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<p>Potenciais Evocados</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Potenciais de curta, média e longa latência</p><p>Periférico - captação dos estímulos</p><p>Tronco Encefálico -fase inicial do processamento</p><p>auditivo (modulação e integração dos sinais</p><p>auditivos)</p><p>Talamocortical- processos mais avançados da</p><p>integração ( geração de respostas emocionais,</p><p>cognitivas e linguísticas)</p><p>Sistema Auditivo</p><p>Nervo Vestíbulococlear</p><p>• O nervo auditivo origina-se nos neurónios do</p><p>gânglio espiral da cóclea, desde do ápice até à</p><p>base.</p><p>• A tonotopia coclear mantem-se também no</p><p>nervo e continua até o córtex.</p><p>Via auditiva central</p><p>• Ao longo das vias auditivas existem diversos</p><p>centros de integração onde o processamento da</p><p>informação sonora é realizado. Em cada estação,</p><p>o sinal auditivo adquire graus adicionais de</p><p>sofisticação.</p><p>Informações temporais</p><p>• Estudo sobre o Processamento Auditivo Central</p><p>Bioeletrogênese</p><p>Como ocorre a atividade elétrica dos tecidos</p><p>orgânicos no sistema auditivo?</p><p>• A Bomba de Sódio e Potássio ajuda a manter</p><p>o Gradiente Elétrico.</p><p>•Quando o potencial de repouso é modificado?</p><p>Potencial de ação (PA)</p><p>Uma alteração ambiental</p><p>(estímulo acústico) pode</p><p>modificar a permeabilidade</p><p>iônica da membrana alterando</p><p>seu potencial elétrico.</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Potencial de ação (PA)</p><p>Um potencial de ação é uma alteração rápida do</p><p>potencial de membrana, seguida por uma</p><p>restauração do potencial de membrana que</p><p>ocorre quando a despolarização da célula atinge</p><p>seu limiar de ação.</p><p>Potencial de ação (PA)</p><p>Propagação do</p><p>Potencial de ação</p><p>• Os neurônios são</p><p>células excitáveis que</p><p>geram e transportam o</p><p>sinal elétrico ao seu alvo</p><p>• O potencial de ação</p><p>não diminui quando viaja</p><p>através do neurônio.</p><p>Portanto:</p><p>• O Potencial da membrana e potencial de ação</p><p>(PA) nos permite compreender a origem dos</p><p>potenciais elétricos oriundos ao longo das vias</p><p>auditivas .</p><p>Potencial Evocado</p><p>A atividade bioelétrica provocada por uma</p><p>estimulação auditiva é conhecida como Potencial</p><p>Evocado Auditivo.</p><p>PEV x PEA</p><p>• DEFINIÇÃO:</p><p>São respostas</p><p>elétricas do sistema</p><p>nervoso a um estímulo</p><p>externo motor ou</p><p>sensitivo que se</p><p>diferenciam pelo</p><p>método de</p><p>estimulação e registro.</p><p>Exame objetivo</p><p>Diagnóstico Funcional</p><p>• A atividade bioelétrica está presente ou</p><p>ausente?</p><p>• Se estiver presente, tem ou não,</p><p>características normais?</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Potencial Evocado Auditivo</p><p>Potenciais Evocados</p><p>• São respostas eletrofisiológicas ao som, quase</p><p>sempre distinguida de acordo com a latência,</p><p>morfologia e amplitude, características as quais</p><p>determinam o local onde são geradas essas</p><p>respostas.</p><p>• Latência: tempo necessário para o estímulo</p><p>auditivo gerar a atividade neuroelétrica</p><p>• Amplitude : é uma medida negativa e positiva</p><p>da magnitude de oscilação de uma onda.</p><p>• Morfologia: Forma da onda.</p><p>• Evocado por um estímulo</p><p>acústico externo que</p><p>representa a atividade</p><p>desde o ramo coclear do</p><p>VIII par até o córtex</p><p>cerebral.</p><p>• Eles podem ser</p><p>classificados de acordo</p><p>com sua latência.</p><p>Eletrococleografia (ECoG)</p><p>• Potenciais gerados pela cóclea e</p><p>nervo coclear</p><p>• Avaliam a atividade</p><p>neuroelétrica na via</p><p>auditiva, desde os</p><p>primeiros neurônios do</p><p>nervo auditivo até o</p><p>tronco encefálico, em</p><p>resposta a um estímulo</p><p>acústico. (JUNQUEIRA E</p><p>FRIZZO, 2002)</p><p>• Mais conhecido</p><p>clinicamente devido a</p><p>sua reprodutibilidade e</p><p>geradores bem definidos.</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>PEATE Não é considerado um teste de audição</p><p>e sim uma forma de estimá-la.</p><p>Geradores Neurais</p><p>• Classificação de MOOLER, 1981</p><p>• I – Nervo auditivo (porção distal ao tronco</p><p>encefálico)*</p><p>• II – Nervo auditivo (porção proximal ao tronco</p><p>encefálico)</p><p>• III- Núcleos cocleares*</p><p>• IV- Complexo Olivar superior</p><p>• V – Lemnisco lateral*</p><p>• VI – Colículo Inferior</p><p>• VII – Corpo Geniculado Medial</p><p>I- Nervo Auditivo - Porção distal ao tronco</p><p>encefálico</p><p>III- Núcleos Cocleares</p><p>• Informação auditiva</p><p>ipsilateral, originada</p><p>na cóclea através do</p><p>nervo auditivo.</p><p>•Danos neste</p><p>núcleoalteração na</p><p>percepção de tons</p><p>puros ipsilaterais.</p><p>V- Lemnisco Lateral:Seus neurônios respondem</p><p>essencialmente as frequências medias e altas ( 2-</p><p>4 Khz).</p><p>Maturação Neurológica Crianças a termo</p><p>30ª E 32ª semanas de idade gestacional</p><p>Possivel vizualizar as ondas I,III E V.</p><p>Três meses de idade. Latência da onda I</p><p>apresenta valores próximos aos do adulto.</p><p>Corrigir a idade.</p><p>Repetir o exame quando a latência estiver</p><p>alterada</p><p>PEATE em Neonatos e Lactentes • Levar em</p><p>consideração o efeito da maturação da via</p><p>auditiva sobre as latências, amplitude e</p><p>morfologia das ondas.</p><p>Estímulo</p><p>Click</p><p>Chirp</p><p>PEATE – Integridade da via auditiva</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>PEATE – Integridade da via</p><p>auditiva</p><p>• I e III: representa a atividade</p><p>entre o nervo auditivo e do</p><p>tronco encefálico baixo.</p><p>• III e V: representa a</p><p>atividade do sincronismo</p><p>dentro do tronco encefálico.</p><p>• I e V (+ importante):</p><p>representa toda a atividade,</p><p>desde o nervo auditivo até os</p><p>núcleos e tratos do tronco</p><p>encefálico.</p><p>PEATE</p><p>Latencia e Interpico</p><p>Padrão de Normalidade - Eclipse</p><p>Padrão de normalidade para indivíduos acima de 24</p><p>meses – Tratado de Audiologia</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>PEATE em Neonatos e Lactentes</p><p>• 35 dBnNA</p><p>• Presença da onda V</p><p>• Detecção automática</p><p>Peate Automático</p><p>PEATE Triagem</p><p>•Detecção automática • 35D=dBNA</p><p>Como fazer?</p><p>Potencial Evocado- Material</p><p>Preparação</p><p>da pele</p><p>Transdutor</p><p>Impedância</p><p>• Grau de conexão do eletrodo com a pele.</p><p>• Impedância deve ser abaixo de 5kOhms (quilo-</p><p>ohms).</p><p>• Diferença entre eles não pode ser maior do que</p><p>2 kOhms (quilo-ohms).</p><p>Tipos de estímulos</p><p>• Clique- Estímulo de banda larga.</p><p>Chirp</p><p>• Frequência específica</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Polaridade do estímulo</p><p>• Direção inicial da onda sono no diafragma do</p><p>transdutor ( fone).</p><p>• Rarefeita- Mais utilizada na clínica para o</p><p>PEATE.</p><p>• Produz respostas mais precoces.</p><p>• Ocorre inicialmente a despolarização das</p><p>Células Ciliadas Internas.</p><p>• Permite visualizar melhor a onda V.</p><p>• Polaridade rarefeita:</p><p>• A movimentação da membrana basilar ocorre</p><p>inicialmente, no sentido que desencadeia a</p><p>despolarização das Células Ciliadas Internas.</p><p>Aplicações do PEATE</p><p>Determinação do tipo de Perda auditiva</p><p>• Perda auditiva sensorioneural (coclear)</p><p>Estímulo de forte intensidade estimula</p><p>diretamente as CCI ( sistema funcional de alta</p><p>intensidade)→ estimulando as fibras neuronais</p><p>aferentes. Grau leve –moderado Intensidade de</p><p>80dB</p><p>• Latência I,III e V → Normais</p><p>• Interpicos I-III e III e V → Normais Intensidade</p><p>mais baixa Diminui a amplitude e aumenta a</p><p>latência.</p><p>Determinação do tipo de Perda auditiva</p><p>• Perda auditiva sensorioneural (coclear) Lesão de</p><p>CCE e CCI, ocasionando pouca excitação dos</p><p>neurônios. Grau moderadamente severo a profundo</p><p>Perda auditiva sensorioneural severa</p><p>• Ausência da onda I e prolongamento das latências</p><p>das ondas III e V Perda auditiva sensorioneural</p><p>profunda</p><p>• Total ausência das ondas</p><p>Perda auditiva sensorioneural</p><p>• Limiar eletrofisiológico:</p><p>Resposta é dependente</p><p>da configuração de perda</p><p>auditiva.</p><p>•Limiar eletrofisiológico</p><p>apresentando boa</p><p>concordância com as</p><p>frequências. - 2000</p><p>-4000Hz</p><p>Integridade da via auditiva:</p><p>Perda auditiva</p><p>sensorioneural</p><p>• Limiar eletrofisiológico: Os</p><p>resultados sugerem</p><p>presença de onda V em 60</p><p>dBnNA em OD e 40 dBnNa</p><p>em OE.</p><p>• Integridade da via auditiva:</p><p>Latências absolutas de</p><p>ondas I, III e V</p><p>normais.Latência interpicos</p><p>normais.</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Determinação do tipo de Perda auditiva</p><p>• Perda auditiva condutiva</p><p>• O som chega atenuado à cóclea.</p><p>• CCE são estimuladas -→ estimula CCI –</p><p>aumenta a latência.</p><p>• Atraso das latências I,III e IV.</p><p>• Interpicos I-III e III e V → Normais</p><p>Perda auditiva Condutiva</p><p>Perda auditiva Condutiva</p><p>• Limiar eletrofisiológico:</p><p>• Integridade da via auditiva:</p><p>• Intervalo- interpico</p><p>• Limiar eletrofisiológico: aumentado</p><p>• Integridade da via auditiva:</p><p>• Aumento das latências absolutas em todos os</p><p>níveis de intensidade.</p><p>• Intervalo- interpicos normal</p><p>Perda auditiva</p><p>retrococlear</p><p>• Falta de</p><p>reprodutibilidade das</p><p>ondas.</p><p>• Diferença interaural</p><p>da onda V maior do</p><p>que 0,4 ms.</p><p>• Amplitude da onda V</p><p>menor que a onda I.</p><p>Pesquisa da Integridade de Via auditiva</p><p>• Auxílio do grau de coma e diagnóstico de morte</p><p>encefálica.</p><p>• Detecção de tumores do nervo acústico</p><p>Avaliação da maturação do sistema auditivo em</p><p>neonatos</p><p>• Monitorização cirúrgica</p><p>• Tronco encefálico comanda as funções vitais:</p><p>• Pressão arterial,batimento cardíaco,</p><p>temperatura corporal ...</p><p>• PEATE – único método disponível para</p><p>acessar a integridade funcional do tronco</p><p>encefálico.</p><p>• Não avalia frequências graves – Clique (perdas</p><p>ascendentes / em rampa)</p><p>• Não avalia regiões subcorticais e corticais</p><p>(alterações auditivas de origem central)</p><p>• Baixa sensibilidade para avaliação de perdas</p><p>auditivas profundas, devido à limitação de</p><p>intensidade de saída (90dB)</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>Limitações do PEATE</p><p>Potencial Evocado Auditivo de Média Latência-</p><p>PEAML</p><p>A resposta de média latência</p><p>corresponde ao limiar auditivo de</p><p>frequências mais baixas (graves).</p><p>O desenvolvimento do gerador neural</p><p>acontece em torno de 10 anos.</p><p>O PEAML depende menos da sincronia e</p><p>pode ser eliciado por estímulos de 500 e</p><p>1000 Hz.</p><p>Potenciais de Longa (alta,tardio) Latência</p><p>• Potenciais Corticais ou relacionados a eventos.</p><p>• São respostas bioelétricas da atividade do</p><p>tálamo e do córtex que ocorrem em um intervalo</p><p>entre 80 e 600 ms.</p><p>Potenciais auditivos</p><p>Potencial Evocado Auditivo de Alta Latência</p><p>• Relação estímulo-resposta</p><p>P300</p><p>• É deflagrado por meio de uma tarefa</p><p>(estímulo/novidade): discriminar dois estímulos</p><p>acústicos (paradigma oddball) diferentes.</p><p>• Estímulo-padrão (apresentado de forma</p><p>frequente) e o estímulo desviante é apresentado</p><p>de forma aleatória.</p><p>• O indivíduo é orientado contar mentalmente</p><p>apenas o estímulo diferente.</p><p>• Resultado: Formação de uma onda positiva, em</p><p>aproximadamente 300 ms.</p>