Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO</p><p>E ENVELHECIMENTO</p><p>Meu nome é Jacqueline Rodrigues de Freitas Vianna. Sou</p><p>graduada em Fisioterapia pela Universidade Católica de</p><p>Petrópolis (UCP), Especialista em Fisioterapia Respiratória</p><p>pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Especialista em</p><p>Fisioterapia Pneumofuncional pelo Conselho Federal de</p><p>Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Mestre em</p><p>Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo −</p><p>Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP-FMRP),</p><p>Doutora em Fisioterapia pela Universidade Federal de São</p><p>Carlos (UFSCar) e Pós-Doutoranda em Ciências da Saúde</p><p>pela mesma instituição. Atualmente sou coordenadora de</p><p>Fisioterapia da UTI da Santa Casa de Batatais/SP, professora da Pós-graduação da</p><p>Universidade de Uberaba (UNIUBE), supervisora de estágio hospitalar em UTI pelo</p><p>Claretiano − Centro Universitário e professora na Graduação e Pós-graduação do curso</p><p>de Fisioterapia do Claretiano− Centro Universitário.</p><p>E-mail: jacque@claretiano.edu.br</p><p>Claretiano – Centro Universitário</p><p>Rua Dom Bosco, 466 - Bairro: Castelo – Batatais SP – CEP 14.300-000</p><p>cead@claretiano.edu.br</p><p>Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006</p><p>claretiano.edu.br/batatais</p><p>Jacqueline Rodrigues de Freitas Vianna</p><p>Batatais</p><p>Claretiano</p><p>2019</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO</p><p>E ENVELHECIMENTO</p><p>© Ação Educacional Claretiana, 2019 – Batatais (SP)</p><p>Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer</p><p>forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação e distribuição</p><p>na web), ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito</p><p>do autor e da Ação Educacional Claretiana.</p><p>CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL</p><p>Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves</p><p>Preparação: Aline de Fátima Guedes • Camila Maria Nardi Matos • Carolina de Andrade Baviera</p><p>• Cátia Aparecida Ribeiro • Elaine Aparecida de Lima Moraes • Josiane Marchiori Martins</p><p>• Lidiane Maria Magalini • Luciana A. Mani Adami • Luciana dos Santos Sançana de Melo •</p><p>Patrícia Alves Veronez Montera • Simone Rodrigues de Oliveira</p><p>Revisão: Eduardo Henrique Marinheiro • Filipi Andrade de Deus Silveira • Rafael Antonio</p><p>Morotti • Rodrigo Ferreira Daverni • Vanessa Vergani Machado</p><p>Projeto gráfico, diagramação e capa: Bruno do Carmo Bulgarelli • Joice Cristina Micai • Lúcia</p><p>Maria de Sousa Ferrão • Luis Antônio Guimarães Toloi • Raphael Fantacini de Oliveira • Tamires</p><p>Botta Murakami</p><p>Videoaula: André Luís Menari Pereira • Bruna Giovanaz Bulgarelli • Gustavo Fonseca • Luis</p><p>Gustavo Millan • Marilene Baviera • Renan de Omote Cardoso</p><p>Bibliotecária: Ana Carolina Guimarães – CRB7: 64/11</p><p>DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)</p><p>(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)</p><p>612.044 V67f</p><p>Vianna, Jacqueline Rodrigues de Freitas</p><p>Fisiologia do exercício e envelhecimento / Jacqueline Rodrigues de Freitas</p><p>Vianna – Batatais, SP: Claretiano, 2019.</p><p>126 p.</p><p>ISBN: 978‐85‐8377‐613‐0</p><p>1. Fisiologia do exercício. 2. Envelhecimento. 3. Exercício. 4. Idoso. I. Fisiologia do exercício e</p><p>envelhecimento.</p><p>CDD 612.044</p><p>INFORMAÇÕES GERAIS</p><p>Cursos: Graduação</p><p>Título: Fisiologia do Exercício e Envelhecimento</p><p>Versão: ago./2019</p><p>Formato: 15x21 cm</p><p>Páginas: 126 páginas</p><p>SUMÁRIO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 9</p><p>2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS ............................................................................ 10</p><p>3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE .............................................................. 12</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 13</p><p>5. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 13</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO</p><p>ENVELHECIMENTO</p><p>1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 17</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 17</p><p>2.1. CONCEITOS BÁSICOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO ........................... 18</p><p>2.2. IMPACTO DO ENVELHECIMENTO NOS SISTEMAS BIOLÓGICOS .......... 30</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 35</p><p>3.1. CONCEITOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO .......................................... 35</p><p>3.2. IMPACTO DO ENVELHECIMENTO NOS SISTEMAS BIOLÓGICOS .......... 36</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 37</p><p>5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 39</p><p>6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 39</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 40</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO</p><p>EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE TREINAMENTO</p><p>1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 43</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 43</p><p>2.1. ADAPTAÇOES FISIOLÓGICAS AO EXERCÍCIO ........................................ 43</p><p>2.2. MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO .................................................... 52</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 58</p><p>3.1. ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS ........................................ 58</p><p>3.2. MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO .................................................... 59</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 59</p><p>5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 62</p><p>6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 63</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 64</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 67</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 67</p><p>2.1. FUNDAMENTOS PARA PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO ............................. 67</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 94</p><p>3.1. FUNDAMENTOS PARA PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIO PARA O IDOSO.... 94</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 95</p><p>5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 97</p><p>6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 97</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 99</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 103</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA ............................................................. 104</p><p>2.1. PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO HÍGIDO ........................... 105</p><p>2.2. CONSIDERAÇÕES PARA O EXERCÍCIO DIRECIONADO AO IDOSO COM</p><p>DOENÇAS CRÔNICAS ............................................................................... 114</p><p>3.</p><p>do pela longa duração da atividade contrátil dos músculos envolvidos</p><p>em determinados tipos de movimento, como também pela baixa e/</p><p>ou média intensidade exigida para a realização destes. Também tem</p><p>como característica, predominantemente, o envolvimento de vias de</p><p>produção energética que possibilitam um equilíbrio existente entre a</p><p>demanda, exigida pelo exercício, e a oferta de oxigênio.</p><p>Podemos ressaltar novamente que as respostas adaptati-</p><p>vas principais causadas pelo exercício aeróbio são:</p><p>54 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>• Neurofisiológica (↑ Coordenação intramuscular, ↑ Eco-</p><p>nomia de esforço).</p><p>• Metabólica (↑ Metabolismo aeróbio: via oxidativa, ↑</p><p>Número e tamanho das mitocôndrias, ↑ Capacidade de</p><p>captação de O2, ↑ Aprimoramento da ação da insulina).</p><p>• Morfológica (↑ Número e calibre de fibras de contra-</p><p>ção lenta).</p><p>Figura 6 Exercício Aeróbio – Corrida.</p><p>Características dos exercícios aeróbios</p><p>• Duração prolongada.</p><p>• Intensidade baixa, moderada ou alta.</p><p>• Pode variar de 20 a 60 minutos.</p><p>• 30 minutos, no mínimo, para o aprimoramento da apti-</p><p>dão cardiorrespiratória.</p><p>• Treinamento aplicado abaixo do limiar anaeróbico.</p><p>55© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Exercício Anaeróbio (Resistido ou de força)</p><p>O exercício anaeróbio é caracterizado pela sua curta duração</p><p>e alta intensidade, assim como por exigir, predominantemente, o</p><p>envolvimento de vias de produção energética rápidas e imediatas</p><p>que possibilitam executar um trabalho de alta intensidade em dé-</p><p>bito de oxigênio. Podemos também dizer que possui a capacidade</p><p>de manter a produção de ATP sem a presença de O2.</p><p>Os termos treinamento de força, treinamento com pesos</p><p>e treinamento resistido são todos utilizados para descrever um</p><p>tipo de exercício que exige que a musculatura corporal se movi-</p><p>mente (ou tente se movimentar) contra uma força oposta, geral-</p><p>mente exercida por algum tipo de peso ou equipamento.</p><p>O treinamento de força pode resultar em aumentos signi-</p><p>ficativos na força, na densidade mineral óssea e na flexibilidade,</p><p>além da hipertrofia muscular. É um meio efetivo para aumen-</p><p>tar os requerimentos energéticos, diminuir a massa de gordura</p><p>corporal e manter a massa de tecido metabolicamente ativa em</p><p>indivíduos idosos saudáveis. Esse efeito sobre o metabolismo</p><p>energético melhora a ação da insulina em pessoas idosas.</p><p>Podemos ressaltar novamente que as respostas adaptati-</p><p>vas principais causadas pelo exercício anaeróbio são:</p><p>• Neurofisiológica (↑ força e potência, conversão entre</p><p>os subtipos de fibra muscular: do tipo IIb para IIa).</p><p>• Metabólica (↑ reserva energética: ATP, ATP-CP, glicogê-</p><p>nio muscular, ↑ densidade do tecido conjuntivo, ↑ me-</p><p>tabolismo glicolítico e fosfogênico, ↑ aprimoramento</p><p>da ação da insulina).</p><p>56 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>• Morfológica (↑ retículo sarcoplasmático, ↑ liberação e</p><p>remoção do Cálcio intramuscular, ↑ massa muscular e</p><p>↑ ativação das células satélites).</p><p>Figura 7 Exercício Anaeróbio – com Pesos.</p><p>Características dos exercícios anaeróbios</p><p>• Repetidas contrações musculares de curta duração com</p><p>uso de uma carga oposta.</p><p>• Intensidade moderada ou alta.</p><p>• Esforço realizado por um número limitado de músculos,</p><p>com produção de ácido lático.</p><p>A força muscular é definida como a quantidade máxima</p><p>de força de tensão que um músculo ou grupamento muscular</p><p>consegue exercer contra uma resistência. São considerados dois</p><p>tipos principais de contrações musculares: contração dinâmica</p><p>ou isotônica e contração estática ou isométrica.</p><p>Na contração dinâmica ou isotônica, o músculo encurta-se</p><p>com tensão variável ao deslocar uma carga constante, e obser-</p><p>vam-se dois tipos básicos de ações musculares ou fases: ação</p><p>muscular concêntrica, na qual o músculo se encurta ao deslocar</p><p>57© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>uma carga, e ação muscular excêntrica, na qual o músculo se</p><p>estende de uma forma controlada ao deslocar uma carga.</p><p>Na contração estática ou isométrica, desenvolve-se ten-</p><p>são, porém não existe mudança no comprimento do músculo, é</p><p>quando não ocorre movimento da articulação, o músculo desen-</p><p>volve tensão, mas não existe alteração no comprimento.</p><p>Considerações</p><p>Podemos ainda dizer que as atividades de caráter aeróbio</p><p>promovem o aperfeiçoamento funcional das fibras de contração</p><p>lenta (tipo IA), por meio do aprimoramento da capacidade res-</p><p>piratória das mitocôndrias, viabilizado pelo aumento do número</p><p>e tamanho destas; e as de caráter anaeróbio, promovem incre-</p><p>mentos de força, potência e a ocorrência da hipertrofia muscu-</p><p>lar, com aperfeiçoamento funcional das fibras de contração rápi-</p><p>da (tipo II) como suas principais respostas.</p><p>O treinamento combinado, integrando os dois tipos de</p><p>treinos em um mesmo plano regular de exercício físico, tem sido</p><p>amplamente recomendado para o indivíduo idoso, que se bene-</p><p>ficia de ambas as respostas.</p><p>Figura 8 Treinamento Combinado – Exercício Aeróbio e Anaeróbio.</p><p>58 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar 2.</p><p>• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na aba Videoaula,</p><p>localizado na barra superior. Em seguida, busque pelo nome da disciplina</p><p>para abrir a lista de vídeos.</p><p>• Caso você adquira o material, por meio da loja virtual, receberá também um</p><p>CD contendo os vídeos complementares, os quais fazem parte integrante</p><p>do material.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR</p><p>O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição</p><p>necessária e indispensável para você compreender integralmen-</p><p>te os conteúdos apresentados nesta unidade.</p><p>3.1. ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS</p><p>Para conhecer mais sobre os efeitos do exercício físico nos</p><p>sistemas fisiológicos, leia os artigos referenciados a seguir:</p><p>• BRUM, P. C.; FORJAZ C. L. M.; TINUCCI, T.; NEGRÃO, C. E.</p><p>Adaptações agudas e crônicas do exercício físico no sis-</p><p>tema cardiovascular, 2004. Disponível em: <http://www.</p><p>luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/</p><p>arquivo-adaptacoes-musculares-ao-exercicio-fisico.</p><p>pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• KURA, G. G.; FILHO, H. T. Adaptações agudas e crônicas</p><p>dos exercícios resistidos no sistema cardiovascular. EF-</p><p>Deportes.com, Buenos Aires, ano 15, n. 153, fev. 2011.</p><p>Disponível em: <https://www.efdeportes.com/efd153/</p><p>adaptacoes-agudas-e-cronicas-dos-exercicios-resisti-</p><p>dos.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>59© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>• MEDEIROS, R. J. D.; SOUZA, M. S. C. Adaptações neu-</p><p>romusculares ao exercício físico: síntese de uma abran-</p><p>gente temática, 2009. Disponível em: <https://perio-</p><p>dicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/</p><p>view/8637788>. Acesso em: 29 jan. 2019.</p><p>3.2. MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO</p><p>Organizações como American College of Sports Medicine</p><p>(ACSM) e American Heart Association (AHA) têm preconizado</p><p>a atividade física e desenvolvido várias estratégias e recomen-</p><p>dações para indivíduos saudáveis, assim como para diferentes</p><p>populações, tal como para idosos. Para complementar e apro-</p><p>fundar os estudos sobre os métodos de treinamento, realize a</p><p>leitura a seguir:</p><p>• TAYLOR, A. W.; Johnson, M. J. Fisiologia do Exercício na</p><p>Terceira Idade. Ed. Manole. Biblioteca Virtual Pearson –</p><p>Parte III (capítulo 8).</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS</p><p>A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante</p><p>para</p><p>você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em</p><p>responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteú-</p><p>dos estudados para sanar as suas dúvidas.</p><p>1) A partir dos efeitos fisiológicos do exercício físico no organismo, apresen-</p><p>tados na figura, assinale a alternativa correta quanto às adaptações bené-</p><p>ficas à saúde de um indivíduo:</p><p>60 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Fonte: adaptado de Nieman (1999).</p><p>Figura 9 Efeitos do Exercício Físico.</p><p>Na figura acima, última linha, favor alterar o termo para “circulação”.</p><p>a) Diminuição da frequência cardíaca em repouso e aumento da oxigena-</p><p>ção do sangue.</p><p>b) Diminuição da oxigenação do sangue e aumento da frequência cardía-</p><p>ca em repouso.</p><p>c) Diminuição da capilarização dos músculos treinados em repouso e re-</p><p>dução da gordura corporal.</p><p>d) Diminuição do tônus muscular e diminuição do colesterol − HDL (lipo-</p><p>proteína de alta densidade).</p><p>e) Diminuição da gordura corporal e aumento da frequência cardíaca em</p><p>repouso.</p><p>2) Os exercícios aeróbios e anaeróbios estão ligados ao tipo de metabolismo</p><p>energético que está sendo utilizado preferencialmente. Ambos os tipos de</p><p>exercícios podem ser de intensidade leve, moderada ou intensa. Conside-</p><p>rando a afirmação, pode-se afirmar que:</p><p>61© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>I - No exercício aeróbio, o oxigênio funciona como fonte de queima dos</p><p>substratos que produzirão a energia transportada para o músculo em</p><p>atividade.</p><p>II - O exercício anaeróbio tem como resposta principal o aumento da</p><p>capacidade dos sistemas cardiorrespiratório e vascular e também o</p><p>metabolismo.</p><p>III - O exercício aeróbio é um exercício de curta duração, contínuo, cuja</p><p>recomendação para o idoso é que seja realizado com baixa a mode-</p><p>rada intensidade.</p><p>IV - Os exercícios anaeróbios utilizam vários grupos musculares ao mesmo</p><p>tempo. Nesses exercícios, a duração dos movimentos influencia mais</p><p>do que a intensidade da carga.</p><p>V - O exercício anaeróbio utiliza uma forma de energia que independe do</p><p>uso do oxigênio com produção de ácido lático.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas II e IV estão corretas.</p><p>b) Apenas I, II, III e V.</p><p>c) Apenas I e V estão corretos.</p><p>d) Apenas I, III e V estão corretos.</p><p>e) Apenas a V está correta.</p><p>3) O coração é uma bomba inteligente, capaz de aumentar sua vazão de</p><p>acordo com a demanda metabólica. Em relação ao aumento do débito</p><p>cardíaco durante o exercício, é correto dizer que ele é:</p><p>I - Inversamente proporcional à pressão arterial média.</p><p>II - Diretamente proporcional à intensidade do exercício ou ao consumo</p><p>de oxigênio.</p><p>III - Diretamente proporcional ao conteúdo arterial de oxigênio.</p><p>IV - É proporcional à hipertrofia cardíaca e à maior contratilidade miocár-</p><p>dica em exercícios resistidos.</p><p>V - Independente do retorno venoso.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas III e IV estão corretas.</p><p>b) Apenas I, II, III e V.</p><p>c) Apenas I e V estão corretos.</p><p>62 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>d) Apenas I, III e V estão corretos.</p><p>e) Apenas II e IV estão corretos.</p><p>Gabarito</p><p>Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões au-</p><p>toavaliativas propostas:</p><p>1) a.</p><p>2) c.</p><p>3) e.</p><p>5. CONSIDERAÇÕES</p><p>Chegamos ao final da segunda unidade, na qual você teve</p><p>a oportunidade de conhecer as adaptações dos sistemas fisioló-</p><p>gicos e os métodos de treinamento físico.</p><p>As leituras sugeridas evidenciam os efeitos do exercício fí-</p><p>sico e as adaptações a ele, assim como o entendimento dos com-</p><p>ponentes do treinamento físico. O treinamento é caracterizado</p><p>como um processo repetitivo sistemático, composto de exercí-</p><p>cios progressivos que visam ao aperfeiçoamento do desempe-</p><p>nho cardiorrespiratório e para o treinamento de força.</p><p>Esse conhecimento adquirido facilitará o entendimento</p><p>dos princípios biológicos e dos componentes e das orientações</p><p>gerais para a prescrição do exercício físico, que serão abordados</p><p>na próxima unidade. Vamos à Unidade 3?</p><p>63© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>6. E-REFERÊNCIAS</p><p>Lista de figuras</p><p>Figura 2 Principais Tipos de Ações Musculares: a) durante uma ação muscular</p><p>concêntrica, o músculo se encurta; (b) durante uma ação muscular excêntrica, o músculo</p><p>se alonga de maneira controlada – em a e b, exercícios dinâmicos; (c) durante uma ação</p><p>muscular isométrica (exercícios estáticos), nenhum movimento articular ocorre e não</p><p>há encurtamento nem alongamento total do músculo. Disponível em: <https://statics-</p><p>submarino.b2w.io/sherlock/books/firstChapter/131505682.pdf>. Acesso em: 21 jun.</p><p>2019.</p><p>Figura 3 Alterações da Densidade Óssea na Osteoporose. Disponível em: <http://www.</p><p>zodiac.com.br/conteudo/conheca.aspx?uid=4>. Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>Figura 4 Agregação Plaquetária e Formação de Trombo. Disponível em: <https://</p><p>patofisio.files.wordpress.com/2010/04/trombose.jpg>. Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>Figura 5 Principais Alterações Hormonais. Disponível em: <http://educacao.globo.</p><p>com/biologia/assunto/fisiologia-humana/sistema-endocrino.html>. Acesso em: 21</p><p>jun. 2019.</p><p>Figura 6 Exercício Aeróbio – Corrida. Disponível em: <https://www.</p><p>viajandopelafisiologia.com.br/exercicio-combinado-aerobico-resistido-em-idosos/>.</p><p>Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>Figura 7 Exercício Anaeróbio – com Pesos. Disponível em: <http://cienciadotreinamento.</p><p>com.br/2017/02/01/treinamento-com-pesos-no-combate-a-artrose-e-artrite/>.</p><p>Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>Figura 8 Treinamento Combinado – Exercício Aeróbio e Anaeróbio. Disponível em:</p><p><http://cienciadotreinamento.com.br/2017/02/01/ treinamento-com-pesos-no-</p><p>combate-a-artrose-e-artrite/>. Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>Sites pesquisados</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. Brasília: Fundação Vale; UNESCO, 2013. Disponível em:</p><p><https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000224986>. Acesso em: 21 jun.</p><p>BRUM, P. C. et al. Adaptações agudas e crônicas do exercício físico no sistema</p><p>cardiovascular. Rev. Paul. Educ. Fís., São Paulo, v. 18, n. esp., p. 21-31, ago. 2004.</p><p>Disponível em: <http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/</p><p>arquivo-adaptacoes-musculares-ao-exercicio-fisico.pdf>. Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>64 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>KURA, G. G.; TOURINHO FILHO, H. Adaptações agudas e crônicas dos exercícios</p><p>resistidos no sistema cardiovascular. EFDeportes.com, Buenos Aires, ano 15, n. 153,</p><p>fev. 2011. <https://www.efdeportes.com/efd153/adaptacoes-agudas-e-cronicas-dos-</p><p>exercicios-resistidos.htm>. Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>MEDEIROS, R. J. D; SOUZA, M. S. C. Adaptações neuromusculares ao exercício físico:</p><p>síntese de uma abrangente temática. Conexões: Revista da Faculdade de Educação</p><p>Física da UNICAMP. Campinas, v. 7, n. 1, p. 98-120, 2009. Disponível em: <https://</p><p>periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8637788/5479>.</p><p>Acesso em: 21 jun. 2019.</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento: promoção da saúde e exercício. São Paulo: Manole,</p><p>2008.</p><p>MCARDLE, W.; KATCH, F.; KATCH, V. L. Energia, nutrição e desempenho humano. 5. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.</p><p>NEWTON, L. T. Doenças geriátricas & exercícios físicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016.</p><p>NIEMAN, D. Exercício e saúde. São Paulo: Manole, 1999.</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>RAMOS R. L.; CENDOROGLO, M. S. Geriatria e gerontologia: guias de medicina</p><p>ambulatorial hospitalar da Unifesp-EPM. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>REBELATTO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a prática da assistência ao</p><p>idoso. 2. ed. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>SCHWANKE, C. H. A; SCHNEIDER,</p><p>I. G. R. H.; RESENDE, T. L. Atualizações em geriatria e</p><p>gerontologia V: fisioterapia e envelhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>TAYLOR, A. W.; JOHNSON, M. J. Fisiologia do exercício na terceira idade. São Paulo:</p><p>Manole, 2015.</p><p>65</p><p>FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO</p><p>EXERCÍCIO</p><p>Objetivos</p><p>• Conhecer os princípios biológicos do exercício físico.</p><p>• Conhecer os componentes e as orientações gerais para a prescrição do</p><p>exercício físico.</p><p>Conteúdos</p><p>• Fundamentos para prescrição do exercício:</p><p>• Princípios biológicos.</p><p>• Princípios para a prescrição.</p><p>• Orientações gerais.</p><p>Orientações para o estudo da unidade</p><p>Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:</p><p>1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referência de Conteúdo;</p><p>busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bi-</p><p>bliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na</p><p>modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o</p><p>seu crescimento intelectual.</p><p>2) Tenha sempre à mão o significado dos conceitos apresentados no Glossá-</p><p>rio e suas relações com o Esquema dos Conceitos-Chave para o estudo de</p><p>todas as unidades deste material. Isso poderá facilitar sua aprendizagem</p><p>e seu desempenho.</p><p>3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo</p><p>Digital Integrador.</p><p>UNIDADE 3</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>67© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A prática de atividades físicas vem crescendo a cada dia e</p><p>tornando-se parte do cotidiano de muitas pessoas, incluindo os</p><p>idosos. Além de melhorar o condicionamento físico, a prática de</p><p>constante de exercícios físicos também faz com que a taxa de</p><p>riscos de algumas doenças cardiovasculares e respiratórias, de-</p><p>pressão, diabetes e colesterol, entre outras, diminuam. Porém,</p><p>para se atingir os objetivos desejados, é importante conhecer</p><p>os princípios biológicos do exercício físico, os componentes e as</p><p>orientações gerais para a prescrição do exercício físico.</p><p>Nesta unidade, conheceremos os princípios biológicos e os</p><p>princípios a serem utilizados para a prescrição do treinamento a</p><p>fim de que o treino seja elaborado de modo a refletir as neces-</p><p>sidades do indivíduo e evitar, ao máximo, efeitos indesejáveis,</p><p>como lesões musculares, overtraining (excesso de treino), entre</p><p>outros.</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA</p><p>O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-</p><p>cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão</p><p>integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-</p><p>do Digital Integrador.</p><p>2.1. FUNDAMENTOS PARA PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Reconhecer e aplicar os princípios do treinamento físico</p><p>no desenvolvimento do exercício para idosos, além de conhecer</p><p>componentes dos exercícios físicos, para que se possa indicar</p><p>e contraindicar atividades e prever riscos durante a prática de</p><p>68 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>exercícios em idosos hígidos ou portadores de algumas das prin-</p><p>cipais doenças prevalentes nessa faixa etária, são requisitos de</p><p>suma importância.</p><p>Dessa forma, faremos uma revisão sobre as bases para a</p><p>prescrição do exercício a partir dos princípios biológicos do trei-</p><p>namento e para a prescrição do treinamento físico.</p><p>Princípios biológicos do treinamento</p><p>As rotinas de exercícios deverão ser organizadas com base</p><p>em três princípios biológicos do treinamento:</p><p>1) Princípio da sobrecarga, progressão e individualidade.</p><p>2) Princípio da especificidade.</p><p>3) Princípio da reversibilidade.</p><p>Para prescrição do treinamento físico com objetivo de se</p><p>obter algum efeito fisiológico, seja melhora do condicionamento</p><p>físico ou prevenção e tratamento de doenças, deve-se levar em</p><p>consideração, além dos princípios biológicos, a idade, o sexo, o</p><p>estado de saúde e as preferências dos indivíduos.</p><p>Seguimos, então, falando dos princípios biológicos e para</p><p>a prescrição do treinamento físico.</p><p>Princípios da sobrecarga, progressão e individualidade</p><p>Sobrecarga</p><p>Para que possam ocorrer melhorias na condição metabó-</p><p>lica e funcional do indivíduo, o organismo deverá ser submetido</p><p>a uma rotina que venha a oferecer esforços físicos mais intensos</p><p>do que aqueles a que ele está normalmente acostumado.</p><p>69© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>A carga de trabalho é o somatório entre quantidade de tra-</p><p>balho (volume = duração + frequência + repouso) e qualidade</p><p>do trabalho (intensidade = tipo de esforço). Aumenta-se a car-</p><p>ga diminuindo-se o repouso ou aumentando-se um ou mais dos</p><p>seguintes componentes: frequência, duração e intensidade do</p><p>exercício. Observe a Figura 1:</p><p>Período de restauração ampliada</p><p>Figura 1 Princípio da Sobrecarga.</p><p>Progressão</p><p>O indivíduo, ao ser exposto a determinado esforço físico,</p><p>deverá apresentar uma série de adaptações orgânicas que, na</p><p>sequência, permitirá que seja submetido a estímulos gradativa-</p><p>mente mais intensos. Os esforços físicos podem ocorrer com o</p><p>aumento da quantidade (volume) de atividades, com o aumento</p><p>da intensidade delas ou por meio da combinação de ambos os</p><p>processos (Figura 2).</p><p>70 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Figura 2 Princípio da Progressão.</p><p>Individualidade</p><p>As pessoas apresentam diferentes níveis iniciais de aptidão</p><p>física (morfológica, cardiorrespiratória, muscular e articular). É</p><p>algo característico de sua individualidade biológica e precisa ser</p><p>levado em conta na hora de planejar as atividades, de forma a va-</p><p>lorizar os talentos naturais e, ao mesmo tempo, melhorar o condi-</p><p>cionamento das áreas em que o indivíduo tenha maior dificuldade.</p><p>Algumas pessoas são naturalmente mais flexíveis e apresentam</p><p>talento para atividades que exijam maior flexibilidade, como ioga,</p><p>outras são mais fortes e apresentam facilidade para musculação,</p><p>e outras poderão reagir aos exercícios físicos de maneira bastante</p><p>particular. Essas respostas diferentes estão também relacionadas</p><p>ao sexo, aos hábitos de vida e ao estado de saúde (Figura 3).</p><p>71© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Figura 3 Princípio da Individualidade.</p><p>Princípio da especificidade</p><p>Modalidades específicas de exercício desencadeiam adap-</p><p>tações específicas que promovem respostas fisiológicas espe-</p><p>cíficas. Por exemplo, o treinamento de musculação desenvolve</p><p>força (Figura 4).</p><p>Figura 4 Princípio da Especificidade.</p><p>72 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Princípio da reversibilidade</p><p>As adaptações metabólicas e funcionais promovidas pelo</p><p>exercício físico retornam ao estado original de pré-treinamento</p><p>quando o indivíduo retorna ao estilo de vida sedentário. De maneira</p><p>geral, os exercícios físicos de média a longa duração e de baixa in-</p><p>tensidade têm efeito mais prolongado sobre o organismo, enquanto</p><p>os exercícios físicos de intensidade mais elevada e de menor dura-</p><p>ção têm efeito mais imediato. Se não houver continuidade, perdem-</p><p>-se os ganhos obtidos e, em média, o tempo para voltar ao estágio</p><p>inicial é de 1/3 do tempo de treinamento (Figura 5).</p><p>Figura 5 Princípio da Reversibilidade.</p><p>Princípios para prescrição do exercício</p><p>São componentes essenciais para uma prescrição de exer-</p><p>cícios sistematizada e individualizada o tipo de exercício, ou seja,</p><p>73© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>a modalidade apropriada (aeróbios e resistidos ou treinamen-</p><p>to combinado), que já estudamos na Unidade 2, e intensidade,</p><p>duração e frequência, que serão abordados na sequência. Esses</p><p>componentes são utilizados nas prescrições de exercícios para</p><p>pessoas de todas as idades e capacidades funcionais,</p><p>indepen-</p><p>dentemente da existência de fatores de risco ou doenças.</p><p>Para que as rotinas de exercício físico possam produzir as</p><p>adaptações na direção desejada, torna-se necessário, além de</p><p>conhecer os princípios biológicos que acabamos de abordar, es-</p><p>tabelecer os três componentes básicos descritos como princí-</p><p>pios para a prescrição: frequência, duração e intensidade. Veja-</p><p>mos cada um deles a seguir.</p><p>Frequência</p><p>Refere-se ao número de vezes que o indivíduo se exercita</p><p>por semana ou, em casos esporádicos, por dia. Ao iniciar as roti-</p><p>nas de exercício, deve-se se exercitar, no mínimo, de 3 a 5 vezes</p><p>por semana, em dias não consecutivos.</p><p>Duração</p><p>Caracterizada pelo tempo despendido na execução de um</p><p>exercício específico ou de uma sessão de exercícios físicos. A du-</p><p>ração da execução de um exercício específico equivale ao tempo,</p><p>sem interrupções, em que o exercício atua sobre o organismo. Já</p><p>a duração de uma sessão equivale ao tempo total em que o indi-</p><p>víduo se envolve com uma série de esforços físicos programados,</p><p>incluindo as pausas entre os exercícios. Uma sessão, indepen-</p><p>dentemente de sua duração, deverá apresentar três momentos:</p><p>parte inicial, parte principal e parte final.</p><p>74 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>• Parte inicial, preparatória ou aquecimento: tem o obje-</p><p>tivo de preparar o organismo física e psicologicamente</p><p>para os esforços mais intensos, de modo a evitar súbitas</p><p>alterações fisiológicas e possíveis lesões. São exercícios</p><p>moderados, como caminhada, trote ou ciclismo, visan-</p><p>do oferecer maior ativação metabólica. Os exercícios de</p><p>flexibilidade também podem ser trabalhados na parte</p><p>inicial de uma sessão de exercícios, procurando prepa-</p><p>rar os músculos e tendões para os movimentos.</p><p>• Parte principal: tem como objetivo elevar as solicita-</p><p>ções metabólicas e funcionais que, por sua vez, deverão</p><p>incrementar significativamente a demanda energética.</p><p>Na parte principal, o objetivo deverá ser priorizado, ou</p><p>seja, se o objetivo da aula for desenvolver endurance</p><p>(período aeróbico) ou força (período de fortalecimen-</p><p>to), exercícios específicos devem ser propostos para</p><p>cada objetivo a que se quer atingir.</p><p>• Parte final: conhecido como resfriamento ou desaque-</p><p>cimento, visa dar oportunidade para um retorno grada-</p><p>tivo do organismo a níveis próximos ao repouso.</p><p>Veja, no quadro a seguir, o resumo de uma sessão de trei-</p><p>namento combinado.</p><p>75© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Quadro 1 Como organizar uma sessão de exercício.</p><p>Intensidade</p><p>Treinamento de endurance</p><p>É a relação entre o esforço físico requerido para sua reali-</p><p>zação e o esforço físico máximo que o indivíduo tem condições</p><p>de suportar. Se a duração e a frequência dos exercícios são carac-</p><p>terizadas como fatores absolutos, e, portanto, podem ser seme-</p><p>lhante entre indivíduos, a intensidade dos esforços físicos, por</p><p>sua vez, está relacionada às condições individuais de cada um.</p><p>Para prescrição da intensidade no treinamento de endu-</p><p>rance, usa-se frequentemente a Frequência Cardíaca Máxima</p><p>(FC máx.), que representa o máximo de esforço fisiologicamen-</p><p>te possível, pois, a partir dela, o sistema cardiorrespiratório não</p><p>consegue mais suportar o esforço. FC máx. é um importante</p><p>76 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>marcador biológico para a prescrição e o monitoramento do</p><p>exercício físico, com indicações que podem variar entre 60% e</p><p>85% da FC máx. para o desenvolvimento da resistência e da po-</p><p>tência cardiorrespiratória, respectivamente.</p><p>As recomendações do ACSM para idosos são de uma inten-</p><p>sidade moderada de exercícios, cujo equivalente metabólico é 3</p><p>a 6 METs, correspondendo a 50 a 60% FC máx. para promoção</p><p>da saúde e prevenção da incapacidade funcional em idosos. Com</p><p>esse objetivo, a maioria dos estudos tem recomendado para ido-</p><p>sos ativos a faixa de trabalho de 50% até valores próximos dos</p><p>60% da FC máx., podendo-se alcançar, em idosos atletas, valores</p><p>próximos dos 85% da FC máx.</p><p>Já para idosos em reabilitação cardíaca ou que se recupe-</p><p>ram de uma internação por fratura, por exemplo, ou para aque-</p><p>les sedentários, em início de treinamento, a intensidade deve</p><p>começar com FC máx. próxima de 40%, em sessões de duração</p><p>inferior a 20 minutos. Gradualmente, a intensidade deve subir,</p><p>tendo-se como meta a intensidade de 50 a 60%, em sessão com</p><p>30 a 60 minutos de duração. Quando termina a fase terapêutica</p><p>de reabilitação ou adaptação ao exercício, o idoso passa a treinar</p><p>com prescrições semelhantes às dos idosos ativos. O programa</p><p>moderado pode ser acumulado em sessões de 10 minutos, no</p><p>mínimo.</p><p>Detalharemos conceitos a respeito da frequência cardíaca,</p><p>para facilitar a compreensão.</p><p>Frequência Cardíaca (FC)</p><p>Denominada também de pulsação, pode ser definida como</p><p>sendo o número de batimentos cardíacos contados em um minu-</p><p>77© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>to. É um indicador útil de adaptação fisiológica e de intensidade</p><p>de esforço. Por isso, a sua monitorização constitui-se como uma</p><p>componente importante na avaliação da aptidão cardiovascu-</p><p>lar e em programas de treino. Como regra geral, após os 20, 25</p><p>anos, admite-se que ocorre a diminuição de um batimento car-</p><p>díaco por minuto a cada ano.</p><p>Existem várias fórmulas para determinar a FC máx., sendo</p><p>a mais utilizada a fórmula de predição da FC máx. , baseada na</p><p>idade:</p><p>FC máx. = 220 – idade</p><p>Outra fórmula utilizada é a de Tanaka, na qual é determi-</p><p>nada a percentagem da frequência máxima teórica:</p><p>FC máx. teórica = 208 – 0,7 x Idade</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>O ideal na prescrição é a utilização da FC máx. de esforço, obtida por meio de</p><p>um teste ergométrico, sempre que possível (ACSM, 2007).</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Na ausência de um teste de esforço, pela praticidade, a</p><p>prescrição da intensidade do exercício físico muitas vezes é rea-</p><p>lizada com base em proporções de FC máx. estimada pela idade.</p><p>Existem várias abordagens para determinar a variação da</p><p>frequência cardíaca (FC) em exercício com propósitos de prescri-</p><p>ção, utilizando:</p><p>a) Porcentagem da FC máx.</p><p>b) Porcentagem da FC reserva.</p><p>c) Escala de sensação subjetiva de esforço (Escala de Borg).</p><p>d) Dispêndio energético (VO2) ou a sua correspondência</p><p>em MET.</p><p>78 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Veja as explicações de tais abordagens a seguir, em</p><p>sequência.</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Será considerado para os cálculos um idoso ativo com idade de 70 anos e em</p><p>início de treinamento.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>a) Porcentagem da FC máx.</p><p>O ideal é que o idoso tenha feito um teste de esforço. Va-</p><p>mos considerar que a FC máx. atingida no teste de esforço tenha</p><p>sido 130 batimentos/minuto (bpm). O cálculo da FC de treino</p><p>(FC treino) seria obtido pelo percentual indicado para a condição</p><p>do idoso, que seria de 50% a 60%. Veja o cálculo no Quadro 2, a</p><p>seguir:</p><p>Quadro 2 Exemplo do cálculo dos limites da FC treino pela FC</p><p>máx. obtida no teste de esforço.</p><p>Caso o mesmo idoso de 70 anos não tenha realizado um</p><p>teste de esforço, a FC máx. teria que ser estimada pela idade.</p><p>Considerando a fórmula FCM = 220 – idade ou FC máx. teórica =</p><p>208 – 0,7 x Idade, a FC máx. estimada seria de 150 ou 159 bpm;</p><p>veja o Quadro 3.</p><p>79© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Quadro 3 Exemplo do cálculo dos limites da FC treino pela FC</p><p>máx. estimada pela idade.</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Deve-se, preferencialmente, usar a FC de reserva em vez da porcentagem</p><p>direta da FC máx. (ACSM, 2007).</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>b) Método da FC reserva</p><p>A prescrição pela porcentagem da FC reserva se dá tam-</p><p>bém pela obtenção da FC máx. durante o teste ergométrico e</p><p>o valor da FC repouso para cálculo da intensidade da FC treino,</p><p>utilizando-se também a porcentagem recomendada para a con-</p><p>dição do idoso.</p><p>A fórmula para o cálculo é pela Equação de Karvonen:</p><p>80 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Quadro 4 Equação de Karvonen.</p><p>Fonte: adaptado de Karvonen et al. (1957).</p><p>Frequência Cardíaca de Repouso (FCR)</p><p>É o número de batimentos por minuto, medido 2 minutos</p><p>depois de acordar, antes de se levantar, e partindo do pressupos-</p><p>to de que a pessoa teve 8 horas de repouso. Esse valor pode in-</p><p>dicar possíveis patologias, caso se apresente com valores muito</p><p>elevados. O valor de pulsação médio é de aproximadamente 60</p><p>a 65 bpm.</p><p>Observação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Se, por exemplo, logo ao acordar, um indivíduo idoso apresentar uma pulsação</p><p>de 90 bpm, é aconselhável que consulte o seu médico. Em pessoas sedentá-</p><p>rias, a frequência cardíaca, tanto em repouso como durante o exercício, dimi-</p><p>nui após 6 a 8 semanas de treino.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Considerando o mesmo idoso ativo de 70 anos, com FC máx.</p><p>no teste de esforço de 130 bpm e com uma FC repouso de 60 bpm,</p><p>com os limites da FC preconizados para esforços físicos a intensi-</p><p>dades entre 50% e 60%, devem ser considerados valores dentro</p><p>de um limite de 95 e 102 bpm. Ou seja, os exercícios físicos de-</p><p>verão apresentar intensidade que possa elevar a FC acima de 95</p><p>bpm, e não exceder a 102 bpm. Veja o cálculo no Quadro 5.</p><p>81© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Observação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>O cálculo pela equação de Karvonen também pode ser feito utilizando a FC</p><p>máx. estimada pela idade em condições que não se tenha um teste de esforço</p><p>(KARVONEN et al, 1957).</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>A prática de exercício físico só é benéfica quando provoca</p><p>adaptação. Para isso, o exercício tem de atingir um determinado</p><p>nível de intensidade, designado por Limiar de Treino (é o nível</p><p>mínimo de intensidade de exercício necessário para produzir al-</p><p>terações na aptidão física). É também necessário determinar o</p><p>limite máximo de intensidade do exercício.</p><p>Os limites superior e inferior de FC preconizados para os</p><p>esforços físicos são conhecidos como Zona-Alvo. Desse modo, a</p><p>Zona-Alvo de treino corresponde à intensidade de esforço situa-</p><p>da entre o Limiar de treino e o Limite superior.</p><p>Quadro 5 Exemplo do cálculo dos limites da FC reserva pelo mé-</p><p>todo Karvonen.</p><p>82 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Vale ressaltar que idosos sedentários e aqueles com car-</p><p>diopatias, na maioria das vezes, usam medicamentos para con-</p><p>trole da pressão arterial, para reduzir dor precordial (angina do</p><p>peito), com manutenção da FC próxima de 50 bpm para reduzir o</p><p>trabalho cardíaco. Assim, durante o exercício, aumentar 10 a 20</p><p>bpm da FC de repouso pode ser suficiente para representar um</p><p>esforço classificado entre moderado e um pouco forte.</p><p>O quadro a seguir mostra o percentual a ser utilizado para</p><p>cálculo da zona-alvo em diferentes populações.</p><p>Quadro 6 Recomendações da ACSM, 2013 correlacionadas ao</p><p>percentual de FC treino.</p><p>% FREQUÊNCIA</p><p>CARDÍACA DE TREINO</p><p>(KARVONEN)</p><p>POPULAÇÃO-ALVO E OBJETIVOS DO TREINO</p><p>40 a 60%</p><p>Indivíduos sedentários; hipertensos, diabéticos,</p><p>cardíacos.</p><p>Objetivos: perda de peso; desenvolvimento da</p><p>capacidade cardiorrespiratória em populações especiais.</p><p>50 a 75%</p><p>Indivíduos ativos</p><p>Objetivos: perda de peso; desenvolvimento da</p><p>capacidade cardiorrespiratória.</p><p>70 a 85% Indivíduos Treinados</p><p>Objetivos: desenvolvimento da capacidade</p><p>cardiorrespiratória</p><p>90 a 100% Indivíduos altamente treinados</p><p>O treino deve ser acompanhado por técnicos</p><p>especializados</p><p>Fonte: adaptado de ACSM (2013).</p><p>c) Escala de sensação subjetiva de esforço (Escala de</p><p>Borg)</p><p>A Escala de Percepção Subjetiva do Esforço (PSE) de Borg é</p><p>uma escala numérica e visual, de apreciação subjetiva, composta</p><p>83© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>por níveis, originalmente proposta por Gunnar Borg, em 1982,</p><p>que classifica o esforço percebido em valores que vão de 6 a 20.</p><p>Já a Escala CR10 de Borg classifica o esforço percebido em valo-</p><p>res que vão de 0 a 10, sendo a mais utilizada. Observe a Tabela 1.</p><p>É utilizada na prescrição da intensidade do exercício para</p><p>pessoas aparentemente saudáveis e/ou como método comple-</p><p>mentar para determinar se a intensidade do exercício é adequa-</p><p>da. Está intimamente relacionada com o percentual de VO2 máx.</p><p>e com o limiar anaeróbio, independentemente do tipo de exercí-</p><p>cio e do condicionamento do indivíduo, e tem uma alta correla-</p><p>ção com os valores da FC máx. e com todo tipo de esforço.</p><p>Pode ser considerada como um método seguro de se fazer o</p><p>controle do esforço durante o exercício, na medida em que o parti-</p><p>cipante possa aprender a associar a faixa-alvo da frequência cardía-</p><p>ca com certa percepção corporal do esforço. Sabe-se que 10% dos</p><p>idosos terão dificuldade em utilizar essa escala, portanto, deve ser</p><p>empregada de forma crítica nessa população, pois os idosos podem</p><p>apontar valores diferentes daquilo que realmente estão sentindo.</p><p>Tabela 1 Escala original e Escala CR10 de BF.</p><p>ESCALA ORIGINAL ESCALA ADAPTADA</p><p>6</p><p>7 Demasiado leve 0,5 Muito, muito leve</p><p>8</p><p>9 Muito leve 1 Muito leve</p><p>10</p><p>11 Leve 2 Leve</p><p>12</p><p>13</p><p>Moderado</p><p>Pouco intenso</p><p>3 Moderado</p><p>84 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>ESCALA ORIGINAL ESCALA ADAPTADA</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>Intenso</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>Pouco intenso</p><p>Intenso</p><p>17</p><p>18 Muito Intenso</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>Muito intenso</p><p>Muito, muito intenso</p><p>19</p><p>20 Máximo 10 Máximo</p><p>Fonte: adaptado de Borg (2000).</p><p>O exercício considerado entre a classificação 12-14 (escala</p><p>original) e 4 (escala adaptada) aproxima-se dos 70 a 85% da FC</p><p>máx. A pontuação até 3 na escala se correlaciona com uma in-</p><p>tensidade de exercício em torno de 50%, em que é possível fazer</p><p>o exercício e conversar naturalmente. A partir de 4 pontos, a fala</p><p>já vai ficando entrecortada pela respiração, indicando que o or-</p><p>ganismo já começa a acelerar a respiração para eliminar mais gás</p><p>carbônico e evitar a acidose metabólica.</p><p>Um sinal externo de que o idoso já está em 4 na Escala</p><p>CR10 de Borg é a aceleração da respiração. Essa mudança na res-</p><p>piração deve ser considerada um indicador de que o trabalho já</p><p>está próximo de 60%, mesmo que o idoso não esteja ainda reco-</p><p>nhecendo, através da percepção, que o esforço já é um pouco</p><p>forte ou intenso.</p><p>Importante! –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Recomenda-se adotar para idosos níveis de esforço percebido entre 12 e 13, na escala</p><p>de 6 a 20, ou entre 3 e 6, na escala de 0 a 10.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>85© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>d) Dispêndio energético (VO2) ou a sua correspondência</p><p>em MET</p><p>MET, do inglês Metabolic Equivalent of Task, é uma me-</p><p>dida para estimar o custo energético da atividade física, inde-</p><p>pendentemente do peso, sendo 1 MET = 1 kcal/kg/h. Expressa a</p><p>intensidade do metabolismo em repouso num dado momento.</p><p>Uma unidade de MET equivale ao consumo de O2 por quilo de</p><p>massa corporal a cada minuto, ou seja, 1 MET = 3,5 mL/kg/min.</p><p>As várias atividades físicas apresentam um determinado valor de</p><p>MET; alguns exemplos estão na Tabela 2.</p><p>Valores entre 3 e 6 METs correspondem a uma intensidade</p><p>moderada, recomendada pelo ACSM para promoção da saúde e</p><p>prevenção da incapacidade funcional em idosos.</p><p>Tabela 2 Correlação entre atividade desportiva e MET.</p><p>MET ATIVIDADE DESPORTIVA</p><p>2 – 3</p><p>Marcha em plano, 3 a 4 km/h</p><p>Bicicleta em plano, 8 km/h</p><p>Golfe</p><p>3 – 4</p><p>Marcha de 5 km/h</p><p>Marcha em plano, 10 km/h</p><p>Voleibol</p><p>4 – 5</p><p>Marcha de 6 km/h</p><p>Tênis</p><p>Ginástica de manutenção</p><p>6 – 7</p><p>Marcha de 8 km/h</p><p>Treino de natação</p><p>Dança desportiva</p><p>10 e mais Ciclismo – competição</p><p>Corrida − competição</p><p>Fonte: adaptado de ACSM (2013).</p><p>86 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Intensidade no Treinamento de Força</p><p>O condicionamento de força é geralmente definido como o</p><p>treinamento em que a resistência contra a qual um músculo gera</p><p>força é progressivamente aumentada durante o tempo, e um dos</p><p>resultados esperados é o incremento do tamanho muscular pelo</p><p>efeito do aumento do conteúdo de proteína contrátil.</p><p>Para avaliação da força muscular e dos efeitos do treina-</p><p>mento resistido, o Teste de 1 RM (Teste Isotônico de Uma Repe-</p><p>tição Máxima) tem sido o mais aplicado na área de reabilitação</p><p>e por profissionais de fitness e saúde (BRAITH et al., 1993 apud</p><p>LACIO et al., 2010). Os estudos mostram que a força muscular in-</p><p>crementa, em resposta ao treinamento, entre 60 e 100% de 1 RM</p><p>(repetição máxima). Porém, por se tratar de uma metodologia</p><p>que utiliza cargas máximas, esse método é contraindicado para</p><p>indivíduos iniciantes no treinamento, para crianças, adolescen-</p><p>tes e adultos sedentários, idosos, hipertensos e cardíacos e nos</p><p>casos de recuperação muscular. Assim, para um idoso sedentário</p><p>ou portador de alguma doença, recomendam-se métodos mais</p><p>simples e seguros para a determinação da carga de treinamento</p><p>de força e do progresso da carga.</p><p>Na prescrição do treinamento de força, a faixa mais utiliza-</p><p>da é de um treinamento de 50 a 60% de 1 RM. Veja, no Quadro</p><p>7, a título de conhecimento, já que não é um método recomen-</p><p>dado para idosos, como efetuar o cálculo, para um indivíduo com</p><p>a carga máxima conhecida.</p><p>87© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Quadro 7 Exemplo do cálculo de 1 RM considerando 50 a 60%.</p><p>Um método mais simples, seguro e eficiente para prescri-</p><p>ção para idosos é o de estimativa de carga pelo número de repe-</p><p>tições possíveis para uma determinada faixa de intensidade de</p><p>treinamento. Este método é recomendado para trabalho indivi-</p><p>dual ou com pequenos grupos. Ele consiste em iniciar com cargas</p><p>mais leves, até chegar à carga de treinamento ao longo de alguns</p><p>dias, ajustando-se as cargas até que o idoso esteja trabalhando</p><p>na intensidade prescrita. A carga de treinamento é encontrada</p><p>levando-se em consideração a carga com que o idoso consiga</p><p>executar o número de repetições sugerido em uma Tabela (veja</p><p>o Quadro 8), que correlaciona o percentual de 1 RM com o nú-</p><p>mero de repetições possíveis (e nenhuma mais) para uma carga</p><p>dada. Esse procedimento deverá ser repetido para cada exercício</p><p>prescrito para cada grupo muscular.</p><p>88 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Quadro 8 Estimativa de carga pelo número de repetições</p><p>possíveis.</p><p>NÚMERO DE REPETIÇÕES CONSEGUIDAS</p><p>E NENHUMA MAIS</p><p>FAIXA DE TREINAMENTO</p><p>EM % DE 1RM</p><p>1 100%</p><p>2 95%</p><p>4 90%</p><p>6 85%</p><p>8 80%</p><p>10 75%</p><p>12 70%</p><p>14 65%</p><p>De 15 a 20 50 a 600%</p><p>Fonte: adaptado de Nunes (2000 apud SAFONS; PEREIRA, 2010).</p><p>Para um idoso e sedentário iniciante, por exemplo, opta-se</p><p>por uma carga inicial de 50% ou 60% e correspondente 15 repeti-</p><p>ções. Se antes de chegar ao número de repetições determinadas</p><p>notam-se cansaço e queixas, a carga estimada deve estar acima</p><p>dos 50% ou 60% de intensidade e, assim, o exercício deverá ser</p><p>interrompido e a carga diminuída na próxima série ou na próxima</p><p>aula. Se a carga é utilizada com tranquilidade, subentende-se que</p><p>está leve, abaixo dos 50% ou 60% de intensidade; assim, o exercí-</p><p>cio será interrompido algumas repetições depois e a carga aumen-</p><p>tada na próxima série ou na próxima aula.</p><p>Para grupos médios ou grandes, recomenda-se trabalhar</p><p>com a Escala CR10 de Borg, pois ela permite ajustar a carga de-</p><p>sejada para cada aluno individualmente, mas com todos traba-</p><p>lhando o mesmo número de repetições. Escolhe-se o número de</p><p>repetições para cada exercício e cada idoso escolhe o peso com</p><p>o qual consiga executar aquele número de repetições, dosando a</p><p>89© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>intensidade do trabalho através da PSE apontada na Escala CR10</p><p>de Borg. Nesse caso, um PSE ≥ 5 (intenso) ou a observação de que</p><p>o trabalho começa a ficar pesado, que o aluno começa a reclamar</p><p>ou apresenta dificuldades, significa que a carga do bastão está aci-</p><p>ma dos 50% ou 60% de intensidade, e o exercício deverá ser inter-</p><p>rompido e a carga diminuída na próxima série ou na próxima aula.</p><p>Já se PSE ≤ 2, isso quer dizer que a carga está leve, abaixo dos 50%</p><p>ou 60% de intensidade, e a carga deverá ser aumentada na próxi-</p><p>ma série ou na próxima aula. Observe o quadro a seguir.</p><p>Quadro 9 Estimativa de carga pelo número de repetições</p><p>possíveis.</p><p>Fonte: adaptado de Safons e Pereira (2010).</p><p>Orientações gerais</p><p>Quanto à frequência de treinamento, recomenda-se não</p><p>treinar menos que 3 sessões por semana, pois isso coloca o ido-</p><p>so sob o risco de problemas ligados ao excesso de carga por in-</p><p>tensidade de treinamento, processo que afeta os popularmente</p><p>denominados “atletas de fim de semana”, deixando exposto a</p><p>lesões do aparelho locomotor e ocorrências cardiovasculares.</p><p>90 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>O treinamento superior a 6 vezes aumenta o risco dos pro-</p><p>blemas ligados ao excesso de carga por volume de treinamento,</p><p>que também expõe o idoso aos mesmos riscos e ainda acrescen-</p><p>ta os distúrbios metabólicos, cujos resultados mais comuns são</p><p>dor, fadiga crônica e estresses físico e mental.</p><p>Quanto à duração de treinamento, é necessário observar a</p><p>natureza das atividades físicas.</p><p>O treinamento aeróbio é fundamental para a saúde do</p><p>idoso, atuando como proteção contra diversos fatores de risco</p><p>para as doenças cardiovasculares. Para desenvolver a potência</p><p>aeróbia, deve-se ter como alvo mínimo 30 minutos de exercício,</p><p>porém, principalmente para iniciantes, deve-se atingir o tempo</p><p>de forma gradual e não ultrapassar 60 minutos de exercício, evi-</p><p>tando a fadiga e suas consequências metabólicas.</p><p>O treinamento de força muscular é também de suma im-</p><p>portância para manter a capacidade do idoso para realizar as</p><p>tarefas cotidianas, que normalmente necessitam muito mais de</p><p>força muscular, resistência muscular e flexibilidade do que de ca-</p><p>pacidade aeróbia. Dessa forma, o treinamento combinado seria</p><p>o mais recomendado para o idoso.</p><p>Quanto à intensidade, sabendo-se que, muitas vezes, a FC</p><p>do idoso está alterada em função da ingestão de medicamentos</p><p>e que isso pode mascarar a real FC do idoso durante o esforço,</p><p>é preciso cuidado no que tange a utilizar a FC como parâmetro</p><p>para avaliação ou prescrição do treinamento. Assim, recomenda-</p><p>-se não somente o uso exclusivo da FC, sendo o método mais</p><p>recomendado o da FC reserva, de preferência, com a FC máx.</p><p>obtida em um teste de esforço.</p><p>91© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da FC reserva, pois ela leva em</p><p>consideração a frequência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do</p><p>condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores (medi-</p><p>cação que diminui a FC).</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Devem fazer parte do treinamento de idosos os exercícios</p><p>para ganho de flexibilidade e equilíbrio.</p><p>A flexibilidade está relacionada à amplitude de movimento</p><p>de uma articulação simples e múltipla e à habilidade para desem-</p><p>penhar tarefas específicas. A amplitude de movimento de uma</p><p>dada articulação depende primariamente da estrutura e da função</p><p>de ossos, músculos e tecidos conectivos, além de outros fatores,</p><p>tais como dor e habilidade</p><p>para gerar força muscular suficiente.</p><p>A flexibilidade é uma capacidade física relacionada à saú-</p><p>de, enquanto que o alongamento é a técnica utilizada para se</p><p>alcançar níveis de flexibilidade.</p><p>Invariavelmente, o alongamento é usado para manutenção</p><p>de amplitude articular, tanto na preparação ou aquecimento,</p><p>quanto na volta à calma ou relaxamento, dentro da prática das</p><p>outras modalidades.</p><p>O alongamento pode ser ativo dinâmico e estático pas-</p><p>sivo. O ativo dinâmico seria a realização de um alongamento</p><p>submáximo associado com uma contração muscular estática. Já</p><p>o estático passivo é a manutenção de uma mesma posição por</p><p>determinado tempo, utilizando-se os grupos musculares de uma</p><p>forma global e lenta. Os exercícios devem ter duração de 30 mi-</p><p>nutos, com 2 a 6 repetições para cada posição ou exercício, per-</p><p>fazendo um total de 50 minutos, contanto com um período de</p><p>aquecimento e desaquecimento.</p><p>92 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Os exercícios de equilíbrio podem ser do tipo estático e/ou</p><p>dinâmico, envolvendo combinações de manipulação, ausência</p><p>do estímulo visual, giros lentos e coordenação do corpo.</p><p>Os exercícios para desenvolver o equilíbrio devem ser exe-</p><p>cutados no início do programa de exercícios quando trabalhados</p><p>outros componentes da aptidão, para que as pessoas possam es-</p><p>tar descansadas, propiciando uma melhor performance do exer-</p><p>cício. Os exercícios devem ter duração de 10 a 30 segundos, com</p><p>2 a 3 repetições para cada posição ou exercício, perfazendo um</p><p>total de 10 a 15 minutos.</p><p>Quanto à avaliação de pré-treinamento, o ideal, antes do</p><p>começo de um programa de exercícios, é que se avalie o ido-</p><p>so para conhecer suas condições iniciais de Condicionamento</p><p>Físico e Saúde, para determinar a prescrição de exercício mais</p><p>apropriada, reduzindo riscos e criando condições favoráveis a</p><p>mudanças fisiológicas e psicológicas.</p><p>Quanto à avaliação pré-participação, existem testes sim-</p><p>ples, de fácil aplicação e com equipamentos baratos, desenvolvi-</p><p>dos especificamente para avaliar idosos e que permitem acompa-</p><p>nhar alterações na antropometria, na aptidão física e em alguns</p><p>aspectos psicossociais. A avaliação deverá ser reaplicada periodi-</p><p>camente para fins de acompanhamento e controle das atividades.</p><p>Nos idosos, os componentes da aptidão funcional de des-</p><p>taque são: cardiorrespiratório, força, flexibilidade, agilidade e</p><p>coordenação. Tais qualidades físicas atuam como preditores da</p><p>capacidade funcional, pois reúnem condições para que o indiví-</p><p>duo consiga realizar suas tarefas do dia a dia de modo satisfatório.</p><p>Os testes principais seriam, entre outros, os ressaltados a</p><p>seguir:</p><p>93© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>1) Parâmetros funcionais como frequência cardíaca e</p><p>pressão arterial em repouso e no esforço, se for o caso.</p><p>2) Medidas antropométricas (massa corporal, altura, cir-</p><p>cunferências e espessuras das dobras cutâneas).</p><p>3) Avaliação postural (simetria de cabeça, tronco, pernas</p><p>e pés).</p><p>4) Resistência/força muscular.</p><p>5) Teste de carga submáxima.</p><p>6) Teste de abdominal.</p><p>7) Flexão e extensão dos braços no solo.</p><p>8) Teste de abdominais – tradicional.</p><p>9) Flexibilidade/coordenação e equilíbrio.</p><p>10) Resistência cardiorrespiratória através do consumo</p><p>máximo de oxigênio (VO2 máx.) por meio dos métodos</p><p>laboratoriais ou de campo, entre outros.</p><p>Esta unidade não teve como objetivo abordar os métodos</p><p>de avaliação, sendo assim, sugerimos que seja feita uma leitura</p><p>sobre o assunto nas referências recomendadas e uma revisão do</p><p>conteúdo da obra Avaliação Gerontológica Ampla.</p><p>Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar 3.</p><p>• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na aba Videoaula,</p><p>localizado na barra superior. Em seguida, busque pelo nome da disciplina</p><p>para abrir a lista de vídeos.</p><p>• Caso você adquira o material, por meio da loja virtual, receberá também um</p><p>CD contendo os vídeos complementares, os quais fazem parte integrante</p><p>do material.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>94 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR</p><p>O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição</p><p>necessária e indispensável para você compreender integralmen-</p><p>te os conteúdos apresentados nesta unidade.</p><p>3.1. FUNDAMENTOS PARA PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIO PARA</p><p>O IDOSO</p><p>As leituras indicadas a seguir abordam os conteúdos estu-</p><p>dados nesta unidade: conceitos dos princípios básicos do trei-</p><p>namento de exercícios para o idoso. O objetivo fundamental da</p><p>prescrição de exercício é promover uma alteração no comporta-</p><p>mento da saúde da pessoa para incluir atividade física habitual.</p><p>A técnica da prescrição é a integração bem-sucedida da ciên-</p><p>cia do exercício com técnicas que resultam em adesão aos progra-</p><p>mas em longo prazo e concretização dos objetivos individuais. Para</p><p>que essa integração funcione bem, o profissional deve conhecer os</p><p>princípios biológicos do exercício físico e a organização dos exercí-</p><p>cios com base nos princípios que regem o treinamento.</p><p>Para detalhar os princípios que devem nortear a atividade</p><p>física, bem como as diretrizes para prescrição de exercícios físi-</p><p>cos direcionados a idosos, leia:</p><p>• COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA – Posi-</p><p>cionamento Oficial Exercício e Atividade Física para pes-</p><p>soas idosas. CELAFISCS, 1999. Disponível em: <https://</p><p>www.google.com/search?q=COL%C3%89GIO+AMERICA</p><p>NO+DE+MEDICINA+ESPORTIVA+%E2%80%93+Posiciona</p><p>mento+Oficial+Exerc%C3%ADcio+e+Ativida-de+F%C3%</p><p>ADsica+para+pessoas+idosas>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>95© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>• FERREIRA, A. S. Prescrição de atividades físicas para gru-</p><p>pos especiais, 2016. Disponível em: <http://www.reposi-</p><p>torio.unicentro.br:8080/jspui/.../Atividade%20física%20</p><p>para%20Populações.pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• SAFONS M. P.; PEREIRA, M. M. Princípios Metodológicos</p><p>da Atividade Física para Idosos, 2007. Disponível em:</p><p><https://www.efdeportes.com/efd169/aptidao-fisica-</p><p>-relacionada-a-saude.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS</p><p>A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para</p><p>você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em</p><p>responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteú-</p><p>dos estudados para sanar as suas dúvidas.</p><p>1) Sobre as recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte</p><p>(ACSM) para o condicionamento aeróbio em adultos saudáveis, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>I - O exercício moderado deve ser realizado com tempo ≥ 30 min./dia, 5x/sem.</p><p>II - O exercício intenso deve ser realizado com tempo ≥ 20 min./dia, 5x/sem.</p><p>III - A faixa de treinamento para idosos recomendada pela FC reserva é</p><p>50% até 60%, podendo-se alcançar em idosos atletas valores próxi-</p><p>mos dos 85%.</p><p>IV - Deve-se, preferencialmente, usar a FC máx. em invés da FC de reserva,</p><p>pois aquela retrata melhor o esforço máximo.</p><p>V - O programa moderado pode ser iniciado com tempo inferior a 20 mi-</p><p>nutos e gradualmente subir, tendo como meta 30 a 60 minutos, que</p><p>podem ser acumulados em sessões de 10 minutos, no mínimo.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas a I é verdadeira.</p><p>b) Apenas a III é verdadeira.</p><p>c) Apenas a I e III são verdadeiras.</p><p>96 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>d) Apenas I, III e V são verdadeiras.</p><p>e) Apenas a I e a V são verdadeiras.</p><p>2) Em relação à medida de equivalente metabólico (MET) e à percepção sub-</p><p>jetiva de esforço (PSE), é correto afirmar que:</p><p>I - Uma unidade de MET equivale ao consumo de O2 por quilo de massa</p><p>corporal a cada minuto durante o repouso.</p><p>II - É uma forma de estimar a intensidade do exercício a ser realizado,</p><p>porém não recomendável para idosos.</p><p>III</p><p>- Atividades ≥ 8 METs equivalem a atividades de intensidade moderada,</p><p>sendo recomendadas para idosos sedentários iniciantes, com o objeti-</p><p>vo de aumentar a capacidade funcional.</p><p>IV - A escala de Borg CR10 é recomendada para o treinamento com gru-</p><p>pos médios ou grandes, pois permite ajustar a carga desejada para</p><p>cada aluno individualmente.</p><p>V - Um sinal externo de que o idoso já está em um nível intenso (ponto 4)</p><p>na Escala CR10 de Borg é a aceleração da respiração, indicando uma</p><p>taxa de trabalho próximo de 60% da FC máx.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas a I é verdadeira.</p><p>b) Apenas a II é verdadeira.</p><p>c) Apenas a III é verdadeira.</p><p>d) Apenas a I e a II são verdadeiras.</p><p>e) Apenas I, IV e V são verdadeiras.</p><p>3) Quanto à prescrição do exercício, assinale a alternativa correta.</p><p>a) O ideal para a prescrição é a utilização da FC máx. de esforço, estimada</p><p>pela idade.</p><p>b) Para idosos sedentários, hipertensos, diabéticos e cardíacos, é reco-</p><p>mendável iniciar com 40% da FC reserva com o objetivo de desenvol-</p><p>ver a capacidade cardiorrespiratória.</p><p>c) A faixa de treinamento de força para idosos é entre 70 a 80% de 1 RM.</p><p>d) Recomenda-se adotar em idosos níveis de esforço percebido acima de</p><p>15 na escala de 6 a 20 e de 3 a 6 na escala de 0 a 10.</p><p>e) Zona-Alvo é o nível mínimo de intensidade de exercício necessário</p><p>para produzir alterações na aptidão física.</p><p>97© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Gabarito</p><p>Confira, a seguir, as respostas corretas para as Questões</p><p>Autoavaliativas propostas:</p><p>1) d.</p><p>2) e.</p><p>3) b.</p><p>5. CONSIDERAÇÕES</p><p>Chegamos ao final da terceira unidade, na qual você teve</p><p>a oportunidade de conhecer os fundamentos para a prescrição</p><p>do exercício.</p><p>É importante que você estude também as referências re-</p><p>comendadas do Conteúdo Digital Integrador, pois elas lhe darão</p><p>uma maior profundidade no assunto.</p><p>Os conteúdos desta unidade permitiram a melhor com-</p><p>preensão das considerações necessárias para a elaboração de</p><p>atividades aeróbias e exercícios resistidos ou de força, flexibili-</p><p>dade, equilíbrio e alongamento no idoso hígido, assim como as</p><p>recomendações nas doenças crônicas, que veremos na próxima</p><p>unidade. Vamos à Unidade 4?</p><p>6. E-REFERÊNCIAS</p><p>Lista de figuras</p><p>Figura 1 Princípio da Sobrecarga. Disponível em: <https://slideplayer.com.br/</p><p>slide/11333755/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>98 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>Figura 2 Princípio da Progressão. Disponível em: <http://heliogerth.com.</p><p>br/2017/10/06/volumexintensidade/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 3 Princípio da Individualidade. Disponível em: <https://soulacademia.com.br/</p><p>alem-da-terceira-idade/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 4 Princípio da Especificidade. Disponível em: <https://sommerfitsite.wordpress.</p><p>com/2015/11/27/treinamento-principio-da-especificidade/>. Acesso em: 24 jun.</p><p>2019.</p><p>Figura 5 Princípio da Reversibilidade. Disponível em: <https://www.htforum.com/</p><p>forum/threads/the-legend-of-conan.201983/page-2>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Sites pesquisados</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Exercise and Acute Cardiovascular Events:</p><p>Placing the Risks into Perspective. Medicine & Science in Sports & Exercise and in</p><p>Circulation. 886-897, 2007. Disponível em: <https://pdfs.semanticscholar.org/5b33/</p><p>c64f4448bc0c015fb28136e2ea200eea3387.pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Progression models in resistance training</p><p>for healthy adults. Med sci sports exerc., v. 41, n. 3, p. 687-708, mar. 2009. Disponível</p><p>em: <https://sci-hub.tw/10.1249/MSS.0b013e3181915670>. Acesso em: 24 jan. 2019</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Diretrizes do ACSM para os testes de</p><p>esforço e sua prescrição de exercício. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 404 p., 2013.</p><p>COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA – Posicionamento Oficial Exercício e Atividade</p><p>Física para pessoas idosas – CELAFISCS, 1999. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/</p><p>marceloteacher/exerccio-e-atividade-fsica-para-pessoas-idosas>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>FERREIRA, A. S. Prescrição de atividades físicas para grupos especiais. Paraná:</p><p>Unicentro, 2016. Disponível em: <http://repositorio.unicentro.br:8080/</p><p>jspui/bitstream/123456789/510/5/Atividade%20f%C3%ADsica%20para%20</p><p>Popula%C3%A7%C3%B5es.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>NELSON et al. Physical Activity and Public Health in Older Adults: Recommendation from</p><p>the ACSM and the AHA. Circulation, v. 116, n. 9, p. 1094-1105, ago. 2007. Disponível</p><p>em: <https://www.ahajournals.org/doi/pdf/10.1161/CIRCULATIONAHA.107.185650>.</p><p>Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>KARVONEN, J. J.; KENTALA, E.; MUSTALA, O. The effects of training on heart rate; a</p><p>longitudinal study. Ann. Med. Exp. Biol. Fenn., v. 35, n. 3, p. 307-315, 1957.</p><p>LACIO, M. L. et al. Precisão das equações preditivas de 1-RM em praticantes não</p><p>competitivos de treino de força. Motricidade, v. 6, n. 3, p. 31-37, 2010. Disponível em: <www.</p><p>revistamotricidade.com/arquivo/2010_vol6_n3/v6n3a05.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>99© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 3 – FUNDAMENTOS PARA A PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO</p><p>MATSUDO, S. M.; MATSUDO, V. K. R.; BARROS NETO T. L. Atividade física e</p><p>envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Rev Bras Med Esporte, v. 7, n. 1, p. 2-13,</p><p>jan./fev. 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbme/v7n1/v7n1a02.pdf>.</p><p>Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>NÓBREGA, A. C. L. et al. Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do</p><p>Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: atividade física e saúde no</p><p>idoso. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 5, n. 6, p. 207-211, nov./dez. 1999. Disponível</p><p>em: <http://www.scielo.br/pdf/rbme/v5n6/v5n6a02.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>OFFICIAL JOURNAL OF THE AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Physical</p><p>activity and public health. Medicine & Science in Sports & Exercise, 2007. <http://</p><p>www.acsm-msse.org>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>SAFONS M. P.; PEREIRA, M. M. Princípios Metodológicos da Atividade Física para</p><p>Idosos, 2007. Disponível em: <http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/2/docs/</p><p>saude13-atividade_fisica_para_idosos.pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>WILLIAM L. H., I-MIN L., RUSSELL R. P., KENNETH E. P., STEVEN N. B., BARRY A. F.,</p><p>CAROLINE A. M., GREGORY W. H., PAUL D. THOMPSON and ADRIAN B. Physical Activity</p><p>and Public Health: Updated Recommendation for Adults from the American College of</p><p>Sports Medicine and the American Heart Association, 2007. Disponível em: <https://</p><p>scholarcommons.sc.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1117&context=sph_physical_</p><p>activity_public_health_facpub>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento: promoção da saúde e exercício. São Paulo: Manole, 2008.</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>RAMOS, R. L.; CENDOROGLO, M. S. Geriatria e gerontologia: guias de medicina</p><p>ambulatorial hospitalar da Unifesp-EPM. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>REBELATTO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a prática da assistência ao</p><p>idoso. 2. ed. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>SCHWANKE, C. H. A; SCHNEIDER, I. G. R. H.; RESENDE, T. L. Atualizações em geriatria e</p><p>gerontologia V: fisioterapia e envelhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>TAYLOR, A. W.; JOHNSON, M. J. Fisiologia do exercício na terceira idade. São Paulo:</p><p>Manole, 2015.</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>101</p><p>PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Objetivo</p><p>• Compreender as considerações para elaboração de atividades aeróbias e</p><p>exercícios resistidos ou de força, flexibilidade, equilíbrio e alongamento</p><p>para o idoso hígido e recomendações nas doenças crônicas.</p><p>Conteúdos</p><p>• Prescrição do exercício para o idoso hígido.</p><p>• Recomendações em exercícios direcionados para o idoso com doenças</p><p>crônicas.</p><p>Orientações para o estudo da unidade</p><p>Antes de iniciar o estudo</p><p>desta unidade, leia as orientações a seguir:</p><p>1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referência de Conteúdo;</p><p>busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bi-</p><p>bliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na</p><p>modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o</p><p>seu crescimento intelectual.</p><p>2) Tenha sempre à mão o significado dos conceitos apresentados no Glossá-</p><p>rio e suas relações com o Esquema dos Conceitos-Chave para o estudo de</p><p>todas as unidades deste material. Isso poderá facilitar sua aprendizagem</p><p>e seu desempenho.</p><p>3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo</p><p>Digital Integrador.</p><p>UNIDADE 4</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>103© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Os idosos constituem a população mais acometida pelas doen-</p><p>ças crônicas, principalmente hipertensão arterial, diabetes, câncer e</p><p>patologias cardiovasculares. Esse aumento das doenças crônicas pa-</p><p>rece estar relacionado à interação entre fatores genéticos predispo-</p><p>nentes, alterações fisiológicas do envelhecimento e fatores de risco</p><p>modificáveis, como tabagismo, ingestão excessiva de álcool, sedenta-</p><p>rismo, consumo de alimentos não saudáveis e obesidade.</p><p>Figura 1 Envelhecimento e Doença Crônica.</p><p>A prática de exercícios físicos regulares é capaz de agir na</p><p>prevenção de doenças crônicas e como tratamento não farma-</p><p>cológico das doenças já existentes. Recomendar, orientar e pres-</p><p>crever a prática do exercício físico de forma segura e eficaz é de</p><p>suma importância para idosos hígidos e com doenças crônicas.</p><p>Em um programa de condicionamento físico para o idoso,</p><p>é necessário, além de considerar nos exercícios os componen-</p><p>tes da aptidão física (morfológico, cardiorrespiratório, muscular</p><p>e articular), acrescentar exercícios que desenvolvam outras ha-</p><p>bilidades físicas além da aeróbia e o fortalecimento, tais como</p><p>flexibilidade, equilíbrio e coordenação.</p><p>104 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Figura 2 Treinamento Combinado.</p><p>Alguns cuidados devem ser tomados quanto ao tipo, in-</p><p>tensidade, duração e frequência do exercício em virtude da am-</p><p>pla variação dos níveis de saúde e aptidão física dos idosos.</p><p>Dessa forma, nesta unidade, iremos abordar as recomen-</p><p>dações para a elaboração de um plano de exercícios para capa-</p><p>cidade cardiorrespiratória e para treinamento resistido ou de</p><p>força, flexibilidade e equilíbrio direcionado ao idoso hígido e as</p><p>considerações para o exercício realizado pelo idoso com doenças</p><p>crônicas: diabetes, obesidade, dislipidemia, câncer, osteoartrose,</p><p>hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e respiratórias.</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA</p><p>O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-</p><p>cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão</p><p>integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-</p><p>do Digital Integrador.</p><p>105© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>2.1. PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO HÍGIDO</p><p>Segundo o Colégio Americano de Medicina − ACSM (1995),</p><p>a prescrição do exercício é “[...] todo o processo através do qual o</p><p>estabelecimento de recomendações para um regime de ativida-</p><p>de física é concebida de forma sistemática e individualizada”. A</p><p>evolução das recomendações para realização de atividade física</p><p>preventiva e terapêutica começou a ocorrer em 1978, quando foi</p><p>publicado o posicionamento do ACSM intitulado “A quantidade e</p><p>qualidade dos exercícios para o desenvolvimento e manutenção</p><p>do condicionamento em adultos saudáveis” (PATE; PRATT; BLAIR,</p><p>et al., 1995. p.402-3).</p><p>Em 1990, essas recomendações foram reformuladas, com</p><p>a inclusão dos exercícios de força e resistência muscular, visan-</p><p>do melhorar o estado geral de saúde, e não apenas a aptidão</p><p>cardiorrespiratória, muscular e/ou a composição corporal. Na</p><p>sequência, os pesquisadores despertaram para o fato de que o</p><p>volume de atividades, e não necessariamente a intensidade dos</p><p>esforços, seria mais importante na promoção da saúde.</p><p>Em 1995, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças</p><p>(CDC) e o ACSM criaram uma recomendação que preconizava que:</p><p>[...] todos os indivíduos deveriam realizar atividades físicas de</p><p>moderada intensidade, contínuas ou acumuladas, em todos ou</p><p>na maioria dos dias da semana, totalizando, aproximadamen-</p><p>te, 150 minutos/semana ou 200 kcal por sessão (PATE; PRATT;</p><p>BLAIR, et al., 1995. p. 402-3).</p><p>A partir de 2007, a Organização Mundial de Saúde (OMS)</p><p>e o Ministério da Saúde do Brasil apoiaram as recomendações e</p><p>estabeleceram a incorporação do treino de força ao treinamento</p><p>aeróbio, a inserção de atividades leves do cotidiano ao progra-</p><p>ma, e chegaram à conclusão que maiores quantidades de ativi-</p><p>106 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>dade física geram maiores benefícios, embora a dose-resposta</p><p>para muitas condições clínicas ainda não tenha sido definida.</p><p>Abordaremos, a seguir, as recomendações para a prescri-</p><p>ção do exercício para o idoso hígido.</p><p>Recomendações para a elaboração de um plano de exercícios</p><p>para capacidade cardiorrespiratória, fortalecimento, flexibili-</p><p>dade e equilíbrio para o idoso hígido</p><p>Existe um consenso, entre os autores, de que os objetivos</p><p>de um programa de exercícios devem estar diretamente relacio-</p><p>nados a uma melhora de flexibilidade, força, resistência, coor-</p><p>denação e velocidade. Além disso, esse programa deve buscar</p><p>a manutenção da gordura corporal em proporções aceitáveis,</p><p>permitindo atenuar os efeitos da diminuição do nível de aptidão</p><p>física na realização de atividades diárias, melhorando a capaci-</p><p>dade de trabalho e lazer, alterando a taxa de declínio do estado</p><p>funcional e, assim, mantendo um maior grau de independência</p><p>e qualidade de vida e diminuindo os riscos de doenças crônicas.</p><p>A seguir, descreveremos as recomendações para prescri-</p><p>ção do exercício para aumentar capacidade cardiorrespirató-</p><p>ria, fortalecimento, flexibilidade e alongamento, compiladas da</p><p>ACSM e de alguns estudos científicos específicos de exercício</p><p>para o idoso.</p><p>Capacidade cardiorrespiratória</p><p>As atividades físicas de natureza aeróbia são fundamentais</p><p>para a saúde do idoso, atuando como proteção contra diversos</p><p>fatores de risco para as doenças cardiovasculares, diabetes, en-</p><p>tre outras, e incrementando a expectativa de vida.</p><p>107© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Figura 3 Treinamento Aeróbio.</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Recomenda-se intercalar o treinamento de endurance com treinamento de força.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Prescrição</p><p>1) Frequência: para o idoso hígido, podemos nos basear</p><p>na frequência recomendada pelas recomendações da</p><p>Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saú-</p><p>de do Brasil, de 3 a 5 vezes por semana, e, para os exer-</p><p>cícios de força muscular, 2 vezes por semana.</p><p>2) Duração: iniciar com 20 minutos e progredir para 30</p><p>minutos e máximo de 60 minutos. Pode-se iniciar com</p><p>12 a 20 minutos, e a fase de manutenção (de 45 a 60</p><p>minutos) deve ocorrer paulatinamente e de acordo</p><p>com as condições individuais do idoso. Várias sessões</p><p>de 10 minutos ao longo do dia também podem ser</p><p>uma opção.</p><p>3) Intensidade: é possível observar na literatura que a</p><p>intensidade e a duração apresentam discrepâncias.</p><p>Desde 2007, o ACSM recomenda 60 a 90% da FC máx.</p><p>108 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>ou 50-60 até 85 % do VO2 máx. ou reserva da FC. Con-</p><p>tudo, indivíduos com um nível de aptidão inicial muito</p><p>baixo respondem à intensidade de exercício baixa, por</p><p>exemplo, 40 a 50% do VO2 máx. ou da FC reserva.</p><p>Com o objetivo de promoção de saúde e condicionamento</p><p>físico, a faixa de trabalho deve ser:</p><p>• Para</p><p>a maioria dos idosos ativos: 50% a 60% da FC máx.</p><p>(um pouco mais para alguns, um pouco menos para outros).</p><p>• Para idosos em reabilitação cardíaca (depois de um in-</p><p>farto ou de uma internação por fratura, por exemplo)</p><p>e para aqueles sedentários, em início de treinamento,</p><p>começar com 40%, em sessões de duração inferior a 20</p><p>minutos, e gradualmente subir, tendo como meta a in-</p><p>tensidade de 50 a 60%, em sessão com 30 a 60 minutos</p><p>de duração.</p><p>• Associada ao índice de percepção subjetiva do esforço</p><p>de Borg entre 12-13 na escala de 6 a 20 ou 3 a 6 na es-</p><p>cala CR10.</p><p>• Composta por exercícios com equivalente metabólico</p><p>de 3 a 6 METs.</p><p>Ao término da fase terapêutica de reabilitação ou da adap-</p><p>tação ao exercício, o idoso passa a treinar com prescrições seme-</p><p>lhantes aos dos idosos ativos.</p><p>Deve-se lembrar que o Colégio Americano de Medicina Es-</p><p>portiva sugere que a FC de reserva seja utilizada em vez da por-</p><p>centagem direta da FC máx.</p><p>4) Tipo de exercício: envolvendo grandes grupos mus-</p><p>culares, em atividades de caráter dinâmico e aeróbias</p><p>por natureza.</p><p>109© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>• Idosos iniciantes, sedentários e em reabilitação: ativi-</p><p>dades que permitam maior controle sobre a intensida-</p><p>de e com pouca variabilidade de movimentos, exigência</p><p>de precisão/correção da posição a cada instante (hidro-</p><p>ginástica, corrida, ciclismo, caminhar, pedalar parado,</p><p>algumas danças/tipos de ginástica aeróbia e subir e</p><p>descer escada).</p><p>• Idosos mais treinados: modalidades mais dinâmicas e</p><p>com maior exigência de controle motor (todos os es-</p><p>portes de grupo e alguns individuais: futebol, voleibol,</p><p>natação, peteca, tênis, danças etc.).</p><p>Fortalecimento</p><p>A redução da força e da potência muscular e a perda de</p><p>equilíbrio do idoso são resultantes da redução de massa mus-</p><p>cular, o que ocasiona maior incidência de quedas e comprome-</p><p>timento funcional. Realizar tarefas cotidianas necessita muito</p><p>mais de força muscular, resistência muscular e flexibilidade do</p><p>que de capacidade aeróbia.</p><p>Figura 4 Treinamento de Força.</p><p>110 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Recomenda-se evitar a manobra de Valsalva, ou seja, inspiração contra a</p><p>glote fechada. Deve-se inspirar antes de levantar o peso, expirar durante a</p><p>contração e inspirar durante o retorno à posição normal.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Prescrição (ACSM, 2009)</p><p>1) Frequência: realizar 2 vezes por semana, com um míni-</p><p>mo de 48 horas de repouso entre as sessões para recu-</p><p>peração da musculatura e prevenção do supertreina-</p><p>mento. Os intermediários e avançados podem treinar</p><p>de 3 a 5 vezes por semana.</p><p>2) Duração: o idoso deve ser capaz de completar a sessão</p><p>de treinamento num período de 20 a 30 minutos. A</p><p>duração das sessões não deve ultrapassar 60 minutos.</p><p>3) Intensidade: frequentemente, utiliza-se 50 a 60% de</p><p>1 RM (repetição máxima) até mesmo para idosos ini-</p><p>ciantes; 40 a 60% (resistência) e 50 a 80% (potência)</p><p>de 1 RM ou Percepção de esforço desencadeada na</p><p>Escala de Borg entre 12 e 13 ou CR10 de Borg de 3 a</p><p>6. Recomenda-se realizar um conjunto de 8 a 10 exer-</p><p>cícios com 1 a 3 séries com 6-8 a 12 repetições e, para</p><p>idosos treinados, até 5 repetições. Realizar 60 segun-</p><p>dos entre séries (24 a 48 horas por grupo muscular).</p><p>Um aumento de 2% a 10% deve ser aplicado quando o</p><p>indivíduo conseguir realizar de 1 a 2 repetições acima</p><p>do previsto.</p><p>4) Tipo de exercício: são variáveis a serem consideradas:</p><p>ações musculares concêntricas, excêntricas e isométri-</p><p>cas; exercícios multi e uniarticulares; grandes grupos</p><p>musculares que são importantes nas atividades da</p><p>111© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>vida diária, como glúteo, peitoral, quadríceps, grande</p><p>dorsal, abdominais e deltoide; e também pequenos</p><p>grupamentos musculares, além do controle constante</p><p>do volume e da intensidade.</p><p>Flexibilidade</p><p>A redução da flexibilidade está associada a perdas das</p><p>funções em várias Atividades de Vida Diária (AVDs) e é uma das</p><p>causas da redução da capacidade funcional. A flexibilidade do</p><p>quadril, representada principalmente pela flexibilidade dos is-</p><p>quiotibiais e dos paravertebrais, declina 20% a 30% entre 20 e 70</p><p>anos, e acentuadamente aos 80 anos.</p><p>Figura 5 Exercício de Flexibilidade.</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>O alongamento é uma técnica de exercício utilizada para manter ou ganhar</p><p>flexibilidade.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>112 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Prescrição</p><p>1) Frequência: no mínimo 2 vezes por semana.</p><p>2) Duração: 15 a 30 minutos de trabalho específico, po-</p><p>dendo-se realizar mais 10 minutos de aquecimento e</p><p>outros 10 de volta à calma.</p><p>3) Intensidade: 2 a 5 repetições por exercício e PSE CR10</p><p>de Borg nível 2 e 3-6. A amplitude do movimento ar-</p><p>ticular deve ser confortável, sem causar dor no alon-</p><p>gamento ativo dinâmico ou no estático passivo, que</p><p>deve ser lento e mantido por 10 a 15 ou máximo 30 se-</p><p>gundos. Manter tempo de descanso durante qualquer</p><p>trabalho de flexibilidade igual ao dobro da duração da</p><p>execução.</p><p>4) Tipo de exercício: ioga, Pilates de solo, tai chi chuan,</p><p>lian kung, Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva</p><p>(FNP), entre outros.</p><p>5) Materiais utilizados: colchonetes, almofadas, faixas e</p><p>bancos podem ser utilizados para facilitar as posturas</p><p>e execuções dos movimentos.</p><p>Alongamento passivo é indicado para o final da atividade</p><p>de força, na fase de relaxamento ou desaquecimento. Ele dimi-</p><p>nui a frequência cardíaca, diminui o ritmo respiratório e libera</p><p>alguns neurotransmissores nos músculos e articulações que pro-</p><p>movem relaxamento muscular e, indiretamente, relaxamento</p><p>mental. Dessa forma, se for realizado antes do trabalho de for-</p><p>ça, como aquecimento, acaba-se por aumentar o risco de lesões</p><p>musculares.</p><p>113© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Equilíbrio</p><p>O equilíbrio depende da integração da visão, da sensação</p><p>vestibular e periférica, dos comandos centrais e das respostas</p><p>neuromusculares e, particularmente, da força muscular e do</p><p>tempo de reação. Todos esses processos estão comprometidos</p><p>com o envelhecimento, e a redução do equilíbrio ocasiona per-</p><p>das das funções em várias AVDs e comprometem a independên-</p><p>cia funcional.</p><p>Figura 6 Treinamento de Equilíbrio.</p><p>Importante! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>O tempo de equilíbrio de idosos é de apenas 13 segundos em comparação</p><p>com o de jovens, que é de 22 segundos.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Prescrição</p><p>1) Frequência: exercícios sempre contemplados no trei-</p><p>namento, preferencialmente executados no início,</p><p>propiciando uma melhor performance do exercício.</p><p>2) Duração: 10 a 15 minutos.</p><p>114 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>3) Intensidade: exercícios com duração de 10 a 30 segun-</p><p>dos, com 2 a 3 repetições.</p><p>4) Tipo de exercício: podem ser do tipo estático e/ou di-</p><p>nâmico, que envolvam combinações de manipulação,</p><p>ausência do estímulo visual, giros lentos e coordena-</p><p>ção do corpo.</p><p>5) Materiais utilizados: bolas, argolas e cones podem ser</p><p>utilizados para estimular as reações do equilíbrio.</p><p>2.2. CONSIDERAÇÕES PARA O EXERCÍCIO DIRECIONADO AO</p><p>IDOSO COM DOENÇAS CRÔNICAS</p><p>O treinamento físico proposto deve ser adequado a cada</p><p>idoso, considerando as suas doenças associadas, com todas as</p><p>suas particularidades.</p><p>É importante a educação em saúde, que leva o idoso a ter</p><p>informações sobre suas doenças, prevenção e tratamento, para que</p><p>ele possa realmente sentir o quanto pode fazer por si mesmo. Os pro-</p><p>fissionais de saúde devem contemplar o todo, o ser biopsicossocial.</p><p>Devemos refletir que os componentes dos exercícios para</p><p>a obtenção de benefícios</p><p>CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ................................................................ 119</p><p>3.1. PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO HÍGIDO E COM DOENÇAS</p><p>CRÔNICAS: ............................................................................................... 119</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ....................................................................... 120</p><p>5. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 122</p><p>6. E-REFERÊNCIAS ................................................................................................ 123</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 125</p><p>7</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>Conteúdo</p><p>São apresentadas as bases para o estudo da fisiologia do exercício e envelhe-</p><p>cimento, incluindo: conceitos básicos de fisiologia do exercício; impacto do</p><p>envelhecimento nos sistemas biológicos; adaptações dos sistemas fisiológi-</p><p>cos; métodos de treinamento físico; fundamentos para prescrição do exercí-</p><p>cio; prescrição do exercício para o idoso hígido e para o idoso com doenças</p><p>crônicas.</p><p>Bibliografia básica</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>TAYLOR, A. W.; JOHNSON, M. J. Fisiologia do exercício na terceira idade. São Paulo:</p><p>Manole, 2015.</p><p>Bibliografia Complementar</p><p>FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento: promoção da saúde e exercício. São Paulo: Manole,</p><p>2008.</p><p>NEWTON, L. T. Doenças geriátricas & exercícios físicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016.</p><p>RAMOS, R. L.; CENDOROGLO, M. S. Geriatria e gerontologia: guias de medicina</p><p>ambulatorial hospitalar da Unifesp-EPM. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>REBELATTO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a prática da assistência ao</p><p>idoso. 2. ed. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>SCHWANKE, C. H. A.; SCHNEIDER, I. G. R. H.; RESENDE, T. L. Atualizações em geriatria e</p><p>gerontologia V: fisioterapia e envelhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.</p><p>8 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>É importante saber</p><p>Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes:</p><p>Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá</p><p>ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes necessárias</p><p>à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os principais conceitos,</p><p>os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento</p><p>ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de</p><p>saber.</p><p>Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente se-</p><p>lecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados</p><p>em sites acadêmicos confiáveis. É chamado "Conteúdo Digital Integrador" porque é</p><p>imprescindível para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos,</p><p>não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitu-</p><p>ra de "navegação" (hipertexto), como também garantem a abrangência, a densidade</p><p>e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigató-</p><p>rios, para efeito de avaliação.</p><p>9© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Prezado aluno, seja bem-vindo!</p><p>Iniciaremos o estudo da obra Fisiologia do Exercício e En-</p><p>velhecimento, que tem por objetivo apresentar conteúdos que</p><p>permitam a compreensão das alterações funcionais decorrentes</p><p>do envelhecimento e fundamentar como o exercício físico pode</p><p>interferir na velocidade da perda das funções fisiológicas. Além</p><p>disso, a obra pretende abordar as particularidades da prática de</p><p>exercícios para o paciente idoso e valorizar a compreensão do</p><p>papel terapêutico do exercício físico, ou seja, como este poderá</p><p>ser utilizado como terapia não farmacológica.</p><p>Na Unidade 1, você irá aprender os conceitos que envol-</p><p>vem a fisiologia do exercício e as alterações funcionais decorren-</p><p>tes do envelhecimento.</p><p>Na Unidade 2, você estudará as adaptações fisiológicas ao</p><p>exercício físico e os métodos de treinamento físico.</p><p>Após o estudo das duas primeiras unidades, você já conseguirá</p><p>definir e entender os conceitos básicos da fisiologia do exercício, o im-</p><p>pacto do envelhecimento nos sistemas biológicos, os efeitos agudos</p><p>e crônicos do exercício físico em diferentes níveis de exercício, assim</p><p>como os métodos de treinamento físico, ou seja, estará preparado</p><p>para um melhor aproveitamento dos conteúdos das unidades 3 e 4.</p><p>Na Unidade 3, você estudará os princípios biológicos do</p><p>exercício físico e os componentes e as orientações gerais para a</p><p>prescrição do exercício físico.</p><p>E, por fim, na Unidade 4, estudará a prescrição do exercício</p><p>para o idoso hígido e as recomendações de exercício para o idoso</p><p>com doenças crônicas.</p><p>10 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>As perdas funcionais inerentes ao processo de envelheci-</p><p>mento, os fatores de risco a que estão expostos os idosos, assim</p><p>como hábitos prejudiciais à saúde propiciam um maior declínio</p><p>da saúde, da qualidade de vida relacionada à saúde e o desen-</p><p>volvimento de doenças crônicas. Dessa forma, ações multidisci-</p><p>plinares são de suma importância na prevenção e no tratamento</p><p>das doenças em idosos.</p><p>O objetivo desta disciplina é transmitir conhecimentos so-</p><p>bre fisiologia do exercício, prescrição do exercício físico e mé-</p><p>todos de treinamento físico para o idoso como estratégias para</p><p>melhorar a qualidade de vida e saúde, além de prevenir e mini-</p><p>mizar o impacto das doenças crônicas não transmissíveis.</p><p>2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS</p><p>O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e</p><p>precisa das definições conceituais, possibilitando um bom domí-</p><p>nio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conheci-</p><p>mento dos temas tratados.</p><p>1) ACSM: American College of Sports Medicine − Colégio</p><p>Americano de Medicina Esportiva. Entidade científica</p><p>que congrega pesquisadores ligados à área do exercí-</p><p>cio físico, formulando discussões, diretrizes e consen-</p><p>sos nessa área do conhecimento.</p><p>2) Capacidade vital: representa o maior volume de ar</p><p>mobilizado, podendo ser medida tanto na inspiração</p><p>quanto na expiração, por meio de um aparelho deno-</p><p>minado espirômetro.</p><p>3) Difusão pulmonar: é o processo de passagem dos ga-</p><p>ses oxigênio e dióxido de carbono, passivamente, por</p><p>11© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>diferença de pressão entre os alvéolos pulmonares</p><p>e os capilares sanguíneos, processo denominado de</p><p>hematose.</p><p>4) Diástole: é a fase de relaxamento do coração, em que</p><p>o sangue entra neste. Em um adulto normal, a média</p><p>da pressão diastólica é de 80 milímetros de mercúrio</p><p>(mmHg).</p><p>5) DCNT: são Doenças Crônicas Não Transmissíveis,</p><p>como: acidente vascular cerebral, infarto, hipertensão</p><p>arterial, câncer, diabetes e doenças respiratórias</p><p>crônicas. As DCNTs constituem um sério problema de</p><p>saúde pública, sendo responsáveis pela maioria das</p><p>mortes em todo o mundo.</p><p>6) Envelhecimento: processo natural e complexo que</p><p>compreende o conjunto de alterações ocorridas com o</p><p>passar do tempo nas características biológicas, psico-</p><p>lógicas e sociais de um ser vivo.</p><p>7) Fisiologia do exercício: caracteriza-se como o ramo da</p><p>Biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, fí-</p><p>sicas e bioquímicas dos seres vivos. Podemos dizer que</p><p>é o ramo da Biologia que estuda os processos funcio-</p><p>nais e adaptativos mais diretamente relacionados com</p><p>a atividade motora em situações de esforço.</p><p>8) Sístole: é a fase de contração do coração, em que o</p><p>sangue é bombeado dos ventrículos para os vasos san-</p><p>guíneos. Em um adulto normal, a média da pressão</p><p>diastólica é de 120 mmHg.</p><p>9) Volume residual: representa o volume de ar que per-</p><p>manece no pulmão após uma expiração máxima.</p><p>12 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE</p><p>O Esquema a seguir possibilita</p><p>à saúde podem ser bem diferentes dos</p><p>recomendados para se atingir condicionamento cardiovascular,</p><p>assim como podem ser diferentes do que seja necessário para o</p><p>tratamento de doenças, pois estas podem requerer uma prática</p><p>mais sistemática. Assim, seguimos abordando o que se deve ter</p><p>como cautela e atenção nas principais doenças crônicas.</p><p>115© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Doenças endócrino-metabólicas (diabetes, obesidade, dislipi-</p><p>demia e câncer)</p><p>Cautelas</p><p>• Riscos nos MMII (varizes, pé diabético).</p><p>• Risco de hipoglicemia.</p><p>• Evitar exercícios de média a alta intensidade quando gli-</p><p>cemia ≥ 250 mg/dl: pode levar a cetoacidose, coma e</p><p>morte ou lesão cerebral.</p><p>• Elevação da pressão arterial nos exercícios resistidos.</p><p>Hipertensão arterial e doenças cardiovasculares</p><p>Cautelas</p><p>1) Manobra de Valsalva durante esforço.</p><p>2) Longa permanência de braços ou pernas elevados.</p><p>3) Atividades após comer.</p><p>4) Mudança rápida das posições deitada ou sentada para</p><p>de pé (principalmente pela manhã), longa permanên-</p><p>cia estática de pé em caso de síncope (hipotensão</p><p>postural).</p><p>5) Isométricos de membros inferiores.</p><p>6) Exercícios respiratórios forçados.</p><p>7) Mergulho em água fria.</p><p>8) Uso de betabloqueadores.</p><p>9) Iniciar com 40% FC reserva.</p><p>116 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Doenças respiratórias</p><p>Cautelas</p><p>• Exacerbação da doença.</p><p>• Necessidade de oxigenoterapia.</p><p>Orientações específicas na prescrição</p><p>1) Duração: mínimo de 60 minutos.</p><p>2) Intensidade do treino de endurance:</p><p>• 80% da carga máxima no teste incremental de membros</p><p>inferiores.</p><p>• 50% da carga máxima no teste incremental de membros</p><p>superiores (FNP).</p><p>3) Intensidade do treino de força: 60 a 80% de 1 RM.</p><p>• Treinamento intervalado.</p><p>• Treinamento específico dos músculos respiratórios.</p><p>• Treinamento de AVDs.</p><p>• Método de conservação de energia.</p><p>Osteoporose, artrose e dor crônica</p><p>Cautelas</p><p>1) Exercícios que provoquem sobrecarga nas articulações.</p><p>2) Levantamentos de peso.</p><p>3) Exercícios que ofereçam riscos para quedas e fraturas.</p><p>4) Contraindicação para artrose: corridas e práticas</p><p>esportivas.</p><p>5) Contraindicação para osteoporose: movimentos brus-</p><p>cos e de torção.</p><p>117© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Atenção! ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Treinamento resistido associado ao aeróbio (natação e hidroterapia) para di-</p><p>minuir rigidez e dor.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Observe a síntese da prescrição do exercício em condições</p><p>de doenças crônicas no quadro a seguir.</p><p>Quadro 1 Especificidades na prescrição do exercício para idosos</p><p>com doenças crônicas.</p><p>Fonte: adaptado de Coellho e Burini (2009).</p><p>118 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>Em idosos hígidos ou com doenças crônicas, as atividades</p><p>leves do cotidiano devem ser somadas ao programa. As reco-</p><p>mendações sobre atividade física na prevenção e no tratamento</p><p>de doenças crônicas e da incapacidade funcional foram basea-</p><p>das nos consensos e nas diretrizes mais atuais sobre o assunto,</p><p>publicados pelas sociedades nacionais, como a Sociedade Bra-</p><p>sileira de Cardiologia, Hipertensão e Diabetes, além de órgãos</p><p>internacionais, como o United States Department of Health and</p><p>Human Services, o American College of Sports Medicine, a Ameri-</p><p>can Heart Association e a Organização Mundial da Saúde.</p><p>Há a necessidade de levar em consideração individualida-</p><p>de biológica, idade, sexo, estado de saúde, objetivos e preferên-</p><p>cias dos indivíduos.</p><p>Treinar seis vezes, ou mais, aumenta o risco dos problemas</p><p>ligados ao excesso de carga por volume de treinamento, o que</p><p>também pode causar lesões do aparelho locomotor, eventos car-</p><p>diovasculares (infarto, derrame, morte súbita durante ou após</p><p>o exercício) e ainda acrescenta os distúrbios metabólicos, como</p><p>diabetes e obesidade, cujos resultados mais comuns são dor, fa-</p><p>diga crônica e estresses físico e mental. No exercício diário, será</p><p>necessário ajustar a intensidade e a duração para evitar a fadiga</p><p>e as lesões do sistema locomotor por excesso de treino.</p><p>Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar 3.</p><p>• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na aba Videoaula,</p><p>localizado na barra superior. Em seguida, busque pelo nome da disciplina</p><p>para abrir a lista de vídeos.</p><p>• Caso você adquira o material, por meio da loja virtual, receberá também um</p><p>CD contendo os vídeos complementares, os quais fazem parte integrante</p><p>do material.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>119© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR</p><p>O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição</p><p>necessária e indispensável para você compreender integralmen-</p><p>te os conteúdos apresentados nesta unidade.</p><p>3.1. PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO HÍGIDO E</p><p>COM DOENÇAS CRÔNICAS:</p><p>Os agravos de saúde que acometem idosos são frequente-</p><p>mente advindos da evolução de doenças crônicas. A maioria das</p><p>complicações pode ser prevenida ou atrasada quando o idoso man-</p><p>tém hábitos saudáveis. A atividade física é de grande benefício para</p><p>a saúde e o bem-estar de idosos, mesmo em idades mais avançadas.</p><p>Para aprofundar e esclarecer a prescrição do exercício para</p><p>idosos hígidos e com doenças crônicas, acesse:</p><p>• HEYWARD, V. H. Atividade Física, Saúde e Doenças Crô-</p><p>nicas. Disponível em: <https://www.srvd.grupoa.com.</p><p>br/uploads/imagensExtra/legado/H/...Vivian.../Cap_01.</p><p>pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• SANTOS JÚNIOR, V. A.; LOLLO, P. C. B. Atividade física e</p><p>doenças crônicas degenerativas: recomendações para</p><p>a prática voltada para a saúde. EFDeportes.com, Buenos</p><p>Aires, ano 19, n. 200, jan. 2015. Disponível em: <https://</p><p>www.efdeportes.com/efd200/atividade-fisica-e-doencas-</p><p>-cronicas-degenerativas.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• TRIBESS, S.; VIRTUOSO JR., J. S. Prescrição de exercícios</p><p>físicos para idosos. Rev. Saúde.com 2005, v. 1, n. 2, p.</p><p>163-172. Disponível em: <https://www.researchgate.</p><p>net/publication/26428550_Prescricao_de_exercicios_</p><p>fisicos_para_idosos>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>120 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS</p><p>A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para</p><p>você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em</p><p>responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteú-</p><p>dos estudados para sanar as suas dúvidas.</p><p>1) A atividade física e o exercício físico com o intuito de manter o idoso ativo</p><p>têm a capacidade de neutralizar ou minimizar disfunções encontradas na</p><p>senescência e senilidade. Dessa forma, os programas de atividade física</p><p>para idosos devem:</p><p>I - Monitorar a intensidade aeróbica e de força para avaliar a progressão</p><p>e a tolerância ao treino.</p><p>II - Administrar os riscos, iniciando com baixa intensidade e aumentan-</p><p>do gradualmente as atividades para um nível moderado, a partir das</p><p>quais se verifique uma melhor proporção na relação entre risco e be-</p><p>nefício, para a obtenção de melhores resultados.</p><p>III - Conter os princípios da mudança de comportamento, incluindo supor-</p><p>te social, autoeficácia e comprometimento com a saúde.</p><p>IV - Considerar que a intensidade do exercício pautada na FC deve ser a</p><p>mesma em idosos saudáveis e naqueles com doenças cardiovascula-</p><p>res; o importante é reconhecer situações de emergência e ter um pla-</p><p>no de procedimentos já estabelecido no programa.</p><p>V - Promover atividades multidimensionais, que incluam treinamento</p><p>cardiorrespiratório, força, equilíbrio e flexibilidade.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) As alternativas I, II, IV e V estão corretas.</p><p>b) As alternativas I, II e V estão corretas.</p><p>c) As alternativas I, II, III e V estão corretas.</p><p>d) As alternativas I, II, III e IV</p><p>estão corretas.</p><p>e) As alternativas II, III, IV e V estão corretas.</p><p>2) A flexibilidade é um dos componentes da aptidão neuromuscular e se re-</p><p>laciona com a saúde e qualidade de vida, porque, para a realização de</p><p>atividades da vida diária, é importante que o indivíduo apresente boa am-</p><p>plitude de movimentos nas articulações corporais. Analisando essas afir-</p><p>mações, indique a resposta correta:</p><p>121© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>a) a) As duas afirmações são verdadeiras, porém a segunda não é uma</p><p>justificativa correta da primeira.</p><p>b) As duas afirmações são falsas.</p><p>c) A primeira afirmação é verdadeira, porém a segunda é falsa.</p><p>d) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira.</p><p>e) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda é uma justificativa</p><p>correta da primeira.</p><p>3) A osteoporose é uma enfermidade osteomuscular que mais acomete a</p><p>população idosa, com maior prevalência e incidência no público feminino,</p><p>devido à rápida perda óssea associada à pós-menopausa. É uma doen-</p><p>ça metabólica do tecido ósseo, caracterizada por perda gradual da massa</p><p>óssea, que enfraquece os ossos por deterioração da microarquitetura te-</p><p>cidual óssea, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Quanto à</p><p>prática do exercício físico, assinale a alternativa correta:</p><p>a) Práticas esportivas competitivas são as práticas mais recomendáveis.</p><p>b) Não é recomendável incluir exercícios de alongamento para promover</p><p>a flexibilidade, devido ao risco de quedas.</p><p>c) Caminhadas e corridas leves por 45 minutos estão associadas à pre-</p><p>servação da densidade mineral e óssea e reduzem o risco de quedas.</p><p>d) O treinamento de resistência (como musculação com halteres, barras</p><p>ou tubos de borracha) deve ser realizado todos os dias, pois previnem</p><p>a progressão da osteoporose e evitam a sarcopenia.</p><p>e) A natação e a hidroginástica estão contraindicados, pois, na osteopo-</p><p>rose, é necessário um trabalho resistido com carga.</p><p>Gabarito</p><p>Confira, a seguir, as respostas corretas para as Questões</p><p>Autoavaliativas propostas:</p><p>1) c.</p><p>2) e.</p><p>3) c.</p><p>122 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>5. CONSIDERAÇÕES</p><p>Chegamos ao final! Na unidade 4, você teve a oportuni-</p><p>dade de compreender a prescrição do exercício para idosos. É</p><p>importante que você estude também as referências do Conteúdo</p><p>Digital Integrador, pois elas lhe darão uma maior profundidade</p><p>no assunto.</p><p>As leituras sugeridas abordam os conteúdos estudados</p><p>nesta unidade, os parâmetros gerais para a prescrição do exercí-</p><p>cio físico para um programa de treinamento voltado à promoção</p><p>e à manutenção da saúde e as recomendações para idosos hígi-</p><p>dos e com doenças crônicas.</p><p>Verificamos que, durante o processo de envelhecimento,</p><p>ocorrem alterações físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais, bem</p><p>como o surgimento de doenças crônico-degenerativas. O apareci-</p><p>mento dessas doenças se deve aos hábitos de vida inadequados</p><p>e que levam à redução da capacidade funcional, ou seja, de reali-</p><p>zar as atividades da vida diária, a redução da capacidade aeróbica,</p><p>mudanças da constituição corporal e surgimento de complicações</p><p>que podem levar à redução da independência e ao aumento signi-</p><p>ficativo da morbimortalidade quando associadas ao sedentarismo.</p><p>A adoção pelo idoso de hábitos de vida saudáveis, associada</p><p>a um programa estruturado de atividades física, com planejamento</p><p>individualizado, reduz significativamente o risco de doenças e de com-</p><p>plicações. A atividade física está relacionada ao aumento da capacida-</p><p>de física, à melhora da função cognitiva e da autoestima, à redução da</p><p>depressão e à otimização das interações sociais e comunitárias.</p><p>Assim sendo, profissionais de saúde devem ser enfáticos ao</p><p>orientar sobre o exercício físico e prescrevê-lo, assim como ao rea-</p><p>valiar periodicamente o cumprimento dos objetivos propostos.</p><p>123© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>6. E-REFERÊNCIAS</p><p>Lista de figuras</p><p>Figura 1 Envelhecimento e Doença Crônica. Disponível em: <https://fortissima.com.</p><p>br/2013/12/20/cuidados-que-os-idosos-devem-tomar-com-os-remedios-36108/>.</p><p>Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 2 Treinamento Combinado. Disponível em: <https://www.altoastral.com.br/</p><p>exercicios-aerobicos-para-a-terceira-idade/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 3 Treinamento Aeróbio. Disponível em: <http://correio.fdvmg.edu.br/</p><p>downloads/DEF222/Aula%2015%20-%20Diretrizes%20para%20prescricao%20da%20</p><p>atividade%20fisica%20na%20terceira%20i>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 4 Treinamento de Força. Disponível em: <https://www.educacaofisica.com.br/</p><p>saude-bem-estar/terceira-idade/importancia-do-treinamento-resistido-musculacao-</p><p>no-envelhecimento/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 5 Exercício de Flexibilidade.. Disponível em: <https://fortissima.com.</p><p>br/2014/10/01/alongamento-para-idosos-desenvolve-mobilidade-e-saude-muscular-</p><p>veja-exercicios-14656649/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Figura 6 Treinamento de Equilíbrio. Disponível em: <https://melhorseguros.com/blog/</p><p>seguro-de-vida-para-idosos/>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>Sites pesquisados</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Progression models in resistance training</p><p>for healthy adults. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 41, n.3, p. 687-708, mar.</p><p>2009. Disponível em: <https://sci-hub.tw/10.1249/MSS.0b013e3181915670>. Acesso</p><p>em: 24 jan. 2019.</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Diretrizes do ACSM para os testes de</p><p>esforço e sua prescrição de exercício. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 404p., 2013.</p><p>ACSM/AHA RECOMMENDATIONS. Physical activity and health: a report of surgeon</p><p>general. Disponível em: <https://sci-hub.tw/10.1001/jama.1995.03520290054029>.</p><p>Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis</p><p>(DAnT). Brasília. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/DCNT.</p><p>pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019. COELHO C. F. ; BURINI R. C. Rev. Nutr., Campinas,</p><p>124 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>22(6):937-946, nov./dez., 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rn/v22n6/</p><p>v22n6a15.pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>DIRETRIZES SBD. Tratamento e acompanhamento do Diabetes mellitus. Disponível em:</p><p><http://www.cff.org.br/userfiles/file/noticias/Diretrizes_SBD_2007%5B1%5D.pdf>.</p><p>Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>HEYWARD, V. H. Atividade Física, Saúde e Doenças Crônicas. In: ______. Avaliação física</p><p>e prescrição de exercício: técnicas avançadas. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. p.</p><p>21-38. Disponível em: <http://srvd.grupoa.com.br/uploads/imagensExtra/legado/H/</p><p>HEYWARD_Vivian_H/Avaliacao_Fisica_Prescricao_Exercicios_6ed/Lib/Cap_01.pdf>.</p><p>Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Trabalhando juntos pela saúde / Organização</p><p>Mundial da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2007 (Série B. Textos Básicos de</p><p>Saúde). Disponível em: <https://www.who.int/whr/2006/06_overview_pr.pdf>.</p><p>Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>PATE R. R. et al. Physical activity and public health. A recommendation of the Centers</p><p>for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine.</p><p>JAMA; v. 273, n. 5, p. 402-407, fev. 1995. Disponível em: <https://sci-hub.tw/10.1001/</p><p>jama.1995.03520290054029>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>V DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO. Sociedade brasileira de hipertensão.</p><p>Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-</p><p>782X2007001500012>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>SAFONS, M. P., PEREIRA, M. M. Princípios Metodológicos da Atividade Física para</p><p>Idosos. Brasília: CREF/DF – FEF/UnB/GEPAFI, 2007. Disponível em: <http://www.</p><p>mp.go.gov.br/portalweb/hp/2/docs/saude13-atividade_fisica_para_idosos.pdf>.</p><p>Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>SANTOS JUNIOR, V. A.; LOLLO P. C. B. Atividade física e doenças crônicas degenerativas:</p><p>recomendações para a prática voltada para a saúde. EFDeportes.com,</p><p>Buenos Aires,</p><p>ano 19, n. 200, jan. 2015. Disponível em: <https://www.efdeportes.com/efd200/</p><p>atividade-fisica-e-doencas-cronicas-degenerativas.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>SBC − SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. IV Diretriz brasileira sobre</p><p>dislipidemias e prevenção da aterosclerose. Departamento de Aterosclerose da</p><p>Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol. Disponível em: <http://www.</p><p>scielo.br/pdf/abc/v88s1/01.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>TRIBESS, S.; VIRTUOSO JR., J. S. Prescrição de exercícios físicos para idosos. Rev. Saúde.</p><p>com, v. 1, n. 2, p. 163-172, 2005. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.</p><p>php/rsc/article/view/58/37>. Acesso em: 24 jun. 2019.</p><p>125© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 4 – PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO PARA O IDOSO</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento: promoção da saúde e exercício. São Paulo: Manole,</p><p>2008.</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>RAMOS R. L.; CENDOROGLO, M. S. Geriatria e gerontologia: guias de medicina</p><p>ambulatorial hospitalar da Unifesp-EPM. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>REBELATTO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a prática da assistência ao</p><p>idoso. 2. ed. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>SCHWANKE, C. H. A.; SCHNEIDER, I. G. R. H.; RESENDE, T. L. Atualizações em geriatria e</p><p>gerontologia V: fisioterapia e envelhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>TAYLOR, A. W.; JOHNSON, M. J. Fisiologia do exercício na terceira idade. São Paulo:</p><p>Manole, 2015.</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>uma visão geral do impac-</p><p>to do envelhecimento associado com estilo de vida sedentário</p><p>e inatividade física, denotando o papel da atividade física e do</p><p>exercício na prevenção e na reabilitação de Doenças Crônicas</p><p>Não Transmissíveis (DCNTs) que acometem os idosos.</p><p>Figura 1 Esquema de conceitos-chave do impacto do envelhecimento e a importância</p><p>do exercício físico na prevenção e no tratamento das DCNTs.</p><p>Entre as DCNTs mais comuns na velhice, destacam-se a Hi-</p><p>pertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM),</p><p>que, juntas, são consideradas como os principais fatores de risco</p><p>para o desenvolvimento de complicações renais, doenças cardía-</p><p>cas e cerebrovasculares, representando, portanto, altos custos</p><p>médicos e socioeconômicos, decorrentes principalmente das</p><p>complicações que a acompanham (SBC; SBH; SBN, 2010).</p><p>13© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>CONTEÚDO INTRODUTÓRIO</p><p>Outras doenças crônicas que acometem os idosos, porém</p><p>em menor proporção, são o câncer, as doenças respiratórias,</p><p>mentais e reumáticas inflamatórias, que, somadas à HAS e à DM,</p><p>aumentam sobremaneira as consequências danosas ao processo</p><p>saúde-doença da população idosa (BUSSCHE et al., 2011).</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>5. E-REFERÊNCIAS</p><p>BUSSCHE, H. V. D. et al. Which chronic diseases and disease combinations are specific</p><p>to multimorbidity in the elderly? Results of a claims data based cross-sectional study in</p><p>Germany. BMC Public Health, v. 11, n. 101, p. 1-9, 2011. Disponível em: <https://www.</p><p>ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3050745/>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. Brasília: Fundação Vale; UNESCO, 2013. (Caderno de</p><p>referência de esporte; 2). Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/</p><p>pf0000224986>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>NÓBREGA, A. C. L. et al. Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do</p><p>Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: atividade física e saúde</p><p>no idoso. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 5, n. 6, p. 207-211, dez. 1999. Disponível</p><p>em: <http://www.scielo.br/pdf/rbme/v5n6/v5n6a02.pdf> Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>PEREIRA, G. J. Fisiologia do exercício. Lisboa: Instituto Português do Desporto e</p><p>Juventude, 2016. Disponível em: <http://www.idesporto.pt/ficheiros/file/Manuais/</p><p>GrauII/GrauII_06_Fisiologia.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>SANTOS JUNIOR, V. A.; LOLLO P. C. B. Atividade física e doenças crônicas degenerativas:</p><p>recomendações para a prática voltada para a saúde. EFDeportes.com, Buenos Aires,</p><p>ano 19, n. 200, jan. 2015. Disponível em: <https://www.efdeportes.com/efd200/</p><p>atividade-fisica-e-doencas-cronicas-degenerativas.htm>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>SBC − SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA; SBH − SOCIEDADE BRASILEIRA DE</p><p>HIPERTENSÃO; SBN − SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA. VI Diretrizes Brasileiras</p><p>de Hipertensão. Arq Bras Cardiol, v. 95, supl. 1, p. 1-51, 2010. Disponível em: <http://</p><p>publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associados.pdf>. Acesso em:</p><p>19 jun. 2019.</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>15</p><p>UNIDADE 1</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO</p><p>ENVELHECIMENTO</p><p>Objetivos</p><p>• Conhecer os conceitos que envolvem a fisiologia do exercício.</p><p>• Compreender as alterações funcionais decorrentes do envelhecimento.</p><p>Conteúdos</p><p>• Conceitos básicos de fisiologia do exercício:</p><p>• Impactos do envelhecimento nos sistemas biológicos:</p><p>Orientações para o estudo da unidade</p><p>Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:</p><p>1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referência de Conteúdo;</p><p>busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bi-</p><p>bliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na</p><p>modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o</p><p>seu crescimento intelectual.</p><p>2) Tenha sempre à mão o significado dos conceitos apresentados no Glossá-</p><p>rio e suas relações com o Esquema dos Conceitos-Chave para o estudo de</p><p>todas as unidades deste material. Isso poderá facilitar sua aprendizagem</p><p>e seu desempenho.</p><p>3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteú-</p><p>do Digital Integrador.</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>17© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Nesta unidade, iremos estudar as questões que envolvem</p><p>o exercício físico e o envelhecimento.</p><p>Você sabia que, segundo dados da Organização Pan-Ame-</p><p>ricana de Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OPAS –</p><p>OMS), entre 1980 e 2000, a população com 60 anos ou mais cres-</p><p>ceu 7,3 milhões, totalizando mais de 4,5 milhões em 2000? E o</p><p>mais assustador é que, segundo a OMS, o número chegará a dois</p><p>bilhões de pessoas até 2050, e o Brasil terá a quinta população</p><p>mais idosa do mundo!</p><p>Dessa forma, o envelhecimento da população e o perfil</p><p>funcional resultante da transição epidemiológica aumentam as</p><p>demandas de profissionais habilitados a cuidar dessa população.</p><p>O profissional especialista em Gerontologia poderá beneficiar o</p><p>idoso por meio do exercício físico, atuando nas disfunções resul-</p><p>tantes do processo de envelhecimento e nas síndromes geriátri-</p><p>cas, de maneira preventiva ou reabilitadora.</p><p>A atividade física permite preservar ou desenvolver a fun-</p><p>cionalidade da pessoa idosa. Por isso, é importante diferenciar as</p><p>disfunções do processo fisiológico das do patológico para saber</p><p>intervir adequadamente. Assim, faz-se necessário o conhecimen-</p><p>to de conceitos básicos que envolvem a fisiologia do exercício e</p><p>as perdas funcionais decorrentes do processo de envelhecimento.</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA</p><p>O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-</p><p>cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão</p><p>integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-</p><p>do Digital Integrador.</p><p>18 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>2.1. CONCEITOS BÁSICOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO</p><p>O termo fisiologia vem dos termos gregos physis (natureza,</p><p>função ou funcionamento) e logos (palavra ou estudo). Assim,</p><p>a Fisiologia caracteriza-se como o ramo da Biologia que estuda</p><p>as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas dos seres</p><p>vivos. Podemos, assim, dizer que ela estuda os processos funcio-</p><p>nais e adaptativos mais diretamente relacionados com a ativida-</p><p>de motora em situações de esforço.</p><p>Sabe-se que tal atividade envolve liberação de hormônios,</p><p>alteração do estado emocional, ativação neuromuscular e vários</p><p>mecanismos, em especial, o que compreende o gasto de energia</p><p>e sua reposição por meio de repouso e alimentação correta e</p><p>equilibrada.</p><p>Fonte: Pereira (2016, p. 3).</p><p>Figura 1 Atividade Motora e Esforço.</p><p>19© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Em suma, a fisiologia do exercício estuda como as estruturas e</p><p>funções do organismo são alteradas quando somos expostos a</p><p>exercícios agudos ou crônicos e os seus efeitos.</p><p>Homeostasia e estado estável</p><p>A homeostasia e o estado estável referem-se a uma re-</p><p>lação estímulo-adaptação, pois uma condição necessária ao es-</p><p>tabelecimento de fenômenos adaptativos é a existência de um</p><p>estímulo. Por estímulo entende-se um fator, interno ou externo</p><p>ao organismo, que determina uma resposta específica de um sis-</p><p>tema, aparelho, órgão ou tecido excitável. Ele pode ser natural</p><p>ou artificial, espontâneo ou programado, mas terá sempre de</p><p>possuir características que lhe permitam provocar uma reação</p><p>orgânica de magnitude suficiente para desencadear o processo</p><p>adaptativo.</p><p>Homeostasia, do grego homeo (mesmo) e stasis (estado),</p><p>entende-se como a forma dinâmica por meio da qual o organis-</p><p>mo humano mantém o seu equilíbrio interno em relação com o</p><p>meio.</p><p>Os estímulos internos,</p><p>regra geral, concorrem para a unifi-</p><p>cação, integração e coordenação dos processos orgânicos e para</p><p>a manutenção do equilíbrio do meio interno, ou seja, para a ho-</p><p>meostasia (observe a Figura 2).</p><p>Estado estável pode ser definido como a estabilidade que</p><p>é provocada em alguns órgãos, músculos e tecidos, e que cola-</p><p>bora para o equilíbrio da produção de substratos energéticos e</p><p>a manutenção da frequência cardíaca para a realização do exer-</p><p>cício. Dessa forma, atinge-se o estado estável de acordo com a</p><p>20 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>intensidade e a duração do exercício, ou seja, o organismo se</p><p>ajusta à demanda energética à medida que se aumenta o grau</p><p>de dificuldade do exercício. Determina-se, desse modo, a esta-</p><p>bilidade e a continuidade da atividade em certa intensidade, até</p><p>que esse estado não seja mais sustentável e assim ocorra a inter-</p><p>rupção do exercício.</p><p>A partir da compreensão da relação estímulo-adaptação,</p><p>é possível analisar a utilização das fontes de energia, bem como</p><p>sua origem e suas formas de conversão em energia utilizável no</p><p>movimento humano, no âmbito da atividade física e do exercício</p><p>físico. Observe a Figura 2.</p><p>Figura 2 Homeostasia – Equilíbrio Interno.</p><p>21© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Exercício Físico, Atividade Física e Aptidão Física</p><p>O processo de preparação desportiva, designado como</p><p>treino ou processo de treino, tem como objetivo o desenvolvi-</p><p>mento das adaptações orgânicas necessárias à produção de tra-</p><p>balho adequado à especificidade do exercício. A prática regular</p><p>de atividades físicas é considerada um fator comportamental</p><p>ambiental determinante na manutenção da saúde.</p><p>Logo, atividade física e exercício físico têm sido utilizados</p><p>com vistas à promoção da qualidade de vida das pessoas, haja</p><p>vista seu impacto sobre a aptidão física relacionada à saúde.</p><p>Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pela</p><p>musculatura esquelética que resulta em gasto energético. São</p><p>exemplos de atividades físicas: tomar banho, dirigir, pintar, tocar</p><p>um instrumento, andar, brincar, passear, fazer compras, traba-</p><p>lhar, dançar, jogar, varrer, jardinar e praticar exercícios físicos.</p><p>E exercício físico engloba atividades recreativas, planeja-</p><p>das e estruturadas, que têm como objetivo a manutenção e a</p><p>melhora de um ou mais componentes da aptidão física. Há pa-</p><p>drões característicos em cada modalidade, os quais devem estar</p><p>ligados aos objetivos propostos, planejados com critérios como</p><p>frequência semanal, duração, intensidade e progressão, entre</p><p>outros.</p><p>A aptidão física, por sua vez, é a capacidade de realizar as</p><p>atividades cotidianas com tranquilidade e menor esforço. Está</p><p>relacionada à saúde e também à pratica de atividades físicas em</p><p>vários momentos, pois precisamos de muitas das qualidades físi-</p><p>cas para executar diferentes tarefas do dia a dia. A aptidão física</p><p>relacionada à saúde refere-se à condição física quanto às capa-</p><p>cidades profundamente ligadas à qualidade de vida das pessoas:</p><p>capacidade aeróbia, flexibilidade, força e resistência muscular</p><p>22 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>localizada e composição corporal. Já a aptidão relacionada ao</p><p>desempenho desportivo, além de estar associada às capacida-</p><p>des acima citadas, refere-se também a agilidade, velocidade,</p><p>equilíbrio postural e coordenação motora, sobre as quais não</p><p>vamos nos deter aqui nesta unidade.</p><p>Passamos agora para o conhecimento dos componen-</p><p>tes da aptidão física relacionada à saúde e suas relações com o</p><p>envelhecimento.</p><p>Componentes da aptidão física relacionada à saúde</p><p>• Capacidade aeróbica: também denominada de resis-</p><p>tência aeróbia, refere-se à capacidade funcional do co-</p><p>ração, pulmões e sangue de transportar oxigênio para</p><p>os músculos em exercício, ou seja, do seu sistema de ab-</p><p>sorção, transporte, entrega e utilização de oxigênio aos</p><p>tecidos ativos durante exercícios físicos. Quanto maior</p><p>a resistência aeróbia, maior a capacidade cardiorrespi-</p><p>ratória, ou seja, a capacidade de manter um exercício</p><p>submáximo durante períodos prolongados de tempo.</p><p>Ocorre declínio da capacidade aeróbia com o aumento</p><p>da idade, e treinar essa capacidade pode ajudar a man-</p><p>ter e melhorar a função cardiovascular, o que contribui,</p><p>em vários aspectos, a obter um envelhecimento mais</p><p>saudável, com menor risco de doenças, quedas e perío-</p><p>dos de morbidade, que resultam na redução da quali-</p><p>dade de vida.</p><p>• Flexibilidade: engloba a amplitude de movimentos de</p><p>simples ou múltiplas articulações. Reflete o grau de mo-</p><p>bilidade passiva do corpo com restrição própria da uni-</p><p>dade musculotendínea ou de outros tecidos corporais.</p><p>23© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>A flexibilidade de uma articulação depende da preser-</p><p>vação das estruturas que a compõem, tais como ossos</p><p>e tecido conjuntivo. As limitações impostas à amplitude</p><p>de movimentos com o envelhecimento têm sido asso-</p><p>ciadas com incapacidade e desconforto. A alteração da</p><p>flexibilidade está relacionada à rigidez do tecido, e sua</p><p>redução, além de restringir o movimento, aumenta o</p><p>risco de lesões articulares.</p><p>• Força e resistência muscular: força é a capacidade de</p><p>exercer tensão muscular contra uma resistência, su-</p><p>perando-a, sustentando-a ou cedendo diante dela.</p><p>Resistência é a capacidade de sustentar determinada</p><p>força ou manter contrações musculares repetidamen-</p><p>te ao longo do tempo. Com o envelhecimento, ocorre</p><p>redução da força e da resistência muscular, por isso é</p><p>imprescindível a sua manutenção por meio do exercício</p><p>físico, para a independência e capacidade funcional do</p><p>idoso.</p><p>• Composição corporal: diz respeito à quantificação dos</p><p>tecidos que compõem o peso corporal, sendo músculos,</p><p>ossos e gorduras os principais componentes estruturais</p><p>do corpo. Com o envelhecimento normal, ocorrem al-</p><p>terações na composição corporal, como aumento ou</p><p>redução da gordura corporal e perda da densidade mi-</p><p>neral óssea. A má nutrição do idoso, com consequente</p><p>baixo peso ou obesidade, tem sido associada à dificul-</p><p>dade de se realizarem as atividades diárias, devido ao</p><p>fato de o idoso se tornar mais inativo, o que comprome-</p><p>te a sua capacidade física. Podemos também destacar</p><p>que o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido utilizado</p><p>para a caracterização do estado nutricional em idosos.</p><p>24 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Bioenergética − Vias Metabólicas e Substratos Energéticos</p><p>Para as ações relacionadas aos movimentos, o organismo</p><p>é capaz de converter os substratos absorvidos dos alimentos</p><p>em energia utilizável. Essas energias encontram-se sob a for-</p><p>ma de carboidratos, gorduras e proteínas que são armazenados</p><p>no organismo. Para o organismo humano executar suas tarefas</p><p>diárias, em específico os movimentos propriamente ditos, ele</p><p>necessita dos estoques dessas energias para utilização, renova-</p><p>ção e transformação da energia química em energia mecânica.</p><p>A energia química contida nas macromoléculas alimentares é</p><p>convertida em outros tipos energéticos necessários a uma mul-</p><p>tiplicidade de tarefas biológicas, nomeadamente a conversão de</p><p>energia química em mecânica operada em nível muscular esque-</p><p>lético. Essa energia é necessária para o normal funcionamento</p><p>do metabolismo.</p><p>A bioenergética estuda essas reações através da aplicação</p><p>de princípios básicos da termodinâmica aos sistemas biológicos.</p><p>A energia encontra-se armazenada em todas as células hu-</p><p>manas sob a forma de ATP (trifosfato de adenosina). Logo, o ATP</p><p>é a forma como o organismo armazena a energia química nas</p><p>células. O ATP é um nucleótido de adenina composto por três</p><p>radicais fosfato. A energia é gerada por hidrólise da molécula de</p><p>ATP, através da quebra de um radical fosfato.</p><p>O</p><p>sistema muscular produz energia mecânica à custa de</p><p>reações químicas; o músculo é um tecido especialmente adapta-</p><p>do para a transformação de energia química (ATP) em mecânica</p><p>(tensão muscular decorrente do mecanismo fisiológico da con-</p><p>tração muscular).</p><p>25© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>No processo de transformação de energia química em me-</p><p>cânica, consideram-se três vias possíveis: a via anaeróbia alác-</p><p>tica, a anaeróbia láctica e a aeróbia. Estas utilizam, respectiva-</p><p>mente, os sistemas de produção de energia ATP-CP, o glicolítico</p><p>e o oxidativo.</p><p>Vias Metabólicas e Substratos Energéticos − Vias de</p><p>transformação de energia</p><p>• Via anaeróbia aláctica ou sistema ATP-CP: caracteriza-</p><p>-se por uma rápida regeneração de ATP. É o sistema</p><p>energético mais simples e designa-se anaeróbio alácti-</p><p>co por não utilizar oxigênio e não produzir ácido láctico.</p><p>Possui, porém, uma duração máxima bastante curta,</p><p>isso porque as reservas de PCr (fosfocreatina ou creati-</p><p>na-fosfato) diminuem e a sua reposição é lenta. É uma</p><p>via predominante em esforços muito intensos e de du-</p><p>ração breve (no máximo até 20 segundos). A contração</p><p>muscular é assegurada pela energia que resulta da hi-</p><p>drólise do ATP (ATP → ADP + P+ energia), que necessi-</p><p>ta ser ressintetizado pela PCr através da reação inversa</p><p>(ADP + P + energia → ATP), que não serve para asse-</p><p>gurar a contração muscular, mas, sim para a contínua</p><p>ressíntese de ATP.</p><p>Observe a Figura a seguir:</p><p>26 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Fonte: Pereira (2016, p. 18).</p><p>Figura 3 Variação da Concentração de ATP e CPr.</p><p>A Figura 3 mostra a variação da concentração de ATP e PCr</p><p>no decurso de um exercício de 15 segundos de duração, realizado</p><p>a uma intensidade máxima para esse tempo de duração. Verifica-</p><p>mos que até os primeiros 10 segundos de esforço a concentração</p><p>de ATP não se altera significativamente, à mercê do processo de</p><p>ressíntese na dependência da PCr. Em torno dos 10 segundos, não</p><p>se é possível manter constantes os níveis de ATP. A diminuição das</p><p>reservas de PCr e consequentemente de ATP explica o limiar de</p><p>fadiga muscular local em esforços anaeróbios alácticos, impossibi-</p><p>litando a continuação do esforço ou implicando uma baixa da in-</p><p>tensidade deste. Quando as reservas em ATP e PCr decrescem de</p><p>forma muito significativa, instala-se a fadiga. A partir dessa fase,</p><p>não é mais possível manter o mesmo nível de intensidade ou mes-</p><p>mo a continuidade do exercício; a fim de se poder dar continuida-</p><p>de ao exercício, a velocidade de ressíntese ou a produção de ATP</p><p>passarão a ser asseguradas por outro processo energético.</p><p>27© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>• Via anaeróbia láctica: constitui a segunda via de res-</p><p>síntese de ATP, utilizando para tal a degradação do</p><p>glicogênio (forma como a glicose é armazenada nos</p><p>músculos). O glicogênio é um polissacarídeo formado</p><p>por várias moléculas de glicose. Esta via permite a rea-</p><p>lização de atividade muscular por um tempo superior</p><p>ao alcançado na anaeróbia aláctica, embora com uma</p><p>menor intensidade. A ressíntese do ATP por esta via é</p><p>predominante em esforços intensos de duração entre</p><p>os 30 segundos a três minutos, aproximadamente. Para</p><p>a obtenção da energia necessária à ressíntese do ATP,</p><p>a fim de permitir a continuidade do esforço, o múscu-</p><p>lo degrada o glicogênio em glicose (glicogenólise), que,</p><p>por sua vez, através da glicólise, se transforma em ácido</p><p>pirúvico, gerando duas moléculas de ATP. Dessa forma,</p><p>proporciona-se energia adicional para a continuação do</p><p>exercício e da atividade muscular. O ácido pirúvico as-</p><p>sim formado tem possibilidade de prosseguir por uma</p><p>via metabólica que lhe permita gerar novas moléculas</p><p>de ATP. Para isso, é necessário a presença de oxigênio,</p><p>no entanto, o oxigênio pode não estar disponível, ou</p><p>podem as fibras musculares possuir características que</p><p>não lhes permitem utilizar de forma eficaz o oxigênio,</p><p>como é o caso das fibras musculares brancas ou do tipo</p><p>II, designadas fibras musculares de contração rápida. O</p><p>ácido pirúvico tansforma-se em ácido láctico. Por esse</p><p>motivo, designa-se via anaeróbia (sem oxigênio) láctica</p><p>(com produção de ácido láctico). Outra designação</p><p>possível é glicolítica, por utilizar como único substrato</p><p>energético a degradação da glicose de forma anaeróbia.</p><p>Trata-se de um processo metabólico que possibilita a</p><p>28 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>obtenção de uma grande quantidade de energia num</p><p>período de tempo relativamente curto.</p><p>• Via aeróbia: nesta via, o processo energético é basea-</p><p>do no metabolismo aeróbio. Trata-se de um processo</p><p>de ressíntese de ATP, também designado de oxidativo.</p><p>Comporta uma série de reações bioquímicas em cadeia</p><p>− ciclo de Krebs −, em que os substratos energéticos</p><p>são completamente oxidados e fornecem como produ-</p><p>tos finais o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O). O</p><p>processo aeróbio (oxidativo) de ressíntese do ATP asse-</p><p>gura o suprimento energético em esforços prolongados</p><p>e de baixa intensidade, em regime de resistência, mas</p><p>também em esforços intermitentes e/ou alternados,</p><p>particularmente nos períodos de recuperação ou de</p><p>menor intensidade. O processo oxidativo pode utilizar</p><p>diferentes substratos energéticos, os glicídios (açúcares</p><p>ou hidratos de carbono) e os lipídios (gorduras). Nas</p><p>outras vias metabólicas, nunca são utilizados os lipídios</p><p>(gorduras) como substrato energético. No metabolismo</p><p>aeróbio, é possível utilizar-se dos lipídios, as principais</p><p>fontes metabólicas de energia derivadas dos lipídios são</p><p>os ácidos graxos do tecido adiposo, os triglicerídeos in-</p><p>tramusculares e os triglicerídeos circulantes do plasma.</p><p>A contribuição de cada um depende do exercício reali-</p><p>zado, da duração, da intensidade e do estágio de treina-</p><p>mento do indivíduo. O processo bioquímico é a glicólise</p><p>aeróbia, ou seja, a metabolização oxidativa da glicose</p><p>processada nas mitocôndrias.</p><p>A Figura 4, a seguir, mostra as duas fases da glicólise: uma</p><p>citoplasmática, em que se formam dois ATP e ácido pirúvico, e</p><p>outra mitocondrial, em que tem lugar o ciclo de Krebs, forman-</p><p>29© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>do-se 38 ATP. Não provoca uma queda tão pronunciada do pH,</p><p>pela menor produção de ácido láctico, e os produtos finais são</p><p>H2O e CO2 eliminado pela expiração.</p><p>MITOCÔNDRIA</p><p>Fonte: Pereira (2016, p. 20).</p><p>Figura 4 Fases da Glicólise.</p><p>Predominância e não exclusividade das vias metabólicas</p><p>Os três sistemas energéticos ou vias metabólicas são inter-</p><p>dependentes, ou seja, há interação entre os diferentes processos</p><p>de ressíntese do ATP. A predominância de uma em relação a outra</p><p>depende das caraterísticas do exercício, dos aspectos qualitativos</p><p>(intensidade) e quantitativos (volume). A Figura 5, a seguir, mostra</p><p>um esforço de corrida, ou seja, um exercício de intensidade má-</p><p>30 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>xima para o tempo considerado em cada processo energético. O</p><p>pico de cada curva corresponde à potência desse processo ener-</p><p>gético. A área que cada curva define em relação aos dois eixos</p><p>corresponde à capacidade. Logo, a fonte energética mais potente</p><p>é a anaeróbia aláctica (esforços de potência do tipo explosivo) e a</p><p>de maior capacidade é a aeróbia (esforços de resistência aeróbia).</p><p>Fonte: Pereira (2016, p. 21).</p><p>Figura 5 Vias Metabólicas em Exercício Máximo de Corrida.</p><p>2.2. IMPACTO DO ENVELHECIMENTO NOS SISTEMAS BIOLÓGICOS</p><p>Ao se refletir sobre as atividades físicas, precisa-se pensar</p><p>além dos benefícios, compreender as mudanças de comporta-</p><p>mentos individuais e/ou coletivos para a adesão a essas ativida-</p><p>des e a manutenção destas.</p><p>Sendo assim, tão importante quanto</p><p>investigar os benefícios nos sistemas fisiológicos proporcionados</p><p>31© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>por essas práticas, é compreender que o envelhecimento está</p><p>associado, além das perdas sociais e cognitivas, a uma série de</p><p>variações e mudanças biológicas, fisiológicas e anatômicas que o</p><p>ser humano sofre ao longo dos anos.</p><p>As principais perdas ocorrem nos sistemas biológicos an-</p><p>tropométrico, musculoesquelético, pulmonar, cardiovascular,</p><p>muscular e neural, e são capazes de comprometer seriamente a</p><p>qualidade de vida do idoso.</p><p>Vamos conhecer as principais perdas inerentes ao proces-</p><p>so de envelhecimento.</p><p>Sistema antropométrico/musculoesquelético</p><p>Uma das mais evidentes alterações verificadas com o au-</p><p>mento da idade cronológica é a mudança nas dimensões corpo-</p><p>rais. Com o envelhecimento, existe uma diminuição da estatura,</p><p>por causa da compressão vertebral, do estreitamento dos discos</p><p>e da cifose. Ocorre obesidade devido às várias mudanças fisioló-</p><p>gicas, com maior depósito de células adiposas no lugar de células</p><p>musculares, devido à perda de massa muscular. Há um aumento</p><p>do tecido adiposo e do colágeno intersticial na musculatura do</p><p>idoso. Além disso, ocorrem perda de peso, um fenômeno multi-</p><p>fatorial que envolve mudanças nos neurotransmissores e fatores</p><p>hormonais que controlam a fome e a saciedade, dependência</p><p>funcional nas atividades da vida diária relacionadas à nutrição,</p><p>uso excessivo de medicamentos, depressão e isolamento, estres-</p><p>se financeiro, alterações na dentição, alcoolismo, sedentarismo,</p><p>atrofia muscular e catabolismo associado a doenças agudas e</p><p>certas doenças crônicas. O incremento da massa corporal inicia-</p><p>-se na meia-idade (45-50 anos) e se estabiliza aos 70 anos, quan-</p><p>do tem início um declínio até os 80 anos. Com essas mudanças</p><p>32 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>no peso e na estatura, o Índice de Massa Corporal (IMC) também</p><p>se modifica ao longo do tempo.</p><p>Há diminuição da massa muscular, denominada sarcopenia,</p><p>principal fator para a redução da força com o avanço da idade, de-</p><p>clínio causado pela redução no tamanho das fibras musculares in-</p><p>dividuais e/ou pela perda destas. Com essa diminuição de massa</p><p>muscular, existe uma perda preferencial das fibras do tipo II, ou seja,</p><p>fibras de resistência, de contração rápida. E diminuição da massa</p><p>óssea, denominada osteopenia, devido ao processo de remodela-</p><p>mento, realizado por dois tipos especiais de células: os osteoblastos,</p><p>células formadoras de osso, e os osteoclastos, células responsáveis</p><p>pela reabsorção óssea. O envelhecimento modifica a atividade celu-</p><p>lar na medula óssea, ocasionando reabastecimento inadequado de</p><p>osteoclastos e osteoblastos. A perda óssea se dá pelo desequilíbrio</p><p>no processo de reabsorção (osteoclastogênese) excessiva e forma-</p><p>ção óssea (osteoblastogênese) inadequada. Além disso, relaciona-</p><p>-se com a nutrição, o estado hormonal, o nível de atividade física</p><p>e a hereditariedade e torna o idoso mais suscetível à osteoporose.</p><p>Têm sido relatadas como ocorrências, principalmente, per-</p><p>da na força muscular (perda de 10 a 20%), maior índice de fadiga</p><p>muscular, menor capacidade para hipertrofia, diminuição na ati-</p><p>vidade oxidativa e diminuição dos estoques de fontes energéti-</p><p>cas (ATP/CPr/Glicogênio). Relatam-se também outras alterações:</p><p>diminuição da agilidade, da coordenação, do equilíbrio, da flexi-</p><p>bilidade e da mobilidade articular, aumento da rigidez da cartila-</p><p>gem, dos tendões e dos ligamentos, quedas e fraturas.</p><p>Sistema neural</p><p>O sistema nervoso é o sistema biológico mais comprome-</p><p>tido com o processo do envelhecimento, pois é responsável pela</p><p>33© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>vida de relação, ou seja, sensações, movimentos, funções psíqui-</p><p>cas, entre outros, e pela vida vegetativa, ligada às funções bioló-</p><p>gicas internas. As alterações mais importantes do envelhecimen-</p><p>to ocorrem no cérebro, que diminui de volume e peso. Nota-se</p><p>uma redução de 5% aos 70 anos e cerca de 20% aos 90 anos</p><p>de idade, ocorrendo um certo grau de atrofia cortical, com con-</p><p>sequente aumento volumétrico do sistema ventricular, bem evi-</p><p>denciado pelo estudo tomográfico. A disfunção do sistema ner-</p><p>voso varia entre as pessoas e depende de vários fatores, como</p><p>da área afetada e da consequente perda de células nervosas.</p><p>Têm sido relatados, principalmente: diminuição no núme-</p><p>ro e no tamanho dos neurônios, diminuição na velocidade de</p><p>condução nervosa, aumento do tecido conectivo nos neurônios,</p><p>menor tempo de reação, menor velocidade de movimento e di-</p><p>minuição no fluxo sanguíneo cerebral.</p><p>Sistema pulmonar e cardiovascular</p><p>O impacto no sistema respiratório é decorrente do enri-</p><p>jecimento do gradil costal relacionado às perdas ósseas (osteo-</p><p>penia, osteoporose e osteoartrose senil), caracterizado por des-</p><p>calcificação das costelas e vértebras, calcificação das cartilagens</p><p>condroesternais, alterações nas articulações costovertebrais e</p><p>achatamento dos discos intervertebrais. Essas alterações podem</p><p>resultar em fraturas parciais ou totais de vértebras, aumento da</p><p>cifose dorsal e do diâmetro anteroposterior do tórax. Tais alte-</p><p>rações da caixa torácica determinam modificações na curvatura</p><p>do diafragma, com um efeito negativo na sua capacidade de ge-</p><p>rar pressão inspiratória. Há diminuição da elasticidade do tecido</p><p>pulmonar, redução de diâmetros, enfraquecimento dos múscu-</p><p>los respiratórios e aumento do volume residual. Essas mudan-</p><p>34 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>ças trazem como consequência para o idoso uma susceptibili-</p><p>dade maior a infecções respiratórias e provoca o aumento do</p><p>uso de músculos acessórios, aumento da energia despendida na</p><p>respiração, diminuição das trocas gasosas e do reflexo da tosse,</p><p>ocasionando maior susceptibilidade a infecções pulmonares e</p><p>pneumonias.</p><p>No sistema cardiovascular, ocorre a migração de células li-</p><p>sas vasculares ativadas para dentro da camada íntima dos vasos</p><p>arteriais, o que incrementa a produção da matriz extracelular, a</p><p>produção de colágeno e a perda de fibras elásticas, resultando</p><p>em dilatação e calcificação arterial, responsáveis pelo aumen-</p><p>to da rigidez arterial. Nas artérias, ocorre acúmulo de gordura</p><p>(aterosclerose), perda de fibra elástica e aumento de colágeno.</p><p>A função cardiovascular prejudicada diminui a resposta de ele-</p><p>vação de frequência cardíaca ao esforço, aumentando a disfun-</p><p>ção diastólica do ventrículo esquerdo e dificultando a ejeção</p><p>ventricular. Além disso, ocorre também diminuição da resposta</p><p>às catecolaminas e diminuição da resposta vascular ao reflexo</p><p>barorreceptor, possibilitando, assim, maior prevalência de Hi-</p><p>pertensão Arterial Sistólica Isolada, com maior risco de eventos</p><p>cardiovasculares.</p><p>Têm sido relatadas ocorrências como: diminuição da capa-</p><p>cidade vital, aumento do volume residual, aumento da ventila-</p><p>ção durante o exercício, menor mobilidade da parede torácica,</p><p>diminuição da capacidade de difusão pulmonar (troca gasosa),</p><p>diminuição do gasto energético, diminuição da utilização de O2</p><p>pelos tecidos, menor capacidade de adaptação ao exercício e re-</p><p>cuperação após este, diminuição da frequência cardíaca, dimi-</p><p>nuição do enchimento ventricular (diastólico) e diminuição do</p><p>volume ejetado (sistólico). Observe a figura a seguir:</p><p>35© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Fonte: Pereira (2016, p. 28).</p><p>Figura 6 Ciclo cardíaco – Sístole e Diástole.</p><p>Vídeo complementar –––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar 1.</p><p>• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na aba Videoaula,</p><p>localizado na barra superior. Em seguida, busque</p><p>pelo nome da disciplina</p><p>para abrir a lista de vídeos.</p><p>• Caso você adquira o material, por meio da loja virtual, receberá também um</p><p>CD contendo os vídeos complementares, os quais fazem parte integrante</p><p>do material.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR</p><p>O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição</p><p>necessária e indispensável para você compreender integralmen-</p><p>te os conteúdos apresentados nesta unidade.</p><p>3.1. CONCEITOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO</p><p>A fim de relembrar e complementar o que discutimos nes-</p><p>ta unidade e conhecer mais sobre o conteúdo, ou seja, os concei-</p><p>tos básicos de fisiologia do exercício, acesse:</p><p>36 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>• KRAVCHYCHYN, A. C. P; CAMACHO, E.; BORGES, P. H. O en-</p><p>velhecimento e suas implicações. EFDeportes.com, Buenos</p><p>Aires, ano 17, n. 169, jun. 2012. Disponível em: <https://</p><p>www.efdeportes.com/efd169/o-envelhecimento-e-suas-</p><p>-implicacoes-fisiologicas.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• OLIVEIRA, R. R.; SANTOS M. G. Componentes da aptidão</p><p>física relacionada à saúde. EFDeportes.com, Buenos Aires,</p><p>ano 17, n. 169, jun. 2012. Disponível em: <https://www.</p><p>efdeportes.com/efd169/aptidao-fisica-relacionada-a-sau-</p><p>de.htm>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• PEREIRA, G. J. Fisiologia do exercício. Instituto Português</p><p>do Desporto e Juventude, 2016. Disponível em: <http://</p><p>www.idesporto.pt/ficheiros/file/Manuais/GrauII/</p><p>GrauII_06_Fisiologia.pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>3.2. IMPACTO DO ENVELHECIMENTO NOS SISTEMAS BIOLÓGICOS</p><p>Para complementar e explorar as informações sobre o im-</p><p>pacto do envelhecimento nos sistemas biológicos, será muito in-</p><p>teressante que acesse os links a seguir:</p><p>• FECHINE, B. R. A; TROMPIERI, N. O processo de enve-</p><p>lhecimento: as principais alterações que acontecem</p><p>com o idoso com o passar dos anos. Rev Cient Intern,</p><p>ed 20, v. 1, artigo n. 7, janeiro/março, 2012. Disponí-</p><p>vel em: <http://www.fonovim.com.br/arquivos/534</p><p>ca4b0b3855f1a4003d09b77ee4138-Modifica----es-</p><p>-fisiol--gicas-normais-no-sistema-nervoso-do-idoso.</p><p>pdf>. Acesso em: 24 jan. 2019.</p><p>• POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do Exercício.</p><p>Manole. 2014. Biblioteca Virtual Pearson – Sessão I: Ca-</p><p>pítulos 0 a 4.</p><p>37© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS</p><p>A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para</p><p>você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em</p><p>responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteú-</p><p>dos estudados para sanar as suas dúvidas.</p><p>1) Com o objetivo de conhecer os conceitos básicos em fisiologia do exercí-</p><p>cio, correlacione a primeira coluna com a segunda:</p><p>1) Homeostase</p><p>a) Capacidade de realizar as atividades cotidianas</p><p>com tranquilidade e menor esforço, relacionada</p><p>à qualidade de vida e ao desempenho esportivo.</p><p>2) Estado estável</p><p>b) Qualquer movimento corporal produzido pela</p><p>musculatura esquelética que resulta em gasto</p><p>energético.</p><p>3) Atividade física</p><p>c) Processo de regulação dinâmica por meio do qual</p><p>o organismo humano mantém constante o seu</p><p>equilíbrio interno em relação com o meio.</p><p>4) Exercício físico</p><p>d) Situação provocada em alguns órgãos, músculos</p><p>e tecidos, e que pode manter o equilíbrio da pro-</p><p>dução de substratos energéticos e a frequência</p><p>cardíaca para a realização do exercício.</p><p>5) Aptidão física e) Prática planejada que mantém ou aumenta os</p><p>componentes da aptidão física.</p><p>Agora, assinale a alternativa que indique a sequência correta:</p><p>a) 1-d; 2-c; 3-a; 4-b; 5-e.</p><p>b) 1-c; 2-d; 3-e; 4-b; 5-a.</p><p>c) 1-a; 2-c; 3-b; 4-d; 5-e.</p><p>d) 1-c; 2-d; 3-b; 4-e; 5-a.</p><p>e) 1-d; 2-e; 3-c; 4-a; 5-b.</p><p>2) (Adaptado de NAHAS, 2001) A aptidão física, em termos gerais, pode ser</p><p>definida como a capacidade que um indivíduo tem para realizar atividades</p><p>físicas. Essa característica humana pode derivar de fatores herdados, do</p><p>38 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>estado de saúde, da alimentação e, principalmente, da prática regular de</p><p>exercícios físicos. Quando relacionada à saúde, a aptidão física envolve</p><p>componentes associados ao estado de saúde, seja nos aspectos de pre-</p><p>venção e redução dos riscos de doenças, seja pela maior disposição (ener-</p><p>gia) para as atividades da vida diária.</p><p>Responda as duas questões que se seguem a respeito dos componentes</p><p>da aptidão física:</p><p>a) Quais os componentes da aptidão física relacionados à saúde?</p><p>1) Resistência aeróbica, composição corporal, flexibilidade, força e re-</p><p>sistência muscular.</p><p>2) Força muscular, composição corporal, flexibilidade e agilidade.</p><p>3) Resistência aeróbica, composição corporal, flexibilidade, resistên-</p><p>cia muscular e equilíbrio postural.</p><p>4) Resistência aeróbica, composição corporal, flexibilidade e coorde-</p><p>nação motora.</p><p>5) Resistência aeróbica, composição corporal, flexibilidade e agilidade.</p><p>b) Dentre os componentes da aptidão física, pode-se destacar a resistên-</p><p>cia aeróbica, devido a sua relação com a aptidão cardiorrespiratória,</p><p>por facilitar o trabalho de trocas e transporte gasosos, otimizando o</p><p>trabalho cardíaco e respiratório. De acordo com o texto, a aptidão car-</p><p>diorrespiratória diz respeito à capacidade de:</p><p>a) Amplitude nos movimentos corporais.</p><p>b) Acúmulo de gordura e de massa corporal magra.</p><p>c) Resistência à fadiga durante esforços de média e longa duração.</p><p>d) Enrijecimento muscular durante esforços de intensidade máxima.</p><p>e) Flexibilidade durante esforços de intensidade máxima.</p><p>6) Maior oxidação de carboidratos (glicogênio) e maior oxidação de gordura</p><p>são adaptações que ocorrem no músculo esquelético como resultado de</p><p>um programa de treinamento físico:</p><p>a) Anaeróbio.</p><p>b) Aeróbio.</p><p>c) Intervalado anaeróbico.</p><p>d) De resistência láctica.</p><p>e) De endurance láctica.</p><p>39© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Gabarito</p><p>Confira, a seguir, as respostas corretas para as Questões</p><p>Autoavaliativas propostas:</p><p>1) d.</p><p>2) a) 1; b) 3.</p><p>3) b.</p><p>5. CONSIDERAÇÕES</p><p>Chegamos ao final da primeira unidade, na qual você teve</p><p>a oportunidade de conhecer as bases da fisiologia do exercício e</p><p>o impacto do envelhecimento nos sistemas biológicos. Os con-</p><p>ceitos básicos, diante da complexidade da fisiologia humana,</p><p>auxiliam os primeiros passos na correlação entre a fisiologia do</p><p>exercício e o envelhecimento.</p><p>Lembre-se de realizar as leituras propostas no item Conteú-</p><p>do Digital Integrador, pois elas foram selecionadas para que pos-</p><p>sam proporcionar a você uma maior profundidade no assunto.</p><p>Conhecer como se processam a resposta aos estímulos e a</p><p>correspondente adaptação, os componentes da aptidão física, as-</p><p>sim como as alterações fisiológicas com o envelhecimento, ajudam</p><p>na compreensão dos efeitos e benefícios do exercício físico no idoso.</p><p>Na próxima unidade, iremos estudar sobre as adaptações dos</p><p>sistemas fisiológicos e os métodos de treinamento físico. Vamos lá?</p><p>6. E-REFERÊNCIAS</p><p>Lista de Figuras</p><p>Figura 2 Homeostasia – Equilíbrio Interno. Disponível em: <http://asadeeosocorrismo.</p><p>blogspot.com/2012/05/saude-e-homeostasia.html>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>40 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 1 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E IMPACTO DO ENVELHECIMENTO</p><p>Sites pesquisados</p><p>FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. Brasília: Fundação Vale; UNESCO, 2013. (Caderno de</p><p>referência de esporte; 2). Disponível em: <https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/</p><p>pf0000224986>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>KRAVCHYCHYN, A. C. P.; CAMACHO, E.; BORGES, P. H. O envelhecimento e suas</p><p>implicações. EFDeportes.com, Buenos Aires, ano 17, n. 169, jun. 2012. Disponível</p><p>em: <https://www.efdeportes.com/efd169/o-envelhecimento-e-suas-implicacoes-</p><p>fisiologicas.htm>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>OLIVEIRA, R. R.; SANTOS M. G. Componentes da aptidão física relacionada à saúde.</p><p>EFDeportes.com, Buenos Aires, ano 17, n. 169, jun. 2012. Disponível em: <https://</p><p>www.efdeportes.com/efd169/aptidao-fisica-relacionada-a-saude.htm>. Acesso em:</p><p>19 jun. 2019.</p><p>PEREIRA, G. J. Fisiologia do exercício. Plano Nacional de Formação de Treinadores.</p><p>Manuais de Formação – grau II. Lisboa: Instituto Português do Desporto e Juventude,</p><p>2016. Disponível em: <http://www.idesporto.pt/ficheiros/file/Manuais/GrauII/</p><p>GrauII_06_Fisiologia.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2019.</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>FARINATTI, P. T. V. Envelhecimento: promoção da saúde e exercício. São Paulo: Manole,</p><p>2008.</p><p>NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf, 2001.</p><p>NEWTON, L. T. Doenças geriátricas & exercícios físicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016.</p><p>PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2007.</p><p>RAMOS R. L.; CENDOROGLO, M. S. Geriatria e gerontologia: guias de medicina</p><p>ambulatorial hospitalar da Unifesp-EPM. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>REBELATTO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a prática da assistência ao</p><p>idoso. 2. ed. São Paulo: Manole, 2011.</p><p>SCHWANKE, C. H. A; SCHNEIDER, I. G. R. H.; RESENDE, T. L. Atualizações em geriatria e</p><p>gerontologia V: fisioterapia e envelhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2017.</p><p>SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>TAYLOR, A. W.; JOHNSON, M. J. Fisiologia do exercício na terceira idade. São Paulo:</p><p>Manole, 2015.</p><p>41</p><p>UNIDADE 2</p><p>ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS</p><p>FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E</p><p>MÉTODOS DE TREINAMENTO</p><p>Objetivos</p><p>• Compreender as adaptações fisiológicas ao exercício físico.</p><p>• Conhecer os conceitos que envolvem os métodos de treinamento físico.</p><p>Conteúdos</p><p>• Adaptações dos sistemas fisiológicos.</p><p>• Métodos de treinamento físico.</p><p>Orientações para o estudo da unidade</p><p>Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:</p><p>1) Não se limite ao conteúdo deste Caderno de Referência de Conteúdo;</p><p>busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bi-</p><p>bliográficas, apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na</p><p>modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o</p><p>seu crescimento intelectual.</p><p>2) Tenha sempre à mão o significado dos conceitos apresentados no Glossá-</p><p>rio e suas relações com o Esquema dos Conceitos-Chave para o estudo de</p><p>todas as unidades deste material. Isso poderá facilitar sua aprendizagem</p><p>e seu desempenho.</p><p>3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo</p><p>Digital Integrador.</p><p>© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>43© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Nesta unidade, iremos estudar as questões que abordam</p><p>os efeitos agudos, subagudos e crônicos dos exercícios físicos,</p><p>ou seja, adaptações dos sistemas fisiológicos aos exercícios, e os</p><p>conceitos que envolvem os métodos de treinamento físico.</p><p>Adaptação fisiológica é uma capacidade funcional que per-</p><p>mite a integração entre fatores genéticos e do meio ambiente,</p><p>resultando em respostas fisiológicas previsíveis, segundo crité-</p><p>rios predefinidos, como o tipo de exercício e a dose de esforço.</p><p>Podemos comparar a integração dos sistemas corporais do corpo</p><p>durante o exercício como uma série de engrenagens, com fun-</p><p>cionamento articulado, cujo fluxo principal de integração está</p><p>relacionado a consumo de oxigênio (O2), produção de dióxido de</p><p>carbono (CO2), transporte desses gases e trocas com a atmosfera.</p><p>2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA</p><p>O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma su-</p><p>cinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão</p><p>integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteú-</p><p>do Digital Integrador.</p><p>2.1. ADAPTAÇOES FISIOLÓGICAS AO EXERCÍCIO</p><p>O aumento instantâneo da demanda metabólica com o</p><p>exercício físico retira o organismo de sua homeostase e, para</p><p>atender a essa situação, várias adaptações fisiológicas são neces-</p><p>sárias. Dessa forma, o treinamento físico regular provoca modifi-</p><p>cações e adaptações estruturais e funcionais agudas e crônicas.</p><p>44 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Os efeitos agudos são alterações decorrentes da execução</p><p>de uma sessão de exercício. Essas respostas são subdivididas em</p><p>respostas observadas durante o exercício (per exercício) e respos-</p><p>tas observadas após o exercício (subagudas ou pós-exercício). As</p><p>últimas podem ainda ser divididas em respostas imediatas, que</p><p>ocorrem nas primeira duas horas após o exercício, e tardias, que</p><p>são observadas ao longo de 24 horas após o exercício.</p><p>Os efeitos crônicos são denominados de “adaptações”,</p><p>que correspondem às alterações estruturais e funcionais decor-</p><p>rentes de um período prolongado de treinamento físico regular.</p><p>A prática da atividade física regular é de extrema importân-</p><p>cia para minimizar os efeitos do envelhecimento, prevenindo as</p><p>doenças crônicas em idosos.</p><p>Os principais benefícios de um comportamento ativo do</p><p>idoso podem ser classificados basicamente nas esferas biológica,</p><p>psicológica e social. Destacam-se, entre os principais benefícios:</p><p>1) Aumento/manutenção da capacidade aeróbia.</p><p>2) Aumento/manutenção da massa muscular.</p><p>3) Prevenção de doenças coronarianas.</p><p>4) Melhora do perfil lipídico e sensibilidade à insulina.</p><p>5) Modificação da composição corporal em função da re-</p><p>dução da massa gorda e do risco de sarcopenia.</p><p>6) Prevenção/controle da Diabetes tipo II e hipertensão</p><p>arterial.</p><p>7) Redução da ocorrência de acidente vascular cerebral,</p><p>prevenção primária do câncer de mama e cólon.</p><p>8) Redução da ocorrência de demência.</p><p>9) Melhora da autoestima e da autoconfiança.</p><p>45© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>10) Diminuição da ansiedade e do estresse.</p><p>11) Melhora do estado de humor e da qualidade de vida e</p><p>impacto na mortalidade geral.</p><p>Efeitos agudos/subagudos e crônicos do exercício físico em di-</p><p>ferentes níveis de exercício</p><p>Os efeitos dos exercícios e as adaptações (efeitos crônicos)</p><p>a estes dependem de intensidade, duração e estado do treina-</p><p>mento, e se manifestam nos principais sistemas biológicos, des-</p><p>critos no diagrama da Figura 1, a seguir:</p><p>Figura 1 Principais Sistemas Biológicos que manifestam Respostas Fisiológicas ao</p><p>Exercício.</p><p>Efeitos agudos do exercício dinâmico</p><p>Principais manifestações fisiológicas que ocorrem durante</p><p>o exercício:</p><p>46 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>1) Aumento da frequência cardíaca (FC).</p><p>2) Aumento da frequência respiratória (FR).</p><p>3) Aumento do volume-minuto, da ventilação alveolar e</p><p>da troca gasosa.</p><p>4) Aumento da pressão arterial.</p><p>5) Aumento do volume sistólico (VS).</p><p>6) Aumento do débito cardíaco (DC).</p><p>7) Aumenta a demanda energética.</p><p>8) Aumento da produção de calor (temperatura corporal).</p><p>Efeitos subagudos do exercício dinâmico</p><p>São observados ao longo das primeiras 24 horas após a</p><p>sessão de exercício:</p><p>• Discreta redução dos níveis tensionais, especialmente,</p><p>nos indivíduos hipertensos.</p><p>• Aumento do número de receptores de insulina nas</p><p>membranas das células musculares, aumentando a sen-</p><p>sibilidade insulínica.</p><p>Efeitos crônicos do exercício dinâmico</p><p>Principais respostas adaptativas que resultam da exposi-</p><p>ção frequente e regular às sessões de exercícios:</p><p>1) Aumento do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.).</p><p>2) Menor consumo de oxigênio em cargas submáximas.</p><p>3) Aumento das enzimas que participam do processo</p><p>oxidativo.</p><p>47© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>4) Aumento da diferença arteriovenosa de oxigênio (D a-v</p><p>O2).</p><p>5) Aumento da extração de O2 pelos músculos, devido à</p><p>maior quantidade de mioglobina.</p><p>6) Menor ativação neuro-humoral (simpática).</p><p>7) Redução na FC devido à queda no ritmo intrínseco do</p><p>nódulo sinoatrial e à queda no impulso simpático.</p><p>8) Aumento do débito cardíaco máximo.</p><p>9) Aumento do limiar anaeróbio.</p><p>10) Aumento da tolerância ao exercício.</p><p>11) Redução da dispneia.</p><p>12) Adaptações morfológicas das estruturas ósseas e</p><p>articulares.</p><p>13) Hipertrofia muscular relativa.</p><p>Observação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>As respostas adaptativas representam os aspectos morfofuncionais que dife-</p><p>rem um indivíduo fisicamente treinado de um sedentário. É importante lembrar-</p><p>mos que a intensidade das respostas também é proporcional à intensidade e</p><p>ao tipo do exercício.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Vale a pena ressaltar que os efeitos cardiovasculares dos</p><p>exercícios físicos dinâmicos ou isotônicos (contração muscular,</p><p>seguida de movimento articular) diferem dos efeitos dos exer-</p><p>cícios estáticos ou isométricos (contração muscular, sem movi-</p><p>mento articular). Além disso, note-se que uma série de exercícios</p><p>resistidos de alta intensidade, mesmo que realizada de forma di-</p><p>nâmica, apresenta um componente isométrico bastante elevado</p><p>e provocará respostas cardiovasculares semelhantes àquelas ob-</p><p>servadas nos exercícios estáticos (veja a Figura 2).</p><p>48 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Efeitos do exercício resistido</p><p>1) Aumento da massa (hipertrofia) muscular.</p><p>2) Aumento da densidade óssea.</p><p>3) Diminuição discreta dos níveis de insulina basal.</p><p>4) Aumento discreto do VO2 máx.</p><p>5) Redução discreta ou manutenção da pressão arterial</p><p>diastólica (PAD).</p><p>6) Manutenção da pressão arterial sistólica (PAS) em car-</p><p>gas submáximas.</p><p>7) Em exercícios com resistência máxima, poderão</p><p>ocorrer:</p><p>a) Aumento da pressão arterial (relacionado ao au-</p><p>mento do débito cardíaco, aumento das pressões</p><p>intra-abdominal e intratorácica e ao aumento</p><p>acentuado da pressão intramuscular).</p><p>b) Maior produção de ácido lático, devido à maior ati-</p><p>vidade nas enzimas glicolíticas.</p><p>c) Maior débito cardíaco, devido à hipertrofia cardía-</p><p>ca (aumento da espessura ventricular esquerda) e</p><p>à maior contratilidade miocárdica.</p><p>Observação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Exercícios resistidos realizados com intensidade máxima apresentam uma fre-</p><p>quência cardíaca e uma pressão arterial mais elevada do que os exercícios</p><p>resistidos com intensidades submáximas, por possuírem um componente es-</p><p>tático maior.</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Na realização de exercícios com componentes estáticos,</p><p>a obstrução do fluxo sanguíneo ativa quimiorreceptores mus-</p><p>culares, promovendo aumento expressivo da atividade nervosa</p><p>49© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>simpática, ocasionando um aumento da frequência cardíaca com</p><p>pequeno incremento no débito cardíaco (DC = VS x FC), que se</p><p>deve à elevação da FC e não do volume sistólico (VS). A magni-</p><p>tude das respostas cardiovasculares será influenciada pela inten-</p><p>sidade do exercício, pela duração e massa muscular envolvida.</p><p>Figura 2 Principais Tipos de Ações Musculares: (a) durante uma ação muscular</p><p>concêntrica, o músculo se encurta; (b) durante uma ação muscular excêntrica, o</p><p>músculo se alonga de maneira controlada – em a e b, exercícios dinâmicos; (c) durante</p><p>uma ação muscular isométrica (exercícios estáticos), nenhum movimento articular</p><p>ocorre e não há encurtamento nem alongamento total do músculo.</p><p>Podemos também descrever outros efeitos gerais do</p><p>exercício.</p><p>Sangue e estrutura do coração</p><p>Com o sangue e a estrutura do coração, ocorrem:</p><p>1) Aumento do número total de eritrócitos, da quantida-</p><p>de de hemoglobina e do volume do sangue.</p><p>2) Aumento do calibre dos capilares existentes nos mús-</p><p>culos treinados.</p><p>3) Diminuição do nível de lactato e da concentração</p><p>hidrogeniônica.</p><p>4) Aumento da capilarização dos músculos treinados.</p><p>5) Aumento do calibre dos capilares existentes nos mús-</p><p>culos treinados.</p><p>50 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>6) Aumento do volume sanguíneo e maior efetividade na</p><p>redistribuição do sangue.</p><p>7) Aumento de peso e volume e da flexibilidade das pare-</p><p>des dos ventrículos.</p><p>Sistema nervoso</p><p>No sistema nervoso, ocorrem:</p><p>• Melhora da aprendizagem.</p><p>• Melhora da cognição.</p><p>• Melhora da memória.</p><p>• Prevenção de demência.</p><p>Sistema esquelético</p><p>Figura 3 Alterações da Densidade Óssea na Osteoporose.</p><p>No sistema esquelético, ocorrem:</p><p>1) Aumento da densidade óssea.</p><p>51© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>2) Aumento da densidade do colágeno e elastina.</p><p>3) Incremento à incorporação de cálcio nos ossos.</p><p>4) Aumento da atividade dos osteoblastos, o que contri-</p><p>bui para o crescimento ósseo.</p><p>5) Minimização dos efeitos da sarcopenia.</p><p>Sistema metabólico</p><p>Figura 4 Agregação Plaquetária e Formação de Trombo.</p><p>No sistema metabólico, ocorrem:</p><p>1) Melhora do perfil lipídico:</p><p>• ↑ HDL e ↓ LDL.</p><p>• ↓ níveis de triglicérides.</p><p>2) Inibição da agregação plaquetária.</p><p>3) Melhora da função endotelial.</p><p>4) Controle glicêmico.</p><p>5) Redução da gordura corporal.</p><p>52 © FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>Lembrete! –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>•	 HDL – lipoproteína de alta densidade (colesterol bom).</p><p>•	 LDL – lipoproteína de baixa densidade (colesterol ruim).</p><p>––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––</p><p>Sistema endócrino</p><p>↑ Glucagon</p><p>↓ Insulina</p><p>↑ Adrenalina</p><p>↑ Noradrenalina</p><p>↑ Aldosterona</p><p>↑ Cortisol</p><p>↑ Hormônio do</p><p>crescimento – GH</p><p>↑ Hormônio</p><p>tireoestimulante – TSH</p><p>↑ Prolactina</p><p>↑ Vasopressina</p><p>↑ Tri-iodotironina (T3)</p><p>↑ Tiroxina (T4)</p><p>↑ Testosterona</p><p>↑ Estrógeno</p><p>Figura 5 Principais Alterações Hormonais.</p><p>No sistema endócrino, as adaptações ao treinamento</p><p>aeróbio são diferentes das adaptações ao treinamento resisti-</p><p>do. Em geral, essas diferenças são causadas pela necessidade de</p><p>bombear uma grande quantidade de sangue a uma pressão re-</p><p>lativamente baixa no caso dos exercícios aeróbios, ao passo que,</p><p>durante os exercícios resistidos, uma quantidade relativamente</p><p>pequena de sangue é bombeada a uma pressão alta.</p><p>Seguiremos, agora, estudando sobre os métodos do trei-</p><p>namento físico.</p><p>2.2. MÉTODOS DE TREINAMENTO FÍSICO</p><p>O treinamento é caracterizado como um processo organiza-</p><p>do, repetitivo e sistemático composto de exercícios progressivos</p><p>53© FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E ENVELHECIMENTO</p><p>UNIDADE 2 – ADAPTAÇÕES DOS SISTEMAS FISIOLÓGICOS AO EXERCÍCIO FÍSICO E MÉTODOS DE</p><p>TREINAMENTO</p><p>que visam ao aperfeiçoamento do desempenho. Pode-se com-</p><p>preender o aperfeiçoamento físico, nos seus aspectos morfológi-</p><p>cos e funcionais, por meio dos impactos diretos sobre a capaci-</p><p>dade de execução de tarefas que envolvam demandas motoras,</p><p>sejam elas esportivas ou não. A quantidade e qualidade dos exer-</p><p>cícios necessários para a prevenção de agravos à saúde podem ser</p><p>diferentes daquelas para melhorar o condicionamento físico.</p><p>Os consensos para a realização de exercícios preventivos</p><p>ou terapêuticos em idosos recomendam atividades aeróbias e</p><p>resistidas, associadas às atividades físicas diárias, assim como os</p><p>exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio.</p><p>Seguiremos, então, falando sobre o exercício aeróbio e o</p><p>exercício resistido.</p><p>Treinamento Aeróbio (Endurance)</p><p>O exercício aeróbio se caracteriza pela duração mais pro-</p><p>longada da atividade contrátil dos músculos envolvidos, pela</p><p>intensidade baixa e/ou média exigida e pelo envolvimento de</p><p>vias de produção energética com equilíbrio entre a demanda e a</p><p>oferta de oxigênio durante a execução do exercício.</p><p>Segundo McArdle et al. (2003), o exercício aeróbio é caracteriza-</p>

Mais conteúdos dessa disciplina