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<p>Período de aplicação: 17/08/2024 a 19/08/2024</p><p>1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação, dispostas da</p><p>seguinte maneira:</p><p>a) questões de número 01 a 45, relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) Proposta de Redação;</p><p>c) questões de número 46 a 90, relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas às questões</p><p>relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida no seu CARTÃO-RESPOSTA.</p><p>2. Confira se a quantidade e a ordem das questões do seu CADERNO DE QUESTÕES estão de acordo com as</p><p>instruções anteriores. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer divergência, comunique</p><p>ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.</p><p>3. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde corretamente à questão.</p><p>4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>5. Reserve tempo suficiente para preencher o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>ATENÇÃO: ao preencher o cartão-resposta, marque o caderno que utilizou para a realização do simulado.</p><p>6. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação.</p><p>7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>8. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o</p><p>CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>9. Você não poderá se ausentar da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES antes do prazo</p><p>estabelecido e/ou o CARTÃO-RESPOSTA a qualquer tempo.</p><p>ATENÇÃO: transcreva no espaço apropriado do seu CARTÃO-RESPOSTA,</p><p>com sua caligrafia usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:</p><p>Joga o sorriso no ar</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:</p><p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Este simulado é protegido por direitos autorais do SAS Plataforma de Educação e seu uso é</p><p>exclusivo às instituições de ensino parceiras e aos alunos da plataforma, não podendo ser</p><p>reproduzido, copiado ou compartilhado sem autorização expressa, por escrito, sob pena de</p><p>caracterização de ato ilícito pela violação de direitos autorais.</p><p>1o DIA</p><p>20242024</p><p>TODOS OS DIREITOS</p><p>TODOS OS DIREITOS</p><p>RESERVADOS</p><p>RESERVADOS</p><p>CADERNO</p><p>1</p><p>AZUL</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024</p><p>ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>2 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 01 a 45</p><p>Questões de 01 a 05 (opção inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Even though Father Benedict had been at St. Agnes</p><p>for seven years, people still referred to him as “our new</p><p>priest". Perhaps they would not have if he had not been</p><p>white. He still looked new. The colors of his face, the colors</p><p>of condensed milk and a cut-open soursop, had not tanned</p><p>at all in the fierce heat of seven Nigerian harmattans. And</p><p>his British nose was still as pinched and as narrow as it</p><p>always was, the same nose that had had me worried that</p><p>he did not get enough air when he first came to Enugu.</p><p>Father Benedict had changed things in the parish, such</p><p>as insisting that the Credo and kyrie be recited only in</p><p>Latin; Igbo was not acceptable. Also, hand clapping was</p><p>to be kept at a minimum, lest the solemnity of Mass be</p><p>compromised. But he allowed offertory songs in Igbo; he</p><p>called them native songs, and when he said “native” his</p><p>straight-line lips turned down at the corners to form an</p><p>inverted U.</p><p>ADICHIE, C. Purple hibiscus. New York: Fourth Estate, 2012.</p><p>Nesse trecho do romance de Chimamanda Adichie, a</p><p>descrição feita pela narradora revela</p><p>A A receio pelas mudanças na cultura local.</p><p>B B espanto com a mescla de ritos culturais.</p><p>C C estranhamento diante de diferenças étnicas.</p><p>D D apreensão acerca da opinião de estrangeiros.</p><p>E E discordância em relação a práticas religiosas.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Not black enough</p><p>Wonder what it’s like living like her</p><p>her hair bounces a million miles per hour</p><p>people glare as she walks by the bus</p><p>her teeth filled with a million gaps</p><p>her black gums</p><p>and her dark shiny skin</p><p>they laugh and giggle at her tone</p><p>and when she pronounces things wrong it’s because</p><p>[that’s how she was taught at home</p><p>they flaunt their lighter tones and taunt her skin tone</p><p>she doesn’t fit in with all these new afro beats</p><p>or when she eats certain foods she can’t handle the heat</p><p>because in this society you have to be in the middle</p><p>why can’t she be prettier you see?</p><p>she can’t change it she’s only fourteen</p><p>she was always just the token black girl in every</p><p>[storybook […]</p><p>ALAMU, T. Disponível em: https://poetrysociety.org.uk. Acesso em: 12 mar. 2024.</p><p>Nesse texto, ao relatar a vivência de uma jovem negra, o</p><p>eu lírico destaca o(a)</p><p>A A valor da beleza física para a sociedade norte-americana.</p><p>B B consequência do abuso psicológico no ambiente</p><p>escolar.</p><p>C C influência nociva da violência na construção da infância.</p><p>D D presença acentuada dos estereótipos étnicos na</p><p>sociedade.</p><p>E E efeito da desigualdade social na vida de adolescentes</p><p>negros.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>THORNE, C. Disponível em: https://www.gocomics.com. Acesso em: 12 fev. 2024.</p><p>No cartum, a oposição entre as expressões “human</p><p>beings” e “human doings” expressa uma crítica acerca da</p><p>prevalência da produtividade em relação ao(à)</p><p>A A cultivo de princípios.</p><p>B B cumprimento de prazos.</p><p>C C valorização do indivíduo.</p><p>D D compartilhamento de laços.</p><p>E E reconhecimento de acertos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>3Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Imarbara I am — Generation of Existence</p><p>[…]</p><p>Dear mother earth have my love</p><p>Day by day</p><p>Withdraw the force a companion pain of you, to be part</p><p>[of me</p><p>Please mother I’m sorry and lonely for your natural</p><p>[cause.</p><p>I am the birds dat die</p><p>I am the snakes dat die</p><p>I am the sea creatures to die</p><p>Sure man, we am but why must we bang and blast here</p><p>[on this ground?</p><p>I’m your native here in captive</p><p>I’m your native ready in revolt</p><p>I’m the native to bring all</p><p>white human being to a new world</p><p>where you mother earth rule.</p><p>[…]</p><p>FOGARTY, L. New and selected poems. Sidney: Hyland House, 1999. (fragmento)</p><p>No poema do ativista indígena Lionel Fogarty, ao</p><p>estabelecer uma relação entre o indivíduo e a natureza,</p><p>o eu lírico</p><p>A A destaca a comunhão natural das etnias.</p><p>B B promove um discurso ambiental anticolonialista.</p><p>C C propõe uma perspectiva de mundo etnocêntrica.</p><p>D D critica a alienação humana perante a luta ambiental.</p><p>E E trata a degradação ambiental como algo irreversível.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Imagine how much easier it would be for us to learn</p><p>how to love if we began with a shared definition. The word</p><p>“love” is most often defined as a noun, yet all the more</p><p>astute</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Um “botão de emergência” para impedir o acesso de</p><p>criminosos a aplicativos financeiros e dados pessoais em</p><p>caso de roubo ou furto de celulares já está disponível para</p><p>a população. O aplicativo e o site Celular Seguro permitem</p><p>bloquear o aparelho, a linha telefônica e os aplicativos</p><p>bancários em poucos cliques. [...]</p><p>A nova plataforma foi desenhada pelo Ministério da</p><p>Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a</p><p>Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Agência</p><p>Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo Ricardo</p><p>Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça, o</p><p>Celular Seguro tem o objetivo de “transformar o aparelho</p><p>roubado em um pedaço de metal inútil. No momento em</p><p>que o aparelho é bloqueado nas redes de forma rápida,</p><p>reduz-se muito a atratividade do delito”, disse.</p><p>CRAIDE, Sabrina. Celular Seguro: entenda como vai funcionar a plataforma. Agência Brasil.</p><p>19 de dez. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 mar. 2024.</p><p>A insegurança urbana tem demonstrado a necessidade</p><p>de uma maior eficiência dos recursos tecnológicos. Nesse</p><p>texto, isso é percebido pela menção ao desenvolvimento</p><p>de uma ferramenta que contribui para a</p><p>A A recuperação dos celulares perdidos ou roubados.</p><p>B B orientação dos usuários sobre a segurança digital.</p><p>C C preservação dos dados em casos de furto ou roubo.</p><p>D D fiscalização da revenda de aparelhos eletrônicos.</p><p>E E restauração do sistema operacional de aplicativos.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>A dança e seus significados na comunidade</p><p>Quilombola Kalunga em Goiás/Brasil</p><p>Parafraseando Almeida e Suassuna, as histórias</p><p>e as relações sociais que constituem o grupo são</p><p>revividas durante as danças e, enquanto dançam, as</p><p>pessoas tomam seus lugares na sociedade, revelando as</p><p>identidades dos corpos e mecanismos de resistência ou</p><p>aceitação de novos padrões culturais. A sussa, por seu</p><p>turno, representa a manutenção da tradição cultural do</p><p>grupo dos Kalunga de Teresina de Goiás; por meio dela,</p><p>a memória desse grupo social é mantida e transmitida</p><p>como uma técnica corporal tradicional e eficaz. Nessa</p><p>dança, a música mecânica surge e todos os presentes</p><p>interagem, socializam e começam a dançar. Na sequência</p><p>da sussa, dançada apenas pelas mulheres mais velhas da</p><p>comunidade, todos os demais começam a dançar o forró.</p><p>Daí, os processos de interação e as redes de sociabilidade</p><p>se materializam de diferentes formas, tanto conhecidos</p><p>quanto desconhecidos dançam entre si, mulheres dançam</p><p>entre si, jovens e velhos, enfim; trata-se do momento de</p><p>reforçar os laços comunitários e de socialização.</p><p>SANTOS, R.; PEDROZA, R.; ALMEIDA, D. Pensar a prática, n. 24, 2021. Disponível em:</p><p>https://revistas.ufg.br. Acesso em: 17 fev. 2024. (adaptado)</p><p>No texto, a análise da sussa evidencia essa dança como</p><p>um(a)</p><p>A A elemento artístico que prioriza o entretenimento da</p><p>comunidade.</p><p>B B aspecto definidor da identidade quilombola do estado</p><p>de Goiás.</p><p>C C performance cultural de resgate de elementos</p><p>tradicionais perdidos.</p><p>D D manifestação tradicional que promove uma interação</p><p>social identitária.</p><p>E E transferência ancestral dos saberes de uma</p><p>comunidade para a sociedade.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Modelos generativos de linguagem são capazes de criar</p><p>textos e imagens sintéticos por amostragem condicional</p><p>do modelo, dada uma solicitação escrita por humanos</p><p>ou por outros “bots”. [...] Embora os conteúdos sintéticos</p><p>pareçam convincentes, é importante enfatizar que são</p><p>criações fictícias dos algoritmos que podem estar incorretos</p><p>factualmente. Apesar dos avanços recentes dos modelos</p><p>de linguagem, existem sérias limitações que precisam</p><p>ser analisadas. As respostas do ChatGPT, por exemplo,</p><p>nem sempre estão corretas. Na verdade, muitas vezes,</p><p>acontece o que é chamado de alucinação – uma resposta</p><p>da ferramenta de inteligência artificial que não parece ser</p><p>justificada por seus dados de treinamento. O perigo é</p><p>que o usuário não consegue saber quando a resposta do</p><p>ChatGPT está incorreta, a menos que já conheça a resposta</p><p>correta. Assim, um aspecto preocupante com a rápida</p><p>popularidade e adoção de ferramentas como o ChatGPT é</p><p>a falta de transparência dessas tecnologias. Os conjuntos de</p><p>treinamento, a origem dos dados, os processos de rotulação</p><p>de dados e imagens e os algoritmos usados não estão</p><p>disponíveis publicamente. [...] Há necessidade de estudos</p><p>e pesquisas sobre os riscos que o ChatGPT representa</p><p>para a sociedade e para cada de um nós. São múltiplas as</p><p>ameaças em potencial, que incluem vieses discriminatórios,</p><p>estereótipos, desinformação, violação de privacidade e</p><p>concentração de poder em poucos grupos econômicos.</p><p>ALMEIDA, V.; MENDONÇA, R.; FILGUEIRAS, F. Ciência Hoje.</p><p>Disponível em: https://cienciahoje.org.br. Acesso em: 17 fev. 2024. (adaptado)</p><p>De acordo com o exposto no texto, ferramentas de</p><p>processamento de linguagem como o ChatGPT suscitam</p><p>cuidados com o(a)</p><p>A A crescimento da reprodução acelerada de vieses</p><p>linguísticos preconceituosos.</p><p>B B inviabilidade da identificação de erros cometidos pela</p><p>plataforma.</p><p>C C ausência de visibilidade de informações de</p><p>funcionamento do sistema.</p><p>D D popularidade da plataforma como geradora de</p><p>estereótipos.</p><p>E E risco de discriminação comprovado por estudos e</p><p>pesquisas.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>19Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Propor a socialização do rap com outros gêneros orais</p><p>como repente, cordel, partido alto, griô africano parece</p><p>um caminho natural. O músico pernambucano Zé Brown</p><p>ganhou notoriedade por aliar rap à embolada. “Defendo</p><p>uma resistência da cultura nordestina em associação com</p><p>o rap.” Mas, no começo, não foi fácil. Sofreu preconceito</p><p>ao propor essa mistura, para ele tão natural, pois berço de</p><p>sua formação musical. “Ouvi muito maracatu, coco, ciranda,</p><p>embolada, ouvia muito a palavra rima. E trouxe para o rap.</p><p>Em 1988, fiz um laboratório de rap com embolada. Comecei</p><p>a fazer essa pesquisa e em 1990 já fazia improviso. Hoje</p><p>enfrento qualquer embolador de coco. Confeccionei um</p><p>pandeiro com lata de goiabada. Fui cantando rap em cima</p><p>da batida da embolada. Isso foi quando eu tinha 17, 18 anos.</p><p>Este ano comemoro 35 anos de carreira com a banda Faces</p><p>do Subúrbio e também em projeto individual”, conta Zé.</p><p>BOTELHO, C. “No ritmo e nas rimas da literatura oral” in: Suplemento Pernambuco. Disponível</p><p>em: http://www.suplementopernambuco.com.br. Acesso em: 18 fev. 2024 (fragmento).</p><p>A proposta artística apresentada no trecho da reportagem</p><p>evidencia a</p><p>A A influência constante da cultura estrangeira nas</p><p>manifestações musicais brasileiras.</p><p>B B inter-relação de elementos culturais distintos na</p><p>construção de uma manifestação musical.</p><p>C C obsolescência musical dos ritmos nordestinos</p><p>tradicionais no cenário da arte pernambucana.</p><p>D D necessidade de reconhecimento das manifestações</p><p>basilares da música popular brasileira.</p><p>E E importância da sobreposição estética para a</p><p>conservação da música de origem nacional.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Estamos de volta para pedir a sua ajuda e passar</p><p>algumas dicas, para que você possa auxiliar as</p><p>mulheres do seu condomínio!</p><p>- Em situações de crise, faça sua vizinha sentir a</p><p>sua presença e fique alerta a todos os sinais de</p><p>violência: física, psicológica, sexual, financeira,</p><p>moral etc.</p><p>- Procure colocar no seu prédio informações</p><p>com os canais de denúncia, como:</p><p>ouvidoria.mdh.gov.br, Ligue 180 ou 190.</p><p>- Disponibilize seus contatos em local visível</p><p>para as pessoas</p><p>de seu prédio, demonstrando</p><p>que está vigilante e disponível para ajudar.</p><p>Seja solidário!</p><p>- Estabeleça e combine códigos de emergência</p><p>(sinal, gesto, palavra ou um objeto na janela)</p><p>que alertem para situações de crise.</p><p>- Se você está sofrendo violência, lembramos</p><p>que existe uma rede de atendimento pronta</p><p>para você, que segue disponível para te dar</p><p>informações e apoio. Ligue 180 ou use o app</p><p>Direitos Humanos BR.</p><p>SECRETARIA NACIONAL DE</p><p>POLÍTICAS PARA AS MULHERES</p><p>MINISTÉRIO DA</p><p>MULHER,DA FAMÍLIA E</p><p>DOS DIREITOS HUMANOS</p><p>Site</p><p>ouvidoria.mdh.gov.br</p><p>Aplicativo</p><p>L I G U E</p><p>180</p><p>Direitos Humanos Brasil</p><p>Central de Atendimento à Mulher</p><p>PÁTRIA AMADA</p><p>BRASIL</p><p>GOVERNO FEDERAL</p><p>Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Gov.br. Disponível em: https://www.gov.br.</p><p>Acesso em: 18 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Essa peça publicitária incentiva a denúncia de casos de</p><p>violência doméstica. A estratégia utilizada para atingir esse</p><p>objetivo baseia-se principalmente em</p><p>A A propor a intervenção direta dos vizinhos em situações</p><p>de agressão física ou psicológica.</p><p>B B promover uma prática de vigilância ativa e de</p><p>responsabilidade compartilhada na comunidade.</p><p>C C estabelecer uma cultura de resolução interna de</p><p>conflitos por meio de sinalizações e códigos.</p><p>D D encorajar a intimidação ao agressor com o</p><p>compartilhamento dos canais focados em denúncias.</p><p>E E despertar o senso de resiliência das vítimas quanto à</p><p>superação dos casos de violência sofridos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>20 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Carta</p><p>Disseste-me se tu me escreveres</p><p>Não batas tudo à máquina</p><p>Acrescenta uma linha à mão</p><p>Uma palavra um nada oh não muita coisa</p><p>Sim sim sim sim sim sim sim sim</p><p>E todavia minha Remington é bonita</p><p>Gosto muito dela e trabalha bem</p><p>Minha escrita está nítida e clara</p><p>Vê-se muito bem que fui eu que bati</p><p>Há brancos que só eu sei fazer</p><p>Repara então os olhos que tem a minha página</p><p>Entretanto para te agradar acrescento com a tinta</p><p>Duas três palavras</p><p>E uma grande mancha de tinta</p><p>Para que não possas lê-las</p><p>CENDRARS, Blaise. Folhas de viagem sul-americanas.</p><p>Belém: Editora Universitária UFPA, 1991.</p><p>No poema, a referência às técnicas de escrita contribui</p><p>para que o eu lírico</p><p>A A estabeleça uma conexão pessoal e transparente com</p><p>o destinatário da carta.</p><p>B B enfatize a importância da comunicação manual diante</p><p>da era das máquinas.</p><p>C C expresse o desejo de preservar a individualidade e a</p><p>autenticidade de sua escrita.</p><p>D D revele uma frustração com a falta de atenção do</p><p>destinatário às suas palavras.</p><p>E E demonstre a relação controversa que mantém com a</p><p>própria produção poética.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Adasa</p><p>SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA</p><p>BRASÍLIA</p><p>AMBIENTAL</p><p>Secretaria do</p><p>Meio AmbienteAgência Reguladora de Águas,</p><p>Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal</p><p>Disponível em: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Nesse cartaz, os recursos verbais, aliados aos não verbais,</p><p>cumprem o objetivo comunicativo central de</p><p>A A valorizar a existência de programas governamentais</p><p>com foco em separação do lixo.</p><p>B B denunciar a ausência de equipamentos públicos</p><p>destinados à separação do lixo.</p><p>C C estimular a reflexão a respeito dos impactos sociais da</p><p>separação do lixo.</p><p>D D incentivar as pessoas a realizarem o processo correto</p><p>de separação do lixo.</p><p>E E revelar o impacto ambiental causado pela falta de</p><p>práticas de separação do lixo.</p><p>INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO</p><p>1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.</p><p>2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas.</p><p>3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas</p><p>desconsiderado para a contagem de linhas.</p><p>4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:</p><p>4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;</p><p>4.2 fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;</p><p>4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;</p><p>4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL 21Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>TEXTO I</p><p>Garantir que a internet seja um espaço de mais</p><p>oportunidades do que riscos, onde as crianças e os</p><p>adolescentes possam se expressar criativamente e</p><p>participar de movimentos de cidadania, em vez de só</p><p>consumir ou compartilhar conteúdo. É esta a meta de quem</p><p>defende que o ambiente digital precisa de regulamentação.</p><p>E é em direção a esse resultado que o Brasil deu um</p><p>passo importante, quando aprovou no Conselho Nacional</p><p>dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) a</p><p>Resolução 245, que coloca a proteção e a garantia de</p><p>direitos de crianças e adolescentes no centro do debate.</p><p>Além de considerar normas nacionais e internacionais</p><p>sobre direitos on-line, essa resolução parte de uma seleção</p><p>das leis em vigor para proteger crianças e adolescentes</p><p>que também se aplicam ao ambiente digital.</p><p>MORAES, Madson de. Mais proteção para crianças e adolescentes no ambiente digital.</p><p>Portal Lunetas, 10 abr. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/. Acesso em: 24 abr. 2024.</p><p>(adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>A Autoridade Nacional de Proteção de Dados publicou</p><p>um Enunciado que pretende uniformizar a interpretação da</p><p>Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) quanto</p><p>às hipóteses legais que autorizam o tratamento de dados</p><p>de crianças e adolescentes. A medida representa uma</p><p>primeira iniciativa da ANPD relacionada à proteção de dados</p><p>pessoais de crianças e de adolescentes e fixa entendimento</p><p>da Autoridade acerca das possibilidades interpretativas</p><p>do artigo 14 da LGPD. De acordo com o Enunciado, o</p><p>tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes</p><p>pode ser realizado com base nas hipóteses legais previstas</p><p>na LGPD, como nos casos de consentimento fornecido pelo</p><p>titular, de cumprimento de obrigação legal, de proteção à</p><p>vida ou de atendimento a interesse legítimo do controlador.</p><p>Em qualquer situação, o melhor interesse da criança e do</p><p>adolescente deve prevalecer, exigindo avaliação cautelosa</p><p>por parte do controlador.</p><p>ANPD divulga enunciado sobre o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.</p><p>Ministério da Justiça e Segurança Pública. Disponível em: https://www.gov.br</p><p>Acesso em: 25 abr. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO III</p><p>Disponível em: https://www.to.gov.br/cidadaniaejustica. Acesso em: 24 abr. 2024.</p><p>TEXTO IV</p><p>Para iniciar a conversa, é necessário relativizar o</p><p>conceito de nativos digitais, segundo o qual os mais jovens</p><p>têm naturalmente maior facilidade com a tecnologia. Não</p><p>é porque a criança sabe escolher vídeos no YouTube,</p><p>por exemplo, que ela tem capacidade de identificar se o</p><p>conteúdo é próprio para sua idade.</p><p>Também é fundamental conhecer a natureza da rede</p><p>social que os jovens estão usando. Segundo o psicólogo</p><p>e sociólogo Francis Moraes de Almeida, da Universidade</p><p>Federal de Santa Maria, as plataformas não se preocupam</p><p>em seguir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ou</p><p>em definir uma classificação indicativa por faixa etária.</p><p>A partir do acompanhamento e das conversas, os</p><p>pais devem buscar entender a relação da criança ou</p><p>adolescente com a rede.</p><p>Ele apenas consome ou também</p><p>produz conteúdo? Tem o sonho de ser influenciador</p><p>digital? As respostas alteram os cuidados.</p><p>Quando a criança ou adolescente posta – e</p><p>principalmente quando faz isso almejando grande</p><p>sucesso – convive com a frustração de ter publicações</p><p>com pouco alcance e um número reduzido de curtidas.</p><p>Além disso, está exposto a comentários sem filtros, que</p><p>podem ocasionar sofrimento psíquico.</p><p>PIOVEZAN, Stefhanie. Folha de S.Paulo, 15 abr. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.</p><p>com.br. Acesso em: 24 abr. 2024. (adaptado)</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,</p><p>redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para</p><p>a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que</p><p>respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a</p><p>defesa de seu ponto de vista.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL22 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 46 a 90</p><p>QUESTãO 46</p><p>Após conquistar um novo território, os incas começavam</p><p>a expandir a quantidade de terras agrícolas. O terreno</p><p>recém-expandido era posteriormente dividido em três partes:</p><p>uma para o imperador inca; outra para fins religiosos; e uma</p><p>terceira para a comunidade, cujos lotes eram distribuídos</p><p>pelas lideranças locais. Embora não fossem tributados,</p><p>os agricultores eram obrigados a passar um tempo</p><p>trabalhando nas terras religiosas e do imperador, assim</p><p>como nas suas próprias terras. Essa abordagem em relação</p><p>à agricultura, comunidade e organização imperial permitiu</p><p>aos incas acumularem grandes excedentes de alimentos</p><p>para uso durante secas, inundações e conflitos.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 15 nov. 2023. (adaptado)</p><p>O texto indica que os incas utilizaram o expansionismo</p><p>territorial de modo estratégico a fim de</p><p>A A combater a desigualdade fundiária.</p><p>B B acelerar as operações comerciais.</p><p>C C evitar a escassez de suprimentos.</p><p>D D complexificar a economia rural.</p><p>E E evoluir as técnicas de cultivo.</p><p>QUESTãO 47</p><p>Bangladesh é um país de baixa altitude, o que significa</p><p>que a maior parte de suas terras está próxima ou até</p><p>mesmo abaixo do nível do mar. Isso demonstra que o</p><p>país é particularmente vulnerável ao aumento do nível dos</p><p>mares. Para milhões de habitantes do país, o avanço do</p><p>oceano já é uma realidade.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 2 mar. 2024. (adaptado)</p><p>O problema ambiental ao qual o texto se refere decorre de</p><p>um processo acarretado diretamente pelo(a)</p><p>A A ocorrência da erosão costeira.</p><p>B B alteração de padrões climáticos.</p><p>C C assoreamento de corpos hídricos.</p><p>D D ocupação de espaços litorâneos.</p><p>E E irregularidade do regime pluviométrico.</p><p>QUESTãO 48</p><p>Este mundo (kósmos), o mesmo de todos os seres, era,</p><p>é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas</p><p>e apagando-se em medidas.</p><p>Os pré-socráticos. Coleção Os Pensadores. Trad. José Cavalcante de Souza. et al. 4 ed.</p><p>São Paulo: Nova Cultural, 1989. (adaptado)</p><p>No trecho, o filósofo pré-socrático Heráclito demonstra</p><p>compreender o mundo a partir do(a)</p><p>A A análise subjetiva de mitologias.</p><p>B B resultado palpável da experiência.</p><p>C C expressão material do intelecto.</p><p>D D fluxo contínuo de mudanças.</p><p>E E união indissociável da sociedade.</p><p>QUESTãO 49</p><p>O Japão é considerado um dos países com o melhor</p><p>sistema de prevenção de catástrofes naturais. Desde</p><p>1981, foi instituído, no país, um código que contempla</p><p>rigorosas regras de construção. As estruturas dos edifícios</p><p>são altamente flexíveis, de forma a suportar abalos de</p><p>grandes dimensões. Os cuidados com as construções</p><p>começam ainda na fundação da obra. Os alicerces são</p><p>feitos com suspensões que acabam por absorver o impacto</p><p>gerado pelo terremoto. Alguns dos novos edifícios públicos</p><p>já contam com amortecedores eletrônicos. Outros, mais</p><p>simples, possuem molas como sistema de amortecimento.</p><p>Dessa forma, durante os tremores, o prédio inteiro balança</p><p>uniformemente e isso reduz as chances de desabamento.</p><p>Disponível em: https://secom.ufg.br. Acesso em: 28 mar. 2024. (adaptado)</p><p>No Japão, os investimentos nas infraestruturas</p><p>mencionadas no texto se devem ao fato de o país</p><p>A A estar situado em zonas de subducção.</p><p>B B ser afetado pelo processo de subsidência.</p><p>C C apresentar predomínio do relevo planáltico.</p><p>D D deter ambientes com afloramentos rochosos.</p><p>E E possuir povoações em terrenos erodidos.</p><p>QUESTãO 50</p><p>As variações de temperatura ao longo dos dias e</p><p>noites e ao longo das diferentes estações do ano causam</p><p>expansão e contração térmica nos materiais rochosos,</p><p>levando à fragmentação das rochas e dos grãos minerais.</p><p>Com diferentes coeficientes de dilatação térmica, os</p><p>minerais comportam-se de forma diferente diante das</p><p>variações de temperatura, o que provoca o deslocamento</p><p>relativo entre os cristais, rompendo a coesão inicial entre</p><p>os grãos.</p><p>TOLEDO, M. C. M.; OLIVEIRA, S. M. B. de; MELFI, A. J. Intemperismo e formação do solo.</p><p>In: TEIXEIRA, W. et al. (orgs.). Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.</p><p>(adaptado)</p><p>Que locais apresentam condições mais propícias para a</p><p>ocorrência do processo de intemperismo descrito no texto?</p><p>A A Regiões de alta latitude.</p><p>B B Ambientes de clima árido.</p><p>C C Margens de placas tectônicas.</p><p>D D Zonas de influência marítima.</p><p>E E Áreas de bacias sedimentares.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 23Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 51</p><p>A dinâmica competitiva de novos mercados leva</p><p>os capitalistas de vigilância a adquirir fontes cada</p><p>vez mais preditivas de superávit comportamental:</p><p>nossas vozes, personalidades e emoções. Pressões</p><p>de natureza competitiva provocaram a mudança, na</p><p>qual processos de máquina automatizados não só</p><p>conhecem nosso comportamento, como também moldam</p><p>nosso comportamento em escala. Com tal reorientação</p><p>transformando conhecimento em poder, não basta mais</p><p>automatizar o fluxo de informação sobre nós; a meta agora</p><p>é nos automatizar.</p><p>ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância. A luta por um futuro humano na nova</p><p>fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021. (adaptado)</p><p>No texto, ao se referir ao contexto socioeconômico</p><p>contemporâneo, a autora indica que o desenvolvimento</p><p>tecnológico tem favorecido o(a)</p><p>A A avanço da desinformação.</p><p>B B manipulação de condutas.</p><p>C C desvalorização do trabalho.</p><p>D D descarte de produtos.</p><p>E E perda da sociabilidade.</p><p>QUESTãO 52</p><p>A caravela, já em uso para a pesca e o transporte</p><p>de cargas há mais de dois séculos, sofreu modificações</p><p>para atender à sua nova finalidade. De borda mais alta</p><p>que suas antecessoras, teve aumentada sua arqueação.</p><p>Ganhou coberta e castelo na ré. A caravela portuguesa</p><p>do século XV era aparelhada exclusivamente com pano</p><p>latino. Utilizava remos, quando se fazia necessário, e, se</p><p>reservada a operações de guerra, trazia esporão. Veleira,</p><p>ágil de manobra e de pouco calado, revelou-se o barco</p><p>ideal para o reconhecimento dos litorais, a penetração nas</p><p>águas rasas e nos rios.</p><p>PEREIRA, M. S. Capitães, naus e caravelas da armada de Cabral.</p><p>Coimbra: Imprensa de Coimbra, 1979. (adaptado)</p><p>No contexto</p><p>apresentado, as mudanças implementadas</p><p>no meio de transporte mencionado visavam favorecer o(a)</p><p>A A exploração de terras desconhecidas.</p><p>B B imigração de trabalhadores rurais.</p><p>C C deslocamento de pessoas escravizadas.</p><p>D D desenvolvimento de núcleos urbanos.</p><p>E E seguridade de traslados internos.</p><p>QUESTãO 53</p><p>TEXTO I</p><p>Eis aqui uma grande vantagem da Monarquia</p><p>Constitucional no Brasil, e é que esse sistema há de</p><p>consolidar-se mais facilmente. Por isso que a passagem</p><p>para ele é menos violenta do que para a Liberdade</p><p>absoluta, e principalmente deixando-nos a Providência em</p><p>nossos braços o Herdeiro do trono Português, o Príncipe,</p><p>que tão digno se tem mostrado do nosso amor e dos</p><p>nossos sacrifícios.</p><p>BARBOSA, Januário da Cunha; LEDO, Joaquim Gonçalves. Reverbero Constitucional</p><p>Fluminense. Edição fac-similar. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2005. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O processo de independência brasileiro caracterizou-se</p><p>pela violência devido a guerras locais ocorridas em quase</p><p>todas as províncias do território, desmitificando a ideia</p><p>de que o processo se dera de maneira pacífica e sem</p><p>derramamento de sangue. As guerras ocorridas nas</p><p>províncias da Bahia e do Piauí, as quais se alastraram</p><p>pelas províncias vizinhas, foram a consequência maior</p><p>da consolidação da independência do Brasil e da futura</p><p>construção do país como nação.</p><p>SILVA, R. G. O processo de Independência do Brasil na Bahia e no Piauí: guerra, resistência e</p><p>vitória (1822-1823). Contraponto, v. 6, n. 2, p. 61-77, 2017. (adaptado)</p><p>A perspectiva sobre a independência do Brasil</p><p>apresentada no Texto II diferencia-se da abordada no</p><p>Texto I, pois evidencia a</p><p>A A dimensão conflituosa da transição política.</p><p>B B autonomia crescente do território nacional.</p><p>C C investida republicana de grupos nordestinos.</p><p>D D atuação ineficiente de movimentos opositores.</p><p>E E aprovação popular do novo governante.</p><p>QUESTãO 54</p><p>A nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho) não pode</p><p>ser pensada sem considerar o processo de globalização</p><p>econômica que tem dominado a economia mundial. Ela se</p><p>apoia no padrão de estratificação comercial em curso desde</p><p>os anos 1980. A generalização das políticas de abertura</p><p>econômica ampliou o comércio intraindustrial e favoreceu</p><p>a redistribuição global das estruturas industriais. De fato,</p><p>a expansão das atividades industriais na periferia do sistema</p><p>capitalista acabou por realimentar a internacionalização</p><p>produtiva por meio da competição global desenfreada</p><p>de produtos manufaturados em geral.</p><p>HAFFNER, J. A.; SILVESTRE, J. M. Globalização produtiva e desindustrialização. Carta</p><p>Internacional, v. 11, n. 2, p. 74-98, 2016. (adaptado)</p><p>As mudanças na espacialização do setor produtivo</p><p>descritas no texto são possibilitadas pelo(a)</p><p>A A abandono de preceitos neoliberais.</p><p>B B unificação de transações monetárias.</p><p>C C equilíbrio de balanças comerciais.</p><p>D D consolidação de medidas protecionistas.</p><p>E E atuação de corporações transnacionais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL24 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 55</p><p>Não podemos admitir que o governo seja obrigado</p><p>a ter consideração por todos os cidadãos e possa, às</p><p>vezes, demonstrar mais consideração por alguns do que</p><p>por outros. Isso não seria pluralismo, porém, incoerência.</p><p>É imoral que ele, o governo, tenha mais consideração pela</p><p>vida de alguns do que pela de outros. Não podemos então,</p><p>de plena consciência, exigir nenhum direito à liberdade</p><p>que entre em conflito com as exigências da igualdade na</p><p>concepção que escolhemos.</p><p>DWORKIN, Ronald. A virtude soberana: a teoria e a prática da igualdade.</p><p>São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 171.</p><p>De acordo com a perspectiva apresentada no texto,</p><p>o dever social de um governo democrático deve estar</p><p>fundamentado na</p><p>A A aplicação do princípio da isonomia.</p><p>B B descentralização da aprovação de leis.</p><p>C C escolha de gestores qualificados.</p><p>D D valorização de manifestações populares.</p><p>E E soberania da ação estatal.</p><p>QUESTãO 56</p><p>TEXTO I</p><p>Especialistas alertam para a necessidade de se repensar</p><p>o uso de termos e expressões que reforçam o racismo.</p><p>Há casos em que as palavras são reproduzidas sem que as</p><p>pessoas tenham o conhecimento histórico da origem delas.</p><p>Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 27 mar. 2024.</p><p>TEXTO II</p><p>A coisa apertou</p><p>Mercado clandestino</p><p>Inveja</p><p>Serviço malfeito</p><p>Mesa de cabeceira</p><p>Não sou da sua laia</p><p>A coisa tá preta</p><p>Mercado negro</p><p>Inveja branca</p><p>Serviço preto</p><p>Criado-mudo</p><p>Não sou tuas negas</p><p>Disponível em: https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br.</p><p>Acesso em: 20 mar. 2024. (adaptado)</p><p>Os textos defendem a substituição de termos e expressões</p><p>que reforçam uma</p><p>A A divergência partidária.</p><p>B B herança escravocrata.</p><p>C C neutralidade ideológica.</p><p>D D discriminação linguística.</p><p>E E imposição religiosa.</p><p>QUESTãO 57</p><p>Documentário retratando o Congresso do Partido</p><p>Nacional Socialista realizado em 1934, O Triunfo da</p><p>Vontade é, basicamente, uma sucessão de imagens e</p><p>discursos que visam a engrandecer a Alemanha e seu</p><p>então líder, Adolf Hitler. [...] Durante a maior parte do</p><p>filme, não há falas, apenas registros visuais dos dias</p><p>do Congresso [...]. Apenas por volta dos 25 minutos</p><p>de projeção aparece o primeiro discurso, com as falas</p><p>dos homens que ocupavam altos cargos no regime.</p><p>Ressaltamos o pronunciamento de Otto Dietrich, chefe</p><p>de imprensa do partido: “A verdade é a base sobre a qual</p><p>o poder da imprensa fica e cai. Nossa única demanda à</p><p>imprensa estrangeira e à nossa própria imprensa é que</p><p>elas reportem a verdade sobre a Alemanha”.</p><p>COUTO, M. L. T. M. G.; FARCHE, B. K. O Cinema a Serviço da Cultura Política Nazista.</p><p>Revice – Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 2, n. 2, ago./dez. 2017. p. 355.</p><p>O pronunciamento do chefe de imprensa do partido nazista</p><p>expressa a seguinte característica do totalitarismo:</p><p>A A Fomento do acesso às informações midiáticas.</p><p>B B Dependência de aprovação das camadas populares.</p><p>C C Priorização de investimentos no setor cultural.</p><p>D D Controle das narrativas nos meios de comunicação.</p><p>E E Criação de propagandas com apelo emocional.</p><p>QUESTãO 58</p><p>LEI No 14.786, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2023</p><p>Art. 1o Cria o protocolo “Não é Não”, para prevenção ao</p><p>constrangimento e à violência contra a mulher.</p><p>Art. 2o O protocolo “Não é Não” será implementado no</p><p>ambiente de casas noturnas e de boates, em espetáculos</p><p>musicais realizados em locais fechados e em shows.</p><p>Art. 5o São direitos da mulher:</p><p>I – ser prontamente protegida pela equipe</p><p>do estabelecimento a fim de que possa relatar o</p><p>constrangimento ou a violência sofridos;</p><p>III – ser imediatamente afastada e protegida do agressor;</p><p>IV – ter respeitadas as suas decisões em relação às</p><p>medidas de apoio previstas nesta Lei;</p><p>VI – ser acompanhada por pessoa de sua escolha;</p><p>VIII – ser acompanhada até o seu transporte, caso</p><p>decida deixar o local.</p><p>BRASIL. Lei nº 14.786, de 28 de dezembro de 2023: Protocolo Não é não. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p>Em relação ao combate à violência contra a mulher, os</p><p>incisos apresentados indicam a necessidade de priorizar a</p><p>A A legitimação da igualdade de gênero.</p><p>B B preservação da integridade das vítimas.</p><p>C C ampliação dos canais de denúncia.</p><p>D D detenção dos sujeitos acusados.</p><p>E E aceleração dos processos judiciais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 25Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 59</p><p>Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,</p><p>entre janeiro e agosto de 2021, houve 2 130 focos de fogo</p><p>na Caatinga – o maior número em nove anos e uma alta</p><p>de 164% em relação ao mesmo período de 2020. Como</p><p>em outros biomas, o fogo é geralmente usado na Caatinga</p><p>para “limpar” um local antes do plantio. O problema é que</p><p>as chamas acabam intensificando a degradação do solo</p><p>do bioma.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A ação antrópica discutida no texto gera preocupações</p><p>ambientais principalmente porque contribui para o(a)</p><p>A A ocorrência de enchentes sazonais.</p><p>B B modificação da estrutura geológica.</p><p>C C redução das áreas de várzea.</p><p>D D avanço do processo de desertificação.</p><p>E E aumento da umidade dos terrenos.</p><p>QUESTãO 60</p><p>O governo federal espanhol instituiu, no período entre</p><p>10 de março e 8 de abril de 2020, um conjunto de medidas</p><p>extraordinárias de natureza essencialmente emergencial</p><p>para enfrentamento dos efeitos da covid-19. Uma das</p><p>medidas prevê a organização de um sistema de garantia</p><p>de renda mínima focalizado nos trabalhadores autônomos</p><p>e nas famílias com filhos em idade escolar.</p><p>AMITRANO, C. R. MAGALHÃES, L. C. G; SILVA, M. S. Medidas de enfrentamento dos efeitos</p><p>econômicos da pandemia Covid-19: Panorama internacional e análise dos casos dos Estados</p><p>Unidos, do Reino Unido e da Espanha. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),</p><p>Brasília, 2020. (adaptado)</p><p>A medida governamental apresentada buscava amenizar</p><p>efeitos socioeconômicos da covid-19 por meio do(a)</p><p>A A concessão de empréstimos bancários.</p><p>B B regularização de vínculos empregatícios.</p><p>C C fornecimento de subsídios financeiros.</p><p>D D manutenção de ofícios informais.</p><p>E E controle de falências empresariais.</p><p>QUESTãO 61</p><p>Não devemos, porém, omitir que não é conveniente a</p><p>remessa de colonos de mãos vazias, [...] pois que isto não</p><p>contribui para o povoamento do país [...]. Artífices como</p><p>ferreiros, carpinteiros, pedreiros, caldeireiros, alfaiates,</p><p>sapateiros, marceneiros, fabricantes de cadeiras,</p><p>vidraceiros e outras mais profissões, chegando aqui com</p><p>os seus instrumentos, tornar-se-ão ricos, porque muitos</p><p>desses artífices recebem um bom salário. [...] Há na pátria</p><p>artífices em grande número e ainda com mulher e filhos e</p><p>que não sabem o que fazer para obter o sustento, alguns</p><p>vivendo de esmolas, os quais podem ser estimulados</p><p>a embarcar para cá, com o que os esmoleres ficariam</p><p>aliviados e este país, povoado.</p><p>MELLO, Evaldo Cabral de. O Brasil Holandês. Penguin-Companhia, 2010.</p><p>O texto é um fragmento do relatório produzido por um</p><p>membro da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais</p><p>no século XVII e indica que a estratégia de colonização</p><p>neerlandesa no Brasil envolvia a</p><p>A A distribuição de terras.</p><p>B B realização de expedições.</p><p>C C limitação de liberdades.</p><p>D D atração de trabalhadores.</p><p>E E criação de ofícios.</p><p>QUESTãO 62</p><p>A poluição térmica acontece quando há uma alteração</p><p>antinatural na temperatura de oceanos e rios, atingindo</p><p>diretamente o ecossistema e seus habitantes. A água</p><p>quente utilizada em siderúrgicas, usinas elétricas, usinas</p><p>nucleares, refinarias e fábricas em geral, quando se mistura</p><p>com rios e oceanos, pode provocar graves alterações na</p><p>temperatura, o que causa a poluição térmica.</p><p>Disponível em: https://www.pensamentoverde.com.br. Acesso em: 10 mar. 2023. (adaptado)</p><p>Nesse contexto, uma medida que contribui para a contenção</p><p>do tipo de poluição apresentado é a implementação de</p><p>A A políticas de restrição do uso de elementos radioativos.</p><p>B B sistemas de drenagem pluvial em espaços</p><p>urbanizados.</p><p>C C planos de recuperação ambiental em leitos</p><p>intermitentes.</p><p>D D tecnologias de tratamento efetivo dos esgotos</p><p>residenciais.</p><p>E E processos de arrefecimento das águas após</p><p>utilização industrial.</p><p>QUESTãO 63</p><p>Nós viramos apêndices dos smartphones, assim como</p><p>os trabalhadores do século XIX eram apêndices das</p><p>máquinas. [...] Estamos com os smartphones o tempo</p><p>todo e é difícil diferenciar o trabalho do lazer. Isso fica</p><p>claro quando alguém utiliza seu perfil no Facebook ou</p><p>no Instagram para provar ser uma pessoa empregável.</p><p>As redes tornaram todos especialistas em propaganda e</p><p>marketing de si mesmos.</p><p>Disponível em: https://inb.org.br. Acesso em: 22 mar. 2024.</p><p>Segundo o texto, a incorporação dos dispositivos móveis</p><p>às práticas cotidianas tem intensificado a</p><p>A A desvalorização de interações presenciais.</p><p>B B ampliação da produtividade formal.</p><p>C C evolução dos conhecimentos técnicos.</p><p>D D mercantilização das habilidades profissionais.</p><p>E E flexibilização das jornadas laborais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL26 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 64</p><p>[...] Ele disse que a amizade é pouco</p><p>Disse mais, que seu amigo é dinheiro no bolso</p><p>Particularmente para mim</p><p>Não tem problema nenhum</p><p>Por mim cada um, cada um</p><p>Na lei da selva, consumir é necessário</p><p>Compre mais! Compre mais!</p><p>[...] É isso, capitalismo selvagem</p><p>Ele quer ter mais dinheiro, o quanto puder.</p><p>Racionais MC´s. Compositor: Mano Brown. In: Raio X do Brasil.</p><p>São Paulo: Zimbabwe Records, 1993. 1 disco vinil, lado A, faixa 4 (6 min).</p><p>Ao se referir de modo crítico ao funcionamento do</p><p>sistema capitalista, o trecho da música evidencia um</p><p>comportamento social que prioriza a</p><p>A A valorização de vantagens materiais.</p><p>B B austeridade na gestão financeira.</p><p>C C incitação à livre concorrência.</p><p>D D descartabilidade de produtos obsoletos.</p><p>E E competitividade no meio corporativo.</p><p>QUESTãO 65</p><p>A radical discrepância de opiniões entre os membros</p><p>do grupo das 20 maiores economias do mundo causou</p><p>problemas durante as presidências do bloco realizadas</p><p>em 2022, na Indonésia, e em 2023, na Índia. Divergências</p><p>sobre conflitos como a guerra na Ucrânia e posições</p><p>em relação à governança global foram responsáveis</p><p>pelas reuniões de chanceleres e ministros da Economia,</p><p>em 2023, terem acabado sem o texto final – embora a</p><p>presidência indiana tenha tentado manter a praxe.</p><p>Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 8 abr. 2024. (adaptado)</p><p>No contexto contemporâneo, o impasse nas reuniões</p><p>do grupo de países ao qual o texto se refere evidencia o</p><p>seguinte aspecto das relações internacionais:</p><p>A A Crescimento do protagonismo ocidental.</p><p>B B Consolidação da multipolaridade geopolítica.</p><p>C C Restabelecimento da hegemonia europeia.</p><p>D D Unificação de espectros ideológicos.</p><p>E E Enfraquecimento de nações emergentes.</p><p>QUESTãO 66</p><p>A crescente polarização alimentou as ambições</p><p>anticonstitucionalistas do “establishment varguista”.</p><p>Assim, por um lado, é legítimo afirmar que o lançamento</p><p>oficial da ANL [Aliança Nacional Libertadora], em 30 de</p><p>março de 1935, marcou o fortalecimento de um discurso</p><p>à esquerda do regime disposto a confrontar o governo.</p><p>A ANL logrou congregar um amplo leque de anseios e</p><p>insatisfações em face da dinâmica política e econômica</p><p>de então: comunistas, socialistas, sindicalistas, trotskistas,</p><p>“tenentistas”, democratas, profissionais liberais e membros</p><p>de diferentes partidos Brasil afora diziam-se contemplados</p><p>com a bandeira de luta e pelo manifesto da ANL.</p><p>TAVOLARO, S. B. F. A cidadania da “Era Vargas” revisitada: Uma modernidade singular?</p><p>Teoria & Pesquisa–Revista de Ciência Política, São Carlos, v. 19, n. 2, 2011. p. 93. (adaptado)</p><p>O contexto político apresentado foi utilizado como</p><p>argumento por Getúlio Vargas para</p><p>A A estabelecer um regime autoritário.</p><p>B B convocar uma assembleia constituinte.</p><p>C C reformular a legislação trabalhista.</p><p>D D antecipar o processo eleitoral.</p><p>E E abdicar do poder presidencial.</p><p>QUESTãO 67</p><p>A Austrália, país que passou, entre 1997 e 2009, pelo</p><p>mais severo período de seca já registrado e que entre</p><p>2013 e 2014 teve 156 recordes de temperatura, precisou</p><p>se adaptar para manter o abastecimento de milhões de</p><p>moradores. Foram investidos cerca de R$ 6 bilhões em</p><p>infraestrutura, o que ajudou a combater vazamentos e a</p><p>economizar água. Segundo Tony Wong, do Programa de</p><p>Cooperação em Pesquisa da Austrália, em Melbourne,</p><p>foram realizadas obras para que as águas residuais</p><p>que saem das casas sigam para reservatórios próprios.</p><p>Depois de tratada, a então “água de reúso” retorna para</p><p>as moradias, já adaptadas para receber o líquido em uma</p><p>torneira especial, podendo ser utilizada na limpeza da</p><p>casa, lavagem de roupas e outras atividades em que se</p><p>consiga evitar o emprego de água potável.</p><p>Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando o debate sobre segurança hídrica, as</p><p>medidas descritas no texto estão pautadas no(a)</p><p>A A simplificação da dessalinização.</p><p>B B monitoramento da qualidade.</p><p>C C contenção do desperdício.</p><p>D D proteção de ecossistemas.</p><p>E E aproveitamento de aquíferos.</p><p>QUESTãO 68</p><p>A diversão é o prolongamento do trabalho sob o</p><p>capitalismo tardio. Ela é procurada por quem quer escapar</p><p>ao processo de trabalho mecanizado, para se pôr de novo</p><p>em condições de enfrentá-lo. Mas, ao mesmo tempo, a</p><p>mecanização atingiu um tal poderio sobre a pessoa em seu</p><p>lazer e sobre sua felicidade, ela determina tão profundamente</p><p>a fabricação das mercadorias destinadas à diversão, que</p><p>esta pessoa não pode mais perceber outra coisa senão as</p><p>cópias que reproduzem o próprio processo de trabalho. O</p><p>pretenso conteúdo não passa de uma fachada desbotada; o</p><p>que fica gravado é a sequência automatizada de operações</p><p>padronizadas. Ao processo de trabalho na fábrica e no</p><p>escritório só se pode escapar adaptando-se a ele durante o</p><p>ócio. Eis aí a doença incurável de toda diversão.</p><p>ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos</p><p>filosóficos. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1986.</p><p>A crítica apresentada no excerto indica que, na sociedade</p><p>capitalista, o lazer tem se constituído como um elemento</p><p>que</p><p>A A corrobora a estrutura de padronização industrial.</p><p>B B aliena a lucratividade do trabalho operário.</p><p>C C mercantiliza os produtos culturais eruditos.</p><p>D D dinamiza o conhecimento técnico-científico.</p><p>E E centraliza o potencial esclarecedor da arte.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 27Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 69</p><p>O nome krenak nos identifica como “cabeça da terra”,</p><p>como uma humanidade que não consegue se conceber</p><p>sem essa conexão, sem essa profunda comunhão com</p><p>esse lugar que todos compartilhamos. Quando nós falamos</p><p>que o nosso rio é sagrado, as pessoas dizem: “Isso é</p><p>algum folclore deles”; quando dizemos que a montanha</p><p>está mostrando que vai chover, eles dizem: “Não, uma</p><p>montanha não fala nada”. Quando tiramos deles os seus</p><p>sentidos, considerando que isso é atributo exclusivo</p><p>dos humanos, nós liberamos esses lugares para que</p><p>se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista.</p><p>Do nosso divórcio das integrações e interações com a nossa</p><p>mãe, a Terra, resulta que ela está nos deixando órfãos.</p><p>KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2019. p. 48-49. (adaptado)</p><p>Com base no texto, a cultura do povo Krenak é marcada pela</p><p>A A imposição de crenças animistas.</p><p>B B integração de componentes naturais.</p><p>C C consagração de fenômenos climáticos.</p><p>D D sacralização de relações comunitárias.</p><p>E E conservação de práticas nômades.</p><p>QUESTãO 70</p><p>Artigo 7o – Os Estados-partes tomarão todas as</p><p>medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra</p><p>a mulher na vida política e pública do país e, em particular,</p><p>garantirão, em igualdade de condições com os homens,</p><p>o direito a: [...]</p><p>b) Participar na formulação de políticas governamentais</p><p>e na execução destas, e ocupar cargos públicos e</p><p>exercer todas as funções públicas em todos os planos</p><p>governamentais.</p><p>DECRETO Nº 4.377, DE 13 DE SETEMBRO DE 2002.</p><p>Disponível em:https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 3 abr. 2024.</p><p>Uma medida que se alinha diretamente à proposta do</p><p>fragmento do decreto é a</p><p>A A instauração da lei de paridade salarial.</p><p>B B garantia de pautas feministas em lutas sociais.</p><p>C C exigência de cotas de gênero nos partidos.</p><p>D D consolidação de penas para crimes de feminicídio.</p><p>E E equiparação do acesso ao ambiente acadêmico.</p><p>QUESTãO 71</p><p>Na manhã de 7 de outubro de 2023, o Estado de Israel</p><p>recebeu um ataque surpresa do grupo islâmico Hamas, que</p><p>partiu da Faixa de Gaza. O conflito, que apresenta raízes</p><p>históricas profundas, não contava com combates desse</p><p>porte desde 1948 – com a Guerra da Independência.</p><p>Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em: 19 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A tensão geopolítica noticiada no texto resulta de um</p><p>contexto histórico de</p><p>A A união internacional contra ações terroristas.</p><p>B B disputa territorial entre segmentos religiosos.</p><p>C C luta coletiva contra regimes ditatoriais.</p><p>D D oposição ideológica entre socialismo e capitalismo.</p><p>E E divergência doutrinária entre cristãos e muçulmanos.</p><p>QUESTãO 72</p><p>Para Sócrates, as leis devem ser respeitadas, porém</p><p>o cidadão, por ser livre, pode mudá-las com o auxílio de</p><p>seus concidadãos, desde que seja capaz de persuadi-los</p><p>de que as leis são insuficientes. Respeitar as leis não é o</p><p>mesmo que submeter-se a elas. O respeito às leis significa</p><p>estar de acordo com a própria razão e estar de acordo com</p><p>a própria razão é estar de acordo consigo mesmo.</p><p>TONELLI, M. L. Q. Ética e Política: qual liberdade? Dissertação (Mestrado). Faculdade</p><p>de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2008.</p><p>(adaptado)</p><p>No trecho, apresenta-se uma ideia filosófica segundo a</p><p>qual o comportamento ético em sociedade deve alinhar</p><p>A A convicção pessoal e conformidade legal.</p><p>B B soberania popular e gestão autocrática.</p><p>C C desobediência civil e ação utilitária.</p><p>D D crítica política e moralidade religiosa.</p><p>E E ação virtuosa e rigidez constitucional.</p><p>QUESTãO 73</p><p>Nos últimos anos, o consumo de água pelas big</p><p>techs aumentou significativamente devido à expansão</p><p>da inteligência artificial (IA). Segundo um estudo da</p><p>Universidade da Califórnia, o uso intensivo de energia pelas</p><p>ferramentas de IA requer maior refrigeração dos servidores,</p><p>o que, por sua vez, demanda mais água. “Muitos milhões</p><p>de litros de água retirados ou consumidos para geração</p><p>de eletricidade e resfriamento dos servidores têm passado</p><p>largamente despercebidos”, explicam os pesquisadores.</p><p>Disponível em: https://www.poder360.com.br. Acesso em: 2 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando o aumento da demanda energética</p><p>decorrente do uso de novas tecnologias, o texto chama</p><p>atenção para o seguinte impacto ambiental:</p><p>A A Exploração de combustíveis fósseis.</p><p>B B Elevação da pegada hídrica.</p><p>C C Emissão de gases poluentes.</p><p>D D Extinção de recursos naturais.</p><p>E E Contaminação de leitos fluviais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL28 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 74</p><p>Existem basicamente duas linhas de interpretação</p><p>em torno do grande conflito que, entre 1861 e 1865,</p><p>ensanguentou a América do Norte [...]. A primeira, difundida</p><p>pelos vitoriosos logo após o final</p><p>da guerra, e que mais</p><p>tarde se tornaria predominante, defende a ideia de que</p><p>se tratou antes de um conflito social, opondo classes</p><p>sociais antagônicas em torno da questão da escravatura</p><p>[...]. Para outra corrente de pensamento, no entanto,</p><p>o confronto assemelhou-se mais a um embate clássico</p><p>entre Estados soberanos, e menos a uma “revolução</p><p>social”. Por essa razão, ele deveria ser interpretado como</p><p>sendo uma “guerra entre regiões”, na qual o Norte teria</p><p>lutado contra o Sul.</p><p>MAGNOLI, Demétrio (org.). História das guerras. São Paulo: Contexto, 2006.</p><p>No texto, as duas linhas de interpretação da Guerra de</p><p>Secessão se complementam na medida em que</p><p>A A indicam um cenário de polarização nacional.</p><p>B B comprovam a relação com o patriotismo exacerbado.</p><p>C C propõem uma associação com a causa abolicionista.</p><p>D D expõem a brutalidade dos confrontos armados.</p><p>E E demonstram a influência das teorias republicanas.</p><p>QUESTãO 75</p><p>O sistema de agricultura familiar medieval da</p><p>planície Padana continuou evoluindo e seu progresso foi</p><p>amplamente tratado no século XIV por Piero de Crescenzi</p><p>em Opus Commodorum. A obra retratou o que, àquela</p><p>época, foi a agricultura mais avançada em todo o mundo,</p><p>e que se desenvolvia ao norte da Toscana e na planície</p><p>Padana, fundamentada em princípios que levavam em</p><p>conta a possibilidade de uso intensivo do solo com base</p><p>na irrigação, na fertilização e no manejo de conservação,</p><p>práticas que vinham sendo constantemente aperfeiçoadas.</p><p>Disponível em: https://seer.sct.embrapa.br. Acesso em: 4 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Ao tratar da Idade Média, o texto contraria a noção</p><p>comumente difundida de que esse período foi marcado pela</p><p>A A inexistência de mecanização agrícola.</p><p>B B redução da produção agropecuária.</p><p>C C estagnação de inovações técnicas.</p><p>D D valorização do trabalho rural.</p><p>E E ausência de atividades comerciais.</p><p>QUESTãO 76</p><p>A revolução tecnológica está acontecendo e modificando</p><p>nossas vidas à revelia de nossa vontade ou participação.</p><p>E a negação de participar dessa revolução significará</p><p>ser arrastados por seus resultados. Assim, participar não</p><p>significa querer barrar ou aderir a esse processo, que</p><p>é irreversível, mas entender o que está acontecendo e</p><p>propor alternativas que conduzam à participação efetiva</p><p>da sociedade como um todo para que se consiga interferir</p><p>diretamente nos possíveis rumos futuros dessa revolução.</p><p>FERRACIOLI, L. Educação & informática: possíveis (des)caminhos.</p><p>Interface, Vitória, ano 1, n. 2, p. 93-99, dez.1996.</p><p>No texto, a reflexão proposta pelo autor sugere que</p><p>a participação social no processo de modernização</p><p>tecnológica requer uma</p><p>A A atuação crítica.</p><p>B B oposição racional.</p><p>C C especialização formativa.</p><p>D D assimilação passiva.</p><p>E E conformação coletiva.</p><p>QUESTãO 77</p><p>O governo local somente reconhecia a existência de</p><p>uma povoação a partir do momento em que a capela</p><p>presente fosse elevada à categoria de freguesia (paróquia).</p><p>Esse processo para a constituição de uma nova povoação</p><p>não se alterou até os fins do período imperial no Brasil.</p><p>Com isso, até o final do século XIX, a capela era o ponto</p><p>que embrionava a povoação, o primeiro símbolo de</p><p>oficialidade de uma localidade que se estabelecia. Em</p><p>muitos casos, também a primeira edificação do local, a</p><p>edificação que atraía as pessoas para se fixarem em suas</p><p>cercanias, trazendo moradores que formariam uma nova</p><p>comunidade ao seu redor.</p><p>VALE, M. M. Arquitetura [...] do século XIX no antigo sertão da farinha podre. Tese (Doutorado).</p><p>Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.Universidade de São Paulo. São Paulo, 1998. (adaptado)</p><p>O texto indica que o processo de formação de núcleos de</p><p>povoamento no Brasil evidenciou o(a)</p><p>A A declínio da laicidade estatal.</p><p>B B avanço da liberdade religiosa.</p><p>C C abandono de padrões medievais.</p><p>D D relevância da instituição eclesiástica.</p><p>E E secularização da gestão lusitana.</p><p>QUESTãO 78</p><p>Segundo o Acnur, a maioria das pessoas que deixaram a</p><p>Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia está sendo</p><p>recebida por países como Polônia, Hungria, Romênia e</p><p>Moldávia. Com o acolhimento de refugiados da Ucrânia,</p><p>parte dos governos europeus segue direção oposta da</p><p>que tomou em outras crises migratórias recentes, como</p><p>a de 2015, quando cerca de 1 milhão de refugiados e</p><p>requerentes de asilo saíram da Síria, em guerra civil, rumo</p><p>à Europa. A onda migratória levou alguns países a apostar</p><p>no ultranacionalismo, recusando-se a receber pessoas</p><p>que pediam proteção vindas da África ou do Oriente</p><p>Médio. Entre os governos que se fecharam a imigrantes,</p><p>estiveram o da Polônia e o da Hungria.</p><p>VICK, M. Como o racismo se manifesta na nova crise de refugiados. Nexo Jornal, 1 mar. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.nexojornal.com.br. Acesso em: 15 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Ao comparar a postura de Estados Nacionais diante de</p><p>diferentes fluxos migratórios, o texto revela o(a)</p><p>A A eficácia de mecanismos legais.</p><p>B B autoritarismo de líderes políticos.</p><p>C C declínio da hospitalidade social.</p><p>D D permanência de políticas migratórias.</p><p>E E seletividade do apoio humanitário.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 29Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 79</p><p>A partir do primeiro piso da torre, com três bolsas</p><p>cheias de bolas de chumbo e madeira de diferentes</p><p>pesos e tamanhos, Galileu explicou aos presentes que se</p><p>propunha a refutar a ideia aristotélica de que a velocidade</p><p>de queda dos corpos era proporcional ao seu peso. Para</p><p>tal, Galileu subiu até o último piso do campanile e lançou as</p><p>bolas duas a duas. Apesar de ter afirmado diante de toda a</p><p>gente que as bolas chegariam ao chão ao mesmo tempo,</p><p>houve uma pequena diferença. No entanto, conseguiu</p><p>demonstrar que essa diferença era muitíssimo menor do</p><p>que a proporcionalidade que o filósofo grego antecipava.</p><p>Disponível em: https://www.nationalgeographic.pt. Acesso em: 28 fev. 2024. (adaptado)</p><p>No caso apresentado no texto, os processos realizados a</p><p>fim de comprovar uma teoria consistem na</p><p>A A associação de axiomas lógicos para a concepção de</p><p>teoremas filosóficos.</p><p>B B adoção do método indutivo para a elaboração de</p><p>generalizações empíricas.</p><p>C C utilização do raciocínio analógico para a invalidação de</p><p>hipóteses científicas.</p><p>D D negação do pensamento mítico para a compreensão</p><p>de fenômenos naturais.</p><p>E E aplicação de postulados modernos para a corroboração</p><p>de noções antigas.</p><p>QUESTãO 80</p><p>Qualquer historiador reconhece-a imediatamente:</p><p>as barbas, as gravatas esvoaçantes, os chapéus dos</p><p>militantes, as bandeiras tricolores, as barricadas, o sentido</p><p>inicial de libertação, de imensa esperança e confusão</p><p>otimista. Era a “primavera dos povos” – e, como a primavera,</p><p>não durou [...]. Depois da capitulação dos húngaros e</p><p>dos venezianos em agosto de 1849, a revolução estava</p><p>morta. Com a única exceção na França, todos os antigos</p><p>comandos foram restaurados no poder – em alguns casos,</p><p>como no Império dos Habsburgos, inclusive com mais</p><p>força do que antes – e os revolucionários espalharam-se</p><p>no exílio.</p><p>HOBSBAWM, Eric. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.</p><p>Considerando as implicações imediatas da Primavera</p><p>dos Povos, o autor a caracteriza no excerto como um</p><p>movimento de</p><p>A A impacto fugaz.</p><p>B B aspiração utópica.</p><p>C C caráter elitista.</p><p>D D alcance ilimitado.</p><p>E E viés anarquista.</p><p>QUESTãO 81</p><p>Número de pessoas por grupos etários – Brasil (1950-2100)</p><p>Po</p><p>pu</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>(e</p><p>m</p><p>m</p><p>il</p><p>ha</p><p>bi</p><p>ta</p><p>nt</p><p>es</p><p>)</p><p>90 000</p><p>70 000</p><p>50 000</p><p>30 000</p><p>10 000</p><p>1950 1980 2010 2040 2070 2100</p><p>0-19 anos 20-39 anos 40-59 anos 60 anos +</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 10 out. 2023. (adaptado)</p><p>Considerando as projeções do gráfico, até o final</p><p>do século</p><p>XXI, o Brasil vivenciará o(a)</p><p>A A aceleração do crescimento vegetativo.</p><p>B B recuperação dos índices de fertilidade.</p><p>C C prolongamento do bônus demográfico.</p><p>D D aumento da razão de dependência.</p><p>E E diminuição da densidade populacional.</p><p>QUESTãO 82</p><p>A Coalizão Respirar é uma rede que congrega mais</p><p>de vinte organizações da sociedade civil que atuam</p><p>conjuntamente na defesa da qualidade do ar e no combate</p><p>à mudança climática no Brasil. Entre os anos de 2017</p><p>e 2018, a sociedade civil batalhou em São Paulo pela</p><p>aprovação da Lei dos Ônibus Limpos (16.802/2018).</p><p>A atuação coletiva nesta e em outras atividades resultou</p><p>na formação da Rede Mobilidade e Clima, focada na</p><p>melhoria da mobilidade urbana e das condições climáticas</p><p>e ambientais na capital de São Paulo.</p><p>Disponível em: https://www.respirar.org.br. Acesso em: 11 abr. 2024.</p><p>No contexto em pauta, a reivindicação social envolve</p><p>diretamente a proposição de medidas para a resolução</p><p>do seguinte problema:</p><p>A A Concentração da população citadina nas periferias.</p><p>B B Ausência de modais diversificados nas cidades.</p><p>C C Revogação de legislações ambientais nacionais.</p><p>D D Precariedade dos eixos viários metropolitanos.</p><p>E E Dependência de fontes energéticas não renováveis.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL30 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 83</p><p>Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas</p><p>sobre Comércio e Desenvolvimento, os dois principais</p><p>canais de comércio global, o Canal de Suez e o Canal do</p><p>Panamá, registraram uma diminuição no trânsito de quase</p><p>50%. No caso do Canal de Suez, a redução aconteceu</p><p>por causa de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen,</p><p>apoiados pelo Irã, que, desde o fim de 2023, intensificaram</p><p>atos de violência contra navios de carga. No caso do Canal</p><p>do Panamá, as mudanças climáticas contribuem para</p><p>condições de navegação mais severas e imprevisíveis.</p><p>Disponível em: https://exame.com. Acesso em: 9 abr. 2024. (adaptado)</p><p>O comprometimento dos canais mencionados acarreta</p><p>o seguinte efeito econômico para o comércio global:</p><p>A A Ampliação das barreiras alfandegárias.</p><p>B B Restrição dos investimentos externos.</p><p>C C Paralisação das exportações de produtos.</p><p>D D Encarecimento dos bens de consumo.</p><p>E E Enfraquecimento dos blocos econômicos.</p><p>QUESTãO 84</p><p>A atuação dos movimentos sociais para viabilizar o uso</p><p>de imóveis ociosos em áreas centrais converge com a</p><p>abordagem inclusiva para o enfrentamento das mudanças</p><p>climáticas, já que questiona um processo de crescimento</p><p>da cidade que põe pressão sobre áreas verdes ou, ainda,</p><p>gera aumento dos deslocamentos e gastos energéticos</p><p>com as consequências ambientais associadas.</p><p>CAVALCANTI, E. R. et al. Movimentos sociais na ocupação de imóveis vazios nas áreas</p><p>centrais e o enfrentamento inclusivo das mudanças climáticas: os casos de São Paulo e Natal.</p><p>Revista de Direito da Cidade, v. 14, n. 1, p. 138-169, 2022. (adaptado)</p><p>No texto, a atuação dos movimentos abordados alia lutas</p><p>sociais e pautas ambientais na medida em que</p><p>A A desenvolve uma solução para problemas de trânsito.</p><p>B B reivindica a recuperação de áreas degradadas.</p><p>C C busca a desapropriação de propriedades privadas.</p><p>D D combate o processo de gentrificação periférica.</p><p>E E critica o modelo de urbanização hegemônico.</p><p>QUESTãO 85</p><p>A agricultura familiar é fonte significativa da</p><p>produção de alimentos no Brasil e, apesar de se</p><p>reconhecer sua importância para o desenvolvimento</p><p>rural sustentável, também é preciso admitir que esse</p><p>setor enfrenta dificuldades para sua consolidação, como</p><p>a comercialização dos seus produtos e o acesso aos</p><p>mercados agroalimentares. Em resposta, estão surgindo</p><p>formas alternativas de comercialização, como o comércio</p><p>eletrônico. Uma das maiores incentivadoras da agricultura</p><p>baseada no uso de tecnologias é a possibilidade de</p><p>estabelecer um canal de comercialização curto e eficiente</p><p>entre agricultores e consumidores.</p><p>MONTEIRO, L.; LEITÃO, F. O.; DELGROSSI, M. E. Uso do e-commerce na comercialização</p><p>dos produtos da agricultura familiar: uma revisão sistemática da literatura.</p><p>Informe GEPEC, [S. l.], v. 26, n. 3, p. 323-341, 2022. (adaptado)</p><p>A comercialização de produtos no modelo mencionado no</p><p>texto beneficia os agricultores familiares ao promover o(a)</p><p>A A progresso do sistema policultor.</p><p>B B horizontalidade da cadeia produtiva.</p><p>C C reorganização da estrutura fundiária.</p><p>D D monitoramento de culturas agrícolas.</p><p>E E consolidação da industrialização rural.</p><p>QUESTãO 86</p><p>TEXTO I</p><p>501</p><p>87</p><p>95</p><p>lushing</p><p>lizabeth Newark</p><p>Staten</p><p>Island</p><p>Central Park</p><p>Percurso</p><p>Distância em</p><p>linha reta</p><p>Maratona de Nova York - 2024</p><p>N</p><p>Escala 1:352.000</p><p>Distância em linha reta: 6 cm</p><p>21 km</p><p>Disponível em: https://www.terra.com.br. Acesso em: 25 fev. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O percurso da Maratona de Nova York começa em</p><p>Staten Island, pouco antes da Ponte Verrazano, levando</p><p>os corredores até o Brooklyn. Depois, eles seguem para a</p><p>Ponte Queensborough, passando pelo bairro do Queens.</p><p>Em Manhattan, eles vão até o Bronx, onde dão meia-volta</p><p>e retornam. A chegada fica no sul do Central Park. Ao todo,</p><p>os competidores percorrem aproximadamente 42 km.</p><p>Percurso da Maratona de Nova York. https://www.google.com/maps.</p><p>Acesso em: 11 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando que, no mapa, a distância real em linha reta</p><p>entre os pontos de partida e de chegada corresponde a</p><p>6 cm, a escala aproximada dessa representação</p><p>cartográfica em centímetros é</p><p>A A 1 : 35 000 000.</p><p>B B 1 : 3 500 000.</p><p>C C 1 : 3 500.</p><p>D D 1 : 35 000.</p><p>E E 1 : 350 000.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 31Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 87</p><p>TEXTO I</p><p>Em geral, o acerto das condições de trabalho era apenas</p><p>verbal. Dependendo das características econômicas</p><p>de cada região, havia diferenças nas relações de</p><p>trabalho, mas em todas elas subsistia um único princípio:</p><p>garantias dos fazendeiros, obrigações dos trabalhadores.</p><p>JANOTTI, M. L. M. Coronelismo: uma política de compromissos.</p><p>São Paulo: Brasiliense, 1986. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O Doutor não era doutor, o Capitão não era capitão.</p><p>Como a maior parte dos coronéis não eram coronéis.</p><p>Poucos, em realidade, os fazendeiros que nos começos da</p><p>República e da lavoura do cacau haviam adquirido patentes</p><p>de Coronel da Guarda Nacional. Ficara o costume: dono</p><p>de roças de mais de mil arrobas passava normalmente a</p><p>usar e receber o título que ali não implicava em mando</p><p>militar e, sim, no reconhecimento da riqueza.</p><p>AMADO, J. Gabriela, cravo e canela. 55. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 1978.</p><p>Considerando o contexto rural do início da República no</p><p>Brasil, os textos mostram-se alinhados ao apresentar uma</p><p>sociedade marcada pela</p><p>A A oralidade dos regimentos contratuais e das legislações</p><p>comerciais.</p><p>B B perpetuação da lógica escravista e da discriminação</p><p>racial.</p><p>C C militarização do poder político e das organizações</p><p>estatais.</p><p>D D informalidade dos vínculos laborais e das posições</p><p>sociais.</p><p>E E reivindicação dos direitos trabalhistas e da reforma</p><p>agrária.</p><p>QUESTãO 88</p><p>O interesse por novos objetos, até então negligenciados</p><p>pela História tradicional, fez com que a historiografia</p><p>contemporânea se encaminhasse para necessitar</p><p>cada vez mais de outros tipos de evidências que não</p><p>só as tradicionais crônicas e os habituais registros</p><p>arquivísticos. Assim, se</p><p>os arquivos oficiais continuam a</p><p>ser fundamentais para o trabalho dos historiadores, eles</p><p>estão longe de serem suficientes para fornecer tudo o que</p><p>estes necessitam para o seu trabalho.</p><p>BARROS, J. A. [...]. Cadernos do Tempo Presente, São Cristóvão,</p><p>v. 11, n. 2, p. 3-26, jul-dez. 2020. (adaptado)</p><p>As mudanças no processo de produção do saber histórico</p><p>tratadas no texto apontam para a necessidade de</p><p>A A contestação das narrativas dominantes.</p><p>B B diversificação das fontes analisadas.</p><p>C C priorização de vestígios materiais.</p><p>D D criação de metodologias racionais.</p><p>E E investigação de dogmas enraizados.</p><p>QUESTãO 89</p><p>Devido às redes sociais e aos smartphones, o espírito</p><p>da Primavera Árabe varreu o Oriente Médio e contribuiu</p><p>para derrubar ditaduras. Naquela época, por não serem</p><p>capazes de dominar essas ferramentas, os regimes do</p><p>Norte da África e do Oriente Médio foram surpreendidos</p><p>com a velocidade com que se espalhou o fervor dessas</p><p>revoltas populares na internet. Hiperconectadas e, em</p><p>sua maioria, sem liderança, essas mobilizações fizeram</p><p>a Primavera Árabe disparar em todas as direções, com</p><p>reivindicações surgindo de reuniões públicas na internet</p><p>sem comitês de direção a portas fechadas.</p><p>Disponível em: https://www.em.com.br. Acesso em: 22 maio 2024. (adaptado)</p><p>Em relação ao contexto conflituoso abordado, o texto</p><p>apresenta o papel dos meios digitais na</p><p>A A propagação de informações inverídicas.</p><p>B B valorização de práticas diplomáticas.</p><p>C C desintegração de levantes armados.</p><p>D D erradicação da repressão política.</p><p>E E articulação da sociedade civil.</p><p>QUESTãO 90</p><p>Publicado originalmente em folhetins do Diário do</p><p>Rio de Janeiro, entre janeiro e abril de 1857, O Guarani</p><p>ganhava a forma de livro no mesmo ano [...]. O romance</p><p>se passa no século XVII, às margens do Rio Paraíba.</p><p>Seu principal protagonista é Peri [...]. Peri é a própria</p><p>representação do bom selvagem rousseauneano: forte,</p><p>livre como o vento, fiel e correto em seus atos. [...] Em uma</p><p>terra de passado e nobreza recentes, Alencar recria um</p><p>passado mítico com seus senhores valentes e bondosos</p><p>e indígenas fiéis e honrados.</p><p>SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. M. Brasil: uma biografia.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p><p>A obra abordada no texto integra um movimento literário</p><p>que buscou simbolizar a nacionalidade brasileira por</p><p>meio da</p><p>A A denúncia social.</p><p>B B exaltação lógica.</p><p>C C crítica monárquica.</p><p>D D equiparação racial.</p><p>E E idealização identitária.</p><p>1o DIA CADERNO 1 AZUL32</p><p>RASCUNHO</p><p>DE REDAÇÃO</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.</p><p>Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>Este simulado é protegido por direitos autorais do SAS Plataforma de Educação e seu uso é exclusivo às instituições de ensino parceiras e aos alunos da plataforma, não podendo</p><p>ser reproduzido, copiado ou compartilhado sem autorização expressa, por escrito, sob pena de caracterização de ato ilícito pela violação de direitos autorais.</p><p>Exame Nacional do Ensino MédioExame Nacional do Ensino Médio</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>*MS24VV004L1E1*</p><p>01_2024_4oENEM_1oDIA_MIOLO_LC_M1_PORTAL</p><p>02_2024_4oENEM_1oDIA_MIOLO_CH_M1_PORTAL</p><p>theorists of love acknowledge that we would all</p><p>love better if we used it as a verb. I spent years searching</p><p>for a meaningful definition of the word “love” and was</p><p>deeply relieved when I found one in psychiatrist M. Scott</p><p>Peck’s classic self-help book The Road Less Traveled, first</p><p>published in 1978. Echoing the work of Erich Fromm, he</p><p>defines love as “the will to extend one’s self for the purpose</p><p>of nurturing one’s own or another’s spiritual growth.”</p><p>Explaining further, he continues: “Love is as love does.</p><p>Love is an act of will-namely, both an intention and an</p><p>action. Will also implies choice. We do not have to love. We</p><p>choose to love.” Since the choice must be made to nurture</p><p>growth, this definition counters the more widely accepted</p><p>assumption that we love instinctually.</p><p>HOOKS, bell. All about love: new visions.</p><p>Nova York: William Morrow Paperbacks, 2018. (fragmento)</p><p>O texto, que aborda questões referentes ao amor, tem o</p><p>objetivo de</p><p>A A propor o entendimento de um conceito.</p><p>B B reconhecer a percepção de um especialista.</p><p>C C analisar a ambiguidade de uma nomenclatura.</p><p>D D apresentar o sentido mais comum de um termo.</p><p>E E retratar o caráter involuntário de um sentimento.</p><p>Questões de 01 a 05 (opção espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Tengo una amiga que habla mixe, zapoteco y castellano:</p><p>son lenguas de tres familias totalmente distintas, no</p><p>tienen nada que ver entre sí, con patrones gramaticales</p><p>abismalmente distintos. Al mismo tiempo, si alguien habla</p><p>inglés, francés y español, que son lenguas indoeuropeas,</p><p>tienen muchas semejanzas en el ordenamiento, la</p><p>marcación, la conjugación. Cognitivamente, lo otro me</p><p>parece más impresionante, pero socialmente lo segundo</p><p>va a ser más deseable, en qué lengua estás hablando</p><p>va a tener un impacto distinto. Es una valoración que</p><p>tiene que ver con factores extralingüísticos. Entonces,</p><p>aunque la mayoría de los que hablamos lenguas indígenas</p><p>en México somos bilingües, esta situación ha hecho</p><p>que la mayor parte de la población mexicana hoy sea</p><p>lamentablemente monolingüe, cuando pudo haber sido</p><p>otra realidad, con la riqueza que eso hubiera implicado.</p><p>Lo natural en sociedades donde hay muchas lenguas es</p><p>el multilingüismo, lo extraño es estar construyendo países</p><p>monolingües, monolingüizados.</p><p>NADER, Mariana Toro; AGUILAR, Yásnaya. “No hay nada más político que una lengua porque</p><p>construye lo común”. Ethic, 23 jan. 2024. Disponível em: https://ethic.es.</p><p>Acesso em: 7 mar. 2024.</p><p>Nesse trecho de uma entrevista, ao discutir o bilinguismo,</p><p>a linguista mexicana Yásnaya Aguilar retrata a</p><p>A A presença de fatores extralinguísticos na formação do</p><p>espanhol.</p><p>B B hierarquização das línguas com base no prestígio</p><p>global.</p><p>C C importância das línguas originárias para a identidade</p><p>mexicana.</p><p>D D influência do multilinguismo para uma sociedade</p><p>globalizada.</p><p>E E complexidade do espanhol mexicano comparado ao</p><p>europeu.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>4 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 02</p><p>¿Si los polos se derritieran</p><p>de golpe, crees que se</p><p>preocuparían más los</p><p>humanos?</p><p>El veneno, si es</p><p>lento, deja de</p><p>ser malo…</p><p>Ramón. Disponível em: https://imagenes.elpais.com. Acesso em: 7 mar. 2024. (adaptado)</p><p>Na tira, a expressão “de golpe” é utilizada para</p><p>A A repercutir a iminência de alterações ambientais no</p><p>planeta.</p><p>B B retratar a extensão das intervenções humanas no</p><p>ambiente.</p><p>C C apontar os efeitos dos problemas climáticos para a</p><p>sociedade.</p><p>D D especular o grau de urgência necessário para a</p><p>mobilização social.</p><p>E E indicar a necessidade de medidas resolutivas para o</p><p>bem da sociedade.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>El proyecto que pone la arquitectura patas arriba: así</p><p>será el edificio de madera más grande del mundo</p><p>Cuando pensamos en la arquitectura del futuro,</p><p>enseguida podemos imaginarnos construcciones con</p><p>aleaciones indescriptibles de metal y que alcancen las</p><p>nubes. Sin embargo, también podría tomar una nueva (e</p><p>inesperada) forma.</p><p>La madera, un pilar histórico en la construcción,</p><p>fue desplazada por el hormigón tras la Revolución</p><p>Industrial. Sin embargo, en la actualidad, experimenta</p><p>un renacimiento debido a su naturaleza renovable y</p><p>sostenible. Considerada un recurso natural, la madera se</p><p>posiciona como una alternativa eficiente al plástico. […]</p><p>El megaproyecto Stockholm Wood City, desarrollado</p><p>por Atrium Ljungberg, promete revolucionar la arquitectura</p><p>sostenible con un complejo de 250 000 metros cuadrados</p><p>en Suecia. Más allá de su magnitud, el compromiso con la</p><p>madera como recurso sostenible destaca. […]</p><p>REDACCIÓN HoyECO. ECOticias, 27 jan. 2024. Disponível em: https://www.ecoticias.com.</p><p>Acesso em: 10 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A reportagem aborda a utilização da madeira como recurso</p><p>na construção de edifícios. No título, o uso da expressão</p><p>“patas arriba” refere-se ao(à)</p><p>A A influência histórica da madeira.</p><p>B B benefício ambiental da inovação.</p><p>C C acessibilidade tecnológica do edifício.</p><p>D D uso desordenado de matérias-primas.</p><p>E E impacto transformador do projeto.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Error 404: ¿Preparados para un mundo sin internet?</p><p>es una obra escrita por Esther Paniagua, una reconocida</p><p>periodista española especializada en ciencia y tecnología</p><p>y directora de la revista OpenMind. Su título hace</p><p>referencia al código de error comúnmente asociado con</p><p>la incapacidad de encontrar una página web, y sirve como</p><p>metáfora para examinar qué sucedería si nos encontramos</p><p>en una situación en la que la internet, una parte integral</p><p>de nuestras vidas modernas, de repente dejara de estar</p><p>disponible. El libro plantea una exploración intrigante sobre</p><p>la posibilidad de enfrentarnos a un mundo en el que la</p><p>conexión a la internet ya no esté disponible, desatando</p><p>el caos y el pánico a nivel mundial. De acuerdo con ella</p><p>“ni los gobiernos ni los Estados están preparados para</p><p>enfrentar el escenario apocalíptico que podría seguir a tal</p><p>eventualidad”.</p><p>DIDYME-DÔME, André. Crítica: Dejar el mundo atrás. Rolling Stone.</p><p>Disponível em: https://es.rollingstone.com. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Na percepção do crítico, a obra abordada propõe uma</p><p>reflexão sobre o(a)</p><p>A A inadequação de uso da internet no serviço público.</p><p>B B poder de influência da internet na sociedade atual.</p><p>C C regulamentação da internet no setor governamental.</p><p>D D influência do advento da internet nas relações sociais.</p><p>E E efeito do uso inapropriado da internet na era moderna.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Cantando al sol como la cigarra</p><p>Después de un año bajo la tierra</p><p>Igual que el sobreviviente</p><p>Que vuelve de la guerra</p><p>Tantas veces me borraron, tantas desaparecí</p><p>A mi propio entierro fui sola y llorando</p><p>Hice un nudo en el pañuelo, pero me olvidé después</p><p>Que no era la única vez</p><p>Y seguí cantando</p><p>[...]</p><p>“Como La Cigarra”, de Maria Elena Walsh. Intérprete: Mercedes Sosa.</p><p>A letra de canção apresenta a figura metafórica da cigarra</p><p>com o objetivo de</p><p>A A ressignificar a função da arte como formadora</p><p>emocional.</p><p>B B retratar a resiliência como parte da personalidade do</p><p>eu lírico.</p><p>C C descrever a inquietude como essencial à juventude.</p><p>D D apontar a influência da solidão sobre a consciência</p><p>social.</p><p>E E ressaltar a resistência como intrínseca à classe</p><p>artística.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>5Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>O tempo é imutável, mas a sensação de passar rápido</p><p>ou lentamente depende da percepção individual.</p><p>Na correria do dia a dia, a rotina se torna uma sucessão</p><p>de eventos: acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, jantar e</p><p>dormir, o que deixa pouco espaço para pausas ou outras</p><p>atividades. É comum ouvir pessoas que se queixam de</p><p>que o tempo está passando muito rápido. Por outro lado,</p><p>há quem reclame de que o tempo está muito lento, se</p><p>arrastando. O que de fato acontece?</p><p>De acordo com Rafael Samhan Martins, professor de</p><p>física do Colégio Liceu Albert Sabin, de Ribeirão Preto, a</p><p>sensação de rapidez ou lentidão do tempo está associada</p><p>à concentração e à satisfação experimentadas ao realizar</p><p>atividades cotidianas. “Quando estamos envolvidos em</p><p>atividades que exigem nossa total atenção, como assistir a</p><p>um filme ou realizar tarefas complexas, há uma dilatação do</p><p>tempo. Desviamos nossa concentração e não percebemos</p><p>o tempo passando, resultando em uma experiência que</p><p>parece ter durado apenas alguns minutos.”</p><p>O contraponto ocorre em situações de tédio ou</p><p>isopostas, nas quais o olhar constante para o relógio cria</p><p>a sensação de que o tempo se estende indefinidamente.</p><p>“Você fica pensando no tempo, então ele começa a ‘passar</p><p>mais devagar’, porque você está percebendo ele”, explica</p><p>o físico.</p><p>VALERI, Julia. Jornal da USP, 22 fev. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br.</p><p>Acesso em: 25 fev. 2024.</p><p>Para informar sobre aspectos referentes à passagem do</p><p>tempo, o autor recorre à fala de um especialista, na qual</p><p>é utilizada uma estratégia argumentativa que consiste em</p><p>A A explicar o conceito científico de dilatação temporal.</p><p>B B difundir relatos de experiências vivenciadas por</p><p>cientistas.</p><p>C C contrastar opiniões opostas em relação ao decurso do</p><p>tempo.</p><p>D D comparar situações cotidianas marcadas por</p><p>impressões subjetivas.</p><p>E E propor uma análise aprofundada sobre a relação entre</p><p>tempo e rotina.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Disponível em: https://www.facebook.com/SenadoFederal. Acesso em: 10 maio 2024.</p><p>Pela análise do conteúdo, identifica-se que a principal</p><p>finalidade dessa peça publicitária é</p><p>A A conscientizar o leitor sobre a regulamentação de</p><p>combate ao capacitismo.</p><p>B B sensibilizar o público sobre a exclusão social de</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>C C informar a população acerca de atitudes que</p><p>demonstram capacitismo.</p><p>D D divulgar dados referentes a uma nova concepção de</p><p>capacitismo.</p><p>E E ilustrar graus de capacitismo vivido por pessoas com</p><p>deficiência.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>6 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 08</p><p>O acesso e a progressão na carreira esportiva por</p><p>parte das mulheres esbarram em questões estruturais</p><p>da sociedade, como o machismo, que permeiam as</p><p>organizações esportivas. Para Larissa Rafaela Galatti,</p><p>professora do curso de Ciências do Esporte na Unicamp,</p><p>há cerca de 20% de participação feminina e 80% masculina</p><p>nas disciplinas. Em sua avaliação sobre o curso em que</p><p>atua, é possível identificar que homens costumam ter</p><p>experiências positivas em ambientes mais favoráveis</p><p>e mulheres enfrentam um ambiente que nem sempre é</p><p>acolhedor. A menor presença de mulheres em cursos de</p><p>Esporte, por sua vez, gera possibilidades reduzidas de</p><p>atuação em cargos de gestão, como treinadoras e árbitras.</p><p>Nas competições, outras disparidades entre</p><p>modalidades masculinas e femininas envolvem salários,</p><p>investimentos e patrocínios e cobertura midiática. Segundo</p><p>a pesquisa Women in Sport Report 2021, realizada pelo</p><p>YouGov Sport, 6 a cada 10 pessoas (62%) no mundo</p><p>veem alguma forma de desigualdade no esporte.</p><p>KOBOYAMA, D. T. F.; SILVA, G. P.; JORGE, M. S.; MIRANDA, R. C. Desigualdade de gênero e</p><p>futebol feminino na América Latina. Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional</p><p>do Brasil. 9 ago. 2023. Disponível em: https://opeb.org. Acesso em: 27 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Por ser uma manifestação cultural e social, o esporte</p><p>também reflete aspectos da sociedade em sua</p><p>organização. Considerando as informações do texto, para</p><p>as mulheres, a área esportiva</p><p>A A requer uma dedicação acadêmica inferior à dos homens.</p><p>B B proporciona um suporte midiático especializado.</p><p>C C fornece uma quantidade decrescente de posições de</p><p>gestão.</p><p>D D demanda um apoio financeiro propício para a equidade</p><p>salarial.</p><p>E E promove um ambiente pouco favorável ao</p><p>desenvolvimento.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>O Brasil registrou 2,54 milhões de nascimentos em 2022,</p><p>uma queda de 3,5% em comparação com 2021, quando o</p><p>número foi de 2,63 milhões. Este é o quarto recuo consecutivo</p><p>no total de nascimentos do país, que chegou ao menor nível</p><p>desde 1977. Nordeste (– 6,7%) e Norte (– 3,8%) tiveram os</p><p>recuos mais intensos. Os dados são das Estatísticas do</p><p>Registro Civil, cuja série histórica foi iniciada em 1974.</p><p>Em 2018, o Brasil havia registrado 2,89 milhões de</p><p>nascimentos. Em comparação com a média dos cinco</p><p>anos anteriores à pandemia de covid-19 (2015 a 2019),</p><p>há uma diminuição de 326,18 mil nascimentos, ou</p><p>11,4%. “A redução da natalidade e da fecundidade no</p><p>país, já sinalizada pelos últimos Censos Demográficos,</p><p>somada, em alguma medida, aos efeitos da pandemia,</p><p>são elementos a serem considerados no estudo sobre a</p><p>evolução dos nascimentos ocorridos no Brasil nos últimos</p><p>anos”, explica a gerente da pesquisa, Klívia Brayner.</p><p>BELANDI, Caio. Em 2022, número de nascimentos cai pelo quarto ano e chega ao menor</p><p>patamar desde 1977. Agência de Notícias, 27 mar. 2024.</p><p>Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 30 mar. 2024. (adaptado)</p><p>A função da linguagem que predomina nesse texto se</p><p>caracteriza, principalmente, por</p><p>A A promover expressividade a partir da escolha vocabular.</p><p>B B orientar o interlocutor acerca de conceitos de uma área.</p><p>C C apresentar informações que revelam um panorama</p><p>social.</p><p>D D reivindicar ações de mitigação para um problema</p><p>nacional.</p><p>E E revelar uma opinião da sociedade por meio de citações.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>Definir a arte de Saint Clair Cemin é uma tarefa quase</p><p>impossível. E é assim que ele prefere que ela seja,</p><p>desde o início de sua carreira. Com a ideia de dar toda a</p><p>liberdade possível a suas obras, o gaúcho de Cruz Alta,</p><p>nascido em 1951, usa formas não figurativas que sugerem</p><p>combinações de estilos e formatos que não permitem uma</p><p>categorização. “No entanto, no meu trabalho, o que ressalta</p><p>é uma espécie de surrealismo ou simbolismo que vem do</p><p>inconsciente, que, inclusive, é a preocupação fundamental</p><p>em minhas peças, tanto o inconsciente pessoal como o</p><p>coletivo”, destaca o escultor [...].</p><p>Em aço inoxidável, essa peça de Saint Clair Cemin foi exposta na</p><p>Paul Kasmin Gallery, em Nova York, de julho a agosto de 2016.</p><p>MELNICK Even Magazine. Disponível em: https://saintclaircemin.net. Acesso em: 1o jan. 2024.</p><p>Com base no texto sobre a obra de Saint Clair Cemin e</p><p>na reprodução fotográfica da escultura em aço inoxidável,</p><p>verifica-se que a estética do artista é marcada pela</p><p>A A ênfase em uma temática mística.</p><p>B B valorização da objetividade visual.</p><p>C C referenciação à estética romântica.</p><p>D D retomada da expressividade classicista.</p><p>E E representação abstrata do pensamento.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>7Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 11</p><p>É por isso que, entre os intelectuais inspirados</p><p>no</p><p>Modernismo, ainda que haja uma pretensão de rever</p><p>o racismo e de criticar a retórica do academicismo,</p><p>permanecem um culto à erudição e um sentimento de</p><p>ser parte da elite tal qual eram cultivados nos salões</p><p>aristocráticos. De tal maneira isso ocorre, que a</p><p>ambiguidade será o tour de force desses intelectuais.</p><p>Nesse sentido, o movimento modernista – considerado</p><p>pela crítica um marco, uma ruptura – é um exemplar de</p><p>como uma intelectualidade viajada, apoiada por uma</p><p>aristocracia ilustrada, vai ao encontro do povo como se</p><p>este fosse um objeto exótico, quase uma massa à qual é</p><p>preciso dar forma, flertando a distância, sem estabelecer</p><p>relações de maior proximidade. Uma intelectualidade que,</p><p>mesmo marcada pelo industrialismo e pelo maquinismo,</p><p>presentes na vanguarda artística europeia, não é capaz</p><p>de reconhecer plenamente a importância da classe</p><p>operária emergente.</p><p>LAHUERTA, M. Os intelectuais e os anos 20: moderno, modernista, modernização.</p><p>In: LORENZO, H. C.; COSTA, W.P. (org.). A década de 1920 e as origens do Brasil Moderno.</p><p>São Paulo: Unesp, 1997. p. 93-114.</p><p>No texto, o cientista social Milton Lahuerta utiliza a</p><p>metáfora contida em “flertando a distância” para defender</p><p>que</p><p>A A a arte modernista colaborou para a ruptura com o</p><p>passado e com o academicismo.</p><p>B B as camadas populares eram entendidas pela classe</p><p>artística como assunto excêntrico.</p><p>C C as causas nacionalistas do movimento modernista</p><p>eram ineficazes como proposta artística.</p><p>D D a valorização estética do eurocentrismo marcou a</p><p>origem do movimento modernista.</p><p>E E as obras modernistas apresentavam um nacionalismo</p><p>alheio a algumas classes sociais.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Fiquei melhor amigo do Prata sem que ele soubesse.</p><p>Li o livro Douglas e outras histórias, presente do Fernando</p><p>Caruso, amigo meu que já era melhor amigo do Prata sem</p><p>que ele soubesse. Não parecia que eu tinha lido o livro,</p><p>parecia que eu tinha sentado num bar com o Prata e ele</p><p>tinha me contado o livro inteiro. E falando assim parece que</p><p>foi chato, mas não foi. Foi muito legal. Tanto é que a gente</p><p>ficou melhor amigo à primeira vista. Sem que ele soubesse,</p><p>é claro. Eu reconheci nele o melhor amigo que me faltava</p><p>desde que eu e meu então melhor amigo começamos a</p><p>ver outras pessoas, porque a relação se desgastou, muito</p><p>pela questão da presença física. Não demorei a perceber</p><p>uma coisa: quando você não conhece uma pessoa, é muito</p><p>pouco provável que você e ela briguem. O grande problema</p><p>de uma amizade é você conhecer a outra pessoa. Durante</p><p>anos, cultivei essa amizade platônica, que é um tipo de</p><p>ligação que eu recomendo.</p><p>DUVIVIER, Gregório. Amizade platônica (o Prata e eu). In: Put some farofa.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 162.</p><p>O principal elemento que caracteriza esse texto como</p><p>uma crônica humorística é a</p><p>A A comparação satírica entre diferentes pontos de vista.</p><p>B B reflexão irônica sobre a dinâmica das amizades.</p><p>C C referência ao livro e ao autor mencionados.</p><p>D D descrição detalhada da vida das personagens.</p><p>E E utilização de expressões informais da língua.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Logo que soube da chegada de Antônio no dia 3 de</p><p>novembro, no Ville de Boulogne, viajei para São Luís e</p><p>aqui estou esperando no embarcadouro a chegada do</p><p>velho brigue francês que partiu de Le Havre, e há dias e</p><p>dias sinto o meu coração como um sabiá na gaiola com a</p><p>porta aberta, tenho vontade de girar, girar até ficar tonta e</p><p>cair no chão, como eu fazia quando era menina. Trago nas</p><p>minhas mãos os versos que Antônio escreveu para meus</p><p>olhos, quantos anos, mesmo, tínhamos? Eu doze, e ele</p><p>treze, pois isso se deu em 1836. A poesia fala em olhos</p><p>verdes, e naquele momento, quando a li pela primeira</p><p>vez, acreditei que fossem os meus olhos, mas meus olhos</p><p>não chegam a ser verdes, têm mais a cor da folha quase</p><p>seca da palmeira ou talvez a cor da água da baía de São</p><p>Marcos, uma água suja de lama e areia dos moventes</p><p>baixios, revolvida pelas dimensões da lua, pelo percorrer</p><p>incessante dos saveiros de pesca, esta água que agora</p><p>vejo ao sol da manhã.</p><p>MIRANDA, Ana. Dias & Dias. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 15.</p><p>No fragmento, o lirismo e a linguagem sensorial empregados</p><p>pela narradora são reforçados principalmente pela</p><p>A A menção a elementos da natureza.</p><p>B B referência a delimitações temporais.</p><p>C C utilização de metáforas sobre a escrita.</p><p>D D personificação de elementos inanimados.</p><p>E E reflexão sobre a confiabilidade da memória.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>8 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Como os exercícios físicos ajudam na saúde mental?</p><p>Não é segredo para ninguém que a prática regular</p><p>de exercícios físicos traz uma série de benefícios para</p><p>o organismo. O hábito de se movimentar aumenta a</p><p>força física e a disposição, melhora o sono e a saúde</p><p>cardiovascular, combate o sedentarismo e ajuda a prevenir</p><p>e tratar diversas doenças.</p><p>Mas o que muita gente não sabe é que, além dos</p><p>benefícios já conhecidos para a saúde física, ele também</p><p>é um importante aliado da saúde mental. “Hoje em dia, já</p><p>são inúmeras as pesquisas científicas mostrando que a</p><p>prática de exercício físico regular impacta a saúde mental</p><p>positivamente”, afirma a Dra. Bruna Campos, psiquiatra pela</p><p>Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.</p><p>Segundo a médica, a atividade física, além de</p><p>contribuir para uma maior autoestima e autoeficácia,</p><p>promove uma mudança biológica no nosso corpo,</p><p>liberando neurotransmissores como serotonina, dopamina</p><p>e noradrenalina, reduzindo a inflamação e melhorando a</p><p>resposta imune, entre outros fatores que estão associados</p><p>a um melhor funcionamento do sistema nervoso central.</p><p>MAIARA, R. Como os exercícios físicos ajudam na saúde mental? UOL, 20 jan. 2023.</p><p>Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Com base no artigo, a prática de exercícios impacta a</p><p>saúde mental por ter relação com a</p><p>A A intensificação da força física necessária à estabilidade</p><p>psicológica.</p><p>B B produção de substâncias bioquímicas essenciais para</p><p>a saúde.</p><p>C C manutenção de padrões estéticos que podem afetar a</p><p>sociabilidade.</p><p>D D recuperação de hábitos cotidianos relevantes para a</p><p>defesa emocional.</p><p>E E prevenção de doenças que podem desestabilizar a</p><p>disposição física.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu</p><p>e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma</p><p>explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa</p><p>sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por</p><p>ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é</p><p>que o fazia por outras palavras. [...] Camilo pegou-lhe nas</p><p>mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria</p><p>muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o</p><p>caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante</p><p>era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era</p><p>imprudente andar por essas casas. [...]</p><p>— Tu crês deveras nessas cousas? — perguntou-lhe.</p><p>Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet</p><p>em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e</p><p>verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência;</p><p>mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que</p><p>mais? A prova é que ela agora estava tranquila e satisfeita.</p><p>ASSIS, Machado de. A cartomante. In: Machado, a cidade e seus pecados.</p><p>Itapevi: Darkside, 2022.</p><p>Ao referenciar inconscientemente um discurso célebre de</p><p>Hamlet, a fala de Rita busca</p><p>A A justificar a sua crença em uma visão de mundo mística.</p><p>B B desviar a atenção de Camilo para as convicções dela.</p><p>C C parodiar a filosofia de Hamlet perante a realidade do</p><p>mundo.</p><p>D D convencer o interlocutor dos mistérios subjetivos</p><p>da</p><p>vida.</p><p>E E legitimar a autoridade do seu entendimento sobre</p><p>o universo.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>BRECHERET, Victor. Virgem indígena com menino, dec. 50, bronze, coleção particular,</p><p>55 × 16 × 12 cm. Disponível em: https://galeriandre.com.br.</p><p>Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Victor Brecheret é um dos representantes do Modernismo</p><p>na escultura brasileira. Nessa obra, a filiação à estética</p><p>modernista se manifesta no(a)</p><p>A A evocação de uma temática religiosa.</p><p>B B representação idealizada de povos tradicionais.</p><p>C C retomada da dramaticidade clássica das esculturas.</p><p>D D rigor convencionado das formas tridimensionais.</p><p>E E expressão visual da tradição e da cultura autóctones.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>9Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 17</p><p>O teatro musical é uma forma de teatro que emprega</p><p>três tipos de arte: a música, a dança e a representação em</p><p>uma performance. Esses tipos são utilizados para contar</p><p>a história da peça, podendo haver a intercalação com</p><p>falas ou ser inteiramente cantada. Ninguém sabe ao certo</p><p>quando o teatro musical começou. A primeira obra que se</p><p>aproxima do conceito do teatro musical moderno é datada</p><p>de 1728 e se chama A Ópera do Mendigo, composta por</p><p>John Gay.</p><p>O que podemos considerar como o berço do teatro</p><p>musical são as operetas francesas do século XVIII,</p><p>como as comédias românticas de Johann Strauss II, que</p><p>variaram para os vaudevilles, trazendo canções satíricas</p><p>muito populares no final do século XV. Foi só no século</p><p>XIX que o teatro musical começou a se desenvolver na</p><p>América. Podemos dizer que o marco inicial do teatro</p><p>musical foi Show Boat, em 1927, música de Jerome David</p><p>Kern e libreto de Oscar Hammerstein, o primeiro grande</p><p>espetáculo americano nesse gênero. Pela primeira vez,</p><p>a história era o mais importante e havia a integração</p><p>entre as canções, as cenas humorísticas e os grandes</p><p>números. Finalmente um musical tinha uma história que</p><p>poderia acontecer no mundo real, atmosfera autêntica</p><p>e personagens tridimensionais. E assim nascia o Teatro</p><p>Musical.</p><p>A ORIGEM do teatro musical. Teatro em escala. 8 ago. 2019.</p><p>Disponível em: https://teatroemescala.com. Acesso em: 19 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Sobre a formação do Teatro Musical moderno, o texto</p><p>demonstra que a integração de diferentes linguagens</p><p>artísticas permitiu a</p><p>A A evolução de elementos tradicionais comuns às</p><p>narrativas roteirizadas.</p><p>B B encenação de histórias reais pautadas em personagens</p><p>tridimensionais.</p><p>C C popularização de canções como recurso satírico em</p><p>grandes produções.</p><p>D D produção de dramatizações diversificadas e</p><p>verossímeis dentro do gênero.</p><p>E E criação de uma atmosfera lúdica mesclada com</p><p>elementos de dança e humor.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Se fosse no tempo do prof. Castro Lopes e se</p><p>dependesse de sua vontade, lobismo e lobista jamais</p><p>teriam licença de entrar na nossa língua. E muito menos</p><p>no dicionário. Castro Lopes combatia sem trégua os</p><p>partidários dos barbarismos. [...] História antiga, do tempo</p><p>em que Adão jogava pião. Mas Castro Lopes testemunhou</p><p>a chegada do automóvel ao Brasil. Com a novidade, veio a</p><p>palavra chauffeur. O professor [...] parou o trânsito, o que</p><p>na época era fácil. Abaixo o galicismo! Patriota que nem</p><p>um Policarpo Quaresma avant la lettre, atirou-se à luta.</p><p>Hoje, chauffeur virou chofer. Todo mundo já esqueceu</p><p>que vem de chauffer, esquentar. E também se diz motorista,</p><p>brasileirismo que se deve a Medeiros e Albuquerque. Mas</p><p>o prof. Castro Lopes deu tratos à bola e criou a palavra</p><p>cinesíforo, a partir do grego. Não pegou, mas ficou no ar,</p><p>envolto na aura de pilhéria que até hoje cerca o nome do</p><p>seu criador. Melhor sorte teve com outros neologismos</p><p>também saídos da caturrice de seu bestunto. Menu por</p><p>exemplo, virou cardápio.</p><p>Em Portugal e em parte aqui também, se diz lista. Mas</p><p>cardápio fez carreira.</p><p>RESENDE, Otto Lara. Palavras inventadas.</p><p>Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>O texto mostra que a visão do professor Castro Lopes</p><p>representa uma concepção de língua que</p><p>A A prioriza a incorporação de neologismos em detrimento</p><p>do léxico tradicional.</p><p>B B incentiva o uso de formas vocabulares desviantes da</p><p>norma-padrão.</p><p>C C tende a valorizar usos coloquiais na esfera comunicativa</p><p>informal.</p><p>D D rejeita a inserção de estrangeirismos no léxico</p><p>vocabular nacional.</p><p>E E promove a diversidade linguística em função da</p><p>situação comunicativa.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>10 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 19</p><p>POR QUE TODOS</p><p>ESTÃO CAPINANDO</p><p>UM LOTE?</p><p>NOVA LEI FEDERAL:</p><p>A CADA DEZ LOTES</p><p>CAPINADOS, UMA</p><p>POSTAGEM NO</p><p>FACEBOOK.</p><p>DIA DURO,</p><p>AMOR?</p><p>DUAS</p><p>POSTAGENS,</p><p>QUERIDA.</p><p>Disponível em: https://www.facebook.com/malvadoshq. Acesso em: 6 maio 2024.</p><p>Nessa tira, os recursos verbais e não verbais indicam o</p><p>objetivo de</p><p>A A satirizar a oposição das pessoas às regras.</p><p>B B induzir a regulamentação contra o vício em internet.</p><p>C C discutir a evolução da tecnologia na sociedade.</p><p>D D ironizar a dependência em relação às redes sociais.</p><p>E E criticar a interferência do mundo digital no trabalho.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A imersão informativa em comunidades é essencial</p><p>para o jornalismo local</p><p>[...] O fato de estarmos imersos na avalanche informativa</p><p>gerada pela internet provoca um aumento extraordinário</p><p>no fluxo de notícias dentro das redes sociais. Numa</p><p>comunidade, as notícias tendem a surgir, cada vez mais,</p><p>a partir do compartilhamento de percepções e opiniões</p><p>entre as pessoas. Trata-se de um processo altamente</p><p>dinâmico, sujeito a distorções como as fake news, o que</p><p>está levando os jornalistas a funcionarem, cada vez mais,</p><p>como curadores, consultores e tutores.</p><p>Como o público é hoje um personagem essencial</p><p>na sobrevivência financeira de projetos jornalísticos,</p><p>especialmente nas pequenas cidades e nas populações</p><p>de baixa renda, os profissionais acabam tendo que</p><p>recorrer mais a procedimentos próximos da sociologia,</p><p>antropologia e assistência social do que às técnicas de</p><p>produção de notícias previstas nos manuais de redação e</p><p>nas escolas de jornalismo.</p><p>CASTILHO, C. A imersão informativa em comunidades é essencial para o jornalismo local.</p><p>Observatório da imprensa, 23 fev. 2024.</p><p>Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Considerando os argumentos apresentados no texto, a</p><p>análise do autor busca</p><p>A A apresentar as práticas basilares do jornalismo</p><p>tradicional.</p><p>B B enaltecer o jornalismo exercido fora das redes sociais.</p><p>C C promover fontes informativas comprometidas com a</p><p>ética.</p><p>D D criticar a falta de proficiência leitora do público</p><p>contemporâneo.</p><p>E E contextualizar a dinâmica estabelecida no jornalismo</p><p>atual.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Raimundo Gaudêncio de Freitas, traço incerto, arredio</p><p>ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia</p><p>o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e</p><p>essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever</p><p>depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado</p><p>era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e</p><p>acentuado. Freitas era feito de sangue. A vontade, tinha</p><p>sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era</p><p>para menino que não precisava encher o próprio prato.</p><p>Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado</p><p>no golpe da foice pedia descanso, que</p><p>no outro dia tinha</p><p>mais. O intento de aprender se rendeu à precisão. O futuro</p><p>estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai</p><p>de família, dono de um pedaço de chão, assinando com</p><p>o dedo quando a palavra falada não bastasse. O que</p><p>não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento.</p><p>Raimundo não virou pai de família nem dono de sítio.</p><p>GARDEL, Stenio. A palavra que resta. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.</p><p>Ao apresentar a personagem Raimundo, o texto evidencia</p><p>uma atitude</p><p>A A crítica em relação à qualidade da educação na área</p><p>rural.</p><p>B B resignada diante da inevitabilidade das privações</p><p>sociais.</p><p>C C imersa na nostalgia e na aceitação do presente.</p><p>D D marcada pela determinação na busca pela superação</p><p>de desafios.</p><p>E E conflitante em relação à simplicidade da vida rural.</p><p>QUESTÃO 22</p><p>CARPINEJAR, Fabrício. Me ajude a chorar. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.</p><p>O pedido sugerido pelo título Me ajude a chorar reproduz</p><p>uma variedade linguística recorrente na fala de muitos</p><p>brasileiros. Essa estrutura caracteriza-se pelo(a)</p><p>A A ênfase em um verbo de ação.</p><p>B B emprego do imperativo na frase.</p><p>C C uso de próclise no início da oração.</p><p>D D apagamento da locução prepositiva.</p><p>E E entonação de dúvida sugerida pelo texto.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>11Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 23</p><p>A roda dos não ausentes</p><p>O nada e o não,</p><p>ausência alguma,</p><p>borda em mim o empecilho.</p><p>Há tempos treino</p><p>o equilíbrio sobre</p><p>esse alquebrado corpo,</p><p>e, se inteira fui,</p><p>cada pedaço que guardo de mim</p><p>tem na memória o anelar</p><p>de outros pedaços.</p><p>E da história que me resta</p><p>estilhaçados sons esculpem</p><p>partes de uma música inteira.</p><p>Traço então a nossa roda gira-gira</p><p>em que os de ontem, os de hoje,</p><p>e os de amanhã se reconhecem</p><p>nos pedaços uns dos outros.</p><p>Inteiros.</p><p>EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.</p><p>Nesse poema, da escritora contemporânea Conceição</p><p>Evaristo, importante nome da literatura afro-brasileira, o</p><p>eu lírico recorre a imagens poéticas que evocam o(a)</p><p>A A desejo utópico pela manutenção do status quo.</p><p>B B poder da escrita de restabelecer vínculos perdidos.</p><p>C C esquecimento como um ato regenerativo e comunitário.</p><p>D D ancestralidade como mecanismo histórico de resistência.</p><p>E E fragmentação da identidade enquanto ato revolucionário.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Mama África</p><p>Mama África</p><p>A minha mãe</p><p>É mãe solteira</p><p>E tem que</p><p>Fazer mamadeira</p><p>Todo dia</p><p>Além de trabalhar</p><p>Como empacotadeira</p><p>[...]</p><p>Mama África, tem</p><p>Tanto o que fazer</p><p>Além de cuidar neném</p><p>Além de fazer denguim</p><p>Filhinho tem que entender</p><p>Mama África vai e vem</p><p>Mas não se afasta de você…</p><p>[...]</p><p>CÉSAR, Chico. Mama África. Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br.</p><p>Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Ao representar a mãe negra, essa canção do cantor e</p><p>compositor brasileiro Chico César revela principalmente o(a)</p><p>A A apatia de chefes de família que precisam trabalhar de</p><p>modo excessivo.</p><p>B B jornada de trabalho excessiva de mulheres que sofrem</p><p>resquícios da escravização.</p><p>C C uso da expressão “mãe solteira” como forma</p><p>depreciativa de referência às mães solo.</p><p>D D inviabilidade de a mulher trabalhadora manter relações</p><p>afetuosas com os filhos.</p><p>E E impacto dos preconceitos sofridos por afrodescendentes</p><p>no mercado de trabalho.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>O que você precisa saber sobre a premiada série</p><p>“O Urso”?</p><p>Ambientada em Chicago, The Bear explora a vida</p><p>do jovem cozinheiro Carmy (interpretado por Jeremy</p><p>Allen White). O rapaz, chefe da alta gastronomia, fica</p><p>responsável por administrar o pequeno restaurante da</p><p>família após a morte do irmão. [...] Jeremy (que também</p><p>fez sucesso ao atuar em Shameless) trabalha ao lado de</p><p>Ebon Moss-Bachrach, Ayo Edebiri, Lionel Boyce, Liza</p><p>Colón-Zayas e Abby Elliott (conhecida pela série How I</p><p>Met Your Mother).</p><p>No decorrer da história, Carmy tenta entender mais</p><p>sobre as enrascadas de seu irmão, que tinha entrado em</p><p>uma dívida de mais de 300 mil dólares. O chef começa</p><p>uma luta para modernizar o restaurante, buscando novos</p><p>pratos para o menu enquanto lida com diversos problemas</p><p>que surgem com o passar do tempo.</p><p>MOUTINHO, Maria Eduarda. O que você precisa saber sobre a premiada série “O Urso”?</p><p>Terra, 16 de fev. 2024. Disponível em: https://www.terra.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Como estratégia de progressão, a autora compõe o texto</p><p>a partir das informações que considera ser de interesse</p><p>do leitor, o que é evidenciado pela</p><p>A A indagação direcionada na composição do título.</p><p>B B listagem dos atores que fazem parte do elenco.</p><p>C C nomeação de séries com produções semelhantes.</p><p>D D descrição detalhada das personagens principais.</p><p>E E retomada de informações sobre o enredo da trama.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>12 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 26</p><p>[...] O problema da poluição plástica há muito tempo</p><p>deixou de ser apenas uma questão de sujeira urbana e de</p><p>praia. Já não se trata apenas do saco de plástico, do copo</p><p>“Plumavit”, do frasco de detergente ou do recipiente para</p><p>salgadinhos. Estamos imersos em uma cultura plastificada.</p><p>Existem muitos produtos que, se não fossem embalados</p><p>em plástico, seriam atualmente mais caros. A ironia da</p><p>questão é que também existem produtos alimentares</p><p>embalados em plástico para durarem mais; enquanto</p><p>outros tipos de produtos são fabricados precisamente a</p><p>partir de plásticos para serem menos duráveis e, portanto,</p><p>mais “baratos”.</p><p>A nossa medicina, aeronáutica, vestuário, eletrônica,</p><p>brinquedos, elementos de construção, equipamentos</p><p>desportivos, veículos, pesca e pesquisa são alguns dos</p><p>setores da economia onde o desafio é conseguir inovações</p><p>que nos permitam desplastificar ao máximo, começando</p><p>por aqueles produtos, elementos ou componentes plásticos</p><p>desnecessários.</p><p>Em setores como a agricultura, é evidente que</p><p>a funcionalidade dos plásticos produzidos a partir</p><p>de combustíveis fósseis deve ser procurada a</p><p>partir de materiais compostáveis que possam ser</p><p>reintegrados ao solo sem gerar efeitos nocivos. De acordo</p><p>com a Science Direct, estima-se que nós, humanos, em</p><p>média, colocamos em nossos corpos o equivalente a um</p><p>cartão de crédito em plástico por semana.</p><p>MUÑOZ, Gonzalo. Chegou a hora dos plásticos problemáticos. Um Só Planeta, 17 out. 2023.</p><p>Disponível em: https://umsoplaneta.globo.com. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Nesse artigo de opinião, a menção a diferentes setores</p><p>econômicos é uma estratégia argumentativa que busca</p><p>destacar para o leitor a</p><p>A A problemática da ingestão de plástico por humanos.</p><p>B B prevalência de poluentes em cenários urbanos.</p><p>C C extensão da presença do plástico na contemporaneidade.</p><p>D D influência dos descartáveis no ambiente natural.</p><p>E E dimensão da quantidade de plástico em produtos.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>O QUE É O PACTO NACIONAL DO JUDICIÁRIO PELA</p><p>LINGUAGEM SIMPLES?</p><p>O Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples</p><p>consiste na adoção de ações, iniciativas e projetos a</p><p>serem desenvolvidos em todos os segmentos da Justiça</p><p>e em todos os graus de jurisdição, com o objetivo de</p><p>adotar linguagem simples, direta e compreensível a</p><p>todos os cidadãos na produção das decisões judiciais</p><p>e na comunicação geral com a sociedade. A linguagem</p><p>simples também pressupõe acessibilidade: os tribunais</p><p>devem aprimorar formas de inclusão, com uso</p><p>de Língua</p><p>Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição ou outras</p><p>ferramentas similares, sempre que possível.</p><p>Compromissos da Magistratura</p><p>Todos os tribunais envolvidos assumem o compromisso</p><p>de, sem negligenciar a boa técnica jurídica, estimular os</p><p>juízes e setores técnicos a:</p><p>� eliminar termos excessivamente formais e dispensáveis</p><p>à compreensão do conteúdo a ser transmitido;</p><p>� adotar linguagem direta e concisa nos documentos,</p><p>comunicados públicos, despachos, decisões,</p><p>sentenças, votos e acórdãos; [...]</p><p>CONSELHO Nacional de Justiça. O que é o Pacto Nacional do Judiciário pela linguagem</p><p>simples? CNJ. Disponível em: https://www.cnj.jus.br. Acesso em: 27 fev. 2024.</p><p>Os compromissos mencionados no texto, em prol de uma</p><p>linguagem jurídica acessível, indicam que o uso da norma-</p><p>-padrão deve</p><p>A A estar adequado ao público-alvo e ao contexto de</p><p>circulação almejado.</p><p>B B variar conforme as necessidades específicas dos</p><p>tribunais regionais.</p><p>C C propor inovações técnicas que legitimem o</p><p>reconhecimento jurídico.</p><p>D D incorporar as especificidades linguísticas presentes</p><p>em outras línguas.</p><p>E E adotar elementos coloquiais na transmissão de</p><p>conteúdos legislativos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>13Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Koroniago – Você conhece essa língua?</p><p>Koroniago significa, em tradução para o português,</p><p>“língua da colônia”. Essa língua é falada em comunidades</p><p>brasileiras de origem japonesa e representa o valor</p><p>identitário e cultural de seus falantes. O Brasil é um</p><p>país que possui em suas raízes e sua composição uma</p><p>pluralidade de línguas. Entre as línguas que compõem a</p><p>nossa diversidade estão as línguas indígenas, as línguas</p><p>de origem africana e as línguas de imigrantes.</p><p>No início do século XX, é marcada a chegada de</p><p>imigrantes japoneses de diferentes regiões do Japão,</p><p>que se estabeleceram em comunidades rurais do país</p><p>para trabalhos agrícolas. Com o passar do tempo, a</p><p>língua japonesa difundida em território brasileiro entra em</p><p>contato com a língua portuguesa recebendo influências</p><p>e transformando-se em uma língua com características</p><p>próprias e locais, formando a koroniago.</p><p>O pesquisador Shuhei Hosokawa (2008) relata em</p><p>um dos seus trabalhos a presença da identidade e da</p><p>cultura local no vocabulário da língua. Por meio da palavra</p><p>“enshâda”, uma ferramenta de trabalho agrícola, pode-se</p><p>exemplificar a formação da palavra “enshâdashugi”, que</p><p>significava a “ideologia de considerar a agricultura como</p><p>base da sociedade e nela encontrar o maior significado</p><p>da vida”.</p><p>Podemos encontrar na língua também manifestações</p><p>relacionadas à cultura brasileira em palavras como</p><p>“shuhasuko” (churrasco), “masandoamoru” (maçã do</p><p>amor), “Mashadodeashisu” (Machado de Assis) e “onsa”</p><p>(onça), vocábulos apresentados em um estudo do</p><p>pesquisador Marcionilo Neto (2020) [...].</p><p>JÚLIO, Thomas de. Koroniago – Você conhece essa língua? Tesouro linguístico. Disponível</p><p>em: https://wp.ufpel.edu.br. Acesso em: 25 fev. 2024.</p><p>O artigo, ao apresentar vocábulos do koroniago, situa</p><p>essa língua como um patrimônio linguístico nacional, pois</p><p>destaca a</p><p>A A relação afetiva dos falantes brasileiros com o idioma</p><p>japonês.</p><p>B B identidade multiétnica de brasileiros descendentes de</p><p>japoneses.</p><p>C C pluralidade semântica da língua como geradora de</p><p>ambiguidade.</p><p>D D influência linguística do português em camadas sociais</p><p>específicas.</p><p>E E escassez iminente de ações relacionadas à preservação</p><p>linguística.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>TEXTO I</p><p>PENONE, Giuseppe. Trappole di luce, 1995-1999 vista da mostra no Centro Galego de Arte</p><p>Contemporânea, Santiago de Compostela, 1999 carvão sobre feltro e cristal 960 x 1 100 cm, col.</p><p>do artista © Penone, Giuseppe /Licenciado por AUTVIS, Brasil, 2014.</p><p>Foto: Xenaro Martínez Castro.</p><p>TEXTO II</p><p>Na obra Trappole di luce, [...] o artista Giuseppe</p><p>Penone desenha a textura de árvores como a figueira e</p><p>o sabugueiro em uma escala macroscópica, revelando</p><p>a semelhança entre as superfícies dessas árvores e as</p><p>marcas da pele humana. Para realizar esses grandes</p><p>desenhos, Penone escolhe o carvão, material gerado a</p><p>partir da queima de madeira ou da fossilização vegetal, que</p><p>foi utilizado desde os tempos das cavernas para produzir</p><p>imagens. Completa cada desenho uma barra de cristal,</p><p>elemento mineral que funciona como um contraponto à</p><p>escuridão do carvão. Em Trappole di luce “a natureza não</p><p>é representada, mas reencontrada pela mão do artista,</p><p>que segue suas pegadas como se fossem as próprias, que</p><p>utiliza e encontra materiais intimamente correlacionados,</p><p>traçando e dispondo sombras e espectros na trama de</p><p>uma pele que é atravessada pela universalidade da luz”.</p><p>MARANIELLO, Gianfranco. Limites sem limites: desenhos e traços da arte povera.</p><p>Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2014, p.12.</p><p>A arte povera (“arte pobre”, em português), movimento</p><p>de vanguarda surgido na Itália na década de 1960,</p><p>estabeleceu novos parâmetros para a criação estética,</p><p>aproximando-a de questões e materiais cotidianos. A obra</p><p>de Giuseppe Penone é um exemplo de produção dessa</p><p>estética porque</p><p>A A repudia a comercialização da arte ao evocar a temática</p><p>ambiental com materiais específicos.</p><p>B B evidencia a valorização da materialidade artística ao se</p><p>valer de elementos da natureza.</p><p>C C demonstra as estratégias de sofisticação dos materiais</p><p>ao promover reflexões complexas.</p><p>D D altera o foco do processo de construção artística ao</p><p>utilizar formas em grande escala.</p><p>E E valoriza as técnicas tradicionais de pintura ao</p><p>estabelecer relações com o Realismo.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>14 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Um novo José</p><p>Calma, José.</p><p>A festa não recomeçou,</p><p>a luz não acendeu,</p><p>a noite não esquentou,</p><p>O Malan* não amoleceu.</p><p>Mas se voltar a pergunta:</p><p>e agora, José?</p><p>Diga: ora, Drummond,</p><p>agora Camdessus**.</p><p>Continua sem mulher,</p><p>continua sem discurso,</p><p>continua sem carinho,</p><p>[...]</p><p>o Malan tem miopia,</p><p>mas nem tudo acabou,</p><p>nem tudo fugiu,</p><p>nem tudo mofou.</p><p>Se voltar a pergunta,</p><p>E agora, José?</p><p>Diga: ora, Drummond,</p><p>agora FMI.</p><p>[...]</p><p>Ainda só, no escuro,</p><p>qual bicho-do-mato,</p><p>ainda sem teogonia,</p><p>ainda sem parede nua,</p><p>para se encostar,</p><p>ainda sem cavalo preto,</p><p>que fuja a galope,</p><p>você ainda marcha, José!</p><p>[...]</p><p>SOUSA, Josias de. Folha de S.Paulo, Caderno 1, 4 out. 1999.</p><p>Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 18 abr. 2024.</p><p>*Pedro Malan: Ministro da Fazenda de 1995 a 2002.</p><p>**Camdessus: diretor do FMI de 1987 a 2000.</p><p>Esse texto, que simula um poema, foi publicado na seção</p><p>de opinião de um jornal e remete ao cenário econômico</p><p>da época de sua publicação. Nesse contexto, além de</p><p>ser veiculado em um suporte comum ao gênero, o texto</p><p>reproduz elementos típicos de um artigo de opinião ao</p><p>A A recorrer à construção composicional em estrofes e</p><p>versos.</p><p>B B utilizar um recurso estético anafórico para enfatizar</p><p>ideias.</p><p>C C expressar uma visão subjetiva acerca de uma temática</p><p>pessoal.</p><p>D D estabelecer uma relação intertextual com um texto</p><p>literário.</p><p>E E apresentar posicionamentos do autor sobre um tema</p><p>relevante.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Dói-me a cabeça aos trinta e nove anos.</p><p>Não é hábito. É rarissimamente que ela dói.</p><p>Ninguém tem culpa.</p><p>Meu pai, minha mãe descansaram seus fardos,</p><p>não existe mais o modo</p><p>de eles terem seus olhos sobre mim.</p><p>Mãe,</p><p>ô mãe, ô pai, meu pai. Onde estão escondidos?</p><p>É dentro de mim que eles estão.</p><p>Não fiz mausoléu pra eles, pus os dois no chão.</p><p>Nasceu lá, porque quis, um pé de saudade roxa,</p><p>que abunda nos cemitérios.</p><p>Quem plantou foi o vento, a água da chuva.</p><p>Quem vai matar é o sol.</p><p>Passou finados não fui lá, aniversário também não.</p><p>Pra quê, se pra chorar qualquer lugar me cabe?</p><p>É de tanto lembrá-los que eu não vou.</p><p>Ôôôô pai</p><p>Ôôôô mãe</p><p>Dentro de mim eles respondem</p><p>tenazes e duros,</p><p>porque o zelo do espírito é sem meiguices:</p><p>Ôôôôi fia.</p><p>PRADO, Adélia. Poema esquisito. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2020.</p><p>No poema, o eu lírico retrata a sua relação com o luto e a</p><p>memória. Nesse processo, fica evidente a</p><p>A A necessidade de compartilhar a dor e buscar consolo</p><p>fora de si.</p><p>B B compreensão da interioridade como espaço de</p><p>conexão familiar.</p><p>C C fragilidade emocional do eu lírico diante da efemeridade</p><p>da vida.</p><p>D D idealização da figura dos pais como impeditivo para a</p><p>superação.</p><p>E E preocupação do eu lírico em perpetuar o legado da</p><p>família.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>15Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 32</p><p>TEXTO I</p><p>No dia 07 de abril, foi celebrado o Dia Nacional de</p><p>Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data busca</p><p>chamar a atenção para a problemática reportada em</p><p>inúmeras instituições de ensino do país. Segundo dados</p><p>da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), um</p><p>percentual superior a 40% dos estudantes adolescentes</p><p>admitiram ao Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) já</p><p>ter sofrido com a prática de bullying, de provocação e de</p><p>intimidação.</p><p>Em 2009, a parcela para essa resposta, na mesma</p><p>pesquisa, era de 30,9%. Em 2019, foram 40,3%. Entre</p><p>os estudantes do sexo masculino nessa faixa de ensino,</p><p>que engloba adolescentes entre 13 e 17 anos, a parcela</p><p>que admitiu sofrer bullying subiu de 32 para 35,4% entre</p><p>2009 e 2019. Já entre as mulheres a fatia cresceu 28,8%.</p><p>Atualmente, o Brasil é um dos países com maiores índices</p><p>de violência escolar, sobretudo pelo bullying, que consiste</p><p>em um conjunto de violências que se repetem ao longo de</p><p>um período.</p><p>BULLYING: 40% dos estudantes adolescentes admitem ter sofrido a prática. Estado de Minas,</p><p>abr. 2023. Disponível em: https://www.em.com.br. Acesso em: 21 mar. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>Foi sancionada a lei que estabelece medidas para</p><p>reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra a</p><p>violência, principalmente nos ambientes educacionais.</p><p>A nova legislação [...] promove alterações significativas</p><p>no Código Penal, na Lei dos Crimes Hediondos e no</p><p>Estatuto da Criança e do Adolescente, criminalizando, por</p><p>exemplo, as práticas de bullying e cyberbullying. [...] A Lei</p><p>13.185, de 2015, que instituiu o Programa de Combate</p><p>à Intimidação Sistemática, já prevê a figura do bullying,</p><p>mas não estabelecia punição específica para esse tipo de</p><p>conduta, apenas obrigava escolas, clubes e agremiações</p><p>recreativas a assegurar medidas de conscientização,</p><p>prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação</p><p>sistemática.</p><p>SANCIONADA lei que criminaliza bullying e amplia punição para crime contra criança. Agência</p><p>Senado, 15 jan. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br. Acesso em: 21 mar. 2024.</p><p>Na comparação entre os textos, infere-se que a nova</p><p>legislação, que criminaliza o bullying,</p><p>A A garante a diminuição do número de casos.</p><p>B B relativiza as ações consideradas violentas.</p><p>C C obriga as escolas a assegurarem a prevenção.</p><p>D D responde a um cenário de intensificação da prática.</p><p>E E permite a execução de ações educativas nas escolas.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>TEXTO I</p><p>O meu lunário perpétuo</p><p>Guarda as vozes seculares</p><p>Do profeta de canudos</p><p>E do mártir dos palmares</p><p>Sonhando com o reino do espírito santo</p><p>Na terra, no céu, em todo recanto.</p><p>Nos terreiros e altares.</p><p>Meu lunário é a memória</p><p>De um país que vai passando</p><p>Diante dos nossos olhos,</p><p>Rindo, mexendo, cantando.</p><p>Mestiço, latino, caboclo, nativo.</p><p>É velho, é criança, morreu e tá vivo...</p><p>Presente, mas até quando?</p><p>NÓBREGA, Antônio. Lunário Perpétuo. Dir. Walter Carvalho. República Pureza. Recife, 2003</p><p>TEXTO II</p><p>Foi com a proposta de resgate e valorização da</p><p>cultura local que, no dia 18 de outubro de 1970, no</p><p>Recife, foi lançado o Movimento Armorial, encabeçado</p><p>pelo dramaturgo e escritor Ariano Suassuna, tendo como</p><p>proposta central, nas próprias palavras do autor do</p><p>movimento, o intuito de realizar “uma arte brasileira erudita</p><p>a partir das raízes populares de nossa cultura”.</p><p>O Movimento Armorial resultou de pesquisas e estudos</p><p>acerca das manifestações culturais populares como</p><p>também é possível notar em sua base teórica resquícios</p><p>da Idade Média [...]. Ariano Suassuna, juntamente com</p><p>músicos de formação clássica, começaram a utilizar</p><p>elementos do folclore nordestino, como o bumba-meu-boi,</p><p>o reisado, o cavalo-marinho, as cantorias, as violas, dando</p><p>a estes uma vertente erudita.</p><p>Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2007/resumos/r0259-1.pdf.</p><p>Acesso em: 22 abr. 2024.</p><p>A canção Lunário perpétuo, do compositor brasileiro</p><p>Antônio Nóbrega, funde elementos do folclore e da música</p><p>tradicional nordestina com influências contemporâneas.</p><p>O conteúdo temático da canção está alinhado à proposta</p><p>do Movimento Armorial no que se refere à</p><p>A A exploração de fatos históricos consagrados no</p><p>imaginário coletivo universal.</p><p>B B apreciação da diversidade evidente no processo de</p><p>formação cultural do povo brasileiro.</p><p>C C exaltação da literatura de cordel como elemento de</p><p>oposição a outras modalidades artísticas locais.</p><p>D D hierarquização dos costumes do sertão nordestino</p><p>presentes em hábitos de outras regiões do país.</p><p>E E reinvenção das raízes identitárias brasileiras a partir da</p><p>inserção de erudições acadêmicas.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>16 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 34</p><p>TEXTO I</p><p>Cíntia Carolina, de 37 anos, começou a aprender braile</p><p>para um projeto durante sua pós-graduação na área de artes</p><p>e design. Nesse processo, conheceu diversas pessoas com</p><p>deficiência visual. Em uma conversa, um amigo contou as</p><p>estratégias que usava para decorar a cor das roupas que</p><p>tinha no armário. A partir daí, surgiu a motivação para criar</p><p>uma marca inclusiva. Hoje, a marca tem uma loja física em</p><p>Belo Horizonte, mas faz a maior parte das vendas on-line.</p><p>[...] Marcas como a dela já têm ganhado destaque e buscam</p><p>investimentos para crescer. Outra empresa, localizada</p><p>em Curitiba, confecciona camisas para pessoas [...] com</p><p>transtorno de processamento sensorial (TPS). As peças</p><p>são feitas com materiais e aviamentos que não causam</p><p>estranhamento na pele e têm uma modelagem adaptada.</p><p>Além disso, não trazem etiquetas.</p><p>GODINHO, Isac. Marcas de roupa inclusiva buscam crescer ao dar destaque para a causa. Folha</p><p>de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>TEXTO II</p><p>Considerado um dos mais brilhantes cientistas da</p><p>história, o britânico Stephen Hawking (1942-2018) deixou</p><p>informações preciosas para a melhor compreensão</p><p>do universo. O astrofísico tem também sua imagem</p><p>ligada à esclerose lateral amiotrófica, uma doença</p><p>neurodegenerativa. Entre todos os desafios de Hawking,</p><p>porém, existia um que, embora óbvio, não chamava tanta</p><p>atenção quanto as complexas equações</p><p>que nos ajudaram</p><p>a conhecer melhor os buracos negros ou como se deu o</p><p>big bang. Ele não conseguia se vestir sozinho por causa</p><p>das limitações impostas a seu corpo. Essa é uma enorme</p><p>complicação para pessoas com deficiência. Além disso,</p><p>sofrem para encontrar peças com estilo, bem cortadas. A</p><p>lacuna, tudo indica, começa agora a ser preenchida. Aos</p><p>poucos, modelos desenhados para esses consumidores</p><p>chegam ao mercado respeitando a individualidade, a</p><p>autonomia, o corpo e a expressão de identidade de cada</p><p>indivíduo. O pensamento é relativamente novo no Brasil,</p><p>mas ganha força com o lançamento de uma [...] marca</p><p>americana que já lançou coleções para esse público em</p><p>países europeus, Estados Unidos e Japão.</p><p>BLANES, Simone. Inclusão fashion: Brasil avança na moda para pessoas com deficiências.</p><p>Veja. Disponível em: https://veja.abril.com.br. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Os textos I e II tratam da confecção de roupas inclusivas</p><p>para pessoas com deficiência e pessoas atípicas. Uma</p><p>semelhança entre os textos consiste no fato de que ambos</p><p>apresentam o(a)</p><p>A A busca das pequenas empresas de moda inclusiva por</p><p>investidores.</p><p>B B aumento do consumo de peças funcionais e exclusivas</p><p>para cada cliente.</p><p>C C negligência das pessoas com deficiência em relação à</p><p>busca por representatividade na moda.</p><p>D D crescimento da venda de roupas adaptadas em lojas</p><p>on-line estrangeiras.</p><p>E E demonstração de obstáculos reais enfrentados por</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Dois e dois: quatro</p><p>Como dois e dois são quatro</p><p>sei que a vida vale a pena</p><p>embora o pão seja caro</p><p>e a liberdade pequena</p><p>Como teus olhos são claros</p><p>e a tua pele, morena</p><p>como é azul o oceano</p><p>e a lagoa, serena</p><p>como um tempo de alegria</p><p>por trás do terror me acena</p><p>e a noite carrega o dia</p><p>no seu colo de açucena</p><p>— sei que dois e dois são quatro</p><p>sei que a vida vale a pena</p><p>mesmo que o pão seja caro</p><p>e a liberdade, pequena</p><p>GULLAR, Ferreira. Dois e dois: quatro. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008.</p><p>No poema, o eu lírico recorre a uma conta matemática</p><p>para refletir sobre a</p><p>A A inutilidade das racionalizações acerca da efemeridade</p><p>do existir.</p><p>B B interferência da desigualdade no consumo de bens</p><p>essenciais.</p><p>C C predominância da temática amorosa nas criações</p><p>poéticas.</p><p>D D inevitabilidade dos pesares na formação da história</p><p>humana.</p><p>E E prevalência do valor da vida diante das dificuldades</p><p>do cotidiano.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>17Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 36</p><p>À Sociedade Brasileira e à Comunidade Científica</p><p>Brasileira,</p><p>Escrevemos esta carta no contexto da 72a Nobel</p><p>Laureate Meeting, em Lindau, Alemanha; onde tivemos</p><p>a honra de representar nosso país. Em meio a algumas</p><p>das mais brilhantes mentes do mundo científico, fomos</p><p>inspirados a refletir sobre a situação atual de nossa própria</p><p>comunidade científica.</p><p>Observamos – com preocupação – a persistência de</p><p>barreiras significativas que dificultam o pleno florescimento</p><p>de nosso potencial científico no Brasil. Ainda enfrentamos</p><p>obstáculos estruturais, que se estendem desde o “brain</p><p>drain”, ou a “fuga de cérebros”, até questões de diversidade,</p><p>colaboração internacional e, não menos importante, os</p><p>desafios políticos.</p><p>O fenômeno da fuga de cérebros, por exemplo, se</p><p>apresenta de forma clara em nosso país, com talentos</p><p>inestimáveis sendo atraídos para fora do Brasil em busca</p><p>de melhores condições de pesquisa e compensação</p><p>financeira. Temos orgulho da nossa formação em</p><p>universidades públicas brasileiras, entretanto, apenas um</p><p>dentre todos nós mora atualmente no país. [...]</p><p>ASSOCIAÇÃO Médica Brasileira. Carta aberta dos jovens pesquisadores brasileiros à</p><p>comunidade científica. 29 jul. 2023. Disponível em: https://amb.org.br.</p><p>Acesso em: 24 mar. 2024.</p><p>Nessa carta aberta da Associação Médica Brasileira à</p><p>comunidade científica do país, o uso da norma culta é</p><p>justificado pelo(a)</p><p>A A caráter técnico das informações apresentadas.</p><p>B B análise do desenvolvimento de políticas públicas.</p><p>C C solicitação direcionada a um setor social de prestígio.</p><p>D D tentativa de explicar expressões em língua estrangeira.</p><p>E E cumprimento de um protocolo enunciativo situacional.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>[...] Rubens Paiva não foi o único “desaparecido”. Há</p><p>centenas de famílias na mesma situação: filhos que não</p><p>sabem se são órfãos, mulheres que não sabem se são</p><p>viúvas. Provavelmente, o homem que me ensinou a nadar</p><p>está enterrado como indigente em algum cemitério do Rio.</p><p>O que posso fazer? Justiça neste país é uma palavra sem</p><p>muita importância. [...] Vou usar um velho chavão, mas é</p><p>verdade que não é matando um corpo que se elimina um</p><p>homem. Rubens Paiva está vivo em muitas pessoas. Um</p><p>homem querido, respeitado. Um homem que não temeu</p><p>nada. O contrário de quem o matou.</p><p>PAIVA, Marcelo Rubens. Feliz ano velho. São Paulo: Alfaguara, 2015.</p><p>O trecho do romance remete a um cenário característico</p><p>de um estado de exceção. Nesse contexto, a percepção</p><p>do narrador revela uma posição</p><p>A A cética, ao relativizar as denúncias sobre as violações</p><p>de direitos.</p><p>B B submissa, ao resignar-se diante da perda de um ente</p><p>querido.</p><p>C C conformada, ao aceitar passivamente a impunidade</p><p>judicial.</p><p>D D combativa, ao evidenciar o estado emocional das</p><p>vítimas.</p><p>E E crítica, ao ressaltar a importância da memória histórica.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>No último 8 de dezembro, a Universidade de Sorbonne</p><p>anunciou que em 2024 vai deixar de assinar o serviço Web</p><p>of Science, uma plataforma que agrega dados e artigos</p><p>de várias revistas científicas, e também interromperá</p><p>o contrato com os demais produtos da Clarivate, uma</p><p>empresa de serviços relacionados à publicação científica</p><p>e propriedade intelectual, com produtos voltados</p><p>principalmente para o meio acadêmico, entre eles a Web</p><p>of Science.</p><p>Com um faturamento anual na casa dos bilhões de</p><p>dólares, editoras de periódicos científicos são pagas por</p><p>agências públicas, instituições de ensino e pesquisa e</p><p>governos para disponibilizar o acesso a artigos científicos,</p><p>muitos deles financiados pelos próprios clientes [...].</p><p>Apesar desses serviços serem importantíssimos para a</p><p>maioria dos pesquisadores, o custo é elevado. Para se ter</p><p>uma ideia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal</p><p>de Nível Superior (Capes) paga perto de R$ 48 milhões</p><p>por ano para que pesquisadores de diversas universidades</p><p>possam acessar revistas científicas. É, portanto, inevitável</p><p>refletir sobre a conveniência de manter essa espiral de</p><p>dependência voluntária em que a própria comunidade</p><p>científica se colocou.</p><p>YAMASHITA, Marcelo Takeshi. Jornal da Unesp, 3 jan. 2024.</p><p>Disponível em: https://jornal.unesp.br. Acesso em: 3 mar. 2024.</p><p>É comum que diferentes sequências tipológicas sejam</p><p>utilizadas na construção de um gênero textual, podendo</p><p>haver predominância de uma delas. No segundo parágrafo</p><p>desse fragmento, o tipo textual predominante é o</p><p>A A argumentativo, pois o autor expressa um ponto de vista</p><p>sobre uma problemática do meio científico.</p><p>B B descritivo, pois o autor descreve com imparcialidade</p><p>uma situação vivenciada por pesquisadores.</p><p>C C narrativo, pois o autor relata de forma linear um episódio</p><p>ocorrido no universo acadêmico.</p><p>D D expositivo, pois o autor estabelece a definição de um</p><p>serviço e explica um tema de forma objetiva.</p><p>E E injuntivo, pois o autor sugere como devem ser feitas as</p><p>publicações de periódicos científicos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>18 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p>