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<p>1</p><p>ATIVIDADE INDIVIDUAL</p><p>Matriz Atividade Individual</p><p>Disciplina: Liderança e Gestão de Equipes</p><p>Turma: Gestão Empresarial 436632/2023</p><p>Aluno</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Apresentação do seu trabalho em linhas gerais.</p><p>A liderança e consequente gestão de equipes desempenham um papel fundamental para guiar seus</p><p>liderados de forma condizente com os objetivos da organização, além de impulsionar e desenvolver o</p><p>potencial de cada subordinado não apenas em relação ao profissional. E cabe ao líder ter consciência</p><p>de que não há uma fórmula específica para gerenciar equipes, uma vez que cada grupo é único.</p><p>Kurt Lewin comprova isso por meio de seus estudos (1965, apud PASQUALINI; MARTINS; EUZÉBIOS</p><p>HILHO, 2021)¹, que demostraram que cada grupo e cada indivíduo tem uma personalidade única, e,</p><p>portanto, uma dinâmica de funcionamento própria.</p><p>A liderança também exerce influência no comportamento de seus liderados, podendo motivar ou</p><p>desmotivar. “Os indivíduos formam as equipes, e não podemos negar que a liderança também é um</p><p>elemento constituinte do campo psicológico desse grupo. A liderança tem influência e pode intervir de</p><p>forma a ser uma força impulsora, aquela que leva as pessoas a quererem fazer parte do grupo, a irem</p><p>em direção aos objetivos em comum, ou restritiva, aquela que restringe a proximidade das pessoas ou</p><p>crescimento do grupo”². E para além disso, o líder pode fazer com que seus subordinados se</p><p>comportem da mesma forma que você, o fenômeno Neurônio-Espelho.</p><p>Neste trabalho, analisaremos a liderança da personagem de Meryl Streep, Miranda Priestly, e o</p><p>comportamento de sua equipe em “O Diabo Veste Prada”, evidenciando o tipo de liderança e o reflexo</p><p>nas pessoas e grupos influenciados por essa líder, apresentando seu perfil pessoal, habilidades e</p><p>aspectos a serem desenvolvidos.</p><p>1. Faça uma resenha do filme escolhido para análise.</p><p>O filme “O Diabo Veste Prada”, uma comédia de 2006, retrata o universo da moda e publicidade,</p><p>oferecendo uma reflexão sobre ética e relações em um ambiente de trabalho competitivo e marcado</p><p>por intrigas e ambições exacerbadas comuns neste universo.</p><p>A trama é centrada na relação entre Miranda Priestly, editora-chefe da revista de moda Runway, e</p><p>Andrea (Anne Hathaway), uma jornalista recém-formada, que consegue um emprego na revista,</p><p>mesmo não entendendo e nem se interessando pela indústria de moda.</p><p>A influência do comportamente de Miranda na jovem jornalista é muito clara e o filme retrata de forma</p><p>bastante envolvente a transformação da personagem, provocando de forma muito inteligente uma</p><p>reflexão sobre até onde devemos ir e aceitar por conta de um emprego.</p><p>2. Identificação do tipo de liderança e das pessoas e grupos que essa liderança influencia e impacta.</p><p>Em “O Diabo Veste Prada”, Miranda Priestly interpreta o papel de líder. Reconhecida por conta de sua</p><p>2</p><p>busca por perfeição, excelência e eficiência, mas temida por conta de seu comportamento abusivo,</p><p>ríspido e autoritário com suas equipes. Sua liderança é autocrática, centrada nas tarefas e resultados,</p><p>com foco apenas na execução e excelência, deixando seu olhar para as pessoas muito aquém.</p><p>O comportamento da personagem de Meryl Streep tem influência direta e muito clara em suas equipes.</p><p>O seu comportamento extremamente exigente, rigoroso e frio projeta comportamentos ansiosos e</p><p>irritadiços em suas equipes. Evidenciando o conceito de neurônios-espelho, que é ativado quando</p><p>agimos ou vemos outros agindo, captando não só movimentos, mas também sentimentos. Por outro</p><p>lado, a liderança de Miranda também instiga seus liderados a evoluírem e alcançarem níveis mais</p><p>elevados de desempenho, e isso fica bastante claro na transformação que acontece com Andrea. A</p><p>personagem se torna muito mais autoconfiante e convicta de suas habilidades, graças ao</p><p>comportamento de sua gestora.</p><p>Sua equipe principal, além de ser composta por Andrea, também conta com Emily e Nigel, que</p><p>exercem papéis mais orientados para ação e intelecto. Emily engloba os papéis formatador e</p><p>finalizador. A personagem ajuda a movimentar o grupo para ação, está sempre focada em atender os</p><p>prazos de Miranda e realizar as entregas com qualidade. Tem um perfil impulsivo, agressivo, com falta</p><p>de sensibilidade interpessoal e emocional, baixa tolerância com pessoas de ritmo mais lento (neste</p><p>caso, a Andrea assim quando iniciou na empresa) e descuidado com prazos e qualidade.</p><p>Nigel tem perfil prático, autocontrole, disciplina, é focado no trabalho e no resultado, resolvendo</p><p>problemas de forma muito convicta e controlada, além de ser bastante atento aos detalhes para</p><p>entregar seu trabalho com alto nível de qualidade e contribuir em situações de decisão de forma</p><p>efetiva. Sendo assim, exerce os papéis de implentador, finalizador e especialista.</p><p>Já Andrea, em seu início no novo emprego tinha um papel mais orientado para o intelecto, com</p><p>tendência à introversão. Após a convivência com Miranda, a personagem passa a desenvolver outros</p><p>papéis, como implementadora e finalizadora, com foco no resultado, resolvendo problemas de forma</p><p>imediata e até antecipadamente, e com extrema peocupação na perfeita entrega de resultado.</p><p>3. Apresentação do perfil pessoal da liderança, com a descrição dos seus conhecimentos, habilidades</p><p>e atitudes que contribuem ou não para a efetiva liderança.</p><p>Miranda tem um vasto e profundo conhecimento na área em que atua, sempre cria tendências, leva</p><p>sugestões, tem visão estratégica, é exigente e impulsiona seus subordinados a alcançarem níveis mais</p><p>avançados de conhecimento e eficiência. Impõe respeito e autoridade, apesar de fazer isso de forma</p><p>coercitiva, transmite credibilidade e autoconfiança.</p><p>Sua postura e habilidade têm efeitos positivos e negativos. Ao mesmo tempo em que desafia sua</p><p>equipe a ir mais longe, pensar mais a frente, a serem criativos, pontuais, eficientes e preocupados com</p><p>a excelência em resultados, também provoca medo, insegurança e sentimento de incapacidade.</p><p>O ponto principal é que Miranda é a mesma com todos de sua equipe, mas cada um tem sua própria</p><p>personalidade e jeito de lidar com as situações. No caso de Andrea, o perfil de Miranda a fez ser mais</p><p>autoconfiante, desenvolver habilidades orientadas para o resultado e a ter certeza da profissional que</p><p>ela gostaria de ser. Já Emily não avança, se mantém estagnada na posição em que atua, pois não</p><p>desenvolveu autoconfiança. Muito pelo contrário, se mostra insegura e tem sentimento de insuficiência.</p><p>Nigel, apesar de ser um especialista e bem convicto de seu potencial, também tem dificuldades de</p><p>crescer e se arriscar a alçar novos voos.</p><p>Portanto, o que provoca efeitos negativos na equipe é a falta de olhar centrado nas pessoas e a falta</p><p>de reconhecimento e equilíbrio na cobrança e exigência. Se houvesse mais equilíbrio no perfil de</p><p>Miranda enquanto líder e o cuidado de desenvolver cada um de sua equipe de acordo com suas</p><p>particularidades, seus funcionários poderiam ser ainda mais eficientes, comprometidos e criativos.</p><p>4. Identificação dos estilos ou modelos de liderança e descrição dos aspectos identificados.</p><p>De acordo com os conceitos de Kurt Lewin, a liderança de Miranda é autocrática. A personagem é</p><p>centrada nas tarefas e resultados, centralizadora, toma decisões unilateriais, tem foco apenas na</p><p>execução e excelência, deixando seu olhar para as pessoas muito aquém, determina todas as tarefas e</p><p>métodos de trabalho e praticamente não há nenhuma participação das pessoas da equipe, apenas</p><p>raramente a vemos aceitar sugestões e a participação de Nigel.</p><p>5. Apreciação dos aspectos positivos do perfil de atuação do líder e sugestões de melhoria.</p><p>Como aspectos positivos de Miranda, destaca-se o alto nível de conhecimento na área, sua criatividade</p><p>e capacidade de criar tendências, autoconfiança e credibilidade. O seu foco em resultados excelentes</p><p>impulsiona a equipe para alcançar</p><p>níveis mais elevados.</p><p>No entanto, não há um equilíbrio em suas exigências. Miranda não sabe gerir os sentimentos das</p><p>pessoas, tampouco percebe a relevância de manter relacionamentos interpessoais saudáveis e com</p><p>um certo nível de abertura. Também não sabe reconhecer seus liderados e age da mesma forma com</p><p>todos, não entendendo que cada indivíduo é único e se desenvolve de formas distintas. Como dito</p><p>anteriormente, o posicionamento dela para a Andrea gerou um resultado, e para Emily, por exemplo,</p><p>gerou outro completamente diferente. Andy conseguiu desenvolver mais autoconfiança, enquanto</p><p>Emily se mostra cada vez mais insegura, ansiosa e insuficiente.</p><p>“Quanto mais vertical, mais há distanciamento do topo com a base, das pessoas que planejam com as</p><p>pessoas que executam, tornando mais difícil a interação e comunicação [...] Há de se criar um</p><p>ambiente de abertura e de incentivo às ideias. Ouvir passa a ser uma competência requerida por toda</p><p>a liderança”².</p><p>6. Estabelecimento de um paralelo com as suas experiências profissionais.</p><p>Em minhas experiências profissionais, pude experimentar ser liderada por gestores participativos e</p><p>centrados nas pessoas, e por aqueles semelhantes a personagem do filme em questão, que são mais</p><p>autocráticos, centrados em resultado, não fazem questão de criar algum tipo de vínculo e expõem de</p><p>forma negativa seus subordinados para mais pessoas.</p><p>Em uma de minhas experiências, assim que a líder participativa saiu da posição em que estava e outro</p><p>gestor, com estilo autocrático, passou a ocupar seu lugar, diversas pessoas, assim como eu,</p><p>encontraram outros empregos melhores e saíram da empresa em questão.</p><p>Este estilo autocrático tende a perder cada vez mais força, pois as pessoas querem se sentir</p><p>pertencentes, reconhecidas e estão cada vez mais priorizando por qualidade de vida.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Apresentação das suas reflexões, observações e aprendizados acerca da análise do filme com a</p><p>temática liderança.</p><p>Nos últimos anos, a forma de gestão e liderança sofreram muitas mudanças, não só por conta dos</p><p>grandes avanços tecnológicos, como também por conta do trabalho remoto. Soma-se a este cenário,</p><p>profissionais que priorizam sua qualidade de vida acima do grande sucesso e reconhecimento</p><p>profissional. Muitos deles, inclusive, não têm pretensão de ocupar posições de gestão. Esse choque de</p><p>gerações é retratado na relação entre Miranda e Andy, que não tem as mesmas ambições da temida</p><p>4</p><p>editora-chefe da Runway.</p><p>Fazendo um paralelo com o que vivenciamos hoje, no mundo real, de acordo com uma matéria</p><p>publicada pela revista Forbes, Gorick Ng, um dos principais conselheiros de carreira da Universidade de</p><p>Harvard, menos de 2% da Geração Z, que representará 25% da força de trabalho global em 2025, tem</p><p>a ambição de ocupar um cargo de liderança3. E ainda segundo a mesma matéria, “o diálogo será uma</p><p>habilidade indispensável em um ambiente que nunca abrigou tantos profissionais de diferentes idades”.</p><p>Ainda mais diante de uma nova geração de profissionais que busca o bem-estar acima de tudo.</p><p>Conforme um levantamento da McKinsey, um ambiente de trabalho hostil tem grande impacto sobre a</p><p>capacidade de trabalhar bem para 27% desses profissionais geração Z, enquanto nas outras gerações</p><p>só 16% afirmou o mesmo³.</p><p>Cada vez menos haverá espaço para uma liderança autocrática, centrada apenas nos resultados, como</p><p>a de Miranda Priestly. A revista Forbes destacou cinco tendências para a liderança, considerando todo</p><p>este cenário digital e a necessidade de mais flexibilidade e bem-estar no ambiente corporativo. São</p><p>elas, a “empatia digital”, que é a capacidade de conecetar pessoas, compreender e orientar os</p><p>membros da equipe no ambiente virtual; envolvimento da equipe com foco em uma missão e visão em</p><p>comum, não apenas instruindo suas equipes, mas inspirando; saber quando mudar a rota e não apenas</p><p>“dirigir o navio”; tomada de decisões baseadas em dados, indo além da mera leitura de planilhas, “a</p><p>ideia é se aprofundar na capacidade de obter insights de sistemas complexos”; e, por fim, a capacidade</p><p>de “estabelecer um sentimento de presença mesmo quando não estão fisicamente juntos”, sendo</p><p>capaz de influenciar, orientar e dar feedback com a mesma eficácia em uma videochamada4.</p><p>Em resumo, a forma de gestão de liderança mudou substancialmente nos últimos tempos,</p><p>impulsionada pelo comportamento das novas gerações que ingressaram no mercado de trabalho e pela</p><p>necessidade de adaptação ao trabalho remoto. As empresas que abraçam essas mudanças,</p><p>promovendo uma cultura de confiança, respeito, flexibilidade, influenciando de forma impulsora e não</p><p>restritiva, com comunicação aberta e foco nas pessoas, estarão melhor posicionadas para avançar em</p><p>um mundo cada vez mais interconectado e que prioriza o bem-estar.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>Listagem das fontes de consulta utilizadas no seu trabalho de acordo com os referenciais da ABNT.</p><p>¹1965, apud PASQUALINI; MARTINS; EUZÉBIOS HILHO, 2021.</p><p>2BORTOLIN, Adriana. Liderança e gestão de equipes. Rio de Janeiro: FGV, 2022.</p><p>³Forbes. Gen Z: a geração que não quer o topo chega à liderança. Disponível em:</p><p>https://forbes.com.br/carreira/2023/07/gen-z-a-geracao-que-nao-quer-o-topo-chega-a-lideranca/.</p><p>Acesso em 17mai.2024.</p><p>4Fobres. Quer ser um bom chefe? Veja 5 tendências para a liderança em 2024. Disponível em:</p><p>https://forbes.com.br/carreira/2023/10/quer-ser-um-bom-chefe-veja-5-tendencias-para-a-lideranca-</p><p>em-2024/. Acesso em 17mai.2024.</p><p>https://forbes.com.br/carreira/2023/07/gen-z-a-geracao-que-nao-quer-o-topo-chega-a-lideranca/</p><p>https://forbes.com.br/carreira/2023/10/quer-ser-um-bom-chefe-veja-5-tendencias-para-a-lideranca-em-2024/</p><p>https://forbes.com.br/carreira/2023/10/quer-ser-um-bom-chefe-veja-5-tendencias-para-a-lideranca-em-2024/</p>