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<p>Universidade Salgado de Oliveira</p><p>Pró Reitoria Acadêmica</p><p>Curso de Psicologia</p><p>2° Período</p><p>Psicologia Social</p><p>Mudança de Atitude e Dissonância Cognitiva</p><p>Ana Beatriz Rezende Alves Bitencourt Figueiredo – 600954050</p><p>Ana Clara Meirelles Nunes – 600972933</p><p>Camilly e Silva de Oliveira Coimbra - 600962123</p><p>Juliane Melo – 600956207</p><p>Lethícia Vitória Sattolo Fernandes - 600894674</p><p>Millena de Souza Xavier dos Santos – 600368098</p><p>Roberta do Espirito Santo Ronconi – 600597870</p><p>Taynna dos Santos Henrique – 600888967</p><p>Yasmim de Medeiros de Mendonça - 600883367</p><p>São Gonçalo</p><p>2023</p><p>Conceito, Formação e Função da Atitude</p><p>A Atitude é uma categoria de análise da Psicologia Social. Refere-se ao indivíduo, não</p><p>aos grupos. Em resumo, diz respeito a uma pré-disposição do indivíduo à ação.</p><p>• São sentimentos pró ou contra pessoas ou objetos com que entramos em contato.</p><p>• Decorrem de processos de aprendizagem (reforço, modelação), de características</p><p>individuais da personalidade ou de determinantes sociais.</p><p>• Servem para organizar a nossa compreensão do mundo e dos fatos que nos</p><p>cercam, auxiliando-nos a nos posicionar, de forma mais ou menos coerente, em</p><p>relação a eles.</p><p>As atitudes são aprendidas. Desde muito cedo, na infância, sob a influência da família,</p><p>elas vão sendo formadas. Além da família, considerada o maior agente formador das</p><p>atitudes, também vão influenciar nesse processo os amigos, professores, religião, meios</p><p>de comunicação, o grupo profissional, o cônjuge, etc.</p><p>Através das atitudes podemos ter uma postura determinada frente aos objetos sociais</p><p>que nos rodeiam. Mas as atitudes têm outras funções além da avaliativa. Elas nos</p><p>permitem organizar o nosso comportamento em diferentes planos, no plano da</p><p>cognição, no plano dos afetos e no plano da conação. Em outras palavras, conhecendo</p><p>as atitudes de uma pessoa em relação a determinado objeto, podemos entender porque</p><p>tal pessoa pensa como pensa, sente o que sente e age como age frente a esse objeto</p><p>social.</p><p>As atitudes também contribuem na orientação do comportamento, já que elas contêm</p><p>uma discriminação afetiva de tudo e do todo existente no nosso ambiente psicológico.</p><p>Por outro lado, as atitudes nos ajudam a formar argumentos e, assim, contribuem nas</p><p>defesas de nosso eu na medida em que podemos nos justificar ou afastar de objetos ou</p><p>situações desagradáveis.</p><p>As atitudes desempenham um papel expressivo em relação aos nossos valores. Na</p><p>verdade, a principal função das atitudes é a de avaliar.</p><p>Os componentes da atitude</p><p>As atitudes são compostas por três componentes: cognitivo, afetivo e de</p><p>comportamento. Os três componentes estão intimamente relacionados, sendo que</p><p>cognição e afeto são dois componentes de difícil separação (até porque, se você pensar</p><p>bem, é muito difícil pensamento e sentimento na vida real).</p><p>• Componente Afetivo: O componente afetivo relaciona-se aos sentimentos e</p><p>emoções despertados no indivíduo, é a dimensão emocional da atitude, é a sua</p><p>dimensão mais sensível. Uma opinião pode gerar um sentimento, mas o</p><p>sentimento também pode ser anterior à opinião sobre um determinado assunto.</p><p>Como o objeto, pessoa, problema ou evento faz você se sentir; sentimentos,</p><p>sistema de valor. Exemplo: Torcer por um time</p><p>• Componente Cognitivo: O componente cognitivo é o que chamamos de</p><p>pensamento no resumo indicado no início deste texto. Esta componente é uma</p><p>avaliação, baseada nas opiniões e opiniões dos indivíduos sobre o assunto em</p><p>questão. Seus pensamentos e crenças sobre o assunto e conhecimentos.</p><p>Exemplo: Porque esperar o ano novo para começar uma vida nova.</p><p>• Componente Comportamental: Processos mentais e físicos que pré-dispõem o</p><p>indivíduo para a ação. Como a atitude influencia seu comportamento. Reação e</p><p>resposta ao objeto social. O componente de comportamento da atitude é uma</p><p>intenção de se comportar de uma forma específica, é uma intenção de praticar</p><p>alguma ação, desencadeada, quase sempre, pelo que se acredita (componente</p><p>cognitivo) e pelo que se sente (componente afetivo) a respeito de um fato ou</p><p>pessoa. Exemplo: Professores e alunos</p><p>As atitudes também podem ser explícitas e implícitas. Atitudes explícitas são aquelas</p><p>das quais temos consciência e que claramente influenciam nossos comportamentos e</p><p>crenças. Atitudes implícitas são inconscientes, mas ainda afetam nossas crenças e</p><p>comportamentos.</p><p>Exemplo geral</p><p>Uma pessoa crê na igualdade entre as pessoas (cognitivo); naturalmente, poderá não</p><p>gostar de alguém que demonstre preconceito (afetivo); e provavelmente evitará</p><p>relacionar-se com esta pessoa (comportamental). Atitudes podem ser eficientemente</p><p>influenciadas e alteradas</p><p>A relação entre atitude e comportamento.</p><p>O conceito da palavra atitude muitas vezes é confundido com o conceito de</p><p>comportamento. O comportamento é a ação, ou seja, o ato e o efeito de agir, é algo que</p><p>pode ser analisado e observado. O desenvolvimento da atitude muitas das vezes prediz</p><p>qual será o comportamento, a ação do indivíduo. Como a atitude faz referência a como</p><p>o sujeito gostaria de reagir a diferentes questões, e o comportamento é a ação em</p><p>relação ao ambiente ou a situação, eles estão relacionados.</p><p>Entretanto, em alguns casos, há divergências entre as atitudes e os comportamentos dos</p><p>indivíduos, por exemplo, quando encontramos pessoas que se dizem de uma religião</p><p>específica, porém não seguem a doutrina que é pregada pela mesma. Nesse caso, não</p><p>existe coerência entre os componentes cognitivo, afetivo e comportamental das atitudes.</p><p>No geral, a atitude é uma predisposição do comportamento, porém nem sempre se</p><p>verifica absoluta coerência entre os seus componentes. Para os autores Sivacek e Crano</p><p>(1982), a eficácia entre a atitude e o comportamento varia de acordo com o interesse</p><p>investido pelo indivíduo no conteúdo atitudinal.</p><p>A teoria da ação racional por Icek Ajzen e Martin Fishbein</p><p>Ajzen e Fishbein, foram psicólogos sociais que contribuíram com o estudo da relação</p><p>entre a atitude e o comportamento. Contrariando outros autores da época, que</p><p>distinguem os três componentes das atitudes (o cognitivo, o afetivo e o</p><p>comportamental). Esses autores baseiam-se na teoria da Ação Racional, com</p><p>fundamento na atitude, nas normas subjetivas e no controle comportamental percebido.</p><p>Essa teoria considera que as pessoas comportam-se de forma racional, avaliando o que</p><p>tem a perder e a ganhar com a manifestação de suas atitudes. Então, nesse caso, as</p><p>metas pessoais, os valores e crenças são questões que influenciam o comportamento do</p><p>indivíduo</p><p>Princípio do equilíbrio de Fritz Heider</p><p>Fritz Heider publicou pouco em termo quantitativo, porém desenvolveu o princípio do</p><p>equilíbrio que teve uma grande contribuição para entendermos as relações. Heider</p><p>esclarece que as pessoas estão constantemente construindo e tentando manter coerente</p><p>um sistema de relações que seja e permaneça equilibrado. Sendo assim, existem</p><p>ligações de ao menos três elementos cognitivos: os próprios do indivíduo, os do outro e</p><p>os dos referentes aos acontecimentos ou aos objetos. Desse modo, o estudioso conclui</p><p>que existiria equilíbrio nas relações se elas partissem da ligação entre as cognições do</p><p>próprio sujeito e as relativas ao outro.</p><p>Por fim, explica que: estar vinculado ou envolvido com uma pessoa é uma</p><p>configuração, que tem de ser mantida em equilíbrio cognitivo. Se existirem mudanças</p><p>na percepção, isso ocasiona em haver alteração em todo o sistema, transformando o</p><p>sentimento relativo a essa pessoa. Isto implica que a totalidade do sistema tem de ser</p><p>reequilibrada. Ou seja, as relações entre indivíduos, para permanecem estáveis, seguem</p><p>uma lógica. Segue um exemplo abaixo:</p><p>P (pessoa 1) ama O (pessoa 2) e ambos gostam de teatro; ou P (pessoa 1) ama O (pessoa</p><p>2) e ambos detestam futebol.</p><p>Dissonância cognitiva por Leon Festinger</p><p>A Teoria de Dissonância Cognitiva vem desde</p><p>1957 com Leon Festinger. É um conceito</p><p>extremamente importante para entender como as pessoas conseguem mudar de opinião</p><p>e comportamento — muitas vezes em pouco tempo. Em 1954 ele foi pesquisar uma</p><p>seita nos EUA que pregava que o mundo ia acabar em 21 de dezembro de 1954. Ele e</p><p>mais alguns pesquisadores se integraram no meio da seita para acompanhar o processo</p><p>de organização em torno do que seria o dia do juízo final. Finalmente no dia fatídico</p><p>quando nada aconteceu, os gurus da seita diziam aos seguidores: Deus nos poupou!</p><p>Vamos dar graças ao senhor! O surpreendente foi a reação dos seguidores que, ao invés</p><p>de desacreditarem os gurus, se tornaram ainda mais fiéis. Psicologicamente, como</p><p>explicar esse comportamento? O que eles constataram é que os seguidores tinham um</p><p>envolvimento afetivo muito forte com a seita, além do efeito do sentimento de grupo. A</p><p>partir dessa experiência, Festinger escreveu a monografia: When the profecy fails</p><p>(“Quando a profecia falha”), que foi a base para desenvolver a teoria da dissonância</p><p>cognitiva. E o que é a dissonância cognitiva? É uma situação que acontece quando</p><p>recebemos uma informação contrária às nossas ideologias, comportamentos ou atitudes.</p><p>A dissonância cognitiva pode ser exemplificada da seguinte forma: imagine que alguém</p><p>tem uma crença firme de que fumar é prejudicial à saúde (Crença 1) e, no entanto, essa</p><p>pessoa é fumante (Comportamento 1).</p><p>Essa contradição interna gera desconforto, pois a pessoa está ciente de que suas ações</p><p>vão contra suas crenças. Para reduzir a dissonância cognitiva, as pessoas têm algumas</p><p>estratégias à disposição:</p><p>• Mudança de crenças: A pessoa pode modificar suas crenças para se alinharem</p><p>com seu comportamento. Nesse caso, ela poderia começar a minimizar os riscos</p><p>do fumo ou acreditar que fumar não é tão prejudicial.</p><p>• Mudança de comportamento: Alternativamente, a pessoa pode parar de fumar</p><p>para eliminar a contradição entre suas crenças e ações.</p><p>• Justificação: A pessoa pode buscar justificações para explicar por que suas</p><p>ações são aceitáveis, como dizer que fumar é uma maneira de aliviar o estresse.</p><p>• Busca por informações seletivas: Pode-se procurar informações que</p><p>confirmem as crenças existentes, ignorando aquelas que as contradizem.</p><p>O problema de viver imerso nesse contexto, é que a noção de realidade fica distorcida.</p><p>Para sobreviver nesse ambiente de constante dissonância cognitiva as pessoas acabam</p><p>por abdicar inconscientemente da noção do concreto, dos fatos, da realidade</p><p>E como nas relações humanas, a narrativa, a palavra, têm um forte poder de dissuasão, é</p><p>nelas que as pessoas acreditam. A percepção da realidade fica distorcida pela presença</p><p>constante de dissonância cognitiva. Perdeu-se a capacidade de analisar os fatos de</p><p>maneira objetiva e passou-se a aceitar a narrativa, a pós verdade. Como fazer a</p><p>população acordar desse transe e ser capaz de distinguir o que é narrativa e o que é fato?</p><p>Mudança de comportamento utilizando a dissociação cognitiva</p><p>A dissociação cognitiva é uma técnica que pode ser controversa, mas aqui estão alguns</p><p>exemplos hipotéticos de como alguém poderia tentar mudar o comportamento usando</p><p>essa abordagem:</p><p>• Redução do consumo de fast food: Alguém que deseja reduzir a ingestão de</p><p>fast food pode aplicar a dissociação cognitiva, destacando que comer fast food é</p><p>uma maneira conveniente de economizar tempo, enquanto ao mesmo tempo</p><p>reconhece que a frequência desse tipo de alimentação não está necessariamente</p><p>relacionada a uma dieta saudável. Isso pode ajudar a pessoa a reduzir</p><p>gradualmente o consumo sem sentir a dissonância de que está abandonando</p><p>completamente um prazer.</p><p>• Redução do uso de mídias sociais: Alguém que está viciado em mídias sociais</p><p>pode tentar a dissociação cognitiva ao afirmar que, embora o uso excessivo de</p><p>mídias sociais possa ser prejudicial para a produtividade e o bem-estar, também</p><p>é uma maneira de se manter conectado com amigos e familiares. Isso permite</p><p>uma abordagem mais equilibrada, em vez de abandonar completamente as</p><p>mídias sociais.</p><p>• Controle de gastos: Alguém que quer controlar seus gastos pode aplicar a</p><p>dissociação cognitiva, reconhecendo que compras ocasionais podem ser uma</p><p>forma de recompensa ou de se sentir bem, mesmo que isso signifique gastar</p><p>mais do que o planejado. Ao compreender essa motivação, a pessoa pode tomar</p><p>medidas para limitar os gastos excessivos.</p><p>Novamente, é importante enfatizar que a dissociação cognitiva é uma técnica que tem</p><p>limitações e pode ser controversa. Ela não é recomendada para todos os contextos, e em</p><p>muitos casos, abordagens mais diretas e saudáveis para mudanças de comportamento</p><p>são preferíveis. A dissociação cognitiva pode ser vista como uma forma de autoengano</p><p>e deve ser aplicada com cautela.</p><p>Visões críticas</p><p>Embora a teoria da dissonância cognitiva de Leon Festinger tenha sido influente na</p><p>psicologia e na compreensão do comportamento humano, também há críticas e</p><p>limitações associadas a essa teoria. Aqui estão algumas visões críticas:</p><p>• Simplificação do comportamento humano: Críticos argumentam que a teoria</p><p>da dissonância cognitiva pode simplificar em excesso o comportamento</p><p>humano. Ela assume que as pessoas são motivadas principalmente pela busca da</p><p>consistência cognitiva, ignorando a complexidade de outros fatores que</p><p>influenciam as ações humanas, como motivações emocionais, culturais e sociais.</p><p>• Foco na coerência: A ênfase na busca da coerência pode levar a uma visão de</p><p>mundo rígida e inflexível. Isso pode impedir a aceitação de novas informações</p><p>ou a adaptação a circunstâncias em constante mudança.</p><p>• Limitações na previsão do comportamento: A teoria da dissonância cognitiva</p><p>nem sempre é eficaz na previsão do comportamento humano. Pessoas muitas</p><p>vezes adotam estratégias de redução de dissonância que não levam a mudanças</p><p>significativas de comportamento, como justificar ações em vez de abandoná-las.</p><p>• Cultura e contexto: A teoria da dissonância cognitiva tende a ser mais aplicável</p><p>em culturas ocidentais individualistas, e sua relevância pode variar em diferentes</p><p>contextos culturais e sociais.</p><p>• Variedade de estratégias de redução de dissonância: As estratégias de</p><p>redução de dissonância podem variar amplamente entre as pessoas, tornando</p><p>difícil prever como uma pessoa específica lidará com a dissonância cognitiva em</p><p>uma situação particular.</p><p>• Não considera a influência externa: A teoria não dá ênfase suficiente aos</p><p>fatores externos que podem influenciar o comportamento, como pressões sociais</p><p>e econômicas.</p><p>Essas visões críticas destacam que a dissonância cognitiva não é uma explicação</p><p>completa e única para o comportamento humano e que outros fatores devem ser</p><p>considerados para uma compreensão mais completa.</p><p>Mudança de atitude e seus componentes</p><p>As mudanças de atitudes são estáveis e as atitudes são passiveis de mudança. A rádio e</p><p>a televisão são meios de comunicação que vinculam notícias e ideias capazes de</p><p>provocar uma mudança de atitude. Existe um consenso, hoje em dia, que os meios de</p><p>comunicação que surgiram nos séculos XIX e XX são capazes de influenciar as</p><p>tradicionais instituições responsáveis pelo processo de socialização como igrejas,</p><p>escolas e a família.</p><p>Modelo tridimensional das atitudes</p><p>De acordo com o modelo tridimensional das atitudes, os componentes cognitivo, afetivo</p><p>e comportamental que constituem as atitudes sociais interagem entre si em direção a</p><p>um estado harmonioso. Qualquer alteração em um desses três componentes pode</p><p>modificar os demais, pois quando um dos componentes muda, todo o sistema é</p><p>ativado. Assim, novas informações, novas experiências, novos comportamentos</p><p>consistentes com as normas sociais, ou outros tipos de agentes capazes de ditar o</p><p>comportamento podem criar um estado de inconsistência entre os três componentes da</p><p>atitude, levando à mudança de atitude. Vejamos como isso</p><p>pode ocorrer em situações</p><p>concretas:</p><p>• Mudança do componente cognitivo: O estudo de Deutsch e Collins nos</p><p>fornece um exemplo de como mudanças nos elementos cognitivos também</p><p>podem levar a mudanças nos componentes afetivos e comportamentais.</p><p>Descobriram que o fato de uma pessoa que tinha preconceito contra pessoas</p><p>negras viver em um conjunto habitacional inter-racial levou a uma mudança</p><p>nas atitudes negativas inicialmente expressas em relação às pessoas dessa raça.</p><p>O estudo fornece amplas evidências que sugerem que a razão para esta</p><p>mudança se deve ao fato de pessoas preconceituosas perceberem que muitas de</p><p>suas crenças sobre os negros estão erradas. Por exemplo, ele acreditava que</p><p>todos os negros eram sujos, preguiçosos, ilegais, etc. Com a oportunidade de</p><p>conviver com eles, essa percepção é alterada, o que por sua vez desencadeia</p><p>uma reestruturação cognitiva para alterar os componentes emocionais e</p><p>comportamentais associados a essas crenças, eliminando assim o preconceito e</p><p>o comportamento amigável para com os negros.</p><p>• Mudança do componente afetivo: Suponhamos que, devido a algum</p><p>desentendimento, sem qualquer base cognitiva real, mudamos a nossa relação</p><p>emocional com uma pessoa e passamos a não gostar dela. A mudança deste</p><p>componente da nossa atitude fará com que expressemos hostilidade em relação</p><p>a ele (componente comportamental) e atribuamos isso a um conjunto de falhas</p><p>(componente cognitivo) que justificam e tornam consistente a mudança em</p><p>nossas emoções. Da mesma forma, se por algum motivo começamos a gostar</p><p>de alguém que não gostávamos antes, então todas as coisas dessa pessoa que</p><p>eram vistas como falhas passam a ser percebidas de forma mais atenuada, e,</p><p>quem sabe, até como uma virtude. Tais situações não são incomuns no cenário</p><p>político nacional.</p><p>• Mudança do componente comportamental: A prescrição de um determinado</p><p>comportamento, por exemplo, um pai que exige que o seu filho frequente uma</p><p>escola de que não gosta, mas que, na opinião dos pais, lhe proporcionará</p><p>maiores benefícios no futuro, pode levar a uma reorganização das percepções</p><p>de a composição e emoção da escola, tornando-a objeto de atitude positiva</p><p>para as crianças. Quando nos deparamos com um fait accompli, muitas vezes</p><p>tentamos alinhar nossas crenças e emoções com os comportamentos que</p><p>exibimos por necessidade.</p><p>Mudança de atitude e a teoria da reatância:</p><p>A teoria da reatância afirma que toda vez que a nossa liberdade é posta em risco, somos</p><p>motivados a recuperar a liberdade que foi perdida. Na linha da mudança de atitude: se o</p><p>receptor da mensagem perceber que está sendo persuadido ou influenciado, de alguma</p><p>forma, ele encarará isso como uma ameaça à sua liberdade e isso fará com que ela seja</p><p>mais resistente a mudança de opinião, mesmo que a argumentação do comunicador seja</p><p>excelente. Essa resistência ocorre porque uma pessoa deseja manter sua liberdade e</p><p>decisões próprias mesmo que signifique manter sua ideia atual.</p><p>Comunicação persuasiva e os dois modelos de processamento da comunicação</p><p>persuasiva</p><p>A comunicação persuasiva é muito usada em anúncios publicitários, e principalmente</p><p>em discursos políticos, onde usam métodos para fazer com que o alvo venha ter uma</p><p>mudança de atitude, ou opinião, ou seja, a comunicação persuasiva tem o objetivo de</p><p>conversar com o público a tomar determinada ação. Em geral, a pessoa persuasiva é</p><p>argumentativa e focada. Ela simplesmente demonstra racionalmente a veracidade dos</p><p>seus argumentos e, assim, convence os seus interlocutores</p><p>Temos alguns modelos de processamento da comunicação persuasiva, um deles é o</p><p>método heurístico onde é usado para resolver problemas de uma maneira mais eficiente,</p><p>mais rápida sem precisar gastar tanto esforço para realizar tal coisa.</p><p>Usamos também o modelo de probabilidade de elaboração, onde ele é dividido em duas</p><p>partes, o central e a periférica. A periférica, é quando um conteúdo não chama nossa</p><p>atenção, ou seja, temos uma baixa motivação. Já a central, é totalmente ao contrário da</p><p>periférica, ela é vista quando temos uma maior probabilidade de elaboração, ou seja,</p><p>quando um conteúdo nos chama mais atenção.</p><p>Temos esses exemplos em comerciais, anúncios publicitários a maioria dos comerciais</p><p>são propostos para chamar a atenção do seu público, algo que venha ser criativo e que</p><p>mexa com a sua emoção, para que assim venha ocorrer uma mudança de atitude.</p>

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