Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Este material é parte integrante do curso online " Atualização em Triagem, Urgência e</p><p>Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É</p><p>proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem</p><p>autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>180 horas Atualização em Triagem,</p><p>Urgência e Emergência</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Triagem, Urgência e</p><p>Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É</p><p>proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem</p><p>autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Atualização em Triagem,</p><p>Urgência e Emergência</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>180 horas</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 5</p><p>DEFINIÇÃO DE TRIAGEM EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 10</p><p>MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO ................... 12</p><p>PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO ............................................................................... 18</p><p>CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO .............................................................................. 20</p><p>5.1 AVALIAÇÃO DO PACIENTE ................................................................................ 21</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO ........................................................................................ 22</p><p>6.1 PRIORIDADE ZERO................................................................................................ 22</p><p>6.2 PRIORIDADE UM.................................................................................................... 22</p><p>6.3 PRIORIDADE DOIS ................................................................................................. 23</p><p>AVALIAÇÃO INICIAL.................................................................................................... 24</p><p>7.1 COMPENSADO ........................................................................................................ 24</p><p>7.2 DESCOMPENSADO ................................................................................................ 24</p><p>7.3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA IMINENTE ................................................ 25</p><p>SINAIS DE ALERTA EM CASO DE TRAUMA........................................................... 26</p><p>ENTENDA A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PELA COR .......................................... 28</p><p>ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO ..................................................................................... 29</p><p>CONCLUSÃO .................................................................................................................... 30</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 32</p><p>DEFINIÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA ...................................................... 34</p><p>2.1 DIFERENÇA ENTRE UBS E UPA .......................................................................... 39</p><p>SITUAÇÕES QUE MOTIVAM À PROCURA DO SERVIÇO DE URGÊNCIA E</p><p>EMERGÊNCIA ................................................................................................................. 40</p><p>ACESSO E UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA .. 42</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO ........................................................................................ 49</p><p>AVALIAÇÃO DAS SITUAÇÕES QUE ENVOLVEM URGÊNCIA E</p><p>EMERGÊNCIA ................................................................................................................. 52</p><p>ASSISTÊNCIA AS SITUAÇÕES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA ...................... 54</p><p>7.1 SIGNIFICADO DAS LETRAS ABCDE .................................................................. 55</p><p>7.1.1 (X) – Exsanguinação .......................................................................................... 55</p><p>7.2 CHOQUE E SUAS CONSEQUENCIAS NO ORGANOSMO ................................ 57</p><p>7.3 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA ................................................................... 59</p><p>7.4 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) ....................................................... 60</p><p>7.5 TRAUMA CRANIO ENCEFALICO (TCE) ............................................................ 61</p><p>O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA .............. 65</p><p>CONCLUSÃO .................................................................................................................... 68</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 70</p><p>1 DEFINIÇÃO ................................................................................................................. 70</p><p>TEMPERATURA CORPORAL ...................................................................................... 72</p><p>2.1 FATORES QUE AFETAM A TEMPERATURA CORPORAL .............................. 72</p><p>2.2 LOCAIS DE AFERIÇÃO ......................................................................................... 74</p><p>2.3 TIPOS DE TERMÔMETROS................................................................................... 75</p><p>2.4 MATERIAIS UTILIZADOS PARA VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA</p><p>(MOZACHI, NELSON, 2011) ........................................................................................ 75</p><p>2.5 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO......................................................... 76</p><p>PULSO ................................................................................................................................ 77</p><p>3.1 FATORES QUE INFLUENCIAM (POTTER; PERRY, 2010) ................................ 77</p><p>3.2 CARACTERÍSTICAS DO PULSO ARTERIAL...................................................... 78</p><p>3.2.1 Frequência e ritmo .............................................................................................. 78</p><p>3.2.2 Amplitude e contorno ......................................................................................... 79</p><p>3.3 TIPOS DE PULSOS .................................................................................................. 80</p><p>3.3.1 Pulso de Pequena amplitude ............................................................................... 80</p><p>3.3.2 Pulso de Grande Amplitude:............................................................................... 81</p><p>3.3.3 Pulso de Duplo Pico: .......................................................................................... 81</p><p>3.3.4 Pulso com Variação Rítmica da Amplitude ....................................................... 82</p><p>3.4 LOCAIS DE AFERIÇÃO ......................................................................................... 83</p><p>3.5 VARIAÇÕES ACEITÁVEIS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA ............................. 85</p><p>3.6 TERMINOLOGIAS .................................................................................................. 85</p><p>3.7 MATERIAL UTILIZADO PARA VERIFICAÇÃO DO PULSO (MOZACHI,</p><p>NELSON, 2011) .............................................................................................................. 85</p><p>3.8 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO......................................................... 85</p><p>RESPIRAÇÃO ................................................................................................................... 87</p><p>4.1 RITMOS RESPIRATÓRIOS .................................................................................... 88</p><p>PRESSÃO ARTERIAL ..................................................................................................... 92</p><p>5.1 ATORES QUE AFETAM ......................................................................................... 93</p><p>5.2 VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL ..............................................................</p><p>curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>34</p><p>02</p><p>DEFINIÇÕES DE URGÊNCIA E</p><p>EMERGÊNCIA</p><p>A definição de urgência, segundo a Resolução 1451/95 do Conselho Federal de Medicina,</p><p>é "a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo</p><p>portador necessita de assistência médica imediata", e emergência como "a constatação</p><p>médica de condições de agravo à saúde que impliquem risco iminente de vida ou</p><p>sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato" (CONSELHO,</p><p>2014).</p><p>A área de Urgência e Emergência, segundo o Ministério da Saúde (2002),</p><p>constitui-se em um importante componente da assistência à saúde, assim, é necessário</p><p>definir esses termos utilizados cotidianamente. As definições são as mais diversas</p><p>possíveis de vários autores, todavia todas concluem os mesmos significados.</p><p>URGÊNCIA EMERGÊNCIA</p><p>Dicionário</p><p>Aurélio</p><p>Do latim urgentia, que significa</p><p>qualidade de urgente; caso ou</p><p>situação de emergência, de</p><p>urgência.</p><p>Do latim emergentia, que</p><p>significa ação de emergir;</p><p>situação crítica, incidente; caso</p><p>de urgência.</p><p>Ministério da</p><p>Saúde</p><p>Quando há ocorrência</p><p>imprevista de agravo à saúde,</p><p>com ou sem risco potencial de</p><p>morte, cujo portador necessite</p><p>de assistência imediata.</p><p>Constatação médica de</p><p>condições de agravo à saúde que</p><p>impliquem em risco iminente de</p><p>morte ou sofrimento intenso,</p><p>exigindo, portanto, tratamento</p><p>médico imediato.</p><p>Fonte: Dicionário Aurélio (2010) e Ministério da Saúde (2010).</p><p>Unidade 2 – Definições de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>35</p><p>De acordo com Ferreira (1988) Urgência e Emergência se configuram da seguinte</p><p>maneira: ‘urgência’ faz referência a ‘urgente’ e ‘urgir’ que significa urgência. (do lat.</p><p>urgentia) = Qualidade de urgente; Caso ou situação de emergência, de urgência; Urgência</p><p>urgentíssima. Ao passo que ‘emergência’ é vista por essa ótica como sinônimo, se</p><p>configurando com emergência (do lat. emergentia) = Ação de emergir; Nascimento (do</p><p>Sol); Situação crítica; acontecimento perigoso ou fortuito; incidente; caso de urgência, de</p><p>emergência: emergências médicas; emergências cardíacas.</p><p>A literatura biomédica já traz um esclarecimento maior sobre essa discussão, a</p><p>definição de urgência, segundo a Resolução 1451/95 do Conselho Federal de Medicina,</p><p>é "a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou se risco potencial de vida, cujo</p><p>portador necessita de assistência médica imediata", e emergência como "a constatação</p><p>médica de condições de agravo à saúde que impliquem risco iminente de vida ou</p><p>sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato" (CONSELHO,</p><p>2014).</p><p>Os termos urgência e emergência geram muitas dúvidas no meio da saúde, por</p><p>esta razão passou-se a utilizar somente o termo “urgência”, para os casos que necessitem</p><p>de cuidados imediatos. Classificam-se os vários graus de urgência da seguinte forma:</p><p>nível 1, emergência ou urgência de prioridade absoluta, casos em que há risco imediato</p><p>de morte ou perda funcional grave; nível 2, urgência de prioridade moderada, casos de</p><p>necessidade de atendimento médico não imediato, porém dentro de poucas horas; nível</p><p>3, urgência de prioridade baixa, com necessidade de avaliação médica, podendo aguardar</p><p>várias horas; nível 4, urgência de prioridade mínima, situações em que o médico pode</p><p>fornecer orientações por telefone (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>A Portaria Nº 354, de 10 de Março de 2014, que relata sobre boas práticas para</p><p>organização e funcionamento de serviços de urgência e emergência, traz como</p><p>significado:</p><p>Emergência: constatação médica de condições de agravo à</p><p>saúde que impliquem sofrimento intenso ou risco iminente de</p><p>morte, exigindo, portanto, tratamento médico imediato.</p><p>Urgência: Ocorrência imprevista de agravo à saúde como ou</p><p>sem risco potencial a vida, cujo portador necessita de</p><p>assistência médica imediata. (MINISTÉRIO DA SAÚDE,</p><p>2014).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>36</p><p>Assim, entende-se por emergência entidades patológicas que acarretam risco de</p><p>morte imediato ou debilitação relevante e devem ser tratadas em poucos minutos,</p><p>enquanto que as urgências são aquelas que necessitam de tratamento em um tempo menor</p><p>que 12 horas.</p><p>Os serviços de urgência e emergência são caracterizados pelo atendimento a</p><p>pacientes em situações agudas com risco de morte e/ou sofrimento intenso, porém a</p><p>maioria dos usuários que procuram estes serviços poderiam ter seus problemas resolvidos</p><p>na atenção primária “Unidade Básica de Saúde” – UBS (LOPES JB, 2011).</p><p>O atendimento de urgência/emergência, na maior parte dos hospitais públicos do</p><p>Brasil, é ineficaz, resultando num atendimento de pouca qualidade, demora na espera e</p><p>acumulo de pacientes nos corredores das unidades de pronto atendimento. Esses fatos são</p><p>concedidos pelas insuficiências do andamento da atenção básica e refletem na grande</p><p>demanda das unidades de pronto atendimento (OLIVEIRA, 2013).</p><p>O Enfermeiro destaca-se pelas suas características generalistas, que lhe permitem</p><p>na realização de triagem no setor de emergência assumir a responsabilidade pela</p><p>avaliação inicial do paciente, iniciar a obtenção do diagnóstico, encaminhar paciente para</p><p>a área clínica adequada, supervisionar o fluxo de atendimento, ter autonomia e dirigir os</p><p>demais membros da equipe. Sendo ainda prioritário um conjunto de conhecimentos,</p><p>atitudes, capacidades e aptidões que habilitam o profissional a um atendimento</p><p>humanizado (CORENDF, 2010).</p><p>Unidade 2 – Definições de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>37</p><p>Urgência e emergência são termos usados na área da medicina, que muitas vezes</p><p>são confundidos por usuários e também pelos profissionais de saúde. Urgência é uma</p><p>situação que requer assistência rápida, no menor tempo possível que não ultrapasse a duas</p><p>horas, a fim de evitar complicações e sofrimento emergência é toda situação em que há</p><p>ameaça eminente à vida, sofrimento intenso ou risco de lesão permanente, havendo</p><p>necessidade de atendimento imediato (OLIVEIRA GN et al., 2011).</p><p>Os serviços de emergência hospitalares no Brasil são um fenômeno mundial</p><p>caracterizado por todos os leitos da unidade de emergência ocupados, pacientes acamados</p><p>nos corredores, tempo de espera para o atendimento acime de uma hora, alta tensão na</p><p>equipe assistencial, grandes pressões na demanda do atendimento o que pode resultar em</p><p>baixo desempenho do sistema de saúde (BITTENCOURT; HORTALE, 2009).</p><p>O atendimento de urgência e emergência é essencial para manutenção da vida. Por</p><p>tanto se torna necessário a capacitação das equipes de saúde em todos os âmbitos da</p><p>assistência, a partir de um enfoque estratégico promocional, abarcando toda a gestão e</p><p>atenção extra hospitalar fixa e móvel, hospitalar e pós-hospitalar, envolvendo</p><p>profissionais de nível superior e de nível técnico, em comum acordo com as diretrizes do</p><p>SUS e alicerçada nos polos de educação</p><p>onde deve estar estruturado o atendimento de</p><p>urgência e emergência normatizado pelas leis vigentes do Ministério da SAÚDE</p><p>(SOUSA; DIAS; OLIVEIRA, 2011).</p><p>Nos últimos anos tem se estudado amplamente os Serviços de Urgência e</p><p>Emergência o mundo, devido ao aumento exagerado na utilização deste serviço pelos</p><p>usuários. Conforme Marques et.al. (2007):</p><p>A falta de definições políticas, a baixa resolutividade e a</p><p>qualidade oferecida nos serviços, aliada à dificuldade de</p><p>mudança nos hábitos culturais e crenças da população tem</p><p>levado o usuário a buscar a assistência médica onde exista a</p><p>porta aberta. Algumas situações podem ser identificadas na</p><p>maioria das unidades públicas de urgência do Brasil,</p><p>interferindo consideravelmente o processo de trabalho e a</p><p>qualidade do cuidado prestado à população, pois os serviços</p><p>hospitalares de atendimento ficam abertos 24 horas e assim,</p><p>apresentam situações que vão desde aquelas de sua estrita</p><p>responsabilidade, até atendimentos com um volume</p><p>considerável de ocorrências não urgentes que poderiam ser</p><p>atendidos em estruturas de menor complexidade (GARLET et.</p><p>al., 2009).</p><p>Um estudo realizado por Furtado et. al. (2004), em um hospital geral de</p><p>Pernambuco, constatou que 74,5% dos atendimentos poderiam ser realizados na atenção</p><p>básica, por não se caracterizar como urgências, pois eram queixas típicas. Com esta</p><p>demanda os casos graves e agudos acabam prejudicados, acarretando no acúmulo de</p><p>tarefas e ainda no aumento de custos de atendimento e a sobrecarga da equipe dos</p><p>profissionais de saúde.</p><p>E ainda existem situações extremas que dificultam a capacidade de resolutividade</p><p>dos serviços, com o encaminhamento dos pacientes para outros hospitais, tornando as</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>38</p><p>salas de observação, que deveriam ser de permanência temporária dos pacientes, em alas</p><p>de internação, sem as devidas condições de estrutura e equipe para cuidados contínuos,</p><p>expondo os pacientes a riscos (GIGLIO-JACQUEMOT 2005).</p><p>Com base neste contexto, os usuários utilizam os serviços hospitalares de urgência</p><p>e emergência por entenderem que esta alternativa é mais resolutiva, pois recebem um</p><p>somatório e recursos, como: consultas, remédios, exames, procedimentos de enfermagem</p><p>e internações (MARQUES et. al. 2007).</p><p>Os serviços de atendimento as urgências e emergências seguem instituídos pela</p><p>Política Nacional de Atenção as Urgências (PNAU), tendo como finalidade atender</p><p>usuários em estado grave, como também casos não urgentes que deverão após ser</p><p>encaminhados aos serviços ambulatoriais ou especializados da rede de atenção à saúde.</p><p>O Ministério de Saúde (2002) define:</p><p>Pronto atendimento: Unidade prestadora de atendimento dentro do horário de</p><p>funcionamento do estabelecimento de saúde.</p><p>Unidade de Atendimento de Emergência: Unidade prestadora de atendimento</p><p>24 horas por dia, realizando o primeiro atendimento, e, após, encaminhados para os</p><p>centros de especialidades.</p><p>Pronto Socorro: Deverá prestar atendimento 24 horas do dia e dispõe apenas de</p><p>leitos de observação.</p><p>A rede de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) é estruturada de forma que</p><p>cada tipo de atendimento tem um destino certo. A rede é dividida em atenção básica –</p><p>UBS e equipes de Saúde da Família; nível intermediário feito pelo Serviço de</p><p>Atendimento Móvel as Urgência (Samu) e UPAs; e o atendimento de média e alta</p><p>complexidade é feito nos hospitais.</p><p>As UBS são locais onde os usuários do SUS podem receber atendimento médico</p><p>para diagnóstico e tratamento de cerca de 80% dos problemas de saúde dos usuários. É</p><p>nessas unidades que a população tem acesso a medicamentos gratuitos e vacinas, faz</p><p>atendimento pré-natal, acompanhamento de hipertensos e diabéticos e de outras doenças</p><p>como tuberculose e hanseníase. As UBS são a porta de entrada do SUS, e contribuem</p><p>para o aumento da qualidade de vida e para a redução dos encaminhamentos aos hospitais.</p><p>Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) funcionam 24 horas por dia, sete</p><p>dias por semana e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como</p><p>pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. A estrutura simplificada, com</p><p>Raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação,</p><p>colabora para a diminuição das filas nos prontos-socorros. Quando o paciente chega às</p><p>unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico.</p><p>Nas localidades em que estão em pleno atendimento, as unidades têm capacidade para</p><p>atender sem necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro hospitalar mais de 90%</p><p>dos pacientes.</p><p>Unidade 2 – Definições de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>39</p><p>2.1 DIFERENÇA ENTRE UBS E UPA</p><p>Segundo o Ministério da Saúde, os serviços de urgência e emergência têm como</p><p>objetivo diminuir a morbi-mortalidade e as sequelas incapacitantes. Para tanto, é preciso</p><p>garantir os elementos necessários para um sistema de atenção de emergência,</p><p>considerando recursos humanos, infraestrutura, equipamentos e materiais, de modo a</p><p>assegurar uma assistência integral, com qualidade adequada e contínua (BRASIL, 2009).</p><p>NASCIMENTO et al(2011), complementa informando que a grande procura por</p><p>atendimento nos serviços de urgência hospitalar tem inúmeras causas que podem estar</p><p>associadas ao aumento de acidentes e da violência urbana, as questões socioeconômicas,</p><p>a falta de leitos para internação na rede pública, o aumento da longevidade da população.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>40</p><p>03</p><p>SITUAÇÕES QUE MOTIVAM À PROCURA</p><p>DO SERVIÇO DE URGÊNCIA E</p><p>EMERGÊNCIA</p><p>No Brasil as Unidades de Urgência e Emergência, contrariando o que para elas havia sido</p><p>planejado tornaram-se, principalmente a partir da última década do século passado, as</p><p>principais portas de entrada no sistema de atenção à saúde, eleitas pela população como</p><p>o melhor local para a obtenção de diagnóstico e tratamento dos problemas de saúde,</p><p>independentemente do nível de urgência e da gravidade destas ocorrências (GALLO,</p><p>MELLO, 2009).</p><p>Assim um grande número de pacientes prefere abrir mão do atendimento</p><p>oferecido nos postos de saúde, apesar de sua maior acessibilidade, para se dirigir às</p><p>Unidades de Urgências e Emergências que oferecem, em geral, atendimento de 24 horas,</p><p>maior oferta de clínicas especializadas, exames de maior complexidade e, caso</p><p>necessário, a possibilidade de internação (PAIVA et al., 2010).</p><p>Segundo Giglio-Jacquemot (2005), as percepções de profissionais e usuários do</p><p>Sistema de Saúde sobre urgências são distintas. Para os profissionais, situações de</p><p>urgências são aquelas em que há o risco de vida a partir de definições biomédicas. Em</p><p>contrapartida, os usuários julgam como urgências problemas que atrapalham gravemente</p><p>sua vida cotidiana.</p><p>A mesma autora cita que os Serviços de Urgência e Emergência, quando</p><p>observados, podem ser um panorama do funcionamento do Sistema de Saúde da região</p><p>onde estão inseridos. A irritação frequente de usuários pode ser resultado de obstáculos</p><p>na utilização da rede de serviços, tais</p><p>como a dificuldade no acesso e/ou pouca</p><p>resolutividade nos Serviços da Rede Básica.</p><p>A procura frequente por parte de alguns usuários pode estar relacionado à</p><p>condição crônica de saúde. E essa condição necessita de um gerenciamento contínuo por</p><p>anos, exigindo esforço do Sistema de Saúde, pois requer ações tanto de caráter continuado</p><p>Unidade 3 – Situações quem Motivam à Procura do Serviço de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>41</p><p>quanto de pronto atendimento, no qual o uso de Serviços de Emergência se torna</p><p>imprescindível (MATTOS, 2008).</p><p>No entanto, as exacerbações e agudizações de condições crônicas, poderiam ser</p><p>evitadas com um bom manejo e assistência da Rede Básica (SCHULL, 2005), retomando</p><p>a hipótese de que os Serviços de Urgência estão atendendo pacientes com problemas que</p><p>seriam resolvidos na Atenção Primária.</p><p>De acordo com Dallari et al(2009), a atenção em urgência, o crescimento do</p><p>número de acidentes, a violência urbana e a insuficiente estruturação da rede de serviços</p><p>de saúde são fatores que têm contribuído decisivamente para a sobrecarga dos serviços</p><p>hospitalares. O conhecimento desta realidade em nosso meio é de importância</p><p>fundamental, no sentido de evidenciar a necessidade de reestruturação do atual sistema</p><p>de saúde, na perspectiva de consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde</p><p>(SUS).</p><p>A Portaria GM 2048/2012 alerta para uma preocupante realidade, na necessidade</p><p>de escoar a demanda não absorvida pela atenção básica, com um crescente número de</p><p>Pronto Atendimento (PA), com atendimento médico, mas sem estrutura e apoio de</p><p>diagnósticos, sem elucidação diagnóstica, sem equipamento, sem estrutura e fora da rede</p><p>de assistência, colaborando para um atendimento de baixa qualidade sem resolutividade,</p><p>oportunizando um retorno para estas unidades de saúde.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>42</p><p>04</p><p>ACESSO E UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS</p><p>DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Superlotação, demora no atendimento e custos cada vez mais altos são apenas algumas</p><p>das consequências causadas pelo uso inadequado do serviço dos prontos atendimentos.</p><p>A área de urgência e emergência sempre foi considerada uma área crítica na</p><p>implementação do SUS, tendo em vista que a falta ou mesmo a desorganização da atenção</p><p>nesta área provoca crises envolvendo gestores, prestadores de serviços e os usuários, estes</p><p>os mais prejudicados. (SILVA, 2011).</p><p>De acordo com Marques (2010) e Pasarín (2006), a utilização do Serviço de</p><p>Urgência e Emergência se inicia pela percepção que o usuário tem quanto aos Sinais e</p><p>Sintomas que são valorizados por eles, como perda ou comprometimento da saúde. A</p><p>partir disso, as pessoas utilizam mecanismos simbólicos que os levam à decisão do que</p><p>poderá ser feito para investigar o problema ou para recuperar a normalidade perdida.</p><p>De um modo geral, a utilização é descrita pela soma dos fatores relacionados à</p><p>necessidade de saúde, ao usuário, ao prestador de serviços, à organização e a política. A</p><p>necessidade de saúde diz respeito à morbidade, gravidade e urgência da doença de quem</p><p>procura o Serviço. A escolha quanto ao serviço que deverá ser procurado, é, também,</p><p>fortemente influenciada pela busca por profissionais competentes para o atendimento e</p><p>pela confiança na experiência e capacidade dos membros da equipe de saúde. A satisfação</p><p>do usuário com o serviço é determinante para a sua reutilização.</p><p>No entanto, conforme descrito por Batistela et. al. (2008), o conhecimento da</p><p>população sobre a qualidade da assistência, pode ser confundida pela crença de que em</p><p>hospitais serão mais bem atendidos do que em outros Serviços de Saúde. Essa crença é</p><p>voltada para o modelo assistencial biomédico, em que os hospitais são a peça central do</p><p>sistema de saúde e a rede básica é considerada desqualificada.</p><p>Atualmente em nosso país, o acesso aos serviços de saúde é articulado e</p><p>complementado pelo Acolhimento, que foi implantado em 2003 pela Política Nacional</p><p>Unidade 4 – Acesso e Utilização dos Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>43</p><p>de Humanização (PNH), que trata de uma proposta de reorganização da lógica e</p><p>funcionamento dos serviços de saúde, em que o serviço garante o acesso assumindo a</p><p>função de acolher, escutar e pactuar respostas mais adequadas aos usuários. E dentre as</p><p>propostas de acolhimento, está a avaliação e classificação de risco para os Serviços de</p><p>Urgência e Emergência (BRASIL, 2004).</p><p>Porém, esse modelo de atendimento, requer uma melhora em nossa Atenção</p><p>Básica de Saúde, pois prepara o usuário que não tem necessidade de estar utilizando os</p><p>serviços de Pronto Atendimento, para que procure a rede básica de saúde. Mas, de nada</p><p>vai adiantar se o usuário procurar esse serviço primário e este não funcionar de acordo</p><p>com a sua necessidade, que com certeza da próxima vez procurará o Pronto Atendimento,</p><p>pois a seu ver “resolve o seu problema”.</p><p>Considerando a importância da área de Urgência e Emergência enquanto</p><p>componente da assistência à saúde, o crescimento da demanda por serviços nesta área e a</p><p>insuficiente estruturação da rede assistencial o Ministério da Saúde em parceria com as</p><p>Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, em novembro de</p><p>2002, editou a Portaria 2048/GM que dispõe sobre o regulamento técnico dos sistemas</p><p>estaduais de urgências e emergências, estabelecendo normas e critérios de funcionamento</p><p>para o atendimento pré-hospitalar, atendimento pré-hospitalar móvel, atendimento</p><p>hospitalar, transporte inter-hospitalar, prevê a criação de Núcleos de Educação em</p><p>Urgências e a proposição de grades curriculares para capacitação de recursos humanos</p><p>nesta área (BRASIL, 2006).</p><p>A Política Nacional de Atenção às Urgências foi instituída pela Portaria 1863/GM,</p><p>de setembro de 2003, para garantir a organização dos sistemas regionalizados, a</p><p>universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas,</p><p>gineco obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e as relacionadas às causas externas</p><p>(BRASIL, 2006).</p><p>A necessidade de reordenar os fluxos de referência e contra referência de pacientes</p><p>no SUS, de integrar os serviços de urgência hospitalar aos demais níveis de atenção, seja</p><p>por meio da regulação médica das urgências ou de outras centrais do complexo regulador</p><p>da atenção no SUS, justificou em setembro de 2004, a publicação da Portaria 1828/GM,</p><p>que estabeleceu as atribuições gerais e específicas das Centrais de Regulação Médica de</p><p>Urgências e o respectivo dimensionamento técnico para estruturação e operacionalização</p><p>destas centrais (BRASIL, 2006).</p><p>Não é possível organizar hospitais terciários de urgência e emergência sem retirar</p><p>deles o grande número de pessoas portadoras de urgências menores. Por outro lado, para</p><p>que as pessoas com situações de urgências que requerem menor densidade tecnológica</p><p>possam ser atendidas na atenção primária à saúde, faz-se necessário implantar um modelo</p><p>de atenção adequado às demandas das condições crônicas para que assim possa atender</p><p>às urgências menores e, no médio e longo prazos, diminuir a demanda às unidades</p><p>de</p><p>urgência e emergência maiores (MENDES, 2009).</p><p>De acordo com o Ministério da Saúde, os principais problemas da assistência às</p><p>urgências e emergências no Brasil são: estrutura física e tecnológica inadequada,</p><p>insuficiência de equipamentos, recursos humanos limitados e com capacitação</p><p>insuficiente para trabalhar em emergências, baixa cobertura do atendimento pré-</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>44</p><p>hospitalar móvel, número insuficiente de unidades de pronto atendimento não-</p><p>hospitalares e que têm baixa resolutividade, insuficiente retaguarda para transferência de</p><p>doentes, entre outros (BRASIL, 2005).</p><p>A assistência às urgências e emergências há muitas décadas é um dilema para o</p><p>sistema público de saúde. Considerando as mudanças do perfil demográfico e de</p><p>morbimortalidade ocorridas no país nos últimos anos, tendo como um dos principais</p><p>destaques o aumento dos casos de acidentes e violência, podemos afirmar que hoje os</p><p>serviços de UE exercem um papel muito relevante dentro da assistência à saúde no Brasil.</p><p>O aumento desse tipo de demanda assistencial começou a pautar fortemente o Sistema</p><p>Único de Saúde e cada vez mais tornou-se latente a necessidade de se pensar políticas que</p><p>possibilitassem a organização, qualificação e consolidação da atenção às urgências e</p><p>emergências. Embora continuasse a priorizar a Estratégia da Saúde da Família enquanto</p><p>proposta de reorientação do modelo assistencial, o Ministério da Saúde, a partir da década</p><p>de 2000, começa a se dedicar a organizar a atenção às urgências e emergências no país</p><p>(MACHADO; BAPTISTA; NOGUEIRA, 2011).</p><p>Segundo Machado et al. 2001 o processo de construção da política federal de</p><p>atenção às urgências pode ser dividido em três momentos. Um primeiro período envolveu</p><p>as primeiras iniciativas de regulamentação, localizado entre 1998 e 2002. No período</p><p>seguinte, entre 2003 e 2008, identifica-se a formulação e implantação da Política Nacional</p><p>de Atenção às Urgências, com priorização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência</p><p>(SAMU) e, por fim, desde 2008 temos como foco a continuidade do SAMU e a</p><p>implantação das Unidades de Pronto Atendimento. Essas iniciativas visaram organizar e</p><p>direcionar a atenção às urgências e emergências no país e, apesar das dificuldades,</p><p>alcançaram alguns avanços no que tange à definição de conceitos, organização do sistema</p><p>em rede, incorporação de novas tecnologias e financiamento dos serviços. Através delas</p><p>foi possível reorganizar os serviços e a assistência de forma a envolver todos os níveis de</p><p>atenção à saúde, desde a atenção básica até os hospitais de grande porte, definindo assim</p><p>a competência de cada um dos serviços pertencentes à rede assistencial do SUS, não</p><p>ficando mais restrito somente às unidades de pronto socorro e hospitalares.</p><p>Além disso, foi instituído que as unidades de UE também funcionassem como</p><p>uma das portas de entrada do SUS, com possibilidade de reordenamento do fluxo de</p><p>referência e contrarreferência e de integrá-las através da regulação médica (ODWYER,</p><p>2009).</p><p>A Política Nacional de Atenção às Urgências está estruturada em: componente</p><p>Pré-Hospitalar Fixo, componente Pré-Hospitalar Móvel, componente Hospitalar e</p><p>componente pós-hospitalar (BRASIL, 2003).</p><p>O componente Pré-Hospitalar Fixo é composto por unidades básicas de saúde e</p><p>unidades de saúde da família, equipes de agentes comunitários de saúde, ambulatórios</p><p>especializados, serviços de diagnóstico e terapias, e unidades não-hospitalares de</p><p>atendimento às urgências, como as UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento), por</p><p>exemplo. O componente Pré-Hospitalar Móvel é composto pelo SAMU (Serviço de</p><p>Atendimento Móvel de Urgências) e os serviços associados de salvamento e resgate. O</p><p>componente Hospitalar são os hospitais gerais de pequeno, médio e grande porte, bem</p><p>como todos os leitos de internação, passando pelos leitos gerais e especializados de</p><p>retaguarda, de longa permanência e os de terapia semi-intensiva e intensiva, mesmo que</p><p>Unidade 4 – Acesso e Utilização dos Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>45</p><p>esses leitos estejam situados em unidades hospitalares que atuem sem porta aberta às</p><p>urgências. O componente Pós-Hospitalar é composto pela atenção domiciliar, hospitais-</p><p>dia e projetos de reabilitação integral com componente de reabilitação de base</p><p>comunitária. A atual Política Nacional de Atenção às Urgências (PNAU) tem como</p><p>principais focos o SAMU e as UPA’s.</p><p>O SAMU é um componente fundamental dentro da PNAU, pois tem como</p><p>objetivo chegar precocemente à vítima de um agravo à saúde (de natureza clínica,</p><p>cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica e entre outras) e possa prestar os</p><p>primeiros atendimentos o mais rápido possível. O SAMU tem unidades de suporte básico</p><p>de vida (equipe composta por técnicas de enfermagem) e unidades de suporte avançado</p><p>de vida (equipe composta por médico e enfermeira), sendo ambas coordenadas por uma</p><p>central de regulação. O atendimento deste serviço pode ser tanto primário, quando o</p><p>pedido de socorro for oriundo de um cidadão, quanto secundário, quando a solicitação</p><p>parte de um serviço de saúde no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento</p><p>(BRASIL, 2011).</p><p>No início da implantação da PNAU esse componente foi eleito como prioridade.</p><p>Isso foi justificado pelo Ministério da Saúde devido aos índices de morbimortalidade</p><p>relativa ao trauma e a violência no país e também pela insuficiência na oferta de serviços</p><p>de atendimento pré-hospitalar móvel22. Com a consolidação do SAMU o próximo passo</p><p>foi a implantação/adequação das UPA’s e Salas de Estabilização (BRASIL, 2008).</p><p>O projeto das UPA’s 24h integra a Política Nacional de Urgência e Emergência,</p><p>lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, e baseou-se em experiências de cidades como</p><p>Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Mesmo sendo criado em 2003, a</p><p>denominação UPA 24 h só começa a se tornar usual a partir de 2008 e, quando há um</p><p>maior esforço por parte do Governo Federal em normatizar esse tipo de serviço de saúde.</p><p>Nos anos subsequentes foram publicadas mais sete portarias sobre o tema estabelecendo</p><p>uma nova prioridade para o Governo Federal, que disponibilizou recursos financeiros</p><p>para sua implementação (BRASIL, 2011).</p><p>A implantação da UPA é feita de acordo com a população da região a ser coberta,</p><p>o que irá condicionar a capacidade instalada (área física, número de leitos disponíveis,</p><p>recursos humanos e capacidade diária de atendimentos médicos). A partir desses critérios,</p><p>as UPA’s são classificadas em três diferentes portes (BRASIL, 2009).</p><p>• UPA Porte I: tem de 5 a 8 leitos de observação. No mínimo 2 médicos por plantão</p><p>(um pediatra e um clínico geral). Capacidade de atender até 150 pacientes por dia.</p><p>População na área de abrangência de 50 mil a 100 mil habitantes.</p><p>• UPA Porte II: 9 a 12 leitos de observação. No mínimo 4 médicos por plantão</p><p>(distribuídos entre pediatras e clínicos gerais). Capacidade de atender até 300</p><p>pacientes por dia. População na área de abrangência de 100 mil a 200 mil</p><p>habitantes.</p><p>• UPA Porte III: 13 a 20 leitos de observação. No mínimo 6 médicos por plantão</p><p>(distribuídos entre pediatras e clínicos gerais). Capacidade de atender até 450</p><p>pacientes por dia. População na área de abrangência de 200 mil a 300 mil</p><p>habitantes.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>46</p><p>As UPA’s são unidades não-hospitalares de atendimento às urgências. Elas</p><p>podem ser compreendidas como estabelecimentos de saúde de complexidade</p><p>intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar.</p><p>As principais competências das UPA’s são (BRASIL, 2011):</p><p>• Funcionar de modo ininterrupto nas 24 horas, em todos os dias da semana,</p><p>incluídos feriados e pontos facultativos;</p><p>• Acolher todos os pacientes e seus familiares sempre que buscarem atendimento;</p><p>• Implantar processo de Acolhimento com Classificação de Risco, em ambiente</p><p>específico;</p><p>• Prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por</p><p>quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e prestar primeiro atendimento</p><p>aos casos de natureza cirúrgica e de trauma, estabilizando os pacientes e</p><p>realizando a investigação diagnóstica inicial, de modo a definir, em todos os casos,</p><p>a necessidade ou não de encaminhamento a serviços hospitalares de maior</p><p>complexidade;</p><p>• Fornecer retaguarda às urgências atendidas pela Rede de Atenção Básica;</p><p>• Funcionar como local de estabilização de pacientes atendidos pelo SAMU 192;</p><p>• Realizar consulta médica em regime de pronto atendimento aos casos de menor</p><p>gravidade;</p><p>• Manter pacientes em observação, por período de até 24 horas, para elucidação</p><p>diagnóstica e/ou estabilização clínica;</p><p>• Encaminhar para internação em serviços hospitalares os pacientes que não tiverem</p><p>suas queixas resolvidas nas 24 horas de observação, por meio das centrais</p><p>reguladoras;</p><p>Essas competências atribuídas às UPA’s demonstram o seu caráter assistencial,</p><p>sobretudo sua natureza de pronto atendimento, ao definir o acolhimento de todos os</p><p>pacientes que buscarem atendimento, mesmo os casos de menor gravidade. Desse modo,</p><p>temos uma lógica de trabalho mais permeável às demandas consideradas não urgentes,</p><p>operando assim como um contraponto às expectativas dos profissionais que esperam</p><p>atender somente casos urgentes na unidade (KONDER, 2013).</p><p>A atuação das UPA’s em rede se expressa na obrigatoriedade dessas unidades se</p><p>articularem com outros componentes da rede, sendo retaguarda para SAMU e atenção</p><p>básica e recorrendo aos hospitais e centrais de regulação, através da pactuação de grades</p><p>de referência e contrarreferência. Essa articulação entre os níveis de atenção é</p><p>fundamental, pois como se sabe, não cabe a essas unidades, considerando tanto seus</p><p>objetivos, quanto sua estrutura física, permanecer com pacientes por mais de 24 horas</p><p>(BRASIL, 2011). Também destacamos entre as competências atribuídas as UPA’s a</p><p>implantação do acolhimento com Classificação de Risco. Em consideração a Política</p><p>Unidade 4 – Acesso e Utilização dos Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>47</p><p>Nacional de Humanização (PNH), editada em 2004, essa estratégia deve fazer parte do</p><p>funcionamento de todas as UPA’s.</p><p>O acolhimento com classificação de risco baseia-se em um processo dinâmico que</p><p>visa identificar os usuários que necessitam de tratamento imediato de acordo com o</p><p>potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento, proporcionando atenção</p><p>centrada na complexidade da demanda e não na ordem de chegada. Para tanto, preconiza</p><p>a agilidade no atendimento com base em uma análise sob a ótica de protocolos clínicos</p><p>pré-estabelecidos e do grau da necessidade de acesso ao serviço de saúde do usuário</p><p>(BRASIL, 2004).</p><p>A terminologia Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco foi proposta</p><p>em substituição ao termo triagem, empregado no Brasil, historicamente, com o objetivo</p><p>de classificar as necessidades de cuidados dos usuários visando à exclusão, ou seja,</p><p>decidir quem será ou não atendido. Essa nova nomenclatura remete à ideia de</p><p>estratificação dos pacientes entre aqueles que necessitam ser atendidos primeiro, aqueles</p><p>que podem aguardar, e até mesmo os que podem ser encaminhado a outros serviços, sendo</p><p>necessário realizar efetivamente o encaminhamento, de modo a garantir o atendimento ao</p><p>usuário (SANTOS, 2010).</p><p>Quando falamos de acolhimento não estamos falando de um espaço ou de um</p><p>local, mas de uma postura ética, que não pressupõe hora ou profissional específico. Todos</p><p>os profissionais de saúde devem fazer o acolhimento, tomando para si a responsabilidade</p><p>de “abrigar e agasalhar” as demandas dos outros com a resolutividade necessária para</p><p>cada caso em questão. Todavia, nas “portas de entrada”, os serviços de saúde podem</p><p>demandar a necessidade de um grupo de profissionais de saúde preparado para promover</p><p>o primeiro contato com o usuário, identificando sua demanda, orientando-o quanto aos</p><p>fluxos internos do serviço e quanto ao funcionamento da rede de saúde local. Esse</p><p>processo denominado classificação de risco é uma ferramenta que ajuda a organizar a fila</p><p>de espera e propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada. Além disso,</p><p>tem outros objetivos importantes como, por exemplo, garantir o atendimento imediato do</p><p>usuário com grau de risco elevado e informar o paciente que não corre risco imediato,</p><p>assim como a seus familiares, sobre o tempo provável de espera (BRASIL, 2009).</p><p>Geralmente, os serviços de saúde dispõem de uma técnica de enfermagem já na</p><p>porta de entrada para realizar um primeiro contato com o usuário, que a depender da</p><p>unidade pode consistir em atividades variáveis, como uma orientação, uma avaliação de</p><p>sinais vitais, entre outras. Após isso, esses usuários são identificados e passam pela</p><p>classificação de risco, executada por enfermeiras, sendo que algumas unidades funcionam</p><p>com uma enfermeira e outras com duas (KONDER, 2013).</p><p>A classificação de risco ocorre de acordo com um protocolo elaborado pelo</p><p>Ministério da Saúde, oriundo da modificação de um protocolo internacionalmente</p><p>conhecido, denominado Manchester. Esse protocolo é composto de quatro estratos de</p><p>gravidade, identificados por cores: azul, verde, amarelo e vermelho, representando</p><p>gravidade progressivamente maior (KONDER, 2013).</p><p>Considerando a lógica do acolhimento com classificação de risco, o próprio</p><p>espaço físico das unidades deve ser pensado tendo como base a diversidade e os níveis de</p><p>complexidade da assistência prestada nos serviços de UE.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>48</p><p>A construção do acolhimento com classificação de risco significou um avanço no</p><p>sentido de humanizar a assistência e priorizar os casos mais graves. Também serviu para</p><p>normatizar e orientar as unidades em relação às adequações necessárias dos espaços</p><p>físicos quanto ao atendimento das demandas assistenciais das urgências e emergências.</p><p>Unidade 5 – Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>49</p><p>05</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>Diante das peculiaridades da população que busca assistência e, também, dos problemas</p><p>vivenciados nas UPAs, a priorização dos atendimentos, de acordo com</p><p>a ordem de</p><p>chegada, não é efetiva, tornando-se premente estabelecer critérios clínicos de</p><p>classificação e avaliação dos usuários a serem atendidos. Destarte, no ano de 2004, o</p><p>Ministério da Saúde estabeleceu a Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS), a</p><p>qual, dentre as suas diretrizes, propõe a reestruturação dos Serviços de</p><p>Urgência/Emergência, com a implantação do Acolhimento com Classificação e</p><p>Avaliação de Risco (ACCR).</p><p>A classificação de risco é uma ferramenta que, além de organizar a fila de espera</p><p>e propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada, tem também como</p><p>objetivo garantir o atendimento imediato do usuário com grau de risco elevado; informar</p><p>o paciente que não corre risco imediato, sobre o tempo provável de espera; promover o</p><p>trabalho em equipe; dar melhores condições de trabalho para os profissionais; aumentar</p><p>a satisfação dos usuários e principalmente, possibilitar e instigar a pactuação e a</p><p>construção de redes internas e externas de atendimento (BRASIL, 2010).</p><p>O protocolo de Manchester como guia orientador na gestão do atendimento</p><p>favorece um fluxo adequado no processo de trabalho, na organização e uso do espaço e</p><p>clareza no atendimento. Este protocolo é composto por dois extremos e áreas que</p><p>evidenciam os níveis de risco dos pacientes. Sendo um denominado vermelho que</p><p>identifica o paciente grave com risco de morte e o outro denominado azul que identifica</p><p>o paciente aparentemente não grave, mas que necessita ou procura o atendimento de</p><p>urgência (BRASIL, 2010).</p><p>Cada uma destas áreas possui atuações diferente, de acordo com a clínica do</p><p>paciente e os processos de trabalho que nele se estabelecem, sendo que essa identificação</p><p>também define a composição espacial por dois acessos diferentes (BRASIL, 2010).</p><p>A área vermelha está relacionada a clínica do paciente grave com risco de morte</p><p>e é composta pelo o seguinte agrupamento: vermelha, laranja, amarela e verde de acordo</p><p>com a gravidade, sendo a vermelha a mais grave e necessita de intervenção imediata e a</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>50</p><p>verde a menos grave, mas não necessariamente sem importância. E a área azul que</p><p>representa os pacientes não graves, mas que necessitam de acolhimento e classificação</p><p>do grau de risco para facilitar o fluxo de atendimento (BRASIL, 2010).</p><p>O Sistema de Triagem por Prioridades foi implantado na cidade de Manchester na</p><p>Inglaterra em 1997. Esse método consiste em promover um atendimento de acordo com</p><p>o critério clinico definindo qual o tempo recomendado para o atendimento médico. O</p><p>protocolo de Manchester norteia uma triagem baseada nos sintomas do doente e o</p><p>classifica por cores, que representa o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado</p><p>para o atendimento (MADEIRA; LOUREIRO; NORA, 2010).</p><p>O acolhimento com classificação de risco pelo sistema de triagem é apresentado</p><p>na figura 1 encontramos o sistema de cores cuja classificação corresponde à priorização</p><p>no atendimento ao paciente, lembrando que para cada uma delas será delimitado o tempo</p><p>de espera no atendimento (COREN-SP, 2012, 2012).</p><p>O protocolo de Manchester só pode ser realizado por enfermeiros ou médicos e</p><p>tem como finalidade garantir critérios uniformes com as diferentes equipes, acabar com</p><p>a triagem sem fundamentação científica, garantir a segurança do paciente e profissional</p><p>de saúde, aumentar o nível de prioridades dos pacientes, oferecer maior segurança e</p><p>neutralidade nos processos de classificação feita pelo enfermeiro (LOPES, 2011).</p><p>É importante ressaltar que para utilização de protocolos de avaliação com</p><p>classificação de risco enfermeiros e médicos devem ser certificados por meio de</p><p>capacitação proporcionada pelo Grupo Brasileiro de Classificação de Risco</p><p>(GONÇALVES, 2011).</p><p>Figura 1. Classificação de Risco – Protocolo de Manchester</p><p>Unidade 5 – Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>51</p><p>Assim o acolhimento com avaliação e classificação de risco pode resultar em um</p><p>processo dinâmico de identificação das condições dos usuários que necessitam de</p><p>tratamento imediato, de acordo com o seu potencial de risco, agravos à saúde ou grau de</p><p>sofrimento; o profissional de saúde deverá ser capacitado para ouvir as queixas, medos e</p><p>expectativas do usuário, humanizando o atendimento e oferecendo resolutividade para o</p><p>problema apresentado.</p><p>A triagem de Manchester também prevê a re-triagem do doente quando o seu</p><p>estado clínico se agrava durante o tempo de espera para o atendimento médico devendo</p><p>nestas situações ser re-triado para prioridade superior à anterior. Contudo, a re-triagem</p><p>também poderá ser efetuada quando um doente refere melhoria da dor após analgesia,</p><p>implementada segundo protocolo na triagem, mas ainda aguarda pela observação clínica.</p><p>Neste caso específico visto existir melhoria da dor o mesmo poderá ser re-triado para</p><p>prioridade inferior à atribuída anteriormente.</p><p>A escala de Manchester prevê uma prática fiável, uniforme e objectiva ao longo</p><p>do tempo sendo passível de ser auditada quer interna ou externamente. Todos os termos</p><p>encontram-se definidos de uma forma precisa a fim de garantir a uniformidade do</p><p>entendimento e aplicação dos conceitos.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>52</p><p>06</p><p>AVALIAÇÃO DAS SITUAÇÕES QUE</p><p>ENVOLVEM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Os sinais vitais (SSVV) são os principais indicadores do estado de saúde e da garantia</p><p>das funções circulatórias, respiratória, neural e endócrina do corpo. Podem servir como</p><p>mecanismos de comunicação universal sobre o estado do paciente e da gravidade da</p><p>doença. Esses parâmetros, medidos de forma seriada, contribuem para que o profissional</p><p>identifique a gravidade da situação, avalie as intervenções implementadas e tome decisões</p><p>sobre a resposta do paciente à terapêutica e classifique a necessidade de assistência desse</p><p>paciente.</p><p>As medições estão ancoradas na verificação da temperatura, do pulso, da pressão</p><p>arterial, da frequência respiratória, seguida da avaliação da dor, se configurando como o</p><p>5º sinal vital.</p><p>TEMPERATURA: A temperatura reflete o balanceamento entre o calor</p><p>produzido e o calor perdido pelo corpo.</p><p>RESPIRAÇÃO: A finalidade é a troca gasosa entre o sangue e o ar dos pulmões.</p><p>A avaliação da respiração como sinal vital inclui: a frequência (movimentos respiratórios</p><p>por minuto), caráter (superficial e profunda) e ritmo (regular e irregular). Método de</p><p>verificação: ver, ouvir e sentir.</p><p>PULSO: O pulso é causado pela pressão do sangue contra a parede arterial em</p><p>cada batimento cardíaco. O pulso é tomado onde uma artéria possa ser comprimida contra</p><p>um osso. Verifica-se a: Frequência, ritmo e volume.</p><p>PRESSÃO ARTERIAL: é a força exercida sobre a parede de uma artéria pelo</p><p>sangue pulsante sob a pressão do coração. O pico máximo da pressão no momento em</p><p>que a ejeção ocorre é a pressão sistólica. Quando os ventrículos relaxam, o sangue que</p><p>permanece nas artérias exerce uma pressão mínima ou pressão diastólica, ela é a pressão</p><p>mínima exercida contra as paredes arteriais. A pressão arterial reflete as inter-relações do</p><p>débito</p><p>cardíaco, resistência vascular periférica, volume do sangue, viscosidade do sangue</p><p>Unidade 6 – Avaliação das Situações que Envolvem Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>53</p><p>e elasticidade da artéria. A unidade padrão para medir a pressão arterial é dada em</p><p>milímetros de mercúrio (mmHg).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>54</p><p>07</p><p>ASSISTÊNCIA AS SITUAÇÕES DE</p><p>URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Todos esses fatores que compõe os sinais vitais são considerados essências e base na</p><p>assistências as urgências e emergências.</p><p>Contudo algumas analises ainda são fundamentais para determinar a criticidade</p><p>do paciente. Em pacientes traumáticos o atendimento deve ser de imediato, realizado por</p><p>meio de uma sequência denominada A, B, C, D, E do trauma, onde o controle da cervical</p><p>faz-se de grande importância nessa assistência, prevenindo possíveis agravamentos e</p><p>lesões de coluna cervical, contudo, também seguindo um padrão de prioridades vitais na</p><p>avalição do ser humano.</p><p>Esse famoso mnemônico do trauma "abcde" guia o socorrista que padroniza o</p><p>atendimento inicial ao paciente politraumatizado e define prioridades na abordagem ao</p><p>trauma, no sentido de agilizar o atendimento. Ou seja, é uma forma rápida e fácil de</p><p>memorizar todos os passos que devem ser seguidos com o paciente em politrauma.</p><p>Ele foi pensado para identificar lesões potencialmente fatais ao indivíduo, e é</p><p>aplicável a todos as vítimas com quadro crítico, independentemente da idade. O protocolo</p><p>tem como principal objetivo reduzir índices de mortalidade e morbidade em vítimas de</p><p>qualquer tipo de trauma.</p><p>Antes de iniciar a abordagem ABCDE, é relevante ressaltar que a última</p><p>atualização do PHTLS, na sua na 9ª edição trouxe uma nova letrinha para esse mnemônico</p><p>do trauma. O "x' de hemorragia exsanguinante ou seja hemorragia externa grave. Ainda</p><p>não publicado oficialmente e não traduzido, mas já fica aqui registrado essa alteração, a</p><p>qual vai dá ênfase às grandes hemorragias externas, antes mesmo do controle cervical ou</p><p>da abertura das vias aéreas.</p><p>Unidade 7 – Assistência as Situações de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>55</p><p>7.1 SIGNIFICADO DAS LETRAS ABCDE</p><p>7.1.1 (X) – Exsanguinação</p><p>Contenção de hemorragia externa grave, a abordagem a esta, deve ser antes mesmo do</p><p>manejo das vias aérea uma vez que, epidemiologicamente, apesar da obstrução de vias</p><p>aéreas ser responsável pelos óbitos em um curto período de tempo, o que mais mata no</p><p>trauma são as hemorragias graves.</p><p>A. Vias aéreas e proteção da coluna vertebral</p><p>No A, deve-se realizar a avaliação das vias aéreas. No atendimento pré-hospitalar, 66-</p><p>85% das mortes evitáveis ocorrem por obstrução de vias aéreas. Para manutenção das</p><p>vias aéreas utiliza-se das técnicas “jaw thrust”: anteriorização da mandíbula.</p><p>Fig. Manobra de chin Lift Fig. Manobra de Jaw Thrust</p><p>A manobra de “chin Lift” também é uma técnica muito utilizada para a abertura</p><p>de vias aéreas, contudo nos pacientes vítimas de trauma é contra indicada por</p><p>hiperextender o pescoço, e gerar maior dano na cervical.</p><p>No A também, realiza-se a proteção da coluna cervical. Em vítimas conscientes,</p><p>a equipe de socorro deve se aproximar da vítima pela frente, para evitar que mova a</p><p>cabeça para os lados durante o olhar, podendo causar lesões medulares.</p><p>A imobilização deve ser de toda a coluna, não se limitando a coluna cervical. Para</p><p>isso, uma prancha rígida deve ser utilizada.</p><p>Considere uma lesão da coluna cervical em todo doente com traumatismos</p><p>multissistêmicos.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>56</p><p>B. Boa Ventilação e Respiração</p><p>No B, o socorrista deve analisar se a respiração está adequada. A frequência respiratória,</p><p>inspeção dos movimentos torácicos, cianose, desvio de traqueia e observação da</p><p>musculatura acessória são parâmetros analisados nessa fase.</p><p>Para tal, é necessário expor o tórax do paciente, realizar inspeção, palpação,</p><p>ausculta e percussão. Verificar se a respiração é eficaz e se o paciente está bem oxigenado.</p><p>C. Circulação com Controle de Hemorragias</p><p>No C, a circulação e a pesquisa por hemorragia são os principais parâmetros de análise.</p><p>A maioria das hemorragias é estancada pela compressão direta do foco. A Hemorragia é</p><p>a principal causa de morte no trauma.</p><p>Essa parte refere-se a hemorragias internas, onde deve-se investigar perdas de</p><p>volume sanguíneo não visível, analisando os principais pontos de hemorragia interna no</p><p>trauma (pelve, abdomem e membros inferiores), avaliando sinais clínicos de hemorragia</p><p>como tempo de enchimento capilar lentificado, pele fria e pegajosa e comprometimento</p><p>do nível e qualidade de consciência.</p><p>D. Disfunção Neurológica</p><p>No D, a análise do nível de consciência, tamanho e reatividade das pupilas, presença de</p><p>hérnia cerebral, sinais de lateralização e o nível de lesão medular são medidas realizadas.</p><p>Nessa fase, o objetivo principal é minimizar as chances de lesão secundária pela</p><p>manutenção da perfusão adequada do tecido cerebral. Importante aplicar a escala de goma</p><p>de Glasgow atualizada.</p><p>Unidade 7 – Assistência as Situações de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>57</p><p>Fig. Escala de Coma de Glasgow</p><p>E. Exposição Total do Paciente</p><p>No E, a análise da extensão das lesões e o controle do ambiente com prevenção da</p><p>hipotermia são as principais medidas realizadas. O socorrista deve analisar sinais de</p><p>trauma, sangramento, manchas na pele etc.</p><p>A parte do corpo que não está exposta pode esconder a lesão mais grave que</p><p>acomete o paciente.</p><p>7.2 CHOQUE E SUAS CONSEQUENCIAS NO ORGANOSMO</p><p>Nas situações de intensa gravidade do paciente politraumatizado, apesar da execução de</p><p>todas as manobras para minimizar os danos gerados pelo trauma, é imprescindível ficar</p><p>atento a situações que podem ocorrer, as quais exigem condutas emergências para</p><p>salvaguardar a vida.</p><p>Nesse atendimento é essencial a identificação de risco iminente de morte, causado,</p><p>principalmente por fatores externos e imediatos, mas quando exercidas as devidas atitudes</p><p>pode não só evitar graves danos a vida como também evitar fatalidades.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>58</p><p>Um fator muito constante encontrado em muitas emergências é a presença do</p><p>choque. Sendo este uma manifestação clínica de profunda</p><p>desorganização celular, que</p><p>por sua vez pode ser causado por inúmeros fatores subjacentes que acarreta um distúrbio</p><p>funcional e se não tratado de imediato pode acarretar a morte.</p><p>O choque também pode ser definido como uma síndrome que gera anormalidades</p><p>no sistema circulatório, resultando em inadequada perfusão orgânica e oxigenação</p><p>tecidual. Outras definições abordam também a síndrome do choque como uma sequência</p><p>de eventos iniciada por um fator agressor, seguida de respostas endócrino-metabólicas e</p><p>falência na manutenção dos mecanismos de homeostasia, com decréscimo da perfusão</p><p>tecidual.</p><p>Esta síndrome atinge todos os sistemas corporais, podendo desenvolver-se de</p><p>forma acelerada ou muito lenta, dependendo da causa subjacente. Durante o processo de</p><p>choque, o organismo esforça-se para sobreviver, exigindo que todos os mecanismos</p><p>homeostáticos restaurem o fluxo sanguíneo e a perfusão tecidual.</p><p>A problemática do choque está na hipoperfusão dos tecidos vitais. Após a</p><p>diminuição da perfusão, o oxigênio (O²) torna-se insuficiente para o metabolismo aeróbio,</p><p>as células mudam para o metabolismo anaeróbio com aumento do dióxido de carbono</p><p>(CO²) e acúmulo de ácido lático. Com a diminuição da função celular e persistência do</p><p>choque, podem ocorrer danos irreversíveis e morte celular. A isquemia em qualquer</p><p>região do organismo irá disparar uma resposta inflamatória que terá um impacto sobre</p><p>órgãos não-isquêmicos, mesmo após ter sido restaurada a adequada perfusão sistêmica.</p><p>Comumente a causa do choque é mal definida num primeiro momento. O</p><p>diagnóstico do choque é eminentemente clinico, sendo assim, a história clinica deve ser</p><p>evidenciada para que seja direcionada à procura da etiologia, fornecendo assim subsídios</p><p>para a terapêutica mais adequada e eficaz dessa síndrome clínica.</p><p>As manifestações clínicas resultam, por um lado, da resposta neuroendócrina à</p><p>hipoperfusão, e, por outro, da disfunção orgânica induzida pela lesão celular. Deste modo,</p><p>o choque caracteriza-se clinicamente pela combinação de hipotensão (PAM<60 mmHg),</p><p>podendo a pressão arterial estar normal ou mesmo aumentada na fase inicial do choque,</p><p>taquicardia, taquipneia, hipersudorese e sinais de hipoperfusão periférica caracterizando-</p><p>se por palidez, cianose, extremidades frias e húmidas, oligúria, acidose metabólica,</p><p>alterações sensoriais e do estado de consciência.</p><p>Quando o choque é persistente ou muito grave, o transporte inadequado de O²</p><p>causa lesão irreversível; assim a rápida restauração do transporte de O² pode reverter a</p><p>progressão do estado de choque. Por isso, a abordagem terapêutica fundamental é</p><p>reconhecer o choque e intervir de forma emergencial para restaurar a perfusão, o que</p><p>frequentemente requer a expansão ou reexpansão do volume sanguíneo intravascular.</p><p>Simultaneamente, deve ocorrer o controle de qualquer processo patológico que</p><p>desencadeou essa ação.</p><p>Atualmente a compreensão da fisiopatologia do choque em que a falência</p><p>circulatória promove resposta sistêmica compensatória que gera metabolismo anaeróbio,</p><p>aumento do consumo de oxigênio, liberação de substâncias de efeito deletério para o</p><p>organismo e risco de colapso de múltiplos órgãos e sistemas, tem sido primordial para o</p><p>Unidade 7 – Assistência as Situações de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>59</p><p>fornecimento da assistência adequada e manejo destes pacientes, usando de intervenções</p><p>rápidas para reverter essa situação de tanto risco ao organismo.</p><p>Então, se houver um diagnóstico precoce acompanhada a uma boa assistência,</p><p>onde haja os subsídios necessários para cessar o mecanismo que gera toda essa disfunção</p><p>orgânica, estabilizando-se hemodinamicamente e combatendo o fator que gera esse</p><p>estresse celular, seja ele uma bactéria, como acontece no choque séptico ou perda de</p><p>líquido por hemorragia, como no hipovolêmico, é totalmente viável a recuperação do</p><p>indivíduo.</p><p>7.3 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA</p><p>Uma das principais consequências do choque é a parada cardiorrespiratória (PCR), sendo</p><p>assim, está também se configura como uma relevante emergência.</p><p>O Sistema Cardiovascular é responsável por fornecer e manter o fluxo sanguíneo</p><p>adequado aos diversos tecidos do organismo. E o coração se configura como protagonista</p><p>desse sistema, ficando apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade</p><p>torácica, no mediastino, entre os pulmões, sendo a força motriz para que a circulação</p><p>ocorra e leve nutrientes para toda a parte do corpo.</p><p>Na ocorrência de um distúrbio nesse sistema ocorre essa parada cardíaca, se</p><p>configurando como ausência de bombeamento cardíaco para garantir a circulação</p><p>sanguínea do indivíduo e de respiração adequada para promover a oxigenação. Tendo</p><p>como característica a irresponsividade, ausência de respiração e de pulso.</p><p>Assim, faz-se uso da corrente da sobrevivência, isto é, reconhecimento imediato</p><p>da PCR e acionamento do serviço especializado de emergência, ressuscitação</p><p>cardiopulmonar (RCP) precoce com ênfase nas compressões torácicas, rápida</p><p>desfibrilação, suporte avançado de vida eficaz e cuidados pós PCR integrados.</p><p>O objetivo da RCP é dar suporte ou restabelecer a circulação e a boa oxigenação</p><p>e ventilação até que se possa restabelecer a circulação espontânea ou iniciar as</p><p>intervenções de suporte avançado.</p><p>A Ressuscitação Cardiorrespiratória se dá:</p><p>• Avaliar responsividade e presença de respiração</p><p>• Na vítima irresponsiva com respiração ausente, lenta ou agônica: Suspeitar de</p><p>PCR</p><p>• Solicitar DEA</p><p>• Verificar a presença de pulso central</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>60</p><p>• Se pulso central ausente, caracteriza-se a PCR. Iniciar 30 compressões torácicas.</p><p>• Abrir vias aéreas e realizar 2 ventilações</p><p>• Manter 30:2 por 2 minutos. Reavaliar responsividade, respiração e pulso.</p><p>• Se ausentes, reiniciar 30:2 por 2 minutos</p><p>OBS: Em crianças usa-se somente uma das mãos na massagem cardíaca,</p><p>mantendo-se 15:2 por 2 minutos, se houver dois socorristas.</p><p>7.4 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)</p><p>São sinais súbitos e rapidamente evolutivos de déficit neurológico focal ou global com</p><p>duração maior que 24 horas ou levando à morte, sem outra causa aparente que não a de</p><p>origem vascular. Se caracteriza uma situação de urgência e emergência, sendo um grave</p><p>problema de saúde pública.</p><p>É de imensa relevância por estar entre as principais causas de morte no país, a</p><p>maior em idosos. Daqueles que conseguem sair da emergência 8% dos permanecem</p><p>inválidos.</p><p>O AVC pode ser causado por uma trombose aterosclerótica, um ataque isquêmico</p><p>transitório, embolias cerebrais, arterites, tromboflebite cerebral, distúrbios</p><p>hematológicos, traumas, hipotensão associada a estenose arterial, enxaqueca com déficit</p><p>persistente além de causas indeterminadas.</p><p>O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico, o primeiro se caracteriza pela</p><p>obstrução de um vaso no cérebro, impossibilitando a passagem de sangue para a região</p><p>subsequente. No hemorrágico há um rompimento do vaso, gerando uma grave hemorragia</p><p>no cérebro.</p><p>Os sinais de alerta para a suspeita de AVC incluem quaisquer déficits neurológicos</p><p>de início súbito, especialmente os localizados, destacando a fraqueza muscular súbita ou</p><p>alteração sensitiva súbita unilaterais; dificuldade repentina para falar ou compreender;</p><p>perda visual súbita, especialmente se unilateral; perda súbita do equilíbrio ou</p><p>incoordenação</p><p>motora repentina, rebaixamento súbito do nível de consciência e cefaleia</p><p>súbita.</p><p>Sendo assim, no AVC isquêmico vai ocorrer diminuição do fluxo sanguíneo</p><p>cerebral, diminuição da oferta de oxigênio, de glicose e do pH intracelular, podendo haver</p><p>edema cerebral.</p><p>A apresentação clássica dos AVC hemorrágico é um déficit neurológico focal</p><p>súbito que progride em minutos ou horas, com rebaixamento do nível de consciência,</p><p>acompanhado por cefaleia, náusea, vômitos e elevação da pressão arterial. As principais</p><p>Unidade 7 – Assistência as Situações de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>61</p><p>alterações fisiopatológicas para a gênese do AVCH ocorrem nas pequenas artérias e</p><p>arteríolas por efeito da hipertensão arterial. No entanto, outras causas podem ser</p><p>encontradas em AVCs hemorrágicos.</p><p>Medidas terapêuticas gerais visam favorecer a viabilidade do tecido cerebral,</p><p>através da adequação e estabilização de certos parâmetros fisiológicos. Como realizar</p><p>monitoramento multiparamétrico contínuo pelo menos durante as primeiras 24 horas de</p><p>evolução do AVC; manter o paciente em decúbito elevado a 30 graus; manter a saturação</p><p>de oxigênio 95% da maneira menos invasiva possível (cateter nasal, máscara, CPAP ou</p><p>BIPAP); considerar intubação orotraqueal (IOT) para proteção de vias aéreas em</p><p>pacientes com rebaixamento do nível de consciência ou disfunção bulbar que traga risco</p><p>de broncoaspiração; manter a temperatura corpórea; corrigir hipotensão e hipovolemia</p><p>para manter os níveis sistêmicos de perfusão necessários para suportar a função orgânica,</p><p>utilizando solução salina isotônica e, se necessário, infusão de aminas vasoativas</p><p>(dopamina 2 – 20 µg/kg/min ou noradrenalina 0,05 – 0,2 µg/kg/min). Evitar o uso das</p><p>soluções glicosadas conhecidas como soro de manutenção, reduzindo assim o risco de</p><p>hiperglicemia e distúrbios do sódio.</p><p>Dessa forma, as melhores evidências clínicas disponíveis no momento</p><p>demonstram que o atendimento adequado, rápido e bem estruturado aos pacientes com</p><p>AVC reduz a mortalidade e a morbidade dos mesmos.</p><p>7.5 TRAUMA CRANIO ENCEFALICO (TCE)</p><p>O TCE é uma das causas mais frequentes de morbidade e mortalidade em todo o mundo,</p><p>com impacto importante na qualidade de vida. Embora ocorra em questão de segundos,</p><p>seus efeitos perduram por longos períodos sobre a pessoa, seus familiares e a sociedade.</p><p>Esse trauma se configura como qualquer lesão decorrente de um trauma externo,</p><p>que tenha como consequência alterações anatômicas do crânio, como fratura ou laceração</p><p>do couro cabeludo, bem como o comprometimento funcional das meninges, encéfalo ou</p><p>seus vasos, resultando em alterações cerebrais, momentâneas ou permanentes, de</p><p>natureza cognitiva ou funcional.</p><p>Múltiplos são os fatores que determinam as lesões causadas pelo TCE. Há</p><p>mecanismos que começam a agir tão logo o TCE ocorre, bem como outros que vão se</p><p>estender por dias, semanas ou meses após o evento. Há ainda fatores sistêmicos que</p><p>podem agravar o quadro neurológico, levando a um pior prognóstico. Assim, pode-se</p><p>dividir as lesões cerebrais em primárias e secundárias.</p><p>As lesões primárias são aquelas que ocorrem como resultado imediato e direto do</p><p>trauma. Exemplo: em um ferimento por arma branca que penetra o crânio, a lesão</p><p>primária é aquela que vem em decorrência do trauma direto ao parênquima cerebral.</p><p>As lesões secundárias são aquelas que se iniciam após o momento da agressão.</p><p>Podem decorrer da interação de fatores intra e extracerebrais, levando à morte de células</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>62</p><p>que não foram afetadas no momento exato do acidente, mas que sofrem consequências</p><p>posteriores.</p><p>O atendimento aos pacientes vítimas de TCE grave deve ter enfoque na prevenção</p><p>das lesões secundárias, uma vez que as lesões primárias, causadas pelo choque mecânico</p><p>direto, não sofrem influência da terapêutica. As lesões secundárias, entretanto, podem ser</p><p>prevenidas, se o atendimento for conduzido corretamente, proporcionando oxigenação</p><p>adequada, equilíbrio hemodinâmico e tratamento da hipertensão intracraniana,</p><p>permitindo perfusão cerebral adequada. O cuidado deve ser contínuo, pois a</p><p>desestabilização de quaisquer destes parâmetros pode causar ou aumentar, em qualquer</p><p>momento, a lesão secundária.</p><p>A prevenção do agravamento da lesão cerebral inicial requer atendimento</p><p>imediato e a rápida estabilização cardiopulmonar. A parada respiratória transitória e a</p><p>hipóxia são comuns e podem causar lesão cerebral secundária. A intubação endotraqueal</p><p>precoce, portanto, deve ser feita em doentes comatosos.</p><p>A hipotensão arterial sistêmica precisa ser evitada, uma vez que pode causar</p><p>redução no fluxo sanguíneo cerebral. De maneira geral, ela não representa consequência</p><p>isolada da lesão cerebral, desde que a hemorragia intracraniana não determine choque</p><p>hemorrágico. A reposição volêmica deve ser feita enquanto se tenta determinar a causa</p><p>da hipotensão.</p><p>O exame neurológico necessita ser feito de forma rápida e objetiva, após a</p><p>estabilização do estado cardiopulmonar do doente. É fundamental a avaliação do valor da</p><p>Escala de Coma de Glasgow e a resposta pupilar ao estímulo luminoso. Exames</p><p>neurológicos seriados devem ser realizados para detectar piora neurológica, logo que</p><p>possível.</p><p>Para a classificação de gravidade do TCE utiliza-se a Escala de Coma de Glasgow</p><p>– ECG. Esta é uma escala mundialmente aceita, já que constitui um método fácil para</p><p>avaliar não só a gravidade do TCE, mas também da deterioração do quadro neurológico</p><p>à medida que se deve repetir a aplicação da escala ao longo do atendimento clínico.</p><p>Permite, portanto, a construção de um parâmetro mensurável sobre a evolução do quadro</p><p>clínico do paciente. Além disso, esta escala uniformiza o atendimento, dando aos</p><p>profissionais uma maneira simples e rápida de comunicação ao citar a “nota” dada ao</p><p>paciente após cada avaliação.</p><p>Unidade 7 – Assistência as Situações de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>63</p><p>Fig. Escala de Coma de Glasgow</p><p>Seguindo esta escala, o TCE pode ser classificado como leve (13 a 15 pontos),</p><p>moderado (9 a12 pontos) ou grave (3 a 8 pontos). Pela gradação obtida com a aplicação</p><p>da Escala de Glasgow, pode-se ter uma indicação dos cuidados assistenciais requeridos</p><p>pela pessoa com TCE. Assim, sabe-se, por exemplo, que todo o paciente com ECG < 8</p><p>deve ser intubado para proteção de vias aéreas e manutenção da ventilação. Os demais</p><p>cuidados preconizados serão descritos mais detalhadamente no item de cuidados à pessoa</p><p>com TCE.</p><p>Após a avaliação inicial do paciente, podem ser acrescentados dados referentes à</p><p>manutenção ou não da consciência e da memória, assim como a duração destes sintomas.</p><p>Isso permite um refinamento da classificação e, consequentemente, do atendimento ao</p><p>TCE, com a utilização ainda da ECG com algumas modificações baseadas na</p><p>sintomatologia apresentada.</p><p>O suporte hemodinâmico se configura pela implementação de estratégias para a</p><p>manutenção da pressão arterial sistêmica, baseado na forte associação entre hipotensão</p><p>arterial sistêmica e prognóstico ruim. As soluções salinas intravenosas</p><p>precisam ser</p><p>administradas, conforme a necessidade. Recomenda-se o uso de solução NaCl 0,9% ou</p><p>de Ringer lactato. Não devem ser usadas soluções hipotônicas. As aminas vasoativas</p><p>podem ser utilizadas no choque associado.</p><p>Deve ser realizada a tomografia computadorizada de crânio-encéfalo (TCC) de</p><p>urgência, como forma de confirmação do diagnóstica, tão logo seja possível, após a</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>64</p><p>normalização hemodinâmica. Deve ser repetida sempre que houver mudança no estado</p><p>clínico do doente e rotineiramente 12 e 24 horas após o trauma, quando há contusão ou</p><p>hematoma, identificado a tomografia computadorizada inicial.</p><p>Algumas medidas são consideradas para neuroproteção, tais como: elevação da</p><p>cabeceira a 30° (se PAM > 65 mmHg) e posição centrada da cabeça, controle glicêmico</p><p>– máx. 150 mg%, profilaxia de trombose venosa profunda, profilaxia de úlceras de</p><p>pressão, profilaxia de hemorragia digestiva alta, balanço hídrico rigoroso, cuidados com</p><p>cateteres e sondas e fisioterapia respiratória e motora precoces.</p><p>Outras posturas básicas também devem ser relevantes como a correção de</p><p>distúrbios ácido-básicos e hidroeletrolíticos, nutrição precoce adequada, monitorização</p><p>não-invasiva e controle rigoroso da temperatura.</p><p>Apesar de todos esses cuidados, o TCE pode resultar em algumas incapacidades,</p><p>podendo ser divididas em três categorias: físicas, cognitivas e</p><p>emocionais/comportamentais. As físicas são diversificadas, podendo ser motoras, visuais,</p><p>táteis, entre outras. As cognitivas frequentemente incluem principalmente problemas de</p><p>atenção, memória, e funções executivas. As incapacidades comportamentais/emocionais</p><p>são, em geral, a perda de autoconfiança, motivação diminuída, depressão, ansiedade,</p><p>dificuldade de autocontrole, está representada mais comumente por desinibição,</p><p>irritabilidade e agressão. Os prejuízos físicos são os mais aparentes, mas, a longo prazo,</p><p>os problemas com cognição, personalidade e comportamento são mais importantes para</p><p>a qualidade de vida da pessoa acometida.</p><p>Unidade 8 – O Trabalho da Enfermagem em Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>65</p><p>08</p><p>O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM</p><p>URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Durante o ato de classificação de risco o enfermeiro pode avaliar sinais vitais e dosagem</p><p>de glicemia, realizar exame físico, estabelecendo a gravidade do paciente que procura o</p><p>serviço de urgência e emergência da instituição (BELLAGUARDA, 2009).</p><p>O profissional enfermeiro considera-se capacitado para a função, pois em sua</p><p>formação é enfatizada a valorização das necessidades do paciente, as biológicas, as</p><p>sociais e psicológicas. Além disso, o enfermeiro está habituado a ser líder, o que o leva a</p><p>ter uma visão abrangente do setor incluindo recursos humanos, área física e fluxo de</p><p>pacientes. (GATTI, 2008).</p><p>Para ser um enfermeiro de triagem devem-se apresentar três habilidades</p><p>consideradas fundamentais: avaliação, conhecimento e intuição. A intuição se desenvolve</p><p>com experiência, sensibilidade e o uso da observação. (GATTI, 2008). O enfermeiro é o</p><p>primeiro contato da equipe multidisciplinar com o paciente, pois ele coleta dados sobre a</p><p>sintomatologia, medicações em uso e detecta possíveis déficits de conhecimento nesses</p><p>aspectos, ou ainda relativos à questões de fluxo e especificidade de atendimento do setor.</p><p>Quando da realização do registro, da entrevista e do exame físico, realizados com ênfase</p><p>na observação do comportamento, expressão verbal e não verbal de dor, postura e sinais</p><p>clínicos, determina-se a classificação da prioridade do atendimento. (GATTI, 2008).</p><p>A enfermagem organiza-se e expressa sua ação no cuidado ou na assistência ao</p><p>indivíduo em vários ambientes, nas suas condições de saúde. A saúde é definida como</p><p>um fenômeno multidimensional, com características individuais e coletivas, que envolve,</p><p>de forma dialética, aspectos físicos, psicológicos e sociais da natureza humana. Todo o</p><p>contexto, as multiplicidades de fatores que condicionam o bem-estar, o estado de saúde</p><p>das pessoas, são objetos de preocupação do profissional de enfermagem. O exercício</p><p>desta profissão tem significado, alcança sua finalidade, ao voltar a atenção ao agir</p><p>especificamente em favor das pessoas (JORDI et al., 2015).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>66</p><p>A abundante demanda nas emergências é um problema importante e tem como</p><p>resultado o estresse dos profissionais, a sobrecarga de trabalho, a insuficiência de recursos</p><p>humanos, materiais e tecnológicos para satisfazer a demanda, pacientes mal atendidos,</p><p>enormes filas de espera por atendimento, entre outros problemas. Percebeu-se que um dos</p><p>mais importantes determinadores da superlotação dessas unidades é a carência da</p><p>assistência prestada pela rede de atenção primária (OLIVEIRA, SILVA, COSTA, 2012).</p><p>É fundamental apontar quanto à qualidade da assistência prestada ao paciente pela</p><p>profissional enfermeira, pois esta, se associa diretamente com a condição de saúde/doença</p><p>da população já carente de tais serviços. Entretanto, essa profissional precisa de condições</p><p>de trabalho que beneficiam a melhor execução possível de suas práticas, a diminuição da</p><p>sobrecarga de trabalho, a realização dos programas de capacitação e reconhecimento</p><p>profissional. Diversos estudos já foram realizados com a finalidade de apresentar soluções</p><p>para o problema, mas não se mostraram efetivos. Frente a esses desafios, na tentativa de</p><p>reduzir as incoerências entres os testes realizados, esse estudo busca agregar</p><p>conhecimento de como as variáveis podem influenciar nos resultados obtidos</p><p>(OLIVEIRA, SILVA, COSTA, 2012).</p><p>Segundo Azevedo et al (2010), nos serviços hospitalares de atenção à urgência e</p><p>emergência, a atuação do enfermeiro envolve especificidades e articulações</p><p>indispensáveis à gerência do cuidado a pacientes com necessidades complexas, que</p><p>requerem aprimoramento científico, manejo tecnológico e humanização extensiva aos</p><p>familiares pelo impacto inesperado de uma situação que coloca em risco a vida de um</p><p>ente querido. Esse conjunto de elementos justifica um olhar pormenorizado para a</p><p>organização desses serviços.</p><p>De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem (2013) cabe ao enfermeiro</p><p>à direção do serviço de enfermagem em instituições de saúde e de ensino, públicos,</p><p>privados e a prestação de serviço, as atividades de gestão como planejamento da</p><p>assistência de enfermagem, consultoria, auditoria, consulta de enfermagem, a prescrição</p><p>da assistência de enfermagem, os cuidados diretos a pacientes com risco de morte e todos</p><p>os cuidados de maior complexidade técnica. De acordo com Galvão & Wehbe (apud</p><p>Fincke, 2011), o papel do enfermeiro na unidade de emergência consiste em obter a</p><p>história do paciente, fazer exame físico, executar tratamento, aconselhando e ensinando</p><p>a manutenção da saúde e orientando os enfermos para uma continuidade do tratamento e</p><p>medidas vitais.</p><p>O enfermeiro que atua nesta unidade necessita ter conhecimento científico, prático</p><p>e técnico, a fim de tomar decisões rápidas e concretas, transmitindo segurança a toda</p><p>94</p><p>5.3 LOCAIS DE AFERIÇÃO ......................................................................................... 95</p><p>5.4 TIPOS DE MEDIDORES DE PRESSÃO ARTERIAL ............................................ 95</p><p>5.5 MATERIAIS UTILIZADOS PARA VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL</p><p>(MOZACHI, NELSON, 2011) ........................................................................................ 96</p><p>5.6 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO......................................................... 96</p><p>DOR .................................................................................................................................... 98</p><p>CONCLUSÃO .................................................................................................................. 100</p><p>AVALIAÇÃO................................................................................................................... 101</p><p>REFERÊNCIAS............................................................................................................... 107</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>5</p><p>01</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Mundialmente, a procura pelos serviços de urgência tem aumentado durante as últimas</p><p>décadas, levando à necessidade de modificação da organização da assistência. (JIMÉNES,</p><p>2003). No Brasil, a transição demográfica, social e epidemiológica faz com que a procura e</p><p>a oferta de serviços de saúde sejam fenômenos que se alteram constantemente, acarretando</p><p>grande aumento na demanda dos serviços de atendimento às urgências e emergências que,</p><p>por sua vez, exigem grande incremento de tecnologias criadas em diferentes áreas e formas.</p><p>Os sistemas de saúde sofrem com condições insuficientes para tratar o elevado</p><p>número de requisições, acarretando em filas cada vez mais extensas. O problema chega a se</p><p>tornar uma mazela social, evidenciado pela baixa renda da maioria dos usuários, tornando o</p><p>sistema público de saúde um serviço precário e por muitas vezes incapaz.</p><p>O aumento crescente de pacientes que procuram os Serviços de Emergência (SE) nas</p><p>últimas décadas e a consequente superlotação destes serviços é uma realidade mundial. Nos</p><p>países em desenvolvimento, como o Brasil, este problema torna-se ainda mais grave, pois</p><p>estes serviços se configuram muitas vezes como a principal porta de entrada ao sistema de</p><p>saúde (DURAN, 2011; ANNEVELD et al., 2013). Estudos relacionam a superlotação a</p><p>aumento dos custos, decréscimo na eficiência e na qualidade da assistência, aumento na</p><p>incidência de efeitos adversos e na mortalidade, traduzindo em baixo desempenho do sistema</p><p>de saúde (FOVERO, MCCARTHY, HILLMAN; 2011; MAHMOODIAN, EQTESADI,</p><p>GHAREGHANI, 2014).</p><p>No cenário que se encontram os sistemas de saúde atualmente, não existe mais</p><p>possibilidade de trabalhar com atenção de urgências sem um sistema de triagem ou</p><p>classificação de risco.</p><p>Assim, foram elaborados sistemas de triagem para identificação da prioridade clínica</p><p>de cada paciente que aguarda atendimento, visando facilitar a igualdade de acesso</p><p>(JIMÉNES, 2003).</p><p>Como forma de priorizar o atendimento aos pacientes mais graves os hospitais vêm</p><p>instituindo nas últimas décadas sistemas de triagem com o objetivo principal de identificar</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>6</p><p>os pacientes com condições mais urgentes e maior risco de morte, assegurando atendimento</p><p>rápido, com tempo mínimo de espera (DURAN et al; 2011; VAN DER LINDEN et al, 2012;</p><p>STORM-VERSLOOT, 2011).</p><p>O primeiro atendimento realizado pela equipe multiprofissional aos usuários de</p><p>saúde é a triagem que tem como objetivo classificar os pacientes de acordo com a decisão</p><p>de prioridades e intervenções terapêuticas individualizadas. A triagem vem para contribuir</p><p>no atendimento favorecendo na redução de aglomerações nas unidades de urgência e</p><p>emergência. (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>A triagem é caracterizada por três categorias “emergente (doença ou lesão de risco</p><p>de vida ou com risco potencial que exige o atendimento imediato), imediato (lesão ou doença</p><p>não-aguda sem risco de vida) e urgente (doença ou lesão secundária que necessita de</p><p>tratamento em nível de primeiros socorros)” (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>Observa-se que a maior parte dos casos que procuram o serviço de urgência e</p><p>emergência não são graves causando a superlotação do setor. A falta de conhecimento dos</p><p>usuários da saúde com relação à finalidade do setor de urgência e emergência, bem como a</p><p>demora e a limitação dos agendamentos na rede pública de saúde, faz com que os usuários</p><p>procurem este serviço por se tratar de um setor que irão encontrar médicos e enfermeiros</p><p>durante todo o período e as pessoas buscam o atendimento de suas necessidades em curto</p><p>espaço de tempo (MORISHITA; SILVA; SOUZA, 2009).</p><p>O acolhimento nos serviços de saúde vem crescendo e ganhando importância, pois é</p><p>um método que desenvolve os processos de trabalho em saúde a fim de atender os usuários</p><p>que procuram os serviços de saúde, ouvindo os seus pedidos e assumindo uma postura capaz</p><p>de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários (MORISHITA; SILVA;</p><p>SOUZA, 2009).</p><p>Constituem-se as seguintes fases para o atendimento na triagem: primeiro momento</p><p>“A chamada do paciente”, trata-se do momento onde o enfermeiro pessoalmente o chama na</p><p>recepção podendo observar o fluxo da sala e detectar situações de conflito ou urgência; no</p><p>segundo momento “A apresentação” é realizada a apresentação do nome do profissional e</p><p>sua função explicando esta fase do atendimento ao paciente assim como seu objetivo;</p><p>terceiro momento “Coleta de dados” é o questionamento realizado ao paciente sobre a queixa</p><p>atual e duração, antecedentes de real importância, alergias e medicamentos em uso; quarto</p><p>momento “Verificação dos sinais vitais” neste momento é aferido a pressão arterial, a</p><p>frequência cardíaca, a saturação de oxigênio e a temperatura; e no quinto momento</p><p>“Solicitação de exames” de acordo com a avaliação, o enfermeiro pode solicitar a dosagem</p><p>da glicemia capilar ou realização de eletrocardiograma, previamente à consulta médica.</p><p>(GATTI, 2008).</p><p>Os sistemas de triagem têm o objetivo de organizar a demanda de pacientes que</p><p>chegam à procura de atendimentos em serviços de urgências da atenção hospitalar e pré-</p><p>hospitalar, identificando os que necessitam de atendimento imediato e reconhecendo aqueles</p><p>que podem aguardar em segurança o atendimento, antes que haja a avaliação diagnóstica e</p><p>terapêutica completa (JIMÉNES, 2003).</p><p>A triagem estruturada faz referência a um protocolo de classificação válido,</p><p>reproduzível e que permite a classificação dos pacientes, baseado nos diferentes níveis de</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>7</p><p>urgência e de priorização da assistência somado à estrutura física e organização profissional</p><p>e tecnológica adequada (JIMÉNES, 2003; DIOGO, 2007).</p><p>Os sistemas de triagem podem se distinguir em relação ao profissional que executa a</p><p>atividade, quanto à existência de algoritmos de triagem (árvores decisionais), à existência de</p><p>protocolos de atuação associados,</p><p>equipe e principalmente diminuindo os riscos que ameaçam a vida do paciente.</p><p>Segundo Galvão & Wehbe (2006) dentre as atividades assistências exercidas pelo</p><p>enfermeiro no setor de emergência as principais são:</p><p>a. Fornecer cuidado ao paciente juntamente com o médico;</p><p>b. Preparar e administrar medicamentos;</p><p>c. Proporcionar a realização de exames especiais procedendo à coleta;</p><p>Unidade 8 – O Trabalho da Enfermagem em Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>67</p><p>d. Instalar sondas nasoenterais e vesicais em clientes;</p><p>e. Realizar troca de traqueostomia, punção venosa com cateter, punção arterial entre</p><p>outros;</p><p>f. Realizar curativos de maior complexidade;</p><p>g. Dispor instrumentos para intubação, aspiração, monitoramento cardíaco e</p><p>desfibrilação, auxiliando a equipe médica na execução dos procedimentos</p><p>diversos;</p><p>h. Aferir sinais vitais;</p><p>i. Realizar a sistematização da assistência de enfermagem e evolução dos pacientes,</p><p>fazer anotações em prontuários;</p><p>j. Fiscalizar as ações dos profissionais da equipe de enfermagem;</p><p>k. Conferir os materiais permanentes e psicotrópicos do setor;</p><p>l. Priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau de complexidade;</p><p>m. Realizar relato em livro de ordens e ocorrências;</p><p>n. Liderar a equipe de enfermagem no atendimento dos pacientes críticos e não</p><p>críticos;</p><p>o. Observar as deficiências da equipe e realizar educação continuada.</p><p>Segundo Thompson (apud Galvão & Wehbe,2006, p. 01), a Associação</p><p>Americana de Enfermagem (ANA), em 1983, estabeleceu os "Padrões da Prática de</p><p>Enfermagem em Emergência", classificando os enfermeiros de emergência em três níveis</p><p>de competência:</p><p>a. Primeiro nível: requer competência mínima para o enfermeiro prestar atendimento</p><p>ao paciente traumatizado;</p><p>b. Segundo nível: o profissional necessita de formação específica em enfermagem</p><p>de emergência;</p><p>c. Terceiro nível: o enfermeiro deve ser especialista em área bem delimitada e atuar</p><p>no âmbito pré e intra hospitalar.</p><p>Para Coutinho, Cecílio e Mota (2012), nos serviços hospitalares de atenção à</p><p>urgência e emergência, a atuação do enfermeiro envolve especificidades e articulações</p><p>indispensáveis a gerencia do cuidado a pacientes com necessidades complexas, que</p><p>requerem aprimoramento científico, manejo tecnológico e humanização extensiva aos</p><p>familiares pelo impacto inesperado de uma situação que coloca em risco a vida de um</p><p>ente querido.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a</p><p>lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>68</p><p>09</p><p>CONCLUSÃO</p><p>A assistência às urgências e emergências forma um importante componente da rede de</p><p>saúde, sendo de forma costumeira realizada por serviços de Pronto Socorro e de</p><p>Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Esses, por sua vez, se apresentam pela</p><p>prestação contínua de serviço nas 24 horas, pela ordem dos atendimentos segundo a</p><p>procura dos usuários e pelo foco no imediato da atenção.</p><p>A alta quantidade de pacientes que almeja por atendimento nas filas de espera é</p><p>uns dos principais motivos que interferem de maneira negativa a qualidade do</p><p>atendimento. O cliente, muitas vezes, não é atendido com presteza, de forma humanizada</p><p>e acolhedora, devido ao grande número por serviços, da ausência de profissionais</p><p>qualificados e pela falta de sistematização no ambiente de trabalho. Nesse sentido, os</p><p>danos aos usuários podem ser incalculáveis, pois “muitos serviços de atendimento às</p><p>urgências vivem com grandes filas onde as pessoas disputam o atendimento sem nenhuma</p><p>norma, a não ser à hora da chegada.</p><p>Acredita-se que o Acolhimento com Classificação de Risco seja um dos</p><p>instrumentos fundamentais de auxílio para alcance da qualidade no atendimento “de</p><p>porta” dos serviços de emergências dos hospitais brasileiros. O Ministério da Saúde</p><p>ressalta que cabe ao profissional enfermeiro, fazer, por meio da Consulta de Enfermagem,</p><p>a Classificação de Risco que resulta na organização dos usuários para o atendimento,</p><p>segundo o nível de prioridade de cada caso.</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Avaliação dos Sinais Vitais" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução</p><p>total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>Avaliação dos Sinais Vitais</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>70</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>01</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A atenção especial aos sinais vitais foi estabelecida, desde a antiguidade, por Hipócrates,</p><p>como um dos mais importantes dados do exame físico. Essas medidas são indicadores do</p><p>estado de saúde, devido a sua importância elas são referidas como sinais vitais, porém, nos</p><p>dias atuais, são frequentemente tratados com negligência. Os sinais vitais permitem</p><p>diagnosticar doenças como hipertensão arterial, choque, entre outras, assim como</p><p>monitorizar diariamente a evolução das doenças (SOUZA e MOZACHI, 2005).</p><p>1 DEFINIÇÃO</p><p>Os sinais vitais (SSVV) são indicadores do estado de saúde e da garantia das funções</p><p>circulatórias, respiratória, neural e endócrina do corpo. Podem servir como mecanismos de</p><p>comunicação universal sobre o estado do paciente e da gravidade da doença. Esses</p><p>parâmetros, medidos de forma seriada, contribuem para que o enfermeiro identifique os</p><p>diagnósticos de enfermagem, avalie as intervenções implementadas e tome decisões sobre a</p><p>resposta do paciente à terapêutica.</p><p>As observações dos sinais vitais são algumas das ações mais comuns e frequentes</p><p>que a equipe de enfermagem realiza em relação ao cuidado do cliente/paciente. Eles são</p><p>indicadores do estado de saúde, pois revelam a eficácia das funções corporais circulatória,</p><p>respiratória, renal e endócrina.</p><p>São definidos como sinais vitais: Temperatura -T, Respiração –R, Pulsação –P,</p><p>Pressão Arterial – PA e atualmente a Dor, que tem sido considerada como o 5º sinal vital,</p><p>devido à sua importância e por seus parâmetros serem regulados por órgão vitais, revelando,</p><p>assim, o estado de funcionamento deles (SANTOS e VIANA, 2008; MURTA et al., 2009).</p><p>Os sinais vitais são um modo eficiente e rápido de monitorar a condição do cliente</p><p>ou de identificar problemas e avaliar a resposta do cliente a uma intervenção. Como</p><p>Unidade 01 - Introdução</p><p>71</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>indicadores do estado de saúde, essas medidas indicam a eficiência das funções circulatória,</p><p>respiratória, neural e endócrina do corpo. Os sinais vitais devem ser medidos (POTTER;</p><p>PERRY, 2010):</p><p>• Na admissão aos serviços de cuidados da saúde;</p><p>• Quando avaliar o cliente em visitas domiciliares;</p><p>• No hospital, em esquema de rotina conforme prescrições do prestador de cuidado ou</p><p>os padrões de prática do hospital;</p><p>• Antes e após um procedimento cirúrgico ou um procedimento diagnóstico invasivo;</p><p>• Antes, durante</p><p>e após uma transfusão de sangue e hemoderivados;</p><p>• Antes, durante e após a administração de medicamentos ou terapias que afetam as</p><p>funções de controle cardiovascular, respiratório ou de temperatura;</p><p>• Quando as condições físicas gerais do cliente são alteradas;</p><p>• Antes e após intervenções de enfermagem que influenciam os sinais vitais;</p><p>• Quando o paciente informa sintomas inespecíficos de aflição física.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>72</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>02</p><p>TEMPERATURA CORPORAL</p><p>O ser humano é mantido em uma temperatura constante em torno de 37ºC, sendo que as</p><p>extremidades do corpo podem se apresentar em menor temperatura. Os limites de</p><p>temperatura em que o metabolismo pode apresentar falhas são de menos que 21ºC e maior</p><p>que 42ºC. Perda ou ganho excessivo de calor pode levar a morte.</p><p>Temperatura corpórea externa refere-se ao calor produzido pelo organismo para</p><p>manter a homeostase corporal, tendo como centro de regulação da temperatura o hipotálamo.</p><p>A temperatura do corpo humano varia entre 35,8 e 37,2ºC. Em média, consideram-se</p><p>temperaturas normais: a oral de 37ºC, a axilar de 36,4ºC e a retal de 37,6ºC. (POTTER;</p><p>PERRY, 2010).</p><p>A termorregulação consiste em mecanismos fisiológicos ou comportamentais que</p><p>regulam o equilíbrio entre calor perdido e calor produzido, sendo o hipotálamo que controla</p><p>a temperatura corporal do mesmo modo como um termostato funciona (POTTER; PERRY,</p><p>2010).</p><p>2.1 FATORES QUE AFETAM A TEMPERATURA CORPORAL</p><p>• Recém-nascido: mecanismos de controle de temperatura são imaturos.</p><p>• Idoso: possui uma faixa de regulação mais estreita, temperatura oral normal em dias</p><p>frios 35ºC, corporal 36ºC, deterioração dos mecanismos de controle.</p><p>• Exercício: aumenta o metabolismo, atividade muscular (exercícios enérgicos de</p><p>longo período) ex.: corrida delonga distância, podem elevar a temperatura corporal</p><p>em até 41ºC temporariamente.</p><p>Unidade 02 – Temperatura Corporal</p><p>73</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>• Nível hormonal: variações hormonais durante o ciclo menstrual. Quando o nível de</p><p>progesterona está baixo, a temperatura da mulher se encontra mais baixa do que o</p><p>valor basal até que ovulação ocorra aumentando o nível de progesterona subindo a</p><p>temperatura para o nível basal ou superior. Ocorrem também na menopausa (“ondas</p><p>de calor”) devido à instabilidade dos controles de vasodilatação e vasoconstrição.</p><p>• Estresse: estresse físico ou emocional eleva a temperatura do corpo através de</p><p>estímulos hormonal e neural. Aumento do metabolismo.</p><p>• Ambiente: ambientes muito frio ou muito quentes influenciam na nossa regulação.</p><p>Lactantes e idosos são mais afetados, pois seus mecanismos reguladores estão menos</p><p>eficientes.</p><p>• Febre ou pirexia: ocorre devido à incapacidade dos mecanismos de perda de calor</p><p>acompanhar o ritmo de uma produção excessiva de calor, resultando em aumento</p><p>anormal da temperatura. Geralmente, uma febre não é perigosa se permanece abaixo</p><p>de 39 ºC. Uma febre verdadeira resulta da alteração do ponto de ajuste hipotalâmico.</p><p>Os padrões de febre diferem dependendo do pirógeno (POTTER; PERRY, 2010):</p><p>• Febre sustentada: uma temperatura corporal constante, continuamente acima de 38</p><p>ºC e com pouca flutuação;</p><p>• Febre intermitente: picos de febre intercalados com temperatura em níveis usuais.</p><p>A temperatura retorna a níveis aceitáveis pelo menos uma vez em 24h;</p><p>• Febre remitente: picos e quedas de febre sem retorno à temperatura normal;</p><p>• Recidivante: períodos de episódios febris e períodos com valores de temperatura</p><p>aceitáveis. Períodos de episódios febris e períodos de normotermia muitas vezes</p><p>duram mais de 24h.</p><p>• Hipertermia: elevação da temperatura corporal acima do ponto de regulação térmica,</p><p>relacionada com a incapacidade do organismo de promover perda de calor ou de</p><p>reduzir sua produção. A hipertermia maligna é uma condição hereditária em que há</p><p>produção incontrolada de calor, ocorrendo quando pessoas suscetíveis recebem</p><p>certas drogas anestésicas (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>• Hipotermia: redução da temperatura corporal para valores ↓35°C, classificada em</p><p>acidental (primária) ou devido disfunção do centro regulador hipotalâmico</p><p>(secundária).</p><p>A perda de calor durante a exposição prolongada ao frio sobrepuja a capacidade do</p><p>organismo de produzir calor, causando hipotermia. A hipotermia é classificada por meio de</p><p>mensurações da temperatura central em: (POTTER; PERRY, 2010):</p><p>• Leve: 36-34 ºC;</p><p>• Moderada: 34-30 ºC;</p><p>• Grave:< 30 ºC.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>74</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>2.2 LOCAIS DE AFERIÇÃO</p><p>O local onde a temperatura é mensurada (oral, retal, axilar, membrana timpânica), é um fator</p><p>que determina a temperatura do paciente (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>Oral: 37ºC - leitura lenta (cerca de 7 min.) risco de contaminação por fluidos, não</p><p>indicado para pacientes que não colaboram ou inconsciente.</p><p>Retal: 37,5ºC - maior precisão, método desagradável, risco de exposição a fluidos,</p><p>risco de lesão, contra indicado para RN e pacientes com doenças retal.</p><p>Axilar: 36.5ºC - local menos preciso, sudorese pode interferir, longo período de</p><p>mensuração.</p><p>Timpânica: 37ºC - aferição rápida, custo elevado, presença de cerume pode interferir</p><p>na leitura, contra indicado para paciente submetidos a cirurgia auditiva (POTTER; PERRY</p><p>2009).</p><p>VALORES NORMAIS E SUAS VARIAÇÕES</p><p>Temperatura axilar 35.5ºC – 37.0ºC</p><p>Temperatura bucal 36.0ºC – 37.4ºC</p><p>Temperatura inguinal 35.5ºC – 37.0ºC</p><p>Temperatura retal 36.0ºC – 38.0ºC</p><p>Temperatura timpânica 36.0ºC – 38.2ºC</p><p>Febrícula (Taxilar) 37.1ºC – 37.5ºC</p><p>Unidade 02 – Temperatura Corporal</p><p>75</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>2.3 TIPOS DE TERMÔMETROS</p><p>2.4 MATERIAIS UTILIZADOS PARA VERIFICAÇÃO DA</p><p>TEMPERATURA (MOZACHI, NELSON, 2011)</p><p>• Bandeja</p><p>• Termômetro</p><p>• Algodão</p><p>• Álcool</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>76</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>2.5 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO</p><p>1. Higienizar as mãos antes e após o procedimento;</p><p>2. Selecionar a via e os aparatos corretos;</p><p>3. Avaliar fatores que possam interferir na determinação da T (ambiente, atividade</p><p>prévia do paciente);</p><p>4. Cumprimente e explicar o procedimento ao paciente;</p><p>5. Posicionar o paciente em posição confortável e adequada;</p><p>6. Limpar o termômetro com algodão embebido em álcool (haste para bulbo) antes e</p><p>após a realização do procedimento;</p><p>7. Certificar-se que a coluna de mercúrio está igual ou inferior a 35ºC;</p><p>8. Retirar o termômetro após 5 min;</p><p>9. Comparar o valor obtido com a temperatura</p><p>basal e com a variação de T apresentada</p><p>pelo paciente;</p><p>10. Registrar corretamente o procedimento no prontuário.</p><p>O paciente/cliente que apresenta alterações na temperatura, em relação ao seu</p><p>aumento ou à sua diminuição, pode indicar ao técnico de enfermagem diversas situações não</p><p>fisiológicas, como por exemplo: infecções, diversos tipos de choque e outros. Ao possuir</p><p>esses dados, o cuidado de enfermagem pode ser realizado mais rapidamente para que se tente</p><p>reestabelecer o padrão fisiológico do paciente/cliente. A temperatura, assim como o pulso, é</p><p>essencial na monitorização fisiológica do paciente/cliente.</p><p>Unidade 03 – Pulso</p><p>77</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>03</p><p>PULSO</p><p>O exame do pulso arterial é muito importante na avaliação do sistema cardiocirculatório,</p><p>pois pode fornecer informações valiosas sobre o estado funcional da circulação, a frequência</p><p>e o ritmo cardíaco.</p><p>A frequência da pulsação é número de pulsações em 1min. De acordo com Porto e</p><p>Viana (2010); Silva e Silva (2010) e Murta et al., (2009), o pulso é a contração e dilatação</p><p>de uma artéria que corresponde aos batimentos cardíacos. Ele indica dados da estabilidade</p><p>cardíaca do paciente e pode ser controlado com frequência por esse profissional.</p><p>O pulso arterial deve ser palpado de maneira sistematizada, seguindo-se a sequência:</p><p>artérias radiais, braquiais, carótidas, aorta, femorais, tibiais posteriores e dorsais dos pés,</p><p>sempre que possível em ambientes aquecidos, para evitar vasoconstrição. Em alguns casos,</p><p>pode-se também palpar as artérias poplíteas e pesquisar pulsações e sopros em outras</p><p>regiões. Desses, o que mais representa fielmente o pulso aórtico central é o carotídeo.</p><p>3.1 FATORES QUE INFLUENCIAM (POTTER; PERRY, 2010)</p><p>• Exercício;</p><p>• Temperatura;</p><p>• Emoções;</p><p>• Drogas;</p><p>• Hemorragia;</p><p>• Mudanças posturais;</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>78</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>• Distúrbios pulmonares.</p><p>FATOR ↑ FREQ. PULSO ↓ FREQ. PULSO</p><p>Exercício Curta duração Atleta condicionado</p><p>Temperatura Febre e calor Hipotermia</p><p>Emoções</p><p>Dor aguda e ansiedade ↑</p><p>estímulo simpático</p><p>Dor intensa ↑ estímulo</p><p>parassimpático</p><p>Drogas</p><p>Medicamentos</p><p>cronotrópicos +</p><p>(epinefrina)</p><p>Medicamentos</p><p>cronotrópicos –(digitálicos)</p><p>Hemorragia ↑ atividade simpática</p><p>Mudanças posturais Levantar e sentar Deitar-se</p><p>Distúrbios pulmonares Precária oxigenação</p><p>Qualquer artéria pode ser acessada para tomar a pulsação, mas geralmente as mais</p><p>escolhidas são as artérias radiais ou carótidas porque elas permitem uma palpação mais fácil</p><p>(POTTER; PERRY, 2010).</p><p>3.2 CARACTERÍSTICAS DO PULSO ARTERIAL</p><p>As características do pulso arterial podem ser descritas em relação à frequência, ritmo,</p><p>amplitude e contorno.</p><p>3.2.1 Frequência e ritmo</p><p>Unidade 03 – Pulso</p><p>79</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Em um adulto sadio em repouso, a frequência cardíaca encontra-se na maioria das vezes,</p><p>entre 70 e 80 batimentos/min. Denomina-se taquicardia quando a frequência é igual ou maior</p><p>que 100 e bradicardia quando é igual ou inferior a 60.</p><p>A palpação dos pulsos arteriais também permite que se façam inferências sobre o</p><p>ritmo cardíaco, ou seja, se esse é regular ou se há arritmias. Porém, frequências consideradas</p><p>normais e sucessão regular do pulso não excluem arritmias cardíacas, o que pode ocorrer por</p><p>diversos motivos, como: distúrbios na condução intraventricular do estímulo, como os</p><p>bloqueios de ramo; extra-sístoles ventriculares bigeminadas resultando em contrações</p><p>miocárdicas ineficazes para produzirem uma onda de pulso detectável; ritmo idioventricular</p><p>acelerado; taquicardia atrial paroxística com bloqueio atrioventricular e ritmo funcional</p><p>acelerado. Da mesma forma, o achado de frequência anormal ou irregularidade na sucessão</p><p>dos pulsos são dados insuficientes para esclarecer o tipo ou significado clínico de</p><p>determinada arritmia cardíaca, sendo necessários exames complementares para investigação</p><p>das arritmias.</p><p>É possível ocorrer dissociação entre a frequência cardíaca palpada pelo examinador</p><p>no pulso arterial e pela ausculta cardíaca, num fenômeno denominado dissociação pulso-</p><p>frequência. Isto pode ocorrer por batimentos (pulsos) não sentidos pelo examinador, pelo</p><p>fato de serem fracos, em geral consequentes à taquiarritmias de ritmo irregular (fibrilação</p><p>atrial mais comumente)</p><p>3.2.2 Amplitude e contorno</p><p>Os fatores que definem a amplitude e contorno do pulso arterial são: volume de ejeção do</p><p>ventrículo esquerdo, velocidade de ejeção, complacência e capacidade do sistema arterial,</p><p>ondas depressão que resultam do fluxo anterógrado do sangue e reflexo do pulso de pressão</p><p>arterial que retorna da circulação periférica. O pulso normal pode ser representado pela</p><p>figura:</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>80</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>A transmissão rápida da ejeção ventricular esquerda resulta em um pico na sístole precoce,</p><p>que corresponde à onda de percussão, que é palpada. O segundo pico representa a representa</p><p>a onda refletida pela periferia, chamada onda de refluxo, que normalmente não é palpada. À</p><p>medida que a onda de pulso vai para a periferia, a porção ascendente torna-se mais</p><p>espiculada, seguida pela onda dicrótica, mas o pulso geralmente demonstra um único pico</p><p>evidente.</p><p>Quando há maior rigidez dos vasos arteriais, como em idosos ou na aterosclerose, ou um</p><p>aumento da resistência vascular periférica, a onda de pulso fica maior e mais rápida.</p><p>Ao palpar o pulso arterial, deve-se sempre comparar o pulso de uma artéria com sua</p><p>contralateral, buscando-se determinar se os pulsos são simétricos, ou seja, têm a mesma</p><p>amplitude e contorno, ou são assimétricos. É possível encontrar os pulsos dos membros</p><p>superiores reduzidos ou assimétricos em diversas situações: êmbolo arterial, trombose, na</p><p>estenose aórtica supravalvar e na dissecção de aorta. Assimetria de pulsos poplíteos indica</p><p>obstruções iliofemorais, enquanto pulsos finos em territórios radial, tibial posterior e pedioso</p><p>indicam insuficiência arterial. Na coarctação de aorta os pulsos dos MMSS são amplos e os</p><p>dos MMII são reduzidos.</p><p>3.3 TIPOS DE PULSOS</p><p>3.3.1 Pulso de Pequena amplitude</p><p>É percebido como uma elevação pequena, um impacto suave, pulso parvus com pico mal</p><p>definido, às vezes retardado, prolongado (tardus). Quando em uma única artéria, significa</p><p>Unidade 03 – Pulso</p><p>81</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>processo obstrutivo nela localizado. Quando presente em todas as artérias, indica</p><p>cardiopatia, como: estenose aórtica, estenose ou regurgitação mitral, comunicação interatrial</p><p>ou interventricular, derrame pericárdico, pericardite constritiva, miocardiopatias restritivas</p><p>e insuficiência circulatória.</p><p>3.3.2 Pulso de Grande Amplitude:</p><p>Esse tipo de pulso arterial normalmente está relacionado com o aumento do volume sistólico</p><p>ou redução da resistência vascular periférica ou da distensibilidade arterial. É encontrado em</p><p>estados hiperdinâmicos, fisiológicos patológicos. O exemplo mais importante é o pulso de</p><p>Corrigan ou pulso em martelo d’água, encontrado na regurgitação aórtica. É reconhecido</p><p>pela elevação muito rápida e de grande amplitude, seguida de descida também rápida (pulso</p><p>colapsante).</p><p>3.3.3 Pulso de Duplo Pico:</p><p>É um tipo de pulso em que duas ondas são palpadas durante cada ciclo cardíaco. Quando</p><p>essas duas ondas de pulso ocorrem na sístole, o pulso é denominado de bisferiens ou de</p><p>bífido, se uma das ondas ocorre na sístole e outra na diástole, é denominado dicrótico:</p><p>Pulso Bisferiens: as duas elevações acontecem antes de B2, o que pode ser percebido</p><p>quando se palpa o pulso de modo simultâneo com a ausculta cardíaca. É encontrado em</p><p>condições onde grande volume sistólico é ejetado rapidamente na aorta, sendo mais comum</p><p>quando existe associação de regurgitação aórtica grave e estenose aórtica discreta, mas</p><p>também regurgitação aórtica grave isolada. O primeiro pico corresponde a onda de</p><p>percussão, relacionada com a ejeção de sangue na aorta, a depressão que se segue é</p><p>decorrente do efeito Bernoulli nas paredes da aorta ascendente, causando redução súbita da</p><p>pressão lateral. Essa redução se deve a ejeção rápida de sangue na aorta, o que significa que</p><p>a contratilidade do VE é normal. Após a depressão do contorno do pulso arterial que reflete</p><p>a redução da pressão, observa-se o segundo pico devido a onda maré (refletida).</p><p>Pulso Bífido: A onda de percussão acentuada é também causada pela rápida ejeção</p><p>de sangue na aorta, imediatamente ao se iniciar a sístole. O declínio do contorno do pulso,</p><p>na mesossístole, coincide com o instante em que ocorre a obstrução ao fluxo de sangue</p><p>causado pela estenose subvalvar. Esse declínio é seguido pela segunda onda refletida.</p><p>Pulso Anacrótico: O duplo pico sistólico causado por entalhe acentuado no ramo</p><p>ascendente da onda de pulso (entalhe anacrótico). Distingue-se do pulso bisferiens por ser</p><p>um pulso de pequena amplitude, de elevação lenta. É reconhecido em alguns pacientes com</p><p>estenose aórtica.</p><p>Pulso Dicrótico: Há um pico na sístole e o segundo na diástole (onda dicrótica após</p><p>B2). Pode acontecer em indivíduos normais com resistência periférica reduzida por</p><p>condições como a febre. É também reconhecido na insuficiência circulatória devido a</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>82</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>insuficiência cardíaca grave, choque hipovolêmico e tamponamento cardíaco em indivíduos</p><p>jovens.</p><p>3.3.4 Pulso com Variação Rítmica da Amplitude</p><p>Existem três tipos de pulso arterial em que esse fenômeno acontece, são denominados pulso</p><p>paradoxal, alternante e bigeminal.</p><p>Pulso Paradoxal: constitui um exagero da redução fisiológica da diminuição da</p><p>pressão arterial sistólica durante a inspiração. É característico de tamponamento cardíaco,</p><p>mas também pode ser detectado em pacientes com enfisema, asma, pericardite constritiva,</p><p>embolia pulmonar, ICC, cardiopatias entre outros.</p><p>Pulso alternante: os batimentos ocorrem a intervalos constantes mas com uma</p><p>alternância regular do pico depressão de pulso. Ocorre em função de uma contração</p><p>ventricular prematura e indica depressão grave da função do ventrículo.</p><p>Pulso Bigeminal: é provocado por batimentos prematuros ventriculares, ocorrendo</p><p>uma vez a cada dois batimentos. Após o batimento prematuro vem uma pausa</p><p>compensatória, a qual é seguida por um pulso mais forte. O primeiro batimento, mais forte,</p><p>se deve à contração ventricular em resposta ao ritmo sinusal e o segundo, mais fraco, ao</p><p>ritmo ectópico.</p><p>Unidade 03 – Pulso</p><p>83</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>3.4 LOCAIS DE AFERIÇÃO</p><p>Os locais utilizados para mensuração da frequência de pulso são: (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>• Temporal: acima do osso temporal da cabeça, acima do e lateral ao olho;</p><p>• Carótida: ao longo da extremidade medial do músculo esternocleido mastoideo no</p><p>pescoço;</p><p>• Apical: 4º a 5º espaços intercostais na linha clavicular média esquerda (com</p><p>estetoscópio);</p><p>• Braquial: sulco entre os músculos bíceps e tríceps na fossa antecubital;</p><p>• Radial: no pulso do antebraço, na lateral radial ou no lado do polegar;</p><p>• Ulnar: no lado ulnar do pulso do antebraço;</p><p>• Femoral: abaixo do ligamento inguinal, a meio caminho entre a sínfise púbica e a</p><p>espinha ilíaca anterossuperior;</p><p>• Poplíteo: atrás do joelho na fossa poplítea;</p><p>• Tibial posterior: lado interno do tornozelo, abaixo do maléolo medial;</p><p>• Artéria dorsal do pé: ao longo da parte de cima do pé, entre a extensão dos tendões</p><p>do dedo maior.</p><p>Uma avaliação do pulso radial inclui a medida de sua frequência, ritmo, força e</p><p>igualdade. Ao auscultar o pulso apical, avalia-se apenas a frequência e o ritmo (POTTER;</p><p>PERRY, 2010).</p><p>Normalmente ocorre um intervalo regular entre cada pulso ou batimento cardíaco.</p><p>Um intervalo interrompido por um batimento precoce ou tardio, ou por um batimento</p><p>perdido, indica um ritmo anormal ou disritmia (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>A força ou amplitude de um pulso reflete o volume de sangue ejetado contra a parede</p><p>arterial a cada contração cardíaca e a condição do sistema vascular arterial levando ao local</p><p>de pulsação. Pode ser fraca, forte, imperceptível ou limitada (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>O pulso de ambos os lados do sistema vascular periférico devem ser acessados para</p><p>avaliar a sua igualdade, onde se comparam as suas características (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>O técnico de enfermagem deve possuir conhecimentos sobre os limites de</p><p>normalidade do pulso para cada idade, pois assim saberá intervir em cada procedimento que</p><p>o paciente/cliente necessitar.</p><p>Para uma correta palpação dos pulsos, pode-se seguir tal roteiro:</p><p>a. Usar a polpa digital do 2º e 3º dedo de uma das mãos.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>84</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>b. Evitar usar a polpa do polegar pela possibilidade da percepção do próprio</p><p>pulso oriundo das artérias que irrigam esta extremidade.</p><p>c. De início, deve-se procurar o pulso radial, pela maior facilidade e praticidade.</p><p>Avaliar:</p><p>d. Frequência cardíaca – em 1 min u to c on sec u t i vo (e v i t a r p a lpa r po r</p><p>poucos segundos e fazer multiplicações para estimativa em 1 minuto)</p><p>e. Regularidade – regular, irregularmente regular, irregularmente irregular</p><p>f. Formato da onda de pulso</p><p>g. Avaliar simetria dos pulsos, palpando-os bilateralmente simultaneamente.</p><p>Palpar os pulsos periféricos: temporal, braquial, radial, ulnar, poplíteo, tibial posterior e</p><p>pedioso.</p><p>a. Palpar os pulsos centrais: carotídeo e femoral.</p><p>b. O pulso carotídeo é o que mais representa o pulso aórtico.</p><p>c. Atentar para o formato do pulso normal:</p><p>d. O pico é facilmente sentido, a incisura dicrótica raramente é percebida.</p><p>e. Palpar simultaneamente pulso radial e femoral</p><p>f. Palpar pulso simultaneamente à avaliação de pulso venoso jugular, ictuse ausculta</p><p>cardíaca.</p><p>Unidade 03 – Pulso</p><p>85</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>3.5 VARIAÇÕES ACEITÁVEIS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>VARIAÇÕES ACEITÁVEIS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>Idade Frequência cardíaca (bpm)</p><p>Lactente</p><p>Infante (Toddler)</p><p>Pré-escolar</p><p>Escolar</p><p>Adolescente</p><p>Adulto</p><p>120 - 160</p><p>90 - 140</p><p>80 - 110</p><p>75 - 100</p><p>60 - 90</p><p>60 - 100</p><p>3.6 TERMINOLOGIAS</p><p>• Normocardia: frequência cardíaca normal;</p><p>• Bradicardia: frequência cardíaca abaixo do normal;</p><p>• Taquicardia: frequência cardíaca acima do normal;</p><p>• Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico;</p><p>• Raquisfigmia: pulso fino e taquicárdico.</p><p>3.7 MATERIAL UTILIZADO PARA VERIFICAÇÃO DO PULSO</p><p>(MOZACHI, NELSON, 2011)</p><p>• Relógio</p><p>3.8 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO</p><p>• Mãos previamente lavadas;</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>86</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>• Cumprimente e explique o procedimento ao paciente;</p><p>• Colocar o paciente em posição confortável, sentado ou deitado, porém sempre com</p><p>o braço apoiado e com a palma da mão voltada para baixo;</p><p>• Com os dois dedos (indicador e médio) da mão, localizar a artéria radial na face</p><p>interna do punho, do lado do polegar;</p><p>• Quando sentir a artéria, pressionar levemente contra o osso (rádio) e contar os</p><p>batimentos durante um minuto inteiro;</p><p>• Registrar os valores no prontuário.</p><p>De acordo com estudos, a frequência cardíaca é avaliada pela sensação ondular</p><p>palpada em artérias periféricas, produzida pelas contrações ventriculares em um minuto. No</p><p>adulto, encontra-se normalmente na faixa de 60-100 batimentos por minuto. Conforme</p><p>proposto, a observação, pelo enfermeiro, de aspectos comportamentais e fisiológicos é</p><p>imprescindível para a identificação de alterações patológicas. Mesmo diante dos empecilhos</p><p>verbais para uma ampla interpretação dos sintomas relatados pelo paciente, a análise de</p><p>sinais fisiológicos associados, na forma de taquicardia, aumento da pressão arterial,</p><p>taquipneia, palidez, sudorese ou alterações da tensão muscular pode ser sugestiva de</p><p>respostas pós-operatórias inadequadas.</p><p>Unidade 04 – Respiração</p><p>87</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>04</p><p>RESPIRAÇÃO</p><p>Outro sinal vital relevante é a respiração, mecanismo que o corpo utiliza para trocar gases</p><p>entre a atmosfera e o sangue e entre o sangue e as células, definida como a troca gasosa</p><p>(oxigênio e gás carbônico) efetuada entre o organismo e o meio externo, verificada pelos</p><p>movimentos respiratórios de inspiração e expiração (PORTO e VIANA, 2010; SANTOS e</p><p>VIANA, 2008).</p><p>Ao se verificar a respiração de qualquer cliente/paciente, o técnico de enfermagem</p><p>consegue realizar assistência quando ocorre qualquer alteração, com cuidados simples, como</p><p>a elevação da cabeceira do paciente em posição de Fowle (posição semi-sentada, 45º), com</p><p>o objetivo de proporcionar uma melhor ventilação ao paciente, facilitando a realização da</p><p>troca gasosa. Este mecanismo envolve (POTTER; PERRY, 2010):</p><p>• Ventilação: a movimentação de gases para dentro e para fora dos pulmões;</p><p>• Difusão: a movimentação do oxigênio e do dióxido de carbono entre os alvéolos e as</p><p>hemácias;</p><p>• Perfusão: a distribuição das hemácias para os capilares sanguíneos e a partir deles.</p><p>Durante a avaliação da frequência respiratória, não se deve permitir que o paciente</p><p>saiba, pois a consciência da avaliação pode alterar a frequência e profundidade deste</p><p>parâmetro. Alguns fatores influenciam a característica da respiração (POTTER; PERRY,</p><p>2010):</p><p>• Exercício;</p><p>• Dor aguda;</p><p>• Ansiedade;</p><p>• Tabagismo;</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>88</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>• Posição corporal;</p><p>• Medicações;</p><p>• Lesão neurológica;</p><p>• Função da hemoglobina.</p><p>A avaliação dos valores de frequência respiratória é baseada na quantidade de</p><p>ventilações apresentadas na pessoa durante um minuto. Tais valores são aceitáveis quando,</p><p>no adulto, esses resultados se mostram na faixa de 14-18 movimentos respiratórios por</p><p>minuto (mrpm) para homens e 16-20 (mrpm) para mulheres.</p><p>4.1 RITMOS RESPIRATÓRIOS</p><p>Taquipnéia: respiração rápida e superficial. Diversas condições podem cursar com</p><p>taquipnéia, tais como síndromes restritivas pulmonares (derrames pleurais, doenças</p><p>intersticiais, edema pulmonar), febre, ansiedade, etc.</p><p>Hiperpnéia: aumento da frequência respiratória com ao aumento da amplitude dos</p><p>movimentos respiratórios. Pode estar presente em diferentes situações tais como acidose</p><p>metabólica, febre, ansiedade.</p><p>Bradipnéia: redução do número dos movimentos respiratórios, geralmente abaixo</p><p>de oito incursões por minuto. Pode surgir em inúmeras situações, tais como presença de</p><p>lesões neurológicas, depressão dos centros respiratórios por drogas. Pode preceder a parada</p><p>respiratória.</p><p>Apnéia: interrupção dos movimentos respiratórios por um período de tempo</p><p>prolongado. Pacientes com síndrome da apnéia do sono podem permanecer sem respirar</p><p>Unidade 04 – Respiração</p><p>89</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>durante minutos, cursando com hipoxemia acentuada e riscos de arritmias cardíacas e morte.</p><p>Indivíduos em apnéia necessitam de suporte respiratório ou progredirão para óbito.</p><p>Respiração suspirosa: entrecortada por suspiros freqüentes, promovendo</p><p>desconforto e fadiga ao paciente. Origem relacionada a conflitos emocionais.</p><p>As mensurações objetivas do estado respiratório incluem a frequência e a</p><p>profundidade da respiração e o ritmo dos movimentos ventilatórios (POTTER; PERRY,</p><p>2010).</p><p>VARIAÇÕES ACEITÁVEIS DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA</p><p>Idade Frequência (irpm)</p><p>Recém-nascido</p><p>Lactente</p><p>Criança pequena (2 anos)</p><p>Criança</p><p>Adolescente</p><p>Adulto</p><p>30-60</p><p>30-50</p><p>25-32</p><p>20-30</p><p>16-19</p><p>12-20</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>90</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Alterações no padrão respiratório (POTTER; PERRY, 2010)</p><p>Alteração Descrição</p><p>Bradipneia FR é regular, porém anormalmente lenta (< 12 irpm).</p><p>Taquipneia FR é regular, porém anormalmente rápida (> 20 irpm).</p><p>Hiperpneia A respiração é difícil, com profundidade e frequência aumentadas (> 20 irpm). Normalmente ocorre com o exercício.</p><p>Apneia A respiração cessa durante vários segundos. Quando está para é persistente, resulta em retardo respiratório.</p><p>Hiperventilação</p><p>A frequência e a profundidade respiratórias aumentam. Algumas vezes ocorre hipocapnia.</p><p>Hipoventilação FR é anormalmente lenta e a profundidade da ventilação está deprimida. Algumas vezes ocorre hipercapnia.</p><p>Respiração de Cheyne-Stokes</p><p>A frequência e a profundidade respiratórias são irregulares, caracterizadas pelas alternações de períodos de apneia e</p><p>hiperventilação.</p><p>O ciclo respiratório começa com respiração lenta e superficial que aumenta gradualmente a um frequência e</p><p>profundidade anormais.</p><p>O padrão se reverte, a respiração se torna lenta e superficial, chegando ao clímax com uma apneia antes do recomeço</p><p>da respiração.</p><p>Respiração de Kussmaul A respiração é anormalmente profunda, regular e de alta frequência.</p><p>Respiração de Biot A respiração é anormalmente superficial para duas ou três respirações seguidas de um período irregular de apneia.</p><p>Unidade 04 – Respiração</p><p>91</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Material utilizado para verificação da Frequência Respiração (MOZACHI, Nelson,</p><p>2011):</p><p>1. Relógio</p><p>2. Técnica:</p><p>3. Mãos previamente lavadas;</p><p>4. Reunir o material;</p><p>5. Não deixar o paciente perceber que está observando seu movimento respiratório.</p><p>Contar visualmente ou colocando-se a mão sobre o tórax (pegue o pulso do paciente</p><p>como uma maneira de simular a tomada de pulso, mas na realidade olhe para o tórax</p><p>do paciente para contar o número de respirações durante um minuto);</p><p>6. Contar quantas incursões respiratórias por minuto (irpm);</p><p>7. Lavar as mãos;</p><p>8. Registrar os valores no prontuário.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>92</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>05</p><p>PRESSÃO ARTERIAL</p><p>A temperatura, o pulso e a respiração são essenciais, assim como a pressão arterial, para a</p><p>verificação dos sinais vitais. Denominam-se pressão arterial a força exercida pelo sangue</p><p>circulante sobre as paredes das artérias, que depende da força de contração do coração, da</p><p>quantidade de sangue circulante e da resistência das paredes dos vasos sanguíneos. O pico</p><p>máximo de pressão no momento em que a ejeção ocorre é a pressão sistólica. Quando os</p><p>ventrículos relaxam, o sangue que permanece nas artérias exerce uma pressão mínima ou</p><p>pressão diastólica. A diferença entre as pressões sistólica e diastólica é a pressão de pulso.</p><p>A unidade padrão para medir a PA é dada em milímetros de mercúrio (mmHg) (POTTER;</p><p>PERRY, 2010).</p><p>Os valores da pressão arterial podem ser tecnicamente mensuráveis com o auxílio de</p><p>esfignomanômetros e estetoscópios. Conforme consta na VI Diretrizes Brasileiras de</p><p>Hipertensão Arterial, as medidas de PA, em pessoas a partir de 18 anos, são satisfatórias</p><p>quando a pressão arterial sistólica (PAS), que demonstra a contração miocárdica, apresenta-</p><p>se em valores entre 130-139 mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD), que representa o</p><p>relaxamento cardíaco no enchimento de sangue pelo coração, oscila em até 85-89 mmHg.</p><p>Segundo Portela e Correa (2007); Santos e Viana (2008), Porto e Viana (2010) e</p><p>Silva e Silva (2010), essa pressão é obtida por meio de valores, como a pressão sistólica ou</p><p>máxima (é o pico máximo da pressão devido à ejeção sanguínea), e pressão diastólica ou</p><p>mínima (quando os ventrículos relaxam, o sangue permanece nas artérias exercendo uma</p><p>pressão mínima contra as paredes arteriais em todos os momentos).</p><p>Ao se realizar a aferição da pressão arterial, podem-se observar alterações</p><p>fisiológicas correspondentes a cada situação que o individuo apresente. Algumas alterações</p><p>levam ao aumento da pressão arterial e são comuns conforme o hábito de vida de cada</p><p>pessoa, como o sedentarismo, o fumo, o uso contínuo do álcool, má alimentação, ansiedade,</p><p>dor, entre outros. Ocorre com menor frequência, a sua diminuição como, por exemplo, em</p><p>casos de desnutrição, de jejum prolongado, de calor excessivo, entre outros. Outro dado</p><p>importante para o técnico de enfermagem, ao se verificar esse parâmetro, é perceber se o</p><p>paciente/cliente está realizando a autoadministração de anti-hipertensivos, ou se necessita</p><p>Unidade 05 – Pressão Arterial</p><p>93</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>iniciar o tratamento para hipertensão arterial, devendo, assim ser orientado a procurar um</p><p>médico.</p><p>A alteração mais comum da PA é a hipertensão, que muitas vezes é assintomática,</p><p>sendo a principal fator por trás das mortes por acidente vascular encefálico e é um fator</p><p>contribuinte para o infarto agudo do miocárdio (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>Ocorre hipotensão quando a pressão sistólica cai para 90 mmHg ou menos. Apesar</p><p>de alguns adultos terem PA normalmente baixa, para a maioria das pessoas pode ser um</p><p>achado anormal associado à doença. A hipotensão ortostática ou postural ocorre quando uma</p><p>pessoa normotensa apresenta sintomas e pressão baixa ao se mover para uma posição mais</p><p>elevada (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>5.1 ATORES QUE AFETAM</p><p>A pressão arterial não é constante e muitos fatores influenciam-na como, por exemplo</p><p>(POTTER; PERRY, 2010):</p><p>• Idade;</p><p>• Estresse;</p><p>• Etnia;</p><p>• Sexo;</p><p>• Ritmo circadiano;</p><p>• Medicações;</p><p>• Atividade e peso;</p><p>• Tabagismo.</p><p>Os procedimentos de medida da pressão são simples e de fácil realização, contudo,</p><p>nem sempre são realizados de forma adequada. Pode ser realizada pelo método indireto com</p><p>técnica auscultatória com uso de esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneroide</p><p>devidamente calibrados, ou com técnica oscilométrica pelos aparelhos semiautomáticos</p><p>digitais de braço validados estando também calibrados (POTTER; PERRY, 2010).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>94</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>5.2 VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA PA (> 18 anos)</p><p>V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2006 (SBC, SBN, SBH)</p><p>CLASSIFICAÇÃO PAS (mmHg) PAD (mmHg)</p><p>Ótima 120 80</p><p>Normal 130 < 85</p><p>Limítrofe 130 – 139 85 – 89</p><p>HIPERTENSÃO</p><p>Estágio I (leve) 140 – 159 90 – 99</p><p>Estágio II (moderado) 160 – 179 100 – 109</p><p>Estágio II (grave) ≥ 180 ≥ 110</p><p>Sistólica isolada 140 90</p><p>O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o quadro hipertensivo. Quando</p><p>as pressões sistólicas situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para</p><p>classificação do estágio.</p><p>Unidade 05 – Pressão Arterial</p><p>95</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>5.3 LOCAIS DE AFERIÇÃO</p><p>5.4 TIPOS DE MEDIDORES DE PRESSÃO ARTERIAL</p><p>(ESFIGMOMANOMETRO) MISSOURI</p><p>ANEROIDE - COM APOIO PARA MESA,</p><p>INSTALAÇÃO EM PAREDES OU COM</p><p>PEDESTAL SOBRE BASE COM RODÍZIOS</p><p>DESLIZANTES DE BAIXO RUIDO.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>96</p><p>Este material</p><p>é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>5.5 MATERIAIS UTILIZADOS PARA VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO</p><p>ARTERIAL (MOZACHI, NELSON, 2011)</p><p>• Esfigmomanômetro</p><p>• Estetoscópio</p><p>• Algodão com álcool</p><p>• Caneta (é necessário em todos os procedimentos em que se vai anotar o valor no</p><p>prontuário)</p><p>5.6 TÉCNICA PARA REALIZAR A AFERIÇÃO</p><p>1. Mãos previamente lavadas;</p><p>APARELHO DE P.A.</p><p>ESFIGMOMANÔMETRO ANERÓIDE -</p><p>VERIFICADO E APROVADO PELO</p><p>INMETRO - MANGUITO COM PERA</p><p>EM PVC DE QUALIDADE SUPERIOR</p><p>- DISPONIBILIDADE DE</p><p>BRAÇADEIRAS EM NYLON OU</p><p>ALGODÃO E COM FECHOS DE</p><p>VELCRO.</p><p>Unidade 05 – Pressão Arterial</p><p>97</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>2. Cumprimente e explique o procedimento ao paciente;</p><p>3. Ambiente calmo e agradável;</p><p>4. Certifique-se de que o paciente não praticou atividade física, não fumou, não ingeriu</p><p>bebida alcoólica, café, ou qualquer coisa que possa alterar o exame;</p><p>5. Localizar a artéria braquial;</p><p>6. Colocar o manguito 2 a 3 cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de</p><p>borracha sobre a artéria braquial;</p><p>7. Manter o braço relaxado na altura do coração;</p><p>8. Palpar o pulso radial, inflar o manguito até o desaparecimento do pulso para estimar</p><p>o nível da pressão sistólica. (Método Palpatório);</p><p>9. Colocar o estetoscópio no ouvido com a curva virada para cima;</p><p>10. Posicionar o diafragma do estetoscópio sobre a artéria na fossa antecubital;</p><p>11. Inflar o manguito até ultrapassar 20 a 30 mmHg do nível estimado da pressão</p><p>sistólica;</p><p>12. Proceder a deflação (soltar o ar devagar);</p><p>13. Aparecimento do primeiro som: valor da pressão sistólica;</p><p>14. Desaparecimento do som: valor da pressão diastólica;</p><p>15. Registrar os valores no prontuário.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>98</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>06</p><p>DOR</p><p>A dor, ao lado da temperatura, pulso, respiração e pressão arterial, é considerada como o 5º</p><p>sinal vital pela Agência Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade</p><p>Americana de Dor (APS) (PORTO e VIANA, 2010; BOTTEGA e FONTANA, 2012;</p><p>SOUZA, 2012).</p><p>Desde janeiro de 2000, a Joint Commission on Accreditation of Healthcare</p><p>Organizations (JCAHO) - Comissão de Credenciamento e Classificação das Organizações</p><p>de Cuidadores de Saúde - publicou norma que descreve a dor como quinto sinal vital.</p><p>Portanto, ela deve ser sempre avaliada e registrada ao mesmo tempo em que são verificados</p><p>os outros sinais vitais (PEDROSO e CELICH, 2006; FONTES e JAQUES, 2007; PORTO e</p><p>VIANA, 2010).</p><p>Vale ressaltar que a equipe de enfermagem é quem efetivamente convive mais tempo</p><p>com cliente; dessa forma, faz-se necessário que saiba conhecer os sinais de dor para, assim,</p><p>buscar intervir corretamente no seu alívio. A queixa de dor deve ser sempre valorizada e</p><p>respeitada devido ao desconforto que manifesta (PEDROSO e CELICH, 2006).</p><p>A dor é uma condição extremamente complexa. Não se trata apenas de uma forma</p><p>de sensação, mas também de reações reflexas, aprendizado, memorização, respostas</p><p>emocionais e comportamentais frente a uma situação dolorosa (PORTO, 2008; SILVA e</p><p>SILVA, 2010). É uma das principais causas do sofrimento humano, suscitando</p><p>incapacidades, comprometimento da qualidade de vida e imensuráveis repercussões</p><p>psicossociais e econômicas, o que a torna um problema de saúde pública (BOTTEGA e</p><p>FONTANA, 2010).</p><p>A dor deve ser sistematicamente avaliada, levando-se em consideração as suas</p><p>características semiológicas: localização, irradiação, qualidade ou caráter, intensidade,</p><p>duração, evolução, relação com funções orgânicas, fatores desencadeantes ou agravantes,</p><p>fatores atenuantes e manifestações concomitantes (PORTO, 2008).</p><p>Podemos citar alguns tipos de dor, são elas: aguda (protetora e rápida), crônica (dura</p><p>mais de 6 meses, constante ou recorrente), episódica crônica (esporádica durante um período</p><p>Unidade 06 – Dor</p><p>99</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>prolongado de tempo), oncológica, idiopática, dor por inferência de processo patológico.</p><p>Podendo ainda ser classificada segundo sua localização em: superficial (cutânea), profunda</p><p>(visceral), referida ou irradiada (POTTER; PERRY, 2013).</p><p>No entanto, é importante considerar que temperatura, pulso, respiração e pressão</p><p>arterial podem ser mensurados objetivamente por meio de instrumentos físicos,</p><p>distinguindo-se da dor, que é inerentemente subjetiva, portanto, o relato do paciente é o</p><p>indicador mais seguro da sua intensidade (SOUSA, 2002; FONTES e JAQUES, 2007;</p><p>PORTO, 2008).</p><p>Avaliar a dor e empenhar medidas para seu alívio, proporcionando conforto e bem</p><p>estar ao sujeito, podem ser considerados como dispositivos capazes de promover a saúde</p><p>durante a internação hospitalar ou em cuidados domiciliares (BOTTEGA e FONTANA,</p><p>2010).</p><p>A dor é avaliada por meio de escalas, vejamos algumas delas:</p><p>Mesmo acontecendo iniciativas a partir de vários estudos, citados no trabalho de</p><p>Fontes e Jaques (2007) e considerando-se a dor como 5º sinal vital nas instituições</p><p>hospitalares, conceito este elaborado pela Sociedade Americana de Dor que já completou</p><p>dez anos, a dor ainda não é prioridade para os pacientes internados. Em nosso cotidiano,</p><p>observa-se o convívio dos profissionais com a dor do outro, resultando em uma negativa</p><p>identificação e observação para possíveis tratamentos (FONTES e JAQUES, 2007).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>100</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Avaliação dos Sinais Vitais” do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br)</p><p>conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia</p><p>expressa do autor (Artigo 29).</p><p>07</p><p>CONCLUSÃO</p><p>A aferição dos SSVV parece simples, mas pode interferir na evolução e desfecho do quadro</p><p>clínico e cirúrgico dos pacientes. É uma atividade independente e rotineira da enfermagem,</p><p>pois não requer aparelhagem específica e o seu produto é utilizado por todos os demais</p><p>profissionais da equipe de saúde.</p><p>Cabe à enfermagem o controle ou monitoração dos dados referentes aos sinais vitais,</p><p>de modo que as alterações sejam comunicadas para realização das intervenções necessárias</p><p>(PORTO e VIANA, 2010).</p><p>A aferição de SSVV constitui em importante indicador de resultado do cuidado</p><p>seguro, sendo seu efetivo controle influenciado por uma cultura organizacional de segurança</p><p>ativa, que deve estar em consonância com a revisão dos processos de trabalho, da</p><p>acessibilidade de materiais básicos e, especialmente, considerar os profissionais de saúde os</p><p>principais parceiros da qualidade da assistência.</p><p>Avaliação</p><p>101</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Responda a avaliação abaixo em sua conta, no site</p><p>www.enfermagemadistancia.com.br. Você precisa atingir um aproveitamento igual ou</p><p>superior a 60% para poder emitir o seu certificado.</p><p>1. O acolhimento com classificação de risco vem sendo cada vez mais realizada nos</p><p>serviços de saúde que prestam atendimentos de urgência e que organizam o atendimento</p><p>com base nos níveis de prioridade. O modelo proposto pelo Ministério da Saúde divide o</p><p>serviço em eixos e áreas, identificados por cores que irão determinar o tipo de atendimento</p><p>prestado. Com base nesse modelo assinale a alternativa que corresponde às características</p><p>da área amarela.</p><p>a. Área na qual está a sala de emergência para atendimento imediato dos pacientes com</p><p>risco de morte e a sala de procedimentos especiais invasivos.</p><p>b. Área das salas de observação, que devem ser divididas por sexo (feminino e</p><p>masculino) e idade (crianças e adultos), a depender da demanda.</p><p>c. Área de consultas, procedimentos médicos e de enfermagem (curativo, sutura,</p><p>medicação e nebulização).</p><p>d. Área composta por uma sala de retaguarda para pacientes já estabilizados, mas que</p><p>ainda requerem cuidados especiais (pacientes críticos ou semicríticos).</p><p>2. Analise as afirmativas relacionadas aos objetivos da classificação de risco:</p><p>I. Avaliar o paciente logo na sua chegada ao pronto socorro humanizando o</p><p>atendimento.</p><p>II. Determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser encaminhado</p><p>diretamente às especialidades.</p><p>III. Informar o tempo de espera.</p><p>IV. Retornar informações a familiares.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>102</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>São verdadeiras:</p><p>a. I e II</p><p>b. I, III e IV</p><p>c. SOMENTE III</p><p>d. Todas As Alternativas</p><p>3. São pacientes que recebem classificação verde segundo o protocolo humaniza SUS</p><p>do Sistema Único de Saúde, exceto:</p><p>a. Retorno inferior a 24 horas devido a não melhora do quadro</p><p>b. Deficientes físicos</p><p>c. Atendimento imediato</p><p>d. Situação com menor urgência</p><p>4. A Classificação de Risco é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que</p><p>necessitam de tratamento imediato, de acordo como potencial de risco, agravos à saúde ou</p><p>grau de sofrimento. Dessa maneira assinale a alternativa que justifique a utilização da</p><p>Classificação de Risco:</p><p>a. Ampliar o acesso sem sobrecarregar as equipes, sem prejudicar a qualidade das</p><p>ações, e sem transformar o serviço de saúde em excelente produtor de procedimentos.</p><p>b. Superar a prática tradicional, centrada na exclusividade da dimensão biológica, de</p><p>modo que amplie a escuta e que recoloque a perspectiva humana na interação entre</p><p>profissionais de saúde e usuários.</p><p>c. Reconfigurar o trabalho médico no sentido de superar o papel central que ele vem</p><p>ocupando e integrá-lo no trabalho da equipe.</p><p>d. Reorganização do fluxo de circulação dos usuários de forma humanizada e resolutiva</p><p>nas diversas áreas dos serviços de saúde, principalmente nos Pronto-Socorro devido</p><p>à crescente demanda e procura dos serviços de urgência e emergência.</p><p>5. Há muitas condições e sinais de alerta, chamadas “bandeiras vermelhas”, que deverão</p><p>ser levados em consideração, pois podem representar condições em que o paciente</p><p>poderá piorar repentinamente. Assinale abaixo a alternativa que não caracteriza bandeira</p><p>vermelha:</p><p>a. Acidentes com veículos motorizados acima de 35 km/h.</p><p>b. Forças de desaceleração tais como quedas ou em explosões.</p><p>Avaliação</p><p>103</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>c. Fraturas fechadas de MMSS e MMII.</p><p>d. Perda de consciência, mesmo que momentânea, após acidente.</p><p>6. Em situações de urgência e emergência, uma das ações do profissional de enfermagem</p><p>deve ser a verificação dos sinais vitais da vítima. Quanto aos parâmetros considerados</p><p>como sinais vitais, assinale a alternativa correta.</p><p>a. Temperatura corporal, pulso, respiração e pressão arterial.</p><p>b. Temperatura corporal, pulso, transpiração, respiração e pressão arterial.</p><p>c. Temperatura corporal, pulso, dilatação pupilar, respiração e pressão arterial.</p><p>d. Temperatura corporal, resposta a estímulo doloroso, pulso, respiração e pressão</p><p>arterial.</p><p>7. Nas ações de urgência e emergência deve-se levar em consideração os princípios éticos.</p><p>Um desses princípios é o da:</p><p>a. Autonomia: deve ser respeitado, sempre que possível, o direito do paciente em</p><p>aceitar ou recusar o tratamento proposto.</p><p>b. Justiça: cabe à equipe médica decidir quais ações serão desenvolvidas por cada</p><p>profissional da saúde, supervisionar e avaliar as ações desenvolvidas por cada um</p><p>deles.</p><p>c. Empatia: cabe ao profissional de enfermagem estabelecer as prioridades no</p><p>tratamento de acordo com a gravidade do caso.</p><p>d. Maleficência: diz respeito a reduzir ao máximo os efeitos negativos impostos pela</p><p>urgência, ou seja, evitar os riscos de iatrogenia que tendem a aumentar quando os</p><p>procedimentos são realizados em caráter de urgência.</p><p>8. Suspeita-se de traumatismo cranioencefálico (TCE) em uma vítima de atropelamento.</p><p>Neste caso, na unidade de Pronto-Socorro, uma das medidas prioritárias no atendimento</p><p>imediato é:</p><p>a. Considerar a presença de anisocoria como sinal de normalidade neurológica.</p><p>b. Considerar TCE grave quando a pontuação na escala de coma de Glasgow situar-se</p><p>entre 13 e 15.</p><p>c. Monitorar sinais vitais, avaliar a necessidade de oxigênio complementar e</p><p>encaminhar para exames.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>104</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>d. Não impedir a saída de sangue e líquor pelo nariz ou ouvido.</p><p>9. Por mais eficiente que seja um suporte avançado, se as ações de suporte básico de vida</p><p>não forem feitas de forma adequada, será baixa a chance de sobrevivência de um paciente</p><p>em situação de emergência. No que concerne ao suporte básico de vida nas ações de</p><p>urgência e emergência e ao suporte pediátrico, assinale a opção correta.</p><p>a. Assim como a corrente do adulto, a corrente de sobrevivência pediátrica apresenta</p><p>cinco elos, que ocorrem na mesma sequência em ambos os tipos de pacientes.</p><p>b. Em uma parada cardíaca pediátrica, a ativação do serviço médico de emergência deve</p><p>ser a primeira conduta a ser tomada, seguida de reanimação cardiopulmonar por cerca</p><p>de dez minutos.</p><p>c. O meio mais indicado para a verificação de pulso em situações de emergência é a</p><p>palpação da carótida, ainda que se trate de lactentes e menores de um ano.</p><p>d. Recomenda-se, atualmente, para as compressões torácicas em crianças atendidas por</p><p>dois socorristas, que a relação compressão-ventilação seja de 15:2.</p><p>10. Estancar hemorragias é essencial para o cuidado e a sobrevivência de pacientes em uma</p><p>circunstância de emergência. Uma hemorragia que acarreta a redução do volume</p><p>sanguíneo circulante é causa primária de choque, situação clínica que exige do</p><p>enfermeiro conhecimentos para avaliar sinais e sintomas. Com relação a esses sinais e</p><p>sintomas, assinale a alternativa correta.</p><p>a. Pele fria e úmida, aumento da pressão arterial, bradicardia, retardo</p><p>do enchimento</p><p>capilar e volume urinário aumentado.</p><p>b. Poliúria, hipertensão, bradipneia e alcalose metabólica.</p><p>c. Alteração da consciência, poliúria, polifagia e dislalia</p><p>d. Pele fria e úmida, pressão arterial em queda, frequência cardíaca em elevação, retardo</p><p>do enchimento capilar e volume urinário diminuído.</p><p>11. Na verificação dos sinais vitais, o cliente adulto jovem apresenta, em repouso,</p><p>temperatura axilar de 36,4 °C, respiração de 18 respirações/minuto, pulso radial de 68</p><p>batimentos/minuto, pressão sistólica de 135 mmHg e pressão diastólica de 85 mmHg.</p><p>Ao analisar esses valores, é correto afirmar que o cliente apresenta-se</p><p>a. Com hipertensão isolada grau 1.</p><p>b. Com hipertensão de Korotkoff.</p><p>Avaliação</p><p>105</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>c. Bradisfigmo.</p><p>d. Normotérmico.</p><p>12. Quanto a sinais vitais e cuidados de enfermagem, assinale a alternativa correta.</p><p>a. O pulso é contado utilizando a polpa do dedo polegar no intervalo ideal de 15</p><p>segundos.</p><p>b. A verificação da pressão arterial permite saber a pressão diastólica, a sistólica e a</p><p>pressão de pulso.</p><p>c. Antes da verificação da frequência respiratória, o paciente deve ser avisado para que</p><p>ele respire de forma mais natural e espontânea.</p><p>d. A frequência cardíaca no adulto varia de 50 a 90 batimentos, sendo considerado</p><p>taquicardia abaixo de 50 batimentos e bradicardia acima de 90 batimentos.</p><p>13. Sobre os princípios que norteiam a verificação dos sinais vitais é correto afirmar que:</p><p>a. A frequência cardíaca diminui tipicamente quando uma pessoa passa da posição</p><p>deitada para as posições sentada ou em pé.</p><p>b. Em pacientes mais idosos, ocorre um aumento na elasticidade pulmonar,</p><p>ocasionando diminuição da frequência respiratória.</p><p>c. Na respiração de Kussmaul os movimentos respiratórios são anormalmente</p><p>superficiais, irregulares, semelhantes à hipoventilação.</p><p>d. A alteração de temperatura é instável durante a infância devido à imaturidade dos</p><p>mecanismos fisiológicos e isso pode continuar até a puberdade.</p><p>14. Os cinco sinais vitais incluem pressão arterial, pulso, respiração, temperatura e:</p><p>a. Pressão venosa central</p><p>b. Oximetria de pulso.</p><p>c. Débito cardíaco</p><p>d. Dor</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>106</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>15. Considerando o procedimento de aferição de pressão arterial, leia as frases abaixo e a</p><p>seguir assinale a alternativa correta.</p><p>I. Posicionar o braço do paciente com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo</p><p>ligeiramente fletido, na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou do</p><p>quarto espaço intercostal).</p><p>II. Expor o membro e palpar a artéria radial para determinar o posicionamento do</p><p>manguito.</p><p>III. A pressão diastólica (Fase V de Korotkoff) deve ser determinada, continuando a</p><p>deflação, no desaparecimento do som.</p><p>IV. O manguito deve ser adequado ao tamanho do braço, sendo colocado firmemente de</p><p>2 a 3 centímetros acimada fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre</p><p>a artéria.</p><p>a. As frases I, II, III e IV estão corretas.</p><p>b. Somente I, III e IV estão corretas.</p><p>c. Somente I, II e IV estão corretas.</p><p>d. Apenas a frase I está correta.</p><p>Referências</p><p>107</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda</p><p>mais o seu conhecimento.</p><p>ACOSTA AM, DURO CLM, LIMA MADS. Atividade do enfermeiro nos sistemas de</p><p>triagem/classificação de risco nos serviços de urgência: revisão integrativa. Rev Gaúcha</p><p>Enferm. 2012; 33(4):181-190</p><p>ANNEVELD M, VAN DER LINDEN C, GROOTENDORST D, GALLI-LESLIE M.</p><p>Measuring emergency department crowding in an inner city hospital in</p><p>The Netherlands. Int J Emerg Med. 2013;6(1):21.</p><p>AZEVEDO, J. M. R; BARBOSA, M, A. TRIAGEM EM SERVIÇOS DE SAÚDE:</p><p>PERCEPÇÕES DOS USUÁRIOS. Rev. Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2007 jan/mar;</p><p>15(1):33-9. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v15n1/v15n1a05.pdf. Acesso em</p><p>junho de 2019.</p><p>AZEREDO TR. Efcacy of the Manchester Triage System: a systematic review. Int Emerg</p><p>Nurs. 2015[citado em 2016 dez. 12]; 23(2): 47-52. Disponível em:</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25087059.</p><p>BELLAGUARDA, M L R. Parecer COREN/SC Nº. 001/CT/2009. Assunto: Acolhimento</p><p>em Urgência e Emergência com Classificação de Risco. 2009.</p><p>BELLUCCI JÚNIOR JA, MATSUDA LM. Implantação do acolhimento com classificação</p><p>de risco em serviço hospitalar de emergência: atuação do enfermeiro. Ciênc Cuid Saúde.</p><p>2012; 11(2):396-401</p><p>BRASIL. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência / Ministério da</p><p>Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e</p><p>Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_classificaao_risco_servico_urgenc</p><p>ia.pdf. Acesso em junho de 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Secretaria Executiva. Núcleo Técnico da Política</p><p>Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Acolhimento com Classificação de Risco: um</p><p>paradigma estético no fazer saúde [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2004</p><p>[citado 2010 set 12]. Disponível em: http://</p><p>dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/impressos/folheto/05_0050_FL.pdf.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>108</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>DALLAIRE C, POITRAS J, AUBIN K, LAVOIE A, MOORE L. Emergency department</p><p>triage: do experienced nurses agree on triage scores? J Emerg Med. 2012;42(6): 736-40.</p><p>DIOGO CS. Impacto da relação cidadão – Sistema de Triagem de Manchester na</p><p>requalificação das urgências do SNS [dissertação]. Lisboa: Instituto Superior</p><p>das Ciências do Trabalho e da Empresa; 2007.</p><p>DURAN AC, GENTILE S, GERBEAUX P, ALAZIA M, KIEGEL P, LUIGI S, et al. Be</p><p>careful with triage in emergency departments: interobserver agreement on 1,578 patients in</p><p>France. BMC Emerg Med. 2011; 11:19.</p><p>DURO CLM, LIMA MADS. O papel do enfermeiro nos sistemas de triagem em</p><p>Emergências: análise da literatura. Online Braz J Nurs. [Internet]. 2010</p><p>[citado 2011 fev 6]; 9(3). Disponível em: http://</p><p>www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2010.3132/718.</p><p>FOVERO R, MCCARTHY S, HILLMAN K. Access block and emergency department</p><p>overcrowding. Crit Care. 2011;15(2):216.</p><p>GATTI, M F Z. Triagem de Enfermagem em Serviço de Emergência. 2008. Disponível em:</p><p><http://portal.samaritano.com.br/pt/interna.asp?page=1&idpagina=311></p><p>GUEDES HM, MARTINS ACJ, CHIANCA TCM. Valor de predição do Sistema</p><p>de Triagem de Manchester: avaliação dos desfechos clínicos de</p><p>pacientes. Rev Bras Enferm. 2015[citado em 2016 dez. 12]; 68(1):45-51.</p><p>Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid</p><p>=S0034-71672015000100045.</p><p>JIMÉNES JG. Clasificación de pacientes em los servicios de urgencias y emergencias:</p><p>hacia</p><p>um modelo de triaje estructurado de urgencias y emergencias. Emerg. 2003;15:165-74.</p><p>LAURA F P et al. Classificação de Risco em uma Unidade de Urgência e Emergência do</p><p>Interior Paulista. Rev. CuidArte Enfermagem, 2016 jul-dez.; 10(2):148-155.</p><p>MAHMOODIAN F, EQTESADI R, GHAREGHANI A. Waiting times in emergency</p><p>department after using the emergency severity index triage tool. Arch Trauma Res.</p><p>2014;3(4):e19507.</p><p>MORISHITA, A; SILVA, E A da; SOUZA, M A M de. Concepção de triagem x demanda</p><p>crescente do atendimento em unidades de urgência e emergência. Revista Ponto de Encontro.</p><p>v. 1. p. 196-209, 2009.</p><p>PARENTI N. A systematic review on the validity and reliability of an emergency department</p><p>triage scale, the Manchester Triage System. Int J Nurs Stud. 2014[citado em 2016 dez. 12];</p><p>51(7): 1062-9. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24613653.</p><p>PINTO D JR, SALGADO PO, CHIANCA TCM. Validade preditiva do Protocolo</p><p>deClassificação de Risco de Manchester: avaliação da evolução dos pacientes admitidos em</p><p>um pronto atendimento. Rev Latino-Am Enferm. 2012 [citado em 2016 dez. 12];</p><p>20(6):1041-7. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?pid=S0104-</p><p>11692012000600005&script=sci_arttext&tlng=pt</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24613653</p><p>Referências</p><p>109</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>SERVIN, S. C. N; PINHEIRO, E; MACIEL, D. O. Protocolo de Acolhimento com</p><p>Classificação de Risco. Hospitais Municipais/ São Luís/MA. Sistema Único de Saúde. 2017.</p><p>Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_acolhimento_classificacao_risco.pdf.</p><p>Acesso em julho de 2019.</p><p>SOUZA C C, TOLEDO AD, TADEU LFR, CHIANCA TCM. Classificação de risco em</p><p>pronto-socorro: concordância entre um protocolo institucional brasileiro e Manchester. Rev</p><p>LatinoAm Enferm. 2011 [citado em 2016 dez. 12]; 19(1):26- 33. Disponível em:</p><p>http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n1/pt_05.pdf.</p><p>STORM-VERSLOOT MN, VERMEULEN H, VAN LAMMEREN N, LUITSE JS,</p><p>GOSLINGS JC. Influence of the Manchester Triage System on waiting time, treatment time,</p><p>length of stay and patient satisfaction: a before and after study. Emerg Med J. 2014 [citado</p><p>em 2016 dez. 12]; 31(1): 13-8. Disponível em:</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23302504.</p><p>STORM-VERSLOOT MN, UBBINK DT, KAPPELHOF J, LUITSE JS. Comparison of an</p><p>informally structured triage system, the Emergency SeveritymIndex, and de Manchester</p><p>triage system to distinguish patient priority in the emergency department. Acad Emerg Med.</p><p>2011; 18(8):822-9.</p><p>VAN DER LINDEN C, LINDEBOOM R, VAN DER LINDEN N, LUCAS C. R. Managing</p><p>patient flow with triage streaming to identify patients for Dutch emergency nurse</p><p>practitioners. Int Emerg Nurs. 2012; 20(2):52-7.</p><p>VAN DER WULP I, SCHRIJVERS AJP, STEL HFV. Predicting admission and mortality</p><p>with the Emergency Severity Index and Manchester Triage System: a retrospective</p><p>observational study. Emer Med J. 2009 Jul; 26(7):506-9.</p><p>BATISTELA, S; GUERREIRO, N. P; ROSSETTO, E. G. Os motivos de procura do</p><p>Pronto ocorro Pediátrico de um Hospital Universitário referido pelos pais e</p><p>responsáveis. Revista Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v.29, n,2, 2008.</p><p>BELLAGUARDA, M L R. Parecer COREN/SC Nº. 001/CT/2009. Assunto: Acolhimento</p><p>em Urgência e Emergência com Classificação de Risco. 2009.</p><p>BITTENCOURT RJ, HORTALE VA. Intervenções para solucionar a superlotação nos</p><p>serviços de emergência hospitalar. Rio de Janeiro: Cad Saúde Pública. 2009; 25(7):1439-</p><p>1454.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 1.172, de 5 de junho de 2012. Dispõe sobre o</p><p>incentivo financeiro de custeio para o Componente Unidade de Pronto Atendimento</p><p>(UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às</p><p>Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Diário</p><p>Oficial da União, Brasília, DF, 06 jun. 2012b. p. 129.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 1.171, de 5 de junho de 2012. Dispõe sobre o</p><p>incentivo financeiro de investimento para construção e ampliação no âmbito do</p><p>Componente Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e do conjunto de serviços de</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_acolhimento_classificacao_risco.pdf</p><p>http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n1/pt_05.pdf</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>110</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências, em conformidade com a Política</p><p>Nacional de Atenção às Urgências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 06 jun. 2012a.</p><p>p. 128.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 2.648, de 7 de novembro de 2011. Redefine as</p><p>diretrizes para implantação do Componente Unidade de Pronto Atendimento (UPA</p><p>24h) e do conjunto de serviços de urgência 24 (vinte e quatro) horas da Rede de Atenção</p><p>às Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências.</p><p>Diário Oficial da União, Brasília, DF, 08 nov. 2011. p.48.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 2.820, de 28 de novembro de 2011. Dispõe sobre</p><p>o incentivo financeiro de investimento para o Componente Unidade de Pronto</p><p>Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de</p><p>Atenção às Urgências, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às</p><p>Urgências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 nov. 2011. p. 112-113.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 1.601, de 7 de julho de 2011. Estabelece</p><p>diretrizes para a implantação do componente Unidades de Pronto Atendimento (UPA</p><p>24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas da Rede de Atenção às Urgências,</p><p>em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Diário Oficial da</p><p>União, Brasília, DF, 08 jul. 2011. p. 70.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.Núcleo Técnico da Política</p><p>Nacional de Humanização: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS.</p><p>HumanizaSUS. Brasília: Ministério da Saúde. 2010.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n⁰ 1.020, de 13 de maio de 2009. Estabelece</p><p>diretrizes para a implantação do componente pré-hospitalar fixo para a organização</p><p>de redes locorregionais de atenção integral às urgências em conformidade com a</p><p>Política Nacional de Atenção às Urgências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 mai.</p><p>2009. p. 59.</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de</p><p>Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos</p><p>serviços de urgência / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política</p><p>Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde,</p><p>2009. 56 p. :</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Acolhimento e Classificação</p><p>de Risco nos serviços de urgência. Brasília, DF, 2009.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.922, de 2 de dezembro de 2008. Estabelece</p><p>diretrizes para o fortalecimento e implementação do componente de “Organização de</p><p>redes loco-regionais de atenção integral às urgências” da Política Nacional de Atenção</p><p>às Urgências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 dez. 2008. p. 66.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Política Nacional de Atenção às Urgências [Internet].</p><p>3. ed. ampl. Brasília: Editora do Ministério da Saúde; 2006 [cited 2009 Apr 29] 256 p. Série</p><p>E. Legislação de Saúde.</p><p>Referências</p><p>111</p><p>Este material é parte integrante do curso online</p><p>ao número de categorias de urgência, ao ambiente e</p><p>contexto onde se aplicam e os recursos, equipamentos e meios que envolvem essa atividade</p><p>(DIOGO, 2007). Atualmente, os quatro sistemas de triagem estruturada mais utilizados são:</p><p>National Triage Scale (NTS) da Austrália, Canadian Emergency Department Triage and</p><p>Acuity Scale (CTAS) do Canadá, Manchester Triage System (MTS) do Reino Unido e</p><p>Emergency Severity Index (ESI) dos Estados Unidos (DIOGO, 2007; DURO, LIMA, 2010).</p><p>No Brasil, a triagem organizada assume a denominação de avaliação e classificação</p><p>de risco, que ligada ao acolhimento tem por objetivo identificar os pacientes que precisam</p><p>de tratamento rápido, de acordo com a situação de perigo, a partir de um atendimento usuário</p><p>centrado, impedindo dessa forma práticas de exclusão (ACOSTA, DURO, LIMA, 2012). O</p><p>acolhimento, como diretriz operacional da Política Nacional de Humanização (PNH) do</p><p>Ministério da Saúde, associado à classificação de risco, tem por finalidade garantir a</p><p>humanização da assistência nos serviços de saúde, ampliar o acesso e oferecer atendimento</p><p>acolhedor e resolutivo (BRASIL, 2004).</p><p>A avaliação da classificação de risco é geralmente realizada pelos enfermeiros.</p><p>Autores afirmam que os enfermeiros reúnem as condições necessárias, as quais incluem</p><p>linguagem clínica orientada para os sinais e sintomas, para a realização das escalas de</p><p>avaliação e classificação de risco (JIMÉNES, 2003).</p><p>Para organizar e normatizar os Serviços de Urgência e Emergência, diante da alta</p><p>demanda de usuários, entrou em vigor no Brasil, em 2002, a Portaria do Ministério da Saúde</p><p>nº 2.048 objetivando avaliar e determinar o grau de emergência e urgência e a prioridade</p><p>nesse tipo de atendimento. Função está realizada por profissionais da área da saúde</p><p>graduados e devidamente treinados para atuarem no processo de avaliação. (LAURA, 2016).</p><p>Nas instituições hospitalares, as Unidades de Emergência são consideradas setores</p><p>complexos; cotidianamente superlotados, habituadas à alta demanda, podendo haver, em</p><p>decorrência, desordem e, consequentemente, influência negativa nos atendimentos prestados</p><p>aos usuários. O Ministério da Saúde, baseando-se nesses fatos lançou a cartilha da “Política</p><p>Nacional de Humanização - Humaniza SUS”, para acolher os usuários nas Unidades de</p><p>Emergência e classifica-las pelo nível de gravidade e grau de prioridade do atendimento.</p><p>Conceitualmente, na área da saúde, usa-se o termo acolhimento para definir a atitude</p><p>de disponibilidade interna para o encontro com o outro e que permite e promove diálogo e</p><p>compreensão mútua. Nesses termos conceituais, o acolhimento estaria presente nas</p><p>interações de profissionais e pacientes desde o momento em que pacientes e familiares</p><p>chegassem ao serviço de saúde até sua saída, passando necessariamente por todos os</p><p>processos do cuidar. Também se refere às interações entre profissionais e equipe em todos</p><p>os níveis de gestão. (LAURA, 2016).</p><p>O acolhimento, a partir da análise dos processos de trabalho, favorece a construção</p><p>de relação de confiança e compromisso entre as equipes e promove avanço na aliança entre</p><p>usuários, profissionais da saúde e gestores da saúde.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>8</p><p>Para contemplar a humanização nos Serviços de Urgência/Emergência foi</p><p>implantada a Portaria nº 2.395 de 2011, que prioriza o Acolhimento com Classificação de</p><p>Risco, visando diminuir o tempo de espera, acolher a população e atender prioritariamente</p><p>pacientes com maior grau de risco, independente da ordem de chegada. Assim, organiza a</p><p>atenção às urgências, de modo atender a demanda espontânea e/ou referenciada.</p><p>A Resolução 423/2012 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEM confere</p><p>exigência legal ao enfermeiro na competência de execução da Classificação de Risco e</p><p>Priorização da Assistência em Serviço de Urgência, ação a ser desenvolvida com</p><p>conhecimento e habilidade técnico-cientifica. Dessa forma, atende às determinações da</p><p>Resolução COFEN 358/20019d e os princípios da Política Nacional de Humanização</p><p>(LAURA, 2016).</p><p>A enfermagem tem respaldo para “realizar o acolhimento e a classificação de risco</p><p>dos pacientes em qualquer unidade de saúde, seja em caráter hospitalar, pré-hospitalar na</p><p>urgência ou da atenção básica”. (COFEN, 2015, p. 9). Essa função só é permitida à</p><p>profissionais de nível superior, sendo assim, cabe somente ao enfermeiro a realização deste</p><p>serviço na equipe de enfermagem.</p><p>Classificação de Risco é um processo dinâmico embasado em conceitos e escalas</p><p>internacionais que normalmente estratificam os riscos em cinco níveis, apresentando, desta</p><p>forma, melhor confiabilidade na avaliação. Dentre os modelos de escalas destacam-se: a</p><p>escala australiana – Australasian Triage Scale (ATS); o protocolo canadense Canadian</p><p>Triage Acuity Scale (CTAS©); a escala norte-americana - Emergency Severity Index (ESI),</p><p>e o protocolo inglês – Manchester Triage System – protocolo de Manchester (LAURA,</p><p>2016).</p><p>Destes, o Sistema de Triagem de Manchester é o mais utilizado e sua estratégia de</p><p>classificação de risco define-se em cinco categorias diferenciadas em cores. Criado na</p><p>Inglaterra em 1994 determina a prioridade de atendimento e estipula um tempo máximo de</p><p>espera para que o cliente possa ser atendido. A categoria designada pela cor Vermelha</p><p>classifica os casos emergenciais no atendimento imediato (risco de morte), sendo o tempo</p><p>do atendimento de zero minuto; Laranja, para casos muito urgentes, atendimento também</p><p>rápido, mas o tempo de espera para o atendimento é de no máximo dez minutos; Amarelo,</p><p>para casos de urgência, estipulando o tempo de espera pelo atendimento em até 60 minutos;</p><p>Verde, usado para casos de pouca urgência, com determinação de tempo de espera máxima</p><p>de 120 minutos; e pôr fim a cor Azul, adotada em casos não urgentes, onde o tempo máximo</p><p>que o cliente pode esperar para ser atendido é de 240 minutos. (LAURA, 2016).</p><p>O protocolo é uma metodologia de trabalho implementada em Manchester,</p><p>Inglaterra, em 1997, e tem como objetivo estabelecer um tempo de espera pela atenção</p><p>médica e não de estabelecer diagnóstico. O método consiste identificar a queixa inicial,</p><p>seguir o fluxograma de decisão e, por fim, estabelecer o tempo de espera, que varia de acordo</p><p>com a gravidade do paciente.</p><p>Apesar da triagem ser uma estratégia para que pacientes graves tenham prioridade no</p><p>atendimento nos SE, impactando na qualidade do atendimento prestado ao usuário, poucos</p><p>estudos associaram a gravidade estabelecida por esta classificação aos desfechos como alta,</p><p>internação e óbito (DALLAIRE et al, 2012; VAN DER WULP, SCHRIJVERS, STEL,</p><p>2009).</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>9</p><p>A associação entre as categorias de triagem e os desfechos é importante para avaliar</p><p>se o protocolo utilizado garante a segurança dos pacientes em relação ao tempo de espera</p><p>pelo atendimento médico, como também permite a adequada alocação dos recursos e</p><p>cuidados posteriores visando à redução dos custos hospitalares.</p><p>Na triagem é realizada uma consulta de enfermagem direcionada à queixa, onde o</p><p>enfermeiro está inserido nesse contexto como o primeiro contato da equipe multidisciplinar</p><p>com o paciente, pois ele coleta dados sobre a sintomatologia, início do quadro, antecedentes</p><p>pessoais, medicações em uso, alergias, sinais</p><p>“Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria Executiva. Subsecretaria de Planejamento</p><p>e Orçamento. Portaria n. 2607, de 10 de Dezembro de 2004. Plano Nacional de Saúde/PNS</p><p>- Um Pacto pela Saúde no Brasil. Brasília-DF, janeiro de 2005.</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria Executiva. Núcleo Técnico da Política</p><p>Nacional de Humanização. Humaniza SUS: política nacional de humanização: documento</p><p>base para gestores e trabalhadores do SUS / Ministério da Saúde, secretaria-executiva,</p><p>Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização – 2ª ed.- Brasília: Ministério da Saúde,</p><p>2004.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária-Executiva. Núcleo Técnico da política Nacional</p><p>de Humanização. Humaniza SUS: acolhimento com avaliação e classificação de risco: um</p><p>paradigma ético-estético no fazer em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, série B, 2004.</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria nº 1.863/GM, de 29 de setembro de 2003.</p><p>Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as</p><p>unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão.</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria nº 1.864/GM, de 29 de setembro de 2003.</p><p>Institui o componente pré-hospitalar movél da PNAU – o SAMU.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 2048/GM em 05 de Novembro de 2002:</p><p>Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. Brasília, 2002.</p><p>DURO, C. L. M.; LIMA, M. A. D. The nurse’s role in emergency triage systems: literature</p><p>analysis. Online Brazil Journal Nursing, Niterói, n. 9, v. 3, p. 1-12, 2010.</p><p>CONSELHO Federal de Medicina. Resolução n.1451, de 10 de março de 1995 [internet].</p><p>Brasília (DF): Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo; 1995</p><p>cited 2014 May 8].</p><p>CORENDF. Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal - CORENDF. Parecer</p><p>Nº 005/2010 - Atribuição da Enfermagem na triagem com classificação de risco em urgência.</p><p>Brasília: COREN. 2010</p><p>CORENSP. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo - CORENSP 001/2012 - CT</p><p>PRCI nº 99.069/2012. Acolhimento com classificação de risco pelo sistema de triagem</p><p>de Manchester - STM - executado por enfermeiro no atendimento de urgência e</p><p>emergência. Legalidade da Atuação. COREN-SP 2012.</p><p>FURTADO, B.M.A.S.M.; ARAÚJO JR, J.L.C.; CAVALCANTI, P. O perfil da</p><p>emergência do Hospital da Restauração: uma análise dos possíveis impactos após a</p><p>municipalização dos serviços de saúde. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v7,</p><p>n.3, p279-289, set. 2004.</p><p>GALLO, AM, MELLO HC. Atendimento humanizado em unidades de urgência e</p><p>emergência. Revista F@pciência. 2009; 5(1): 1-11.</p><p>GATTI, Maria Fernanda Zorzi. Triagem de Enfermagem em Serviço de Emergência.</p><p>2008.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>112</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>GARLET, E.R.; LIMA, M.A.D.S; SANTOS, J.L.G.; MARQUES, G.Q. Organização do</p><p>trabalho de uma equipe de saúde no atendimento ao usuário em situações de urgência</p><p>e emergência. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2):266-72.</p><p>GIGLIO-JACQUEMOT, A. Urgências e Emergências em saúde: perspectivas de</p><p>profissionais e usuários. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005.</p><p>GONÇALVES AVF. Avaliação do acolhimento no serviço de emergência do hospital de</p><p>clinicas de Porto Alegre na perspectiva da pessoa idosa. Porto Alegre: Universidade</p><p>Federal do Rio Grande do Sul. 2011</p><p>JORDI K, GROSSMANN F, GADDIS GM, CIGNACCO E, DENHAERYNCK K, et al.</p><p>Nurses’ accuracy and selfperceived ability using the emergency severity ndex triage tool: a</p><p>cross-sectional study in four Swiss Hospitals. Scandinavian Journal of Trauma,</p><p>Resuscitation and Emergency Medicine. 2015; 23:62.</p><p>KONDER, M. T... Atenção às urgências: a integração das unidades de pronto atendimento</p><p>(UPA) com a rede assistencial no município do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em</p><p>Pós-graduação em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca -</p><p>FIOCRUZ, Rio de Janeiro, 2013 108f.</p><p>LOPES JB. Enfermeiro na classificação de risco em serviços de emergência: revisão</p><p>interativa. Escola de enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto</p><p>Alegre: 2011.</p><p>MACHADO, C.V.; BAPTISTA, T.W.F; NOGUEIRA, C.O. Políticas de saúde no Brasil</p><p>dos anos 2000: a agenda federal de prioridades. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro,</p><p>27(3):521-532, mar, 2011.</p><p>MADEIRA DB, LOUREIRO GM, NORA EA. Classificação de risco: perfil do</p><p>atendimento em um hospital municipal do leste de Minas Gerais. Ipatinga: Revista</p><p>Enfermagem Integrada. 2010; 3(2).</p><p>MARQUES, G. Q. Acesso e utilização do serviço de atendimento móvel de urgência e</p><p>emergência de Porto Alegre por usuários com demandas clínicas. 2010. 193 p. Tese de</p><p>Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2010.</p><p>MARQUES, G. Q.; LIMA, M. A. D. S. Technological organization of labor in an emergency</p><p>service and nursing worker´s autonomy. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São</p><p>Paulo, n. 42, v. 1, p. 41-47, 2008.</p><p>MARQUES, G. Q.; LIMA, M.A.D.S. Demandas de usuários a um serviço de pronto</p><p>atendimento e seu acolhimento ao sistema de saúde. Rev. Latino-am Enfermagem. 2007.</p><p>Jan-Fev; 15(1):13-9.</p><p>MATTOS, M. A experiência em família pelo adoecimento por diabetes mellitus e</p><p>doença renal em crônica em tratamento por hemodiálise. 2008. 170 p. Dissertação de</p><p>Mestrado, Universidade Federal do Mato Grosso, 2008.</p><p>MENDES EV. As redes de Atenção à Saúde. Belo Horizonte: Escola de Saúde Pública de</p><p>Minas Gerais; 2009.848 p</p><p>Referências</p><p>113</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>MINISTÉRIO da Saúde. PORTARIA Nº 354, DE 10 DE MARÇO DE 2014 – Disponível</p><p>em < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt0354_10_03_2014.</p><p>MORISHITA, A; SILVA, E A da; SOUZA, M A M de. Concepção de triagem x demanda</p><p>crescente do atendimento em unidades de urgência e emergência. Revista Ponto de</p><p>Encontro. v. 1. p. 196-209, 2009.</p><p>O’DWYER, G.; OLIVEIRA, S. P.; SETA, M. H. Avaliação dos serviços hospitalares de</p><p>emergência do programa QualiSUS. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, n. 14, v. 5,</p><p>p. 1881-90, 2009.</p><p>ODWYER, G. O princípio da integralidade e o SAMU. Tese (Doutorado em Saúde</p><p>Coletiva). IMS/UERJ; 2009. p. 336.</p><p>OLIVEIRA GN, SILVA MFN, ARAUJO IEM, CARVALHO FILHO MA. Perfil da</p><p>população atendida em uma unidade de emergência referenciada. Rev Latino-Am</p><p>Enfermagem. 2011; 19(3)</p><p>OLIVEIRA KKD, AMORIM KKPS, FERNANDES APNL, MONTEIRO AI. Impacto da</p><p>implementação do acolhimento com classificação de risco para o trabalho dos profissionais</p><p>de uma unidade de pronto atendimento. Rev Mineira Enferm. 2013; 17(1):148-156.</p><p>OLIVEIRA RF, SILVA MA, COSTA ACJ. Classificação de risco pela enfermeira: uma</p><p>revisão de literatura. Rev Baiana Enferm. 2012; 26(1):409-422.</p><p>PAIVA CC, OLIVEIRA IC, SOUZA D, GIARETTA VMA, CORREA LA. Implantação</p><p>do acolhimento e triagem na unidade de urgência e emergência. In: XIV Encontro Latino</p><p>Americano de Iniciação Científica, 2010 Out 21-22; São José dos Campos, Brasil. São José</p><p>dos Campos (SP): UNIVAP; 2010.</p><p>PARASÍN, M. I. et al. Razones para acudir a los servicios de urgências hospitalares. La</p><p>población opina. Gaceta Sanitária, Barcelona,</p><p>v.20, n.2, 2006.</p><p>SANTOS, J. L. G. A dimensão gerencial do trabalho do enfermeiro em um Serviço</p><p>Hospitalar de Emergência. 2010. Dissertação (Mestrado em Mestrado em Enfermagem) -</p><p>Escola de Enfermagem da UFRGS, Porto Alegre, 2010.</p><p>SCHULL, M. J. Rising utilization of US emergency departments: Maybe It is time to</p><p>Stop Blaming the Patients. Annuals of Emergency Medicine, Estados Unidos, v.45, n.1,</p><p>2005.</p><p>SILVA T. Serviço de urgência e emergência: Modelos de gestão com acolhimento e</p><p>classificação de risco em hospitais brasileiros [monografia]. Londrina (PR): Universidade</p><p>Estadual de Londrina, Curso de Pós-Graduação em Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde;</p><p>2011.</p><p>SOUZA, C. C. et al. Risk classification in an emergency room: agreement level between a</p><p>Brazilian institutional and the Manchester Protocol. Revista LatinoAmericana de</p><p>Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. 1, p. 26-33, 2011.</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt0354_10_03_2014</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>114</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>SOUSA FP, DIAS AA, OLIVEIRA APS. Educação continuada em serviços de urgência e</p><p>emergência. Red Revista Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal.</p><p>Sistema de Información Científica, Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde. 2011;</p><p>15(3):137-146.</p><p>VAN UDEN, C. J. T. et al. The impact of a primary care physician cooperative on the</p><p>caseload of an emergency department: the Maastricht integrated out-of--hours service.</p><p>Journal of General Internal Medicine, Philadelphia, v. 20, n. 7, p. 612- 617, 2005.</p><p>BOTTEGA, F H; FONTANA, R T. A dor como quinto sinal vital: utilização da escala de avaliação</p><p>por enfermeiros de um hospital geral. Revista Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, abr-jun, p.284,</p><p>2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tce/v19n2/09.pdf>. Acesso em: 30 maio 2012.</p><p>FONTES, K B; JAQUES, A E. O papel da Enfermagem frente ao monitoramento da dor como 5º</p><p>sinal vital. Revista Ciência Cuidado Saúde, v.6, n.2, p.481-87, 2007.</p><p>MOZACHI, N. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 3.ed. Curitiba: Editora Os</p><p>Autores, 2011.</p><p>MURTA, G F et al., Saberes e práticas: guia para ensino e aprendizado deenfermagem. 5.</p><p>ed., v.1, São Caetano do Sul: Difusão, 2009.</p><p>SANTOS, V E P; VIANA, D L; Fundamentos e práticas para: estágio em Enfermagem. 3.</p><p>ed. São Caetano do Sul: Yends, 2008.</p><p>SILVA LF DA, MIRANDA AFA, SILVA FVF da et al. Sinais vitais e procedimentos de</p><p>enfermagem no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Rev enferm UFPE on line. Recife,</p><p>8(3):719-25, mar., 2014.</p><p>SILVA, M T; SILVA, S R L.P. Tardelli. Manual de procedimentos para estágio em Enfermagem. 3. ed. São</p><p>Paulo: Martinari, 2010.</p><p>SOUSA, F A E F. Dor: o quinto sinal vital. Revista Latino Americana de Enfermagem, 10 (3), p. 446-7,</p><p>maio/jun, 2002. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-</p><p>11692002000300020&script=sci_arttext>. Acesso em: 13 de abr. 2012</p><p>SOUZA, V H S; MOZACHI, N. O hospital: manual do ambiente hospitalar. 10. ed. Curitiba:</p><p>Os autores, 2005.</p><p>OLIVEIRA, A V de; OLIVEIRA, A V de. Sinais Vitais: investigando as concepções dos</p><p>alunos do curso técnico de enfermagem. REVISTA CIÊNCIAS&IDEIAS. VOL.5,</p><p>N.2.MAI/OUT-2014.</p><p>PEDROSO, R A; CELICH, Kátia Lilian Sedrez. Dor: quinto sinal vital, um desafio para o cuidar em</p><p>enfermagem. Revista Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, abr/jun, 2006. Disponível em:</p><p><http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n2/a10v15n2.pdf>. Acesso: em 04 maio 2012.</p><p>PORTELA, C R; CORREA, Gladis Tenenbojm. Manual de consulta para estágio em</p><p>Enfermagem. São Caetano do Sul: Yendis, 2007.</p><p>PORTO, A; VIANA, D L; Curso didático de Enfermagem. 6. ed. V.1. São Caetano do Sul:</p><p>Yends, 2010.</p><p>Referências</p><p>115</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>PORTO, C C. Exame clínico bases para a prática médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.</p><p>TEIXEIRA C C, BOAVENTURA RP, SOUZA ACS, PARANAGUÁ TTB, BEZERRA</p><p>ALQ, BACHION MM, et al. Aferição de sinais vitais: um indicador do cuidado seguro em</p><p>idoso. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2015 Out-Dez; 24(4): 1071-8.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>116</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>Quer nos contar o que achou do curso ou tirar alguma dúvida sobre o material?</p><p>Envie um e-mail para contato@enfermagemadistancia.com.br para que</p><p>possamos melhorar nossos cursos cada vez mais.</p><p>Aguardamos seu contato.</p><p>.</p><p>117</p><p>Este material é parte integrante do curso online “Atualização em Triagem, Urgência e Emergência” do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial</p><p>deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>GOSTOU</p><p>DESTE CURSO?</p><p>ACESSE MAIS NO</p><p>WWW.ENFERMAGEMADISTANCIA.COM.BR</p><p>CURSOS DE ATUALIZAÇÃO EM CURATIVOS, EMERGÊNCIAS, TRATAMENTOS NA</p><p>UTI E OUTROS NA ÁREA DE ENFERMAGEM</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Atualização em Triagem, Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação</p><p>comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>vitais são aferidos, e detecta possíveis déficits</p><p>de conhecimento nesses aspectos, ou ainda relativos às questões de fluxo e especificidade</p><p>de atendimento do setor. Quando da realização do registro, da entrevista e do exame físico,</p><p>realizados com ênfase na observação do comportamento, expressão verbal e não verbal de</p><p>dor, postura e sinais clínicos, determina-se a classificação da prioridade do atendimento.</p><p>A consulta de enfermagem, por sua vez, tem como objetivo agilizar o atendimento,</p><p>através da diminuição do tempo da consulta médica, cuidando a equipe de enfermagem de</p><p>levantar as primeiras informações sobre o paciente, anotando seus dados antropomórficos,</p><p>tomando sua temperatura e aferindo sua pressão arterial.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>10</p><p>02</p><p>DEFINIÇÃO DE TRIAGEM EM SERVIÇOS</p><p>DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Triagem é o primeiro atendimento prestado pelo profissional aos usuários dos serviços de</p><p>saúde. Tem por finalidade a avaliação inicial, seleção e encaminhamento dos clientes às</p><p>unidades/especialidades adequadas à sua assistência.</p><p>Nos departamentos de emergência, a triagem é desenhada para identificar os casos</p><p>mais urgentes para o atendimento ou potencialmente mais sérios assegurando que estes</p><p>receberão tratamento prioritário seguindo-se os casos menos urgentes. Por norma, os</p><p>recursos são suficientes para tratar todos os pacientes, contudo, os que se encontram em</p><p>estado menos urgentes poderão aguardar.</p><p>O processo de triagem configura-se como elemento intuitivo da prática clínica de</p><p>enfermeiros que atuam em serviços de urgência e emergência. Atribuir um grau de risco ao</p><p>paciente é um complexo processo de tomada de decisão. Segundo a Teoria do Cotinuum</p><p>Cognitivo, para tomar decisões, os enfermeiros utilizam-se do raciocínio clínico que envolve</p><p>um pensamento ordenado e intencional, fundamentado nos conhecimentos teóricos e</p><p>práticos e na experiência pessoal e profissional. Na triagem, a tomada de decisão é</p><p>influenciada por sistemas de apoio ao julgamento clínico, pelo julgamento intuitivo e</p><p>reflexivo e pela avaliação por pares envolvendo enfermeiro e paciente.</p><p>Os sistemas de apoio ao julgamento referem-se ao uso das escalas ou sistemas de</p><p>triagem que norteiam o enfermeiro na avaliação da queixa apresentada pelo paciente. Em</p><p>um contexto de demanda por serviços maior que a oferta e com recursos limitados de</p><p>atendimento, a triagem dos pacientes deve acontecer de forma acurada para garantir o</p><p>cuidado de acordo com a real necessidade do paciente. Assim, a tomada de decisão do</p><p>enfermeiro na classificação de risco deve ser guiada por um sistema de apoio confiável,</p><p>capaz de mensurar com precisão o grau de prioridade do paciente.</p><p>Entende-se que em qualquer lugar de uma instituição de saúde onde ocorre um</p><p>contato entre trabalhador e usuário, existe a produção de um processo de trabalho em saúde</p><p>por meio das relações de acolhimento, de vínculo, com forte conteúdo de intervenção</p><p>Unidade 2 – Definição de Triagem em Serviços de Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>11</p><p>terapêutica. O acolhimento é um modo de desenvolver os processos de trabalho em saúde de</p><p>forma a atender os usuários que procuram os serviços de saúde, ouvindo os seus pedidos e</p><p>assumindo uma postura capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas aos</p><p>usuários. Esse processo inclui um atendimento com resolutividade e responsabilização,</p><p>fazendo também as orientações para o paciente e sua família em relação ao atendimento e</p><p>funcionamento dos demais serviços de saúde, estabelecendo meios para garantir o sucesso</p><p>desse encaminhamento.</p><p>A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de</p><p>atendimento de urgências o acolhimento e a “triagem classificatória de risco”. De acordo</p><p>com esta Portaria, este processo “deve ser realizado por profissional de saúde, de nível</p><p>superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem</p><p>por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem</p><p>de prioridade para o atendimento” (BRASIL, 2002).</p><p>O Acolhimento com Classificação de Risco – ACCR - se mostra como um</p><p>instrumento reorganizador dos processos de trabalho na tentativa de melhorar e consolidar o</p><p>Sistema Único de Saúde. Vai estabelecer mudanças na forma e no resultado do atendimento</p><p>do usuário do SUS. Será um instrumento de humanização. A estratégia de implantação da</p><p>sistemática do Acolhimento com Classificação de Risco possibilita abrir processos de</p><p>reflexão e aprendizado institucional de modo a reestruturar as práticas assistenciais e</p><p>construir novos sentidos e valores, avançando em ações humanizadas e compartilhadas, pois</p><p>necessariamente é um trabalho coletivo e cooperativo. Possibilita a ampliação da</p><p>resolutividade ao incorporar critérios de avaliação de riscos, que levam em conta toda a</p><p>complexidade dos fenômenos saúde/ doença, o grau de sofrimento dos usuários e seus</p><p>familiares, a priorização da atenção no tempo, diminuindo o número de mortes evitáveis,</p><p>sequelas e internações. A Classificação de Risco deve ser um instrumento para melhor</p><p>organizar o fluxo de pacientes que procuram as portas de entrada de urgência/emergência,</p><p>gerando um atendimento resolutivo e humanizado.</p><p>O Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco não é entendido como um</p><p>processo de triagem, pois segundo o Ministério da Saúde, produz direcionamento à</p><p>classificação de risco e não conduta. O protocolo é entendido como uma classificação e não</p><p>pressupõe a exclusão. Todos os pacientes devem ser atendidos, respeitando a situação de</p><p>gravidade e complexidade apresentada pelo usuário que procurou o serviço de saúde</p><p>(BELLAGUARDA, 2009).</p><p>A importância desse serviço está principalmente em prevenir complicações e</p><p>identificar quadros agudos que implicam riscos de vida. Para o funcionamento adequado do</p><p>Serviço de Triagem, é necessária a integração deste com outros serviços de saúde existentes</p><p>no sistema, estabelecendo vínculos com os mesmos, de modo a permitir o adequado</p><p>encaminhamento dos pacientes.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>12</p><p>03</p><p>MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>Os objetivos do acolhimento com classificação de risco são "avaliar o paciente logo na sua</p><p>chegada ao pronto-socorro, humanizando o atendimento; desbloquear o fluxo do pronto-</p><p>socorro; diminuir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto</p><p>prematuramente de acordo com a sua gravidade; determinar a área de atendimento primário,</p><p>devendo o paciente ser encaminhado diretamente às especialidades, conforme protocolo".</p><p>O acolhimento como postura e prática nas ações de atenção e gestão nas unidades de</p><p>saúde, a partir da análise dos processos de trabalho, favorece a construção de relação de</p><p>confiança e compromisso entre as equipes e os serviços. Possibilita também avanços na</p><p>aliança entre usuários, trabalhadores e gestores da saúde em defesa do SUS como uma</p><p>política pública</p><p>essencial para a população brasileira.</p><p>Apesar de o acolhimento ser constituinte de todas as práticas de atenção e gestão,</p><p>elegemos os serviços de urgência como foco para este texto, por apresentarem alguns</p><p>desafios a serem superados no atendimento em saúde: superlotação, processo de trabalho</p><p>fragmentado, conflitos e assimetrias de poder, exclusão dos usuários na porta de entrada,</p><p>desrespeito aos direitos desses usuários, pouca articulação com o restante da rede de</p><p>serviços, entre outros. É preciso, portanto, repensar e criar novas formas de agir em saúde</p><p>que levem a uma atenção resolutiva, humanizada e acolhedora a partir da compreensão da</p><p>inserção dos serviços de urgência na rede local.</p><p>Dessa forma o desafio dessa temática se ancora em:</p><p>1. Ser instrumento capaz de acolher o cidadão e garantir um melhor acesso aos serviços</p><p>de urgência/emergência;</p><p>2. Humanizar o atendimento;</p><p>3. Garantir um atendimento rápido e efetivo</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>13</p><p>A palavra “acolher”, em seus vários sentidos, expressa “dar acolhida, admitir, aceitar,</p><p>dar ouvidos, dar crédito a, agasalhar, receber, atender, admitir” (FERREIRA, 1975). O</p><p>acolhimento como ato ou efeito de acolher expressa uma ação de aproximação, um “estar</p><p>com” e “perto de”, ou seja, uma atitude de inclusão, de estar em relação com algo ou alguém.</p><p>É exatamente no sentido da ação de “estar com” ou “próximo de” que queremos afirmar o</p><p>acolhimento como uma das diretrizes de maior relevância política, ética e estética da Política</p><p>Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS.</p><p>Política porque implica o compromisso coletivo de envolver-se neste “estar com”,</p><p>potencializando protagonismos e vida nos diferentes encontros. Ética no que se refere ao</p><p>compromisso com o reconhecimento do outro, na atitude de acolhê-lo em suas diferenças,</p><p>dores, alegrias, modos de viver, sentir e estar na vida.</p><p>Essa política de acolhimento veio para reativar nossa capacidade de cuidar e de estar</p><p>atentos para acolher, tendo como princípios norteadores o coletivo como plano de produção</p><p>da vida, o cotidiano como plano ao mesmo tempo de reprodução, de experimentação e de</p><p>invenção de modos de vida e a indissociabilidade entre o modo de nos produzirmos como</p><p>sujeitos e os modos de estarmos nos “verbos da vida” (trabalhar, viver, amar, sentir, produzir</p><p>saúde, etc).</p><p>É preciso restabelecer no cotidiano o princípio da universalidade/equidade para o</p><p>acesso e a responsabilização das instâncias públicas pela saúde dos cidadãos.</p><p>Quando falamos em acesso, é preciso entende-lo em suas várias dimensões, quais</p><p>sejam: acesso às unidades e serviços (garantia do cuidado); acesso à qualidade da/na</p><p>assistência (escuta/vínculo/ responsabilização/resolutividade); acesso à continuidade do</p><p>cuidado; acesso à participação nos projetos terapêuticos e de produção de saúde (autonomia</p><p>e protagonismo do cidadão – usuário e sua rede social); acesso à saúde como bem com “valor</p><p>de uso” e não como mercadoria (formas dignas/potentes de viver a vida com autonomia).</p><p>O acolhimento no campo da saúde deve ser entendido, ao mesmo tempo, como</p><p>diretriz ético/estético/política constitutiva dos modos de se produzir saúde e como</p><p>ferramenta tecnológica relacional de intervenção na escuta, na construção de vínculo, na</p><p>garantia do acesso com responsabilização e na resolutividade dos serviços.</p><p>Colocar em ação o acolhimento requer uma atitude de mudança que implica na</p><p>análise e revisão cotidiana das práticas de atenção e gestão implementadas nas unidades do</p><p>SUS, com:</p><p>• Reconhecimento do protagonismo dos sujeitos envolvidos no processo de produção</p><p>de saúde;</p><p>• Valorização e abertura para o encontro entre profissional de saúde, usuário e sua rede</p><p>social como liga fundamental no processo de produção de saúde;</p><p>• Reorganização do serviço de saúde a partir da problematização dos processos de</p><p>trabalho, de modo a possibilitar a intervenção de toda a equipe multiprofissional</p><p>encarregada da escuta e resolução do problema do usuário;</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>14</p><p>• Elaboração de projeto terapêutico individual e coletivo com horizontalização por</p><p>linhas de cuidado;</p><p>• Mudanças estruturais na forma de gestão do serviço de saúde, ampliando os espaços</p><p>democráticos de discussão, de escuta, de trocas e de decisões coletivas. A equipe,</p><p>neste processo, pode também garantir acolhimento para seus profissionais e para as</p><p>dificuldades de seus componentes na acolhida à demanda da população;</p><p>• Postura de escuta e compromisso em dar respostas às necessidades de saúde trazidas</p><p>pelo usuário, que inclua sua cultura, saberes e capacidade de avaliar riscos;</p><p>• Construção coletiva de propostas com a equipe local e com a rede de serviços e</p><p>gerências de todos os níveis do sistema. O funcionamento do acolhimento se</p><p>multiplica em inúmeras outras ações, e traz a possibilidade de analisar:</p><p>• A adequação da área física, o dimensionamento das equipes e a compatibilização</p><p>entre a oferta e a demanda por ações de saúde;</p><p>• As formas de organização dos serviços e os processos de trabalho;</p><p>• A governabilidade das equipes locais;</p><p>• A humanização das relações em serviço;</p><p>• Os modelos de gestão vigentes na unidade de saúde;</p><p>• O ato da escuta e a produção de vínculo como ação terapêutica;</p><p>• A multi/interdisciplinaridade nas práticas.</p><p>Acolher com a intenção de resolver os problemas de saúde das pessoas que procuram</p><p>uma unidade de urgência pressupõe que todos serão acolhidos por um profissional da equipe</p><p>de saúde. Este profissional vai escutar a queixa, os medos e as expectativas, identificar risco</p><p>e vulnerabilidade, e acolher também a avaliação do próprio usuário; vai se responsabilizar</p><p>pela resposta ao usuário, a para isso vai necessariamente colocar em ação uma rede</p><p>multidisciplinar de compromisso coletivo com essa resolução.</p><p>Assim, o acolhimento deixa de ser um ato isolado para ser um dispositivo de</p><p>acionamento de redes internas, externas, multidisciplinares, comprometidas com as</p><p>respostas às necessidades dos cidadãos.</p><p>Muitos serviços de atendimento às urgências convivem com grandes filas onde as</p><p>pessoas disputam o atendimento sem critério algum a não ser a hora da chegada. A não-</p><p>distinção de riscos ou graus de sofrimento faz com que alguns casos se agravem na fila,</p><p>ocorrendo às vezes até a morte de pessoas pelo não-atendimento no tempo adequado.</p><p>O acolhimento como dispositivo tecno-assistencial permite refletir e mudar os modos</p><p>de operar a assistência, pois questiona a clínica no trabalho em saúde, os modelos de atenção</p><p>e gestão e o acesso aos serviços. A avaliação de risco e vulnerabilidade não pode ser</p><p>considerada prerrogativa exclusiva dos profissionais de saúde: o usuário e sua rede social</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>15</p><p>devem também ser considerados neste processo. Avaliar riscos e vulnerabilidade implica</p><p>estar atento tanto ao grau de sofrimento físico quanto psíquico, pois muitas vezes o usuário</p><p>que chega andando, sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode</p><p>estar mais necessitado de atendimento e com maior grau de risco e vulnerabilidade.</p><p>Sendo assim, os processos de acolhimento e triagem nos serviços de urgência</p><p>objetivam:</p><p>• A melhoria do acesso dos usuários, mudando a forma tradicional de entrada por filas</p><p>e ordem de chegada;</p><p>• A mudança das relações entre profissionais de saúde e usuários no que se refere à</p><p>forma de escutar este usuário em seus problemas e demandas;</p><p>• O aperfeiçoamento do trabalho em equipe com a integração e complementaridade</p><p>das atividades exercidas pelas categorias profissionais;</p><p>• O aumento da responsabilização dos profissionais de saúde em relação aos usuários</p><p>e a elevação dos graus de vínculo e confiança entre eles;</p><p>• A abordagem do usuário para além da doença e suas queixas;</p><p>• A pactuação com o usuário da resposta possível à sua demanda, de acordo com a</p><p>capacidade do serviço.</p><p>É importante acentuar que todos os profissionais de saúde fazem acolhimento;</p><p>entretanto, nas “portas de entrada”, os serviços de saúde podem demandar a necessidade de</p><p>um grupo de profissionais de saúde preparado para promover o primeiro contato com o</p><p>usuário, identificando sua demanda, orientando-o quanto aos fluxos internos do serviço e</p><p>quanto ao funcionamento da rede de saúde local.</p><p>A classificação de risco é uma ferramenta que, além de organizar a fila de espera e</p><p>propor outra ordem de atendimento que não a ordem de chegada, tem também outros</p><p>objetivos importantes, como: garantir o atendimento imediato do usuário com grau de risco</p><p>elevado; informar o paciente que não corre risco imediato, assim como a seus familiares,</p><p>sobre o tempo provável de espera; promover o trabalho em equipe por meio da avaliação</p><p>contínua do processo; dar melhores condições de trabalho para os profissionais pela</p><p>discussão da ambiência e implantação do cuidado horizontalizado; aumentar a satisfação dos</p><p>usuários e, principalmente, possibilitar e instigar a pactuação e a construção de redes internas</p><p>e externas de atendimento.</p><p>É importante ressaltar que a realização da classificação de risco isoladamente não</p><p>garante uma melhoria na qualidade da assistência. É necessário construir pactuações internas</p><p>e externas para a viabilização do processo, com a construção de fluxos claros por grau de</p><p>risco, e a tradução destes na rede de atenção.</p><p>E nesse sentido, quando se tem o Acolhimento com Classificação de Risco como</p><p>guia orientador para a atenção e gestão na urgência, outros modos de estar, ocupar e trabalhar</p><p>se expressarão e solicitarão arranjos espaciais singulares, com fluxos adequados que</p><p>favoreçam os processos de trabalho.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>16</p><p>Para a organização dos espaços e seus usos e para a clareza no entendimento, a</p><p>composição espacial aqui sugerida é composta por eixos e áreas que evidenciam os níveis</p><p>de risco dos pacientes. A proposta de desenho se desenvolve pelo menos em dois eixos: o</p><p>do paciente grave, com risco de morte, que chamaremos de eixo vermelho, e o do paciente</p><p>aparentemente não-grave, mas que necessita ou procura o atendimento de urgência, que</p><p>chamaremos de eixo azul.</p><p>Cada um desses eixos possui diferentes áreas, de acordo com a clínica do paciente e</p><p>os processos de trabalho que nele se estabelecem, sendo que essa identificação também</p><p>define a composição espacial por dois acessos diferentes.</p><p>EIXO VERMELHO: Este eixo está relacionado à clínica do paciente grave, com</p><p>risco de morte, sendo composto por um agrupamento de três áreas principais: a área</p><p>vermelha, a área amarela e a área verde.</p><p>a. Área Vermelha: é nesta área que está a sala de emergência, para atendimento</p><p>imediato dos pacientes com risco de morte, e a sala de procedimentos especiais</p><p>invasivos;</p><p>b. Área Amarela: composta por uma sala de retaguarda para pacientes já estabilizados,</p><p>porém que ainda requerem cuidados especiais (pacientes críticos ou semicríticos).</p><p>Hoje, na maioria das vezes, esses pacientes permanecem na sala vermelha, criando</p><p>dificuldades para o atendimento dos pacientes que chegam com risco de morte, assim</p><p>como situações muito desagradáveis para os pacientes já estabilizados;</p><p>c. Área Verde: composta pelas salas de observação, que devem ser divididas por sexo</p><p>(feminino e masculino) e idade (crianças e adultos), a depender da demanda.</p><p>Nas salas amarela e verde, além da adequação dos espaços e dos mobiliários a uma</p><p>funcionalidade que facilite o processo de trabalho, é importante que se considere questões</p><p>relativas a som, cheiro, cor, iluminação, etc., uma vez que o tempo de permanência do</p><p>paciente nestas áreas é mais prolongado que na área vermelha.</p><p>Na sala vermelha, mesmo o paciente não permanecendo por um período prolongado,</p><p>também é importante observar os elementos acima apontados, modificadores e</p><p>qualificadores do espaço, de modo a propiciar um ambiente confortável e agradável para os</p><p>trabalhadores, além da funcionalidade necessária à realização do trabalho.</p><p>É indispensável que o posto de enfermagem nestas salas possa propiciar uma visão</p><p>ampla de todos os leitos e que áreas de apoio para os profissionais (conforto, copa, etc.)</p><p>sejam planejadas na proximidade das áreas de trabalho.</p><p>Questões relativas à privacidade e individualidade também devem ser observadas,</p><p>pois repercutem positivamente no processo terapêutico do paciente. A privacidade diz</p><p>respeito à proteção da intimidade do paciente e, muitas vezes, pode ser garantida com o uso</p><p>de divisórias, cortinas ou outros elementos móveis que permitam tanto a integração e a</p><p>facilidade de monitoramento pela equipe como momentos de privacidade dos pacientes e</p><p>seus acompanhantes.</p><p>Unidade 3 – Missões do Acolhimento com Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>17</p><p>EIXO AZUL: é o eixo dos pacientes aparentemente não graves. O arranjo do espaço</p><p>deve favorecer o acolhimento do cidadão e a classificação do grau de risco. Esse eixo é</p><p>composto por ao menos três planos de atendimento, sendo importante que tenha fluxos</p><p>claros, informação e sinalização.</p><p>a. Plano 1: espaços para acolhimento, espera, recepção, classificação do risco e</p><p>atendimento administrativo. A diretriz principal, neste plano, é acolher, o que</p><p>pressupõe a criação de espaços de encontros entre os sujeitos. Espaços de escuta e de</p><p>recepção que proporcionem a interação entre usuários e trabalhadores, entre</p><p>trabalhadores e trabalhadores – equipes – e entre os próprios usuários, que sejam</p><p>acolhedores também no sentido de conforto, que pode ser produzido pelo uso de</p><p>vegetação, iluminação e ventilação naturais, cores, artes, entre outros exemplos</p><p>possíveis.</p><p>b. Plano 2: área de atendimento médico, lugar onde os consultórios devem ser</p><p>planejados de modo a possibilitar a presença do acompanhante e a individualidade</p><p>do paciente.</p><p>c. Plano 3: áreas de procedimentos médicos e de enfermagem (curativo, sutura,</p><p>medicação, nebulização). É importante que as áreas de procedimentos estejam</p><p>localizadas próximas aos consultórios, ao serviço de imagem e que favoreçam o</p><p>trabalho em equipe.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida</p><p>a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>18</p><p>04</p><p>PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO</p><p>O protocolo de classificação de risco é uma ferramenta útil e necessária, porém não</p><p>suficiente, uma vez que não pretende capturar os aspectos subjetivos, afetivos, sociais,</p><p>culturais, cuja compreensão é fundamental para uma efetiva avaliação do risco e da</p><p>vulnerabilidade de cada pessoa que procura o serviço de urgência. O protocolo não substitui</p><p>a interação, o diálogo, a escuta, o respeito, enfim, o acolhimento do cidadão e de sua queixa</p><p>para a avaliação do seu potencial de agravamento.</p><p>É a identificação dos pacientes que necessitam de intervenção médica e de cuidados</p><p>de enfermagem, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento,</p><p>usando um processo de escuta qualificada e tomada de decisão baseada em protocolo e aliada</p><p>à capacidade de julgamento crítico e experiência do enfermeiro.</p><p>Para a análise e construção do protocolo de classificação de risco, deve-se levar em</p><p>conta os seguintes fatores:</p><p>• Capacidade instalada de acordo com o número de atendimentos diários a serem</p><p>prestados nestas unidades;</p><p>• Horários de pico de atendimentos;</p><p>• Fluxos internos, movimentação dos usuários, locais de espera, de consulta, de</p><p>procedimentos, de reavaliação e “caminhos” entre eles;</p><p>• Análise da rede e do acesso aos diferentes níveis de complexidade;</p><p>• Tipo de demanda, necessidades dos usuários, perfil epidemiológico local;</p><p>• Pactuação interna e externa de consensos entre as equipes médicas, de enfermagem</p><p>e outros profissionais;</p><p>• Capacitação técnica dos profissionais.</p><p>Unidade 4 – Processo de Classificação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>19</p><p>Sendo assim, a finalidade da classificação de risco é a definição da ordem do</p><p>atendimento em função do potencial de gravidade ou de agravamento da queixa apresentada.</p><p>O protocolo se configura como uma ferramenta para auxiliar a avaliação da gravidade e do</p><p>risco de agravamento.</p><p>A classificação de risco é atividade realizada por profissional de enfermagem de nível</p><p>superior, preferencialmente com experiência em serviço de urgência, e após capacitação</p><p>específica para a atividade proposta. Contudo o protocolo deve ser apropriado por toda a</p><p>equipe que atua na urgência: enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, psicólogos,</p><p>assistentes sociais, funcionários administrativos;</p><p>Recomenda-se que o protocolo tenha no mínimo quatro níveis de classificação de</p><p>risco, realizando, preferencialmente, o sistema de cores, e não de números, para essa</p><p>classificação de risco (exemplo no caso de quatro níveis de classificação, do mais grave ao</p><p>menos grave: vermelho, amarelo, verde, azul).</p><p>A identificação da classificação pode ser feita na ficha de atendimento, e não</p><p>diretamente no usuário (pulseira, por exemplo), uma vez que a classificação não é</p><p>permanente e pode mudar em função de alterações do estado clínico e de reavaliações</p><p>sistemáticas.</p><p>A classificação de risco é dinâmica, sendo necessário que, periodicamente, se</p><p>reavalie o risco daqueles que ainda não foram atendidos ou mesmo daqueles cujo tempo de</p><p>espera após a classificação é maior do que aquele que foi estabelecido no protocolo. É muito</p><p>importante que a organização do atendimento na urgência por meio do acolhimento com</p><p>classificação de risco seja divulgada com clareza para os usuários.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>20</p><p>05</p><p>CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO</p><p>Os critérios para a classificação de riscos estão relacionados com:</p><p>• Apresentação usual da doença;</p><p>• Sinais de alerta (choque, palidez cutânea, febre alta, desmaio ou perda da</p><p>consciência, desorientação, tipo de dor, etc.);</p><p>• Situação – queixa principal;</p><p>• Pontos importantes na avaliação inicial:</p><p>• Sinais vitais</p><p>• Saturação de oxigênio</p><p>• Escala de dor</p><p>• Escala de Glasgow</p><p>• Doenças preexistentes</p><p>• Idade</p><p>• Dificuldade de comunicação (droga, álcool, retardo mental, etc.);</p><p>• Reavaliar constantemente poderá mudar a classificação.</p><p>Unidade 5 – Critérios de Classificação</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>21</p><p>5.1 AVALIAÇÃO DO PACIENTE</p><p>(Dados coletados em ficha de atendimento)</p><p>• Queixa principal</p><p>• Início (evolução e tempo de doença)</p><p>• Estado físico do paciente</p><p>• Escala de dor e de Glasgow</p><p>• Classificação de gravidade</p><p>• Medicações em uso, doenças preexistentes, alergias e vícios</p><p>• Dados vitais: pressão arterial, temperatura, saturação de O2</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>22</p><p>06</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>Segundo Nascimento et al, (2011), as dificuldades encontradas no setor de classificação de</p><p>risco é a falta de conhecimento da sociedade, alta demanda, precariedade do setor público,</p><p>recursos e número de profissionais insuficientes, falta de estrutura física, instalações e</p><p>equipamentos hospitalares, e falhas na gestão do serviço.</p><p>6.1 PRIORIDADE ZERO</p><p>Prioridade zero (vermelha), deve-se:</p><p>• Encaminhar diretamente para a sala de ressuscitação e avisar a equipe médica,</p><p>acionamento de sinal sonoro.</p><p>• Não perder tempo com classificação</p><p>• Atendimento de imediato</p><p>• Situação de morte iminente (exemplo: parada cardiorrespiratória, infarto, politrauma,</p><p>choque hipovolêmico, etc.)</p><p>6.2 PRIORIDADE UM</p><p>Prioridade I (amarela), deve-se:</p><p>• Encaminhar para consulta médica imediata;</p><p>Unidade 6 – Classificação de Risco</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>23</p><p>• Situação de urgência, avaliação em, no máximo, 30 minutos.</p><p>• Elevado risco de morte (exemplo: trauma moderado ou leve, TCE sem perda da</p><p>consciência, queimaduras menores, dispneia leve a moderada, dor abdominal,</p><p>convulsão, cefaleias, idosos e grávidas sintomáticos, etc.)</p><p>6.3 PRIORIDADE DOIS</p><p>Prioridade II (verde), deve-se:</p><p>• Encaminhar para consulta médica;</p><p>• Situação com urgência menor;</p><p>• Avaliação em, no máximo, 1 hora;</p><p>• Reavaliar periodicamente.</p><p>• Sem risco de morte (exemplo: ferimento craniano menor, dor abdominal difusa,</p><p>cefaleia menor, doença psiquiátrica, diarreias, idosos e grávidas assintomáticos, etc.)</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. �� proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>24</p><p>07</p><p>AVALIAÇÃO INICIAL</p><p>Essa Avaliação requer uma postura rápida e dinâmica, ancorada no A, B, C, D, onde o A diz</p><p>respeito a avaliação das VIAS AÉREAS; no B objetiva-se a visualização da RESPIRAÇÃO;</p><p>o C determina os fatores que integram a CIRCULAÇÃO e o D direciona a avaliação</p><p>NEUROLÓGICA do indivíduo.</p><p>Diante dessa avaliação o paciente pode encontrar-se:</p><p>7.1 COMPENSADO</p><p>A. CONVERSA</p><p>B. TAQUIPNÉIA LEVE FR: 20-30 IRPM</p><p>C. TAQUICARDIA LEVE FC: 100-120 BPM, PULSO RADIAL NORMAL.</p><p>D. NORMAL, CONFUSO, RESPONDE AO COMANDO VERBAL.</p><p>7.2 DESCOMPENSADO</p><p>A. ANSIOSO, CONVERSA POUCO.</p><p>B. TAQUIPNÉIA LEVE FR: 30-35 IRPM, ESFORÇO RESPIRATÓRIO, CIANOSE.</p><p>Unidade 7 – Avaliação Inicial</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>25</p><p>C. TAQUICARDIA LEVE, FC: 120-140 BPM, PULSO RADIAL FINO, PULSO</p><p>CAROTÍDEO NORMAL.</p><p>D. NORMAL, CONFUSO, AGITADO, RESPONDE À DOR.</p><p>7.3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA IMINENTE</p><p>A. RESPIRAÇÃO COM RUÍDOS</p><p>B. TAQUIPNÉIA OU BRADIPNÉIA, FR MAIOR 35 IRPM OU MENOR QUE 10</p><p>IRPM, GRANDE ESFORÇO RESPIRATÓRIO, CIANOSE.</p><p>C. TAQUICARDIA OU BRADICARDIA, FC MAIOR 140 BPM OU MENOR QUE</p><p>60 BPM, PULSO RADIAL NÃO PALPÁVEL, PULSO CAROTIDEO FINO.</p><p>D. LETÁRGICO, EM COMA, NÃO RESPONDE A ESTÍMULOS.</p><p>Nos casos relacionados a parada cardiorrespiratória deve-se iniciar prontamente as</p><p>manobras de reanimação cardiopulmonar conforme protocolo especifico da unidade, não</p><p>podendo perder tempo diante de tal situação.</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>26</p><p>08</p><p>SINAIS DE ALERTA EM CASO DE</p><p>TRAUMA</p><p>Em todos os casos, deve se manter alerta diante das possíveis alterações dos quadros de</p><p>saúde do paciente, podendo haver piora no prognostico dos mesmos, principalmente, nas</p><p>situações relacionadas a seguir:</p><p>• Acidentes com veículos motorizados acima de 35 km/h</p><p>• Forças de desaceleração, tais como quedas ou explosões</p><p>• Perdas de consciência, mesmo que momentâneas após acidentes</p><p>• Acidentes com ejeção do veículo</p><p>• Negação violenta das óbvias injúrias graves, pensamentos de fuga e alteração do</p><p>discurso, respostas inapropriadas</p><p>• Fraturas de 1ª e 2ª costelas</p><p>• Fraturas da 9ª, 10ª e 11ª costela ou mais de 3 costelas</p><p>• Possível aspiração</p><p>• Possível contusão pulmonar</p><p>• Acidentes com óbito no local</p><p>• Atropelamento de pedestre ou ciclista</p><p>• Acidente com motociclista</p><p>Unidade 8 – Sinais de Alerta de em Caso de Trauma</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>27</p><p>Estudos têm mostrado que o STM tem boa confiabilidade e validade para a triagem</p><p>de pacientes em serviços de urgência e emergência, embora ainda existam episódios de</p><p>subtriagem ou supertriagem (PARENTI, 2014; AZEREDO, 2015).</p><p>Pesquisas realizadas no Brasil revelaram o STM como bom preditor para os</p><p>desfechos clínicos de pacientes admitidos em serviços de urgência e emergência, uma vez</p><p>que os pacientes evoluem com níveis de gravidade diferentes entre os grupos de cores de</p><p>classificação (GUEDES, 2016; PINTO, 2012). Quando comparado com um protocolo</p><p>institucional brasileiro, estudo mostrou que o STM aumentou o nível de prioridade dos</p><p>pacientes, sendo esse sistema considerado mais inclusivo (SOUZA, 2011).</p><p>Entretanto, mesmo com resultados satisfatórios em termos de validade e</p><p>confiabilidade, o STM, por si só, parece não ser capaz de garantir qualidade e eficiência no</p><p>serviço de urgência e emergência.11 A literatura constatou que o tempo de espera foi mais</p><p>bem distribuído entre os níveis de urgência após a implantação do STM, porém sem redução</p><p>no tempo para atendimento (STORM-VERSLOOT, 2014).</p><p>Pesquisas demonstrando a performance do STM em relação ao tempo de espera por</p><p>atendimento são escassas, principalmente abordando a realidade dos serviços de saúde</p><p>brasileiros.</p><p>Na explicação para o Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), o Ministério</p><p>da Saúde determina que esse instrumento constitui em uma diretriz operacional que uni as</p><p>ações de acolhimento com as de classificação de risco do usuário. Isso significa que, no</p><p>ACCR, o usuário que entra no Serviço Hospitalar de Emergência (SHE) é acolhido, ouvido,</p><p>guiado à consulta de enfermagem, classificado de acordo com o grau de risco de seu agravo</p><p>e atendido pelo médico segundo a urgência do caso (BELLUCCI JR, MATSUDA 2012).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>28</p><p>09</p><p>ENTENDA A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>PELA COR</p><p>Unidade 10 – Atuação do Enfermeiro</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>29</p><p>10</p><p>ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO</p><p>A atuação do enfermeiro no acolhimento “ultrapassados conhecimentos técnicos científicos</p><p>à capacidade de liderança, ao mesmo tempo em que desenvolve o senso crítico para avaliar,</p><p>ordenar e cuidar”. (ALBINO, GROSSEMAN, RIGGENBACH, 2010, p.72).</p><p>No Brasil, o papel do enfermeiro no acolhimento com classificação de risco está</p><p>previsto nas portarias do Ministério da Saúde que regulamentam os serviços de urgência e</p><p>emergência (CAVALCANTE, RATES & SILVA, 2012)</p><p>Segundo Mackaway-Jones (2010), o enfermeiro tem outras atividades previstas no</p><p>STM, como a prestação dos primeiros atendimentos em casos de reanimação, administração</p><p>de alguns medicamentos, conforme o protocolo individual de cada hospital, prestar</p><p>informações sobre encaminhamentos do serviço, o direcionamento para especialidades</p><p>conforme as conexões do serviço de emergência e a administração da sala de espera.</p><p>Segundo Souza (2010), a função do enfermeiro vem se destacando das demais por</p><p>sua autonomia nas tomadas de decisões, na capacidade de avaliar, ordenar e cuidar, tendo</p><p>como meta o acolhimento e a satisfação do usuário, garantindo a assistência resolutiva e o</p><p>comprometimento do bem-estar da equipe e do usuário.</p><p>Oliveira et al(2013), afirmam que a carga de trabalho aumentada para os profissionais</p><p>do serviço de emergência, em decorrência do número elevado de usuários não urgentes,</p><p>também contribui para a má qualidade do atendimento oferecido. Esforços para triar usuários</p><p>com pequenos agravos podem consumir o mesmo tempo gasto no seu tratamento, como</p><p>também se ressalta que esta grande demanda na emergência pode expor a equipe a acidentes</p><p>ocupacionais.</p><p>Observa-se que o profissional enfermeiro mesmo sendo capacitado para o trabalho,</p><p>encontra adversidades embutidas no cenário, dentre eles a dificuldade de adaptação dos</p><p>usuários e profissionais médicos ao novo protocolo, quadro de profissionais diminuídos,</p><p>falta de recursos, alta demanda, jornada de trabalho excessiva gerando estresse, desconforto</p><p>e por vezes desentendimentos por</p><p>parte dos usuários</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>30</p><p>11</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Um serviço de triagem pode resgatar os princípios e diretrizes do SUS e também garantir o</p><p>direito à cidadania, na medida em que realiza o acolhimento, orienta e encaminha o usuário</p><p>para o serviço adequado, atende necessidades do indivíduo e da instituição, ou seja, triagem</p><p>é muito mais que classificar doentes</p><p>Prestar atendimento digno, por meio de política de saúde descentralizadora,</p><p>estabelecendo as condições necessárias para melhorar o acesso, a qualidade da assistência,</p><p>a participação e a equidade nos campos da saúde, deve ser visto como pressuposto básico</p><p>para fazer valer os princípios do SUS.</p><p>Promover assim a tão sonhada humanização e respeito ao usuário do serviço público</p><p>de saúde faz parte de todo o processo de saúde como direito de todos. A satisfação do usuário</p><p>quanto ao atendimento está relacionada com as características facilitadoras do atendimento</p><p>e pela qualidade dos serviços prestados. A responsabilidade, vínculo e abordagem dos</p><p>indivíduos como sujeitos participantes de todo o processo de recuperação, resolução e</p><p>integração ao sistema de saúde são dimensões assistenciais que devem ser desenvolvidas no</p><p>serviço com intuito de buscar a melhoria da qualidade de vida e resgatar a saúde como direito</p><p>de todos.</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Triagem em Serviços de Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste</p><p>material sem autorização prévia expressa do autor (Artigo 29).</p><p>31</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD</p><p>(www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução</p><p>total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do</p><p>autor (Artigo 29).</p><p>Com certificado</p><p>online</p><p>Urgência e Emergência</p><p>Nice Dias Gonçalves</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei</p><p>nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor</p><p>(Artigo 29).</p><p>32</p><p>01</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Os serviços de emergência / urgência prestam cuidados a milhões de pessoas por ano. As</p><p>constantes mutações no atendimento são inúmeras e dependem da natureza de cuidados que</p><p>os mesmos implicam e de muitas outras condições inerentes à condição humana.</p><p>A utilização do Serviço Hospitalar de Urgência (SHU) no Brasil tem sido motivo de</p><p>inquietação para gestores dos sistemas de saúde, profissionais e a sociedade em geral, pois</p><p>o seu uso tem se tornado crescente. A maioria desses serviços funciona acima de sua</p><p>capacidade instalada, com profissionais sem capacitação, gerenciamento inefetivo, ausência</p><p>de planejamento, excesso de demanda e demanda inadequada (O’DWYER; OLIVEIRA;</p><p>SETA, 2009).</p><p>De acordo com Garlet et al. (2009), ressaltam-se ainda o crescente aumento do</p><p>atendimento no SHU relacionado ao aumento dos acidentes e da violência urbana, às</p><p>questões socioeconômicas, à falta de leitos para internação na rede pública, ao aumento da</p><p>longevidade da população, assim como à falta de agilidade e de resolutividade dos serviços</p><p>de saúde (VALENTIM; SANTOS, 2009). A crise no SHU é agravada, também, pela procura</p><p>por pessoas em situação de urgência, juntamente com aquelas em condições de saúde não</p><p>graves, dificultando o estabelecimento de prioridades (MARQUES; LIMA, 2008).</p><p>As principais situações que envolve as urgências e emergências são as situações de</p><p>traumas, se configurando estatisticamente como a principal causa de morte em pessoas entra</p><p>1 a 44 anos de idade, sendo responsável por mais de 70% das mortes entre as idades de 18 e</p><p>24 anos, e mais de 40% entre as idades de 1 a 14 anos.</p><p>Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os acidentes de trânsito são um</p><p>enorme problema de saúde pública, ocasionando essas situações de traumas, e levando a</p><p>1,24 milhão de óbitos por ano em todo o mundo.</p><p>Sendo assim, é importante ajustar os serviços de urgência e emergência, com equipe</p><p>multidisciplinar e tecnologias, associado a estratégias de gestão para intervir nessa situação</p><p>exposta.</p><p>Unidade 1 – Introdução</p><p>Este material é parte integrante do curso online "Urgência e Emergência" do EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei</p><p>nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia expressa do autor</p><p>(Artigo 29).</p><p>33</p><p>Para Bellucci Júnior e Matsuda (2012), quando se pensa em qualidade nos serviços</p><p>hospitalares, surge a necessidade de discutir formas de gestão que deem suporte às</p><p>instituições para que possam atender às necessidades e exigências do usuário em todas as</p><p>suas dimensões. Nesse contexto é que o governo federal propõe a reorganização e a</p><p>normatização do atendimento no SHU em todo território nacional, por meio da Política</p><p>Nacional de Atenção às Urgências e da Política Nacional de Humanização, contemplando</p><p>estratégias para o Acolhimento com Classificação de Risco (BRASIL, 2009).</p><p>Essas políticas visam ampliar o acesso, reduzir as filas e o tempo de espera para o</p><p>atendimento, diminuir o risco de mortes evitáveis, a extinção das triagens por profissional</p><p>não qualificado e a priorização de acordo com critérios clínicos em vez da ordem de chegada</p><p>(BRASIL, 2009). Configura-se como ação potencialmente decisiva na reorganização dos</p><p>serviços de saúde em rede por propiciar assistência resolutiva e humanizada àqueles em</p><p>situações de risco (SOUZA ET AL., 2011).</p><p>No Brasil, o Ministério da Saúde propõe a implantação de um sistema com</p><p>denominação de Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) em vez de triagem, por</p><p>pressupor que o verbo triar exprime exclusão (DURO; LIMA, 2010).</p><p>A identificação da demanda de acesso dos usuários aos serviços de saúde é</p><p>fundamental no gerenciamento da capacidade de utilização dos recursos disponíveis, assim</p><p>como a superlotação nos serviços de emergência com problemas de saúde não urgentes tem</p><p>atraído atenção mundial e motivado vários estudos nesta área (VAN UDEN et al., 2005).</p><p>Assim, ainda na década de 1960, nos Estados Unidos da América, iniciou-se a</p><p>implantação de sistemas de triagens em serviços de atendimento às urgências. Paralelamente,</p><p>no Canadá foi desenvolvido um sistema que somente em 1995 tornou-se realidade. Na</p><p>Austrália, uma escala de classificação das urgências foi adotada em 2000, porém foi no</p><p>Reino Unido que, em 1997, iniciou-se a triagem de Manchester, reconhecida</p><p>internacionalmente e mais utilizada nos dias atuais, pois apresenta os critérios de gravidade,</p><p>do tempo alvo de atendimento e de reavaliação do paciente. A partir de 2001, na Espanha,</p><p>também foi introduzido um sistema classificatório de urgências hospitalares (DURO; LIMA,</p><p>2010).</p><p>As ações de acolhimento podem ser realizadas por qualquer profissional de saúde,</p><p>desde que capacitado. Entretanto, cabe ao enfermeiro reunir as condições necessárias, as</p><p>quais incluem linguagem clínica orientada para os sinais e sintomas, para a realização das</p><p>escalas de avaliação e classificação de risco do usuário de acordo com o grau de urgência de</p><p>seu agravo, com base em um sistema predefinido: emergência, urgência, menor urgência e</p><p>baixa complexidade (BRASIL, 2009).</p><p>Atualização em Triagem, Urgência e Emergência</p><p>Este material é parte integrante do</p>

Mais conteúdos dessa disciplina