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<p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Preparação para Concursos</p><p>SIMULADOS/QUESTÕES</p><p>ARTIGOS</p><p>Questão 1: OBJETIVA CONCURSOS -</p><p>Do início ao fim? O ciclo de vida da árvore</p><p>As árvores são plantas com tronco de madeira, formadas por raiz, caule, galhos e folhas. Elas podem</p><p>ser angiospermas (quando dão flores e as sementes são protegidas por um fruto, como a macieira) e</p><p>gimnospermas (sem flores e sem frutos, com sementes sem proteção, como os pinheiros).</p><p>Tudo começa quando a semente do fruto de uma árvore cai no chão. Lá dentro, protegido pela casca,</p><p>está o embrião da futura planta. Ele se alimenta de uma reserva de nutrientes __________ na semente</p><p>e cresce com a ajuda da água retirada do solo. Assim, aos poucos, ganha força para romper a casca e</p><p>tornar-se uma pequena árvore.</p><p>Nos primeiros meses de vida, a árvore já é capaz de conseguir tudo o que precisa para se desenvolver.</p><p>Vindos do solo, água e sais minerais entram pela raiz, sobem pelo tronco e chegam às folhas, que</p><p>fazem a fotossíntese.</p><p>Você só ________ a parte de cima, mas, quando é jovem, a árvore cresce também para baixo, nas</p><p>raízes. Além disso, a planta cresce para os lados com o desenvolvimento das células que formam o</p><p>tronco.</p><p>Viu uma árvore com flores, frutos ou sementes? Sinal de que ela já é adulta e está pronta para se</p><p>reproduzir. A forma mais conhecida é pelas flores: ao receber o _________ de outras flores da mesma</p><p>espécie, elas se transformam em frutos, onde estão as sementes que, ao caírem no chão, darão</p><p>origem a novas árvores.</p><p>Um dos sinais de que uma árvore está ficando velha é que as raízes não conseguem mais retirar do solo</p><p>toda a água e sais minerais necessários para viver. O transporte de nutrientes pela planta também não</p><p>funciona bem. Aí, as folhas caem, os galhos perdem força e a casca se solta do tronco.</p><p>(Fonte: Abril - adaptado.)</p><p>A palavra sublinhada em “A forma mais conhecida é pelas flores (...)” é classificada,</p><p>gramaticalmente, como:</p><p>a) Verbo.</p><p>b) Artigo.</p><p>c) Adjetivo.</p><p>d) Preposição.</p><p>Questão 2: CETREDE -</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>SEREMOS TODOS TELEFONES (João Ubaldo Ribeiro)</p><p>Esse negócio de Google tirou a graça de muitas coisas. E dificultou a vida dos que mourejam nas</p><p>letras, obrigados por profissão e ganha-pão a escrever com regularidade, fazendo o que podem para</p><p>atrair o interesse de leitores e mostrar serviço, pois bem sabem que a mão que afaga é a mesma que</p><p>apedreja e o quem-te-viu-quem-te-vê será o destino inglório daqueles que dormirem no ponto. Antes</p><p>do Google, o esforçado cronista recorria a almanaques e enciclopédias e deles, laboriosamente,</p><p>extraía novidades para motivar ou adornar seu texto. Agora todo mundo pode fazer isso num par de</p><p>cliques. Além do mais, o cronista podia também exibir-se um pouco, o que talvez trouxesse algum</p><p>benefício ao combalido Narciso que carrega n'alma, além de realçar-lhe a reputação. Somente alguns</p><p>poucos, entre os quais ele, tinha tal ou qual informação, ou lembrava certos pormenores, em relação</p><p>ao assunto comentado. O Google acabou com isso e quem hoje em dia chegar ao extremo de escrever</p><p>algo do tipo "você sabia?" se arrisca a desmoralização instantânea.</p><p>Mesmo consciente desses perigos, ouso dizer que a maior parte de vocês não sabia que hoje é o dia do</p><p>telefone. Eu por acaso sabia e me lembrei assim que vi a data no calendário. E também já sabia de</p><p>uma porção de coisas adicionais, inúteis mas talvez vistosas. Tudo isso, juro que é verdade, sem</p><p>recorrer ao Google. Faz mais tempo que eu gostaria de admitir, escrevi um trabalho escolar sobre</p><p>Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, e não me esqueci de fatos importantíssimos. Para</p><p>começar, Bell não era americano, como geralmente se pensa; era escocês. E, se vocês pasmaram com</p><p>esta, pasmem com a próxima: nos primeiros telefones, não se falava e escutava ao mesmo tempo, era</p><p>como nos walkie-talkies dos filmes de guerra americanos e os interlocutores tinham que dizer</p><p>"câmbio", ao terminarem cada fala.</p><p>E, sim, D. Pedro II garantiu o papel do Brasil no sucesso da invenção. Os historiadores americanos</p><p>lembram como Sua Majestade, durante uma feira internacional em Filadélfia, ficou estupefato com o</p><p>novo aparelho e exclamou: "Meu Deus, isto fala!". Parece que ele botou mais fé na novidade que os</p><p>americanos, porque o presidente americano Rutherford B.</p><p>Hayes declarou mais tarde que se tratava de um aparelho interessante, mas sem nenhuma utilidade.</p><p>D. Pedro ganhou um e as centrais telefônicas começaram a se instalar no Brasil, notadamente no Rio</p><p>de Janeiro e, segundo eu li, tinham o hábito de pegar fogo com grande frequência. O coronel Ubaldo,</p><p>meu avô, como vários de seus contemporâneos, na hora de falar no telefone, botava o paletó e</p><p>passava a mão na careca, parecendo ajeitar uma cabeleira invisível e, depois que contaram a ele que</p><p>funcionava com eletricidade, acho que nunca mais tocou em nenhum.</p><p>E mais sensacionais revelações eu teria a fazer, mas suspeito que todas podem ser achadas no Google,</p><p>para quem for suficientemente obsedado. O que não se acha no Google são minhas memórias pessoais</p><p>em relação ao telefone. A primeira lembrança é o telefone lá de casa, quando morávamos em</p><p>Aracaju. Se não me engano, o número era 631 e o aparelho ocupava um espaço solene, no corredor de</p><p>entrada. Recordo as duas enormes baterias, com o formato de pilhas de lanterna, mas muito maiores.</p><p>Pegava-se o fone, rodava-se a manivela e falava-se com a telefonista, para pedir a ligação. Nessa</p><p>época, Salvador já tinha telefones automáticos, parecidos com os que a gente via no cinema e com um</p><p>número enorme. O da casa de meu tio Cecéu, por exemplo, era 8521 e eu causava grande inveja em</p><p>meus colegas de Aracaju, quando dizia que meu telefone em Salvador tinha esse numerozão - e sem</p><p>telefonista.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Já as ligações interurbanas eram um problema, mesmo em Salvador ou qualquer outra cidade. Nem</p><p>sempre se conseguia e o telefonema tinha que ser programado com muita antecedência. Às vezes,</p><p>esperava-se o dia inteiro pela ligação.</p><p>Quando a conversa se iniciava, as vozes se perdiam numa fanfarra de zumbidos, estalos, pequenos</p><p>estampidos e ruídos de toda espécie, em que os telefonadores se esgoelavam em gritos altos e</p><p>palavras repetidas aos berros. Era inevitável a suspeita, em alguns casos convicção, de que seria mais</p><p>eficaz chegar à janela e soltar esses berros na direção da cidade para onde se telefonava, levando o</p><p>papo diretamente no gogó, sem precisar de nenhum aparelho. Pois é, nada como um dia depois do</p><p>outro. Ainda passei por mentiroso, quando, regressado ao Brasil depois de uma longa temporada nos</p><p>Estados Unidos, contei que o sujeito em Los Angeles discava diretamente para Nova York, na outra</p><p>ponta do país, a ligação se completava como se fosse local e se ouvia perfeitamente a voz do lado de</p><p>lá. Estabelecia-se um silêncio constrangido entre os ouvintes e não eram raros comentários elogiando</p><p>minha fértil imaginação de romancista. O curioso é que lá eu também passava pela mesma situação,</p><p>quando contava que, no Brasil, havia gente que esperava a instalação de um telefone durante décadas</p><p>e as linhas eram valorizadas como excelente investimento e deixadas como herança. Por fim,</p><p>chegaram os celulares e tabletes. Tem gente que não larga o celular nem no chuveiro e dizem que já é</p><p>até um acessório sexual indispensável para muitos. Creio que, no futuro próximo, os recém-nascidos,</p><p>ainda na maternidade, terão vários chips implantados no cérebro e serão conectados antes de</p><p>aprenderem a falar, talvez numa rede social especializada. Um chip, secretamente instalado no</p><p>celular do cônjuge infiel, mostrará à parte corneada o endereço exato do motel onde o (a)</p><p>sem-vergonha prevarica. Um aplicativo ora sendo aperfeiçoado saberá,</p><p>e havia</p><p>menos informação sobre o vírus, também era comum o envio de vídeos e fotos de pessoas caindo e</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>desmaiando nas ruas –o problema é que tudo era "fake", de novo. "São vídeos que tinham sido</p><p>publicados muito antes do aparecimento do Coronavírus", afirma o secretário. A pasta costuma colocar</p><p>um carimbo de "isto é fake news" para informar quais notícias são falsas e "isso é verdadeiro" para as</p><p>já checadas e confirmadas. O número para recebimento das mensagens é (61) 99289-4640.</p><p>Nas últimas semanas, a Organização Mundial de Saúde tem apontado as fake news como um dos</p><p>principais desafios em relação ao novo Corona vírus. A orientação é que pessoas busquem informações</p><p>em fontes oficiais.</p><p>MANUAL PARA NÃO PROPAGAR FAKE NEWS</p><p>- Busque a fonte original;</p><p>- Faça uma busca na internet: muitos casos já foram desmentidos;</p><p>- Cheque a data: a "novidade" pode ser antiga;</p><p>- Leia a notícia inteira;</p><p>- Cheque o histórico de quem publicou;</p><p>- Se a notícia não tem fonte, não repasse.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/coronavirus/2020/02/29/NWS,132097,70,1668,NOTICIAS,2190-FAKE-NEWS-ATINGEM-</p><p>DAS-MENSAGENS-SOBRE-CORONAVIRUS-CHECADAS-PELO-MINISTERIO-SAUDE.aspx (Acesso em 03/03/2020)</p><p>No trecho: “Coronavírus veio do inseticida?”, o termo grifado poderia ser facilmente substituído por:</p><p>a) imita o;</p><p>b) é semelhante ao;</p><p>c) cruza com;</p><p>d) procede do;</p><p>Questão 20: Instituto ACCESS - Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.</p><p>Policial militar que estuda matemática vê no ensino forma de combater violência</p><p>Estudantes e professor próximos da nascente de um rio: pode até não parecer, mas esse é o cenário de</p><p>uma aula de matemática. É ali que o educador explica conceitos de geometria, como área e raio de</p><p>uma circunferência.</p><p>Mas não só. Ele ainda propõe algumas reflexões aos estudantes sobre preservação ambiental e os</p><p>efeitos que as ações humanas têm na natureza.</p><p>O método de ensino pode parecer estranho à primeira vista. Afinal, aulas de matemática normalmente</p><p>contêm operações na lousa, cálculos de figuras geométricas e fórmulas difíceis. Para Marcílio Leão,</p><p>51, no entanto, não é bem assim.</p><p>A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre</p><p>como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à</p><p>violência.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>"Eu tive a ideia de fazer esse trabalho voltado para uma sociedade melhor. Por meio da educação, em</p><p>especial da educação matemática, a gente consegue alcançar uma sociedade em que nós não</p><p>tenhamos tantas dores. Isso virou meu objetivo de vida."</p><p>Morador de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Leão é policial militar há 22 anos e ainda</p><p>continua na corporação atuando na área ambiental.</p><p>Já no que diz respeito à vida acadêmica, ele se formou em matemática na Faculdade de Filosofia,</p><p>Ciências e Letras em São José do Rio Pardo (SP) e, em 2022, entregou sua tese de doutorado em</p><p>educação matemática na Unesp (Universidade Estadual Paulista).</p><p>Desde o início de sua trajetória acadêmica, ele conta, já tinha convicção de que gostaria de estudar a</p><p>relação entre violência e matemática. “Eu comecei a me interessar pela questão da violência</p><p>justamente pelo fato de estar perto dessas dores e dessas dificuldades por ser policial.”</p><p>No doutorado, Leão pesquisou justamente como o ensino de matemática pode ajudar na construção de</p><p>um mundo mais justo e pacífico.</p><p>Para isso, diz Leão, o educador pode, por exemplo, trabalhar com os alunos gráficos que abordem os</p><p>índices de violência. Assim, além de explicar conceitos de matemática e estatística, o educador será</p><p>capaz de discutir esse fenômeno que atinge profundamente o Brasil, com contribuições da turma.</p><p>O estudo feito pelo policial envolveu um questionário aplicado em duas escolas públicas no estado de</p><p>São Paulo e em uma Fundação Casa. As perguntas tentaram entender como os jovens viam a iniciativa</p><p>de uma educação que tratasse sobre temáticas que envolvessem a violência em meio a aulas de</p><p>matemática.</p><p>(...)</p><p>A preocupação em desenvolver uma pesquisa que envolva o tema da violência foi motivada, além do</p><p>trabalho de policial que Leão desempenha, por vivências pessoais recentes. A partir de perdas que</p><p>enfrentou nos últimos anos, diz Leão, procurou se aprofundar em um assunto que possa colaborar para</p><p>a construção de uma sociedade melhor.</p><p>(...)</p><p>Agora o policial militar espera que o seu estudo consiga ter um impacto positivo na construção de</p><p>currículos de matemática. "Tem inúmeras situações da vida que a gente pode trabalhar em sala de</p><p>aula o comportamento e o desenvolvimento de consciência dos alunos. Essas questões favorecem a</p><p>formação de valores", diz.</p><p>(Samuel Fernandes. https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/04/policialmilitar-</p><p>que-estuda-matematica-ve-no-ensino-forma-de-combater-violencia.shtml. 18.abr.2022)</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>“A situação descrita no início do texto é um exemplo que Leão aborda em sua tese de doutorado sobre</p><p>como o ensino de matemática pode ter um caráter voltado à disseminação de valores contrários à</p><p>violência.”</p><p>No período acima, é correto afirmar que existem</p><p>a) seis artigos.</p><p>b) sete artigos.</p><p>c) oito artigos.</p><p>d) nove artigos.</p><p>Questão 21: Instituto ACCESS - Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.</p><p>Por um imposto regulador dos preços dos combustíveis</p><p>Apesar de o Brasil ser detentor de uma das mais generosas riquezas naturais do mundo, como o</p><p>pré-sal, as rendas governamentais vinculadas à exploração dessas riquezas geram montantes</p><p>relativamente pequenos aos cofres públicos diante do tamanho da economia e da carga tributária</p><p>total.</p><p>No caso do petróleo, a parcela dos impostos incidentes na comercialização dos seus derivados,</p><p>constituída principalmente do ICMS, é paga pelo consumidor. Mesmo essa carga não é das maiores no</p><p>mundo: na média da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a</p><p>participação dos tributos sobre o preço final de comercialização é de 54% (dados da Opep de 2020). No</p><p>Brasil, essa carga na gasolina é de 39%; no diesel, 20%; e no GNV (gás natural veicular), 23%.</p><p>E a carga de impostos que incidem na exploração do petróleo e gás no Brasil paga pelas empresas?</p><p>Esses tributos são constituídos de impostos federais sobre lucros (CSLL e IRPJ) e as rendas de</p><p>exploração, que são os royalties e as participações especiais recolhidas por estados, municípios e</p><p>União.</p><p>Segundo a Receita Federal, a arrecadação dos impostos federais sobre lucros do setor petroleiro foi de</p><p>irrisório 0,05% do PIB na média dos anos de 2011 a 2020, período em que ocorreu um aumento das</p><p>deduções legais praticadas. Já o pagamento de royalties e participações atingiram níveis recordes de</p><p>R$ 74,4 bilhões em 2021, mas representam apenas 0,86% do Produto Interno Bruto. Assim, se em 2021</p><p>a soma dos dois totalizar uma carga tributária perto de 1% ou 1,5% do PIB, a contribuição da produção</p><p>de petróleo na receita tributária brasileira fica entre 3% e 4,5% do total arrecadado.</p><p>De fato, dados apresentados no livro "International Taxation and the Extractive Industries", por Philip</p><p>Daniel e outros, ilustram que a arrecadação advinda da indústria extrativa (incluindo petróleo e</p><p>minérios) tem peso extremamente baixo na receita tributária total no Brasil (menos de 5%), em grande</p><p>contraste com outros países. Essa participação chega a mais de 60% na Arábia Saudita e Emirados</p><p>Árabes; no México fica próxima de 30%; na Noruega e na Rússia, 20%; e, no Chile, 15%.</p><p>Na comparação setorial, dados da Firjan (relativos a 2016), considerando impostos de todos os entes</p><p>da Federação sobre produtos líquidos de subsídios, mostram que os setores intensivos na exploração</p><p>de commodities (incluindo a agropecuária e a indústria extrativa) pagam, juntos, apenas 7% do valor</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>bruto da produção. Já a indústria da transformação paga uma carga tributária de 45%; os serviços de</p><p>utilidade pública, 40%; o comércio, 36%; outros serviços privados, 23%; a construção, 14%.</p><p>Essa subtributação da exploração do petróleo indica fazer sentido a criação de um imposto sobre o</p><p>direito de exportar o óleo cru, conforme já foi defendido por Sergio Gobetti e outros. O pulo do gato é</p><p>que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao consumidor; pelo</p><p>contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno. Como os preços do petróleo são formados nos</p><p>mercados internacionais, o imposto sobre a exportação resulta numa redução do lucro exigido pelo</p><p>exportador para vender internamente.</p><p>Embora o preço seja cotado nos mercados internacionais, o custo de extração não é homogêneo e, no</p><p>Brasil, com o pré-sal, situa-se entre os menores do mundo. Com esse imposto, a regra de preço da</p><p>Petrobras pode manter a paridade internacional, descontando, porém, essa parcela de impostos. Essa</p><p>alíquota deve ser flexível e escalonada de forma que o desconto tributário seja tão maior quanto</p><p>maior o preço.</p><p>Assim, o imposto acaba tendo um papel regulador contra as oscilações dos preços. Essa alíquota deve</p><p>ser zerada caso o preço internacional caia para um limiar, de forma a preservar o lucro normal da</p><p>empresa, considerando seu (baixíssimo) custo de extração e todos os outros, inclusive os custos de</p><p>importações dos derivados. No médio prazo, esse imposto é também um incentivo fiscal ao aumento</p><p>da capacidade de refino e de investimentos em escoamento do gás associado.</p><p>(Julia de Medeiros Braga. Economista e professora da Faculdade de Economia da UFF (Universidade Federal Fluminense.</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/05/por-um-imposto-regulador-dosprecos- dos-combustiveis.shtml. 19.mai.2022)</p><p>“O pulo do gato é que esse imposto tem uma lógica oposta aos demais porque não é repassado ao</p><p>consumidor; pelo contrário, é um incentivo a reduzir o preço interno.”</p><p>No período acima há</p><p>a) seis artigos.</p><p>b) sete artigos.</p><p>c) oito artigos.</p><p>d) nove artigos.</p><p>Questão 22: Instituto ACCESS - Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.</p><p>Promessa de renda, torres eólicas incomodam e expulsam vizinhos no Nordeste</p><p>Nos últimos anos, a paisagem no interior do Nordeste mudou com a instalação de torres para geração</p><p>de energia eólica. Prometidos como uma oportunidade de renda e desenvolvimento, alguns parques</p><p>acabaram trazendo prejuízo e problemas para os vizinhos, pois afetaram casas, cisternas, estradas,</p><p>acessos a determinadas regiões e até a saúde mental de moradores.</p><p>Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, dos 805 parques instalados no país, 708 deles estão</p><p>no Nordeste. A região, diz a entidade, é considerada estratégica porque tem ventos “mais constantes,</p><p>em uma velocidade estável e não mudam de direção com frequência”.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Em dezembro de 2021, a energia eólica foi responsável por 10,9% da matriz energética brasileira,</p><p>segundo dados do Ministério de Minas e Energia.</p><p>Mas os parques de cataventos têm causado problemas a moradores do entorno. A coluna ouviu relatos</p><p>de moradores de três estados nordestinos. Os depoimentos são similares: a instalação dos</p><p>equipamentos mudou a vida de todos.</p><p>(...)</p><p>(Carlos Madero. https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/</p><p>2022/05/15/promessa-de-renda-torres-eolicas-abalam-vida-de-familiasno- interior-do-ne.htm.)</p><p>Analise o período a seguir:</p><p>“Prometidos como uma oportunidade de renda e desenvolvimento, alguns parques acabaram trazendo</p><p>prejuízo e problemas para os vizinhos, pois afetaram casas, cisternas, estradas, acessos a</p><p>determinadas regiões e até a saúde mental de moradores.”</p><p>No período acima há</p><p>a) três artigos.</p><p>b) quatro artigos.</p><p>c) cinco artigos.</p><p>d) seis artigos.</p><p>Questão 23: IDECAN -</p><p>Por que é importante diversidade no sequenciamento genético</p><p>Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA</p><p>estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.</p><p>O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos</p><p>"fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais</p><p>fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.</p><p>Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham</p><p>tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu</p><p>sequenciamento?</p><p>Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa</p><p>diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de</p><p>bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.</p><p>Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou</p><p>cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população</p><p>desenvolver uma doença especifica.</p><p>Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde</p><p>adaptada ao Indivíduo ou à região.</p><p>Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde</p><p>de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique</p><p>longe de doces e açúcares processados.</p><p>Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais</p><p>conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.</p><p>Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene</p><p>que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.</p><p>Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes</p><p>responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa</p><p>correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.</p><p>Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é</p><p>uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.</p><p>É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia</p><p>identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa</p><p>informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".</p><p>"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a</p><p>indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica</p><p>Tishkoff.</p><p>Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência</p><p>europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o</p><p>Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.</p><p>Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência</p><p>europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.</p><p>Como resultado, os potenciais benefícios da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e</p><p>tratamento de várias doenças, podem não beneficiar</p><p>as populações sub-representadas.</p><p>O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados</p><p>médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do</p><p>Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações</p><p>que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos</p><p>médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."</p><p>Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes</p><p>genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.</p><p>Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige</p><p>o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os</p><p>pesquisadores.</p><p>(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-</p><p>que-e-importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)</p><p>Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência</p><p>europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o</p><p>Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.</p><p>No período acima, é correto afirmar que há</p><p>a) cinco artigos.</p><p>b) seis artigos.</p><p>c) sete artigos.</p><p>d) oito artigos.</p><p>e) nove artigos.</p><p>Questão 24: IDECAN -</p><p>As ruínas de culto misterioso milenar que pode mudar entendimento da pré-história</p><p>O carro deslizava suavemente pela rodovia Impecavelmente conservada de AIUla, uma região no</p><p>noroeste da Arábia Saudita, quando o motorista saiu abruptamente da estrada.</p><p>"Perdi o desvio", disse ele.</p><p>Olhei pela janela meio confusa, pois não conseguia ver uma curva óbvia.</p><p>"Aqui", exclamou ele, enquanto o carro sacudia pelas rochas de basalto para pegar um caminho quase</p><p>imperceptível para o deserto.</p><p>Seguimos por uma paisagem vasta e plana. Um céu azul brilhante nos cercava por todos os lados, e um</p><p>punhado de nuvens brancas pairava baixo.</p><p>Depois de alguns minutos, paramos em um círculo de pedras empilhadas. Sai do carro, esperando</p><p>encontrar Jane McMahon, integrante de uma equipe de arqueólogos da Universidade da Austrália</p><p>Ocidental que trabalha em AIUla desde 2018.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Ao meu redor havia uma planície árida de rochas cinza-escuro levemente polvilhadas com areia</p><p>rosada.</p><p>Havia algo de sobrenatural naquilo tudo: a falta de uma única árvore ou pedaço de grama; a quietude</p><p>do ar que só era interrompida de vez em quando por uma rajada implacável de vento que gelava até</p><p>os ossos.</p><p>Vim até aqui porque as recentes descobertas em AIUla estão lançando luz sobre um período fascinante</p><p>da história na Arábia Saudita.</p><p>Como o país só abriu para pesquisas internacionais há alguns anos (e para turistas em 2019), muitos de</p><p>seus sítios arqueológicos antigos estão sendo estudados pela primeira vez.</p><p>Embora os historiadores estejam familiarizados com as ruínas das cidades de cerca de 2.000 anos de</p><p>Hegra e Dadan, localizadas na Rota do Incenso (as tumbas e monumentos de Hegra são Patrimônio</p><p>Mundial da Unesco), eles não tinham muito conhecimento sobre a civilização que veio antes - até</p><p>agora.</p><p>Eles descobriram que, espalhados pela vasta e remota paisagem de AIUla, estão vestígios</p><p>arqueológicos milenares que podem mudar nossa compreensão da pré-história.</p><p>O trabalho de McMahon e seus colegas está lançando luz sobre alguns dos primeiros monumentos de</p><p>pedra da história mundial - anteriores a Stonehenge e à primeira pirâmide de Gizé.</p><p>Quando McMahon chegou, explicou que o circulo de rochas ao meu lado era os restos de uma casa</p><p>ocupada no período Neolítico (de 6000 a 4500 a.C.), e que essa área já foi repleta de prósperos</p><p>assentamentos.</p><p>Até recentemente, o pensamento predominante era que essa região tinha pouca atividade humana até</p><p>a Idade do Bronze após 4000 a.e.</p><p>Mas o trabalho de McMahon e seus colegas revelou uma história muito diferente: que a Arábia Saudita</p><p>neolítica era uma paisagem dinâmica, intensamente povoada e complexa, espalhada por uma vasta</p><p>área.</p><p>Ao meu redor, havia mais de 30 moradias e túmulos, e isso era apenas uma pequena fração dos</p><p>vestígios encontrados aqui.</p><p>Tentei imaginar como a paisagem poderia ser há milhares de anos: verde, exuberante e repleta de</p><p>pessoas que se moviam ruidosamente, pastoreando cabras e chamando umas pelas outras.</p><p>"O clima e a paisagem inerte da Arábia Saudita significam que a maior parte da arqueologia está muito</p><p>bem preservada na superfície de 5 mil a 8 mil anos atrás. Então exatamente do jeito que você vê, é</p><p>como era todo esse tempo atrás", diz McMahon.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Ela explica que entender mais sobre a vida desses primeiros povos também poderia esclarecer como os</p><p>grandes e densos assentamentos de Hegra e Dedan se desenvolveram, e como ocorreram as mudanças</p><p>culturais e tecnológicas na região - como a agricultura de irrigação, metalurgia e textos escritos - nos</p><p>milênios seguintes.</p><p>"As mudanças culturais que aconteceram após o Neolítico são enormes, mas não sabemos muito como</p><p>essas mudanças ocorreram", diz ela. No entanto, mesmo nas mãos de arqueólogos tão experientes,</p><p>uma descoberta em AIUla continuou carecendo de explicação.</p><p>Espalhadas por uma área de impressionantes 300 mil quilômetros quadrados e construídas num modelo</p><p>relativamente consistente, estão 1,6 mil estruturas monumentais retangulares de pedra que também</p><p>datam do período Neolítico.</p><p>Inicialmente chamadas de "portões" devido à sua aparência vista de cima, as estruturas foram</p><p>posteriormente renomeadas como "mustatil", expressão árabe que pode ser traduzida como</p><p>"retângulo".</p><p>"Faz voar sua imaginação pensar que temos estruturas tão grandes quanto cinco a seis campos de</p><p>futebol, feitas de milhares de toneladas de pedra, que não apenas cobrem uma região geográfica</p><p>enorme, como também têm 7.000 anos", diz Hugh Thomas, codiretor dos Projetos de Arqueologia</p><p>Aérea do Reino da Arábia Saudita (AAKSAU, na sigla em inglês).</p><p>Ele tem trabalhado ao lado de McMahon nos últimos dois anos, realizando pesquisas arqueológicas</p><p>aéreas e escavações direcionadas para entender o propósito do mustatil.</p><p>Os mustatils são certamente impressionantes, e a única maneira real de ter uma noção do seu</p><p>tamanho é pelo ar.</p><p>Quando sobrevoei as estruturas de helicóptero, pude ver as grandes pedras dispostas em linhas retas</p><p>na areia, com aproximadamente o comprimento de quatro campos de futebol e uma largura de pelo</p><p>menos dois.</p><p>"Na minha opinião, os mustatils estão entre as estruturas arqueológicas mais únicas identificadas até</p><p>agora no mundo", avalia Thomas.</p><p>"Quando olhamos para outras estruturas que datam do Neolítico que são tão impressionantes em sua</p><p>construção, tenho dificuldade de pensar em alguma que cubra uma região geográfica tão grande."</p><p>Atém de ter registrado mustatils de vários tamanhos e complexidade, a equipe de Thomas também</p><p>notou características consistentes. Todos foram construídos de maneira semelhante, empilhando</p><p>pedras para formar paredes baixas que são preenchidas com cascalho - e incluem uma cabeça (o topo</p><p>da estrutura), uma base e paredes compridas que os conectam.</p><p>Alguns possuem entradas e vários pátios interiores estreitos. As pedras usadas para a construção foram</p><p>especialmente escolhidas, de modo a se encaixar e suportar as grandes estruturas, demonstrando uma</p><p>profunda compreensão dos materiais locais.</p><p>Material Individual. NÃO É</p><p>PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Esses monumentos pré-históricos foram registrados pela primeira vez na década de 1960 por uma</p><p>equipe local que realizava levantamentos de solo, mas naquela época ninguém sabia do que se</p><p>tratava.</p><p>Pesquisas de sensoriamento remoto realizadas pelo professor David Kennedy (também da Universidade</p><p>da Austrália Ocidental), em 2017, acentuaram o interesse na área, e as teorias iniciais sugeriam que os</p><p>mustatils eram usados como marcadores territoriais para pastagens ancestrais.</p><p>No entanto, à medida que foram encontradas cada vez mais estruturas, todas datando do mesmo</p><p>período, surgiu um entendimento diferente.</p><p>Desde então, Thomas, McMahon e suas equipes descobriram evidências que sugerem a prática de um</p><p>culto.</p><p>Eles acharam um grande número de crânios e chifres de gado, cabra e gazela selvagem em pequenas</p><p>câmaras nas cabeças dos mustatils, mas não encontraram nenhuma indicação de que fossem mantidos</p><p>para uso doméstico.</p><p>Como não foram encontradas partes do corpo de nenhum outro animal, isso levou a equipe a deduzir</p><p>que eram sacrifícios. E sugeria que os animais eram sacrificados em outro lugar. Isso é importante</p><p>porque é evidência de uma sociedade de culto altamente organizada, muito mais antiga do que se</p><p>pensava anteriormente - antecedendo o Islã na região em 6 mil anos.</p><p>"A escavação de vários mustatits revelou artefatos sugestivos de práticas rituais que ocorriam dentro</p><p>das estruturas", diz Thomas.</p><p>"As pessoas que os construíram tinham uma cultura e um sistema de crenças compartilhados, e essa</p><p>não era uma prática localizada. Ela se espalhava por uma área enorme da Arábia, do tamanho da</p><p>Polônia."</p><p>"A Arábia Saudita tem a aparência de ser uma paisagem árida e inóspita, vista como isolada do resto</p><p>do mundo, exceto por alguns locais notáveis, como Dedan e Hegra. No entanto, evidências</p><p>arqueológicas, como os mustatils, demonstram que a região tinha uma história rica e complexa. Ter</p><p>uma estrutura tão amplamente dispersa em uma área tão grande sugere um sistema de crenças,</p><p>idioma e cultura compartilhados em uma escala que eu pessoalmente nunca imaginei ser possível",</p><p>acrescenta Thomas.</p><p>Munirah Almushawh, codiretor de um projeto arqueológico em Khaybar (outra área de AIUla),</p><p>concorda, observando que essa sociedade não apenas compartilhava um sistema de crenças único,</p><p>como viajou grandes distâncias para compartilhar o conhecimento que permitiu construir as</p><p>estruturas.</p><p>Alguns dos mustatits pesam até 12 mil toneladas; mais do que a Torre Eiffel. Sua construção teria</p><p>exigido conhecimento, habilidade e organização por longos períodos de tempo. "O mustatil sugere</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>grandes redes sociais, habilidades arquitetônicas inovadoras e vasta exploração na Arábia</p><p>pré-histórica", observa Almushawh.</p><p>Apesar dessas descobertas emocionantes, o conhecimento sobre os mustatils ainda é incipiente, com</p><p>apenas cinco dos 1,6 mil escavados até agora. A única certeza é que AIUla continuará a revelar seus</p><p>mistérios.</p><p>À medida que a região reabre para o turismo pós-pandemia de covid-19, há planos para construir um</p><p>enorme museu a céu aberto, onde os visitantes podem se embrenhar por vários sítios arqueológicos ou</p><p>contar com o serviço de um guia.</p><p>Os turistas vão poder aprender sobre o período Neolítico, ver as antigas ruínas de casas e mustatils, e</p><p>imaginar como essa sociedade aparentemente altamente organizada vivia e se deslocava pela</p><p>paisagem.</p><p>McMahon e Thomas estão tão animados com o futuro de AIUla quanto com seu passado.</p><p>"O significado do que descobrimos está reescrevendo a história do Neolítico no noroeste da Arábia",</p><p>afirma McMahon.</p><p>"Nosso trabalho revelou até agora apenas o que sempre existiu: a complexidade do período Neolítico</p><p>nessa região, que anteriormente havia sido considerada inabitável ou meramente sem importância na</p><p>época."</p><p>(Demi Perera. BBC FUTURE. ln: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/as-ruinas-de-</p><p>culto-misterioso-milenar-que-pode-m8udar endimento-da-pre-historia.shtml. 24.jul.2022)</p><p>Isso é importante porque é evidência de uma sociedade de culto altamente organizada, muito mais</p><p>antiga do que se pensava anteriormente - antecedendo o Islã na região em 6 mil anos.</p><p>É correto afirmar que no período acima há</p><p>a) dois artigos definidos.</p><p>b) três artigos definidos.</p><p>c) dois artigos indefinidos.</p><p>d) quatro preposições.</p><p>e) um artigo definido.</p><p>Questão 25: CONSULPLAN -</p><p>A saúde mental dos jovens no retorno letivo presencial</p><p>“Que tristeza seria estar enclausurado em casa nessa fase da vida!”. Durante os períodos mais críticos</p><p>da pandemia, esse pensamento surgiu com frequência em conversas entre amigos de diferentes</p><p>idades, que puderam viver o início de suas juventudes sem a obrigação do distanciamento social. Aos</p><p>seus 15, 16 anos, muitos de nós até preferiam ficar sossegados em casa quando podíamos. Mas essa</p><p>era uma preferência, uma escolha, tinha algo de eventual – não era uma obrigação prolongada durante</p><p>meses.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Não há dúvidas que o período de afastamento – necessário epidemiologicamente – dos jovens</p><p>brasileiros de suas rotinas presenciais nas escolas e nos círculos de amizade produziu severos danos ao</p><p>desenvolvimento corporal, cognitivo e emocional. Questões emocionais e de saúde mental não são</p><p>novidade na educação brasileira, mas foram aprofundadas no contexto de carência relacional vivida</p><p>por milhões de jovens na pandemia. Os números que temos são estarrecedores: 70% dos estudantes da</p><p>rede estadual de São Paulo relataram sintomas de depressão e ansiedade no retorno letivo presencial.</p><p>O caso de crise de ansiedade coletiva em uma escola estadual de Pernambuco também é ilustrativo do</p><p>momento que vivemos.</p><p>Relacionada a esse desafiador quadro de saúde mental, outra estatística chama a atenção: no início de</p><p>2022, em relação a 2019, houve um aumento de 48% nos casos de agressão física nas escolas estaduais</p><p>de São Paulo. No noticiário de todo o país, explodiu a ocorrência de casos de discriminação e bullying,</p><p>bem como as cenas de violência e brigas entre os alunos – popularizadas e incentivadas nas redes</p><p>sociais. Como aponta o relatório da Unicef de 2021 sobre o impacto da Covid-19 na saúde mental, a</p><p>ruptura com as rotinas produziu medo, irritação e insegurança, elementos que catalisam</p><p>comportamentos violentos em um contexto em que jovens sofrem uma pressão adicional por se provar</p><p>coletivamente.</p><p>Há pelo menos dois tipos de violência entre jovens que precisamos observar no contexto do retorno</p><p>letivo presencial. Primeiro, o bullying e a dificuldade de respeitar e conviver com as diferenças.</p><p>Segundo, uma violência relacionada à dimensão do teste de força e poder no território da escola. Cada</p><p>tipo de violência demanda respostas diversas em termos de políticas públicas, que vêm sendo</p><p>estudadas por instituições e pesquisadores especialistas em psicologia juvenil, com propostas sólidas</p><p>sendo experimentadas em diversos cantos do país – como evidenciou o vasto levantamento produzido</p><p>pela consultoria Vozes da Educação.</p><p>Um dos caminhos a ser trilhados é um trabalho, no miúdo de cada escola, para canalizar a energia dos</p><p>jovens não para a agressão ou a violência, mas para criarem e brilharem. Precisamos organizar</p><p>oportunidades de torná-los protagonistas de feitos transformadores, usando o potencial das redes</p><p>sociais para ondas de disseminação de exemplos que valorizem positivamente a imagem dos jovens.</p><p>Vale dizer, nessa linha, que a questão imagética é preponderante: segundo pesquisa organizada pela</p><p>Fundação SM, a característica que mais identifica os jovens atualmente – segundo eles mesmos – é a</p><p>de serem “preocupados demais com sua imagem”.</p><p>Certamente</p><p>há um papel central dos educadores e das educadoras nessa ressignificação das</p><p>identidades dos jovens, por vezes inseridos em contextos de violência doméstica, que é replicada nas</p><p>demais relações interpessoais. Isso aparece no filme “Coach Carter”, blockbuster de 2005. Também</p><p>está presente na série espanhola “Merlí”, que apresenta a força de novas formas de expressão para</p><p>mudar estereótipos juvenis. E é narrada no documentário brasileiro “Nunca me Sonharam”, que</p><p>aborda a experiência de um diretor que mudou sua escola a partir de novas oportunidades para os</p><p>jovens que antes eram tidos como “alunos- -problema”. Ainda, vemos essa experiência de</p><p>ressignificação a partir do trabalho dos educadores na realidade das escolas municipais de São Paulo</p><p>(SP), onde há uma ação institucionalizada para que os alunos direcionem suas energias para criar</p><p>soluções em favor das suas comunidades – criações científicas, culturais e nas diversas linguagens que</p><p>os próprios adolescentes inventam.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>As palavras-chave, sobretudo no contexto do retorno às rotinas escolares presenciais, são acolhimento</p><p>e oportunidade, ao invés de criminalização e fechamento de portas, transformando situações</p><p>psicológicas desafiadoras em um salto de pertencimento coletivo. Em Mogi das Cruzes (SP), por</p><p>exemplo, a rede municipal de ensino criou plantões de acolhimento emocional para seus estudantes</p><p>desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, a partir do trabalho de escuta sensível por parte de</p><p>uma equipe de psicólogas escolares. Famílias e mesmo profissionais da educação que nunca tiveram</p><p>acesso a apoio psicológico passaram a ter essa oportunidade, quebrando barreiras de preconceito</p><p>sobre a importância da saúde mental desde a infância. Por sua vez, a rede municipal de Londrina (PR)</p><p>tem promovido formações de professores e círculos de diálogos com os alunos para o exercício da</p><p>cooperação, da tolerância, da aceitação e respeito ao outro, da noção de limites, do conhecimento de</p><p>si, do convívio e participação social. São iniciativas que saíram da teoria e foram para a prática,</p><p>reconhecendo a importância da saúde mental e emocional no contexto da retomada das atividades</p><p>letivas presenciais.</p><p>Construir respostas de políticas públicas nesse contexto pode ganhar muitos graus de efetividade se</p><p>bebermos da fonte mais preciosa, acolhendo as ideias de quem vive na pele os danos do</p><p>distanciamento social. Precisamos chamar os jovens para a solução, de tal maneira que exercitem a</p><p>criatividade de como melhorar seu próprio bem-estar. Como promover respeito à diversidade entre os</p><p>jovens senão na linguagem deles? Como transformar a escola em um ambiente agregador e</p><p>emocionalmente saudável senão pela construção de uma identidade coletiva dos próprios jovens?</p><p>(CALLEGARI, Caio; FERNANDES, Malu. A saúde mental dos jovens no retorno letivo presencial. Nexo Jornal, 2022. Disponível em:</p><p>https://www.nexojornal. com.br/ensaio/2022/A-sa%C3%BAde-mental-dos-jovens-no-retorno-letivopresencial. Acesso em:</p><p>20/06/2022. Adaptado.)</p><p>Em qual dos seguintes fragmentos a supressão do artigo definido o(s) destacado altera sensivelmente o</p><p>sentido do enunciado?</p><p>a) “Como aponta o relatório da Unicef de 2021 sobre o impacto da covid-19 na saúde mental [...]”</p><p>(3º§)</p><p>Como aponta relatório da Unicef de 2021 sobre o impacto da covid-19 na saúde mental [...]</p><p>b) “No noticiário de todo o país, explodiu a ocorrência de casos de discriminação e bullying [...]”</p><p>(3º§)</p><p>No noticiário de todo país, explodiu a ocorrência de casos de discriminação e bullying [...]</p><p>c) “[...] se bebermos da fonte mais preciosa, acolhendo as ideias de quem vive na pele os danos do</p><p>distanciamento social.” (8º§)</p><p>[...] se bebermos da fonte mais preciosa, acolhendo as ideias de quem vive na pele danos do</p><p>distanciamento social.</p><p>d) “Cada tipo de violência demanda respostas diversas (...) como evidenciou o vasto levantamento</p><p>produzido pela consultoria Vozes da Educação.” (4º§)</p><p>Cada tipo de violência demanda respostas diversas (...) como evidenciou vasto levantamento</p><p>produzido pela consultoria Vozes da Educação.</p><p>Questão 26: IBFC - Texto</p><p>Saímos de Manaus numa lancha pequena, e no meio da manhã navegamos no coração do arquipélago</p><p>das Anavilhanas. A ânsia de encontrar Dinaura me deixou desnorteado. A ânsia e as lembranças da Boa</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Vida. A visão do rio Negro derrotou meu desejo de esquecer o Uaicurapá. E a paisagem da infância</p><p>reacendeu minha memória, tanto tempo depois.</p><p>Costelas de areia branca e estriões de praia em contraste com a água escura; lagos cercados por uma</p><p>vegetação densa; poças enormes, formadas pela vazante, e ilhas que pareciam continente. Seria</p><p>possível encontrar uma mulher naquela natureza tão grandiosa? No fim da manhã alcançamos o Paraná</p><p>do Anum e avistamos a ilha do Eldorado. O prático amarrou os cabos da lancha no tronco de uma</p><p>árvore; depois procuramos o varadouro indicado no mapa. A caminhada de mais de duas horas na</p><p>floresta foi penosa, difícil. No fim do atalho, vimos o lago do Eldorado. A água preta, quase azulada. E</p><p>a superfície lisa e quieta como um espelho deitado na noite. Não havia beleza igual. Poucas casas de</p><p>madeira entre a margem e a floresta. Nenhuma voz. Nenhuma criança, que a gente sempre vê nos</p><p>povoados mais isolados do Amazonas. O som dos pássaros só aumentava o silêncio. Numa casa com</p><p>teto de palha pensei ter visto um rosto. Bati à porta, e nada. Entrei e vasculhei os dois cômodos</p><p>separados por um tabique1 da minha altura.</p><p>Um volume escuro tremia num canto. Fui até lá, me agachei e vi um ninho de baratas-cascudas. Senti</p><p>um abafamento, o cheiro e o asco dos insetos me deram um suadouro. Lá fora, a imensidão do lago e</p><p>da floresta.</p><p>E silêncio. Aquele lugar tão bonito, o Eldorado, era habitado pela solidão. No fim do povoado</p><p>encontramos uma casa de farinha. Escutamos uns latidos; o prático apontou uma casa na sombra da</p><p>floresta. Era a única coberta de telhas, com uma varanda protegida por treliça de madeira e uma lata</p><p>com bromélias ao lado da escadinha. Um ruído no lugar. Na porta vi o rosto de uma moça e fui sozinho</p><p>ao encontro dela. Escondeu o corpo e eu perguntei se morava ali.</p><p>(HATOUM, Milton. Órfãos do Eldorado. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2008, p.101-102)1 divisória, tapume</p><p>Em alguns momentos, o narrador faz uso reiterado de um tipo de artigo, como se nota em “uma casa</p><p>de farinha” ou “uns latidos”.</p><p>No texto, de modo geral, esses artigos reforçam:</p><p>a) a incapacidade de nomear.</p><p>b) a noção de quantidade.</p><p>c) a ideia de imprecisão.</p><p>d) um descuido de percepção.</p><p>Questão 27: CEBRASPE (CESPE) - No dia 31 de outubro de 1861, depois de um conturbado processo</p><p>de construção, que durou cerca de três décadas, a Bahia inaugurou a sua primeira penitenciária, que</p><p>recebeu oficialmente o nome de Casa de Prisão com Trabalho. A instituição foi construída numa área</p><p>pantanosa, na periferia da cidade de Salvador.</p><p>A implantação da penitenciária fazia parte do projeto civilizador oitocentista, e o Brasil acompanhava</p><p>uma tendência mundial de modernização do sistema prisional, que teve início na Inglaterra e nos</p><p>Estados Unidos no final do século XVIII. As execuções e as torturas em praças públicas, utilizadas para</p><p>atemorizar a quem estivesse planejando novos crimes, foram, gradativamente, abandonadas. Entrava</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>em cena a penalidade moderna, que planejava privar o criminoso do seu bem maior — a sua liberdade</p><p>—, internando-o numa instituição construída especificamente para recuperá-lo, que recebeu o nome</p><p>de penitenciária. O seu funcionamento era regido por normas que seriam aplicadas de acordo com o</p><p>modelo penitenciário</p><p>escolhido pelas autoridades, mas utilizavam-se elementos como o trabalho, a</p><p>religião, a disciplina, o uso de uniformes e, sobretudo, o isolamento como métodos de punição e</p><p>recuperação.</p><p>Dessa forma, esperava-se criar um “novo homem”, que seria devolvido à sociedade com todos os</p><p>atributos necessários à convivência social, principalmente para o trabalho. Foi com essa expectativa</p><p>que os reformadores baianos implantaram a Casa de Prisão com Trabalho.</p><p>Cláudia Moraes Trindade. O nascimento de uma penitenciária:</p><p>os primeiros presos da Casa de Prisão com Trabalho da Bahia (1860-1865). In: Tempo, Niterói, v. 16, n. 30, p. 167-196, 2011 (com</p><p>adaptações).</p><p>Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.</p><p>Com o uso do artigo definido na contração “do” em “do projeto civilizador oitocentista” (no início do</p><p>segundo parágrafo), pressupõe-se que a autora parte do princípio de que os leitores tenham</p><p>conhecimento prévio acerca desse projeto.</p><p>Certo</p><p>Errado</p><p>Questão 28: FGV - Texto 1</p><p>“A instituição policial brasileira, segundo documentação existente no Museu Nacional do Rio de</p><p>Janeiro, data de 1530, quando da chegada de Martim Afonso de Sousa enviado ao Brasil – Colônia por</p><p>D. João III. A pesquisa histórica revela que no dia 20 de novembro de 1530, a polícia brasileira iniciava</p><p>as suas ações, promovendo justiça e organizando os serviços de ordem pública, como melhor</p><p>entendesse nas terras conquistadas do Brasil. A partir de então a instituição policial brasileira passou</p><p>por seguidas reformulações nos anos de 1534, 1538, 1557, 1565, 1566, 1603, e, assim, sucessivamente.</p><p>Somente em 1808, com a chegada do príncipe Dom João ao Brasil, a polícia começou a ser</p><p>estruturada, comandada por um delegado e composta por escrivães e agentes.”</p><p>A frase abaixo em que há ERRO no emprego ou na ausência do artigo definido é:</p><p>a) Não importa se o gato é preto ou branco, desde que ele pegue os ratos;</p><p>b) As grandes ideias sempre encontram os homens que as procuram;</p><p>c) As ideias concordam bem mais entre si do que os homens;</p><p>d) Todo o dia em que se trabalha é um dia perdido;</p><p>e) A virtude premeditada é a virtude do vício.</p><p>Questão 29: INTEGRI BRASIL - Em “Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro”, o termo em</p><p>destaque pode ser classificado como:</p><p>a) numeral cardinal, pois representa quantidade.</p><p>b) numeral ordinal, pois representa a ordem da chegada.</p><p>c) artigo feminino indefinido, pois representa uma noite qualquer.</p><p>d) artigo feminino definido, pois está relacionado à chegada ao bar.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 30: Unifil - Leia o texto para responder a questão.</p><p>Campanha de vacinação contra o sarampo agora foca em crianças e jovens</p><p>De 10 de fevereiro a 13 de março, Ministério da Saúde pretende aplicar a vacina em brasileiros de 5 a</p><p>19 anos que não receberam as duas doses</p><p>Por Da Redação</p><p>O Ministério da Saúde anunciou uma nova fase da campanha nacional de vacinação contra o sarampo.</p><p>Entre o dia 10 de fevereiro e o 13 de março, crianças e jovens de 5 a 19 anos devem tomar a vacina</p><p>contra esse vírus.</p><p>A recomendação vale para quem não recebeu as duas doses da tríplice viral (que também protege de</p><p>caxumba e rubéola) adequadamente. Mas atenção: a chamada dose zero, aplicada em bebês de 6</p><p>meses a menos de 1 ano em momentos de surto, não entra nessa conta. Ou seja, os pequenos que a</p><p>receberam seguem precisando tomar mais duas injeções, a partir dos 12 meses de vida.</p><p>No dia 15 de fevereiro acontecerá o Dia D. É um sábado em que os postos de saúde estarão abertos</p><p>para vacinar os brasileiros de 5 a 19 anos. A meta é imunizar 3 milhões de jovens até o fim dessa fase.</p><p>Atenção: não é porque o Ministério da Saúde está se concentrando em uma parte da população que</p><p>outros indivíduos com recomendação para tomar a vacina devem esperar para ir aos postos. Clique</p><p>aqui para saber quem pode receber sua dose no sistema púbica.</p><p>Em 2019, a campanha de vacinação contra o sarampo primeiro se focou em crianças de 6 meses a</p><p>menores de 5 anos, que têm um maior risco de sofrer complicações dessa infecção. A segunda etapa,</p><p>em novembro, destinou-se às pessoas entre 20 e 29 anos, um subgrupo que não havia recebido as duas</p><p>doses com regularidade.</p><p>Casos de sarampo e estados mais preocupantes</p><p>Em 2019, foram 18 203 episódios confirmados da doença, com 15 mortes (14 em São Paulo). Do início</p><p>de 2020 até início de fevereiro, os estados de São Paulo (77 casos), Rio de Janeiro (73), Paraná (27),</p><p>Santa Catarina (22) e Pernambuco (3) registraram infecções pelo vírus, sem nenhum óbito.</p><p>Para conter o sarampo, é necessário atingir uma taxa de vacinação de 95%. No momento, Acre</p><p>(91,4%), Amapá (94,9%), Bahia (88,9%), Distrito Federal (93,7%), Maranhão (90%), Pará (77,6%), Piauí</p><p>(91,9%), Roraima (87,9%) e São Paulo (93,9%) estão aquém do desejado. Só que mesmo nos estados</p><p>com cobertura aceitável, há ainda pessoas desprotegidas – e que precisam ir aos postos de saúde.</p><p>Disponível em https://saude.abril.com.br/familia/vacinacao-sarampo-criancasjovens/</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo indefinido.</p><p>a) Uma.</p><p>b) Taxa.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>c) De.</p><p>d) Vacinação.</p><p>Questão 31: Unifil -</p><p>'Papo reto': como torcida organizada feroz transformou PSG em um inferno para jogadores</p><p>Torcedores pressionando, xingando jogadores e fazendo protestos não são uma exclusividade do</p><p>futebol brasileiro. Um dos clubes mais ricos do mundo, o Paris Saint-Germain também sofre com o</p><p>furor das organizadas.</p><p>Não é de hoje que a torcida do PSG é conhecida por seu comportamento, mas nos últimos anos, a ira</p><p>dos ultras franceses ganhou destaque. Com o maior investimento e a chegada de grandes craques,</p><p>cresceu também as cobranças das arquibancadas por títulos.</p><p>E a Collectif Ultras Paris não querem mais saber de títulos nacionais, conquistados aos montes desde a</p><p>chegada dos milhões de euros vindos do Catar. Os torcedores do clube têm uma única exigência: o</p><p>troféu da Champions League. A cada eliminação no torneio europeu, os ultras do PSG se acostumaram</p><p>a protestar. Mais recentemente, após a queda na temporada 2017/2018 para o Real Madrid, nas</p><p>oitavas de final, divulgaram carta pedindo “atenção e respeito pela instituição”. “Insistimos que nossa</p><p>paciência tem limite”, apontaram na época.</p><p>No ano seguinte, nova queda inesperada, desta vez para o Manchester United em uma histórica virada,</p><p>e outro protesto. “Sem orgulho”, “mercenários” e “desonrados” foram alguns dos adjetivos usados</p><p>para definir o elenco do PSG.</p><p>Até visita ao CT para conversar com os jogadores, protesto que se tornou tão comum no Brasil, já</p><p>aconteceu no PSG recentemente.</p><p>Um dos alvos preferidos da organizada é Neymar. As atitudes do brasileiro dentro e fora de campo já</p><p>irritaram a torcida em diversas oportunidades. Como ele ainda não conseguiu ajudar o clube a faturar</p><p>a Champions, a pressão continua.</p><p>No fim do ano passado, após Neymar manifestar publicamente seu desejo de voltar para o Barcelona,</p><p>a Collectif Ultras Paris se manifestou diretamente sobre o brasileiro.</p><p>“Condenamos o fato de ele desrespeitar nosso clube várias vezes e até humilhá-lo em alguns</p><p>momentos”, chegou a manifestar. Na mesma época, o atacante teve sua saída pedida pela torcida, foi</p><p>vaiado e viu uma faixa bastante ofensiva nas arquibancadas: “Neymar Sr, venda seu filho na Vila</p><p>Mimosa!”, apontava, em referência a uma famosa zona de prostituição no Rio de Janeiro.</p><p>Adaptado de https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6722514/como-torcidaorganizada-</p><p>feroz-transformou-psg-em-um-inferno-para-neymar-mbappe-ejogadores</p><p>Analise: “A cada eliminação no torneio europeu...” e assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>a) A.</p><p>b) Cada.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES</p><p>SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>c) Eliminação.</p><p>d) No.</p><p>Questão 32: IDIB - “Uma amiga inventou um jeito de curtir a fossa”. O uso do artigo indefinido em</p><p>destaque tem a função de</p><p>a) exprimir um tom de familiaridade e precisão.</p><p>b) determina o substantivo “amiga”, enfatizando seu valor.</p><p>c) indicar que o termo “amiga” foi citado anteriormente.</p><p>d) introduz um termo ainda não conhecido do leitor.</p><p>Questão 33: FUNDATEC -</p><p>Como lidar com ambientes tóxicos no trabalho</p><p>Por Alexandre Carvalho</p><p>O uso do termo “tóxico”</p><p>(a)</p><p>para designar ambientes hostis de trabalho é coisa recente. Mas não é à</p><p>toa. Basta uma olhada no dicionário. A primeira definição que você vai encontrar é “que produz</p><p>efeitos nocivos no organismo”. E é isso mesmo. Trabalhar exposto a circunstâncias ameaçadoras é</p><p>viver sob estresse, quando seu cérebro o prepara para uma reação de luta ou de fuga – aumentando a</p><p>sua pressão arterial e a quantidade de açúcar no sangue.</p><p>(b)</p><p>O problema é isso acontecer todo dia.</p><p>Um estudo publicado em 2016 no Journal of Occupational Health Psychology mostrou que altas de</p><p>pressão arterial após interagir com um chefe agressivo tendem a se manter no pós-expediente, quando</p><p>o profissional fica ruminando</p><p>(c)</p><p>sobre a conversa desagradável. O resultado, a longo prazo, pode ser</p><p>hipertensão – um quadro característico (e perigoso) de pacientes cardíacos. Mas o inferno é traiçoeiro,</p><p>e conta com vários círculos intermediários de sofrimento quando se trata de ambientes tóxicos de</p><p>trabalho.</p><p>O caso mais recorrente é o dos chefes abomináveis, e aí há diversas categorias de demônios para</p><p>sabotar sua paz de espírito. Há o gestor que grita, o que rosna, o que faz escândalo,</p><p>(d)</p><p>o que aponta o</p><p>dedo para você na frente da equipe toda, o que se gaba de triunfos que não lhe cabem, o que coloca</p><p>empregado contra empregado, o que só promove quem puxa o saco, o que impõe favores pessoais que</p><p>nada têm a ver com a empresa (“manda meu carro para lavar?”), o que liga às 6h da manhã… E esse</p><p>novo tipo: o “chefe pandêmico”, que faz microgerenciamento do seu home office, pedindo para</p><p>compartilhar sua tela a fim de conferir se você está trabalhando de verdade.</p><p>Mas nem tudo é culpa das lideranças. Um ambiente tóxico também pode ser consequência de colegas</p><p>do mal ou da própria cultura da empresa. Nesse caso, os diabinhos são divididos em pelo menos quatro</p><p>espécies peçonhentas: o mais comum é o fofoqueiro do cafezinho, que quer saber (e compartilhar) da</p><p>vida de todo mundo, faz insinuações e vem com ironias quando alguém é promovido; o segundo é</p><p>aquele que só vê a parte vazia do copo em tudo que a empresa faz,</p><p>(e)</p><p>tentando te atrair para a</p><p>negatividade que o envolve como uma nuvem que faz as flores murcharem; já o terceiro é um caso</p><p>mais grave: o assediador, que emenda comentários inadequados um atrás do outro, diz grosserias com</p><p>um tom “charmoso”, quer forçar a intimidade ou algo mais; e há o colega que quer passar com uma</p><p>escavadeira por cima do resto do time – zero por cento de espírito de equipe, obcecado por seu</p><p>marketing pessoal.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Um possível consolo é que chefes ruins podem ir embora um dia, colegas nefastos mudam de área – ou</p><p>é possível evitá-los… Pior é quando a própria empresa é tóxica. “Quando a companhia promove um</p><p>ambiente hostil, a situação é mais complicada”, diz Paulo Sardinha, presidente da Associação</p><p>Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).</p><p>Um ambiente tóxico pode até dar resultado no curto prazo, por conta da pressão, mas é um veneno</p><p>que vai matando a empresa por dentro. Um estudo de universidades da Califórnia e da Flórida revelou</p><p>que profissionais menosprezados por seus chefes tendem a manifestar ideias menos criativas que as</p><p>dos colegas que passaram ilesos por seus superiores. São perdas de produtividade e de dinheiro por</p><p>causa unicamente de maus comportamentos – individuais ou coletivos. E há ainda a questão da fuga de</p><p>talentos. De acordo com o relatório Breathe’s Culture Economy 2021, quase um terço dos</p><p>trabalhadores no Reino Unido pede demissão por causa de ambientes tóxicos no trabalho.</p><p>(Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-lidar-com-ambientes-toxicos-no-trabalho/</p><p>– texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO esteja sendo empregada como artigo definido.</p><p>a) “O uso do termo “tóxico””.</p><p>b) “e a quantidade de açúcar no sangue.”.</p><p>c) “quando o profissional fica ruminando”.</p><p>d) “o que faz escândalo”.</p><p>e) “em tudo que a empresa faz”.</p><p>Questão 34: DIRECTA - Assinale a frase que apresenta um artigo definido feminino:</p><p>a) Vou ao cinema hoje.</p><p>b) Eu a chamei aqui.</p><p>c) Encontre-a ainda hoje.</p><p>d) Peguei a maçã mais bonita do mercado.</p><p>Questão 35: FUNDATEC -</p><p>Segurança para a mulher na internet</p><p>Por Camila do Vale Jimene</p><p>A evolução tecnológica transformou profundamente a sociedade em todas as suas dimen__ões,</p><p>alterando definitivamente os padrões culturais e as formas de relacionamento entre as pessoas. Novas</p><p>tecnologias surgem a cada dia. Já não vivemos sem aplicativos de comunicação instantânea e de</p><p>transporte. A Inteligência Artificial saltou das telas de ficção para o nosso cotidiano. Robôs muito em</p><p>breve estarão presentes em nossas casas.</p><p>Mesmo diante de tamanha evolução, algo não mudou nesse admirável mundo novo: a violência</p><p>de gênero contra a mulher. Infelizmente, a difícil realidade enfrentada pelas mulheres no mundo real,</p><p>vem sendo reproduzida ainda com maior agressividade no ambiente digital, muito em decorrência da</p><p>desumanização do outro nesse tipo de ambiente.</p><p>Certamente você deve ter acompanhado alguma amiga, irmã, filha, colega de trabalho ou</p><p>celebridade que já passou por isso: fotos íntimas va__adas na Internet por ex-parceiro após o término</p><p>do relacionamento; perseguição obsessiva virtual por desconhecido por meio das redes sociais</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>(conhecido como cyberstalking); relacionamento afetivo em aplicativo de namoro e posterior extorsão</p><p>por aquele que se utilizava de perfil fake (a popular sextorsão); invasão de aplicativos de troca de</p><p>mensagens instantâneas para descobrir traições ine__istentes (a antiga violação de privacidade).</p><p>O que fazer para se proteger? Use a tecnologia a seu favor!</p><p>Criptografe seus arquivos íntimos, configure ferramentas de privacidade de suas redes para que</p><p>apenas amigos possam visualizar suas fotos e vídeos, desative ferramentas de geolocalização que</p><p>possam divulgar detalhes de sua rotina, utilize ferramentas de busca para pesquisar o nome e a</p><p>fotografia de seu pretendente na Internet e descubra se ele tem histórico de agressão contra mulheres</p><p>ou se usa fotografias de outras pessoas, ative o duplo fator de autenticação nos seus apps.</p><p>Se mesmo com todas essas medidas, você for vítima de um crime dessa natureza, há de pensar</p><p>no que fazer?</p><p>Preserve as provas digitais fazendo cópias das telas. Registre os fatos formalmente perante uma</p><p>Delegacia de Polícia, preferencialmente especializada na defesa da mulher ou em crimes cibernéticos.</p><p>Após, comunique a plataforma que está hospedando o conteúdo e solicite que tirem do ar os materiais</p><p>que contenham cenas impróprias – muitas plataformas disponibilizam canais on-line para essa</p><p>comunicação. Nunca solicite a remoção do ar antes de preservar as provas! Você vai precisar delas</p><p>para adotar as medidas legais cabíveis contra o agressor.</p><p>É importante esclarecer que a legislação brasileira conta com vários mecanismos que podem</p><p>ser utilizados em sua defesa: o Marco Civil da Internet pode te ajudar na remoção do conteúdo ilegal</p><p>do ar e na identificação de infrator que age por meio de perfil fake na rede; o Código Penal prevê</p><p>responsabilidade criminal do agressor que filma ou fotografa</p><p>de forma não autorizada cenas íntimas,</p><p>que realiza montagem de material dessa natureza, bem como que disponibiliza, sem o consentimento</p><p>da vítima, fotografia ou vídeo íntimo, inclusive aumentando a pena para o agressor que mantinha</p><p>relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação; já o Código Civil pode</p><p>ser utilizado para basear um pedido de indenização contra o agressor, incluindo a possibilidade de</p><p>obter uma ordem de abstenção, que determine que pare com a conduta sob pena de uma multa a ser</p><p>fixada pelo Juiz. Até mesmo a Lei Maria da Penha, voltada à violência doméstica contra a mulher, já</p><p>foi aplicada para proteger vítima de cyberstalking!</p><p>(Disponível em: https://claudia.abril.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova.)</p><p>Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos presentes no trecho: “comunique a</p><p>plataforma que está hospedando o conteúdo.”</p><p>a) 2.</p><p>b) 3.</p><p>c) 4.</p><p>d) 5.</p><p>e) 6.</p><p>Questão 36: FUNDATEC -</p><p>Quem foi Alexander von Humboldt, o mais famoso desconhecido da ciência?</p><p>Por Bruno Vaiano</p><p>Alexander von Humboldt nasceu em 1769 no seio de uma família tão nobre que seu padrinho</p><p>era o príncipe herdeiro da Prússia. Seu irmão mais velho, Wilhelm, era um nerd quadrado; Alexander,</p><p>um jovem rebelde: caçava bichos no mato, debochava da corte e mandava cartas de amor para outros</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>meninos. Essa contradi...ão o assombrou a vida toda: um republicano abolicionista e iconoclasta, mas</p><p>que ___ vezes ficava debaixo da asa de algum rei.</p><p>Na juventude, ocupou um cargo público importante no setor de mineração. Era um</p><p>meio-termo: permitia a ele passar meses se aventurando em cavernas e túneis isolados, mas sem ferir</p><p>as ambições de sua mãe severa. Lá, se descobriu um workaholic: inventou lâmpadas e máscaras para</p><p>os mineiros, escreveu livros-texto e organizou um curso para educá-los. De madrugada, por hobby,</p><p>fazia experimentos sobre galvanismo eletrocutando pernas de rã (e sua própria pele).</p><p>Quando a mãe morreu, ele pegou a herança milionária, pediu demissão e saiu pela Europa com</p><p>seu amigo Aimé Bonpland em busca de um navio para o lugar mais distante possível. Após ganharem a</p><p>simpatia das autoridades migratórias da Espanha na lábia, eles se tornaram alguns dos primeiros</p><p>gringos com passaporte carimbado para Nova Granada: a colônia que hoje corresponde ___ Colômbia,</p><p>Venezuela e adja...ências.</p><p>Humboldt desembarcou aqui em 1799. Ficou deslumbrado com a natureza sul-americana. E</p><p>preocupado, também. No litoral da Venezuela, percebeu que o desflorestamento para abrir espaço</p><p>para a agricultura, acompanhado da drenagem dos córregos para irrigação, fazia o nível da água no</p><p>lago Valência cair ano após ano.</p><p>Nos Llanos, uma savana similar ao cerrado brasileiro, Humboldt percebeu que palmeiras</p><p>chamadas buritis são uma espécie-chave para o eco...istema: os frutos comestíveis atraem pássaros, a</p><p>terra úmida nos troncos protege insetos e minhocas da aridez. Se elas fossem cortadas, tudo entraria</p><p>em colapso.</p><p>Para um europeu do século 18, essas eram ideias radicais. Os contemporâneos de Humboldt</p><p>pensavam que cortar árvores era essencial para que o ar se tornasse mais fresco e circulasse melhor.</p><p>Alexis de Tocqueville disse que a ideia de um homem com um machado tornava bela a paisagem dos</p><p>EUA. O Conde de Buffon descrevia florestas como ambientes decrépitos e úmidos, que precisavam ser</p><p>subjugados por jardins, hortas e pasto.</p><p>Humboldt foi contra a maré graças a várias influências: sua amizade com o poeta Goethe; o</p><p>conhecimento tradicional dos indígenas e colonos; e até alguns naturalistas mais obscuros que se</p><p>dedicaram ___ América do Sul – como José de Caldas (com quem teve desavenças pessoais e foi</p><p>acusado de plagiário e eurocentrista) e José Mutis (cuja coleção botânica ele visitou admirado em</p><p>Bogotá). Caldas chegou a ser creditado, ainda que não generosamente, em edições posteriores das</p><p>publicações de Humboldt.</p><p>Humboldt ligou esses pontos em uma ideia prafrentex sobre o funcionamento do mundo, e a</p><p>fez chegar a um público amplo. Se todo mundo hoje já ouviu falar de buracos negros, é graças a</p><p>Stephen Hawking. Se todo mundo sabe o que é natureza – e porque devemos cuidar dela –, é graças a</p><p>Humboldt. Suas ideias deram um passo além na parada seguinte de sua viagem: o Equador.</p><p>Disponível em:</p><p>https://super.abril.com.br/especiais/quem-foi-alexander-von-humboldt-o-mais-famoso-desconhecido-da-ciencia/ – texto</p><p>adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos definidos presentes no trecho a seguir,</p><p>retirado do texto: “Quando a mãe morreu, ele pegou a herança milionária, pediu demissão e saiu pela</p><p>Europa”.</p><p>a) 0.</p><p>b) 1.</p><p>c) 2.</p><p>d) 3.</p><p>e) 4.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 37: Instituto AOCP - Prof (Teresópolis)/Pref Teresópolis/Língua Portuguesa/2021</p><p>Quando se trata de ensino, é necessário, primeiramente, verificar o que os documentos oficiais</p><p>preconizam a respeito, especificamente, do ensino de língua portuguesa. A lei que configurou as</p><p>maiores mudanças no sistema educacional brasileiro foi a Lei nº 9.394/1996. A partir de então, foram</p><p>elaborados os Parâmetros Curriculares Nacionais, a fim de orientar as instituições de ensino a</p><p>operacionalizar as mudanças propostas pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Em</p><p>consonância, a partir da década de 1980, estudos linguísticos viabilizaram importantes discussões</p><p>sobre o ensino da língua materna e reflexões acerca do trabalho realizado em sala de aula, no que</p><p>tange ao ensino-aprendizagem de língua portuguesa. No entanto, apesar das muitas discussões, parece</p><p>que, ainda, a questão central para os professores continua sendo “ensinar ou não a gramática” e</p><p>“como fazê-lo”, persistindo-se, em alguns aspectos, uma prática pedagógica do estudo da palavra</p><p>isolada e sem sentido para o aluno. A partir dessas reflexões e com base em seus conhecimentos,</p><p>responda às questões.</p><p>O Leão e o Rato</p><p>Certo dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O</p><p>Leão acordou, pôs a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para o engolir.</p><p>- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez que eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um</p><p>dia não precisarás de mim?</p><p>O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.</p><p>Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei,</p><p>amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.</p><p>Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o</p><p>prendiam.</p><p>E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.</p><p>Jean de La Fontaine</p><p>Texto adaptado.</p><p>Fonte: https://www.pensador.com/frase/ODEwNDAw/</p><p>Quanto à classe gramatical artigo, na análise linguística, é possível identificar funções</p><p>textuais/discursivas não tratadas nas gramáticas tradicionais. Analise os termos em destaque e</p><p>assinale a alternativa correta quanto à sua função no texto ou quanto ao que se afirma a respeito</p><p>dessa classe gramatical.</p><p>a) O artigo indefinido “um” em destaque introduz um referente no texto.</p><p>b) Todos os “o” em destaque são artigos que funcionam como definidores de substantivos.</p><p>c) Os artigos definidos em destaque introduzem referente novo no texto.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>d) O critério utilizado pelas gramáticas tradicionais para definir o artigo, assim como para definir o</p><p>verbo, é o semântico: “Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para dar aos seres um</p><p>sentido determinado ou indeterminado”.</p><p>e) Os artigos indicam somente o gênero dos substantivos.</p><p>Questão 38: CONSEL - Dentre as alternativas a seguir, a que apresenta a palavra UM como artigo</p><p>está presente em:</p><p>a) Um homem consegue erguer isso.</p><p>b) Um único homem consegue erguer isso.</p><p>c) Um homem é suficiente para erguer isso.</p><p>d) Basta um homem para erguer isso.</p><p>Questão 39: Unifil -</p><p>O Guarani</p><p>José de Alencar</p><p>Peri viu passar pouco depois Loredano e Rui Soeiro.</p><p>Era a terceira vez que os aventureiros depois de estarem na sua mão lhe escapavam por uma</p><p>espécie de fatalidade.</p><p>O índio refletiu alguns momentos e tomou uma resolução definitiva; modificou inteiramente o</p><p>seu plano. A princípio decidira não atacar os três inimigos de frente, não porque os temesse, mas sim</p><p>porque receava que morrendo pudessem realizar a salvo o projeto, cujo segredo só ele sabia.</p><p>Conheceu porém que não havia remédio senão recorrer a este expediente; o tempo corria; de</p><p>um momento para outro podia o italiano executar a sua trama.</p><p>O que precisava era achar um meio para, no caso de sucumbir, prevenir a D. Antônio de Mariz</p><p>do perigo que o ameaçava; este meio havia já acudido ao pensamento do índio. Foi ter com Álvaro que</p><p>o esperava. O moço já o tinha esquecido; pensava em Cecília, na sua afeição quebrada, na sua mais</p><p>doce esperança marcha, e talvez perdida para sempre.</p><p>Às vezes também apresentava-se ao seu espírito a imagem melancólica de Isabel; lembrava-se</p><p>que ela também amava, e não era amada. Esta lembrança criava certo laço entre ele e a moça; ambos</p><p>sofriam pela mesma causa, ambos sentiam o mesmo pesar, e curtiam igual desengano.</p><p>Depois vinha a ideia de que era a ele que Isabel amava; sem querer repassava na memória as</p><p>ternas palavras; revia o sorriso triste e os olhares de fogo que se aveludavam com a languidez do</p><p>amor.</p><p>Parecia-lhe que sentia ainda o hálito perfumado da moça, a pressão da cabeça desfalecida em</p><p>seu ombro, o contato das mãos trêmulas, e o eco das queixas murmuradas pela voz maviosa.</p><p>O coração lhe palpitava com violência; esquecia-se revendo a bela imagem, de um moreno</p><p>suave, a que o amor dava reflexos e uma auréola esplêndida.</p><p>Mas de repente estremecia, como se a moça ainda estivesse perto dele; passava a mão pela</p><p>fronte para arrancar as reminiscências que o incomodavam; e tornava à indiferença de Cecília e ao</p><p>desengano de suas esperanças.</p><p>Quando Peri se aproximou, Álvaro estava num dos momentos de tédio e desapego da vida, que</p><p>sucedem às dores profundas. [...]</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>a) Tomou.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>b) Uma.</p><p>c) Resolução.</p><p>d) Definitiva.</p><p>Questão 40: FUNDATEC -</p><p>Sabotagem, bullying e indisciplina também aparecem nas aulas online</p><p>Por Eduardo Marini</p><p>Professores, orientadores e diretores do infantil, fundamental e médio consideraram, em maioria, e na</p><p>medida das possibilidades, positivo o saldo das primeiras semanas de ensino a distância</p><p>(a)</p><p>impostas</p><p>pela quarentena de combate ao novo coronavírus. Mas, desde que computadores, smartphones e sinais</p><p>de internet se uniram nas residências das famílias brasileiras e de todo o mundo, ficou claro também</p><p>que a combinação de criança, adolescente e jovem com logins, links, atalhos e senhas em atividades</p><p>importantes, com controle limitado, com frequência, não produz final feliz.</p><p>Em meio às informações sobre respostas, assiduidade, plataformas e aprendizado, há também</p><p>reclamações de professores sobre bagunças, indisciplinas e até mesmo sabotagem de aulas por alunos.</p><p>Tudo diante da liberdade, muitas vezes não monitorada pelos pais e familiares, de agir e interferir em</p><p>áudio e videoaulas gravadas ou apresentadas ao vivo nas redes virtuais escolares com acesso mediante</p><p>a posse de uma senha.</p><p>Pagas ou gratuitas, desenvolvidas no Brasil ou no exterior, praticamente todas as plataformas de</p><p>ensino a distância funcionam, em maior ou menor grau, com sistemas em que o aluno recebe links,</p><p>logins ou atalhos virtuais, para localizar os endereços virtuais de entrada nas</p><p>aulas, tarefas ou conteúdos, quase sempre fechados e limitados ao universo da escola ou rede, e às</p><p>senhas de acesso.</p><p>Aliás, nos episódios relatados, alunos repassam a senha para amigos, que invadem os espaços virtuais</p><p>das aulas e atividades e postam palavrões, baixarias, cyberbullying, agressões e acusações contra</p><p>estudantes da turma e, acima de tudo, professores.</p><p>Em algumas ocasiões, acabou sobrando para orientadores pedagógicos, integrantes da secretaria e até</p><p>diretores. “É claro que esses casos ocorrem em quantidade e intensidade bem menores do que as das</p><p>ações dos alunos responsáveis, mas, ainda assim, têm sido suficientes para incomodar e fazer alguns</p><p>educadores se sentirem vulneráveis”, explica o professor</p><p>(b)</p><p>, escritor e consultor educacional João</p><p>Jonas Veiga Sobral.</p><p>João Jonas destaca que, para não serem descobertas, essas versões jovens e colegiais dos haters</p><p>costumam ceder seus logins e senhas de acesso a amigos ex-alunos de seu colégio ou estudantes de</p><p>outras escolas. Em troca, os colegas fazem o mesmo e passam seus caminhos e chaves digitais a quem</p><p>propôs o tumulto e o circuito toma corpo para tumultuar</p><p>(c)</p><p>a vida de professores e companheiros de</p><p>sala e escola.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>“Esses meninos não são inocentes a ponto de entrar em programas que registram e dimensionam todos</p><p>os passos dos participantes e deixar por lá as idiotices com os rastros dos autores”, explica o professor.</p><p>“O que eles fazem quase sempre é uma espécie de conteúdo cruzado, ou seja, trocam as informações</p><p>recebidas na escola com as de amigos alunos de outros lugares. Ou então cedem para jovens que</p><p>estudaram, mas já não possuem ligação com o seu colégio</p><p>(d)</p><p>”, acrescenta.</p><p>Além disso, outra atitude, também registrada nesses tempos de epidemia, é editar o que o professor</p><p>fala</p><p>(e)</p><p>nos momentos mais polêmicos das aulas, descartando premissas, relativizações e explicações.</p><p>Portanto, o objetivo é divulgar apenas frases ou trechos soltos, fora de contexto, e levar a crer que o</p><p>educador se aproveita de sua autoridade para forçar os alunos a defender determinadas ideias,</p><p>pessoas, atitudes e grupos. Eis o que faltava: educador preocupado com a possibilidade real de sofrer</p><p>bullying em sinal trocado.</p><p>(Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2020/05/04/bullying-aulas-online/ - texto adaptado</p><p>especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa na qual a palavra “o” NÃO esteja empregada como artigo definido.</p><p>a) “o saldo das primeiras semanas de ensino a distância”.</p><p>b) “explica o professor”.</p><p>c) “e o circuito toma corpo para tumultuar”.</p><p>d) “não possuem ligação com o seu colégio”.</p><p>e) “editar o que o professor fala”.</p><p>Questão 41: FUNDATEC - A questão refere-se ao texto abaixo.</p><p>Por que sentimos borboletas no estômago?</p><p>Maria Clara Rossini</p><p>Que maneira poética de descrever a falta de sangue no estômago. Essa é uma resposta natural do</p><p>corpo. Acontece quando estamos nervosos, ansiosos por causa de um acontecimento importante ou</p><p>simplesmente apaixonados.</p><p>O ser humano possui dois modus operandi básicos: “descansar e digerir” ou “fugir e lutar”. Enquanto</p><p>você lê esse texto, é provável que esteja no primeiro modo. Mas antes de uma apresentação em</p><p>público (ou de encontrar alguém especial), o seu cérebro muda a chavinha para o segundo – liberando</p><p>as borboletas.</p><p>O motivo para isso vem lá da pré-história. Naquela época, a maior preocupação do homem não era</p><p>gaguejar em público ou se arrumar para um encontro, e sim não ser comido por predadores. Se você</p><p>encontrasse um tigre pronto para te devorar, precisaria estar pronto para agir – seja lutando ou</p><p>fugindo.</p><p>O sistema nervoso reconhece o perigo e manda sinais para o resto do corpo já ficar preparado: pupila</p><p>dilatada, coração acelerado e respiração ofegante. Nesse momento, a prioridade é levar oxigênio para</p><p>Material</p><p>Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>os músculos (eles precisam estar preparados caso você resolva chutar o tal tigre, que não é uma boa</p><p>ideia, mas…), então mais sangue é direcionado para eles.</p><p>O estômago, por outro lado, não é a prioridade do momento. A digestão fica em segundo plano em</p><p>situações de estresse, e a redução de sangue na região causa a sensação estranha na barriga. O</p><p>hormônio da adrenalina, que dá as caras nessas horas, também mexe com os movimentos peristálticos</p><p>do estômago, dando aquele rebuliço.</p><p>(Disponível em www.super.abril.com – texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos definidos presentes no trecho a seguir:</p><p>“O estômago, por outro lado, não é a prioridade do momento”.</p><p>a) 0.</p><p>b) 1.</p><p>c) 2.</p><p>d) 3.</p><p>e) 4.</p><p>Questão 42: Instituto AOCP -</p><p>TÉDIO: A MISSÃO</p><p>Se você está lendo essa revista agora é só porque seus antepassados sentiram medo, muito medo. Não</p><p>fosse por isso, a espécie humana já teria desaparecido da face da Terra há muito tempo. É o medo,</p><p>dizem os cientistas, que nos coloca em estado de alerta e nos prepara para lutar ou fugir diante de</p><p>uma ameaça, seja ela real ou imaginária. Mas e o tédio? Para que serve? Onde vive? Do que se</p><p>alimenta? “Se o medo nos ajuda a evitar o perigo, o tédio nos encoraja a explorar novos territórios”,</p><p>explica a psicóloga britânica Sandi Mann, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, uma das</p><p>poucas cientistas especialistas no assunto: “Se nossos antepassados não tivessem sentido tédio, a</p><p>humanidade não teria realizado inúmeras façanhas”.</p><p>Sandi prova o que diz no estudo Being Bored at Work Can Make Us More Creative (Sentir-se Entediado</p><p>no Trabalho Pode nos Tornar Mais Criativos, livre tradução), publicado na revista British Psychological</p><p>Society. Primeiro, ela submeteu um grupo de 40 voluntários a uma atividade para lá de maçante:</p><p>copiar, por 15 minutos, uma extensa lista de números telefônicos. Um segundo grupo, com a mesma</p><p>quantidade de participantes, foi poupado dessa tarefa inglória. Depois, Sandi solicitou às duas turmas</p><p>que bolassem o maior número possível de usos para dois prosaicos copos plásticos.</p><p>Resultado: o grupo submetido à tarefa enfadonha saiu-se melhor no teste. “O tédio é um excelente</p><p>aliado da criatividade”, assegura.</p><p>Mas turbinar a criatividade não é a única vantagem do tédio. O neurocientista canadense James</p><p>Danckert, da Universidade de Waterloo, aponta outra: a necessidade de mudança.</p><p>Segundo ele, permanecer muito tempo parado em um mesmo lugar, por exemplo, pode ser prejudicial</p><p>à sobrevivência de uma espécie, pois torna o animal mais vulnerável à ação de predadores. “Quando</p><p>queimamos o dedo, a dor nos avisa que precisamos retirá-lo o mais depressa possível de perto do fogo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Quando sentimos um gosto ruim na boca, o nojo nos alerta que aquela comida pode estar estragada.</p><p>Exatamente o mesmo processo acontece quando sentimos tedio. Ele é uma espécie de alarme que</p><p>dispara sempre que algo precisa ser mudado em nossa vida”, compara.</p><p>(Adaptado de: BERNARDO, André. Tédio: a missão. Revista Galileu. Mar. 2016.)</p><p>Assinale a alternativa em que a preposição contida no excerto NÃO é seguida de um artigo.</p><p>a) “Se o medo nos ajuda a evitar o perigo [...]”.</p><p>b) “[...] solicitou às duas turmas que bolassem [...]”.</p><p>c) “[...] o grupo submetido à tarefa enfadonha [...]”.</p><p>d) “[...] 40 voluntários a uma atividade [...]”.</p><p>e) “[...] torna o animal mais vulnerável à ação [...]”.</p><p>Questão 43: FCM - CEFETMINAS - A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.</p><p>SMART SPEAKERS: VALE A PENA TER?</p><p>“VOCÊ ESTÁ SENDO HACKEADA.” Foi o que a americana Danielle ouviu ao atender o telefone. Ela não</p><p>reconheceu a voz do outro lado, que disse algo ainda mais perturbador: “Desligue imediatamente</p><p>todos os seus dispositivos Alexa”. Danielle e o marido tinham instalado “smart speakers” (caixas de</p><p>som inteligentes) da Amazon em vários cômodos e usavam sua assistente virtual, a Alexa, para tocar</p><p>música e controlar a temperatura, as luzes e até as portas da casa. Danielle achou que fosse trote, e</p><p>só acreditou quando a outra pessoa começou a tocar gravações de conversas dela com o marido, em</p><p>casa. O casal havia sido grampeado pela Alexa, que enviou o áudio para uma terceira pessoa – por</p><p>sorte, um colega do marido de Danielle.</p><p>A Amazon atribuiu o caso a um bug raro: Danielle ou o marido podem ter dito alguma palavra similar a</p><p>“Alexa”, ativando a assistente, que então se confundiu com outras coisas que eles disseram – e</p><p>entendeu que devia gravar tudo e encaminhar por e-mail para um contato. A família nunca mais teve</p><p>coragem de ligar as caixinhas. “Eu me senti invadida”, declarou Danielle.</p><p>Agora, as caixinhas finalmente estão à venda no Brasil: o Google lançou a sua, que se chama Nest</p><p>Mini. Quando você dá uma ordem qualquer para a Nest Mini, isso ativa cinco sistemas de</p><p>processamento de dados: reconhecimento de fala, decomposição semântica, compreensão de</p><p>intenção, geração de resposta e sintetização de voz, numa sequência de ações coreografada para</p><p>levar 0,47 segundo – o tempo máximo entre a sua ordem e a resposta da Nest Mini.</p><p>Com as gigantes da internet coletando cada vez mais informações sobre todo mundo, quem teria</p><p>coragem de dar o próximo passo – e colocar, na própria casa, uma inteligência artificial que fica com o</p><p>microfone ligado 24 horas por dia? Resposta: muita gente.</p><p>O fato é que você já leva consigo, o tempo inteiro, um gadget que também tem microfone e pode</p><p>gravar o que você diz, bem como vigiar a sua vida de várias outras maneiras, e nem por isso você o</p><p>dispensaria: o seu smartphone.</p><p>Super Interessante, edição 411, jan. 2020. p. 42-49. Adaptado.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>“O artigo é a palavra que determina ou indetermina o substantivo. É variável em gênero e número,</p><p>por isso também determina o gênero e o número do substantivo.” (BUENO, 2014, p. 131)</p><p>A partir desse conceito, o artigo definido sublinhado que determina o substantivo está na frase</p><p>a) “A Amazon atribuiu o caso a um bug raro (...)”.</p><p>b) “(...) Danielle ou o marido podem ter dito alguma palavra similar a “Alexa” (...)”.</p><p>c) “(...) só acreditou quando a outra pessoa começou a tocar gravações de conversas dela com o</p><p>marido, em casa.”</p><p>d) “(...) bem como vigiar a sua vida de várias outras maneiras, e nem por isso você o dispensaria: o</p><p>seu smartphone.”</p><p>Questão 44: Legalle - Para responder à questão, leia o texto abaixo.</p><p>As enchentes</p><p>As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações</p><p>desastrosas.</p><p>Além da suspensão total do tráfego, com um, prejudicial interrupção das comunicações entre os vários</p><p>pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres</p><p>e destruição de imóveis.</p><p>De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais</p><p>acidentes urbanos.</p><p>Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão</p><p>simples problema.</p><p>O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas,</p><p>mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral.</p><p>Como está acontecendo, atualmente, ele e função da chuva. Uma vergonha!</p><p>Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de</p><p>resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais, procrastinando a solução da</p><p>questão.</p><p>O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente</p><p>de solucionar esse defeito do nosso Rio.</p><p>Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente</p><p>por sutis alterações na voz,</p><p>quando quem fala está mentindo. Realiza-se o sonho de não passarmos de uma colmeia toda</p><p>interligada, em que não haverá vida privada. Feliz dia do telefone para todos.</p><p>Jornal O Estado de S. Paulo, 10 de março de 2013 | 02h13</p><p>No trecho: “...o quem-te-viu-quem-te-vê será o destino inglório daqueles que dormirem no ponto.”, a</p><p>utilização do artigo definido sublinhado instaura um processo que pode ser descrito como:</p><p>a) inclusão na classe do substantivo.</p><p>b) distinção entre palavras da mesma classe.</p><p>c) relação de indeterminação.</p><p>d) relação entre gênero e espécie.</p><p>Questão 3: CPCON UEPB - TEXTO 3:</p><p>Leia o Texto 3 para responder a questão.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Disponível em: https://www.brasil247.com. Acesso em: 24 out 2021.</p><p>No trecho “[...] são duas doenças que te acometem: o coronavírus e a xenofobia!”, os termos em</p><p>destaque pertencem à classe gramatical do/a:</p><p>a) Artigo.</p><p>b) Substantivo.</p><p>c) Numeral.</p><p>d) Preposição.</p><p>e) Pronome.</p><p>Questão 4: AMEOSC -</p><p>Sobe para 41% fatia das crianças de 6 a 7 anos que não sabem ler e escrever</p><p>O Brasil atingiu o maior patamar, desde 2012, de crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e escrever.</p><p>No ano passado, chegou a 40,8% a fatia da população dessa faixa etária que não havia sido</p><p>alfabetizada, o equivalente a 2,4 milhões.</p><p>Por lei, as crianças deveriam ter assegurado o direito de aprender a ler e a escrever até o fim do 2º</p><p>ano do ensino fundamental, ou seja, aos 7 anos. O país, no entanto, atingiu o recorde dos últimos dez</p><p>anos de crianças sem acesso a esse direito.</p><p>O aumento de crianças de 6 a 7 anos nessa situação ocorreu durante a pandemia de Covid-19.</p><p>O impacto é ainda maior entre as crianças mais pobres, pretas e pardas. Além de terem tido menos</p><p>oportunidade de continuar os estudos a distância, foram esses alunos que ficaram mais tempo com as</p><p>escolas fechadas no país.</p><p>"Os dados reforçam o que outras pesquisas já apontaram, a pandemia teve impactos brutais no</p><p>aprendizado das crianças e reforçou as imensas desigualdades que já existiam no país. É urgente</p><p>colocar em prática políticas que tenham como prioridade o ensino das crianças mais pobres, pretas e</p><p>pardas", diz Gabriel Corrêa, gerente de políticas educacionais do Todos pela Educação.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>As crianças pretas e pardas, que já tinham o direito menos assegurado em anos anteriores, foram</p><p>ainda mais impactadas. A diferença entre o percentual de crianças brancas e pretas que não sabiam</p><p>ler e escrever subiu de 8,5 pontos percentuais para 12,3 entre 2019 e 2021. Por isso, são necessárias</p><p>ações que sejam pensadas para quem foi mais prejudicado. Infelizmente, não é o que se vê.</p><p>Segundo Corrêa, com a ausência do governo federal, é importante que os estados apoiem técnica e</p><p>financeiramente os municípios para garantir a qualidade da educação nos primeiros anos escolares. "As</p><p>escolas municipais são responsáveis pela maioria das matrículas nos anos iniciais do fundamental, mas</p><p>não podemos achar que o desafio é só ter as crianças dentro da sala de aula, precisamos garantir</p><p>educação de qualidade. E os estados precisam ajudar."</p><p>Na cidade mais rica do país, nem mesmo a matrícula de todas as crianças dessa idade foi garantida no</p><p>início deste ano letivo. Em São Paulo, até 14 mil alunos que estão ingressando no 1º ano do ensino</p><p>fundamental não tiveram vaga assegurada pelo governo estadual nem pela prefeitura.</p><p>"É o reflexo da falta de planejamento e cooperação entre o governo e a prefeitura. Essa situação dá</p><p>um indicativo do tamanho do desafio que estados e municípios mais pobres podem ter pela frente se</p><p>não tiverem organização e apoio. Garantir escola é só o primeiro passo, nós precisamos de escola de</p><p>qualidade", diz Corrêa.</p><p>Disponível em SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS): Sobe para 41% fatia das crianças de 6 a 7</p><p>anos que não sabem ler e escrever (msn.com). Adaptado.</p><p>"As crianças pretas e pardas, que já tinham o direito menos assegurado em anos anteriores, foram</p><p>ainda mais impactadas".</p><p>De acordo com a frase citada, é CORRETO afirmar que há:</p><p>a) Dois artigos definidos.</p><p>b) Um artigo indefinido e um artigo definido.</p><p>c) Dois artigos indefinidos.</p><p>d) Um artigo definido e um artigo indefinido.</p><p>Questão 5: FUNDATEC - Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do</p><p>texto estão citados na questão.</p><p>Cinco motivos para você doar sangue</p><p>Doar sangue é um ato de amor ao próximo. E mais do que isso. Ao fazer esse gesto, o doador pode dar</p><p>esperança de vida e de saúde para quem mais precisa: pai, mãe, irmão amigo ou mesmo uma</p><p>pessoa que você nunca viu. Não importa quem será o beneficiado, mas sim que outras pessoas terão</p><p>novas oportunidades, novas chances de recomeçar a própria vida.</p><p>Para isso, melhor do que fazer a doação uma vez, é tornar esse gesto um compromisso, tornando-se</p><p>um doador frequente. Os estoques dos bancos de sangue precisam estar constantemente abastecidos</p><p>para atender tanto quem estiver em emergência, quanto para quem necessita de sangue com</p><p>frequência e ainda para cirurgias.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Conheça 5 motivos que vão fazer de você um doador voluntário:</p><p>1. Uma única doação pode salvar até quatro vidas: se você está em boas condições de saúde, doe.</p><p>Afinal, é uma atitude simples, rápida e segura que pode ajudar até quatro pessoas.</p><p>2. Não existe substituto para o sangue: a ciência avançou muito, mas ainda não encontrou outra</p><p>maneira de atender alguém que precise de sangue sem ser por meio de doação.</p><p>3. Não há risco de contrair doenças durante a doação: além de todo material utilizado durante a</p><p>coleta ser esterilizado e descartável, todos os candidatos à doação são submetidos a uma entrevista</p><p>clínica, onde serão avaliados os critérios de doação, conforme legislação vigente do Ministério da</p><p>Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sendo assim, não há nenhum risco de contrair</p><p>qualquer doença durante a doação.</p><p>4. Seu organismo repõe rapidamente o sangue doado: um adulto, seja do sexo masculino ou feminino,</p><p>possui em média 5 litros de sangue em seu corpo e em uma doação são coletados no máximo 450</p><p>mililitros, ou seja, menos de 10% de todo o sangue do seu organismo. Além disso, esse volume de</p><p>sangue é reposto em 24 horas.</p><p>5. O doador tem direito a um dia de folga no trabalho: voluntários que doarem sangue têm direito a</p><p>um dia de folga a cada 12 meses trabalhados, desde que a doação esteja devidamente comprovada, de</p><p>acordo com os termos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p><p>(Disponível em: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/saude-em-pauta/5-motivos-para-voce-doar-sangue −</p><p>texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>No trecho “Não importa quem será o beneficiado, mas sim que outras pessoas terão novas</p><p>oportunidades, novas chances de recomeçar a própria vida”, retirado do texto, há quantos artigos?</p><p>a) 0.</p><p>b) 1.</p><p>c) 2.</p><p>d) 3.</p><p>e) 4.</p><p>Questão 6: FUNDATEC - Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do</p><p>texto estão citados na questão.</p><p>Qual o papel do professor inovador?</p><p>O professor inovador rompe com o modelo tradicional de ensino e aprendizagem, pois entende que</p><p>para educar as novas gerações e atender às novas necessidades dos estudantes ele deve se reinventar.</p><p>Ele tem um olhar crítico sobre a educação, compreende seu papel no desenvolvimento de crianças e</p><p>jovens e na sociedade, e entende que a formação envolve não apenas os aspectos acadêmicos, mas</p><p>também os socioemocionais.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>A habilidade de se reinventar descreve o</p><p>grandes precipitações</p><p>atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.</p><p>Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o</p><p>que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Autor: Lima Barreto (adaptado)</p><p>De acordo com as classes gramaticais das palavras, é pertinente concluir que se classifica como artigo</p><p>indefinido, única e exclusivamente:</p><p>a) As</p><p>b) quase</p><p>c) da</p><p>d) ele</p><p>e) Uma</p><p>Questão 45: GUALIMP - “O menino saiu.”, o termo sublinhado na frase é:</p><p>a) Artigo.</p><p>b) Verbo.</p><p>c) Adjetivo.</p><p>d) Predicado.</p><p>Questão 46: FUNDEP - INSTRUÇÃO: Leia a tirinha a seguir para responder à questão.</p><p>Disponível em: <www.menos1naestante.com/pocket-post-2-fuga-atraves-da-leitura>. Acesso em: 20 fev. 2021.</p><p>Nos quadrinhos, há ocorrência de</p><p>a) artigo indefinido.</p><p>b) artigo definido.</p><p>c) pronome demonstrativo.</p><p>d) pronome interrogativo.</p><p>Questão 47: ADVISE - Utilize o texto abaixo para responder a questão.</p><p>Diálogo entre dois amigos</p><p>Comigo acontecem muitas coincidências. Nasci no dia 5 de máio, às 5 horas. Quando fiz 55 anos,</p><p>apostei no número 55.555 e ganhei R$ 5 milhões. Peguei tudo e apostei no cavalo 5, no 5º páreo.</p><p>– Legal! E quanto você ganhou?</p><p>– Nada.</p><p>– Nada?</p><p>– O maldito chegou em quinto.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>(Fonte:https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15966)</p><p>Na frase abaixo, o termo sublinhado corresponde a:</p><p>O maldito chegou em quinto.</p><p>a) Pronome</p><p>b) Conjunção</p><p>c) Artigo</p><p>d) Preposição</p><p>e) Advérbio</p><p>Questão 48: IDECAN - Texto para a questão.</p><p>Paraíba registra queda no volume de vendas do</p><p>comércio varejista, diz IBGE</p><p>O volume de vendas do comércio varejista paraibano apresentou a 3ª menor variação do país no</p><p>acumulado em 12 meses (–0,7%), segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a setembro,</p><p>divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice</p><p>estadual contrasta com a média nacional, que aponta para um saldo positivo (3,9%)</p><p>No mesmo período, a receita nominal do setor da Paraíba, embora tenha tido alta de 9,7%, registrou</p><p>também a 3ª menor variação do Brasil, inferior à média do país (15,1%). Em ambos os casos, os</p><p>indicadores paraibanos foram os menores do Nordeste.</p><p>Já frente aos resultados de agosto deste ano, o volume de vendas paraibano teve retração de 1,4% em</p><p>setembro, próxima à observada na média do Brasil (–1,3%). Por outro lado, foi verificado um</p><p>crescimento de 0,6% na receita do estado, enquanto no cenário nacional houve redução de 0,2%.</p><p>Este ano, até o mês pesquisado, o volume brasileiro de vendas do comércio varejista apresentou</p><p>expansão de 3,8%, no comparativo com o mesmo período de 2020, ao passo que o paraibano teve</p><p>queda de 1,1%. Contudo, nos dois recortes territoriais, o saldo da receita foi positivo, de 16,3% e</p><p>10,4%, respectivamente, embora o indicador da Paraíba tenha sido o 3º menor do Brasil.</p><p>No comércio varejista ampliado paraibano – que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças</p><p>e de material de construção –, foram observadas variações positivas no acumulado de 12 meses, tanto</p><p>no volume de vendas (6,1%), como na receita (16,9%). Em ambos os casos, porém, os resultados do</p><p>estado foram inferiores às médias nacionais, de 7% e 19%, respectivamente.</p><p>Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volume</p><p>estadual e de 1,1% no nacional. Entretanto, as receitas dos setores aumentaram 0,8% e 0,3%,</p><p>respectivamente.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>(Jornal da Paraíba, 11/11/2021. Disponível em:</p><p>https://jornaldaparaiba.com.br/economia/2021/11/11/paraiba-registra-queda-no-volume-de-vendas-do-comercio-varejista-diz-ibg</p><p>e)</p><p>Na comparação dos resultados de setembro com os de agosto, houve redução de 0,2% no volume</p><p>estadual e de 1,1% no nacional.</p><p>No período acima, há quantos artigos?</p><p>a) Três.</p><p>b) Quatro.</p><p>c) Cinco.</p><p>d) Seis.</p><p>Questão 49: FAFIPA - O texto seguinte servirá de base para responder a questão.</p><p>Tartarugas ingerem plástico porque sentem cheiro de comida, sugere estudo</p><p>Em um experimento, os animais tiveram a mesma reação diante de odores de peixe e plástico sujo.</p><p>Pesquisadores pensavam que tartarugas marinhas estavam comendo plástico no oceano por causa do</p><p>apelo visual que esse tipo de lixo possui. As sacolas que navegam pelos mares, por exemplo, têm</p><p>formato bem parecido com o de águas-vivas (um dos petiscos das tartarugas). Mas, agora, um estudo</p><p>publicado na Current Biology mostra que o odor do plástico sujo pode ser semelhante ao cheiro de</p><p>comida para os animais.</p><p>Imagine só: sacolas, canudos, garrafas e outros materiais são lançados ao mar. Para esses plásticos se</p><p>decomporem, são necessários cerca de 400 anos. Enquanto isso, eles ficam ali vagando e sendo</p><p>"embrulhados" por algas, plantas e micróbios - que passam a chamar o lixo de lar.</p><p>As tartarugas estão acostumadas a nadar longas distâncias guiadas pelo cheiro de camarões e peixes.</p><p>Então, vão em busca de um belo almoço e acabam entrando em grandes lixões no meio do mar. Vale</p><p>lembrar que elas não são as únicas prejudicadas pelo plástico. Aves e outros animais marinhos também</p><p>são vítimas da poluição.</p><p>Para o experimento, cientistas registraram o comportamento de 15 tartarugas criadas em cativeiro.</p><p>Os odores de água deionizada (que tem todos os seus minerais removidos) e plástico limpo, por</p><p>exemplo, foram ignorados. Por outro lado, as tartarugas saíam atrás de cheiros de comida (peixe</p><p>fresco) e plástico bioincrustrado. Levam esse nome pedaços de plástico que sofrem incrustação</p><p>biológica, isto é, acúmulo de micro-organismos, plantas e algas.</p><p>Os cientistas seguem pesquisando formas de evitar que as tartarugas enfrentem esse perigo. Mas</p><p>claro: dificilmente os esforços serão suficientes enquanto a poluição oceânica seguir aumentando.</p><p>Disponível em: <https://super.abril.com.br/ciencia/tartarugas-ingerem-plastico-por-sentirem-cheirode- comida-sugere-estudo/>.</p><p>Acesso: 17 mar. 2020.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Então, vão em busca de um belo almoço [...]</p><p>As palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como:</p><p>a) Artigo indefinido; adjetivo; substantivo.</p><p>b) Artigo definido; advérbio; adjetivo.</p><p>c) Artigo indefinido; advérbio; substantivo.</p><p>d) Numeral; adjetivo; conjunção.</p><p>Questão 50: IASP - Com base no emprego dos artigos, analise:</p><p>I- Emprega-se o artigo definido antes de nomes de idiomas.</p><p>II- Emprega-se o artigo definido antes de nomes de designam, no singular ou no plural, espécies e</p><p>gêneros.</p><p>III- Emprega-se o artigo definido antes dos nomes dos pontos cardeais e colaterais, tanto no sentido</p><p>próprio, como designando regiões.</p><p>Dos itens acima:</p><p>a) Apenas o item I está correto.</p><p>b) Apenas o item II está correto.</p><p>c) Apenas os itens I e II estão corretos.</p><p>d) Apenas os itens II e III estão corretos.</p><p>e) Todos os itens estão corretos.</p><p>Questão 51: Unifil -</p><p>O leão e o rato</p><p>Certo dia, estava um leão tirando um cochilo quando um ratinho começou a correr por cima dele. O</p><p>leão acordou, agarrou-o, abriu a boca e preparou-se para o engolir.</p><p>- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe um dia não</p><p>precisarás de mim?</p><p>O leão deu uma gargalhada bem alta com esta ideia, onde já se viu, um rato ajudar um leão forte e</p><p>rápido, o leão achou tão engraçado que deixou o ratinho partir.</p><p>Dias depois, o leão caiu numa armadilha. Como os caçadores queriam vender o leão vivo, e por isso,</p><p>amarraram-no</p><p>a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.</p><p>Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o leão se encontrava, roeu as cordas que o</p><p>prendiam e libertou o leão dos caçadores.</p><p>E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.</p><p>Moral da história: não devemos subestimar os outros.</p><p>Adaptado de https://www.pensador.com/frase/ODEwNDAw/</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>a) O.</p><p>b) Leão.</p><p>c) E.</p><p>d) Rato.</p><p>Questão 52: VUNESP - Para responder à questão, assinale, em cada questão, a alternativa que</p><p>completa corretamente a fala do personagem dos quadrinhos.</p><p>(O melhor de Hagar, o horrível. Dik Browne. Adaptado)</p><p>a) um</p><p>b) uns</p><p>c) uma</p><p>d) umas</p><p>Questão 53: VUNESP - Para responder à questão, assinale, em cada questão, a alternativa que</p><p>completa corretamente a fala do personagem dos quadrinhos.</p><p>(Peanuts – Felicidade. Charles M. Schulz. Adaptado)</p><p>a) O</p><p>b) Os</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>c) A</p><p>d) As</p><p>Questão 54: Unifil - Leia o texto para responder a questão.</p><p>O leão e o rato</p><p>Certo dia, estava um leão tirando um cochilo quando um ratinho começou a correr por cima dele. O</p><p>leão acordou, agarrou-o, abriu a boca e preparou-se para o engolir.</p><p>- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe um dia não</p><p>precisarás de mim?</p><p>O leão deu uma gargalhada bem alta com esta ideia, onde já se viu, um rato ajudar um leão forte e</p><p>rápido, o leão achou tão engraçado que deixou o ratinho partir.</p><p>Dias depois, o leão caiu numa armadilha. Como os caçadores queriam vender o leão vivo, e por isso,</p><p>amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.</p><p>Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o leão se encontrava, roeu as cordas que o</p><p>prendiam e libertou o leão dos caçadores.</p><p>E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.</p><p>Moral da história: não devemos subestimar os outros.</p><p>Adaptado de https://www.pensador.com/frase/ODEwNDAw/</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>a) O.</p><p>b) Leão.</p><p>c) E.</p><p>d) Rato.</p><p>Questão 55: FUNDATEC - Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.</p><p>Cartas de Amor</p><p>Por Marina Colassanti</p><p>Amo teu nome , teu rosto , teu corpo , teu coração , tua voz , teus atos [...] Estaremos então um</p><p>junto ao outro esta tarde, esta noite. Não precisarei te dizer mais nada. Você e eu juntos".</p><p>Cartas de amor são sempre bonitas. E mais duradouras que o amor que as motivou. Dependendo das</p><p>personagens, viram livro. Dependendo do tempo transco ido, tornam-se história.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Na França, acabam de ser publicadas as cartas apaixonadas escritas por François Mitterrand à sua</p><p>jovem amante Anne Pingeot ao longo de 33 anos. São mais de 1200.</p><p>Lembro claramente quando em 1996, com a morte de Mitterrand, o mundo tomou conhecimento desse</p><p>amor. Vimos as fotos de Anne, comparecendo ao enterro abraçada a Mazarine, filha de ambos. E</p><p>soubemos que sua presença havia sido autori ada por Danielle, a esposa que ele nunca quis deixar, e</p><p>que mais tarde declarou:</p><p>“Aceitei a filha de meu marido e hoje recebo mensagens do mundo inteiro de filhos angustiados que</p><p>me dizem : - ‘Obrigado por ter aberto um caminho. Meu pai vai morrer, mas eu não poderei ir ao</p><p>enterro porque a mulher dele não aceita’ (…). Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para</p><p>compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas, fragilidades, divisões e pequenas paixões."</p><p>A de Mitterrand e Anne não era uma pequena paixão.</p><p>Dez anos e muito amor depois, as tentativas de separação continuavam. E ele escrevia: "Anne, minha</p><p>Anne querida, [...] te fiz sofrer demais por não vivermos juntos? E eu que não suporto mais ser</p><p>mandado embora por você! Por ter me amado demais, você não pode mais me amar? [...] Não me</p><p>iludo. Esta crise se junta a outras e eu compreendo teu cansaço. É duro demais estar sozinha</p><p>enfrentando tantas coisas importantes. Não tenho o que dizer para me justificar. [...] Eu não soube</p><p>amar você que me ama tanto. Minha Anne, Anne, minha Anne [ ...] eu te amarei até a morte."</p><p>Penso em outro livro de cartas de amor, as 304 que Simone de Beauvoir escreveu ao longo de 17 anos</p><p>para seu amante, o escritor americano Nelson Algren. Como Mitterrand, Simone não queria desfazer</p><p>sua parceria histórica com Sartre. E como Anne, Algren se re entia disso .</p><p>As cartas de Algren não foram liberadas para o livro, mas ela escreve: "Nelson, meu amor. Já começou:</p><p>sinto sua falta, espero por você, espero pelo dia abençoado em que você me envolverá de novo em</p><p>seus braços amantes e fortes. [...] Eu poderia renunciar às viagens, a todas as distrações, poderia</p><p>abandonar meus amigos e deixar as doçuras de Paris para ficar sempre com você, mas não poderia</p><p>viver unicamente de felicidade e de amor, não poderia renunciar a escrever e trabalhar no único lugar</p><p>do mundo onde meus livros e meu trabalho têm um sentido".</p><p>(Disponível em: https://www.marinacolasanti.com – Texto especialmente adaptado para esta prova.)</p><p>Assinale a alternativa que indica o termo que possa ser classificado morfologicamente como artigo</p><p>indefinido: “ A (1) de Mitterrand e (2) Anne não (3) era uma (4) pequena (5) paixão”.</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>Questão 56: FUNDATEC - Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.</p><p>Arvirona</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Adriana Antunes</p><p>Fico sempre impressionada com a capacidade que as crianças têm de inventar palavras. Dias atrás uma</p><p>me chamou a atenção para uma “arvirona”. Sim, atrás de onde estávamos existia uma “arvirona” e,</p><p>enquanto o pequeno se impressionava com o tamanho da árvore, eu me impressionava com o fato de</p><p>como nós, adultos, perdemos a capacidade de inventar e imaginar. Sim, porque “arvirona” é muito</p><p>mais que uma árvore. É um ser mágico e cheio de vida.</p><p>Infelizmente, vivemos num mundo cada vez mais racional, controlador, mecânico e consumista e isso</p><p>começa desde cedo. crianças entram na escolinha às 7 horas da manhã e saem às 19 horas. É</p><p>imposta a elas uma rotina de atividades que, além de acelerar o processo de contato com o mundo</p><p>real e adulto, rouba delas o tempo de infância. Infância é tempo de brincar, de correr, de suar, de ver</p><p>desenhos nas nuvens, de observar as formigas, comer fruta no pé, riscar paredes, jogar bola, dormir</p><p>na grama, se sujar, descobrir a natureza. Substituímos isso tudo por aulas de inglês, balé, natação e</p><p>reforço escolar. A imaginação o faz de conta e o tempo livre, muitas vezes, são substituídos por</p><p>uma rotina massacrante e que precisa se adequar aos horários dos pais.</p><p>Depois, em algum momento, vem a reclamação de que as crianças e adolescentes têm dificuldade de</p><p>socializar, de se relacionar e conviver com os outros, são agressivos na escola e preferem as</p><p>tecnologias e mídias sociais aos amigos e familiares. Se queremos um mundo melhor, mais amoroso e</p><p>menos violento, precisamos fazer a nossa parte como pais e educadores. Precisamos aprender a ver e</p><p>a ouvir com mais sensibilidade e não dar tanto valor aos padrões que separam o mundo entre o correto</p><p>e o errado. Precisamos voltar a aprender a linguagem do afeto, da ternura, do respeito ao tempo dos</p><p>pequenos e a compreender que educar é fazer de nossos filhos sujeitos humanos de verdade. A palavra</p><p>precisa nascer na criança, ajudá-la a dar sentido ao mundo para que ela possa ser livre para falar de</p><p>“arvironas” sem que isso seja visto como errado.</p><p>(Disponível em: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/cultura-e</p><p>-tendencias/noticia/2019/11/adriana-antunes-uma-arvirona-11889793.html</p><p>– Texto especialmente adaptado para esta prova.)</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o correto artigo para preencher a lacuna.</p><p>a) Os.</p><p>b) A.</p><p>c) As.</p><p>d) A.</p><p>e) Uns.</p><p>Questão 57: Unifil - Leia o texto para responder a questão.</p><p>Nomes compostos mais populares de 2019: conheça o "Top 3"</p><p>para meninos e meninas!</p><p>Por Ana Paula Ferreira</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Ao contrário da popularidade que apresentavam no início da década, os nomes compostos vêm sendo</p><p>cada vez menos usados pelas famílias brasileiras no decorrer dos últimos anos.</p><p>Segundo o levantamento do BabyCenter, site que lista anualmente os nomes mais populares no Brasil,</p><p>houve uma queda em praticamente todos os nomes compostos, em comparação aos simples.</p><p>Alguns nomes compostos se destacam entre os preferidos de 2019. Para as meninas, Maria Luísa foi</p><p>pelo quarto ano consecutivo o nome mais escolhido. Em seguida, também se mantendo na mesma</p><p>posição do ano passado, estão Maria Clara e Maria Júlia.</p><p>Já a lista dos nomes compostos de meninos aponta que o mais escolhido pelo segundo ano seguido foi</p><p>João Miguel. Depois aparece João Pedro, que subiu duas posições em comparação ao ano passado. Por</p><p>fim, Pedro Henrique manteve-se na terceira posição e encerra o top 3 de nomes masculinos.</p><p>Disponível em https://www.vix.com/pt/maes-e-bebes/581079/100-nomes-demeninos-</p><p>e-100-nomes-de-meninas-mais-populares-de-</p><p>2019?utm_source=next_article</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>a) Já.</p><p>b) A.</p><p>c) Lista.</p><p>d) Dos.</p><p>Questão 58: GUALIMP - Assinale a opção em que o "A" destacado na frase classifica-se como artigo:</p><p>a) Encontrei-a pensativa, no canto da sala.</p><p>b) A que me refiro, é a moça de vestido branco.</p><p>c) O barco estava à deriva em alto mar.</p><p>d) Toda a população encontrava-se amedrontada.</p><p>Questão 59: Unifil -</p><p>Cerca de 900 mil pinguins-rei desapareceram do mundo</p><p>Uma das principais explicações para o desaparecimento das</p><p>aves é que elas migraram pela rota marítima e não voltaram</p><p>para a sua ilha de origem</p><p>Pesquisadores estão querendo entender o que causou o desaparecimento de 900 mil pinguins-rei da</p><p>ilha vulcânica Île Aux Cochons, que fica localizada entre Madagascar e a Antártica. Os profissionais</p><p>realizaram uma expedição no local com o intuito de descobrir o que aconteceu. No entanto, nenhuma</p><p>das hipóteses que haviam sido levantadas foi comprovada.</p><p>A expedição foi realizada no final de 2019 e garantiu a descoberta de diversos espaços vazios na ilha,</p><p>que até então, segundo a revista Science, era a maior agregação da espécie do mundo nos últimos</p><p>anos e a segunda maior colônia entre todas as 18 espécies de pinguins. Segundo os cientistas, uma das</p><p>principais explicações para o súbito desaparecimento dos animais é que eles migraram pela rota</p><p>marítima e não voltaram para a sua ilha de origem. O que leva a crer que foi dessa forma que a</p><p>colônia foi dispersada, já que os animais não foram localizados em ilhas próximas.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>No entanto, apesar da possível explicação, o mistério aumenta quando se coloca em evidência as</p><p>características da espécie, já que normalmente os pinguins-rei são fieis ao local de nascimento e de</p><p>primeira reprodução.</p><p>Durante a expedição, os cientistas instalaram na ilha armadilhas e câmeras de visão noturna para</p><p>procurar gatos e ratos, conhecidos por se alimentarem de ovos de filhotes de aves marinhas. Os</p><p>pesquisadores também coletaram amostras de sangue de pinguim e desenterram os ossos de alguns</p><p>para identificar doenças ou mesmo mudanças na dieta que poderiam sugerir alguma pista, no entanto</p><p>nada foi identificado.</p><p>Sem qualquer evidência de erupção vulcânica ou tsunami, o desaparecimento causado por algum</p><p>desastre ambiental também foi descartado. O fato é que muitos dados ainda precisam ser processados</p><p>para que se saiba o que de fato ocorreu com as aves.</p><p>Disponível em https://espacoecologiconoar.com.br/cerca-de-900</p><p>-mil-pinguins-reidesapareceram- do-mundo/</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo definido.</p><p>a) “o mistério aumenta quando se coloca em evidência as características da espécie”</p><p>b) “Sem qualquer evidência de erupção vulcânica ou tsunami”</p><p>c) “uma das principais explicações para o súbito desaparecimento dos animais é que eles migraram</p><p>pela rota marítima”</p><p>d) “para identificar doenças ou mesmo mudanças na dieta que poderiam sugerir alguma pista, no</p><p>entanto nada foi identificado.”</p><p>Questão 60: Unifil -</p><p>Como manter a educação das crianças em dia no período de</p><p>quarentena</p><p>Pais precisam estipular rotina de estudo e investir em</p><p>brincadeiras que envolvam toda a família</p><p>Por Maria Irenilda Pereira</p><p>Com aulas suspensas em instituições de ensino em todo o país, a preocupação de pais passa ser</p><p>não só o que fazer para entreter os filhos em casa, mas também como manter a educação nesse</p><p>período de quarentena. A rotina pedagógica dos filhos em casa foi o tema de uma entrevista ao vivo</p><p>no Instagram do Estado de Minas, com a pedagoga Sthefanne Carvalho.</p><p>Para a educadora, é muito importante neste momento que os pais mantenham uma rotina de</p><p>estudo e atividades educativas com os pequenos. “O ideal é que as crianças estudem em casa no</p><p>mesmo período da escola. Se ia de manhã que estude neste horário, se for à tarde, da mesma forma”,</p><p>explica Sthefanne. É preciso também ficar atento para não ceder às tentações de relaxamento que o</p><p>ambiente domiciliar provoca. “O período de isolamento está longe de ser férias e exige</p><p>responsabilidade e organização das famílias. Se a criança se mostrar indisposta, insista”, indica.</p><p>[...]</p><p>Adaptado de https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/03/20/interna_gerais,1131012/com</p><p>o-manter-a-educacao-das-criancas-em-dia-no-periodo-de-quarentena.shtml</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo.</p><p>a) Como.</p><p>b) Manter.</p><p>c) A.</p><p>d) Educação.</p><p>Questão 61: FUNDATEC -</p><p>O futuro demanda solidariedade</p><p>Por Luciana Allan</p><p>A questão de planejar o amanhã não é corriqueira e o mundo todo está debruçado sobre isso. Num</p><p>contexto de ensino híbrido, com aulas parte presenciais, parte remotas, os alunos precisarão</p><p>desenvolver de maneira mais consistente habilidades como autodisciplina para estudar em casa, por</p><p>exemplo. Isso exige alterações no foco dos professores, que precisam ter tempo e apoio para serem</p><p>treinados no uso das tecnologias digitais.</p><p>E não podemos esquecer os fatores sociais. Como tornar padrão o ensino a distância quando uma</p><p>parcela considerável da população mundial tem acesso precário à internet? No Brasil, a penetração da</p><p>rede nos domicílios é de 67% em média – na classe A é de 99%, enquanto na D e E despenca para 40%.</p><p>No caso específico do Brasil, a pandemia gerou rupturas familiares importantes. Muitas crianças e</p><p>jovens perderam pais ou mães arrimos de família para a Covid-19. O isolamento social e o freio de</p><p>arrumação na economia deixaram muita gente desempregada e muitos autônomos sem renda. Isso</p><p>certamente terá um efeito na evasão escolar, que já é alta no Brasil, especialmente no ensino médio.</p><p>O maior desafio que temos adiante é planejar as novas estratégias de ensino. Pelo que temos visto,</p><p>até aqui a educação remota foi emergencial e não uma solução. É preciso criar redes colaborativas</p><p>entre gestores, professores e coordenadores para que se compartilhem as boas práticas a fim de que</p><p>todos possam evoluir.</p><p>Um dos alentos que a pesquisa nos trouxe é saber que ao menos um terço dos respondentes estão</p><p>redirecionando o foco do currículo para o desenvolvimento de competências e habilidades, tais como</p><p>colaboração, interação, resolução de problemas e pensamento crítico. Outro ponto positivo é que a</p><p>pandemia valorizou os professores,</p><p>cujo papel fundamental foi reconhecido pelos pais e mães que</p><p>estão tendo de lidar com as crianças e jovens em casa nestes tempos de isolamento social.</p><p>Podemos dizer que a construção do “novo normal” passa pelo afastamento cada vez maior das</p><p>instituições de ensino de seu papel de repositório de conteúdo para um contexto de construção de</p><p>saberes e competências, inclusive éticas, a fim de que nossas crianças e jovens possam estar melhor</p><p>preparados para um futuro que ainda lhes parece incerto e sem sentido. Mais do que nunca, a escola</p><p>precisa repensar seu papel.</p><p>Como também bem pontuou um pensador da educação: “quando as crianças voltarem às escolas, irão</p><p>encontrar um mundo diferente. Os professores terão o grande desafio de ser não somente instrutores,</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>mas bons mentores, facilitadores. O ensinar não é um processo transacional, é relacional. É preciso</p><p>conhecer os sonhos e aspirações dos alunos”.</p><p>Além de atacarmos as questões socioeconômicas e investirmos na valorização e formação dos</p><p>professores, que são urgentes e estão em pleno debate com a votação da PEC 015/2015, precisamos</p><p>também ouvir e praticar as palavras de especialistas no assunto como Andreas, Maria João e Mr Kung.</p><p>Só assim a pandemia deixará uma herança valiosa para a educação. De outra forma, perderemos a</p><p>chance de fazer do “novo normal” um “normal melhor”.</p><p>(Disponível em: https://exame.com/blog/crescer-em-rede/ao-inves-de-um-novo-normal-um-normal-</p><p>melhor-para-educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos presentes no trecho a seguir: “Só assim a</p><p>pandemia deixará uma herança valiosa para a educação.”</p><p>a) 0.</p><p>b) 1.</p><p>c) 2.</p><p>d) 3.</p><p>e) 4.</p><p>Questão 62: FUNDATEC -</p><p>Crianças podem ter Sars-CoV-2 e anticorpos para Covid-19 ao mesmo tempo</p><p>Estudo realizado nos Estados Unidos identificou 9 pacientes que apresentaram o vírus e os anticorpos</p><p>simultaneamente, algo incomum se comparado com outras infecções</p><p>Pesquisadores do Children's National Hospital, nos EUA, estudaram quanto tempo leva para que as</p><p>crianças com Coronavírus consigam eliminá-lo de seus corpos e quando elas começam a produzir</p><p>anticorpos. A pesquisa, publicada nesta quinta-feira no Journal of Pediatrics, descobriu que o</p><p>Sars-CoV-2 e os anticorpos podem coexistir nesses jovens pacientes.</p><p>"Na maioria dos [casos de infecção por] vírus, quando você começa a detectar anticorpos, não detecta</p><p>mais o vírus. Mas na Covid-19, estamos vendo os dois. Isso significa que as crianças ainda têm</p><p>potencial para transmitir o vírus, mesmo que os anticorpos sejam detectados", disse, em nota, Burak</p><p>Bahar, principal autora do estudo e diretora do Laboratório de Informática do Children's National</p><p>Hospital.</p><p>Os pesquisadores analisaram 6.369 crianças testadas para o Sars-CoV-2 e 215 testadas para anticorpos.</p><p>Desses 215 pacientes, 33 foram testados tanto para o vírus quanto para os anticorpos enquanto</p><p>estavam doentes. Entre os 33, nove apresentaram anticorpos no sangue, ao mesmo tempo que</p><p>testaram positivo para o Sars-CoV-2.</p><p>Os médicos também descobriram que o tempo médio até que o vírus não possa mais ser detectado foi</p><p>de 25 dias. O tempo médio para a presença de anticorpos no sangue foi de 18 dias, enquanto o tempo</p><p>médio para atingir níveis adequados de neutralizantes foi de 36 dias. Os anticorpos neutralizantes são</p><p>importantes para proteger uma pessoa contra uma reinfecção.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>“A conclusão aqui é que não podemos baixar a guarda só porque uma criança tem anticorpos ou não</p><p>apresenta mais sintomas. O papel contínuo da boa higiene e do distanciamento social continua</p><p>crítico”, diz a Dra. Bahar.</p><p>A próxima fase da pesquisa irá testar se o vírus coexistente com os anticorpos pode ser transmitido</p><p>para outras pessoas. Também permanece uma incógnita se os anticorpos se correlacionam com a</p><p>imunidade e por quanto tempo a proteção potencial contra uma reinfecção dura.</p><p>(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/09/criancas-podem-ter-sars-</p><p>cov-2-e-anticorpos-para-covid-19-ao-mesmo-tempo.html - texto adaptado especialmente para esta prova.)</p><p>Na frase “Na maioria dos [casos de infecção por] vírus, quando você começa a detectar anticorpos,</p><p>não detecta mais o vírus. Mas na Covid-19, estamos vendo os dois. Isso significa que as crianças ainda</p><p>têm potencial para transmitir o vírus, mesmo que os anticorpos sejam detectados”, há quantos</p><p>artigos?</p><p>a) 6.</p><p>b) 7.</p><p>c) 8.</p><p>d) 9.</p><p>Questão 63: FUNDATEC -</p><p>Medir a temperatura para detectar o Coronavírus é eficaz?</p><p>Aquele termômetro digital com sensor infravermelho — que mede a temperatura de alguém ao ser</p><p>apontado contra a sua testa — virou equipamento de trabalho comum dos seguranças que controlam a</p><p>entrada de parques, mercados, lojas, escritórios etc. Com a reabertura do comércio e a flexibilização</p><p>da quarentena, ele vem sendo usado como um instrumento para detectar indivíduos com Coronavírus</p><p>(Sars-CoV-2) que seguem circulando por aí. Mas essa é uma estratégia eficiente para frear a</p><p>transmissão?</p><p>Especialistas e estudos consultados pela reportagem indicam que não. “Existe uma grande</p><p>possibilidade de pessoas assintomáticas, pré-sintomáticas ou mesmo com outros sintomas, mas sem</p><p>febre, entrarem no estabelecimento e o contaminarem”, destaca Sylvia Lemos Hinrichsen,</p><p>infectologista consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).</p><p>O método se baseia na experiência com epidemias anteriores, que foram disparadas por parentes do</p><p>Sars-CoV-2. Entretanto, no caso do novo Coronavírus, a febre não parece ser um sintoma tão</p><p>importante assim. “Estudos já demonstraram que a temperatura acima de 38°C aparece em menos de</p><p>metade das pessoas com Covid-19”, explica o infectologista Leonardo Weissmann, também da SBI.</p><p>Até pode ser que um episódio da doença seja descoberto na fila do mercado, servindo de motivo para</p><p>uma visita ao médico. “Mas, de modo geral, isso não tem acontecido nos outros países. Os estudos</p><p>mostram que poucos casos são flagrados desse jeito”, diz Sylvia.</p><p>Tanto que, por ora, não existe uma orientação oficial sobre essa medida em órgãos como o Ministério</p><p>da Saúde. Em nota técnica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda que o</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>termômetro seja usado como parâmetro único de triagem de viajantes que chegam ao país. Além do</p><p>alto índice de pacientes que carregam o Coronavírus sem apresentar febre, há uma segunda limitação</p><p>do método.</p><p>O termômetro infravermelho precisa de condições específicas para executar seu trabalho com</p><p>acurácia. “A temperatura superficial da testa não reflete muito bem a temperatura central”, aponta o</p><p>pneumologista Gustavo Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Se você passou um</p><p>produto cosmético ou estava no ar condicionado, por exemplo, ela tende a ficar mais baixa. Por outro</p><p>lado, ao correr ou pegar bastante sol, pode subir um pouquinho.</p><p>Resumo da ópera: não pense que, só porque um estabelecimento faz a checagem de temperatura na</p><p>porta, o ambiente interno está livre de Covid-19. Em conjunto com os protocolos já consagrados de</p><p>prevenção da transmissão, o termômetro pode ter uma utilidade marginal — nada além disso. “Ele</p><p>talvez iniba as pessoas a saírem de casa se estiverem sentindo algo”, conclui Weismann.</p><p>(Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/medir-a-temperatura-para-detectar-o-coronavirus-e-</p><p>eficaz/ - texto adaptado especialmente para esta prova.)</p><p>Sobre a frase “a febre não parece ser um sintoma tão importante assim”, é correto afirmar que:</p><p>a) Tem dois adjetivos.</p><p>b) Há dois artigos.</p><p>c) Apresenta três</p><p>substantivos.</p><p>d) Apresenta sujeito oculto.</p><p>ANULADA - Questão 64: FUNDATEC -</p><p>A importância do isolamento social</p><p>Por Cristiano Caveião e Fabiana da Silva Prestes</p><p>Segundo o dicionário, pandemia significa enfermidade epidêmica amplamente disseminada. Para a</p><p>Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pandemia é a disseminação mundial de uma doença, ou</p><p>seja, é quando a doença se espalha por vários países com uma alta transmissão entre as pessoas.</p><p>É importante destacar que, ao ser declarada uma pandemia, isso deve ser levado a sério. Todas as</p><p>instruções dos órgãos de saúde precisam ser rigorosamente seguidas. No caso da COVID-19, antes</p><p>mesmo de ela ser anunciada, houve um imenso trabalho de investigação e tentativa de conter a</p><p>doença. Dessa forma, os órgãos de saúde orientam os melhores cuidados a serem seguidos e, quando a</p><p>população os obedece, torna-se possível enfrentar a situação e passar por ela sem grandes prejuízos.</p><p>principal recomendação é o isolamento social para que seja reduzida a transmissão de uma</p><p>doença. O isolamento social restringe a circulação, mesmo de pessoas saudáveis, mas que podem estar</p><p>com a doença e ainda não sabem, ou então ainda serem assintomáticas (ou seja, que não apresentam</p><p>sintomas). Desse modo, essa medida garante que essas pessoas não vão continuar a transmissão da</p><p>doença, principalmente para as pessoas que são do grupo de risco, que são aquelas que apresentam</p><p>maior risco de morte quando contraem a doença. O isolamento social é importante porque separa as</p><p>pessoas infectadas das que estão saudáveis, assim, aquela pessoa que já está com a confirmação da</p><p>doença não poderá infectar outras.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>(Disponível em: https://www.uninter.com/noticias/o-que-e-uma-pandemia-e-porque-sao-necessarios-o-</p><p>isolamento- social-e-a-quarentena – texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o correto artigo para preencher a lacuna em destaque no texto.</p><p>a) Os.</p><p>b) A.</p><p>c) As.</p><p>d) A.</p><p>Questão 65: FUNDATEC - Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.</p><p>Em 26 de outubro, é comemorado o dia do trabalhador da construção civil. Neste artigo, abordaremos</p><p>os momentos marcantes dessa área ao longo da história.</p><p>A construção civil se trata de todas as atividades de produção de obras, como edifícios, estradas,</p><p>aeroportos, canais de navega ç ão, túneis e obras de saneamento, por exemplo. Portanto, tem papel</p><p>fundamental na civilização desde as primeiras estruturas e fórmulas matemáticas.</p><p>Um fenômeno importante para a construção foi o surgimento da roda, encontrada entre os sumérios</p><p>em 3.500 a.C. A ferramenta simplificou o transporte, o que provavelmente viabilizou estruturas como</p><p>as Pirâmides do Egito e a Muralha da China.</p><p>No Brasil, a Engenharia Civil deu seus primeiros passos no período colonial, com a construção de</p><p>fortifica ç ões e igrejas. O surgimento de escolas voltadas para a Engenharia Civil só se deu em 1810,</p><p>com a chegada da Família Real.</p><p>O governo de Getúlio Vargas, na década de 40, foi considerado o auge da construção civil, pois o Brasil</p><p>era um detentor importante da tecnologia do concreto armado.</p><p>Atualmente, a instabilidade econômica do país preocupa os profissionais da área. A recuperação do</p><p>setor depende do investimento em infraestrutura, do restabelecimento do crédito e da melhoria no</p><p>ambiente de negócios, com iniciativas voltadas à seguran ç a jurídica e à desburocratização.</p><p>(Disponível em: https://www.geosiga.com.br</p><p>dia-do-trabalhador-da-construcao-civil/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)</p><p>No trecho “A ferramenta simplificou o transporte”, assinale a alternativa que indica a classe</p><p>gramatical correta da palavra sublinhada.</p><p>a) Substantivo.</p><p>b) Adjetivo.</p><p>c) Numeral.</p><p>d) Artigo.</p><p>e) Advérbio.</p><p>Questão 66: FUNDATEC - A questão refere-se ao texto abaixo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Qual é a importância do trabalho na vida das pessoas?</p><p>Por José Roberto Marques</p><p>Tem quem veja o trabalho apenas como uma forma de garantir o próprio sustento. Porém, mais do que</p><p>fornecer o sustento, o trabalho tem uma grande importância na vida de um indivíduo. Benjamin</p><p>Franklin disse certa vez que “o trabalho dignifica o homem” e ele não estava errado em afirmar isso.</p><p>Trabalho tem a ver com outras questões que vão além do sustento. Trabalho tem a ver com</p><p>pertencimento, participação. Trabalho tem a ver com ser útil e contribuir com uma causa maior. É daí</p><p>que vêm a motivação e a satisfação pessoal.</p><p>Por que o trabalho é importante para as pessoas? Essa é uma pergunta bastante recorrente nos</p><p>ambientes de trabalho. Muitas vezes as pessoas questionam se trabalhar é realmente importante,</p><p>independentemente do cargo ou dos rendimentos financeiros que tenham. O que motiva alguém a</p><p>trabalhar?</p><p>A primeira motivação que se costuma ter na hora de procurar por um emprego é o sustento – seja o de</p><p>si mesmo, seja da própria família. Mas esta não é a motivação que mantém todos os profissionais do</p><p>mundo exercendo suas funções. Tampouco é o que dá sentido para o trabalho.</p><p>Ter um propósito é o que diferencia as pessoas de sucesso daquelas que trabalham apenas porque é</p><p>sua única opção de sobrevivência. Existe um conto muito antigo que ilustra muito bem essa diferença:</p><p>três pedreiros estavam trabalhando em uma construção, porém, quando alguém perguntou o que eles</p><p>estavam fazendo, cada um demonstrou ter uma visão diferente. O primeiro disse que estava</p><p>assentando tijolos; o segundo, preparando a massa; enquanto isso, o terceiro afirmou que estava</p><p>construindo uma bela catedral.</p><p>Inspirado no conto, eu te pergunto: quem você quer ser? Um profissional que está apenas exercendo a</p><p>função que lhe foi passada ou aquele que deseja realmente fazer parte de uma causa maior e</p><p>contribuir para sua realização? Tenho a certeza de que os indivíduos que se encaixam na segunda</p><p>categoria terão grandes oportunidades, tanto profissionais quanto de felicidade e satisfação.</p><p>Experimente ter uma nova visão sobre o trabalho que realiza. Se é um corretor de imóveis, por</p><p>exemplo, ao invés de casas, venda sonhos e conquistas para outras pessoas. Essa pequena mudança de</p><p>pensamento trará diversos benefícios e, inclusive, te ajudará a fechar mais negócios, pois a sua</p><p>abordagem em relação aos clientes será outra e não apenas a de um vendedor que queira receber sua</p><p>comissão.</p><p>Como você pode ver, o trabalho é realmente muito importante, mas não é tudo. Manter o equilíbrio</p><p>entre o lado pessoal e o profissional é fundamental para levar a vida de forma saudável, plena e feliz.</p><p>Além disso, tentar se forçar a trabalhar durante mais horas do que a capacidade natural do corpo e da</p><p>mente pode te levar a desenvolver problemas, como ansiedade, síndrome de burnout e estresse, por</p><p>exemplo, que terão um impacto negativo sobre sua saúde emocional, mental e física e também em</p><p>seu desempenho profissional.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Existem algumas fases da vida de um indivíduo em que o trabalho irá exigir um pouco mais de</p><p>atenção, como, por exemplo, ao abrir um novo negócio ou se dedicar a um projeto especial. Contudo,</p><p>manter uma rotina organizada e com tempo para descanso é indispensável para ter energia e</p><p>conseguir conquistar seus objetivos e sonhos com saúde e equilíbrio.</p><p>(Disponível em: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/qual-e-a-importancia-do-trabalho-na-vida-</p><p>das-pessoas/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)</p><p>Considere o trecho a seguir: “Experimente ter (1) uma (2) nova (3) visão (4) sobre o (5) trabalho que</p><p>realiza”, retirado do texto. Qual dos termos sublinhados é classificado como um artigo definido?</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>Questão 67: INSTITUTO</p><p>ACESSO - Era uma vez no Quênia Jomo Kenvyatta é considerado o pai da</p><p>Uburu, ou independência do Quênia, que ocorreu em 12 de dezembro de 1963, Antes disso, o Quênia</p><p>era uma colônia do Império Britânico. Em 1952, quando o colonialismo começava a ruir, Renyatta foi</p><p>acusado e sentenciado em um julgamento de fachada que o enviou ao cárcere. Acusação? Era</p><p>considerado o líder dos guerrilheiros Mau Mau, ainda que não houvesse provas.</p><p>Os Mau Mau foram um movimento formado por diversos grupos guerrilheiros que lutaram entre 1952 e</p><p>1960 contra os britânicos e quenianos leais ao governo colonial. O objetivo dos Mau Mau era conquistar</p><p>terra, liberdade e expulsar os colonizadores. Apesar de derrotados militarmente, os</p><p>e</p><p>Mau Mau foram</p><p>responsáveis pela ruína moral do projeto colonial no Quênia. Nenhum império europeu conseguiria</p><p>barrar o sol da independência para os quenianos.</p><p>Os campos de concentração ingleses conseguiram impor oito anos de terror, mas não impediram que a</p><p>colônia, outrora chamada de um pais de homens brancos, erguesse suas próprias cores na bandeira</p><p>queniana. Vítimas de um sistema colonial, racista, autocrático e exploratório, Kenyatta e seus aliados</p><p>conseguiram organizar os</p><p>b</p><p>maiores movimentos quenianos pela independência da nação e, após</p><p>décadas, conquistaram a libertação.</p><p>Frantz Fanon, influente intelectual afro-caribenho, partidário da descolonização por via das armas,</p><p>não aprovaria o método de Kenyatta. O pai da Uhuru tratou de negociar com o antigo colonizador.</p><p>Kenyatta nunca reconheceu o valor dos que lutaram e morreram no movimento Mau Mau. O pai da</p><p>independência não distribuiu a terra tão esperada pelos Mau Mau, mas dividiu entre seus aliados. A</p><p>independência também proibiu o assunto. Falar e lembrar a luta Mau Mau podia render problemas com</p><p>um governo que queria abafar o passado.</p><p>Cerca de 10 mil Mau Mau morreram por terra é liberdade. Milhares de apoiadores e suspeitos sofreram</p><p>em campos de concentração ingleses. Nem uma década havia passado desde os campos de</p><p>concentrações nazistas da Segunda Guerra Mundial serem desativados e, na década de 1950, os</p><p>britânicos, com a justificativa da missão civilizadora, ergueram campos de morte e tortura por toda a</p><p>colônia do Quênia.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Ao fim, com lágrimas e sofrimento, mas com esperança e resistência, O colonialismo caiu. Porém, sua</p><p>obra persistiu (e persiste). A liberdade na África raibu com celebração e acabou em sistemas de</p><p>partidos únicos que proibiam oposições e barravam processos democráticos. O pai da independência,</p><p>Jomo Kenvyatta, tornouse o lider incontestável da República do Quênia. Mas o patriarca do Quênia</p><p>havia aprendido o método colonial.</p><p>Em 1977, um premiado autor queniano chamado Ngúgi wa Thiong'o e um autor com nacionalidade</p><p>queniana e zimbabuana Ngugi wa Mirii produziram uma peça de teatro com a participação da</p><p>população da pequena cidade de Kamiriithu, localizada nos arredores da capital Nairóbi. Após um</p><p>grande sucesso a peça foi proibida pelo governo queniano. Motivo? Ela criticava o governo,</p><p>denunciava-o como uma continuação do governo colonial, clamava por terra, liberdade e buscava</p><p>resgatar e inspirar o público através do exemplo da luta Mau Mau.</p><p>A peça se chamava I Will Morry When | Want (Eu vou me casar quando eu quiser). Os autores</p><p>afirmavam que o governo não cumpria seus deveres com o povo.</p><p>Nada de democracia, nada de terras e nada de dividir a riqueza. Ngúgi wa Thiong'o foi preso em sua</p><p>casa. Não houve acusação nem julgamento. O acesso à terra e a liberdade que não existiam nos</p><p>tempos de colônia também não floresceram no pós-colônia, Mas isso não podia ser dito.</p><p>Aprisionado com outros presos políticos do Quênia independente, Thiong'o teve que tirar suas próprias</p><p>conclusões sobre a prisão. Seus algozes não emitiam nenhuma declaração sobre o motivo de seu</p><p>encarceramento. Kenyatta desafiara um poder autocrático e fora aprisionado. Thiong'o desafiara um</p><p>poder autocrático e fora aprisionado. Um caso de colonialismo e um caso de neccolonialismo,</p><p>respectivamente.</p><p>Kenyatta não ousou acabar com a obra do colonialismo, mas decidiu exercê-la. Os brancos que foram</p><p>embora deixaram suas formas de governança e os</p><p>c</p><p>que assumiram decidiram mantê-las. Na prisão,</p><p>Thiong'o escreveu um livro chamado Devil on the Cross (Diabo na Cruz) em rolos de papel higiênico.</p><p>Em uma cena da obra, o autor narra como homens negros do Quênia aprenderam os truques dos</p><p>antigos mestres brancos. Estes ensinavam como praticar a dominação autocrática sobre seus países,</p><p>não apenas para seu benefício, mas também para benefício da antiga metrópole.</p><p>Mas, se a autocrática elite queniana (e africana) trabalha para si e para os antigos mestres</p><p>colonialistas, para quem trabalham os mestres brancos? O autor nos informa que todos servem ao</p><p>maior dominador de todas, o sistema capitalista imposto pela Europa ao redor do mundo. E, com o</p><p>apoio de grupos nativos que desejavam emular o antigo colonizador, ele se mantém em terras além da</p><p>Europa.</p><p>Agora, imagine, isso ocorreu na África, Ásia, Oceania e América. Formas de organizar a sociedade é</p><p>suas instituições de controle foram desenvolvidas na Europa e impostas sobre outros continentes para</p><p>benefício do pequeno continente. Desse modo, a Europa deu a si mesma o lugar de centro do mundo</p><p>através de séculos de escravidão, colonialismo, imperialismo e racismo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Desafiar o dinheiro e seus lacaios rende prisão, censura, exílio e, nos casos mais extremos,</p><p>assassinatos. O caso de Jono Kenyatta, um aspirante da libertação do Quênia, não significou a</p><p>libertação dos trabalhadores e aldeões do país. Como um clássico exemplo de capitalismo de terceiro</p><p>mundo, apenas uma pequena fração da sociedade ganhou enquanto a maioria existe com o que sobra.</p><p>Romper com a obra do colonialismo não foi o caminho escolhido pelos que tomaram o poder na</p><p>República do Quênia.</p><p>Uma população maltratada num pais desigual acabou por ser o foco de muitas das obras de Npgúgi wa</p><p>Thiong'a. O autor não fora preso apenas por Jomo Kenyatta e seu sucessor Daniel arap Moi, mas pelo</p><p>sistema neocolonial que domina a cultura, à economia e a política queniana pós-independência,</p><p>Kenvatta é Thiong'o são dois exemplos de uma longa conjuntura histórica. Não se trata de repetição,</p><p>existem particularidades nos dois diferentes momentos históricos de cada um dos personagens.</p><p>Keryatta buscou descolonizar o Quênia, mas sua descolonização era limitada. Não previa</p><p>descolonizar-se das formas econômicas, culturais e políticas impostas pelo Ocidente. Thiong'o buscou</p><p>ir além, O autor queria descolonizar corações, mentes e desfazer os</p><p>d</p><p>nós que prendem o</p><p>“independente” Quênia ao antigo colonizador. O neocolonialismo, como termo, saiu de moda, mas</p><p>como sistema de dominação do centro sobre a periferia, ele está a pleno vapor moldando as relações</p><p>internacionais e dando forma à globalização.</p><p>O caso da guerrilha Mau Mau e de Npúpi wa Thiong'o servem para exemplificar uma luta de longa data</p><p>entre forças progressistas que, por um lado, resistem aos ímpetos colonizadores que gestam</p><p>desigualdade e, de outro, forças que até hoje elevam o passado colonial e sua obra para legitimar o</p><p>domínio do poder ocidental responsável por um sistema que deixa o planeta à beira da destruição.</p><p>Apesar de pouco conhecida nos trópicos latinos, a história queniana é um espelho para os</p><p>a</p><p>colonizados</p><p>do globo que ainda esperam por sair da noite.</p><p>(Bruno Ribeiro Oliveira. Le Monde Diplomatique. 3 de setembro de 2020.)</p><p>Assinale a alternativa em que a palavra, no texto, NÃO se classifique como artigo.</p><p>a) os</p><p>b) os</p><p>c) os</p><p>d) os</p><p>e) os</p><p>Questão 68: FUNRIO - Em relação a classificação dos artigos:</p><p>I- Artigo definido: indica que o ser a que se refere ao substantivo</p><p>é um ser específico, determinado;</p><p>II- Artigo indefinido: indica que o ser a que se refere om substantivo é um ser qualquer</p><p>indeterminado;</p><p>III- Artigo híbrido: funciona tanto com adjetivos quanto com substantivos.</p><p>Dos itens acima:</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>a) Apenas o item I está correto.</p><p>b) Apenas os itens I e III estão corretos.</p><p>c) Apenas os itens II e III estão corretos.</p><p>d) Apenas os itens I e II estão corretos.</p><p>e) Todos os itens estão corretos.</p><p>Questão 69: FUNRIO - Em relação ao emprego do artigo definido, entre outas perspectivas,</p><p>considera-se que:</p><p>I- Junto dos nomes próprios denota nossa familiaridade, por exemplo: O Rubens talvez falte;</p><p>II- Entra em numerosas alcunhas e cognomes, por exemplo: D. Manuel, o venturoso; Isabel, a</p><p>redentora;</p><p>III- Aparece junto ao termo denotador da unidade quando se expressa o valor das coisas, por exemplo:</p><p>Maçãs de pouco cruzeiros por quilo.</p><p>Indique a alternativa correta quanto aos exemplos apresentados:</p><p>a) Os itens I e II, apenas.</p><p>b) Os itens I e III, apenas.</p><p>c) Os itens II e III, apenas.</p><p>d) O item II, apenas.</p><p>e) O item III, apenas.</p><p>Questão 70: FGV - “Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu levar na camioneta um pouco de</p><p>esterco do sítio, que era no interior de Minas, para o jardim de sua casa na capital. Na barreira foi</p><p>interpelado pelo guarda:</p><p>- O que é que o senhor está levando aí nesse saco?</p><p>- Esterco – respondeu Oscar, farejando aborrecimento: - Por quê?</p><p>Não lhe cheira bem?</p><p>- O senhor tem a guia? – o guarda perguntou, imperturbável.</p><p>- Guia?</p><p>- É preciso de uma guia, o senhor não sabia disso?”</p><p>Fernando Sabino, A mulher do vizinho</p><p>Sobre o emprego de artigos nesse pequeno texto do início de uma crônica, a única afirmativa</p><p>inadequada é:</p><p>a) “um sítio” é retomado por “do sítio”, mudando-se o artigo indefinido pelo definido em função de,</p><p>no segundo caso, a realidade já ser conhecida do leitor.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>b) “a guia” faz supor que o guarda sabe do que está falando e que pensa ser também do</p><p>conhecimento de Oscar.</p><p>c) “Guia”, sem artigo, mostra total desconhecimento do assunto por parte de Oscar.</p><p>d) “uma guia” indica que o guarda percebeu o desconhecimento de Oscar e decidiu especificar o</p><p>tema.</p><p>e) “na barreira”, apesar de ser citada pela primeira vez, aparece com artigo definido por ter</p><p>existência possível no contexto.</p><p>Questão 71: FGV - Observe o segmento textual abaixo, que iniciava uma narrativa escolar: “Um</p><p>carro entrou no estacionamento com os faróis apagados, os pneus furados e um cacho de bananas no</p><p>teto”.</p><p>Uma das observações do emprego dos artigos definidos e indefinidos é que os primeiros indicam</p><p>termos já enunciados no texto (conhecidos) e os segundos indicam termos presentes no texto pela</p><p>primeira vez. Assim, é correto afirmar que</p><p>a) o emprego de um artigo definido em “um cacho” não modificaria o sentido geral do texto.</p><p>b) o emprego do artigo definido em “o estacionamento” indica que esse lugar já havia</p><p>obrigatoriamente sido citado antes.</p><p>c) o único artigo de emprego correto nessa frase é o de “um cacho”.</p><p>d) o emprego do artigo definido em “o estacionamento” e “os faróis” está errado.</p><p>e) o emprego do artigo definido em “os faróis” e “os pneus” se deve ao fato de se referirem a</p><p>elementos conhecidos a partir do emprego de “um carro”.</p><p>Questão 72: FGV - Em sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, os autores Celso Cunha e</p><p>Lindley Cintra afirmam, sobre o emprego do artigo definido, que ele se antepõe ao substantivo para</p><p>indicar “que se trata de um ser já conhecido do leitor, seja por ter sido mencionado antes, seja por</p><p>ser objeto de um conhecimento de experiência”. A frase em que o emprego do artigo sublinhado se</p><p>deve ao primeiro caso apontado é</p><p>a) “O melhor amigo do homem é o uísque; o uísque é o cachorro engarrafado”. (Vinicius de Moraes)</p><p>b) “Um menininho aproximou-se da estante com uma moedinha na mão e a depositou no cofre”.</p><p>(Fernando Sabino)</p><p>c) “A freira fugitiva sempre fala mal do convento”.</p><p>d) “Terceira idade é aquela em que a gente bota os óculos para ouvir o rádio”. (Woody Allen)</p><p>e) “Um corvo, após apoderar-se de um pedaço de carne, voou para uma amendoeira onde pousou</p><p>com o alimento no bico”. (Esopo)</p><p>Questão 73: Com. Exam. (MPE SC) - Considere os ditados populares em (a) e (b) para responder à</p><p>Questão.</p><p>(a) Pau que nasce torto morre torto.</p><p>(b) Olho por olho, dente por dente.</p><p>A ausência de artigo em ditados populares tem como propósito que o substantivo expresse um sentido</p><p>vago ou impreciso.</p><p>Certo</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Errado</p><p>Questão 74: FCM - CEFETMINAS - O artigo é um signo que exige a presença de outro (ou outros)</p><p>com o qual se associa. Ele se classifica em definido e em indefinido.</p><p>Considere esse princípio e leia o texto seguinte.</p><p>A noite/2</p><p>Eu adormeço às margens de uma mulher: eu adormeço às margens de um abismo.</p><p>(GALEANO, Eduardo. Mulheres. Porto Alegre: L&PM, 1997, p. 28.)</p><p>Analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Os artigos grifados nas frases apresentadas, antepostos aos substantivos, são classificados como</p><p>indefinidos</p><p>PORQUE</p><p>II. atribuem aos seres que acompanham um sentido preciso, particularizando as palavras “mulher” e</p><p>“abismo”.</p><p>Sobre as afirmações, é correto afirmar que</p><p>a) as duas são falsas.</p><p>b) a primeira é falsa e a segunda é verdadeira.</p><p>c) a primeira é verdadeira e a segunda é falsa.</p><p>d) as duas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.</p><p>e) as duas são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa da primeira.</p><p>Questão 75: IPEFAE - Texto para a questão.</p><p>No sistema de três poderes de Montesquieu, o poder legislativo é o órgão encarregado da elaboração</p><p>das leis. Na maior parte das democracias livres do mundo, outras funções incluem a decisão sobre as</p><p>políticas orçamentárias, a palavra final sobre a firma de tratados internacionais e sobre a declaração</p><p>de guerra ou paz, e a suspensão das funções ou destituição do Chefe de Estado e/ou de Governo.</p><p>Embora a interpretação das leis seja uma atribuição quase sempre exclusiva do poder judiciário, o</p><p>legislativo usualmente supervisiona o cumprimento destas com o poder executivo. A instância máxima</p><p>do legislativo tende a ser um congresso ou parlamento nacional, sendo que no Brasil o órgão é</p><p>representado pelo Congresso Nacional (União), as assembleias Legislativas (Estados) e as câmaras</p><p>municipais (municípios).</p><p>Os órgãos legislativos do mundo podem ser agrupados em dois sistemas: o unicameral, com apenas</p><p>uma câmara definindo as leis, e o multicameral, com duas (bicameral), três (tricameral) ou mais</p><p>câmaras. Excluindo autocracias ou outros governos não-livres, Estados com o sistema unicameral</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>geralmente não apresentam necessidades histórico-culturais para uma divisão de câmaras, atingindo</p><p>equilíbrio de poderes com apenas uma. Entre os multicamerais, o sistema de duas câmaras é o mais</p><p>comum, sendo costumeira a divisão entre "alta"</p><p>e "baixa" casas, refletindo divisões de classes que remontam desde a República Romana, onde o</p><p>legislativo era equilibrado entre o senado (membros de origem nobre) e as assembleias (membros da</p><p>plebe).</p><p>FONTE: https://www.infoescola.com/direito/poder-legislativo/</p><p>Na passagem “No sistema de três poderes de Montesquieu, o poder legislativo é o órgão encarregado</p><p>da elaboração das leis”, a troca do artigo definido o pelo artigo indefinido um:</p><p>a) Não causa alteração de sentido alguma, sendo apenas uma questão de estilo do autor.</p><p>b) Estabeleceria maior coerência à passagem, pois há,</p><p>nesse contexto, mais de um poder</p><p>encarregado da elaboração de leis.</p><p>c) Seria incoerente, pois apenas o poder legislativo tem, por função, a elaboração de leis.</p><p>d) Enfatizaria a importância do poder legislativo, apenas.</p><p>Questão 76: Unifil - Defesa do 3º suspeito quer ver perfil de atirador de Suzano no Twitter</p><p>Criminalista alega que mensagens na rede social indicam que, quando planejava o ataque, atirador</p><p>estava brigado com adolescente apreendido</p><p>O criminalista Marcello Feller, responsável pela defesa do adolescente de 17 anos acusado de</p><p>participação no ataque a tiros em Suzano, afirmou nesta segunda-feira, 25, que apresentou petição</p><p>para analisar suposto perfil no Twitter do atirador que liderou o massacre na Escola Estadual Raul</p><p>Brasil.</p><p>Segundo Feller, mensagens publicadas no Twitter apontam que o atirador planejava o crime desde</p><p>pelo menos abril de 2018, época em que ele ainda estava brigado com o adolescente apreendido na</p><p>última terça-feira, 19.</p><p>“As provas indicam o cenário em que, nos idos de 2015, quando o adolescente tinha 13 anos, ele e o</p><p>autor muitas vezes fantasiavam sobre o massacre na escola”, afirma Feller. “Em determinado</p><p>momento, os jovens brigaram por causa de uma garota. Ele só voltou a falar com o autor em outubro</p><p>de 2018 e só voltou a ficar amigo em 2019.”</p><p>Mensagens do suposto perfil do atirador datadas de abril de 2018 afirmavam que “no Brasil está longe</p><p>de acontecer uma guerra, mas vai acontecer”. Em agosto, outra mensagem diz que o atirador teria</p><p>arrumado um emprego e com isso, teria “todos os meios necessários para o julgamento”.</p><p>Disponível em https://veja.abril.com.br/brasil/defesa-do-3o-</p><p>suspeito-querver- perfil-de-atirador-de-suzano-no-twitter/</p><p>Analise: “O criminalista Marcello Feller” e assinale a alternativa que apresenta a classe de palavras</p><p>pertencente ao termo sublinhado.</p><p>a) Trata-se de um artigo indefinido do gênero masculino e singular.</p><p>b) Trata-se de um artigo definido do gênero masculino e singular.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>c) Trata-se de um artigo indefinido do gênero feminino e singular.</p><p>d) Trata-se de um artigo definido do gênero masculino e plural.</p><p>e) Trata-se de um artigo indefinido do gênero masculino e plural.</p><p>Questão 77: FUNDATEC -</p><p>Matemático investiga porque todos os hipsters parecem iguais</p><p>Você deve ter algum amigo que está sempre se esforçando para ser o “diferentão”: usa roupas e</p><p>acessórios que muita gente considera esquisitos, corta o cabelo de um jeito inovador e adora</p><p>frequentar lugares alternativos. Mas repare: não é só seu amigo – há muitas outras pessoas</p><p>“diferentes” que, no fundo, são bem parecidas.</p><p>Uma teoria por trás dessa constatação é o “efeito hipster” – que, apesar do nome, não vale apenas</p><p>para esse grupo de pessoas “moderninhas”. Trata-se da lógica de que todo mundo que quer ser</p><p>diferente acaba, inevitavelmente, igual aos integrantes de outro grupo. A ideia é do matemático</p><p>Jonathan Touboul, que publicou recentemente uma pesquisa sobre o assunto.</p><p>Em nota à imprensa, ele disse que o estudo não vale apenas para a moda, mas também para entender</p><p>o comportamento social (e até financeiro) de certos grupos.</p><p>Em seu trabalho, Touboul se concentra em investigar a divisão da sociedade entre “conformistas”, que</p><p>seguem a moda e copiama maioria, e “anticonformistas”, que tendem a ir pelo caminho oposto. Sua</p><p>conclusão é que, quando os “diferentões” decidem negar o padrão, eles passam por uma espécie de</p><p>transição, que acaba juntando pessoas com os mesmos interesses. Ou seja: o efeito hipster é o</p><p>resultado inevitável do comportamento de um grande número de pessoas.</p><p>Touboul avalia em que circunstâncias as escolhas desses indivíduos sincronizam e como isso varia</p><p>conforme o tempo de consolidação de uma nova tendência. A análise do matemático da Universidade</p><p>Brandeis, nos Estados Unidos, é feita a partir de um sistema de computador que simula como pessoas</p><p>interagem quando alguns seguem a maioria e o restante se opõe a ela.</p><p>Segundo o pesquisador, a sincronização acontece principalmente quando há uma tendência simples e</p><p>bem definida. “Por exemplo, se a maioria dos indivíduos raspar a barba, a maior parte dos descolados</p><p>vai querer deixar a barba crescer; caso essa tendência se propague para a maioria da população, uma</p><p>mudança nova e sincronizada ocorrerá”.</p><p>E esse comportamento acontece mesmo quando há diversos estilos a serem adotados.</p><p>Ainda que seja possível cortar a barba de várias formas, a tendência é que os “diferentões” escolham</p><p>a -mesma, segundo o trabalho de Touboul.</p><p>Acha tudo isso muito improvável? Pasme: após a publicação de uma reportagem na MIT Technology</p><p>Review sobre o “efeito hipster”, um americano ameaçou processar a publicação por usar uma</p><p>fotografia sua na capa, acusando a revista de calúnia e violação de direitos autorais.</p><p>Acontece que a foto era de um banco de imagens. Não era o cara.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Logo o editor da publicação, Gideon Lichfield, tratou de falar do caso no Twitter: “O homem que</p><p>ameaçou nos processar por abusar da sua imagem não era o da fotografia.</p><p>Identificou-se erradamente. Tudo isso prova o artigo que publicamos: os hipsters são tão parecidos que</p><p>nem se distinguem uns dos outros”, concluiu ele.</p><p>(Ingrid Luisa - 25/03/2019 – Disponível em:</p><p>https://super.abril.com.br/comportamento/matematico-investiga-por-que-todos-os-hipsters-parecem-iguais/)</p><p>No texto, tem-se o trecho a seguir: “Uma teoria por trás dessa constatação é o “efeito hipster””.</p><p>Quantos artigos estão presentes na construção dessa oração?</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>Questão 78: SMA-RJ (antiga FJG) - Considerar o seguinte texto para responder à questão.</p><p>Texto IV: Uso, crença e atitudes na variação na primeira pessoa do plural no Português Brasileiro</p><p>A construção da crença linguística de uma comunidade letrada, pelo menos na sociedade ocidental, é</p><p>regida por instrumentos normativos: gramáticas, compêndios e livros didáticos. Se nas gramáticas</p><p>norteadas em abordagens descritivas a forma a gente já é incluída no paradigma pronominal do</p><p>português (Castilho & Elias 2011, Bagno 2012), nas norteadas pela tradição gramatical (Bechara 2009,</p><p>Azeredo 2008) – que são as fontes que perpassam os livros didáticos –, a gente entra como uma</p><p>observação de uso no português falado no Brasil, em situações coloquiais.</p><p>Os livros didáticos adotados nas escolas públicas brasileiras passam por uma avaliação do Programa</p><p>Nacional do Livro Didático. Para ser selecionado, o livro didático de Língua Portuguesa precisa</p><p>apresentar atividades que propiciem ao aluno “o domínio das normas urbanas de prestígio,</p><p>especialmente em sua modalidade escrita monitorada, mas também nas situações orais públicas</p><p>formais em que seu uso é socialmente requerido” (Brasil 2011:52). Embora os estudos sociolinguísticos</p><p>venham evidenciando a tendência crescente ao uso de a gente, inclusive na modalidade escrita e em</p><p>situação de maior formalidade, os livros didáticos de maneira geral ainda não o incluem no paradigma</p><p>pronominal (Brandão & Vieira 2011), o que certamente tem influência nas crenças e atitudes dos</p><p>informantes.</p><p>Se a inserção de a gente é tabu, a concordância nós -0 em livro didático é caso de comoção nacional.</p><p>Foi o que aconteceu em 2012, com o livro didático Por uma vida melhor (Ramos 2011), selecionado</p><p>pela avaliação do PNLD para a educação de jovens e adultos, em uma seção intitulada “Escrever é</p><p>diferente de falar”, exemplificou a concordância verbal naquilo que foi definido como fala popular</p><p>com a frase “Nós pega o peixe”.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>A não presença de a gente nos instrumentos normativos que chegam à escola poderia, por hipótese,</p><p>atuar como</p><p>um refreador da mudança, mas não é nessa direção que os dados apontam. E, em relação</p><p>aos padrões de covariação de pronome e concordância nós -0 e a gente -mos, ainda que as atitudes</p><p>subjacentes a piadas e memes sugiram que sejam estigmatizados ou restritos a um perfil social, estes</p><p>padrões emergem em situações de reação subjetiva em espaço escolar e, em menor escala, na fala de</p><p>informantes mais escolarizados.</p><p>Raquel Meister Ko. Freitag</p><p>DELTA: Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, v. 32, n. 4, mar. 2017. (Excerto)</p><p>“Para ser selecionado, o livro didático de Língua Portuguesa precisa apresentar atividades” (2º</p><p>parágrafo). O emprego do artigo definido assume função textual em razão de:</p><p>a) marcar pausa em uma sequência de ações descritas</p><p>b) indicar retomada de termo apresentado anteriormente</p><p>c) estabelecer relação lógica com a frase anterior</p><p>d) apresentar características específicas dos livros didáticos</p><p>Questão 79: GUALIMP - Analise as frases abaixo:</p><p>I - O bem sempre vencerá o mal.</p><p>II - Isto é uma cadeira.</p><p>III - O senhor tem um carro fabuloso.</p><p>IV - Chegaram as encomendas.</p><p>Podemos afirmar que há artigo indefinido:</p><p>a) Na frase I e II.</p><p>b) Na frase II e III.</p><p>c) Na frase III e IV.</p><p>d) Na frase I e IV.</p><p>Questão 80: GUALIMP - Assinale a alternativa em que o artigo definido esteja empregado</p><p>corretamente:</p><p>a) O menina estourou a balão.</p><p>b) O alface está muito bonita.</p><p>c) O macacão não coube na Fernando.</p><p>d) O rato roeu a roupa do rei.</p><p>Questão 81: GUALIMP - Assinale a alternativa em que o artigo indefinido esteja empregando sentido</p><p>de aproximação:</p><p>a) Preciso comprar uma roupa nova.</p><p>b) O garoto quase foi mordido por um cão.</p><p>c) Ela tem uns quinze anos de idade.</p><p>d) Quero ser um professor de português.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 82: DIRECTA - Observe:</p><p>I. “Ele a trouxe muito tarde”.</p><p>II. “Ele trouxe a menina muito tarde”.</p><p>III. “Ele chegou à noite”.</p><p>Assinale a alternativa que há um artigo definido feminino:</p><p>a) Apenas em I.</p><p>b) Apenas em II.</p><p>c) Apenas em III.</p><p>d) Apenas em II e III.</p><p>e) Em todas as afirmativas.</p><p>Questão 83: CONSEL - A alternativa em contém um artigo definido e um artigo indefinido,</p><p>respectivamente é a opção:</p><p>a) Dinorah é a melhor funcionária dessa casa.</p><p>b) Gostaria de comprar um automóvel novo e a moto daquela loja.</p><p>c) Uma boa noite de descanso é a melhor maneira de evitar o estresse.</p><p>d) A mobília que comprei é um pouco rústica.</p><p>Questão 84: Unifil -</p><p>Ansiedade pode ser agravada com a chegada do fim do ano</p><p>Camila Tuchlinski</p><p>Quando a folha do calendário virou para novembro, bateu o desespero. Não é raro ficarmos mais</p><p>ansiosos nessa época do ano. Alguns estabelecimentos comerciais já começam a colocar os enfeites</p><p>natalinos, os supermercados já vendem panetone e a família já começa a se organizar para saber</p><p>como serão realizados os festejos da virada de ano.</p><p>Alguns sentimentos como angústia, desânimo e frustração podem surgir nesse período. Mas por que</p><p>isso ocorre?</p><p>A psicóloga Marcia Tabone responde: “A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado</p><p>por fatores associados a cobranças externas e internas. No trabalho, o medo ou insegurança em</p><p>conseguir cumprir metas exigidas, o trabalho que deve ser concluído antes das festas e das férias. No</p><p>plano emocional/afetivo, frustração ou carência não preenchidas durante o ano. Na dimensão</p><p>existencial, objetivos de vida não alcançados que não puderam se cumprir”, explica.</p><p>O neuropsicólogo Fábio Roesler lembra que o aumento da ansiedade pode ser sazonal. “Assim como</p><p>em alguns países temos, durante o inverno longo, o que chamamos de depressão sazonal, em outros,</p><p>como aqui no Brasil, temos um aumento da ansiedade na época final do ano. O cansaço, o sentimento</p><p>de não ter completado todos os planos pensados no começo do ano, aspectos financeiros e outros</p><p>fatores individuais são os motivos mais comuns”, afirma.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>No nosso cérebro, uma série de atividades começa a ocorrer também com a proximidade do Natal e do</p><p>réveillon, como explica o especialista: “As áreas do cérebro responsáveis pelo aumento da ansiedade</p><p>são, a princípio, a amídala, que seleciona e designa o tipo inicial de temor e sua amplitude, o</p><p>hipotálamo e a hipófise funcionam de forma a controlar os hormônios que atuam no corpo acionando</p><p>os sintomas somáticos tais como tremores, aumento da frequência cardíaca, dilatação da pupila e</p><p>respiração suspirosa”.</p><p>No começo do ano, nossos pensamentos estão repletos de expectativas pelos meses que virão.</p><p>Listas de metas são comuns: conquistar uma vida mais saudável, praticar exercícios físicos, mudar de</p><p>emprego ou começar novos cursos.</p><p>No entanto, as cobranças do cotidiano podem fazer com que o indivíduo não perceba uma eventual</p><p>mudança de objetivos no meio do caminho e tenha a sensação de que o tempo passou tão rápido que</p><p>não foi capaz de realizar tudo o que queria.</p><p>Por que nos sentimos frustrados no fim do ano?</p><p>Será que nos cobramos demais e colocamos metas pouco factíveis todo o início de um ano novo? O</p><p>neuropsicólogo Fábio Roesler tem outra percepção. “O mais comum, na verdade, é a impressão</p><p>pessoal do paciente que lhe diz o quão pouco ele fez, durante o ano, por si e por suas metas. Ou seja:</p><p>‘Até onde me impliquei naquilo que eu desejava?’.</p><p>Algumas dicas podem ser úteis para quem se sente assim com a proximidade do fim de um ano.</p><p>“Refletir sobre o que é realmente essencial para a tranquilidade e a paz consigo mesmo e com o</p><p>próximo. Desapegar dos valores consumistas, ver que um ano termina e outro se inicia, viver o fluir da</p><p>vida”, na opinião da psicóloga Márcia Tabone.</p><p>“Uma reflexão possível para aplacar um pouco da ansiedade é pensar que, ainda que simbolicamente,</p><p>o final do ano representa um final de ciclo, talvez com um toque de incompletude e irrealização. O</p><p>começo de outro ano abre uma chave nova, na qual pode ser possível relacionar-se consigo mesmo e</p><p>com o mundo, de modo mais pessoal, autorizando-se a não ser no mundo só a expectativa que os</p><p>outros têm sobre você”, conclui o neuropsicólogo Fábio Roesler.</p><p>Adaptado de</p><p>https://emais.estadao.com.br/noticias/comportament</p><p>o,ansiedade-pode-ser-agravada-com-a-chegada-dofim-</p><p>do-ano,70003081631</p><p>Analise o primeiro período do último parágrafo e assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O vocábulo “uma” em “uma reflexão” é classificado como numeral.</p><p>b) O vocábulo “um” em “um pouco” é classificado como artigo.</p><p>c) O vocábulo “um” em “um final de ciclo” é classificado como artigo.</p><p>d) O vocábulo “um” em “um toque” é classificado como numeral.</p><p>e) Todos os vocábulos “uma” e “um” são classificados como artigo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 85: ITAME - Preencha os espaços vazios com artigos e marque a alternativa correta.</p><p>crianças não puderam mais brincar depois que das mães percebeu</p><p>bagunça que fizeram.</p><p>a) A, a, as.</p><p>b) Uma, a, a.</p><p>c) A, uma, as.</p><p>d) As, uma, a.</p><p>Questão 86: CETAP - Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.</p><p>Detox na vida.</p><p>Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem.</p><p>t: nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior - se é que isso</p><p>é possível.</p><p>Detox vem da ideia de desintoxicar</p><p>(A)</p><p>, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem</p><p>(B)</p><p>. Louvável, sem</p><p>dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco</p><p>verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.</p><p>O ano está aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão</p><p>povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos,</p><p>vícios, medos.</p><p>Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que</p><p>gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito,</p><p>temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos</p><p>contaminar.</p><p>Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeía o emprego e já sai de casa com vontade de</p><p>voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de</p><p>40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.</p><p>Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É</p><p>cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só</p><p>(C)</p><p>e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com</p><p>migalhas de amor e sem vestígios de paixão.</p><p>Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor,</p><p>da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção</p><p>a gente dá ás coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.</p><p>É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em</p><p>embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas</p><p>a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.</p><p>(D)</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>E eu até quero um ano detox. Detox de dias iguais. Detox de gente ruim. Detox de maus hábitos.</p><p>Detox de inveja. Detox de relações doentes. Detox de obsessões. Detox de pessimistas. Detox de medo</p><p>de mudar. Detox de dias desperdiçados. Detox de sentimentos pobres. Detox de superficialidade.</p><p>Detox de vícios. Detox de viver por viver.</p><p>E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para</p><p>fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta</p><p>é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?</p><p>MANUS, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso, p. 49 e 50.</p><p>Identifique a alternativa em que o termo destacado não é artigo:</p><p>a) "( ... ) desintoxicar (o) corpo ( ... l" / (o).</p><p>b) "( ... ) tudo (o) que não lhe fez bem." / (o).</p><p>c) "Mas (a) vida é uma só (' .. l" / (a).</p><p>d) "( ... ) é só (o) protagonista quem faz." / (o).</p><p>Questão 87: MÉTODO - Assinale a alternativa que corresponde ao (s) artigo (s) apresentados na frase</p><p>abaixo:</p><p>“A revista publicou o escândalo”.</p><p>a) A/o;</p><p>b) Revista;</p><p>c) Publicou;</p><p>d) Escândalo.</p><p>Questão 88: CETAP -</p><p>“Baby boomers”</p><p>De repente o mundo descobriu que a geração baby boom está em idade de se aposentar. Os baby</p><p>boomers, você sabe, foram as crianças nascidas logo a seguir à Segunda Guerra, quando milhões de</p><p>soldados voltaram para seus países e começaram a casar e a procriar em massa. Os que tinham ficado</p><p>em casa, de ouvido na BBC, fizeram o mesmo, talvez por uma sensação de alívio, diante do apocalipse</p><p>que não aconteceu, mas poderia ter acontecido — e, então, mais do que nunca, pela súbita existência</p><p>da bomba atômica.</p><p>Curioso é que, em vez de partir para a esbómia em face do possível fim do mundo, os jovens do</p><p>pós-guerra adotaram a singela atitude de casar e “constituir família”. Pode ser que, depois de anos</p><p>em trincheiras, reais ou metafóricas, o lar lhes parecesse um casulo protetor. Dal tantos casamentos</p><p>e, em meses, milhões de novos cidadãozinhos no mundo. Um deles, eu — porque, nascido em 1948,</p><p>sou um legitimo baby boomer.</p><p>Bem, passaram-se décadas, e, nós, os baby boomers já podemos ser avaliados, Em vários</p><p>departamentos não; fizemos feio. Ativos desde os anos 1960, revolucionamos a tecnologia, avançamos</p><p>espetacularmente a medicina e as comunicações, implantamos o sexo sem culpa, a consciência</p><p>ecológica, os direitos das mulheres, das minorias e dos animais, etc.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Em compensação, tornamos as cidades impraticáveis, disseminamos as drogas, destruímos o cinema e</p><p>a música popular, triplicamos a pobreza, intoxicamos o planeta com publicidade, carros e agrotóxicos,</p><p>compramos e vendemos armas, políticos e tudo que pudesse ser negociado — enfim, vamos deixar</p><p>também uma bela lambança.</p><p>E pensar que nossos pais, quando nos conceberam, só queriam um pouco de sossego, Seleções,</p><p>Ovomaltine, discos de Carlos Galhardo, uma cama quente, um pijama e, para eles, sim uma merecida</p><p>aposentadoria.</p><p>(CASTRO, Ruy, A Arte de Querer Bem. p. 23/24)</p><p>Assinale a alternativa que contém um artigo indefinido;</p><p>a) "(...) o mundo descobriu (...)"</p><p>b) “(...) o lar lhes parecesse (...)"</p><p>c) '(...) para a esbórnia (...)"</p><p>d) "(...) um casulo protetor (...)"</p><p>Questão 89: AMEOSC - (Texto)</p><p>Gerociência quer ampliar fronteiras do conhecimento sobre envelhecimento</p><p>Eventos dedicados ao envelhecimento têm recebido cada vez mais espaço na agenda mundial. Não</p><p>poderia ser de outro jeito, já que, no meio deste século, haverá mais de 2 bilhões de idosos no</p><p>planeta. Entre os dias 28 e 30 deste mês, cerca de 120 palestrantes se reunirão em Washington,</p><p>capital norte-americana, num fórum intitulado "O futuro da saúde". A questão da longevidade está</p><p>presente em todo o programa. O peso de doenças como as demências, que hoje atingem 50 milhões de</p><p>pessoas, mas que alcançarão 82 milhões em 2030, é um dos temas de destaque. Para diminuir os</p><p>custos com a enfermidade, será preciso garantir oportunidades a todos para manter o cérebro</p><p>saudável - o que é sinônimo de diminuir a desigualdade. A desigualdade compromete a longevidade</p><p>mesmo em matérias básicas como a alimentação. Nos Estados Unidos, quase 45% das crianças que</p><p>vivem na pobreza estão obesas ou com sobrepeso, enquanto esse percentual cai para 22% entre</p><p>aquelas com melhores condições socioeconômicas. Como atender ao desafio de prover comida de</p><p>qualidade, que desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde? O mesmo se aplica para</p><p>moradias que estejam preparadas para receber idosos com limitações.</p><p>(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso em 28 de outubro de 2019)</p><p>"Eventos dedicados ao envelhecimento têm recebido cada vez mais espaço na agenda mundial.”,</p><p>podemos afirmar que nele não há termo algum classificado gramaticalmente como:</p><p>a) Adjetivo.</p><p>b) Preposição.</p><p>c) Artigo indefinido.</p><p>d) Verbo.</p><p>Questão 90: IBAM -</p><p>ENTENDA O QUE SÃO ÍNDICE GLICÊMICO (IG) E CARGA GLICÊMICA (CG)</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Tanto o índice glicêmico como a carga glicêmica são importante para a alimentação saudável</p><p>Prepare-se para uma revelação: carboidratos são os alimentos que elevam a glicose no sangue. Simples</p><p>e direto, certo? O problema é que nem todos eles são criados da mesma forma. Na verdade, os</p><p>carboidratos são encontrados em todos os alimentos, exceto em gorduras e óleos, carnes, aves e</p><p>peixe. Mas, claro, alguns alimentos contêm mais carboidratos do que outros. Feijões são compostos de</p><p>1/4 de proteína e 3/4 de carboidratos. O arroz, por outro lado, é composto por mais de 90% de</p><p>carboidrato. O leite integral contém todos os três macronutrientes: gordura, proteína e carboidrato.</p><p>Em suma, é a quantidade de carboidrato nos alimentos (e, claro, a quantidade de alimento ingerida)</p><p>que afeta a glicose no sangue, mas o tipo de carboidrato também tem seu efeito.</p><p>Para identificar quais carboidratos são melhores ou piores para a glicemia, os cientistas precisaram</p><p>fazer grandes trabalhos de investigação. Primeiro, tiveram de criar um meio de medir os efeitos dos</p><p>alimentos na glicose no sangue. O cientista nutricional David Jenkis, médico e Ph.D., desenvolveu um</p><p>sistema chamado índice glicêmico (IG) no ano de 1981 (o antepositivo glic - significa "açúcar"). Ele</p><p>pediu que voluntários consumissem uma variedade de alimentos, todos contendo 50 g de carboidrato.</p><p>professor inovador, pois a educação está sempre em</p><p>movimento e é preciso estar aberto para mudar e evoluir com o que surge de novo. Adaptar-se às</p><p>mudanças e evoluir junto com elas são fundamentais para inovar na sala de aula e otimizar o processo</p><p>de ensino e aprendizagem, de modo que dialogue com a realidade atual.</p><p>A criatividade também faz parte do perfil inovador, para mediar o conhecimento de uma maneira que</p><p>desperte o interesse dos alunos nos assuntos estudados e a consciência dos estudantes para a</p><p>relevância do conteúdo em suas vidas. Motivar os alunos, ministrar aulas mais interessantes e</p><p>dinâmicas, estimular a participação de todos, promover um ensino mais democrático e autônomo, são</p><p>outras maneiras de inovar.</p><p>O professor inovador estabelece uma relação com os alunos, pois entende a importância dos vínculos e</p><p>da afetividade no processo de ensino e aprendizagem, que estimulam a interação e a comunicação.</p><p>Além disso, ele está preparado para mudanças e se adapta facilmente aos desafios que surgem, como</p><p>a necessidade do ensino remoto e do ensino híbrido, decorrentes da pandemia.</p><p>Para se tornar um professor inovador é preciso renovar as práticas pedagógicas, aperfeiçoar as</p><p>estratégias e metodologias de ensino para se adequar às novas demandas dos alunos e da sociedade.</p><p>Focar no protagonismo do aluno é uma das formas mais potentes de inovar na sala de aula,</p><p>posicionando o estudante no centro do processo de ensino e aprendizagem, de modo que ele</p><p>empregue seus conhecimentos para participar e agir na sociedade, para além dos muros da escola.</p><p>A personalização da aprendizagem também é fundamental, cada aluno tem facilidades e dificuldades</p><p>em diferentes áreas do conhecimento, além disso, há diferentes tipos de inteligência. Sendo assim, as</p><p>ações pedagógicas devem ser orientadas para o respeito aos diferentes ritmos e processos de</p><p>aprendizado. As metodologias ativas são um exemplo da mudança das práticas educativas, pois</p><p>posicionam os alunos como protagonistas da própria aprendizagem, e o professor como mediador entre</p><p>eles e o conhecimento.</p><p>O professor se torna inovador ao propor aos alunos uma aprendizagem na prática, o que facilita a</p><p>aquisição de conhecimento, uma vez que eles participam das aulas de maneira construtiva, se</p><p>apropriam dos conteúdos e os utilizam para atuar na sociedade. Um exemplo de metodologia ativa,</p><p>que o professor inovador pode utilizar em sala de aula, é a cultura maker, que propõe ao aluno o “faça</p><p>você mesmo”, permitindo desenvolver com autonomia os mais diversos projetos e objetos.</p><p>A aprendizagem baseada em projetos também é uma forma de inovar as práticas dos professores, que</p><p>propõe a elaboração de projetos para solucionar um problema de forma prática, estimulando a</p><p>participação ativa dos alunos na construção de um plano de ação. Preocupar-se com a formação</p><p>integral dos alunos também é uma característica de um professor inovador, pois ele considera não só</p><p>os aspectos acadêmicos, mas os sociais, culturais, emocionais, físicos e comportamentais.</p><p>O papel inovador do professor é transformar a educação e melhorar o ensino e a aprendizagem, para</p><p>atingir as necessidades atuais da sociedade e das novas gerações de alunos. Ele se adéqua às novas</p><p>formas de ensinar e aprender, rompendo com o modelo tradicional de educação e trazendo novidades</p><p>para a sala de aula, oferecendo uma formação mais completa aos alunos.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>(Disponível em: https://sae.digital/professor-inovador/ – texto adaptado especialmente para esta prova).</p><p>Assinale a alternativa que indica o número correto de artigos presentes no trecho a seguir. Considere</p><p>também as formas que apareçam contraídas ou combinadas a outras palavras. “O professor inovador</p><p>estabelece uma relação com os alunos, pois entende a importância dos vínculos e da afetividade no</p><p>processo de ensino e aprendizagem”.</p><p>a) 4.</p><p>b) 5.</p><p>c) 6.</p><p>d) 7.</p><p>e) 8.</p><p>Questão 7: FCM - CEFETMINAS -A questão se refere ao texto a seguir.</p><p>Existe privacidade na internet?</p><p>Há um princípio na área da segurança militar que diz: o ataque está sempre à frente da defesa. Em</p><p>termos práticos, o avião de guerra com a melhor blindagem pode resistir à artilharia antiaérea, mas</p><p>não permanecerá no ar se o inimigo tiver a melhor arma. Em outras palavras, enquanto se prepara</p><p>uma proteção contra a arma mais poderosa atualmente, o desenvolvimento bélico já terá dado um</p><p>passo à frente</p><p>d</p><p>e, contra o mais novo ataque, a defesa estará despreparada. Assim, o ataque será</p><p>sempre mais forte do que a defesa.</p><p>Esse princípio vale também para a segurança digital, a segurança na internet. Na verdade, o princípio</p><p>da segurança na internet é: ‘se querem uma informação sobre você, e você está conectado à internet,</p><p>vão conseguir essa informação’.</p><p>A questão é: quantas pessoas estão preocupadas em saber alguma coisa sobre você, sobre a sua vida?</p><p>Um usuário comum da internet — eu e possivelmente você, por exemplo —, mesmo com cuidados de</p><p>navegação e precauções básicas esperadas, não está livre de ter invadida aquilo que considera sua</p><p>privacidade on-line. Um hacker conseguiria burlar a segurança desse usuário e ter acesso a contas de</p><p>serviços on-line se tivesse interesse</p><p>b</p><p>. Basta lembrar de autoridades que tiveram contas ou dispositivos</p><p>invadidos, ou de personalidades cujas fotografias íntimas foram acessadas e publicadas sem</p><p>autorização.</p><p>Não importa o grau de confidencialidade de uma informação, o ataque está sempre um passo — pelo</p><p>menos um passo — à frente da defesa.</p><p>Pode ser que hoje ninguém queira saber algo sobre nós, e assim nos sentimos seguros. Mas um hacker</p><p>experiente pode devassar o conteúdo da vida que demonstramos on-line, na internet, mesmo que</p><p>pensemos que estamos compartilhando apenas com amigos ou que só estejamos guardando para nós</p><p>mesmos.</p><p>Assim, a privacidade na internet não é um mito, mas é praticamente impossível.</p><p>A atitude correta frente à incerteza da segurança digital é uma só: não tenhamos algo a esconder.</p><p>a</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Pois se divulgarem tudo que temos e tudo que fazemos na internet, nossas fotos, nosso histórico de</p><p>navegação, nossas mensagens familiares, no máximo conheçam os quatro cantos de nossa casa, saibam</p><p>onde passamos as férias, vejam fotos de nossos filhos a brincar, deem risada de nossas discussões em</p><p>grupos de trabalho e estranhem como nos divertimos com coisas simples</p><p>c</p><p>. E, no fim, apenas passemos</p><p>receio e vergonha pela abertura de nossa vida, mas que nada nela e, especialmente, nada do que</p><p>registramos eletronicamente, possa ser uma arma contra nós.</p><p>Mário Quintana já disse: “Sorri com tranquilidade/ Quando alguém te calunia/ Quem sabe o que não</p><p>seria/ Se ele dissesse a verdade…” (poema Da Calúnia)</p><p>Disponível em: <https://diariodocomercio.com.br/opiniao/existe-privacidade- na-internet/></p><p>Nas frases a seguir, é correto afirmar que a letra “a” sublinhada exerce a função de artigo em</p><p>a) “A atitude correta frente à incerteza da segurança digital é uma só: não tenhamos algo a</p><p>esconder.”</p><p>b) “Um hacker conseguiria burlar a segurança desse usuário e ter acesso a contas de serviços on-line</p><p>se tivesse interesse.”</p><p>c) “(...) vejam fotos de nossos filhos a brincar, deem risada de nossas discussões em grupos de</p><p>trabalho e estranhem como nos divertimos com coisas simples.”</p><p>d) “Em outras palavras, enquanto se prepara uma proteção contra a arma mais poderosa atualmente,</p><p>o desenvolvimento bélico já terá dado um passo à frente (...)”.</p><p>Questão 8: Instituto Consulplan -</p><p>Gramática</p><p>O conceito refere-se a um conjunto de regras que sustentam o sistema de qualquer língua. Na fala,</p><p>fazemos uso de um conhecimento linguístico internalizado, que independe de aprendizagem</p><p>escolarizada e que resulta na oralidade. Na escrita, também utilizamos esse conhecimento,</p><p>Depois mediu o açúcar no sangue deles pelas 2 horas seguintes para verificar quanto tinha se elevado.</p><p>Para controle, ele utilizou glicose pura, que é idêntica ao açúcar no sangue (o corpo converte a glicose</p><p>em açúcar no sangue) - e atribui-lhe o número 100, indicando o limite máximo do índice.</p><p>O índice glicêmico abriu muitos olhos. Quase todas as pessoas presumiram que o açúcar de mesa seria</p><p>o pior vilão, muito pior do que os "carboidratos complexos" encontrados em alimentos básicos ricos em</p><p>amido, como arroz e pão. Mas nem sempre isso é verdade. Alguns alimentos ricos em amido, como</p><p>batatas e flocos de milho, têm índices muito altos, elevando a glicose no sangue tanto quanto a</p><p>glicose pura.</p><p>No entanto, havia algo errado. Alguns resultados colocaram alimentos saudáveis como cenouras e</p><p>morangos sob suspeita. A melancia estava quase no limite máximo do gráfico de IG. Mas ninguém</p><p>jamais ganhou peso por comer cenouras, nem elas, de fato, elevam a glicose no sangue. O que estaria</p><p>faltando ao IG? O IG mediu os efeitos da quantidade padrão de carboidrato: 50 gramas. Mas seria</p><p>preciso forçar alguém a comer uma quantidade suficiente de cenouras - sete ou oito grandes - para</p><p>obter 50 g de carboidrato. O mesmo vale para a maioria das outras frutas e verduras, que contêm</p><p>muita água, e por isso não sobra muito espaço para o carboidrato. Por outor lado, o pão é cheio de</p><p>carboidratos: apenas uma fatia fornece os 50 g.</p><p>Para solucionar o problema, os cientistas apresentaram uma medida diferente: a carga glicêmica (CG).</p><p>A CG leva em consideração não apenas o tipo de carboidrato no alimento como também a quantidade</p><p>de carboidrato que você ingere em uma porção normal. (Para ficar um pouco mais técnico, a CG de</p><p>um alimento é o IG multiplicado pela quantidade de carboidrato em uma porção). Faz mais sentido.</p><p>De acordo com esse critério, cenouras, morangos e outros alimentos de baixa caloria são claramente</p><p>boas opções - todos têm baixos valores de CG, uma vez que a quantidade de carboidrato que contêm é</p><p>baixa.</p><p>A CG se tornou uma poderosa forma de avaliar não apenas os alimentos individualmente, mas também</p><p>refeições completas e até mesmo dietas inteiras. Quando os cientistas pesquisaram a CG de dietas</p><p>comuns em diferentes populações, descobriram que quanto maior a CG, maior a incidência de</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>obesidade, diabetes, doenças cardíacas e câncer. Em um estudo, homens que ingeriam alimentos que</p><p>elevavam a glicose estavam 40% mais propensos a desenvolver diabetes. Uma outra pesquisa, do</p><p>Nurses' Health Study, descobriu que as mulheres eram duas vezes mais propensas a desenvolver</p><p>doenças cardíacas em dez anos se ingerissem mais alimentos que elevam a glicose. Novamente, a CG.</p><p>O inverso também é verdade: quanto menor a CG da dieta mais provável será que o peso seja mantido</p><p>sob controle e que você fique livre de doenças crônicas. Quando o assunto é se alimentar</p><p>corretamente, controlando o peso e prevenindo doenças, a CG é um peso pesado. É um fator mais</p><p>poderoso para mantê-lo saudável do que a quantidade de carboidratos - ou gordura - que você ingere.</p><p>Por que um alimento rico em carboidratos tem CG diferente de outro? Por que o arroz branco tem CG</p><p>maior do que o mel? Isso tem a ver com a forma como a natureza os construiu. Carboidratos são</p><p>constituídos de amidos e açúcares. O amido - tal como encontrado nos feijões e nas batatas - é</p><p>composto por moléculas de açúcar unidas em longas cadeias. Ao ingerir um alimento rico em</p><p>carboidrato, o corpo converte esses amidos e açúcares em glicose. Alguns amidos, como os</p><p>encontrados no arroz branco, são facilmente convertidos pelo organismo; então, após serem</p><p>consumidos, os níveis de glicose no sangue se elevam com fúria. Outros amidos, como os do feijão, são</p><p>muito mais difíceis de decompor, e assim os níveis de glicose ficam mais estáveis em vez de explodir.</p><p>Adaptado. Fonte: Revista Seleções, disponível em</p><p>[https://www.selecoes.com.br/saude/entenda-o-que-sao-indice-glicemico-ig-e-carga-glicemica-cg/], publicado em 19.11.2019 e</p><p>consultado em 19.11.2019</p><p>No trecho "A CG se tornou uma poderosa forma de avaliar não apenas os alimentos individualmente,</p><p>mas também refeições completas e até mesmo dietas inteiras", os termos grifados, respectivamente,</p><p>pertencem às seguintes classes gramaticais:</p><p>a) pronome; preposição; artigo; adjetivo; preposição.</p><p>b) conjunção; preposição; artigo; advérbio; pronome.</p><p>c) conjunção; artigo; preposição; adjetivo; pronome.</p><p>d) pronome; artigo; preposição; advérbio; conjunção.</p><p>Questão 91: AMEOSC - A questão diz respeito à Charge. Leia-a atentamente antes de responder.</p><p>(CHARGE)</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>“Claro, chefe!! Fiz uma retirada sustentável!”. Dos termos destacados, assinale a alternativa que</p><p>representa corretamente um artigo indefinido:</p><p>a) “chefe”</p><p>b) “Fiz”</p><p>c) “uma”</p><p>d) “retirada”</p><p>Questão 92: CONSESP - Marque a oração em que o termo destacado é classificado como artigo</p><p>definido.</p><p>a) As provas foram difíceis.</p><p>b) Saiu cedo para fazer umas compras.</p><p>c) Fiz um comercial para a televisão.</p><p>d) Marcamos uma viagem para o próximo mês.</p><p>Questão 93: CONSESP - Considerando a gramática normativa, marque a oração em que o termo</p><p>destacado é um artigo indefinido.</p><p>a) As amigas não puderam colaborar.</p><p>b) Anime-se, meu avô, a piscina já está cheia.</p><p>c) Uma árvore caiu na fazenda.</p><p>d) Por favor, abra a janela.</p><p>Questão 94: FGV - A frase abaixo em que o emprego do artigo mostra inadequação é:</p><p>a) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já foram novas;</p><p>b) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas novas;</p><p>c) Todos os bons pensamentos estão presentes no mundo, só falta aplicá-los;</p><p>d) Em toda a separação existe uma imagem da morte;</p><p>e) Alegria de amor dura apenas um instante, mas sofrimento de amor dura toda a vida.</p><p>Questão 95: IBFC - Texto</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar</p><p>todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o funcionário-autoridade e a lei</p><p>universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas;</p><p>ou imediatamente, quando ambos descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou</p><p>especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na</p><p>mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da</p><p>religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar uma resolução satisfatória ou</p><p>menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o</p><p>argumento igualmente autoritário, o que também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má</p><p>vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o</p><p>funcionário, o jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está</p><p>falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua com o agente da lei</p><p>atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que,</p><p>diante do “não pode” do funcionário, encontra-se um “não pode do não pode” feito pela invocação do</p><p>“Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe</p><p>com quem está falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de</p><p>resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa. O “jeitinho” tem</p><p>muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um</p><p>homem e ambos, interessados num encontro</p><p>romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá</p><p>assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é</p><p>reafirmada , mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito</p><p>certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá recorrer. E assim as</p><p>cartas são lançadas.</p><p>(DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco,</p><p>1884. P79-89, (Adaptado) .</p><p>No trecho “A verdade é que a invocação da relação pessoal”, aponta-se uma “verdade” que se propõe</p><p>inquestionável. Esse sentido é atribuído em função do seguinte recurso linguístico:</p><p>a) a conjunção “que”.</p><p>b) a ausência de vírgulas.</p><p>c) o primeiro artigo definido.</p><p>d) a omissão do sujeito.</p><p>Questão 96: IBFC - Texto</p><p>Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o</p><p>senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de meia-idade, robusto, muito</p><p>satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase</p><p>gritando: - Não sabe onde pisa, seu calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e</p><p>fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de</p><p>idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que</p><p>vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso, mas quem sabe? Talvez umas boas</p><p>taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria</p><p>dos passageiros esperava, ou de puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: -</p><p>Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com um</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O</p><p>sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos os passageiros se faziam. Ai deles, era! E</p><p>resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos</p><p>para o distrito! Os passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas</p><p>não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este</p><p>fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a</p><p>caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu sou o general. Prenda este atrevido! O general volta</p><p>ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus</p><p>batem palmas.</p><p>(BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia</p><p>completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674</p><p>(Adaptado) .</p><p>O emprego dos artigos destacados em “Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para”</p><p>ressalta, respectivamente:</p><p>a) a quantidade de locais de parada e a aproximação entre o ônibus retratado e os demais.</p><p>b) o desconhecimento do narrador sobre o local de parada e a omissão do veículo em questão.</p><p>c) a indefinição do lugar de parada e a especificidade na apresentação do ônibus em questão.</p><p>d) o descaso na apresentação da localização do ponto e a precisão na indicação do coletivo.</p><p>Questão 97: FGV - Um princípio geral de formulação textual diz que, a primeira vez em que é</p><p>citada, uma entidade deve ser precedida de artigo indefinido e, quando citada pela segunda vez e</p><p>outras, deve ser precedida do artigo definido. Ocorre, porém, que, em alguns casos, mesmo citadas</p><p>pela primeira vez, algumas entidades aparecem precedidas de artigo definido. Uma das razões é</p><p>quando se trata de uma entidade emoldurada, ou seja, quando um vocábulo anterior faz supor a nova</p><p>entidade como já conhecida.</p><p>A frase abaixo que exemplifica o que se afirma acima é:</p><p>a) Um carro entrava na garagem com os pneus furados.</p><p>b) Uma aluna aproximou-se do policial que estava na esquina.</p><p>c) Uma das passageiras dirigiu-se ao guarda sentado a seu lado.</p><p>d) Um dia, todos voltaremos ao lugar onde nascemos.</p><p>e) Umas férias vou tirar no ano que vem.</p><p>Questão 98: IBGP - A formação da palavra “do” é justificada pela contração da preposição “de” com</p><p>a seguinte classe gramatical:</p><p>a) Pronome demonstrativo “o”.</p><p>b) Artigo definido “o”.</p><p>c) Artigo indefinido “o”.</p><p>d) Pronome indefinido “o”.</p><p>Questão 99: Instituto AOCP -</p><p>Nasce o primeiro antídoto contra a falta de memória</p><p>Técnica americana, que consiste na implantação de eletrodos no cérebro de pacientes, consegue</p><p>recuperar até 15% da capacidade de lembrar</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Por Natalia Cuminale</p><p>“Usas um vestido / Que é uma lembrança / Para o meu coração. / Usou-o outrora / Alguém que me</p><p>ficou / Lembrada sem vista. / Tudo na vida / Se faz por recordações. / Ama-se por memória.”</p><p>O poema de Álvaro de Campos, um dos heterônimos mais conhecidos do escritor português Fernando</p><p>Pessoa (1888-1935), remete ao conceito universal de que a memória é o que nós somos. Sem que</p><p>tenhamos a possibilidade de recordar, a existência se esvazia por completo. A vida se sustenta com</p><p>base nas ideias do presente, nas referências do passado e na forma como processamos e armazenamos</p><p>as nossas experiências. Por isso, ninguém quer perder a memória, todos querem melhorá-la. Pois um</p><p>novo e ousado procedimento médico foi capaz de impulsionar o mecanismo que forma e preserva as</p><p>lembranças, um feito inédito na medicina. Eletrodos implantados em uma área específica do cérebro</p><p>recuperaram 15% da memória de pacientes. A taxa equivale ao que se perde em dois anos e meio com</p><p>a degeneração provocada pela doença de Alzheimer. Ou ao que se esvai naturalmente em dezoito anos</p><p>de vida de uma pessoa saudável. Traduzindo: quem tem 56 anos hoje pode, em tese, voltar a ter a</p><p>mesma memória que tinha aos 38 anos. Disse à VEJA Youssef Ezzyat, psicólogo da Universidade da</p><p>Pensilvânia, autor principal da técnica: “O método abre um caminho de possibilidades para auxiliar as</p><p>pessoas com problemas de memória”. Publicado na revista Nature Communications, o trabalho tem</p><p>sido considerado por especialistas do mundo todo como um dos feitos mais promissores ocorridos na</p><p>neurologia nas últimas décadas, desde a disseminação dos aparelhos de ressonância magnética que</p><p>revelam o cérebro em atividade.</p><p>Adaptado de: <https://veja.abril.com.br/saude/nasce-o-primeiro-</p><p>antidoto-contra-a-falta-de-memoria/>. Acesso em 22 jun. 2018.</p><p>Considerando as classes gramaticais em uso, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao que se</p><p>afirma.</p><p>a) Em “Usas um vestido [...]”, embora “um” seja classificado como um artigo indefinido, a oração</p><p>“[…] que é uma lembrança para o meu coração […]” especifica o vestido ao qual ele se refere.</p><p>b) Em “O meu coração [...]”, o artigo definido em destaque, aliado ao pronome possessivo “meu”,</p><p>serve para determinar, especificar o coração do eu lírico.</p><p>c) Em “[…] tudo na vida […]”, o elemento em destaque é artigo definido, mas tem função</p><p>generalizadora e, portanto, é utilizado para se referir apenas à vida do eu lírico.</p><p>d) Em “[…] Se faz por recordações. / Ama-se por memória. [...]”, a ausência de artigo, seja definido</p><p>ou indefinido, antes de “recordações e memória”, serve para dar maior abrangência a esses</p><p>elementos.</p><p>e) Em “[…] Usou-o outrora [...]”, o termo em destaque é um pronome que retoma “o vestido”, com</p><p>função de especificar e retomar o vestido ao qual o eu lírico se refere.</p><p>Questão 100: FAURGS - Tanta coisa feia, suja e malvada acontecendo que, às vezes, dá vontade de</p><p>esquecer de tudo. Nem que seja por duas horas. Isso a gente consegue com um livro – mas só de noite,</p><p>no conforto do lar e deixando o celular no silencioso para não se deixar seduzir por avisos de</p><p>mensagens</p><p>que nunca, nem por um</p><p>(a)</p><p>segundo, param de entrar. Assim como a aventura humana pode</p><p>ser dividida em antes e depois da invenção da poltrona, nas palavras de Millôr Fernandes, o poder de</p><p>concen-tração do homem está dividido em antes e depois das redes sociais. Dom Casmurro, a chegada</p><p>à Lua, a própria internet: para nossa sorte, tudo aconteceu antes do Instagram e do Facebook. Se</p><p>fosse agora, talvez Marie Curie parasse para uma selfie bem no instante de isolar os elementos, ou</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Proust procrastinasse com posts bem-humorados diante da dificuldade de escrever milhares de</p><p>páginas. Sabe-se lá o que seria da civilização.</p><p>Existem dois</p><p>(b)</p><p>territórios em que desligar o telefone é sagrado – se não por vontade do usuário, para</p><p>não tomar uma</p><p>(c)</p><p>vaia dos demais presentes. No teatro e no cinema, celulares e seus vícios deveriam</p><p>ficar no fundo do bolso e da bolsa. Não que volta e meia a luz de uma tela não perturbe o escuro.</p><p>Pior: que o som de uma chamada não interrompa a cerimônia do espetáculo. “Não posso falar agora,</p><p>liga mais tarde. (…) O quê? Depois a gente conversa, só vê se a Julinha tem ração e dá um beijo no</p><p>Rex, quer dizer, dá um beijo na Julinha e vê se o Rex tem ração. (…) Beijo, te ligo na saída.”</p><p>Mas o assunto deste texto é o prazer de esquecer da vida assistindo a um filme. Aqui entra o Festival</p><p>de Cinema do Rio, que acabou na semana passada depois de dez dias e dezenas de filmes exibidos por</p><p>módicos onze reais a cada sessão. Em Porto Alegre também tem disso. O Capitólio, o Santander, a Casa</p><p>de Cultura Mario Quintana e mostras como o Fantaspoa e Ela na Tela, que começa neste final de</p><p>semana e vai até 25 de outubro, trazem muitas joias a preços populares para a cidade – quando não no</p><p>amor. E por amor.</p><p>Entre os tantos filmes do Festival do Rio, dois</p><p>(d)</p><p>que gostaria de recomendar. O primeiro tem irritado</p><p>cinéfilos mais xiitas por se tratar de uma cinebiografia bem-humo-rada demais, talvez, de Jean-Luc</p><p>Godard. Azar o deles. O Formidável, do diretor Michel Hazanavicius, que já ganhou o Oscar por O</p><p>Artista, é muito bom. Se é que viu, Godard odiou. O filme trata do período em que, depois de filmar A</p><p>Chinesa, Godard, aos 37 anos, casa com a atriz Anne Wiazemsky, então com 19, autora do livro que</p><p>serviu de base para o roteiro. De charmoso e irresistível, nas palavras de Anne, ele vira um chato de</p><p>galochas (embora com seus encantos) ao abraçar o maoísmo e renegar seus filmes anteriores. O</p><p>Formidável reconstitui as passeatas de maio de 68 em Paris, faz referências ao modo de Godard filmar,</p><p>é irônico na medida e traz um sensacional protagonista, o ator Louis Garrel. É um filme</p><p>(e)</p><p>para sair</p><p>feliz do cinema, exatamente a sensação que o mestre não queria proporcionar a seus espectadores. E</p><p>mais não conto para não dar spoiler.</p><p>O segundo filme é O Artista do Desastre. O espec-tador ri até sem querer da reconstituição do</p><p>“Cidadão Kane dos filmes ruins”, The Room. James Franco faz o papel de diretor do pior filme do</p><p>mundo – e também é o diretor e produtor na vida real. Indo para casa de metrô, só tinha um</p><p>pensamento: que bom vencer a preguiça e sair de casa em um domingo frio e chuvoso para ser feliz</p><p>por duas horas.</p><p>Adaptado de: TAJES, Claudia. Cinema também é resistência. Zero Hora, Caderno Donna, Porto Alegre, 24 de outubro de 2017.</p><p>Disponível em http://revistadonna.clicrbs.com.br/ coluna/claudia-tajes-cinema-tambem-e-resistencia/. Acesso em 12/05/2018.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta análise morfo-lógica e análise sintática corretas.</p><p>a) Artigo um na função sintática de adjunto adnominal.</p><p>b) Numeral dois na função sintática de adjunto adverbial.</p><p>c) Artigo uma na função sintática de adjunto adnominal.</p><p>d) Numeral dois na função sintática de adjunto adverbial.</p><p>e) Numeral um na expressão É um filme, na função sintática de adjunto adnominal.</p><p>Questão 101: Instituto Excelência -</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Quais as diferenças entre tartarugas, cágados e jabutis?</p><p>A tartaruga é um animal aquático. Existem tartarugas de água salgada e de água doce. As que vivem</p><p>em água doce são semi-aquáticas, pois também vivem em terra. Os membros das tartarugas</p><p>transformaram-se em nadadeiras, para facilitar seus movimentos na água.</p><p>Esses quelônios geralmente têm um metro de comprimento e pesam cerca de 200 quilogramas. Mas há</p><p>exemplares de até 2,5 metros e 800 quilogramas.</p><p>As tartarugas comem frutas e sementes. Só comem carne quando não encontram esses alimentos. A</p><p>carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.</p><p>Os cágados vivem em água doce ou em terra. Seus membros têm cinco dedos terminados em unhas.</p><p>São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros. Alimentam-se de peixes e, em</p><p>cativeiro, aceitam pedaços de carne e minhocas.</p><p>Os jabutis são terrestres. Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados. Sabem</p><p>nadar, mas não mergulham como as tartarugas e os cágados. Medem entre 35 e 40 centímetros, mas</p><p>alguns chegam até a 70 centímetros de comprimento.</p><p>Os membros dos jabutis parecem pequenas patas de elefante e seus cinco dedos terminam em grossas</p><p>unhas. Alimentam-se de frutas e suportam bem o cativeiro.</p><p>Referência Bibliográfica:</p><p>BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson C. Ciências: os seres vivos – ecologia e saúde. São Paulo: Ática, 2002, p.251.</p><p>Assinale a alternativa CORRETA em que a palavra em destaque é um artigo indefinido.</p><p>a) A tartaruga é um animal aquático</p><p>b) A carne das tartarugas é muito saborosa e apreciada no mundo inteiro.</p><p>c) São menores que as tartarugas, pois medem entre 15 e 30 centímetros.</p><p>d) Vivem na mata, sob as árvores, mas gostam de banhos demorados.</p><p>e) Nenhuma das alternativas.</p><p>Questão 102: DIRENS Aeronáutica -</p><p>“O poeta Alphonsus de Guimaraens Filho me conta como o filhinho de um amigo</p><p>(C)</p><p>seu esperava</p><p>conseguir entrar no céu ao morrer, segundo um processo</p><p>(D)</p><p>digno de meditação.</p><p>– Papai, alma tem mão? – perguntou um dia</p><p>(A)</p><p>o garoto.</p><p>– Deve ter sim. Por quê? – respondeu o pai, distraído.</p><p>– Porque quando eu morrer quero levar um queijo</p><p>(B)</p><p>para Deus.</p><p>(SABINO, Fernando. Livro aberto. Rio de Janeiro: Record, 2001, p.93).</p><p>Nesse texto, o termo “um” aparece quatro vezes. Ele só não pode ser interpretado apenas como</p><p>artigo em</p><p>a) “um dia”.</p><p>b) “um queijo”.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>c) “um amigo”.</p><p>d) “um processo”.</p><p>Questão 103: CETREDE - Analise as afirmativas a seguir, com relação ao uso do artigo e marque a</p><p>opção INCORRETA.</p><p>a) Procurou fazer perguntas as mais difíceis.</p><p>b) Precisou esperar das cinco até a uma hora.</p><p>c) O pai chamou o filho e saiu com todos os quatro.</p><p>d) Todos os quatro filhos acompanharam os pais.</p><p>e) A Penha é um ponto turístico.</p><p>Questão 104: IBGP - Analise o período “O carro foi comprado por João”</p><p>Assinale a alternativa que contempla, no período apresentado, um artigo:</p><p>a) “O”</p><p>b) “carro”</p><p>c) “foi”</p><p>d) “João”</p><p>Questão 105: ACEP -</p><p>A ÁGUA NO MUNDO E SUA ESCASSEZ NO BRASIL</p><p>A atual situação de grave escassez de água potável, afetando boa parte do Sudeste brasileiro onde se</p><p>situam as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nos obriga, como nunca</p><p>antes, a repensar a questão da água e a desenvolver uma cultura do cuidado, acolitado por seus</p><p>famosos erres (r): reduzir, reusar, reciclar, respeitar e reflorestar.</p><p>Nenhuma questão hoje é mais importante do que a da água. Dela depende a sobrevivência de toda a</p><p>cadeia da vida e, consequentemente, de nosso próprio futuro. Ela pode ser motivo de guerra como de</p><p>solidariedade social e cooperação entre os povos. Especialistas e grupos humanistas já sugeriram um</p><p>pacto social mundial ao redor daquilo que é vital para</p><p>todos: a água. Ao redor da água se criaria um</p><p>consenso mínimo entre todos, povos e governos, em vista de um bem comum, nosso e do sistema-vida.</p><p>Independentemente das discussões que cercam o tema da água, podemos fazer uma afirmação segura</p><p>e indiscutível: a água é um bem natural, vital, insubstituível e comum. Nenhum ser vivo, humano ou</p><p>não humano, pode viver sem a água. A ONU no dia 21 de julho de 2010, aprovou esta resolução: “a</p><p>água potável e segura e o saneamento básico constituem um direito humano essencial.” (...)</p><p>Há uma corrida mundial para privatização da água. Aí surgem grandes empresas multinacionais como</p><p>as francesas Vivendi e Suez-Lyonnaise a alemã RWE, a inglesa Thames Water e a americana Bechtel.</p><p>Criou-se um mercado das águas que envolve mais de 100 bilhões de dólares.</p><p>Leonardo Boff (Disponível em: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/02/02/a-agua-no-mundo-e-sua-escassez-no-brasil/)</p><p>Assinale a alternativa correta quanto à classificação de “a”, no período, “Nenhuma questão hoje é</p><p>mais importante do que a da água. Dela depende a sobrevivência de toda a cadeia da vida e,</p><p>consequentemente, de nosso próprio futuro.”.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>a) Pronome demonstrativo, artigo definido, artigo definido.</p><p>b) Preposição, artigo definido, pronome demonstrativo.</p><p>c) Artigo definido, pronome pessoal oblíquo, preposição.</p><p>d) Artigo definido, preposição, artigo definido.</p><p>Questão 106: FAU UNICENTRO -</p><p>O problema dos cálculos biliares</p><p>Para uma parte do corpo tão pequena e pouco essencial, a vesícula biliar pode causar muita dor. Mais</p><p>ou menos do tamanho e formato de uma pera, o órgão fica no lado direito do abdome. Sua função é</p><p>guardar a bile, líquido produzido pelo fígado que ajuda a digerir a gordura da alimentação. A vesícula</p><p>libera o líquido no intestino delgado quando necessário.</p><p>Quando o delicado equilíbrio químico da bile se altera – não sabemos direito como nem por quê -, seus</p><p>componentes podem se cristalizar.</p><p>Com o tempo, esses cristais se combinam para formar cálculos (colelitíase), pequenos como grãos de</p><p>areia ou grandes como bolas de golfe. Em pelo menos 75% dos casos, os cálculos biliares não causam</p><p>sintomas nem complicações e, portanto, não exigem tratamento. No entanto, caso um cálculo obstrua</p><p>temporariamente um dos dutos da bile que entram e saem da vesícula, o resultado é um surto súbito e</p><p>rápido de dor intensa no abdome, na área das costelas e/ou nos ombros. Isso não causa problemas</p><p>duradouros, mas é bom ir ao médico para confirmar se é mesmo a vesícula, e não outro problema,</p><p>como uma úlcera.</p><p>A obstrução prolongada ou permanente dos dutos pode provocar complicações graves, como infecções</p><p>e inflamações. Vá ao médico imediatamente se tiver icterícia, febre, arrepios ou dor incessante.</p><p>Os cálculos biliares são mais comuns em mulheres com mais de 40 anos e em pessoas com histórico</p><p>familiar da doença. O principal fator de risco passível de correção é a obesidade, diz o Dr. Stephen</p><p>Ryder, consultor médico do British Liver Trust. Mas ele é contra emagrecer depressa demais, pois isso</p><p>pode dar início à formação de cálculos ou provocar sintomas; “portanto, é melhor um emagrecimento</p><p>controlado”, diz ele.</p><p>Se você já tem cálculos biliares sintomáticos, e os ataques são leves, é possível controlar seus efeitos</p><p>com analgésicos; uma alimentação com baixo teor de gordura também faz uma modesta diferença. Se</p><p>os sintomas forem graves e frequentes, o único tratamento eficaz é a remoção cirúrgica da vesícula.</p><p>É possível viver sem ela, pois o fígado continua a produzir bile, que passa direto ao intestino delgado</p><p>em vez de se acumular primeiro na vesícula. Depois da cirurgia, cerca de um em dez pacientes sofre</p><p>diarreia ocasional enquanto o sistema digestivo se adapta à liberação contínua da bile. Isso pode durar</p><p>de semanas a anos, mas medicamentos chamados sequestradores de ácidos biliares ajudam a controlar</p><p>o problema. Mas, para a maioria, a diferença entre ter ou não vesícula é imperceptível.</p><p>Samantha Rideout</p><p>Fonte: Revista Seleções, abril de 2018, páginas 16 e 17.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Assinale a alternativa cujo termo destacado não seja um artigo:</p><p>a) Sua função é guardar a bile, líquido produzido pelo fígado...</p><p>b) ... fígado que ajuda a digerir a gordura da alimentação.</p><p>c) ...é bom ir ao médico para confirmar se é mesmo a vesícula...</p><p>d) ...o único tratamento eficaz é a remoção cirúrgica da vesícula.</p><p>e) ...a vesícula biliar pode causar muita dor.</p><p>Questão 107: IDCAP - (Texto)</p><p>O mapa em 3D que mostra com precisão os pontos altos e baixos da superfície da Terra</p><p>A DRL, agência especial alemã, acaba de divulgar um mapa em 3D que mostra a superfície da Terra de</p><p>forma inédita, A representação gráfica foi elaborada a partir de imagens captadas por dois satélites de</p><p>monitoramento, que traçaram as variações topográficas ao longo de mais de 148 milhões de Km</p><p>2</p><p>. A</p><p>agência disponibilizou o mapa gratuitamente para qualquer cientista que queira utilizá-lo. Suas</p><p>aplicações é diversas: da previsão do curso da água durante enchentes ao planejamentos de grandes</p><p>projetos de infraestrutura.</p><p>(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso</p><p>em 16 de outubro de 2018)</p><p>As partículas “a” e “A” retiradas do Texto são classificas morfologicamente, respectivamente, como:</p><p>a) Artigo definido – Preposição.</p><p>b) Preposição – Artigo definido.</p><p>c) Artigo definido – Artigo definido.</p><p>d) Preposição – Preposição.</p><p>e) Pronome oblíquo – Pronome demonstrativo.</p><p>Questão 108: AVANÇASP - Em geral, as pessoas param para analisar os próprios erros no intuito de</p><p>evitá-los no futuro. Mas também é importante compreender a razão de suas vitórias para poder</p><p>repeti-las sem perder tempo relembrando como foi que as conquistou. Ao estudar a forma como</p><p>obteve seus sucessos, você terá mais chances de vê-los se repetirem. Certa empresa aumentou suas</p><p>vendas em 200% em um ano, mas seus executivos não pararam para investigar as razões desse</p><p>crescimento fenomenal. Pensavam que bastava “não mexer no time que está ganhando” para</p><p>continuar os bons resultados. Além disso, contrataram, mais funcionários, prevendo fechar novos</p><p>negócios. No ano seguinte, no entanto, as vendas caíram drasticamente. Só então resolveram analisar</p><p>o desempenho do ano anterior para compreender o que havia ocorrido. Os números mostraram que</p><p>uma parcela significativa do crescimento se devia ao relacionamento de um gerente de contas com um</p><p>único cliente. Mas, perto do final do ano, esse gerente, que sempre se mantivera em contato com seus</p><p>clientes e assim se antecipava às suas necessidades, havia se descuidado desses contatos, tão</p><p>envolvido que estava com problemas pessoais, e ninguém havia prestado atenção. Um concorrente se</p><p>aproveitou disso para iniciar uma aproximação com o cliente, conseguindo conquistá-lo. Resumindo: se</p><p>a empresa tivesse parado e analisado as razões de seu êxito no ano anterior, teria investido em</p><p>proteger o relacionamento com aquele cliente. Em vez disso, tiveram que trabalhar dobrado no ano</p><p>seguinte para não fechar no vermelho. Temos aqui duas lições importantes: 1) a importância de</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>gerenciar relacionamentos, pois é mais fácil manter satisfeito um cliente antigo do que conquistar um</p><p>novo cliente, e 2) a percepção de que examinar as razões de um sucesso é um fator crucial para poder</p><p>repeti-lo.</p><p>(LEVINE, Stuart R. Vá Direto ao Assunto. São Paulo: Sextante, 2009, p. 39).</p><p>Assinale a alternativa que NÃO apresenta artigo definido:</p><p>a) Chegaram os presentes.</p><p>b) O bem sempre vencerá o mal.</p><p>c) O juiz condenou o acusado.</p><p>d) O avião é de minha propriedade.</p><p>e) Neste mercado vendem-se uns produtos importados.</p><p>Questão</p><p>109: CONSEL - Marque a alternativa em que haja um artigo definido e um artigo indefinido,</p><p>respectivamente:</p><p>a) Roberto Carlos é o melhor cantor dessa geração.</p><p>b) Gostaria de ganhar um notebook novo e a impressora daquela loja.</p><p>c) Uma boa noite de repouso é a melhor maneira de evitar o cansaço.</p><p>d) O apartamento que comprei é um pouco antigo.</p><p>Questão 110: CONSEL -Marque a alternativa em que haja um artigo definido e um artigo indefinido,</p><p>respectivamente:</p><p>a) Roberto é o funcionário aluna dessa empresa.</p><p>b) Gostaria de viajar para um lugar no nordeste e a Santa Catarina.</p><p>c) Uma boa sessão de terapia é a melhor maneira de evitar a depressão.</p><p>d) A mobília que comprei é um pouco antiga.</p><p>Questão 111: INSTITUTO MAIS - Assinale a alternativa que apresenta a oração em que o uso ou</p><p>omissão do artigo indefinido esteja correto.</p><p>a) Aquele crítico de cinema é mau espectador, às vezes.</p><p>b) Juvenal, um patrão déspota e mal-humorado, demitiu vários funcionários.</p><p>c) De um modo geral, todos temem a violência urbana.</p><p>d) O juiz teve uma certa dúvida quanto àquele lance polêmico da partida.</p><p>Questão 112: SETA - Utilize os artigos “o”, “a”, “os”, “ as”; “ um”, “ uma”, “uns”, “ umas” para</p><p>preencher as lacunas das frases abaixo. Assinale a alternativa que corresponde ao preenchimento:</p><p>“ dia, menino resolveu fazer viagem acompanhado de amigo, seu melhor</p><p>amigo, cão. menino não sabia que viagem seria muito perigosa, e eles passariam</p><p>por experiências jamais esquecidas.”</p><p>a) Um- um- um- uma- um- As- uma- umas</p><p>b) Um- o- o- a- o- As- umas- umas</p><p>c) Um- um- uma- o- um- Um- uma- umas</p><p>d) O- um- a- um- um- O- a- as</p><p>e) Um- o- uma- um- um- O- a- umas</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 113: ALFA Umuarama - Há palavras que mudam de significado conforme seu gênero, como</p><p>se observa nestes exemplos:</p><p>- O língua (intérprete): “Pedro era o língua do grupo”.</p><p>- A língua (músculo do aparelho digestivo; idioma): “Tomei café quente e queimei a língua”.</p><p>Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos períodos seguintes:</p><p>- “Hoje cedo, ___ rádio noticiou o acidente”.</p><p>- “O delegado informou que prenderam ____ cabeça da quadrilha”.</p><p>- “Após a derrota, o técnico precisa concentrar esforços para elevar novamente ____ moral dos</p><p>jogadores”.</p><p>- “A cozinheira pediu mais ____________ gramas de queijo para completar a receita”.</p><p>a) o – a – o – duzentos</p><p>b) a – a – a – duzentos</p><p>c) a – o – o – duzentos</p><p>d) a – o – a – duzentas</p><p>e) o – o – o – duzentas</p><p>Questão 114: CONSESP - Qual das alternativas abaixo, o termo em destaque é um artigo?</p><p>a) Não deves ir lá.</p><p>b) Machuquei o cãozinho.</p><p>c) Cuide-se bem.</p><p>d) A madrugada é fria.</p><p>Questão 115: CONSESP - Na frase “Este é o assunto histórico desta noite.”, o termo destacado é</p><p>classificado como</p><p>a) artigo indefinido.</p><p>b) conjunção.</p><p>c) preposição.</p><p>d) artigo definido.</p><p>Questão 116: COMPERVE (UFRN) - As questão é baseada no texto abaixo.</p><p>Verde é a cor da paz</p><p>Por Dr. Daniel Barros*</p><p>1º Eu estava no Ensino Médio, se bem me lembro, quando descobri o jogo SimCity. Era um game para</p><p>computador que simulava a construção de uma cidade. Começávamos com uma verba para construir a</p><p>usina de energia, abrir as primeiras ruas, estabelecer serviços, atraindo migrantes. Os impostos</p><p>começavam a entrar, a cidade crescia e, com ela, surgiam oportunidades e problemas.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>2º A criminalidade já era uma questão complicada, pois construir delegacias era caro, e não dava para</p><p>colocá-las em todo canto. Até que, lendo sobre o jogo numa revista, descobri que a construção de</p><p>parques reduzia a criminalidade. Espantado com a informação, passei a encher as cidades com áreas</p><p>verdes (que, na época, apareciam cinza para mim, pois eu jogava num monitor de fósforo branco), e,</p><p>de fato, a criminalidade ficou mais controlada.</p><p>3º Por muito tempo, a vegetação foi associada ao risco de violência, não a seu controle. Desde o Lobo</p><p>Mau, que abordava Chapeuzinho Vermelho quando, desobediente, a menina se embrenhava na</p><p>floresta, até os relatos dos maníacos que atacavam as mulheres nas cidades, levando-as para o</p><p>matagal, nada parecia indicar que a vegetação pudesse ter um impacto positivo no crime. Até que</p><p>alguns estudos começaram a sugerir que as áreas verdes, quando bem cuidadas, não servem, de fato,</p><p>como esconderijo para malfeitos. Além do que estimulam a presença das pessoas nos espaços públicos</p><p>– o que aumenta o controle social indireto, a vigilância dos concidadãos uns sobre os outros e assim</p><p>por diante.</p><p>4º A prova definitiva veio no início dos anos 2000, por meio de uma pesquisa feita por dois professores</p><p>da Universidade de Illinois, em um grande conjunto habitacional, nas cercanias de Chicago. O</p><p>conjunto de prédios fora construído na década de 1940 e abrigava, mais de meio século depois, uma</p><p>das populações mais pobres dos EUA. Dos quase 6 mil moradores, 97% eram negros, 93% estavam</p><p>desempregados na ocasião da pesquisa, metade necessitando de auxílio financeiro do governo para</p><p>criar os filhos.</p><p>5º Embora inicialmente todo o conjunto fosse cercado de árvores e gramado, com os anos, diversas</p><p>áreas foram sendo pavimentadas de maneira desordenada, deixando espaços sem vegetação alguma,</p><p>outros com um pouco de verde remanescente e outros com grande arborização. E, como os moradores</p><p>haviam sido aleatoriamente distribuídos entre as unidades, criou-se ali um laboratório natural para o</p><p>estudo da interação ambiente-comportamento. Analisando os dados de criminalidade reportados por</p><p>área, os pesquisadores descobriram que os prédios sem vegetação no entorno eram os mais violentos.</p><p>Comparados com eles, os que ainda tinham alguma área verde eram alvo de um índice 42% menor de</p><p>crimes, tanto contra pessoas como contra o patrimônio. Os que mantiveram toda a arborização</p><p>sofriam 52% menos crimes, sendo 48% contra a propriedade e impressionantes 56% relacionados a</p><p>crimes violentos.</p><p>6º Além dos impactos urbanos, como maior participação das pessoas nos espaços públicos, os cientistas</p><p>levantam como hipótese o impacto psicológico dos ambientes verdejantes. Existem muitas evidências</p><p>de que o contato com a natureza, seja direto, seja por meio de um vaso em casa, alivia o estresse. A</p><p>fadiga mental, bastante relacionada à violência por sua associação com irritabilidade e impulsividade,</p><p>é sabidamente aliviada com esse contato.</p><p>7º Imagino que tenha relação com nossas origens silvestres, das quais nos afastamos ao nos cercarmos</p><p>de tijolos. Será que parte de nosso estresse com a vida urbana não pode ser resultado desse</p><p>afastamento? Talvez sim, talvez não. Mas, se você não tem uma janela voltada para árvores, cuide,</p><p>pelo menos, de ter um vaso no canto da sala, ou mesmo um vasinho em cima da mesa. Vá saber o</p><p>estresse que você não estará prevenindo?</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>*Daniel Barros é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia.</p><p>BARROS, Daniel. Verde é a cor da paz. Galileu. São Paulo, Editora Globo, Nº 321, Abril, 2018. [adaptado]</p><p>Para responder à questão, considere o parágrafo transcrito abaixo.</p><p>Imagino que tenha[1] relação com nossas origens silvestres, das quais nos afastamos ao nos cercarmos</p><p>de tijolos. Será que parte de nosso estresse com a vida urbana não pode ser resultado desse</p><p>afastamento? Talvez sim, talvez não. Mas, se você não tem uma janela voltada para árvores, cuide,</p><p>pelo menos, de ter um vaso no canto da sala, ou mesmo um vasinho em cima da mesa. Vá saber o</p><p>estresse que[2] você não estará prevenindo?</p><p>No parágrafo, há um total de</p><p>a) nove artigos, sendo seis definidos e três indefinidos.</p><p>b) onze artigos, sendo oito definidos e três indefinidos.</p><p>c)</p><p>seis artigos, todos definidos.</p><p>d) oito artigos, todos definidos.</p><p>Questão 117: CONSCAM - Assinale a alternativa na qual o artigo definido denota familiaridade.</p><p>a) Sempre quis conhecer o Amazonas.</p><p>b) Chegou Sua Alteza, o Príncipe de Gales.</p><p>c) “Os Lusíadas” é meu livro favorito.</p><p>d) Meu colega é o Pedro, não o Antônio.</p><p>e) O rapaz que você conheceu é meu primo.</p><p>Questão 118: CONSCAM - Assinale a alternativa na qual o artigo definido denota familiaridade.</p><p>a) Sempre quis conhecer o Amazonas.</p><p>b) Chegou Sua Alteza, o Príncipe de Gales.</p><p>c) “Os Lusíadas” é meu livro favorito.</p><p>d) Meu colega é o Pedro, não o Antônio.</p><p>e) O rapaz que você conheceu é meu primo.</p><p>Questão 119: Instituto Excelência - Assinale a alternativa que apresenta a frase que contém um</p><p>artigo indefinido:</p><p>a) Vou viajar para o Rio de Janeiro.</p><p>b) Comprei uns cem sapatos.</p><p>c) Todos os funcionários faltaram na empresa.</p><p>d) Amanhã a loja não abrirá.</p><p>Gabarito</p><p>1) B 2) A 3) A 4) A 5) C 6) D 7) D 8) C 9) C 10) B 11) B 12) C 13) B 14) C 15) D 16) C 17) A 18) C 19) D</p><p>20) C 21) C 22) A 23) D 24) A 25) B 26) C 27) Certo 28) D 29) C 30) A 31) A 32) D 33) D 34) D 35) A</p><p>36) D 37) A 38) A 39) B 40) E 41) D 42) A 43) D 44) E 45) A 46) B 47) C 48) B 49) A 50) E 51) A 52) C</p><p>53) B 54) A 55) D 56) C 57) B 58) D 59) A 60) C 61) D 62) C 63) B 64) Anulada 65) D 66) E 67) C 68)</p><p>D 69) A 70) D 71) E 72) E 73) Certo 74) C 75) C 76) B 77) B 78) B 79) B 80) D 81) C 82) B 83) D 84) E</p><p>85) D 86) B 87) A 88) D 89) C 90) D 91) C 92) A 93) C 94) D 95) C 96) C 97) A 98) B 99) C 100) C</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>101) A 102) B 103) C 104) A 105) A 106) B 107) C 108) E 109) D 110) D 111) A 112) E 113) C 114) D</p><p>115) D 116) B 117) D 118) D 119) B</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>mas</p><p>necessitamos de outros subsídios linguísticos, fornecidos pelo letramento (conjunto de práticas que</p><p>denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito). O domínio desse conceito é</p><p>importante em quase todas as situações em que se trabalha com a língua. Para ficar em alguns</p><p>exemplos:</p><p>• Na fala ou na escrita, é fundamental considerar a situação de produção dos discursos que, afinal, são</p><p>possibilitados pelo conhecimento gramatical (morfológico, sintático, semântico) de cada pessoa.</p><p>• Compreender que o aceitável na linguagem coloquial pode ser considerado um desvio na linguagem</p><p>padrão ou norma culta.</p><p>• Abordar os diversos graus de formalidade das situações de interação</p><p>• Compreender as especificidades das modalidades oral e escrita da língua.</p><p>(Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais</p><p>Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC.</p><p>Adaptado.)</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Considerando o texto, pode-se afirmar que:</p><p>I. A língua é um sistema dinâmico.</p><p>II. As regras da linguagem padrão estão bem estabelecidas sendo aplicadas a todo tipo de contexto.</p><p>III. A partir de uma abordagem mais ampla da gramática, pode- -se implementar conceitos como</p><p>“adequação” e “inadequação” em substituição a antigos conceitos.</p><p>Está correto o que se afirma apenas em</p><p>a) I.</p><p>b) III.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II e III.</p><p>Questão 9: Unifil - Leia o texto para responder a questão.</p><p>Como escolher o som de despertador perfeito, segundo a ciência</p><p>Um conjunto de pesquisas da Austrália mostram a frequência e batida mais eficazes em estimular o</p><p>estado de alerta. Ouça o que seria o “alarme perfeito”.</p><p>Por Maria Clara Rossini</p><p>O “só mais cinco minutinhos” é o terror de quem precisa acordar cedo. Primeiro você aperta o botão</p><p>“soneca” uma vez, só para curtir uns últimos minutinhos de sono. Depois duas, três vezes. E mesmo</p><p>com o som do despertador no máximo, você não consegue ficar acordado. Quando vai ver, já está uma</p><p>hora atrasado.</p><p>Ter uma boa noite de sono é o melhor jeito de evitar aquela sensação “grogue” logo ao acordar. Mas</p><p>escolher um bom alarme também pode ajudar. Uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de</p><p>Melbourne, na Austrália, mostrou que alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado</p><p>de alerta ao acordar.</p><p>O seu cérebro não é como um interruptor, que liga e desliga totalmente na hora que quer. As regiões</p><p>mais importantes para o estado de alerta, como o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do</p><p>que outras áreas. Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado, o que causa a sensação</p><p>“grogue”. O fluxo de sangue para o cérebro é outro fator que influencia essa sensação.</p><p>Sons com melodias energizantes (como a música ABC, do The Jackson 5), são boas pedidas. Mas não é</p><p>só isso. O estudo também mostrou que existem volumes e frequências mais eficazes para cada faixa</p><p>etária.</p><p>Jovens entre 18 e 25 anos precisam de alarmes com sons mais altos para acordar totalmente,</p><p>enquanto pessoas mais velhas já ficam de pé com barulhos mais baixos. Aos 18 anos de idade, você</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>pode precisar de um alarme com até 20 decibéis a mais do que aos 80 anos. Os pré-adolescentes</p><p>(entre 10 e 14 anos) são os que precisam dos sons mais altos.</p><p>Um outro estudo, também do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, mostrou que tons com</p><p>frequência dominante de 500 Hz deixam as pessoas mais alertas do que aqueles com mais de 2000 Hz.</p><p>Não por coincidência, essa é a frequência do alarme padrão do iPhone.</p><p>A pesquisa também concluiu que pessoas com alarmes “cantáveis” se sentem mais alertas ao acordar.</p><p>A música não precisa ter letra, necessariamente – basta uma melodia que você consiga murmurar</p><p>baixinho. Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas para acordar após um cochilo</p><p>(mesmo que isso te faça odiar a canção depois).</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/como-escolher-o-som-de-despertador-perfeito-segundo-a-ciencia/</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um artigo definido.</p><p>a) “Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado”</p><p>b) “Um estudo de 2016 mostrou que músicas famosas são boas”</p><p>c) “A música não precisa ter letra”</p><p>d) “basta uma melodia que você consiga murmurar baixinho”</p><p>e) “você não consegue ficar acordado”</p><p>Questão 10: Instituto ACCESS - Texto</p><p>Terra tem asteroide de 1,2 km que a segue em sua órbita</p><p>Graças a dados do telescópio Soar, observatório do qual o Brasil é sócio majoritário no Chile,</p><p>pesquisadores confirmaram que a Terra tem um asteroide de 1,2 km de diâmetro que acompanha o</p><p>planeta em sua órbita ao redor do Sol.</p><p>Muito tem sido dito sobre os pontos de libração (ou lagrangianos) de um sistema como o Terra-Sol,</p><p>agora que o Telescópio Espacial James Webb se instalou em um deles, o L2, localizado a 1,5 milhão de</p><p>km da Terra, acompanhando o planeta em seu passeio pelo carrossel solar. Mas outros dois pontos do</p><p>mesmo tipo, L4 e L5, ficam exatamente na órbita terrestre, a 60 graus do planeta, um adiante e outro</p><p>atrás.</p><p>Eles servem, assim como os demais, como uma espécie de estacionamento natural, em que a</p><p>gravidade dos dois astros (Sol e Terra, no caso) se contrabalança para estabilizar objetos ali</p><p>localizados. Vale para naves, como o Webb, e também para asteroides, que, quando param por lá, são</p><p>chamados de troianos.</p><p>O termo foi originalmente usado para descrever os pedregulhos que ficam nos pontos L4 e L5 do</p><p>sistema Júpiter-Sol, acompanhando o planeta gigante em sua órbita. Mas em tese qualquer mundo</p><p>com massa suficiente pode tê-los. Com efeito, há troianos associados a todos os gigantes gasosos e a</p><p>quase todos os rochosos (só Mercúrio não teve ao menos um objeto desse tipo descoberto).</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>O primeiro troiano terrestre a ser achado foi o 2010 TK7, detectado, adivinhe só, em 2010. O segundo,</p><p>esmiuçado agora, pintou uma década depois, quando o telescópio Pan-Starrs1, no Havaí, descobriu o</p><p>2020 XL5. Mas, por ocasião de sua descoberta, era possível que fosse apenas um asteroide de</p><p>passagem, não um troiano.</p><p>Contudo, uma busca nas imagens de arquivo da DECam, câmera do projeto Dark Energy Survey,</p><p>revelou a posição do objeto em vários momentos entre 2012 e 2019. Somando-a às novas observações,</p><p>foi possível determinar a órbita e constatar que de fato ele acompanha a Terra – e assim o fará por</p><p>pelo menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado gravitacionalmente e pegar outro caminho.</p><p>Os dados do Soar em particular permitiram estimar o tamanho e a composição do 2020 XL5. Trata-se</p><p>de um asteroide tipo C, rico em carbono, e seu diâmetro é dos grandões. Com 1,2 km, ele tem o triplo</p><p>do tamanho do 2010 TK7. Ambos estão localizados no L4, um ponto lagrangiano que viaja à frente da</p><p>Terra em sua órbita. No L5, que vem na esteira do trajeto do planeta em torno do Sol, ainda não</p><p>encontraram nada.</p><p>O resultado foi publicado no periódico Nature Communications e pode ser só mais um em uma lista: é</p><p>bem possível que a Terra tenha outros troianos esperando para ser descobertos. Marte, apesar de</p><p>muito menor, tem pelo menos nove (e possivelmente 14, se contarmos os objetos ainda não listados</p><p>oficialmente como troianos). Facilita, nesse caso, estar perto de um grande repositório, o cinturão de</p><p>asteroides.</p><p>(Salvador Nogueira.</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/blogs/mensageiro-sideral/2022/02/terra-tem-asteroide-de-12-km-que-a-segue-em-sua-orbita.shtml</p><p>. Fevereiro de 2022)</p><p>“Somando-a às novas observações, foi possível determinar a órbita e constatar que de fato ele</p><p>acompanha a Terra –</p><p>e assim o fará por pelo menos mais uns 4.000 anos, até ser perturbado</p><p>gravitacionalmente e pegar outro caminho.” (6º Parágrafo)</p><p>No período acima, há quantas ocorrências de artigo definido?</p><p>a) Duas.</p><p>b) Três.</p><p>c) Quatro.</p><p>d) Cinco.</p><p>Questão 11: Instituto ACCESS - Texto</p><p>Chimpanzés usam insetos para tratar feridas, mostra novo estudo</p><p>Os chimpanzés criam e usam ferramentas, como já sabemos. Mas é possível que eles também usem</p><p>medicamentos para tratar seus ferimentos? Um novo estudo sugere que sim.</p><p>Desde 2005, pesquisadores vêm estudando uma comunidade de aproximadamente 45 chimpanzés no</p><p>Parque Nacional Loango, no Gabão, na costa oeste da África. Em um período de 15 meses, de</p><p>novembro de 2019 a fevereiro de 2021, os pesquisadores notaram 76 feridas abertas em 22</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>chimpanzés. Em 19 casos eles viram um deles realizar o que parecia um autotratamento da ferida,</p><p>usando um inseto como remédio. Em alguns casos, um chimpanzé parecia tratar outro. Os cientistas</p><p>publicaram suas observações na revista Current Biology na segunda-feira (7).</p><p>O procedimento era semelhante em todas as ocasiões. Primeiro, os chimpanzés pegavam um inseto</p><p>voador; depois o imobilizavam, apertando-o entre os lábios. Aí colocavam o inseto sobre a ferida,</p><p>movendo-o em círculo com as pontas dos dedos. Finalmente, retiravam o inseto, usando a boca ou os</p><p>dedos. Com frequência eles colocavam o inseto na ferida e o retiravam diversas vezes.</p><p>Os pesquisadores não sabem que inseto os chimpanzés usavam, ou exatamente como ele pode ajudar a</p><p>curar um ferimento. Sabem que eram pequenos insetos voadores de cor escura. Não há evidência de</p><p>que os chimpanzés comam os insetos – eles com certeza os espremem entre os lábios e os aplicam</p><p>sobre os ferimentos.</p><p>Há outros relatos de automedicação em animais, incluindo cães e gatos que comem capim ou plantas,</p><p>provavelmente para fazê-los vomitar, e ursos e veados que consomem plantas medicinais,</p><p>aparentemente para se automedicar. Orangotangos foram vistos aplicando material para aliviar lesões</p><p>musculares. Mas os pesquisadores não sabem de relatos anteriores de mamíferos não humanos usarem</p><p>insetos para fins medicinais.</p><p>Em três casos, os pesquisadores viram os chimpanzés usarem a técnica em outro chimpanzé. Em um</p><p>deles, uma fêmea adulta chamada Carol cuidou de um ferimento na perna de um macho adulto,</p><p>Littlegrey. Ela pegou um inseto e o deu a Littlegrey, que o colocou entre os lábios e o aplicou na</p><p>ferida. Mais tarde, Carol e outro macho adulto foram vistos esfregando o inseto em torno da ferida de</p><p>Littlegrey. Outro macho adulto se aproximou, retirou o inseto da ferida, colocou-o entre seus lábios e</p><p>depois o reaplicou na perna de Littlegrey.</p><p>Um chimpanzé macho adulto chamado Freddy era um grande entusiasta da medicina com insetos,</p><p>tratando-se diversas vezes de ferimentos na cabeça, nos braços, região dorsal, o pulso esquerdo e o</p><p>pênis. Um dia, os pesquisadores o viram tratar-se duas vezes do mesmo ferimento no braço. Os</p><p>pesquisadores não sabem como Freddy se feriu, mas alguns casos provavelmente envolviam brigas com</p><p>outros machos.</p><p>Alguns animais cooperam com outros de maneiras semelhantes, segundo Simone Pika, diretora do</p><p>laboratório de cognição animal na Universidade de Osnabruck, na Alemanha, que é um dos autores do</p><p>estudo. “Mas não sabemos de qualquer outro caso em mamíferos”, disse ela. “Pode ser um</p><p>comportamento adquirido que só existe nesse grupo. Não sabemos se nossos chimpanzés são especiais</p><p>nesse sentido.”</p><p>Aaron Sandel, antropólogo na Universidade do Texas em Austin, achou o trabalho valioso, mas ao</p><p>mesmo tempo manifestou certas dúvidas. “Eles não oferecem uma explicação alternativa para o</p><p>comportamento, nem fazem conexão com que inseto poderia ser", disse. "O salto para uma potencial</p><p>função médica é um exagero, nesta altura.”</p><p>Mas, disse ele, “cuidar de seus próprios ferimentos ou de outros usando um instrumento, outro objeto,</p><p>é muito raro”. A documentação dos chimpanzés cuidando de outros é “uma importante contribuição</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>para o estudo do comportamento social dos macacos”, acrescentou Sandel. “E é interessante também</p><p>perguntar se há empatia envolvida nisso, como nos humanos.”</p><p>Em algumas formas de comportamento social de macacos, fica claro que há uma troca valiosa. Por</p><p>exemplo, pentear outro chimpanzé oferece alívio dos parasitas para o animal penteado, mas também</p><p>um lanche de insetos para o que penteia. Mas em casos que Pika observou, segundo disse, o chimpanzé</p><p>não recebe nada em troca. Para ela, isso mostra que os macacos estão envolvidos num ato que</p><p>aumenta “o bem-estar de outro ser” e nos ensina mais sobre os relacionamentos sociais dos primatas.</p><p>“Em cada observação em campo aprendemos mais sobre os chimpanzés”, disse ela. “Eles realmente</p><p>nos surpreendem.”</p><p>(Nicholas Bakalar. The New York Times. Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves. Fevereiro de 2022.)</p><p>“Não há evidência de que os chimpanzés comam os insetos – eles com certeza os espremem entre os</p><p>lábios e os aplicam sobre os ferimentos.” (4º parágrafo)</p><p>No período acima, há ocorrência de quantos artigos definidos?</p><p>a) Três.</p><p>b) Quatro.</p><p>c) Cinco.</p><p>d) Seis.</p><p>Questão 12: Instituto ACCESS - Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.</p><p>Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro no interior de SP</p><p>Pesquisadores descobriram no interior de São Paulo um fóssil que pode ser de uma nova espécie de</p><p>dinossauro. O fóssil foi encontrado na cidade de Ibirá, próximo a São José do Rio Preto, e lembra a</p><p>estrutura de um titanossauro, o dinossauro herbívoro e pescoçudo que podia alcançar mais de 20</p><p>metros de comprimento.</p><p>Mas esse novo dinossauro é bem menor, da cabeça ao pescoço não chega a 6 metros e apresenta outras</p><p>características que indicam ser de uma nova espécie, segundo Bruno Navarro, paleontólogo do Museu</p><p>de Zoologia da USP.</p><p>Os resultados da pesquisa ainda estão sendo revisados e devem ser publicados em uma revista</p><p>científica no segundo semestre. Enquanto isso, ainda não é possível ter acesso ao fóssil e nem mesmo</p><p>a fotografias da descoberta. Também não dá para saber como ele foi batizado.</p><p>Mas já dá para ter uma ideia de como era esse antigo habitante do Brasil. O paleoartista Hugo Cafasso</p><p>já fez uma reconstrução artística do novo dinossauro. Paleoartistas são os profissionais que fazem a</p><p>representação de plantas e animais pré-históricos a partir das descobertas científicas.</p><p>A descoberta de fósseis em Ibirá não é novidade. A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica</p><p>a quase 500 quilômetros da capital paulista integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>de São Paulo, o triângulo mineiro e o sul de Goiás. Formada por rocha sedimentar, essa área foi</p><p>propícia à preservação dos fósseis do período cretáceo, cerca de 80 milhões de anos atrás.</p><p>Foi na região de Ibirá que, em 2014, foi descoberto um outro dinossauro, o Thanos simonattoi, um</p><p>predador carnívoro batizado com o nome grego que representa a morte e que também deu nome ao</p><p>vilão da franquia de quadrinhos da Marvel.</p><p>(https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/pesquisadores-descobrem-nova-esp%C3%A9cie-de-dinossauro-no-interior</p><p>-de-sp/ar-AAY3IPv?ocid=msedgntp&cvid=78941cf3de344fa7b518bca34013a151. 4/6/22)</p><p>“A cidade de pouco mais de 12 mil habitantes que fica a quase 500 quilômetros da capital paulista</p><p>integra a Bacia Bauru, uma área que abarca o centro-oeste de São Paulo, o triângulo mineiro e o sul de</p><p>Goiás.”</p><p>Assinale a opção que indique corretamente a quantidade de artigos presentes no período acima.</p><p>a) cinco</p><p>b) seis</p><p>c) sete</p><p>d) oito</p><p>Questão 13:</p><p>Instituto ACCESS - Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.</p><p>O que se sabe sobre casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil</p><p>O Ministério da Saúde afirmou na segunda-feira (30/5) que investiga dois casos de varíola dos macacos</p><p>no Brasil. Um deles em Santa Catarina e outro no Ceará.</p><p>Em nota enviada à BBC News Brasil, a pasta informou ainda que "não há casos confirmados da varíola</p><p>dos macacos" no país e que "está em contato com Estados para apoiar no monitoramento e ações de</p><p>vigilância em saúde".</p><p>Veículos de imprensa chegaram a noticiar que também há um caso suspeito no Rio Grande do Sul. No</p><p>entanto, a Secretaria da Saúde do Estado negou a informação.</p><p>"Não existe caso suspeito até o momento no Estado. Todos os pacientes seguem sendo monitorados de</p><p>forma técnica e, se for enquadrado no quadro clínico, será suspeito", informou a pasta por meio de</p><p>nota.</p><p>Um estudo conduzido por cientistas ligados aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos</p><p>Estados Unidos (CDC) alertou em 2018 que o "ressurgimento da varíola dos macacos na Nigéria" era</p><p>"uma preocupação global de segurança sanitária".</p><p>Até o momento, mais de 200 casos foram registrados em ao menos 21 países fora da África, onde a</p><p>doença é endêmica em alguns locais.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Ainda que os surtos atuais da doença tenham sido contidos, o surgimento de cada vez mais casos em</p><p>diferentes localidades tem gerado preocupação.</p><p>No entanto, embora as autoridades de saúde apontem que ainda não há muitas informações sobre os</p><p>novos surtos e suas possíveis vias de transmissão, elas garantem que atualmente não há motivo para</p><p>pânico nem grandes riscos para a sociedade.</p><p>"É importante enfatizar que a varíola não se espalha facilmente, e o risco para as pessoas em geral é</p><p>bastante baixo", disse Nick Phin, vice-diretor do Serviço Nacional de Infecção do departamento de</p><p>Saúde Pública do Reino Unido.</p><p>Michael Head, pesquisador em saúde global da Universidade de Southampton, diz que, apesar de</p><p>lacunas sobre o que se sabe do surto atual, ele não acha que as pessoas precisem temer níveis de</p><p>infecção como ocorreu na pandemia de coronavírus.</p><p>"Seria muito raro vermos mais do que alguns casos em cada surto. E definitivamente não veremos</p><p>níveis de transmissão no estilo da covid-19", disse ele ao Science Media Center.</p><p>O infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Marcos Boulos</p><p>disse em entrevista à BBC News Brasil que ainda é necessário entender qual o nível de disseminação da</p><p>doença entre os humanos.</p><p>Mas afirmou que é importante que o Brasil adote medidas para prevenir que pessoas infectadas</p><p>entrem no país.</p><p>"A doença precisa ter mutação para se adaptar aos humanos e possibilitar uma transmissão via oral</p><p>muito intensa. Mas a chance é real porque a pessoa infectada viaja e pode acabar chegando aqui. Por</p><p>isso, é necessária uma rígida vigilância, principalmente nos aeroportos, monitorando sintomas</p><p>respiratórios e a febre", afirmou.</p><p>Questionado pela reportagem, ele disse que acha improvável que a doença se dissemine na mesma</p><p>dimensão que a covid-19, mas que uma mutação humana poderia desencadear uma transmissão em</p><p>massa.</p><p>"Eu não acredito nisso, mas nada é impossível. Estamos num ambiente onde temos uma comunicação</p><p>íntima com o meio ambiente, com uma invasão cada vez maior de regiões habitadas por animais. Mas</p><p>há o risco de haver uma transmissão importante, como a dos morcegos com o coronavírus", afirmou.</p><p>(https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/o-que-se-sabe-sobre-casos-suspeitos-de-var%c3%adola-dos-macacos-no-brasil/ar-AAX</p><p>Th9L?ocid=msedgntp. 30/5/22)</p><p>“Michael Head, pesquisador em saúde global da Universidade de Southampton, diz que, apesar de</p><p>lacunas sobre o que se sabe do surto atual, ele não acha que as pessoas precisem temer níveis de</p><p>infecção como ocorreu na pandemia de coronavírus.”</p><p>Assinale a opção que indique corretamente a quantidade de artigos no segmento acima.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>a) três</p><p>b) quatro</p><p>c) cinco</p><p>d) seis</p><p>Questão 14: IDECAN - Texto</p><p>A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade</p><p>Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando</p><p>acontecimentos que muito provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O</p><p>padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente, à parte do que fazemos e das</p><p>circunstâncias presentes.</p><p>Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da</p><p>depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum</p><p>aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as</p><p>consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não...</p><p>Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou</p><p>inconformados, não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes</p><p>de frustração e desgosto, são consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o</p><p>pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.</p><p>Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições</p><p>filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são</p><p>incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas</p><p>sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é verdadeiro e pode ser</p><p>testado objetivamente?</p><p>Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e</p><p>persistentes foram à obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade</p><p>Harvard. Esses insistentes, ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos</p><p>celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era</p><p>pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo: os</p><p>participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era</p><p>agradável ou desagradável, tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A</p><p>divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.</p><p>Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios?</p><p>Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.</p><p>Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição</p><p>humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a</p><p>metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas divagações ajudam a enfrentar a</p><p>chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.</p><p>A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um</p><p>período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o</p><p>divagar da mente tendem a orbitar algumas pendências pregressas e podem trazer momentos</p><p>"Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.</p><p>Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão,</p><p>então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema</p><p>fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um</p><p>mistério, não sabemos aquilo</p><p>que se passa em subsolo cerebral. Mas em meio à diversidade de</p><p>pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.</p><p>Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações</p><p>mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco</p><p>em uma ideia repetitiva, é uma determinante da criatividade.</p><p>(Luciano Magalhães Melo.</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml.</p><p>7.jun.2022, com adaptações)</p><p>A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a</p><p>antecipar consequências.</p><p>No período acima, é correto afirmar que há</p><p>a) um artigo.</p><p>b) três artigos.</p><p>c) dois artigos.</p><p>d) quatro artigos.</p><p>Questão 15: ACESSE - Leia atentamente o texto a seguir e responda á questão.</p><p>Menos mortes, mais cuidado</p><p>Denúncias de violência e crimes contra o povo indígena yanomami voltaram a estampar os jornais. É a</p><p>fotografia da sistemática violação de direitos humanos no Brasil, em que crianças e adolescentes são</p><p>as maiores vítimas. Segundo estudo do Unicef, 80% das crianças yanomamis com menos de cinco anos</p><p>apresentam desnutrição crônica, consequência da insegurança alimentar provocada pelo garimpo</p><p>ilegal em seus territórios. Esse dado sozinho deveria bastar, mas existem inúmeros outros que</p><p>compõem um Brasil guiado pelo ódio, pela intolerância e pelo mais completo desprezo pela vida.</p><p>A tragédia vivida há décadas pelos yanomamis na Amazônia é espelho de uma nação que fecha os</p><p>olhos diante de crianças assassinadas, desnutridas, sem educação de qualidade, submetidas à violência</p><p>e ao trabalho infantil, sem proteção e cuidado. Longe dali, no Rio de Janeiro, 100 crianças foram</p><p>baleadas de 2016 a 2021 durante a guerra que se trava entre a polícia e o tráfico – a maior parte delas</p><p>é negra, pobre e vive em comunidades periféricas. Trinta dessas crianças não sobreviveram, de acordo</p><p>com levantamento da ONG Fogo Cruzado.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Em meio à pandemia, mais de 130 mil crianças e adolescentes ficaram órfãos de seus cuidadores no</p><p>país, como mostra relatório do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Nacional de Direitos</p><p>Humanos (CNDH). Estudantes estão desmaiando de fome. Meninas e meninos são acometidos por</p><p>doenças que voltaram ao nosso mapa por falta de vacinação, como é o caso do sarampo.</p><p>Enquanto isso, nos bastidores do poder político, perde-se de vista aquilo que realmente importa. Não</p><p>se prioriza articular e debater propostas para a prevenção e o enfrentamento das violências, combate</p><p>à fome e à pobreza. Em meio a fake news, desinformação e descaso, lideranças deixam à margem o</p><p>sofrimento cotidiano da população.</p><p>O Brasil de 2022 se encontra em franco retrocesso com relação a marcos civilizatórios conquistados</p><p>nas últimas décadas. Conquistas essas que resultaram, por exemplo, na Constituição de 1988, cujo</p><p>artigo 227 sacramentou a ideia de que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos. Seu texto traz</p><p>lado a lado as palavras "absoluta prioridade", para enfatizar que os direitos de meninas e meninas</p><p>devem estar em primeiro lugar, sempre.</p><p>Faz parte também das vitórias históricas da democracia brasileira a aprovação do Estatuto da Criança</p><p>e do Adolescente pelo Congresso Nacional, em 1990. Trata-se de uma das legislações mais avançadas</p><p>do planeta para a proteção e promoção de direitos desse segmento da população. Ali o Brasil se</p><p>compromete em garantir a universalização do acesso à educação e à saúde e em proteger cada criança</p><p>e adolescente contra "qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade</p><p>e opressão". Todo atentado a seus direitos fundamentais, seja por ação ou omissão, deve ser punido</p><p>"na forma da lei", estabelece o artigo 5º.</p><p>As eleições presidenciais representam um momento decisivo para que se recupere e faça valer o que</p><p>já conquistamos. Necessitamos renovar nosso compromisso com a democracia e a verdade para tornar</p><p>possível o projeto de país que queremos construir.</p><p>É frente a esse contexto que nasce a Agenda 227, movimento de organizações da sociedade civil</p><p>comprometido em mobilizar as candidaturas à Presidência da República para que integrem a seus</p><p>planos de governo um conjunto de ações estruturantes voltadas à garantia dos direitos da infância e</p><p>da adolescência.</p><p>Colocar crianças e adolescentes no centro das políticas públicas significa o caminho mais curto e</p><p>eficaz para rompermos o processo de reprodução intergeracional de miséria e desigualdade que marca</p><p>nossa história, passando a construir um país mais justo e igualitário.</p><p>Uma sociedade que faz valer os direitos de suas meninas e meninos é uma sociedade orientada pelo</p><p>cuidado, pela tolerância, pela empatia e pela solidariedade.</p><p>(Miriam Pragita, Lucas José Ramos Lopes e</p><p>Renato Godoy. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/06/menos-mortes-maiscuidado. shtml. 9/6/22)</p><p>“Faz parte também das vitórias históricas da democracia brasileira a aprovação do Estatuto da Criança</p><p>e do Adolescente pelo Congresso Nacional, em 1990.”</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Assinale a opção que indique corretamente a quantidade de artigos no período acima.</p><p>a) quatro</p><p>b) cinco</p><p>c) seis</p><p>d) sete</p><p>e) oito</p><p>Questão 16: FAFIPA - TEXTO 01</p><p>Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade</p><p>Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.</p><p>Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo</p><p>destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.</p><p>Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição.</p><p>Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.</p><p>Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor</p><p>empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de</p><p>flores. Eu a furtara, eu a via morrer.</p><p>Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde</p><p>desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.</p><p>- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!</p><p>ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.</p><p>Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise o trecho a seguir: Furtei uma</p><p>flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. No início, o autor utiliza "uma</p><p>flor". Contudo, após, emprega "a flor".</p><p>Assinale a alternativa que melhor justifica esses usos.</p><p>a) No início, o autor utiliza "uma" em razão de fazer pouco caso da flor. Era uma flor qualquer, sem</p><p>importância. Porém, após tê-la apresentado, o autor enfatiza a singularidade da flor empregando o</p><p>artigo indefinido.</p><p>b) No início, o autor usa o artigo definido "uma" em razão de apresentar a flor até então</p><p>desconhecida. Era uma flor qualquer. Porém, após tê-la apresentado, o autor a</p><p>individualiza/particulariza empregando o artigo indefinido "a". Afinal, ela já é conhecida por ele e</p><p>pelo leitor.</p><p>c) No início, o autor usa o artigo indefinido "uma" em razão de apresentar a flor até então</p><p>desconhecida. Era uma flor qualquer. Porém, após tê-la apresentado, o autor a</p><p>individualiza/particulariza empregando o artigo definido "a". Afinal, ela já é conhecida por ele e pelo</p><p>leitor.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>d) No início, o autor usa o numeral "uma" em razão de haver somente uma única flor naquele jardim.</p><p>Porém, após tê-la apresentado, o autor não precisa mais marcar a quantidade, por isso, adota o artigo</p><p>definido "a" para determinar o substantivo "flor".</p><p>e) No</p><p>início, o autor usa o numeral "uma" em razão apresentar a flor até então desconhecida. Era</p><p>uma flor qualquer. Porém, após tê-la apresentado, o autor a individualiza/particulariza empregando o</p><p>pronome "a". Afinal, ela já é conhecida por ele e pelo leitor.</p><p>Questão 17: IDIB - TEXTO I</p><p>“Menos de 6 horas de sono por noite é uma privação aguda”, diz especialista</p><p>Por Portal Raízes</p><p>Menos de 6 horas de sono em uma única noite é uma privação aguda”, diz Robyn Stremler, enfermeira</p><p>e professora associada da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg da Universidade de</p><p>Toronto, cuja pesquisa se concentra no sono e na paternidade.</p><p>“Sabemos que os adultos humanos funcionam melhor se dormirem de sete a oito horas por noite. E</p><p>quando você cai para menos de seis horas, mesmo por uma noite, começamos a ver um declínio no</p><p>desempenho integral da pessoa”.</p><p>Não existe isso de recuperar o sono perdido. Infelizmente, um sono ocasional de 12 horas não vai</p><p>resolver o problema. Mesmo dormindo muito tempo num dia, na tentativa de recompensar noites mal</p><p>dormidas, você não se sentirá descansado. A privação crônica ocorre quando a falta de sono é</p><p>prolongada ou persiste por muitas noites, levando a um comprometimento contínuo ou agravado com</p><p>o passar do tempo, provocando sintomas físicos, cognitivos, comportamentais e mentais.</p><p>Sintomas físicos</p><p>Todas as pessoas que dormem pouco já ouviram alguém dizer: “Uau, você está parecendo um zumbi” e</p><p>quando elas olham no espelho, sabem do que eles estão falando. De acordo com Lisa Kellett,</p><p>dermatologista de Toronto, há evidências de que a privação do sono e os padrões de sono alterados</p><p>(como trabalhar no turno da noite) acabam resultando na diminuição da produção de colágeno e na</p><p>quebra das elastinas da pele.</p><p>Mas seu corpo também está reagindo à falta de sono de muitas outras maneiras não tão visíveis. Por</p><p>exemplo, as pessoas que relatam dormir cronicamente muito pouco tendem a ter pressão arterial mais</p><p>alta, diz Stremler.</p><p>“Também pode afetar as respostas de fome do corpo, então você faz escolhas alimentares ruins com</p><p>mais frequência. Seu corpo acha que quer alimentos mais ricos em nutrientes, então você buscará</p><p>opções com maior teor de gordura e açúcar”. Isso significa que há uma relação entre falta de sono,</p><p>metabolismo mais lento e ganho de peso, bem como flutuações nos níveis de açúcar no sangue.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Outros sintomas fisiológicos incluem visão turva, tontura, espasmos nos olhos e aumento de dores</p><p>crônicas, como fibromialgia e nas articulações. Você também tem três vezes mais chances de pegar</p><p>um resfriado quando privado de sono, porque a falta de sono suprime seu sistema imunológico.</p><p>Um estudo de 2011 publicado na revista médica Behavioral Sleep Medicine até descobriu que a falta</p><p>de sono pode levar ao que alguns chamam de “efeito zumbi”, que é uma capacidade prejudicada de</p><p>demonstrar alegria em suas expressões faciais. Um estudo semelhante, publicado em 2013 na revista</p><p>Sleep, descobriu que a privação do sono pode fazer você parecer mais triste ou mais melancólico para</p><p>os outros, com olhos inchados e mais vermelhos, pálpebras caídas, olheiras mais escuras, pele pálida,</p><p>mais rugas nos olhos e os cantos da boca caídos.</p><p>Você provavelmente também não tem energia ou tempo para se exercitar, o que aumenta a lentidão</p><p>que sentimos por dormir mal e fazer escolhas alimentares pouco saudáveis. Não precisamos de um</p><p>estudo científico para nos dizer que nossa vida sexual também sofre como efeito colateral da privação</p><p>do sono: muitos sentem que precisam escolher entre alguns minutos extras de descanso e dedicar</p><p>atenção ao seu relacionamento há muito negligenciado com seu cônjuge.</p><p>Efeitos cognitivos</p><p>Quando Conor Wild, um pesquisador associado do Brain and Mind Institute da Western University, em</p><p>Londres, descobriu que ele e sua esposa estavam esperando gêmeos, ele começou a considerar o que</p><p>dois novos pacotes de alegria fariam com todas rotinas de suas vidas, incluindo o sono. Essa análise</p><p>pessoal estimulou sua pesquisa recente, que incluiu uma pesquisa controlada com mais de 10.000</p><p>entrevistados que relataram sua qualidade e duração do sono antes de completar uma série de testes</p><p>cognitivos.</p><p>Wild e sua equipe descobriram que dormir pouco regularmente – menos de sete ou oito horas por noite</p><p>durante um mês, estava associado a um declínio na acuidade mental. Mesmo uma única noite de sono</p><p>ruim pode causar deficiências, incluindo declínios no raciocínio e na resolução de problemas e nas</p><p>habilidades verbais, como entender alguém em uma conversa ou compreender artigos escritos.</p><p>(Curiosamente, Wild e sua equipe descobriram que a memória de curto prazo não era prejudicada pela</p><p>falta de sono).</p><p>Disponível em https://www.portalraizes.com/menos-de-6-horas-de-sono-</p><p>por-noite-e-uma-privacao-aguda-diz-especialista/ (com adaptações).</p><p>“A privação crônica ocorre quando a</p><p>1</p><p>falta de sono é prolongada ou persiste por muitas noites,</p><p>levando a</p><p>2</p><p>um comprometimento contínuo ou agravado com o passar do tempo...”.</p><p>Observe a função da partícula A nas posições 1 e 2 e assinale a alternativa que apresenta a</p><p>classificação gramatical correta, respectivamente.</p><p>a) 1. Artigo definido / 2. Preposição.</p><p>b) 1. Preposição / 2. Artigo definido.</p><p>c) 1. Pronome oblíquo / 2. Preposição.</p><p>d) 1. Artigo definido / 2. Artigo definido.</p><p>e) 1. Artigo definido / 2. Pronome oblíquo.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>Questão 18: Instituto ACCESS -</p><p>A cada aborto legal, 11 meninas são internadas por interrupções provocadas ou espontâneas</p><p>A cada aborto legal feito em meninas de 14 anos ou menos no Brasil, outras 11 precisaram ser</p><p>hospitalizadas em decorrência de interrupções de gravidez provocadas ou espontâneas em 2021.</p><p>O levantamento foi realizado pela Folha com dados de registros hospitalares do SUS (Sistema Único de</p><p>Saúde).</p><p>No ano passado, foram registradas 1.556 internações relacionadas a abortos na faixa etária dos 10 aos</p><p>14 anos. Apenas 131 delas (8%) ocorreram por causas autorizadas no Brasil: estupro, risco à vida da</p><p>gestante e anencefalia do feto, esta última por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).</p><p>As outras 1.425 internações (92%) ocorreram em razão de abortos espontâneos ou induzidos fora dos</p><p>hospitais. A frequência foi comparável à dos atendimentos por asma (1.565) ou anemia (1.397).</p><p>As intervenções autorizadas são a minoria, apesar de a gravidez nessa idade apresentar alto risco à</p><p>saúde da gestante e de o aborto legal ser previsto em lei nos casos de estupro, o que</p><p>automaticamente inclui meninas engravidadas antes de completar 14 anos.</p><p>Também no ano passado, foram realizados 1.502 procedimentos de curetagem ou aspiração</p><p>intrauterina, apenas em caráter de urgência, em pacientes da faixa etária dos 10 aos 14 anos.</p><p>Utilizadas para a retirada de restos de abortamentos incompletos, as duas técnicas estão associadas</p><p>mais frequentemente às tentativas malsucedidas de interrupção da gravidez do que aos casos naturais.</p><p>A comparação com o número de internações sugere uma alta ocorrência de complicações nos abortos</p><p>realizados fora do ambiente hospitalar.</p><p>De acordo com o Código Penal, todo ato sexual com menores de 14 anos configura estupro de</p><p>vulnerável. O mesmo código prevê a possibilidade do aborto legal quando a gestação resulta de</p><p>estupro.</p><p>Apesar de serem a minoria, os abortos legais têm aumentado proporcionalmente no país.</p><p>As interrupções por todas as causas entre as gestantes de 10 a 14 anos diminuíram desde a década</p><p>passada – paralelamente a uma redução observada também na ocorrência de partos –, enquanto as</p><p>intervenções autorizadas se tornaram mais frequentes.</p><p>Em 2010, o sistema público de saúde registrava uma taxa de 352 abortos por milhão de meninas nesta</p><p>faixa etária. No ano passado, o índice já</p><p>tinha caído para 217 por milhão. Os procedimentos legais, por</p><p>sua vez, aumentaram de 4 para 18 por milhão, respectivamente.</p><p>Para especialistas da área, as estatísticas indicam que o direito das vítimas de violência sexual ainda</p><p>está longe de ser contemplado.</p><p>"O número de abortos legais é ainda mais discrepante com o de meninas que se tornam mães. Também</p><p>é muito alarmante quando olhamos para o número de vítimas de violência sexual nesse grupo", diz</p><p>Nicole Campos, socióloga e gerente de estratégias da ONG Plan International.</p><p>O Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostra que 17,5 mil meninas de 10 a 14 anos</p><p>de idade tiveram filhos em 2020, último dado oficial consolidado. Na média desde 2010, foram 24 mil</p><p>por ano.</p><p>O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mais recente, também com informações de 2020, indica que</p><p>ao menos 37,6 mil meninas menores de 14 anos sofreram estupro no período. Crianças e adolescentes</p><p>dessa faixa etária correspondem a 60,6% das vítimas do crime. Dentre estas, 86,9% são do gênero</p><p>feminino.</p><p>O ginecologista e obstetra Jefferson Drezett, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, avalia</p><p>que o número de abortos legais é proporcionalmente baixo no país por preconceito e pela falta de</p><p>serviços públicos de saúde suficientes.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>"Dificultar o acesso não vai impedir o aborto, só tornar a situação ainda mais cruel. E quanto mais</p><p>pobre for a mulher, maior a chance de um aborto clandestino realizado de forma insegura", afirma</p><p>Drezett, ex-coordenador do Núcleo de Violência Sexual e Aborto Legal do Hospital Pérola Byington, em</p><p>São Paulo.</p><p>O médico Marun Cury, da Associação Paulista de Pediatria, destaca a falta de informação às famílias e</p><p>até mesmo entre os profissionais da saúde.</p><p>"Quando a gravidez acontece nessa idade, as famílias deveriam ser informadas sobre o risco que as</p><p>meninas correm ao mantê-la e também sobre o direito à interrupção. Meninas com menos de 14 anos</p><p>ainda não têm o corpo preparado para a gravidez", diz.</p><p>Ele explica que a gestante dessa idade tem maior probabilidade de complicações como anemia,</p><p>hipertensão, pré-eclâmpsia e parto prematuro. Para o bebê, há maiores chances de problemas</p><p>respiratórios e malformações.</p><p>"A menina ainda não tem, por exemplo, a estrutura óssea da bacia pronta, porque ela leva de dois a</p><p>três anos após a primeira menstruação para se consolidar. Por isso, os partos são de alto risco para a</p><p>mãe e o feto. Não é à toa que a maioria dos recém-nascidos precisam ser internados em UTIs", observa</p><p>Cury.</p><p>Os especialistas veem chance de retrocesso após a publicação pelo Ministério da Saúde de uma norma</p><p>técnica que, sem ter alterado a legislação, confunde e pode prejudicar a conduta médica.</p><p>O texto diz que o aborto não é recomendado após 22 semanas de gestação. Esse foi o argumento</p><p>apresentado por uma equipe para recusar o procedimento em uma menina de 11 anos vítima de</p><p>estupro em Santa Catarina.</p><p>"Sem ter uma justificativa científica, o governo vai impondo seu viés ideológico e moralizante nessa</p><p>questão. A norma cria um ambiente de insegurança jurídica nos hospitais", opina Campos.</p><p>O documento ainda orienta as equipes a avaliarem "rigorosamente" os casos com entre 20 e 22</p><p>semanas, devido à "possibilidade de erro de estimativa da idade gestacional". "Recomenda-se limitar o</p><p>ingresso para atendimento ao aborto previsto em lei com 20 semanas de idade gestacional", diz o</p><p>texto.</p><p>"O aborto é permitido quando há risco de morte ou por estupro há 82 anos. Durante todas essas</p><p>décadas, o Estado virou as costas para esse direto. Agora, o ministério produz um documento que</p><p>dificulta ainda mais o acesso. Vai na contramão do que o Brasil precisa", critica Drezett.</p><p>Em 2020, para cada bebê dado à luz por uma menina no Sul ou no Sudeste, nasceram 3 no Norte e 2 no</p><p>Nordeste. A cada 2 internadas por aborto nas regiões mais ricas no ano passado, foram socorridas 6 e</p><p>5, respectivamente, nas mais pobres.</p><p>Sob a ótica racial, a cada aborto de uma menina branca (25%), ocorrem 3 entre as negras (72%), bem</p><p>acima da proporção de pardas e pretas na composição da população feminina de 10 a 14 anos (56%).</p><p>"A gravidez precoce é sempre mais recorrente nos grupos com menos acesso a direitos, onde houve</p><p>falha no acesso à saúde, educação, proteção social. É o resultado de desigualdades sistêmicas que se</p><p>aprofundam ainda mais após a gravidez", analisa Campos.</p><p>A socióloga argumenta que a educação sexual nas escolas, que vive sob ataque de grupos políticos no</p><p>país, ajudaria na prevenção da gravidez precoce e, consequentemente, no número de abortos.</p><p>"Toda gravidez até os 14 anos é uma violência presumida. A educação não age só para evitar uma</p><p>gravidez intencional, mas é um instrumento de prevenção contra a violência. Ela ensina a essas</p><p>meninas os limites do seu corpo, o que é o consentimento, a quem recorrer em caso de abuso",</p><p>defende.</p><p>Segundo ela, muitas meninas dessa idade sequer sabem como acontece uma gravidez.</p><p>Material Individual. NÃO É PERMITIDO COMPARTILHAMENTO E OUTRAS AÇÕES SEMELHANTES.</p><p>E-mail de contato: educacional@professorpreparado.com.br</p><p>"Além de serem vítimas de violência, se tornam mães e perdem mais uma série de outros direitos.</p><p>Param de estudar, perdem a oportunidade de entrar em uma universidade, ter uma carreira, ser</p><p>inseridas socialmente. Precisamos compreender a gravidade que é a maternidade para essas crianças",</p><p>acrescenta Cury.</p><p>A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que 47 mil mulheres morrem a cada ano em razão de</p><p>abortos clandestinos. Também estima que 5 milhões de mulheres por ano sofram com sequelas de</p><p>procedimentos inseguros.</p><p>(Cristiano Martins; Isabela Palhares. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/06/a-cada-aborto-legal-11-</p><p>meninas-sao-internadas-por-interrupcoes-provocadas-ou-espontaneas.shtml. 26.jun.2022)</p><p>“As intervenções autorizadas são a minoria, apesar de a gravidez nessa idade apresentar alto risco à</p><p>saúde da gestante e de o aborto legal ser previsto em lei nos casos de estupro, o que</p><p>automaticamente inclui meninas engravidadas antes de completar 14 anos.”</p><p>No período acima, há</p><p>a) cinco artigos.</p><p>b) seis artigos.</p><p>c) sete artigos.</p><p>d) oito artigos.</p><p>Questão 19: Instituto Darwin - TEXTO 1</p><p>Fake news atingem 85% das mensagens sobre coronavírus checadas pelo Ministério da Saúde</p><p>Por: Folhapress em 29/02/20 às 09H58, atualizado em 29/02/20 às 10H05</p><p>Foram identificadas 41 tipos de mensagens mais recorrentes sobre o tema. O uso de vitaminas e chás</p><p>que alegam curar a doença é a fake news mais comum.</p><p>Corona vírus veio do inseticida? Paciente com Corona vírus curada em 24 horas com medicamentos de</p><p>Aids? Corona vírus eliminado com tigela de água de alho bem fervida? O Ministério da Saúde alerta:</p><p>tudo isso é fake news.</p><p>Essas mensagens fazem parte de um grupo de correntes, "notícias" e áudios ligados ao novo</p><p>coronavírus recebidos pela pasta no último mês, por meio do serviço "Saúde sem fake news", criado</p><p>para analisar notícias falsas. Não é pouca coisa. De 6.500 mensagens recebidas e analisadas entre 22</p><p>de janeiro e 27 de fevereiro, 90% eram relacionadas ao novo vírus.</p><p>Desse total ligado ao Coronavírus, 85% eram falsas. Os dados são de balanço divulgado nessa</p><p>sexta-feira (28). Segundo o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, foram</p><p>identificadas 41 tipos de mensagens mais recorrentes sobre o tema. O uso de vitaminas e chás que</p><p>alegam curar a doença é a mais comum. "E sempre são notícias falsas, porque nenhuma dessas</p><p>indicações tem comprovação científica de que possa ser benéfica para quem está com Corona vírus",</p><p>diz Gabbardo. Também é frequente o recebimento de mensagens com teorias da conspiração de que o</p><p>vírus teria sido criado em laboratório ou disseminado deliberadamente- tudo isso é falso, afirma a</p><p>pasta. Em janeiro, quando o maior número de casos novos ainda era concentrado no China</p>

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