias
EI_MT_CBP.indb 80EI_MT_CBP.indb 80 16/10/2023 14:39:0716/10/2023 14:39:07
CONJUNTO 5
MOMENTOS DE LIVRE ESCOLHA
Nos momentos de livre escolha, os conflitos tendem a ocorrer com mais fre-
quência, pois, diferentemente das atividades dirigidas (nas quais, em geral, 
todos estão desenvolvendo a mesma proposta, cada um com seu material), as 
crianças devem negociar a divisão de brinquedos e materiais.Cabe ao professor mediar os conflitos e aproveitar as situações para conver-
sar sobre os problemas que surgirem, ajudando os pequenos na conquista de 
aprendizagens progressivas sobre estar com outros, respeitar, dividir e se ade-
quar a regras básicas de convívio social. 
As atividades deste conjunto possibilitam explorações que devem se repetir 
em outros momentos do ano; logo, podem se tornar atividades recorrentes de 
acordo com o planejamento do professor.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e 
o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO02 Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades 
e desafios.
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se 
compreender.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02EO07 Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e 
brincadeiras.
EI02EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências por meio da linguagem oral e 
escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI02EF08 Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros 
textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
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AP
EI_MT_CBP.indb 81EI_MT_CBP.indb 81 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 ATIVIDADE 1 
ESCOLHENDO BRINCADEIRAS 
 Tempo sugerido: 1 hora e 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO02, EI02EO06, EI02ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a proposta, é importante que as crianças estejam habituadas com combina-
dos e com momentos de livre escolha na rotina escolar. Se os combinados ainda não tiverem 
sido criados, é um bom momento para isso. Deixe-os expostos em um cartaz na sala. Brincar 
é uma das atividades prioritárias das crianças, sendo indissociável de seu desenvolvimento. 
É por meio do brincar que a criança imita, representa e incorpora valores, hábitos culturais 
e sentimentos, vivenciados em situações cotidianas, e ainda realiza a conquista progressiva 
da convivência social. A atividade pode ainda ser dividida em duas etapas, com auxílio de 
outro professor ou do professor auxiliar. 
 � Materiais 
 F Uma cartolina;
 F Uma caneta hidrográfica;
 F Materiais de desenho, como papel sulfite e gizes de cera;
 F Livros de literatura infantil;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade;
 • Para o cenário do ônibus: 
 F Itens para confeccionar o volante e as rodas (como papelão, tinta e cartolina);
 F Cadeiras da sala para representar os assentos do ônibus;
 F Outros objetos, a depender dos costumes locais, como dinheiro de brinquedo ou 
cartão magnético para pagar a passagem, cordas penduradas para se segurar 
quando o ônibus andar etc.;
 F Fita adesiva ou barbante.
 • Para o cenário da casinha:
 F Vassouras pequenas;
 F Mesas adequadas à altura das crianças;
 F Toalhas de mesa;
 F Eletrodomésticos de brinquedo;
 F Guardanapos;
 F Toalhas;
 F Panelas e talheres de brinquedo.
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Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 82EI_MT_CBP.indb 82 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 � Espaços
Realize a atividade na sala. Devem ser montados pelo menos dois espaços com brin-
cadeiras distintas de faz de conta para que as crianças possam escolher onde querem 
brincar. Sugestão de cenários: o do ônibus e o da casinha. Organize o espaço buscando 
atender aos detalhes e às nuances da cultura local. 
Para o cenário do ônibus, organize as cadeiras em duas fileiras, destacando um assento 
para o motorista, com um volante em cima da cadeira, e outro para o cobrador, se for o caso, 
com algum objeto que identifique essa função. Cole as rodas nas cadeiras com fita adesiva ou 
amarre-as usando barbante. Para a casinha, organize os espaços de modo que representem 
os cômodos. Organize um cantinho com materiais para desenho e livros de literatura infantil.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Durante a brincadeira, como as crianças demonstram confiança em sua capacidade 
de enfrentar dificuldades e desafios?
2. Como interagem com o espaço e os demais durante as brincadeiras?
3. Como demonstram compreender as regras básicas de convívio social durante o faz 
de conta?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo e apresente os espaços da sala. Informe que, antes de inicia-
rem as brincadeiras, farão uma roda de combinados sobre compartilhar espaços, 
brinquedos e brincadeiras, de modo que possam compreender as regras básicas 
de convívio social em suas interações. 
Faça combinados para a brincadeira. Se necessário, registre as ideias em um car-
taz. Incentive as crianças a discutir quais regras devem existir para uma boa con-
vivência nas atividades. 
Após os combinados, convide todo o grupo a escolher onde querem brincar, orientan-
do as crianças a se dirigir até o espaço. Possibilite que elas se aproximem livremen-
te do ambiente que mais chamar a atenção delas. Realize intervenções de modo a 
ajudá-las em suas explorações a partir de seus interesses, desejos e necessidades. 
Brinque com elas, compartilhando do imaginário criado. Tente trazer as vivências 
das brincadeiras para a realidade de cada uma; pergunte se costumam andar de 
ônibus ou micro-ônibus, se fazem isso para chegar até a escola etc. Amplie ainda as 
possibilidades expressivas do próprio movimento corporal das crianças, utilizando 
gestos diversos e ritmo corporal.
 — Todos aqui usam o ônibus para vir à escola?
 — Por quais lugares vocês passam até chegar aqui?
 — O ônibus quebrou! E agora, como podemos fazer para consertá-lo? 
 — Quem entende de motor? Será que há algum mecânico nesta cidade?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
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Atividade: Escolhendo brincadeiras 
EI_MT_CBP.indb 83EI_MT_CBP.indb 83 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 • As crianças poderão sugerir os papéis de cada um na brincadeira, dar ideias de 
como organizar os materiais de cada cantinho e elaborar as próprias regras.
Possível ação 
das crianças
Durante a vivência, observe como as crianças brincam: os agrupamentos, o que 
as interessa nos cenários, suas falas diante das propostas, como e por que os ob-
jetivos propostos para a atividade cumprem suas funções. Faça anotações para 
que possa retomar essas documentações para avaliar o desenvolvimento social 
das crianças. 
Atente-se às possíveis disputas por brinquedos, espaços e atenção. Diante de uma 
disputa, faça a mediação de forma calma e acolhedora, conversando com as crian-
ças envolvidas e analisando a situação. Relembre-as sobre os combinados elabo-
rados antes das brincadeiras para tentar solucionar os problemas e, se necessário, 
crie novos combinados com elas. 
Durante o faz de conta, busque garantir situações de convivência entre as crianças 
e entre elas e você, seja em pequenos grupos, seja com todo o grupo. 
 — Quando desci do ônibus, estava uma chuva danada, você pode secar o meu 
cabelo, por favor?
 — Preciso almoçar para pegar o ônibus e ir para o trabalho, pode preparar uma 
comida para mim, por favor?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Avise que deverão guardar os brinquedos e materiais do faz de conta para organi-
zar a sala para a próxima atividade. Pergunte sobre o interesse em manter um dos 
cenários montados na sala; após a decisão do grupo, informe que eles têm mais 
alguns minutos de brincadeira.Ao final do tempo, convide todo o grupo a guardar 
os brinquedos e organizar a sala. 
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a brincadeira com cenários diferentes, com o propósito de continuar atendendo 
aos interesses e às necessidades que a turma demonstra em suas brincadeiras livres. 
Proponha brincadeiras em um consultório médico, na padaria, no supermercado ou no 
salão de beleza, trazendo objetos que representem ações de quem trabalha e frequenta 
esses locais.
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Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 84EI_MT_CBP.indb 84 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 ATIVIDADE 2 
LIVRE ESCOLHA E CONSTRUÇÃO 
 Tempo sugerido: entre 40 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET05, EI02EO03, EI02EO06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Providencie os materiais e brinquedos que serão usados. Para realizar a atividade, é im-
portante que as crianças já tenham tido vivências com os materiais de largo alcance. O de-
senvolvimento das atividades com esse tipo de material pode ampliar as experiências das 
crianças com esses objetos, além de possibilitar ricos momentos de imaginação e explorações.
 � Materiais
 F Materiais de largo alcance, como: 
 F Blocos de madeira de diversos tamanhos e formas;
 F Jogos de construção e peças de encaixe;
 F Tampinhas e garrafas PET de diferentes tamanhos; 
 F Carretéis grandes de linhas de costura;
 F Rolos de papel higiênico;
 F Bolas de isopor ou plástico de diferentes tamanhos;
 F Caixas de diferentes tamanhos;
 F Potes de plástico (como os de requeijão e os de margarina);
 F Caixas bem higienizadas de suco e de leite de diversos tamanhos e formas;
 F Barbantes;
 F Cordas;
 F Tecidos.
 F Caixas ou cestos para colocar os materiais de largo alcance;
 F Fita adesiva;
 F Materiais de desenho, como folhas de papel branco e gizes de cera;
 F Uma cartolina;
 F Uma caneta hidrográfica;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
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Atividade: Livre escolha e construção 
EI_MT_CBP.indb 85EI_MT_CBP.indb 85 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 � Espaços
Na sala, organize todos os materiais de largo alcance em cantos diferentes de acor-
do com suas características. Por exemplo: em um ou dois cantos, organize objetos que 
possibilitem que as crianças os empilhem; em outro canto, coloque objetos que podem 
servir para a confecção de algum brinquedo (como um trem, uma boneca ou um carrinho). 
A forma como os itens estarão organizados enriquece as brincadeiras e as investigações. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Durante a escolha de materiais e nos momentos de construção, quais estratégias as 
crianças usam para compartilhar os objetos e os espaços umas com as outras?
2. De que maneira demonstram identificar as diferentes características dos objetos?
3. Elas compreendem os combinados durante as brincadeiras de livre escolha?
4. De que forma expressam suas vivências e relatam sua experiência ao explorar novos 
brinquedos?
5. As crianças criam sons com os materiais e os objetos disponíveis? Que preferências 
demonstram nesse momento?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo e diga que irão iniciar brincadeiras com objetos com os quais 
já brincaram antes. Converse sobre o desejo de construção delas e diga quais 
itens serão utilizados, garantindo o espaço de expressão a todas. Caso necessá-
rio, faça alguns combinados sobre compartilhar espaços, brinquedos e materiais, 
como na atividade Escolhendo brincadeiras, deste conjunto. 
Disponibilize as caixas com os materiais de largo alcance às crianças. Convide-as 
a se dividir para explorá-los da forma como preferirem, mas cuide para que não se 
aglomerem ao redor de uma única caixa. Possibilite que as crianças realizem as 
explorações e observe suas ações. Por já terem explorado esses materiais antes, 
sugira que agora façam alguma construção. 
 • As crianças poderão construir torres com caixas, pontes com blocos de madeira, 
castelos de potinhos etc.
Possível ação 
das crianças
Depois de algum tempo, convide as crianças para dar uma volta pela sala para 
visualizar e identificar os materiais de largo alcance com os quais não brincaram 
ainda. Proponha observações desafiadoras que as incentivem a pensar sobre o que 
podem fazer com os materiais. Ajude as crianças a partir de seus interesses, crité-
rios de construção, desejos e necessidades. Instigue a reflexão sobre o que estão 
fazendo e o que planejaram fazer, de modo a ampliar e aprofundar suas investi-
gações, descobertas e seus planejamentos. Trabalhe com aquilo que as crianças 
já conhecem e apoie-as no que elas podem vir a conhecer. 
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Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 86EI_MT_CBP.indb 86 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 — Acho que conheço este material aqui de algum lugar, mas não consigo me 
lembrar… Vocês podem me ajudar?
 — O que será que podemos construir com estes tubos?
 — Vejo que você não está conseguindo colar esse material, será que não seria 
melhor amarrar? Você sabe dar um nó?
 — Que tal recriamos a nossa cidade?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Observe como as crianças brincam individualmente ou em pequenos grupos, que 
materiais as interessam e por quê. Perceba quais são suas falas e como desenvol-
vem os objetivos de aprendizagem propostos para a atividade. Documente a vivên-
cia para descrever o desenvolvimento social dos pequenos.
Fique atento a possíveis disputas. Diante de conflitos, ouça as crianças envolvidas 
e analise a situação. Durante as brincadeiras, elas usarão os diversos materiais 
de acordo com suas necessidades e seus interesses. Respeite a sua forma de ex-
ploração e de aprendizado sobre as relações de tamanho, peso, cor e forma. Atue 
como coparticipante, proporcionando momentos de desafios e autonomia, sempre 
de modo equilibrado. 
 — Será que essa sua construção poderia ter uma asa? 
 — Você quer tentar colocar mais alguma parte nela? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Atente-se ao tempo de construção e manutenção de interesses na atividade pro-
posta. Pergunte para as que estiverem cansadas ou que já tenham finalizado as 
construções se desejam descansar ou realizar desenhos livres com papel e giz de 
cera enquanto aguardam o próximo momento da rotina.
Para finalizar
Convide as crianças a fazer uma exposição das construções. Disponibilize um local na 
sala, orientando-as sobre onde devem colocar suas produções. Passados os minutos 
finais, convide todo o grupo a participar da organização. Cante uma canção regional 
que marque com o grupo os momentos de arrumação.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a proposta usando outros materiais de largo alcance que possibilitem a inves-
tigação das crianças acerca de suas diferentes características (como tamanho, peso, cor 
e forma). Utilize também outras formas para apresentar às crianças as diferentes possi-
bilidades para escuta, brincadeira e produção de sons, como utilizando objetos e água, 
batucando em brinquedos, potes, panelas e outros utensílios de cozinha. 
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Atividade: Livre escolha e construção 
EI_MT_CBP.indb 87EI_MT_CBP.indb 87 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 ATIVIDADE 3 
LIVRE ESCOLHA NO PARQUE 
 Tempo sugerido: entre 40 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET05, EI02EO04, EI02EO06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é importante que as crianças estejam habituadas a combi-
nados e a momentos de livre escolha com materiais de largo alcance na rotina escolar. 
Brincar é uma das atividades prioritárias das crianças e é indissociável do desenvolvimen-
to delas, pois é por meio do brincar que elas imitam, representam, incorporam valores, 
hábitos culturais e sentimentos e realizam, ainda, a conquista progressiva da convivência 
social. Assim, possibilite um tempo de livre escolha no parque como forma de promover o 
desenvolvimento dos pequenos. No caminho até o parque, perceba se há elementos na-
turais (como pedras, folhagens,sementes e gravetos) para coleta, pois parte da atividade 
requer o uso desses materiais. Durante o percurso, todo o grupo pode seguir lado a lado, 
livremente. Você também pode pedir que as crianças se organizem em pequenos grupos, 
conforme a necessidade de configuração que possibilite o trânsito seguro dos pequenos.
Planeje-se para que a roda de conversa e o reconhecimento dos materiais aconteçam 
sem prejuízo desse tempo. 
 � Materiais
 F Materiais de largo alcance, que podem ser encontrados pela escola ou com a ajuda 
dos adultos responsáveis, como:
 F Caixas de diferentes tamanhos; 
 F Tubos de PVC (grossos e finos); 
 F Caixotes de feira de plástico ou de madeira;
 F Embalagens de produtos de limpeza (bem higienizadas);
 F Carretéis e cones de linhas;
 F Tecidos e lonas;
 F Elementos da natureza (gravetos, folhas, pedras, galhos, vasos de plantas e de 
flores etc.) de diferentes tamanhos, espessuras e pesos; 
 F Potes de isopor e de plástico;
 F Outros materiais de largo alcance explorados na atividade Livre escolha e construção, 
deste conjunto.
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
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Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 88EI_MT_CBP.indb 88 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 � Espaços
A atividade pode ser realizada no parque ou na área externa. Organize todos os mate-
riais de largo alcance em diferentes cantos e atente-se à forma como estarão organizados, 
pois isso pode enriquecer a maneira como as brincadeiras e as investigações acontecerão. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais estratégias as crianças usam na comunicação com os colegas e com o profes-
sor? Buscam compreendê-los e se fazer compreender?
2. Elas escolhem os materiais de acordo com determinados atributos (cor, forma, tama-
nho etc.)? Como elas reconhecem essas características?
3. Como as crianças demonstram compreender as regras básicas de convívio social 
durante as brincadeiras de livre escolha no parque? Como a organização e o uso dos 
materiais ajudam os pequenos em sua comunicação e no convívio social?
4. De que forma as crianças se deslocam pelo espaço e percebem os sons do ambiente? 
5. As crianças experimentam reproduzir os sons que ouvem? Que tipo de som lhes causa 
maior prazer e qual lhes desagrada?
6. Como manifestam suas descobertas e as compartilham com os colegas e o professor?
O QUE FAZER DURANTE
Conte a todo o grupo que explorarão novos materiais para realizar novas brinca-
deiras. Assim que chegarem ao parque ou à área externa, proponha uma roda de 
conversa para que possam dizer do que gostam de brincar. Garanta espaço de ex-
pressão para todos, atentando a falas e gestos diversos.
Proponha a pequenos grupos que caminhem e reconheçam espaços, materiais e 
brinquedos dispostos no parque. Fique atento às formas de interação e aos diá-
logos que as crianças constroem entre si. Depois, retorne à roda e incentive que 
contem sobre o que pensaram.
Converse com elas sobre suas preferências. Ajude-as na comunicação com os co-
legas e com você para que todas conheçam as ideias e propostas umas das outras. 
Faça os combinados sobre compartilhar espaços, brinquedos e materiais. Oriente 
o grupo a respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras, 
estimulando a autonomia, a capacidade de escolha e o desenvolvimento de estra-
tégias de uso e divisão dos materiais entre as crianças. 
 — Crianças, o amigo de vocês está falando agora, vamos escutar a ideia que ele 
teve para as nossas brincadeiras? 
 — Conte para nós como você pensou em usar esse material. Você precisará de 
ajuda?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Garanta que todo o grupo escolha livremente os materiais com os quais deseja criar 
novas formas de explorar e brincar. Fique atento a possíveis disputas por brinquedos, 
espaços e atenção. Diante de uma disputa, acolha os envolvidos de forma calma e 
analise a situação, buscando conhecer o motivo do conflito.
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Atividade: Livre escolha no parque 
EI_MT_CBP.indb 89EI_MT_CBP.indb 89 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
No intuito de tornar o momento de livre brincar com os materiais de largo alcance 
o mais lúdico, divertido e afetuoso possível, brinque junto às crianças. Apoie-as no 
que necessitarem. Observe-as e, se possível, faça registros por meio de fotos. Fique 
atento a todas as formas de comunicação dos pequenos com os colegas. Busque 
ajudar as crianças em sua comunicação sem interrompê-las, possibilitando que elas 
completem seus raciocínios e falas. Repita o que a criança disse de maneira cla-
ra e organizada, assim ela vai organizando sua própria comunicação aos poucos. 
 — Olha o que achei aqui perto do escorregador, será que se eu colocar esse 
material para escorregar ele desce? 
 — Você disse que queria brincar de casinha aqui no parque, o que será que 
podemos usar como panelas para fazer comidinhas? 
 — Você falou que gostaria de fazer uma pista de corrida para os carros. Como 
podemos fazer isso?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Durante as brincadeiras, incentive as crianças a respeitar regras básicas de conví-
vio social e os combinados estabelecidos. Observe como utilizam os materiais de 
largo alcance (seja em pequenos grupos, seja individualmente). Perceba quais brin-
cadeiras e ideias surgem, se buscam classificar os materiais e como fazem isso, se 
percebem atributos como cor, forma, tamanho, peso etc. Observe quais materiais 
de largo alcance geram mais ou menos interesse nas crianças e por quê. 
Convide as crianças que já terminaram de explorar o parque e os materiais para pas-
sear pelo espaço observando de que maneira os amigos usam os materiais de largo 
alcance. Elas também podem ajudar a avisar as demais crianças que as brincadeiras 
estão quase terminando.
Para finalizar
Informe todo o grupo que o momento do parque está terminando e que terão de 
guardar tudo que utilizaram e organizar o espaço. Informe as crianças qual será a 
próxima atividade da rotina. Passados os minutos finais, incentive-as a realizar a 
arrumação. Cante uma canção regional que marque esses momentos com o grupo.
O QUE FAZER DEPOIS
Você pode repetir a atividade propondo novas variações. Por exemplo: convidar uma 
turma de crianças de outra faixa etária, de modo a ampliar as possibilidades de constru-
ção e as formas de brincar do grupo. Verifique a possibilidade junto à gestão da escola 
de deixar os materiais de largo alcance organizados em caixas ou cantinhos no parque, 
de modo que possam ser utilizados mais vezes pelas crianças do grupo e pelas demais 
turmas da escola.
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Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 90EI_MT_CBP.indb 90 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 ATIVIDADE 4 
GRANDE ATELIÊ DE ARTES
 Tempo sugerido: entre 40 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO07, EI02EO06, EI02ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é importante que as crianças estejam familiarizadas com as 
regras de convivência em diferentes espaços e em momentos de livre escolha. Se possível, 
peça ajuda de outro professor ou do professor auxiliar. Adapte os materiais sugeridos de 
acordo com a disponibilidade da escola.
 � Materiais 
 F Imagens de expressões artísticas locais, 
como pinturas, esculturas, estátuas e 
desenhos;
 F Brinquedos diversos (como bonecas, 
bonecos, carrinhos, peças de encaixe e 
brinquedos de pelúcia e de borracha);
 F Mesas e cadeiras; 
 F Para o ateliê de artes, providencie 
materiais que possibilitem diferentes 
explorações artísticas, como:
 F Diferentes tipos de papel, como 
papel-cartão, cartolina, folhas de 
papel sulfite (A3 ou A4) e papel 
pardo;
 F Caixas de papelão grandes;
 F Tecidos (TNT, de algodão, toalhas 
etc.);
 F Rolos de papel higiênico;
 F Telas para pintura;
 F Tinta guache de cores variadas; 
 F Pincéis de diferentes espessuras e 
formatos;
 F Esponjas cortadas em formatos 
divertidos;F Giz de cera;
 F Lápis de cor; 
 F Carvão;
 F Canetas hidrográficas; 
 F Massinha de modelar e argila.
 F Um celular ou uma câmera fotográ-
fica, um caderno e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
Realize a atividade em uma área externa da escola, como o pátio. Fixe pedaços grandes 
de papel pardo na parede e no chão. Prepare diferentes espaços no ateliê de artes: um 
com materiais para pintura; outro com massinha e argila; outro com materiais para dese-
nho etc. Organize os itens de modo que os pequenos possam escolher e experimentar 
de forma livre. Prepare um mural e algumas mesas na sala ou no corredor para que os 
trabalhos possam ser expostos posteriormente (na parede ou na mesa).
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Atividade: Grande ateliê de artes
EI_MT_CBP.indb 91EI_MT_CBP.indb 91 16/10/2023 14:39:0816/10/2023 14:39:08
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Durante as pinturas livres e as explorações artísticas, surgem conflitos entre as 
crianças? De que forma elas buscam resolvê-los?
2. Elas classificam os materiais utilizados com atributos (cor, forma, tamanho etc.)? Como?
3. Como demonstram compreender as regras básicas de convívio social? 
4. Como a organização e o uso dos materiais as ajudam em sua comunicação e no 
convívio social?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para uma roda de conversa sobre artes, discutindo escul-
turas, estátuas, pinturas, materiais etc. Procure trazer imagens de artistas locais 
ou artistas importantes do estado de Mato Grosso. Em seguida, proponha que as 
crianças se organizem em duplas ou em pequenos grupos para que possam fa-
zer uma caminhada de reconhecimento do ateliê de artes. Observe o que chama 
a atenção delas e se algumas ideias já surgem. Depois, peça que todo o grupo 
retorne à roda. Apresente as imagens dizendo que a arte é uma forma de expres-
são humana e que, por meio dela, podemos manifestar nossos sentimentos para 
outras pessoas. Pergunte às crianças que tipo de produção artística gostariam de 
realizar e possibilite que todas respondam. 
 — Que tal recriarmos tudo aquilo que nós vimos no passeio ao parque? Lembram 
do ônibus? Vamos desenhar e colorir nosso trajeto até a escola!
 — Uau! Nós vimos muitos materiais nessa caminhada, não é? 
 — Alguém tem ideia do que dá para fazer com todas aquelas tintas? 
 — Conta para a gente como você pensou em usar esse material. 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Convide todo o grupo a colocar em prática suas ideias de expressões artísticas. 
Durante as livres escolhas do brincar artístico, zele pelo espaço do brincar, garan-
tindo o tempo, os materiais e a privacidade, ajudando-as a solucionar conflitos nas 
interações e brincadeiras. Garanta momentos de enriquecimento do cuidado das 
crianças com si mesmas, com os colegas e com o espaço de convivência. Caso al-
guma delas não demonstre interesse pelo ateliê, convide-a para brincar e explorar 
os outros brinquedos e objetos. Entretanto, procure conhecer os motivos da falta 
de interesse para replanejar a atividade, de modo que ela tenha a oportunidade 
de participar também. 
 • As crianças poderão criar maneiras de fazer arte, por exemplo, misturando 
alguns materiais. 
 • Outras poderão convidar um amigo para criar, brincar e pintar com elas ou 
imitar a forma de pintar do amigo.
Possíveis ações 
das crianças
1
2
92
Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 92EI_MT_CBP.indb 92 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
 — O que você fez? Muito legal! 
 — Estou vendo aqui que você usou muitos materiais. Quais você usou? 
 — Você gostou de fazer essa arte? Por quê? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Convide as crianças que já tenham terminado de brincar a lhe ajudar a avisar aos 
demais que o tempo da atividade está acabando. Após dez minutos, diga que o 
momento de produção terminou e que todos poderão apreciar as artes feitas. Con-
vide todo o grupo a fazer uma exposição. Disponibilize um local para acomodar os 
trabalhos e ajude as crianças nessa organização. Convide-as a apresentar sua arte 
para você e para os demais colegas. Ajude-as perguntando e verbalizando aquilo 
que desejam expressar. Pode ser que algumas obras produzidas com tinta precisem 
secar; nesse caso, comece por organizar a exposição com as obras que já estejam 
prontas e explique que as demais poderão ser expostas assim que estiverem secas. 
Diga que chegou a hora de guardar os materiais e organizar o pátio, incentivando 
todas as crianças a ajudar na arrumação. Se alguma criança não estiver ajudan-
do, entregue a ela um material e peça ajuda para guardá-lo, indicando onde pode 
fazer isso. Cante uma canção regional que marque o momento com o grupo.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade usando novas propostas de expressões artísticas. Você pode sele-
cioná-las de acordo com a cultura local da sua região e, ainda, convidar um artista local 
para realizar uma oficina na escola sobre uma dessas manifestações artísticas. Estimule 
as crianças a representar, em suas artes, figuras emblemáticas, animais, pessoas, lugares 
etc. significativos para o estado de Mato Grosso ou de sua cidade.
93
Atividade: Grande ateliê de artes
EI_MT_CBP.indb 93EI_MT_CBP.indb 93 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
 ATIVIDADE 5 
ESCOLHENDO LIVROS 
E HISTÓRIAS
 Tempo sugerido: entre 40 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO06, EI02EF08, EI02CG01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a proposta, é importante que as crianças estejam habituadas a combinados 
para o uso dos espaços coletivos e a momentos de livre escolha, como desenvolvido nas 
atividades Livre escolha e construção e Livre escolha no parque, deste conjunto. Além disso, 
é importante que boa parte dos livros da atividade já tenha sido lida e que seu manuseio 
não seja uma novidade. Isso terá sido garantido na execução das atividades do conjunto 
Leitura de histórias. Atente-se à qualidade das narrativas, das ilustrações e à adequação 
dos livros à faixa etária do grupo. 
 � Materiais
 F Tecidos grandes (lençol, TNT, colcha etc.) para montar uma cabana; 
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Almofadas;
 F Livros de literatura infantil de diferentes gêneros, como contos contemporâneos, 
clássicos, poemas, parlendas, trava-línguas, canções, histórias em quadrinhos (se a 
escola possuir acervo de obras literárias regionais, separe alguns títulos também);
 F Materiais para a criação de estações de leitura, contação de histórias e interação 
com livros, histórias e personagens, como: objetos relacionados ao enredo dos 
livros, fantoches, retalhos de tecido, ilustrações, objetos cênicos; 
 F Lanternas;
 F Materiais para desenho, como folhas de papel branco e gizes de cera;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços 
A atividade pode ser realizada na sala de leitura ou na sala. Organize estações para que 
as crianças possam transitar, escolher e explorar livros, contações e leituras de histórias, ma-
teriais e acessórios. Sugerimos a seguinte organização:
94
Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 94EI_MT_CBP.indb 94 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
 • Estação 1 (cabana de leitura): com livros de contos contemporâneos e objetos 
relacionados ao enredo das histórias; obras de literatura regional.
 • Estação 2 (canto dos fantoches): com contos clássicos, como “Chapeuzinho Vermelho” 
e “Os Três Porquinhos”, e fantoches para interação.
 • Estação 3 (canto da encenação): com outros contos clássicos e outros acessórios 
relacionados às histórias (como tecidos, espadas de jornal, coroas, varinhas de 
condão, capas e sapatinhos de cristal).
 • Estação 4 (cabana da diversidade): com livros de diferentes gêneros e lanternas.
Sugestões de leitura
 • Como escolher boa literatura para crianças? Revista Emília. Disponível em: https://emilia.org.br/
como-escolher-boa-literatura-para-criancas/. Acesso em: 23 jun. 2023.
 • O caso do bolinho.Autora: Tatiana Belinky (Moderna, 2005).
 • A casa sonolenta. Autora: Audrey Wood (Ática, 2009).
 • O gato xadrez. Autora: Isa Mara Lando (Brinque Book, 2012).
 • Branca de Neve e as sete capivarinhas. Autor: Denis Moraes (Soul, 2021).
 • Joãozinho que virou estrela. Autora: Maria das Graças Campos (Defanti, 2017).
 • A chalana de Nhô É. Autora: Sueli Batista.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças interagem com as estações literárias e entre si? Surgem conflitos? 
Quais?
2. Como elas interagem com os livros e textos das estações? De que forma demonstram 
curiosidade e interesse por eles e pelas leituras realizadas pelo professor?
3. De que maneira as crianças se apropriam de gestos e movimentos de sua cultura no 
cuidado de si nas brincadeiras e interações com as estações literárias?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para dar uma volta de reconhecimento pelas estações, mos-
trando o que de atrativo há em cada uma delas. Enquanto as crianças caminham 
e observam o ambiente, fale sobre as estações, as propostas de interações e as 
obras presentes em cada uma. Ajude-as lendo alguns títulos e textos e questionan-
do sobre outros, de modo a entusiasmá-las. Faça uma roda de conversa e diga que 
deseja saber quais livros ou histórias cada uma quer explorar. Garanta espaço de 
fala para todas e atente-se às diferentes formas de comunicação. Faça combina-
dos sobre o compartilhamento de espaços, livros, brinquedos e materiais, sempre 
na perspectiva de orientar o grupo a respeitar as regras básicas de convívio social. 
 — Nossa, quantas histórias legais! Vejam esta, nós adoramos ouvi-la em nossa 
sala, lembram? 
 — Olhem só, tem aquela história na qual todo mundo da casa dorme! Qual é 
mesmo o nome dela? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
1
95
Atividade: Escolhendo livros e histórias
EI_MT_CBP.indb 95EI_MT_CBP.indb 95 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
Diga que as estações têm diversas histórias conhecidas por elas e incentive-as a 
explorá-las da maneira como preferirem. Possibilite que as crianças se apropriem 
das estações. Observe como interagem com os livros e os materiais, relacionan-
do-os às histórias, como se apropriam de gestos e movimentos de sua cultura no 
cuidado de si, do outro e dos livros. Se possível, faça registros com fotos. 
 • As crianças poderão pedir ao professor que leia as histórias ou convidar um 
amigo para explorar um livro junto a elas.
 • Outras poderão mostrar euforia diante de algum livro em especial ou, ainda, 
disputar por algum livro ou adereço com o amigo.
Possíveis ações 
das crianças
Zele pelo espaço do brincar, garantindo o tempo, os materiais e a privacidade das 
crian ças. Ajude-as a solucionar os conflitos, auxiliando-as na divisão dos brinque-
dos e dos espaços no convívio social. Fique atento a todas as formas de comu-
nicação. Observe se notam características, diferenças, semelhanças e demais 
propriedades entre eles. Durante as leituras com as crianças, elogie as descober-
tas delas quanto aos detalhes das histórias e as possíveis associações dos enredos 
com o cotidiano. Proponha desafios, jogos e brincadeiras. 
 — Vocês perceberam que este livro não tem nenhum desenho? O autor deixou 
que cada um de nós criássemos um desenho dessa história na cabeça. 
 — Como vocês acham que essa casa é? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Transite pelas estações interagindo e brincando com as crianças. Sempre que ini-
ciar a contação ou a leitura de uma história, aponte o título, os autores e ilustrado-
res. Caso note que alguma criança não demonstra interesse pelos materiais, pegue 
um brinquedo e brinque perto dela. Caso a maioria queira ficar em uma mesma 
estação, busque propor rodízios de pequenos grupos. 
Para finalizar
Avise todo o grupo que as aventuras no mundo dos livros terminarão. Lembre-as de 
que todas precisam ajudar na organização do espaço. Informe-as sobre a próxima 
atividade da rotina. Então, incentive-as a arrumar o espaço. Cante uma canção 
regional que marque esse momento com o grupo.
O QUE FAZER DEPOIS
Prepare um grande momento de faz de conta, possibilitando que as crianças escolham 
os adereços, os acessórios e as fantasias que desejam usar que representam os contos 
clássicos, em um ambiente preparado com música, espelho, painéis etc.
2
3
4
96
Conjunto: Momentos de livre escolha
EI_MT_CBP.indb 96EI_MT_CBP.indb 96 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
CONJUNTO 6
PINTURAS – TINTAS 
E SUPORTES
Pintar e utilizar objetos e o corpo para pintura, como pincéis, rolos, 
palitos, mãos e dedos, são ações que, além de prazerosas, ofere-
cem às crianças uma ampla gama de experiências de exploração 
com cunho estético. Cabe à escola planejar e manter em sua rotina 
momentos permanentes de produção, que podem incluir desde 
a pintura até a preparação de materiais para sua realização. São 
sempre bem-vindas conversas e apreciações sobre como chega-
ram ao resultado, como podem alcançar o que desejam e sobre 
como artistas conseguiram realizar suas obras. 
As atividades deste conjunto possibilitam explorações que devem 
se repetir em outros momentos; logo, podem se tornar atividades 
recorrentes ao longo do ano letivo de acordo com o planejamento 
do professor.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores 
 e formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
EI02CG05 Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, 
pintar, rasgar, folhear, entre outros.
EI02TS02
Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), 
explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos 
tridimensionais.
EI02ET01 Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos 
objetos (textura, massa, tamanho).
EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
AP
97
EI_MT_CBP.indb 97EI_MT_CBP.indb 97 16/10/2023 14:39:0916/10/2023 14:39:09
 ATIVIDADE 1 
PINTURA COM MATERIAIS 
DA NATUREZA 
 Tempo sugerido: entre 60 e 75 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET05, EI02TS02, EI02ET01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a atividade, é importante que as crianças tenham realizado anteriormente uma 
coleta de materiais da natureza, que pode ser feita em alguma área externa da própria 
escola. Você pode ainda solicitar a ajuda dos responsáveis para coleta de materiais no 
quintal de suas casas ou sítios. Uma dica é utilizar a semente de jatobá, cuja árvore é 
abundante no estado de Mato Grosso. Selecione previamente, entre os itens coletados, 
aqueles que poderão ser usados na proposta. Exclua sementes e pedras pequenas ou 
outros elementos que possam apresentar algum tipo de risco devido à faixa etária das 
crianças. Além disso, você pode projetar as imagens do artista Frans Krajcberg; estude 
sua biografia e suas obras. 
Sugestão de leitura
 • Frans Krajcberg. Enciclopédia Itaú Cultural, jan. 2021. Disponível em: https://enciclopedia.
itaucultural.org.br/pessoa10730/frans-krajcberg. Acesso em: 23 jun. 2023.
 � Materiais
 F Mesas adequadas para a altura das crianças;
 F Tintas atóxicas industrializadas ou caseiras de diversas cores;
 F Papéis de cores e tamanhos variados, como cartolina ou papel-cartão;
 F Materiais para serem usados no momento da produção artística e que possibilitem 
diferentes explorações, como: pincéis, rolos, esponjas, escovas, brochas, colas, 
areia, jornais velhos etc.;
 F Uma caixa com elementos da natureza (gravetos, folhas, pedras, vasos de plantas 
e de flores etc.);
 F Vasilhas com água para limpeza dos materiais;
 F Panos para secagem dos materiais;
 F Imagens de obras de algum artista que utilize materiais da naturezaem suas obras, 
como Frans Krajcberg; 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
98
Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 98EI_MT_CBP.indb 98 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10730/frans-krajcberg
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10730/frans-krajcberg
Sugestão de música
 • Coloridos. Palavra Cantada. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=x8VNNyobJRo. Acesso em: 01 ago. 2023
 � Espaços
A atividade deve ser iniciada na sala. Para a segunda parte, organize um ateliê de 
pintura em um espaço amplo na área externa, como o pátio ou o solário. Disponibilize, 
no centro, mesas com tintas, colas, instrumentos de pintura, vasilhas com água, panos 
e os elementos da natureza. Ao redor, disponibilize o restante do material em diferentes 
cantos, cada um com um tipo específico de suporte (um com papéis de cores escuras e 
tamanhos diferentes, outro com papéis de cores mais claras, outro com jornais etc.). 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais semelhanças e diferenças as crianças conseguem perceber entre os materiais 
da natureza e os demais?
2. Como interagem com as imagens das obras? Expressam-se falando, balbuciando ou 
apontando?
3. Como exploram e manuseiam os materiais da natureza como elementos de pintura? 
Demonstram prazer ao manuseá-los? Como?
O QUE FAZER DURANTE
Antes de iniciar, cante a canção sugerida com as crianças. Então, reúna todo o 
grupo em uma roda. Fale sobre a atividade proposta, perguntando se já pintaram 
utilizando elementos da natureza e se gostaram. Explique que irão produzir obras 
de arte utilizando elementos da natureza coletados anteriormente. Caso tenha op-
tado pela projeção das imagens, diga aos pequenos que você irá apresentar-lhes 
um artista que trabalha com esses materiais; caso contrário, siga para a próxima 
etapa da atividade. Apresente o escultor e pintor Frans Krajcberg, mostrando ima-
gens de suas obras de arte. Diga que tais obras foram criadas usando elementos da 
natureza e fale sobre o artista. Pergunte se imaginam como o artista fez tais obras. 
 — Vou contar para vocês quem criou essas obras. Ele era um homem que se 
chamava Frans Krajcberg. 
 — Ele nasceu em um país chamado Polônia, mas veio morar no Brasil e se 
apaixonou pelas nossas florestas. Como gostava muito de cuidar da natureza, 
quando alguém queimava a floresta ou cortava muitas árvores, ele ia até lá e 
recolhia pedaços de troncos, folhas, cascos e aproveitava para pintar e criar 
lindas esculturas. Foi assim que ele criou essas obras.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Coloque a caixa com os elementos da natureza no meio da roda. Possibilite que 
as crianças explorem os materiais. Disponibilize um bom tempo para essa explo-
ração e perceba o que comunicam, interagindo com elas e conversando sobre as 
obras e os materiais.
1
2
99
Atividade: Pintura com materiais da natureza 
EI_MT_CBP.indb 99EI_MT_CBP.indb 99 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
Diga às crianças que elas usarão esses materiais para fazer pinturas e que a ati-
vidade será realizada na área externa. Convide-as a ir até o ateliê de pintura que 
você organizou. Peça a ajuda delas para levar a caixa com os elementos da na-
tureza. Observe como exploram o espaço e os suportes disponíveis. Explore pos-
sibilidades de utilização dos materiais com elas. Ressalte que podem utilizar os 
suportes ou pintar os próprios materiais que escolheram. Oriente quanto ao cui-
dado no uso das tintas, como não as colocar na boca nem deixar destampadas 
as que não estiverem em uso. Registre todos os momentos por meio de fotos ou 
anotações em seu caderno. 
 • Elas poderão apontar os materiais que querem usar, observá-los por um tempo e 
depois começar a pintar. 
 • Outras poderão explorar vários recursos ou concentrar-se em poucos 
materiais.
Possíveis ações 
das crianças
Incentive a cooperação e a socialização entre as crianças, como no momento da 
troca de materiais e na divisão dos instrumentos e suportes. Dê tempo para que 
elas realizem suas pinturas. 
 — Que bonita essa folha colorida! Como você fez isso? Alguém viu?
 — Muito bonito esse galho que você pintou; se quiser, você pode colocá-lo em pé, 
como o da obra que vimos! 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Comunique às crianças que a atividade irá terminar em alguns minutos. Peça que 
comecem a finalizar as pinturas e tranquilize as que ainda não terminaram. Separe 
um espaço para que organizem suas produções em um único lugar. Possibilite que 
apreciem suas obras e as dos colegas. Enquanto algumas terminam suas produ-
ções, outras podem ir organizando e lavando os materiais. Então, podem ir brincar 
no parque ou livremente enquanto esperam os demais. Oriente sobre os cuidados 
necessários: tampar as tintas antes de guardá-las, lavar os pincéis, rolos, brochas, 
esponjas etc. Leve as crianças para lavar as mãos realizando uma brincadeira: 
diga que devem fazer movimentos com as mãos imitando as folhas de uma árvore 
quando balançadas pelo vento.
O QUE FAZER DEPOIS
Caso queira repetir a atividade, você pode guardar alguns materiais coletados para 
que as crianças possam utilizá-los novamente. Você também pode organizar, no dia se-
guinte, uma roda de apreciação das obras, conversando com a turma sobre o processo 
de transformação dos materiais da natureza. Comente como esses materiais eram antes 
e como ficaram após a pintura. 
3
4
100
Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 100EI_MT_CBP.indb 100 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
 ATIVIDADE 2 
PINTURA COM O CORPO 
 Tempo sugerido: entre 60 e 80 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG04, EI02ET05, EI02ET01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é importante que haja outro professor ou professor auxiliar 
para ajudar. Além disso, é necessário que você prepare as tintas naturais, de diversas 
cores, que serão utilizadas na pintura do corpo. Atividades como essa auxiliam as crianças, 
em geral, a melhorar sua capacidade de concentração e coordenação motora.
Sugestões de receita
 • Aprenda a fazer tintas com vegetais. Arte reciclada, out. 2015. Disponível em: https://www.
artereciclada.com.br/passo-a-passo/aprenda-a-fazer-tinta-com-vegetais/. Acesso em: 23 jun. 2023. 
 • A tinta que vem da natureza. Nova Escola, out. 2007. Disponível em: https://novaescola.org.br/
conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza. Acesso em: 23 jun. 2023.
 • Como fazer tinta caseira para os pequenos. Leiturinha, mar. 2020. Disponível em: https://
leiturinha.com.br/blog/como-fazer-tinta-caseira-para-os-pequenos/. Acesso em: 23 jun. 2023.
 � Materiais
 F Tintas naturais;
 F Quatro recipientes grandes (como 
bacias) para armazenar as tintas;
 F Quatro recipientes pequenos (como 
potes) para armazenar as tintas;
 F Um espelho de tamanho médio;
 F Fita adesiva;
 F Folha de papel 40 kg ou similar;
 F Uma mangueira;
 F Produtos de higiene para o momento 
do banho;
 F Bolas;
 F Um equipamento para reprodução de 
áudio (se disponível);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para regis-
trar a atividade.
 � Espaços
Realize a atividade em uma área externa ampla, como o pátio ou o solário, que prefe-
rencialmente tenha uma torneira próxima para o banho de mangueira, que acontecerá ao 
final da atividade. Espalhe por todo o espaço os recipientes (grandes e pequenos) com 
as tintas, de modo que os pequenos grupos sejam formados ao redor deles.
Forre algumas partes da parede e do chão com papéis para que as crianças possam 
pintá-los usando os pés e as mãos. Pendure o espelho na parede à altura das crianças, a 
fim de que elas possam se ver ao passarem pelo objeto. Posicione o equipamento para 
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Atividade: Pintura com o corpo 
EI_MT_CBP.indb 101EI_MT_CBP.indb 101 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
https://www.artereciclada.com.br/passo-a-passo/aprenda-a-fazer-tinta-com-vegetais/https://www.artereciclada.com.br/passo-a-passo/aprenda-a-fazer-tinta-com-vegetais/
https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza
https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza
https://leiturinha.com.br/blog/como-fazer-tinta-caseira-para-os-pequenos/
https://leiturinha.com.br/blog/como-fazer-tinta-caseira-para-os-pequenos/
reprodução de áudio em algum canto seguro. Deixe os produtos de higiene separados 
para a hora do banho e disponha as bolas ao lado deles para que os pequenos possam 
brincar com elas ao terminarem de tomar banho.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças expressam as sensações vividas pelo corpo no contato com a tinta?
2. De que maneira demonstram ter consciência de seu próprio corpo? Quais partes dele 
exploram mais durante as pinturas? Como exploram o corpo do colega?
3. Como expressam suas percepções quanto a texturas, cheiros e sabores das tintas?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo na sala. Conte às crianças que irão fazer, na área externa, 
uma atividade de pintura no corpo e, para isso, será necessário que tirem parcial-
mente as roupas e os sapatos, ficando só de shorts, por exemplo, antes de irem ao 
local. Possibilite que elas tirem as próprias roupas com autonomia e as guardem 
nas mochilas ou no local em que você habitualmente as coloca. Solicite a elas que 
ajudem umas às outras nessa tarefa. Observe e colabore, se necessário. 
 • Alguma criança poderá não se sentir à vontade para tirar a roupa; respeite-a 
e diga a ela que pode, primeiramente, conhecer o local que você preparou 
para a pintura e, se ela desejar participar, vocês poderão fazer alguns 
combinados (como trocar os sapatos por uma sandália ou ficar de bermuda 
ou com um avental).
Possível ação 
das crianças
Leve as crianças à área externa. Possibilite que andem por todo o espaço e ex-
plorem livremente os materiais disponíveis. Incentive-as a colocar as mãos dentro 
dos recipientes de modo a ter um maior contato com as tintas. Observe se elas se 
organizam em pequenos grupos ao redor dos recipientes. Caso isso não aconteça 
naturalmente, incentive-as a fazê-lo. Realize uma breve apresentação do espaço 
e dos materiais. Oriente o outro professor ou auxiliar a fazer o mesmo. 
 — Olhem quantas tintas temos aqui para pintar o corpo! Vocês querem tocar? 
 — Você pintou sua mão! Que legal! Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Elas poderão logo se aproximar das tintas e entrar nas bacias. 
 • Algumas poderão passar um tempo olhando para todo o material disponível 
e interagir aos poucos. 
 • Outras poderão ficar observando-o, aguardando um comando seu.
Possíveis ações 
das crianças
Garanta que as crianças tenham iniciativa em suas próprias pinturas. Coloque para 
tocar, durante a atividade, a música Coloridos. Interaja, brinque e dance com elas 
1
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 102EI_MT_CBP.indb 102 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
durante as pinturas. Evite ao máximo orientar ou dirigir as ações do grupo. Regis-
tre, por meio de fotos e anotações em seu caderno, as reações das crianças se pin-
tando, pintando os colegas e fazendo marcas no papel, na parede e no chão. Não 
interfira nas marcas feitas por elas, pois a intenção é que brinquem livremente a 
partir do ritmo da música. Favoreça brincadeiras livres e que participem da ativida-
de de acordo com o seu ritmo. Observe atentamente as interações dos pequenos 
com os materiais, com a música e uns com os outros. Perceba e aponte algumas 
situações e faça menções às ações dos colegas. 
 • Algumas crianças poderão tocar a própria imagem refletida no espelho. 
 • Outras poderão fazer expressão de susto ao verem as imagens de seus 
próprios corpos pintados. 
 • Poderão, também, espalhar tintas pelo espelho para pintar suas imagens.
Possíveis ações 
das crianças
 — Turma, olha que legal! Ele está pintando o corpo do outro colega! 
 — Veja, ele está todo colorido! Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Quando perceber menor envolvimento com a atividade, diga que a proposta está 
terminando e que, em alguns minutos, elas irão começar a organizar o ambiente e 
a guardar os materiais. Diga a elas que poderão ir até o banheiro, na companhia 
do outro professor, para tomar banho. Se preferirem, fale que poderão realizar 
brincadeiras com bolas até o grupo terminar a atividade e, em seguida, participar 
do banho coletivo. Passados os últimos minutos, informe que chegou a hora de 
todas ajudarem a organizar o ambiente. Solicite a elas que destaquem os papéis 
das paredes e do chão. Deixe-os secando para que sejam pendurados, posterior-
mente, em um mural. Anuncie que o próximo passo será lavar as bacias e os potes 
em um banho de mangueira coletivo, para quem quiser participar.
Sugestão de vídeo
 • Coloridos. Palavra Cantada. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=x8VNNyobJRo. Acesso em: 23 jun. 2023.
O QUE FAZER DEPOIS
Caso você queira repetir a atividade, inclua alguns elementos que permitam sensações e 
experiências variadas, como rolos de pintura, pincéis grandes, borrifadores, bisnagas para 
esguichar a tinta, colheres grandes, peneiras de vários tamanhos, esponjas etc. Introduza 
elementos diferentes a cada repetição da proposta. Você pode organizar esse momento 
utilizando tintas produzidas na atividade Produção de tintas caseiras, deste conjunto.
103
Atividade: Pintura com o corpo 
EI_MT_CBP.indb 103EI_MT_CBP.indb 103 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
https://www.youtube.com/watch?v=x8VNNyobJRo
https://www.youtube.com/watch?v=x8VNNyobJRo
 ATIVIDADE 3 
PRODUÇÃO DE TINTAS CASEIRAS 
 Tempo sugerido: entre 40 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG05, EI02TS02, EI02ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Pergunte aos responsáveis se alguma criança tem alergia a corantes alimentícios. Caso 
afirmativo, use corantes naturais, como açafrão, urucum, café ou suco concentrado de 
beterraba, cenoura e espinafre. Planeje-se para que os pequenos grupos tenham tempo 
suficiente para explorar as tintas e realizar suas pinturas. Conte com a ajuda de outro 
professor ou do professor auxiliar durante a execução da atividade, de modo que nenhum 
grupo fique desacompanhado. Por ser tratar de uma atividade que envolve os sentidos, 
algumas crianças poderão apresentar receio ou hipersensibilidade durante a realização 
da dinâmica, sendo importante ter um segundo plano de atuação e desenvolvimento, de 
forma que possam fazer parte e apreciar esse momento tão rico de experiências e desafios.
 � Materiais
 F Um cartaz com a receita de tinta 
escrita;
 F Ingredientes para o preparo das tintas 
escolhidas; 
 F Um pote com a receita de tinta já 
pronta;
 F Uma bacia grande;
 F Potes;
 F Copos;
 F Uma colher grande;
 F Palitos de picolé; 
 F Duas mesas pequenas na altura das 
crianças;
 F Papel kraft ou similar;
 F Pincéis de vários tamanhos, rolos e 
esponjas;
 F Jornal, capas de livros velhos;
 F Folhas das árvores e outros materiais 
naturais disponíveis na escola;
 F Um balde com água;
 F Materiais para atividades de livre 
escolha (folhas de papel, gizes de 
cera, blocos de encaixe, massinha de 
modelar etc.);
 F Fita adesiva;
 F Um saquinho com fichas de duas cores 
diferentes (a quantidade de fichas 
deve ser equivalente ao número de 
crianças, sendo metade de uma cor e 
metade de outra), caso deseje dividir 
os grupos com a dinâmica sugerida;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para registrar 
a atividade.
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
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* Para a cor amarela, substitua o café por açafrão. Para a cor vermelha, use colorau ou urucum em pó.
Sugestões de receita*
Tinta caseira
Ingredientes
• 1 copo de água;
• 1 copo de farinha de trigo;
• 1 copo de sal;
• Corantes alimentícios de várias cores.
Modo de preparo
• Coloque em uma baciaa água, a farinha de trigo e o sal; 
• Mexa bem;
• Pingue algumas gotas de corante alimentício até atingir a 
coloração desejada.
Tinta natural marrom (de café)
Ingredientes
• 2 colheres (sopa) de café em pó;
• 2 colheres (sopa) de água;
• 4 colheres (sopa) de cola branca líquida.
Modo de preparo
• Misture o café e a água até formar uma pasta. Em seguida, 
acrescente a cola branca e mexa bem. 
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em dois ambientes: na sala e em outro espaço adequado 
para a preparação de tintas. Na sala, organize cantos de livre escolha. No outro espaço, 
organize, no centro, as mesas com a bacia, os potes, os copos, a colher para mexer a massa 
e os ingredientes da receita. Forre, com papel kraft, um espaço na parede para a realização 
das pinturas. Espalhe, no chão, os instrumentos de pintura. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças exploram e manuseiam os ingredientes? Elas os reconhecem? 
Criam estratégias para alterar a textura e a coloração das tintas?
2. Como expressam sensações e sentimentos durante a produção das tintas e das pin-
turas? Manifestam prazer nessas atividades?
3. Como exploram os movimentos dos braços e do tronco na realização da pintura?
O QUE FAZER DURANTE
Inicie a atividade com uma música que aborde o tema das cores, das diferenças, 
da natureza. Reúna todo o grupo em uma roda. Diga às crianças que vão produzir 
tintas para usar em suas pinturas. Enquanto você acompanha o primeiro pequeno 
grupo na produção, o outro realizará atividades nos cantos de livre escolha, na 
companhia de outro professor ou auxiliar. Para dividir os grupos, você pode fazer 
um sorteio de cores. Coloque, em uma caixa, fichas de papéis vermelhos e azuis 
em mesma quantidade. Cole, com fita adesiva, a ficha na blusa de cada uma. Por 
fim, peça a uma delas que sorteie uma ficha para definir qual grupo irá começar 
na produção das tintas.
Apresente à turma os cantos de livre escolha, mostrando o que pode ser feito em 
cada um deles. Separe os cantinhos de confecção da tintas por cores, utilizando pla-
cas de identificação, isso ajudará na escolha das crianças. Porém é necessário garan-
tir que elas possam transitar nos ambientes após terminar produção. Então, convide 
o primeiro pequeno grupo a ir até o local organizado para a produção da tinta. 
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Atividade: Produção de tintas caseiras 
EI_MT_CBP.indb 105EI_MT_CBP.indb 105 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
Peça a ajuda das crianças para fixar a receita em uma parede na altura delas. 
Mostre a elas o pote com a tinta caseira que você trouxe pronta. Possibilite que a 
explorem e observe se fazem relação com o cartaz ou com alguns dos ingredien-
tes no espaço. Apresente a receita e diga que você a seguiu para preparar a tinta. 
Faça a leitura no cartaz apontando as palavras com o dedo enquanto as lê. 
 — Vocês já viram alguém em casa usando uma receita para cozinhar?
 — Será que só existe receita de comida? 
 — Nós comemos tinta? Ah, então existe receita que não é de comida! 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Observe como as crianças se organizam ao redor das mesas com os ingredientes 
e os objetos. Coloque também os materiais no chão, de modo que fiquem acessí-
veis. Garanta que todos interajam com os materiais, tocando, cheirando e mani-
pulando os ingredientes. 
Inicie a produção das tintas. Possibilite que as crianças dirijam a atividade, desde a 
etapa de medição até a de mistura dos ingredientes. Incentive aquelas que preferi-
rem observar, chamando a atenção para a ação de um colega que está explorando 
os ingredientes com os dedos. Se, ainda assim, alguma criança preferir observar 
sem manipular os materiais, respeite-a. Faça a leitura indicando qual ingrediente 
será adicionado e em qual quantidade. 
Na etapa da coloração, peça a ajuda das crianças para distribuir a massa nos potes 
menores. Garanta que cada uma escolha o corante que deseja e indique o palito 
de picolé como instrumento para misturar. Chame a atenção para a transformação 
da tinta de algum colega, comentando aspectos como textura e cor. Dê tempo para 
que observem, explorem e investiguem suas misturas. Acolha todas as iniciativas 
e incentive que compartilhem as tintas e os instrumentos de pintura entre si.
Para finalizar
Avise às crianças quando o tempo da atividade estiver terminando, mas garanta 
que finalizem suas explorações. Peça a ajuda das que já terminaram para destacar 
o papel pintado da parede e levá-lo até um local para que possa secar. Conforme 
forem terminando, oriente-as a lavar as mãos no balde de água. Por fim, leve-as 
de volta para a sala e convide outro pequeno grupo para realizar a produção das 
tintas, seguindo as mesmas orientações.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade com variações. Pesquise receitas com ingredientes diferentes, como 
sucos concentrados de beterraba, cenoura e espinafre para fazer pigmentos. Você também 
pode variar os materiais, possibilitando que as crianças façam suas misturas em duplas 
ou trios. Outra receita muito fácil e atrativa é a de tinta de gelo: misture, com as crianças, 
o corante alimentício à água e despeje-a em formas de gelo. Quando a mistura estiver 
congelada, você deve retirá-la das formas e oferecê-la para que os pequenos pintem.
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 106EI_MT_CBP.indb 106 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
 ATIVIDADE 4 
PINTURA COM DIFERENTES 
INSTRUMENTOS E SUPORTES 
 Tempo sugerido: entre 60 e 80 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET05, EI02TS02, EI02CG05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a realização da atividade, é importante que os pequenos já tenham explorado as 
caixas de papelão, o plástico-bolha e os demais suportes que serão oferecidos para pintura. 
O contato prévio com esses itens permite que tenham certa familiaridade e explorem-nos com 
autonomia. A apropriação dos materiais, proporcionada pela exploração livre, é primordial 
para que a criança avance na exploração, agora, no contexto da pintura.
 � Materiais
 F Papéis de cores claras com boa 
gramatura e de vários tamanhos;
 F Pedaços de plástico transparente e de 
plástico-bolha;
 F Instrumentos de pintura, com variados 
tamanhos, como pincéis grossos, 
esponjas, bucha vegetal, rolos etc.; 
 F Recipientes para tinta em vários 
tamanhos;
 F Tintas atóxicas de cores diferentes 
(guache, tinta caseira ou outra 
disponível em sua escola);
 F Um balde com água;
 F Fita adesiva;
 F Varais;
 F Mesas adequadas para a altura das 
crianças;
 F Uma caixa com brinquedos de encaixe 
ou de empilhar;
 F Caixas de papelão em tamanhos 
diferentes (de TV, pizza, sapatos etc.);
 F Caixa sensorial com objetos com 
texturas para incentivar o tato, como 
lixas, pelúcias, diferentes pedaços de 
tecidos, esponja de lavar louça, bucha 
vegetal, plástico-bolha, e outros que 
explorem o sentido tátil etc.;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para registrar 
a atividade. 
 � Espaços
A atividade deve ser iniciada na sala. Organize, em uma área externa ampla, instrumen-
tos, tintas e suportes em lugares estratégicos que possibilitem a exploração em pequenos 
grupos e individualmente. Se possível, organize o espaço externo sobre um gramado com a 
possibilidade de oferecer à criança a percepção do ambiente natural, ajudando na estimu-
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Atividade: Pintura com diferentes instrumentos e suportes 
EI_MT_CBP.indb 107EI_MT_CBP.indb 107 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
lação cognitiva. Distribua as caixas grandes em posições diferentes, com a abertura virada 
para cima, para o lado e em forma de túnel; organize um canto com as caixas menores. 
Distribua pedaços de plástico-bolha pelo chão e pendure outros no varal. Cole os papéis 
em mesas viradas de lado, imitando uma parede. Prenda um pedaço grande de plástico 
transparente entre dois apoios, de forma que fique esticado e que os pequenos possam 
explorar os dois lados. Coloqueduas ou três mesas viradas para baixo, envolva-as com o 
plástico transparente e cole papéis em seu entorno para que possam pintá-los. Disponi-
bilize uma caixa com brinquedos para que as crianças possam brincar com eles quando 
terminarem suas produções.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se relacionam com os materiais na proposta da pintura? Exploram 
a pintura tridimensional? Pintam dentro, fora, em cima, atrás, na frente ou realizam 
pinturas bidimensionais?
2. Como exploram gestos e movimentos durante as pinturas? Quais sentimentos expres-
sam ao observar o efeito que seus gestos produzem sobre os suportes?
3. De que modo interagem entre si? 
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo na sala. Conte qual atividade será realizada e como ela vai 
acontecer. Diga que você preparou um ateliê de pintura com materiais já conheci-
dos. Cite o nome de cada um e pergunte se as crianças se lembram como brincaram 
com eles. Diga que esses materiais serão usados como suportes de pintura e que 
elas poderão escolher quais querem pintar, podendo pintar mais de um. Convide 
todo o grupo a ir até o local da pintura na área externa. Você pode propor brinca-
deiras para o percurso, como marchar, improvisando uma canção. 
 — Nesta semana, brincamos com caixas de papelão. Quem lembra como brincou 
com elas? 
 — Muito bem! Elas foram carrinhos, casinhas e alguns até empilharam uma em 
cima da outra e depois as derrubaram! 
 — Hoje, vamos usar caixas de papelão de uma maneira bem divertida. Vamos fazer 
pinturas nelas!
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Já no espaço externo, observe como as crianças se organizam autonomamente e 
como exploram os materiais. Favoreça as iniciativas delas na exploração dos ins-
trumentos, suportes e tintas. É provável que pequenos grupos se formem; reveze-se 
entre os grupos e as crianças que fazem a pintura individualmente. Acolha aquelas 
que preferem olhar. Disponibilize também a caixa sensorial. Narre algumas ações e 
comente o prazer que a pintura nos suportes proporciona como forma de envolvê-
-las. Apresente os diversos tipos de suportes e instrumentos. Registre toda a ativida-
de com fotos e vídeos, ou faça anotações em seu caderno sobre as reações, falas e 
o que mais notar de relevante no desenvolvimento da atividade.
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 108EI_MT_CBP.indb 108 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
 • Elas poderão demonstrar preferências em pintar os suportes maiores, 
realizando movimentos amplos com o corpo. 
 • Algumas poderão se concentrar nos suportes menores, como as caixas 
pequenas, e realizar movimentos mais refinados para pintar.
Possíveis ações 
das crianças
Sugestão de música
1, 2, lá vamos nós
3, 4, pintar no parque 
5, 6, caixas e plásticos
7, 8 e muitos outros
9, 10 lavar os pincéis!
Disponibilize tempo para que as crianças possam vivenciar uma diversidade de 
experimentações, escolhendo qual suporte querem pintar e quando desejam tro-
car, com autonomia e liberdade de se movimentar. Traga desafios para elas na ex-
ploração dos diferentes suportes, a partir das descobertas delas. Por exemplo: ao 
perceber que algumas exploram os suportes de forma bidimensional, como pintar a 
caixa de papelão somente na parte de cima ou do lado, proponha que observem 
a exploração do objeto em toda sua dimensão, feita por um colega, chamando a 
atenção para a pintura tridimensional. Observe atentamente a interação delas 
com os materiais e umas com as outras. Incentive a cooperação e a socialização 
na divisão de tintas, instrumentos e suportes. 
 • Elas poderão explorar vários suportes e instrumentos. 
 • Algumas poderão se concentrar em poucos materiais ou apontar para os 
suportes e instrumentos que querem usar, mas não andar até eles. 
 • Outras poderão, ainda, pintar o próprio corpo e o corpo do colega.
Possíveis ações 
das crianças
Para finalizar
Avise que a atividade está perto de terminar. Enquanto umas vão finalizando, as 
que já terminaram podem lavar as mãos em um balde com água e ir brincar no 
parque. Se não houver brinquedos próximos, ofereça a caixa com brinquedos de 
encaixe ou de empilhar. Se necessário, dê a elas mais alguns minutos. Então, diga 
que chegou a hora de organizar o ambiente e peça a ajuda para reunir os suportes 
em um só local para secagem. Convide os pequenos a lavar os instrumentos de 
pintura no banheiro ou em uma torneira próxima. Lembre-os da música que você 
cantou na ida para o local da pintura e diga que farão o trajeto até o banheiro da 
mesma forma: marchando e cantando.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade com as crianças, de modo que tenham a possibilidade de explorar 
os mesmos materiais de formas diferentes. Para isso, providencie suportes e instrumen-
tos pelos quais elas mais se interessaram e os explore em locais diferentes, com outras 
configurações de grupos. 
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Atividade: Pintura com diferentes instrumentos e suportes 
EI_MT_CBP.indb 109EI_MT_CBP.indb 109 16/10/2023 14:39:1016/10/2023 14:39:10
 ATIVIDADE 5 
OBSERVAÇÃO E PINTURA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG05, EI02TS02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Faça uma pesquisa sobre os principais artistas e obras de arte da sua região em Mato 
Grosso. Procure na internet exemplos de artistas e obras em exposições em prédios e 
outros locais públicos. Você também pode utilizar as sugestões de obras de arte a seguir. 
Além disso, é importante organizar um momento para que elas observem esses quadros 
no ambiente em que eles estão localizados. Por isso, planeje-se para que as crianças vi-
sitem e apreciem esses quadros nos ambientes em que eles normalmente ficam expostos. 
É recomendável que as crianças já tenham explorado outras propostas de pintura em 
diferentes meios, utilizando variados instrumentos e suportes, como nas atividades ante-
riores deste conjunto. Como a atividade apresenta uma proposta de pintura com todas as 
crianças ao mesmo tempo, peça ajuda de outro professor ou do professor auxiliar.
 � Materiais
 F Três pinturas ou imagens de pinturas. 
Aproveite os quadros do acervo da 
escola ou utilize imagens de pinturas 
encontradas em livros e catálogos. 
Você também pode utilizar as 
sugestões apresentadas aqui;
 F Cordas de varal;
 F Tintas atóxicas de diversas cores; 
 F Folhas de papel-cartão ou de outro tipo 
similar branco em tamanho A3 e A4;
 F Mesas adequadas para a altura das 
crianças;
 F Instrumentos para pintura (pincéis, 
rolos, brochas, esponjas etc.); 
 F Baldes com água;
 F Toalhas de rosto;
 F Jornal para forrar o chão e as paredes;
 F Brinquedos de montar.
Sugestões de leitura
 • Conheça o pintor Petterson Silva. Arte sem fronteiras. Disponível em: https://artesemfronteiras.
com/artista-petterson-silva/. Acesso em: 23 jun. 2023. 
 • Conheça o artista plástico mato-grossense Rafael Jonnier. Arte sem fronteiras. Disponível em: 
https://artesemfronteiras.com/artista-plastico-rafael-jonnier/. Acesso em: 23 jun. 2023.
 • Paris se rende às cores de artistas mato-grossenses em exposição no Maurive Rave. Gazeta 
Digital. Acesso em: 23 jun. 2023.
 • Benedito Nunes. Prêmio Pipa. Disponível em: https://www.premiopipa.com/pag/benedito-nunes/. 
Acesso em: 23 jun. 2023.
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 110EI_MT_CBP.indb 110 16/10/2023 14:39:1116/10/2023 14:39:11
https://artesemfronteiras.com/artista-petterson-silva/
https://artesemfronteiras.com/artista-petterson-silva/
https://artesemfronteiras.com/artista-plastico-rafael-jonnier/
https://www.premiopipa.com/pag/benedito-nunes/
 � Espaços
Organize em uma área externa um varal ou uma parede com exposição de imagens dos 
artistas escolhidos. É importante que as imagens sejam expostas a uma altura compatível 
com a visão das crianças. Caso faça uso de quadros do acervo da escola, leve-os para 
a sala onde a atividade será realizada. Para o momento da pintura, organize umespaço 
com mesas adequadas para a altura das crianças. Forre o chão e as paredes com jornal, 
delimitando o local de pintura.
Disponha, sobre uma mesa, as tintas e os instrumentos de pintura. Reserve algumas 
mesas para a secagem das obras. Disponibilize, em um canto, baldes de água e toalhas 
de rosto para que as crianças lavem e sequem as mãos. Organize um espaço com brin-
quedos de montar para que elas os explorem quando desejarem.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças exploram as possibilidades de movimentos, os espaços dos papéis, 
os instrumentos e as misturas de cores em suas produções?
2. Quais critérios usam para as formações dos grupos? Decidem a partir de seus pares 
ou pela preferência por espaços e materiais?
3. Como aproveitam a experiência com as tintas? Quais sentimentos ou reações expres-
sam durante as criações?
4. Como as crianças se relacionam e se comunicam durante o processo criativo?
5. Quais técnicas estão utilizando para explorar as possibilidades e aprofundar seus 
processos criativos?
6. Quais expressões e sentimentos estão por trás de cada criação?
7. Quais pontos de conexão as crianças fazem entre as obras e a realidade imediata?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, inicie a atividade com uma história ou música do repertório da turma para 
ambientar e preparar as crianças. Em seguida, reúna todo o grupo na área externa. 
Diga que a atividade será de pintura e que vão conhecer obras para que se inspirem. 
 — Quais cores vocês percebem que foram usadas neste quadro? 
 — O que vocês sentem ao observar a pintura? 
 — O que será que o artista quis pintar aqui?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Apresente uma obra de cada vez. Faça perguntas às crianças sobre o que mais 
chama a atenção delas no quadro. Observe como se comunicam e interaja com 
elas, sendo responsivo a reações e comentários. Possibilite que observem os de-
talhes, descrevam o que estão vendo, apontem ou toquem no que mais chamou a 
atenção delas. Aponte para algumas figuras e traços da obra e diga às crianças 
os nomes deles. 
Depois de explorar as obras, convide as crianças para ir até o espaço que você 
organizou para a pintura. Garanta que se organizem por livre escolha em peque-
nos grupos. Identifique com o nome das crianças as folhas de papel nas quais irão 
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Atividade: Observação e pintura 
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realizar a pintura e distribua-as. Pergunte se alguma delas quer ajudar na distri-
buição. Acolha as iniciativas e, se mais de uma criança se manifestar, diga que a 
escolha será por meio de uma parlenda. 
Observe a formação dos grupos e os locais em que escolheram pintar. Cole uma fita 
adesiva atrás do papel de quem quiser pintar na parede. Informe que podem variar 
os instrumentos e as cores das tintas. Acompanhe as produções, revezando-se entre 
os grupos. Peça ao outro professor ou auxiliar que fique atento às necessidades das 
crianças e auxilie-as quando necessário. Verifique como elas pintam e faça algumas 
observações ao grupo. Você também pode orientá-las a pintar como desejarem. Em 
algum momento, sugira que pintem de olhos fechados. Favoreça que a turma explore 
livremente as misturas das tintas e as possibilidades de movimentos nas produções. 
Não faça interferências de modo a apressar as produções artísticas. Fique atento à 
quantidade de tinta que usam, orientando-as a usar uma quantidade que não danifi-
que o papel e, se necessário, troque os papéis rasgados. 
 • Algumas poderão pintar uma pequena parte do papel e logo pedir uma nova 
folha, falando, balbuciando ou apontando. 
 • Outras poderão usar muita tinta em um mesmo local do papel e rasgá-lo. 
Possíveis ações 
das crianças
Conforme as crianças forem terminando, mostre o local que você reservou para a 
secagem das pinturas e oriente que coloquem suas produções para secar, desta-
cando o cuidado que devem ter para não colocar uma em cima da outra. Observe o 
interesse e ofereça, se necessário, outro papel identificado com o nome da criança 
para ela iniciar uma nova pintura.
Para finalizar
Oriente as crianças que já terminaram a higienizar as mãos e, em seguida, dirigir-se 
ao espaço de livre escolha. Diga que, se quiserem, podem realizar outras brinca-
deiras. Avise que, em dez minutos, será o momento de finalização das produções. 
Passados cinco minutos, comunique novamente. Tranquilize as que ainda não ter-
minaram dizendo que terão mais um tempo para concluir suas pinturas e respeite o 
ritmo de cada uma. Após esse momento, convide a turma para organizar o ambiente 
e guardar os materiais cantando uma música que marque o término das atividades. 
O QUE FAZER DEPOIS
Organize outras propostas envolvendo diferentes recursos e mesclando-os, como a 
produção de pinturas em tela para colagens. Nesse caso, as crianças podem fazer uma 
pintura que será complementada com colagens de papéis sobre a tela. Proponha, ainda, 
que elas façam uma pasta para guardar suas produções, com papel -cartão ou outro ma-
terial resistente. Auxilie-as na produção e na pintura das pastas.
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Conjunto: Pinturas – tintas e suportes
EI_MT_CBP.indb 112EI_MT_CBP.indb 112 16/10/2023 14:39:1116/10/2023 14:39:11
CONJUNTO 7
BRINCANDO NO PARQUE
O brincar na educação infantil é uma necessidade, pois proporciona à 
criança um ambiente divertido no qual ela aprende e desenvolve habili-
dades psicossociais. Brincar ajuda na evolução emocional infantil, pois 
possibilita a exploração, a organização, a representação, a experimen-
tação, a decisão, a interpretação etc. Os movimentos são fundamentais 
para a construção da identidade e da autonomia nos primeiros anos de 
vida. Além de tornarem possível a interação com o mundo, eles expres-
sam sentimentos, emoções e pensamentos. As áreas externas são os es-
paços ideais para promover desafios corporais para as crianças. É papel 
da escola oferecer oportunidades para que elas possam se movimentar 
livremente em ambientes seguros e acolhedores, sem a necessidade 
constante da ajuda do adulto. 
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e 
movimentos.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02EO07 Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG02
Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, 
fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
EI02CG03
Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02ET03
Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da 
instituição e fora dela.
EI02ET04
Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e 
temporais (antes, durante e depois).
EI02ET06
Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
AP
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 ATIVIDADE 1 
CUIDANDO DAS PLANTAS 
NO PARQUE 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO03, EI02EO06, EI02ET03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Realize a atividade em um parque onde as crianças costumam brincar ou em uma área 
arborizada na escola. Promova diálogos e interações sobre as plantas desse espaço. 
Observese as plantas precisam de algum cuidado especial com o qual os pequenos 
poderiam colaborar. Dependendo desse cuidado, providencie os materiais necessários.
 � Materiais
 F Adubo;
 F Pedrinhas de argila;
 F Folhas secas;
 F Tesourinha de poda;
 F Pás (podem ser as pás que as crianças 
usam para brincar na areia);
 F Regadores ou potinhos para carregar 
água e regar as plantas; 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para registrar 
a atividade.
 � Espaços
A atividade será iniciada no parque ou em qualquer outra área da escola na qual as 
crianças costumam brincar e que tenha plantas. Disponibilize ali os materiais necessários 
para o desenvolvimento da proposta. Em seguida, sugira um aprofundamento, por meio 
de fotos tiradas em duplas ou trios. Por fim, o grupo irá para uma sala ou outro espaço 
que possibilite uma conversa e a finalização da atividade.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças usam quais estratégias para se relacionar com o ambiente? Demonstram 
quais atitudes de cuidado com as plantas e entre si?
2. Elaboram hipóteses para manipular os materiais oferecidos? Como utilizam esses 
materiais para investigar e explorar seu entorno?
3. Elas compartilham espaços e materiais de forma adequada? Quais são as maiores 
facilidades e as dificuldades em compartilhar? E como expressam a curiosidade e a 
ampliação de conhecimento do mundo físico?
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Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 114EI_MT_CBP.indb 114 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
4. Quais são os tipos de comportamentos e interações que ocorrem entre as crianças 
ao longo da experiência? Como atuam na busca por soluções para as atividades 
propostas?
5. Quais são os tipos de interação com os materiais? O que as crianças aprendem ao 
manipular objetos do meio natural? Quais são as principais descobertas?
O QUE FAZER DURANTE
Em um momento reservado para as crianças brincarem no parque, convide todo 
o grupo para apreciar as plantas. Pergunte se têm hipóteses sobre quais plantas 
existem por lá e o que poderão fazer para cuidar delas. Complemente a conversa 
dando exemplos de quais são essas plantas e se são nativas ou características 
da flora do estado de Mato Grosso. Ouça as ideias delas, considere hipóteses e 
incentive a escuta atenta dos colegas. 
 — Quem tem plantas em casa?
 — Quem já cuidou de alguma planta?
 — Vocês acham que essas plantas do parque precisam de cuidados? Quais?
 — Vocês podem listar alguns cuidados que as plantas do parque precisam para se 
manter saudáveis?
 — Por que é importante aprendermos mais sobre plantas?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Retome as hipóteses que as crianças levantaram e peça que observem as plantas 
do entorno e tentem identificar se elas parecem estar bem. Incentive que continuem 
fazendo descobertas, complementando ideias sobre as plantas que parecem ne-
cessitar de mais cuidados. Em seguida, mostre potes, colheres, regadores e a água 
e diga que todas poderão usar os materiais para brincar de cuidar das plantas, de 
acordo com o que elas já observaram.
Observe quais estratégias levantam para o uso dos materiais a partir das próprias 
ações. Apoie a curiosidade delas, acompanhando seus encantamentos e as possíveis 
descobertas sobre as plantas, os bichos na terra e os diferentes elementos. Motive 
as crianças a explorar de forma segura e responsável seu entorno, oferecendo-lhes 
oportunidades para ver, tocar, sentir e cuidar dos espaços verdes e das outras for-
mas de vida ao seu redor. Incentive que sintam a temperatura da água, os diferen-
tes cheiros e a mudança de textura na terra molhada, que notem o vento no corpo 
delas e balancem os galhos das plantas. Elas podem contar sobre o que observam 
e sentem a partir dessas interações com a natureza.
Interaja em situações em que as crianças demonstram tolerância e cuidado entre 
si e as plantas. Caso note que alguma delas está tentando levar algo à boca, inter-
venha. Possibilite que as crianças explorem o espaço livremente para que descu-
bram coisas novas de forma colaborativa. Promova atividades que envolvam todo 
o grupo para que compreendam a importância de colaborarem uns com os outros. 
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Atividade: Cuidando das plantas no parque 
EI_MT_CBP.indb 115EI_MT_CBP.indb 115 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 — Vejo que você encontrou uma planta que parece precisar de mais cuidados. 
 — O que você acha de colocar mais adubo aqui neste solo?
 — Que legal que vocês descobriram juntos como usar o regador e a pá! 
 — Será que conseguimos encontrar flores ou folhas no chão para não 
precisarmos arrancar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Algumas crianças podem preferir continuar explorando e brincando no parque, 
sem acompanhar aquelas interessadas na proposta. Por isso, possibilite que cada 
uma escolha com o que vai brincar. Quem quiser poderá ficar nos brinquedos dis-
poníveis. Não se esqueça de solicitar que elas estejam próximas a você. Utilize as 
descobertas sobre as plantas feitas pelas crianças engajadas na atividade para 
despertar o interesse daquelas que brincam com os demais elementos do espaço.
A partir de suas observações, aos poucos, convide uma dupla ou um trio para ti-
rar fotos das plantas que consideram precisar de mais cuidados ou pelas quais 
demonstraram mais interesse. Observe e faça anotações sobre o que a dupla ou 
o trio faz enquanto toma decisões e troca ideias. É importante que as fotos sejam 
tiradas a partir da escolha dos pequenos e combinadas pela dupla ou trio. Procu-
re convidar todos, mas, se não houver tempo, ou se algum deles não quiser tirar 
fotos, respeite sua escolha.
Para finalizar
Diga que a atividade está acabando e que é hora de organizarem o espaço. Solicite 
que todos auxiliem a guardar os materiais. Em seguida, em uma roda de conversa 
com todo o grupo, no parque ou na sala, proponha um diálogo para que as crian-
ças contem como foi a brincadeira e suas descobertas. Relembre também as ações 
de cuidado que você notou e incentive que elas expressem ideias e sentimentos. 
 QUE FAZER DEPOIS
Aproveite outros momentos cotidianos de uso da área externa para que as crianças 
possam repetir a brincadeira em interação com crianças de outras faixas etárias que 
frequentam o parque no mesmo horário que a sua turma. Utilize as fotos que as crianças 
tiraram para auxiliá-las a se lembrar do que foi feito. Montem juntos um painel com sequên-
cias de fotos das plantas que estão recebendo cuidados e exponha-o em um local comum 
para a comunidade escolar acompanhar como as plantas se modificam com o tempo.
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 116EI_MT_CBP.indb 116 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 ATIVIDADE 2 
CAÇA AOS TESOUROS 
NA NATUREZA 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO03, EI02EO07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, envie um convite ou avise com antecedência os responsáveis 
para que participem da proposta. É importante que ela ocorra em um horário próximo ao 
da entrada ou da saída para garantir maior participação da comunidade. Prepare as listas 
de tesouros e procure conhecer os espaços no parque ou área externa da escola, que 
as crianças já tenham o costume de utilizar, onde seja possível encontrar os tesouros. Se 
optar por esconder objetos para serem encontrados, faça isso antes do início da vivência; 
nesse caso, no momento da caça, dê instruções que possam levar a encontrá-los.
 � Materiais
 F Pelo menos quatro tipos de listas diferentes com os tesouros a serem encontrados 
(cada criança e o responsável receberá uma lista, por isso providencie pelo menos 
uma lista ilustrada por criança);
 F Canetinhas, lápis ou outro material para marcação dos tesouros já encontrados; 
 F Sacos, caixas ou baús para guardar os tesouros e um aparelho fotográfico, caso 
seja viável;
 F Tesouros a serem encontrados. Por exemplo: elementos da natureza, como uma 
folha amarelade árvore, uma pedrinha branca, um pedaço da casca da árvore, uma 
gota de orvalho; ou objetos inseridos no local, como uma bolinha cor-de-rosa, um 
pedaço de tecido, um pedaço de corda etc.
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade. 
 � Espaços
Para os combinados iniciais e a recepção dos adultos, acomode todo o grupo na sala 
ou no pátio. Para a caça ao tesouro, utilize o parque ou outra área externa da escola, 
onde você deverá esconder previamente os objetos.
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Atividade: Caça aos tesouros na natureza 
EI_MT_CBP.indb 117EI_MT_CBP.indb 117 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais deslocamentos, gestos e ações demonstram que adultos e crianças procuram 
pelos tesouros com autonomia e, quando necessário, apoiando-se mutuamente? Quais 
as reações dos adultos responsáveis e das crianças ao encontrarem os tesouros?
2. Quais estratégias utilizam para encontrar os tesouros? Quais ações demonstram 
a escuta atenta e a colaboração entre eles e o grupo?
3. Quais foram as maiores dificuldades? Todos conseguiram compartilhar espaços e 
objetos, resolvendo possíveis conflitos? De quais formas?
O QUE FAZER DURANTE
No momento escolhido por você, na entrada ou saída, receba os responsáveis e 
reúna todo o grupo em um local em que seja possível realizar uma conversa ini-
cial. Utilize o espaço para realizar atividades de integração, como brincadeiras 
ou dinâmicas em grupo cujo objetivo seja facilitar a atividade principal. Isso pode 
estimular a participação dos mais observadores. Diga aos pequenos que poderão 
ficar próximos dos responsáveis para a atividade. Acolha as crianças desacompa-
nhadas ou explique qual adulto vai ficar com ela durante a brincadeira (de pre-
ferência alguém que ela já conheça). Enquanto todo o grupo chega, propicie um 
momento livre de trocas iniciais. 
Convide todo o grupo para se sentar em roda e conte que eles vão realizar uma caça 
ao tesouro. Pergunte se eles já participaram de uma caça ao tesouro. Sugira que 
todos percebam o ambiente por meio dos cinco sentidos. Primeiro, peça que explo-
rem o ambiente com os olhos e observem os detalhes: os diferentes tons de cores, 
as texturas, as formas e os objetos. Em seguida, recomende que inspirem profunda-
mente de modo a sentir o cheiro do ambiente e assim por diante. Divida o grupo em 
duplas, de forma que sejam compostas por um responsável e uma criança. Caso al-
guma criança fique sem acompanhante, peça ajuda do responsável de outra crian-
ça. Ressalte que é importante que os adultos acolham os gestos, os movimentos e 
as falas dos pequenos para que a busca e a escolha dos tesouros sejam ações res-
peitadas e valorizadas por todos. Nesse momento, apresente uma das listas como 
exemplo. Ao final da conversa, conduza todo o grupo até o parque ou área externa 
onde será realizada a caça.
 — Vocês já participaram de uma caça ao tesouro? 
 — Onde vocês brincam: em casa, na rua, em parques ou em locais com 
elementos da natureza? 
 — Quais dificuldades vocês enfrentam para conseguirem brincar juntos?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
No local de realização da atividade, peça a uma criança que apresente o ambiente. 
Solicite que contem aos adultos o que há nesse espaço e como costumam brincar 
nele. Em seguida, diga que os tesouros estão nesse espaço e que, para encontrá-
-los, é preciso ter um olhar atento.
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 118EI_MT_CBP.indb 118 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
Entregue a cada grupo uma lista de tesouros, algo para marcar a lista e um saco, 
caixa ou baú para guardá-los. Esclareça que eles podem marcar e guardar o te-
souro antes de partir para a busca do próximo. 
Estimule a exploração física e sensorial do espaço, de forma que todos possam 
se movimentar, subir morros, mover brinquedos e pegar elementos da nature-
za. Mantenha uma escuta atenta para intervir quando necessário. Atente-se ao 
diálogo e reconhecimento de interesses entre as duplas para que as hipóteses 
levantadas pelas crianças e pelos adultos sejam levadas em consideração para 
a escolha do tesouro. Pergunte se precisam de apoio para encontrar algum te-
souro solicitado. 
 — Cada elemento tem uma temperatura, faz um som, possui texturas e cores. 
Vamos sentir e observar essas características? 
 — Quais podem corresponder aos itens da caça aos tesouros? 
 — Vocês já os usaram para fazer coleções ou montar brinquedos?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Uma criança pode ficar imersa nas buscas com os adultos, concentrada com 
outras coisas que encontrar, afastar-se do parceiro da dupla ou preferir fazer 
duplas e agrupamentos com outras crianças.
Possível ação 
das crianças
Solicite aos grupos que finalizarem a atividade que encontrem um lugar confortável 
para refletir sobre o que podem dizer de cada uma das descobertas e dos tesouros 
encontrados. Sugira que ofereçam ajuda aos outros grupos que não finalizaram a 
atividade para encontrar ou para guardar os tesouros. 
Para finalizar
Quando o tempo estiver se esgotando, avise ao grupo que a atividade vai acabar 
em breve e solicite que as duplas que já finalizaram as buscas se reúnam. Depois, 
peça que todo o grupo se sente em roda e promova um momento de trocas e diá-
logo, solicitando que cada dupla mostre os tesouros que encontrou. Se desejar e 
todos estiverem de acordo, registre o momento por meio de fotos e gravações de 
vídeo/áudio. Conte que os registros poderão ser apreciados pelas crianças e pe-
los responsáveis. Em seguida, solicite aos adultos e às crianças que voltem para 
a sala com os tesouros para que possam ser guardados.
O QUE FAZER DEPOIS
Caso queira dar continuidade à atividade no mesmo espaço, proponha que os res-
ponsáveis ensinem para as outras crianças e adultos da escola brincadeiras da época 
de sua infância que faziam uso dos brinquedos e elementos da natureza da época ou 
encontrados na região onde vivem atualmente.
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Atividade: Caça aos tesouros na natureza 
EI_MT_CBP.indb 119EI_MT_CBP.indb 119 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 ATIVIDADE 3 
BRINCANDO DE LAVAR 
ROUPAS NA ÁREA EXTERNA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG01, EI02CG02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Antes de realizar a proposta, informe os responsáveis sobre o que vai ocorrer durante 
as atividades, solicitando uma autorização para que as crianças possam participar da 
brincadeira. Solicite uma troca de roupa e a autorização para brincar com água e sabão. 
Caso não saibam reconhecer suas próprias peças de roupa, identifique-as com seus no-
mes. É importante que a atividade seja realizada em uma área externa em que elas já 
brincaram. Conte com a ajuda de outro professor ou do professor auxiliar.
 � Materiais
 F Baldes, alguns com água limpa e 
outros com água e sabão neutro que 
não prejudique os olhos;
 F Um cesto, varais, prendedores e uma 
mangueira, se possível;
 F Brinquedos e materiais que favoreçam 
o faz de conta, como esponjas, escor-
redores, escovinhas, blocos de espuma 
representando o sabão, bacias de plás-
tico grandes para representar o tanque, 
potes vazios de diferentes tamanhos 
para representar o amaciante, copinhos 
e regadores;
 F Cadeiras; 
 F Peças de roupa infantil ou pedaços de 
tecido sujos;
 F Um aparelho para reproduzir áudio ou 
celular;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
um caderno e uma caneta para registrar 
a atividade. 
Sugestão de música
• Lava, lava, lavadeira. Canal Isabel Vizzoni. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iUAZ-Y7OmvY. Acesso em: 26 jun. 2023.
 � Espaços
A atividade deverá ser iniciada com todo o grupo em uma sala com um cesto com 
roupas sujas. As roupas podem ser peças das crianças ou panos sujos de alguma ativi-
dade. Em seguida, em um espaço externo, as crianças se dividirão em pequenos grupos. 
O espaço deve ser amplo e seguro, possibilitandoa movimentação das crianças, e que 
possa ser molhado e organizado depois. Disponha as bacias com água em cantos diferen-
tes, mas próximo à mangueira ou qualquer outra fonte de água, e os pregadores próximo 
aos varais. Prenda os varais entre cadeiras ou nas paredes. 
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 120EI_MT_CBP.indb 120 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais hipóteses as crianças levantam durante as descobertas sobre o uso dos ma-
teriais e suas funções? Quais falas ou gestos demonstram confiança e respeito ao 
próximo durante essas tentativas?
2. Em quais ações é possível notar os deslocamentos? Quais estratégias usam para 
guardar objetos dentro de cestos, manusear as roupas e utilizar a água?
3. Em quais momentos é possível perceber o aprendizado pela observação e imitação 
entre os grupos? Quais desses jogos de imitação podem ser reconhecidos como 
pertencentes à sua cultura?
4. Quais componentes desempenham papéis importantes para a motivação e inte-
resse das crianças em relação à atividade? 
5. Quais momentos da atividade permitem a inclusão de conhecimentos advindos de 
suas experiências fora do ambiente escolar?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, convide todo o grupo para se sentar ao redor do cesto vazio e das peças 
de roupa e tecidos. Coloque a música sugerida para tocar e atente-se às impres-
sões de cada criança. Pergunte se as crianças têm hipóteses sobre qual atividade 
vocês vão realizar. A partir das falas, conte que vão brincar de lavar roupas no par-
que e proponha que expressem o que acham que poderão fazer e quais são suas 
experiências relacionadas a essa brincadeira. 
 — O que aconteceu para essa roupa ficar suja?
 — O que precisa ser feito para ela ficar limpa? 
 — O que precisamos usar para lavar as roupas?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Solicite que as crianças escolham uma peça de roupa para ser lavada e coloquem 
dentro do cesto. Já na área externa, converse com todo o grupo. Caso o espaço 
seja um parque com brinquedos, confira se as crianças podem brincar com inde-
pendência. Nesse caso, diga que, quem preferir, poderá se divertir nos brinquedos 
ou participar da brincadeira de lavar roupas. Peça ao outro professor ou auxiliar 
que acompanhe um dos grupos enquanto você realiza a proposta. 
 • Elas podem tirar uma peça de roupa que estejam vestindo e que tenha 
alguma sujeira.
 • Podem pegar uma peça de dentro da mochila para colocar no cesto?
Possíveis ações 
das crianças
É importante que vocês conversem sobre os cuidados que devem ter, como: evitar 
empurrões, não passar correndo pelos varais, respeitar a vez de cada um de usar 
os brinquedos e não levar água e roupas para os brinquedos do parque. Ressalte 
que é preciso tomar cuidado para não escorregar e que não devem levar nada à 
boca, pois o sabão pode fazer mal. 
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Atividade: Brincando de lavar roupas na área externa 
EI_MT_CBP.indb 121EI_MT_CBP.indb 121 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
Possibilite que as crianças fiquem livres para dar início à brincadeira, dando um tem-
po para que façam descobertas. Brinque de molhar a roupa, torcer, passar sabão e 
enxaguar. Converse sobre o estado das roupas, pergunte o que aconteceu para que 
ficassem sujas e enfatize como é refrescante e divertido brincar com água e sabão. 
Nomeie as ações dos pequenos, como sentir o cheiro do sabão, a textura e a tempe-
ratura da água, mergulhar e esfregar as roupas, manusear os pregadores, esticar-se 
para colocar as roupas no varal etc. 
Observe as falas e os deslocamentos das crianças para ampliar as possibilidades 
de protagonismo delas em jogos de imitação que remetam a contextos culturais co-
nhecidos por elas. Repare se fazem de conta que são personagens ou pessoas que 
conhecem durante as brincadeiras. Caso alguma criança caracterize essa atividade 
como somente de meninas, procure contextualizar e discutir essas considerações. 
 — Eu não quero brincar disso porque essa brincadeira é de menina. 
 — Ele não pode brincar com a gente porque essa é uma brincadeira de meninas.
Possíveis ações 
das crianças
 — Por que esta brincadeira é só para meninas? 
 — Quem aqui está se divertindo com a brincadeira? São só as meninas? 
 — E quem gosta de usar roupas limpas e cheirosas? Os meninos não gostam?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Possibilite que as crianças escolham se querem brincar em pequenos grupos ou 
individualmente, elegendo eventuais pares. Nesse momento, não é preciso cobrar 
uma sequência específica de ações, mas, se ficarem por muito tempo em um só 
local, proponha novos desafios. 
Para finalizar
Quando achar apropriado iniciar a finalização, diga às crianças que a atividade vai 
acabar em breve e que elas podem pendurar no varal as roupas que ainda estive-
rem sendo lavadas ou terminar a brincadeira. Diga para todo o grupo que o tempo 
esgotou e solicite a colaboração de todos para organizar o espaço. Se possível, 
verifique a possibilidade de reutilização da água que sobrou. É importante que as 
crianças acompanhem esse processo como forma de valorizar o meio ambiente. 
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade propondo novos desafios, como separar as roupas em grupos de cores 
ou texturas semelhantes ou seguir uma sequência de ações. Você pode pesquisar cantigas 
e danças regionais sobre o ato de lavar roupas para que as crianças cantem durante a 
vivência. Utilizando os mesmos materiais e espaços, também é possível propor uma ativi-
dade com um contexto diferente, como lavar os brinquedos ou dar banhos em bonecos.
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 122EI_MT_CBP.indb 122 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 ATIVIDADE 4 
BRINCADEIRAS NO PARQUE 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO03, EI02CG03, EI02ET04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a proposta, é importante que as brincadeiras no parque sejam frequentes na 
rotina. Converse com as crianças sobre o que há no parque e do que elas gostam de brincar 
quando estão lá. Faça com elas uma lista de materiais encontrados na escola que poderão 
levar para esse espaço. É importante que eles favoreçam o brincar livre e investigativo e a 
ampliação das ações das crianças. Separe os itens listados para levá-los ao parque. Desse 
modo, o parque terá os materiais que você preparou e os que serão levados pelos pequenos.
 � Materiais
 F Gravetos e talheres para fazer batuques e criar sons no gira-gira;
 F Cordas para serem penduradas ou tecidos para montar cabanas no trepa-trepa 
ou em outro brinquedo com barras horizontais e verticais no qual a criança possa 
escalar;
 F Caixas e copos para brincadeiras de casinha e percepção de pesos, funis, peneiras 
e panelas para serem utilizados no tanque de areia;
 F Bolas e carretéis para deslizar no escorregador;
 F Caixas de papelão;
 F Tecidos de vários tamanhos para serem amarrados no corpo;
 F Cabos de vassoura e tábuas de madeira;
 F Sementes de tamanhos variados;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser iniciada em um local que permita uma conversa com todo o grupo 
e, em seguida, deve ser realizada no parque da escola. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Ao se expressar, as crianças demonstram cuidado e respeito entre si por meio de 
suas atitudes?
2. Quais atitudes demonstram que identificam relações espaciais e temporais? Convi-
dam-se para entrar e sair de casinhas? Sobem e descem em brinquedos? Iniciam e 
terminam o faz de conta?
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Atividade: Brincadeiras no parque 
EI_MT_CBP.indb 123EI_MT_CBP.indb 123 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
3. Quais ações, gestos e movimentos denotam o levantamento de hipóteses sobre os 
fenômenos percebidos? De que forma elas consideram suas solicitações e sugestões?
O QUE FAZER DURANTE
Converse com todo o grupo antes de irem parao parque. Conte às crianças que 
vocês irão realizar uma atividade com elementos novos e, por isso, vão utilizar a 
lista que fizeram. Diga que poderão brincar à vontade com os parceiros que es-
colherem e com os brinquedos e materiais disponíveis. Leia a lista e disponha os 
materiais que vocês conseguiram coletar. 
 — Vamos relembrar os materiais que levaremos ao parque? 
 — Onde vamos colocar os tecidos? No trepa-trepa?! A gente vai usá-los para 
brincar de quê mesmo?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Antecipe que lá pode haver outras crianças, de diferentes faixas etárias, e adultos. 
Explique que você separou materiais suficientes para todos. Em seguida, deslo-
quem-se para o parque. As crianças podem ajudar a levar os materiais ou podem 
se apoiar durante o trajeto, de acordo com as possibilidades de locomoção de 
cada uma. 
No parque, solicite que as crianças, em duplas, levem cada material para seus res-
pectivos brinquedos e espaços, conforme suas ideias anteriores. É possível que as 
crianças mudem esses itens de local conforme forem encontrando outras formas 
de exploração e interação. Possibilite que brinquem com liberdade, interagindo 
ou não com os materiais, e que escolham seus parceiros de brincadeiras, dividin-
do-se em pequenos grupos com outros adultos e/ou crianças de diferentes faixas 
etárias; ou individualmente.
Observe o envolvimento das crianças e verifique se os materiais disponibilizados 
estão cumprindo a função de gerar novas intervenções nas brincadeiras cotidianas. 
Perceba se as ideias são relembradas e se possibilitam a ampliação das formas de 
brincar. Atente-se a como as crianças se expressam por meio de falas, gestos e mo-
vimentos e como demonstram interesse pelos materiais ou fenômenos que partem 
deles. Note se elas levantam hipóteses, demonstram curiosidade e inventam histó-
rias e contextos de uma forma diferente das quais estão habituadas. Observe se as-
sumem uma postura investigativa, com diferentes papéis e representações. Registre 
as soluções das crianças.
Procure intervir quando notar que suas orientações podem apoiar as explorações 
de alguma forma ou se alguma criança lhe chamar para brincar. Incentive outros 
desafios e usos dos brinquedos e espaços do parque a partir do que já estão fa-
zendo, adequando diferentes níveis de dificuldade. Brinque com elas a partir dos 
personagens e cenários criados, apoiando suas escolhas e referências. 
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 124EI_MT_CBP.indb 124 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
 — Como vamos equilibrar este material no balanço?
 — A gente está em uma caverna?
 — Será que o som que sai deste brinquedo, quando a gente batuca, é o mesmo 
que sai dos outros?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Se houver materiais não explorados pelas crianças, escolha alguns com os quais 
brincar. Convide algumas crianças para brincar com você ou para relembrar as 
ideias que tiveram sobre as possibilidades de brincadeiras. Atente-se ao envol-
vimento do grupo e respeite se algumas crianças não quiserem brincar. Algumas 
poderão parar de participar da atividade. Nesse caso, convide-as para observar as 
outras ou a se preparar para a organização e finalização da atividade.
 — Você quer brincar comigo?
 — Vamos chamar mais crianças para brincar conosco?
 — Eu acho que aquele material ali poderia ficar aqui na nossa brincadeira. 
O que você acha?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 
 • Elas podem agrupar caixas, cabos de vassoura, tecidos e tábuas, formando 
estruturas, e construir enredos e narrativas dentro delas.
Possível ação 
das crianças
Para finalizar
Quando a atividade estiver terminando, percorra o parque, avisando que o tempo 
está acabando e que podem terminar o que estão fazendo. Dê o tempo necessá-
rio para todo o grupo se organizar e peça ajuda para guardar os materiais. Vocês 
podem cantar para tornar o momento mais divertido. Outra possibilidade é deter-
minar categorias com as crianças para guardar os brinquedos por agrupamentos. 
Por fim, organize-se com todo o grupo, conforme a rotina de vocês.
O QUE FAZER DEPOIS
Promova uma conversa com todo o grupo, avaliando os usos dos materiais levados. 
Disponibilize as fotos para relembrar e compartilhar as descobertas. Mostre a lista e 
pergunte quais outros materiais podem ser adicionados a ela. Esses itens precisam dar 
continuidade à intencionalidade de utilização e ao enriquecimento das brincadeiras. Su-
gerimos que assista ao vídeo para enriquecer suas reflexões.
Sugestão de vídeo
 • Caramba, Carambola: o brincar tá na escola! Plataforma do Letramento. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=oJSKrU-CKys. Acesso em: 27 jun. 2023
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Atividade: Brincadeiras no parque 
EI_MT_CBP.indb 125EI_MT_CBP.indb 125 16/10/2023 14:39:1216/10/2023 14:39:12
https://www.youtube.com/watch?v=oJSKrU-CKys
https://www.youtube.com/watch?v=oJSKrU-CKys
 ATIVIDADE 5 
BRINCANDO COM LUZES E 
SOMBRAS NO PARQUE 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET02, EI02ET04, EI02ET06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é interessante que vocês já tenham observado e conversa-
do sobre fenômenos naturais e temporais, como a noite, o dia e as relações entre luz e 
sombra. A proposta será mais significativa se partir dos interesses das crianças. Verifique 
se o dia será de sol para dar continuidade às brincadeiras no parque. Faça um convite 
aos responsáveis para que cheguem 30 minutos antes da saída e participem de uma das 
brincadeiras.
 � Materiais
 F Tecidos grandes e escuros que possam ser esticados e amarrados (como TNT, 
toalhas, tapetes etc.);
 F Caixas, lanternas e espelhos;
 F Objetos diversos de fácil manuseio para projeção das sombras;
 F Gizes de quadro;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade. 
 � Espaços
Prepare, na sala, uma grande cabana escura com um tecido grande para servir de teto. 
Dentro, deixe as lanternas, os espelhos e outros objetos disponíveis. Caso não possua 
um tecido grande, apenas apague as luzes da sala para realizar as explorações. Para a 
visita ao parque, certifique-se de que haja muita luz e sombra dos elementos. Se nesse 
local houver brinquedos fixos, pendure os tecidos entre eles para formar coberturas que 
projetem sombras. Se não tiver apoio de outro adulto, monte esses dois ambientes próxi-
mos um do outro e dos brinquedos do parque e prepare as cabanas de modo que tenham 
uma abertura. Assim, de onde você estiver, poderá observar bem os pequenos grupos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais atitudes das crianças demonstram uma postura investigativa ?
2. Como observam, relatam ou demonstram compreender relações entre as luzes e 
as sombras? Como estabelecem relações entre o tempo, o ambiente e suas ações?
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 126EI_MT_CBP.indb 126 16/10/2023 14:39:1316/10/2023 14:39:13
3. Quais são as formas de interação com os espaços, os materiais e entre si que de-
monstram os interesses das crianças em relação à proposta da atividade?
4. As crianças levantam hipóteses, questionam e procuram explicar os fenômenos que 
percebem?
5. As crianças também levam em consideração solicitações e sugestões ao ouvir e 
discutir ideias? 
6. Levantam hipóteses e formulam ideias criativas e originais pela experimentação?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, em roda, conte para todo o grupo que vocês farão brincadeiras com luzes 
e sombras na sala e no parque. Caso não seja possível ir ao parque, providencie 
um espaço na área externa da escola. Mostre os materiais que estarão disponí-
veis. Incentive as crianças a se levantar e manusear os objetos. Logo, a roda co-
meçará a se dispersar e elas começarão a brincar e explorar as luzes, os reflexos 
e as sombras. Deixe claro que luzes refletidas não podem ser direcionadas para 
os olhos. Peça aos pequenos que guardem os materiais em uma caixae diga que 
agora vão brincar de caçar sombras e luzes no parque. 
 — Que brincadeiras vocês costumam fazer no parque?
 — Alguém já brincou com as sombras lá?
 — Do que a gente precisa para poder formar sombras?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Quando todo o grupo estiver brincando no parque, convide as crianças a explo-
rar as luzes e as sombras do local. Se houver crianças de outras turmas e faixas 
etárias ou outros professores no parque, convide-os a brincar também. Escute as 
hipóteses das crianças sobre onde as luzes e as sombras podem ser percebidas. 
Observe seus deslocamentos e suas descobertas em relação a esses fenômenos. 
Incentive que façam reflexos com os espelhos e que busquem utilizar a lanterna à 
luz do dia para verem que a luz do sol é mais intensa que a luz da lanterna e, por 
isso, o objeto não tem utilidade em lugares claros. Seja questionador e possibilite 
que cheguem às conclusões a partir das próprias percepções. Incentive que con-
videm os colegas para participar, escolhendo seus pares ou formando pequenos 
grupos. Mantenha a atenção, relembrando que é perigoso apontar a luz refletida 
dos espelhos e das lanternas para os olhos, pois essa ação pode machucá-los. 
 — Olha só, uma nuvem entrou na frente do sol. Onde foram parar nossas sombras?
 — O que mais a gente consegue encontrar no parque com sombras?
 — Onde estão as sombras das árvores? Elas se mexem?
 — Vamos usar o espelho para fazer luzes?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 — Minha sombra está aqui. Ela fica grudada em mim.
 — Esse brinquedo tem sombra. Essa planta também tem. 
 — Não tem mais sombra porque o sol sumiu.
Possíveis falas 
das crianças
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Atividade: Brincando com luzes e sombras no parque 
EI_MT_CBP.indb 127EI_MT_CBP.indb 127 16/10/2023 14:39:1316/10/2023 14:39:13
 • Elas poderão apontar para as sombras, repetir o que o professor disse ou 
imitar os gestos de outras crianças. 
 • Algumas poderão manusear as lanternas e tentar descobrir como elas 
funcionam.
 • Outras poderão mover as caixas de lugar ou projetar luzes dentro delas.
 • Poderão, ainda, observar sua imagem refletida nos espelhos, analisar as 
sombras nos brinquedos do parque ou perceber que as sombras das árvores 
se movem com o vento.
Possíveis ações 
das crianças
Ao perceber que as crianças já exploraram bem onde se encontram, convide-as a 
se deslocar para outros espaços. Algumas podem não estar interessadas na ativi-
dade de sombras e preferir explorar o parque. Possibilite que elas escolham onde 
querem ficar. 
Convide as crianças em duplas ou individualmente a fazer registros, contornando as 
sombras umas das outras no chão com um giz. Aproveite esse momento para inves-
tigar quais hipóteses elas já levantaram e se estão intrigadas com algum fenômeno. 
Procure fazer isso com todas as crianças. 
 — Que desenhos de sombras vocês fizeram?
 — Quais foram os lugares em que encontraram as sombras?
 — De onde vieram as luzes que usamos?
 — As sombras e as luzes se mexem? Por quê?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Quando o tempo da atividade estiver terminando, incentive as crianças a aprovei-
tar os últimos momentos para explorar espaços do parque em que elas ainda não 
foram. 
Para finalizar
Chame todo o grupo e diga que vocês deverão ir para a próxima atividade em al-
guns minutos. Dê tempo para que os materiais sejam guardados, respeitando o 
tempo de cada criança. Vocês podem fazer isso enquanto cantam alguma música. 
Em seguida, convide-as a se sentar com você. Dessa forma, quem se sentir à von-
tade pode contar quais foram as descobertas e de quais brincadeiras mais gostou.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade com professores e crianças de outras turmas e idades. Uma possi-
bilidade é pendurar tecidos brancos para que as crianças vejam o formato de seu corpo 
por trás dos tecidos. Peça a elas que tentem contornar com canetas hidrográficas essas 
formas no tecido. Outra possibilidade é construir uma cabana para que explorem as luzes 
e sombras dentro delas. Você pode fazer furinhos no teto da cabana, de modo que feixes 
de luz se formem e tornem as explorações mais interessantes. 
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 Conjunto: Brincando no parque
EI_MT_CBP.indb 128EI_MT_CBP.indb 128 16/10/2023 14:39:1316/10/2023 14:39:13
SEQUÊNCIA 8
SONS DO AMBIENTE
As crianças estão atentas ao mundo ao seu redor. As atividades de explo-
ração de sons e silêncios da escola constituem uma das possibilidades do 
trabalho com a música na Educação Infantil. Além disso, essas atividades 
podem estimular o desenvolvimento de habilidades sensitivas e cognitivas 
em crianças dessa faixa etária e auxiliam na prevenção de problemas de 
aprendizagem, desenvolvimento da memória, concentração e linguagem. 
Também é uma excelente maneira de proporcionar às crianças uma apren-
dizagem significativa, utilizando o ambiente escolar para desenvolver a ha-
bilidade de prestar atenção aos diferentes sons e silêncios e seu significado 
prático. Estimula as crianças a interagir com o meio e a criar associações 
entre sons e silêncios e ações que as rodeiam. 
Essas propostas visam proporcionar desafios investigativos relativos a sons 
e objetos inusitados que produzem sons, de modo a ampliar a escuta e a 
imaginação das crianças. Assim, elas mesmas podem, depois, tocar, brincar 
e cantar, sonorizando histórias ou criando trilhas sonoras, por exemplo.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados nesta sequência
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores e 
formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG03
Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
EI02TS01 Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.
EI02TS02
Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, 
texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02TS03
Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas 
e melodias.
EI02ET01
Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos 
(textura, massa, tamanho).
EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02ET05 Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
EI02ET06
Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
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SD
EI_MT_CBP.indb 129EI_MT_CBP.indb 129 16/10/2023 14:39:1316/10/2023 14:39:13
 ATIVIDADE 1 
PASSEIO EM BUSCA 
DE SONS DO AMBIENTE 
 Tempo sugerido: entre 30 e 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET02, EI02ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Visite o local do passeio com antecedência para conhecer os sons que as crianças 
encontrarão por ali. Com autorização por escrito dos responsáveis, a atividade pode ser 
realizada em um bosque, ou em uma praça bem arborizada. Se essa for a sua realidade, 
comunique a gestão e solicite o acompanhamento de professores auxiliares. Além disso, 
verifique se é permitida a coleta de elementos da natureza (gravetos, folhas, pedras, 
vasos de plantas e de flores etc.). Esses materiais devem ser usados na atividade e nas 
próximas vivências desta sequência. No dia do passeio, separe sacos ou recipientes em 
que as crianças armazenarão os elementos.
 � Materiais
 F Sacos, caixas ou outros recipientes 
para guardar itens que as crianças 
irão coletar durante o passeio;
 F Um celular ou um equipamento para 
gravar áudio;
 F Uma mesa forrada com papel para 
exposição dos materiais coletados;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica,um caderno e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
A parte inicial da proposta deve ser realizada na sala. O restante da atividade deve ser 
realizado em um ambiente externo (quintal, jardim ou parque). Essa pode ser uma ótima oportu-
nidade para um passeio pelo bairro e pelas imediações da escola, de preferência em um local 
em que as crianças nunca tenham estado. Caso seja viável, divida as crianças em pequenos 
grupos com um auxiliar para cada um, isso pode dinamizar o passeio. É importante que, nes-
se espaço, seja possível ouvir diferentes sons da natureza (como de pássaros e folhagens) e 
outros tipos de sons (vozes, meios de transporte etc.). Também é importante perceber se há 
elementos naturais pelo caminho, pois parte da atividade requer a coleta desses materiais 
para uso posterior. Durante o percurso, todo o grupo pode seguir lado a lado, de forma livre. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças se deslocam pelo espaço e percebem os sons do ambien-
te? Ao encontrar elementos da natureza, elas os classificam considerando atributos 
como cor, forma e tamanho?
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Sequência: Sons do ambiente
EI_MT_CBP.indb 130EI_MT_CBP.indb 130 16/10/2023 14:39:1316/10/2023 14:39:13
2. As crianças experimentam reproduzir os sons que ouvem? Que tipo de som lhes causa 
maior prazer e qual lhes desagrada?
3. Como manifestam suas descobertas e as compartilham com os demais?
O QUE FAZER DURANTE
Inicie a atividade contextualizando a proposta com todo o grupo. Fale sobre os 
sons que as crianças costumam ouvir diariamente em sua rotina. Explique que, na 
atividade do dia, vocês descobrirão muitos sons diferentes por meio de uma brin-
cadeira no espaço externo. Investigue que sons mais as agradam (o canto de um 
pássaro, o assobio do vento, os pingos de chuva, a música de um programa, o sino 
de uma igreja, as ondas do mar quebrando na orla etc.). Pergunte se elas já brin-
caram de simular que não estavam ouvindo nada e incentive-as a experimentar a 
sensação de colocar os dedos indicadores nos ouvidos. Peça que contem o que 
sentiram e o que ouviram. 
Converse um pouco mais com todo o grupo sobre o passeio que a turma fará. Peça 
às crianças que imaginem os tipos de sons que poderão ouvir no caminho (por 
exemplo: o barulho do ônibus, o latido de um cachorro, o balançar das árvores, um 
avião, buzinas etc.). Observe se elas mencionam incidentes do cotidiano e fenô-
menos naturais ao levantar hipóteses sobre os sons que poderão ouvir no espaço 
que visitarão. Incentive-as a comunicar ideias e arriscar palpites. O objetivo é que 
imaginem e expressem o que pensaram para que confirmem ou não suas hipóteses. 
 • Como são bem pequenas, é provável que algumas crianças ainda estejam 
desenvolvendo a habilidade de fala; por isso, poderão se comunicar por meio de 
gestos ou imitando os barulhos que acreditam que encontrarão no passeio.
Possível ação 
das crianças
Após o levantamento de hipóteses, explique que, durante o passeio, as crianças fi-
carão à vontade para circular pelo ambiente, mas devem prestar atenção aos sons 
que ouvem durante o trajeto. Estabeleça alguns combinados, como: não se distanciar 
do grupo; não subir em árvores, troncos, bancos etc.; se avistar um animal perigoso, 
como cobra ou aranha, não tocar de jeito nenhum e chamar o professor. Chame a 
atenção para a possibilidade de apreciação também do silêncio, convidando-as a 
fazer silêncio, brincando, por exemplo, de estátua.
Antes de iniciar o trajeto de ida, comente com as crianças que você levará um gra-
vador e que, ao identificarem um som diferente ou do qual tenham gostado, elas 
poderão lhe chamar para que, juntos, vocês façam a gravação dele. Deixe claro 
que a ideia é fazer o registro dos sons para que sejam utilizados em outro momen-
to. Peça também que coletem no ambiente materiais diversos (pedras, cascas de 
árvore, frutos secos, folhagens, sementes, gravetos etc.), que serão utilizados pos-
teriormente em outra atividade.
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Atividade: Passeio em busca de sons do ambiente 
EI_MT_CBP.indb 131EI_MT_CBP.indb 131 16/10/2023 14:39:1416/10/2023 14:39:14
Leve todo o grupo até o local que você escolheu para o passeio. Possibilite que 
explorem o espaço livremente e brinquem com os elementos do local. Registre 
as iniciativas e as descobertas delas por meio de fotos, vídeos ou anotações. 
 • É provável que algumas crianças circulem com você, enquanto outras 
poderão encontrar os próprios caminhos de exploração ou se agrupar em 
busca das descobertas.
Possível fala 
das crianças
Incentive as crianças a circular pelo espaço para que conheçam os diferentes sons 
do ambiente. Retome a orientação de que elas podem escolher um som que as 
agrada ou desperta curiosidade para que seja gravado por vocês. Elas também 
podem aproveitar o momento para coletar os materiais que você solicitou. Obser-
ve se buscam classificar objetos, considerando determinados atributos (tamanho, 
peso, cor, forma etc.). Registre os critérios utilizados por elas para seleção dos ob-
jetos coletados. Ao observar alguma criança que demonstra pouco envolvimento 
com a proposta, convide-a a apreciar algum tipo de som com você. Se, mesmo com 
essas intervenções, ela não se envolver, respeite sua vontade e convide-a a ob-
servar os colegas com você, buscando identificar quem gostaria de gravar algum 
tipo de som no gravador. 
 — Você ouviu o som que aquele pássaro fez? Nossa, muito bonito! 
 — Você notou que, quando pisa mais forte, o barulho das folhas sendo 
amassadas fica mais alto? Será que se pisarmos bem de leve esse som muda?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Conforme o tempo da atividade for terminando, avise as crianças que, em alguns 
minutos, vocês terão de finalizar a escuta dos sons e voltar para a escola ou para 
a sala. Aproveite esse momento para se certificar de que todos coletaram os ma-
teriais solicitados e oriente quem não o fez para que realize essa coleta. Passados 
os minutos finais, informe que a atividade acabou. Reúna todo o grupo próximo a 
você e organize o trajeto de volta.
O QUE FAZER DEPOIS
Você pode repetir a brincadeira em outros momentos da rotina e em diferentes espa-
ços. Os sons gravados serão usados na atividade Brincadeiras com sons do ambiente, 
desta sequência. Guarde os materiais coletados no percurso do passeio, pois eles tam-
bém poderão ser utilizados na atividade mencionada. Se possível, organize uma pequena 
exposição, dispondo-os sobre uma mesa na parte externa da sala, de forma que outras 
crianças e a comunidade escolar possam visualizar.
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Sequência: Sons do ambiente
EI_MT_CBP.indb 132EI_MT_CBP.indb 132 16/10/2023 14:39:1416/10/2023 14:39:14
 ATIVIDADE 2 
BRINCADEIRAS COM SONS 
DO AMBIENTE 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02TS01, EI02ET05, EI02ET06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para compor os materiais que possibilitarão as explorações das crianças, faça uma pesquisa 
na escola sobre os itens disponíveis para a atividade. Profissionais da cozinha, da limpeza ou 
outros professores poderão sugerir objetos que produzam sons interessantes para as crianças. 
Avalie se os materiais são apropriados para a faixa etária e separe-os para a vivência.
 � Materiais
 F Gravações realizadas na atividade Passeio em busca de sons do ambiente, desta 
sequência; 
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Elementos da natureza coletados na atividade Passeio em busca de sons do 
ambiente, desta sequência;
 F Materiais de largo alcance de diferentes tipos, formatos e tamanhos, como garrafas 
PET, apitos, cornetas, tampas de panela, tubos de PVC, caixas e pedaços de papelão 
e plástico etc.;
 F Sementes de flamboyant, pedras (atente-se para o tamanho, já que crianças 
bem pequenas podem engoli-las ou aspirá-las), pedaços de madeira e latas de 
refrigerante vazias;
 F Fita adesiva; 
 F Tecidos não transparentes e fáceis de manusear (algodão,poliéster, tricoline ou TNT); 
 F Bancos, mesas ou toalhas para compor os cantos;
 F Cestos ou caixas para armazenar os materiais nos cantos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade pode ser realizada em um ambiente interno ou externo. Organize o espaço 
em estações. Cada estação deve conter objetos em quantidade maior do que o número de 
crianças, podendo haver alguns repetidos nos diferentes cantos, garantindo, assim, uma 
boa exploração. Esses itens devem ser escondidos pelo espaço (em cima ou embaixo de 
banquinhos ou de mesinhas, cobertos por tecidos etc.). Você pode colocar alguns dentro de 
caixas ou cestos cobertos com um tecido ou outro material (TNT, por exemplo) e espalhá-los 
pelo espaço para que sejam revelados em um segundo momento.
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Atividade: Brincadeiras com sons do ambiente 
EI_MT_CBP.indb 133EI_MT_CBP.indb 133 16/10/2023 14:39:1416/10/2023 14:39:14
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças expressam suas vivências e relatam a experiência do passeio?
2. Elas criam sons com os materiais e os objetos disponíveis? Que preferências demons-
tram nesse momento?
3. Que critérios usam para a escolha dos materiais utilizados para a criação dos sons? Elas 
classificam objetos considerando seus atributos (tamanho, peso, cor, forma etc.)? 
4. As latinhas produzem o mesmo som? Qual produz o som mais agudo, mais alto? As 
crianças notam essas diferenças? Por que elas produzem sons diferentes?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, convide todo o grupo a se sentar em roda e peça ajuda para recordar a 
atividade em busca dos sons no passeio realizado na atividade Passeio em bus-
ca de sons do ambiente, desta sequência. Incentive-as a dizer quando, para onde 
foram, o que fizeram lá e o que descobriram. Pergunte se elas se lembram de que 
alguns sons foram gravados durante o passeio.
Após a conversa, diga às crianças que você vai reproduzir esses sons gravados e 
que, inicialmente, elas terão que tentar reconhecê-los e nomeá-los. Fique atento 
às diversas formas de expressão das crianças nesse momento, considerando ges-
tos e falas. Reproduza as gravações mais de uma vez, deixando-as à vontade para 
brincar, dançar ou reproduzir os sons livremente durante a escuta. Incentive-as a 
reproduzir os sons utilizando o próprio corpo; bata com a palma das mãos nas per-
nas, faça sons com a boca, estale os dedos, batuque na barriga etc. 
Após reproduzirem os sons, convide as crianças a observar que há materiais es-
condidos em todos os cantos preparados por você. Diga que precisará da ajuda 
delas para descobrir o que está escondido em cada estação. Observe suas inicia-
tivas, respeitando aquelas que demonstram pouco interesse em participar. Nesses 
casos, convide-as a observar com você as descobertas dos colegas. 
 — Vocês perceberam algo de diferente nesta sala?
 — Que tal a gente descobrir o que é?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Conte às crianças que, para que possam brincar e explorar melhor o espaço, de-
vem se organizar em pequenos grupos. A formação desses grupos pode ocorrer a 
partir de critérios estipulados pelas próprias crianças. Cada grupo poderá escolher 
um canto para descobrir o que há embaixo dos tecidos. Possibilite que explorem li-
vremente as estações e que descubram o que há nelas. Observe-as e registre suas 
iniciativas, ficando atento às ações que realizam com os materiais disponíveis e 
como interagem entre si. Procure intervir apenas convidado para brincar junto ou 
caso haja algum conflito entre os pequenos. 
 • Algumas crianças poderão ficar observando, sem iniciar a exploração. 
 • Nas estações, elas poderão realizar ações como: tocar os apitos, bater um 
graveto na tampa da panela, assoprar o gargalo da garrafa PET etc.
Possíveis ações 
das crianças
 
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Sequência: Sons do ambiente
EI_MT_CBP.indb 134EI_MT_CBP.indb 134 16/10/2023 14:39:1416/10/2023 14:39:14
Conforme as crianças exploram as estações, observe se demonstram curiosidade 
em manipular os diferentes objetos, se os utilizam para produzir sons, se ajudam-
-se mutuamente nos momentos de escolha e se constroem brincadeiras individuais 
ou coletivas. Observe e registre as ações delas por meio de anotações, vídeos e 
fotografias, mas também se aproxime para entrar na brincadeira, incentivando a 
imaginação por meio do uso lúdico dos diferentes elementos. Utilize em sua in-
tervenção elementos que foram menos explorados, buscando chamar a atenção 
delas para esses materiais.
Incentive as crianças a circular pelo espaço para que conheçam os diferentes ma-
teriais de cada estação e descubram como podem usá-los para produzir sons. Ob-
serve se se deslocam pelo ambiente com interesse e espontaneidade, explorando 
e tentando reproduzir os diferentes sons. Oriente os pequenos grupos a trocar de 
estação com os colegas ou a convidar os colegas de outra estação para brincar 
com eles. Registre as iniciativas e descobertas das crianças. 
 — Vocês repararam que há outros objetos ali no outro canto? Que tal descobrir o 
que são? 
 — Olha que legal o som que aquele objeto faz! Você percebeu que, ao 
batucá-lo, ele faz um som diferente? Com o que esse som se parece? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Divida as crianças em pequenos grupos e distribua uma latinha de refrigerante va-
zia por grupo. Oriente cada grupo a colocar diferentes objetos dentro das latinhas.
Tampe a lata com fita adesiva, e, em seguida, os grupos devem balançar a lata 
para ouvir o som que cada uma delas vai produzir. A ideia é fazer com que consi-
gam perceber que as latas vão produzir sons diferentes porque em seu interior há 
objetos diferentes. 
Para finalizar
Quando faltarem alguns minutos para a atividade se encerrar, avise que, em breve, 
você precisará da ajuda das crianças para guardar os materiais e arrumar o espaço 
para o fim da proposta. Anuncie que, depois da arrumação, todos se sentarão em 
roda para compartilhar suas descobertas e opiniões sobre a brincadeira com os 
objetos. Então, reúna todo o grupo em roda e pergunte como foi a experiência.
Incentive todas as crianças a participar do momento, mas respeite as que não 
quiserem falar.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha novas atividades que envolvam a escuta, a brincadeira e a produção de sons, 
como a utilização de objetos e água.
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Atividade: Brincadeiras com sons do ambiente 
EI_MT_CBP.indb 135EI_MT_CBP.indb 135 16/10/2023 14:39:1416/10/2023 14:39:14
 ATIVIDADE 3 
SONS EM BRINCADEIRAS 
COM ÁGUA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 45 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02TS03, EI02ET02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a atividade, é importante que essa não seja a primeira vez que as 
crianças irão brincar com água na escola. Além disso, para que possam explorar os sons 
em contato com a água, elas já devem ter vivenciado situações de exploração e identifica-
ção de sons e suas fontes, como nas atividades Passeio em busca de sons do ambiente 
e Brincadeiras com sons do ambiente, desta sequência.
A partir de suas experiências prévias, os pequenos poderão fazer comparações entre 
os sons produzidos com a água nas brincadeiras (por exemplo: ao bater dois objetos 
molhados um no outro, temos um som, mas, ao bater os mesmos dois objetos secos um 
no outro, temos outro som). Teste previamente os materiais para determinar quais são 
os mais interessantes do ponto de vista da produção de sons e inclua, se quiser, outros 
que não foram indicados na lista de materiais para ampliar as explorações das crianças.
 � Materiais
 F Baldes e bacias com água;
 F Utensílios de cozinha (potes, panelas e talheres de madeira, plástico e metal);
 F Bonecos de plástico;
 F Animais de brinquedo;
 F Garrafas PET;
 F Itens que mais interessaram as crianças durante a atividade Passeio em busca 
de sons do ambiente, desta sequência, como pedras, cascas de árvore, frutos 
secos, folhagens, sementes, gravetosetc.;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em uma área externa (como no pátio, no quintal ou no 
jardim), preferencialmente em um dia de sol e calor, pois as crianças brincarão com água. 
Prepare o ambiente, montando estações com materiais que produzam diferentes sons. 
Para desenvolver a proposta de modo adequado, garanta que haja pelo menos um balde 
ou bacia de água em cada estação.
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Sequência: Sons do ambiente
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 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças demonstram curiosidade em explorar os diferentes ele-
mentos disponíveis no ambiente? Elas criam sons com os objetos? Quais? Conseguem 
explorar suas diferentes possibilidades sonoras?
2. As crianças observam e relatam fenômenos naturais, como luz solar e vento? Como 
elas os descrevem durante as explorações?
3. Elas manifestam suas descobertas e as compartilham com as outras crianças e com 
o professor? Quais brincadeiras realizam com os elementos disponíveis?
O QUE FAZER DURANTE
Antes de levar os pequenos até a área externa, sugira que eles fiquem apenas de 
short, fralda ou com poucas peças de roupa para que possam brincar à vontade. 
Então, convide todo o grupo a ir com você até a área externa e faça uma roda com 
as crianças. Cante com as crianças a música sugerida. Peça que observem como 
está o dia: se está ensolarado, se venta ou se parece que vai chover, e convide-as 
a refletir se é um bom dia para brincar ao ar livre. Incentive-as a compartilhar com 
o grupo e com você as hipóteses. Depois, conte a elas que, no espaço, há vários 
materiais espalhados e que elas podem produzir diferentes sons com eles. Explique 
que elas ficarão livres para explorar e brincar com o que preferirem, inclusive com a 
água. Convide-as a descobrir os sons que podem ser produzidos com os diferentes 
materiais em contato com a água.
Sugestão de música
• Como está o dia. Canal Tucantar. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8iBtNifA_ZE. Acesso em: 27 jun. 2023.
Incentive as crianças a se levantar e a circular pelo espaço. Possibilite que elas 
explorem livremente o ambiente, em duplas ou individualmente, como desejarem. 
Observe e registre iniciativas e caminhos de exploração escolhidos por elas por 
meio de fotos e anotações. Fique atento às ações que realizam com os materiais 
disponíveis e como interagem entre si. Observe o que lhes chama a atenção e se 
algumas ideias de brincadeiras já surgem ao observarem os materiais.
Observe se as crianças realizam movimentos diversos com a água e/ou materiais 
disponíveis a fim de produzir sons. Você pode aguçar a curiosidade delas incen-
tivando-as a perceber o som que cada material pode produzir em contato com a 
água. É possível que alguma criança demonstre medo, nesse caso não a pressio-
ne. Deixe-a olhar e observar as outras crianças se divertindo. Esse período de ob-
servação permitirá que a criança se prepare para participar com mais segurança. 
Com o intuito de enriquecer a brincadeira e as explorações, brinque com a água ou 
incentive as crianças a fazer movimentos diversos, como empurrar a água fazendo 
ondas, bater com a mão na água ou utilizar algum utensílio para pegar e derramar 
a água dentro da bacia ou do balde.
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Atividade: Sons em brincadeiras com água 
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Aproveite as diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente (como pássaros 
cantando, folhas de árvores balançando com o vento, barulho de carros circulan-
do, cachorro latindo etc.) ou o silêncio para incentivar as crianças a identificar os 
diferentes sons (ou silêncios). Proponha a criação de brincadeiras envolvendo os 
sons e incentive-as a brincar enquanto cantam alguma música conhecida, como 
A canoa virou, utilizando a água e os materiais como instrumentos sonoros. Possi-
bilite que percebam que podem usar os materiais do ambiente para acompanhar 
a melodia dessa e de outras músicas que considerarem interessantes.
Sugestão de vídeo
 • A canoa virou. Versão do grupo Palavra Cantada. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_vmxj-adiPo. Acesso em: 27 jun. 2023.
Fique atento às crianças que, por qualquer motivo, demonstram pouco envolvi-
mento na proposta e preferem, por exemplo, observar. Instigue-as a se engajar 
em alguma exploração. Você pode convidá-las a ir até um canto específico com 
você e brincar ao lado delas com algum elemento pelo qual demonstram interes-
se. Pode também oferecer ajuda com alguma ação ou objeto ou, ainda, convidar 
outras crianças a se aproximar e compartilhar descobertas.
Para finalizar
Conforme o tempo da atividade for terminando, avise os pequenos que, em alguns 
minutos, você precisará da ajuda deles para organizar e guardar os materiais. Caso 
alguma criança não queira interromper a brincadeira, diga a ela que é o momento 
de todos compartilharem suas descobertas, contando aos colegas do que e com 
o que mais gostaram de brincar. Passados os minutos finais, reúna todo o grupo 
em roda e convide as crianças a contar como foi a experiência: do que brincaram, 
que sons descobriram durante as brincadeiras, do que mais gostaram etc. Incen-
tive todas a participar desse momento, mas respeite aquelas que não quiserem 
falar ou expressar sua opinião. Considere as diferentes formas de expressão dos 
pequenos, que podem utilizar gestos e movimentos para comunicarem o que que-
rem ou buscar o apoio de um dos objetos com o qual brincaram.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode servir como base para outras propostas e brincadeiras. Sugira, por 
exemplo, a exploração e a brincadeira com sons a partir de elementos da natureza (como 
areia, pedra ou terra) dentro de diferentes embalagens e recipientes, que podem, poste-
riormente, fazer parte do acervo de materiais do grupo.
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Sequência: Sons do ambiente
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https://www.youtube.com/watch?v=_vmxj-adiPo
 ATIVIDADE 4 
CRIAÇÃO DE INSTRUMENTOS 
MUSICAIS E OBJETOS SONOROS 
 Tempo sugerido: aproximadamente 45 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02TS02, EI02ET01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a proposta, é importante que você já tenha desenvolvido as demais pro-
postas desta sequência, especialmente a atividade Passeio em busca de sons do am-
biente. Conte com a ajuda de outro professor ou auxiliar. Se possível, mostre às crianças 
imagens ou vídeos que fazem parte de seus registros das atividades anteriores para servir 
como ponto de partida.
 � Materiais
 F Materiais descartáveis, em quantidade superior ao número de crianças como:
 F Pequenas embalagens de plástico;
 F Papelão ou alumínio;
 F Latas com tampa; 
 F Garrafas PET de diferentes tamanhos; 
 F Caixas de papelão de diferentes tamanhos e formatos.
 F Pedras que possam ser colocadas dentro dos recipientes;
 F Barbante;
 F Fita adesiva;
 F Itens que produzem diferentes sons e podem ser manipulados pelas crianças, como 
os coletados na atividade Passeio em busca de sons do ambiente, desta sequência. 
Esses itens devem ser variados e coletados em quantidade suficiente para oferecer 
uma boa possibilidade de exploração; 
 F Caixas de papelão com tampa para guardar os itens coletados. Elas podem ser 
embaladas de forma criativa para aguçar a curiosidade dos pequenos em descobrir o 
que há nelas; 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade. 
 � Espaços
A atividade pode ser realizada em ambiente interno ou externo. Organize o local com 
antecedência: disponha as embalagens de maneira espaçada pelo chão ou à altura dos 
pequenos. As caixas com os materiais coletados não deverão estar disponíveis junto aos 
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Atividade: Criação de instrumentos musicais e objetos sonoros 
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demais materiais. Como serão apresentados posteriormente e podem oferecer riscos às 
crianças, deixe-os em um local de difícil acesso.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças mostram-se livres e motivadas para explorar os materiais? Exploram 
cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes? Como? 
2. Elas percebem semelhanças e diferenças entre características e propriedades dos 
materiais, por exemplo, que uma garrafa com arroz faz um som bem mais fraco do 
que uma garrafa com pedrinhas? Que o som emitido ao bater em uma lata é bem 
mais grave do que o som de gravetos em uma caixa? Que mesmo sendo maior nem 
sempre o objeto produz um som mais grave? Que estratégias utilizam para obter 
essas percepções?
3. As crianças criam brincadeiras com os materiais e interagem entre si? 
4. Como as crianças escolheram os materiais? Que ideias ou inspirações tiveram? Que 
instrumentos produziram?
5. Que diálogos surgiram ao longo do processo? 
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo a ir com você até o espaço onde será realizada a atividade, con-
tando que lá encontrarão muitos itens e que poderão explorá-los como desejarem. 
Se a atividade estiver sendo realizada em espaço aberto, solicite ajuda do professor 
auxiliar. Ao chegar ao espaço, possibilite que fiquem livres para explorar o ambiente e 
os materiais. Durante a exploração, adote uma postura observadora, buscando iden-
tificar como as crianças manipulam os objetos e interagem entre si. 
Depois de possibilitar que explorem bem os materiais, pegue as caixas contendo 
os itens coletados e sente-se no chão. Chame a atenção das crianças, mostrando 
que há algo naquelas caixas que pode interessá-las.
 • É possível que, nesse momento, algumas olhem para você e que outras se 
aproximem, curiosas para descobrir o que há nas caixas. 
 • Outras crianças, porém, poderão permanecer onde estão, brincando ou 
explorando os materiais.
Possíveis ações 
das crianças
Antes de mostrar o que há nas caixas, conte para as crianças que ali dentro há 
algo que você coletou ou que elas ajudaram a coletar. Relembre a proposta da 
atividade Passeio em busca de sons do ambiente, desta sequência, incentivando-
-as a lembrar quais materiais foram coletados. Depois encoraje-as a manifestar 
opiniões e hipóteses.
Coloque as caixas no chão, em frente às crianças, e possibilite que descubram o 
que há dentro delas, abrindo-as. Registre as reações delas ao abrir a caixa por meio 
de fotos e/ou vídeos, faça essas anotações no caderno. Observe que expressões 
e comportamentos manifestam ao ver os objetos que há nelas. Possibilite que pe-
guem e manipulem os materiais da caixa. Observe como exploram as diferentes 
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Sequência: Sons do ambiente
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texturas, pesos, formas e tamanhos dos objetos. Mostre as pedrinhas que você 
trouxe e convide-as a colocá-las dentro dos recipientes com você. Tome cuidado e 
vede os recipientes depois disso. Caso perceba que alguma criança não se envol-
ve tanto com a proposta, convide-a a ficar próxima a você, observando os colegas. 
 — Crianças, como será que podemos utilizar estes elementos para brincar? 
 — De que forma podemos brincar usando as embalagens e as pedrinhas? 
 — O que será que acontece se eu colocar arroz dentro de uma garrafinha? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Dê liberdade para que as crianças criem as brincadeiras. Observe os movimentos 
que realizam. Caso as crianças não explorem as possibilidades, brinque com elas, 
incentivando-as a perceber as diferentes maneiras de produzir sons, enriquecendo 
a brincadeira, e auxiliando-as a abrir as embalagens ou questionando o que pode 
ser usado para fechar uma caixa, por exemplo. 
 — Olha que barulho interessante! O que você colocou aí dentro dessa latinha? 
 — Puxa, que boa ideia a de colocar as pedras dentro da garrafinha! 
 — Quantos gravetos! Que tal a gente pendurar todos eles enfileirados nesse 
barbante? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Conforme o tempo da atividade for acabando, avise as crianças que, em alguns 
minutos, você precisará da ajuda delas para guardar os materiais. Anuncie qual 
será a próxima atividade do dia, buscando retomar a rotina e antecipar os próxi-
mos acontecimentos, ajudando-as a se organizar. Encoraje todas as crianças a co-
laborar na arrumação. Faça isso cantando uma música, valorizando as iniciativas 
delas na arrumação. 
O QUE FAZER DEPOIS
Guarde os objetos sonoros produzidos pelas crianças para usar na atividade Brincadeiras 
musicais, desta sequência. É possível também planejar a construção de instalações sonoras 
no pátio e nos corredores da própria escola utilizando as fontes sonoras construídas pelos 
pequenos. Outra possibilidade é montar alguma apresentação musical simples, convidando 
os colegas de outra turma a brincar com as crianças e seus instrumentos. Um outro tipo 
de registro são desenhos que definam ou descrevam o que foi aquela atividade para a 
criança. Você pode anotar na parte de trás do desenho para posteriormente retomar com 
os pequenos o projeto em outra atividade. 
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Atividade: Criação de instrumentos musicais e objetos sonoros 
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 ATIVIDADE 5 
BRINCADEIRAS MUSICAIS 
 Tempo sugerido: entre 45 e 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02CG01, EI02CG03, EI02TS03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Converse previamente com o professor de outra turma. Conte a ele sobre a experiência 
das crianças na produção dos instrumentos musicais e objetos sonoros no desenvolvimen-
to da atividade Criação de instrumentos musicais e objetos sonoros, desta sequência. 
Você pode, inclusive, disponibilizar os registros fotográficos e em vídeo para que ele 
mostre às crianças da outra turma e conte que a proposta da atividade é que as crianças 
brinquem com esses instrumentos musicais. Convide o professor a levar a turma dele para 
brincar com a sua na área externa da escola no dia da atividade. Verifique se ele pode 
gravar um vídeo seu e dos pequenos no momento de cantar as músicas.
 � Materiais
 F Instrumentos musicais do acervo da escola e objetos sonoros produzidos na 
atividade Criação de instrumentos musicais e objetos sonoros, desta sequência 
(em quantidade suficiente para as duas turmas). Sugestões: 
 F Chocalhos;
 F Pandeirinhos;
 F Sino dos ventos;
 F Pau de chuva;
 F Violinhas;
 F Castanholas;
 F Latas de diferentes tamanhos;
 F Pedaços de madeira para servirem de baquetas;
 F Viola de cocho;
 F Xilofone. 
 F Caixas de papelão grande (uma para cada criança);
 F Cestos de vime ou caixas de papelão para armazenar os instrumentos (os cestos ou 
as caixas devem ser leves o suficiente para que as crianças os puxem, carreguem 
ou empurrem);
 F Tecidos nos quais dispor os instrumentos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade. 
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Sequência: Sons do ambiente
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 � Espaços
A atividade deve ser realizada em um ambiente externo amplo. O espaço deve conter 
cestos de vime ou caixas de papelão com os instrumentos musicais dentro deles. Disponha 
alguns instrumentos sobre tecidos pelo espaço.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças mostram-se livres e motivadas para explorar o ambiente e brincar? Como 
utilizam o corpo nessa experiência? 
2. Como se movem pelo espaço? Combinam movimentos ou seguem orientações? 
3. As crianças utilizam diferentes fontes sonoras durante a brincadeira? Seguem orien-
tações do professor? Como fazem isso?
O QUE FAZER DURANTE
Inicie a atividade apresentando para as crianças uma viola de cocho. Caso não 
tenha, substitua por outro instrumento semelhante. Explique de uma forma bem 
simples que a viola de cocho é um instrumento musicalde cordas dedilhadas, va-
riante regional da viola brasileira, comum no estado de Mato Grosso. Possibilite 
que as crianças manuseiem o instrumento e experienciem o som que ele produz. 
Então convide todo o grupo a se dirigir até o local da atividade. Destaque que al-
guns dos objetos que encontrarão foram produzidos por elas na atividade Criação 
de instrumentos musicais e objetos sonoros, desta sequência
Possibilite a livre exploração do espaço pelas crianças. Incentive-as a observar tudo 
o que há no espaço. Observe como manipulam os instrumentos (para produzir sons, 
imitar o gesto de tocar o instrumento, simular outro objeto etc.), se criam brincadeiras 
individuais ou coletivas com eles, se interagem e compartilham suas descobertas com 
as crianças da outra turma. Garanta liberdade para que criem e brinquem. Observe e 
intervenha apenas se necessário. Adote uma postura brincante, envolvendo-se com 
as crianças nas brincadeiras propostas por elas. Faça registros por meio de fotos e/
ou vídeos ou anotações durante toda a proposta. 
Durante a exploração e a construção das brincadeiras, observe se há alguma crian-
ça que não deseja partilhar o instrumento ou não busca se envolver na proposta, 
independentemente do motivo. Possibilite que a turma crie outras brincadeiras que 
não necessariamente têm a ver com a proposta. Convide as crianças a circular pelo 
espaço com você e a observar os outros instrumentos disponíveis. 
É esperado que as crianças apresentem um pouco mais de resistência na partilha 
dos instrumentos criados por elas. No entanto, essa disputa é saudável: possibili-
te que resolvam a situação entre elas. Incentive-as a partilhar os instrumentos e a 
construir brincadeiras coletivas com eles.
Convide as crianças a ficar próximas de você para cantar e tocar os instrumentos 
coletivamente. Faça isso puxando alguma cantiga de roda conhecida por elas (como 
Peixe vivo, Ciranda, cirandinha ou A canoa virou). Se possível, peça ao outro professor 
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Atividade: Brincadeiras musicais 
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que grave um vídeo seu e das crianças nesse momento. Uma estratégia para reter a 
atenção delas, sobretudo se a atividade for realizada ar livre, é colocar cada crian-
ça sentada ou de pé dentro de uma caixa de papelão grande. As caixas devem ficar 
posicionadas em formato de meia-lua e cada criança com seu instrumento na mão. 
A partir dessa organização, estimule-as a cantar e tocar todas juntas.
Sugestões de vídeo
• Peixe vivo. Versão do grupo Palavra Cantada. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=a6rT0x4ZSj4. Acesso em: 27 jun. 2023.
• Ciranda, cirandinha. Versão da Galinha Pintadinha. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qzEcHMqqcuE. Acesso em: 27 jun. 2023.
• A canoa virou. Versão do grupo Palavra Cantada. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_vmxj-adiPo. Acesso em: 27 jun. 2023
Enquanto cantam as cantigas de roda, incentive as crianças a chacoalhar os instru-
mentos e batucar nos tambores ou no próprio corpo, mas não se incomode se elas 
se dispersarem da atividade e decidirem criar outras brincadeiras. Por se tratar de 
uma proposta que envolve um número grande de crianças, favoreça a livre circula-
ção e participação. As crianças também podem preferir dançar. Observe se fazem 
isso individualmente, se imitam o colega ou se buscam algum parceiro para a dança. 
 • É possível que nem todas as crianças consigam produzir sons com os 
instrumentos. Pode ser que algumas delas façam um movimento que apenas 
sugira que estão tocando.
Possível ação 
das crianças
Para finalizar
Dê o tom que sugira que a proposta está chegando ao fim. Enquanto cantam uma 
música mais lenta, circule pelo espaço, pegue os cestos ou as caixas e vá se apro-
ximando das crianças, estendendo esses objetos até elas. Ao final, convide todos 
a aplaudir. 
Sugestões de vídeo
• Brilha, brilha estrelinha. Versão de O Reino Infantil. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_NQau6IMnwA. Acesso em: 27 jun. 2023.
• Alecrim dourado. Versão da Galinha Pintadinha. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NAL4isDM4D0. Acesso em: 27 jun. 2023.
O QUE FAZER DEPOIS
A atividade pode ser repetida diversas vezes, variando os grupos de crianças que brin-
cam juntas (turma dos pequenos com turma dos maiores; turma dos pequenos com turma 
dos pequenos etc.). Além da variação das turmas, a proposta de interação também pode 
acontecer em momentos de brincar que envolvam outros elementos, como brincadeiras 
com água ou com elementos da natureza.
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Sequência: Sons do ambiente
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https://www.youtube.com/watch?v=a6rT0x4ZSj4
https://www.youtube.com/watch?v=qzEcHMqqcuE
https://www.youtube.com/watch?v=_vmxj-adiPo
https://www.youtube.com/watch?v=_NQau6IMnwA
https://www.youtube.com/watch?v=NAL4isDM4D0
CONJUNTO 9
HORTA
As plantas, como outros seres vivos, chamam a atenção das crian-
ças. Para aguçar ainda mais o interesse delas, a proposta é trazer 
atividades em que possam viver experiências lúdicas de experimen-
tação e utilização. Ao trabalhar com plantas, as crianças desenvol-
vem consciência ambiental, responsabilidade, cuidado, respeito, 
paciência e observação. 
Saber que existem diferentes tipos de plantas, entender os proce-
dimentos de cuidado para o plantio e o acompanhamento da evolu-
ção, assim como identificá-las, são algumas das oportunidades de 
aprendizagem deste conjunto.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, 
cores 
e formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI02EO03 Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
EI02EO04 Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
EI02EO05 Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.
EI02EO06 Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
EI02CG01 Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
EI02CG04 Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
EI02TS02
Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando 
cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.
EI02EF01 Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
EI02ET02 Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
EI02ET03
Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da 
instituição e fora dela.
EI02ET06
Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, 
depressa, devagar).
AP
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 ATIVIDADE 1 
CONHECENDO UMA HORTA 
 Tempo sugerido: entre 1 hora e 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02EO04, EI02EF01, EI02EO06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para esta atividade, é importante que as crianças estejam de calçados fechados, 
portanto avise os responsáveis com antecedência. Combine com a gestão o momento 
de visita à horta. Caso não haja uma horta na escola, você pode pensar em alternativas, 
como a horta de um vizinho, a comunitária do bairro ou a de outra escola.
Para escolher os alimentos que serão cultivados, pesquise algumas informações 
sobre quais são mais fáceis de cultivar e alimentos da estação. Verifique a previsão do 
tempo para o dia do passeio.
Como a atividade prevê a configuração de pequenos grupos, conte coma presença 
de outro professor ou do professor auxiliar para acompanhar as crianças em sala en-
quanto você leva cada grupo à horta. 
Se não houver a possibilidade de deixar as crianças sob a supervisão de outro pro-
fissional, leve todas ao mesmo tempo, agrupando-as em duplas ou trios. 
 � Materiais
 F Plaquinhas de papel com imagens coloridas dos alimentos que serão cultivados; 
 F Livros com histórias sobre o tema ou álbuns com imagens de hortas e alimentos;
 F Uma folha de papel e uma caneta;
 F Materiais para atividades de livre escolha para o grupo que não estiver na horta;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade deverá ocorrer em dois espaços: na sala e na horta. Caso a escola não 
conte com um espaço para construir uma horta com canteiros, sugira a criação de uma 
horta suspensa. Você pode encontrar excelentes tutoriais sobre como fazer na internet.
Prepare a sala com as plaquinhas fixadas nas paredes, espaçadas e a uma altura 
que possibilite uma boa visualização pelas crianças.
Organize espaços de atividades de livre escolha para aquelas crianças que ficarem 
na sala. Organize também um espaço de roda de conversa na sala.
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Conjunto: Horta
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 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças se envolvem e interagem com a horta? Fazem perguntas? 
Apontam os alimentos? Querem tocá-los, comê-los, cheirá-los? Comunicam algum 
conhecimento prévio ou levantam hipóteses? Como?
2. Como mostram suas preferências? Apontam que gostam mais de determinado ali-
mento? Como se expressam quando não gostam de algum legume? 
3. Como se relacionam com as regras da horta? 
4. Como reagem às explicações dos adultos sobre as propriedades dos alimentos e a 
importância da horta para a saúde? 
5. De que forma as crianças aprendem sobre as plantas, frutas e verduras enquanto 
estão na horta? Como explicam o que estão fazendo para os colegas ou adultos?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo a se sentar em roda. Convide o adulto responsável pela hor-
ta para contar um pouco sobre o assunto e sobre qual será sua participação na 
atividade. Diga às crianças que irão ver de perto algumas plantas diferentes, que 
são de comer. Explique que irão conhecer uma horta e que precisam obedecer a 
algumas regras, como não pisar nas plantas e não arrancar alimentos da terra. 
Diga que, ao final, poderão escolher alguns alimentos para plantar. 
 — Você gosta de alface? Que bacana! 
 — O que acha de experimentar couve? Eu adoro! Será que tem na horta? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
 • Elas podem mostrar interesse pelas plantas, balbuciar o nome de algum 
alimento, balançar a cabeça, indicando negação, verbalizar o que gostam de 
comer, falar que já foram a uma horta.
 • Ao serem avisadas de que irão para a horta, elas podem observar as plaquinhas 
no espaço, apontar para a porta, indicando que querem sair, arregalar os olhos, 
bater palmas, chorar, demonstrar entusiasmo ou desconforto.
Possíveis ações 
das crianças
Diga a elas que sairão em pequenos grupos, um de cada vez ou um por dia. Infor-
me-as que, enquanto um grupo vai com você, os demais permanecerão na sala 
com outro adulto para brincar nos espaços de livre escolha. 
Na horta, possibilite que, inicialmente, as crianças se movimentem com autonomia. 
Faça intervenções, se necessário. Perceba se manifestam algumas preferências. 
Diga a elas que a horta é o local de onde vêm muitos alimentos que comemos dia-
riamente e que, por isso, precisa de cuidados. Peça ao adulto convidado que fale 
um pouco sobre esses cuidados e sobre a horta. Registre com fotos as ações deles 
ou faça anotações no caderno. 
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Atividade: Conhecendo uma horta 
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 • As crianças poderão demonstrar curiosidade em se aproximar das plantas, 
querer colher alguma, colocar na boca, cheirar etc.
Possíveis ações 
das crianças
Incentive a interação dos pequenos, a ajuda mútua e as descobertas coletivas e 
individuais. Observe o que mais as interessa, suas ações e reações, as brincadeiras 
que criam. Apoie-as em suas investigações, se necessário. Incentive-as a convidar 
os colegas que não desejam participar da atividade, mas não as obrigue a tocar 
nas plantas; isso deve acontecer apenas se elas quiserem, pois observar também 
é uma forma de participar. 
Após todos os grupos terem conhecido a horta e se envolvido ao máximo com esse 
espaço e com o que há nele, avise que chegou o momento de voltar para a sala e 
decidir o que será plantado. Nesse caso, algumas crianças podem não querer vol-
tar. Diante disso, avise que terão mais cinco minutos e, se ainda estiverem muito 
interessadas, possibilite que permaneçam no espaço com o grupo seguinte. 
 • Elas poderão indicar preferências por algumas ações, como levantar a mão 
rapidamente e dizer que gostam muito de algum alimento ou que comem 
muito em casa, ou apontar para algum alimento que está ali.
Possíveis ações 
das crianças
Já na sala, faça uma roda com todo o grupo e diga quais alimentos serão planta-
dos. Mostre as plaquinhas com as imagens dos alimentos a serem cultivados que 
estão espalhadas nas paredes, sempre aproveitando as iniciativas dos pequenos. 
Incentive-os a ajudar no processo.
Para finalizar
Após comunicar quais alimentos serão plantados, pergunte a cada criança qual 
alimento ela quer plantar e registre as escolhas no papel. Explique que, em outro 
dia, a turma escreverá um bilhete aos responsáveis, solicitando que enviem, em 
um dia combinado, sementes ou uma muda (preferencialmente) dos alimentos a 
serem cultivados.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outro dia, relembre com as crianças a visita que fizeram à horta e elabore coleti-
vamente um bilhete sobre a atividade aos responsáveis. Com a turma, organize as fotos 
que você tirou em uma cartolina e monte um mural para ser afixado na entrada da sala. 
Você ainda pode solicitar que as crianças façam um desenho da horta para ser entregue 
aos responsáveis na saída. Repita a atividade favorecendo momentos de observação, 
experimentação e conversa em outros locais, com outros tipos de hortas.
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Conjunto: Horta
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 ATIVIDADE 2 
PLANTANDO NA HORTA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET03, EI02EO03, EI02EO06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
A escolha dos alimentos a serem plantados já deve ter sido feita no desenvolvimento 
da atividade Conhecendo uma horta, deste conjunto, e um bilhete já deve ter sido enviado 
aos responsáveis para que enviem as mudas das plantas escolhidas pelas crianças. Se 
for o caso, é possível ainda utilizar o momento de entrada e saída para explicar melhor 
aos responsáveis sobre o desenvolvimento da atividade. Caso você e os responsáveis 
não encontrem a planta escolhida por alguma criança, não deixe de comunicá-la sobre 
possíveis substituições, levando em conta as plantas típicas da região. Dependendo da 
disponibilidade local, das condições climáticas e da terra, pode ser que você precise 
limitar as opções de mudas para o plantio, mas tente considerar os desejos e opiniões 
das crianças como parte desse processo de escolha. Se possível, conte com o apoio de 
outro professor ou do professor auxiliar para acompanhar as crianças que permanecerem 
em sala realizando as atividades de livre escolha, enquanto você acompanha um dos 
grupos no plantio. Combine com a gestão escolar aspectos como espaço, instrumentos, 
preparo da terra, cuidados com as mudas. Convide alguém da comunidade escolar que 
entenda sobre cuidados com a horta para participar da atividade, de modo a contribuir 
com as experiências das crianças.
 � Materiais
 F Suportes para os materiais (mesas ou um tapete);
 F Mudas de plantas;F Pás;
 F Mangueira, regadores ou baldes com água; 
 F Plaquinhas de identificação para a horta confeccionadas com ilustrações ou 
fotografias e coladas em palitos de churrasco (utilize as plaquinhas confeccionadas 
na atividade Conhecendo uma horta, deste conjunto);
 F Fotografias das crianças ou tiras de papel com o nome delas (um nome em cada tira);
 F Materiais para atividades de livre escolha (quebra-cabeças, jogos de encaixe, 
massinha de modelar, brinquedos de faz de conta); 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, um caderno e uma caneta para registrar a 
atividade.
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Atividade: Plantando na horta 
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 � Espaços
A atividade deve ser realizada em dois espaços: na sala e na horta. Caso a escola não 
conte com um espaço para uma horta tradicional, considere criar uma vertical. Na sala, é 
preciso haver espaço suficiente para as crianças interagirem e para que as mudas sejam 
expostas sobre uma mesa, por exemplo, e manipuladas pela turma. Sobre uma outra mesa 
ou no chão devem estar dispostos os instrumentos, as fotografias das crianças (ou as tiras 
com os nomes delas) e as plaquinhas dos vegetais.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças compartilham o espaço da horta e os instrumentos com seus 
pares? Elas partilham, oferecem ajuda, revelam seus sentimentos? Que saberes de-
monstram?
2. Que estratégias usam para plantar? Observam os colegas? Pedem ajuda ao professor? 
3. Fazem uso dos recursos disponíveis da forma que desejam? Dão outras funções aos 
materiais, ampliando suas percepções sobre eles? 
4. De que forma buscam soluções para os desafios que se apresentam durante as 
atividades? 
5. No uso dos materiais, é possível perceber a criatividade, a autonomia ou o cuidado 
com a natureza?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo em roda para avisar que chegou o dia de plantar os vegetais 
escolhidos. Caminhe com as crianças até o espaço organizado com as mudas, os 
instrumentos para o plantio e as plaquinhas. Pergunte se elas lembram quais são 
as plantas que escolheram para plantar na horta. Mantenha uma posição de ob-
servador e ouvinte. 
 • Elas podem conversar entre si, mostrar com alegria e euforia o vegetal 
selecionado, demonstrar entusiasmo para plantar, pegar o vegetal imediatamente, 
ficar curiosas pela muda do colega, perceber que há mudas iguais.
 • Elas podem indicar a função do regador, por exemplo, fazendo gestos que 
imitam a ação de regar.
Possíveis ações 
das crianças
Após esse momento, avise os pequenos que a turma se dividirá em pequenos grupos 
para ir até a horta plantar. Para isso, acolha as sugestões das crianças na divisão 
dos grupos. Diga a elas que todas realizarão o plantio e que um grupo de cada vez 
irá com você, enquanto os outros vão ficar brincando com outro professor ou auxiliar 
nos espaços de livre escolha. Não esqueça que você pode adequar esse momento 
à sua realidade, por exemplo, levando todos ao mesmo tempo. 
 — Como podemos formar os grupos para a visita? Alguém tem uma ideia? 
 — Ah, você quer ir com ele!? Possíveis falas 
do(a) professor(a) 
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Conjunto: Horta
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Depois dos grupos formados, peça às crianças que peguem as mudas e os instru-
mentos que acharem necessários para plantar. Se alguma delas não quiser pegar 
um instrumento, tente incentivá-la, mas lembre-se de que ela pode plantar apenas 
usando as mãos. Avise as crianças que haverá uma pessoa esperando por elas na 
horta para falar sobre os cuidados com a horta. Garanta que tenham liberdade de 
escolha e respeite as iniciativas. O percurso entre a sala e a horta pode ser bem 
divertido. Você pode, por exemplo, cantar uma música que as crianças conheçam, 
cantando o início da canção e incentivando-as a inventar os próximos versos. 
Chegando à horta, apresente o convidado aos pequenos. Peça a ele que mostre o es-
paço às crianças, que pode ter sido preparado por ele. Oriente-o a favorecer a livre ex-
ploração das crianças. Você pode perguntar a elas sobre os buracos abertos na terra e 
convidá-las a fazer outros com sua ajuda, se necessário. Perceba se algumas crianças 
têm a iniciativa de cavar ou já colocar a muda direto no buraco ou se preferem obser-
var. Acolha a iniciativa das que querem iniciar o plantio das mudas e incentive que 
elas ajudem umas às outras. Se alguma criança ficar reticente em se envolver, convide 
os colegas para ajudar! Ajudar uns aos outros é uma ótima maneira de criar laços de 
amizade e colaborar. Ao mesmo tempo, incentivar o trabalho em equipe permitirá à 
criança se beneficiar da troca de conhecimentos com seus colegas. Certifique-se de 
que todas as crianças que estão participando da atividade se ajudam mutuamente e 
valorizam seus esforços. Peça ao convidado que fale sobre a terra e qual deve ser o 
estado dela para que a planta possa crescer. Ajude as crianças no que for preciso, a 
fim de que participem com segurança. Registre as ações delas no plantio.
Você pode mexer na terra e usar a pá, estimulando os pequenos a fazer o mesmo. 
Junto ao convidado, converse com as crianças sobre as responsabilidades que 
deverão ter com a horta.
Depois de aproximadamente 30 minutos nas experiências com o plantio, peça às 
crianças que peguem as plaquinhas com as fotos e imagens dos alimentos para 
fincar na terra, perto das mudas. Se ainda mostrarem interesse pela atividade, avi-
se que poderão ficar ali por mais alguns minutos. 
Para finalizar
Conduza as crianças de volta à sala. Você pode cantar uma música durante o tra-
jeto. Depois disso, peça a elas que lavem as mãos e fiquem com o outro professor 
ou auxiliar nas atividades de livre escolha, enquanto você leva os próximos grupos 
à horta. Siga as mesmas orientações anteriores para que as crianças dos grupos 
seguintes realizem o processo e façam o plantio.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outro momento, proponha a construção de uma horta suspensa ou em caixotes. 
Uma alternativa é propor que plantem alguns temperos em vasos, que podem ficar na 
sala. Além disso, leve as crianças a visitas periódicas à horta, para acompanhar o desen-
volvimento das plantas e para cuidar delas, conforme previsto na atividade Cuidando da 
horta, deste conjunto. Você pode ainda propor às crianças que elaborem com você um 
convite para visitação da horta escolar. Envie o convite aos responsáveis e peça para que 
as crianças compartilhem com eles a ideia de visitação da horta que fizeram.
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Atividade: Plantando na horta 
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 ATIVIDADE 3 
CUIDANDO DA HORTA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI02ET02, EI02ET06, EI02CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
A essa altura, você já estará familiarizado com os cuidados necessários para a planta-
ção dos alimentos na horta e poderá ajudar as crianças no que for preciso. Não obstante, 
conte com a ajuda de outro professor ou do professor auxiliar, que deverá acompanhar 
as crianças em sala enquanto cada pequeno grupo visita a horta. Lembre-se de que, uma 
vez plantadas as hortaliças, as visitas poderão se tornar rotina, podendo cada grupo fazer 
a visita em um dia diferente.
 � Materiais
 F Um calendário grande para acompa-
nhar os cuidados diários da horta e a 
passagem do tempo;
 F Imagens impressas ou de revistas dos 
principais cuidados com as plantas de 
uma horta;
 F Fotos das crianças plantando mudas na 
horta (aproveite os registros realizados 
na atividade Plantando na horta, deste 
conjunto);
 F Uma cartolina para elaborar um cartaz 
com os dias da semana, em forma de 
tabela;
 F Instrumentos diversos para cuidar 
da horta (regadores, baldinhos, pás, 
canecas etc.);
 F Materiais para atividades de livre 
escolha (mesinhas, brinquedos que 
envolvam cozinha/comidinha, como 
alimentos de plástico ou reais,

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