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4 SAS ENEM 2024 - DIA 1

Caderno de questões do simulado ENEM (17/08/2024–19/08/2024) com 90 questões e Proposta de Redação: 01–45 Linguagens (01–05 língua estrangeira — inglês ou espanhol, inclui redação) e 46–90 Ciências Humanas; instruções e tempo de prova: 5h30.

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

A reportagem aborda a utilização da madeira como recurso na construção de edifícios. No título, o uso da expressão “patas arriba” refere-se ao(à)

A) influência histórica da madeira.
B) benefício ambiental da inovação.
C) acessibilidade tecnológica do edifício.
D) uso desordenado de matérias-primas.
E) impacto transformador do projeto.

Na percepção do crítico, a obra abordada propõe uma reflexão sobre o(a)

A) inadequação de uso da internet no serviço público.
B) poder de influência da internet na sociedade atual.
C) regulamentação da internet no setor governamental.
D) influência do advento da internet nas relações sociais.
E) efeito do uso inapropriado da internet na era moderna.

A letra de canção apresenta a figura metafórica da cigarra com o objetivo de

A A ressignificar a função da arte como formadora emocional.
B B retratar a resiliência como parte da personalidade do eu lírico.
C C descrever a inquietude como essencial à juventude.
D D apontar a influência da solidão sobre a consciência social.
E E ressaltar a resistência como intrínseca à classe artística.

Para informar sobre aspectos referentes à passagem do tempo, o autor recorre à fala de um especialista, na qual é utilizada uma estratégia argumentativa que consiste em

A A explicar o conceito científico de dilatação temporal.
B B difundir relatos de experiências vivenciadas por cientistas.
C C contrastar opiniões opostas em relação ao decurso do tempo.
D D comparar situações cotidianas marcadas por impressões subjetivas.
E E propor uma análise aprofundada sobre a relação entre tempo e rotina.

Considerando as informações do texto, para as mulheres, a área esportiva

A A requer uma dedicação acadêmica inferior à dos homens.
B B proporciona um suporte midiático especializado.
C C fornece uma quantidade decrescente de posições de gestão.
D D demanda um apoio financeiro propício para a equidade salarial.
E E promove um ambiente pouco favorável ao desenvolvimento.

A função da linguagem que predomina nesse texto se caracteriza, principalmente, por

A A promover expressividade a partir da escolha vocabular.
B B orientar o interlocutor acerca de conceitos de uma área.
C C apresentar informações que revelam um panorama social.
D D reivindicar ações de mitigação para um problema nacional.
E E revelar uma opinião da sociedade por meio de citações.

No texto, o cientista social Milton Lahuerta utiliza a metáfora contida em 'flertando a distância' para defender que

A a arte modernista colaborou para a ruptura com o passado e com o academicismo.
B as camadas populares eram entendidas pela classe artística como assunto excêntrico.
C as causas nacionalistas do movimento modernista eram ineficazes como proposta artística.
D a valorização estética do eurocentrismo marcou a origem do movimento modernista.
E as obras modernistas apresentavam um nacionalismo alheio a algumas classes sociais.

O principal elemento que caracteriza esse texto como uma crônica humorística é a

A comparação satírica entre diferentes pontos de vista.
B reflexão irônica sobre a dinâmica das amizades.
C referência ao livro e ao autor mencionados.
D descrição detalhada da vida das personagens.
E utilização de expressões informais da língua.

No fragmento, o lirismo e a linguagem sensorial empregados pela narradora são reforçados principalmente pela

A menção a elementos da natureza.
B referência a delimitações temporais.
C utilização de metáforas sobre a escrita.
D personificação de elementos inanimados.
E reflexão sobre a confiabilidade da memória.

Ao referenciar inconscientemente um discurso célebre de Hamlet, a fala de Rita busca

A justificar a sua crença em uma visão de mundo mística.
B desviar a atenção de Camilo para as convicções dela.
C parodiar a filosofia de Hamlet perante a realidade do mundo.
D convencer o interlocutor dos mistérios subjetivos da vida.
E legitimar a autoridade do seu entendimento sobre o universo.

Nessa obra, a filiação à estética modernista se manifesta no(a)

A evocação de uma temática religiosa.
B representação idealizada de povos tradicionais.
C retomada da dramaticidade clássica das esculturas.
D rigor convencionado das formas tridimensionais.
E expressão visual da tradição e da cultura autóctones.

Sobre a formação do Teatro Musical moderno, o texto demonstra que a integração de diferentes linguagens artísticas permitiu a

A A evolução de elementos tradicionais comuns às narrativas roteirizadas.
B A encenação de histórias reais pautadas em personagens tridimensionais.
C A popularização de canções como recurso satírico em grandes produções.
D A produção de dramatizações diversificadas e verossímeis dentro do gênero.
E A criação de uma atmosfera lúdica mesclada com elementos de dança e humor.

O texto mostra que a visão do professor Castro Lopes representa uma concepção de língua que

A prioriza a incorporação de neologismos em detrimento do léxico tradicional.
B incentiva o uso de formas vocabulares desviantes da norma-padrão.
C tende a valorizar usos coloquiais na esfera comunicativa informal.
D rejeita a inserção de estrangeirismos no léxico vocabular nacional.
E promove a diversidade linguística em função da situação comunicativa.

Nessa tira, os recursos verbais e não verbais indicam o objetivo de

A satirizar a oposição das pessoas às regras.
B induzir a regulamentação contra o vício em internet.
C discutir a evolução da tecnologia na sociedade.
D ironizar a dependência em relação às redes sociais.
E criticar a interferência do mundo digital no trabalho.

Considerando os argumentos apresentados no texto, a análise do autor busca

A apresentar as práticas basilares do jornalismo tradicional.
B enaltecer o jornalismo exercido fora das redes sociais.
C promover fontes informativas comprometidas com a ética.
D criticar a falta de proficiência leitora do público contemporâneo.
E contextualizar a dinâmica estabelecida no jornalismo atual.

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Questões resolvidas

A reportagem aborda a utilização da madeira como recurso na construção de edifícios. No título, o uso da expressão “patas arriba” refere-se ao(à)

A) influência histórica da madeira.
B) benefício ambiental da inovação.
C) acessibilidade tecnológica do edifício.
D) uso desordenado de matérias-primas.
E) impacto transformador do projeto.

Na percepção do crítico, a obra abordada propõe uma reflexão sobre o(a)

A) inadequação de uso da internet no serviço público.
B) poder de influência da internet na sociedade atual.
C) regulamentação da internet no setor governamental.
D) influência do advento da internet nas relações sociais.
E) efeito do uso inapropriado da internet na era moderna.

A letra de canção apresenta a figura metafórica da cigarra com o objetivo de

A A ressignificar a função da arte como formadora emocional.
B B retratar a resiliência como parte da personalidade do eu lírico.
C C descrever a inquietude como essencial à juventude.
D D apontar a influência da solidão sobre a consciência social.
E E ressaltar a resistência como intrínseca à classe artística.

Para informar sobre aspectos referentes à passagem do tempo, o autor recorre à fala de um especialista, na qual é utilizada uma estratégia argumentativa que consiste em

A A explicar o conceito científico de dilatação temporal.
B B difundir relatos de experiências vivenciadas por cientistas.
C C contrastar opiniões opostas em relação ao decurso do tempo.
D D comparar situações cotidianas marcadas por impressões subjetivas.
E E propor uma análise aprofundada sobre a relação entre tempo e rotina.

Considerando as informações do texto, para as mulheres, a área esportiva

A A requer uma dedicação acadêmica inferior à dos homens.
B B proporciona um suporte midiático especializado.
C C fornece uma quantidade decrescente de posições de gestão.
D D demanda um apoio financeiro propício para a equidade salarial.
E E promove um ambiente pouco favorável ao desenvolvimento.

A função da linguagem que predomina nesse texto se caracteriza, principalmente, por

A A promover expressividade a partir da escolha vocabular.
B B orientar o interlocutor acerca de conceitos de uma área.
C C apresentar informações que revelam um panorama social.
D D reivindicar ações de mitigação para um problema nacional.
E E revelar uma opinião da sociedade por meio de citações.

No texto, o cientista social Milton Lahuerta utiliza a metáfora contida em 'flertando a distância' para defender que

A a arte modernista colaborou para a ruptura com o passado e com o academicismo.
B as camadas populares eram entendidas pela classe artística como assunto excêntrico.
C as causas nacionalistas do movimento modernista eram ineficazes como proposta artística.
D a valorização estética do eurocentrismo marcou a origem do movimento modernista.
E as obras modernistas apresentavam um nacionalismo alheio a algumas classes sociais.

O principal elemento que caracteriza esse texto como uma crônica humorística é a

A comparação satírica entre diferentes pontos de vista.
B reflexão irônica sobre a dinâmica das amizades.
C referência ao livro e ao autor mencionados.
D descrição detalhada da vida das personagens.
E utilização de expressões informais da língua.

No fragmento, o lirismo e a linguagem sensorial empregados pela narradora são reforçados principalmente pela

A menção a elementos da natureza.
B referência a delimitações temporais.
C utilização de metáforas sobre a escrita.
D personificação de elementos inanimados.
E reflexão sobre a confiabilidade da memória.

Ao referenciar inconscientemente um discurso célebre de Hamlet, a fala de Rita busca

A justificar a sua crença em uma visão de mundo mística.
B desviar a atenção de Camilo para as convicções dela.
C parodiar a filosofia de Hamlet perante a realidade do mundo.
D convencer o interlocutor dos mistérios subjetivos da vida.
E legitimar a autoridade do seu entendimento sobre o universo.

Nessa obra, a filiação à estética modernista se manifesta no(a)

A evocação de uma temática religiosa.
B representação idealizada de povos tradicionais.
C retomada da dramaticidade clássica das esculturas.
D rigor convencionado das formas tridimensionais.
E expressão visual da tradição e da cultura autóctones.

Sobre a formação do Teatro Musical moderno, o texto demonstra que a integração de diferentes linguagens artísticas permitiu a

A A evolução de elementos tradicionais comuns às narrativas roteirizadas.
B A encenação de histórias reais pautadas em personagens tridimensionais.
C A popularização de canções como recurso satírico em grandes produções.
D A produção de dramatizações diversificadas e verossímeis dentro do gênero.
E A criação de uma atmosfera lúdica mesclada com elementos de dança e humor.

O texto mostra que a visão do professor Castro Lopes representa uma concepção de língua que

A prioriza a incorporação de neologismos em detrimento do léxico tradicional.
B incentiva o uso de formas vocabulares desviantes da norma-padrão.
C tende a valorizar usos coloquiais na esfera comunicativa informal.
D rejeita a inserção de estrangeirismos no léxico vocabular nacional.
E promove a diversidade linguística em função da situação comunicativa.

Nessa tira, os recursos verbais e não verbais indicam o objetivo de

A satirizar a oposição das pessoas às regras.
B induzir a regulamentação contra o vício em internet.
C discutir a evolução da tecnologia na sociedade.
D ironizar a dependência em relação às redes sociais.
E criticar a interferência do mundo digital no trabalho.

Considerando os argumentos apresentados no texto, a análise do autor busca

A apresentar as práticas basilares do jornalismo tradicional.
B enaltecer o jornalismo exercido fora das redes sociais.
C promover fontes informativas comprometidas com a ética.
D criticar a falta de proficiência leitora do público contemporâneo.
E contextualizar a dinâmica estabelecida no jornalismo atual.

Prévia do material em texto

<p>Período de aplicação: 17/08/2024 a 19/08/2024</p><p>1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação, dispostas da</p><p>seguinte maneira:</p><p>a) questões de número 01 a 45, relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) Proposta de Redação;</p><p>c) questões de número 46 a 90, relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas às questões</p><p>relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida no seu CARTÃO-RESPOSTA.</p><p>2. Confira se a quantidade e a ordem das questões do seu CADERNO DE QUESTÕES estão de acordo com as</p><p>instruções anteriores. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer divergência, comunique</p><p>ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.</p><p>3. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde corretamente à questão.</p><p>4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>5. Reserve tempo suficiente para preencher o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>ATENÇÃO: ao preencher o cartão-resposta, marque o caderno que utilizou para a realização do simulado.</p><p>6. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação.</p><p>7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>8. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o</p><p>CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>9. Você não poderá se ausentar da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES antes do prazo</p><p>estabelecido e/ou o CARTÃO-RESPOSTA a qualquer tempo.</p><p>ATENÇÃO: transcreva no espaço apropriado do seu CARTÃO-RESPOSTA,</p><p>com sua caligrafia usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:</p><p>Joga o sorriso no ar</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:</p><p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Este simulado é protegido por direitos autorais do SAS Plataforma de Educação e seu uso é</p><p>exclusivo às instituições de ensino parceiras e aos alunos da plataforma, não podendo ser</p><p>reproduzido, copiado ou compartilhado sem autorização expressa, por escrito, sob pena de</p><p>caracterização de ato ilícito pela violação de direitos autorais.</p><p>1o DIA</p><p>20242024</p><p>TODOS OS DIREITOS</p><p>TODOS OS DIREITOS</p><p>RESERVADOS</p><p>RESERVADOS</p><p>CADERNO</p><p>1</p><p>AZUL</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024</p><p>ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024ENEM2024</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>2 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 01 a 45</p><p>Questões de 01 a 05 (opção inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Even though Father Benedict had been at St. Agnes</p><p>for seven years, people still referred to him as “our new</p><p>priest". Perhaps they would not have if he had not been</p><p>white. He still looked new. The colors of his face, the colors</p><p>of condensed milk and a cut-open soursop, had not tanned</p><p>at all in the fierce heat of seven Nigerian harmattans. And</p><p>his British nose was still as pinched and as narrow as it</p><p>always was, the same nose that had had me worried that</p><p>he did not get enough air when he first came to Enugu.</p><p>Father Benedict had changed things in the parish, such</p><p>as insisting that the Credo and kyrie be recited only in</p><p>Latin; Igbo was not acceptable. Also, hand clapping was</p><p>to be kept at a minimum, lest the solemnity of Mass be</p><p>compromised. But he allowed offertory songs in Igbo; he</p><p>called them native songs, and when he said “native” his</p><p>straight-line lips turned down at the corners to form an</p><p>inverted U.</p><p>ADICHIE, C. Purple hibiscus. New York: Fourth Estate, 2012.</p><p>Nesse trecho do romance de Chimamanda Adichie, a</p><p>descrição feita pela narradora revela</p><p>A	A	 receio pelas mudanças na cultura local.</p><p>B	B	 espanto com a mescla de ritos culturais.</p><p>C	C	 estranhamento diante de diferenças étnicas.</p><p>D	D	 apreensão acerca da opinião de estrangeiros.</p><p>E	E	 discordância em relação a práticas religiosas.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Not black enough</p><p>Wonder what it’s like living like her</p><p>her hair bounces a million miles per hour</p><p>people glare as she walks by the bus</p><p>her teeth filled with a million gaps</p><p>her black gums</p><p>and her dark shiny skin</p><p>they laugh and giggle at her tone</p><p>and when she pronounces things wrong it’s because</p><p>[that’s how she was taught at home</p><p>they flaunt their lighter tones and taunt her skin tone</p><p>she doesn’t fit in with all these new afro beats</p><p>or when she eats certain foods she can’t handle the heat</p><p>because in this society you have to be in the middle</p><p>why can’t she be prettier you see?</p><p>she can’t change it she’s only fourteen</p><p>she was always just the token black girl in every</p><p>[storybook […]</p><p>ALAMU, T. Disponível em: https://poetrysociety.org.uk. Acesso em: 12 mar. 2024.</p><p>Nesse texto, ao relatar a vivência de uma jovem negra, o</p><p>eu lírico destaca o(a)</p><p>A	A	 valor da beleza física para a sociedade norte-americana.</p><p>B	B	 consequência do abuso psicológico no ambiente</p><p>escolar.</p><p>C	C	 influência nociva da violência na construção da infância.</p><p>D	D	 presença acentuada dos estereótipos étnicos na</p><p>sociedade.</p><p>E	E	 efeito da desigualdade social na vida de adolescentes</p><p>negros.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>THORNE, C. Disponível em: https://www.gocomics.com. Acesso em: 12 fev. 2024.</p><p>No cartum, a oposição entre as expressões “human</p><p>beings” e “human doings” expressa uma crítica acerca da</p><p>prevalência da produtividade em relação ao(à)</p><p>A	A	 cultivo de princípios.</p><p>B	B	 cumprimento de prazos.</p><p>C	C	 valorização do indivíduo.</p><p>D	D	 compartilhamento de laços.</p><p>E	E	 reconhecimento de acertos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>3Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Imarbara I am — Generation of Existence</p><p>[…]</p><p>Dear mother earth have my love</p><p>Day by day</p><p>Withdraw the force a companion pain of you, to be part</p><p>[of me</p><p>Please mother I’m sorry and lonely for your natural</p><p>[cause.</p><p>I am the birds dat die</p><p>I am the snakes dat die</p><p>I am the sea creatures to die</p><p>Sure man, we am but why must we bang and blast here</p><p>[on this ground?</p><p>I’m your native here in captive</p><p>I’m your native ready in revolt</p><p>I’m the native to bring all</p><p>white human being to a new world</p><p>where you mother earth rule.</p><p>[…]</p><p>FOGARTY, L. New and selected poems. Sidney: Hyland House, 1999. (fragmento)</p><p>No poema do ativista indígena Lionel Fogarty, ao</p><p>estabelecer uma relação entre o indivíduo e a natureza,</p><p>o eu lírico</p><p>A	A	 destaca a comunhão natural das etnias.</p><p>B	B	 promove um discurso ambiental anticolonialista.</p><p>C	C	 propõe uma perspectiva de mundo etnocêntrica.</p><p>D	D	 critica a alienação humana perante a luta ambiental.</p><p>E	E	 trata a degradação ambiental como algo irreversível.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Imagine how much easier it would be for us to learn</p><p>how to love if we began with a shared definition. The word</p><p>“love” is most often defined as a noun, yet all the more</p><p>astute</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Um “botão de emergência” para impedir o acesso de</p><p>criminosos a aplicativos financeiros e dados pessoais em</p><p>caso de roubo ou furto de celulares já está disponível para</p><p>a população. O aplicativo e o site Celular Seguro permitem</p><p>bloquear o aparelho, a linha telefônica e os aplicativos</p><p>bancários em poucos cliques. [...]</p><p>A nova plataforma foi desenhada pelo Ministério da</p><p>Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a</p><p>Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Agência</p><p>Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo Ricardo</p><p>Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça, o</p><p>Celular Seguro tem o objetivo de “transformar o aparelho</p><p>roubado em um pedaço de metal inútil. No momento em</p><p>que o aparelho é bloqueado nas redes de forma rápida,</p><p>reduz-se muito a atratividade do delito”, disse.</p><p>CRAIDE, Sabrina. Celular Seguro: entenda como vai funcionar a plataforma. Agência Brasil.</p><p>19 de dez. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 mar. 2024.</p><p>A insegurança urbana tem demonstrado a necessidade</p><p>de uma maior eficiência dos recursos tecnológicos. Nesse</p><p>texto, isso é percebido pela menção ao desenvolvimento</p><p>de uma ferramenta que contribui para a</p><p>A	A	 recuperação dos celulares perdidos ou roubados.</p><p>B	B	 orientação dos usuários sobre a segurança digital.</p><p>C	C	 preservação dos dados em casos de furto ou roubo.</p><p>D	D	 fiscalização da revenda de aparelhos eletrônicos.</p><p>E	E	 restauração do sistema operacional de aplicativos.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>A dança e seus significados na comunidade</p><p>Quilombola Kalunga em Goiás/Brasil</p><p>Parafraseando Almeida e Suassuna, as histórias</p><p>e as relações sociais que constituem o grupo são</p><p>revividas durante as danças e, enquanto dançam, as</p><p>pessoas tomam seus lugares na sociedade, revelando as</p><p>identidades dos corpos e mecanismos de resistência ou</p><p>aceitação de novos padrões culturais. A sussa, por seu</p><p>turno, representa a manutenção da tradição cultural do</p><p>grupo dos Kalunga de Teresina de Goiás; por meio dela,</p><p>a memória desse grupo social é mantida e transmitida</p><p>como uma técnica corporal tradicional e eficaz. Nessa</p><p>dança, a música mecânica surge e todos os presentes</p><p>interagem, socializam e começam a dançar. Na sequência</p><p>da sussa, dançada apenas pelas mulheres mais velhas da</p><p>comunidade, todos os demais começam a dançar o forró.</p><p>Daí, os processos de interação e as redes de sociabilidade</p><p>se materializam de diferentes formas, tanto conhecidos</p><p>quanto desconhecidos dançam entre si, mulheres dançam</p><p>entre si, jovens e velhos, enfim; trata-se do momento de</p><p>reforçar os laços comunitários e de socialização.</p><p>SANTOS, R.; PEDROZA, R.; ALMEIDA, D. Pensar a prática, n. 24, 2021. Disponível em:</p><p>https://revistas.ufg.br. Acesso em: 17 fev. 2024. (adaptado)</p><p>No texto, a análise da sussa evidencia essa dança como</p><p>um(a)</p><p>A	A	 elemento artístico que prioriza o entretenimento da</p><p>comunidade.</p><p>B	B	 aspecto definidor da identidade quilombola do estado</p><p>de Goiás.</p><p>C	C	 performance cultural de resgate de elementos</p><p>tradicionais perdidos.</p><p>D	D	manifestação tradicional que promove uma interação</p><p>social identitária.</p><p>E	E	 transferência ancestral dos saberes de uma</p><p>comunidade para a sociedade.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Modelos generativos de linguagem são capazes de criar</p><p>textos e imagens sintéticos por amostragem condicional</p><p>do modelo, dada uma solicitação escrita por humanos</p><p>ou por outros “bots”. [...] Embora os conteúdos sintéticos</p><p>pareçam convincentes, é importante enfatizar que são</p><p>criações fictícias dos algoritmos que podem estar incorretos</p><p>factualmente. Apesar dos avanços recentes dos modelos</p><p>de linguagem, existem sérias limitações que precisam</p><p>ser analisadas. As respostas do ChatGPT, por exemplo,</p><p>nem sempre estão corretas. Na verdade, muitas vezes,</p><p>acontece o que é chamado de alucinação – uma resposta</p><p>da ferramenta de inteligência artificial que não parece ser</p><p>justificada por seus dados de treinamento. O perigo é</p><p>que o usuário não consegue saber quando a resposta do</p><p>ChatGPT está incorreta, a menos que já conheça a resposta</p><p>correta. Assim, um aspecto preocupante com a rápida</p><p>popularidade e adoção de ferramentas como o ChatGPT é</p><p>a falta de transparência dessas tecnologias. Os conjuntos de</p><p>treinamento, a origem dos dados, os processos de rotulação</p><p>de dados e imagens e os algoritmos usados não estão</p><p>disponíveis publicamente. [...] Há necessidade de estudos</p><p>e pesquisas sobre os riscos que o ChatGPT representa</p><p>para a sociedade e para cada de um nós. São múltiplas as</p><p>ameaças em potencial, que incluem vieses discriminatórios,</p><p>estereótipos, desinformação, violação de privacidade e</p><p>concentração de poder em poucos grupos econômicos.</p><p>ALMEIDA, V.; MENDONÇA, R.; FILGUEIRAS, F. Ciência Hoje.</p><p>Disponível em: https://cienciahoje.org.br. Acesso em: 17 fev. 2024. (adaptado)</p><p>De acordo com o exposto no texto, ferramentas de</p><p>processamento de linguagem como o ChatGPT suscitam</p><p>cuidados com o(a)</p><p>A	A	 crescimento da reprodução acelerada de vieses</p><p>linguísticos preconceituosos.</p><p>B	B	 inviabilidade da identificação de erros cometidos pela</p><p>plataforma.</p><p>C	C	 ausência de visibilidade de informações de</p><p>funcionamento do sistema.</p><p>D	D	 popularidade da plataforma como geradora de</p><p>estereótipos.</p><p>E	E	 risco de discriminação comprovado por estudos e</p><p>pesquisas.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>19Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Propor a socialização do rap com outros gêneros orais</p><p>como repente, cordel, partido alto, griô africano parece</p><p>um caminho natural. O músico pernambucano Zé Brown</p><p>ganhou notoriedade por aliar rap à embolada. “Defendo</p><p>uma resistência da cultura nordestina em associação com</p><p>o rap.” Mas, no começo, não foi fácil. Sofreu preconceito</p><p>ao propor essa mistura, para ele tão natural, pois berço de</p><p>sua formação musical. “Ouvi muito maracatu, coco, ciranda,</p><p>embolada, ouvia muito a palavra rima. E trouxe para o rap.</p><p>Em 1988, fiz um laboratório de rap com embolada. Comecei</p><p>a fazer essa pesquisa e em 1990 já fazia improviso. Hoje</p><p>enfrento qualquer embolador de coco. Confeccionei um</p><p>pandeiro com lata de goiabada. Fui cantando rap em cima</p><p>da batida da embolada. Isso foi quando eu tinha 17, 18 anos.</p><p>Este ano comemoro 35 anos de carreira com a banda Faces</p><p>do Subúrbio e também em projeto individual”, conta Zé.</p><p>BOTELHO, C. “No ritmo e nas rimas da literatura oral” in: Suplemento Pernambuco. Disponível</p><p>em: http://www.suplementopernambuco.com.br. Acesso em: 18 fev. 2024 (fragmento).</p><p>A proposta artística apresentada no trecho da reportagem</p><p>evidencia a</p><p>A	A	 influência constante da cultura estrangeira nas</p><p>manifestações musicais brasileiras.</p><p>B	B	 inter-relação de elementos culturais distintos na</p><p>construção de uma manifestação musical.</p><p>C	C	 obsolescência musical dos ritmos nordestinos</p><p>tradicionais no cenário da arte pernambucana.</p><p>D	D	 necessidade de reconhecimento das manifestações</p><p>basilares da música popular brasileira.</p><p>E	E	 importância da sobreposição estética para a</p><p>conservação da música de origem nacional.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Estamos de volta para pedir a sua ajuda e passar</p><p>algumas dicas, para que você possa auxiliar as</p><p>mulheres do seu condomínio!</p><p>- Em situações de crise, faça sua vizinha sentir a</p><p>sua presença e fique alerta a todos os sinais de</p><p>violência: física, psicológica, sexual, financeira,</p><p>moral etc.</p><p>- Procure colocar no seu prédio informações</p><p>com os canais de denúncia, como:</p><p>ouvidoria.mdh.gov.br, Ligue 180 ou 190.</p><p>- Disponibilize seus contatos em local visível</p><p>para as pessoas</p><p>de seu prédio, demonstrando</p><p>que está vigilante e disponível para ajudar.</p><p>Seja solidário!</p><p>- Estabeleça e combine códigos de emergência</p><p>(sinal, gesto, palavra ou um objeto na janela)</p><p>que alertem para situações de crise.</p><p>- Se você está sofrendo violência, lembramos</p><p>que existe uma rede de atendimento pronta</p><p>para você, que segue disponível para te dar</p><p>informações e apoio. Ligue 180 ou use o app</p><p>Direitos Humanos BR.</p><p>SECRETARIA NACIONAL DE</p><p>POLÍTICAS PARA AS MULHERES</p><p>MINISTÉRIO DA</p><p>MULHER,DA FAMÍLIA E</p><p>DOS DIREITOS HUMANOS</p><p>Site</p><p>ouvidoria.mdh.gov.br</p><p>Aplicativo</p><p>L I G U E</p><p>180</p><p>Direitos Humanos Brasil</p><p>Central de Atendimento à Mulher</p><p>PÁTRIA AMADA</p><p>BRASIL</p><p>GOVERNO FEDERAL</p><p>Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Gov.br. Disponível em: https://www.gov.br.</p><p>Acesso em: 18 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Essa peça publicitária incentiva a denúncia de casos de</p><p>violência doméstica. A estratégia utilizada para atingir esse</p><p>objetivo baseia-se principalmente em</p><p>A	A	 propor a intervenção direta dos vizinhos em situações</p><p>de agressão física ou psicológica.</p><p>B	B	 promover uma prática de vigilância ativa e de</p><p>responsabilidade compartilhada na comunidade.</p><p>C	C	 estabelecer uma cultura de resolução interna de</p><p>conflitos por meio de sinalizações e códigos.</p><p>D	D	 encorajar a intimidação ao agressor com o</p><p>compartilhamento dos canais focados em denúncias.</p><p>E	E	 despertar o senso de resiliência das vítimas quanto à</p><p>superação dos casos de violência sofridos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>20 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Carta</p><p>Disseste-me se tu me escreveres</p><p>Não batas tudo à máquina</p><p>Acrescenta uma linha à mão</p><p>Uma palavra um nada oh não muita coisa</p><p>Sim sim sim sim sim sim sim sim</p><p>E todavia minha Remington é bonita</p><p>Gosto muito dela e trabalha bem</p><p>Minha escrita está nítida e clara</p><p>Vê-se muito bem que fui eu que bati</p><p>Há brancos que só eu sei fazer</p><p>Repara então os olhos que tem a minha página</p><p>Entretanto para te agradar acrescento com a tinta</p><p>Duas três palavras</p><p>E uma grande mancha de tinta</p><p>Para que não possas lê-las</p><p>CENDRARS, Blaise. Folhas de viagem sul-americanas.</p><p>Belém: Editora Universitária UFPA, 1991.</p><p>No poema, a referência às técnicas de escrita contribui</p><p>para que o eu lírico</p><p>A	A	 estabeleça uma conexão pessoal e transparente com</p><p>o destinatário da carta.</p><p>B	B	 enfatize a importância da comunicação manual diante</p><p>da era das máquinas.</p><p>C	C	 expresse o desejo de preservar a individualidade e a</p><p>autenticidade de sua escrita.</p><p>D	D	 revele uma frustração com a falta de atenção do</p><p>destinatário às suas palavras.</p><p>E	E	 demonstre a relação controversa que mantém com a</p><p>própria produção poética.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Adasa</p><p>SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA</p><p>BRASÍLIA</p><p>AMBIENTAL</p><p>Secretaria do</p><p>Meio AmbienteAgência Reguladora de Águas,</p><p>Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal</p><p>Disponível em: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Nesse cartaz, os recursos verbais, aliados aos não verbais,</p><p>cumprem o objetivo comunicativo central de</p><p>A	A	 valorizar a existência de programas governamentais</p><p>com foco em separação do lixo.</p><p>B	B	 denunciar a ausência de equipamentos públicos</p><p>destinados à separação do lixo.</p><p>C	C	 estimular a reflexão a respeito dos impactos sociais da</p><p>separação do lixo.</p><p>D	D	 incentivar as pessoas a realizarem o processo correto</p><p>de separação do lixo.</p><p>E	E	 revelar o impacto ambiental causado pela falta de</p><p>práticas de separação do lixo.</p><p>INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO</p><p>1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.</p><p>2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas.</p><p>3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas</p><p>desconsiderado para a contagem de linhas.</p><p>4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:</p><p>4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;</p><p>4.2 fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;</p><p>4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;</p><p>4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL 21Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>TEXTO I</p><p>Garantir que a internet seja um espaço de mais</p><p>oportunidades do que riscos, onde as crianças e os</p><p>adolescentes possam se expressar criativamente e</p><p>participar de movimentos de cidadania, em vez de só</p><p>consumir ou compartilhar conteúdo. É esta a meta de quem</p><p>defende que o ambiente digital precisa de regulamentação.</p><p>E é em direção a esse resultado que o Brasil deu um</p><p>passo importante, quando aprovou no Conselho Nacional</p><p>dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) a</p><p>Resolução 245, que coloca a proteção e a garantia de</p><p>direitos de crianças e adolescentes no centro do debate.</p><p>Além de considerar normas nacionais e internacionais</p><p>sobre direitos on-line, essa resolução parte de uma seleção</p><p>das leis em vigor para proteger crianças e adolescentes</p><p>que também se aplicam ao ambiente digital.</p><p>MORAES, Madson de. Mais proteção para crianças e adolescentes no ambiente digital.</p><p>Portal Lunetas, 10 abr. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/. Acesso em: 24 abr. 2024.</p><p>(adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>A Autoridade Nacional de Proteção de Dados publicou</p><p>um Enunciado que pretende uniformizar a interpretação da</p><p>Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) quanto</p><p>às hipóteses legais que autorizam o tratamento de dados</p><p>de crianças e adolescentes. A medida representa uma</p><p>primeira iniciativa da ANPD relacionada à proteção de dados</p><p>pessoais de crianças e de adolescentes e fixa entendimento</p><p>da Autoridade acerca das possibilidades interpretativas</p><p>do artigo 14 da LGPD. De acordo com o Enunciado, o</p><p>tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes</p><p>pode ser realizado com base nas hipóteses legais previstas</p><p>na LGPD, como nos casos de consentimento fornecido pelo</p><p>titular, de cumprimento de obrigação legal, de proteção à</p><p>vida ou de atendimento a interesse legítimo do controlador.</p><p>Em qualquer situação, o melhor interesse da criança e do</p><p>adolescente deve prevalecer, exigindo avaliação cautelosa</p><p>por parte do controlador.</p><p>ANPD divulga enunciado sobre o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.</p><p>Ministério da Justiça e Segurança Pública. Disponível em: https://www.gov.br</p><p>Acesso em: 25 abr. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO III</p><p>Disponível em: https://www.to.gov.br/cidadaniaejustica. Acesso em: 24 abr. 2024.</p><p>TEXTO IV</p><p>Para iniciar a conversa, é necessário relativizar o</p><p>conceito de nativos digitais, segundo o qual os mais jovens</p><p>têm naturalmente maior facilidade com a tecnologia. Não</p><p>é porque a criança sabe escolher vídeos no YouTube,</p><p>por exemplo, que ela tem capacidade de identificar se o</p><p>conteúdo é próprio para sua idade.</p><p>Também é fundamental conhecer a natureza da rede</p><p>social que os jovens estão usando. Segundo o psicólogo</p><p>e sociólogo Francis Moraes de Almeida, da Universidade</p><p>Federal de Santa Maria, as plataformas não se preocupam</p><p>em seguir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ou</p><p>em definir uma classificação indicativa por faixa etária.</p><p>A partir do acompanhamento e das conversas, os</p><p>pais devem buscar entender a relação da criança ou</p><p>adolescente com a rede.</p><p>Ele apenas consome ou também</p><p>produz conteúdo? Tem o sonho de ser influenciador</p><p>digital? As respostas alteram os cuidados.</p><p>Quando a criança ou adolescente posta – e</p><p>principalmente quando faz isso almejando grande</p><p>sucesso – convive com a frustração de ter publicações</p><p>com pouco alcance e um número reduzido de curtidas.</p><p>Além disso, está exposto a comentários sem filtros, que</p><p>podem ocasionar sofrimento psíquico.</p><p>PIOVEZAN, Stefhanie. Folha de S.Paulo, 15 abr. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.</p><p>com.br. Acesso em: 24 abr. 2024. (adaptado)</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,</p><p>redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para</p><p>a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que</p><p>respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a</p><p>defesa de seu ponto de vista.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL22 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 46 a 90</p><p>QUESTãO 46</p><p>Após conquistar um novo território, os incas começavam</p><p>a expandir a quantidade de terras agrícolas. O terreno</p><p>recém-expandido era posteriormente dividido em três partes:</p><p>uma para o imperador inca; outra para fins religiosos; e uma</p><p>terceira para a comunidade, cujos lotes eram distribuídos</p><p>pelas lideranças locais. Embora não fossem tributados,</p><p>os agricultores eram obrigados a passar um tempo</p><p>trabalhando nas terras religiosas e do imperador, assim</p><p>como nas suas próprias terras. Essa abordagem em relação</p><p>à agricultura, comunidade e organização imperial permitiu</p><p>aos incas acumularem grandes excedentes de alimentos</p><p>para uso durante secas, inundações e conflitos.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 15 nov. 2023. (adaptado)</p><p>O texto indica que os incas utilizaram o expansionismo</p><p>territorial de modo estratégico a fim de</p><p>A	A	 combater a desigualdade fundiária.</p><p>B	B	 acelerar as operações comerciais.</p><p>C	C	 evitar a escassez de suprimentos.</p><p>D	D	 complexificar a economia rural.</p><p>E	E	 evoluir as técnicas de cultivo.</p><p>QUESTãO 47</p><p>Bangladesh é um país de baixa altitude, o que significa</p><p>que a maior parte de suas terras está próxima ou até</p><p>mesmo abaixo do nível do mar. Isso demonstra que o</p><p>país é particularmente vulnerável ao aumento do nível dos</p><p>mares. Para milhões de habitantes do país, o avanço do</p><p>oceano já é uma realidade.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 2 mar. 2024. (adaptado)</p><p>O problema ambiental ao qual o texto se refere decorre de</p><p>um processo acarretado diretamente pelo(a)</p><p>A	A	 ocorrência da erosão costeira.</p><p>B	B	 alteração de padrões climáticos.</p><p>C	C	 assoreamento de corpos hídricos.</p><p>D	D	 ocupação de espaços litorâneos.</p><p>E	E	 irregularidade do regime pluviométrico.</p><p>QUESTãO 48</p><p>Este mundo (kósmos), o mesmo de todos os seres, era,</p><p>é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas</p><p>e apagando-se em medidas.</p><p>Os pré-socráticos. Coleção Os Pensadores. Trad. José Cavalcante de Souza. et al. 4 ed.</p><p>São Paulo: Nova Cultural, 1989. (adaptado)</p><p>No trecho, o filósofo pré-socrático Heráclito demonstra</p><p>compreender o mundo a partir do(a)</p><p>A	A	 análise subjetiva de mitologias.</p><p>B	B	 resultado palpável da experiência.</p><p>C	C	 expressão material do intelecto.</p><p>D	D	 fluxo contínuo de mudanças.</p><p>E	E	 união indissociável da sociedade.</p><p>QUESTãO 49</p><p>O Japão é considerado um dos países com o melhor</p><p>sistema de prevenção de catástrofes naturais. Desde</p><p>1981, foi instituído, no país, um código que contempla</p><p>rigorosas regras de construção. As estruturas dos edifícios</p><p>são altamente flexíveis, de forma a suportar abalos de</p><p>grandes dimensões. Os cuidados com as construções</p><p>começam ainda na fundação da obra. Os alicerces são</p><p>feitos com suspensões que acabam por absorver o impacto</p><p>gerado pelo terremoto. Alguns dos novos edifícios públicos</p><p>já contam com amortecedores eletrônicos. Outros, mais</p><p>simples, possuem molas como sistema de amortecimento.</p><p>Dessa forma, durante os tremores, o prédio inteiro balança</p><p>uniformemente e isso reduz as chances de desabamento.</p><p>Disponível em: https://secom.ufg.br. Acesso em: 28 mar. 2024. (adaptado)</p><p>No Japão, os investimentos nas infraestruturas</p><p>mencionadas no texto se devem ao fato de o país</p><p>A	A	 estar situado em zonas de subducção.</p><p>B	B	 ser afetado pelo processo de subsidência.</p><p>C	C	 apresentar predomínio do relevo planáltico.</p><p>D	D	 deter ambientes com afloramentos rochosos.</p><p>E	E	 possuir povoações em terrenos erodidos.</p><p>QUESTãO 50</p><p>As variações de temperatura ao longo dos dias e</p><p>noites e ao longo das diferentes estações do ano causam</p><p>expansão e contração térmica nos materiais rochosos,</p><p>levando à fragmentação das rochas e dos grãos minerais.</p><p>Com diferentes coeficientes de dilatação térmica, os</p><p>minerais comportam-se de forma diferente diante das</p><p>variações de temperatura, o que provoca o deslocamento</p><p>relativo entre os cristais, rompendo a coesão inicial entre</p><p>os grãos.</p><p>TOLEDO, M. C. M.; OLIVEIRA, S. M. B. de; MELFI, A. J. Intemperismo e formação do solo.</p><p>In: TEIXEIRA, W. et al. (orgs.). Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.</p><p>(adaptado)</p><p>Que locais apresentam condições mais propícias para a</p><p>ocorrência do processo de intemperismo descrito no texto?</p><p>A	A	Regiões de alta latitude.</p><p>B	B	Ambientes de clima árido.</p><p>C	C	Margens de placas tectônicas.</p><p>D	D	Zonas de influência marítima.</p><p>E	E	Áreas de bacias sedimentares.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 23Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 51</p><p>A dinâmica competitiva de novos mercados leva</p><p>os capitalistas de vigilância a adquirir fontes cada</p><p>vez mais preditivas de superávit comportamental:</p><p>nossas vozes, personalidades e emoções. Pressões</p><p>de natureza competitiva provocaram a mudança, na</p><p>qual processos de máquina automatizados não só</p><p>conhecem nosso comportamento, como também moldam</p><p>nosso comportamento em escala. Com tal reorientação</p><p>transformando conhecimento em poder, não basta mais</p><p>automatizar o fluxo de informação sobre nós; a meta agora</p><p>é nos automatizar.</p><p>ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância. A luta por um futuro humano na nova</p><p>fronteira do poder. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021. (adaptado)</p><p>No texto, ao se referir ao contexto socioeconômico</p><p>contemporâneo, a autora indica que o desenvolvimento</p><p>tecnológico tem favorecido o(a)</p><p>A	A	 avanço da desinformação.</p><p>B	B	manipulação de condutas.</p><p>C	C	 desvalorização do trabalho.</p><p>D	D	 descarte de produtos.</p><p>E	E	 perda da sociabilidade.</p><p>QUESTãO 52</p><p>A caravela, já em uso para a pesca e o transporte</p><p>de cargas há mais de dois séculos, sofreu modificações</p><p>para atender à sua nova finalidade. De borda mais alta</p><p>que suas antecessoras, teve aumentada sua arqueação.</p><p>Ganhou coberta e castelo na ré. A caravela portuguesa</p><p>do século XV era aparelhada exclusivamente com pano</p><p>latino. Utilizava remos, quando se fazia necessário, e, se</p><p>reservada a operações de guerra, trazia esporão. Veleira,</p><p>ágil de manobra e de pouco calado, revelou-se o barco</p><p>ideal para o reconhecimento dos litorais, a penetração nas</p><p>águas rasas e nos rios.</p><p>PEREIRA, M. S. Capitães, naus e caravelas da armada de Cabral.</p><p>Coimbra: Imprensa de Coimbra, 1979. (adaptado)</p><p>No contexto</p><p>apresentado, as mudanças implementadas</p><p>no meio de transporte mencionado visavam favorecer o(a)</p><p>A	A	 exploração de terras desconhecidas.</p><p>B	B	 imigração de trabalhadores rurais.</p><p>C	C	 deslocamento de pessoas escravizadas.</p><p>D	D	 desenvolvimento de núcleos urbanos.</p><p>E	E	 seguridade de traslados internos.</p><p>QUESTãO 53</p><p>TEXTO I</p><p>Eis aqui uma grande vantagem da Monarquia</p><p>Constitucional no Brasil, e é que esse sistema há de</p><p>consolidar-se mais facilmente. Por isso que a passagem</p><p>para ele é menos violenta do que para a Liberdade</p><p>absoluta, e principalmente deixando-nos a Providência em</p><p>nossos braços o Herdeiro do trono Português, o Príncipe,</p><p>que tão digno se tem mostrado do nosso amor e dos</p><p>nossos sacrifícios.</p><p>BARBOSA, Januário da Cunha; LEDO, Joaquim Gonçalves. Reverbero Constitucional</p><p>Fluminense. Edição fac-similar. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2005. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O processo de independência brasileiro caracterizou-se</p><p>pela violência devido a guerras locais ocorridas em quase</p><p>todas as províncias do território, desmitificando a ideia</p><p>de que o processo se dera de maneira pacífica e sem</p><p>derramamento de sangue. As guerras ocorridas nas</p><p>províncias da Bahia e do Piauí, as quais se alastraram</p><p>pelas províncias vizinhas, foram a consequência maior</p><p>da consolidação da independência do Brasil e da futura</p><p>construção do país como nação.</p><p>SILVA, R. G. O processo de Independência do Brasil na Bahia e no Piauí: guerra, resistência e</p><p>vitória (1822-1823). Contraponto, v. 6, n. 2, p. 61-77, 2017. (adaptado)</p><p>A perspectiva sobre a independência do Brasil</p><p>apresentada no Texto II diferencia-se da abordada no</p><p>Texto I, pois evidencia a</p><p>A	A	 dimensão conflituosa da transição política.</p><p>B	B	 autonomia crescente do território nacional.</p><p>C	C	 investida republicana de grupos nordestinos.</p><p>D	D	 atuação ineficiente de movimentos opositores.</p><p>E	E	 aprovação popular do novo governante.</p><p>QUESTãO 54</p><p>A nova DIT (Divisão Internacional do Trabalho) não pode</p><p>ser pensada sem considerar o processo de globalização</p><p>econômica que tem dominado a economia mundial. Ela se</p><p>apoia no padrão de estratificação comercial em curso desde</p><p>os anos 1980. A generalização das políticas de abertura</p><p>econômica ampliou o comércio intraindustrial e favoreceu</p><p>a redistribuição global das estruturas industriais. De fato,</p><p>a expansão das atividades industriais na periferia do sistema</p><p>capitalista acabou por realimentar a internacionalização</p><p>produtiva por meio da competição global desenfreada</p><p>de produtos manufaturados em geral.</p><p>HAFFNER, J. A.; SILVESTRE, J. M. Globalização produtiva e desindustrialização. Carta</p><p>Internacional, v. 11, n. 2, p. 74-98, 2016. (adaptado)</p><p>As mudanças na espacialização do setor produtivo</p><p>descritas no texto são possibilitadas pelo(a)</p><p>A	A	 abandono de preceitos neoliberais.</p><p>B	B	 unificação de transações monetárias.</p><p>C	C	 equilíbrio de balanças comerciais.</p><p>D	D	 consolidação de medidas protecionistas.</p><p>E	E	 atuação de corporações transnacionais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL24 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 55</p><p>Não podemos admitir que o governo seja obrigado</p><p>a ter consideração por todos os cidadãos e possa, às</p><p>vezes, demonstrar mais consideração por alguns do que</p><p>por outros. Isso não seria pluralismo, porém, incoerência.</p><p>É imoral que ele, o governo, tenha mais consideração pela</p><p>vida de alguns do que pela de outros. Não podemos então,</p><p>de plena consciência, exigir nenhum direito à liberdade</p><p>que entre em conflito com as exigências da igualdade na</p><p>concepção que escolhemos.</p><p>DWORKIN, Ronald. A virtude soberana: a teoria e a prática da igualdade.</p><p>São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 171.</p><p>De acordo com a perspectiva apresentada no texto,</p><p>o dever social de um governo democrático deve estar</p><p>fundamentado na</p><p>A	A	 aplicação do princípio da isonomia.</p><p>B	B	 descentralização da aprovação de leis.</p><p>C	C	 escolha de gestores qualificados.</p><p>D	D	 valorização de manifestações populares.</p><p>E	E	 soberania da ação estatal.</p><p>QUESTãO 56</p><p>TEXTO I</p><p>Especialistas alertam para a necessidade de se repensar</p><p>o uso de termos e expressões que reforçam o racismo.</p><p>Há casos em que as palavras são reproduzidas sem que as</p><p>pessoas tenham o conhecimento histórico da origem delas.</p><p>Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 27 mar. 2024.</p><p>TEXTO II</p><p>A coisa apertou</p><p>Mercado clandestino</p><p>Inveja</p><p>Serviço malfeito</p><p>Mesa de cabeceira</p><p>Não sou da sua laia</p><p>A coisa tá preta</p><p>Mercado negro</p><p>Inveja branca</p><p>Serviço preto</p><p>Criado-mudo</p><p>Não sou tuas negas</p><p>Disponível em: https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br.</p><p>Acesso em: 20 mar. 2024. (adaptado)</p><p>Os textos defendem a substituição de termos e expressões</p><p>que reforçam uma</p><p>A	A	 divergência partidária.</p><p>B	B	 herança escravocrata.</p><p>C	C	 neutralidade ideológica.</p><p>D	D	 discriminação linguística.</p><p>E	E	 imposição religiosa.</p><p>QUESTãO 57</p><p>Documentário retratando o Congresso do Partido</p><p>Nacional Socialista realizado em 1934, O Triunfo da</p><p>Vontade é, basicamente, uma sucessão de imagens e</p><p>discursos que visam a engrandecer a Alemanha e seu</p><p>então líder, Adolf Hitler. [...] Durante a maior parte do</p><p>filme, não há falas, apenas registros visuais dos dias</p><p>do Congresso [...]. Apenas por volta dos 25 minutos</p><p>de projeção aparece o primeiro discurso, com as falas</p><p>dos homens que ocupavam altos cargos no regime.</p><p>Ressaltamos o pronunciamento de Otto Dietrich, chefe</p><p>de imprensa do partido: “A verdade é a base sobre a qual</p><p>o poder da imprensa fica e cai. Nossa única demanda à</p><p>imprensa estrangeira e à nossa própria imprensa é que</p><p>elas reportem a verdade sobre a Alemanha”.</p><p>COUTO, M. L. T. M. G.; FARCHE, B. K. O Cinema a Serviço da Cultura Política Nazista.</p><p>Revice – Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 2, n. 2, ago./dez. 2017. p. 355.</p><p>O pronunciamento do chefe de imprensa do partido nazista</p><p>expressa a seguinte característica do totalitarismo:</p><p>A	A	Fomento do acesso às informações midiáticas.</p><p>B	B	Dependência de aprovação das camadas populares.</p><p>C	C	Priorização de investimentos no setor cultural.</p><p>D	D	Controle das narrativas nos meios de comunicação.</p><p>E	E	Criação de propagandas com apelo emocional.</p><p>QUESTãO 58</p><p>LEI No 14.786, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2023</p><p>Art. 1o Cria o protocolo “Não é Não”, para prevenção ao</p><p>constrangimento e à violência contra a mulher.</p><p>Art. 2o O protocolo “Não é Não” será implementado no</p><p>ambiente de casas noturnas e de boates, em espetáculos</p><p>musicais realizados em locais fechados e em shows.</p><p>Art. 5o São direitos da mulher:</p><p>I – ser prontamente protegida pela equipe</p><p>do estabelecimento a fim de que possa relatar o</p><p>constrangimento ou a violência sofridos;</p><p>III – ser imediatamente afastada e protegida do agressor;</p><p>IV – ter respeitadas as suas decisões em relação às</p><p>medidas de apoio previstas nesta Lei;</p><p>VI – ser acompanhada por pessoa de sua escolha;</p><p>VIII – ser acompanhada até o seu transporte, caso</p><p>decida deixar o local.</p><p>BRASIL. Lei nº 14.786, de 28 de dezembro de 2023: Protocolo Não é não. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p>Em relação ao combate à violência contra a mulher, os</p><p>incisos apresentados indicam a necessidade de priorizar a</p><p>A	A	 legitimação da igualdade de gênero.</p><p>B	B	 preservação da integridade das vítimas.</p><p>C	C	 ampliação dos canais de denúncia.</p><p>D	D	 detenção dos sujeitos acusados.</p><p>E	E	 aceleração dos processos judiciais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 25Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 59</p><p>Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,</p><p>entre janeiro e agosto de 2021, houve 2 130 focos de fogo</p><p>na Caatinga – o maior número em nove anos e uma alta</p><p>de 164% em relação ao mesmo período de 2020. Como</p><p>em outros biomas, o fogo é geralmente usado na Caatinga</p><p>para “limpar” um local antes do plantio. O problema é que</p><p>as chamas acabam intensificando a degradação do solo</p><p>do bioma.</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A ação antrópica discutida no texto gera preocupações</p><p>ambientais principalmente porque contribui para o(a)</p><p>A	A	 ocorrência de enchentes sazonais.</p><p>B	B	modificação da estrutura geológica.</p><p>C	C	 redução das áreas de várzea.</p><p>D	D	 avanço do processo de desertificação.</p><p>E	E	 aumento da umidade dos terrenos.</p><p>QUESTãO 60</p><p>O governo federal espanhol instituiu, no período entre</p><p>10 de março e 8 de abril de 2020, um conjunto de medidas</p><p>extraordinárias de natureza essencialmente emergencial</p><p>para enfrentamento dos efeitos da covid-19. Uma das</p><p>medidas prevê a organização de um sistema de garantia</p><p>de renda mínima focalizado nos trabalhadores autônomos</p><p>e nas famílias com filhos em idade escolar.</p><p>AMITRANO, C. R. MAGALHÃES, L. C. G; SILVA, M. S. Medidas de enfrentamento dos efeitos</p><p>econômicos da pandemia Covid-19: Panorama internacional e análise dos casos dos Estados</p><p>Unidos, do Reino Unido e da Espanha. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),</p><p>Brasília, 2020. (adaptado)</p><p>A medida governamental apresentada buscava amenizar</p><p>efeitos socioeconômicos da covid-19 por meio do(a)</p><p>A	A	 concessão de empréstimos bancários.</p><p>B	B	 regularização de vínculos empregatícios.</p><p>C	C	 fornecimento de subsídios financeiros.</p><p>D	D	manutenção de ofícios informais.</p><p>E	E	 controle de falências empresariais.</p><p>QUESTãO 61</p><p>Não devemos, porém, omitir que não é conveniente a</p><p>remessa de colonos de mãos vazias, [...] pois que isto não</p><p>contribui para o povoamento do país [...]. Artífices como</p><p>ferreiros, carpinteiros, pedreiros, caldeireiros, alfaiates,</p><p>sapateiros, marceneiros, fabricantes de cadeiras,</p><p>vidraceiros e outras mais profissões, chegando aqui com</p><p>os seus instrumentos, tornar-se-ão ricos, porque muitos</p><p>desses artífices recebem um bom salário. [...] Há na pátria</p><p>artífices em grande número e ainda com mulher e filhos e</p><p>que não sabem o que fazer para obter o sustento, alguns</p><p>vivendo de esmolas, os quais podem ser estimulados</p><p>a embarcar para cá, com o que os esmoleres ficariam</p><p>aliviados e este país, povoado.</p><p>MELLO, Evaldo Cabral de. O Brasil Holandês. Penguin-Companhia, 2010.</p><p>O texto é um fragmento do relatório produzido por um</p><p>membro da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais</p><p>no século XVII e indica que a estratégia de colonização</p><p>neerlandesa no Brasil envolvia a</p><p>A	A	 distribuição de terras.</p><p>B	B	 realização de expedições.</p><p>C	C	 limitação de liberdades.</p><p>D	D	 atração de trabalhadores.</p><p>E	E	 criação de ofícios.</p><p>QUESTãO 62</p><p>A poluição térmica acontece quando há uma alteração</p><p>antinatural na temperatura de oceanos e rios, atingindo</p><p>diretamente o ecossistema e seus habitantes. A água</p><p>quente utilizada em siderúrgicas, usinas elétricas, usinas</p><p>nucleares, refinarias e fábricas em geral, quando se mistura</p><p>com rios e oceanos, pode provocar graves alterações na</p><p>temperatura, o que causa a poluição térmica.</p><p>Disponível em: https://www.pensamentoverde.com.br. Acesso em: 10 mar. 2023. (adaptado)</p><p>Nesse contexto, uma medida que contribui para a contenção</p><p>do tipo de poluição apresentado é a implementação de</p><p>A	A	 políticas de restrição do uso de elementos radioativos.</p><p>B	B	 sistemas de drenagem pluvial em espaços</p><p>urbanizados.</p><p>C	C	 planos de recuperação ambiental em leitos</p><p>intermitentes.</p><p>D	D	 tecnologias de tratamento efetivo dos esgotos</p><p>residenciais.</p><p>E	E	 processos de arrefecimento das águas após</p><p>utilização industrial.</p><p>QUESTãO 63</p><p>Nós viramos apêndices dos smartphones, assim como</p><p>os trabalhadores do século XIX eram apêndices das</p><p>máquinas. [...] Estamos com os smartphones o tempo</p><p>todo e é difícil diferenciar o trabalho do lazer. Isso fica</p><p>claro quando alguém utiliza seu perfil no Facebook ou</p><p>no Instagram para provar ser uma pessoa empregável.</p><p>As redes tornaram todos especialistas em propaganda e</p><p>marketing de si mesmos.</p><p>Disponível em: https://inb.org.br. Acesso em: 22 mar. 2024.</p><p>Segundo o texto, a incorporação dos dispositivos móveis</p><p>às práticas cotidianas tem intensificado a</p><p>A	A	 desvalorização de interações presenciais.</p><p>B	B	 ampliação da produtividade formal.</p><p>C	C	 evolução dos conhecimentos técnicos.</p><p>D	D	mercantilização das habilidades profissionais.</p><p>E	E	 flexibilização das jornadas laborais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL26 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 64</p><p>[...] Ele disse que a amizade é pouco</p><p>Disse mais, que seu amigo é dinheiro no bolso</p><p>Particularmente para mim</p><p>Não tem problema nenhum</p><p>Por mim cada um, cada um</p><p>Na lei da selva, consumir é necessário</p><p>Compre mais! Compre mais!</p><p>[...] É isso, capitalismo selvagem</p><p>Ele quer ter mais dinheiro, o quanto puder.</p><p>Racionais MC´s. Compositor: Mano Brown. In: Raio X do Brasil.</p><p>São Paulo: Zimbabwe Records, 1993. 1 disco vinil, lado A, faixa 4 (6 min).</p><p>Ao se referir de modo crítico ao funcionamento do</p><p>sistema capitalista, o trecho da música evidencia um</p><p>comportamento social que prioriza a</p><p>A	A	 valorização de vantagens materiais.</p><p>B	B	 austeridade na gestão financeira.</p><p>C	C	 incitação à livre concorrência.</p><p>D	D	 descartabilidade de produtos obsoletos.</p><p>E	E	 competitividade no meio corporativo.</p><p>QUESTãO 65</p><p>A radical discrepância de opiniões entre os membros</p><p>do grupo das 20 maiores economias do mundo causou</p><p>problemas durante as presidências do bloco realizadas</p><p>em 2022, na Indonésia, e em 2023, na Índia. Divergências</p><p>sobre conflitos como a guerra na Ucrânia e posições</p><p>em relação à governança global foram responsáveis</p><p>pelas reuniões de chanceleres e ministros da Economia,</p><p>em 2023, terem acabado sem o texto final – embora a</p><p>presidência indiana tenha tentado manter a praxe.</p><p>Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 8 abr. 2024. (adaptado)</p><p>No contexto contemporâneo, o impasse nas reuniões</p><p>do grupo de países ao qual o texto se refere evidencia o</p><p>seguinte aspecto das relações internacionais:</p><p>A	A	Crescimento do protagonismo ocidental.</p><p>B	B	Consolidação da multipolaridade geopolítica.</p><p>C	C	Restabelecimento da hegemonia europeia.</p><p>D	D	Unificação de espectros ideológicos.</p><p>E	E	Enfraquecimento de nações emergentes.</p><p>QUESTãO 66</p><p>A crescente polarização alimentou as ambições</p><p>anticonstitucionalistas do “establishment varguista”.</p><p>Assim, por um lado, é legítimo afirmar que o lançamento</p><p>oficial da ANL [Aliança Nacional Libertadora], em 30 de</p><p>março de 1935, marcou o fortalecimento de um discurso</p><p>à esquerda do regime disposto a confrontar o governo.</p><p>A ANL logrou congregar um amplo leque de anseios e</p><p>insatisfações em face da dinâmica política e econômica</p><p>de então: comunistas, socialistas, sindicalistas, trotskistas,</p><p>“tenentistas”, democratas, profissionais liberais e membros</p><p>de diferentes partidos Brasil afora diziam-se contemplados</p><p>com a bandeira de luta e pelo manifesto da ANL.</p><p>TAVOLARO, S. B. F. A cidadania da “Era Vargas” revisitada: Uma modernidade singular?</p><p>Teoria & Pesquisa–Revista de Ciência Política, São Carlos, v. 19, n. 2, 2011. p. 93. (adaptado)</p><p>O contexto político apresentado foi utilizado como</p><p>argumento por Getúlio Vargas para</p><p>A	A	 estabelecer um regime autoritário.</p><p>B	B	 convocar uma assembleia constituinte.</p><p>C	C	 reformular a legislação trabalhista.</p><p>D	D	 antecipar o processo eleitoral.</p><p>E	E	 abdicar do poder presidencial.</p><p>QUESTãO 67</p><p>A Austrália, país que passou, entre 1997 e 2009, pelo</p><p>mais severo período de seca já registrado e que entre</p><p>2013 e 2014 teve 156 recordes de temperatura, precisou</p><p>se adaptar para manter o abastecimento de milhões de</p><p>moradores. Foram investidos cerca de R$ 6 bilhões em</p><p>infraestrutura, o que ajudou a combater vazamentos e a</p><p>economizar água. Segundo Tony Wong, do Programa de</p><p>Cooperação em Pesquisa da Austrália, em Melbourne,</p><p>foram realizadas obras para que as águas residuais</p><p>que saem das casas sigam para reservatórios próprios.</p><p>Depois de tratada, a então “água de reúso” retorna para</p><p>as moradias, já adaptadas para receber o líquido em uma</p><p>torneira especial, podendo ser utilizada na limpeza da</p><p>casa, lavagem de roupas e outras atividades em que se</p><p>consiga evitar o emprego de água potável.</p><p>Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 17 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando o debate sobre segurança hídrica, as</p><p>medidas descritas no texto estão pautadas no(a)</p><p>A	A	 simplificação da dessalinização.</p><p>B	B	monitoramento da qualidade.</p><p>C	C	 contenção do desperdício.</p><p>D	D	 proteção de ecossistemas.</p><p>E	E	 aproveitamento de aquíferos.</p><p>QUESTãO 68</p><p>A diversão é o prolongamento do trabalho sob o</p><p>capitalismo tardio. Ela é procurada por quem quer escapar</p><p>ao processo de trabalho mecanizado, para se pôr de novo</p><p>em condições de enfrentá-lo. Mas, ao mesmo tempo, a</p><p>mecanização atingiu um tal poderio sobre a pessoa em seu</p><p>lazer e sobre sua felicidade, ela determina tão profundamente</p><p>a fabricação das mercadorias destinadas à diversão, que</p><p>esta pessoa não pode mais perceber outra coisa senão as</p><p>cópias que reproduzem o próprio processo de trabalho. O</p><p>pretenso conteúdo não passa de uma fachada desbotada; o</p><p>que fica gravado é a sequência automatizada de operações</p><p>padronizadas. Ao processo de trabalho na fábrica e no</p><p>escritório só se pode escapar adaptando-se a ele durante o</p><p>ócio. Eis aí a doença incurável de toda diversão.</p><p>ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos</p><p>filosóficos. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1986.</p><p>A crítica apresentada no excerto indica que, na sociedade</p><p>capitalista, o lazer tem se constituído como um elemento</p><p>que</p><p>A	A	 corrobora a estrutura de padronização industrial.</p><p>B	B	 aliena a lucratividade do trabalho operário.</p><p>C	C	mercantiliza os produtos culturais eruditos.</p><p>D	D	 dinamiza o conhecimento técnico-científico.</p><p>E	E	 centraliza o potencial esclarecedor da arte.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 27Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 69</p><p>O nome krenak nos identifica como “cabeça da terra”,</p><p>como uma humanidade que não consegue se conceber</p><p>sem essa conexão, sem essa profunda comunhão com</p><p>esse lugar que todos compartilhamos. Quando nós falamos</p><p>que o nosso rio é sagrado, as pessoas dizem: “Isso é</p><p>algum folclore deles”; quando dizemos que a montanha</p><p>está mostrando que vai chover, eles dizem: “Não, uma</p><p>montanha não fala nada”. Quando tiramos deles os seus</p><p>sentidos, considerando que isso é atributo exclusivo</p><p>dos humanos, nós liberamos esses lugares para que</p><p>se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista.</p><p>Do nosso divórcio das integrações e interações com a nossa</p><p>mãe, a Terra, resulta que ela está nos deixando órfãos.</p><p>KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2019. p. 48-49. (adaptado)</p><p>Com base no texto, a cultura do povo Krenak é marcada pela</p><p>A	A	 imposição de crenças animistas.</p><p>B	B	 integração de componentes naturais.</p><p>C	C	 consagração de fenômenos climáticos.</p><p>D	D	 sacralização de relações comunitárias.</p><p>E	E	 conservação de práticas nômades.</p><p>QUESTãO 70</p><p>Artigo 7o – Os Estados-partes tomarão todas as</p><p>medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra</p><p>a mulher na vida política e pública do país e, em particular,</p><p>garantirão, em igualdade de condições com os homens,</p><p>o direito a: [...]</p><p>b) Participar na formulação de políticas governamentais</p><p>e na execução destas, e ocupar cargos públicos e</p><p>exercer todas as funções públicas em todos os planos</p><p>governamentais.</p><p>DECRETO Nº 4.377, DE 13 DE SETEMBRO DE 2002.</p><p>Disponível em:https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 3 abr. 2024.</p><p>Uma medida que se alinha diretamente à proposta do</p><p>fragmento do decreto é a</p><p>A	A	 instauração da lei de paridade salarial.</p><p>B	B	 garantia de pautas feministas em lutas sociais.</p><p>C	C	 exigência de cotas de gênero nos partidos.</p><p>D	D	 consolidação de penas para crimes de feminicídio.</p><p>E	E	 equiparação do acesso ao ambiente acadêmico.</p><p>QUESTãO 71</p><p>Na manhã de 7 de outubro de 2023, o Estado de Israel</p><p>recebeu um ataque surpresa do grupo islâmico Hamas, que</p><p>partiu da Faixa de Gaza. O conflito, que apresenta raízes</p><p>históricas profundas, não contava com combates desse</p><p>porte desde 1948 – com a Guerra da Independência.</p><p>Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em: 19 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A tensão geopolítica noticiada no texto resulta de um</p><p>contexto histórico de</p><p>A	A	 união internacional contra ações terroristas.</p><p>B	B	 disputa territorial entre segmentos religiosos.</p><p>C	C	 luta coletiva contra regimes ditatoriais.</p><p>D	D	 oposição ideológica entre socialismo e capitalismo.</p><p>E	E	 divergência doutrinária entre cristãos e muçulmanos.</p><p>QUESTãO 72</p><p>Para Sócrates, as leis devem ser respeitadas, porém</p><p>o cidadão, por ser livre, pode mudá-las com o auxílio de</p><p>seus concidadãos, desde que seja capaz de persuadi-los</p><p>de que as leis são insuficientes. Respeitar as leis não é o</p><p>mesmo que submeter-se a elas. O respeito às leis significa</p><p>estar de acordo com a própria razão e estar de acordo com</p><p>a própria razão é estar de acordo consigo mesmo.</p><p>TONELLI, M. L. Q. Ética e Política: qual liberdade? Dissertação (Mestrado). Faculdade</p><p>de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2008.</p><p>(adaptado)</p><p>No trecho, apresenta-se uma ideia filosófica segundo a</p><p>qual o comportamento ético em sociedade deve alinhar</p><p>A	A	 convicção pessoal e conformidade legal.</p><p>B	B	 soberania popular e gestão autocrática.</p><p>C	C	 desobediência civil e ação utilitária.</p><p>D	D	 crítica política e moralidade religiosa.</p><p>E	E	 ação virtuosa e rigidez constitucional.</p><p>QUESTãO 73</p><p>Nos últimos anos, o consumo de água pelas big</p><p>techs aumentou significativamente devido à expansão</p><p>da inteligência artificial (IA). Segundo um estudo da</p><p>Universidade da Califórnia, o uso intensivo de energia pelas</p><p>ferramentas de IA requer maior refrigeração dos servidores,</p><p>o que, por sua vez, demanda mais água. “Muitos milhões</p><p>de litros de água retirados ou consumidos para geração</p><p>de eletricidade e resfriamento dos servidores têm passado</p><p>largamente despercebidos”, explicam os pesquisadores.</p><p>Disponível em: https://www.poder360.com.br. Acesso em: 2 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando o aumento da demanda energética</p><p>decorrente do uso de novas tecnologias, o texto chama</p><p>atenção para o seguinte impacto ambiental:</p><p>A	A	Exploração de combustíveis fósseis.</p><p>B	B	Elevação da pegada hídrica.</p><p>C	C	Emissão de gases poluentes.</p><p>D	D	Extinção de recursos naturais.</p><p>E	E	Contaminação de leitos fluviais.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL28 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 74</p><p>Existem basicamente duas linhas de interpretação</p><p>em torno do grande conflito que, entre 1861 e 1865,</p><p>ensanguentou a América do Norte [...]. A primeira, difundida</p><p>pelos vitoriosos logo após o final</p><p>da guerra, e que mais</p><p>tarde se tornaria predominante, defende a ideia de que</p><p>se tratou antes de um conflito social, opondo classes</p><p>sociais antagônicas em torno da questão da escravatura</p><p>[...]. Para outra corrente de pensamento, no entanto,</p><p>o confronto assemelhou-se mais a um embate clássico</p><p>entre Estados soberanos, e menos a uma “revolução</p><p>social”. Por essa razão, ele deveria ser interpretado como</p><p>sendo uma “guerra entre regiões”, na qual o Norte teria</p><p>lutado contra o Sul.</p><p>MAGNOLI, Demétrio (org.). História das guerras. São Paulo: Contexto, 2006.</p><p>No texto, as duas linhas de interpretação da Guerra de</p><p>Secessão se complementam na medida em que</p><p>A	A	 indicam um cenário de polarização nacional.</p><p>B	B	 comprovam a relação com o patriotismo exacerbado.</p><p>C	C	 propõem uma associação com a causa abolicionista.</p><p>D	D	 expõem a brutalidade dos confrontos armados.</p><p>E	E	 demonstram a influência das teorias republicanas.</p><p>QUESTãO 75</p><p>O sistema de agricultura familiar medieval da</p><p>planície Padana continuou evoluindo e seu progresso foi</p><p>amplamente tratado no século XIV por Piero de Crescenzi</p><p>em Opus Commodorum. A obra retratou o que, àquela</p><p>época, foi a agricultura mais avançada em todo o mundo,</p><p>e que se desenvolvia ao norte da Toscana e na planície</p><p>Padana, fundamentada em princípios que levavam em</p><p>conta a possibilidade de uso intensivo do solo com base</p><p>na irrigação, na fertilização e no manejo de conservação,</p><p>práticas que vinham sendo constantemente aperfeiçoadas.</p><p>Disponível em: https://seer.sct.embrapa.br. Acesso em: 4 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Ao tratar da Idade Média, o texto contraria a noção</p><p>comumente difundida de que esse período foi marcado pela</p><p>A	A	 inexistência de mecanização agrícola.</p><p>B	B	 redução da produção agropecuária.</p><p>C	C	 estagnação de inovações técnicas.</p><p>D	D	 valorização do trabalho rural.</p><p>E	E	 ausência de atividades comerciais.</p><p>QUESTãO 76</p><p>A revolução tecnológica está acontecendo e modificando</p><p>nossas vidas à revelia de nossa vontade ou participação.</p><p>E a negação de participar dessa revolução significará</p><p>ser arrastados por seus resultados. Assim, participar não</p><p>significa querer barrar ou aderir a esse processo, que</p><p>é irreversível, mas entender o que está acontecendo e</p><p>propor alternativas que conduzam à participação efetiva</p><p>da sociedade como um todo para que se consiga interferir</p><p>diretamente nos possíveis rumos futuros dessa revolução.</p><p>FERRACIOLI, L. Educação & informática: possíveis (des)caminhos.</p><p>Interface, Vitória, ano 1, n. 2, p. 93-99, dez.1996.</p><p>No texto, a reflexão proposta pelo autor sugere que</p><p>a participação social no processo de modernização</p><p>tecnológica requer uma</p><p>A	A	 atuação crítica.</p><p>B	B	 oposição racional.</p><p>C	C	 especialização formativa.</p><p>D	D	 assimilação passiva.</p><p>E	E	 conformação coletiva.</p><p>QUESTãO 77</p><p>O governo local somente reconhecia a existência de</p><p>uma povoação a partir do momento em que a capela</p><p>presente fosse elevada à categoria de freguesia (paróquia).</p><p>Esse processo para a constituição de uma nova povoação</p><p>não se alterou até os fins do período imperial no Brasil.</p><p>Com isso, até o final do século XIX, a capela era o ponto</p><p>que embrionava a povoação, o primeiro símbolo de</p><p>oficialidade de uma localidade que se estabelecia. Em</p><p>muitos casos, também a primeira edificação do local, a</p><p>edificação que atraía as pessoas para se fixarem em suas</p><p>cercanias, trazendo moradores que formariam uma nova</p><p>comunidade ao seu redor.</p><p>VALE, M. M. Arquitetura [...] do século XIX no antigo sertão da farinha podre. Tese (Doutorado).</p><p>Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.Universidade de São Paulo. São Paulo, 1998. (adaptado)</p><p>O texto indica que o processo de formação de núcleos de</p><p>povoamento no Brasil evidenciou o(a)</p><p>A	A	 declínio da laicidade estatal.</p><p>B	B	 avanço da liberdade religiosa.</p><p>C	C	 abandono de padrões medievais.</p><p>D	D	 relevância da instituição eclesiástica.</p><p>E	E	 secularização da gestão lusitana.</p><p>QUESTãO 78</p><p>Segundo o Acnur, a maioria das pessoas que deixaram a</p><p>Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia está sendo</p><p>recebida por países como Polônia, Hungria, Romênia e</p><p>Moldávia. Com o acolhimento de refugiados da Ucrânia,</p><p>parte dos governos europeus segue direção oposta da</p><p>que tomou em outras crises migratórias recentes, como</p><p>a de 2015, quando cerca de 1 milhão de refugiados e</p><p>requerentes de asilo saíram da Síria, em guerra civil, rumo</p><p>à Europa. A onda migratória levou alguns países a apostar</p><p>no ultranacionalismo, recusando-se a receber pessoas</p><p>que pediam proteção vindas da África ou do Oriente</p><p>Médio. Entre os governos que se fecharam a imigrantes,</p><p>estiveram o da Polônia e o da Hungria.</p><p>VICK, M. Como o racismo se manifesta na nova crise de refugiados. Nexo Jornal, 1 mar. 2022.</p><p>Disponível em: https://www.nexojornal.com.br. Acesso em: 15 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Ao comparar a postura de Estados Nacionais diante de</p><p>diferentes fluxos migratórios, o texto revela o(a)</p><p>A	A	 eficácia de mecanismos legais.</p><p>B	B	 autoritarismo de líderes políticos.</p><p>C	C	 declínio da hospitalidade social.</p><p>D	D	 permanência de políticas migratórias.</p><p>E	E	 seletividade do apoio humanitário.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 29Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 79</p><p>A partir do primeiro piso da torre, com três bolsas</p><p>cheias de bolas de chumbo e madeira de diferentes</p><p>pesos e tamanhos, Galileu explicou aos presentes que se</p><p>propunha a refutar a ideia aristotélica de que a velocidade</p><p>de queda dos corpos era proporcional ao seu peso. Para</p><p>tal, Galileu subiu até o último piso do campanile e lançou as</p><p>bolas duas a duas. Apesar de ter afirmado diante de toda a</p><p>gente que as bolas chegariam ao chão ao mesmo tempo,</p><p>houve uma pequena diferença. No entanto, conseguiu</p><p>demonstrar que essa diferença era muitíssimo menor do</p><p>que a proporcionalidade que o filósofo grego antecipava.</p><p>Disponível em: https://www.nationalgeographic.pt. Acesso em: 28 fev. 2024. (adaptado)</p><p>No caso apresentado no texto, os processos realizados a</p><p>fim de comprovar uma teoria consistem na</p><p>A	A	 associação de axiomas lógicos para a concepção de</p><p>teoremas filosóficos.</p><p>B	B	 adoção do método indutivo para a elaboração de</p><p>generalizações empíricas.</p><p>C	C	 utilização do raciocínio analógico para a invalidação de</p><p>hipóteses científicas.</p><p>D	D	 negação do pensamento mítico para a compreensão</p><p>de fenômenos naturais.</p><p>E	E	 aplicação de postulados modernos para a corroboração</p><p>de noções antigas.</p><p>QUESTãO 80</p><p>Qualquer historiador reconhece-a imediatamente:</p><p>as barbas, as gravatas esvoaçantes, os chapéus dos</p><p>militantes, as bandeiras tricolores, as barricadas, o sentido</p><p>inicial de libertação, de imensa esperança e confusão</p><p>otimista. Era a “primavera dos povos” – e, como a primavera,</p><p>não durou [...]. Depois da capitulação dos húngaros e</p><p>dos venezianos em agosto de 1849, a revolução estava</p><p>morta. Com a única exceção na França, todos os antigos</p><p>comandos foram restaurados no poder – em alguns casos,</p><p>como no Império dos Habsburgos, inclusive com mais</p><p>força do que antes – e os revolucionários espalharam-se</p><p>no exílio.</p><p>HOBSBAWM, Eric. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.</p><p>Considerando as implicações imediatas da Primavera</p><p>dos Povos, o autor a caracteriza no excerto como um</p><p>movimento de</p><p>A	A	 impacto fugaz.</p><p>B	B	 aspiração utópica.</p><p>C	C	 caráter elitista.</p><p>D	D	 alcance ilimitado.</p><p>E	E	 viés anarquista.</p><p>QUESTãO 81</p><p>Número de pessoas por grupos etários – Brasil (1950-2100)</p><p>Po</p><p>pu</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>(e</p><p>m</p><p>m</p><p>il</p><p>ha</p><p>bi</p><p>ta</p><p>nt</p><p>es</p><p>)</p><p>90 000</p><p>70 000</p><p>50 000</p><p>30 000</p><p>10 000</p><p>1950 1980 2010 2040 2070 2100</p><p>0-19 anos 20-39 anos 40-59 anos 60 anos +</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 10 out. 2023. (adaptado)</p><p>Considerando as projeções do gráfico, até o final</p><p>do século</p><p>XXI, o Brasil vivenciará o(a)</p><p>A	A	 aceleração do crescimento vegetativo.</p><p>B	B	 recuperação dos índices de fertilidade.</p><p>C	C	 prolongamento do bônus demográfico.</p><p>D	D	 aumento da razão de dependência.</p><p>E	E	 diminuição da densidade populacional.</p><p>QUESTãO 82</p><p>A Coalizão Respirar é uma rede que congrega mais</p><p>de vinte organizações da sociedade civil que atuam</p><p>conjuntamente na defesa da qualidade do ar e no combate</p><p>à mudança climática no Brasil. Entre os anos de 2017</p><p>e 2018, a sociedade civil batalhou em São Paulo pela</p><p>aprovação da Lei dos Ônibus Limpos (16.802/2018).</p><p>A atuação coletiva nesta e em outras atividades resultou</p><p>na formação da Rede Mobilidade e Clima, focada na</p><p>melhoria da mobilidade urbana e das condições climáticas</p><p>e ambientais na capital de São Paulo.</p><p>Disponível em: https://www.respirar.org.br. Acesso em: 11 abr. 2024.</p><p>No contexto em pauta, a reivindicação social envolve</p><p>diretamente a proposição de medidas para a resolução</p><p>do seguinte problema:</p><p>A	A	Concentração da população citadina nas periferias.</p><p>B	B	Ausência de modais diversificados nas cidades.</p><p>C	C	Revogação de legislações ambientais nacionais.</p><p>D	D	Precariedade dos eixos viários metropolitanos.</p><p>E	E	Dependência de fontes energéticas não renováveis.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL30 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 83</p><p>Segundo relatório da Conferência das Nações Unidas</p><p>sobre Comércio e Desenvolvimento, os dois principais</p><p>canais de comércio global, o Canal de Suez e o Canal do</p><p>Panamá, registraram uma diminuição no trânsito de quase</p><p>50%. No caso do Canal de Suez, a redução aconteceu</p><p>por causa de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen,</p><p>apoiados pelo Irã, que, desde o fim de 2023, intensificaram</p><p>atos de violência contra navios de carga. No caso do Canal</p><p>do Panamá, as mudanças climáticas contribuem para</p><p>condições de navegação mais severas e imprevisíveis.</p><p>Disponível em: https://exame.com. Acesso em: 9 abr. 2024. (adaptado)</p><p>O comprometimento dos canais mencionados acarreta</p><p>o seguinte efeito econômico para o comércio global:</p><p>A	A	Ampliação das barreiras alfandegárias.</p><p>B	B	Restrição dos investimentos externos.</p><p>C	C	Paralisação das exportações de produtos.</p><p>D	D	Encarecimento dos bens de consumo.</p><p>E	E	Enfraquecimento dos blocos econômicos.</p><p>QUESTãO 84</p><p>A atuação dos movimentos sociais para viabilizar o uso</p><p>de imóveis ociosos em áreas centrais converge com a</p><p>abordagem inclusiva para o enfrentamento das mudanças</p><p>climáticas, já que questiona um processo de crescimento</p><p>da cidade que põe pressão sobre áreas verdes ou, ainda,</p><p>gera aumento dos deslocamentos e gastos energéticos</p><p>com as consequências ambientais associadas.</p><p>CAVALCANTI, E. R. et al. Movimentos sociais na ocupação de imóveis vazios nas áreas</p><p>centrais e o enfrentamento inclusivo das mudanças climáticas: os casos de São Paulo e Natal.</p><p>Revista de Direito da Cidade, v. 14, n. 1, p. 138-169, 2022. (adaptado)</p><p>No texto, a atuação dos movimentos abordados alia lutas</p><p>sociais e pautas ambientais na medida em que</p><p>A	A	 desenvolve uma solução para problemas de trânsito.</p><p>B	B	 reivindica a recuperação de áreas degradadas.</p><p>C	C	 busca a desapropriação de propriedades privadas.</p><p>D	D	 combate o processo de gentrificação periférica.</p><p>E	E	 critica o modelo de urbanização hegemônico.</p><p>QUESTãO 85</p><p>A agricultura familiar é fonte significativa da</p><p>produção de alimentos no Brasil e, apesar de se</p><p>reconhecer sua importância para o desenvolvimento</p><p>rural sustentável, também é preciso admitir que esse</p><p>setor enfrenta dificuldades para sua consolidação, como</p><p>a comercialização dos seus produtos e o acesso aos</p><p>mercados agroalimentares. Em resposta, estão surgindo</p><p>formas alternativas de comercialização, como o comércio</p><p>eletrônico. Uma das maiores incentivadoras da agricultura</p><p>baseada no uso de tecnologias é a possibilidade de</p><p>estabelecer um canal de comercialização curto e eficiente</p><p>entre agricultores e consumidores.</p><p>MONTEIRO, L.; LEITÃO, F. O.; DELGROSSI, M. E. Uso do e-commerce na comercialização</p><p>dos produtos da agricultura familiar: uma revisão sistemática da literatura.</p><p>Informe GEPEC, [S. l.], v. 26, n. 3, p. 323-341, 2022. (adaptado)</p><p>A comercialização de produtos no modelo mencionado no</p><p>texto beneficia os agricultores familiares ao promover o(a)</p><p>A	A	 progresso do sistema policultor.</p><p>B	B	 horizontalidade da cadeia produtiva.</p><p>C	C	 reorganização da estrutura fundiária.</p><p>D	D	monitoramento de culturas agrícolas.</p><p>E	E	 consolidação da industrialização rural.</p><p>QUESTãO 86</p><p>TEXTO I</p><p>501</p><p>87</p><p>95</p><p>lushing</p><p>lizabeth Newark</p><p>Staten</p><p>Island</p><p>Central Park</p><p>Percurso</p><p>Distância em</p><p>linha reta</p><p>Maratona de Nova York - 2024</p><p>N</p><p>Escala 1:352.000</p><p>Distância em linha reta: 6 cm</p><p>21 km</p><p>Disponível em: https://www.terra.com.br. Acesso em: 25 fev. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O percurso da Maratona de Nova York começa em</p><p>Staten Island, pouco antes da Ponte Verrazano, levando</p><p>os corredores até o Brooklyn. Depois, eles seguem para a</p><p>Ponte Queensborough, passando pelo bairro do Queens.</p><p>Em Manhattan, eles vão até o Bronx, onde dão meia-volta</p><p>e retornam. A chegada fica no sul do Central Park. Ao todo,</p><p>os competidores percorrem aproximadamente 42 km.</p><p>Percurso da Maratona de Nova York. https://www.google.com/maps.</p><p>Acesso em: 11 abr. 2024. (adaptado)</p><p>Considerando que, no mapa, a distância real em linha reta</p><p>entre os pontos de partida e de chegada corresponde a</p><p>6 cm, a escala aproximada dessa representação</p><p>cartográfica em centímetros é</p><p>A	A	 1 : 35 000 000.</p><p>B	B	 1 : 3 500 000.</p><p>C	C	 1 : 3 500.</p><p>D	D	 1 : 35 000.</p><p>E	E	 1 : 350 000.</p><p>CH 1o DIA CADERNO 1 AZUL 31Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTãO 87</p><p>TEXTO I</p><p>Em geral, o acerto das condições de trabalho era apenas</p><p>verbal. Dependendo das características econômicas</p><p>de cada região, havia diferenças nas relações de</p><p>trabalho, mas em todas elas subsistia um único princípio:</p><p>garantias dos fazendeiros, obrigações dos trabalhadores.</p><p>JANOTTI, M. L. M. Coronelismo: uma política de compromissos.</p><p>São Paulo: Brasiliense, 1986. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>O Doutor não era doutor, o Capitão não era capitão.</p><p>Como a maior parte dos coronéis não eram coronéis.</p><p>Poucos, em realidade, os fazendeiros que nos começos da</p><p>República e da lavoura do cacau haviam adquirido patentes</p><p>de Coronel da Guarda Nacional. Ficara o costume: dono</p><p>de roças de mais de mil arrobas passava normalmente a</p><p>usar e receber o título que ali não implicava em mando</p><p>militar e, sim, no reconhecimento da riqueza.</p><p>AMADO, J. Gabriela, cravo e canela. 55. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Record, 1978.</p><p>Considerando o contexto rural do início da República no</p><p>Brasil, os textos mostram-se alinhados ao apresentar uma</p><p>sociedade marcada pela</p><p>A	A	 oralidade dos regimentos contratuais e das legislações</p><p>comerciais.</p><p>B	B	 perpetuação da lógica escravista e da discriminação</p><p>racial.</p><p>C	C	militarização do poder político e das organizações</p><p>estatais.</p><p>D	D	 informalidade dos vínculos laborais e das posições</p><p>sociais.</p><p>E	E	 reivindicação dos direitos trabalhistas e da reforma</p><p>agrária.</p><p>QUESTãO 88</p><p>O interesse por novos objetos, até então negligenciados</p><p>pela História tradicional, fez com que a historiografia</p><p>contemporânea se encaminhasse para necessitar</p><p>cada vez mais de outros tipos de evidências que não</p><p>só as tradicionais crônicas e os habituais registros</p><p>arquivísticos. Assim, se</p><p>os arquivos oficiais continuam a</p><p>ser fundamentais para o trabalho dos historiadores, eles</p><p>estão longe de serem suficientes para fornecer tudo o que</p><p>estes necessitam para o seu trabalho.</p><p>BARROS, J. A. [...]. Cadernos do Tempo Presente, São Cristóvão,</p><p>v. 11, n. 2, p. 3-26, jul-dez. 2020. (adaptado)</p><p>As mudanças no processo de produção do saber histórico</p><p>tratadas no texto apontam para a necessidade de</p><p>A	A	 contestação das narrativas dominantes.</p><p>B	B	 diversificação das fontes analisadas.</p><p>C	C	 priorização de vestígios materiais.</p><p>D	D	 criação de metodologias racionais.</p><p>E	E	 investigação de dogmas enraizados.</p><p>QUESTãO 89</p><p>Devido às redes sociais e aos smartphones, o espírito</p><p>da Primavera Árabe varreu o Oriente Médio e contribuiu</p><p>para derrubar ditaduras. Naquela época, por não serem</p><p>capazes de dominar essas ferramentas, os regimes do</p><p>Norte da África e do Oriente Médio foram surpreendidos</p><p>com a velocidade com que se espalhou o fervor dessas</p><p>revoltas populares na internet. Hiperconectadas e, em</p><p>sua maioria, sem liderança, essas mobilizações fizeram</p><p>a Primavera Árabe disparar em todas as direções, com</p><p>reivindicações surgindo de reuniões públicas na internet</p><p>sem comitês de direção a portas fechadas.</p><p>Disponível em: https://www.em.com.br. Acesso em: 22 maio 2024. (adaptado)</p><p>Em relação ao contexto conflituoso abordado, o texto</p><p>apresenta o papel dos meios digitais na</p><p>A	A	 propagação de informações inverídicas.</p><p>B	B	 valorização de práticas diplomáticas.</p><p>C	C	 desintegração de levantes armados.</p><p>D	D	 erradicação da repressão política.</p><p>E	E	 articulação da sociedade civil.</p><p>QUESTãO 90</p><p>Publicado originalmente em folhetins do Diário do</p><p>Rio de Janeiro, entre janeiro e abril de 1857, O Guarani</p><p>ganhava a forma de livro no mesmo ano [...]. O romance</p><p>se passa no século XVII, às margens do Rio Paraíba.</p><p>Seu principal protagonista é Peri [...]. Peri é a própria</p><p>representação do bom selvagem rousseauneano: forte,</p><p>livre como o vento, fiel e correto em seus atos. [...] Em uma</p><p>terra de passado e nobreza recentes, Alencar recria um</p><p>passado mítico com seus senhores valentes e bondosos</p><p>e indígenas fiéis e honrados.</p><p>SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. M. Brasil: uma biografia.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2015.</p><p>A obra abordada no texto integra um movimento literário</p><p>que buscou simbolizar a nacionalidade brasileira por</p><p>meio da</p><p>A	A	 denúncia social.</p><p>B	B	 exaltação lógica.</p><p>C	C	 crítica monárquica.</p><p>D	D	 equiparação racial.</p><p>E	E	 idealização identitária.</p><p>1o DIA CADERNO 1 AZUL32</p><p>RASCUNHO</p><p>DE REDAÇÃO</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.</p><p>Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>Este simulado é protegido por direitos autorais do SAS Plataforma de Educação e seu uso é exclusivo às instituições de ensino parceiras e aos alunos da plataforma, não podendo</p><p>ser reproduzido, copiado ou compartilhado sem autorização expressa, por escrito, sob pena de caracterização de ato ilícito pela violação de direitos autorais.</p><p>Exame Nacional do Ensino MédioExame Nacional do Ensino Médio</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>4o</p><p>20242024</p><p>*MS24VV004L1E1*</p><p>01_2024_4oENEM_1oDIA_MIOLO_LC_M1_PORTAL</p><p>02_2024_4oENEM_1oDIA_MIOLO_CH_M1_PORTAL</p><p>theorists of love acknowledge that we would all</p><p>love better if we used it as a verb. I spent years searching</p><p>for a meaningful definition of the word “love” and was</p><p>deeply relieved when I found one in psychiatrist M. Scott</p><p>Peck’s classic self-help book The Road Less Traveled, first</p><p>published in 1978. Echoing the work of Erich Fromm, he</p><p>defines love as “the will to extend one’s self for the purpose</p><p>of nurturing one’s own or another’s spiritual growth.”</p><p>Explaining further, he continues: “Love is as love does.</p><p>Love is an act of will-namely, both an intention and an</p><p>action. Will also implies choice. We do not have to love. We</p><p>choose to love.” Since the choice must be made to nurture</p><p>growth, this definition counters the more widely accepted</p><p>assumption that we love instinctually.</p><p>HOOKS, bell. All about love: new visions.</p><p>Nova York: William Morrow Paperbacks, 2018. (fragmento)</p><p>O texto, que aborda questões referentes ao amor, tem o</p><p>objetivo de</p><p>A	A	 propor o entendimento de um conceito.</p><p>B	B	 reconhecer a percepção de um especialista.</p><p>C	C	 analisar a ambiguidade de uma nomenclatura.</p><p>D	D	 apresentar o sentido mais comum de um termo.</p><p>E	E	 retratar o caráter involuntário de um sentimento.</p><p>Questões de 01 a 05 (opção espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Tengo una amiga que habla mixe, zapoteco y castellano:</p><p>son lenguas de tres familias totalmente distintas, no</p><p>tienen nada que ver entre sí, con patrones gramaticales</p><p>abismalmente distintos. Al mismo tiempo, si alguien habla</p><p>inglés, francés y español, que son lenguas indoeuropeas,</p><p>tienen muchas semejanzas en el ordenamiento, la</p><p>marcación, la conjugación. Cognitivamente, lo otro me</p><p>parece más impresionante, pero socialmente lo segundo</p><p>va a ser más deseable, en qué lengua estás hablando</p><p>va a tener un impacto distinto. Es una valoración que</p><p>tiene que ver con factores extralingüísticos. Entonces,</p><p>aunque la mayoría de los que hablamos lenguas indígenas</p><p>en México somos bilingües, esta situación ha hecho</p><p>que la mayor parte de la población mexicana hoy sea</p><p>lamentablemente monolingüe, cuando pudo haber sido</p><p>otra realidad, con la riqueza que eso hubiera implicado.</p><p>Lo natural en sociedades donde hay muchas lenguas es</p><p>el multilingüismo, lo extraño es estar construyendo países</p><p>monolingües, monolingüizados.</p><p>NADER, Mariana Toro; AGUILAR, Yásnaya. “No hay nada más político que una lengua porque</p><p>construye lo común”. Ethic, 23 jan. 2024. Disponível em: https://ethic.es.</p><p>Acesso em: 7 mar. 2024.</p><p>Nesse trecho de uma entrevista, ao discutir o bilinguismo,</p><p>a linguista mexicana Yásnaya Aguilar retrata a</p><p>A	A	 presença de fatores extralinguísticos na formação do</p><p>espanhol.</p><p>B	B	 hierarquização das línguas com base no prestígio</p><p>global.</p><p>C	C	 importância das línguas originárias para a identidade</p><p>mexicana.</p><p>D	D	 influência do multilinguismo para uma sociedade</p><p>globalizada.</p><p>E	E	 complexidade do espanhol mexicano comparado ao</p><p>europeu.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>4 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 02</p><p>¿Si los polos se derritieran</p><p>de golpe, crees que se</p><p>preocuparían más los</p><p>humanos?</p><p>El veneno, si es</p><p>lento, deja de</p><p>ser malo…</p><p>Ramón. Disponível em: https://imagenes.elpais.com. Acesso em: 7 mar. 2024. (adaptado)</p><p>Na tira, a expressão “de golpe” é utilizada para</p><p>A	A	 repercutir a iminência de alterações ambientais no</p><p>planeta.</p><p>B	B	 retratar a extensão das intervenções humanas no</p><p>ambiente.</p><p>C	C	 apontar os efeitos dos problemas climáticos para a</p><p>sociedade.</p><p>D	D	 especular o grau de urgência necessário para a</p><p>mobilização social.</p><p>E	E	 indicar a necessidade de medidas resolutivas para o</p><p>bem da sociedade.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>El proyecto que pone la arquitectura patas arriba: así</p><p>será el edificio de madera más grande del mundo</p><p>Cuando pensamos en la arquitectura del futuro,</p><p>enseguida podemos imaginarnos construcciones con</p><p>aleaciones indescriptibles de metal y que alcancen las</p><p>nubes. Sin embargo, también podría tomar una nueva (e</p><p>inesperada) forma.</p><p>La madera, un pilar histórico en la construcción,</p><p>fue desplazada por el hormigón tras la Revolución</p><p>Industrial. Sin embargo, en la actualidad, experimenta</p><p>un renacimiento debido a su naturaleza renovable y</p><p>sostenible. Considerada un recurso natural, la madera se</p><p>posiciona como una alternativa eficiente al plástico. […]</p><p>El megaproyecto Stockholm Wood City, desarrollado</p><p>por Atrium Ljungberg, promete revolucionar la arquitectura</p><p>sostenible con un complejo de 250 000 metros cuadrados</p><p>en Suecia. Más allá de su magnitud, el compromiso con la</p><p>madera como recurso sostenible destaca. […]</p><p>REDACCIÓN HoyECO. ECOticias, 27 jan. 2024. Disponível em: https://www.ecoticias.com.</p><p>Acesso em: 10 abr. 2024. (adaptado)</p><p>A reportagem aborda a utilização da madeira como recurso</p><p>na construção de edifícios. No título, o uso da expressão</p><p>“patas arriba” refere-se ao(à)</p><p>A	A	 influência histórica da madeira.</p><p>B	B	 benefício ambiental da inovação.</p><p>C	C	 acessibilidade tecnológica do edifício.</p><p>D	D	 uso desordenado de matérias-primas.</p><p>E	E	 impacto transformador do projeto.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Error 404: ¿Preparados para un mundo sin internet?</p><p>es una obra escrita por Esther Paniagua, una reconocida</p><p>periodista española especializada en ciencia y tecnología</p><p>y directora de la revista OpenMind. Su título hace</p><p>referencia al código de error comúnmente asociado con</p><p>la incapacidad de encontrar una página web, y sirve como</p><p>metáfora para examinar qué sucedería si nos encontramos</p><p>en una situación en la que la internet, una parte integral</p><p>de nuestras vidas modernas, de repente dejara de estar</p><p>disponible. El libro plantea una exploración intrigante sobre</p><p>la posibilidad de enfrentarnos a un mundo en el que la</p><p>conexión a la internet ya no esté disponible, desatando</p><p>el caos y el pánico a nivel mundial. De acuerdo con ella</p><p>“ni los gobiernos ni los Estados están preparados para</p><p>enfrentar el escenario apocalíptico que podría seguir a tal</p><p>eventualidad”.</p><p>DIDYME-DÔME, André. Crítica: Dejar el mundo atrás. Rolling Stone.</p><p>Disponível em: https://es.rollingstone.com. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Na percepção do crítico, a obra abordada propõe uma</p><p>reflexão sobre o(a)</p><p>A	A	 inadequação de uso da internet no serviço público.</p><p>B	B	 poder de influência da internet na sociedade atual.</p><p>C	C	 regulamentação da internet no setor governamental.</p><p>D	D	 influência do advento da internet nas relações sociais.</p><p>E	E	 efeito do uso inapropriado da internet na era moderna.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Cantando al sol como la cigarra</p><p>Después de un año bajo la tierra</p><p>Igual que el sobreviviente</p><p>Que vuelve de la guerra</p><p>Tantas veces me borraron, tantas desaparecí</p><p>A mi propio entierro fui sola y llorando</p><p>Hice un nudo en el pañuelo, pero me olvidé después</p><p>Que no era la única vez</p><p>Y seguí cantando</p><p>[...]</p><p>“Como La Cigarra”, de Maria Elena Walsh. Intérprete: Mercedes Sosa.</p><p>A letra de canção apresenta a figura metafórica da cigarra</p><p>com o objetivo de</p><p>A	A	 ressignificar a função da arte como formadora</p><p>emocional.</p><p>B	B	 retratar a resiliência como parte da personalidade do</p><p>eu lírico.</p><p>C	C	 descrever a inquietude como essencial à juventude.</p><p>D	D	 apontar a influência da solidão sobre a consciência</p><p>social.</p><p>E	E	 ressaltar a resistência como intrínseca à classe</p><p>artística.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>5Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>O tempo é imutável, mas a sensação de passar rápido</p><p>ou lentamente depende da percepção individual.</p><p>Na correria do dia a dia, a rotina se torna uma sucessão</p><p>de eventos: acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, jantar e</p><p>dormir, o que deixa pouco espaço para pausas ou outras</p><p>atividades. É comum ouvir pessoas que se queixam de</p><p>que o tempo está passando muito rápido. Por outro lado,</p><p>há quem reclame de que o tempo está muito lento, se</p><p>arrastando. O que de fato acontece?</p><p>De acordo com Rafael Samhan Martins, professor de</p><p>física do Colégio Liceu Albert Sabin, de Ribeirão Preto, a</p><p>sensação de rapidez ou lentidão do tempo está associada</p><p>à concentração e à satisfação experimentadas ao realizar</p><p>atividades cotidianas. “Quando estamos envolvidos em</p><p>atividades que exigem nossa total atenção, como assistir a</p><p>um filme ou realizar tarefas complexas, há uma dilatação do</p><p>tempo. Desviamos nossa concentração e não percebemos</p><p>o tempo passando, resultando em uma experiência que</p><p>parece ter durado apenas alguns minutos.”</p><p>O contraponto ocorre em situações de tédio ou</p><p>isopostas, nas quais o olhar constante para o relógio cria</p><p>a sensação de que o tempo se estende indefinidamente.</p><p>“Você fica pensando no tempo, então ele começa a ‘passar</p><p>mais devagar’, porque você está percebendo ele”, explica</p><p>o físico.</p><p>VALERI, Julia. Jornal da USP, 22 fev. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br.</p><p>Acesso em: 25 fev. 2024.</p><p>Para informar sobre aspectos referentes à passagem do</p><p>tempo, o autor recorre à fala de um especialista, na qual</p><p>é utilizada uma estratégia argumentativa que consiste em</p><p>A	A	 explicar o conceito científico de dilatação temporal.</p><p>B	B	 difundir relatos de experiências vivenciadas por</p><p>cientistas.</p><p>C	C	 contrastar opiniões opostas em relação ao decurso do</p><p>tempo.</p><p>D	D	 comparar situações cotidianas marcadas por</p><p>impressões subjetivas.</p><p>E	E	 propor uma análise aprofundada sobre a relação entre</p><p>tempo e rotina.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Disponível em: https://www.facebook.com/SenadoFederal. Acesso em: 10 maio 2024.</p><p>Pela análise do conteúdo, identifica-se que a principal</p><p>finalidade dessa peça publicitária é</p><p>A	A	 conscientizar o leitor sobre a regulamentação de</p><p>combate ao capacitismo.</p><p>B	B	 sensibilizar o público sobre a exclusão social de</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>C	C	 informar a população acerca de atitudes que</p><p>demonstram capacitismo.</p><p>D	D	 divulgar dados referentes a uma nova concepção de</p><p>capacitismo.</p><p>E	E	 ilustrar graus de capacitismo vivido por pessoas com</p><p>deficiência.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>6 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 08</p><p>O acesso e a progressão na carreira esportiva por</p><p>parte das mulheres esbarram em questões estruturais</p><p>da sociedade, como o machismo, que permeiam as</p><p>organizações esportivas. Para Larissa Rafaela Galatti,</p><p>professora do curso de Ciências do Esporte na Unicamp,</p><p>há cerca de 20% de participação feminina e 80% masculina</p><p>nas disciplinas. Em sua avaliação sobre o curso em que</p><p>atua, é possível identificar que homens costumam ter</p><p>experiências positivas em ambientes mais favoráveis</p><p>e mulheres enfrentam um ambiente que nem sempre é</p><p>acolhedor. A menor presença de mulheres em cursos de</p><p>Esporte, por sua vez, gera possibilidades reduzidas de</p><p>atuação em cargos de gestão, como treinadoras e árbitras.</p><p>Nas competições, outras disparidades entre</p><p>modalidades masculinas e femininas envolvem salários,</p><p>investimentos e patrocínios e cobertura midiática. Segundo</p><p>a pesquisa Women in Sport Report 2021, realizada pelo</p><p>YouGov Sport, 6 a cada 10 pessoas (62%) no mundo</p><p>veem alguma forma de desigualdade no esporte.</p><p>KOBOYAMA, D. T. F.; SILVA, G. P.; JORGE, M. S.; MIRANDA, R. C. Desigualdade de gênero e</p><p>futebol feminino na América Latina. Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional</p><p>do Brasil. 9 ago. 2023. Disponível em: https://opeb.org. Acesso em: 27 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Por ser uma manifestação cultural e social, o esporte</p><p>também reflete aspectos da sociedade em sua</p><p>organização. Considerando as informações do texto, para</p><p>as mulheres, a área esportiva</p><p>A	A	 requer uma dedicação acadêmica inferior à dos homens.</p><p>B	B	 proporciona um suporte midiático especializado.</p><p>C	C	 fornece uma quantidade decrescente de posições de</p><p>gestão.</p><p>D	D	 demanda um apoio financeiro propício para a equidade</p><p>salarial.</p><p>E	E	 promove um ambiente pouco favorável ao</p><p>desenvolvimento.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>O Brasil registrou 2,54 milhões de nascimentos em 2022,</p><p>uma queda de 3,5% em comparação com 2021, quando o</p><p>número foi de 2,63 milhões. Este é o quarto recuo consecutivo</p><p>no total de nascimentos do país, que chegou ao menor nível</p><p>desde 1977. Nordeste (– 6,7%) e Norte (– 3,8%) tiveram os</p><p>recuos mais intensos. Os dados são das Estatísticas do</p><p>Registro Civil, cuja série histórica foi iniciada em 1974.</p><p>Em 2018, o Brasil havia registrado 2,89 milhões de</p><p>nascimentos. Em comparação com a média dos cinco</p><p>anos anteriores à pandemia de covid-19 (2015 a 2019),</p><p>há uma diminuição de 326,18 mil nascimentos, ou</p><p>11,4%. “A redução da natalidade e da fecundidade no</p><p>país, já sinalizada pelos últimos Censos Demográficos,</p><p>somada, em alguma medida, aos efeitos da pandemia,</p><p>são elementos a serem considerados no estudo sobre a</p><p>evolução dos nascimentos ocorridos no Brasil nos últimos</p><p>anos”, explica a gerente da pesquisa, Klívia Brayner.</p><p>BELANDI, Caio. Em 2022, número de nascimentos cai pelo quarto ano e chega ao menor</p><p>patamar desde 1977. Agência de Notícias, 27 mar. 2024.</p><p>Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 30 mar. 2024. (adaptado)</p><p>A função da linguagem que predomina nesse texto se</p><p>caracteriza, principalmente, por</p><p>A	A	 promover expressividade a partir da escolha vocabular.</p><p>B	B	 orientar o interlocutor acerca de conceitos de uma área.</p><p>C	C	 apresentar informações que revelam um panorama</p><p>social.</p><p>D	D	 reivindicar ações de mitigação para um problema</p><p>nacional.</p><p>E	E	 revelar uma opinião da sociedade por meio de citações.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>Definir a arte de Saint Clair Cemin é uma tarefa quase</p><p>impossível. E é assim que ele prefere que ela seja,</p><p>desde o início de sua carreira. Com a ideia de dar toda a</p><p>liberdade possível a suas obras, o gaúcho de Cruz Alta,</p><p>nascido em 1951, usa formas não figurativas que sugerem</p><p>combinações de estilos e formatos que não permitem uma</p><p>categorização. “No entanto, no meu trabalho, o que ressalta</p><p>é uma espécie de surrealismo ou simbolismo que vem do</p><p>inconsciente, que, inclusive, é a preocupação fundamental</p><p>em minhas peças, tanto o inconsciente pessoal como o</p><p>coletivo”, destaca o escultor [...].</p><p>Em aço inoxidável, essa peça de Saint Clair Cemin foi exposta na</p><p>Paul Kasmin Gallery, em Nova York, de julho a agosto de 2016.</p><p>MELNICK Even Magazine. Disponível em: https://saintclaircemin.net. Acesso em: 1o jan. 2024.</p><p>Com base no texto sobre a obra de Saint Clair Cemin e</p><p>na reprodução fotográfica da escultura em aço inoxidável,</p><p>verifica-se que a estética do artista é marcada pela</p><p>A	A	 ênfase em uma temática mística.</p><p>B	B	 valorização da objetividade visual.</p><p>C	C	 referenciação à estética romântica.</p><p>D	D	 retomada da expressividade classicista.</p><p>E	E	 representação abstrata do pensamento.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>7Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 11</p><p>É por isso que, entre os intelectuais inspirados</p><p>no</p><p>Modernismo, ainda que haja uma pretensão de rever</p><p>o racismo e de criticar a retórica do academicismo,</p><p>permanecem um culto à erudição e um sentimento de</p><p>ser parte da elite tal qual eram cultivados nos salões</p><p>aristocráticos. De tal maneira isso ocorre, que a</p><p>ambiguidade será o tour de force desses intelectuais.</p><p>Nesse sentido, o movimento modernista – considerado</p><p>pela crítica um marco, uma ruptura – é um exemplar de</p><p>como uma intelectualidade viajada, apoiada por uma</p><p>aristocracia ilustrada, vai ao encontro do povo como se</p><p>este fosse um objeto exótico, quase uma massa à qual é</p><p>preciso dar forma, flertando a distância, sem estabelecer</p><p>relações de maior proximidade. Uma intelectualidade que,</p><p>mesmo marcada pelo industrialismo e pelo maquinismo,</p><p>presentes na vanguarda artística europeia, não é capaz</p><p>de reconhecer plenamente a importância da classe</p><p>operária emergente.</p><p>LAHUERTA, M. Os intelectuais e os anos 20: moderno, modernista, modernização.</p><p>In: LORENZO, H. C.; COSTA, W.P. (org.). A década de 1920 e as origens do Brasil Moderno.</p><p>São Paulo: Unesp, 1997. p. 93-114.</p><p>No texto, o cientista social Milton Lahuerta utiliza a</p><p>metáfora contida em “flertando a distância” para defender</p><p>que</p><p>A	A	 a arte modernista colaborou para a ruptura com o</p><p>passado e com o academicismo.</p><p>B	B	 as camadas populares eram entendidas pela classe</p><p>artística como assunto excêntrico.</p><p>C	C	 as causas nacionalistas do movimento modernista</p><p>eram ineficazes como proposta artística.</p><p>D	D	 a valorização estética do eurocentrismo marcou a</p><p>origem do movimento modernista.</p><p>E	E	 as obras modernistas apresentavam um nacionalismo</p><p>alheio a algumas classes sociais.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Fiquei melhor amigo do Prata sem que ele soubesse.</p><p>Li o livro Douglas e outras histórias, presente do Fernando</p><p>Caruso, amigo meu que já era melhor amigo do Prata sem</p><p>que ele soubesse. Não parecia que eu tinha lido o livro,</p><p>parecia que eu tinha sentado num bar com o Prata e ele</p><p>tinha me contado o livro inteiro. E falando assim parece que</p><p>foi chato, mas não foi. Foi muito legal. Tanto é que a gente</p><p>ficou melhor amigo à primeira vista. Sem que ele soubesse,</p><p>é claro. Eu reconheci nele o melhor amigo que me faltava</p><p>desde que eu e meu então melhor amigo começamos a</p><p>ver outras pessoas, porque a relação se desgastou, muito</p><p>pela questão da presença física. Não demorei a perceber</p><p>uma coisa: quando você não conhece uma pessoa, é muito</p><p>pouco provável que você e ela briguem. O grande problema</p><p>de uma amizade é você conhecer a outra pessoa. Durante</p><p>anos, cultivei essa amizade platônica, que é um tipo de</p><p>ligação que eu recomendo.</p><p>DUVIVIER, Gregório. Amizade platônica (o Prata e eu). In: Put some farofa.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 162.</p><p>O principal elemento que caracteriza esse texto como</p><p>uma crônica humorística é a</p><p>A	A	 comparação satírica entre diferentes pontos de vista.</p><p>B	B	 reflexão irônica sobre a dinâmica das amizades.</p><p>C	C	 referência ao livro e ao autor mencionados.</p><p>D	D	 descrição detalhada da vida das personagens.</p><p>E	E	 utilização de expressões informais da língua.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Logo que soube da chegada de Antônio no dia 3 de</p><p>novembro, no Ville de Boulogne, viajei para São Luís e</p><p>aqui estou esperando no embarcadouro a chegada do</p><p>velho brigue francês que partiu de Le Havre, e há dias e</p><p>dias sinto o meu coração como um sabiá na gaiola com a</p><p>porta aberta, tenho vontade de girar, girar até ficar tonta e</p><p>cair no chão, como eu fazia quando era menina. Trago nas</p><p>minhas mãos os versos que Antônio escreveu para meus</p><p>olhos, quantos anos, mesmo, tínhamos? Eu doze, e ele</p><p>treze, pois isso se deu em 1836. A poesia fala em olhos</p><p>verdes, e naquele momento, quando a li pela primeira</p><p>vez, acreditei que fossem os meus olhos, mas meus olhos</p><p>não chegam a ser verdes, têm mais a cor da folha quase</p><p>seca da palmeira ou talvez a cor da água da baía de São</p><p>Marcos, uma água suja de lama e areia dos moventes</p><p>baixios, revolvida pelas dimensões da lua, pelo percorrer</p><p>incessante dos saveiros de pesca, esta água que agora</p><p>vejo ao sol da manhã.</p><p>MIRANDA, Ana. Dias & Dias. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 15.</p><p>No fragmento, o lirismo e a linguagem sensorial empregados</p><p>pela narradora são reforçados principalmente pela</p><p>A	A	menção a elementos da natureza.</p><p>B	B	 referência a delimitações temporais.</p><p>C	C	 utilização de metáforas sobre a escrita.</p><p>D	D	 personificação de elementos inanimados.</p><p>E	E	 reflexão sobre a confiabilidade da memória.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>8 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Como os exercícios físicos ajudam na saúde mental?</p><p>Não é segredo para ninguém que a prática regular</p><p>de exercícios físicos traz uma série de benefícios para</p><p>o organismo. O hábito de se movimentar aumenta a</p><p>força física e a disposição, melhora o sono e a saúde</p><p>cardiovascular, combate o sedentarismo e ajuda a prevenir</p><p>e tratar diversas doenças.</p><p>Mas o que muita gente não sabe é que, além dos</p><p>benefícios já conhecidos para a saúde física, ele também</p><p>é um importante aliado da saúde mental. “Hoje em dia, já</p><p>são inúmeras as pesquisas científicas mostrando que a</p><p>prática de exercício físico regular impacta a saúde mental</p><p>positivamente”, afirma a Dra. Bruna Campos, psiquiatra pela</p><p>Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.</p><p>Segundo a médica, a atividade física, além de</p><p>contribuir para uma maior autoestima e autoeficácia,</p><p>promove uma mudança biológica no nosso corpo,</p><p>liberando neurotransmissores como serotonina, dopamina</p><p>e noradrenalina, reduzindo a inflamação e melhorando a</p><p>resposta imune, entre outros fatores que estão associados</p><p>a um melhor funcionamento do sistema nervoso central.</p><p>MAIARA, R. Como os exercícios físicos ajudam na saúde mental? UOL, 20 jan. 2023.</p><p>Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Com base no artigo, a prática de exercícios impacta a</p><p>saúde mental por ter relação com a</p><p>A	A	 intensificação da força física necessária à estabilidade</p><p>psicológica.</p><p>B	B	 produção de substâncias bioquímicas essenciais para</p><p>a saúde.</p><p>C	C	manutenção de padrões estéticos que podem afetar a</p><p>sociabilidade.</p><p>D	D	 recuperação de hábitos cotidianos relevantes para a</p><p>defesa emocional.</p><p>E	E	 prevenção de doenças que podem desestabilizar a</p><p>disposição física.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu</p><p>e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma</p><p>explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa</p><p>sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por</p><p>ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é</p><p>que o fazia por outras palavras. [...] Camilo pegou-lhe nas</p><p>mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria</p><p>muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o</p><p>caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante</p><p>era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era</p><p>imprudente andar por essas casas. [...]</p><p>— Tu crês deveras nessas cousas? — perguntou-lhe.</p><p>Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet</p><p>em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e</p><p>verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência;</p><p>mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que</p><p>mais? A prova é que ela agora estava tranquila e satisfeita.</p><p>ASSIS, Machado de. A cartomante. In: Machado, a cidade e seus pecados.</p><p>Itapevi: Darkside, 2022.</p><p>Ao referenciar inconscientemente um discurso célebre de</p><p>Hamlet, a fala de Rita busca</p><p>A	A	 justificar a sua crença em uma visão de mundo mística.</p><p>B	B	 desviar a atenção de Camilo para as convicções dela.</p><p>C	C	 parodiar a filosofia de Hamlet perante a realidade do</p><p>mundo.</p><p>D	D	 convencer o interlocutor dos mistérios subjetivos</p><p>da</p><p>vida.</p><p>E	E	 legitimar a autoridade do seu entendimento sobre</p><p>o universo.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>BRECHERET, Victor. Virgem indígena com menino, dec. 50, bronze, coleção particular,</p><p>55 × 16 × 12 cm. Disponível em: https://galeriandre.com.br.</p><p>Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Victor Brecheret é um dos representantes do Modernismo</p><p>na escultura brasileira. Nessa obra, a filiação à estética</p><p>modernista se manifesta no(a)</p><p>A	A	 evocação de uma temática religiosa.</p><p>B	B	 representação idealizada de povos tradicionais.</p><p>C	C	 retomada da dramaticidade clássica das esculturas.</p><p>D	D	 rigor convencionado das formas tridimensionais.</p><p>E	E	 expressão visual da tradição e da cultura autóctones.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>9Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 17</p><p>O teatro musical é uma forma de teatro que emprega</p><p>três tipos de arte: a música, a dança e a representação em</p><p>uma performance. Esses tipos são utilizados para contar</p><p>a história da peça, podendo haver a intercalação com</p><p>falas ou ser inteiramente cantada. Ninguém sabe ao certo</p><p>quando o teatro musical começou. A primeira obra que se</p><p>aproxima do conceito do teatro musical moderno é datada</p><p>de 1728 e se chama A Ópera do Mendigo, composta por</p><p>John Gay.</p><p>O que podemos considerar como o berço do teatro</p><p>musical são as operetas francesas do século XVIII,</p><p>como as comédias românticas de Johann Strauss II, que</p><p>variaram para os vaudevilles, trazendo canções satíricas</p><p>muito populares no final do século XV. Foi só no século</p><p>XIX que o teatro musical começou a se desenvolver na</p><p>América. Podemos dizer que o marco inicial do teatro</p><p>musical foi Show Boat, em 1927, música de Jerome David</p><p>Kern e libreto de Oscar Hammerstein, o primeiro grande</p><p>espetáculo americano nesse gênero. Pela primeira vez,</p><p>a história era o mais importante e havia a integração</p><p>entre as canções, as cenas humorísticas e os grandes</p><p>números. Finalmente um musical tinha uma história que</p><p>poderia acontecer no mundo real, atmosfera autêntica</p><p>e personagens tridimensionais. E assim nascia o Teatro</p><p>Musical.</p><p>A ORIGEM do teatro musical. Teatro em escala. 8 ago. 2019.</p><p>Disponível em: https://teatroemescala.com. Acesso em: 19 fev. 2024. (adaptado)</p><p>Sobre a formação do Teatro Musical moderno, o texto</p><p>demonstra que a integração de diferentes linguagens</p><p>artísticas permitiu a</p><p>A	A	 evolução de elementos tradicionais comuns às</p><p>narrativas roteirizadas.</p><p>B	B	 encenação de histórias reais pautadas em personagens</p><p>tridimensionais.</p><p>C	C	 popularização de canções como recurso satírico em</p><p>grandes produções.</p><p>D	D	 produção de dramatizações diversificadas e</p><p>verossímeis dentro do gênero.</p><p>E	E	 criação de uma atmosfera lúdica mesclada com</p><p>elementos de dança e humor.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Se fosse no tempo do prof. Castro Lopes e se</p><p>dependesse de sua vontade, lobismo e lobista jamais</p><p>teriam licença de entrar na nossa língua. E muito menos</p><p>no dicionário. Castro Lopes combatia sem trégua os</p><p>partidários dos barbarismos. [...] História antiga, do tempo</p><p>em que Adão jogava pião. Mas Castro Lopes testemunhou</p><p>a chegada do automóvel ao Brasil. Com a novidade, veio a</p><p>palavra chauffeur. O professor [...] parou o trânsito, o que</p><p>na época era fácil. Abaixo o galicismo! Patriota que nem</p><p>um Policarpo Quaresma avant la lettre, atirou-se à luta.</p><p>Hoje, chauffeur virou chofer. Todo mundo já esqueceu</p><p>que vem de chauffer, esquentar. E também se diz motorista,</p><p>brasileirismo que se deve a Medeiros e Albuquerque. Mas</p><p>o prof. Castro Lopes deu tratos à bola e criou a palavra</p><p>cinesíforo, a partir do grego. Não pegou, mas ficou no ar,</p><p>envolto na aura de pilhéria que até hoje cerca o nome do</p><p>seu criador. Melhor sorte teve com outros neologismos</p><p>também saídos da caturrice de seu bestunto. Menu por</p><p>exemplo, virou cardápio.</p><p>Em Portugal e em parte aqui também, se diz lista. Mas</p><p>cardápio fez carreira.</p><p>RESENDE, Otto Lara. Palavras inventadas.</p><p>Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>O texto mostra que a visão do professor Castro Lopes</p><p>representa uma concepção de língua que</p><p>A	A	 prioriza a incorporação de neologismos em detrimento</p><p>do léxico tradicional.</p><p>B	B	 incentiva o uso de formas vocabulares desviantes da</p><p>norma-padrão.</p><p>C	C	 tende a valorizar usos coloquiais na esfera comunicativa</p><p>informal.</p><p>D	D	 rejeita a inserção de estrangeirismos no léxico</p><p>vocabular nacional.</p><p>E	E	 promove a diversidade linguística em função da</p><p>situação comunicativa.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>10 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 19</p><p>POR QUE TODOS</p><p>ESTÃO CAPINANDO</p><p>UM LOTE?</p><p>NOVA LEI FEDERAL:</p><p>A CADA DEZ LOTES</p><p>CAPINADOS, UMA</p><p>POSTAGEM NO</p><p>FACEBOOK.</p><p>DIA DURO,</p><p>AMOR?</p><p>DUAS</p><p>POSTAGENS,</p><p>QUERIDA.</p><p>Disponível em: https://www.facebook.com/malvadoshq. Acesso em: 6 maio 2024.</p><p>Nessa tira, os recursos verbais e não verbais indicam o</p><p>objetivo de</p><p>A	A	 satirizar a oposição das pessoas às regras.</p><p>B	B	 induzir a regulamentação contra o vício em internet.</p><p>C	C	 discutir a evolução da tecnologia na sociedade.</p><p>D	D	 ironizar a dependência em relação às redes sociais.</p><p>E	E	 criticar a interferência do mundo digital no trabalho.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A imersão informativa em comunidades é essencial</p><p>para o jornalismo local</p><p>[...] O fato de estarmos imersos na avalanche informativa</p><p>gerada pela internet provoca um aumento extraordinário</p><p>no fluxo de notícias dentro das redes sociais. Numa</p><p>comunidade, as notícias tendem a surgir, cada vez mais,</p><p>a partir do compartilhamento de percepções e opiniões</p><p>entre as pessoas. Trata-se de um processo altamente</p><p>dinâmico, sujeito a distorções como as fake news, o que</p><p>está levando os jornalistas a funcionarem, cada vez mais,</p><p>como curadores, consultores e tutores.</p><p>Como o público é hoje um personagem essencial</p><p>na sobrevivência financeira de projetos jornalísticos,</p><p>especialmente nas pequenas cidades e nas populações</p><p>de baixa renda, os profissionais acabam tendo que</p><p>recorrer mais a procedimentos próximos da sociologia,</p><p>antropologia e assistência social do que às técnicas de</p><p>produção de notícias previstas nos manuais de redação e</p><p>nas escolas de jornalismo.</p><p>CASTILHO, C. A imersão informativa em comunidades é essencial para o jornalismo local.</p><p>Observatório da imprensa, 23 fev. 2024.</p><p>Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Considerando os argumentos apresentados no texto, a</p><p>análise do autor busca</p><p>A	A	 apresentar as práticas basilares do jornalismo</p><p>tradicional.</p><p>B	B	 enaltecer o jornalismo exercido fora das redes sociais.</p><p>C	C	 promover fontes informativas comprometidas com a</p><p>ética.</p><p>D	D	 criticar a falta de proficiência leitora do público</p><p>contemporâneo.</p><p>E	E	 contextualizar a dinâmica estabelecida no jornalismo</p><p>atual.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Raimundo Gaudêncio de Freitas, traço incerto, arredio</p><p>ao toque do papel. Lápis danado, domado, e ele escrevia</p><p>o nome completo pela primeira vez. Setenta e um anos e</p><p>essa invenção, como ele diz, de aprender a ler e escrever</p><p>depois de velho. Raimundo não foi difícil. Complicado</p><p>era Gaudêncio, denso de saudade, as cinco vogais e</p><p>acentuado. Freitas era feito de sangue. A vontade, tinha</p><p>sim, desde menino, mas o pai lhe dizia que a letra era</p><p>para menino que não precisava encher o próprio prato.</p><p>Raimundo foi cedo para a lida. De noite, o braço ritmado</p><p>no golpe da foice pedia descanso, que</p><p>no outro dia tinha</p><p>mais. O intento de aprender se rendeu à precisão. O futuro</p><p>estava escrito na frente dele, era o presente do pai, pai</p><p>de família, dono de um pedaço de chão, assinando com</p><p>o dedo quando a palavra falada não bastasse. O que</p><p>não podia ser falado, ficasse palavra muda, pensamento.</p><p>Raimundo não virou pai de família nem dono de sítio.</p><p>GARDEL, Stenio. A palavra que resta. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.</p><p>Ao apresentar a personagem Raimundo, o texto evidencia</p><p>uma atitude</p><p>A	A	 crítica em relação à qualidade da educação na área</p><p>rural.</p><p>B	B	 resignada diante da inevitabilidade das privações</p><p>sociais.</p><p>C	C	 imersa na nostalgia e na aceitação do presente.</p><p>D	D	marcada pela determinação na busca pela superação</p><p>de desafios.</p><p>E	E	 conflitante em relação à simplicidade da vida rural.</p><p>QUESTÃO 22</p><p>CARPINEJAR, Fabrício. Me ajude a chorar. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.</p><p>O pedido sugerido pelo título Me ajude a chorar reproduz</p><p>uma variedade linguística recorrente na fala de muitos</p><p>brasileiros. Essa estrutura caracteriza-se pelo(a)</p><p>A	A	 ênfase em um verbo de ação.</p><p>B	B	 emprego do imperativo na frase.</p><p>C	C	 uso de próclise no início da oração.</p><p>D	D	 apagamento da locução prepositiva.</p><p>E	E	 entonação de dúvida sugerida pelo texto.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>11Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 23</p><p>A roda dos não ausentes</p><p>O nada e o não,</p><p>ausência alguma,</p><p>borda em mim o empecilho.</p><p>Há tempos treino</p><p>o equilíbrio sobre</p><p>esse alquebrado corpo,</p><p>e, se inteira fui,</p><p>cada pedaço que guardo de mim</p><p>tem na memória o anelar</p><p>de outros pedaços.</p><p>E da história que me resta</p><p>estilhaçados sons esculpem</p><p>partes de uma música inteira.</p><p>Traço então a nossa roda gira-gira</p><p>em que os de ontem, os de hoje,</p><p>e os de amanhã se reconhecem</p><p>nos pedaços uns dos outros.</p><p>Inteiros.</p><p>EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.</p><p>Nesse poema, da escritora contemporânea Conceição</p><p>Evaristo, importante nome da literatura afro-brasileira, o</p><p>eu lírico recorre a imagens poéticas que evocam o(a)</p><p>A	A	 desejo utópico pela manutenção do status quo.</p><p>B	B	 poder da escrita de restabelecer vínculos perdidos.</p><p>C	C	 esquecimento como um ato regenerativo e comunitário.</p><p>D	D	 ancestralidade como mecanismo histórico de resistência.</p><p>E	E	 fragmentação da identidade enquanto ato revolucionário.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Mama África</p><p>Mama África</p><p>A minha mãe</p><p>É mãe solteira</p><p>E tem que</p><p>Fazer mamadeira</p><p>Todo dia</p><p>Além de trabalhar</p><p>Como empacotadeira</p><p>[...]</p><p>Mama África, tem</p><p>Tanto o que fazer</p><p>Além de cuidar neném</p><p>Além de fazer denguim</p><p>Filhinho tem que entender</p><p>Mama África vai e vem</p><p>Mas não se afasta de você…</p><p>[...]</p><p>CÉSAR, Chico. Mama África. Letras. Disponível em: https://www.letras.mus.br.</p><p>Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Ao representar a mãe negra, essa canção do cantor e</p><p>compositor brasileiro Chico César revela principalmente o(a)</p><p>A	A	 apatia de chefes de família que precisam trabalhar de</p><p>modo excessivo.</p><p>B	B	 jornada de trabalho excessiva de mulheres que sofrem</p><p>resquícios da escravização.</p><p>C	C	 uso da expressão “mãe solteira” como forma</p><p>depreciativa de referência às mães solo.</p><p>D	D	 inviabilidade de a mulher trabalhadora manter relações</p><p>afetuosas com os filhos.</p><p>E	E	 impacto dos preconceitos sofridos por afrodescendentes</p><p>no mercado de trabalho.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>O que você precisa saber sobre a premiada série</p><p>“O Urso”?</p><p>Ambientada em Chicago, The Bear explora a vida</p><p>do jovem cozinheiro Carmy (interpretado por Jeremy</p><p>Allen White). O rapaz, chefe da alta gastronomia, fica</p><p>responsável por administrar o pequeno restaurante da</p><p>família após a morte do irmão. [...] Jeremy (que também</p><p>fez sucesso ao atuar em Shameless) trabalha ao lado de</p><p>Ebon Moss-Bachrach, Ayo Edebiri, Lionel Boyce, Liza</p><p>Colón-Zayas e Abby Elliott (conhecida pela série How I</p><p>Met Your Mother).</p><p>No decorrer da história, Carmy tenta entender mais</p><p>sobre as enrascadas de seu irmão, que tinha entrado em</p><p>uma dívida de mais de 300 mil dólares. O chef começa</p><p>uma luta para modernizar o restaurante, buscando novos</p><p>pratos para o menu enquanto lida com diversos problemas</p><p>que surgem com o passar do tempo.</p><p>MOUTINHO, Maria Eduarda. O que você precisa saber sobre a premiada série “O Urso”?</p><p>Terra, 16 de fev. 2024. Disponível em: https://www.terra.com.br. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Como estratégia de progressão, a autora compõe o texto</p><p>a partir das informações que considera ser de interesse</p><p>do leitor, o que é evidenciado pela</p><p>A	A	 indagação direcionada na composição do título.</p><p>B	B	 listagem dos atores que fazem parte do elenco.</p><p>C	C	 nomeação de séries com produções semelhantes.</p><p>D	D	 descrição detalhada das personagens principais.</p><p>E	E	 retomada de informações sobre o enredo da trama.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>12 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 26</p><p>[...] O problema da poluição plástica há muito tempo</p><p>deixou de ser apenas uma questão de sujeira urbana e de</p><p>praia. Já não se trata apenas do saco de plástico, do copo</p><p>“Plumavit”, do frasco de detergente ou do recipiente para</p><p>salgadinhos. Estamos imersos em uma cultura plastificada.</p><p>Existem muitos produtos que, se não fossem embalados</p><p>em plástico, seriam atualmente mais caros. A ironia da</p><p>questão é que também existem produtos alimentares</p><p>embalados em plástico para durarem mais; enquanto</p><p>outros tipos de produtos são fabricados precisamente a</p><p>partir de plásticos para serem menos duráveis e, portanto,</p><p>mais “baratos”.</p><p>A nossa medicina, aeronáutica, vestuário, eletrônica,</p><p>brinquedos, elementos de construção, equipamentos</p><p>desportivos, veículos, pesca e pesquisa são alguns dos</p><p>setores da economia onde o desafio é conseguir inovações</p><p>que nos permitam desplastificar ao máximo, começando</p><p>por aqueles produtos, elementos ou componentes plásticos</p><p>desnecessários.</p><p>Em setores como a agricultura, é evidente que</p><p>a funcionalidade dos plásticos produzidos a partir</p><p>de combustíveis fósseis deve ser procurada a</p><p>partir de materiais compostáveis que possam ser</p><p>reintegrados ao solo sem gerar efeitos nocivos. De acordo</p><p>com a Science Direct, estima-se que nós, humanos, em</p><p>média, colocamos em nossos corpos o equivalente a um</p><p>cartão de crédito em plástico por semana.</p><p>MUÑOZ, Gonzalo. Chegou a hora dos plásticos problemáticos. Um Só Planeta, 17 out. 2023.</p><p>Disponível em: https://umsoplaneta.globo.com. Acesso em: 26 fev. 2024.</p><p>Nesse artigo de opinião, a menção a diferentes setores</p><p>econômicos é uma estratégia argumentativa que busca</p><p>destacar para o leitor a</p><p>A	A	 problemática da ingestão de plástico por humanos.</p><p>B	B	 prevalência de poluentes em cenários urbanos.</p><p>C	C	 extensão da presença do plástico na contemporaneidade.</p><p>D	D	 influência dos descartáveis no ambiente natural.</p><p>E	E	 dimensão da quantidade de plástico em produtos.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>O QUE É O PACTO NACIONAL DO JUDICIÁRIO PELA</p><p>LINGUAGEM SIMPLES?</p><p>O Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples</p><p>consiste na adoção de ações, iniciativas e projetos a</p><p>serem desenvolvidos em todos os segmentos da Justiça</p><p>e em todos os graus de jurisdição, com o objetivo de</p><p>adotar linguagem simples, direta e compreensível a</p><p>todos os cidadãos na produção das decisões judiciais</p><p>e na comunicação geral com a sociedade. A linguagem</p><p>simples também pressupõe acessibilidade: os tribunais</p><p>devem aprimorar formas de inclusão, com uso</p><p>de Língua</p><p>Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição ou outras</p><p>ferramentas similares, sempre que possível.</p><p>Compromissos da Magistratura</p><p>Todos os tribunais envolvidos assumem o compromisso</p><p>de, sem negligenciar a boa técnica jurídica, estimular os</p><p>juízes e setores técnicos a:</p><p>� eliminar termos excessivamente formais e dispensáveis</p><p>à compreensão do conteúdo a ser transmitido;</p><p>� adotar linguagem direta e concisa nos documentos,</p><p>comunicados públicos, despachos, decisões,</p><p>sentenças, votos e acórdãos; [...]</p><p>CONSELHO Nacional de Justiça. O que é o Pacto Nacional do Judiciário pela linguagem</p><p>simples? CNJ. Disponível em: https://www.cnj.jus.br. Acesso em: 27 fev. 2024.</p><p>Os compromissos mencionados no texto, em prol de uma</p><p>linguagem jurídica acessível, indicam que o uso da norma-</p><p>-padrão deve</p><p>A	A	 estar adequado ao público-alvo e ao contexto de</p><p>circulação almejado.</p><p>B	B	 variar conforme as necessidades específicas dos</p><p>tribunais regionais.</p><p>C	C	 propor inovações técnicas que legitimem o</p><p>reconhecimento jurídico.</p><p>D	D	 incorporar as especificidades linguísticas presentes</p><p>em outras línguas.</p><p>E	E	 adotar elementos coloquiais na transmissão de</p><p>conteúdos legislativos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>13Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Koroniago – Você conhece essa língua?</p><p>Koroniago significa, em tradução para o português,</p><p>“língua da colônia”. Essa língua é falada em comunidades</p><p>brasileiras de origem japonesa e representa o valor</p><p>identitário e cultural de seus falantes. O Brasil é um</p><p>país que possui em suas raízes e sua composição uma</p><p>pluralidade de línguas. Entre as línguas que compõem a</p><p>nossa diversidade estão as línguas indígenas, as línguas</p><p>de origem africana e as línguas de imigrantes.</p><p>No início do século XX, é marcada a chegada de</p><p>imigrantes japoneses de diferentes regiões do Japão,</p><p>que se estabeleceram em comunidades rurais do país</p><p>para trabalhos agrícolas. Com o passar do tempo, a</p><p>língua japonesa difundida em território brasileiro entra em</p><p>contato com a língua portuguesa recebendo influências</p><p>e transformando-se em uma língua com características</p><p>próprias e locais, formando a koroniago.</p><p>O pesquisador Shuhei Hosokawa (2008) relata em</p><p>um dos seus trabalhos a presença da identidade e da</p><p>cultura local no vocabulário da língua. Por meio da palavra</p><p>“enshâda”, uma ferramenta de trabalho agrícola, pode-se</p><p>exemplificar a formação da palavra “enshâdashugi”, que</p><p>significava a “ideologia de considerar a agricultura como</p><p>base da sociedade e nela encontrar o maior significado</p><p>da vida”.</p><p>Podemos encontrar na língua também manifestações</p><p>relacionadas à cultura brasileira em palavras como</p><p>“shuhasuko” (churrasco), “masandoamoru” (maçã do</p><p>amor), “Mashadodeashisu” (Machado de Assis) e “onsa”</p><p>(onça), vocábulos apresentados em um estudo do</p><p>pesquisador Marcionilo Neto (2020) [...].</p><p>JÚLIO, Thomas de. Koroniago – Você conhece essa língua? Tesouro linguístico. Disponível</p><p>em: https://wp.ufpel.edu.br. Acesso em: 25 fev. 2024.</p><p>O artigo, ao apresentar vocábulos do koroniago, situa</p><p>essa língua como um patrimônio linguístico nacional, pois</p><p>destaca a</p><p>A	A	 relação afetiva dos falantes brasileiros com o idioma</p><p>japonês.</p><p>B	B	 identidade multiétnica de brasileiros descendentes de</p><p>japoneses.</p><p>C	C	 pluralidade semântica da língua como geradora de</p><p>ambiguidade.</p><p>D	D	 influência linguística do português em camadas sociais</p><p>específicas.</p><p>E	E	 escassez iminente de ações relacionadas à preservação</p><p>linguística.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>TEXTO I</p><p>PENONE, Giuseppe. Trappole di luce, 1995-1999 vista da mostra no Centro Galego de Arte</p><p>Contemporânea, Santiago de Compostela, 1999 carvão sobre feltro e cristal 960 x 1 100 cm, col.</p><p>do artista © Penone, Giuseppe /Licenciado por AUTVIS, Brasil, 2014.</p><p>Foto: Xenaro Martínez Castro.</p><p>TEXTO II</p><p>Na obra Trappole di luce, [...] o artista Giuseppe</p><p>Penone desenha a textura de árvores como a figueira e</p><p>o sabugueiro em uma escala macroscópica, revelando</p><p>a semelhança entre as superfícies dessas árvores e as</p><p>marcas da pele humana. Para realizar esses grandes</p><p>desenhos, Penone escolhe o carvão, material gerado a</p><p>partir da queima de madeira ou da fossilização vegetal, que</p><p>foi utilizado desde os tempos das cavernas para produzir</p><p>imagens. Completa cada desenho uma barra de cristal,</p><p>elemento mineral que funciona como um contraponto à</p><p>escuridão do carvão. Em Trappole di luce “a natureza não</p><p>é representada, mas reencontrada pela mão do artista,</p><p>que segue suas pegadas como se fossem as próprias, que</p><p>utiliza e encontra materiais intimamente correlacionados,</p><p>traçando e dispondo sombras e espectros na trama de</p><p>uma pele que é atravessada pela universalidade da luz”.</p><p>MARANIELLO, Gianfranco. Limites sem limites: desenhos e traços da arte povera.</p><p>Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2014, p.12.</p><p>A arte povera (“arte pobre”, em português), movimento</p><p>de vanguarda surgido na Itália na década de 1960,</p><p>estabeleceu novos parâmetros para a criação estética,</p><p>aproximando-a de questões e materiais cotidianos. A obra</p><p>de Giuseppe Penone é um exemplo de produção dessa</p><p>estética porque</p><p>A	A	 repudia a comercialização da arte ao evocar a temática</p><p>ambiental com materiais específicos.</p><p>B	B	 evidencia a valorização da materialidade artística ao se</p><p>valer de elementos da natureza.</p><p>C	C	 demonstra as estratégias de sofisticação dos materiais</p><p>ao promover reflexões complexas.</p><p>D	D	 altera o foco do processo de construção artística ao</p><p>utilizar formas em grande escala.</p><p>E	E	 valoriza as técnicas tradicionais de pintura ao</p><p>estabelecer relações com o Realismo.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>14 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Um novo José</p><p>Calma, José.</p><p>A festa não recomeçou,</p><p>a luz não acendeu,</p><p>a noite não esquentou,</p><p>O Malan* não amoleceu.</p><p>Mas se voltar a pergunta:</p><p>e agora, José?</p><p>Diga: ora, Drummond,</p><p>agora Camdessus**.</p><p>Continua sem mulher,</p><p>continua sem discurso,</p><p>continua sem carinho,</p><p>[...]</p><p>o Malan tem miopia,</p><p>mas nem tudo acabou,</p><p>nem tudo fugiu,</p><p>nem tudo mofou.</p><p>Se voltar a pergunta,</p><p>E agora, José?</p><p>Diga: ora, Drummond,</p><p>agora FMI.</p><p>[...]</p><p>Ainda só, no escuro,</p><p>qual bicho-do-mato,</p><p>ainda sem teogonia,</p><p>ainda sem parede nua,</p><p>para se encostar,</p><p>ainda sem cavalo preto,</p><p>que fuja a galope,</p><p>você ainda marcha, José!</p><p>[...]</p><p>SOUSA, Josias de. Folha de S.Paulo, Caderno 1, 4 out. 1999.</p><p>Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 18 abr. 2024.</p><p>*Pedro Malan: Ministro da Fazenda de 1995 a 2002.</p><p>**Camdessus: diretor do FMI de 1987 a 2000.</p><p>Esse texto, que simula um poema, foi publicado na seção</p><p>de opinião de um jornal e remete ao cenário econômico</p><p>da época de sua publicação. Nesse contexto, além de</p><p>ser veiculado em um suporte comum ao gênero, o texto</p><p>reproduz elementos típicos de um artigo de opinião ao</p><p>A	A	 recorrer à construção composicional em estrofes e</p><p>versos.</p><p>B	B	 utilizar um recurso estético anafórico para enfatizar</p><p>ideias.</p><p>C	C	 expressar uma visão subjetiva acerca de uma temática</p><p>pessoal.</p><p>D	D	 estabelecer uma relação intertextual com um texto</p><p>literário.</p><p>E	E	 apresentar posicionamentos do autor sobre um tema</p><p>relevante.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Dói-me a cabeça aos trinta e nove anos.</p><p>Não é hábito. É rarissimamente que ela dói.</p><p>Ninguém tem culpa.</p><p>Meu pai, minha mãe descansaram seus fardos,</p><p>não existe mais o modo</p><p>de eles terem seus olhos sobre mim.</p><p>Mãe,</p><p>ô mãe, ô pai, meu pai. Onde estão escondidos?</p><p>É dentro de mim que eles estão.</p><p>Não fiz mausoléu pra eles, pus os dois no chão.</p><p>Nasceu lá, porque quis, um pé de saudade roxa,</p><p>que abunda nos cemitérios.</p><p>Quem plantou foi o vento, a água da chuva.</p><p>Quem vai matar é o sol.</p><p>Passou finados não fui lá, aniversário também não.</p><p>Pra quê, se pra chorar qualquer lugar me cabe?</p><p>É de tanto lembrá-los que eu não vou.</p><p>Ôôôô pai</p><p>Ôôôô mãe</p><p>Dentro de mim eles respondem</p><p>tenazes e duros,</p><p>porque o zelo do espírito é sem meiguices:</p><p>Ôôôôi fia.</p><p>PRADO, Adélia. Poema esquisito. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2020.</p><p>No poema, o eu lírico retrata a sua relação com o luto e a</p><p>memória. Nesse processo, fica evidente a</p><p>A	A	 necessidade de compartilhar a dor e buscar consolo</p><p>fora de si.</p><p>B	B	 compreensão da interioridade como espaço de</p><p>conexão familiar.</p><p>C	C	 fragilidade emocional do eu lírico diante da efemeridade</p><p>da vida.</p><p>D	D	 idealização da figura dos pais como impeditivo para a</p><p>superação.</p><p>E	E	 preocupação do eu lírico em perpetuar o legado da</p><p>família.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>15Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 32</p><p>TEXTO I</p><p>No dia 07 de abril, foi celebrado o Dia Nacional de</p><p>Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data busca</p><p>chamar a atenção para a problemática reportada em</p><p>inúmeras instituições de ensino do país. Segundo dados</p><p>da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), um</p><p>percentual superior a 40% dos estudantes adolescentes</p><p>admitiram ao Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) já</p><p>ter sofrido com a prática de bullying, de provocação e de</p><p>intimidação.</p><p>Em 2009, a parcela para essa resposta, na mesma</p><p>pesquisa, era de 30,9%. Em 2019, foram 40,3%. Entre</p><p>os estudantes do sexo masculino nessa faixa de ensino,</p><p>que engloba adolescentes entre 13 e 17 anos, a parcela</p><p>que admitiu sofrer bullying subiu de 32 para 35,4% entre</p><p>2009 e 2019. Já entre as mulheres a fatia cresceu 28,8%.</p><p>Atualmente, o Brasil é um dos países com maiores índices</p><p>de violência escolar, sobretudo pelo bullying, que consiste</p><p>em um conjunto de violências que se repetem ao longo de</p><p>um período.</p><p>BULLYING: 40% dos estudantes adolescentes admitem ter sofrido a prática. Estado de Minas,</p><p>abr. 2023. Disponível em: https://www.em.com.br. Acesso em: 21 mar. 2024. (adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>Foi sancionada a lei que estabelece medidas para</p><p>reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra a</p><p>violência, principalmente nos ambientes educacionais.</p><p>A nova legislação [...] promove alterações significativas</p><p>no Código Penal, na Lei dos Crimes Hediondos e no</p><p>Estatuto da Criança e do Adolescente, criminalizando, por</p><p>exemplo, as práticas de bullying e cyberbullying. [...] A Lei</p><p>13.185, de 2015, que instituiu o Programa de Combate</p><p>à Intimidação Sistemática, já prevê a figura do bullying,</p><p>mas não estabelecia punição específica para esse tipo de</p><p>conduta, apenas obrigava escolas, clubes e agremiações</p><p>recreativas a assegurar medidas de conscientização,</p><p>prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação</p><p>sistemática.</p><p>SANCIONADA lei que criminaliza bullying e amplia punição para crime contra criança. Agência</p><p>Senado, 15 jan. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br. Acesso em: 21 mar. 2024.</p><p>Na comparação entre os textos, infere-se que a nova</p><p>legislação, que criminaliza o bullying,</p><p>A	A	 garante a diminuição do número de casos.</p><p>B	B	 relativiza as ações consideradas violentas.</p><p>C	C	 obriga as escolas a assegurarem a prevenção.</p><p>D	D	 responde a um cenário de intensificação da prática.</p><p>E	E	 permite a execução de ações educativas nas escolas.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>TEXTO I</p><p>O meu lunário perpétuo</p><p>Guarda as vozes seculares</p><p>Do profeta de canudos</p><p>E do mártir dos palmares</p><p>Sonhando com o reino do espírito santo</p><p>Na terra, no céu, em todo recanto.</p><p>Nos terreiros e altares.</p><p>Meu lunário é a memória</p><p>De um país que vai passando</p><p>Diante dos nossos olhos,</p><p>Rindo, mexendo, cantando.</p><p>Mestiço, latino, caboclo, nativo.</p><p>É velho, é criança, morreu e tá vivo...</p><p>Presente, mas até quando?</p><p>NÓBREGA, Antônio. Lunário Perpétuo. Dir. Walter Carvalho. República Pureza. Recife, 2003</p><p>TEXTO II</p><p>Foi com a proposta de resgate e valorização da</p><p>cultura local que, no dia 18 de outubro de 1970, no</p><p>Recife, foi lançado o Movimento Armorial, encabeçado</p><p>pelo dramaturgo e escritor Ariano Suassuna, tendo como</p><p>proposta central, nas próprias palavras do autor do</p><p>movimento, o intuito de realizar “uma arte brasileira erudita</p><p>a partir das raízes populares de nossa cultura”.</p><p>O Movimento Armorial resultou de pesquisas e estudos</p><p>acerca das manifestações culturais populares como</p><p>também é possível notar em sua base teórica resquícios</p><p>da Idade Média [...]. Ariano Suassuna, juntamente com</p><p>músicos de formação clássica, começaram a utilizar</p><p>elementos do folclore nordestino, como o bumba-meu-boi,</p><p>o reisado, o cavalo-marinho, as cantorias, as violas, dando</p><p>a estes uma vertente erudita.</p><p>Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2007/resumos/r0259-1.pdf.</p><p>Acesso em: 22 abr. 2024.</p><p>A canção Lunário perpétuo, do compositor brasileiro</p><p>Antônio Nóbrega, funde elementos do folclore e da música</p><p>tradicional nordestina com influências contemporâneas.</p><p>O conteúdo temático da canção está alinhado à proposta</p><p>do Movimento Armorial no que se refere à</p><p>A	A	 exploração de fatos históricos consagrados no</p><p>imaginário coletivo universal.</p><p>B	B	 apreciação da diversidade evidente no processo de</p><p>formação cultural do povo brasileiro.</p><p>C	C	 exaltação da literatura de cordel como elemento de</p><p>oposição a outras modalidades artísticas locais.</p><p>D	D	 hierarquização dos costumes do sertão nordestino</p><p>presentes em hábitos de outras regiões do país.</p><p>E	E	 reinvenção das raízes identitárias brasileiras a partir da</p><p>inserção de erudições acadêmicas.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>16 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 34</p><p>TEXTO I</p><p>Cíntia Carolina, de 37 anos, começou a aprender braile</p><p>para um projeto durante sua pós-graduação na área de artes</p><p>e design. Nesse processo, conheceu diversas pessoas com</p><p>deficiência visual. Em uma conversa, um amigo contou as</p><p>estratégias que usava para decorar a cor das roupas que</p><p>tinha no armário. A partir daí, surgiu a motivação para criar</p><p>uma marca inclusiva. Hoje, a marca tem uma loja física em</p><p>Belo Horizonte, mas faz a maior parte das vendas on-line.</p><p>[...] Marcas como a dela já têm ganhado destaque e buscam</p><p>investimentos para crescer. Outra empresa, localizada</p><p>em Curitiba, confecciona camisas para pessoas [...] com</p><p>transtorno de processamento sensorial (TPS). As peças</p><p>são feitas com materiais e aviamentos que não causam</p><p>estranhamento na pele e têm uma modelagem adaptada.</p><p>Além disso, não trazem etiquetas.</p><p>GODINHO, Isac. Marcas de roupa inclusiva buscam crescer ao dar destaque para a causa. Folha</p><p>de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>TEXTO II</p><p>Considerado um dos mais brilhantes cientistas da</p><p>história, o britânico Stephen Hawking (1942-2018) deixou</p><p>informações preciosas para a melhor compreensão</p><p>do universo. O astrofísico tem também sua imagem</p><p>ligada à esclerose lateral amiotrófica, uma doença</p><p>neurodegenerativa. Entre todos os desafios de Hawking,</p><p>porém, existia um que, embora óbvio, não chamava tanta</p><p>atenção quanto as complexas equações</p><p>que nos ajudaram</p><p>a conhecer melhor os buracos negros ou como se deu o</p><p>big bang. Ele não conseguia se vestir sozinho por causa</p><p>das limitações impostas a seu corpo. Essa é uma enorme</p><p>complicação para pessoas com deficiência. Além disso,</p><p>sofrem para encontrar peças com estilo, bem cortadas. A</p><p>lacuna, tudo indica, começa agora a ser preenchida. Aos</p><p>poucos, modelos desenhados para esses consumidores</p><p>chegam ao mercado respeitando a individualidade, a</p><p>autonomia, o corpo e a expressão de identidade de cada</p><p>indivíduo. O pensamento é relativamente novo no Brasil,</p><p>mas ganha força com o lançamento de uma [...] marca</p><p>americana que já lançou coleções para esse público em</p><p>países europeus, Estados Unidos e Japão.</p><p>BLANES, Simone. Inclusão fashion: Brasil avança na moda para pessoas com deficiências.</p><p>Veja. Disponível em: https://veja.abril.com.br. Acesso em: 20 fev. 2024.</p><p>Os textos I e II tratam da confecção de roupas inclusivas</p><p>para pessoas com deficiência e pessoas atípicas. Uma</p><p>semelhança entre os textos consiste no fato de que ambos</p><p>apresentam o(a)</p><p>A	A	 busca das pequenas empresas de moda inclusiva por</p><p>investidores.</p><p>B	B	 aumento do consumo de peças funcionais e exclusivas</p><p>para cada cliente.</p><p>C	C	 negligência das pessoas com deficiência em relação à</p><p>busca por representatividade na moda.</p><p>D	D	 crescimento da venda de roupas adaptadas em lojas</p><p>on-line estrangeiras.</p><p>E	E	 demonstração de obstáculos reais enfrentados por</p><p>pessoas com deficiência.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Dois e dois: quatro</p><p>Como dois e dois são quatro</p><p>sei que a vida vale a pena</p><p>embora o pão seja caro</p><p>e a liberdade pequena</p><p>Como teus olhos são claros</p><p>e a tua pele, morena</p><p>como é azul o oceano</p><p>e a lagoa, serena</p><p>como um tempo de alegria</p><p>por trás do terror me acena</p><p>e a noite carrega o dia</p><p>no seu colo de açucena</p><p>— sei que dois e dois são quatro</p><p>sei que a vida vale a pena</p><p>mesmo que o pão seja caro</p><p>e a liberdade, pequena</p><p>GULLAR, Ferreira. Dois e dois: quatro. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008.</p><p>No poema, o eu lírico recorre a uma conta matemática</p><p>para refletir sobre a</p><p>A	A	 inutilidade das racionalizações acerca da efemeridade</p><p>do existir.</p><p>B	B	 interferência da desigualdade no consumo de bens</p><p>essenciais.</p><p>C	C	 predominância da temática amorosa nas criações</p><p>poéticas.</p><p>D	D	 inevitabilidade dos pesares na formação da história</p><p>humana.</p><p>E	E	 prevalência do valor da vida diante das dificuldades</p><p>do cotidiano.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>17Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>2024A</p><p>ZU</p><p>L EN</p><p>EM</p><p>QUESTÃO 36</p><p>À Sociedade Brasileira e à Comunidade Científica</p><p>Brasileira,</p><p>Escrevemos esta carta no contexto da 72a Nobel</p><p>Laureate Meeting, em Lindau, Alemanha; onde tivemos</p><p>a honra de representar nosso país. Em meio a algumas</p><p>das mais brilhantes mentes do mundo científico, fomos</p><p>inspirados a refletir sobre a situação atual de nossa própria</p><p>comunidade científica.</p><p>Observamos – com preocupação – a persistência de</p><p>barreiras significativas que dificultam o pleno florescimento</p><p>de nosso potencial científico no Brasil. Ainda enfrentamos</p><p>obstáculos estruturais, que se estendem desde o “brain</p><p>drain”, ou a “fuga de cérebros”, até questões de diversidade,</p><p>colaboração internacional e, não menos importante, os</p><p>desafios políticos.</p><p>O fenômeno da fuga de cérebros, por exemplo, se</p><p>apresenta de forma clara em nosso país, com talentos</p><p>inestimáveis sendo atraídos para fora do Brasil em busca</p><p>de melhores condições de pesquisa e compensação</p><p>financeira. Temos orgulho da nossa formação em</p><p>universidades públicas brasileiras, entretanto, apenas um</p><p>dentre todos nós mora atualmente no país. [...]</p><p>ASSOCIAÇÃO Médica Brasileira. Carta aberta dos jovens pesquisadores brasileiros à</p><p>comunidade científica. 29 jul. 2023. Disponível em: https://amb.org.br.</p><p>Acesso em: 24 mar. 2024.</p><p>Nessa carta aberta da Associação Médica Brasileira à</p><p>comunidade científica do país, o uso da norma culta é</p><p>justificado pelo(a)</p><p>A	A	 caráter técnico das informações apresentadas.</p><p>B	B	 análise do desenvolvimento de políticas públicas.</p><p>C	C	 solicitação direcionada a um setor social de prestígio.</p><p>D	D	 tentativa de explicar expressões em língua estrangeira.</p><p>E	E	 cumprimento de um protocolo enunciativo situacional.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>[...] Rubens Paiva não foi o único “desaparecido”. Há</p><p>centenas de famílias na mesma situação: filhos que não</p><p>sabem se são órfãos, mulheres que não sabem se são</p><p>viúvas. Provavelmente, o homem que me ensinou a nadar</p><p>está enterrado como indigente em algum cemitério do Rio.</p><p>O que posso fazer? Justiça neste país é uma palavra sem</p><p>muita importância. [...] Vou usar um velho chavão, mas é</p><p>verdade que não é matando um corpo que se elimina um</p><p>homem. Rubens Paiva está vivo em muitas pessoas. Um</p><p>homem querido, respeitado. Um homem que não temeu</p><p>nada. O contrário de quem o matou.</p><p>PAIVA, Marcelo Rubens. Feliz ano velho. São Paulo: Alfaguara, 2015.</p><p>O trecho do romance remete a um cenário característico</p><p>de um estado de exceção. Nesse contexto, a percepção</p><p>do narrador revela uma posição</p><p>A	A	 cética, ao relativizar as denúncias sobre as violações</p><p>de direitos.</p><p>B	B	 submissa, ao resignar-se diante da perda de um ente</p><p>querido.</p><p>C	C	 conformada, ao aceitar passivamente a impunidade</p><p>judicial.</p><p>D	D	 combativa, ao evidenciar o estado emocional das</p><p>vítimas.</p><p>E	E	 crítica, ao ressaltar a importância da memória histórica.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>No último 8 de dezembro, a Universidade de Sorbonne</p><p>anunciou que em 2024 vai deixar de assinar o serviço Web</p><p>of Science, uma plataforma que agrega dados e artigos</p><p>de várias revistas científicas, e também interromperá</p><p>o contrato com os demais produtos da Clarivate, uma</p><p>empresa de serviços relacionados à publicação científica</p><p>e propriedade intelectual, com produtos voltados</p><p>principalmente para o meio acadêmico, entre eles a Web</p><p>of Science.</p><p>Com um faturamento anual na casa dos bilhões de</p><p>dólares, editoras de periódicos científicos são pagas por</p><p>agências públicas, instituições de ensino e pesquisa e</p><p>governos para disponibilizar o acesso a artigos científicos,</p><p>muitos deles financiados pelos próprios clientes [...].</p><p>Apesar desses serviços serem importantíssimos para a</p><p>maioria dos pesquisadores, o custo é elevado. Para se ter</p><p>uma ideia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal</p><p>de Nível Superior (Capes) paga perto de R$ 48 milhões</p><p>por ano para que pesquisadores de diversas universidades</p><p>possam acessar revistas científicas. É, portanto, inevitável</p><p>refletir sobre a conveniência de manter essa espiral de</p><p>dependência voluntária em que a própria comunidade</p><p>científica se colocou.</p><p>YAMASHITA, Marcelo Takeshi. Jornal da Unesp, 3 jan. 2024.</p><p>Disponível em: https://jornal.unesp.br. Acesso em: 3 mar. 2024.</p><p>É comum que diferentes sequências tipológicas sejam</p><p>utilizadas na construção de um gênero textual, podendo</p><p>haver predominância de uma delas. No segundo parágrafo</p><p>desse fragmento, o tipo textual predominante é o</p><p>A	A	 argumentativo, pois o autor expressa um ponto de vista</p><p>sobre uma problemática do meio científico.</p><p>B	B	 descritivo, pois o autor descreve com imparcialidade</p><p>uma situação vivenciada por pesquisadores.</p><p>C	C	 narrativo, pois o autor relata de forma linear um episódio</p><p>ocorrido no universo acadêmico.</p><p>D	D	 expositivo, pois o autor estabelece a definição de um</p><p>serviço e explica um tema de forma objetiva.</p><p>E	E	 injuntivo, pois o autor sugere como devem ser feitas as</p><p>publicações de periódicos científicos.</p><p>LC 1o DIA CADERNO 1 AZUL</p><p>20242024</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio</p><p>18 Copyright © 2024 de SAS Plataforma de Educação – Todos os direitos reservados.</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p><p>L</p><p>EN</p><p>EM</p><p>20</p><p>24</p><p>A</p><p>ZU</p>

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