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SECRETARIADOEXECUTIVO: TENDÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO INTERNA PARA
MOMENTOS DE CRISE
TONOLI, Isabella Rossete
Universidade Estadual de Londrina, isabella.rossete@uel.br
OLIVEIRA, Maria Conceição
Universidade Estadual de Londrina, concei.oliveira@uel.br
1 INTRODUÇÃO
No contexto do Secretariado Executivo, a evolução desse profissional reflete
uma transformação profunda, passando de uma função predominantemente
administrativa para uma posição estratégica de gestão do conhecimento e
comunicação dentro das organizações. Inicialmente visto como um cargo de apoio, o
profissional de Secretariado Executivo agora desempenha um papel central na
coleta, organização e disseminação de informações críticas, tornando-se um gestor
do conhecimento essencial para as organizações.
Esses profissionais têm acesso privilegiado a informações sensíveis e
estratégicas, permitindo-lhes atuar como agentes de comunicação eficazes e, não
apenas facilitam a troca de informações entre diferentes níveis hierárquicos e
departamentos, mas também garantem que o conhecimento circulante seja
relevante, preciso e oportuno, promovendo a tomada de decisões. Durante crises, a
habilidade do Secretariado Executivo em gerir o fluxo de informações torna-se
primordial, garantindo que a comunicação interna seja clara, precisa e orientada,
minimizando mal-entendidos e mantendo todos informados e alinhados.
Nesse cenário de crescente importância da comunicação interna e da
gestão de crises, o Secretariado Executivo não só facilita a disseminação de novas
tendências e práticas, como também adapta essas inovações às necessidades
específicas da organização. Seu papel na linha de frente da comunicação,
especialmente durante crises, demonstra sua capacidade de gerir o conhecimento
de forma que fortaleça a resiliência e a eficiência organizacional.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
No cenário contemporâneo caracterizado por mudança constantes, o
mercado de trabalho enfrenta grandes desafios e incertezas que tornam a
comunicação interna uma peça-chave para a harmonia organizacional,
especialmente durante uma crise. A crescente complexidade da administração
organizacional e a volatilidade dos mercados deixam claro a urgente necessidade
de uma comunicação eficaz e unificada, que alcance todos os níveis da
organização, assegurando a coesão e a eficácia organizacional. Esta comunicação é
vista não apenas como uma troca de informações, mas como um processo
estratégico que tem como objetivo alinhar as metas da empresa com as expectativas
de seus colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho harmonioso e
produtivo. De acordo com Heath e O'Hair (2009), a comunicação interna
desempenha um papel crucial na formação da cultura organizacional e na promoção
do engajamento dos funcionários, sendo um fator que determina o sucesso
organizacional.
Esta pesquisa sobre as tendências de comunicação durante crises
organizacionais possui, assim, uma imcomparável importância, oferecendo ideias e
discussões que podem aprimorar a preparação e a resposta das empresas a
situações imprevisíveis. Além disso, essa pesquisa contribue significativamente para
o desenvolvimento teórico e prático do campo do secretariado executivo, ampliando
o entendimento sobre o papel estratégico e informacional desses profissionais na
gestão da comunicação interna e de crises. Nesse contexto, Torquato (2004)
argumenta que a comunicação interna deve ser orientada para gerar consentimento
e aceitação entre os membros da organização, promovendo as harmonia e
contribuindo para o cumprimento das metas estratégicas da empresa. Esse
alinhamento é especialmente crítico em tempos de crise, quando a clareza e a
precisão das informações transmitidas podem fazer a total diferença na
administração e imagem de uma organização.
Em paralelo, a comunicação organizacional é igualmente essencial para a
manutenção da reputação da empresa e para a construção de relações. Argenti
(2009) destaca que a comunicação organizacional eficaz é uma das principais
características da gestão de reputação, ajudando a empresa a lidar com crises e a
fortalecer sua posição no mercado. Roper e Fill (2012) complementam essa visão,
argumentando que a comunicação organizacional deve ser estratégica,
integrando-se aos objetivos de longo prazo da empresa e atuando como um
elemento que interliga as partes interessadas. Ambos os tipos de comunicação são,
desse modo, interdependentes e fundamentais para o funcionamento eficaz de uma
empresa, especialmente em momentos de crise.
Dentro desse contexto, os profissionais de Secretariado Executivo assumem
uma posição central e estratégica na gestão da comunicação interna e
organizacional. Burns e Wharton (2018) descrevem esses profissionais como pontes
cruciais entre diferentes departamentos e níveis hierárquicos, facilitando o fluxo de
informações e visando com que as comunicações sejam claras, consistentes e
alinhadas com os objetivos da empresa. Essa capacidade de facilitar a comunicação
é especialmente acatada em situações de crise, onde a rapidez e a precisão das
informações são essenciais para a tomada de decisões eficazes. Du-Babcock e Liu
(2018) apontam que os profissionais de secretariado executivo têm um papel vital na
organização e documentação das informações de maneira acessível e organizada, o
que é extremamente importante em situações de crise, onde a capacidade de tomar
decisões rápidas e informadas se torna insubstituíveis para extinguir ou diminuir os
danos e assegurar a prosperidade dos negócios.
Além disso, o papel do Secretário Executivo vai além gestão de informações;
eles também atuam como gestores do conhecimento e agentes de comunicação
dentro da organização. Silva (2013) e Oliveira e Alves (2008) discutem como a
gestão eficaz do conhecimento desses profissionais pode transformar dados e
informações em pontos estratégicos para a empresa. Em tempos de crise, essa
gestão se torna ainda mais sensívei, pois a habilidade de antecipar problemas e
formular respostas rápidas pode ser o fator determinante entre o sucesso e o
fracasso organizacional.
A comunicação eficaz é fundamental na gestão de crises, e esses
profissionais desempenham um papel indispensável nesse processo. Fay (2018)
ressalta que, durante crises, a clareza e a concisão das mensagens transmitidas
pelos secretários executivos são fundamentais para manter a calma e a confiança
dos colaboradores e dos stakeholders externos. Cameron e Wilcox (2009) reforçam
essa ideia, observando que os secretários executivos são treinados para atuar em
ambientes de alta pressão, onde a comunicação eficaz e a capacidade de liderança
são essenciais para o bem estar das empresas.
Para melhor entendimento, a gestão de crises envolve uma série de fases
que vão desde a preparação até a recuperação, e a comunicação desempenha um
papel único em cada uma delas.. Mitroff (2001) e Forni (2019) descrevem como as
crises podem se manifestar de diversas formas e fases, exigindo uma resposta
rápida e bem planejada. Isso pode ser notório, principalmente na Era da Informação,
onde conclusões são tiradas antes mesmo de um comunicado oficial ou um contexto
exposto. Necessita-se, então, de um plano de comunicação de crise eficaz,
elaborado com o suporte de profissionais, principalmente de um secretário
executivo, para preservar a reputação da empresa e minimizar os impactos
negativos.
Exemplos de gestão de crises bem-sucedidas, como o caso da Johnson &
Johnson, que soube lidar com uma crise grave de forma transparente e rápida,
deixando claro a consciência de seus erros mas também a urgência de um
posicionamento e ações de reconstrução, demonstram a importância de uma
comunicação eficaz e coordenada. Em contraste, casos de má gestão de crises,
como o da United Airlines, onde a comunicação ineficaz agravou a situação e
prejudicou seriamente a reputação da empresa e afetou milhares de vidas,
demonstram as consequências de uma comunicação inadequada. É com base
nessas stuações, infelizmente recorrentes, que são manueadas de forma precária,
que precisa-seestudar como a comunicação e suas tendências podem ajudar a
reorganizar ideias e ações para que não ocorram novamente ou, pelo menos, seja
resolvdas de forma tão profissional e clara que os danos são minimos ou revertidos.
Assim, a comunicação interna e organizacional, aliadas à gestão eficaz do
conhecimento e à habilidade dos profissionais de secretariado executivo, formam os
pilares fundamentais para a gestão de crises nas empresas. Esses elementos
garantem a sobrevivência da empresa em tempos de incerteza e caos e contribuem
para o fortalecimento da organização no longo prazo. Em um mundo onde as crises
são inevitáveis, a capacidade de gerenciá-las de maneira eficaz se torna um
diferencial competitivo, e os profissionais de secretariado executivo estão na posicão
frontal dessa gestão, desempenhando um papel estratégico e indispensável para o
sucesso organizacional.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este trabalho aborda a pesquisa e investigação qualitativa, ou seja, aquela
que não faz uso de estatísticas, mas sim a interpretação dos dados e a atribuição de
significados (PRODANOV, FREITAS, 2013, p. 70).
Na abordagem qualitativa, a pesquisa tem o ambiente como fonte de dados,
assim, o pesquisador possui contato direto com o ambiente e o objeto de estudo.
Os dados coletados para esta pesquisa são descritivos, usando o maior número
possível de elementos encontrados na pesquisa. Ela também se caracerisa como
uma pesquisa bibliográfica e explicativa, em que sua maior base para
fundamentação teórica são livros, artigos e fontes oficiais, assim como é possível se
observar diariamente ao nosso redor.
Assim, essa pesquisa teve como lócus os Secretários Executivos e Agentes
de comunicação, para melhor entendimento sobre suas práticas em uma
organização em meio a uma crise.
Os resultados serão expostos no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e
na banca examinadora para a defesa deste.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A conclusão desta pesquisa destaca a evolução significativa do papel do
Secretariado Executivo e sua importância estratégica nas organizações
contemporâneas. Esses profissionais desempenham um papel crucial na gestão do
conhecimento dentro das empresas e são responsáveis por organizar e disseminar
informações de maneira acessível e atualizada, o que é fundamental para a tomada
de decisões e para a eficácia da comunicação interna. Esse papel como gestor do
conhecimento é essencial para garantir que as informações circulam de forma eficaz
e que todos os os envolvidos possuam acesso aos dados necessários para suas
funções. A capacidade de estruturar e compartilhar informações permite que os
secretários executivos ajudem a melhorar a eficiência organizacional e a promover
uma comunicação interna fluida.
Em situações de crise, é notório a importância da comunicação interna e
como os profissionais de Secretariado Executivo são particularmente valiosos devido
à sua habilidade em gerenciar a comunicação sob pressão e manter a calma em
momentos críticos. A capacidade articular mensagens claras e de manter o
entendimento dentro da organização leva a uma redução dos impactos na
organização ou, até mesmo, sua total exterminação.
Além disso, a pesquisa evidencia a importância das tendências emergentes
na comunicação interna e na gestão de crises. Com o avanço das tecnologias
digitais e o crescente uso das redes sociais, novas práticas e abordagens estão
moldando a forma como as organizações comunicam e gerenciam crises. Os
profissionais de Secretariado Executivo devem estar atualizados sobre essas
tendências para garantir que suas práticas de comunicação permaneçam eficazes e
relevantes. A inclusão dessas novas tecnologias e estratégias podem ajudar a
melhorar a preparação e a resposta a crises, oferecendo novas oportunidades para
aprimorar a gestão da comunicação interna.
Também é clara a contribuição significativa para o desenvolvimento
acadêmico na área de Secretariado Executivo. Dessa forma, é reforçada a
importância do Secretário Executivo como um papel estratégico e comunicacional
nas organizações e também proporciona um entendimento mais profundo sobre
como melhorar a comunicação e a gestão de crises, beneficiando tanto os
profissionais quanto as organizações no mercado de trabaho contemporâneo.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acerca do relato acima mencionado, destaca-se a relevância crucial deste
profissional no ambiente organizacional contemporâneo. A pesquisa revela que,
além das funções administrativas tradicionais, o Secretário Executivo é crucial e
caracterizado como gestor do conhecimento e facilitador da comunicação interna.
Estas funções são especialmente úteis em situações de crise, onde o manuseio e
conhecimento sobre informações podem determinar o resultado de uma empresa,
seja de sucedida ou fracassada.
Os casos analisados mostram que uma comunicação interna eficiente pode
minimizar os impactos negativos de crises, enquanto a falta de comunicação
adequada pode agravar a situação e prejudicar a reputação da empresa. A
capacidade do Secretário Executivo de adaptar-se às novas tecnologias e
tendências é fundamental para aprimorar a comunicação e a gestão de crises.
Em resumo, o estudo destaca que o Secretário Executivo é um recurso estratégico
indispensável para a gestão de conhecimento e comunicação interna, contribuindo
significativamente para a resiliência e o sucesso das organizações.
REFERÊNCIAS
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