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<p>FACULDADE DE INHUMAS – FACMAIS</p><p>Maressa de Morais Lima</p><p>Taynanellyffer Thyellyffer</p><p>RELATÓRIO - SNIFF</p><p>RESUMO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM</p><p>LABORATÓRIO PARA OBTENÇÃO DE DADOS DE PESQUISA</p><p>FacMais</p><p>2022</p><p>MARESSA DE MORAIS LIMA MENEZES</p><p>TAYNANELLYFFER THYELLYFFER</p><p>RELATÓRIO - SNIFF</p><p>RESUMO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM</p><p>LABORATÓRIO PARA OBTENÇÃO DE DADOS DE PESQUISA</p><p>Atividade apresentada à</p><p>Matéria “Psicologia Experimental”</p><p>do curso de Psicologia da Faculdade</p><p>FacMais de Inhumas como requisito</p><p>para a obtenção de nota no terceiro</p><p>período deste. Orientador: Professor</p><p>Lucio Flávio de S. Gimenes.</p><p>FacMais</p><p>2022</p><p>3</p><p>RELATÓRIO - SNIFF</p><p>RESUMO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM</p><p>LABORATÓRIO PARA OBTENÇÃO DE DADOS DE PESQUISA</p><p>SUMÁRIO:</p><p>INTRODUÇÃO.....................................................................................................4</p><p>PROCEDIMENTOS..............................................................................................5</p><p>RESULTADOS.....................................................................................................7</p><p>DISCUSSÃO.......................................................................................................12</p><p>REFERÊNCIAS..................................................................................................13</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO:</p><p>Não tem como falarmos de Psicologia Experimental sem exercer a prática da mesma no intuito de explorar a análise experimental do comportamento. Em nossas aulas descobrimos que "A Análise Experimental do Comportamento (AEC) constitui parte predominante de muitos currículos de graduação em Psicologia no Brasil, muito frequentemente representando a Psicologia Experimental" ”. (MOREIRA e MEDIEROS, 2007, p. 159)</p><p>E onde realizamos experimentos? Em laboratórios. O que define um laboratório é a capacidade de oferecer condições ao pesquisador de controlar e manipular adequadamente as variáveis de interesse, tendo em vista um problema de pesquisa a ser respondido. Se tivermos uma pergunta cuja resposta só possa ser obtida em sala de aula e, se nessa situação, conseguirmos um bom controle das variáveis relevantes, isso significa que a sala de aula é um excelente “laboratório” no que diz respeito àquelas variáveis em particular. Para a obtenção de dados da pesquisa com o Sniff, nosso rato virtual, fomos dirigidos ao laboratório da faculdade e, sob orientação do professor Lucio Flávio pudemos reunir várias informações sobre a análise experimental do comportamento.</p><p>Para o experimento fomos conduzidos a 7 práticas fundamentais em que baseamos nossas pesquisas e angariamos as informações de análise comportamental. Foram elas:</p><p>· Prática 1 - Medida do nível Operante da Resposta de pressão à barra;</p><p>· Prática 2 - Treino ao Comedouro;</p><p>· Prática 3 - Modelagem da Resposta de Pressão à Barra;</p><p>· Prática 4 - Reforçamento contínuo da Resposta de pressão à barra;</p><p>· Prática 5- Razão fixa;</p><p>· Prática 6 - Razão variável;</p><p>· Prática 7- Extinção da Resposta de Pressão à Barra.</p><p>Compreendemos através destes procedimentos importância da experimentação, principalmente para nós, graduandos em Psicologia, já que nos possibilita conhecimento na área da experimentação científica. Durante essas aulas também fomos impulsionados a investigar e verificar a validade de teorias que podem nos servir de base para a orientação profissional. Assim, a experimentação em laboratório com um rato virtual Sniff é importante para a formação de nós, alunos, em razão de funcionar como um dos contatos iniciais com intuito de atestar a validade da teoria a partir da atividade prática.</p><p>5</p><p>PROCEDIMENTOS:</p><p>Para a coleta dos dados registrados neste relatório, foi utilizado o Sniffy Pro - The Virtual Rat, um programa de computador que tem como proposta servir como recurso didático (ECKERMAN e TOMANARI, 2003) aplicado às aulas de Psicologia Experimental, durante as aulas práticas conduzidas pelo professor Lucio Flávio no laboratório de nossa faculdade.</p><p>O programa se desenvolve em torno de uma caixa de Skinner, e inclui 40 sequências</p><p>de movimento adaptadas a partir de quadros extraídos do vídeo de um rato, nosso Sniff, movimentando-se pelo interior da caixa ( ECKERMAN e TOMANARI, 2003 ) . O</p><p>ambiente dispõe de uma barra que pode disponibilizar alimentos ao ser pressionada, alto-falantes, luzes e uma grade eletrificada. Para o registro dos dados, utilizamos de um cronômetro para medir o tempo decorrido em cada experimento, e também anotações em um caderno do que foi observado.</p><p>O professor nos ensinou o necessário no programa do rato Sniff para conduzir a pesquisa que foi dividida em 7 práticas:</p><p>· Prática 1 - Medida do nível Operante da Resposta de pressão à barra: Consiste em observar e anotar a frequência com que Sniff emite um ou mais comportamentos.</p><p>· Prática 2 - Treino ao Comedouro: O Treino ao Comedouro é uma etapa intermediária, preparatória à modelagem da resposta de pressão à barra. Tem como objetivo fazer com que Sniff se aproxime do comedouro quando ouvir o ruído decorrente do funcionamento.</p><p>· Prática 3 - Modelagem da Resposta de Pressão à Barra: Esta prática teve como objetivo ensinar Sniff a pressionar a barra de respostas que se encontra no interior da caixa experimental. Aqui usamos uma técnica denominada modelagem. Modelando, demos forma ao comportamento do nosso sujeito experimental.</p><p>· Prática 4 - Reforçamento contínuo da Resposta de pressão à barra: Aqui, após a técnica da modelagem, iniciamos o registro das respostas conforme feito na Prática 1.</p><p>· Prática 5- Razão fixa: “Neste esquema, o número de respostas exigido para a apresentação de cada reforçador é sempre o mesmo”. (MOREIRA e MEDIEROS, 2007, p. 119). Ou seja, emitimos um mesmo número fixo de respostas todas às vezes para ter</p><p>o comportamento do Sniff reforçado.</p><p>· Prática 6 - Razão variável: Aqui observamos que o número de respostas entre cada reforçador se modifica, o que gera o aumento da probabilidade de ocorrência do comportamento.</p><p>· Prática 7- Extinção da Resposta de Pressão à Barra: O objetivo desta prática foi confirmar, por meio de um procedimento oposto ao de reforçamento, se a resposta de</p><p>6</p><p>pressão à barra é mantida pelas suas consequências. Para esta confirmação, rompemos a relação de contingência entre a resposta e o reforço. Quando procedemos dessa forma, estamos realizando um procedimento denominado EXTINÇÃO.</p><p>A medida que Sniff evoluía em seu nível de comportamento mais ficávamos surpresos e empolgados com os resultados. Através das práticas foi possível conhecer de forma científica como funciona a análise do comportamento e como a mesma é significantemente importante para coleta de dados e informações.</p><p>7</p><p>RESULTADOS:</p><p>Prática 1 - Medida do nível Operante da Resposta de Pressão à Barra:</p><p>Durante 10 minutos observamos o Sniff em Nível Operante, sem modificar nada no comportamento do ratinho. Percebemos que o comportamento de maior frequência foi o de se coçar, e os de menor ou zero frequência foram os de pressionar a barra e comer.</p><p>Prática 2 - Treino ao Comedouro:</p><p>INÍCIO</p><p>TÉRMINO</p><p>DURAÇÃO</p><p>NÚMERO DE PELOTAS CONSUMIDAS POR SNIFF</p><p>NÚMERO DE VEZES EM QUE SNIFF BEBEU ÁGUA</p><p>19:31</p><p>19:54</p><p>23 MINUTOS</p><p>350</p><p>06</p><p>No treino ao comedouro aplicamos os conceitos de emparelhamento e condicionamento. Sempre que o som soava uma pelota de comida caía num mesmo recipiente. O intuito foi emparelhar os elementos para que o sujeito procurasse por comida sempre naquele ambiente e soubesse que, ao ouvir o som, haveria comida nele.</p><p>8</p><p>Prática 3 - Modelagem da Resposta de Pressão à Barra:</p><p>INÍCIO</p><p>TÉRMINO</p><p>DURAÇÃO</p><p>20:06</p><p>21:30</p><p>1h e 24min.</p><p>Legenda: 1 - Levantou sobre a Barra 2 – Tocou na Barra 3 – Pressionou a Barra</p><p>Aqui observamos que Sniff compreendeu, através de um processo de modelagem, que ao pressionar a barra ele ganharia alimento. Levantar sobre a barra e tocar na mesma demonstram que</p><p>Sniff aprendeu que por ali sempre teria comida, e , ao descobrir que pressionando a mesma o alimento estaria garantido, fez com que “pressionar a barra” fosse a ação com maior índice de frequência.</p><p>Prática 4 - Reforçamento contínuo da Resposta de pressão à barra:</p><p>Após o processo de modelagem realizamos novamente o que foi pedido na prática 1. Após efetuarmos uma análise experimental do comportamento foi possível observar o quanto Sniff mudou seus comportamentos em relação à primeira prática. Na página seguinte temos o gráfico onde essas diferenças extremas de comportamento poderão ser observadas:</p><p>9</p><p>Prática 5- Razão fixa:</p><p>10</p><p>“Neste esquema, o número de respostas exigido para a apresentação de cada reforçador é sempre o mesmo”. (MOREIRA e MEDIEROS, 2007, p. 119). Ou seja, aqui emitimos um mesmo número fixo de respostas todas às vezes para Sniff ter seu comportamento reforçado. O gráfico na página anterior mostra exatamente isso, as respostas correspondentes à razão fixa de Sniff.</p><p>Prática 6 - Razão variável:</p><p>Nesta prática o número de respostas entre cada reforçador se modifica, o que gera o aumento da probabilidade de ocorrência do comportamento.</p><p>Prática 7- Extinção da Resposta de Pressão à Barra:</p><p>O objetivo desta prática foi confirmar, por meio de um procedimento oposto ao de reforçamento, se a resposta de pressão à barra é mantida pelas suas consequências. Para esta confirmação rompemos a relação de contingência entre a resposta e o reforço. Quando procedemos dessa forma, estamos realizando um procedimento denominado EXTINÇÃO.</p><p>11</p><p>Para analisar tais dados anotamos, por um período de 10 minutos, todas as vezes em que Sniff pressionou a barra:</p><p>TEMPO</p><p>RESPOSTA</p><p>MIN 1</p><p>Pressionou 22 vezes</p><p>MIN 2</p><p>Pressionou 17 vezes</p><p>MIN 3</p><p>Pressionou 15 vezes</p><p>MIN 4</p><p>Pressionou 10 vezes</p><p>MIN 5</p><p>Pressionou 07 vezes</p><p>MIN 6</p><p>Pressionou 04 vezes</p><p>MIN 7</p><p>Pressionou 01 vez</p><p>MIN 8</p><p>Não pressionou</p><p>MIN 9</p><p>Não pressionou</p><p>MIN 10</p><p>Não pressionou</p><p>A extinção durou dez minutos, sendo que nos últimos três minutos não houve registro de resposta, demonstrando extinção do comportamento de pressão à barra. Antes disso, verifica-se também uma diminuição gradual nas respostas, durante os sete minutos iniciais.</p><p>12</p><p>DISCUSSÃO:</p><p>Cremos que o objetivo das aulas e do trabalho propostos pelo professor Lucio Flávio foi alcançado pois verificamos experimentalmente a eficiência de conceitos básicos fornecidos pela psicologia experimental e pela análise do comportamento. Todas as 7 práticas e conceitos sugeridos por elas se mostraram eficientes conforme a orientação do professor.</p><p>A sessão de modelagem comprovou a validade do conceito de reforço, uma vez que é possível verificar a emissão constante do comportamento. A sessão da extinção com o decrescimento da pressão à barra demonstra também a validade do conceito. A ausência de reforço é suficiente para que o comportamento, aos poucos, não ocorra.</p><p>Nós, alunas do terceiro período de Psicologia da faculdade FacMais de Inhumas, ficamos felizes em cursar essa matéria tão rica em conhecimento e experiências.</p><p>13</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>· MOREIRA, Márcio Borges; MEDEIROS, Carlos Augusto de. Princípios Básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007.</p><p>· TOMANARI, Gerson Yukio; ECKERMAN, David Alan. O rato Sniffy vai à escola.Psicologia: Teoria e Pesquisa, [s.l.], v. 19, n. 2, p.159-164, 2003. FapUNIFESP (SciELO).</p><p>Respostas (Quantidade de Vezes em 10 Min.)</p><p>FREQUÊNCIA TOTAL FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 45 51 13 36 2 3 106 2 120 TAXA DE RESPOSTA POR MINUTO FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 4.5 5.0999999999999996 1.3 3.6 0.2 0.3 10.6 0.2 12</p><p>Respostas (Quantidade de Vezes em 10 Min.)</p><p>FREQUÊNCIA TOTAL FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 60 66 12 12 2 19 199 2 43 TAXA DE RESPOSTA POR MINUTO FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 6 6.6 1.2 1.2 0.2 1.9 19.899999999999999 0.2 4.3</p><p>Respostas (Quantidade de Vezes em 10 Min.)</p><p>FREQUÊNCIA TOTAL FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 40 50 13 12 3 14 140 0 17 TAXA DE RESPOSTA POR MINUTO FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 4 5 1.3 1.2 0.3 1.4 14 0 1.7</p><p>Respostas (Quantidade de Vezes em 10 Min.)</p><p>FR EQUÊNCIA TOTAL FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 36 49 50 38 23 27 0 4 0 TAXA DE RESPOSTA POR MINUTO FAREJAR ANDAR COÇAR LEVANTAR PARAR VIRAR PRESSIONAR BEBER COMER 3.6 4.9000000000000004 5 3.8 2.2999999999999998 2.7 0 0.4 0</p><p>Respostas à Modelagem</p><p>FREQUÊNCIA TOTAL 1 2 3 360 135 577</p><p>image1.png</p>