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<p>0</p><p>UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO</p><p>RIO GRANDE DO SUL</p><p>DEPARTAMENTO DE ESTUDOS AGRÁRIOS</p><p>CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR</p><p>SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS</p><p>ORIENTADORA: PROFª DRª MARIA ANDRÉIA INKELMANN</p><p>SUPERVISOR: MÉD. VET. RENAN KRUGER</p><p>Nelda Marli Richter Palharini</p><p>Ijuí, RS, Brasil</p><p>2015</p><p>1</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR</p><p>SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>Nelda Marli Richter Palharini</p><p>Relatório do Estágio Curricular Supervisionado na Clínica Médica de</p><p>Pequenos Animais apresentado ao Curso de Medicina Veterinária,</p><p>da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio</p><p>Grande do Sul (UNIJUÍ, RS), como requisito</p><p>parcial para obtenção do grau de</p><p>Médica Veterinária.</p><p>Orientadora: Profª Drª Maria Andréia Inkelmann</p><p>Ijuí, RS, Brasil</p><p>2015</p><p>2</p><p>Universidade Regional do Noroeste do Estado do</p><p>Rio Grande do Sul</p><p>Departamento de Estudos Agrários</p><p>Curso de Medicina Veterinária</p><p>A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR</p><p>SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>elaborado por</p><p>Nelda Marli Richter Palharini</p><p>como requisito parcial para obtenção do grau de</p><p>Médica Veterinária</p><p>COMISSÃO EXAMINADORA:</p><p>___________________________________</p><p>Maria Andréia Inkelmann</p><p>(Orientadora)</p><p>___________________________________</p><p>Cristiane Teichmann (UNIJUÍ)</p><p>(Banca)</p><p>Ijuí, novembro de 2015.</p><p>3</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Agradeço a Deus por sua presença em minha vida, dando-me força, coragem</p><p>e sabedoria. Obrigada Senhor, porque Tu colocaste este caminho diante de mim e</p><p>peço-te, ajuda-me a dar o meu melhor em prol dos que me cercam.</p><p>Agradeço ao meu esposo Edmilson José, pelo apoio e por nunca deixar-me</p><p>desistir da caminhada, mesmo diante das dificuldades nunca mediu esforços para</p><p>ajudar-me, sempre sacrificando seu tempo para que eu pudesse dedicar-me aos</p><p>estudos.</p><p>Aos meus filhos, Carolina e Guilherme, pela compreensão e amor, perdoem-</p><p>me por esses anos de parcial ausência. Gostaria de ter dialogado mais, brincado</p><p>mais e ter-lhes dedicado maior atenção. Vou correr contra o tempo e recuperar ao</p><p>máximo aquilo que é mais importante nessa vida, a família, amo imensamente</p><p>vocês, meus queridos!</p><p>Aos meus pais, Nair e Gustavo, sogra Celestina, grata por suas orações que</p><p>me ajudaram a seguir na caminhada e aos demais familiares, agradeço os meus</p><p>irmãos, cunhados e sobrinhos por torcerem sempre por mim.</p><p>A todos os amigos, os colegas, os clientes e, em especial, ao nosso Médico</p><p>Veterinário Matheus, pelos anos de companheirismo. Obrigado Pr. Paulo e Timóteo</p><p>pelas palavras de incentivo e apoio espiritual.</p><p>A minha orientadora e amiga, Maria Andréia Inkelmann, por sua especial</p><p>dedicação, pelos conhecimentos transmitidos e, principalmente, na orientação deste</p><p>estágio final. A todos os professores que participaram da minha jornada acadêmica,</p><p>da UNIJUÍ e também da UNICRUZ, desejo agradecer por seu desprendimento e</p><p>dedicação.</p><p>Agradeço ao meu supervisor Renan Kruger pela paciência e disposição em</p><p>ajudar-me durante este estágio. Aos demais Médicos Veterinários, grata pela</p><p>amizade e aos ensinamentos compartilhados durante esta trajetória. Ao Hospital</p><p>Veterinário da UNIJUÍ por ter aceitado a minha solicitação de estágio, assim como à</p><p>direção e demais funcionários.</p><p>Por último, agradecer aos animais, que contribuíram para meu aprendizado e</p><p>que vão seguir fazendo parte do meu cotidiano. Grata a todos!</p><p>4</p><p>RESUMO</p><p>Relatório do Estágio Curricular Supervisionado</p><p>Curso de Medicina Veterinária</p><p>Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO</p><p>EM MEDICINA VETERINÁRIA – CLÍNICA MÉDICA</p><p>DE PEQUENOS ANIMAIS</p><p>AUTORA: NELDA MARLI RICHTER PALHARINI</p><p>ORIENTADORA: MARIA ANDRÉIA INKELMANN</p><p>Data e Local da Defesa: Ijuí, novembro de 2015.</p><p>O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária ocorreu no</p><p>Hospital Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande</p><p>do Sul (UNIJUÍ), no município de Ijuí. Sendo este executado na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos Animais, sob a orientação da professora Drª Maria Andréia</p><p>Inkelmann e supervisão do Médico Veterinário Renan Kruger, no período de 27 de</p><p>julho a 05 de setembro de 2015, totalizando 150 horas. Neste trabalho apresenta-se</p><p>a descrição do local do estágio, as atividades desenvolvidas, o acompanhamento</p><p>nas consultas ambulatoriais, procedimentos cirúrgicos, de internação e exames</p><p>complementares. As mesmas encontram-se na sequência, organizadas em tabelas.</p><p>Incluíram-se no relato os casos clínicos de Ceratite ulcerativa com melting em um</p><p>cão da raça Pinscher e Dermatite atópica em um cão da raça Lhasa Apso, ocorridos</p><p>durante o período de estágio e sua respectiva revisão bibliográfica. O estágio</p><p>curricular oportunizou o acompanhamento na rotina do Hospital Veterinário, servindo</p><p>para complementar a formação profissional, aumentando conhecimentos teóricos e</p><p>práticos dentro da área da clínica veterinária de pequenos animais.</p><p>5</p><p>LISTA DE ABREVIATURAS</p><p>BID – Bis in Die (duas vezes ao dia)</p><p>Drª – Doutora</p><p>g – Grama</p><p>h – Horas</p><p>HV – Hospital Veterinário</p><p>IM – Intramuscular</p><p>IV – Intravenoso</p><p>kg – Quilograma</p><p>mg/kg – Miligramas por Quilograma</p><p>mg/mL – Miligramas por Mililitro</p><p>mL – Mililitro</p><p>mL/kg – Mililitro por Quilograma</p><p>Profª – Professora</p><p>SC – Subcutâneo</p><p>SID – Semel in Die (uma vez ao dia)</p><p>TID – (três vezes ao dia)</p><p>UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul</p><p>VO – Via Oral</p><p>6</p><p>LISTA DE TABELAS</p><p>Tabela 1 – Procedimentos ambulatoriais acompanhados no Estágio</p><p>Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de</p><p>Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de</p><p>27 de julho a 05 de setembro de 2015...........................................</p><p>11</p><p>Tabela 2 – Procedimentos cirúrgicos acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de</p><p>julho a 05 de setembro de 2015.....................................................</p><p>12</p><p>Tabela 3 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema cardíaco</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em</p><p>Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro</p><p>de 2015...........................................................................................</p><p>12</p><p>Tabela 4 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema digestório e</p><p>glândulas anexas acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de</p><p>julho a 05 de setembro de 2015.....................................................</p><p>12</p><p>Tabela 5 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema geniturinário</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em</p><p>Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro</p><p>de 2015...........................................................................................</p><p>12</p><p>Tabela 6 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema</p><p>musculoesquelético acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de</p><p>julho a 05 de setembro de 2015.....................................................</p><p>13</p><p>Tabela 7 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema nervoso</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em</p><p>Medicina Veterinária na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro</p><p>de 2015...........................................................................................</p><p>13</p><p>Tabela 8 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema tegumentar</p><p>e anexo acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado</p><p>em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro</p><p>de 2015...........................................................................................</p><p>13</p><p>Tabela 9 – Diagnósticos das afecções oftálmicas acompanhados no Estágio</p><p>Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de</p><p>Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de</p><p>27 de julho a 05 de setembro de 2015...........................................</p><p>14</p><p>Tabela 10 – Doenças parasitárias acompanhadas no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica</p><p>Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de</p><p>julho a 05 de setembro de 2015.....................................................</p><p>14</p><p>7</p><p>Tabela 11 – Exames complementares realizados e/ou solicitados no Estágio</p><p>Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de</p><p>Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de</p><p>27 de julho a 05 de setembro de 2015...........................................</p><p>14</p><p>8</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ..................................................................................... 9</p><p>2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ...................................................... 11</p><p>3 RELATOS DE CASO ......................................................................... 15</p><p>3.1 Ceratite ulcerativa com melting em um cão da raça Pinscher ....................... 15</p><p>3.2 Dermatite atópica em um cão da raça Lhasa Apso ......................................... 22</p><p>4 CONCLUSÃO .................................................................................... 31</p><p>5 REFERÊNCIAS .................................................................................. 32</p><p>9</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi realizado na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais, no Hospital Veterinário da</p><p>Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, no período de</p><p>27 de julho a 05 de setembro de 2015, perfazendo um total de 150 horas, sob a</p><p>orientação da Profª Drª Maria Andréia Inkelmann e supervisão do Médico Veterinário</p><p>Renan Kruger.</p><p>O Hospital Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do Estado do</p><p>Rio Grande do Sul localiza-se na Rua do Comércio, nº 3000, Bairro Universitário, no</p><p>município de Ijuí, Estado do Rio Grande do Sul.</p><p>O Hospital Veterinário da UNIJUÍ foi inaugurado em 05 de abril de 2013. Este</p><p>espaço oferece atendimento nas áreas clínica médica e cirúrgica para o público</p><p>geral como também presta serviços a clínicas que necessitem de apoio diagnóstico.</p><p>O complexo hospital dispõe de serviços de internação, diagnóstico por imagem,</p><p>análises clínicas, parasitologia e histopatologia.</p><p>O horário de atendimento é das 08h às 19h, de segunda a sexta-feira e nos</p><p>sábados no horário das 08h às 16h.</p><p>Para o atendimento os pacientes são registrados por seus proprietários na</p><p>recepção do hospital veterinário, por ordem de chegada ou gravidade são</p><p>encaminhados a um dos três ambulatórios do primeiro bloco ou para internação e/ou</p><p>procedimento cirúrgico no segundo bloco.</p><p>Os atendimentos clínicos e cirúrgicos são realizados por uma equipe de</p><p>quatro Médicos Veterinários, auxiliados por cinco profissionais de enfermagem e</p><p>alunos estagiários. Aos domingos e feriados, o atendimento é somente para os</p><p>animais internados, com plantão dos técnicos de enfermagem.</p><p>A parte estrutural do Hospital Veterinário é formada por três blocos utilizados</p><p>para o atendimento a pequenos animais, caninos e felinos. O primeiro bloco é</p><p>composto por recepção, sala de espera, sala da direção, salas de diagnóstico por</p><p>imagem, três ambulatórios para atendimentos de rotina, laboratório de análises</p><p>clínicas e farmácia veterinária para o fornecimento de materiais e medicamentos de</p><p>uso hospitalar. O segundo possui dois blocos cirúrgicos, sendo um para as aulas</p><p>10</p><p>práticas e um auditório para as aulas teóricas. Dispõe de gatil e canil, sala de</p><p>enfermagem, onde são realizados os procedimentos com os animais internados e</p><p>uma sala de isolamento para animais com doenças infectocontagiosas. No terceiro</p><p>bloco encontram-se o laboratório de patologia animal e de anatomia veterinária.</p><p>Para a realização deste trabalho foi selecionada a área de Clínica Médica de</p><p>Pequenos Animais. A escolha do local de estágio no HV-UNIJUÍ se deve a estrutura</p><p>material e profissional, e por possibilitar oportunidades de observação e vivência de</p><p>densas experiências juntamente com profissionais qualificados e como forma de</p><p>valorizar o que temos de melhor em nossa cidade, a educação em uma das</p><p>melhores universidades privadas do país.</p><p>11</p><p>2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS</p><p>As atividades acompanhadas durante o período do Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária, no Hospital Veterinário da Universidade</p><p>Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul foram, principalmente, no</p><p>atendimento clínico veterinário.</p><p>A posição de estagiária possibilitou-me acompanhar as consultas clínicas</p><p>veterinárias e auxiliar nos procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos, na coleta de</p><p>material para exames laboratoriais e exames de diagnóstico por imagem.</p><p>A seguir, apresentam-se listados nas tabelas os procedimentos ambulatoriais</p><p>e cirúrgicos, os diagnósticos que envolvem: sistemas (cardíaco, digestório,</p><p>geniturinário, musculoesquelético, nervoso e tegumentar), afecções oftálmicas,</p><p>doenças parasitárias e exames complementares.</p><p>Tabela 1 – Procedimentos ambulatoriais acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Procedimentos Cães Gatos Total %</p><p>Aplicação de vacinas 3 0 3 5</p><p>Cateterização uretral 2 0 2 3,33</p><p>Coleta de sangue</p><p>Coleta de urina</p><p>34</p><p>1</p><p>1</p><p>0</p><p>35</p><p>1</p><p>58,34</p><p>1,67</p><p>Curativos 3 0 3 5</p><p>Eutanásia</p><p>Fisioterapia</p><p>Fluidoterapia</p><p>Quimioterapia</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>6</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>4</p><p>6</p><p>1,67</p><p>3,33</p><p>6,66</p><p>10</p><p>Remoção de suturas</p><p>Transfusão de sangue</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>2</p><p>1</p><p>3,33</p><p>1,67</p><p>Total 58 2 60 100</p><p>12</p><p>Tabela 2 – Procedimentos cirúrgicos acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Procedimentos Cães Gatos Total %</p><p>Amputação de membro torácico 1 0 1 33,33</p><p>Biópsia vertebral</p><p>Profilaxia odontológica</p><p>1</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>1</p><p>33,33</p><p>33,34</p><p>Total 3 0 3 100</p><p>Tabela 3 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema cardíaco</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho</p><p>a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Cardiopatia 2 0 1 100</p><p>Total 2 0 2 100</p><p>Tabela 4 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema digestório e</p><p>glândulas anexas acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em Medicina</p><p>Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período</p><p>de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Avaliação de profilaxia odontológica</p><p>Fístula oronasal adquirida</p><p>Giardíase*</p><p>Neoplasia hepática</p><p>Objeto estranho gástrico</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>20</p><p>20</p><p>20</p><p>20</p><p>20</p><p>Total 5 0 5 100</p><p>*Não conclusivo.</p><p>Tabela 5 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema geniturinário</p><p>acompanhados no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho</p><p>a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Piometra</p><p>Doença renal crônica</p><p>Neoplasia mamária</p><p>Tumor venéreo transmissível (TVT)</p><p>1</p><p>0</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>20</p><p>20</p><p>40</p><p>20</p><p>Total 4 1 5 100</p><p>13</p><p>Tabela 6 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema musculoesquelético</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho</p><p>a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Doença do disco intervertebral</p><p>Ferida por mordida</p><p>Fratura de fêmur</p><p>Displasia coxofemoral</p><p>Hérnia inguinal</p><p>Neoplasia da coluna vertebral (condrossarcoma)</p><p>Poliartrite idiopática canina</p><p>1</p><p>3</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>3</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>10</p><p>30</p><p>10</p><p>10</p><p>20</p><p>10</p><p>10</p><p>Total 10 0 10 100</p><p>Tabela 7 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema nervoso</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho</p><p>a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Epilepsia idiopática 1 0 1 50</p><p>Lesão medular 1 0 1 50</p><p>Total 2 0 2 100</p><p>Tabela 8 – Diagnósticos das afecções que envolvem o sistema tegumentar e anexo</p><p>acompanhados no Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na</p><p>área de Clínica Médica de Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho</p><p>a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Demodicose</p><p>Dermatite alérgica a saliva de pulga</p><p>Dermatite por picada de aracnídeo</p><p>Dermatite atópica</p><p>Lipoma</p><p>Papilomatose cutânea</p><p>Piodermite superficial</p><p>Mastocitoma</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>3</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>3</p><p>2</p><p>15,37</p><p>7,70</p><p>7,70</p><p>15,38</p><p>7,70</p><p>7,70</p><p>23,07</p><p>15,38</p><p>Total 12 1 13 100</p><p>14</p><p>Tabela 9 – Diagnósticos das afecções oftálmicas acompanhados no Estágio</p><p>Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de</p><p>Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Ceratite ulcerativa 2 0 2 100</p><p>Total 2 0 2 100</p><p>Tabela 10 – Doenças parasitárias acompanhadas no Estágio Curricular</p><p>Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de Pequenos</p><p>Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Diagnósticos Cães Gatos Total %</p><p>Rangeliose* 2 0 2 100</p><p>Total 2 0 2 100</p><p>*Não conclusivo.</p><p>Tabela 11 – Exames complementares realizados e/ou solicitados no Estágio</p><p>Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária na área de Clínica Médica de</p><p>Pequenos Animais no HV-UNIJUÍ, período de 27 de julho a 05 de setembro de 2015</p><p>Exames Cães Gatos Total %</p><p>Ultrassonografia</p><p>Citologia aspirativa por agulha fina</p><p>Eletrocardiograma</p><p>Hemograma</p><p>Parasitológico de pele</p><p>Radiografia</p><p>Teste da fluoresceína</p><p>Teste de Schirmer</p><p>4</p><p>3</p><p>1</p><p>2</p><p>2</p><p>14</p><p>3</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>4</p><p>3</p><p>1</p><p>2</p><p>2</p><p>15</p><p>3</p><p>1</p><p>12,90</p><p>9,68</p><p>3,22</p><p>6,45</p><p>6,45</p><p>48,40</p><p>9,68</p><p>3,22</p><p>Total 30 1 31 100</p><p>15</p><p>3 RELATOS DE CASO</p><p>3.1 Ceratite ulcerativa com melting em um cão da raça Pinscher</p><p>RESUMO</p><p>As ceratites ulcerativas são doenças corneanas frequentes na rotina da</p><p>clínica médica de pequenos animais. A córnea pode sofrer agressões de intensidade</p><p>variada, principalmente as de origem traumática ou infecciosa. As úlceras profundas</p><p>podem ser complicadas por infecção microbiana que através da produção de</p><p>enzimas degradativas cooperam para a lise e a desestruturação do estroma</p><p>corneano. Essas alterações necessitam de rápida intervenção para o sucesso</p><p>terapêutico, o que é fundamental para a manutenção da visão. Os sinais clínicos, o</p><p>histórico e o teste de tingimento pela fluoresceína positivo são importantes</p><p>ferramentas para o diagnóstico. Os animais com úlceras profundas podem</p><p>necessitar de tratamento clínico frequente e/ou cirúrgico. Neste trabalho relata-se o</p><p>caso de ceratite ulcerativa com melting, em um canino, atendido no Hospital</p><p>Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.</p><p>O animal foi submetido a tratamento clínico e cirúrgico através do recobrimento com</p><p>retalho da membrana nictitante obtendo resultados satisfatórios.</p><p>Palavras-chave: Úlcera. Córnea. Tratamento. Canino.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A córnea, estrutura transparente altamente refrativa e avascular, localizada no</p><p>polo anterior do globo ocular juntamente com a esclera compõe a túnica fibrosa</p><p>externa do olho (DYCE, 2004). Apresenta-se recoberta por filme lacrimal pré-corneal</p><p>e divide-se em quatro camadas: epitélio anterior, estroma, membrana de Descemet</p><p>e endotélio (FOSSUM, 2008; CARNEIRO FILHO, 2004; ANDRADE, 2008).</p><p>16</p><p>A ceratite ulcerativa ou úlcera de córnea encontra-se associada à erosão do</p><p>epitélio corneal e quando quantidades variáveis de estroma são perdidos (MILLER;</p><p>TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009).</p><p>A ceratite ulcerativa pode ocorrer secundária a qualquer condição que rompa</p><p>o epitélio ou o estroma corneano (MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009),</p><p>podendo ser classificada conforme a sua profundidade em úlceras superficiais ou</p><p>profundas (CARNEIRO FILHO, 2004).</p><p>Na lesão traumática simples, pequena quantidade de epitélio é perdida,</p><p>ocorrendo rápida cicatrização (SLATTER, 2005). A lesão estromal por sua vez,</p><p>apresenta maior complexidade e a cicatrização é mais lenta e geralmente resulta na</p><p>redução ou perda do aspecto translúcido corneal interferindo na visão (MILLER;</p><p>TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009).</p><p>As úlceras estromais são complicadas frequentemente por infecção</p><p>microbiana e pela produção de enzimas degradativas. A rápida dissolução corneana</p><p>ocasionada por proteases e colagenases, produzidas principalmente por</p><p>Pseudomonas spp, e também por células inflamatórias, epiteliais e estromais</p><p>(SLATTER, 2005) leva a excessiva destruição enzimática causando o aspecto</p><p>gelatinoso do estroma corneal, denominado melting córnea (MILLER; TILLEY;</p><p>SMITH JUNIOR, 2009). Tal aspecto da lesão é referido como “derretimento” corneal</p><p>(CARNEIRO FILHO, 2004).</p><p>O objetivo deste trabalho é relatar o caso clínico de um canino com ceratite</p><p>ulcerativa com melting córnea, observando a necessidade de rápida intervenção</p><p>para o sucesso terapêutico.</p><p>METODOLOGIA</p><p>Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do</p><p>Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, um canino macho, raça Pinscher, com 10</p><p>anos de idade, pesando 4 kg. A principal queixa foi de lesão no olho esquerdo,</p><p>ocasionado por uma briga com outro cão. Segundo relato do proprietário, o cão</p><p>apresentava secreção mucopurulenta no olho esquerdo, lacrimejamento, dor, fricção</p><p>e olho esbranquiçado há uma semana.</p><p>Durante o exame físico os parâmetros vitais encontravam-se dentro da</p><p>normalidade (TR: 38,8ºC, FC: 84 e FR: 30). No exame oftalmológico o olho direito</p><p>17</p><p>não apresentava nenhuma alteração. No olho esquerdo observou-se</p><p>blefaroespasmo, epífora, sinais de dor, hiperemia conjuntival e secreção ocular</p><p>mucopurulenta. Além disso, o aspecto gelatinoso e acinzentado de “derretimento”</p><p>por toda a extensão corneal (melting córnea), associado ao teste da fluoresceína</p><p>positivo permitiu que se chegasse ao diagnóstico de ceratite ulcerativa com melting.</p><p>Em seguida aos achados do exame oftalmológico procedeu-se à técnica</p><p>cirúrgica de recobrimento com retalho da membrana nictitante. A tobramicina foi a</p><p>medicação oftalmológica tópica receitada, devendo o proprietário de o cão instilar</p><p>uma gota no olho esquerdo a cada quatro horas. A cefalexina suspensão (2,5 mL,</p><p>BID, VO, durante sete dias) foi o antibiótico recomendado, como analgésico a</p><p>dipirona (quatro gotas, TID, durante cinco dias) e o carprofeno (25 mg.kg-1, VO ½</p><p>comprimido, SID, durante quatro dias). Foi recomendado o uso</p><p>obrigatório do colar</p><p>elisabetano, devendo retornar para avaliação e remoção dos pontos dentro de 10</p><p>dias. O animal do presente caso retornou dentro de cinco dias, quando foi possível</p><p>observar a progressão da cicatrização corneana.</p><p>RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>O exame clínico precedido pelo histórico do animal, as informações do</p><p>proprietário, os sinais clínicos e o teste da fluoresceína positivo foram importantes</p><p>para o diagnóstico da ceratite ulcerativa com melting (FEITOSA, 2008).</p><p>Os cães das raças braquicefálicas costumam ser os mais acometidos pela</p><p>ceratite ulcerativa (MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009). Outro fator pré-</p><p>disponente importante é que os olhos dos mamíferos domésticos encontram-se mais</p><p>protrusos da superfície da face que os do homem (DYCE, 2004), permitindo um</p><p>contato maior olho-ambiente. Nesse caso o animal acometido não é da raça citada</p><p>pela literatura, entretanto a lesão foi originada em uma briga com outro cão e houve</p><p>contaminação bacteriana secundária, o que predispõe ao agravamento das lesões.</p><p>Há várias etiologias, sendo as principais traumática e infecciosa (EURIDES;</p><p>SILVA, 2013; BARBOSA; WOUK, 2014). Outras causas como, corpo estranho,</p><p>abrasão, anormalidade ciliar ou palpebral, ceratoconjuntivite seca e irritantes</p><p>químicos, podem ocasionar úlceras de córnea (SLATTER, 2005; MILLER; TILLEY;</p><p>SMITH JUNIOR, 2009; CARNEIRO FILHO, 2004; CRIVELLENTI; CRIVELLENTI,</p><p>2012). As causas infecciosas, possivelmente precedidas de trauma inicial, incluem</p><p>18</p><p>as infecções bacterianas principalmente por Pseudomonas aeruginosa (CARNEIRO</p><p>FILHO, 2004). No paciente do presente relato de caso a úlcera teve origem</p><p>traumática, sendo complicada por agentes microbianos.</p><p>Os sinais clínicos relatados normalmente pelos proprietários são a presença</p><p>de lacrimejamento, fricção dos olhos, histórico de trauma, estrabismo, edema de</p><p>córnea e inflamação (MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009). Os sinais</p><p>apresentados no caso relatado condizem com o exposto na literatura. Os sinais</p><p>clássicos são blefaroespasmo, fotofobia, epífora e perda da transparência da córnea</p><p>devido à invasão vascular (SLATTER, 1990, 2005; MILLER; TILLEY; SMITH</p><p>JUNIOR, 2009). Segundo Carneiro Filho (2004), a maioria dos animais apresentam</p><p>sinais de desconforto e dor, descarga ocular purulenta e prolapso de terceira</p><p>pálpebra. Neste caso clínico não foi observado o prolapso de terceira pálpebra,</p><p>sendo que os demais sinais citados pelos autores estavam presentes.</p><p>Podem-se classificar as úlceras de córnea segundo a sua profundidade em</p><p>superficiais ou profundas. Nas úlceras superficiais ocorre o acometimento do epitélio</p><p>(CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012), enquanto nas úlceras profundas há</p><p>envolvimento da camada estromal, podendo atingir a membrana de Descemet e,</p><p>posteriormente, ocorrer ruptura ou perfuração da córnea (CARNEIRO FILHO, 2004;</p><p>MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009). Nesse relato de caso ocorreu</p><p>acometimento estromal, podendo ser comprovado pelo teste da fluoresceína.</p><p>A córnea nos animais domésticos, embora suscetível a uma série de</p><p>influências lesivas apresenta boa capacidade de recuperação (JONES; HUNT;</p><p>KING, 2000). Segundo Miller, Tilley e Smith Junior (2009), as úlceras superficiais</p><p>não complicadas reparam-se num período de cinco a sete dias com mínima</p><p>formação de cicatriz. A cicatrização é rápida nas lesões traumáticas simples, quando</p><p>pequena quantidade de epitélio é perdida (SLATTER, 2005). As nébulas ou a cicatriz</p><p>corneal aguda geralmente desaparecem e não interferem na visão (CRIVELLENTI;</p><p>CRIVELLENTI, 2012). No presente relato haviam transcorrido sete dias, sendo que</p><p>nos dois últimos dias o animal apresentou piora dos sinais clínicos. Isso indica a</p><p>provável proliferação bacteriana associada à ação de enzimas degradativas, sendo</p><p>estes complicadores das ceratites ulcerativas.</p><p>Segundo Miller, Tilley e Smith Junior (2009), a cura das lesões corneanas</p><p>normalmente ocorre por infiltração fibrovascular, resultando na formação de</p><p>cicatrizes que interferem na visão, ao opacificar uma pequena área ou toda a</p><p>19</p><p>córnea. Jones, Hunt e King (2000) citam os ferimentos como as principais causas de</p><p>inflamação, resultando em opacificação corneal. O processo inflamatório ocasionado</p><p>pelo ferimento que o cão do presente relato sofreu contribuiu para a perda do</p><p>aspecto translúcido da córnea.</p><p>A destruição enzimática microbiana pode ocorrer em alguns casos de úlceras</p><p>corneanas. Durante o período reparatório há infiltração de leucócitos, produção de</p><p>proteases e crescimento de bactérias como Pseudomonas aeruginosa, a qual</p><p>produz substâncias químicas tais como proteases e colagenases. Essas</p><p>substâncias, ao digerirem os tecidos, resultam na desnaturação corneana,</p><p>denominada de melting córnea (CARNEIRO FILHO, 2004; SLATTER, 2005). O</p><p>estroma corneal apresenta aparência acinzentada e gelatinosa (MILLER; TILLEY;</p><p>SMITH JUNIOR, 2009; SLATTER, 2005). No presente caso, semelhante ao descrito</p><p>na literatura, o olho esquerdo do paciente apresentava aspecto gelatinoso e</p><p>acinzentado por toda sua extensão, caracterizando a lise (derretimento) corneal.</p><p>A úlcera de córnea pode ser diagnosticada associando-se os sinais clínicos</p><p>ao teste de fluoresceína positivo (ANDRADE, 2008; MILLER; TILLEY; SMITH</p><p>JUNIOR, 2009; CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012; RADOSTITS; MAYHEW;</p><p>HOUSTON, 2002). Os sinais clínicos que trazem a suspeita de úlcera são a</p><p>presença de dor, secreção ocular purulenta, blefaroespasmo e a fotofobia. Nesse</p><p>caso, além dos sinais coincidirem, o histórico do trauma também foi importante para</p><p>o diagnóstico da ceratite ulcerativa. O teste de tingimento pela fluoresceína positivo</p><p>neste paciente confirmou a presença da ceratite ulcerativa que associado ao</p><p>aspecto gelatinoso e acizentado da lesão, permitiu o diagnóstico definitivo de</p><p>ceratite ulcerativa com melting.</p><p>Os exames complementares podem ser realizados, principalmente nos casos</p><p>de úlceras complicadas e profundas. A avaliação citológica da córnea auxilia no</p><p>direcionamento do tratamento antimicrobiano inicial (MILLER; TILLEY; SMITH</p><p>JUNIOR, 2009). Na presença de secreções oculares pode-se realizar a colheita de</p><p>material por meio de swab estéril para identificação de agentes bacterianos, virais ou</p><p>fúngicos. Nesse relato de caso não foram realizados os exames complementares</p><p>citados pela literatura.</p><p>O tratamento da ceratite ulcerativa deve estar em conformidade à gravidade</p><p>da lesão (CARNEIRO FILHO, 2004). O mais importante nesses casos é identificar e</p><p>remover a causa desencadeante, precaver a progressão e empregar recursos</p><p>20</p><p>cirúrgicos para impedir a ruptura da córnea (SLATTER, 2005; BARBOSA; WOUK,</p><p>2014). Os animais com úlceras superficiais normalmente não necessitam de</p><p>intervenção cirúrgica (MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009). No entanto, os que</p><p>apresentam úlceras rapidamente progressivas ou profundas podem necessitar de</p><p>tratamento clínico frequente e/ou cirúrgico (SLATTER, 2005). Nesse caso, a ferida</p><p>por mordedura foi a causa desencadeante, optando-se pela intervenção cirúrgica</p><p>seguida do tratamento clínico, por se tratar de uma úlcera profunda.</p><p>O tratamento oftalmológico para a maioria dos pacientes consiste no uso de</p><p>antibióticos tópicos (ANDRADE, 2008). Nas úlceras superficiais, assim como nas</p><p>profundas os agentes tópicos de primeira escolha são a tobramicina ou o</p><p>cloranfenicol (seis instilações diárias) (CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012;</p><p>PAPICH, 2009), embora o último tenha pouco efeito contra Pseudomonas</p><p>(EURIDES; SILVA, 2013), principal agente presente no melting (CARNEIRO FILHO,</p><p>2004; SLATTER, 2005).</p><p>Nas úlceras complicadas a terapia de uso tópico pode associar</p><p>aminoglicosídeos, como a tobramicina ou a gentamicina em combinação com a</p><p>cefazolina ou esta última combinada com uma flurquinolona, a ciprofloxacina</p><p>(MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009).</p><p>Nos casos de úlceras graves e desnaturadas, a formulação</p><p>de colírios tópicos</p><p>associando agentes anticolagenases como a acetilcesteína 20% (6 mL), solução</p><p>oftálmica de atropina 1% (6 mL), sulfato de gentamicina 40 mg/mL1 (1,5 mL) e</p><p>solução de lágrima artificial (25 mL) (SLATTER, 2005) ou acetilcesteína (solução de</p><p>5-10%, instilada uma a duas gotas, três a quatro vezes ao dia) diluída em lágrimas</p><p>artificiais (ANDRADE, 2008; CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012). No animal do</p><p>presente relato não foi instituída a terapia anticolagenase.</p><p>Os corticosteroides tópicos são contraindicados (ANDRADE, 2008) por</p><p>potencializar substâncias químicas como, proteases e colagenases, retardar a</p><p>cicatrização, reduzir a regeneração epitelial e endotelial (CARNEIRO FILHO, 2004;</p><p>CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012).</p><p>Os tratamentos cirúrgicos capazes de favorecer os casos de úlceras que se</p><p>estendem a metade ou mais da camada corneana ou a membrana de Descemet,</p><p>incluem a cobertura com retalhos conjuntivais, da membrana nictitante, transposição</p><p>corneoescleral e a tarsorrafia (CARNEIRO FILHO, 2004; MILLER; TILLEY; SMITH</p><p>JUNIOR, 2009; CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012).</p><p>21</p><p>O tratamento de úlceras profundas complicadas com retalho de conjuntiva</p><p>propiciam maior conforto ao paciente (MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR;</p><p>FERREIRA; SOUZA; SAKAMOTO, 2013). Slatter (2005) indica o recobrimento com</p><p>terceira pálpebra nas úlceras profundas descomplicadas e o enxerto pediculado</p><p>conjuntival para as úlceras profundas complicadas. Para o paciente deste relato</p><p>procedeu-se a técnica de recobrimento da membrana nictitante ou de terceira</p><p>pálpebra, por ter sido considerada uma úlcera complicada com melting córnea.</p><p>O diagnóstico diferencial baseia-se em eliminar outras causas de olhos</p><p>vermelhos e doloridos como, conjuntivite, ceratoconjuntivite seca, glaucoma e uveíte</p><p>MILLER; TILLEY; SMITH JUNIOR, 2009).</p><p>O prognóstico dependerá da extensão da lesão, sendo bom nas úlceras</p><p>menores e reservado nas úlceras profundas e nos casos com melting córnea</p><p>(CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012; FEITOSA, 2008).</p><p>CONCLUSÃO</p><p>O tratamento clínico associado ao cirúrgico obteve resultados satisfatórios,</p><p>essenciais para impedir a progressão da ceratite ulcerativa com melting, permitindo</p><p>a recuperação corneana.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.</p><p>p. 119, 179-188.</p><p>BARBOSA, C. B.; WOUK, A. F. F. Uso da cola de fibrina autóloga no tratamento de</p><p>úlcera corneana profunda em cão. Revista Científica de Medicina Veterinária,</p><p>Curitiba: Medvep, p. 438-452, 2014.</p><p>CARNEIRO FILHO, L. Oftalmologia veterinária. 1. ed. São Paulo: Roca, 2004. p.</p><p>44-47.</p><p>CRIVELLENTI, L. Z.; CRIVELLENTI, S. B. Casos de rotina em medicina</p><p>veterinária de pequenos animais. 1. ed. São Paulo: MedVet, 2012. p. 449-453.</p><p>DYCE, K. M. Tratado de anatomia veterinária. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2004. p. 318-320.</p><p>EURIDES, D. S.; SILVA, L. A. F. Manual de cirurgia oftálmica veterinária. 1. ed.</p><p>Curitiba: Medvep, 2013. p. 10-17, 124-130.</p><p>22</p><p>FEITOSA, F. L. Semiologia veterinária: a arte do diagnóstico. 2. ed. São Paulo:</p><p>Roca, 2008. p. 623-653.</p><p>FERREIRA, G. T. N. M.; SOUZA, T. F. B.; SAKAMOTO, S. S. Aspectos clínicos do</p><p>enxerto conjuntival 360º e do implante da membrana amniótica criopreservada no</p><p>tratamento de úlceras de córnea em cães. Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 3,</p><p>p. 1239-1252, maio/jun. 2013.</p><p>FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2008.cap. 16. p. 263-266.</p><p>JONES, T. C.; HUNT, R. D.; KING, N. W. Patologia veterinária. 1. ed. São Paulo:</p><p>Manole, 2000. p. 1324.</p><p>MILLER, P. E.; TILLEY, L. P.; SMITH JUNIOR, F. W. K. Consulta veterinária em 5</p><p>minutos: manual de especialidades caninas e felinas: oftalmologia. São Paulo:</p><p>Manole, 2009. p. 55-63.</p><p>PAPICH, M. G. Manual Saunders terapêutico veterinário. 2. ed. São Paulo:</p><p>MedVet, 2009. p. 109, 113, 168.</p><p>RADOSTITS, O. M.; MAYHEW, I. G.; HOUSTON, D. M. Exame clínico e</p><p>diagnóstico em veterinária. 1. ed. Rio de Janeiro, 2002. p. 102.</p><p>SLATTER, D. Fundamentais of veterinary ophthalmology. 2. ed. Philadelphia: W.</p><p>B. Saunders, 1990.cap. 9 p. 257-303.</p><p>SLATTER, D. Fundamentos de oftalmologia veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca,</p><p>2005. p. 318-321.</p><p>3.2 Dermatite atópica em um cão da raça Lhasa Apso</p><p>RESUMO</p><p>A dermatite atópica canina (DAC) é uma reação de hipersensibilidade nos</p><p>animais geneticamente predispostos à alérgenos ambientais, resultando em sinais</p><p>clínicos inflamatórios crônicos e pruriginosos. Os sinais clínicos normalmente</p><p>aparecem entre um e três anos de idade, sendo que algumas raças são mais</p><p>predispostas geneticamente, como o Lhasa Apso. O diagnóstico da DAC baseia-se</p><p>no histórico, nos sinais clínicos e na exclusão de outras hipersensibilidades. O</p><p>controle terapêutico e a prevenção são essenciais no manejo dos cães atópicos. No</p><p>presente trabalho relata-se o caso clínico de um cão da raça Lhasa Apso, atendido</p><p>23</p><p>no Hospital Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio</p><p>Grande do Sul e diagnosticado com dermatite atópica.</p><p>Palavras-chave: Canino. Atopia. Hipersensibilidade. Tratamento.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A dermatite atópica canina (DAC) é uma das dermatopatias mais importantes</p><p>na rotina da clínica médica de pequenos animais. Acomete em torno de 10 a 15%</p><p>dos cães. É um distúrbio de hipersensibilidade cutânea nos animais geneticamente</p><p>predispostos (HNILICA, 2012), após exposição à alérgenos ambientais (ETTINGER;</p><p>FELDMAN, 2008), absorvidos percutaneamente, inalados ou ingeridos (TIZARD,</p><p>2008).</p><p>A sua fisiopatologia embora não totalmente compreendida, encontra-se</p><p>associada a possíveis defeitos na barreira epidérmica, permitindo a penetração de</p><p>alérgenos ambientais e microbianos (FAVROT et al., 2010; OLIVRY et al., 2010). O</p><p>aumento de anticorpos reativos (IgE, IgG) direcionados contra estes agentes</p><p>promovem uma reação de hipersensibilidade do tipo I (BIRCHARD; SCHERDING,</p><p>2008; MEDLEAU; HNILICA, 2003) e consequente desgranulação mastocitária,</p><p>responsáveis pela reação inflamatória e pruriginosa presentes na DAC canina</p><p>(JONES; HUNT; KING, 2000; TIZARD, 2008).</p><p>Segundo Tizard (2008), os principais alérgenos são pólen, ácaros da poeira</p><p>doméstica, bolores, gramíneas, cosméticos e produtos de limpeza (CRIVELLENTI;</p><p>CRIVELLENTI, 2012). A piodermite estafilocócica, malasseziose, hipersensibilidade</p><p>alimentar, dermatite alérgica à saliva de pulga e alteração cutânea local (escoriação,</p><p>pele seca), podem cooperar para a doença clínica (BIRCHARD; SCHERDING,</p><p>2008).</p><p>A DAC compõe um problema para toda a vida do animal e tende a não se</p><p>resolver. O sucesso terapêutico depende da capacidade de se identificar os fatores</p><p>que contribuem para a doença (BIRCHARD; SCHERDING, 2008). As alternativas de</p><p>tratamento são evitar o alérgeno envolvido, a vacina para alergia, a ciclosporina</p><p>(HNILICA, 2012), a terapia antimicrobiana e anti-inflamatória (BIRCHARD;</p><p>SCHERDING, 2008).</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Thomas+Carlyle+Jones%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Ronald+Duncan+Hunt%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Norval+William+King%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>24</p><p>Segundo Ettinger e Feldman (2008), a terapia consiste em ajustar diferentes</p><p>intervenções a fim de conseguir resultados satisfatórios. “Tempo e paciência são as</p><p>chaves”.</p><p>O objetivo deste trabalho é relatar o caso clínico de um canino diagnosticado</p><p>com dermatite atópica, o qual, apesar de melhora do quadro clinico com tratamento</p><p>anterior, ainda apresentava recorrência de sinais clínicos.</p><p>METODOLOGIA</p><p>Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Regional do Noroeste do</p><p>Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, situada na cidade de Ijuí – RS, um canino</p><p>macho, não castrado, da raça Lhasa</p><p>Apso, com dois anos de idade, pesando 6,5 kg.</p><p>Segundo relato do proprietário o animal apresentava prurido intenso</p><p>recorrente, sobretudo no membro torácico esquerdo. Quando inquirido sobre a</p><p>gravidade dos sinais clínicos (em escala de 0-10), o prurido e a lambedura obtiveram</p><p>nota sete, além da piora sazonal.</p><p>O cão já havia recebido tratamento anteriormente, há aproximadamente três</p><p>meses. Na ocasião apresentava prurido de grau máximo (10), lambedura, eritema,</p><p>dermatite úmida aguda, pústulas e feridas com crostas. Os sinais clínicos pioraram a</p><p>partir dos seis meses de idade, acometendo inicialmente o ouvido e após afetando</p><p>patas, abdômen, períneo e, por último, a pele do corpo todo. O cão foi adquirido com</p><p>45 dias de idade, sendo que a mãe do animal possuía alteração cutânea</p><p>semelhante.</p><p>O cão vivia dentro de casa e dormia em um cobertor lavado com sabão em pó</p><p>e o piso com cloro e detergente. O cão espirrava quando limpavam a casa e com o</p><p>uso de perfumes. Apresentou vômito com o uso de corticosteroide, embora</p><p>melhorasse do prurido.</p><p>Na última consulta o proprietário relatou o uso da pomada à base de</p><p>digluconato de clorexidina (Furanil® Vetnil) nas lesões, xampu antialérgico e controle</p><p>de pulgas periódico (cada dois meses com pour-on). A alimentação com ração de</p><p>cordeiro e a dieta de eliminação com ração hipoalergênica pelo período de 45 dias</p><p>havia sido utilizada.</p><p>No exame físico os parâmetros vitais apresentavam-se dentro da</p><p>normalidade. No exame tegumentar havia lesão na pele por lambedura no membro</p><p>25</p><p>torácico esquerdo na região medial, mancha salivar no pelo dos membros, eritema,</p><p>prurido e sinais de escoriação.</p><p>Para o tratamento foi aplicado Metilprednisolona® (0,35 mL, SID, IM) e</p><p>receitada pomada Quadriderm® (gentamicina, betametasona e tolnaftato) para</p><p>aplicar no local da lesão, cloridrato de ranitidina (Label® humano 15 mg/mL, VO, 0,9</p><p>mL cada 12h, por 30 dias) e vermífugo (Endogard® 1 cp, SID, repetir em 15 dias).</p><p>As orientações ao proprietário do animal foram de uso do colar elisabetano e</p><p>sugerido que o mesmo procurasse uma clínica para fazer o teste intradérmico. Foi</p><p>também informado que a doença não tem cura, apenas controle.</p><p>RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>A DAC acomete em torno de 10 a 15% dos cães (BIRCHARD; SCHERDING,</p><p>2008). Algumas raças são mais predispostas, tais como o Beagle, Cocker Spaniel,</p><p>Boxer, Bulldog, Dálmata, Lhasa Apso, Pug, Shar-Pei, Schnauzer miniatura,</p><p>Retrievers, Setters, Terriers, West Highland e Yorkshire (TIZARD, 2008; BIRCHARD;</p><p>SCHERDING, 2008; ETTINGER; FELDMAN, 2008). A raça do cão do presente</p><p>relato de caso, Lhasa Apso está entre as descritas pela literatura.</p><p>Os sinais clínicos aparecem entre um e três anos de idade, podendo ter o seu</p><p>início entre seis meses e seis anos (HNILICA, 2012). Para Medleau e Hnilica (2003),</p><p>a idade de início pode ocorrer a partir dos três meses, não ultrapassando os sete</p><p>anos. A herdabilidade da DA nos cães é considerada alta (HNILICA, 2012; TIZARD,</p><p>2008). A mãe do cão apresentava histórico de alteração cutânea, sendo o início dos</p><p>sinais clínicos aos seis meses de idade são mais um indicador da doença.</p><p>Os sinais iniciais são o prurido e o eritema, sendo que os cães afetados</p><p>inicialmente podem não apresentar lesões cutâneas evidentes (HNILICA, 2012;</p><p>TIZARD, 2008). Conforme Hnilica (2012), dependendo da ação do alérgeno indutor</p><p>os sinais clínicos podem ou não ser sazonais. Neste caso, o cão apresentava agravo</p><p>dos sinais com a proximidade da época de calor.</p><p>As lesões acometem especialmente face, região dorsal das patas, pavilhões</p><p>auriculares, axilas e virilhas (HNILICA, 2012), abdômen, períneo, região ventral da</p><p>cauda e do pescoço e extremidades mediais (FAVROT et al., 2010). A metade dos</p><p>cães atópicos geralmente apresenta otite externa (TIZARD, 2008). No caso aqui</p><p>descrito muitas destas áreas foram afetadas, em concordância ao citado pelos</p><p>26</p><p>autores, incluindo a presença de otite, que havia sido tratada e controlada</p><p>anteriormente no paciente do presente caso.</p><p>Segundo Medleau e Hnilica (2003), a repetição dos atos de lamber e coçar</p><p>pode ocasionar lesões cutâneas secundárias como: escoriações, alopecia, mancha</p><p>salivar, pápulas, descamação e crostas. Os cães podem apresentar lesões do tipo</p><p>hot spot. O animal do presente caso apresentava sinais de escoriação, mancha</p><p>salivar úmida e hiperpigmentação da pele. Na DAC podem ocorrer</p><p>hiperpigmentação, liquenificação (MEDLEAU; HNILICA, 2003; TIZARD, 2008),</p><p>infecção bacteriana secundária e leveduriforme complicando a doença (JONES;</p><p>HUNT; KING, 2000; TIZARD, 2008). Podem ainda desenvolver piodermite</p><p>secundária, dermatite piotraumática recorrente, dermatite acral por lambedura ou por</p><p>Malassezia sp., conjuntivite, rinite alérgica e bronquite (HNILICA, 2012). O cão</p><p>espirrava quando usado produtos de limpeza no ambiente e quando aplicavam</p><p>perfume nele.</p><p>O diagnóstico da DAC baseia-se no histórico, nos sinais clínicos e na</p><p>eliminação de outras doenças pruriginosas (BIRCHARD; SCHERDING, 2008;</p><p>MEDLEAU; HNILICA, 2003). A lambedura sazonal das patas também serve de</p><p>auxílio diagnóstico (HNILICA, 2012). A abordagem diagnóstica, segundo Birchard e</p><p>Scherding (2008), consiste em diagnosticar, tratar e excluir infecções secundárias,</p><p>alergia à saliva da pulga e escabiose. Após excluídas, se o prurido residual for</p><p>sazonal o diagnóstico da DAC é positivo. Caso o prurido não for sazonal, efetuar o</p><p>teste alimentar. Não ocorrendo resposta ao mesmo, considera-se que o diagnóstico</p><p>é positivo para DAC. Segundo Jericó, Kogika e Andrade Neto (2015), a dieta</p><p>hipoalergênica deve ser realizada por seis a oito semanas. No paciente deste caso o</p><p>teste alimentar foi realizado por 45 dias, sem melhora do prurido.</p><p>Um conjunto de oito critérios recomendados recentemente (FAVROT et al.,</p><p>2010) serve de importante auxílio no diagnóstico da DAC, sendo os seguintes</p><p>critérios: o início dos sinais com menos de três anos de idade; cão vivendo</p><p>principalmente dentro de casa; prurido responsivo à corticoterapia; prurido não</p><p>lesional na fase inicial da doença; patas dianteiras afetadas (lambedura das patas);</p><p>pavilhão auricular afetado; margens da orelha não afetada; área dorso-lombar não</p><p>afetada. Conforme Favrot et al. (2010), a combinação de cinco destes critérios</p><p>possui 79% de especificidade no diagnóstico da atopia canina; um sexto critério</p><p>aumenta para 89%.</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Thomas+Carlyle+Jones%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Ronald+Duncan+Hunt%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Ronald+Duncan+Hunt%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Norval+William+King%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>27</p><p>No animal deste relato foi recomendada a realização do teste diagnóstico</p><p>intradérmico, entretanto não se obteve informações se foi realizado posteriormente</p><p>ou não. Neste teste observam-se reações positivas a mofo, insetos, árvores,</p><p>gramíneas, pelos ou alérgenos ambientais (HNILICA, 2012).</p><p>No tratamento sintomático procura-se o controle do prurido, enquanto na</p><p>terapia específica os resultados baseiam-se no teste cutâneo específico, usando</p><p>imunoterapia alérgeno-específica, podendo-se obter resultados positivos em 80%</p><p>dos casos (ETTINGER; FELDMAN, 2008; BIRCHARD; SCHERDING, 2008;</p><p>TIZARD, 2008).</p><p>O controle do prurido pode ser conseguido através do uso de corticosteroides,</p><p>imunossupressores, anti-histamínicos, ácidos graxos (CRIVELLENTI; CRIVELLENTI,</p><p>2012) e através do tratamento de infecção secundária bacteriana e/ou leveduriforme</p><p>(BIRCHARD; SCHERDING, 2008).</p><p>O controle da dermatite por Malassezia, piodermite secundária e otite externa</p><p>são essenciais no manejo dos cães atópicos (HNILICA, 2012). A terapia tópica</p><p>pode</p><p>ser útil para reduzir os sinais clínicos de prurido, utilizando-se xampus</p><p>antimicrobianos, condicionadores ou sprays (à base de aveia, pramoxina, anti-</p><p>histamínicos ou glicocorticoides) (HNILICA, 2012; TIZARD, 2008). Os banhos</p><p>umectantes auxiliam no restabelecimento da barreira lipídica, prevenindo a</p><p>penetração cutânea de alérgenos, agentes infecciosos e irritantes (BIRCHARD;</p><p>SCHERDING, 2008). Na DAC são comumente indicados xampus de clorexidine 2-</p><p>3%, (Vetriderm Hipoalergênico® – Bayer, Allercalm® ou Allermyl Glyco® – Virbac)</p><p>(CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012).</p><p>O tratamento adequado das orelhas e os banhos impedem recidivas das</p><p>infecções secundárias, desinfetam a pele, os canais auriculares e eliminam pólens e</p><p>pulgas (HNILICA, 2012; TIZARD, 2008). Os cães podem desenvolver</p><p>hipersensibilidade a antígenos salivares se expostos repetidamente à picada de</p><p>pulgas (FAVROT et al., 2010).</p><p>Nas infecções secundárias por piodermite bacteriana recomenda-se o uso da</p><p>cefalexina (30 mg/kg, VI, BID, por 30 dias) ou cefovecina (Convenia® – Pfizer) (8</p><p>mg/kg, SC, a cada 15 dias, uma a três aplicações) (CRIVELLENTI; CRIVELLENTI,</p><p>2012). Os antifúngicos recomendados nos casos de malasseziose podem ser o</p><p>itraconazol (5 mg/kg, VO, BID ou 10 mg/kg, VO, SID) ou griseofulvina, podendo ser</p><p>28</p><p>associados com terapia tópica com xampu a cada três dias (associação de</p><p>clorexidina, miconazol, sulfeto de selênio) (CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012).</p><p>Os anti-histamínicos sistêmicos (hidroxizina) possuem pouco ou nenhum</p><p>benefício na DAC aguda, auxiliando em casos brandos (FAVROT et al., 2010). O</p><p>uso combinado com glicocorticoide e ácido graxo obtém efeito sinérgico (HNILICA,</p><p>2012). O Temaril-P® (trimeprazina + prednisolona) apresenta uma dose mais baixa</p><p>de prednisolona associada ao anti-histamínico (1 tablete/10-20 kg, VO, cada 24-48</p><p>h) (HNILICA, 2012). Indicado para uso após as crises de prurido como manutenção</p><p>(BIRCHARD; SCHERDING, 2008).</p><p>A corticoterapia sistêmica costuma ser efetiva (75%) devido à rápida remissão</p><p>do prurido, nos casos de alergia sazonal curta (HNILICA, 2012), prurido grave e</p><p>quando outra terapia é ineficaz (ETTINGER; FELDMAN, 2008). No entanto, deve-se</p><p>observar efeitos adversos devido ao uso prolongado como gastrites e ulceração</p><p>gastrintestinais (JERICÓ; KOGIKA; ANDRADE NETO, 2015). A dose e a frequência</p><p>de administração devem ser diminuídas para a mais baixa possível (HNILICA, 2012).</p><p>O uso de corticosteroides sistêmicos como a prednisona ou a prednisolona</p><p>(0,25-1 mg/kg, VO, cada 24-48h, por três a sete dias) são indicados até a remissão</p><p>clínica (FAVROT et al., 2010; PAPICH, 2009) ou a dexametasona de ação curta</p><p>(0,5-1 mg/kg, IV) e a prednisolona (0,1-1 mg/kg, IV) (HNILICA, 2012).</p><p>Agentes imunossupressores, como a ciclosporina (5 mg/kg, VO, cada 24h,</p><p>quatro a seis semanas; em seguida cada 48-72h) ou azatioprina (1-2 mg/kg, VO,</p><p>SID), auxiliam no controle do prurido na DA não sazonal em 75% dos cães</p><p>(HNILICA, 2012; TIZARD, 2008; CRIVELLENTI; CRIVELLENTI, 2012).</p><p>Os ácidos graxos (Ômega 3 e 6) podem auxiliar no restabelecimento da</p><p>barreira cutânea (TIZARD, 2008; BIRCHARD; SCHERDING, 2008) ajudando no</p><p>controle do prurido em 20% a 50% dos casos (HNILICA, 2012). A imunoterapia</p><p>apresenta resposta satisfatória em 60% a 80% dos cães com DAC (ETTINGER;</p><p>FELDMAN, 2008), reduzindo a necessidade de uso da terapia sintomática. São</p><p>administradas doses crescentes de extrato alergênico no animal com DAC com a</p><p>finalidade de abrandar os sintomas associados com subsequente exposição ao</p><p>alérgeno causador (CUNHA; CHAGAS; FACCINI, 2013). A melhora clínica</p><p>geralmente ocorre dentro de três a cinco meses, mas em alguns cães pode levar</p><p>mais de um ano (HNILICA, 2012).</p><p>29</p><p>No diagnóstico diferencial é importante lembrar que outras dermatoses podem</p><p>imitar a DAC ou sobrepor-se a ela. Estas são geralmente por parasitas</p><p>(queiletielose, pediculose e sarnas), de origem alérgica (saliva de pulga, de contato</p><p>e alimentar) e infecciosas (dermatite por Malassezia e Staphylococcus). Estas</p><p>dermatoses devem ser descartadas e/ou controladas antes de diagnosticar a DAC</p><p>(HNILICA, 2012; FAVROT et al., 2010).</p><p>O prognóstico é considerado bom, embora os cães com dermatite atópica</p><p>necessitem de tratamento por toda vida para que haja controle efetivo da doença</p><p>(MEDLEAU; HNILICA, 2003).</p><p>CONCLUSÃO</p><p>O cão diagnosticado com dermatite atópica irá necessitar de tratamento por</p><p>toda a vida, precisando de controle permanente face às possíveis recidivas. Muitas</p><p>vezes é necessário combinar várias intervenções a fim de se alcançar resultados</p><p>satisfatórios.</p><p>O tratamento sintomático provavelmente continuará sendo realizado face ao</p><p>alto custo dos testes alérgicos e da imunoterapia. Devem-se ainda instituir medidas</p><p>preventivas e terapêuticas eficientes para a redução do prurido e melhora de</p><p>qualidade de vida do animal.</p><p>No presente caso o período de retorno do paciente não havia sido concluído,</p><p>impedindo a análise mais recente da evolução da resposta ao tratamento.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BIRCHARD, S. J.; SHERDING, R. G. Manual Saunders: clínica de pequenos</p><p>animais. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008. p. 432, 490-496.</p><p>CRIVELLENTI, L. Z.; CRIVELLENTI, S. B. Casos de rotina em medicina</p><p>veterinária de pequenos animais. 1. ed. São Paulo: MedVet, 2012. p. 20-22.</p><p>CUNHA, V. E. S.; CHAGAS, M. V.; FACCINI, J. L. H. Dermatite atópica canina e</p><p>ácaros domésticos: revisão. Revista de Educação Continuada em Dermatologia e</p><p>Alergologia Veterinária, Curitiba: Medvep Dermato, p. 71, 2013.</p><p>ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de medicina interna veterinária. 5. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. p. 2077.</p><p>30</p><p>FAVROT, C. et al. A prospective study on the clinical features of chronic canine</p><p>atopic dermatitis and its diagnosis. Veterinary Dermatology, v. 21, p. 23-30, 2010.</p><p>HNILICA, K. A. Dermatologia de pequenos animais: atlas colorido e guia</p><p>terapêutico. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. p. 175-178.</p><p>JERICÓ, M. M.; KOGIKA, M. M.; ANDRADE NETO, J. P. Tratado de medicina</p><p>interna de cães e gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015. p. 982, 1725.</p><p>JONES, T. C.; HUNT, R. D.; KING, N. W. Patologia veterinária. São Paulo: Manole,</p><p>2000. p. 859.</p><p>MEDLEAU, L.; HNILICA, K. A. Dermatologia de pequenos animais: atlas colorido</p><p>e guia terapêutico. 1. ed. São Paulo: Roca, 2003. p. 104-105.</p><p>OLIVRY, T. et al. International task force on canine atopic dermatitis: treatment of</p><p>canine atopic dermatitis: 2010 clinical practice guidelines from the international task</p><p>force on canine atopic dermatitis. Vet Dermatol, v. 21, n. 3, p. 233-248, 2010.</p><p>PAPICH, M. G. Manual Saunders terapêutico veterinário. 2. ed. São Paulo:</p><p>MedVet, 2009. p. 205-206, 467-469, 600-601.</p><p>TIZARD, I. R. Imunologia veterinária. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda,</p><p>2008. p. 352.</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Thomas+Carlyle+Jones%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Ronald+Duncan+Hunt%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&tbo=p&tbm=bks&q=inauthor:%22Norval+William+King%22&source=gbs_metadata_r&cad=2</p><p>31</p><p>4 CONCLUSÃO</p><p>O Estágio Curricular Supervisionado em Medicina Veterinária foi fundamental,</p><p>pois oportunizou o acompanhamento na rotina do Hospital Veterinário, servindo para</p><p>complementar a formação profissional, aumentando conhecimentos teóricos e</p><p>práticos na área da clínica veterinária de pequenos animais.</p><p>O mesmo possibilitou-me a oportunidade de observação e vivência de</p><p>experiências juntamente com profissionais qualificados e como forma de adotar</p><p>condutas que possam tornar-me uma profissional eticamente comprometida, íntegra</p><p>e que zele pelo bem estar animal.</p><p>32</p><p>5 REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.</p><p>p. 119, 179-188.</p><p>BARBOSA, C. B.; WOUK, A. F. F. Uso da cola de fibrina autóloga no tratamento de</p><p>úlcera corneana profunda em cão. Revista Científica de Medicina Veterinária,</p><p>Curitiba: Medvep, p. 438-452, 2014.</p><p>BIRCHARD, S. J.; SHERDING, R. G. Manual Saunders: clínica de pequenos</p><p>animais. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008. p. 432, 490-496.</p><p>CARNEIRO FILHO, L. Oftalmologia veterinária. 1. ed. São Paulo: Roca, 2004. p.</p><p>44-47.</p><p>CRIVELLENTI, L. Z.; CRIVELLENTI, S. B. Casos de rotina em medicina</p><p>veterinária de pequenos animais. 1. ed. São Paulo: MedVet, 2012. p. 20-22, 449-</p><p>453.</p><p>CUNHA, V. E. S.; CHAGAS, M. V.; FACCINI, J. L. H. Dermatite atópica canina e</p><p>ácaros domésticos: revisão. Revista de Educação Continuada em Dermatologia e</p><p>Alergologia Veterinária, Curitiba: Medvep Dermato, p. 71, 2013.</p><p>DYCE, K. M. Tratado de anatomia veterinária. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2004. p. 318-320.</p><p>ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de medicina interna veterinária. 5. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. p. 2077.</p><p>EURIDES, D. S.; SILVA, L. A. F. Manual de cirurgia oftálmica veterinária. 1. ed.</p><p>Curitiba: Medvep, 2013. p. 10-17, 124-130.</p><p>FAVROT, C. et al. A prospective study on the clinical features of chronic canine</p><p>atopic dermatitis and its diagnosis. Veterinary Dermatology, v. 21, p. 23-30, 2010.</p><p>FEITOSA, F. L. Semiologia veterinária: a arte do diagnóstico. 2. ed. São Paulo:</p><p>Roca, 2008. p. 623-653.</p><p>FERREIRA, G. T. N. M.; SOUZA, T. F. B.; SAKAMOTO, S. S. Aspectos clínicos do</p><p>enxerto conjuntival 360º e do implante da membrana amniótica criopreservada no</p><p>tratamento de úlceras de córnea em cães. Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 3,</p><p>p. 1239-1252, maio/jun. 2013.</p><p>FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2008. p. 263-266.</p><p>HNILICA, K. A. Dermatologia de pequenos animais: atlas colorido e guia</p><p>terapêutico. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. p. 175-178.</p><p>33</p><p>JERICÓ, M. M.; KOGIKA, M. M.; ANDRADE NETO, J. P. Tratado de medicina</p><p>interna de cães e gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015. p. 1725.</p><p>JONES, T. C.; HUNT, R. D.; KING, N. W. Patologia veterinária. 1. ed. São Paulo:</p><p>Manole, 2000. p. 859, 1324.</p><p>MEDLEAU, L.; HNILICA, K. A. Dermatologia de pequenos animais: atlas colorido</p><p>e guia terapêutico. 1. ed. São Paulo: Roca, 2003. p. 104-105.</p><p>MILLER, P. E.; TILLEY, L. P.; SMITH JUNIOR, F. W. K. Consulta veterinária em 5</p><p>minutos: manual de especialidades caninas e felinas: oftalmologia. São Paulo:</p><p>Manole, 2009. p. 55-63.</p><p>OLIVRY, T. et al. International task force on canine atopic dermatitis: treatment of</p><p>canine atopic dermatitis: 2010 clinical practice guidelines from the international task</p><p>force on canine atopic dermatitis. Vet Dermatol, v. 21, n. 3, p. 233-248, 2010.</p><p>PAPICH, M. G. Manual Saunders terapêutico veterinário. 2. ed. São Paulo:</p><p>MedVet, 2009. p. 109, 113, 168, 205-206, 467-469, 600-601.</p><p>RADOSTITS, O. M.; MAYHEW, I. G.; HOUSTON, D. M. Exame clínico e</p><p>diagnóstico em veterinária. 1. ed. Rio de Janeiro, 2002. p. 102.</p><p>SLATTER, D. Fundamentais of veterinary ophthalmology. 2. ed. Philadelphia: W.</p><p>B. Saunders, 1990. p. 257-303.</p><p>SLATTER, D. Fundamentos de oftalmologia veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca,</p><p>2005. p. 318-321.</p><p>TIZARD, I. R. Imunologia veterinária. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda,</p><p>2008. p. 352.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Estrutura e apresentação de</p><p>monografias, dissertações e teses: MDT. 8. ed. Santa Maria: Ed. UFSM, 2012.</p>