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<p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 1/10</p><p></p><p>DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Conceituando Direito Ambiental;</p><p>2. Princípios do Direito Ambiental;</p><p>3. Direito Ambiental Constitucional;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a importância do meio ambiente para a sobrevivência do ser humano;</p><p>- Identificar o conceito de Direito Ambiental e sua aplicação;</p><p>- Conhecer os princípios que regem o Direito Ambiental e sua aplicação;</p><p>- Compreender a atuação da Constituição Federal brasileira na proteção do Meio Ambiente.</p><p>O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é uma preocupação relacionada às injustiças promovidas pelo modelo de</p><p>desenvolvimentista que toma proporções catastróficas. Busca-se uma nova compreensão para mudança da relação do ser humano com a</p><p>natureza e seu papel enquanto cientista social e político. Nesta unidade será possível avaliar esta relação. Assista ao filme indicado e reflita.</p><p>Documentário Terra</p><p>DA18E01 Direito Ambiental Unidade 1DA18E01 Direito Ambiental Unidade 1</p><p>Unidade 1</p><p>ROTEIRO DE ESTUDOS1.1)</p><p>DISPARADOR1.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=eSIJKeXQHLQ</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 2/10</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Inicialmente, será verificada a importância do meio ambiente para a sobrevivência do ser humano, sobretudo os riscos decorrentes da ação</p><p>humana.</p><p>Feita a análise do conceito de Direito Ambiental e sua aplicação enquanto guardião e protetor dos recursos ambientais, verificar-se-á como</p><p>os princípios que regem o Direito Ambiental são aplicados em consonância com a legislação vigente.</p><p>Nesta unidade será analisado o Capítulo da Constituição Federal brasileira responsável pela Tutela do Meio Ambiente.</p><p>O Direito possui um entendimento próprio sobre Meio Ambiente e a partir dele pode-se compreender como defendê-lo.</p><p>Para José Afonso da Silva (2011), Meio Ambiente “é a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o</p><p>desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas”.</p><p>Segundo o art. 3º da lei 6.938/81, “É o lugar onde habitam os seres vivos, seu habitat. Esse meio físico interage com os seres vivos (meio</p><p>biótico), formando um conjunto harmônico de condições essenciais para a existência da vida como um todo”.</p><p>Lei 6.938/81</p><p>Clique no ícone para acessar.(FALTA LINK)</p><p>O Conceito de Meio Ambiente divide-se em:</p><p>a) Meio Ambiente Artificial: espaço urbano construído, consubstanciado no conjunto de edificações e equipamentos públicos (ruas,</p><p>praças, arquivos, bibliotecas e espaços urbanos abertos em geral). Art. 21 XX e Art. 182 e Art. 225 da CF/88;</p><p>b) Meio Ambiente Cultural: integrado pelo patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico, turístico que mesmo sendo obra do</p><p>homem possui valor especial. Art. 215 e Art. 216 da CF/88;</p><p>c) Meio Ambiente Natural: constituído pelo solo, água, ar, fauna, flora, interação dos seres vivos e seu meio, onde se dá a correlação</p><p>recíproca entre as espécies e suas relações com o meio ambiente que ocupam. Inclui patrimônio genético e zona costeira. Previsão legal:</p><p>Art. 3º da lei nº 6.938/81 e Art. 225 da CF/88.</p><p>d) Meio Ambiente do Trabalho: integra a proteção do homem em seu local de trabalho com observância às normas de segurança.</p><p>Preocupa-se com a qualidade de vida do trabalhador. Previsão legal: Art. 200 VIII e Art. 7ºXXII da CF/88 (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Constituição Federal de 1988</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>CONCEITUANDO SUSTENTABILIDADE</p><p>O conceito de sustentabilidade faz-se importante para identificar o movimento feito pelo ser humano em prol da manutenção de sua vida,</p><p>também relacionado ao Meio Ambiente.</p><p>INTRODUÇÃO1.3)</p><p>CONCEITUANDO MEIO AMBIENTE1.4)</p><p>https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=XayjcbnaWco?rel=0</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/INSERIR%20LINK</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 3/10</p><p>Para Sirvinskas (2018), “desenvolvimento ecologicamente equilibrado, desenvolvimento sustentável e ecodesenvolvimento – a conciliação</p><p>de duas situações: preservação do Meio Ambiente e necessidade de incentivar o desenvolvimento socioeconômico. Será possível com a</p><p>utilização racional dos recursos naturais sem degradar o ambiente”.</p><p>CONCEITUANDO MEIO AMBIENTE PARA O DIREITO</p><p>Direito Ambiental é a ciência jurídica que estuda, analisa e discute as questões e os problemas ambientais e sua relação com o ser humano,</p><p>tendo por finalidade a proteção do meio ambiente e a melhoria das condições de vida no planeta. (SIRVINSKAS, 2018)</p><p>Baseando-nos neste conceito, importa conhecer quais as alternativas apresentadas pelo Direito para que se possa proteger o Meio</p><p>Ambiente e utilizá-lo de modo consciente.</p><p>DIREITO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>Desenvolvimento sustentável: utilização racional dos recursos naturais.</p><p>O conceito de desenvolvimento sustentável remete à tentativa de suprir as necessidades do ser humano sem comprometer o meio em que</p><p>vive para presentes e futuras gerações. Nota-se que há desenvolvimento de forma harmônica, ou seja, sem esgotar recursos futuros. O</p><p>vídeo apresentado demonstra que este conceito ainda pode ser discutido.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>BIOCENTRISMO X ANTROPOCENTRISMO</p><p>O biocentrismo (concepção onde todos os seres vivos são importantes para o meio ambiente) foi proposto como um antônimo ao</p><p>antropocentrismo (ser humano como centro das preocupações do meio ambiente), que é a concepção de que a humanidade seria o foco</p><p>da existência. As tendências antropocêntricas defendem a responsabilidade do ser humano para com a natureza, enquanto as biocêntricas,</p><p>os deveres dele diante da natureza. Em outras palavras, a natureza é a titular de direitos (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>“Meio ambiente ecologicamente equilibrado” deve ser analisado conciliando o binômio: desenvolvimento (art. 170, VI, da CF) versus meio</p><p>ambiente (art. 225 caput, da CF). Para compreender o impasse entre meio ambiente e desenvolvimento deve-se considerar os problemas</p><p>ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento, atendendo-se adequadamente às exigências de ambos e observando as suas</p><p>inter- relações particulares a cada contexto sociocultural, político, econômico e ecológico, dentro de uma dimensão tempo/espaço.</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>Princípio é a base, alicerce, a regra fundamental de uma ciência. Os princípios do Direito Ambiental têm por escopo proteger toda espécie</p><p>de vida no planeta propiciando uma qualidade de vida satisfatória ao ser humano das presentes e futuras gerações.</p><p>Os princípios podem ser expressos ou decorrentes do ordenamento jurídico.</p><p>Analisaremos alguns a seguir:</p><p>a) Princípio do desenvolvimento sustentável: procura conciliar a proteção do Meio Ambiente com o desenvolvimento socioeconômico</p><p>para a melhoria da qualidade de vida do ser humano. Previsão: Art. 170 II, III, VI e VII e Art. 225 da CF/88.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL1.5)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Z9N1FX0Bmn4</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=xK6pBdnUrr8</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 4/10</p><p>b) Princípio do poluidor-pagador: o poluidor deve suportar as despesas de prevenção, reparação e repressão dos danos ambientais.</p><p>Deste modo, arca com os custos da prevenção e internaliza os custos de uma possível degradação. Previsão: Art. 225 § 3º e Art. 14 § 1º da</p><p>lei nº 6.938/81.</p><p>c) Princípio da obrigatoriedade da atuação (intervenção) estatal: cabe ao poder público o dever de defender e preservar o Meio</p><p>Ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Previsão:</p><p>entes federados deverão ser desenvolvidas de modo a atingir os objetivos e garantir o desenvolvimento</p><p>sustentável, harmonizando e integrando todas as políticas governamentais.” (SIRVINSKAS, 2018)</p><p>Nesta unidade foi desenvolvida a importância da Carta Constitucional brasileira em prol do Meio Ambiente e como esta delega funções aos</p><p>entes federativos de acordo com suas potencialidades, são as chamadas competências.</p><p>Foi ainda esclarecido o processo de repartição de competências em matéria administrativa e legislativa ambiental desenvolvido pela</p><p>Constituinte.</p><p>Para saber mais</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Competências Constitucionais em Matéria Ambiental, leia o texto abaixo:</p><p>O COMPROMISSO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO COM A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, Délton Winter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense</p><p>Universitária, 2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva,</p><p>2010.</p><p>FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/un3-01.pdf</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 8/8</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 1/11</p><p></p><p>POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS</p><p>INSTRUMENTOS</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Política Nacional do Meio Ambiente – Lei 6.938/81;</p><p>2. Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente;</p><p>3. Principal instrumento: licenciamento ambiental;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a estrutura legislativa referente à Política Nacional do Meio Ambiente;</p><p>- Identificar o Sistema Nacional do meio Ambiente (SISNAMA) e seus órgãos de atuação;</p><p>- Conhecer um dos principais instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente: o licenciamento ambiental;</p><p>- Compreender a estrutura legislativa e sua importância para os processos ambientais.</p><p>A Política Nacional do Meio Ambiente iniciou-se no Brasil com a promulgação da Lei 6.938/81, após um período de grandes contradições</p><p>políticas. Esta lei elenca as principais preocupações do Poder Público para com o Meio Ambiente, tendo sido incorporada pelo texto</p><p>constitucional em 1988.</p><p>DA18E22 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 1DA18E22 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 1</p><p>Unidade 4</p><p>Roteiro de Estudos4.1)</p><p>Disparador4.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ft2HkHrgmvU</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 2/11</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_218.jpg</p><p>O principal intuito da Política Nacional do Meio Ambiente é garantir a qualidade ambiental propícia à vida das presentes e futuras gerações</p><p>e, por isso, deve ser compreendida como um dos principais instrumentos para sua defesa, pois abarca o conjunto dos instrumentos</p><p>necessários para a promoção do desenvolvimento sustentado da sociedade brasileira.</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente</p><p>A Lei 6.938/81 dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e institui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA),</p><p>seus fins e mecanismos de formação e aplicação. Trata-se da Lei ambiental mais importante anterior à Constituição Federal, pois nela está</p><p>traçada toda a sistemática necessária para a aplicação da política ambiental.</p><p>Essa lei foi recepcionada pela Constituição Federal, promulgada em 1988 e, desde então, tem sido utilizada como principal referência na</p><p>proteção do Meio Ambiente.</p><p>Com isso, pode-se dizer que a política nacional do meio ambiente visa dar efetividade ao princípio matriz contido no art. 225 caput da</p><p>CF/88, no tocante ao direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.</p><p>A política nacional do meio ambiente deve ser compreendida como “o conjunto dos instrumentos legais, técnicos, científicos, políticos e</p><p>econômicos destinados à promoção do desenvolvimento sustentado da sociedade e economias brasileiras” (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente - Objeto</p><p>Objeto: o principal objeto de estudo da política nacional do meio ambiente é a qualidade ambiental propícia à vida das presentes e futuras</p><p>gerações e nela estão contidas técnicas e instrumentos para sua proteção.</p><p>É pelo estudo desse objeto que o Direito Ambiental vai traçar sua política de atuação no Brasil.</p><p>- Art. 2º da Lei nº 6.938/81.</p><p>Introdução4.3)</p><p>A Política Nacional do Meio Ambiente Lei Nº 6.938/814.4)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 3/11</p><p>Leitura da Lei 6.938/81:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente - Objetivos Específicos</p><p>Importante salientar os objetivos específicos contidos na Política Nacional do Meio Ambiente, art. 2º Lei 6.938/81:</p><p>- Preservar: impedir a intervenção humana procurando manter o estado natural dos recursos ambientais.</p><p>- Melhorar: permitir a intervenção humana no ambiente com o objetivo de melhorar a qualidade dos recursos ambientais, realizando o</p><p>manejo adequado das espécies animais e vegetais.</p><p>- Recuperar: significa permitir a intervenção humana para a reconstituição da área degradada com a finalidade de que ela volte a ter as</p><p>mesmas características anteriores.</p><p>Para saber mais sobre o tema, realize a leitura do texto:</p><p>PESSOA, Rodrigo. A livre iniciativa e o desenvolvimento sustentável na Política Nacional do Meio Ambiente. In: AUGUSTIN, Sérgio; CUNHA,</p><p>Belinda Pereira da. Diálogos de direito ambiental brasileiro. vol. 1. Caxias do Sul, RS: Educs, 2012.</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente - Princípios Legais</p><p>Os princípios da política nacional do meio ambiente estão arrolados no art. 2º I a X, da Lei nº 6.938/81. Tais princípios são fundamentais</p><p>para a busca da proteção ambiental em juízo.</p><p>- Importante não confundir os princípios doutrinários do Direito Ambiental com estes, mas devem compatibilizar-se.</p><p>Importante realizar a leitura do art. 2º da Lei 6.938/81 para melhor compreensão.</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente - Diretrizes</p><p>As diretrizes da política nacional do meio ambiente serão elaboradas em forma de normas e planos destinados a orientar a ação dos</p><p>governos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no que se refere à preservação da qualidade ambiental e à</p><p>manutenção do equilíbrio ecológico, observados os princípios estabelecidos no art. 2º da Lei nº 6.938/81.</p><p>Importante mencionar que o governo federal poderá estabelecer diretrizes específicas destinadas à proteção ambiental em uma</p><p>macrorregião ou diretrizes gerais para a proteção de uma microrregião, identificada sua competência para tal, elencada no art. 21 IX da</p><p>CF/88.</p><p>- Art. 5º Lei 6.938/81</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 4/11</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente - Principais Instrumentos</p><p>Os instrumentos (Instrumentos: meios utilizados para auxiliar) da Política Nacional do Meio Ambiente encontram-se arrolados no art. 9º I a</p><p>XII, da Lei 6.938/81 e possuem como meta o cumprimento dos objetivos contidos no</p><p>art. 4º da Lei nº 6.938/81.</p><p>Os instrumentos elencados no art. 9 são: o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; o zoneamento ambiental; a avaliação de</p><p>impactos ambientais; o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; os incentivos à produção e instalação</p><p>de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental; a criação de espaços territoriais</p><p>especialmente protegidos pelo Poder Público federal, estadual e municipal, tais como áreas de proteção ambiental, de relevante interesse</p><p>ecológico e reservas extrativistas; o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente; o Cadastro Técnico Federal de Atividades e</p><p>Instrumentos de Defesa Ambiental; as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à</p><p>preservação ou correção da degradação ambiental; a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado anualmente</p><p>pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA; a garantia da prestação de informações relativas ao</p><p>Meio Ambiente, obrigando-se o Poder Público a produzi-las, quando inexistentes; o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente</p><p>poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais; instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro</p><p>ambiental e outros.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Conceito</p><p>Instrumentos são medidas, meios e procedimentos pelos quais o Poder Público executa a Política Ambiental, tendo em vista a realização</p><p>concreta de seu objeto, ou seja, a preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente e do equilíbrio ecológico (SILVA, 2011).</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>DA18E19 Direito Ambiental Unidade 4DA18E19 Direito Ambiental Unidade 4</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente4.5)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=z7d_rXrpIvY</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=uwwxe2E6T9E</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 5/11</p><p>O autor José Afonso da Silva (2011) distribui esses instrumentos em três grupos para melhor compreensão, assim explicitados:</p><p>1) Instrumentos de intervenção ambiental - são mecanismos normativos condicionadores das condutas e atividades no meio</p><p>ambiente.</p><p>2) Instrumentos de controle ambiental - são medidas e atos adotados pelo Poder Público ou pelo particular com a finalidade de</p><p>verificar a observância das normas e planos de padrão de qualidade ambiental.</p><p>3) Instrumentos de controle repressivos - são medidas ou sanções a serem tomadas após a ocorrência do dano (civil, penal e</p><p>administrativo) aplicáveis à pessoa física ou jurídica.</p><p>SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente</p><p>Importa para o debate identificar que o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) atua de forma conjunta à Política Nacional do</p><p>Meio Ambiente, pois é constituído por uma rede de agências ambientais (instituições e órgãos) que tem por finalidade dar cumprimento ao</p><p>princípio matriz previsto na Constituição Federal e nas normas infraconstitucionais nas diversas esferas da Federação.</p><p>Esse conjunto é formado pelo Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário e Ministério Público.</p><p>Principais Órgãos do SISNAMA</p><p>Os órgãos que constituem o SISNAMA compreendem as esferas da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, bem como as fundações</p><p>instituídas pelo Poder Público:</p><p>I- Órgão superior – é constituído pelo Conselho de Governo. Esse órgão tem por finalidade assessorar o Presidente da República na</p><p>elaboração da política nacional, nas diretrizes governamentais do meio ambiente e nos recursos ambientais. É composto pelos Ministérios</p><p>da Presidência da República.</p><p>II- Órgão consultivo, deliberativo e normativo – é constituído pelo CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente. Esse órgão tem a</p><p>finalidade de assessorar o Conselho de Governo na formulação de diretrizes da política nacional para a proteção do meio ambiente. O art.</p><p>8º da Lei nº 6.938/81 dispõe sobre as atribuições do CONAMA.</p><p>III- Órgão Central – é constituído pelo Ministério do Meio Ambiente. Compete ao Ministério do Meio Ambiente preservar, conservar e</p><p>fiscalizar o uso racional dos recursos naturais renováveis, implementar os acordos internacionais na área ambiental, etc.</p><p>IV- Órgão executor - é constituído pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA - Lei nº</p><p>7.735/89), autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes (Lei nº 11.516/2007).</p><p>V- Órgãos setoriais - são constituídos pelas entidades da administração pública direta, indireta e fundacional voltadas à proteção do meio</p><p>ambiente. Ex.: Ministérios da Agricultura, da Fazenda, da Saúde, da Ciência e Tecnologia, etc.</p><p>VI- Órgãos seccionais - são constituídos pelos órgãos ou entidades estaduais responsáveis por programas ambientais e pela fiscalização</p><p>das atividades causadoras de poluição e utilizadoras de recursos ambientais. Ex.: Secretarias Estaduais do Meio Ambiente e a Polícia Militar</p><p>Ambiental.</p><p>VII- Órgãos locais – são as entidades municipais responsáveis por programas ambientais e pela fiscalização das atividades causadoras de</p><p>poluição e utilizadoras de recursos ambientais (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Figura 2</p><p>DA18E20 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 2DA18E20 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 2</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=xx6femNGZrE</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 6/11</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/montagem4.png</p><p>Importa para o nosso estudo analisarmos o instrumento considerado mais importante: o licenciamento ambiental. Seu estudo prévio de</p><p>impacto ambiental e seu relatório preliminar são peças importantes para se chegar ao licenciamento e constituem a revisão de atividades</p><p>efetivas ou potencialmente poluidoras ao meio ambiente.</p><p>Introdução</p><p>Ao falar de Licenciamento (Licenciar: permissão para modificar) Ambiental, é importante definir que há um procedimento prévio a ser</p><p>realizado.</p><p>A avaliação de impactos ambientais é um dos instrumentos da política nacional do meio ambiente prevista no art. 9º III da Lei n. 6.938/81 e</p><p>se baseia em um conjunto de estudos preliminares sobre o meio ambiente, o qual abrange: quaisquer estudos relativos aos aspectos</p><p>ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio</p><p>para a análise da licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de controle ambiental, relatório ambiental preliminar,</p><p>diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de recuperação de área degradada e a análise preliminar de risco (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Licenciamento Ambiental4.6)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 7/11</p><p>Deve ser considerada a necessidade de revisão dos procedimentos e critérios utilizados no licenciamento ambiental, para que se possa</p><p>efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental, instituído pela Política Nacional do Meio</p><p>Ambiente.</p><p>Para tal, faz-se necessário avaliar os instrumentos de gestão ambiental previstos na Resolução 237 do CONAMA (artigo 1º), pensando</p><p>sempre na qualidade do meio onde o possível empreendimento será alocado.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Estudo Prévio E Relatório De Impacto Ambiental E Do Seu Respectivo Relatório</p><p>(EIA/RIMA)</p><p>Sobre o estudo prévio de impacto ambiental (EIA), diz-se que é um dos instrumentos da política nacional do meio ambiente mais</p><p>importantes para a proteção desse meio ambiente. É um instrumento administrativo preventivo e por tal razão é que foi elevado a nível</p><p>constitucional, conforme previsão no artigo 225 § 1º IV da CF/88:</p><p>Incumbe, pois, ao</p><p>Poder Público: “exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa</p><p>degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade”.</p><p>Conceito</p><p>Exigir-se-á o estudo de impacto ambiental quando a atividade for potencialmente causadora de significativa degradação ambiental. Por</p><p>significativa degradação ambiental compreende-se toda modificação ou alteração substancial e negativa do meio ambiente, a qual cause</p><p>prejuízos extensos à flora, à fauna, às águas, ao ar e à saúde humana.</p><p>Assim, o procedimento de licenciamento ambiental deverá ser precedido do estudo prévio de impacto ambiental e também do seu</p><p>respectivo relatório de impacto ambiental, o qual apresentará laudo técnico com as devidas características do meio onde se pretende</p><p>realizar o empreendimento.</p><p>Impacto Ambiental</p><p>Impacto (Impacto: alterações no meio ambiente) ambiental, por sua vez, é “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, e</p><p>biológicas do meio ambiente causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou</p><p>indiretamente, afetem: I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II – as atividades sociais e econômicas; III – a biota; IV – as</p><p>condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V – a qualidade dos recursos ambientais” (art. 1º I, II, III, IV e V da resolução n. 001/86 do</p><p>CONAMA).</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Simplificando, o impacto ambiental é toda intervenção humana no meio ambiente causadora de degradação (Degradação: danificar o meio</p><p>ambiente, causar dano) da qualidade ambiental.</p><p>E o estudo prévio de impacto ambiental nada mais é do que a avaliação, através de estudos realizados por uma equipe técnica</p><p>multidisciplinar, da área onde o postulante pretende instalar a indústria ou exercer atividade causadora de significativa degradação</p><p>ambiental, procurando ressaltar os aspectos negativos e/ou positivos dessa intervenção humana (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Tal estudo analisará a viabilidade ou não da instalação da atividade, apresentando, inclusive, alternativas tecnológicas que poderiam ser</p><p>adotadas para minimizar o impacto negativo ao meio ambiente. O relatório de impacto ambiental, a ser apresentado posteriormente, é a</p><p>materialização desse estudo.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>http://www2.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jpIshpiNGg0</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 8/11</p><p>A Resolução 001/86 do CONAMA regulamentou o instituto do estudo de impacto ambiental e seu respectivo relatório. Essa resolução</p><p>conceituou impacto ambiental e ainda arrolou as principais atividades industriais sujeitas à realização do estudo de impacto ambiental,</p><p>relacionou as diretrizes para o estudo, os requisitos que devem ser analisados pela equipe técnica multidisciplinar e ainda o conteúdo do</p><p>Relatório de Impacto Ambiental.</p><p>Importante destacar que houve alteração pela Resolução 237, de 19 de dezembro de 1997, ampliando o rol das atividades que devem</p><p>submeter-se ao estudo prévio de impacto ambiental.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Competência Administrativa Para Exigir O Estudo Prévio De Impacto</p><p>Ambiental (EIA/RIMA)</p><p>O órgão público estadual que tem competência para exigir das atividades ou obras potencialmente causadoras de significativa degradação</p><p>ambiental o estudo prévio de impacto ambiental e do seu respectivo relatório de impacto ambiental conforme elenca o artigo 10 da Lei</p><p>6.938/81.</p><p>Pode, contudo, o IBAMA, na qualidade de órgão público federal, exigir, em caráter supletivo, o estudo prévio de impacto ambiental, se</p><p>houver omissão.</p><p>Instaurado o procedimento administrativo do licenciamento, o órgão ambiental fará uma análise preliminar da atividade a ser licenciada,</p><p>verificando-se se esta está arrolada no art. 2º da Resolução n. 001/86 ou na Resolução n. 237/97.</p><p>Caso haja, eventualmente, alguma outra atividade não arrolada nas resoluções, mas potencialmente degradadora do meio ambiente, o</p><p>órgão público ambiental poderá exigir o estudo prévio de impacto ambiental. Por essa razão é que se faz necessária uma análise preliminar</p><p>por parte do órgão ambiental competente.</p><p>Importa salientar que os municípios também poderão exigir o estudo prévio de impacto ambiental, de acordo com seu interesse, conforme</p><p>previsão no artigo 6º da resolução 237 do CONAMA.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Procedimento Administrativo De Estudo Prévio De Impacto Ambiental</p><p>(EIA/RIMA)</p><p>O licenciamento ambiental envolve vários órgãos, são eles:</p><p>- o órgão público ambiental;</p><p>- o empreendedor ou postulante da atividade ou obra;</p><p>- a equipe técnica multidisciplinar;</p><p>- o legítimo interessado.</p><p>DA18E21 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 3DA18E21 Direito Ambiental Unidade 4 Vídeo 3</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/un4-a.pdf</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=-PfUx7aDQRU</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 9/11</p><p>Para que haja a participação dos legitimados, é necessário dar-se publicidade do pedido de licenciamento e essa publicidade é garantida</p><p>constitucionalmente nos artigos 225 §1 IV, 5ºXXXIII e 10 §1º da Lei n. 6.938/81. A publicidade será feita mediante a publicação do pedido de</p><p>licenciamento no Diário Oficial em jornal de grande circulação local ou regional.</p><p>Ainda, há previsão de uma audiência pública, onde se fará a discussão de todos os pontos analisados pela equipe técnica multidisciplinar,</p><p>apresentando-se, ao final, as críticas ou sugestões.</p><p>O licenciamento ambiental tem característica administrativa e configura-se como procedimento preventivo e formal. A exigência do estudo</p><p>de impacto ambiental é obrigatória, e caso a licença ambiental seja concedida sem a realização desse estudo, será declarada nula.</p><p>O órgão público ambiental não está vinculado à análise do estudo prévio de impacto ambiental apresentado pela equipe técnica</p><p>multidisciplinar e, em razão disso, pode ser realizado por empresa particular, observando as diretrizes gerais previstas no art. 5º da</p><p>resolução nº 001/86 do CONAMA.</p><p>Pode o órgão público ambiental, verificando que a atividade ou a obra é potencialmente causadora de significativa degradação ambiental,</p><p>exigir a realização do EIA. Nessa oportunidade, o órgão ambiental fornecerá ao postulante ou ao empreendedor o termo de referência,</p><p>contendo todas as exigências necessárias que deverão ser analisadas pela equipe técnica.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A audiência pública tem por objetivo assegurar o cumprimento do princípio democrático previsto na doutrina ambiental. A audiência</p><p>poderá ser marcada de ofício pelo próprio órgão público ambiental e, caso julgue necessário, a pedido do Ministério Público, por</p><p>solicitação de entidade civil ou por requerimento subscrito por, no mínimo, cinquenta interessados.</p><p>Incumbe, ainda, ao Poder Público convocar, mediante a publicação do edital do Diário Oficial ou em jornal de grande circulação, a</p><p>população ou interessados para a audiência.</p><p>Nesta, faz-se importante, além de necessário, que os interessados possam manifestar-se, apresentando suas críticas, sugestões ou</p><p>discutindo outros pontos não analisados pela equipe técnica.</p><p>Trata-se de uma audiência de natureza consultiva (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Licenciamento e Revisão de Atividades Efetivas ou Potencialmente Poluidoras</p><p>O licenciamento ambiental (e a sua revisão) é um dos instrumentos da política nacional do meio ambiente, previsto no artigo 9º IV da Lei</p><p>6.938/81. Configura-se em procedimento administrativo complexo, o qual tramita perante o órgão público estadual ou, supletivamente,</p><p>perante o órgão público federal (IBAMA).</p><p>Licenciamento ambiental é o “procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação,</p><p>ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente</p><p>poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental” (art. 1º I, da resolução nº 237/97 do CONAMA).</p><p>Para saber mais sobre o processo de licenciamento:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Licença Ambiental</p><p>A licença ambiental é concedida pelos órgãos ambientais integrantes do SISNAMA através de um procedimento previsto no artigo 6º da</p><p>Lei n. 6.938/81.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=QamlfxNDppE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/un4-b.pdf</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 10/11</p><p>Tal licença pode ser concedida pelos órgãos ambientais pertencentes à União, aos Estados ou ao Distrito Federal e também aos Municípios,</p><p>dependendo da natureza de cada atividade. Contudo, cabe, em caráter supletivo, ao IBAMA, órgão público federal, artigo 10, caput da Lei n.</p><p>6.938/81.</p><p>A competência, em regra, é do órgão público estadual, mas o Poder Público federal, através do CONAMA, tem competência para fixar</p><p>normas gerais para a concessão das licenças, as quais poderão ser regulamentadas ou alteradas pelo Poder Público estadual no sentido de</p><p>se adequar às peculiaridades locais.</p><p>A resolução 237/97 do CONAMA disciplina as normas gerais para a outorga da licença ambiental, amplia as atividades sujeitas ao</p><p>licenciamento previstas na Resolução 001/86, também do CONAMA, e dispõe ainda sobre as modalidades, os prazos de validade e as</p><p>hipóteses de revogação das licenças.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A lei complementar 140/2011 regulamentou os incisos III, VI e VII do caput e do § único do artigo 23 da CF/88, dispondo sobre a</p><p>cooperação entre a União, os Estados, o DF e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum</p><p>relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à</p><p>preservação das florestas, da fauna e da flora, além de alterar a Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981.</p><p>Por isso, há possibilidade de suplementação de competência por parte de outros entes federativos.</p><p>Tais licenças poderão ser concedidas pelos órgãos públicos estaduais, e seus prazos poderão ser restringidos, dependendo do tipo de</p><p>atividade ambiental licenciada, previstos na Resolução 237/97 do CONAMA:</p><p>a) Licença prévia – concedida em fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e</p><p>concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases</p><p>de sua implementação (art. 8º I da resolução n. 237/97 do CONAMA). O prazo de validade deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo</p><p>cronograma, não podendo ser superior a cinco anos, no máximo (art.18 I Resolução 237 do CONAMA).</p><p>b) Licença de instalação – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes nos planos,</p><p>programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo</p><p>determinante (art. 8º II da resolução n. 237/97 do CONAMA). O prazo de validade deverá ser no mínimo o estabelecido no cronograma,</p><p>não podendo ser superior a seis anos (art. 18 II Resolução 237 do CONAMA).</p><p>c) Licença de operação – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta</p><p>das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação (art. 8º III da resolução n.</p><p>237/97 do CONAMA). O prazo de validade deverá considerar os planos de controle ambiental e será, no mínimo, de quatro anos e, no</p><p>máximo, de dez anos (art. 18 III Resolução 237 do CONAMA).</p><p>Há possibilidade de revogação das licenças, pois o órgão público ambiental poderá, mediante decisão motivada, modificar os</p><p>condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar uma licença expedida, quando ocorrer:</p><p>a) violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais;</p><p>b) omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença;</p><p>c) superveniência (Superveniência: possa acontecer inesperadamente) de graves riscos ambientais e de saúde.</p><p>Em conformidade com o artigo 19 I, II e III da Resolução n. 237/97 do CONAMA.</p><p>O Ministério do Meio Ambiente fornece em sua página o acesso para o Portal Nacional do Licenciamento Ambiental, o qual auxilia de</p><p>forma técnica nos procedimentos a serem realizados para a concessão do licenciamento.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=O4rJLDYzqZo</p><p>14/10/2021 11:34 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-4/ 11/11</p><p>Ao final desta unidade, pode-se concluir que há uma preocupação do Poder Público no sentido de fiscalizar as ações causadoras de</p><p>considerável impacto ao meio ambiente.</p><p>É através deste estudo que essa preocupação se materializa para estabelecer os critérios, via legislativa, e assim demandar o procedimento</p><p>de licenciamento ambiental.</p><p>Em última análise, o procedimento precisa ser adotado e devidamente seguido para que se evite chegar ao dano ambiental mais severo e</p><p>ocasionar danos irreversíveis ao meio ambiente e à saúde humana.</p><p>Para saber mais...</p><p>Leitura complementar</p><p>O LICENCIAMENTO AMBIENTAL À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PROPORCIONALIDADE</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/view/174/157</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 1/12</p><p></p><p>DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Dano Ambiental;</p><p>2. Responsabilidade Administrativa por Dano Ambiental;</p><p>3. Procedimento Administrativo;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer o dano ambiental e seu impacto no meio ambiente;</p><p>- Identificar as potencialidades e fragilidades do meio ambiente frente à ação humana;</p><p>- Conhecer o processo de responsabilização de danos perante administração pública;</p><p>- Compreender a importância da responsabilização e fiscalização do órgão público sobre o meio ambiente.</p><p>Partindo do pressuposto de que vivemos em um planeta com recursos naturais finitos e que destes recursos depende a nossa</p><p>sobrevivência, faça uma reflexão sobre a sua relação para com o meio ambiente!</p><p>Figura 1</p><p>DA18E27 Direito Ambiental Unidade 5DA18E27 Direito Ambiental Unidade 5</p><p>Unidade 5</p><p>Roteiro de Estudos5.1)</p><p>Disparador5.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Rgd1YFweQeI</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 2/12</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_127.jpg</p><p>“O meio ambiente na atualidade é resultante das interações recíprocas do ser humano e do mundo natural” (MILARÉ, 2015). Este</p><p>entendimento nos mostra que a relação dos seres humanos para com o meio é imprescindível, mas para que ela ocorra de forma</p><p>harmoniosa é preciso que todos tenham consciência e respeito.</p><p>Para isto existem as legislações, para que possam regular as atividades relacionadas ao meio no sentido de evoluir a partir da premissa de</p><p>que meio ambiente é a realidade mais ampla dos ecossistemas naturais.</p><p>Sobre Dano Ambiental</p><p>Sobre os danos causados aos recursos ambientais, estamos nos referindo ao que menciona do disposto no art. 3º V da lei 6.938/81, pois</p><p>não só aos meros recursos naturais, mas também aos elementos da biosfera podem ocorrer.</p><p>Importa mencionar que os recursos ambientais estão enquadrados dentro de um grande grupo de recursos naturais, os quais abrangem</p><p>todo o sistema global. Cabe mencionar que a grande preocupação do legislador ao identificar os recursos atua no sentido de identificá-los</p><p>para garantir a sua proteção.</p><p>Sobre o dano ambiental,</p><p>a lei nº 6.938 menciona em seu artigo 3º II:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Esta percepção mais ampla é essencial para o administrador e o legislador, pois as políticas ambientais e a legislação abarcam muito mais</p><p>relações do que apenas os ecossistemas naturais. Com isso, diz-se que o dano ambiental não poderia estar separado da visão ampla de</p><p>meio ambiente, isto porque o seu conteúdo não se resume só ao conjunto de elementos naturais, mas também aos artificiais e culturais,</p><p>demonstrando a necessidade de tantas preocupações para com o meio ambiente.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>O artigo 3º da lei 6.938/81 elenca o que pode ser considerado como dano ambiental, assim, degradação da qualidade ambiental é a</p><p>alteração adversa das características do meio ambiente, segundo o inciso II do referido artigo.</p><p>Introdução5.3)</p><p>Dano Ambiental5.4)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0yo66G20eGI</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 3/12</p><p>Também elenca o artigo 3º III o que deve ser entendido por poluição e as atividades consideradas como poluidoras, ainda, quem pode ser</p><p>considerado poluidor, segundo o inciso IV: “poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou</p><p>indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental”.</p><p>Características</p><p>Dentro do conceito de dano, é possível identificar algumas características importantes para que sua configuração, como:</p><p>- ampla dispersão de vítimas: o dano ambiental ocorre de maneira ampla e nem sempre é possível quantificar todos os atingidos;</p><p>- a dificuldade inerente à ação reparatória: identificar os danos em sua totalidade devido a sua extensão;</p><p>- a dificuldade da valoração: contabilizar, mensurar o valor da lesão causada ao meio ambiente;</p><p>- formas de reparação: pode ser por via administrativa ou judicial;</p><p>- indenização Pecuniária: colocar um valor à lesão ao meio ambiente.</p><p>É uma fase complexa e que demanda estudo eficiente com auxílio de profissionais qualificados para que se possa chegar a um resultado</p><p>eficiente e reparador.</p><p>Duas Faces do Dano</p><p>Podemos identificar uma dupla face na danosidade ambiental, tendo em vista que os seus efeitos alcançaram não apenas o ser humano,</p><p>mas todo o ambiente que o cerca.</p><p>A lei n. 6.938/81 faz referência no art. 14 § 1º, o qual menciona: “danos causados ao meio ambiente e a terceiros”, prevê expressamente as</p><p>duas modalidades: o dano individual e o dano coletivo.</p><p>Ex.: art. 20 da lei 11.105/2005 (lei da biossegurança)</p><p>Para melhor entendimento, faça a leitura da lei 11.105/2005:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>O dano ambiental, embora sempre recaia diretamente sobre o ambiente e os recursos e elementos que o compõem, em prejuízo da</p><p>coletividade, pode, em certos casos, refletir-se, material ou moralmente, sobre o patrimônio, os interesses ou a saúde de certa pessoa ou de</p><p>um grupo de pessoas determinada ou determináveis.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=eoElO4jalIk</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 4/12</p><p>Dano Ambiental Coletivo</p><p>Dano ambiental coletivo ou dano ambiental propriamente dito é causado ao meio ambiente globalmente considerado, em sua concepção</p><p>difusa, como patrimônio coletivo. Ou seja, atinge o meio ambiente de forma grandiosa causando prejuízos a toda a coletividade.</p><p>O professor Delton Winter de Carvalho (2008) menciona em sua obra que: “dizem respeito aos sinistros causados ao meio ambiente lato</p><p>sensu, repercutindo em interesses difusos, pois lesam diretamente uma coletividade indeterminada ou indeterminável de titulares. Os</p><p>direitos decorrentes dessas agressões caracterizam-se pela inexistência de uma relação jurídica base, no aspecto subjetivo, e pela</p><p>indivisibilidade (ao contrário dos danos ambientais pessoais) do bem jurídico, diante do aspecto objetivo”.</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.</p><p>O dano ambiental coletivo afeta interesses que podem ser coletivos stricto sensu ou difusos, a saber:</p><p>- Interesses ou direitos difusos são “os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas</p><p>por circunstâncias de fato”;</p><p>- Interesses ou direitos coletivos são os “transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas</p><p>ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base”.</p><p>Assim, no difuso ou no coletivo, o traço comum está no caráter “transindividual” e na “indivisibilidade” do direito tutelado.</p><p>DA18E28 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 2DA18E28 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 2</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=lwm5krbikqQ</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 5/12</p><p>Em virtude do caráter coletivo dos interesses lesados, neste caso, a sua tutela pode se dar através de ação civil pública ou de outros</p><p>instrumentos processuais adequados, como, por exemplo, o mandado de segurança coletivo. Diante da importância dos interesses e da</p><p>difusão das vítimas, cumpre fundamentalmente ao Ministério Público o manejo das medidas processuais tendentes a garantir a reparação</p><p>do dano ambiental coletivo ou mesmo a prevenir a sua ocorrência.</p><p>Quando, ao lado da coletividade, é possível identificar um ou alguns lesados em seu patrimônio particular.</p><p>Segundo o professor Sirvinskas (2018), tem-se o dano ambiental individual, também chamado dano ricochete ou reflexo, pois essa é a</p><p>modalidade de dano ambiental que, ao afetar desfavoravelmente a qualidade do meio repercute de forma reflexa sobre a esfera de</p><p>interesses patrimoniais ou extra patrimoniais de outrem.</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>Dano Ambiental Individual</p><p>A partir de sua identificação, a vítima do dano ambiental reflexo pode buscar a reparação do dano sofrido, no âmbito de uma ação</p><p>indenizatória de cunho individual, fundada nas regras gerais, que regem o direito.</p><p>Este ramo do direito vem sofrendo diversas reformulações, incorporando conceitos como a função socioambiental da propriedade, e</p><p>ampliando outros conceitos como o da vizinhança que hoje, por exemplo, já não abrangeria apenas as áreas contíguas a uma indústria</p><p>poluidora, mas se aplicaria por igual às propriedades mais distantes e que houvessem, de alguma forma, sido atingidas por emissões</p><p>atmosféricas lesivas à saúde dos moradores locais.</p><p>Observação importante: o art. 14 §1º da lei 6.938/81 menciona que o regime da responsabilidade objetiva também incide de forma à</p><p>reparação do dano ambiental reflexo.</p><p>Responsabilidades</p><p>Importante identificar que a responsabilização pelos danos ambientais pode ocorrer em três esferas: administrativa, cível e penal.</p><p>Na esfera administrativa haverá a tentativa de reforçar a tutela sobre o meio ambiente chamando o Poder Público ao seu dever fiscalizador</p><p>e reparador.</p><p>Para a reparação em outras esferas, haverá a busca do reconhecimento junto ao Poder Judiciário.</p><p>Tutela Administrativa</p><p>A Tutela Administrativa do meio ambiente tem fundamento no art. 225, § 3º da Constituição Federal de 1988. O citado dispositivo</p><p>menciona que: “As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às</p><p>sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados”.</p><p>Seguindo o entendimento da Constituição Federal, a lei n. 9.605, de fevereiro de 1998, dispõe sobre as sanções penais e administrativas</p><p>derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>BIEHL, Jamile Brunie; RIGO, Karina Borges; SILVEIRA, Thaís Alves da. A jurisdição administrativa e a defesa do ambiente perante o</p><p>procedimento de licenciamento</p><p>ambiental. In: BÜHRING, Marcia Andrea; SILVEIRA, Clóvis Eduardo Malinverni da; SOUSA, Leonardo da</p><p>Rocha de. (Orgs.) Direito Ambiental: um transitar pelos direitos humanos e o processo: anais do XII Congresso Interdisciplinar</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>Responsabilidade Pelo Dano Ambiental5.5)</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=5§ion=0#/edicao/123575</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 6/12</p><p>do CCJU da Universidade de Caxias do Sul, 2015. Caxias do Sul, RS: Educs, 2016.</p><p>As infrações administrativas, o procedimento administrativo e as sanções administrativas encontram-se disciplinados nos artigos 70 a 76</p><p>da lei 9.605/1998.</p><p>Para melhor entendimento, realize a leitura dos artigos na lei:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>“Considera-se infração administrativa ambiental, toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e</p><p>recuperação do meio ambiente", conforme menciona o artigo 2º do decreto n. 6.514/2008.</p><p>Para ampliar o seu conhecimento, realize a leitura do texto: “A responsabilidade administrativa” In: Franco, Dimitri Montanar.</p><p>Responsabilidade legal pelo dano ambiental: a aplicação das excludentes de responsabilidade [livro eletrônico]/Dmitri Montanar Franco. -</p><p>2. ed. - São Paulo : Blucher, 2017. 168 p. Disponível em:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Durante o procedimento, o agente autuante, ao lavrar o auto de infração, indicará a multa prevista para a conduta, bem como, se for o caso,</p><p>as demais sanções estabelecidas no decreto, observando-se a gravidade dos fatos, os antecedentes e a situação econômica do infrator</p><p>(Art.4º do decreto n. 6.514/2008).</p><p>Constitui reincidência a prática de nova infração ambiental cometida pelo mesmo agente no período de três anos.</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>Qualquer pessoa, ao tomar conhecimento de alguma infração ambiental, poderá apresentar representação às autoridades integrantes do</p><p>SISNAMA (art. 70 § 2º da lei n. 9.605/98).</p><p>A autoridade ambiental deverá promover imediatamente a apuração da infração ambiental sob pena de co- responsabilidade (art. 70, § 3º,</p><p>da lei n. 9. 605/98).</p><p>DA18E29 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 3DA18E29 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 3</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=0§ion=0#/edicao/163483</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=bqdc1iGrW00</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 7/12</p><p>No auto de Imposição de Infração de Penalidade Ambiental – AIIPA lavrado pela autoridade ambiental competente deverá constar os</p><p>seguintes requisitos mínimos:</p><p>- A qualificação do autuado;</p><p>- O local, a data e a hora da lavratura;</p><p>- A descrição do fato;</p><p>- A disposição legal infringida e a penalidade aplicável;</p><p>- A determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de 20 dias;</p><p>- A assinatura do autuante, a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula.</p><p>A ausência de tais requisitos poderá acarretar nulidade do auto, podendo ser impugnado por ocasião da defesa do infrator.</p><p>Ainda, importa mencionar que o pagamento de multa por infração administrativa imposta pelos Estados, Municípios ou Distrito Federal</p><p>substitui a aplicação de penalidade pecuniária pelo órgão federal, em decorrência do mesmo fato gerador, respeitados os limites</p><p>estabelecidos no decreto (art. 76 da lei n. 9.605/98).</p><p>Leitura:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>NETO, Nelson Gularte Ramos. Das crises do estado à crise jurisdicional: um olhar sobre a judicialização de políticas públicas. In: BÜHRING,</p><p>Marcia Andrea; SILVEIRA, Clóvis Eduardo Malinverni da; SOUSA, Leonardo da Rocha de. (Orgs.). Direito Ambiental: um transitar pelos</p><p>direitos humanos e o processo: anais do XII Congresso Interdisciplinar do CCJU da Universidade de Caxias do Sul, 2015. Caxias</p><p>do Sul, RS: Educs, 2016.</p><p>Poder de Polícia</p><p>Conforme menciona Édis Milaré (2015), a “aplicação de sanções administrativas figura entre as mais importantes expressões do poder de</p><p>polícia conferido à Administração Pública. De fato, a coercibilidade é um dos atributos do poder de polícia, que se materializa através de</p><p>penalidades administrativas previstas abstratamente em lei e aplicadas concretamente por agentes do Poder Público credenciados”.</p><p>O art. 78 do Código Tributário Nacional enquadra o poder de polícia ambiental como: “considera-se poder de polícia a atividade da</p><p>administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão</p><p>de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de</p><p>atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e</p><p>aos direitos individuais ou coletivos”.</p><p>Poder de polícia é a faculdade que tem a Administração Pública para limitar e disciplinar direito, interesse e liberdade, procurando regular</p><p>condutas na sociedade para evitar abuso por parte do poder do Estado.</p><p>O poder de polícia é amplo e abrange a proteção, a preservação da saúde, o controle de publicações, a segurança das construções e dos</p><p>transportes, a segurança nacional e especialmente a proteção do meio ambiente, através de seus órgãos competentes.</p><p>É limitado, contudo, pelos interesses sociais e individuais do cidadão assegurados pela Constituição Federal.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=5§ion=0#/edicao/123575</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 8/12</p><p>São atributos do poder de polícia: a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade.</p><p>A discricionariedade está relacionada à oportunidade e conveniência no exercício do poder de polícia, devendo aplicar as sanções</p><p>administrativas adequadas visando o interesse público. A autoexecutoriedade é a faculdade que a Administração Pública tem de executar</p><p>diretamente a sua decisão, ou seja, aplicar e executar as sanções previstas na legislação.</p><p>A coercibilidade é a capacidade de imposição coativa das sanções aplicadas pela Administração Pública, utilizando-se, se caso de força.</p><p>Assim, o poder de polícia, na esfera ambiental, é exercido pelos órgãos do SISNAMA (MILARÉ, 2015).</p><p>Procedimento administrativo é uma sucessão ordenada de operações que propiciam a formação de um ato final objetivado pela</p><p>Administração, ou seja, é o procedimento legal a ser percorrido pelos agentes públicos para a obtenção dos efeitos regulares de um ato</p><p>administrativo principal.</p><p>O procedimento administrativo se desenvolve em diversas fases:</p><p>- A instauração do procedimento pelo auto de infração;</p><p>- A defesa técnica;</p><p>- A colheita de provas;</p><p>- A decisão administrativa; e,</p><p>- Eventualmente, o recurso.</p><p>Esgotada a fase administrativa, poderá o infrator ainda utilizar-se da fase judicial, se ocorrer lesão ou ameaça de direito, conforme previsto</p><p>no art. 5ºXXXV, da CF./88. Contudo, para a aplicação da sanção administrativa, a Administração Pública competente deverá estar revestida</p><p>do poder de polícia ambiental.</p><p>Realizada a autuação do infrator, o procedimento deverá ser instaurado na órbita da Administração Pública competente, observando-se os</p><p>princípios constitucionais do processo judicial ou, mais precisamente, o direito à ampla defesa e ao contraditório.</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>O direito à ampla defesa “abrange o caráter prévio de defesa, o direito de interpor recurso administrativo, a defesa técnica realizada por um</p><p>advogado, o direito de informação e o direito de produzir provas” (MILARÉ, 2015).</p><p>DA18E30 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 4DA18E30 Direito</p><p>Ambiental Unidade 5 Vídeo 4</p><p>Procedimento Administrativo5.6)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=VXjklnd7PUg</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 9/12</p><p>Com isso, o procedimento administrativo para apuração de infração ambiental deverá observar os seguintes prazos máximos:</p><p>- Vinte dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;</p><p>- Trinta dias para a autoridade competente julgar o auto de infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a defesa ou</p><p>impugnação;</p><p>- Vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à instância superior dos integrantes do SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e</p><p>Costas, do Ministério da Marinha, de acordo com o tipo de autuação;</p><p>- Cinco dias para o pagamento de multa, contados da data do recebimento da notificação. Findo este prazo, deverá a Administração Pública</p><p>promover a cobrança judicial do débito (art. 71, I a IV, da lei n. 9.605/98).</p><p>A prescrição da ação punitiva é disciplinada pelo art. 1º da lei n. 9.873, de 23 de novembro de 1999. Diz citado dispositivo: “Prescreve em</p><p>cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração</p><p>à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado”.</p><p>Os recursos deverão ficar restritos às esferas das competências de cada um dos entes federados. Não poderá haver recurso da esfera</p><p>municipal para a estadual, nem desta para a federal.</p><p>Princípios</p><p>A constituição federal arrola vários princípios que devem ser observados pela Administração Pública, dentre eles:</p><p>- O princípio da legalidade;</p><p>- O princípio da impessoalidade;</p><p>- O princípio da moralidade;</p><p>- O princípio da publicidade;</p><p>- O princípio da eficiência (art. 37 da CF/88).</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>O direito à publicidade deve ser preservado e realçado pelo Poder Público, pois há a necessidade de se divulgarem pela imprensa todas as</p><p>autuações das infrações administrativas e os pedidos de licenciamento para construção, reforma, ampliação, instalação ou funcionamento</p><p>de estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores para a população poder tomar conhecimento e, se quiser e tiver</p><p>legitimidade, apresentar sugestões e críticas aos projetos ou aos pedidos.</p><p>A Constituição Federal exige, por ocasião da elaboração do estudo prévio de impacto ambiental (EIA/RIMA), que se lhe dê publicidade (art.</p><p>225, §1º IV, da CF). Ressalte-se ainda que os pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal</p><p>oficial do Estado, bem como em um periódico regional ou local de grande circulação (art.10 § 1º da lei n. 6.938/81).</p><p>O princípio da legalidade, na esfera administrativa, deve ser observado pela Administração Pública, pois esta deve pautar-se na lei. Ou seja,</p><p>não pode haver fiscalização ou eventual aplicação de sanção sem que haja expressa previsão legal. Se assim não for, haverá ofensa ao</p><p>princípio previsto no art. 5º II, da CF/88.</p><p>Trata-se de lei federal que poderá ser suplementada pelos Estados (art. 24 § 2º da CF/88) e pelos Municípios (Art. 30 II da CF/88).</p><p>Direito à Informação</p><p>O direito à informação é outro direito do cidadão previsto também na Constituição Federal, em seu art. 5ºXXXIII, que reza: “Todos têm</p><p>direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no</p><p>prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=uTZVvD_jMmA</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 10/12</p><p>Esse dispositivo foi regulamentado pela lei n. 9.051, de 18 de maio de 1995.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Para melhor entendimento, realize a leitura da lei:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Na esfera infraconstitucional, o art. 6º § 3º, da lei n. 6. 938/81, dispõe sobre a necessidade de os órgãos ambientais fornecerem</p><p>informações à pessoa legitimada.</p><p>Assim, não basta a publicidade das infrações administrativas e dos pedidos de licenciamento no órgão de imprensa oficial. É necessário</p><p>também que as informações sejam fornecidas amplamente para que o cidadão legitimado possa opinar e apresentar sugestões a respeito</p><p>do projeto potencialmente poluidor ao meio ambiente.</p><p>Audiência Pública</p><p>O professor Paulo Affonso Leme Machado (2017) coloca a audiência pública como parte do procedimento administrativo, afirmando que a</p><p>conciliação é valiosa tanto para o licenciamento de uma atividade como para a aplicação de punição.</p><p>A concessão do licenciamento ou a aplicação de infrações administrativas podem ser discutidas na fase de conciliação entre os</p><p>interessados, as vítimas em potencial e as associações, em audiência pública, presidida pela Administração Pública. Essa discussão dar-se-á</p><p>através das audiências públicas, onde os interessados legitimados poderão apresentar sugestões e críticas ao projeto.</p><p>Em caso de infração administrativa, os interessados poderão também discutir o tipo adequado de sanção a ser aplicada ao poluidor e a</p><p>destinação da pena pecuniária, bem como a reparação dos danos causados ao meio ambiente, especialmente porque as penas pecuniárias</p><p>foram elevadas a grandes quantias, podendo, inclusive, haver a interdição parcial ou total da empresa. Tais medidas poderão atingir</p><p>diretamente a sociedade, trazendo consequências sociais irreparáveis.</p><p>Sanções Administrativas</p><p>Cabe ressaltar que toda decisão punitiva deve ser motivada sob pena de ser revista pelo Poder Judiciário, o qual poderá, diante do excesso</p><p>punitivo, reduzir a penalidade ou anulá-la para que o órgão público ambiental possa adequá-la, observando-se o princípio da</p><p>proporcionalidade entre a conduta ilícita e a aplicação da medida punitiva. Ou seja, toda medida punitiva deve ser motivada com base na</p><p>teoria dos motivos determinantes, tendo por objetivo evitar excesso por parte do Poder Público na aplicação da sanção.</p><p>O art. 3º do Decreto n. 6.514/2008, bem como o art. 72 da lei n. 9.605/98, apresenta o seguinte rol de sanções administrativas:</p><p>- Advertência – será aplicada em caso de o infrator, por inobservância da lei ou regulamento, deixar de sanar a irregularidade apurada pelo</p><p>órgão fiscalizador;</p><p>- Multa Simples – será aplicada se o agente, por negligência ou dolo, advertindo por irregularidades que tenham sido praticadas, deixar de</p><p>saná-las no prazo assinalado pelo órgão competente do SISNAMA ou pela Capitania dos Portos do Comando da Marinha, ou se opuser</p><p>embargo à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da Capitania dos Portos do Comando da Marinha; A multa poderá ser também</p><p>convertida em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente;</p><p>- Multa diária;</p><p>- Apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer</p><p>natureza utilizados na infração;</p><p>- Destruição ou inutilização do produto;</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=cRU2rIZMHQw</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9051.htm</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 11/12</p><p>- Suspensão de venda e fabricação do produto;</p><p>- Embargo de obra ou atividade;</p><p>- Demolição da obra;</p><p>- Suspensão parcial ou total das atividades;</p><p>- Restritiva de direitos;</p><p>- Reparação de danos causados.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ressalte-se que essas sanções são obrigatórias para a União, podendo os Estados e Municípios acrescentarem outras que julgarem</p><p>convenientes. Referidas sanções poderão ser aplicadas cumulativamente ao infrator que cometer duas ou mais infrações administrativas.</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que há legislação</p><p>pertinente para prevenir a ocorrência de danos ambientais, mas que necessita</p><p>ser efetivada.</p><p>Atualmente, o poder público é o responsável pela fiscalização e manutenção dos processos referentes ao meio ambiente, mas o que se</p><p>percebe é que há falta de gestão adequada para se fazer cumprir.</p><p>Reconhecer que responsabilização Administrativa para os danos ao meio ambiente não estão sendo eficazes para que se possam evitar</p><p>danos futuros.</p><p>Em última análise, importa referir que estamos lidando com questões complexas, pois o meio ambiente é responsabilidade de todos e o</p><p>Poder Público tem o dever de resguardar o patrimônio ambiental nacional em todas as suas esferas de forma conjunta com o cidadão.</p><p>Para saber mais</p><p>Leitura Complementar</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Dano Ambiental, leia o texto abaixo:</p><p>A RECUPERAÇÃO DE DANOS ECOLÓGICOS NO DIREITO BRASILEIRO</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>DA18E31 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 5DA18E31 Direito Ambiental Unidade 5 Vídeo 5</p><p>Considerações Finais5.7)</p><p>http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/view/1056/622</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=MvXPXJZDs4s</p><p>14/10/2021 11:35 DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIZAÇÃO</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-5/ 12/12</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense</p><p>Universitária, 2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva,</p><p>2010.</p><p>CUNHA, Ada H. S. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes violados e a contribuição do</p><p>Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>FIORILLO, Celso A. P. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 1/11</p><p></p><p>RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Considerações iniciais sobre responsabilidade civil;</p><p>2. A responsabilidade civil no domínio do Direito ao Ambiente;</p><p>3. Pressupostos da responsabilidade civil;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer que o dano ambiental ocorre devido a um ato humano frente às fragilidades do meio ambiente;</p><p>- Identificar que todo dano ocasionado ao meio ambiente enseja uma reparação;</p><p>- Conhecer um dos mecanismos jurídicos capaz de reparar os danos ambientais;</p><p>- Compreender que a relação do ser humano com o meio ambiente deve ser harmoniosa e não apenas com o interesse econômico.</p><p>Pensando na possibilidade de reparar os danos ambientais causados pelo ser humano, o Direito estabeleceu critérios para a</p><p>responsabilização com a finalidade de fazer com que seja compreendida a real importância do Meio Ambiente para a vida na</p><p>Terra. Reflita sobre esta afirmação!</p><p>Para auxiliar em sua reflexão segue sugestão de vídeo.</p><p>DA18E35 Direito Ambiental Unidade 6DA18E35 Direito Ambiental Unidade 6</p><p>Unidade 6</p><p>Roteiro de Estudos6.1)</p><p>Disparador6.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=cvoj9QB18L4</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 2/11</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A capacidade de verificar que qualquer lesão ao meio ambiente refletirá de forma significativa a toda vida na terra.</p><p>O Direito Ambiental possui três esferas básicas de atuação: a preventiva, a reparatória e a repressiva. A partir destas é possível estabelecer</p><p>os limites e identificar o tipo de reparação a ser realizada.</p><p>A reparação à danosidade funciona através das normas de responsabilidade civil, as quais funcionam como mecanismos simultaneamente</p><p>de tutela e controle da propriedade.</p><p>Considerações Iniciais</p><p>O Direito Ambiental a partir das esferas de proteção preventiva, a reparatória e a repressiva, estabelece os mecanismos simultaneamente</p><p>de tutela e controle da propriedade para que não haja dúvidas no tocante à reparação jurídica em matéria ambiental.</p><p>A responsabilidade civil pressupõe prejuízo a terceiro, ensejando pedido de reparação do dano, o qual consiste na recomposição do status</p><p>em que se encontrava a área antes da ocorrência da lesão.</p><p>Os Regimes da Responsabilidade Civil no Direito Comum</p><p>O Código Civil de 2002, atento à crescente complexidade das relações introduziu importantes modificações nas normas que disciplinam a</p><p>responsabilidade civil.</p><p>Entende a lei que, reproduzido agora no art. 186, é possível verificar a responsabilidade sem culpa, esteada no risco da atividade.</p><p>Assim, a partir do Código de 2002, independentemente de normas específicas, passam a coexistir, em pé de igualdade, o sistema tradicional</p><p>da culpa com o de risco proveniente de atividades perigosas.</p><p>Responsabilidade Baseada na Regra da Culpa</p><p>No direito, o princípio clássico que caracteriza a responsabilidade extracontratual é o da responsabilidade subjetiva, fundada na culpa ou no</p><p>dolo do agente causador do dano.</p><p>Como se disse, continua a viger a regra de que o dever ressarcitório pela prática de atos ilícitos decorre da culpa lato sensu, que pressupõe</p><p>a aferição da vontade do autor, enquadrando-a nos parâmetros do dolo (consciência e vontade livre de praticar o ato) ou da culpa stricto</p><p>sensu (violação do dever de cuidado, atenção e diligência com que todos devem se pautar na vida em sociedade).</p><p>Neste sentido, os dizeres do atual Código: ”aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar</p><p>dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”, ficando “obrigado a repará-lo” (artigo 927 § único).</p><p>Responsabilidade Objetiva</p><p>A expansão das atividades econômicas marcada pelo consumo e pela desenfreada utilização dos recursos naturais haveria de exigir um</p><p>tratamento da matéria, que se concebeu não mais apenas no elemento subjetivo da culpa, mas também no da objetividade, “nos casos</p><p>especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos</p><p>de outrem” (MILARÉ, 2015).</p><p>Ou seja, é o reconhecimento da responsabilidade independente de culpa, segundo a teoria do risco criado, conforme menciona o professor</p><p>Édis Milaré, que se fundamenta no princípio de que, “se alguém introduz na sociedade uma situação de risco ou perigo para terceiros, deve</p><p>responder pelos danos que a partir desse risco criado resultarem” (2015).</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Introdução6.3)</p><p>Responsabilidade Civil6.4)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=1RLhXg_7bKw</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 3/11</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Percebeu-se que as regras clássicas de responsabilidade contidas na legislação civil não ofereciam proteção suficiente e adequada às</p><p>vítimas do dano ambiental, relegando-as, no mais das vezes, ao completo desamparo.</p><p>Primeiro, pela natureza difusa deste, atingindo, via de regra, uma pluralidade de vítimas, totalmente desamparadas pelos institutos do</p><p>Direito.</p><p>Segundo, pela dificuldade de prova da culpa do agente poluidor, quase sempre coberto por aparente legalidade materializada, como por</p><p>exemplo: licenças e autorizações. Terceiro, porque no regime jurídico do Código Civil brasileiro, então aplicável, admitiam-se as clássicas</p><p>excludentes de responsabilização, como por exemplo, caso fortuito e força maior.</p><p>Assim, compreendeu-se a necessidade da busca de instrumentos legais mais eficazes, aptos a sanar a insuficiência</p><p>das regras clássicas</p><p>perante a novidade da abordagem jurídica do dano ambiental</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>Para ampliar o seu entendimento, assista ao vídeo:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Responsabilidade Civil</p><p>Neste sentido, diz-se que é lícito o uso do meio ambiente, mas o abuso nessa utilização ultrapassa os limites da licitude, entrando na área</p><p>do antijurídico. Assim, o abuso na utilização de qualquer de seus componentes passa a qualificar-se como agressão ao meio ambiente.</p><p>Esta questão é complexa, pois a agressão resulta da ação de múltiplos agentes, cada qual, a seu turno, agindo na faixa da utilização. Embora</p><p>cada agente esteja agindo licitamente como a sua simples utilização, o resultado global resulta ilícito, a agressão ao meio ambiente</p><p>Essa peculiaridade do problema induz à adoção do princípio da responsabilidade objetiva do poluidor (Lei 6.938/81, art. 14 §1º), em razão</p><p>de ser, muitas vezes, difícil/impossível enquadrar o ato de poluir no âmbito da culpa civil.</p><p>Figura 1</p><p>A Responsabilidade Civil no Domínio do Direito ao Ambiente6.5)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=1RLhXg_7bKw</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=oz6DK7gxU5k</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 4/11</p><p>Fonte: Elaborado pelo Designer.</p><p>Segundo a regra da responsabilidade objetiva, para tornar efetiva a responsabilização, basta a prova da ocorrência do dano e do vínculo</p><p>causal deste com uma determinada atividade humana.</p><p>Trata-se de uma tese que não cogita de indagar porque ocorreu o dano, ou seja, é suficiente apurar se houve o dano, vinculado a um fato</p><p>qualquer, para assegurar à vítima uma indenização.</p><p>Para melhor entendimento, faça a leitura do seguinte texto: Dano ambiental e a necessidade de uma atuação proativa da</p><p>administração pública.</p><p>Disponível em:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Vinculada à responsabilidade objetiva, está a teoria do risco integral, que atende à preocupação de se estabelecer um sistema, o mais</p><p>rigoroso possível, ante o alarmante quadro de degradação que se assiste não só no Brasil, mas em todo o mundo.</p><p>Mesmo antes da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981, sustentava-se a ideia de que em termos de dano ecológico, não se</p><p>pode pensar em outra colocação que não seja a do risco integral, pois qualquer dano, mesmo que seja mínimo já basta para o prejuízo</p><p>ambiental.</p><p>Assim, o dever de indenizar se faz presente tão só em face do dano, ainda nos casos de culpa exclusiva da vítima, fato de terceiro, caso</p><p>fortuito ou de força maior.</p><p>Princípios</p><p>Para uma reflexão quanto a essa questão, segue sugestão de leitura:</p><p>AGUIAR, Patrícia Kotzias. Responsabilidades comuns, mas diferenciadas e mudanças climáticas: O regime internacional das mudanças</p><p>climáticas e o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. In: SILVEIRA, Eduardo Malinverni da. Princípios do direito</p><p>ambiental [recurso eletrônico]: articulações teóricas e aplicações práticas. Caxias do Sul, RS: Educs, 2013. Disponível:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Os Princípios do Direito ambiental continuam em evidência, principalmente durante a constatação e processamento das responsabilidades,</p><p>visto que fazem parte do entendimento doutrinário para que sejam tomadas as ações ambientais de segurança jurídica e faça-se justiça.</p><p>Princípios básicos da responsabilidade civil ambiental:</p><p>- Princípios da Prevenção e da Precaução;</p><p>- Princípio do Poluidor - pagador;</p><p>- Princípio da Reparação Integral.</p><p>No regime da responsabilidade objetiva, fundada na teoria do risco da atividade, para que se possa pleitear a reparação do dano, basta a</p><p>demonstração do evento danoso e do nexo de causalidade com a fonte poluidora.</p><p>A ação, da qual a teoria da culpa faz depender a responsabilidade pelo resultado, é substituída, aqui, pela assunção do risco em provocá-lo.</p><p>Pressupostos da Responsabilidade Civil do Meio Ambiente6.6)</p><p>http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/issue/view/38</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=3§ion=0#/edicao/5871</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 5/11</p><p>Evento Danoso</p><p>O evento danoso vem a ser a resultante de atividades que, de maneira direta ou indireta, causem a degradação do meio ambiente ou de</p><p>um ou mais de seus componentes.</p><p>Cabe discutir também a respeito de se precisar a linha de fronteira entre o uso e o abuso, isto é, o limite ou a intensidade do dano capaz de</p><p>detonar a obrigação reparatória.</p><p>Há de se compreender que nem toda e qualquer diminuição ou perturbação da qualidade do ambiente, certo que a mais simples atividade</p><p>humana que, de alguma forma, envolva a utilização de recursos naturais pode causar-lhe impactos.</p><p>Importa dizer que para o Direito interessam aquelas ocorrências de caráter significativo, cujos reflexos negativos transcendessem os</p><p>padrões de suportabilidade estabelecidos.</p><p>Mas, cabe ressalvar que a lei não apresenta parâmetros que permitam uma verificação objetiva da significância das modificações infligidas</p><p>ao meio ambiente, com isso, qualquer dano deve ser considerado.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>Responsabilidade civil. In: FRANCO, Dimitri Montanar. Responsabilidade legal pelo dano ambiental: a aplicação das excludentes de</p><p>responsabilidade [livro eletrônico]/ Dimitri Montanar Franco. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2017. 168 p. Disponível em:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Para compreender um pouco mais sobre o assunto, realize a leitura:</p><p>PANASSAL, Paula Dilvane Dornelles. O Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a construção de uma cultura à luz da</p><p>democracia participativo-ambiental. In: BÜHRING, Marcia Andrea; FUHRMANN, Italo Roberto; TABARELLI (orgs.). Direitos fundamentais</p><p>[recurso eletrônico]: direito ambiental e os novos direitos para o desenvolvimento socioeconômico. Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>Disponível em:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Cabe também mencionar que a conjuração da danosidade ambiental se pauta pela teoria da responsabilidade objetiva, fundada no risco, a</p><p>qual não se perquire a licitude da atividade, já que tão somente a lesividade é suficiente a provocar a tutela jurisdicional.</p><p>Por fim, é preciso ter presente que muitas emissões, até inocentes quando isoladamente consideradas, podem, examinadas no contexto de</p><p>um conglomerado industrial, por exemplo, apresentar extraordinário potencial poluidor, em razão de seus efeitos sinérgicos. E que com o</p><p>passar do tempo um mero vazamento poderá se tornar uma grande mancha no Meio Ambiente.</p><p>DA18E36 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 2DA18E36 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 2</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=107§ion=0#/edicao/163483</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=direito%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=3§ion=0#/edicao/162281</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IyrhjeheFwA</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 6/11</p><p>A própria lei menciona que a poluição não se caracteriza apenas pela inobservância de normas e padrões específicos, mas também pela</p><p>degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:</p><p>a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;</p><p>b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;</p><p>c) afetem desfavoravelmente a biota;</p><p>d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.</p><p>Vale dizer, poluição é degradação que se tipifica pelo resultado danoso, independentemente de qualquer investigação quanto à</p><p>inobservância de regras ou padrões específicos.</p><p>Sendo assim, à míngua de critérios objetivos e seguros, pode-se concluir que a aferição da anormalidade ou perda do equilíbrio se situa</p><p>fundamentalmente no plano fático, e não no plano normativo,</p><p>segundo normas preestabelecidas. Consequência disso é que a</p><p>caracterização do evento danoso acaba entregue ao subjetivismo e descortino dos agentes públicos e dos juízes, no exame da situação</p><p>fática e das peculiaridades de cada caso.</p><p>Nexo de Causalidade</p><p>No dano ambiental, ao adotar o regime da responsabilidade civil objetiva, a Lei 6.938/81 afasta a investigação e a discussão da culpa, mas</p><p>não prescinde do nexo causal, isto é, da relação de causa e efeito entre a atividade e o dano dela advindo. Analisa-se a atividade,</p><p>indagando-se se o dano foi causado em razão dela, para se concluir que o risco que lhe é inerente é suficiente para estabelecer o dever de</p><p>reparar o prejuízo.</p><p>Ou seja, basta que se demonstre a existência do dano para cujo desenlace o risco da atividade influenciou decisivamente.</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Não considera-se facilmente a determinação segura do nexo causal, já que os fatos da poluição, por sua complexidade, permanecem</p><p>muitas vezes camuflados não só pelo anonimato, como também pela multiplicidade de causas, das fontes e de comportamentos, seja por</p><p>sua tardia consumação, seja pelas dificuldades técnicas e financeiras de sua aferição, seja, enfim, pela longa distância entre a fonte emissora</p><p>e o resultado lesivo, além de tantos outros fatores.</p><p>Assim, pode-se dizer que “a maior guinada que oportuniza a discussão do liame de causalidade seria a inversão do ônus da prova, que</p><p>parece bastante apropriada ao dano ambiental, pois se transfere ao demandado a necessidade de provar que este não tem nenhuma</p><p>ligação com o dano, favorecendo, em última análise, toda a coletividade, considerando que o bem ambiental pertence a todos” (MILARÉ,</p><p>2015).</p><p>Também se pondera que a adoção de presunções legais relativas também constitui opção para os casos em que houver dificuldade em</p><p>provar os danos. Elas admitem prova em contrário pela parte prejudicada, com o que se minimiza o risco de decisões judiciais equivocadas.</p><p>Cabe, assim, ao poder judiciário indicar a parte a quem toca a obrigação de provar o não cometimento do dano ambiental.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>Consequências da Objetivação da Responsabilidade Civil</p><p>Fundada na Teoria do Risco Integral</p><p>6.7)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=z_kpTTMNAQI</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 7/11</p><p>A adoção da teoria do risco integral, da qual decorre a responsabilidade objetiva, traz como consequências principais para que haja o dever</p><p>de indenizar:</p><p>a) a prescindibilidade de investigação da culpa;</p><p>b) a irrelevância da licitude da atividade;</p><p>c) a inaplicação das causas de exclusão da responsabilidade civil.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Prescindibilidade de Investigação de Culpa</p><p>Segundo o sistema engendrado por nosso legislador, a obrigação de investigação e de indenizar emerge da simples ocorrência de um</p><p>resultado prejudicial ao homem e ao seu ambiente, sem qualquer apreciação subjetiva da contribuição da conduta do poluidor para</p><p>produção do dano. Esse é o dizer claro do art. 14 §1º da lei 6.938/81: “É o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a</p><p>indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade”.</p><p>Desse modo, a primeira importante consequência que a regra da objetividade enseja é afastar a investigação e a discussão da culpa do</p><p>poluidor, com o que se cassa, em boa medida, a indenidade vigorante no sistema da responsabilidade subjetiva.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Irrelevância da Licitude da Atividade</p><p>Além da prescindibilidade da culpa, uma segunda consequência da adoção da responsabilidade objetiva sob a modalidade do risco integral</p><p>consiste na irrelevância da licitude da atividade. Tão somente a lesividade é suficiente à responsabilização do poluidor.</p><p>A postura do legislador atende satisfatoriamente às aspirações da coletividade, porquanto não raras vezes o poluidor se defendia alegando</p><p>ser lícita a sua conduta, porque estava dentro dos padrões de emissão traçados pela autoridade administrativa e, ainda, tinha autorização</p><p>ou licença para exercer aquela atividade. Muito embora isso não fosse causa excludente de sua responsabilidade, já colocava dúvida na</p><p>consciência do julgador, o que muitas vezes redundava em ausência de indenização por parte do poluidor.</p><p>Nessa linha de raciocínio, não se discute, necessariamente, a legalidade da atividade. É a potencialidade de dano que a atividade possa</p><p>trazer aos bens ambientais que será objeto de consideração.</p><p>Ou seja, ainda que haja autorização da autoridade competente, ainda que a emissão esteja dentro dos padrões estabelecidos pelas normas</p><p>de segurança, ainda que a indústria tenha tomado todos os cuidados para evitar o dano, se ele ocorreu em virtude da atividade do poluidor</p><p>há o nexo causal que faz nascer o dever de indenizar.</p><p>Para complementar o estudo, leia o seguinte texto:</p><p>DA18E37 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 3DA18E37 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 3</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=mDZnzjIPW3E</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=WzWOIeAy2Wo</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 8/11</p><p>BÜHRING, Marcia Andrea; TONINELO, Alexandre Cesar. A responsabilidade civil- ambiental do Estado: em decorrência dos desastres</p><p>ambientais, ante as mudanças climáticas. In: Colóquio Internacional lei Natural e Direito Ambiental (2017 out. 5-6: Caxias do Sul, RS) Lei</p><p>Natural e direito ambiental: anais do Colóquio Internacional Lei Natural e Direito Ambiental, Caxias do Sul; IX Colóquio Sul-americano de</p><p>Realismo Jurídico, Caxias do Sul, 5-6 de outubro, 2017. Caxias do Sul, RS: Educs, 2017.</p><p>Inaplicabilidade de Excludentes e de Cláusula de não Indenizar</p><p>A terceira consequência da adoção do sistema de responsabilidade objetiva sob a modalidade do risco integral diz com a inaplicabilidade</p><p>do caso fortuito da força maior e do fato de terceiro como exonerativas, e com a impossibilidade de invocação de cláusula de não indenizar.</p><p>É que, como se disse, pela teoria do risco integral, o dever de reparar independe da análise da subjetividade do agente e, sobretudo, é</p><p>fundamentado só pelo fato de existir a atividade da qual adveio o prejuízo.</p><p>A força maior se prende ao fato da natureza, superior às forças humanas (p. ex. rompimento de barragem em razão de precipitação</p><p>pluviométrica anormal), enquanto o caso fortuito diz respeito à obra do acaso (p. ex. quebra de peça de uma turbina ou explosão de um</p><p>reator). Neste exemplo, verificando o acidente ecológico, quer por falha humana ou técnica, quer por obra do acaso ou por força da</p><p>natureza, deve o empreendedor responder pelos danos, podendo, quando possível, voltar-se contra o verdadeiro causador, pelo direito de</p><p>regresso.</p><p>Segue-se daí que o poluidor deve assumir integralmente todos os riscos que advêm de sua atividade. O interesse público, que é a base do</p><p>Direito Ambiental, encontra na responsabilidade civil objetiva uma forma de convivência com a atividade particular, em geral voltada para o</p><p>lucro.</p><p>É essa a interpretação que deve ser dada à Lei 6.938/81, que delimita a Política Nacional do Meio Ambiente, onde o legislador disse</p><p>claramente menos do que queria dizer, ao estabelecer a responsabilidade objetiva.</p><p>Na teoria do risco integral, o poluidor contribui para com a reparação do dano ambiental, ainda que presentes quaisquer das clássicas</p><p>excludentes da responsabilidade ou cláusula de não indenizar.</p><p>É o poluidor assumindo todo o risco que sua atividade acarreta: o simples fato de existir a atividade produz o dever de reparar, uma vez</p><p>provada a conexão causal entre dita atividade e o dano dela advindo.</p><p>Segundo este sistema, só haverá exoneração de responsabilidade quando:</p><p>a) o dano não existir; ou</p><p>b) o dano não guardar relação de causalidade com a atividade da qual emergiu o risco.</p><p>O Sujeito Responsável</p><p>Nos termos da lei brasileira, o responsável pela danosidade ambiental é o “poluidor”,</p><p>Art. 225 caput e § 1º da CF/88.</p><p>d) Princípio da informação: todos devem ter acesso às informações relacionadas ao Meio Ambiente, direito difuso e de interesse de toda</p><p>coletividade. Previsão: Art. 5º XXXIII e Art. 225 caput da CF/88. Ver: lei de acesso à informação nº 12.527/11.</p><p>e) Princípio democrático: é dever também da coletividade defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações,</p><p>por isso, assegura ao cidadão a possibilidade de participar das políticas públicas ambientais. Previsão art. 5º, 14 e 225 da CF/88.</p><p>f ) Princípio da prevenção: o objetivo final do princípio da prevenção é evitar que o dano possa chegar a produzir-se, para tanto,</p><p>necessário se faz adotar medidas. Certeza científica do impacto ambiental. Danos já conhecidos.</p><p>g) Princípio da precaução: é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser</p><p>identificados. Deve haver cautela.</p><p>h) Princípio do limite: é o princípio pelo qual a administração tem o dever de fixar parâmetros para as emissões de partículas, de ruídos e</p><p>de presença de corpos estranhos no meio ambiente, levando em conta a proteção da vida e do próprio meio ambiente. Previsão: Art. 225</p><p>§1º V, Art. 5º § 6º da lei nº 7.347/85.</p><p>i) Princípio da função social da propriedade: prevê o dever de manter, preservar, recuperar e recompor a vegetação em área de</p><p>preservação permanente e reserva legal, de responsabilidade do proprietário do imóvel, sendo ou não ele o causador da atividade danosa.</p><p>j) Princípio da equidade ou solidariedade intergeracional: obrigação de preservar o meio ambiente para as presentes e futuras</p><p>gerações.</p><p>k) Princípio da cooperação entre os povos: deve haver ampla cooperação entre as nações no sentido de tutelar o bem maior que é o</p><p>meio ambiente. Compromisso internacional.</p><p>Leitura Complementar: CUNHA, Ada Helena Schiessl. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes</p><p>violados e a contribuição do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). In: Direito socioambiental. Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>Disponível na Biblioteca Virtual Pearson</p><p>Estes princípios são desenvolvidos pelo doutrinador para auxiliar o poder judiciário nas decisões mais complexas sobre os danos</p><p>relacionados ao Meio Ambiente.</p><p>Assista ao Vídeo.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ZSrhXP4-aec</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 5/10</p><p>TUTELA CONSTITUCIONAL DO MEIO AMBIENTE</p><p>O Direito Ambiental está praticamente referido na Constituição Federal de 1988, mas seu estudo precede a esse instrumento máximo de</p><p>nosso país. Como saber jurídico ambiental, essa ciência desenvolveu-se rapidamente nas últimas décadas, com farta legislação elaborada</p><p>pela doutrina nas esferas da União, Estados, DF e Municípios, e pela jurisprudência, produzida nas diversas Cortes brasileiras.</p><p>O estudo dessa ciência deve partir da análise do arcabouço constitucional, onde se encontra a estrutura organizacional e executiva da</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente de todo o país.</p><p>As Constituições que antecederam a atual Carta Constitucional deram um enfoque predominantemente voltado para a infraestrutura da</p><p>atividade econômica, e a sua regulamentação legislativa teve por escopo priorizar a atividade produtiva, independentemente da</p><p>conservação dos recursos naturais.</p><p>As normas que consagram o direito ao meio ambiente sadio são de eficácia plena, e não necessitam de qualquer outra norma para que</p><p>operem efeitos no mundo jurídico.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A preocupação foi tanta com o meio ambiente que o nosso legislador constuinte resolveu reservar-lhe um capítulo inteiro na Constituição</p><p>Federal, procurando disciplinar a matéria diante de sua importância mundial. Inseriu o capítulo sobre meio ambiente em um único artigo,</p><p>contendo seis parágrafos.</p><p>Vejamos o art. 225 de forma pormenorizada:</p><p>Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia</p><p>qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e</p><p>futuras gerações.</p><p>Leitura:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:</p><p>I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;</p><p>Os processos ecológicos essenciais podem ser conceituados como aqueles governados, sustentados ou intensamente afetados pelos</p><p>ecossistemas, sendo indispensáveis para a produção de alimentos, para a saúde, além de outros aspectos da sobrevivência humana e do</p><p>desenvolvimento sustentado.</p><p>Para prover o adequado manejo (ação humana no meio ambiente) ecológico das espécies, faz-se necessário realizar um inventário, em</p><p>determinada região, e, a partir daí, começar a análise do seu desenvolvimento ou de sua extinção.</p><p>Importante ressaltar que as espécies variam de local para local e por isso devem ser preservadas, realizando um planejamento adequado</p><p>para evitar a sua extinção.</p><p>II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e</p><p>manipulação de material genético;</p><p>CONSTITUIÇÃO E MEIO AMBIENTE1.6)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/un1-01.pdf</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 6/10</p><p>Diversidade biológica ou biodiversidade pode ser conceituada como “a variedade de organismos vivos de todas as origens,</p><p>compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que</p><p>fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas”, conforme elenca o art. 2, III, da lei</p><p>nº 9.985/00.</p><p>A diversidade biológica e o patrimônio genético podem ser protegidos na sua integridade com a edição de leis que proíbam a exploração</p><p>de determinados ecossistemas. Essa diversidade pode também ser preservada parcialmente com a criação de unidades de conservação (lei</p><p>nº 9.985/00 e lei 11.105/05).</p><p>III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos,</p><p>sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade</p><p>dos atributos que justifiquem sua proteção;</p><p>Para Milaré (2015), estes espaços abrangem: as áreas de proteção especial, as áreas de preservação permanente, as reservas legais e as</p><p>unidades de conservação. Preferimos denominá-los microecossistemas. Procura-se proteger todos os atributos ao mesmo tempo e em</p><p>conjunto e não parte deles. Esses espaços territoriais ou microecossistemas são denominados unidades de conservação.</p><p>O que se protege nesses espaços são os ecossistemas, os quais, por sua vez, são áreas representativas da região e constituídas de recursos</p><p>naturais relevantes. Tais espaços territoriais ambientais são protegidos e sua exploração depende de lei. Não se permitirá a sua modificação</p><p>se causar alterações em seus atributos essenciais. É importante ressaltar que esses espaços territoriais podem ser instituídos pela União,</p><p>Estados, Distrito Federal e Municípios. (São denominadas unidades de conservação criadas pela lei n 9.985/00, que instituiu o Sistema</p><p>Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SISNAMA).</p><p>Proteção integral = estação ecológica, reserva ecológica, parque nacional, monumento natural e refúgio de vida silvestre;</p><p>De uso sustentável= áreas de proteção ambiental, área de relevante interesse ecológico, floresta nacional, reserva extrativista, reserva da</p><p>fauna, reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural.</p><p>ou seja, “a pessoa física ou jurídica, de direito público</p><p>ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental”.</p><p>Ouça o áudio abaixo.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A Responsabilidade Solidária dos Agentes</p><p>É o próprio empreendedor o titular do dever principal de zelar pelo meio ambiente e é a ele que aproveita, direta e economicamente, a</p><p>atividade lesiva.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=hnxQPMxLhp4</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 9/11</p><p>Havendo ação reparatória e mais de um agente poluidor prevalece entre eles o vínculo e as regras da solidariedade, no teor do art. 3º IV, da</p><p>lei 6.938/81, que importa na responsabilidade de todos e de cada um pela totalidade dos danos, ainda que não os tenham causado por</p><p>inteiro.</p><p>Àquele que pagar pela integralidade do dano caberá ação de regresso contra os outros corresponsáveis, pela via da responsabilização</p><p>subjetiva, procedimento este que permite discutir a parcela de responsabilidade de cada um.</p><p>Nesse ponto, merece referência a questão do dano preexistente, que também não alforria os agentes da responsabilidade civil solidária.</p><p>A Responsabilidade do Estado</p><p>As pessoas jurídicas de direito público interno podem ser responsabilizadas pelas lesões que causarem ao meio ambiente. De fato, não é só</p><p>como agente poluidor que o ente público se expõe ao controle de Poder Judiciário, mas também quando se omite no dever constitucional</p><p>de proteger o meio ambiente.</p><p>O Estado também pode ser solidariamente responsabilizado pelos danos ambientais provocados por terceiros, já que é seu dever fiscalizar</p><p>e impedir que tais danos aconteçam.</p><p>Esta posição mais se reforça com a cláusula constitucional que impôs ao Poder Público o dever de defender o meio ambiente e de</p><p>preservá-lo para as presentes e futuras gerações.</p><p>Afastando-se da imposição legal de agir, ou agindo deficientemente, deve o Estado responder por sua incúria, negligência ou deficiência,</p><p>que traduzem um ilícito ensejador do dano não evitado, que, por direito, deveria sê-lo.</p><p>Nesse caso, reparada a lesão, a pessoa jurídica de direito público em questão poderá demandar regressivamente o direito causador do</p><p>dano.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>A Responsabilidade Civil do Profissional</p><p>Importante mencionar também o regime jurídico da responsabilidade civil pessoal do profissional que trabalha a questão Ambiental, à</p><p>vista do disposto no art. 11 da Resolução do CONAMA 237/97, que, ao cuidar dos procedimentos e critérios utilizados no licenciamento</p><p>ambiental, consignou que os estudos necessários a tais procedimentos deverão ser realizados por profissionais legalmente habilitados, os</p><p>quais “serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas, civis e penais”.</p><p>É evidente que quem desempenha uma profissão o faz porque se dá por habilitado, assim, presume-se em tais profissionais a habilitação, a</p><p>perícia, a atenção, a objetividade e a prudência, conforme as exigências da lei.</p><p>Não há de se cogitar de responsabilidade objetiva dos profissionais que, por falha humana ou técnica, tenham colaborado para o</p><p>desencadeamento do evento danoso, mesmo porque isso implicaria investigação de conduta culposa, circunstância que não se afeiçoa com</p><p>o sistema da objetivação da responsabilidade, que rege a matéria ambiental.</p><p>Fica ressalvado ao empreendedor, se for o caso, voltar-se regressivamente contra o causador do dano, alcançando, inclusive, o profissional</p><p>que eventualmente tenha se excedido ou se omitido no cumprimento da tarefa a ele cometida.</p><p>A Responsabilidade das Instituições Financeiras</p><p>DA18E38 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 4DA18E38 Direito Ambiental Unidade 6 Vídeo 4</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=H4jebWZimY4</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 10/11</p><p>O artigo 12 da lei 6.938/81 há muito prescreve a responsabilidade dos bancos estatais de avaliar os critérios socioambientais em seus</p><p>contratos de mútuo. De efeito, esse dispositivo estabelece que as entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais</p><p>condicionarão a aprovação de projetos habilitados a esses benefícios ao licenciamento, na forma dessa lei, e ao cumprimento das normas,</p><p>dos critérios e dos padrões expedidos pelo CONAMA.</p><p>O Protocolo de Intenções (Protocolo Verde II) deve ser evidenciado com a adesão de vários bancos privados, sob o comando das normas</p><p>mencionadas na lei 6.938/81 e aplicável apenas às instituições oficiais. Esse conjunto normativo, ademais, é que vem conduzindo várias</p><p>decisões judiciais, impondo a responsabilidade civil solidária das instituições oficiais por danos ambientais causados em decorrência do</p><p>financiamento de obras e atividades sem a observância do quanto ali prescrito.</p><p>Mesmo em razão de previsão legal, ou por precaução, tanto as instituições financeiras públicas quanto as privadas devem avaliar, por meio</p><p>de documentação pertinente, a regularidade ambiental das atividades ou obras que serão por elas financiadas. Caso não o façam e a</p><p>atividade financiada se revelar marcada por irregularidades, causando um dano ambiental, a instituição financeira pode vir a ser</p><p>responsabilizada solidariamente pela sua recuperação.</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que o processo de responsabilização cível em matéria ambiental não é um processo simples. A</p><p>complexidade das ações ambientais atualmente é o que mais é demonstrado pelo poder judiciário, visto a necessidade de comprovação</p><p>dos danos causados, bem como a sua abrangência, além dos critérios técnicos que devem ser apurados.</p><p>O conjunto de conhecimentos necessários para se apurar a atividade lesiva ao meio ambiente hoje é o que mais causa dificuldade em se</p><p>quantificar o ônus indenizatório.</p><p>Em última análise, é possível verificar que a legislação brasileira é abrangente, só não produz eficácia, visto as demandas existentes em</p><p>busca de um processo desenvolvimentista, o qual está sempre em conflito com o meio ambiente.</p><p>Para saber mais</p><p>Leitura complementar</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Dano Ambiental, leia o texto abaixo:</p><p>ÁGUAS NO NOVO CÓDIGO CIVIL</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense Universitária,</p><p>2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>CUNHA, Ada H. S. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes violados e a contribuição do</p><p>Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>FIORILLO, Celso A. P. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=33§ion=0#/edicao/5713</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-6/ 11/11</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 1/13</p><p></p><p>RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Responsabilidade Penal;</p><p>2. Sujeitos do crime;</p><p>3. Crime de Dano e de Perigo;</p><p>4. Espécies de crime</p><p>5. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a necessidade de diminuir as ocorrências de danos ambientais no Brasil;</p><p>- Identificar os crimes ambientais dispostos na legislação brasileira;</p><p>- Conhecer o processo de criminalização do causador de dano ambiental;</p><p>- Compreender que a relação com o meio ambiente deve ser harmônica e que os danos causados refletem nos seres humanos.</p><p>O meio ambiente pede socorro, pois a cada dia verifica-se que poluição e outros danos continuam ocorrendo de modo indiscriminado.</p><p>Além do Poder Público é dever da coletividade zelar pelo seu bem e fiscalizar toda lesão a ele. A partir destas afirmações, faça uma reflexão</p><p>sobre o que tem ocorrido no mundo com a falta de limite do ser humano para com o meio ambiente.</p><p>DA18E42 Direito Ambiental Unidade 7DA18E42 Direito Ambiental Unidade 7</p><p>Unidade 7</p><p>Roteiro de Estudos7.1)</p><p>Disparador7.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FB3r43mpUgA</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 2/13</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/nature-3205257_640.jpg</p><p>A capacidade humana de manipular o meio ambiente tornou-se desenfreada, de modo que o ser humano não está mais consciente de seus</p><p>atos.</p><p>O ser humano continua atuando com uma visão antropocêntrica de que o meio ambiente precisa atender somente suas necessidades mais</p><p>urgentes.</p><p>Assim, sua capacidade de cuidado para com o meio ambiente está cada vez mais limitada. Pode-se dizer que o processo “evolutivo”</p><p>transformou o meio ambiente em um local cada vez mais escasso e problemático.</p><p>A partir desta concepção, a responsabilidade prevista na esfera jurídica em caráter reparador é o instrumento que resguarda o que ainda</p><p>pode ser salvo do Meio Ambiente.</p><p>Na atualidade, a tutela penal do Meio Ambiente continua sendo uma necessidade indispensável, especialmente quando, as medidas nas</p><p>esferas administrativa e civil não surtirem efeitos desejados.</p><p>A medida penal tem por escopo prevenir e reprimir condutas praticadas contra a natureza. Mas a doutrina penal vem propugnando a</p><p>abolição da pena privativa de liberdade com a consequente substituição por penas alternativas, compreendendo-se que num futuro</p><p>próximo a pena privativa de liberdade será aplicada apenas em casos extremos.</p><p>Procura-se, então, evitar ao máximo, a sua aplicação ao caso concreto, impondo-se medidas alternativas aos infratores.</p><p>Verificou-se que foi feito mais pelo meio ambiente em suas três últimas décadas do que em todo o século, pois durante muito tempo a</p><p>visão antropocêntrica predominou neste campo.</p><p>O meio ambiente pertence a toda a coletividade, é de cada um, individualmente, e, ao mesmo tempo, de todos. Com isso, sua proteção não</p><p>deve ser restrita.</p><p>Introdução7.3)</p><p>Responsabilidade Penal do Meio Ambiente7.4)</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 3/13</p><p>Um crime ambiental poderá repercutir em diversos países do mundo.</p><p>Para compreender melhor sobre o tema, assista ao vídeo:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A tutela penal do meio ambiente passa a ser importante, pois o bem jurídico protegido é tão importante quanto qualquer outro delito.</p><p>Assim, para o Direito Penal, a tutela penal deve ser reservada pela lei, partindo-se do princípio da intervenção mínima no Estado</p><p>Democrático de Direito.</p><p>Esta tutela deve ser a última intervenção, ou seja, só depois de se esgotarem os mecanismos intimidatórios (civil e administrativo) é que se</p><p>procurará a eficácia punitiva na esfera penal.</p><p>Sobre a Lei dos Crimes Ambientais</p><p>A lei nº 9.605/98 é que elenca todos os atos considerados lesivos contra o meio ambiente.</p><p>A lei contém 82 artigos, distribuídos em oito capítulos.</p><p>- O capítulo I trata das disposições gerais (sujeito ativo, pessoa jurídica, autoria e coautoria);</p><p>- O capítulo II, da aplicação da pena (tipos de penas, consequências do crime, culpabilidade, circunstâncias atenuantes e agravantes);</p><p>- O capítulo III cuida da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime;</p><p>- O capítulo IV trata da ação e do processo penal (todos os crimes da lei são de ação penal pública incondicionada e permitem a aplicação</p><p>dos dispositivos dos arts.74, 76 e 89 da lei nº 9.099/95);</p><p>- O capítulo V cuida dos crimes contra o meio ambiente;</p><p>- O capítulo VI, da infração administrativa;</p><p>- O capítulo VII cuida da cooperação internacional para a preservação do meio ambiente;</p><p>- O capítulo VIII, que cuida das disposições finais.</p><p>Para ampliar o seu conhecimento, sugiro a leitura da lei 9.099/95:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Sujeitos do Crime</p><p>Os sujeitos do crime abrangem o sujeito ativo, o sujeito passivo, o concurso de pessoas e a responsabilidade penal da pessoa jurídica. É</p><p>importante identificar os sujeitos do crime para viabilizar a aplicação da penalidade.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>Sujeitos7.5)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IJkiJmgoRUI&feature=emb_title</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 4/13</p><p>Amplie o seu conhecimento lendo o seguinte texto:</p><p>NASSARO, Marcelo Robis Francisco. Polícia Ambiental. In: FREITAS, Vladimir Passos de; JÚNIOR, Arlindo Philippi; SPÍNOLA, Ana Luiza Silva.</p><p>Direito Ambiental e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2016. Disponível em:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Sujeito Ativo</p><p>O sujeito ativo dos crimes ambientais pode ser qualquer pessoa física imputável , conforme menciona o art. 2º da lei nº 9.605/98.</p><p>As sanções penais aplicáveis à pessoa física são as penas privativas de liberdade, as restritivas de direitos e a multa.</p><p>No entanto, a pena poderá ser atenuada:</p><p>a) se o sujeito ativo tiver baixo grau de instrução ou escolaridade;</p><p>b) se o sujeito ativo se arrepender e reparar espontaneamente o dano, ou limitar significativamente a degradação ambiental causada;</p><p>c) se o agente comunicar previamente o perigo iminente de degradação ambiental; e</p><p>d) se o agente colaborar com os encarregados da vigilância e do controle ambiental (art. 14 da lei nº 9.605/98).</p><p>Leitura da lei 9.605/98</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Sujeito Passivo</p><p>Sobre o sujeito passivo dos crimes ambientais, entende-se como a União, os Estados e os Municípios, diretamente, e também a</p><p>coletividade, indiretamente.</p><p>O sujeito passivo no tipo penal está previsto no art. 49 da lei nº 9.605/98, onde se compreende que é o proprietário do imóvel lesado ou</p><p>destruído. Ou seja, o sujeito passivo é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado.</p><p>Para ampliar o seu entendimento quanto a essa problemática, assista ao vídeo:</p><p>DA18E43 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 2DA18E43 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 2</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=5§ion=0#/edicao/36187</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=9-gFytYj0FI</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 5/13</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Concurso de Pessoas</p><p>Menciona o artigo 2º da lei nº 9.605/98 que o sujeito que, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos na lei, incide nas</p><p>penas, na medida de sua culpabilidade, bem como a pessoa ou o sujeito determinante para a conduta criminosa de outrem ou deixar de</p><p>impedir a sua prática quando podia agir para evitá-la.</p><p>Este artigo relaciona-se com o artigo 29 do Código Penal, onde foram acrescentados os responsáveis.</p><p>Com relação à prática da infração por pessoa física aplica-se, subsidiariamente, o Código Penal.</p><p>O parágrafo único do artigo 3º da lei nº 9.605/98, ao prever a responsabilidade da pessoa jurídica, não exclui a das pessoas físicas, autoras,</p><p>coautoras ou partícipes de fato quando se verifica a responsabilidade penal cumulativa entre a pessoa jurídica e a pessoa física.</p><p>A conduta omissiva em relação ao dano ambiental procura responsabilizar também todas as pessoas que tiverem conhecimento da</p><p>conduta criminosa</p><p>de outrem e deixarem de impedir sua prática, quando podiam agir para evitá-la.</p><p>Sugestão de leitura, Código Penal:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Crime Ambiental</p><p>Nos crimes ambientais, os bens jurídicos protegidos aproximam-se mais do perigo do que do dano, e isso permite realizar a prevenção e</p><p>ao mesmo tempo uma repressão.</p><p>Classifica-se, assim, o delito de perigo em:</p><p>- concreto: o delito é perquirido caso a caso;</p><p>- abstrato ou presumido: por determinação legal.</p><p>O crime de perigo consubstancia-se na mera expectativa de dano, aí se reprime para evitar o dano, mas basta a mera conduta,</p><p>independentemente da produção do resultado.</p><p>Para uma reflexão quanto a essa questão, assista ao vídeo.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>São os crimes de perigo abstrato que marcam os crimes ambientais, pois verificados os tipos penais da lei, nota-se que falta a especificação</p><p>das características específicas para os materiais utilizados ou da própria atividade.</p><p>Procura-se então, antecipar a proteção penal, reprimindo-se as condutas preparatórias.</p><p>Crime de Perigo e Crime de Dano7.6)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=fL5bO4xLffA&feature=emb_title</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=cZU3U6Sr7lU&feature=emb_title</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 6/13</p><p>Mas somente o dano efetivo poderá ser objeto de reparação na esfera civil e não o mero perigo abstrato ou presumido. Além disso, a</p><p>doutrina tem afirmado que a maioria dos delitos são considerados de mera conduta, e sua inobservância configuraria o delito de</p><p>desobediência passível de punição conforme menciona o artigo 330 do Código Penal.</p><p>Elemento Subjetivo do Tipo: Dolo e Culpa</p><p>Os conceitos de dolo e de culpa estão expressamente consignados no artigo 18 I, II do Código Penal.</p><p>Entende-se como crime doloso quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo, e como crime culposo quando o agente</p><p>deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.</p><p>Assim, a responsabilidade penal está estruturada, essencialmente, sobre o princípio da culpabilidade.</p><p>A lei nº 9.605/98 contém tipos penais punidos a título de dolo e culpa.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>ROSA, Rafaela Santos Martins da. Considerações sobre o crime ambiental organizado. In: FREITAS, Vladimir Passos de; JÚNIOR, Arlindo</p><p>Philippi; SPÍNOLA, Ana Luiza Silva. Direito Ambiental e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2016.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Elemento Normativo</p><p>Grande parte dos tipos penais ambientais exige um elemento normativo, assim, não há de se falar em crime se o agente previamente</p><p>apresenta a permissão, licença ou autorização concedida pela autoridade competente.</p><p>Exemplo: art. 29, 30, 31 e 39 da lei nº 9.605/98.</p><p>Contudo, será crime se o agente extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preservação permanente, sem prévia</p><p>autorização, pedra, areia, cal ou quaisquer espécies de minerais, conforme menciona o art. 44 da lei.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Outro exemplo a ser analisado é o que considera crime receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e</p><p>outros produtos de origem vegetal, sem a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente, conforme menciona o</p><p>artigo 46.</p><p>DA18E44 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 3DA18E44 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 3</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=661§ion=0#/edicao/36187</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=hEIJTEIi3dc</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 7/13</p><p>Bem como comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas sem licença ou registro da autoridade competente menciona o art. 51, e</p><p>também penetrar em Unidades de Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça ou para exploração de</p><p>produtos ou subprodutos florestais, sem licença da autoridade competente, conforme menciona o art. 52.</p><p>Configura-se como crime, por fim, executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão,</p><p>concessão ou licença, ou produzir, processar, etc. substância tóxica perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo</p><p>com as exigências estabelecidas em leis ou nos regulamentos, ou construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte</p><p>do território nacional, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais</p><p>competentes, ou contrariando normas legais e regulamentares pertinentes mencionados nos artigos 55, 56 e 60 da lei 9.605/98.</p><p>Eis a importância do procedimento do licenciamento ambiental.</p><p>Para compreender mais sobre o assunto, realize a leitura:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Dos Tipos</p><p>Os tipos penais em espécies estão arrolados na parte especial da lei nº 9.605/98, os quais se dividem em:</p><p>a) crimes contra a fauna;</p><p>b) crimes contra a flora;</p><p>c) poluição e outros crimes ambientais;</p><p>d) crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural;</p><p>e) crimes contra a administração ambiental.</p><p>Para compreender melhor o assunto, é importante ler os artigos da lei 9.605/98:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Dos Crimes Contra a Fauna</p><p>No capítulo V, o legislador reservou artigos para identificar os crimes contra a fauna, tipificando condutas delituosas praticadas contra</p><p>espécies da fauna silvestre. Mas somente os artigos. 29, 30, 31, 32, 33, 34 e 35 tipificam as condutas delituosas. Já o art.29 se refere à caça</p><p>e os arts. 34 e 35 tipificam as condutas delituosas referentes à pesca.</p><p>As penas dos artigos 29, 31 e 32 não ultrapassam um ano de detenção, há possibilidade, neste caso, de aplicação do instituto da transação</p><p>penal.</p><p>Importa conceituar o termo fauna, o qual se refere ao conjunto de animais próprios de um país ou região os quais vivem em determinada</p><p>época.</p><p>Mas nem todos os animais são protegidos pela lei contra os crimes ambientais, protegem-se as espécies da fauna silvestre ou aquática,</p><p>domésticas ou domesticadas, nativas, exóticas ou em rota migratória e essa proteção não é absoluta.</p><p>A lei exige a permissão, licença ou autorização da autoridade competente para a prática da caça ou da pesca.</p><p>Espécies de Crimes Ambientais7.7)</p><p>http://www.mma.gov.br/links-de-interesse/16-servi%C3%A7os.html</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 8/13</p><p>Por fauna silvestre compreendem-se todas aquelas pertencentes a espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres,</p><p>que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras,</p><p>conforme menciona o § 3º do art. 29 da lei nº 9.605/98.</p><p>Ou seja, são os animais que têm seu habitat natural nas matas, nas florestas, nos rios e mares, animais estes que, via de regra, ficam</p><p>afastados do meio ambiente humano.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Dentre as condutas delitivas da lei dos crimes ambientais destacam-se:</p><p>- é crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativas ou em rota migratória, sem a devida permissão,</p><p>licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida;</p><p>- é crime impedir a procriação da fauna, sem licença, autorização, ou, em desacordo com a obtida, modificar, danificar ou destruir ninho,</p><p>abrigo ou criadouro natural ou vender, expor à venda, exportar ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória,</p><p>bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou</p><p>autorização competente, etc.</p><p>Importante verificar que o IBAMA estabeleceu normativa para</p><p>controle de espécies no Brasil. Pra compreender melhor:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Pune-se quem exporta para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem autorização da autoridade ambiental competente,</p><p>ou induz espécime animal no país, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente;</p><p>Pune-se também quem pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou</p><p>exóticos, ou provoca, pela emissão de efluentes ou carregamento de materiais, o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes</p><p>em rios, lagos, açudes, lagoas, baías ou águas jurisdicionais brasileiras;</p><p>Pune-se a pesca em período no qual esta seja proibida, ou a sua prática em lugares interditados por órgão competente, ou mediante a</p><p>utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante, ou com substâncias tóxicas, ou outro</p><p>meio proibido pela autoridade competente.</p><p>Dos Crimes Contra a Flora</p><p>Sobre os crimes contra a flora, o legislador reservou quinze artigos, tipificando condutas delituosas praticadas contra as áreas de</p><p>preservação permanente e as Unidades de Conservação de Proteção Integral e de Uso Sustentável, abrangendo as reservas biológicas,</p><p>reservas ecológicas, estações ecológicas, parques nacionais, estaduais e municipais, monumentos naturais, refúgios da vida silvestre,</p><p>florestas nacionais, estaduais e municipais, áreas de proteção ambiental, áreas de relevante interesse ecológico, reservas extrativistas,</p><p>reservas da fauna, reservas de desenvolvimento sustentável, reservas particulares do patrimônio natural ou outras a serem criadas pelo</p><p>Poder Público (arts. 40, §1º , e 40- A, §1º da lei nº 9.605/98).</p><p>Somente os artigos. 38, 39, 40, 41, 42, 44, 45, 46, 48, 49, 50, 50- A, 51 e 52 tipificaram as condutas delituosas.</p><p>Ainda, o art. 53 prevê as causas especiais de aumento de pena.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FcICweWEh4w&feature=emb_title</p><p>https://www.ibama.gov.br/especies-exoticas-invasoras/javali#manejo-e-controle</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 9/13</p><p>A lei dos crimes ambientais prevê:</p><p>- Pune-se quem destrói, danifica ou corta árvores em floresta de preservação permanente;</p><p>- Pune-se quem causa dano direto ou indireto em Unidades de Conservação ou provoca incêndio em mata ou floresta;</p><p>- Pune-se quem fabrica, vende ou transporta ou solta balões ou quem extrai de florestas de domínio público ou consideradas de</p><p>preservação permanente, sem autorização, pedra, areia, cal ou qualquer espécie de minerais;</p><p>- Pune-se igualmente quem corta ou transporta em carvão madeira de lei, sem autorização, ou recebe ou adquire madeira, lenha, carvão e</p><p>outros produtos de origem vegetal, sem exibir a competente licença;</p><p>- Pune-se quem impede ou dificulta a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação ou destrói, lesa ou maltrata, por</p><p>qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade provada alheia;</p><p>- Pune-se ainda quem destrói ou danifica florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas, protetora de mangues, objeto de</p><p>especial preservação, ou quem comercializa motosserra ou a utiliza em florestas e nas demais formas de vegetação, sem licença ou</p><p>registro;</p><p>- A conduta de desmatar, degradar ou ainda explorar economicamente floresta pública também é punida;</p><p>- Pune-se quem penetra em Unidades de Conservação conduzindo substâncias ou instrumentos próprios para caça ou exploração de</p><p>subprodutos florestais, sem licença da autoridade competente.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Compreende-se por poluição, segundo o inciso III do artigo 3º da lei 6.938, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades</p><p>que, direta ou indiretamente:</p><p>a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;</p><p>b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;</p><p>c) afetem desfavoravelmente a biota;</p><p>d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;</p><p>e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.</p><p>Com isso, destaca-se a letra do artigo 54 da lei nº 9.605/98 que expressa também o que pode ser considerada como conduta criminosa:</p><p>“causar poluição de qualquer natureza em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a</p><p>mortalidade de animais ou a destruição significativa da flora.</p><p>Já o § 1º cuida da modalidade culposa e o §2º das espécies de poluição: do solo, atmosférica e hídrica.</p><p>Tipifica como crime a conduta de impedir ou dificultar o uso público das praias;</p><p>Também considera crime o lançamento de resíduos sólidos, gasosos, detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as</p><p>exigências legais e regulamentares.</p><p>Pune, por fim, quem deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade competente, medidas de precaução em caso de risco de dano</p><p>ambiental grave ou irreversível, omissão no caso.</p><p>Poluição da Água e do Ar</p><p>As condutas relacionadas à água e ao ar assumiram papéis de grande importância no cenário internacional, pois atualmente são os</p><p>maiores atingidos pela ação humana, por isso a realização de tantas conferências.</p><p>Assim, a lei estabelece punição para quem provoca, pela emissão de efluentes ou carregamento de materiais, o perecimento de espécimes</p><p>da fauna aquática existente em rios, lagos, açudes, lagoas, baías ou águas jurisdicionais brasileiras.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=PP7j5ga1SRk&feature=emb_title</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 10/13</p><p>Pune-se ainda quem envenena água potável, de uso comum ou particular, ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo, e</p><p>também quem corrompe ou polui água, de uso comum ou particular, tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde.</p><p>Pune a lei quem causa incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, usando gás tóxico ou asfixiante.</p><p>Também se pune quem provoca, abusivamente, de emissão de fumaça, vapor ou gás, que possa ofender ou molestar alguém e, por fim,</p><p>quem perturba o trabalho ou sossego alheios.</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.</p><p>Conduta Punível</p><p>A conduta punível é causar poluição de qualquer natureza (atmosférica, hídrica, do solo, sonora e visual), em níveis que possam resultar</p><p>em danos à saúde humana, em mortalidade de animais e na destruição da flora.</p><p>Dar causa, motivar, originar ou produzir.</p><p>Poluir entende-se como corromper, sujar, profanar e manchar.</p><p>Poluir é despejar resíduos (sólidos, líquidos ou gasosos) ou detritos (óleos ou substâncias oleosas) no ar, nas águas, ou no solo, causando</p><p>danos à saúde humana, mortalidade de animais e destruição da flora.</p><p>Também é considerada conduta punível a de quem dificulta ou impede o uso público das praias, pois trata-se de bem da União e de uso</p><p>comum do povo. É livre o seu acesso a qualquer pessoa.</p><p>Outros Crimes Ambientais</p><p>Para estes crimes, previstos na seção III do capítulo V, o legislador reservou artigos descrevendo condutas delituosas, arts. 55, 56, 60 e 61</p><p>da lei nº 9.605/98.</p><p>Assim, pune-se também quem executa pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão,</p><p>concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida, quem produz, processa, embala, importa, exporta, comercializa, fornece, transporta,</p><p>guarda, tem em depósito ou usa produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo</p><p>com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos.</p><p>Quem abandona produtos ou substâncias referidas no caput, ou os utiliza em desacordo com as normas de segurança, ainda, se a</p><p>substância ou o produto for nuclear ou radioativo, quem constrói, amplia, instala ou faz funcionar, em qualquer parte do território nacional,</p><p>estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença</p><p>ou autorização dos órgãos ambientais competentes, ou</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 11/13</p><p>contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes e, por fim, quem dissemina doença ou praga ou espécies que possam causar</p><p>dano à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas.</p><p>Dos Crimes Contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural</p><p>A lei prevê, na seção IV do capítulo V, artigos para os crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural, onde tipifica condutas</p><p>delituosas praticadas contra bem público.</p><p>Todos os artigos tipificam condutas delituosas, mas as penas dos artigos 64 e 65 da citada lei não ultrapassam um ano de detenção,</p><p>aplicando–se o instituto da transação penal, previsto no art. 76 da lei nº 9.099/95.</p><p>Já os arts. 62 e 63 têm pena mínima de um ano de reclusão, aplicando-se o instituto da suspensão do processo, previsto no art. 89 da lei</p><p>9.099/95.</p><p>Para compreender melhor sobre o tema, realize a leitura da lei:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Destacam-se as seguintes condutas delitivas, relacionadas ao ordenamento urbano e ao patrimônio cultural, considerando destruir,</p><p>inutilizar ou deteriorar:</p><p>a) bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial;</p><p>b) arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.</p><p>Alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, em razão de</p><p>seu valor paisagístico, ecológico, turístico, artístico, histórico, cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental, sem autorização</p><p>da autoridade competente ou em desacordo com a concedida.</p><p>Promover construção em solo não edificável, ou no seu entorno, assim considerado em razão de seu valor paisagístico, ecológico, artístico,</p><p>turístico, histórico, arqueológico, etnográfico ou monumental, sem autorização da autoridade competente ou em desacordo com a</p><p>concedida.</p><p>E, por fim, pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano.</p><p>Obs.: Importante lembrar que o § 7º do artigo 225 da Constituição Federal de 1988 relaciona o que se entende por manifestações culturais.</p><p>Dos Crimes Contra a Administração Ambiental</p><p>O legislador ainda reservou espaço para os crimes contra a administração ambiental, tipificando condutas praticadas por funcionário</p><p>público e por particulares.</p><p>Nessa seção, aplica-se o instituto da suspensão do processo, previsto no art. 89 da lei nº 9.099/95.</p><p>Os crimes podem ser praticados por funcionário público, por particulares e também por funcionários públicos contra a administração</p><p>pública ambiental.</p><p>No entanto, o legislador resolveu punir mais severamente o funcionário público do que o particular, agravando sua pena, pois a ele confere</p><p>o dever de cuidado e fiscalização.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=TVFli9unDBE&feature=emb_title</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 12/13</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>As condutas delitivas são: fazer funcionário público afirmação falsa ou enganosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados técnico-</p><p>científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental.</p><p>Conceder o funcionário público licença, autorização ou permissão em desacordo com as normas ambientais, para as atividades, obras ou</p><p>serviços cuja realização depende de ato autorizatório do Poder Público.</p><p>Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental e, por fim, obstar ou</p><p>dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que o processo desenvolvimentista tem custado muito caro ao ser humano.</p><p>Como estudado no decorrer da unidade, as condutas lesivas ao meio ambiente são puníveis de modo expressivo, mas mesmo assim não</p><p>possuem efetividade, pois o Poder Público ainda estabelece critérios de acordo com seus interesses.</p><p>As normas ainda são consideradas normas em branco devido à falta de especificação de condutas ou de materiais a serem utilizados nas</p><p>condutas criminosas. Isso dá abertura à ocorrência de outras condutas e ainda gera certa insegurança jurídica.</p><p>Assim, verifica-se que muito se tem a trabalhar para que o Meio Ambiente seja respeitado, pois mesmo com as condutas tipificadas</p><p>juridicamente, ainda não há mudança na atitude do ser humano.</p><p>Para saber mais</p><p>Leitura Complementar</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Meio Ambiente e Ação Humana, leia o texto abaixo:</p><p>A RESPONSABILIDADE PENAL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO NOS CRIMES AMBIENTAIS: Necessidade de</p><p>adequação das sanções penais da Lei de n. 9.605/98</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>DA18E45 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 4DA18E45 Direito Ambiental Unidade 7 Vídeo 4</p><p>Considerações Finais7.8)</p><p>https://www.ibama.gov.br/especies-exoticas-invasoras/javali#manejo-e-controle</p><p>http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/view/279/351</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Iua9I-yBnmE</p><p>14/10/2021 11:35 RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-7/ 13/13</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense Universitária,</p><p>2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>CUNHA, Ada H. S. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes violados e a contribuição do</p><p>Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>FIORILLO, Celso A. P. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 1/10</p><p></p><p>AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Atuação do Ministério Público;</p><p>2. Ação Civil Pública;</p><p>3. Ação Civil Pública em matéria ambiental;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a importância da atuação do Ministério Público enquanto órgão de proteção ao meio ambiente;</p><p>- Identificar quem pode demandar as ações na esfera pública;</p><p>- Conhecer o processo e verificar que há possibilidade de estabelecer negociações em determinados casos para os processos ambientais;</p><p>- Compreender que a última instância de proteção do meio ambiente se dá pela via judicial, e que existem outros procedimentos eficazes</p><p>anteriores a ele.</p><p>O meio ambiente é imprescindível para a sobrevivência dos seres humanos, por isso cabe à coletividade e ao Poder Público a sua</p><p>manutenção e preservação. A partir desta afirmação, percebemos que a legislação brasileira dá subsídios para a proteção do ambiente, mas</p><p>nem sempre é suficiente. Campanhas realizadas por ONG’s e outras instituições também fazem parte do regime de proteção do ambiente,</p><p>DA18E49 Direito Ambiental Unidade 8DA18E49 Direito Ambiental Unidade 8</p><p>Unidade 8</p><p>Roteiro de Estudos8.1)</p><p>Disparador8.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=dVjYvc1oJpk</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 2/10</p><p>mas se mesmo assim não for suficiente, o Poder Judiciário se incumbiu desta tarefa. Infelizmente é necessário chegar a vias extremas.</p><p>Reflita sobre o seu papel enquanto defensor do Meio Ambiente!</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_230.jpg</p><p>O meio ambiente necessita de proteção efetiva e apesar de toda a legislação existente no Brasil, esta nem sempre é suficiente.</p><p>Percebe-se que os instrumentos de proteção nem sempre conseguem abranger todos os danos ao ambiente e, assim, novos atores devem</p><p>entrar em cena.</p><p>O Poder Judiciário, através de suas instituições, incumbiu ao Ministério Público o dever de zelar pelo Meio Ambiente através de ações de</p><p>controle e fiscalizando grandes empreendimentos.</p><p>Assim, com toda a preocupação para com o meio, foi necessário chegar à vias extremas, mas nem sempre suficientes para salvar o</p><p>ambiente degradado.</p><p>Os conflitos existentes na sociedade devem ser dirimidos pelo Poder Judiciário, especialmente se não houver acordo em âmbito</p><p>administrativo.</p><p>A lei não poderá excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, segundo menciona o art. 5º XXXV da CF/88.</p><p>A ação civil pública passou a ser o instrumento processual mais importante para a proteção do meio ambiente, pois se verificou a</p><p>necessidade de proteger interesse comum do grupo, categoria ou classe, e foi com tal objetivo que a Declaração do Rio de Janeiro sobre</p><p>Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92), em seu princípio 10, recomendou que a melhor maneira de tratar questões ambientais é</p><p>assegurar a participação, no nível apropriado, de todos os cidadãos interessados.</p><p>Introdução8.3)</p><p>Ação Civil Pública8.4)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 3/10</p><p>Para melhor entendimento, realizar a leitura do texto Constitucional:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Pode-se dizer que, em nível nacional, cada indivíduo deve ter acesso adequado às informações relativas ao meio ambiente que disponham</p><p>as autoridades públicas, inclusive informações sobre materiais e atividades perigosas e, ainda, há a oportunidade de participar em</p><p>processos de tomada de decisões.</p><p>Também os Estados devem facilitar e estimular a conscientização e a participação pública, colocando as informações à disposição de todos.</p><p>Propiciando acesso efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que diz respeito à compensação e reparação de danos,</p><p>assim, procura-se, com essa ação, buscar o ressarcimento ou a reparação dos danos patrimoniais ou morais causados ao meio ambiente,</p><p>conforme menciona o art. 1, da lei nº 7.347/1985 (LACP).</p><p>Para compreender mais deve-se realizar a leitura da lei da Ação Civil Pública:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Existem instrumentos para a proteção do meio ambiente que, com o devido acesso, podem auxiliar na proteção dos bens coletivos. O</p><p>Poder Judiciário poderá auxiliar no procedimento sumário, procedimento ordinário, processo cautelar, tutela antecipada, processo de</p><p>execução.</p><p>Ação Civil Pública, Interesses Difusos, Interesses Coletivos e Interesses</p><p>Individuais Homogêneos</p><p>A lei da Ação Civil Pública, nº 7.347 de 1985, regulamentou o dispositivo constitucional previsto no art. 129 III da CF/88, criando a ação civil</p><p>pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística, a bens e direitos de valor artístico,</p><p>estético, histórico, turístico e paisagístico, à ordem econômica ou qualquer outro interesse difuso ou coletivo.</p><p>O Código de defesa do Consumidor menciona a ação coletiva para a tutela dos interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos.</p><p>Têm-se o entendimento de que a ação civil pública deverá ser proposta, com essa denominação, pelo Ministério Público para a defesa dos</p><p>interesses metaindividuais ou transindividuais, e a ação coletiva, para os demais legitimados.</p><p>A ação civil pública, ou ação coletiva, é aquela que tem por finalidade a tutela dos interesses transindividuais ou metaindividuais, sendo o</p><p>que está situado entre o interesse particular e o interesse geral, interesse intermediário entre o privado e o público.</p><p>Compreende-se por interesses ou direitos coletivos “os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular o grupo, categoria ou</p><p>classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação de base”, conforme o disposto no art. 81, parágrafo único, II, do</p><p>Código de Defesa do Consumidor.</p><p>Este interesse têm natureza indivisível, não podendo ser compartilhado individualmente entre seus titulares. Satisfeito o interesse de um,</p><p>estará satisfeito o interesse do grupo, classe ou categoria.</p><p>Já os interesses ou direitos individuais homogêneos, conforme dispõe o art.81, parágrafo único, III, do Código de Defesa do Consumidor.</p><p>“Interesses individuais homogêneos são aqueles em que o titular é identificável e o objeto é divisível. São vários titulares de interesses</p><p>idênticos ou semelhantes. Admite-se a sua defesa coletivamente em juízo. Os titulares estão ligados por uma situação de fato. Trata-se de</p><p>interesses indivisíveis, cujos titulares são determinados ou determináveis” (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Figura 2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7347orig.htm</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 4/10</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Legitimidade</p><p>Os legitimados, ativa e concorrentemente para a promoção da ação civil pública e da ação cautelar, são, conforme disposto no art. 5º, da lei</p><p>nº 11.448/2007:</p><p>I- O Ministério Público (federal ou estadual);</p><p>II- A Defensoria Pública;</p><p>III- A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;</p><p>IV- A autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;</p><p>V- A Associação que, concomitantemente: a) esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil; b) inclua, entre suas</p><p>finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico,</p><p>estético, histórico, turístico e paisagístico.</p><p>Obs.: A lei de 2007 ampliou o rol de legitimados ativos, acrescentando a Defensoria Pública, que poderá também propor a ação civil</p><p>pública para proteção de interesses metaindividuais.</p><p>Para exemplificar, assista ao vídeo:</p><p>DA18E50 Direito Ambiental Unidade 8 Vídeo 2DA18E50 Direito Ambiental Unidade 8 Vídeo 2</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=nRCVORb-87c</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 5/10</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Importante realizar a leitura da lei nº 11.448/2007:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Ressalta-se, ainda, que sindicato é associação civil e tem legitimidade para propor ação civil pública.</p><p>No entanto, o prazo e o interesse previstos nos incisos I do art. 5º da Lei da Ação Civil Pública e IV do art. 82 do Código de Defesa do</p><p>Consumidor tem sido dispensado pela jurisprudência, ou seja, tais requisitos não precisam estar expressamente consignados nos estatutos</p><p>da associação, bastando, apenas, o exercício efetivo desse interesse previsto na lei.</p><p>Na propositura de ação coletiva para defesa de interesses individuais homogêneos, o juiz poderá dispensar o requisito de pré-constituição</p><p>da associação, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano ou pela relevância do bem</p><p>jurídico a ser protegido (artigos 5º § 4º da LACP e 82 § 1º do CDC).</p><p>Para Ampliar seu conhecimento, leia o texto a seguir: CARDONE, Rachel. Ação Popular Ambiental: participação popular na gestão</p><p>sustentável do meio ambiente no atual Estado Socioambiental de Direito. In: LUNELLI, Carlos Alberto; MARIN, Jeferson Dytz. (orgs.)</p><p>Ambiente, políticas públicas e jurisdição. Caxias do Sul, RS: Educs, 2012.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Legitimada está para figurar no polo passivo da ação civil pública ou da ação coletiva toda pessoa física ou jurídica, de direito público ou</p><p>privado, ou seja, o causador do dano ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística, ao patrimônio cultural, à ordem econômica</p><p>ou qualquer outro interesse difuso ou coletivo.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Sobre o interesse processual, é requisito indispensável para a propositura da Ação Civil Pública Ambiental, pois é ditada pelo interesse</p><p>público em relação ao Ministério Público e encontra-se implícita na legitimidade concedida pela lei.</p><p>No tocante às associações, menciona-se que seu interesse deverá ser comprovado pelos estatutos sociais em relação aos órgãos públicos e</p><p>demais legitimados, pois o interesse decorre de sua atuação ao chamado para a proteção do meio ambiente.</p><p>Objeto</p><p>O Ministério Público e os colegitimados poderão agir para defesa dos seguintes interesses transindividuais, segundo o art. 1º da lei</p><p>7.347/85:</p><p>a) Do meio ambiente;</p><p>Ação Civil Pública em Matéria Ambiental8.5)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0xrcjkOiB0s&feature=emb_title</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11448.htm</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=5§ion=0#/edicao/5712</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=d7dc12YQXXk</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 6/10</p><p>b) Do consumidor;</p><p>c) Dos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (patrimônio cultural);</p><p>d) De qualquer outro interesse difuso ou coletivo;</p><p>e) Da infração da ordem econômica;</p><p>f ) Da ordem urbanística;</p><p>g) À honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos;</p><p>h) Ao patrimônio público e social.</p><p>Segundo o artigo 129 III da Constituição Federal, é função do Ministério Público a promoção do inquérito civil e da ação civil pública para a</p><p>proteção do meio ambiente, entre outras. Assim, o Ministério Público tem legitimidade para defender o meio ambiente de maneira</p><p>expressa e clara.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>STEIGLEDER, Annelise Monteiro. Atuação do Ministério Público com vistas à prevenção e à reparação dos danos ambientais. In: FREITAS,</p><p>Vladimir Passos de; JÚNIOR, Arlindo Philippi; SPÍNOLA, Ana Luiza Silva. Direito Ambiental e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2016.</p><p>Atuação do Ministério Público na Defesa dos Interesses Individuais</p><p>Homogêneos</p><p>Assim, o Ministério Público poderá agir na tutela dos interesses ou direitos individuais homogêneos desde que esteja presente interesse</p><p>que atinja um número extenso de pessoas lesadas.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Tendo o Ministério Público legitimidade para tutelar interesses individuais homogêneos, assim entendidos aqueles de natureza divisível</p><p>pertencentes a titulares determináveis e que tenham entre si um vínculo fático decorrente de sua origem comum, considerada sua</p><p>relevância social, são aplicáveis os instrumentos legais de tutela coletiva, segundo o artigo 81, parágrafo único III, e artigo 83 do Código de</p><p>Defesa do Consumidor, e artigo 21 da lei nº 7.347/85.</p><p>Litisconsórcio e Assistência</p><p>Entende-se por litisconsórcio o vínculo que, nos casos previstos em lei, prende vários autores ou réus num só processo pela comunhão de</p><p>interesses, para discutirem uma só relação jurídica material, ou seja, é a pluralidade de partes num mesmo processo.</p><p>Assistência entende-se como a intervenção judicial de alguém numa causa na qual tem legítimo interesse jurídico, sem ser autor ou réu.</p><p>A legitimação é concorrente, nos termos do art. 5º §2º da LACP. Cuida-se de litisconsórcio ativo entre os legitimados para a ação.</p><p>Por isso, menciona o art. 5º da LACP ou o art. 82 do CDC quem tem legitimidade para propor a ação civil pública ou a ação coletiva isolada</p><p>ou em conjunto.</p><p>Assim, haverá o litisconsórcio ou a assistência. Caso um dos legitimados propuser a ação, os demais deverão habilitar-se como assistentes</p><p>litisconsorciais, segundo menciona o art.5º § 2º da LACP.</p><p>https://bv4.digitalpages.com.br/?term=Direito%2520Ambiental%2520&searchpage=1&filtro=todos&from=busca&page=1039§ion=0#/edicao/36187</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=RGOlXxx95p8</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 7/10</p><p>Caso o legitimado proponha ação popular com o mesmo objeto, ser-lhe-á facultado intervir na qualidade de litisconsorte ou, em outra</p><p>hipótese, como assistente litisconsorcial.</p><p>Nos casos de desistência, o assistente litisconsorcial não poderá assumir a ação civil pública ou a ação coletiva.</p><p>Intervenção do Ministério Público em Caso de Desistência ou Abandono da</p><p>Ação</p><p>A maioria das ações civis públicas é proposta pelo Ministério Público em todo o país, e somente o Ministério Público poderá instaurar o</p><p>inquérito civil para apurar a ameaça de lesão ou o dano ao meio ambiente. É a partir deste instrumento que se instrui a ação civil pública.</p><p>Os demais legitimados não podem instaurar o inquérito civil, que é privativo do Ministério Público.</p><p>Por outro lado, se o Ministério Público não propuser a ação civil pública como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei, como</p><p>assevera o art. 5º § 1º da LACP.</p><p>O Ministério Público não está obrigado a propor a ação civil pública se não identificar qualquer interesse metaindividual ou transindividual.</p><p>Caso haja desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou qualquer outro legitimado</p><p>assumirá a titularidade ativa, segundo o artigo 5º § 3º da LACP.</p><p>O Ministério Público só assumirá a titularidade ativa se a desistência ou o abandono for infundado ou injustificado.</p><p>Não está obrigado o Ministério Público a assumir a titularidade da ação se não constatar qualquer interesse metaindividual ou</p><p>transindividual, especialmente se a questão já tiver sido objeto de inquérito civil anteriormente arquivado.</p><p>Competência</p><p>As ações civis públicas ou as ações coletivas, em regra, poderão ser propostas perante o juízo onde ocorreu o dano, segundo o artigo 2º</p><p>caput da LACP, isso facilita a produção das provas. Estabelece-se, assim, a competência territorial funcional, portanto, absoluta, não</p><p>podendo ser modificada pelas partes. O legislador juntou dois critérios determinadores de competência:</p><p>1) Local do fato – conduz à chamada competência relativa, prorrogável, porque estabelecida em função do interesse das partes ou da</p><p>facilidade para a colheita da prova;</p><p>2) Competência funcional – leva à chamada competência absoluta, improrrogável e inderrogável, porque firmada em razões de ordem</p><p>pública, onde se prioriza o interesse do próprio processo (MILARÉ, 2015).</p><p>Ressalta-se que a propositura da ação em local diferente do local dos fatos poderá ensejar a nulidade dos atos processuais decisórios, com</p><p>fundamento no Código de Processo Civil.</p><p>Mas se o dano ocorrer em mais de duas comarcas igualmente competentes, tornar-se-á competente aquela que primeiro tomar</p><p>conhecimento do fato.</p><p>Nestes casos, aplica-se o princípio da prevenção, pois a prevenção ocorre quando o juiz determinar a primeira citação válida.</p><p>Caso o dano seja regional, a competência se transfere para a Comarca da Capital do Estado e, em caso de recurso, a competência é do TRF,</p><p>fundamentado no art. 109 da Constituição Federal.</p><p>Se, no entanto, os danos atingirem mais de dois Estados ou houver manifesto interesse nacional, a competência poderá ser do juízo federal</p><p>ou estadual.</p><p>Rito Processual</p><p>O Rito processual é o mesmo disciplinado pelo Código de Processo Civil, sendo o ordinário tanto nas ações principais como cautelares, nos</p><p>termos do art. 19 da LACP.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 8/10</p><p>Sentença</p><p>Segundo a lei da Ação Civil Pública</p><p>(artigo 3º), são três os provimentos jurisdicionais previstos na ação civil pública:</p><p>a) Condenação em dinheiro;</p><p>b) Pagamento de indenização;</p><p>c) Cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.</p><p>Poderão também ser ajuizadas ações cautelares preparatórias ou incidentais, ações cautelares satisfativas, ações de liquidação de sentença,</p><p>tutela antecipada e ação executiva, conforme indica o artigo 4º da LACP.</p><p>Multa</p><p>A multa diária (prevista nos processos administrativos) também poderá ser fixada na ação civil pública se houver descumprimento da</p><p>obrigação de fazer (cumprimento de alguma prestação) ou não fazer (cessação de alguma atividade nociva), determinada na sentença pelo</p><p>juiz, conforme menciona o artigo 11 da lei.</p><p>A multa diária fixada na decisão final da ação civil pública, com objetivo de compelir o sujeito passivo a cumprir a decisão judicial, sob pena</p><p>da incidência da multa, que poderá aumentar sucessivamente. Esta multa tem natureza coativa e sancionatória.</p><p>Multa liminar é aquela fixada como medida cautelar, se presentes os requisitos mencionados no artigo 12 da LACP. No entanto, só será</p><p>exigível após o trânsito em julgado da ação.</p><p>A diferença entre multa diária e multa liminar é que aquela é fixada na sentença final condenatória, enquanto esta é proposta como medida</p><p>de cautela, sem se analisar o mérito. Neste último caso, a cobrança só poderá ocorrer após o trânsito em julgado.</p><p>Transação é o “negócio jurídico bilateral, pelo qual as partes interessadas, fazendo concessões mútuas, previnem ou extinguem obrigações</p><p>litigiosas ou duvidosas. É, portanto, uma composição amigável entre interessados sobre seus direitos, em que cada qual abre mão de parte</p><p>de suas pretensões, fazendo cessar as discórdias” (DINIZ, 2001).</p><p>Mesmo que os colegitimados possam também estar defendendo interesse próprio ou institucional, como as associações civis, em busca de</p><p>fins estatutários, ou o Ministério Público, em defesa de interesses gerais, o objeto do litígio coletivo será sempre a reparação de interesses</p><p>metaindividuais.</p><p>Com exceção do Ministério Público e dos órgãos públicos legitimados que são a União, os Estados e Municípios, os demais colegitimados</p><p>não poderão transigir sobre direitos dos quais não são titulares.</p><p>Transigir significa observar certos requisitos legais no intuito de cessar a demanda/processo (o inquérito civil ou a ação civil pública).</p><p>A transação seria o compromisso, o acordo.</p><p>Natureza Jurídica do Termo de Ajustamento de Conduta - TAC</p><p>DA18E51 Direito Ambiental Unidade 8 Vídeo 3DA18E51 Direito Ambiental Unidade 8 Vídeo 3</p><p>Transação e Termo de Ajustamento de Conduta8.6)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=tykXgLiA6k4</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 9/10</p><p>Os artigos 5º, § 6º da LACP e o artigo 113 do CDC, estabelecem as pessoas jurídicas de direito público que podem realizar compromisso de</p><p>ajustamento, em matéria de meio ambiente.</p><p>Ele compreende-se como um título executivo extrajudicial, devendo ser revestido de certeza e liquidez. Não precisa ser homologado</p><p>judicialmente se o termo for realizado nos autos de inquérito civil, e somente será necessária a sua homologação se o acordo for realizado</p><p>nos autos de processo judicial.</p><p>Permite-se, antes da propositura da ação civil pública, que o causador da lesão ao meio ambiente comprometa-se a reparar os danos ou</p><p>paralisar a conduta ou atividade que continua a causar a lesão, estabelecendo, inclusive, prazo para o cumprimento do acordo. Nada</p><p>impede, ainda, que esse acordo venha a ser realizado após a propositura da ação civil pública (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Características</p><p>Características do TAC:</p><p>a) É tomado por termo por um dos órgãos públicos legitimados à ação civil pública;</p><p>b) Nele não há concessões de direito material por parte do órgão público legitimado. O causador do dano assume a obrigação de fazer ou</p><p>não fazer (ajustamento de conduta às obrigações legais);</p><p>c) Dispensam-se testemunhas instrumentárias;</p><p>d) Dispensa-se a participação de advogados;</p><p>e) Não é colhido nem homologado em juízo. Se for colhido em juízo, passa a ser título executivo judicial;</p><p>f ) O órgão público legitimado pode tomar o compromisso de qualquer causador do dano, mesmo que este seja outro ente público (só não</p><p>pode tomar compromisso de si mesmo);</p><p>g) É preciso prever no próprio título as cominações cabíveis, embora não necessariamente a imposição de multa;</p><p>h) O título deve conter obrigação certa, quanto à sua existência, e determinada, quanto ao seu objeto, e ainda deve conter obrigação</p><p>exigível. O compromisso obtido constitui título executivo extrajudicial.</p><p>Homologação</p><p>Sendo firmado o compromisso de ajustamento que atenda integralmente a defesa dos interesses difusos objetivados no inquérito civil, é</p><p>caso de homologação do arquivamento do inquérito.</p><p>Este termo de ajustamento põe fim ao inquérito civil e à ação civil pública, permitindo que as partes ajustem, assim, como será feita a</p><p>reparação dos danos.</p><p>Descumprimento do TAC</p><p>Tendo sido realizado o termo de ajustamento de conduta, o Ministério Público deverá acompanhar a execução do compromisso de</p><p>ajustamento em sede de fiscalização.</p><p>Caso haja descumprimento do TAC, competirá ao Ministério Público fiscalizar o seu efetivo cumprimento quando por ele realizado ou</p><p>quando houver indícios de omissão do órgão colegitimado que o celebrou, verificando, por outro lado, se as obrigações assumidas são</p><p>suficientes e adequadas para a reparação integral do dano.</p><p>Caso seja negativo, ao invés de ser promovido o arquivamento do procedimento, deverá adotar as providências necessárias, visando</p><p>garantir a efetiva reparação integral, inclusive de eventual dano intercorrente.</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que a atuação do Poder Judiciário, como última instância de proteção à degradação Ambiental,</p><p>além de custosa, gera uma demanda grandiosa para o Estado brasileiro.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>Considerações Finais8.7)</p><p>14/10/2021 11:36 AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-8/ 10/10</p><p>Mesmo assim, ainda há a possibilidade de transação para que se dê uma chance ao sujeito poluidor ou àquele que cometeu degradação ao</p><p>meio ambiente, para que possa se redimir e auxiliar o Poder Público na reparação do dano.</p><p>Então, mesmo com tantos aparatos legislativos preventivos e reparatórios, há a possibilidade do ser humano repensar suas atitudes e</p><p>desenvolver um modo de vida sustentável em harmonia com o meio ambiente.</p><p>Nota-se que a educação ambiental ainda é o melhor caminho a ser seguido para construção de uma sociedade justa e solidária.</p><p>Para saber mais</p><p>Leitura complementar</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Meio Ambiente e Ação Humana, leia o texto abaixo:</p><p>Termos de ajustamento de conduta ambiental na Amazônia</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense Universitária,</p><p>2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>CUNHA, Ada H. S. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes violados e a contribuição do</p><p>Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>FIORILLO, Celso A. P. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/viewFile/939/543</p><p>Para José Afonso da Silva (2011), espaços territoriais especialmente protegidos como sendo “áreas geográficas públicas ou privadas</p><p>(porção do território nacional) dotadas de atributos ambientais que requeiram sua sujeição, pela lei, a um regime jurídico de interesse</p><p>público que implique sua relativa imodificabilidade e sua utilização sustentada, tendo em vista a preservação e proteção da integridade de</p><p>amostras de toda a diversidade de ecossistemas, a proteção ao processo evolutivo das espécies, a preservação e proteção dos recursos</p><p>naturais.</p><p>IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do</p><p>meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;</p><p>Compete ao Poder Público exigir, na forma da lei, o estudo prévio de impacto ambiental. O EIA é um dos instrumentos da política nacional</p><p>do meio ambiente mais importantes para a proteção desse meio ambiente. É um instrumento administrativo preventivo (princípios).</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>O procedimento de licenciamento ambiental deverá ser precedido do estudo prévio de impacto ambiental e do seu respectivo relatório de</p><p>impacto ambiental. Exigir-se-á o EIA quando a atividade for potencialmente causadora de significativa degradação ambiental. Entende-se</p><p>por significativa degradação ambiental toda modificação ou alteração substancial e negativa do meio ambiente, causando prejuízos</p><p>extensos à flora, à fauna, às águas, ao ar e à saúde humana.</p><p>O EIA nada mais é do que a avaliação, por meio de estudos realizados por uma equipe técnica multidisciplinar (engloba várias áreas de</p><p>pesquisa e técnica), da área onde o postulante pretende instalar a indústria ou exercer atividade causadora de significativa degradação</p><p>ambiental, procurando ressaltar os aspectos negativos e/ou positivos dessa intervenção humana. Tal estudo analisará a viabilidade ou não</p><p>da instalação da indústria ou do exercício da atividade, apresentando, inclusive, alternativas tecnológicas que poderiam ser adotadas para</p><p>minimizar o impacto negativo ao meio ambiente.</p><p>V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida,</p><p>a qualidade de vida e o meio ambiente;</p><p>https://md.cneceduca.com.br/resources/834/un1-02.pdf</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 7/10</p><p>O Poder Público através do controle da produção, comercialização e do emprego de métodos, técnicas e substâncias que importem em</p><p>risco para a vida humana. Esse dispositivo permite a intervenção do Poder Público nas atividades econômicas que estejam causando danos</p><p>ao meio ambiente e à saúde humana. Procura-se incentivar a implantação de tecnologias limpas, o que faz com que as atividades</p><p>econômicas utilizem os mais modernos meios de controle de poluição e de efluentes lançados no meio ambiente.</p><p>Podemos, dessa forma, dizer que controlar a produção e a comercialização é exercer uma fiscalização efetiva dos recursos naturais</p><p>extraídos da natureza até a sua transformação em matéria-prima para outras indústrias ou para o consumo final. Esse controle é exercido</p><p>de maneira preventiva, por ocasião do licenciamento, e, após a sua operação, através das auditorias. O Poder Público também deve exercer</p><p>um controle de emprego de técnicas, métodos e substâncias que possam colocar em risco o ser humano e o meio ambiente. Tal controle é</p><p>exercido de maneira continuada e ininterrupta por meio de monitoramento, inspeção e auditoria.</p><p>Produtos perigosos: rejeito sólido ou uma combinação de rejeitos sólidos que, devido a sua quantidade, concentração ou características</p><p>físicas, químicas ou infecciosas pode:</p><p>a) causar um incremento da mortalidade ou de enfermidades irreversíveis ou incapacidades reversíveis, ou contribuir, de forma</p><p>significativa, para referido incremento;</p><p>b) apresentar um considerável perigo, atual ou potencial, para a saúde humana ou para o meio ambiente, quando se trate, armazene,</p><p>transporte, elimine ou de outro modo se maneje de forma tão apropriada.</p><p>Entende-se por agrotóxicos ou afins:</p><p>a) os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e</p><p>beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também</p><p>de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de preservá-las da ação</p><p>danosa de seres vivos considerados nocivos;</p><p>b) substâncias e produtos, empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento; e os componentes ou</p><p>princípios ativos, os produtos técnicos e suas matérias-primas, os ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e</p><p>afins (art 2º I, lei 7.802/89).</p><p>VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio</p><p>ambiente;</p><p>Promover a educação ambiental e a conscientização pública. Esse dispositivo seria desnecessário se houvesse uma conscientização efetiva</p><p>do homem em relação ao meio ambiente. Trata-se de uma norma que deve ser implementada imediatamente em todos os níveis de</p><p>ensino, sob a responsabilidade do Poder Público. Regulamentado pela lei nº 9795/99.</p><p>VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem</p><p>a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.</p><p>Compete ao Poder Público proteger a fauna. Fauna silvestre é o conjunto de animais que vivem em determinada região. São os que têm</p><p>seu habitat natural nas matas, nas florestas, nos rios e mares, animais estes que ficam, via de regra, afastados do convívio do meio</p><p>ambiente humano.</p><p>Art. 1º da lei 5.197/67 conceitua fauna como os “animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem</p><p>naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais.</p><p>São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres,</p><p>que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras (art.</p><p>29 § 3º da lei 9.605/98). Flora é o conjunto de plantas de uma região, de um país ou de um continente. A flora não vive isoladamente, mas</p><p>depende da interação constante entre outros seres vivos, assim como micro-organismos e outros animais.</p><p>Não se pode dissociar o conceito de fauna e flora, ambas estão intimamente ligadas, uma depende da outra e uma não pode viver sem a</p><p>outra, denominando-se “ecossistema sustentado”, constituído pela interação constante e contínua entre a fauna e a flora, abrangendo, esta</p><p>última, todos os animais (desde micro-organismos até animais de grande porte).</p><p>Ecossistema é o sistema ou o conjunto de vegetações, animais e micro-organismos que interagem entre si e com os outros elementos do</p><p>meio, constituindo o biótipo (lugar) e a biocenose (agrupamento de seres vivos). Trata-se da denominada diversidade biológica ou</p><p>biodiversidade, constituída pela “variedade de organismos vivos de todas as origens e os complexos ecológicos de que fazem parte,</p><p>compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistema”. Art.1º III lei 9.985/00.</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 8/10</p><p>§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução</p><p>técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.</p><p>Essa atividade econômica é que mais causa danos ao meio ambiente, pois não há como extrair minérios sem antes destruir toda a</p><p>vegetação, além da utilização de produtos químicos para sua extração. Nenhum órgão público</p><p>poderá autorizar qualquer pesquisa ou lavra</p><p>mineral em que não esteja prevista a recuperação ambiental. O IBAMA elaborou o Manual de Recuperação de áreas degradadas pela</p><p>Mineração, explicitando que o “sítio degradado será retornado a uma forma de utilização de acordo com o plano preestabelecido para uso</p><p>do solo.</p><p>Manual de Recuperação de áreas degradadas pela Mineração</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A exploração desses minérios causa impactos negativos significativos ao meio ambiente, especialmente no Brasil, onde o método de</p><p>extração é ainda muito rudimentar. Os impactos negativos da extração de minério do solo são os seguintes:</p><p>a) desmatamento da área explorada;</p><p>b) impedimento da regeneração da vegetação pela decomposição do minério às margens dos cursos d’água;</p><p>c) poluição e assoreamento do curso d’água; d) comprometimento dos taludes, etc.</p><p>§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a</p><p>sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.</p><p>A Constituição Federal tutela o meio ambiente nas esferas: (responsabilização cumulativa)</p><p>Administrativa: a legislação visa aplicação de multas a fim de se evitar o efeito do dano ao Meio Ambiente. (Lei 6938/81)</p><p>Penal: a lei 9.605/98 instituiu cinco categorias de crimes: a) crimes contra a fauna; b) crimes contra a flora; c) crime de poluição e outros</p><p>crimes ambientais; d) crimes contra o ordenamento urbano e cultural; e e) crimes contra a administração ambiental (atua de maneira</p><p>repressiva).</p><p>Civil: a legislação protege o meio ambiente por meio da ação civil pública proposta contra o causador do dano, objetivando, se possível, a</p><p>reconstituição da flora ou da fauna, se o caso – obrigação de fazer ou não fazer -, ou o ressarcimento em pecúnia dos danos causados e</p><p>irrecuperáveis a curto espaço de tempo.</p><p>Leitura Complementar: Para complementar o estudo, leia do capítulo 3 da obra: (BIBLIOTECA VIRTUAL)</p><p>RAMMÊ, Rogério Santos. Da Justiça Ambiental aos Direitos e Deveres Ecológicos. Caxias do Sul, RS: Educs, 2012.</p><p>§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são</p><p>patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio</p><p>ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.</p><p>A Constituição Federal protege esse bioma de interesse nacional de maneira fragmentada, devendo a problemática ambiental da região ser</p><p>resolvida ou tratada de forma integrada e global.</p><p>Protegidas por lei infraconstitucional lei 9.985/00.</p><p>O bioma de interesse nacional, o legislador constituinte optou por classificá-lo como macroecossistema (bioma de interesse nacional),</p><p>abrangendo a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do mar, o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira, elevando</p><p>estes à categoria de patrimônio nacional. (Omissão ao deixar de lado o cerrado e a caatinga.)</p><p>As unidades de conservação ou reservas florestais (microecossistemas), também conhecidas por áreas de Preservação Ambiental, são</p><p>protegidas por lei infraconstitucional.</p><p>https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/livros/ManualdeRecuperacaodeareasDegradadaspelaMineracao.pdf</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 9/10</p><p>Foram incluídos na Constituição Federal com o intuito de proteger a biodiversidade.</p><p>§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos</p><p>ecossistemas naturais.</p><p>Terras devolutas são aquelas pertencentes ao Poder Público, essas terras não possuem titulação, pois são indisponíveis se houver a</p><p>necessidade de proteção dos ecossistemas no seu interior, bem como as arrecadadas por ações discriminatórias. Regulamentada pela lei:</p><p>6.383/76.</p><p>Art. 20 II CF/88</p><p>§ 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser</p><p>instaladas.</p><p>Compete à União legislar sobre a atividade nuclear, mas a fiscalização dessa atividade incumbe também aos Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios. Compete ainda à União explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer o monopólio estatal sobre a</p><p>pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos</p><p>os seguintes princípios e condições: a) toda atividade em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante a</p><p>aprovação do Congresso Nacional; b) sob regime de concessão ou permissão, é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e</p><p>usos medicinais, agrícolas, industriais e atividades análogas; c) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de</p><p>culpa (art.21 XXIII, a, b, c, da CF/88).</p><p>Entende-se por usina ou reator nuclear qualquer estrutura que contenha combustível nuclear, disposto de tal maneira que, dentro dela,</p><p>possa ocorrer processo autosustentado de fissão nuclear, sem necessidade de fonte adicional de nêutrons (art. 1º V, lei 6.453/77).</p><p>Ex.: Angra 1 e 2</p><p>§ 7º Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis as práticas desportivas que</p><p>utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição Federal, registradas</p><p>como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por lei específica</p><p>que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.</p><p>Este parágrafo foi incluído pela Emenda Constitucional nº 96 de 2017, pois o debate sobre as práticas e direitos dos animais em</p><p>manifestações culturais é muito discutido. Mesmo após a aprovação da emenda que inseriu este parágrafo o debate continua, pois não há</p><p>convicção de que não haja sofrimento dos animais.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que o Direito Ambiental apresenta-se como regulador da ação humana, no sentido de garantir o</p><p>equilíbrio ambiental.</p><p>O estudo do Direito Ambiental a partir da legislação vigente faz-se de grande importância para elucidar a atuação do Estado, bem como o</p><p>limite da ação humana. Neste sentido, os princípios aparecem como auxiliares do legislador para complementar às lacunas existentes.</p><p>Em última análise, a Constituição Federal do Brasil aparece como principal aparato legislativo para a preservação e recuperação do Meio</p><p>Ambiente, fazendo-se de suma importância seu estudo.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Para ampliar o seu entendimento, leia o texto abaixo:</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc96.htm</p><p>14/10/2021 11:00 DIREITO AMBIENTAL: CONCEITO E TUTELA CONSTITUCIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-1/ 10/10</p><p>Biodiversidade na América Latina: ecologia política e a regulação jurídico- ambiental</p><p>IN: SILVEIRA, Clóvis Eduardo Malinverni da Silveira. Princípios do direito ambiental: articulações teóricas e aplicações práticas. Caxias do</p><p>Sul, RS: Educs, 2013.</p><p>Biblioteca Virtual Pearson</p><p>POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6938.htm>. Acesso em: 10 set.</p><p>2018.</p><p>BRASIL, Constituição Federal do. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 10 set.</p><p>2018.</p><p>BRASIL, Constituição Federal do. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 10 set.</p><p>2018.</p><p>BRASIL, Constituição Federal do. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc96.htm>.</p><p>IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Disponível em:</p><p><https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/livros/ManualdeRecuperacaodeareasDegradadaspelaMineracao.pdf>. Acesso em: 10 set. 2108.</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense Universitária,</p><p>2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>CUNHA, Ada Helena Schiessl. O desastre de Mariana: uma análise dos princípios constitucionais mais relevantes violados e a contribuição</p><p>do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). In: Direito socioambiental. Caxias do Sul, RS: Educs, 2018.</p><p>FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 1/10</p><p></p><p>DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Conceituando Tutela Internacional do Meio Ambiente;</p><p>2. Principais encontros e demandas;</p><p>3. Principais documentos;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a importância do Direito Internacional para a proteção do Meio Ambiente;</p><p>- Identificar os pontos principais de discussão internacional;</p><p>- Conhecer os principais eventos e seus objetivos sobre as demandas ambientais;</p><p>- Compreender que a união de todos os estados e pessoas é de grande importância para resolver/diminuir os problemas ambientais.</p><p>Organizações internacionais de proteção aos Direitos Humanos intensificaram ações em prol do Meio Ambiente buscando sempre a</p><p>efetivação dos princípios ambientais e conservação do meio ambiente com o intuito de garantir vida digna a todos os seres humanos.</p><p>Figura 1</p><p>DA18E06 Direito Ambiental Unidade 2DA18E06 Direito Ambiental Unidade 2</p><p>Unidade 2</p><p>ROTEIRO DE ESTUDOS2.1)</p><p>DISPARADOR2.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=OLZc3XGTMG8</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 2/10</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_211.png</p><p>Compreensão da Política Internacional como norteadora das demandas ambientais;</p><p>Identificar os principais eventos para debate sobre problemas ambientais presentes e futuros;</p><p>Conhecer os documentos e principais discussões oriundas de encontros internacionais para possíveis soluções de problemas Ambientais.</p><p>A tutela internacional do Meio Ambiente é defendida por diversos documentos firmados por países participantes. Foi em decorrência da</p><p>intensa degradação ambiental que houve a necessidade de se proteger o meio ambiente em nível mundial.</p><p>Leitura Complementar</p><p>Para saber mais, acesse:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>O conceito de Direito Internacional do Meio Ambiente pode ser definido como: “o conjunto de regras e princípios que criam obrigações e</p><p>direitos de natureza ambiental para os Estados, as organizações intergovernamentais e os indivíduos” (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>FONTES DA TUTELA INTERNACIONAL</p><p>As principais fontes do direito internacional do meio ambiente são:</p><p>- os tratados e as convenções;</p><p>- os atos das organizações intergovernamentais;</p><p>- os costumes internacionais;</p><p>- os princípios gerais do direito;</p><p>- a doutrina internacional e jurisprudência (Jurisprudência: conjunto de decisões e aplicações de leis) internacional.</p><p>INTRODUÇÃO2.3)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>CONCEITUANDO TUTELA INTERNACIONAL DO MEIO</p><p>AMBIENTE</p><p>2.4)</p><p>https://nacoesunidas.org/agencia/onumeioambiente/</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 3/10</p><p>IMPORTÂNCIA DA TUTELA INTERNACIONAL PARA O BRASIL</p><p>Após a Segunda Guerra Mundial, percebeu-se a necessidade de trilhar um novo caminho com relação ao meio ambiente. A ameaça de uma</p><p>possível guerra nuclear se tornou iminente e contribuiu para o surgimento de um movimento ambientalista internacional. Este movimento,</p><p>por volta dos anos 60, deu início a uma série de estudos sobre o meio ambiente ao redor do mundo.</p><p>Os estudos sobre o meio ambiente e os grandes impactos globais aliaram várias iniciativas em prol dos problemas ambientais. Ativistas</p><p>unem-se a instituições e organizações não governamentais para auxiliar em campanhas de proteção ao meio ambiente em um longo</p><p>caminho a ser percorrido.</p><p>Vídeo Fundamental</p><p>Para saber mais sobre a Tutela Internacional do Meio Ambiente, assista ao vídeo.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como Conferência de Estocolmo, foi a</p><p>primeira grande reunião de chefes de estado organizada pelas Nações Unidas (ONU) para tratar das questões relacionadas à degradação</p><p>do meio ambiente, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972, na capital da Suécia, Estocolmo.</p><p>A Conferência de Estocolmo é amplamente reconhecida como um marco nas tentativas de melhorar as relações do homem com o Meio</p><p>Ambiente, e também por ter inaugurado a busca por equilíbrio entre desenvolvimento econômico e redução da degradação ambiental que</p><p>mais tarde evoluiria para a noção de desenvolvimento sustentável.</p><p>Na Conferência de Estocolmo foram abordados temas relacionados principalmente com a poluição atmosférica e de recursos naturais. As</p><p>discussões contaram com a presença de chefes de 113 países, e de mais de 400 instituições governamentais e não governamentais.</p><p>Embora não tenha sido possível atingir um acordo que estabelecesse metas concretas a serem cumpridas pelos países, durante a</p><p>conferência foi concebido um importante documento político chamado Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio</p><p>Ambiente Humano (em inglês, Declaration of the United Nations Conference on the Human Environment), adotado em 6 de junho de</p><p>1972.</p><p>Trata-se do primeiro documento do direito internacional a reconhecer o direito humano a um meio ambiente de qualidade, que é aquele</p><p>que permite ao homem viver com dignidade.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>ECO- 92</p><p>DA18E07 Direito Ambiental Unidade 2 Vídeo 2DA18E07 Direito Ambiental Unidade 2 Vídeo 2</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>PRINCIPAIS DOCUMENTOS INTERNACIONAIS ORIUNDOS DE</p><p>CONFERÊNCIAS</p><p>2.5)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=BV5IXknrYbY</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ccgNYPRdE0Y</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 4/10</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92 ou Cúpula da</p><p>Terra, foi uma conferência de chefes de estado organizada pelas Nações Unidas e realizada de 3 a 14 de junho de 1992 na cidade do Rio de</p><p>Janeiro, no Brasil. Seu objetivo foi debater os problemas ambientais mundiais.</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_65.jpg</p><p>- Em 1992, vinte anos após a realização da primeira conferência sobre o meio ambiente, representantes de cento e setenta e oito países do</p><p>mundo reuniram-se para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e garantir a existência de outras</p><p>gerações.</p><p>- A intenção, nesse encontro, era introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento econômico menos</p><p>consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.</p><p>- A diferença entre as conferências de 1972 e 1992 pode ser traduzida pela presença maciça de Chefes de Estado na segunda, fator</p><p>indicativo da importância atribuída à questão ambiental no início da década de 1990.</p><p>- Já as organizações não governamentais fizeram um encontro paralelo, chamado o Fórum Global.</p><p>- Esse evento paralelo teve como resultado a aprovação da Declaração do Rio, também chamada de Carta da Terra.</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre essa questão, leia:</p><p>Carta da Terra</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>AGENDA 21- (ECO- 92)</p><p>- Conjunto amplo e diversificado de diretrizes para a proteção do Meio Ambiente (carta de intenções para o século XXI). Possui 2.500</p><p>recomendações para implementação de práticas sustentáveis.</p><p>- A Agenda 21 trata de questões atinentes aos recursos naturais e à qualidade ambiental, procurando dar sustentabilidade ao</p><p>desenvolvimento econômico.</p><p>- Destacam-se as seguintes diretrizes do documento:</p><p>- Estímulo à cooperação, seja internacional, seja dentro dos países;</p><p>- Ênfase na gestão ambiental descentralizada e participativa;</p><p>- Valorização e incremento do poder local;</p><p>- Multiplicação de parcerias para o desenvolvimento sustentável;</p><p>- Mudança de padrões de consumo e nos processos produtivos.</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/agenda-21/carta-da-terra</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 5/10</p><p>Ressalta a promoção da consciência ambiental e o fortalecimento das instituições para o desenvolvimento sustentável, evidenciando</p><p>instrumentos e mecanismos legais internacionais. A erradicação da pobreza, a proteção da saúde humana, a promoção de assentamentos</p><p>humanos sustentáveis surgem como objetivos sociais de grande importância.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>PROTOCOLO DE MONTREAL SOBRE CAMADA DE OZÔNIO E O CFC</p><p>O Protocolo de Montreal sobre substâncias que empobrecem a camada de ozônio é um tratado internacional em que os países</p><p>signatários comprometeram-se a substituir as substâncias que demonstrarem ser responsáveis pela destruição do ozônio, a partir de 16 de</p><p>setembro de 1987, entrando em vigor em 1 de janeiro de 1989. Ele teve adesão de 150 países e foi revisado em 1990, 1992, 1995, 1997 e</p><p>1999.</p><p>A principal meta foi acabar com o uso dos 15 tipos de CFC que eram as fontes de destruição do O3.</p><p>Neste tratado foi estipulado o prazo de dez anos para que os países se comprometessem a eliminar o uso desse produto clorado. Foi então</p><p>proposto o uso do que hoje se usa: butano e o propano, e apresentam uma boa aceitação das indústrias.</p><p>PROTOCOLO DE KYOTO (1997)</p><p>- O Protocolo de Kyoto é um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o</p><p>efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.</p><p>- O acordo é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro</p><p>de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report na Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações</p><p>Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC) na ECO-92. Também reforça seções da CQNUMC.</p><p>- Discutido e negociado em Kyoto, no Japão, em 1997, foi aberto para assinaturas em 11 de Dezembro de 1997 e ratificado em 15 de</p><p>março de 1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55 países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem,</p><p>assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou, em Novembro de 2004.</p><p>- Por ele se propôs um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão</p><p>de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990, no período entre 2008 e 2012, também chamado de</p><p>primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas</p><p>para 2008).</p><p>- As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases.</p><p>Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução.</p><p>A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem</p><p>entre si, através de algumas ações básicas:</p><p>- Reformar os setores de energia e transportes;</p><p>- Promover o uso de fontes energéticas renováveis;</p><p>- Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;</p><p>- Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;</p><p>- Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.</p><p>Se o Protocolo de Kyoto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4° C e 5,8 °C até 2100,</p><p>entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente</p><p>que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.</p><p>RIO+10 OU CÚPULA MUNDIAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=EWqnWXnXURw</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 6/10</p><p>- Foi um fórum de discussão das Nações Unidas realizado entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro de 2002, em Johanesburgo, África do</p><p>Sul.</p><p>- Teve como objetivo principal discutir soluções já propostas na Agenda 21 primordial (Rio 92), para que pudesse ser aplicada de forma</p><p>coerente não só pelo governo, mas também pelos cidadãos, realizando uma agenda 21 local, e implementando o que fora discutido em</p><p>1992.</p><p>- Foi um encontro de alto nível, reunindo líderes mundiais, cidadãos engajados, agências das Nações Unidas, instituições financeiras</p><p>multilaterais e outros importantes atores, para avaliar a mudança global desde a Rio-92.</p><p>- O evento foi realizado por ocasião do 20º aniversário da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano (1972).</p><p>Figura 3</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_87.jpg</p><p>Como consta no Informativo da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, esta obrigou os países desenvolvidos a alcançarem</p><p>os níveis intencionalmente convencionados de assistência oficial ao desenvolvimento, apoiar a criação de alianças regionais fortes para</p><p>promover a cooperação internacional, afirmar que o setor privado também tem o dever de contribuir ao desenvolvimento sustentável, e</p><p>por último chamada para criação de instituições internacionais e multilaterais mais eficientes, democráticas e responsáveis.</p><p>RIO + 20 CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO</p><p>NATURAL</p><p>A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Natural (CNUDN), conhecida também como Rio+20, foi uma conferência</p><p>realizada entre os dias 13 e 22 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro, cujo objetivo era discutir sobre a renovação do compromisso</p><p>político com o desenvolvimento sustentável.</p><p>Considerado o maior evento já realizado pelas Nações Unidas, o Rio+20 contou com a participação de chefes de Estado de 193 nações que</p><p>propuseram mudanças, sobretudo, no modo como estão sendo usados os recursos naturais do planeta. Além de questões ambientais,</p><p>foram discutidos, durante a CNUDN, aspectos relacionados a questões sociais como a falta de moradia e outros.</p><p>Figura 4</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_98.jpg</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A Conferência teve dois temas principais:</p><p>- A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza;</p><p>http://www.rio20.gov.br/sobre_a_rio_mais_20.html</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 7/10</p><p>- A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.</p><p>Documento produzido foi: “O futuro que queremos”</p><p>ACORDO DE PARIS</p><p>Acordo de Paris é um tratado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), que rege</p><p>medidas para redução da emissão de dióxido de carbono a partir de 2020.</p><p>O acordo foi negociado durante a COP-21, em Paris, e foi aprovado em 12 de dezembro de 2015.</p><p>Dentro da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, podem ser adotados instrumentos legais para alcançar os</p><p>objetivos da convenção. Para o período de 2008 a 2012, medidas de redução</p><p>de gases de efeito estufa foram acordados no protocolo de</p><p>Kyoto, de 1997.</p><p>O escopo do protocolo foi prorrogado até 2020.</p><p>Objetivos da Conferência:</p><p>(a) Assegurar que o aumento da temperatura média global fique abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais e prosseguir os esforços</p><p>para limitar o aumento da temperatura a até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isto vai reduzir significativamente os</p><p>riscos e impactos das alterações climáticas;</p><p>(b) Aumentar a capacidade de adaptação aos impactos adversos das alterações climáticas e promover a resiliência do clima e o baixo</p><p>desenvolvimento de emissões de gases do efeito estufa, de maneira que não ameace a produção de alimentos;</p><p>(c) Criar fluxos financeiros consistentes na direção de promover baixas emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento resistente</p><p>ao clima. (Ministério do Meio Ambiente, 2018).</p><p>Segundo o Artigo 28 do acordo, as partes podem começar a enviar notificações para a retirada depositária no mínimo 3 anos após o</p><p>acordo entrar em vigor, o que seria em 4 de novembro de 2019. A retirada é eficaz 1 ano após a notificação ao depositário.</p><p>Em 1º de junho de 2017, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos iriam deixar o acordo.</p><p>Para saber mais sobre os Fundamentos para a Elaboração da Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC) do Brasil no</p><p>contexto do Acordo de Paris, acesse:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Após a aprovação pelo Congresso Nacional, o Brasil concluiu, em 12 de setembro de 2016, o processo de ratificação do Acordo de Paris.</p><p>No dia 21 de setembro, o instrumento foi entregue às Nações Unidas. Com isso, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas e</p><p>tornaram-se compromissos oficiais. Contribuição Nacionalmente Determinada.</p><p>Os resultados da política ambiental do Brasil foram apresentados à COP 23.</p><p>Foi anunciado o lançamento do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que permitirá ao país restaurar 12 milhões</p><p>de hectares até 2030, conforme proposto na contribuição nacional ao Acordo de Paris. Tramita, no Legislativo, o projeto para instituir a</p><p>Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio).</p><p>A redução de 16% do desmatamento na Amazônia Legal também foi enfatizada.</p><p>Anunciada também a redução de 28% do desmatamento em unidades de conservação federal.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>https://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris/item/10710.html</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qdmRTDhyVPk</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 8/10</p><p>EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - UNESCO</p><p>A UNESCO é a agência da ONU responsável pela promoção da educação para o desenvolvimento sustentável, e pela gestão, coordenação e</p><p>implementação do Programa de Ação Global, este programa tem como finalidade a geração e ampliação de ações em torno de cinco áreas</p><p>prioritárias: impulsionar políticas; transformar ambientes de aprendizagem e de formação; capacitar educadores e formadores; mobilizar e</p><p>capacitar jovens; e fomentar soluções sustentáveis no nível local (UNESCO, 2017).</p><p>Figura 5 - Para saber mais sobre os projetos da UNESCO</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/prof4.jpg</p><p>O regime Ambiental do Mercosul está regido pelo Tratado de Assunção, firmado em 1991 entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai com</p><p>o objetivo de integrar relações econômicas e comerciais. E neste tratado estão elencados objetivos como:</p><p>- aproveitamento dos recursos disponíveis;</p><p>- preservação do meio ambiente.</p><p>Além disso, o Mercosul aprova diretrizes de políticas de importação e regulamentação de produtos de ordem sanitária, animal e energética</p><p>(SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Previsão: lei n. 9.605/98</p><p>Art. 77. Resguardados a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes, o Governo brasileiro prestará, no que concerne ao meio</p><p>ambiente, a necessária cooperação a outro país, sem qualquer ônus, quando solicitado para:</p><p>I - produção de prova;</p><p>II - exame de objetos e lugares;</p><p>III - informações sobre pessoas e coisas;</p><p>IV - presença temporária da pessoa presa, cujas declarações tenham relevância para a decisão de uma causa;</p><p>V - outras formas de assistência permitidas pela legislação em vigor ou pelos tratados de que o Brasil seja parte.</p><p>Soberania nacional: no campo interno, é a capacidade de autodeterminação dos povos. No externo, é o “Direito do Estado de organizar-se</p><p>e reger-se com independência de toda intromissão política estrangeira.</p><p>Ordem Pública: é o conjunto de normas de determinado país disciplinadoras das condutas humanas e das atividades sociais e comerciais.</p><p>TRATADO DE ASSUNÇÃO – MERCOSUL (1991)2.6)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 9/10</p><p>Bons costumes: são aqueles condizentes com a moral e a ética social, reconhecidos como tais em determinado momento histórico-social</p><p>(SIRVINSKAS, 2018).</p><p>A cooperação internacional tem por finalidade evitar a poluição transfronteiriça, preservar os recursos naturais, evitar a</p><p>extinção de animais e conservar o meio ambiente.</p><p>O Brasil é o único país da América Latina a ter uma Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) paritária</p><p>entre governo e sociedade civil.</p><p>A comissão deve acompanhar a evolução dos ODS no país, elaborar relatórios periódicos, subsidiar discussões sobre o desenvolvimento</p><p>sustentável em fóruns nacionais e internacionais, além de identificar, sistematizar e divulgar boas práticas (ONUBR, 2018).</p><p>Figura 6</p><p>Fonte: http://eadteste.cnec.br/amon/docs/assets/figura_115.jpg</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>OBJETIVOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL-</p><p>ONU</p><p>2.7)</p><p>http://www.agenda2030.com.br/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Yj9iOAYsb04</p><p>14/10/2021 11:30 DIREITO AMBIENTAL E A TUTELA INTERNACIONAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-2/ 10/10</p><p>Ao final desta unidade, podemos concluir que os documentos internacionais em matéria ambiental oriundos de grandes encontros são as</p><p>principais fontes da Tutela Internacional do Direito Ambiental, visto que são estes que irão auxiliar o governo federal na implementação de</p><p>políticas eficazes junto aos estados e municípios.</p><p>As estratégias internacionais para grandes problemas ambientais são de grande valia, pois estabelecem metas e com isso os Estados</p><p>signatários comprometem-se de forma efetiva a cumpri-los.</p><p>É importante a compreensão sobre o valor destes acordos internacionais e a implementação de políticas públicas em âmbito local, pois</p><p>com os pequenos atos é que se conseguirá chegar ao status de ambiente sustentável.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Leitura Complementar</p><p>Para ampliar o seu entendimento sobre Tutela Internacional do Meio Ambiente, leia o texto abaixo:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Texto: Governança Ambiental Internacional e Sustentabilidade: construindo o socioambientalismo.</p><p>Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris>. Acesso em:</p><p>15 set. 2018.</p><p>ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 12. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.</p><p>CARVALHO, DéltonWinter de. Dano Ambiental futuro: a responsabilização civil pelo risco ambiental. Rio de Janeiro: Forense Universitária,</p><p>2008.</p><p>CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito Constitucional Ambiental brasileiro. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 9. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. 9. ed. Malheiros, 2011.</p><p>SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental. 16. ed. Saraiva, 2018.</p><p>Para referenciar este material, utilize:</p><p>ANDRIGHETTO, Aline. Direito Ambiental [recurso eletrônico]. Osório: CNEC EAD, 2018.</p><p>http://revista.unicuritiba.edu.br/index.php/RevJur/article/view/1816/1194</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 1/8</p><p></p><p>NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA</p><p>AMBIENTAL</p><p>Pontos da Unidade</p><p>1. Introdução às Normas de Competência Constitucional Ambiental;</p><p>2. Critério de Repartição de Competências Constitucionais;</p><p>3. Classificação das Competências;</p><p>4. Conclusão.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:</p><p>- Reconhecer a importância da Carta Constitucional brasileira em prol do Meio Ambiente;</p><p>- Identificar as potencialidades das competências dos entes federativos;</p><p>- Conhecer o processo de repartição de competências em matéria ambiental desenvolvido pela Constituinte;</p><p>- Compreender que a União, Estados, Distrito Federal e Municípios possuem responsabilidades definidas com relação às Políticas Públicas</p><p>Ambientais.</p><p>As Normas de Competência Constitucional Ambiental são estabelecidas pela Constituição Federal Brasileira de 1988. Ela</p><p>define os parâmetros administrativos e legislativos para estabelecer o controle sobre determinadas matérias relacionadas ao</p><p>Meio Ambiente.</p><p>DA18E12 Direito Ambiental Unidade 3DA18E12 Direito Ambiental Unidade 3</p><p>Unidade 3</p><p>Roteiro de Estudos3.1)</p><p>Disparador3.2)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=quBGD6T9v2c</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 2/8</p><p>A aplicação do dispositivo Constitucional baseado no critério de competências (Competência: faculdade jurídica atribuída a entidade ou</p><p>órgão do Poder Público para tomar decisões) estabelece os parâmetros para a tutela do direito ambiental no Brasil e ainda define critérios</p><p>de Direito Público e Privado, visto que elenca funções a determinados órgãos. Esta análise dos referidos dispositivos constitucionais é</p><p>fundamental para a compreensão desta matéria.</p><p>Após a promulgação da lei 6.938/81 (lei da Política Nacional do Meio Ambiente), houve a necessidade de se estabelecer critérios de</p><p>organização sobre a competência administrativa e legislativa em matéria Ambiental. No ano de 1988, a Constituição Federal identificou</p><p>esta lacuna e determinou quais os entes federativos a serem responsabilizados.</p><p>Para José Afonso da Silva (2011), Competência é “a faculdade jurídica atribuída a uma entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público</p><p>para emitir decisões. Competências são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades estatais para</p><p>realizarem suas funções”.</p><p>Seminário Impactos do Novo Código Florestal - Palestrante Francisco Gaetani</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Sugestão de leitura: FERRI, Caroline; GRASSI, Karine. A incorporação do conceito de estado de direito ambiental na teoria do estado</p><p>constitucionalista e o papel dos princípios do Direito Ambiental. In: SILVEIRA, Clóvis Eduardo Malinverni da Silveira. Princípios do direito</p><p>ambiental: articulações teóricas e aplicações práticas. Caxias do Sul, RS: Educs, 2013.</p><p>A partir do texto Constitucional, a estrutura política sobre o meio ambiente passou a ter seus fundamentos fixados nos dispositivos</p><p>constitucionais apontados na Política Nacional do Meio Ambiente, assim, exige do intérprete uma visão de aplicação do dispositivo</p><p>positivo, baseado no critério de competência material cumulativa e de predominância do bem difuso (Difuso: pertence à todos) em fase dos</p><p>bens públicos ou privados, estabelecendo os parâmetros para a tutela do direito ambiental no Brasil.</p><p>Conceitos Essenciais</p><p>O conceito de país não pode se confundir com o de Estado, este é a ficção jurídica que possui poder com fim específico e essencial</p><p>destinado a regular as relações entre os membros de uma população sobre determinado território (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>O conceito de Estado (enquanto ente federativo) possui quatro elementos essenciais:</p><p>- Povo: pessoas</p><p>- Território: limite espacial</p><p>- Poder: modo de coerção por parte do Estado.</p><p>- Finalidade: aplicação de seus fins.</p><p>O sistema de governo brasileiro é o federalismo, ele estabelece que o Estado Federal possua soberania, enquanto os Estados-membros são</p><p>apenas detentores de autonomia.</p><p>Como titular da soberania, o Estado Federal exerce-a no aspecto externo, por ser pessoa jurídica de direito público externo. Em âmbito</p><p>interno, vê-se representado pela União.</p><p>Esta é formada por dois elementos essenciais:</p><p>Introdução3.3)</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=CvQMXYvsUew</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 3/8</p><p>- órgãos governamentais próprios;</p><p>- competências exclusivas.</p><p>Na repartição de competências aplica-se o princípio da predominância de interesses, ou seja:</p><p>- À União caberão as matérias de interesse nacional;</p><p>- Aos Estados as matérias de interesse regional;</p><p>- Aos Municípios tocarão as competências de interesse local;</p><p>- Ao Distrito Federal matérias de interesse regional e local.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>"No Brasil, o sistema federativo prevê três níveis de repartição de competência para o exercício e o desenvolvimento de suas atividades</p><p>normativas. Seu ponto crucial é a descentralização do poder entre as entidades federadas.” (SIRVINSKAS, 2018)</p><p>Importante observar que compete ao Poder Público a responsabilidade de efetivar o princípio matriz de defesa e proteção do meio</p><p>ambiente contido no caput do art. 225 da Constituição Federal de 1988.</p><p>Cabe destacar que para a implementação deste princípio matriz são necessários instrumentos políticos, legais, técnicos e econômicos</p><p>colocados à disposição pelo Poder Público com a finalidade de cumprir o objetivo maior. Vale lembrar que o meio ambiente equilibrado é</p><p>de responsabilidade de todos, ou seja, do Poder Público compartilhada com a comunidade.</p><p>Leitura do Artigo 225 caput da Constituição Federal:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>O Poder Público abrange as entidades federais, estaduais e municipais, como já comentado, e com o objetivo de proteção coube à</p><p>Constituição Federal atribuir a cada uma das entidades públicas competência administrativa e legislativa.</p><p>DA18E13 Direito Ambiental Unidade 3 Vídeo 2DA18E13 Direito Ambiental Unidade 3 Vídeo 2</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=KZkzp4uJKJY</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=GQX1lrYumBc</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 4/8</p><p>Pode-se, assim, classificar as normas de competência ambiental em:</p><p>- competência material exclusiva;</p><p>- competência legislativa exclusiva;</p><p>- competência material comum;</p><p>- e competência legislativa concorrente.</p><p>Tais regras podem ser encontradas nos arts. 21 a 24 e 30 da Constituição Federal.</p><p>Classificação da Competência Material Exclusiva</p><p>Indica-se a leitura do artigo 21 da Constituição Federal:</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>A competência material exclusiva determina o poder de execução - executiva ou administrativa - em observância à disciplina contida na</p><p>competência legislativa.</p><p>Tal fato pode ser identificado pelos verbos utilizados no rol do art. 21 da CF/88, tais como: “prover”, “editar”, “autorizar”, “promover”,</p><p>“administrar”, “organizar”, etc. (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>Delimitada a Competência, verifica-se que a União poderá elaborar e executar planos de ordenação do território e de desenvolvimento</p><p>socioeconômico, instituir o sistema nacional de recursos hídricos e as diretrizes de desenvolvimento urbano, incluindo a habitação,</p><p>saneamento básico e transportes urbanos, explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e estabelecer as áreas e as</p><p>condições para o exercício da atividade de garimpagem.</p><p>- art. 21IX, XIX, XX, XXIII a, b e c, XXV da CF/88.</p><p>Esta competência permite à União desempenhar atividades de cunho político, administrativo, econômico ou social, as quais se inserem na</p><p>órbita do Poder Executivo, pressupondo</p><p>o seu exercício a tomada de decisões governamentais e a utilização da máquina administrativa.</p><p>Em alguns momentos, o desempenho dessas atividades e serviços pressupõe ainda a participação do Poder Legislativo, o qual deve</p><p>autorizar previamente ou aprovar seus atos.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Competência Legislativa Exclusiva</p><p>0:000:00 / 0:00/ 0:00</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=NfoYm7jCWmA</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 5/8</p><p>As matérias arroladas privativamente à União foram atribuídas por questões estratégicas e por causa de sua importância geral, não</p><p>podendo ser delegadas a outras entidades.</p><p>Assim, a competência legislativa privativa (Privativo: exclusivo de uma pessoa) é, por natureza, concentrada no titular dessa competência,</p><p>que é a União.</p><p>A União possui competência privativa para legislar sobre: águas, energia, jazidas, minas e outros recursos minerais, populações indígenas,</p><p>atividades nucleares de qualquer natureza.</p><p>Contudo, esta competência pode ser transferida aos Estados por lei complementar, conforme enumera o parágrafo único do art. 22 da</p><p>CF/88.</p><p>- art. 22, IV, XII, XIV, XXVI e parágrafo único da CF/88.</p><p>Há uma “quebra” na rigidez (Rígido: que não pode ser alterado) referente à competência privativa, pois a Constituição Federal de 1988</p><p>prevê, no parágrafo único do art. 22 da Constituição Federal, após a enumeração das matérias incluídas na privatividade legislativa da</p><p>federação, que lei complementar poderá autorizar os Estados a legislarem sobre questões específicas relacionadas na competência</p><p>privativa.</p><p>Esta exige, portanto, a aprovação da maioria absoluta das duas Casas do Congresso Nacional e requer, a particularização de questões</p><p>específicas, subtraídas ao elenco das matérias incluídas na privatividade da União.</p><p>Competência Material Comum</p><p>Em matéria ambiental, foi atribuída à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (competência comum) a responsabilidade de</p><p>proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os</p><p>sítios arqueológicos; impedir a destruição desses bens; promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições</p><p>habitacionais e de saneamento básico; proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas, preservar as</p><p>florestas, a flora, a fauna, registrar, acompanhar e fiscalizar a concessão de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais</p><p>em seus territórios (SIRVINSKAS, 2018).</p><p>A Constituição Federal, além das competências materiais exclusivas, enumera no art. 23 da Constituição Federal as matérias de</p><p>competência executiva atribuídas à União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Refere-se à competência material comum repartida entre</p><p>os entes da federação para o cumprimento das tarefas em forma de cooperação.</p><p>Trata-se de cooperação administrativa, competência administrativa ou de implementação entre os entes da Federação para atuar em</p><p>cooperação recíproca comum.</p><p>- Art. 23 III, IV, VI, VII, IX e XI da CF/88.</p><p>Esta competência envolve o poder de administrar, devendo observar as leis já editadas para a implementação das políticas públicas.</p><p>Importa ressaltar que a cooperação entre os entes federados está prevista no parágrafo único do art. 23 da CF/88.</p><p>Tal lei tem por finalidade estabelecer o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.</p><p>Competência Legislativa Concorrente</p><p>Grande parte das matérias são de competência concorrente, impondo-se à União a responsabilidade em disciplinar normas gerais, aos</p><p>Estados e ao Distrito Federal a edição de normas específicas.</p><p>Essa distribuição de competência prevê a cooperação entre os entes federados na esfera administrativa e legislativa.</p><p>A proteção do meio ambiente não deve ser partilhada entre todas as entidades da federação e a comunidade em observância ao princípio</p><p>maior previsto no art. 225 da CF/88.</p><p>Figura 1</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 6/8</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.</p><p>Assista ao Vídeo</p><p>Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal de forma concorrente legislar sobre: direito urbanístico, floresta, caça, pesca, fauna,</p><p>conservação, defesa do meio ambiente e dos recursos naturais, proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico e</p><p>responsabilidade por dano ao meio ambiente.</p><p>- art. 24 I, VI, VII e VIII, da CF/88.</p><p>Não excluindo a competência suplementar dos Estados art.24, § 2º CF/88.</p><p>Na ausência de normas gerais, cabe a estes exercer a competência plena para atender a suas peculiaridades: art.24 § 3º da CF/88.</p><p>A competência concorrente permite que dois ou mais entes da federação possam legislar sobre a mesma matéria. Essa competência pode</p><p>ser dividida em competência concorrente cumulativa e não-cumulativa. A primeira é aquela que permite à União, aos Estados e ao DF</p><p>legislar sobre matérias a eles atribuídas sem limites prévios, enquanto a não-cumulativa não permite aos entes federados legislar</p><p>plenamente, devendo respeitar a competência vertical dos entes de hierarquia superior.</p><p>A Constituição Federal brasileira adotou a competência concorrente não-cumulativa no sentido de atribuir à União a responsabilidade de</p><p>legislar sobre normas de caráter geral (art.24 §1º da CF), e aos Estados e DF, sobre normas específicas (art. 24 §2º da CF) (SIRVINSKAS,</p><p>2018).</p><p>A União deverá editar normas de caráter geral, estabelecendo princípios de natureza fundamental a serem aplicadas em todo o território</p><p>nacional.</p><p>Assim, as particularidades devem ficar ao encargo dos Estados, os quais deverão detalhar a legislação de acordo com suas peculiaridades.</p><p>Ex.: Código Florestal - lei nº 12.651/2012.</p><p>Competência Legislativa dos Municípios</p><p>A Constituição Federal não atribuiu aos Municípios competência legislativa concorrente nas matérias contidas no art. 24 da CF/88.</p><p>Assim, os Municípios não podem editar leis sobre matérias ambientais, a não ser em âmbito local – Lei Complementar 140/2011.</p><p>Clique no ícone para acessar.</p><p>Assim, a Constituição Federal atribuiu aos Municípios a competência para:</p><p>a) legislar sobre assuntos de interesse local;</p><p>b) suplementar a legislação federal e estadual no que couber;</p><p>c) promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação</p><p>do solo urbano;</p><p>DA18E14 Direito Ambiental Unidade 3 Vídeo 3DA18E14 Direito Ambiental Unidade 3 Vídeo 3</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=BV5IXknrYbY</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=wq-upBElsUQ</p><p>14/10/2021 11:33 NORMAS DE COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL EM MATÉRIA AMBIENTAL</p><p>https://md.cneceduca.com.br/834/direito-ambiental/unidade-3/ 7/8</p><p>d) promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual (art. 30 I, II,</p><p>VIII e IX da CF).</p><p>A competência legislativa dos Municípios, em matéria ambiental faz-se necessária especialmente por se tratar de seu peculiar interesse,</p><p>não podendo depender exclusivamente das normas estaduais e federais.</p><p>Há possibilidade de que os Municípios alterem as normas estaduais e federais, tornando-as mais protetivas.</p><p>Competência Legislativa dos Municípios – LC 140/2011</p><p>Com a promulgação da Lei complementar 140/2011, a qual fixa normas, nos termos dos incisos III, VI e VII do caput e do parágrafo único</p><p>do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios nas ações administrativas</p><p>decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao</p><p>combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora; e altera a lei nº 6.938/81.</p><p>“As ações de cooperação entre</p>