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<p>1</p><p>Olá! Meu nome é Isabelly Blard, tenho 22 anos e fui aprovada em Medicina na USP</p><p>estudando apenas um ano com cursinho on-line.</p><p>Durante meus anos de estudo, uma das minhas maiores dificuldades era conseguir</p><p>revisar de forma eficiente. Eu sabia que precisava, mas não sabia como fazer. Testei</p><p>várias estratégias, mas nenhuma me trazia bons resultados. Até que, no meu primeiro</p><p>ano de cursinho (ano da minha aprovação), eu consegui desenvolver um método de</p><p>revisão ativa e muito eficiente. Ele foi imprescindível e uns dos diferenciais para que eu</p><p>conseguisse a aprovação no curso e na faculdade dos meus sonhos.</p><p>Com meu perfil no Instagram (@isabellyblard), percebi que muitos estudantes têm essa</p><p>mesma dificuldade. Por isso, decidi fazer esse material para compartilhar o que aprendi</p><p>e facilitar a estratégia de vocês. O Revisaço ENEM te diz exatamente o que revisar,</p><p>quando revisar e te entrega todas as questões para que você não perca tempo</p><p>nessa reta final procurando bons materiais para revisar de forma ativa. As matérias</p><p>escolhidas para a revisão foram baseadas em uma análise criteriosa do histórico de</p><p>cobrança do ENEM. Os assuntos de maior recorrência aparecem mais</p><p>vezes na programação da revisão. Fique tranquilo, você vai revisar o</p><p>que precisa na quantidade necessária!</p><p>Além disso, alguns assuntos não tem um grande repertório de</p><p>questões do ENEM. Por isso, para que você exercite o conteúdo,</p><p>escolhi questões de outras provas. Lembre-se: as questões</p><p>foram escolhidas para exercitar o seu domínio teórico. Então,</p><p>por mais que elas não sejam elaboradas no estilo das</p><p>questões do ENEM, não deixe de fazer! Elas são importantes</p><p>para o seu aprendizado. No Revisaço, você tem todas as</p><p>questões selecionadas de maneira estratégica para</p><p>tornar sua revisão mais eficiente.</p><p>A seguir você receberá orientações para</p><p>aproveitar o material da melhor maneira.</p><p>Não deixe de ler! O método funciona se</p><p>aplicado da maneira correta e eu quero que</p><p>você tenha os resultados que merece!</p><p>2</p><p>2 . . . . . . . . APRESENTAÇÃO</p><p>5 . . . . . . . . ORIENTAÇÕES</p><p>8 . . . . . . . . DIA 1: 14/09</p><p>9 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Funções da Linguagem e Gêneros Textuais</p><p>12 . . . . . . . . . HISTÓRIA: Brasil Colônia</p><p>15 . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Razão e Proporção</p><p>19 . . . . . . . . DIA 2: 15/09</p><p>20 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Movimentos da Terra e Espaço Geográfico</p><p>22 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Termoquímica</p><p>25 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Ecologia</p><p>28 . . . . . . . . DIA 3: 16/09</p><p>29 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Origem da Sociologia, da Filosofia e Comte</p><p>32 . . . . . . . . . . FÍSICA: Termologia</p><p>34 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Pré-História, Antiguidade Oriental, Grécia e Roma</p><p>38 . . . . . . . . DIA 4: 17/09</p><p>39 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Geometria Plana</p><p>42 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Cartografia e Hidrografia</p><p>46 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Ligações Químicas e Interações Intermoleculares</p><p>49 . . . . . . . . DIA 5: 18/09</p><p>50 . . . . . . . . . . INGLÊS: Interpretação e Vocabulário</p><p>53 . . . . . . . . . . ESPANHOL: Interpretação e Vocabulário</p><p>57 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Evolução</p><p>60 . . . . . . . . . . FÍSICA: Cinemática</p><p>63 . . . . . . . . DIA 6: 19/09</p><p>64 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Estatística e Médias</p><p>67 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Feudalismo, Idade Média e Renascimento</p><p>70 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Interpretação Textual</p><p>75 . . . . . . . . DIA 7: 20/09</p><p>76 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Biotecnologia</p><p>78 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Economia</p><p>81 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Funções e Reações Inorgânicas</p><p>3</p><p>84 . . . . . . . . DIA 8: 21/09</p><p>85 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Brasil Império</p><p>88 . . . . . . . . . . FÍSICA: Trabalho e Energia</p><p>91 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Durkheim e Pré-Socráticos</p><p>94 . . . . . . . . DIA 9: 22/09</p><p>95 . . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Demografia</p><p>98 . . . . . . . . . . . QUÍMICA: Eletroquímica</p><p>101 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Gráficos e Funções do 1º e 2º Grau</p><p>105 . . . . . . . DIA 10: 23/09</p><p>106 . . . . . . . . . . FÍSICA: Óptica</p><p>109 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Figuras de Linguagem</p><p>112 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Metabolismo Energético</p><p>4</p><p>Agora, com esse material pensado e produzido para otimizar os seus estudos e te guiar</p><p>até a aprovação, é hora de botar a mão na massa! Vou te falar alguns pontos</p><p>importantes para que você aproveite ao máximo o seu tempo de revisão com a apostila!</p><p>1) Cronometre o tempo em que você está fazendo as questões. Sugiro que você</p><p>faça dentro de uma hora e trinta minutos, pois atinge a média de tempo por</p><p>questão no ENEM, que gira em torno dos três minutos. Se nos primeiros dias você</p><p>for um pouco além, tudo bem! Mas é importante se adaptar e usar esse momento</p><p>para se preparar para a prova.</p><p>2) Não faça as questões em parcelas. Separe um tempo e se dedique, como se já</p><p>estivesse valendo lá, no dia 3 de novembro. Distancie-se de todas as distrações.</p><p>Dessa forma, você vai treinar tanto o foco e a tensão do vestibular que, quando</p><p>estiver valendo, o seu preparo mental e psicológico será outro!</p><p>3) Separe um tempo no seu dia para corrigir as questões da revisão. Tão</p><p>importante quanto fazê-las é entender o motivo dos seus erros. A correção ativa</p><p>facilita seu caminho para reter as informações. Então, fica a dica: pegue um</p><p>caderno e anote o que errou e porque errou. Caso você já tenha estudado a</p><p>matéria, tente refazer a questão depois de um tempo. Se, ainda assim, você não</p><p>conseguir resolver, volte na teoria para consultar o que faltou para o seu acerto!</p><p>Esse caminho é essencial para que você construa um conhecimento sólido para</p><p>aplicar na prova.</p><p>4) A revisão não acaba aqui! Os exercícios servem como um guia para que você</p><p>saiba no que ainda está pecando. Você pode (e deve!) revisar assuntos que já</p><p>estudou e ainda está errando nos simulados. O importante é que você reconheça</p><p>onde precisa melhorar e corra atrás disso pra ter o melhor resultado possível!</p><p>5) Se você ainda não estudou o assunto, não pare! O cronograma está feito para ser</p><p>um facilitador no seu caminho. Caso você ainda vá estudar um assunto que está</p><p>prestes a ser revisado, se adapte: troque os dias e faça questões de outro</p><p>assunto da mesma matéria! Outra opção é tentar fazer as questões mesmo não</p><p>tendo estudado a matéria. Nós tendemos a achar que não sabemos nada, mas</p><p>fazendo exercícios percebemos que temos conhecimento. E, como disse antes, os</p><p>erros que você cometer na resolução dos exercícios vão te mostrar</p><p>exatamente onde focar! O essencial é não parar. Perder um dia pode te</p><p>5</p><p>desmotivar e atrapalhar o seu ritmo. Crie um compromisso com sua aprovação!</p><p>Não deu um dia? Adicione uma matéria a mais nos próximos dias! Não pare!</p><p>6) Não se frustre por não conseguir ter um bom resultado em um assunto</p><p>específico. Errou muito? A hora é agora! É muito melhor você descobrir suas</p><p>deficiências agora do que chegar no ENEM e errar matérias que você acreditava</p><p>dominar. Use os erros como gás e orientação para fixar melhor a matéria e</p><p>evoluir.</p><p>7) Se force a resolver as questões utilizando os conceitos da matéria que será</p><p>revisada no dia! Algumas questões você inevitavelmente vai conseguir resolver de</p><p>diferentes formas e utilizando diferentes mecanismos, mas é interessante que</p><p>você faça esse exercício. Isso vai te treinar e te capacitar a conseguir resolver</p><p>questões de diferentes maneiras e, se alguma falhar na hora da prova, você tem</p><p>outra para recorrer!</p><p>8) Não deixe de fazer as questões que não são do ENEM! Eu selecionei o máximo</p><p>de questões do ENEM em todas as matérias, mas alguns conteúdos não têm um</p><p>acervo tão grande. Por isso, para você não deixar de revisar, peguei questões de</p><p>outros vestibulares. Elas são igualmente importantes!</p><p>9) Faça TODAS as questões e só depois veja as respostas e seus erros/acertos. O</p><p>momento da revisão é crucial para você perceber onde e por quê está errando</p><p>algo. Vendo as respostas antes de fazer todas as questões você vai pegar sacadas</p><p>que talvez não teria sozinho e isso vai gerar uma ilusão de domínio da matéria.</p><p>Por isso,</p><p>mas revela uma das formas</p><p>fundamentais de nossa existência, que é a</p><p>relação com o tempo, e, no tempo, com aquilo</p><p>que está invisível, ausente e distante, isto é, o</p><p>passado. A memória é o que confere sentido ao</p><p>passado como diferente do presente (mas</p><p>fazendo ou podendo fazer parte dele) e do futuro</p><p>(mas podendo permitir esperá-lo e</p><p>compreendê-lo).</p><p>CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995 (fragmento).</p><p>Com base no texto, qual é o significado da</p><p>memória?</p><p>a) É a prospecção e retenção de lembranças</p><p>e recordações.</p><p>b) É a perda de nossa relação com o</p><p>presente, preservando o passado.</p><p>c) É a capacidade mais alargada para</p><p>lembrar e recordar fatos passados.</p><p>d) É o esforço de apagar o passado e</p><p>inaugurar o presente.</p><p>e) É o potencial de evocar o passado</p><p>apontando para o futuro.</p><p>8) (ENEM 2015) A filosofia grega parece</p><p>começar com uma ideia absurda, com a</p><p>proposição: a água é a origem e a matriz de</p><p>todas as coisas. Será mesmo necessário</p><p>deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três</p><p>razões: em primeiro lugar, porque essa</p><p>proposição enuncia algo sobre a origem das</p><p>coisas; em segundo lugar, porque o faz sem</p><p>imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar,</p><p>porque nela, embora apenas em estado de</p><p>crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.</p><p>NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova</p><p>Cultural, 1999.</p><p>O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o</p><p>surgimento da filosofia entre os gregos?</p><p>a) O impulso para transformar, mediante</p><p>justificativas, os elementos sensíveis em</p><p>verdades racionais.</p><p>b) O desejo de explicar, usando metáforas, a</p><p>origem dos seres e das coisas.</p><p>c) A necessidade de buscar, de forma</p><p>racional, a causa primeira das coisas</p><p>existentes.</p><p>d) A ambição de expor, de maneira</p><p>metódica, as diferenças entre as coisas.</p><p>e) A tentativa de justificar, a partir de</p><p>elementos empíricos, o que existe no real.</p><p>9) (ENEM PPL 2016) O aparecimento da pólis,</p><p>situado entre os séculos VII e VII a.C., constitui,</p><p>na história do pensamento grego, um</p><p>acontecimento decisivo. Certamente, no plano</p><p>intelectual como no domínio das instituições, a</p><p>vida social e as relações entre os homens tomam</p><p>uma forma nova, cuja originalidade foi</p><p>plenamente sentida pelos gregos,</p><p>manifestando-se no surgimento da filosofia.</p><p>VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel,</p><p>2004 (adaptado).</p><p>Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi</p><p>resultado do(a)</p><p>a) constituição do regime democrático.</p><p>b) contato dos gregos com outros povos.</p><p>c) desenvolvimento no campo das</p><p>navegações.</p><p>d) aparecimento de novas instituições</p><p>religiosas.</p><p>e) surgimento da cidade como organização</p><p>social.</p><p>10) (ENEM PPL 2016)</p><p>[...] O SERVIDOR — Diziam ser filho do rei...</p><p>ÉDIPO — Foi ela quem te entregou a criança?</p><p>O SERVIDOR — Foi ela, Senhor.</p><p>ÉDIPO — Com que intenção?</p><p>O SERVIDOR — Para que eu a matasse.</p><p>ÉDIPO — Uma mãe! Mulher desgraçada!</p><p>O SERVIDOR — Ela tinha medo de um oráculo</p><p>dos</p><p>deuses.</p><p>ÉDIPO — O que ele anunciava?</p><p>O SERVIDOR — Que essa criança um dia mataria</p><p>seu pai.</p><p>ÉDIPO— Mas por que tu a entregaste a este</p><p>homem?</p><p>31</p><p>O SERVIDOR — Tive piedade dela, mestre.</p><p>Acreditei que ele a levaria ao país de onde vinha.</p><p>Ele te salvou a vida, mas para os piores males! Se</p><p>és realmente aquele de quem ele fala, saibas que</p><p>nasceste marcado pela infelicidade.</p><p>ÉDIPO — Oh ai de mim! Então no final tudo seria</p><p>verdade! Ah! Luz do dia, que eu te veja aqui pela</p><p>última vez, já que me revelo a filho de quem não</p><p>devia nascer, o esposo de quem não devia ser, o</p><p>assassino de quem não deveria matar!</p><p>SÓFOCLES. Édipo Rei. Porto Alegre: L&PM, 2011.</p><p>O trecho da obra de Sófocles, que expressa o</p><p>núcleo da tragédia grega, revela o(a)</p><p>a) condenação eterna dos homens pela</p><p>prática injustificada do incesto</p><p>b) legalismo estatal ao punir com a prisão</p><p>perpétua o crime de parricídio</p><p>c) busca pela explicação racional sobre os</p><p>fatos até então desconhecidos.</p><p>d) caráter antropomórfico dos deuses na</p><p>medida em que imitavam os homens.</p><p>e) impossibilidade de o homem fugir do</p><p>destino predeterminado pelos deuses.</p><p>FÍSICA: Termologia</p><p>1) (ENEM PPL 2013) É comum nos referirmos a</p><p>dias quentes como dias “de calor”. Muitas vezes</p><p>ouvimos expressões como “hoje está calor” ou</p><p>“hoje o calor está muito forte” quando a</p><p>temperatura ambiente está alta.</p><p>No contexto científico, é correto o significado de</p><p>“calor” usado nessas expressões?</p><p>a) Sim, pois o calor de um corpo depende de</p><p>sua temperatura.</p><p>b) Sim, pois calor é sinônimo de alta</p><p>temperatura.</p><p>c) Não, pois calor é energia térmica em</p><p>trânsito.</p><p>d) Não, pois calor é a quantidade de energia</p><p>térmica contida em um corpo.</p><p>e) Não, pois o calor é diretamente</p><p>proporcional à temperatura, mas são</p><p>conceitos diferentes.</p><p>2) (ENEM PPL 2022) Um menino está ajudando</p><p>sua mãe na cozinha. Ela lhe pede que tire do fogo</p><p>uma panela que já estava lá há bastante tempo,</p><p>em fogo baixo, orientando-lhe que tome cuidado</p><p>para não se queimar, buscando tocar apenas no</p><p>cabo de madeira, e não na base de metal da</p><p>panela. A mãe lhe fez essa recomendação porque</p><p>o metal, em relação à madeira, apresenta maior</p><p>a) calor específico</p><p>b) energia interna</p><p>c) temperatura</p><p>d) condutividade térmica</p><p>e) coeficiente de dilatação térmica</p><p>3) (ENEM PPL 2012)</p><p>O quadro oferece os coeficientes de dilatação</p><p>linear de alguns metais e ligas metálicas:</p><p>Substância Aço Alumínio Bronze Chumbo Níquel</p><p>Coeficiente</p><p>de dilatação</p><p>linear</p><p>( 10-5 ºC-1)×</p><p>1,2 2,4 1,8 2,9 1,3</p><p>Substância Latão Ouro Platina Prata Cobre</p><p>Coeficiente</p><p>de dilatação</p><p>linear</p><p>( 10-5 ºC-1)×</p><p>1,8 1,4 0,9 2,4 1,7</p><p>GREF. Física 2: calor e ondas. São Paulo: Edusp, 1993.</p><p>Para permitir a ocorrência do fato observado na</p><p>tirinha, a partir do menor aquecimento do</p><p>conjunto, o parafuso e a porca devem ser feitos,</p><p>respectivamente, de</p><p>a) aço e níquel.</p><p>b) alumínio e chumbo.</p><p>c) platina e chumbo.</p><p>d) ouro e latão.</p><p>e) cobre e bronze.</p><p>4) (ENEM 2009) Durante uma ação de</p><p>fiscalização em postos de combustíveis, foi</p><p>encontrado um mecanismo inusitado para</p><p>enganar o consumidor. Durante o inverno, o</p><p>responsável por um posto de combustível compra</p><p>álcool por R$ 0,50/litro, a uma temperatura de 5</p><p>°C. Para revender o líquido aos motoristas,</p><p>instalou um mecanismo na bomba de</p><p>combustível para aquecê-lo, para que atinja a</p><p>temperatura de 35 °C, sendo o litro de álcool</p><p>revendido a R$ 1,60. Diariamente o posto compra</p><p>20 mil litros de álcool a 5 ºC e os revende.</p><p>32</p><p>Com relação à situação hipotética descrita no</p><p>texto e dado que o coeficiente de dilatação</p><p>volumétrica do álcool é de 1×10-3 ºC-1,</p><p>desprezando-se o custo da energia gasta no</p><p>aquecimento do combustível, o ganho financeiro</p><p>que o dono do posto teria obtido devido ao</p><p>aquecimento do álcool após uma semana de</p><p>vendas estaria entre</p><p>a) R$ 500,00 e R$ 1.000,00.</p><p>b) R$ 1.050,00 e R$ 1.250,00.</p><p>c) R$ 4.000,00 e R$ 5.000,00.</p><p>d) R$ 6.000,00 e R$ 6.900,00.</p><p>e) R$ 7.000,00 e R$ 7.950,00.</p><p>5) (ENEM PPL 2012) Em dias com baixas</p><p>temperaturas, as pessoas utilizam casacos ou</p><p>blusas de lã com o intuito de minimizar a</p><p>sensação de frio. Fisicamente, esta sensação</p><p>ocorre pelo fato de o corpo humano liberar calor,</p><p>que é a energia transferida de um corpo para</p><p>outro em virtude da diferença de temperatura</p><p>entre eles.</p><p>A utilização de vestimenta de lã diminui a</p><p>sensação de frio, porque</p><p>a) possui a propriedade de gerar calor.</p><p>b) é constituída de material denso, o que</p><p>não permite a entrada do ar frio.</p><p>c) diminui a taxa de transferência de calor</p><p>do corpo humano para o meio externo.</p><p>d) tem como principal característica a</p><p>absorção de calor, facilitando o equilíbrio</p><p>térmico.</p><p>e) está em contato direto com o corpo</p><p>humano, facilitando a transferência de</p><p>calor por condução.</p><p>6) (ENEM 2019) O objetivo de recipientes</p><p>isolantes térmicos é minimizar as trocas de calor</p><p>com o ambiente externo. Essa troca de calor é</p><p>proporcional à condutividade térmica e à área𝑘</p><p>interna das faces do recipiente, bem como à</p><p>diferença de temperatura entre o ambiente</p><p>externo e o interior do recipiente, além de ser</p><p>inversamente proporcional à espessura das</p><p>faces.</p><p>A fim de avaliar a qualidade de dois recipientes</p><p>A (40 cm x 40 cm</p><p>x 40 cm) e B (60 cm x 40 cm x</p><p>40 cm) de faces de mesma espessura, uma</p><p>estudante compara suas condutividades</p><p>térmicas e . Para isso suspende, dentro de𝑘</p><p>𝐴</p><p>𝑘</p><p>𝐵</p><p>cada recipiente, blocos idênticos de gelo a 0 ºC</p><p>de modo que suas superfícies estejam em</p><p>contato apenas com o ar. Após um intervalo de</p><p>tempo, ela abre os recipientes enquanto ambos</p><p>ainda contêm um pouco de gelo e verifica que a</p><p>massa de gelo que se fundiu no recipiente B foi o</p><p>dobro da que se fundiu no recipiente A.</p><p>A razão é mais próxima de</p><p>𝑘</p><p>𝐴</p><p>𝑘</p><p>𝐵</p><p>a) 0,50.</p><p>b) 0,67.</p><p>c) 0,75.</p><p>d) 1,33.</p><p>e) 2,00.</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Duas jarras idênticas foram</p><p>pintadas, uma de branco e a outra de preto, e</p><p>colocadas cheias de água na geladeira. No dia</p><p>seguinte, com a água a 8 ºC foram retiradas da</p><p>geladeira e foi medido o tempo decorrido para</p><p>que a água, em cada uma delas, atingisse a</p><p>temperatura ambiente. Em seguida, a água das</p><p>duas jarras foi aquecida até 90 ºC e novamente</p><p>foi medido o tempo decorrido para que a água</p><p>nas jarras atingisse a temperatura ambiente.</p><p>Qual jarra demorou menos tempo para chegar à</p><p>temperatura ambiente nessas duas situações?</p><p>a) A jarra preta demorou menos tempo nas</p><p>duas situações.</p><p>b) A jarra branca demorou menos tempo nas</p><p>duas situações.</p><p>c) As jarras demoraram o mesmo tempo, já</p><p>que são feitas do mesmo material.</p><p>d) A jarra preta demorou menos tempo na</p><p>primeira situação e a branca, na segunda.</p><p>e) A jarra branca demorou menos tempo na</p><p>primeira situação e a preta, na segunda.</p><p>8) (ENEM PPL 2013)</p><p>33</p><p>Disponível em: casadosnoopy.blogspot.com. Acesso em: 14 jun. 2011.</p><p>Quais são os processos de propagação de calor</p><p>relacionados à fala de cada personagem?</p><p>a) Convecção e condução.</p><p>b) Convecção e irradiação.</p><p>c) Condução e convecção.</p><p>d) Irradiação e convecção.</p><p>e) Irradiação e condução.</p><p>9) (ENEM CANCELADO 2009) A água apresenta</p><p>propriedades físico-químicas que a coloca em</p><p>posição de destaque como substância essencial</p><p>à vida. Dentre essas, destacam-se as</p><p>propriedades térmicas biologicamente muito</p><p>importantes, por exemplo, o elevado valor de</p><p>calor latente de vaporização. Esse calor latente</p><p>refere-se à quantidade de calor que deve ser</p><p>adicionada a um líquido em seu ponto de</p><p>ebulição, por unidade de massa, para convertê-lo</p><p>em vapor na mesma temperatura, que no caso</p><p>da água é igual a 540 calorias por grama.</p><p>A propriedade físico-química mencionada no</p><p>texto confere à água a capacidade de</p><p>a) servir como doador de elétrons no</p><p>processo de fotossíntese.</p><p>b) funcionar como regulador térmico para</p><p>os organismos vivos.</p><p>c) agir como solvente universal nos tecidos</p><p>animais e vegetais.</p><p>d) transportar os íons de ferro e magnésio</p><p>nos tecidos vegetais.</p><p>e) funcionar como mantenedora do</p><p>metabolismo nos organismos vivos.</p><p>10) (ENEM PPL 2016) A utilização de placas de</p><p>aquecimento solar como alternativa ao uso de</p><p>energia elétrica representa um importante</p><p>mecanismo de economia de recursos naturais.</p><p>Um sistema de aquecimento solar com</p><p>capacidade de geração de energia de 1,0 MJ/dia</p><p>por metro quadrado de placa foi instalado para</p><p>aquecer a água de um chuveiro elétrico de</p><p>potência de 2 kW, utilizado durante meia hora</p><p>por dia.</p><p>A área mínima da placa solar deve ser de</p><p>a) 1,0 m²</p><p>b) 1,8 m²</p><p>c) 2,0 m²</p><p>d) 3,6 m²</p><p>e) 6,0 m²</p><p>HISTÓRIA: Pré-História,</p><p>Antiguidade Oriental, Grécia e</p><p>Roma</p><p>1) (ENEM 2020) A arte pré-histórica africana foi</p><p>incontestavelmente um veículo de mensagens</p><p>pedagógicas e sociais. Os San, que constituem</p><p>hoje o povo mais próximo da realidade das</p><p>representações rupestres, afirmam que seus</p><p>antepassados lhes explicaram sua visão do</p><p>mundo a partir desse gigantesco livro de</p><p>imagens que são as galerias. A educação dos</p><p>povos que desconhecem a escrita está baseada</p><p>sobretudo na imagem e no som, no audiovisual.</p><p>Kl-ZERBO, J. A arte pré-histórica africana, In: KI-ZERBO, J. (Org.)</p><p>História geral da África, I: metodologia e pré-história da África. Brasília:</p><p>Unesco, 2010.</p><p>De acordo com o texto, a arte mencionada é</p><p>importante para os povos que a cultivam por</p><p>colaborar para o(a)</p><p>a) transmissão dos saberes acumulados.</p><p>b) expansão da propriedade individual.</p><p>c) ruptura da disciplina hierárquica.</p><p>d) surgimento dos laços familiares.</p><p>e) rejeição de práticas exógenas.</p><p>2) (ENEM 2015) O que implica o sistema da pólis</p><p>é uma extraordinária preeminência da palavra</p><p>sobre todos os outros instrumentos do poder. A</p><p>palavra constitui o debate contraditório, a</p><p>discussão, a argumentação e a polêmica.</p><p>Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como</p><p>do jogo político.</p><p>VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:</p><p>Bertrand, 1992 (adaptado).</p><p>Na configuração política da democracia grega,</p><p>em especial a ateniense, a ágora tinha por</p><p>função</p><p>a) agregar os cidadãos em torno de reis que</p><p>governavam em prol da cidade.</p><p>b) permitir aos homens livres o acesso às</p><p>decisões do Estado expostas por seus</p><p>magistrados.</p><p>34</p><p>c) constituir o lugar onde o corpo de</p><p>cidadãos se reunia para deliberar sobre</p><p>as questões da comunidade.</p><p>d) reunir os exércitos para decidir em</p><p>assembleias fechadas os rumos a serem</p><p>tomados em caso de guerra.</p><p>e) congregar a comunidade para eleger</p><p>representantes com direito a</p><p>pronunciar-se em assembleias.</p><p>3) (ENEM PPL 2020) Na Mesopotâmia, os frutos</p><p>da civilização foram partilhados entre diversas</p><p>cidades-estados e, no interior delas, entre vários</p><p>grupos sociais, se bem que desigualmente. No</p><p>Egito dos faraós, os frutos em questão</p><p>concentraram-se quase somente na Corte real e,</p><p>secundariamente, nos centros regionais de poder.</p><p>Se na Mesopotâmia o comércio cedo começou a</p><p>servir também à acumulação de riquezas</p><p>privadas, no Egito as trocas importantes</p><p>permaneceram por mais tempo sob controle do</p><p>Estado.</p><p>CARDOSO, C. F. Sociedades do antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática,</p><p>1986 (adaptado).</p><p>Um fator sociopolítico que caracterizava a</p><p>organização estatal egípcia no contexto</p><p>mencionado está indicado no(a)</p><p>a) atrofiamento da casta militar.</p><p>b) instituição de assembleias locais.</p><p>c) eleição dos conselhos provinciais.</p><p>d) fortalecimento do aparato burocrático.</p><p>e) esgotamento do fundamento teocrático.</p><p>4) (ENEM LIBRAS 2017) O sistema de irrigação</p><p>egípcio era muito diferente do complexo sistema</p><p>mesopotâmico, porque as condições naturais</p><p>eram muito diversas nos dois casos. A cheia do</p><p>Nilo também fertiliza as terras com aluviões, mas</p><p>é muito mais regular e favorável em seu processo</p><p>e em suas datas do que a do Tigre e Eufrates,</p><p>além de ser menos destruidora.</p><p>CARDOSO, C. F. Sociedades do antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática,</p><p>1986</p><p>A comparação entre as disposições do recurso</p><p>natural em questão revela sua importância para</p><p>a</p><p>a) desagregação das redes comerciais.</p><p>b) supressão da mão de obra escrava.</p><p>c) expansão da atividade agrícola.</p><p>d) multiplicação de religiões monoteístas.</p><p>e) fragmentação do poder político.</p><p>5) (ENEM 2017)</p><p>TEXTO I</p><p>Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à</p><p>mente quando terra e dívida são mencionadas</p><p>juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado</p><p>“legislador” em Atenas, com poderes sem</p><p>precedentes, porque a exigência de</p><p>redistribuição de terras e o cancelamento das</p><p>dívidas não podiam continuar bloqueados pela</p><p>oligarquia dos proprietários de terra por meio da</p><p>força ou de pequenas concessões.</p><p>FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF</p><p>Martins Fontes, 2013 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos</p><p>fundamentais do direito romano, uma das</p><p>principais heranças romanas que chegaram até</p><p>nós. A publicação dessas leis, por volta de 450</p><p>a.C., foi importante, pois o conhecimento das</p><p>“regras do jogo” da vida em sociedade é um</p><p>instrumento favorável ao homem comum e</p><p>potencialmente limitador da hegemonia e</p><p>arbítrio dos poderosos.</p><p>FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).</p><p>O ponto de convergência entre as realidades</p><p>sociopolíticas indicadas nos textos consiste na</p><p>ideia de que a</p><p>a) discussão de preceitos formais</p><p>estabeleceu a democracia.</p><p>b) invenção de códigos jurídicos</p><p>desarticulou as aristocracias.</p><p>c) formulação de regulamentos oficiais</p><p>instituiu as sociedades.</p><p>d) definição de princípios</p><p>morais encerrou</p><p>os conflitos de interesses.</p><p>e) criação de normas coletivas diminuiu as</p><p>desigualdades de tratamento.</p><p>6) (ENEM PPL 2016) Os escravos tornam-se</p><p>propriedade nossa seja em virtude da lei civil,</p><p>seja da lei comum dos povos; em virtude da lei</p><p>civil, se qualquer pessoa de mais de vinte anos</p><p>permitir a venda de si própria com a finalidade</p><p>de lucrar conservando uma parte do preço da</p><p>compra; e em virtude da lei comum dos povos,</p><p>são nossos escravos aqueles que foram</p><p>capturados na guerra e aqueles que são filhos de</p><p>nossas escravas.</p><p>CARDOSO, C F. Trabalho compulsório na Antiguidade. São Paulo: Graal,</p><p>2003.</p><p>35</p><p>A obra Institutas, do jurista Aelius Marcianus</p><p>(século III d.C.), instrui sobre a escravidão na</p><p>Roma antiga. No direito e na sociedade romana</p><p>desse período, os escravos compunham uma</p><p>a) mão de obra especializada protegida pela</p><p>lei.</p><p>b) força de trabalho sem a presença de</p><p>ex-cidadãos.</p><p>c) categoria de trabalhadores oriundos dos</p><p>mesmos povos.</p><p>d) condição legal independente da origem</p><p>étnica do indivíduo.</p><p>e) comunidade criada a partir do</p><p>estabelecimento das leis escritas.</p><p>7) (ENEM 2008) Ao visitar o Egito do seu tempo,</p><p>o historiador grego Heródoto (484 – 420/30 a.C.)</p><p>interessou-se por fenômenos que lhe pareceram</p><p>incomuns, como as cheias regulares do rio Nilo. A</p><p>propósito do assunto, escreveu o seguinte:</p><p>“Eu queria saber por que o Nilo sobe no começo</p><p>do verão e subindo continua durante cem dias;</p><p>por que ele se retrai e a sua corrente baixa,</p><p>assim que termina esse número de dias, sendo</p><p>que permanece baixo o inverno inteiro, até um</p><p>novo verão.</p><p>Alguns gregos apresentam explicações para os</p><p>fenômenos do rio Nilo. Eles afirmam que os</p><p>ventos do noroeste provocam a subida do rio, ao</p><p>impedir que suas águas corram para o mar. Não</p><p>obstante, com certa freqüência, esses ventos</p><p>deixam de soprar, sem que o rio pare de subir da</p><p>forma habitual. Além disso, se os ventos do</p><p>noroeste produzissem esse efeito, os outros rios</p><p>que correm na direção contrária aos ventos</p><p>deveriam apresentar os mesmos efeitos que o</p><p>Nilo, mesmo porque eles todos são pequenos, de</p><p>menor corrente.”</p><p>Heródoto. História (trad.). livro II, 19-23. Chicago: Encyclopaedia</p><p>Britannica Inc. 2.ª ed. 1990, p. 52-3 (com adaptações).</p><p>Nessa passagem, Heródoto critica a explicação</p><p>de alguns gregos para os fenômenos do rio Nilo.</p><p>De acordo com o texto, julgue as afirmativas</p><p>abaixo.</p><p>I - Para alguns gregos, as cheias do Nilo</p><p>devem-se ao fato de que suas águas são</p><p>impedidas de correr para o mar pela força dos</p><p>ventos do noroeste.</p><p>II - O argumento embasado na influência dos</p><p>ventos do noroeste nas cheias do Nilo</p><p>sustenta-se no fato de que, quando os ventos</p><p>param, o rio Nilo não sobe.</p><p>III - A explicação de alguns gregos para as</p><p>cheias do Nilo baseava-se no fato de que</p><p>fenômeno igual ocorria com rios de menor porte</p><p>que seguiam na mesma direção dos ventos.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) I e II.</p><p>d) I e III.</p><p>e) II e III.</p><p>8) (ENEM 2020) Sexto rei sumério (governante</p><p>entre os séculos XVIII e XVII a.C.) e nascido em</p><p>Babel, “Khammu-rabi” (pronúncia em babilônio)</p><p>foi fundador do Império Babilônico</p><p>(correspondente ao atual Iraque), unificando</p><p>amplamente o mundo mesopotâmico, unindo os</p><p>semitas e os sumérios e levando a Babilônia ao</p><p>máximo esplendor. O nome de Hamurabi</p><p>permanece indissociavelmente ligado ao código</p><p>jurídico tido como o mais remoto já descoberto:</p><p>O Código de Hamurabi. O legislador babilônico</p><p>consolidou a tradição jurídica, harmonizou os</p><p>costumes e estendeu o direito e a lei a todos os</p><p>súditos.</p><p>Disponível em: www.direitoshumanos.usp.br Acesso em: 12 fev 2013</p><p>(adaptado)</p><p>Nesse contexto de organização da vida social, as</p><p>leis contidas no Código citado tinham o sentido</p><p>de</p><p>a) assegurar garantias individuais aos</p><p>cidadãos livres.</p><p>b) tipificar regras referentes aos atos dignos</p><p>de punição.</p><p>c) conceder benefícios de indulto aos</p><p>prisioneiros de guerra.</p><p>d) promover distribuição de terras aos</p><p>desempregados urbanos.</p><p>e) conferir prerrogativas políticas aos</p><p>descendentes de estrangeiros.</p><p>9) (ENEM 2019) A soberania dos cidadãos</p><p>dotados de plenos direitos era imprescindível</p><p>para a existência da cidade-estado. Segundo os</p><p>regimes políticos, a proporção desses cidadãos</p><p>em relação à população total dos homens livres</p><p>podia variar muito, sendo bastante pequena nas</p><p>aristocracias e oligarquias e maior nas</p><p>democracias.</p><p>CARDOSO, C. F. Acidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.</p><p>36</p><p>Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a</p><p>proporção de cidadãos descrita no texto é</p><p>explicada pela adoção do seguinte critério para</p><p>a participação política:</p><p>a) Controle da terra.</p><p>b) Liberdade de culto.</p><p>c) Igualdade de gênero.</p><p>d) Exclusão dos militares.</p><p>e) Exigência da alfabetização.</p><p>10) (ENEM 2014) Compreende-se assim o</p><p>alcance de uma reivindicação que surge desde o</p><p>nascimento da cidade na Grécia antiga: a</p><p>redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais</p><p>que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis</p><p>tornam-se bem comum, regra geral, suscetível de</p><p>ser aplicada a todos da mesma maneira.</p><p>VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro:</p><p>Bertrand Brasil, 1992 (adaptado).</p><p>Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia</p><p>antiga, ainda vigente no mundo contemporâneo,</p><p>buscava garantir o seguinte princípio:</p><p>a) Isonomia — igualdade de tratamento aos</p><p>cidadãos.</p><p>b) Transparência — acesso às informações</p><p>governamentais.</p><p>c) Tripartição — separação entre os poderes</p><p>políticos estatais.</p><p>d) Equiparação — igualdade de gênero na</p><p>participação política.</p><p>e) Elegibilidade — permissão para</p><p>candidatura aos cargos públicos.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>37</p><p>38</p><p>MATEMÁTICA: Geometria</p><p>Plana</p><p>1) (ENEM 2010) Em canteiros de obras de</p><p>construção civil é comum perceber trabalhadores</p><p>realizando medidas de comprimento e de</p><p>ângulos e fazendo demarcações por onde a obra</p><p>deve começar ou se erguer. Em um desses</p><p>canteiros foram feitas algumas marcas no chão</p><p>plano. Foi possível perceber que, das seis estacas</p><p>colocadas, três eram vértices de um triângulo</p><p>retângulo e as outras três eram os pontos médios</p><p>dos lados desse triângulo, foram indicadas por</p><p>letras.</p><p>A região demarcada pelas estacas A, B, M e N</p><p>deveria ser calçada com concreto.</p><p>Nessas condições, a área a ser calçada</p><p>corresponde</p><p>a) à mesma área do triângulo AMC.</p><p>b) à mesma área do triângulo BNC.</p><p>c) à metade da área formada pelo triângulo</p><p>ABC.</p><p>d) ao dobro da área do triângulo MNC.</p><p>e) ao triplo da área do triângulo MNC.</p><p>2) (ENEM 2010) Um balão atmosférico, lançado</p><p>em Bauru (343 quilômetros a Noroeste de São</p><p>Paulo), na noite do último domingo, caiu nesta</p><p>segunda-feira em Cuiabá Paulista, na região de</p><p>Presidente Prudente, assustando agricultores da</p><p>região. O artefato faz parte do programa Projeto</p><p>Hibiscus, desenvolvido por Brasil, França,</p><p>Argentina, Inglaterra e Itália, para a medição do</p><p>comportamento da camada de ozônio, e sua</p><p>descida se deu após o cumprimento do tempo</p><p>previsto de medição.</p><p>Disponível em: http://www.correiodobrasil.com.br. Acesso em: 02 maio</p><p>2010.</p><p>Na data do acontecido, duas pessoas avistaram</p><p>o balão. Uma estava a 1,8 km da posição vertical</p><p>do balão e o avistou sob um ângulo de 60º; a</p><p>outra estava a 5,5 km da posição vertical do</p><p>balão, alinhada com a primeira, e no mesmo</p><p>sentido, conforme se vê na figura, e o avistou sob</p><p>um ângulo de 30º.</p><p>Qual a altura aproximada em que se encontrava</p><p>o balão?</p><p>a) 1,8 km</p><p>b) 1,9 km</p><p>c) 3,1 km</p><p>d) 3,7 km</p><p>e) 5,5 km</p><p>3) (ENEM PPL 2015) Em uma confeitaria, um</p><p>cliente comprou um cupcake (pequeno bolo no</p><p>formato de um tronco de cone regular mais uma</p><p>cobertura, geralmente composta por um creme),</p><p>semelhante ao apresentado na figura:</p><p>Como o bolinho não seria consumido no</p><p>estabelecimento, o vendedor verificou que as</p><p>caixas disponíveis para embalar o doce eram</p><p>todas em formato de blocos retangulares, cujas</p><p>medidas estão apresentadas no quadro:</p><p>A embalagem mais apropriada para armazenar o</p><p>doce, de forma a não deformá-lo e com menor</p><p>desperdício de espaço na caixa, é</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>39</p><p>4) (ENEM PPL 2019) O dono de um salão de</p><p>festas precisa decorar cinco pilastras</p><p>verticais</p><p>cilíndricas idênticas, cujo raio da base mede 10</p><p>cm. O objetivo é revestir integralmente essas</p><p>pilastras com faixas de menor comprimento</p><p>possível, de modo que cada uma tenha seis</p><p>faixas de cor preta e cinco faixas de cor branca,</p><p>conforme ilustrado na figura.</p><p>Ele orçou as faixas em cinco lojas que as</p><p>comercializam na largura e nas cores desejadas,</p><p>porém, em todas elas, só são vendidas peças</p><p>inteiras. Os comprimentos e os respectivos preços</p><p>das peças comercializadas por loja estão</p><p>apresentados no quadro.</p><p>O dono do salão de festas decidiu efetuar a</p><p>compra em uma única loja, optando por aquela</p><p>em que a compra ficaria mais barata.</p><p>Utilize 3 como valor aproximado para π.</p><p>A loja na qual o dono do salão de festas deve</p><p>comprar as peças necessárias para confeccionar</p><p>as faixas é</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>5) (ENEM PPL 2016) Um gesseiro que trabalhava</p><p>na reforma de uma casa lidava com placas de</p><p>gesso com formato de pentágono regular</p><p>quando percebeu que uma peça estava</p><p>quebrada, faltando uma parte triangular,</p><p>conforme mostra a figura.</p><p>Para recompor a peça, ele precisou refazer a</p><p>parte triangular que faltava e, para isso, anotou</p><p>as medidas dos ângulos , e𝑥 = 𝐸𝐴𝐷 𝑦 = 𝐸𝐷𝐴</p><p>do triângulo .𝑧 = 𝐴𝐸𝐷 𝐴𝐷𝐸</p><p>As medidas , e , em graus, desses ângulos𝑥 𝑦 𝑧</p><p>são, respectivamente,</p><p>a) 18, 18 e 108.</p><p>b) 24, 48 e 108.</p><p>c) 36, 36 e 108</p><p>d) 54, 54 e 72.</p><p>e) 60, 60 e 60.</p><p>6) (ENEM PPL 2016) Um artista utilizou uma</p><p>caixa cúbica transparente para a confecção de</p><p>sua obra, que consistiu em construir um polígono</p><p>IMNKPQ, no formato de um hexágono regular,</p><p>disposto no interior da caixa. Os vértices desse</p><p>polígono estão situados em pontos médios de</p><p>arestas da caixa. Um esboço da sua obra pode</p><p>ser visto na figura.</p><p>Considerando as diagonais do hexágono,</p><p>distintas de IK, quantas têm o mesmo</p><p>comprimento de IK?</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 4</p><p>d) 8</p><p>e) 9</p><p>40</p><p>7) (ENEM PPL 2017) A figura traz o esboço da</p><p>planta baixa de uma residência. Algumas</p><p>medidas internas dos cômodos estão indicadas.</p><p>A espessura de cada parede externa da casa é</p><p>0,20 m e das paredes internas, 0,10 m.</p><p>Sabe-se que, na localidade onde se encontra</p><p>esse imóvel, o Imposto Predial Territorial Urbano</p><p>(IPTU) é calculado conforme a área construída</p><p>da residência. Nesse cálculo, são cobrados R$</p><p>4,00 por cada metro quadrado de área</p><p>construída.</p><p>O valor do IPTU desse imóvel, em real, é</p><p>a) 250,00.</p><p>b) 250,80.</p><p>c) 258,64.</p><p>d) 276,48.</p><p>e) 286,00.</p><p>8) (ENEM PPL 2018) Um brinquedo chamado</p><p>pula-pula, quando visto de cima, consiste de uma</p><p>cama elástica com contorno em formato de um</p><p>hexágono regular.</p><p>Se a área do círculo inscrito no hexágono é 3π</p><p>metros quadrados, então a área do hexágono,</p><p>em metro quadrado, é</p><p>a) 9</p><p>b) 6 3</p><p>c) 9 2</p><p>d) 12</p><p>e) 12 3</p><p>9) (ENEM PPL 2018) A inclinação de um telhado</p><p>depende do tipo e da marca das telhas</p><p>escolhidas. A figura é o esboço do telhado da</p><p>casa de um específico proprietário. As telhas</p><p>serão apoiadas sobre a superfície quadrada</p><p>plana ABCD, sendo BOC um triângulo retângulo</p><p>em O. Sabe-se que h é a altura do telhado em</p><p>relação ao forro da casa (a figura plana ABOE), b</p><p>= 10 é o comprimento do segmento OB, e d é a</p><p>largura do telhado (segmento AB), todas as</p><p>medidas dadas em metro.</p><p>Disponível em: www.toptelha.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.</p><p>Sabe-se que, em função do tipo de telha</p><p>escolhida pelo proprietário, a porcentagem i de</p><p>inclinação ideal do telhado, descrita por meio da</p><p>relação , é de 40%, e que a𝑖 = ℎ 𝑥 100</p><p>𝑏</p><p>expressão que determina o número de telhas𝑁</p><p>necessárias na cobertura é dada por</p><p>. Além disso, essas telhas são𝑁 = 𝑑2 × 10, 5</p><p>vendidas somente em milheiros.</p><p>O proprietário avalia ser fundamental respeitar a</p><p>inclinação ideal informada pelo fabricante, por</p><p>isso argumenta ser necessário adquirir a</p><p>quantidade mínima de telhas correspondente a</p><p>a) um milheiro.</p><p>b) dois milheiros.</p><p>c) três milheiros.</p><p>d) seis milheiros.</p><p>e) oito milheiros.</p><p>41</p><p>10) (ENEM PPL 2016) Tradicionalmente uma</p><p>pizza média de formato circular tem diâmetro de</p><p>30 cm e é dividida em 8 fatias iguais (mesma</p><p>área). Uma família, ao se reunir para o jantar,</p><p>fará uma pizza de formato circular e pretende</p><p>dividi-la em 10 fatias também iguais. Entretanto,</p><p>eles desejam que cada fatia dessa pizza tenha o</p><p>mesmo tamanho (mesma área) de cada fatia da</p><p>pizza média quando dividida em 8 fatias iguais.</p><p>Qual o valor mais próximo do raio com que deve</p><p>ser feita a pizza, em centímetro, para que eles</p><p>consigam dividi-la da forma pretendida?</p><p>Use 2,2 como aproximação para .5</p><p>a) 15,00</p><p>b) 16,50</p><p>c) 18,75</p><p>d) 33,00</p><p>e) 37,50</p><p>GEOGRAFIA: Cartografia e</p><p>Hidrografia</p><p>1) (ENEM PPL 2021) O Google Earth permite</p><p>obter imagens aéreas do terraço da sua casa,</p><p>acompanhar com detalhes a trajetória de um</p><p>furacão, a temível falha geológica de San</p><p>Andreas, na Califórnia, ou até mesmo passear</p><p>pelo Grand Canyon. A nova tecnologia levou a</p><p>Organização Australiana para a Ciência Nuclear</p><p>e a Tecnologia a pedir ao Google que censurasse</p><p>as imagens, tal como já fez com fotos aéreas da</p><p>Casa Branca, na capital americana. O diretor de</p><p>operações do organismo australiano se mostrou</p><p>preocupado, não tanto pelas informações</p><p>disponíveis atualmente, mas sim pelo futuro de</p><p>uma tecnologia que pode ir longe demais: “Para</p><p>nós, parece ser importante saber até onde esta</p><p>tecnologia pode levar”.</p><p>Disponível em: www5 estadao.com.br. Acesso em: 28 jul. 2012.</p><p>O avanço das técnicas cartográficas trouxe como</p><p>consequência um maior detalhamento das</p><p>informações sobre o mundo. A restrição de</p><p>alguns países ao amplo acesso a essas</p><p>informações ocorre porque eles</p><p>a) tentam proteger as bases de dados</p><p>patenteadas por algumas empresas</p><p>nacionais, resguardando seus direitos</p><p>econômicos.</p><p>b) receiam divulgar suas riquezas nacionais,</p><p>tornando-se alvos fáceis para a agenda</p><p>de expansão e exploração das</p><p>multinacionais.</p><p>c) pretendem ocultar dados econômicos</p><p>cartografados de natureza sigilosa, muito</p><p>úteis nas negociações de acordos</p><p>aduaneiros.</p><p>d) temem ficar expostos a ataques de</p><p>potenciais inimigos, pela exibição de sua</p><p>geografia e de seus pontos militares e</p><p>civis.</p><p>e) almejam manter segredo sobre o</p><p>potencial atômico que cada nação</p><p>desenvolve em suas usinas nucleares,</p><p>evitando sanções da ONU.</p><p>2) (ENEM DIGITAL 2020) Os canais meândricos</p><p>são encontrados, com frequência, nas áreas</p><p>úmidas cobertas por vegetação ciliar, descrevem</p><p>curvas sinuosas harmoniosas e semelhantes</p><p>entre si. Várias são as condições essenciais para</p><p>o desenvolvimento dos meandros: camadas de</p><p>detritos de granulação móvel, coerentes, firmes e</p><p>não soltas; gradientes moderadamente baixos;</p><p>fluxos contínuos e regulares; cargas em</p><p>suspensão e de fundo em quantidades mais ou</p><p>menos equivalentes.</p><p>GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia: uma atualização</p><p>de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.</p><p>A drenagem fluvial apresentada desenvolve-se</p><p>em qual ambiente topográfico?</p><p>a) Vales encaixados.</p><p>b) Escarpas íngremes.</p><p>c) Depressões absolutas.</p><p>d) Planícies sedimentares.</p><p>e) Cordilheiras montanhosas.</p><p>3) (ENEM PPL 2015)</p><p>42</p><p>As figuras representam a distância real (D) entre</p><p>duas residências e a distância proporcional (d)</p><p>em uma representação cartográfica, as quais</p><p>permitem estabelecer relações espaciais entre o</p><p>mapa e o terreno. Para a ilustração apresentada,</p><p>a escala numérica correta é:</p><p>a) 1/50.</p><p>b) 1/5 000.</p><p>c) 1/50 000.</p><p>d) 1/80 000.</p><p>e) 1/80 000 000.</p><p>4) (ENEM 2017)</p><p>MACHADO, P. J. O.; TORRES, F. T. P. Introdução à hidrogeografia. São</p><p>Paulo: Cengage Learning, 2012 (adaptado).</p><p>A leitura dos dados revela que as áreas com</p><p>maior cobertura vegetal têm o potencial de</p><p>intensificar o processo de</p><p>a) erosão laminar.</p><p>b) intemperismo físico.</p><p>c) enchente nas cidades.</p><p>d) compactação do solo.</p><p>e) recarga dos aquíferos.</p><p>5) (ENEM PPL 2022) Manuel Castells: “A rede é</p><p>uma realidade generalizada para a vida</p><p>cotidiana, as empresas, o trabalho, a cultura, a</p><p>política e os meios de comunicação. Entramos</p><p>plenamente numa sociedade digital (não o</p><p>futuro, mas o presente) e teremos que</p><p>reexaminar tudo o que sabíamos sobre a</p><p>sociedade industrial, porque estamos em outro</p><p>contexto”.</p><p>FONTES, M. Manuel</p><p>Castells: a comunicação em rede está revitalizando</p><p>a democracia.</p><p>Disponível em: www.fronteiras.com. Acesso em: 6 nov. 2021 (adaptado)</p><p>Que forma de representação do território</p><p>brasileiro expressa espacialmente a concepção</p><p>de organização social apresentada no texto?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>43</p><p>e)</p><p>6) (ENEM PPL 2021) A imagem ou modelo, ou</p><p>seja, toda construção da realidade, é um</p><p>instrumento de poder e isso desde as origens do</p><p>homem. Uma imagem, um guia de ação, que</p><p>tomou as mais diversas formas. Até fizemos da</p><p>imagem um objeto em si e adquirimos, com o</p><p>tempo, o hábito de agir mais sobre as imagens,</p><p>simulacros dos objetos, do que sobre os próprios</p><p>objetos. Poderíamos imaginar o estudo dos</p><p>sistemas de representação em ligação com as</p><p>classes que detinham o poder ao longo da</p><p>história.</p><p>RAFFESTIN, C. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993</p><p>(adaptado).</p><p>A cartografia moderna, na perspectiva descrita</p><p>no texto, passou a representar a Terra dando</p><p>ênfase aos(às)</p><p>a) escalas de tamanho grande.</p><p>b) áreas de domínio hegemônico.</p><p>c) aspectos da teoria geocêntrica.</p><p>d) projeções cilíndricas equivalentes.</p><p>e) diferenciações de legendas coloridas.</p><p>7) (ENEM PPL 2017) Projeção cartográfica é uma</p><p>transformação que faz corresponder, a cada</p><p>ponto da superfície terrestre, um ponto no plano.</p><p>GASPAR, J. A. Cartas e projeções cartográficas. Lisboa: Lidel, 2005.</p><p>As relações do plano de projeção à superfície</p><p>projetada mostradas nas figuras são</p><p>identificadas, respectivamente, em:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>44</p><p>8) (ENEM 2022)</p><p>PAZ, A. D. Disponível em: www.ct.ufpb.br. Acesso em: 15 out. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>A intensificação da ocupação urbana</p><p>demonstrada afeta de forma imediata o(a)</p><p>a) nível altimétrico.</p><p>b) ciclo hidrológico.</p><p>c) padrão climático.</p><p>d) tectônica de placas.</p><p>e) estrutura das rochas.</p><p>9) (ENEM PPL 2016)</p><p>A projeção cartográfica do mapa configura-se</p><p>como hegemônica desde a sua elaboração, no</p><p>século XVI. A sua principal contribuição</p><p>inovadora foi a</p><p>a) redução comparativa das terras</p><p>setentrionais.</p><p>b) manutenção da proporção real das áreas</p><p>representadas.</p><p>c) consolidação das técnicas utilizadas nas</p><p>cartas medievais.</p><p>d) valorização dos continentes</p><p>recém-descobertos pelas Grandes</p><p>Navegações.</p><p>e) adoção de um plano em que os paralelos</p><p>fazem ângulos constantes com os</p><p>meridianos.</p><p>10) (ENEM PPL 2011)</p><p>Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 3 de jun. 2011.</p><p>Os mapas árabes ainda desenhavam o sul em</p><p>cima e o norte embaixo, mas no século XIII a</p><p>Europa já havia restabelecido a ordem natural do</p><p>universo. O norte estava em cima e o sul</p><p>embaixo. O mundo era um corpo, ao norte estava</p><p>o rosto, limpo, que olhava o céu. Ao sul estavam</p><p>as partes baixas, sujas, onde iam parar as</p><p>imundícies e os seres escuros que eram a</p><p>imagem invertida dos luminosos habitantes do</p><p>norte.</p><p>GALEANO, E. Espelhos: Sul. Porto Alegre: L &PM, 2008 (adaptado).</p><p>45</p><p>A confecção de um mapa pode significar uma</p><p>leitura ideológica do espaço. Assim, a Projeção</p><p>de Mercator, muito utilizada para a visualização</p><p>dos continentes, caracteriza-se por</p><p>a) apresentar um hemisfério terrestre</p><p>envolvido por um cone. As deformações</p><p>aumentam na direção da base do cone.</p><p>b) partir de um plano tangente sobre a</p><p>esfera terrestre. Seus paralelos e</p><p>meridianos são projetados a partir do</p><p>centro do plano.</p><p>c) conservar as formas, mas distorcer as</p><p>superfícies das massas continentais. Seus</p><p>paralelos e meridianos formam ângulos</p><p>retos.</p><p>d) alterar a forma dos continentes,</p><p>preservando a área. Seus paralelos e</p><p>meridianos formam ângulos retos.</p><p>e) representar as formas e as superfícies dos</p><p>continentes proporcionais à realidade. As</p><p>linhas de meridianos acompanham a</p><p>curvatura da terra.</p><p>QUÍMICA: Ligações Químicas e</p><p>Interações Intermoleculares</p><p>1) (ENEM 2015) Pesticidas são substâncias</p><p>utilizadas para promover o controle de pragas.</p><p>No entanto, após sua aplicação em ambientes</p><p>abertos, alguns pesticidas organoclorados são</p><p>arrastados pela água até lagos e rios e, ao</p><p>passar pelas guelras dos peixes, podem</p><p>difundir-se para seus tecidos lipídicos e lá se</p><p>acumularem.</p><p>A característica desses compostos, responsável</p><p>pelo processo descrito no texto, é o(a)</p><p>a) baixa polaridade.</p><p>b) baixa massa molecular.</p><p>c) ocorrência de halogênios.</p><p>d) tamanho pequeno das moléculas.</p><p>e) presença de hidroxilas nas cadeias.</p><p>2) (ENEM 2002) Quando definem moléculas, os</p><p>livros geralmente apresentam conceitos como: “a</p><p>menor parte da substância capaz de guardar</p><p>suas propriedades”. A partir de definições desse</p><p>tipo, a ideia transmitida ao estudante é a de que</p><p>o constituinte isolado (moléculas) contém os</p><p>atributos do todo. É como dizer que uma</p><p>molécula de água possui densidade, pressão de</p><p>vapor, tensão superficial, ponto de fusão, ponto</p><p>de ebulição, etc. Tais propriedades pertencem ao</p><p>conjunto, isto é, manifestam-se nas relações que</p><p>as moléculas mantêm entre si.</p><p>(Adaptado de OLIVEIRA, R. J. O Mito da Substância. Química Nova na</p><p>Escola, no 1, 1995.)</p><p>O texto evidencia a chamada visão</p><p>substancialista que ainda se encontra presente</p><p>no ensino da Química. A seguir estão</p><p>relacionadas algumas afirmativas pertinentes ao</p><p>assunto.</p><p>I. O ouro é dourado, pois seus átomos são</p><p>dourados.</p><p>II. Uma substância “macia” não pode ser feita de</p><p>moléculas “rígidas”.</p><p>III. Uma substância pura possui pontos de</p><p>ebulição e fusão constantes, em virtude das</p><p>interações entre suas moléculas.</p><p>IV. A expansão dos objetos com a temperatura</p><p>ocorre porque os átomos se expandem.</p><p>Dessas afirmativas, estão apoiadas na visão</p><p>substancialista criticada pelo autor apenas:</p><p>a) I e II.</p><p>b) III e IV.</p><p>c) I, II e III.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>3) (ENEM 2019) Um experimento simples, que</p><p>pode ser realizado com materiais encontrados</p><p>em casa, é realizado da seguinte forma:</p><p>adiciona-se um volume de etanol em um copo de</p><p>vidro e, em seguida, uma folha de papel. Com o</p><p>passar do tempo, observa-se um comportamento</p><p>peculiar: o etanol se desloca sobre a superfície</p><p>do papel, superando a gravidade que o atrai no</p><p>sentido oposto, como mostra a imagem. Para</p><p>parte dos estudantes, isso ocorre por causa da</p><p>absorção do líquido pelo papel.</p><p>46</p><p>Do ponto de vista científico, o que explica o</p><p>movimento do líquido é a</p><p>a) evaporação do líquido.</p><p>b) diferença de densidades.</p><p>c) reação química com o papel.</p><p>d) capilaridade nos poros do papel.</p><p>e) resistência ao escoamento do líquido.</p><p>4) (ENEM 2017) Partículas microscópicas</p><p>existentes na atmosfera funcionam como núcleos</p><p>de condensação de vapor de água que, sob</p><p>condições adequadas de temperatura e pressão,</p><p>propiciam a formação das nuvens e</p><p>consequentemente das chuvas. No ar</p><p>atmosférico, tais partículas são formadas pela</p><p>reação de ácidos (HX) com a base NH3 de forma</p><p>natural ou antropogênica, dando origem a sais</p><p>de amônio (NH4X), de acordo com a equação</p><p>química genérica:</p><p>HX (g) + NH3 (g) –> NH4X (s)</p><p>FELIX. E. P.; CARDOSO, A. A. Fatores ambientais que afetam a</p><p>precipitação úmida. Química Nova na Escola, n. 21, maio 2005</p><p>(adaptado).</p><p>A fixação de moléculas de vapor de água pelos</p><p>núcleos de condensação ocorre por</p><p>a) ligações iônicas.</p><p>b) interações dipolo-dipolo.</p><p>c) interações dipolo-dipolo induzido.</p><p>d) interações íon-dipolo.</p><p>e) ligações covalentes.</p><p>5) (ENEM 2016) Em sua formulação, o spray de</p><p>pimenta contém porcentagens variadas de</p><p>oleorresina de Capsicum, cujo princípio ativo é a</p><p>capsaicina, e um solvente (um álcool como etanol</p><p>ou isopropanol). Em contato com os olhos, pele</p><p>ou vias respiratórias, a capsaicina causa um</p><p>efeito inflamatório que gera uma sensação de</p><p>dor e ardor, levando à cegueira temporária. O</p><p>processo é desencadeado pela liberação de</p><p>neuropeptídios das terminações nervosas. Como</p><p>funciona o gás de pimenta.</p><p>Disponível em: http://pessoas.hsw.uol.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Quando uma pessoa é atingida com o spray de</p><p>pimenta nos olhos ou na pele, a lavagem da</p><p>região atingida com água é ineficaz porque a</p><p>a) reação entre etanol e água libera calor,</p><p>intensificando o ardor.</p><p>b) solubilidade do princípio ativo em água é</p><p>muito baixa, dificultando a sua remoção.</p><p>c) permeabilidade da água na pele é muito</p><p>alta, não</p><p>permitindo a remoção do</p><p>princípio ativo.</p><p>d) solubilização do óleo em água causa um</p><p>maior espalhamento além das áreas</p><p>atingidas.</p><p>e) ardência faz evaporar rapidamente a</p><p>água, não permitindo que haja contato</p><p>entre o óleo e o solvente.</p><p>6) (ENEM PPL 2016) Adicionar quantidades de</p><p>álcool à gasolina, diferentes daquelas</p><p>determinadas pela legislação, é uma das formas</p><p>de adulterá-la. Um teste simples para aferir a</p><p>quantidade de álcool presente na mistura</p><p>consiste em adicionar uma solução salina aquosa</p><p>à amostra de gasolina sob análise.</p><p>Essa metodologia de análise pode ser usada</p><p>porque o(a)</p><p>a) água da solução salina interage com a</p><p>gasolina da mistura, formando duas</p><p>fases, uma delas de álcool ouro.</p><p>b) álcool contido na gasolina interage com a</p><p>solução salina, formando duas fases, uma</p><p>delas de gasolina pura.</p><p>c) gasolina da mistura sob análise interage</p><p>com a solução salina, formando duas</p><p>fases, uma delas de álcool puro.</p><p>d) água da solução salina interage com o</p><p>álcool da mistura, formando duas fases,</p><p>uma delas de gasolina com o sal.</p><p>e) álcool contido na gasolina interage com o</p><p>sal da solução salina, formando duas</p><p>fases, uma delas de gasolina mais água.</p><p>7) (ENEM PPL 2012) A fosfatidilserina é um</p><p>fosfolipídio aniônico cuja interação com cálcio</p><p>livre regula processos de transdução celular e</p><p>vem sendo estudada no desenvolvimento de</p><p>biossensores nanométricos. A figura representa a</p><p>estrutura da fosfatidilserina:</p><p>MEROLLI, A.; SANTIN, M. Role of phosphatidylserine in bone repair and</p><p>its technological exploitation. Molecules, v. 14, 2009</p><p>Com base nas informações do texto, a natureza</p><p>da interação da fosfatidilserina com o cálcio livre</p><p>é do tipo</p><p>Dado: número atômico do elemento cálcio: 20</p><p>47</p><p>a) iônica somente com o grupo aniônico</p><p>fosfato, já que o cálcio livre é um cátion</p><p>monovalente.</p><p>b) iônica com o cátion amônio, porque o</p><p>cálcio livre é representado como um</p><p>ânion monovalente.</p><p>c) iônica com os grupos aniônicos fosfato e</p><p>carboxila, porque o cálcio em sua forma</p><p>livre é um cátion divalente.</p><p>d) covalente com qualquer dos grupos não</p><p>carregados da fosfatidilserina, uma vez</p><p>que estes podem doar elétrons ao cálcio</p><p>livre para formar a ligação.</p><p>e) covalente com qualquer grupo catiônico</p><p>da fosfatidilserina, visto que o cálcio na</p><p>sua forma livre poderá compartilhar seus</p><p>elétrons com tais grupos.</p><p>8) (ENEM PPL 2022) Um dos materiais mais</p><p>antigos e ainda utilizados na restauração dos</p><p>dentes são as amálgamas, um produto da</p><p>combinação de mercúrio (Hg) com prata (Ag) e</p><p>estanho (Sn), como apresenta a equação</p><p>química:</p><p>24 Ag (s) + 8 Sn (s) + 37 Hg (l) → 12 Ag2Hg3 (s) +</p><p>Sn8Hg (s)</p><p>Os materiais formados pelos elementos citados</p><p>são caracterizados como</p><p>a) precipitados.</p><p>b) ligas metálicas.</p><p>c) compostos iônicos.</p><p>d) produtos de oxidação.</p><p>e) compostos covalentes.</p><p>9) (ENEM 2018) O grafeno é uma forma</p><p>alotrópica do carbono constituído por uma folha</p><p>planar (arranjo bidimensional) de átomos de</p><p>carbono compactados e com a espessura de</p><p>apenas um átomo. Sua estrutura é hexagonal,</p><p>conforme a figura.</p><p>Nesse arranjo, os átomos de carbono possuem</p><p>hibridação</p><p>a) sp de geometria linear.</p><p>b) sp2 de geometria trigonal planar.</p><p>c) sp3 alternados com carbonos com</p><p>hibridação sp de geometria linear.</p><p>d) sp3d de geometria planar.</p><p>e) sp3d2 com geometria hexagonal planar</p><p>10) (ENEM 2018) Alguns materiais sólidos são</p><p>compostos por átomos que interagem entre si</p><p>formando ligações que podem ser covalentes,</p><p>iônicas ou metálicas. A figura apresenta a</p><p>energia potencial de ligação em função da</p><p>distância interatômica em um sólido cristalino.</p><p>Analisando essa figura, observa-se que, na</p><p>temperatura de zero kelvin, a distância de</p><p>equilíbrio da ligação entre os átomos (R0)</p><p>corresponde ao valor mínimo de energia</p><p>potencial. Acima dessa temperatura, a energia</p><p>térmica fornecida aos átomos aumenta sua</p><p>energia cinética e faz com que eles oscilem em</p><p>torno de uma posição de equilíbrio média</p><p>(círculos cheios), que é diferente para cada</p><p>temperatura. A distância de ligação pode variar</p><p>sobre toda a extensão das linhas horizontais,</p><p>identificadas com o valor da temperatura, de T1 a</p><p>T4 , (temperaturas crescentes).</p><p>O deslocamento observado na distância média</p><p>revela o fenômeno da</p><p>a) ionização.</p><p>b) dilatação.</p><p>c) dissociação.</p><p>d) quebra de ligações covalentes.</p><p>e) formação de ligações metálicas.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>48</p><p>49</p><p>INGLÊS: Interpretação e</p><p>Vocabulário</p><p>1) (ENEM 2021) The British (serves 60 million)</p><p>Take some Picts, Celts and Silures</p><p>And let them settle,</p><p>Then overrun them with Roman conquerors.</p><p>Remove the Romans after approximately 400</p><p>years</p><p>Add lots of Norman French to some</p><p>Angles, Saxons, Jules and Vikings, then stir</p><p>vigorously.</p><p>[...]</p><p>Sprinkle some fresh Indians, Malaysians,</p><p>Bosnians,</p><p>lraqis and Bangladeshis together with some</p><p>Afghans, Spanish, Turkish, Kurdish, Japanese</p><p>And Palestinians</p><p>Then add to the meliting pot.</p><p>Leave the ingredients to simmer.</p><p>As they mix and blend allow their languages to</p><p>flourish</p><p>Binding them together with English.</p><p>Allow time to be cool.</p><p>Add some unity, understanding, and respect for</p><p>the future,</p><p>Serve with justice</p><p>And enjoy.</p><p>Note: All the ingredients are equally important.</p><p>Treating one ingredient better than another will</p><p>leave a bitter unpleasant taste.</p><p>Warning: An unequal spread of justice will</p><p>damage the people and cause pain. Give justice</p><p>and equality to all.</p><p>Disponível em www.benjaminzephaniah.com. Acesso em 12 dez 2018</p><p>(fragmento)</p><p>Ao descrever o processo de formação da</p><p>Inglaterra, o autor do poema recorre a</p><p>características de outro gênero textual para</p><p>evidenciar</p><p>a) a riqueza da mistura cultural.</p><p>b) um legado de origem geográfica.</p><p>c) um impacto de natureza histórica.</p><p>d) um problema de estratificação social.</p><p>e) a questão da intolerância linguística.</p><p>2) (ENEM PPL 2011)</p><p>Slumdog Millionaire</p><p>Danny Boyle's "Slumdog Millionaire" hits the</p><p>ground running. This is a breathless, exciting</p><p>story, heartbreaking and exhilarating at the</p><p>same time, about a Mumbai orphan who rises</p><p>from rags to riches on the strength of his lively</p><p>intelligence. The film's universal appeal presents</p><p>the real India to millions of moviegoers for the</p><p>first time.</p><p>The real India, supercharged with a plot as</p><p>reliable and eternal as the hills. The film's surface</p><p>is so dazzling that you hardly realize how</p><p>traditional it is underneath. But it's the buried</p><p>structure that pulls us through the story like a big</p><p>engine on a short train.</p><p>By the real India, I don't mean an unblinking</p><p>documentary like Louis Malle's "Calcutta" or the</p><p>recent "Born Into Brothels." I mean the real India</p><p>of social levels that seem to be separated by</p><p>centuries. What do people think of when they</p><p>think of India? On the one hand, Mother Teresa,</p><p>"Salaam Bombay!" and the wretched of the earth.</p><p>On the other, the "Masterpiece Theater"-style</p><p>images of "A Passage to India," "Gandhi" and</p><p>"The Jewel in the Crown."</p><p>The film uses dazzling cinematography,</p><p>breathless editing, driving music and headlong</p><p>momentum to explode with narrative force,</p><p>stirring in a romance at the same time.</p><p>EBERT, R. Disponível em: http://rogerebert.suntimes.com. Acesso em: 11</p><p>abr. 2011 (adaptado)</p><p>O texto trata do premiado filme indiano</p><p>“Slumdog Millionaire”. Segundo a resenha</p><p>apresentada, a história retrata uma Índia real,</p><p>uma vez que</p><p>a) retrata sentimentos universais</p><p>compartilhados por algumas culturas.</p><p>b) revela a tradicional separação de classes</p><p>sociais em um cenário inovador.</p><p>c) se assemelha a documentários</p><p>anteriormente produzidos por outros</p><p>cineastas.</p><p>d) representa o caráter romântico da cultura</p><p>indiana expressa em suas produções.</p><p>e) aproxima a nova cinematografia indiana</p><p>de filmes grandiosos produzidos em</p><p>outros países.</p><p>50</p><p>3) (ENEM PPL 2014) I read a study that</p><p>measured the e�ciency of locomotion for</p><p>various species on the planet. The condor used</p><p>the least energy to move a kilometer. Humans</p><p>carne in with a rather unimpressive showing</p><p>about a third of the way down the list ... That</p><p>didn't look so good, but then someone at</p><p>Scientific American had the insight to test the</p><p>e�ciency of locomotion for a man on a bicycle.</p><p>And</p><p>a man on a bicycle blew the condor away.</p><p>That's what a computer is to me: the computer is</p><p>the most remarkable tool that we've ever come</p><p>up with. It's the equivalent of a bicycle for our</p><p>minds.</p><p>JOBS, S. Disponível em: www.msnbc.msn.com. Acesso em: 28 fev. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Ao abordar o deslocamento de várias espécies,</p><p>com base em um estudo que leu, Steve Jobs</p><p>apresenta o computador como uma ferramenta</p><p>que</p><p>a) amplia a quantidade de energia gasta no</p><p>planeta.</p><p>b) alcança a mesma velocidade de uma</p><p>bicicleta.</p><p>c) altera a velocidade com a qual nos</p><p>movemos.</p><p>d) torna os meios de transporte mais</p><p>eficientes.</p><p>e) aumenta o potencial de nossas mentes.</p><p>4) (ENEM PPL 2021)What is it about Serena that</p><p>inspires such vitriol? Is it that she dominates in a</p><p>sport that was once considered to be for the</p><p>upper crust at country clubs? One would think</p><p>that Althea Gibson and Arthur Ashe had put that</p><p>idea to rest decades ago. Is it that she is</p><p>considered too aggressive on the court? John</p><p>McEnroe and Boris Becker seem to take the prize</p><p>for that. Is it because she wins too much? To hate</p><p>someone merely because he or she is great only</p><p>speaks to one's own insecurity. To attempt to and</p><p>fault with someone because you cannot figure</p><p>out how or why they win so often only shows that</p><p>you have already lost. Or is it that she is</p><p>unapologetically black? A #CarefreeBlackGirl</p><p>who speaks her mind, supports her people, and</p><p>whose only real opponent is herself.</p><p>Disponível em: https://theundefeated.com. Acesso em: 28 dez. 2018.</p><p>O texto, que discorre sobre Serena Williams, uma</p><p>das mais bem-sucedidas atletas do tênis, tem o</p><p>objetivo de</p><p>a) relatar a evolução do tênis nas últimas</p><p>décadas.</p><p>b) apresentar uma campanha de incentivo a</p><p>atletas negras.</p><p>c) classificar o tênis como um esporte</p><p>altamente competitivo.</p><p>d) examinar as razões das frequentes</p><p>críticas que a atleta recebe.</p><p>e) condenar a agressividade da atleta</p><p>durante as partidas de tênis.</p><p>5) (ENEM 2022)</p><p>GAULD, T. Disponível em: www.tomgauld.com. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>Nessa tirinha, o comportamento da mulher</p><p>expressa</p><p>a) revolta com a falta de sorte.</p><p>b) gosto pela prática da leitura.</p><p>c) receio pelo futuro do casamento.</p><p>d) entusiasmo com os livros de terror.</p><p>e) rejeição ao novo tipo de residência.</p><p>51</p><p>6) (ENEM PPL 2017)</p><p>The Four Oxen and the Lion</p><p>A Lion used to prowl about a field in which Four</p><p>Oxen used to live. Many a time he tried to attack</p><p>them; but whenever he came near, they turned</p><p>their tails to one another, so that whichever way</p><p>he approached them he was met by the horns of</p><p>one of them. At last, however, they quarreled</p><p>among themselves, and each went o� to pasture</p><p>alone in a separate corner of the field. Then the</p><p>Lion attacked them one by one and soon made</p><p>an end of all four.</p><p>Disponível em: www.aesopfables.com. Acesso em: 1 dez. 2011.</p><p>A fábula The Four Oxen and the Lion ilustra um</p><p>preceito moral, como se espera em textos desse</p><p>gênero.</p><p>Essa moral, podendo ser compreendida como o</p><p>tema do texto, está expressa em:</p><p>a) O mais forte sempre vence.</p><p>b) A união faz a força.</p><p>c) A força carrega a justiça nas costas.</p><p>d) O ataque é a melhor defesa.</p><p>e) O inimigo da vida é a morte.</p><p>7) (ENEM PPL 2013)</p><p>The art of happiness</p><p>Nearly every time you see him, he's laughing or</p><p>at least smiling. And he makes everyone else</p><p>around him feel like smiling. He's the Dalai Lama,</p><p>the spiritual and temporal leader of Tibet, a</p><p>Nobel Prize winner, and an increasingly popular</p><p>speaker and statesman. Why is he so popular?</p><p>Even after spending only a few minutes in his</p><p>presence you can't help feeling happier. If you</p><p>ask him if he's happy, even though he's su�ered</p><p>the loss of his country, the Dalai Lama will give</p><p>you an unconditional yes. What's more, he'll tell</p><p>you that happiness is the purpose of life, and</p><p>that “the very motion of our life is towards</p><p>happiness". How to get there has always been</p><p>the question. He's tried to answer it before, but</p><p>he's never had the help of a psychiatrist to get</p><p>the message across in a context we can easily</p><p>understand.</p><p>LAMA, D.; CUTLER, H. The Art of Happiness: a handbook for living.</p><p>Putnam Books, 1998.</p><p>Pelo título e pela sinopse do livro de Lama e</p><p>Cutler, constata-se que o tema da obra é</p><p>a) o sucesso dos autores no Tibet.</p><p>b) a busca da felicidade no cotidiano.</p><p>c) o Prêmio Nobel recebido por Lama.</p><p>d) a liderança de Dalai Lama no Tibet.</p><p>e) a discussão de Lama e seu psiquiatra.</p><p>8) (ENEM PPL 2022) We walked on, the stranger</p><p>walking with us. Taylor Franklin Bankole. Our last</p><p>names an instant bond between us. We’re both</p><p>descended from men who assumed African</p><p>surnames back during the 1960s. His father and</p><p>my grandfather had had their names legally</p><p>changed, and both had chosen Yoruba</p><p>replacement names.</p><p>“Most people chose Swahili names in the ’60s”,</p><p>Bankole told me. He wanted to be called Bankole.</p><p>“My father had to do something di�erent. All his</p><p>life he had to be di�erent”.</p><p>“I don’t know my grandfather’s reasons”, I said.</p><p>“His last name was Broome before he changed it,</p><p>and that was no loss’. But why he chose</p><p>Olamina…? Even my father didn’t know. He made</p><p>the change before my father was born, so my</p><p>father was always Olamina, and so were we</p><p>BUTLER, O. E. Parable of the Sower. New York: Hachette, 2019</p><p>(adaptado)</p><p>Nesse trecho do romance Parable of the Sower,</p><p>os nomes “Bankole” e “Olamina” representam</p><p>o(a)</p><p>a) priorização do uso do inglês.</p><p>b) resgate da identidade africana.</p><p>c) existência de conflitos de gerações.</p><p>d) afastamento da convivência familiar.</p><p>e) desconhecimento de origens</p><p>genealógicas.</p><p>9) (ENEM 2022)</p><p>I tend the mobile now</p><p>like an injured bird</p><p>We text, text, text</p><p>our significant words.</p><p>I re-read your first,</p><p>your second, your third,</p><p>Look for your small xx,</p><p>feeling absurd.</p><p>The codes we send</p><p>arrive with a broken chord.</p><p>52</p><p>I try to picture your hands,</p><p>their image is blurred.</p><p>Nothing my thumbs press</p><p>will ever be heard.</p><p>DUFFY, C. Disponível em: www.independent.co.uk. Acesso em: 27 out.</p><p>2021</p><p>Nesse poema, o eu lírico evidencia um</p><p>sentimento de</p><p>a) contentamento com a interação virtual.</p><p>b) zelo com o envio de mensagens.</p><p>c) preocupação com a composição de</p><p>textos.</p><p>d) mágoa com o comportamento de alguém.</p><p>e) insatisfação com uma forma de</p><p>comunicação.</p><p>10) (ENEM PPL 2016)</p><p>Are Twitter and Facebook A�ecting How We</p><p>Think?</p><p>Is constant use of electronic gadgets reshaping</p><p>our brains and making our thinking shallower?</p><p>By Neil Tweedie</p><p>How many times do you click on your email icon</p><p>in a day? Or look at Facebook, or Twitter? And</p><p>how many times when reading on the internet do</p><p>you click on a link navigating away from the text</p><p>that was the original object of your enquiry? The</p><p>web, it seems, is like an electronic sweet shop,</p><p>forever tempting us in di�erent directions. But</p><p>does this mental promiscuity, this tendency to flit</p><p>around online, make us, well, thicker?</p><p>Nicholas Carr, the American science writer, has</p><p>mined this theme for his new book, The Shallows,</p><p>in which he argues that new media are not just</p><p>changing our habits but our brains. It turns out</p><p>that the mature human brain is not an immutable</p><p>seat of personality and intellect but a changeable</p><p>thing, subject to "neuroplasticity". When our</p><p>activities alter, so does the architecture of our</p><p>brain. "I'm not thinking the way I used to think,"</p><p>writes Carr. "I feel it most strongly when I'm</p><p>reading."</p><p>Disponível em: www.telegraph.co.uk. Acesso em: 27 fev. 2012</p><p>Neil Tweedie levanta vários questionamentos</p><p>sobre a utilização de diferentes recursos</p><p>tecnológicos disponíveis hoje em dia. A partir</p><p>desses questionamentos e dos argumentos do</p><p>escritor norte-americano Nicholas Carr, o texto</p><p>sugere que</p><p>a) o ato de clicar em ícones e manusear</p><p>aparelhos prejudica o comportamento.</p><p>b) o mundo virtual pode ser nocivo aos</p><p>jovens, por ser muito promíscuo.</p><p>c) a internet contribui para o</p><p>amadurecimento intelectual dos usuários.</p><p>d) o uso intenso de recursos tecnológicos</p><p>pode afetar nosso cérebro.</p><p>e) as redes sociais virtuais ajudam a</p><p>melhorar nossa forma de pensar.</p><p>ESPANHOL: Interpretação e</p><p>Vocabulário</p><p>1) (ENEM PPL 2010) Jesulín y Cayetano Rivera</p><p>salieron a hombros por la puerta grande</p><p>aplaudidos por María José Campanario y la</p><p>duquesa de Alba.</p><p>Expectación, mucha expectación fue la que se</p><p>vivió el pasado sábado en la localidad gaditana</p><p>de Ubrique. Un cartel de lujo para una tarde</p><p>gloriosa formado por los diestros Jesulín, “El Cid”,</p><p>y Cayetano Rivera. El de Ubrique pudo presumir</p><p>de haber sido “profeta en su tierra” en una tarde</p><p>triunfal, con un resultado de tres orejas y salida</p><p>por la puerta grande.</p><p>Desde primera hora de la tarde, numerosos</p><p>curiosos y aficionados fueron llegando a los</p><p>alrededores de la plaza y al hotel Sierra de</p><p>Ubrique, donde hubo un gran ambiente previo a</p><p>la cita taurina, dado que era el sitio donde</p><p>estaban hospedados los toreros.</p><p>Revista ¡Hola! nº 3.427, Barcelona, 7 abr. 2010 (fragmento).</p><p>O texto traz informações acerca de um evento de</p><p>grande importância ocorrido em Ubrique — uma</p><p>tourada. De acordo com esse fragmento, alguns</p><p>dos fatos que atestam a vitória nesse evento</p><p>típico da cultura espanhola são</p><p>a) a realização de cortejo público ao</p><p>toureiro e o abraço do adversário.</p><p>b) a hospedagem no Hotel Sierra de Ubrique</p><p>e a presença da família real.</p><p>c) a formação de fã-clubes numerosos e o</p><p>recebimento de título de nobreza.</p><p>d) o acúmulo de maior número de orelhas e</p><p>a saída pelo portão principal.</p><p>e) a reunião de numerosos curiosos e o</p><p>apreço de uma rica mulher.</p><p>53</p><p>2) (ENEM PPL 2019)</p><p>El maíz peruano en la historia</p><p>Aunque es más conocida como cuna de la papa,</p><p>la sociedad inca también fue la civilización del</p><p>maíz, cultivo conocido en el Perú desde, por lo</p><p>menos, 1.200 años a.C. Los antiguos agricultores</p><p>peruanos lograron sofisticación en la selección y</p><p>creación de nuevas variedades adaptables a los</p><p>diversos espacios geográficos y climáticos. Al</p><p>respecto, el cronista Bernabé Cobo cuenta que en</p><p>el antiguo Perú se hallaba maíz, llamado choclo,</p><p>de todos los colores: blanco, amarillo morado,</p><p>negro colorado y mezclado. Hoy en día, en ese</p><p>país se cultivan más de 55 variedades de la</p><p>popular mazorca, más que en ningún otro lugar</p><p>del mundo. En los Comentarios Reales de los</p><p>Incas, Garcilaso de la Vega nos ilustra sobre los</p><p>hábitos alimenticios incaicos relatando que uno</p><p>de los pilares de la alimentación era el maíz y que</p><p>lo comían tostado o cocinado en agua. En</p><p>ocasiones solemnes molían los granos para hacer</p><p>un pan llamado humita. Al maíz tostado se le</p><p>denominaba como aún se le llama hoy: cancha,</p><p>antecesora de las palomitas.</p><p>Disponível em: www.yanuq.com. Acesso em: 20 jun. 2012 (adaptado).</p><p>O texto destaca a importância do milho na</p><p>história do Peru. Informa que os antigos</p><p>agricultores peruanos</p><p>a) desenvolveram cinquenta e cinco</p><p>variedades da planta.</p><p>b) introduziram o milho em substituição à</p><p>cultura da batata.</p><p>c) expandiram o cultivo do milho a outras</p><p>partes do mundo.</p><p>d) produziram espécies de milho adaptáveis</p><p>a diversos solos.</p><p>e) transformaram o preparo da pipoca em</p><p>um evento solene.</p><p>3) (ENEM PPL 2022)</p><p>Amistad</p><p>Lo que no tenemos lo encontramos en el amigo.</p><p>Creo en este obsequio y lo cultivo desde la</p><p>infancia. No soy en ello diferente de la mayor</p><p>parte de los seres humanos. La amistad es la</p><p>gran liga inicial entre el hogar y el mundo. El</p><p>hogar, feliz o infeliz, es el aula de nuestra</p><p>sabiduría original pero la amistad es su prueba.</p><p>Recibimos de la familia, confirmamos en la</p><p>amistad. Las variaciones, discrepancias o</p><p>similitudes entre la familia y los amigos</p><p>determinan las rutas contradictorias de nuestras</p><p>vidas. Aunque amemos nuestro hogar, todos</p><p>pasamos por el momento inquieto o inestable del</p><p>abandono (aunque lo amemos, aunque en él</p><p>permanezcamos). El abandono del hogar sólo</p><p>tiene la recompensa de la amistad. Es más: sin la</p><p>amistad externa, la morada interna se</p><p>derrumbaría. La amistad no le disputa a la</p><p>familia los inicios de la vida. Los confirma, los</p><p>asegura, los prolonga. La amistad le abre el</p><p>camino a los sentimientos que sólo pueden crecer</p><p>fuera del hogar. Encerrados en la casa familiar,</p><p>se secarían como plantas sin agua. Abiertas las</p><p>puertas de la casa, descubrimos formas del amor</p><p>que hermanan al hogar y al mundo. Estas formas</p><p>se llaman amistades.</p><p>FUENTES, C. En esto creo. Barcelona: Seix Barral, 2002 (adaptado).</p><p>Carlos Fuentes faz uma refexão sobre o papel da</p><p>amizade na vida das pessoas. Na sua concepção,</p><p>a amizade</p><p>a) desenvolve a afetividade não vivenciada</p><p>no ambiente familiar.</p><p>b) recompensa a experiência de crescer em</p><p>um lar infeliz.</p><p>c) reafirma valores adquiridos nas relações</p><p>familiares.</p><p>d) provoca disputa entre família e amigos.</p><p>e) gera novos sentimentos no âmbito</p><p>familiar.</p><p>4) (ENEM 2020)</p><p>Los propletarios de la libertad</p><p>Las palabras cumplen ciclos; las actitudes</p><p>también. Sin embargo, cuando las palabras</p><p>designan actitudes, los ciclos se vuelven más</p><p>complejos. Cuando el hoy tan denostado Sartre</p><p>puso la palabra compromiso sobre el tapete y</p><p>hasta Mac Leish publicó un libro sobre la</p><p>responsabilidad de los intelectuales, estas dos</p><p>palabras, compromiso y responsabilidad,</p><p>designaban actitudes que, sin ser gemelas, eran</p><p>bastante afines. Salvo contadas excepciones, los</p><p>intelectuales de entonces las hicieron suyas y,</p><p>equivocados o no, dijeron sin eufemismos por</p><p>qué empeño se la jugaban.</p><p>Los intelectuales latinoamericanos también</p><p>comprendieron dónde estaba esta vez el</p><p>enemigo. Sólo entonces empezó la mala prensa.</p><p>Los grandes pontífices de la propaganda</p><p>54</p><p>subrayaron una y otra vez la palabra libertad y</p><p>denostaron el compromiso. Libertad no era</p><p>librarse de Batista o de Somoza, sino mantener la</p><p>prensa libre. Libertad es la emocionada</p><p>comprobación de que la gran prensa</p><p>norteamericana es capaz de descubrir que</p><p>Lumumba o Allende fueron liquidados por la CIA,</p><p>sin poner el acento en que eso no sirve para</p><p>resucitarlos.</p><p>¿Y compromiso? Es la actitud que adoptan</p><p>ciertos intelectuales, cuya carga ideológica</p><p>perjudica notoriamente su arte. Después de todo,</p><p>¿cómo se atreven a frecuentar las provincias del</p><p>espiritu, si es público y notorio que tales ámbitos</p><p>son patrimonio exclusivo de los propietarios de la</p><p>libertad?</p><p>BENEDETTI, M. Perplejidades de fin de siglo Buenos Aires Sudamericana,</p><p>1993 (adaptado)</p><p>Transformar palavras em atitudes tem sido um</p><p>dos grandes dilemas dos intelectuais. Ao</p><p>ponderar sobre essa temática, o autor, um dos</p><p>grandes críticos e literatos latino-americanos da</p><p>atualidade, leva o leitor a perceber que</p><p>a) o compromisso político afasta o artista da</p><p>criação.</p><p>b) os costumes sociais governam a</p><p>linguagem e as atitudes das pessoas.</p><p>c) o compromisso ideológico de alguns</p><p>intelectuais está refletido em suas obras.</p><p>d) a complexidade relacionada ao conceito</p><p>de liberdade impede o compromisso.</p><p>e) os intelectuais latino-americanos têm um</p><p>posicionamento acrítico perante o poder.</p><p>5) (ENEM PPL 2020)</p><p>Cúentame, madre…</p><p>Madre, cuéntame todo lo que sabes por tus viejos</p><p>dolores. Cuéntame cómo nace y cómo viene su</p><p>cuerpecillo, entrabado con mis vísceras.</p><p>Dime si buscará solo mi pecho o si se lo debo</p><p>ofrecer, incitándolo.</p><p>Dame tu ciencia de amor, ahora, madre.</p><p>Enséñame las nuevas caricias, delicadas, más</p><p>delicadas que las del esposo.</p><p>¿Cómo limpiaré su cabecita, en los días</p><p>sucesivos? ¿Y cómo lo haré para no dañarlo?</p><p>Enséñame, madre, la canción de cuna con que</p><p>me meciste. Esa lo hará dormir mejor que otras</p><p>canciones.</p><p>MISTRAL, G. Cuéntame madre. In: Desolación. Madrid: Espasa-Calpe,</p><p>1969.</p><p>Na prosa poética de Gabriela Mistral, o eu lírico,</p><p>com o uso reiterado do imperativo, demonstra</p><p>a) caráter autoritário da filha frente à mãe.</p><p>b) polidez ao se dirigir à mãe para pedir</p><p>ajuda.</p><p>c) meticulosidade ao realizar atribuições</p><p>maternas.</p><p>d) súplica diante das inquietações da</p><p>maternidade.</p><p>e) dependência da mãe em questões</p><p>matrimoniais.</p><p>6) (ENEM 2022)</p><p>MATERNIDADES EN TIEMPOS DE PANDEMIA</p><p>MURIG. Disponível em: https://murigcolectivafeminista.wordpress.com.</p><p>Acesso em: 26 out. 2021 (adaptado).</p><p>No texto, as palavras “crianza” e “tribu” são</p><p>usadas para</p><p>a) evidenciar a importância de uma rede de</p><p>apoio para as mães na criação de seus</p><p>filhos.</p><p>b) denunciar a disparidade entre o trabalho</p><p>das mães de diferentes classes sociais.</p><p>55</p><p>c) ressaltar o fechamento de escolas e</p><p>creches durante o período pandêmico.</p><p>d) ratificar a romantização da dedicação</p><p>das mães na educação das crianças.</p><p>e) enfatizar a proteção aos filhos em razão</p><p>do isolamento social das famílias.</p><p>7) (ENEM PPL 2022)</p><p>Fútbol, pelota, gol, copa, recopa,</p><p>partido, promoción, campeonato,</p><p>equipo, portería, córner, falta,</p><p>quiniela, liga, entrenador y árbitro...</p><p>Bastan sólo estos términos precisos,</p><p>junto con otros pocos de igual rango,</p><p>para hablar de política, de ciencia,</p><p>de civismo y de paz con los hispánicos.</p><p>Otras palabras hay, pero no constan</p><p>más que en algún rincón del diccionario.</p><p>BADOSA, E. Dad este escrito a las llamas (1971-1973). Barcelona: Barral</p><p>Editores, 1976.</p><p>O texto aproxima elementos culturais distintos na</p><p>construção poética. Nesse contexto,</p><p>a) explicita-se a necessidade de se admirar</p><p>um pouco mais o futebol.</p><p>b) critica-se o hábito dos espanhóis de</p><p>nivelar temas como futebol e política.</p><p>c) registra-se a quantidade insuficiente de</p><p>palavras para se referir ao futebol.</p><p>d) explora-se o grande interesse dos</p><p>hispânicos pelo futebol na atualidade.</p><p>e) mostra-se o fato de haver palavras sobre</p><p>o futebol não incluídas no dicionário.</p><p>8) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>Disponível em: http://inversorsalud.com.ar. Acesso em: 18 ago. 2017.</p><p>Nessa campanha contra o mosquito transmissor</p><p>da zika, da dengue e da chikungunya, o</p><p>enunciador se dirige ao leitor,</p><p>a) condicionando-o a exercer atividades</p><p>comunitárias.</p><p>b) ora incluindo-se nas ações, ora</p><p>ordenando-o informalmente.</p><p>c) ora instruindo-o em seus atos, ora</p><p>reprimindo-o em suas falhas.</p><p>d) adicionando vozes e posturas divergentes</p><p>às ações dos moradores.</p><p>e) impondo-se como voz de autoridade de</p><p>um órgão governamental.</p><p>9) (ENEM PPL 2015)</p><p>Siete crisantemos</p><p>A las buenas costumbres nunca me he</p><p>acostumbrado, del calor de la lumbre del hogar</p><p>me aburrí.</p><p>También en el infierno llueve sobre mojado.</p><p>lo sé porque he pasado más de una noche allí.</p><p>SABINA, J. Esta boca es mía. Madri: Ariola, 1994 (fragmento).</p><p>Nessa estrofe da canção Siete crisantemos, do</p><p>cantor espanhol Joaquín Sabina, a expressão</p><p>“llueve sobre mojado " faz referência ao (à)</p><p>a) constância necessária para viver.</p><p>b) esperança de uma vida melhor.</p><p>c) desprezo pelos bons costumes.</p><p>d) rotina entediante da vida.</p><p>e) rechaço a uma vida confortável.</p><p>10) (ENEM PPL 2015) Soy madre de un pequeño</p><p>de 3 años y a partir del artículo “Desenchúfalo…</p><p>¡y a jugar!”, me puse a pensar en el tiempo que le</p><p>dedico a mi hijo. Todos los días, cuando llego a mi</p><p>casa, mi prioridad es mi hijo y nos turnamos con</p><p>mi marido para ver quién cocina y quién se tira</p><p>en el piso a jugar con Santiago. Nuestro hijo tiene</p><p>toda tecnología a su disposición, porque su papá</p><p>es técnico en sistemas, pero cuando llegamos a</p><p>casa después de un agotador día laboral, nos</p><p>desenchufamos los tres y usamos cualquier cosa</p><p>que tengamos a mano: una pelota o una sábana</p><p>para divertirnos. Esa pequeña terapia de risa es</p><p>altamente curativa contra los bajones anímicos,</p><p>contra el estrés, contra los pequeños enojos</p><p>cotidianos, contra todo.</p><p>OVIEDO, P. Sophia, n. 130, ago. 2012 (adaptado).</p><p>O texto é uma carta de leitor sobre a reportagem</p><p>“Desenchúfalo... y a jugar !" , publicada em uma</p><p>revista. Ao relatar sua experiência pessoal, a</p><p>leitora retoma o tema da reportagem e confirma</p><p>a necessidade de</p><p>56</p><p>a) cercar as crianças da tecnologia</p><p>disponível e treiná-las a usá-la.</p><p>b) desconectar as crianças dos aparelhos</p><p>tecnológicos e brincar com elas.</p><p>c) oferecer às crianças uma variedade de</p><p>brinquedos não tecnológicos.</p><p>d) revezar o tempo que cada um dedica às</p><p>brincadeiras com os filhos</p><p>e) controlar o tempo de que os filhos</p><p>dispõem de usar os aparelhos</p><p>tecnológicos.</p><p>BIOLOGIA: Evolução</p><p>1) (ENEM 2021) O polvo mimético apresenta</p><p>padrões cromáticos e comportamentos muito</p><p>curiosos. Frequentemente, muda a orientação de</p><p>seus tentáculos, assemelhando-se a alguns</p><p>animais. As imagens 1, 3 e 5 apresentam polvos</p><p>mimetizando, respectivamente, um</p><p>peixe-linguado (2), um peixe-leão (4) e uma</p><p>serpente-marinha (6).</p><p>Do ponto de vista evolutivo, a capacidade</p><p>apresentada se estabeleceu porque os polvos</p><p>a) originaram-se do mesmo ancestral que</p><p>esses animais.</p><p>b) passaram por mutações similares a esses</p><p>organismos.</p><p>c) observaram esses animais em seus nichos</p><p>ecológicos.</p><p>d) resultaram de convergência adaptativa</p><p>com essas espécies.</p><p>e) sobrevivem às pressões seletivas com</p><p>esses comportamentos.</p><p>2) (ENEM 2001) “Os progressos da medicina</p><p>condicionaram a sobrevivência de número cada</p><p>vez maior de indivíduos com constituições</p><p>genéticas que só permitem o bem-estar quando</p><p>seus efeitos são devidamente controlados</p><p>através de drogas ou procedimentos</p><p>terapêuticos. São exemplos os diabéticos e os</p><p>hemofílicos, que só sobrevivem e levam vida</p><p>relativamente normal ao receberem</p><p>suplementação de insulina ou do fator VIII da</p><p>coagulação sanguínea”.</p><p>SALZANO, M. Francisco. Ciência Hoje: SBPC: 21(125),1996.</p><p>Essas afirmações apontam para aspectos</p><p>importantes que podem ser relacionados à</p><p>evolução humana. Pode-se afirmar que, nos</p><p>termos do texto,</p><p>a) os avanços da medicina minimizam os</p><p>efeitos da seleção natural sobre as</p><p>populações.</p><p>b) os usos da insulina e do fator VIII da</p><p>coagulação sanguínea funcionam como</p><p>agentes modificadores do genoma</p><p>humano.</p><p>c) as drogas medicamentosas impedem a</p><p>transferência do material genético</p><p>defeituoso ao longo das gerações.</p><p>d) os procedimentos terapêuticos</p><p>normalizam o genótipo dos hemofílicos e</p><p>diabéticos.</p><p>e) as intervenções realizadas pela medicina</p><p>interrompem a evolução biológica do ser</p><p>humano.</p><p>3) (ENEM PPL 2022) Em muitos animais, machos</p><p>e fêmeas da mesma espécie apresentam</p><p>diferenças morfológicas ou comportamentais</p><p>evidentes. Um exemplo clássico de dimorfismo</p><p>sexual é o caso do pavão, em que o macho</p><p>possui cauda vistosa e penas coloridas, as quais</p><p>estão ausentes nas fêmeas. Em outras espécies,</p><p>os machos possuem chifres, garras ou dentes</p><p>maiores do que as fêmeas, e utilizam essas</p><p>estruturas em combates físicos para defender</p><p>territórios e ter acesso a fêmeas coespecíficas e</p><p>receptivas.</p><p>Esse padrão de dimorfismo evolui porque</p><p>a) desenvolve-se no processo direcional de</p><p>deriva genética.</p><p>b) as fêmeas sofrem menor pressão seletiva</p><p>total do ambiente.</p><p>57</p><p>c) machos e fêmeas coespecíficos são</p><p>fenotipicamente distintos.</p><p>d) a seleção sexual favorece o sucesso</p><p>reprodutivo individual de machos</p><p>dimórficos.</p><p>e) o material genético de machos dimórficos</p><p>é mais susceptível a mutações gênicas.</p><p>4) (ENEM 2016) Apesar da grande diversidade</p><p>biológica, a hipótese de que a vida na Terra</p><p>tenha tido uma única origem comum é aceita</p><p>pela comunidade científica. Uma evidência que</p><p>apoia essa hipótese é a observação de processos</p><p>biológicos comuns a todos os seres vivos</p><p>atualmente existentes.</p><p>Um exemplo de tal processo é o(a)</p><p>a) desenvolvimento embrionário.</p><p>b) reprodução sexuada.</p><p>c) respiração aeróbica.</p><p>d) excreção urinária.</p><p>e) síntese proteica.</p><p>5) (ENEM 2014) Embora seja um conceito</p><p>fundamental para a biologia, o termo "evolução"</p><p>pode adquirir significados diferentes no senso</p><p>comum. A ideia de que a espécie humana é o</p><p>ápice do processo evolutivo é amplamente</p><p>difundida, mas não é compartilhada por muitos</p><p>cientistas.</p><p>Para esses cientistas, a compreensão do</p><p>processo citado baseia-se na ideia de que os</p><p>seres vivos, ao longo do tempo, passam por</p><p>a) modificação de características.</p><p>b) incremento no tamanho corporal.</p><p>c) complexificação de seus sistemas.</p><p>d) melhoria de processos e estruturas.</p><p>e) especialização para uma determinada</p><p>finalidade.</p><p>6) (ENEM PPL 2012) Charles R. Darwin</p><p>(1809-1882) apresentou em 1859, no livro A</p><p>origem das espécies, suas ideias a respeito dos</p><p>mecanismos de evolução pelo processo da</p><p>seleção natural. Ao elaborar a Teoria da</p><p>Evolução, Darwin não conseguiu obter algumas</p><p>respostas aos seus questionamentos.</p><p>O que esse autor não conseguiu demonstrar em</p><p>sua teoria?</p><p>a) A sobrevivência dos mais aptos.</p><p>b) A origem das variações entre os</p><p>indivíduos.</p><p>c) O crescimento exponencial das</p><p>populações.</p><p>d) A herança das características dos pais</p><p>pelos filhos.</p><p>e) A existência de características diversas</p><p>nos seres da mesma espécie.</p><p>7) (ENEM PPL 2010) Experimentos realizados no</p><p>século XX demonstraram que hormônios</p><p>femininos e mediadores químicos atuam no</p><p>comportamento materno de determinados</p><p>animais, como cachorros, gatos e ratos,</p><p>reduzindo o medo e a ansiedade, o que</p><p>proporciona maior habilidade de orientação</p><p>espacial. Por essa razão, as fêmeas desses</p><p>animais abandonam a prole momentaneamente,</p><p>a fim de encontrar alimentos, o que ocorre com</p><p>facilidade e rapidez. Ainda, são capazes de</p><p>encontrar rapidamente o caminho de volta para</p><p>proteger os filhotes.</p><p>VARELLA, D. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde.</p><p>Companhia das Letras, 2006 (adaptado).</p><p>Considerando a situação descrita sob o ponto de</p><p>vista da hereditariedade e da evolução biológica,</p><p>o comportamento materno decorrente da ação</p><p>das substâncias citadas é</p><p>a) transmitido de geração a geração, sendo</p><p>que indivíduos portadores dessas</p><p>características terão mais chance de</p><p>sobreviver e deixar descendentes com as</p><p>mesmas características.</p><p>b) transmitido em intervalos de gerações,</p><p>alternando descendentes machos e</p><p>fêmeas, ou seja, em uma geração</p><p>recebem a característica apenas os</p><p>machos e, na outra geração, apenas as</p><p>fêmeas.</p><p>c) determinado pela ação direta do</p><p>ambiente sobre a fêmea quando ela está</p><p>no período gestacional, portanto todos os</p><p>descendentes receberão as</p><p>características.</p><p>d) determinado pelas fêmeas, na medida em</p><p>que elas transmitem o material genético</p><p>necessário à produção de hormônios e</p><p>dos mediadores químicos para sua prole</p><p>de fêmeas, durante o período gestacional.</p><p>e) determinado após a fecundação, pois os</p><p>espermatozoides dos machos transmitem</p><p>as características para a prole e, ao</p><p>nascerem, os indivíduos são selecionados</p><p>pela ação do ambiente.</p><p>58</p><p>8) (ENEM 2022) Desde a proposição da teoria de</p><p>seleção natural por Darwin, os seres vivos nunca</p><p>mais foram olhados da mesma forma. No que diz</p><p>respeito à reprodução de anfíbios anuros, os</p><p>cientistas já descreveram diferentes padrões</p><p>reprodutivos, como os exemplificados a seguir:</p><p>● Espécie 1 – As fêmeas produzem cerca de 5</p><p>000 gametas, que são fecundados na água,</p><p>em lagoas temporárias de estação chuvosa.</p><p>Todo o desenvolvimento embrionário, do ovo</p><p>à metamorfose, ocorre, nesse ambiente,</p><p>independente dos pais.</p><p>● Espécie 2 – As fêmeas produzem</p><p>aproximadamente 200 gametas, que são</p><p>depositados em poças próximas a</p><p>corpos-d’água. Os embriões são vigiados</p><p>pelos machos durante boa parte do seu</p><p>desenvolvimento.</p><p>● Espécie 3 – As fêmeas produzem por volta de</p><p>20 gametas, que são fecundados sobre a</p><p>superfície das folhas de plantas cujos galhos</p><p>estão dispostos acima da superfície de</p><p>corpos-d’água e aí se desenvolvem até a</p><p>eclosão.</p><p>● Espécie 4 – As fêmeas produzem poucos</p><p>gametas que, quando fecundados, são</p><p>“abocanhados” pelos machos. Os embriões se</p><p>desenvolvem no interior do saco vocal do</p><p>macho até a metamorfose, quando saem</p><p>através da boca do pai.</p><p>Os padrões descritos evidenciam que</p><p>a) as fêmeas influenciam o comportamento</p><p>dos machos.</p><p>b) o cuidado parental é necessário para o</p><p>desenvolvimento.</p><p>c) o grau de evolução determina o</p><p>comportamento reprodutivo.</p><p>d) o sucesso reprodutivo pode ser garantido</p><p>por estratégias diferentes.</p><p>e) o ambiente induz modificação na</p><p>produção do número de gametas</p><p>femininos.</p><p>9) (ENEM 2012) Paleontólogos estudam fósseis e</p><p>esqueletos de dinossauros para tentar explicar o</p><p>desaparecimento desses animais. Esses estudos</p><p>permitem afirmar que esses animais foram</p><p>extintos há cerca de 65 milhões de anos. Uma</p><p>teoria aceita atualmente é a de que um asteroide</p><p>colidiu com a Terra, formando uma densa nuvem</p><p>de poeira na atmosfera.</p><p>De acordo com essa teoria, a extinção ocorreu</p><p>em função de modificações no planeta que</p><p>a) desestabilizaram o relógio biológico dos</p><p>animais, causando alterações no código</p><p>genético.</p><p>b) reduziram a penetração da luz solar até a</p><p>superfície da Terra, interferindo no fluxo</p><p>energético das teias tróficas.</p><p>c) causaram uma série de intoxicações nos</p><p>animais, provocando a bioacumulação de</p><p>partículas de poeira nos organismos.</p><p>d) resultaram na sedimentação das</p><p>partículas de poeira levantada com o</p><p>impacto do meteoro, provocando o</p><p>desaparecimento de rios e lagos.</p><p>e) evitaram a precipitação de água até a</p><p>superfície da Terra, causando uma grande</p><p>seca que impediu a retroalimentação do</p><p>ciclo hidrológico.</p><p>10) (ENEM 2012) Em certos locais, larvas de</p><p>moscas, criadas em arroz cozido, são utilizadas</p><p>como iscas para pesca. Alguns criadores, no</p><p>entanto, acreditam que essas larvas surgem</p><p>espontaneamente do arroz cozido, tal como</p><p>preconizado pela teoria da geração espontânea.</p><p>Essa teoria começou a ser refutada pelos</p><p>cientistas ainda no século XVII, a partir dos</p><p>estudos de Redi e Pasteur, que mostraram</p><p>experimentalmente que</p><p>a) seres vivos podem ser criados em</p><p>laboratório.</p><p>b) a vida se originou no planeta a partir de</p><p>microrganismos.</p><p>c) o ser vivo é oriundo da reprodução de</p><p>outro ser vivo pré-existente.</p><p>d) seres vermiformes e microrganismos são</p><p>evolutivamente aparentados.</p><p>e) vermes e microrganismos são gerados</p><p>pela matéria existente nos cadáveres e</p><p>nos caldos nutritivos, respectivamente.</p><p>59</p><p>FÍSICA: Cinemática</p><p>1) (ENEM PPL 2013) Antes das lombadas</p><p>eletrônicas, eram pintadas faixas nas ruas para</p><p>controle da velocidade dos automóveis.</p><p>A velocidade era estimada com o uso de</p><p>binóculos e cronômetros. O policial utilizava a</p><p>relação entre a distância percorrida e o tempo</p><p>gasto, para determinar a velocidade de um</p><p>veículo. Cronometrava-se o tempo que um</p><p>veículo levava para percorrer a distância entre</p><p>duas faixas fixas, cuja distância era conhecida. A</p><p>lombada eletrônica é um sistema muito preciso,</p><p>porque a tecnologia elimina erros do operador. A</p><p>distância entre os sensores é de 2 metros, e o</p><p>tempo é medido por um circuito eletrônico.</p><p>O tempo mínimo, em segundos, que o motorista</p><p>deve gastar para passar pela lombada</p><p>eletrônica, cujo limite é de 40 km/h, sem receber</p><p>uma multa, é de</p><p>a) 0,05.</p><p>b) 11,1.</p><p>c) 0,18.</p><p>d) 22,2.</p><p>e) 0,50.</p><p>2) (ENEM CANCELADO 2009) No mundial de</p><p>2007, o americano Bernard Lagat, usando pela</p><p>primeira vez uma sapatilha 34% mais leve do que</p><p>a média, conquistou o ouro na corrida de 1.500</p><p>metros com um tempo de 3,58 minutos. No ano</p><p>anterior, em 2006, ele havia ganhado medalha de</p><p>ouro com um tempo de 3,65 minutos nos mesmos</p><p>1.500 metros.</p><p>Revista Veja, São Paulo, ago. 2008 (adaptado).</p><p>Sendo assim, a velocidade média do atleta</p><p>aumentou em aproximadamente</p><p>a) 1,05%.</p><p>b) 2,00%.</p><p>c) 4,11%.</p><p>d) 4,19%.</p><p>e) 7,00%.</p><p>3) (ENEM PPL 2012) Em apresentações musicais</p><p>realizadas em espaços onde o público fica longe</p><p>do palco, é necessária a instalação de</p><p>alto-falantes adicionais a grandes distâncias,</p><p>além daqueles localizados no palco. Como a</p><p>velocidade com que o som se propaga no ar (vsom</p><p>= 3,4 × 102 m/s) é muito menor do que a</p><p>velocidade com que o sinal elétrico se propaga</p><p>nos cabos (vsinal = 2,6 × 108 m/s), é necessário</p><p>atrasar o sinal elétrico de modo que este chegue</p><p>pelo cabo ao alto-falante no mesmo instante em</p><p>que o som vindo do palco chega pelo ar. Para</p><p>tentar contornar esse problema, um técnico de</p><p>som pensou em simplesmente instalar um cabo</p><p>elétrico com comprimento suficiente para o sinal</p><p>elétrico chegar ao mesmo tempo que o som, em</p><p>um alto-falante que está a uma distância de 680</p><p>metros do palco.</p><p>A solução é inviável, pois seria necessário um</p><p>cabo elétrico de comprimento mais próximo de</p><p>a) 1,1 × 103 km.</p><p>b) 8,9 × 104 km.</p><p>c) 1,3 × 105 km.</p><p>d) 5,2 × 105 km.</p><p>e) 6,0 × 1013 km.</p><p>4) (ENEM PPL 2013) O trem de passageiros da</p><p>Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), que</p><p>circula diariamente entre a cidade de Cariacica,</p><p>na Grande Vitória, e a capital mineira Belo</p><p>Horizonte, está utilizando uma nova tecnologia</p><p>de frenagem eletrônica. Com a tecnologia</p><p>anterior, era preciso iniciar a frenagem cerca de</p><p>400 metros antes da estação. Atualmente, essa</p><p>distância caiu para 250 metros, o que</p><p>proporciona redução no tempo de viagem.</p><p>Considerando uma velocidade de 72 km/h, qual o</p><p>módulo da diferença entre as acelerações de</p><p>frenagem depois e antes da adoção dessa</p><p>só veja as respostas depois! A hora de errar é agora!</p><p>Algumas recomendações extras:</p><p>- Recomendo que você utilize o sábado para revisar três matérias que você</p><p>errou nos seus simulados. Dê prioridade para matérias que caem muito e que</p><p>você erra bastante. O nosso objetivo é treinar, avaliar e estudar para reduzir ao</p><p>máximo as suas lacunas. Jamais faça um simulado e deixe ele pra lá. Estudar</p><p>seus erros é a parte mais importante de fazer um simulado!</p><p>6</p><p>- Teremos uma comunidade no WhatsApp destinada exclusivamente para a</p><p>discussão de questões do material. Fiz esse ambiente para estimular o</p><p>crescimento teórico e prático em conjunto. A comunidade é um lugar para você</p><p>interagir e crescer junto aos seus colegas. Porém, quaisquer assuntos além de</p><p>revisão e das questões do material serão advertidos.</p><p>- Seguindo esse planejamento de revisão, você vai chegar no ENEM tendo</p><p>revisado 1500 questões! Tem noção da grandiosidade disso? Compreendeu a</p><p>importância de revisar diariamente? Aos poucos você consegue revisar um</p><p>volume ENORME de conteúdos e conciliar a revisão com os conteúdos novos!</p><p>Não deixe deme mandar um feedback nas redes sociais (@isabellyblard)! É muito</p><p>importante para que possamos tornar esse material melhor do que ele já é! Estou aqui</p><p>do outro lado torcendo MUITO para que você alcance seu sonho. Tenho certeza que</p><p>esse material te ajudará imensamente! Conte comigo!</p><p>7</p><p>8</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Funções da Linguagem e</p><p>Gêneros Textuais</p><p>1) (ENEM PPL 2018) “Escrever não é uma</p><p>questão apenas de satisfação pessoal”, disse o</p><p>filósofo e educador pernambucano Paulo Freire,</p><p>na abertura de suas Cartas a Cristina, revelando</p><p>a importância do hábito ritualizado da escrita</p><p>para o desenvolvimento de suas ideias, para a</p><p>concretização de sua missão e disseminação de</p><p>seus pontos de vista. Freire destaca especial</p><p>importância à escrita pelo desejo de “convencer</p><p>outras pessoas”, de transmitir seus pensamentos</p><p>e de engajar aqueles que o leem na realização de</p><p>seus sonhos.</p><p>KNAPP, L. Linha fina. Comunicação Empresarial, n. 88, out. 2013.</p><p>Segundo o fragmento, para Paulo Freire, os</p><p>textos devem exercer, em alguma medida, a</p><p>função conativa, porque a atividade de escrita,</p><p>notadamente, possibilita</p><p>a) levar o leitor a realizar ações.</p><p>b) expressar sentimentos do autor.</p><p>c) despertar a atenção do leitor.</p><p>d) falar da própria linguagem.</p><p>e) repassar informações.</p><p>2) (ENEM 2022)</p><p>Projeto na Câmara de BH quer a vacinação</p><p>gratuita de cães contra a leishmaniose</p><p>A doença é grave e vem causando preocupação</p><p>na região metropolitana da capital mineira</p><p>Ela é uma doença grave, transmitida pela picada</p><p>do mosquito-palha, e afeta tanto os seres</p><p>humanos quanto os cachorros: a leishmaniose.</p><p>Por ser um problema de saúde pública, a doença</p><p>pode ganhar uma ação preventiva importante,</p><p>caso um projeto de lei seja aprovado na Câmara</p><p>Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Diante do</p><p>alto número de casos da doença na Grande BH, a</p><p>Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH</p><p>aprovou a proposta de realização de campanhas</p><p>públicas de vacinação gratuita de cães contra a</p><p>leishmaniose, tema do PL 404/17, apreciado pelo</p><p>colegiado em reunião ordinária, no dia 6 de</p><p>dezembro.</p><p>Disponível em: https://www.revistaencontro.com.br/. Acesso em: 11 dez.</p><p>2017.</p><p>Essa notícia, além de cumprir sua função</p><p>informativa, assume o papel de</p><p>a) fiscalizar as ações de saúde e</p><p>saneamento da cidade.</p><p>b) defender os serviços gratuitos de</p><p>atendimento à população.</p><p>c) conscientizar a população sobre grave</p><p>problema de saúde pública.</p><p>d) propor campanhas para a ampliação de</p><p>acesso aos serviços públicos.</p><p>e) responsabilizar os agentes públicos pela</p><p>demora na tomara de decisões.</p><p>3) (ENEM 2022)</p><p>Disponível em: https://tab.uol.com.br/. Acesso em: 25 ago. 2017</p><p>(adaptado).</p><p>O texto sobre os chamados nativos digitais traz</p><p>informações com a função de</p><p>a) propor ações específicas para cada etapa</p><p>da infância.</p><p>b) estabelecer regras que devem ser</p><p>seguidas à risca.</p><p>c) explicar os efeitos do acesso precoce à</p><p>internet.</p><p>d) determinar a incorporação de rituais à</p><p>educação dos filhos.</p><p>e) educar com base em um conjunto de</p><p>estratégias formativas..</p><p>4) (ENEM PPL 2015)</p><p>Perder a tramontana</p><p>A expressão ideal para falar de desorientados e</p><p>outras palavras de perder a cabeça</p><p>É perder o norte, desorientar-se. Ao pé da letra,</p><p>"perder a tramontana" significa deixar de ver a</p><p>estrela polar, em italiano stella tramontana,</p><p>situada do outro lado dos montes, que guiava os</p><p>marinheiros antigos em suas viagens</p><p>desbravadoras.</p><p>9</p><p>Deixar de ver a tramontana era sinônimo de</p><p>desorientação. Sim, porque, para eles, valia mais</p><p>o céu estrelado que a terra. O Sul era região</p><p>desconhecida, imprevista; já o Norte tinha como</p><p>referência no firmamento um ponto luminoso</p><p>conhecido como a estrela Polar, uma espécie de</p><p>farol para os navegantes do Mediterrâneo,</p><p>sobretudo os genoveses e os venezianos. Na</p><p>linguagem deles, ela ficava transmontes, para</p><p>além dos montes, os Alpes. Perdê-la de vista era</p><p>perder a tramontana, perder o Norte.</p><p>No mundo de hoje, sujeito a tantas pressões,</p><p>muita gente não resiste a elas e entra em</p><p>parafuso. Além de perder as estribeiras, perde a</p><p>tramontana...</p><p>COTRIM, M. Língua Portuguesa, n. 15, jan. 2007.</p><p>Nesse texto, o autor remonta às origens da</p><p>expressão " perder a tramontana ". Ao tratar do</p><p>significada dessa expressão, utilizando a função</p><p>referencial da linguagem, o autor busca</p><p>a) apresentar seus indícios subjetivos.</p><p>b) convencer o leitor a utilizá-la.</p><p>c) expor dados reais de seu emprego.</p><p>d) explorar sua dimensão estética.</p><p>e) criticar sua origem conceitual.</p><p>5) (ENEM 2022)</p><p>Disponível em: www.facebook.com/senadofederal. Acesso em: 9 dez.</p><p>2017.</p><p>Considerando-se a função social dos posts, essa</p><p>imagem evidencia a apropriação de outro</p><p>gênero com o objetivo de</p><p>a) promover o uso adequado de campanhas</p><p>publicitárias do governo.</p><p>b) divulgar o projeto sobre transparência da</p><p>administração pública.</p><p>c) responsabilizar o cidadão pelo controle</p><p>dos gastos públicos.</p><p>d) delegar a gestão de projetos de lei ao</p><p>contribuinte.</p><p>e) assegurar a fiscalização dos gastos</p><p>públicos.</p><p>6) (ENEM 2022)</p><p>O complexo de falar difícil</p><p>O que importa realmente é que o(a) detentor(a)</p><p>do notável saber jurídico saiba quando e como</p><p>deve fazer uso desse português versão 2.0, até</p><p>porque não tem necessidade de alguém entrar</p><p>numa padaria de manhã com aquela cara de</p><p>sono falando o seguinte: “Por obséquio, Vossa</p><p>Senhoria teria a hipotética possibilidade de</p><p>estabelecer com minha pessoa uma relação de</p><p>compra e venda, mediante as imposições dos</p><p>códigos Civil e do Consumidor, para que seja</p><p>possível a obtenção de 10 pãezinhos em</p><p>temperatura estável para que a relação</p><p>pecuniária no valor de R$ 5,00, seja plenamente</p><p>legitima e capaz de saciar minha fome matinal?”</p><p>O problema é que temos uma cultura de valorizar</p><p>quem demonstra ser inteligente ao invés de</p><p>valorizar quem é. Pela nossa lógica, todo mundo</p><p>que fala difícil tende a ser mais inteligente do</p><p>que quem valoriza o simples, e 99,9% das pessoas</p><p>que estivessem na padaria iriam ficar</p><p>boquiabertas se alguém fizesse uso das palavras</p><p>que eu disse acima em plenas 7 da manhã em</p><p>vez de dizer: “Bom dia! O senhor poderia me</p><p>vender cinco reais de pão francês?”.</p><p>Agora entramos na parte interessante: o que</p><p>realmente é falar difícil? Simplesmente fazer uso</p><p>de palavras que a maioria não faz ideia do que</p><p>seja é um ato de falar difícil? Eu penso que não,</p><p>mas é assim que muita gente age. Falar difícil é</p><p>fazer uso do simples, mas com coerência e</p><p>coesão, deixar tudo amarradinho</p><p>gramaticamente falando. Falar difícil pode fazer</p><p>alguém parecer inteligente, mas não por muito</p><p>tempo. É claro que em alguns momentos na</p><p>verdade vários não temos como fugir do</p><p>português rebuscado, do juridiquês propriamente</p><p>dito, como no caso de documentos jurídicos entre</p><p>outros.</p><p>ARAÚJO, H. Disponível em: https://diariojurista.com.br. Acesso em: 20</p><p>nov. 2021 (adaptado).</p><p>10</p><p>Nesse artigo de opinião, ao fazer uso de uma</p><p>fala rebuscada no exemplo da compra do pão, o</p><p>autor evidencia a importância de(a)</p><p>a) se ter um notável saber jurídico.</p><p>b) valorização da</p><p>tecnologia?</p><p>a) 0,08 m/s2</p><p>b) 0,30 m/s2</p><p>c) 1,10 m/s2</p><p>d) 1,60 m/s2</p><p>e) 3,90 m/s2</p><p>5) (ENEM 2020) Você foi contratado para</p><p>sincronizar os quatro semáforos de uma avenida,</p><p>indicados pelas letras O, A, B e C, conforme a</p><p>figura.</p><p>Os semáforos estão separados por uma distância</p><p>de 500m. Segundo os dados estatísticos da</p><p>companhia controladora de trânsito, um veículo,</p><p>que está inicialmente parado no semáforo O,</p><p>60</p><p>tipicamente parte com aceleração constante de 1</p><p>m s–2 até atingir a velocidade de 72 km h–1 e, a</p><p>partir daí, prossegue com velocidade constante.</p><p>Você deve ajustar os semáforos A, B e C de modo</p><p>que eles mudem para a cor verde quando o</p><p>veículo estiver a 100 m de cruzá-los, para que ele</p><p>não tenha que reduzir a velocidade em nenhum</p><p>momento.</p><p>Considerando essas condições,</p><p>aproximadamente quanto tempo depois da</p><p>abertura do semáforo O os semáforos A, B e C</p><p>devem abrir, respectivamente?</p><p>a) 20s, 45s e 70s.</p><p>b) 25s, 50s e 75s.</p><p>c) 28s, 42s e 53s.</p><p>d) 30s, 55s e 80s.</p><p>e) 35s, 60s e 85s.</p><p>6) (ENEM 2016) Dois veículos que trafegam com</p><p>velocidade constante em uma estrada, na</p><p>mesma direção e sentido, devem manter entre si</p><p>uma distância mínima. Isso porque o movimento</p><p>de um veículo, até que ele pare totalmente,</p><p>ocorre em duas etapas, a partir do momento em</p><p>que o motorista detecta um problema que exige</p><p>uma freada brusca. A primeira etapa é associada</p><p>à distância que o veículo percorre entre o</p><p>intervalo de tempo da detecção do problema e o</p><p>acionamento dos freios. Já a segunda se</p><p>relaciona com a distância que o automóvel</p><p>percorre enquanto os freios agem com</p><p>desaceleração constante.</p><p>Considerando a situação descrita, qual esboço</p><p>gráfico representa a velocidade do automóvel</p><p>em relação à distância percorrida até parar</p><p>totalmente?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>7) (ENEM PPL 2010)</p><p>Rua da Passagem</p><p>Os automóveis atrapalham o trânsito.</p><p>Gentileza é fundamental.</p><p>Não adianta esquentar a cabeça.</p><p>Menos peso do pé no pedal.</p><p>O trecho da música, de Lenine e Arnaldo Antunes</p><p>(1999), ilustra a preocupação com o trânsito nas</p><p>cidades, motivo de uma campanha publicitária</p><p>de uma seguradora brasileira. Considere dois</p><p>automóveis, A e B, respectivamente conduzidos</p><p>por um motorista imprudente e por um motorista</p><p>consciente e adepto da campanha citada. Ambos</p><p>se encontram lado a lado no instante inicial t = 0</p><p>s, quando avistam um semáforo amarelo (que</p><p>indica atenção, parada obrigatória ao se tornar</p><p>vermelho). O movimento de A e B pode ser</p><p>analisado por meio do gráfico, que representa a</p><p>velocidade de cada automóvel em função do</p><p>tempo.</p><p>61</p><p>As velocidades dos veículos variam com o tempo</p><p>em dois intervalos: (I) entre os instantes 10 s e 20</p><p>s; (II) entre os instantes 30 s e 40 s. De acordo</p><p>com o gráfico, quais são os módulos das taxas de</p><p>variação da velocidade do veículo conduzido</p><p>pelo motorista imprudente, em m/s2, nos</p><p>intervalos (I) e (II), respectivamente?</p><p>a) 1,0 e 3,0</p><p>b) 2,0 e 1,0</p><p>c) 2,0 e 1,5</p><p>d) 2,0 e 3,0</p><p>e) 10,0 e 30,0</p><p>8) (ENEM PPL 2017) Um longo trecho retilíneo de</p><p>um rio tem um afluente perpendicular em sua</p><p>margem esquerda, conforme mostra a figura.</p><p>Observando de cima, um barco trafega com</p><p>velocidade constante pelo afluente para entrar</p><p>no rio. Sabe-se que a velocidade da correnteza</p><p>desse rio varia uniformemente, sendo muito</p><p>pequena junto à margem e máxima no meio. O</p><p>barco entra no rio e é arrastado lateralmente</p><p>pela correnteza, mas o navegador procura</p><p>mantê-lo sempre na direção perpendicular à</p><p>correnteza do rio e o motor acionado com a</p><p>mesma potência.</p><p>Pelas condições descritas, a trajetória que</p><p>representa o movimento seguido pelo barco é:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>9) (ENEM DIGITAL 2020) No Autódromo de</p><p>Interlagos, um carro de Fórmula 1 realiza a curva</p><p>S do Senna numa trajetória curvilínea. Enquanto</p><p>percorre esse trecho, o velocímetro do carro</p><p>indica velocidade constante.</p><p>Quais são a direção e o sentido da aceleração do</p><p>carro?</p><p>a) Radial, apontada para fora da curva.</p><p>b) Radial, apontada para dentro da curva.</p><p>c) Aceleração nula, portanto, sem direção</p><p>nem sentido.</p><p>d) Tangencial, apontada no sentido da</p><p>velocidade do carro.</p><p>e) Tangencial, apontada no sentido</p><p>contrário à velocidade do carro.</p><p>10) (ENEM 2009) O Brasil pode se transformar</p><p>no primeiro país das Américas a entrar no seleto</p><p>grupo das nações que dispõem de trens-bala. O</p><p>Ministério dos Transportes prevê o lançamento</p><p>do edital de licitação internacional para a</p><p>construção da ferrovia de alta velocidade</p><p>Rio-São Paulo. A viagem ligará os 403</p><p>quilômetros entre a Central do Brasil, no Rio, e a</p><p>Estação da Luz, no centro da capital paulista, em</p><p>uma hora e 25 minutos.</p><p>Disponível em: http://oglobo.globo.com Acesso em: 14 jul. 2009.</p><p>Devido à alta velocidade, um dos problemas a</p><p>ser enfrentado na escolha do trajeto que será</p><p>percorrido pelo trem é o dimensionamento das</p><p>curvas. Considerando-se que uma aceleração</p><p>lateral confortável para os passageiros e segura</p><p>para o trem seja de 0,1 g, em que g é a</p><p>aceleração da gravidade (considerada igual a 10</p><p>m/s²), e que a velocidade do trem se mantenha</p><p>constante em todo o percurso, seria correto</p><p>prever que as curvas existentes no trajeto</p><p>deveriam ter raio de curvatura mínimo de,</p><p>aproximadamente,</p><p>a) 80 m.</p><p>b) 430 m.</p><p>c) 800 m.</p><p>d) 1.600 m.</p><p>e) 6.400 m.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>62</p><p>63</p><p>MATEMÁTICA: Estatística e</p><p>Médias</p><p>1) (ENEM 2022) O gráfico apresenta os totais de</p><p>receitas e despesas de uma empresa, expressos</p><p>em milhão de reais, no decorrer dos meses de um</p><p>determinado ano. A empresa obtém lucro quando</p><p>a diferença entre receita e despesa é positiva e</p><p>tem prejuízo quando essa diferença é negativa.</p><p>Qual é a mediana, em milhão de reais, dos</p><p>valores dos lucros apurados pela empresa nesse</p><p>ano?</p><p>a) 1,5</p><p>b) 2,0</p><p>c) 2,9</p><p>d) 3,0</p><p>e) 5,5</p><p>2) (ENEM PPL 2019) O quadro apresenta a</p><p>quantidade de um tipo de pão vendido em uma</p><p>semana em uma padaria.</p><p>O dono da padaria decidiu que, na semana</p><p>seguinte, a produção diária desse tipo de pão</p><p>seria igual ao número de pães vendidos no dia</p><p>da semana em que tal quantidade foi a mais</p><p>próxima da média das quantidades vendidas na</p><p>semana.</p><p>O dia da semana utilizado como referência para</p><p>a quantidade de pães a serem produzidos</p><p>diariamente foi</p><p>a) domingo.</p><p>b) segunda-feira.</p><p>c) terça-feira.</p><p>d) quarta-feira.</p><p>e) sábado.</p><p>3) (ENEM PPL 2018) Em 2012, o PNUD Brasil, o</p><p>Ipea e a Fundação João Pinheiro assumiram o</p><p>desafio de adaptar a metodologia do Índice de</p><p>Desenvolvimento Humano (IDH) global para</p><p>calcular o Índice de Desenvolvimento Humano</p><p>Municipal (IDHM) dos 5.565 municípios brasileiros</p><p>com base nos dados do Censo Demográfico de</p><p>2010. Também se recalculou o IDHM, pela</p><p>metodologia adotada, para os anos de 1990 e</p><p>2000, para permitir a comparabilidade temporal</p><p>e espacial entre os municípios.</p><p>No quadro são apresentados os dados de cinco</p><p>cidades brasileiras.</p><p>Disponível em: http://atlasbrasil.org.br. Acesso em: 26 abr. 2014</p><p>(adaptado)</p><p>Uma ONG decide fazer um trabalho de</p><p>acompanhamento com a cidade que teve a</p><p>menor média aritmética dos IDHM das três</p><p>últimas décadas dentre as cinco cidades</p><p>analisadas.</p><p>Com base nos dados fornecidos, qual foi o</p><p>município escolhido pela ONG?</p><p>a) Florianópolis.</p><p>b) Águas de São Pedro.</p><p>c) Balneário Camboriú.</p><p>d) São Caetano do Sul.</p><p>e) Vitória.</p><p>4) (ENEM PPL 2018) No final de uma matéria</p><p>sobre sorte e azar publicada em uma revista, o</p><p>leitor tem a opção de realizar um teste no qual</p><p>ele deve responder a dez perguntas sobre cinco</p><p>temas, sendo cinco sobre sorte e cinco sobre</p><p>azar. Para cada pergunta, o leitor marca apenas</p><p>uma alternativa dentre as seis opções de</p><p>respostas, sendo que a alternativa escolhida está</p><p>64</p><p>associada a uma nota entre os valores 1, 3, 5, 7, 8</p><p>e 9.</p><p>Um leitor respondeu ao teste, obtendo as notas</p><p>de sorte e de azar para as perguntas e</p><p>representou-as no Quadro 1.</p><p>O resultado do teste x é calculado como sendo a</p><p>diferença entre as médias aritméticas das notas</p><p>de sorte e de azar, nessa ordem. A classificação</p><p>desse resultado é dada de acordo com o Quadro</p><p>2.</p><p>De acordo com os dados apresentados, a</p><p>classificação do resultado do teste desse leitor é</p><p>a) “Você é azarado”.</p><p>b) “Você é sortudo”.</p><p>c) “Você é muito</p><p>azarado”.</p><p>d) “Você é muito sortudo”.</p><p>e) “Você está na média”.</p><p>5) (ENEM PPL 2017) Numa turma de inclusão de</p><p>jovens e adultos na educação formal profissional</p><p>(Proeja), a média aritmética das idades dos seus</p><p>dez alunos é de 32 anos. Em determinado dia, o</p><p>aluno mais velho da turma faltou e, com isso, a</p><p>média aritmética das idades dos nove alunos</p><p>presentes foi de 30 anos.</p><p>Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 10 mar. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Qual é a idade do aluno que faltou naquela</p><p>turma?</p><p>a) 18</p><p>b) 20</p><p>c) 31</p><p>d) 50</p><p>e) 62</p><p>6) (ENEM PPL 2017) Cinco regiões de um país</p><p>estão buscando recursos no Governo Federal</p><p>para diminuir a taxa de desemprego de sua</p><p>população. Para decidir qual região receberia o</p><p>recurso, foram colhidas as taxas de desemprego,</p><p>em porcentagem, dos últimos três anos. Os dados</p><p>estão apresentados na tabela.</p><p>Ficou decidido que a região contemplada com a</p><p>maior parte do recurso seria aquela com a maior</p><p>mediana das taxas de desemprego dos últimos</p><p>três anos. Os dados estão apresentados na</p><p>tabela.</p><p>Ficou decidido que a região contemplada com a</p><p>maior parte do recurso seria aquela com a maior</p><p>mediana das taxas de desemprego dos últimos</p><p>três anos.</p><p>A região que deve receber a maior parte do</p><p>recurso é a</p><p>a) A.</p><p>b) B.</p><p>c) C.</p><p>d) D.</p><p>e) E.</p><p>7) (ENEM PPL 2014) Os sistemas de cobrança</p><p>dos serviços de táxi nas cidades A e B são</p><p>distintos. Uma corrida de táxi na cidade A é</p><p>calculada pelo valor fixo da bandeira, que é de</p><p>R$ 3,45, mais R$ 2,05 por quilômetro rodado. Na</p><p>cidade B, a corrida é calculada pelo valor fixo da</p><p>bandeirada, que é de R$ 3,60, mais R$ 1,90 por</p><p>quilômetro rodado.</p><p>Uma pessoa utilizou o serviço de táxi nas duas</p><p>cidades para percorrer a mesma distância de 6</p><p>km.</p><p>Qual o valor que mais se aproxima da diferença,</p><p>em reais, entre as médias do custo por</p><p>quilômetro rodado ao final das duas corridas?</p><p>a) 0,75</p><p>b) 0,45</p><p>c) 0,38</p><p>65</p><p>d) 0,33</p><p>e) 0,13</p><p>8) (ENEM PPL 2011) Os alunos da 3ª série do</p><p>ensino médio da escola Z fizeram dois simulados</p><p>de matemática, cada um com 8 questões de</p><p>múltipla escolha, no valor de 0,5 ponto cada. Há</p><p>apenas uma alternativa correta por questão. O</p><p>quadro mostra o percentual de alunos que</p><p>acertaram cada questão, em cada um dos</p><p>simulados.</p><p>Sabendo-se que o número de alunos que fizeram</p><p>os simulados foi o mesmo, a média geral da</p><p>turma, considerando as notas dos dois</p><p>simulados, mais aproximada, é de,</p><p>a) 7,4.</p><p>b) 3,7.</p><p>c) 3,4.</p><p>d) 1,9.</p><p>e) 1,7.</p><p>9) (ENEM PPL 2010) Com o intuito de tentar</p><p>prever a data e o valor do reajuste do próximo</p><p>salário mínimo, José primeiramente observou o</p><p>quadro dos reajustes do salário mínimo de abril</p><p>de 2000 até fevereiro de 2009, mostrada a seguir.</p><p>Ele procedeu da seguinte maneira: computou o</p><p>menor e o maior intervalo entre dois reajustes e</p><p>computou a média dos valores encontrados, e</p><p>usou este resultado para predizer a data do</p><p>próximo aumento. Em seguida, determinou o</p><p>menor e o maior reajuste percentual ocorrido,</p><p>tomou a média e usou este resultado para</p><p>determinar o valor aproximado do próximo</p><p>salário.</p><p>De acordo com os cálculos de José, a data do</p><p>novo reajuste do salário mínimo e o novo valor</p><p>aproximado do mesmo seriam, respectivamente,</p><p>a) fevereiro de 2010 e R$ 530,89.</p><p>b) fevereiro de 2010 e R$ 500,00.</p><p>c) fevereiro de 2010 e R$ 527,27.</p><p>d) janeiro de 2010 e R$ 530,89.</p><p>e) janeiro de 2010 e R$ 500,00.</p><p>10) (ENEM 2022) Nos cinco jogos finais da última</p><p>temporada, com uma média de 18 pontos por</p><p>jogo, um jogador foi eleito o melhor do</p><p>campeonato de basquete. Na atual temporada,</p><p>cinco jogadores têm a chance de igualar ou</p><p>melhorar essa média. No quadro estão</p><p>registradas as pontuações desses cinco</p><p>jogadores nos quatro primeiros jogos das finais</p><p>deste ano.</p><p>O quinto e último jogo será realizado para decidir</p><p>a equipe campeã e qual o melhor jogador da</p><p>temporada.</p><p>O jogador que precisa fazer a menor quantidade</p><p>de pontos no quinto jogo, para igualar a média</p><p>de pontos do melhor jogador da temporada</p><p>passada, é o</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>66</p><p>HISTÓRIA: Feudalismo, Idade</p><p>Média e Renascimento</p><p>1) (ENEM 2022) Ainda que a fome ocorrida na</p><p>Itália em 536 tenha origem nos eventos</p><p>climáticos, suas implicações são tanto políticas</p><p>quanto econômicas. Nos primeiros séculos da</p><p>Idade Média, o auxílio aos famintos se inscreve</p><p>no domínio da gestão pública, mesmo quando a</p><p>ação de seus agentes é apresentada sob o</p><p>ângulo da piedade e da caridade individuais,</p><p>como é o caso da Gália merovíngia. Assim, o fato</p><p>de que as respostas à fome são mostradas, na</p><p>Gália, como o fruto de iniciativas pessoais</p><p>fundadas no imperativo da caridade deriva da</p><p>natureza das fontes do século VI.</p><p>SILVA, M. C. Os agentes públicos e a fome nos primeiros séculos da</p><p>Idade Média. Varia Historia, n. 60, set.-dez. 2016 (adaptado</p><p>Na conjuntura histórica destacada no texto, o</p><p>dever de agir em face da situação de crise</p><p>apresentada pertencia à jurisdição</p><p>a) da nobreza, proveniente da obrigação de</p><p>proteção ao campesinato livre.</p><p>b) da realeza, decorrente do conceito de</p><p>governo subjacente à monarquia cristã.</p><p>c) dos mosteiros, resultante do caráter</p><p>fraternal afirmado nas regras monásticas.</p><p>d) dos bispados, consequente da</p><p>participação dos clérigos nos assuntos</p><p>comunitários.</p><p>e) das corporações, procedente do padrão</p><p>assistencialista previsto nas normas</p><p>estatutárias.</p><p>2) (ENEM PPL 2014) Veneza, emergindo</p><p>obscuramente ao longo do início da Idade Média</p><p>das águas às quais devia sua imunidade a</p><p>ataques, era nominalmente submetida ao</p><p>Império Bizantino, mas, na prática, era uma</p><p>cidade-estado independente na altura do século</p><p>X. Veneza era única na cristandade por ser uma</p><p>comunidade comercial: "Essa gente não lavra,</p><p>semeia ou colhe uvas", como um surpreso</p><p>observador do século XI constatou.</p><p>Comerciantes venezianos puderam negociar</p><p>termos favoráveis para comerciar com</p><p>Constantinopla, mas também se relacionaram</p><p>com mercadores do islã.</p><p>FLETCHER, R. A cruz e o crescente: cristianismo e islã, de Maomé à</p><p>Reforma. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004</p><p>A expansão das atividades de trocas na Baixa</p><p>Idade Média, dinamizadas por centros como</p><p>Veneza, reflete o(a)</p><p>a) importância das cidades comerciais.</p><p>b) integração entre a cidade e o campo.</p><p>c) dinamismo econômico da Igreja cristã.</p><p>d) controle da atividade comercial pela</p><p>nobreza feudal.</p><p>e) ação reguladora dos imperadores</p><p>durante as trocas comerciais.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) Sempre que se evoca</p><p>o tema do Renascimento, a imagem que</p><p>imediatamente nos vem à mente é a dos grandes</p><p>artistas plásticos e de suas obras mais famosas,</p><p>amplamente reproduzidas e difundidas até os</p><p>nossos dias, como a Monalisa e a Última ceia, de</p><p>Leonardo da Vinci, o Juízo final, a Pietá e o</p><p>Moisés, de Michelangelo, assim como as</p><p>inúmeras e suaves Madonas, de Rafael, que</p><p>permanecem ainda como modelo mais frequente</p><p>de representação da mãe de Cristo. Como</p><p>veremos, de fato, as artes plásticas acabaram se</p><p>convertendo num centro de convergência de</p><p>todas as principais tendências da cultura</p><p>renascentista.</p><p>SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Atual, 1988 (adaptado).</p><p>Esse movimento cultural, inserido no processo de</p><p>transição da modernidade europeia,</p><p>caracterizou-se pela</p><p>a) validação da teoria geocêntrica.</p><p>b) valorização da integração religiosa.</p><p>c) afirmação dos princípios humanistas.</p><p>d) legitimação das tradições aristocráticas.</p><p>e) incorporação das representações góticas.</p><p>4) (ENEM PPL 2012) Assentado, portanto, que a</p><p>Escritura, em muitas passagens, não apenas</p><p>admite, mas necessita de exposições diferentes</p><p>do significado aparente das palavras, parece–me</p><p>que, nas discussões naturais, deveria ser deixada</p><p>em último lugar.</p><p>GALILEI, G. Carta a Dom Benedetto Castelli. In: Ciência e fé: cartas de</p><p>Galileu sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia. São Paulo:</p><p>Unesp, 2009 (adaptado).</p><p>O texto, extraído da carta escrita por Galileu</p><p>(1564-1642) cerca de trinta anos antes de sua</p><p>condenação pelo Tribunal do Santo Ofício,</p><p>discute a relação entre ciência e fé, problemática</p><p>cara no século XVII. A declaração de Galileu</p><p>defende que</p><p>67</p><p>a) a bíblia, por registrar literalmente a</p><p>palavra divina, apresenta a verdade dos</p><p>fatos naturais, tornando-se guia para a</p><p>ciência.</p><p>b) o significado aparente daquilo que é lido</p><p>acerca da natureza na bíblia constitui</p><p>uma referência primeira.</p><p>c) as diferentes exposições quanto ao</p><p>significado das palavras bíblicas devem</p><p>evitar confrontos com os dogmas da</p><p>Igreja.</p><p>d) a bíblia deve receber uma interpretação</p><p>literal porque, desse modo, não será</p><p>desviada a verdade natural.</p><p>e) os intérpretes precisam propor, para as</p><p>passagens bíblicas, sentidos que</p><p>ultrapassem o significado imediato das</p><p>palavras.</p><p>5) (ENEM 2021) Desde o século XII que a</p><p>cristandade ocidental era agitada pelo desafio</p><p>lançado pela cultura profana – a dos romances</p><p>de cavalaria, mas também a cultura folclórica</p><p>dos camponeses e igualmente a dos citadinos, de</p><p>caráter mais jurídico – à cultura eclesiástica, cujo</p><p>veículo era o latim. Francisco de Assis veio alterar</p><p>a situação, propondo aos seus ouvintes uma</p><p>mensagem acessível a todos e, simultaneamente,</p><p>enobrecendo a língua vulgar através do seu uso</p><p>na religião.</p><p>VAUCHEZ, A. A espiritualidade da Idade Média Ocidental, séc. VIII-XIII.</p><p>Lisboa: Estampa, 1995.</p><p>O comportamento desse religioso demonstra</p><p>uma preocupação com as características</p><p>assumidas pela Igreja e com as desigualdades</p><p>sociais compartilhada no seu tempo pelos(as)</p><p>a) senhores feudais.</p><p>b) movimentos heréticos.</p><p>c) integrantes das Cruzadas.</p><p>d) corporações de ofícios.</p><p>e) universidades medievais.</p><p>6) (ENEM PPL 2013)</p><p>Queixume das operárias da seda</p><p>Sempre tecemos panos de seda</p><p>E nem por isso vestiremos melhor […]</p><p>Nunca seremos capazes de ganhar tanto</p><p>Que possamos ter melhor comida […]</p><p>Pois a obra de nossas mãos</p><p>Nenhuma de nós terá para se manter […]</p><p>E estamos em grande miséria</p><p>Mas, com os nossos salários, enriquece aquele</p><p>para</p><p>quem trabalhamos</p><p>Grande parte das noites ficamos acordadas</p><p>E todo o dia para isso ganhar</p><p>Ameaçam-nos de nos moer de pancada</p><p>Os membros quando descansamos</p><p>E assim, não nos atrevemos a repousar.</p><p>CHRÉTIEN DE TROYES apud LE GOFF. J. Civilização do Ocidente</p><p>Medieval.</p><p>Lisboa: Edições 70, 1992.</p><p>Tendo em vista as transformações</p><p>socioeconômicas da Europa Ocidental durante a</p><p>Baixa Idade Média, o texto apresenta a seguinte</p><p>situação:</p><p>a) Uso da coerção no mundo do trabalho</p><p>artesanal.</p><p>b) Deslocamento das trabalhadoras do</p><p>campo para as cidades.</p><p>c) Desorganização do trabalho pela</p><p>introdução do assalariamento.</p><p>d) Enfraquecimento dos laços que ligavam</p><p>patrões e empregadas.</p><p>e) Ganho das artífices pela introdução da</p><p>remuneração pelo seu trabalho.</p><p>7) (ENEM PPL 2018)</p><p>TEXTO I</p><p>É da maior utilidade saber falar de modo a</p><p>persuadir e conter o arrebatamento dos espíritos</p><p>desviados pela doçura da sua eloquência. Foi</p><p>com este fim que me apliquei a formar uma</p><p>biblioteca. Desde há muito tempo em Roma, em</p><p>toda a Itália, na Germânia e na Bélgica, gastei</p><p>muito dinheiro para pagar a copistas e livros,</p><p>ajudado em cada província pela boa vontade e</p><p>solicitude dos meus amigos.</p><p>GEBERTO DE AURILLAC. Lettres. Século X. Apud PEDRERO-SÁNCHEZ, M.</p><p>G. História da Idade Média: texto e testemunhas. São Paulo: Unesp,</p><p>2000.</p><p>TEXTO II</p><p>Eu não sou doutor nem sequer sei do que trata</p><p>esse livro; mas, como a gente tem que se</p><p>acomodar às exigências da boa sociedade de</p><p>Córdova, preciso ter uma biblioteca. Nas minhas</p><p>prateleiras tenho um buraco exatamente do</p><p>tamanho desse livro e como vejo que tem uma</p><p>letra e encadernação muito bonitas, gostei dele e</p><p>quis comprá-lo. Por outro lado, nem reparei no</p><p>preço. Graças a Deus sobra-me dinheiro para</p><p>essas coisas.</p><p>AL HADRAMI. Século X. Apud PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. A Península</p><p>Ibérica entre o Oriente e o Ocidente: cristãos, judeus e muçulmanos. São</p><p>Paulo: Atual, 2002.</p><p>68</p><p>Nesses textos do século X, percebem-se visões</p><p>distintas sobre os livros e as bibliotecas em uma</p><p>sociedade marcada pela</p><p>a) difusão da cultura favorecida pelas</p><p>atividades urbanas.</p><p>b) laicização do saber, que era facilitada</p><p>pela educação nobre.</p><p>c) ampliação da escolaridade realizada</p><p>pelas corporações de ofício.</p><p>d) evolução da ciência que era provocada</p><p>pelos intelectuais bizantinos.</p><p>e) publicização das escrituras, que era</p><p>promovida pelos sábios religiosos.</p><p>8) (ENEM 2019) O cristianismo incorporou</p><p>antigas práticas relativas ao fogo para criar uma</p><p>festa sincrética. A igreja retomou a distância de</p><p>seis meses entre os nascimentos de Jesus Cristo</p><p>e João Batista e instituiu a data de</p><p>comemoração a este último de tal maneira que</p><p>as festas do solstício de verão europeu com suas</p><p>tradicionais fogueiras se tomaram “fogueiras de</p><p>São João”. A festa do fogo e da luz no entanto</p><p>não foi imediatamente associada a São João</p><p>Batista. Na Baixa Idade Média, algumas práticas</p><p>tradicionais da festa (como banhos, danças e</p><p>cantos) foram perseguidas por monges e bispos.</p><p>A partir do Concílio de Trento (1545-1563), a</p><p>Igreja resolveu adotar celebrações em torno do</p><p>fogo e associá-las à doutrina cristã.</p><p>CHIANCA, L. Devoção e diversão: expressões contemporâneas de festas</p><p>e santos católicos. Revista Anthropológicas, n. 18, 2007 (adaptado).</p><p>Com o objetivo de se fortalecer, a instituição</p><p>mencionada no texto adotou as práticas</p><p>descritas, que consistem em</p><p>a) promoção de atos ecumênicos.</p><p>b) fomento de orientações bíblicas.</p><p>c) apropriação de cerimônias seculares.</p><p>d) retomada de ensinamentos apostólicos.</p><p>e) ressignificação de rituais</p><p>fundamentalistas.</p><p>9) (ENEM 2008) A Peste Negra dizimou boa</p><p>parte da população européia, com efeitos sobre</p><p>o crescimento das cidades. O conhecimento</p><p>médico da época não foi suficiente para conter a</p><p>epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura</p><p>escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de</p><p>dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas</p><p>cobertas com terra e, assim que essas fossas</p><p>ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei</p><p>meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...)</p><p>E morreram tantos que todos achavam que era o</p><p>fim do mundo.”</p><p>Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M.</p><p>Bowsky. The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971</p><p>(com adaptações).</p><p>O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente</p><p>da Peste Negra, que assolou a Europa durante</p><p>parte do século XIV, sugere que</p><p>a) o flagelo da Peste Negra foi associado ao</p><p>fim dos tempos.</p><p>b) a Igreja buscou conter o medo da morte,</p><p>disseminando o saber médico.</p><p>c) a impressão causada pelo número de</p><p>mortos não foi tão forte, porque as</p><p>vítimas eram poucas e identificáveis.</p><p>d) houve substancial queda demográfica na</p><p>Europa no período anterior à Peste.</p><p>e) o drama vivido pelos sobreviventes era</p><p>causado pelo fato de os cadáveres não</p><p>serem enterrados.</p><p>10) (ENEM PPL 2009) As imagens nas figuras a</p><p>seguir ilustram organizações produtivas de duas</p><p>sociedades do passado.</p><p>COLEÇÂO. Grandes impérios e civilizações. Madrid: Del Prado, 1996, p.</p><p>156.</p><p>69</p><p>O trabalho no campo foi, durante muito tempo,</p><p>uma das atividades fundamentais para a</p><p>estruturação e o desenvolvimento das</p><p>sociedades, como mostram as figuras 1 e 2.</p><p>Nessas figuras, as características arquitetônicas,</p><p>tecnológicas e sociais retratam, respectivamente,</p><p>a) o agrarismo romano e o escravismo</p><p>grego.</p><p>b) a pecuária romana e a agricultura</p><p>escravista grega.</p><p>c) a maquinofatura medieval e a pecuária</p><p>na Antiguidade.</p><p>d) a agricultura escravista romana e o</p><p>feudalismo medieval.</p><p>e) o feudalismo medieval e a agricultura</p><p>familiar no Antigo Egito.</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Interpretação Textual</p><p>1) (ENEM DIGITAL 2020) Os cuidados com o</p><p>corpo vão se tornando uma exigência na</p><p>modernidade e implicam a convergência de uma</p><p>série de elementos: as tecnologias, para tanto,</p><p>vão se desenvolvendo de maneira acelerada; o</p><p>mercado dos produtos e serviços voltados para o</p><p>corpo vai se expandindo; a higiene que</p><p>fundamentava esses cuidados vai sendo</p><p>substituída pelos prazeres do “corpo”, implicação</p><p>lógica do processo de secularização, no qual há a</p><p>identificação da personalidade dos indivíduos</p><p>com sua aparência. Por todas essas</p><p>circunstâncias, o cuidado com o corpo</p><p>transforma-se numa ditadura do corpo, um corpo</p><p>que corresponda à expectativa desse tempo, um</p><p>corpo que seja trabalhado arduamente e do qual</p><p>os vestígios de naturalidade</p><p>sejam eliminados.</p><p>SILVA, A. M. Corpo, ciência e mercado: reflexões acerca da gestação de</p><p>um novo arquétipo da felicidade. Campinas: Autores Associados;</p><p>Florianópolis: UFSC, 2001.</p><p>O fenômeno social identificado, em relação à</p><p>presença do corpo na sociedade, indica que</p><p>a) as tecnologias, o mercado dos produtos e</p><p>serviços e a higiene criaram uma</p><p>ditadura do corpo.</p><p>b) os cuidados com o corpo na modernidade</p><p>reforçam a naturalidade da</p><p>personalidade do indivíduo.</p><p>c) a expansão das tecnologias de cuidado</p><p>reduz o impacto desempenhado pelos</p><p>padrões estéticos na construção da</p><p>imagem corporal.</p><p>d) o enfraquecimento atual dos padrões de</p><p>beleza favorece o crescimento do</p><p>mercado de produtos e serviços voltados</p><p>aos cuidados estéticos.</p><p>e) os padrões estéticos desempenham uma</p><p>importante função social à medida que</p><p>induzem à melhoria dos indicadores de</p><p>saúde na população.</p><p>2) (ENEM 2022) A conquista da medalha de</p><p>prata por Rayssa Leal, no skate street nos Jogos</p><p>Olímpicos, é exemplo da representatividade</p><p>feminina no esporte, avalia a âncora do jornal da</p><p>rede de televisão da CNN. A apresentadora, que</p><p>também anda de skate, celebrou a vitória da</p><p>brasileira, que entrou para a história como a</p><p>atleta mais nova a subir num pódio defendendo</p><p>o Brasil. “Essa representatividade do esporte nos</p><p>Jogos faz pensarmos que não temos que ficar</p><p>nos encaixando em nenhum lugar. Posso gostar</p><p>de passar notícia e, mesmo assim, gostar de</p><p>skate, subir montanha, mergulhar, andar de bike,</p><p>fazer yoga”. Temos que parar de ficar</p><p>enquadrando as pessoas dentro das regras. A</p><p>gente vive num padrão no qual a menina ganha</p><p>boneca, mas por que também não fazer um</p><p>esporte de aventura? Por que o homem pode se</p><p>machucar, cair de joelhos, e a menina tem que</p><p>estar sempre lindinha dentro de um padrão?</p><p>Acabamos limitando os talentos das pessoas”,</p><p>afirmou a jornalista, sobre a prática do skate por</p><p>mulheres.</p><p>Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 31 out. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>O discurso da jornalista traz questionamentos</p><p>sobre a relação da conquista da skatista com a</p><p>a) conciliação do jornalismo com a prática</p><p>do skate.</p><p>b) inserção das mulheres na modalidade</p><p>skate street.</p><p>c) desconstrução da noção do skate como</p><p>modalidade masculina.</p><p>d) vanguarda de ser a atleta mais jovem a</p><p>subir no pódio olímpico</p><p>e) conquista de medalha nos Jogos</p><p>Olímpicos de Tóquio.</p><p>70</p><p>3) (ENEM PPL 2018)</p><p>Uma língua, múltiplos falares</p><p>Desde suas origens, o Brasil tem uma língua</p><p>dividida em falares diversos. Mesmo antes da</p><p>chegada dos portugueses, o território brasileiro</p><p>já era multilíngue. Havia cerca de 1,2 mil línguas</p><p>faladas pelos povos indígenas. O português</p><p>trazido pelo colonizador tampouco era uma</p><p>língua homogênea, havia variações dependendo</p><p>da região de Portugal de onde ele vinha. Há de</p><p>se considerar também que a chegada de falantes</p><p>de português acontece em diferentes etapas, em</p><p>momentos históricos específicos. Na cidade de</p><p>São Paulo, por exemplo, temos primeiramente o</p><p>encontro linguístico de portugueses com índios e,</p><p>além dos negros da África, vieram italianos,</p><p>japoneses, alemães, árabes, todos com suas</p><p>línguas. “Todo este processo vai produzindo</p><p>diversidades linguísticas que caracterizam</p><p>falares diferentes”, afirma um linguista da</p><p>Unicamp. Daí que na mesma São Paulo pode-se</p><p>encontrar modos de falar distintos como o de</p><p>Adoniran Barbosa, que eternizou em suas</p><p>composições o sotaque típico de um filho de</p><p>imigrantes italianos, ou o chamado erre</p><p>retroflexo, aquele erre dobrado que, junto com a</p><p>letra i, resulta naquele jeito de falar “cairne” e</p><p>“poirta” característico do interior de São Paulo.</p><p>MARIUZZO, P. Disponível em: www.labjor.unicamp.br. Acesso em: 30 jul.</p><p>2012 (adaptado).</p><p>A partir desse breve histórico da língua</p><p>portuguesa no Brasil, um dos elementos de</p><p>identidade nacional, entende-se que a</p><p>diversidade linguística é resultado da</p><p>a) imposição da língua do colonizador sobre</p><p>as línguas indígenas.</p><p>b) interação entre os falantes de línguas e</p><p>culturas diferentes.</p><p>c) sobreposição das línguas europeias sobre</p><p>as africanas e indígenas.</p><p>d) heterogeneidade da língua trazida pelo</p><p>colonizador.</p><p>e) preservação dos sotaques característicos</p><p>dos imigrantes.</p><p>4) (ENEM 2017) A lavadeira começou a viver</p><p>como uma serviçal que impõe respeito e não</p><p>mais como escrava. Mas essa regalia súbita foi</p><p>efêmera. Meus irmãos, nos frequentes deslizes</p><p>que adulteravam este novo relacionamento,</p><p>eram dardejados pelo olhar severo de Emilie; eles</p><p>nunca suportaram de bom grado que uma índia</p><p>passasse a comer na mesa da sala, usando os</p><p>mesmos talheres e pratos, e comprimindo com os</p><p>lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma</p><p>porcelana das xícaras de café. Uma espécie de</p><p>asco e repulsa tingia-lhes o rosto, já não comiam</p><p>com a mesma saciedade e recusavam-se a</p><p>elogiar os pastéis de picadinho de carneiro, os</p><p>folheados de nata e tâmara, e o arroz com</p><p>amêndoas, dourado, exalando um cheiro de</p><p>cebola tostada. Aquela mulher, sentada e muda,</p><p>com o rosto rastreado de rugas, era capaz de</p><p>tirar o sabor e o odor dos alimentos e de suprimir</p><p>a voz e o gesto como se o seu silêncio ou a sua</p><p>presença que era só silêncio impedisse o outro de</p><p>viver.</p><p>HATOUM, M. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Cia. das Letras,</p><p>2000.</p><p>Ao apresentar uma situação de tensão em</p><p>família, o narrador destila, nesse fragmento, uma</p><p>percepção das relações humanas e sociais</p><p>demarcada pelo</p><p>a) predomínio dos estigmas de classe e de</p><p>raça sobre a intimidade da convivência.</p><p>b) discurso da manutenção de uma ética</p><p>doméstica contra a subversão dos</p><p>valores.</p><p>c) desejo de superação do passado de</p><p>escassez em prol do presente de</p><p>abastança.</p><p>d) sentimento de insubordinação à</p><p>autoridade representada pela matriarca</p><p>da família.</p><p>e) rancor com a ingratidão e a hipocrisia</p><p>geradas pelas mudanças nas regras da</p><p>casa.</p><p>5) (ENEM 2017) No esporte-participação ou</p><p>esporte popular, a manifestação ocorre no</p><p>princípio do prazer lúdico, que tem como</p><p>finalidade o bem-estar social dos seus</p><p>praticantes. Está associado intimamente com o</p><p>lazer e o tempo livre e ocorre em espaços não</p><p>comprometidos com o tempo e fora das</p><p>obrigações da vida diária. Tem como propósitos</p><p>a descontração, a diversão, o desenvolvimento</p><p>pessoal e o relacionamento com as pessoas.</p><p>Pode-se afirmar que o esporte-participação, por</p><p>ser a dimensão social do esporte mais</p><p>inter-relacionada com os caminhos</p><p>democráticos, equilibra o quadro de</p><p>desigualdades de oportunidades esportivas</p><p>71</p><p>encontrado na dimensão esporte-performance.</p><p>Enquanto o esporte-performance só permite</p><p>sucesso aos talentos ou àqueles que tiveram</p><p>condições, o esporte-participação favorece o</p><p>prazer a todos que dele desejarem tomar parte.</p><p>GODTSFRIEDT, J. Esporte e sua relação com a sociedade: uma síntese</p><p>bibliográfica. Revista Digital-EFDeportes, n. 142, mar. 2010.</p><p>O sentido de esporte-participação construído no</p><p>texto está fundamentalmente presente</p><p>a) nos Jogos Olímpicos, uma vez que</p><p>reúnem diversos países na disputa de</p><p>diferentes modalidades esportivas.</p><p>b) nas competições de esportes individuais,</p><p>uma vez que o sucesso de um indivíduo</p><p>incentiva a participação dos demais.</p><p>c) nos campeonatos oficiais de futebol,</p><p>regionais e nacionais, por se tratar de</p><p>uma modalidade esportiva muito popular</p><p>no país.</p><p>d) nas competições promovidas pelas</p><p>federações e confederações, cujo objetivo</p><p>é a formação e a descoberta de talentos.</p><p>e) nas modalidades esportivas adaptadas,</p><p>cujo objetivo é o maior engajamento dos</p><p>cidadãos.</p><p>6) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Disponível em: https://amigodobicho.wordpress.com/. Acesso em: 10</p><p>dez. 2017.</p><p>TEXTO II</p><p>Nas ruas, na cidade e no parque</p><p>Ninguém nunca prendeu o Delegado. O vaivém</p><p>de rua em rua e sua longa vida são relembrados</p><p>e recontados. Exemplo de sobrevivência,</p><p>liderança, inteligência canina, desde</p><p>pequenininho seu focinho negro e seus olhos</p><p>delineados desenharam um mapa mental</p><p>olfativo-visual de Lavras. Corria de quem</p><p>precisava correr e se aproximava de quem não</p><p>lhe faria mal, distinguia este daquele. Assim,</p><p>tornou-se um cão comunitário. Nunca se soube</p><p>por que escolheu a rua, talvez lhe tenham feito</p><p>mal dentro de quatro paredes.</p><p>Idoso, teve câncer</p><p>e desapareceu. O querido foi procurado pela</p><p>cidade inteira por duas protetoras, mas nunca</p><p>encontrado.</p><p>COSTA, A. R. N. Viver o amor aos cães: Parque Francisco de Assis. Carmo</p><p>do Cachoeira: Irdin, 2014 (adaptado).</p><p>Os dois textos abordam a temática de animais</p><p>de rua, porém, em relação ao Texto I, o Texto II</p><p>a) problematiza a necessidade de adoção</p><p>de animais sem lar.</p><p>b) valida a troca afetiva entre os pets</p><p>adotados e seus donos.</p><p>c) reforça a importância da campanha de</p><p>adoção de animais.</p><p>d) exalta a natureza amigável de cães e de</p><p>gatos.</p><p>e) promove a campanha de adoção de</p><p>animais.</p><p>7) (ENEM 2022) Pisoteamento, arrastão,</p><p>empurra-empurra, agressões, vandalismo e até</p><p>furto a um torcedor que estava caído no asfalto</p><p>após ter sido atropelado nas imediações do</p><p>estádio do Maracanã. As cenas de selvageria</p><p>tiveram como estopim a invasão de milhares de</p><p>torcedores sem ingresso, que furaram o bloqueio</p><p>policial e transformaram o estádio em terra de</p><p>ninguém. Um reflexo não só do quadro de</p><p>insegurança que assola o Rio de Janeiro, mas</p><p>também de como a violência social se embrenha</p><p>pelo esporte mais popular do país. Em 2017,</p><p>foram registrados 104 episódios de violência no</p><p>futebol brasileiro, que resultaram em 11 mortes</p><p>de torcedores. Desde 1995, quando 101</p><p>torcedores ficaram feridos e um morreu durante</p><p>uma batalha campal no estádio do Pacaembu,</p><p>autoridades brasileiras têm focado as ações de</p><p>enfrentamento à violência no futebol em grupos</p><p>uniformizados, alguns proibidos de frequentar</p><p>estádios. Porém, a postura meramente repressiva</p><p>contra torcidas organizadas é ineficaz em uma</p><p>sociedade que registra mais de 61000 homicídios</p><p>por ano. “É impossível dissociar a escalada de</p><p>violência no futebol do panorama de desordem</p><p>pública, social, econômica e política vivida pelo</p><p>país”, de acordo com um doutor em sociologia do</p><p>esporte.</p><p>Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 22 jun. 2019</p><p>(adaptado).</p><p>72</p><p>Nesse texto, a violência no futebol está</p><p>caracterizada como um(a)</p><p>a) problema social localizado numa região</p><p>do país.</p><p>b) desafio para as torcidas organizadas dos</p><p>clubes.</p><p>c) reflexo da precariedade da organização</p><p>social no país.</p><p>d) inadequação de espaço nos estádios para</p><p>receber o público.</p><p>e) consequência da insatisfação dos clubes</p><p>com a organização dos jogos..</p><p>8) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>Disponível em: www.comunicadores.info. Acesso em: 27 ago. 2017.</p><p>Essa é uma campanha de conscientização sobre</p><p>os efeitos do álcool na direção. Pela leitura do</p><p>texto, depreende-se que</p><p>a) o álcool afeta os sentidos humanos,</p><p>podendo provocar a morte de pessoas</p><p>inocentes.</p><p>b) a bicicleta é um veículo de difícil</p><p>visibilidade para os motoristas</p><p>alcoolizados.</p><p>c) o recipiente da bebida pode ser usado</p><p>como refletor da imagem da criança.</p><p>d) a visão do motorista alcoolizado fica</p><p>turva após a ingestão de bebida.</p><p>e) a bebida alcóolica é proibida a menores</p><p>de idade.</p><p>9) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>A língua não é uma nomenclatura, que se apõe a</p><p>uma realidade pré-categorizada, ela é que</p><p>classifica a realidade. No léxico, percebe-se, de</p><p>maneira mais imediata, o fato de que a língua</p><p>condensa as experiências de um dado povo.</p><p>FIORIN, J. L Língua, modernidade e tradição. Diversitas, n. 2. mar-set</p><p>2014</p><p>TEXTO II</p><p>As expressões coloquiais ainda estão</p><p>impregnadas de discriminação contra os negros.</p><p>Basta recordar algumas delas, como passar um</p><p>“dia negro”, ter um “lado negro”, ser a “ovelha</p><p>negra” da família ou praticar “magia negra”.</p><p>Disponível em: https://brasil.elpais.com Acesso em: 22 maio 2018.</p><p>O Texto II exemplifica o que se afirma no Texto I,</p><p>na medida em que defende a ideia de que as</p><p>escolhas lexicais são resultantes de um</p><p>a) expediente próprio do sistema linguístico</p><p>que nos apresenta diferentes</p><p>possibilidades para traduzir estados de</p><p>coisas.</p><p>b) ato inventivo de nomear novas realidades</p><p>que surgem diante de uma comunidade</p><p>de falantes de uma língua.</p><p>c) mecanismo de apropriação de formas</p><p>linguísticas que estão no acervo da</p><p>formação do idioma nacional.</p><p>d) processo de incorporação de</p><p>preconceitos que são recorrentes na</p><p>história de uma sociedade.</p><p>e) recurso de expressão marcado pela</p><p>objetividade que se requer na</p><p>comunicação diária.</p><p>10) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Projeto Mural Eletrônico desenvolvido no INT,</p><p>semelhante a um totem, promete tornar o</p><p>acesso à informação disponível para todos</p><p>A inclusão de pessoas com deficiência se</p><p>constituiu um dos principais desafios e</p><p>preocupações para a sociedade ao longo das</p><p>últimas décadas. E o uso da tecnologia tem se</p><p>revelado um aliado fundamental em muitas</p><p>iniciativas voltadas para essa área. Exemplo</p><p>disso é uma das recentes criações do Instituto</p><p>Nacional de Tecnologia (INT) – unidade de</p><p>pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia,</p><p>Inovações e Comunicações (MCTIC). Ali, com o</p><p>objetivo de que as diferenças entre pessoas não</p><p>sejam sinônimo de obstáculos no acesso à</p><p>informação ou na comunicação, engenheiros e</p><p>tecnólogos vêm trabalhando no desenvolvimento</p><p>do projeto Mural Eletrônico.</p><p>73</p><p>O Mural Eletrônico nasceu da necessidade de</p><p>promover a inclusão nas escolas. Com interface</p><p>multimídia e interativa, todos têm a possibilidade</p><p>de acessar o Mural Eletrônico. Por meio do</p><p>equipamento, podem ser disponibilizados vídeos</p><p>com Libras, leitura sonora de textos, que também</p><p>estarão acessíveis em uma plataforma de braile</p><p>dinâmico, ao lado do teclado.</p><p>KIFFER, D. Inclusão ampla e irrestita. Rio Pesquisa, n. 36, set. 2016</p><p>(adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Projeto Surdonews, desenvolvido na UFRJ,</p><p>garante acesso de surdos à informação e</p><p>contribui para sua “inclusão cientifica”</p><p>Para não permitir que a falta de informação seja</p><p>um fator para o isolamento e a inacessibilidade</p><p>da comunidade surda, a jornalista e</p><p>pesquisadora Roberta Savedra Schia�no criou o</p><p>projeto “Surdonews: montando os</p><p>quebra-cabeças das notícias para o surdo”.</p><p>Trata-se de uma página no Facebook, com</p><p>notícias constantemente atualizadas e</p><p>apresentadas por surdos em Libras, e veiculadas</p><p>por meio de vídeos.</p><p>A ideia de criar o projeto surgiu quando Roberta,</p><p>ela própria surda profunda, ainda cursava o</p><p>mestrado. Para isso, ela procurou traçar um</p><p>diagnóstico do conhecimento informal entre as</p><p>pessoas com surdez. Ela entrevistou cinquenta</p><p>alunos surdos do ensino fundamental e viu que</p><p>eles tinham muita dificuldade de ler, além de não</p><p>captar a notícia falada. “Isso é muito grave, pois</p><p>90% do saber de um indivíduo vem do</p><p>conhecimento informal, adquirido em feiras</p><p>científicas, conversas, cinema, teatro, incluindo a</p><p>mídia, por todas as suas possibilidades</p><p>disseminadoras”, explica a pesquisadora.</p><p>“Prezamos pelo conteúdo científico em nossas</p><p>pautas. Contudo, independentemente disso,</p><p>nosso principal trabalho é, além de informar e</p><p>atualizar, fazer com que os textos não sejam</p><p>empobrecidos no processo de ‘tradução’ e, sim,</p><p>acessíveis”.</p><p>KIFFER, D. Comunicação sem barreiras. Rio Pesquisa, n. 37, dez. 2016</p><p>(adaptado).</p><p>Considerando-se o tema tecnologias e</p><p>acessibilidade, os textos I e II aproximam-se</p><p>porque apresentam projetos que</p><p>a) garantem a igualdade entre as pessoas.</p><p>b) foram criados por uma pesquisadora</p><p>surda.</p><p>c) tiveram origem em um curso de</p><p>pós-graduação.</p><p>d) estão circunscritos ao espaço institucional</p><p>da escola.</p><p>e) têm como objetivo a disseminação do</p><p>conhecimento.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>74</p><p>75</p><p>BIOLOGIA: Biotecnologia</p><p>1) (ENEM 2021) Os búfalos são animais</p><p>considerados rústicos pelos criadores e, por isso,</p><p>são deixados no campo sem controle</p><p>reprodutivo. Por causa desse tipo de criação, a</p><p>consanguinidade é favorecida, proporcionando o</p><p>aparecimento de enfermidades, como o</p><p>albinismo, defeitos cardíacos, entre outros.</p><p>Separar os animais de forma adequada</p><p>minimizaria a ocorrência desses problemas.</p><p>DAMÉ, M. C. F.; RIET-CORREA, F.; SCHILD, A. L. Pesq. Vet. Bras., n. 7, 2013</p><p>(adaptado).</p><p>Qual procedimento biotecnológico prévio é</p><p>recomendado nessa situação?</p><p>a) Transgenia.</p><p>b) Terapia gênica.</p><p>c) Vacina de DNA.</p><p>d) Clonagem terapêutica.</p><p>e) Mapeamento genético.</p><p>2) (ENEM PPL 2022) Uma intervenção no meio</p><p>ambiente tem inquietado muitos pesquisadores</p><p>que consideram um risco</p><p>reviver uma espécie</p><p>extinta. Os envolvidos são os mamutes,</p><p>paquidermes peludos extintos há milhares de</p><p>anos. Em cadáveres de mamutes recuperados de</p><p>locais como a Sibéria, estão sendo conduzidas</p><p>buscas por células somáticas com núcleos viáveis</p><p>para, posteriormente, ser tentada a sua inserção</p><p>em zigotos anucleados de elefantes.</p><p>COOPER, A. The Year of Mammoth. PLoS Biol, n. 3, mar. 2006 (adaptado).</p><p>O método citado é denominado clonagem</p><p>embrionária porque</p><p>a) permite a criação de híbridos.</p><p>b) depende da reprodução assistida.</p><p>c) leva à formação de uma nova espécie.</p><p>d) gera embriões cromossomicamente</p><p>idênticos ao parental.</p><p>e) está associado com transferência de</p><p>genes entre espécies.</p><p>3) (ENEM 2020) Instituições acadêmicas e de</p><p>pesquisa no mundo estão inserindo genes em</p><p>genomas de plantas que possam codificar</p><p>produtos de interesse farmacológico. No Brasil,</p><p>está sendo desenvolvida uma variedade de soja</p><p>com um viricida ou microbicida capaz de</p><p>prevenir a contaminação pelo vírus causador da</p><p>aids. Essa leguminosa está sendo induzida a</p><p>produzir a enzima cianovirina-N, que tem</p><p>eficiência comprovada contra o vírus.</p><p>OLIVEIRA. M Remédio na planta. Pesquisa Fapesp, n 206. abr 2013</p><p>A técnica para gerar essa leguminosa é um</p><p>exemplo de</p><p>a) hibridismo.</p><p>b) transgenia.</p><p>c) conjugação.</p><p>d) terapia gênica.</p><p>e) melhoramento genético.</p><p>4) (ENEM 2013) Cinco casais alegavam ser os</p><p>pais de um bebê. A confirmação da paternidade</p><p>foi obtida pelo exame de DNA. O resultado do</p><p>teste está esquematizado na figura, em que cada</p><p>casal apresenta um padrão com duas bandas de</p><p>DNA (faixas, uma para o suposto pai e outra</p><p>para a suposta mãe), comparadas à do bebê.</p><p>Que casal pode ser considerado como pais</p><p>biológicos do bebê?</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>5) (ENEM PPL 2013) A transferência de genes</p><p>que poderiam melhorar o desempenho esportivo</p><p>de atletas saudáveis foi denominada doping</p><p>genético. Uma vez inserido no genoma do atleta,</p><p>o gene se expressaria gerando um produto</p><p>endógeno capaz de melhorar o desempenho</p><p>atlético.</p><p>ARTOLI, G. G.; HIRATA, R. D. C.; LANCHA JR., A. H. Revista Brasileira de</p><p>Medicina Esportiva, v. 13, n. 5, 2007 (adaptado)</p><p>Um risco associado ao uso dessa biotecnologia é</p><p>o(a)</p><p>76</p><p>a) obtenção de baixo condicionamento</p><p>físico.</p><p>b) estímulo ao uso de anabolizantes pelos</p><p>atletas.</p><p>c) falta de controle sobre a expressão</p><p>fenotípica do atleta.</p><p>d) aparecimento de lesões decorrentes da</p><p>prática esportiva habitual.</p><p>e) limitação das adaptações fisiológicas</p><p>decorrentes do treinamento físico.</p><p>6) (ENEM PPL 2010) A utilização de</p><p>células-tronco do próprio indivíduo</p><p>(autotransplante) tem apresentado sucesso como</p><p>terapia medicinal para a regeneração de tecidos</p><p>e órgãos cujas células perdidas não têm</p><p>capacidade de reprodução, principalmente em</p><p>substituição aos transplantes, que causam</p><p>muitos problemas devidos à rejeição pelos</p><p>receptores.</p><p>O autotransplante pode causar menos problemas</p><p>de rejeição quando comparado aos transplantes</p><p>tradicionais, realizados entre diferentes</p><p>indivíduos. Isso porque as</p><p>a) células-tronco se mantêm indiferenciadas</p><p>após sua introdução no organismo do</p><p>receptor.</p><p>b) células provenientes de transplantes entre</p><p>diferentes indivíduos envelhecem e</p><p>morrem rapidamente.</p><p>c) células-tronco, por serem doadas pelo</p><p>próprio indivíduo receptor, apresentam</p><p>material genético semelhante.</p><p>d) células transplantadas entre diferentes</p><p>indivíduos se diferenciam em tecidos</p><p>tumorais no receptor.</p><p>e) células provenientes de transplantes</p><p>convencionais não se reproduzem dentro</p><p>do corpo do receptor.</p><p>7) (ENEM 2011) Um instituto de pesquisa</p><p>norte-americano divulgou recentemente ter</p><p>criado uma “célula sintética”, uma bactéria</p><p>chamada de Mycoplasma mycoides. Os</p><p>pesquisadores montaram uma sequência de</p><p>nucleotídeos, que formam o único cromossomo</p><p>dessa bactéria, o qual foi introduzido em outra</p><p>espécie de bactéria, a Mycoplasma capricolum.</p><p>Após a introdução, o cromossomo da M.</p><p>capricolum foi neutralizado e o cromossomo</p><p>artificial da M. mycoides começou a gerenciar a</p><p>célula, produzindo suas proteínas.</p><p>GILBSON et al. Creation of a Bacterial Cell Controlled by a Chemically</p><p>synthesized Genome. Science v. 329, 2010 (adaptado).</p><p>A importância dessa inovação tecnológica para a</p><p>comunidade científica se deve à</p><p>a) possibilidade de sequenciar os genomas</p><p>de bactérias para serem usados como</p><p>receptoras de cromossomos artificiais.</p><p>b) capacidade de criação, pela ciência, de</p><p>novas formas de vida, utilizando</p><p>substâncias como carboidratos e lipídios.</p><p>c) possibilidade de produção em massa da</p><p>bactéria Mycoplasma capricolum para</p><p>sua distribuição em ambientes naturais.</p><p>d) possibilidade de programar</p><p>geneticamente microrganismos ou seres</p><p>mais complexos para produzir</p><p>medicamentos, vacinas e combustíveis.</p><p>e) capacidade da bactéria Mycoplasma</p><p>capricolum de expressar suas proteínas</p><p>na bactéria sintética e estas serem</p><p>usadas na indústria.</p><p>8) (ENEM PPL 2017) Um geneticista observou</p><p>que determinada plantação era sensível a um</p><p>tipo de praga que atacava as flores da lavoura.</p><p>Ao mesmo tempo, ele percebeu que uma erva</p><p>daninha que crescia associada às plantas não</p><p>era destruída. A partir de técnicas de</p><p>manipulação genética, em laboratório, o gene da</p><p>resistência à praga foi inserido nas plantas</p><p>cultivadas, resolvendo o problema.</p><p>Do ponto de vista da biotecnologia, como essa</p><p>planta resultante da intervenção é classificada?</p><p>a) Clone.</p><p>b) Híbrida.</p><p>c) Mutante.</p><p>d) Dominante.</p><p>e) Transgênica.</p><p>9) (ENEM 2009) Um novo método para produzir</p><p>insulina artificial que utiliza tecnologia de DNA</p><p>recombinante foi desenvolvido por</p><p>pesquisadores do Departamento de Biologia</p><p>Celular da Universidade de Brasília (UnB) em</p><p>parceria com a iniciativa privada. Os</p><p>pesquisadores modificaram geneticamente a</p><p>bactéria Escherichia coli para torná-la capaz de</p><p>sintetizar o hormônio. O processo permitiu</p><p>fabricar insulina em maior quantidade e em</p><p>apenas 30 dias, um terço do tempo necessário</p><p>para obtê-la pelo método tradicional, que</p><p>consiste na extração do hormônio a partir do</p><p>pâncreas de animais abatidos.</p><p>Ciência Hoje, 24 abr. 2001. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br</p><p>(adaptado).</p><p>77</p><p>A produção de insulina pela técnica do DNA</p><p>recombinante tem, como consequência,</p><p>a) o aperfeiçoamento do processo de</p><p>extração de insulina a partir do pâncreas</p><p>suíno.</p><p>b) a seleção de microrganismos resistentes a</p><p>antibióticos.</p><p>c) o progresso na técnica da síntese química</p><p>de hormônios.</p><p>d) impacto favorável na saúde de indivíduos</p><p>diabéticos.</p><p>e) a criação de animais transgênicos.</p><p>10) (ENEM 2022) A Agência Nacional de</p><p>Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um produto</p><p>de terapia gênica no país, indicado para o</p><p>tratamento da distrofia hereditária da retina. O</p><p>procedimento é recomendado para crianças</p><p>acima de 12 meses e adultos com perda de visão</p><p>causada pela mutação do gene humano RPE65.</p><p>O produto, elaborado por engenharia genética, é</p><p>composto por um vírus, no qual foi inserida uma</p><p>cópia do gene normal humano RPE65 para</p><p>corrigir o funcionamento das células da retina.</p><p>ANVISA. Disponivel em: www.gov.br/anvisa. Acesso em: 4 dez. 2021</p><p>(adaptado). ê</p><p>O sucesso dessa terapia advém do fato de que o</p><p>produto favorecerá a</p><p>a) correção do código genético para a</p><p>tradução da proteína.</p><p>b) alteração do RNA ribossômico ligado à</p><p>sintese da proteína.</p><p>c) produção de mutações benéficas para a</p><p>correção do problema.</p><p>d) liberação imediata da proteina normal na</p><p>região ocular humana.</p><p>e) expressão do gene responsável pela</p><p>produção da enzima normal.</p><p>GEOGRAFIA: Economia</p><p>1) (ENEM 2021) As atividades mineradoras têm</p><p>criado conflitos com extrativistas, quilombolas,</p><p>pequenos agricultores, ribeirinhos, pescadores</p><p>artesanais e povos indígenas. Em geral, estes</p><p>sujeitos têm encontrado grande dificuldade de</p><p>reproduzir suas dinâmicas territoriais depois da</p><p>instalação da atividade mineradora, nem sempre</p><p>com reconhecimento do impacto ao seu território</p><p>pelo Estado e pela empresa, ficando sem</p><p>qualquer tipo de compensação econômica. Em</p><p>outros casos, nem a compensação econômica</p><p>tem sido capaz de evitar o esgarçamento das</p><p>relações sociais destes grupos que sofrem</p><p>com a</p><p>reconstrução abrupta das suas identidades e de</p><p>suas dinâmicas territoriais.</p><p>PALHETA, J. M. et al. Conflitos pelo uso do território na Amazônia</p><p>mineral. Mercator, n. 16, 2017.</p><p>O texto apresenta uma relação entre atividade</p><p>econômica e organização social marcada pelo(a)</p><p>a) escassez de incentivo cultural.</p><p>b) rompimento de vínculos locais.</p><p>c) carência de investimento financeiro.</p><p>d) estabelecimento de práticas</p><p>agroecológicas.</p><p>e) enriquecimento das comunidades</p><p>autóctones.</p><p>2) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>A Marinha identifica, na voz de Thomas Barnett,</p><p>uma ampla região potencialmente insubmissa ou</p><p>simplesmente irredutível às normas gerais de</p><p>funcionamento promovidas pelos Estados Unidos</p><p>e sancionadas pelo Fundo Monetário</p><p>Internacional, pela Organização Mundial do</p><p>Comércio e pelo Banco Mundial. E não</p><p>necessariamente por sua consciência rebelde,</p><p>mas sim, em muitos casos, pela</p><p>insubstancialidade de suas instituições estatais.</p><p>TEXTO II</p><p>CECEÑA, A. E. Hegemonias e emancipações no século XXI. Buenos Aires:</p><p>Clacso, 2005.</p><p>As preocupações do governo estadunidense</p><p>expressas no texto e no mapa evidenciam uma</p><p>estratégia para</p><p>78</p><p>a) compartilhamento de inovações</p><p>tecnológicas.</p><p>b) promoção de independência financeira.</p><p>c) incremento de intercâmbios culturais.</p><p>d) ampliação de influência econômica.</p><p>e) preservação de recursos naturais.</p><p>3) (ENEM PPL 2021) Nos romances clássicos do</p><p>século XIX, sobretudo de Balzac ou Jane Austen,</p><p>a equivalência entre capital e rendimento anual,</p><p>por intermédio de uma taxa de rendimento de 5%</p><p>(ou, mais raramente, de 4%), era uma evidência</p><p>absoluta. Por esse motivo, com frequência os</p><p>escritores omitiam a natureza do capital e se</p><p>contentavam em indicar apenas o montante da</p><p>renda anual produzida. Informavam-nos, por</p><p>exemplo, que um personagem dispunha de 50</p><p>000 francos ou de 2 000 libras esterlinas de</p><p>renda, sem precisar se eram rendimentos da</p><p>terra ou de juros sobre a dívida pública. Pouco</p><p>importava, já que a renda era segura e</p><p>sistemática nos dois casos, permitindo</p><p>reproduzir, ao longo do tempo, uma</p><p>estratificação social conhecida.</p><p>PIKETTY, T. O capital no século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014</p><p>(adaptado).</p><p>A equivalência destacada nas obras desses</p><p>romancistas remete aos seguintes aspectos da</p><p>dinâmica europeia naquele período:</p><p>a) Conflito de classes e movimentos</p><p>migratórios.</p><p>b) Cultura individualista e ampliação do</p><p>consumo.</p><p>c) Desenvolvimento científico e expansão</p><p>urbana.</p><p>d) Modernização produtiva e</p><p>desconcentração fundiária.</p><p>e) Monetarização das trocas e</p><p>financiamento do Estado.</p><p>4) (ENEM 2021) Durante os anos de 1854-55, o</p><p>governo brasileiro — por meio de sua</p><p>representação diplomática em Londres — e os</p><p>livre-cambistas ingleses — nas colunas do Daily</p><p>News e na Câmara dos Comuns — aumentaram a</p><p>pressão pela revogação da Lei Aberdeen. O</p><p>governo britânico, entretanto, ainda receava</p><p>que, sem um tratado anglo-brasileiro satisfatório</p><p>para substituí-la, não haveria nada que</p><p>impedisse os brasileiros de um dia voltarem aos</p><p>seus velhos hábitos.</p><p>BETHELL, L. A abolição do comércio brasileiro de escravos. Brasília:</p><p>Senado Federal, 2002 (adaptado).</p><p>As tensões diplomáticas expressas no texto</p><p>indicam o interesse britânico em</p><p>a) estabelecer jurisdição conciliadora.</p><p>b) compartilhar negócios marítimos.</p><p>c) fomentar políticas higienistas.</p><p>d) manter a proibição comercial.</p><p>e) promover o negócio familiar.</p><p>5) (ENEM PPL 2022) O dólar fechou esta</p><p>sexta-feira (15/10/21) cotado a R$ 5,45, em</p><p>queda de 1,11%. Após uma semana turbulenta,</p><p>quando atingiu R$ 5,57 na quarta-feira (13) e</p><p>forçou o Banco Central a vender US$ 1 bilhão por</p><p>instrumentos de mercado, a moeda</p><p>norte-americana teve sua maior queda em duas</p><p>semanas, mas dá sinais de que vai seguir</p><p>valorizado ante o real nos próximos meses.</p><p>Pesam nesse cenário de alta fatores políticos; o</p><p>Risco País; alta dos juros pressionando menos</p><p>investimentos e as expectativas pessimistas do</p><p>mercado para o futuro.</p><p>Alta do dólar: entenda o que mantém a cotação acima dos R$ 5.</p><p>Disponível em: www.istoedinheiro.com.br. Acesso em: 3 out. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>Para o Brasil, uma consequência gerada pelo</p><p>cenário econômico exposto é o(a):</p><p>a) Melhora na arrecadação de impostos do</p><p>comércio.</p><p>b) Crescimento da entrada de capital</p><p>estrangeiro.</p><p>c) Diminuição no poder de compra da</p><p>população.</p><p>d) Aumento nas importações de</p><p>manufaturados.</p><p>e) Redução no fluxo de entrada de turistas.</p><p>6) (ENEM 2020) Embora inegáveis os benefícios</p><p>que ambas as economias têm auferido do</p><p>intercâmbio comercial, o Brasil tem reiterado seu</p><p>objetivo de desenvolver com a China uma</p><p>relação comercial menos assimétrica. Os</p><p>números revelam com clareza e assimetria. As</p><p>exportações brasileiras de produtos básicos,</p><p>especialmente soja, minério de ferro e petróleo,</p><p>compõem, dependendo do ano, algo entre 75% e</p><p>80% da pauta, ao passo que as importações</p><p>brasileiras consistem, aproximadamente, em 95%</p><p>de produtos industrializados chineses, que vão</p><p>desde os mais variados bens de consumo até</p><p>máquinas e equipamentos de alto valor.</p><p>LEÃO, V. C. Prefácio. In: ClNTRA, M. A. M; SILVA FILHO, E. B. , PINTO E. C.</p><p>(Org) China em transformação, dimensões econômicas e geopolíticas do</p><p>desenvolvimento. Rio de Janeiro: Ipea, 2015.</p><p>79</p><p>Uma ação estatal de longo prazo capaz de</p><p>reduzir a assimetria na balança comercial</p><p>brasileira, conforme exposto no texto, é o(a)</p><p>a) expansão do setor extrativista.</p><p>b) incremento da atividade agrícola.</p><p>c) diversificação da matriz energética.</p><p>d) fortalecimento da pesquisa científica.</p><p>e) monitoramento do fluxo alfandegário.</p><p>7) (ENEM DIGITAL 2020) Ao mesmo tempo que</p><p>as novas tecnologias inseridas no universo do</p><p>trabalho estão provocando profundas</p><p>transformações nos modos de produção, tornam</p><p>cada vez mais plausível a possibilidade de</p><p>liberação do homem do trabalho mecânico e</p><p>repetitivo.</p><p>JORGE, M. T. S. Será o ensino escolar supérfluo no mundo das novas</p><p>tecnologias? Educação e Sociedade, v. 19, n. 65, dez. 1998 (adaptado).</p><p>O paradoxo da relação entre as novas</p><p>tecnologias e o mundo do trabalho, demonstrado</p><p>no texto, pode ser exemplificado pelo(a)</p><p>a) utilização das redes sociais como</p><p>ferramenta de recrutamento e seleção.</p><p>b) transferência de fábricas para locais onde</p><p>estas desfrutem de benefícios fiscais.</p><p>c) necessidade de trabalhadores flexíveis</p><p>para se adequarem ao mercado de</p><p>trabalho.</p><p>d) fenômeno do desemprego que aflige</p><p>milhões de pessoas no mundo</p><p>contemporâneo.</p><p>e) conflito entre trabalhadores e</p><p>empresários por conta da exigência de</p><p>qualificação profissional.</p><p>8) (ENEM 2022) Brasil e Argentina chegaram a</p><p>um acordo para a redução em 10% da Tarifa</p><p>Externa Comum (TEC) do Mercosul. O consenso</p><p>foi alcançado durante negociação entre o</p><p>ministro das Relações Exteriores do Brasil e o seu</p><p>equivalente argentino, no Palácio do Itamaraty,</p><p>em Brasília, no início do mês de outubro de 2021.</p><p>A redução da TEC é um antigo desejo do Brasil,</p><p>que pretende abrir mais sua economia e, com</p><p>isso, ajudar a controlar a inflação. Já a Argentina</p><p>temia que a medida pudesse afetar sua</p><p>produção industrial. O acordo vai abranger uma</p><p>ampla gama de produtos e ainda será</p><p>apresentado ao Paraguai e Uruguai, para que</p><p>seja formalizado.</p><p>Brasil e Argentina fecham acordo para corte de 10% na tarifa do</p><p>Mercosul.</p><p>Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 8 out. 2021</p><p>(adaptado)</p><p>A necessidade de negociação diplomática para</p><p>viabilizar o acordo tarifário mencionado é</p><p>explicada pela seguinte característica do</p><p>Mercosul:</p><p>a) Limitação da circulação financeira.</p><p>b) Padronização da política monetária.</p><p>c) Funcionamento da união aduaneira.</p><p>d) Dependência da exportação agrícola.</p><p>e) Equivalência da legislação trabalhista.</p><p>9) (ENEM PPL 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Em suma, todos os elementos apresentados</p><p>levam a encarar um banco central independente</p><p>como um arranjo capaz de isolar a política</p><p>monetária da política. O banco central é posto</p><p>como uma entidade apolítica, com o alvo único</p><p>de manutenção da estabilidade de preços, dado</p><p>que possui maior aversão à inflação que a média</p><p>da sociedade. A delegação da responsabilidade</p><p>da formulação da política monetária a um</p><p>banco</p><p>central independente significa que o governo</p><p>abre mão de um conjunto de instrumentos sob o</p><p>qual a estabilidade de preços poderia ser</p><p>sacrificada em detrimento de outros alvos.</p><p>GODIN. P. R. Prós e contras da autonomia do Banco Central.</p><p>Disponível em: www.uninter.com. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Surgiu um grande debate nos últimos dias por</p><p>conta da votação sobre a autonomia do Banco</p><p>Central. Essa autonomia já vem sendo pensada</p><p>há algum tempo, mas agora foi votada. A ideia</p><p>central, segundo defensores, é “blindar” o Bacen</p><p>de ser capturado pelos interesses</p><p>governamentais. Além disso, para os defensores,</p><p>essa autonomia é fundamental para melhorar o</p><p>investimento externo e a percepção do que é</p><p>feito dentro do Brasil, pois pode ajudar a</p><p>controlar a inflação. Entretanto, esse argumento</p><p>pode ser questionável já que,</p><p>independentemente de o Bacen ter uma atuação</p><p>mais ou menos conservadora, não significa</p><p>necessariamente que não prejudicará os</p><p>trabalhadores, as políticas de emprego e renda e</p><p>de crédito mais acessível. Isso ocorre pois o que</p><p>é bom para o mercado financeiro não</p><p>necessariamente será bom para o restante da</p><p>população.</p><p>BORGES, Y. F. F. Independência do Banco Central: teoria e prática.</p><p>Disponível em: https://sapientia.pucsp.br. Acesso em: 6 out. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>80</p><p>Os textos, mesmo apresentando distintos pontos</p><p>de vista, se fundamentam na seguinte</p><p>característica de um Banco Central</p><p>autônomo/independente:</p><p>a) Fonte dos recursos.</p><p>b) Objetivo das decisões.</p><p>c) Origem dos mandatos.</p><p>d) Legitimidade das ações.</p><p>e) Composição dos cargos.</p><p>10) (ENEM 2014) O jovem espanhol Daniel se</p><p>sente perdido. Seu diploma de desenhista</p><p>industrial e seu alto conhecimento de inglês</p><p>devem ajudá-lo a tomar um rumo. Mas a taxa de</p><p>desemprego, que supera 52% entre os que têm</p><p>menos de 25 anos, o desnorteia. Ele está</p><p>convencido de que seu futuro profissional não</p><p>está na Espanha, como o de, pelo menos, 120 mil</p><p>conterrâneos que emigraram nos últimos dois</p><p>anos. O irmão dele, que é engenheiro-agrônomo,</p><p>conseguiu emprego no Chile. Atualmente, Daniel</p><p>participa de uma “oficina de procura de</p><p>emprego” em países como Brasil, Alemanha e</p><p>China. A oficina é oferecida por uma</p><p>universidade espanhola.</p><p>GUILAYN, P. Na Espanha, universidade ensina a emigrar. O Globo, 17 fev.</p><p>2013 (adaptado)</p><p>A situação ilustra uma crise econômica que</p><p>implica</p><p>a) valorização do trabalho fabril.</p><p>b) expansão dos recursos tecnológicos.</p><p>c) exportação de mão de obra qualificada.</p><p>d) diversificação dos mercados produtivos.</p><p>e) intensificação dos intercâmbios</p><p>estudantis.</p><p>QUÍMICA: Funções e Reações</p><p>Inorgânicas</p><p>1) (ENEM 2009) O processo de industrialização</p><p>tem gerado sérios problemas de ordem</p><p>ambiental, econômica e social, entre os quais se</p><p>pode citar a chuva ácida. Os ácidos usualmente</p><p>presentes em maiores proporções na água da</p><p>chuva são o H2CO3, formado pela reação do CO2</p><p>atmosférico com a água, o HNO3, o HNO2, o</p><p>H2SO4 e o H2SO3. Esses quatro últimos são</p><p>formados principalmente a partir da reação da</p><p>água com os óxidos de nitrogênio e de enxofre</p><p>gerados pela queima de combustíveis fósseis.</p><p>A formação de chuva mais ou menos ácida</p><p>depende não só da concentração do ácido</p><p>formado, como também do tipo de ácido. Essa</p><p>pode ser uma informação útil na elaboração de</p><p>estratégias para minimizar esse problema</p><p>ambiental. Se consideradas concentrações</p><p>idênticas, quais dos ácidos citados no texto</p><p>conferem maior acidez às águas das chuvas?</p><p>a) HNO3 e HNO2.</p><p>b) H2SO4 e H2SO3.</p><p>c) H2SO3 e HNO2.</p><p>d) H2SO4 e HNO3.</p><p>e) H2CO3 e H2SO3.</p><p>2) (ENEM 2012) Os tubos de PVC, material</p><p>organoclorado sintético, são normalmente</p><p>utilizados como encanamento na construção</p><p>civil. Ao final da sua vida útil, uma das formas de</p><p>descarte desses tubos pode ser a incineração.</p><p>Nesse processo libera-se HCl (g), cloreto de</p><p>hidrogênio, dentre outras substâncias. Assim, é</p><p>necessário um tratamento para evitar o</p><p>problema da emissão desse poluente.</p><p>Entre as alternativas possíveis para o</p><p>tratamento, é apropriado canalizar e borbulhar</p><p>os gases provenientes da incineração em</p><p>a) água dura.</p><p>b) água de cal.</p><p>c) água salobra.</p><p>d) água destilada.</p><p>e) água desmineralizada.</p><p>3) (ENEM 2010) As misturas efervescentes, em</p><p>pó ou comprimidos, são comuns para a</p><p>administração de vitamina C ou de</p><p>medicamentos para azia. Essa forma</p><p>farmacêutica sólida foi desenvolvida para</p><p>facilitar o transporte, aumentar a estabilidade de</p><p>substâncias e, quando em solução, acelerar a</p><p>absorção do fármaco pelo organismo.</p><p>As matérias primas que atuam na efervescência</p><p>são, em geral, o ácido tartárico ou ácido cítrico</p><p>que reagem como um sal de caráter básico,</p><p>como o bicarbonato de sódio (NaHCO3), quando</p><p>em contato com a água. A partir do contato da</p><p>mistura efervescente com a água, ocorre uma</p><p>série de reações químicas simultâneas: liberação</p><p>de íons, formação de ácido e liberação de gás</p><p>carbônico – gerando a efervescência.</p><p>81</p><p>As equações a seguir representam as etapas da</p><p>reação da mistura efervescente na água, em que</p><p>foram omitidos os estados de agregação dos</p><p>reagentes, e H3A representa o ácido cítrico.</p><p>I- NaHCO3→ Na+ + HCO3</p><p>-</p><p>II- H2CO3⇌ H2O + CO2</p><p>III- HCO3</p><p>- + H+ ⇌ H2CO3</p><p>IV- H3A ⇌ 3H+ + A-</p><p>A ionização, a dissociação iônica, a formação do</p><p>ácido e a liberação do gás ocorrem,</p><p>respectivamente, nas seguintes etapas:</p><p>a) IV, I, II e III.</p><p>b) I, IV, III e II.</p><p>c) IV, III, I e II.</p><p>d) I, IV, II e III.</p><p>e) IV, I, III e II.</p><p>4) (ENEM PPL 2010) Os oceanos absorvem</p><p>aproximadamente um terço das emissões de CO2</p><p>procedentes de atividades humanas, como a</p><p>queima de combustíveis fósseis e as queimadas.</p><p>O CO2 combina-se com as águas dos oceanos,</p><p>provocando uma alteração importante em suas</p><p>propriedades. Pesquisas com vários organismos</p><p>marinhos revelam que essa alteração nos</p><p>oceanos afeta uma série de processos biológicos</p><p>necessários para o desenvolvimento e a</p><p>sobrevivência de várias espécies da vida</p><p>marinha.</p><p>A alteração a que se refere o texto diz respeito</p><p>ao aumento</p><p>a) da acidez das águas dos oceanos.</p><p>b) do estoque de pescado nos oceanos.</p><p>c) da temperatura média dos oceanos.</p><p>d) do nível das águas dos oceanos.</p><p>e) da salinização das águas dos oceanos.</p><p>5) (ENEM PPL 2017) Alguns profissionais burlam</p><p>a fiscalização quando adicionam quantidades</p><p>controladas de solução aquosa de hidróxido de</p><p>sódio a tambores de leite de validade vencida.</p><p>Assim que o teor de acidez, em termos de ácido</p><p>lático, encontra-se na faixa permitida pela</p><p>legislação, o leite adulterado passa a ser</p><p>comercializado. A reação entre o hidróxido de</p><p>sódio e o ácido lático pode ser representada pela</p><p>equação química:</p><p>CH3CH(OH)COOH (aq) + NaOH (aq)→</p><p>CH3CH(OH)COONa (aq) + H2O (l)</p><p>A consequência dessa adulteração e o(a)</p><p>a) aumento do pH do leite.</p><p>b) diluição significativa do leite.</p><p>c) precipitação do lactado de sódio.</p><p>d) diminuição da concentração de sais.</p><p>e) aumento na concentração de íons H+.</p><p>6) (ENEM DIGITAL 2020) Reflorestamento é</p><p>uma ação ambiental que visa repovoar áreas</p><p>que tiveram a vegetação removida. Uma</p><p>empresa deseja fazer um replantio de árvores e</p><p>dispõe de cinco produtos que podem ser</p><p>utilizados para corrigir o pH do solo que se</p><p>encontra básico. As substâncias presentes nos</p><p>produtos disponíveis são: CH3COONa, NH4Cl,</p><p>NaBr, NaOH e KCl.</p><p>A substância a ser adicionada ao solo para</p><p>neutralizá-lo é</p><p>a) CH3COONa.</p><p>b) NH4Cl.</p><p>c) NaBr.</p><p>d) NaOH.</p><p>e) KCl.</p><p>7) (ENEM PPL 2019) Laboratórios de química</p><p>geram como subprodutos substâncias ou</p><p>misturas que, quando não têm mais utilidade</p><p>nesses locais, são consideradas resíduos</p><p>químicos. Para o descarte na rede de esgoto, o</p><p>resíduo deve ser neutro, livre de solventes</p><p>inflamáveis e elementos tóxicos como Pb, Cr e</p><p>Hg. Uma possibilidade é fazer uma mistura de</p><p>dois resíduos para obter um material que</p><p>apresente as características necessárias para o</p><p>descarte. Considere que um laboratório disponha</p><p>de frascos de volumes iguais cheios dos resíduos,</p><p>listados no quadro.</p><p>Qual combinação de resíduos poderá ser</p><p>descartada na rede de esgotos?</p><p>a) I e II</p><p>b) II e III</p><p>c) II e IV</p><p>d) V e VI</p><p>e) IV e VI</p><p>82</p><p>8) (ENEM 2022) Um grupo de alunos realizou um</p><p>experimento para observar</p><p>algumas</p><p>propriedades dos ácidos, adicionando um</p><p>pedaço de mármore (CaCO3) a uma solução</p><p>aquosa de ácido clorídrico (HCl), observando a</p><p>liberação de um gás e o aumento da</p><p>temperatura.</p><p>O gás obtido no experimento é o:</p><p>a) H2</p><p>b) O2</p><p>c) CO2</p><p>d) CO</p><p>e) Cl2</p><p>9) (ENEM DIGITAL 2020) Os objetos de prata</p><p>tendem a escurecer com o tempo, em contato</p><p>com compostos de enxofre, por causa da</p><p>formação de uma película superficial de sulfeto</p><p>de prata (Ag2S), que é escuro. Um método muito</p><p>simples para restaurar a superfície original</p><p>desses objetos é mergulhá-los em uma solução</p><p>diluída aquecida de hidróxido de sódio (NaOH),</p><p>contida em uma panela comum de alumínio. A</p><p>equação química que ilustra esse processo é:</p><p>3 Ag2S (s) + 2 Al (s) + 8 NaOH (aq)→ 6 Ag (s) + 3</p><p>Na2S (aq) + 2 NaAlO2 (aq) + 4 H2O (l)</p><p>A restauração do objeto de prata ocorre por</p><p>causa do(a)</p><p>a) prata, que reduz o enxofre.</p><p>b) íon sulfeto, que sofre oxidação.</p><p>c) íon hidróxido, que atua como agente</p><p>oxidante.</p><p>d) alumínio, que atua como agente redutor</p><p>no processo.</p><p>e) variação do pH do meio reacional, que</p><p>aumenta durante a reação.</p><p>10) (ENEM PPL 2018) Sobre a diluição do ácido</p><p>sulfúrico em água, o químico e escritor Primo</p><p>Levi afirma que, “está escrito em todos os</p><p>tratados, é preciso operar às avessas, quer dizer,</p><p>verter o ácido na água e não o contrário, senão</p><p>aquele líquido oleoso de aspecto tão inócuo está</p><p>sujeito a iras furibundas: sabem-no até os</p><p>meninos do ginásio”.</p><p>(furibundo: adj. furioso)</p><p>LEVI, P. A tabela periódica. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994</p><p>(adaptado).</p><p>O alerta dado por Levi justifica-se porque a</p><p>a) diluição do ácido libera muito calor.</p><p>b) mistura de água e ácido é explosiva.</p><p>c) água provoca a neutralização do ácido.</p><p>d) mistura final de água e ácido separa-se</p><p>em fases.</p><p>e) água inibe a liberação dos vapores</p><p>provenientes do ácido.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>83</p><p>84</p><p>HISTÓRIA: Brasil Império</p><p>1) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>Lei n. 3 353, de 13 de maio de 1888</p><p>A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua</p><p>Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz</p><p>saber a todos os súditos do Império que a</p><p>Assembleia-Geral decretou e ela sancionou a lei</p><p>seguinte:</p><p>Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei</p><p>a escravidão no Brasil.</p><p>Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.</p><p>Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem</p><p>o conhecimento e execução da referida lei</p><p>pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e</p><p>guardar tão inteiramente como nela se contém.</p><p>Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de</p><p>maio de 1888, 67° ano da Independência e do</p><p>Império.</p><p>Princesa Imperial Regente.</p><p>Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 6 fev. 2015 (adaptado).</p><p>Um dos fatores que levou à promulgação da lei</p><p>apresentada foi o(a)</p><p>a) abandono de propostas de imigração.</p><p>b) fracasso do trabalho compulsório.</p><p>c) manifestação do altruísmo britânico.</p><p>d) afirmação da benevolência da Corte.</p><p>e) persistência da campanha abolicionista.</p><p>2) (ENEM PPL 2019) O Instituto Histórico e</p><p>Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu</p><p>historiadores, romancistas, poetas,</p><p>administradores públicos e políticos em torno da</p><p>investigação a respeito do caráter brasileiro. Em</p><p>certo sentido, a estrutura dessa instituição, pelo</p><p>menos como projeto, reproduzia o modelo</p><p>centralizador imperial. Assim, enquanto na Corte</p><p>localizava-se a sede, nas províncias deveria</p><p>haver os respectivos institutos regionais. Estes,</p><p>por sua vez, enviariam documentos e relatos</p><p>regionais para a capital.</p><p>DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo:</p><p>Planeta do Brasil, 2010 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, durante o reinado de D.</p><p>Pedro II, o referido instituto objetivava</p><p>a) construir uma narrativa de nação.</p><p>b) debater as desigualdades sociais.</p><p>c) combater as injustiças coloniais.</p><p>d) defender a retórica do abolicionismo.</p><p>e) evidenciar uma diversidade étnica.</p><p>3) (ENEM 2019) Art. 90. As nomeações dos</p><p>deputados e senadores para a Assembleia Geral,</p><p>e dos membros dos Conselhos Gerais das</p><p>províncias, serão feitas por eleições, elegendo a</p><p>massa dos cidadãos ativos em assembleias</p><p>paroquiais, os eleitores de província, e estes, os</p><p>representantes da nação e província.</p><p>Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias</p><p>paroquiais:</p><p>I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se</p><p>não compreendem os casados, os oficiais</p><p>militares, que forem maiores de vinte e um anos,</p><p>os bacharéis formados e os clérigos de ordens</p><p>sacras.</p><p>II. Os filhos de famílias, que estiverem na</p><p>companhia de seus pais, salvo se servirem a</p><p>ofícios públicos.</p><p>III. Os criados de servir, em cuja classe não</p><p>entram os guarda-livros, e primeiros caixeiros</p><p>das casas de comércio, os criados da Casa</p><p>Imperial, que não forem de galão branco, e os</p><p>administradores das fazendas rurais e fábricas.</p><p>IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em</p><p>comunidade claustral.</p><p>V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem</p><p>mil réis por bens de raiz, indústria, comércio, ou</p><p>emprego.</p><p>BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br.</p><p>Acesso em: 4 abr. 2015 (adaptado).</p><p>De acordo com os artigos do dispositivo legal</p><p>apresentado, o sistema eleitoral instituído no</p><p>início do Império é marcado pelo(a)</p><p>a) representação popular e sigilo individual.</p><p>b) voto indireto e perfil censitário.</p><p>c) liberdade pública e abertura política.</p><p>d) ética partidária e supervisão estatal.</p><p>e) caráter liberal e sistema parlamentar.</p><p>85</p><p>4) (ENEM PPL 2016) É hoje a nossa festa</p><p>nacional. O Brasil inteiro, da capital do Império a</p><p>mais remota e insignificante de suas aldeolas,</p><p>congrega-se unânime para comemorar o dia que</p><p>o tirou dentre as nações dependentes para</p><p>colocá-lo entre as nações soberanas, e</p><p>entregou-lhe os seus destinos, que até então</p><p>haviam ficado a cargo de um povo estranho.</p><p>Gazeta de Notícias, 7 set. 1883.</p><p>As festividades em torno da Independência do</p><p>Brasil marcam o nosso calendário desde os anos</p><p>imediatamente posteriores ao 7 de setembro de</p><p>1822. Essa comemoração está diretamente</p><p>relacionada com</p><p>a) a construção e manutenção de símbolos</p><p>para a formação de uma identidade</p><p>nacional.</p><p>b) o domínio da elite brasileira sobre os</p><p>principais cargos políticos, que se</p><p>efetivou logo após 1822.</p><p>c) os interesses de senhores de terras que,</p><p>após a Independência, exigiram a</p><p>abolição da escravidão.</p><p>d) o apoio popular às medidas tomadas pelo</p><p>governo imperial para a expulsão de</p><p>estrangeiros do país.</p><p>e) a consciência da população sobre os seus</p><p>direitos adquiridos posteriormente à</p><p>transferência da Corte para o Rio de</p><p>Janeiro.</p><p>5) (ENEM PPL 2015) Em 1881, a Câmara dos</p><p>Deputados aprovou uma reforma na lei eleitoral</p><p>brasileira, a fim de introduzir o voto direto. A</p><p>grande novidade, porém, ficou por conta da</p><p>exigência de que os eleitores soubessem ler e</p><p>escrever. As consequências logo se refletiram nas</p><p>estatísticas. Em 1872, havia mais de 1 milhão de</p><p>votantes, já em 1886, pouco mais de 100 mil</p><p>cidadãos participaram das eleições</p><p>parlamentares. Houve um corte de quase 90 por</p><p>cento do eleitorado.</p><p>CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro:</p><p>Civilização Brasileira, 2006 (adaptado).</p><p>Nas últimas décadas do século XIX, o Império do</p><p>Brasil passou por transformações como as</p><p>descritas, que representaram a</p><p>a) ascensão dos “homens bons”.</p><p>b) restrição dos direitos políticos.</p><p>c) superação dos currais eleitorais.</p><p>d) afirmação do eleitorado monarquista</p><p>e) ampliação da representação popular.</p><p>6) (ENEM 2010) Negro, filho de escrava e fidalgo</p><p>português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das</p><p>letras suas armas na luta pela liberdade. Foi</p><p>vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai</p><p>para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e</p><p>escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas</p><p>de que havia nascido livre. Autodidata,</p><p>advogado sem diploma, fez do direito o seu</p><p>ofício e transformou-se, em pouco tempo, em</p><p>proeminente advogado da causa abolicionista.</p><p>AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História.Ano 1, n.o 3.</p><p>Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).</p><p>A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros</p><p>na segunda metade do séc. XIX foi resultado de</p><p>importantes lutas sociais</p><p>condicionadas</p><p>historicamente. A biografia de Luiz Gama</p><p>exemplifica a</p><p>a) impossibilidade de ascensão social do</p><p>negro forro em uma sociedade</p><p>escravocrata, mesmo sendo alfabetizado.</p><p>b) extrema dificuldade de projeção dos</p><p>intelectuais negros nesse contexto e a</p><p>utilização do Direito como canal de luta</p><p>pela liberdade.</p><p>c) rigidez de uma sociedade, assentada na</p><p>escravidão, que inviabilizava os</p><p>mecanismos de ascensão social.</p><p>d) possibilidade de ascensão social,</p><p>viabilizada pelo apoio das elites</p><p>dominantes, a um mestiço filho de pai</p><p>português.</p><p>e) troca de favores entre um representante</p><p>negro e a elite agrária escravista que</p><p>outorgara o direito advocatício ao</p><p>mesmo.</p><p>7) (ENEM 2022) Os caixeiros do comércio a</p><p>retalho do Rio de Janeiro estiveram entre as</p><p>primeiras categorias de trabalhadores a se</p><p>organizar em associações e a exigir a</p><p>intervenção dos poderes públicos na mediação</p><p>de suas lutas por direitos. Na década de 1880, os</p><p>caixeiros participaram da arena política e</p><p>ganharam as ruas com vários outros, como os</p><p>republicanos e os abolicionistas.</p><p>POPINIGIS, F. “Todas as liberdades são irmãs”: os caixeiros e as lutas</p><p>dos trabalhadores por direitos entre o Império e a República. Estudos</p><p>Históricos, n. 59, set.-dez. 2016 (adaptado).</p><p>A atuação dos trabalhadores mencionados no</p><p>texto representou, na capital do Império, um</p><p>momento de</p><p>86</p><p>a) manutenção das regras patronais.</p><p>b) desprendimento das ideias liberais.</p><p>c) fortalecimento dos contratos laborais.</p><p>d) consolidação das estruturas sindicais.</p><p>e) contestação dos princípios monárquicos.</p><p>8) (ENEM PPL 2010)</p><p>Ó sublime pergaminho</p><p>Libertação geral</p><p>A princesa chorou ao receber</p><p>A rosa de ouro papal</p><p>Uma chuva de flores cobriu o salão</p><p>E o negro jornalista</p><p>De joelhos beijou a sua mão</p><p>Uma voz na varanda do paço ecoou:</p><p>"Meu Deus, meu Deus</p><p>Está extinta a escravidão"</p><p>MELODIA, Z.; RUSSO, N.; MADRUGADA, C. Sublime Pergaminho.</p><p>Disponível em http:// www. letras.terra.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.</p><p>O samba-enredo de 1968 reflete e reforça uma</p><p>concepção acerca do fim da escravidão ainda</p><p>viva em nossa memória, mas que não encontra</p><p>respaldo nos estudos históricos mais recentes.</p><p>Nessa concepção ultrapassada, a abolição é</p><p>apresentada como</p><p>a) conquista dos trabalhadores urbanos</p><p>livres, que demandavam a redução da</p><p>jornada de trabalho.</p><p>b) concessão do governo, que ofereceu</p><p>benefícios aos negros, sem consideração</p><p>pelas lutas de escravos e abolicionistas.</p><p>c) ruptura na estrutura socioeconômica do</p><p>país, sendo responsável pela otimização</p><p>da inclusão social dos libertos.</p><p>d) fruto de um pacto social, uma vez que</p><p>agradaria os agentes históricos</p><p>envolvidos na questão: fazendeiros,</p><p>governo e escravos.</p><p>e) forma de inclusão social, uma vez que a</p><p>abolição possibilitaria a concretização de</p><p>direitos civis e sociais para os negros.</p><p>9) (ENEM PPL 2014) Enquanto as rebeliões</p><p>agitavam o país, as tendências políticas no</p><p>centro dirigente iam se definindo. Apareciam em</p><p>germe os dois grandes partidos imperiais — o</p><p>Conservador e o Liberal. Os conservadores</p><p>reuniam magistrados, burocratas, uma parte dos</p><p>proprietários rurais, especialmente do Rio de</p><p>Janeiro, Bahia e Pernambuco, e os grandes</p><p>comerciantes, entre os quais muitos portugueses.</p><p>Os liberais agrupavam a pequena classe média</p><p>urbana, alguns padres e proprietários rurais de</p><p>áreas menos tradicionais, sobretudo de São</p><p>Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.</p><p>FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1998.</p><p>No texto, o autor compara a composição das</p><p>forças políticas que atuaram no Segundo</p><p>Reinado (1840-1889). Dois aspectos que</p><p>caracterizam os partidos Conservador e Liberal</p><p>estão indicados, respectivamente, em:</p><p>a) Abolição da escravidão — Adoção do</p><p>trabalho assalariado.</p><p>b) Difusão da industrialização —</p><p>Conservação do latifúndio monocultor.</p><p>c) Promoção do protecionismo — Remoção</p><p>das barreiras alfandegárias.</p><p>d) Preservação do unitarismo — Ampliação</p><p>da descentralização provincial.</p><p>e) Implementação do republicanismo —</p><p>Continuação da monarquia</p><p>constitucional.</p><p>10) (ENEM PPL 2022) Apesar de derrotado na</p><p>Batalha do Jenipapo, o exército de sertanejos</p><p>libertou três províncias nordestinas. Esse</p><p>confronto foi dos mais violentos, embora tenha</p><p>ocorrido em um único dia — 13 de março de 1823.</p><p>A batalha foi o resultado de embates entre o</p><p>poder português e a população sertaneja</p><p>piauiense, cearense e maranhense de todas as</p><p>classes sociais, que formaram uma multidão de</p><p>voluntários armados de instrumentos como</p><p>facões, enxadas, foices, machados.</p><p>DIAS, C. M. M. Entre foices e facões. Revista de História, n. 70, jul. 2011</p><p>(adaptado).</p><p>No processo de construção do Estado nacional,</p><p>esse conflito oferece um contraponto à narrativa</p><p>focada em D. Pedro ao evidenciar o(a)</p><p>a) vigor do legado patrimonialista.</p><p>b) imposição da solução republicana.</p><p>c) deficiência das tropas metropolitanas.</p><p>d) protagonismo da resistência autônoma.</p><p>e) continuidade das contradições políticas.</p><p>87</p><p>FÍSICA: Trabalho e Energia</p><p>1) (ENEM PPL 2018) Para que se faça a</p><p>reciclagem das latas de alumínio são necessárias</p><p>algumas ações, dentre elas:</p><p>1) recolher as latas e separá-las de outros</p><p>materiais diferentes do alumínio por catação;</p><p>2) colocar as latas em uma máquina que separa</p><p>as mais leves das mais pesadas por meio de um</p><p>intenso jato de ar;</p><p>3) retirar, por ação magnética, os objetos</p><p>restantes que contêm ferro em sua composição.</p><p>As ações indicadas possuem em comum o fato</p><p>de</p><p>a) exigirem o fornecimento de calor.</p><p>b) fazerem uso da energia luminosa.</p><p>c) necessitarem da ação humana direta.</p><p>d) serem relacionadas a uma corrente</p><p>elétrica.</p><p>e) ocorrerem sob a realização de trabalho</p><p>de uma força.</p><p>2) (ENEM PPL 2021)</p><p>O quadro contém as especificações técnicas de</p><p>um forno de micro-ondas, em que é possível</p><p>distinguir entre a potência consumida pelo</p><p>eletrodoméstico quando ligado em uma rede</p><p>elétrica sob determinadas condições de tensão</p><p>elétrica e frequência e a máxima potência</p><p>fornecida aos alimentos nele aquecidos. Também</p><p>distinguem-se a frequência de micro-ondas, à</p><p>qual o alimento é submetido, e a frequência da</p><p>rede elétrica.</p><p>Utiliza-se esse equipamento para descongelar</p><p>um alimento durante 15 minutos, em potência</p><p>máxima.</p><p>Durante o descongelamento, a frequência da</p><p>onda eletromagnética que aquece o alimento e a</p><p>quantidade aproximada de energia fornecida</p><p>para aquecê-lo são, respectivamente,</p><p>a) 2450 MHz e 630 kJ.</p><p>b) 2450 MHz e 114 kJ.</p><p>c) 2390 MHz e 630 kJ.</p><p>d) 60 Hz e 114 kJ.</p><p>e) 60 Hz e 127 kJ.</p><p>3) (ENEM 2015) Um carro solar é um veículo que</p><p>utiliza apenas a energia solar para a sua</p><p>locomoção. Tipicamente, o carro contém um</p><p>painel fotovoltaico que converte a energia do Sol</p><p>em energia elétrica que, por sua vez, alimenta</p><p>um motor elétrico. A imagem mostra o carro</p><p>solar Tokai Challenger, desenvolvido na</p><p>Universidade de Tokai, no Japão, e que venceu o</p><p>World Solar Challenge de 2009, uma corrida</p><p>internacional de carros solares, tendo atingido</p><p>uma velocidade média acima de 100 km/h.</p><p>Disponível em: www.physics.hku.hk. Acesso em: 3 jun. 2015.</p><p>Considere uma região plana onde a insolação</p><p>(energia solar por unidade de tempo e de área</p><p>que chega à superfície da Terra) seja de 1.000</p><p>W/m² que o carro solar possua massa de 200 kg</p><p>e seja construído de forma que o painel</p><p>fotovoltaico em seu topo tenha uma área de 9,0</p><p>m² e rendimento de 30%. Desprezando as forças</p><p>de resistência do ar, o tempo que esse carro solar</p><p>levaria, a partir do repouso, para atingir a</p><p>velocidade de 108 km/h é um valor mais próximo</p><p>de</p><p>a) 1,0 s.</p><p>b) 4,0 s.</p><p>c) 10 s.</p><p>d) 33 s.</p><p>e) 300 s.</p><p>88</p><p>4) (ENEM PPL 2022) Estudos apontam que o</p><p>meteorito que atingiu o céu da Rússia em</p><p>fevereiro de 2013 liberou uma energia</p><p>equivalente a 500 quilotoneladas de TNT</p><p>(trinitrotolueno), cerca de 30 vezes mais forte que</p><p>a bomba atômica lançada pelos Estados Unidos</p><p>em Hiroshima, no Japão, em 1945. Os cálculos</p><p>estimam que o meteorito estava a 19 quilômetros</p><p>por segundo no momento em que atingiu a</p><p>atmosfera e que seu brilho era 30 vezes mais</p><p>intenso do que o brilho do Sol.</p><p>A energia liberada pelo meteorito ao entrar na</p><p>atmosfera terrestre é proveniente,</p><p>principalmente,</p><p>a)</p><p>inteligência do falante.</p><p>c) falar difícil para demonstrar inteligência.</p><p>d) coesão e da coerência em documentos</p><p>jurídicos.</p><p>e) adequação da linguagem à situação de</p><p>comunicação.</p><p>7) (ENEM PPL 2012)</p><p>BRASIL. Ministério do Turismo. Disponível em: www.turismo.gov.br.</p><p>Acesso em: 27 fev. 2012.</p><p>Essa peça publicitária foi construída</p><p>relacionando elementos verbais e não verbais.</p><p>Considerando-se as estratégias argumentativas</p><p>utilizadas pelo seu autor, percebe-se que a</p><p>linguagem verbal explora, predominantemente, a</p><p>função apelativa da linguagem, pois</p><p>a) imprime no texto a posição pessoal do</p><p>autor em relação ao lugar descrito, objeto</p><p>da propaganda.</p><p>b) utiliza o artifício das repetições para</p><p>manter a atenção do leitor, potencial</p><p>consumidor de seu produto.</p><p>c) mantém o foco do texto no leitor, pelo</p><p>emprego repetido de “você”, marca de</p><p>interlocução.</p><p>d) veicula informações sobre as</p><p>características físicas do lugar, balneário</p><p>com grande potencial turístico.</p><p>e) estabelece uma comparação entre a</p><p>paisagem e uma pintura, artifício</p><p>geralmente eficaz em propagandas.</p><p>8) (ENEM PPL 2009)</p><p>Tempo Perdido</p><p>Todos os dias quando acordo,</p><p>Não tenho mais o tempo que passou</p><p>Mas tenho muito tempo:</p><p>Temos todo o tempo do mundo.</p><p>Todos os dias antes de dormir,</p><p>Lembro e esqueço como foi o dia:</p><p>(...)</p><p>Nosso suor sagrado</p><p>É bem mais belo que esse sangue amargo</p><p>(...)</p><p>Veja o sol dessa manhã tão cinza:</p><p>A tempestade que chega é da cor dos teus</p><p>Olhos castanhos</p><p>Então me abraça forte</p><p>E diz mais uma vez</p><p>Que já estamos distantes de tudo:</p><p>Temos nosso próprio tempo.</p><p>Não tenho medo do escuro,</p><p>Mas deixe as luzes acesas agora,</p><p>O que foi escondido é o que se escondeu,</p><p>E o que foi prometido, ninguém prometeu</p><p>Nem foi tempo perdido;</p><p>Somos tão jovens</p><p>tão jovens</p><p>tão jovens</p><p>Renato Russo</p><p>Disponível em: . Acesso em: 14 abr. 2009.</p><p>Entre os trechos a seguir, retirados da letra</p><p>Tempo Perdido, o que melhor reflete a função</p><p>conativa ou apelativa da linguagem é</p><p>a) “Nem foi tempo perdido/ Somos tão</p><p>jovens”.</p><p>b) “Todos os dias antes de dormir/ Lembro e</p><p>esqueço como foi o dia”.</p><p>c) “Todos os dias quando acordo,/ Não</p><p>tenho mais o tempo que passou”.</p><p>d) “Então me abraça forte/ E diz mais uma</p><p>vez/ Que já estamos distantes de tudo”.</p><p>e) “O que foi escondido é o que se</p><p>escondeu,/ E o que foi prometido,</p><p>ninguém prometeu”.</p><p>9) (ENEM PPL 2020) O resgate de um barco com</p><p>25 imigrantes africanos na costa do Maranhão</p><p>reacendeu a discussão sobre o quanto o Brasil</p><p>estaria, cada vez mais, atraindo pessoas de</p><p>outros países em busca de refúgio ou de</p><p>melhores condições de vida.</p><p>11</p><p>O país recebeu 33 866 pedidos de refúgio de</p><p>imigrantes no ano de 2017, segundo um relatório</p><p>recente do Comitê Nacional para os Refugiados</p><p>(Conare), do Ministério da Justiça.</p><p>A definição clássica de refugiado é “o imigrante</p><p>que sofre de fundado temor de perseguição por</p><p>motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo</p><p>social ou opiniões políticas”.</p><p>No entanto, a Acnur, agência da ONU para</p><p>refugiados, já tem um entendimento ampliado do</p><p>que pode configurar um refugiado, incorporando</p><p>também as características de uma crise</p><p>humanitária: fome generalizada, ausência de</p><p>acesso a medicamentos e serviços básicos e</p><p>perda de renda.</p><p>Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 22 maio 2018 (adaptado).</p><p>Nesse texto, a função metalinguística tem papel</p><p>fundamental, pois revela que o direito de o</p><p>imigrante ser tratado como refugiado no Brasil</p><p>depende do(a)</p><p>a) número de pedidos de refúgio já</p><p>registrados no relatório do Conare.</p><p>b) compreensão que o Ministério da Justiça</p><p>tem da palavra “refugiado”.</p><p>c) crise humanitária que se abate sobre os</p><p>países mais pobres do mundo.</p><p>d) profundidade da crise econômica pela</p><p>qual passam determinados países.</p><p>e) autorização da Acnur, que gerencia a</p><p>distribuição de refugiados pelos países.</p><p>10) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>DOEDERLEIN, J. O livro dos ressignificados. São Paulo: Parábola, 2017.</p><p>Nessa simulação de verbete de dicionário, não</p><p>há a predominância da função metalinguística</p><p>da linguagem, como seria de se esperar.</p><p>Identificam-se elementos que subvertem o</p><p>gênero por meio da incorporação marcante de</p><p>características da função</p><p>a) conativa, como em “(valeu, galera)!”.</p><p>b) referencial, como em “é festejar o próprio</p><p>ser.”</p><p>c) poética, como em “é a felicidade fazendo</p><p>visita.”</p><p>d) emotiva, como em “é quando eu esqueço</p><p>o que não importa.”</p><p>e) fática, como em “é o dia que recebo o</p><p>maior número de ligações no meu</p><p>celular.”</p><p>HISTÓRIA: Brasil Colônia</p><p>1) (ENEM PPL 2021) Tão bem há muito</p><p>pau-brasil nestas Capitanias de que os mesmos</p><p>moradores alcançam grande proveito: o qual pau</p><p>se mostra claro ser produzido da quentura do</p><p>Sol, e criado com a influência de seus raios,</p><p>porque não se acha se não debaixo da tórrida</p><p>Zona, e assim quando mais perto está da linha</p><p>Equinocial, tanto é mais fino e de melhor tinta; e</p><p>esta é a causa porque o não há na Capitania de</p><p>São Vicente nem daí para o Sul.</p><p>GÂNDAVO, P. M. Tratado da Terra do Brasil: História da Província Santa</p><p>Cruz. Belo Horizonte: Itatiaia, 1980 (adaptado).</p><p>O registro efetuado pelo cronista nesse texto</p><p>harmoniza-se com a seguinte iniciativa do</p><p>período inicial da colonização portuguesa:</p><p>a) Introdução da lavoura monocultora para</p><p>efetivar a ocupação do território</p><p>americano.</p><p>b) Implantação de feitorias litorâneas para</p><p>garantir a extração de recursos naturais.</p><p>c) Regulamentação do direito de posse para</p><p>enfrentar os interesses espanhóis.</p><p>d) Substituição da escravidão indígena para</p><p>apoiar a rede do comércio europeu.</p><p>e) Restrição da atividade missionária para</p><p>sufocar a penetração protestante.</p><p>2) (ENEM PPL 2020) Ao longo de uma evolução</p><p>iniciada nos meados do século XIV, o tráfico</p><p>lusitano se desenvolve na periferia da economia</p><p>metropolitana e das trocas africanas. Em</p><p>seguida, o negócio se apresenta como uma fonte</p><p>de receita para a Coroa e responde à demanda</p><p>escravista de outras regiões europeias. Por fim,</p><p>os africanos são usados para consolidar a</p><p>produção ultramarina.</p><p>ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes. São Paulo: Cia. das Letras, 2000</p><p>(adaptado).</p><p>12</p><p>A atividade econômica destacada no texto é um</p><p>dos elementos do processo que levou o reino</p><p>português a</p><p>a) utilizar o clero jesuíta para garantir a</p><p>manutenção da emancipação indígena.</p><p>b) dinamizar o setor fabril para absorver os</p><p>lucros dos investimentos senhoriais.</p><p>c) aceitar a tutela papal para reivindicar a</p><p>exclusividade das rotas transoceânicas.</p><p>d) fortalecer os estabelecimentos bancários</p><p>para financiar a expansão da exploração</p><p>mineradora.</p><p>e) implementar a agromanufatura</p><p>açucareira para viabilizar a continuidade</p><p>da empreitada colonial.</p><p>3) (ENEM PPL 2021) Lendo atentamente os</p><p>Autos da devassa da Inconfidência Mineira, o</p><p>que encontramos? Os envolvidos são “filhos de</p><p>Minas”, “naturais de Minas”. A terra era o “País</p><p>de Minas”, percebido como “continente” ou como</p><p>capitania.</p><p>JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.).</p><p>Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo:</p><p>Senac, 2000.</p><p>A identificação exposta no texto destaca uma</p><p>característica do domínio português na América</p><p>ao apontar para a</p><p>a) relevância da atividade intelectual da</p><p>elite colonial.</p><p>b) ineficácia da ação integrativa das ordens</p><p>religiosas.</p><p>c) fragmentação do território submetido ao</p><p>controle metropolitano.</p><p>d) invisibilidade de eventos revolucionários</p><p>do continente europeu.</p><p>e) abrangência do processo de aculturação</p><p>das sociedades nativas.</p><p>4) (ENEM 2014) A transferência da corte trouxe</p><p>para a América Portuguesa a família real e o</p><p>governo da Metrópole. Trouxe também, e</p><p>sobretudo, boa parte do aparato administrativo</p><p>português. Personalidades diversas e</p><p>funcionários régios continuaram embarcando</p><p>para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e</p><p>dos seus parentes após o ano de 1808.</p><p>(NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no</p><p>Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997).</p><p>Os fatos apresentados se relacionam ao processo</p><p>de independência da América Portuguesa por</p><p>terem a</p><p>a) incentivado o clamor popular por</p><p>liberdade.</p><p>b) enfraquecido o pacto de dominação</p><p>metropolitana.</p><p>da queima de combustíveis contidos no</p><p>meteorito.</p><p>b) de reações nucleares semelhantes às que</p><p>ocorrem no Sol.</p><p>c) da energia cinética associada à grande</p><p>velocidade do meteorito.</p><p>d) de reações semelhantes às que ocorrem</p><p>em explosões nucleares.</p><p>e) da queima da grande quantidade de</p><p>trinitrotolueno presente no meteorito.</p><p>5) (ENEM 2019) Numa feira de ciências, um</p><p>estudante utilizará o disco de Maxwell (ioiô) para</p><p>demonstrar o princípio da conservação da</p><p>energia. A apresentação consistirá em duas</p><p>etapas.</p><p>Etapa 1 – a explicação de que, à medida que o</p><p>disco desce, parte de sua energia potencial</p><p>gravitacional é transformada em energia cinética</p><p>de translação e energia cinética de rotação;</p><p>Etapa 2 – o cálculo da energia cinética de</p><p>rotação do disco no ponto mais baixo de sua</p><p>trajetória, supondo o sistema conservativo.</p><p>Ao preparar a segunda etapa, ele considera a</p><p>aceleração da gravidade igual a 10 m s-2 e a</p><p>velocidade linear do centro de massa do disco</p><p>desprezível em comparação com a velocidade</p><p>angular. Em seguida, mede a altura do topo do</p><p>disco em relação ao chão no ponto mais baixo de</p><p>sua trajetória, obtendo da altura da haste do</p><p>1</p><p>3</p><p>brinquedo. As especificações de tamanho do</p><p>brinquedo, isto é, de comprimento (C), largura (L)</p><p>e altura (A), assim como da massa de seu disco</p><p>de metal, foram encontradas pelo estudante no</p><p>recorte de manual ilustrado a seguir.</p><p>Conteúdo: base de metal, hastes metálicas,</p><p>barra superior, disco de metal.</p><p>Tamanho (C × L × A): 300 mm × 100 mm × 410</p><p>mm</p><p>Massa do disco de metal: 30 g</p><p>O resultado do cálculo da etapa 2, em joule, é:</p><p>a) 4,10 x 10-2</p><p>b) 8,20 x 10-2</p><p>c) 1,23 x 10-1</p><p>d) 8,20 x 104</p><p>e) 1,23 x 105</p><p>6) (ENEM 2017) O brinquedo pula-pula (cama</p><p>elástica) é composto por uma lona circular</p><p>flexível horizontal presa por molas à sua borda.</p><p>As crianças brincam pulando sobre ela, alterando</p><p>e alternando suas formas de energia. Ao pular</p><p>verticalmente, desprezando o atrito com o ar e</p><p>os movimentos de rotação do corpo enquanto</p><p>salta, uma criança realiza um movimento</p><p>periódico vertical em torno da posição de</p><p>equilíbrio da lona (h = 0), passando pelos pontos</p><p>de máxima e de mínima alturas, hmáx e hmín,</p><p>respectivamente.</p><p>Esquematicamente, o esboço do gráfico da</p><p>energia cinética da criança em função de sua</p><p>posição vertical na situação descrita é:</p><p>a)</p><p>89</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>7) (ENEM 2012) Os carrinhos de brinquedo</p><p>podem ser de vários tipos. Dentre eles, há os</p><p>movidos a corda, em que uma mola em seu</p><p>interior é comprimida quando a criança puxa o</p><p>carrinho para trás. Ao ser solto, o carrinho entra</p><p>em movimento enquanto a mola volta à sua</p><p>forma inicial.</p><p>O processo de conversão de energia que ocorre</p><p>no carrinho descrito também é verificado em</p><p>a) um dínamo.</p><p>b) um freio de automóvel.</p><p>c) um motor a combustão.</p><p>d) uma usina hidroelétrica.</p><p>e) uma atiradeira (estilingue).</p><p>8) (ENEM LIBRAS 2017) Bolas de borracha, ao</p><p>caírem no chão, quicam várias vezes antes que</p><p>parte da sua energia mecânica seja dissipada.</p><p>Ao projetar uma bola de futsal, essa dissipação</p><p>deve ser observada para que a variação na</p><p>altura máxima atingida após um número de</p><p>quiques seja adequada às práticas do jogo.</p><p>Nessa modalidade é importante que ocorra</p><p>grande variação para um ou dois quiques. Uma</p><p>bola de massa igual a 0,40 kg é solta</p><p>verticalmente de uma altura inicial de 1,0 m e</p><p>perde, a cada choque com o solo, 80% de sua</p><p>energia mecânica. Considere desprezível a</p><p>resistência do ar e adote g = 10 m/s2.</p><p>O valor da energia mecânica final, em joule, após</p><p>a bola quicar duas vezes no solo, será igual a:</p><p>a) 0,16.</p><p>b) 0,80.</p><p>c) 1,60.</p><p>d) 2,56.</p><p>e) 3,20.</p><p>9) (ENEM 2015) Uma análise criteriosa do</p><p>desempenho de Usain Bolt na quebra do recorde</p><p>mundial dos 100 metros rasos mostrou que,</p><p>apesar de ser o último dos corredores a reagir ao</p><p>tiro e iniciar a corrida, seus primeiros 30 metros</p><p>foram os mais velozes já feitos em um recorde</p><p>mundial, cruzando essa marca em 3,78 segundos.</p><p>Até se colocar com o corpo reto, foram 13</p><p>passadas, mostrando sua potência durante a</p><p>aceleração, o momento mais importante da</p><p>corrida. Ao final desse percurso, Bolt havia</p><p>atingido a velocidade máxima de 12 m/s.</p><p>Supondo que a massa desse corredor seja igual a</p><p>90 kg, o trabalho total realizado nas 13 primeiras</p><p>passadas é mais próximo de:</p><p>a) 5,4 x 10² J.</p><p>b) 6,5 x 10³ J.</p><p>c) 8,6 x 10³ J.</p><p>d) 1,3 x 104 J.</p><p>e) 3,2 x 104 J.</p><p>10) (ENEM 2015) Um garoto foi à loja comprar</p><p>um estilingue e encontrou dois modelos: um com</p><p>borracha mais “dura” e outro com borracha mais</p><p>“mole”. O garoto concluiu que o mais adequado</p><p>seria o que proporcionasse maior alcance</p><p>horizontal, D, para as mesmas condições de</p><p>arremesso, quando submetidos à mesma força</p><p>aplicada. Sabe-se que a constante elástica kd (do</p><p>estilingue mais “duro”) é o dobro da constante</p><p>elástica Km (do estilingue mais “mole”).</p><p>A razão entre os alcances Dd / Dm , referentes</p><p>aos estilingues com borrachas “dura” e “mole”,</p><p>respectivamente, é igual a</p><p>a) .</p><p>1</p><p>4</p><p>b) .</p><p>1</p><p>2</p><p>c) .1</p><p>d) .2</p><p>e) .4</p><p>90</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA:</p><p>Durkheim e Pré-Socráticos</p><p>1) (ENEM 2016) A sociologia ainda não</p><p>ultrapassou a era das construções e das sínteses</p><p>filosóficas. Em vez de assumir a tarefa de lançar</p><p>luz sobre uma parcela restrita do campo social,</p><p>ela prefere buscar as brilhantes generalidades</p><p>em que todas as questões são levantadas sem</p><p>que nenhuma seja expressamente tratada. Não é</p><p>com exames sumários e por meio de intuições</p><p>rápidas que se pode chegar a descobrir as leis de</p><p>uma realidade tão complexa. Sobretudo,</p><p>generalizações às vezes tão amplas e tão</p><p>apressadas não são suscetíveis de nenhum tipo</p><p>de prova.</p><p>DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins</p><p>Fontes, 2000.</p><p>O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em</p><p>construir uma sociologia com base na</p><p>a) vinculação com a filosofia como saber</p><p>unificado.</p><p>b) reunião de percepções intuitivas para</p><p>demonstração.</p><p>c) formulação de hipóteses subjetivas sobre</p><p>a vida social.</p><p>d) adesão aos padrões de investigação</p><p>típicos das ciências naturais.</p><p>e) incorporação de um conhecimento</p><p>alimentado pelo engajamento político.</p><p>2) (ENEM PPL 2018) Uma criança com</p><p>deficiência mental deve ser mantida em casa ou</p><p>mandada a uma instituição? Um parente mais</p><p>velho que costuma causar problemas deve ser</p><p>cuidado ou podemos pedir que vá embora? Um</p><p>casamento infeliz deve ser prolongado pelo bem</p><p>das crianças?</p><p>MURDOCH, I. A soberania do bem. São Paulo: Unesp, 2013.</p><p>Os questionamentos apresentados no texto</p><p>possuem uma relevância filosófica à medida que</p><p>problematizam conflitos que estão nos domínios</p><p>da</p><p>a) política e da esfera pública.</p><p>b) teologia e dos valores religiosos.</p><p>c) lógica e da validade dos raciocínios.</p><p>d) ética e dos padrões de comportamento.</p><p>e) epistemologia e dos limites do</p><p>conhecimento.</p><p>3) (UNICENTRO 2014/2) Leia os textos a seguir.</p><p>Uma das perguntas centrais da obra de</p><p>Durkheim se refere, em uma época turbulenta,</p><p>aos determinantes da coesão social. No seu</p><p>estudo sobre o suicídio, Durkheim pôs em</p><p>evidência, de modo magistral, o peso</p><p>determinante da sociedade sobre o</p><p>comportamento do indivíduo.</p><p>(LALLEMENT, M. História das ideias sociológicas: das origens a Max</p><p>Weber. Petrópolis: Vozes, 2003. p.217.)</p><p>O suicídio é uma das primeiras causas de morte</p><p>em homens jovens nos países desenvolvidos e</p><p>emergentes. Mata 26 brasileiros por dia. E</p><p>ninguém quer falar no assunto. No Brasil, a taxa</p><p>de suicídio entre adolescentes e jovens aumentou</p><p>pelo menos 30% nos últimos 25 anos. O</p><p>crescimento é maior do que o da média da</p><p>população, segundo o psiquiatra José Manoel</p><p>Bertolote.</p><p>(Adaptado de: Taxa de suicídio entre jovens cresce 30% em 25 anos no</p><p>Brasil. Disponível em: . Acesso em: 11 jun.</p><p>2013.)</p><p>Com base nos resultados encontrados por</p><p>Durkheim e nos conhecimentos sobre o tema,</p><p>assinale a alternativa que apresenta,</p><p>corretamente, os principais fatores para o</p><p>aumento do suicídio em uma determinada</p><p>sociedade.</p><p>a) A idade é um dos fatores fundamentais</p><p>para determinar a causa dos suicídios.</p><p>b) A sociedade em crise pode influenciar</p><p>coercitivamente o indivíduo, levando-o ao</p><p>suicídio.</p><p>c) O desequilíbrio pessoal e o sofrimento</p><p>interior podem influenciar no aumento do</p><p>número de suicidas.</p><p>d) Os indivíduos que têm religião</p><p>suicidam-se menos que aqueles que não</p><p>têm algum tipo de fé.</p><p>e) Os pobres se suicidam mais que a classe</p><p>média.</p><p>4) (ENEM 2022) Empédocles estabelece quatro</p><p>elementos corporais — fogo, ar, água e terra —,</p><p>que são eternos e que mudam aumentando e</p><p>diminuindo mediante mistura e separação; mas</p><p>os princípios propriamente ditos, pelos quais</p><p>aqueles são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é</p><p>preciso que os elementos permaneçam</p><p>alternadamente em movimento, sendo ora</p><p>misturados pelo Amor, ora separados pelo Ódio.</p><p>SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova</p><p>Cultural, 1996.</p><p>91</p><p>O texto propõe uma reflexão sobre o</p><p>entendimento de Empédocles acerca da arché,</p><p>uma preocupação típica do pensamento</p><p>pré-socrático, porque</p><p>a) exalta a investigação filosófica.</p><p>b) transcende ao mundo sensível.</p><p>c) evoca a discussão cosmogônica.</p><p>d) fundamenta as paixões humanas.</p><p>e) corresponde à explicação mitológica.</p><p>5) (ENEM 2012)</p><p>TEXTO I</p><p>Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o</p><p>elemento originário de tudo o que existe, existiu</p><p>e existirá, e que outras coisas provêm de sua</p><p>descendência. Quando o ar se dilata,</p><p>transforma-se em fogo, ao passo que os ventos</p><p>são ar condensado. As nuvens formam-se a</p><p>partir do ar por feltragem e, ainda mais</p><p>condensadas, transformam-se em água. A água,</p><p>quando mais condensada, transforma-se em</p><p>terra, e quando condensada ao máximo possível,</p><p>transforma-se em pedras.</p><p>BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006</p><p>(adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu:</p><p>“Deus, como criador de todas as coisas, está no</p><p>princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas</p><p>de conteúdo se nos apresentam, em face desta</p><p>concepção, as especulações contraditórias dos</p><p>filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de</p><p>algum dos quatro elementos, como ensinam os</p><p>Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na</p><p>verdade, dão a impressão de quererem ancorar o</p><p>mundo numa teia de aranha.”</p><p>GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes,</p><p>1991 (adaptado).</p><p>Filósofos dos diversos tempos históricos</p><p>desenvolveram teses para explicar a origem do</p><p>universo, a partir de uma explicação racional. As</p><p>teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de</p><p>Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua</p><p>fundamentação teorias que</p><p>a) eram baseadas nas ciências da natureza.</p><p>b) refutavam as teorias de filósofos da</p><p>religião.</p><p>c) tinham origem nos mitos das civilizações</p><p>antigas.</p><p>d) postulavam um princípio originário para o</p><p>mundo.</p><p>e) defendiam que Deus é o princípio de</p><p>todas as coisas.</p><p>6) (ENEM 2016) Todas as coisas são</p><p>diferenciações de uma mesma coisa e são a</p><p>mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as</p><p>coisas que são agora neste mundo — terra, água,</p><p>ar e fogo e as outras coisas que se manifestam</p><p>neste mundo — , se alguma destas coisas fosse</p><p>diferente de qualquer outra, diferente em sua</p><p>natureza própria e se não permanecesse a</p><p>mesma coisa em suas muitas mudanças e</p><p>diferenciações, então não poderiam as coisas, de</p><p>nenhuma maneira, misturar-se umas às outras,</p><p>nem fazer bem ou mal umas às outras, nem a</p><p>planta poderia brotar da terra, nem um animal</p><p>ou qualquer outra coisa vir à existência, se todas</p><p>as coisas não fossem compostas de modo a</p><p>serem as mesmas. Todas as coisas nascem,</p><p>através de diferenciações, de uma mesma coisa,</p><p>ora em uma forma, ora em outra, retomando</p><p>sempre a mesma coisa.</p><p>DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo:</p><p>Cultrix, 1967.</p><p>O texto descreve argumentos dos primeiro</p><p>pensadores, denominados pré-socráticos. Para</p><p>eles, a principal preocupação filosófica era de</p><p>ordem</p><p>a) cosmológica, propondo uma explicação</p><p>racional do mundo fundamentada nos</p><p>elementos da natureza.</p><p>b) política, discutindo as formas de</p><p>organização da pólis ao estabelecer as</p><p>regras da democracia.</p><p>c) ética, desenvolvendo um filosofia dos</p><p>valores virtuosos que tem a felicidade</p><p>como o bem maior.</p><p>d) aparecimento de novas instituições</p><p>religiosas.</p><p>e) surgimento da cidade como organização</p><p>social.</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Demócrito julga que a</p><p>natureza das coisas eternas são pequenas</p><p>substâncias infinitas, em grande número. E julga</p><p>que as substâncias são tão pequenas que fogem</p><p>às nossas percepções. E lhes são inerentes</p><p>formas de toda espécie, figuras de toda espécie</p><p>e diferenças em grandeza. Destas, então,</p><p>engendram-se e combinam-se todos os volumes</p><p>visíveis e perceptíveis.</p><p>SIMPLÍCIO. Do Céu (DK 68 a 37). In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova</p><p>Cultural, 1996 (adaptado).</p><p>92</p><p>A Demócrito atribui-se a origem do conceito de</p><p>a) porção mínima da matéria, o átomo.</p><p>b) princípio móvel do universo, a arché.</p><p>c) qualidade única dos seres, a essência.</p><p>d) quantidade variante da massa, o corpus.</p><p>e) substrato constitutivo dos elementos, a</p><p>physis.</p><p>8) (ENEM 2017) A representação de Demócrito é</p><p>semelhante à de Anaxágoras, na medida em que</p><p>um infinitamente múltiplo é a origem, mas nele a</p><p>determinação dos princípios fundamentais</p><p>aparece de maneira tal que contém aquilo que</p><p>para o que foi formado não é, absolutamente, o</p><p>aspecto simples para si. Por exemplo, partículas</p><p>de came e de ouro seriam princípios que, através</p><p>de sua concentração, formam aquilo que</p><p>aparece como figura.</p><p>HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.) Os</p><p>pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).</p><p>O texto faz uma apresentação crítica acerca do</p><p>pensamento de Demócrito, segundo o qual o</p><p>“princípio constitutivo das coisas” estava</p><p>representado pelo(a)</p><p>a) número, que fundamenta a criação dos</p><p>deuses.</p><p>b) devir, que simboliza o constante</p><p>movimento dos objetos.</p><p>c) água, que expressa a causa material da</p><p>origem do universo.</p><p>d) imobilidade, que sustenta a existência do</p><p>ser atemporal.</p><p>e) átomo, que explica o surgimento dos</p><p>entes.</p><p>9) (ENEM 2016)</p><p>TEXTO I</p><p>Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes</p><p>no mesmo rio, nem substância mortal alcança</p><p>duas vezes a mesma condição; mas pela</p><p>intensidade e rapidez da mudança, dispersa e de</p><p>novo reúne.</p><p>HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza) São Paulo: Abril Cultural,</p><p>1996 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser</p><p>é ingênito e indestrutível, pois é compacto,</p><p>inabalável sem fim; não foi nem será, pois é</p><p>agora um todo homogêneo, uno, contínuo. Como</p><p>poderia o que é perecer? Como poderia</p><p>gerar-se?</p><p>PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado).</p><p>Os fragmentos do pensamento pré-socrático</p><p>expõem uma oposição que se insere no campo</p><p>das:</p><p>a) investigações do pensamento</p><p>sistemático.</p><p>b) preocupações do período mitológico.</p><p>c) discussões de base ontológica.</p><p>d) habilidades da retórica sofística.</p><p>e) verdades do mundo sensível.</p><p>10) (UFU 2016) Em 1987, a então</p><p>Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, Margaret</p><p>Thatcher, deu uma declaração durante uma</p><p>entrevista que resumia, em parte, o seu ideário</p><p>político liberal: “A sociedade não existe. Existem</p><p>homens, existem mulheres e existem famílias”.</p><p>O governo de Thatcher ficaria conhecido como</p><p>um dos precursores do chamado Estado</p><p>neoliberal, que enfatizava, entre outros ideais, o</p><p>individualismo. Assim, esta concepção de</p><p>governo contradiz os fundamentos da Sociologia</p><p>de Durkheim, segundo o qual a sociedade</p><p>poderia ser identificada</p><p>a) como a soma de indivíduos que definem</p><p>seus valores em comum, unindo-se por</p><p>laços de solidariedade voluntária.</p><p>b) a partir da existência de um contrato</p><p>social que dá origem ao Estado e à</p><p>sociedade civil.</p><p>c) como o resultado da ação da classe</p><p>dominante, capaz de reunir e controlar as</p><p>massas.</p><p>d) pela síntese de ações e sentimentos</p><p>individuais que originam uma vida</p><p>psíquica sui generis.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>93</p><p>94</p><p>GEOGRAFIA: Demografia</p><p>1) (ENEM PPL 2015)</p><p>IBGE. Tendências demográficas: uma análise da sinopse preliminar do</p><p>censo demográfico 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2001</p><p>O processo indicado no gráfico demonstra um</p><p>aumento significativo</p><p>da população urbana em</p><p>relação à população rural no Brasil. Esse</p><p>fenômeno pode ser explicado pela</p><p>a) atração de mão de obra pelo setor</p><p>produtivo concentrado nas áreas</p><p>urbanas.</p><p>b) manutenção da instabilidade climática</p><p>nas áreas rurais.</p><p>c) concentração da oferta de ensino nas</p><p>áreas urbanas.</p><p>d) inclusão da população das áreas urbanas</p><p>em programas assistenciais.</p><p>e) redução dos subsídios para os setores da</p><p>economia localizados nas áreas rurais.</p><p>2) (ENEM PPL 2018)</p><p>Fonte: IBGE Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em:</p><p>30 jun. 2015.</p><p>A evolução da pirâmide etária apresentada</p><p>indica a seguinte tendência:</p><p>a) Crescimento da faixa juvenil.</p><p>b) Aumento da expectativa de vida.</p><p>c) Elevação da taxa de fecundidade.</p><p>d) Predomínio da população masculina.</p><p>e) Expansão do índice de mortalidade.</p><p>3) (ENEM 2016)</p><p>Os moradores de Andalsnes, na Noruega,</p><p>poderiam se dar ao luxo de morar perto do</p><p>trabalho nos dias úteis e de se refugiar na</p><p>calmaria do bosque aos fins de semana. E sem</p><p>sair da mesma casa. Bastaria achar uma vaga</p><p>para estacionar o imóvel antes de curtir o novo</p><p>endereço.</p><p>Disponível em: http://casavogue.globo.com. Acesso em: 3 out. 2015</p><p>(adaptado).</p><p>Uma vez implementada, essa proposta afetaria a</p><p>dinâmica do espaço urbano por reduzir a</p><p>intensidade do seguinte processo:</p><p>a) Êxodo rural.</p><p>b) Movimento pendular.</p><p>c) Migração de retorno.</p><p>d) Deslocamento sazonal.</p><p>e) Ocupação de áreas centrais.</p><p>4) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>CAZO. Disponível em: www.humorpolitico.com.br.</p><p>Acesso em: 21 nov. 2021 (adaptado)</p><p>95</p><p>TEXTO II</p><p>É como se os problemas fossem criados pela</p><p>pandemia quando, em verdade, isso só</p><p>demonstra o quanto eles sofrem uma tentativa</p><p>de serem naturalizados. Eles estavam lá,</p><p>empurrados para debaixo de vários tapetes.</p><p>Diversos levantamentos realizados indicam que</p><p>parcela significativa dos estudantes não têm</p><p>acesso à internet em suas casas, não têm</p><p>computadores; têm celulares, mas com pacotes</p><p>baratos que não permitem assistir a todas as</p><p>aulas. E, caso tenham celulares e dados,</p><p>pergunta-se: É possível elaborar um texto no</p><p>celular? É possível interagir na aula remota pelo</p><p>celular?</p><p>ASSIS, A. E. S. Q. Educação e pandemia.</p><p>Educação em Revista, n. 37, 2021 (adaptado).</p><p>A crítica contida no texto e na figura evidencia o</p><p>seguinte aspecto da sociedade contemporânea:</p><p>a) Exclusão social.</p><p>b) Expansão digital.</p><p>c) Manifestação cultural.</p><p>d) Organização espacial.</p><p>e) Valorização intelectual.</p><p>5) (ENEM 2018) Os países industriais adotaram</p><p>uma concepção diferente das relações familiares</p><p>e do lugar da fecundidade na vida familiar e</p><p>social. A preocupação de garantir uma</p><p>transmissão integral das vantagens econômicas</p><p>e sociais adquiridas tem como resultado uma</p><p>ação voluntária de limitação do número de</p><p>nascimentos.</p><p>GEORGE, P. Panorama do mundo atual. São Paulo: Difusão Europeia do</p><p>Livro, 1968 (adaptado).</p><p>Em meados do século XX, o fenômeno social</p><p>descrito contribuiu para o processo europeu de:</p><p>a) estabilização da pirâmide etária.</p><p>b) conclusão da transição demográfica.</p><p>c) contenção da entrada de imigrantes.</p><p>d) elevação do crescimento vegetativo.</p><p>e) formação de espaços superpovoados.</p><p>6) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Interseccionalidade: intercruzamento de</p><p>desigualdades que gera padrões complexos de</p><p>discriminação.</p><p>TEXTO II</p><p>Disponível em: www.agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 2 dez.</p><p>2018</p><p>Considerando o conceito apresentado no Texto I</p><p>e os dados apresentados no Texto II, no Brasil,</p><p>são fatores que intensificam o fenômeno da</p><p>discriminação:</p><p>a) Raça e gênero.</p><p>b) Etnia e habitação.</p><p>c) Idade e nupcialidade.</p><p>d) Profissão e sexualidade.</p><p>e) Escolaridade e fecundidade.</p><p>7) (ENEM 2012)</p><p>Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2010</p><p>Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2010 Mulheres BRASIL. IBGE.</p><p>Censo demográfico 1991-2010. Rio de Janeiro, 2011.</p><p>96</p><p>A interpretação e a correlação das figuras sobre</p><p>a dinâmica demográfica brasileira demonstram</p><p>um(a)</p><p>a) menor proporção de fecundidade na área</p><p>urbana.</p><p>b) menor proporção de homens na área</p><p>rural.</p><p>c) aumento da proporção de fecundidade</p><p>na área rural.</p><p>d) queda da longevidade na área rural.</p><p>e) queda do número de idosos na área</p><p>urbana.</p><p>8) (ENEM 2007) Os gráficos abaixo, extraídos do</p><p>sítio eletrônico do IBGE, apresentam a</p><p>distribuição da população brasileira por sexo e</p><p>faixa etária no ano de 1990 e projeções dessa</p><p>população para 2010 e 2030.</p><p>A partir da comparação da pirâmide etária</p><p>relativa a 1990 com as projeções para 2030 e</p><p>considerando-se os processos de formação</p><p>socioeconômica da população brasileira, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) a expectativa de vida do brasileiro tende</p><p>a aumentar na medida em que melhoram</p><p>as condições de vida da população.</p><p>b) a população do país tende a diminuir na</p><p>medida em que a taxa de mortalidade</p><p>diminui.</p><p>c) a taxa de mortalidade infantil tende a</p><p>aumentar na medida em que aumenta o</p><p>índice de desenvolvimento humano.</p><p>d) a necessidade de investimentos no setor</p><p>de saúde tende a diminuir na medida em</p><p>que aumenta a população idosa.</p><p>e) o nível de instrução da população tende a</p><p>diminuir na medida em que diminui a</p><p>população.</p><p>9) (ENEM 1999) Em material para análise de</p><p>determinado marketing político, lê-se a seguinte</p><p>conclusão:</p><p>A explosão demográfica que ocorreu a partir dos</p><p>anos 50, especialmente no Terceiro Mundo,</p><p>suscitou teorias ou políticas demográficas</p><p>divergentes. Uma primeira teoria, dos</p><p>neomalthusianos, defende que o crescimento</p><p>demográfico dificulta o desenvolvimento</p><p>econômico, já que provoca uma diminuição na</p><p>renda nacional per capita e desvia os</p><p>investimentos do Estado para setores menos</p><p>produtivos. Diante disso, o país deveria</p><p>desenvolver uma rígida política de controle de</p><p>natalidade. Uma segunda, a teoria reformista,</p><p>argumenta que o problema não está na renda</p><p>per capita e sim na distribuição irregular da</p><p>renda, que não permite o acesso à educação e</p><p>saúde. Diante disso o país deve promover a</p><p>igualdade econômica e a justiça social.</p><p>Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado</p><p>para defender o ponto de vista neomalthusiano?</p><p>a) “Controle populacional – nosso</p><p>passaporte para o desenvolvimento.”</p><p>b) “Sem reformas sociais o país se reproduz</p><p>e não produz.”</p><p>c) “População abundante, país forte!”</p><p>d) “O crescimento gera fraternidade e</p><p>riqueza para todos.”</p><p>e) “Justiça social, sinônimo de</p><p>desenvolvimento.”</p><p>97</p><p>10) (ENEM 2016)</p><p>Fontes: IBGE e OCDE Disponível em: http://epoca.globo.com. Acesso</p><p>em: 20 out. 2015 (adaptado).</p><p>Uma consequência socioeconômica para os</p><p>países que vivenciam o fenômeno demográfico</p><p>ilustrado é a diminuição da:</p><p>a) oferta de mão de obra nacional.</p><p>b) média de expectativa de vida.</p><p>c) disponibilidade de serviços de saúde.</p><p>d) despesa de natureza previdenciária.</p><p>e) imigração de trabalhadores qualificados.</p><p>QUÍMICA: Eletroquímica</p><p>1) (ENEM 2022) A nanotecnologia é responsável</p><p>pelo aprimoramento de diversos materiais,</p><p>incluindo os que são impactados com a presença</p><p>de poluentes e da umidade na atmosfera,</p><p>causadores de corrosão. O processo de corrosão</p><p>é espontâneo e provoca a deterioração de</p><p>metais como o ferro, que, em presença de</p><p>oxigênio e água, sofre oxidação, conforme ilustra</p><p>a equação química:</p><p>4 Fe (s) + 2 H2O (l) + 3 O2 (g)→ 2 Fe2O3 ⋅ H2O (s)</p><p>Uma forma de garantir a durabilidade da</p><p>estrutura metálica e a sua resistência à umidade</p><p>consiste na deposição de filmes finos</p><p>nanocerâmicos à base de zircônia (ZrO2) e</p><p>alumina (Al2O3) sobre a superfície do objeto que</p><p>se deseja proteger.</p><p>CLEMENTE, G. A. B. F. et al. O uso de materiais híbridos ou</p><p>nanocompósitos como revestimentos anticorrosivos do aço. Química</p><p>Nova, n. 9, 2021 (adaptado).</p><p>Essa nanotecnologia aplicada na proteção contra</p><p>a corrosão se baseia no(a)</p><p>a) proteção catódica, que utiliza um metal</p><p>fortemente redutor.</p><p>b) uso de metais de sacrifício, que se oxidam</p><p>no lugar do ferro.</p><p>c) passivação do ferro, que fica revestido</p><p>pelo seu próprio óxido.</p><p>d) efeito de barreira, que impede o contato</p><p>com o agente oxidante.</p><p>e) galvanização, que usa outros metais de</p><p>menor potencial de redução.</p><p>2) (ENEM DIGITAL 2020) As populares pilhas</p><p>zinco-carbono (alcalinas e de Leclanché) são</p><p>compostas por</p><p>um invólucro externo de aço (liga</p><p>de ferro-carbono), um ânodo (zinco metálico), um</p><p>cátodo(grafita) e um eletrólito (MnO2 mais NH4Cl</p><p>ou KOH), contido em uma massa úmida com</p><p>carbono chamada pasta eletrolítica. Os</p><p>processos de reciclagem, geralmente propostos</p><p>para essas pilhas usadas, têm como ponto de</p><p>partida a moagem (trituração). Na sequência,</p><p>uma das etapas é a separação do aço, presente</p><p>no invólucro externo, dos demais componentes.</p><p>Que processo aplicado à pilha moída permite</p><p>obter essa separação?</p><p>a) Catação manual</p><p>b) Ação de um eletroímã</p><p>c) Calcinação em um forno</p><p>d) Fracionamento por densidade</p><p>e) Dissolução do eletrólito em água</p><p>3) (ENEM PPL 2020) Os tanques de</p><p>armazenamento de gasolina podem, com o</p><p>tempo, sofrer processos oxidativos, resultando na</p><p>contaminação do combustível e do solo à sua</p><p>volta. Uma forma de evitar tais problemas</p><p>econômicos e ambientais é utilizar</p><p>preferencialmente metais de sacrifício,</p><p>protegendo os tanques de armazenamento.</p><p>Suponha que seja necessário usar um metal de</p><p>sacrifício em um tanque de aço (liga de</p><p>ferro-carbono). Considere as semirreações de</p><p>redução e seus respectivos potenciais padrão.</p><p>98</p><p>Dos metais citados, o que garantirá proteção ao</p><p>tanque de aço é o</p><p>a) zinco.</p><p>b) cobre.</p><p>c) níquel.</p><p>d) cádmio.</p><p>e) mercúrio.</p><p>4) (ENEM DIGITAL 2020) As pilhas</p><p>recarregáveis, bastante utilizadas atualmente,</p><p>são formadas por sistemas que atuam como uma</p><p>célula galvânica, enquanto estão sendo</p><p>descarregadas, e como célula eletrolítica, quando</p><p>estão sendo recarregadas.</p><p>Uma pilha é formada pelos elementos níquel e</p><p>cádmio e seu carregador deve fornecer uma</p><p>diferença de potencial mínima para promover a</p><p>recarga. Quanto maior a diferença de potencial</p><p>gerada pelo carregador, maior será o seu custo.</p><p>Considere os valores de potencial padrão de</p><p>redução dessas espécies:</p><p>Ni2+ (aq) + 2 e− ⇌ Ni (s) E° = −0,230 V</p><p>Cd2+ (aq) + 2 e− ⇌ Cd (s) E° = −0,402 V</p><p>Teoricamente, para que um carregador seja ao</p><p>mesmo tempo eficiente e tenha o menor preço, a</p><p>diferença de potencial mínima, em volt, que ele</p><p>deve superar é de</p><p>a) 0,086.</p><p>b) 0,172.</p><p>c) 0,316.</p><p>d) 0,632.</p><p>e) 1,264.</p><p>5) (ENEM 2009) Para que apresente</p><p>condutividade elétrica adequada a muitas</p><p>aplicações, o cobre bruto obtido por métodos</p><p>térmicos é purificado eletroliticamente. Nesse</p><p>processo, o cobre bruto impuro constitui o ânodo</p><p>da célula, que está imerso em uma solução de</p><p>CuSO4. À medida que o cobre impuro é oxidado</p><p>no ânodo, íons Cu2+ da solução são depositados</p><p>na forma pura no cátodo. Quanto às impurezas</p><p>metálicas, algumas são oxidadas, passando à</p><p>solução, enquanto outras simplesmente se</p><p>desprendem do ânodo e se sedimentam abaixo</p><p>dele. As impurezas sedimentadas são</p><p>posteriormente processadas, e sua</p><p>comercialização gera receita que ajuda a cobrir</p><p>os custos do processo. A série eletroquímica a</p><p>seguir lista o cobre e alguns metais presentes</p><p>como impurezas no cobre bruto de acordo com</p><p>suas forças redutoras relativas.</p><p>Entre as impurezas metálicas que constam na</p><p>série apresentada, as que se sedimentam abaixo</p><p>do ânodo de cobre são</p><p>a) Au, Pt, Ag, Zn, Ni e Pb.</p><p>b) Au, Pt e Ag.</p><p>c) Zn, Ni e Pb.</p><p>d) Au e Zn.</p><p>e) Ag e Pb.</p><p>6) (ENEM 2018) Células solares à base de TiO2</p><p>sensibilizadas por corantes (S) são promissoras e</p><p>poderão vir a substituir as células de silício.</p><p>Nessas células, o corante adsorvido sobre o TiO2</p><p>é responsável por absorver a energia luminosa</p><p>(hv), e o corante excitado (S*) é capaz de</p><p>transferir elétrons para o TiO2. Um esquema</p><p>dessa célula e os processos envolvidos estão</p><p>ilustrados na figura. A conversão de energia solar</p><p>em elétrica ocorre por meio da sequência de</p><p>reações apresentadas.</p><p>LONGO, C.; DE PAOLI, M.-A. Dye-Sensitized Solar Cells: A Successful</p><p>Combination of Materials. Journal of the Brazilian Chemical Society, n. 6,</p><p>2003 (adaptado)</p><p>99</p><p>A reação 3 é fundamental para o contínuo</p><p>funcionamento da célula solar, pois</p><p>a) reduz íons I– a I3–.</p><p>b) regenera o corante.</p><p>c) garante que a reação 4 ocorra.</p><p>d) promove a oxidação do corante.</p><p>e) transfere elétrons para o eletrodo de TiO2.</p><p>7) (ENEM PPL 2017) O ferro metálico é obtido</p><p>em altos-fornos pela mistura do minério hematita</p><p>(α-Fe2O3) contendo impurezas, coque (C) e</p><p>calcário (CaCO3), sendo estes mantidos sob um</p><p>fluxo de ar quente que leva a queima do cobre,</p><p>com a temperatura no alto-forno chegando</p><p>próximo a 2 000 ºC. As etapas caracterizam o</p><p>processo em função da temperatura.</p><p>Entre 200 ºC e 700 ºC:</p><p>3 Fe2O3 + CO→ 2 Fe3O4 + CO2</p><p>CaCO3 → CaO + CO2</p><p>Fe3O4 + CO→ 3 FeO + CO2</p><p>Entre 700 ºC e 1.200 ºC:</p><p>C + CO2 → 2 CO</p><p>FeO + CO→ Fe + CO2</p><p>Entre 1.200 ºC e 2.000 ºC:</p><p>Ferro impuro se funde</p><p>Formação de escória fundida (CaSiO3)</p><p>2 C + O2 → 2 CO</p><p>BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E. Química: & ciência central.</p><p>São Paulo: Pearson Education, 2005 (adaptado).</p><p>No processo de redução desse metal, o agente</p><p>redutor e o</p><p>a) C.</p><p>b) CO.</p><p>c) CO2.</p><p>d) CaO.</p><p>e) CaCO3.</p><p>8) (ENEM 2010) A eletrólise é muito empregada</p><p>na indústria com o objetivo de reaproveitar parte</p><p>dos metais sucateados. O cobre, por exemplo, é</p><p>um dos metais com maior rendimento no</p><p>processo de eletrólise, com uma recuperação de</p><p>aproximadamente 99,9%. Por ser um metal de</p><p>alto valor comercial e de múltiplas aplicações,</p><p>sua recuperação torna-se viável</p><p>economicamente.</p><p>Suponha que, em um processo de recuperação</p><p>de cobre puro, tenha-se eletrolisado uma solução</p><p>de sulfato de cobre (II) (CuSO4) durante 3h,</p><p>empregando-se uma corrente elétrica de</p><p>intensidade igual a 10 A. A massa de cobre puro</p><p>recuperada é de aproximadamente</p><p>Dados: Constante de Faraday F = 96.500 C/mol;</p><p>Massa molar em g/mol: Cu = 63,5.</p><p>a) 0,02 g</p><p>b) 0,04 g</p><p>c) 2,40 g</p><p>d) 35,5 g</p><p>e) 71,0 g</p><p>9) (ENEM PPL 2013) Se dermos uma mordida em</p><p>um pedaço de papel alumínio colocado em cima</p><p>de uma obturação de amálgama (combinação do</p><p>mercúrio metálico com metais e/ou ligas</p><p>metálicas), sentiremos uma dor causada por uma</p><p>corrente que pode chegar até 30 μA.</p><p>SILVA, R. R. et al. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 13, maio 2001</p><p>(adaptado).</p><p>O contato dos materiais metálicos citados produz</p><p>a) uma pilha, cujo fluxo de elétrons é</p><p>espontâneo.</p><p>b) uma eletrólise, cujo fluxo de elétrons não</p><p>é espontâneo.</p><p>c) uma solução eletrolítica, cujo fluxo de</p><p>elétrons é espontâneo.</p><p>d) um sistema galvânico, cujo fluxo de</p><p>elétrons não é espontâneo.</p><p>e) um sistema eletrolítico, cujo fluxo de</p><p>elétrons não é espontâneo.</p><p>10) (ENEM 2017) A invenção do LED azul, que</p><p>permite a geração de outras cores para compor</p><p>a luz branca, permitiu a construção de lâmpadas</p><p>energeticamente mais eficientes e mais duráveis</p><p>do que as incandescentes e fluorescentes. Em um</p><p>experimento de laboratório, pretende-se associar</p><p>duas pilhas em série para acender um LED azul</p><p>que requer 3,6 volts para o seu funcionamento.</p><p>Considere as semirreações de redução e seus</p><p>respectivos potenciais mostrados no quadro.</p><p>100</p><p>Qual associação em série de pilhas fornece</p><p>diferença de potencial, nas condições-padrão,</p><p>suficiente para acender o LED azul?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>MATEMÁTICA: Gráficos e</p><p>Funções do 1º e 2º Grau</p><p>1) (ENEM PPL 2018) Na intenção de ampliar</p><p>suas fatias de mercado, as operadoras de</p><p>telefonia apresentam diferentes planos e</p><p>promoções. Uma operadora oferece três</p><p>diferentes planos baseados na quantidade de</p><p>minutos utilizados mensalmente, apresentados</p><p>no gráfico. Um casal foi à loja dessa operadora</p><p>para comprar dois celulares, um para a esposa e</p><p>outro para o marido. Ela utiliza o telefone, em</p><p>média, 30 minutos por mês, enquanto ele, em</p><p>média, utiliza 90 minutos por mês.</p><p>Com base nas informações do gráfico, qual é o</p><p>plano de menor custo mensal para cada um</p><p>deles?</p><p>a) O plano A para ambos.</p><p>b) O plano B para ambos.</p><p>c) O plano C para ambos.</p><p>d) O plano B para a esposa e o plano C para</p><p>o marido.</p><p>e) O plano C para a esposa e o plano B para</p><p>o marido.</p><p>2) (ENEM PPL 2017) Chegando ao destino de</p><p>uma mesma viagem, os turistas X e Y alugarão,</p><p>cada um deles, um carro. Fizeram, previamente,</p><p>cotações com as mesmas três locadoras de</p><p>automóveis da região. Os valores dos aluguéis</p><p>estão representados pelas expressões dadas no</p><p>quadro, sendo K o número de quilômetros</p><p>percorridos,</p><p>e N o número de diárias pagas pelo</p><p>aluguel.</p><p>101</p><p>O turista X alugará um carro em uma mesma</p><p>locadora por três dias e percorrerá 250 km. Já a</p><p>pessoa Y usará o carro por apenas um dia e</p><p>percorrerá 120 km.</p><p>Com o intuito de economizarem com as locações</p><p>dos carros, e mediante as informações, os</p><p>turistas X e Y alugarão os carros,</p><p>respectivamente, nas empresas</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e II.</p><p>d) II e III.</p><p>e) III e I.</p><p>3) (ENEM PPL 2017) Uma fábrica de papel</p><p>higiênico produz embalagens com quatro rolos</p><p>de 30 m cada, cujo preço para o consumidor é R$</p><p>3,60. Uma nova embalagem com dez rolos de 50</p><p>m cada, de mesma largura, será lançada no</p><p>mercado. O preço do produto na nova</p><p>embalagem deve ser equivalente ao já</p><p>produzido, mas, para incentivar as vendas,</p><p>inicialmente o preço de venda terá um desconto</p><p>de 10%.</p><p>Para que isso aconteça, o preço de venda da</p><p>nova embalagem, em real, deve ser</p><p>a) 8,10.</p><p>b) 9,00.</p><p>c) 9,90.</p><p>d) 13,50.</p><p>e) 15,00.</p><p>4) (ENEM PPL 2010) Em fevereiro, o governo da</p><p>Cidade do México, metrópole com uma das</p><p>maiores frotas de automóveis do mundo, passou</p><p>a oferecer à população bicicletas como opção de</p><p>transporte. Por uma anuidade de 24 dólares, os</p><p>usuários têm direito a 30 minutos de uso livre por</p><p>dia. O ciclista pode retirar em uma estação e</p><p>devolver em qualquer outra e, se quiser estender</p><p>a pedalada, paga 3 dólares por hora extra.</p><p>Revista Exame. 21 abr. 2010.</p><p>A expressão que relaciona o valor pago pela𝑓</p><p>utilização da bicicleta por um ano, quando se</p><p>utilizam x horas extras nesse período é</p><p>a) (x) = 3x𝑓</p><p>b) (x) = 24𝑓</p><p>c) (x) = 27𝑓</p><p>d) (x) = 3x + 24𝑓</p><p>e) (x) = 24x + 3𝑓</p><p>5) (ENEM PPL 2017) Em um mês, uma loja de</p><p>eletrônicos começa a obter lucro já na primeira</p><p>semana. O gráfico representa o lucro (L) dessa</p><p>loja desde o início do mês até o dia 20. Mas esse</p><p>comportamento se estende até o último dia, o</p><p>dia 30.</p><p>A representação algébrica do lucro ( ) em função𝐿</p><p>do tempo ( ) é𝑡</p><p>a) ( ) = 20 + 3 000𝐿 𝑡 𝑡</p><p>b) ( ) = 20 + 4 000𝐿 𝑡 𝑡</p><p>c) ( ) = 200𝐿 𝑡 𝑡</p><p>d) ( ) = 200 - 1 000𝐿 𝑡 𝑡</p><p>e) ( ) = 200 + 3 000𝐿 𝑡 𝑡</p><p>6) (ENEM DIGITAL 2020) Uma microempresa</p><p>especializou-se em produzir um tipo de chaveiro</p><p>personalizado para brindes. O custo de produção</p><p>de cada unidade é de R$ 0,42 e são</p><p>comercializados em pacotes com 400 chaveiros,</p><p>que são vendidos por R$ 280,00. Além disso, essa</p><p>empresa tem um custo mensal fixo de R$</p><p>12.800,00 que não depende do número de</p><p>chaveiros produzidos.</p><p>Qual é o número mínimo de pacotes de chaveiros</p><p>que devem ser vendidos mensalmente para que</p><p>essa microempresa não tenha prejuízo no mês?</p><p>a) 26</p><p>b) 46</p><p>c) 109</p><p>d) 114</p><p>e) 115</p><p>7) (ENEM PPL 2017) No primeiro ano do ensino</p><p>médio de uma escola, é hábito os alunos</p><p>dançarem quadrilha na festa junina. Neste ano,</p><p>há 12 meninas e 13 meninos na turma, e para a</p><p>quadrilha foram formados 12 pares distintos,</p><p>compostos por uma menina e um menino.</p><p>Considere que as meninas sejam os elementos</p><p>que compõem o conjunto A e os meninos, o</p><p>conjunto B, de modo que os pares formados</p><p>representem uma função de A em B.𝑓</p><p>102</p><p>Com base nessas informações, a classificação do</p><p>tipo de função que está presente nessa relação é</p><p>a) é injetora, pois para cada menina𝑓</p><p>pertencente ao conjunto A está associado</p><p>um menino diferente pertencente ao</p><p>conjunto B.</p><p>b) é sobrejetora, pois cada par é formado𝑓</p><p>por uma menina pertencente ao conjunto</p><p>A e um menino pertencente ao conjunto</p><p>B, sobrando um menino sem formar par.</p><p>c) é injetora, pois duas meninas quaisquer𝑓</p><p>pertencentes ao conjunto A formam par</p><p>com um mesmo menino pertencente ao</p><p>conjunto B, para envolver a totalidade de</p><p>alunos da turma.</p><p>d) é bijetora, pois dois meninos quaisquer𝑓</p><p>pertencentes ao conjunto B formam par</p><p>com uma mesma menina pertencente ao</p><p>conjunto A.</p><p>e) é sobrejetora, pois basta que uma𝑓</p><p>menina do conjunto A forme par com dois</p><p>meninos pertencentes ao conjunto B,</p><p>assim nenhum menino ficará sem par.</p><p>8) (ENEM DIGITAL 2020) Uma fatura mensal de</p><p>água é composta por uma taxa fixa,</p><p>independentemente do gasto, mais uma parte</p><p>relativa ao consumo de água, em metro cúbico. O</p><p>gráfico relaciona o valor da fatura com o volume</p><p>de água gasto em uma residência no mês de</p><p>novembro, representando uma semirreta.</p><p>Observa-se que, nesse mês, houve um consumo</p><p>de 7 m3 de água. Sabe-se que, em dezembro, o</p><p>consumo de água nessa residência, em metro</p><p>cúbico, dobrou em relação ao mês anterior.</p><p>O valor da fatura referente ao consumo no mês</p><p>de dezembro nessa residência foi</p><p>a) superior a R$ 65,00 e inferior a R$ 70,00.</p><p>b) superior a R$ 80,00 e inferior a R$ 85,00.</p><p>c) superior a R$ 90,00 e inferior a R$ 95,00.</p><p>d) superior a R$ 95,00.</p><p>e) inferior a R$ 55,00.</p><p>9) (ENEM PPL 2021) O gráfico informa a</p><p>produção registrada por uma indústria nos</p><p>meses de janeiro, março e abril.</p><p>Por problemas logísticos, não foi feito o</p><p>levantamento sobre a produção no mês de</p><p>fevereiro. Entretanto, as informações dos outros</p><p>três meses sugerem que a produção nesse</p><p>quadrimestre cresceu exponencialmente,</p><p>conforme aponta a curva de tendência traçada</p><p>no gráfico.</p><p>Assumindo a premissa de que o crescimento</p><p>nesse período foi exponencial, pode-se inferir</p><p>que a produção dessa indústria no mês de</p><p>fevereiro, em milhar de unidade, foi</p><p>a) 0.</p><p>b) 120.</p><p>c) 240.</p><p>d) 300.</p><p>e) 400.</p><p>10) (ENEM 2022) Ao analisar os dados de uma</p><p>epidemia em uma cidade, peritos obtiveram um</p><p>modelo que avalia a quantidade de pessoas</p><p>infectadas a cada mês, ao longo de um ano. O</p><p>modelo é dado por ( ) = - ² + 10 + 24, sendo t𝑝 𝑡 𝑡 𝑡</p><p>um número natural, variando de 1 a 12, que</p><p>representa os meses do ano, e ( ) a quantidade𝑝 𝑡</p><p>de pessoas infectadas no mês do ano. Para𝑡</p><p>tentar diminuir o número de infectados no</p><p>próximo ano, a Secretaria Municipal de Saúde</p><p>decidiu intensificar a propaganda oficial sobre os</p><p>cuidados com a epidemia. Foram apresentadas</p><p>cinco propostas (I, II, III, IV e V), com diferentes</p><p>períodos de intensificação das propagandas:</p><p>103</p><p>● I: 1 ≤ t ≤ 2;</p><p>● II: 3 ≤ t ≤ 4;</p><p>● III: 5 ≤ t ≤ 6;</p><p>● IV: 7 ≤ t ≤ 9;</p><p>● V: 10 ≤ t ≤ 12.</p><p>A sugestão dos peritos é que seja escolhida a</p><p>proposta cujo período de intensificação da</p><p>propaganda englobe o mês em que, segundo o</p><p>modelo, há a maior quantidade de infectados. A</p><p>sugestão foi aceita. A proposta escolhida foi a</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>104</p><p>105</p><p>FÍSICA: Óptica</p><p>1) (ENEM PPL 2019) A figura mostra, de forma</p><p>esquemática, uma representação comum em</p><p>diversos livros e textos sobre eclipses. Apenas</p><p>analisando essa figura, um estudante pode</p><p>concluir que os eclipses podem ocorrer duas</p><p>vezes a cada volta completa da Lua em torno da</p><p>Terra. Apesar de a figura levar a essa percepção,</p><p>algumas informações adicionais são necessárias</p><p>para se concluir que nem o eclipse solar, nem o</p><p>lunar ocorrem com tal periodicidade.</p><p>A periodicidade dos eclipses ser diferente da</p><p>possível percepção do estudante ocorre em</p><p>razão de</p><p>a) eclipses noturnos serem imperceptíveis da</p><p>Terra.</p><p>b) planos das órbitas da Terra e da Lua</p><p>serem diferentes.</p><p>c) distância entre a Terra e a Lua variar ao</p><p>longo da órbita.</p><p>d) eclipses serem visíveis apenas em parte</p><p>da superfície da Terra.</p><p>e) o Sol ser uma fonte de luz extensa</p><p>comparado ao tamanho da lua.</p><p>2) (ENEM 2019) Os olhos humanos normalmente</p><p>têm três tipos de cones responsáveis pela</p><p>percepção das cores: um tipo para tons</p><p>vermelhos, um para tons azuis e outro para tons</p><p>verdes. As diversas cores que enxergamos são o</p><p>resultado da percepção das cores básicas, como</p><p>indica a figura.</p><p>A protanopia é um tipo de daltonismo em que há</p><p>diminuição ou ausência de receptores da cor</p><p>vermelha. Considere um teste com dois</p><p>voluntários: uma pessoa com visão normal e</p><p>outra com caso severo de protanopia. Nesse</p><p>teste, eles devem escrever a cor dos cartões que</p><p>lhes são mostrados. São utilizadas as cores</p><p>indicadas na figura.</p><p>Para qual cartão os dois voluntários identificarão</p><p>a mesma cor?</p><p>a) Vermelho.</p><p>b) Magenta.</p><p>c) Amarelo.</p><p>d) Branco.</p><p>e) Azul.</p><p>3) (ENEM PPL 2011) A figura mostra uma</p><p>superfície refletora de formato parabólico, que</p><p>tem sido utilizada como um fogão solar. Esse</p><p>dispositivo é montado de tal forma que a</p><p>superfície</p><p>fique posicionada sempre voltada para</p><p>o Sol. Neste, a panela deve ser colocada em um</p><p>ponto determinado para maior eficiência do</p><p>fogão.</p><p>Disponível em: http://www.deltateta.com. Acesso em: 30 abr. 2010</p><p>Considerando que a panela esteja posicionada</p><p>no ponto citado, a maior eficiência ocorre porque</p><p>os raios solares</p><p>a) refletidos passam por esse ponto,</p><p>definido como ponto de reflexão.</p><p>b) incidentes passam por esse ponto,</p><p>definido como vértice da parábola.</p><p>c) refletidos se concentram nesse ponto,</p><p>definido como foco da parábola.</p><p>d) incidentes se concentram nesse ponto,</p><p>definido como ponto de incidência.</p><p>e) incidentes e refletidos se interceptam</p><p>nesse ponto, definido como centro de</p><p>curvatura.</p><p>106</p><p>4) (ENEM PPL 2014) Folhas de papel, como as</p><p>utilizadas para a impressão de documentos, são</p><p>opacas e permeáveis aos líquidos. Esse material</p><p>é constituído de microfibras entrelaçadas de</p><p>celulose, que são transparentes à luz. Quando</p><p>sobre elas se derrama glicerina, elas se tornam</p><p>translúcidas. Uma imagem da superfície de uma</p><p>folha de papel, ampliada por um microscópio</p><p>eletrônico de varredura, pode ser vista na figura.</p><p>No quadro é apresentada a razão (n) entre a</p><p>velocidade da luz no vácuo e no respectivo</p><p>material (celulose, glicerina ou ar).</p><p>Nessa situação, o papel se tornou translúcido</p><p>porque a luz é</p><p>a) mais refletida.</p><p>b) mais absorvida.</p><p>c) mais espalhada.</p><p>d) menos refratada.</p><p>e) menos transmitida.</p><p>5) (ENEM PPL 2010) Os espelhos retrovisores,</p><p>que deveriam auxiliar os motoristas na hora de</p><p>estacionar ou mudar de pista, muitas vezes</p><p>causam problemas. É que o espelho retrovisor do</p><p>lado direito, em alguns modelos, distorce a</p><p>imagem, dando a impressão de que o veículo</p><p>está a uma distância maior do que a real.</p><p>Este tipo de espelho, chamado convexo, é</p><p>utilizado com o objetivo de ampliar o campo</p><p>visual do motorista, já que no Brasil se adota a</p><p>direção do lado esquerdo e, assim, o espelho da</p><p>direita fica muito distante dos olhos do condutor.</p><p>Disponível em: http://noticias.vrum.com.br. Acesso em: 3 nov. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>Sabe-se que, em um espelho convexo, a imagem</p><p>formada está mais próxima do espelho do que</p><p>este está do objeto, o que parece entrar em</p><p>conflito com a informação apresentada na</p><p>reportagem. Essa aparente contradição é</p><p>explicada pelo fato de</p><p>a) a imagem projetada na retina do</p><p>motorista ser menor do que o objeto.</p><p>b) a velocidade do automóvel afetar a</p><p>percepção da distância.</p><p>c) o cérebro humano interpretar como</p><p>distante uma imagem pequena.</p><p>d) o espelho convexo ser capaz de aumentar</p><p>o campo visual do motorista.</p><p>e) o motorista perceber a luz vinda do</p><p>espelho com a parte lateral do olho.</p><p>6) (ENEM PPL 2012) Em um experimento,</p><p>coloca-se glicerina dentro de um tubo de vidro</p><p>liso. Em seguida, parte do tubo é colocada em</p><p>um copo de vidro que contém glicerina e a parte</p><p>do tubo imersa fica invisível.</p><p>Esse fenômeno ocorre porque a</p><p>a) intensidade da luz é praticamente</p><p>constante no vidro.</p><p>b) parcela de luz refletida pelo vidro é</p><p>praticamente nula.</p><p>c) luz que incide no copo não é transmitida</p><p>para o tubo de vidro.</p><p>d) velocidade da luz é a mesma no vidro e</p><p>na glicerina.</p><p>e) trajetória da luz é alterada quando ela</p><p>passa da glicerina para o vidro.</p><p>7) (ENEM PPL 2015) A fotografia feita sob luz</p><p>polarizada é usada por dermatologistas para</p><p>diagnósticos. Isso permite ver detalhes da</p><p>superfície da pele que detalhes da superfície da</p><p>pele que não são visíveis com o reflexo da luz</p><p>branca comum. Para se obter luz polarizada,</p><p>pode-se utilizar a luz transmitida por um</p><p>polaroide ou a luz refletida por uma superfície na</p><p>condição de Brewster, como mostra a figura.</p><p>Nessa situação, o feixe da luz refratada forma</p><p>um ângulo de 90° com o feixe da luz refletida,</p><p>fenômeno conhecido como Lei de Brewster.</p><p>Nesse caso, o ângulo de incidência Tp, também</p><p>chamado de ângulo de polarização, e o ângulo</p><p>de refração Tr estão em conformidade com a Lei</p><p>de Snell.</p><p>107</p><p>Dados:</p><p>sen 30° = cos 60° =</p><p>1</p><p>2</p><p>sen 60° = cos 30° =</p><p>3</p><p>2</p><p>Considere um feixe de luz não polarizada</p><p>proveniente de um meio com índice de refração</p><p>igual a 1, que incide sobre uma lâmina e faz um</p><p>ângulo de refração r de 30°.θ</p><p>Nessa situação, qual deve ser o índice de</p><p>refração da lâmina para que o feixe refletido seja</p><p>polarizado?</p><p>a) 3</p><p>b)</p><p>3</p><p>3</p><p>c) 2</p><p>d)</p><p>1</p><p>2</p><p>e)</p><p>3</p><p>2</p><p>8) (ENEM PPL 2011) A figura seguinte</p><p>representa, esquematicamente, um telescópio</p><p>refletor:</p><p>A luz emitida por um astro penetra no telescópio</p><p>pelo orifício na posição A, reflete no espelho</p><p>parabólico localizado na posição B, é novamente</p><p>refletida pelo espelho C em direção às lentes</p><p>localizadas na ocular do telescópio (local onde o</p><p>observador aproxima o olho) na posição D. Essa</p><p>lente forma uma imagem real e maior do objeto</p><p>observado, um pouco à frente de D. Por isso, o</p><p>observador não deve encostar seus olhos na</p><p>lente para enxergar essa imagem.</p><p>Considerando uma situação em que apenas uma</p><p>lente é colocada na posição D, qual o tipo de</p><p>espelho utilizado e qual o tipo de lente utilizada</p><p>nas posições B e D respectivamente?</p><p>a) Convexo e bifocal.</p><p>b) Convexo e divergente.</p><p>c) Côncavo e convergente.</p><p>d) Côncavo e divergente.</p><p>e) Plano e convergente.</p><p>9) (ENEM 2015) Será que uma miragem ajudou a</p><p>afundar o Titanic? O fenômeno ótico conhecido</p><p>como Fata Morgana pode fazer com que uma</p><p>falsa parede de água apareça sobre o horizonte</p><p>molhado. Quando as condições são favoráveis, a</p><p>luz refletida pela água fria pode ser desviada por</p><p>uma camada incomum de ar quente acima,</p><p>chegando até o observador, vinda de muitos</p><p>ângulos diferentes. De acordo com estudos de</p><p>pesquisadores da Universidade de San Diego,</p><p>uma Fata Morgana pode ter obscurecido os</p><p>icebergs da visão da tripulação que estava a</p><p>bordo do Titanic. Dessa forma, a certa distância,</p><p>o horizonte verdadeiro fica encoberto por uma</p><p>névoa escurecida, que se parece muito com</p><p>águas calmas no escuro.</p><p>Disponível em: http://apod.nasa.gov. Acesso em: 6 set. 2012 (adaptado).</p><p>O fenômeno ótico que, segundo os</p><p>pesquisadores, provoca a Fata Morgana é a</p><p>a) ressonância.</p><p>b) refração.</p><p>c) difração.</p><p>d) reflexão.</p><p>e) difusão.</p><p>10) (ENEM PPL 2017) A aquisição de um</p><p>telescópio deve levar em consideração diversos</p><p>fatores, entre os quais estão o aumento angular,</p><p>a resolução ou poder de separação e a</p><p>magnitude limite. O aumento angular informa</p><p>quantas vezes mais próximo de nós percebemos</p><p>o objeto observado e é calculado como sendo a</p><p>razão entre as distâncias focais da objetiva ( ) e𝐹</p><p>1</p><p>da ocular ( ). A resolução do telescópio ( )𝐹</p><p>2</p><p>𝑃</p><p>informa o menor ângulo que deve existir entre</p><p>dois pontos observados para que seja possível</p><p>distingui-los. A magnitude limite ( ) indica o𝑀</p><p>menor brilho que um telescópio pode captar. Os</p><p>valores numéricos de e são calculados pelas𝑃 𝑀</p><p>expressões:</p><p>108</p><p>D é o valor numérico do diâmetro da objetiva do</p><p>telescópio, expresso em centímetro.</p><p>Disponível em: www.telescopioastronomicos.com.br. Acesso em: 13 de</p><p>maio 2013 (adaptado).</p><p>Ao realizar a observação de um planeta distante</p><p>e de baixa luminosidade, não se obteve uma</p><p>imagem nítida. Para melhorar a qualidade dessa</p><p>observação, os valores de , e devem ser,𝐷 𝐹</p><p>1</p><p>𝐹</p><p>2</p><p>respectivamente,</p><p>a) aumentado, aumentado e diminuído.</p><p>b) aumentado, diminuído e aumentado.</p><p>c) aumentado, diminuído e diminuído.</p><p>d) diminuído, aumentado e aumentado.</p><p>e) diminuído, aumentado e diminuído.</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Figuras de Linguagem</p><p>1) (ENEM 2020)</p><p>O ouro do século 21</p><p>Cério, gadolínio, lutécio, promécio e érbio;</p><p>sumário, térbio e disprósio; hólmio, túlio e itérbio.</p><p>Essa lista de nomes esquisitos e pouco</p><p>conhecidos pode parecer a escalação de um time</p><p>de futebol, que ainda teria no banco de reservas</p><p>lantânio, neodímio, praseodímio, európio,</p><p>escândio e ítrio. Mas esses 17 metais chamados</p><p>de terras-raras, fazem parte da vida de quase</p><p>todos os humanos do planeta. Chamados por</p><p>muitos de “ouro do século 21", "elementos do</p><p>futuro" ou “vitaminas da indústria", eles estão</p><p>nos materiais usados na fabricação de</p><p>lâmpadas, telas de computadores, tablets e</p><p>celulares, motores de carros elétricos, baterias e</p><p>até turbinas eólicas. Apesar de tantas aplicações,</p><p>o Brasil,</p><p>dono da segunda maior reserva do</p><p>mundo desses metais, parou de extraí-los e</p><p>usá-los em 2002. Agora, volta a pensar em</p><p>retomar sua exploração.</p><p>SILVEIRA. E. Disponível em: www.revistaplaneta.com.br Acesso em: 6 dez</p><p>2017 (adaptado)</p><p>As aspas sinalizam expressões metafóricas</p><p>empregadas intencionalmente pelo autor do</p><p>texto para</p><p>a) imprimir um tom irônico à reportagem.</p><p>b) incorporar citações de especialistas à</p><p>reportagem.</p><p>c) atribuir maior valor aos metais, objeto da</p><p>reportagem.</p><p>d) esclarecer termos científicos empregados</p><p>na reportagem.</p><p>e) marcar a apropriação de termos de outra</p><p>ciência pela reportagem.</p><p>2) (ENEM 2014)</p><p>Disponível em: www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 29 out.</p><p>2013 (adaptado)</p><p>Os meios de comunicação podem contribuir para</p><p>a resolução de problemas sociais, entre os quais</p><p>o da violência sexual infantil. Nesse sentido, a</p><p>propaganda usa a metáfora do pesadelo para</p><p>a) informar crianças vítimas de abuso sexual</p><p>sobre os perigos dessa prática,</p><p>contribuindo para erradicá-la.</p><p>b) denunciar ocorrências de abuso sexual</p><p>contra meninas, com o objetivo de</p><p>colocar criminosos na cadeia.</p><p>c) dar a devida dimensão do que é o abuso</p><p>sexual para uma criança, enfatizando a</p><p>importância da denúncia.</p><p>d) destacar que a violência sexual infantil</p><p>predomina durante a noite, o que requer</p><p>maior cuidado dos responsáveis nesse</p><p>período.</p><p>e) chamar a atenção para o fato de o abuso</p><p>infantil ocorrer durante o sono, sendo</p><p>confundido por algumas crianças com um</p><p>pesadelo.</p><p>109</p><p>3) (ENEM 2012)</p><p>Aquele bêbado</p><p>— Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz</p><p>com os indicadores. Acrescentou: — Álcool.</p><p>O mais ele achou que podia beber. Bebia</p><p>paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de</p><p>Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos</p><p>fins de semana, embebedava-se de Índia</p><p>Reclinada, de Celso Antônio.</p><p>— Curou-se 100% do vício — comentavam os</p><p>amigos.</p><p>Só ele sabia que andava mais bêbado que um</p><p>gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de</p><p>uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu</p><p>féretro ostentava inúmeras coroas de</p><p>ex-alcoólatras anônimos.</p><p>ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991.</p><p>A causa mortis do personagem, expressa no</p><p>último parágrafo, adquire um efeito irônico no</p><p>texto porque, ao longo da narrativa, ocorre uma</p><p>a) metaforização do sentido literal do verbo</p><p>“beber”.</p><p>b) aproximação exagerada da estética</p><p>abstracionista.</p><p>c) apresentação gradativa da</p><p>coloquialidade da linguagem.</p><p>d) exploração hiperbólica da expressão</p><p>“inúmeras coroas”.</p><p>e) citação aleatória de nomes de diferentes</p><p>artistas.</p><p>4) (ENEM 2007)</p><p>O açúcar</p><p>O branco açúcar que adoçará meu café</p><p>nesta manhã de Ipanema</p><p>não foi produzido por mim</p><p>nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.</p><p>Vejo-o puro</p><p>e afável ao paladar</p><p>como beijo de moça, água</p><p>na pele, flor</p><p>que se dissolve na boca. Mas este açúcar</p><p>não foi feito por mim.</p><p>Este açúcar veio</p><p>da mercearia da esquina e tampouco o fez o</p><p>Oliveira,</p><p>[dono da mercearia.</p><p>Este açúcar veio</p><p>de uma usina de açúcar em Pernambuco</p><p>ou no Estado do Rio</p><p>e tampouco o fez o dono da usina.</p><p>Este açúcar era cana</p><p>e veio dos canaviais extensos</p><p>que não nascem por acaso</p><p>no regaço do vale.</p><p>(…)</p><p>Em usinas escuras,</p><p>homens de vida amarga</p><p>e dura</p><p>produziram este açúcar</p><p>branco e puro</p><p>com que adoço meu café esta manhã em</p><p>Ipanema.</p><p>Ferreira Gullar. Toda Poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980, p.</p><p>227-8.</p><p>A antítese que configura uma imagem da divisão</p><p>social do trabalho na sociedade brasileira é</p><p>expressa poeticamente na oposição entre a</p><p>doçura do branco açúcar e</p><p>a) o trabalho do dono da mercearia de onde</p><p>veio o açúcar.</p><p>b) o beijo de moça, a água na pele e a flor</p><p>que se dissolve na boca.</p><p>c) o trabalho do dono do engenho em</p><p>Pernambuco, onde se produz o açúcar.</p><p>d) a beleza dos extensos canaviais que</p><p>nascem no regaço do vale.</p><p>e) o trabalho dos homens de vida amarga</p><p>em usinas escuras.</p><p>5) (ENEM 2009) Oximoro, ou paradoxismo, é</p><p>uma figura de retórica em que se combinam</p><p>palavras de sentido oposto que parecem</p><p>excluir-se mutuamente, mas que, no contexto,</p><p>reforçam a expressão.</p><p>Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.</p><p>Considerando a definição apresentada, o</p><p>fragmento poético da obra Cantares, de Hilda</p><p>Hilst, publicada em 2004, em que pode ser</p><p>encontrada a referida figura de retórica é:</p><p>110</p><p>a) “Dos dois contemplo</p><p>rigor e fixidez.</p><p>Passado e sentimento</p><p>me contemplam” (p. 91).</p><p>b) “De sol e lua</p><p>De fogo e vento</p><p>Te enlaço” (p. 101).</p><p>c) “Areia, vou sorvendo</p><p>A água do teu rio” (p. 93).</p><p>d) “Ritualiza a matança</p><p>de quem só te deu vida.</p><p>E me deixa viver</p><p>nessa que morre” (p. 62).</p><p>e) “O bisturi e o verso.</p><p>Dois instrumentos</p><p>entre as minhas mãos” (p. 95).</p><p>6) (ENEM 2004)</p><p>Cidade grande</p><p>Que beleza, Montes Claros.</p><p>Como cresceu Montes Claros.</p><p>Quanta indústria em Montes Claros.</p><p>Montes Claros cresceu tanto,</p><p>ficou urbe tão notória,</p><p>prima-rica do Rio de Janeiro,</p><p>que já tem cinco favelas</p><p>por enquanto, e mais promete.</p><p>(Carlos Drummond de Andrade)</p><p>Entre os recursos expressivos empregados no</p><p>texto, destaca-se a</p><p>a) metalinguagem, que consiste em fazer a</p><p>linguagem referir-se à própria linguagem.</p><p>b) intertextualidade, na qual o texto retoma</p><p>e reelabora outros textos.</p><p>c) ironia, que consiste em se dizer o</p><p>contrário do que se pensa, com intenção</p><p>crítica.</p><p>d) denotação, caracterizada pelo uso das</p><p>palavras em seu sentido próprio e</p><p>objetivo.</p><p>e) prosopopeia, que consiste em</p><p>personificar coisas inanimadas,</p><p>atribuindo-lhes vida.</p><p>7) (UNESP 2021) Examine o cartum de Sofia</p><p>Warren, publicado em sua conta no Instagram</p><p>em 09.03.2020.</p><p>Contribuem para o efeito de humor do cartum os</p><p>seguintes recursos expressivos:</p><p>a) hipérbole e paradoxo.</p><p>b) paradoxo e personificação.</p><p>c) antítese e pleonasmo.</p><p>d) personificação e pleonasmo.</p><p>e) ironia e hipérbole.</p><p>8) (UNESP 2018/2) Leia o soneto “Nasce o Sol, e</p><p>não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de</p><p>Matos (1636-1696), para responder à questão.</p><p>Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,</p><p>Depois da Luz se segue a noite escura,</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas a alegria.</p><p>Porém, se acaba o Sol, por que nascia?</p><p>Se é tão formosa a Luz, por que não dura?</p><p>Como a beleza assim se transfigura?</p><p>Como o gosto da pena assim se fia?</p><p>Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,</p><p>Na formosura não se dê constância,</p><p>E na alegria sinta-se tristeza.</p><p>Começa o mundo enfim pela ignorância,</p><p>E tem qualquer dos bens por natureza</p><p>A firmeza somente na inconstância.</p><p>(Poemas escolhidos, 2010.)</p><p>A figura de linguagem mais recorrente nesse</p><p>soneto é</p><p>a) a hipérbole.</p><p>b) a ironia.</p><p>c) o eufemismo.</p><p>d) a sinestesia.</p><p>e) a antítese.</p><p>111</p><p>9) (UNICAMP 2022)</p><p>Texto I</p><p>(Denilson Baniwa, Repovoamento da memória de uma cidade-floresta,</p><p>2021, Mural Lambe-lambe, 3,80m x 12m. Disponível em</p><p>https://www.premiopipa.com/wp-content/uploads/2019/03/23-Denilson</p><p>Baniwa.jpeg .Acessado em 05/07/2021.)</p><p>Texto II</p><p>Para que as memórias e tradições permaneçam</p><p>vivas, o Museu da Pessoa, a Rádio Yandê e Ailton</p><p>Krenak vão realizar uma formação virtual em</p><p>memória e mídias para que jovens das</p><p>comunidades originárias registrem as histórias</p><p>de vida de seus anciãos e anciãs. O ditado “Cada</p><p>ancião que morre é uma biblioteca que se</p><p>queima” é válido para os povos indígenas,</p><p>portanto nosso lema é “Cada ancião que se</p><p>preserva é uma biblioteca que se salva”. Na</p><p>tradição dos povos indígenas, todo conhecimento</p><p>de plantas, de cura, de mitos e narrativas é</p><p>produzido de maneira oral. “A gente não sabe até</p><p>quando que vão ter esse conhecimento completo.</p><p>A gente vai morrendo e vai se apagando tudo. A</p><p>gente não é igual vocês, que fica tudo guardado</p><p>em algum lugar (...)” (Awapataku Waura, ancião e</p><p>pajé do povo Waura).</p><p>(Adaptado de “Projeto Vidas Indígenas”, vídeo institucional do Museu da</p><p>Pessoa, sobre registro de narrativas orais indígenas. Disponível em:</p><p>https://benfeitoria.com/vidasindigenas. Acessado em 04/04/2021.)</p><p>No texto II (Projeto Vidas Indígenas), é utilizada</p><p>uma metáfora que relaciona “ancião” e</p><p>“biblioteca”. As citações a seguir tratam da</p><p>importância de anciãos e anciãs indígenas para</p><p>a transmissão do conhecimento. Assinale aquela</p><p>que</p><p>também faz uso de uma metáfora.</p><p>a) “Perder um ancião é o mesmo que fechar</p><p>um livro. Ou mesmo queimar um livro”</p><p>(Comissão Pró-Índio, Twitter, via @g1).</p><p>b) “Morte de anciãos indígenas na pandemia</p><p>pode fazer línguas inteiras</p><p>desaparecerem” (manchete da BBC Brasil</p><p>News).</p><p>c) “A morte de uma anciã ou um ancião é</p><p>tratada como se uma biblioteca fosse</p><p>perdida” (site “Racismo Ambiental”).</p><p>d) “Nikaiti Mekranotire é mais uma vítima do</p><p>covid-19. Perdemos uma enciclopédia”</p><p>(Mayalú Txucarramãe, Twitter).</p><p>10) (UERJ 2023) As mulheres de Tony pertencem</p><p>a diferentes grupos étnicos: Rami é ronga; Ju é</p><p>changana; Lu é sena; Saly é maconde; Mauá é</p><p>macua.</p><p>Em relação a essa diversidade, na representação</p><p>cultural de Moçambique, cada uma dessas</p><p>mulheres pode ser compreendida pela seguinte</p><p>figura de linguagem:</p><p>a) antítese</p><p>b) hipérbole</p><p>c) metonímia</p><p>d) eufemismo</p><p>BIOLOGIA: Metabolismo</p><p>Energético</p><p>1) (ENEM PPL 2010) Um molusco, que vive no</p><p>litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que</p><p>se sabe sobre a divisão entre animais e vegetais.</p><p>Isso porque o molusco (Elysia chiorotica) é um</p><p>híbrido de bicho com planta. Cientistas</p><p>americanos descobriram que o molusco</p><p>conseguiu incorporar um gene das algas e, por</p><p>isso, desenvolveu a capacidade de fazer</p><p>fotossíntese. É o primeiro animal a se "alimentar"</p><p>apenas de luz e CO2 , como as plantas.</p><p>GARATONI, B. Superinteressante. Edição 276, mar. 2010 (adaptado).</p><p>A capacidade de o molusco fazer fotossíntese</p><p>deve estar associada ao fato de o gene</p><p>incorporado permitir que ele passe a sintetizar</p><p>a) clorofila, que utiliza a energia do carbono</p><p>para produzir glicose.</p><p>b) citocromo, que utiliza a energia da água</p><p>para formar oxigênio.</p><p>c) clorofila, que doa elétrons para converter</p><p>gás carbônico em oxigênio.</p><p>d) citocromo, que doa elétrons da energia</p><p>luminosa para produzir glicose.</p><p>e) clorofila, que transfere a energia da luz</p><p>para compostos orgânicos.</p><p>112</p><p>2) (ENEM 2020) Em uma aula sobre metabolismo</p><p>energético, foi apresentado um experimento</p><p>clássico realizado por Engelmann. Um recipiente</p><p>contendo bactérias aeróbias e uma alga verde</p><p>filamentosa foi submetido à iluminação de uma</p><p>fonte de luz, representada pelo microespectro.</p><p>Após a explicação, um aluno esquematizou na</p><p>lousa o resultado do referido experimento.</p><p>Considerando a figura, a faixa do microespectro</p><p>em que a alga possui maior taxa de realização</p><p>fotossintética é a do:</p><p>a) Anil.</p><p>b) Verde.</p><p>c) Violeta.</p><p>d) Amarelo.</p><p>e) Vermelho.</p><p>3) (ENEM 2010) Um ambiente capaz de asfixiar</p><p>todos os animais conhecidos do planeta foi</p><p>colonizado por pelo menos três espécies</p><p>diferentes de invertebrados marinhos.</p><p>Descobertos a mais de 3.000 m de profundidade</p><p>no Mediterrâneo, eles são os primeiros membros</p><p>do reino animal a prosperar mesmo diante da</p><p>ausência total de oxigênio. Até agora, achava-se</p><p>que só bactérias pudessem ter esse estilo de</p><p>vida. Não admira que os bichos pertençam a um</p><p>grupo pouco conhecido, o dos loricíferos, que mal</p><p>chegam a 1,0 mm. Apesar do tamanho, possuem</p><p>cabeça, boca, sistema digestivo e carapaça. A</p><p>adaptação dos bichos à vida no sufoco é tão</p><p>profunda que suas células dispensaram as</p><p>chamadas mitocôndrias.</p><p>LOPES, R. J. Italianos descobrem animal que vive em água sem</p><p>oxigênio. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 abr.</p><p>2010 (adaptado).</p><p>Que substâncias poderiam ter a mesma função</p><p>do O2 na respiração celular realizada pelos</p><p>loricíferos?</p><p>a) S e CH4</p><p>b) S e NO3</p><p>-</p><p>c) H2 e NO3</p><p>-</p><p>d) CO2 e CH4</p><p>e) H2 e CO2</p><p>4) (ENEM PPL 2020) As plantas, em sua fase de</p><p>crescimento, necessitam de grande quantidade</p><p>de carbono, sequestrado pela fotossíntese, para</p><p>a produção de biomassa.</p><p>O sequestro de carbono pelas plantas é</p><p>aumentado</p><p>a) reciclando papel.</p><p>b) mantendo intactas as florestas nativas.</p><p>c) fazendo o replantio das áreas</p><p>degradadas.</p><p>d) evitando a queima de madeira e de áreas</p><p>de floresta.</p><p>e) substituindo a madeira de bens duráveis</p><p>por materiais alternativos</p><p>5) (ENEM PPL 2018) O fitato, presente em</p><p>diversos cereais, apresenta a propriedade de</p><p>associar-se a alguns minerais, proteínas e</p><p>carboidratos, formando complexos insolúveis e</p><p>incapazes de serem digeridos por animais</p><p>monogástricos. Por esse motivo, muitas rações</p><p>ricas em cereais contêm, na sua formulação final,</p><p>a enzima fitase como aditivo. O esquema de</p><p>ação dessa enzima sobre o fitato está</p><p>representado na figura.</p><p>ROMANO, F. RUSSO, A. Biocatalysis Reasearch Progress. Hauppage</p><p>(NY): Nova Science Publishers, 2008 (adaptado).</p><p>A adição de fitase nessas rações acarretará um</p><p>aumento da</p><p>a) eliminação de produtos nitrogenados.</p><p>b) disponibilidade de nutrientes.</p><p>c) desnaturação de proteínas.</p><p>d) assimilação de fitato.</p><p>e) absorção de amido.</p><p>113</p><p>6) (ENEM 2018) Anabolismo e catabolismo são</p><p>processos celulares antagônicos, que são</p><p>controlados principalmente pela ação hormonal.</p><p>Por exemplo, no fígado a insulina atua como um</p><p>hormônio com ação anabólica, enquanto o</p><p>glucagon tem ação catabólica e ambos são</p><p>secretados em resposta ao nível de glicose</p><p>sanguínea.</p><p>Em caso de um indivíduo com hipoglicemia, o</p><p>hormônio citado que atua no catabolismo</p><p>induzirá o organismo a</p><p>a) realizar a fermentação lática.</p><p>b) metabolizar aerobicamente a glicose.</p><p>c) produzir aminoácidos a partir de ácidos</p><p>graxos.</p><p>d) transformar ácidos graxos em glicogênio.</p><p>e) estimular a utilização do glicogênio.</p><p>7) (ENEM PPL 2022) Uma prática que os</p><p>brasileiros costumam realizar é a degustação de</p><p>doces em compotas. O conhecimento popular</p><p>indica que não é aceitável deixar o mesmo talher</p><p>usado na degustação e levado à boca dentro da</p><p>compoteira aberta, em contato com o doce. Essa</p><p>indicação se deve ao fato de que o doce, no</p><p>pensamento popular, poderá azedar.</p><p>Essa prática popular encontra respaldo no</p><p>pensamento científico, uma vez que o doce</p><p>realmente poderá azedar em razão da</p><p>a) oxidação do doce pelo contato com o ar.</p><p>b) contaminação por microrganismos, que</p><p>irão fermentá-lo.</p><p>c) ação das enzimas salivares que foram</p><p>transferidas para o doce após a</p><p>degustação.</p><p>d) evaporação dos conservantes que</p><p>mantêm a solução da compota em</p><p>equilíbrio químico.</p><p>e) degradação dos componentes doces da</p><p>compota em reação com compostos</p><p>químicos do talher.</p><p>8) (ENEM 2019) O 24-dinitrofenol (DNP) é</p><p>conhecido como desacoplador da cadeia de</p><p>elétrons na mitocôndria e apresenta um efeito</p><p>emagrecedor. Contudo, por ser perigoso e pela</p><p>ocorrência de casos letais, seu uso como</p><p>medicamento é proibido em diversos países,</p><p>inclusive no Brasil. Na mitocôndria, essa</p><p>substância captura, no espaço intermembranas,</p><p>prótons (H+) provenientes da atividade das</p><p>proteínas da cadeia respiratória, retornando-os à</p><p>matriz mitocondrial. Assim, esses prótons não</p><p>passam pelo transporte enzimático, na</p><p>membrana interna.</p><p>GRUNDLINGH, J. et.al. 2,4-Dinitrophenol (DNP): a Weight Loss Agent</p><p>with Significant Acute Toxicity and Risk of Death. Journal of Medical</p><p>Toxicology, v. 7, 2011 (adaptado).</p><p>O efeito emagrecedor desse composto está</p><p>relacionado ao(à):</p><p>a) obstrução da cadeia respiratória,</p><p>resultando em maior consumo celular de</p><p>ácidos graxos.</p><p>b) bloqueio das reações do ciclo de Krebs,</p><p>resultando em maior gasto celular de</p><p>energia.</p><p>c) diminuição da produção de acetil CoA,</p><p>resultando em maior gasto celular de</p><p>piruvato.</p><p>d) inibição da glicólise de ATP, resultando</p><p>em maior gasto celular de nutrientes.</p><p>e) redução da produção de ATP, resultando</p><p>em maior gasto celular de nutrientes.</p><p>9) (ENEM 2015) Normalmente, as células do</p><p>organismo humano realizam a respiração</p><p>aeróbica, na qual o consumo de uma molécula de</p><p>glicose gera 38 moléculas de ATP. Contudo, em</p><p>condições anaeróbicas, o consumo de uma</p><p>molécula de glicose pelas células é capaz de</p><p>gerar apenas duas moléculas de ATP.</p><p>Qual curva representa o perfil de consumo de</p><p>glicose, para manutenção da homeostase de</p><p>uma célula que inicialmente está em uma</p><p>condição anaeróbica e é submetida a um</p><p>aumento gradual da concentração de oxigênio?</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 3</p><p>d) 4</p><p>e) 5</p><p>114</p><p>10) (ENEM 2009) A fotossíntese é importante</p><p>para a vida na Terra. Nos cloroplastos dos</p><p>organismos fotossintetizantes, a energia solar é</p><p>convertida em energia química que,</p><p>juntamente</p><p>com água e gás carbônico (CO2 ), é utilizada para</p><p>a síntese de compostos orgânicos (carboidratos).</p><p>A fotossíntese é o único processo de importância</p><p>biológica capaz de realizar essa conversão.</p><p>Todos os organismos, incluindo os produtores,</p><p>aproveitam a energia armazenada nos</p><p>carboidratos para impulsionar os processos</p><p>celulares, liberando CO2 para a atmosfera e água</p><p>para a célula por meio da respiração celular.</p><p>Além disso, grande fração dos recursos</p><p>energéticos do planeta, produzidos tanto no</p><p>presente (biomassa) como em tempos remotos</p><p>(combustível fóssil), é resultante da atividade</p><p>fotossintética.</p><p>As informações sobre obtenção e transformação</p><p>dos recursos naturais por meio dos processos</p><p>vitais de fotossíntese e respiração, descritas no</p><p>texto, permitem concluir que</p><p>a) o CO2 e a água são moléculas de alto teor</p><p>energético.</p><p>b) os carboidratos convertem energia solar</p><p>em energia química.</p><p>c) a vida na Terra depende, em última</p><p>análise, da energia proveniente do Sol.</p><p>d) o processo respiratório é responsável pela</p><p>retirada de carbono da atmosfera.</p><p>e) a produção de biomassa e de combustível</p><p>fóssil, por si, é responsável pelo aumento</p><p>de CO2 atmosférico.</p><p>GABARITO NA PÁGINA SEGUINTE.</p><p>115</p><p>116</p><p>c) motivado as revoltas escravas contra a</p><p>elite colonial.</p><p>d) obtido o apoio do grupo</p><p>constitucionalista português.</p><p>e) provocado os movimentos separatistas</p><p>das províncias.</p><p>5) (ENEM 2022) Para os Impérios Coloniais, o</p><p>problema das doenças que atingiam os escravos</p><p>era algo com que cotidianamente deparavam os</p><p>senhores. Em vista disso, uma série de obras</p><p>dedicadas à administração de escravos foi</p><p>publicada com vista a implementar uma</p><p>moderna gestão da mão de obra escravista em</p><p>convergência com o Iluminismo. Nesse contexto,</p><p>o saber médico adquiria um papel extremamente</p><p>relevante. Este era encarado como um</p><p>instrumento fundamental ao desenvolvimento</p><p>colonial, dada a percepção do impacto que as</p><p>doenças tropicais causavam na população</p><p>branca e nos povos escravizados.</p><p>ABREU, J. L. N. A Colônia enferma e a saúde dos povos: a medicina das</p><p>“luzes” e as informações sobre as enfermidades da América portuguesa.</p><p>História, Ciências, Saúde – Manguinhos, n. 3, jul.-set. 2007 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, a importância da</p><p>medicina se justifica no âmbito dos objetivos</p><p>a) econômicos das elites.</p><p>b) naturalistas dos viajantes.</p><p>c) abolicionistas dos letrados.</p><p>d) tradicionalistas dos nativos.</p><p>e) emancipadores das metrópoles.</p><p>6) (ENEM PPL 2020) A Inglaterra não só os</p><p>produzia em condições técnicas mais avançadas</p><p>do que o resto dos países, como os transportava</p><p>e distribuía. Tinha, pois, necessidades de</p><p>mercados, e foi por isso que se esforçou, naquela</p><p>etapa de sua história, para criá-los e</p><p>desenvolvê-los. O Tratado de Methuen em 1703</p><p>estabelecia a compra dos tecidos ingleses por</p><p>parte de Portugal, enquanto a Inglaterra se</p><p>comprometia a adquirir a produção vinícola dos</p><p>lusitanos.</p><p>SODRÉ, N. W. As razões da independência.</p><p>Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969 (adaptado).</p><p>No contexto político-econômico da época, esse</p><p>tratado teve como consequência para os</p><p>britânicos a</p><p>13</p><p>a) aplicação de práticas liberais.</p><p>b) estagnação de superávit mercantil.</p><p>c) obtenção de privilégios comerciais.</p><p>d) promoção de equidade alfandegária.</p><p>e) equiparação de reservas monetárias.</p><p>7) (ENEM PPL 2022) O povo alimentava-se de</p><p>peixe fresco, pegado diariamente pelos múltiplos</p><p>e engenhosos processos recebidos dos indígenas,</p><p>ou salgado, como o pirarucu, a tainha e o</p><p>peixe-boi; de tartaruga, mais abundante à</p><p>medida que se caminhava para o oeste, ou</p><p>porque assim estivesse distribuída</p><p>originariamente, ou por se não ter adiantado</p><p>tanto por aquelas bandas a obra de devastação.</p><p>ABREU, C. Capítulos de história colonial. Rio de Janeiro: Centro Edelstein</p><p>de Pesquisa Social, 2009 (adaptado)</p><p>De acordo com o texto, durante a ocupação da</p><p>Amazônia no século XVIII, a dieta alimentar dos</p><p>moradores de povoados dependia da</p><p>a) criação de gado bovino.</p><p>b) utilização de técnicas nativas.</p><p>c) introdução do transporte fluvial.</p><p>d) extração de produtos florestais.</p><p>e) exploração do trabalho escravo.</p><p>8) (ENEM 2010) Em 2008 foram comemorados os</p><p>200 anos da mudança da família real portuguesa</p><p>para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino.</p><p>Uma sequência de eventos importantes ocorreu</p><p>no período 1808-1821, durante os 13 anos em que</p><p>D. João VI e a família real portuguesa</p><p>permaneceram no Brasil.</p><p>Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:</p><p>- Bahia – 1808: Parada do navio que trazia</p><p>a família real portuguesa para o Brasil,</p><p>sob a proteção da marinha britânica,</p><p>fugindo de um possível ataque de</p><p>Napoleão.</p><p>- Rio de Janeiro – 1808: desembarque da</p><p>família real portuguesa na cidade onde</p><p>residiriam durante sua permanência no</p><p>Brasil.</p><p>- Salvador – 1810: D. João VI assina a carta</p><p>régia de abertura dos portos ao comércio</p><p>de todas as nações amigas, ato</p><p>antecipadamente negociado com a</p><p>Inglaterra em troca da escolta dada à</p><p>esquadra portuguesa.</p><p>- Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se</p><p>rei do Brasil e de Portugal, devido à morte</p><p>de sua mãe, D. Maria I.</p><p>- Pernambuco – 1817: As tropas de D. João</p><p>VI sufocam a revolução republicana.</p><p>GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma</p><p>corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal</p><p>e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado)</p><p>Uma das consequências desses eventos foi:</p><p>a) a decadência do império britânico, em</p><p>razão do contrabando de produtos</p><p>ingleses através dos portos brasileiros,</p><p>b) o fim do comércio de escravos no Brasil,</p><p>porque a Inglaterra decretara, em 1806, a</p><p>proibição do tráfico de escravos em seus</p><p>domínios.</p><p>c) a conquista da região do rio da Prata em</p><p>represália à aliança entre a Espanha e a</p><p>França de Napoleão.</p><p>d) a abertura de estradas, que permitiu o</p><p>rompimento do isolamento que vigorava</p><p>entre as províncias do país, o que</p><p>dificultava a comunicação antes de 1808.</p><p>e) o grande desenvolvimento econômico de</p><p>Portugal após a vinda de D. João VI para</p><p>o Brasil, uma vez que cessaram as</p><p>despesas de manutenção do rei e de sua</p><p>família.</p><p>9) (ENEM 2016) O que ocorreu na Bahia de 1798,</p><p>ao contrário das outras situações de contestação</p><p>política na América portuguesa, é que o projeto</p><p>que lhe era subjacente não tocou somente na</p><p>condição, ou no instrumento, da integração</p><p>subordinada das colônias no império luso. Dessa</p><p>feita, ao contrário do que se deu nas Minas</p><p>Gerais (1789), a sedição avançou sobre a sua</p><p>decorrência.</p><p>JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.)</p><p>Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo:</p><p>Senac, 2000.</p><p>A diferença entre as sedições abordadas no texto</p><p>encontrava-se na pretensão de</p><p>a) eliminar a hierarquia militar.</p><p>b) abolir a escravidão africana.</p><p>c) anular o domínio metropolitano.</p><p>d) suprimir a propriedade fundiária.</p><p>e) extinguir o absolutismo monárquico.</p><p>10) (ENEM PPL 2022) O escravo tinha de prover</p><p>diretamente ao senhor e a si próprio no ganho de</p><p>rua. Do ganho dependia inclusive sua chance de</p><p>comprar a liberdade. O próprio ganho vinha</p><p>muitas vezes de fontes ocultas, do batuque, da</p><p>14</p><p>capoeira, da adivinhação. Não eram poucos os</p><p>escravos que viviam de adivinhar, curar feitiço ou</p><p>fabricar amuletos muçulmanos, ocupações</p><p>lucrativas que na Bahia favoreceram muitas</p><p>alforrias.</p><p>REIS, J. J. Greve negra de 1857 na Bahia. Revista USP, n. 18, 1993</p><p>(adaptado).</p><p>Conforme descritas no texto, algumas práticas</p><p>culturais afro-brasileiras atuais surgiram em</p><p>nossa história como estratégias para</p><p>a) denunciar a rigidez da estrutura social.</p><p>b) expor a riqueza da herança africana.</p><p>c) aproveitar as frestas do sistema vigente.</p><p>d) contestar o preconceito da religião</p><p>dominante.</p><p>e) incorporar a disciplina do trabalho</p><p>compulsório.</p><p>MATEMÁTICA: Razão e</p><p>Proporção</p><p>1) (ENEM 2010) Embora o Índice de Massa</p><p>Corporal (IMC) seja amplamente utilizado,</p><p>existem ainda inúmeras restrições teóricas ao</p><p>uso e às faixas de normalidade preconizadas. O</p><p>Recíproco do Índice Ponderal (RIP), de acordo</p><p>com o modelo alométrico, possui uma melhor</p><p>fundamentação matemática, já que a massa é</p><p>uma variável de dimensões cúbicas e a altura,</p><p>uma variável de dimensões lineares. As fórmulas</p><p>que determinam esses índices são:</p><p>ARAUJO, C. G. S.; RICARDO, D. R. Índice de Massa Corporal: Um</p><p>Questionamento Científico Baseado em Evidências. Arq. Bras.</p><p>Cardiologia, volume 79, no 1, 2002 (adaptado).</p><p>Se uma menina, com 64 kg de massa, apresenta</p><p>IMC igual a 25 kg/m2, então ela possui RIP igual</p><p>a:</p><p>a) 0,4 cm/kg1/3.</p><p>b) 2,5 cm/kg1/3.</p><p>c) 8 cm/kg1/3.</p><p>d) 20 cm/kg1/3.</p><p>e) 40 cm/kg1/3.</p><p>2) (ENEM 2011) Observe as dicas para calcular a</p><p>quantidade certa de alimentos e bebidas para as</p><p>festas de fim de ano:</p><p>Para o prato principal, estime 250 gramas de</p><p>carne para cada pessoa.</p><p>Um copo americano cheio de arroz rende o</p><p>suficiente para quatro pessoas.</p><p>Para a farofa, calcule quatro colheres de sopa</p><p>por convidado.</p><p>Uma garrafa de vinho serve seis pessoas.</p><p>Uma garrafa de cerveja serve duas.</p><p>Uma garrafa de espumante serve três</p><p>convidados.</p><p>Quem organiza festas faz esses cálculos em cima</p><p>do total de convidados, independente do gosto</p><p>de cada um.</p><p>Quantidade certa de alimentos e bebidas evita o desperdício da ceia.</p><p>Jornal Hoje 17 dez. 2010 (adaptado).</p><p>Um anfitrião decidiu seguir essas dicas ao se</p><p>reparar para</p><p>receber 30 convidados para a ceia</p><p>de Natal. Para seguir essas orientações à risca, o</p><p>anfitrião deverá dispor de:</p><p>a) 120 kg de carne, 7 copos americanos e</p><p>meio de arroz, 120 colheres de sopa de</p><p>farofa, 5 garrafas de vinho, 15 de cerveja</p><p>e 10 de espumante.</p><p>b) 120 kg de carne, 7 copos americanos e</p><p>meio de arroz, 120 colheres de sopa de</p><p>farofa, 5 garrafas de vinho, 30 de cerveja</p><p>e 10 de espumante.</p><p>c) 75 kg de carne, 7 copos americanos e</p><p>meio de arroz, 120 colheres de sopa de</p><p>farofa, 5 garrafas de vinho, 15 de cerveja</p><p>e 10 de espumante.</p><p>d) 7,5 kg de carne, 7 copos americanos de</p><p>arroz, 120 colheres de sopa de farofa, 5</p><p>garrafas de vinho, 30 de cerveja e 10 de</p><p>espumante.</p><p>e) 7,5 kg de carne, 7 copos americanos e</p><p>meio de arroz arroz, 120 colheres de sopa</p><p>de farofa, 5 garrafas de vinho, 15 de</p><p>cerveja e 10 de espumante.</p><p>3) (ENEM 2010)</p><p>A resistência elétrica e as dimensões do</p><p>condutor</p><p>A relação da resistência elétrica com as</p><p>dimensões do condutor foi estudada por um</p><p>grupo de cientistas por meio de vários</p><p>experimentos de eletricidade. Eles verificaram</p><p>que existe proporcionalidade entre:</p><p>● resistência (R) e comprimento (ℓ), dada a</p><p>mesma secção transversal (A);</p><p>15</p><p>● resistência (R) e área da secção</p><p>transversal (A), dado o mesmo</p><p>comprimento (ℓ) comprimento (ℓ) e</p><p>● área da secção transversal (A), dada a</p><p>mesma resistência (R).</p><p>Considerando os resistores como fios, pode-se</p><p>exemplificar o estudo das grandezas que influem</p><p>na resistência elétrica utilizando as figuras</p><p>seguintes.</p><p>Foto: Disponível em: http://www.efeitojoule.com. Acesso em: abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>As figuras mostram que as proporcionalidades</p><p>existentes entre resistência (R) e comprimento</p><p>(ℓ), resistência (R) e área da secção transversal</p><p>(A), e entre comprimento (ℓ) e área da secção</p><p>transversal (A) são, respectivamente:</p><p>a) direta, direta e direta.</p><p>b) direta, direta e inversa.</p><p>c) direta, inversa e direta.</p><p>d) inversa, direta e direta.</p><p>e) inversa, direta e inversa.</p><p>4) (ENEM 2011) A figura apresenta informações</p><p>biométricas de um homem (Duílio) e de uma</p><p>mulher (Sandra) que estão buscando alcançar</p><p>seu peso ideal a partir das atividades físicas</p><p>(corrida). Para se verificar a escala de obesidade,</p><p>foi desenvolvida a fórmula que permite verificar</p><p>o Índice de Massa Corporal (IMC). Esta fórmula é</p><p>apresentada como IMC=m/h², onde m é a massa</p><p>em quilogramas e h é altura em metros.</p><p>Veja. Ed. 2055 (adaptado).</p><p>No quadro é apresentada a Escala de Índice de</p><p>Massa Corporal com as respectivas categorias</p><p>relacionadas aos pesos.</p><p>Nova Escola, Nº 172, maio 2004.</p><p>A partir dos dados biométricos de Duílio e</p><p>Sandra e da Escala de IMC, o valor IMC e a</p><p>categoria em que cada uma das pessoas se</p><p>posiciona na Escala são</p><p>a) Duílio tem o IMC 26,7 e Sandra tem o IMC</p><p>26,6, estando ambos na categoria de</p><p>sobrepeso.</p><p>b) Duílio tem o IMC 27,3 e Sandra tem o IMC</p><p>29,1, estando ambos na categoria de</p><p>sobrepeso.</p><p>c) Duílio tem o IMC 27,3 e Sandra tem o IMC</p><p>26,6, estando ambos na categoria de</p><p>sobrepeso.</p><p>d) Duílio tem o IMC 25,6, estando na</p><p>categoria de sobrepeso, e Sandra tem o</p><p>IMC 24,7, estando na categoria de peso</p><p>normal.</p><p>e) Duílio tem o IMC 25,1, estando na</p><p>categoria de sobrepeso, e Sandra tem o</p><p>IMC 22,6, estando na categoria de peso</p><p>normal.</p><p>5) (ENEM 2011) A resistência das vigas de dado</p><p>comprimento é diretamente proporcional à</p><p>largura e ao quadrado da altura ,(𝑏) (𝑑)</p><p>conforme a figura. A constante de</p><p>proporcionalidade varia de acordo com o𝑘</p><p>material utilizado na sua construção.</p><p>16</p><p>Considerando-se como a resistência, a𝑆</p><p>representação algébrica que exprime essa</p><p>relação é</p><p>a) 𝑆 = 𝑘 . 𝑆 . 𝑑</p><p>b) 𝑆 = 𝑏 . 𝑑2</p><p>c) 𝑆 = 𝑘 . 𝑏 . 𝑑2</p><p>d) 𝑆 = 𝑘 . 𝑏</p><p>𝑑2</p><p>e) 𝑆 = 𝑘 . 𝑑2</p><p>𝑏</p><p>6) (ENEM 2011) Você pode adaptar as atividades</p><p>do seu dia a dia de uma forma que possa</p><p>queimar mais calorias do que as gastas</p><p>normalmente, conforme a relação seguinte:</p><p>- Enquanto você fala ao telefone, faça</p><p>agachamentos: 100 calorias gastas em 20</p><p>minutos.</p><p>- Meia hora de supermercado: 100 calorias.</p><p>- Cuidar do jardim por 30 minutos: 200</p><p>calorias.</p><p>- Passear com o cachorro: 200 calorias em</p><p>30 minutos.</p><p>- Tirar o pó dos móveis: 150 calorias em 30</p><p>minutos.</p><p>- Lavar roupas por 30 minutos: 200 calorias.</p><p>Disponível em: http://cyberdiet.terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>Uma pessoa deseja executar essas atividades,</p><p>porém, ajustando o tempo para que, em cada</p><p>uma, gaste igualmente 200 calorias. A partir dos</p><p>ajustes, quanto tempo a mais será necessário</p><p>para realizar todas as atividades?</p><p>a) 50 minutos.</p><p>b) 60 minutos.</p><p>c) 80 minutos.</p><p>d) 120 minutos.</p><p>e) 170 minutos.</p><p>7) (ENEM 2022) Um borrifador de atuação</p><p>automática libera, a cada acionamento, uma</p><p>mesma quantidade de inseticida.</p><p>O recipiente desse produto, quando cheio,</p><p>contém 360 mL de inseticida, que duram 60 dias</p><p>se o borrifador permanecer ligado</p><p>ininterruptamente e for acionado a cada 48</p><p>minutos.</p><p>A quantidade de inseticida que é liberada a cada</p><p>acionamento do borrifador, em mililitro, é</p><p>a) 0,125.</p><p>b) 0,200.</p><p>c) 4,800.</p><p>d) 6,000.</p><p>e) 12,000.</p><p>8) (ENEM 2012) José, Carlos e Paulo devem</p><p>transportar em suas bicicletas uma certa</p><p>quantidade de laranjas. Decidiram dividir o</p><p>trajeto a ser percorrido em duas partes, sendo</p><p>que ao final da primeira parte eles</p><p>redistribuiriam a quantidade de laranjas que</p><p>cada um carregava dependendo do cansaço de</p><p>cada um. Na primeira parte do trajeto José,</p><p>Carlos e Paulo dividiram as laranjas na proporção</p><p>6 : 5 : 4, respectivamente. Na segunda parte do</p><p>trajeto José, Carlos e Paulo dividiram as laranjas</p><p>na proporção 4 : 4 : 2, respectivamente.</p><p>Sabendo-se que um deles levou 50 laranjas a</p><p>mais no segundo trajeto, qual a quantidade de</p><p>laranjas que José, Carlos e Paulo, nessa ordem,</p><p>transportaram na segunda parte do trajeto?</p><p>a) 600, 550, 350</p><p>b) 300, 300, 150</p><p>c) 300, 250, 200</p><p>d) 200, 200, 100</p><p>e) 100, 100, 50</p><p>9) (ENEM 2019) O Sistema Métrico Decimal é o</p><p>mais utilizado atualmente para medir</p><p>comprimentos e distâncias. Em algumas</p><p>atividades, porém, é possível observar a</p><p>utilização de diferentes unidades de medida. Um</p><p>exemplo disso pode ser observado no quadro</p><p>Assim, um pé, em polegada, equivale a</p><p>a) 0,1200.</p><p>b) 0,3048.</p><p>c) 1,0800.</p><p>d) 12,0000.</p><p>e) 36,0000.</p><p>17</p><p>10) (ENEM 2017) Uma bicicleta do tipo mountain</p><p>bike tem uma coroa com 3 engrenagens e uma</p><p>catraca com 6 engrenagens, que, combinadas</p><p>entre si, determinam 18 marchas (número de</p><p>engrenagens da coroa vezes o número de</p><p>engrenagens da catraca).</p><p>Os números de dentes das engrenagens das</p><p>coroas e das catracas dessa bicicleta estão</p><p>listados no quadro.</p><p>Sabe-se que o número de voltas efetuadas pela</p><p>roda traseira a cada pedalada é calculado</p><p>dividindo-se a quantidade de dentes da coroa</p><p>pela quantidade de dentes da catraca.</p><p>Durante um passeio em uma bicicleta desse tipo,</p><p>deseja-se fazer um percurso o mais devagar</p><p>possível, escolhendo, para isso, uma das</p><p>seguintes combinações de engrenagens (coroa x</p><p>catraca):</p><p>A combinação escolhida para realizar esse</p><p>passeio da forma desejada é</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>18</p><p>19</p><p>GEOGRAFIA: Movimentos da</p><p>Terra e Espaço Geográfico</p><p>1) (ENEM 2021) Considerando as informações</p><p>apresentadas, o prédio do Congresso Nacional,</p><p>em Brasília, no dia 21 de junho, às 12 horas,</p><p>projetará sua sombra para a direção</p><p>Disponível em: www.cdcc.usp.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).</p><p>a) norte</p><p>b) sul</p><p>c) leste</p><p>d) oeste</p><p>e) nordeste</p><p>2) (ENEM PPL 2017) Sabe-se que a posição em</p><p>que o Sol nasce ou se põe no horizonte muda de</p><p>acordo com a estação do ano. Olhando-se em</p><p>direção ao poente, por exemplo, para um</p><p>observador no Hemisfério Sul, o Sol se põe mais</p><p>à direita no inverno do que no verão.</p><p>O fenômeno descrito deve-se a combinação de</p><p>dois fatores: a inclinação do eixo de rotação</p><p>terrestre e a</p><p>a) precessão do periélio terrestre.</p><p>b) translação da Terra em torno do Sol.</p><p>c) nutação do eixo de rotação da Terra.</p><p>d) precessão do eixo de rotação da Terra.</p><p>e) rotação da Terra em torno de seu próprio</p><p>eixo.</p><p>3) (ENEM 2014) Quando é meio-dia nos Estados</p><p>Unidos, o Sol, todo mundo sabe, está se deitando</p><p>na França. Bastaria ir à França num</p><p>minuto para</p><p>assistir ao pôr do sol.</p><p>SAINT-EXUPÉRY, A. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 1996.</p><p>A diferença espacial citada é causada por qual</p><p>característica física da Terra?</p><p>a) Achatamento de suas regiões polares.</p><p>b) Movimento em torno de seu próprio eixo.</p><p>c) Arredondamento de sua forma</p><p>geométrica.</p><p>d) Variação periódica de sua distância do</p><p>Sol.</p><p>e) Inclinação em relação ao seu plano de</p><p>órbita.</p><p>4) (ENEM 2019)</p><p>Os moradores de Utqiagvik passaram dois</p><p>meses quase totalmente na escuridão</p><p>Os habitantes desta pequena cidade no Alasca —</p><p>o estado dos Estados Unidos mais ao norte — já</p><p>estão acostumados a longas noites sem ver a luz</p><p>do dia. Em 18 de novembro de 2018, seus pouco</p><p>mais de 4 mil habitantes viram o último pôr do</p><p>sol do ano. A oportunidade seguinte para ver a</p><p>luz do dia ocorreu no dia 23 de janeiro de 2019, às</p><p>13 h 04 min (horário local).</p><p>Disponível em: www.bbe.com. Acesso em: 16 maio 2019 (adaptado).</p><p>O fenômeno descrito está relacionado ao fato de</p><p>a cidade citada ter uma posição geográfica</p><p>condicionada pela</p><p>a) continentalidade.</p><p>b) maritimidade.</p><p>c) longitude.</p><p>d) latitude.</p><p>e) altitude.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) A partida final da Copa do</p><p>Mundo de 2014 aconteceu no dia 13 de julho, às</p><p>16 horas, na cidade do Rio de Janeiro.</p><p>ATLAS GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE, 1986. Disponível em:</p><p>www.ibge.gov.br. Acesso em: 16 ago. 2014 (adaptado).</p><p>Considerando o horário de verão em Berlim, de 1</p><p>hora, os telespectadores alemães assistiram ao</p><p>apito inicial do juiz às</p><p>a) 11 horas.</p><p>b) 12 horas.</p><p>c) 19 horas.</p><p>d) 20 horas.</p><p>e) 21 horas.</p><p>20</p><p>6) (ENEM 2008) O sistema de fusos horários foi</p><p>proposto na Conferência Internacional do</p><p>Meridiano, realizada em Washington, em 1884.</p><p>Cada fuso corresponde a uma faixa de 15º entre</p><p>dois meridianos. O Meridiano de Greenwich foi</p><p>escolhido para ser a linha mediana do fuso zero.</p><p>Passando-se um meridiano pela linha mediana</p><p>de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e</p><p>12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se,</p><p>assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas.</p><p>Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1</p><p>hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero,</p><p>subtrai-se 1 hora. A partir da Lei n.° 11.662/2008,</p><p>o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha</p><p>quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos</p><p>horários.</p><p>Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os</p><p>fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha</p><p>está no fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3</p><p>e o Acre, no fuso 4.</p><p>A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos</p><p>Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, no</p><p>fuso 8. Considerando-se que a cerimônia de</p><p>abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h 8 min,</p><p>no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de</p><p>2008, a que horas os brasileiros que moram no</p><p>estado do Amapá devem ter ligado seus</p><p>televisores para assistir ao início da cerimônia de</p><p>abertura?</p><p>a) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto.</p><p>b) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto.</p><p>c) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto.</p><p>d) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto.</p><p>e) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto.</p><p>7) (ENEM DIGITAL 2020)</p><p>Menino de engenho</p><p>A minha mãe sempre me falava do engenho</p><p>como de um recanto do céu. E uma negra que ela</p><p>trouxera para criada contava histórias de lá, das</p><p>moagens, dos banhos de rio, das frutas e dos</p><p>brinquedos, que me acostumei a imaginar o</p><p>engenho como qualquer coisa de um conto de</p><p>fadas, de um reino fabuloso.</p><p>REGO, J. L. Menino de engenho. In: Ficção completa. Rio de Janeiro:</p><p>Nova Aguilar, 1986.</p><p>O conceito geográfico que define a relação</p><p>descrita no texto entre indivíduo e espaço é:</p><p>a) Rede, pois permite o fluxo de</p><p>informações.</p><p>b) Escala, pois dimensiona a área de</p><p>utilização.</p><p>c) Lugar, pois oferece uma noção de</p><p>afetividade.</p><p>d) Território, pois caracteriza um exercício</p><p>de poder.</p><p>e) Região, pois delimita conjuntos por</p><p>homogeneidades.</p><p>8) (ENEM 2010) Pensando nas correntes e</p><p>prestes a entrar no braço que deriva da Corrente</p><p>do Golfo para o norte, lembrei-me de um vidro de</p><p>café solúvel vazio. Coloquei no vidro uma nota</p><p>cheia de zeros, uma bola cor rosa-choque. Anotei</p><p>a posição e data: Latitude 49º49’ N, Longitude</p><p>23º49’ W. Tampei e joguei na água. Nunca</p><p>imaginei que receberia uma carta com a foto de</p><p>um menino norueguês, segurando a bolinha e a</p><p>estranha nota.</p><p>KLINK. A. Parati: entre dois polos. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>1998 (adaptado).</p><p>No texto, o autor anota sua coordenada</p><p>geográfica, que é</p><p>a) a relação que se estabelece entre as</p><p>distâncias representadas no mapa e as</p><p>distâncias reais da superfície</p><p>cartografada.</p><p>b) o registro de que os paralelos são</p><p>verticais e o convergem para os polos, e</p><p>os meridianos são círculos imaginários,</p><p>horizontais e equidistantes.</p><p>c) a informação de um conjunto de linhas</p><p>imaginárias que permitem localizar um</p><p>ponto ou acidente geográfico na</p><p>superfície terrestre.</p><p>d) a latitude como distância em graus entre</p><p>um ponto e o Meridiano de Greenwich, e a</p><p>longitude como a distância em graus</p><p>entre um ponto e o Equador.</p><p>e) a forma de projeção cartográfica, usado</p><p>para navegação, onde os meridianos e</p><p>paralelos distorcem a superfície do</p><p>planeta.</p><p>9) (ENEM PPL 2011) Uma família partiu de Porto</p><p>Alegre (RS), às 8h do dia 1° de janeiro de 2010,</p><p>portanto, dentro do período de vigência do</p><p>horário de verão, com destino a Belém (PA).</p><p>Apesar da distância, a viagem será feita de</p><p>automóvel e terá duração de 56 horas. Qual o dia</p><p>e a hora de chegada dessa família à capital</p><p>paraense?</p><p>21</p><p>a) Dia 2 de janeiro de 2010, às 15h.</p><p>b) Dia 3 de janeiro de 2010, às 15h.</p><p>c) Dia 2 de janeiro de 2010, às 16h.</p><p>d) Dia 3 de janeiro de 2010, às 16h.</p><p>e) Dia 3 de janeiro de 2010, às 17h.</p><p>10) (ENEM PPL 2020) A agenda escolar 2008</p><p>convida os alunos das escolas municipais do</p><p>Recife à leitura mensal de trechos de poemas dos</p><p>12 artistas agraciados com estátuas desde 2005.</p><p>Dessa maneira, esses alunos tiveram acesso, em</p><p>cada mês do ano, a informações sobre as</p><p>personalidades retratadas no papel e no espaço</p><p>público, lendo e discutindo seus versos e</p><p>visitando as esculturas instaladas</p><p>estrategicamente no centro da cidade. Trata-se,</p><p>em suma, de uma pedagogia do espaço público</p><p>que repousa no reconhecimento de</p><p>personalidades e lugares simbólicos para a</p><p>cidade. De acordo com a prefeitura, o itinerário</p><p>poético seria uma maneira de fazer reconhecer</p><p>talentos que embelezam os postais recifenses,</p><p>além de estreitar laços do cidadão com a cultura.</p><p>MACIEL, C. A. A.; BARBOSA, D. T. Democracia, espaços públicos e</p><p>imagens simbólicas da cidade do Recife. In: CASTRO, I. E.; RODRIGUES,</p><p>J. N.; RIBEIRO, R. W. (Org.). Espaços da democracia. Rio de Janeiro:</p><p>Bertrand Brasil, 2013 (adaptado).</p><p>No texto, está descrita uma ação do poder</p><p>público que coloca a paisagem como um fator</p><p>capaz de contribuir para a</p><p>a) inclusão das minorias reprimidas.</p><p>b) consolidação dos direitos políticos.</p><p>c) redução de desigualdades de renda.</p><p>d) construção do sentimento de</p><p>pertencimento.</p><p>e) promoção do crescimento da economia.</p><p>QUÍMICA: Termoquímica</p><p>1) (ENEM 2017) O ferro é encontrado na</p><p>natureza na forma de seus minérios, tais como a</p><p>hematita (α–Fe2O3),a magnetita (Fe3O4) e a</p><p>wustita (FeO). Na siderurgia, o ferro gusa é</p><p>obtido pela fusão de minérios de ferro em altos</p><p>fornos em condições adequadas. Uma das</p><p>etapas nesse processo é a formação de</p><p>monóxido de carbono. O CO (gasoso) é utilizado</p><p>para reduzir o FeO (sólido), conforme a equação</p><p>química:</p><p>FeO(s) + CO(g)→ Fe(s) + CO2(g)</p><p>Considere as seguintes equações termoquímicas:</p><p>Fe2O3 (s) + 3 CO (g)→ 2 Fe (s) + 3 CO2 (g)</p><p>∆rHϴ = –25 kJ/mol de Fe2O3</p><p>3 FeO (s) + CO2 (g)→ Fe3O4 (s) + CO (g)</p><p>∆rHϴ = –36 kJ/mol de CO2</p><p>2 Fe3O4 (s) + CO2 (g)→ 3 Fe2O3 (s) + CO (g)</p><p>∆rHϴ = +47 kJ/mol de CO2</p><p>O valor mais próximo de ∆rHϴ em kJ/mol de FeO,</p><p>para a reação indicada do FeO (sólido) com o CO</p><p>(gasoso) é</p><p>a) -14</p><p>b) -17</p><p>c) -50</p><p>d) -64</p><p>e) -100</p><p>2) (ENEM PPL 2019) O etanol é um combustível</p><p>renovável obtido da cana-de-açúcar e é menos</p><p>poluente do que os combustíveis fósseis, como a</p><p>gasolina e o diesel. O etanol tem densidade 0,8</p><p>g/cm3, massa molar 46 g mol e calor de</p><p>combustão aproximado de −1 300 kJ/mol . Com o</p><p>grande aumento da frota de veículos, tem sido</p><p>incentivada a produção</p><p>de carros bicombustíveis</p><p>econômicos, que são capazes de render até 20</p><p>km/L em rodovias, para diminuir a emissão de</p><p>poluentes atmosféricos.</p><p>O valor correspondente à energia consumida</p><p>para que o motorista de um carro econômico,</p><p>movido a álcool, percorra 400 km na condição de</p><p>máximo rendimento é mais próximo de</p><p>22</p><p>a) 565 MJ.</p><p>b) 452 MJ.</p><p>c) 520 kJ.</p><p>d) 390 kJ.</p><p>e) 348 kJ.</p><p>3) (ENEM PPL 2019) O gás hidrogênio é</p><p>considerado um ótimo combustível — o único</p><p>produto da combustão desse gás é o vapor de</p><p>água, como mostrado na equação química.</p><p>2 H2 (g) + O2 (g)→ 2 H2O (g)</p><p>Um cilindro contém 1 kg de hidrogênio e todo</p><p>esse gás foi queimado. Nessa reação, são</p><p>rompidas e formadas ligações químicas que</p><p>envolvem as energias listadas no quadro.</p><p>Massas molares ( g/mol ): H2 = 2; O2 = 32; H2O =</p><p>18.</p><p>Qual é a variação da entalpia, em quilojoule, da</p><p>reação de combustão do hidrogênio contido no</p><p>cilindro?</p><p>a) −242 000</p><p>b) −121 000</p><p>c) −2 500</p><p>d) +110 500</p><p>e) +234 000</p><p>4) (ENEM PPL 2015) O urânio é um elemento</p><p>cujos átomos contêm 92 prótons, 92 elétrons e</p><p>entre 135 e 148 nêutrons. O isótopo de urânio</p><p>235U é utilizado como combustível em usinas</p><p>nucleares, onde, ao ser bombardeado por</p><p>nêutrons, sofre fissão de seu núcleo e libera uma</p><p>grande quantidade de energia (2,35×1010</p><p>KJ/mol). O isótopo 235U ocorre naturalmente em</p><p>minérios de urânio, com concentração de apenas</p><p>0,7%. Para ser utilizado na geração de energia</p><p>nuclear, o minério é submetido a um processo de</p><p>enriquecimento, visando aumentar a</p><p>concentração do isótopo 235U para,</p><p>aproximadamente, 3% nas pastilhas. Em décadas</p><p>anteriores, houve um movimento mundial para</p><p>aumentar a geração de energia nuclear</p><p>buscando substituir, parcialmente, a geração de</p><p>energia elétrica a partir da queima do carvão, o</p><p>que diminui a emissão atmosférica de CO2 (gás</p><p>com massa molar igual a 44 g/mol). A queima do</p><p>carvão é representada pela equação química:</p><p>C(s) + O2(g)→ CO2(g) ΔH = -400 kJ/mol</p><p>Qual é a massa de CO2, em toneladas, que deixa</p><p>de ser liberada na atmosfera, para cada 100 g de</p><p>pastilhas de urânio enriquecido utilizadas em</p><p>substituição ao carvão como fonte de energia?</p><p>a) 2,10</p><p>b) 7,70</p><p>c) 9,00</p><p>d) 33,0</p><p>e) 300</p><p>5) (ENEM 2019) Glicólise é um processo que</p><p>ocorre nas células, convertendo glicose em</p><p>piruvato. Durante a prática de exercícios físicos</p><p>que demandam grande quantidade de esforço, a</p><p>glicose é completamente oxidada na presença de</p><p>O2. Entretanto, em alguns casos, as células</p><p>musculares podem sofrer um déficit de O2 e a</p><p>glicose ser convertida em duas moléculas de</p><p>ácido lático. As equaç õ es termoquímicas para a</p><p>combustão da glicose e do ácido lático são,</p><p>respectivamente, mostradas a seguir:</p><p>C6H12O6 (s) + 6 O2 (g)→ 6 CO2 (g) + 6 H2O (l)</p><p>∆cH =−2 800 kJ</p><p>CH3CH(OH)COOH (s) + 3 O2 (g)→ 3 CO2 (g) + 3 H2O (l)</p><p>∆cH = −1 344 kJ</p><p>O processo anaeróbio é menos vantajoso</p><p>energeticamente porque</p><p>a) libera 112 kJ por mol de glicose.</p><p>b) libera 467 kJ por mol de glicose.</p><p>c) libera 2 688 kJ por mol de glicose.</p><p>d) absorve 1 344 kJ por mol de glicose.</p><p>e) absorve 2 800 kJ por mol de glicose.</p><p>6) (ENEM 2018) O carro flex é uma realidade no</p><p>Brasil. Estes veículos estão equipados com um</p><p>motor que tem a capacidade de funcionar com</p><p>mais de um tipo de combustível. No entanto, as</p><p>pessoas que têm esse tipo de veículo, na hora do</p><p>abastecimento, têm sempre a dúvida: álcool ou</p><p>gasolina? Para avaliar o consumo desses</p><p>combustíveis, realizou-se um percurso com um</p><p>veículo flex, consumindo 40 litros de gasolina e</p><p>no percurso de volta utilizou-se etanol. Foi</p><p>considerado o mesmo consumo de energia tanto</p><p>no percurso de ida quanto no de volta.</p><p>23</p><p>O quadro resume alguns dados aproximados</p><p>sobre esses combustíveis.</p><p>O volume de etanol combustível, em litro,</p><p>consumido no percurso de volta é mais próximo</p><p>de</p><p>a) 27.</p><p>b) 32.</p><p>c) 37.</p><p>d) 58.</p><p>e) 67.</p><p>7) (ENEM 2015) O aproveitamento de resíduos</p><p>florestais vem se tornando cada dia mais</p><p>atrativo, pois eles são uma fonte renovável de</p><p>energia. A figura representa a queima de um</p><p>bio-óleo extraído do resíduo de madeira, sendo</p><p>ΔH1 a variação de entalpia devido à queima de</p><p>1g desse bio-óleo, resultando em gás carbônico e</p><p>água líquida, e ΔH2 a variação de entalpia</p><p>envolvida na conversão de 1g de água no estado</p><p>gasoso para o estado líquido.</p><p>A variação de entalpia, em kJ, para a queima de</p><p>5 g desse bio-óleo resultando em CO2 (gasoso) e</p><p>H2O (gasoso) é:</p><p>a) -106.</p><p>b) -94,0.</p><p>c) -82,0.</p><p>d) -21,2.</p><p>e) -16,4.</p><p>8) (ENEM 2016) O benzeno, um importante</p><p>solvente para a indústria química, é obtido</p><p>industrialmente pela destilação do petróleo.</p><p>Contudo, também pode ser sintetizado pela</p><p>trimerização do acetileno catalisada por ferro</p><p>metálico sob altas temperaturas, conforme a</p><p>equação química:</p><p>3C2H2 (g)→ C6H6 (l)</p><p>A energia envolvida nesse processo pode ser</p><p>calculada indiretamente pela variação da</p><p>entalpia das reações de combustão das</p><p>substâncias participantes, nas mesmas</p><p>condições experimentais:</p><p>I. C2H2 (g) + O2 (g) → 2 CO2 (g) + H2O (l)5</p><p>2</p><p>∆Hc</p><p>o= –310 kcal/mol</p><p>II. C6H6 (l) + O2 (g) → 6 CO2 (g) + 3H2O (l)15</p><p>2</p><p>∆Hc</p><p>o= –780 kcal/mol</p><p>A variação de entalpia do processo de</p><p>trimerização, em kcal, para a formação de um</p><p>mol de benzeno é mais próxima de</p><p>a) -1090.</p><p>b) -150.</p><p>c) -50.</p><p>d) +157.</p><p>e) +470.</p><p>9) (ENEM PPL 2011)</p><p>Disponível em: http://seguindocurso.wordpress.com. Acesso em: 28 jul.</p><p>2010.</p><p>A tirinha faz referência a uma propriedade de</p><p>uma grandeza Física, em que a função do jornal</p><p>utilizado pelo homem é a de</p><p>a) absorver a umidade que dissipa calor.</p><p>b) impedir que o frio do ambiente penetre.</p><p>c) manter o calor do homem concentrado.</p><p>d) restringir a perda de calor para o</p><p>ambiente.</p><p>e) bloquear o vento que sopra trazendo frio.</p><p>10) (ENEM PPL 2011) Uma opção não usual,</p><p>para o cozimento do feijão, é o uso de uma</p><p>garrafa térmica. Em uma panela, coloca-se uma</p><p>parte de feijão e três partes de água e deixa-se</p><p>ferver o conjunto por cerca de 5 minutos, logo</p><p>após transfere-se todo o material para uma</p><p>garrafa térmica. Aproximadamente 8 horas</p><p>depois, o feijão estará cozido.</p><p>24</p><p>O cozimento do feijão ocorre dentro da garrafa</p><p>térmica, pois</p><p>a) a água reage com o feijão, e essa reação</p><p>é exotérmica.</p><p>b) o feijão continua absorvendo calor da</p><p>água que o envolve, por ser um processo</p><p>endotérmico.</p><p>c) o sistema considerado é praticamente</p><p>isolado, não permitindo que o feijão</p><p>ganhe ou perca energia.</p><p>d) a garrafa térmica fornece energia</p><p>suficiente para o cozimento do feijão,</p><p>uma vez iniciada a reação.</p><p>e) a energia envolvida na reação aquece a</p><p>água, que mantém constante a</p><p>temperatura, por ser um processo</p><p>exotérmico.</p><p>BIOLOGIA: Ecologia</p><p>1) (ENEM 2021) O rompimento da barragem de</p><p>rejeitos de mineração no município mineiro de</p><p>Mariana e o derramamento de produtos tóxicos</p><p>nas águas do Rio Doce, ocorridos em 2015, ainda</p><p>têm consequências para os organismos que</p><p>habitam o Parque Nacional Marinho de Abrolhos,</p><p>localizado a mais de 1000 quilômetros de</p><p>distância. Esse desastre ambiental afetou o</p><p>fitoplâncton, as esponjas, as algas</p><p>macroscópicas, os peixes herbívoros e os</p><p>golfinhos.</p><p>FREINER, G.; SICILIANO, S.; TAVARES, D. C. Franciscana calls for help:</p><p>[…] International Whaling Commission, Conference Paper. jun. 2016</p><p>(adaptado)</p><p>Concentrações mais elevadas dos compostos</p><p>citados são encontradas em:</p><p>a) esponjas.</p><p>b) golfinhos.</p><p>c) fitoplâncton.</p><p>d) peixes herbívoros.</p><p>e) algas macroscópicas.</p><p>2) (ENEM PPL 2021) Em campos limpos do</p><p>Cerrado, sobressaem cerca de 25 milhões de</p><p>cupinzeiros com até 2,5 m de altura, que podem</p><p>se tornar iluminados nas noites de primavera.</p><p>Isso ocorre pela bioluminescência em larvas de</p><p>uma espécie de vaga-lume que, após eclodirem</p><p>dos ovos, cavam buracos no cupinzeiro, onde</p><p>passam a viver. Ao emitirem intensa luz</p><p>esverdeada, as larvas atraem insetos alados, dos</p><p>quais se alimentam.</p><p>Parque Nacional das Emas: Cerco ao campo. Disponível em:</p><p>http://super.abril.com.br. Acesso em: 22 out. 2015 (adaptado).</p><p>Entre as larvas do vaga-lume e os insetos alados</p><p>estabelece-se uma relação ecológica de</p><p>a) predação.</p><p>b) inquilinismo.</p><p>c) mutualismo.</p><p>d) parasitismo.</p><p>e) competição.</p><p>3) (ENEM 2019) No quadro estão apresentadas</p><p>informações sobre</p><p>duas estratégias de</p><p>sobrevivência que podem ser adotadas por</p><p>algumas espécies de seres vivos.</p><p>Estratégia 1 Estratégia 2</p><p>Hábitat Mais instável e</p><p>imprevisível</p><p>Mais estável e</p><p>previsível</p><p>Potencial</p><p>biótico Muito elevado Baixo</p><p>Duração da</p><p>vida</p><p>Curta e com</p><p>reprodução</p><p>precoce</p><p>Longa e com</p><p>reprodução tardia</p><p>Descendentes</p><p>Muitos e com</p><p>tamanho corporal</p><p>pequeno</p><p>Poucos e com</p><p>tamanho corporal</p><p>maior</p><p>Tamanho</p><p>populacional Variável Constante</p><p>Na recuperação de uma área desmatada</p><p>deveriam ser reintroduzidas primeiramente as</p><p>espécies que adotam qual estratégia?</p><p>a) Estratégia 1, pois essas espécies</p><p>produzem descendentes pequenos, o que</p><p>diminui a competição com outras</p><p>espécies.</p><p>b) Estratégia 2, pois essas espécies têm uma</p><p>longa duração da vida, o que favorece a</p><p>produção de muitos descendentes.</p><p>c) Estratégia 1, pois essas espécies</p><p>apresentam um elevado potencial biótico,</p><p>o que facilita a rápida recolonização da</p><p>área desmatada.</p><p>d) Estratégia 2, pois essas espécies estão</p><p>adaptadas a hábitats mais estáveis, o</p><p>que corresponde ao ambiente de uma</p><p>área desmatada.</p><p>e) Estratégia 2, pois essas espécies</p><p>apresentam um tamanho populacional</p><p>constante, o que propicia uma</p><p>recolonização mais estável da área</p><p>desmatada.</p><p>25</p><p>4) (ENEM PPL 2012) O uso de defensivos</p><p>agrícolas é preocupante pela sua toxicidade aos</p><p>ecossistemas, tanto ao meio biótico como</p><p>abiótico, afetando as cadeias alimentares.</p><p>Alguns defensivos, como o DDT</p><p>(dicloro-difeniltricloroetano), por serem muito</p><p>estáveis, entram nas cadeias alimentares e</p><p>permanecem nos ecossistemas.</p><p>PASCHOAL, A. D. Pragas, praguicidas e a crise ambiental: problemas e</p><p>soluções. Rio de Janeiro: FGV, 1979 (adaptado)</p><p>.</p><p>Com base nas informações e na figura, o elo da</p><p>cadeia alimentar que apresentará as maiores</p><p>concentrações do defensivo é o do(a)</p><p>a) sapo, devido ao tempo de vida ser longo,</p><p>acumulando maior quantidade de</p><p>compostos tóxicos ao longo da vida.</p><p>b) cobra, devido à digestão lenta dos</p><p>alimentos, resultando na concentração</p><p>dos compostos tóxicos neste organismo.</p><p>c) gafanhoto, devido ao elevado consumo</p><p>de milho, resultando em altas</p><p>concentrações dos compostos tóxicos no</p><p>seu organismo.</p><p>d) milho, devido à aplicação direta de</p><p>defensivo na gramínea, gerando altas</p><p>concentrações de compostos tóxicos em</p><p>toda a planta.</p><p>e) gavião, devido à acumulação de</p><p>compostos tóxicos ao longo da cadeia</p><p>alimentar, resultando nas maiores</p><p>concentrações neste organismo.</p><p>5) (ENEM 2014) Os corais funcionam como</p><p>termômetros, capazes de indicar, mudando de</p><p>coloração, pequenas alterações na temperatura</p><p>da água dos oceanos. Mas, um alerta, eles estão</p><p>ficando brancos. O seu clareamento progressivo</p><p>acontece pela perda de minúsculas algas,</p><p>chamadas zooxantelas, que vivem dentro de seus</p><p>tecidos, numa relação de mutualismo.</p><p>Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 6 dez. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>O desequilíbrio dessa relação faz com que</p><p>pólipos que formam os corais tenham dificuldade</p><p>em</p><p>a) produzir o próprio alimento.</p><p>b) obter compostos nitrogenados.</p><p>c) realizar a reprodução sexuada.</p><p>d) absorver o oxigênio dissolvido na água.</p><p>e) adquirir nutrientes derivados da</p><p>fotossíntese.</p><p>6) (ENEM 2013) No Brasil, cerca de 80% da</p><p>energia elétrica advém de hidrelétricas, cuja</p><p>construção implica o represamento de rios. A</p><p>formação de um reservatório para esse fim, por</p><p>sua vez, pode modificar a ictiofauna local. Um</p><p>exemplo é o represamento do Rio Paraná, onde</p><p>se observou o desaparecimento de peixes</p><p>cascudos quase que simultaneamente ao</p><p>aumento do número de peixes de espécies</p><p>exóticas introduzidas, como o mapará e a</p><p>corvina, as três espécies com nichos ecológicos</p><p>semelhantes.</p><p>PETESSE, M. L.; PETRERE JR., M. Ciência Hoje, São Paulo, n. 293, v. 49,</p><p>jun. 2012 (adaptado)</p><p>Nessa modificação da ictiofauna, o</p><p>desaparecimento de cascudos é explicado</p><p>pelo(a)</p><p>a) redução do fluxo gênico da espécie</p><p>nativa.</p><p>b) diminuição da competição</p><p>intraespecífica.</p><p>c) aumento da competição interespecífica.</p><p>d) isolamento geográfico dos peixes.</p><p>e) extinção de nichos ecológicos.</p><p>7) (ENEM 2022) Os resultados de um ensaio</p><p>clínico randomizado na Indonésia apontaram</p><p>uma redução de 77% dos casos de dengue nas</p><p>áreas que receberam o mosquito Aedes aegypti</p><p>infectado com a bactéria Wolbachia. Trata-se da</p><p>mesma técnica utilizada no Brasil pelo Método</p><p>Wolbachia, iniciativa conduzida pela Fundação</p><p>Oswaldo Cruz — Fiocruz. Essa bactéria induz a</p><p>redução da carga viral no mosquito e,</p><p>consequentemente, o número de casos de</p><p>dengue na área, sendo repassada por meio do</p><p>cruzamento entre os insetos. Como essa bactéria</p><p>é um organismo intracelular e o vírus também</p><p>precisa entrar nas células para se reproduzir,</p><p>ambos necessitarão de recursos comuns.</p><p>COSTA, G. Agência Fiocruz de Notícias. Estudo confirma eficácia do</p><p>Método Wolbachia para dengue. Disponível em: https://portal.fiocruz.br.</p><p>Acesso em: 3 jun. 2022 (adaptado).</p><p>26</p><p>Essa tecnologia utilizada no combate à dengue</p><p>consiste na</p><p>a) predação do vírus pela bactéria.</p><p>b) esterilização de mosquitos infectados.</p><p>c) alteração no genótipo do mosquito pela</p><p>bactéria.</p><p>d) competição do vírus e da bactéria no</p><p>hospedeiro.</p><p>e) inserção de material genético do vírus na</p><p>bactéria.</p><p>8) (ENEM PPL 2020) As tintas anti-incrustantes</p><p>impedem que qualquer forma de vida se incruste</p><p>às superfícies submersas de embarcações no</p><p>mar. Essas tintas, a partir da década de 1960,</p><p>apresentavam em sua formulação o composto</p><p>tributilestanho (TBT), uma das substâncias mais</p><p>tóxicas produzidas pelo homem, que se acumula</p><p>na cadeia alimentar, afetando principalmente os</p><p>moluscos. No quadro estão apresentadas cinco</p><p>cadeias alimentares contendo moluscos.</p><p>Considere que a concentração de TBT no início</p><p>da cadeia é a mesma.</p><p>Espera-se encontrar maior concentração de TBT</p><p>no molusco da cadeia</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>9) (ENEM PPL 2018) Um biólogo foi convidado</p><p>para realizar um estudo do possível crescimento</p><p>de populações de roedores em cinco diferentes</p><p>regiões impactadas pelo desmatamento para</p><p>ocupação humana, o que poderia estar</p><p>prejudicando a produção e armazenagem local</p><p>de grãos.</p><p>Para cada uma das cinco populações analisadas</p><p>(I a V), identificou as taxas de natalidade (n),</p><p>mortalidade (m), emigração (e) e imigração (i),</p><p>em número de indivíduos, conforme ilustrado no</p><p>quadro.</p><p>Em longo prazo, se essas taxas permanecerem</p><p>constantes, qual dessas regiões deverá</p><p>apresentar maiores prejuízos na</p><p>produção/armazenagem de grãos?</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>10) (ENEM 2022) A extinção de espécies é uma</p><p>ameaça real que afeta diversas regiões do país.</p><p>A introdução de espécies exóticas pode ser</p><p>considerada um fator maximizador desse</p><p>processo. A jaqueira (Artocarpus heterophyllus),</p><p>por exemplo, é uma árvore originária da Índia e</p><p>de regiões do Sudeste Asiático que foi</p><p>introduzida ainda na era colonial e se aclimatou</p><p>muito bem em praticamente todo o território</p><p>nacional.</p><p>Casos como o dessa árvore podem provocar a</p><p>redução da biodiversidade, pois elas</p><p>a) ocupam áreas de vegetação nativa e</p><p>substituem parcialmente a flora original.</p><p>b) estimulam a competição por seus frutos</p><p>entre animais típicos da região e</p><p>eliminam as espécies perdedoras.</p><p>c) alteram os nichos e aumentam o número</p><p>de possibilidades de relações entre os</p><p>seres vivos daquele ambiente.</p><p>d) apresentam alta taxa de reprodução e se</p><p>mantêm com um número de indivíduos</p><p>superior à capacidade suporte do</p><p>ambiente.</p><p>e) diminuem a relação de competição entre</p><p>os polinizadores e facilitam a ação de</p><p>dispersores de sementes de espécies</p><p>nativas.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>27</p><p>Cadeia alimentar</p><p>1</p><p>alga→ mexilhão→ estrela-do-mar→ lagosta</p><p>→ peixe menor→ peixe maior</p><p>2</p><p>alga→ microcrustáceo→ anêmona-do-mar</p><p>→ caracol marinho→ caranguejo→ ave</p><p>aquática</p><p>3</p><p>alga→ hidromedusa→ ostra→</p><p>estrela-do-mar→ peixe→ tubarão</p><p>4</p><p>cianobactéria→ larva de equinodermo→</p><p>camarão→ lagosta→ lula→ homem</p><p>5</p><p>cianobactéria→ protozoário→ esponja→</p><p>estrela-do-mar→ peixe→ polvo</p><p>28</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA:</p><p>Origens da Filosofia e da</p><p>Sociologia e Comte</p><p>1) (ENEM PPL 2015) O filósofo Auguste Comte</p><p>(1798 – 1857) preenche sua doutrina com uma</p><p>imagem do progresso</p><p>social na qual se conjugam</p><p>ciência e política deve assumir o aspecto de uma</p><p>ação científica e a política deve ser estudada de</p><p>maneira científica (a física social). Desde que a</p><p>Revolução Francesa favoreceu a integração do</p><p>povo na vida social, o positivismo obstina-se no</p><p>programa de uma comunidade pacífica. E o</p><p>Estado, instituição do “reino absoluto da lei”, é a</p><p>garantia da ordem que impede o retorno</p><p>potencial das revoluções e engendra o progresso.</p><p>RUBY, C. Introdução à filosofia política. São Paulo: Unesp, 1998</p><p>(adaptado).</p><p>A característica do Estado positivo que lhe</p><p>permite garantir não só a ordem, como também</p><p>o desejado progresso das nações, é ser</p><p>a) espaço coletivo, onde as carências e</p><p>desejos da população se realizam por</p><p>meio das leis.</p><p>b) produto científico da física social,</p><p>transcendendo e transformando as</p><p>exigências da realidade.</p><p>c) elementounificador, organizando e</p><p>reprimindo, se necessário, as ações dos</p><p>membros da comunidade.</p><p>d) programa necessário, tal como a</p><p>Revolução Francesa, devendo portanto se</p><p>manter aberto a novas insurreições.</p><p>e) agente repressor, tendo um papel</p><p>importante a cada revolução, por impor</p><p>pelo menos um curto período de ordem.</p><p>2) (UNICENTRO 2014) Leia o texto a seguir.</p><p>Com total consciência da crise do seu tempo, de</p><p>uma revolução pelo desenvolvimento, que não</p><p>terminava nunca, apontava Comte na Física</p><p>Social (sociologia) como ciência positiva, a única</p><p>que faltava, o meio de poderem os homens</p><p>conhecer o passado e dele extrair a linha</p><p>evolutiva que os levaria a um futuro certo e</p><p>inequívoco. Com objetivos práticos, nasceu a</p><p>sociologia na obra de Augusto Comte: conhecer</p><p>para agir, compreender para reorganizar.</p><p>(Adaptado de: MORAES FILHO, E. (org.) Comte. São Paulo: Ática, 1989.</p><p>p.15-16.)</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos sobre a</p><p>teoria de Comte, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A positividade comtiana significava</p><p>desacreditar nas instituições públicas da</p><p>sociedade emergente, priorizando a</p><p>crença na capacidade individual de</p><p>conduzir os rumos sociais.</p><p>b) A sociologia positiva, para Auguste</p><p>Comte, deveria ser apenas uma resposta</p><p>teórica ao negativismo hegeliano sem</p><p>nenhuma influência sobre a sociedade</p><p>moderna.</p><p>c) Para Auguste Comte, a sociologia era a</p><p>ciência que faltava para sistematizar todo</p><p>o conhecimento científico. A sociologia</p><p>era a ciência por excelência que</p><p>contribuiria com a reorganização da</p><p>emergente sociedade moderna.</p><p>d) O pensamento comtiano privilegia o</p><p>papel das instituições públicas diante da</p><p>necessidade de bem-estar do indivíduo e</p><p>da sociedade como um todo orgânico e</p><p>coeso.</p><p>e) O positivismo comtiano se caracteriza</p><p>pela defesa da liberdade pessoal e social</p><p>como uma resposta ao rigor imposto</p><p>pelas regras eclesiásticas que vinham</p><p>sendo questionadas com as revoluções</p><p>dos séculos XVIII e XIX.</p><p>3) (UNICENTRO 2014) O impacto das mudanças</p><p>provocadas pela Revolução Industrial e pela</p><p>Revolução Francesa, encorajadas pelo</p><p>Iluminismo, impulsionou o surgimento do modo</p><p>sociológico de investigar e interpretar a</p><p>realidade social. Em meados do século XIX, a</p><p>sociologia emerge como campo delimitado do</p><p>saber científico, sob a doutrina positivista,</p><p>elaborada pelo pensador francês Augusto Comte</p><p>(1798-1857).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta,</p><p>corretamente, os princípios básicos do</p><p>pensamento comtiano.</p><p>a) Valorizar a diferenciação, via</p><p>especialização, como fundamento básico</p><p>para a formação do consenso, necessário</p><p>para a coesão orgânica.</p><p>b) Explicar a vida social a partir do modo</p><p>como os homens produzem socialmente</p><p>sua existência por meio do trabalho e de</p><p>seu papel enquanto agentes</p><p>transformadores da sociedade.</p><p>29</p><p>c) Atribuir prioridade do todo sobre as</p><p>partes; o progresso dos conhecimentos é</p><p>característico da sociedade humana; o</p><p>homem é o mesmo por toda parte e em</p><p>todos os tempos.</p><p>d) Verificar a capacidade que teria o</p><p>materialismo histórico de encontrar</p><p>explicações adequadas à história social,</p><p>especialmente sobre as relações entre a</p><p>estrutura e a superestrutura.</p><p>e) Substituir em toda parte o relativo pelo</p><p>absoluto e explicar o fato social por</p><p>intermédio de outro fato social, sem uso</p><p>de analogias biológicas.</p><p>4) (UFU 2013) Na parte mais tardia de sua</p><p>carreira, Comte elaborou planos ambiciosos para</p><p>a reconstrução da sociedade francesa em</p><p>particular, e para as sociedades humanas em</p><p>geral, baseado no seu ponto de vista sociológico.</p><p>Ele propôs o estabelecimento de uma “religião</p><p>da humanidade”, que abandonaria a fé e o</p><p>dogma em favor de um fundamento científico. A</p><p>Sociologia estaria no centro dessa nova religião.</p><p>GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 28.</p><p>Com base nessa assertiva, Comte aponta para o</p><p>papel da Sociologia como ciência fundamental</p><p>para a compreensão</p><p>a) da ideia da revolução, como solução para</p><p>sanar as questões da desigualdade social.</p><p>b) da crença na ação dos indivíduos, como</p><p>fator de intervenção na realidade.</p><p>c) do consenso moral, como solução para</p><p>regular e manter unida a sociedade.</p><p>d) dos elementos subjetivos da sociedade,</p><p>tendo em vista a pluralidade social.</p><p>5) (UNICENTRO 2012) O sertanejo é, antes de</p><p>tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo</p><p>dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua</p><p>aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista,</p><p>revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,</p><p>o desempeno, a estrutura corretíssima das</p><p>organizações atléticas. [...] Entretanto, toda essa</p><p>aparência de cansaço ilude. Nada é mais</p><p>surpreendedor do que vê-la desaparecer de</p><p>improviso. Naquela organização combalida,</p><p>operam-se, em segundos, transmutações</p><p>completas. Basta o aparecimento de qualquer</p><p>incidente exigindo-lhe o desencadear das</p><p>energias adormecidas. O homem transfigura-se.</p><p>Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas</p><p>linhas na estatura e no gesto; e a cabeça</p><p>firma-se lhe, alta, sobre os ombros possantes</p><p>aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e</p><p>corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa</p><p>instantânea, todos os efeitos do relaxamento</p><p>habitual dos órgãos; e da figura vulgar do</p><p>tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o</p><p>aspecto dominador de um titã acobreado e</p><p>potente, num desdobramento surpreendente de</p><p>força e agilidade extraordinárias.</p><p>(CUNHA, 2001, p. 207-208).</p><p>Sobre a obra da qual foi extraído o fragmento</p><p>em evidência, muito conhecida pela análise</p><p>histórica que faz sobre a Guerra de Canudos</p><p>(1987), mas que realiza um grande exame sobre a</p><p>terra e o homem do Nordeste, através de uma</p><p>ótica permeada pelo positivismo, é correto</p><p>afirmar:</p><p>a) Tratou da relação entre o privado e o</p><p>público como uma peculiaridade do modo</p><p>de ser brasileiro.</p><p>b) Fez, nesse trecho, uma alusão à obra de</p><p>Sérgio Buarque de Holanda — “Raízes do</p><p>Brasil”.</p><p>c) Analisou a unidade nacional, baseando-se</p><p>em diferenças regionais, culturais e</p><p>éticas.</p><p>d) Enfatizou a miscigenação como uma</p><p>novidade cultural da colonização</p><p>portuguesa.</p><p>e) Construiu um perfil psicológico do</p><p>brasileiro baseado na força dos</p><p>sertanejos.</p><p>6) (ENEM 2018) O filósofo reconhece-se pela</p><p>posse inseparável do gosto da evidência e do</p><p>sentido da ambiguidade. Quando se limita a</p><p>suportar a ambiguidade, esta se chama</p><p>equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo</p><p>aqueles que pretenderam construir uma filosofia</p><p>absolutamente positiva, só conseguiram ser</p><p>filósofos na medida em que, simultaneamente, se</p><p>recusaram o direito de se instalar no saber</p><p>absoluto. O que caracteriza o filósofo é o</p><p>movimento que leva incessantemente do saber à</p><p>ignorância, da ignorância ao saber, e um certo</p><p>repouso neste movimento.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998</p><p>(adaptado).</p><p>30</p><p>O texto apresenta um entendimento acerca dos</p><p>elementos constitutivos da atividade do filósofo,</p><p>que se caracteriza por</p><p>a) reunir os antagonismos das opiniões ao</p><p>método dialético.</p><p>b) ajustar a clareza do conhecimento ao</p><p>inatismo das ideias.</p><p>c) associar a certeza do intelecto à</p><p>imutabilidade da verdade.</p><p>d) conciliar o rigor da investigação à</p><p>inquietude do questionamento.</p><p>e) compatibilizar as estruturas do</p><p>pensamento aos princípios fundamentais.</p><p>7) (ENEM 2011) A memória não é um simples</p><p>lembrar ou recordar,</p>