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<p>ANATOMIA COLUNA VERTEBRAL</p><p>É uma estrutura curva composta por</p><p>vértebras ósseas conectadas por</p><p>discos intervertebrais cartilaginosos.</p><p>Faz parte do esqueleto axial e se</p><p>estende da base do crânio até a</p><p>ponta do cóccix. A medula espinhal</p><p>atravessa o seu centro.</p><p>FUNÇÕES</p><p>Torcer, curvar e balançar o tronco em</p><p>várias direções, além de proteger a</p><p>medula espinhal e ajudar na</p><p>sustentação do peso corporal</p><p>REGIÕES E CURVATURAS</p><p> CERVICAL: curvatura cervical ou</p><p>lordose cervical</p><p> TORÁCICA: curvatura torácica ou</p><p>cifose torácica</p><p> LOMBAR: curvatura lombar ou</p><p>lordose lombar</p><p> COCCÍGEA: curvatura sacral ou cifose</p><p>sacral</p><p>VERTEBRAS</p><p>São constituídas por um total de 33</p><p>vértebras. Elas são diferentes entre si,</p><p>variando em tamanho e</p><p>características, especialmente de</p><p>uma região para outra. Possui como</p><p>estruturas básicas: o corpo vertebral,</p><p>o arco vertebral e os processos</p><p>vertebrais. São elas:</p><p> CERVICAIS: 7 (C1 a C7)</p><p> TORÁCICAS: 12 (T1 a T12)</p><p> LOMBARES: 5 (L1 a L5)</p><p> SACRO: 5 fundidas (S1 a S5)</p><p> CÓCCIX: 3 a 4 fundidas</p><p>coluna</p><p>PROJEÇÕES ÓSSEAS</p><p> C3: Nível do osso hioide</p><p> C4: Nível da cartilagem tireoide</p><p> C6: Nível da cartilagem cricoide</p><p> C7: Vertebra mais proeminente</p><p> T2: Nível da espinha escapular</p><p> T4: Nível do ângulo esterno</p><p> L4: Nível da cicatriz umbilical</p><p> S1: Nível da crista ilíaca</p><p>ANATOMIA DA SUPERFÍCIE VERTEBRAL</p><p>VERTEBRAS CERVICAIS E TORÁCICAS</p><p>VERTEBRAS LOMBARES, SACRO E CÓCCIX</p><p>TRÍGONO DO PESCOÇO</p><p> ANTERIOR: submentual, submandibular,</p><p>muscular e carótido</p><p> POSTERIOR: supraclavicular e occipital</p><p>SINAIS E SINTOMAS</p><p>Os principais sintomas das afecções</p><p>da coluna vertebral são: dor e rigidez</p><p>pós-repouso.</p><p>DOR</p><p>Pode estar localizada em um de seus</p><p>segmentos (cervical, dorsal ou</p><p>lombossacral) ou em toda a sua</p><p>extensão, sendo importante ser</p><p>registrada suas características:</p><p> Intensidade</p><p> Duração</p><p> Localização</p><p> Irradiação</p><p> Fatores agravantes, precipitantes ou</p><p>atenuantes</p><p> Dor referida: quando é originada em</p><p>outra região, que não a coluna</p><p>DOR REFERIDA: uma dor que pode ser</p><p>percebida na coluna vertebral, sem</p><p>ser, contudo, originada nela. Exemplos</p><p>importantes são:</p><p>-Coluna toracolombar->pancreatite</p><p>-Coluna torácica->ulcera duodenal</p><p>-Coluna lombar->dor renal</p><p>-Coluna lombossacral->ginecológica</p><p>ENFERMIDADES DEGENERATIVAS OU</p><p>INFLAMATÓRIAS: geram dores de longa</p><p>duração, com intensidade de leve a</p><p>média,</p><p>ENFERMIDADES COMPRESSIVAS OU</p><p>INFECCIOSAS: geram dores de curta</p><p>duração, com intensidade elevada</p><p>A dor na coluna vertebral,</p><p>principalmente nos segmentos</p><p>cervical e lombossacral, quando se</p><p>irradia para os membros superiores</p><p>ou inferiores, sugere possibilidade de</p><p>comprometimento radicular, cuja</p><p>etiologia pode ser degenerativa</p><p>(discoartrose) ou compressiva</p><p>(hérnia discal e neolpasia)</p><p>Já a clássica dor que melhora com os</p><p>movimentos e piora a noite são das</p><p>afecções inflamatórias (espondinilite</p><p>anquilosante)</p><p>A dor continua mesmo em repouso e</p><p>com grande piora aos movimentos</p><p>ocorre na hérnia discal</p><p>A dor que melhora no repouso, piora</p><p>no início dos movimentos, mas</p><p>melhora com o decorrer deles é típica</p><p>da esponfiloartrose</p><p>RIGIDEZ PÓS-REPOUSO</p><p>Geralmente matinal, costuma ocorrer</p><p>tanto em doenças inflamatórias</p><p>(mais persistente) como nas</p><p>degenerativas (mais passageira).</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>Higieniza-se as mãos, conforme o</p><p>protocolo da ANVISA, apresenta-se ao</p><p>paciente e explica os procedimentos,</p><p>solicitando permissão para realiza-los</p><p> Inspeção</p><p> Palpação</p><p> Movimentos</p><p> Manobras</p><p>INSPEÇÃO</p><p>OBJETIVOS</p><p> Reconhecer curvaturas</p><p> Reconhecer projeções ósseas</p><p> Deformidades</p><p> Desalinhamentos</p><p> Assimetrias</p><p> Atrofias</p><p> Lesões da pele</p><p> Abaulamentos</p><p> Retrações</p><p> Cicatrizes</p><p> Nichos pilosos lombossacral</p><p>POSTERIOR</p><p>Começa com o paciente em pé, de</p><p>costas para o examinador e,</p><p>obrigatoriamente, com o tórax</p><p>despido e os pés sem sapatos.</p><p>Observa-se o alinhamento da:</p><p> Cabeça, em relação ao corpo</p><p> Orelhas</p><p> Ombros</p><p> Escápulas</p><p> Crista ilíaca</p><p> Linha espondiléia</p><p> Simetria do Triângulo de Talhe,</p><p>formado pelo caimento dos</p><p>ombros com as alturas das</p><p>cinturas, com a linha espondiléia</p><p>ou vertebral</p><p>LATERAL</p><p>Paciente com os braços em extensão,</p><p>paralelos ao solo, para visualização</p><p>das curvaturas da coluna. Observa-</p><p>se:</p><p> Alterações nas curvaturas</p><p> Pede para que degluta, para</p><p>verificar possíveis alterações</p><p>cervicais</p><p>ANTERIOR</p><p>Com o paciente virado de frente, faz-</p><p>se observações de alinhamento:</p><p> cabeça</p><p> orelhas</p><p> ombros</p><p> crista ilíaca</p><p> Trângulo de talhe</p><p> joelhos</p><p> mamilos</p><p> centralização da cicatriz</p><p>umbilical</p><p> Presença dos músculos peitorais</p><p> Deformidades da caixa torácica:</p><p>pectus escavatum e carinatum</p><p> Teste da inclinação ou teste de</p><p>Adams- busca deformidades,</p><p>gibosidades dorsais ou</p><p>lombares</p><p>ALTERAÇÕES VERTEBRAIS</p><p>PALPAÇÃO</p><p>Técnica da digitopressão/palpação</p><p>da linha espondileia (vertebral) –</p><p>palpa-se vertebras e espaços entre</p><p>elas – e da linha paravertebral</p><p>(músculos para espinhais).</p><p>OBJETIVOS</p><p> Procura-se dor</p><p> Crepitações, cistos e tumoração</p><p> Contraturas musculares</p><p> Desalinhamentos</p><p>COLUNA CERVICAL: palpa-se as</p><p>partes moles (trígono do pescoço) e</p><p>ossificadas:</p><p>ANTERIORES: paciente em posição</p><p>supina para relaxamento da</p><p>musculatura cervical</p><p>PARTES MOLES</p><p> Musculo esternocleidomastóideo</p><p> Cadeia linfática cervical da borda</p><p>do músculo é palpável em afecções</p><p>do trato respiratório</p><p> Glândula tireoide</p><p> Parótidas</p><p> Fossa supraclavicular</p><p> Pulso carotídeo</p><p>PARTES ÓSSEAS</p><p> Osso hioide, que esta ao nível de</p><p>C3 e fica acima da cartilagem</p><p>tireoidiana</p><p> Cartilagem tireoidiana, cujo</p><p>ápice é o “pomo de adão” e esta</p><p>ao nível de C4</p><p> Primeiro anel cricoide, parte</p><p>integrante da traqueia, esta</p><p>abaixo da cartilagem cricoide e</p><p>acima do sítio de eleição para a</p><p>traqueostomia de emergência.</p><p>Esta no nível de C6</p><p> Tubérculo carotídeo, palpado</p><p>ainda ao nível de C6, adjacente</p><p>ao pulso carotídeo</p><p>POSTERIOR: paciente sentado</p><p>PARTES MOLES</p><p> Músculo linfático, próximo ao</p><p>músculo, palpável apenas em</p><p>caso de afecções</p><p> Nervos occipitais maiores</p><p>podem ser palpados em caso</p><p>de inflamações</p><p> Ligamento nucal anterior</p><p>PARTES ÓSSEAS</p><p> Occipício, na face posterior do</p><p>crânio, onde se encontra a</p><p>protuberância occipital externa</p><p>e lateralmente a essa, a linha</p><p>nucal superior. Lateralmente a</p><p>esta linha, encontra-se o</p><p>processo mastoide.</p><p> Vértebras C2 e C7, que são</p><p>facilmente palpáveis. As C1,</p><p>C3,C4,C5 e C6 são mais</p><p>profundas, porém, deve-se</p><p>tentar palpá-las a procura de</p><p>dor, crepitação ou</p><p>desalinhamento</p><p> Superfícies articulares, ao lado</p><p>das vértebras, podem tentar ser</p><p>palpadas</p><p>COLUNA TORÁCICA: paciente deve</p><p>estar sentado. Geralmente a</p><p>palpação inicia-se delimitando a</p><p>escápula e identificando sua espinha.</p><p> Vértebra T3, esta na mesma</p><p>linha da espinha da escápula,</p><p>quando os membros estão na</p><p>posição anatômica. O ângulo</p><p>inferior da escápula situa-se</p><p>sobre T7 ou T8</p><p> Vértebra C7, é proeminente,</p><p>podendo ser visualizada. A partir</p><p>desses dois pontos de referência</p><p>– C7 e T3 – as demais vértebras</p><p>entre eles podem ser palpada</p><p> Músculos rumboides, que se</p><p>originam na coluna, entre C7 e</p><p>T5 e inserem-se na margem</p><p>medial da escápula, são</p><p>palpados com membro superior</p><p>em rotação interna máxima e</p><p>adução</p><p>COLUNA LOMBOSACRAL: palpação</p><p>com o paciente em pé. Palpa-se:</p><p> Crista ilíaca, que esta localizada</p><p>na região entre L4 e L5</p><p> Espinhas ilíacas</p><p>anterossuperiores e</p><p>posterossuperiores (ao nível de</p><p>S2)</p><p> Processos espinhosos das</p><p>vértebras</p><p> Nervo ciático, da região da</p><p>nádega até a região poplítea</p><p> Musculatura abdominal, com</p><p>paciente na posição</p><p>semissentada. A porção</p><p>superior</p><p>é inervada por T7 até T10 e a</p><p>inferior de T11 até L1</p><p>MOVIMENTOS</p><p>Investiga-se dor ou limitação do</p><p>movimento</p><p> COLUNA CERVICAL: flexão, extensão,</p><p>rotação, inclinação lateral</p><p> COLUNA TORÁCICA: são limitados,</p><p>usa-se as manobras</p><p> COLUNA LOMBAR: flexão, extensão,</p><p>rotação e inclinação</p><p> COLUNA COCCÍGEA: não há</p><p>COLUNA CERVICAL</p><p>Avalia-se a amplitude dos</p><p>movimentos. A precisão desse exame</p><p>pode ser melhorada pedindo-se para</p><p>o paciente segurar entre os dentes</p><p>uma espátula, usada como referência</p><p>no registro das angulações.</p><p> FLEXÃO: paciente deve ser capaz</p><p>de encostar o queixo no tórax</p><p> EXTENSÃO: deve ser observado</p><p>um alinhamento da fronte e do</p><p>nariz com o plano horizontal.</p><p> ROTAÇÃO: queixo deve se alinhar</p><p>com os ombros.</p><p> INCLINAÇÃO: encostar a orelha no</p><p>ombro.</p><p>COLUNA LOMBAR</p><p>A amplitude dos movimentos</p><p>lombares apresenta variações com a</p><p>idade e sofre influencia da flexibilidade</p><p>das articulações. Deve considerar o</p><p>aparecimento de dor, espasmo,</p><p>rigidez ou bloqueio.</p><p>MANOBRAS</p><p>COLUNA CERVICAL</p><p>MANOBRA DE SPURLING</p><p>POSIÇÃO: Flexão lateral da cabeça do</p><p>paciente, na qual o examinador realiza</p><p>pressão sobre o topo da cabeça.</p><p>EFEITO: Ocorre compressão das raízes</p><p>nervosas do plexo braquial</p><p>POSITIVA: Positiva para formigamento ou</p><p>parestesia, Não é positiva para dor</p><p>SINAL DO ALÍVIO EM ABDUÇÃO</p><p>POSIÇÃO: Em posição sentada,</p><p>solicita-se que o paciente</p><p>ativamente coloque a mão no topo</p><p>do crânio</p><p>EFEITO: Descompressão da raiz</p><p>nervosa região C5-C6</p><p>POSITIVA: Positiva para alívio da dor</p><p>ou parestesia. Deve ser realizada</p><p>quando a manobra de Spurling é</p><p>positiva.</p><p>TESTE DA DISTRAÇÃO</p><p>POSIÇÃO: Paciente sentado e as</p><p>mãos do examinador no queixo</p><p>(mento) e na região posterior da</p><p>cabeça (occipital), realiza-se</p><p>distração (elevação) da região</p><p>cervical, o qual ao abrir os forames</p><p>neurais, pode aliviar a dor da</p><p>compressão.</p><p>EFEITO: Ocorre descompressão da</p><p>raiz nervosa</p><p>POSITIVA: Positiva para alívio da dor.</p><p>Deve ser realizada quando a</p><p>manobra de Spurling é positiva.</p><p>MANOBRA DE LHERMITTE</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente na</p><p>posição sentada, flete-se a cabeça</p><p>de encontro ao tórax, com joelho</p><p>semifletido, médico força um</p><p>pouca a cabeça do paciente para</p><p>frente</p><p>EFEITO: Compressão de raiz nervosa</p><p>ou irritação desta</p><p>POSITIVA: Positivo quando há dor ou</p><p>parestesias, podendo a dor se</p><p>irradiar da coluna cervical para a</p><p>região de baixo (região torácica ou</p><p>lombar).</p><p>TESTE DA DEGLUTIÇÃO</p><p>POSITIVA: Dificuldade de deglutição</p><p>devido a doenças na região</p><p>anterior da coluna cervical, como</p><p>protuberâncias ósseas, osteófilos,</p><p>intumescências dos tecidos moles</p><p>devido a hematomas, infecções e</p><p>tumores. Pode ser feita durante a</p><p>inspeção lateral, em caso de</p><p>abaulamentos e retrações</p><p>cervicais.</p><p>VALSAVA</p><p>POSIÇÃO: Paciente deve prender a</p><p>respiração e fazer força como se</p><p>quisesse evacuar.</p><p>EFEITO Aumento da pressão</p><p>intrafecal, devido a compressão</p><p>das raízes nervosas</p><p>POSITIVA: Positiva para</p><p>intensificação dos sintomas,</p><p>podendo ser indicativa de como</p><p>tumores e hérnias</p><p>TESTE DE PATÊNCIA DA ARTÉRIA</p><p>VERTEBRAL</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente em</p><p>posição supina (deitado, decúbito</p><p>dorsal), deve fazer a extensão</p><p>cervical, inclinação da cabeça para</p><p>um lado seguida de rotação desta,</p><p>mantendo a posição por cerca de</p><p>30 segundos.</p><p>EFEITO: A rotação afeta a artéria</p><p>vertebral, pois simula sua</p><p>compressão, Se houver presença</p><p>de uma placa obstruindo a artéria,</p><p>o fluxo de sangue vai ser diminuído</p><p>para o encéfalo</p><p>POSITIVA: Positiva para tonturas,</p><p>síncope (sensação de desmaio),</p><p>cabeça vazia (sensação),</p><p>nistagmo (movimento</p><p>involuntários dos olhos - se move</p><p>rapidamente de um lado para o</p><p>outro), Lembrando que “tontura” é</p><p>um termo muito subjetivo, pode</p><p>referir-se a:</p><p> Vertigem subjetiva: paciente</p><p>sente que esta girando</p><p> Vertigem objetiva: paciente</p><p>sente que objetos ao redor</p><p>estão girando</p><p> Cabeça vazia</p><p>TESTE DE ADSON (PATÊNCIA DA ARTERIA</p><p>SUBCLÁVIA)</p><p>POSIÇÃO: Palpando-se o pulso</p><p>radial, deve-se abduzir e rodar</p><p>externamente o membro superior</p><p>do paciente. Em seguida, o</p><p>paciente deve prender a</p><p>respiração e mover a cabeça em</p><p>direção ao membro examinado</p><p>EFEITO: Compressão da artéria</p><p>subclávia. Testa a permeabilidade</p><p>da artéria subclávia, que pode ser</p><p>comprimida pela costela cervical</p><p>ou pela contratura dos músculos</p><p>escalenos anterior e médio</p><p>POSITIVA: Diminuição ou mesmo</p><p>desaparecimento do pulso</p><p>COLUNA TORÁCICO</p><p>EXPANSIBILIDADE TORÁCICA</p><p>POSIÇÃO: É medida a expansibilidade</p><p>torácica com fita métrica ao redor do</p><p>tórax, na altura dos mamilos, que deve</p><p>mostrar um aumento de no mínimo 3</p><p>cm entre expiração e inspiração</p><p>profunda.</p><p>POSITIVA: Expansão menor que 3 cm.</p><p>Mobilidade pode estar reduzida em</p><p>pacientes portadores de cifose, com</p><p>problemas nos pulmões (DPOC),</p><p>costelas, diafragma, músculos</p><p>intercostais, deformidade congênita</p><p>do esterno, fraturas.</p><p>MOBILIDADE TORÁCICA: MANOBRA DE</p><p>STIBOR</p><p>POSIÇÃO: Pode ser colocada uma fita</p><p>métrica entre as apófises espinhosas</p><p>da C7 e T12 e obter um valor numérico</p><p>com a diferença entre as posições</p><p>normais e flexionada, que deve ser, no</p><p>mínimo, 2,5 cm no indivíduo normal.</p><p>POSITIVA: Se o aumento for menor,</p><p>pode indicar processos patológicos.</p><p>ALINHAMENTO DA COLUNA TORÁCICA</p><p>POSIÇÃO: Verificação do alinhamento</p><p>da coluna por meio de um fio de</p><p>prumo, apoiado da 7° vertebra</p><p>cervical, o fio deve acompanhar a</p><p>linha média até o sulco interglúteo.</p><p>POSITIVA: A presença de desvios da</p><p>coluna desviará o fio do sulco</p><p>interglúteo.</p><p>COLUNA LOMBAR</p><p>MOBILIDADE DA COLUNA LOMBAR:</p><p>MANOBRA DE SCHOBER</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente na posição</p><p>ortostática (ereto) é delimitado um</p><p>espaço de 10 cm acima do processo</p><p>espinhoso de S1 (nível da crista ilíaca)</p><p>e faz-se uma marcação. Após isso o</p><p>paciente faz uma flexão. Mede-se</p><p>então aumento da marcação.</p><p>POSITIVA: O teste é positivo se não</p><p>ocorrer aumento de pelo menos 5 cm</p><p>na flexão máxima</p><p>MANOBRA DAS CONTRAÇÕES DOS GLÚTEOS</p><p>POSIÇÃO: Abaixa-se a calça do</p><p>paciente e, com dois a 3 dedos acima</p><p>do músculo do glúteo, pede para ele</p><p>contrair o bumbum.</p><p>POSITIVA: Se houver déficit de</p><p>contração, pode ser indicativo de</p><p>processos patológicos</p><p>COLUNA SACRAL</p><p>MANOBRA DE TRENDELENBURG</p><p>POSIÇÃO: É realizado com o paciente</p><p>em pé, e o quadril oposto àquele a ser</p><p>examinado mantido em extensão e o</p><p>outro com o joelho fletido. Avalia a</p><p>função dos abdutores do quadril. Em</p><p>condições normais, a pelve é mantida</p><p>nivelada pela contração dos</p><p>abdutores que a apoia</p><p>POSITIVA: É positivo quando uma crista</p><p>ilíaca fica acima da outra, revelando</p><p>fraqueza da musculatura abdutora.</p><p>Indicativa de alteração no glúteo</p><p>médio, relacionado com a articulação</p><p>sacro ilíaca.</p><p>TESTE DE THOMAS</p><p>POSIÇÃO: O paciente é posicionado em</p><p>decúbito dorsal em superfície firme. O</p><p>médico vai colocar uma das mãos na</p><p>coluna lombar e a outra vai fletir a</p><p>coxa do paciente.</p><p>POSITIVA: É positivo se o paciente fletir</p><p>a outra perna.</p><p>MANOBRA DE LEWIS</p><p>Paciente em decúbito lateral,</p><p>joelhos semifletidos, comprimir a</p><p>crista ilíaca e buscar dor.</p><p>MANOBRA DE MENEL</p><p>Paciente em decúbito lateral, uma</p><p>das mãos do médico puxa a perna</p><p>e traciona o joelho para trás,</p><p>testando a articulação sacro ilíaca</p><p>MANOBRA DE VOLKMAN</p><p>Paciente em decúbito dorsal,</p><p>palpa-se a crista de um lado e do</p><p>outro afasta elas</p><p>MANOBRA DE ERICHENSEN</p><p>Afastamento as cristas ilíacas</p><p>TESTE DE PATRICK-FABERE</p><p>POSIÇÃO: É realizado na posição</p><p>supina (decúbito dorsal), com</p><p>quadril e o joelho flexionados e o pé</p><p>apoiado sobre o joelho</p><p>contralateral. Uma das mãos fixa a</p><p>crista ilíaca (pelve) e a outra</p><p>abaixa o joelho, realizando sua</p><p>abdução e rotação</p><p>POSITIVA: Positivo quando a dor que</p><p>aparecer for exacerbada com a</p><p>rotação do joelho. A dor cística</p><p>origina-se no nervo ciático (plexo</p><p>lombosacral)</p><p>EXAME NEUROLÓGICO</p><p>O exame neurológico da</p><p>coluna</p><p>cervical envolve a avaliação dos</p><p>plexos nervosos. Os plexos são um</p><p>conjunto de nervos que nascem na</p><p>medula espinhal, atravessam os</p><p>forames de conjugação para</p><p>distribuir-se pelos órgãos a que são</p><p>destinados. Assim, a partir da</p><p>anastomose dos nervos cervicais,</p><p>dorsais, lombares, sacros e coccígeos,</p><p>forma-se 4 plexos nervosos no tronco:</p><p> PLEXO CERVICAL: ligações</p><p>nervosas com a cabeça, pescoço e</p><p>ombros</p><p> PLEXO BRAQUIAL: ligações</p><p>nervosas com o tórax, os ombros, os</p><p>braços, os antebraços e as mãos</p><p> PLEXO LOMBAR: ligações com as</p><p>costas, o abdômen, a virilha, as</p><p>coxas, os joelhos e as panturrilhas</p><p> PLEXO SACRAL: ligações com a</p><p>região pélvica, as nádegas, os</p><p>genitais, as coxas, as panturrilhas e</p><p>os pés</p><p>Para cada nível neurológico existe</p><p>uma distribuição sensitiva, um teste</p><p>motor e um exame de reflexos. Assim,</p><p>uma lesão do plexo compromete os</p><p>seguintes aspectos:</p><p> MOTRICIDADE</p><p> REFLEXOS</p><p> SENSIBILIDADE</p><p>AVALIAÇÃO DO PLEXO BRAQUIAL</p><p>AVALIAÇÃO DO PLEXO LOMBOSACRAL</p><p>EXAME DE TRIAGEM DE L4, L5, S1</p><p> L4: agachando e levantando</p><p> L5: andar sobre calcanhares</p><p> S1: andar na ponta dos pés</p><p>MANOBRAS PARA PESQUISA DE RADICULITE</p><p>LOMBOSSACRAL</p><p>As radiculopatias são caracterizadas</p><p>como uma lesão ou</p><p>comprometimento de nervos das</p><p>raízes nervosas que passam pela</p><p>coluna vertebral, levando a sintomas</p><p>como dor, formigamento, sensação</p><p>de choque e fraqueza dos membros,</p><p>são mais comuns no plexo</p><p>lombossacral.</p><p> MANOBRA DE DEJERINE:</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente sentado,</p><p>peça-lhe para tossir, espirrar e fazer</p><p>força como se estivesse defecando</p><p>(Valsalva)</p><p>EFEITO: Aumento da pressão</p><p>intrameníngea</p><p>POSITIVA: Positivo para dor</p><p> SINAL DA CAMPAINHA</p><p>Dor à palpação do nervo ciático</p><p> LASÉGUE CLÁSSICO</p><p>POSIÇÃO: é o teste da elevação da</p><p>perna estendida. Com o paciente em</p><p>decúbito dorsal e os membros</p><p>inferiores estendidos, o examinador</p><p>levanta um dos membros inferiores</p><p>estendido até o ponto de dor.</p><p>POSITIVA: A prova é positiva quando o</p><p>paciente reclama de dor na face</p><p>posterior do membro examinado, logo</p><p>no início da prova (cerca de 30° de</p><p>elevação)</p><p> LASÉGUE – KERNIG:</p><p>POSIÇÃO: Consiste na extensão da</p><p>perna, estando a coxa fletida (joelho</p><p>dobrado) em ângulo reto sobre o</p><p>quadril</p><p>EFEITO: Compressão de raízes nervosas</p><p>POSITIVA: Positivo quando o paciente</p><p>sente dor ao longo do trajeto do nervo</p><p>ciático e tenta impedir o movimento.</p><p> LASÉGUE SENSIBILIZADO – SINAL DE</p><p>BRAGARD:</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente em decúbito</p><p>dorsal, eleve a perna até o ponto de</p><p>dor (Laségue) e dorsiflexione o pé.</p><p>EFEITO: Compressão no nervo ciático</p><p>POSITIVA: Positivo para exacerbação</p><p>da dor</p><p> LASÉGUE POSTERIOR</p><p>POSIÇÃO: paciente em decúbito ventral.</p><p>Com a perna estendida, flexiona-se a</p><p>coxa sobre a pelve (joelho dobrado,</p><p>levanta-se a coxa)</p><p>EFEITO: Compressão sobre o nervo</p><p>ciático</p><p>POSITIVA: Positivo para dor na parte</p><p>posterior da perna</p><p> TESTE DE ELEVAÇÃO DA PERNA</p><p>CONTRALATERAL – SINAL DE</p><p>FAJERSZTAJN</p><p>POSIÇÃO: Com o paciente em decúbito</p><p>dorsal, eleve a perna estendida não</p><p>afetada até o ponto de dor</p><p>EFEITO: Causa tensão ipsilateral e</p><p>contralateral das raízes nervosas</p><p>sacrais</p><p>POSITIVA: Positivo para irradiação da</p><p>dor para a perna afetada.</p><p>OUTROS SINAIS E SINTOMAS</p><p>ATAXIA: perda do controle muscular</p><p>durante movimentos voluntários</p><p>ASTASIA: impossibilidade de manter-</p><p>se em pé</p><p>ARTRESTESIA: propriocepção ou</p><p>sensibilidade cinético-postural</p><p>DISBASIA: dificuldade de andar por</p><p>falta de coordenação dos</p><p>movimentos</p><p>DISDIADOCOCINESIA: perda da</p><p>capacidade de realizar movimentos</p><p>rápidos alternadamente</p><p>LETARGIA: sonolência de origem</p><p>neurológica</p><p>TORPOR: letargia não acentuada</p><p>ESTUPOR: inconsciência profunda de</p><p>origem orgânica</p><p>AGNOSIA: ausência de percepção ou</p><p>reconhecimento em um ou mais</p><p>sentidos corporais</p><p>MORFOAGNOSIA: dificuldade de</p><p>reconhecimento espacial das formas</p><p>de objetos pelo tato</p><p>PARESIA: perda parcial da</p><p>motricidade</p><p>PARESTESIA: sensação anormal e</p><p>desagradável sobre a pele que</p><p>assume diversas formas</p><p>PLEGIA: perda da força muscular</p><p>HEMIANOPSIA: perda parcial ou</p><p>completa da visão em uma das</p><p>metades do campo visual</p><p>PAROSMIA: sensação distorcida do</p><p>olfato</p><p>PROPRIOCEPÇÃO: capacidade em</p><p>reconhecer a localização espacial do</p><p>corpo</p><p>SINCINESIA: contrações musculares</p><p>involuntárias</p><p>SOMESTESIA: capacidade em que o</p><p>humano tem de receber informações</p><p>sobre partes do corpo</p><p>DISLEXIA: dificuldade na área da</p><p>leitura, escrita e soletração</p><p>DISMETRIA: transtorno do cerebelo</p><p>que causa interpretação errônea de</p><p>distância.</p>