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<p>PROCESSO SELETIVO PARA RESIDÊNCIA MÉDICA 2021</p><p>ENDOSCOPIA</p><p>INSTRUÇÕES</p><p>• Verifique se este caderno contém 50 (cinquenta) questões de múltipla</p><p>escolha;</p><p>• Caso não esteja completo, informe imediatamente o fiscal da sala. Não serão</p><p>aceitas reclamações posteriores;</p><p>• Confira seus dados impressos e assine no campo indicado;</p><p>• Leia cuidadosamente cada questão e escolha a resposta que você considera</p><p>correta;</p><p>• Cada questão possui apenas uma resposta correta, mais de uma letra</p><p>assinalada implicará anulação dessa questão;</p><p>• Responda todas as questões;</p><p>• Marque, de acordo com as instruções contidas na Folha de Respostas, com</p><p>caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu;</p><p>• A duração da prova é de 3 (três) horas, já incluído o tempo para o</p><p>preenchimento da Folha de Respostas;</p><p>• Só será permitida a saída da sala após 1 (uma) hora do ínicio da prova,</p><p>podendo levar apenas o documento contendo suas respostas anotadas;</p><p>• Durante a realização da prova não será permitida qualquer consulta ou</p><p>comunicação entre os candidatos, nem a utilização de aparelhos eletrônicos</p><p>de qualquer natureza ou qualquer outro material vedado nos termos do edital.</p><p>É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total sem autorização prévia.</p><p>Direitos autorais reservados.</p><p>Nome Inscrição</p><p>Assinatura Carteira Sala</p><p>Página 2/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 3/28</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Homem de 56 anos de idade, em observação em sala de emergência por dor torácica,</p><p>evolui com parada cardiorespiratória em fibrilação ventricular. Realizada intubação</p><p>orotraqueal e instalado capnógrafo. No início do terceiro ciclo de ressuscitação apresenta</p><p>capnografia de 8 mmHg. Qual deve ser a conduta?</p><p>(A) Checagem imediata de ritmo e pulso.</p><p>(B) Suspensão dos esforços de ressuscitação.</p><p>(C) Melhorar qualidade da ressuscitação.</p><p>(D) Retirada e repassagem de via aérea invasiva.</p><p>(E) Administração de atropina endovenosa.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Homem de 78 anos realiza tomografia computadorizada torácica para investigação de dor</p><p>torácica de sala de emergência. O diagnóstico mais provável pela imagem é?</p><p>Fonte:radioapedia.org</p><p>(A) Dissecção de aorta.</p><p>(B) Tromboembolismo pulmonar.</p><p>(C) Corpo estranho esofágico.</p><p>(D) Acalásia esofágica.</p><p>(E) Fratura de arcos costais.</p><p>Página 4/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Mulher de 76 anos de idade procura atendimento por tosse produtiva e febre de 38°C há 2</p><p>dias. Antecedentes de hipertensão arterial sistemica em uso de enalapril. Ao exame</p><p>clínico pressão arterial de 130x80 mmHg, êfrequência cardíaca de 92 bpm, oximetria de</p><p>pulso de 94%, eupneica. Realizada a radiografia abaixo. Qual deve ser a prescrição da</p><p>paciente?</p><p>Fonte:radioapedia.org</p><p>(A) Oseltamivir e azitromicina.</p><p>(B) Azitromicina isolada.</p><p>(C) Ceftriaxone e azitromicina.</p><p>(D) Azitromicina e dexametasona.</p><p>(E) Dexametasona exclusiva.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 5/28</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Mulher de 54 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, realiza eletrocardiograma</p><p>ambulatorialmente. Qual a conclusão do eletrocardiograma?</p><p>Fonte: Friedmann, 2008</p><p>(A) Fibrilação atrial.</p><p>(B) Flutter atrial.</p><p>(C) Taquicardia de reentrada nodal.</p><p>(D) Taquicardia sinusal.</p><p>(E) Taquicardia juncional.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Homem de 68 anos de idade é atendido em sala de emergência por hemiparesia direita há</p><p>1 hora. Avaliação inicial demonstra Pressão Arterial de 210x142 mmHg, frequência</p><p>cardíaca de 102 bpm, escore de NIH de 8 pontos, glicemia capilar de 92 mg/dL.</p><p>Tomografia de crânio sem sinais de sangramentos. Eletrocardiograma com ritmo sinusal.</p><p>Qual é a próxima etapa na gestão de cuidado deste paciente?</p><p>(A) Administrar imediatamente alteplase.</p><p>(B) Administrar metoprolol endovenoso.</p><p>(C) Administrar analgésicos e reavaliar pressão arterial.</p><p>(D) Iniciar conjuntamente alteplase e metoprolol.</p><p>(E) Iniciar Nitroprussiato de sódio.</p><p>Página 6/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Mulher de 72 anos de idade é admitida em sala de emergência. Histórico de febre nos</p><p>últimos 2 dias com dor lombar à esquerda; e, relata urina turva. Ao exame físico,</p><p>sonolenta, porém, despertável ao toque. Pressão arterial 94x62 mmHg, frequência</p><p>cardíaca 110 bpm, tempo de enchimento capilar de 3 segundos. Realizada a seguinte</p><p>prescrição médica:</p><p>1. Ceftriaxone endovenoso</p><p>2. Soro fisiológico 500 mL endovenoso, aberto.</p><p>3. Coleta de lactato e hemoculturas.</p><p>4. Coleta de urina I e urocultura por sondagem vesical.</p><p>Qual é a sequência mais adequada dos procedimentos listados?</p><p>(A) 2, 3, 4, 1.</p><p>(B) 1, 2, 3, 4.</p><p>(C) 2, 4, 3, 1.</p><p>(D) 3, 1, 2, 4.</p><p>(E) 1, 4, 3, 2.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Homem de 66 anos de idade encaminhado imediatamente à sala de emergência por dor</p><p>torácica em aperto de início há cerca de 30 minutos. Realizado o eletrocardiograma</p><p>abaixo:</p><p>Fonte: litfl.com</p><p>Qual deve ser a próxima conduta diagnóstica?</p><p>(A) Complementação eletrocardiográfica de V3R e V4R.</p><p>(B) Realização de ecocardiograma no leito.</p><p>(C) Complementação eletrocardiográfica de V7 e V8.</p><p>(D) Realização de radiografia de tórax no leito.</p><p>(E) Registro de D2 longo por pelo menos 5 minutos.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 7/28</p><p>QUESTÃO 08</p><p>Mulher de 44 anos internada em Unidade de Terapia Intensiva em 12° dia de COVID-19</p><p>evolui com discrasia sanguínea. Qual dos parâmetros abaixo permite diferenciar quadros</p><p>de coagulação associada à COVID-19 (CAC) da coagulação intravascular disseminada</p><p>(CIVD)?</p><p>(A) Dímero.</p><p>(B) Fibrinogênio.</p><p>(C) Plaquetas.</p><p>(D) Tempo de protrombina.</p><p>(E) Anticorpo antifosfolípide.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>Homem de 18 anos é trazido ao serviço de emergência após episódio de convulsão em</p><p>festa. Colegas revelam que o paciente utilizou álcool, heroína, cocaína e ecstasy em</p><p>grande quantidade. Na avaliação clínica, paciente encontra-se sonolento, porém localiza</p><p>estímulo doloroso e responde com palavras ininteligíveis. Durante a avaliação,, o paciente</p><p>apresenta episódio de vômito em grande quantidade e aspiração de conteúdo gástrico.</p><p>Sinais vitais: PA 150x90mmHg, FR 22ipm, Sat O2 91% em uso de cateter nasal 2L/min,</p><p>estertores crepitantes em base direita. Realizado Raio X de tórax, a seguir:</p><p>Em relação ao quadro pulmonar, qual é a melhor conduta?</p><p>(A) Ceftriaxona.</p><p>(B) Clindamicina.</p><p>(C) Ceftriaxona e Clindamicina.</p><p>(D) Prednisona.</p><p>(E) Nenhuma medicação específica é indicada.</p><p>Página 8/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 10</p><p>Paciente de 22 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada no serviço de</p><p>emergência trazido pela equipe de pré-hospitalar que relata amputação traumática de</p><p>membro inferior direito na cena do acidente. Durante atendimento, conforme protocolo do</p><p>ATLS, paciente recebe ácido tranexâmico, 10 unidades de concentrados de hemácias, 10</p><p>unidades de concentrados de plaquetas e 10 unidades de plasma fresco congelado. Quais</p><p>distúrbios hidroeletrolíticos podem ser encontrados nesse paciente em consequência da</p><p>transfusão maciça de hemocomponentes?</p><p>(A) Acidose e hipercalemia.</p><p>(B) Alcalose e hiponatremia.</p><p>(C) Alcalose e hipocalcemia.</p><p>(D) Hipocalcemia e hipernatremia.</p><p>(E) Acidose e hipocalcemia.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Homem de 54 anos com antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica,</p><p>obesidade</p><p>e gota e uso recente de Ramipril e Alopurinol procura dermatologista para avaliação de</p><p>lesão dermatológica iniciada há 2 dias, associada a odinofagia e febre não aferida.</p><p>Queixa-se de lesões em mucosa oral e sensação de queimação em tronco, porém sem</p><p>lesões de pele associadas nessa topografia. No dorso apresenta lesão apresentada</p><p>abaixo, com sinal de Nikolsky positivo. Restante do exame clínico sem alterações e</p><p>exames laboratoriais revelam leucócitos de 17.500/mm3 (polimorfonucleares 82% e</p><p>eosinófilos de 4%) e aumento discreto de transaminases.</p><p>Fonte: New England Journal of Medicine</p><p>Qual provável diagnóstico desse paciente?</p><p>(A) Varicela zoster.</p><p>(B) Necrose epidérmica tóxica.</p><p>(C) Pustulose exantemática generalizada.</p><p>(D) Síndrome de Stevens-Johnson.</p><p>(E) Eritema polimorfo.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 9/28</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Paciente de 44 anos e com diagnóstico de HIV há 14 anos, CD4 525 e carga viral</p><p>indetectável, queixa-se em consulta ambulatorial de dispneia progressiva há 5 meses.</p><p>Relata dor torácica ventilatório dependente, porém nega chiado, febre, dispneia</p><p>paroxística noturna ou ortopneia. Ao exame clínico apresenta ausculta pulmonar sem</p><p>alterações, oxigenação de 91% e edema de membros inferiores simétricos. Radiografia de</p><p>tórax sem alterações. Prova de função pulmonar com volumes pulmonares normais,</p><p>porém redução da difusão de monóxido de carbono. Qual é a melhor estratégia para</p><p>prosseguir a investigação da dispneia?</p><p>(A) Broncoscopia.</p><p>(B) Ecocardiograma.</p><p>(C) Pesquisa de BAAR após indução de escarro.</p><p>(D) Tomografia computadorizada de tórax.</p><p>(E) Cintilografia ventilação-perfusão.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Mulher de 33 anos com Artrite Reumatoide procura atendimento médico com queixa de</p><p>úlceras orais há 10 dias. Relata uso de Metotrexato 20 mg/ semana, Prednisona 5 mg/dia</p><p>e ácido fólico 5mg/dia, com bom controle da doença. Exame clínico com achado de</p><p>úlceras orais em língua e mucosa bucal. Ausência de esplenomegalia ou úlceras genitais.</p><p>Qual é a conduta mais adequada?</p><p>(A) Suspender Metotrexato.</p><p>(B) Biópsia da úlcera oral.</p><p>(C) Reiniciar Prednisona.</p><p>(D) introduzir Hidroxicloroquina.</p><p>(E) Confirmar aderência ao ácido fólico.</p><p>Página 10/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Mulher de 76 anos internada em Unidade de Terapia Intensiva por quadro de COVID-19</p><p>com necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. No momento</p><p>paciente encontra-se em uso de Noradrenalina 0,2 mcg/kg/min, pressão arterial média</p><p>de 65 mmHg, saturação de oxigênio de 88%, afebril. Parâmetros de ventilação mecânica:</p><p>FiO2 100%, volume corrente de 6ml/kg, frequência respiratória de 18 ipm, pressão de platô</p><p>de 28 cmH20, PEEP 12 cmH20. Radiografia de tórax abaixo. Parâmetros da gasometria</p><p>arterial: pH 7,25, pCO2 48 mmHg, pO2 66 mmHg, Bicarbonato 19mEq/L.</p><p>Fonte: radiapedia</p><p>Qual é a melhor estratégia para otimização respiratória?</p><p>(A) Glicocorticoide inalatório.</p><p>(B) Antibioticoterapia de amplo espectro.</p><p>(C) Posição prona por 16 horas.</p><p>(D) Óxido nítrico inalatório.</p><p>(E) Furosemida.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Mulher de 26 anos internada na Unidade de Terapia Intensiva com quadro de disfunção</p><p>de múltiplos órgãos e sistemas. Exames laboratoriais da rotina: Na 139mEq/L, K</p><p>3,8mEq/L, Cl 100mEq/L, Lactato 5mmol/L, pH 7,1, pO2 88mmHg, Bicarbonato 9mEq/L,</p><p>pCO2 32mmHg, Albumina 3,6g/dL. Qual alternativa contempla todos os distúrbios</p><p>gasométricos da paciente?</p><p>(A) Acidose lática, acidose hiperclorêmica, acidose respiratória.</p><p>(B) Acidose lática, acidose por ânions não mensuráveis, acidose respiratória.</p><p>(C) Acidose lática, alcalose metabólica, acidose hiperclorêmica.</p><p>(D) Acidose lática, acidose por ânions não mensuráveis, acidose respiratória, acidose</p><p>hiperclorêmica.</p><p>(E) Acidose lática, acidose por ânions não mensuráveis, acidose respiratória, alcalose</p><p>metabólica.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 11/28</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Homem de 68 anos, obeso, hipertenso e diabético tipo 2 em uso de Clortalidona,</p><p>Enalapril, Metformina, Liraglutida e Empaglifozina procura unidade de emergência por</p><p>fadiga, dor abdominal, náuseas e vômitos há 3 dias. Ao exame clínico apresenta-se</p><p>desidratado, PA 80x60mmHg, taquicárdico e taquipneico. Exames laboratoriais com</p><p>glicose de 154 mg/dL, Na 130 mEq/L, Bicarbonato 9 mEq/L, Cl 98 mEq/L e aumento de</p><p>betahidróxibutirato sérico. Qual medicação está associada ao quadro clínico descrito?</p><p>(A) Liraglutida.</p><p>(B) Empaglifozina.</p><p>(C) Metformina.</p><p>(D) Enalapril.</p><p>(E) Clortalidona.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>Paciente de 26 anos, jogador de basquete, é trazido à sala de emergência pelo serviço de</p><p>pré-hospitalar após parada cardiorrespiratória durante prática esportiva. Paciente</p><p>apresentou retorno de circulação espontânea após ser socorrido conforme protocolo do</p><p>ACLS, sendo o primeiro ritmo chocável e o tempo total de parada cardiorrespiratória de</p><p>8 minutos. Ao exame clínico da chegada apresentava escala de Glasgow 3, pupilas</p><p>midriáticas não fotorreagentes, temperatura de 37,2°C, pressão arterial 76x50 mmHg.</p><p>Eletrocardiograma abaixo.</p><p>Qual é a conduta mais adequada para otimizar o desfecho neurológico?</p><p>(A) Diálise contínua.</p><p>(B) Angioplastia percutânea.</p><p>(C) Craniectomia descompressiva.</p><p>(D) Controle direcionado de temperatura.</p><p>(E) Profilaxia com anticonvulsivantes.</p><p>Página 12/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Paciente de 56 anos, dialítico há 2 anos por nefropatia diabética, está internado em</p><p>unidade de terapia intensiva para tratamento de endocardite de válvula mitral. Encontra-se</p><p>estável hemodinamicamente, apresenta sopro holossistólico 3+/6+ em ápice cardíaco e</p><p>tem manchas de Janeway em extremidades. Hemoculturas revelaram crescimento de</p><p>Staphylococcus aureus resistente à Oxacilina e sensível a Vancomicina em múltiplas</p><p>coletas, inclusive após 8 dias de terapia antimicrobiana com Vancomicina dentro dos alvos</p><p>terapêuticos. Ecocardiograma revela vegetação de 1 cm em válvula mitral e regurgitação</p><p>discreta. Qual é a melhor conduta terapêutica, considerando que outros focos</p><p>emboligênicos foram descartados?</p><p>(A) Troca valvar cirúrgica.</p><p>(B) Introduzir Linezolida.</p><p>(C) Introduzir Gentamicina.</p><p>(D) Introduzir Rifampicina.</p><p>(E) Introduzir Ceftarolina-Avibactam.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Homem de 74 anos apresenta fadiga, dor abdominal e saciedade precoce há 6 meses.</p><p>Sem comorbidades prévias. Ao exame clínico o paciente apresenta-se descorado, sem</p><p>linfonodomegalias palpáveis, porém com baço palpável a 9 cm do rebordo costal esquerdo</p><p>e fígado palpável a 6 cm do rebordo costal direito. Exames laboratoriais a seguir:</p><p>Hemoglobina (g/dL) - anisocitose, dacriócitos e presença de hemácias nucleadas 8,3</p><p>Leucócitos (/mm3) - 20% neutrófilos, 21% metamielócitos, 17% mielócitos,</p><p>4% primielócitos e 2% blastos</p><p>21.100</p><p>Plaquetas (/mm3) 68.000</p><p>Bilirrubina indireta (mg/dL) 0,5</p><p>DHL (UI/L) 547</p><p>Creatinina (mg/dL) 0,9</p><p>Bicarbonato (mEq/L) 26</p><p>Qual é a melhor hipótese diagnóstica?</p><p>(A) Mieloma múltiplo.</p><p>(B) Linfoma não Hodgkin de grandes células B.</p><p>(C) Anemia hemolítica autoimune.</p><p>(D) Mielofibrose.</p><p>(E) Leucemia mieloide aguda.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 13/28</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Paciente masculino, 32 anos de idade, procedente de Piracicaba - São Paulo, procurou</p><p>Pronto-Socorro de sua cidade por febre elevada há 3 dias associada a intensa mialgia,</p><p>prostração e cefaleia. À admissão, paciente apresenta-se estável hemodinamicamente e</p><p>com exantema demonstrado a seguir.</p><p>Qual é o antimicrobiano para tratamento, considerando a principal hipótese diagnóstica?</p><p>(A) Sulfametoxazol-Trimetoprim.</p><p>(B) Fluconazol.</p><p>(C) Doxiciclina.</p><p>(D) Ceftriaxone.</p><p>(E) Aciclovir.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Qual das medicações está contemplada no protocolo de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV</p><p>do Ministério da Saúde?</p><p>(A) Lamivudina.</p><p>(B) Entricitabina.</p><p>(C) Lopinavir/Ritonavir.</p><p>(D) Dolutegravir.</p><p>(E) Efavirenz.</p><p>Página 14/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Paciente de 68 anos internado em enfermaria de Clínica Médica recebe o diagnóstico de</p><p>Linfoma do tipo MALT gástrico com Helicobacter pylori positivo. Qual é a conduta inicial</p><p>para o tratamento desse paciente?</p><p>(A) Rituximabe, Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina e Prednisona.</p><p>(B) Amoxicilina, Clatritomicina, Lansoprazol.</p><p>(C) Gastrectomia e linfadenectomia a D2.</p><p>(D) Gastrectomia, apenas.</p><p>(E) Radioterapia.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Paciente de 50 anos, morador de área livre, internado em enfermaria de Clínica Médica</p><p>para investigação de quadro de febre, astenia e emagrecimento intenso (perda de</p><p>aproximadamente 25 kg no último ano). Realizado diagnóstico de tuberculose ganglionar e</p><p>iniciado tratamento específico, além de suporte nutricional. No quinto dia de internação</p><p>paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência associado a fraqueza</p><p>generalizada. Coletados exames laboratoriais que revelaram:</p><p>Hemoglobina 9,8 g/dL</p><p>Leucócitos 4.200/mm3</p><p>Plaquetas 142.000/mm3</p><p>Sódio 126 mEq/L</p><p>Potássio 3,4 mEq/L</p><p>Cálcio 7,2</p><p>Bicarbonato 12 mEq/L</p><p>Fósforo 1,8 mg/dL</p><p>(A) Tuberculose meníngea.</p><p>(B) Síndrome de abstinência alcoólica.</p><p>(C) Síndrome de realimentação.</p><p>(D) Intoxicação por rifampicina.</p><p>(E) Coma mixedematoso.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 15/28</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Paciente de 82 anos, sexo feminino, portadora de câncer de mama metastático para</p><p>ossos, linfonodos e sistema nervoso central, atualmente em tratamento com Paclitaxel(R)</p><p>e ácido zoledrônico procura serviço de emergência por lombalgia de forte intensidade</p><p>iniciada há 2 dias. Nega alterações urinárias ou intestinais. Apresenta hipertensão arterial</p><p>crônica, diabetes mellitus não insulino dependente e doença renal crônica estágio IIIb. Ao</p><p>exame físico apresenta dor à palpação de corpo vertebral de L4, sem déficits neurológicos</p><p>associados. Solicitada ressonância magnética que revelou lesão lítica no corpo vertebral</p><p>de L4. Além do uso de opioides, qual tratamento adjuvante pode ser iniciado para controle</p><p>álgico agudo?</p><p>(A) Dexametasona.</p><p>(B) Calcitonina.</p><p>(C) Denosumabe.</p><p>(D) Cetorolaco.</p><p>(E) Radioterapia.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Paciente feminina de 67 anos de idade e antecedente pessoal de Linfoma de Hodgkin</p><p>comparece em consulta ambulatorial com hematologista queixando-se de tosse e dispneia</p><p>progressiva há 3 meses. Ao exame físico, paciente apresenta saturação de oxigênio de</p><p>87% em ar ambiente. Solicitada radiografia de tórax representada abaixo.</p><p>Qual quimioterápico com maior associação com estes achados?</p><p>(A) Vincristina.</p><p>(B) Prednisona.</p><p>(C) Ciclofosfamida.</p><p>(D) Bleomicina.</p><p>(E) Doxorrubicina.</p><p>Página 16/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 26</p><p>Mulher de 64 anos com antecedente pessoal de doença pulmonar obstrutiva crônica em</p><p>uso de anticolinérgico de longa duração e tabagismo atual queixa-se de fadiga há 6 meses</p><p>associada a perda ponderal não quantificada no mesmo período. Ao exame clínico</p><p>encontra-se afebril, índice de massa corporal de 19 kg/m2, hidratada, pressão arterial</p><p>de 120 x 70mmHg, exame cardiopulmonar sem alterações e extremidades sem edemas.</p><p>Solicitados os seguintes exames laboratoriais:</p><p>Hemoglobina (g/dL) 12,8 Osmolaridade sérica</p><p>(mOsm/kg H2O)</p><p>268</p><p>Leucócitos (/mm3) 6.900 Creatinina (mg/dL) 1,2</p><p>Plaquetas (/mm3) 376.000 Osmolalidade urinária</p><p>(mOsm/kg H2O)</p><p>528</p><p>Sódio (mEq/L) 126 Sódio urinário (mEq/L) 62</p><p>Potássio (mEq/L) 3,9 Colesterol (mg/dL) 155</p><p>Cloreto (mEq/L) 96 TSH (mU/L) 7,7</p><p>Bicarbonato (mEq/L) 25 Glicose (mg/dL) 122</p><p>Qual das seguintes condições justifica a hiponatremia dessa paciente?</p><p>(A) Polidipsia psicogênica.</p><p>(B) Síndrome cerebral perdedora de sal.</p><p>(C) Desidratação.</p><p>(D) Hipotireoidismo.</p><p>(E) Síndrome da secreção inapropriada de ADH.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 17/28</p><p>QUESTÃO 27</p><p>Mulher de 32 anos, hipertensa em uso de Clortalidona, procura pronto atendimento por</p><p>quadro de dispneia progressiva há 2 anos associada a tosse, com expectoração</p><p>sanguinolenta há 1 dia. Exame físico: PA 152X94 mmHg, FC 104 bpm, Saturação de</p><p>oxigênio 97% em ar ambiente, ausculta pulmonar normal e ausculta cardíaca com</p><p>hiperfonese de segunda bulha em foco pulmonar, sem sopros. Eletrocardiograma</p><p>evidencia ritmo de fibrilação atrial. Radiografia de tórax abaixo.</p><p>Fonte: Radiopaedia</p><p>Qual é a principal hipótese diagnóstica?</p><p>(A) Estenose mitral.</p><p>(B) Tromboembolismo agudo.</p><p>(C) Bronquiectasia.</p><p>(D) Tromboembolismo crônico.</p><p>(E) Hipertensão arterial pulmonar.</p><p>Página 18/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Homem de 32 anos procura atendimento médico para avaliação de insônia e tremores há</p><p>9 meses. Ao exame físico paciente apresenta índice de massa corpórea de 28 kg/m2,</p><p>frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 140x90 mmHg e tremor fino de</p><p>extremidades. Tireoide não dolorosa e de difícil palpação. Exames laboratoriais revelam</p><p>TSH</p><p>com</p><p>fraca birrefringência positiva. Gram do líquido articular sem micro-organismo e cultura em</p><p>andamento. Qual é a opção terapêutica mais adequada?</p><p>(A) Colchicina.</p><p>(B) Hidroxicloroquina.</p><p>(C) Ceftriaxone.</p><p>(D) Ibuprofeno.</p><p>(E) Alopurinol.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 32 e 33:</p><p>Homem, 21 anos de idade, foi vítima de ferimento penetrante abdominal por projétil de</p><p>arma de fogo. Indicada laparotomia exploradora que evidenciou laceração de mais de</p><p>75% cólon transverso e presença de fezes em pequena quantidade na cavidade</p><p>abdominal. Na admissão e durante o procedimento se manteve estável</p><p>hemodinamicamente.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Qual é a melhor conduta para tratar a lesão intestinal?</p><p>(A) Ressecção intestinal com colostomia.</p><p>(B) Sutura primária.</p><p>(C) Exteriorização da perfuração intestinal em alça de colostomia.</p><p>(D) Sutura primária e ileostomia de proteção.</p><p>(E) Ressecção intestinal com anastomose primária.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Qual é o tempo de uso de antibiótico mais adequado neste cenário?</p><p>(A) 24 horas.</p><p>(B) 3 dias.</p><p>(C) 5 dias.</p><p>(D) 7 dias.</p><p>(E) 10 dias.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 21/28</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Qual a afirmação mais adequada com relação a diverticulite aguda?</p><p>(A) Na presença de coleção pélvica, o tratamento preconizado é a retossigmoidectomia</p><p>com anastomose primária.</p><p>(B) Na presença de peritonite fecal, o tratamento preconizado é a retossigmoidectomia</p><p>com anastomose primária e colostomia de proteção.</p><p>(C) Na presença de peritonite purulenta, deve-se realizar peritoniostomia com curativo a</p><p>vácuo (pressão negativa).</p><p>(D) Não há indicação do uso de antibiótico terapêutico na forma não complicada da</p><p>doença.</p><p>(E) No doente jovem, com menos de 40 anos, a retossigmoidectomia eletiva deve ser</p><p>indicada de rotina após o primeiro episódio.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Qual a afirmação mais adequada relacionada aos nódulos hepáticos?</p><p>(A) Hiperplasia nodular focal apresenta alto risco de degeneração maligna.</p><p>(B) Adenoma tem risco aumentado de sangramento com o uso de contraceptivos orais.</p><p>(C) Hemangiomas apresentam risco elevado de rotura.</p><p>(D) Adenoma é o mais prevalente dos nódulos.</p><p>(E) Hemangiomas, geralmente são lesões múltiplas.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Mulher, 43 anos de idade, procurou o Serviço de Emergência devido a dor na região</p><p>superior do abdome e vômitos há 1 dia. Negava febre.</p><p>Ao exame clínico:</p><p>Bom estado geral, desidratada, IMC: 36kg/m2</p><p>Tórax sem alterações.</p><p>Abdome: flácido, doloroso à palpação profunda, sem irritação peritoneal.</p><p>Exames laboratoriais: Hb: 13,4 g/dL; Ht: 40%; Leucócitos: 13.456/mm3; PCR: 12 mg/L;</p><p>amilase 1300 U/L; lipase: 2100 U/L; enzimas hepáticas sem alterações.</p><p>Ultrassonografia de abdome: litíase biliar, sem distensão e sem espessamento da</p><p>vesícula. Via biliar sem dilatação. Pâncreas de difícil caracterização devido a interposição</p><p>gasosa.</p><p>Hoje, está com 2 dias de internação e com controle da dor abdominal e boa aceitação de</p><p>dieta via oral.</p><p>Qual é o próximo passo na condução do caso?</p><p>(A) Tomografia de abdome de controle.</p><p>(B) Colangiorressonância.</p><p>(C) Ultrassonografia endoscópica.</p><p>(D) Colangiografia endoscópica.</p><p>(E) Colecistectomia.</p><p>Página 22/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Mulher, 21 anos de idade, foi trazida ao Serviço de emergência após queda da motocicleta</p><p>em alta velocidade. Na admissão:</p><p>A: Conversando. Saturação de oxigênio 94%</p><p>B: Ausculta torácica sem alterações. Sem deformidades no tórax</p><p>C: PA: 80x50mmHg; FC: 105bpm; FAST (focused assessment with sonography for</p><p>trauma) positivo no espaço esplenorrenal e pelve. Diurese clara.</p><p>D: Glasgow de 14. Confusa. Pupilas isofotorreagentes</p><p>E: Deformidade importante de perna esquerda com ferimento cortocontuso de 5 cm no</p><p>terço distal.</p><p>Qual é o esquema de antibiótico mais apropriado?</p><p>(A) Ceftriaxone associado a metronidazol.</p><p>(B) Gentamicina associada a clindamicina.</p><p>(C) Ceftriaxone associado a clindamicina.</p><p>(D) Gentamicina associada a metronidazol.</p><p>(E) Cefuroxima.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Homem, 79 anos de idade, é admitido no Serviço de Emergência devido a confusão e</p><p>sonolência há 2 dias. Acompanhante refere queda da própria altura há 10 dias. Faz uso de</p><p>marevan 5mg dia (controle regular de INR).</p><p>Ao exame clínico:</p><p>Sonolento, hematoma na região frontal.</p><p>Glasgow: 12. Pupilas isofotorreagentes.</p><p>Submetido a tomografia de crânio.</p><p>Qual é a imagem compatível com o quadro clínico?</p><p>(A) (B) (C)</p><p>(D) (E)</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 23/28</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Homem, 28 anos de idade, refere ter notado aumento do testículo esquerdo após jogo de</p><p>futebol. Nega febre e sem alterações para urinar. Apresenta vida sexual ativa com</p><p>parceira fixa. Tem desejo de ter filhos ainda.</p><p>Ao exame clínico:</p><p>Bom estado geral.</p><p>Tórax sem alterações.</p><p>Abdome: indolor, sem massas. Ausência de hérnia inguinal e sem linfonodomegalia.</p><p>Escroto: Testículo esquerdo com nódulo de 2,5cm. Testículo direito sem alterações.</p><p>Submetido a ultrassonografia do escroto que evidenciou: nódulo hipoecoico de 2,5cm no</p><p>testículo esquerdo, não homogêneo, com áreas císticas, mal definidas e calcificações.</p><p>Exames laboratoriais: bHCG: aumentado; alfa feto proteína: aumentado; DHL normal.</p><p>Realizada tomografia de abdome, pelve e tórax, sem alterações.</p><p>Qual é a conduta mais adequada?</p><p>(A) Orquiectomia via escrotal.</p><p>(B) Biópsia com agulha grossa.</p><p>(C) Punção com agulha fina.</p><p>(D) Orquiectomia por inguinotomia.</p><p>(E) Biópsia excisional via escrotal.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>Mulher, 39 anos de idade, foi submetida a biópsia excisional de lesão pigmentada na coxa</p><p>esquerda. O anatomopatológico evidenciou tratar-se de melanoma in situ. Qual é a melhor</p><p>conduta?</p><p>(A) Observação clínica.</p><p>(B) Ampliação de margem de 0,5 cm.</p><p>(C) Ampliação de margem de 1,5 cm.</p><p>(D) Ampliação de margem de 0,5 cm e pesquisa de linfonodo sentinela.</p><p>(E) Ampliação de margem de 1,5 cm e pesquisa de linfonodo sentinela.</p><p>Página 24/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Mulher, 56 anos de idade, refere dor na região distal da perna direita, logo acima do</p><p>maléolo medial, acompanhada de hiperemia e nódulo. Refere dislipidemia e diabete</p><p>melito.</p><p>Ao exame clínico:</p><p>Bom estado.</p><p>Tórax e abdome sem alterações.</p><p>Membros inferiores com perfusão preservada. Pulsos amplos. Ausência de edema e sem</p><p>dor à palpação da panturrilha. Dor à palpação perna direita logo acima do maléolo medial,</p><p>local de hiperemia de cerca de 3 cm com área endurada.</p><p>Realizado exame de ultrassonografia doppler venosa do membro inferior direito: presença</p><p>de trombo de 2 cm na safena magna, logo acima do tornozelo; ausência de trombose de</p><p>veias femoral e poplítea.</p><p>Qual é o tratamento mais adequado?</p><p>(A) Uso de anti-inflamatório não esteroidal.</p><p>(B) Enoxaparina em dose profilática.</p><p>(C) Enoxaparina em dose terapêutica.</p><p>(D) Inibidor do fator Xa.</p><p>(E) Clopidogrel.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Homem, 64 anos de idade, apresentou icterícia, colúria e acolia há 2 semanas. Apresenta</p><p>hipertensão arterial controlada com medicamentos. Ao exame físico:</p><p>Bom estado geral, ictérico.</p><p>Tórax sem alterações.</p><p>Abdome: flácido, indolor à palpação, vesícula biliar palpável e indolor a 4cm do rebordo</p><p>costal.</p><p>Exames laboratoriais: Hb: 12,3g/dL; Bilirrubina direta: 19,2mg/dL; Fosfatase alcalina: 467</p><p>U/L; GGT: 654U/L; CA19.9: 234U/L.</p><p>Realizada tomografia de abdome que evidenciou dilatação da via biliar devido à massa na</p><p>cabeça do pâncreas de 3,4cm. Tronco celíaco e artéria mesentérica superior sem contato</p><p>com a lesão. Veia mesentérica superior com envolvimento de cerca de 90 graus, e</p><p>ausência de trombose. Veia porta sem</p><p>sinais de invasão. Fígado sem sinais de lesões</p><p>secundárias e ausência de carcinomatose peritoneal.</p><p>Qual é a melhor conduta?</p><p>(A) Duodenopancreatectomia.</p><p>(B) Drenagem da via biliar seguida da duodenopancreatectomia.</p><p>(C) Derivação bilio digestiva e biópsia operatória.</p><p>(D) Drenagem da via biliar e biópsia por ecoendoscopia.</p><p>(E) Drenagem da via biliar transparieto-hepática e biópsia percutânea.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 25/28</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Mulher, 47 anos de idade, apresenta disfagia para sólidos, evoluindo com piora</p><p>progressiva nos últimos anos. Atualmente tem dificuldade de comer alimentos pastosos,</p><p>inclusive com ingestão de água. Perdeu peso em 2 meses. Na investigação da disfagia,</p><p>feito diagnóstico de doença de Chagas. Realizada endoscopia digestiva que evidenciou</p><p>esôfago dilatado; ausência de lesão na cromoscopia com lugol. Submetida a manometria</p><p>que evidenciou alterações compatíveis com acalasia. Na sequência, indicado exame de</p><p>radiografia contrastada (imagem a seguir). Não apresenta doença cardíaca e sem outras</p><p>comorbidades.</p><p>Qual é a melhor conduta?</p><p>(A) Cardiomotomia com funduplicatura parcial.</p><p>(B) Esofagectomia trans-hiatal.</p><p>(C) Dilatação esofágica endoscópica.</p><p>(D) Cardiomiotomia sem funduplicatura.</p><p>(E) Aplicação endoscópica de toxina botulínica.</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Mulher, 63 anos de idade, foi submetida a colonoscopia de screening de câncer colorretal.</p><p>No exame, foi observado pólipo de 3,0 cm no sigmoide, sem ulceração e com base séssil.</p><p>Indicada ressecção endoscópica. Realizada ressecção completa da lesão em bloco (peça</p><p>única). O exame anatomopatológico evidenciou adenocarcinoma com invasão da camada</p><p>profunda da submucosa, com todas as margens livres. Qual deve ser a conduta?</p><p>(A) Retossigmoidectomia sem linfadenectomia.</p><p>(B) Retossigmoidectomia com linfadenectomia.</p><p>(C) Observação clínica com pesquisa seriada de sangue oculto nas fezes.</p><p>(D) Repetir colonoscopia em 3 meses.</p><p>(E) Repetir a colonoscopia em 6 meses.</p><p>Página 26/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Os genes de reparo do DNA MLH1 e MSH2 estão alterados em qual situação?</p><p>(A) Polipose adenomatose familiar (PAF).</p><p>(B) Câncer hereditário de pâncreas.</p><p>(C) Câncer gástrico difuso hereditário.</p><p>(D) Câncer coloretal hereditário não polipose (HNPCC).</p><p>(E) Síndrome de Gardner.</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Mulher, 45 anos de idade, refere empachamento pós-prandial há 3 meses, com perda de</p><p>5 kg neste período. Sem febre. Nega dor abdominal.</p><p>Ao exame encontra-se em bom estado geral e corada.</p><p>Tórax sem alterações.</p><p>Abdome: massa palpável na região do hipocôndrio esquerdo e epigástrio, sem dor à</p><p>palpação.</p><p>Exames bioquímicos sem alterações.</p><p>Realizada tomografia que evidenciou lesão cística no corpo e cauda do pâncreas, sem</p><p>componentes sólidos com dimensão de 10x15x10 cm e volume estimado de 600ml.</p><p>Fígado sem alterações. Ausência de dilatação de via biliar. Presença de colelitíase.</p><p>Indicada ecoendoscopia que não evidenciou componente sólido na lesão. Na punção,</p><p>coletado CEA (antígeno carcinoembrionário) de 472ng/mL e amilase de 1700U/L.</p><p>Qual é a melhor conduta?</p><p>(A) Pancreatectomia corpo caudal.</p><p>(B) Derivação cistogastroanastomose.</p><p>(C) Derivação cistoduodenoanastomose.</p><p>(D) Drenagem endoscópica.</p><p>(E) Drenagem percutânea.</p><p>Hospital Alemão Oswaldo Cruz – Residência Médica 2021 - Página 27/28</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Homem, 40 anos de idade, caiu da motocicleta em alta velocidade. No atendimento pré-</p><p>hospitalar estava com PA de 90x60mmHg, FC de 110bpm e Glasgow de 8. Realizada</p><p>intubação orotraqueal, e infusão volêmica de 500mL de soro fisiológico. Na admissão no</p><p>Serviço de Emergência:</p><p>A: intubado com saturação de 96%</p><p>B: Ausculta pulmonar sem alterações</p><p>C: PA: 80x50mmHg. FC: 110bpm. FAST (focused assessment with sonography for</p><p>trauma) negativo. Alargamento da sínfise púbica.</p><p>D: Glasgow de 3. Sedação. Pupilas mioticas</p><p>E: Sem deformidades em membros</p><p>Realizada radiografia de tórax e bacia (imagem a seguir) na sala de trauma.</p><p>Iniciada reanimação volêmica, e após 10 minutos PA de 90x60mmHg e FC 110bpm.</p><p>Após o fechamento do anel pélvico na sala de trauma com lençol, qual deve ser a melhor</p><p>sequência de condutas?</p><p>(A) 1. Fixação externa da bacia 2. Arteriografia.</p><p>(B) 1. Tamponamento pélvico pré-peritoneal 2. Fixação externa da bacia.</p><p>(C) 1. Arteriografia 2. Tamponamento pré-peritoneal.</p><p>(D) 1. Fixação externa da bacia 2. Tamponamento pélvico pré-peritoneal.</p><p>(E) 1. Tamponamento pélvico pré-peritoneal 2. Arteriografia.</p><p>Página 28/28 – Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Residência Médica 2021</p><p>QUESTÃO 48</p><p>Homem, de 33 anos de idade, foi vítima de ferimento por arma branca na região do sétimo</p><p>espaço intercostal na linha axilar média a esquerda. Na admissão no Serviço de</p><p>Emergência:</p><p>A: conversando. Saturação de oxigênio de 93%.</p><p>B: ausculta diminuída a esquerda. Realizada drenagem torácica com saída de 100ml de</p><p>sangue e ar. Dreno oscilante e borbulhando. Melhora da saturação para 96%.</p><p>C: PA: 13x80mmHg; FC 90bpm. FAST negativo.</p><p>D: Escala de Glasgow de 15.</p><p>E: Ferimento de entrada no sétimo espaço intercostal na linha axilar média a esquerda.</p><p>Realizada tomografia de tórax que evidenciou dreno anterior e inferior e pequena</p><p>quantidade de líquido no seio costofrênico a esquerda. Sem outras alterações.</p><p>Qual é a melhor conduta?</p><p>(A) Laparoscopia.</p><p>(B) Observação.</p><p>(C) Radiografia de controle em 12 horas.</p><p>(D) Toracoscopia.</p><p>(E) Troca do dreno torácico.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>Com relação ao tratamento da hérnia femoral encarcerada, suspeita de necrose intestinal,</p><p>qual é a melhor técnica operatória para a sua correção?</p><p>(A) Lichtenstein.</p><p>(B) McVay.</p><p>(C) Laparoscópica extraperitoneal.</p><p>(D) Stoppa.</p><p>(E) Rives.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>Mulher, 61 anos de idade, está internada na unidade de terapia intensiva há 6 dias devido</p><p>a pancreatite aguda biliar grave, com 8 dias de evolução. Mantém quadro de disfunção</p><p>orgânica desde o segundo dia de internação, com necessidade de ventilação mecânica,</p><p>noradrenalina e hemodiálise. Últimos exames laboratoriais: Hb: 10,3g/dL; Leucócitos:</p><p>15345/mm3; PCR: 235mg/L. Hoje com 8 dias do início da pancreatite, realizada tomografia</p><p>de abdome que revelou: necrose pancreática de cerca de 60%, principalmente corpo e</p><p>cauda, com coleção em organização retrogástrica de cerca de 300ml e trombose de veia</p><p>esplênica.</p><p>Além do suporte clínico, qual deve ser a conduta neste momento?</p><p>(A) Iniciar antibiótico profilático.</p><p>(B) Introduzir dieta enteral.</p><p>(C) Iniciar antibiótico terapêutico.</p><p>(D) Drenagem percutânea da coleção.</p><p>(E) Drenagem endoscópica da coleção.</p>