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<p>SCRIPT AUTISMO</p><p>Aluna: Alexia Cardoso Faria</p><p>Sinais e Sintomas:</p><p>- Dificuldade de interação social, como evitar contato visual, não responder a interações ou</p><p>preferir atividades solitárias.</p><p>- Atraso no desenvolvimento da fala ou ausência de fala.</p><p>- Uso atípico da linguagem, como repetição de frases (ecolalia) ou dificuldade em manter</p><p>diálogos.</p><p>- Padrões de comportamento repetitivos, como balançar-se ou alinhar objetos.</p><p>- Interesses restritos e focados, com fascínio por temas específicos.</p><p>- Sensibilidade aumentada a estímulos sensoriais, como luzes, sons e texturas.</p><p>Começo e Curso do TEA:</p><p>O autismo geralmente se manifesta nos primeiros dois a três anos de vida, embora alguns</p><p>sinais possam ser observados ainda mais cedo, como a falta de resposta ao nome ou o</p><p>atraso na fala. O curso do autismo varia, podendo ser estável ao longo da vida ou</p><p>apresentar evolução significativa com intervenções terapêuticas. Alguns indivíduos podem</p><p>desenvolver habilidades sociais e cognitivas ao longo do tempo, enquanto outros podem</p><p>necessitar de suporte contínuo.</p><p>Relações Epidemiológicas:</p><p>- O autismo afeta aproximadamente 1 em cada 100 crianças em todo o mundo, com maior</p><p>prevalência em meninos.</p><p>- Fatores genéticos têm um papel relevante, sendo o risco maior em famílias com histórico</p><p>de autismo.</p><p>- Estudos indicam uma associação entre complicações gestacionais, como infecções</p><p>maternas e fatores ambientais, como a idade avançada dos pais.</p><p>Integração Fisiopatológica:</p><p>A fisiopatologia do autismo é complexa e envolve anormalidades no desenvolvimento</p><p>cerebral, possivelmente ligadas a alterações genéticas que afetam a conectividade neural e</p><p>a plasticidade sináptica. Há evidências de que o TEA está associado a alterações na</p><p>estrutura e função de áreas cerebrais envolvidas no processamento social, comunicação e</p><p>comportamento, como o córtex pré-frontal, sistema límbico e o cerebelo.</p><p>Prognóstico:</p><p>O prognóstico varia amplamente, dependendo da gravidade dos sintomas, da presença de</p><p>comorbidades e do início das intervenções terapêuticas. Indivíduos com intervenção</p><p>precoce, suporte familiar e tratamentos especializados têm maior probabilidade de</p><p>desenvolver habilidades sociais e alcançar maior independência. Porém, muitos</p><p>necessitarão de suporte ao longo da vida. Casos mais graves podem apresentar</p><p>dificuldades significativas na vida adulta.</p><p>Tratamento e Seguimento:</p><p>Não há cura para o autismo, mas o tratamento visa melhorar a qualidade de vida e a</p><p>funcionalidade social. As principais intervenções incluem:</p><p>- Terapias comportamentais (ABA): para ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais e</p><p>na modificação de comportamentos inadequados.</p><p>- Terapia ocupacional e fonoaudiologia: para melhorar habilidades motoras e de</p><p>comunicação.</p><p>- Medicação: em casos de comorbidades como transtornos de ansiedade ou hiperatividade.</p><p>O seguimento requer uma abordagem multidisciplinar, com avaliações periódicas para</p><p>ajustar as intervenções e garantir suporte contínuo. O suporte educacional e a inserção</p><p>social também são cruciais para o desenvolvimento do indivíduo.</p>