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<p>AULA 1</p><p>INTELIGÊNCIA EMOCIONAL -</p><p>COMPETÊNCIAS SOCIAIS E DE</p><p>RELACIONAMENTO</p><p>Prof.ª Lucimara do Nascimento Numata</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Nesta abordagem, discutiremos e ampliaremos nosso conhecimento</p><p>acerca de um tema bastante atual e relevante no mundo, na sociedade e nos</p><p>estudos sobre gestão e liderança de pessoas.</p><p>Tais estudos são pautados nos tópicos a seguir:</p><p>1. A inteligência emocional na contemporaneidade;</p><p>2. O mundo BANI e o Século da Ansiedade;</p><p>3. A ciência das emoções;</p><p>4. Neurociência aplicada à inteligência emocional;</p><p>5. Bases da inteligência emocional e relacional.</p><p>Esses temas estão relacionados à inteligência emocional e sua relevância</p><p>na contemporaneidade, abordando diferentes aspectos conforme apontados a</p><p>seguir:</p><p>A inteligência emocional na contemporaneidade destaca a importância da</p><p>inteligência emocional em um mundo em constante mudança, com desafios cada</p><p>vez mais complexos nas relações humanas, na educação, no trabalho e na saúde.</p><p>O mundo BANI e o Século da Ansiedade fazem referência à crescente</p><p>preocupação com a saúde mental e emocional, especialmente em um mundo em</p><p>que a tecnologia, as redes sociais e outras pressões podem contribuir para a</p><p>ansiedade e o estresse.</p><p>A ciência das emoções e a neurociência aplicada à inteligência emocional</p><p>apresentam a base científica da inteligência emocional e como a compreensão do</p><p>funcionamento do cérebro e das emoções pode contribuir para o desenvolvimento</p><p>dessas habilidades.</p><p>As bases da inteligência emocional e relacional referem-se às habilidades</p><p>emocionais e sociais que são fundamentais para o sucesso nas relações</p><p>interpessoais e na vida pessoal e profissional em geral. Isso inclui a</p><p>autoconsciência, autogerenciamento, empatia, habilidades de comunicação e</p><p>colaboração, entre outras.</p><p>Convidamos você a apreciar este conteúdo com olhar crítico sobre a</p><p>relevância do tema como essenciais para as empresas e a sociedade, pois</p><p>permitem desenvolver habilidades socioemocionais que impactam positivamente</p><p>no ambiente de trabalho e nas relações interpessoais. Por meio desses estudos,</p><p>é possível promover a empatia, a comunicação assertiva, a resolução de conflitos</p><p>3</p><p>e a liderança eficaz, contribuindo para um clima organizacional saudável e para o</p><p>bem-estar da sociedade como um todo.</p><p>Bons estudos!</p><p>TEMA 1 – A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA CONTEMPORANEIDADE</p><p>A inteligência emocional é uma habilidade fundamental para lidar com as</p><p>demandas da vida moderna. Na contemporaneidade, em que a tecnologia avança</p><p>cada vez mais rápido e as relações interpessoais se tornam cada vez mais</p><p>complexas, a capacidade de compreender e gerenciar as emoções é essencial</p><p>para o sucesso pessoal e profissional.</p><p>Na contemporaneidade, a inteligência emocional tem sido cada vez mais</p><p>valorizada e discutida. Segundo Goleman (2021), a pandemia de Covid-19 tem</p><p>destacado a importância da inteligência emocional para lidar com as incertezas e</p><p>desafios do mundo atual. Lembrando que a pandemia de Covid-19 é uma doença</p><p>infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 que foi inicialmente identificado</p><p>na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Desde então, ela se</p><p>espalhou rapidamente pelo mundo, afetando a saúde pública global, a economia</p><p>e a sociedade em geral.</p><p>Chevalier (2020) ressalta que a neurociência das emoções tem contribuído</p><p>para uma compreensão mais aprofundada sobre o funcionamento do cérebro em</p><p>relação às emoções, e como isso pode ser aplicado na educação e na formação</p><p>de líderes emocionalmente inteligentes.</p><p>Já Herculano-Houzel (2021) destaca que as emoções não são uma</p><p>entidade separada do cérebro e que a prática e a repetição podem influenciar</p><p>positivamente as emoções e levar a uma transformação do cérebro.</p><p>Dessa forma, percebe-se que a inteligência emocional tem ganhado cada</p><p>vez mais importância na contemporaneidade, tanto no contexto organizacional</p><p>quanto na área da neurociência, e que autores recentes têm destacado sua</p><p>relevância para lidar com as demandas e desafios da atualidade.</p><p>Na obra Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que</p><p>é ser inteligente, best-seller mundial, Goleman (1995) apresenta a ideia de que a</p><p>inteligência emocional é um fator crucial para o sucesso e a realização pessoal,</p><p>mesmo que muitas vezes seja negligenciada ou ignorada.</p><p>O autor explica que a inteligência emocional é composta por cinco</p><p>habilidades fundamentais: autoconsciência, autogestão, motivação, empatia e</p><p>4</p><p>habilidades sociais. Ele argumenta que essas habilidades são mais importantes</p><p>do que o quociente de inteligência (QI) em muitos aspectos da vida, incluindo</p><p>relacionamentos, trabalho e saúde mental.</p><p>Considerando a relevância desse tema inicial, iniciaremos o percurso de</p><p>conhecimento sobre as bases científicas em que a inteligência emocional se</p><p>tornou relevante para a gestão e liderança de pessoas.</p><p>1.1 Conceituando inteligência e inteligência emocional</p><p>O quociente de inteligência (QI) refere-se às habilidades cognitivas</p><p>tradicionais, como a capacidade de compreender conceitos complexos, resolver</p><p>problemas matemáticos e linguísticos e realizar tarefas que exigem raciocínio</p><p>lógico.</p><p>Já o quociente emocional (QE) refere-se às habilidades emocionais e</p><p>sociais, como a capacidade de compreender as próprias emoções e as dos outros,</p><p>gerenciar as próprias emoções de forma saudável e eficaz, lidar com o estresse e</p><p>a pressão e estabelecer e manter relações interpessoais saudáveis e construtivas.</p><p>Isso pode ser aplicado e desenvolvido em diferentes contextos, já que existe uma</p><p>relação entre inteligência emocional e liderança, educação, saúde e outros</p><p>campos.</p><p>Tieppo (2019) concorda com Goleman em que a inteligência emocional é</p><p>uma habilidade cada vez mais valorizada no mundo corporativo. O QI é</p><p>importante, mas sozinho não é suficiente para garantir o sucesso profissional e</p><p>pessoal. É preciso também saber lidar com as emoções, tanto as próprias quanto</p><p>as dos outros.</p><p>Calabrez (2019) reforça que a inteligência emocional é um fator chave para</p><p>a liderança e a tomada de decisão. É preciso ter habilidades emocionais para lidar</p><p>com situações complexas, como conflitos e crises. Além disso, a inteligência</p><p>emocional está relacionada à resiliência e à capacidade de adaptação a</p><p>mudanças, o que é essencial em um mundo cada vez mais volátil e incerto.</p><p>Portanto, a inteligência emocional é uma habilidade essencial para</p><p>enfrentar os desafios da vida moderna. Como afirma Goleman (2007, p. 308): “Se</p><p>queremos um mundo melhor, precisamos de um povo mais inteligente</p><p>emocionalmente”.</p><p>5</p><p>TEMA 2 – O MUNDO BANI E O SÉCULO DA ANSIEDADE</p><p>Jamais Cascio é um futurista que tem refletido sobre o conceito de mundo</p><p>BANI e a Era do Caos. Ele defende que estamos vivendo em uma época de</p><p>transição, em que as formas antigas de organização social e econômica estão se</p><p>desfazendo, e novas formas ainda não estão totalmente estabelecidas. Ele</p><p>cunhou o termo mundo BANI para descrever essa nova realidade, conforme a</p><p>representação na Figura 1 abaixo.</p><p>Figura 1 – O mundo BANI</p><p>Créditos: Whale Design/Shutterstock.</p><p>A sigla que representa as quatro características centrais do mundo</p><p>moderno e cada letra representa um aspecto do mundo atual:</p><p>• B de Brittle (frágil): refere-se à fragilidade e instabilidade do mundo atual,</p><p>que está sujeito a mudanças rápidas e imprevisíveis.</p><p>• A de Anxious (ansioso): representa a crescente ansiedade e incerteza que</p><p>permeia as sociedades atuais em relação ao futuro.</p><p>• N de Non-Linear (não linear): indica a complexidade e imprevisibilidade dos</p><p>sistemas atuais, que são interconectados e influenciam-se mutuamente de</p><p>maneiras imprevisíveis.</p><p>• I de Incomprehensible (incompreensível): alude à quantidade e à</p><p>complexidade das informações disponíveis, que muitas vezes tornam difícil</p><p>para as pessoas compreenderem e tomarem decisões informadas.</p><p>6</p><p>Segundo Cascio, o mundo BANI representa uma nova era em que as</p><p>mudanças são rápidas e imprevisíveis, e a incerteza e a complexidade são a</p><p>norma. Isso tem</p><p>implicações profundas para as pessoas, organizações e</p><p>sociedades, exigindo uma nova forma de pensamento e liderança para navegar</p><p>nesse mundo desafiador.</p><p>Para o mesmo autor, a Era do Caos é um momento em que os sistemas</p><p>sociais e econômicos que conhecemos estão entrando em colapso ou passando</p><p>por grandes mudanças. Isso é impulsionado por uma combinação de fatores,</p><p>incluindo mudanças climáticas, desigualdade econômica, instabilidade</p><p>geopolítica, mudanças demográficas e tecnológicas, entre outros.</p><p>Cascio argumenta que a Era do Caos não é ummomento para o desespero,</p><p>mas sim uma oportunidade para a inovação e a criatividade. Ele sugere que, à</p><p>medida que as antigas formas de organização social e econômica desmoronam,</p><p>surgem novas oportunidades para experimentar e construir novos modelos.</p><p>Em suma, o mundo BANI e a Era do Caos são inevitáveis e precisamos</p><p>aprender a lidar com a fragilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade</p><p>que caracterizam essa nova realidade. Em vez de nos concentrarmos no medo e</p><p>na incerteza, ele incentiva a inovação e a adaptação como a chave para</p><p>sobreviver e prosperar nesse mundo em constante mudança.</p><p>Saiba mais</p><p>No artigo “Como liderar no mundo BANI”, Yeda Oswaldo, mentora e coach</p><p>executiva e de liderança, psicóloga, autora e palestrante, nos apresenta questões</p><p>importantes sobre as estratégias para liderar no mundo BANI. Disponível em:</p><p><https://www.linkedin.com/pulse/como-liderar-mundo-bani-yeda-</p><p>oswaldo/?trk=pulse-article&originalSubdomain=pt>. Acesso em: 8 abr. 2023.</p><p>2.1 A Era do Caos e o Século da Ansiedade</p><p>Século da Ansiedade é um termo cunhado por Jamais Cascio para</p><p>descrever a era atual, marcada pelo aumento significativo dos níveis de ansiedade</p><p>na sociedade. Ele argumenta que a complexidade e a incerteza do mundo atual,</p><p>juntamente com o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas e sociais, estão</p><p>gerando uma sensação de instabilidade e desconforto que está afetando a saúde</p><p>mental de muitas pessoas. Nesse contexto, a inteligência emocional torna-se cada</p><p>vez mais importante para lidar com a ansiedade e manter um equilíbrio emocional</p><p>diante dos desafios da vida moderna.</p><p>7</p><p>Além de Jamais Cascio, vários autores também refletiram sobre a Era do</p><p>Caos e o Século da Ansiedade. Abaixo, estão alguns exemplos:</p><p>• Zygmunt Bauman (1925-2017): sociólogo polonês que argumentou que</p><p>estamos vivendo em uma “modernidade líquida”, caracterizada pela</p><p>incerteza, pela falta de estrutura e pela transitoriedade.</p><p>• Douglas Rushkoff (1961): escritor e professor de mídia que argumentou</p><p>que estamos presos em um sistema econômico insustentável que está nos</p><p>levando ao caos e que precisamos criar novas formas de organização</p><p>social e econômica.</p><p>• Mark Fisher (1968-2017): escritor e teórico cultural que cunhou o termo</p><p>Século da Ansiedade para descrever a sensação de incerteza, insegurança</p><p>e medo que muitas pessoas experimentam atualmente. Ele argumentou</p><p>que essa ansiedade é uma resposta à falta de estrutura e segurança na</p><p>vida moderna.</p><p>• Manuel Castells (1942): sociólogo espanhol que argumentou que estamos</p><p>vivendo em uma nova era de globalização e tecnologia que está</p><p>transformando a sociedade em níveis profundos e duradouros.</p><p>• Yuval Noah Harari (1976): historiador israelense que argumentou que</p><p>estamos entrando em uma nova era de mudanças tecnológicas e biológicas</p><p>que poderão transformar a humanidade de maneiras imprevisíveis.</p><p>Esses autores e muitos outros têm refletido sobre as mudanças profundas</p><p>que estão ocorrendo na sociedade contemporânea e os desafios que elas</p><p>representam para indivíduos e instituições. Eles também têm oferecido ideias e</p><p>soluções para lidar com esses desafios e criar um futuro mais sustentável e</p><p>equitativo.</p><p>Saiba mais</p><p>O livro 21 lições para o século XXI (2018), do historiador israelense Yuval</p><p>Noah Harari, oferece uma visão abrangente dos desafios que a humanidade</p><p>enfrenta atualmente e sugere maneiras de abordá-los. O livro é dividido em três</p><p>partes: O Desafio Tecnológico, O Desafio Político e O Desafio Existencial. É uma</p><p>obra importante para os estudos atuais porque oferece uma visão abrangente dos</p><p>desafios que enfrentamos como sociedade e sugere maneiras de lidar com eles</p><p>de maneira significativa e criativa. O livro é relevante para várias áreas do</p><p>conhecimento, como história, política, filosofia e tecnologia.</p><p>8</p><p>2.2 O Brasil como país da ansiedade</p><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país</p><p>com a maior taxa de transtornos de ansiedade no mundo. A pesquisa da OMS</p><p>indica que cerca de 18,6 milhões de brasileiros (ou 9,3% da população) sofrem de</p><p>ansiedade, uma taxa maior do que a média mundial, que é de 7,3%.</p><p>Além disso, uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio</p><p>de Janeiro (UERJ) em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF)</p><p>revelou que a pandemia de Covid-19 tem aumentado os níveis de ansiedade e</p><p>depressão no Brasil. A pesquisa indicou que, desde o início da pandemia, houve</p><p>um aumento de 80% nos casos de ansiedade e de 45% nos casos de depressão.</p><p>Outro fator que pode contribuir para a ansiedade no Brasil é o estresse</p><p>causado por fatores sociais e econômicos, como a desigualdade social, a</p><p>violência urbana, o desemprego e a instabilidade política. O Brasil é um país que</p><p>enfrenta diversos desafios socioeconômicos, o que pode levar as pessoas a se</p><p>sentirem mais inseguras e ansiosas em relação ao futuro.</p><p>Portanto, os dados atuais indicam que o Brasil é considerado o país da</p><p>ansiedade devido à alta taxa de transtornos de ansiedade, o aumento dos casos</p><p>durante a pandemia de Covid-19 e os fatores socioeconômicos que geram</p><p>estresse e insegurança na população. É importante que haja uma maior</p><p>conscientização e investimento em saúde mental para lidar com esse problema</p><p>no país.</p><p>Além dos dados da OMS mencionados anteriormente, outras pesquisas</p><p>também apontam o Brasil como o país com a maior taxa de transtornos de</p><p>ansiedade no mundo.</p><p>Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association</p><p>(ISMA) em 2019, conforme Figura 2, mostrou que 70% dos brasileiros sofrem de</p><p>ansiedade e que 30% dos casos são considerados graves. A pesquisa também</p><p>indicou que os principais fatores que contribuem para a ansiedade no Brasil são</p><p>a pressão no trabalho, a instabilidade financeira e a violência urbana.</p><p>9</p><p>Figura 2 – Pesquisa da International Stress Management Association</p><p>Créditos: Obak/Shutterstock.</p><p>Outro estudo, realizado pela Universidade Estadual de Campinas</p><p>(Unicamp), mostrou que a ansiedade é o transtorno mental mais comum entre os</p><p>brasileiros, afetando cerca de 19% da população. A pesquisa também revelou que</p><p>os casos de ansiedade são mais frequentes entre as mulheres e pessoas com</p><p>baixa escolaridade.</p><p>Além disso, um levantamento realizado pela plataforma de saúde mental</p><p>Zenklub em 2021 mostrou que a pandemia de Covid-19 impulsionou os níveis de</p><p>ansiedade na população brasileira. A pesquisa indicou que 58% dos entrevistados</p><p>afirmaram ter sentido mais ansiedade durante a pandemia e 48% tiveram crises</p><p>de ansiedade durante o período.</p><p>Esses dados reforçam a ideia de que o Brasil é considerado o país da</p><p>ansiedade devido à alta taxa de transtornos de ansiedade, que afeta grande parte</p><p>da população e é influenciada por fatores sociais e econômicos. É importante que</p><p>haja maior conscientização sobre o assunto e investimentos em saúde mental</p><p>para lidar com esse problema no país.</p><p>72%</p><p>•Dos brasileiros que estão</p><p>no mercado de trabalho</p><p>sofrem alguma sequela</p><p>ocoasionada pelo</p><p>estresse.</p><p>32% •Sofrem da síndrome de</p><p>Burnout.</p><p>92% que</p><p>tem</p><p>Buurnout</p><p>• Continuam</p><p>trabalhando</p><p>10</p><p>TEMA 3 – A CIÊNCIA DAS EMOÇÕES</p><p>Os neurocientistas Suzana Herculano (2020), Carla Tieppo (2019), Miguel</p><p>Nicolelis (2018) e Pedro Calabrez (2019) têm contribuído significativamente para</p><p>a compreensão do funcionamento do cérebro humano e sua relação com o</p><p>comportamento. De acordo com eles, o cérebro é uma estrutura complexa que</p><p>permite a realização de diversas funções</p><p>cognitivas, incluindo as emoções, o</p><p>pensamento, a tomada de decisão e a percepção.</p><p>Figura 2 – Emoções</p><p>Créditos: Alphavector/Shutterstock.</p><p>Herculano-Houzel, por exemplo, nos revela que o cérebro humano é</p><p>composto por bilhões de células cerebrais, chamadas de neurônios, e que o</p><p>número de neurônios está diretamente relacionado à capacidade cognitiva de um</p><p>indivíduo. Além disso, ela enfatiza que as emoções são processadas em</p><p>diferentes regiões do cérebro, que trabalham em conjunto para criar uma</p><p>experiência emocional complexa.</p><p>Tieppo, por sua vez, discute a relação entre o cérebro e o comportamento</p><p>humano e como a neurociência pode ajudar a entender a origem de</p><p>comportamentos disfuncionais. Ela enfatiza a importância da plasticidade</p><p>cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de se adaptar e mudar ao longo do</p><p>11</p><p>tempo, o que pode ajudar a explicar a transformação positiva das emoções por</p><p>meio da prática e repetição.</p><p>Já Nicolelis tem se destacado por suas pesquisas em interfaces cérebro-</p><p>máquina e como elas podem ser aplicadas para restaurar a função neurológica</p><p>em indivíduos que sofreram lesões cerebrais. Ele defende que o cérebro é capaz</p><p>de se adaptar e aprender novas tarefas, mesmo após uma lesão, o que demonstra</p><p>a incrível capacidade de plasticidade cerebral.</p><p>Por fim, Pedro Calabrez tem discutido a influência da neurociência no</p><p>comportamento humano, enfatizando a importância da inteligência emocional e</p><p>da tomada de decisão consciente para o bem-estar emocional. Ele destaca a</p><p>importância do autoconhecimento para uma vida mais saudável e satisfatória, o</p><p>que pode ser alcançado por meio da compreensão do funcionamento do cérebro</p><p>humano e suas implicações no comportamento.</p><p>Em conjunto, esses neurocientistas destacam a complexidade do cérebro</p><p>humano e sua importância na regulação do comportamento humano e das</p><p>emoções. Eles demonstram como a compreensão do funcionamento do cérebro</p><p>pode ser aplicada para promover a saúde mental e o bem-estar emocional, além</p><p>de permitir avanços significativos na área médica e tecnológica.</p><p>Chevalier (2020) destaca a importância das emoções na liderança de</p><p>pessoas e como a compreensão dos processos neurais que regem as emoções</p><p>pode ajudar os líderes a criar ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.</p><p>Segundo o autor, “as emoções são fundamentais na vida de qualquer pessoa e,</p><p>portanto, têm um impacto significativo na liderança” (Chevalier, 2020, p. 47).</p><p>A autora ainda ressalta a importância da empatia na liderança e como ela</p><p>pode ser facilitada pelo conhecimento das emoções: “quanto mais os líderes</p><p>entendem as emoções dos seus liderados, mais fácil é para eles se colocarem no</p><p>lugar deles e assim gerar empatia” (Chevalier, 2020, p. 98).</p><p>Líderes emocionalmente inteligentes são aqueles capazes de compreender</p><p>e gerenciar suas próprias emoções, bem como as emoções de seus liderados.</p><p>Esses líderes são capazes de criar um ambiente de trabalho mais positivo e</p><p>saudável, gerando empatia e motivação nos colaboradores. Além disso, eles são</p><p>capazes de tomar decisões mais acertadas em situações de pressão, uma vez</p><p>que possuem um maior controle emocional.</p><p>Em resumo, líderes emocionalmente inteligentes são aqueles que</p><p>conseguem equilibrar a razão e a emoção, gerenciando as emoções de forma</p><p>12</p><p>positiva para promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo,</p><p>favorecendo a motivação e a produtividade dos colaboradores.</p><p>Diante desse contexto, vamos agora aprofundar nosso conhecimento sobre</p><p>a contribuição dos estudos da neurociência aplicada à inteligência emocional.</p><p>Saiba mais</p><p>Conheça o “NeuroVox: mente, cérebro e comportamento”, do professor e</p><p>neurocientista Pedro Calabrez. Trata-se de um canal no YouTube em que</p><p>Calabrez aborda diversos temas relacionados à mente, ao cérebro e ao</p><p>comportamento humano, trazendo insights e informações baseadas em pesquisas</p><p>científicas. Ele explora tópicos como neurociência, psicologia, comportamento</p><p>humano, inteligência emocional, entre outros, de forma acessível e didática para</p><p>o público em geral. Disponível em:</p><p><https://www.youtube.com/@NeuroVox/about>. Acesso em: 8 abr. 2023.</p><p>TEMA 4 – NEUROCIÊNCIA APLICADA À INTELIGÊNCIA EMOCIONAL</p><p>A inteligência emocional, conceito popularizado por Daniel Goleman em</p><p>1995, tem sido objeto de estudo de muitos pesquisadores e profissionais da área</p><p>de neurociência. Segundo Goleman (2013, p. 21), a inteligência emocional é “a</p><p>capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, de motivar-</p><p>se e de gerir bem as emoções em si mesmo e nos relacionamentos”.</p><p>Carla Tieppo, em seu livro Inteligência emocional: a teoria revolucionária</p><p>que redefine o que é ser inteligente, destaca a importância da neurociência na</p><p>compreensão da inteligência emocional. Segundo a autora, “a neurociência tem</p><p>nos permitido compreender melhor o funcionamento do cérebro e a relação entre</p><p>emoção e cognição” (Tieppo, 2019, p. 27).</p><p>Pedro Calabrez, por sua vez, defende que a inteligência emocional é uma</p><p>habilidade que pode ser treinada e desenvolvida ao longo da vida. Em seu livro</p><p>Inteligência emocional na prática, o autor destaca que “o treinamento da</p><p>inteligência emocional é uma necessidade cada vez mais urgente em um mundo</p><p>em que as emoções têm um papel tão importante na tomada de decisões”</p><p>(Calabrez, 2019, p. 45).</p><p>Alguns estudos de neurociência têm mostrado que a inteligência emocional</p><p>está relacionada com a atividade em áreas específicas do cérebro, como o córtex</p><p>pré-frontal e a amígdala (Ledoux, 2019, p. 112). Além disso, a plasticidade</p><p>cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de se adaptar e mudar ao longo do</p><p>13</p><p>tempo, também tem sido estudada como um fator importante no desenvolvimento</p><p>da inteligência emocional (Davidson, 2017, p. 67).</p><p>As questões filosóficas abordadas por Nicolelis sobre a natureza da</p><p>consciência e a relação entre mente e cérebro estão mudando nossa</p><p>compreensão do que significa ser humano. Embora suas pesquisas estejam mais</p><p>associadas a aplicações na área de medicina e tecnologia, suas descobertas</p><p>também podem ter implicações importantes para o contexto organizacional,</p><p>especialmente no que diz respeito à liderança de pessoas.</p><p>Segundo Nicolelis (2011), as interfaces cérebro-máquina que ele</p><p>desenvolveu permitem que os indivíduos possam estender sua capacidade</p><p>cognitiva para além de seus próprios limites, criando uma espécie de “mente</p><p>coletiva”. Isso pode ter implicações importantes para a liderança de pessoas,</p><p>permitindo que os líderes possam alavancar as habilidades e competências de</p><p>sua equipe de forma mais eficiente.</p><p>Em suas próprias palavras,</p><p>A verdadeira liderança envolve não apenas liderar uma pessoa, mas</p><p>liderar um grupo de pessoas em uma direção que é maior do que a soma</p><p>de suas partes. A liderança deve ser capaz de catalisar e organizar a</p><p>atividade coletiva de tal forma que o resultado final seja maior do que o</p><p>que seria possível individualmente. (Nicolelis, 2011, p. 263)</p><p>Além disso, as pesquisas do autor também podem ajudar a entender</p><p>melhor como a comunicação e a colaboração funcionam entre diferentes</p><p>indivíduos, o que pode ser aplicado para melhorar a dinâmica de equipe e a</p><p>efetividade da liderança. Segundo o autor, “A capacidade de entender e se</p><p>comunicar com outras pessoas é fundamental para o sucesso de qualquer</p><p>empreendimento. É a chave para o sucesso da colaboração em grupo, para a</p><p>negociação e para o desenvolvimento de soluções criativas” (Nicolelis, 2011, p.</p><p>268).</p><p>Corroborando com Nicolelis, Herculano-Houzel (2019) nos apresenta a</p><p>visão de que as emoções são uma construção do cérebro, ou seja, são resultado</p><p>da atividade neuronal em regiões específicas do órgão. Ela defende que as</p><p>emoções não são uma entidade separada do cérebro, mas sim uma parte</p><p>integrante e inseparável dele.</p><p>A emoção é um estado do corpo, do cérebro e da mente, que envolve a</p><p>percepção de um estímulo, uma reação fisiológica e uma interpretação</p><p>cognitiva. E, como tudo isso ocorre dentro do cérebro, a emoção não é</p><p>uma entidade separada do cérebro, mas sim uma parte integrante e</p><p>inseparável dele. (Herculano-Houzel, 2019, p. 96)</p><p>14</p><p>Além disso, a autora também destaca a importância da plasticidade</p><p>cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de se modificar e se adaptar a novas</p><p>situações.</p><p>A prática leva a mudanças duradouras, tanto comportamentais quanto</p><p>neurais. A repetição de um comportamento ou a exposição a um</p><p>estímulo emocional modifica a plasticidade do cérebro, com mudanças</p><p>em conexões sinápticas, densidade neuronal e até mesmo</p><p>neurogênese, a formação de novos neurônios. Em outras palavras,</p><p>emoções podem ser influenciadas e moldadas pela prática, o que pode</p><p>levar a uma transformação positiva do cérebro e, consequentemente,</p><p>das emoções. (Herculano-Houzel, 2019, p. 137)</p><p>Dessa forma, Suzana Herculano-Houzel reforça a importância de</p><p>compreender a natureza das emoções e do cérebro para promover um</p><p>desenvolvimento emocional saudável e construtivo.</p><p>Morais (2020) reforça as pesquisas globais dos autores anteriormente</p><p>citados e apresenta uma abordagem sobre a relação entre a neurociência e as</p><p>emoções humanas.</p><p>A abordagem neurocientífica das emoções humanas tem permitido</p><p>avanços significativos no entendimento das bases neurais das emoções</p><p>e dos mecanismos que as regulam. Através de técnicas de</p><p>neuroimagem, é possível observar quais áreas do cérebro são ativadas</p><p>em resposta a estímulos emocionais e como as conexões entre essas</p><p>áreas são moduladas por neurotransmissores e hormônios. Além disso,</p><p>estudos em animais e em humanos têm fornecido evidências sobre a</p><p>existência de circuitos neurais específicos para diferentes emoções,</p><p>como medo, raiva, tristeza e alegria. Esses avanços têm contribuído para</p><p>o desenvolvimento de terapias baseadas em neurociência, que visam</p><p>modular a atividade cerebral para tratar distúrbios emocionais como</p><p>ansiedade, depressão e transtornos de estresse pós-traumático.</p><p>(Morais, 2020, p. 25)</p><p>Aqui é revelada a importância das emoções na vida humana, bem como os</p><p>transtornos emocionais e as possíveis formas de tratamento, promovendo, dessa</p><p>forma, uma compreensão mais ampla e aprofundada das emoções humanas,</p><p>abordando a relação entre a atividade cerebral e os processos emocionais.</p><p>A autora Chevalier aborda de maneira sistemática os principais conceitos</p><p>da neurociência, como a estrutura e a função do cérebro, e como estes se</p><p>relacionam com as emoções. Além disso, ela discute a importância do cérebro</p><p>límbico no processamento emocional, apresentando as diferentes áreas cerebrais</p><p>envolvidas na regulação emocional. Vamos conhecer agora alguns exemplos</p><p>práticos e estudos científicos para ilustrar suas reflexões e tornar o conteúdo mais</p><p>didático e aplicável. Algumas das referências a serem verificadas no Quadro 1.</p><p>15</p><p>Quadro 1 – Estudos científicos sobre a relação entre a neurociência e as emoções</p><p>humanas</p><p>Créditos: Alphavector; elenabsl/Shutterstock.</p><p>Esses são apenas alguns dos exemplos práticos e estudos científicos</p><p>mencionados que ajudam a ilustrar como os processos cerebrais e neurais se</p><p>relacionam com as emoções e como podemos utilizar esse conhecimento para</p><p>melhorar nossa saúde emocional e mental.</p><p>Nesse sentido, Chevalier (2020) e Morais (2020) convergem em suas</p><p>pesquisas e publicações sobre a neurociência das emoções, para compreender a</p><p>relação entre o cérebro e as emoções humanas. Buscam tornar o tema acessível</p><p>a leitores leigos no assunto, mas sem perder a profundidade necessária para uma</p><p>boa compreensão do tema com a validação científica necessária.</p><p>TEMA 5 – BASES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E RELACIONAL</p><p>A inteligência emocional e relacional tem suas bases na neurociência,</p><p>psicologia e nas teorias sociais e culturais. Para Goleman (2007, p. 45), a</p><p>inteligência emocional é “a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos</p><p>O estudo da</p><p>Universidade de</p><p>Wisconsin sobre</p><p>meditação e atividade</p><p>cerebral mostra que a</p><p>prática da meditação</p><p>pode aumentar a</p><p>atividade do córtex</p><p>pré-frontal,</p><p>responsável pelo</p><p>controle emocional e</p><p>pela tomada de</p><p>decisões.</p><p>O estudo da</p><p>Universidade de</p><p>Michigan sobre o</p><p>efeito da música triste</p><p>nas emoções mostra</p><p>que a música triste</p><p>pode levar a uma</p><p>maior ativação da</p><p>amígdala, uma das</p><p>principais estruturas</p><p>do cérebro envolvidas</p><p>no processamento</p><p>emocional.</p><p>O estudo da</p><p>Universidade de Iowa</p><p>sobre o efeito da</p><p>prática regular de</p><p>exercícios físicos na</p><p>regulação emocional</p><p>mostra que a prática</p><p>regular de exercícios</p><p>físicos pode reduzir os</p><p>sintomas de</p><p>ansiedade e</p><p>depressão, além de</p><p>melhorar a capacidade</p><p>de lidar com situações</p><p>estressantes.</p><p>16</p><p>e os sentimentos dos outros, de nos motivarmos e de gerenciar bem as emoções</p><p>dentro de nós e em nossos relacionamentos”.</p><p>Segundo o mesmo autor, a importância da inteligência emocional e como</p><p>ela pode ser aplicada em diferentes áreas da vida é um fator fundamental para</p><p>quem deseja desenvolver suas habilidades emocionais e alcançar uma vida mais</p><p>feliz e satisfatória. Ele nos revela que a inteligência emocional se baseia em cinco</p><p>competências, que são demonstradas a seguir no Quadro 2.</p><p>Um exemplo de aplicação dos pilares da inteligência emocional segundo a</p><p>teoria de Goleman (2020) é demonstrado em uma situação de conflito no trabalho,</p><p>quando um líder de equipe percebe que um de seus subordinados está</p><p>enfrentando problemas pessoais que estão afetando seu desempenho. Ao invés</p><p>de adotar uma postura autoritária e repreender o funcionário pelo baixo</p><p>desempenho, o líder pode demonstrar empatia e preocupação, oferecendo ajuda</p><p>e suporte para que o funcionário possa superar suas dificuldades e se sentir</p><p>motivado novamente.</p><p>Quadro 2 – Os pilares da inteligência emocional</p><p>Créditos: inimalGraphic/Shutterstock.</p><p>Segundo Goleman (2017, p. 43-48), o conceito de cada pilar é definido</p><p>como demonstrado abaixo:</p><p>Autoconsciência</p><p>emocional</p><p>Autogerenciamento</p><p>emocional</p><p>Consciência social</p><p>Habilidade de</p><p>relacionamento</p><p>Habilidade de</p><p>relacionamento</p><p>17</p><p>• Autoconsciência emocional: é a habilidade de reconhecer e compreender</p><p>as próprias emoções, bem como seus efeitos sobre os outros.</p><p>• Autogerenciamento emocional: refere-se à capacidade de controlar as</p><p>próprias emoções e comportamentos, lidar com o estresse e a adversidade</p><p>de forma eficaz e adaptar-se às mudanças.</p><p>• Consciência social: é a habilidade de compreender as emoções e</p><p>necessidades dos outros, bem como de se relacionar com eles de maneira</p><p>positiva e empática.</p><p>• Habilidade de relacionamento: diz respeito à capacidade de inspirar,</p><p>influenciar e trabalhar com os outros de forma colaborativa e construtiva,</p><p>estabelecendo relacionamentos saudáveis e produtivos.</p><p>Além disso, a inteligência relacional, segundo Goleman (2006, p. 43), é “a</p><p>habilidade de se conectar com os outros e construir relacionamentos saudáveis,</p><p>baseados em confiança, respeito e empatia”.</p><p>Para Artigas (2019, p. 14), a inteligência relacional é “a capacidade de</p><p>interagir e se relacionar com outras pessoas de forma saudável e construtiva”. A</p><p>autora destaca que a inteligência relacional é uma habilidade importante para</p><p>líderes e gestores, pois “a capacidade de se relacionar bem com outras pessoas</p><p>e lidar com conflitos de maneira construtiva é essencial para o sucesso em</p><p>qualquer área da vida” (Artigas, 2019, p. 17).</p><p>A autora também destaca que a inteligência relacional envolve o</p><p>desenvolvimento de quatro habilidades principais: empatia, comunicação,</p><p>influência e resolução de conflitos.</p><p>• A empatia, segundo a autora, é a capacidade de se colocar no lugar do</p><p>outro e compreender seus sentimentos e perspectivas.</p><p>• A comunicação, por sua vez, envolve a habilidade de se expressar de forma</p><p>clara e eficaz, além de saber ouvir e compreender as mensagens que os</p><p>outros estão transmitindo.</p><p>• Já a influência diz respeito à capacidade de persuadir e motivar outras</p><p>pessoas. Por fim, a resolução de conflitos envolve a habilidade de</p><p>identificar as causas dos conflitos e encontrar soluções que sejam</p><p>satisfatórias para todas as partes envolvidas.</p><p>Portanto, a inteligência</p><p>emocional e relacional são habilidades</p><p>fundamentais para a vida pessoal e profissional, permitindo uma melhor</p><p>18</p><p>compreensão e gestão das emoções próprias e alheias, além de facilitar a</p><p>construção de relacionamentos saudáveis e duradouros.</p><p>Finalizamos esta abordagem compreendendo acerca da inteligência</p><p>emocional e relacional como extremamente importante na contemporaneidade</p><p>porque vivemos em um mundo altamente interconectado, em que as habilidades</p><p>sociais e emocionais são fundamentais para o sucesso em todas as áreas da vida,</p><p>incluindo no trabalho, nas relações interpessoais e na saúde mental.</p><p>Hoje em dia, as empresas estão cada vez mais valorizando as habilidades</p><p>emocionais e sociais dos funcionários, como a empatia, a comunicação eficaz e a</p><p>colaboração, porque elas são essenciais para um ambiente de trabalho saudável</p><p>e produtivo. Além disso, a inteligência emocional é fundamental para lidar com as</p><p>pressões e desafios do trabalho moderno, como prazos apertados, conflitos</p><p>interpessoais e trabalho em equipe.</p><p>Nas relações interpessoais, a inteligência emocional e relacional é</p><p>essencial para construir e manter relacionamentos saudáveis e duradouros. Isso</p><p>inclui a capacidade de expressar emoções de maneira clara e eficaz, de ouvir</p><p>ativamente os outros, de entender e respeitar as diferenças e de resolver conflitos</p><p>de forma construtiva.</p><p>Por fim, a inteligência emocional também é importante para a saúde mental</p><p>e bem-estar pessoal. A capacidade de gerenciar emoções negativas, de</p><p>desenvolver resiliência e de manter uma perspectiva positiva pode ajudar a lidar</p><p>com o estresse e a ansiedade da vida moderna.</p><p>Em resumo, a inteligência emocional e relacional é crucial na</p><p>contemporaneidade, pois possibilita o alcance de uma relação saudável no</p><p>trabalho e para a saúde mental. Por isso, é importante desenvolver essas</p><p>habilidades ao longo da vida para alcançar uma vida plena e satisfatória.</p><p>Seguiremos com os estudos desse tema com foco na educação emocional</p><p>e no autoconhecimento para o desenvolvimento das habilidades emocionais que</p><p>caracterizam as pessoas possuidoras de inteligência emocional e relacional.</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ARTIGAS, A. Inteligência relacional: uma abordagem inovadora para a gestão</p><p>de pessoas. São Paulo: Gente, 2019.</p><p>CALABREZ, P. Neurociência comportamental e cognitiva: o que é, para que</p><p>serve e como pode ajudar você. Artmed: Porto Alegre.2019.</p><p>CASCIO, J. The World BANI. New York: Fast Future Publishing, 2020.</p><p>CHEVALIER, C. S. Neurociência das emoções. Curitiba, Contentus, 2020.</p><p>DAVIDSON, R. J. The Emotional Life of Your Brain: How Its Unique Patterns</p><p>Affect the Way You Think, Feel, and Live--and How You Can Change Them. New</p><p>York: Plume, 2013.</p><p>GOLEMAN, D. Foco: A atenção e seu papel fundamental para o sucesso.</p><p>Objetiva, Rio de Janeiro. 2013.</p><p>____________. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso.</p><p>Tradução de Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.</p><p>____________. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o</p><p>que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.</p><p>____________. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o</p><p>que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.</p><p>____________. Inteligência emocional: por que ela pode ser mais importante do</p><p>que o QI. 2. ed. São Paulo: Objetiva, 2021.</p><p>____________. Inteligência social: a nova ciência das relações humanas. Rio</p><p>de Janeiro: Campus. 2006.</p><p>HARARI, Y. N. 21 lições para o século XXI. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>2018.</p><p>HERCULANO-HOUZEL, S. O cérebro em transformação. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2019.</p><p>ISMA – INTERNATIONAL STRESS MANAGEMENT ASSOCIATION. Disponível</p><p>em: <https://isma.org>. Acesso em: 3 mar. 2023.</p><p>LEDOUX, J. E. The Deep History of Ourselves: The Four-Billion-Year Story of</p><p>How We Got Conscious Brains. Nova York: Viking, 2019.</p><p>20</p><p>MORAIS, E. A. de. Neurociências das emoções. Curitiba: InterSaberes.2020.</p><p>NICOLELIS, M. Muito além do nosso eu. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>2011</p><p>OMS – Organização Mundial da Saúde. Brasil apresenta a maior taxa de</p><p>transtornos de ansiedade do mundo. [S.d.]). Disponível em:</p><p><https://www.who.int>. Acesso em: 6 mar. 2023.</p><p>OSWALDO, Y. Como liderar no mundo BANI. LinkedIn, [S.l.], 18 nov. 2020.</p><p>Disponível em: <https://www.linkedin.com/pulse/como-liderar-mundo-bani-yeda-</p><p>oswaldo/?trk=pulse-article&originalSubdomain=pt>. Acesso em: 3 mar. 2023.</p><p>TIEPPO, C. Uma viagem pelo cérebro: a via rápida para entender neurociência.</p><p>1. ed., ver. e atual. Planeta: São Paulo. 2019.</p>