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<p>JENNIFER MOURA | 5º PERÍODO</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO: Walter Tavares (manual de antibióticos e quimioterápicos)</p><p>ANTIBIÓTICOS E QUIMIOTERÁPICOS</p><p>Antibiótico são aqueles medicamentos que são ‘’naturais’’, tem fonte da própria natureza. Já quimioterápicos, são aqueles medicamentos produzidos em laboratório</p><p>ANTIBIÓTICOS:</p><p>Para investigarmos o melhor antibiótico para aquele tratamento, usamos o antibiograma que colocamos ali o agente e nos dirá qual melhor medicamento. Por exemplo, se tiver S para ciprofloxacina quer dizer que ele é eficiente porque aquele medicamento é sensível aquele agente e se tiver, por exemplo R para penicilina G quer dizer que é resistente e não poderá ser usado porque não tera efeito. Mas, para maior especificidade, poderemos usar o MIC (concentração inibitória mínima), quanto menor o número do MIC, mais indicado ele é. Por exemplo, no antibiograma é S para Ofloxacina e S para Ciprofloxacina, mas o MIC da Ofloxacina é 0,001mg/ml e da Ciprofloxacina é 0,1mg/ml, dessa maneira, a Ofloxacina é mais indicada porque há menor MIC e maior sensibilidade.</p><p>O antibióticos atuam no processo de produção das proteínas, dessa maneira existe medicamentos que atuam em todo processo e produção. Existem medicamentos que atuam de várias maneiras no agente. Por exemplo, tem medicamentos que agem na parede celular, esse medicamento é bom porque a célula humana não tem parede celular e assim, age diretamente na parede do agente. Tem aqueles que atingem a membrana celular, tem drogas que inibem a síntese de ácido fólico, tem as quinolonas que atingem na Dna-girase inibindo a transcrição da proteína, tem drogas que inibem a tradução</p><p>Maneiras de a bactéria ficar resistente:</p><p>· Esporos (seleção natural): formação de um novo ser igual a ela e mais forte</p><p>· Conjugação (transmissão de plasmídeo)</p><p>· Mutação</p><p>· Transdução: troca de material genético entre bactérias através de um bacteriófago</p><p>Como adquirir resistência:</p><p>· Produção de enzimas que modificam a parte ativa da molécula do antibacteriano: as bactérias emitem enzimas que inativam os antimicrobianos. Ex: penicilinases e betalactamases</p><p>· Produção de novas enzimas que não sofrem ação do antibacteriano: ela é capaz de quebrar o antibiótico – é um dos motivos da amoxicilina ter o clavulanato junto porque o clavulanato ajuda a droga a não ser degradada pela enzima da bactéria</p><p>· Expulsão do antibacteriano: por bombas de efluxo. Ocorre principalmente por gram negativas resistentes a tetraciclina</p><p>· Diminuição da permeabilidade: a bactéria pode fechar os poros da célula, ocorre especialmente em Gram negativas</p><p>· Alteração do sítio de ação (alvo)</p><p>· Abandono do uso dos medicamentos</p><p>· Falsificação de medicamentos</p><p>BETA-LACTÂMICOS</p><p>Foram os primeiros antibióticos produzidos em grande escala</p><p>A inicial era penicilina G que era composta ou por K ou por Benzatina</p><p>Antibióticos beta-lactâmicos: antibióticos que possuem um anel beta-lactâmico</p><p>Toda Penicilina é inicialmente um beta-lactâmico que é uma droga composta por um anel aromático específico e tem a função de garantir o potencial antibacteriano atuando na parede celular – inibe a última etapa da síntese de peptideoglicano das bactérias. Mas, para ser Penicilina precisa ter o anel do beta-lactâmico + Thiazolidine que é um radical (cadeia lateral).</p><p>O que diferencia o tipo de antibióticos beta-lactâmico é o próprio radical que o beta lactâmico se liga, a variação dessas ligações é o que determina os diferentes tipos</p><p>A classe de beta-lactâmicos é importantíssima, pois é a que engloba os antibióticos mais utilizados, destacando as seguintes famílias: PENICILINAS, CEFALOSPORINAS, CARBAPENÊMICOS, MONOBACTÂMICOS etc.</p><p>PENICILINA</p><p>Tem um anel tiazolidina conectado a um anel beta-lactâmico preso a cadeira lateral (R). As cadeias laterais definem qual será o tipo de penicilina (altera propriedades e atividades, mantendo o mecanismos de ação).</p><p>A penicilina não é metabolizada, sai totalmente pela urina após ser secretada pelos túbulos renais (quase não é filtrada). Dessa forma, ela sai na urina da mesma forma em que ela entra no organismo.</p><p>Todas as penicilinas têm o sufixo “LINA”</p><p>OBS: Penicilina e Cefalosporina se parecem, mas se diferenciam pelo radical. Cefalosporina se diferencia uma da outra pela cadeia lateral da Thiazolidine e radical do outro lado (tem 2 radicais), com isso, existem mais chances de diferenciação de Cefalosporina do que Penicilina</p><p>Mecanismo de ação Penicilina: o diferencial da penicilina é que ela atua na parede celular bacteriana e como nossas células não tem parede celular, elas atingem, exclusivamente, as bactérias.</p><p>· A penicilina ataca a parede das bactérias Gram positivas quando elas estão formando a mesma (na hora que estão ‘’cruzando’’ entre si para formar a parede – peptideoglicanos que se unem), atuando no alvo que tem atividade enzimática (PBP – proteína ligadora da Peniclina) que fica entre a parede e a membrana</p><p>· Nas Gram negativas, a Penicilina precisa antes atravessar a membrana externa para depois atravessar a parede celular de peptideoglicano, dessa maneira, é mais difícil a Penicilina fazer efeito porque sofre efeito da membrana que pode acabar atacando o medicamento e anulando-o</p><p>Resumo: Transpeptidase (TPP), fica entre a parede da bactéria e sua membrana, ela retira as alaninas da cadeia do peptideoglicano formando a parede celular da bactéria, fazendo ligação cruzada que fortifica a parede. A penicilina se liga justamente aí, não deixando acontecer essa ligação e fazendo a bactéria sofrer lise por osmolaridade (como não tem aquela parede proteção, há entrada de água e causa lise na bactéria)</p><p>O objetivo da penicilina é inibir a ligação cruzada (nas que já estão construídas, ela não quebra, apenas inibe a síntese), impedindo a formação da parede pela TPP. Essa parede tem como principal função o equilíbrio osmótico da bactéria (ela é hiperosmótica e sua parede ajuda a evitar que entre água demais e ela estoure). Com a desorganização da parede, começa a entrar água na bactéria e ela entra em lise. Dessa maneira, verifica-se que a penicilina é bactericida → gera lise osmótica da bactéria.</p><p>Porém, existem bactérias que tem vários TPP causando resistência ao antibiótico</p><p>No entanto, o problema é que muitos microrganismos produzem a beta-lactamase ou penicilinase, capaz de destruir o anel beta-lactâmico, tirando a configuração do antibiótico e não deixando ele agir, conferindo resistência às penicilinas. Por isso são utilizados os inibidores da beta-lactamase (como o clavulanato), visando aumentar o espectro dessas penicilinas.</p><p>No caso das gram-positivas, a beta-lactamase costuma ficar mais solta, ou seja, mesmo fabricando maior quantidade, a beta-lactamase se encontrará mais dispersa nessas bactérias. As gram-negativas concentram muita beta-lactamase no espaço periplasmático (apesar da quantidade produzida ser menor, fica bem mais concentrada). Nas gram-negativas, tanto na parede quanto na membrana externa, existem lipopolissacarídeos (LPS, que, o atingir a corrente sanguínea, ativam interleucinas como o TNF, que leva à lesão, falência cardíaca, choque cardiogênico e sepse). Quando o antibiótico age provocando a lise das gram-negativas, o LPS é liberado, gerando choque séptico. Por isso, começou-se a utilizar de outras famílias de beta-lactâmicos, como os carbapenêmicos, que não agem liberando LPS.</p><p>Nas gram-negativas, tanto na parede quanto na membrana externa, existem lipopolissacarídeos (LPS, que, o atingir a corrente sanguínea, ativam interleucinas como o TNF, que leva à lesão, falência cardíaca, choque cardiogênico e sepse). Quando o antibiótico age provocando a lise das gram-negativas, o LPS é liberado, gerando choque séptico. Por isso, começou-se a utilizar de outras famílias de beta-lactâmicos, como os carbapenêmicos, que não agem liberando LPS.</p><p>Antibióticos de amplo espectro é o número de bactérias que aquela droga é capaz de matar. Aquela droga que mata tanto algumas bactérias gram negativas (mais difícil) e positivas. Se a bactéria é gram-positiva (não tem membrana externa), ela é</p><p>muito mais suscetível a ação da penicilina e, se for gram-negativa, é necessário avaliar o grau em que ela penetra a membrana externa.</p><p>Penicilina de acordo com o grau com que ele penetra na membrana externa e na parede celular:</p><p>· Hidrofílico: aquele antibiótico que passa pelos poros da membrana externa das gram negativas (ex: ampicilina, amoxicilina, carbenicilina, piperacilina)</p><p>· Hidrofóbicos: passam com dificuldade (são antibióticos de menor espectro) (ex: Oxacilina - penicilina modificada para resistir à beta-lactamase, sendo indicada para Estafilococos produtores de beta-lactamase-, penicilina G – mais recomendado para gram positivas)</p><p>· Bactérias intracelulares (ex: Chlamydia): vivem no interior de células. Nesse caso, o antibiótico precisaria se concentrar dentro da célula humana. Visto isso, esse tipo de bactéria se livra das penicilinas, pois elas não são capazes de se concentrar em grande escala em células humanas.</p><p>Mecanismos de resistências:</p><p>· Quem fica resistente ao antibiótico é a bactéria</p><p>· Bactéria pode alterar o PBP dela não tendo mais o alvo esperado pela droga</p><p>· Bactéria não deixa a droga chega por bomba de efluxo ou fechamento de porinas (gram negativas – Pseudomonas)</p><p>· Inativação do antibiótico pela beta-lactamase: Bacterias que secretam penicilinases causando inativação do fármaco. Exemplos de bactérias produtoras de beta-lactamase: S. aureus, Bacillus sp., Bacterioides sp., E. coli, Proteus, Pseudomonas aeruginosa, M. tuberculosis.</p><p>Tipos:</p><p>· Penicilina G benzatina:</p><p>· o Benzetacil</p><p>· Usado para sífilis (altamente sensível), Stafilococos B-hemolítico, pneumonia Pnneumocócica, febre reumática, endocardite bacteriana</p><p>· Tem meia vida longa</p><p>· É uma suspensão e jamais pode ser feita por via IV porque a parte em pó poderia se acumular em algum veia e assim, é feita de maneira muscular</p><p>· Penicilina G potássica:</p><p>· Alta atividade contra gram positiva</p><p>· Sensível a penicilinase</p><p>· Se dissolve completamente na agua porque é cristalina</p><p>· Meia vida curta</p><p>· Precisa ser infundida 6x ao dia</p><p>· Ph extremo e por isso so pode ser administrada via intravenosa porque se fosse subcutânea ou intramuscular, o desconforto seria enorme e assim, a prescrição deve ser bem diluída com infusão lenta</p><p>· Não é recomendada para o dia a dia por conta da complexidade do ph, é usado em casos mais extremos como sífilis congênita, sífilis terciária, meningite etc</p><p>Penicilina G não pode ser feita por via oral, pois é destruída pelo ácido clorídrico gástrico (por isso não usamos anestésicos locais quando aplicamos o fármaco, pois os anestésicos têm ácido clorídrico na composição).</p><p>Penicilinas relativamente estáveis no ácido gástrico e adequadas para administração oral: AMPICILINA, OXACILINA e AMOXICILINA.</p><p>A amoxicilina tem meia vida de cerca de 6 horas, mas administrar de 6 em 6 horas é muito complicado devido ao tempo necessário de sono diário, então, geralmente, aumenta-se a dose para ser administrado num intervalo maior (875mg de 8/8 em adultos).</p><p>CEFALOSPORINA</p><p>No início, tinha preferência por gram positivas e poucas negativas. Logo após, ampliaram o espectro que pegavam mais negativas, mas ainda eram restritas a positivas. A partir da 3 geração, existem cefalosporinas que são para gram negativas, mas chegaram ao teto porque começaram a tratar sepse com ela, mas essa droga liberava LPS que gerava choque séptico na pessoa e a matava</p><p>Se difere da Penicilina pelo radical que nelas se chama Dylothiazida, o mecanismo de ação é o mesmo, o que muda em alguns casos é a reação da bactéria</p><p>Droga bem absorvida de maneira oral</p><p>Drogas da 1 geração:</p><p>· Cefalotina (Keflin): IV ou IM</p><p>· Cefaloridina (ceporani): IV ou IM</p><p>· Cefalexina (keflex, ceporexi): VO</p><p>Drogas 2 geração:</p><p>· Cefamandol</p><p>· Cefoxitina (mefoxin): IV ou IM</p><p>· Cefaclor (ceclor): VO</p><p>· Ceftamet (globocef): é considerado 2 geração em anos e 3 geração em termos quimicos</p><p>Drogas 3 geração:</p><p>· Ceftamet</p><p>· Ceftriaxona: uso quase restrito contra cocos gram – (meningite e gonorreia)</p><p>· Ceftazidima: ótimo anti-pseudomonas</p><p>Drogas de 4 geração:</p><p>Pega drogas anaerobias, gram negativas resistentes etc</p><p>· Cefepima</p><p>· Cefpiroma</p><p>CARBAPENÊMICOS</p><p>É uma nova classe de beta-lactâmicos</p><p>Quando começamos a ter problemas com a cefalosporina de 3 geração, começamos a dar uma atenção maior para essa classe</p><p>O anel que define sua estrutura é o carbapenêmico e é o que confere a ele resistência a beta-lactamases (não são capazes de destruir o seu anel). São bons para bactérias resistentes a penicilina e cefalosporina</p><p>Ação potente sobre gram negativas e positivas – amplo espectro</p><p>São instáveis no estomago e não podem ser usados por via oral, é parenteral, é usado por via IM ou IV fazendo drippping porque pode causar rash cutâneo, náuseas, vômitos e diarreia quando há infusão rápida da droga. É uma droga de uso hospitalar</p><p>Meia vida curta (1h): Imipenem e Meropenem)</p><p>Metabolizado nos rins pela desidropeptidase renal que ficam nas vilosidades do rim e quando essa substância passa pelo nefrón, é destruída. Hoje em dia, existe uma droga associada a carbapenêmicos chamada de cilastatina que inibe essa enzima, aumenta a meia vida e reduz sua toxicidade renal</p><p>Meropenem e Ertapenem não sofrem tanto a ação da desidropeptidase renal, mesmo assim os laboratórios preferem fazer essa combinação</p><p>Ligam-se a PBP (sobretudo PBP1 e PBP2) causando lise osmótica, sendo considerado bactericida</p><p>Penetram facilmente pelos canais de porina das gram negativas</p><p>Porém, mesmo com essa atualização toda desse antibiótico, existem bactérias que produziram mecanismos de resistência contra eles, como: alteração da PBP, bactérias começaram a ter ausência de porinas não deixando que esse antibiótico encontre o alvo e a produção de uma nova linha de beta-lactamases, as carbapenemases que são de origem cromossômica</p><p>No antibiograma colocamos drogas de varias familias de medicamentos e vemos com qual classe aquela bactéria melhor interage (mais sensível), após ver isso nos vemos o que tiver o menor MIC e assim, escolhemos a droga</p><p>Se todas as drogas derem resistente, escolhemos a intermediaria</p><p>No exemplo abaixo, as drogas escolhidas são Carbapenêmicos e iremos escolher o Meropenem parque dentre as que deram sensíveis a bactéria, é o que tem o menor MIC</p><p>Classe indicada para infecções pós operatórias, intra-abdominais, infecções de pele e anexos, sepse, meningites, pneumonias, neutropenias, ITU (incluindo pielonefrite) etc. – usamos para MRSA</p><p>Boa distribuição no liquor</p><p>Uso parenteral</p><p>MONOBACTÂMICOS</p><p>Pouco usados no Brasil</p><p>So tem o anel beta-lactâmico, por isso é chamado de mono</p><p>Usado para bactéria gram negativa</p><p>Exclusivamente parenteral – IV (preferencial, pico em 5min) ou IM</p><p>Excreção renal e se o paciente tiver insuficiência renal, precisamos ajustar a dose</p><p>Tem maior espectro de ação nas enterobactérias, usado mais para gram negativas, especialmente multirresistentes e indutores de betalactamase</p><p>Droga protótipo: Aztreonam</p><p>Mecanismo de ação: liga-se a PBP3 das bactérias gram negativas (predominante) que impede a multiplicação das bactérias pela não divisão delas durante a divisão celular. Esse mecanismo não ocorre em bactérias gram positivas e aneróbias pela baixa afinidade da droga pelas PBP3 desses germes, sendo assim, essas são resistentes naturalmente ao Aztreonam – uso alternativo em infecções graves em bactérias gram –</p><p>Liga-se apenas à PBP3 das bactérias Gram negativas. Essa transpeptidase forma o septo que divide a bactéria durante a multiplicação. Sem essa divisão, a bactéria continua seu crescimento, formando longos filamentos, até a lise da parede.</p><p>Tem bactérias que modificam o PBP3, alteram a permeabilidade a droga pela membrana externa impedindo a penetração do ATB e sua ligação ao PBP3</p><p>Seu uso clínico é limitado, é mais recomendado em falha terapêutica com cefalosporina de 3 geração</p><p>GLICOPEPTÍDEOS</p><p>Não é um beta-lactâmico</p><p>Atua na parede celular da bactéria, tem mecanismo de ação parecido com os beta-lactâmicos. Não inibe TPP, se liga no ponto da alanina e impede a transpeptidação. Se liga ao aminoácido impedindo a ação da</p><p>transpeptidase – impede alongamento do peptídeo glicano</p><p>Representantes:</p><p>o Vancomicina: droga protótipo</p><p>o Teicoplanina</p><p>Tem maior espetro de ação em estreptococos penicilina R, enterococos ampiclina R e estafilococos (MRSA)</p><p>Indicações: pneumonia, abscesso na pele e partes moles, osteomielite, sepses, meningite e endocardite. Dessa maneira, percebe-se que seu maior espectro de ação é em bactérias hospitalares (cocos gram positivos hospitalares)</p><p>Podemos usar para profilaxia em cirurgia cardíaca, neurológica e ortopédica</p><p>· Vancomicina</p><p>· Seu maior uso é VI, pouco absorvida por VO</p><p>· VI é utilizada no tratamento da endocardite e outras infecções graves (principalmente resistente) causadas por cocos gram +</p><p>· VO é utilizada no tratamento da infecção por clostridium difficile (causam colite)</p><p>· Meia vida 6 a 8h</p><p>· Eliminação renal e mínima biliar, não é metabolizada</p><p>· Devemos ajustar a dose quando paciente tem insuficiência hepática</p><p>· Atravessa barreia placentária, não devendo ser utilizado por grávidas</p><p>· Teicoplanina</p><p>· Não é absorvível por VO, seu uso é VI ou IM</p><p>· Meia vida de 70h</p><p>· Usado para tratamento nas amigdalas, mucosa oral, liquido pleural, etc</p><p>- Agora começaremos a estudar drogas que atuam no ribossoma da célula bacteriana, aquelas drogas que impedem a sintese proteica, principalmente na tradução proteica</p><p>Tem um grupo de drogas que o principal alvo é o ribossomo 30s, atuando nele acaba impedindo que ele sintetize uma nova proteína pela não leitura efetiva da fita de RNA: GLICOSÍDEOS, TETRACICLINAS, GLICILCICLINAS</p><p>TETRACICLINAS</p><p>Tem quatro anéis aromáticos</p><p>É um antibiótico de amplo espectro. Foi muito usado na antiguidade nos animais de grande porte porque além dele ser antibiótico, também é um anti-inflamatório e quando comíamos esses animais, tínhamos contato com esse medicamento e nossas bactérias ficavam resistentes a ele, sobretudo por mecanismo de efluxo e de modificação no ribossomo.</p><p>Não é mais tão usado hoje em dia</p><p>Sufixo: - ciclina</p><p>Ex:</p><p>· Cloretraciclina</p><p>· Oxietraciclina</p><p>· Demeciclociclina</p><p>· Doxiciclina: a mais usada dessa classe, porque tem meia vida maior, maior ligação proteica e biodisponibilidade de 90-100%</p><p>Classificamos as drogas de acordo com sua duração:</p><p>· Ação curta: cada 6 horas precisa tomar novamente a droga. Ex: tetraciclina, oxitetraciclina, cloretraciclina</p><p>· Ação intermediária: cada 8-12h. Ex: demetraciclina</p><p>· Ação longa: cada 12-2h. Ex: doxiciclina, minicicilina</p><p>Foram criadas uma classe de drogas de tetraciclinas que apenas mudam a posição 9 da minociclina chamada de glicilciclinas. Foram chamadas de nova droga porque as tetraciclinas estavam com a fama ruim por conta do seu uso exacerbado e a resistência que causava</p><p>Não é recomendada a dar para crianças (<8 anos) porque tem Quelato (complexo de sais de ferro, cálcio, magnésio e alumínio) que se une ao cálcio e acaba causando dente amarelo, perda de proteção podendo causar cárie</p><p>O problema da estrutura química das tetraciclinas é a fácil formação de quelato, que é o complexo da tetraciclina com cálcio, alumínio, magnésio ou outra molécula divalente, fazendo com que ela não consiga atravessar a membrana e ser absorvida. Dessa forma, ao tomar tetraciclina por via oral, deve-se evitar leite e outras substâncias que contenham essas moléculas. Por outro lado, quando administrado via IV, a tetraciclina pode formar quelato com cálcio nos ossos, dentes (por isso tetraciclina é contraindicada na infância, quando os dentes estão sendo formados. Isso deu origem ao mito de que todos os antibióticos deixam o dente amarelo).</p><p>Mecanismo de ação: se liga a subunidade 30s no ribossomo que impede a síntese proteica pela inibição do RNA transportador que vem fazer a tradução daquela fita de DNA - forte inibidor da síntese proteica bacteriana</p><p>Mecanismos de resistência: alteração nos sítios de ligação ribossomal, bomba de efluxo, permeabilidade dos canais de porina (mutação das porinas), inativação enzimática. Em geral, as bactérias ficam resistentes pelos plasmídeos</p><p>Doxiciclina, minociclina e tetraciclina são as drogas com maior disponibilidade desse grupo</p><p>Absorção de tetraciclina é reduzida com a ingestão de alimentos, principalmente leite por poder provocar esofagite e úlcera esofágica e coadministração de cátions multivalentes como calcio, ferro e magnésio</p><p>Não é recomendado dar tetracicilinas para pacientes com problemas renais porque a metabolização da droga é renal e pode causar acúmulo da droga ativa e hepatoxicidade e tomar cuidado em pacientes com insuficiência hepática na administração de Minociclina e Doxiciclina porque elas são metabolizadas no fígado</p><p>Doxiciclina tem maior meia vida (15-24h)</p><p>Muito eficiente em questões de pele como acne, rosácea etc pela sua ação anti-inflamatória, imunossupressora e cicatrização de feridas</p><p>Pode causar reações adversas como náusea, vômito, diarréia, flatulência e anorexia, destruiçãp da flora entérica, manchas nos dentes, teratogenia (mal formação de bebês) e fotosensibilidade</p><p>GLICILCICLINAS</p><p>Uma tetraciclina com uma eficiência melhor, com modificação na estrutura química da minociclina. Mas a jogada de marketing é para não falar que é uma tetraciclina</p><p>É uma tetraciclina ‘’melhorada’’ porque é amplo espectro e pega uma grande variedade de anaeróbios, diferente da doxiciclina que pega poucos</p><p>Ex:</p><p>· Tigeciclina: amplo espectro da atividade in vitro, estabilidade contra os principais mecanismos de resistência a tetraciclina (efluxo e alteração ribossomal)</p><p>Indicado para infecções complicadas da pele e tecidos moles de adultos causadas por cepas susceptíveis de E. coli, E. faecalis, S. aureus etc, infecções intra-abdominais complicadas de adultos causadas por cepas de E. coli, E. cloacae, K. pneumoniae</p><p>Meia vida de 38h</p><p>Administração de 12/12h</p><p>Insuficiência hepática, renal, idade etc não alteram os parâmetros porque sua excreção em maior parte é bile/fecal</p><p>AMINOGLICOSÍDEOS</p><p>É uma droga barata, mas não é tão prescrita em consultórios porque não são absorvidos por via oral por ter uma estrutura polar de cátions e não ser absorvido, é mais usado como colírio, tópico, intramuscular. Prescrevemos por VO apenas quando queremos descontaminar a flora intestinal antes de cirurgias intestinais para diminuir as chances de infecções</p><p>Estrutura química chamada aminoglicosídeos</p><p>Não é uma droga de boa absorção gastrointestinal</p><p>Não é absorvido de maneira oral, sua via de administração é injetável (venoso ou intramuscular). É usado como via oral em casos de preparo de cirurgia onde precisamos ‘’esterilizar’’ o intestino</p><p>Exerce sua ação, principalmente, em ambientes anaeróbios e alcalinos</p><p>Seu espectro é maior por bactérias gram negativas aeróbias</p><p>É bactericida porque faz sinergismo com penicilina – aumenta efeito das penicilinas por impedir a formação da parede bacteriana</p><p>SUFIXO: -cina</p><p>REPRESENTANTES:</p><p>· Estreptomicina: único que não tem uma estrutura aminoglicosídica. Era usado para tuberculose multirresistente, mas caiu em desuso pela ototoxicidade que causava</p><p>· Neomicina: usado tanto tópico quanto aditivo para matar bactérias em conservas, vinhos etc</p><p>· Amicacina: é o principal porque é usado para MRSA (tem menor MIC)</p><p>· Gentamicina</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: É bactericida. Ligam-se na superfície bacteriana e passam para dentro por um mecanismo ativo de transporte associado a diferença de potencial elétrica, os AG tem carga elétrica + e bactérias –. No interior da célula bacteriana, os AG ligam-se irreversivelmente a subunidade 30S do ribossomo que une aminoácido errado a codificação do RNAm fazendo uma proteína errada formando uma bactéria defeituosa, também pode impedir o início da síntese fazendo uma proteína incompleta ou paralisar a produção não deixando produzir proteína</p><p>ESPECTRO DE AÇÃO: Pega gram negativo (so tem ação a princípio contra eles) e alguns gram positivo sempre aeróbicos (predisposição), não pega anaeróbicos/ Atravessa a membrana da bactéria gastando O2, sendo assim, não é uma droga para ser usada em anaeróbicas, apenas aeróbicas. Como só tem ação a princípio por gram negativas, é um ótimo</p><p>fármaco de escolha para as Enterobactérias</p><p>O AG é filtrado, porém, tem um transportador do AG nas células do tubulo contorcido proximal que não o deixa passar e nem ser reabsorvido, fica acumulado na celula do túbulo contorcido proximal podendo causar dano nas celulas renais. Quando prescrevemos AG, precisamos conhecer o clearence de creatinina para termos um acompanhamento melhor, se observarmos queda no clearence percebemos que esta tendo uma possivel problema renal que esta dificultando essa filtração renal sendo preciso diminuir a dose do AG a cada 24h – tem relação com a duração do tratamento por conta do maior contato, em tempo, com o rim</p><p>REAÇÕES ADVERSAS:</p><p>· Pode causar nefrotoxicidade reversível com a retirada do AMG (creatinina 5-10%), necrose tubular renal não oligurica (não tem o sintoma do paciente parar de urinar)</p><p>· AG também pode se acumular no 8 par craniano podendo causar surdez permanente, lesão do labirinto – tem relação com a dose alta dada ao paciente</p><p>· Fazendo por IV temos que dar em dripping porque se for rapido pode fazer o mesmo efeito do curare, uma neurotoxicidade, uma paralisia respiratória por bloqueio muscular levando paciente a morte, sendo preciso dar neostigmina urgentemente</p><p>Não sofre metabolização, dessa maneira, é encontrado na urina da mesma maneira que foi absorvido. É uma droga que é filtrada, obedecendo mesmo clearence da creatinina</p><p>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA: Podem ser divididos em intrínseco e adquiridos. Os intrínsecos se dão as bactérias anaeróbias porque é uma classe de medicamentos que precisam de 02 e adquiridos se dá por mecanismos das bactérias como origem cromossômica ou plasmidial (alteração do receptor da droga no ribossomo, diminuição da penetração do antibiótico, produção de enzimas que modificam e inativam o antibiótico)</p><p>INDICAÇÕES CLÍNICAS:</p><p>· Genta, tobra, amica e metilmicina = para uso sistêmico como infecção urinária, biliares, pulmonares e peritonites</p><p>· Neomicina, soframicina e aminosidina = somente tópicos (pede, mucosa e luz intestinal). Pode causar colite pseudomembranosa</p><p>· Espectiomicina usado na gonorréia como alternativa e na endocardite no tratamento empírico associada</p><p>· Estreptomicina = tuberculose, peste, tularemia, brucelose e infecções intra-abdominais</p><p>Não é uma droga muito boa para gram positivas porque não é capaz de atravessar a parede celular. Mas, podemos usá-lo em associação a um inibidor da síntese de parede como beta-lactâmicos e glicopeptideos (gentamicina + ampicilina para enterococos e streptococus) – uma maneira de ação mais forte do medicamento que além de conseguir atravessar a parede pela associação, atravessa a membrana por natureza</p><p>MACROLÍDEOS</p><p>São antibióticos de ótima qualidade, foram criados para pacientes com alergia a Penicilinas</p><p>Os fármacos citados até agora apresentam cinética de 1a ordem → droga sai do corpo em uma velocidade constante. A meia vida só aumenta se houver diminuição da excreção e do metabolismo, não sendo resultado da dose administrada, e sim da eliminação e metabolização).</p><p>Já a azitromicina e alguns outros macrolídeos apresentam cinética de ordem zero → a velocidade de excreção é diretamente influenciada pela velocidade de entrada, com meia vida variável (se eu der uma dose maior, a meia vida aumenta).</p><p>SUFIXO: -tromicina</p><p>São antibióticos com ótimo poder anti-inflamatório. Durante a covid foi amplamente usado a Azitromicina, mas não era uma droga amplamente boa para aquela doença e com isso, sua ‘’fama’’ ficou ruim por pessoas que não entendiam sobre ela e, além disso, seu uso ampliado acabou deixando as bactérias resistentes</p><p>A droga protótipo é a Eritromicina (antibiótico padrão)</p><p>Possuem anel macrocíclico</p><p>Azitromicina é uma droga ímpar, porque tem 16 membros de número de átomos no anel lactona macrocíclico</p><p>ESPECTRO DE AÇÃO: são antibióticos de primeira escolha so para Streptococus pneumoniae, dentro os gram positivos. Seu principal mecanismo de ação são nos atípicos, aqueles que não se coram pelo gram, como Chlamydophila, Chlamydia, Mycoplasma, Ureaplasma – pneumonias atípicas</p><p>Cinética de ordem 0 = a dose influencia a meia vida (quanto maior a dose, maior a meia vida). Todos os macrolídeos são, mas uns respeitam mais que outros essa cinética. Azitromicina é a que tem maior meia vida, de 14-20h</p><p>Pode causar alongamento do intervalo QT, ototoxicidade</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: são bacteriostáticos ou bactericidas dependendo da dose, se aumentarmos a dose, viram bactericidas. Hoje em dia, por conta da dose tomada por eles, são bactericidas. Ligam-se a subunidade 50S (alvo 23S) do ribossomo bacteriano, impedindo a transferência de aminoácidos e bloqueando a síntese proteica</p><p>RESITÊNCIA: Como é um alvo único, fica mais propenso a resistência bacteriana. Alem disso, bacterias que expressam gene ERM (fazem metilação do RNA ribossomal) já ficam resistentes a macrolídeos e alguns outros antibióticos como Clindamicina</p><p>ERITROMICINA</p><p>É formada por 3 componentes: Eritromicina A (mais ativa) + B + C = eritromicina básica</p><p>Tem ésteres de eritromicina que servem para mascarar o gosto amargo, mas não tem ação antimicrobiana. São pró drogas com melhor absorção de via oral</p><p>Sua atividade é bacteriostática, bactericida e imunomodulatória (antibiótico + anti-inflamatório)</p><p>Seu espectro de ação é menor que as outras, mas pega estreptococos, estafilos, clostridium etc. (bactérias gram positivas), pegam algumas gram negativas e espiroquetas</p><p>Mecanismos de resistência: exportação da droga na bactéria, mutação nos genes do sítio de ligação na subunidade 50S do ribossomo, inativação enzimática</p><p>São absorvidos pela mucosa intestinal de modo satisfatório, é inativada no meio ácido – por isso, a apresentação dos fármacos é em cápsula</p><p>Tem absorção reduzida com alimentos</p><p>Metabolizada no fígado e excreção biliar</p><p>Seu metabolismo é diminuído pela interferência com isoenzimas do citocromo P450</p><p>Indicações clínicas: coqueluche, difteria, legioneloses, pneumonias intersticiais e para pacientes com hipersensibilidade às penicilinas</p><p>ESPIRAMICINA</p><p>Formado por 3 componentes: espiramicina I (principal componente), II e III</p><p>Seu mecanismo de ação é o mesmo dos macrolídeos, mas tem um efeito pós-antibiótico mais duradouro porque sua ligação com o receptor é extremamente estável (ate 9h contra cocos gram-positivos)</p><p>Seu espectro de ação é parecido com eritromicina, mas tem melhor ação contra Toxopasma goondii (toxoplasmose)</p><p>Efeito sinergico com tetracilcina em bactérias aeróbicas e metronidazol em anaeróbicos</p><p>Também é indicado para pacientes com alergia a Penicilinas</p><p>CLARITROMICINA</p><p>Maior espectro que Eritromicina (4x mais potente)</p><p>Uso em grande espectro para infecções por H. Pylori</p><p>Boa absorção por via oral com níveis séricos mais prolongados</p><p>AZITROMICINA</p><p>Semissintético derivado da eritromicina</p><p>Lançado no mesmo ano que a eritromicina</p><p>Diferencia-se da eritromicina por espectro de ação mais amplo sendo capaz de agir contra microrganismos gram-negativos</p><p>Pouco metabolizada, é eliminada 72% em forma ativa</p><p>OXAZOLIDINONAS</p><p>São drogas mais recentes e mais caras com potente ação contra gram positivos e baixa toxicidade para seres humanos</p><p>Se liga de maneira reversível a subunidade 50S (alvo RNAr 23s), causa bloqueio da formação de síntese proteica</p><p>Tem competição por cloranfenicol e lincosamidas porque competem pelo mesmo sítio de ação</p><p>A indicação dele é bactéria gram positiva MRSA</p><p>Ex: Linezolida. Meia vida de 4-6h, biodisponibilidade de 100%, boa distribuição tecidual e não se distribui em testículos, ósseos, olhos e ossos. Tem distribuição oral e parenteral</p><p>É a droga ‘’grandona’’ que passamos para o paciente quando outras drogas não resolveram, infecções graves e bactérias MRSA – antibiótico de reserva</p><p>CLORANFENICOL</p><p>Baixo custo, ótimo espectro de ação, boa absorção oral, IM e pode ser usada IV</p><p>Usado para quando temos infecção séria e as bactérias são resistentes a outras drogas e não tem outra saída porque é uma classe que tem muitos efeitos adversos. Sendo assim, tem uso restrito em países de 1 mundo, sendo uma escolha alternativa em</p><p>todas as suas indicações clínicas. Em países subdesenvolvidos, é a primeira escolha em tratamento da febre tifoide</p><p>Meia vida de 4h</p><p>Boa distribuição tecidual incluindo SNC sendo possível usar em bactérias que assumam esses lugares, líquor, olhos e cruza barreira placentária, mas produz poucas quantidades no líquido amniótico</p><p>Pode fazer associação com beta lactâmicos</p><p>REPRESENTANTES: Quemicetina, Sintomicetina, Vixmicina</p><p>ESPECTRO DE AÇÃO: Tem ótimo espectro, ótima cobertura para gram positivos (estreptos, estafilos, entero) e negativos. Uma das vantagens é que pega anaeróbios positivos e negativos. Pega germes atípicos como Riquétsias, clamídias e micoplasmas, VRE (enterococos resistentes a vancomicina), profilaxia e tratamento de bioterrorismo (peste, antraz, tularemia). Pode ser usado para tratar pneumococo</p><p>USOS CLÍNICOS:</p><p>· Febre tifoide</p><p>· Meningite por S. pneumoniae</p><p>· N meningites</p><p>· Riquétsioses (febre maculosa - doença do carrapato)</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: ligação a subunidade 50S do ribossomo com inibição da peptidil transferase, responsável pela transpeptidação. Em geral, é bacteriostático, mas em pseudomonas atua como bactericida</p><p>Seu metabolismo é hepático, sofre oxidação e depois glicuronidação (é essa enzima quem faz a conjugação da bilirrubina). Por conta disso, pode causar a síndrome do bebê cinzento (afeta bebê que recebe cloranfenicol durante a gestação porque bebê não consegue fazer essa biotransformação do medicamento, não faz a glicuronidação por não ter essa enzima, e assim, acaba acumulando metabólitos intermediários do cloranfenicol que são tóxicos nos tecidos dele, causando distensão abdominal, vômitos, flacidez, cianose, choque e óbito. É necessário reduzir a dose e tempo no tratamento de insuficiência hepática</p><p>A excreção é renal – não precisa de ajuste na dose para pacientes com insuficiência renal</p><p>Reduzido clearence por hemodiálise ou diálise peritoneal – leva muito tempo para desintoxicar o paciente</p><p>Compete com macrolídeos porque atuam no mesmo lugar de ação, em sítios próximos (subunidade 50S) – fazem antagonismo</p><p>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA:</p><p>A transmissão é plasmidial (contém genes de resistência)</p><p>· Por inativação enzimática: bactéria produz acetiltransferase que neutraliza o cloranfenicol</p><p>· Mutação ribossomal</p><p>· Redução da permeabilidade celular</p><p>REAÇÕES ADVERSAS:</p><p>· Depressão medular: atrapalha a hematopoese. P1elo tratamento prolongado, pode ser revertido, dose dependente</p><p>· Anemia aplásica: destruição das células tronco. Pode ocorrer até meses após o término do tratamento</p><p>· Anemia aplásica idiossincrásica: por drogas de via oral maior que drogas em forma de colírio</p><p>· Leucemia linfocítica aguda</p><p>· Anemia hemolítica em deficientes de G8PD</p><p>· Síndrome do bebê cinzento</p><p>É capaz de interagir com Fernobarbital (anti convulsivo), fenitoína, Rifampicina etc</p><p>ESTREPTOGRAMINAS</p><p>Está dentro do mesmo espectro de ação dos macrolídeos e cloranfenicol e se ligam a subunidade 50S.</p><p>É um antibiótico caro</p><p>Não costumam ser primeira escolha, geralmente usamos em casos de microrganismos específicos ou resistência/alergia</p><p>Usamos os medicamentos em associação porque elas aumentam a afinidade da outra (sinergismo) inibindo juntamente a síntese proteica – efeito bactericida quando juntas</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: associação de dois medicamentos que fazem sinergismo. Elas fazem ligação irreversível a diferentes sítios da subunidade 50S do ribossomo que interrompem a sintese proteica causando morte celular</p><p>REPRESENTANTES: Pristinamicina e Viginiamicina (usadas em associação), Quinupristina e Dalfopristina (derivados da Pristinamicina - Synercid)</p><p>Esse sinergismo aumenta 100x a potência isolada</p><p>ATIVIDADE ANTIMICROBIANA: Usado apenas em infecções sérias causadas por cocos Gram + resistentes a múltiplas drogas</p><p>· Enterococccus faecium – S e R vancomicina</p><p>· Staphylococcus aureus – S e R vancomicina</p><p>· Estafilococos coagulase negativos</p><p>· Resistência natural a enterococcus faecalis</p><p>USOS CLÍNICOS:</p><p>· Tratamento primário de infecções sérias causadas por cocos gram+ resistente a múltiplas drogas (VISA/VRE)</p><p>· Infecções graves por MARSA em pacientes intolerantes a glicopeptídeos</p><p>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA:</p><p>· Alteração do local de ligação no ribossoma</p><p>· Inativação por acetiltransferase mediada por plasmídeos</p><p>· E. faecalis tem efluxo ativo intriseco para dalfopristina pela ação da estreptogramina A-acetil transferase</p><p>Fazemos a administração por via IV profunda</p><p>Tem meia vida de 1h</p><p>Não concentra no líquor, acumula em macrófagos</p><p>Tem metabolismo hepático e excreção biliar (80%) – não é necessário ajuste em pacientes idosos</p><p>QUINUPRISTINA/DALFOPRISTINA:</p><p>· Tem relação 30:70</p><p>· Fazem sinergismo</p><p>· Seu uso é parenteral</p><p>· É bactericida (patógeno-dependente)</p><p>· Classe B gravidez</p><p>· Potente inibidor da P450 (fazem biotransformação)</p><p>REAÇÕES ADVERSAS:</p><p>· Náuseas, vômitos, diarreias</p><p>· Aumento da creatinina</p><p>· Mialgias e artralgias</p><p>· Exantemas</p><p>· Anemia</p><p>LINCOSAMIDAS</p><p>Também chamadas de Lincomicinas</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: Se aproximam dos macrolídeos (sufixo igual) com quem, inclusive, podem ter resistência cruzada. Atuam sob a unidade 50S inibindo a peptidil-transferase nos sítios A e P</p><p>REPRESENTANTES: Essa classe possui um antibiótico natural que é a Lincomicina e 5 antibióticos semi sintético, mas somente Clindamicina tem efeito na clínica.</p><p>LINCOMICINA:</p><p>· Nome comercial: Frademicina</p><p>· Tem baixa biodisponibilidade no uso oral. Reduz com alimentos em associação</p><p>· Espectro de ação: usado para abscesso por anaeróbios. Amplo espectro</p><p>· Não tem ação contra enterococos, meningococos, gonococs, chlamydia etc</p><p>· Resistência adquirida a estafilococos e pneumococos e tem resistência cruzada completa com clindamicina e parcial com eritromicina (macrolídeos)</p><p>· Inibida pela Eritromicina, não é recomendado seu uso concomitante</p><p>· Aumenta o efeito dos bloqueadores neuromusculares (curarizante) – devemos reverter com Neostigmina</p><p>· Tem penetração em quase todos os tecidos, mas não penetra bem no SNC, tem concentração inconstante no liquor, boa penetração óssea (bom para usarmos em paciente com osteomielite que tenha alergia a Penicilina), pouca penetração na placenta (seguro na gestação por não ultrapassar a placenta)</p><p>· Reação adversa: problema cardiovascular se for administrado em infusão rápida, vertigens, dermatite, eritema multiforme, rash, urticária, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, pancitopenia, pode causar diarreia no lactente</p><p>CLINDAMICINA:</p><p>· Nome comercial: Dalacin C</p><p>· VO, mas pode ser usado IV ou IM – melhor absorção oral</p><p>· Usar com cautela em recém nascidos</p><p>· Atuam em Gram +, é uma boa opção no caso de alergia a penicilina</p><p>· Uso tópico contra acne – opção as tetraciclinas (amarelas)</p><p>· Usado para abscesso pós operatório com anaeróbio envolvido</p><p>· Espectro menor que Cloranfenicol</p><p>· Não pega gram negativas, mas em associação com aminoglicosideos, cefalosporina de 3 geração ou quinolonas são capazes de pegar</p><p>· Efeito bacteriostático, mas pela alta concentração intracelular pode ser bactericida sobre S. aureus albergados no interior de PMN</p><p>· Efeito antitoxina, inibindo a produção da toxina estafilocócica associada com a síndrome do choque tóxico</p><p>· Espectro de ação semelhante a lincomicina, porém 4-16x mais potente (pega aeróbios gram + e _, anaeróbios gram + e -) (eficaz contra S. aureus de origem comunitária resistente a oxacilina – MRSA)</p><p>· Pode ser usado para osteomielite em pacientes com alergia a Penicilina</p><p>· Não tem ação contra enterococos, meningococos, gonococos, chlamylia etc</p><p>· Pseudomonas são intrinsecamente resistentes devido pobre permeabilidade celular do envelope a droga</p><p>MATÉRIA DA PROVA AV1 ACABA AQUI</p><p>REVISÃO AV1:</p><p>Mecanismos de Ação de Antimicrobianos:</p><p>Inibição da Síntese da Parede Celular:</p><p>Na maioria das vezes, são considerados bactericidas porque ao inibir a síntese, acaba liberando a entrada de agua na célula bacteriana, causando lise osmótica</p><p>Interferem na formação do peptidoglicano, assim impedem a formação da parede celular, comumente levando à lise osmótica da bactéria.</p><p>· Ação sobre transpeptidases (TPP) e inibição da</p><p>transpeptidação de peptidoglicanos:</p><p>Agem sob a enzima transpeptidase não deixando que ela forme a parte de peptideoglicano. Dessa maneira, há entrada de agua na bactéria causando lise osmótica e consequentemente morte celular – bactericida</p><p>Beta-lactâmicos:</p><p>· Penicilinas (benzilpenicilina benzatina, benzilpenicilina procaína, fenoximetilpenicilina, cloxacilina, amoxicilina, ampicilina, piperacilina).</p><p>· Cefalosporinas (cefazolina, cefalexina, cefaclor, cefixime, ceftriaxona, cefotaxime, ceftazidima, cefepime, cefiderocol).</p><p>· Carbapenêmicos (ertapenem, imipenem, meropenem, doripenem).</p><p>· Monobactâmicos (aztreonam).</p><p>· Ligação à D-alanina e inibição do alongamento da cadeia de peptidoglicanos:</p><p>Não é um beta-lactâmico, mas age inibindo a parede celular. Ao invés de se ligar a enzima transpeptidase como os beta-lactâmicos, se liga na porção D-alanina dos peptideoglicanos. Dessa maneira, não deixa ocorrer a transpeptidação e permite a entrada de agua nessa célula bacteriana, causando lise osmótica e morte celular consequentemente</p><p>· Glicopeptídeos: (vancomicina, teicoplanina, telavancina).</p><p>Inibição da Síntese de Proteínas:</p><p>Inibem a síntese de proteínas bacterianas ao ligar-se ao ribossomo, assim impedindo metabolismo e replicação bacteriana.</p><p>· Ação sobre subunidade ribossomal 50S:</p><p>Inibem a síntese de proteínas bacterianas ao ligar-se na subunidade 50S do ribossomo, impedindo o metabolismo e replicação bacteriana</p><p>· M.E.L.A.O: (Macrolídeos, Estreptograminas, Lincosamidas, Anfenicois, Oxazolidinonas).</p><p>· Inibição da porção 23S do RNAr e bloqueio da iniciação da tradução (não deixa a fita de RNAm entrar no ribossomo para se ligar e começar a formação da cadeia polipeptídica, não permite a ligação do RNAt ao complexo RNAm+ribossomo): Oxazolidinonas (linezolida, tedizolida, sutezolida).</p><p>· Inibição da porção 23S do RNAr e prevenção do alongamento (não deixa adicionar novos aminoácidos a cadeia polipeptídica): Anfenicois (cloranfenicol, azidamfenicol, tianfenicol).</p><p>· Inibição da tradução e interrupção do alongamento, inibe o final da síntese (não deixam terminar a formação da cadeia): Macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina), Estreptograminas (pristinamicina, quinupristina/dalfopristina), Lincosamidas (clindamicina, lincomicina).</p><p>· Ação sobre subunidade ribossomal 30S:</p><p>Inibem a síntese de proteínas bacterianas ao ligar-se na subunidade 30S do ribossomo, impedindo o metabolismo e replicação bacteriana</p><p>· T.A.G: (Tetraciclinas, Aminoglicosídeos, Glicilciclinas)</p><p>· Impede a ligação de RNAt ao RNAm: Tetraciclinas (doxiciclina, tetraciclina), Glicilciclinas (tigeciclina).</p><p>· Bloqueio da iniciação da tradução: Aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, paromomicina, amicacina, espectinomicina, gentamicina, plazomicina).</p><p>Mecanismos de Aquisição de Resistência:</p><p>· Mutação Bacteriana: As bactérias podem adquirir mutações aleatórias que originam genes de resistência em seu material genético e lhes permitem resistir a um antibiótico específico.</p><p>· Transdução: Mecanismo de transferência horizontal de material genético entre bactérias, no qual um vírus bacteriófago atua como veículo na injeção de material genético entre diferentes bactérias.</p><p>· Conjugação: A partir do material genético extracromossomal dos plasmídeos, pode ocorrer um mecanismo de transferência direta de material genético entre bactérias por contato entre pili sexuais.</p><p>· Tratamento Inadequado: Quando o tratamento é interrompido antes do indicado ou as orientações médicas não são seguidas, podem restar bactérias resistentes ao tratamento, possivelmente piorando a infecção.</p><p>· Falsificação: A falsificação de antimicrobianos é comum, e geralmente resulta em produtos que não contêm a quantidade ou a qualidade adequadas de ingredientes ativos necessários para tratar a infecção.</p><p>· Uso Residual: O uso de antimicrobianos em alimentos pode ser uma das formas de seleção de bactérias resistentes, principalmente em animais destinados ao consumo humano que são tratados com esses medicamentos.</p><p>Formas de Resistência a Antimicrobianos:</p><p>· Inativação Enzimática: Produção de enzimas que modificam a parte ativa da molécula do antibacteriano que promove sua destruição ou inativação.</p><p>Ex.: Formação de β-lactamases que hidrolisam antibióticos β-lactâmicos como penicilinas e cefalosporinas.</p><p>· Alteração do Sítio de Ação: Alteração da estrutura ou função do alvo do antimicrobiano, tornando-o menos suscetível ao antibiótico.</p><p>Ex.: Mutação do gene da porção 23S do ribossomo, alvo dos macrolídeos.</p><p>· Sistema de Efluxo: Desenvolvimento de bombas de efluxo que bombeiam os antibióticos para fora da célula antes que possam exercer sua ação.</p><p>Ex.: Proteínas RND em gram-negativas que expulsam vários fármacos.</p><p>· Redução de Permeabilidade: Redução de permeabilidade das membranas celulares que impedem que o antibiótico penetre na célula.</p><p>Ex.: Diminuição da afinidade da membrana celular por antibióticos como tetraciclinas, diminuindo sua entrada na célula.</p><p>Tempo-dependente: Eficácia relacionada a um longo período acima de MIC sem depender de concentração, favorável para infusão contínua. Ex.: Beta-lactâmicos.</p><p>Concentração-dependente: Eficácia relacionada ao nível proporcional que a concentração excede MIC. Ex.: Aminoglicosídeos.</p><p>Agentes relevantes da flora bacteriana regular:</p><p>· Pele: Staphylococcus epidermidis.</p><p>· Nariz: Staphylococcus aureus.</p><p>· Boca: Streptococcus pyogenes, Neisseri meningitidis.</p><p>· Faringe: Corynebacterium diphtheriae.</p><p>· Laringe: Haemophilus influenzae.</p><p>· Garganta: Streptococcus viridans.</p><p>· Vagina: Lactobacillus, Escherichia coli, Gardnerella vaginalis, Streptococcus.</p><p>· Cólon: Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Clostridium.</p><p>POLIMIXINAS</p><p>No momento, essa classe de medicamentos não é mais tão utilizada</p><p>Seu início mostrava grande efeito contra Gram –. Porém, seu uso foi restrito por conta da alta incidência de nefrotoxicidade, dando preferência a Cefalosporinas que também matavam Gram – e não eram nefrotóxicas</p><p>Mas, voltam a ser reconsideradas como opção terapêutica para Gram – multi ou pan-resistentes que não tem antimicrobianos contra eles</p><p>REPRESENTANTES: Colicistina ou Polimixina E (colestimetato de sódio) e Polimixina B (apresentam eficácia equivalente)</p><p>São moléculas muito grandes, o que dificulta sua absorção por via oral. É um fármaco muito lipofílico/hidrofóbico e se prende a membranas lipídicas</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: É bactericida. Sua cadeira lateral é lipofílica e hidrofóbica que pode interagir com lipídeos (retirando aquele lipídeo e formando poros) e ácidos graxos, fazendo com que esse medicamento atue na membrana celular e externa dos Gram -. Faz com que a célula bacteriana perca líquido para o meio – lise osmótica. Liga-se aos lipídeos da membrana (LPS), retirando-os, fazendo com que a barreira osmótica da membrana seja destruída, formando poros, perdendo líquidos, diminuindo de tamanho e causando lise.</p><p>Quanto maior o conteúdo fosfolipídeo da membrana citoplasmática, maior a sensibilidade bacteriana a estas drogas porque elas são altamente interativas com os lipídeos de membrana</p><p>Sua diferença para os bactericidas de parede, como a Cefalosporinas, é que as Polimixinas não liberam LPS não deixando causar choque séptico e morte no paciente. Quando ela se liga aos LPS, faz agregação deles não deixando cair na corrente sanguínea para causar choque séptico, diferentemente das Cefalosporinas que liberam LPS para a corrente sanguínea</p><p>Como essa classe atua na membrana, pode se ligar a nossa própria membrana humana. Essa ligação é fraca, mas pode ocorrer.</p><p>Doses repetidas podem causar efeito cumulativo, aumentando a meia vida (gera cinética de ordem zero)</p><p>Não é absorvido no TGI, é preferível ser usado em pacientes internados</p><p>Não atravessa BHC</p><p>ESPECTRO DE AÇÃO: Pseudomonas (bacilo gram negativo que é agente causador da septicemia, abscessos e infecções em feridas cutâneas), E. coli, Klebsiella spp., Acinetobacter spp. – bactérias que acometem ambientes hospitalares. Pega gram – aeróbicos e anaeróbicos</p><p>REAÇÕES ADVERSAS:</p><p>· Neurotóxicas: irritabilidade, fraqueza,</p><p>sonolência, ataxia, parestesia perioral, formigamento – estão frequentemente associados com altos níveis plasmáticos da droga. Rubor facial, vertigem progredindo a ataxia, parestesia periférica devido ao uso concomitante com relaxantes musculares curariformes por serem pacientes internados</p><p>· Nefrotoxica: albuminúra, cilinduria, azotemia e aumento dos níveis plasmáticos sem aumento da dosagem</p><p>· Outras reações: febre, rash cutâneo (urticária), dor severa nos locais da injeção IM, tromboflebite nos locais da injeção IV</p><p>Sob o ponto de vista de ação, é uma ótima droga porque várias bactérias são sensiveis a ela e tem um ótimo espectro de ação. Mas, sob ponto de vista de efeitos adversos, ela é altamente toxica</p><p>O uso concomitante ou sequência do sulfato de polimixina B com outras drogas neurotóxicas e/ou nefrotóxicas, particularmente bacitracina, estreptomicina, neomicina, canamicina, gentamicina, tobramicina, amicacina, cefaloridina, paromomicina, viomicina e colistina deve ser evitado.</p><p>É grau C de risco para gestantes – pode causar teratogenia</p><p>SULFONAMIDAS</p><p>É um quimioterápico, o primeiro antimicrobiano que existiu</p><p>Antes das Quinolonas, era a classe de antimicrobianos mais utilizados contra Gram-, principalmente infecção urinária</p><p>REPRESENTANTES: Bactrim</p><p>REPRESENTANTES: Bactrim (bactericida). Sulfametoxazol + Trimetoprim (bacteriostático fraco), fizeram a união dos dois medicamentos que bloqueiam duas vias diferentes do ácido fólico matando a bactéria – há diminuição da síntese de ácido fólico</p><p>Tem baixa solubilidade na urina, formando cristais e bloqueando o canal</p><p>MECANISMO DE AÇÃO: Competem com o PABA, por terem a estrutura análoga e serem parecidos, pela enzima dihidropteroato-sintetase, entrando na sintese do ácido fólico, impedindo a síntese. É bacteriostático</p><p>Sulfadiazina de prata nós usamos nacional e internacionalmente contra queimaduras. Prata é antiséptico</p><p>ESPECTRO DE AÇÃO: pega gram + e -, strepto – muito usado para pneumonia</p><p>Gonorreia ficou resistente a esse medicamento de tanto que usava</p><p>REAÇÕES ADVERSAS:</p><p>· Distúrbio do trato urinário – agregado de cristalino</p><p>· Anemia hemolítica</p><p>· Causa muita reação de hipersensibilidade</p><p>· Hepatite</p><p>· Hipotireoidismo</p><p>· Kernicterus</p><p>CLASSIFICAÇÃO:</p><p>· Rapidamente absorvidas e rapidamente eliminadas: Sulfissoxasol, Sulfametoxazol, Sulfadiazina</p><p>· Mal absorvidas: Sulfasalazina (usado para colite granulomatosa e enterite regional)</p><p>· Tópicas: Sulfacetamida e Sulfadiazina de prata (uso profilático para queimadura para evitar bactérias)</p><p>USOS CLÍNICOS: disenteria bacilar, ITU (contraindicado em pielonefrite por conta dos cristais que forma), tracoma e conjuntivite, linfogranuloma venéreo</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.jpeg</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p>