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Dinamometria 1. Introdução ____________________________ - É uma análise muscular, realizada por meio de um aparelho chamado Dinamômetro Isocinético Computadorizado, que registra o trabalho realizado através do movimento articular e, assim, identificar os possíveis desequilíbrios e déficits musculares que levam ao desgaste prematuro das articulações. - Dinamometria vem do grego → Dina (força) + métron (medição); - Mensuração de força muscular. 2. Avaliação Dinamométrica ________________ - Pode-se fazer a avaliação de forças e pressões externas que são mais fáceis de serem medidas, uma vez que partem de métodos não invasivos; → Dinamômetro isocinético, baropodometria, dinamômetros manuais e outros. - Ou, ainda, pode-se fazer a avaliação de forças e pressões internas que são mais difíceis de serem medidas, uma vez que partem de métodos invasivos; - Avaliação altamente especializada, usada somente em pesquisas e não para tratamento em si. → Durante o ato de caminhada, quer saber quais ligamentos e tendões têm uma maior pressão ou tensão. ❖ Dinamômetro Isocinético: - Desenvolvido por James Perrini; ● Definição: - Uma contração muscular, onde a velocidade do movimento é constante contra uma resistência variável e totalmente correspondente. ➔ Contração Isocinética: - Tem uma carga variável, mas a velocidade é constante, em que o equipamento sempre vai se mover dentro da velocidade estabelecida, por mais que o paciente coloque força. → Velocidade constante e carga variável. ➔ Carga variável: - Para manter essa velocidade constante, na hora que o paciente coloca muita (ou pouca) força, o equipamento coloca uma resistência correspondente para manter a velocidade angular já estabelecida. Então, isso quer dizer que a carga vai se adaptando, de acordo com a força que o paciente coloca. → Isso mostra que com o mesmo peso (resistência), pode se obter diferentes dificuldades durante um movimento, por conta da gravidade. Ex: Flexão de antebraço com 10kg a favor da gravidade se tem menor dificuldade em relação a 10kg contra a gravidade. → Por isso, o estímulo verbal é necessário, para que o paciente coloque a máxima carga possível. ● Vantagem: - Permite a sobrecarga de um músculo a 100% de sua capacidade máxima em toda a amplitude de movimento. - Consegue avaliar quase todos os segmentos corporais → Punho, antebraço, cotovelo, ombro, quadril, joelho, tornozelo, coluna lombar. ● Desvantagens: - Alto custo (cerca de R$300.000,00); - Treinamento; - Funcionalidade; - Cadeia cinética aberta; - Vontade do paciente; - Manutenção constante. ● Conceitos importantes ➔ Força máxima (PT): - O certo é considerar torque ao invés de força, pois a força é uma medida linear, já o torque é uma medida angular. - Momento ou torque muscular (deslocamento angular): Fórmula: F = Força (newton) x BA (m) → Unidade de medida Newton-metro (N.m) ➔ Trabalho (T): - Energia dispendida durante a contração muscular. Fórmula: J = T (torque) x Deslocamento angular → Unidade de medida em Joule (J) ➔ Índice de resistência: - Durante um teste de resistência de 6 a 60 repetições de um determinado movimento, o computador registra um trabalho total desenvolvido no primeiro terço e no último terço do teste, calculando um índice de resistência. → Um índice de resistência elevado indica que houve pequena queda de torque muscular (força) ao longo do trabalho prolongado. Isso é bom porque as lesões em atletas não ocorrem no início de um movimento e sim quando o grupo muscular já se encontra fadigado. ● Orientações: - Curto aquecimento cardiovascular e musculoesquelético com atividade aeróbica leve (lembra que a Lorenna/ Thiago ficou fazendo bike por alguns minutos antes de ir pra máquina); - Deve fornecer uma descrição verbal das etapas do teste; - Deve haver um encorajamento verbal contínuo (feedback). ● Protocolos do teste: - Velocidade; - Número de repetições; - Tempo de repouso. ● Contraindicações: ● Resultado do teste: - Ao fim do movimento (teste), tem-se um laudo quantificado com cada membro e cada parâmetro como, trabalho, fora e porcentagens, evidenciando os déficits, fadigas e força (torque); - Tem, ainda, a comparação entre o lado lesionado e o lado não lesionado, relacionando o agonista com antagonista de cada membro. ➔ Além disso, obtém também um gráfico do paciente: - No gráfico, a curva maior evidência-se o pico de torque de extensão e na curva menor o pico de torque de flexão; - Linha azul - membro envolvido (lesionado); - Linha rosa - membro não envolvido (não lesionado). ● Comparação de lados contralaterais (diferença do lado lesionado e não lesionado em %): < 10% - Normal; 10-20% - Possivelmente anormal; > 20% - Certeza de disfunção. ● Comparação de agonista com antagonista: - A diferença de porcentagem tem que ser pouca, pois um agonista muito fraco com um antagonista muito forte, aumenta a sobrecarga na articulação em questão (ou vice-versa), aumentando a extensão ou a flexão. ❖ Outros tipos de dinamômetros: - Alguns dinamômetros são colocados em locais específicos para medir a força do paciente, como por exemplo em uma tecla de computador, captando a força de digitação. ● Dinamômetro de preensão manual: - O teste da Força de Preensão Manual (FPM) é usado para mensurar a força dos músculos da mão e do antebraço, e também avaliar as condições físicas dos membros superiores.