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<p>| 1</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s</p><p>MÉTODOS</p><p>ANALÍTICOS</p><p>■ AMOSTRAGEM</p><p>■ MÉTODOS FÍSICO-QUÍMICOS</p><p>■ MÉTODOS MICROBIOLÓGICOS</p><p>■ DESVIOS ANALÍTICOS</p><p>■ VALIDAÇÃO DOS MÉTODOS</p><p>■ INCERTEZA NAS MEDIÇÕES ANALÍTICAS</p><p>2 |</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 6</p><p>COMISSÃO DE MÉTODOS ANALÍTICOS ............................................................................... 7</p><p>AMOSTRAGEM ...................................................................................................................... 8</p><p>CONSIDERAÇÕES GERAIS .................................................................................... 9</p><p>ORIENTAÇÕES PARA AMOSTRAGEM .................................................................... 10</p><p>REGRAS GERAIS .................................................................................................................. 20</p><p>I - MÉTODOS FÍSICO-QUÍMICOS ........................................................................................ 23</p><p>01 - ÁCIDOS GRAXOS TOTAIS (AGT) .................................................................... 24</p><p>02 - ATIVIDADE UREÁTICA ................................................................................... 28</p><p>03 - CÁLCIO E MAGNÉSIO POR COMPLEXIOMETRIA ......................................... 31</p><p>04 - CÁLCIO POR OXIDIMETRIA ........................................................................... 36</p><p>05 - CINZAS OU MATÉRIA MINERAL ..................................................................... 42</p><p>06 - CLORETOS SOLÚVEIS EM ÁGUA - MÉTODO DE MOHR .............................. 44</p><p>07 - COBALTO – MÉTODO VOLUMÉTRICO ......................................................... 48</p><p>08 - COBRE – VIA ÚMIDA ...................................................................................... 51</p><p>09 - DIGESTIBILIDADE PROTEICA EM PEPSINA NO SOBRENADANTE .............. 55</p><p>10 - ENXOFRE TOTAL POR OXIDAÇÃO ................................................................ 61</p><p>11 - ESPECTROFOTOMETRIA DE REFLECTÂNCIA</p><p>NO INFRAVERMELHO PRÓXIMO (NIR) .................................................... 67</p><p>12 - EXTRATO ETÉREO – HIDRÓLISE ÁCIDA ....................................................... 69</p><p>13 - EXTRATO ETÉREO – HIDRÓLISE ALCALINA ................................................. 72</p><p>14 - EXTRATO ETÉREO POR EXTRAÇÃO COM SOLVENTE .................................. 75</p><p>15 - EXTRATO ETÉREO HIDRÓLISE ÁCIDA – MÉTODO DIRETO ........................ 78</p><p>16 - FERRO – MÉTODO VOLUMÉTRICO ............................................................... 81</p><p>17 - FERRO – VIA ÚMIDA ....................................................................................... 86</p><p>18 - FIBRA BRUTA ................................................................................................... 90</p><p>19 - FIBRA DETERGENTE ÁCIDO (FDA) ................................................................ 93</p><p>20 - FIBRA DETERGENTE NEUTRO (FDN) ............................................................ 97</p><p>| 3</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s 21 - FLÚOR – MÉTODO POTENCIOMÉTRICO .................................................... 101</p><p>22 - FÓSFORO SOLÚVEL EM ÁCIDO CÍTRICO 2% POR COLORIMETRIA ......... 106</p><p>23 - FÓSFORO TOTAL POR COLORIMETRIA ...................................................... 110</p><p>24 - GLICÍDIOS (AÇÚCARES REDUTORES EM GLICOSE,</p><p>NÃO REDUTORES EM SACAROSE, AMIDO E LACTOSE) ............................ 115</p><p>25 - GRANULOMETRIA ........................................................................................ 121</p><p>26 - ÍNDICE DE ACIDEZ EM LEITE ...................................................................... 123</p><p>27 - ÍNDICE DE ACIDEZ I – ACIDEZ ALCOÓLICA .............................................. 126</p><p>28 - ÍNDICE DE ACIDEZ II – ÓLEOS E GORDURAS ............................................ 130</p><p>29 - ÍNDICE DE ACIDEZ III – MELAÇO DE CANA ............................................... 134</p><p>30 - ÍNDICE DE DISPERSIBILIDADE PROTEICA .................................................. 137</p><p>31 - ÍNDICE DE IODO – MÉTODO DE WIJS ........................................................ 141</p><p>32 - ÍNDICE DE PERÓXIDO – MÉTODO A FRIO ................................................. 145</p><p>33 - ÍNDICE DE PERÓXIDO – MÉTODO A QUENTE ........................................... 150</p><p>34 - IODO – VIA ÚMIDA ....................................................................................... 155</p><p>35 - LIGNINA ........................................................................................................ 159</p><p>36 - MANGANÊS POR COLORIMETRIA ............................................................... 162</p><p>37 - MATÉRIA INSAPONIFICÁVEL ....................................................................... 165</p><p>38 - MATÉRIA PRÉ-SECA ...................................................................................... 169</p><p>39 - MICOTOXINAS (AFLATOXINAS B1, B2, G1 E G2, OCRATOXINA,</p><p>ZEARALENONA E ESTERIGMATOCISTINA) ................................................. 171</p><p>40 - MINERAIS E CONTAMINANTES INORGÂNICOS POR</p><p>ESPECTROMETRIA DE ABSORÇÃO ATÔMICA (EAA) .................................. 180</p><p>41- MINERAIS POR ESPECTROMETRIA DE EMISSÃO ÓPTICA POR</p><p>PLASMA INDUTIVAMENTE ACOPLADO (ICP-OES) ......................................186</p><p>42 - NITROGÊNIO INSOLÚVEL EM DETERGENTE ÁCIDO (NIDA) .................... 192</p><p>43 - NITROGÊNIO INSOLÚVEL EM DETERGENTE NEUTRO (NIDN) ................ 196</p><p>44 - NITROGÊNIO NÃO PROTEICO .................................................................... 200</p><p>45 - PROTEÍNA – MÉTODO DUMAS .................................................................... 204</p><p>46 - PROTEÍNA BRUTA – MÉTODO KJELDAHL –</p><p>RECEBIMENTO EM ÁCIDO BÓRICO ............................................................ 207</p><p>4 |</p><p>47 - PROTEÍNA BRUTA – MÉTODO KJELDAHL –</p><p>RECEBIMENTO EM ÁCIDO SULFÚRICO ..................................................... 217</p><p>48 - RESÍDUO INSOLÚVEL EM ÁCIDO CLORÍDRICO ........................................ 228</p><p>49 - SELÊNIO POR VIA ÚMIDA - VOLUMETRIA IODOMÉTRICA ....................... 231</p><p>50 - SOLUBILIDADE PROTÉICA EM HIDRÓXIDO DE POTÁSSIO ...................... 235</p><p>51 - TANINO ........................................................................................................ 240</p><p>52 - TESTE DE RANCIDEZ – REAÇÃO DE KREISS ............................................... 244</p><p>53 - UMIDADE E VOLÁTEIS POR ESTUFA .......................................................... 247</p><p>54 - UMIDADE E VOLÁTEIS EM GRÃOS .............................................................. 249</p><p>55 - UREIA POR DESTILAÇÃO KJELDAHL ........................................................... 253</p><p>56 - ZINCO – VIA ÚMIDA ..................................................................................... 260</p><p>II - MÉTODOS MICROBIOLÓGICOS .................................................................................. 264</p><p>01 - CONTAGEM DE BACILLUS CEREUS .............................................................. 265</p><p>02 - CONTAGEM DE BOLORES E LEVEDURAS .................................................... 270</p><p>03 - CONTAGEM DE CLOSTRIDIUM SULFITO REDUTORES E</p><p>CLOSTRIDIUM PERFRINGENS ....................................................................... 273</p><p>04 - COLIFORMES TOTAIS E TERMOTOLERANTES EM ALIMENTOS ................ 279</p><p>05 - CONTAGEM DE ENTEROBACTÉRIAS ........................................................... 284</p><p>06 - PESQUISA DE SALMONELLA ......................................................................... 288</p><p>07 - CONTAGEM DE E. COLI – MÉTODO I .......................................................... 297</p><p>08 - CONTAGEM DE E. COLI – MÉTODO II ......................................................... 302</p><p>III - MICROSCOPIA ............................................................................................................</p><p>Pesar em béquer ou Erlenmeyer e seguir para o item 10.2.</p><p>Para rações, pesar de 5,0 ± 0,5 g da amostra em cadinho ou cápsula de porcelana e levar ao</p><p>forno mufla a 550º C por quatro horas. Retirar e esfriar até equilíbrio com a temperatura ambiente;</p><p>10.2. Adicionar 03 porções sucessivas de 30 mL de água quente, agitar e filtrar sobre papel de</p><p>filtro qualitativo, recebendo o filtrado em Erlenmeyer.</p><p>10.3. Se o pH da solução estiver ácido (abaixo de 6,5), neutralizar com solução de hidróxido de</p><p>sódio 0,1 mol/L ou carbonato de cálcio até pH entre 6,5 e 9,0.</p><p>Se utilizar carbonato de cálcio, aquecer em placa aquecedora até ebulição para desprendimento</p><p>completo do CO2 formado.</p><p>10.4. Adicionar 1 mL da solução de cromato de potássio 10% (m/v) e titular com solução de</p><p>nitrato de prata 0,1 mol/L até viragem para coloração vermelho tijolo clara.</p><p>Nota: Para amostras com teores elevados, pesar de 0,5 a 2 g e realizar as diluições adequadas.</p><p>Fazer o acerto de pH da solução, conforme item 10.3. Transferir com auxílio de pipeta volumétrica</p><p>uma alíquota para Erlenmeyer e titular conforme item 10.4.</p><p>10.5. Proceder paralelamente prova em branco dos reagentes utilizados.</p><p>| 47</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>O cálculo do cloreto de sódio considera que todo cloreto seja proveniente de cloreto de sódio.</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de nitrato de prata 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Volume da solução de nitrato de prata 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>0,0355 1 mL de nitrato de prata 0,1 mol/L equivale a 0,0355 g de cloreto</p><p>0,0585 1 mL de nitrato de prata 0,1 mol/L equivale a 0,0585 g de cloreto de sódio</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>Concentração real da solução de nitrato de prata 0,1 mol/L</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos, 4.ed. Brasília: Editora MS, 2005. p.112 e 719.</p><p>48 |</p><p>07 – COBALTO – MÉTODO VOLUMÉTRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A determinação de cobalto é realizada por complexometria de EDTA, usando-se murexida como</p><p>indicador, em meio alcalino.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Não secar a amostra, para evitar perda de água de hidratação.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável na determinação do teor de cobalto em sulfato de cobalto.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Sulfato de cobalto é o sal proveniente da reação do cobalto e do ácido sulfúrico. Poderá ser usado na</p><p>forma mono hidratada (CoSO</p><p>4</p><p>. H</p><p>2</p><p>O) ou hepta hidratada (CoSO</p><p>4</p><p>. 7H</p><p>2</p><p>O). O sulfato de cobalto mono</p><p>hidratado apresenta coloração rosa choque e o hepta hidratado apresenta coloração mais avermelhada.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetato de amônio (CH</p><p>3</p><p>COONH</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Ácido calcon carboxílico (C</p><p>21</p><p>H</p><p>14</p><p>N</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>S.2H</p><p>2</p><p>O)</p><p>d. Carbonato de cálcio (CaCO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. EDTA (C</p><p>10</p><p>H</p><p>14</p><p>N</p><p>2</p><p>Na</p><p>2</p><p>O</p><p>8</p><p>.2H</p><p>2</p><p>O)</p><p>f. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH)</p><p>g. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>h. Trietanolamina (C</p><p>6</p><p>H</p><p>15</p><p>NO</p><p>3</p><p>)</p><p>| 49</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>si. Solução reagente de hidróxido de sódio 4 mol/L</p><p>Pesar 16 g de hidróxido de sódio, solubilizar em água, transferir para balão volumétrico de 100</p><p>mL e completar o volume com água.</p><p>j. Solução reagente de ácido clorídrico 10% (v/v)</p><p>Transferir 10 mL do ácido clorídrico para balão volumétrico de 100 mL contendo 50 mL de</p><p>água e completar o volume com água.</p><p>k. Solução reagente de trietanolamina 20% (v/v)</p><p>Transferir 20 mL de trietanolamina para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água.</p><p>l. Solução volumétrica padronizada de EDTA 0,1 mol/L</p><p>Pesar com exatidão 37,22 g de EDTA, dissolver e transferir quantitativamente para balão volu-</p><p>métrico de 1000 mL. Completar o volume com água e homogeneizar. Armazenar esta solução em</p><p>frasco de polietileno.</p><p>Padronização: Pesar exatamente 2,528 g de carbonato de cálcio previamente seco em estufa a</p><p>105ºC por duas horas. Transferir para Erlenmeyer de 250 mL. Adicionar 30 mL de solução de ácido</p><p>clorídrico 10% (v/v). Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 250 mL com água, com-</p><p>pletar o volume e homogeneizar. Pipetar volumetricamente uma alíquota de 25 mL para Erlenmeyer de</p><p>300 mL e adicionar 5 mL da solução de trietanolamina 20% (v/v) e 3 mL da solução de hidróxido de</p><p>sódio 4 mol/L. Adicionar uma pitada de calcon e titular com solução de EDTA 0,1 mol/L</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Massa do carbonato de cálcio na alíquota, em mg</p><p>Volume da solução de EDTA 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>100 Massa molar do carbonato de cálcio</p><p>Molaridade real da solução de EDTA 0,1mol/L</p><p>m. Indicador murexida (NH</p><p>4</p><p>C</p><p>8</p><p>H</p><p>4</p><p>N</p><p>5</p><p>O</p><p>6</p><p>)</p><p>n. Papel de filtro qualitativo</p><p>o. Bureta (divisão de 0,05mL)</p><p>p. Materiais usuais de laboratório</p><p>50 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Agitador magnético com bastão magnético</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Triturar e homogeneizar em almofariz.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 5,0 ± 0,1 g da amostra previamente triturada e homogeneizada. Anotar a massa pesada</p><p>e transferir para um béquer. Dissolver em água com leve aquecimento.</p><p>b. Esfriar e filtrar, se necessário, sobre papel de filtro qualitativo, recolhendo em balão volumé-</p><p>trico de 500 mL. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>c. Transferir, com auxílio de pipeta volumétrica, uma alíquota de 25 mL para Erlenmeyer de 500 mL.</p><p>d. Adicionar 5 g de acetato de amônio e ajustar o pH com hidróxido de amônio, para um valor</p><p>próximo de 12,0 ± 0,2.</p><p>e. Adicionar uma pitada de murexida e titular com solução de EDTA 0,1 mol/L, com auxílio de</p><p>bureta, até viragem de amarelo para lilás, passando pela coloração vinho.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de EDTA 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de EDTA 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>58,93 Massa molar do cobalto</p><p>500 Volume do balão, em mL</p><p>25 Volume da pipeta, em mL</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ACS COMMITTEE ON ANALYTICAL REAGENTS. American Chemical Society Specifications.</p><p>Reagent chemicals. 10. ed, 2006. p. 265.</p><p>| 51</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s08 – COBRE – VIA ÚMIDA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os sais cúpricos liberam iodo quando tratados com iodeto de potássio. O iodo cuproso formado</p><p>é insolúvel em ácido acético e solúvel em excesso de iodeto de potássio. O iodo liberado pela ação</p><p>do acetato cúprico sobre o iodeto de potássio é determinado por titulação com tiossulfato de sódio.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável em sulfato de cobre.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido acético glacial (CH</p><p>3</p><p>COOH)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>)</p><p>d. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)</p><p>e. Carbonato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>).</p><p>g. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH)</p><p>h. Iodeto de potássio (KI)</p><p>52 |</p><p>i. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>j. Solução de ácido nítrico 25% (v/v)</p><p>Adicionar lentamente 25 mL de ácido nítrico em 75 mL de água.</p><p>k. Solução de hidróxido de amônio 50% (v/v)</p><p>Adicionar lentamente 50 mL de hidróxido de amônio em 50 mL de água.</p><p>l. Solução de amido 10 g/L</p><p>Pesar 1,0 g de amido solúvel, acrescentar pequena quantidade de água em ebulição, formando</p><p>uma pasta. Dissolver esta pasta em aproximadamente 80 mL de água em ebulição. Deixar em fer-</p><p>vura por 1 minuto. Resfriar</p><p>e se apresentar turbidez, filtrar.</p><p>Obs: Só se deve usar soluções de amido recentemente preparadas. Quando apresentar alguma</p><p>turbidez, desprezar a solução.</p><p>m. Solução de ácido clorídrico 1 mol/L</p><p>Medir 85 mL de ácido clorídrico em proveta de 100 mL e transferir para balão volumétrico de</p><p>1000 mL, contendo aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume com água</p><p>e homogeneizar.</p><p>n. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 24,82 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105º C por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL de</p><p>solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo da</p><p>luz por 10 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,1 mol/L</p><p>até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e con-</p><p>tinuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>| 53</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sCálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>o. Bureta volumétrica</p><p>p. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Agitador magnético e barras magnéticas</p><p>c. Chapa aquecedora</p><p>d. Estufa a 105ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Triturar e homogeneizar em almofariz</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 0,20 ± 0,05 g de amostra, previamente triturada e homogeneizada. Transferir para Erlenmeyer.</p><p>b. Adicionar 12,5 mL de solução de ácido nítrico 25% (v/v) e dissolver.</p><p>c. Adicionar 12,5 mL de água e adicionar solução de hidróxido de amônio 50% (v/v) gota a gota</p><p>até coloração azul escuro, formando um precipitado de hidróxido de cobre II.</p><p>d. Ferver em chapa aquecedora durante 3 minutos.</p><p>e. Acrescentar 4 mL de ácido acético glacial para dissolver o precipitado. Esfriar.</p><p>54 |</p><p>f. Adicionar 1,0 g de iodeto de potássio e titular com solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>até mudança da coloração marrom para amarelo. Titular rapidamente para que não ocorra perda</p><p>por oxidação.</p><p>g. Adicionar 1 mL de solução de amido 10 g/L e prosseguir a titulação cuidadosamente até que</p><p>a coloração azul desapareça.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde</p><p>Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>63,55 Massa molar do cobre.</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSUMPÇÃO, Rosely M. Viegas; MORITA, Tokio. Manual de Soluções Reagentes e Solventes – pa-</p><p>dronização, preparação, purificação. 2. ed, 2007.</p><p>| 55</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s09 – DIGESTIBILIDADE PROTEICA</p><p>EM PEPSINA NO SOBRENADANTE</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Na formulação de rações é muito importante o conhecimento da digestibilidade protéica, pois essa</p><p>informação nos leva a alcançar melhores resultados para o crescimento dos animais e para o ambien-</p><p>te, reduzindo o excesso de nutrientes excretados. Um dos métodos para predizer o valor protéico é</p><p>através da solubilidade das proteínas de origem animal em pepsina. Esse procedimento mantém uma</p><p>boa correlação com os métodos “in vivo”, tendo a vantagem de ser de fácil e rápida execução e de ter</p><p>um custo reduzido, além de ser muito bem aceito entre os laboratórios das fábricas de rações animais.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Para a execução deste método, utilizam-se também as soluções reagentes, materiais e equipa-</p><p>mentos descritos nos métodos n˚. 45 – Proteína Bruta – Método Kjeldah – Recebimento em Ácido</p><p>Bórico ou método n˚. 46 – Proteína Bruta – Método Kjeldah – Recebimento em Ácido Sulfúrico,</p><p>estes com utilização sistema macro ou método n˚. 44 - Proteína - Método Dumas.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Esse procedimento é aplicável a fontes protéicas de origem animal e tem por objetivo quantificar</p><p>“in vitro” a solubilidade em pepsina da fração protéica de amostras de produtos e subprodutos de</p><p>origem animal (farinha de carne, farinha de penas, farinha de sangue, etc.).</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>56 |</p><p>6. REAÇÕES</p><p>6.1. Reações enzimáticas:</p><p>O princípio da reação é a formação do complexo “chave-fechadura”, que se forma no momento</p><p>em que a enzima (pepsina) entra em contato com seu substrato (amostra em questão).</p><p>6.2. Demais reações</p><p>As demais reações envolvidas no processo dependerão do procedimento para determinação de</p><p>proteína escolhido.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>7.2. Pepsina 1:10000</p><p>7.3. Solução de ácido clorídrico 0,0744 mol/L</p><p>Em um balão volumétrico de 2000 mL contendo aproximadamente 1500 mL de água, adicionar</p><p>12,50 mL de ácido clorídrico. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>7.4. Solução pepsina 0,02% (m/v)</p><p>Pesar 20 mg de pepsina (atividade digestiva de 1:10000) em um béquer de 100 mL. Dissolver</p><p>com aproximadamente 50 mL da solução de ácido clorídrico 0,0744 mol/L. Depois de dissolvida</p><p>a pepsina, transferir para um balão volumétrico de 100 mL, lavando o béquer com pequenas por-</p><p>ções da solução de ácido clorídrico 0,0744 mol/L. Completar o volume com a solução de ácido</p><p>clorídrico 0,0744 mol/L e homogeneizar. Preparar a solução imediatamente antes de sua utilização.</p><p>7.5. Solução pepsina 0,002 % (v/v)</p><p>Em um balão volumétrico de 1000 mL, transferir os 100 mL da solução pepsina 0,02 % (m/v)</p><p>e completar o volume com ácido clorídrico 0,0744 mol/L. Preparar a solução imediatamente antes</p><p>da sua utilização.</p><p>7.6. Solução pepsina 0,0002 % (v/v)</p><p>Em um balão volumétrico de 1000 mL, transferir 100 mL da solução pepsina 0,002 % e completar</p><p>o volume com ácido clorídrico 0,0744 mol/L. Preparar a solução imediatamente antes da sua utilização.</p><p>| 57</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7.7. Frasco com tampa ou Erlenmeyer de 250 mL</p><p>7.8. Papel de filtro qualitativo</p><p>7.9. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Estufa de secagem a 45º C (precisão ± 5ºC)</p><p>8.2. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.3. Estufa com agitação tipo Wagner ou equivalente</p><p>8.4. Centrífuga a 1500 rpm</p><p>8.5. Materiais usuais de laboratório</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Não é necessário desengordurar a amostra.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Pesar 1,000 ± 0,001 g da amostra em Erlenmeyer de 250 mL ou frasco com tampa es-</p><p>pecífico para estufa de pepsina. Adicionar 75 mL da solução pepsina na concentração adequada</p><p>(0,02%, 0,002% ou 0,0002%) para a amostra (substrato em questão), conforme solicitação.</p><p>10.2. Homogeneizar para que toda a amostra entre em contato com a solução. Tampar o frasco</p><p>e incubar por 16 horas a 45°C, com agitação 20 rpm, em estufa agitadora tipo Wagner.</p><p>10.3. Transferir o conteúdo do frasco de incubação para tubo de centrífuga e centrifugar a 1500</p><p>rpm por 10 minutos ou até que não haja partículas em suspensão no sobrenadante.</p><p>10.4. Filtrar o sobrenadante com papel de filtro qualitativo em béquer de 100 mL.</p><p>58 |</p><p>10.5. Transferir</p><p>alíquota de 10 mL do extrato filtrado para tubo de macro Kjeldahl ou balão Kjeldahl.</p><p>Seguir o procedimento de determinação de proteína do método n˚. 45 – Proteína Bruta – Méto-</p><p>do Kjeldah – Recebimento em Ácido Bórico ou método n˚. 46 – Proteína Bruta – Método Kjeldah</p><p>– Recebimento em Ácido Sulfúrico, estes com utilização sistema macro.</p><p>Sugestões para concentração de pepsina e preparo do Erlenmeyer com vermelho de metila (mé-</p><p>todo n˚. 46 – Proteína Bruta – Método Kjeldah – Recebimento em Ácido Sulfúrico):</p><p>10.6. Transferir alíquota de 1 mL do extrato filtrado para folha de estanho e anote o peso. Secar</p><p>em estufa a 65°C por 03 horas. Dobrar a folha de estanho e seguir o procedimento descrito no</p><p>método n˚. 44 - Proteína - Método Dumas, considerando no cálculo o peso da amostra na alíquota.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>É necessário o valor de proteína bruta para calcular o teor de digestibilidade proteica em pepsina.</p><p>11.1. Cálculo da massa da amostra na alíquota</p><p>Onde:</p><p>Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>Volume pipetado, em mL</p><p>75 Volume total da reação, em mL</p><p>amostra volume de ácido (ml)conc. pepsina (%)</p><p>Farinha de sangue</p><p>Farinha de carne</p><p>Farinha de peixe</p><p>Farinha de penas</p><p>Farinha penas e vísceras</p><p>Farinha de vísceras</p><p>10</p><p>8</p><p>8</p><p>8</p><p>8</p><p>8</p><p>0,002</p><p>0,002</p><p>0,002</p><p>0,02</p><p>0,02</p><p>0,02</p><p>| 59</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11.2. Cálculo da proteína bruta no sobrenadante utilizando-se o método de Proteína Bruta (re-</p><p>cebimento em ácido bórico)</p><p>Proteína Bruta no Sobrenadante</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>11.3. Cálculo da proteína solúvel utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em</p><p>ácido sulfúrico)</p><p>Proteína Bruta no Sobrenadante</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>11.4. Digestibilidade proteica em pepsina</p><p>Digestibilidade Proteica em Pepsina (%)</p><p>Onde:</p><p>Proteína bruta no sobrenadante da amostra, em g/Kg</p><p>Proteína bruta da amostra, em g/Kg</p><p>60 |</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• BELLAVER, C. Zanotto D. L. Determinação da digestibilidade da proteína em pepsina. EMBRAPA. 2003.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 971.09 – Pepsin digestibility of animal protein feeds (4.4.04).</p><p>| 61</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s10 – ENXOFRE TOTAL POR OXIDAÇÃO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O enxofre elementar é insolúvel na maioria das soluções. O elemento reage com hidróxido de</p><p>potássio formando tiossulfatos e sulfetos. Pela ação do peróxido de hidrogênio, estes compostos</p><p>são oxidados a sulfatos que posteriormente são precipitados pela reação com cloreto de bário. O</p><p>precipitado poderá ser quantificado gravimetricamente após secagem a 250ºC. A precipitação rea-</p><p>lizada em condições adequadas de tamponamento gera uma turbidez que poderá ser quantificada</p><p>em colorímetro a 450 nm de comprimento de onda.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio</p><p>dos produtos químicos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplica-se a misturas contendo fonte de enxofre elementar e/ou fontes de sulfatos, para estes</p><p>últimos, dispensando a fase de oxidação (10.b.2 a 10.b.4).</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 03,</p><p>Manual de Métodos Analíticos Oficiais para Fertilizantes e Corretivos, de 26 de janeiro de 2015, Método 9.0.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Enxofre elementar: enxofre na forma “S0” normalmente originário do produto mineral amarelo</p><p>(bright ou dark) ou borra de enxofre. Ainda não está oxidado e é insolúvel.</p><p>Sulfato: condição de formação de alguns sais (X</p><p>x</p><p>SO</p><p>4</p><p>), que são utilizados como matérias primas.</p><p>Os sulfatos (SO</p><p>4</p><p>-2), em sua grande maioria são solúveis em água.</p><p>As principais exceções são: CaSO</p><p>4</p><p>, SrSO</p><p>4</p><p>, BaSO</p><p>4</p><p>e PbSO</p><p>4</p><p>.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>62 |</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>c. Cloreto de bário di hidratado (BaCl</p><p>2</p><p>. 2H</p><p>2</p><p>O), na forma de cristais.</p><p>d. Cloreto de sódio (NaCl)</p><p>e. Hidróxido de potássio (KOH)</p><p>f. Peróxido de hidrogênio (H</p><p>2</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>g. Sulfato de potássio (K</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>h. Solução alcoólica de hidróxido de potássio 100 g/L</p><p>Pesar 100 g do hidróxido de potássio e solubilizar com 1000 mL de álcool etílico. Deixar em</p><p>repouso de um dia para outro e filtrar em papel de filtro.</p><p>i. Solução de peróxido de hidrogênio a 130 volumes ou 400 mL/L</p><p>Aconselhável a aquisição da solução pronta.</p><p>j. Solução de ácido clorídrico 1:1 (v/v)</p><p>Diluir 1 parte de ácido clorídrico em 1 parte de água.</p><p>k. Solução tampão de cloreto de sódio e ácido clorídrico</p><p>Em recipiente de 2 litros, adicionar 900 mL de água. Adicionar lentamente e sob agitação 240 g</p><p>de cloreto de sódio. Adicionar 20 mL de ácido clorídrico e homogeneizar.</p><p>l. Solução padrão de sulfato - 500 mg/L</p><p>Pesar exatamente 0,453 g de sulfato de potássio previamente seco em estufa por 2 horas de 105</p><p>a 110ºC. Transferir o sal quantitativamente para balão volumétrico de 500 mL. Completar o volu-</p><p>me com água e homogeneizar. Guardar em frasco de polietileno identificado.</p><p>m. Solução de cloreto de bário - 100 g/L</p><p>Pesar 100 g de cloreto de bário e dissolver em 1L de água.</p><p>n. Solução de nitrato de prata 10 g/L</p><p>Pesar 10 g de nitrato de prata e dissolver em 1L de água. Guardar em frasco âmbar com tampa</p><p>esmerilhada.</p><p>| 63</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>so. Papel filtro qualitativo e faixa branca.</p><p>p. Papel de filtro fino</p><p>q. Cadinho de porcelana</p><p>r. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Placa aquecedora</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Estufa a 105º C (precisão ± 5º C)</p><p>d. Dessecador com sílica-gel</p><p>e. Espectrofotômetro Visível (450 nm)</p><p>f. Cronômetro</p><p>g. Agitador magnético e barras magnéticas de tamanhos aproximados</p><p>h. Banho-maria</p><p>i. Mufla</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>De acordo com os teores esperados serão feitas as adequações nas massas e diluições.</p><p>Produtos originalmente na forma de sulfato dispensam os itens 10.b.2 a 10.b.4 do Procedimento.</p><p>a. Preparação da curva de calibração de sulfato por turbidimetria</p><p>1. Transferir para béqueres de 250 mL, com auxílio de bureta volumétrica, os volumes respecti-</p><p>vos da solução padrão de sulfato: 6,0, 5,0, 4,0, 3,0, 2,0, e 1,0 mL e um branco. Completar o volu-</p><p>me até 100 mL com água (94, 95, ... etc). As soluções assim preparadas apresentam concentração</p><p>em mg/kg de sulfato, respectivamente: 3000, 2500, 2000, 1500, 1000 e 500.</p><p>2. Adicionar a cada béquer, 20 mL de solução tampão de cloreto de sódio e ácido clorídrico e</p><p>uma barra magnética.</p><p>3. Adicionar 1,0 g de cloreto de bário di hidratado e agitar exatamente 1 minuto. Deixar em repou-</p><p>so por exatamente 4 minutos. Durante o repouso, acertar o equipamento em 450 nm de comprimento</p><p>de onda e ajustar a leitura em 0,000 de absorbância com o branco. Ler a absorbância dos padrões.</p><p>64 |</p><p>OBS.: podem ser realizadas as agitações e leituras de forma sequencial,</p><p>respeitando-se sempre o</p><p>tempo de 1 minuto de agitação e 4 minutos de repouso.</p><p>4. Introduzir sequencialmente as soluções padrões, após agitação de 1 minuto e repouso de 4</p><p>minutos, anotando os valores de absorbância obtidos.</p><p>5. Com os valores de absorbância (x) versus mg/kg de sulfato dos padrões, calcular a equação</p><p>da reta por regressão linear (y = ax + b), obtendo as constantes “a” e “b”.</p><p>b. Análise da amostra por turbidimetria</p><p>Fazer em paralelo um branco com os reagentes.</p><p>1. Pesar 1,00 ± 0,05 g de amostra em béquer de 400 mL, forma alta.</p><p>2. Adicionar 50 mL da solução alcoólica de hidróxido de potássio 100 g/L e levar para aqueci-</p><p>mento, deixando sob fervura até reduzir a 1/3 do volume.</p><p>3. Esfriar e acrescentar lentamente 40 mL (de 10 em 10 mL) da solução de peróxido de hidrogênio</p><p>130 volumes. Cuidar da formação de espuma e se for excessiva, adicionar gotas de álcool etílico.</p><p>4. Lavar as paredes com água e deixar sob aquecimento em banho-maria a 80ºC por 01 hora.</p><p>5. Adicionar 10 mL de ácido clorídrico concentrado e água até aproximadamente 100 mL. Fer-</p><p>ver por 10 minutos, retirar do aquecimento e resfriar.</p><p>A partir deste ponto, pode-se optar pelo método turbidimétrico (passos 10.b.6 a 10.b.9) ou</p><p>método gravimétrico (seguindo para 10.3).</p><p>6. Transferir para balão volumétrico de 250 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>7. Pipetar alíquota que contenha de 500 a 3000 mg/kg de sulfato e transferir para béquer de 250</p><p>mL. Pipetar volume similar do branco.</p><p>8. Adicionar volume de água para completar 100 mL e 20 mL da solução tampão de cloreto de</p><p>sódio e ácido clorídrico.</p><p>| 65</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s9. Sob agitação, iniciando pelo branco, adicionar 1,0 g de cloreto de bário di hidratado e agitar</p><p>exatamente 1 minuto. Deixar em repouso por 4 minutos. Durante o repouso acertar o equipamen-</p><p>to em 450 nm de comprimento de onda. Após exatamente 4 minutos de repouso, ajustar a leitura</p><p>em 0,000 de absorbância com o branco e ler a absorbância da amostra.</p><p>OBS. Podem ser realizadas as agitações e leituras de forma sequencial, respeitando-se sempre o</p><p>tempo de 1 minuto de agitação e 4 minutos de repouso.</p><p>c. Análise da amostra por gravimetria</p><p>Realizar o ensaio descrito para a análise da amostra por turbidimetria (item 10.b), do passo</p><p>10.b.1 até o passo 10.b.5. Em seguida, proceder conforme abaixo:</p><p>1. Adicionar lentamente 20 mL da solução de cloreto de bário, cobrir com vidro de relógio e</p><p>manter aquecido a 80-90ºC por 1 hora; retirar do aquecimento e deixar esfriar;</p><p>2. Filtrar por papel de filtro de porosidade fina (filtração lenta), usando sucção suave, se neces-</p><p>sário; lavar o béquer e o filtro com 10 porções de 10 mL de água a 80-90°C.Testar a presença de</p><p>cloreto no filtrado recebendo 2 mL do mesmo em tubo de ensaio e adicionar gotas da solução de</p><p>nitrato de prata: precipitação ou turvação indicam a presença de cloreto. Neste caso, continuar a</p><p>lavagem até o filtrado não acusar mais a presença de cloreto;</p><p>3. Transferir o papel de filtro contendo o precipitado para um cadinho de porcelana de tara</p><p>conhecida e levar à estufa a 105-110°C por 15 minutos para secar;</p><p>4. Transferir o cadinho seco para uma mufla e elevar a temperatura lentamente até 800°C, man-</p><p>tendo a porta da mufla entreaberta durante a elevação da temperatura; fechar a mufla e manter</p><p>nessa temperatura durante 1 hora;</p><p>5. Retirar o cadinho da mufla, colocar em dessecador, esperar esfriar e pesar.</p><p>66 |</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>11.1. Por turbidimetria</p><p>Onde:</p><p>Leitura da amostra em absorbância (x na equação da reta)</p><p>e Constantes da equação da reta</p><p>Volume do balão / volume da pipeta, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e mg).</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>3 Conversão de SO4 para S</p><p>11.2. Por gravimetria</p><p>Onde:</p><p>Massa do cadinho com amostra calcinada, em g</p><p>Massa do cadinho vazio, em g</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>0,1374 Relação molar S / BaSO4</p><p>3 Conversão de SO4 para S</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• FARMACOPÉIA BRASILEIRA: oficializada pelo governo federal, decreto número 78840 de</p><p>25/11/76. São Paulo: Andrei, 1977. 3. ed. rev e compl. p. 417</p><p>• MELLOR, J.W.; PARKERS, G.D. Modern Inorganic Chemistry. Long Mans, Green and C.O.</p><p>| 67</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11 – ESPECTROFOTOMETRIA DE REFLECTÂNCIA NO</p><p>INFRAVERMELHO PRÓXIMO (NIR)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A radiação no infravermelho próximo (NIR) é utilizada principalmente para a determinação</p><p>quantitativa rotineira dos grupos funcionais O-H, N-H e C=O, mais aplicado em produtos das in-</p><p>dústrias agrícolas, alimentícias, petrolíferas e químicas. Tanto medidas de reflexão como de trans-</p><p>missão são utilizadas, embora a reflectância seja mais empregada. Suas absortividades molares são</p><p>pequenas e os limites de detecção estão na ordem de 0,1%.</p><p>A parte do espectro eletromagnético visível ao olho humano se estende de 400 a 730 nm, enquanto</p><p>que o espectro eletromagnético do infravermelho (IV) vai de 2500 a 600000 nm. A região intermedi-</p><p>ária entre o IV e o espectro visível (730 a 2500 nm) é denominada de infravermelho próximo.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>A estabilidade do equipamento pode ser interferida por variações na corrente elétrica (picos de</p><p>energia), vibração na bancada (local onde se encontra o aparelho instalado), corrente de ar, tempo</p><p>de aquecimento (estabilidade) da fonte luminosa, umidade e temperatura do ambiente.</p><p>A heterogeneidade das amostras também provoca interferência nos resultados. De forma geral,</p><p>as amostras devem ser homogêneas e consistentes com a amostra da calibração.</p><p>Realizar testes de performance do equipamento conforme recomendações do fabricante antes</p><p>do início das análises.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em amostras de origem orgânica.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Calibração: Sugere-se que uma calibração deve conter amostras representativas em variabilidade,</p><p>analisadas por via úmida, para o desenvolvimento da calibração de acordo com o software do fabri-</p><p>cante. Considera-se que uma calibração ideal deve apresentar um coeficiente de correlação ≥ 95%.</p><p>Amostra de referência: é aquela utilizada para verificar a calibração do equipamento.</p><p>NIR: Near Infrared – Infravermelho próximo.</p><p>68 |</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Célula de Leitura</p><p>7.2. Espátula</p><p>7.3. Pincel</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Espectrofotômetro de infravermelho próximo.</p><p>8.2. Moinho</p><p>8.3. Malha de acordo com o padrão utilizado no desenvolvimento da calibração.</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>As amostras devem ser preparadas conforme metodologia utilizada no desenvolvimento da cali-</p><p>bração, considerando a homogeneidade como um fator importante para a precisão analítica.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Preparar a amostra.</p><p>10.2. Transferir a amostra previamente homogeneizada para a célula com auxílio da espátula.</p><p>10.3. Inserir a célula no equipamento e selecionar a curva de acordo com a amostra a ser anali-</p><p>sada. A leitura será realizada de acordo com o manual do fabricante do equipamento.</p><p>10.4. Ao término da leitura o programa apresentará o resultado.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Os cálculos são feitos pelo programa de desenvolvimento de calibração.</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>SILVERSTEIN, Robert M. Identificação Espectrométrica de Compostos Orgânicos. 6. ed. Rio de</p><p>janeiro: LCT, 2000.</p><p>| 69</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s12 – EXTRATO ETÉREO – HIDRÓLISE ÁCIDA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que incluem as gorduras, os óleos e as</p><p>ceras, além de uma variedade de outros compostos como o colesterol, os fosfolipídios e as lipopro-</p><p>teínas. Em alguns produtos que sofreram algum tipo de processamento, uma fração desses lipídios</p><p>pode estar ligada a proteínas e/ou carboidratos. Nesses casos, uma hidrólise ácida permite a libera-</p><p>ção desses lipídios contribuindo assim para melhor quantificação desses compostos.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Todo o procedimento analítico deste método deve ser realizado em capela de exaustão, por risco</p><p>de incêndio.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos e subprodutos extrusados, lácteos e outros que exijam hidrólise ácida de-</p><p>vido ao tipo de processamento empregado.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>c. Éter de petróleo</p><p>d. Éter etílico (C</p><p>4</p><p>H</p><p>10</p><p>O)</p><p>70 |</p><p>e. Solução de ácido clorídrico 70% (v/v)</p><p>Misturar 7 partes de ácido clorídrico em 3 partes de água.</p><p>f. Solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1</p><p>Misturar 1 parte de éter de petróleo em 1 parte éter etílico.</p><p>g. Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidros</p><p>h. Erlenmeyer com tampa esmerilhada 250 mL (ou outro recipiente equivalente, com tampa)</p><p>i. Balão de fundo chato de 250 mL</p><p>j. Algodão hidrófilo</p><p>k. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Estufa de secagem à 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>c. Sistema de evaporação (chapa aquecedora termostatizada, banho-maria, rotavapor, etc.)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para coleta e preparo da amostra vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar a amostra conforme a tabela abaixo, em seguida transferir para Erlenmeyer de 250 mL.</p><p>b. Adicionar 2 mL de álcool etílico e agitar de maneira a umedecer todas as partículas da amostra.</p><p>c. Adicionar 10 mL da solução de ácido clorídrico 70% (v/v), tampar e agitar vigorosamente.</p><p>d. Levar ao banho-maria a temperatura de 70 ºC-80 ºC, manter por 40 minutos, agitando a cada</p><p>10 minutos.</p><p>e. Remover o frasco do banho-maria e deixar a temperatura ambiente.</p><p>f. Adicionar 10 mL de álcool etílico e agitar vigorosamente.</p><p>g. Adicionar 50 mL da solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1, tampar e agitar vigorosa-</p><p>mente durante 30 segundos.</p><p>h. Remover cuidadosamente a tampa e deixar os vapores saírem.</p><p>i. Lavar a tampa com pequenas porções de solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1, trans-</p><p>ferindo para dentro do frasco a gordura e partículas aderidas.</p><p>Teor de gordura (%) quantidade de amostra a ser pesada (g)</p><p>Abaixo de 20%</p><p>De 20 a 40%</p><p>Acima de 40%</p><p>2,0 ± 0,5</p><p>1,0 ± 0,5</p><p>0,5 ± 0,1</p><p>| 71</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sj. Tampar e deixar em repouso até que o sobrenadante esteja límpido.</p><p>k. Filtrar o sobrenadante sobre algodão firmemente adaptado em funil, para balão de fundo</p><p>chato de 250 mL previamente seco em estufa a 105 ºC e tarado.</p><p>l. Lavar a boca do frasco e tampa, após a transferência com pequenas porções de solução de éter</p><p>de petróleo e éter etílico 1+1.</p><p>m. Repetir no mínimo por 3 vezes os itens 10.g a 10.k, usando 25 mL da solução de éter de</p><p>petróleo e éter etílico 1+1.</p><p>n. Completadas todas as extrações, lavar com solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1 a boca</p><p>do frasco, a tampa, o algodão (até o desaparecimento da cor amarela), o funil e a haste do funil.</p><p>o. Evaporar a mistura de éteres em sistema de evaporação adequado na temperatura máxima</p><p>de 60ºC e levar o balão de fundo chato para estufa a 105ºC por uma hora e meia a duas horas, até</p><p>peso constante.</p><p>p. Esfriar em dessecador e pesar.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do balão com gordura, em g</p><p>Massa do balão vazio, em g</p><p>Massa da amostra inicial, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 954.02 – Fat (crude) or ether extract in pet food (4.5.02).</p><p>72 |</p><p>13 – EXTRATO ETÉREO – HIDRÓLISE ALCALINA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Em produtos que sofreram algum tipo de processamento, especificamente em laticínios em ge-</p><p>ral, os lipídios podem estar ligados a proteínas e carboidratos e, nesses casos, uma hidrólise básica</p><p>permite a liberação dos mesmos para melhor quantificação. Nesse método, a amostra é tratada com</p><p>hidróxido de amônio e álcool para hidrolisar a ligação proteína-gordura, e a gordura separada é</p><p>então extraída com éter de petróleo e éter etílico. O álcool precipita a proteína que é dissolvida no</p><p>amônio e a gordura separada pode ser extraída com éter.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Todo o procedimento analítico deste método deve ser realizado em capela de exaustão, por risco</p><p>de incêndio.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos e subprodutos extrusados, lácteos e outros que exijam hidrólise alcalina</p><p>devido ao tipo de processamento empregado.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>b. Éter de petróleo</p><p>c. Éter etílico (C</p><p>4</p><p>H1</p><p>0</p><p>O)</p><p>d. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>| 73</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>se. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH).</p><p>f. Solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1</p><p>Misturar 1 parte de éter de petróleo em 1 parte éter etílico.</p><p>g. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1 g de fenolftaleína em aproximadamente 40 mL de álcool etílico, transferir para balão</p><p>volumétrico de 100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>h. Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidros</p><p>i. Erlenmeyer com tampa esmerilhada 250 mL (ou outro recipiente equivalente, com tampa)</p><p>j. Balão de fundo chato de 250 mL</p><p>k. Algodão hidrófilo</p><p>l. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Estufa de secagem à 105ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>c. Sistema de evaporação a 60 ± 5ºC (chapa aquecedora termostatizada, banho-maria, rota-</p><p>vapor, etc.)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve ser previamente moída.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 1,0 + 0,1 g da amostra e transferir para Erlenmeyer de 250 mL que deverá conter 10</p><p>mL de água pré-aquecida a 65ºC.</p><p>b. Adicionar 1,5 mL de hidróxido de amônio, tampar e agitar de maneira que todas as partículas</p><p>da amostra fiquem úmidas.</p><p>c. Adicionar 10 mL de álcool etílico e 3 gotas de fenolftaleína 1% (m/v), tampar e agitar vigoro-</p><p>samente.</p><p>d. Adicionar 25 mL de éter etílico, tampar e agitar vigorosamente durante 1 minuto.</p><p>e. Remover cuidadosamente a tampa e deixar os vapores saírem.</p><p>f. Adicionar 25 mL de éter de petróleo, tampar e agitar vigorosamente durante 1 minuto.</p><p>g. Remover cuidadosamente a tampa e deixar os vapores saírem.</p><p>h. Lavar a tampa com pequenas porções de solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1, trans-</p><p>ferindo para dentro do frasco a gordura e partículas aderidas.</p><p>74 |</p><p>i. Repetir no mínimo por 3 vezes os itens 10.d a 10.h.</p><p>j. Tampar e deixar em repouso até que o sobrenadante esteja límpido.</p><p>k. Filtrar o sobrenadante sobre algodão firmemente adaptado em funil, para balão de fundo</p><p>chato de 250 mL previamente seco em estufa a 105ºC e tarado.</p><p>l. Após a transferência, lavar o funil e boca do balão de fundo chato, com pequenas porções de</p><p>solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1.</p><p>m. Colocar o balão de fundo chato em sistema de evaporação adequado na temperatura máxima</p><p>de 60ºC até a completa evaporação da solução de éter de petróleo e éter etílico 1+1.</p><p>n. Levar o balão para estufa à 105ºC por uma hora e meia, até peso constante.</p><p>o. Esfriar em dessecador e pesar.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do balão com gordura, em g</p><p>Massa do balão vazio, em g</p><p>Massa da</p><p>amostra inicial, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 989.05 – Fat in milk modified Mojonnier (33.2.26).</p><p>| 75</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s14 – EXTRATO ETÉREO POR EXTRAÇÃO COM SOLVENTE</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que incluem as gorduras, os óleos e</p><p>as ceras, além de uma variedade de outros compostos como o colesterol, os fosfolipídios e as li-</p><p>poproteínas. Esses compostos podem ser extraídos de uma amostra por contato com um solvente</p><p>orgânico. A extração é feita por repetidas lavagens com um solvente que fica sob refluxo em uma</p><p>vidraria específica. Após a evaporação do solvente, obtêm-se o resíduo que corresponde ao teor de</p><p>lipídios da amostra.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos e subprodutos de origem animal ou vegetal, rações e concentrados, desde que</p><p>não submetidos a processo de extrusão. Não aplicável para produtos lácteos e glúten de milho 60.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável. Os processos que ocorrem são meramente físicos, pois os lipídios transferidos</p><p>para o solvente são recuperados sem nenhuma reação química.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Éter de petróleo, hexano (CH</p><p>3</p><p>(CH</p><p>2</p><p>)</p><p>4</p><p>CH</p><p>3</p><p>), ou outro solvente apolar</p><p>b. Balão de fundo chato ou copo tipo reboiler</p><p>c. Dessecador com sílica gel ou cloreto de cálcio anidros</p><p>d. Papel de filtro qualitativo ou cartucho extrator de cerâmica ou celulose</p><p>e. Materiais usuais de laboratório</p><p>76 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Aparelho extrator de gordura</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Estufa de secagem à 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para coleta e preparo da amostra vide capítulo Amostragem.</p><p>Para amostras acima de 18% de umidade é necessário proceder à secagem prévia do cartucho</p><p>contendo amostra por no mínimo 1 hora à temperatura de 105ºC.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 2,0 ± 0,5 g de amostra e em seguida transferir para cartucho extrator ou cartucho pre-</p><p>parado com papel de filtro.</p><p>b. Secar o balão ou copo tipo reboiler em estufa a 105ºC, por uma hora, esfriar em dessecador</p><p>até a temperatura ambiente e pesar.</p><p>c. Introduzir o cartucho no extrator.</p><p>Nota: Para o extrator tipo Goldfish, onde o cartucho fica imerso, adicionar quantidade de sol-</p><p>vente suficiente para cobrir o cartucho durante a análise.</p><p>d. Proceder à extração.</p><p>i. Para o extrator tipo Soxhlet, extrair por um período mínimo de 6 horas com o solvente em</p><p>ebulição e a velocidade de condensação de 2 a 4 gotas por segundo.</p><p>ii. Para o extrator tipo Goldfish, extrair por 1 hora e meia com o cartucho submerso e o solvente</p><p>em ebulição; após este período suspender o cartucho e deixar em refluxo com o solvente por 1</p><p>hora à velocidade de 2 a 4 gotas por segundo.</p><p>iii. Para os demais tipos de extratores de gordura, seguir as instruções do fabricante.</p><p>e. Recuperar o solvente.</p><p>Nota: O solvente recuperado pode ser reaproveitado mediante avaliação da qualidade analítica,</p><p>através da execução de prova em branco.</p><p>f. Secar o balão ou copo reboiler em estufa a 105 ºC por aproximadamente uma hora e meia.</p><p>g. Esfriar em dessecador até temperatura ambiente e pesar.</p><p>h. Repetir a operação de secagem até peso constante.</p><p>| 77</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>si. Conduzir sempre uma prova em branco, testando a qualidade do solvente utilizado e fazer a</p><p>correção, se necessário.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Massa do balão ou copo reboiler + resíduo, em g</p><p>Massa do balão ou copo reboiler vazio, em g</p><p>Massa da amostra inicial, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos, V.1. 4.ed. São Paulo: PROL, 2005. p. 117-118.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 920.39 - Fat (crude) or ether extract in animal feed (4.5.01).</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 2003.05 Crude fat in feeds, cereal grains and forages, Randall/</p><p>Soxtec/ Diethylether Extraction-Submersion Method (4.5.05).</p><p>78 |</p><p>15 – EXTRATO ETÉREO HIDRÓLISE ÁCIDA – MÉTODO DIRETO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que incluem as gorduras, os óleos e as</p><p>ceras, além de uma variedade de outros compostos como o colesterol, os fosfolipídios e as lipopro-</p><p>teínas. Em alguns produtos que sofreram algum tipo de processamento, uma fração desses lipídios</p><p>pode estar ligada a proteínas e/ou carboidratos. Nesses casos, uma hidrólise ácida permite a libera-</p><p>ção desses lipídios contribuindo assim para melhor quantificação desses compostos.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Todo o procedimento analítico deste método deve ser realizado em capela de exaustão, por risco</p><p>de incêndio.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos e subprodutos extrusados, lácteos e outros que exijam hidrólise ácida de-</p><p>vido ao tipo de processamento empregado.</p><p>Este método é aplicável a materiais simples de origem animal e a todos os alimentos compostos</p><p>para animais. Deve ser utilizado para todos os materiais dos quais as matérias gordas não podem</p><p>ser completamente extraídas sem hidrólise prévia, como, por exemplo, glúten, leveduras, proteínas</p><p>de batata e produtos submetidos a processos como a extrusão, descamação e aquecimento.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>| 79</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sb. Terra diatomácea</p><p>c. Solução de nitrato de prata (AgNO</p><p>3</p><p>) 0,1 mol/L</p><p>Pesar 8,494g de nitrato de prata, dissolver com água e transferir para balão volumétrico de 500</p><p>mL âmbar ou envolto com folha de alumínio. Completar o volume e homogeneizar. Armazenar em</p><p>frasco âmbar ao abrigo da luz, no máximo por 30 dias.</p><p>d. Solução de ácido clorídrico 40% (v/v)</p><p>Adicionar cuidadosamente 400 mL de ácido clorídrico em um balão volumétrico de 1000 mL</p><p>contendo aproximadamente 500 mL de água. Esperar esfriar a temperatura ambiente, completar o</p><p>volume com água e homogeneizar.</p><p>e. Balão de fundo chato ou copo tipo reboiler</p><p>f. Papel de filtro quantitativo faixa branca = 12,5 cm</p><p>g. Funil de vidro 60º</p><p>h. Papel de filtro qualitativo = 12,5 cm</p><p>i. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Aparelho digestor adaptado com condensador de bolas</p><p>b. Aparelho extrator de gordura</p><p>c. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>d. Estufa de secagem a 105 ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>É importante secar bem o papel com resíduo, pois a umidade dificulta a extração.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 2,5 ± 0,5 g de amostra de teste, transferir para balão ou Erlenmeyer de boca esmerilhada.</p><p>Com auxílio de uma proveta adicionar 50 mL da solução de ácido clorídrico 40% (v/v) agitando vaga-</p><p>rosamente para solubilização, tomando o cuidado de não deixar amostra aderida à parede do frasco.</p><p>b.Adaptar o balão ou Erlenmeyer ao condensador de bolas, verificar se a água para refrigeração</p><p>dos condensadores está aberta e colocar em refluxo no aparelho digestor por 45 minutos, após a</p><p>solução entrar em ebulição, com agitações ocasionais. Não deixar pontos aderidos ao recipiente.</p><p>OBS: Pode-se utilizar outro sistema</p><p>de condensação e refluxo para digestão.</p><p>c. Terminado o tempo de digestão, lavar o condensador com pequenas porções de água quente,</p><p>retirar o recipiente do aparelho e tampar.</p><p>80 |</p><p>d. Levar a capela de exaustão de gases, destampar o frasco, adicionar pequena porção de terra</p><p>diatomácea na solução e agitar lentamente.</p><p>e. Filtrar, evitando perdas, sobre papel de filtro quantitativo ou filtro duplo qualitativo, previa-</p><p>mente umedecido com água, lavando o Erlenmeyer com porções de água quente para retirar toda</p><p>solução do frasco.</p><p>f. Lavar o resíduo com água quente (aproximadamente 400 mL) até que o filtrado torne-se límpido.</p><p>Em seguida, realizar o teste com solução de nitrato de prata 0,1 mol/L. Se o filtrado ainda contiver</p><p>precipitado branco, continuar lavando o resíduo com água; caso já esteja límpido, colocar o papel com</p><p>o resíduo retido em um béquer ou vidro de relógio e secar por uma hora em estufa a 105ºC.</p><p>g. Após secar e esfriar a temperatura ambiente, dobrar o papel envolvendo-o com outro papel de</p><p>filtro qualitativo, evitando perda de resíduo (pode-se usar um grampeador de papéis para fechá-lo).</p><p>h. Proceder à extração conforme metodologia de extrato etéreo por extração com solvente deste</p><p>compêndio, a partir do item 10.c do método.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do balão ou copo + resíduo (extrato etéreo), em g</p><p>Massa do balão ou copo vazio, em g</p><p>Massa da amostra inicial, em g</p><p>1000 Fator de conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>REGULAMENTO (CE) NO. 152/2009. Jornal Oficial da União Europeia. 27 de janeiro de 2009.</p><p>L54/37.</p><p>| 81</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s16 – FERRO – MÉTODO VOLUMÉTRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Podemos encontrar o elemento ferro no sulfato ferroso, em dois estados de oxidação, nas formas</p><p>de ferro II e III. O sulfato ferroso é determinado através da titulação com permanganato de potás-</p><p>sio e o sulfato férrico, presente em quantidades pequenas, é determinado através da titulação com</p><p>tiossulfato de sódio. Com a somatória dos dois teores obtém-se o teor de ferro total.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a sulfato ferroso anidro, mono hidratado e outros sulfatos de ferro hidratados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6.REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>A solução de permanganato de potássio utilizada na determinação de ferro II deve ser estocada</p><p>em frasco âmbar.</p><p>7.1. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>7.2. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>82 |</p><p>7.3. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)n</p><p>7.4. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>7.5. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>7.6. Iodeto de potássio (KI)</p><p>7.7. Oxalato de sódio (Na</p><p>2</p><p>C</p><p>2</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>7.8. Permanganato de potássio (KMnO</p><p>4</p><p>)</p><p>7.9. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>. 5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>7.10. Solução padronizada de permanganato de potássio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 3,2 g de permanganato de potássio, transferir para um béquer de 1000 mL e completar</p><p>para 800 mL com água. Aquecer por 2 horas a 60 / 70ºC. Resfriar e transferir para um balão volu-</p><p>métrico de 1000 mL. Completar o volume com água e homogeneizar. Filtrar com papel de filtro</p><p>qualitativo e armazenar em frasco âmbar.</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,066 g de oxalato de sódio seco em estufa a 120ºC por 2 ho-</p><p>ras. Transferir para um Erlenmeyer e adicionar 50 mL de água. Adicionar 5 mL de ácido sulfúrico</p><p>e aquecer até 60ºC. Titular vagarosamente com a solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L</p><p>até viragem do incolor para rosa.</p><p>Cálculo:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L</p><p>Volume da solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Massa do oxalato de sódio, em g</p><p>2 / 5 Relação estequiométrica entre oxalato de sódio e permanganato de potássio</p><p>134 Massa molar do oxalato de sódio</p><p>1000 Conversão unidades de volume (mL e L)</p><p>a. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 24,82 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>| 83</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPadronização: Pesar exatamente 0,123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL de</p><p>solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo da</p><p>luz por 10 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,1 mol/L</p><p>até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e con-</p><p>tinuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>7.11. Solução de amido 10 g/L</p><p>Pesar 1,0 g de amido solúvel, acrescentar pequena quantidade de água, formando uma pasta.</p><p>Dissolver esta pasta em aproximadamente 80 mL de água em ebulição. Deixar em fervura por 1 mi-</p><p>nuto. Resfriar e completar o volume a 100 mL. Só se devem usar soluções de amido recentemente</p><p>preparadas. Quando apresentar alguma turbidez, desprezar a solução.</p><p>7.12. Erlenmeyer com tampa esmerilhada</p><p>7.13. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Estufa de secagem ajustável para 105ºC</p><p>8.2. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.3. Placa aquecedora</p><p>8.4. Agitador magnético.</p><p>84 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>A determinação do teor de ferro total é realizada em duas etapas envolvendo a titulação de so-</p><p>luções contendo ferro II e ferro III.</p><p>10.1. Determinação do Ferro II</p><p>10.1.1. Pesar de 4 a 6 g da amostra em um béquer. Anotar o peso. Adicionar 50 mL de água e</p><p>20 mL de ácido sulfúrico. Levar ao aquecimento em placa aquecedora até que todo o material seja</p><p>solubilizado.</p><p>10.1.2. Deixar esfriar e transferir para um balão volumétrico de 250 mL. Completar com água</p><p>e homogeneizar.</p><p>10.1.3. Transferir uma alíquota de 20 mL para um Erlenmeyer. Adicionar 50 mL de água e titu-</p><p>lar com a solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L até viragem do incolor para rosa.</p><p>10.2. Determinação do Ferro III</p><p>10.2.1. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra, transferir para Erlenmeyer com tampa esmerilhada e</p><p>anotar o peso. Adicionar 50 mL de água e 5 mL de ácido sulfúrico, agitar até que todo o material</p><p>seja solubilizado.</p><p>10.2.2. Adicionar 2 g de iodeto de potássio, tampar o Erlenmeyer e repousar ao abrigo da luz</p><p>por 30 minutos.</p><p>10.2.3. Titular com tiossulfato de sódio 0,1 mol/L até viragem do caramelo para a cor anterior-</p><p>mente encontrada, na solubilização descrita no item 10.2.1.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>| 85</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sOnde:</p><p>Volume da solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L gasto na determinação do</p><p>Ferro II, em mL</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra de ferro II, em g</p><p>Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na determinação do Ferro III, em mL</p><p>Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra de ferro III, em g</p><p>55,85 Massa molar do ferro</p><p>250 Volume do balão, em mL</p><p>20 Volume da pipeta, em mL</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• MORITA, Tokio; ASSUMPÇÃO, Rosely M.V.; Manual de soluções, reagentes e solventes: Padroni-</p><p>zação – Preparação – Purificação. 2. ed. 2007, p.113, 140, 211.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed. (1. ed.</p><p>digital). 2008. p. 934, 936.</p><p>86 |</p><p>17 – FERRO – VIA ÚMIDA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Fundamenta-se na solubilização do ferro em meio ácido e a quente e posterior redução do Fe+++</p><p>a Fe++ pelo cloreto estanoso. Sua concentração é medida por volumetria de oxirredução com per-</p><p>manganato de potássio.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável para sulfato de ferro.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Ácido fosfórico (H</p><p>3</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Cloreto estanoso (SnCl</p><p>2</p><p>)</p><p>e. Cloreto mercúrico (HgCl</p><p>2</p><p>)</p><p>f. Oxalato de sódio (Na</p><p>2</p><p>C</p><p>2</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>g. Permanganato de potássio (KMnO</p><p>4</p><p>)</p><p>h. Sulfato de manganês mono hidratado (MnSO</p><p>4</p><p>. H</p><p>2</p><p>O)</p><p>i. Solução reagente de ácido sulfúrico 1+1 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de ácido sulfúrico em uma parte de água.</p><p>| 87</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sj. Solução reagente de ácido clorídrico 1 + 2 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de ácido clorídrico em duas partes de água.</p><p>k. Solução reagente de cloreto estanoso 150 g/L</p><p>Pesar 7,5 g de cloreto estanoso e dissolver em béquer com aproximadamente 20 mL da solução de</p><p>ácido clorídrico 1 + 2 (v/v). Transferir para balão volumétrico de 50 mL, completar o volume com solu-</p><p>ção de ácido clorídrico 1 + 2 (v/v) e homogeneizar. Preparar esta solução momentos antes da utilização.</p><p>l. Solução reagente de ácido clorídrico 47,5% (v/v)</p><p>Medir 47,5 mL de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 100 mL, contendo</p><p>aproximadamente 40 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>m. Solução de Zimmermann-Reinhardt</p><p>Dissolver 70 g de sulfato de manganês mono hidratado em 500 mL de água. Adicionar 125 mL de</p><p>ácido sulfúrico e 125 mL de ácido fosfórico. Agitar e completar o volume para 1000 mL com água.</p><p>n. Solução reagente de cloreto de mercúrio 50 g/L</p><p>Dissolver 5 g de cloreto de mercúrio em béquer contendo aproximadamente 70 mL de água.</p><p>Transferir quantitativamente para balão de 100 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>o. Solução de oxalato de sódio 0,05 mol/L</p><p>Pesar exatamente 6,70 g de oxalato de sódio previamente seco em estufa a 105ºC por duas ho-</p><p>ras. Dissolver em béquer com aproximadamente 100 mL de água, transferir para balão volumétrico</p><p>de 1000 mL, homogeneizar e completar o volume.</p><p>p. Solução volumétrica padronizada de permanganato de potássio 0,02 mol/L</p><p>Dissolver 3,16 g de permanganato de potássio em béquer contendo aproximadamente 300/400 mL de</p><p>água e aquecer a 60/70ºC por duas horas. Esfriar, transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000</p><p>mL, completar o volume e homogeneizar. Deixar em repouso no mínimo por 12 horas ao abrigo da luz.</p><p>Filtrar sobre cadinho de vidro sinterizado, amianto ou lã de vidro e estocar em frasco âmbar.</p><p>Padronização: Pipetar 20 mL da solução de oxalato de sódio 0,05 mol/L, transferir para Erlen-</p><p>meyer, adicionar 10 mL de solução de ácido sulfúrico 1+1 (v/v), aquecer a 70/80ºC e titular nessa</p><p>temperatura gotejando a solução de permanganato de potássio 0,02 mol/L numa velocidade de 2 a</p><p>3 gotas por segundo até coloração levemente rósea persistente por 30 segundos.</p><p>88 |</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio 0,02 mol/L</p><p>Volume de permanganato de potássio, em mL</p><p>Massa do oxalato de sódio, em g</p><p>2 / 5 Relação estequiométrica entre oxalato de sódio e permanganato de potássio</p><p>134 Massa molar do oxalato de sódio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>q. Cadinho de vidro sinterizado, amianto ou lã de vidro</p><p>r. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Agitador magnético e barras magnéticas</p><p>c. Chapa aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Triturar e homogeneizar em almofariz</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 0,30 ± 0,03 g da amostra previamente preparada e homogeneizada. Transferir para</p><p>Erlenmeyer de 500 mL.</p><p>b. Adicionar 50 mL da solução de ácido clorídrico 47,5% (v/v), aquecer em placa e evaporar até</p><p>quase secura.</p><p>c. Gotejar solução de cloreto estanoso 150 g/L quente até tornar-se incolor. Esfriar.</p><p>d. Adicionar 10 mL da solução de cloreto de mercúrio 50 g/L, 100 mL de água e 25 mL da so-</p><p>lução de Zimmermann-Reinhardt.</p><p>e. Deixar em repouso por 5 minutos. Adicionar 25 mL de água.</p><p>f. Titular com solução de permanganato de potássio 0,02 mol/L até coloração levemente rósea</p><p>persistente.</p><p>| 89</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de permanganato de potássio 0,02 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio 0,02 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>5 Estequiometria da reação</p><p>55,85 Massa molar do ferro</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>VOGEL, Arthur Israel. Análise química quantitativa. 5. ed. 1992. p. 646-654.</p><p>90 |</p><p>18 – FIBRA BRUTA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Sob o termo fibra bruta encontram-se as frações de celulose e lignina insolúvel.</p><p>Fibra bruta é a parte dos carboidratos resistente ao tratamento sucessivo com ácido e base dilu-</p><p>ídos, representando a grande parte da fração fibrosa dos alimentos.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Recomenda-se desengordurar amostras com teores de extrato etéreo superiores a 8%.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetona (C</p><p>3</p><p>H</p><p>6</p><p>O)</p><p>b. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>d. Álcool octílico (C</p><p>8</p><p>H</p><p>18</p><p>O) ou álcool amílico (C</p><p>5</p><p>H</p><p>12</p><p>O) ou solução antiespumante</p><p>e. Fibras de óxido de alumínio ou de silicato de alumínio</p><p>f. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>g. Solução reagente de ácido sulfúrico 1,25% (v/v) (0,1275 mol/L)</p><p>Medir 7,0 mL de ácido sulfúrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>| 91</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sh. Solução reagente de hidróxido de sódio 1,25% (m/v) (0,313 mol/L)</p><p>Pesar exatamente 12,5 g de hidróxido de sódio em béquer, solubilizar com água e transferir quan-</p><p>titativamente para balão volumétrico de 1000 mL. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>i. Balão fundo chato 250 mL com junta esmerilhada 24/40</p><p>j. Cadinho de Gooch capacidade 40/50 mL ou cadinho de vidro borossilicato com placa porosa</p><p>1 (90 a 150 μ)</p><p>k. Dessecador com cloreto de cálcio ou sílica gel anidros</p><p>l. Funil de Büchner ± 10 cm de diâmetro</p><p>m. Kitassato de 500 mL</p><p>n. Tela de nylon de 100 mesh ou similar</p><p>o. Tubo digestor de fibra com capacidade de 350 mL ou béquer de 600 mL forma alta</p><p>p. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Aparelho extrator de fibra</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Sistema de vácuo</p><p>d. Estufa de secagem a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>e. Forno mufla</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Para substituir a tela de nylon utilizada no procedimento</p><p>poderão ser utilizados tela de aço inox</p><p>200 mesh ou poliéster.</p><p>A camada de fibras de óxido de alumínio no cadinho de Gooch deverá ter, após boa compacta-</p><p>ção, espessura suficiente para não permitir a passagem do resíduo.</p><p>Utilizando o cadinho de borossilicato, adotar durante calcinação temperatura máxima de 500ºC</p><p>e tempo máximo de 3 horas.</p><p>a. Pesar 3,0 ± 0,3 g da amostra e transferir para o tubo digestor ou béquer (sistema manual)</p><p>ou cadinho de borossilicato (sistema automático). Adicionar 200 mL de ácido sulfúrico 1,25%</p><p>(0,1275 mol/L) para sistema manual, ou 150 mL para sistema automático e algumas gotas de an-</p><p>tiespumante/álcool amílico/álcool octílico. Digerir em refluxo por 30 minutos a partir da ebulição.</p><p>92 |</p><p>b. Filtrar quantitativamente a quente sob vácuo, em funil de Büchner provido de tela de nylon</p><p>ou cadinho de vidro borossilicato (sistema automático). Proceder a lavagens sucessivas do resíduo</p><p>com água fervente até completa neutralização.</p><p>c. Retornar o resíduo ao sistema manual ou automático, lavando a tela com 200 mL de hidró-</p><p>xido de sódio 1,25% (0,313 mol/L), para sistema manual, ou 150 mL para sistema automático e</p><p>algumas gotas de antiespumante/álcool amílico/álcool octílico. Digerir em refluxo por 30 minutos</p><p>a partir do início da ebulição.</p><p>d. Para o sistema manual, transferir quantitativamente a quente sob vácuo diretamente no cadinho</p><p>de Gooch contendo camada densa de fibras de silicato de alumínio ou fibras de óxido de alumínio.</p><p>e. Lavar bem com porções de água fervente e em seguida com aproximadamente 20 mL de</p><p>álcool etílico e 20 mL de acetona.</p><p>f. Levar para estufa a 105ºC até peso constante (4 a 6 horas). Retirar, esfriar em dessecador até</p><p>equilíbrio com a temperatura ambiente e pesar.</p><p>g. Incinerar em forno mufla à 550ºC a 600ºC por 2 horas. Retirar à temperatura de 250ºC – 300ºC.</p><p>Esfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente e pesar.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do cadinho + resíduo, em g</p><p>Massa do cadinho + cinzas, em g</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the American Oil</p><p>Chemists Society. 6th ed, 2013, Official method Ba 6 – 84 - Crude fiber in oilseed by-products.</p><p>| 93</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s19 – FIBRA DETERGENTE ÁCIDO (FDA)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A parede celular encontrada em matérias primas de origem vegetal é constituída na sua quase</p><p>totalidade de lignocelulose, ou seja, lignina e celulose. Uma solução detergente ácida “quaternária”</p><p>é usada para dissolver o conteúdo celular, hemicelulose e minerais solúveis, deixando um resíduo</p><p>fibroso constituído de celulose, lignina e proteína danificada pelo calor e parte da proteína da pa-</p><p>rede celular e minerais insolúveis (cinzas).</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Amostras com pectina devem ser analisadas em modo sequencial, ou seja, a análise de FDA é</p><p>realizada com o resíduo da análise de FDN.</p><p>Devido à contaminação com solo, o conteúdo de FDA das forragens e dos alimentos pode ser</p><p>corrigido para cinzas, isto é, deduzindo o conteúdo de cinzas do valor de FDA.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetona (C</p><p>3</p><p>H</p><p>6</p><p>O).</p><p>b. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>) 96% - 98%</p><p>c. CTAB (brometo de cetil-trimetilamônio) (C</p><p>19</p><p>H</p><p>42</p><p>BrN)</p><p>d. Solução reagente de ácido sulfúrico 0,5 mol/L</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>94 |</p><p>Medir 28,5 mL de ácido sulfúrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar. Corrigir a mola-</p><p>ridade, se necessário.</p><p>e. Solução detergente ácido</p><p>Pesar 20 g de CTAB (brometo de cetil-trimetilamônio) e adicionar em 1000 mL de solução de</p><p>ácido sulfúrico 0,5 mol/L. Agitar até a completa dissolução.</p><p>f. Béquer de 600 mL forma alta ou Erlenmeyer de 500 mL com junta esmerilhada</p><p>g. Cadinho de vidro borossilicato com placa porosa (90 a 150 micra) cap. 50 mL</p><p>h. Dessecador com cloreto de cálcio ou sílica gel anidros</p><p>i. Frasco Kitassato</p><p>j. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Bomba de vácuo</p><p>c. Conjunto para determinação de fibra bruta (unidade de refluxo)</p><p>d. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>e. Placa aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve ser previamente moída, no mínimo em malha de 1 mm e homogeneizada.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar aproximadamente 1 g de amostra e transferir para tubo digestor do aparelho extrator de fibra.</p><p>b. Adicionar 100 mL de solução de detergente ácido, escorrendo-a lentamente pela parede do</p><p>tubo, evitando assim formação de espuma.</p><p>c. Colocar o tubo no bloco digestor a 150°C, acoplado ao condensador de refluxo.</p><p>d. Após atingir ebulição, reduzir a temperatura do bloco para 100 ºC e controlar para que não</p><p>forme espuma; digerir por 1 (uma) hora.</p><p>| 95</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>se. Durante a digestão, observar se partículas de amostra aderem à parede do tubo acima do nível</p><p>da solução. Se isto ocorrer, levantar os condensadores e, com mínimo de água fervente, lavar a</p><p>parede do tubo, levando amostra que estiver aderida novamente para a solução.</p><p>f. Terminada a digestão, filtrar amostra sob vácuo em cadinho de placa porosa, previamente</p><p>tarado, utilizando Kitassato como auxílio. Transferir o conteúdo do tubo para o cadinho utilizando</p><p>pisseta com água fervente, tomando o cuidado de lavar bem o tubo de fibra para que toda amostra</p><p>passe para o cadinho.</p><p>g. Lavar o filtrado no mínimo por 3 vezes com água fervente, tomando o cuidado de fechar o</p><p>vácuo, a cada vez que a água fervente for adicionada. Este processo deve ser repetido até que a</p><p>solução detergente ácido tenha sido completamente retirada.</p><p>h. Lavar, igualmente, o filtrado 2 vezes com acetona (30/40mL) , interrompendo o vácuo cada</p><p>vez que a acetona for adicionada ao filtrado, permitindo que fique de molho por no mínimo 15 a</p><p>30 segundos.</p><p>i. Retirar o cadinho do Kitassato e secar em estufa por no mínimo 4 horas a 105 °C, até peso</p><p>constante. Deixar esfriar em dessecador e pesar.</p><p>j. Incinerar os resíduos dos cadinhos por 3 horas em mufla a 550-600 °C. Retirar à temperatura</p><p>de 250 ºC – 300ºC. Deixar esfriar em dessecador e pesar.</p><p>Nota: A etapa 10.j é opcional e utilizada quando se deseja expressar resultados de FDA isentos</p><p>de cinzas.</p><p>96 |</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Observação: O valor obtido em cinzas insolúveis em FDA deve ser descontado do valor em</p><p>g/kg de FDA.</p><p>Onde:</p><p>A Massa do cadinho + resíduo, em g</p><p>B Massa do cadinho, em g</p><p>C Massa da amostra, em g</p><p>D Massa do cadinho + resíduo incinerado, em g</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 973.18 – Fiber (acid detergent) and lignin (H2SO4) in animal</p><p>feed (4.6.03)</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge. Análise de Alimentos – Métodos químicos e biológicos. 3. ed. 2006. p. 100-107</p><p>• PEREIRA, João Ricardo Alves; ROSSI JR., Paulo. Manual prático de avaliação nutricional de ali-</p><p>mentos. Piracicaba: FEALQ, s.d. p 3-4</p><p>• DE SOUZA, Gilberto Batista. Pré-tratamento e caracterização dos constituintes nutricionais em</p><p>amostras de alimento animal. Dissertação de mestrado, IQSC-USP, 2003.</p><p>| 97</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s20 – FIBRA DETERGENTE NEUTRO (FDN)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A amostra é digerida em solução de detergente neutro que solubiliza o conteúdo celular, for-</p><p>mado principalmente de proteínas, gorduras, carboidratos solúveis, pectina e outros constituintes</p><p>solúveis em água. FDN corresponde às frações de celulose, lignina, hemicelulose e proteína dani-</p><p>ficada pelo calor e proteína da parede celular.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Recomenda-se desengordurar amostras com teores de extrato etéreo superiores a 10%.</p><p>Para amostras com alto teor de amido, inicia-se o procedimento com uma pré-digestão, adicio-</p><p>nando 30 mL de uma solução 8 mol/L de ureia e 0,5 mL de amilase estável ao calor. Esta mistura</p><p>deve ser aquecida em banho-maria ou manta de aquecimento de 80 a 90 °C por cinco minutos. A</p><p>mistura é então diluída com 100 mL de solução de detergente neutro, com a adição opcional de</p><p>mais 0,5 mL de amilase. A análise prossegue como o descrito no procedimento.</p><p>A adição de 0,5 g de sulfito de sódio durante a digestão é opcional. O seu propósito é reduzir o</p><p>nível de proteína e remover resíduos de queratina de origem animal.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetona (C</p><p>3</p><p>H</p><p>6</p><p>O)</p><p>98 |</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Álcool octílico (C</p><p>8</p><p>H</p><p>18</p><p>O) ou álcool amílico (C</p><p>5</p><p>H</p><p>12</p><p>O) ou solução antiespumante</p><p>d. Alfa amilase (estável ao calor)</p><p>e. Borato de sódio (B</p><p>4</p><p>Na</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>.10H</p><p>2</p><p>O)</p><p>f. EDTA dissódico (C</p><p>10</p><p>H</p><p>12</p><p>CaN</p><p>2</p><p>Na</p><p>2</p><p>O</p><p>8</p><p>)</p><p>g. Fosfato dissódico (Na</p><p>2</p><p>HPO</p><p>4</p><p>)</p><p>h. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>i. Lauril sulfato de sódio (C</p><p>12</p><p>H</p><p>25</p><p>NaO</p><p>4</p><p>S)</p><p>j. Sulfito de sódio</p><p>k. Trietilenoglicol (C</p><p>6</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>l. Ureia ((NH</p><p>2</p><p>)</p><p>2</p><p>CO)</p><p>m. Solução de ureia 8 mol/L</p><p>Pesar 480,48g de ureia e dissolver com água em béquer de 500 mL sob aquecimento. Esfriar e</p><p>transferir para balão de 1000 mL. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>n. Solução detergente neutro</p><p>I. Pesar 18,61g de EDTA dissódico e 6,81 g de borato de sódio, transferir para béquer de 500</p><p>mL contendo cerca de 300 mL de água, Aquecer, se necessário, para dissolução. Adicionar 30 g de</p><p>lauril sulfato de sódio e 10 mL de trietilenoglicol.</p><p>II. Pesar 4,56 g de fosfato dissódico e transferir para outro béquer de 500 mL, contendo cerca de</p><p>300 mL de água. Aquecer, se necessário, para dissolução.</p><p>III. Misturar as soluções “7.n.I.” e “7.n.II”, completar o volume para 1000 mL com água e homo-</p><p>geneizar. O pH deve estar entre 6,9 e 7,1. Corrigir, se necessário, com solução de ácido clorídrico</p><p>10% ou solução de hidróxido de sódio 10%</p><p>o. Solução de ácido clorídrico 10% (v/v)</p><p>Transferir 10 mL de ácido clorídrico para balão volumétrico de 100 mL contendo 50 mL de água</p><p>e completar o volume com água.</p><p>p. Solução de hidróxido de sódio 10% (m/v)</p><p>Pesar 10 g de hidróxido de sódio para balão volumétrico de 100 mL contendo 50 mL de água e</p><p>completar o volume com água.</p><p>q. Béquer de 600 mL forma alta ou Erlenmeyer de 500 mL com junta esmerilhada</p><p>r. Cadinho de vidro borossilicato com placa porosa (90 a 150 micra) capacidade 50 mL</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>daniele.carvalho</p><p>Destacar</p><p>| 99</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>ss. Dessecador com cloreto de cálcio ou sílica gel anidros</p><p>t. Frasco Kitassato</p><p>u. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Bomba de vácuo</p><p>c. Conjunto para determinação de fibra bruta (unidade de refluxo)</p><p>d. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>e. Placa aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve ser previamente moída, no mínimo em malha de 1 mm e homogeneizada.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar aproximadamente 1 g de amostra e transferir para tubo digestor do aparelho extrator</p><p>de fibra.</p><p>b. Adicionar 100 mL de solução de detergente neutro e algumas gotas de solução antiespuman-</p><p>te, escorrendo-as lentamente pela parede do tubo, evitando assim formação de espuma.</p><p>c. Colocar o tubo no bloco digestor a 150°C, acoplado ao condensador de refluxo. Após atingir</p><p>ebulição reduzir a temperatura do bloco para 100 ºC e controlar para que não forme espuma. Di-</p><p>gerir por 1 (uma) hora.</p><p>d. Durante a digestão, observar se partículas de amostra aderem à parede do tubo acima do ní-</p><p>vel da solução. Se isto ocorrer, levantar os condensadores e, com mínimo de água fervente, lavar a</p><p>parede do tubo, levando amostra que estiver aderida novamente para a solução.</p><p>e. Terminada a digestão, filtrar amostra sob vácuo em cadinho de placa porosa, previamente</p><p>tarado, utilizando Kitassato como auxílio. Transferir o conteúdo do tubo para o cadinho utilizando</p><p>pisseta com água fervente, tomando o cuidado de lavar bem o tubo de fibra para que toda amostra</p><p>passe para o cadinho.</p><p>f. Lavar o filtrado no mínimo por 3 vezes com água fervente, tomando o cuidado de fechar o</p><p>vácuo, a cada vez que a água fervente for adicionada. Este processo deve ser repetido até que a</p><p>solução detergente neutro tenha sido completamente retirada.</p><p>g. Lavar, igualmente, o filtrado 2 vezes com acetona (30/40 mL), interrompendo o vácuo cada vez que</p><p>a acetona for adicionada ao filtrado, permitindo que fique de molho por no mínimo 15 a 30 segundos.</p><p>100 |</p><p>h. Retirar o cadinho do Kitassato e secar em estufa por no mínimo 4 horas a 105°C, até peso</p><p>constante. Deixar esfriar em dessecador e pesar.</p><p>i. Incinerar os resíduos dos cadinhos por 3 horas em mufla a 550-600°C. Retirar à temperatura</p><p>de 250ºC – 300ºC. Deixar esfriar em dessecador e pesar.</p><p>Nota: A etapa 10.i é opcional e utilizada quando se deseja expressar resultados de FDN isentos</p><p>de cinzas.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Observação: O valor obtido em cinzas insolúveis em FDN deve ser descontado do valor em g/</p><p>kg de FDN.</p><p>Onde:</p><p>A Massa do cadinho + resíduo, em g</p><p>B Massa do cadinho, em g</p><p>C Massa da amostra, em g</p><p>D Massa do cadinho + resíduo incinerado, em g</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• VAN SOEST, P.J.; ROBERTSON J.B.; LEWIS, B.A. Methods for dietary fiber, neutral detergent fiber</p><p>and non-starch polysaccharides in relation to animal nutrition. J. Dairy Science, v.74, p. 3583-3597, 1991.</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge. Análise de Alimentos – Métodos químicos e biológicos. 3. ed. 2006. p. 100-104.</p><p>• PEREIRA, João Ricardo Alves; ROSSI JR., Paulo. Manual prático de avaliação nutricional de ali-</p><p>mentos. Piracicaba: FEALQ, s.d. p 1-2.</p><p>• DE SOUZA, Gilberto Batista. Pré-tratamento e caracterização dos constituintes nutricionais em</p><p>amostras de alimento animal. Dissertação de mestrado, IQSC-USP, 2003.</p><p>| 101</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s21 – FLÚOR – MÉTODO POTENCIOMÉTRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O eletrodo de fluoreto é um sensor íon seletivo. O elemento principal do eletrodo de fluoreto é</p><p>um monocristal de fluoreto de lantânio, que estabelece um potencial entre a solução de fluoreto in-</p><p>terna do eletrodo e a solução cuja concentração pretende-se determinar. O cristal entra em contato</p><p>com a amostra em uma face e uma solução interna de referência com a outra face. A atividade do</p><p>íon depende da força iônica total, do pH e das espécies complexantes do íon fluoreto na solução. A</p><p>adição de um tampão adequado permite manter a força iônica uniforme e constante, ajustar o pH</p><p>e liberar o íon fluoreto dos complexos existentes.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a fosfatos naturais, industrializados e misturas que os contenham.</p><p>O método potenciométrico com eletrodo de íon seletivo de fluoreto é adequado para amostras</p><p>com teores acima de 50 mg/kg. A adição de solução tampão elimina</p><p>306</p><p>DETECÇÃO DE SUBPRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL EM</p><p>MISTURAS DE INGREDIENTES PARA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES .......... 307</p><p>IV - VITAMINAS ................................................................................................................. 312</p><p>INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 313</p><p>FATORES DE CONVERSÃO DE VITAMINAS ......................................................... 315</p><p>ESTABILIDADE DAS VITAMINAS .......................................................................... 317</p><p>MÉTODO ANALÍTICO – VITAMINA E ACETATO ................................................ 322</p><p>| 5</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s DIRECTIVA CE 45/2000 – MÉTODOS DE ANÁLISE DA VITAMINA E ................. 325</p><p>DIRECTIVA CE 45/2000 – DETERMINAÇÃO DA VITAMINA E .............................335</p><p>V - AMINOÁCIDOS ............................................................................................................ 345</p><p>DIRECTIVA CE 64/1998 – MÉTODOS DE ANÁLISE DOS AMINOÁCIDOS ......... 347</p><p>DIRECTIVA CE 45/2000 – MÉTODO DE ANÁLISE DO TRIPTOFANO ................. 359</p><p>MICROTRACER .................................................................................................................. 369</p><p>DESVIOS ANALÍTICOS ...................................................................................................... 374</p><p>INCERTEZA NAS MEDIÇÕES ANALÍTICAS ........................................................................ 378</p><p>1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS .............................................................................. 379</p><p>2 - INCERTEZA ...................................................................................................... 381</p><p>3 - COMO MEDIR A INCERTEZA .......................................................................... 385</p><p>4 - COMO REPORTAR A INCERTEZA ................................................................... 398</p><p>5 - INTERPRETANDO A INCERTEZA .................................................................... 400</p><p>6 - EXEMPLO: CÁLCULO DE INCERTEZA – METAIS POR AAS ........................... 403</p><p>7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 410</p><p>VALIDAÇÃO DE METODOLOGIAS ANALÍTICAS ............................................................... 411</p><p>1 - VALIDAÇÃO ..................................................................................................... 412</p><p>2 - PLANEJAMENTO ............................................................................................. 414</p><p>3 - EXECUÇÃO DOS EXPERIMENTOS PARA DETERMINAÇÃO DOS</p><p>CRITÉRIOS DE DESEMPENHO ....................................................................... 434</p><p>4 - EXEMPLO DE APLICAÇÃO .............................................................................. 436</p><p>5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 459</p><p>ANEXO I – EFEITO MATRIZ ..................................................................................461</p><p>ANEXO II – REGRESSÃO LINEAR ......................................................................... 464</p><p>AVALIAÇÃO DA REPETIBILIDADE E REPRODUTIBILIDADE DE</p><p>MÉTODOS DE PROTEÍNA BRUTA ...................................................................................... 472</p><p>6 |</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A Comissão de Métodos Analíticos do SINDIRAÇÕES, formada por técnicos que atuam nos</p><p>laboratórios das indústrias de alimentação animal e de serviços especializados, técnicos dos</p><p>LANAGROs do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e dos Laboratórios de</p><p>Referência na Alimentação Animal, trabalha continuamente há mais de duas décadas na discussão</p><p>e validação de métodos analíticos e controles interlaboratoriais, além de questões técnicas sobre</p><p>qualidade e segurança de alimentos, inclusão, modificação e eliminação de metodologias de</p><p>análise. Tem por objetivo também a melhor qualidade e a uniformização das matérias-primas</p><p>empregadas na fabricação de alimentos para animais.</p><p>A publicação dessa versão atualizada dos Métodos Analíticos é um dos méritos de todo esse</p><p>investimento de tempo e mão-de-obra em torno da qualidade das matérias-primas para alimentação</p><p>animal. Seguramente, esse material refletirá nos padrões dos ingredientes e dos produtos</p><p>acabados, além de constituir valioso subsídio para os profissionais que atuam nos institutos de</p><p>pesquisas e universidades.</p><p>Contamos nesta edição de 2017 com uma formatação baseada em referências técnicas,</p><p>validação de métodos e conceitos sobre incerteza analítica, mais ferramentas para a garantia da</p><p>SEGURANÇA DE ALIMENTOS.</p><p>| 7</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sCOMISSÃO DE MÉTODOS ANALÍTICOS</p><p>A Comissão de Métodos Analíticos (CMA) do Sindirações é formada por técnicos que atuam nos</p><p>laboratórios das indústrias de alimentação animal associadas ao SINDIRAÇÕES, técnicos em ser-</p><p>viços especializados, técnicos dos LANAGROs do MAPA e dos Laboratórios de Referência na Ali-</p><p>mentação Animal. Os integrantes dispõem do seu precioso tempo para trabalhar numa ferramenta</p><p>que visa beneficiar o setor de alimentação como um todo. Trabalham continuamente na discussão e</p><p>validação de métodos analíticos e controles interlaboratoriais, além de questões técnicas sobre qua-</p><p>lidade e segurança de alimentos, inclusão, modificação e eliminação de metodologias de análise.</p><p>O SINDIRAÇÕES faz um agradecimento especial aos profissionais, representantes da CMA</p><p>relacionados abaixo, que se empenharam e trabalharam na revisão dos métodos analíticos</p><p>físico-químicos do Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal 2017.</p><p>Alessandra Ap.</p><p>Molan Nogueira</p><p>Ana Paula Andreeta</p><p>de Souza</p><p>Carla Ivone</p><p>Carraro</p><p>Carla Pellegrino</p><p>Clarice Yoko</p><p>Toyofuku</p><p>Edith Silva de</p><p>Oliveira</p><p>Elizangela Ap.</p><p>Jacob</p><p>Gilberto Carvalho</p><p>Gustavo Damian Ivanildo Gomes</p><p>dos Santos</p><p>Mara T. Nunes</p><p>Schmidt</p><p>Nelson Domigues</p><p>de Jesus Filho</p><p>Nelson Ruiz Junior Priscila Maria</p><p>Alves Egas</p><p>Raquel Sá Pimentel Roberto Joanne</p><p>Yoshihiro Fujieda</p><p>8 |</p><p>AMOSTRAGEM</p><p>| 9</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sCONSIDERAÇÕES GERAIS</p><p>Fatores importantes que determinam o esquema e implementação de um programa de amos-</p><p>tragem envolvem o tamanho da embalagem final, a variedade de ingredientes, acurácia do labo-</p><p>ratório, o custo da análise e o valor do produto. Entretanto, quando se define o procedimento de</p><p>amostragem, deve ser considerado o seu propósito, as análises de laboratório a que a amostra será</p><p>submetida e as características dos ingredientes e produtos finais.</p><p>Procedimentos de amostragem dependem da natureza dos lotes de matéria-prima, produto em</p><p>processo ou acabado, transporte e equipamento de amostragem. O conhecimento prévio dos da-</p><p>dos do produto e recursos de amostragem permite estabelecer procedimentos adequados.</p><p>O uso de métodos de amostragem reconhecidos internacionalmente garante uma abordagem</p><p>técnica e administrativa padronizada e facilita a interpretação dos resultados de análises relativos</p><p>aos lotes ou embarques de produtos destinados à alimentação animal.</p><p>10 |</p><p>ORIENTAÇÕES PARA AMOSTRAGEM</p><p>DEFINIÇÃO DE OBjETIVOS, PROPÓSITOS E CONDIÇÕES DE AMOSTRAGEM</p><p>Os objetivos e propósitos de amostragem a serem alcançados devem estar claros quando do</p><p>desenvolvimento do procedimento de amostragem. Exemplos de objetivos que devem ser leva-</p><p>dos em consideração são:</p><p>■ Aceitação de cargas embarcadas ou desembarcadas;</p><p>■ Teste para liberação de lote;</p><p>■ Controle de matérias-primas;</p><p>■ Controle de produtos em processo;</p><p>■ Controle de produtos acabados;</p><p>■ Liberação de produtos não conformes;</p><p>■ Obtenção de amostras de retenção;</p><p>■ Disputas legais;</p><p>■ Ensaios inter-laboratoriais;</p><p>■ Validação de métodos analíticos;</p><p>■ Validação de medidas de controle.</p><p>A amostragem deve ser feita em área definida para evitar dificuldades na execução dos proce-</p><p>dimentos, reduzir riscos de contaminação</p><p>algumas interferências e,</p><p>nestes casos, evita-se a destilação prévia. As vantagens deste método são: alta seletividade, simpli-</p><p>cidade e rapidez.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido acético (C</p><p>2</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>b. Ácido cítrico hidratado (C</p><p>6</p><p>H</p><p>8</p><p>O</p><p>7</p><p>. H</p><p>2</p><p>O)</p><p>102 |</p><p>c. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>d. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>e. Azul de bromotimol (C</p><p>27</p><p>H</p><p>28</p><p>Br</p><p>2</p><p>O</p><p>5</p><p>S)</p><p>f. CDTA - Ácido 1,2 – ciclohexylenediamino tetra acético- (C</p><p>14</p><p>H</p><p>22</p><p>N</p><p>2</p><p>O</p><p>8</p><p>.H</p><p>2</p><p>O)</p><p>g. Cloreto de sódio (NaCl)</p><p>h. Fluoreto de sódio (NaF)</p><p>i. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH)</p><p>j. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>k. Solução reagente de ácido cítrico 70 g/L</p><p>Pesar 7,0 g de ácido cítrico para cada 100 mL de solução. Dissolver em água, transferir para</p><p>balão volumétrico, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>l. Solução de citrato neutro de amônio - pH 7,0</p><p>Dissolver 370 g de ácido cítrico em 1,5 L de água. Neutralizar com 345 mL de hidróxido de amô-</p><p>nio. Esfriar e acertar o pH em 7,0 com solução de hidróxido de amônio 1+1, ou solução de ácido</p><p>cítrico 70 g/L. Armazenar e conferir periodicamente o pH, aceitando uma variação de 6,97 a 7,03.</p><p>m. Solução reagente de hidróxido de sódio 6 mol/L</p><p>Pesar 24,6 g de hidróxido de sódio em béquer. Dissolver com água. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 100 mL. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>n. Solução tampão TISAB IV pH 5,3-5,4</p><p>Em béquer de 500 mL, dissolver em água 145 g de cloreto de sódio, 142,5 mL de ácido acético,</p><p>10 g de CDTA. Ajustar o pH em 5,3 - 5,4 com hidróxido de sódio 6 mol/L, transferir quantitati-</p><p>vamente para balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume com água. O pH final deverá</p><p>ser 5,3 a 5,4.</p><p>Obs: No preparo da solução tampão, a temperatura deve ser controlada, pois o CDTA decom-</p><p>põe-se em temperaturas superiores a 55ºC.</p><p>Nota: Esta solução pode ser adquirida pronta, com certificado de qualidade.</p><p>o. Solução reagente de hidróxido de amônio 1+1</p><p>Diluir uma parte de hidróxido de amônio em uma parte de água.</p><p>| 103</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sp. Solução padrão de flúor 1000 mg/L</p><p>Pesar 2,210 g de fluoreto de sódio, previamente seco em estufa a 105ºC por 2 horas, resfriado</p><p>em dessecador por 30 minutos e transferir para balão volumétrico de 1000 mL. Dissolver com</p><p>água, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Nota: Esta solução pode ser adquirida pronta, com certificado de qualidade.</p><p>q. Solução padrão de flúor 100 mg/L</p><p>Diluir na proporção de 1:10 a solução padrão de flúor 1000 mg/L em balão volumétrico. Com-</p><p>pletar o volume com água e homogeneizar.</p><p>r. Soluções padrões de trabalho</p><p>Definir os valores a utilizar na curva padrão do equipamento, conforme a faixa de concentração</p><p>das amostras. Pipetar volume igual a cada valor definido acima, da solução padrão de flúor 100 mg/L</p><p>e transferir para balão volumétrico de 100 mL. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>NOTA: para realizar curva em mV ou mV relativo, os padrões devem ser em razão decimal entre</p><p>eles (Ex.: 0,20; 2,0 e 20,0 mg/L).</p><p>s. Solução indicadora de azul de bromotimol 1,0 g/L</p><p>Dissolver 0,1 g de azul de bromotimol em 20 mL de álcool etílico. Transferir para balão volumé-</p><p>trico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>t. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Estufa de secagem a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Balança semi-analítica (resolução de 0,01g)</p><p>d. Placa aquecedora</p><p>e. Potenciômetro com escala em mV ou concentração.</p><p>f. Eletrodo de pH</p><p>g. Eletrodo de referência</p><p>h. Eletrodo íon específico para flúor</p><p>i. Agitador magnético e barras magnéticas</p><p>104 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>As condições de leituras potenciométricas das amostras, tais como tempo de estabilização, tem-</p><p>peratura da solução e agitação são as mesmas utilizadas na preparação da curva de calibração.</p><p>Para confecção da curva padrão do equipamento, proceder conforme abaixo, ou seguir orienta-</p><p>ções específicas do Manual do Equipamento.</p><p>10.1 Em mV ou mV Relativo</p><p>10.1.1 Adicionar 20 mL dos respectivos padrões de trabalho em 3 béqueres de 50 mL identifi-</p><p>cados e 20 mL de solução tampão de citrato neutro de amônio pH 7,0 ou solução TISAB IV.</p><p>10.1.2 Acertar em “zero” com o padrão intermediário (relação mV), com agitação constante.</p><p>Deixar estabilizar e em seguida ler o padrão inferior e superior, que apresentarão respectivamente</p><p>leituras positiva e negativa.</p><p>10.1.3 Plotar as leituras em gráfico (monolog) ou fazer uma equação de regressão (logaritmo da</p><p>concentração mg/kg x mV). O coeficiente de correlação deve estar no mínimo 0,990.</p><p>10.2 Em concentração</p><p>10.2.1 Medir volumetricamente 20 mL dos respectivos padrões de trabalho em, no mínimo 3</p><p>béqueres de 50 mL respectivamente identificados, outro com 20 mL de água (zero) e adicionar 20</p><p>mL de solução tampão de citrato neutro de amônio pH 7,0 ou solução TISAB IV.</p><p>10.2.2 Inserir o eletrodo sequencialmente nos padrões, por ordem crescente de valor. Após a</p><p>estabilização, sob agitação constante, ajustar o resultado ao valor esperado.</p><p>10.2.3 Após estabelecer a curva padrão, conferir com uma amostra de verificação, com teor conhecido.</p><p>10.3 Procedimento Analítico</p><p>10.3.1 Pesar 2,0 + 0,2 g de amostra e transferir para béquer.</p><p>10.3.2 Adicionar de 10 mL de ácido clorídrico, aquecer brandamente sem deixar iniciar ebuli-</p><p>ção e adicionar água até 100 mL.</p><p>10.3.3 Adicionar de 4 a 5 gotas de solução indicadora de azul de bromotimol. Adicionar len-</p><p>tamente solução de hidróxido de amônio 1+1 para precipitação dos metais (turvação da solução),</p><p>até aparecimento de coloração azul.</p><p>10.3.4 Adicionar solução de ácido cítrico 70 g/L para complexação dos metais, até a viragem de</p><p>azul para amarelo.</p><p>10.3.5 Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 250 mL ou adequado à concen-</p><p>tração, sem filtrar. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>| 105</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s10.3.6 Pipetar volumetricamente uma alíquota de 20 mL, transferir para béquer e adicionar 20</p><p>mL de solução de citrato neutro de amônio pH 7,0 ou solução TISAB IV.</p><p>10.3.7 Proceder à leitura potenciométrica em mV ou concentração (mg/kg), com agitação cons-</p><p>tante e após estabilização.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>O volume da alíquota utilizado não é considerado no cálculo da concentração do flúor contido</p><p>na amostra, como também não é considerado na preparação da curva.</p><p>As leituras realizadas em mV são transformadas em mg/kg empregando o gráfico ou a equação</p><p>de regressão.</p><p>Onde:</p><p>L Leitura de flúor (mg/kg)</p><p>V Volume do balão utilizado, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g.</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed. 2005. p. 364.</p><p>• JEFFERY, G.H., BASSETT, J., MENDAHAM, J., DENNEY, R. C., VOGEL. Análise química quan-</p><p>titativa. 5ª. Ed LTC, Rio de Janeiro: 1992. p. 367.</p><p>106 |</p><p>22 – FÓSFORO SOLÚVEL EM ÁCIDO CÍTRICO 2%</p><p>POR COLORIMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Consiste em solubilizar o fósforo da amostra numa solução de ácido cítrico a 20 g/L por agitação,</p><p>com posterior formação de complexo colorido entre o fosfato, vanadato e molibdato de amônio,</p><p>de cor amarela, cuja absorbância ou transmitância é medida entre 400 e 430 nm de comprimento</p><p>de onda.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a fosfatos naturais, industrializados e misturas minerais que os contenham.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 03,</p><p>Manual de Métodos Analíticos Oficiais para Fertilizantes e Corretivos, de 26 de janeiro de 2015, Mé-</p><p>todo 9.0</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo</p><p>e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido cítrico hidratado (C</p><p>6</p><p>H</p><p>8</p><p>O</p><p>7</p><p>. H</p><p>2</p><p>O)</p><p>b. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>)</p><p>c. Fosfato de potássio monobásico (KH</p><p>2</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Metavanadato de amônio (NH</p><p>4</p><p>VO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Molibdato de amônio ((NH</p><p>4</p><p>)</p><p>6</p><p>Mo</p><p>7</p><p>O</p><p>24</p><p>.4H</p><p>2</p><p>O )</p><p>| 107</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sf. Solução reagente de ácido cítrico 20 g/L</p><p>Pesar 20 g de ácido cítrico, solubilizar em água e transferir para balão volumétrico de 1000 mL.</p><p>Completar o volume e homogeneizar.</p><p>g. Solução reagente de metavanadato de amônio 2,5 g/L</p><p>Pesar 2,5 g de metavanadato de amônio e solubilizar em 500 mL de água quente (80/90ºC).</p><p>Esfriar e adicionar lentamente com agitação 350 mL de ácido nítrico. Esfriar e transferir para</p><p>balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Estocar ao abrigo da luz.</p><p>h. Solução reagente de molibdato de amônio 50 g/L</p><p>Pesar 50 g de molibdato de amônio e solubilizar em 500 mL de água quente (80/90ºC). Esfriar</p><p>e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Estocar ao</p><p>abrigo da luz.</p><p>i. Solução corante</p><p>Juntar 1 parte da solução de metavanadato de amônio com 1 parte da solução de molibdato de</p><p>amônio e homogeneizar. Poderá ser preparado volume maior da solução corante, observando-se as</p><p>proporções de massa e volume, assim como a junção poderá ser realizada durante a solubilização</p><p>dos reagentes. Recomendação: observar a correta temperatura de preparação, evitando a precipi-</p><p>tação de um dos reagentes.</p><p>j. Solução padrão de fósforo 0,1 mg/mL</p><p>Pesar exatamente 0,439 g de fosfato de potássio monobásico previamente seco em estufa a 105ºC por</p><p>duas horas. Solubilizar e transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL. Adicionar</p><p>aproximadamente 500 mL de água e agitar até a solubilização. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>k. Padrão de trabalho (1,5 mg)</p><p>Pipetar 15 mL da solução padrão de fósforo 0,1 mg/mL e transferir para balão volumétrico de</p><p>mesmo volume a ser utilizado no procedimento (10.b.VII). Este padrão deverá ser preparado no</p><p>momento da análise e a concentração pode ser alterada de acordo com a sensibilidade do equipa-</p><p>mento (próximo de 0,800 de absorbância).</p><p>l. Balões volumétricos ou garrafas Stohlman</p><p>m. Papel de filtro quantitativo, filtração média</p><p>n. Materiais usuais de laboratório</p><p>108 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Agitador tipo Wagner ou similar com regulagem para 30 a 40 rpm ou agitador magnético</p><p>c. Fotocolorímetro ou espectrofotômetro (400 a 430 nm).</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve apresentar granulometria correspondente à no máximo 0,425 mm.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Confecção da Curva Padrão: (solução padrão 0,1 mg/mL de fósforo).</p><p>I. Efetuar pelo menos 5 pipetagens de maneira a obter o intervalo de concentrações desejadas</p><p>de 0,2 a 1,5 mg, podendo esta faixa ser alterada de acordo com a sensibilidade do equipamento</p><p>(0,100 a 0,800 de absorbância).</p><p>II. Pipetar volumetricamente alíquotas das soluções preparadas, seguindo os itens 10.b.VI a</p><p>10.2.8 do procedimento analítico.</p><p>III. Fazer a equação de regressão entre as leituras de absorbância ou transmitância versus a con-</p><p>centração (mg) das soluções. O ideal é que a correlação esteja no mínimo em 0,999, para conside-</p><p>rar que o equipamento está operando de forma linear.</p><p>b. Procedimento analítico:</p><p>A coloração amarela do complexo formado possui estabilidade limitada, devendo ser obedecido</p><p>o tempo de espera para realização das medições.</p><p>I. Pesar 1,0 ± 0,1 g de amostra e transferir para um balão volumétrico de 250 mL ou garrafa</p><p>Stohlman.</p><p>II. Adicionar 100 mL de solução de ácido cítrico 20 g/L.</p><p>III. Agitar durante 30 minutos em agitador tipo Wagner ou similar. Empregando-se outro sis-</p><p>tema, a velocidade deve ser branda, mas suficiente para provocar completa agitação do material.</p><p>IV. Completar o volume até 250 mL com água, homogeneizar e filtrar em papel filtro médio.</p><p>V. Pipetar volumetricamente alíquota de 5 mL e transferir para balão volumétrico de 100 mL ou</p><p>de volume que proporcione leitura na faixa de 40% a 71% de transmitância (ou 0,100 a 0,800 de</p><p>absorbância). Caso contrário, poderá ser alterada a alíquota e/ou balão de diluição.</p><p>VI. Paralelamente preparar, respectivamente em balões de mesmo volume, um branco com 20 mL</p><p>de água e padrão de trabalho. É recomendável incluir uma amostra de verificação (teor conhecido).</p><p>VII. Adicionar solução corante em cada balão, na proporção de 1 mL para cada 5 mL do balão.</p><p>| 109</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sCompletar o volume com água, homogeneizar e aguardar no mínimo 10 minutos e no máximo 30</p><p>minutos para efetuar a leitura.</p><p>VIII. Fazer a leitura em absorbância ou transmitância após zerar com o branco, usando compri-</p><p>mento de onda de 420 nm ou o estabelecido entre 400 e 430 nm por meio de varredura do melhor</p><p>pico de absorbância.</p><p>IX. Calcular pela fórmula abaixo. Ao utilizar amostra de verificação, primeiramente confirmar</p><p>que está na faixa de desvio analítico aceitável, ou realizar os ajustes aplicáveis.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>LA Leitura da amostra (abs ou T)</p><p>LP Leitura do padrão (abs ou T)</p><p>VP Valor do padrão de trabalho (mg)</p><p>C Concentração de fósforo na alíquota, em mg</p><p>B Volume do balão inicial, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>V Volume da alíquota, em mL</p><p>Solubilidade em ácido cítrico 2%</p><p>Onde:</p><p>Ps Fósforo Solúvel</p><p>Pt Fósforo Total</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed., 2005. p. 748.</p><p>110 |</p><p>23 – FÓSFORO TOTAL POR COLORIMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Fundamenta-se no ataque químico fortemente ácido e a quente da amostra, visando extrair todo</p><p>o seu conteúdo de fósforo. Em seguida procede-se à formação de um complexo colorido entre o</p><p>fosfato e os reagentes vanadato e molibdato de amônio, de cor amarela, cuja absorbância é medida</p><p>na faixa de 400 a 430 nm de comprimento de onda.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Produtos ou subprodutos de origem animal, vegetal e mineral, rações e concentrados, que con-</p><p>tenham fósforo na forma de fosfato (PO</p><p>4</p><p>).</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 03, Ma-</p><p>nual de Métodos Analíticos Oficiais para Fertilizantes e Corretivos, de 26 de janeiro de 2015, Método 9.0.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>7.2. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>)</p><p>7.3. Fosfato de potássio monobásico (KH</p><p>2</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>7.4. Metavanadato de amônio (NH</p><p>4</p><p>VO</p><p>3</p><p>)</p><p>7.5. Molibdato de amônio ((NH</p><p>4</p><p>)</p><p>6</p><p>Mo</p><p>7</p><p>O</p><p>24</p><p>.4H</p><p>2</p><p>O)</p><p>7.6. Solução reagente de ácido clorídrico 1+3</p><p>Diluir 1 parte de ácido clorídrico em 3 partes de água.</p><p>| 111</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7.7. Solução reagente de metavanadato de amônio 2,5 g/L</p><p>Pesar 2,5 g de metavanadato de amônio e solubilizar em 500 mL de água quente (80/90ºC).</p><p>Esfriar e adicionar lentamente com agitação 350 mL de ácido nítrico. Esfriar e transferir para balão</p><p>volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Estocar ao abrigo da luz.</p><p>7.8. Solução reagente de molibdato de amônio 50 g/L</p><p>Pesar 50 g de molibdato de amônio e solubilizar em 500 mL de água quente (80/90 ºC). Esfriar e trans-</p><p>ferir para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Estocar ao abrigo da luz.</p><p>7.9. Solução corante</p><p>Juntar 1 parte da solução de metavanadato de amônio com 1 parte da solução de molibdato de amônio</p><p>e homogeneizar. Poderá ser preparado volume maior da solução corante, observando-se as proporções de</p><p>massa e volume, assim como a junção poderá ser realizada durante a solubilização dos reagentes.</p><p>Recomendação: observar a correta temperatura de preparação, evitando a precipitação de um</p><p>dos reagentes.</p><p>7.10. Solução padrão de fósforo 0,1 mg/mL</p><p>Pesar exatamente 0,439 g de fosfato de potássio monobásico, previamente seco em estufa a 105ºC</p><p>por duas horas. Solubilizar e transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL. Adicio-</p><p>nar aproximadamente 500 mL de água e agitar até a solubilização. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>7.11. Padrão de trabalho (solução de fósforo 1,5 mg/mL)</p><p>Pipetar 15 mL da solução padrão de fósforo 0,1 mg/mL e transferir para balão volumétrico de</p><p>mesmo volume a ser utilizado no procedimento (10.2.7). Este padrão deverá ser preparado no</p><p>momento da análise e a concentração pode ser alterada de acordo com a sensibilidade do equipa-</p><p>mento (próximo de 0,800 de absorbância).</p><p>7.12. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.2. Forno mufla para 550 ± 25°C</p><p>8.3. Fotocolorímetro ou espectrofotômetro (400 a 430 nm)</p><p>8.4. Placa aquecedora</p><p>8.5. Cadinho de porcelana ou quartzo</p><p>112 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Confecção da curva padrão de fósforo (solução padrão de fósforo 0,1 mg/ml)</p><p>10.1.1. Efetuar pelo menos 5 pipetagens de maneira a obter o intervalo de concentrações de 0,2</p><p>a 1,5 mg, podendo esta faixa ser alterada de acordo com a sensibilidade do equipamento (0,100 a</p><p>0,800 de absorbância).</p><p>10.1.2. Transferir para balão volumétrico de 100 mL ou volume que proporcione leitura na</p><p>faixa de 40% a 71% de transmitância, ou 0,100 a 0,800 de absorbância, seguindo os itens 10.2.8</p><p>a 10.2.10 do procedimento analítico.</p><p>10.1.3. Fazer a equação de regressão entre as leituras de absorbância ou transmitância versus</p><p>a concentração (mg) das soluções. O ideal é que a correlação esteja no mínimo em 0,999, para</p><p>considerar que o equipamento está operando de forma linear.</p><p>10.2. Procedimento analítico</p><p>A coloração amarela do complexo formado possui estabilidade limitada, devendo ser obedecido</p><p>o tempo de espera para a realização das medições.</p><p>Tabela 1: Massas, Dissolução e Diluições</p><p>10.2.1. Para ingredientes e misturas minerais, pesar conforme tabela 1.</p><p>Desenvolver paralelamente uma prova em branco e amostra de verificação, contendo os mesmos</p><p>volumes de solução corante e água.</p><p>produto ou</p><p>concentração solução</p><p>balão (b) /</p><p>volume (v)massa (g) volume</p><p>Fosfatos ou</p><p>>100 g/kg</p><p>mistura mineral</p><p>ou 15 a 125 g/kg</p><p>Rações ou</p><p><30 g/kg</p><p>0,7</p><p>0,7</p><p>2,0</p><p>50</p><p>50</p><p>50</p><p>500 / 5</p><p>250 / 5</p><p>100 / 10</p><p>HCl 1/3 v/v</p><p>HCl 1/3 v/v</p><p>conforme</p><p>10.2.22 e 10.2.3</p><p>dissolução</p><p>| 113</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s10.2.2. Para produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados</p><p>Pesar conforme o item 10.2.1, porém, realizar a pesagem da amostra em cadinho de porcelana</p><p>ou quartzo e calcinar por quatro horas a 550ºC.</p><p>10.2.3. Transferir a massa pesada em 10.2.1 ou a matéria mineral obtida em 10.2.2 após a calci-</p><p>nação, para béquer ou Erlenmeyer e adicionar 50 mL de solução de ácido clorídrico 1+3.</p><p>NOTA: usar a solução de ácido clorídrico 1+3 para transferir a matéria mineral obtida em 10.2.2.</p><p>10.2.4. Levar à placa aquecedora, aquecer e reduzir a 1/3 do volume inicial.</p><p>10.2.5. Transferir para balão volumétrico de capacidade adequada. Lavar o material com por-</p><p>ções de água até a completa transferência da amostra.</p><p>10.2.6. Completar o balão com água, avolumar e homogeneizar. Filtrar se necessário, em papel</p><p>de filtro de porosidade média.</p><p>10.2.7. Pipetar alíquota da solução filtrada conforme tabela 1, transferir para balão volumétrico</p><p>de 100 mL ou volume que proporcione leitura na faixa de 40% a 71% de transmitância ou 0,100</p><p>a 0,800 de absorbância.</p><p>10.2.8. Paralelamente preparar, respectivamente em balões de mesmo volume, um branco com</p><p>20 mL de água e um padrão de trabalho. É recomendável incluir uma amostra de verificação (teor</p><p>conhecido).</p><p>10.2.9. Adicionar solução corante em cada balão, na proporção de 1 mL para cada 5 mL do ba-</p><p>lão. Completar o volume com água, homogeneizar e aguardar no mínimo 10 minutos e no máximo</p><p>30 minutos para efetuar a leitura.</p><p>10.2.10. Fazer a leitura em absorbância ou transmitância após zerar com o branco, usando</p><p>comprimento de onda de 420 nm ou estabelecido entre 400 e 430 nm por meio de varredura do</p><p>melhor pico de absorbância.</p><p>10.2.11. Calcular pela fórmula abaixo. Ao utilizar amostra de verificação, primeiramente confir-</p><p>mar que está na faixa de desvio analítico aceitável, ou realizar os ajustes aplicáveis.</p><p>114 |</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>C Concentração de fósforo na alíquota, em mg</p><p>LA Leitura da amostra (abs ou T)</p><p>LB Leitura do padrão (abs ou T)</p><p>VP Valor do padrão de trabalho, em mg</p><p>B Volume do balão inicial, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>V Volume da alíquota, em mL</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed, 2005. p. 748.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 965.17 – Phosphorus in animal feed and pet food – photometric</p><p>method (4.8.14).</p><p>| 115</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s24 – GLICÍDIOS (AÇÚCARES REDUTORES EM GLICOSE,</p><p>NÃO REDUTORES EM SACAROSE, AMIDO E LACTOSE)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Neste grupo de compostos, que são hidratos de carbono, têm-se os mais variados tipos de</p><p>substâncias, desde os monossacarídeos, representados pela glicose e frutose, os dissacarídeos dos</p><p>quais os mais frequentes em alimentos são sacarose e lactose, até os polissacarídeos, como amido</p><p>e celulose.</p><p>Os monossacarídeos, glicose e frutose são açúcares redutores (isto é sofrem oxidação – doam</p><p>elétrons) por possuírem grupo carbonílico e cetônico livres, capazes de se oxidarem na presença</p><p>de agentes oxidantes em soluções alcalinas. Os dissacarídeos, que não possuem essa característica</p><p>sem sofrerem hidrólise prévia da ligação glicosídica, são denominados de açúcares não redutores.</p><p>Ao sofrerem hidrólise por ácidos diluídos ou pela ação da enzima invertase, liberam a glicose e a</p><p>frutose e passam a ser denominados açúcares invertidos, que possuem maior poder adoçante e não</p><p>formam cristais.</p><p>No método, o cobre do reativo de Fehling (solução alcalina de sulfato de cobre em tampão de</p><p>tartarato duplo de sódio e potássio) é reduzido a óxido cuproso.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos ou subprodutos de origem vegetal, rações, concentrados e lácteos.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>116 |</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetato de zinco ((CH</p><p>3</p><p>COO)</p><p>2</p><p>Zn</p><p>2</p><p>) ou sulfato de zinco (ZnSO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Azul de metileno (C</p><p>16</p><p>H</p><p>18</p><p>N</p><p>3</p><p>SCl)</p><p>d. Ferrocianeto de potássio (K</p><p>3</p><p>Fe(CN)</p><p>6</p><p>)</p><p>e. Glicose anidra (C</p><p>6</p><p>H</p><p>12</p><p>O</p><p>6</p><p>)</p><p>f. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>g. Fehling A (sulfato de cobre penta hidratado (CuSO</p><p>4</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O))</p><p>h. Fehling B (tartarato duplo de sódio e potássio tetra hidratado (KNaC</p><p>4</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>6</p><p>.4H</p><p>2</p><p>O) + hidróxi-</p><p>do de sódio (NaOH))</p><p>i. Solução padrão de glicose</p><p>Pesar exatamente 0,500g de glicose, previamente seca em estufa a 70 °C, durante uma hora.</p><p>Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 100 mL com auxilio de água. Dissolver</p><p>bem e completar o volume com água. A solução de glicose deve ser recentemente preparada.</p><p>j. Solução indicadora de azul de metileno 10 g/L</p><p>Dissolver 1,0 g de azul de metileno em 10 mL de álcool etílico. Transferir com água para um</p><p>balão volumétrico de 100 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>k. Soluções de Fehling</p><p>Fehling A: Dissolver 34,639 g de sulfato de cobre penta hidratado em água. Transferir quanti-</p><p>tativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Fehling B: Dissolver exatamente 173,0 g de tartarato duplo de sódio e potássio (sal de Rochelle)</p><p>e 125,0 g de hidróxido de sódio em água. Transferir quantitativamente para balão volumétrico de</p><p>1000 mL. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Padronização: Colocar na bureta a solução padrão de glicose. Transferir com pipeta volumé-</p><p>trica, 10 mL de cada solução de Fehling (A e B) para um Erlenmeyer de 250 mL. Adicionar 40 mL</p><p>de água e aquecer até ebulição. Titular com a solução padrão de glicose, até o aparecimento de</p><p>um precipitado de cor vermelho tijolo e o desaparecimento total da cor azul original. Mantendo</p><p>a ebulição, adicionar uma gota de azul de metileno 10 g/L, continuar a titulação até nova viragem</p><p>(desaparecimento total da cor azul). O consumo estimado da glicose é aproximadamente 10 mL.</p><p>| 117</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sO tempo de titulação não deve ultrapassar três minutos.</p><p>Cálculo do fator F das soluções de Fehling em g:</p><p>Onde:</p><p>VG Volume gasto de solução de glicose, em mL</p><p>0,500 Massa de glicose, em g</p><p>100 Diluição</p><p>l. Solução hidróxido de sódio 400 g/L</p><p>Dissolver 40 g de hidróxido de sódio em água. Transferir quantitativamente para um balão vo-</p><p>lumétrico de 100 mL, deixar esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>m. Solução de ferrocianeto de potássio 150 g/L</p><p>Dissolver 15 g de ferrocianeto de potássio em água. Transferir quantitativamente para um balão</p><p>volumétrico de 100 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>n. Solução de acetato de zinco 300 g/L</p><p>Acrescentar o acetato de zinco à água aos poucos, assim, a sua dissolução será mais rápida.</p><p>Dissolver 30 g de acetato de zinco em água. Transferir quantitativamente para balão volumétrico</p><p>de 100 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>o. Solução de sulfato de zinco 300 g/L</p><p>Dissolver 30 g de sulfato de zinco em água. Transferir quantitativamente para balão volumétrico</p><p>de 100 mL, completar o volume e homogeneizar</p><p>p. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução 0,0001g)</p><p>b. Balança semi-analítica (resolução de 0,01g)</p><p>c. Banho-maria</p><p>d. Chapa aquecedora / bico de Bunsen</p><p>118 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Glicídios redutores em glicose (GRG)</p><p>I. Pesar 5,000 ± 0,001 g da amostra em béquer de 150 mL e dissolver com cerca de 50 mL de água.</p><p>II. Transferir para balão volumétrico de 250 mL, lavando bem o béquer.</p><p>III. Adicionar 5 mL da solução de ferrocianeto de potássio 150 g/L e 5 mL de solução de acetato</p><p>de zinco 300 g/L. Agitar, completar o volume com água e deixar sedimentar por 15 minutos.</p><p>IV. Filtrar em papel de filtro seco e receber o filtrado em Erlenmeyer seco.</p><p>V. Transferir o filtrado para uma bureta.</p><p>VI. Em Erlenmeyer de 250 mL, pipetar volumetricamente 10 mL das soluções de Fehling (A e B).</p><p>Adicionar 40 mL de água e aquecer até ebulição.</p><p>VII. Colocar a solução amostra na bureta e gotejar no Erlenmeyer, até o desaparecimento da</p><p>coloração azul. Mantendo a ebulição, adicionar de 1 a 2 gotas de azul de metileno a 10 g/L e con-</p><p>tinuar a titulação até que se forme um precipitado vermelho tijolo e a coloração azul desapareça</p><p>totalmente. A titulação não deve ultrapassar 3 minutos.</p><p>b. Glicídios não-redutores em sacarose</p><p>I. Transferir 50 mL do filtrado (da amostra) para um béquer de 250 mL. Adicionar 2 mL de ácido</p><p>clorídrico concentrado e deixar em banho-maria em ebulição ou em refluxo por 30 a 45 minutos.</p><p>II. Deixar esfriar e neutralizar com solução de hidróxido de sódio 400 g/L.</p><p>III. Esfriar e completar o volume a 100 mL em balão volumétrico.</p><p>IV. Filtrar em papel de filtro qualitativo para Erlenmeyer seco.</p><p>V. Proceder à titulação conforme item 10.a.V a 10.a.VII.</p><p>c. Amido</p><p>I. Pesar 5,000 ± 0,001 g da amostra, adicionar 100 mL de água e misturar.</p><p>II. Adicionar 10 mL de ácido clorídrico concentrado. Deixar em banho-maria em ebulição ou</p><p>em refluxo por 30 minutos.</p><p>III. Deixar esfriar e neutralizar com hidróxido de sódio 400 g/L.</p><p>IV. Transferir para balão volumétrico de 250 mL e adicionar 10 mL de ferrocianeto de potássio</p><p>150 g/L e 10 mL de acetato de zinco ou sulfato de zinco 300 g/L. Agitar, deixar esfriar e completar</p><p>o volume do balão volumétrico com água.</p><p>| 119</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sV. Filtrar em papel de filtro qualitativo para Erlenmeyer seco.</p><p>VI. Proceder à titulação conforme item 10.a.V a 10.a.VII.</p><p>d. Lactose</p><p>i. Siga o procedimento descrito para glicídios redutores em glicose.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>a. Glicídios redutores em glicose, (GRG) em g/kg:</p><p>Onde:</p><p>250 Volume da solução da amostra, em mL</p><p>F Fator da solução de Fehling em açúcar redutor, em g</p><p>V Volume de amostra gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>b. Glicídios não-redutores em sacarose em g/kg</p><p>Onde:</p><p>500 Volume da solução da amostra, em mL</p><p>F Fator da solução de Fehling em açúcar redutor, em g</p><p>V Volume de amostra gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>GRG Glicídios redutores em glicose, em g/kg</p><p>0,95 Fator de transformação de hexoses para sacarose</p><p>120 |</p><p>c. Açúcares totais e amido</p><p>Onde:</p><p>250 Volume da solução da amostra, em mL</p><p>F Fator da solução de Fehling em açúcar redutor, em g</p><p>V Volume de amostra gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>I. Quando a amostra só contiver amido, multiplicar o resultado por 0,90, que é o fator de trans-</p><p>formação da glicose em amido, em g/kg:</p><p>II. Se a amostra contiver Sacarose:</p><p>III. Se a amostra contém sacarose e glicose:</p><p>d. Lactose</p><p>Onde:</p><p>250 Volume da solução da amostra, em mL</p><p>F Fator da solução de Fehling em açúcar redutor, em g</p><p>V Volume de amostra gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>1,39 Fator de transformação de hexoses para lactose</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e Kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos, v.1. 4. ed. São Paulo: PROL, 2005. p. 125-130.</p><p>| 121</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s25 – GRANULOMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Este método baseia-se na determinação das proporções com que as partículas de diferentes di-</p><p>mensões compõem a amostra.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável a produtos e subprodutos de origem animal, vegetal, mineral e misturas que</p><p>os contenham.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>• PORTARIA N˚. 108, de 04 de setembro de 1991. Diário Oficial da União, de 17 de setembro</p><p>de 1991, Seção 1. p. 6 e 7.</p><p>• MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº</p><p>03, Manual de Métodos Analíticos Oficiais para Fertilizantes e Corretivos, de 26 de janeiro de 2015,</p><p>Capítulo I - B - Análise Granulométrica.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Conjunto de peneiras metálicas com tampa e fundo.</p><p>b. Ar comprimido ou pincéis para limpeza das peneiras.</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança semi-analítica (resolução de 0,01 g).</p><p>b. Aparelho vibrador para peneiras (granulômetro).</p><p>122 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>O número de peneiras e a abertura das malhas deverão ser estabelecidos conforme o tipo do</p><p>produto e o objetivo da análise.</p><p>a. Pese individualmente as peneiras e fundo, previamente limpos e secos.</p><p>b. Monte o conjunto de peneiras no aparelho vibrador, sobrepondo-as em ordem crescente de</p><p>abertura das malhas, ficando a de malha maior acima.</p><p>c. Pese entre 100 e 200 g da amostra e transfira para peneira superior do conjunto.</p><p>d. Tampe</p><p>e fixe o conjunto no vibrador.</p><p>e. Ajuste o reostato do equipamento na regulagem recomendada pelo fabricante, corresponden-</p><p>te a 750 vibrações por minuto.</p><p>f. Ligue e deixe por 5 a 10 minutos.</p><p>g. Pese individualmente as peneiras e fundo com as frações retidas.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Calcule a fração retida R, em cada peneira com a equação abaixo, sendo R1 a peneira com maior</p><p>abertura.</p><p>Para cálculo de fração retida acumulada, ao resultado obtido na peneira R2 soma-se o retido em</p><p>R1, e assim sucessivamente:</p><p>Onde:</p><p>Massa da peneira mais a amostra retida nela, em g</p><p>Massa da peneira ou fundo vazios, em g</p><p>Massa da amostra pesada inicialmente, em g</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ZANOTTO, D.L.; BELLAVER, C. CT/215 - Método de Determinação da Granulometria de Ingre-</p><p>dientes para Uso em Rações de Suínos e Aves. EMBRAPA – CNPSA, Dezembro/1996. p. 1-5.</p><p>| 123</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s26 – ÍNDICE DE ACIDEZ EM LEITE</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Este método consiste na determinação da acidez do leite utilizando-se indicador e solução alca-</p><p>lina, onde os resultados são expressos em % de ácido lático.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em leite em pó integral ou desnatado e soro de leite.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 68, de 12 de dezembro de 2006. Diário Oficial da União nº 239,</p><p>Seção 1, 14/12/06, p.15</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico absoluto (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>b. Biftalato de potássio (C</p><p>8</p><p>H</p><p>5</p><p>KO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>e. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em 60 mL de álcool etílico. Transferir para balão volumétrico de</p><p>100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>124 |</p><p>f. Solução padronizada de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar aproximadamente 4,1 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e dissolver em água.</p><p>Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,4 g de biftalato de potássio previamente seco em</p><p>estufa a 105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver com 75 mL de</p><p>água, adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com a solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>g. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica ou semi-analítica (resolução mínima de 0,01 g)</p><p>b. Estufa de secagem a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Conduzir prova em branco para testar os reagentes empregados.</p><p>a. Pesar 5,0 ± 0,5 g de amostra em Erlenmeyer de 250 mL.</p><p>b. Dissolver em 35 mL de água, adicionar 10 gotas da solução de fenolftaleína 1% (m/v).</p><p>c. Titular com hidróxido de sódio 0,1 mol/L até coloração rósea persistente por 30 segundos.</p><p>| 125</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da prova em branco,</p><p>em mL</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>90 Massa molar do ácido láctico</p><p>100 Fator percentual</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>Ver Referências Normativas.</p><p>126 |</p><p>27 – ÍNDICE DE ACIDEZ I – ACIDEZ ALCOÓLICA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os ácidos graxos livres (AGL) presentes em óleos e gorduras (ou produtos que os contenham)</p><p>são resultantes da hidrólise de alguns triglicerídios, na ligação éster entre o glicerol e o ácido graxo.</p><p>A acidez está associada à caracterização do estado de conservação de grãos e da deterioração de</p><p>óleos e gorduras, por conseguinte a ocorrência de ácidos graxos livres indica a perda da integridade</p><p>da molécula, antes neutra e totalmente apolar. A hidrólise dos lipídios pode ocorrer por diversos</p><p>fatores como: condições impróprias de armazenamento (temperatura e umidade elevadas), ataque</p><p>enzimático de microrganismos ou de lipases naturais existentes no material.</p><p>Como os ácidos graxos são ácidos fracos, é necessário usar uma base forte como o hidróxido</p><p>de sódio para titulá-los. Pelo mesmo motivo, o ponto de equivalência estequiométrica, quando</p><p>titulados com uma base forte, está no lado alcalino. Por isso a acidez causada pelos ácidos graxos</p><p>livres é estimada pela titulação com hidróxido de sódio em solução alcoólica, usando fenolftaleína</p><p>como indicador.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>PORTARIA nº 108, de 04 de setembro de 1991. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária -</p><p>Métodos analíticos para controle de alimentos para uso animal.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>| 127</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s6. REAÇÕES</p><p>a. Hidrólise de uma molécula de triglicerídio (formação dos AGL):</p><p>b. Reação de neutralização dos ácidos graxos livres (AGL) com hidróxido de sódio</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico absoluto (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>b. Biftalato de potássio (C</p><p>8</p><p>H</p><p>5</p><p>KO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>e. Álcool etílico absoluto neutralizado</p><p>O álcool etílico absoluto neutralizado deve ser preparado momentos antes do uso.</p><p>Manter o frasco de álcool etílico absoluto bem fechado para evitar a formação de ácido carbônico.</p><p>Adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e com agitação constante,</p><p>gotejar a solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L até coloração levemente rósea.</p><p>f. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em 60 mL de álcool etílico absoluto. Transferir para balão volu-</p><p>métrico de 100 mL, completar o volume com álcool etílico absoluto e homogeneizar.</p><p>g. Solução padronizada de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar aproximadamente 4,1 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e dissolver em água.</p><p>Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>128 |</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,4 g de biftalato de potássio previamente seco em</p><p>estufa a 105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver com 75 mL de</p><p>água, adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com a solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>h. Carvão ativado</p><p>i. Papel de filtro qualitativo</p><p>j. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica ou semi-analítica (resolução mínima de 0,01 g)</p><p>b. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Para amostras visualmente grosseiras, recomenda-se a moagem prévia.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Conduzir prova em branco para testar os</p><p>reagentes empregados</p><p>a. Pesar 5,0 ± 0,5 g de amostra em Erlenmeyer ou béquer de 250 mL.</p><p>b. Adicionar 150 mL de álcool etílico absoluto neutralizado e deixar em repouso por 30 mi-</p><p>nutos, agitando ocasionalmente (a cada 5 minutos aproximadamente) e deixando decantar nos</p><p>últimos 5 minutos.</p><p>| 129</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sc. Filtrar o sobrenadante sobre papel de filtro para Erlenmeyer de 300 mL. Caso o sobrenadante</p><p>se apresente turvo ou colorido, adicionar carvão ativado no papel de filtro antes da filtragem.</p><p>d. Adicionar ao resíduo mais 100 mL de álcool etílico absoluto neutralizado e deixar em repouso</p><p>por 15 minutos, agitando ocasionalmente (a cada 5 minutos aproximadamente).</p><p>e. Filtrar sobre o mesmo papel de filtro, juntando ao filtrado obtido no item 10.3;</p><p>f. Adicionar 4 a 5 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L até coloração rósea persistente por 30 segundos.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Volume de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>Volume de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da prova em branco, em mL</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>40 Massa molar do hidróxido de sódio</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• MEHLENBACHER, V. C. The analysis of fats and oils. Champaign: Garrard Press, 1960. Stabi-</p><p>lity, c. 4. p. 188-235.</p><p>• BACCAN, N.; ANDRADE, J.C.; GODINHO, O. E. S.; BARONE, J. S. Química analítica quanti-</p><p>tativa elementar. São Paulo: Edgard Blücher, 2001. Práticas de laboratório, c. 8. p. 191-270.</p><p>130 |</p><p>28 – ÍNDICE DE ACIDEZ II – ÓLEOS E GORDURAS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os ácidos graxos livres (AGL) presentes em óleos e gorduras (ou produtos que os contenham)</p><p>são resultantes da hidrólise de alguns triglicerídios, na ligação éster entre o glicerol e o ácido graxo.</p><p>A acidez está associada à caracterização do estado de conservação de grãos e da deterioração de</p><p>óleos e gorduras, por conseguinte a ocorrência de ácidos graxos livres indica a perda da integridade</p><p>da molécula, antes neutra e totalmente apolar. A hidrólise dos lipídios pode ocorrer por diversos</p><p>fatores como: condições impróprias de armazenamento (temperatura e umidade elevadas), ataque</p><p>enzimático de microrganismos ou de lipases naturais existentes no material.</p><p>Como os ácidos graxos são ácidos fracos, é necessário usar uma base forte como o hidróxido</p><p>de sódio para titulá-los. Pelo mesmo motivo, o ponto de equivalência estequiométrica, quando</p><p>titulados com uma base forte, está no lado alcalino. Por isso a acidez causada pelos ácidos graxos</p><p>livres é estimada pela titulação com hidróxido de sódio em solução alcoólica, usando fenolftaleína</p><p>como indicador.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a óleos brutos e refinados, vegetais e animais e gorduras animais.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>PORTARIA nº 108, de 04 de setembro de 1991. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária -</p><p>Métodos analíticos para controle de alimentos para uso animal.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>| 131</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s6. REAÇÕES</p><p>a. Hidrólise de uma molécula de triglicerídio (formação dos AGL):</p><p>b. Reação de neutralização dos ácidos graxos livres (AGL) com hidróxido de sódio</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico absoluto (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>b. Biftalato de potássio (C</p><p>8</p><p>H</p><p>5</p><p>KO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Éter etílico (C</p><p>4</p><p>H</p><p>10</p><p>O)</p><p>d. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>e. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>f. Solução reagente éter-álcool (2+1) neutralizada</p><p>A solução reagente éter-álcool (2+1) neutralizada deve ser preparada momentos antes do uso.</p><p>Importante manter o frasco da solução reagente éter-álcool neutralizada bem fechado para evitar</p><p>a formação de ácido carbônico.</p><p>Misturar 2 partes de éter etílico com 1 parte de álcool etílico absoluto. Adicionar 4 gotas de solu-</p><p>ção indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e com agitação constante, gotejar a solução de hidróxido</p><p>de sódio 0,1 mol/L até coloração levemente rósea.</p><p>g. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em 60 mL de álcool etílico. Transferir para balão volumétrico de</p><p>100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>132 |</p><p>h. Solução padronizada de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar aproximadamente 4,1 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e dissolver em água.</p><p>Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,4 g de biftalato de potássio previamente seco em</p><p>estufa a 105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver com 75 mL de</p><p>água, adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com a solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>i. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica ou semi-analítica (resolução mínima de 0,01 g)</p><p>b. Estufa de secagem a 105 ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>c. Banho-maria em torno de 60 ºC</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Importante agitar bem o frasco contendo amostra, para obter uma amostra bem homogênea e</p><p>líquida, antes de realizar a pesagem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Conduzir prova em branco para testar os reagentes empregados</p><p>a. Pesar 5,0 ± 0,5 g de amostra em Erlenmeyer ou béquer de 250 mL; para amostras de colora-</p><p>ção escura, pesar apenas 1 g.</p><p>| 133</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sb. Adicionar 100 mL da solução éter-álcool 2+1 neutralizada e agitar até completa dissolução.</p><p>Para amostras de difícil dissolução, levar ao banho-maria, evitando excesso de aquecimento que</p><p>pode provocar elevação do valor de ácidos graxos livres.</p><p>c. Adicionar 4 a 5 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L até coloração rósea persistente por 30 segundos.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da prova em branco,</p><p>em mL</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>282,5 Massa molar do ácido oléico</p><p>100 Fator percentual</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY (AOCS). Official methods and recommended practices of</p><p>the American Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method Ca 5a – 40 – Free fatty acids in crude and</p><p>refined fats and oils.</p><p>• KRISHNAMURTY, R. G. Cooking oils, salad oils and salad dressings. In: SWERN, D. Bailey’s</p><p>industrial oil and fat products. 4 ed. New York: Wiley-Interscience, 1982. v. 2. p. 320-326.</p><p>• MEHLENBACHER, V. C. The analysis of fats and oils. Champaign: Garrard Press, 1960. Stabi-</p><p>lity, c. 4. p. 188-235.</p><p>• BACCAN, N.; ANDRADE, J.C.; GODINHO, O. E. S.; BARONE, J. S. Química analítica quanti-</p><p>tativa elementar. São Paulo: Edgard Blücher, 2001. Práticas de laboratório, c. 8. p. 191-270.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4. ed. São Paulo: Prol, 2005. p. 591-592.</p><p>134 |</p><p>29 – ÍNDICE DE ACIDEZ III – MELAÇO DE CANA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O melaço é um subproduto da fabricação do açúcar de cana que se apresenta na forma líquida</p><p>viscosa e não cristalizável de açúcares, tais como glicose e frutose. Ele é utilizado na pecuária como</p><p>elemento energético e palatabilizante de alto valor na alimentação animal. O melaço apresenta-se natural-</p><p>mente contaminado com microrganismos, principalmente por Saccharomyces cerevisiae, Acetobacter</p><p>ou Gluconobacter, capazes de transformar os açúcares em álcool e conseguinte em ácido acético,</p><p>por isso a importância do controle de acidez, que se fundamenta na neutralização com solução</p><p>alcalina padrão dos ácidos extraídos por solvente.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a melaço de cana e seus semelhantes.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>PORTARIA nº 108, de 04 de setembro de 1991. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária -</p><p>Métodos analíticos para controle de alimentos para uso animal.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Reação de neutralização dos ácidos orgânicos com hidróxido de sódio:</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico absoluto (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>b. Biftalato de potássio (C</p><p>8</p><p>H</p><p>5</p><p>KO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>| 135</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>se. Solução água-álcool (1+1) neutralizada</p><p>A solução água-álcool (1+1) neutralizada deve ser preparada momentos antes do uso.</p><p>Manter o frasco de solução água-álcool (1+1) neutralizada bem fechado para evitar a formação</p><p>de ácido carbônico.</p><p>Misturar 1 parte de água com 1 parte de álcool etílico absoluto. Adicionar 4 gotas de solução</p><p>indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e com agitação constante, gotejar a solução de hidróxido de</p><p>sódio 0,1 mol/L até coloração levemente rósea.</p><p>f. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em 60 mL de álcool etílico. Transferir para balão volumétrico de</p><p>100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>g. Solução padronizada de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar aproximadamente 4,1 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e dissolver em água.</p><p>Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,4 g de biftalato de potássio, previamente seco em</p><p>estufa a 105˚C por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver com 75 mL de</p><p>água, adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com a solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa do biftalato de potássio, em g.</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>h. Materiais usuais de laboratório</p><p>136 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica ou semi-analitica (resolução mínima de 0,01 g)</p><p>b. Estufa de secagem a 105 ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Conduzir prova em branco para testar os reagentes empregados.</p><p>a. Pesar 2,0 ± 0,2 g de amostra em Erlenmeyer ou béquer de 250 mL.</p><p>b. Adicionar 100 a 150 mL de solução água-álcool (1+1) neutralizada e agitar até completa</p><p>dissolução.</p><p>c. Adicionar 4 a 5 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e titular com solução de</p><p>hidróxido de sódio 0,1 mol/L até coloração rósea persistente por 30 segundos.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>Volume de solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da prova em branco,</p><p>em mL</p><p>Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra em g</p><p>60 Massa molar do ácido acético</p><p>100 Fator percentual</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>Ver Referências Normativas.</p><p>| 137</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s30 – ÍNDICE DE DISPERSIBILIDADE PROTEICA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O índice de dispersibilidade protéica determina o quanto a proteína presente na soja é solúvel</p><p>em água nas condições do método.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>O ácido sulfúrico é prejudicial à saúde se inalado ou se entrar em contato com a pele e olhos,</p><p>portanto a solução de catalisador líquido deve ser preparada em capela com o uso de luvas ade-</p><p>quadas e óculos de segurança.</p><p>Para ao cálculo do índice de dispersibilidade protéica (IDP ou PDI) é necessário realizar a análise</p><p>de proteína bruta.</p><p>3. ESCOPO</p><p>A presente metodologia é aplicável a grãos de soja moídos, farelo de soja, sojas extrusadas, in-</p><p>tegrais e semi-integrais, com ou sem gordura. Os resultados obtidos com esse método são depen-</p><p>dentes do equipamento usado e devem ser estabelecidos adequadamente.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>As reações envolvidas dependerão do procedimento para determinação de proteína adotado.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Água destilada pH neutro (entre 6,8 – 7,2)</p><p>Demais reagentes e materiais, seguir o procedimento Kjeldahl para determinação de proteína</p><p>bruta (Método No. 46 - Proteína Bruta – Método Kjeldahl – Recebimento em Ácido Bórico ou Mé-</p><p>todo No. 47- Proteína Bruta – Método Kjeldahl – Recebimento em Ácido Sulfúrico).</p><p>138 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Agitador Waring Blender, com rotação</p><p>b. Centrífuga</p><p>c. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>d. Destilador de proteína Kjeldahl</p><p>e. Microbureta ou bureta semi-automática calibrada</p><p>f. Repipetador com dosagem regulável (dispenser)</p><p>g. Bomba de vácuo</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 20,0 ± 0,2 g de amostra em um béquer de 600 mL de plástico.</p><p>b. Adicionar com proveta 300 mL de água destilada neutra (pH entre 6,8 – 7,2). A temperatura</p><p>da água deve ser 25 ± 1°C, pois a dispersibilidade proteica está diretamente relacionada com a</p><p>temperatura.</p><p>c. Acoplar o béquer com amostra ao agitador Waring Blender e agitar a aproximadamente 8500 rpm</p><p>por 10 minutos. Durante a agitação, o aumento na temperatura da água não deve exceder 4 ± 1°C.</p><p>d. Retirar o béquer do agitador e deixar em repouso até decantação da amostra.</p><p>e. Transferir aproximadamente 40 mL do sobrenadante para um tubo de centrífuga.</p><p>f. Centrifugar por 10 minutos a 2700 rpm ou até que o sobrenadante esteja isento de partículas</p><p>em suspensão.</p><p>g. Pipetar volumetricamente 15 mL do sobrenadante para tubo de macro.</p><p>Nota: 15 mL de sobrenadante é equivalente a 1,0 g de amostra nos métodos Kjeldahl</p><p>h. Seguir o procedimento Kjeldahl (recebimento em ácido bórico ou em ácido sulfúrico) para</p><p>determinação de proteína bruta.</p><p>| 139</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULO</p><p>a. Cálculo da massa da amostra na alíquota</p><p>Onde:</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>Vp Volume pipetado, em mL</p><p>300 Volume total da reação, em mL</p><p>b. Cálculo da proteína dispersível pelo método Kjeldahl com recebimento em ácido bórico</p><p>Onde:</p><p>Va Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1mol/L</p><p>m Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>c. Cálculo da proteína dispersível pelo método Kjeldahl com recebimento em ácido sulfúrico</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1B Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2B Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1B Molaridade real da solução de ácido sulfúrico</p><p>0,2 mol/L</p><p>M2B Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>140 |</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>d. Índice de dispersibilidade protéica</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the</p><p>American Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method Ba 10-65 - Protein Dispersibility Index (PDI).</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the</p><p>American Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method Ba 10a-05 - Protein Dispersibility Index (PDI).</p><p>• AMERICAN ASSOCIATION OF CEREAL CHEMISTS. Approved Methods of Analysis of AACC.</p><p>11th ed. Method 46-24.01 - Protein Dispersibility Index (modificado).</p><p>| 141</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s31 – ÍNDICE DE IODO – MÉTODO DE WIjS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O índice de iodo de um óleo ou gordura é a medida do seu grau de insaturação. Considerando que</p><p>o iodo reage com as duplas ligações, verifica-se que quanto maior o grau de insaturação, maior será</p><p>proporcionalmente o índice de iodo. Cada óleo possui um intervalo característico do valor do índice</p><p>de iodo. A fixação do iodo ou de outros halogênios se dá nas ligações etilênicas dos ácidos graxos.</p><p>Os resultados são obtidos em termos de número de miligramas de iodo absorvidos por grama de amostra.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a óleos e gorduras de origem vegetal e animal que não contenham ligações duplas</p><p>conjugadas.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)</p><p>c. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>d. Clorofórmio (CHCl</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>f. Iodeto de potássio (KI)</p><p>g. Solução de Wijs</p><p>142 |</p><p>h. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>i. Solução reagente de iodeto de potássio 15% (m/v)</p><p>Dissolver 15 g de iodeto de potássio em água fervida e fria. Transferir para balão volumétrico de</p><p>100 mL, completar o volume com água fervida e fria e homogeneizar.</p><p>j. Solução indicadora de amido 1% (m/v)</p><p>Pesar 1 g de amido e transferir para béquer de 250 mL. Adicionar aproximadamente 50 mL</p><p>de água e aquecer até ebulição. Esfriar. Transferir para balão volumétrico de 100 mL, completar o</p><p>volume com água e homogeneizar. Preparar esta solução momentos antes do uso.</p><p>k. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 24,82 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL de</p><p>solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo da</p><p>luz por 15 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,1 mol/L</p><p>até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e con-</p><p>tinuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>| 143</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sl. Frasco de iodo âmbar ou Erlenmeyer âmbar de 500 mL</p><p>m. Papel vegetal</p><p>n. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Estufa a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Fazer no máximo 3 amostras e 1 branco para não ultrapassar o tempo de reação.</p><p>Titular inicialmente o branco cujo gasto de solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L deve ser de</p><p>47 a 50 mL, em condições normais.</p><p>Dobrar o papel vegetal de maneira a ter o formato de um recipiente.</p><p>Peso da amostra conforme índice de iodo esperado:</p><p>a. Pesar a amostra isenta de umidade e impurezas em papel vegetal, conforme a porcentagem</p><p>de iodo esperada (acima).</p><p>b. Transferir para Erlenmeyer âmbar de 500 mL contendo 20 mL de clorofórmio e agitar até a</p><p>completa dissolução da amostra.</p><p>c. Adicionar volumetricamente 25 mL da solução de Wijs. Tampar e agitar vagarosamente até</p><p>completa homogeneização.</p><p>d. Deixar em repouso por 30 minutos ao abrigo da luz e temperatura aproximada de 25ºC.</p><p>e. Decorrido o tempo de reação, adicionar volumetricamente 20 mL da solução de iodeto de</p><p>potássio 15% (m/v) recém-preparada. Havendo necessidade para melhor visualização da viragem,</p><p>adicionar 100 mL de água recentemente fervida e fria.</p><p>índice de iodo esperado peso da amostra (g)</p><p>< 5</p><p>5 – 20</p><p>21 – 50</p><p>51 – 100</p><p>101 – 150</p><p>151 – 200</p><p>3,00 + 0,02</p><p>1,00 + 0,02</p><p>0,40 + 0,02</p><p>0,20 + 0,01</p><p>0,13 + 0,01</p><p>0,10 + 0,01</p><p>144 |</p><p>f. Titular lentamente com solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L, com agitação constante até</p><p>uma fraca coloração amarela.</p><p>g. Adicionar 1 mL de solução de amido 1% (m/v) recentemente preparada e continuar a titula-</p><p>ção até o desaparecimento da coloração azul.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação do branco, em mL</p><p>Volume da solução tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>12,69 Equivalência molar entre tiossulfato de sódio e iodo</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4. ed. São Paulo: PROL, 2005. p. 597-599.</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY (AOCS). Official methods and recommended practices</p><p>of the American Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method Cd 1-25 - Iodine Value of Fats and Oils.</p><p>| 145</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s32 – ÍNDICE DE PERÓXIDO – MÉTODO A FRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O peróxido oxida o iodeto a iodo elementar que, por sua vez, forma com o amido um complexo</p><p>de inclusão de cor característica escura.</p><p>Os peróxidos são substâncias que apresentam uma ligação oxigênio-oxigênio e que contenham</p><p>o oxigênio em estado de oxidação -1. Geralmente se comportam como substâncias oxidantes.</p><p>A peroxidação lipídica é iniciada por formas químicas de oxigênio, de grande reatividade, cha-</p><p>madas radicais livres, e a sua formação é acelerada pela presença de metais, principalmente ferro</p><p>(Fe), cobre (Cu), zinco (Zn) e níquel (Ni), por altas temperaturas, efeito da luz solar, pela concen-</p><p>tração de oxigênio e por outros tipos de irradiações, como microondas, raio X, etc. Os microrga-</p><p>nismos possuem enzimas que podem exercer efeito oxidante.</p><p>Os peróxidos formados podem se ligar a um grande número de produtos instáveis, que destroem a</p><p>molécula de ácido graxo, originando os produtos de oxidação, que são tóxicos. Muitos deles são peque-</p><p>nos e voláteis, liberando odor característico de ranço, percebidos em processos de avançado estado de</p><p>oxidação. Esta etapa, geralmente é lenta, podendo durar horas, semanas ou meses, dependendo do tipo</p><p>de gordura e das condições ambientais, porém uma vez iniciado o processo, é muito difícil de controlar.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos alimentícios secos (farinhas de origem animal e vegetal, rações, etc.) ou</p><p>úmidos (carnes, salsichas, peixes, etc.) e óleos e gorduras susceptíveis a oxidação.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>146 |</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido acético (C</p><p>2</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Álcool metílico (CH</p><p>3</p><p>OH)</p><p>d. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)n</p><p>e. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Clorofórmio (CHCl</p><p>3</p><p>)</p><p>g. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>h. Iodeto de potássio (KI)</p><p>i. Sulfato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>j. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>k. Solução de sulfato de sódio 1,5% (m/v)</p><p>Pesar 1,5 g de sulfato de sódio anidro e dissolver em 100 mL de água.</p><p>l. Solução de iodeto de potássio saturado (m/v)</p><p>Adicionar 20 mL de água fervida e fria em um béquer de 50 mL e ir adicionando iodeto de po-</p><p>tássio até a saturação. Preparar a solução momentos antes do uso. Estocar em frasco âmbar.</p><p>OBS: 2 mL de água a 20ºC dissolvem aproximadamente 2,88 g de iodeto de potássio</p><p>m. Solução indicadora de amido 1% (m/v)</p><p>Pesar 1 g de amido em béquer de 250 mL. Adicionar 50 mL de água e aquecer até ebulição. Es-</p><p>friar. Transferir para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Utilizar solução recém preparada, desde que não apresente contaminação por fungos.</p><p>n. Solução de ácido clorídrico 1 mol/L</p><p>Diluir 8,5 mL de ácido clorídrico em balão volumétrico de 100 mL contendo 50 mL de água.</p><p>Completar o volume e homogeneizar.</p><p>o. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L</p><p>Pesar 2,482 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>| 147</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPadronização: Pesar exatamente 0,0123 g de dicromato de potássio previamente seco em estu-</p><p>fa a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamen-</p><p>te 70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL</p><p>de solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo</p><p>da luz por 15 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,01</p><p>mol/L até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e</p><p>continuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>p. Erlenmeyer de 250 mL com tampa esmerilhada</p><p>q. Papel de filtro qualitativo</p><p>r. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Centrífuga de baixa rotação (ou funil de decantação)</p><p>b. Agitador / barra magnética de agitação ou mesa agitadora</p><p>c. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>d. Estufa a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve estar homogênea, devendo-se avaliar a necessidade de moagem prévia.</p><p>148 |</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Os volumes de solventes que serão adicionados inicialmente (25, 50 e 20 mL), correspondem a</p><p>uma relação em volume de 1:2:0,8 clorofórmio: metanol: água. Nessa proporção os três solventes</p><p>coexistem em uma solução homogênea.</p><p>No entanto em um segundo momento quando da adição de mais clorofórmio e mais água muda-se</p><p>a proporção para 2:2:1,8, causando a separação total de clorofórmio que carrega os lipídios (camada in-</p><p>ferior), portanto, teoricamente todos os lipídios da amostra ficam dissolvidos em 50 mL de clorofórmio.</p><p>a. Pesar em um Erlenmeyer de 250 mL, uma quantidade de amostra suficiente para que con-</p><p>tenha no mínimo 2 g de óleo, ou seja, massa da amostra(g) x teor de óleo (%) / 100 = 2 g. Geral-</p><p>mente para amostras em que o teor de gordura é elevado (acima 18%), pesar 10 g e para amostras</p><p>com baixo teor de gordura, pesar 20 g.</p><p>b. Adicionar 50 mL de álcool metílico, 25 mL de clorofórmio e suficiente quantidade de água que,</p><p>somada à água da amostra (proveniente da umidade) resulte em 20 mL. (ex.: a umidade de 10 g de</p><p>amostra é 5%, então 20 mL – 0.5 mL = 19.5 mL de água necessária a ser adicionada). Colocar a barra</p><p>magnética e tampar hermeticamente o Erlenmeyer, ou usar agitador tipo Kline, durante 30 minutos.</p><p>c. Adicionar, em seguida, 25 mL de clorofórmio e 25 mL de solução de sulfato de sódio 1,5%</p><p>(m/v). Tampar e agitar por mais 2 minutos.</p><p>d. Transferir a solução com a amostra para um funil de separação e deixar separar as camadas de</p><p>forma natural (ou centrifugar a 1000 rpm por dois minutos para acelerar a separação).</p><p>e. Deixar verter a camada inferior (clorofórmio + lipídio) para um funil pequeno contendo</p><p>papel de filtro e um pouco de sulfato de sódio anidro (para remover os traços de água que, in-</p><p>variavelmente, são arrastados) recolhendo o filtrado em Erlenmeyer de 125 mL. A solução deve</p><p>ficar límpida.</p><p>f. Pipetar exatamente 10 mL do filtrado e transferir para um béquer de 50 mL previamente ta-</p><p>rado (é recomendável que este passo seja levado adiante após a confirmação de peróxido positivo;</p><p>este dado somente será necessário para o cálculo). Colocar na estufa a 105ºC por 60 minutos,</p><p>resfriar em dessecador e pesar.</p><p>| 149</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sg. Com outra pipeta volumétrica, tomando os mesmos cuidados, pipetar exatamente 20 mL</p><p>do filtrado para um Erlenmeyer de 250 mL, adicionar 20 mL de ácido acético concentrado e 0,5</p><p>mL de solução fresca de iodeto de potássio saturado. Agitar e deixar o Erlenmeyer tampado por 1</p><p>minuto em local escuro.</p><p>h. Após 1 minuto adicionar 30 mL de água e 1 mL de amido 1% (m/v). Se ao acrescentar o amido,</p><p>imediatamente aparecer alguma alteração de cor (mesmo que pequena), continuar a titulação. Caso não</p><p>se verifique mudança alguma de coloração, dar como encerrada a análise, ou seja, 0,00 de peróxido.</p><p>i. Titular o iodo liberado com tiossulfato de sódio 0,01 mol/L, com agitação constante. O ponto</p><p>final é quando a cor azul desaparece totalmente.</p><p>j. Fazer uma prova em branco com reagentes, sendo que a titulação desta prova não deve gastar</p><p>mais que 0,5 mL de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>A Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>B Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação da prova branco, em mL</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0.01 mol/L</p><p>m Massa da gordura extraída na alíquota x 2 (massa do béquer mais gordura-massa do</p><p>béquer vazio), em g</p><p>1000 Conversão entre</p><p>unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• BLIGH, E.G. & DYER, W.J. A rapid method of total lipid extration and purification. Can. J. Bio-</p><p>chem. Physiol. 37:911, 1959.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4. ed. São Paulo, 2005. v. 1. p. 593.</p><p>150 |</p><p>33 – ÍNDICE DE PERÓXIDO – MÉTODO A QUENTE</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O peróxido oxida o iodeto a iodo elementar que, por sua vez, forma com o amido um complexo</p><p>de inclusão de cor característica escura.</p><p>Os peróxidos são substâncias que apresentam uma ligação oxigênio-oxigênio e que contenham</p><p>o oxigênio em estado de oxidação -1. Geralmente se comportam como substâncias oxidantes.</p><p>A peroxidação lipídica é iniciada por formas químicas de oxigênio, de grande reatividade, cha-</p><p>madas radicais livres, e a sua formação é acelerada pela presença de metais, principalmente ferro</p><p>(Fe), cobre (Cu), zinco (Zn) e níquel (Ni), por altas temperaturas, efeito da luz solar, pela concen-</p><p>tração de oxigênio e por outros tipos de irradiações, como microondas, raio X, etc. Os microrga-</p><p>nismos possuem enzimas que podem exercer efeito oxidante.</p><p>Os peróxidos formados podem se ligar a um grande número de produtos instáveis, que destro-</p><p>em a molécula de ácido graxo, originando os produtos de oxidação, que são tóxicos. Muitos deles</p><p>são pequenos e voláteis, liberando odor característico de ranço, percebidos em processos de avan-</p><p>çado estado de oxidação. Esta etapa, geralmente, é lenta, podendo durar horas, semanas ou meses,</p><p>dependendo do tipo de gordura e das condições ambientais, porém uma vez iniciado o processo,</p><p>é muito difícil de controlar.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Importante: Avaliar previamente a qualidade do éter etílico utilizado através do seguinte teste</p><p>Método de Detecção de Peróxido com Iodeto de potássio: preparar o reagente, adicionando 100</p><p>mg de iodeto de sódio ou iodeto de potássio à 1,0 mL de ácido acético glacial. Adicionar 0,5 mL a</p><p>1,0 mL do material que está sendo testado à um volume igual do reagente. Uma cor amarela indica</p><p>uma concentração baixa (~0,1%) e uma cor marrom, uma concentração elevada de peróxido na</p><p>amostra. Deve se preparar um branco, utilizando um composto que não forme peróxido (ex.: n-</p><p>hexano puro) para comparação.</p><p>O éter etílico é perigoso se concentrado, formando peróxidos naturalmente. Descartar após 6</p><p>meses. Não estocar grandes quantidades.</p><p>| 151</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos alimentícios secos (farinhas de origem animal e vegetal, rações, etc.) ou</p><p>úmidos (carnes, salsichas, peixes, etc.) e óleos e gorduras susceptíveis a oxidação.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido acético (C</p><p>2</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)n</p><p>d. Butilhidroxitolueno (BHT) (C</p><p>15</p><p>H</p><p>24</p><p>O)</p><p>e. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Clorofórmio (CHCl</p><p>3</p><p>)</p><p>g. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>h. Éter de petróleo</p><p>i. Iodeto de potássio (KI)</p><p>j. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>k. Solução de ácido acético + clorofórmio (3:2) (v/v)</p><p>Misturar 3 partes de ácido acético em 2 partes de clorofórmio.</p><p>l. Solução reagente de ácido clorídrico 1 mol/L</p><p>Medir 8,5 mL de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 100 mL contendo apro-</p><p>ximadamente 50 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>m. Solução indicadora de amido 1% (m/v)</p><p>Pesar 1 g de amido em béquer de 250 mL. Adicionar 50 mL de água e aquecer até ebulição. Es-</p><p>friar. Transferir para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Preparar a solução momentos antes do uso.</p><p>152 |</p><p>n. Solução reagente de iodeto de potássio saturada</p><p>Adicionar 20 mL de água fervida e fria em um béquer de 50 mL e ir adicionando iodeto de po-</p><p>tássio até saturação. Preparar a solução momentos antes do uso. Estocar em frasco âmbar.</p><p>OBS: 2 mL de água a 20 ºC dissolvem aproximadamente 2,88 g de iodeto de potássio</p><p>o.Solução de éter de petróleo + BHT</p><p>Dissolver 1 g de BHT em 1000 mL de éter de petróleo.</p><p>p. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L</p><p>Pesar 2,482 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,0123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL</p><p>de solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo</p><p>da luz por 10 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,01</p><p>mol/L até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e</p><p>continuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>| 153</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sq. Bureta de 25 mL (div 0,05mL)</p><p>r. Erlenmeyer de 250 mL com tampa esmerilhada</p><p>s. Funil analítico</p><p>t. Papel de filtro qualitativo</p><p>u. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Placa aquecedora</p><p>b. Banho-maria (70 ºC – 80 ºC)</p><p>c. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>d. Estufa a 105 ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve estar homogênea, devendo-se avaliar a necessidade de moagem prévia.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Óleos e gorduras: pesar 5,0±0,5 g da amostra em Erlenmeyer de 250 mL e seguir o procedi-</p><p>mento a partir do passo 10.4.</p><p>b. Outros produtos: pesar 50,0±5,0 g de amostra, adicionar 100 mL da solução de BHT + éter</p><p>de petróleo e agitar vigorosamente repetidas vezes, deixar decantar e em seguida filtrar em funil de</p><p>vidro contendo papel de filtro qualitativo ou algodão (opcionalmente pode-se centrifugar à 2500</p><p>rpm durante 10 minutos, desde que a centrífuga seja à prova de explosão).</p><p>c. Em um Erlenmeyer de 250 mL, previamente tarado, receber o filtrado e evaporar o resíduo</p><p>de éter em banho-maria à 80ºC. Colocar em estufa a 105ºC, durante 10 minutos. Esfriar em des-</p><p>secador e repesar.</p><p>d. Após a pesagem do frasco contendo a gordura, adicionar 30 mL da mistura ácido acético +</p><p>clorofórmio e 0,5 mL da solução de iodeto de potássio saturada, agitar até completa dissolução.</p><p>e. Tampar o frasco e deixar em repouso por 1 minuto no escuro (ao abrigo da luz).</p><p>f. Acrescentar 30 mL de água e agitar vagarosamente.</p><p>154 |</p><p>g. Adicionar 1 mL da solução de amido. Se ocorrer mudança da cor escura (azul/violeta), mesmo</p><p>que a mudança de tonalidade seja sutil, proceder a titulação com a solução de tiossulfato de sódio</p><p>0,01 mol/L até o completo desaparecimento da coloração azul.</p><p>h. Fazer um branco com os reagentes, sendo que a titulação desta prova não deve gastar mais</p><p>que 0,5 mL de solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>A Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação da amostra, em mL</p><p>B Volume</p><p>e contaminação cruzada, permitir a correta execução</p><p>das análises laboratoriais e incluir todas as precauções de segurança e de saúde necessárias para a</p><p>amostrador e o ambiente.</p><p>O pessoal responsável pela amostragem deve ser treinado nos procedimentos aplicáveis e ter o</p><p>conhecimento necessário do produto a ser amostrado, das ferramentas usadas na amostragem, de</p><p>adequação e limpeza do ambiente e do recipiente de contenção da amostra para não permitir a sua</p><p>contaminação ou deterioração.</p><p>PROCEDIMENTO DE AMOSTRAGEM E EQUIPAMENTOS</p><p>Para a execução do procedimento de amostragem, ferramentas e materiais apropriados devem</p><p>estar disponíveis para permitir:</p><p>■ A abertura de bags, embalagens, barris, tambores, containers, caminhões, etc.;</p><p>■ O fechamento de embalagens;</p><p>■ A rotulagem indicativa de que uma amostra foi removida;</p><p>■ A estocagem, retenção e preservação da amostra;</p><p>■ A rotulagem do recipiente de estocagem e retenção;</p><p>| 11</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s■ As precauções de amostragem requeridas para os métodos de análises químicas e</p><p>microbiológicas.</p><p>Todas as ferramentas e materiais auxiliares devem ser inertes e estar em condições de limpeza</p><p>antes e depois do uso. Da mesma maneira, a limpeza da embalagem a ser amostrada deve ser con-</p><p>siderada antes da amostragem.</p><p>A indústria de alimentação animal usa uma combinação de ferramentas para a coleta de amos-</p><p>tras. Caminhões e vagões graneleiros ou de farelo de soja são frequentemente amostrados usando</p><p>uma sonda de mão (calador). Cargas a granel podem ser estratificadas e múltiplas amostras coleta-</p><p>das se houver diferentes porções de grãos a serem amostradas.</p><p>Sondas perfuradas podem ser usadas para coletar uma amostra representativa de grãos, farelo de</p><p>soja ou ração final. A sonda deve ser longa o suficiente para penetrar ao menos ¾ da profundidade</p><p>do material. Amostras de grãos são coletadas usando uma sonda de 4,13 cm de diâmetro que consiste</p><p>em dois tubos, um dentro do outro. O tubo interno é dividido em compartimentos e permite a coleta</p><p>individual da amostra para detecção de inconsistência na qualidade dos grãos ao longo da carga. Este</p><p>procedimento é mais trabalhoso, pois o conteúdo da sonda deve ser esvaziado e inspecionado antes</p><p>do grão ser transferido para um recipiente. Sondas manuais abertas, nas quais o tubo interno não é</p><p>dividido em compartimentos, são usadas para amostragem de matérias-primas incluindo grãos. O</p><p>conteúdo da sonda é esvaziado e ocorre mistura, tornando difícil proceder a uma inspeção visual</p><p>para checar inconsistências da carga em sua extensão. Uma sonda manual em espiral permite que as</p><p>aberturas no tubo interno girem e abram primeiro na parte inferior e então em passos graduais até o</p><p>topo. Isto assegura que uma porção adequada de amostra seja coletada em todo o perfil do material.</p><p>Entretanto, o uso incorreto desta sonda pode resultar num efeito oposto se o tubo interno girar na</p><p>direção oposta, resultando em uma quantidade desproporcional de amostra coletada a partir do topo.</p><p>A sonda deve ser inserida no grão ou ração num ângulo de 10˚ da vertical, com a face das aberturas</p><p>voltada para cima e completamente fechada. Um ângulo de 10˚ é usado para obter uma seção trans-</p><p>versal do material, inserindo a extremidade da sonda o mais perto possível do fundo da carga. As</p><p>fendas devem ser mantidas fechadas até que a sonda seja inserida o mais fundo possível. Se as fendas</p><p>da sonda forem abertas enquanto ela penetra nos grãos, uma quantidade desproporcional de material</p><p>do topo encherá a sonda. Após a sonda ser totalmente inserida, as fendas devem ser abertas e a sonda</p><p>movida para cima e para baixo rapidamente em dois movimentos. As fendas são, então, fechadas</p><p>completamente, a sonda é removida pelo tubo externo e retirada da carga amostrada.</p><p>O amostrador de grãos tipo Pelicano é usado para amostragem do grão em linha. A sonda é uma bol-</p><p>sa de couro de aproximadamente 0,46 m de comprimento, com uma haste de ferro inserida ao longo da</p><p>borda para manter a bolsa aberta. A bolsa é presa a uma longa vara. A soda Pelicano foi desenhada para</p><p>12 |</p><p>colher amostras enquanto a bolsa é colocada e puxada ao longo de uma cascata de grãos. O amostrador</p><p>Pelicano é útil na amostragem de grãos, farelo de soja ou produto acabado descarregado de caminhões.</p><p>Sacarias de premixes e produtos com medicamentos devem ser amostrados com uma sonda</p><p>para bags. Sondas afuniladas são usadas para amostrar bags fechados de pós e granulados.</p><p>Sondas duplas para sacarias são construídas de aço inoxidável ou latão cromado. Estas sondas</p><p>estão disponíveis em vários comprimentos e diâmetros, em modelos com extremidade aberta ou fe-</p><p>chada e podem ser usados para amostrar sacos abertos ou fechados de ingredientes pós e granulados.</p><p>Sondas de tubo único e extremidade aberta são construídas de aço inoxidável e usadas para</p><p>amostrar sacos abertos de materiais secos e em pó, quando é necessário remover uma amostra do</p><p>meio do material.</p><p>Gorduras, melaço e outros ingredientes líquidos armazenados em tambores ou barris podem ser</p><p>amostrados com um tubo de vidro ou aço inoxidável. Recipientes de líquidos podem requerer uma</p><p>bomba de amostragem. Em todos os casos, o líquido deve ser agitado antes da retirada da amostra</p><p>para garantir a homogeneização do material.</p><p>Amostras de forragem devem conter quantidade substancial do material. O procedimento de</p><p>amostragem e a preparação da amostra vão variar conforme o material seja forragem seca, silagem,</p><p>pastagem, forragem verde picada ou forragem no campo. A amostra deve ser coletada em vinte</p><p>diferentes pontos usando um amostrador de profundidade. Se a ferramenta não estiver disponível,</p><p>pode ser usada amostragem manual. Tomar cuidado para evitar perda de folhas quando utilizar</p><p>este último procedimento.</p><p>A coleta de amostras de silagem deve ser feita pela remoção de uma coluna de 0,15m de profun-</p><p>didade por 0,30 m de largura na face aberta. A silagem deve ser misturada, colocada em um saco</p><p>plástico, fechada e acondicionada hermeticamente para remover o ar.</p><p>A amostragem de pastagem está sujeita a variações da fertilidade do solo e teor de umidade,</p><p>portanto deve ser feita com cuidado. De oito a dez pontos devem ser selecionados para amos-</p><p>tragem, removendo aproximadamente 0,1 m2 na altura da forragem de cada local. A composição</p><p>de sub-amostras deve ser misturada e o material reduzido a 1 kg como a amostra de trabalho.</p><p>Amostras de pastagem verde devem ser imediatamente secas para evitar alterações químicas.</p><p>Amostras de água devem ser coletadas diretamente em um recipiente limpo, de lagoas, lagos,</p><p>tanques ou outras fontes. O recipiente deve ser imerso, segurando-o de boca para baixo a 0,30 m</p><p>da superfície. Então, virado de boca para cima para ser preenchido com a amostra. A água de tu-</p><p>bulações extensas deve ser amostrada após escoamento de dois a quatro minutos, para garantir que</p><p>não ficou parada na tubulação. Quando for executada análise microbiológica, deve ser utilizado</p><p>recipiente estéril na amostragem da água.</p><p>| 13</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sO produto acabado pode ser amostrado enquanto é transferido para o veículo de transporte, se</p><p>estiver na forma granel.</p><p>Qualquer sinal de material não uniforme, que inclui diferenças em formato, tamanho ou cor das</p><p>partículas em material cristalino, granular ou pó, crosta de umidade em substâncias higroscópicas,</p><p>depósito de material sólido ou estratificado em produtos líquidos, deve ser detectado durante o</p><p>procedimento de amostragem. Porções de material de área não homogênea devem ser amostradas</p><p>separadamente e não devem ser misturadas para que não mascarem problemas de qualidade.</p><p>REDUÇÃO DE AMOSTRAS</p><p>Reduções de amostras podem ser feitas através do quarteamento da amostra para uma quanti-</p><p>dade conveniente para a análise. A amostra composta deve ser espalhada em um plástico ou papel</p><p>limpo, formando uma camada uniforme. O papel é marcado</p><p>da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L gasto na titulação da prova branco, em mL</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,01 mol/L</p><p>m Massa da gordura, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 965.33 – Peroxide value of oils and fats (41.1.16).</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4. ed. São Paulo: Prol, 2005. p. 593-594.</p><p>| 155</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s34 – IODO – VIA ÚMIDA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os sais iodatos, quando tratados com iodeto de potássio em meio ácido, liberam iodo. O iodo</p><p>liberado pela ação do iodeto de potássio e ácido sulfúrico é determinado por titulação com o tios-</p><p>sulfato de sódio.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável para iodato de cálcio e iodato de potássio.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Amido solúvel (C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)</p><p>d. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>f. Iodeto de potássio (KI)</p><p>g. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>156 |</p><p>h. Solução reagente de iodeto de potássio 100 g/L</p><p>Dissolver 50 g de iodeto de potássio em água previamente fervida e resfriada. Transferir para</p><p>balão volumétrico de 500 mL, completar o volume com água fervida e resfriada e homogeneizar.</p><p>i. Solução reagente de ácido clorídrico 1 mol/L</p><p>Medir 85 mL de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>j. Solução de ácido sulfúrico 100 g/L</p><p>Medir 5,6 mL de ácido sulfúrico e transferir para balão volumétrico de 100 mL, contendo apro-</p><p>ximadamente 70 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>k. Solução volumétrica padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 24,82 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL de</p><p>solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo da</p><p>luz por 10 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado 0,1 mol/L</p><p>até aproximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e con-</p><p>tinuar a titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>| 157</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sl. Solução indicadora de amido 1% (m/v)</p><p>Pesar 1g de amido e transferir para béquer de 250 mL. Adicionar aproximadamente 50 mL de</p><p>água e aquecer até ebulição. Esfriar. Transferir para balão volumétrico de 100 mL, completar o</p><p>volume com água e homogeneizar. Preparar momentos antes do uso.</p><p>m. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Estufa a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Moer e homogeneizar em almofariz se necessário.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 0,10 ± 0,01 g da amostra previamente moída e homogeneizada. Transferir para Erlen-</p><p>meyer de 300 mL com tampa esmerilhada.</p><p>b. Adicionar 100 mL da solução de iodeto de potássio 100 g/L.</p><p>c. Adicionar 10 mL da solução de ácido sulfúrico 100 g/L.</p><p>d. Agitar até dissolução e deixar em repouso por 10 minutos ao abrigo da luz.</p><p>e. Titular lentamente com solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L até uma fraca coloração</p><p>amarela.</p><p>f. Adicionar 1 mL da solução de amido 1% (m/v) recentemente preparada e continuar a titulação</p><p>até o desaparecimento da coloração azul.</p><p>158 |</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>0,02116 Equivalência molar entre tiossulfato de sódio 0,1 mol/L e iodo.</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>FARMACOPEIA PORTUGUESA IX ed., 2008. Método Iodo (I2).</p><p>| 159</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s35 – LIGNINA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A lignina é uma macromolécula tridimensional amorfa, encontrada na maioria das plantas</p><p>terrestres e que, associada à celulose na parede celular, tem como função conferir rigidez, im-</p><p>permeabilidade e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais. Na</p><p>alimentação animal é a fração não digestível das forrageiras e, quando a lignina está associada a</p><p>carboidratos estruturais da parede celular, reduz a digestibilidade destes pelos ruminantes. Desta</p><p>maneira, a lignina não digerida forma uma “barreira física” à digestão dos nutrientes contidos no</p><p>interior das células.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Solução de ácido sulfúrico 72%</p><p>Adicione 408 mL de água em um béquer de 2 L, em seguida, 666 mL de ácido sulfúrico con-</p><p>centrado. Adicione o ácido lentamente ao béquer com água.</p><p>Deixe esfriar a solução, em seguida transfira para um balão volumétrico de 1000 mL, previa-</p><p>mente pesado.</p><p>160 |</p><p>A massa da solução final, descontada a massa do balão, deve ser de 1634 g, com o menisco do</p><p>balão ajustado.</p><p>Caso o volume da solução se apresente com massa final superior ou inferior ao indicado, deve-se</p><p>proceder da seguinte maneira para corrigi-la:</p><p>■ massa superior: retirar solução do balão e completar o volume com água para corrigir a den-</p><p>sidade para 1,634 g/cm3;</p><p>■ massa inferior: retirar a solução e completar o volume com ácido sulfúrico para corrigir a</p><p>densidade para 1,634 g/cm3.</p><p>c. Béquer de 2 L</p><p>d. Bandeja de vidro</p><p>e. Dessecador com sílica gel</p><p>f. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução 0,0001 g)</p><p>b. Bomba de vácuo</p><p>c. Estufa de secagem à 105 ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>d. Mufla</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para esta análise, utiliza-se o resíduo da análise da FDA.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Utilizar o resíduo da determinação da FDA (Método n° 19) não incinerado.</p><p>b. Adicionar a solução de ácido sulfúrico a 72% em cadinhos alojados em bandejas de vidro até</p><p>cobrir a amostra.</p><p>c. Inserir um bastão de vidro em cada cadinho, que servirá para homogeneizar o produto e</p><p>acelerar a digestão.</p><p>d. Completar frequentemente o volume do cadinho, com solução de ácido sulfúrico a 72% para</p><p>que</p><p>as amostras fiquem totalmente submersas, durante as 3 horas consecutivas da análise.</p><p>e. Após as 3 horas, filtrar sob vácuo até esgotar todo o ácido. Lavar abundantemente o cadinho</p><p>e o bastão de vidro com água fervente, até a retirada total do ácido, tanto do lado interno como do</p><p>externo, para evitar o acúmulo de resíduo ácido na amostra e no cadinho.</p><p>f. Levar os cadinhos para estufa a 105°C, por no mínimo 4 horas. Esfriar em dessecador e pesar.</p><p>| 161</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sg. Após esse procedimento, levar os cadinhos a mufla para serem incinerados a 550-600 °C, por</p><p>3 horas após atingir a temperatura.</p><p>h. Retirar os cadinhos da mufla a 250 °C, esfriar em dessecador e pesar.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>A Massa do cadinho vazio, em g</p><p>B Massa do cadinho + lignina, em g</p><p>C Massa do cadinho + cinzas, em g</p><p>m Massa da amostra utilizada na extração do FDA, em g</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge. Análise de Alimentos – Métodos químicos e biológicos. 3. ed. 2006. p. 113-115.</p><p>• PEREIRA, João Ricardo Alves; ROSSI JR., Paulo. Manual prático de avaliação nutricional de ali-</p><p>mentos. Piracicaba: FEALQ, s.d. p 5-6.</p><p>• NUSSIO, Luiz Gustavo; NUSSIO, Carla Maris Bittar; CAMPOS, Fábio Prudêncio. Métodos de</p><p>Análises de Alimentos. Piracicaba: ESALQ/USP, 2002, p 45-46.</p><p>162 |</p><p>36 – MANGANêS POR COLORIMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A determinação de Manganês por colorimetria é utilizada como alternativa à metodologia por</p><p>Espectrometria de Absorção Atômica.</p><p>Fundamenta-se na oxidação do manganês em meio ácido. O periodato oxida lentamente os sais</p><p>de manganês a permanganato, com coloração característica que é medida colorimetricamente.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável em sulfato de manganês e óxidos de manganês.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Ácido fosfórico (H</p><p>3</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>)</p><p>d. Metaperiodato de potássio (KIO</p><p>4</p><p>).</p><p>e. Sulfato de manganês mono hidratado (MnSO</p><p>4</p><p>.H</p><p>2</p><p>O).</p><p>f. Ampola padrão de manganês (1,000 ± 0,002 g). Utilizar para diluir e preparar a solução de 1,0</p><p>mg ou preparar a solução diretamente conforme abaixo.</p><p>| 163</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sg. Solução padrão de manganês 1 g/L</p><p>Pesar exatamente 0,3076 g de sulfato de manganês mono hidratado, solubilizar e transferir</p><p>quantitativamente para balão volumétrico de 100 mL. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>h. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Fotocolorímetro ou Espectrofotômetro</p><p>c. Placa aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a.Confecção da Curva Padrão:</p><p>I. Transferir volumetricamente alíquotas de 0,5 mL; 1,0 mL; 2,0 mL e 3,0 mL da solução padrão</p><p>de 1,0 mg para béquer de 600 mL. Preparar um branco com todos os reagentes utilizados no pre-</p><p>paro da curva, exceto a solução padrão.</p><p>II. Adicionar em cada alíquota 100 mL de água, 10 mL de ácido nítrico, 10 mL de ácido fosfórico</p><p>e 0,5 g de metaperiodato de potássio.</p><p>III. Ferver por 10 minutos até que a solução adquira coloração semelhante à do permanganato.</p><p>IV. Esfriar e transferir para balão volumétrico de 200 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>V. Fazer as leituras em absorbância após zerar com o branco, usando 530 nm de comprimento</p><p>de onda ou o estabelecido por meio de varredura.</p><p>Nota: A linearidade deverá ser avaliada, devendo estar idealmente o mais próximo possível de</p><p>1,000. A equação da reta poderá ser estabelecida para cálculo dos resultados.</p><p>b. Procedimento analítico</p><p>A alíquota a ser tomada da solução a ser analisada deverá estar na faixa da curva padrão.</p><p>I. Pesar 0,50 ± 0,01 g da amostra previamente moída e homogeneizada. Transferir para béquer</p><p>de 250 mL.</p><p>II. Adicionar 8 mL de ácido clorídrico, aquecer em placa aquecedora e evaporar até quase secura.</p><p>III. Dissolver em água e transferir quantitativamente para balão volumétrico de 500 mL, comple-</p><p>tar o volume e homogeneizar. Filtrar, desprezando os primeiros 10 mL.</p><p>164 |</p><p>IV. Retirar do filtrado uma alíquota de 5 mL, transferir para béquer de 600 mL e prosseguir</p><p>conforme os passos 10.a.II, 10.a.III, 10.a.IV e 10.a.V.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>C Concentração de manganês na alíquota, em mg</p><p>LA Leitura da amostra (abs ou T)</p><p>LP Leitura do padrão (abs ou T)</p><p>VP Valor do padrão de trabalho (mg)</p><p>Volume do balão inicial, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>Volume da alíquota, em mL</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 917.04 – Manganese (acid-soluble) in animal feed, colorime-</p><p>tric method (4.8.12).</p><p>| 165</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s37 – MATÉRIA INSAPONIFICÁVEL</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Matéria insaponificável são substâncias que frequentemente se encontram dissolvidas nas gorduras</p><p>e óleos e que não podem ser saponificadas por tratamento usual com soda (NaOH), mas são solúveis</p><p>em solventes normais para gorduras e óleos. Incluem-se neste grupo de componentes, alcoóis alifá-</p><p>ticos de alto peso molecular, esteróis (sitosterol, colesterol, tocoferóis), pigmentos e hidrocarbonetos.</p><p>Geralmente os níveis encontrados e aceitáveis são:</p><p>■ Teor em óleos vegetais – em geral, entre 1 a 2%.</p><p>■ Óleo de abacate: até 7% (avocatinas).</p><p>■ Óleo de café: até 12% (alcoóis diterpênicos).</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>O método é aplicável a gorduras e óleos animais e vegetais, não sendo adequado para gorduras</p><p>e óleos contendo quantidade excessiva de matéria insaponificável, como os óleos marinhos.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Álcool etílico 95% (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH).</p><p>b. Éter de petróleo</p><p>c. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de potássio (KOH)</p><p>166 |</p><p>e. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>f. Solução reagente de hidróxido de potássio 50% (p/v)</p><p>Dissolver 100 g de hidróxido de potássio em água, esfriar e completar o volume para 200 mL.</p><p>g. Solução volumétrica padronizada de hidróxido de sódio 0,02 mol/L</p><p>Pesar cerca de 0,820 g de hidróxido de sódio e dissolver em água. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar 0,080 g de biftalato de potássio previamente seco em estufa a 105ºC por</p><p>duas horas. Dissolver em Erlenmeyer com aproximadamente 75 mL de água. Adicionar 4 gotas de</p><p>solução indicadora de fenolftaleína e titular gotejando a solução de hidróxido de sódio 0,02 mol/L</p><p>até coloração levemente rósea.</p><p>Cálculo da molaridade real</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de hidróxido de sódio</p><p>m Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>V Volume da solução de hidróxido de sódio 0,02 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>h. Álcool etílico 95% neutralizado</p><p>O álcool etílico 95% neutralizado deve ser preparado momentos antes do uso.</p><p>Manter o frasco de álcool etílico 95% bem fechado para evitar a formação de ácido carbônico.</p><p>Adicionar 4 gotas de solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v) e com agitação constante,</p><p>gotejar a solução de hidróxido de sódio 0,02 mol/L até coloração levemente rósea.</p><p>i. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir para</p><p>balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com álcool</p><p>etílico e homogeneizar.</p><p>j. Solução de álcool etílico 10% (v/v)</p><p>Misturar 10 mL de álcool etílico 95% em 90 mL de água.</p><p>| 167</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sk. Bureta (div. 0,05 mL)</p><p>l. Condensador de refluxo</p><p>m. Erlenmeyer ou balão Soxhlet de 250 mL</p><p>n. Funil de separação de 500 mL</p><p>o. Papel de filtro qualitativo</p><p>p. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Banho termostático (60-70ºC)</p><p>c. Estufa de secagem com circulação de ar forçada 100ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Fazer um branco sem a presença de óleo ou gordura e proceder da mesma maneira que a amostra.</p><p>a. Pesar em Erlenmeyer ou balão Soxhlet, 5,0 ± 0,5 g da amostra bem homogeneizada.</p><p>b. Adicionar 30 mL de álcool etílico 95% e 5 mL da solução de hidróxido de potássio 50% (p/v).</p><p>Aquecer suavemente, mas de modo constante, sob refluxo durante uma hora ou até completa</p><p>saponificação. Saponificação completa (quando a fase líquida transforma-se em pasta) é essencial.</p><p>c. Adicionar 40 mL de álcool etílico 95% e 40 mL de água previamente fervida e resfriada até</p><p>aproximadamente 50ºC para solubilizar a amostra saponificada.</p><p>d. Transferir a amostra fria para um funil de separação de 500 mL, lavando as paredes do reci-</p><p>piente com pequenas porções de éter de petróleo, para retirada de toda a amostra.</p><p>e. Adicionar 50 mL de éter de petróleo. Agitar antes de tampar o funil de separação para a libe-</p><p>ração dos gases e, após tampar, agitar vigorosamente durante 1 minuto. Deixar em repouso até que</p><p>as fases se separem.</p><p>f. Recolher a camada inferior em béquer para nova extração e transferir a camada superior para</p><p>um segundo funil de separação.</p><p>g. Retornar a fase inferior para o primeiro funil de separação e repetir os itens 10.e e 10.f por</p><p>mais 6 vezes, juntando as fases superiores no segundo funil.</p><p>h. Lavar os extratos combinados no segundo funil de separação no mínimo 5 vezes, com por-</p><p>ções de 25 mL de solução de álcool etílico 10% (v/v), agitando vigorosamente e desprezando a ca-</p><p>168 |</p><p>mada alcoólica (inferior). Esta etapa é importante, pois indica a presença de hidróxido de potássio</p><p>residual o qual afeta a etapa de titulação. A lavagem com álcool etílico 10% (v/v) deve ser realizada</p><p>até que a solução de lavagem não apresente mais coloração rosa após a adição de uma gota de so-</p><p>lução alcoólica indicadora de fenolftaleína.</p><p>i. Transferir a fração etérea (superior), filtrando sobre papel de filtro para balão de fundo chato</p><p>ou Erlenmeyer previamente tarado. Lavar o papel de filtro com porções de éter de petróleo.</p><p>j. Recuperar o éter de petróleo em conjunto extrator de gordura e evaporar o solvente rema-</p><p>nescente em banho termostático. Completar a secagem em estufa com circulação de ar forçada a</p><p>100ºC por uma hora. Esfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente e pesar.</p><p>Repetir a operação de secagem durante 30 minutos até peso constante.</p><p>k. Após a pesagem, dissolver o resíduo em 50 mL de álcool etílico neutralizado. À temperatura</p><p>aproximada de 50ºC, titular com solução de hidróxido de sódio 0,02 mol/L até coloração rósea,</p><p>usando solução alcoólica indicadora de fenolftaleína.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>A Massa do resíduo obtido após a secagem, em g</p><p>B Massa do ácido graxo determinado por titulação, em g. Fazer conversão conforme abaixo,</p><p>antes de fazer o cálculo da matéria insaponificável: Peso ácidos graxos (g) = mL gasto da</p><p>solução de hidróxido de sódio 0,02 mol/L x MR x 0,0056</p><p>C Massa do branco determinado por titulação, em g</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY (AOCS). Official methods and recommended practices of</p><p>the American Oil Chemists Society. 6th ed, 2013, method Ca 6a-40 - Unsaponifiable matter in fats</p><p>and oils, except marine oils.</p><p>| 169</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s38 – MATÉRIA PRÉ-SECA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Matéria seca é a fração do alimento excluída a umidade natural deste.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Deve-se levar em consideração que se forem realizadas determinações na amostra pré-seca,</p><p>como proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, matéria mineral, macro e microminerais, entre</p><p>outras, os resultados deverão ser expressos com a observação “resultados obtidos em matéria pré-</p><p>seca”, se assim forem divulgados.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos ou subprodutos de origem animal e vegetal que apresentem teores elevados</p><p>de umidade, impossibilitando determinados procedimentos analíticos na amostra in natura ou</p><p>quando ocorrem alterações de nutrientes ou perdas em condições ambientes.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Massa da bandeja refere-se à massa da bandeja de alumínio vazia.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Bandejas de alumínio ou recipiente adequado à temperatura de trabalho</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Balança semi-analítica (resolução de 0,01 g)</p><p>8.2. Estufa de secagem com renovação e circulação forçada de ar 55 ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>170 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Forragens verdes, silagens e tubérculos devem ser cortados com instrumento inoxidável, antes</p><p>da pré-secagem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Pesar aproximadamente 300g de amostra, dispondo-a de forma homogênea em recipiente</p><p>previamente tarado.</p><p>10.2. Colocar em estufa a 55ºC por um período de 48 a 72 horas ou até que o material apresente</p><p>consistência quebradiça, permitindo a moagem.</p><p>10.3. Retirar da estufa e deixar esfriar a temperatura ambiente</p><p>10.4. Pesar o conjunto recipiente + amostra seca.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>A Massa do recipiente + amostra após secagem, em g</p><p>B Massa do recipiente, em g</p><p>C Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>SILVA, Dirceu Jorge, QUEIROZ, Augusto César de. Análise de Alimentos – Métodos Químicos e</p><p>Biológicos. 3.ed. Viçosa: Ed. UFV, 2006. p. 23-29.</p><p>| 171</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s39 – MICOTOXINAS (AFLATOXINAS B1, B2, G1 E G2,</p><p>OCRATOXINA, ZEARALENONA E ESTERIGMATOCISTINA)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Micotoxinas são metabólitos tóxicos produzidos por alguns fungos denominados de fungos</p><p>toxigênicos, sendo os principais representantes os dos gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusarium,</p><p>que infectam produtos e subprodutos agrícolas.</p><p>Estas toxinas são carcinogênicas, mutagênicas e teratogênicas e, dependendo da dosagem, cau-</p><p>sam doenças ou mesmo a morte quando ingeridas pelo homem ou pelos animais domésticos.</p><p>As Micotoxinas não são completamente removidas por processos de descontaminação industrial, por</p><p>isso a importância do controle de qualidade. Entre as principais micotoxinas de interesse na área de ali-</p><p>mentos citamos: aflatoxinas, patulina, ocratoxina, zearalenona, tricotecenos, fumonisinas entre outras.</p><p>As Micotoxinas determinadas por este método são:</p><p>Aflatoxinas: produzidas por fungos do gênero Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus. Estes</p><p>fungos produzem vários tipos de Aflatoxinas como B1, B2, G1, G2 e M1, entretanto, a Aflatoxina</p><p>B1 é a mais frequente de todas e a mais potente em toxicidade. A aflatoxina M1 é derivada da in-</p><p>gestão de aflatoxina (B1, B2, G1, G2) ela é encontrada no leite e seus derivados.</p><p>Porcentagem de Toxicidade das Aflatoxinas:</p><p>Aflatoxina B1 tem 100%;</p><p>Aflatoxina B2 tem 50%;</p><p>Aflatoxina G1 tem 25%;</p><p>Aflatoxina G2 tem 12,5%;</p><p>Esterigmatocistina: produzida por fungo do gênero Aspergillus versicolor e Aspergillus nidulans.</p><p>Ocratoxina: produzida por fungo do gênero Aspergillus ochraceus e várias espécies do fungo</p><p>Penicillium, somente a Ocratoxina A é de importância toxicológica.</p><p>Zearalenona: é uma micotoxina estrogênica</p><p>produzida pelo fungo do gênero Fusarium graminearum</p><p>e Fusarium moniliforme.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio</p><p>dos produtos químicos e padrões de toxinas.</p><p>172 |</p><p>O material contaminado deve ser tratado com hipoclorito de sódio a 5% (v/v) e acetona antes</p><p>de ser descartado e lavado. Enxaguar bem todo o material para que não fique nenhum resíduo</p><p>oxidante utilizado. Como alternativa, deixar o material contaminado pelo período de 30 minutos</p><p>em solução de hidróxido de sódio a 5% (m/v).</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em milho, amendoim, trigo, triticale, cevada, centeio, farelos, canjicas, quireras, fari-</p><p>nhas, rações e outros tipos de alimentos destinados para consumo humano ou animal.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Rf – Tempo de retenção</p><p>AFB – Aflatoxina B</p><p>AFG – Aflatoxina G</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Acetato de etila (CH</p><p>3</p><p>COOC</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>)</p><p>b. Acetona (CH</p><p>3</p><p>COCH</p><p>3</p><p>)</p><p>c. Ácido fórmico (CH</p><p>2</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>d. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>e. Ácido trifluoracético (C</p><p>2</p><p>HF</p><p>3</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>f. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>g. Álcool metílico (CH</p><p>3</p><p>OH)</p><p>h. Cloreto de alumínio (AlCl</p><p>3</p><p>.6H</p><p>2</p><p>O)</p><p>i. Cloreto de potássio KCl</p><p>j. Clorofórmio (CHCl</p><p>3</p><p>)</p><p>k. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>l. Padrões para Aflatoxinas, Ocratoxina, Esterigmatocistina e Zearalenona (Diluídos)</p><p>m. Sulfato de amônio ((NH</p><p>4</p><p>)</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>n. Sulfato de cobre penta hidratado (CuSO</p><p>4</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>| 173</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>so. Sulfato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>p. Terra diatomácea</p><p>q. Toluol (C</p><p>6</p><p>H</p><p>5</p><p>CH</p><p>3</p><p>)</p><p>r. Solução de ácido sulfúrico 0,009 mol/L</p><p>Pipetar 1 mL de ácido sulfúrico para balão volumétrico de 2000 mL e completar o volume com água.</p><p>s. Solução A (dicromato de potássio 0,25 mM)</p><p>Pesar aproximadamente 0,078 g de dicromato de potássio previamente seco e dissolver em 1000</p><p>mL de ácido sulfúrico 0,009 mol/L.</p><p>t. Solução B (dicromato de potássio 0,125 mM)</p><p>Pipetar 25 mL da solução A, transferir para um balão de 50 mL e completar o volume com so-</p><p>lução de ácido sulfúrico 0,009 mol/L.</p><p>u. Solução C (dicromato de potássio 0,0625 mM)</p><p>Pipetar 25 mL da solução B, transferir para balão de 50 mL e completar o volume com solução</p><p>de ácido sulfúrico 0,009 mol/L.</p><p>v. Solução de cloreto de potássio 4% (m/v)</p><p>Pesar 40 g de cloreto de potássio e diluir com água em balão volumétrico de 1000 mL.</p><p>w. Solução de sulfato de amônio 30% (m/v)</p><p>Pesar 300 g de sulfato de amônio e diluir com água em balão volumétrico de 1000 mL.</p><p>x. Solução de sulfato de cobre penta-hidratado 10% (m/v)</p><p>Pesar 100 g de sulfato de cobre penta-hidratado e diluir com água em balão volumétrico de 1000 mL.</p><p>y. Solução de ácido sulfúrico 20% (v/v)</p><p>Adicionar cuidadosamente 20 mL de ácido sulfúrico concentrado em um béquer contendo 50 mL</p><p>de água. Após esfriar, transferir para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água.</p><p>z. Solução de álcool etílico 74% (v/v)</p><p>Medir 74 mL de álcool etílico, transferir para balão de 100 mL e completar o volume com água.</p><p>174 |</p><p>aa. Solução de cloreto de alumínio 20% (m/v)</p><p>Pesar 20 g de cloreto de alumínio e dissolver em balão volumétrico de 100 mL com álcool etílico a 74%.</p><p>bb. Cromatofolhas ou cromatoplacas de sílica gel 20x20 cm e 0,25 mm de espessura</p><p>cc. Cuba com tampa para cromatografia em camada delgada</p><p>dd. Frasco âmbar ( 20 mL)</p><p>ee. Funil de separação tipo pera de 500 mL</p><p>ff. Lã de vidro</p><p>gg. Micropipeta</p><p>hh. Microseringa</p><p>ii. Nebulizador de vidro de 150 mL (Sistema com ar comprimido ou semelhante)</p><p>jj. Papel de filtro qualitativo</p><p>kk. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Banho-maria</p><p>c. Câmara Escura - Luz Ultra Violeta 366 nm</p><p>d. Espectrofotômetro UV/VIS</p><p>e. Liquidificador</p><p>f. Ultra-Som</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Procedimento de verificação:</p><p>I. Avaliação de desempenho espectrofotômetro</p><p>1. Ler as absorbâncias das soluções 0,25 / 0,125 e 0,065 mM de dicromato de potássio a 350</p><p>nm, usando como branco a solução de ácido sulfúrico 0,009 mol/L. Em seguida, calcular separada-</p><p>mente a absortividade molar de cada uma das soluções e o fator de correção do espectrofotômetro.</p><p>| 175</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sCálculo:</p><p>Absortividade molar</p><p>Onde:</p><p>A Absorbância das soluções de dicromato de potássio, calculadas separadamente.</p><p>C Concentração das soluções de dicromato de potássio em mM</p><p>Tirar a média dos 3 valores de absortividade molar:</p><p>Absortividade molar média</p><p>Onde:</p><p>Absortividade molar da solução de dicromato de potássio 0,25 mM</p><p>Absortividade molar da solução de dicromato de potássio 0,125 mM</p><p>Absortividade molar da solução de dicromato de potássio 0,065 mM</p><p>Determinar o fator de correção (CF) para o espectrofotômetro substituindo na equação:</p><p>Onde:</p><p>3160 Valor de absortividade molar para soluções de dicromato de potássio.</p><p>Absortividade molar média</p><p>O intervalo de aceitabilidade do fator de correção (CF) é o obtido entre 0,95 e 1,05. Se o valor</p><p>do fator de correção estiver fora do intervalo aceitável, testar novamente o aparelho. Se o valor</p><p>persistir, o aparelho está descalibrado e necessita de reparo técnico.</p><p>176 |</p><p>II. Checagem da concentração de micotoxinas</p><p>1. Dissolução dos padrões de micotoxina em solventes:</p><p>Solvente 1 = metanol</p><p>Solvente 2 = tolueno-acetonitrila (9+1)</p><p>Solvente 3 = benzeno-ácido acético (99+1)</p><p>Solvente 4 = benzeno</p><p>Solvente 5 = clorofórmio</p><p>Solvente 6 = tolueno</p><p>Solvente 7 = heptano</p><p>2. Após a dissolução dos padrões de micotoxinas em seus respectivos solventes, ler as absorbân-</p><p>cias nos comprimentos de onda de máxima absorção, e a concentração, usando os dados forneci-</p><p>dos na tabela acima, através do seguinte cálculo:</p><p>Micotoxina (μg/mL)</p><p>Onde:</p><p>A Absorbância</p><p>C Fator de correção do aparelho</p><p>F Peso molecular da micotoxina</p><p>ε Absortividade molar da micotoxina</p><p>micotoxinas</p><p>faixa de conc.</p><p>ideal (μg/ml)</p><p>comprimento</p><p>de onda (λ) nm</p><p>absortividade</p><p>molar (ε)</p><p>peso molecular</p><p>(g/mol)solvente</p><p>Aflatoxina B1</p><p>Aflatoxina B2</p><p>Aflatoxina G1</p><p>Aflatoxina G2</p><p>ocratoxina a</p><p>Zearalenona</p><p>esterigmatocistina</p><p>8 -10</p><p>8 -10</p><p>8 -10</p><p>8 -10</p><p>40 –70</p><p>40 - 70</p><p>20 - 40</p><p>360</p><p>353</p><p>350</p><p>350</p><p>345</p><p>362</p><p>355</p><p>355</p><p>357</p><p>333</p><p>317</p><p>314</p><p>318</p><p>21800</p><p>19300</p><p>20600</p><p>19100</p><p>20300</p><p>24000</p><p>21000</p><p>16400</p><p>18300</p><p>5550</p><p>6060</p><p>6000</p><p>15200</p><p>312</p><p>314</p><p>328</p><p>330</p><p>403,8</p><p>318</p><p>324</p><p>1</p><p>2</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>1</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>1</p><p>1</p><p>| 177</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sIII. Procedimento analítico</p><p>1. Pesar 50 g de amostra moída e bater no liquidificador por 5 minutos com 270 mL de álcool</p><p>metílico e 30 mL de solução cloreto de potássio 4% (m/v).</p><p>2. Filtrar qualitativamente toda a amostra e retirar, utilizando proveta, 150 mL do filtrado. Trans-</p><p>ferir para um béquer de 600 mL. Adicionar 150 mL de sulfato de amônio 30% (ou solução de</p><p>sulfato de cobre 10%) e 10g de terra diatomácea, misturar com um bastão de vidro e filtrar quali-</p><p>tativamente.</p><p>Nota: para feijão, arroz e amendoim, use como clarificante a solução de cobre 10% e para milho</p><p>e mandioca, a solução de sulfato de amônio 30%.</p><p>3. Retirar 150 mL do filtrado e transferir quantitativamente com 150 mL de água e 10 mL de</p><p>clorofórmio para um funil de separação de 500 mL.</p><p>4. Agitar cuidadosamente por 3 minutos (abrindo a torneira do funil para aliviar o gás formado)</p><p>e deixar separar as fases.</p><p>5. Recolher a fase do clorofórmio em um béquer de 50 mL. Repetir a extração com mais 10 mL</p><p>de clorofórmio. Recolher a fase clorofórmica no mesmo béquer e homogeneizar. Retirar uma alí-</p><p>quota de 10 mL e passar em um funil contendo algodão e sulfato de sódio. Receber em um béquer</p><p>de 50 mL ou frasco âmbar, lavar o funil com pequenas porções de clorofórmio (+/- 10 mL). Em</p><p>seguida, levar para evaporar o clorofórmio em banho-maria.</p><p>6. Diluir o produto da evaporação em clorofórmio</p><p>de acordo com a conveniência (normalmente</p><p>300 µL), utilizando micropipeta. Preferencialmente dissolver em ultrassom por cerca de 30 segundos.</p><p>IV. Triagem das micotoxinas</p><p>1. Aplicar 4 vezes na cromatoplaca 3, 5 ou 7µL do extrato da amostra, utilizando microseringa.</p><p>Sobre uma das alíquotas, aplicar uma quantidade adequada dos padrões, geralmente 1µL.</p><p>2. Colocar a cromatofolha em cuba de vidro, contendo a fase móvel tolueno-acetato de etila-á-</p><p>cido fórmico (60:40:10).</p><p>3. Deixar eluir até restar aproximadamente 1 cm para atingir a borda superior da placa.</p><p>4. Retirar da cuba e deixar evaporar em capela.</p><p>5. Observar a placa em câmara escura e lâmpada UV a nível qualitativo, para verificar presença</p><p>de aflatoxina e ocratoxina.</p><p>6. Em seguida, nebulizar a placa com cloreto de alumínio 20% e levar à estufa 105ºC por 3 minutos.</p><p>7. Decorrido o tempo de 3 minutos, observar novamente sob lâmpada UV a possível presença</p><p>das toxinas zearalenona e esterigmatocistina.</p><p>178 |</p><p>V. Quantificação</p><p>1. Aplicar, separadamente para cada micotoxina, volumes correspondentes a 3, 5, 7 e 10 µL do</p><p>extrato da amostra e do padrão.</p><p>2. Para quantificação de aflatoxinas, desenvolver as placas em acetona-clorofórmio (10:90).</p><p>3. Para quantificação de ocratoxina A desenvolver as placas em tolueno-acetato de etila-ácido</p><p>fórmico (50:40:10).</p><p>4. Para quantificação de zearalenona e esterigmatocistina, desenvolver as placas em tolueno-acetato</p><p>de etila-ácido fórmico (60:40:10), seguida de pulverização com solução de cloreto de alumínio 20%.</p><p>5. Comparar a intensidade de fluorescência da mancha da micotoxina da amostra com as do</p><p>padrão e determinar qual das manchas da amostra corresponde a uma das do padrão. Se a inten-</p><p>sidade da fluorescência da mancha de menor volume da amostra for maior que a do padrão, a</p><p>amostra deverá ser diluída e recromatografada.</p><p>VI. Testes confirmatórios para aflatoxinas</p><p>1. A confirmação da micotoxina analisada poderá ser realizada da seguinte maneira:</p><p>a. Reação com ácido sulfúrico: Pulverizar a placa com solução de ácido sulfúrico 20% (v/v). Dei-</p><p>xar secar e observar sob lâmpada UV. A fluorescência da aflatoxina muda de azul (AFB) ou verde</p><p>(AFG) para amarelo. Este teste somente confirma a ausência de aflatoxinas.</p><p>b. Reação com TFA (ácido trifluoroacético): Marcar uma placa, verticalmente, dividindo-a em</p><p>duas regiões e em cada uma delas cromatografar dois pontos da amostra e dois do padrão. Em uma</p><p>das regiões sobrepor 1 µL da solução de TFA em um dos pontos da amostra e em um dos pontos</p><p>dos padrões (em cima do spot de B1). Aquecer a placa por 10 minutos a (35-40)ºC e desenvolver</p><p>o cromatograma com clorofórmio-acetona (85:15 ou 9:1). Examinar a placa sob lâmpada UV. A</p><p>aflatoxina com TFA aparecerá em 1/3 do R</p><p>f</p><p>da aflatoxina original.</p><p>c. Testes confirmatórios para ocratoxina A:</p><p>a) mudança da fase móvel para hexano-acetato de etila-ácido acético (10:30:10);</p><p>b) reação química: expor a placa com a mancha suspeita de conter ocratoxina A ao vapor de</p><p>amônia. A fluorescência da ocratoxina A na luz UV passa de verde para azul brilhante com aumen-</p><p>to da sua intensidade.</p><p>| 179</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULO</p><p>Conc. Micotoxina</p><p>Onde:</p><p>Conc. Pd Concentração do padrão, em µg/mL</p><p>Vol apl Pd Volume aplicado do padrão, em µL, comparado com aquele que assemelha ao da amostra</p><p>Dil final do extrato Diluição final do extrato feita com clorofórmio, em µL, depois da evaporação</p><p>Vol apl am Volume aplicado da amostra, em µL, comparado com aquele que assemelha ao do padrão</p><p>massa am Massa da amostra na partição, em g</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• AMAYA, Délia B. Rodrigues; SOARES, Lúcia Valente. Screening and quantification of ochratoxin</p><p>A in corn, peanuts, beans, rice and cassava. J. Assoc. Off. Anal. Chem., 1985. v. 68 p. 1128-1130.</p><p>• AMAYA, Délia B. Rodrigues; SOARES, Lúcia Valente. Survey of Aflatoxins, Ochratoxin A, Zea-</p><p>ralenone and Sterigmatocystin in Some Brazilian Foods by using Multi-toxins thin-layer chromatografic</p><p>Method. J. Assoc. Off. Anal. Chem., 1989. v. 72. p. 22-26.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed. 2005.</p><p>método 407/IV.</p><p>180 |</p><p>40 – MINERAIS E CONTAMINANTES INORGÂNICOS</p><p>POR ESPECTROMETRIA DE ABSORÇÃO ATÔMICA (EAA)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Baseia-se na extração, por calcinação e/ou digestão ácida, do elemento mineral contido na</p><p>amostra e a determinação da sua concentração por meio da técnica de espectrometria de ab-</p><p>sorção atômica.</p><p>A espectrometria de absorção atômica é o processo que ocorre quando átomos gasosos no esta-</p><p>do fundamental absorvem luz de um comprimento de onda específico e são elevados a um estado</p><p>mais elevado de energia. A energia resultante da transição dos elétrons entre os diferentes níveis de</p><p>energia pode ser quantificada.</p><p>A emissão atômica utiliza a medição quantitativa da emissão óptica de átomos excitados para</p><p>determinar a concentração da substância a ser analisada. Os átomos do analito na solução são aspi-</p><p>rados na região de excitação onde são dissolvidos, vaporizados e atomizados por uma chama, des-</p><p>carga ou plasma. Estas fontes de atomização a altas temperaturas fornecem energia suficiente para</p><p>promover os átomos a altos níveis de energia. Os átomos voltam a níveis mais baixos emitindo luz.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Para esta técnica, recomenda-se utilizar água de alta pureza (condutividade < 2µS), bem como</p><p>reagentes de alta pureza.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável para determinação de cálcio, magnésio, sódio, potássio, cobalto, cobre, zinco,</p><p>ferro, manganês, níquel, cromo, cádmio e chumbo em ingredientes minerais e suas misturas, pro-</p><p>dutos ou subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>| 181</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>Podem-se usar padrões diluídos certificados (ampolas ou similar) para preparação dos pontos da</p><p>curva analítica. Recomenda-se utilizar a solução matriz de 1000 mg/L (solução estoque) para preparar</p><p>a solução padrão intermediária (100 mg/L) e a partir desta, preparar as soluções de trabalho.</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Trióxido de lantânio (La</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>)</p><p>c. Solução de ácido clorídrico 1+3 (v/v)</p><p>Adicionar uma parte de ácido clorídrico sobre três partes de água e homogeneizar.</p><p>d. Solução supressora de trióxido de lantânio 50 g/L</p><p>Pesar 58,65 g de trióxido de lantânio. Sob refrigeração, lenta e cuidadosamente, adicionar 250</p><p>mL de ácido clorídrico. Esfriar, transferir para balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume</p><p>com água. Homogeneizar.</p><p>NOTA: por questão de segurança, poderá ser utilizado este volume de ácido clorídrico previa-</p><p>mente diluído em água.</p><p>e. Solução matriz do elemento - 1000 mg/L</p><p>Preparar através de ampola padrão, padrões primários ou similares do elemento de interesse.</p><p>Solução padrão pronta poderá ser adquirida, preferencialmente com certificado.</p><p>Seguir orientações do fabricante, quando aplicável.</p><p>f. Solução padrão intermediária do elemento - 100 mg/L</p><p>Solução padrão pronta poderá ser adquirida, preferencialmente com certificado. Partindo da</p><p>matriz de 1000 mg/L, realizar diluição proporcional de 1:10. Transferir para balão volumétrico,</p><p>completar o volume com água e homogeneizar. Armazenar em frasco de polietileno.</p><p>g. Soluções padrões de trabalho</p><p>Pipetar da solução padrão intermediária 100 mg/L do elemento e transferir para balões volumé-</p><p>tricos, pelo menos 3 diferentes alíquotas, estabelecidas de acordo com a faixa ótima de trabalho do</p><p>equipamento, conforme orientação do fabricante. Pode-se usar a seguinte equação para calcular o</p><p>volume a pipetar, para as soluções de trabalho desejadas:</p><p>182 |</p><p>NOTA: Partindo da solução de 100 mg/L e utilizando balão final</p><p>de 100 mL, os volumes a pipetar</p><p>serão iguais aos valores desejados.</p><p>Adicionar 5 mL da solução de ácido clorídrico 1+3 (v/v) a cada balão de 100 mL, ou na propor-</p><p>ção para atingir concentração final de aproximadamente 10 mL/L do ácido.</p><p>Para determinação de cálcio, magnésio e sódio, adicionar 10 mL da solução supressora trióxido</p><p>de lantânio 50 g/L ou outra indicada pelo fabricante do equipamento. Completar os volumes com</p><p>água e homogeneizar.</p><p>h. Branco</p><p>Adicionar 5 mL da solução de ácido clorídrico 1+3 (v/v) em balão de 100 mL, ou na proporção</p><p>para atingir concentração final de aproximadamente 10 mL/L do ácido. Para determinação de cál-</p><p>cio, magnésio e sódio, adicionar 10 mL da solução supressora trióxido de lantânio 50 g/L ou outra</p><p>indicada pelo fabricante do equipamento. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>i. Cadinho de porcelana ou quartzo de 50 mL</p><p>j. Pipetas volumétricas, preferencialmente micro pipetas</p><p>k. Papel de filtro qualitativo</p><p>l. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>■ Balança Analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>■ Espectrofotômetro de absorção atômica (EAA)</p><p>■ Forno Mufla</p><p>■ Placa Aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>| 183</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s10. PROCEDIMENTO</p><p>Desenvolver paralelamente uma prova em branco e amostra de verificação.</p><p>a. Para ingredientes e misturas minerais</p><p>De acordo com a concentração estimada do mineral/contaminante inorgânico na amostra, pesar</p><p>conforme tabela 1:</p><p>Tabela 1: Massas, Volumes e Alíquotas</p><p>Nota: Valores com *, ** ou *** são correspondentes aos elementos destacados com *, ** ou</p><p>**, respectivamente.</p><p>b. Para produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados, proceder</p><p>conforme o item 10.a, porém, realizar a pesagem da amostra em cadinho de porcelana ou quartzo</p><p>e calcinar por quatro horas a 550ºC.</p><p>c. Transferir a massa pesada em 10.a ou a matéria mineral obtida em 10.b após a calcinação, para</p><p>béquer ou Erlenmeyer e adicionar 50 mL de solução de ácido clorídrico 1+3.</p><p>NOTA: usar a solução de ácido clorídrico 1+3 para transferir a matéria mineral obtida em 10.b.</p><p>d. Levar à placa aquecedora, aquecer e reduzir a até 1/3 do volume inicial.</p><p>elemento</p><p>al*,</p><p>ni**, si***</p><p>co*, cd*</p><p>cr**, pb**</p><p>fe*</p><p>cu**</p><p>zn*</p><p>mn** mg mgna</p><p>produtos Finais</p><p>teores</p><p>esperados</p><p>Massas, Balão</p><p>e diluições</p><p>Matérias Primas</p><p>teores esperados</p><p>Massas, Balão</p><p>e diluições</p><p>padrões de</p><p>Calibração</p><p>comprimento de</p><p>onda secundário</p><p>se utilizar comprimento</p><p>de onda secundário</p><p>adição</p><p>(Supressor)</p><p>mg/kg</p><p>50 a 350</p><p>0,7g/250 mL</p><p>direto</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>*10,0/20/40</p><p>**3,0/5,0</p><p>***50/100</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>mg/kg</p><p>50 a 350</p><p>0,7g/250 mL</p><p>direto</p><p>g/kg</p><p>100 a 200</p><p>1,0g/250 mL</p><p>1/200 mL</p><p>*0,2/0,5/1,0</p><p>**1,0/2,0/5,0/10,0</p><p>304,4</p><p>4,0 e 5,0</p><p>-</p><p>mg/kg</p><p>500 a 10000</p><p>0,7g/250 mL</p><p>5/50 mL</p><p>g/kg</p><p>200 a 350</p><p>0,8g/500 mL</p><p>1/200 mL</p><p>1,0/2,0/5,0</p><p>*372,0</p><p>**217,9</p><p>*25/50/100</p><p>**20/40/60</p><p>-</p><p>mg/kg</p><p>500 a 10000</p><p>0,7g/250 mL</p><p>5/50 mL</p><p>g/kg</p><p>300 a 800</p><p>0,5g/500 mL</p><p>*0,5/500 mL</p><p>**1/100 mL</p><p>*0,5/1,0/2,0</p><p>**0,5/1,0/2,0/4,0</p><p>*307,6</p><p>**403,1</p><p>*250/500/1000</p><p>**20/40/60</p><p>-</p><p>mg/kg</p><p>3 a 15</p><p>0,7g/250 mL</p><p>0,5/100 mL</p><p>g/kg</p><p>170 a 540</p><p>1,0g/500 mL</p><p>0,2/200 mL</p><p>0,1/0,2/0,5</p><p>-</p><p>-</p><p>10 ml de</p><p>la2o3 a 50 g/L</p><p>mg/kg</p><p>50 a 250</p><p>0,7g/250 mL</p><p>0,5/100 mL</p><p>g/kg</p><p>300 a 370</p><p>0,7g/500 mL</p><p>0,5/100 mL</p><p>0,5/1,0/2,0/4,0</p><p>-</p><p>-</p><p>10 ml de</p><p>la2o3 a 50 g/L</p><p>mg/kg</p><p>50 a 200</p><p>0,7g/250 mL</p><p>0,2/100 mL</p><p>g/kg</p><p>250 a 380</p><p>0,5g/250 mL</p><p>0,2/100 mL</p><p>0,5/1,0/2,0</p><p>-</p><p>-</p><p>10 ml de la2o3 a 50 g/L</p><p>Ou KCl a 20 g/L</p><p>184 |</p><p>e. Transferir para balão volumétrico conforme tabela 1. Lavar o material com porções de água</p><p>até a completa transferência da amostra.</p><p>f. Completar o balão com água e homogeneizar. Filtrar, se necessário, em papel de filtro qualitativo.</p><p>g. Fazer outras diluições conforme a Tabela 1, quando necessário para adequar a concentração</p><p>do elemento na amostra à curva padrão previamente estabelecida, conforme Padrões de Calibração</p><p>descritos na Tabela 1.</p><p>NOTA: igualar a adição de ácido clorídrico entre os padrões e a amostra.</p><p>Para as determinações de cálcio, magnésio e sódio, adicionar 10 mL de trióxido de lantânio 50</p><p>g/L ou outra indicada pelo fabricante do equipamento nas soluções finais do branco, padrões e</p><p>amostras. Completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>h. Colocar o EAA (combinação de gases, queimador, lâmpada, comprimento de onda, fenda, chama</p><p>adequada, etc.) nas condições operacionais para determinação do elemento, conforme tabela 2:</p><p>Tabela 2: Otimização</p><p>i. Calibrar o aparelho com o branco e os padrões. Conferir a calibração, mediante a leitura da</p><p>amostra de verificação.</p><p>j. Fazer a leitura da concentração da amostra.</p><p>elemento padrão-check (ppm/abs) comp. onda (nm) fenda</p><p>Cálcio (Ca)</p><p>Ferro (Fe)</p><p>Magnésio (Mg)</p><p>Manganês (Mn)</p><p>Sódio (Na)</p><p>Potássio (K)</p><p>Cobalto (Co)</p><p>Cromo (Cr)</p><p>Cobre (Cu)</p><p>Cádmio (Cd)</p><p>Níquel (Ni)</p><p>Chumbo (Pb)</p><p>Zinco (Zn)</p><p>0,5 / 0,300</p><p>2,0 / 0,180</p><p>0,2 / 0,220</p><p>1,0 / 0,200</p><p>0,20 / 0,200</p><p>0,50 / 0,200</p><p>2,5 / 0,200</p><p>3,0 / 0,200</p><p>1,5 / 0,200</p><p>0,5 / 0,200</p><p>2,0 / 0,200</p><p>5,0 / 0,200</p><p>0,20 / 0,200</p><p>422,7</p><p>248,3</p><p>285,2</p><p>279,5</p><p>589,0</p><p>766,5</p><p>240,7</p><p>357,9</p><p>324,7</p><p>228,8</p><p>232,0</p><p>217,0</p><p>213,9</p><p>0,5</p><p>0,2</p><p>0,5</p><p>0,2</p><p>0,5</p><p>1,0</p><p>0,2</p><p>0,2</p><p>0,5</p><p>0,5</p><p>0,2</p><p>1,0</p><p>1,0</p><p>| 185</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>Mineral / Contaminante inorgânico</p><p>Mineral / Contaminante inorgânico</p><p>Onde:</p><p>C Concentração do elemento na solução da amostra, em mg/L</p><p>V Volume do balão inicial da solução da amostra, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>FD Fator de diluição (volume do 2º. balão / alíquota, ambos em mL)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed., 2005. p. 740.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 968.08 – Minerals in animal feed and pet food – atomic ab-</p><p>sorption spectrophotometric method (4.8.02).</p><p>• VOGEL, Arthur Israel. Análise química quantitativa. 5. ed, 1992. p. 646-654.</p><p>• ASSUMPÇÃO, Rosely M. Viegas; MORITA, Tokio. Manual de Soluções Reagentes e Solventes –</p><p>padronização, preparação, purificação. 2. ed., 1972. p. 399, 414.</p><p>186 |</p><p>41 – MINERAIS POR ESPECTROMETRIA DE EMISSÃO ÓPTICA</p><p>POR PLASMA INDUTIVAMENTE ACOPLADO (ICP-OES)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Mineral em nutrição animal refere-se a substâncias de origem inorgânica que são constituintes</p><p>do organismo e são responsáveis por diversas funções metabólicas e muitas vezes essenciais de</p><p>acordo com sua concentração no corpo do animal.</p><p>Os elementos minerais são classificados em dois grupos principais:</p><p>Macrominerais: Estão presentes em maior quantidade na dieta (cálcio, magnésio, fósforo, potás-</p><p>sio, sódio, cloro e enxofre).</p><p>Microminerais: presentes em menor quantidade (cobre, cobalto, cromo, estanho, ferro, flúor,</p><p>iodo, manganês, molibdênio, níquel, selênio, silício, vanádio e zinco).</p><p>Todos esses minerais têm exigências específicas pelo animal e estão relacionados com a estru-</p><p>tura, metabolismo, produção de enzimas e envio de sinais entre diferentes células do organismo.</p><p>Além dessas exigências individuais, existem relações entre eles que devem ser levadas em conside-</p><p>ração, como por exemplo, no caso do cálcio e fósforo não fítico (disponível), que devem apresentar</p><p>uma relação aproximada de 2:1 na dieta. O desbalanço pode, às vezes, interferir na absorção de um</p><p>mineral em outro e ocasionar prejuízos.</p><p>A análise desses minerais pela técnica de espectrometria de emissão óptica (ICP-OES) consiste</p><p>numa prévia digestão ácida da matriz a ser analisada e introdução em uma fonte de plasma in-</p><p>dutivamente acoplado. O extrato líquido proveniente da digestão é transformado em aerossol e</p><p>transportado ao plasma gerado por uma fonte de argônio à alta temperatura (7.000 a 10.000 K) por</p><p>radiofrequência. Os elementos presentes na amostra são atomizados e ionizados, onde irão emitir</p><p>radiação em diferentes comprimentos de onda. As radiações emitidas são separadas por sistemas</p><p>ópticos e têm suas intensidades medidas por detectores que correlacionam</p><p>a concentrações defini-</p><p>das em curvas de calibração obtidas por prévia medição.</p><p>OBSERVAÇÃO: Este método abrange dois diferentes tipos de digestão: via vaso aberto (aqueci-</p><p>mento por chapa) e vaso fechado (microondas).</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Para esta técnica, recomenda-se utilizar água de alta pureza (condutividade <0,1µS/cm-1), bem</p><p>| 187</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>scomo reagentes com alto grau de pureza.</p><p>Para este método, recomenda-se o uso de ácido nítrico ou uma mistura de ácido nítrico e clorí-</p><p>drico na proporção aproximada de 1:1 para a digestão ácida das amostras, seja ela feita via chapa</p><p>aquecedora (vaso aberto) ou por microondas (vaso fechado), visto que o ácido nítrico possui alto</p><p>poder de oxidação e consegue solubilizar grande parte dos elementos analisados, transformando</p><p>-os em nitratos que são totalmente estáveis em água. Por outro lado, o ácido clorídrico, apesar de</p><p>agir de maneira semelhante, é incompatível com o cobre e o chumbo, formando cloretos insolúveis</p><p>em água.</p><p>É sugerido o uso de soluções padrões primárias, rastreáveis metrologicamente e de concentração</p><p>de 1000 mg/L ou equivalente.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável para determinação de cálcio, magnésio, sódio, potássio, cobalto, cobre, zinco,</p><p>ferro, manganês, fósforo, cádmio, arsênio, selênio, chumbo e cromo em ingredientes minerais e</p><p>suas misturas, produtos ou subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>)</p><p>c. Peróxido de hidrogênio (H</p><p>2</p><p>O</p><p>2</p><p>)</p><p>d. Soluções padrão elementares de 1000 mg/L</p><p>e. Solução de ácido clorídrico 50% (v/v)</p><p>Misturar uma parte de ácido clorídrico concentrado em uma parte de água ultrapura.</p><p>f. Solução de ácido nítrico 50% (v/v)</p><p>Misturar uma parte de ácido nítrico concentrado em uma parte de água ultrapura.</p><p>188 |</p><p>g. Solução de ácido nítrico 50% / ácido clorídrico 50% (1:1)</p><p>Misturar uma parte de solução de ácido nítrico 50% e uma parte de solução de ácido clorídrico 50%.</p><p>h. Solução de ácido nítrico 10% (v/v)</p><p>Misturar uma parte de ácido nítrico concentrado para dez partes de água ultrapura.</p><p>i. Papel de filtro quantitativo</p><p>j. Cadinho de porcelana</p><p>k. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Espectrofotômetro de emissão óptica por plasma indutivamente acoplado (ICP-OES)</p><p>c. Forno mufla</p><p>d. Chapa aquecedora</p><p>e. Forno microondas</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Desenvolver em paralelo uma prova em branco acidificado e uma amostra de referência para</p><p>garantir a qualidade dos resultados e eliminar possíveis contaminações.</p><p>Desenvolver métodos específicos que atendam as necessidades de análise de cada elemento</p><p>desejado no ICP. Procurar selecionar as linhas de calibração que apresentem melhor relação entre</p><p>intensidade de sinal do elemento e sensibilidade desejada, visto que quanto mais intensa a linha</p><p>selecionada, maior sensibilidade ela possui.</p><p>| 189</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sAlgumas linhas sugeridas:</p><p>Desenvolver curvas de calibração com seis pontos que satisfaçam as necessidades de cada laboratório,</p><p>de acordo com os níveis esperados das amostras e diluições realizadas, utilizando-se das soluções padrões</p><p>de cada elemento. Pode-se utilizar a equação abaixo para o preparo dos pontos de curva de calibração:</p><p>OBS: É recomendada a adição de 10 ml de solução de ácido nítrico 10% (v/v) a cada ponto da</p><p>curva de calibração, para garantir estabilidade das soluções padrão. É possível excluir algum ponto</p><p>da curva de calibração, no caso da leitura não ter sido satisfatória ou não havendo linearidade; ao</p><p>final, a curva deve permanecer com no mínimo três pontos.</p><p>a. Método para forno microondas:</p><p>I. Pesar quantidade de amostra de acordo com o grupo que ela pertence: inorgânicas, ingredien-</p><p>tes, orgânicas, rações e produtos de origem animal:</p><p>Para amostras inorgânicas e orgânicas é recomendado pesar 1,0 g, para ingredientes, rações e</p><p>amostras de origem animal 2,5 g.</p><p>II. Transferir as amostras pesadas para um tubo de microondas apropriado e adicionar 9 ml de so-</p><p>lução de ácido nítrico 50% (v/v) e 1 ml de peróxido de hidrogênio para ingredientes, amostras inorgâ-</p><p>nicas e orgânicas. Para rações e amostras de origem animal, adicionar 5 ml de solução de ácido nítrico</p><p>50% (v/v), 4 ml de solução de ácido clorídrico 50% (v/v) e 1 ml de peróxido de hidrogênio.</p><p>elemento linha</p><p>cálcio</p><p>Cobalto</p><p>cromo</p><p>Cobre</p><p>Ferro</p><p>potássio</p><p>Magnésio</p><p>Manganês</p><p>Sódio</p><p>Fósforo</p><p>Selênio</p><p>Zinco</p><p>Arsênio</p><p>cádmio</p><p>Chumbo</p><p>317.933 / 211.276</p><p>231.406 / 228.616</p><p>206.158 / 276.259</p><p>218.963 / 324.754</p><p>260.709 / 259.940</p><p>769.897 / 766.491</p><p>280.270 / 279.553</p><p>280.108 / 294.921</p><p>330.237 / 588.995</p><p>178.222 / 213.618</p><p>196.026 / 203.985</p><p>206.200 / 213.856</p><p>189.042 / 196.696</p><p>228.802 / 214.439</p><p>220.353 / 217.000</p><p>190 |</p><p>III. Deixar os tubos em repouso de 5 a 15 minutos para uma pré-digestão das amostras.</p><p>IV. Lacrar os tubos e levá-los ao forno de microondas, utilizando métodos pré-programados</p><p>adequados.</p><p>V. Retirar os tubos do microondas e transferi-los para balões volumétricos adequados, com a</p><p>diluição dos níveis esperados para cada amostra. Se necessário, filtrar os extratos com papel de</p><p>filtro quantitativo antes de analisá-los no ICP, para evitar partículas muito grandes que causam</p><p>entupimento no sistema de introdução de amostras.</p><p>VI. Analisar as alíquotas de amostras previamente filtradas e/ou diluídas em ICP-OES devida-</p><p>mente calibrado e verificado. É recomendada a leitura em triplicata da concentração de cada amos-</p><p>tra para um melhor aproveitamento de resultados.</p><p>VII. Tratar os resultados observando se as triplicatas lidas são constantes e se as concentrações</p><p>lidas permaneçam entre o primeiro e o último ponto das curvas de calibração.</p><p>b. Método para chapa aquecedora:</p><p>I. Pesar quantidade de amostra de acordo com o grupo que ela pertence: inorgânicas, ingredien-</p><p>tes, orgânicas, rações e produtos de origem animal:</p><p>Para amostras inorgânicas, é recomendado pesar 0,5 g; para ingredientes, pesar 0,1 g e para</p><p>rações, amostras de origem animal e amostras orgânicas, pesar 1g.</p><p>Para as amostras inorgânicas e ingredientes, transferir a massa pesada para um Erlenmeyer de 250</p><p>ml e adicionar 20 ml de solução de ácido nítrico 50% / ácido clorídrico 50% (1:1) e deixar reduzir o</p><p>volume em chapa para aproximadamente metade do volume inicial, sem deixar entrar em ebulição.</p><p>II. Para rações, amostras de origem animal e amostras orgânicas, transferir a massa pesada para cadi-</p><p>nho de porcelana e levar à mufla de 550 ºC a 600 ºC por no mínimo 3h30min. Retirar da mufla, deixar</p><p>esfriar e adicionar 20 ml de solução de ácido nítrico 50% / ácido clorídrico 50% (1:1) e deixar reduzir</p><p>o volume em chapa para aproximadamente metade do volume inicial, sem deixar entrar em ebulição.</p><p>III. Transferir os extratos digeridos para balões volumétricos adequados com a diluição dos ní-</p><p>veis esperados para cada amostra. Se necessário, filtrar os extratos com papel de filtro quantitativo</p><p>antes de analisá-los no ICP, para evitar partículas muito grandes que causam entupimento no sis-</p><p>tema de introdução de amostras.</p><p>| 191</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sIV. Analisar as alíquotas de amostras previamente filtradas e/ou diluídas em ICP-OES devida-</p><p>mente calibrado e verificado. É recomendada a leitura em triplicata da concentração de cada amos-</p><p>tra para um melhor aproveitamento de resultados.</p><p>V. Tratar os resultados observando se as triplicatas lidas são constantes e se as concentrações</p><p>lidas permaneçam entre o primeiro e o último ponto das curvas de calibração.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>OBSERVAÇÃO:</p><p>Informar o valor da massa pesada de cada amostra e o fator de diluição utilizado</p><p>para o cálculo dos resultados em mg/Kg ou equivalente.</p><p>Mineral / Contaminante inorgânico</p><p>Mineral / Contaminante inorgânico</p><p>Onde:</p><p>C Concentração do elemento na solução da amostra, em mg/L</p><p>V Volume do balão inicial da solução da amostra, em mL</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>FD Fator de diluição (se utilizado)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• EMBRAPA. Minerais, Janeiro 2003 disponível em: https://www.spo.cnptia.embrapa.br/</p><p>conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p_li-</p><p>fecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_coun-</p><p>t=1&p_r_p_-76293187_sistemaProducaoId=5102&p_r_p_-996514994_topicoId=5540, acesso</p><p>em 18 Abril 2017.</p><p>• NUNES, Ilto José, 1942 – Nutrição Animal Básica/ Ilto Jose Nunes, 2ª Edição, rev. Aum. Belo</p><p>Horizonte: FEP-MVZ Editora, 1998.pág. 153 à 159.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 985.01 – Metals and other elements in plants and pet foods –</p><p>Inductively Coupled Plasma (ICP) spectroscopy method (3.2.06).</p><p>192 |</p><p>42 – NITROGêNIO INSOLÚVEL EM DETERGENTE ÁCIDO (NIDA)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA) é aquele que permanece no resíduo de fibra</p><p>em detergente ácido. Estas formas nitrogenadas podem estar presentes naturalmente nas plantas,</p><p>complexadas com as ligninas e taninos, ou serem provenientes de composto de Maillard produzi-</p><p>dos pelos efeitos antinutricionais das proteínas causados pelo calor durante o armazenamento ou</p><p>processamento. O nitrogênio em amostras excessivamente aquecidas é normalmente indisponível</p><p>para os animais, são resistentes ao ataque microbiano e enzimático, sendo totalmente insolúveis no</p><p>trato gastrointestinal.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio</p><p>dos produtos químicos.</p><p>Para a execução deste método utiliza-se também as soluções reagentes, materiais e equipamen-</p><p>tos descritos nos métodos Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Pro-</p><p>teína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico (para estes, utilizando sistema macro) e</p><p>Fibra Detergente Ácido.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>| 193</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>Dessecador com sílica gel</p><p>Kitassato de 1000 mL</p><p>Papel de filtro faixa preta, previamente seco em estufa a 105 ºC</p><p>Frascos de macro Kjeldahl</p><p>Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>Estufa de secagem a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Para a determinação do NIDA, utilizar o resíduo obtido na análise de FDA (fibra detergente áci-</p><p>do), método nº 19 deste compêndio, substituindo no momento da filtração o cadinho filtrante por</p><p>papel de filtro previamente seco em estufa a 105 ºC por no mínimo 1 hora ou até peso constante.</p><p>No final do tempo de refluxo da amostra de FDA, filtrar em papel de filtro previamente seco e</p><p>pesado, sob vácuo mínimo.</p><p>Em paralelo fazer uma prova em branco, filtrando a solução de FDA sobre um papel de filtro,</p><p>para calcular o nitrogênio do papel e dos reagentes.</p><p>Dobrar o papel de filtro contendo a amostra, secar por três horas ou até peso constante em estufa</p><p>a 105 ºC e repesar.</p><p>Registrar a massa (esta massa é necessária para o cálculo de FDA, mas não entra no cálculo de</p><p>NIDA).</p><p>Inserir o papel de filtro mais a amostra em frascos de macro Kjeldahl e determinar o nitrogênio,</p><p>conforme método Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Proteína –</p><p>Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico. Faça o mesmo procedimento para o branco.</p><p>194 |</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Cálculo do NIDA utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido bórico)</p><p>Onde:</p><p>Va Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>m Massa da amostra usada na extração do FDA, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>Cálculo do NIDA utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido sulfúrico)</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>m Massa da amostra usada na extração do FDA, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>| 195</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge. Análise de Alimentos – Métodos químicos e biológicos, 3. ed. 2006. p. 120-122.</p><p>• PEREIRA, João Ricardo Alves; ROSSI JR., Paulo. Manual prático de avaliação nutricional de</p><p>alimentos. Piracicaba: FEALQ, s.d. p 15-16.</p><p>196 |</p><p>43 – NITROGêNIO INSOLÚVEL EM DETERGENTE NEUTRO (NIDN)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDN) compreende as proteínas extensinas, pos-</p><p>suem taxas de degradação muito lenta, sendo pouco solúvel no rúmen, devido a sua associação</p><p>com componentes da parede celular das plantas. A quantificação destas formas nitrogenadas é</p><p>realizada no resíduo da análise de FDN.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Para a execução deste método utiliza-se também as soluções reagentes, materiais e equipamen-</p><p>tos descritos nos métodos Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Pro-</p><p>teína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico e Fibra Detergente Neutro.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável em forrageiras, produtos e subprodutos de origem vegetal, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Dessecador com sílica gel</p><p>b. Kitassato de 1000 mL</p><p>c. Papel de filtro previamente seco em estufa a 105 ºC</p><p>d. Frascos de macro Kjeldahl</p><p>e. Materiais usuais de laboratório</p><p>| 197</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Bomba de vácuo</p><p>c. Estufa de secagem a 105 ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Para a determinação do NIDN utilizar o resíduo obtido na análise de FDN (fibra detergen-</p><p>te neutro), método nº 20 deste compêndio, substituindo no momento da filtração o cadinho</p><p>filtrante por papel de filtro previamente seco em estufa a 105 ºC por no mínimo 1 hora ou até</p><p>peso constante.</p><p>b. No final do tempo de refluxo da amostra de FDN, filtrar em papel de filtro previamente seco</p><p>e pesado, sob vácuo mínimo.</p><p>c. Em paralelo fazer uma prova em branco, filtrando a solução de FDN sobre um papel de</p><p>filtro, para calcular o nitrogênio do papel e dos reagentes.</p><p>d. Dobrar o papel de filtro contendo a amostra, secar por três horas ou até peso constante em</p><p>estufa a 105 ºC e repesar.</p><p>e. Registrar a massa (esta massa é necessária para o cálculo de FDN, mas não entra no cálculo</p><p>de NIDN).</p><p>f. Inserir o papel de filtro mais</p><p>a amostra em frascos de macro Kjeldahl e determinar o nitrogê-</p><p>nio, conforme método Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Proteína</p><p>– Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico. Faça o mesmo procedimento para o branco.</p><p>198 |</p><p>11. CÁLCULO</p><p>a. Cálculo do NIDN utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido bórico)</p><p>Onde:</p><p>Va Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>m Massa da amostra usada na extração do FDN, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>b. Cálculo do NIDN utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido sulfúrico)</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>m Massa da amostra usada na extração do FDN, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>| 199</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge. Análise de Alimentos – Métodos químicos e biológicos, 3. ed. 2006. p. 120-122.</p><p>• PEREIRA, João Ricardo Alves; ROSSI JR., Paulo. Manual prático de avaliação nutricional de alimentos.</p><p>Piracicaba: FEALQ, s.d. p 13-14.</p><p>200 |</p><p>44 – NITROGêNIO NÃO PROTEICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A análise de nitrogênio não protéico quantifica os compostos nitrogenados presentes na amos-</p><p>tra, como nitratos, nitritos, sais de amônia, uréia e outros compostos que não fazem parte da</p><p>proteína verdadeira dos alimentos. Precipita-se toda a proteína contida na amostra com solução de</p><p>ácido tricloroacético.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>O ácido tricloroacético é cancerígeno e causa lesões de pele. Deve ser manuseado com luva e é</p><p>necessário extremo cuidado no momento da pesagem.</p><p>Para a execução deste método, utilizam-se também as soluções reagentes, materiais e equipa-</p><p>mentos descritos nos métodos Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou</p><p>Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Ingredientes de origem vegetal para rações (farelos, resíduos da agroindústria, etc.), rações con-</p><p>centradas, núcleos e forrageiras.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não Aplicável</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não Aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido tricloroacético</p><p>b. Solução de ácido tricloroacético 20% (m/v)</p><p>Dissolver 200 g de ácido tricloroacético em 1 L de água.</p><p>c. Erlenmeyer de 250 mL com tampa</p><p>d. Papel filtro quantitativo faixa preta</p><p>| 201</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Refrigerador</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Para forragens e alimentos concentrados energéticos, recomenda-se tomar uma alíquota de 20 mL.</p><p>a. Pesar 5,0 ± 0,5 g de amostra com tamanho de partícula de 1 mm, em Erlenmeyer de 250 mL</p><p>com tampa.</p><p>b. Adicionar volumetricamente 50 mL de água e agitar vigorosamente por 10 minutos.</p><p>c. Deixar a solução em repouso por 30 minutos.</p><p>d. Adicionar volumetricamente 50 mL de solução de ácido tricloroacético 20% (m/v) e deixar</p><p>em refrigerador por 3 horas.</p><p>e. Filtrar em papel de filtro quantitativo desprezando os primeiros 10 mL filtrados, coletar o</p><p>filtrado restante. Tomar cuidado para não misturar o sobrenadante com a amostra.</p><p>f. Homogeneizar o filtrado, pipetar volumetricamente 10 mL para tubo de digestão.</p><p>g. Determinar N-total na alíquota seguindo método Proteína Bruta – Método Kjeldahl - Recebi-</p><p>mento em Ácido Bórico ou Proteína Bruta – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico,</p><p>para determinação de proteína bruta.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>Vp Volume pipetado, em mL</p><p>100 Volume total da reação, em mL</p><p>202 |</p><p>a. Cálculo do NNP utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido bórico)</p><p>Onde:</p><p>Va Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>b. Cálculo do NNP utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido sulfúrico)</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>| 203</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• KRISHNAMOORTHY, U.; MUSCATO, T.V.; SNIFFEN, C.J.; VAN SOEST, P.J. Nitrogen frac-</p><p>tions in select feedstuffs. J. Dairy Sci., v. 65, p.217-225, 1982.</p><p>• G. LICITRA; HERNANDEZ, T.M. ; VAN SOEST, P.J. Standardization of procedures for nitrogen</p><p>fractionation of ruminant feeds – Animal Feed Science and Technology, Volume 57, Issue 4, March</p><p>1996, Pages 347-358.</p><p>204 |</p><p>45 – PROTEÍNA – MÉTODO DUMAS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>No método Dumas, a amostra sofre uma combustão com oxigênio a aproximadamente 900</p><p>- 1200 ºC; os gases formados são arrastados com auxílio de gás inerte. Os gases são purificados</p><p>através de filtros que retêm as partículas de óxidos, os gases interferentes e a água. Os óxidos de</p><p>nitrogênio formados são reduzidos a nitrogênio elementar, pelo contato com metal quente (tungs-</p><p>tênio ou cobre), o qual é determinado quantitativamente por detector de condutividade térmica. O</p><p>conteúdo de nitrogênio é multiplicado pelos fatores de conversão específicos para proteína.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a amostras orgânicas e inorgânicas.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Matéria orgânica + O</p><p>2</p><p>CO</p><p>2</p><p>+ SO</p><p>2</p><p>+ NO</p><p>X</p><p>+ H</p><p>2</p><p>O + partículas de óxidos</p><p>O NO</p><p>X</p><p>depois de isolado é reduzido a N</p><p>2</p><p>e detectado por condutividade térmica.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>Alguns reagentes podem variar em função do equipamento. Consultar o manual de instruções</p><p>do equipamento.</p><p>a. Recipiente para pesagem (folhas de estanho, navículas de cerâmica ou cápsula de gel)</p><p>b. Espátula</p><p>c. Gases – o tipo de gás varia de acordo com o tipo de equipamento.</p><p>| 205</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sd. Padrão Primário – EDTA – ISO Guide 34</p><p>e. Padrão Secundário – EDTA – grau ACS</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Instrumento de proteína por combustão</p><p>c. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Ajuste do equipamento</p><p>I. Ajustar os parâmetros de operação do equipamento de combustão (temperatura do forno,</p><p>fluxo de oxigênio, valores de calibração e demais controles) de acordo com as instruções do fabri-</p><p>cante.</p><p>II. Estabilizar a temperatura do forno.</p><p>III. Estabilizar o sistema passando uma série de brancos (no mínimo 5 brancos são recomenda-</p><p>dos) ou até que os resultados sejam repetitivos.</p><p>IV. Construir a curva de calibração periodicamente utilizando o padrão de EDTA, determinando</p><p>no mínimo 3 pontos, pesar de 50 a 400 mg de EDTA em duplicata.</p><p>V. Ajustar o equipamento diariamente utilizando o ponto intermediário da curva de calibração</p><p>como ponto de verificação do padrão.</p><p>b. Procedimento analítico</p><p>I. Pesar de 0,150 a 0,300 g de amostra no recipiente recomendado.</p><p>II. Levar as amostras pesadas para pré-secagem em estufa 105 ºC por 30 min, para retirar o ex-</p><p>cesso de umidade, se necessário.</p><p>III. Em caso de utilização de folha de estanho, fechar a mesma adequadamente, retirando o ar</p><p>da embalagem.</p><p>IV. Introduzir as amostras no equipamento.</p><p>V. Colocar os dados de identificação e massa no sistema.</p><p>VI. Iniciar as análises.</p><p>206 |</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Realizar as leituras do teor de Nitrogênio ou proteína diretamente no equipamento.</p><p>A maioria dos alimentos possui em média 16% de nitrogênio em suas proteínas, portanto:</p><p>16g N __________100 g proteínas</p><p>1g N __________ X g X = 100/16 = 6,25 g</p><p>Fator de transformação de N para PB.</p><p>Entretanto em alguns alimentos existe variação no teor de nitrogênio, desta forma o fator de</p><p>transformação empregado deve ser modificado, conforme demonstra tabela abaixo:</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 992.15 – Crude protein in meat and meat products including</p><p>pet foods, combustion method (39.1.16).</p><p>matéria-prima fator</p><p>Carnes, Soja e seus derivados</p><p>leite e seus derivados</p><p>Farelo de trigo e seus derivados</p><p>ovos</p><p>outros</p><p>6,25</p><p>6,38</p><p>5,83</p><p>6,68</p><p>6,25</p><p>| 207</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s46 – PROTEÍNA BRUTA – MÉTODO KjELDAHL</p><p>RECEBIMENTO EM ÁCIDO BÓRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O ensaio é baseado na digestão de amostras nitrogenadas com ácido sulfúrico concentrado, em</p><p>presença do catalisador.</p><p>Este método se baseia em três etapas: digestão, destilação e titulação. O nitrogênio da amostra é</p><p>transformado em sulfato de amônio por digestão ácida, e em nitrogênio amoniacal por destilação</p><p>em meio alcalino. O nitrogênio então é quantificado por titulação em ácido padronizado.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>O selenito de sódio pode ser alternativamente utilizado como acelerador da reação e requer</p><p>cuidados especiais.</p><p>Destilar de modo que o condensado seja obtido à temperatura ambiente.</p><p>O terminal do condensador deve ficar mergulhado na solução durante a fase de destilação.</p><p>Os ensaios devem ser conduzidos utilizando tubos de digestão micro ou macro, sendo assim,</p><p>as indicações que seguem no procedimento devem ser adaptadas de acordo com a aparelhagem</p><p>utilizada.</p><p>Para amostra que apresente formação de espuma durante a fase de digestão ou destilação, utili-</p><p>zar algumas gotas de solução antiespumante.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Amostras nitrogenadas de origem orgânica e inorgânica, com exceção de nitratos e nitritos.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>208 |</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Digestão</p><p>No recipiente contendo a amostra digerida:</p><p>No recipiente com ácido bórico (onde será recolhido o destilado):</p><p>Titulação</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido bórico (H</p><p>3</p><p>BO</p><p>3</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>e. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>g. Selenito de sódio (Na</p><p>4</p><p>SeO</p><p>3</p><p>)</p><p>h. Sulfato de cobre penta hidratado (CuSO</p><p>4</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>i. Sulfato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>) ou sulfato de potássio anidro (K</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>j. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>k. Solução volumétrica padronizada de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>Medir 8,5 mL de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>| 209</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPadronização: Pesar em Erlenmeyer aproximadamente 0,133 g de carbonato de sódio, pre-</p><p>viamente seco a 105 ºC por 2 horas. Dissolver em 50 mL água, Adicionar 3 gotas de solução de</p><p>vermelho de metila 0,1% (m/v). Titular até viragem para coloração rósea. Aquecer a ebulição, para</p><p>eliminar o gás carbônico. Se a coloração rósea não for persistente, esfriar e prosseguir a titulação. O</p><p>ponto exato de viragem da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L ocorre em pH 4,4.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>m Massa do carbonato de sódio, em g</p><p>105,988 Massa molar do carbonato de sódio</p><p>V Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>2 / 1 Relação estequiométrica entre ácido clorídrico e carbonato de sódio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>l. Solução de ácido bórico 4% (m/v)</p><p>Pesar 40 g de ácido bórico e transferir para béquer de 1000 mL. Dissolver em aproximadamente</p><p>500 mL de água, utilizando agitação. Filtrar a solução em papel filtro qualitativo, para balão volu-</p><p>métrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>m. Mistura catalítica ou catalisador líquido</p><p>I. Mistura catalítica</p><p>Peneirar separadamente o sulfato de sódio ou potássio anidros e o sulfato de cobre penta</p><p>hidratado em peneira com malha de 1 mm. Juntar 107,0 g de sulfato de sódio ou sulfato</p><p>de potássio, 20,0 g de sulfato de cobre penta hidratado. Opcionalmente adicionar 10 g</p><p>de selenito de sódio. Homogeneizar e guardar em frasco com tampa.</p><p>II. Catalisador líquido</p><p>Para preparar 1 litro, adicionar na ordem descrita: 5,0 g de selenito de sódio (opcional);</p><p>10,0 g de sulfato de cobre penta hidratado; 53,5 g de sulfato de sódio anidro; 437,5 mL</p><p>de água; 500 mL de ácido sulfúrico. Respeitar a ordem de adição dos reagentes. Esperar</p><p>esfriar para poder utilizar a solução.</p><p>210 |</p><p>n. Solução alcoólica indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v)</p><p>Dissolver 0,1 g de vermelho de metila em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir</p><p>para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>o. Solução reagente de hidróxido de sódio 50% (m/v)</p><p>Dissolver 500 g de hidróxido de sódio em água e completar para 1000 mL em béquer.</p><p>Nota: Adicionar 30 g de tiossulfato de sódio antes de completar o volume, para evitar a carbo-</p><p>natação quando o período de armazenamento for longo.</p><p>p. Solução indicadora mista</p><p>Dissolver 0,132 g de vermelho de metila em 70 mL de álcool etílico. Transferir quantitativamen-</p><p>te para balão volumétrico de 200 mL. Dissolver 0,066g de verde de bromocresol em 70 mL de</p><p>álcool etílico. Juntar ao balão contendo vermelho de metila, completar o volume com álcool etílico</p><p>e homogeneizar. A solução indicadora mista poderá ser incorporada à solução de ácido bórico 4%</p><p>(m/v) (8 mL por litro).</p><p>q. Verde de bromocresol</p><p>r. Vermelho de metila</p><p>s. Bureta divisão 0,05 mL</p><p>t. Frasco Kjeldahl de 500 mL ou 800 mL ou tubo de digestão (macro ou micro)</p><p>u. Pérolas de vidro ou zinco metálico granulado 20 mesh</p><p>v. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Bloco digestor e destilador por arraste de vapor ou conjunto Kjeldahl para digestão e des-</p><p>tilação macro</p><p>c. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>| 211</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s10. PROCEDIMENTO</p><p>Proceder paralelamente prova</p><p>em quadrantes e dois quadrantes</p><p>opostos são misturados. Esta etapa deve ser repetida por três vezes. O material é, então, novamente</p><p>dividido em quatro partes e uma diagonal é eliminada. O processo completo deve ser repetido até</p><p>que dois quadrantes selecionados resultem no tamanho desejado de amostra. O resultado final</p><p>deste processo deve gerar uma amostra de trabalho de 0,5 a 1 Kg.</p><p>A quantidade de material deve ser suficiente para a realização de toda a rotina analítica, bem</p><p>como armazenamento de amostra de retenção, destinada à revisão e perícia. Para esta última,</p><p>adotar, no mínimo, amostras de 1 kg. Para produtos cuja homogeneidade possa comprometer o</p><p>resultado analítico (rações e concentrados que contenham uréia, farelo de algodão, etc.), a amostra</p><p>deve conter no mínimo 2 kg ou, em casos especiais (análises microbiológicas, micotoxinas, etc.),</p><p>conforme especificação do laboratório.</p><p>14 |</p><p>FIGURA1. QuARTEAMENTO MANuAl</p><p>Quando necessário, moer a amostra em moinho específico, passando-a integralmente em penei-</p><p>ra com malha de 1 mm (16 mesh). Homogeneizar e acondicionar em recipiente adequado. Sacos</p><p>de plástico duro, sacos com fechamento (tipo zip lock), sacos plásticos ou recipientes plásticos são</p><p>excelentes embalagens para amostras ingredientes ou produtos acabados secos. O recipiente deve</p><p>proteger a amostra da luz, ar, umidade como requerido pelas condições de estocagem.</p><p>| 15</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sFREQUêNCIA DE AMOSTRAGEM E RETENÇÃO</p><p>Com poucas exceções, todos os ingredientes recebidos devem ser amostrados no recebimento e</p><p>inspecionados quanto à identidade, pureza e comparado com uma amostra de referência e especi-</p><p>ficações padrão. O procedimento de amostragem deve incluir inspeção da documentação do trans-</p><p>portador para garantir que o material correto e a documentação, que pode incluir um certificado</p><p>de análise, foram entregues.</p><p>Quando do recebimento de ingredientes a granel, os documentos de transporte devem ser ana-</p><p>lisados para identificação da origem da carga. Um relatório de recebimento de matérias-primas irá</p><p>complementar o programa de amostragem. Este relatório deve incluir a data, identificação da ma-</p><p>téria-prima, fornecedor, transportador, declaração de mercadorias embarcadas, ordem de compra,</p><p>número da nota fiscal, data do recebimento, peso, estoque onde o material foi colocado, número</p><p>do certificado de análises do fornecedor, propriedades físicas e sensoriais verificadas no recebimen-</p><p>to dos materiais e assinatura da pessoa responsável pelo recebimento.</p><p>Amostras devem ser retidas até que todo o produto tenha sido consumido pelo animal, até a</p><p>data da validade ou até que a responsabilidade sobre o produto exista. Amostragem e avaliação de</p><p>produtos medicamentosos devem estar conformes com os requisitos regulatórios.</p><p>16 |</p><p>Tabela 1. Recomendações paRa a seleção de planos de amostRagem</p><p>os seguintes itens são pontos essenciais que o usuário deve seguir para a seleção de planos apropriados de</p><p>amostragem.</p><p>1. exisTência (ou não) de documenTos nacionais ou inTernacionais de referência na</p><p>amosTragem dos produTos considerados.</p><p>2. naTureza do conTrole</p><p>■ Características aplicáveis de cada item individual do lote.</p><p>■ Características aplicáveis ao lote todo (tratamento estatístico).</p><p>3. naTureza da caracTerísTica de conTrole</p><p>■ Característica qualitativa (característica medida por critérios aprovado/reprovado ou base similar, por</p><p>exemplo, presença de micro-organismos patogênicos).</p><p>■ Característica quantitativa (característica medida numa escala contínua, por exemplo de composição).</p><p>■ Escolha do nível de qualidade aceitável (NQA)</p><p>De acordo com os princípios descritos no Manual de Procedimentos do Codex e com o tipo de risco: não</p><p>conformidades críticas/não-críticas.</p><p>4. naTureza do loTe</p><p>■ Granel ou pré-embalados.</p><p>■ Tamanho, homogeneidade e distribuição relacionada às características do controle.</p><p>5. composição da amosTra</p><p>■ Amostra composta de uma única unidade.</p><p>■ Amostra composta de mais de uma unidade.</p><p>6. escolha do Tipo de plano de amosTragem</p><p>■ Planos de amostragem de aceitação para controle estatístico da qualidade.</p><p>■ Para o controle da média da característica;</p><p>■ Para o controle do percentual de itens não conformes no lote;</p><p>■ Definição e enumeração de itens não conformes na amostra (planos de atributos);</p><p>■ Comparação do valor médio dos itens que formam a amostra com relação a uma fórmula algébrica (planos</p><p>de variáveis).</p><p>Fonte: The Codex General Guidelines on Sampling – CAC/GL 50-2004 (FAO/WHO, 2004).</p><p>PLANOS DE AMOSTRAGEM PARA MATÉRIAS-PRIMAS E PRODUTOS ACABADOS</p><p>Métodos internacionais de amostragem devem ser usados para garantir que procedimentos vá-</p><p>lidos de amostragem são aplicados quando o alimento para o animal é testado quanto à confor-</p><p>midade com padrões ou objetivos particulares. O Codex General Guidelines on Sampling – CAC/GL</p><p>50-2004 (FAO/WHO, 2004) dá informações para facilitar a implementação destes objetivos.</p><p>Numerosos planos de amostragem estão disponíveis e nenhum pode garantir que todo item de</p><p>um lote esteja conforme com os parâmetros estudados. Eles são, todavia, úteis para garantir um</p><p>nível de qualidade aceitável acordado entre as partes para controles especificados.</p><p>| 17</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sUm procedimento de amostragem deve estipular as condições com base nas quais um lote deve</p><p>ser inspecionado e classificado. Estas condições incluem procedimentos de inspeção (inspeção</p><p>normal, aumentada ou reduzida), troca de procedimentos (de inspeção normal para aumentada,</p><p>de aumentada para normal e de normal para reduzida), níveis de inspeção (I, II e III, S-1, S-2, S-3,</p><p>S-4), Níveis de Qualidade Aceitáveis – NQAs, números de itens a serem randomicamente selecio-</p><p>nados do lote e que irão compor a amostra, números de aceitação e rejeição.</p><p>É recomendável que as diferentes partes envolvidas na amostragem acordem sobre a implemen-</p><p>tação do mesmo plano de amostragem para os controles respectivos.</p><p>Um plano de amostragem para aceitação é um conjunto de regras pelas quais um lote deve ser inspecionado e</p><p>classificado. O plano estipulará o número de itens, a serem aleatoriamente selecionados do lote sob inspeção, que</p><p>contém a amostra. Um procedimento de amostragem que envolve a mudança de um plano de amostragem para</p><p>outro é hamado um esquema de amostragem. Um conjunto de planos de amostragem e esquemas de amostragem</p><p>constituem um sistema de amostragem.</p><p>as insTruções para a implemenTação de um plano de amosTragem devem indicar o</p><p>seguinTe:</p><p>■ As medidas necessárias para assegurar que a amostra retirada é representativa da carga ou do lote (se a</p><p>carga consiste de vários lotes, as amostras devem ser representativas dos lotes individuais).</p><p>■ As amostras devem ser retiradas aleatoriamente, pois desta forma, refletem a qualidade do lote. Entretanto,</p><p>a informação da amostra pode ainda não ser idêntica à do lote devido a erros de amostragem.</p><p>■ O tamanho e o número de itens individuais que formam a amostra retirada do lote ou da carga.</p><p>■ Os procedimentos a serem adotados para a coleta, manuseio e registro das amostras.</p><p>a definição precisa de um procedimenTo de amosTragem para aceiTação requer o</p><p>esTabelecimenTo:</p><p>■ Da característica do que será medido;</p><p>■ O tamanho do lote;</p><p>■ Um plano de atributos ou variáveis;</p><p>■ O NQA (Nível de Qualidade Aceitável);</p><p>■ O nível de inspeção;</p><p>■ O tamanho da amostra;</p><p>■ O critério de aceitação ou rejeição do lote;</p><p>■ Os procedimentos a serem adotados em caso de disputa.</p><p>Fonte: The Codex General Guidelines on Sampling – CAC/GL 50-2004 (FAO/WHO, 2004).</p><p>Várias normas ISO estão disponíveis no caso de situações de controle não tratadas no The Codex</p><p>General Guidelines on Sampling – CAC/GL 50-2004 (FAO/WHO, 2004).</p><p>ISO 2859-1:1999: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 1: Esque-</p><p>mas de amostragem indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA) para inspeção lote a lote.</p><p>ISO 2859-1:1999/Amd 1:2011</p><p>18 |</p><p>em branco dos reagentes utilizados.</p><p>Para verificação do método pode-se utilizar um composto nitrogenado de alto grau de pureza.</p><p>Fazer a análise e comparar o valor encontrado com a concentração teórica presente no composto.</p><p>Sugere-se a utilização de cloreto de amônio, L-Cistina, Lisina.</p><p>a. Procedimento com utilização de sistema micro</p><p>I. Pesar de 0,2 a 0,5 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 1,0 a 2,5 g de mistura catalítica e 5 a 10 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar de 4 a 10 mL do mesmo.</p><p>III. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em intervalos de tempo definidos</p><p>conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC, evitando deixar pontos</p><p>pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 15 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer aproximadamente de 20 a 25 mL de ácido bórico 4% (m/v) com so-</p><p>lução indicadora mista para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução receptora.</p><p>VII. Conectar ao destilador e proceder à destilação, adicionando cuidadosamente 15 a 20 mL de</p><p>hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 100 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carrega-</p><p>mento de todo o nitrogênio da amostra.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>212 |</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L até viragem de verde para rosa.</p><p>b. Procedimento com utilização de sistema macro</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5 g de mistura catalítica e 10 a 15 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar de 20 a 30 mL do mesmo.</p><p>III. Adicionar pérolas de vidro. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em inter-</p><p>valos de tempo definidos conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC,</p><p>evitando deixar pontos pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 100 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer aproximadamente 50 mL de ácido bórico 4% (m/v) com solução in-</p><p>dicadora mista para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução re-</p><p>ceptora.</p><p>VII. Conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação, adicionando cuidadosamente</p><p>50 mL de hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 200 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carrega-</p><p>mento de todo o nitrogênio da amostra.</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L até viragem de verde para rosa.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>| 213</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sc. Procedimento com utilização de sistema macro com balão de 500 mL</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5,0 g de mistura catalítica e 20 a 25 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar 40 mL do mesmo.</p><p>III. Adicionar pérolas de vidro. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em inter-</p><p>valos de tempo definidos conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC,</p><p>evitando deixar pontos pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 200 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer aproximadamente 50 mL de ácido bórico 4% (m/v) com solução in-</p><p>dicadora mista para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução receptora.</p><p>VII. Adicionar cuidadosamente 80 mL de hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl, co-</p><p>nectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 200 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carregamen-</p><p>to de todo o nitrogênio da amostra. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um</p><p>pouco de água e titular com solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L até viragem de verde para rosa.</p><p>d. Procedimento com utilização de sistema macro com balão de 800 mL</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5,0 g de mistura catalítica e 20 a 25 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar 40 mL do mesmo.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>214 |</p><p>III. Adicionar pérolas de vidro. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em inter-</p><p>valos de tempo definidos conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC,</p><p>evitando deixar pontos pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 400 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer aproximadamente 50 mL de ácido bórico 4% (m/v) com solução</p><p>indicadora mista para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução</p><p>receptora.</p><p>VII. Adicionar cuidadosamente 80 mL de hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl,</p><p>conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 250 a 300 mL do destilado ou quantidade suficiente para o</p><p>carregamento de todo o nitrogênio da amostra. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do con-</p><p>densador com um pouco de água e titular com solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L até viragem</p><p>de verde para rosa.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>| 215</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Va Volume de solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume de solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1mol/L</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>A maioria dos alimentos possui em média 16% de nitrogênio em suas proteínas, portanto:</p><p>16g N __________100 g proteínas</p><p>1g</p><p>N __________ X g X = 100/16 = 6,25 g</p><p>Entretanto em alguns alimentos existe variação no teor de nitrogênio, desta forma o fator de</p><p>transformação empregado, deve ser modificado, conforme demonstra tabela abaixo:</p><p>Fonte: Silva, 2005</p><p>matéria-prima fator</p><p>Trigo (endosperma)</p><p>Trigo (farelo)</p><p>Trigo (grão)</p><p>aveia</p><p>Milho</p><p>Farelo de algodão</p><p>Farelo de linho</p><p>amendoim</p><p>leite</p><p>Ovo, carne</p><p>gelatina</p><p>5,70</p><p>6,31</p><p>5,83</p><p>5,83</p><p>6,25</p><p>5,30</p><p>5,30</p><p>5,46</p><p>6,38</p><p>6,25</p><p>5,55</p><p>216 |</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 2001.11 – Protein (crude) in animal feed, forage (plant tissue),</p><p>grain, and oilseeds (4.2.11).</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 936.15 – Standard solution of hydrochloric acid (A.1.06).</p><p>• AMERICAN ASSOCIATION OF CEREAL CHEMISTS. Approved Methods of Analysis of AACC.</p><p>11th ed. Method 46-16.01 - Crude protein -- Improved Kjeldahl method, copper-titanium dioxide</p><p>catalyst modification.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físico-quími-</p><p>cos para análise de alimentos. 4. ed. Brasília: Editora MS, 2005. p. 123-125.</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge; QUEIROZ, Augusto César de. Análises de Alimentos. Métodos Químicos e</p><p>Biológicos. 3. ed. Minas Gerais: Editora UFV, 2005. p. 57 – 75.</p><p>| 217</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s47 – PROTEÍNA BRUTA – MÉTODO KjELDAHL</p><p>RECEBIMENTO EM ÁCIDO SULFÚRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O ensaio é baseado na digestão de amostras nitrogenadas com ácido sulfúrico concentrado, em</p><p>presença do catalisador.</p><p>Este método se baseia em três etapas: digestão, destilação e titulação. O nitrogênio da amostra é</p><p>transformado em sulfato de amônio por digestão ácida, e em nitrogênio amoniacal por destilação</p><p>em meio alcalino. O nitrogênio então é quantificado por titulação em solução básica padronizada.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>O selenito de sódio pode ser alternativamente utilizado como acelerador da reação e requer</p><p>cuidados especiais.</p><p>Destilar de modo que o condensado seja obtido à temperatura ambiente.</p><p>O terminal do condensador deve ficar mergulhado na solução durante a fase de destilação.</p><p>Os ensaios devem ser conduzidos utilizando tubos de digestão micro ou macro, sendo assim, as in-</p><p>dicações que seguem no procedimento devem ser adaptadas de acordo com a aparelhagem utilizada.</p><p>Orientação para volumes de ácido sulfúrico 0,2 mol/L a ser utilizado, de acordo com a concen-</p><p>tração de proteína bruta esperada:</p><p>Para amostra que apresente formação de espuma durante a fase de digestão ou destilação, utili-</p><p>zar algumas gotas de solução antiespumante.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Amostras nitrogenadas de origem orgânica e inorgânica, com exceção de nitratos e nitritos.</p><p>concentração pb (g/kg) ml h2so4</p><p>até 100</p><p>“ 200</p><p>“ 300</p><p>“ 400</p><p>“ 600</p><p>“</p><p>5</p><p>10</p><p>15</p><p>20</p><p>25</p><p>“</p><p>218 |</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Digestão</p><p>No recipiente contendo a amostra digerida:</p><p>No recipiente com ácido sulfúrico (onde será recolhido o destilado):</p><p>Titulação</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>c. Biftalato de potássio (KHC</p><p>8</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>f. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>g. Selenito de Sódio (Na</p><p>4</p><p>SeO</p><p>3</p><p>)</p><p>h. Sulfato de cobre penta hidratado (CuSO</p><p>4</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>i. Sulfato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>) ou sulfato de potássio anidro (K</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>| 219</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sj. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>k. Solução volumétrica padronizada de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>Pipetar 11,2 mL de ácido sulfúrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,53 g de carbonato de sódio, previamente seco a</p><p>105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver em 50 mL de água e adi-</p><p>cionar 10 mL de ácido sulfúrico 0,2 mol/L medidos na bureta e 4 gotas de vermelho de metila 0,1%</p><p>(m/v). Prosseguir a titulação gotejando a solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L até obter coloração</p><p>levemente rósea. Aquecer a ebulição, para eliminar o gás carbônico. Se a coloração rósea não for</p><p>persistente, esfriar e prosseguir a titulação. O ponto exato de viragem da solução de ácido sulfúrico</p><p>0,2 mol/L ocorre em pH 4,4.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>m Massa do carbonato de sódio, em g</p><p>105,988 Massa molar do carbonato de sódio</p><p>V Volume de ácido sulfúrico 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>l. Solução reagente de hidróxido de sódio 50% (m/v)</p><p>Dissolver 500 g de hidróxido de sódio em água e completar para 1000 mL em béquer</p><p>Nota: Adicionar 30 g de tiossulfato de sódio antes de completar o volume</p><p>220 |</p><p>m. Mistura catalítica ou catalisador líquido</p><p>I. Mistura catalítica</p><p>Peneirar separadamente o sulfato de sódio ou potássio anidros e o sulfato de cobre</p><p>penta hidratado em peneira com malha de 1 mm. Juntar 107,0 g de sulfato de sódio ou</p><p>sulfato de potássio, 20,0 g de sulfato de cobre penta hidratado. Opcionalmente adicio-</p><p>nar 10 g de selenito de sódio. Homogeneizar e guardar em frasco com tampa.</p><p>II. Catalisador líquido</p><p>Para preparar 1 litro, adicionar, na ordem descrita: 5,0 g de selenito de sódio (opcional);</p><p>10,0 g de sulfato de cobre penta hidratado; 53,5 g de sulfato de sódio anidro; 437,5 mL</p><p>de água; 500 mL de ácido sulfúrico. Respeitar a ordem de adição dos reagentes. Esperar</p><p>esfriar para poder utilizar a solução.</p><p>n. Solução volumétrica padronizada de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>Pesar 8,00 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e diluir com água. Após esfriar, trans-</p><p>ferir para balão volumétrico de 1000 mL. Completar o volume com água.</p><p>Padronização: Pesar em Erlenmeyer de 250 mL 1,0212 g de biftalato de potássio, previamen-</p><p>te seco à 105 °C, por 2 horas. Adicionar 40-50 mL de água e titular com hidróxido de sódio 0,2</p><p>mol/L, usando gotas de solução de fenolftaleína como indicador até viragem levemente rosa.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>m Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>204,2286 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>V Volume de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>o. Vermelho de metila</p><p>p. Solução alcoólica indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v)</p><p>Dissolver 0,1 g de vermelho de metila em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir</p><p>para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>| 221</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sq. Solução indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Pesar 1 g de fenolftaleína em béquer e dissolver com álcool etílico. Transferir para balão de 100</p><p>mL e completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>r. Bureta divisão 0,05 mL</p><p>s. Frasco Kjeldahl de 500 mL ou 800 mL ou tubo de digestão (macro ou micro)</p><p>t. Pérolas de vidro ou zinco metálico granulado 20 mesh</p><p>u. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>c. Bloco digestor e destilador por arraste de vapor ou conjunto Kjeldhal para digestão e destila-</p><p>ção macro</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Proceder paralelamente prova em branco dos reagentes utilizados.</p><p>Para verificação do método pode-se utilizar um composto</p><p>nitrogenado de alto grau de pureza.</p><p>Fazer a análise e comparar o valor encontrado com a concentração teórica presente no composto.</p><p>Sugere-se a utilização de cloreto de amônio, L-Cistina ou Lisina.</p><p>222 |</p><p>a. Procedimento com utilização de sistema micro</p><p>I. Pesar de 0,2 a 0,5 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 1,0 a 2,5 g de mistura catalítica e 5 a 10 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar de 4 a 10 mL do mesmo.</p><p>III. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em intervalos de tempo definidos</p><p>conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC, evitando deixar pontos</p><p>pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 15 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer, com auxílio de bureta, o volume adequado de ácido sulfúrico 0,2</p><p>mol/L, de acordo com a concentração de proteína estimada e adicionar algumas gotas de solução</p><p>indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v) para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução receptora.</p><p>VII. Conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação, adicionando cuidadosamente</p><p>15 a 20 mL de hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 100 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carrega-</p><p>mento de todo o nitrogênio da amostra. Quando ocorrer viragem da cor vermelha para amarela</p><p>durante a fase de destilação, desconsiderar a análise em processo e adequar a massa da amostra ou</p><p>volume de ácido sulfúrico utilizados.</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L até viragem de vermelho para amarelo.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>| 223</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sb. Procedimento com utilização de sistema macro</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5 g de mistura catalítica e 10 a 15 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar de 20 a 30 mL do mesmo.</p><p>III. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em intervalos de tempo definidos</p><p>conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC, evitando deixar pontos</p><p>pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 100 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer, com auxílio de bureta, o volume adequado de ácido sulfúrico 0,2</p><p>mol/L, de acordo com a concentração de proteína estimada e adicionar algumas gotas de solução</p><p>indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v) para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução re-</p><p>ceptora.</p><p>VII. Conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação, adicionando cuidadosamente</p><p>50 mL de hidróxido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 200 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carrega-</p><p>mento de todo o nitrogênio da amostra. Quando ocorrer viragem da cor vermelha para amarela</p><p>durante a fase de destilação, desconsiderar a análise em processo e adequar a massa da amostra ou</p><p>volume de ácido sulfúrico utilizados.</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L até viragem de vermelho para amarelo.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>224 |</p><p>c. Procedimento com utilização de sistema macro com balão de 500 mL</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5,0 g de mistura catalítica e 20 a 25 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar 40 mL do mesmo.</p><p>III. Adicionar pérolas de vidro. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em inter-</p><p>valos de tempo definidos conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC,</p><p>evitando deixar pontos pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 200 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer, com auxílio de bureta, o volume adequado de ácido sulfúrico 0,2</p><p>mol/L, de acordo com a concentração de proteína estimada e adicionar algumas gotas de solução</p><p>indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v) para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução re-</p><p>ceptora.</p><p>VII. Adicionar uma pitada de zinco metálico. Em seguida, adicionar cuidadosamente 80 mL de hidró-</p><p>xido de sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl, conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 200 mL do destilado ou quantidade suficiente para o carrega-</p><p>mento de todo o nitrogênio da amostra. Quando ocorrer viragem da cor vermelha para amarela</p><p>durante a fase de destilação, desconsiderar a análise em processo e adequar a massa da amostra ou</p><p>volume de ácido sulfúrico utilizados.</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L até viragem de vermelho para amarelo.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>| 225</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sd. Procedimento com utilização de sistema macro com balão de 800 mL</p><p>I. Pesar de 0,5 a 1,0 g da amostra e transferir para frasco Kjeldahl ou tubo de digestão.</p><p>II. Adicionar de 2,5 a 5,0 g de mistura catalítica e 20 a 25 mL de ácido sulfúrico concentrado. O</p><p>ácido deve ser adicionado cuidadosamente, escorrendo pela parede do frasco. Se optar pelo uso de</p><p>catalisador líquido, utilizar 40 mL do mesmo.</p><p>III. Adicionar pérolas de vidro. Iniciar a digestão com temperatura mínima de 100 ºC, em in-</p><p>tervalos de tempo definidos conforme tabela abaixo. Prosseguir, elevando até o máximo de 420 ºC,</p><p>evitando deixar pontos pretos aderidos à parede do frasco.</p><p>Após a completa digestão, a solução ainda quente apresenta cor verde. Continuar por mais 30</p><p>minutos após clareamento completo da mistura. Pode ocorrer formação de uma crosta cristalina</p><p>com o resfriamento.</p><p>IV. Esfriar, adicionar de 400 mL de água. Agitar até dissolução e esfriar.</p><p>V. Colocar no Erlenmeyer, com auxílio de bureta, o volume adequado de ácido sulfúrico 0,2</p><p>mol/L, de acordo com a concentração de proteína estimada e adicionar algumas gotas de solução</p><p>indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v) para receber o destilado.</p><p>VI. Levar o Erlenmeyer ao destilador mergulhando o terminal do condensador na solução re-</p><p>ceptora.</p><p>VII. Adicionar uma pitada de zinco metálico. Em seguida, adicionar cuidadosamente 80 mL de hidró-</p><p>xido de</p><p>sódio 50% (m/v) ao frasco Kjeldahl, conectar imediatamente ao destilador e proceder à destilação.</p><p>VIII. Recolher aproximadamente 250 a 300 mL do destilado ou quantidade suficiente para o</p><p>carregamento de todo o nitrogênio da amostra. Quando ocorrer viragem da cor vermelha para</p><p>amarela durante a fase de destilação, desconsiderar a análise em processo e adequar a massa da</p><p>amostra ou volume de ácido sulfúrico utilizados.</p><p>IX. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador com um pouco de água e titular com</p><p>solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L até viragem de vermelho para amarelo.</p><p>TemperaTura</p><p>ºc</p><p>Tempo médio em minutos</p><p>apÓs aTingir a TemperaTura</p><p>100</p><p>150</p><p>200</p><p>250</p><p>300</p><p>350</p><p>420</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>15</p><p>Até atingir completa digestão</p><p>226 |</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>A maioria dos alimentos possui em média 16% de nitrogênio em suas proteínas, portanto:</p><p>16g N __________100 g proteínas</p><p>1g N __________ X g X = 100/16 = 6,25 g</p><p>| 227</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sEntretanto em alguns alimentos existe variação no teor de nitrogênio, desta forma o fator de</p><p>transformação empregado deve ser modificado, conforme demonstra tabela abaixo:</p><p>Fonte: Silva, 2005</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 984.13 Protein (crude) in animal feed and pet food (4.2.09).</p><p>• AMERICAN ASSOCIATION OF CEREAL CHEMISTS. Approved Methods of Analysis of AACC.</p><p>11th ed. Method 46-16.01 Crude protein -- Improved Kjeldahl method, copper-titanium dioxide</p><p>catalyst modification.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físico-quími-</p><p>cos para análise de alimentos. 4. ed. Brasília: Editora MS, 2005. p. 123-125.</p><p>• SILVA, Dirceu Jorge; QUEIROZ, Augusto César de. Análises de Alimentos. Métodos Químicos e</p><p>Biológicos. 3. ed. Minas Gerais: Editora UFV, 2005. p. 57 – 75.</p><p>matéria-prima fator</p><p>Trigo (endosperma)</p><p>Trigo (farelo)</p><p>Trigo (grão)</p><p>aveia</p><p>Milho</p><p>Farelo de algodão</p><p>Farelo de linho</p><p>amendoim</p><p>leite</p><p>Ovo, carne</p><p>gelatina</p><p>5,70</p><p>6,31</p><p>5,83</p><p>5,83</p><p>6,25</p><p>5,30</p><p>5,30</p><p>5,46</p><p>6,38</p><p>6,25</p><p>5,55</p><p>228 |</p><p>48 – RESÍDUO INSOLÚVEL EM ÁCIDO CLORÍDRICO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>É o resíduo inorgânico, insolúvel em solução de ácido clorídrico, do material resultante da quei-</p><p>ma da amostra a uma temperatura em torno de 600 ºC, contidos nos produtos de origem mineral,</p><p>vegetal, animal ou de misturas.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio</p><p>dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos ou subprodutos de origem animal, vegetal ou mineral, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>) ou água oxigenada (H</p><p>2</p><p>O</p><p>2</p><p>) 30 volumes</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Cadinho ou cápsula de porcelana</p><p>d. Dessecador com cloreto de cálcio (CaCl</p><p>2</p><p>) ou sílica gel anidros</p><p>e. Papel de filtro quantitativo, sem cinzas, filtração média</p><p>f. Cadinho de placa porosa (fina ou D4).</p><p>g. Ácido clorídrico 1:1 (v:v)</p><p>Diluir cuidadosamente uma parte de ácido clorídrico em uma parte igual de água.</p><p>| 229</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Forno mufla (550 - 600 ºC)</p><p>c. Estufa de secagem 105 ºC (precisão ± 5 ºC).</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>A amostra deve estar homogênea, devendo-se avaliar a necessidade de moagem prévia.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Para materiais de origem mineral não é necessário queima da amostra, podendo pesar a amostra</p><p>diretamente em béquer de 250 mL e seguir a partir do item 10.f.</p><p>O resíduo obtido na queima da amostra pode não representar toda a substância inorgânica, pois</p><p>alguns sais sofrem redução ou volatilização nesta faixa de temperatura.</p><p>a. Pesar de 2 a 3 g da amostra em cadinho ou cápsula de porcelana, limpo e previamente cal-</p><p>cinado em forno mufla a 550 - 600ºC por uma hora (após atingir a temperatura) e resfriado em</p><p>dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>b. Levar ao forno mufla e gradualmente aumentar a temperatura (550 - 600ºC) até obtenção de</p><p>cinzas claras (3 horas no mínimo). Opcionalmente, pode-se efetuar pré-queima em placa aquece-</p><p>dora ou bico de Bunsen, transferindo em seguida para o forno mufla (550 - 600ºC).</p><p>c. Não se obtendo cinzas claras após o período mínimo de calcinação, recomenda-se a adição de 2</p><p>a 3 gotas de ácido nítrico ou água oxigenada 30 volumes e retorno ao forno mufla por mais uma hora.</p><p>d. Retirar a 250 - 300ºC, esfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>e. Transferir quantitativamente as cinzas contidas no cadinho para béquer de 250 mL, lavando com</p><p>três porções de aproximadamente 20 mL de solução de ácido clorídrico 1:1. Ferver por 5 minutos.</p><p>f. Filtrar quantitativamente sobre papel de filtro, lavando o resíduo com água quente até elimi-</p><p>nação de todo o ácido.</p><p>OBS: O resíduo poderá ser filtrado em cadinho de placa porosa fina, previamente tarado.</p><p>230 |</p><p>g. Transferir o papel de filtro com resíduo para cápsula ou cadinho de porcelana, previamente</p><p>tarado. Levar ao forno mufla e gradualmente aumentar a temperatura. Manter por duas horas (no</p><p>mínimo) à temperatura de 550 - 600°C. Retirar a 250 - 300°C.</p><p>OBS: O resíduo filtrado em cadinho de placa porosa fina deve ter secagem realizada em estufa</p><p>a 105 ± 5ºC por uma hora.</p><p>h. Resfriar em dessecador até temperatura ambiente e pesar.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Resíduo Insolúvel</p><p>Onde:</p><p>A Massa do recipiente + resíduo, em g (calcinado)</p><p>B Massa do recipiente, em g</p><p>m Massa da amostra original, em g.</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4.ed. Brasília: Editora MS, 2005. p.109.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 942.05 – Ash of animal feed (4.1.10).</p><p>| 231</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s49 – SELêNIO POR VIA ÚMIDA - VOLUMETRIA IODOMÉTRICA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A determinação de selênio por volumetria é utilizada como alternativa à metodologia por Espec-</p><p>trofotometria de Absorção Atômica.</p><p>O íon selenito em solução ácida é tratado com um excesso de tiossulfato de sódio padronizado.</p><p>O excesso não deve ser superior a 6 mL. O tiossulfato de sódio em excesso é quantificado por titu-</p><p>lação com solução padrão de iodo, utilizando amido como indicador.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável em selenito de sódio.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Amido</p><p>(C</p><p>6</p><p>H</p><p>10</p><p>O</p><p>5</p><p>)</p><p>c. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>d. Dicromato de potássio (K</p><p>2</p><p>Cr</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>)</p><p>e. Iodeto de potássio (KI)</p><p>f. Tiossulfato de sódio penta hidratado (Na</p><p>2</p><p>S</p><p>2</p><p>O</p><p>3</p><p>.5H</p><p>2</p><p>O)</p><p>232 |</p><p>g. Solução de ácido clorídrico 50% (v/v)</p><p>Adicionar lentamente 500 mL de ácido clorídrico em 500 mL de água, medidos em proveta.</p><p>Esfriar, homogeneizar e armazenar.</p><p>h. Solução padronizada de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 24,82 g de tiossulfato de sódio penta hidratado e 0,2 g de carbonato de sódio, dissolver</p><p>em béquer contendo aproximadamente 100 mL de água fervida e fria. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume com água fervida e fria. Homogeneizar</p><p>e estocar em frasco âmbar</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,123 g de dicromato de potássio previamente seco em estufa</p><p>a 105ºC por duas horas. Dissolver em Erlenmeyer de 250 mL com tampa, com aproximadamente</p><p>70 mL de água fervida e fria. Adicionar 2 g de iodeto de potássio e solubilizar. Adicionar 20 mL de</p><p>solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Tampar o Erlenmeyer e estocar imediatamente ao abrigo da</p><p>luz por 10 minutos. Titular gotejando a solução de tiossulfato de sódio penta hidratado até apro-</p><p>ximadamente 15 mL. Acrescentar 1 mL da solução indicadora de amido 1% (m/v) e continuar a</p><p>titulação até desaparecimento da coloração azul.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>m Massa do dicromato de potássio, em g</p><p>6 Relação estequiométrica entre iodeto de potássio e dicromato de potássio</p><p>294,2 Massa molar do dicromato de potássio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>i. Solução indicadora de amido 1% (m/v)</p><p>Pesar 1g de amido e transferir para béquer de 250 mL. Adicionar aproximadamente 50 mL de</p><p>água e aquecer até ebulição. Esfriar. Transferir para balão volumétrico de 100 mL, completar o</p><p>volume com água e homogeneizar. Preparar momentos antes do uso.</p><p>| 233</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sj. Solução volumétrica padronizada de iodo 0,1 mol/L</p><p>Pesar 36 g de iodeto de potássio e dissolver em 100 mL de água. Acrescentar 12,75 g de iodo</p><p>puro, dissolver, transferir para balão de 1000 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Estocar em frasco âmbar em local escuro. Repousar por 24 horas.</p><p>Padronização: Pipetar 25 mL da solução de iodo 0,1 mol/L para Erlenmeyer de 250 mL e adi-</p><p>cionar 10 mL de ácido clorídrico 50% (v/v). Titular com solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>até desaparecimento da coloração castanha característica de iodo (a solução passa de castanho a</p><p>amarelo palha), então acrescentar 2 mL de solução de amido 1% (m/v). Prosseguir a titulação gota</p><p>a gota até incolor.</p><p>Cálculo</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de iodo 0,1 mol/L</p><p>25 Alíquota da solução de iodo 0,1 mol/L</p><p>V Volume da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>k. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Agitador magnético e barras magnéticas</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Chapa de aquecimento</p><p>d. Estufa para 150ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>234 |</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar de 1,0 a 3,0 g da amostra e transferir para um balão volumétrico de 100 mL. Se a amos-</p><p>tra apresentar resíduo insolúvel, dissolver com 3 mL de ácido clorídrico. Completar o volume com</p><p>água e homogeneizar.</p><p>b. Pipetar 20 mL para Erlenmeyer de 250 mL, adicionar 5 mL de ácido clorídrico 50% (v/v),</p><p>água até 100 mL e 2 mL de amido 1% (m/v).</p><p>c. Acrescentar 50 mL de solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L e titular imediatamente com</p><p>a solução de iodo 0,1 mol/L até coloração castanho claro.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>50 Alíquota de solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L, em mL</p><p>MR Molaridade real da solução de tiossulfato de sódio 0,1 mol/L</p><p>V Volume de solução de iodo 0,1 mol/L gasto na titulação, em ml</p><p>Molaridade real da solução de iodo 0,1 mol/L</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>5 Diluição (100/20)</p><p>0,01974 Equivalência molar entre tiossulfato de sódio 0,1 mol/L e selênio (78,96/4/1000).</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>MARINI, José Luiz. Manual de Análises de Sais Minerais e Matérias Primas. 1992. p. 65.</p><p>| 235</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s50 – SOLUBILIDADE PROTÉICA EM HIDRÓXIDO DE POTÁSSIO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O índice de solubilidade em hidróxido de potássio determina o quanto a proteína presente em</p><p>grãos oleaginosos é solúvel em solução de hidróxido de potássio 0,036 mol/L e em sua posterior</p><p>quantificação pelos métodos de Kjeldahl ou Dumas.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Para a execução deste método utiliza-se também as soluções reagentes, materiais e equipamen-</p><p>tos descritos nos métodos Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Bórico, Proteína</p><p>– Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Proteína – Método Dumas.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Grãos de oleaginosas e derivados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>PORTARIA N˚. 108, de 04 de setembro de 1991. Diário Oficial da União, Seção 1. p. 19813. 17</p><p>de setembro de 1991.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não Aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>As reações envolvidas dependerão do procedimento para determinação de proteína adotado.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Biftalato de potássio (KHC</p><p>8</p><p>H</p><p>4</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Hidróxido de potássio 85% (KOH)</p><p>d. Solução volumétrica padronizada de hidróxido de potássio (0,036 mol/L)</p><p>Pesar 2,476 g de hidróxido de potássio, solubilizar em água. Transferir quantitativamente para</p><p>balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>236 |</p><p>Padronização: Pesar 0,1840 g de biftalato de potássio, previamente seco em estufa a 105 ºC</p><p>por 2 horas. Dissolver em Erlenmeyer com aproximadamente 75 mL de água, adicionar 4 gotas de</p><p>solução alcoólica de fenolftaleína 1% (m/v) e titular gotejando a solução de hidróxido de potássio</p><p>0,036 mol/L até coloração levemente rósea.</p><p>Cálculo da molaridade real</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de hidróxido de potássio 0,036 mol/L</p><p>m Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>204,23 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>V Volume da solução de hidróxido de potássio 0,036 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>Ajustar a concentração da solução adicionando água ou hidróxido de potássio suficientes para</p><p>0,036 mol/L.</p><p>OBSERVAÇÃO: Indica-se fazer a correção do fator da solução de KOH 0,036 M a cada nova</p><p>remessa preparada do reagente.</p><p>Fazer a correção do fator da solução para o valor mais próximo ou igual a F=1,000. Desta forma,</p><p>quando se preparar a solução nova (fator alto >1) deveremos utilizar o método de diluição, em caso</p><p>contrário, quando f<1, seguir exemplo abaixo:</p><p>F=0,7961</p><p>1,000 (Fc) 0,036 mol/L</p><p>0,7961 X X=0,0286 mol/L</p><p>0,036 mol/L 2,376 g de KOH (quantidade em g KOH para preparar 1 L de solução)</p><p>0,0286 mol/L Y Y=1,8876 g/L</p><p>2,376 (g de KOH para solução 0,036M) – 1,8876 (quantidade em g existente na solução fatora-</p><p>da) = 0,4884g (diferença em g de KOH a ser adicionada por litro de solução)</p><p>Quantidade de KOH a ser adicionada = 0,4884 x volume remanescente</p><p>| 237</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPor exemplo, se o volume remanescente for igual a 2,175 mL, o cálculo ficará como segue:</p><p>0,4884g de KOH 1,000 mL de solução</p><p>X 2,175 mL (volume remanescente da solução)</p><p>X = 1,0623 g (quantidade de KOH a ser adicionada na solução)</p><p>e. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 1% (m/v)</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em 60 mL de álcool etílico.</p><p>Transferir para balão volumétrico de</p><p>100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>f. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Agitador tipo Wagner ou estufa agitadora</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Centrífuga (1.500 - 3000 rpm)</p><p>d. Estufa de secagem com circulação de ar forçada</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Moer a amostra de maneira que passe em peneira de 0,5 mm</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 2,0000 ± 0,010 g da amostra, transferir para Erlenmeyer de 250 ou 300 mL e adicionar</p><p>volumetricamente 100 mL de solução de hidróxido de potássio 0,036 mol/L.</p><p>b. Agitar por 20 minutos, o mínimo suficiente para revolver toda a amostra, usando agitador</p><p>tipo Wagner com velocidade de 25 a 35 rpm, com controle de temperatura durante a agitação (24</p><p>a 25ºC).</p><p>c. Centrifugar o sobrenadante de maneira a separar bem as fases (de 10 a 15 minutos, a 1500 -</p><p>3000 rpm).</p><p>d. Transferir cuidadosamente o sobrenadante para um béquer de 50 mL, evitando-se a passagem</p><p>de partículas da amostra (opcionalmente pode-se utilizar algodão para filtrar).</p><p>e. Para o método Kjeldahl: Pipetar volumetricamente 25 mL do sobrenadante e transferir para</p><p>frasco Kjeldahl macro ou 10 mL para frasco Kjeldahl micro.</p><p>238 |</p><p>Para método Dumas: Pipetar uma alíquota de 1 mL do sobrenadante e transferir para uma</p><p>folha de estanho a fim de proceder com a análise de proteína solúvel. Levar para estufa a 65°C por</p><p>3 horas. Retirar da estufa e dobrar a folha de estanho (Observação: utilizar uma folha de estanho</p><p>grande embaixo e uma pequena em cima, para garantir que a amostra não vaze).</p><p>f. Proceder conforme descrito no método Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido</p><p>Bórico, Proteína – Método Kjeldahl - Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Proteína – Método Du-</p><p>mas, para determinação de proteína bruta.</p><p>g. Proceder paralelamente prova em branco dos reagentes utilizados para o método Kjeldahl.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>a. Cálculo da massa da amostra na alíquota</p><p>Onde:</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>Vp Volume pipetado, em mL</p><p>100 Volume total da reação, em mL</p><p>b. Cálculo da proteína solúvel utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido bórico)</p><p>Proteína solúvel</p><p>Onde:</p><p>Va Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>| 239</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sc. Cálculo da proteína solúvel utilizando-se o método de Proteína Bruta (recebimento em ácido sulfúrico)</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>ma Massa da amostra na alíquota, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>F Fator de transformação do nitrogênio em proteína considerando 16% de nitrogênio</p><p>(100/16 = 6,25).</p><p>Solubilidade Proteica</p><p>Onde:</p><p>Resultado obtido pelo método Proteína – Método Kjeldahl -</p><p>Recebimento em Ácido Bórico, Proteína – Método Kjeldahl -</p><p>Recebimento em Ácido Sulfúrico ou Proteína – Método Dumas.</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ARABA, M.; DALE, N. M. 1990a. Evaluation of KOH solubility as an indicator of overprocessing</p><p>soybean meal. Poultry Sci. 69:76–83.</p><p>240 |</p><p>51 – TANINO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Taninos (do francês tanin) são polifenóis de origem vegetal. As plantas os usam como defesa</p><p>química contra o ataque de herbívoros vertebrados ou invertebrados e contra os microorganismos.</p><p>Os taninos estão concentrados na testa da semente e formam complexos com carboidratos e princi-</p><p>palmente proteínas, reduzindo assim sua digestibilidade e piorando a palatabilidade, pois conferem ao</p><p>sorgo sabor adstringente. O tanino pode estar presente no grão de sorgo em menor ou maior concentra-</p><p>ção, identificando-o como de baixo ou alto tanino. A presença de altos níveis de tanino, que caracteriza</p><p>as variedades resistentes ao ataque de pássaros, tem influência negativa no desempenho dos animais.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio</p><p>dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a sorgo.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido fosfomolíbdico hidratado (H</p><p>3</p><p>[P(Mo</p><p>3</p><p>O</p><p>10</p><p>)</p><p>4</p><p>].H</p><p>2</p><p>O)</p><p>b. Ácido fosfórico (H</p><p>3</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Ácido tânico (C</p><p>76</p><p>H</p><p>52</p><p>O</p><p>46</p><p>)</p><p>d. Carbonato de sódio anidro (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Tungstato (wolframato) de sódio (Na</p><p>2</p><p>Wo</p><p>4</p><p>.2H</p><p>2</p><p>O)</p><p>f. Solução de Folin-Dennis</p><p>| 241</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPesar 2 g de ácido fosfomolíbdico hidratado e solubilizar em 75 mL de água. Pesar 10 g de</p><p>tungstato de sódio e solubilizar na solução de ácido fosfomolíbdico. Acrescentar 5 mL de ácido</p><p>fosfórico. Colocar em refluxo por duas horas, esfriar, transferir para balão volumétrico de 100 mL,</p><p>completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>g. Solução saturada de carbonato de sódio anidro.</p><p>Dissolver 35 g de carbonato de sódio anidro em 100 mL de água a 70 – 80ºC, aquecer até dis-</p><p>solver completamente. Preparar esta solução no momento do uso.</p><p>h. Solução padrão de ácido tânico 20 mg/L</p><p>Pesar exatamente 0,050 g de ácido tânico e dissolver em 500 mL de água. Transferir 20 mL desta</p><p>solução para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água.</p><p>i. Balão fundo chato 250 mL junta esmerilhada 24/40</p><p>j. Condensador</p><p>k. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Centrífuga</p><p>c. Chapa aquecedora</p><p>d. Espectrofotômetro UV/VIS</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Caso o laboratório não possua centrífuga, é possível substituir deixando a amostra em repouso</p><p>por 15 minutos.</p><p>a. Confecção da curva padrão</p><p>I. Pipetar para balões volumétricos de 100 mL, contendo 60 mL de água e 5 mL da solução de</p><p>Folin-Dennis, alíquotas de 0,5 mL; 1,0 mL; 1,5 mL; 2,0 mL; 2,5 mL e 3,0 mL da solução padrão</p><p>de ácido tânico.</p><p>242 |</p><p>II. Preparar um branco, adicionando 5 mL de solução de Folin-Dennis em balão volumétrico de</p><p>100 mL, contendo 60 mL de água.</p><p>III. Adicionar 10 mL de solução de carbonato de sódio no branco e nos balões da curva padrão,</p><p>completar o volume com água, aguardar 30 minutos e proceder à leitura da curva em absorbância,</p><p>após zerar com o branco, usando 760 nm de comprimento de onda. Plotar os pontos e construir a</p><p>curva padrão, pela equação da reta.</p><p>IV. Existe a possibilidade de preparar apenas um ponto da curva, para leitura juntamente com a</p><p>amostra todas as vezes que realizar análise.</p><p>b. Procedimento analítico</p><p>I. Pesar entre 0,5 e 5,0 g de amostra e transferir para balão de fundo chato adaptado a um reflu-</p><p>xo, adicionar 90 mL de água e refluxar por 2 - 5 horas.</p><p>II. Deixar esfriar, transferir para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água.</p><p>III. Centrifugar</p><p>por 5 minutos. Pipetar uma alíquota de 5 mL do sobrenadante e transferir para</p><p>balão volumétrico de 100 mL, adicionar 5 mL do reagente de Folin-Dennis, 10 mL da solução de</p><p>carbonato de sódio e completar o volume com água.</p><p>IV. Fazer um branco com 5 mL do reagente de Folin-Dennis, 10 mL de carbonato de sódio e</p><p>completar o volume com água em balão volumétrico de 100 mL.</p><p>V. Agitar bem e aguardar por 30 minutos.</p><p>VI. Fazer a leitura em absorbância, após zerar com o branco, usando 760 nm de comprimento de onda.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>O cálculo poderá ser executado pela equação da reta, quando elaborada a curva padrão de cali-</p><p>bração ou pela equação abaixo, quando utilizado somente um ponto:</p><p>Onde:</p><p>ABSA Absorbância da amostra</p><p>Cp Concentração do padrão na alíquota de leitura</p><p>ABSP Absorbância do padrão</p><p>Ca Concentração da amostra na alíquota de leitura</p><p>1000 Conversão de g em kg</p><p>| 243</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of</p><p>A.O.A.C. International. 20th ed, 2016. Method 952.03 – Tannin in distilled liquors – spectropho-</p><p>tometric method (26.1.37).</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos Físico-Químicos para Análise de Alimentos. 4. ed. Brasília:</p><p>Instituto Adolfo Lutz, 2005, método 255/IV.</p><p>244 |</p><p>52 – TESTE DE RANCIDEZ – REAÇÃO DE KREISS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Rancidez é o nome que se dá às alterações no odor e no sabor do alimento, provocada pela ação do ar</p><p>(rancidez oxidativa) ou de microrganismos (rancidez cetônica). A floroglucina reage em meio ácido com</p><p>os triglicerídeos, dando uma coloração rósea ou vermelha, cuja intensidade aumenta com a deterioração</p><p>devida, provavelmente, à presença de aldeído malônico ou de aldeído epidrínico.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança e manuseio dos</p><p>produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Antioxidantes que contenham etoxiquim podem provocar o aparecimento de cor vermelha, indicando</p><p>um falso positivo para o teste de rancidez. Neste caso, deve-se buscar métodos aplicáveis ao tipo de amostra.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos cárneos e a óleos e gorduras.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Éter etílico (C</p><p>4</p><p>H</p><p>10</p><p>O)</p><p>c. Éter de petróleo</p><p>d. Floroglucina (C</p><p>6</p><p>H</p><p>6</p><p>O</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Permanganato de potássio (KMnO</p><p>4</p><p>).</p><p>f. Solução de floroglucina 0,1% (m/v)</p><p>Pesar 0,1g de floroglucina e dissolver em éter etílico para balão volumétrico de 100 mL. Esta solução</p><p>deve ser preparada no mesmo dia do uso.</p><p>| 245</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sg. Solução de permanganato de potássio 0,002 mol/L</p><p>Pesar 0,32 g de permanganato de potássio e transferir para um béquer de 2L. Adicionar 1000 mL de</p><p>água, tampar com um vidro de relógio e levar a ebulição. Deixar a solução em fervura suave durante</p><p>cerca de 20 minutos. Esfriar a temperatura ambiente, deixar em repouso em frasco fechado por no</p><p>mínimo 12 horas ao abrigo da luz e filtrar através de cadinho de Gooch com placa porosa. Transferir o</p><p>filtrado para frasco escuro, com rolha esmerilhada.</p><p>h. Cadinho de Gooch com placa porosa</p><p>i. Papel de filtro qualitativo ou algodão hidrófilo</p><p>j. Proveta de 25 ou 50 mL com tampa ou tubo de ensaio de no mínimo 20 mL com tampa</p><p>k. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Agitador Kline ou magnético</p><p>b. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>c. Banho-maria</p><p>d. Chapa de aquecimento</p><p>e. Estufa de secagem à 105 ºC (precisão ± 5 ºC) ou rotaevaporador</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>É possível utilizar a gordura extraída pelo extrator Soxhlet, após a determinação de extrato etéreo.</p><p>a. Pesar 50,0 ± 0,5 g de amostra previamente moída, adicionar 100 mL de éter de petróleo e agitar</p><p>em agitador Kline ou magnético durante 30 minutos.</p><p>b. Filtrar em funil de vidro contendo papel de filtro qualitativo ou algodão.</p><p>c. Receber o filtrado em um Erlenmeyer de 250 mL e evaporar o resíduo de éter em banho-maria a 80 ºC.</p><p>d. Colocar em estufa a 105 ºC, durante 10 minutos. Esfriar em dessecador. Este processo de evapo-</p><p>ração também pode ser realizado, opcionalmente, no rotaevaporador.</p><p>e. Transferir com auxílio de uma pipeta, 5 mL da gordura fundida para uma proveta ou tubo de en-</p><p>saio com tampa. Adicionar 5 mL de ácido clorídrico, tampar e agitar por 30 segundos.</p><p>f. Adicionar 5 mL de solução de floroglucina 0,1% (m/v), tampar e agitar novamente por 30 segun-</p><p>dos, com o cuidado de aliviar a pressão do tubo. Deixar em repouso por 10 minutos.</p><p>246 |</p><p>Na presença de substâncias rançosas, a camada inferior apresentará coloração rósea ou vermelha.</p><p>Se a intensidade da coloração for fraca, compare a camada inferior com uma solução de permanga-</p><p>nato de potássio 0,0012% (3,8 mL de uma solução 0,002 mol/L diluído para 100 mL de água). Se a</p><p>intensidade for a mesma, ou inferior, pode-se deixar de levar em consideração o resultado, contanto que</p><p>as características sensoriais do produto sejam satisfatórias.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Não aplicável</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e físicos</p><p>para análise de alimentos. 4. ed. São Paulo: PROL, 2005. p. 507 – 508.</p><p>| 247</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s53 – UMIDADE E VOLÁTEIS POR ESTUFA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Umidade e voláteis corresponde à perda em peso sofrida pela amostra quando aquecida em</p><p>condições nas quais a água e outras substâncias voláteis são removidas.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Ao utilizar estufa sem circulação de ar, recomenda-se não processar grande número de amostras</p><p>simultaneamente.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Produtos e subprodutos de origem vegetal, animal e mineral, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 68,</p><p>Métodos Analíticos Oficiais Físico-Químicos, para Controle de Leite e Produtos Lácteos, de 12 de dezembro</p><p>de 2006, Método 9.0.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAL</p><p>7.1. Pesa filtro, placa de vidro ou cápsula de alumínio maior ou igual a 5 cm de diâmetro e 4</p><p>cm de profundidade</p><p>7.2. Dessecador com cloreto de cálcio ou sílica-gel anidros</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.2. Estufa de secagem com circulação de ar, até 150 ºC</p><p>248 |</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para coleta e preparo da amostra, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Seque previamente o recipiente (pesa filtro, placa de vidro ou cápsula de alumínio) em estufa na</p><p>temperatura de trabalho, conforme tabela 1 por uma hora e resfrie até temperatura ambiente em dessecador.</p><p>10.2. Pese em balança analítica o recipiente limpo e previamente seco. Anote a massa do recipiente.</p><p>10.3. Tare a balança com o recipiente e pese a amostra conforme tabela 1.</p><p>10.4. Coloque em estufa por tempo determinado até atingir peso constante, utilizando a tempe-</p><p>ratura indicada na tabela 1:</p><p>Tabela 1</p><p>10.5. Retire o recipiente da estufa, esfrie em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>10.6. Pese em balança analítica, evitando o contato direto da mão com o recipiente.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do recipiente + amostra antes da secagem, em g</p><p>Massa do recipiente + amostra após a secagem, em g</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos. 4.ed. Brasília: Editora MS, 2005. p.98.</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the Ame-</p><p>rican Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method Ca 2c-25 – Moisture and volatile matter, in animal</p><p>and vegetable fats, air</p><p>oven method.</p><p>matriz Temperatura massa da amostra Tempo mínimo em estufa</p><p>Leite em pó e produtos lácteos</p><p>Óleos</p><p>Demais matrizes de origem vegetal,</p><p>animal, mineral e produtos acabados</p><p>85 ± 5 ºC</p><p>130 ± 5 ºC</p><p>105 ± 5 ºC</p><p>5,0 ± 0,5 g</p><p>5,0 ± 0,5 g</p><p>3,0 ± 0,5 g</p><p>2 horas</p><p>30 minutos</p><p>3 horas</p><p>| 249</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s54 – UMIDADE E VOLÁTEIS EM GRÃOS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Umidade e voláteis corresponde à perda em peso sofrida pela amostra quando aquecida em</p><p>condições nas quais a água e outras substâncias voláteis são removidas.</p><p>Existem muitas variações quanto ao tamanho, temperaturas e tempo de método padrão sendo</p><p>esta metodologia uma sugestão que não invalida a utilização de métodos diferentes, mas que pos-</p><p>sam reproduzir resultados semelhantes ao método sugerido.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Ao utilizar estufa sem circulação de ar, recomenda-se não processar grande número de amostras</p><p>simultaneamente.</p><p>A amostra não deve sofrer aquecimento durante o processo de moagem, pois isto acarreta em</p><p>perda de umidade. Recomenda-se o uso de moinho do tipo ultra-centrífugo.</p><p>Não deixar os cadinhos pesa filtro, cápsulas de porcelana ou de alumínio em dessecador por um</p><p>período superior a 3 horas.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Grãos de cereais e oleaginosas.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Cadinho pesa filtro, cápsula de porcelana ou de alumínio</p><p>b. Dessecador com cloreto sílica-gel anidro</p><p>250 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Estufa de secagem 45 ºC (precisão ± 2 ºC) e 130-133 ºC, com circulação de ar</p><p>c. Moinho</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a coleta e preparo da amostra, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pré-secagem utilizando estufa a 45 ºC por 24 horas</p><p>I. Pesar um cadinho pesa filtro, cápsula de alumínio ou cápsula de porcelana previamente seco</p><p>em estufa a 45 °C e resfriado em dessecador até temperatura ambiente. Registrar a identificação e</p><p>o peso.</p><p>II. Pesar 15,0 ± 0,5 g da amostra do grão no cadinho pesa filtro, cápsula de alumínio ou cápsula</p><p>de porcelana.</p><p>III. Colocar em estufa a 45ºC por 24 horas</p><p>IV. No final deste tempo, retirar e colocar em dessecador até equilíbrio com a temperatura am-</p><p>biente.</p><p>V. Pesar, anotar e determinar a umidade da etapa de pré-secagem.</p><p>VI. Moer e reservar esta amostra para secagem definitiva. O moinho deve ser ajustado de for-</p><p>ma que pelo menos 50% do material moído deverá passar através de peneiras com aberturas de</p><p>0,50mm e não mais do que 10% deverá permanecer na peneira com aberturas de 1,00mm.</p><p>b. Secagem definitiva utilizando estufa a 130-133 ºC por duas horas</p><p>I. Pesar um recipiente previamente seco em estufa a 130-133°C e resfriado em dessecador até</p><p>temperatura ambiente, registrar a identificação e o peso.</p><p>II. Pesar 3,0 ± 0,5 g da amostra do grão que sofreu pré-secagem e moagem, no recipiente.</p><p>III. Colocar em estufa a 130-133ºC por 2 horas ou até peso constante.</p><p>IV. No final deste tempo, retirar e colocar em dessecador até equilíbrio com a temperatura am-</p><p>biente.</p><p>V. Pesar, anotar e determinar a umidade da etapa de secagem definitiva.</p><p>| 251</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULO</p><p>a. Cálculo da umidade da pré-secagem (45ºC)</p><p>Onde:</p><p>m</p><p>A</p><p>Massa do recipiente + amostra antes da secagem a 45 ºC, em g</p><p>m</p><p>B</p><p>Massa do recipiente + amostra após a secagem a 45 ºC, em g</p><p>m</p><p>C</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>b. Cálculo da umidade da secagem definitiva</p><p>Onde:</p><p>m</p><p>D</p><p>Massa do recipiente + amostra antes da secagem a 130-133 ºC, em g</p><p>m</p><p>E</p><p>Massa do recipiente + amostra após a secagem a 130-133 ºC, em g</p><p>m</p><p>F</p><p>Massa da amostra após a secagem a 45 ºC, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>c. Cálculo da umidade corrigida</p><p>I. Fator de correção:</p><p>II. Umidade corrigida:</p><p>d. Cálculo da umidade total</p><p>252 |</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Regras para Análise de</p><p>Sementes, 1 ed. Brasília: Ed. MAPA, 2009. p. 311.</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the Ame-</p><p>rican Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Method, Ac 2-41 – Moisture and volatile matter in soybeans.</p><p>| 253</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s55 – UREIA POR DESTILAÇÃO KjELDAHL</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Consiste na determinação do nitrogênio da ureia, liberado pela ação enzimática da urease.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Esse procedimento é aplicável à ureia ou produtos que a contenham.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>• PORTARIA N˚. 108, de 04 de setembro de 1991. Diário Oficial da União, Seção 1. p. 19813.</p><p>17 de setembro de 1991</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido bórico (H</p><p>3</p><p>BO</p><p>3</p><p>)</p><p>b. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>c. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>e. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Cloreto de cálcio (CaCl</p><p>2</p><p>)</p><p>g. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>h. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>i. Óxido de magnésio (MgO)</p><p>j. Urease</p><p>k. Ureia (CH</p><p>4</p><p>N</p><p>2</p><p>O)</p><p>254 |</p><p>l. Solução volumétrica padronizada de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>Medir 8,5 mL de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar em Erlenmeyer aproximadamente 0,133 g de carbonato de sódio, pre-</p><p>viamente seco a 105 ºC por 2 horas. Dissolver em 50 mL água, Adicionar 3 gotas de solução de</p><p>vermelho de metila 0,1% m/v. Titular até viragem para coloração rósea. Aquecer a ebulição, para</p><p>eliminar o gás carbônico. Se a coloração rósea não for persistente, esfriar e prosseguir a titulação. O</p><p>ponto exato de viragem da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L ocorre em pH 4,4.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>m Massa do carbonato de sódio, em g</p><p>105,988 Massa molar do carbonato de sódio</p><p>V Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>2 / 1 Relação estequiométrica entre ácido clorídrico e carbonato de sódio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>m. Solução de ácido bórico 4% (m/v)</p><p>Pesar 40 g de ácido bórico e transferir para béquer de 1000 mL. Dissolver em aproximadamente</p><p>500 mL de água, utilizando agitação. Filtrar a solução em papel filtro qualitativo, para balão volu-</p><p>métrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>n. Solução reagente neutra de urease 1% (m/v)</p><p>Determinação da alcalinidade: Pesar exatamente 0,1 g de urease, dissolver em 50 mL de água e</p><p>titular com solução volumétrica padronizada de ácido clorídrico 0,1 mol/L, utilizando solução in-</p><p>dicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v) até viragem para coloração rósea. Anotar a quantidade</p><p>de ácido clorídrico 0,1 mol/L necessária para neutralizar 0,1 g de urease.</p><p>Pesar exatamente 1 g de urease em béquer de 100 mL e dissolver com aproximadamente 50</p><p>mL de água. Neutralizar esta solução utilizando a relação gramas de urease/mL de ácido clorídrico</p><p>0,1 mol/L obtida na determinação da alcalinidade. Transferir para balão volumétrico de 100 mL,</p><p>completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>| 255</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sDeterminação da atividade enzimática: Adicionar quantidades crescentes de solução neu-</p><p>tra de urease 1% a várias amostras de 0,1 g de ureia e prosseguir a partir do item 10.2 do procedi-</p><p>mento. Conforme os resultados obtidos, determina-se a quantidade mínima de solução necessária</p><p>para hidrolisar 0,1 g de ureia.</p><p>o. Solução volumétrica padronizada de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>Pipetar 11,2 mL de ácido sulfúrico</p><p>e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 0,53 g de carbonato de sódio, previamente seco a</p><p>105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver em 50 mL de água e adi-</p><p>cionar 10 mL de ácido sulfúrico 0,2 mol/L medidos na bureta e 4 gotas de vermelho de metila 0,1%</p><p>(m/v). Prosseguir a titulação gotejando a solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L até obter coloração</p><p>levemente rósea. Aquecer a ebulição, para eliminar o gás carbônico. Se a coloração rósea não for</p><p>persistente, esfriar e prosseguir a titulação. O ponto exato de viragem da solução de ácido sulfúrico</p><p>0,2 mol/L ocorre em pH 4,4.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>m Massa do carbonato de sódio, em g</p><p>105,988 Massa molar do carbonato de sódio</p><p>V Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>256 |</p><p>p. Solução volumétrica padronizada de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>Pesar 8,00 g de hidróxido de sódio em béquer de 250 mL e diluir com água. Após esfriar, trans-</p><p>ferir para balão volumétrico de 1000 mL. Completar o volume com água.</p><p>Padronização: Pesar em Erlenmeyer de 250 mL 1,0212 g de biftalato de potássio, previamente</p><p>seco à 105 °C, por 2 horas. Adicionar 40 - 50 mL de água e titular com hidróxido de sódio 0,2</p><p>mol/L, usando gotas de solução de fenolftaleína como indicador até viragem levemente rosa.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>m Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>204,2286 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>V Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>q. Solução indicadora mista</p><p>Dissolver 0,132 g de vermelho de metila em 70 mL de álcool etílico. Transferir quantitativamen-</p><p>te para balão volumétrico de 200 mL. Dissolver 0,066g de verde de bromocresol em 70 mL de</p><p>álcool etílico. Juntar ao balão contendo vermelho de metila, completar o volume com álcool etílico</p><p>e homogeneizar. A solução indicadora mista poderá ser incorporada à solução de ácido bórico 4%</p><p>(m/v) (8 mL por litro).</p><p>r. Solução reagente de cloreto de cálcio 25%</p><p>Pesar 25 g de cloreto de cálcio em béquer e dissolver com água. Transferir quantitativamente</p><p>para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>s. Solução indicadora de vermelho de metila 0,1% (m/v)</p><p>Dissolver 0,1 g de vermelho de metila em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir</p><p>para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>t. Solução antiespumante</p><p>u. Vermelho de metila</p><p>| 257</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sv. Verde de bromocresol</p><p>w. Bureta (div. 0,05 mL)</p><p>x. Frasco Kjeldahl de 500 ou 800 mL</p><p>y. Pérolas de vidro 4 a 6 mm</p><p>z. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Conjunto Kjeldahl para destilação macro</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Quando houver viragem da cor vermelha para amarela durante a fase de destilação, desconside-</p><p>rar a análise em processo. Esta observação é válida quando se utiliza o método com recebimento</p><p>em ácido sulfúrico.</p><p>a. Pesar de 0,2 a 2 g da amostra, conforme o teor esperado de ureia e transferir para frasco</p><p>Kjeldahl de 500 ou 800 mL. Analisar paralelamente um branco, com todos os reagentes utilizados.</p><p>b. Adicionar aproximadamente 250 mL de água e 10 mL de solução neutra de urease 1% (m/v).</p><p>Tampar hermeticamente e deixar à temperatura ambiente por 1 hora ou 20 minutos a 40 °C.</p><p>c. Abrir o frasco Kjeldahl e, sem agitar, adicionar 2 g de óxido de magnésio, 5 mL de solução de</p><p>cloreto de cálcio 25%, 3 mL de solução antiespumante e 7 - 8 pérolas de vidro.</p><p>d. Levar ao destilador, arrolhando rapidamente o frasco. Agitar e proceder à destilação. Destilar</p><p>de modo que o condensado seja obtido à temperatura ambiente.</p><p>Nota: O terminal do condensador deve ficar mergulhado na solução durante a fase de destilação.</p><p>258 |</p><p>e. Recolher cerca de 100 mL do destilado em Erlenmeyer de 300 mL ou 500 mL, contendo 50</p><p>mL de solução de ácido bórico 4% (m/v) ou volume conhecido de solução de ácido sulfúrico 0,2</p><p>mol/L, conforme o percentual de ureia esperado. (Neste caso, utilizar como indicador vermelho</p><p>de metila 0,1%).</p><p>Nota: Orientação para volumes de ácido sulfúrico 0,2 mol/L a serem utilizados, de acordo com</p><p>o percentual de ureia esperado:</p><p>Para valores esperados acima de 5%, pesar massa correspondente e usar alíquota apropriada.</p><p>f. Retirar o Erlenmeyer, lavar o terminal do condensador e titular com ácido clorídrico 0,1 mol/L</p><p>até viragem de verde para rosa, quando a solução receptora for ácido bórico 4% (m/v), ou com</p><p>hidróxido de sódio 0,2 mol/L, até viragem de vermelho para amarelo, quando a solução receptora</p><p>for ácido sulfúrico 0,2 mol/L.</p><p>g. Proceda sempre a uma prova de recuperação utilizando ureia (100 a 200 mg).</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>a. Procedimento com uso de ácido sulfúrico 0,2 mol/L (titulação com solução de hidróxido de</p><p>sódio 0,2 mol/L):</p><p>Para cálculo do branco:</p><p>Onde:</p><p>V1b Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2b Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1b Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2b Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>concentração esperada de ureia ml h2so4 0,2 mol/l</p><p>até 1%</p><p>2%</p><p>5%</p><p>5</p><p>10</p><p>25</p><p>| 259</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s</p><p>Onde:</p><p>B Valor do branco</p><p>V1 Volume da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L utilizado, em mL</p><p>V2 Volume da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,2 mol/L</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 0,2 mol/L</p><p>2 Relação entre número de equivalentes do ácido sulfúrico e do hidróxido de sódio</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>2,143 Fator de transformação do nitrogênio em ureia</p><p>b. Procedimento com uso de ácido bórico (titulação com solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L):</p><p>Onde:</p><p>Va Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Vb Volume da solução de ácido clorídrico 0,1 mol/L gasto na prova em branco, em mL</p><p>M Molaridade real da solução de ácido clorídrico 0,1mol/L</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>14 Massa molar do nitrogênio</p><p>2,143 Fator de transformação do nitrogênio em ureia</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 941.04 Urea and ammoniacal nitrogen in animal feed (4.3.01).</p><p>260 |</p><p>56 – ZINCO – VIA ÚMIDA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A determinação de zinco por volumetria é utilizada como alternativa à metodologia por Espec-</p><p>trometria de Absorção Atômica.</p><p>Baseia-se na reação da amostra com o cloreto de amônio, para eliminação de contaminação por</p><p>outros metais. Posteriormente é adicionado excesso de ácido sulfúrico formando sulfato de zinco e</p><p>o excesso do ácido presente é titulado com solução alcalina de concentração conhecida.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável em óxido de zinco.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Álcool etílico (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH)</p><p>c. Biftalato de potássio (C</p><p>8</p><p>H</p><p>5</p><p>KO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Carbonato de sódio (Na</p><p>2</p><p>CO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Cloreto de amônio (NH</p><p>4</p><p>Cl)</p><p>f. Fenolftaleína (C</p><p>20</p><p>H</p><p>14</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>| 261</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sg. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>h. Vermelho de metila.</p><p>i. Solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L</p><p>Medir 27,5 mL de ácido sulfúrico e transferir para balão volumétrico de 1000 mL, contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água. Esfriar, completar o volume com água e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar aproximadamente 1,325 g de carbonato de sódio, previamente seco a</p><p>105ºC por 2 horas. Transferir para um Erlenmeyer de 250 mL, dissolver em 75 mL de água e adi-</p><p>cionar 10 mL de ácido sulfúrico 0,5 mol/L medidos na bureta e 4 gotas de vermelho de metila 0,1%</p><p>(m/v). Prosseguir a titulação gotejando a solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L até obter coloração</p><p>levemente rósea. Aquecer a ebulição, para eliminar o gás carbônico. Se a coloração rósea não for</p><p>persistente, esfriar e prosseguir a titulação. O ponto exato de viragem da solução de ácido sulfúrico</p><p>0,5 mol/L ocorre em pH 4,4.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L</p><p>m Massa do carbonato de sódio, em g</p><p>105,988 Massa molar do carbonato de sódio</p><p>V Volume da solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>j. Solução volumétrica padronizada de hidróxido de sódio 1 mol/L</p><p>Pesar aproximadamente 45 g de hidróxido de sódio e dissolver em água. Transferir quantitativa-</p><p>mente para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar.</p><p>Padronização: Pesar em Erlenmeyer de 250 mL 2,043 g de biftalato de potássio, previamente</p><p>seco à 105 °C, por 2 horas. Adicionar 75 mL de água e titular com hidróxido de sódio 1 mol/L,</p><p>usando gotas de solução de fenolftaleína como indicador até viragem levemente rosa.</p><p>262 |</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>MR Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 1 mol/L</p><p>m Massa do biftalato de potássio, em g</p><p>204,2286 Massa molar do biftalato de potássio</p><p>V Volume da solução de hidróxido de sódio 1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>k. Solução alcoólica indicadora de vermelho de metila 0,1 % (m/v)</p><p>Dissolver 0,1 g de vermelho de metila em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir</p><p>para balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>l. Solução alcoólica indicadora de fenolftaleína 10 g/L</p><p>Dissolver 1,0 g de fenolftaleína em aproximadamente 60 mL de álcool etílico. Transferir para</p><p>balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com álcool etílico e homogeneizar.</p><p>m. Cápsula ou cadinho de porcelana</p><p>n. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Forno mufla</p><p>c. Placa aquecedora</p><p>d. Estufa de secagem 105ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Moer e homogeneizar em almofariz se necessário.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar 1,5 ± 0,1 g da amostra, previamente moída e homogeneizada, em cadinho ou cápsula</p><p>de porcelana.</p><p>| 263</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sb. Levar ao forno mufla e aumentar gradualmente a temperatura até 550-600ºC. Manter durante</p><p>2 horas.</p><p>c. Retirar a 250ºC e resfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>d. Transferir quantitativamente com o auxílio de bastão de vidro e água para Erlenmeyer de 500</p><p>mL contendo 2,5 g de cloreto de amônio.</p><p>e. Adicionar volumetricamente 50 mL de solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L. Aquecer até</p><p>dissolução e esfriar a temperatura ambiente.</p><p>f. Adicionar 5 a 10 gotas de solução de vermelho de metila 0,1 % (m/v) e titular com solução de</p><p>hidróxido de sódio 1 mol/L até viragem de vermelho para amarelo.</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>V1 Volume da solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L empregada, em mL</p><p>M1 Molaridade real da solução de ácido sulfúrico 0,5 mol/L</p><p>V2 Volume da solução de hidróxido de sódio 1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>M2 Molaridade real da solução de hidróxido de sódio 1 mol/L</p><p>m Massa da amostra, em g</p><p>0,032685 Equivalência molar entre ácido sulfúrico 0,5 mol/L e zinco</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• ASSUMPÇÃO, Rosely M. Viegas; MORITA, Tokio. Manual de Soluções Reagentes e Solventes –</p><p>padronização, preparação, purificação. 2. ed. 2007.</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4. ed. 2005.</p><p>ISO 2859-2:1985: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 2: Planos</p><p>de amostragem indexados pelo limite de qualidade para inspeção em lote isolado.</p><p>ISO 2859-3:2005: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 3: Proce-</p><p>dimentos de amostragem para skip-lot.</p><p>ISO 2859-4:2002: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 4: Proce-</p><p>dimentos para avaliação de níveis de qualidade declarados.</p><p>ISO 2859-5:2005: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 5: Siste-</p><p>ma de planos de amostragem seqüenciais indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA) para</p><p>inspeção lote a lote.</p><p>ISO 2859-10:2006: Procedimentos de amostragem para inspeção por atributos – Parte 10:</p><p>Introdução à série de normas ISO 2859 para amostragem para inspeção por atributos.</p><p>ISO 3951-1:2005: Procedimentos de amostragem para inspeção por variáveis – Parte 1: Espe-</p><p>cificação para planos de amostragem simples indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA)</p><p>para inspeção lote a lote para característica única de qualidade e único NQA.</p><p>ISO 3951-2:2006: Procedimentos de amostragem para inspeção por variáveis – Parte 2: Especi-</p><p>ficação geral para planos de amostragem únicos indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA)</p><p>para inspeção lote a lote de características de qualidade independentes.</p><p>ISO 3951-2:2006/Amd 1:2009</p><p>ISO 3951-3:2007: Procedimentos de amostragem para inspeção por variáveis – Parte 3: Esquemas</p><p>duplos de amostragem indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA) para inspeção lote a lote.</p><p>ISO 3951-4:2011: Procedimentos de amostragem para inspeção por variáveis – Parte 4: Proce-</p><p>dimentos para avaliação de níveis declarados de qualidade.</p><p>ISO 3951-5:2006: Procedimentos de amostragem para inspeção por variáveis – Parte 5: Planos</p><p>de amostragem seqüencial indexados pelo nível de qualidade aceitável (NQA) para inspeção por</p><p>variáveis (desvio padrão conhecido).</p><p>ISO 5555:2001: Gorduras e óleos vegetais e animais – Amostragem.</p><p>ISO 6497:2002: Alimentos para animais – Amostragem.</p><p>ISO 7002:1986: Produtos agrícolas– Layout para método padrão de amostragem de um lote.</p><p>ISO 8422:2006: Planos de amostragem seqüenciais para inspeção por atributos.</p><p>ISO 8423:2008: Planos de amostragem seqüenciais para inspeção por variáveis para percentual</p><p>de não conformidades (desvio padrão conhecido).</p><p>ISO/TR 8550-1:2007: Guia para seleção e uso de sistemas de amostragem de aceitação para</p><p>inspeção de discretos itens em lotes – Parte 1: Amostragem de aceitação.</p><p>ISO/TR 8550-2:2007: Guia para seleção e uso de sistemas de amostragem de aceitação para</p><p>inspeção de discretos itens em lotes – Parte 2: Amostragem por atributos.</p><p>| 19</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sISO/TR 8550-3:2007: Guia para seleção e uso de sistemas de amostragem de aceitação para</p><p>inspeção de discretos itens em lotes – Parte 3: Amostragem por variáveis.</p><p>ISO 10576-1:2003: Métodos estatísticos – Guias para avaliação de conformidade com os requi-</p><p>sitos especificados – Parte 1 – Princípios gerais.</p><p>ISO 10725:2000: Planos de amostragem por aceitação e procedimentos para a inspeção de</p><p>materiais a granel.</p><p>ISO 11648-1:2003: Aspectos estatísticos de amostragem de materiais a granel – Parte 1: Prin-</p><p>cípios gerais.</p><p>ISO 11648-2:2001: Aspectos estatísticos de amostragem de materiais a granel – Parte 1: Amos-</p><p>tragem de materiais particulados.</p><p>ISO 14560:2004: Procedimentos de amostragem de aceitação por atributos – Níveis de quali-</p><p>dade especificados em itens não conformes por milhão.</p><p>ISO 24153:2004: Amostragem aleatória e procedimentos de aleatorização.</p><p>As normas listadas acima são as válidas na publicação deste Compêndio. Como todas as normas</p><p>estão sujeitas à revisão, deve-se garantir que as edições mais recentes sejam sempre as utilizadas.</p><p>REFERêNCIA BIBLIOGRAFICA - AMOSTRAGEM</p><p>FAMI-QS, EU Guide to Good Practice for Feed Additives and Premixtures Operators, 2009,</p><p>Version 5.</p><p>FAO/WHO, The Codex General Guidelines on Sampling – CAC/GL 50-2004, 2004.</p><p>FAO/WHO, Guidelines for Food Import Control Systems, 2006.</p><p>FAO/WHO, Assessing Quality and Safety of Animal Feeds, 2004.</p><p>Garfield, F.M., Quality Assurance Principles for Analytical Laboratories, 1991.</p><p>ISO/IEC 17025:2005. General Requirements for the Competence of Testing and Calibration</p><p>Equipment, 2005.</p><p>20 |</p><p>REGRAS GERAIS</p><p>PARA A APLICAÇÃO DOS MÉTODOS ANALÍTICOS</p><p>| 21</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s1. OBjETIVO DO TRABALHO</p><p>A adoção de um formato padrão para os métodos analíticos nos garante:</p><p>■ Que nenhum ponto importante é desconsiderado na elaboração do método analítico.</p><p>■ Que todas as informações a serem incluídas são sempre fornecidas na mesma ordem.</p><p>■ Que qualquer tópico que se procure possa ser localizado rapidamente.</p><p>■ Que há simplificação e padronização de metodologia, reagentes e equipamentos usados nos</p><p>laboratórios.</p><p>■ Que o documento preparado é o mais claro possível.</p><p>2. CONVENÇÕES ADOTADAS NESTE COMPêNDIO</p><p>2.1 - A expressão “até peso constante” significa que os valores obtidos em duas pesagens sucessivas</p><p>diferem, no máximo, em 0,0005 g por grama de substância.</p><p>2.2 - As temperaturas são dadas em graus Celsius. Quando não for especificada a temperatura</p><p>em que devem ser feitas as determinações, subentende-se que seja à temperatura ambiente, isto é,</p><p>entre 20 e 25º C.</p><p>2.3 - Por banho-maria entende-se o processo de aquecimento no qual a substância é contida em</p><p>recipiente mergulhado em água mantida à ebulição, ou em outras temperaturas, quando forem</p><p>especificadas.</p><p>2.4 - Porcentagens são dadas, conforme as circunstâncias, em uma das quatro formas:</p><p>2.4.1 - Por cento m/m (massa/massa), expressando o número de gramas de substância contida</p><p>em 100 g do produto.</p><p>2.4.2 - Por cento m/v (massa/volume), expressando o número de gramas de substância contida</p><p>em 100 mL do produto.</p><p>2.4.3 - Por cento v/v (volume/volume), expressando o número de mililitros de substância em 100</p><p>mL do produto.</p><p>2.4.4 - Por cento v/m (volume/massa), expressando o número de mililitros por 100 g do produto.</p><p>Para expressão de resultados finais, o termo “porcentagem” não é mais utilizado. O mesmo foi</p><p>substituído por g/Kg.</p><p>2.5 - As concentrações das soluções de sólidos em líquidos são expressas em porcentagens de</p><p>massa em volume (m/v), as de líquidos em líquidos, em porcentagens de volume em volume (v/v)</p><p>ou pela expressão soluções (a+b), indicando “a” o número de gramas ou mililitros da substância</p><p>e “b” o número de mililitros de água adicionada. Por exemplo: HCl (1+2) significa uma solução</p><p>preparada adicionando-se 1 volume de HCl a 2 volumes de água.</p><p>22 |</p><p>2.6 - O termo “água” refere-se à água destilada, exceto quando houver outra especificação.</p><p>2.7 - Os ácidos e hidróxidos utilizados são sempre os concentrados, a menos que na técnica seja</p><p>indicada a diluição.</p><p>2.8 - Os reagentes utilizados são sempre de grau analítico (p.a.), exceto quando houver outra es-</p><p>pecificação.</p><p>2.9 - O termo “materiais usuais de laboratório” refere-se a vidrarias de uso comum, como balões,</p><p>pipetas, provetas, béqueres, Erlenmeyers, etc. Caso seja necessário uso de vidraria específica, esta</p><p>é mencionada.</p><p>3. TÓPICOS DO MÉTODO ANÁLÍTICO</p><p>Os métodos analíticos obedecem sempre à mesma estrutura de texto. Os tópicos dos métodos</p><p>analíticos e sua ordem são dados abaixo:</p><p>1. Introdução</p><p>2. Recomendações</p><p>3. Escopo</p><p>4. Referências Normativas</p><p>5. Definições</p><p>6. Reações</p><p>7. Reagentes e Materiais</p><p>8. Equipamentos</p><p>9. Amostragem</p><p>10. Procedimento</p><p>11. Cálculos</p><p>12. Bibliografia</p><p>| 23</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s</p><p>I – MÉTODOS FÍSICO-QUÍMICOS</p><p>24 |</p><p>01 – ÁCIDOS GRAXOS TOTAIS (AGT)</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os ácidos graxos, unidades fundamentais da maioria dos lipídios, são ácidos orgânicos, possuin-</p><p>do de 4 a 24 átomos de carbono. Eles podem ser de cadeias curtas (4 a 6 átomos de carbono), de</p><p>cadeias médias (8 a 12 átomos) e de cadeias longas (mais do que 12). Além do tamanho da cadeia</p><p>de carbono, os ácidos graxos se diferenciam pelo número e pela posição das duplas ligações. Quase</p><p>todos possuem número par de átomos de carbono. Os mais abundantes são os que contêm 16 ou</p><p>18 carbonos, como o palmítico e esteárico, respectivamente. Os de cadeias curtas são mais abun-</p><p>dantes na manteiga e na gordura de coco.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a óleos e gorduras de origem vegetal e animal, com exceção de coco, palmiste e similares.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>São várias as reações que ocorrem no processo e não serão descritas neste método.</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>7.2. Álcool etílico absoluto (C</p><p>2</p><p>H</p><p>5</p><p>OH).</p><p>7.3. Éter de petróleo</p><p>7.4. Hidróxido de potássio (KOH)</p><p>7.5. Alaranjado de metila</p><p>| 25</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7.6. Solução de ácido clorídrico 1+1</p><p>Diluir uma parte de ácido clorídrico em uma parte de água.</p><p>7.7. Solução indicadora de alaranjado de metila 0,1% (m/v)</p><p>Dissolver 0,1 g de alaranjado de metila em aproximadamente 60 mL de água quente. Após o</p><p>esfriamento, filtrar se necessário e transferir para balão volumétrico de 100 mL. Completar o volu-</p><p>me com água e homogeneizar.</p><p>7.8. Solução de hidróxido de potássio 50% (m/v)</p><p>Dissolver 100 g de hidróxido de potássio em água. Esfriar e completar o volume para 200 mL.</p><p>7.9. Balão de fundo chato com junta esmerilhada de 250 mL</p><p>7.10. Condensador de refluxo ou equipamentos extratores de gordura ou rotaevaporador</p><p>7.11. Funil de separação de 500 mL</p><p>7.12. Papel de filtro qualitativo</p><p>7.13. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.2. Estufa de secagem a 100°C (precisão ± 5°C)</p><p>8.3. Banho-maria</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Se usar mais de 1 g de amostra, manter a proporção de no mínimo 1,4 g de hidróxido de potás-</p><p>sio para cada grama de amostra.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Pesar 1,0 + 0,1 g de amostra em béquer de 250 mL.</p><p>10.2. Adicionar 50 mL de álcool etílico e 5 mL de solução de hidróxido de potássio 50% (m/v).</p><p>10.3. Tampar com vidro de relógio e aquecer em banho-maria em ebulição por 30 minutos ou</p><p>até completa saponificação (pastoso), agitando frequentemente. A completa saponificação é de-</p><p>terminante, devendo-se tomar cuidados para que não ocorra a queima da amostra.</p><p>26 |</p><p>10.4. Adicionar 100 mL de água e aquecer em banho-maria até completa dissolução da amostra</p><p>saponificada.</p><p>10.5. Adicionar 3 a 5 gotas de solução indicadora de alaranjado de metila 0,1% (m/v) e neutrali-</p><p>zar com solução de ácido clorídrico 1+1 até permanência da coloração vermelha.</p><p>10.6. Homogeneizar agitando lentamente e acrescentar 1 mL de solução de ácido clorídrico 1+1.</p><p>Esfriar a temperatura ambiente.</p><p>10.7. Em capela de exaustão de gases, transferir quantitativamente o conteúdo do béquer para</p><p>funil de separação.</p><p>10.8. Lavar o béquer com porções de éter de petróleo para retirada de toda a amostra. Essas por-</p><p>ções deverão ser transferidas também para o funil de separação.</p><p>10.9. Adicionar 50 mL de éter de petróleo ao funil de separação, agitar lentamente o funil aberto</p><p>com movimentos circulares para a liberação dos gases e após tampar, agitar vigorosamente duran-</p><p>te 1 minuto. Deixar em repouso até a separação das fases.</p><p>10.10. Recolher a camada inferior (vermelha) em béquer para nova extração e transferir a camada</p><p>superior (amarela) para um segundo funil de separação.</p><p>10.11. Repetir os itens 10.7 a 10.10 por mais quatro vezes ou até que a fase etérea esteja límpida.</p><p>10.12. Filtrar os extratos combinados da fase etérea (superior) do segundo funil de separação sobre</p><p>papel de filtro qualitativo, para balão de fundo chato previamente tarado. Lavar com éter de petró-</p><p>leo o funil de separação e o papel de filtro até a completa transferência dos ácidos graxos retidos.</p><p>10.13. Recuperar o éter de petróleo em conjunto Soxhlet, similar ou em rotaevaporador</p><p>10.14. Transferir o balão contendo os extratos para estufa à 100ºC por 1 hora.</p><p>10.15. Esfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente. Pesar e repetir a opera-</p><p>ção de secagem durante 30 minutos, até peso constante.</p><p>| 27</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Massa do balão de fundo chato + resíduo, em g</p><p>Massa do balão de fundo chato, em g</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the Ame-</p><p>rican Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Official method Ca 5b-71 – Crude fatty acids, total plus</p><p>saponifiable matter.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 972.28 - Fatty acids (total) in oils and fats (41.1.22).</p><p>28 |</p><p>02 – ATIVIDADE UREÁTICA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A avaliação da atividade da enzima urease, que se baseia na variação de pH em função da amônia</p><p>liberada pela ação dessa enzima, e que é comparada com o pH de uma prova em branco, permite uma</p><p>extrapolação desses resultados para indicar presença de fatores antinutricionais presentes em alguns</p><p>grãos e leguminosas. Tal correlação é feita devido esses fatores antinutricionais serem termolábeis</p><p>(destruídos pelo calor), como a urease. De uma maneira geral, essa análise determina se o grão rece-</p><p>beu processamento térmico suficiente para inativar os seus fatores antinutricionais ou não.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Deve-se ter cuidado para evitar contaminação de toda a vidraria ou eletrodos. Caso o pHmetro</p><p>não dê uma leitura rápida e estável, investigar. Freqüentemente, o fluxo do eletrólito através dos</p><p>poros do eletrodo pode ser retardado pela formação de cobertura de uma fração solúvel da soja.</p><p>Quando isto for observado, recomenda-se que o eletrodo do potenciômetro fique imerso em solu-</p><p>ção de pepsina 10 g/L.</p><p>O pH das soluções, tempo, reações enzimáticas e a temperatura do banho termostático devem</p><p>ser observados rigorosamente, pois são fatores críticos para a precisão da análise.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a grão de soja e outras leguminosas e seus subprodutos.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Solução tampão: soluções que possuem a capacidade de resistir a variações de pH, pela adição a</p><p>ela de ácidos ou de bases. Elas são constituídas geralmente por sistemas de doadores e receptores</p><p>de prótons, dissolvidos no mesmo solvente.</p><p>6. REAÇÕES</p><p>| 29</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido fosfórico (H</p><p>3</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>b. Fosfato di-básico de potássio (K</p><p>2</p><p>HPO</p><p>4</p><p>)</p><p>c. Fosfato monobásico de potássio (KH</p><p>2</p><p>PO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de potássio (KOH)</p><p>e. Ureia ((NH</p><p>2</p><p>)</p><p>2</p><p>CO)</p><p>f. Solução de ácido fosfórico 5 % (v/v)</p><p>Medir 5 mL de ácido fosfórico e transferir para balão volumétrico de 100 mL contendo 50 mL</p><p>de água. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>g. Solução de hidróxido de potássio 5% (m/v)</p><p>Pesar 5 g de hidróxido de potássio, dissolver em água e transferir para balão volumétrico de 100</p><p>mL. Completar o volume e homogeneizar.</p><p>h. Solução tampão de fosfato pH = 7,0 / 0,05 mol/L</p><p>Pesar exatamente 3,402 g de fosfato monobásico de potássio e exatamente 4,354 g de fosfa-</p><p>to dibásico de potássio, previamente secos por 03 horas em estufa a 105ºC. Dissolver em água,</p><p>transferir para balão volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Ajustar o pH</p><p>para 7,0 com uma solução de ácido fosfórico 5% (v/v) ou hidróxido de potássio 5% (m/v) antes de</p><p>utilizá-la. Essa solução pode ser conservada em geladeira por até um mês.</p><p>i. Solução tampão de ureia pH 7,0</p><p>Dissolver 1,5 g de ureia em 50 mL de solução tampão de fosfato pH 7,0. Ajustar o pH para 7,0</p><p>com solução de ácido fosfórico 5% (v/v) ou hidróxido de potássio 5% (m/v) antes de utilizá-la.</p><p>Preparar esta solução tampão momentos antes do uso.</p><p>j. Tubo de ensaio com tampa ou rolha</p><p>k. Timer ou cronômetro</p><p>l. Materiais usuais de laboratório</p><p>30 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Banho termostático para 30,0 ± 0,5ºC</p><p>c. Potenciômetro, com sensibilidade de ± 0,02 unidades de pH.</p><p>d. Estufa de secagem a 105 ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>Moer a amostra, evitando aquecimento, de modo que passe em peneira de 0,5 mm</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar exatamente 0,2 g de amostra moída e homogênea para uma prova real e outra alíquota</p><p>de idêntica massa para uma prova em branco.</p><p>b. Transferir uma das alíquotas para um tubo de ensaio e adicionar 10 mL de solução tampão de</p><p>fosfato de pH = 7,0. Esta será a prova em branco.</p><p>c. Transferir a outra alíquota para um outro tubo de ensaio e adicionar 10 mL de solução tampão</p><p>de ureia pH = 7,0. Esta será a prova real.</p><p>d. Tampar os tubos e colocá-los em banho termostático durante 30 minutos, à temperatura de</p><p>30˚C. Permitir um intervalo de 5 minutos entre a preparação do teste (uréia) e o branco (fosfato).</p><p>Os tubos devem ser agitados de 5 em 5 minutos sem invertê-los.</p><p>e. Decorrido este tempo, deve-se retirar os tubos do banho, esperar mais 5 minutos e transferir</p><p>cuidadosamente o líquido sobrenadante para béquer de 10 mL, mantendo os 5 minutos de in-</p><p>tervalo entre o teste e branco. Medir o pH no potenciômetro. Determinar o pH do sobrenadante</p><p>após exatamente 5 minutos de retirado do banho (não deve exceder este tempo).</p><p>11. CÁLCULOS</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY. Official methods and recommended practices of the Ame-</p><p>rican Oil Chemists Society. 6th ed, 2013. Official method Ba 9-58 - Urease activity.</p><p>• AMERICAN ASSOCIATION OF CEREAL CHEMISTS. Approved Methods of Analysis of AACC.</p><p>11th ed. Official Method 22-90.01 - Measurement of urease activity.</p><p>• NOGUEIRA, A. R. de A. et. al. Manual de Laboratórios: Solo, Água, Nutrição Vegetal, Nutrição</p><p>Animal e Alimentos. 1. ed. São Carlos: Embrapa Pecuária Sudeste, 2005. 313 p.</p><p>| 31</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s03 – CÁLCIO E MAGNÉSIO POR COMPLEXIOMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Fundamenta-se na titulação complexiométrica de sais de cálcio por uma solução de sal sódico</p><p>do EDTA em presença de indicador.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método utilizado exclusivamente para calcário.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6. REAÇÕES (REPRESENTANDO EDTA POR H2Y</p><p>2-)</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>7.1. Ácido calcon carboxílico (C</p><p>21</p><p>H</p><p>14</p><p>N</p><p>2</p><p>O</p><p>7</p><p>S)</p><p>7.2. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>7.3. Carbonato de cálcio (CaCO</p><p>3</p><p>)</p><p>7.4. Cianeto de potássio (KCN)</p><p>7.5. Cloreto de amônio (NH</p><p>4</p><p>Cl)</p><p>7.6. Cloreto de sódio (NaCl)</p><p>7.7. EDTA (C</p><p>10</p><p>H</p><p>16</p><p>N</p><p>2</p><p>O</p><p>8</p><p>)</p><p>7.8. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH)</p><p>7.9. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>7.10. Preto de eriocromo (C</p><p>20</p><p>H</p><p>12</p><p>N</p><p>3</p><p>O</p><p>7</p><p>SNa)</p><p>7.11. Sulfato de potássio (K</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>)</p><p>7.12. Trietanolamina (C</p><p>6</p><p>H</p><p>15</p><p>NO</p><p>3</p><p>)</p><p>32 |</p><p>7.13. Solução volumétrica padronizada de EDTA 0,02 mol/L.</p><p>Pesar com exatidão 7,445 g de EDTA, dissolver e transferir quantitativamente para balão volumétrico de</p><p>1000 mL. Completar o volume com água e homogeneizar. Armazenar esta solução em frasco de polietileno.</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,506 g de carbonato de cálcio previamente seco em estufa a</p><p>105ºC por duas horas. Transferir para Erlenmeyer de 250 mL. Adicionar 10 mL de solução de ácido</p><p>clorídrico 50% (v/v). Transferir quantitativamente para balão volumétrico de 250 mL com água, com-</p><p>pletar o volume e homogeneizar. Pipetar volumetricamente uma alíquota de 25 mL para Erlenmeyer</p><p>de 300 mL e adicionar 5 mL da solução de trietanolamina 20% (v/v), 20 mL da solução de hidróxido</p><p>de sódio 4 mol/L e 5 ml de cianeto de potássio 0,1 mol/L. Adicionar uma pitada de ácido calcon car-</p><p>boxílico 10% (m/m) e titular com solução de EDTA 0,02 mol/L até viragem de roxo para azul nítido.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Massa do carbonato de cálcio na alíquota, em mg</p><p>Volume da solução de EDTA 0,02 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>100 Massa molar do carbonato de cálcio</p><p>Molaridade real da solução de EDTA 0,02 mol/L</p><p>7.14. Mistura de ácido calcon carboxílico 10% (m/m)</p><p>Misturar 10 g de ácido calcon carboxílico com 90 g de sulfato de potássio e triturar com o uso</p><p>de almofariz. Armazenar em frasco âmbar.</p><p>7.15. Solução reagente de hidróxido de sódio 4 mol/L</p><p>Pesar 160 g de hidróxido de sódio em balão volumétrico de 1000 mL. Dissolver e completar o</p><p>volume com água.</p><p>7.16. Solução reagente de cianeto de potássio 0,1 mol/L.</p><p>Pesar 6,512 g de cianeto de potássio em balão volumétrico de 1000 mL. Dissolver e completar</p><p>o volume com água.</p><p>7.17. Solução reagente de trietanolamina 20 %. (v/v)</p><p>Medir 200 ml de trietanolamina, transferir para balão volumétrico de 1000 mL e completar o</p><p>volume com água e homogeneizar.</p><p>| 33</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s7.18. Solução reagente de ácido clorídrico 50% (v/v)</p><p>Medir 50 ml de ácido clorídrico e transferir para balão volumétrico de 100 mL contendo 30 mL</p><p>de água. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>7.19. Mistura de preto de eriocromo 2% (m/m)</p><p>Pesar 2 g de preto de eriocromo e misturar com 98 g de cloreto de sódio. Triturar em almofariz.</p><p>7.20. Solução pH 10</p><p>Dissolver 70 g de cloreto de amônio em 570 ml de hidróxido de amônio e diluir com água para</p><p>1000 mL.</p><p>7.21. Papel de filtro qualitativo</p><p>7.22. Vidro de relógio</p><p>7.23. Bureta de 50 mL</p><p>7.24. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>8.1. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>8.2. Placa aquecedora</p><p>8.3. Estufa de secagem 105 ºC (precisão ± 5 ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Determinação de Cálcio:</p><p>10.1. Pesar 1,0 ± 0,1 g de amostra em béquer de 250 mL, adicionar 50 mL de solução de ácido</p><p>clorídrico 50% (v/v), cobrir com vidro de relógio e levar a placa aquecedora até que haja redução</p><p>de 1/3 do volume. Esfriar.</p><p>10.2. Filtrar sobre papel de filtro qualitativo para balão volumétrico 500 mL. Completar o volu-</p><p>me com água e homogeneizar.</p><p>10.3. Pipetar volumetricamente uma alíquota de 25 mL e transferir para Erlenmeyer de 250 mL.</p><p>34 |</p><p>10.4. Adicionar 5 ml de trietanolamina 20% (v/v), 20 ml de hidróxido de sódio 4 mol/L, 5 ml de</p><p>cianeto de potássio 0,1 mol/L. Respeitar a ordem de adição descrita.</p><p>10.5. Elevar o volume a 300 ml com água e adicionar mistura de ácido calcon carboxílico 10%</p><p>(m/m), sob agitação, em quantidade suficiente para visualização da cor roxa.</p><p>10.6. Titular com EDTA 0,02 mol/L. O ponto final da titulação se dá quando a coloração passa de</p><p>roxo para azul nítido.</p><p>Determinação de Magnésio: Seguir procedimento acima até item 10.3. Após este item, seguir</p><p>conforme descrito abaixo:</p><p>10.7. Adicionar 20 ml de solução tampão pH 10, 5 mL de cianeto de potássio 0,1 mol/L e 5 mL</p><p>de trietanolamina a 20% (v/v).</p><p>10.8. Elevar o volume a 300 ml com água, adicionar mistura de preto de eriocromo 2% (m/m), em</p><p>quantidade suficiente para visualização da cor roxa.</p><p>10.9. Titular com EDTA 0,02 mol/L. O ponto final da titulação se dá quando a coloração passa de</p><p>vermelho para o azul intenso.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Para determinação de cálcio:</p><p>Onde:</p><p>Volume da solução de EDTA 0,02 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Molaridade real da solução de EDTA 0,02 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>40,08 Massa molar do cálcio</p><p>500 Volume do balão, em mL</p><p>25 Volume da pipeta, em mL</p><p>| 35</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sPara determinação de magnésio:</p><p>Onde</p><p>Volume gasto da solução de EDTA 0,02 mol/L na titulação com preto de eriocromo, em mL</p><p>Volume gasto da solução de EDTA 0,02 mol/L na titulação com calcon, em mL</p><p>Molaridade real da solução de EDTA 0,02 mol/L</p><p>Massa da amostra, em g</p><p>24,31 Massa molar do magnésio</p><p>500 Volume do balão, em mL</p><p>25 Volume da pipeta, em mL</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos químicos e</p><p>físicos para análise de alimentos, v.1. 4. ed. São Paulo: PROL, 2005. p. 724, 727 e 744.</p><p>• E. MERCK AG. Métodos Complexiométricos de Valorización com Titriplex, 3. Ed. Darmstadt,</p><p>Alemanha, p.25.</p><p>36 |</p><p>04 – CÁLCIO POR OXIDIMETRIA</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O cálcio, inicialmente solubilizado, é precipitado sob a forma de oxalato em pH 4,0 para impe-</p><p>dir interferências dos íons fosfatos e o precipitado é lavado e dissolvido em ácido sulfúrico diluído.</p><p>O ácido oxálico gerado é, então, titulado com a solução padrão de permanganato de potássio.</p><p>O manganês é reduzido pelo oxalato em meio ácido, de +7 para +2, tornando a solução de</p><p>permanganato incolor. A primeira gota que não for reduzida dará à mesma uma tonalidade rosa.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Realizar o preparo das soluções em capela de exaustão.</p><p>A solução de permanganato de potássio deve ser armazenada ao abrigo da luz.</p><p>As soluções de oxalato atacam o vidro.</p><p>Na presença de grandes quantidades de sódio e magnésio é aconselhável fazer-se uma segunda</p><p>precipitação.</p><p>A pós-precipitação do oxalato de magnésio pode introduzir erros apreciáveis, quanto mais tem-</p><p>po ficar o precipitado em contato com a solução.</p><p>Não calcinar amostras inorgânicas.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Método aplicável a produtos ou subprodutos de origem animal, vegetal, mineral, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 03,</p><p>Manual de Métodos Analíticos Oficiais para Fertilizantes e Corretivos, de 26 de janeiro de 2015, Método 9.0.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>| 37</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s6.REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido clorídrico (HCl)</p><p>b. Ácido sulfúrico (H</p><p>2</p><p>SO</p><p>4</p><p>).</p><p>c. Hidróxido de amônio (NH</p><p>4</p><p>OH)</p><p>d. Nitrato de prata (AgNO</p><p>3</p><p>)</p><p>e. Oxalato de amônio ((NH</p><p>4</p><p>)</p><p>2</p><p>C</p><p>2</p><p>O</p><p>4</p><p>.H</p><p>2</p><p>O)</p><p>f. Oxalato de sódio (Na</p><p>2</p><p>C</p><p>2</p><p>O</p><p>4</p><p>)</p><p>g. Permanganato de potássio (KMnO</p><p>4</p><p>)</p><p>h. Solução de ácido clorídrico 1+1 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de ácido clorídrico em uma parte de água.</p><p>i. Solução de ácido clorídrico 1+3 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de ácido clorídrico em três partes de água.</p><p>j. Solução de ácido sulfúrico 1+19 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de ácido sulfúrico em dezenove partes de água.</p><p>k. Solução de hidróxido de amônio 1+1 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de hidróxido de amônio em uma parte de água.</p><p>l. Solução de oxalato de amônio saturada 50 g/L</p><p>Pesar 50 g de oxalato de amônio e transferir para béquer de 2000 mL, completar o volume com</p><p>água para 1000 mL, aquecer até a completa dissolução, esfriar a temperatura ambiente.</p><p>m. Solução de hidróxido de amônio 1+50 (v/v)</p><p>Diluir uma parte de hidróxido de amônio em 50 partes de água.</p><p>38 |</p><p>n. Solução de nitrato de prata 0,1 mol/L</p><p>Pesar 8,494 g de nitrato de prata, dissolver com água e transferir para balão volumétrico de 500</p><p>mL âmbar ou envolto com folha de alumínio. Completar o volume e homogeneizar. Armazenar em</p><p>frasco âmbar ao abrigo da luz, no máximo por 30 dias.</p><p>o. Solução padronizada de permanganato de potássio 0,01 mol/L.</p><p>Dissolver 1,6 g de permanganato de potássio em béquer contendo aproximadamente 300/400</p><p>mL de água e aquecer a 60/70ºC por duas horas. Esfriar, transferir quantitativamente para balão</p><p>volumétrico de 1000 mL, completar o volume e homogeneizar. Deixar em repouso por no mínimo</p><p>12 horas ao abrigo da luz. Filtrar sobre algodão, lã de vidro ou papel e estocar em frasco âmbar.</p><p>PADRONIZAÇÃO: Pesar em triplicata, aproximadamente 0,1 g (precisão de décimo de mg) de</p><p>oxalato de sódio previamente seco em estufa a 105ºC por 2 horas, passar para Erlenmeyer de 500</p><p>mL e adicionar 150 mL de ácido sulfúrico 1 + 19 (v/v), levar à chapa e aquecer entre 70 e 80ºC.</p><p>Titular rapidamente com a solução de permanganato de potássio 0,01 mol/L, até coloração leve-</p><p>mente rosa (persistência de 30 segundos). Validade 1 mês.</p><p>Cálculo:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio 0,01 mol/L</p><p>Volume de solução de permanganato de potássio 0,01 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>Massa do oxalato de sódio, em g</p><p>2/5 Relação estequiométrica entre oxalato de sódio e permanganato de potássio</p><p>134 Massa molar do oxalato de sódio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>p. Vermelho de metila</p><p>q. Solução alcoólica indicadora de vermelho de metila 1,0 g/L</p><p>Dissolver 0,1 g de vermelho de metila em aproximadamente 40 mL de água. Transferir para</p><p>balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com etanol e homogeneizar.</p><p>| 39</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>sr. Papel de filtro qualitativo</p><p>s. Bureta âmbar de 25 (div. 0,05mL) e 50 mL</p><p>t. Cadinho de porcelana ou quartzo</p><p>u. Cadinho de vidro borossilicato com placa porosa (10 a 16 micra) ou papel de filtro faixa branca ou azul.</p><p>v. Materiais usuais de laboratório</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001g)</p><p>b. Forno Mufla 550 ºC (precisão ± 25ºC)</p><p>c. Placa Aquecedora</p><p>d. Estufa de secagem a 105ºC (precisão ± 5ºC)</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>Desenvolver paralelamente uma prova em branco e amostra de verificação, contendo os mesmos</p><p>volumes de reagente misto e água.</p><p>a. Para ingredientes e misturas de origem mineral</p><p>De acordo com a concentração estimada do mineral na amostra, pesar de 1,0 a 3,0 g.</p><p>b. Para ingredientes, produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, rações e concentrados:</p><p>Pesar conforme o item 10.1, porém, realizar a pesagem da amostra em cadinho de porcelana ou</p><p>quartzo e calcinar por quatro horas a 550ºC.</p><p>c. Com o auxílio de bastão de vidro, transferir a massa de 10.1 ou matéria mineral obtida em</p><p>10.2 para béquer de 250 ou 300 mL. Lavar o cadinho com pequenas porções de solução de ácido</p><p>clorídrico 1+1 totalizando 40 mL, em seguida lavar com água, cobrir com vidro de relógio e levar</p><p>à placa aquecedora até que haja redução de 1/3 do volume, se necessário. Esfriar.</p><p>cálcio esperado (g/kg) volume estoque (ml) alíquota (ml)massa (g)</p><p>0 – 10</p><p>10 – 40</p><p>40 - 100</p><p>100 - 200</p><p>200 – 400</p><p>200</p><p>200</p><p>250</p><p>250</p><p>500</p><p>100</p><p>50</p><p>25</p><p>10</p><p>10</p><p>3,0 ± 0,5</p><p>3,0 ± 0,5</p><p>3,0 ± 0,5</p><p>3,0 ± 0,5</p><p>1,0 ± 0,1</p><p>40 |</p><p>d. Transferir para balão volumétrico conforme a tabela. Completar o volume com água e homo-</p><p>geneizar. Esse material constituirá a “Solução Estoque”, será utilizado para a determinação de cálcio</p><p>por oxidimetria e de fósforo por colorimetria.</p><p>e. Filtrar e pipetar volumetricamente a alíquota conforme a tabela do item 10.1 para béquer</p><p>de 250 ou 300 mL. Adicionar de 1 a 3 gotas de vermelho de metila 1,0 g/L e diluir com água até</p><p>aproximadamente 50 mL.</p><p>f. Aquecer brandamente até próximo à fervura. Acrescentar sob agitação constante de 10 a 20</p><p>mL de solução saturada de oxalato de amônio a 85 ± 5ºC. Adicionar solução de hidróxido de</p><p>amônio 1+1, gota a gota sob agitação constante, até que a coloração mude de vermelho para rosa.</p><p>Se houver mudança da coloração para amarelo, gotejar solução de ácido clorídrico 1+3 até retorno</p><p>para rosa. Deixar em repouso por 45 a 60 minutos.</p><p>g. Filtrar sob vácuo, em cadinho de vidro borossilicato com placa porosa ou papel de filtro faixa</p><p>branca ou azul. Lavar o béquer e o precipitado no mínimo 3 vezes com solução de hidróxido de amô-</p><p>nio 1+50 ou até que algumas gotas do</p><p>filtrado não reajam com solução de nitrato de prata 0,1 mol/L.</p><p>h. Transferir o cadinho de vidro borossilicato com o precipitado para o béquer original. Adicio-</p><p>nar água até cobrir o cadinho e 10 mL de solução de ácido sulfúrico 1+19. Opcionalmente, poderá</p><p>ser realizada a dissolução do precipitado contido no cadinho com sucessivas lavagens de ácido</p><p>sulfúrico 1+19 a 75 ± 5ºC, até 150 mL. No caso de uso de papel de filtro, lavar o precipitado nele</p><p>contido para o béquer original e reservar o papel de filtro na borda interna do mesmo, tomando a</p><p>precaução de não permitir que a solução titulante caia sobre o mesmo.</p><p>i. Aquecer até completa dissolução do precipitado (próximo à ebulição) e titular com perman-</p><p>ganato de potássio 0,01 mol/L, sob constante agitação, até coloração rósea clara persistente por</p><p>30 segundos. Cuidar para que durante a titulação a temperatura não fique abaixo de 60ºC. Neste</p><p>momento, no caso de uso do papel de filtro, mergulhar o mesmo na solução titulada e observar</p><p>possível mudança de cor. Caso isto ocorra, continuar a titulação até coloração rósea clara persis-</p><p>tente por 30 segundos.</p><p>| 41</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s11. CÁLCULOS</p><p>Onde:</p><p>Volume de permanganato de potássio gasto na titulação (mL)</p><p>Molaridade real da solução de permanganato de potássio (mol/L)</p><p>Volume do balão volumétrico (mL)</p><p>Volume da alíquota pipetada (mL)</p><p>Massa de amostra (g)</p><p>40,08 Massa molar do Cálcio</p><p>5/2 Relação estequiométrica entre permanganato de potássio e ácido oxálico</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz: Métodos físico-químicos</p><p>para análise de alimentos. 4. ed. Brasília, 2005. 385/IV p.723.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 921.01 – Calcium in plants (3.3.03).</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 927.02 – Calcium in animal feed, dry ash method (4.8.03)</p><p>• AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. Philadelphia. ASTM. 1990 annual</p><p>book of ASTM standards, 1990.</p><p>• JEFFERY, G.H., BASSETT, J., MENDAHAM, J., DENNEY, R.C., VOGEL, A. I. Análise química</p><p>quantitativa. 5ª. ed. LTC, Rio de Janeiro: 1992. P. 367.</p><p>42 |</p><p>05 – CINZAS OU MATÉRIA MINERAL</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>É o resíduo inorgânico resultante da queima da amostra a uma temperatura de 550ºC ± 25ºC,</p><p>fornecendo dados da quantidade de minerais totais, principalmente na forma de óxido, contidos</p><p>nos produtos de origem vegetal, animal ou de misturas.</p><p>O resíduo obtido na queima da amostra, pode não representar toda a substância inorgânica,</p><p>pois alguns constituintes inorgânicos sofrem redução ou volatilização nesta faixa de temperatura.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos ou subprodutos de origem animal, vegetal ou mineral, rações e concentrados.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>6. REAÇÕES</p><p>Não aplicável</p><p>7. REAGENTES E MATERIAIS</p><p>a. Ácido nítrico (HNO</p><p>3</p><p>) ou água oxigenada (H</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>) 30% (130 volumes)</p><p>b. Cadinho ou cápsula de porcelana</p><p>c. Dessecador com cloreto de cálcio anidro ou sílica gel</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Forno mufla 550º C (precisão ± 25º C)</p><p>| 43</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>s9. AMOSTRAGEM</p><p>A amostra deve estar homogênea, devendo-se avaliar a necessidade de moagem prévia.</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>a. Pesar o cadinho ou cápsula de porcelana, limpo e previamente calcinado em forno mufla a</p><p>550ºC por uma hora (após atingir a temperatura) e resfriado em dessecador até equilíbrio com a</p><p>temperatura ambiente.</p><p>b. Pesar 3,0 ± 0,3 g da amostra no cadinho ou cápsula.</p><p>c. Levar ao forno mufla e gradualmente aumentar a temperatura (550ºC) até obtenção de cinzas</p><p>claras (3 horas no mínimo). Opcionalmente, pode-se efetuar pré-queima em placa aquecedora ou</p><p>bico de Bunsen, transferindo em seguida para o forno mufla (550ºC).</p><p>d. Retirar a 250-300ºC, esfriar em dessecador até equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>e. Pesar.</p><p>11. CÁLCULO</p><p>Onde:</p><p>Massa do recipiente + resíduo, em g (calcinado)</p><p>Massa do recipiente, em g</p><p>Massa da amostra original, em g</p><p>1000 Conversão entre unidades de massa (g e kg)</p><p>12. BIBLIOGRAFIA</p><p>• INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. Métodos físico-químicos</p><p>para análise de alimentos, v.1. 4.ed. São Paulo: PROL, 2005. P. 105 – 106.</p><p>• ASSOCIATION OF OFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official methods of analysis of A.O.A.C.</p><p>International. 20th ed, 2016. Method 942.05 – Ash of animal feed (4.1.10).</p><p>44 |</p><p>06 – CLORETOS SOLÚVEIS EM ÁGUA - MÉTODO DE MOHR</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A análise de cloretos é realizada pelo método de Mohr, cujo princípio fundamenta-se na pre-</p><p>cipitação dos cloretos sob a forma de cloreto de prata, em pH 8,3, em presença de cromato de</p><p>potássio como indicador. O final desta reação é dado pela formação do precipitado vermelho tijolo</p><p>de cromato de prata.</p><p>2. RECOMENDAÇÕES</p><p>Antes da aplicação do método é imprescindível observar as condições de segurança no manu-</p><p>seio dos produtos químicos e dos equipamentos.</p><p>Realizar o preparo das soluções em capela de exaustão.</p><p>Para amostras com altos teores de cloretos (sais e misturas minerais), proceder às diluições adequadas.</p><p>Não calcinar amostras inorgânicas, alterações na estrutura molecular elevam o resultado esperado.</p><p>3. ESCOPO</p><p>Aplicável a produtos ou subprodutos de origem animal, vegetal, mineral, rações e concentrados.</p><p>O método é aplicável somente para cloretos solúveis em água.</p><p>4. REFERêNCIAS NORMATIVAS</p><p>Não aplicável.</p><p>5. DEFINIÇÕES</p><p>Não aplicável.</p><p>6.REAÇÕES</p><p>7. REAGENTES, SOLUÇÕES E MATERIAIS</p><p>a. Carbonato de cálcio (CaCO</p><p>3</p><p>)</p><p>b. Cloreto de sódio (NaCl)</p><p>c. Cromato de potássio (K</p><p>2</p><p>CrO</p><p>4</p><p>)</p><p>d. Hidróxido de sódio (NaOH)</p><p>| 45</p><p>m</p><p>é</p><p>t</p><p>o</p><p>d</p><p>o</p><p>s</p><p>a</p><p>n</p><p>a</p><p>lí</p><p>t</p><p>ic</p><p>o</p><p>se. Nitrato de prata (AgNO</p><p>3</p><p>)</p><p>f. Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L</p><p>Pesar 0,4 g de hidróxido de sódio, dissolver com aproximadamente 50 mL de água e transferir</p><p>para balão volumétrico de 100 mL. Esfriar, completar o volume e homogeneizar.</p><p>g. Solução de cromato de potássio 10% (m/v)</p><p>Pesar exatamente 10,0 g de cromato de potássio em béquer e adicionar aproximadamente 50 mL</p><p>de água. Dissolver e transferir quantitativamente para balão volumétrico de 100 mL, completando</p><p>o volume com água. Armazenar em frasco âmbar ao abrigo da luz, no máximo por 30 dias.</p><p>h. Solução padronizada de nitrato de prata 0,1 mol/L</p><p>Pesar 8,494 g de nitrato de prata, dissolver com água e transferir para balão volumétrico de 500</p><p>mL âmbar ou envolto com folha de alumínio. Completar o volume e homogeneizar. Armazenar em</p><p>frasco âmbar ao abrigo da luz, no máximo por 30 dias.</p><p>Padronização: Pesar exatamente 0,070 g de cloreto de sódio, previamente seco em forno mu-</p><p>fla a 300ºC por 1 hora. Transferir para Erlenmeyer e dissolver com aproximadamente 100 mL de</p><p>água. Acrescentar 1 mL de solução de cromato de potássio 10% (m/v) e titular com nitrato de prata</p><p>0,1 mol/L até viragem para coloração vermelho tijolo clara.</p><p>Cálculo da molaridade real:</p><p>Onde:</p><p>Molaridade real da solução de nitrato de prata 0,1 mol/L</p><p>Massa do cloreto de sódio em g</p><p>Volume da solução de nitrato de prata 0,1 mol/L gasto na titulação, em mL</p><p>58,5 Massa molar do cloreto de sódio</p><p>1000 Conversão entre unidades de volume (mL e L)</p><p>i. Cadinho de porcelana ou quartzo</p><p>j. Materiais usuais de laboratório.</p><p>46 |</p><p>8. EQUIPAMENTOS</p><p>a. Balança analítica (resolução de 0,0001 g)</p><p>b. Forno Mufla</p><p>c. Placa Aquecedora</p><p>9. AMOSTRAGEM</p><p>Para a retirada de amostras na Produção, vide capítulo Amostragem</p><p>10. PROCEDIMENTO</p><p>10.1. Não calcinar amostras inorgânicas.</p>

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