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<p>Hipersensibilidade</p><p>Hipersensibilidade</p><p>• Resposta maior do que a considerada normal</p><p>• OCORRE APENAS EM INDIVÍDUOS QUE FORAM</p><p>SENSIBILIZADAS A DETERMINADO ANTÍGENO</p><p>Tipos de Hipersensibilidade</p><p>Tipo</p><p>Período entre a</p><p>apresentação e reação</p><p>Características Exemplo</p><p>Tipo I</p><p>(anafilática)</p><p><30 min</p><p>IgE liga-se a basófilos e mastócitos,</p><p>causando sua degranulação.</p><p>Liberação de Histamina</p><p>Choque anafilático (reação</p><p>alérgica)</p><p>Tipo II</p><p>(citotóxica)</p><p>5 a 12 h</p><p>Causada por IgM e IgG que, com a</p><p>ação do sistema complemento,</p><p>mata a célula-alvo</p><p>Reação de transfusão,</p><p>incompatibilidade de Rh</p><p>Tipo III</p><p>(complexo imune)</p><p>3 a 8 h</p><p>Anticorpos e antígenos formam</p><p>complexos que causa inflamação</p><p>prejudicial</p><p>Reação de Arthus, doença do</p><p>soro</p><p>Tipo IV</p><p>(celular tardia ou</p><p>hipersensibilidade tardia)</p><p>24 a 48 h</p><p>Antígenos ativam células T</p><p>citotóxicas para matar a célula-</p><p>alvo</p><p>Rejeição a tecidos</p><p>transplantados, teste de PPD</p><p>(tuberculose)</p><p>Reações do tipo I</p><p>• REAÇÕES ANAFILÁTICAS 🡺 Chamado de</p><p>HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA</p><p>• Mastócitos (tecido) e Basófilos (sangue) possuem um</p><p>receptor de Fc de IgE (porção constante do anticorpo</p><p>IgE)</p><p>• Quando um mastócito ou basófilo encontram-se ligados a</p><p>um anticorpo, diz-se que esta célula está sensibilizada</p><p>Reações do tipo I</p><p>Reações Tipo I</p><p>• Entre os principais mediadores está a HISTAMINA,</p><p>responsável pela sensação de PRURIDO (coceira),</p><p>AUMENTO DA PERMEABILIDADE VASCULAR E</p><p>DILATAÇÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS</p><p>• Também ocorre secreção de muco, contração de</p><p>células musculares lisas, o que diminui o diâmetro</p><p>dos bronquíolos</p><p>Reações do tipo I</p><p>• Além da histamina, PROSTAGLANDINAS E</p><p>LEUCOTRIENOS são SINTETIZADOS, uma vez que</p><p>estes compostos não são armazenados</p><p>Reações do tipo II</p><p>• Geralmente envolvem a ativação do sistema complemento</p><p>por IgM ou IgG</p><p>• Esta ativação do complemento causa a lise da célula</p><p>marcada pelo anticorpo</p><p>• RESPONSÁVEL POR HEMÓLISE TRANSFUSIONAL E A</p><p>DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO</p><p>• NO CASO DO TESTE, TEMOS:</p><p>• Antígenos no sangue: A ou B; Rh</p><p>• Anticorpos: Anti-A, Anti-B e anti-Rh</p><p>• Portanto, o exame se baseia em uma reação ANTÍGENO-</p><p>ANTICORPO</p><p>Reações do tipo III</p><p>• Doenças mediadas por anticorpos</p><p>• FORMAÇÃO DE IMUNOCOMPLEXOS, QUE</p><p>PRECIPITAM-SE NA SUPERFÍCIE DE CÉLULAS</p><p>ENDOTELIAIS, CAUSANDO INFLAMAÇÃO LOCAL E</p><p>DESTRUIÇÃO DE CÉLULAS</p><p>Reações do tipo IV</p><p>• Reações celulares tardias, ou hipersensibilidade tardia</p><p>• Provocado pela presença do antígeno no tecido, mas</p><p>ocorre apenas após a presença de células T e</p><p>macrófagos na região, o que explica a demora de 24 a</p><p>48h para o surgimento dos sintomas</p><p>Reações do tipo IV</p><p>• Dermatite de contato 🡺 haptenos – Substâncias que</p><p>alteram proteínas próprias, provocando reação imune</p><p>contra proteínas com a conformação alterada</p><p>• Reações cutâneas no teste de Tuberculose (PPD)</p><p>Respostas contra tumores</p><p>Como matar uma célula que é sua?</p><p>Respostas antitumorais</p><p>Antígenos tumorais</p><p>• Produtos de diversos genes mutados.</p><p>• Produtos de oncogenes ou genes supressores tumorais</p><p>mutados.</p><p>• • Proteínas expressas de forma aberrante.</p><p>• • Antígenos virais.</p><p>Mecanismos de eliminação de tumores</p><p>• O principal mecanismo imune da erradicação do</p><p>tumor é a morte das células tumorais pelas CTL</p><p>específicas para antígenos tumorais.</p><p>• As respostas dos CTL contra os tumores são</p><p>induzidas pelo reconhecimento dos antígenos</p><p>tumorais nas células apresentadoras de antígenos</p><p>(APC) do hospedeiro.</p><p>Escape das defesas imunes</p><p>• Alguns tumores param de expressar os antígenos que são os alvos do</p><p>ataque imune. Estes tumores são chamados de variantes com perda de</p><p>antígeno.</p><p>• Outros tumores param de expressar as moléculas de MHC de classe I,</p><p>assim eles não apresentam antígenos para as células T CD8+. As células</p><p>NK reconhecem moléculas expressas nas células tumorais, mas não nas</p><p>células normais e são ativadas quando suas células-alvo perdem as</p><p>moléculas de MHC de classe I. Dessa forma, as células NK podem</p><p>fornecer um mecanismo para a morte de tumores negativos em MHC de</p><p>classe I.</p><p>• Os tumores possuem vias que inibem a ativação das células T. Alguns</p><p>tumores expressam ligantes para os receptores inibitórios da célula T, tais</p><p>como PD-1.</p><p>• Outros tumores ainda podem secretar citocinas imunossupressoras, tais</p><p>como o fator transformador de crescimento β, ou induzir células T</p><p>regulatórias que suprimem as respostas imunes.</p><p>http://www.pasteur.bio.br/noticias.php?id=180&pg=1#prettyPhoto</p><p>Imunoterapia antitumoral</p><p>Imunidade contra</p><p>transplantes</p><p>Como evitar que seu organismo mate uma célula que obviamente não</p><p>é sua?</p><p>Rejeição de transplantes é um evento</p><p>primariamente imunológico</p><p>Definições</p><p>• Complexo principal de histocompatibilidade = MHC🡺</p><p>tolerância ao próprio</p><p>• O indivíduo que fornece o enxerto é chamado de doador, e o</p><p>indivíduo no qual o enxerto é colocado é</p><p>o recebedor ou hospedeiro.</p><p>• Animais que são idênticos uns com os outros (e transplantes</p><p>trocados entre estes animais) são considerados singênicos;</p><p>animais (e enxertos) de uma espécie que difere dos outros animais</p><p>da mesma espécie são ditos alogênicos; e animais (e enxertos) de</p><p>diferentes espécies são xenogênicos.</p><p>• Transplantes alogênicos e xenogênicos, também chamados</p><p>de aloenxertos e xenoenxertos, sempre são rejeitados pelo</p><p>recebedor com um sistema imune normal.</p><p>Tolerância?</p><p>Resposta contra transplantes sólidos</p><p>Reconhecimento</p><p>• As células T podem reconhecer moléculas de MHC</p><p>alogênicas no enxerto apresentadas pelas células</p><p>dendríticas do doador no transplante, ou aloantígenos do</p><p>enxerto podem ser processados e apresentados pelas</p><p>células dendríticas do hospedeiro. Estas duas vias de</p><p>apresentação dos antígenos do transplante têm diferentes</p><p>características e nomes.</p><p>• • Alorreconhecimento direto. 🡺 Cél. Dendritica do enxerto</p><p>apresenta um MHC estranho</p><p>• Alorreconhecimento indireto. 🡺 Cél. Dendrítica do receptor</p><p>captura células do enxerto e apresenta</p><p>Rejeição</p><p>• A rejeição hiperaguda ocorre dentro de minutos após o transplante e é</p><p>caracterizada por trombose dos vasos e necrose isquêmica do enxerto. A rejeição</p><p>hiperaguda é mediada pelos anticorpos circulantes que são específicos para os</p><p>antígenos das células endoteliais do transplante e que estão presentes antes do</p><p>transplante.</p><p>• A rejeição aguda ocorre dentro de dias ou semanas após o transplante e é a</p><p>principal causa da falha precoce no transplante. A rejeição aguda é mediada</p><p>pelas células T e anticorpos específicos para aloantígenos no enxerto. As células</p><p>T podem ser CTLs CD8+ que destroem diretamente as células do enxerto ou</p><p>células CD4+ que secretam citocinas e induzem a inflamação, que destrói o</p><p>transplante.</p><p>• A rejeição crônica é uma forma indolente de dano ao transplante que ocorre ao</p><p>longo de meses ou anos, levando à perda progressiva das funções do</p><p>transplante. A rejeição crônica pode ser manifestada como fibrose do enxerto e</p><p>pelo estreitamento gradual dos vasos sanguíneos do transplante, chamado de</p><p>arteriosclerose do transplante.</p><p>Imunossupressores</p><p>• O principal foco na prevenção e tratamento da</p><p>rejeição dos transplantes de órgãos é a</p><p>imunossupressão, projetada principalmente para</p><p>inibir a ativação da célula T e funções efetoras.</p><p>• O desenvolvimento de fármacos imunossupressores</p><p>iniciou a era moderna dos transplantes de órgãos, porque</p><p>estes fármacos tornaram possível o transplante de órgãos</p><p>de doadores que não eram HLA-compatíveis com os</p><p>recebedores, especialmente em situações quando tais</p><p>compatibilidades eram impraticáveis, tais como no</p><p>transplante de coração, pulmão e fígado.</p><p>Obrigado!</p><p>margareti.medeiros@uniceplac.edu.br</p>