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<p>A história do cuidar</p><p>Profa. Michele Andrade</p><p>Descrição</p><p>Você vai conhecer a trajetória do cuidar através da história e suas</p><p>influências nos conceitos de saúde, doença e cuidado da atualidade.</p><p>Propósito</p><p>A história do cuidar oferece uma compreensão das práticas de cuidado</p><p>em diferentes culturas e épocas, integrando misticismo e avanços</p><p>tecnológicos. Esse conhecimento enriquece a perspectiva dos futuros</p><p>profissionais e permite uma abordagem mais holística e culturalmente</p><p>sensível em suas intervenções. Além disso, promove a valorização da</p><p>evolução histórica e a ética das práticas de cuidado na saúde.</p><p>Objetivos</p><p>Módulo 1</p><p>A trajetória do cuidar na</p><p>enfermagem: uma perspectiva</p><p>histórica</p><p>Reconhecer os conhecimentos antigos sobre o cuidar com as ações</p><p>executadas atualmente.</p><p>Módulo 2</p><p>Práticas de saúde ao longo do</p><p>tempo</p><p>Descrever as adaptações que as práticas de cuidar em saúde</p><p>sofreram através do tempo.</p><p>Introdução</p><p>A história do cuidar é tão antiga quanto a própria humanidade.</p><p>Desde os tempos mais primitivos, o ato de cuidar tem sido parte</p><p>fundamental da sobrevivência e do progresso humano.</p><p>Acredita-se que os primeiros seres humanos cuidavam uns dos</p><p>outros para garantir a sobrevivência do grupo. Eles lidavam com</p><p>os feridos, os doentes e os idosos, garantindo que todos</p><p>tivessem as melhores chances de sobreviver e prosperar.</p><p>Com o passar do tempo, esse tipo de cuidado evoluiu e se tornou</p><p>mais complexo, originando especialidades voltadas para o cuidar,</p><p>como médicos, enfermeiros, entre outros. Esses profissionais</p><p>dedicam suas vidas a cuidar dos outros por meio da medicina, do</p><p>apoio emocional e da assistência social.</p><p>O cuidar não se limita apenas ao âmbito profissional ― também</p><p>está presente em nossas vidas diárias, bem como nas pequenas</p><p>ações para cuidar de nós mesmos e dos outros. Cuidamos de</p><p>nossos corpos a partir da alimentação saudável e do exercício</p><p>físico, e de nossas mentes por meio do aprendizado e do</p><p>crescimento pessoal.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p></p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>1 - A trajetória do cuidar na enfermagem: uma</p><p>perspectiva histórica</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os conhecimentos</p><p>antigos sobre o cuidar com as ações executadas atualmente.</p><p>Concepção de saúde-doença-</p><p>cuidar na Antiguidade</p><p>O processo saúde-doença na</p><p>Antiguidade</p><p>Neste vídeo, você conhecerá como era a concepção da saúde e da</p><p>doença para os povos da Antiguidade.</p><p>Concepção de saúde-doença da Pré-história à</p><p>Grécia Antiga</p><p>Na Antiguidade, o processo do adoecer era visto como ação</p><p>sobrenatural dos espíritos ou alguma alteração de elementos naturais. A</p><p>saúde ou a doença do indivíduo eram definidas pelos deuses,</p><p>desenhando-se, assim, a noção de pecado-doença ou salvação-cura</p><p>(Ceballos, 2015).</p><p>As doenças eram o resultado de uma transgressão, coletiva ou</p><p>individual, sendo necessária a interferência de xamãs, feiticeiros ou</p><p>sacerdotes para recuperar o relacionamento com o divino.</p><p></p><p>A ligação das pessoas com o mundo natural ocorria a</p><p>partir do envolvimento com a cosmologia e os deuses,</p><p>assim como com os espíritos maus e bons e a religião</p><p>da população. Esse é o ponto para compreender a</p><p>organização do mundo e seu funcionamento nessa</p><p>época.</p><p>O processo de cura envolvia abrandar a fúria dos deuses com oferendas</p><p>e sacrifícios, tornando o corpo inabitável para espíritos maus. Para</p><p>Padilha et al. (2022), além da crença no envolvimento do sobrenatural</p><p>com a saúde e a doença da população, surgiram os primeiros</p><p>sepultamentos seguidos por oferendas aos deuses, uma crença na vida</p><p>após a morte.</p><p>Na Grécia Antiga, o panteão grego de deuses da cura e cuidado era</p><p>liderado por Asclépio ou Esculápio, considerado o deus da saúde. Ele</p><p>tinha duas filhas deusas: Panaceia, a deusa da cura individual da</p><p>medicina clínica, e Higeia, a deusa da harmonização do homem com o</p><p>ambiente (daí derivando a palavra higiene). Eram atribuídas à deusa</p><p>Higeia noções de saúde coletiva e prevenção de doenças.</p><p>Estátua do deus grego Asclépio.</p><p>A saúde e a doença segundo o modelo mágico-</p><p>religioso</p><p>De acordo com Ceballos (2015), esses conceitos relacionados com o</p><p>modelo mágico-religioso, embora não sejam constantes, prevalecem até</p><p>atualmente, pois diversas culturas mantêm práticas religiosas de</p><p>proteção e cura do indivíduo e da coletividade.</p><p>No Brasil, esses ritos de proteção e de cura do indivíduo e da</p><p>coletividade são observados com maior frequência na ação de</p><p>benzedeiras, nas cirurgias espirituais, nos usos de amuletos e patuás,</p><p>além de no controle do fluxo de energia e no pagamento de promessas</p><p>feitas ao celestial.</p><p>Benzedeiras na Bahia.</p><p>A saúde e a doença segundo o modelo holístico</p><p>Esse modelo tem forte influência hindu e chinesa, compreendendo a</p><p>doença como falta de equilíbrio entre os elementos e os humores</p><p>corporais (bile, sangue, lágrimas).</p><p>A descoberta dos humores ocorreu por volta da época de Hipócrates, na</p><p>Grécia Antiga. Um desequilíbrio em uma dessas partes resultaria em</p><p>doença.</p><p>Os maiores contribuintes para o modelo holístico</p><p>foram Alcmeão e Heráclito, que compartilhavam a</p><p>ideia de que o equilíbrio estava relacionado com duas</p><p>forças ou dois fatores etiológicos, em que os opostos</p><p>coexistiam em equilíbrio sucessivo. O desequilíbrio era</p><p>atribuído a fatores como insetos, clima, astros, entre</p><p>outros.</p><p>O cuidar no modelo holístico deveria restabelecer o equilíbrio entre</p><p>corpo e ambiente por meio de ajustes necessários entre os elementos</p><p>internos e externos.</p><p>A saúde e a doença segundo o modelo hipocrático</p><p>Segundo Oliveira et al. (2009), a concepção empírico-racional de saúde e</p><p>doença teve sua origem em 3000 AEC, no Antigo Egito, onde, nessa</p><p>mesma época, grandes filósofos gregos buscavam explicações não</p><p>sobrenaturais para a origem do universo, bem como para o processo</p><p>saúde-doença da população.</p><p>AEC</p><p>O uso das siglas AEC (antes da Era Comum) e EC (Era Comum) tem</p><p>como objetivo uma escrita inclusiva, sem distinção de crença ou</p><p>cultura. São equivalentes aos termos antes de Cristo (a.C.) e depois</p><p>de Cristo (d.C.).</p><p>Foi nesse período que Hipócrates, no século VI AEC, defendeu que havia</p><p>relação entre os elementos do planeta (terra, água, fogo, ar) e os</p><p>humores, tendo influência direta sobre a saúde dos indivíduos. Por esse</p><p>motivo, era importante a existência de um ponto de equilíbrio entre os</p><p>elementos e o indivíduo, para que a saúde fosse preservada.</p><p>Escultura de Hipócrates (460-380 AEC).</p><p>Concepções de saúde-</p><p>doença-cuidar da Idade</p><p>Média à atualidade</p><p>Concepções de saúde e</p><p>doença da Idade Média à</p><p>atualidade</p><p>Neste vídeo, você verá como, em uma época de crendices, cada cultura</p><p>compreendia os conceitos de saúde e doença.</p><p>A concepção de saúde-doença segundo o modelo</p><p>biomédico</p><p>O modelo biomédico tem sua origem no Renascimento (século XVI), e</p><p>seu ponto-alvo foi a teoria de Descartes, segundo a qual:</p><p>[…] não se deve aceitar</p><p>como verdade nada</p><p>que não possa ser</p><p>identi�cado como tal;</p><p></p><p>separar cada</p><p>di�culdade a ser</p><p>examinada em tantas</p><p>partes quanto sejam</p><p>possíveis e que sejam</p><p>requeridas para</p><p>solucioná-las […].”</p><p>(Descartes apud Oliveira et al., 2009, p. 24)</p><p>Na concepção de saúde-doença da Idade Média, a explicação estaria</p><p>em sua relação com o ambiente em que se vivia. O ajuste ou o desajuste</p><p>do organismo eram considerados saúde ou doença, ao se adaptar aos</p><p>estímulos externos aos quais o indivíduo estava exposto.</p><p>Por esse motivo, o homem foi associado nessa era a um receptáculo</p><p>humano de doenças.</p><p>[…] o corpo humano é</p><p>tomado como</p><p>receptáculo de um</p><p>elemento natural ou</p><p>espírito sobrenatural</p><p>que, invadindo-o,</p><p>produz a ‘doença’, sem</p><p>[…] qualquer</p><p>participação ou</p><p>controle desse</p><p>organismo no processo</p><p>de causação.”</p><p>(Canguilhem, 1978, p. 19-23)</p><p>Na Idade Média, considerava-se também que os contágios de doenças</p><p>estariam fortemente ligados à presença de miasmas, gases resultantes</p><p>da putrefação de material orgânico que causariam enfermidades ao</p><p>serem</p><p>absorvidos pelo organismo do indivíduo.</p><p>Essa percepção de saúde-doença seguiu até o século XIX, com a</p><p>consolidação do capitalismo industrial, e passou por uma</p><p>transformação: o homem passou a ser visto como uma máquina, e o</p><p>médico, como o mecânico responsável por consertá-la (doença).</p><p>Essa também era a visão cartesiana de Sir Isaac Newton, que identificou</p><p>o corpo humano e o mundo como uma grande máquina a ser explorada,</p><p>possibilitando a explicação de muitas situações cotidianas na vida do</p><p>indivíduo. A partir desse momento, a preocupação era conhecer a</p><p>história da doença, como ela surgiu e seus sintomas (Barros, 2002).</p><p>Retrato de Sir Isaac Newton.</p><p>Na Idade Moderna, em que ainda se usava o modelo biomédico,</p><p>ocorreram as maiores descobertas científicas da história. Foram os</p><p>avanços nas ciências biológicas que possibilitaram a prevenção e o</p><p>diagnóstico de doenças, como o estudo da patologia e o surgimento da</p><p>teoria microbiana. Veja a seguir um pouco mais desses estudos.</p><p>O estudo da</p><p>patologia</p><p>A medicina passou a</p><p>estudar a patologia,</p><p>ciência que pesquisa as</p><p>alterações fisiológicas e</p><p>morfológicas ocorridas</p><p>no estado de saúde do</p><p>indivíduo.</p><p>A teoria</p><p>microbiana</p><p>Com o estudo da</p><p>patologia, no fim do</p><p>século XIX, surgiu a</p><p>teoria microbiana, que</p><p>afirma que muitas</p><p>doenças são causadas</p><p>por microrganismos,</p><p>como bactérias, vírus,</p><p>fungos e protozoários.</p><p>Um exemplo clássico é a peste bubônica, também conhecida como</p><p>peste negra, que assolou a Europa durante a Idade Média. Os fatores</p><p>socioeconômicos eram decisivos para a eclosão do adoecimento da</p><p>população.</p><p>A concepção de saúde-doença no modelo</p><p>sistêmico</p><p>Por volta de 1970, surgiu o conceito de sistemas, visto como um</p><p>conjunto de elementos relacionados entre si, cuja presença de</p><p>quaisquer alterações resulta em mudança nos demais elementos</p><p>componentes.</p><p></p><p>Com o conceito de sistemas, o processo saúde-doença</p><p>passou a ser compreendido como a relação de vários</p><p>elementos de um ecossistema que contribuem entre si</p><p>em uma função de equilíbrio sistêmico.</p><p>A visão fragmentada do modelo biomédico foi abandonada, dando lugar</p><p>a uma visão mais ampla e epidemiológica da saúde-doença. Veja a</p><p>representação a seguir dessa visão mais ampla.</p><p>Relação multifatorial das doenças diarreicas.</p><p>Dentro do modelo sistêmico, destacou-se o modelo epidemiológico, um</p><p>conjunto composto por ambiente e agente suscetível, dotado de uma</p><p>organização interna, que regula os fatores relacionados com os</p><p>sistemas, bem como as interações entre eles e os agentes</p><p>determinantes da doença.</p><p>Esse sistema norteia a necessidade da existência de um sistema de</p><p>saúde integral, que contemple o enfrentamento das doenças.</p><p>A concepção de saúde-doença segundo o modelo</p><p>processual</p><p>Em 1976, Leavell e Clark idealizaram esse modelo definindo a história</p><p>natural das doenças (HND) como o conjunto de interações capazes de</p><p>criar um estímulo patológico no meio ambiente ou em qualquer outro</p><p>lugar, para as quais o homem apresenta uma resposta, seja ela invalidez,</p><p>defeito, cura ou morte.</p><p>Esse modelo busca explicar doenças a partir da HND ou modelo</p><p>processual patológico. Seu objetivo é acompanhar todo o processo</p><p>saúde-doença, identificando as relações entre seus componentes, tais</p><p>como:</p><p>Agente etiológico</p><p>Hospedeiro</p><p>Meio</p><p>Desenvolvimento da doença</p><p>Isso torna mais fácil compreender a relação entre os diversos métodos</p><p>utilizados para prevenir a doença por meio de seu controle.</p><p>Para entendermos melhor o desenvolvimento do processo saúde-</p><p>doença, o modelo processual dividiu esse período da seguinte forma:</p><p>Pré-patológico</p><p>Está relacionado com a interação agentes etiológicos-hospedeiro-</p><p>ambiente.</p><p>Patológico</p><p>É quando ocorre a resposta do organismo ao estímulo externo, com o</p><p>desenvolvimento de sinais e sintomas de doença.</p><p>O período pré-patológico é a fase de promoção e prevenção de saúde</p><p>(nível primário), enquanto no patológico são realizadas ações de</p><p>tratamento e reabilitação (níveis secundário e terciário). Na imagem a</p><p>seguir, podemos ter uma noção da relação entre as fases pré-</p><p>patogênica e patogênica no modelo processual.</p><p>Componentes do modelo processual ou HND.</p><p>As origens do cuidado em</p><p>saúde da Pré-história ao</p><p>Antigo Egito</p><p></p><p>As origens do cuidado em</p><p>saúde da Pré-história ao</p><p>Antigo Egito</p><p>Neste vídeo, você conhecerá os conceitos de saúde e doença, os</p><p>primeiros movimentos de cuidar, começando na Pré-história, as técnicas</p><p>rudimentares de cura e os rituais para aliviar o sofrimento e promover a</p><p>cura.</p><p>Os primórdios do cuidar na Pré-história e na</p><p>Antiguidade</p><p>A Pré-história é o período compreendido entre o aparecimento do</p><p>primeiro homem e a descoberta da escrita (3500 AEC). Os registros</p><p>mais antigos sobre o cuidar datam do período Neolítico, cujas práticas</p><p>estavam relacionadas com o instinto de sobrevivência.</p><p>Os povos primitivos acreditavam que o Sol, a chuva, o relâmpago, a Lua</p><p>― a natureza em si ― eram espíritos que sentiam e agiam, além de</p><p>expressar doenças. Os cuidados eram um modo de sobrevivência</p><p>realizado primeiramente pelas mulheres dos grupos humanos. No</p><p>entanto, surgiram os feiticeiros e xamãs, responsáveis por fazer essa</p><p>ligação entre a humanidade e o sobrenatural por meio de rituais.</p><p>Representação do homem pré-histórico.</p><p>Em algumas tribos, os xamãs eram conhecidos como curandeiros e</p><p>realizavam os rituais por meio da oferta de amuletos, feitiçarias,</p><p>talismãs, entre outros, uma vez que a doença era associada à presença</p><p>de um espírito mau, cuja fúria precisava ser abrandada.</p><p>Os xamãs buscavam tornar o corpo doente desagradável para os</p><p>espíritos, ao golpeá-lo com ervas no ponto em que se julgava estar a</p><p>enfermidade.</p><p>A compreensão do desenvolvimento de doenças, por fim, evoluiu da</p><p>observação de animais até a influência do ambiente. Veja um pouco</p><p>mais sobre essa evolução.</p><p>Observação da natureza</p><p>Ao observar a natureza, o homem percebeu que os animais,</p><p>uma vez feridos, lambiam-se ou comiam determinadas ervas</p><p>com efeito antiemético ou purgante, além de submergir seus</p><p>ferimentos na água.</p><p>Utilização das plantas</p><p>As plantas tinham papel importante, em virtude de suas</p><p>propriedades terapêuticas, e seu conhecimento vem sendo</p><p>difundido de geração a geração.</p><p>Surgimento da acupuntura rústica</p><p>Nessa mesma época, também surgia o uso de pressão em</p><p>determinados pontos do corpo para alívio de dores (acupuntura</p><p>rústica) (Padilha et al., 2022).</p><p>O cuidar no Antigo Egito</p><p>No Antigo Egito, o faraó reunia os atributos de governante e líder</p><p>espiritual, sendo considerado a encarnação de Osíris na Terra.</p><p>Contudo, os sacerdotes dessa época tinham uma relevância muito</p><p>grande para o Estado, pois, além de exercerem a função de chefes</p><p>espirituais, detinham o conhecimento dos métodos de cuidar.</p><p>Conheça a seguir alguns cuidados e costumes do Antigo Egito.</p><p>Maquiagem</p><p>Tanto as mulheres e quanto os homens usavam maquiagem, por</p><p>uma questão higiênica e estética. Essa maquiagem era feita de</p><p>besouros macerados, pó de malaquita (mineral) ou ainda alcatrão</p><p>e galena (metal antimônio).</p><p>Hidratação</p><p>Cremes e óleos eram utilizados na hidratação da pele e dos</p><p>cabelos, em virtude do clima árido da região.</p><p>Cabelos</p><p>Os cabelos eram raspados, para evitar piolhos, sendo comum o</p><p>uso de perucas feitas de fibra de palmeira, cabelo natural ou</p><p>linho.</p><p>Anticoncepcional</p><p>As mulheres utilizavam uma pasta de mel ou carbonato de cálcio</p><p>com brotos de acácia e fezes de crocodilo como</p><p>anticoncepcional intravaginal, espalhada em um pedaço de linho</p><p>e inserido na entrada da vagina.</p><p>Existiam algumas determinações do faraó sobre o cuidar de seu povo,</p><p>como:</p><p>Os idosos deviam ser cuidados pelos filhos.</p><p>As gestantes não podiam ser julgadas antes de dar à luz.</p><p>As mulheres passíveis de punição deviam ter a ponta do nariz</p><p>mutilada (o que é realizado atualmente em alguns países árabes</p><p>por grupos isolados).</p><p>O povo egípcio tem uma longa história de práticas médicas</p><p>registradas em documentos como papiros e placas de barro.</p><p>A seguir, vamos conhecer um pouco mais sobre os registros</p><p>de alguns</p><p>dos papiros que ficaram mais famosos, como o Papiro Ebers, o Papiro</p><p>Edwin Smith e o Papiro de Leiden.</p><p>Papiro Ebers</p><p>De cerca de 1550 AEC, fornece</p><p>uma vasta quantidade de</p><p>informações sobre anatomia,</p><p>doenças e tratamentos,</p><p>funcionando como um manual</p><p>de ensino da medicina clínica.</p><p>Papiro Edwin Smith</p><p>De cerca de 1600 AEC, descreve</p><p>estruturas do corpo humano,</p><p>métodos de diagnóstico e</p><p>tratamento de lesões físicas,</p><p>inclusive ato cirúrgico.</p><p>Papiro de Leiden</p><p>Ab d di i b</p><p>Esses documentos fornecem uma visão fascinante das práticas</p><p>médicas e crenças dos antigos egípcios e demonstram um nível</p><p>surpreendente de conhecimento médico. Nessa época, substâncias</p><p>como ácido acetilsalicílico, óleo de rícino e própolis (cicatrizante) já</p><p>eram utilizadas. Havia também registros de engessamento de membros</p><p>fraturados, bem como descrições do sistema circulatório.</p><p>Outra preocupação dos egípcios era com o cuidado de manter as</p><p>características físicas de seus cadáveres para a vida no além. Para</p><p>tanto, os sacerdotes médicos extraíam os órgãos abdominais, por meio</p><p>de uma incisão cirúrgica, e os guardavam em vasos canópicos,</p><p>recipientes dedicados a esse uso.</p><p>Papiro retratando o processo de mumificação.</p><p>Já o cérebro era o único órgão a ser extirpado por um tipo de cureta</p><p>aquecida introduzida pelas narinas, pelas quais era retirado.</p><p>Posteriormente, o corpo era recheado com palha e ervas aromáticas e</p><p>então coberto por inteiro com natron (um composto químico à base de</p><p>sódio), para remover a umidade. Após alguns dias, retirava-se o natron, e</p><p>o corpo era enfaixado com muitos metros de linho.</p><p>O cuidar da Palestina até a</p><p>Índia</p><p>O cuidar da Palestina até a</p><p>Índia</p><p>Neste vídeo, você aprenderá sobre as regras de higiene na Palestina e</p><p>na Índia e a influência religiosa em ambos os países no cuidar da saúde.</p><p>Aborda a medicina sob uma</p><p>ótica religiosa, refletindo</p><p>algumas crenças importantes</p><p>dos antigos egípcios.</p><p></p><p>Como era o cuidar na antiga Palestina?</p><p>A Palestina é uma faixa de terra estreita entre a Faixa de Gaza e Israel.</p><p>Essa faixa era habitada pelos hebreus. Durante a passagem do povo de</p><p>Israel pelo deserto, Moisés estabeleceu leis influenciadas pelo Código</p><p>de Hamurabi que estabeleciam cuidados de saúde pública por meio de</p><p>estratégias que prolongavam a vida, como limpeza, descanso e</p><p>prevenção de doenças.</p><p>Vista área da Palestina.</p><p>Uma figura importante da época era a das parteiras. Além dos partos</p><p>realizados, elas orientavam as mães quanto à higiene que deveria ser</p><p>realizada em seus bebês. Além disso, estimulavam o parto de cócoras,</p><p>utilizando um tamborete circular em que as gestantes se sentavam</p><p>(Padilha et al., 2022).</p><p>Outros cuidados também deviam ser observados:</p><p>Utensílios contaminados deveriam ser mantidos em lugar</p><p>inacessível.</p><p>Pessoas com doenças contagiosas, como lepra, precisavam ficar</p><p>isoladas.</p><p>Os familiares dos doentes contagiosos também deveriam observar</p><p>quarentena.</p><p>Uma dieta especial era prescrita, como a proibição de ingestão de</p><p>sangue ou de animais que morreram naturalmente.</p><p>Era proibido ingerir a carne de animais considerados impuros, como</p><p>animais de patas fendidas, peixes sem escamas ou ainda</p><p>crustáceos.</p><p>Algumas doenças já eram reconhecidas nessa época, como a cirrose e</p><p>a tuberculose. A hemofilia era descrita como doença hereditária, e a</p><p>difteria era uma das mais temidas pela população por sua propagação,</p><p>sendo obrigatória sua notificação à população com toques de trombeta.</p><p>As peculiaridades do cuidar na Babilônia</p><p>A Babilônia se localizava onde atualmente se encontra o Iraque. Os</p><p>babilônios seguiam uma religião politeísta e toda a sua vida girava ao</p><p>redor desse panteão, em que a presença de doença era atribuída à</p><p>manifestação de sete demônios na vida do indivíduo.</p><p>Segundo Padilha et al. (2022), os babilônios utilizavam seus</p><p>conhecimentos em astrologia para justificar alterações fisiológicas e a</p><p>influência da movimentação dos astros sobre a vida humana. Contudo,</p><p>era comum os doentes serem colocados na rua aguardando que alguém</p><p>experiente em cuidados passasse e se compadecesse. São datadas</p><p>dessa época, em escrita cuneiforme, as ações do sacerdote médico em</p><p>relação a diversos temas, como a importância da alimentação, o uso de</p><p>colírios nos casos de conjuntivite, as massagens e os tamponamentos</p><p>em casos de sangramentos nasais persistentes.</p><p>Escrita cuneiforme babilônica.</p><p>A medicina babilônica era dividida entre dois tipos distintos: a medicina</p><p>cirúrgica e a medicina interna (clínica geral).</p><p>Exemplo</p><p>Na medicina cirúrgica, os babilônicos eliminavam a catarata e aplicavam</p><p>emplastros em casos de erisipela, entre outras ações.</p><p>Por um longo tempo, a prática babilônica do cuidar era voltada à</p><p>expulsão de demônios pelo uso de ervas amargas, excrementos animais</p><p>e humanos, além de minerais, nos casos em que consideravam que as</p><p>epidemias eram influenciadas pelos astros. Nessas epidemias,</p><p>sintomas como febre, abscessos, tumores, doenças cardíacas e vários</p><p>outros eram relatados.</p><p>Existem referências de profissionais enfermeiros que provavelmente</p><p>eram escravos encarregados de cuidar de seus senhores doentes com</p><p>banhos e alimentação. Além disso, as práticas de sacrifício humano</p><p>para a cura dos doentes também eram comuns.</p><p>O cuidado na Índia</p><p>O cuidado na Índia data de 2500-1500 AEC. Já havia a preocupação com</p><p>hábitos de higiene pública, e, assim, foram construídos casas de banho,</p><p>sistemas de esgoto, poços e banheiros públicos.</p><p>A civilização Harappan é notável por seus avançados sistemas de</p><p>saneamento. As cidades de Harappa e Mohenjo-Daro tinham sistemas</p><p>de drenagem elaborados, com canais cobertos de tijolos que</p><p>transportavam esgoto para fora das áreas residenciais. As casas</p><p>possuíam banheiros com drenagem interna conectada a esses</p><p>sistemas. Isso mostra uma compreensão sofisticada da importância do</p><p>saneamento para a saúde pública.</p><p>Sabe-se que suas práticas medicinais eram avançadas, pois eles já</p><p>conheciam estruturas corporais como tendões, músculos, ossos e</p><p>plexos, e identificavam como ocorre a digestão. Acreditavam ainda que</p><p>o coração era o responsável pelo comando do corpo, de onde saíam as</p><p>inervações.</p><p>Entre os cuidados realizados nessa época, foram descritos enemas,</p><p>suturas, trepanações, correções de fraturas, sangrias, inalações etc. Em</p><p>virtude desse conhecimento avançado, os hindus iniciaram a realização</p><p>de procedimentos cirúrgicos com técnicas avançadas, tais como</p><p>cirurgia de lábio leporino, retirada de tumores, amputações, hérnias e</p><p>cálculos da vesícula.</p><p>Crânio com marcas de trepanação.</p><p>A realização do cuidado em</p><p>saúde oriental</p><p>O cuidado em saúde no</p><p>Oriente</p><p>Neste vídeo, você verá a história do cuidar e suas ramificações sob a</p><p>influência das religiões orientais, bem como a utilidade dessas práticas</p><p>milenares nos dias atuais.</p><p>O cuidar segundo a cultura chinesa</p><p></p><p>Segundo Padilha et al. (2022), na Antiga China, a população era mais</p><p>rural, e sua cultura era fortemente influenciada por três religiões:</p><p>taoismo, budismo e confucionismo. Entre essas religiões, o taoismo</p><p>trazia uma compreensão sobre adoecer. A ocorrência de catástrofes</p><p>estava ligada à ação de demônios, sendo necessário o uso de</p><p>encantamentos ou sacrifícios para afastá-los.</p><p>Entretanto, o sistema médico da China Antiga era voltado para o</p><p>equilíbrio da energia (chi) e da vida, bem como para a prevenção de</p><p>agravos à saúde. Trabalhavam com o yin-yang. Confira a diferença entre</p><p>eles.</p><p>Yin</p><p>É o feminino, passivo,</p><p>obscuro, negativo, débil</p><p>e sem vida.</p><p>Yang</p><p>É o masculino, ligeiro,</p><p>positivo, cheio de vida.</p><p>Os chineses acreditavam que o universo era composto por cinco</p><p>elementos principais ― frio, calor, secura, umidade e ar ―, que</p><p>trabalhavam com os sistemas de órgãos na totalidade de seu</p><p>funcionamento.</p><p>Em 2900 AEC, o imperador Shen Nong pesquisou os efeitos de ervas</p><p>medicinais, em um total de 365 fármacos, que mais tarde seriam</p><p>utilizados na acupuntura. Ao imperador Huang Ti é atribuída a</p><p>elaboração do compêndio Nei Ching (estatuto</p><p>da medicina oriental), em</p><p>que eram estabelecidos os seguintes passos para atendimento do</p><p>paciente: observar, ouvir, perguntar, sentir.</p><p>Exemplo de ervas e instruções da medicina chinesa.</p><p>Na medicina chinesa, as doenças eram catalogadas como benignas,</p><p>médias e graves. Dos tratamentos descritos, eram mais utilizados a</p><p>acupuntura com agulha de 2,5 cm de comprimento cauterizando com</p><p>moxa (tipo de bastão aceso feito com artemísia), alimentar o corpo,</p><p>curar o espírito, tratar o corpo e dar medicamentos.</p><p>Os medicamentos eram classificados como:</p><p>Grandes remédios: usados para curar doenças potentes.</p><p>Pequenos remédios: para remoção superficial de doenças leves.</p><p>Remédios diferidos: usados para curar doenças crônicas.</p><p></p><p>Remédios de emergência: controlavam os sintomas</p><p>instantaneamente.</p><p>Remédios de harmonia (tônicos): melhoravam a vitalidade, as</p><p>energias e a resistência do corpo às doenças.</p><p>Nas luxações, eram utilizadas compressas frias para controle da dor.</p><p>Para o alívio de cólicas, orientava-se a ingestão de cinzas de papel</p><p>dourado.</p><p>Foi desenvolvida uma vasta farmacopeia de remédios</p><p>com origem vegetal ou animal, além de sangrias,</p><p>banhos e massagens. A vacinação já era praticada de</p><p>forma mais rústica que na Índia. Crostas secas de</p><p>lesões eram reduzidas a pó e inaladas com canudos de</p><p>bambu.</p><p>Os procedimentos cirúrgicos chineses ainda eram restritos a castrações</p><p>masculinas e remoção de crostas de feridas. Mutilações não eram</p><p>aceitas, pois se acreditava na importância de se chegar por inteiro à vida</p><p>após a morte.</p><p>A concepção chinesa de saúde-doença sofreu influência da cultura</p><p>hindu, porém com limitações em relação à dissecação de cadáveres.</p><p>Diferentemente dos hindus, não havia hospitais; casas de benevolência</p><p>ou de cura eram construídas para abrigo dos doentes. Há relatos de</p><p>salas de curativos na história chinesa como um anexo do templo em</p><p>que os doentes rezavam e tratavam suas doenças.</p><p>O cuidar segundo a cultura japonesa</p><p>A história do cuidar no Japão começa com o culto aos mortos. Há</p><p>relatos de funerais que duravam dez dias ou mais para só então se</p><p>enterrar o cadáver em seu caixão em uma cova terracota. Essa prática,</p><p>ligada à cultura xintoísta, mostrava que, durante o luto, os familiares não</p><p>se alimentavam nem tomavam vinho, e pranteavam durante meses. Os</p><p>amigos, no entanto, comemoravam com danças e vinhos a partida do</p><p>falecido.</p><p>As ideias de medicina japonesa eram provenientes da cultura chinesa. A</p><p>única terapia utilizada no país era o tratamento com águas termais.</p><p>Além disso, já existia a eutanásia nessa época, praticada com certa</p><p>frequência. Ainda assim, considerava-se a morte, bem como as doenças</p><p>e as efusões com sangue, algo impuro.</p><p>Águas termais utilizadas na terapia japonesa.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Na Pré-história, muito provavelmente as sociedades humanas</p><p>enfrentavam desafios significativos relacionados com a saúde e a</p><p>doença. Com base em evidências arqueológicas e</p><p>paleopatológicas, podemos entender um pouco sobre como essas</p><p>populações lidavam com questões de bem-estar e enfermidades.</p><p>Assinale a seguir como se acredita que as doenças eram</p><p>explicadas na Pré-história.</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-</p><p>paragraph'%3ENa%20Pr%C3%A9-</p><p>hist%C3%B3ria%2C%20o%20homem%20era%20associado%20a%20uma%20esp%C3%A9cie%20de%20recept%</p><p>Questão 2</p><p>Os egípcios desenvolveram práticas médicas e higiênicas que</p><p>influenciaram gerações. Quais eram os métodos de cuidado com a</p><p>saúde no Antigo Egito?</p><p>A</p><p>Eram atribuídas à manifestação de forças</p><p>sobrenaturais.</p><p>B Eram causadas por bactérias e vírus.</p><p>C</p><p>Eram resultado de hábitos alimentares</p><p>inadequados.</p><p>D Eram associadas a mudanças climáticas.</p><p>E Eram causadas por fatores genéticos.</p><p>A</p><p>Os egípcios estudavam a anatomia humana por</p><p>meio da mumificação, permitindo a compreensão</p><p>das doenças e a realização de cirurgias.</p><p>B</p><p>Acreditava-se que a areia tinha propriedades</p><p>curativas, por isso eram realizados banhos de areia</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-</p><p>paragraph'%3EOs%20eg%C3%ADpcios%20se%20preocupavam%20em%20cuidar%20do%20corpo%20ap%C3%</p><p>2 - Práticas de saúde ao longo do tempo</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever as adaptações que as</p><p>práticas de cuidar em saúde sofreram através do tempo.</p><p>A evolução das técnicas de</p><p>cuidado através do tempo</p><p>Práticas de saúde nas eras</p><p>hipocrática e romana</p><p>do deserto.</p><p>C</p><p>Os egípcios usavam amuletos mágicos, para afastar</p><p>espíritos malignos e doenças.</p><p>D</p><p>O mel era considerado um remédio natural, com</p><p>propriedades antissépticas.</p><p>E</p><p>Os egípcios antigos desenvolveram próteses</p><p>dentárias tanto para os vivos quanto para os mortos.</p><p></p><p>Neste vídeo, você conhecerá Hipócrates, considerado o pai da medicina,</p><p>e verá como seus ensinamentos influenciaram culturas distantes, como</p><p>a romana.</p><p>A era de Hipócrates versus a era romana</p><p>Hipócrates, considerado o pai da medicina, viveu na Grécia Antiga e</p><p>deixou um legado significativo para a prática médica. Seus métodos e</p><p>ideias influenciaram não apenas a medicina grega, mas também a</p><p>romana, e logo toda a Europa. Aqui estão algumas das ideias de</p><p>Hipócrates:</p><p>Na era romana, entre 27 e 476 da EC, a medicina foi influenciada pela</p><p>medicina grega, mas também incorporou elementos próprios. Algumas</p><p>dessas práticas de saúde na Roma Antiga eram:</p><p> Teoria dos quatro humores</p><p>A saúde estava relacionada com o equilíbrio dos</p><p>quatro humores do corpo ― sangue, bile amarela,</p><p>bile negra e fleuma. O desequilíbrio desses</p><p>humores causava doenças, e o tratamento envolvia</p><p>a restauração desse equilíbrio.</p><p> Observação clínica</p><p>Prezava-se pela observação direta dos pacientes.</p><p>Ele registrava sintomas, evolução das doenças e</p><p>resultados de tratamentos, contribuindo para o</p><p>desenvolvimento da medicina baseada em</p><p>evidências.</p><p> Higiene e dieta</p><p>A higiene pessoal, a limpeza dos ambientes e a</p><p>alimentação equilibrada eram bastante valorizadas.</p><p>Recomendavam-se banhos, exercícios físicos e</p><p>uma dieta saudável.</p><p>Banho público</p><p>Nas termas públicas, as pessoas podiam tomar banho, fazer</p><p>exercícios e socializar. Esses banhos eram considerados</p><p>benéficos para a saúde e o bem-estar.</p><p>Medicina herbária</p><p>Plantas medicinais eram usadas para tratar diversas</p><p>condições. Os romanos tinham conhecimento sobre ervas,</p><p>especiarias e suas propriedades curativas.</p><p>Cirurgia e traumatologia</p><p>Os médicos romanos realizavam cirurgias, incluindo</p><p>amputações, e tratavam ferimentos de guerra. Também</p><p>desenvolveram técnicas para imobilizar fraturas, algo</p><p>considerado avançado para a época.</p><p>Ginástica e exercícios físicos</p><p>Os romanos valorizavam a atividade física. A ginástica era</p><p>parte da educação e da manutenção da saúde.</p><p>Cuidados com a alimentação</p><p>A dieta incluía pão, azeite, vinho, frutas, legumes e carne.</p><p>Também para os romanos, uma dieta equilibrada era</p><p>fundamental para a saúde.</p><p>Tanto na era de Hipócrates quanto na era romana, a saúde era vista</p><p>como um equilíbrio entre o corpo, a mente e o ambiente. Essas práticas</p><p>antigas influenciaram a medicina ocidental e continuam a moldar nossa</p><p>compreensão da saúde e da doença.</p><p>Práticas de saúde na Idade Média (séculos V a</p><p>XV): avanços e superstições</p><p>Durante a Idade Média, a medicina e os cuidados de saúde foram</p><p>marcados por uma combinação de conhecimentos herdados da</p><p>Antiguidade e crenças religiosas. A seguir, veremos algumas das</p><p>práticas de saúde desse período, que variavam entre o eficaz e o bizarro.</p><p>Sangria</p><p>Uma das práticas médicas mais controversas da Idade Média, também</p><p>chamada de flebotomia, envolvia a retirada de sangue do paciente para</p><p>restaurar o equilíbrio entre os humores. Os médicos acreditavam que</p><p>seu desequilíbrio era a causa das doenças.</p><p>Contudo, tal expediente não era eficaz e muitas vezes causava mais</p><p>danos do que benefícios.</p><p>Farmácia e boticários</p><p>Os boticários eram profissionais</p><p>que uniam medicina e farmácia.</p><p>Embora muitos dos medicamentos que prescreviam fossem ineficazes</p><p>ou até perigosos, essa época testemunhou descobertas significativas</p><p>de propriedades medicinais em objetos que ainda são valorizados e</p><p>utilizados nos dias de hoje.</p><p>Forma rudimentar de fabricação de medicamentos.</p><p>Astrologia médica</p><p>Alguns médicos medievais usavam a astrologia para diagnosticar e</p><p>tratar doenças. Eles acreditavam no fato de que os corpos celestes</p><p>influenciavam órgãos específicos do corpo humano. Embora essa</p><p>influência dos corpos celestes tenha sido refutada pela ciência</p><p>moderna, ainda encontramos resquícios dela atualmente.</p><p>Astrologia usada como base para a medicina.</p><p>Uroscopia</p><p>Examinar a urina dos pacientes era uma prática comum na Idade Média.</p><p>Os médicos observavam cor, cheiro e consistência, para detectar</p><p>problemas no corpo. Essa prática, no entanto, foi precursora dos</p><p>exames realizados atualmente.</p><p>Feitiços e superstições</p><p>A crença em feitiços e magia era bastante comum na Idade Média. Os</p><p>bruxos e os feiticeiros eram próximos das cortes e da aristocracia.</p><p>Embora muitos dos métodos utilizados por eles fossem baseados em</p><p>superstições, alguns remédios à base de ervas e plantas realmente</p><p>funcionavam.</p><p>Representação de alquimia e poções mágicas.</p><p>Higiene precária</p><p>A higiene na Idade Média era abismal, em comparação com os padrões</p><p>atuais. As ruas das cidades eram tomadas por lixo, esterco de cavalo e</p><p>urina. No entanto, é importante notar que os romanos e gregos eram</p><p>higiênicos, realizando banhos diários e cuidados pessoais.</p><p>Comentário</p><p>A medicina medieval era uma mistura de conhecimento, superstições e</p><p>práticas que variavam — às vezes eficazes, outras absurdas. Felizmente,</p><p>ao longo dos séculos, avançamos para uma compreensão mais</p><p>científica da saúde e da doença.</p><p>As práticas de saúde nas</p><p>pandemias históricas</p><p>As práticas de saúde nas</p><p>maiores pandemias da</p><p>história</p><p>Neste vídeo, você aprenderá um pouco mais sobre a peste negra, a gripe</p><p>espanhola e a covid-19, três das pandemias que mais tiveram</p><p>repercussão na história da humanidade. Você verá também como foram</p><p>os cuidados providenciados para cada uma dessas pandemias em sua</p><p>época.</p><p></p><p>As práticas de saúde durante a peste negra</p><p>Também conhecida como peste bubônica, foi uma doença que assolou</p><p>a Europa durante o século XIV, deixando um rastro de devastação.</p><p>A peste era transmitida</p><p>por meio da picada da</p><p>pulga de ratos doentes</p><p>que chegavam à</p><p>Europa nos porões de</p><p>navios vindos do</p><p>Oriente […].”</p><p>(Padilha et al., 2022, p. 149)</p><p>Considerada a pandemia mais mortal da história humana, ceifou</p><p>milhões de vidas, tendo um impacto sociocultural e na medicina da</p><p>época. Diante dessa catástrofe, as pessoas recorreram a várias práticas</p><p>de saúde na tentativa de sobreviver, como veremos a seguir.</p><p>Quarentena e isolamento</p><p>Indivíduos infectados e suas famílias eram isolados da população</p><p>saudável, para evitar a propagação. Essa medida sanitária era aplicada a</p><p>navios que chegavam aos portos, que ficavam em isolamento por 40</p><p>dias.</p><p>Embora fossem medidas rudimentares, refletiam uma compreensão do</p><p>contágio e da necessidade de limitar o contato.</p><p>Ervas e amuletos</p><p>Recorria-se muito a ervas e amuletos. Alho, cebola e outras ervas</p><p>pungentes eram utilizados, a fim de afastar a doença. Amuletos com</p><p>símbolos protetores também eram usados no pescoço ou carregados</p><p>nos bolsos. Embora essas práticas possam parecer supersticiosas</p><p>atualmente, proporcionavam um senso de controle e esperança diante</p><p>da doença.</p><p>Representação de um amuleto da sorte.</p><p>Sangria e sanguessugas</p><p>Os médicos acreditavam que desequilíbrios nos fluidos corporais</p><p>causavam doenças. Dessa forma, sanguessugas eram aplicadas no</p><p>corpo dos doentes para retirar sangue, na crença de que isso restauraria</p><p>o equilíbrio. Contudo, isso apenas enfraquecia ainda mais os pacientes,</p><p>acelerando sua morte.</p><p>Representação de um médico visitando doentes na época da peste negra.</p><p>Teoria do miasma</p><p>Segundo essa teoria, as doenças se espalhavam pelo ar fétido ou pelos</p><p>maus vapores. Por isso, queimavam-se substâncias, como incenso, na</p><p>esperança de purificar o ar. Ruas e casas eram fumigadas com ervas</p><p>fragrantes, prática que até trazia algum benefício, reduzindo a presença</p><p>de pulgas transmissoras da peste.</p><p>Incensos sendo queimados para purificação do ar.</p><p>Práticas religiosas</p><p>A peste causou um aumento na religiosidade. As pessoas frequentavam</p><p>missas e procissões em busca de intervenção divina. Santos</p><p>associados à cura eram invocados. A Igreja oferecia conforto e</p><p>orientação, enquanto tentava explicar a pandemia.</p><p>As práticas de saúde durante a peste bubônica eram</p><p>uma mistura de respostas racionais e superstições.</p><p>Enquanto algumas medidas eram ineficazes ou</p><p>prejudiciais, outras lançaram as bases para futuros</p><p>avanços na medicina.</p><p>As práticas de saúde durante a gripe espanhola</p><p>Transmitida a partir do contágio pelo vírus influenza, a gripe espanhola</p><p>assolou o mundo entre 1918 e 1920, deixando um imenso rastro de</p><p>devastação. Cerca de 50 milhões de mortes foram registradas durante</p><p>esse período. Essa pandemia foi considerada uma das piores da</p><p>história.</p><p>Enfermaria na pandemia da gripe espanhola.</p><p>Por esse motivo, algumas medidas foram adotadas pela população</p><p>como forma de frear a propagação e se proteger:</p><p>Quarentena e isolamento: as mesmas medidas de quarentena</p><p>implementadas na peste negra foram utilizadas durante a gripe</p><p>espanhola.</p><p>Remédios herbais e amuletos: alho, cebola e outras ervas</p><p>pungentes eram utilizados para afastar a doença. Como proteção,</p><p>amuletos, no pescoço ou nos bolsos, proporcionavam um senso de</p><p>controle e esperança.</p><p>Participação das mulheres na força de trabalho: durante a</p><p>pandemia, as mulheres trabalharam em fábricas, escritórios e</p><p>hospitais. É dessa época a emenda que concedeu direito de voto às</p><p>mulheres nos Estados Unidos.</p><p>As práticas de saúde na pandemia da covid-19</p><p>Doença respiratória causada pelo Sars-CoV-2, que é um tipo de</p><p>coronavírus pertencente à família de vírus de mesmo nome, que causa</p><p>infecções respiratórias. Seu formato, quando observado ao microscópio,</p><p>é semelhante ao de uma coroa. Essa pandemia trouxe desafios sem</p><p>precedentes para a saúde pública global.</p><p>Várias práticas de saúde foram adotadas, a fim de conter a</p><p>disseminação do vírus e proteger a população, como veremos a seguir.</p><p>E como ocorre a</p><p>transmissão da covid-</p><p>19?</p><p>Resposta</p><p>A transmissão ocorre principalmente por</p><p>gotículas de saliva e secreções respiratórias</p><p>suspensas no ar quando alguém</p><p>contaminado tosse ou espirra. Também</p><p>ocorre em contato com superfícies</p><p>contaminadas.</p><p> Uso de máscaras</p><p>Reduz o risco de contágio. Estudos mostram que o</p><p>uso adequado de máscaras pode diminuir a</p><p>transmissão em até 95%. Modelos N95 oferecem</p><p>maior proteção, mas qualquer máscara bem-</p><p>ajustada é eficaz.</p><p> Distanciamento social</p><p>Evitar aglomerações e manter distância física de</p><p>outras pessoas são medidas essenciais. O</p><p>distanciamento ajuda a reduzir a propagação do</p><p>vírus e protege a saúde individual e coletiva.</p><p></p><p> Higiene das mãos</p><p>A lavagem frequente das mãos com água e sabão,</p><p>bem como o uso de álcool em gel, é medida</p><p>simples para o controle de doenças infecciosas</p><p>como a covid-19. Isso previne a transmissão do</p><p>vírus por contato direto.</p><p> Testagem e rastreamento de</p><p>contatos</p><p>A testagem e o rastreamento de contatos são</p><p>estratégias para identificar e isolar casos positivos,</p><p>o que limita a disseminação do vírus.</p><p> Vacinação</p><p>Principal ferramenta para controlar pandemias. As</p><p>vacinas têm se mostrado eficazes na prevenção de</p><p>casos graves e na redução da transmissão.</p><p>Para os profissionais de saúde, além das práticas já citadas, devemos</p><p>considerar os cuidados apresentados a seguir:</p><p>Proteção individual</p><p>Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo máscaras</p><p>N95, aventais, óculos e luvas, para evitar a transmissão em</p><p>estabelecimentos de saúde (Teixeira et al., 2020).</p><p>Protocolos de controle de infecções</p><p>Implementar rigorosos protocolos</p><p>de controle de infecções, incluindo</p><p>medidas-padrão, de contato, e via aérea.</p><p>Práticas de saúde da era</p><p>microbiana à era industrial</p><p>O cuidar em saúde da era</p><p>microbiana à era industrial</p><p>Neste vídeo, você entenderá como era o cuidado em saúde no período</p><p>da descoberta dos micróbios até a Revolução Industrial e verá como</p><p>eram as práticas médicas na compreensão de doenças ao longo de</p><p>períodos importantes da história.</p><p>Os avanços na era microbiana</p><p>No século XIX, cientistas como Louis Pasteur e Robert Koch</p><p>revolucionaram nossa compreensão das doenças infecciosas.</p><p></p><p>A teoria dos germes afirmava que microrganismos invisíveis eram</p><p>responsáveis por muitas enfermidades. Pasteur demonstrou a relação</p><p>entre micróbios e processos de fermentação e desenvolveu a técnica de</p><p>pasteurização, o que ajudou a prevenir a contaminação de alimentos e</p><p>bebidas.</p><p>Pasteurização</p><p>Processo de esterilização de alimentos por meio da fervura até o</p><p>ponto de ebulição, resfriando-os rapidamente.</p><p>De acordo com Zeitoun (2022), eventos como a Revolução Francesa</p><p>dinamizaram a saúde da época. Ocorreu um aumento expressivo no</p><p>índice de mortalidade infantil, o que modificou a pirâmide do</p><p>crescimento populacional. Entretanto, essa observação ainda não é</p><p>fidedigna: na Europa, principalmente na Inglaterra, as mortes infantis</p><p>eram subnotificadas, não fornecendo a realidade da saúde da</p><p>população.</p><p>Representação da Revolução Francesa.</p><p>A descoberta dos micróbios levou a um foco maior na higiene. Hospitais</p><p>começaram a adotar práticas como lavagem das mãos e esterilização</p><p>de instrumentos. A seguir, vamos conhecer algumas figuras importantes</p><p>da época no cuidado da enfermagem.</p><p>Luísa de Marillac</p><p>Luísa de Marillac foi a primeira superiora da companhia das freiras a</p><p>realizar cuidados de enfermagem intradomicílio, além de organizar</p><p>hospitais, ao individualizar leitos de enfermos e dirigir todo o cuidado</p><p>nessas instituições.</p><p>Florence Nightingale</p><p>A enfermeira Florence Nightingale se destacou como figura importante</p><p>na Guerra da Crimeia nos cuidados aos feridos no front. Ela enfatizou a</p><p>importância da limpeza e do ambiente na recuperação dos pacientes</p><p>(Padilha et al., 2022).</p><p>Os avanços na era industrial</p><p>Com a Revolução Industrial, as cidades cresceram rapidamente. No</p><p>entanto, as condições de vida continuaram precárias ― superlotação,</p><p>falta de saneamento básico e poluição do ar eram comuns. Isso</p><p>contribuiu para o surgimento de epidemias, como o cólera.</p><p>O aumento da população nessa época favoreceu a qualidade de vida.</p><p>Contudo, isso veio acompanhado de doenças transmissíveis, como a</p><p>tuberculose, além de doenças associadas ao dia a dia. Alguns</p><p>infortúnios típicos da classe operária eram:</p><p>Pelagra</p><p>Acidentes de trabalho</p><p>Desnutrição</p><p>Intoxicação alimentar</p><p>Em decorrência das guerras, das epidemias e do aumento do</p><p>desemprego no pós-guerra, surgiram inúmeros miseráveis. Pessoas</p><p>com deficiência, extremamente empobrecidas ou malcheirosas,</p><p>causavam pena e, ao mesmo tempo, repugnância na população.</p><p>Medicina social e saúde pública</p><p>Médicos como John Snow aplicaram métodos científicos para entender</p><p>a propagação do cólera em Londres. Snow mapeou os casos</p><p>notificados na cidade e descobriu que a causa era a contaminação da</p><p>água em um poço específico de um bairro londrino.</p><p>O mapeamento representou uma abordagem pioneira de medicina</p><p>social e saúde pública que influenciou políticas de saneamento e</p><p>controle de doenças.</p><p>Desenvolvimento de vacinas</p><p>A era industrial testemunhou avanços significativos, principalmente com</p><p>relação à imunização.</p><p>Edward Jenner desenvolveu a primeira vacina contra a varíola, e Louis</p><p>Pasteur criou a vacina contra a raiva. Essas conquistas marcaram o</p><p>início da era das vacinas.</p><p>Estátua de Edward Jenner, criador da vacina contra a varíola.</p><p>Da era microbiana à era industrial, a busca do conhecimento e da</p><p>aplicação prática transformou a saúde humana.</p><p>A ciência, a tecnologia e a conscientização continuam a moldar nossas</p><p>práticas de saúde, lembrando-nos de que a jornada é contínua e cheia</p><p>de descobertas.</p><p>O boom do avanço nas</p><p>práticas de saúde nos séculos</p><p>XX e XXI</p><p>Os avanços tecnológicos em</p><p>cuidar dos séculos XX e XXI</p><p>Neste vídeo, você conhecerá os avanços no cuidado em saúde nos</p><p>séculos XX e XXI, com vários marcos que revolucionaram a prática</p><p>médica e aumentaram significativamente a expectativa de vida.</p><p>Século XX: avanços e desa�os</p><p>A descoberta dos antibióticos revolucionou o tratamento de infecções</p><p>bacterianas. Essa verdadeira conquista da humanidade permitiu salvar</p><p>inúmeras vidas e inaugurou a era dos medicamentos modernos. O</p><p>período foi marcado por avanços significativos na prática da saúde,</p><p>impulsionados principalmente pelo desenvolvimento tecnológico e</p><p>científico.</p><p>Medicamento moderno produzido a partir da descoberta dos antibióticos.</p><p>Deve-se dar destaque para a penicilina, descoberta por Alexander</p><p>Fleming, a vacinação em massa, a cirurgia cardíaca, entre outros</p><p>marcos que revolucionaram a prática médica e aumentaram</p><p>significativamente a expectativa de vida.</p><p>A seguir, veremos mais atentamente outras práticas que contribuíram</p><p>para a manutenção da saúde.</p><p></p><p>Imagiologia</p><p>Técnicas de imagem médica, desde os primeiros raios X até a</p><p>ressonância magnética e a tomografia computadorizada,</p><p>mudaram o diagnóstico e o monitoramento de condições</p><p>médicas.</p><p>Telemedicina e saúde digital</p><p>A internet e a tecnologia permitiram o surgimento da</p><p>telemedicina, possibilitando consultas remotas, monitoramento</p><p>de pacientes e acesso a informações médicas em tempo real.</p><p>Genômica e medicina personalizada</p><p>Decodificação do genoma humano e avanços em biotecnologia</p><p>permitem tratamentos mais direcionados e personalizados,</p><p>com o potencial de revolucionar o tratamento de doenças</p><p>genéticas e complexas.</p><p>Robótica na cirurgia</p><p>Cada vez mais utilizada em procedimentos minimamente</p><p>invasivos, vem proporcionando maior precisão, menor tempo</p><p>de recuperação e melhores resultados para os pacientes.</p><p>Big data e inteligência arti�cial (IA) em</p><p>saúde</p><p>Grandes conjuntos de dados e algoritmos de IA têm</p><p>transformado a pesquisa médica, o diagnóstico precoce de</p><p>doenças e a previsão de tendências de saúde pública.</p><p>Implantes e próteses avançadas</p><p>Os avanços nessa área vêm melhorando a qualidade de vida de</p><p>pessoas com deficiência, permitindo a recuperação de funções</p><p>motoras perdidas.</p><p>Medicina regenerativa e terapia celular</p><p>A manipulação de células-tronco e outras técnicas de medicina</p><p>regenerativa estão abrindo novas possibilidades de tratamento</p><p>para lesões e doenças degenerativas.</p><p>Os avanços têm contribuído significativamente para o aumento da</p><p>expectativa de vida e a melhoria da qualidade de vida em todo o mundo,</p><p>transformando a prática da saúde de maneiras inimagináveis no início</p><p>do século XX.</p><p>Século XXI: novos desa�os e abordagens</p><p>Apesar dos avanços extraordinários na área da saúde, também surgiram</p><p>novos desafios, que exigem abordagens inovadoras e adaptativas.</p><p>Veremos a seguir alguns desses desafios e as abordagens</p><p>desenvolvidas para enfrentá-los.</p><p>Doenças crônicas e envelhecimento</p><p>O aumento da expectativa de vida trouxe novos desafios. O</p><p>envelhecimento da população deixou evidentes as doenças crônicas,</p><p>como diabetes, hipertensão e câncer, que se tornaram mais prevalentes</p><p>― um verdadeiro problema de saúde pública.</p><p>As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são atualmente as</p><p>maiores responsáveis por complicações e mortes. A atenção à saúde</p><p>atualmente se concentra na gestão dessas condições ao longo do</p><p>tempo.</p><p>Mulher idosa representando o aumento da expectativa de vida.</p><p>Tecnologia e saúde digital</p><p>A tecnologia transformou a saúde da população, com novos métodos</p><p>diagnósticos e tratamentos diferenciados.A telemedicina, os aplicativos</p><p>de rastreamento de saúde e os registros eletrônicos, como o prontuário</p><p>eletrônico do paciente (PEP), melhoraram o acesso de profissionais de</p><p>saúde aos dados de atendimento, aumentando a eficiência dos</p><p>cuidados empregados.</p><p>Médico analisando prontuário</p><p>eletrônico de paciente.</p><p>Saúde global e pandemias</p><p>O século XXI enfrentou pandemias globais, como a da covid-19. A</p><p>população mundial aumentou as precauções quanto ao cuidado com</p><p>doenças desconhecidas por meio de monitorização, isolamento e</p><p>tratamento de sintomáticos e assintomáticos.</p><p>A resposta à pandemia do novo coronavírus incluiu medidas de</p><p>distanciamento social, testagem em massa e desenvolvimento</p><p>acelerado de vacinas.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>A peste negra, também conhecida como peste bubônica, assolou a</p><p>Europa durante o século XIV, deixando um rastro de devastação.</p><p>Como uma das pandemias mais mortais da história humana, ceifou</p><p>milhões de vidas e teve impacto profundo na sociedade, cultura e</p><p>medicina da época. Assinale a seguir a alternativa que descreve</p><p>uma das práticas de saúde adotadas pelas pessoas durante a peste</p><p>negra.</p><p>A</p><p>Evitava-se o contato com os doentes, para não</p><p>propagar a doença.</p><p>B</p><p>Acreditava-se que a higiene pessoal poderia prevenir</p><p>a infecção.</p><p>C</p><p>Os médicos realizavam sangrias, para equilibrar os</p><p>humores do corpo.</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-</p><p>paragraph'%3EA%20doen%C3%A7a%20era%20transmitida%20a%20partir%20da%20picada%20da%20pulga%2</p><p>Questão 2</p><p>A era microbiana foi marcada por descobertas científicas</p><p>relacionadas com os microrganismos e sua influência na saúde</p><p>humana. Nesse período, os avanços na microbiologia</p><p>transformaram a medicina e as práticas de saúde. Assinale a seguir</p><p>a alternativa que descreve a principal prática de saúde adotada</p><p>durante a era microbiana.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-</p><p>paragraph'%3EA%20descoberta%20dos%20micr%C3%B3bios%20levou%20a%20um%20foco%20maior%20na%</p><p>Considerações �nais</p><p>A rica e multifacetada história do cuidar atravessa séculos e culturas,</p><p>refletindo a essência da humanidade em sua busca do bem-estar e da</p><p>preservação da vida, com resiliência, compaixão e esperança. Desde os</p><p>primórdios, o cuidado foi fundamental para a sobrevivência e o</p><p>florescimento das comunidades. Ao longo do tempo, essa prática</p><p>D</p><p>Amuletos eram usados, para afastar os maus</p><p>espíritos.</p><p>E</p><p>Acreditava-se que a carne crua poderia fortalecer o</p><p>sistema imunológico.</p><p>A Utilizar ervas para aromatizar a casa.</p><p>B Higienizar as mãos.</p><p>C Valer-se de técnicas de acupuntura e moxa.</p><p>D Realizar sacrifícios aos deuses.</p><p>E Isolar-se socialmente.</p><p>evoluiu, assumindo diferentes significados, mas se mantendo como um</p><p>pilar da experiência humana.</p><p>No entanto, essa história também é marcada por desafios e</p><p>contradições. Em muitas sociedades, o cuidado se desenvolveu de</p><p>maneira desigual, com determinados grupos sobrecarregados com o</p><p>ônus, enquanto outros foram privilegiados, gozando de acesso a</p><p>recursos e serviços. Além disso, mudanças sociais, econômicas e</p><p>tecnológicas têm influenciado a prática do cuidado, gerando novos</p><p>dilemas e oportunidades.</p><p>Atualmente, conforme nos encontramos em um mundo cada vez mais</p><p>conectado, é imperativo reconhecer o valor do cuidado em todas as</p><p>suas formas e nos comprometermos a cultivar o cuidado em nossas</p><p>vidas, comunidades e instituições. Diante de desafios globais como</p><p>pandemias, crises humanitárias e desigualdades crescentes, o cuidado</p><p>emerge como um princípio orientador para a construção de sociedades</p><p>mais justas, solidárias e sustentáveis.</p><p>Explore +</p><p>Assista ao vídeo História do cuidar: práticas instintivas, com o</p><p>professor Rafael Lustosa Ribeiro, sobre a evolução do cuidado no</p><p>mundo.</p><p>Veja também Tratamentos médicos no Antigo Egito, no canal Além do</p><p>Vale dos Reis, e aprenda mais como eram as práticas medicinais na</p><p>Antiguidade.</p><p>Leia ainda o artigo Os hospitais: lugar de pessoas doentes e de outros</p><p>personagens menos referenciados, de Cleuza Panisset OrneIlas, sobre o</p><p>surgimento da assistências médica.</p><p>Referências</p><p>ALMEIDA, C. M. T.; ESCOLA, J. J. J.; RODRIGUES, V. M. da C. P. A</p><p>evolução dos cuidados de saúde: dos cuidados arcaicos aos cuidados</p><p>altamente científicos. História da Ciência e Ensino, v. 20 (esp.), p. 29-51,</p><p>2019.</p><p>ALVES, A. S. et al. A história do cuidado desde suas origens até os</p><p>tempos de pandemia. Acta Biomedica Brasiliensia, n. 11, p. 5-8, 2020.</p><p>BARROS, J. A. C. Pensando o processo saúde-doença: a que responde o</p><p>modelo biomédico? Saúde e Sociedade, v. 1, n. 11, p. 67-84, 2002.</p><p>CANGUILHEM, G. Novas reflexões sobre o normal e o patológico. In:</p><p>CANGUILHEM, G. O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense</p><p>Universitária, 1978.</p><p>CEBALLOS, A. G. da C. Modelos conceituais de saúde, determinação</p><p>social do processo saúde e doença, promoção da saúde. Recife: UNA-</p><p>SUS, 2015.</p><p>CLOUSE, M. The black death transformed: disease and culture in early</p><p>Renaissance Europe. London and New York: Arnold and Oxford</p><p>University Press, 2002, p. 318. International Journal of Epidemiology, v.</p><p>31, n. 6, p. 1.280-1.281, Dec. 2002.</p><p>COHN JR., S. K. The black death transformed: disease and culture in</p><p>early Renaissance Europe. London: Bloomsbury Academic, 2002.</p><p>OLIVEIRA, R. G.; GRABOIS, V.; MENDES JÚNIOR, W. (org.). Qualificação</p><p>de gestores do SUS. Rio de Janeiro: EAD/Ensp, 2009.</p><p>PADILHA, M. I.; BORENSTEIN, M. S.; SANTOS, I. dos (org.). Enfermagem:</p><p>história de uma profissão. 3. ed. São Caetano do Sul: Difusão, 2022. E-</p><p>book.</p><p>TEIXEIRA, C. F. S. et al. A saúde dos profissionais de saúde no</p><p>enfrentamento da pandemia de covid-19. Ciência e Saúde Coletiva, v. 9,</p><p>n. 25, set. 2020.</p><p>ZEITOUN, J.-D. História da saúde humana: vamos viver cada vez mais?.</p><p>1. ed. São Paulo: Contexto, 2022. E-book.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p><p>javascript:CriaPDF()</p>