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<p>������������</p><p>��</p><p>Série</p><p>O processo da</p><p>Formação</p><p>Profissional Rural</p><p>Metodológica</p><p>Brasília</p><p>2020</p><p>O processo da Formação</p><p>Profissional Rural</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL (Senar)</p><p>Presidente do Conselho Deliberativo</p><p>João Martins da Silva Junior</p><p>Entidades Integrantes do Conselho Deliberativo</p><p>Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA</p><p>Confederação dos Trabalhadores na Agricultura – Contag</p><p>Ministério do Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa</p><p>Ministério da Educação – MEC</p><p>Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB</p><p>Confederação Nacional da Indústria – CNI</p><p>Diretor-Geral</p><p>Daniel Klüppel Carrara</p><p>Diretora de Educação Profissional e Promoção Social</p><p>Janete Lacerda de Almeida</p><p>Coordenação Área de Formação Inicial e Continuada e Promoção Social</p><p>Deimiluce Lopes Fontes Coaracy</p><p>Equipe Técnica</p><p>Carolina Soares Pietrani Pereira</p><p>Cristiane Edna Camboim</p><p>Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo</p><p>Marcelo Rebello Mendonça</p><p>Patrícia Fontes Machado</p><p>Fotografia</p><p>Acervo Senar</p><p>SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.</p><p>O processo da Formação Profissional Rural: Série Metodológica /</p><p>Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Brasília: SENAR, 2020.</p><p>ISBN: 978-65-86416-00-8</p><p>156f.</p><p>1. Educação Profissional no Brasil no Meio Rural 2. Processo de Formação</p><p>Profissional Rural. 3. Processo de Promoção Social no Meio Rural.</p><p>4. Processo de Assistência Técnica e Gerencial no Meio Rural. SENAR.</p><p>I. Título.</p><p>CDU – 337.35</p><p>Lista de Siglas</p><p>CBO – Classificação Brasileira de Ocupações</p><p>CTS – Comitê Técnico Setorial</p><p>FPR – Formação Profissional Rural</p><p>MEC – Ministério da Educação</p><p>PCP – Programa de Competências Profissionais para o</p><p>meio rural</p><p>SNAs – Serviços Nacionais de Aprendizagem</p><p>UC – Unidade de Competência</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>4</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 5</p><p>Sumário</p><p>Apresentação ......................................................... 7</p><p>Introdução ............................................................. 7</p><p>Missão do Senar ......................................................8</p><p>Princípios do Senar ............................................... 10</p><p>Diretrizes do Senar ................................................ 12</p><p>Agentes do Senar e suas atribuições .......................17</p><p>Educação Profissional Rural no Brasil ......................20</p><p>Formação Profissional Rural ................................... 25</p><p>O contexto do meio rural ....................................... 32</p><p>O contexto do mercado de trabalho rural ................34</p><p>Estrutura ocupacional da Formação</p><p>Profissional Rural .................................................. 37</p><p>Modalidades, níveis, naturezas, tipos de</p><p>programação e certificação da FPR .........................48</p><p>Treinamento de agentes externos e</p><p>desenvolvimento de talentos humanos ....................71</p><p>A importância da Assistência Técnica</p><p>e Gerencial .......................................................... 72</p><p>O processo da Formação Profissional Rural ............. 75</p><p>Ação Supervisora Gerencial e</p><p>Técnico-pedagógica ..............................................99</p><p>Processo de Supervisão da FPR ............................ 102</p><p>A avaliação e sua relevância para o Senar ............... 113</p><p>Itinerários formativos com base em perfis</p><p>xprofissionais ......................................................122</p><p>ANEXO I ............................................................. 144</p><p>ANEXO II ............................................................ 148</p><p>Referências .........................................................154</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>6</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 7</p><p>Introdução</p><p>Apresentação</p><p>O Senar - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural</p><p>foi criado (Lei nº 8.315 de 23/12/1991, regulamentada</p><p>pelo Decreto nº 566, de 10/06/1992), com a finalida-</p><p>de de organizar, administrar e executar a Formação</p><p>Profissional Rural (FPR) e a Promoção Social (PS) em</p><p>todo o território nacional. Em 2013, iniciou uma nova</p><p>vertente, a Assistência Técnica de Gerencial (ATeG).</p><p>A instituição segue com sua missão de, por meio</p><p>da educação, levar informações qualificadas que</p><p>proporcionem às pessoas que vivem no campo, um</p><p>melhor posicionamento no mercado de trabalho,</p><p>excelência nas atividades produtivas e de gestão e</p><p>melhoria da qualidade de vida.</p><p>O corpo técnico institucional é composto por equi-</p><p>pe multidisciplinar que desempenha atividades de</p><p>gestão, supervisão, análise técnico-pedagógica,</p><p>entre outros. Na execução das ações, conta com</p><p>a parceria de instrutores, mobilizadores e técnicos</p><p>de campo.</p><p>Este documento que faz parte da Série Metodoló-</p><p>gica do Senar, tem como foco o Processo da For-</p><p>mação Profissional Rural para a equipe técnica</p><p>do Senar e apresenta subsídios para sua realização.</p><p>A Educação Profissional no Brasil vem conquistan-</p><p>do, a partir das duas últimas décadas, importante es-</p><p>paço no desenvolvimento de políticas públicas para</p><p>a inclusão social. A nova ordem econômica mundial,</p><p>os impactos gerados pelas mudanças tecnológicas</p><p>e de gestão das organizações e a reestruturação do</p><p>mundo do trabalho têm provocado na sociedade, de</p><p>modo geral, a percepção de que ela não deve ser um</p><p>processo dissociado da educação geral e das neces-</p><p>sidades reais do mercado de trabalho.</p><p>Hoje, a Educação Profissional precisa abranger mais</p><p>que o domínio de passos, operações, tarefas e in-</p><p>formações tecnológicas necessárias ao exercício de</p><p>uma profissão. Deve considerar os fatores de caráter</p><p>econômico e social inerentes às variadas atividades</p><p>que a pessoa realiza(rá) em seu posto de trabalho,</p><p>as experiências de vida e profissionais acumuladas</p><p>e sua autoimagem. Nessa perspectiva, a formação</p><p>para o trabalho deve também sensibilizar o adulto</p><p>para a educação continuada e permanente de modo</p><p>que ele possa buscar os conhecimentos necessários</p><p>e complementares à sua formação que, integrados</p><p>aos que já possui, possibilitem-lhe ganhos de diver-</p><p>sas naturezas – sociais, produtivos e econômicos.</p><p>O meio rural brasileiro é um espaço heterogêneo,</p><p>com importantes diferenças econômicas, multicul-</p><p>tural e que, apesar de ter uma relação próxima com</p><p>o setor urbano, apresenta peculiaridades notórias.</p><p>A evolução tecnológica e a busca constante pela</p><p>produtividade no agronegócio demandam mudan-</p><p>ças nos sistemas de produção e passam a requisitar</p><p>profissionais com novas competências.</p><p>O Senar tem o compromisso de intervir positivamen-</p><p>te na construção dessas competências, buscando,</p><p>em sua metodologia educacional, o protagonismo</p><p>das pessoas que produzem no campo, desenvolven-</p><p>do práticas pedagógicas que consideram a realidade</p><p>do campo e seus contextos socioculturais, mas que,</p><p>ao mesmo tempo, oportunize o acesso ao conheci-</p><p>mento por meio de modalidades diversificadas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>8</p><p>REALIZAR A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, A ASSISTÊNCIA TÉCNICA E AS ATIVIDADES DE PRO-</p><p>MOÇÃO SOCIAL DAS PESSOAS DO MEIO RURAL, CONTRIBUINDO PARA UM CENÁRIO DE</p><p>CRESCENTE DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DA COMPETITIVIDADE E DE</p><p>AVANÇOS SOCIAIS NO CAMPO.</p><p>Missão do Senar</p><p>O Senar é composto por uma Administração Central, em Brasília, e por 27 Administrações Regionais, estabele-</p><p>cidas em cada estado e no Distrito Federal.</p><p>A Administração Central assegura suporte administrativo, metodológico e jurídico, além de ser responsável</p><p>pela interface com os órgãos federais, instituições nacionais e internacionais ligadas à educação e ao trabalho.</p><p>Irradia experiências exitosas para as Regionais, que oferecem ao público do Senar, em</p><p>pelo Senar sem referência na CBO)</p><p>Silvicultura 1. Florestamento e reflorestamento</p><p>1.1 | 6321: Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira</p><p>1.2 | 6320: Trabalhadores florestais polivalentes</p><p>Aquicultura</p><p>1. Criação de animais aquáticos 1.1 | 6313: Criadores de animais aquáticos</p><p>2. Cultivo de vegetais aquáticos 2.1 | Trabalhadores no cultivo de algas (ofertado pelo Senar sem referência na CBO)</p><p>Extrativismo</p><p>1. Extrativismo vegetal</p><p>1.1 | 6322: Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas</p><p>1.2 | 6323: Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos</p><p>1.3 | 6324: Extrativistas florestais de espécies produtoras de alimentos silvestres</p><p>1.4 | 6325: Extrativistas florestais de espécies produtoras de substâncias aromáticas,</p><p>medicinais e tóxicas</p><p>1.5 | 6321: Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira</p><p>2. Extrativismo animal</p><p>2.1 | 6311: Pescadores profissionais artesanais de água doce</p><p>2.2 | 6310: Pescadores polivalentes</p><p>2.3 | 6312: Pescadores de água costeira e alto mar</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>40</p><p>SETOR SECUNDÁRIO</p><p>LINHA DE AÇÃO ÁREAS OCUPACIONAIS FAMÍLIAS OCUPACIONAIS</p><p>Agroindústria</p><p>1. Beneficiamento e transfor-</p><p>mação primária de produtos de</p><p>origem agrossilvipastoril</p><p>1.1 | Trabalhador na fabricação de melado, açúcar mascavo e rapadura (ofertado pelo Senar</p><p>sem referência na CBO)</p><p>1.2 | 5135: Trabalhadores auxiliares nos serviços de alimentação</p><p>1.3 | 8483: Padeiros, confeiteiros e afins</p><p>1.4 | 8417: Trabalhadores na fabricação de cachaça, cerveja, vinhos e outras bebidas</p><p>1.5 | 8411: Trabalhadores da indústria de beneficiamento de grãos, cereais e afins</p><p>1.6 | 8481: Trabalhadores artesanais na conservação de alimentos</p><p>1.7 | 8415: Trabalhadores na pasteurização do leite e na fabricação de laticínios e afins</p><p>1.8 | 8482: Trabalhadores artesanais na pasteurização do leite e na fabricação de laticínios</p><p>e afins</p><p>1.9 | 8414: Trabalhadores na fabricação e conservação de alimentos</p><p>1.10 | 6326: Carvoejadores</p><p>1.11 | 6228: Trabalhadores agrícolas da cultura de especiarias e de plantas aromáticas e</p><p>medicinais</p><p>1.12 | 6324: Extrativistas florestais de espécies produtoras de alimentos silvestres</p><p>1.13 | 8485: Magarefes e afins</p><p>1.14 | 8421: Cigarreiros e beneficiadores de fumo</p><p>1.15 | 8486: Trabalhadores artesanais na indústria do fumo</p><p>1.16 | 7613: Operadores de tear e máquinas similares</p><p>1.17 | 7622: Trabalhadores do curtimento de couros e peles</p><p>1.18 | 7623: Trabalhadores do acabamento de couros e peles</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 41</p><p>SETOR TERCIÁRIO</p><p>LINHAS DE AÇÃO ÁREAS OCUPACIONAIS FAMÍLIAS OCUPACIONAIS</p><p>Atividades de apoio</p><p>agrossilvipastoril</p><p>1. Mecanização Agrícola</p><p>1.1 | 6410: Trabalhadores da mecanização agrícola</p><p>1.2 | 9144: Mecânico de manutenção de automóveis, motocicletas e veículos</p><p>1.3 | 9131: Mecânicos de manutenção de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas</p><p>1.4 | 7151: Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações</p><p>1.5 | 6420: Trabalhadores da mecanização florestal</p><p>1.6 | 7821: Operadores de máquinas e equipamentos de elevação</p><p>1.7 | 7112: Trabalhadores de extração de minerais sólidos (operadores de máquinas)</p><p>1.8 | 7822: Operadores de equipamentos de movimentação de cargas</p><p>1.9 | 9131: Mecânicos de manutenção de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas</p><p>1.10 | 9144: Mecânicos de manutenção de veículos automotores</p><p>1.11 | 7151: Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações</p><p>1.12 | 9131: Mecânicos de manutenção de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas</p><p>1.13 | 7151: Trabalhadores na operação de máquinas de terraplenagem e fundações</p><p>1.14 | 8411: Trabalhadores da indústria de beneficiamento de grãos, cereais e afins</p><p>1.15 | 9113: Mecânicos de manutenção de máquinas industriais</p><p>1.16 | 9192: Trabalhadores de manutenção de roçadeiras, motosserras e similares</p><p>1.17 | 6321: Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira</p><p>1.18 | 6233: Trabalhadores na avicultura e cunicultura</p><p>1.19 | 6231: Trabalhadores na pecuária de animais de grande porte</p><p>1.20 | 7828: Condutores de animais e de veículos de tração animal e pedais</p><p>1.21 | 6220: Trabalhadores de apoio à agricultura [aplicação de agrotóxicos]</p><p>2. Irrigação e Drenagem 2.1 | 6430: Trabalhadores da irrigação e drenagem</p><p>3. Administração Rural</p><p>3.1 | 4110: Agentes, assistentes e auxiliares administrativos</p><p>3.2 | 6201: Supervisores na exploração agropecuária</p><p>3.3 | 1142: Dirigentes e administradores de entidades patronais e dos trabalhadores e de outros</p><p>interesses socioeconômicos</p><p>3.4 | Trabalhador na administração de cooperativas rurais (ofertado pelo Senar sem referência</p><p>na CBO)</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>42</p><p>SETOR TERCIÁRIO</p><p>LINHAS DE AÇÃO ÁREAS OCUPACIONAIS FAMÍLIAS OCUPACIONAIS</p><p>Atividades relativas à</p><p>prestação de serviços</p><p>1. Construções Rurais</p><p>1.1 | 7152: Trabalhadores de estruturas de alvenaria</p><p>1.2 | 7155: Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compósitos</p><p>em obras civis</p><p>1.3 | 7241: Encanadores e instaladores de tubulações</p><p>1.4 | 9511: Eletricistas de manutenção eletroeletrônica</p><p>1.5 | 6220: Trabalhadores de apoio à agricultura</p><p>1.6 | 7170: Ajudantes de obras civis</p><p>1.7 | 8281: Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção</p><p>1.8 | 7166: Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexíveis)</p><p>1.9 | 7244: Trabalhadores de caldeiraria e serralheria</p><p>1.10 | 7751: Trabalhadores de arte e do acabamento em madeira do mobiliário</p><p>1.11 | 7741: Montadores de móveis e artefatos de madeira</p><p>1.12 | 7711: Marceneiros e afins</p><p>2. Montagem e reparo de máquinas</p><p>agrícolas e motores</p><p>2.1 | 9111: Mecânicos de manutenção de bombas, motores, compressores e equipamentos</p><p>de transmissão</p><p>3. Classificação, armazenagem e pre-</p><p>servação de produtos de origem agros-</p><p>silvipastoril</p><p>3.1 | 6321: Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira</p><p>3.2 | 7721: Trabalhadores de tratamento e preparação da madeira</p><p>3.3 | 7611: Trabalhadores da classificação de fibras têxteis e lavagem de lã</p><p>3.4 | 7622: Trabalhadores do curtimento de couros e peles</p><p>3.5 | 4141: Almoxarifes e armazenistas</p><p>3.6 | 4231: Despachantes documentalistas e afins</p><p>3.7 | 6410: Trabalhadores da mecanização agrícola</p><p>4. Prestação de serviços nas áreas de</p><p>saúde, vestuário, artigos domésticos,</p><p>artesanato, produtos agropecuários e</p><p>extrativismo</p><p>4.1 | 5151: Trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde</p><p>4.2 | 7911: Artesãos</p><p>4.3 | 7632: Operadores de máquinas para costura de peças do vestuário</p><p>4.4 | 7683: Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles</p><p>4.5 | 7221: Trabalhadores de forjamento de metais</p><p>4.6 | 5242: Vendedores em bancas, quiosques e barracas</p><p>4.7 | 7244: Trabalhadores de caldeiraria e serralheria</p><p>4.8 | 6220: Trabalhadores de apoio à agricultura</p><p>4.9 | 7841: Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem</p><p>4.10 | 6321: Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira</p><p>4.11 | 7721: Trabalhadores de tratamento e preparação da madeira</p><p>4.12 | 6322: Extrativistas Florestais de Espécies Produtoras de Gomas e Resinas</p><p>5. Prestação de serviços na área</p><p>de pesca 5.1 | 3412: Técnicos marítimos, fluviais e pescadores de convés</p><p>6. Turismo rural</p><p>6.1 | 5114: Guias de turismo</p><p>6.2 | 6320: Trabalhadores florestais polivalentes [guia florestal]</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 43</p><p>Cada Família Ocupacional, por meio da descrição de atividades, cria para o Senar uma infinidade de possibilida-</p><p>des de ofertas formativas que devem necessariamente refletir as necessidades de construção de competências</p><p>para o mercado de trabalho. Exemplo:</p><p>LINHA DE</p><p>AÇÃO</p><p>ÁREA</p><p>OCUPACIONAL</p><p>FAMÍLIA OCUPACIONAL</p><p>OCUPAÇÃO OFERTA DO SENAR</p><p>Agricultura Cultivo de plantas</p><p>industriais</p><p>6226: Trabalhadores</p><p>agrícolas nas culturas de</p><p>plantas estimulantes</p><p>6226-10: Trabalha-</p><p>dor da cultura de</p><p>café</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– implantação – orgânico</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– implantação – convencional</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– adubação manual – convencional</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– adubação mecanizada – convencional</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– poda manual</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– poda mecanizada</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– colheita</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– preparo do café pós-colheita via seca</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– colheita e preparo</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– preparo do café pós-colheita via úmida</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para cultura do café –</p><p>classificação e degustação</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para a cultura do café</p><p>– classificação e degustação de cafés especiais</p><p>Treinamento de aperfeiçoamento para cultura do café</p><p>– torra de café</p><p>Atenção! consulte a tabela de atividade da CBO em: .</p><p>Público do Senar para ações de FPR</p><p>É necessário caracterizar os indivíduos que produ-</p><p>zem no meio rural com objetivos econômicos. Supor</p><p>que tanto os produtores quantos os trabalhadores</p><p>possuem características homogêneas – que podem</p><p>ser listadas em formulários de pesquisa, e, assim, a</p><p>construção de itinerários formativos únicos seria o</p><p>suficiente – possui uma conotação ingênua na ten-</p><p>tativa de simplificar a atuação da Instituição no de-</p><p>senvolvimento da Educação Profissional.</p><p>Do ponto de vista da efetividade da educação no</p><p>desenvolvimento rural, é preciso que os agentes</p><p>da Formação Profissional Rural compreendam as</p><p>diversas demandas por formação profissional e es-</p><p>tabeleçam estratégias para atuar na diversidade do</p><p>público existente no meio rural.</p><p>A produção agrossilvipastoril brasileira é realizada</p><p>por indivíduos que, atualmente, estão classifica-</p><p>dos em dois grupos: o de produtores ou empre-</p><p>sários rurais, que possuem os recursos produtivos</p><p>(terra, capital e trabalho); e o de trabalhadores</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>44</p><p>rurais, que disponibilizam seus esforços físicos,</p><p>intelectuais e seu tempo na forma de trabalho,</p><p>seja na execução das tarefas produtivas, seja na</p><p>gestão do empreendimento.</p><p>Produtor ou empresário rural</p><p>É bom deixar claro inicialmente que, dependendo</p><p>do nível tecnológico e da forma como são desen-</p><p>volvidas as atividades produtivas, podemos encon-</p><p>trar produtores rurais executando também atividades</p><p>como trabalhador rural. Nesse caso, são demandantes</p><p>tanto de competências técnicas quanto gerenciais, tra-</p><p>zendo, assim, implicações na identificação do perfil da</p><p>turma e na definição do conteúdo a ser abordado.</p><p>Quanto aos produtores rurais, observam-se os se-</p><p>guintes elementos diferenciadores:</p><p>1) Em relação à mão de obra empregada: vide o</p><p>Decreto-Lei nº 1.166/1971;</p><p>2) Em relação à Classe de Renda: consultar o site</p><p>.</p><p>Tabela 1: Classe de renda</p><p>CLASSE DE</p><p>RENDA</p><p>SEM CORREÇÃO CORRIGIDO</p><p>A/B Acima de R$ 4.083,00 Acima de R$ 6.848,00</p><p>C R$ 947,00 a R$ 4.083,00 R$ 1.588,00 a R$ 6.848,00</p><p>D/E Inferior a R$ 947,00 Inferior a R$ 1.588,00</p><p>Referência: dados corrigidos pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna IGP/DI, jun. 2015.</p><p>Trabalhador Rural</p><p>A classe de trabalhadores rurais, que são contrata-</p><p>dos no regime da Consolidação das Leis do Trabalho</p><p>(CLT), recebe salários, cumprem horários, executam</p><p>atividades específicas, podendo ter ou não vínculo</p><p>com o proprietário.</p><p>Características do mercado de trabalho e</p><p>sua influência para a FPR</p><p>O mercado de trabalho no meio rural movimenta-se</p><p>sempre que os fatores abaixo se modificam, o que</p><p>obriga o Senar a planejar suas ofertas também de</p><p>acordo com esses fatores:</p><p>• Sazonalidade da produção: a grande maioria</p><p>dos processos produtivos no meio rural é in-</p><p>fluenciada por fatores ambientais e climáticos,</p><p>dependendo de períodos apropriados para sua</p><p>produção. Dessa forma, estabelecem-se perí-</p><p>odos apropriados quando serão realizadas as</p><p>diversas atividades, tais como o plantio, a co-</p><p>lheita, os tratos culturais, a aplicação de agro-</p><p>tóxicos, etc;</p><p>Por esse motivo, a sazonalidade da produção provo-</p><p>ca alterações temporárias na oferta e na demanda</p><p>de trabalho.</p><p>Importante! A equipe técni-</p><p>ca do Senar deve considerar</p><p>no planejamento as caracte-</p><p>rísticas de cada cadeia produtiva como</p><p>já enfatizado, observando seus calendá-</p><p>rios produtivos para que sejam atendi-</p><p>das as necessidades tempestivas dos</p><p>produtores e trabalhadores, por exem-</p><p>plo, a execução de um treinamento de</p><p>semeadura de milho, que deve ser antes</p><p>da época prevista para o plantio, pois ha-</p><p>veria disponibilidade de trabalhadores</p><p>interessados nesse tipo de treinamento.</p><p>• Polivalência de trabalho: as particularidades</p><p>do mercado de trabalho rural, como a própria</p><p>sazonalidade, demandam a disponibilidade de</p><p>trabalhadores que atuem em tarefas e opera-</p><p>ções em várias ocupações;</p><p>https://seer.sede.embrapa.br/index.php/RPA/article/viewFile/94/68</p><p>https://seer.sede.embrapa.br/index.php/RPA/article/viewFile/94/68</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 45</p><p>Importante! A equipe do</p><p>Senar deve perceber que</p><p>os trabalhadores que ope-</p><p>ram tratores devem tam-</p><p>bém saber operar e regular os imple-</p><p>mentos agrícolas (plantadeiras/</p><p>semeadeiras, pulverizadores de</p><p>agrotóxicos, etc.) e devem, para</p><p>isso, receber mais de uma capacita-</p><p>ção, nesse caso, por exemplo, pode-</p><p>rá participar de um curso de opera-</p><p>ção de tratores agrícolas e,</p><p>posteriormente, outro de aplicação</p><p>de agrotóxicos com pulverizador</p><p>tratorizado de barras.</p><p>O mesmo ocorre para aque-</p><p>les que trabalham na orde-</p><p>nha e que, muitas vezes, são</p><p>responsáveis por alimentar os animais,</p><p>acompanhar o parto, aplicar as vacinas</p><p>e os medicamentos, sendo cada uma</p><p>dessas tarefas alvo de um ou mais cur-</p><p>sos ou treinamentos.</p><p>Importante! Não se deve es-</p><p>quecer que, em muitos ca-</p><p>sos, o participante da capa-</p><p>citação também é o dono da propriedade</p><p>e que, além de cursos voltados às tare-</p><p>fas que desempenha, deve receber ca-</p><p>pacitações voltadas à gestão e ao plane-</p><p>jamento da propriedade rural, visando</p><p>administrar as atividades e obter o lu-</p><p>cro desejado.</p><p>• Mobilidade geográfica do profissional: re-</p><p>fere-se à circulação ou ao movimento do tra-</p><p>balhador rural de um local para outro, como</p><p>consequência da sazonalidade da produção,</p><p>aportes tecnológicos e outros fatores;</p><p>O Senar deve perceber que os trabalhadores rurais</p><p>se movimentam conforme ocorre a demanda de</p><p>mão de obra para a execução do trabalho.</p><p>Importante! A equipe do Se-</p><p>nar, ao observar esse fenô-</p><p>meno, deve entender que as</p><p>ofertas formativas precisam se propor a</p><p>preencher algumas lacunas na formação</p><p>desse público, dando a oportunidade</p><p>para que o mesmo entenda que o merca-</p><p>do o aceitará se, para isso, ele adquirir no-</p><p>vas competências. Por exemplo, há locais</p><p>que demandam trabalhadores para a co-</p><p>lheita no período de agosto a setembro e</p><p>estes trabalhadores se deslocam de ou-</p><p>tros lugares onde a colheita já terminou.</p><p>Para o planejamento adequado das</p><p>ofertas, cabe à equipe técnica identifi-</p><p>car qual é a necessidade de capacitação</p><p>que esses trabalhadores vindos de ou-</p><p>tras localidades ou regiões devem ter</p><p>para o novo ambiente de trabalho.</p><p>• Tecnologia: a tecnologia envolve um conjunto</p><p>de conhecimentos práticos e técnicos que se</p><p>aplicam a determinado ramo de atividade e que</p><p>dão ao ser humano a possibilidade de fazer mo-</p><p>dificações</p><p>nas condições de ordem natural para</p><p>que a vida seja mais cômoda. O nível tecnológi-</p><p>co adotado nas unidades produtivas tem cres-</p><p>cido ao longo do tempo e constitui fator que</p><p>afeta a quantidade e a qualidade do trabalho</p><p>requerido pelo mercado, atingindo, também, os</p><p>conteúdos que serão necessários;</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>46</p><p>Importante! Este nível tecno-</p><p>lógico deve estar associado à</p><p>capacitação que está sendo</p><p>oferecida. Um exemplo é o uso da agricul-</p><p>tura de precisão com tecnologia embar-</p><p>cada em tratores agrícolas (GPS, aplica-</p><p>ção em faixas, direção automática, entre</p><p>outros dispositivos). Então, nesses casos,</p><p>o curso não será somente o curso de ope-</p><p>ração de tratores, mas também o uso ade-</p><p>quado da agricultura de precisão com a</p><p>operação de GPS, a correta programação</p><p>dos computadores de bordo para execu-</p><p>tarem a tarefa de aplicação em faixas,</p><p>etc.</p><p>É papel da equipe técnica do Senar, ao</p><p>identificar as inovações tecnológicas im-</p><p>plantadas ou a serem implantadas nas</p><p>propriedades rurais, preparar ofertas for-</p><p>mativas alinhadas com essas tecnologias.</p><p>• Fatores endógenos: são aqueles em que os produ-</p><p>tores rurais exercem influência direta. Entre eles, vale</p><p>destacar a estrutura produtiva, a tecnologia que se</p><p>pretende implantar e os objetivos empresariais;</p><p>Cada propriedade ou empresa rural possui diferen-</p><p>ças entre si, tais como: tipo de solo, relevo, clima,</p><p>tamanho da área, tipos de atividades produtivas de-</p><p>senvolvidas, número de colaboradores, diversifica-</p><p>ção, planejamento, se é familiar ou empresarial, etc.</p><p>Importante! É preciso que</p><p>a equipe técnica do Senar</p><p>faça uma prospecção das</p><p>cadeias produtivas e antecipe, nas</p><p>suas ofertas formativas, as necessi-</p><p>dades econômicas, sociais e ambien-</p><p>tais a ponto de influenciar nas toma-</p><p>das de decisão.</p><p>• Fatores exógenos: são aqueles sobre os quais</p><p>o empresário rural não exerce qualquer influ-</p><p>ência direta. Exemplos desses fatores são as</p><p>variações climáticas, as políticas governamen-</p><p>tais (disponibilidade de crédito agrícola, polí-</p><p>ticas de importação e exportação, impostos</p><p>incidentes), preços entre outros que afetam o</p><p>mercado de trabalho e a maior ou menor ne-</p><p>cessidade de trabalhadores;</p><p>Importante! A equipe técnica</p><p>do Senar deve buscar infor-</p><p>mações sobre os fatores exó-</p><p>genos que afetam as atividades produti-</p><p>vas de forma a poder organizar ou</p><p>reorganizar conteúdos, atualizar capaci-</p><p>tações, desenvolver programas de FPR</p><p>que tragam soluções que minimizem o</p><p>impacto desses fatores.</p><p>• Estrutura fundiária: refere-se ao tipo de sis-</p><p>tema ou forma social, econômica ou política</p><p>que caracteriza a distribuição da terra, variável</p><p>segundo as condições de tempo e lugar. Exer-</p><p>ce grande influência no mercado de trabalho,</p><p>quando são consideradas grandes áreas de ter-</p><p>ra envolvendo poucos profissionais e pequenas</p><p>áreas absorvendo grande quantidade de traba-</p><p>lhadores, a depender da atividade produtiva;</p><p>Um exemplo do impacto da estrutura fundiária no</p><p>mercado de trabalho no meio rural é a comparação</p><p>entre a produção de hortaliças em áreas menores e</p><p>que exigem uma quantidade de mão de obra maior</p><p>(semeadura, plantio, colheita, tratos culturais) com</p><p>um reflorestamento com eucalipto em áreas bas-</p><p>tante grandes cujas demandas de mão de obra são</p><p>menores por área e, ainda, dispersas ao longo de um</p><p>tempo maior – em atividades como plantio de mu-</p><p>das, controle de pragas, corte de árvores, controle</p><p>de incêndios, etc.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 47</p><p>Importante! A equipe técnica do Senar precisa estudar profundamente as cadeias</p><p>produtivas existentes para dimensionar a estrutura fundiária, desafios e oportuni-</p><p>dades dessas cadeias existentes no seu estado, ofertando ações que atendam às</p><p>necessidades.</p><p>Pelo exposto acima, percebe-se, claramente, a complexidade do perfil do produtor e do trabalhador rural, a</p><p>diversidade do mercado de trabalho do meio rural e a importância de se estudar profundamente esse tema e</p><p>cada um desses fatores para poder planejar, operacionalizar e avaliar os programas de FPR.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>48</p><p>Modalidades, níveis, naturezas,</p><p>tipos de programação e</p><p>certificação da FPR</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 49</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacio-</p><p>nal (LDB) trouxe flexibilidade ao permitir a mo-</p><p>dularização de conteúdos e a possibilidade de</p><p>reconhecimento das experiências adquiridas pelo</p><p>trabalhador durante toda sua vida, dando às ins-</p><p>tituições de ensino a responsabilidade de mesclar</p><p>a aprendizagem informal e a não formal na busca</p><p>pelo desenvolvimento de novas competências pro-</p><p>fissionais e sociais.</p><p>Ainda, como postulado no Decreto nº 8.268, de 18</p><p>de junho de 2014, a Educação Profissional será de-</p><p>senvolvida por meio de cursos e programas de:</p><p>• Qualificação Profissional, inclusive Formação</p><p>Inicial e Continuada (FIC) de trabalhadores –</p><p>independentemente de escolaridade prévia, de</p><p>caráter não formal e de duração variável;</p><p>• Educação Profissional Técnica de nível médio</p><p>– destinada aos matriculados ou egressos do</p><p>ensino médio, realizado com base nos critérios</p><p>estipulados pelo Ministério da Educação (MEC);</p><p>• Educação Profissional Tecnológica de gradua-</p><p>ção e pós-graduação – compreendida por cur-</p><p>sos de nível superior na área tecnológica, desti-</p><p>nada a egressos do ensino médio.</p><p>Segundo Depresbiteris (2000, p. 3), apesar de muito</p><p>terem evoluído a prática e as ideias concernentes à</p><p>Educação Profissional, há, ainda, uma distância en-</p><p>tre incluídos e excluídos no exercício da profissio-</p><p>nalização:</p><p>[...] a ausência de diretrizes para o nível básico da</p><p>educação profissional parece-me um “ato falho”</p><p>dos dirigentes educacionais. A ausência de pre-</p><p>missas para o nível básico pode fazer com que</p><p>ele seja considerado como de menor importância</p><p>sem levar-se em conta que ele deveria se cons-</p><p>tituir num direito de todo cidadão [...]. Digo isso</p><p>a respeito da decisão de algumas instituições de</p><p>educação profissional que estão dando total prio-</p><p>MESMO COM TODA A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL, QUANDO SE FALA</p><p>EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL RURAL, ALGUMAS QUESTÕES, AINDA, MERECEM ANÁLISE E REFLE-</p><p>XÃO. UMA DELAS ESTÁ RELACIONADA À PERCEPÇÃO QUANTO À IMPORTÂNCIA DA QUALIFICA-</p><p>ÇÃO PROFISSIONAL, INCLUSIVE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE TRABALHADORES (DE-</p><p>CRETO Nº 5.154, DE 23 DE JULHO DE 2004), ANTERIORMENTE DENOMINADA COMO NÍVEL BÁSICO</p><p>DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO PAÍS.</p><p>ridade aos cursos nos níveis técnico e tecnológico.</p><p>Parece que elas ignoram a necessidade de novas</p><p>formas de gestão para possibilitar que uma ampla</p><p>gama de excluídos possa contar com a preparação</p><p>educacional para o trabalho.</p><p>As considerações de Depresbiteris merecem re-</p><p>flexão por parte de todos aqueles que lidam com</p><p>Educação Profissional, principalmente se o foco</p><p>está no campo.</p><p>Nessa diversidade do meio rural, tanto do ponto de</p><p>vista socioeconômico e ambiental, quanto do ponto</p><p>de vista tecnológico e das ciências e suas necessi-</p><p>dades de capacitação, o Senar, para oferecer seus</p><p>programas de capacitação, segue o Decreto Federal</p><p>nº 5.154, de julho de 2004, e as alterações propostas</p><p>no Decreto nº 8.268, de 18 de junho de 2014, para o</p><p>desenvolvimento de cursos e programas de Educa-</p><p>ção Profissional.</p><p>Ao cumprir a legislação acima, o Senar considera a</p><p>FPR nas duas modalidades de Educação Profissio-</p><p>nal, a educação não formal e a educação formal:</p><p>• A educação formal compreende a execução do</p><p>processo de ensino-aprendizagem, de manei-</p><p>ra sistematizada e normalizada por legislação</p><p>específica. Os cursos de Educação Profissional</p><p>técnica de nível médio realizados pelo Senar</p><p>observam as normas do sistema federal de Edu-</p><p>cação Profissional, regulamentadas pelo MEC.</p><p>Entre as normativas, está o Catálogo Nacional</p><p>de Cursos Técnicos, que estabelece os parâme-</p><p>tros mínimos para a organização dos currículos</p><p>e da carga horária. As exigências são determi-</p><p>nantes para o reconhecimento do diploma em</p><p>âmbito nacional e ao exercício da profissão.</p><p>Exemplo: Curso Técnico em Agronegócio;</p><p>• A educação não formal é um tipo de educação</p><p>sistematizada e organizada, porém com flexibi-</p><p>lidade na composição curricular, espaços peda-</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>50</p><p>gógicos e carga horária. Sendo assim, as ofertas</p><p>formativas desenvolvidas pelo Senar na forma-</p><p>ção profissional têm carga horária e currículo</p><p>definidos pela própria instituição. Por exemplo:</p><p>Curso de Qualificação Profissional Básica em</p><p>Bovinocultura de Leite ou treinamento de Avi-</p><p>cultura Caipira - criação e manejo; Cultivo da</p><p>Banana; Inseminação Artificial, etc.</p><p>Atenção! Este material apro-</p><p>funda as informações a res-</p><p>peito da educação não for-</p><p>mal. A educação formal e suas</p><p>informações serão aprofundadas em</p><p>material próprio.</p><p>Educação não formal</p><p>Os cursos de FPR, realizados no âmbito da educa-</p><p>ção não formal, são classificados em dois níveis:</p><p>Formação Inicial (FI) e Formação Continuada (FC).</p><p>São organizados para preparar o indivíduo para a</p><p>vida produtiva profissional e social, facilitando a in-</p><p>serção ou a reinserção de jovens e trabalhadores no</p><p>mundo do trabalho.</p><p>A LDB nº 9.394, de 1996, com redação dada pela Lei</p><p>nº 11.741, de 2008, afirma que os cursos de Formação</p><p>Inicial e Continuada (FIC) ou Qualificação Profissio-</p><p>nal concorrem para o cumprimento dos objetivos da</p><p>educação nacional, integrando-se aos diferentes ní-</p><p>veis e modalidades de educação e às dimensões do</p><p>trabalho, da ciência e da tecnologia.</p><p>Essa tem sido, desde a criação do Senar, a grande</p><p>maioria da clientela dos eventos profissionalizantes:</p><p>pessoas que não tiveram acesso ao ensino formal e</p><p>que necessitaram de conhecimentos, habilidades e</p><p>atitudes para realizar, com competência, o exercício</p><p>de uma ocupação. A elas, principalmente, destinou-</p><p>-se a Educação Profissional de nível básico ou a For-</p><p>mação Inicial e Continuada.</p><p>Atualmente, verifica-se que a parcela mais jovem</p><p>da população rural, que teve acesso à educação</p><p>básica, começa a buscar alternativas de Educação</p><p>Profissional nos níveis médio e superior, com vista</p><p>a desenvolver atividades produtivas. Tal movimento</p><p>em direção ao mundo do trabalho rural, em funções</p><p>ligadas à gestão e à adoção de tecnologias mais mo-</p><p>dernas, fica evidenciado pelos resultados da produ-</p><p>ção nacional, principalmente nos últimos dez anos.</p><p>Dessa forma, o constante monitoramento dessa</p><p>evolução, articulado com todos os atores do setor</p><p>produtivo rural – a empresa, a ciência, o fomento e</p><p>a tecnologia –, definirá as melhores estratégias para</p><p>a oferta da Educação Profissional, que resulte em</p><p>pessoas aptas a desempenharem com criatividade,</p><p>autonomia e competência o que os processos pro-</p><p>dutivos demandarem.</p><p>De acordo com o Decreto nº 5.154/04, os cursos de</p><p>FIC referem-se à capacitação, ao aperfeiçoamento, à</p><p>especialização e atualização, em todos os níveis de</p><p>escolaridade, podendo ser ofertados segundo Itine-</p><p>rários Formativos, objetivando o desenvolvimento</p><p>de aptidões para a vida produtiva e social.</p><p>Itinerário formativo pode ser entendido</p><p>como um conjunto de etapas, trajetórias,</p><p>possibilidades e arranjos que compõe a or-</p><p>ganização da educação profissionalizante</p><p>para o atendimento das demandas de for-</p><p>mação em determinada área/ocupação,</p><p>ainda, como o conjunto de trajetórias pelas</p><p>quais se adquirem as competências para o</p><p>desempenho profissional qualificado em</p><p>determinada área/ocupação.</p><p>No decorrer deste documento, detalharemos a me-</p><p>todologia para a construção de itinerário formativo</p><p>com base em perfis profissionais.</p><p>O Decreto nº 8.268/2014 reforça a orientação de se</p><p>organizar as trajetórias de formação com vista a fa-</p><p>vorecer a sua continuidade. Além disso, as experiên-</p><p>cias realizadas nas instituições indicam elementos</p><p>importantes para a definição desses cursos:</p><p>• Deve desenvolver-se a partir de metodologias</p><p>interativas alimentadas com estratégias volta-</p><p>das à formação integral;</p><p>• Possibilitar demonstrações da articulação dos</p><p>saberes (conhecimentos, habilidades e atitu-</p><p>des) pelos participantes;</p><p>• Os temas abordados deverão levar em conta a</p><p>realidade e a bagagem cultural do participante,</p><p>aproximando os saberes científicos e populares.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 51</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>52</p><p>• Aproveitar os conhecimentos nas áreas de</p><p>ocupação (reconhecimento e avaliação dos</p><p>saberes) e das diversas formas de realização;</p><p>• Permitir a progressão no mundo do trabalho</p><p>e do agronegócio, levando em conta novas</p><p>abordagens, como a economia solidária, o pa-</p><p>gamento por produtividade, o pagamento por</p><p>qualidade, a forma de trabalho cooperado e</p><p>cooperativismo, as parcerias, o mercado justo</p><p>(Fair Trade) e sustentável;</p><p>• A intenção da formação inicial ou continua-</p><p>da está voltada para a inserção ou reinserção</p><p>de trabalhadores no mundo do trabalho. Por</p><p>isso, é de fundamental importância conhecer</p><p>e reconhecer o perfil do público a quem se</p><p>destina a oferta, conforme já descrito em ca-</p><p>pítulo anterior.</p><p>Importante! A equipe técni-</p><p>ca do Senar deve explicar</p><p>claramente esses elemen-</p><p>tos da educação que o Senar faz, tanto</p><p>para os mobilizadores, pois são eles que</p><p>recrutam e selecionam as pessoas que</p><p>irão participar das capacitações, quan-</p><p>to para os instrutores, que ministram as</p><p>capacitações, pois estarão atuando di-</p><p>retamente com o público. Para ambos,</p><p>esses conhecimentos acarretam em</p><p>melhoria significativa na execução de</p><p>suas atividades.</p><p>Para conhecer a metodologia do Senar,</p><p>consulte: Série Metodológica – Metodo-</p><p>logia de Ensino do Senar; e Série Meto-</p><p>dológica – Aprendizagem Significativa</p><p>para Jovens.</p><p>Cursos de livre oferta: conforme previsto no art.</p><p>42 da LDB, a Formação Inicial e Continuada ou a</p><p>Qualificação Profissional podem ser oferecidas</p><p>como cursos de livre oferta, abertos à comunidade,</p><p>com suas matrículas condicionadas à capacidade de</p><p>aproveitamento da formação, e não necessariamen-</p><p>te ao nível de escolaridade.</p><p>Naturezas da programação</p><p>Natureza da programação é a classifica-</p><p>ção que determina o nível, a abrangên-</p><p>cia e a intensidade em que serão desen-</p><p>volvidos os conteúdos na FPR. Deve ser</p><p>definida a partir da análise criteriosa do</p><p>diagnóstico das reais necessidades da</p><p>clientela e do mercado de trabalho.</p><p>O Senar considera como naturezas da programa-</p><p>ção, na Formação Inicial, a Aprendizagem Rural e</p><p>a Qualificação Profissional Básica; e, na Formação</p><p>Continuada, o Aperfeiçoamento, a Atualização e a</p><p>Especialização, conforme as atuais necessidades da</p><p>FPR de sua clientela.</p><p>Formação Inicial</p><p>É a Educação Profissional destinada a qualificar jo-</p><p>vens e adultos, independentemente de escolaridade</p><p>prévia e de regulamentação curricular, deve ser ofe-</p><p>recida a partir da construção de um Perfil Profissio-</p><p>nal por um Comitê Técnico Setorial, a partir do qual</p><p>são desenvolvidos em Itinerários Formativos, de for-</p><p>ma livre, em função das necessidades das pessoas</p><p>inseridas no setor agropecuário brasileiro.</p><p>Aprendizagem Profissional Rural</p><p>É uma oferta para o cumprimento da Lei nº 10.097/2000</p><p>destinado à formação técnico-profissional metódica</p><p>de adolescentes e jovens (entre 14 a 24 anos), desen-</p><p>volvida por meio de atividades teóricas e práticas que</p><p>são organizadas em tarefas de complexidade progres-</p><p>siva. Tais atividades são implementadas por meio de</p><p>um contrato de aprendizagem, com base em progra-</p><p>mas organizados e desenvolvidos sob a orientação e a</p><p>responsabilidade de entidades habilitadas, entre elas</p><p>o Senar.</p><p>Para os cursos de Aprendizagem Profissional</p><p>Rural, o documento</p><p>de certificação é denomina-</p><p>do Certificado de Qualificação Profissional de</p><p>Aprendizagem Rural.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 53</p><p>A certificação atesta o aproveitamento/rendi-</p><p>mento dos aprendizes que obtiverem frequência</p><p>mínima de 80% e que se submeterem à avaliação</p><p>de aquisição de conhecimentos, habilidades e ati-</p><p>tudes, durante e ao final dos Núcleos Básico e Es-</p><p>pecífico e da Prática Profissional, atingindo apro-</p><p>veitamento e rendimento suficientes em relação</p><p>ao conteúdo ministrado.</p><p>Qualificação Profissional Básica</p><p>Capacita para o exercício de uma ocupação existen-</p><p>te e definida pelo mercado de trabalho, mediante o</p><p>domínio de um conjunto significativo de tarefas e</p><p>operações da ocupação, segundo o perfil profissio-</p><p>nal elaborado pelo Comitê Técnico Setorial. Pode-</p><p>rá ser modularizada, observando a sazonalidade da</p><p>produção, a da capacidade operativa e dos recursos</p><p>financeiros do Senar.</p><p>Nesse caso, o esforço do Senar será de desenvolver</p><p>o perfil profissional das ocupações e estruturar um</p><p>itinerário formativo que possibilite ao participante</p><p>passar pelos diversos módulos ou capacitações des-</p><p>se itinerário e ter domínio do conjunto de tarefas e</p><p>operações daquela ocupação.</p><p>Essa programação destina-se àqueles que estão in-</p><p>gressando no mundo do trabalho ou àqueles que es-</p><p>tão sendo requalificados profissionalmente. O intui-</p><p>to é dar uma formação completa para que possam</p><p>desempenhar com qualidade e produtividade todas</p><p>as etapas da ocupação.</p><p>Carga horária recomendada: a definição da car-</p><p>ga horária dessa natureza de programação deverá</p><p>tomar como base a amplitude de atividades profis-</p><p>sionais previstas e ser compatível com a complexi-</p><p>dade, a abrangência e a profundidade dos conteú-</p><p>dos, além das estratégias educativas requeridas ao</p><p>desenvolvimento das competências. Deve ser deter-</p><p>minada com base na análise do itinerário formativo</p><p>para o perfil profissional da ocupação, coordenado</p><p>pelo Senar, observando as informações emergentes</p><p>do mercado. Para alguns cursos de Formação Inicial,</p><p>Qualificação Profissional Básica, poderá haver legis-</p><p>lação que determina uma carga horária mínima.</p><p>Um exemplo de curso de qualificação profissional é</p><p>o Trabalhador no Cultivo de Árvores Frutíferas (man-</p><p>ga, laranja, goiaba, etc.), cujas atividades desenvolvi-</p><p>das pelos profissionais são realizar tratos culturais,</p><p>plantar espécies frutíferas, beneficiar frutas e frutos,</p><p>produzir mudas e sementes, colher frutas e frutos,</p><p>acondicionar frutas e frutos, preparar o solo para o</p><p>plantio, auxiliar em irrigação de frutíferas, etc.</p><p>Formação Continuada</p><p>A formação continuada é o processo educativo que</p><p>se realiza ao longo da vida, com a finalidade de de-</p><p>senvolver competências complementares, incluin-</p><p>do, quando necessário, a elevação da escolaridade</p><p>básica do cidadão. Os cursos de formação continua-</p><p>da não possuem carga horária preestabelecida pela</p><p>legislação, portanto, deve ser estipulada com base</p><p>nas necessidades de formação do público.</p><p>Essa formação é destinada àquele produtor ou</p><p>trabalhador rural que já desenvolve a ocupação</p><p>em questão ou que desenvolve uma parte dela, ou</p><p>ainda que necessite aperfeiçoar, atualizar ou es-</p><p>pecializar seus conhecimentos em determinadas</p><p>áreas da ocupação.</p><p>Apresentam como requisito para o ingresso a com-</p><p>provação de formação inicial ou a avaliação e o re-</p><p>conhecimento de competências para o aproveita-</p><p>mento em prosseguimento dos estudos.</p><p>É importante que o Senar se organize para que pos-</p><p>sa avaliar e reconhecer essas competências, seja</p><p>por meio de certificados apresentados pelo par-</p><p>ticipante ou por meio de avaliação, como critério</p><p>de entrada para os participantes desses cursos ou</p><p>treinamentos, uma vez que, se o participante não</p><p>tiver o conhecimento ou as competências básicas</p><p>necessárias, não terá aproveitamento durante o de-</p><p>senvolvimento do curso.</p><p>Portanto, cabe um esforço adicional tanto da equi-</p><p>pe técnica, quanto da mobilização na identificação</p><p>e seleção adequada da clientela para os cursos de</p><p>formação continuada.</p><p>Compreende as naturezas de programação: aper-</p><p>feiçoamento, atualização e especialização.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>54</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>Destina-se às pessoas que já exercem determinada</p><p>ocupação e necessitam de aperfeiçoamento, em</p><p>função de aprimoramentos no processo produtivo,</p><p>competências apontadas como necessárias ao de-</p><p>sempenho criativo, autônomo, eficiente, eficaz e</p><p>efetivo em seu ambiente de trabalho. Representa a</p><p>ampliação ou complementação de competências</p><p>de determinado perfil profissional.</p><p>Aperfeiçoar: tornar (-se) perfeito ou mais</p><p>perfeito; esmerar(-se), aprimorar (se).</p><p>Essa oferta é direcionada a um público que já exe-</p><p>cuta cotidianamente atividades de uma ocupa-</p><p>ção e demonstra dificuldades ou defasagem em</p><p>relação à melhor rotina de execução, segurança,</p><p>qualidade, produtividade no desenvolvimento das</p><p>tarefas ou produtos.</p><p>Exemplo: Curso Poda de Frutíferas Tropicais para</p><p>trabalhadores que precisam identificar melhor os</p><p>galhos a serem podados, ao mesmo tempo em que</p><p>podem melhorar a produtividade do trabalho e ter</p><p>mais segurança na realização.</p><p>Atualização</p><p>Destina-se aos que já exercem determinada ocu-</p><p>pação e necessitam de atualização, em função de</p><p>mudanças tecnológicas no processo produtivo,</p><p>competências apontadas como necessárias ao de-</p><p>sempenho criativo, autônomo, eficiente, eficaz e</p><p>efetivo em seu ambiente de trabalho. Representa a</p><p>atualização das competências de determinado per-</p><p>fil profissional.</p><p>Atualizar: tornar-se atual, adequar-se</p><p>aos dias de hoje; modernizar-se.</p><p>Também destinado a um público que já executa a</p><p>atividade e que, por uma mudança na tecnologia</p><p>empregada, necessita de capacitação adequada</p><p>para utilizar essa tecnologia.</p><p>Exemplo: Curso de Uso de Drone para Mapeamento</p><p>e Monitoramento de Áreas Agrícolas; nesse caso, o</p><p>mapeamento e o monitoramento da atividade já são</p><p>executados por meio de levantamentos de campo,</p><p>caminhando pela lavoura ou pasto, coletando amos-</p><p>tras, fazendo acompanhamento do clima, do nível</p><p>de dano provocado por insetos ou mesmo plantas</p><p>invasoras, etc. No caso da nova tecnologia, o drone</p><p>realiza tais atividades, então, é necessário aprender</p><p>a utilizá-lo (pilotar, filmar, gravar as imagens, inter-</p><p>pretar os padrões, fazer a manutenção, transferir as</p><p>informações para outros aplicativos, utilizar as infor-</p><p>mações obtidas para a tomada de decisão).</p><p>Especialização</p><p>Destina-se aos que desejam aprofundar competên-</p><p>cias em áreas específicas, caracterizando em geral</p><p>uma nova função especializada. Ação educacional</p><p>de aprofundamento de competências relacionadas</p><p>a determinado perfil profissional.</p><p>Especializar: aprimorar-se, aperfeiçoar-</p><p>-se, notabilizar-se, distinguir-se, apro-</p><p>fundar-se, qualificar-se, diplomar-se,</p><p>doutorar-se, instruir-se. Particularizar:</p><p>singularizar, personalizar, individuali-</p><p>zar, individuar, especificar, caracterizar,</p><p>esmiuçar, tipificar.</p><p>Por exemplo: Trabalhador na Pecuária (bovinos de</p><p>leite). Os profissionais dessa área executam ativida-</p><p>des, tais como: alimentar animais, manejar animais,</p><p>ordenhar bovídeos, etc. Para melhorar as condições</p><p>do rebanho bovino de leite, é importante o melhora-</p><p>mento genético por meio de inseminação.</p><p>O produtor ou o trabalhador rural que necessita re-</p><p>alizar a inseminação artificial em seu rebanho deve</p><p>realizar uma capacitação com conteúdos aprofun-</p><p>dados, especializando-se na inseminação por meio</p><p>do curso de Inseminação Artificial, geralmente, essa</p><p>atividade é reconhecida no mercado de trabalho e o</p><p>especialista encontra campo de atuação em diver-</p><p>sas propriedades.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 55</p><p>Atenção! A definição da carga</p><p>horária dessas naturezas de</p><p>programação (aperfeiçoa-</p><p>mento, atualização e especialização)</p><p>deverá tomar como base a amplitude</p><p>de</p><p>atividades profissionais previstas e ser</p><p>compatível com a complexidade, abran-</p><p>gência e profundidade dos conteúdos,</p><p>além das estratégias pedagógicas ado-</p><p>tadas, os critérios de avaliação propos-</p><p>tos e o número de participantes envol-</p><p>vidos.</p><p>Ainda, quando oportuno, deve ser de-</p><p>terminada com base na análise do itine-</p><p>rário formativo do perfil profissional.</p><p>Tipos de programação</p><p>Para o Senar, o tipo de programação é a estratégia</p><p>educacional utilizada para alcançar os objetivos de-</p><p>finidos conforme a natureza de programação, nas</p><p>ações da FPR. Pode ser definido também como a</p><p>forma utilizada para a disseminação de conheci-</p><p>mentos de acordo com as necessidades específicas</p><p>de determinados grupos de trabalhadores e produ-</p><p>tores do setor produtivo rural.</p><p>Na FPR, os tipos de programação mais recorrentes são:</p><p>• Curso – é o tipo de programação que é de-</p><p>terminado por um conjunto de conteúdos sis-</p><p>tematizados de acordo com um perfil profis-</p><p>sional estabelecido e que, na sua programação,</p><p>possibilita aos participantes um conjunto de</p><p>competências significativas para atuação em</p><p>determinada ocupação. É indicado para pes-</p><p>soas que têm baixo ou nenhum conhecimento</p><p>sobre o assunto, com exceção dos cursos de</p><p>especialização, cujo objetivo é o aprofunda-</p><p>mento daqueles que já dominam o assunto.</p><p>O curso pode ser planejado em etapas sequen-</p><p>ciais, modulares ou interligadas, dentro de um</p><p>mesmo objetivo, dosando os graus de investi-</p><p>mento, dando tempo para a incorporação pro-</p><p>gressiva das instruções e gerando uma expec-</p><p>tativa positiva para os participantes, na medida</p><p>em que se sentem direcionados ao crescimento</p><p>permanente.</p><p>Para compor o currículo, a programação pode ser</p><p>enriquecida por conferências, palestras, visitas téc-</p><p>nicas, etc..</p><p>No Senar, esse tipo de programação é recomenda-</p><p>do quando se trata das naturezas de programação:</p><p>Aprendizagem Profissional Rural, Qualificação</p><p>Profissional Básica ou Especialização;</p><p>• Treinamento – de acordo com Chiavenato</p><p>(1990), o treinamento é o processo educacional</p><p>aplicado de maneira sistêmica, a partir do qual</p><p>as pessoas adquirem conhecimentos, atitudes e</p><p>habilidades em função de objetivos definidos.</p><p>Tendo por base o resultado do levantamento feito</p><p>na caracterização de regiões e municípios, esse tipo</p><p>de oferta é orientada para o presente, focalizando as</p><p>necessidades inerentes ao mercado de trabalho e às</p><p>necessidades dos participantes buscando melhorar</p><p>aquelas habilidades e capacidades relacionadas ao</p><p>desempenho imediato da ocupação.</p><p>O desenvolvimento caracteriza a execução de trei-</p><p>namentos em etapas sequenciais, modulares ou</p><p>interligadas, dentro de um mesmo objetivo, dosan-</p><p>do os graus de investimento, dando tempo para a</p><p>incorporação progressiva das instruções e gerando</p><p>uma expectativa positiva aos participantes, na me-</p><p>dida em que se sentem direcionados ao crescimen-</p><p>to permanente – Formação Continuada.</p><p>Para compor o currículo, a programação pode ser</p><p>enriquecida por palestras, visitas técnicas, etc.</p><p>No Senar, esse tipo de programação é recomenda-</p><p>do quando se trata das naturezas de programação:</p><p>Aperfeiçoamento e Atualização.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>56</p><p>Então, não se esqueça:</p><p>TIPO DE</p><p>PROGRAMAÇÃO:</p><p>CURSO</p><p>TIPO DE</p><p>PROGRAMAÇÃO:</p><p>TREINAMENTO</p><p>Aprendizagem Profissional Rural</p><p>Qualificação Profissional Básica</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>Especialização</p><p>Atualização</p><p>TIPOS DE PROGRAMAÇÃO</p><p>Estratégias educativas para di-</p><p>namizar as ofertas formativas</p><p>São estratégias que possibilitam apresentar conte-</p><p>údos de forma variada a fim de atingir o público da</p><p>FPR de maneira distinta e igualmente eficaz, pos-</p><p>sibilitando assim que participantes com diferentes</p><p>estilos de aprendizagem possam alcançar o domínio</p><p>dos conteúdos.</p><p>Palestra: é uma apresentação oral que tem a fina-</p><p>lidade de mostrar conteúdos diversos e importan-</p><p>tes, de maneira objetiva, podendo ser as novidades</p><p>sobre determinado tema ou sobre o ambiente em</p><p>que o público está inserido. Quando ofertada numa</p><p>programação mais extensa, como, por exemplo, a</p><p>Aprendizagem Profissional Rural, e a equipe pedagó-</p><p>gica percebe que é importante ser trabalhado com</p><p>os aprendizes os temas de abuso ao uso de álcool e</p><p>outras drogas, novas competências para o jovem no</p><p>mercado de trabalho, etc. Mas atenção: nesse caso,</p><p>será registrado o curso/treinamento principal e não</p><p>a palestra separada.</p><p>Consultoria: esta é utilizada pelo Senar no desen-</p><p>volvimento de suas ações de forma complementar</p><p>à ação educativa realizada pela Formação Profis-</p><p>sional Rural e tem como foco ser instrumento de</p><p>validação, acompanhamento ou disseminação de</p><p>conhecimentos adicionais aos desenvolvidos den-</p><p>tro do processo de ensino-aprendizagem. Consiste</p><p>em visita programada com carga horária definida</p><p>no programa e acordada previamente com os par-</p><p>ticipantes e a Administração Regional, devendo ser</p><p>registrada toda e qualquer observação em relatório</p><p>por parte do instrutor.</p><p>Dia de Campo: quando ofertada dentro de uma</p><p>programação da Formação Profissional Rural, tem</p><p>o objetivo de mostrar a prática de alguns conteú-</p><p>dos teóricos como forma de explorar percepções,</p><p>estimular a criatividade e a motivação dos partici-</p><p>pantes. Mas atenção: nesse caso, será registrado</p><p>o curso/treinamento principal e não a visita de</p><p>campo separada.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 57</p><p>A FPR deve explorar os conhecimentos, as habilida-</p><p>des e as atitudes em qualquer tipo de programação</p><p>selecionada, possibilitando a gestão de suas ações.</p><p>Para que a aprendizagem seja efetiva e as pessoas que</p><p>participam da ação da FPR possam aplicar os conhe-</p><p>cimentos e as habilidades adquiridos, a equipe peda-</p><p>gógica poderá selecionar, se necessário for, mais de</p><p>um tipo de programação, conjugando as propostas de</p><p>forma a garantir a eficácia da ação da FPR, devendo,</p><p>porém ser registado o evento principal.</p><p>Atenção! No relatório de ati-</p><p>vidades e no PAT, essas</p><p>ações, quando atreladas às</p><p>naturezas de programação, não devem</p><p>ser registradas separadamente, mas</p><p>como um módulo das ofertas corres-</p><p>pondentes.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>58</p><p>Exemplo:</p><p>CURSO DE APRENDIZAGEM PROFISSIONAL RURAL</p><p>Competência Geral:</p><p>Realizar o processo de produção de frutas</p><p>em geral seguindo o planejamento, normas</p><p>técnicas e legislação</p><p>• Competência interpessoal e integração</p><p>no trabalho e cidadania.</p><p>• Comunicação oral e escrita.</p><p>• Gestão corporativa.</p><p>• Informática básica.</p><p>• Matemática aplicada.</p><p>• Saúde do trabalhador rural.</p><p>• Segurança do trabalho.</p><p>• O jovem do mercado de trabaho (palestra)</p><p>PARTE PRÁTICA</p><p>EMPRESA</p><p>PRÁTICA PROFISSIONAL</p><p>ENTIDADE</p><p>QUALIFICADORA</p><p>(SENAR)</p><p>Unidade de competência A:</p><p>Produção de Mudas</p><p>Teoria/prática e visita</p><p>de campo</p><p>Unidade de competência B:</p><p>Plantio de frutíferas</p><p>Unidade de competência</p><p>E: Pós-colheita</p><p>Unidade de competência C:</p><p>Produção de Frutíferas</p><p>Unidade de competência D:</p><p>Colheita</p><p>MÓDULO ESPECÍFICO III</p><p>MÓDULO ESPECÍFICO IV</p><p>MÓDULO ESPECÍFICO V</p><p>MÓDULO ESPECÍFICO II</p><p>MÓDULO ESPECÍFICO I</p><p>60h</p><p>Total</p><p>960 h</p><p>ENTIDADE</p><p>QUALIFICADORA</p><p>(SENAR)</p><p>EMPRESA</p><p>CONTRATANTE</p><p>480h</p><p>300h</p><p>60h</p><p>60h</p><p>60h</p><p>60h</p><p>Núcleo Básico</p><p>Núcleo Específico</p><p>180h</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 59</p><p>Programas Especiais da Formação</p><p>Profissional Rural</p><p>Os programas especiais da FPR são ofertas educa-</p><p>tivas que, normalmente, ganham algum destaque</p><p>ou possuem algum diferencial estratégico que os</p><p>caracterize como especiais.</p><p>As iniciativas contam, normalmente, com recursos</p><p>financeiros e instrucionais específicos, logomarca</p><p>própria, estratégias de comunicação diferenciadas</p><p>e capacitação para gestores e instrutores que irão</p><p>atuar. Por vezes, são planejadas e executadas por</p><p>meio de parcerias com outras instituições governa-</p><p>mentais e não governamentais.</p><p>Cada Administração Regional pode aderir aos Progra-</p><p>mas Especiais Nacionais da FPR ou, ainda, criar os pró-</p><p>prios programas regionais, de acordo com as deman-</p><p>das estaduais, recursos humanos e financeiros.</p><p>Os tipos de programação são curso ou treinamen-</p><p>to, a depender da carga horária e da complexidade</p><p>do conteúdo, podendo ser modular.</p><p>Não é necessário vincular a oferta de Programa</p><p>Especial à CBO. Geralmente, as competências</p><p>desenvolvidas nesse tipo de programação são</p><p>transversais a todas as atividades desenvolvidas</p><p>na propriedade, como, por exemplo, competên-</p><p>cias de gestão, empreendedorismo, sucessão, in-</p><p>formática, liderança, entre outros, que poderá ser</p><p>aplicada a várias situações.</p><p>A certificação conferida aos participantes é o Cer-</p><p>tificado de Aproveitamento, quando estabelecido</p><p>critérios de avaliação ou Certificado de Participa-</p><p>ção, quando é observado somente o critério de fre-</p><p>quência 80% de carga horária definida.</p><p>Importante! É necessário re-</p><p>forçar que os programas</p><p>com seus respectivos conte-</p><p>údos, estratégias educativas e materiais</p><p>didáticos não devem ser usados para ou-</p><p>tros fins, descaracterizando o programa</p><p>especial.</p><p>Atenção! As ofertas formati-</p><p>vas identificadas como “Pro-</p><p>grama Especial” deverão ser</p><p>informadas nos sistemas educacionais,</p><p>inclusive, nos relatórios de atividades,</p><p>de gestão e de prestação de contas.</p><p>Sugestão de roteiro para implantação de</p><p>programas de FPR:</p><p>• Objetivo do programa.</p><p>• Justificativa.</p><p>• Modalidade.</p><p>• Natureza da programação.</p><p>• Tipo de programação.</p><p>• Título do curso/treinamento.</p><p>• Carga horária.</p><p>• Limite de vagas (mínimo e máximo).</p><p>• Público-alvo.</p><p>• Estrutura física necessária.</p><p>• Requisitos para os participantes.</p><p>• Centro de custos.</p><p>• Recursos financeiros por turma.</p><p>• Descrição das despesas.</p><p>• Custo unitário.</p><p>• Custo total.</p><p>• Prestação de serviços – xx horas.</p><p>• Mobilização material instrucional.</p><p>• Contrapartidas de entidades parceiras, confor-</p><p>me o caso.</p><p>• Anexos:</p><p>— Plano Instrucional.</p><p>— Orientações para agendamento, execução</p><p>e prestação de contas dos pertinentes e ne-</p><p>cessários.</p><p>OUTRAS ATIVIDADES</p><p>Sabemos que, por sua competência, o Senar</p><p>também participa de várias outras ações que têm</p><p>o objetivo divulgar as iniciativas institucionais,</p><p>disseminar novas tecnologias e técnicas de forma</p><p>mais rápida e objetiva, e pode avaliar conforme o</p><p>contexto a pertinência da entrega de certificado,</p><p>nesse caso "Certificado de Participação".</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>60</p><p>Atenção! No relatório de ati-</p><p>vidades e no PAT, essas ações,</p><p>se forem ofertadas de forma</p><p>isolada, serão registradas como “Ou-</p><p>tras Atividades”, não podendo ser clas-</p><p>sificadas como naturezas de programa-</p><p>ção.</p><p>• Palestra – é uma apresentação oral que tem</p><p>a finalidade mostrar conteúdos diversos e im-</p><p>portantes, de maneira objetiva, podendo ser as</p><p>novidades sobre determinado tema ou sobre o</p><p>ambiente em que o público está inserido. A pa-</p><p>lestra, geralmente, tem curta duração, entre 60</p><p>a 120 minutos e, normalmente, possibilita aos</p><p>participantes fazerem perguntas ao final. No</p><p>Senar, essa estratégia é utilizada principalmen-</p><p>te para sensibilizar as pessoas a ingressarem em</p><p>alguma oferta do Senar, ou como apresenta-</p><p>ção institucional numa feira agropecuária, por</p><p>exemplo.</p><p>• Visita Técnica – é a estratégia didática de ca-</p><p>ráter informativo e institucional orientada pelo</p><p>grupo de profissionais que realizam as rotinas</p><p>no sistema produtivo em questão (agroindús-</p><p>trias, propriedades, fábricas, armazéns, etc.).</p><p>Voltada para um grupo de participantes de</p><p>processos de ensino-aprendizagem e/ou pro-</p><p>fissionais interessados, objetiva fornecer bre-</p><p>ve visão a respeito dos aspectos operacionais,</p><p>funcionais e de instalações físicas, consolidar</p><p>conhecimentos previamente aprendidos e a</p><p>respeito da utilização ou não de tais conheci-</p><p>mentos posteriormente. Pode ser um momento</p><p>de identificação de algum problema ou solução.</p><p>É também utilizada por lideranças locais e/ou</p><p>interessados em investir em determinada ativi-</p><p>dade econômica ou segmento produtivo, com</p><p>intuito de melhor subsidiar a elaboração de pro-</p><p>gramas de desenvolvimento.</p><p>• Workshop – tem como objetivo detalhar, apro-</p><p>fundar determinado assunto de maneira mais</p><p>prática. Normalmente, possui um moderador e</p><p>um ou dois expositores. A dinâmica da sessão</p><p>divide-se em três momentos: exposição; discus-</p><p>são em grupos ou equipe; e conclusão. Geral-</p><p>mente, está atrelado a uma conferência, em que</p><p>são discutidos outros assuntos relacionados ao</p><p>tema do workshop.</p><p>• Seminário – consiste em uma exposição oral</p><p>para participantes que possuam algum conhe-</p><p>cimento prévio do assunto a ser debatido. A di-</p><p>nâmica do seminário divide-se em três momen-</p><p>tos: a fase de exposição, a de discussão e a de</p><p>conclusão. Trata-se de um produto informativo</p><p>mais focado, porém parcial. A informação tem</p><p>normalmente uma única fonte – o orador ou</p><p>expositor e, por consequência, pode apresentar</p><p>certo viés. Usualmente, o orador é um especia-</p><p>lista no assunto que está sendo exposto.</p><p>• Oficina – é o ambiente destinado ao desenvol-</p><p>vimento das aptidões e habilidades, mediante</p><p>atividades laborativas em grupo, orientadas por</p><p>educadores capacitados em que estão disponí-</p><p>veis diferentes tipos de equipamentos e mate-</p><p>riais ao desenvolvimento do ensino e da apren-</p><p>dizagem, nas diversas áreas do desempenho</p><p>profissional. Esse dispositivo pedagógico dina-</p><p>miza e estimula o engajamento criativo de seus</p><p>integrantes, uma vez que permite um espaço de</p><p>diálogo. Sua metodologia é caracterizada pela</p><p>construção coletiva de um saber, de análise da</p><p>realidade, de confrontação e intercâmbio de ex-</p><p>periências e no processo de construção do co-</p><p>nhecimento como finalidade prioritária.</p><p>Certificação das ofertas do Senar</p><p>O certificado deve ser o instrumento que reflita a</p><p>seriedade e a qualidade das ações desenvolvidas</p><p>pelo Senar. Deve, ainda, revelar a uniformização dos</p><p>procedimentos de certificação, desde a avaliação</p><p>dos participantes e o controle da emissão até o mo-</p><p>delo, que deve ter reconhecimento nacional.</p><p>A certificação profissional é o processo de reco-</p><p>nhecimento formal das competências que o parti-</p><p>cipante possui após ter concluído com êxito todas</p><p>as etapas de avaliação dos eventos de Formação</p><p>Profissional Rural nos níveis de formação inicial e</p><p>continuada. Constitui-se em comprovação de que</p><p>o participante possui a qualificação necessária</p><p>para o exercício profissional em determinado cam-</p><p>po de atividade.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 61</p><p>A certificação deve ser compatível com as moda-</p><p>lidades educativas e as naturezas de programação</p><p>da FPR e basear-se na avaliação feita com critérios</p><p>predefinidos e acordados com os participantes ao</p><p>longo de todo o processo educativo. Os certificados</p><p>deverão ser registrados em sistema regional e/ou</p><p>nacional e reconhecidos em todo o território nacio-</p><p>nal, tornando-se documento comprobatório que ga-</p><p>ranta oportunidades reais no mercado de trabalho,</p><p>uma vez que reconhece e atesta que o egresso da</p><p>Formação Profissional Rural adquiriu novos conhe-</p><p>cimentos, habilidades e atitudes para o mundo do</p><p>trabalho rural e é capaz de mobilizá-los de forma</p><p>competente em situações reais de trabalho.</p><p>De acordo com as modalidades educativas, a certifi-</p><p>cação se dará da seguinte forma:</p><p>• O processo de certificação no ensino formal</p><p>possui legislação que o regulamenta e especi-</p><p>fica os instrumentos necessários à sua exata</p><p>execução;</p><p>• No ensino não formal, fica como responsabili-</p><p>dade das instituições (incluindo o Senar) a nor-</p><p>matização da certificação de seus eventos.</p><p>Recomenda-se que os certificados relativos às ações</p><p>de Formação Profissional Rural devam ser emitidos</p><p>somente após a entrega à área técnica do Senar do</p><p>relatório de ação concluída elaborado pelo instrutor.</p><p>Nesse relatório, deverão constar as informações</p><p>referentes à frequência,</p><p>ao aproveitamento e aos</p><p>demais critérios firmados para cada programação,</p><p>no sentido de orientar o agente responsável pela</p><p>expedição.</p><p>No Senar, os documentos de certificação de proces-</p><p>sos de ensino-aprendizagem da modalidade Forma-</p><p>ção Inicial e Continuada (FIC) são:</p><p>1) Certificado de Qualificação Profissional de</p><p>Aprendizagem Rural;</p><p>2) Certificado Ocupacional de Qualificação Pro-</p><p>fissional Básica;</p><p>3) Certificado Ocupacional de Especialização;</p><p>4) Certificado de Aproveitamento.</p><p>Os certificados deverão ser registrados em sistemas</p><p>de registro de certificados com numeração atrelada</p><p>ao Cadastro da Pessoa Física (CPF) do participante,</p><p>para que o mesmo tenha, na Regional, um histórico</p><p>da participação nas várias ofertas formativas.</p><p>Para evitar possíveis falsificações, sugere-se a utili-</p><p>zação de recursos de segurança, como selos holo-</p><p>gráficos, QR Code, etc.</p><p>Certificado de Qualificação Profissional de</p><p>Aprendizagem Rural</p><p>Para os cursos de Aprendizagem Profissional</p><p>Rural, o documento de certificação é denomina-</p><p>do Certificado de Qualificação Profissional de</p><p>Aprendizagem Rural.</p><p>A certificação atesta o aproveitamento/rendimento</p><p>dos aprendizes que obtiverem frequência mínima de</p><p>80% e que se submeterem à avaliação de aquisição</p><p>de conhecimentos, habilidades e atitudes, durante</p><p>e ao final dos Núcleos Básico e Específico e Prática</p><p>Profissional, atingindo aproveitamento e rendimen-</p><p>to suficientes em relação ao conteúdo ministrado.</p><p>Atenção! A permissão de fal-</p><p>ta do participante em 20%</p><p>da carga horária total da</p><p>programação não deverá ocorrer de</p><p>forma concentrada e, sim, diluída na</p><p>carga horária total, sendo assim, o</p><p>participante não corre o risco de</p><p>perder um, ou mais, objetivos espe-</p><p>cíficos, comprometendo sua avalia-</p><p>ção formativa.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>62</p><p>CERTIFICADO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL</p><p>Assinatura da Adm. Regional Assinatura da empresa contratante</p><p>(opcipnal)</p><p>16 17</p><p>O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Regional do Estado</p><p>confere o certificado ao aprendiz CPF</p><p>pela conclusão no curso n0 de CBO realizada em</p><p>no Senar e horas de Prática Profissional na empresa .</p><p>no período de com carga horária total de horas, sendo horas de Parte teórica</p><p>1</p><p>2</p><p>4 5 6</p><p>7 8 9</p><p>de, de</p><p>10 11</p><p>12 13 14 15</p><p>3</p><p>1) Nome do estado.</p><p>2) Nome completo, e por extenso, do aprendiz.</p><p>3) Número do Cadastro da Pessoa Física (CPF) do aprendiz.</p><p>4) Nome do curso de Aprendizagem cadastrado no Conap.</p><p>5) Número da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) de acordo com o curso descrito na tabela Conap.</p><p>6) Local.</p><p>7) Período de realização do curso.</p><p>8) Carga horária total do curso.</p><p>9) Carga horária da parte teórica.</p><p>10) Carga horária da prática profissional.</p><p>11) Nome da empresa contratante.</p><p>12) Cidade.</p><p>13) Dia.</p><p>14) Mês.</p><p>15) Ano.</p><p>16) Assinatura, com a identificação do superintendente.</p><p>17) Assinatura da empresa contratante (opcional).</p><p>Certificado Ocupacional (Qualificação Profis-</p><p>sional Básica e Especialização)</p><p>Atesta o reconhecimento do domínio de competên-</p><p>cias específicas, necessárias ao exercício de uma ocu-</p><p>pação, independentemente da forma como foram ad-</p><p>quiridas.</p><p>O Certificado Ocupacional será conferido aos traba-</p><p>lhadores e/ou produtores rurais que:</p><p>• Participarem de ações da FPR (de qualificação ou</p><p>especialização) com frequência mínima de 80%</p><p>e que se submeterem à avaliação da aquisição de</p><p>conhecimentos, habilidades e atitudes durante e</p><p>Modelo de Certificado de Qualificação Profissional de Aprendizagem Ru(outras informações consul-</p><p>te: Documento Norteador da Aprendizagem)</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 63</p><p>ao final da ação, obtendo aproveitamento/rendimento considerado suficiente ao longo do conteúdo ministrado;</p><p>ou ainda apresentarem as declarações de conclusão dos módulos das ações de qualificação e/ou especialização.</p><p>Para cada módulo, o participante receberá uma declaração, caso tenha obtido desempenho esperado e fre-</p><p>quência mínima de 80%.</p><p>Atenção! A permissão de falta do participante em 20% da carga horária total</p><p>da programação não deverá ocorrer de forma concentrada e, sim, diluída na</p><p>carga horária total, sendo assim, o participante não corre o risco de perder</p><p>um ou mais objetivos específicos, comprometendo sua avaliação formativa.</p><p>Modelo de Certificado Ocupacional e de Especialização</p><p>CERTIFICADO OCUPACIONAL</p><p>Superintendente Presidente do Conselho Administrativo</p><p>O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, certifica que o (a) Sr. (a)</p><p>CPF</p><p>exercer a ocupação</p><p>n0 da CBO</p><p>está qualificado (a) para</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5 6 7 8</p><p>9 10</p><p>de, de</p><p>1) Nome completo, e por extenso do participante.</p><p>2) Número do CPF do participante.</p><p>3) Ocupação e título do evento (Ex.: Curso de...).</p><p>4) Número da CBO. Ex.: CBO 6220-20.</p><p>5) Nome da cidade.</p><p>6) Dia.</p><p>7) Mês.</p><p>8) Ano.</p><p>9) Assinatura com a identificação do superintendente.</p><p>10) Assinatura com a identificação do presidente do Conselho Administrativo.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>64</p><p>Certificado de aproveitamento</p><p>Atesta o aproveitamento/rendimento dos par-</p><p>ticipantes das ações da FPR, executadas pelo</p><p>Senar, que:</p><p>• Participarem de eventos da FPR de aperfeiço-</p><p>amento e atualização, com frequência mínima</p><p>de 80%, e que se submeterem à avaliação de</p><p>aquisição de conhecimentos, habilidades e atitu-</p><p>des durante e ao final da ação, obtendo aprovei-</p><p>tamento/rendimento considerado suficiente ao</p><p>longo do conteúdo ministrado; ou</p><p>Colaboradores</p><p>Ocupação</p><p>Natureza da Programação</p><p>Tipo de Programação</p><p>Conteúdo</p><p>N0 Registro</p><p>Nome e assinatura dos</p><p>responsáveis pelo registro</p><p>Carga horária Instrutores</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>16</p><p>15</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>11) Entidades colaboradoras. Ex.: Sindicato Rural de Gandu / Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia.</p><p>12) Nome da ocupação, conforme documento “Estrutura Ocupacional do Meio Rural”.</p><p>13) Natureza da programação (Ex.: Qualificação Profissional Básica e Especialização).</p><p>14) Tipo de programação.</p><p>15) Conteúdo programático desenvolvido.</p><p>16) Carga horária.</p><p>17) Nome(s) do(s) instrutor(es) responsável(véis).</p><p>18) Número do registro.</p><p>19) Nome e assinatura do responsável pelo registro.</p><p>Verso</p><p>• Apresentarem as declarações de conclusão dos</p><p>módulos das ações de aperfeiçoamento. Para</p><p>cada módulo, o participante receberá uma de-</p><p>claração, caso tenha obtido desempenho espe-</p><p>rado e frequência mínima de 80%.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 65</p><p>CERTIFICADO DE APROVEITAMENTO</p><p>O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, confere o certificado ao (a) Sr. (a)</p><p>.</p><p>horas</p><p>1</p><p>CPF por seu aproveitamento2</p><p>no n0 da CBO realizado (a) em3 4</p><p>no período de com carga horária de5 6</p><p>7</p><p>de, de8 9 10 11</p><p>12 13</p><p>Superintendente Presidente do Conselho Administrativo</p><p>1) Nome completo, e por extenso do participante.</p><p>2) Número do CPF do participante.</p><p>3) Tipo da programação e título do evento (Ex.:</p><p>Curso de...).</p><p>4) Número da CBO. Ex.: CBO 6220-20.</p><p>5) Local ou município e o estado onde a ação</p><p>foi realizada. Ex.: Fazenda Lageado / Gandu /</p><p>Bahia.</p><p>6) Período de realização da ação. Ex.: 20 a</p><p>24/5/2020.</p><p>Atenção! A permissão de falta do participante em 20% da carga horária total</p><p>da programação não deverá ocorrer de forma concentrada e, sim, diluída na</p><p>carga horária total, sendo assim, o participante não corre o risco de perder</p><p>um ou mais objetivos específicos, comprometendo sua avaliação formativa.</p><p>Importante! O percentual de 80% não se aplica a cargas horárias abaixo de</p><p>32 horas, pois, nesse caso, não se justifica a ausência do participante.</p><p>Modelo de Certificado de Aproveitamento</p><p>7) Duração da ação / carga horária total.</p><p>8) Nome da cidade.</p><p>9) Dia.</p><p>10) Mês.</p><p>11) Ano.</p><p>12) Assinatura com a identificação do superin-</p><p>tendente.</p><p>13)</p><p>Assinatura com a identificação do presidente</p><p>do Conselho Administrativo.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>66</p><p>Colaboradores</p><p>Ocupação</p><p>Natureza da Programação</p><p>Conteúdo</p><p>N0 Registro</p><p>Carga horária Instrutores</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18 19</p><p>20</p><p>Nome e assinatura dos</p><p>responsáveis pelo registro</p><p>23</p><p>14) Entidades colaboradoras. Ex.: Sindicato Rural de Gandu / Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia</p><p>15) Nome da ocupação, conforme documento “Estrutura Ocupacional do Meio Rural”.</p><p>16) Natureza da programação (Aperfeiçoamento ou Atualização).</p><p>17) Conteúdo programático desenvolvido.</p><p>18) Carga horária.</p><p>19) Nome(s) do(s) instrutor(es) responsável(veis).</p><p>20) Número do registro.</p><p>21) Nome e assinatura do responsável pelo registro.</p><p>Verso</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 67</p><p>DECLARAÇÃO</p><p>N0</p><p>O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Senar, declara, para os devidos fins que o (a)</p><p>Sr (a)</p><p>módulo</p><p>concluiu,</p><p>com aproveitamento, o</p><p>no período de</p><p>com carga horária de horas. O</p><p>totaliza módulos, assim especi�cados:</p><p>Módulos Carga horária</p><p>/</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>,</p><p>em</p><p>de, de</p><p>Superintendente Presidente do Conselho Administrativo</p><p>1</p><p>2</p><p>3 4</p><p>5 6</p><p>7 8</p><p>9 10</p><p>11</p><p>12 13</p><p>14</p><p>15 16</p><p>Modelo de Declaração</p><p>1) Número da declaração, de conformidade com a numeração de controle de eventos existentes na Admi-</p><p>nistração.</p><p>2) Nome completo, e por extenso, do participante.</p><p>3) Número de ordem do módulo concluído.</p><p>4) Título do módulo Ex: Regulagem do pulverizador costal manual.</p><p>5) Período de realização do módulo.</p><p>6) Local de realização do módulo.</p><p>7) Carga horária total do módulo concluído.</p><p>8) Tipo da programação (curso ou treinamento).</p><p>9) Natureza da programação.</p><p>10) Ocupação objeto da ação da FPR.</p><p>11) Quantidade de módulos que compõem a ação da FPR Ex: 4 (quatro).</p><p>12) Módulos que compõem a ação da FPR, com seus respectivos títulos.</p><p>13) Carga horária total de cada módulo relacionado, exemplo:</p><p>14) Nome da cidade, dia, mês e ano, respectivamente.</p><p>15) Assinatura, com a identidade do superintendente.</p><p>16) Assinatura, com a identificação do presidente do Conselho Administrativo.</p><p>Módulos Carga horária</p><p>Conhecimento dos produtos fitossanitários e dos métodos de aplicação e utilização dos equipamentos de aplicação 24h</p><p>Manejo dos equipamentos de aplicação 32h</p><p>Aquisição, transporte, armazenamento e aplicação de agrotóxicos 32h</p><p>Aplicação dos agrotóxicos, descarte de embalagens, manutenção de equipamentos de aplicação e de proteção individual 40h</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>68</p><p>CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO</p><p>Assinatura do superintendente Assinatura do Presidente do Conselho</p><p>Administrativo</p><p>1</p><p>2</p><p>3 4</p><p>5</p><p>6</p><p>7 8</p><p>O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural confere o certificado ao Sr. (a)</p><p>por sua participação no (a)</p><p>realizado em</p><p>com carga horária de horas.</p><p>no período de</p><p>,</p><p>//</p><p>de, de</p><p>1) Nome completo, e por extenso, do participante.</p><p>2) Registrar o nome do Programa Especial, se for o caso.</p><p>3) Registrar o local, o município e o estado onde o Programa foi realizado.</p><p>4) Registrar o período de realização do Programa.</p><p>5) Registrar a duração do Programa/carga horária total.</p><p>6) Registrar o nome da cidade, dia, mês e ano, respectivamente.</p><p>7) Assinatura do superintendente, quando em evento realizado pela Administração Regional; no caso de o</p><p>evento ter sido promovido pela Administração Central, a assinatura do Diretor-Geral.</p><p>8) Assinatura do presidente do Conselho Administrativo, quando em evento promovido pela Administração</p><p>Regional, ou do presidente do Conselho Deliberativo, caso o evento seja realizado pela Administração</p><p>Central.</p><p>O Certificado de Participação é conferido aos participantes dos Programas Especiais e também às pessoas</p><p>que participam de palestras, workshops, seminários. Cada Administração Regional deverá avaliar a perti-</p><p>nência da emissão.</p><p>Certificado de participação</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 69</p><p>Verso</p><p>9) Entidades colaboradoras. Ex.: Sindicato Rural de Gandu / Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia.</p><p>10) Tipo de programação.</p><p>11) Conteúdo programático desenvolvido.</p><p>12) Carga horária.</p><p>13) Nome(s) do(s) instrutor(es) responsável(véis).</p><p>14) Nome e assinatura do responsável pelo registro.</p><p>Colaboradores</p><p>Tipo de programação</p><p>Conteúdo</p><p>Nome e assinatura dos</p><p>responsáveis pelo registro</p><p>Carga horária Instrutores</p><p>9</p><p>10</p><p>11 12 13</p><p>14</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>70</p><p>Quadro-resumo 3: Programação Educativa da FPR – Modalidade: Educação não Formal</p><p>NÍVEL</p><p>NATUREZA DE PRO-</p><p>GRAMAÇÃO</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>TIPO DE PRO-</p><p>GRAMAÇÃO</p><p>CERTIFICAÇÃO EMITIDA</p><p>Formação</p><p>Inicial</p><p>Aprendizagem</p><p>Profissional Rural</p><p>A Aprendizagem Profissional Rural destina-se aos</p><p>jovens com idade entre 14 a 24 anos que preten-</p><p>dam exercer atividades no meio rural. Deve ser or-</p><p>ganizado em tarefas de complexidade progressiva,</p><p>de acordo com o desenvolvimento físico e psico-</p><p>lógico do aprendiz, prevendo atividades teóricas</p><p>e práticas em núcleos básicos e específicos, além</p><p>de prática profissional realizada em ambiente de</p><p>trabalho, conforme a legislação vigente. Os pro-</p><p>cedimentos para implantação de programas de</p><p>Aprendizagem Profissional Rural constam do Do-</p><p>cumento Norteador Aprendizagem Profissional</p><p>Rural.</p><p>Curso</p><p>Certificado de Qualificação</p><p>Profissional de Aprendiza-</p><p>gem Rural</p><p>Qualificação</p><p>Profissional Básica</p><p>Capacita para o exercício de uma ocupação exis-</p><p>tente e definida pelo mercado de trabalho, me-</p><p>diante o domínio de um conjunto significativo de</p><p>tarefas e operações da ocupação, segundo o perfil</p><p>profissional a ser elaborado pelo Comitê Técnico</p><p>Setorial ou pela equipe pedagógica do Senar. Po-</p><p>derão ser modularizadas, observando sempre a</p><p>sazonalidade da produção, a disponibilidade da</p><p>capacidade operativa e dos recursos financeiros</p><p>do Senar.</p><p>Curso</p><p>Certificado Ocupacional de</p><p>Qualificação Profissional</p><p>Básica</p><p>Formação</p><p>Continuada</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>Destina-se às pessoas que já exercem determi-</p><p>nada ocupação e necessitam aperfeiçoar-se em</p><p>função de aprimoramentos no processo produti-</p><p>vo, competências apontadas como necessárias ao</p><p>desempenho criativo, autônomo, eficiente, eficaz</p><p>e efetivo em seu ambiente de trabalho. Represen-</p><p>ta a ampliação ou complementação de competên-</p><p>cias de determinado perfil profissional.</p><p>Treinamento Certificado de</p><p>Aproveitamento</p><p>Atualização</p><p>Destina-se aos que já exercem determinada ocu-</p><p>pação e necessitam atualizar-se em função de</p><p>mudanças tecnológicas no processo produtivo,</p><p>competências apontadas como necessárias ao de-</p><p>sempenho criativo, autônomo, eficiente, eficaz e</p><p>efetivo em seu ambiente de trabalho. Representa</p><p>a atualização das competências de determinado</p><p>perfil profissional.</p><p>Treinamento Certificado de</p><p>Aproveitamento</p><p>Especialização</p><p>Destina-se aos que desejam aprofundar compe-</p><p>tências em áreas específicas, caracterizando, em</p><p>geral, uma nova função especializada. Ação edu-</p><p>cacional de aprofundamento de competências re-</p><p>lacionadas a determinado perfil profissional.</p><p>Curso Certificado Ocupacional</p><p>de Especialização</p><p>PROGRAMAS ESPECIAIS</p><p>NÍVEL</p><p>NATUREZA DA</p><p>PROGRAMAÇÃO</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>TIPO DE</p><p>PROGRAMAÇÃO</p><p>TIPO DE</p><p>CERTIFICADO</p><p>Não se aplica Não se aplica</p><p>Cada programa especial formatado pelo Senar</p><p>possui características específicas, tanto de abran-</p><p>gência de conteúdo quanto de carga horária.</p><p>Curso ou</p><p>Treinamento</p><p>Certificado de Aproveita-</p><p>mento ou Certificado de</p><p>Participação</p><p>OUTRAS ATIVIDADES</p><p>NÍVEL</p><p>NATUREZA DA</p><p>PROGRAMAÇÃO</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>TIPO DE</p><p>PROGRAMAÇÃO</p><p>TIPO DE CERTIFICADO</p><p>Não se aplica Não se aplica Verificar a descrição para cada atividade.</p><p>Palestra, Ofici-</p><p>na, Workshop,</p><p>Visita técnica</p><p>Certificado de Participação</p><p>(desde que verificada a</p><p>pertinência)</p><p>SERVIÇO</p><p>NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>Treinamento de agentes externos</p><p>e desenvolvimento de talentos</p><p>humanos</p><p>O Senar desenvolve e dissemina metodologia edu-</p><p>cacional própria para a realização da Formação Pro-</p><p>fissional Rural e Promoção Social, em ambientes</p><p>reais do trabalho rural, sendo essa metodologia ba-</p><p>seada em princípios pedagógicos e andragógicos re-</p><p>lacionados à educação de adultos, os quais primam</p><p>por estratégias que conjugam teoria e prática, expe-</p><p>riência do educando e atuação do instrutor, possibi-</p><p>litando que o participante contextualize e aplique,</p><p>de forma efetiva e eficaz as suas competências tan-</p><p>to no exercício laboral quanto na vida em sociedade.</p><p>Para aplicar a metodologia em campo, o Senar con-</p><p>ta com a participação fundamental dos agentes ex-</p><p>ternos – mobilizadores e instrutores, que trabalham</p><p>em conjunto com a equipe técnica interna da Admi-</p><p>nistração Regional e com os supervisores.</p><p>Tais agentes devem ser continuamente capacitados</p><p>em eventos de formação e aperfeiçoamento por</p><p>equipes permanentes e especialmente treinadas pelo</p><p>Senar, que se valem das premissas educacionais e das</p><p>diretrizes referentes à operacionalização da oferta.</p><p>Assim, o Senar assegura que as potencialidades téc-</p><p>nicas e humanas de cada agente sejam acrescidas dos</p><p>elementos metodológicos que garantirão que a ação</p><p>educativa seja efetiva e de qualidade.</p><p>*Observe no Anexo II as ofertas formativas sugeridas</p><p>para cada agente do Senar.</p><p>Atenção! Quando se tratar</p><p>de capacitações realizadas</p><p>para a equipe de instruto-</p><p>res e mobilizadores, classifique esta</p><p>oferta como: TREINAMENTO DE</p><p>AGENTES EXTERNOS.</p><p>Quando se tratar de um treinamento</p><p>para a equipe técnica (supervisores,</p><p>técnicos internos) classifique esta</p><p>oferta como: DESENVOLVIMENTO</p><p>DE TALENTOS HUMANOS.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>72</p><p>A importância da Assistência</p><p>Técnica e Gerencial</p><p>A ASSISTÊNCIA TÉCNICA E GERENCIAL (ATEG) DO SENAR É UM PROCESSO EDUCATIVO DE CARÁTER</p><p>CONTINUADO QUE VISA ATENDER A PRODUTORES RURAIS POR MEIO DE UMA METODOLOGIA</p><p>FUNDAMENTADA EM AÇÕES DE DIAGNÓSTICO, PLANEJAMENTO, ADEQUAÇÃO TECNOLÓGICA,</p><p>FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PRODUTOR E ANÁLISE DE RESULTADOS, DE FORMA A POSSIBILI-</p><p>TAR A DISSEMINAÇÃO DE TECNOLOGIAS ASSOCIADAS À CONSULTORIA GERENCIAL.</p><p>Essa vertente mostra-se uma das estratégias mais</p><p>importantes ao levantamento de necessidades das</p><p>ofertas de formação profissional, pois, com o olhar</p><p>dos técnicos de campo, é possível identificar os lap-</p><p>sos nas atividades que impactam na produção, na</p><p>produtividade e no perfil profissional necessário ao</p><p>desenvolvimento do trabalho.</p><p>A metodologia da ATeG considera a relevância e as</p><p>características intrínsecas de cada região do país,</p><p>bem como das atividades produtivas e econômicas</p><p>desempenhadas, e proporciona uma abordagem</p><p>mista entre o conhecimento técnico e a consultoria</p><p>gerencial, de forma a possibilitar mudanças no am-</p><p>biente das propriedades rurais e, assim, promover</p><p>soluções e realização de ações efetivas nos âmbitos</p><p>social, ambiental e econômico.</p><p>Como afirmado em um dos seus princípios, a ATeG</p><p>desenvolve ações em consonância com as ações de</p><p>Formação Profissional Rural (FPR), visando ao equi-</p><p>líbrio entre melhoria da produtividade da atividade</p><p>e ao perfil profissional necessário ao desenvolvi-</p><p>mento do trabalho.</p><p>Ao técnico de campo é conferida a responsabilida-</p><p>de de compartilhar de forma interativa os conheci-</p><p>mentos relacionados à gestão da empresa rural e</p><p>técnicas de manejo relacionadas às atividades de-</p><p>senvolvidas nas propriedades. Para que isso acon-</p><p>teça, busca-se sempre a clareza e a transparência</p><p>nas relações interpessoais entre a atuação na área</p><p>de assistência técnica e produtores rurais.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 73</p><p>ETAPAS DA ATeG</p><p>É desenvolvida em cinco etapas:</p><p>ASSISTÊNCIA</p><p>CONTÍNUA</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>PRODUTIVO</p><p>INDIVIDUALIZADO</p><p>01</p><p>PLANEJAMENTO</p><p>ESTRATÉGICO</p><p>02</p><p>ADEQUAÇÃO</p><p>TECNOLÓGICA</p><p>03</p><p>CAPACITAÇÃO</p><p>PROFISSIONAL</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>04</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>SISTEMÁTICA DE</p><p>RESULTADOS</p><p>05</p><p>Etapa 1:</p><p>DIAGNÓSTICO PRODUTIVO</p><p>E INDIVIDUALIZADO</p><p>Esta primeira etapa permite ao produtor uma visão</p><p>sistêmica do seu empreendimento, determinando</p><p>os pontos fortes e fracos da propriedade. A partir</p><p>disso, são criadas soluções por meio de visitas perso-</p><p>nalizadas, analisando separadamente cada situação,</p><p>sem oferecer um pacote tecnológico predetermina-</p><p>do, mas buscando levar inovações que resultem em</p><p>eficiência econômica.</p><p>Etapa 2:</p><p>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO</p><p>Com base no diagnóstico da situação atual, é elabo-</p><p>rado, em conjunto com o produtor, o planejamento</p><p>estratégico anual da propriedade, abrangendo os</p><p>aspectos levantados, que irão nortear as principais</p><p>implementações futuras.</p><p>Etapa 3:</p><p>ADEQUAÇÃO TECNOLÓGICA</p><p>É a etapa de execução das recomendações planeja-</p><p>das, para melhoria do processo produtivo, com mo-</p><p>nitoramento e auxílio do técnico de campo, utilizan-</p><p>do as ferramentas desenvolvidas pelo Senar.</p><p>Estabelecidas nas metas do planejamento estra-</p><p>tégico, as intervenções técnicas para a adequa-</p><p>ção tecnológica são implementadas com intuito</p><p>de melhorar a eficiência produtiva e a rentabili-</p><p>dade da atividade. As soluções enquadram-se à</p><p>capacidade operacional, gerencial e econômica</p><p>do produtor, visando a uma evolução sustentável</p><p>de seus negócios.</p><p>Conforme se determinou nas metas do planeja-</p><p>mento estratégico, as intervenções técnicas para a</p><p>adequação tecnológica são implementadas com o</p><p>intuito de melhorar a eficiência produtiva e a renta-</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>74</p><p>bilidade da atividade. Propõem-se soluções que se enquadrem na capacidade operacional, gerencial e econô-</p><p>mica do produtor, visando a uma evolução sustentável de seus negócios.</p><p>O diagrama a seguir demonstra o equilíbrio que o produtor deve buscar em relação à gestão técnica e à econô-</p><p>mica, exemplificando que não basta buscar a maximização da produção, mas que essa deve estar sintonizada</p><p>com o retorno econômico, ou seja, nem sempre produzir mais é o melhor negócio.</p><p>Equilíbrio de produção</p><p>Intensificação, maximização</p><p>da produção</p><p>Tecnologia avançada técnica a</p><p>serviço do resultado econômico</p><p>Fonte: Prof. Marcos Jank (Esalq/USP).</p><p>ÓTIMO PRODUTIVO X ÓTIMO ECONÔMICO</p><p>GESTÃO TÉCNICA</p><p>MÁXIMO RETORNO ECONÔMICO</p><p>GESTÃO ECONÔMICA</p><p>Etapa 4:</p><p>CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL</p><p>COMPLEMENTAR</p><p>As ações de FPR, tradicionalmente realizadas pelo</p><p>Senar, e a Assistência Técnica e Gerencial são com-</p><p>plementares no processo de atendimento às de-</p><p>mandas dos produtores rurais. O técnico de campo</p><p>deverá contribuir na identificação das necessidades</p><p>de capacitação dos produtores assistidos. Dessa</p><p>forma, ao serem apontadas as principais carências</p><p>relacionadas ao processo produtivo, é possível obter</p><p>maior efetividade nas ações de capacitação e tam-</p><p>bém nas visitas da ATeG.</p><p>Etapa 5:</p><p>AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DE RESULTADOS</p><p>Completado o primeiro ciclo produtivo, os técnicos</p><p>da ATeG do Senar, juntamente com o produtor, fa-</p><p>zem a avaliação do sistema de produção e dos re-</p><p>sultados alcançados. Com base nos indicadores de</p><p>desempenho estabelecidos no planejamento da</p><p>propriedade, é possível medir a evolução obtida</p><p>após a adoção de tecnologias, a produtividade e a</p><p>rentabilidade da atividade rural. As avaliações dos</p><p>resultados darão condições ao produtor e ao técni-</p><p>co de tomar decisões e projetar os próximos passos</p><p>da empresa rural.</p><p>Importante!</p><p>1) Sempre que uma ação de FPR for intermediada pela ATeG é importante registrá-la</p><p>para que se tenha uma percepção do quantitativo de ações estimuladas por essa</p><p>vertente.</p><p>2) Para saber mais, consulte o Documento Norteador da ATeG do Senar.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 75</p><p>O processo da Formação</p><p>todo o país, ações de</p><p>Formação Profissional Rural (FPR), atividades de Promoção Social (PS), ações de Assistência Técnica e</p><p>Gerencial (ATeG).</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 9</p><p>1 Administração Central,</p><p>em Brasília.</p><p>27 Administrações</p><p>Regionais, nos Estados e</p><p>no Distrito Federal.</p><p>Formação Profissional Rural Promoção Social Assistência Técnica e</p><p>GerencialFPR PS</p><p>ATeG</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>10</p><p>Princípios</p><p>do Senar</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 11</p><p>I. Organizar, administrar, executar e supervisionar,</p><p>em todo o território nacional, o ensino da Forma-</p><p>ção Profissional Rural e da Promoção Social das</p><p>pessoas no meio rural.</p><p>II. Com base nos princípios da livre iniciativa, da</p><p>economia de mercado, e das urgências sociais,</p><p>aprimorar as estratégias educativas e difundir</p><p>metodologias para ofertar ações adequadas de</p><p>Formação Profissional Rural e Promoção Social</p><p>ao seu público.</p><p>III. Assessorar os governos federal e estadual em as-</p><p>suntos relacionados à formação de profissionais</p><p>rurais e atividades assemelhadas.</p><p>IV. Expandir parcerias e consolidar alianças públicas</p><p>e privadas com o objetivo de cumprir a missão</p><p>institucional.</p><p>V. Estimular a pesquisa e garantir o acesso à inova-</p><p>ção rural.</p><p>VI. Fortalecer e modernizar o sistema sindical.</p><p>VII. Aperfeiçoar os mecanismos de planejamento, moni-</p><p>toramento e avaliação de desem penho institucional.</p><p>VIII. Promover a cidadania, a qualidade de vida e a in-</p><p>clusão social das pessoas do meio rural.</p><p>PRINCÍPIOS SÃO DEFINIDOS COMO PRECEITOS, VALORES, REGRAS, LEIS, BASES PARA A AÇÃO. SÃO,</p><p>PORTANTO, PROPOSIÇÕES DIRETORAS DE UMA AÇÃO, OU DE UMA CIÊNCIA, ÀS QUAIS TODO O DE-</p><p>SENVOLVIMENTO POSTERIOR DEVE ESTAR SUBORDINADO.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>12</p><p>Diretrizes</p><p>do Senar</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 13</p><p>1) O Senar levará em consideração os quatro pi-</p><p>lares estratégicos que sustentam o concei to de</p><p>trabalho decente da Organização Internacional</p><p>do Trabalho (OIT), na estruturação da Educação</p><p>Profissional e da Promoção Social.</p><p>Promover o “trabalho decente” é a condição funda-</p><p>mental para a superação da pobreza, a redução das</p><p>desigualdades sociais, a garantia da governabilidade</p><p>democrática e o desenvolvimento sustentável. En-</p><p>tende-se por trabalho decente uma atividade ade-</p><p>quadamente remunerada e exercida em condições</p><p>de liberdade, equidade e segurança, capaz, enfim, de</p><p>garantir uma vida digna.</p><p>Para a OIT, a noção de trabalho decente apoia-se em</p><p>quatro pilares estratégicos:</p><p>a) Respeito às normas internacionais do trabalho,</p><p>em especial princípios e direitos fundamentais</p><p>do trabalho (liberdade sindical e reconhecimen-</p><p>to efetivo do direito de negociação coletiva,</p><p>eliminação de todas as formas de trabalho for-</p><p>çado, abolição efetiva do trabalho infantil, elimi-</p><p>nação de todas as formas de discriminação em</p><p>matéria de emprego e ocupação);</p><p>b) Promoção do emprego de qualidade;</p><p>c) Extensão da proteção social;</p><p>d) Diálogo social.</p><p>2) O Senar se colocará como instituição que vis-</p><p>lumbra o mundo contemporâneo e a sua constan-</p><p>te mudança para se posicionar de forma compa-</p><p>tível na sua atuação institucional e educacional.</p><p>As rápidas e crescentes inovações científicas, tec-</p><p>nológicas, econômicas, de cunho governamental e</p><p>social, alteram os processos de produção e as re-</p><p>lações de trabalho, determinando reestruturações</p><p>admi nistrativas e dos serviços da instituição. O</p><p>Senar manterá constante monitoramento das suas</p><p>estratégias educativas de forma a mantê-las úteis,</p><p>diversificadas e atualizadas.</p><p>3) O Senar irá observar as políticas de educação</p><p>formal e não formal para oferecer amplo escopo</p><p>de oferta formativa.</p><p>Para ofertar programação educativa, o Senar obser-</p><p>vará tanto a legislação vigente que rege a Edu cação</p><p>e a Educação Profissional (Lei de Diretrizes e Bases</p><p>da Educação Nacional – LDB e subsequentes, ema-</p><p>nadas pelo Ministério da Educação – MEC e, no caso</p><p>da Aprendizagem Rural, pela Secretaria de Trabalho</p><p>do Ministério da Economia), quanto as recomenda-</p><p>ções institucionais.</p><p>DIRETRIZES SÃO DEFINIDAS COMO LINHAS REGULADORAS DO TRAÇADO DE UM CAMINHO. NOR-</p><p>TEIAM OS PROCEDIMENTOS PARA SE REALIZAR UMA AÇÃO. SÃO, PORTANTO, UM CONJUNTO DE</p><p>INSTRUÇÕES OU INDICAÇÕES PARA SE TRATAR E LEVAR A TERMO UM PLANO, UMA AÇÃO OU UM</p><p>NEGÓCIO. AS DIRETRIZES TRAÇAM O CAMINHO A SER PERCORRIDO PELA INSTITUIÇÃO E SEMPRE</p><p>SE VINCULAM ÀS ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO DO SENAR.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>14</p><p>4) O Senar observará indicadores sociais para</p><p>o planejamento e o desenvolvimento de ações</p><p>voltadas a melhorar a qualidade de vida das pes-</p><p>soas que fazem parte do contexto rural.</p><p>Serão observados os resultados das pesquisas sobre</p><p>carências ou lacunas sociais em áreas relaciona das à</p><p>saúde, à educação, à alimentação, à cultura e às re-</p><p>lações de trabalho para programar ações que contri-</p><p>buam para minimizar as situações com problemas.</p><p>5) O Senar contemplará conteúdos relativos aos</p><p>temas transversais.</p><p>Os temas transversais, como preservação do meio</p><p>ambiente, saúde e segurança, cidadania, entre ou-</p><p>tros, serão incluídos no currículo da Formação Profis-</p><p>sional e Promoção Social, de forma contextualizada,</p><p>segundo as diferenças locais e regionais. Dessa for-</p><p>ma, em todos os processos educativos, os conteúdos</p><p>técnicos e transversais serão incorporados de modo a</p><p>oferecer uma formação integral e global.</p><p>Tais temas devem ser escolhidos a partir de um crité-</p><p>rio de abrangência e necessidades comuns em todo</p><p>o território nacional e por um discernimento de ur-</p><p>gência social.</p><p>6) O Senar empreenderá esforços para demo-</p><p>cratizar o acesso à sua atuação institucional, va-</p><p>lendo-se dos meios de comunicação, parceiros e</p><p>logística necessária.</p><p>Para isso, utilizará diversos meios de comunica-</p><p>ção para divulgar a atuação institucional com o</p><p>objetivo de democratizar o conhecimento sobre a</p><p>sua oferta educativa.</p><p>7) O Senar manterá programas de desenvolvi-</p><p>mento humano destinados a dirigentes, téc-</p><p>nicos, pessoal de apoio e agentes da Formação</p><p>Profissional Rural e Promoção Social.</p><p>O objetivo é elevar os níveis de competência dos re-</p><p>cursos humanos envolvidos direta ou indiretamente</p><p>nas suas ações educativas de modo a garantir o pa-</p><p>drão de qualidade da instituição.</p><p>Os programas devem ocorrer em diferentes ní-</p><p>veis, compatibilizando os interesses dos envolvi-</p><p>dos com os da organização, considerando-se os</p><p>critérios de administração e desenvolvimento de</p><p>pessoal da instituição.</p><p>8) O Senar promoverá acesso de pessoas com</p><p>deficiência em seus eventos, baseando-se nos</p><p>princípios da inclusão.</p><p>Pessoa com deficiência, aquela que tem impedimen-</p><p>to de longo prazo de natureza física, mental, inte-</p><p>lectual ou sensorial, que, em interação com uma ou</p><p>mais barreiras, pode obstruir sua participação plena</p><p>e efetiva na sociedade em igualdade de condições</p><p>com as demais pessoas.</p><p>Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.</p><p>Lei esta que institui a Lei Brasileira de Inclusão da</p><p>Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com</p><p>Deficiência), é destinada a assegurar e a promo-</p><p>ver, em condições de igualdade, o exercício dos</p><p>direitos e das liberdades fundamentais por pes-</p><p>soa com deficiência, visando à sua inclusão social</p><p>e cidadania.</p><p>Art. 27. A educação constitui direito da pes-</p><p>soa com deficiência, assegurados sistema</p><p>educacional inclusivo em todos os níveis e</p><p>aprendizado ao longo de toda a vida, de forma</p><p>a alcançar o máximo desenvolvimento possí-</p><p>vel de seus talentos e habilidades físicas, sen-</p><p>soriais, intelectuais e sociais, segundo suas</p><p>características, interesses</p><p>Profissional Rural</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>76</p><p>Para o Senar, processo é um conjunto de procedi-</p><p>mentos ordenados nas etapas de entrada, de pla-</p><p>nejamento, de operacionalização, de avaliação e de</p><p>saídas que retroalimentam o processo. O foco prin-</p><p>cipal é delinear os contornos da ação pedagógica</p><p>nas ofertas de FPR, PS e ATeG, devendo ser revisto</p><p>a cada novo ciclo.</p><p>Os processos da FPR e da PS consideram a missão,</p><p>os princípios e as diretrizes do Senar, bem como as</p><p>políticas nacionais, estaduais e municipais de de-</p><p>senvolvimento socioeconômico, além das recomen-</p><p>dações internacionais. Ainda, levam em conta a le-</p><p>gislação vigente referente ao mundo da educação e</p><p>do trabalho, os recursos financeiros, os materiais e o</p><p>contingente humano da organização como insumos</p><p>de entrada.</p><p>Eles valem-se, também, das experiências viven-</p><p>ciadas anteriormente pela organização para re-</p><p>troalimentar as etapas, as fases e as atividades</p><p>realizadas.</p><p>EM UM PROCESSO, TEM-SE A IDEIA DE ALGO QUE SEMPRE ESTÁ ACONTECENDO, QUE ESTÁ EM</p><p>CONSTANTE EVOLUÇÃO, OU SEJA, É COMPOSTO POR INÍCIO, MEIO E FIM, MAS, AO LONGO DO</p><p>TEMPO, SEMPRE INCORPORA AS EXPERIÊNCIAS DAS VIVÊNCIAS ANTERIORES, PROVOCANDO</p><p>CONSTANTES AVANÇOS E NUNCA SE REPETINDO COMO O ANTERIOR. PROCESSO É, PORTANTO,</p><p>ALGO QUE SE DÁ MEDIANTE ETAPAS, FASES E ATIVIDADES, VISANDO AO ALCANCE DE UM RESUL-</p><p>TADO DESEJÁVEL. [...] (LEAL, 2003).</p><p>Planejamento, operacionalização e supervisão das ofertas da FPR do Senar</p><p>PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>Saídas</p><p>do Processo</p><p>Avaliação</p><p>Controle ao longo</p><p>do processo.</p><p>Avaliação somativa.</p><p>Entradas do</p><p>Processo</p><p>Políticas públicas.</p><p>Levantamenos da ATeG.</p><p>Missão Institucional.</p><p>Planejamento</p><p>Diagnóstivco interno/</p><p>externo PAT</p><p>Operacionalização</p><p>Estruturação das ações.</p><p>Execução das ações.</p><p>Processo da FPR</p><p>Etapa de Planejamento</p><p>O planejamento é a primeira etapa do processo da FPR</p><p>e PS. Apresenta como fases a caracterização do estado,</p><p>dos municípios, a determinação da capacidade opera-</p><p>tiva do Senar, a compatibilização dos diagnósticos (ex-</p><p>terno e interno) e a elaboração do Plano Anual de Tra-</p><p>balho (PAT), em que estarão contempladas as ofertas</p><p>de FPR, PS e ATeG, que serão operacionalizadas pelas</p><p>Administrações Regionais no ano seguinte.</p><p>Algumas estratégias são fundamentais ao plane-</p><p>jamento eficaz da Formação Profissional Rural,</p><p>são elas:</p><p>As vertentes de trabalho do Senar, a Formação Profissional Rural e a Promoção Social configuram proces-</p><p>sos educativos que contam com a participação de diversos parceiros e são realizadas mediante um plane-</p><p>jamento estratégico vislumbrando as necessidades do mercado de trabalho, as expectativas profissionais</p><p>e sociais do seu público e a própria missão.</p><p>A seguir, detalharemos o Processo da Formação Profissional Rural.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 77</p><p>• A participação e o envolvimento da comunidade e</p><p>de suas lideranças, de outras instituições e órgãos</p><p>que atuem com atividades correlatas, para facilitar</p><p>a identificação das necessidades e aspirações do</p><p>público-alvo, bem como delimitar as potencialida-</p><p>des a serem exploradas em cada município.</p><p>• A qualificação de todos os agentes envolvidos</p><p>desde a etapa de planejamento, passando pela</p><p>operacionalização, até a avaliação das ativida-</p><p>des da Formação Profissional Rural.</p><p>• A identificação dos possíveis parceiros, bem</p><p>como a priorização das demandas do mer-</p><p>cado de trabalho que se relacionam com as</p><p>principais atividades da agropecuária do es-</p><p>tado/município.</p><p>Plano Anual de Trabalho</p><p>Para que se busque a eficiência, a eficácia e a efetivi-</p><p>dade no desenvolvimento das ações, o Plano Anual</p><p>de Trabalho (PAT) deve conter as seguintes infor-</p><p>mações: a justificativa, os objetivos, as metas, as es-</p><p>tratégias de ação, o cronograma físico e financeiro</p><p>com previsão de receitas e despesas e os quadros</p><p>demonstrativos das ações do Senar.</p><p>A seguir, detalharemos cada fase da elaboração</p><p>do PAT.</p><p>Fase 1 – Entradas do processo</p><p>As entradas do processo consistem na motivação</p><p>para a elaboração do PAT. Nessa fase, podemos con-</p><p>siderar os seguintes elementos:</p><p>• O posicionamento estratégico do Senar, repre-</p><p>sentados pela sua missão, seus princípios e suas</p><p>diretrizes;</p><p>• As políticas públicas nacionais e estaduais que</p><p>tratam do desenvolvimento do setor agrossilvi-</p><p>pastoril, da economia, do mercado de trabalho,</p><p>do meio ambiente e do contexto social;</p><p>• As políticas institucionais do Senar e de seus</p><p>parceiros;</p><p>• As demandas provenientes da Assistência Téc-</p><p>nica e Gerencial do Senar;</p><p>• Os recursos financeiros internos disponíveis e</p><p>os recursos ofertados por parceiros;</p><p>• As experiências vivenciadas pela organização</p><p>ao longo dos anos, entre outras.</p><p>Fase 2 – Elaboração do PAT</p><p>Para a elaboração do PAT, é necessário que se de-</p><p>senvolva o Diagnóstico Externo, que consiste na</p><p>caracterização do estado/região e na caracterização</p><p>dos municípios, e o Diagnóstico Interno, em que é</p><p>determinada a capacidade operativa do Senar.</p><p>Diagnóstico Externo</p><p>Caracterização do estado/região</p><p>A caracterização do estado/região é atribuição da</p><p>Administração Regional e tem como principais ati-</p><p>vidades o levantamento de informações, por meio</p><p>de dados secundários, ou seja, utilizar-se das infor-</p><p>mações divulgadas por meio de pesquisas feitas por</p><p>outras instituições ou mesmo do Senar. O objetivo é</p><p>retratar a situação do ambiente macro no qual ocor-</p><p>rerá a Formação Profissional Rural.</p><p>Essas informações serão utilizadas para ter uma visão</p><p>macroestratégica do estado, incluindo dados demo-</p><p>gráficos, programas de desenvolvimento e de fomen-</p><p>to, políticas públicas nacionais e estaduais relaciona-</p><p>das à agropecuária – incluindo política agrícola.</p><p>É fundamental que este estudo seja feito em conta-</p><p>to com a equipe técnica da Federação de Agricultu-</p><p>ra e Pecuária do estado, que poderá contribuir com</p><p>informações das comissões técnicas, sobre as prin-</p><p>cipais cadeias produtivas do estado e seus entraves</p><p>em termos de capacitação, produção, saúde e segu-</p><p>rança no trabalho, avanços tecnológicos, etc.</p><p>Ao identificar as cadeias produtivas do estado, po-</p><p>de-se classificá-las em três tipos:</p><p>1) Cadeias produtivas em crescimento: são</p><p>aquelas que estão em franco desenvolvimento</p><p>no estado e que avançam, inclusive, competin-</p><p>do por mão de obra e por espaços produtivos;</p><p>2) Cadeias produtivas estabilizadas: são aque-</p><p>las que, por já terem atingido um patamar de</p><p>uso de tecnologia e insumos modernos, se en-</p><p>contram estável em termos de crescimento,</p><p>mas que tem importância significativa na renda</p><p>estadual ou regional;</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>78</p><p>3) Cadeias produtivas em declínio: são aquelas</p><p>cujas atividades estão sendo abandonadas, sen-</p><p>do substituídas por outras cujos resultados são</p><p>mais expressivos, ou mesmo por serem atual-</p><p>mente inviáveis do ponto de vista econômico,</p><p>do uso de mão de obra, de logística ou outro, e</p><p>que, por isso, pode ou não ser alvo de prioriza-</p><p>ção para o atendimento.</p><p>Para todas essas cadeias produtivas, o Senar po-</p><p>derá ter ofertas formativas, no entanto, estabe-</p><p>lecerá prioridades segundo critérios, tais como:</p><p>articulação com programas de desenvolvimento</p><p>nacional ou estadual ou mesmo local, critérios</p><p>de arrecadação, dispersão do público, pessoal</p><p>disponível, viabilidade técnica ou econômica de</p><p>organizar a capacitação, ou outro critério que</p><p>seja pertinente. Não se trata de fazer exclusões</p><p>e, sim, de priorizar o atendimento, já que os re-</p><p>cursos são limitados.</p><p>Caracterização dos municípios</p><p>A caracterização dos municípios é atribuição da</p><p>Administração Regional, junto com os agentes</p><p>mobilizadores e as lideranças locais, e tem como</p><p>principais atividades o levantamento informações</p><p>por meio de dados secundários, ou seja, utilizar-</p><p>-se das informações divulgadas por meio de</p><p>pes-</p><p>quisas feitas por outras instituições ou mesmo</p><p>pelo Senar. O objetivo é retratar a situação do</p><p>ambiente micro ou local onde ocorrerá a Forma-</p><p>ção Profissional Rural.</p><p>É fundamental que seja identificada a existência das</p><p>cadeias produtivas mais representativas em nível</p><p>municipal, elaborando um estudo do mercado de</p><p>trabalho com as seguintes informações: caracterís-</p><p>ticas locais, classificação e tamanho das cadeias, os</p><p>perfis dos profissionais atuantes ou que atuarão nas</p><p>atividades produtivas, quais os níveis de uso de tec-</p><p>nologias, entre outras informações que irão contri-</p><p>buir ao planejamento das ações do Senar.</p><p>Para fase de caracterização das cadeias produtivas,</p><p>algumas perguntas devem ser respondidas, por</p><p>exemplo, na cadeia do leite:</p><p>1) Quantos produtores de leite existem no município?</p><p>2) Quantas pessoas esta cadeia ocupa?</p><p>3) Quantos litros de leite são produzidos?</p><p>4) Existem cooperativas de leite?</p><p>5) Existem laticínios particulares?</p><p>6) Qual o nível da produção em termos de tecno-</p><p>logia empregada?</p><p>7) Quais são os entraves tecnológicos identificados?</p><p>8) Utilizam a técnica de inseminação artificial?</p><p>9) Receberam capacitação?</p><p>10) Qual o número de acidentes de trabalho regis-</p><p>trados nessa cadeia produtiva?</p><p>11) Quais são as causas de tais acidentes?</p><p>Atenção! Uma vez levantados</p><p>esses dados, deve ser observa-</p><p>da pelo Senar a ordem de prio-</p><p>ridade das ofertas.</p><p>Nesse momento, é necessário enfatizar a importân-</p><p>cia da contribuição do mobilizador na obtenção des-</p><p>ses dados e informações, já que o trabalho dele será</p><p>direcionado ao atendimento dessas necessidades.</p><p>A caracterização dos municípios deve conter infor-</p><p>mações como:</p><p>• Dados demográficos;</p><p>• Situação da produção agrossilvipastoril;</p><p>• Situação do mercado de trabalho;</p><p>• Infraestrutura de apoio;</p><p>• Problemas de degradação ambiental;</p><p>• Aspectos socioeconômicos e culturais;</p><p>• Infraestrutura logística e lideranças locais;</p><p>• Informações de cadeias produtivas locais</p><p>que estão em desenvolvimento, estáveis e</p><p>em declínio;</p><p>• Indicadores da produção agrossilvipastoril;</p><p>• Indicadores de saúde por faixa etária;</p><p>• Indicadores de acidentes de trabalho;</p><p>• Escolaridade da população x pessoas fora</p><p>da escola;</p><p>• Índices de Desenvolvimento Sociais locais</p><p>(IDS), relacionados à saúde, à renda e à infra-</p><p>estrutura;</p><p>• Calendário agrícola;</p><p>• Calendário de eventos;</p><p>• Entidades existentes no município/região, tais</p><p>como: associações, cooperativas, sindicatos,</p><p>empresas agrossilvipastoris;</p><p>• Identificação das principais cadeias produtivas</p><p>desenvolvidas no município e na região.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 79</p><p>Reuniões locais</p><p>Para que o PAT seja eficaz, são programadas reu-</p><p>niões locais com entidades parceiras e lideranças</p><p>em cada um dos municípios (sindicatos, prefeitu-</p><p>ras, secretarias, etc.). Se for impossível fazê-las em</p><p>todos os municípios, as reuniões devem ser feitas</p><p>pelo menos regionalmente, com o intuito de apre-</p><p>sentar as caracterizações do estado e do município,</p><p>o portfólio de cursos atualizado, repassar orienta-</p><p>ções para a boa relação com as entidades parceiras,</p><p>bem como levantar as necessidades daquela região,</p><p>entre outros assuntos. A sugestão de pauta para as</p><p>reuniões locais com os parceiros é:</p><p>• Apresentar os objetivos da reunião;</p><p>• Apresentar a missão, os princípios e diretrizes e</p><p>os objetivos institucionais do Senar;</p><p>• Frentes de trabalho do Senar;</p><p>• Forma de atuação do Senar, explicação detalha-</p><p>da de como o Senar atua, origem dos recursos,</p><p>prazos estabelecidos;</p><p>• Diretrizes gerais para o planejamento do Senar</p><p>para o ano seguinte (regras, metas, programas,</p><p>limites, prazos, etc.);</p><p>• Apresentar o Manual de Orientações às entida-</p><p>des parceiras (prazos, capacitação, documenta-</p><p>ção, regras para prestação de contas, valores de</p><p>taxas de mobilização, limites, etc.);</p><p>• Apresentar o estudo do mercado de trabalho</p><p>e o levantamento diagnóstico das principais</p><p>cadeias produtivas do município, junto às suas</p><p>necessidades e dificuldades;</p><p>• Discutir as novas cadeias produtivas, as cadeias</p><p>produtivas em crescimento e em declínio;</p><p>• Apresentar o portfólio de cursos e treinamen-</p><p>tos oferecidos, contendo os objetivos gerais e</p><p>específicos, os pré-requisitos, o número mínimo</p><p>e máximo de participantes por turma, as priori-</p><p>dades de ofertas de FPR e suas justificativas;</p><p>• Coletar as demandas com os parceiros presen-</p><p>tes dentro das prioridades já apresentadas, or-</p><p>ganizar as demandas no tempo (período mais</p><p>adequado, fases ou etapas da cultura, calendá-</p><p>rio agropecuário, etc.) e no espaço (locais de</p><p>realização, comunidades, vilas, etc.).</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>80</p><p>Por esse motivo, é muito importante, além de apre-</p><p>sentar o estudo realizado, escutar o público presen-</p><p>te, que muitas vezes conhece, por outros ângulos, as</p><p>características das cadeias produtivas do município</p><p>e podem contribuir para enriquecer e, até mesmo,</p><p>direcionar as ações locais de FPR. Portanto, as reu-</p><p>niões prestam-se também para coletar informações</p><p>novas e mais recentes sobre as cadeias produtivas</p><p>que devem ser incorporadas ao PAT.</p><p>Importante! O Técnico In-</p><p>terno da Regional deve es-</p><p>tar preparado para realizar</p><p>tais reuniões, pois haverá pressão para</p><p>realizar capacitações fora das priorida-</p><p>des estabelecidas pelas cadeias produ-</p><p>tivas, portanto, é preciso ter “jogo de</p><p>cintura” e persuasão para justificar um</p><p>eventual não atendimento de curso so-</p><p>licitado e, ao mesmo tempo, contem-</p><p>plar as demandas reais e que estejam</p><p>dentro das prioridades estabelecidas.</p><p>Torna-se necessário também criar o comprome-</p><p>timento dos presentes com as demandas progra-</p><p>madas, auxiliando o trabalho de mobilização de</p><p>turmas. Por exemplo: a associação local de pro-</p><p>dutores de frutas demandou um treinamento de</p><p>poda de goiabeira. Deve-se anotar a sua deman-</p><p>da que, nesse exemplo, está nas prioridades de</p><p>atendimento do Senar, no entanto, ela pode ser</p><p>ampliada para saber se os mesmos produtores ou</p><p>trabalhadores rurais que executam a poda são os</p><p>mesmos que fazem: a colheita, o replantio de mu-</p><p>das, os demais tratos culturais – provavelmente</p><p>estabelecendo um itinerário formativo para este</p><p>público, incluindo, ainda, comercialização de fru-</p><p>tas, análise de solos, combate a formigas corta-</p><p>deiras, aplicação de agrotóxicos, fertilidade de</p><p>solos em fruticultura, etc.</p><p>Resta, então, estabelecer quando pode acontecer</p><p>cada um desses treinamentos e se a associação tem</p><p>o compromisso real de mobilizar o público e con-</p><p>tribuir para a escolha do local para a realização de</p><p>todas as práticas previstas.</p><p>Espera-se que a reunião local com parceiros produ-</p><p>za os seguintes resultados:</p><p>• Relação de demandas feitas de acordo com as</p><p>prioridades estabelecidas pelo Senar, portanto,</p><p>reais e possíveis de serem realizadas;</p><p>• Nivelamento de expectativas dos parceiros;</p><p>• Maior cumprimento de regras e comprometi-</p><p>mento (esclarecimento, controle);</p><p>• Maior divulgação e visibilidade institucional</p><p>do Senar;</p><p>• Aproximação do Senar com seus parceiros e público.</p><p>• Ampliação e valorização do estudo do mercado</p><p>de trabalho;</p><p>• Identificação de novas demandas;</p><p>• Maior compreensão das prioridades;</p><p>• Aumento e organização de parcerias locais.</p><p>Importante! Recomenda-se</p><p>que haja a elaboração de</p><p>ata e registro fotográfico</p><p>em cada reunião.</p><p>Essas reuniões são muito importantes, pois aproximam o Senar dos parceiros locais (mobilizadores, sin-</p><p>dicados rurais, cooperativas, prefeituras e seus órgãos, associações, etc.), buscando sintonizar o trabalho</p><p>já desenvolvido com possíveis trabalhos a serem realizados no próximo exercício. As reuniões nos muni-</p><p>cípios servirão tanto para apresentar as informações levantadas que são relevantes ao público presente,</p><p>pois mapeiam e demonstram a atual situação da agropecuária local, quanto para verificar a coerência do</p><p>diagnóstico realizado com a realidade vivenciada</p><p>pelos presentes.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 81</p><p>Atenção! Todas essas informa-</p><p>ções devem ser incorporadas</p><p>ao PAT, algumas na forma de</p><p>descrição e outras na forma de deman-</p><p>das numéricas de curso e treinamentos.</p><p>Diagnóstico Interno</p><p>A determinação da capacidade operativa do Senar</p><p>é atribuição da Administração Regional e tem como</p><p>atividades a identificação e a análise da quantidade</p><p>e qualidade: das instalações que dispõe, dos recur-</p><p>sos financeiros e instrucionais, bem como do con-</p><p>tingente humano que estará envolvido na organiza-</p><p>ção e execução das ações.</p><p>Nessa fase, também devem ser apuradas as parce-</p><p>rias institucionais existentes e possíveis que aumen-</p><p>tam tal capacidade, que significa, na prática, saber o</p><p>quanto o Senar pode fazer em termos de FPR.</p><p>Tudo isto é feito para embasar e justificar as ofertas e</p><p>as prioridades de atendimentos realizadas pelo Senar.</p><p>Compatibilização dos diagnósticos e</p><p>elaboração do Plano Anual de</p><p>Trabalho</p><p>É atribuição da Administração Regional elaborar o</p><p>documento onde estarão contempladas as ações</p><p>de Formação Profissional Rural que serão operacio-</p><p>nalizadas no ano seguinte , ou seja, no Plano Anual</p><p>de Trabalho (PAT). Para isso, deve-se considerar os</p><p>diagnósticos interno e externo, a listagem das ne-</p><p>cessidades de FPR levantadas dos municípios nas</p><p>reuniões locais, fazendo um ordenamento e priori-</p><p>zando o atendimento de ações nos limites físicos e</p><p>orçamentários do Senar.</p><p>Atenção! O PAT contempla não</p><p>somente a parte física, mas</p><p>também a parte financeira re-</p><p>lacionada ao orçamento do Senar.</p><p>O PAT é composto por:</p><p>Objetivo</p><p>O objetivo do PAT é apresentar o planejamento</p><p>do ano seguinte com vista a disponibilizar oferta</p><p>de FPR que cumpra a missão do Senar e atenda às</p><p>efetivas necessidades de capacitação do público do</p><p>meio rural.</p><p>Justificativa</p><p>Elaborada a partir do Diagnóstico Externo e do</p><p>Diagnóstico Interno, culminando com o estabeleci-</p><p>mento de prioridades de atendimentos de ações de</p><p>FPR diante das necessidades das cadeias produtivas</p><p>estaduais, regionais e municipais em comparação à</p><p>capacidade operativa do Senar.</p><p>Por exemplo: o estudo do diagnóstico dos mu-</p><p>nicípios do estado identificou que existem XXX</p><p>produtores da cadeia produtiva de morango</p><p>que enfrentam sérios problemas de manejo no</p><p>plantio por falta de capacitação técnica rela-</p><p>cionada ao manejo do solo, aplicação de fer-</p><p>tilizantes químicos e biológicos, produção de</p><p>adubação orgânica – compostagem, colheita,</p><p>tratos culturais diversos e que esses geram YYY</p><p>empregos diretos e ZZZ indiretos. O morango</p><p>gera um valor básico da produção de R$ A.AAA.</p><p>AAA,AA sendo, portanto, importante cadeia</p><p>produtiva a ser atendida no ano de XYXS, com</p><p>DDD turmas programadas que atenderão con-</p><p>teúdos relacionados aos aspectos produtivos</p><p>dessa fundamental cadeia produtiva.</p><p>Importante! Para cada</p><p>cadeia produtiva, deve-se</p><p>apresentar a justificativa de</p><p>atendimento.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>82</p><p>ETAPA DE PLANEJAMENTO</p><p>Entradas do</p><p>Processo</p><p>Diagnóstico</p><p>externo</p><p>Caracterização</p><p>do estado/região</p><p>Determinação</p><p>da capacidade</p><p>operativa do</p><p>Senar</p><p>Caracterização</p><p>do município</p><p>Compatibilização dos diagnósticos</p><p>Diagnóstico</p><p>interno</p><p>PAT elaborado</p><p>Estratégia de ação</p><p>Aqui deve ser descrita a estratégia de elaboração</p><p>do PAT, que é realizada por meio dos levantamen-</p><p>tos diagnósticos externo e interno, determinando</p><p>a capacidade operativa do Senar, levando as infor-</p><p>mações do diagnóstico externo em reuniões locais</p><p>com parceiros para apresentar os levantamentos re-</p><p>alizados, coletando novas informações e também as</p><p>demandas de FPR dos parceiros.</p><p>Por exemplo: com estratégia de ação, o Senar Admi-</p><p>nistração Regional XXXX desenvolveu internamente</p><p>o estudo diagnóstico externo e interno, que possi-</p><p>bilitou identificar os perfis tanto do estado quanto</p><p>dos municípios, a partir disso, foram programadas</p><p>reuniões em cada um dos municípios com vista a</p><p>apresentar o diagnóstico, ajustar os dados de co-</p><p>nhecimento da Regional com novas informações</p><p>coletadas com os parceiros presentes e coletar as</p><p>demandas com base nas prioridades estabelecidas</p><p>para atendimento de FPR.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 83</p><p>Q</p><p>ua</p><p>dr</p><p>o</p><p>4:</p><p>D</p><p>em</p><p>on</p><p>st</p><p>ra</p><p>ti</p><p>vo</p><p>d</p><p>e</p><p>m</p><p>et</p><p>as</p><p>/a</p><p>çõ</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>FP</p><p>R</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>o</p><p>an</p><p>o</p><p>se</p><p>gu</p><p>in</p><p>te</p><p>C</p><p>om</p><p>b</p><p>as</p><p>e</p><p>na</p><p>s</p><p>de</p><p>m</p><p>an</p><p>da</p><p>s</p><p>le</p><p>va</p><p>nt</p><p>ad</p><p>as</p><p>ju</p><p>nt</p><p>o</p><p>ao</p><p>s</p><p>pa</p><p>rc</p><p>ei</p><p>ro</p><p>s</p><p>na</p><p>s</p><p>re</p><p>un</p><p>iõ</p><p>es</p><p>e</p><p>a</p><p>lia</p><p>da</p><p>s</p><p>à</p><p>ex</p><p>pe</p><p>riê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>a</p><p>cu</p><p>m</p><p>ul</p><p>ad</p><p>a</p><p>in</p><p>te</p><p>rn</p><p>am</p><p>en</p><p>te</p><p>n</p><p>o</p><p>Se</p><p>na</p><p>r,</p><p>se</p><p>rá</p><p>d</p><p>efi</p><p>ni</p><p>da</p><p>a</p><p>p</p><p>ro</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>o</p><p>an</p><p>o</p><p>se</p><p>gu</p><p>in</p><p>te</p><p>.</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Õ</p><p>ES</p><p>D</p><p>E</p><p>FO</p><p>RM</p><p>A</p><p>Ç</p><p>ÃO</p><p>P</p><p>RO</p><p>FI</p><p>SS</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>L</p><p>RU</p><p>RA</p><p>L,</p><p>M</p><p>ET</p><p>A</p><p>S</p><p>PA</p><p>RA</p><p>O</p><p>A</p><p>N</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>__</p><p>_</p><p>LI</p><p>N</p><p>H</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>: A</p><p>gr</p><p>ic</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>(</p><p>) P</p><p>ec</p><p>uá</p><p>ria</p><p>(</p><p>) S</p><p>ilv</p><p>ic</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>(</p><p>) A</p><p>qu</p><p>ic</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>(</p><p>) E</p><p>xt</p><p>ra</p><p>tiv</p><p>is</p><p>m</p><p>o</p><p>( )</p><p>A</p><p>gr</p><p>oi</p><p>nd</p><p>ús</p><p>tr</p><p>ia</p><p>: A</p><p>tiv</p><p>id</p><p>ad</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>A</p><p>po</p><p>io</p><p>A</p><p>gr</p><p>os</p><p>si</p><p>lv</p><p>ip</p><p>as</p><p>to</p><p>ril</p><p>(</p><p>) A</p><p>tiv</p><p>id</p><p>ad</p><p>es</p><p>R</p><p>el</p><p>at</p><p>iv</p><p>as</p><p>à</p><p>P</p><p>re</p><p>st</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>Se</p><p>rv</p><p>iç</p><p>os</p><p>(</p><p>)</p><p>Á</p><p>RE</p><p>A</p><p>O</p><p>C</p><p>U</p><p>PA</p><p>C</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>L:</p><p>Ve</p><p>rif</p><p>ic</p><p>ar</p><p>v</p><p>ol</p><p>. 3</p><p>d</p><p>a</p><p>Sé</p><p>rie</p><p>M</p><p>et</p><p>od</p><p>ol</p><p>óg</p><p>ic</p><p>a*</p><p>FA</p><p>M</p><p>ÍL</p><p>IA</p><p>O</p><p>C</p><p>U</p><p>PA</p><p>C</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>L:</p><p>O</p><p>C</p><p>U</p><p>PA</p><p>Ç</p><p>ÃO</p><p>(c</p><p>ód</p><p>ig</p><p>o</p><p>e</p><p>tít</p><p>ul</p><p>o)</p><p>:</p><p>N</p><p>O</p><p>M</p><p>E</p><p>D</p><p>O</p><p>C</p><p>U</p><p>RS</p><p>O</p><p>/</p><p>TR</p><p>EI</p><p>N</p><p>A</p><p>M</p><p>EN</p><p>TO</p><p>N</p><p>AT</p><p>U</p><p>RE</p><p>ZA</p><p>D</p><p>A</p><p>PR</p><p>O</p><p>G</p><p>RA</p><p>M</p><p>A</p><p>Ç</p><p>ÃO</p><p>TI</p><p>PO</p><p>D</p><p>E</p><p>PR</p><p>O</p><p>G</p><p>RA</p><p>M</p><p>A</p><p>Ç</p><p>ÃO</p><p>N</p><p>º</p><p>D</p><p>E</p><p>TU</p><p>RM</p><p>A</p><p>S</p><p>H</p><p>S/</p><p>AU</p><p>LA</p><p>P</p><p>O</p><p>R</p><p>TU</p><p>RM</p><p>A</p><p>H</p><p>S/</p><p>AU</p><p>LA</p><p>PO</p><p>R</p><p>A</p><p>N</p><p>O</p><p>TI</p><p>PO</p><p>D</p><p>E</p><p>PÚ</p><p>BL</p><p>IC</p><p>O</p><p>PA</p><p>RT</p><p>IC</p><p>. 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SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 85</p><p>Nota-se que, como consequência do estabeleci-</p><p>mento dessas metas, também já se obtém a neces-</p><p>sidade de recursos financeiros.</p><p>Recursos instrucionais</p><p>Descrevem-se os recursos instrucionais que serão</p><p>necessários ao cumprimento das metas propostas,</p><p>de forma que possam ser adquiridos em tempo há-</p><p>bil para a utilização adequada.</p><p>Cronograma de execução</p><p>Este item deve conter a previsão de execução das</p><p>ações da Administração Regional no ano seguinte.</p><p>Como o próprio nome diz, o Plano Anual de Traba-</p><p>lho tem uma amplitude anual, mas a forma que as</p><p>ações devem estar evidenciadas no PAT é de forma</p><p>trimestral, assim será possível organizar, executar,</p><p>avaliar e reportar ao Conselho Administrativo e Fis-</p><p>cal de maneira mais transparente e efetiva, além</p><p>disso, proporciona-se a possibilidade de o Senar</p><p>Regional avaliar e ajustar o planejamento ao longo</p><p>do ano, retificando ou ratificando as informações do</p><p>PAT.</p><p>Orçamento anual</p><p>É composto pela previsão de receitas e de despesas:</p><p>• Previsão de receitas;</p><p>Trata-se de estimar o quanto o Senar Administração</p><p>Regional irá arrecadar no ano seguinte com base</p><p>no histórico de arrecadação da regional, levando</p><p>em consideração a conjuntura econômica do país,</p><p>as ameaças, tais como quedas de preços, alterações</p><p>climáticas, políticas governamentais de importação</p><p>e exportação, de juros, de câmbio, etc.</p><p>• Previsão de despesas.</p><p>Atividade-meio: será de, no máximo, 20% da recei-</p><p>ta, sendo aquelas despesas destinadas às atividades</p><p>não diretamente relacionadas à realização de ações</p><p>de FPR, ATeG e PS, tais como: aluguel da sede, fo-</p><p>lha de pagamento de pessoal interno, material de</p><p>escritório, energia elétrica, internet, água e esgoto,</p><p>entre outros.</p><p>Atividade-fim: será de, no mínimo, 80% da receita,</p><p>sendo aquelas despesas destinadas às atividades</p><p>diretamente relacionadas à realização de ações de</p><p>FPR, ATeG e PS, tais como: pagamento de hora/aula</p><p>de instrutores, pagamentos de taxa de mobilização,</p><p>recursos instrucionais, deslocamentos de instrutor</p><p>e de supervisor, etc.</p><p>Entrega do PAT, Reformulação, Relatório de</p><p>Gestão e Relatório de Atividades</p><p>É importante ressaltar que a seriedade na elabora-</p><p>ção do PAT é condição sine qua non para uma exe-</p><p>cução que reflita as reais necessidades de forma</p><p>tempestiva e organizada, evitando-se retrabalho e</p><p>inconsistências ao longo do ano.</p><p>No segundo semestre do ano anterior, geralmente</p><p>entre outubro e novembro, a entrega do PAT do</p><p>ano seguinte deverá ser encaminhada ao Senar</p><p>Central para que as informações de todas as Regio-</p><p>nais sejam analisadas.</p><p>Após o fechamento do prazo de envio do PAT para</p><p>a Administração Central do Senar, só poderão ser</p><p>feitas alterações na reformulação, que acontece,</p><p>normalmente, de julho a agosto. É nesse momento</p><p>que a Regional deverá avaliar se o que foi planeja-</p><p>do está sendo executado conforme o PAT e se há a</p><p>necessidade de aumentar ou diminuir suas ofertas,</p><p>bem como redistribuir as programações entre os tri-</p><p>mestres ou entre os municípios.</p><p>Atenção! Apesar da possibili-</p><p>dade de reformulação, o PAT</p><p>não deve ser elaborado de for-</p><p>ma inconsistente ou descompromissa-</p><p>da, sendo somente um recurso de ajuste</p><p>de percurso e não uma mudança comple-</p><p>ta de roteiro, portanto, quando o plane-</p><p>jamento é bem feito, os números da re-</p><p>formulação serão o mais próximo</p><p>possível dos números planejados no PAT.</p><p>A reformulação é realizada tanto do ponto de vis-</p><p>ta físico – comparando as ações previstas com as</p><p>ações realizadas – quanto do ponto de vista finan-</p><p>ceiro – comparando o orçamento previsto com o</p><p>orçamento realizado.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>86</p><p>Importante!</p><p>Demandas extras</p><p>Ao longo do período, é comum os par-</p><p>ceiros demandarem do Senar ofertas</p><p>que não estavam previstas no PAT. Nes-</p><p>se caso, cada Administração Regional</p><p>deverá criar as regras para aprovação/</p><p>reprovação dessas demandas. Uma vez</p><p>aprovada pela Administração Regional,</p><p>as demandas extras também deverão</p><p>ser incluídas na reformulação.</p><p>Ao final do ano, são entregues o Relatório de Gestão</p><p>e o Relatório de Atividades, contendo o registro com-</p><p>pleto das ações realizadas durante todo o ano, com</p><p>os devidos ajustes físicos e orçamentários, bem com</p><p>as respectivas justificativas.</p><p>Para se obter informações mais aprofundadas sobre</p><p>o Relatório de Gestão e sobre o Relatório de Ativida-</p><p>des, recomenda-se a leitura do Manual de Prestação</p><p>de Contas – Relatório de Atividades, fornecido pela</p><p>Administração Central do Senar.</p><p>É importante que todos os agentes do Senar conhe-</p><p>çam o processo da Formação Profissional Rural, nas</p><p>suas etapas e saibam em quais atividades irão atuar,</p><p>para que a instituição alcance os objetivos com a</p><p>ação pedagógica. Assim, para que o Plano Anual de</p><p>Trabalho (PAT) seja bem sucedido, é necessária a in-</p><p>teração entre os agentes.</p><p>Etapa de Operacionalização</p><p>A operacionalização é a etapa do processo em que</p><p>são efetivadas as ações previamente priorizadas no</p><p>PAT. Conta com a atuação fundamental de mobiliza-</p><p>dores e instrutores devidamente treinados na meto-</p><p>dologia da FPR e PS.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 87</p><p>C</p><p>A</p><p>R</p><p>A</p><p>C</p><p>TE</p><p>R</p><p>IZ</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>ES</p><p>TA</p><p>D</p><p>O</p><p>/R</p><p>EG</p><p>IÃ</p><p>O</p><p>ET</p><p>A</p><p>PA</p><p>D</p><p>E</p><p>P</p><p>LA</p><p>N</p><p>EJ</p><p>A</p><p>M</p><p>EN</p><p>TO</p><p>D</p><p>A</p><p>S</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Õ</p><p>ES</p><p>D</p><p>E</p><p>FO</p><p>R</p><p>M</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>P</p><p>R</p><p>O</p><p>FI</p><p>SS</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>L</p><p>R</p><p>U</p><p>R</p><p>A</p><p>L</p><p>1.</p><p>L</p><p>ev</p><p>an</p><p>ta</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>da</p><p>do</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s:</p><p>1.1</p><p>D</p><p>ad</p><p>os</p><p>d</p><p>em</p><p>og</p><p>rá</p><p>fic</p><p>os</p><p>•</p><p>Po</p><p>pu</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>Ec</p><p>on</p><p>om</p><p>ic</p><p>am</p><p>en</p><p>te</p><p>A</p><p>ti</p><p>va</p><p>(P</p><p>EA</p><p>) r</p><p>ur</p><p>al</p><p>•</p><p>Po</p><p>pu</p><p>la</p><p>çã</p><p>o</p><p>to</p><p>ta</p><p>l r</p><p>ur</p><p>al</p><p>•</p><p>D</p><p>en</p><p>si</p><p>da</p><p>de</p><p>d</p><p>em</p><p>og</p><p>rá</p><p>fic</p><p>a</p><p>•</p><p>Fa</p><p>ix</p><p>a</p><p>et</p><p>ár</p><p>ia</p><p>1.2</p><p>Po</p><p>lít</p><p>ic</p><p>as</p><p>p</p><p>úb</p><p>lic</p><p>as</p><p>s</p><p>oc</p><p>ia</p><p>is</p><p>1.3</p><p>Pl</p><p>an</p><p>os</p><p>, p</p><p>ro</p><p>gr</p><p>am</p><p>as</p><p>e</p><p>p</p><p>ro</p><p>je</p><p>to</p><p>s</p><p>1.4</p><p>In</p><p>st</p><p>itu</p><p>iç</p><p>õe</p><p>s</p><p>pú</p><p>bl</p><p>ic</p><p>as</p><p>e</p><p>p</p><p>ri</p><p>va</p><p>da</p><p>s</p><p>1.5</p><p>Po</p><p>lít</p><p>ic</p><p>a</p><p>ag</p><p>rí</p><p>co</p><p>la</p><p>e</p><p>st</p><p>ad</p><p>ua</p><p>l</p><p>1.6</p><p>In</p><p>fr</p><p>ae</p><p>st</p><p>ru</p><p>tu</p><p>ra</p><p>d</p><p>e</p><p>ap</p><p>oi</p><p>o</p><p>1.7</p><p>Li</p><p>de</p><p>ra</p><p>nç</p><p>as</p><p>a</p><p>tu</p><p>an</p><p>te</p><p>s</p><p>2.</p><p>T</p><p>ra</p><p>ta</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>e</p><p>a</p><p>ná</p><p>lis</p><p>e</p><p>do</p><p>s</p><p>da</p><p>do</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>1.</p><p>L</p><p>ev</p><p>an</p><p>ta</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>da</p><p>do</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s:</p><p>1.1</p><p>D</p><p>ad</p><p>os</p><p>d</p><p>em</p><p>og</p><p>rá</p><p>fic</p><p>os</p><p>(e</p><p>xe</p><p>m</p><p>pl</p><p>os</p><p>):</p><p>•</p><p>PE</p><p>A</p><p>ru</p><p>ra</p><p>l m</p><p>un</p><p>ic</p><p>ip</p><p>al</p><p>•</p><p>C</p><p>on</p><p>ce</p><p>nt</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>da</p><p>p</p><p>op</p><p>ul</p><p>aç</p><p>ão</p><p>ru</p><p>ra</p><p>l</p><p>po</p><p>r f</p><p>ai</p><p>xa</p><p>e</p><p>tá</p><p>ri</p><p>a</p><p>e</p><p>se</p><p>xo</p><p>•</p><p>D</p><p>en</p><p>si</p><p>da</p><p>de</p><p>d</p><p>em</p><p>og</p><p>rá</p><p>fic</p><p>a</p><p>•</p><p>Ín</p><p>di</p><p>ce</p><p>d</p><p>e</p><p>cr</p><p>es</p><p>ci</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>e</p><p>co</p><p>nô</p><p>m</p><p>ic</p><p>o</p><p>1.2</p><p>Si</p><p>tu</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>a</p><p>pr</p><p>od</p><p>uç</p><p>ão</p><p>ag</p><p>ro</p><p>ss</p><p>ilv</p><p>ip</p><p>as</p><p>to</p><p>ri</p><p>l</p><p>E</p><p>x.</p><p>: A</p><p>gr</p><p>ic</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>•</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>cu</p><p>lti</p><p>va</p><p>da</p><p>•</p><p>Q</p><p>ua</p><p>nt</p><p>id</p><p>ad</p><p>e</p><p>pr</p><p>od</p><p>uz</p><p>id</p><p>a</p><p>•</p><p>Va</p><p>lo</p><p>r d</p><p>a</p><p>pr</p><p>od</p><p>uç</p><p>ão</p><p>•</p><p>Pr</p><p>ob</p><p>le</p><p>m</p><p>as</p><p>n</p><p>o</p><p>si</p><p>st</p><p>em</p><p>a</p><p>de</p><p>pr</p><p>od</p><p>uç</p><p>ão</p><p>Ex</p><p>.:</p><p>Pe</p><p>cu</p><p>ár</p><p>ia</p><p>•</p><p>Ti</p><p>po</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>ba</p><p>nh</p><p>o</p><p>•</p><p>N</p><p>º</p><p>de</p><p>c</p><p>ab</p><p>eç</p><p>as</p><p>•</p><p>Va</p><p>lo</p><p>r d</p><p>a</p><p>pr</p><p>od</p><p>uç</p><p>ão</p><p>1.3</p><p>E</p><p>du</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>•</p><p>Ín</p><p>di</p><p>ce</p><p>d</p><p>e</p><p>al</p><p>fa</p><p>be</p><p>ti</p><p>za</p><p>çã</p><p>o</p><p>1.4</p><p>Sa</p><p>úd</p><p>e</p><p>e</p><p>sa</p><p>ne</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>1.5</p><p>Es</p><p>tr</p><p>ut</p><p>ur</p><p>a</p><p>fu</p><p>nd</p><p>iá</p><p>ri</p><p>a</p><p>1.6</p><p>C</p><p>on</p><p>di</p><p>çõ</p><p>es</p><p>d</p><p>e</p><p>po</p><p>ss</p><p>e</p><p>e</p><p>us</p><p>o</p><p>da</p><p>te</p><p>rr</p><p>a</p><p>•</p><p>Es</p><p>tr</p><p>at</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>•</p><p>Id</p><p>en</p><p>ti</p><p>fic</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>as</p><p>se</p><p>nt</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>s</p><p>de</p><p>re</p><p>fo</p><p>rm</p><p>a</p><p>ag</p><p>rá</p><p>ri</p><p>a</p><p>1.7</p><p>M</p><p>er</p><p>ca</p><p>do</p><p>d</p><p>e</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>•</p><p>C</p><p>ar</p><p>ac</p><p>te</p><p>ri</p><p>za</p><p>çã</p><p>o</p><p>da</p><p>o</p><p>fe</p><p>rt</p><p>a</p><p>e</p><p>da</p><p>de</p><p>m</p><p>an</p><p>da</p><p>•</p><p>Ín</p><p>di</p><p>ce</p><p>d</p><p>e</p><p>de</p><p>se</p><p>m</p><p>pr</p><p>eg</p><p>o</p><p>•</p><p>N</p><p>úm</p><p>er</p><p>o</p><p>de</p><p>e</p><p>m</p><p>pr</p><p>eg</p><p>os</p><p>g</p><p>er</p><p>ad</p><p>os</p><p>•</p><p>Pr</p><p>in</p><p>ci</p><p>pa</p><p>is</p><p>o</p><p>cu</p><p>pa</p><p>çõ</p><p>es</p><p>e</p><p>xi</p><p>st</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>•</p><p>D</p><p>oe</p><p>nç</p><p>as</p><p>p</p><p>ro</p><p>fis</p><p>si</p><p>on</p><p>ai</p><p>s</p><p>•</p><p>In</p><p>ci</p><p>dê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>d</p><p>e</p><p>ac</p><p>id</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>de</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>1.8</p><p>In</p><p>fr</p><p>ae</p><p>st</p><p>ru</p><p>tu</p><p>ra</p><p>d</p><p>e</p><p>ap</p><p>oi</p><p>o</p><p>1.9</p><p>Pr</p><p>ob</p><p>le</p><p>m</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>de</p><p>gr</p><p>ad</p><p>aç</p><p>ão</p><p>a</p><p>m</p><p>bi</p><p>en</p><p>ta</p><p>l</p><p>1.1</p><p>0</p><p>A</p><p>sp</p><p>ec</p><p>to</p><p>s</p><p>so</p><p>ci</p><p>oe</p><p>co</p><p>nô</p><p>m</p><p>ic</p><p>os</p><p>e</p><p>c</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>is</p><p>1.1</p><p>1</p><p>In</p><p>fr</p><p>ae</p><p>st</p><p>ru</p><p>tu</p><p>ra</p><p>1.1</p><p>2</p><p>L</p><p>id</p><p>er</p><p>an</p><p>ça</p><p>s</p><p>lo</p><p>ca</p><p>is</p><p>2.</p><p>T</p><p>ra</p><p>ta</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>e</p><p>a</p><p>ná</p><p>lis</p><p>e</p><p>do</p><p>s</p><p>da</p><p>do</p><p>s</p><p>e</p><p>In</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s.</p><p>1.</p><p>I</p><p>de</p><p>nt</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>e</p><p>an</p><p>ál</p><p>is</p><p>e</p><p>qu</p><p>an</p><p>ti</p><p>ta</p><p>ti</p><p>va</p><p>e</p><p>qu</p><p>al</p><p>it</p><p>at</p><p>iv</p><p>a</p><p>de</p><p>:</p><p>1.1</p><p>C</p><p>on</p><p>ti</p><p>ng</p><p>en</p><p>te</p><p>h</p><p>um</p><p>an</p><p>o</p><p>1.2</p><p>Re</p><p>cu</p><p>rs</p><p>os</p><p>m</p><p>at</p><p>er</p><p>ia</p><p>is</p><p>1.3</p><p>Re</p><p>cu</p><p>rs</p><p>os</p><p>fi</p><p>na</p><p>nc</p><p>ei</p><p>ro</p><p>s</p><p>1.4</p><p>Re</p><p>cu</p><p>rs</p><p>os</p><p>in</p><p>st</p><p>ru</p><p>ci</p><p>on</p><p>ai</p><p>s</p><p>1.5</p><p>In</p><p>st</p><p>al</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>2.</p><p>P</p><p>ar</p><p>ce</p><p>ri</p><p>as</p><p>a</p><p>m</p><p>ob</p><p>ili</p><p>za</p><p>r</p><p>2.</p><p>1</p><p>Si</p><p>nd</p><p>ic</p><p>at</p><p>os</p><p>2.</p><p>2</p><p>P</p><p>re</p><p>fe</p><p>itu</p><p>ra</p><p>s</p><p>2.</p><p>3</p><p>A</p><p>ss</p><p>oc</p><p>ia</p><p>çõ</p><p>es</p><p>2.</p><p>4</p><p>L</p><p>id</p><p>er</p><p>an</p><p>ça</p><p>s</p><p>2.</p><p>5</p><p>C</p><p>oo</p><p>pe</p><p>ra</p><p>ti</p><p>va</p><p>s</p><p>2.</p><p>6</p><p>O</p><p>ut</p><p>ra</p><p>s</p><p>in</p><p>st</p><p>itu</p><p>iç</p><p>õe</p><p>s</p><p>pú</p><p>bl</p><p>ic</p><p>as</p><p>e</p><p>pr</p><p>iv</p><p>ad</p><p>as</p><p>3.</p><p>T</p><p>ra</p><p>ta</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>e</p><p>a</p><p>ná</p><p>lis</p><p>e</p><p>do</p><p>s</p><p>da</p><p>do</p><p>s</p><p>e</p><p>in</p><p>fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>1.</p><p>L</p><p>is</p><p>ta</p><p>ge</p><p>m</p><p>d</p><p>as</p><p>n</p><p>ec</p><p>es</p><p>si</p><p>da</p><p>de</p><p>s</p><p>da</p><p>F</p><p>PR</p><p>.</p><p>2.</p><p>O</p><p>rd</p><p>en</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>as</p><p>n</p><p>ec</p><p>es</p><p>si</p><p>da</p><p>de</p><p>s,</p><p>p</p><p>or</p><p>im</p><p>po</p><p>rt</p><p>ân</p><p>ci</p><p>a,</p><p>n</p><p>os</p><p>m</p><p>un</p><p>ic</p><p>íp</p><p>io</p><p>s.</p><p>3.</p><p>C</p><p>om</p><p>pa</p><p>ti</p><p>bi</p><p>liz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>d</p><p>os</p><p>d</p><p>ia</p><p>gn</p><p>ós</p><p>ti</p><p>co</p><p>s</p><p>ex</p><p>te</p><p>rn</p><p>o</p><p>e</p><p>in</p><p>te</p><p>rn</p><p>o</p><p>4</p><p>. E</p><p>la</p><p>bo</p><p>ra</p><p>çã</p><p>o</p><p>do</p><p>P</p><p>la</p><p>no</p><p>A</p><p>nu</p><p>al</p><p>d</p><p>e</p><p>Tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>(P</p><p>A</p><p>T)</p><p>4.</p><p>1</p><p>Ju</p><p>st</p><p>ifi</p><p>ca</p><p>ti</p><p>va</p><p>4.</p><p>2</p><p>O</p><p>bj</p><p>et</p><p>iv</p><p>o</p><p>4.</p><p>3</p><p>Es</p><p>tr</p><p>at</p><p>ég</p><p>ia</p><p>d</p><p>e</p><p>aç</p><p>ão</p><p>4.</p><p>4</p><p>Pr</p><p>og</p><p>ra</p><p>m</p><p>aç</p><p>ão</p><p>fí</p><p>si</p><p>ca</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>de</p><p>a</p><p>tu</p><p>aç</p><p>ão</p><p>•</p><p>Q</p><p>ua</p><p>dr</p><p>o</p><p>de</p><p>m</p><p>on</p><p>st</p><p>ra</p><p>ti</p><p>vo</p><p>d</p><p>e</p><p>m</p><p>et</p><p>as</p><p>/</p><p>aç</p><p>õe</p><p>s</p><p>de</p><p>F</p><p>PR</p><p>•</p><p>O</p><p>ut</p><p>ra</p><p>s</p><p>at</p><p>iv</p><p>id</p><p>ad</p><p>es</p><p>•</p><p>Q</p><p>ua</p><p>dr</p><p>o</p><p>de</p><p>m</p><p>on</p><p>st</p><p>ra</p><p>ti</p><p>vo</p><p>d</p><p>e</p><p>m</p><p>et</p><p>as</p><p>/</p><p>de</p><p>se</p><p>nv</p><p>ol</p><p>vi</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>ta</p><p>le</p><p>nt</p><p>os</p><p>hu</p><p>m</p><p>an</p><p>os</p><p>•</p><p>Re</p><p>cu</p><p>rs</p><p>os</p><p>in</p><p>st</p><p>ru</p><p>ci</p><p>on</p><p>ai</p><p>s</p><p>4.</p><p>5</p><p>C</p><p>ro</p><p>no</p><p>gr</p><p>am</p><p>a</p><p>de</p><p>e</p><p>xe</p><p>cu</p><p>çã</p><p>o</p><p>4.</p><p>6</p><p>O</p><p>rç</p><p>am</p><p>en</p><p>to</p><p>a</p><p>nu</p><p>al</p><p>•</p><p>Pr</p><p>ev</p><p>is</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>re</p><p>ce</p><p>it</p><p>a</p><p>•</p><p>Pr</p><p>ev</p><p>is</p><p>ão</p><p>d</p><p>e</p><p>de</p><p>sp</p><p>es</p><p>a</p><p>•</p><p>A</p><p>ti</p><p>vi</p><p>da</p><p>de</p><p>-m</p><p>ei</p><p>o</p><p>•</p><p>A</p><p>ti</p><p>vi</p><p>da</p><p>de</p><p>-fi</p><p>m</p><p>C</p><p>A</p><p>R</p><p>A</p><p>C</p><p>TE</p><p>R</p><p>IZ</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>M</p><p>U</p><p>N</p><p>IC</p><p>ÍP</p><p>IO</p><p>C</p><p>O</p><p>M</p><p>PA</p><p>TI</p><p>B</p><p>IL</p><p>IZ</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>S</p><p>D</p><p>IA</p><p>G</p><p>N</p><p>Ó</p><p>ST</p><p>IC</p><p>O</p><p>S</p><p>E</p><p>EL</p><p>A</p><p>B</p><p>O</p><p>R</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>O</p><p>P</p><p>A</p><p>T</p><p>D</p><p>ET</p><p>ER</p><p>M</p><p>IN</p><p>A</p><p>Ç</p><p>Ã</p><p>O</p><p>D</p><p>A</p><p>C</p><p>A</p><p>PA</p><p>C</p><p>ID</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>O</p><p>P</p><p>ER</p><p>A</p><p>TI</p><p>V</p><p>A</p><p>D</p><p>O</p><p>S</p><p>EN</p><p>A</p><p>R</p><p>O</p><p>pe</p><p>ra</p><p>ci</p><p>on</p><p>al</p><p>iz</p><p>aç</p><p>ão</p><p>D</p><p>IA</p><p>G</p><p>N</p><p>Ó</p><p>ST</p><p>IC</p><p>O</p><p>EX</p><p>TE</p><p>R</p><p>N</p><p>O</p><p>D</p><p>IA</p><p>G</p><p>N</p><p>Ó</p><p>ST</p><p>IC</p><p>O</p><p>IN</p><p>TE</p><p>R</p><p>N</p><p>O</p><p>P</p><p>LA</p><p>N</p><p>O</p><p>A</p><p>N</p><p>U</p><p>A</p><p>L</p><p>D</p><p>E</p><p>TR</p><p>A</p><p>B</p><p>A</p><p>LH</p><p>O</p><p>Ação Supervisora Gerencial e Técnica</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>88</p><p>Nessa etapa ocorrem as fases de estruturação e exe-</p><p>cução das ações, contempladas no PAT. Tais ativida-</p><p>des compreendem desde a formalização de parcerias</p><p>para ampliar a capacidade operativa do Senar, pas-</p><p>sando pela capacitação dos agentes que realizarão</p><p>as atividades previstas, até a execução das ações de</p><p>Formação Profissional Rural, inclusive as ações que</p><p>devem ser executadas após o evento.</p><p>É importante destacar que, na etapa de operacio-</p><p>nalização, as ações de formação profissional tomam</p><p>corpo e ocorre a maior interação com o público e o</p><p>mercado de trabalho.</p><p>Atenção! É fundamental que</p><p>os agentes do Senar (mobili-</p><p>zador, instrutor e supervisor)</p><p>estejam comprometidos e executem</p><p>suas atividades de forma efetiva e den-</p><p>tro das premissas necessárias ao suces-</p><p>so da ação institucional, compreenden-</p><p>do as atribuições individuais que</p><p>impactam no trabalho coletivo. É res-</p><p>ponsabilidade da equipe técnica o</p><p>acompanhamento constante também</p><p>nessa fase.</p><p>Para a eficácia da Formação Profissional Rural, é</p><p>importante que os mobilizadores, junto de suas en-</p><p>tidades, se comprometam para organização das tur-</p><p>mas de acordo com o perfil do público, preparando</p><p>o ambiente onde ocorrerá a ação pedagógica, dis-</p><p>ponibilizando os recursos instrucionais pertinentes</p><p>ao processo de ensino-aprendizagem, verificando a</p><p>documentação dos participantes, fichas de inscri-</p><p>ção, etc. A equipe técnica deve estar atenta a toda a</p><p>documentação, inclusive o preenchimento comple-</p><p>to e correto das fichas de inscrição, check list dos</p><p>recursos instrucionais, etc.</p><p>Os instrutores são docentes que fazem a mediação</p><p>no processo de ensino-aprendizagem e devem estar</p><p>preparados de acordo com a metodologia preconi-</p><p>zada pelo Senar, que enfatiza o domínio de práticas</p><p>pedagógicas que foquem no participante, estimu-</p><p>lando ao máximo sua capacidade de aprender.</p><p>INSTRUTORES</p><p>SUPERVISORES</p><p>Os supervisores devem acompanhar, de forma sis-</p><p>temática, a ação docente e da mobilização. Por ser</p><p>o único agente pertencente ao quadro de colabo-</p><p>radores do Senar e conhecer de perto a realidade e</p><p>necessidade do público-alvo e as demandas do mer-</p><p>cado de trabalho, do meio onde ocorre a ação de</p><p>formação profissional, cabe-lhe a responsabilidade</p><p>de cuidar para que o processo de ensino-aprendiza-</p><p>gem aconteça de forma harmônica.</p><p>A seguir, identifica-se o papel dos agentes do Senar</p><p>nas duas fases de operacionalização do processo de</p><p>formação profissional:</p><p>Na fase de estruturação das ações, é possível obser-</p><p>var três momentos distintos, são eles:</p><p>Momento 1: realizado pela equipe técnica interna da</p><p>Administração Regional. Constitui-se na formação</p><p>do capital intelectual necessário ao desenvolvimento</p><p>da ação pedagógica de formação do produtor e tra-</p><p>balhador rural. As atividades a serem desenvolvidas</p><p>recaem especificamente sobre os instrutores, são</p><p>elas: a seleção, a capacitação metodológica, a cons-</p><p>tante atualização de conteúdos, o credenciamento</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 89</p><p>e o convite para atuação nos eventos de Formação</p><p>Profissional Rural, realizados pelo Senar e, também,</p><p>pela entidade parceira que fará a mobilização;</p><p>Momento 2: realizado pelo agente mobilizador e</p><p>sua respectiva entidade parceira. Consiste na ativi-</p><p>dade de mobilização das ações, de acordo com os</p><p>parâmetros descritos pelo Senar (catálogos de cur-</p><p>sos, normas e planejamento no PAT), obedecendo</p><p>aos requisitos da ocupação ofertada conforme a</p><p>legislação vigente no país. Os seguintes passos se-</p><p>rão dados: divulgação do evento junto à clientela;</p><p>recrutamento dos produtores e trabalhadores rurais</p><p>que tenham interesse no tema e seleção dos partici-</p><p>pantes de acordo com os critérios preestabelecidos;</p><p>composição da turma (de acordo com os pré-requi-</p><p>sitos da ocupação); organização dos recursos ins-</p><p>trucionais; escolha e organização do local da ação</p><p>pedagógica; confirmação do local da ação; e progra-</p><p>mação das ações de FPR em sistemas de controle.</p><p>A Administração Regional supervisiona essas fases,</p><p>analisa a programação feita pelo mobilizador, au-</p><p>torizando ou não a realização do evento, enviando</p><p>recursos instrucionais necessários;</p><p>MOBILIZADOR</p><p>EQUIPE TÉCNICA</p><p>INTERNA</p><p>INSTRUTOR</p><p>SUPERVISOR</p><p>Momento 3: realizado pelo instrutor, pela equipe téc-</p><p>nica da Regional, em constante diálogo com os mobili-</p><p>zadores. Consiste nos seguintes passos: elaboração do</p><p>plano instrucional em conformidade com as demandas</p><p>do público-alvo por novos conhecimentos; ampliação</p><p>das habilidades; e desenvolvimento de atitudes pro-</p><p>fissionais. O plano instrucional é composto pelos se-</p><p>guintes elementos: objetivos educacionais; conteúdos</p><p>técnicos e temas transversais; seleção de técnicas ins-</p><p>trucionais; definição dos procedimentos de avaliação;</p><p>seleção de recursos instrucionais; e determinação da</p><p>carga horária.</p><p>A fase de execução das ações, segunda parte da</p><p>operacionalização, consiste na realização da Forma-</p><p>ção Profissional Rural propriamente dita.</p><p>Para que as demandas e as necessidades do público-</p><p>-alvo e do mercado de trabalho sejam atendidas, cada</p><p>agente do Senar deve executar os seguintes passos:</p><p>Realizar as inscrições dos participantes, programar</p><p>o evento em sistema de controle junto à Adminis-</p><p>tração Regional, preparar o local e os recursos ins-</p><p>trucionais do evento, acompanhar a realização do</p><p>evento e entregar os certificados.</p><p>Programar a supervisão conforme planejamento de</p><p>supervisão.</p><p>Aplicar o plano instrucional que prevê o desenvol-</p><p>vimento do conteúdo, a aplicação das técnicas ins-</p><p>trucionais, a utilização dos recursos instrucionais</p><p>e a aplicação dos procedimentos de avaliação dos</p><p>participantes e do evento, seguindo a carga horária</p><p>planejada e, ao final, elaborar relatório de execução</p><p>das ações.</p><p>Supervisionar a Formação Profissional Rural confor-</p><p>me planejamento de supervisão e elaborar relatório</p><p>de supervisão.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>90</p><p>ETAPA DE OPERACIONALIZAÇÃO DAS AÇÕES DA</p><p>FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>A</p><p>çã</p><p>o</p><p>Su</p><p>pe</p><p>rv</p><p>is</p><p>or</p><p>a</p><p>G</p><p>er</p><p>en</p><p>ci</p><p>al</p><p>e</p><p>T</p><p>éc</p><p>ni</p><p>ca</p><p>ESTRUTURAÇÃO DAS AÇÕES</p><p>1. Atribuições da Administração</p><p>Regional</p><p>• Seleção de instrutores.</p><p>• Preparação de instrutores</p><p>(Treinamento Metodológico).</p><p>• Atualização de instrutores.</p><p>• Procedimentos de</p><p>credenciamento dos instrutores.</p><p>• Convite ao instrutor para atuação</p><p>em evento.</p><p>• Repasse de recursos para os</p><p>parceiros.</p><p>2. Atribuições do mobilizador(a)/</p><p>parceiro(a)</p><p>• Divulgação das ações de FPR.</p><p>• Recrutamento e seleção da</p><p>clientela.</p><p>• Relacionar a natureza de</p><p>programação com o público.</p><p>• Relacionar o tipo de</p><p>programação com o público.</p><p>• Composição de turmas</p><p>(inscrição).</p><p>• Escolha e organização do local da</p><p>ação de FPR.</p><p>• Compra e provimento de</p><p>recursos instrucionais.</p><p>• Confirmação do local da ação.</p><p>3. Atribuições do(a) instrutor(a)</p><p>• Elaboração do Plano Instrucional:</p><p>– Determinação dos objetivos;</p><p>– Determinação do conteúdo;</p><p>– Seleção das técnicas</p><p>instrucionais;</p><p>– Seleção dos recursos</p><p>instrucionais;</p><p>– Definição dos procedimentos</p><p>de avaliação;</p><p>– Determinação da carga</p><p>horária.</p><p>• Comunicação constante com o</p><p>mobilizador.</p><p>1. Atribuições da Administração</p><p>Regional</p><p>• Programar e coordenar as formas</p><p>de supervisão aos eventos.</p><p>• Produção dos certificados com</p><p>base nos relatórios do instrutor.</p><p>2. Atribuições do instrutor(a)</p><p>• Aplicação do Plano Instrucional:</p><p>– Desenvolvimento do conteúdo.</p><p>– Aplicação das técnicas</p><p>instrucionais.</p><p>– Utilização dos recursos</p><p>instrucionais.</p><p>– Aplicação dos procedimentos</p><p>de avaliação.</p><p>• Depois do evento:</p><p>– Elaboração do relatório de</p><p>execução da ação.</p><p>3. Atribuições do(a) mobilizador(a)/</p><p>parceiro(a)</p><p>• Depois do evento:</p><p>– Entrega dos Certificados;</p><p>– Prestação de contas.</p><p>EXECUÇÃO DAS AÇÕES</p><p>Ações Estruturadas</p><p>Ações Executadas</p><p>Avaliação</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 91</p><p>Conteúdos obrigatórios nas programações</p><p>de Formação Profissional Rural</p><p>Na operacionalização das ações de FPR, verifica-se</p><p>que a diversidade na sala de aula é um dos grandes</p><p>desafios vividos pelo instrutor do Senar, uma vez que</p><p>o cenário pedagógico é composto por um universo</p><p>de singularidades de pessoas com faixa etária, his-</p><p>tórias de vida, concepções, representações, afetos e</p><p>expectativas diferentes, sendo, portanto, uma utopia</p><p>pensar em homogeneidade dentro e entre os grupos.</p><p>Dessa forma, é preciso valer-se de estratégias pe-</p><p>dagógicas, a fim de possibilitar aos participantes</p><p>da Formação Profissional Rural o pleno desenvolvi-</p><p>mento de suas potencialidades e, ao mesmo tempo,</p><p>permitir ao instrutor a possibilidade de fazer a cor-</p><p>reta análise do processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Vale aqui apresentar informações sobre conteúdos</p><p>que devem estar sempre presentes e serem traba-</p><p>lhados de forma integrada na ação do instrutor de</p><p>FPR do Senar.</p><p>• Saúde e segurança no trabalho rural</p><p>Sendo o Senar importante agente de disseminação</p><p>de conhecimentos, é imprescindível que, em todas</p><p>as linhas de ação – agricultura, pecuária, silvicultu-</p><p>ra, aquicultura, extrativismo, agroindústria, ativida-</p><p>des de apoio agrossilvipastoril e atividades relativas</p><p>à prestação de serviços –, sejam previstos, no plano</p><p>instrucional e trabalhado com os participantes, os</p><p>conteúdos de saúde e segurança no trabalho rural.</p><p>Além disso, os cenários educativos estruturados</p><p>para a execução dos eventos deverão proporcionar</p><p>condições favoráveis e modelares de saúde e segu-</p><p>rança aos participantes e instrutores, devendo ser</p><p>conferida especial atenção à adequação do mobili-</p><p>ário, instalações, ventilação, luminosidade, banhei-</p><p>ros, conforto sonoro, equipamentos de proteção</p><p>individual (EPIs), que devem estar em quantidade e</p><p>qualidade compatíveis aos riscos oferecidos.</p><p>Segundo os manuais de saúde e segurança, os ris-</p><p>cos, nesse campo, para o trabalhador rural, são divi-</p><p>didos em cinco categorias:</p><p>a) Risco de acidente</p><p>Qualquer fator que coloque o trabalhador em situa-</p><p>ção vulnerável e possa afetar sua integridade e seu</p><p>bem-estar físico e psíquico. São exemplos de risco</p><p>de acidente: máquinas e equipamentos sem prote-</p><p>ção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo</p><p>físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.</p><p>a) Risco ergonômico</p><p>Qualquer fator que possa interferir nas característi-</p><p>cas psicofisiológicas do trabalhador, causando des-</p><p>conforto ou afetando sua saúde. São exemplos de</p><p>risco ergonômico: levantamento de peso, ritmo de</p><p>trabalho excessivo, monotonia, repetitividade, pos-</p><p>tura inadequada, etc.</p><p>a) Risco físico</p><p>Consideram-se agentes de risco físico as diversas</p><p>formas de energia a que possam estar expostos os</p><p>trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão,</p><p>umidade, radiações ionizantes e não ionizantes, vi-</p><p>bração, etc.</p><p>a) Risco biológico</p><p>Consideram-se agentes de risco biológico bactérias,</p><p>vírus, fungos, parasitas, entre outros.</p><p>a) Risco químico</p><p>Consideram-se agentes de risco químico as substân-</p><p>cias, os compostos ou produtos, os fluidos biológicos</p><p>ou não, que possam penetrar no organismo do tra-</p><p>balhador pela via respiratória, na forma de poeiras,</p><p>fumos, gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que</p><p>possam, pela natureza da atividade de exposição, ter</p><p>contato com o organismo ou serem absorvidos por</p><p>ele através da pele ou por ingestão.</p><p>Tais conteúdos devem estar compatíveis com os</p><p>objetivos específicos elaborados nos planos instru-</p><p>cionais, enriquecendo a abordagem da Educação</p><p>Profissional.</p><p>• Preservação do meio ambiente e bem-estar</p><p>animal</p><p>Convém lembrar que o meio ambiente no trabalho</p><p>rural, via de regra, constitui-se de bens naturais que</p><p>necessitam de preservação, para que trabalhadores</p><p>e produtores possam viver num ambiente ecologi-</p><p>camente equilibrado, que garanta perpetuação da</p><p>qualidade de vida, protegida, no ordenamento ju-</p><p>rídico brasileiro, pela Constituição Federal de 1988.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>92</p><p>Todas as programações da FPR devem abordar o</p><p>tema “preservação do meio ambiente”, uma vez que</p><p>a sobrevivência e a sustentabilidade do empreen-</p><p>dimento dependem diretamente da maneira como</p><p>os recursos naturais são manejados. Tais recursos –</p><p>como os solos, as florestas, a água, o ar, a fauna e a</p><p>flora – estão diretamente relacionados à qualidade</p><p>das matérias-primas (fibras, madeiras, peles de ori-</p><p>gem animal e outros) e à suficiência na produção de</p><p>alimentos (cereais, pastos, forragens, leite, carne e</p><p>outros).</p><p>É muito importante entender que todos esses fato-</p><p>res estão inter-relacionados e qualquer atividade que</p><p>venha a afetar um deles poderá impactar os demais.</p><p>Por isso, trabalhar com o meio ambiente requer res-</p><p>peito aos princípios da precaução, pois está em jogo</p><p>o equilíbrio ecológico de todas as cadeias produtivas.</p><p>Cabe ao instrutor, no seu planejamento</p><p>instrucional, abordar tais conteúdos, pro-</p><p>curando sempre que possível:</p><p>1) Refletir com os participantes sobre o</p><p>grau de intensidade das intervenções</p><p>no meio ambiente rural, buscando indi-</p><p>car ações preventivas, mitigadoras ou</p><p>corretivas que compensem os impactos</p><p>causados pela atividade produtiva;</p><p>2) Discutir a respeito da identificação de</p><p>aspectos críticos no âmbito da proprie-</p><p>dade que representem os riscos po-</p><p>tenciais às atividades agropecuárias,</p><p>oferecendo ao produtor</p><p>e trabalhador</p><p>rural instrumentos e ações capazes de</p><p>identificar os pontos fracos e aprovei-</p><p>tar os pontos fortes no ambiente da</p><p>propriedade;</p><p>3) Sugerir técnicas de produção susten-</p><p>tável com enfoque na conservação do</p><p>solo, da água e das florestas, integra-</p><p>das às boas práticas agropecuárias,</p><p>como aquelas ligadas à agricultura de</p><p>baixa emissão de carbono;</p><p>4) Discutir as formas corretas de destina-</p><p>ção do lixo ou resíduos no processo de</p><p>produção.</p><p>Os animais (grande, médio e pequeno porte) usa-</p><p>dos nos treinamentos do Senar devem ser tratados</p><p>de acordo com as premissas de bem-estar animal. O</p><p>conceito de bem-estar animal refere-se a uma boa</p><p>ou satisfatória qualidade de vida que envolve deter-</p><p>minados aspectos referentes ao animal, tais como</p><p>saúde, felicidade, longevidade.11</p><p>Os animais têm o direito de estar:</p><p>• Livres de fome e sede e com pronto acesso à</p><p>água fresca e a uma dieta que os mantenha sau-</p><p>dáveis e vigorosos;</p><p>• Livres de desconfortos e vivendo em um am-</p><p>biente apropriado que inclui abrigo e uma área</p><p>confortável para descanso;</p><p>• Livres de dor, ferimentos e doenças por meio de</p><p>prevenção ou de rápido diagnóstico e tratamento;</p><p>• Livres para expressar comportamento normal,</p><p>uma vez que lhes sejam garantidos: espaço su-</p><p>ficiente, condições de moradia apropriadas e</p><p>companhia de outros animais de sua espécie;</p><p>• Livres de medos e angústias e com a garantia</p><p>de condições e tratamento que evitam sofri-</p><p>mentos mentais.</p><p>Etapa de Avaliação</p><p>A etapa de avaliação acontece em todo o proces-</p><p>so da FPR com intuito de acompanhar e controlar</p><p>todas as etapas de planejamento e operacionaliza-</p><p>ção e tem como foco a avaliação durante o proces-</p><p>so, que resultam em avaliação somativa realizada</p><p>pela equipe técnica do Senar. Tal avaliação garante</p><p>a retroalimentação e a manutenção da qualidade</p><p>dos procedimentos, a retificação ou a ratificação de</p><p>cada fase para subsidiar o planejamento seguinte.</p><p>A fase de avaliação somativa tem o objetivo de</p><p>produzir relatórios técnicos que demonstrem os</p><p>aspectos da qualidade dos trabalhos realizados</p><p>pelo Senar.</p><p>Assim, destaca-se a importância dos agentes do</p><p>Senar no desenvolvimento das atividades, visando à</p><p>excelência institucional.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 93</p><p>É importante esclarecer que as situações de ava-</p><p>liação são fundamentais tanto para os indivíduos,</p><p>quanto para as instituições que buscam o cres-</p><p>cimento e o desenvolvimento. Constituem-se de</p><p>conjunto de atividades gerenciais, técnicas e me-</p><p>tódicas, que visam produzir informações úteis para</p><p>identificação e correção de não conformidades do</p><p>processo da Formação Profissional Rural. Deve ser</p><p>vista como instrumento direcionado para busca de</p><p>conhecimento a interpretação dos fatos que auxilie</p><p>nas tomadas de decisões que objetivam cumprir a</p><p>missão institucional e a transformação da realidade</p><p>do agronegócio brasileiro.</p><p>É preciso ressaltar sobre os aspectos positivos da</p><p>avaliação, que implica a busca pela eficiência (fa-</p><p>zer certo as coisas, ou seja, realizar os eventos de</p><p>FPR como previstos), pela eficácia (fazer as coisas</p><p>certas, ou seja, definir com muita assertividade o</p><p>que será feito e o como serão as ações de FPR) e</p><p>pela efetividade (gerar o impacto socioeconômi-</p><p>co no ambiente, ou seja, satisfação das necessida-</p><p>des do público-alvo e das demandas do mercado de</p><p>trabalho rural).</p><p>Assim, é importante o registro dos dados e a ela-</p><p>boração dos relatórios pelos agentes do Senar, pois</p><p>as informações geradas auxiliam a Ação Supervisora</p><p>Gerencial e Técnica e a consequente retificação ou</p><p>ratificação do processo.</p><p>A fase de acompanhamento e controle, ao longo</p><p>das fases e atividades do processo, é muito impor-</p><p>tante, pois o Senar atua com parcerias com os mo-</p><p>bilizadores e com credenciamento de instrutores,</p><p>ambos externos à instituição. Nesse sentido, a su-</p><p>pervisão realizada por funcionários do Senar repre-</p><p>senta instrumento fundamental para a coordenação</p><p>do processo de FPR, mantendo coerência com a sua</p><p>missão e os procedimentos metodológicos.</p><p>Na prática, o acompanhamento consiste na atu-</p><p>ação do supervisor que realiza supervisão geren-</p><p>cial, técnica e metodológica, junto aos demais</p><p>agentes, para que os objetivos educacionais se-</p><p>jam alcançados. A partir do acompanhamento são</p><p>feitos os controles por meio de registros de su-</p><p>pervisão que são relatórios técnicos e gerenciais,</p><p>que formam a avaliação formativa do processo,</p><p>possibilitando a melhoria do processo em si, da</p><p>atuação dos agentes e das ofertas de FPR.</p><p>Portanto, o acompanhamento e o controle</p><p>ocorrem por meio de análises quantitativas e</p><p>qualitativas. A avaliação quantitativa diz res-</p><p>peito à verificação dos resultados numéricos al-</p><p>cançados, em relação ao planejamento (número</p><p>de treinamentos previstos e realizados, distri-</p><p>buição por gênero, faixa etária, etc.). A análise</p><p>qualitativa verifica se as ações desenvolvidas</p><p>estão levando, de fato, ao alcance dos objetivos</p><p>educacionais da instituição (grau de satisfação</p><p>dos treinandos com a ação de Formação Pro-</p><p>fissional Rural, aumento da renda do produtor,</p><p>melhoria na qualidade do trabalho, utilização</p><p>de inovações tecnológicas).</p><p>A fase da avaliação somativa é aquela desenvolvida</p><p>ao final do ciclo do processo de Formação Profissio-</p><p>nal Rural. Objetiva avaliar a capacidade de provo-</p><p>car, no egresso e no seu ambiente familiar e social,</p><p>os efeitos esperados pela instituição – o que pode</p><p>ser observado em produtores e trabalhadores rurais</p><p>com o melhor desempenho das atividades ocupa-</p><p>cionais, o que atende às necessidades da clientela e</p><p>às demandas do mercado de trabalho.</p><p>As informações geradas nessa fase retroalimentam,</p><p>por meio das experiências vivenciadas, todas as eta-</p><p>pas do processo de Formação Profissional Rural.</p><p>Saídas do processo da FPR</p><p>Como saídas do processo da FPR, pode-se conside-</p><p>rar duas questões básicas a serem identificadas.</p><p>A primeira questão é: as demandas do mercado de</p><p>trabalho e as necessidades dos produtores e traba-</p><p>lhadores foram satisfeitas?</p><p>A segunda questão é: em quais etapas ou fases o</p><p>processo de FPR deve melhorar para atender me-</p><p>lhor às demandas?</p><p>Assim, inicia-se novo processo de FPR com as eta-</p><p>pas de planejamento, operacionalização e avaliação</p><p>que são aprimoradas a partir das saídas do processo</p><p>anteriormente conduzido e avaliado.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>94</p><p>A</p><p>çã</p><p>o</p><p>Su</p><p>pe</p><p>rv</p><p>is</p><p>or</p><p>a</p><p>G</p><p>er</p><p>en</p><p>ci</p><p>al</p><p>e</p><p>T</p><p>éc</p><p>ni</p><p>ca</p><p>Retificação das</p><p>Ações de FPR</p><p>Ratificação das</p><p>Ações de FPR</p><p>ACOMPANHAMENTO E CONTROLE</p><p>AO LONGO DAS ETAPAS, FASES E</p><p>ATIVIDADES DO PROCESSO</p><p>Atribuições da Administração</p><p>Regional</p><p>1. Supervisão.</p><p>2. Registro de dados e informações.</p><p>3. Análise e interpretação dos dados e</p><p>informações.</p><p>4. Elaboração de relatório indicando</p><p>aspectos a melhorar.</p><p>5. Atuação no processo em busca do seu</p><p>aprimoramento.</p><p>6. Análise da prestação de contas.</p><p>Atribuições da Administração</p><p>Regional / Central</p><p>1. Avaliação metodológica e administrativa</p><p>de efeito-impacto.</p><p>2. Análise e interpretação dos dados e</p><p>informações.</p><p>3. Elaboração de relatórios técnicos</p><p>contemplando:</p><p>• Aspectos sobre a qualidade dos</p><p>trabalhos realizados pelo SENAR.</p><p>• Sugestões de retroalimentação</p><p>do processo da FPR.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>SOMATIVA</p><p>NOVAS</p><p>DEMANDAS</p><p>PARA O</p><p>PROCESSO</p><p>PROCESSO</p><p>AVALIADO</p><p>P</p><p>LA</p><p>N</p><p>EJ</p><p>A</p><p>M</p><p>EN</p><p>TO</p><p>ETAPA DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 95</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>96</p><p>PLANEJAMENTO</p><p>CARACTERIZAÇÃO DO</p><p>ESTADO/REGIÃO</p><p>POLÍTICAS</p><p>NACIONAIS</p><p>DE DESEN-</p><p>VOLVIMENTO</p><p>SOCIOECO-</p><p>NÔMICO</p><p>• POLÍTICAS</p><p>ESTADUAIS/</p><p>MUNICIPAIS</p><p>• POLÍTICAS</p><p>INSTITUCIONAIS</p><p>• RECURSOS</p><p>FINANCEIROS</p><p>• RECURSOS</p><p>HUMANOS</p><p>• RECURSOS</p><p>MATERIAIS</p><p>DIAGNÓSTICO EXTERNO DIAGNÓSTICO</p><p>INTERNO PLANO ANUAL DE</p><p>TRABALHO (PAT)</p><p>CARACTERIZAÇÃO DO</p><p>MUNICÍPIO</p><p>COMPATIBILIZAÇÃO DOS</p><p>DIAGNÓSTICOS</p><p>E ELABORAÇÃO DO PAT</p><p>DETERMINAÇÃO DA</p><p>CAPACIDADE OPERATIVA</p><p>DO SENAR</p><p>AÇÃO SUPERVISORA GERENCIAL E TÉCNICA</p><p>AÇÃO SUPERVISORA GERENCIAL E TÉCNICA</p><p>FLUXOGRAMA DO PROCESSO DA FORMAÇÃO</p><p>PROFISSIONAL RURAL</p><p>SENAR</p><p>• MISSÃO</p><p>• PRINCÍPIOS</p><p>• DIRETRIZES</p><p>• ATEG</p><p>ESTADO E/OU REGIÃO</p><p>CARACTERIZADOS</p><p>MUNICÍPIOS</p><p>CARACTERIZADOS</p><p>CAPACIDADE OPERATIVA</p><p>DO SENAR DETERMINADA</p><p>1. Levantamento de dados e</p><p>informações:</p><p>1.1 Dados demográficos:</p><p>• População</p><p>Economicamente Ativa</p><p>(PEA) rural;</p><p>• População total rural;</p><p>• Densidade</p><p>demográfica;</p><p>• Faixa etária;</p><p>1.2 Políticas públicas</p><p>sociais;</p><p>1.3 Planos, programas e</p><p>projetos;</p><p>1.4 Instituições públicas e</p><p>privadas;</p><p>1.5 Política agrícola</p><p>estadual;</p><p>1.6 Infraestrutura de apoio;</p><p>1.7 Lideranças atuantes.</p><p>2. Tratamento e análise dos</p><p>dados e informações.</p><p>1. Levantamento de dados e</p><p>informações:</p><p>1.1 Dados demográficos</p><p>(exemplos):</p><p>• PEA rural municipal;</p><p>• Concentração da</p><p>população rural por faixa</p><p>etária e sexo;</p><p>• Densidade demográfica;</p><p>• Índice de crescimento</p><p>econômico.</p><p>1.2 Situação da produção</p><p>agrossilvipastoril;</p><p>Ex.: Agricultura:</p><p>• Área cultivada;</p><p>• Quantidade produzida;</p><p>• Valor da produção.;</p><p>• Problemas no sistema de</p><p>produção.</p><p>Ex.: Pecuária:</p><p>• Tipo de rebanho;</p><p>• Nº de cabeças;</p><p>• Valor da produção.</p><p>1.3 Educação;</p><p>• Índice de alfabetização.</p><p>1.4 Saúde e saneamento;</p><p>1.5 Estrutura fundiária;</p><p>1.6 Condições de posse e</p><p>uso da terra:</p><p>• Estratificação;</p><p>• Identificação de</p><p>assentamentos de</p><p>reforma agrária.</p><p>1.7 Mercado de trabalho:</p><p>• Caracterização da oferta</p><p>e da demanda;</p><p>• Índice de desemprego;</p><p>• Número de empregos</p><p>gerados;</p><p>• Principais ocupações</p><p>existentes;</p><p>• Doenças profissionais;</p><p>• Incidência de acidentes</p><p>de trabalho.</p><p>1.8 Infraestrutura de apoio;</p><p>1.9 Problemas de</p><p>degradação ambiental;</p><p>1.10 Aspectos</p><p>socioeconômicos e</p><p>culturais;</p><p>1.11 Infraestrutura;</p><p>1.12 Lideranças locais.</p><p>2. Tratamento e análise dos</p><p>dados e informações.</p><p>1. Listagem das</p><p>necessidades da FPR.</p><p>2. Ordenação das</p><p>necessidades, por</p><p>importância, nos</p><p>municípios.</p><p>3. Compatibilização dos</p><p>diagnósticos externo e</p><p>interno.</p><p>4. Elaboração do Plano Anual</p><p>de Trabalho (PAT).</p><p>4.1 Justificativa.</p><p>4.2 Objetivo.</p><p>4.3 Estratégia de ação.</p><p>4.4 Programação física.</p><p>4.5 Área de atuação:</p><p>• Quadro demonstrativo</p><p>de metas/ações de FPR;</p><p>• Outras atividades;</p><p>• Quadro demonstrativo</p><p>de metas/</p><p>desenvolvimento de</p><p>talentos humanos;</p><p>• Recursos instrucionais.</p><p>4.6 Cronograma de</p><p>execução.</p><p>4.7 Orçamento anual:</p><p>• Previsão de receita;</p><p>• Previsão de despesa;</p><p>• Atividade-meio;</p><p>• Atividade-fim.</p><p>1. Identificação e análise</p><p>quantitativa e qualitativa de:</p><p>1.1 Contingente humano;</p><p>1.2 Recursos materiais;</p><p>1.3 Recursos financeiros;</p><p>1.4 Recursos instrucionais;</p><p>1.5 Instalações.</p><p>2. Parcerias a mobilizar.</p><p>2.1 Sindicatos.</p><p>2.2 Prefeituras.</p><p>2.3 Associações.</p><p>2.4 Lideranças.</p><p>2.5 Cooperativas.</p><p>2.6 Outras instituições</p><p>públicas e privadas.</p><p>3. Tratamento e análise dos</p><p>dados e informações.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 97</p><p>OPERACIONALIZAÇÃO AVALIAÇÃO</p><p>ESTRUTURAÇÃO DAS</p><p>AÇÕES</p><p>AÇÕES DE FPR</p><p>ESTRUTURADAS</p><p>AÇÕES DE FPR</p><p>EXECUTADAS</p><p>RETIFICAÇÃO E RATIFICAÇÃO</p><p>DAS ATIVIDADES DO PROCESSO PROCESSO AVALIADO</p><p>EXECUÇÃO DAS AÇÕES AVALIAÇÃO</p><p>SOMATIVA</p><p>ACOMPANHAMENTO E</p><p>CONTROLE AO LONGO DE</p><p>TODAS AS ETAPAS, FASES E</p><p>ATIVIDADES DO PROCESSO</p><p>• DEMANDA</p><p>DO MERCADO</p><p>DE TRABALHO</p><p>SATISFEITA</p><p>• NOVAS DE-</p><p>MANDAS PARA</p><p>O PROCESSO</p><p>1. Atribuições da</p><p>Administração Regional:</p><p>1.1. Seleção de instrutores;</p><p>1.2. Preparação de</p><p>instrutores (Treinamento</p><p>Metodológico);</p><p>1.3. Atualização de</p><p>instrutores;</p><p>1.4. Procedimentos de</p><p>credenciamento dos</p><p>instrutores;</p><p>1.5. Convite ao instrutor para</p><p>atuação em evento;</p><p>1.6. Repasse de recursos para</p><p>os parceiros.</p><p>2. Atribuições do mobilizador(a)/</p><p>parceiro(a).</p><p>2.1. Divulgação das ações de</p><p>FPR.</p><p>2.2. Recrutamento e seleção</p><p>da clientela.</p><p>2.3. Relacionar a natureza</p><p>de programação com o</p><p>público.</p><p>2.4. Relacionar o tipo de</p><p>programação com o</p><p>público.</p><p>2.5. Composição de turmas</p><p>(inscrição).</p><p>2.6. Escolha e organização do</p><p>local da ação de FPR.</p><p>2.7. Compra e provimento de</p><p>recursos instrucionais.</p><p>2.8. Confirmação do local da</p><p>ação.</p><p>3. Atribuições do(a) instrutor(a).</p><p>3.1. Elaboração do Plano</p><p>Instrucional:</p><p>• Determinação dos</p><p>objetivos;</p><p>• Determinação do</p><p>conteúdo;</p><p>• Seleção das técnicas</p><p>instrucionais;</p><p>• Seleção dos recursos</p><p>instrucionais;</p><p>• Definição dos</p><p>procedimentos de</p><p>avaliação;</p><p>• Determinação da carga</p><p>horária.</p><p>3.2. Comunicação constante</p><p>com o mobilizador.</p><p>1. Atribuições da</p><p>Administração Regional.</p><p>1.1. Programar e</p><p>coordenar as formas</p><p>de supervisão aos</p><p>eventos.</p><p>1.2. Produção dos</p><p>certificados com base</p><p>nos relatórios do</p><p>instrutor.</p><p>2. Atribuições do instrutor(a).</p><p>2.1. Aplicação do Plano</p><p>Instrucional:</p><p>• Desenvolvimento do</p><p>conteúdo;</p><p>• Aplicação das técnicas</p><p>instrucionais;</p><p>• Utilização dos recursos</p><p>instrucionais;</p><p>• Aplicação dos</p><p>procedimentos de</p><p>avaliação.</p><p>Depois do evento:</p><p>2.2. Elaboração do relatório</p><p>de execução da ação.</p><p>3. Atribuições do(a)</p><p>mobilizador(a)/parceiro(a).</p><p>Depois do evento:</p><p>• Entrega dos</p><p>Certificados;</p><p>• Prestação de contas.</p><p>Atribuições da Administração</p><p>Regional / Central.</p><p>1. Avaliação metodológica e</p><p>administrativa de efeito-</p><p>impacto.</p><p>2. Análise e interpretação dos</p><p>dados e informações.</p><p>3. Elaboração de relatórios</p><p>técnicos contemplando:</p><p>• Aspectos sobre</p><p>a qualidade dos</p><p>trabalhos realizados</p><p>pelo SENAR;</p><p>• Sugestões de</p><p>retroalimentação</p><p>do processo da FPR.</p><p>Atribuições da Administração</p><p>Regional.</p><p>1. Supervisão.</p><p>2. Registro de dados e</p><p>informações.</p><p>3. Análise e interpretação dos</p><p>dados e informações.</p><p>4. Elaboração de relatório</p><p>indicando aspectos a</p><p>melhorar.</p><p>5. Atuação no processo</p><p>em busca do seu</p><p>aprimoramento.</p><p>6. Análise da prestação de</p><p>contas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>98</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 99</p><p>Ação Supervisora Gerencial e</p><p>Técnico-pedagógica</p><p>A AÇÃO SUPERVISORA DA FPR DEVE SER CONCEBIDA COMO PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO</p><p>PERMANENTE, PARTICIPATIVO E ORIENTADOR E VISA CONTRIBUIR PARA A MELHORIA CONSTAN-</p><p>TE DO PROCESSO, TENDO CARÁTER GERENCIAL E TÉCNICO-PEDAGÓGICA.</p><p>Os objetivos dessa Ação Supervisora são:</p><p>• Proceder ao acompanhamento, ao controle e</p><p>à avaliação da elaboração do planejamento, da</p><p>estruturação e da realização das ações/ativida-</p><p>des e da avaliação em todos os níveis do pro-</p><p>cesso da FPR;</p><p>• Orientar os agentes responsáveis por cada etapa</p><p>e pela fase do processo, reforçando os aspectos</p><p>positivos e corrigindo os desvios observados.</p><p>• Subsidiar as tomadas de decisões técnicas e ad-</p><p>ministrativas;</p><p>• Oportunizar o crescimento pessoal e profissio-</p><p>nal dos envolvidos.</p><p>A Ação Supervisora Técnica e Gerencial incorpora</p><p>elementos das rotinas gerenciais da instituição que</p><p>contemplam os elementos, como o conceito de pro-</p><p>jeto, as estratégias empresariais, a missão, a visão,</p><p>os valores, o monitoramento e a avaliação, ponde-</p><p>rando sempre as responsabilidades e corresponsa-</p><p>bilidades de agentes e entidades parceiras.</p><p>Níveis da Ação Supervisora Técnica</p><p>e Gerencial</p><p>A Ação Supervisora Técnica e Gerencial é realizada</p><p>em dois níveis de atuação: nacional e estadual.</p><p>Ação Supervisora Técnica e Gerencial</p><p>Nacional</p><p>É aquela realizada por técnicos da Administração</p><p>Central do Senar, mediante orientação técnico-me-</p><p>todológica junto às Administrações Regionais.</p><p>Aspectos a serem abordados pela Ação Supervi-</p><p>sora Nacional em relação ao processo Gerencial e</p><p>Técnico-pedagógico:</p><p>• Análise do processo de Formação Profissio-</p><p>nal Rural;</p><p>• Verificação e análise dos instrumentos de</p><p>acompanhamento e controle adotados pela</p><p>Administração Regional;</p><p>• Existência de catálogo de</p><p>cursos que disponibi-</p><p>lize os parâmetros para realização dos eventos;</p><p>• Existência e uso de sistema de gerenciamento</p><p>e controle de programações de ações de FPR;</p><p>• Existência e uso de manuais com normas e pro-</p><p>cedimentos para mobilização e instrutoria.</p><p>Aspectos a serem abordados na Ação Supervisora Na-</p><p>cional em relação ao processo de supervisão realizado</p><p>pela Administração Regional em suas atividades:</p><p>• Verificação da existência de planejamento</p><p>de supervisão;</p><p>• Capacitação dos supervisores estaduais na</p><p>metodologia da FPR e da PS e no processo</p><p>de supervisão;</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>100</p><p>• Análise dos procedimentos de supervisão</p><p>adotados;</p><p>• Verificação da infraestrutura de apoio das Ad-</p><p>ministrações Regionais ao processo de super-</p><p>visão estadual;</p><p>• Existência e uso de manual que descreva a ativi-</p><p>dade de supervisão, delimitando procedimentos,</p><p>regras, metas, condições e atitudes a serem toma-</p><p>das diante das ocorrências observadas e relatadas.</p><p>Aspectos a serem abordados pela Ação Superviso-</p><p>ra Nacional em relação à mobilização:</p><p>• Existência de manual contendo procedimentos</p><p>e regras para a mobilização;</p><p>• Capacitação de agentes mobilizadores na me-</p><p>todologia da FPR e da PS;</p><p>• Adoção de instrumentos de supervisão ao mo-</p><p>bilizador e sua qualidade técnica;</p><p>Aspectos a serem abordados pela Ação Supervisora</p><p>Nacional em relação à instrutoria:</p><p>• Existência e uso de manual contendo procedi-</p><p>mentos e regras para prestação de serviços de</p><p>instrutoria;</p><p>• Capacitação dos instrutores na metodologia da</p><p>FPR e da PS;</p><p>• Atualização metodológica dos instrutores;</p><p>• Apoio necessário à aplicação da metodologia;</p><p>• Orientação de instrumentos de supervisão à</p><p>instrutoria.</p><p>Ação Supervisora Técnica e Gerencial</p><p>Estadual</p><p>É aquela realizada por técnicos da Administração</p><p>Regional do Senar, ao longo do Processo de FPR,</p><p>buscando atender aos seguintes objetivos:</p><p>• Analisar o Processo de Formação Profissional</p><p>Rural em suas etapas e fases, identificando o</p><p>cumprimento de prazos, a forma de realização,</p><p>a documentação comprobatória, as melhorias</p><p>evidenciadas:</p><p>— Planejamento – qualidade do diagnóstico</p><p>externo, qualidade do diagnóstico interno,</p><p>qualidade da compatibilização dos diagnós-</p><p>ticos, qualidade do PAT;</p><p>— Operacionalização – estruturação e exe-</p><p>cução das ações;</p><p>— Avaliação – acompanhamento e controle e</p><p>avaliação somativa.</p><p>• Acompanhar a elaboração PAT;</p><p>• Avaliar a implementação do PAT, observando</p><p>se as expectativas do público do Senar foram</p><p>atendidas;</p><p>• Elaborar os documentos técnico institucionais;</p><p>• Analisar o processo de parcerias para mobiliza-</p><p>ção e de contratações de instrutores;</p><p>• Analisar os planos instrucionais;</p><p>• Realizar os diagnósticos sobre a atuação dos</p><p>instrutores e mobilizadores, realizando o pro-</p><p>cesso de feedback sempre que oportuno;</p><p>• Encaminhar os agentes para capacitações me-</p><p>todológicas, seguindo itinerário formativo deles;</p><p>• Analisar os relatórios da ação concluída elabo-</p><p>rados pelos instrutores;</p><p>• Analisar os relatórios elaborados pelos mo-</p><p>bilizadores;</p><p>• Analisar os relatórios de supervisão;</p><p>• Promover as reuniões periódicas entre instru-</p><p>tores, mobilizadores e supervisores, de forma</p><p>separada, por agente, ou em conjunto;</p><p>• Verificar o processo de certificação;</p><p>• Capacitar para o uso de sistema de gerencia-</p><p>mento e controle de programações de ações.</p><p>Aspectos a serem considerados pela Ação Supervi-</p><p>sora Estadual em relação à mobilização:</p><p>• Identificação e cadastramento dos parceiros e</p><p>respectivos mobilizadores;</p><p>• Análise dos aspectos financeiros e administrati-</p><p>vos que interferem na ação finalística do Senar</p><p>em relação à mobilização;</p><p>• Capacitação metodológica sobre a estrutura-</p><p>ção das ações/atividades, usando manual de</p><p>procedimentos e regras;</p><p>• Capacitação para uso de sistemas de progra-</p><p>mação e controle de ações;</p><p>• Atividades desenvolvidas pelos mobilizadores e</p><p>como são conduzidas:</p><p>- Divulgação da ação;</p><p>- Identificação de necessidades;</p><p>- Recrutamento e seleção da clientela;</p><p>- Composição das turmas;</p><p>- Escolha do local para as ações;</p><p>- Integração do mobilizador com o público do Se-</p><p>nar, com os instrutores e supervisores.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 101</p><p>Aspectos a serem considerados pela Ação Supervi-</p><p>sora Estadual em relação à instrutoria:</p><p>— Seleção, cadastramento e credencia-</p><p>mento dos instrutores, conforme a área</p><p>de conhecimento;</p><p>— Contratação de instrutores;</p><p>— Capacitação administrativa e operacional</p><p>sobre a estruturação das ações/atividades,</p><p>usando manual de procedimentos e regras;</p><p>— Capacitação para uso de sistemas de pro-</p><p>gramação e controle de ações;</p><p>— Instrumentos de envolvimento institucio-</p><p>nal e de motivação com os instrutores (reu-</p><p>niões de avaliação, atualização e outros);</p><p>— Realizar supervisão pedagógica, in loco, da</p><p>atuação dos instrutores, estabelecendo</p><p>processo de feedback;</p><p>— Reforço didático metodológico para os ins-</p><p>trutores;</p><p>— Análise de relatório de ação concluída, no</p><p>qual devem constar a avaliação dos parti-</p><p>cipantes e o acompanhamento de frequên-</p><p>cia, para efeitos de certificação.</p><p>Para realizar a coleta de informações em âmbito</p><p>estadual, poderão ser utilizados diferentes meios e</p><p>instrumentos, tais como:</p><p>• Plano anual de trabalho;</p><p>• Programação das ações, contidas no PAT;</p><p>• Disponibilidade de contingente humano (su-</p><p>pervisores) e recursos materiais (veículos, equi-</p><p>pamentos, etc.) e financeiros;</p><p>• Outras atividades desenvolvidas pelos supervi-</p><p>sores na Administração Regional, como exem-</p><p>plo, da representação do Senar junto a entida-</p><p>des parceiras e articulação regional;</p><p>• Planos instrucionais;</p><p>• Relatórios preenchidos pelos mobilizadores, pe-</p><p>los instrutores e pelos supervisores;</p><p>• Informações prévias sobre mobilização, instru-</p><p>toria, certificação e outros;</p><p>• Dados oriundos de entrevistas, questionários,</p><p>reuniões, treinamentos, levantamento in loco,</p><p>fichas e outros;</p><p>• Rede estruturada de comunicação sobre eventos;</p><p>• Sistema de programação e gerenciamento de ações;</p><p>• Avaliação do processo da supervisão.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>102</p><p>Processo de</p><p>Supervisão da FPR</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 103</p><p>Os objetivos da supervisão são:</p><p>• Contribuir para a missão do Senar;</p><p>• Proceder ao acompanhamento, ao controle e</p><p>à avaliação da estruturação e da realização das</p><p>ações/atividades propostas no Plano Anual de</p><p>Trabalho;</p><p>• Orientar o supervisionado, reforçando os as-</p><p>pectos positivos e corrigindo os desvios obser-</p><p>vados na realização das ações/atividades;</p><p>• Subsidiar as tomadas de decisões técnicas e admi-</p><p>nistrativas em relação à operacionalização da FPR;</p><p>• Oportunizar o crescimento pessoal e profissio-</p><p>nal do supervisor e do supervisionado.</p><p>A supervisão metodológica deve considerar, em seu</p><p>contexto de atuação, os novos paradigmas educa-</p><p>cionais que consideram as tendências da formação</p><p>profissional, da investigação do processo de ensi-</p><p>no-aprendizagem em ambiente cujas variáveis pos-</p><p>suem como elementos a complexidade, a mutação,</p><p>a contextualização, a interatividade, a flexibilidade,</p><p>a finalidade, a preparação para o incerto e o inde-</p><p>terminado.</p><p>Existem quatro aspectos fundamentais e distin-</p><p>tos, porém integrados na atividade de supervisão,</p><p>são eles:</p><p>• Aspecto diagnóstico: objetiva o levantamento</p><p>sistematizado e a análise crítica das informa-</p><p>ções para subsidiar o planejamento e identificar</p><p>os pontos positivos e os desvios que ocorrem</p><p>na operacionalização do processo da FPR;</p><p>• Aspecto preventivo: efetua, a partir do diag-</p><p>nóstico, a análise prospectiva, visando pre-</p><p>venir procedimentos inadequados que pos-</p><p>sam ocorrer;</p><p>• Aspecto corretivo: visa contribuir para a ade-</p><p>quação, imediata e/ou no momento oportuno,</p><p>dos</p><p>desvios detectados in loco ou a distância,</p><p>neutralizando e suprimindo deficiências e reo-</p><p>rientando as atividades;</p><p>• Aspecto afirmativo: ratifica os procedimentos</p><p>bem sucedidos nos eventos de FPR.</p><p>O supervisor deve ser o técnico contratado pela Ad-</p><p>ministração Regional que conheça profundamente a</p><p>metodologia da Formação Profissional Rural, o meio</p><p>rural e as cadeias produtivas da região de atuação, e</p><p>os aspectos legais e administrativos da instituição.</p><p>Tipos de supervisão</p><p>A supervisão pode ser realizada in loco ou a distância.</p><p>A supervisão in loco permite ao supervisor a apro-</p><p>ximação com a realidade tal qual ela é, podendo ser</p><p>realizada por meio de:</p><p>1) Visitas (contatos e entrevistas);</p><p>2) Reuniões de trabalho;</p><p>3) Treinamentos em serviço;</p><p>4) Observações das ações da FPR (cursos, treina-</p><p>mentos, etc.).</p><p>A supervisão a distância permite acompanhamento</p><p>das ações por meio de:</p><p>1) Análise de programações, relatórios, levanta-</p><p>mentos de necessidades, planos instrucionais,</p><p>prestações de contas e outros;</p><p>2) Comunicações (informações obtidas por telefo-</p><p>ne ou em correspondências, como ofícios, me-</p><p>morandos, pareceres, etc.).</p><p>A SUPERVISÃO É UM PROCESSO EDUCATIVO, PERMANENTE, PARTICIPATIVO E ORIENTADOR, QUE</p><p>ABRANGE O ACOMPANHAMENTO, O CONTROLE E A AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DE FPR EM SUA ETA-</p><p>PA DE OPERACIONALIZAÇÃO.</p><p>SUPERVISOR</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>104</p><p>Estratégias de supervisão</p><p>Algumas alternativas de atuação podem ser adotadas,</p><p>como estratégias que possibilitam a multiplicação de</p><p>esforços da Administração Regional, visando atender à</p><p>crescente demanda de ações da FPR do Senar.</p><p>As supervisões podem acontecer periodicamente</p><p>ou eventualmente, com ou sem o conhecimento</p><p>do supervisionado e podem ocorrer no todo ou em</p><p>parte, da operacionalização da FPR. Entretanto, fica</p><p>a critério de cada Administração Regional adotar a</p><p>estratégia mais adequada à sua realidade, tais como:</p><p>1) Descentralização da supervisão ou o desloca-</p><p>mento dos supervisores para atuarem em bases</p><p>(regiões) que estejam mais próximas dos locais</p><p>onde as ações/atividades são executadas;</p><p>2) Supervisão por amostragem ou na totalidade</p><p>dos eventos de FPR realizados;</p><p>3) Estabelecimento de carga horária compatível</p><p>com os objetivos da supervisão;</p><p>4) Priorização do acompanhamento in loco, duran-</p><p>te todo o evento, aos mobilizadores e instruto-</p><p>res em início de trabalho na instituição.</p><p>Planejamento da Supervisão da Adminis-</p><p>tração Regional do Senar</p><p>O planejamento de supervisão é fundamental para</p><p>possibilitar alternativas de ação, visando à escolha</p><p>do(s) tipo(s) de supervisão, da melhor estratégia</p><p>para alcançar os objetivos pretendidos, das metas</p><p>e dos demais parâmetros necessários para atingir</p><p>os resultados esperados. Sem um planejamento</p><p>adequado, todo o processo de supervisão pode ser</p><p>comprometido.</p><p>O planejamento da supervisão possibilita a prio-</p><p>rização dessa importante atividade, pois, muitas</p><p>vezes, o agente que realiza a supervisão é também</p><p>responsável por outras atividades dentro da Admi-</p><p>nistração Regional.</p><p>Coleta de informações</p><p>A coleta de informações subsidia a elaboração do pla-</p><p>nejamento de supervisão, o mais próximo possível da</p><p>realidade e assegura a implementação da supervisão,</p><p>com nível de qualidade satisfatório, considerando as</p><p>necessidades efetivas dos supervisionados.</p><p>As informações deverão ser coletadas de maneira</p><p>cumulativa, no decorrer do processo.</p><p>Essa fase é caracterizada pela investigação e pela</p><p>reflexão, objetivando definir uma situação real para</p><p>planejar as atividades de supervisão.</p><p>A coleta de informações consiste no levantamento,</p><p>o mais completo possível, dos seguintes dados:</p><p>• Número de ações previstas no PAT;</p><p>• Número de agentes (supervisores, mobilizado-</p><p>res, instrutores) envolvidos;</p><p>• Recursos materiais disponíveis;</p><p>• Recursos financeiros disponíveis;</p><p>• Princípios e diretrizes do Senar e da FPR;</p><p>• Padrões e critérios definidos no Plano Anual de</p><p>Trabalho;</p><p>• Documentos e manuais sobre procedimentos</p><p>técnico-administrativos;</p><p>• Outras normas estabelecidas.</p><p>Análise das informações</p><p>A Administração Regional, após a coleta das infor-</p><p>mações, deve organizá-las e analisá-las com a finali-</p><p>dade de responder às seguintes questões:</p><p>• O que será supervisionado? (Quais programas?</p><p>Quais instrutores? Quais mobilizadores?);</p><p>• Onde será realizada? (Será feita in loco? A dis-</p><p>tância? Via documentos? Em quais municípios?</p><p>Em quais parceiros?);</p><p>• Quando será supervisionado? (Qual a distri-</p><p>buição da atividade de supervisão ao longo do</p><p>tempo? Em qual momento do curso será feita</p><p>a supervisão, início, meio, fim, durante todo o</p><p>tempo?);</p><p>• Como será a supervisão? Qual será o formu-</p><p>lário a ser preenchido? Como será a avaliação</p><p>dos dados? Haverá devolutiva para os demais</p><p>agentes? Como será a devolutiva? Quando será</p><p>a devolutiva para os agentes supervisionados?;</p><p>• Porque será feita? (Qual o motivo de fazer a su-</p><p>pervisão? Averiguar falhas ou promover melho-</p><p>rias? Indicar atualização para instrutores e mobi-</p><p>lizadores? Avaliar a pertinência da carga horária</p><p>e dos conteúdos? Avaliar o cumprimento do</p><p>plano instrucional? Avaliar a qualidade do curso?</p><p>Avaliar inovações propostas? Identificar falhas</p><p>na mobilização ou na atividade de instrutoria?);</p><p>• Quem fará a supervisão e quem receberá?</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 105</p><p>Qual o número de supervisores necessário?</p><p>Estão treinados? Qual será o tempo necessá-</p><p>rio? Quem receberá a supervisão será avisado?</p><p>Como serão informadas as consequências da</p><p>supervisão (sobre as correções, as oportunida-</p><p>des de melhorias, a atualização em procedimen-</p><p>tos, os cancelamentos de pagamentos, etc.)?;</p><p>• Quanto será? (Cada instrutor/mobilizador/pro-</p><p>grama será supervisionado quantas vezes no</p><p>ano ou no semestre? Qual valor será gasto?</p><p>Qual será o tempo utilizado nas atividades de</p><p>supervisão?).</p><p>Planejamento de Supervisão</p><p>O planejamento de supervisão é o referencial de</p><p>trabalho do supervisor e deve ser o meio de assegu-</p><p>rar e viabilizar a execução da ação supervisora, obje-</p><p>tivando alcançar um nível de qualidade satisfatório</p><p>dos trabalhos desenvolvidos.</p><p>Para isso, o planejamento deve responder às questões:</p><p>• O que será supervisionado?</p><p>• Onde será realizada?</p><p>• Como será a supervisão?</p><p>• Quando será supervisionada?</p><p>• Por que será feita?</p><p>• Quem fará a supervisão e quem receberá?</p><p>• Quanto será feito?</p><p>Na elaboração do Planejamento de Supervisão, de-</p><p>ve-se observar o seguinte roteiro:</p><p>• Justificativa (baseada no levantamento de infor-</p><p>mações supradescrito);</p><p>• Objetivos (geral e específicos);</p><p>• Tipos de supervisão (in loco ou a distância);</p><p>• Estratégias (formas de condução da supervisão);</p><p>• Metas de supervisão (qual o número de super-</p><p>visões, agentes supervisionados, percentual de</p><p>cursos supervisionados em relação aos progra-</p><p>mados no PAT?);</p><p>• Cronograma.</p><p>Execução da Supervisão</p><p>A supervisão será executada seguindo o planeja-</p><p>mento proposto e os parâmetros estabelecidos.</p><p>Para que ocorra uma supervisão eficiente, eficaz e</p><p>efetiva, os supervisores devem basear-se nos ques-</p><p>tionamentos que são utilizados nos formulários de</p><p>supervisão e que facilitam a coleta, o registro e a</p><p>compilação dos dados e das informações.</p><p>A execução da supervisão está direcionada aos</p><p>agentes de processos de mobilização e instrutoria,</p><p>com os seguintes objetivos e aspectos:</p><p>Supervisão referente à mobilização:</p><p>Objetiva garantir a qualidade da estruturação das</p><p>ações/atividades. Devem ser observados os seguin-</p><p>tes aspectos:</p><p>• Capacitação metodológica dos mobilizadores;</p><p>• Instrumentos de motivação utilizados pela Ad-</p><p>ministração Regional e/ou parceiros;</p><p>• Condição de trabalho dos mobilizadores;</p><p>• Condução da mobilização;</p><p>• Cumprimento de pré-requisitos estabelecidos refe-</p><p>rente ao programa e aos participantes presentes;</p><p>• Organização do local de realização da ação de FPR.</p><p>• Disponibilização</p><p>e necessidades de</p><p>aprendizagem.</p><p>Outra importante referência: Recomendação nº</p><p>168/OIT (1983):</p><p>IV – Reabilitação profissional nas zonas rurais:</p><p>Item 20. Deveriam ser desenvolvidos esforços espe-</p><p>ciais para lograr que os serviços de reabilitação pro-</p><p>fissional se ampliem para que as pessoas com de-</p><p>ficiência nas zonas rurais e comunidades distantes</p><p>possam beneficiar-se disso no mesmo grau e con-</p><p>dições que nas zonas urbanas. O desenvolvimento</p><p>de tais serviços deveria fazer parte integrante das</p><p>políticas nacionais de desenvolvimento rural.</p><p>9) O Senar manterá um sistema de avaliação</p><p>Periodicamente, o Senar avaliará os resultados de suas</p><p>ações nos âmbitos institucional e educacional, recor-</p><p>rendo a metodologias de pesquisa para subsidiar o</p><p>planejamento estratégico e, também, aperfeiçoar os</p><p>processos educativos a partir dos seguintes objetivos:</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/205855325/lei-13146-15</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 15</p><p>• Verificar os posicionamentos dos concluintes</p><p>dos cursos de FPR;</p><p>• Observar os benefícios decorrentes dos treina-</p><p>mentos do Senar;</p><p>• Checar os posicionamentos dos empregado-</p><p>res em relação ao desempenho do trabalhador</p><p>após o treinamento;</p><p>• Efetuar os processos decisórios com base nos</p><p>resultados apresentados pelas pesquisas.</p><p>10) O Senar manterá intercâmbio técnico-edu-</p><p>cacional.</p><p>O propósito é manter a cooperação nacional e</p><p>internacional, visando à aquisição e ao inter-</p><p>câmbio de novas tecnologias educacionais e</p><p>outras ações conjuntas, em uma perspectiva de</p><p>aperfeiçoamento, atua lização e desenvolvimen-</p><p>to institucional.</p><p>11) O Senar atuará em áreas prioritárias de</p><p>Formação Profissional Ru ral e Promoção So-</p><p>cial, em formato estipulado pela instituição</p><p>e em conformidade com as necessidades do</p><p>meio rural.</p><p>O Senar planejará e executará programação espe-</p><p>cial para atender às necessidades de profissionaliza-</p><p>ção e Promoção Social de pessoas inseridas no meio</p><p>rural com base em observações sazonais, objetivos</p><p>institucionais e articulações com demais atores so-</p><p>ciais e governamentais, bem como representantes</p><p>da sociedade civil.</p><p>12) O Senar realizará programação voltada à</p><p>Aprendizagem Profissional Rural.</p><p>A juventude brasileira constitui um dos seg-</p><p>mentos mais desfavorecidos pelo crescimento</p><p>dos problemas socioeconômicos do país, como</p><p>concentração de renda, educação de baixa qua-</p><p>lidade, desemprego e baixos salários. Grande</p><p>parte é ingressa precocemente no mercado,</p><p>buscando seu sustento e também de seus fami-</p><p>liares, o que faz com que a juventude se afaste</p><p>da escola pela dificuldade de conciliar estudo e</p><p>trabalho, o que acaba por resultar em menores</p><p>chances de progressão social.</p><p>Tais jovens tornam-se força laboral desqualificada,</p><p>de baixo custo e remuneração insuficiente, sub-</p><p>metendo-se a situações de precariedade nos mais</p><p>diversos setores, inclusive no mercado informal e,</p><p>até, ilegal, como o tráfico de drogas e a prostitui-</p><p>ção. Muitas vezes, iniciam a vida profissional antes</p><p>da idade permitida pela legislação – a partir de 16</p><p>anos, sem qualquer garantia de direitos trabalhistas</p><p>e realizando atividades impróprias para suas fases</p><p>de desenvolvimento, como o trabalho noturno, pe-</p><p>rigoso e insalubre.</p><p>O Senar está comprometido com a realização de</p><p>ações de Aprendizagem Profissional nos moldes do</p><p>Documento Norteador da Aprendizagem Profissio-</p><p>nal Rural da instituição, visando à Educação Profis-</p><p>sional do jovem de 14 a 24 anos de idade. Tal oferta</p><p>formativa será organizada em tarefas de complexi-</p><p>dade progressiva, de acordo com o desenvolvimen-</p><p>to físico e psicológico do aprendiz.</p><p>FONTES DE RECURSOS</p><p>Os eventos realizados pelo Senar são financiados,</p><p>em sua grande maioria, por recursos provenientes da</p><p>contribuição compulsória de produtores rurais: tanto</p><p>sobre a comercialização de produtos agrossilvipastoris</p><p>quanto sobre a folha de pagamento da empresa rural.</p><p>As atividades podem ainda ser subsidiadas por par-</p><p>cerias e convênios firmados com outras instituições</p><p>privadas e/ou governamentais.</p><p>Os eventos educativos oferecidos pelo Senar che-</p><p>gam a seu público de forma gratuita.</p><p>METODOLOGIA EDUCACIONAL DO SENAR</p><p>O Senar desenvolve e dissemina metodologia edu-</p><p>cacional própria para a realização da FPR e da PS em</p><p>todo o Brasil, nos ambientes reais do trabalho rural,</p><p>ou seja, em agroindústrias, laticínios, usinas, pasta-</p><p>gens, viveiros, currais, plantações, etc. Essa meto-</p><p>dologia é baseada em princípios pedagógicos e</p><p>andragógicos, referentes à educação de adultos,</p><p>que primam por estratégias que conjugam teoria</p><p>e prática à experiência do educando e à atuação</p><p>do educador, possibilitando ainda que o partici-</p><p>pante contextualize e aplique, de forma efetiva</p><p>e eficaz, as suas competências tanto nos exer-</p><p>cícios laborais quanto na vida em sociedade. As</p><p>referências educacionais do Senar encontram-se</p><p>na Metodologia de Ensino do Senar e Aprendiza-</p><p>gem Significativa para Jovens .</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>16</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 17</p><p>• Fornecer as informações e conteúdos para a</p><p>constante atualização de sites e redes sociais</p><p>do Senar Administração Regional, como divul-</p><p>gação das ofertas formativas e portfólio de cur-</p><p>sos/treinamentos;</p><p>• Gerenciar os sistemas de gestão e controle das</p><p>ofertas de FPR e PS, como por exemplo o Senar</p><p>nas Nuvens e o desenvolvimento da Assistência</p><p>Técnica e Gerencial através do SISATeG;</p><p>• Acompanhar o desenvolvimento e a execução</p><p>das ofertas formativas, tanto do ponto de vista</p><p>físico quanto do financeiro, com a emissão de</p><p>relatórios gerenciais;</p><p>• Supervisionar as ações de FPR e as atividades de PS.</p><p>Observação: diante da diversidade de tarefas a</p><p>serem desempenhadas e também das diferenças</p><p>entre as Administrações Regionais do Senar, a</p><p>Ação Supervisora Gerencial e Técnico-pedagógica</p><p>e suas funções são executadas ora por agentes da</p><p>equipe técnica especialmente para o trabalho de</p><p>desenvolvimento de capacitações, que poderíamos</p><p>denominar de Técnicos Internos, ora por Supervi-</p><p>sores, que geralmente conhecem mais a realidade</p><p>do campo e da execução das ofertas formativas do</p><p>Senar, em alguns casos, esses papéis são atribuídos</p><p>ao mesmo indivíduo.</p><p>Formada por pedagogos, agrônomos, veteriná-</p><p>rios, zootecnistas, entre outros, que compõem as</p><p>gerências técnicas das Administrações Regionais.</p><p>Principais atribuições:</p><p>• Realizar os diagnósticos externos e internos,</p><p>estudam as cadeias produtivas e o mercado de</p><p>trabalho do meio rural para elaboração do Pla-</p><p>no Anual de Trabalho;</p><p>• Elaborar as ofertas de FPR, com base em estu-</p><p>do das cadeias produtivas, das ocupações e das</p><p>necessidades do mercado de trabalho;</p><p>• Desenvolver as ofertas de Promoção Social,</p><p>com base em estudo de políticas nacionais e</p><p>estaduais de ações sociais nas áreas de saúde,</p><p>educação, esporte, cultura e lazer;</p><p>• Desenvolver os programas de Assistência Téc-</p><p>nica e Gerencial em consonância com as princi-</p><p>pais cadeias produtivas;</p><p>• Elaborar os itinerários formativos para as diver-</p><p>sas ocupações ofertadas;</p><p>• Organizar os portfólios de capacitações ofere-</p><p>cidas pelo Senar Administração Regional;</p><p>• Selecionar, capacitar e acompanhar os instruto-</p><p>res e mobilizadores;</p><p>• Analisar os planos instrucionais elaborados pe-</p><p>los instrutores;</p><p>• Analisar as demandas de entidades parceiras/</p><p>mobilizadoras;</p><p>PARA QUE O SENAR POSSA CUMPRIR SUA MISSÃO INSTITUCIONAL, É NECESSÁRIA A ATUAÇÃO</p><p>COORDENADA DE AGENTES, CADA UM COM SUAS ATRIBUIÇÕES.</p><p>Agentes do Senar</p><p>e suas atribuições</p><p>EQUIPE DE COLABORADORES DO SENAR</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>18</p><p>O supervisor, agente que integra a Gerência Técni-</p><p>ca nas Administrações Regionais, é responsável pelo</p><p>acompanhamento do processo de realização dos</p><p>dos recursos instrucionais ne-</p><p>cessários à ação de FPR;</p><p>• Elaboração e qualidade dos relatórios de</p><p>mobilização;</p><p>• Relacionamento do mobilizador com o público,</p><p>os instrutores e os supervisores;</p><p>• Conhecimento de sua área de atuação;</p><p>• Comprometimento com o Senar.</p><p>Supervisão referente à instrutoria:</p><p>Tem como propósito assegurar a qualidade da exe-</p><p>cução das ações/atividades. Devem ser observados</p><p>os seguintes passos:</p><p>• Capacitação técnica e metodológica dos instrutores;</p><p>• Instrumentos de motivação utilizados pela Ad-</p><p>ministração Regional referente à instrutória;</p><p>• Condição de trabalho dos instrutores;</p><p>• Elaboração e qualidade do plano instrucional,</p><p>segundo a metodologia do Senar;</p><p>• Cumprimento do que foi estabelecido no plano</p><p>instrucional;</p><p>• Desempenho metodológico da instrutória;</p><p>• Critérios de avaliação dos participantes;</p><p>• Elaboração e qualidade dos relatórios;</p><p>• Relacionamento com o público do Senar, com</p><p>os mobilizadores e supervisores;</p><p>• Comprometimento com o Senar.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>106</p><p>Avaliação do Processo de Supervisão</p><p>Visa garantir a qualidade da supervisão como um</p><p>todo e contribui para o aprimoramento do próprio</p><p>processo de supervisão. Quando conveniente,</p><p>deve ser desenvolvida conjuntamente entre su-</p><p>pervisor e supervisionado. Devem ser observados</p><p>os seguintes aspectos:</p><p>• Capacitação metodológica dos supervisores;</p><p>• Procedimentos de supervisão adotados pelas</p><p>Administrações Regionais (planejamento de su-</p><p>pervisão, concepção de supervisão);</p><p>• Condução das supervisões (postura dos super-</p><p>visores, avaliação conjunta com os supervisio-</p><p>nados);</p><p>• Elaboração e qualidade dos relatórios de super-</p><p>visão e relatórios gerais de supervisão;</p><p>• Relacionamento dos supervisores com o públi-</p><p>co do Senar, com os mobilizadores e instrutores;</p><p>• Comprometimento com a função de supervisor</p><p>e com o Senar;</p><p>• Supervisões executadas em relação às planejadas,</p><p>tanto no aspecto qualitativo, quanto no quantita-</p><p>tivo, identificando fatores facilitadores e impediti-</p><p>vos para a efetiva execução das supervisões;</p><p>• Resultados obtidos em relação aos esperados</p><p>(alcance dos objetivos do Senar, aperfeiçoa-</p><p>mento do desempenho dos supervisores e dos</p><p>supervisionados, melhoria da qualidade das</p><p>ações/atividades);</p><p>• Novos problemas e necessidades levantadas</p><p>durante o processo de supervisão;</p><p>• Aspectos positivos da operacionalização do</p><p>processo da FPR;</p><p>• Desvios identificados que estejam interferindo,</p><p>direta ou indiretamente, na operacionalização</p><p>do processo da FPR;</p><p>• Oportunidades de melhorias identificadas.</p><p>A seguir, há algumas considerações importantes na supervisão:</p><p>• O tempo destinado à supervisão in loco deve possibilitar ao supervisor segurança quanto às observações e</p><p>aos levantamentos realizados, bem como permitir o desenvolvimento da entrevista ou conversa com a(s)</p><p>pessoa(s) supervisionada(s);</p><p>PLANEJAMENTO DA SUPERVISÃO</p><p>Coleta das</p><p>informações</p><p>Análise das</p><p>informações</p><p>Planejamento da</p><p>supervisão</p><p>Execução da</p><p>supervisão</p><p>Avaliação da</p><p>supervisão</p><p>Número de</p><p>ações previstas</p><p>no PAT.</p><p>Número</p><p>de agentes</p><p>envolvidos.</p><p>Recursos</p><p>materiais.</p><p>Recursos</p><p>financeiros.</p><p>Princípios e</p><p>diretrizes Senar</p><p>e FPR.</p><p>Padrões e</p><p>critérios</p><p>definidos no</p><p>PAT.</p><p>Documentos</p><p>e normas de</p><p>procedimentos.</p><p>Outras normas</p><p>estabelecidas.</p><p>O que será</p><p>supervisionado?</p><p>Onde será feito?</p><p>Quando será</p><p>supervisionado.?</p><p>Como será</p><p>supervisão?</p><p>Porque será</p><p>feita?</p><p>Quem fará feita?</p><p>Quando será</p><p>feito?</p><p>Justificativa,</p><p>baseada no</p><p>levantamento</p><p>de informações.</p><p>Objetivos.</p><p>Tipos – in loco</p><p>ou a distância.</p><p>Estratégias</p><p>– forma de</p><p>condução.</p><p>Metas de</p><p>supervisão.</p><p>Cronograma.</p><p>Supervisão</p><p>referente a</p><p>mobilização.</p><p>Supervisão</p><p>referente a</p><p>Instrutoria.</p><p>Capacitação metodológica supervisores.</p><p>Procedimentos de supervisão adotados.</p><p>Condução da supervisão.</p><p>Relatórios de supervisão e gerais.</p><p>Relacionamento dos supervisores com o</p><p>público.</p><p>Comprometimento com a função.</p><p>Realizado em relação ao planejado.</p><p>Resultados obtidos.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 107</p><p>• Assim, para possibilitar o seu trabalho, suge-</p><p>re-se que o supervisor considere o acompa-</p><p>nhamento de todo um objetivo específico, a</p><p>escolha de um período do dia, manhã ou tar-</p><p>de, no mínimo, ou mesmo outro critério que</p><p>queira adotar para determinação do tempo</p><p>de supervisão, que possibilite o levantamento</p><p>de dados significativos sobre o andamento da</p><p>ação/atividade;</p><p>• O desafio do supervisor consiste em obter a</p><p>melhoria constante da eficiência e eficácia</p><p>do supervisionado. Para tanto, todos os fatos</p><p>observados, sejam positivos ou negativos, são</p><p>objetos de análise e discussão entre supervi-</p><p>sor e supervisionado, num processo dialógico;</p><p>• O processo da supervisão é algo a ser construí-</p><p>do por toda a equipe técnica, com amplo apoio</p><p>dos dirigentes da Administração Regional;</p><p>• É importante esclarecer que a estruturação das</p><p>ações/atividades não constitui responsabilidade</p><p>do supervisor e, sim, do mobilizador. Supervisão</p><p>e mobilização são atribuições que requerem pro-</p><p>cedimentos operacionais diferenciados e devem</p><p>ser tratados dessa forma, sob pena de compro-</p><p>meter a qualidade dos eventos da instituição.</p><p>Instrumentos de Supervisão</p><p>Propõem-se, neste documento, dois instrumentos a</p><p>serem utilizados durante as supervisões estaduais,</p><p>um direcionado à supervisão, à mobilização e ou-</p><p>tro à instrutória. Esses instrumentos poderão ser</p><p>utilizados na íntegra ou reformulados pela Adminis-</p><p>tração Regional, acrescentando-se ou alterando-se</p><p>algum item, quando pertinente.</p><p>A Regional que optar por desenvolver análises qua-</p><p>litativas poderá transformar as afirmações (postas</p><p>nos instrumentos, com o uso de escalas) em ques-</p><p>tionamentos, cujas respostas serão descritas pelos</p><p>supervisores. A Regional que optar por desenvolver</p><p>análises quantitativas poderá utilizar os instrumen-</p><p>tos com a formatação apresentada ou adaptá-la</p><p>para a sua necessidade e/ou interesses.</p><p>Vale lembrar que todas as duas formas de análise</p><p>- qualitativa e quantitativa - são pertinentes e efeti-</p><p>vas, se bem trabalhadas e conduzidas pela Regional.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>108</p><p>Para responder às questões seguintes, preencha, em cada parêntese, a numeração que corresponde à ocorrên-</p><p>cia dos fatos. Por favor, não deixe nenhuma questão em branco.</p><p>Registre sua observação utilizando a seguinte escala:</p><p>4 3 2 1</p><p>Sim, plenamente Sim, parcialmente Não Não observado</p><p>Instrumento de supervisão à instrutoria</p><p>Nº do evento: _______ Data:_________</p><p>IDENTIFICAÇÃO</p><p>Nome do instrutor:___________________________________________________________________________________________</p><p>Local de realização da ação/atividade: _______________________________________________________________________</p><p>Município/comunidade: _____________________________________________________________________________________</p><p>Título do evento:</p><p>____________________________________________________________________</p><p>Ação de FPR ( )</p><p>Programa de FPR ( )</p><p>Modalidade: FIC ( )</p><p>Natureza da programação:___________________________________________________________________________________</p><p>Tipo da programação:________________________________________________________________________________________</p><p>O instrutor participou de treinamento de metodologia? ( ) Sim ( ) Não</p><p>Tempo de atuação do instrutor no Senar: _____________</p><p>Nome do supervisor:</p><p>___________________________________________________________</p><p>Data da supervisão:</p><p>_________________</p><p>Tempo de observação (hs):</p><p>______________________</p><p>Período de realização do evento:</p><p>_____ /_____a _____ /_____</p><p>Dia mês dia mês</p><p>Carga horária total do evento (hs):</p><p>_______________________</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 109</p><p>OBJETIVOS</p><p>( ) Apresentou aos participantes</p><p>os objetivos instrucionais ou os resultados esperados.</p><p>( ) Seguiu os objetivos planejados, numa sequência lógica.</p><p>CONTEÚDO PROGRAMÁTICO</p><p>( ) Seguiu a sequência planejada para desenvolvimento do conteúdo.</p><p>( ) Desenvolveu o conteúdo dentro do tempo previsto.</p><p>( ) Compatibilizou o conteúdo com os interesses e as necessidades dos participantes.</p><p>( ) Demonstrou segurança em seus posicionamentos.</p><p>( ) Utilizou a linguagem escrita e oral corretamente.</p><p>( ) Foi claro e objetivo na exposição dos assuntos.</p><p>( ) Decodificou os termos técnicos utilizados.</p><p>( ) Evidenciou a aplicabilidade prática do conteúdo ministrado.</p><p>( ) Usou exemplos baseados em situações vivenciadas pelos participantes.</p><p>( ) A parte teórica desenvolveu-se conjuntamente à prática.</p><p>( ) Ao iniciar novo conteúdo, apresentou a sua relação com outros já abordados.</p><p>( ) Abordou questões relacionadas à saúde e segurança do trabalhador e/ou aspectos sobre meio ambiente,</p><p>cidadania, qualidade e produtividade, sempre que pertinentes.</p><p>DESENVOLVIMENTO DAS TÉCNICAS INSTRUCIONAIS</p><p>( ) Dominou as técnicas instrucionais aplicadas.</p><p>( ) As técnicas utilizadas foram compatíveis com as características dos participantes.</p><p>( ) As técnicas utilizadas foram apropriadas ao conteúdo ministrado.</p><p>RECURSOS INSTRUCIONAIS</p><p>( ) Os recursos instrucionais necessários ao desenvolvimento do evento foram conferidos e testados.</p><p>( ) Facilitaram a compreensão do assunto.</p><p>( ) Foram adequados às características dos participantes.</p><p>( ) Estavam adequados ao local do evento.</p><p>( ) Foram utilizados no momento oportuno.</p><p>( ) Foram disponibilizados na quantidade apropriada ao número de participantes.</p><p>( ) Apresentaram bom estado de conservação, sem defeitos comprometedores para a aprendizagem.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>( ) Aplicou as avaliações diagnóstica, formativa e somativa.</p><p>( ) Aplicou corretamente os procedimentos de avaliação.</p><p>( ) Os procedimentos de avaliação foram compatíveis com as características dos participantes.</p><p>( ) Informou aos participantes sobre seus acertos e erros, apresentando-lhes respostas/comportamentos</p><p>corretos.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>110</p><p>PLANO INSTRUCIONAL</p><p>( ) Elaborou o plano instrucional.</p><p>( ) O plano instrucional foi elaborado conforme recomendações da Regional.</p><p>( ) Seguiu o plano instrucional elaborado.</p><p>( ) Necessitou ajustar/modificar o plano instrucional durante o evento.</p><p>POSTURA DO INSTRUTOR</p><p>( ) Informou aos participantes os critérios para certificação.</p><p>( ) Estabeleceu, junto aos participantes, contrato psicológico (cumprimento de horário, convivência em</p><p>grupo, etc.).</p><p>( ) Estabeleceu um bom relacionamento com os participantes.</p><p>( ) Exerceu liderança perante a turma, estabelecendo um clima de organização.</p><p>( ) Foi hábil e criativo na resolução de problemas detectados.</p><p>( ) Foi pontual.</p><p>( ) Foi assíduo.</p><p>( ) Estimulou a participação ativa dos participantes.</p><p>( ) Valorizou os participantes pelo desempenho correto nas práticas e/ou na resolução de problemas</p><p>propostos.</p><p>( ) Socializou as respostas das perguntas individuais.</p><p>( ) Apresentou coerência entre o que apontava como correto e o que executava perante a turma.</p><p>( ) Forneceu as informações necessárias para que os participantes apresentassem o comportamento esperado.</p><p>( ) Realizou as práticas de forma que todos os participantes conseguissem visualizá-las.</p><p>( ) Deu oportunidade a todos os participantes de realizarem cada prática.</p><p>( ) Supervisionou a atividade prática realizada por cada participante.</p><p>( ) Preocupou-se com sua aparência pessoal (traje, higiene, etc.).</p><p>( ) Preocupou-se em utilizar traje adequado à situação de trabalho em que se encontrava.</p><p>( ) Organizou o espaço físico para o desenvolvimento do conteúdo.</p><p>ASPECTOS POSITIVOS DA INSTRUTORIA:</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>ASPECTOS DISCUTIDOS PARA MELHORIA DO DESEMPENHO E SUGESTÕES:</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>______de _______________ /20____</p><p>__________________________________</p><p>Assinatura do supervisor</p><p>__________________________________</p><p>Assinatura do supervisionado</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 111</p><p>Instrumento de supervisão à mobilização</p><p>Nº do evento: _______ Data:_________</p><p>IDENTIFICAÇÃO</p><p>Entidade mobilizadora: _______________________________________________________________________________________</p><p>Local de realização da ação/atividade: ________________________________________________________________________</p><p>Município/comunidade: ______________________________________________________________________________________</p><p>Título do evento:</p><p>___________________________________________________________________</p><p>Ação de FPR ( )</p><p>Programa de FPR ( )</p><p>Modalidade: FIC ( ) Educação Profissional de Nível Técnico ( )</p><p>Natureza da programação:____________________________________________________________________________________</p><p>Tipo da programação:_________________________________________________________________________________________</p><p>Nome do mobilizador/parceiro ou do sindicato rural: ________________________________________________________</p><p>O mobilizador participou de treinamento de metodologia? ( ) Sim ( ) Não</p><p>Tempo de atuação do instrutor no Senar: _____________</p><p>Nome do mobilizador:</p><p>__________________________________________________________________</p><p>Data da supervisão:</p><p>_________________</p><p>Tempo de observação (hs):</p><p>______________________</p><p>Período de realização do evento:</p><p>_____ /_____a _____ /_____</p><p>Dia mês dia mês</p><p>Carga horária total do evento (hs):</p><p>_______________________</p><p>Para responder às questões seguintes, preencha, em cada parêntese, a numeração que corresponde à ocorrên-</p><p>cia dos fatos. Por favor, não deixe nenhuma questão em branco.</p><p>Registre sua observação utilizando a seguinte escala:</p><p>4 3 2 1</p><p>Sim, plenamente Sim, parcialmente Não Não observado</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>112</p><p>ESTRUTURAÇÃO DAS AÇÕES/ATIVIDADES</p><p>( ) Realizou o levantamento de necessidades/demanda do evento.</p><p>( ) Divulgou o evento para a comunidade.</p><p>( ) Os participantes apresentavam graus de escolaridade aproximados.</p><p>( ) Os participantes apresentavam idade aproximada.</p><p>( ) Os participantes apresentavam necessidades de FPR comuns.</p><p>( ) Os participantes apresentavam interesses comuns sobre o conteúdo programático.</p><p>( ) O nível de conhecimento sobre o conteúdo desenvolvido era aproximado.</p><p>( ) O número de participantes estava adequado, dentro do preconizado pela Regional.</p><p>( ) Os participantes tinham fácil acesso ao local onde o evento ocorria.</p><p>( ) Os participantes atendiam os pré-requisitos exigidos pela ocupação/atividade.</p><p>( ) O local do evento apresentava infraestrutura apropriada para a realização efetiva do conteúdo da</p><p>ação/atividade.</p><p>( ) O local do evento apresentava condições de conforto aos participantes.</p><p>( ) O local do evento apresentava boas condições de luminosidade, ventilação e ausência de ruídos</p><p>impertinentes.</p><p>APOIO ÀS AÇÕES/ATIVIDADES</p><p>( ) Houve organização de transporte aos participantes e/ou instrutor do evento.</p><p>( ) Houve organização da alimentação aos participantes e/ou instrutor do evento.</p><p>( ) Houve organização da acomodação adequada para o instrutor ao longo do evento.</p><p>( ) Os recursos instrucionais foram disponibilizados ao instrutor,</p><p>no momento oportuno.</p><p>( ) Os recursos instrucionais foram disponibilizados na quantidade e qualidade solicitadas.</p><p>( ) O mobilizador apoiou o instrutor quando solicitado.</p><p>( ) O mobilizador apresentou bom relacionamento com o público participante do evento.</p><p>( ) O mobilizador apresentou bom relacionamento com o instrutor do evento.</p><p>( ) O mobilizador mostrou-se aberto a discussões sobre os tópicos supervisionados.</p><p>( ) O mobilizador mostrou-se criativo e hábil na resolução de problemas surgidos.</p><p>( ) O mobilizador informou previamente à Regional ou ao instrutor sobre as características da turma e do</p><p>local do evento.</p><p>ASPECTOS POSITIVOS DA MOBILIZAÇÃO:</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>ASPECTOS DISCUTIDOS PARA MELHORIA DO DESEMPENHO E SUGESTÕES:</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________________________________________</p><p>______de _______________ /20____</p><p>__________________________________</p><p>Assinatura do supervisor</p><p>__________________________________</p><p>Assinatura do supervisionado</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 113</p><p>A avaliação e sua</p><p>relevância para o Senar</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>114</p><p>VIVEMOS UM MOMENTO EM QUE É PRECISO CRIAR UMA CULTURA DE MONITORAMENTO E AVA-</p><p>LIAÇÃO, SEMPRE ALIADA AO QUE SE ESPERA DE RESULTADOS NO ÂMBITO DE PROGRAMAS E</p><p>AÇÕES E/OU POLÍTICAS PÚBLICAS. NO BRASIL, AINDA É UMA AGENDA EM CONSTRUÇÃO E IN-</p><p>CIPIENTE, QUANDO COMPARADA A ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E INGLATERRA, POR EXEMPLO.</p><p>ESTE TEXTO TEM COMO PROPÓSITO TAMBÉM FORTALECER ESSA ÁREA NO ÂMBITO DO SENAR,</p><p>PARA QUE SE BUSQUE, CADA VEZ MAIS, A EXCELÊNCIA NA ATUAÇÃO INSTITUCIONAL.</p><p>A avaliação, em linhas gerais, é o exercício de dar sen-</p><p>tido para aquilo que fazemos, “atribuir valor a algo”.</p><p>Quando se trata de avaliação, existem duas premis-</p><p>sas que são fundamentais: o exercício racional, que</p><p>tem a ver com prestação de contas, e o aprendizado.</p><p>Isso significa dizer que fazemos avaliação para gerar</p><p>transparência em relação àquilo que realizamos e,</p><p>ao mesmo tempo, gere conhecimentos que apon-</p><p>tem novos rumos para gestão e para aumento do</p><p>impacto daquilo que se faz.</p><p>A avaliação objetiva produzir evidências, compilar</p><p>dados e sistematizar informação e conhecimento</p><p>que contribuam para o aperfeiçoamento de ofertas</p><p>educativas do Senar e projetos, além do alcance de</p><p>seus objetivos.</p><p>Há uma tendência global que enfatiza uma mudan-</p><p>ça de enfoque para resultados. Dessa forma, as ava-</p><p>liações fazem parte de uma agenda mais ampla: a</p><p>da formulação de políticas baseadas em evidências.</p><p>O foco nos resultados está sendo utilizado não so-</p><p>mente para definir e monitorar metas nacionais e</p><p>internacionais, de forma crescente, mas também</p><p>está sendo utilizado e exigido dos gestores de ofer-</p><p>tas educativas do Senar para aperfeiçoar a presta-</p><p>ção de contas, informar a alocação orçamentária e</p><p>orientar as decisões relacionadas à continuidade ou</p><p>não de determinados ofertas educativas do Senar e/</p><p>ou projetos, por exemplo.</p><p>O monitoramento e a avaliação estão, portanto, no</p><p>núcleo da formulação de políticas baseadas em evi-</p><p>dências. Fornecem um núcleo básico de ferramen-</p><p>tas que as partes interessadas podem utilizar para</p><p>verificar e melhorar a qualidade, a eficiência e efeti-</p><p>vidade das intervenções nas várias etapas de execu-</p><p>ção ou focar em resultados.</p><p>É cada vez mais comum que os formuladores de po-</p><p>líticas e a sociedade civil exijam resultados e cobrem</p><p>a prestação de contas de ofertas educativas do Se-</p><p>nar, e as avaliações fornecem evidências robustas</p><p>quanto ao desempenho e, fundamentalmente, o</p><p>quanto um programa específico atingiu seus resul-</p><p>tados de forma desejada ou não.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 115</p><p>Em relação a projetos e ofertas educativas do Senar,</p><p>é importante que todos os atores estejam envolvi-</p><p>dos e que uma avaliação seja pensada, desenhada</p><p>e implementada de forma participativa: envolver as</p><p>pessoas na avaliação desde o início, para que, quan-</p><p>do o resultado seja entregue, sejam cobrados os re-</p><p>sultados para que ela seja, de fato, implementada.</p><p>O aprendizado não é obvio, a partir das avaliações.</p><p>Se queremos que uma avaliação resulte em aprendi-</p><p>zado, é preciso fazer um planejamento da avaliação,</p><p>uma implementação, que já preveja formas de dis-</p><p>seminação e uso dos seus resultados. Ou seja, isso</p><p>deve fazer parte do desenho da própria avaliação.</p><p>Ainda existe um mito de que a avaliação gera um</p><p>controle e que, se ela for divulgada, pode gerar re-</p><p>presálias. No entanto, se não a publicamos, a avalia-</p><p>ção não gera aprendizado.</p><p>Se as agendas de avaliação não geram aprendizado,</p><p>elas não geram impacto e, de certa forma, não são vis-</p><p>tas como importantes, perdendo, assim, seu real valor.</p><p>Diversos países, também, estão envolvidos em uma</p><p>agenda de avaliação e possuem, em maior ou menor</p><p>grau de maturidade e complexidade, sistemas de</p><p>monitoramento e avaliação de suas políticas, ofer-</p><p>tas educativas do Senar e projetos governamentais.</p><p>1. Tipos de avaliação</p><p>Conhecer melhor qual natureza de questionamen-</p><p>tos cada tipo de avaliação está habilitada a respon-</p><p>der nos auxilia a identificar a melhor combinação de</p><p>estratégias para a provisão das informações busca-</p><p>das sobre determinado programa.</p><p>Há cinco tipos de avaliação de ofertas educativas do</p><p>Senar, conforme a figura 1.</p><p>TIPOS DE AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS</p><p>AVALIAÇÃO TEÓRICA</p><p>AVALIAÇÃO DE PROCESSOS</p><p>AVALIAÇÃO DE IMPACTO</p><p>AVALIAÇÃO DE EFICIÊNCIA</p><p>AVALIAÇÃO DE NECESSIDADES</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>116</p><p>1.1 Avaliação de necessidades</p><p>É um estudo sistemático que:</p><p>• Identifica a natureza, o alcance e as causas de</p><p>uma necessidade. Por exemplo, a razão pela</p><p>qual um projeto existe;</p><p>• Define e descreve a população-alvo a ser</p><p>atendida;</p><p>• Determina a intervenção necessária para solu-</p><p>cionar a necessidade.</p><p>• Quais ofertas educativas do Senar são os mais</p><p>pertinentes para essa população?</p><p>• Quais ofertas educativas do Senar já existem</p><p>para resolver esse problema?</p><p>Ao se pensar em um novo programa, por exemplo,</p><p>essa é uma avaliação importante para que tenhamos</p><p>clareza de todos os aspectos a serem implementa-</p><p>dos. É um exercício de construção coletiva, em que</p><p>todos os atores devem ser chamados a contribuir.</p><p>A Administração Regional deve, portanto, refletir</p><p>que cada nova oferta educativa do Senar, sejam elas</p><p>da FPR e de projetos/programas pode ter diversos</p><p>objetivos, de naturezas diferentes. O objetivo, por-</p><p>tanto, não pode ser geral.</p><p>A Administração Regional, por exemplo, definiu</p><p>como objetivo de seu projeto/programa “melhorar a</p><p>qualidade de vida” da população rural no município x.</p><p>Esse é um objetivo geral. Pode-se melhorar a qualida-</p><p>de de vida de tantas maneiras que não conseguimos</p><p>saber nem mesmo a área de atuação do projeto/pro-</p><p>grama. Melhora-se a qualidade de vida por meio de</p><p>melhorias em saúde, moradia, educação, etc.</p><p>O objetivo de um programa, portanto, deve transpa-</p><p>recer aquilo que, de fato, pretende-se mudar na vida</p><p>dos seus beneficiários.</p><p>Além dos objetivos, também é necessário se ter clare-</p><p>za sobre o público-alvo. Público-alvo é o segmento da</p><p>população onde se espera gerar mudanças/impacto.</p><p>Não precisa ser formado por um grupo de pessoas,</p><p>necessariamente.</p><p>Um projeto ambiental, por exem-</p><p>plo, pode ter uma rede hidrográfica ou uma zona de</p><p>vegetação como seu público-alvo.</p><p>Um ponto importante que deve ser destacado: a</p><p>definição adequada do público-alvo depende, forte-</p><p>mente, de um diagnóstico preciso e correto.</p><p>Isso porque todo projeto/programa existe para re-</p><p>solver um problema identificado e é pelo diagnós-</p><p>tico que se identifica qual é, realmente, o problema</p><p>em foco.</p><p>Ao se pensar em uma avaliação de necessidades, é pre-</p><p>ciso descrever claramente a população-alvo a ser aten-</p><p>dida. Ao definir essa população, deve-se pensar qual é</p><p>a intervenção necessária para solucionar o “problema”.</p><p>Necessidade População - alvo Solução</p><p>Quais perguntas requerem uma avaliação de ne-</p><p>cessidades?</p><p>• Qual é a natureza e a magnitude do problema</p><p>ou da necessidade?</p><p>• Quais são as possíveis causas?</p><p>• Quais são as características da população-alvo?</p><p>Resultados</p><p>desejados</p><p>Resultados</p><p>atuais</p><p>NECESSIDADE</p><p>12</p><p>11</p><p>10</p><p>9</p><p>8</p><p>7</p><p>6</p><p>5</p><p>4</p><p>3</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 117</p><p>1.2 Avaliação teórica</p><p>Avalia a teoria que está por trás de um programa:</p><p>• É viável e factível?</p><p>• Atende às necessidades da população-alvo?</p><p>Quais perguntas requerem uma Avaliação Teórica?</p><p>• Quais são os resultados finais que são espera-</p><p>dos alcançar com o programa?</p><p>• Como se pretende chegar a esses resultados</p><p>finais? (Por meio de quais insumos, atividades,</p><p>produtos e resultados intermediários?)</p><p>• Que suposições e riscos estão implícitos em</p><p>nossa teoria da mudança?</p><p>• Quão razoáveis são essas suposições, e quão</p><p>grandes são os riscos?</p><p>Podemos, no Senar, utilizar essa avaliação antes de</p><p>implementar determinado programa, por exemplo.</p><p>1.3 Avaliação de processos</p><p>A avaliação de processos avalia a implementação de</p><p>um programa.</p><p>Quais perguntas requerem uma Avaliação de Processos?</p><p>• O programa está sendo implementado cor-</p><p>retamente?</p><p>• Cumpre com os padrões relevantes?</p><p>• Permite alcançar os objetivos?</p><p>• Quantas pessoas estão recebendo os serviços?</p><p>São as pessoas certas (perfil)?</p><p>• O serviço recebido é adequado em termos de</p><p>quantidade, qualidade e tipo?</p><p>• A equipe que executa o programa conta com</p><p>todas as competências necessárias?</p><p>• Como os recursos são geridos?</p><p>1.4 Avaliação de impacto</p><p>O que é impacto?</p><p>De forma sucinta, são mudanças diretamente atri-</p><p>buídas a um programa.</p><p>Existem vários motivos pelos quais estamos interes-</p><p>sados em avaliar um programa:</p><p>1. Melhorar o programa. A avaliação de impacto nos</p><p>permite saber o que funciona e o que não funciona.</p><p>• Gerar informações focada no desenho ou na</p><p>reformulação do programa com a finalidade de</p><p>melhorar seu desempenho e resultados.</p><p>• Encontrar soluções concretas e as implementar</p><p>em curto prazo.</p><p>• Entender a importância relativa dos componen-</p><p>tes e processos do programa.</p><p>A avaliação de impacto busca não somente verificar</p><p>se algo funciona, mas como funciona.</p><p>2. Tornar o gasto mais eficiente. Pode ser que um</p><p>programa funcione, mas ele seja muito caro para</p><p>atingir dados objetivos.</p><p>• Útil para tomar decisões em relação à alocação</p><p>de recursos, continuidade de um programa.</p><p>• Interessa aos tomadores de decisão (gestores,</p><p>governantes, legisladores, etc.).</p><p>3. Gerar conhecimento sobre ofertas educativas</p><p>do Senar e/ou políticas públicas, sobre o que</p><p>funciona e o que não funciona.</p><p>• Produzem conhecimento sobre mecanismos e</p><p>efeitos de uma intervenção.</p><p>• Servem de base para inovações e novos enfo-</p><p>ques, com potencial para replicações e ganhos</p><p>de escala.</p><p>Por exemplo, avaliações que são realizadas em pe-</p><p>quena escala, como pilotos, podem ser magnifica-</p><p>das para outros contextos, locais e períodos.</p><p>DESCREVER A</p><p>TEORIA</p><p>DETERMINAR</p><p>SUA QUALIDADE</p><p>Marco Lógico</p><p>Teoria da Mudança</p><p>Revisão da literatura</p><p>Painel de especialistas</p><p>Entrevistas</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>118</p><p>Pode ser que uma avaliação em um estado ou município nos dê insumos para saber o que pode funcionar em</p><p>outros estados e em outros municípios (replicabilidade).</p><p>Resultado que esses mesmos beneficiários</p><p>obteriam, no caso hipótetico de não</p><p>terem participado do programa</p><p>Resultados dos beneficiários</p><p>depois de participarem</p><p>do programa</p><p>IMPACTO</p><p>Contrafactual</p><p>Quais perguntas requerem uma Avaliação de Impacto?</p><p>• O programa teve os efeitos esperados sobre os beneficiários?</p><p>• Esses efeitos se mantiveram com o tempo?</p><p>• Todos os componentes do programa são necessários para obter impacto?</p><p>• Alguns grupos de beneficiários estão mais afetados pela intervenção do que outros?</p><p>• Existem efeitos adversos não planejados?</p><p>PROCESSOS VS. IMPACTO</p><p>AVALIAÇÃO DE PROCESSO</p><p>COMO? POR QUE?</p><p>Mede o progresso em</p><p>relação aos objetivos</p><p>Dê preferência, realizada</p><p>externamente com apoio das</p><p>equipes do programa</p><p>Pontual, limitada no tempo</p><p>Evidência descritiva</p><p>Monitoramento contínuo</p><p>e frequente</p><p>Evidência causal</p><p>Realizada durante a</p><p>implementação do programa</p><p>Pode ser realizada pela</p><p>equipe do programa ou</p><p>parceiro externo</p><p>AVALIAÇÃO DE IMPACTO</p><p>QUANTO?</p><p>Mede quanto do programa</p><p>em relação aos objetivos é</p><p>causado pelo programa</p><p>Desenhada antes da imple-</p><p>mentação, com resultados</p><p>finais após programa</p><p>ser implementado</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 119</p><p>ETAPAS METODOLÓGICAS</p><p>Quem vai avaliar?</p><p>Quem deve avaliar?</p><p>1. Reunir os atores</p><p>interessados</p><p>4. Definir formas</p><p>de coleta</p><p>5. Definir as for-</p><p>mas de análise</p><p>6. Comunicar e</p><p>dialogar</p><p>2. Pactuar as</p><p>perguntas</p><p>3. Pactuar os meios</p><p>de aferição/indica-</p><p>dores</p><p>Como e onde vamos</p><p>coletar as informações</p><p>necessárias?</p><p>Quais produtos quere-</p><p>mos produzir com as</p><p>informações?</p><p>A quem e como comu-</p><p>nicar os resultados?</p><p>Que diálogo provocar?</p><p>O que precisamos avaliar?</p><p>O que precisamos saber?</p><p>Quais indicadores nos</p><p>ajudam a responder as</p><p>perguntas?</p><p>1.5 Avaliação de Eficiência</p><p>Há duas formas de se avaliar a eficiência de um</p><p>programa:</p><p>1. A primeira é a análise de custo-benefício: com-</p><p>para os benefícios do programa com seus custos.</p><p>Ou seja, implica monetizar (ou estimar custo) os</p><p>custos-benefícios. É realizada geralmente ex ante.</p><p>Tem fortes pressupostos sobre beneficiários e efei-</p><p>tos do programa;</p><p>2. A segunda é a análise custo-efetividade: com-</p><p>para as mudanças na variável de impacto principal</p><p>com os custos do programa. Permite comparar o</p><p>impacto relativo de diferentes intervenções. É rea-</p><p>lizada geralmente ex post.</p><p>Por exemplo: para cada R$1.000,00 investidos, quan-</p><p>tas crianças inserimos na escola com o programa A</p><p>comparado ao programa B?</p><p>Quais perguntas requerem uma Avaliação de Eficiência?</p><p>• O impacto foi alcançado de maneira eficiente?</p><p>• O custo do programa é razoável em relação à</p><p>magnitude do impacto?</p><p>• Existem intervenções alternativas que cumpri-</p><p>riam os mesmos objetivos a um menor custo?</p><p>• Os recursos são utilizados de maneira eficiente?</p><p>2. Por onde começar</p><p>A participação é um valor democrático que funda-</p><p>menta práticas de transformação e, nesse sentido,</p><p>embasa também os processos de monitoramento e</p><p>avaliação. Assim, uma sugestão para exercício inicial</p><p>das atividades de avaliação encontra-se no fluxogra-</p><p>ma, a seguir.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>120</p><p>2.1 Reunir os atores interessados</p><p>O envolvimento de todos os interessados e o seu</p><p>envolvimento nas etapas de planejamento, moni-</p><p>toramento e avaliação de uma iniciativa são vistos</p><p>como fundamental ao sucesso das ações. É com eles</p><p>que se deve pactuar os processos e é com eles que</p><p>se deve discutir os sucessos e os fracassos, os ajus-</p><p>tes ou as mudanças de caminho.</p><p>2.2 Pactuar as perguntas</p><p>As perguntas são o ponto de partida dos processos</p><p>de monitoramento e avaliação. Elas definem e co-</p><p>municam aquilo que é necessário saber, dão direção</p><p>ao trabalho e permitem que diferentes atores par-</p><p>tilhem os mesmos focos de</p><p>observação, ainda que</p><p>com interesses diversos. As perguntas podem estar</p><p>voltadas a diferentes focos e podem estar tanto</p><p>mais relacionadas àquilo que se planejou (os obje-</p><p>tivos, estratégias e metas), quanto a outros conte-</p><p>údos que emergiram ao longo do desenvolvimento</p><p>do trabalho.</p><p>2.3 Pactuar os meios de aferição/indicadores</p><p>Indicadores são informações que demonstram o</p><p>estado de determinada situação, como a taxa de</p><p>mortalidade infantil tomada como um indicador da</p><p>condição de saúde de uma população de um mu-</p><p>nicípio. Os indicadores podem ser capazes de nos</p><p>ajudar a perceber se algo vai bem ou se vai mal, se é</p><p>muito ou pouco, se é forte ou fraco, se é grande ou</p><p>pequeno, sendo formas auxiliares para medir as coi-</p><p>sas, desde que existam parâmetros de comparação.</p><p>2.4 Definir formas de coleta</p><p>A fase de coleta possui dois componentes:</p><p>• As fontes de informação;</p><p>• As técnicas de coleta de informações.</p><p>As fontes de informação são o que ou quem pode</p><p>revelar aquilo que é preciso saber, podendo ser pes-</p><p>soas, relatórios ou objetos inanimados (um prédio</p><p>abandonado, por exemplo). As técnicas de coleta de</p><p>informações são as maneiras mais adequadas para</p><p>que as fontes de informação revelem aquilo que se</p><p>deseja saber. A coleta/pesquisa de campo é o cora-</p><p>ção das avaliações. Algumas formas de coletas de</p><p>informações são: entrevistas individuais presenciais,</p><p>entrevistas individuais por telefone, entrevistas co-</p><p>letivas (grupos focais), questionários autoaplicáveis</p><p>por e-mail, pela internet, fórum ou mídias sociais,</p><p>pesquisa e leitura de base de dados, relatórios, ob-</p><p>servação e registro de atividades, etc.</p><p>2.5 Definir as formas de análise</p><p>O processo de análise de informações diz respeito</p><p>a transformar as informações coletadas em conclu-</p><p>sões ou juízos que tragam respostas diretas, consis-</p><p>tentes e cuidadosas para as perguntas de avaliação.</p><p>Sejam quais forem os produtos da análise, é funda-</p><p>mental que se considere quatro questões:</p><p>1) As análises das informações e dados respon-</p><p>dem às perguntas de avaliação?</p><p>2) Estão bem organizadas, com clareza e objetividade?</p><p>3) Estão consistentes e trazem segurança aos in-</p><p>teressados?</p><p>4) São cuidadosas com as pessoas e as organiza-</p><p>ções envolvidas (por exemplo, preservando a</p><p>sua identidade)?</p><p>2.6 Comunicar e dialogar</p><p>A comunicação de resultados é uma atividade bas-</p><p>tante relacionada à fase de análise. À medida que</p><p>a análise precisa saber quais produtos irá produ-</p><p>zir para poder ser realizada e à medida que esses</p><p>produtos estão voltados a produzir conhecimento,</p><p>diálogo e apoio na tomada de decisão pelos atores</p><p>interessados, é fundamental que os produtos e as</p><p>estratégias de comunicação sejam pensados em ra-</p><p>zão de atores interessados, suas demandas, expec-</p><p>tativas, interesses geopolíticos, e sejam trabalhados</p><p>pari passu com as atividades de análise.</p><p>3. Desafios</p><p>Considerando as avaliações realizadas até o momen-</p><p>to pelo Senar e a necessidade de transparência pelos</p><p>órgãos de controle, além do alinhamento das novas</p><p>políticas socioeconômicas que se desenham no país,</p><p>há desafios que precisam ser considerados no âmbito</p><p>da avaliação. Podemos destacar os seguintes:</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 121</p><p>• Criar a cultura de avaliação no Senar;</p><p>• Tornar o processo avaliativo presente e atuan-</p><p>te desde a concepção de ofertas educativas do</p><p>Senar e ações;</p><p>• Desenvolver as diretrizes sobre monitoramento</p><p>e avaliação;</p><p>• Promover a implementação de ferramentas</p><p>de monitoramento e avaliação que permitem</p><p>mensurar a eficiência na obtenção dos resulta-</p><p>dos esperados, de acordo com as diretrizes es-</p><p>tabelecidas e corrigir os pontos de atenção em</p><p>tempo hábil;</p><p>• Expandir a cobertura dos ofertas educativas do</p><p>Senar de avaliação na instituição;</p><p>• Fortalecer o uso das informações geradas a par-</p><p>tir de avaliações para auxiliar a melhoria quali-</p><p>tativa na oferta de ofertas educativas do Senar</p><p>e projetos;</p><p>• Aprimorar o processo de aplicação de diagnós-</p><p>ticos, com o objetivo de identificar os principais</p><p>alcances e limitações dos investimentos;</p><p>• Divulgar os resultados;</p><p>• Estabelecer as métricas de desempenho das</p><p>ações avaliadas;</p><p>• Estabelecer as estratégias a partir dos resulta-</p><p>dos das avaliações;</p><p>• Gerar o aprendizado organizacional;</p><p>• Criar planos de ação a partir dos resultados</p><p>das avaliações.</p><p>Importante! Para que sejam realizadas as avaliações, você deve estar atento aos seus</p><p>dados! A avaliação correta do projeto/programa depende da qualidade da informa-</p><p>ção coletada. Dados incompletos, incorretos ou imprecisos nos levam a conclusões</p><p>errôneas, que prejudicam a gestão de qualquer projeto.</p><p>De forma ideal, as informações utilizadas devem ser:</p><p>• De fácil observação.</p><p>• De baixo custo para verificar sua veracidade.</p><p>O cadastro, por exemplo, é ferramenta-chave para as avaliações, por isto, deve ser atualizado</p><p>e organizado. Tenha informações que possam ser utilizadas para o monitoramento e avaliação,</p><p>tais como: nome completo, CPF, data de nascimento, sexo, cor/raça, se tem deficiência e qual</p><p>é, renda, escolaridade entre outros.</p><p>Para serem usadas na avaliação, as informações também precisam estar em formato de banco</p><p>de dados numéricos.</p><p>Nosso desafio é ter acesso às informações e usá-las adequadamente em nossos projetos/</p><p>programas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>122</p><p>Itinerários formativos com</p><p>base em perfis profissionais</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 123</p><p>Nos anos 50 e 60, prevaleceu, na forma de organi-</p><p>zação do trabalho, o modelo taylorista-fordista de</p><p>produção que se caracterizava por uma visão de</p><p>administração que legitimava a separação entre</p><p>concepção e execução. Nesse modelo, uma enorme</p><p>parcela dos trabalhadores, dedicados à execução,</p><p>não necessitava, para o eficiente desempenho de</p><p>suas respectivas tarefas, qualquer conhecimento</p><p>que extrapolasse a rotina das tarefas para os quais</p><p>estavam sendo treinados. O panorama mundial,</p><p>contudo, modificou-se a partir da década de 70. As</p><p>transformações no campo da tecnologia e do pro-</p><p>cesso de trabalho redundaram em radicais reorga-</p><p>nizações na dinâmica social e de trabalho.</p><p>A partir de 1990, um fator determinante para as em-</p><p>presas passou a ser a competência humana, colocan-</p><p>do os indivíduos como protagonistas das mudanças.</p><p>Era necessário um profissional que, além de realizar</p><p>determinadas tarefas, tivesse autonomia, capacidade</p><p>analítica e crítica. Com isso, surgiu também um novo</p><p>modelo de formação, baseado em competências.</p><p>Atualmente, além das competências técnicas, exi-</p><p>ge-se que um profissional tenha iniciativa, auto-</p><p>nomia, responsabilidade, capacidade de decisão e,</p><p>principalmente, saiba trabalhar em grupo. Diante</p><p>disso, tornou-se necessária a identificação do que</p><p>idealmente o trabalhador precisa realizar corres-</p><p>pondente a uma determinada ocupação.</p><p>Diante desse contexto, em agosto de 2007, o Servi-</p><p>ço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Admi-</p><p>nistração Central, juntamente com quatro Adminis-</p><p>trações Regionais, elaborou o documento Formação</p><p>por Competências: orientações para desenvolvimento</p><p>das experiências piloto. O documento foi um impor-</p><p>tante passo dado pelo Senar para implantação do</p><p>Programa de Competências Profissionais para o</p><p>Meio Rural (PCP). São abordados no documento a</p><p>conceituação de competência, a sua classificação e</p><p>os níveis, além da certificação dos processos educa-</p><p>tivos por competências.</p><p>O desenvolvimento de competências profissionais im-</p><p>plica mobilização de conhecimentos, habilidades e ati-</p><p>tudes profissionais ao desempenho de atividades ou</p><p>funções típicas, segundo padrões de qualidade e produ-</p><p>tividade requeridos pela natureza do trabalho.321</p><p>3 SENAI. Departamento Nacional. Metodologia SENAI de Educação Pro-</p><p>fissional. Brasília: Senai/DN, 2013.</p><p>Acredita-se que a formação profissional com base</p><p>em competências tem o importante papel de con-</p><p>tribuir para a promoção da autonomia, criatividade</p><p>e iniciativa, entre outras capacidades. Isso significa</p><p>uma preocupação com o protagonismo do aluno</p><p>como sujeito do processo de aprendizagem e do</p><p>instrutor como responsável pelo processo de ensi-</p><p>no e pela mediação dessa aprendizagem. A apren-</p><p>dizagem é centrada nos alunos e a mediação pelo</p><p>instrutor visa incentivá-los a uma atitude mais autô-</p><p>noma, criativa e reflexiva.</p><p>A competência profissional é constituída de:</p><p>• Competências básicas: conhecimentos básicos</p><p>ou fundamentos técnico-científicos necessários</p><p>ao desenvolvimento das competências específi-</p><p>cas e de gestão;</p><p>• Competências específicas: capacidades téc-</p><p>nicas requeridas para o desempenho da ativida-</p><p>de profissional;</p><p>• Competências de gestão: capacidades sociais,</p><p>de liderança, de negociação, organizativas e</p><p>metodológicas.</p><p>Podemos, então, entender que competência pro-</p><p>fissional implica mobilização de conhecimentos</p><p>(saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber</p><p>ser e conviver), relacionados entre si e que são ne-</p><p>cessários ao desempenho de atividades ou funções</p><p>exigidas pela natureza do trabalho.</p><p>As atitudes são o saber fazer relacionado com valo-</p><p>res e, portanto, com o julgamento da pertinência da</p><p>ação, com a qualidade do trabalho, a ética do com-</p><p>portamento, da convivência participativa e solidária</p><p>e outros atributos humanos, como iniciativa e criati-</p><p>vidade, em outras palavras saber ser e conviver.</p><p>Nesse contexto, o perfil profissional é o marco de</p><p>referência que expressa as competências profissio-</p><p>nais e que subsidiam o planejamento e o desenvol-</p><p>vimento das ofertas formativas e são a referência</p><p>para o processo de elaboração do desenho curricu-</p><p>lar da oferta formativa.</p><p>O desenho curricular é a concepção da oferta forma-</p><p>tiva que deverá propiciar o desenvolvimento das com-</p><p>petências constitutivas do perfil profissional. Trata-se</p><p>de uma decodificação de informações do mundo do</p><p>trabalho para o mundo da educação, traduzindo-se pe-</p><p>dagogicamente as competências do perfil profissional.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>124</p><p>Uma educação profissional sintonizada com os no-</p><p>vos cenários do mundo do trabalho deve, portanto,</p><p>propiciar progressivamente ao aluno o domínio dos</p><p>fundamentos técnicos e científicos e das capaci-</p><p>dades técnicas relativas à área profissional em que</p><p>atua ou pretende atuar, assim como o desenvolvi-</p><p>mento de capacidades sociais, organizativas e me-</p><p>todológicas, tais como comunicação, autonomia e</p><p>criatividade, provendo-lhe um leque mais amplo de</p><p>possibilidades que o permitam transitar por ativida-</p><p>des profissionais afins.</p><p>Fundamentos técnicos e científicos: são</p><p>resultado da análise das competências</p><p>profissionais de um perfil. São de cará-</p><p>ter geral e de natureza diversificada,</p><p>necessários ao desenvolvimento de</p><p>competências específicas e de gestão</p><p>apontadas no perfil profissional. Podem</p><p>ser classificados como pré-requisitos ao</p><p>desenvolvimento de outras aprendiza-</p><p>gens ou competências.</p><p>Capacidades técnicas: é o conjunto arti-</p><p>culado e coerente de resultados de apren-</p><p>dizagens que um processo formativo</p><p>deve garantir para que uma pessoa possa</p><p>demonstrar desempenhos competentes.</p><p>Capacidades sociais: tratam, essen-</p><p>cialmente, das relações interpessoais,</p><p>caracterizando-se por agregar ao tra-</p><p>balhador condições de responder a re-</p><p>lações e procedimentos estabelecidos;</p><p>de se integrar, com eficácia ao contexto</p><p>de trabalho; e de trabalhar em equipe.</p><p>Exemplos: cooperação, disciplina, en-</p><p>volvimento, imparcialidade, integra-</p><p>ção, liderança, comunicação, argumen-</p><p>tação, participação, prontidão para</p><p>ouvir, receptividade, prontidão para</p><p>aprender, entre outras.</p><p>Capacidades organizativas e metodoló-</p><p>gicas: consideram, essencialmente, as</p><p>capacidades de planejamento, organi-</p><p>zação, execução e avaliação do trabalho.</p><p>Exemplos: atenção, concentração, cons-</p><p>ciência de qualidade técnica, consciên-</p><p>cia de segurança, determinação, flexi-</p><p>bilidade, precisão, racionalização, zelo,</p><p>entre outras.</p><p>1 Perfil profissional</p><p>O perfil profissional é a descrição do que idealmente</p><p>o trabalhador deve ser capaz de realizar no campo</p><p>profissional correspondente à ocupação. É o marco</p><p>de referência, o ideal para o desenvolvimento profis-</p><p>sional. Expressa o nível de desempenho que se espera</p><p>que o trabalhador alcance, indicando o que assegura</p><p>que ele será competente ou o que o torna apto a atu-</p><p>ar, com qualidade, no contexto de trabalho da ocupa-</p><p>ção. É constituído pelas competências profissionais e</p><p>pelo contexto de trabalho da ocupação.</p><p>Para elaboração do perfil profissional, é necessária</p><p>a constituição de um Comitê Técnico Setorial (CTS)</p><p>para reunir os atores que possam efetivamente</p><p>contribuir com a definição de determinado perfil.</p><p>O CTS é um fórum técnico-consultivo que possibi-</p><p>lita a aproximação entre o mundo do trabalho e a</p><p>educação profissionalizante, no qual são discutidos</p><p>os nexos entre a educação e o trabalho nos diferen-</p><p>tes segmentos rurais.</p><p>O objetivo do CTS é contribuir para identificação e</p><p>atualização das competências profissionais reque-</p><p>ridas dos trabalhadores, responsabilizando-se par-</p><p>ticularmente pela definição dos perfis profissionais</p><p>com base em competências correspondentes às</p><p>ocupações demandadas. É necessário, porém, que</p><p>se estabeleça a periodicidade em que tais perfis se-</p><p>rão reavaliados e validados.</p><p>Como os cursos de Educação Profissional são orga-</p><p>nizados por eixos tecnológicos e dispostos na Clas-</p><p>sificação Brasileira de Ocupações (CBO), é necessá-</p><p>rio que o CTS reavalie e valide os perfis profissionais</p><p>já elaborados toda vez que a CBO for atualizada.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 125</p><p>O CTS é composto por profissionais internos e ex-</p><p>ternos ao Senar, cuja formação, experiência profis-</p><p>sional e visão de futuro contribuem para orientar a</p><p>tomada de decisão referente ao planejamento e ao</p><p>desenvolvimento das ações de educação profissio-</p><p>nalizante no Senar.</p><p>1.1 Representação dos Comitês Técnico Setoriais</p><p>O CTS deve ser composto pela seguinte representação:</p><p>Senar:</p><p>• Um especialista da área/ocupação, cuja formação</p><p>seja relacionada ao perfil profissional a ser descrito;</p><p>• Um profissional para assumir a coordenação</p><p>operacional, em apoio ao metodólogo;</p><p>• Um coordenador metodológico e pedagogo</p><p>para assumir a coordenação metodológica.</p><p>Empresa:</p><p>• Três profissionais especialistas na ocupação/área</p><p>em estudo (com visão de gestão do processo</p><p>produtivo).</p><p>Sindicato:</p><p>• Um profissional especialista na ocupação/área</p><p>em estudo.</p><p>Associação:</p><p>• Um profissional indicado por associação de re-</p><p>ferência técnica no setor acadêmico;</p><p>• Um profissional instrutor/pesquisador que re-</p><p>presente a ocupação/área em estudo.</p><p>Poder público:</p><p>• Um profissional indicado por órgão do poder</p><p>público, ligado à ocupação/área.</p><p>Na composição e realização do CTS, devem ser res-</p><p>guardados alguns aspectos:</p><p>• Proporcionalidade: a alteração no número de</p><p>participantes deve respeitar a proporcionalida-</p><p>de estabelecida, ou seja, o número de membros</p><p>do Senar deve ser sempre menor que o número</p><p>de membros externos, visando garantir que o</p><p>perfil profissional represente as demandas do</p><p>mercado de trabalho, com representatividade</p><p>de membros de empresas;</p><p>• Garantia de representatividade: é possível re-</p><p>alizar reuniões sem a presença de alguns dos</p><p>representantes do CTS. No entanto, é impres-</p><p>cindível que haja sempre a participação de, pelo</p><p>menos, dois representantes de empresas;</p><p>• Substituição de membros: caberá à coordena-</p><p>ção operacional e metodológica do CTS, even-</p><p>tualmente, substituir membros, garantindo o</p><p>princípio da representatividade e o necessário</p><p>alinhamento metodológico com o substituto;</p><p>• Compromisso dos membros: na negociação</p><p>com os representantes indicados para com-</p><p>por o CTS, deve-se destacar a importância do</p><p>processo,</p><p>o compromisso a ser assumido pelos</p><p>membros, o tempo demandado e o cronograma</p><p>de reuniões.</p><p>Sugere-se que a reunião do CTS tenha duração mí-</p><p>nima de 16 horas e máxima de 24 horas, ou seja, dois</p><p>a três dias de trabalho. O coordenador metodólogo</p><p>na abertura da reunião deve apresentar o papel e o</p><p>objetivo do CTS, tornar claro os papéis e as respon-</p><p>sabilidades de cada membro do CTS, definir o plano</p><p>de trabalho, as metas e o cronograma de atividades.</p><p>1.2 Atribuições dos representantes do CTS</p><p>Compete ao coordenador operacional do comitê:</p><p>• Assumir a coordenação operacional e logística</p><p>do CTS;</p><p>• Formalizar os convites às instituições do</p><p>meio externo;</p><p>• Informar às instituições convidadas as datas</p><p>previstas, o local, o horário e a duração das</p><p>reuniões;</p><p>• Confirmar a participação dos membros nas reuni-</p><p>ões do CTS, utilizando diversos meios, como cor-</p><p>reio eletrônico, contato telefônico e pessoal;</p><p>• Prover todos os recursos e condições necessá-</p><p>rios para realização das reuniões do CTS nas</p><p>datas acordadas;</p><p>• Elaborar e encaminhar ao coordenador meto-</p><p>dológico do CTS a agenda de reuniões, contem-</p><p>plando informações de dia, horário, local, no-</p><p>mes dos representantes das instituições e seus</p><p>respectivos contatos (e-mail e telefone);</p><p>• Pesquisar e analisar previamente as informa-</p><p>ções sobre a situação da área/ocupação para a</p><p>qual se definirá o perfil profissional, de forma a</p><p>subsidiar o levantamento da prospectiva inter-</p><p>na, conforme roteiro de estudo e do contexto</p><p>de trabalho;</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>126</p><p>• Providenciar a sistematização prévia de infor-</p><p>mações relacionadas ao perfil profissional a ser</p><p>definido;</p><p>• Encaminhar aos representantes do meio exter-</p><p>no, antes da primeira reunião, a síntese das infor-</p><p>mações extraídas dos documentos de referência,</p><p>em tempo hábil para permitir sua análise;</p><p>• Apoiar o coordenador metodológico nas ações</p><p>atinentes à viabilização das reuniões do CTS;</p><p>• Realizar o controle de qualidade em todas as</p><p>etapas do trabalho, utilizando as listas de ve-</p><p>rificação sugeridas para garantir que todos os</p><p>procedimentos descritos sejam seguidos;</p><p>• Elaborar as pautas das reuniões;</p><p>• Elaborar as memórias técnicas das reuniões e</p><p>divulgá-las a todos os participantes, em alinha-</p><p>mento com o coordenador metodológico;</p><p>• Providenciar e enviar o material necessário ao</p><p>trabalho dos membros do CTS no intervalo en-</p><p>tre uma reunião e outra, quando for o caso;</p><p>• Identificar e diagnosticar as tendências relati-</p><p>vas ao setor, ao tipo de formação necessária e</p><p>as perspectivas futuras;</p><p>• Validar o perfil profissional, estabelecendo pra-</p><p>zo de vigência;</p><p>• Encaminhar aos representantes do CTS, exter-</p><p>nos ao Senar, o perfil profissional validado e a</p><p>declaração ou o certificado de participação, em</p><p>alinhamento com o coordenador metodológico.</p><p>Compete ao coordenador metodológico do comitê:</p><p>• Pesquisar e analisar previamente as informações</p><p>sobre a situação da ocupação para a qual se de-</p><p>finirá o perfil profissional, de forma a subsidiar o</p><p>levantamento da prospectiva interna, conforme</p><p>roteiro de estudo e do contexto de trabalho;</p><p>• Assumir a coordenação metodológica do CTS;</p><p>• Definir, em conjunto com o CTS, o planejamen-</p><p>to das atividades e o cronograma de reuniões,</p><p>quando for o caso;</p><p>• Sugerir as dinâmicas adequadas às reuniões;</p><p>• Realizar o controle de qualidade em todas as</p><p>etapas do trabalho, utilizando as listas de ve-</p><p>rificação sugeridas para garantir que todos os</p><p>procedimentos descritos sejam seguidos;</p><p>• Elaborar as pautas das reuniões;</p><p>• Identificar e diagnosticar as tendências relati-</p><p>vas ao setor, ao tipo de formação necessária e a</p><p>perspectivas futuras;</p><p>• Validar o perfil profissional, estabelecendo pra-</p><p>zo de vigência;</p><p>• Assessorar as equipes técnico-pedagógicas na</p><p>elaboração do desenho curricular de ofertas</p><p>formativas com base nos perfis profissionais</p><p>elaborados pelo CTS.</p><p>Compete ao especialista da área/ocupação</p><p>do comitê:</p><p>• Identificar as instituições que devem ser con-</p><p>vidadas para compor o CTS, considerando sua</p><p>representatividade e contribuição para o perfil</p><p>profissional a ser definido;</p><p>• Solicitar às instituições a indicação de partici-</p><p>pantes, considerando os requisitos: formação e</p><p>experiência compatíveis com o perfil profissional</p><p>a ser descrito, visão sistêmica do setor tecnoló-</p><p>gico em estudo e facilidade de expressão verbal;</p><p>• Pesquisar e analisar previamente as informações</p><p>sobre a situação da ocupação para a qual se de-</p><p>finirá o perfil profissional, de forma a subsidiar o</p><p>levantamento da prospectiva interna, conforme</p><p>roteiro de estudo e do contexto de trabalho;</p><p>• Providenciar a sistematização prévia de infor-</p><p>mações relacionadas ao perfil profissional a</p><p>ser definido;</p><p>• Realizar o controle de qualidade em todas as</p><p>etapas do trabalho, utilizando as listas de ve-</p><p>rificação sugeridas para garantir que todos os</p><p>procedimentos descritos sejam seguidos;</p><p>• Identificar e diagnosticar as tendências relati-</p><p>vas ao setor, ao tipo de formação necessária e a</p><p>perspectivas futuras;</p><p>• Contribuir para a análise do mercado de traba-</p><p>lho, fornecendo as informações necessárias à</p><p>elaboração dos perfis profissionais, levando em</p><p>conta, entre outras informações, as atividades,</p><p>as funções, as responsabilidades, o grau de au-</p><p>tonomia e os desempenhos requeridos;</p><p>• Validar o perfil profissional, estabelecendo pra-</p><p>zo de vigência;</p><p>• Assessorar as equipes técnico-pedagógicas na</p><p>elaboração do desenho curricular de ofertas</p><p>formativas com base nos perfis profissionais</p><p>elaborados pelo CTS.</p><p>Aos membros externos ao Senar, compete:</p><p>• Sinalizar os impactos causados pelas transfor-</p><p>mações tecnológicas e organizacionais no setor</p><p>e seus reflexos no desempenho profissional;</p><p>• Contribuir para a análise do mercado de tra-</p><p>balho, fornecendo as informações necessárias</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 127</p><p>para elaboração dos perfis profissionais, levan-</p><p>do em conta, entre outras informações, as ativi-</p><p>dades, as funções, as responsabilidades, o grau</p><p>de autonomia e os desempenhos requeridos;</p><p>• Validar o perfil profissional, estabelecendo pra-</p><p>zo de vigência.</p><p>1.3 Definição do perfil profissional</p><p>O Senar utiliza a análise funcional para definição do</p><p>perfil profissional, uma vez que esse tipo de análise é</p><p>usada para identificar as competências profissionais</p><p>inerentes a uma função produtiva. Essa função pode</p><p>ser definida para um setor ocupacional, uma em-</p><p>presa, um grupo de empresas ou para todo o setor</p><p>de produção. Pode-se desenvolver a análise funcio-</p><p>nal em diferentes níveis: de um setor produtivo, por</p><p>exemplo, agricultura, de qualificações transversais a</p><p>vários setores, tal como saúde e segurança no traba-</p><p>lho ou de uma ocupação, como cultivo de plantas.</p><p>A análise funcional descreve o que os profissionais</p><p>devem fazer em seu trabalho, em uma perspectiva</p><p>de boas práticas, considerando tendências futuras</p><p>que possam se aplicar aos ambientes laborais. É um</p><p>método que se inicia com a definição do propósi-</p><p>to-chave de uma empresa e se conclui quando se</p><p>definem as funções produtivas mais simples – ele-</p><p>mentos de competência – que podem ser realiza-</p><p>das por um trabalhador. Pode ser utilizada, ainda,</p><p>para estabelecer a estrutura de uma ocupação,</p><p>partindo da identificação de seu propósito prin-</p><p>cipal (objetivo-chave), derivando sucessivamente</p><p>para funções e subfunções que sejam significa-</p><p>tivas à consecução desse propósito e chegando,</p><p>dessa forma, aos elementos de competência e aos</p><p>padrões de desempenho.</p><p>O Senar utilizará a análise funcional de uma ou mais</p><p>ocupações de uma determinada área, levando em</p><p>consideração o atendimento mais ágil às demandas</p><p>que surgem.</p><p>Por meio de uma estratégia dedutiva (do geral para</p><p>o particular), a análise funcional requer que se es-</p><p>tabeleça o propósito principal da área produtiva ou</p><p>da ocupação ou dos serviços em análise, perguntan-</p><p>do-se</p><p>sucessivamente quantas funções existem e</p><p>quais subfunções432permitirão que a função prece-</p><p>4 É a denominação dada a cada um dos subconjuntos de atividades</p><p>desempenhadas pelo trabalhador em cada uma das funções, cons-</p><p>dente se realize. Como consequência desse trabalho</p><p>dedutivo, as funções e as subfunções mantêm entre</p><p>si uma relação lógica.</p><p>Partindo da definição de funções, a análise funcio-</p><p>nal leva em conta, também, o contexto do trabalho,</p><p>os sistemas organizativos, as relações funcionais, os</p><p>resultados da produção de bens ou de serviços e as</p><p>demandas futuras. O tratamento dado às atividades</p><p>está vinculado a uma análise mais ampla de todo o</p><p>contexto do trabalho, não se restringindo a tarefas.</p><p>O processo de definição de um perfil profissional</p><p>compreende fases de análise e discussão distintas,</p><p>apresentadas a seguir.</p><p>1.3.1 Análise da prospectiva interna</p><p>Tem como objetivo o estudo para detectar as mu-</p><p>danças internas de uma ocupação, no que se refere</p><p>a atividades, meios, métodos, organização, técnicas</p><p>e conteúdos profissionalizantes.</p><p>Cabe ao coordenador metodológico conduzir essa</p><p>atividade, podendo utilizar a técnica do brainstor-</p><p>ming.543 O CTS deve definir os aspectos relacionados</p><p>à prospectiva interna da ocupação, tais como: fato-</p><p>res tecnológicos e organizacionais, por exemplo, sis-</p><p>temas e métodos de produção e trabalho, mudan-</p><p>ças/inovações tecnológicas, técnicas de controle de</p><p>qualidade, procedimentos, organização do trabalho,</p><p>legislação e normas referentes à qualidade, ao meio</p><p>ambiente, à saúde e à segurança no trabalho, aos</p><p>meios de produção (máquinas, equipamentos, fer-</p><p>ramentas, etc.) e à atuação profissional: atividades</p><p>novas, atividades que tendem a se tornar importan-</p><p>tes, atividades que tendem a perder a importância,</p><p>competências que tendem a ser incluídas no perfil</p><p>do trabalhador e competências que tendem a per-</p><p>der a importância no perfil do trabalhador.</p><p>1.3.2 Definição da estrutura inicial da ocupação</p><p>A finalidade dessa fase é definir o objetivo-chave</p><p>da ocupação, suas principais funções e subfunções.</p><p>Para tanto, sugere-se que o coordenador metodólo-</p><p>go apresente três questões que subsidiarão todo o</p><p>tituindo os elementos de competência. A totalidade de subfunções</p><p>afins constitui uma função.</p><p>5 Técnica de discussão em grupo que se vale da contribuição espontâ-</p><p>nea de ideias por parte de todos os participantes, no intuito de resol-</p><p>ver algum problema ou de conceber um trabalho criativo.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>128</p><p>trabalho do CTS e deverão ser relembradas sempre</p><p>que necessário:</p><p>1) Quais competências profissionais o trabalhador da</p><p>ocupação em estudo apresenta nos dias de hoje?</p><p>2) Quais competências profissionais o trabalhador</p><p>da ocupação em estudo deveria apresentar?</p><p>3) Quais competências profissionais o trabalhador da</p><p>ocupação em estudo deverá apresentar a médio e</p><p>longo prazos, considerando a adoção de emergen-</p><p>tes e de prováveis mudanças organizacionais?</p><p>O objetivo-chave da ocupação, entendido como o</p><p>resultado de um brainstorming a respeito das fun-</p><p>ções principais que a caracterizam, deve ser expli-</p><p>citado por meio de verbos de ação que comporão a</p><p>competência geral.</p><p>As funções principais referem-se ao conjunto de ati-</p><p>vidades desempenhadas pelo profissional para ob-</p><p>tenção de determinado objetivo, conforme explici-</p><p>tadas no objetivo-chave da ocupação, constituindo</p><p>as unidades de competência.</p><p>Subfunções referem-se ao subconjunto de ativida-</p><p>des/tarefas desempenhadas pelo profissional que se</p><p>subordinam às funções principais, constituindo os</p><p>elementos de competência.</p><p>Nesse momento, tem-se a versão preliminar da es-</p><p>trutura inicial da ocupação, que poderá ser aperfei-</p><p>çoada ao longo das demais fases.</p><p>1.3.3 Identificação do nível de qualificação da</p><p>ocupação</p><p>Os níveis de qualificação referem-se ao domínio de um</p><p>desempenho profissional e à complexidade dos conte-</p><p>údos de trabalho que ele engloba. São estabelecidos</p><p>com base nos seguintes critérios de classificação:</p><p>• Domínio técnico-profissional: refere-se aos co-</p><p>nhecimentos profissionais teóricos e práticos</p><p>que o trabalhador deve possuir para o desem-</p><p>penho das competências requeridas pelo mer-</p><p>cado de trabalho;</p><p>• Iniciativa: capacidade de agir em situações no-</p><p>vas e imprevistas, sem orientações específicas.</p><p>Inclui vários graus de decisão, desde a mais sim-</p><p>ples e rotineira até a mais complexa;</p><p>• Autonomia: grau de independência no desem-</p><p>penho de funções, atividades ou tarefas;</p><p>• Responsabilidade: nível de influência do traba-</p><p>lhador sobre os resultados do trabalho e rele-</p><p>vância de sua gestão de recursos humanos, téc-</p><p>nicos e produtivos;</p><p>• Coordenação e relacionamento: capacidade de</p><p>gerenciar atividades em grupo e de estabelecer</p><p>relações pessoais e profissionais com trabalha-</p><p>dores do mesmo nível ou de níveis superiores</p><p>ou inferiores;</p><p>• Tomada de decisão: capacidade de discerni-</p><p>mento para definir a melhor alternativa, visan-</p><p>do à solução de problemas referentes a aspec-</p><p>tos técnicos, produtivos e humanos;</p><p>• Complexidade: refere-se ao grau de impor-</p><p>tância e abrangência de determinadas ativi-</p><p>dades e funções, considerando sua inter-re-</p><p>lação, integração e/ou impacto em outras</p><p>atividades e funções.</p><p>Nos critérios de classificação, encontra-se a corres-</p><p>pondência entre os cinco níveis de qualificação e as</p><p>respectivas etapas da Educação Profissional Rural.</p><p>Os níveis de qualificação vão definir as etapas da</p><p>Educação Profissional: Formação Inicial e Continua-</p><p>da ou Qualificação Profissional; Educação Profissio-</p><p>nal Técnica de Nível Médio; e Educação Profissional</p><p>Tecnológica de Graduação e de Pós-Graduação.</p><p>Quadro 5: Exemplo de identificação do nível de</p><p>qualificação Trabalhador na bovinocultura de leite</p><p>OCUPAÇÃO Trabalhador na bovinocultura</p><p>de leite</p><p>LINHA DE AÇÃO Pecuária</p><p>ÁREA OCUPACIONAL Pecuária de grande porte</p><p>SEGMENTO Trabalhadores na pecuária de</p><p>animais de grande porte</p><p>NÍVEL DE QUALIFICAÇÃO DA</p><p>EDUCAÇÃO PROFISSIONAL</p><p>Qualificação Profissional Bá-</p><p>sica em bovinocultura de leite</p><p>1.3.4 Definição da competência geral</p><p>Tendo por base a estrutura inicial da ocupação, mais</p><p>especificamente no objetivo-chave estabelecido, é</p><p>feita a descrição da competência geral, que é a sín-</p><p>tese do que é idealmente necessário a ser realizado</p><p>pelo trabalhador, expressando globalmente as fun-</p><p>ções principais que caracterizam a ocupação.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 129</p><p>A competência geral é definida a partir de um verbo</p><p>de ação mais abrangente, que sintetiza as funções</p><p>principais que caracterizam a Ocupação, de acordo</p><p>com o contexto profissional. Uma competência ge-</p><p>ral bem redigida identifica claramente a Ocupação.</p><p>A seguir, um exemplo de competência geral para a</p><p>ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite:</p><p>Competência geral: realizar os trabalhos relativos à</p><p>bovinocultura de leite, aplicando as técnicas de pro-</p><p>dução, respeitando a legislação vigente e o bem-estar</p><p>animal, monitorando os resultados, melhorando os</p><p>processos com responsabilidade e comprometimen-</p><p>to profissional e buscando a geração de renda.</p><p>1.3.5 Definição das unidades de competência</p><p>A unidade de competência é uma das funções prin-</p><p>cipais constantes na competência geral e expressa</p><p>os resultados relativos às grandes etapas do proces-</p><p>so de trabalho atinentes à ocupação em estudo. Po-</p><p>dem ser definidas tantas unidades de competência</p><p>quantas forem as funções principais presentes na</p><p>competência geral.</p><p>Para a redação das unidades de competência, deve-</p><p>-se observar que ela deve estar contida na compe-</p><p>tência geral, representar uma função identificável</p><p>na área e que ela possa ser verificada.</p><p>São exemplos das unidades de competência para a</p><p>ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite:</p><p>Unidade de Competência 1: executar a ordenha</p><p>para a produção de leite com qualidade;</p><p>Unidade de Competência 2: alimentar os animais,</p><p>atendendo às exigências nutricionais das categorias;</p><p>Unidade de Competência 3: promover o manejo e</p><p>a sanidade animal;</p><p>Unidade de Competência 4: executar as atividades</p><p>de reprodução animal e melhoramento genético;</p><p>Unidade de Competência 5: administrar a ativida-</p><p>de leiteira;</p><p>Unidade de Competência 6: preparar os animais</p><p>selecionados para participação em feiras ou exposi-</p><p>ções e comercialização.</p><p>1.3.6 Definição dos elementos de competência</p><p>Os elementos de competência são a descrição das ati-</p><p>vidades que devem ser desenvolvidas para alcançar os</p><p>resultados previstos nas unidades de competência.</p><p>Para definir os elementos de competência, é impor-</p><p>tante a resposta para a seguinte pergunta: Quais</p><p>atividades o profissional deve desenvolver para al-</p><p>cançar o descrito na unidade de competência?</p><p>Os elementos de competência devem ser aplicáveis</p><p>a distintas situações de trabalho em processos simi-</p><p>lares, possuir relevância no interior do processo e</p><p>ser suficientemente concreto para ser avaliado se-</p><p>gundo critérios objetivos.</p><p>A seguir, exemplos de elementos de competência para</p><p>a ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite:</p><p>Unidade de Competência 1: executar a ordenha</p><p>para a produção de leite com qualidade.</p><p>Elementos de competência:</p><p>— Conduzir os animais antes e após a ordenha;</p><p>— Preparar os animais para ordenha;</p><p>— Organizar o local da ordenha;</p><p>— Preparar os equipamentos de ordenha</p><p>mecânica;</p><p>— Ordenhar mecanicamente os animais;</p><p>— Ordenhar manualmente os animais;</p><p>— Respeitar o período de carência;</p><p>— Conservar o leite produzido;</p><p>— Acompanhar as vacas em lactação;</p><p>— Encerrar a lactação das vacas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>130</p><p>1.3.7 Definição dos padrões de desempenho</p><p>Importante! Para cada ele-</p><p>mento de competência,</p><p>deve ser associado um pa-</p><p>drão de desempenho. O padrão de de-</p><p>sempenho é o referencial que especifi-</p><p>ca, do ponto de vista qualitativo e/ou</p><p>quantitativo, a condição, a forma e/ou</p><p>“como” o trabalhador deve realizar as</p><p>atividades/ações descritas no elemento</p><p>de competência.</p><p>Para definir os elementos padrões de desempenho,</p><p>é importante a resposta para a seguinte pergunta:</p><p>Como o profissional deve desenvolver suas ativida-</p><p>des para atender satisfatoriamente ao descrito no</p><p>elemento de competência?</p><p>Os padrões de desempenho são parâmetros quali-</p><p>tativos e quantitativos e podem estar relacionados</p><p>aos seguintes aspectos: utilização de meios de pro-</p><p>dução, materiais e produtos, aplicação de processos,</p><p>métodos e procedimentos, seleção e utilização de</p><p>informações e mobilização de atitudes requeridas</p><p>no ambiente de trabalho.</p><p>A seguir, exemplos de padrão de desempenho para a</p><p>ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite.</p><p>Quadro 6: Exemplo de padrão de desempenho</p><p>para ocupação Trabalhador na bovinocultura</p><p>de leite</p><p>ELEMENTOS DE</p><p>COMPETÊNCIA</p><p>PADRÕES DE DESEMPENHO</p><p>ORDENHAR</p><p>MECANICA-</p><p>MENTE OS</p><p>ANIMAIS</p><p>Aplicando procedimentos de segurança,</p><p>conforto e higiene para o ordenhador e</p><p>o animal.</p><p>Colocando e retirando o conjunto de or-</p><p>denha conforme procedimento técnico.</p><p>Observando o fluxo de leite até o esva-</p><p>ziamento completo do úbere.</p><p>Mantendo o ambiente tranquilo na sala</p><p>de ordenha.</p><p>Executando o pós-dipping (se necessário).</p><p>1.3.8 Descrição do contexto de trabalho da</p><p>ocupação</p><p>Importante! O contexto de</p><p>trabalho da ocupação é o</p><p>conjunto de informações de</p><p>natureza técnica, organizacional e so-</p><p>cioprofissional característico da ocupa-</p><p>ção, que contextualiza e situa o âmbito</p><p>de atuação do profissional.</p><p>No contexto de trabalho da ocupação, devem estar</p><p>descritos os aspectos que fazem referência a meios,</p><p>métodos, técnicas, condições e ambiente de traba-</p><p>lho, localização funcional, requisitos pessoais, ten-</p><p>dências de evolução e possíveis saídas para o mer-</p><p>cado de trabalho.</p><p>Os meios podem ser: equipamentos e máquinas,</p><p>ferramentas e instrumentos, materiais de utilização</p><p>habitual e outros.</p><p>Os métodos e as técnicas do trabalho podem ser:</p><p>métodos, processos, técnicas ou procedimentos</p><p>de trabalho específicos, necessários à obtenção</p><p>do produto.</p><p>As condições de trabalho podem ser: ambientais,</p><p>turnos e horários, riscos profissionais (quando apli-</p><p>cáveis) e outros.</p><p>A evolução da ocupação caracteriza-se por: mudan-</p><p>ças nos fatores tecnológicos, organizacionais e eco-</p><p>nômicos, mudanças nas atividades profissionais e</p><p>mudanças na educação profissionalizante.</p><p>A formação profissionalizante relacionada à ocupa-</p><p>ção são as possíveis ofertas formativas, em diversos</p><p>níveis e modalidades, que permitem ao trabalhador</p><p>a continuidade da aquisição das competências pro-</p><p>fissionais relacionadas à ocupação.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 131</p><p>A indicação de conhecimentos referentes ao perfil profissional são informações que vão sendo apontadas pelo</p><p>CTS, no decorrer das atividades, que não se traduzem como competências e, sim, como conhecimentos. Nesse</p><p>caso, deve-se registrar esses itens à parte para serem complementados e utilizados ao final, nesse campo do</p><p>perfil profissional.</p><p>A seguir, exemplo de contexto de trabalho para ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite.</p><p>Quadro 7: Contexto de trabalho da ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite (animais, equipamen-</p><p>tos, máquinas, ferramentas, instrumentos, materiais e outros)</p><p>Animais:</p><p>- Bezerras</p><p>- Bezerros</p><p>- Novilhas</p><p>- Vacas</p><p>- Touros</p><p>- Rufiões</p><p>- Animais de trabalho</p><p>Outros:</p><p>- Alicate fazendeiro</p><p>- Alicate (formiga)</p><p>- Aplicador de brinco</p><p>- Balança</p><p>- Baldes</p><p>- Banco</p><p>- Brincos</p><p>- Cabresto</p><p>- Calculadoras</p><p>- Caneca de fundo escuro</p><p>- Caneta para brincos</p><p>- Canivete ou bisturi</p><p>- Coador e filtro</p><p>- Compressor de ar</p><p>- Computadores</p><p>- Copo</p><p>- Cordas</p><p>- Depósito de combustível</p><p>- Engraxadeiras</p><p>- Enxada</p><p>- Esparramador de esterco</p><p>- Esterqueira</p><p>- Facão com bainha</p><p>- Ferro de construção com ponta</p><p>- Ferro de marcar a quente</p><p>- Ferro de mochar a brasa</p><p>- Ferro de mochar elétrico</p><p>- Fita métrica</p><p>- Flambador</p><p>- Grosa</p><p>- Impressora</p><p>- Latão</p><p>- Livros de registro</p><p>- Lima com protetor</p><p>- Lixadeira com ferramenta de corte</p><p>- Lixeira</p><p>- Mamadeira</p><p>- Pá reta</p><p>- Pás</p><p>- Pulseiras</p><p>- Pulverizador</p><p>- Raquete de CMT</p><p>- Régua</p><p>- Resfriador</p><p>- Rinete</p><p>- Rodo</p><p>- Sacos de plásticos limpos</p><p>- Seringas e agulhas</p><p>- Tabela de desenvolvimento</p><p>- Tatuador</p><p>- Tesoura</p><p>- Tesoura de casco</p><p>- Trator</p><p>- Tronco de contenção</p><p>- Vassoura</p><p>- Botijão de gás</p><p>- Botijão de sêmen e equipamentos</p><p>de inseminação artificial</p><p>- Geladeira</p><p>- Misturador</p><p>- Isopor</p><p>- Agrotóxicos</p><p>- Balança de precisão</p><p>- Combustível</p><p>- Concentrado</p><p>- Correias</p><p>- Desinfetantes</p><p>- Detergentes</p><p>- EPIs</p><p>- Produtos veterinários</p><p>- Formulários</p><p>- Laudo de análise do solo</p><p>- Livros de anotações</p><p>- Lona plástica mapas da propriedade</p><p>- Máquina de pressão de água</p><p>- Medicamentos</p><p>- Moto esmeril</p><p>- Mudas e partes vegetativas</p><p>- Óleos</p><p>- Pasta cáustica</p><p>- Piquetes</p><p>- Papel-toalha</p><p>- Volumosos</p><p>- Reagente de CMT</p><p>- Receituário agronômico</p><p>- Mangueira</p><p>- Ordenhadeira mecânica</p><p>- Forrageira</p><p>- Repelentes</p><p>- Roçadeira</p><p>- Rolo-faca</p><p>- Sal mineral</p><p>- Sala de ordenha</p><p>- Sementes e adubos</p><p>- Software</p><p>- Solução iodada</p><p>- Tinta para tatuador</p><p>- Grade niveladora</p><p>- Colhedora de forragens</p><p>- Bebedouros</p><p>- Comedouros</p><p>- Semeadeiras</p><p>- Plantadeiras</p><p>- Cerca elétrica</p><p>- Adubadeira</p><p>- Energia elétrica</p><p>- Água</p><p>- Triturador</p><p>- Picador</p><p>- Carretas</p><p>- Balaio</p><p>- Carrinho manual</p><p>- Silos</p><p>- Currais</p><p>- Depósitos</p><p>- Caixa d’água</p><p>- Canzil</p><p>- Tanque de expansão</p><p>- Carroça</p><p>- Material de escritório</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>132</p><p>Quadro 8: Métodos e técnicas de trabalho, manuais, legislação e normas da ocupação Trabalhador na</p><p>bovinocultura de leite.</p><p>Instrução Normativa (IN) 62</p><p>Norma Regulamentadora (NR) 31</p><p>Consolidação das leis trabalhistas CLT</p><p>Código Florestal/Legislação ambiental</p><p>Cartilhas Senar</p><p>Rastreabilidade:</p><p>- SISBOV</p><p>- Inseminação</p><p>artificial em tempo fixo IATF</p><p>- Dieta total</p><p>- Integração floresta, lavoura e pecuária</p><p>- Análise bromatológica</p><p>Fertilização in vitro FIV</p><p>PIA – Programa de Inseminação Artificial Transferência de Embrião TE</p><p>Programa Nacional da Qualidade do Leite</p><p>Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose</p><p>Conforto Animal e Bem-Estar do animal</p><p>Somatotropina bovina BST</p><p>Boas práticas agrícolas</p><p>Cadastramento do Produtor</p><p>Organização dos Produtores</p><p>Internet</p><p>Programa de Gerenciamento</p><p>Inseminação sêmen sexado</p><p>Diagnóstico por ultrassom</p><p>Diagnóstico de gestação por toque retal</p><p>Manuais técnicos</p><p>Aditivos</p><p>Acasalamento de vacas</p><p>Análise de controle de qualidade do leite por animal</p><p>Testes de progênie</p><p>Irrigação de pastagens</p><p>Tabela nutricional</p><p>Quadro 9: Condições de trabalho (local, ergonomia, periculosidade, insalubridade, turnos de trabalho)</p><p>da ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite</p><p>• Ambientes fechados (sala de ordenha), abertos (pastos) e curral.</p><p>• Contato com a natureza, exposição ao sol e animais peçonhentos.</p><p>• Escalas de trabalho, com carga horária diferenciada em relação à</p><p>área urbana.</p><p>• Necessidade de morar na propriedade.</p><p>• Barateamento do custo de vida.</p><p>• Uso de uniformes, EPIs.</p><p>• Trabalho com barulho, repetitivo, exposto a poeira e umidade.</p><p>• Manuseio de agrotóxicos, produtos químicos, dejetos e sangue animal.</p><p>• Exposição a acidentes no trato com o animal, máquinas, equipamentos</p><p>e ferramentas.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 133</p><p>1.3.9 Identificação das competências de gestão</p><p>As competências de gestão</p><p>compreendem o conjunto de</p><p>capacidades organizativas,</p><p>metodológicas e sociais relativas à quali-</p><p>dade e organização do trabalho, às rela-</p><p>ções no trabalho e à condição de respon-</p><p>der a situações novas e imprevistas.</p><p>As competências de gestão devem descrever as</p><p>capacidades organizativas, metodológicas e sociais</p><p>que os profissionais devem ser capazes de respon-</p><p>der nas situações de trabalho, perante situações no-</p><p>vas e imprevistos.</p><p>A seguir, um exemplo de competências de gestão</p><p>da ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite.</p><p>Quadro 10: Competências de gestão da ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite</p><p>1.3.10 Identificação das ocupações intermediárias</p><p>Importante!Ocupação intermediária é o conjunto parcial de competências pertinen-</p><p>tes ao perfil profissional de uma ocupação e pode ser formada por uma ou mais uni-</p><p>dades de competência.</p><p>A seguir, é possível observar as saídas intermediárias da ocupação Trabalhador na bovinocultura de leite.</p><p>Competências de gestão:</p><p>• Respeitar o meio ambiente;</p><p>• Realizar os serviços de acordo com as normas de saúde e segurança no trabalho;</p><p>• Realizar os serviços de acordo com a legislação específica;</p><p>• Atentar-se para as condições de conforto e bem-estar dos animais;</p><p>• Seguir os padrões de qualidade;</p><p>• Cuidar da limpeza e higiene pessoal e do ambiente de trabalho;</p><p>• Comunicar-se adequadamente no meio profissional e social;</p><p>• Demonstrar postura e comprometimento profissional adequados;</p><p>• Comunicar-se com órgãos e departamentos competentes quando for necessário;</p><p>• Planejar as atividades;</p><p>• Demonstrar as habilidades de trabalhar em equipe;</p><p>• Responsabilizar-se pela conservação de equipamentos, máquinas e instalações;</p><p>• Atualizar-se acompanhando novas tecnologias;</p><p>• Analisar problemas e tomar decisões;</p><p>• Demonstrar organização e atenção na realização dos serviços;</p><p>• Ter autocontrole;</p><p>• Estar constantemente motivado;</p><p>• Analisar situações de risco e prever consequências;</p><p>• Valorizar o agronegócio;</p><p>• Valorizar as representações associativas do meio rural;</p><p>• Analisar a importância da tarefa e o reflexo no todo da atividade.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>134</p><p>It</p><p>in</p><p>er</p><p>ár</p><p>io</p><p>F</p><p>or</p><p>m</p><p>at</p><p>iv</p><p>o</p><p>do</p><p>c</p><p>ur</p><p>so</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>o</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ha</p><p>do</p><p>r n</p><p>a</p><p>bo</p><p>vi</p><p>no</p><p>cu</p><p>lt</p><p>ur</p><p>a</p><p>de</p><p>le</p><p>it</p><p>e</p><p>Fo</p><p>rm</p><p>aç</p><p>ão</p><p>p</p><p>or</p><p>C</p><p>om</p><p>pe</p><p>tê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>s</p><p>na</p><p>B</p><p>ov</p><p>in</p><p>oc</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>d</p><p>e</p><p>Le</p><p>it</p><p>e</p><p>C</p><p>om</p><p>pe</p><p>tê</p><p>nc</p><p>ia</p><p>G</p><p>er</p><p>al</p><p>:</p><p>Re</p><p>al</p><p>iz</p><p>ar</p><p>o</p><p>s</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>s</p><p>re</p><p>la</p><p>ti</p><p>vs</p><p>à</p><p>b</p><p>ov</p><p>in</p><p>oc</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>d</p><p>e</p><p>le</p><p>ite</p><p>, a</p><p>pl</p><p>ic</p><p>an</p><p>do</p><p>a</p><p>s</p><p>té</p><p>cn</p><p>ic</p><p>as</p><p>d</p><p>e</p><p>pr</p><p>od</p><p>uç</p><p>ão</p><p>, r</p><p>es</p><p>pe</p><p>it</p><p>an</p><p>do</p><p>a</p><p>le</p><p>gi</p><p>sl</p><p>aç</p><p>ão</p><p>v</p><p>ig</p><p>en</p><p>te</p><p>e</p><p>o</p><p>be</p><p>m</p><p>-e</p><p>st</p><p>ar</p><p>a</p><p>ni</p><p>m</p><p>al</p><p>, m</p><p>on</p><p>it</p><p>or</p><p>an</p><p>do</p><p>o</p><p>s</p><p>re</p><p>su</p><p>lt</p><p>ad</p><p>os</p><p>, m</p><p>el</p><p>ho</p><p>ra</p><p>nd</p><p>o</p><p>os</p><p>p</p><p>ro</p><p>ce</p><p>ss</p><p>os</p><p>c</p><p>om</p><p>c</p><p>om</p><p>pr</p><p>om</p><p>et</p><p>im</p><p>en</p><p>to</p><p>p</p><p>ro</p><p>fis</p><p>si</p><p>on</p><p>al</p><p>, 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Essa etapa de elaboração do perfil profissional consiste na organiza-</p><p>ção e estruturação final do perfil, sistematizando tudo que foi colocado nas etapas</p><p>anteriores de construção. O documento será a base para elaboração do desenho</p><p>curricular.</p><p>Campo profissional:</p><p>• Produtor;</p><p>• Gerente;</p><p>• Funcionário/trabalhador/empregado;</p><p>• Prestador de serviço.</p><p>Contexto funcional e tecnológico (subordinação, autonomia e limites de atuação):</p><p>• Produtor: autonomia;</p><p>• Gerente: autonomia limitada subordinada ao produtor;</p><p>• Funcionário/trabalhador/empregado: subordinado com relativa autonomia.</p><p>Possíveis saídas para o mercado de trabalho:</p><p>• Ordenhador;</p><p>• Tratador de bovinos;</p><p>• Preparador de bovinos;</p><p>• Auxiliar de saúde bovina;</p><p>• Inseminador de bovinos;</p><p>• Encarregado de produção leiteira;</p><p>• Casqueador;</p><p>• Gerente de atividade leiteira.</p><p>Evolução da ocupação:</p><p>• Caracterizada por inovações tecnológicas que tendem a crescer cada vez mais;</p><p>• Expressiva no contexto econômico e social do país;</p><p>• Tendência de utilização de processos sustentáveis de produção.</p><p>Formação profissional relacionada à ocupação:</p><p>• Operador de máquinas agrícolas;</p><p>• Irrigador;</p><p>• Casqueador;</p><p>• Tosquiador;</p><p>• Preparação de bovinos;</p><p>• Derivados do leite;</p><p>• Manejo de pastagens;</p><p>• Cerqueiro;</p><p>• Eletricista rural;</p><p>• Técnico em agropecuária;</p><p>• Técnico em zootecnia;</p><p>• Técnico em agroindústria;</p><p>• Administração rural;</p><p>• Técnico em associativismo;</p><p>• Inseminação artificial;</p><p>eventos, procurando identificar pontos positivos e</p><p>pontos a melhorar da instrutoria e da mobilização,</p><p>tendo por parâmetro a metodologia do Senar. Como</p><p>principais atribuições:</p><p>• Auxiliar na elaboração do PAT, participando das</p><p>reuniões de levantamento de necessidades e</p><p>demandas do mercado de trabalho, estudos de</p><p>cadeias produtivas, entre outras;</p><p>• Desenvolver e executar um plano de supervisão</p><p>compatível com as metas institucionais;</p><p>• Acompanhar e avaliar o processo de ensino-</p><p>-aprendizagem na FPR e PS e seus contornos,</p><p>nos âmbitos da instrutoria e mobilização, agin-</p><p>do de forma educativa e corretiva;</p><p>• Acompanhar a atuação do mobilizador, presen-</p><p>cial e remotamente, em cursos e treinamentos,</p><p>tais como a divulgação, o cumprimento de cri-</p><p>térios de escolha dos participantes, a organiza-</p><p>ção dos locais e recursos instrucionais necessá-</p><p>rios aos eventos, o cumprimento dos prazos da</p><p>programação, entre outras atividades;</p><p>• Emitir relatórios, físicos ou virtuais (ex.: Senar</p><p>nas Nuvens), com os registros do que foi obser-</p><p>vado durante as ações de supervisão.</p><p>Os instrutores são os agentes que ministram os</p><p>conteúdos das ações da Formação Profissional Ru-</p><p>ral e Promoção Social, utilizando-se da metodologia</p><p>educacional do Senar. Geralmente, são profissionais</p><p>terceirizados, contratados conforme critérios es-</p><p>tabelecidos em edital de credenciamento de cada</p><p>Administração Regional. Desenvolvem as seguintes</p><p>atividades:</p><p>• Elaborar, analisar, alterar e/ou atualizar planos</p><p>instrucionais propostos pela Administração Re-</p><p>gional do Senar;</p><p>• Executar planos instrucionais, de acordo com a</p><p>metodologia preconizada pelo Senar;</p><p>• Acessar, quando for o caso, os sistemas de ges-</p><p>tão dos eventos do Senar, como, por exemplo,</p><p>o Senar nas Nuvens (SNN) para preenchimento</p><p>dos relatórios obrigatórios.</p><p>EQUIPE DE SUPERVISORES INSTRUTORES</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 19</p><p>Agentes responsáveis pelo atendimento direto aos</p><p>produtores rurais por meio de visitas às proprieda-</p><p>des rurais, tendo por foco a transmissão de conhe-</p><p>cimentos relacionados à gestão da empresa rural e</p><p>técnicas de manejo relacionadas às atividades de-</p><p>senvolvidas nas propriedades.</p><p>Destaca-se por ser um agente educativo, construtor</p><p>de conhecimento em um processo interativo com</p><p>os produtores rurais, atuando como facilitador de</p><p>processos de desenvolvimento rural. Suas principais</p><p>atividades são:</p><p>• Realizar visita mensal a cada produtor atendido.</p><p>• Acompanhar a rentabilidade da propriedade</p><p>rural no aspecto técnico e gerencial, visando</p><p>gerar recomendações que viabilizem maior ren-</p><p>tabilidade da propriedade atendida;</p><p>• Definir o planejamento de cada atividade em</p><p>conjunto com o produtor rural;</p><p>• Orientar os produtores para atingirem os resul-</p><p>tados econômicos satisfatórios e com sustenta-</p><p>bilidade, promovendo o aprendizado de técni-</p><p>cas gerenciais;</p><p>• Promover a implantação de soluções que con-</p><p>tribuam para melhoria ou mudanças importan-</p><p>tes no cotidiano de trabalho.</p><p>Agentes representantes das entidades parceiras/mobi-</p><p>lizadoras na organização dos eventos do Senar. Esses</p><p>agentes têm papel importante em quase todas as eta-</p><p>pas do processo, cumprindo as seguintes atribuições:</p><p>• Contribuir para a obtenção de informações re-</p><p>ferentes a dados demográficos, características</p><p>das cadeias produtivas, parcerias institucionais,</p><p>mercado de trabalho, ações sociais existentes</p><p>nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura e</p><p>lazer, comunidades existentes, acessos, etc. em</p><p>sua região de atuação;</p><p>• Estudar o portfólio dos ofertas de FPR, PS e</p><p>ATeG ofertados pela Administração Regional</p><p>inteirando-se de detalhes e necessidades de</p><p>cada um deles para utilizá-los na prática de</p><p>mobilização;</p><p>• Divulgar os programas de capacitação de FPR,</p><p>PS e ATeG;</p><p>• Recrutar e selecionar a clientela, com o objetivo</p><p>de formar turmas que tenham o perfil mais ade-</p><p>quado às ofertas formativas;</p><p>• Escolher e organizar os locais de realização dos</p><p>eventos, conforme orientação da Administra-</p><p>ção Regional;</p><p>• Preencher fichas de inscrição e demais formu-</p><p>lários referentes ao evento;</p><p>• Manter contato com o instrutor para obter infor-</p><p>mações sobre os recursos instrucionais neces-</p><p>sários, que são de responsabilidade da entidade</p><p>parceira e características dos locais do evento;</p><p>• Providenciam os recursos instrucionais neces-</p><p>sários;</p><p>• Acessar, quando for o caso, os sistemas de ges-</p><p>tão dos eventos do Senar, como, por exemplo,</p><p>o Senar nas Nuvens (SNN) para elaboração do</p><p>planejamento e solicitação de eventos.</p><p>TÉCNICOS DE CAMPO MOBILIZADORES</p><p>Atenção: é responsabilidade da equipe técnica elaborar</p><p>um manual de procedimentos direcionados às entida-</p><p>des parceiras, veja roteiro de elaboração no Anexo 1.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>20</p><p>Educação Profissional</p><p>Rural no Brasil</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 21</p><p>Uma das primeiras experiências de ensino profissio-</p><p>nal agrícola foi ministrada aos adultos trabalhado-</p><p>res em fazendas-modelo, a exemplo da Gameleira,</p><p>entre os anos de 1906 e 1909, instituídas por João</p><p>Pinheiro da Silva, presidente do estado de Minas</p><p>Gerais. Essas fazendas fizeram parte de uma rede</p><p>de ensino profissional agrícola que existiu durante</p><p>a primeira República em algumas cidades do esta-</p><p>do. A “escolarização do trabalho” e dos trabalhado-</p><p>res agrícolas em Minas Gerais estava vinculada ao</p><p>processo mais geral de modernização da agricultura</p><p>e da sociedade. Intencionava-se ministrar o ensino</p><p>prático a vários trabalhadores e fazendeiros, evi-</p><p>denciando-se vínculos entre o processo de ensino-</p><p>-aprendizagem dado por meio do método intuitivo,</p><p>ou “lição de coisas”.</p><p>As propostas de uma educação profissional mais glo-</p><p>bal começaram na década de 30, e a serem mais divul-</p><p>gadas nos anos 60, quando o fervilhar da migração ru-</p><p>ral-urbana inchou os grandes centros e despertou nas</p><p>lideranças do país maior intenção de promover ações</p><p>direcionadas ao desenvolvimento do campo. Outra</p><p>importante mudança ocorreu em 1996 com a promul-</p><p>gação da Lei nº 9.394, que estabeleceu as diretrizes e</p><p>bases da educação nacional.</p><p>[...] a função central dessa nova educação profis-</p><p>sional é a de preparar as pessoas para o exercício</p><p>da cidadania e para o trabalho, em condições de</p><p>influenciar o mundo do trabalho e de modificá-lo,</p><p>em condições de desenvolver um trabalho profis-</p><p>sional competente. (CORDÃO, 2002)</p><p>“NÃO HÁ OVO DE PÁSCOA SEM PLANTADOR DE CACAU, NÃO HÁ VESTIDO DE SEDA SEM PLANTA-</p><p>DOR DE AMORAS, NÃO HÁ CABOS E PNEUS DE BORRACHA SEM PLANTADOR DE SERINGUEIRA,</p><p>NÃO HÁ PAPEL SEM PLANTADOR DE ÁRVORES, NÃO HÁ CERVEJA SEM PLANTADOR DE CEVADA,</p><p>VINHO SEM PLANTADOR DE UVA, NÃO HÁ CALÇA JEANS SEM PLANTADOR DE ALGODÃO, NÃO</p><p>HÁ SAPATO E BOLSA SEM O PECUARISTA, NÃO HÁ ETANOL SEM CANA, NÃO HÁ PÃO SEM TRIGO,</p><p>ÓLEO SEM SOJA, MANTEIGA SEM LEITE, NÃO HÁ VIDA SEM A AGRICULTURA E SEM O AGRICUL-</p><p>TOR... POR ISSO, É TÃO IMPORTANTE UMA ESTRATÉGIA PARA O SETOR RURAL EM NOSSO PAÍS:</p><p>TODOS GANHARÃO COM ELA, E NÃO APENAS OS AGRICULTORES.” (RODRIGUES, ROBERTO. DIA</p><p>DO HERÓI. FOLHA DE S. PAULO, 28 JUL. 2012).</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>22</p><p>Apesar da evolução histórica da Educação Profis-</p><p>sional e do significativo aumento de produção ob-</p><p>servado nas últimas décadas e do papel relevante</p><p>do agronegócio para a economia nacional, ainda</p><p>é possível encontrar produtores e trabalhadores</p><p>rurais que não se apropriam ou se apropriam de</p><p>maneira limitada dos avanços tecnológicos, am-</p><p>bientais e legais.</p><p>É importante conhecer os fatores limitantes à ado-</p><p>ção das novas práticas produtivas, entre eles, pode-</p><p>-se citar a ausência de capital financeiro e a baixa</p><p>qualificação profissional. Todavia, pela ótica dos</p><p>produtores e trabalhadores rurais, a mais importan-</p><p>te é a falta de</p><p>• Aplicação de agrotóxicos.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>136</p><p>Também é nessa etapa que o CTS define a validade do perfil.</p><p>Como modelo para elaboração do perfil, pode ser utilizado o formulário a seguir:</p><p>Formulário Perfil Profissional</p><p>Ocupação:</p><p>Linha de ação:</p><p>Área ocupacional:</p><p>Segmento:</p><p>Educação profissionalizante:</p><p>Nível de qualificação:</p><p>1. Competências profissionais</p><p>Competência geral:</p><p>Relação das unidades de competência</p><p>Unidade de Competência 1: (descrição)</p><p>Unidade de Competência 2: (descrição)</p><p>Unidade de Competência X: (descrição)</p><p>Unidade de Competência 1: (descrição)</p><p>Elementos de competência Padrões de desempenho</p><p>1.1</p><p>1.1.1</p><p>1.1.2</p><p>1.2</p><p>1.2.1</p><p>1.2.2</p><p>Unidade de Competência 2: (descrição)</p><p>Elementos de competência Padrões de desempenho</p><p>2.1 2.1.1</p><p>2.1.2</p><p>2.2 2.2.1</p><p>2.2.2</p><p>Unidade de Competência X: (descrição)</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 137</p><p>Elementos de competência Padrões de desempenho</p><p>x.1 x.1.1</p><p>x.1.2</p><p>x.2 x.2.1</p><p>x.2.2</p><p>2. Contexto de trabalho da ocupação</p><p>2.1. Meios (equipamentos, máquinas, ferramentas, instrumentos, materiais e outros)</p><p>2.2. Métodos e Técnicas de Trabalho</p><p>2.3. Condições de Trabalho</p><p>2.4. Posição no Processo Produtivo Contexto Profissional:</p><p>Contexto funcional:</p><p>Possíveis saídas intermediárias para o mercado de trabalho:</p><p>2.5. Evolução da ocupação</p><p>2.6. Formação profissional relacionada à ocupação</p><p>2.7. Indicação de conhecimentos referentes ao perfil profissional</p><p>Unidade de Competência Conhecimentos</p><p>Unidade de Competência 1</p><p>Unidade de Competência 2</p><p>Unidade de Competência X:</p><p>3. Competências de gestão</p><p>4. Identificação das ocupações intermediárias</p><p>5. Composição do CTS</p><p>1</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>138</p><p>2 Desenho curricular</p><p>Importante! O desenho cur-</p><p>ricular é o resultado do pro-</p><p>cesso de definição e organi-</p><p>zação dos elementos que compõem o</p><p>currículo e que devem propiciar o de-</p><p>senvolvimento das capacidades refe-</p><p>rentes às competências do perfil profis-</p><p>sional. Esse processo realiza a</p><p>transposição das informações do mun-</p><p>do do trabalho para o mundo da educa-</p><p>ção, traduzindo pedagogicamente as</p><p>competências de um perfil profissional.</p><p>Parte-se do entendimento de que a conjugação en-</p><p>tre as competências profissionais estabelecidas no</p><p>perfil profissional e o contexto de trabalho de uma</p><p>ocupação proporcionam o essencial para a sistema-</p><p>tização de desenhos curriculares.</p><p>Para elaboração do desenho curricular, o Senar deve</p><p>constituir uma equipe composta por:</p><p>• Um metodólogo com experiência na elabora-</p><p>ção de currículos, para exercer a coordenação</p><p>da equipe de elaboração do desenho curricular.</p><p>• Dois especialistas da área/ocupação, cuja for-</p><p>mação seja relacionada ao desenho curricular</p><p>a ser descrito e preferencialmente que tenha</p><p>participado como membro do CTS.</p><p>O processo de definição de um desenho curricular</p><p>compreende fases de análise e discussão distintas,</p><p>apresentadas a seguir.</p><p>2.1 Identificação das possíveis saídas intermediá-</p><p>rias para o mercado de trabalho</p><p>As saídas intermediárias são</p><p>configuradas por uma ou</p><p>mais unidades de competên-</p><p>cia do perfil profissional que se referem</p><p>a ocupações intermediárias reconheci-</p><p>das pelo mercado de trabalho que po-</p><p>dem ser certificadas de forma indepen-</p><p>dente.</p><p>A decisão pela inclusão ou não de saída(s) interme-</p><p>diária(s) no desenho curricular, bem como as unida-</p><p>des de competência que permitem essa(s) saída(s),</p><p>devem considerar, além das indicações do CTS des-</p><p>critas no contexto de trabalho da ocupação do perfil</p><p>profissional, a coerência com a legislação e normas</p><p>pertinentes, a aderência a CBO,654as disposições dos</p><p>órgãos regulamentadores e o reconhecimento do</p><p>mercado de trabalho.</p><p>Exemplo de identificação de saída intermediária no</p><p>perfil profissional da ocupação Trabalhador na bovi-</p><p>nocultura de leite:</p><p>Ocupação: Trabalhador na bovinocultura de leite.</p><p>Unidades de competência (UC) que agrupa: UC 1,</p><p>UC 2 e UC 3.</p><p>Ocupação intermediária: tratador de bovinos.</p><p>Unidade de competência que agrupa: UC 3.</p><p>Observação: nesse caso, o perfil profissional do Tra-</p><p>balhador na bovinocultura de leite corresponde ao</p><p>conjunto de UC 1, 2 e 3, no entanto as competências</p><p>profissionais da ocupação intermediária de tratador</p><p>de bovinos estão contidos apenas na UC 3, indican-</p><p>do, portanto, que o Trabalhador na bovinocultura de</p><p>leite apresenta duas possibilidades de saídas para o</p><p>mercado de trabalho, sendo uma intermediária e a</p><p>outra final.</p><p>2.2 Análise do perfil profissional</p><p>A análise do perfil profissio-</p><p>nal propicia a transposição</p><p>das informações do “mundo</p><p>do trabalho” para o “mundo da educa-</p><p>ção”, ao traduzir pedagogicamente as</p><p>competências descritas nas unidades de</p><p>competência, nos elementos de compe-</p><p>tência e nos padrões de desempenho do</p><p>perfil.</p><p>6 Verificar o quadro das famílias ocupacionais listadas para oferta de</p><p>Formação Profissional Rural (FPR) com base na CBO e o quadro da</p><p>estrutura ocupacional para oferta de FPR com base na CBO.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 139</p><p>Espera-se nessa análise a identificação dos funda-</p><p>mentos técnicos e científicos e das capacidades</p><p>(técnicas, organizativas, sociais e metodológicas)</p><p>que devem compor o currículo de um curso.</p><p>No momento da realização da análise do perfil pro-</p><p>fissional, o metodólogo que exerce a coordenação</p><p>da equipe deve questionar os participantes, fazendo</p><p>uma série de perguntas que resultem na explicita-</p><p>ção de capacidades técnicas, sociais, organizativas e</p><p>metodológicas e de fundamentos técnicos e cientí-</p><p>ficos inerentes às competências do perfil profissio-</p><p>nal. Como exemplo:</p><p>Formulário Análise do Perfil</p><p>Perfil profissional:</p><p>Unidade de competência</p><p>Elementos de</p><p>competência:</p><p>Padrão de desempenho:</p><p>Fundamentos técnicos e</p><p>científicos</p><p>(capacidades básicas)</p><p>Capacidades técnicas</p><p>(capacidades específicas)</p><p>Capacidades sociais,</p><p>organizativas e</p><p>metodológicas</p><p>(capacidades de gestão)</p><p>• Quais fundamentos técnicos e científicos de-</p><p>vem ter quem realiza X (elemento de compe-</p><p>tência) + Y (padrão de desempenho)?</p><p>• Quais capacidades técnicas devem ter quem re-</p><p>aliza X (elemento de competência) + Y (padrão</p><p>de desempenho)?</p><p>• Quais capacidades sociais, organizativas e</p><p>metodológicas devem ter quem realiza X (ele-</p><p>mento de competência) + Y (padrão de de-</p><p>sempenho)?</p><p>É importante ressaltar que o verbo a ser utilizado na</p><p>descrição deve ser um verbo de ação (indica o que</p><p>o profissional faz ou o que é esperado que ele faça),</p><p>seguido de um objeto direto (completa o significado</p><p>do verbo de ação) e do contexto (indica a inter-rela-</p><p>ção de circunstâncias que acompanham um fato ou</p><p>situação).</p><p>Vale ressaltar que a análise do perfil profissional</p><p>deve ser realizada nos limites de cada unidade de</p><p>competência, considerando-se cada elemento de</p><p>competência com um único padrão de desempenho</p><p>por vez, devendo essa ação ser repetida quantas ve-</p><p>zes forem necessárias.</p><p>Os fundamentos técnicos e científicos e as capacida-</p><p>des técnicas, sociais, organizativas e metodológicas</p><p>definidas devem indicar desempenhos compatíveis</p><p>em complexidade aos já definidos nos elementos de</p><p>competência que estão sendo analisados.</p><p>Ao realizar a análise do perfil e de um elemento de</p><p>competência com um padrão de desempenho, é</p><p>necessário observar que nem sempre são obtidas</p><p>respostas para todas as categorias: fundamentos</p><p>técnicos e científicos, capacidades técnicas e capa-</p><p>cidades sociais, organizativas e metodológicas. Des-</p><p>se modo, pode-se obter algumas delas e outras não.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>140</p><p>2.3 Definição dos módulos que integram a oferta</p><p>formativa</p><p>A legislação educacional vi-</p><p>gente define módulo como</p><p>um conjunto</p><p>didático-peda-</p><p>gógico sistematicamente organizado</p><p>para o desenvolvimento de competências</p><p>profissionais significativas. Prevê módu-</p><p>los preparatórios à qualificação profissio-</p><p>nal, módulos com terminalidade, que</p><p>qualificam e permitem o exercício profis-</p><p>sional, e módulos sem terminalidade, ob-</p><p>jetivando estudos subsequentes.</p><p>O desenho curricular pode ser constituído por</p><p>módulos básico e/ou introdutório e específicos. O</p><p>módulo básico é aquele que tem como objetivo de-</p><p>senvolver fundamentos técnicos e científicos (ca-</p><p>pacidades básicas) e/ou capacidades sociais, orga-</p><p>nizativas e metodológicas. Assim, o módulo básico</p><p>assume caráter de pré-requisito para o desenvol-</p><p>vimento de módulos específicos, possibilitando o</p><p>prosseguimento de estudos e não possuindo termi-</p><p>nalidade. Os módulos específicos são estruturados</p><p>com base nas unidades de competência descritas</p><p>no perfil profissional, contemplando suas capacida-</p><p>des técnicas, sociais, organizativas e metodológicas.</p><p>É possível estruturar um desenho curricular de de-</p><p>terminada oferta formativa contemplando um mó-</p><p>dulo básico e um introdutório. O primeiro, de caráter</p><p>mais geral, pode ser composto de bases científicas</p><p>relativas à formação geral e que podem ser comuns</p><p>a várias ofertas formativas de características seme-</p><p>lhantes, da mesma ou de áreas/ocupações distintas,</p><p>o outro é composto de uma base diretamente rela-</p><p>cionada às exigências específicas do perfil profissio-</p><p>nal em questão.</p><p>O desenho curricular da oferta formativa deve ser</p><p>estruturado de forma flexível, que viabilize entradas</p><p>e saídas intermediárias, possibilitando, ainda, ao in-</p><p>teressado compor o seu percurso formativo, consi-</p><p>derando a(s) terminalidade(s) indicada(s) pelo CTS.</p><p>2. 4 Definição das unidades curriculares</p><p>Unidade curricular é a unida-</p><p>de pedagógica que compõe o</p><p>currículo, devendo ser cons-</p><p>tituída numa visão interdisciplinar, consi-</p><p>derando o conjunto coerente e significa-</p><p>tivo de fundamentos técnicos e científicos</p><p>e/ou capacidades técnicas, acrescido de</p><p>capacidades sociais, organizativas e me-</p><p>todológicas e de conhecimentos.</p><p>Cada unidade curricular, ao tempo em que resguar-</p><p>da a sua independência em termos formativos e de</p><p>avaliação, durante os processos de ensino-aprendi-</p><p>zagem, mantém relação com as demais unidades</p><p>curriculares, contribuindo conjuntamente para o</p><p>desenvolvimento de capacidades que integram as</p><p>competências descritas no perfil profissional.</p><p>Ao selecionar quais fundamentos técnicos e científi-</p><p>cos devem ser agrupados para compor uma unidade</p><p>curricular, é fundamental considerar que o olhar da</p><p>equipe de elaboração do desenho curricular deve</p><p>estar voltado para que essa seleção tenha um cará-</p><p>ter interdisciplinar. Esse cuidado, que também deve</p><p>ser tomado para unidades curriculares de módulos</p><p>específicos, irá repercutir na ação do instrutor, faci-</p><p>litando o planejamento de situações de aprendiza-</p><p>gens desafiadoras interdisciplinares.</p><p>As capacidades sociais, organizativas e metodo-</p><p>lógicas que resultaram da análise das unidades de</p><p>competência do perfil profissional devem ser consi-</p><p>deradas na composição do conjunto de unidade(s)</p><p>curricular(es) do(s) módulo(s) específico(s).</p><p>Após a definição de uma unidade curricular, deve-</p><p>-se definir seu objetivo, considerando a unidade de</p><p>competência que lhe deu origem. Além disso, esse</p><p>objetivo pedagógico, que é possuidor de maior grau</p><p>de generalização, deve explicitar o objeto de estudo</p><p>da unidade curricular, expressando a sua amplitude</p><p>e identificando a sua finalidade no âmbito do curso.</p><p>A seguir, apresenta-se como sugestão o formulário de</p><p>organização interna da unidade curricular que pode</p><p>ser utilizado para os registros dessa fase. Após ser pre-</p><p>enchido com todas as informações necessárias, o for-</p><p>mulário pode ser parte integrante do plano de curso.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 141</p><p>Formulário Organização Interna da Unidade Curricular</p><p>Módulo:</p><p>Unidade curricular:</p><p>Carga horária:</p><p>Unidade de competência:</p><p>Objetivo geral:</p><p>Conteúdos formativos</p><p>Fundamentos técnicos e científicos</p><p>(capacidades básicas)</p><p>Conhecimentos</p><p>Capacidades técnicas (capacidades específicas) Conhecimentos</p><p>Capacidades sociais, organizativas e metodológicas</p><p>(capacidades de gestão)</p><p>Conhecimentos</p><p>Sociais</p><p>Organizativas</p><p>Metodológicas</p><p>Ambientes pedagógicos (oficina, laboratório)</p><p>2.5 Definição do itinerário do curso</p><p>Itinerário formativo pode ser entendido como um conjunto de etapas, trajetórias,</p><p>possibilidades e arranjos que compõe a organização da educação profissionalizante</p><p>para o atendimento das demandas de formação em determinada área/ocupação, ou</p><p>como o conjunto de trajetórias pelas quais se adquirem as competências para o desempenho</p><p>profissional qualificado em determinada área/ocupação.</p><p>O propósito da organização da educação profissionalizante na forma de itinerários formativos carrega em si a</p><p>ideia de permitir que o aluno planeje a sua carreira profissional em uma perspectiva de educação continuada,</p><p>perpassando diferentes níveis e diferentes modalidades de educação profissionalizante. O objetivo é o desen-</p><p>volvimento gradativo das competências requeridas pelo mundo do trabalho para a atuação do trabalhador.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>142</p><p>Dessa forma, é facultado ao aluno que ele escolha</p><p>os caminhos que deseja percorrer em sua trajetória</p><p>de formação.765 Por isso, os itinerários formativos de-</p><p>vem ser estruturados de modo articulado, com pos-</p><p>sibilidades de ingresso, conclusão e retorno a etapas</p><p>formativas, mediante critérios de reconhecimento,</p><p>validação e aproveitamento de estudos.</p><p>2.6 Definição e organização de conhecimentos,</p><p>ambientes pedagógicos e cargas horárias das</p><p>unidades curriculares</p><p>Nessa etapa, é finalizada a</p><p>organização interna das uni-</p><p>dades curriculares definidas.</p><p>O trabalho consiste na descrição e orga-</p><p>nização de conhecimentos e de ambien-</p><p>tes pedagógicos, com a indicação dos</p><p>diferentes espaços de aprendizagem,</p><p>equipamentos, máquinas, ferramentas,</p><p>instrumentos e materiais a serem utili-</p><p>zados, além da definição da carga horá-</p><p>ria.</p><p>A organização interna das unidades curriculares traz</p><p>as informações de referência para realização dos</p><p>processos de ensino-aprendizagem, considerando,</p><p>em especial, as ações de planejamento e avaliação a</p><p>serem realizadas pelos docentes.</p><p>Devem ser detalhados os conhecimentos que dão</p><p>suporte ao desenvolvimento de fundamentos técni-</p><p>cos e científicos e de capacidades técnicas, sociais,</p><p>organizativas e metodológicas, conforme o caso,</p><p>pois são intrinsecamente relacionados.</p><p>Para a indicação dos conhecimentos que devem</p><p>compor uma unidade curricular, é necessário que se-</p><p>jam observados os objetos e contextos descritos nos</p><p>fundamentos técnicos e científicos e nas capacidades</p><p>técnicas, sociais, organizativas e metodológicas.</p><p>7 SENAI. Departamento Nacional. Guia para construção de Itinerários</p><p>Formativos. Brasília: Senai/DN, 2015.</p><p>Como forma de facilitar a identificação e a descrição</p><p>dos conhecimentos, sugere-se que os fundamentos</p><p>técnicos e científicos e as capacidades técnicas sejam</p><p>agrupados, considerando critérios como similaridade</p><p>temática, processos de trabalho, entre outros.</p><p>Essa primeira análise permite selecionar os conheci-</p><p>mentos a partir dos grandes temas que dão o con-</p><p>torno e os limites da unidade curricular. No entanto,</p><p>para saber qual a amplitude e a profundidade com</p><p>que devem ser desenvolvidos, é necessário que se</p><p>mantenha o foco no perfil profissional, seu nível de</p><p>qualificação e nos objetos e contextos descritos nos</p><p>fundamentos técnicos e científicos e nas capacida-</p><p>des técnicas, sociais, organizativas e metodológicas.</p><p>A definição dos ambientes pedagógicos compreen-</p><p>de as indicações mínimas (as essenciais) de instala-</p><p>ções e recursos educacionais, tais como máquinas,</p><p>ferramentas, instrumentos, aparelhos e equipa-</p><p>mentos</p><p>e demais recursos, inclusive os virtuais e os</p><p>informatizados, e os materiais de consumo. Estes</p><p>devem assegurar o desenvolvimento dos processos</p><p>de ensino-aprendizagem, numa dimensão teórico-</p><p>-prática, tendo em vista as necessidades do currí-</p><p>culo a ser desenvolvido. Desse modo, os ambientes</p><p>pedagógicos devem ser definidos levando-se em</p><p>conta os objetivos a serem alcançados, tendo por</p><p>referência os fundamentos e as capacidades a se-</p><p>rem desenvolvidos, considerando-se as condições</p><p>ambientais, ergonômicas e de riscos.</p><p>Para concluir a organização interna das unidades</p><p>curriculares, deve-se definir as cargas horárias com</p><p>o cuidado de se evitar sua sub ou superestimação.</p><p>É importante considerar a adequação do tempo à</p><p>abrangência e à complexidade dos conteúdos for-</p><p>mativos a serem desenvolvidos na unidade curricu-</p><p>lar. Vale lembrar também as cargas horárias mínimas</p><p>legalmente estabelecidas para determinados cursos</p><p>pelo MEC e por demais órgãos regulamentadores,</p><p>quando for o caso.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 143</p><p>3. Legislação</p><p>A regulamentação dos itinerários formativos e do</p><p>aproveitamento de estudos pode ser encontrada</p><p>em diferentes documentos legais, entre eles:</p><p>Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011</p><p>Essa lei institui o Programa Nacional de Acesso ao</p><p>Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e, em seu art.</p><p>20 (alterado pela Lei nº 12.816/2013), dispõe sobre a</p><p>autonomia das instituições de Educação Profissional</p><p>Técnica de Nível Médio, de Formação Inicial e Conti-</p><p>nuada e de Educação Superior integrando os Serviços</p><p>Nacionais de Aprendizagem (SNAs) ao sistema fede-</p><p>ral de ensino na condição de mantenedoras.</p><p>Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004</p><p>Esse decreto regulamentou o art. 36 e os arts. 39 a 41</p><p>da LDB, Lei nº 9.394/1996.</p><p>O art. 1o, § 2o, estabelece que</p><p>consideram-se Itinerários Formativos ou traje-</p><p>tórias de formação as unidades curriculares de</p><p>cursos e programas da Educação Profissional, em</p><p>determinada área, que possibilitem o aproveita-</p><p>mento continuo e articulado dos estudos. [o seu</p><p>art. 3o estabelece que] os cursos e programas de</p><p>Formação Inicial e Continuada de trabalhadores</p><p>[...] poderão ser ofertados segundo itinerários</p><p>formativos, objetivando o desenvolvimento de</p><p>aptidões para a vida produtiva e social (BRASIL,</p><p>2004).</p><p>Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004</p><p>Essa lei incluiu alterações no texto da Lei nº</p><p>9.394/1996 acerca do redimensionamento, da</p><p>institucionalização e da integração das ações da</p><p>Educação Profissional Técnica de Nível Médio, da</p><p>Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da Educação</p><p>Profissional e Tecnológica. No § 1o do art. 39, ela afir-</p><p>ma que os cursos de Educação Profissional e Tec-</p><p>nológica, observadas as normas do respectivo siste-</p><p>ma e nível de ensino, “poderão ser organizados por</p><p>eixos tecnológicos, possibilitando a construção de</p><p>diferentes itinerários formativos”.</p><p>Resolução CNE/CEB nº 6, de 20 de setembro</p><p>de 2012</p><p>Essa resolução estabelece as Diretrizes Curriculares</p><p>Nacionais para a Educação Profissional Técnica de</p><p>Nível Médio e dá o entendimento sobre o que vem</p><p>a ser um itinerário, o que ele contempla, bem como</p><p>as bases para seu planejamento.</p><p>Parecer CNE/CEB nº 11, de 9 de maio de 2012</p><p>Esse parecer trata da definição e das orientações</p><p>acerca das alterações introduzidas na LDB pela Lei nº</p><p>11.741/2008, no tocante à Educação Profissional e Tec-</p><p>nológica, com foco na Educação Profissional Técnica</p><p>de Nível Médio, também definindo normas gerais</p><p>para os cursos e programas destinados à Formação</p><p>Inicial e Continuada ou qualificação profissional.</p><p>De acordo com esse parecer, em sua página 9, os itine-</p><p>rários formativos devem possibilitar contínuo e articu-</p><p>lado aproveitamento de estudos e de conhecimentos,</p><p>saberes e competências profissionais constituídas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>144</p><p>ANEXO I</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 145</p><p>Manual de Orientação à Entidade</p><p>Parceira</p><p>Para esclarecer, orientar e uniformizar os procedi-</p><p>mentos da mobilização realizada pelas entidades</p><p>parceiras, por meio de seus mobilizadores, reco-</p><p>menda-se a elaboração de um Manual de Orien-</p><p>tação à Entidade Parceira com relação aos proce-</p><p>dimentos de mobilização, que contenha todas as</p><p>informações definidas pela Administração Regional</p><p>a fim de viabilizar a sua atuação. Sugere-se que tal</p><p>manual contenha:</p><p>1) Informações para o estabelecimento formal</p><p>de um instrumento de parceria para prestação</p><p>de serviços, contendo todas as especificidades</p><p>para elaboração dos termos entre a Administra-</p><p>ção Regional e a entidade parceira.</p><p>2) Informações sobre o Senar:</p><p>• Estrutura organizacional e funcionamento (or-</p><p>ganização interna, arrecadação, contas);</p><p>• Missão, objetivos, descrição do processo de</p><p>FPR e PS com suas etapas, fases e atividades;</p><p>• Agentes envolvidos no processo de FPR e PS</p><p>(superintendentes, equipe técnica, superviso-</p><p>res, instrutores e mobilizadores);</p><p>• Características da clientela da FPR, PS e dos</p><p>Programas Especiais da instituição;</p><p>• Informações sobre pré-requisitos para compo-</p><p>sição de turmas, local e recursos instrucionais</p><p>(como descrito neste documento).</p><p>3) Informações institucionais e de funcionamento</p><p>sobre o Sistema CNA/Federações/Sindicatos/</p><p>Senar, bem como a Contag; sintetizadas, mas</p><p>elucidativas;</p><p>4) Informações sobre como fazer o levantamento</p><p>de necessidades de FPR por meio de indicado-</p><p>res de mercado de trabalho, vocação econômi-</p><p>ca do município, existência de programas de</p><p>desenvolvimento oficiais ou privados e visitas a</p><p>empresas empregadoras do meio rural;</p><p>5) Definição de critérios pela Administração Regio-</p><p>nal para seleção do agente da mobilização ou mo-</p><p>bilizador.</p><p>A Administração Regional do Senar deverá estabe-</p><p>lecer o perfil da pessoa que fará a mobilização para</p><p>seus eventos. Recomenda-se que a entidade parcei-</p><p>ra faça essa escolha conforme esses critérios. Isso</p><p>garantirá um trabalho de qualidade, o sucesso dos</p><p>esforços empreendidos para realização das ações da</p><p>FPR, bem como a continuidade da parceria.</p><p>Perfil sugerido para o mobilizador(a):</p><p>• Idade mínima de 18 anos;</p><p>• Ensino médio completo (ou escrever e ler com</p><p>desenvoltura);</p><p>• Conhecimento do meio rural (conhecimento de</p><p>práticas produtivas do meio rural);</p><p>• Facilidade de comunicação;</p><p>• Disponibilidade de tempo para atuar como mo-</p><p>bilizador ou ter permissão da entidade parceira</p><p>para dedicar tempo suficiente para uma mobili-</p><p>zação adequada;</p><p>• Comprometimento com ambas as instituições;</p><p>• Conhecimentos básicos de informática;</p><p>• Capacitado pelo Senar na metodologia da FPR e</p><p>PS para mobilizar com uniformidade e qualida-</p><p>de de procedimentos.</p><p>6) Descrição de todas as atividades que devem ser</p><p>executadas pelo mobilizador antes, durante e</p><p>após os eventos, como descrito neste documento;</p><p>7) Informações sobre a capacitação dos mobiliza-</p><p>dores e das necessidades de atualização promo-</p><p>vidas pela Administração Regional ou pela Ad-</p><p>ministração Central de integrantes da entidade</p><p>parceira;</p><p>8) Catálogos com listagem das ocupações (FPR),</p><p>atividades (PS) e programas especiais trabalha-</p><p>dos pela Administração Regional com a síntese</p><p>de seus conteúdos ocupacionais e programáti-</p><p>cos, carga horária e pré-requisitos de cada uma,</p><p>em anexo ou em documento próprio;</p><p>9) Informações sobre contato, escolha e agenda-</p><p>mento com instrutor;</p><p>Sugere-se que a Administração Regional estabeleça</p><p>com a entidade parceira como serão pagas as des-</p><p>pesas de custo com o instrutor, hora/aula, transpor-</p><p>te, hospedagem, alimentação, etc.</p><p>10) Informações sobre todos os procedimentos</p><p>de apoio ao instrutor durante a execução dos</p><p>eventos;</p><p>11) Informações e formulários sobre planejamento</p><p>e realização dos eventos;</p><p>12) Normas para elaboração e encaminhamento de</p><p>propostas ou demanda de eventos para a Re-</p><p>gional – formulários, prazos</p><p>e procedimentos;</p><p>13) Informações sobre o apoio logístico necessário</p><p>à execução da mobilização pelo mobilizador</p><p>(meio de transporte, de comunicação, hospeda-</p><p>gem, etc.);</p><p>14) Informações sobre a verba de mobilização:</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>146</p><p>A “verba de mobilização” constitui-se em uma quan-</p><p>tia repassada pela Administração Regional à enti-</p><p>dade parceira para arcar com despesas de pequeno</p><p>valor decorrentes da parceria (telefone, fax, correio,</p><p>combustível, recursos instrucionais, etc.).</p><p>Os aspectos referentes à “verba de mobilização” a</p><p>ser feita à entidade parceira deverão ser menciona-</p><p>dos de acordo com o estabelecido nos termos do</p><p>acordo com a Regional, bem como incentivos e be-</p><p>nefícios a esse agente.</p><p>15) Informações sobre os requisitos para a certi-</p><p>ficação dos participantes dos eventos (como</p><p>descrito neste documento) e procedimentos de</p><p>entrega destes certificados:</p><p>Exemplo:</p><p>• Providenciar para que os certificados encami-</p><p>nhados pela Administração Regional do Senar</p><p>sejam entregues aos concluintes aprovados,</p><p>via entidade parceira, sem adulterações – ou-</p><p>tras assinaturas, carimbos ou logomarcas – em</p><p>um prazo máximo de 30 dias, após o recebi-</p><p>mento dos registros sobre o evento das mãos</p><p>do instrutor;</p><p>• Realizar a entrega dos certificados fornecidos</p><p>pela Administração Regional do Senar e, pos-</p><p>teriormente, enviar o comprovante de recebi-</p><p>mento de certificado devidamente assinado.</p><p>16) Modelos de relatórios e prestação de contas</p><p>Os modelos de formulários devem vir anexos ao</p><p>manual;</p><p>Recomenda-se que sejam claros e que contenham</p><p>os campos para preenchimento considerados às di-</p><p>versas finalidades:</p><p>• Diferentes comunicações: cancelamento e al-</p><p>terações de eventos, dúvidas, emergências;</p><p>• Prestação de contas: modelos de recibos,</p><p>orientações para preenchimento informatizado</p><p>(se for este o caso);</p><p>• Fichas de inscrição, lista de presença, relatório</p><p>de execução e conclusão do evento;</p><p>• Planejamento das ações para curto, médio e</p><p>longo prazo.</p><p>17) Conteúdo comportamental;</p><p>Sugere-se que o Manual de Orientação à entidade</p><p>parceira, com relação aos procedimentos de mobi-</p><p>lização, contenha informações de conteúdo com-</p><p>portamental (poderão vir anexadas ou em docu-</p><p>mento próprio), pois, certamente, contribuirão para</p><p>a execução do trabalho. O mobilizador deve desen-</p><p>volver competências necessárias para sensibilizar as</p><p>pessoas a respeito do processo educativo ofertado</p><p>e entender as expectativas e necessidades a ele re-</p><p>lacionadas, orientando, direcionando e compatibili-</p><p>zando demanda e oferta por essa formação.</p><p>Alguns temas comportamentais fundamentais:</p><p>• Relações interpessoais;</p><p>• Comunicação eficaz e significativa;</p><p>• Postura ideal do mobilizador junto à clientela;</p><p>• Técnicas de aproximação e forma adequada de</p><p>abordar as pessoas;</p><p>• Estratégias corretas para apresentar os eventos</p><p>de FPR e PS;</p><p>• Forma adequada de abordar e ofertar as opções</p><p>de FPR e PS às pessoas com deficiência e às co-</p><p>munidades onde estão inseridas.</p><p>18) Documentos de referência;</p><p>É importante que o Manual também apresente do-</p><p>cumentos necessários à operacionalização da mobi-</p><p>lização, tais como:</p><p>• Decreto nº 6.481, de 12 de junho de 2008, Casa</p><p>Civil da Presidência da República [Regulamen-</p><p>ta os artigos 3º, alínea “d”, e 4º da Convenção</p><p>182 da Organização Internacional do Trabalho</p><p>(OIT), que trata da proibição das piores formas</p><p>de trabalho infantil e ação imediata para sua eli-</p><p>minação];</p><p>• Portaria MTE nº 723, de 23 de abril de 2012 [Cria-</p><p>ção do Cadastro Nacional de Aprendizagem</p><p>Profissional – Cnap];</p><p>• NR 31 do ex-Ministério do Trabalho e Empre-</p><p>go – Norma Regulamentadora de Segurança</p><p>e Saúde no trabalho da Agricultura, Pecuária,</p><p>Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura,</p><p>entre outros;</p><p>• Cronograma de encontros com os demais agen-</p><p>tes do processo de FPR e PS e/ou equipe técni-</p><p>ca da Administração Regional;</p><p>• Formulário de Estrutura Física e Capacidade</p><p>Operacional, a ser preenchido com as informa-</p><p>ções solicitadas pela Portaria nº 486/2005 do</p><p>ex-Ministério do Trabalho e Emprego (MTE);</p><p>• Informações quanto aos Programas Especiais</p><p>desenvolvidos e realizados pela Administração</p><p>Regional.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 147</p><p>19) Notas e recomendações quanto às medidas de controle e ação corretiva realizadas pela Administração</p><p>Regional, informações quanto à suspensão de convênio ou parceria, descrição das responsabilidades do</p><p>Senar, da entidade parceira e do mobilizador selecionado por esta.</p><p>Em suma, o Manual de Orientação à Entidade Parceira com relação aos procedimentos de mobilização servirá</p><p>como importante instrumento de esclarecimento e norteador para o estratégico papel da mobilização na atuação</p><p>institucional. Sua distribuição deverá ser abrangente e as atualizações que se fizerem necessárias, constantes.</p><p>Recomenda-se que a Administração Regional elabora um Manual de Boas Práticas referente aos instrutores.</p><p>ANEXO II</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 149</p><p>Abaixo, seguem sugestões de OFERTAS FORMATIVAS DAS CAPACITAÇÕES para todos os agentes do Senar,</p><p>envolvidos diretamente com a operacionalização das ações de FPR e atividades de PS.</p><p>IMPORTANTE:</p><p>Ofertas EaD:</p><p>• Observe os calendários dos treinamentos metodológicos na modalidade EaD;</p><p>• Envie para a Administração Central todos os dados solicitados;</p><p>• Oportunize aos participantes encontros presenciais, eles são fundamentais para sedimentar os conheci-</p><p>mentos adquiridos na EaD;</p><p>• A certificação dos treinamentos EaD é de responsabilidade do Senar Central, desde que os participantes</p><p>tenham cumprido todos os requisitos.</p><p>Ofertas presenciais:</p><p>• Todas as solicitações de treinamentos devem ser encaminhadas por ofício endereçado à Diretoria Geral</p><p>do Senar Administração Central. Assim que confirmadas, é montada uma agenda em concordância com a</p><p>Regional demandante;</p><p>• Após a confirmação do treinamento pela Administração Central, será enviada uma lista de materiais a</p><p>serem providenciados, além de arquivos eletrônicos a serem copiados pela Regional;</p><p>• A Regional deve atentar-se para o limite máximo de participantes do treinamento, tendo em vista a quali-</p><p>dade de sua operacionalização e o aproveitamento da turma;</p><p>• Todas as turmas devem ter o número mínimo de 10 participantes;</p><p>• O local escolhido para a realização do treinamento deverá oferecer suporte adequado em termos de es-</p><p>paço, iluminação, visibilidade e ventilação, condições básicas de higiene (banheiros limpos com água e</p><p>papel higiênico), água potável para consumo e lanches saudáveis e em quantidade suficiente – tudo para</p><p>contribuir para o conforto e bem-estar dos participantes, proporcionando, dessa forma, uma melhor e mais</p><p>efetiva aprendizagem;</p><p>• Os volumes da Série Metodológica e os brindes a serem distribuídos aos participantes são enviados pela</p><p>Administração Central e devem ser disponibilizados na íntegra para o instrutor de metodologia responsá-</p><p>vel pela capacitação;</p><p>• A Administração Regional deve ser representada em todas as capacitações pelos técnicos que posterior-</p><p>mente farão o acompanhamento do agente capacitado;</p><p>• A elaboração e distribuição dos certificados de conclusão/participação nos treinamentos metodológicos</p><p>presenciais são de responsabilidade da Administração Regional.</p><p>*Para mais informações, consulte o Portfólio de capacitações da Diretoria de Educação Profissional e Promo-</p><p>ção Social do Senar Central.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>150</p><p>OFERTA FORMATIVA - INSTRUTOR</p><p>FORMAÇÃO</p><p>CONTINUADA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>INICIAL</p><p>Treinamentos</p><p>metodológicos</p><p>da FPR e PS</p><p>Treinamento</p><p>de metodologia</p><p>FPR e PS para</p><p>INSTRUTORES</p><p>Treinamentos de atualização e aperfeiçoamento</p><p>para agentes da FPR e PS</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>do plano</p><p>instrucional</p><p>Motivação e</p><p>didática</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>em dinâmicas</p><p>Ciclo de</p><p>aprendizagem</p><p>vivencial (CAV)</p><p>Treinamento de</p><p>comunicação</p><p>e oratória</p><p>Treinamento</p><p>APOENA</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 151</p><p>OFERTA FORMATIVA - SUPERVISOR</p><p>FORMAÇÃO</p><p>CONTINUADA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>INICIAL</p><p>Treinamentos metodológicos</p><p>da FPR e PS</p><p>Treinamento de metodologia da</p><p>FPR e PS para INSTRUTORES</p><p>Treinamento de metodologia da</p><p>FPR e PS para MOBILIZADORES</p><p>Treinamento de metodologia da</p><p>FPR e PS para SUPERVISORES</p><p>Treinamentos de atualização e</p><p>aperfeiçoamento</p><p>para agentes da FPR e PS</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>do plano</p><p>instrucional</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>em dinâmicas</p><p>Ciclo de</p><p>aprendizagem</p><p>vivencial (CAV)</p><p>Treinamento</p><p>APOENA</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>152</p><p>OFERTA FORMATIVA - MOBILIZADORES</p><p>FORMAÇÃO</p><p>CONTINUADA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>INICIAL</p><p>Treinamentos</p><p>metodológicos</p><p>da FPR e PS</p><p>Treinamento de</p><p>metodologia da</p><p>FPR e PS para</p><p>MOBILIZADORES</p><p>Treinamentos de atualização e aperfeiçoamento</p><p>para agentes da FPR e PS</p><p>Treinamento de</p><p>comunicação e</p><p>oratória</p><p>Treinamento</p><p>para elaboração</p><p>do Plano Anual</p><p>de Trabalho - PAT</p><p>Treinamento</p><p>APOENA</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 153</p><p>OFERTA FORMATIVA - EQUIPE TÉCNICA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>CONTINUADA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>INICIAL</p><p>Treinamentos</p><p>metodológicos</p><p>da FPR e PS</p><p>Treinamento de</p><p>metodologia da</p><p>FPR e PS para</p><p>INSTRUTORES</p><p>Treinamentos de atualização e aperfeiçoamento</p><p>para agentes da FPR e PS</p><p>Treinamento</p><p>para elaboração</p><p>do Plano Anual</p><p>de Trabalho - PAT</p><p>Outros treinamentos</p><p>(de acordo com</p><p>a demanda)</p><p>Treinamento</p><p>APOENA</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>154</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 29. ed. Atualizada e ampliada. [S.l.]: Ed. Saraiva,</p><p>2002.</p><p>______. Lei nº 8315, de 23 de dezembro de 1991. Dispõe sobre a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem</p><p>Rural – SENAR, nos termos do artigo 62 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Brasília: Presidên-</p><p>cia da República. 1991. Disponível em URL: . Acesso em: 7 dez.</p><p>2018.</p><p>______. Ministério do Trabalho. Secretaria de Emprego e Salário. Classificação brasileira de ocupações. Brasília:</p><p>[s.n.], 2002.</p><p>______. Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004. Disponível em: . Acesso em: 7 dez. 2018.</p><p>______. Decreto nº 8.268, de 18 de junho de 2014. Disponível em: . Acesso em: 7 dez. 2018.</p><p>______. Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011. Disponível em: . Acesso em: 7 dez. 2018.</p><p>______. Lei nº 8.315, de 23 de dezembro de 1991, regulamentada pelo Decreto nº 566, de 10/06/1992.</p><p>______. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/</p><p>lei/l13146.htm>. Acesso em: 7 dez. 2018.</p><p>CHIAVENATTO, Idalberto. Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos. São Paulo: Atlas S.A., 1990.</p><p>MENGOLLA, M.; SANT’ANNA, I. M. Por que planejar? Como planejar? Petrópolis: Vozes, 1998.</p><p>OIT. Normas internacionais do trabalho sobre a reabilitação profissional e emprego de pessoas portadoras de</p><p>deficiência. 2. ed. Brasília: Corde, 1977.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8315.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5154.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5154.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8268.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8268.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12513.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12513.htm</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/205855325/lei-13146-15</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 155</p><p>RAMOS, I. M. Seleção da natureza e do tipo de programação para a FPR. Brasília: Senar, 1988. 6p.</p><p>Recomendação nº 168 – OIT (1983).</p><p>RODRIGUES, Roberto. Dia do herói. Folha de S. Paulo, 28 jul. 2012.</p><p>SENAI Departamento Nacional. Guia para construção de Itinerários Formativos. Brasília: SENAI DN, 2015.</p><p>______. Metodologia SENAI de Educação Profissional. Brasília: Senai/DN, 2013.</p><p>SENAR. Estrutura ocupacional do meio rural. Brasília: Série Metodológica nº 3, 2016.</p><p>______. Mercado de Trabalho – Documento Norteador. [S.l.: s.n.], 2007.</p><p>______. Processo da formação profissional rural. 2. ed. Série Metodológica. Brasília: Senar, 2016. 112p.</p><p>VERSIEUX, Daniela Pereira. Educação profissional agrícola em Minas Gerais no início do século XX e o ensino</p><p>de adultos pelo método intuitivo. Boletim Senac, n. 38.</p><p>TANNEMBAUM, J. Ethics and animal welfare: the inextricable connection. Journal of the American Veterinary</p><p>Medical Association, Schaumburg, v. 198, p. 1360-1376, 1991.</p><p>SGAN Quadra 601, Módulo K</p><p>Ed. Antônio Ernesto de Salvo - Brasília</p><p>CEP: 70830-021</p><p>Telefone: (61) 2109-1400</p><p>www.senar.org.br</p><p>percepção da utilidade da nova forma</p><p>de se produzir para incrementar os rendimentos, em</p><p>outros casos, é a insegurança mediante as incerte-</p><p>zas geradas nos processos de mudança das práticas</p><p>já estabelecidas.</p><p>Assim, considera-se que o papel do Senar é a media-</p><p>ção entre os saberes técnico-científico com o saber</p><p>popular na formação de pessoas capazes de mudar</p><p>e transformar positivamente a realidade produtiva</p><p>rural brasileira.</p><p>Inserir produtores e trabalhadores rurais em condi-</p><p>ções produtivas modernas significa dotá-los de no-</p><p>vas competências, e para isso é preciso sistematizar</p><p>a Educação Profissional de forma que possibilite o</p><p>constante aprimoramento diante das novas tecno-</p><p>logias, permitindo aos participantes das ações da</p><p>Formação Profissional Rural do Senar absorver ele-</p><p>mentos teóricos e práticos aos saberes do dia a dia</p><p>nas etapas que envolvem a compra dos insumos, a</p><p>execução das diversas tarefas demandadas no pro-</p><p>cesso produtivo, o uso de tecnologias para a gestão</p><p>dos recursos produtivos e a escolha dos melhores</p><p>canais para a comercialização da produção.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 23</p><p>A ampliação das competências individuais possi-</p><p>bilita práticas profissionais mais eficientes, tanto</p><p>do ponto de vista técnico, quanto organizacional.</p><p>A eficiência técnica e organizacional relaciona-se</p><p>com os indicadores avaliados nas propriedades</p><p>rurais, que são: a produção (refere-se à quantida-</p><p>de total produzida), a produtividade (refere-se à</p><p>quantidade produzida dividida por um fator que</p><p>pode ser área, animal) e a qualidade (refere-se</p><p>ao processo de produção e suas etapas que ga-</p><p>rantem a qualidade exigida pelo mercado consu-</p><p>midor) sinalizam para a capacidade de retorno</p><p>financeiro de cada empreendimento.</p><p>Esses indicadores também podem ser utilizados</p><p>para avaliar o grau de adoção de tecnologias, uma</p><p>vez que, para se alcançar maiores produtividades,</p><p>é necessária a utilização de produtos, tais como</p><p>plantas e animais selecionados ou melhorados</p><p>geneticamente, agroquímicos específicos, máqui-</p><p>nas, implementos e equipamentos que facilitem</p><p>o trabalho e os sistemas informatizados que me-</p><p>lhorem o controle e a realização das tarefas de</p><p>gestão da propriedade.</p><p>Já quando se observa melhoria no indicador de</p><p>qualidade é que o sistema produtivo adotado e a</p><p>execução das tarefas produtivas são previamente</p><p>definidas, executadas no momento certo e com</p><p>protocolos que comprovam o compromisso do</p><p>produtor e do trabalhador rural em cada etapa do</p><p>processo produtivo. São exemplos disto a rastre-</p><p>abilidade, o bem-estar animal, o cumprimento de</p><p>protocolos de produção, bem como controles de</p><p>custos que contribuem para o aumento dos re-</p><p>sultados. Assim, é necessário que ocorra a inova-</p><p>ção também no nível de processos produtivos nas</p><p>propriedades rurais.</p><p>O avanço da produtividade em direção à quali-</p><p>dade torna-se meta dos produtores rurais, não</p><p>só pela percepção de melhoria do negócio, mas</p><p>também por elementos resultantes da pressão da</p><p>sociedade pelas boas práticas produtivas e pelas</p><p>exigências de mercados consumidores por preço</p><p>e qualidade dos produtos.</p><p>Assim, para que o setor produtivo antecipe as</p><p>necessidades que lhes são impostas, é preciso</p><p>que a Formação Profissional Rural auxilie na mu-</p><p>dança do foco somente com a produtividade (efi-</p><p>ciência), para a construção dos caminhos para a</p><p>produtividade aliada à qualidade (efetividade).</p><p>Quadro 1: Eficiência, eficácia e efetividade para a Formação Profissional Rural</p><p>A eficiência refere-se a produzir corretamente, utilizando os recursos disponíveis da melhor forma possível, e sem</p><p>gastar muito. Dessa forma, é possível diminuir os custos, as perdas e os desperdícios. A eficiência está diretamente</p><p>ligada à racionalidade e à produtividade. Nesse sentido, uma equipe eficiente é aquela que produz algo útil e que</p><p>se adequa ao mercado, mas, na maioria das vezes, se torna reativa.</p><p>A eficácia diz respeito à capacidade de se fazer o que deve ser feito, cumprir metas, alcançar objetivos, ter foco,</p><p>concentrar energia na realização de algo, obedecer a prazos e entregar resultados, características necessárias à</p><p>certificação e à rastreabilidade. Em outras palavras, a eficiência está relacionada à maneira como a atividade é reali-</p><p>zada, enquanto a eficácia tem relação com as tomadas de decisão e o resultado alcançado independentemente dos</p><p>custos e do tempo que isso acarreta. Uma equipe eficaz é aquela que, além de realizar seis processos de maneira</p><p>correta, também foca nos resultados e explora todo o potencial disponível.</p><p>A efetividade consiste em fazer o que tem de ser feito, atingindo os objetivos traçados e utilizando os recursos</p><p>da melhor forma possível. Portanto, este é um conceito que se refere à capacidade de ser eficiente e eficaz ao</p><p>mesmo tempo.</p><p>Para o Senar</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>24</p><p>Fundamentos técnicos e científicos: são resultado da análise das competências profissionais de um perfil. São</p><p>de caráter geral e de natureza diversificada, necessários ao desenvolvimento de competências específicas e de ges-</p><p>tão apontadas no perfil profissional. Podem ser classificados como pré-requisitos ao desenvolvimento de outras</p><p>aprendizagens ou competências.</p><p>Capacidades técnicas: é o conjunto articulado e coerente de resultados de aprendizagens que um processo for-</p><p>mativo deve garantir para que uma pessoa possa demonstrar desempenhos competentes.</p><p>Capacidades sociais: considera-se, essencialmente, as relações interpessoais, caracterizando-se por agregar ao</p><p>trabalhador condições de responder a relações e procedimentos estabelecidos; de se integrar, com eficácia ao</p><p>contexto de trabalho; e de trabalhar em equipe. Exemplos: cooperação, disciplina, envolvimento, imparcialidade,</p><p>integração, liderança, comunicação, argumentação, participação, prontidão para ouvir, receptividade, prontidão</p><p>para aprender, entre outras.</p><p>Capacidades organizativas e metodológicas: consideram, essencialmente, as capacidades de planejamento, or-</p><p>ganização, execução e avaliação do trabalho. Exemplos: atenção, concentração, consciência de qualidade técnica,</p><p>consciência de segurança, determinação, flexibilidade, precisão, racionalização, zelo, entre outras.</p><p>Nota-se, portanto, que as competências profissionais são os elementos mais importantes na transformação</p><p>da realidade produtiva rural brasileira, e que é necessário que os profissionais que atuam no meio rural in-</p><p>corporem e utilizem-se dessas novas competências para o desenvolvimento técnico e social das pessoas que</p><p>participam das ações de FPR e PS.</p><p>De forma estratégica, o Senar desenvolve uma série de ofertas formativas que são desenvolvidas de forma</p><p>presencial e a distância, proporcionando acesso a conhecimentos articulados com a vida real de uma pro-</p><p>priedade rural.</p><p>Para o Senar</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 25</p><p>Formação</p><p>Profissional Rural</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>26</p><p>A FPR é um processo educativo, siste-</p><p>matizado, que se integra aos diferentes</p><p>níveis e modalidades da educação e às</p><p>dimensões do trabalho, da ciência e da</p><p>tecnologia, objetivando o desenvolvi-</p><p>mento de conhecimentos, habilidades e</p><p>atitudes para a vida produtiva e social,</p><p>atendendo às necessidades de efetiva</p><p>qualificação para o trabalho com pers-</p><p>pectiva de elevação da condição socio-</p><p>profissional do indivíduo.</p><p>Entendendo cada uma das partes desse conceito:</p><p>• É um processo educativo – ação educativa</p><p>mediada por educadores que utilizam técnicas</p><p>e recursos instrucionais, tendo por objetivo a</p><p>mudança de comportamento (social e laboral)</p><p>dos que participam das ações do Senar;</p><p>• Sistematizado – que tem um começo, um</p><p>meio e um fim, que tem conteúdos que devem</p><p>ser base, portanto, devem vir antes, conteúdos</p><p>intermediários e complementares e resultados</p><p>a serem atingidos com a aprendizagem. Perce-</p><p>be-se, nessa parte do conceito, a relação direta</p><p>com o itinerário formativo que sistematiza todo</p><p>esse processo educativo;</p><p>• Que se integra aos diferentes níveis e mo-</p><p>dalidades da educação – a FPR faz parte do</p><p>processo educativo legalmente constituído no</p><p>país, tanto formal quanto não formal;</p><p>• Integrado às dimensões do trabalho, da</p><p>ciência e da tecnologia – a FPR desenvol-</p><p>ve conteúdos que tratam da forma como</p><p>a pessoa trabalha, usando a ciência como</p><p>base e ensinando o uso da melhor tecno-</p><p>logia para cada situação. Novamente, res-</p><p>salta-se a importância do estabelecimento</p><p>de perfis profissionais, desenhos curricula-</p><p>res, itinerários formativos e de atualizações</p><p>constantes no conteúdo das capacitações</p><p>para que o melhor da ciência e da tecnolo-</p><p>gia possa ser incorporado ao trabalho pelo</p><p>trabalhador e produtor rural.</p><p>Aqui está o grande diferencial da organização e</p><p>atualização da oferta formativa que o Senar dis-</p><p>ponibiliza ao seu público: trata-se de articular os</p><p>inúmeros saberes em um corpo diversificado em</p><p>seus conteúdos e abordagens teóricas e, ao mes-</p><p>mo tempo, altamente focado no mundo do traba-</p><p>lho, na produtividade, na qualidade do trabalho</p><p>e do produto e na resolução de problemas reais</p><p>desses públicos.</p><p>• Objetivando o desenvolvimento de conhe-</p><p>cimentos, habilidades e atitudes para a vida</p><p>produtiva e social – as capacitações do Senar</p><p>promovem o desenvolvimento de competên-</p><p>cias profissionais que implicam o desempenho</p><p>de atividades ou funções típicas, segundo pa-</p><p>drões de qualidade e produtividade requeridos</p><p>pela natureza do trabalho, tais como técnicas</p><p>de produção e produtividade, saúde e seguran-</p><p>ça, bem-estar animal, preservação do meio am-</p><p>biente, etc.</p><p>• Atendendo às necessidades de efetiva qua-</p><p>lificação para o trabalho com perspectiva de</p><p>elevação da condição socioprofissional do</p><p>indivíduo – as capacitações promovem a qua-</p><p>lificação da pessoa para o mundo do trabalho,</p><p>possibilitando melhorias nas condições sociais,</p><p>econômicas e profissionais.</p><p>De acordo com a metodologia</p><p>educacional do Senar, a FPR</p><p>deve vislumbrar o aumento</p><p>da renda do trabalhador, da</p><p>capacidade de autogestão</p><p>no trabalho, da autonomia, da</p><p>pró-atividade e empregabilidade,</p><p>além de promover o aumento</p><p>da qualidade de produtos,</p><p>processos e a produtividade</p><p>do setor, de acordo com os</p><p>princípios de sustentabilidade</p><p>(ambiental, social e</p><p>econômica).</p><p>O desenvolvimento de competências no contexto</p><p>do futuro do trabalho envolve enfrentar o desafio</p><p>de identificar as principais tendências e a demanda</p><p>por competências a médio e longo prazo, bem como</p><p>abordar a lacuna entre as habilidades mais demanda-</p><p>das no mercado de trabalho e aquelas que os atuais</p><p>sistemas de educação se comprometem a investir. As</p><p>competências do futuro incluem competências téc-</p><p>nicas. Sabe-se, porém, que o conjunto de habilidades</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 27</p><p>socioemocionais e não cognitivas é fundamental para melhorar a inserção e a mobilidade do trabalho, e está sen-</p><p>do cada vez mais valorizado pelos empregadores. O pensamento crítico, a resolução de problemas, a criatividade,</p><p>a liderança e as habilidades de comunicação aparecem como algumas capacidades que serão mais demandadas.</p><p>In</p><p>te</p><p>rvenção no desenvolvimento das competências</p><p>Intervenção na prom</p><p>oção de políticas para o trabalho</p><p>decente e sustentàvel Intervençã</p><p>o</p><p>na</p><p>s i</p><p>ns</p><p>tit</p><p>ui</p><p>çõ</p><p>es</p><p>q</p><p>ue</p><p>provêm</p><p>ac</p><p>es</p><p>so</p><p>a</p><p>o</p><p>em</p><p>pr</p><p>eg</p><p>o</p><p>Aprendiza</p><p>gem</p><p>perm</p><p>an</p><p>ente</p><p>para</p><p>to</p><p>dos</p><p>Formação profissional</p><p>de acordo com as</p><p>transições de mercado</p><p>e ciclos de vida</p><p>Ações quepromovam igualdadede gênero Contribuir para a</p><p>proteção dos</p><p>direitos sociais</p><p>Te</p><p>cn</p><p>ol</p><p>og</p><p>ia</p><p>s</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>tr</p><p>ab</p><p>al</p><p>ho</p><p>de</p><p>ce</p><p>nt</p><p>e</p><p>Fo</p><p>rt</p><p>al</p><p>ec</p><p>er</p><p>a</p><p>s</p><p>re</p><p>pr</p><p>es</p><p>en</p><p>ta</p><p>çõ</p><p>es</p><p>co</p><p>le</p><p>tiv</p><p>as</p><p>Gestã</p><p>o do te</p><p>mpo</p><p>Estabelecer ações</p><p>ao trabalho</p><p>que promovam</p><p>acesso</p><p>Redirecionar incentivos</p><p>empresariais e econômicos</p><p>Prom</p><p>oção de políticas econôm</p><p>icas</p><p>e sociais que garantam</p><p>o trabalho</p><p>decente e sustentável</p><p>O Senar deve ter clara a sua responsabilidade na</p><p>intervenção ao desenvolvimento dessas compe-</p><p>tências, entendendo, ainda, o contexto da promo-</p><p>ção de políticas para o trabalho decente e susten-</p><p>tável e de acesso ao emprego.</p><p>PRINCÍPIOS E DIRETRIZES</p><p>O desenvolvimento das ofertas de Formação Profis-</p><p>sional Rural é orientado por princípios e diretrizes</p><p>que têm como horizonte a legislação da Educação</p><p>Profissional, do mundo do trabalho e da cidadania.</p><p>Princípios da Formação Profissional Rural</p><p>1. A Formação Profissional Rural é um processo</p><p>educativo.</p><p>A FPR constitui um processo educativo, vinculado à</p><p>realidade do trabalho no meio rural. Contribui para o</p><p>desenvolvimento da pessoa, como cidadão, produ-</p><p>tor rural e trabalhador rural, em uma perspectiva de</p><p>inserção e de crescimento profissional.</p><p>Fonte: Cinterfor (adaptado)</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>28</p><p>2. A Formação Profissional Rural é um processo</p><p>democrático.</p><p>A FPR é desenvolvida em bases democráticas,</p><p>propiciando igualdade de oportunidades, sem</p><p>distinção de sexo, raça, crença religiosa e con-</p><p>vicção filosófica ou política.</p><p>Considera as necessidades e as aspirações da</p><p>pessoa como cidadão, respeitando as experiên-</p><p>cias vivenciadas, buscando a reelaboração de</p><p>uma cultura do trabalho e o pleno exercício da</p><p>cidadania. Além disso, possibilita a inclusão de</p><p>pessoas com necessidades especiais e com defi-</p><p>ciência, no sentido de promover sua participa-</p><p>ção no mundo do trabalho rural.</p><p>3. A Formação Profissional Rural considera o</p><p>mundo em permanente processo de mudança.</p><p>A FPR leva em conta as mudanças que ocorrem no</p><p>mundo contemporâneo. As rápidas e crescentes inova-</p><p>ções científicas, tecnológicas e econômicas alteram os</p><p>processos de produção, o domínio dos conhecimentos,</p><p>as relações de trabalho e a estrutura ocupacional rural</p><p>e, consequentemente, os seus respectivos requisitos.</p><p>4. A Formação Profissional Rural vincula-se, dire-</p><p>tamente, ao mundo do trabalho.</p><p>As ações da FPR estão intimamente associadas ao</p><p>mundo do trabalho, nos seus aspectos de quantida-</p><p>de e qualidade, nas mudanças tecnológicas, econô-</p><p>micas e mercadológicas, visando ao equilíbrio entre</p><p>a oferta e a demanda da força de trabalho, compre-</p><p>endendo a diversidade das atividades produtivas.</p><p>5. A Formação Profissional Rural está associa-</p><p>da à informação e à orientação profissional.</p><p>A FPR deve proporcionar tanto informação quanto</p><p>orientação profissional, levando o participante a fa-</p><p>zer escolhas ocupacionais condizentes com a sua</p><p>realidade e a do mercado de trabalho.</p><p>6. A Formação Profissional Rural está centrada</p><p>em ocupações reconhecidas no mercado de tra-</p><p>balho rural.</p><p>A FPR está centrada em ocupações reconhecidas no</p><p>mercado de trabalho, desenvolvidas no todo ou em</p><p>parte, dependendo do perfil de entrada do produtor</p><p>e trabalhador rural, bem como do perfil profissional</p><p>estabelecido como norte para a formação.</p><p>7. A Formação Profissional Rural adequa-se ao</p><p>nível tecnológico da ocupação.</p><p>As ações da FPR devem observar a adequação do</p><p>nível tecnológico da atividade produtiva, de modo</p><p>a assegurar a prática profissional, a melhoria do de-</p><p>sempenho, a segurança e a saúde no trabalho e a</p><p>empregabilidade, isto é, o ingresso ou a manuten-</p><p>ção do trabalhador no mercado de trabalho.</p><p>8. A Formação Profissional Rural tem identidade</p><p>e características próprias, objetivos profissiona-</p><p>lizantes e conteúdos ocupacionais centrados no</p><p>processo de trabalho.</p><p>A FPR diferencia-se de outros processos educativos</p><p>desenvolvidos no meio rural por ter, como referen-</p><p>cial, o mercado de trabalho, além de se centrar nas</p><p>ocupações, ser ministrada em diferentes níveis de</p><p>aprofundamento e ter, como exigência, estrutura-</p><p>ção curricular capaz de propiciar certificação aos</p><p>aprovados nas ações.</p><p>9. A Formação Profissional Rural resulta em ga-</p><p>nhos para o produtor e para o trabalhador rural.</p><p>A FPR proporciona oportunidades para o exercício</p><p>de uma ocupação e, consequentemente, de obter</p><p>ganhos sociais e econômicos.</p><p>10. A Formação Profissional Rural visa ao aumen-</p><p>to da produtividade no trabalho.</p><p>A FPR proporciona condições para a melhoria do</p><p>desempenho do trabalhador e para o aumento de</p><p>sua produtividade, pois é desenvolvida com o foco</p><p>nas competências profissionais requeridas para</p><p>aquele perfil profissional, desenhado com base nas</p><p>exigências do mercado de trabalho.</p><p>11. A Formação Profissional Rural contempla conteú-</p><p>dos relativos à saúde e à segurança no trabalho.</p><p>Os temas relacionados à saúde e à segurança no</p><p>trabalho constituirão conteúdos obrigatórios das</p><p>ações da FPR, sendo desenvolvidos de forma inte-</p><p>grada, visando ao bem-estar e à proteção pessoal e</p><p>de terceiros no desempenho da ocupação.</p><p>12. A Formação Profissional Rural contempla con-</p><p>teúdos relativos à sustentabilidade.</p><p>Como conteúdo indispensável nas ações da FPR, de-</p><p>verão estar incluídos temas relativos à sustentabili-</p><p>dade, que, do ponto de vista ambiental, referem-se à</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 29</p><p>preservação e à conservação do meio ambiente e ao</p><p>bem-estar animal, proporcionando maior consciên-</p><p>cia ecológica por parte do produtor e do trabalhador</p><p>rural. Do ponto de vista econômico, busca tecnolo-</p><p>gias que racionalizam o uso de recursos e reduzem</p><p>os impactos ambientais, e, do ponto de vista social,</p><p>conscientiza a respeito das responsabilidades indi-</p><p>viduais e coletivas que estimulem a solidariedade, a</p><p>igualdade e o respeito aos direitos humanos.</p><p>Diretrizes da Formação Profissional Rural</p><p>1. As ações de Formação Profissional Rural desen-</p><p>volvidas pelo Senar serão planejadas considerando-</p><p>-se a realidade local e respeitando-se os interesses</p><p>dos produtores e trabalhadores rurais.</p><p>Por ser participativo, o planejamento das ações</p><p>da FPR será embasado em estudo detalhado da</p><p>realidade (estado/região, município), nas de-</p><p>mandas das Federações, dos sindicatos e das</p><p>demais formas associativas, empresas agrossil-</p><p>vipastoris, estudos de prospecção realizados pela</p><p>Administração Central e Regionais e realimentados</p><p>por eficiente sistema de acompanhamento, contro-</p><p>le e avaliação.</p><p>Quando a FPR tiver como clientela trabalhadores</p><p>com vínculo empregatício, o Senar colocará, como</p><p>requisito para a participação, a manutenção da remu-</p><p>neração durante o desenvolvimento da ação da FPR.</p><p>2. As ações da Formação Profissional Rural de-</p><p>senvolvidas pelo Senar considerarão o perfil pro-</p><p>fissional da ocupação demandada pelo mercado</p><p>de trabalho.</p><p>As ações da FPR considerarão as informações do</p><p>mercado de trabalho, os requisitos de cada ocupa-</p><p>ção e a situação em que se encontra a clientela,</p><p>quanto ao domínio das competências exigidas no</p><p>desempenho satisfatório da ocupação e à diversida-</p><p>de das unidades produtivas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>30</p><p>Essas ações podem ser desenvolvidas em nível de</p><p>Aprendizagem Rural, Qualificação Profissional Básica,</p><p>Aperfeiçoamento, Atualização, Especialização e Edu-</p><p>cação Profissional Técnica de nível médio, por meio de</p><p>cursos, treinamentos, seminários e estágios.</p><p>O Senar também assessorará as iniciativas do Siste-</p><p>ma CNA/Senar/ICNA nas ações de Educação Profis-</p><p>sional de nível tecnológico.</p><p>3. O público do Senar para ações de Formação Pro-</p><p>fissional Rural referentes à Qualificação Profissio-</p><p>nal Básica, Especialização, Aperfeiçoamento e Atu-</p><p>alização será composto por pessoas do meio rural</p><p>com idade compatível com a modalidade, a natureza</p><p>da programação e os requisitos da ocupação, res-</p><p>peitando-se a legislação vigente.</p><p>O Senar estipula requisito de idade compatível ao</p><p>grau de periculosidade e insalubridade de cada uma</p><p>das ações, em consonância com as regulamenta-</p><p>ções governamentais vigentes.</p><p>4. A clientela do Senar para ações de Aprendi-</p><p>zagem Rural será composta por jovens entre 14</p><p>e 24 anos que pretendam exercer atividades no</p><p>meio rural.</p><p>O Senar planejará e realizará ações de Aprendiza-</p><p>gem Rural voltadas ao jovem de 14 a 24 anos, res-</p><p>peitando a legislação vigente que rege o trabalho e</p><p>a formação do aprendiz.</p><p>5. A clientela do Senar para ações de Educação</p><p>Profissional Técnica de nível médio será compos-</p><p>ta por pessoas que pretendam exercer atividades</p><p>no setor agropecuário.</p><p>O Senar poderá realizar a Educação Profissional Técni-</p><p>ca de nível médio, nas formas integrada ou concomi-</p><p>tante, voltada para as pessoas que estejam cursando o</p><p>ensino médio, ou na forma subsequente, voltada para</p><p>as pessoas que já tenham concluído o ensino médio</p><p>vinculado às escolas agrotécnicas e/ou outras institui-</p><p>ções. O curso será ofertado nas modalidades presen-</p><p>cial e a distância, observados os procedimentos para a</p><p>implementação e conforme a legislação vigente.</p><p>6. A clientela do Sistema CNA/Senar/ICNA para</p><p>ações de Educação Profissional de nível tecno-</p><p>lógico será composta por pessoas que tenham</p><p>concluído o ensino médio e pretendam exercer</p><p>atividades no setor agropecuário.</p><p>O Sistema CNA/Senar/ICNA poderá oferecer a</p><p>Educação Profissional tecnológica de graduação e</p><p>pós-graduação, nas modalidades presencial e a dis-</p><p>tância. Os cursos são estruturados para atender à</p><p>demanda de formação para os setores produtivos e</p><p>de gestão da agropecuária, orientados por resulta-</p><p>dos de pesquisas de investigação das necessidades</p><p>do mercado de trabalho, de forma própria ou vin-</p><p>culados a instituições ofertantes, de acordo com a</p><p>legislação vigente.</p><p>7. O Senar utilizará múltiplas estratégias e forma-</p><p>tos para o desenvolvimento das ações da Forma-</p><p>ção Profissional Rural.</p><p>O Senar, no desenvolvimento de suas ações, utiliza-</p><p>rá diferentes estratégias, tais como o ensino presen-</p><p>cial, o semipresencial e a distância, a pedagogia da</p><p>alternância e a consultoria complementar à ação de</p><p>Formação Profissional Rural, podendo ser sequen-</p><p>ciado ou modulado.</p><p>8. O Senar assistirá as entidades empregadoras</p><p>na elaboração e na execução de programas de</p><p>Formação Profissional Rural.</p><p>Por intermédio de técnicos especializados, o Senar,</p><p>mediante demanda das entidades empregadoras,</p><p>orientará a elaboração de programas de Formação</p><p>Profissional Rural.</p><p>Na execução dessas ações, caberá ao Senar a presta-</p><p>ção de serviços, podendo ser envolvidos técnicos da</p><p>própria entidade solicitante, desde que capacitados</p><p>na metodologia da FPR e supervisionados pelo Se-</p><p>nar para fins de certificação.</p><p>9. O Senar prestará assessoria em Formação Profis-</p><p>sional Rural a entidades governamentais e privadas.</p><p>O Senar, sempre que solicitado, participará, direta</p><p>ou indiretamente, do planejamento, da execução e/</p><p>ou da avaliação de programas ou projetos de FPR,</p><p>observando seus princípios, diretrizes e processos</p><p>metodológicos.</p><p>10. As ações da Formação Profissional Rural serão</p><p>desenvolvidas pelo Senar, de forma descentraliza-</p><p>da, respeitando as características regionais e locais.</p><p>O Senar assegurará uma ação didática centrada nos</p><p>princípios da educação de jovens e adultos, no re-</p><p>ferencial metodológico estabelecido, no perfil pro-</p><p>fissional e nas peculiaridades das atividades, con-</p><p>siderando as especificidades naturais, econômicas,</p><p>histórico-culturais e sociais de cada região.</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 31</p><p>Deverão ser observadas as recomendações relativas</p><p>aos conteúdos e à carga horária mínima para cada</p><p>ocupação, modalidade e natureza da programação,</p><p>bem como os procedimentos administrativos, finan-</p><p>ceiros, orçamentários e jurídicos.</p><p>11. O Senar divulgará as ações da Formação Pro-</p><p>fissional Rural a fim de democratizar o acesso da</p><p>clientela.</p><p>A divulgação das ações da FPR será realizada utili-</p><p>zando a rede sindical, as cooperativas, as associa-</p><p>ções, as prefeituras municipais e os diversos meios</p><p>de comunicação.</p><p>12. O Senar utilizará procedimentos didáticos e</p><p>pedagógicos apropriados à Formação Profissio-</p><p>nal Rural.</p><p>Os procedimentos didáticos para a FPR devem ser</p><p>estabelecidos a partir das necessidades dos produ-</p><p>tores e trabalhadores rurais, identificadas no estudo</p><p>do mercado de trabalho e das cadeias produtivas da</p><p>região para a definição do perfil profissional, da na-</p><p>tureza e do tipo de programação, o período e o local</p><p>da ação. Em decorrência desses, serão determina-</p><p>dos, sucessivamente, os seus objetivos (geral e espe-</p><p>cíficos), o conteúdo programático que será ministra-</p><p>do, as técnicas de ensino e os recursos instrucionais</p><p>a serem utilizados, bem como os procedimentos de</p><p>avaliação e a carga horária necessária.</p><p>13. O Senar observará a destinação dos seus re-</p><p>cursos para a Formação Profissional Rural confor-</p><p>me resolução do Conselho Deliberativo.</p><p>Conforme a Resolução nº 007/1995 do seu Con-</p><p>selho Deliberativo, com base no inciso I do art.</p><p>8º do Regimento Interno, o Senar deverá aplicar,</p><p>no mínimo, 70% dos recursos destinados à ati-</p><p>vidade-fim nas ações de Formação Profissional</p><p>Rural. Quando se tratar de programas especiais</p><p>de FPR de cunho nacional, em que necessaria-</p><p>mente haja recursos obtidos de outras fontes,</p><p>esse percentual não será aplicado.</p><p>O Senar utilizará informações da Assistência Técnica</p><p>e Gerencial para planejamento das ofertas formativas.</p><p>A Assistência Técnica e Gerencial desenvolvida pelo</p><p>Senar assessorará as Administrações Regionais com</p><p>informações técnicas que apontem as necessidades</p><p>de Formação Profissional Rural e Promoção Social.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>32</p><p>O contexto</p><p>do meio rural</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 33</p><p>O resultado do processo de modernização da agri-</p><p>cultura foi a expansão das fronteiras agrícolas e,</p><p>consequentemente, o aumento da produção e da</p><p>produtividade em diversas cadeias, como a de grãos,</p><p>café, cana-de-açúcar, pecuária de leite, avicultura</p><p>e fruticultura, o que elevou o Brasil a condição de</p><p>grande produtor e exportador desses produtos.</p><p>A liderança produtiva alcançada por algumas ca-</p><p>deias produtivas trouxe ao cenário atual da produ-</p><p>ção agrossilvipastoril a demanda por profissionais</p><p>capacitados e que consigam transitar por várias</p><p>atividades dentro de uma propriedade. Além da</p><p>dualidade existente entre setores modernos e tradi-</p><p>cionais do agro brasileiro, também existem as novas</p><p>exigências dos mercados consumidores atualmente</p><p>atendidos pelo Brasil.</p><p>Além das condições edafoclimáticas1 favoráveis que</p><p>determinam os diversos biomas existentes no Brasil</p><p>e que possibilitam a diversificação da produção de</p><p>alimentos, o país conta com tecnologias desenvolvi-</p><p>das e adaptadas ao perfil da exploração agropecuá-</p><p>ria e florestal que se pratica em cada bioma.</p><p>Ademais, o Brasil é carente em infraestrutura de su-</p><p>porte ao escoamento da produção, seja na questão</p><p>da logística ou do armazenamento, o que tem ele-</p><p>vado os custos com a produção, o processamento</p><p>e a comercialização. Tais circunstâncias reduzem a</p><p>competitividade dos nossos produtos e nos man-</p><p>tém na condição de produtor de commodities que</p><p>não possuem valor agregado e com preços dos pro-</p><p>dutos ditados pela conjuntura mundial.</p><p>1 A expressão condições edafoclimáticas refere-se a características definidas por meio de fatores como: o clima, o relevo, a litologia, a temperatura,</p><p>a umidade do ar, a radiação, o tipo de solo, o vento, a composição atmosférica e a precipitação pluvial. As condições edafoclimáticas são relativas</p><p>à influência dos solos nos seres vivos, em particular nos organismos do reino vegetal, incluindo o uso da terra pelo homem, a fim de estimular o</p><p>crescimento das plantas.</p><p>Atualmente, o termo agronegócio é muito utilizado</p><p>nas discussões de desenvolvimento econômico do</p><p>país, pois ele representa parte significativa da gera-</p><p>ção de riqueza para o Brasil. Mas isso acontece não</p><p>somente dentro das porteiras das propriedades ou</p><p>empresas rurais, mas também fora delas, dentro das</p><p>diversas cadeias produtivas.</p><p>Tais cadeias produtivas contemplam laboratórios de</p><p>engenharia genética e de química industrial, indús-</p><p>tria de insumos (calcário, fertilizantes, agrotóxicos,</p><p>medicamentos veterinários, etc.), indústria de má-</p><p>quinas agrícolas, indústria de transformação, coo-</p><p>perativas, bancos públicos e privados, transporte,</p><p>logística e comercialização.</p><p>Quando se conversa com dirigentes do Sistema</p><p>Sindical Rural, é comum ouvi-los falar dos diversos</p><p>entraves existentes em cada cadeia produtiva e nas</p><p>diferentes regiões do país. É preciso ressaltar que os</p><p>desafios hoje observados no agronegócio brasileiro</p><p>não se resolverão apenas com o desenvolvimento</p><p>tecnológico de nossos produtores.</p><p>Por um lado, é necessário o desenvolvimento de po-</p><p>líticas públicas que busquem solucionar os entraves</p><p>para cada cadeia produtiva e, por outro lado, que o</p><p>produtor incorpore elementos das boas práticas de</p><p>produção exigidas pela sociedade e pelos mercados</p><p>consumidores, para o alcance de melhores retornos</p><p>econômico-financeiros.</p><p>Durante o período de modernização da agricultura brasileira, adotou-se a política de substituição das</p><p>importações por meio do incremento na produção nacional de alimentos, resultando em grandes inves-</p><p>timentos na assistência técnica para a difusão de práticas produtivas mais modernas que envolviam os</p><p>avanços da genética de plantas e animais, a ampliação da mecanização agrícola que aumentou a capaci-</p><p>dade produtiva do trabalhador, e na utilização de agroquímicos fertilizantes, herbicidas, fungicidas entre</p><p>outros que proporcionaram melhor nutrição das plantas, melhor controle de plantas daninhas, além do</p><p>combate efetivo a doenças e pragas.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>34</p><p>O contexto do mercado</p><p>de trabalho rural</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 35</p><p>A posição que o Brasil ocupa como grande pro-</p><p>dutor de alimentos para o mercado mundial</p><p>demanda do setor produtivo rural grandes res-</p><p>ponsabilidades quando se analisa a questão da</p><p>segurança alimentar e da preservação do meio</p><p>ambiente, a competitividade dos produtores e</p><p>o retorno financeiro das atividades produtivas</p><p>para remuneração adequada, tanto dos produto-</p><p>res quanto dos trabalhadores.</p><p>Assim, pode-se dizer que existe a necessidade de</p><p>oferecer conteúdo que desenvolva nos profissionais</p><p>competências, habilidades e atitudes no uso das di-</p><p>versas tecnologias empregadas no agronegócio, de-</p><p>vendo, com isso, também, formar indivíduos que do-</p><p>minem competências abrangentes e que os auxilie</p><p>no trabalho em equipe, participação na comunida-</p><p>de, na interação com o mercado e na representação</p><p>dos interesses da classe produtora rural.</p><p>NAS ÚLTIMAS DÉCADAS, MULTIPLICARAM-SE OS ESTUDOS REFERENTES AOS IMPACTOS DAS NO-</p><p>VAS TECNOLOGIAS, QUE REVELARAM A EXIGÊNCIA DE PROFISSIONAIS MAIS POLIVALENTES, CA-</p><p>PAZES DE INTERAGIR EM SITUAÇÕES NOVAS E COMPLEXAS, CONSIDERANDO QUE AS OCUPAÇÕES</p><p>NÃO SÃO ESTRUTURAS RÍGIDAS E REQUEREM NÍVEIS DE CONHECIMENTO PROGRESSIVAMENTE</p><p>MAIS ELEVADOS. AS EMPRESAS PASSARAM A EXIGIR PROFISSIONAIS CADA VEZ MAIS PREPARA-</p><p>DOS. À DESTREZA MANUAL AGREGAM-SE NOVAS NECESSIDADES RELACIONADAS À INOVAÇÃO,</p><p>À CRIATIVIDADE, AO TRABALHO EM EQUIPE E À AUTONOMIA NA TOMADA DE DECISÕES, MEDIA-</p><p>DAS POR NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO.</p><p>MERCADO DE TRABALHO</p><p>Define-se mercado como um local onde se reali-</p><p>zam permutas. Portanto, mercado de trabalho é</p><p>a relação entre a oferta de trabalho e a procura</p><p>de trabalhadores em época e lugar determina-</p><p>dos, ou seja, é o resultado entre oferta e deman-</p><p>da de mão de obra.</p><p>Um dos fatores que mais influenciam na dispo-</p><p>nibilidade de mão de obra de qualidade em qual-</p><p>quer mercado é a percepção da remuneração</p><p>recebida pelos serviços prestados.</p><p>Nesse senti-</p><p>do, o meio rural brasileiro não é visto como boa</p><p>opção para a atuação profissional, pois, além da</p><p>remuneração considerada insatisfatória, existem</p><p>características inerentes à condição humana que</p><p>devem ser satisfeitas, como, por exemplo, espa-</p><p>ços de lazer, serviços de saúde, escola e comércio,</p><p>e que, ainda, não estão completamente disponí-</p><p>veis aos habitantes do meio rural.</p><p>No entanto, conhecer o universo do mundo do tra-</p><p>balho rural, composto por fatores, como as pessoas</p><p>que nele atuam, a tecnologia aplicada, os investi-</p><p>mentos nos processos produtivos, as condições am-</p><p>bientais e sociais e as oportunidades de negócios,</p><p>de forma regionalizada, determina o sucesso e a</p><p>aplicabilidade das ações de formação profissional</p><p>oferecidas, otimiza os recursos financeiros e huma-</p><p>nos e causa, ainda, impacto social e econômico nas</p><p>realidades locais. Nesse sentido, faz-se importante</p><p>entender o que, como, quanto e onde é produzido,</p><p>e quem maneja essa pujante máquina propulsora de</p><p>oportunidades.</p><p>No contexto rural, o mercado de trabalho é impul-</p><p>sionado por forças existentes nos três setores da</p><p>economia: o setor primário, o secundário e o ter-</p><p>ciário, e o desenvolvimento de determinado setor</p><p>pode ocasionar alterações no mercado de trabalho</p><p>relacionado a esse ou a outros setores da economia.</p><p>A força de trabalho no meio rural é composta por</p><p>enorme diversidade de categorias, como traba-</p><p>lhadores autônomos, assalariados, temporários</p><p>ou permanentes, pequenos, médios ou grandes</p><p>empresários.</p><p>A operacionalização dos programas de FPR em es-</p><p>tados, regiões ou municípios deve estar vinculada</p><p>ao estudo do mercado de trabalho e uma coletânea</p><p>estatística do setor rural, considerando os diversos</p><p>fatores que o influenciam.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>36</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 37</p><p>Estrutura ocupacional da</p><p>Formação Profissional Rural</p><p>A ESTRUTURA OCUPACIONAL21FOI DETERMINADA A PARTIR DAS CONCEITUAÇÕES E CARACTERI-</p><p>ZAÇÕES DO MEIO RURAL E DO MERCADO DE TRABALHO. PORTANTO, ESTÁ EMBASADA NOS DI-</p><p>VERSOS SETORES DA ECONOMIA EXISTENTES NO MEIO RURAL, UMA VEZ QUE SÃO ESSES SETORES</p><p>QUE INTERAGEM E GERAM TRABALHO. SÃO ELES:</p><p>2 SENAR. Série Metodológica. Estrutura ocupacional do meio rural.</p><p>Setor Primário</p><p>O setor primário está relacionado à produção com</p><p>base nos recursos da natureza. Podemos citar como</p><p>exemplos de atividades econômicas desse setor a</p><p>agricultura, a mineração, a pesca, a pecuária e o ex-</p><p>trativismo vegetal e animal. Fornece matéria-prima</p><p>para indústria de transformação. Por estar sujeito</p><p>às alterações de clima e solo e à existente estrutura</p><p>logística, transporte e custo de armazenagem, apre-</p><p>senta vulnerabilidades que afetam a produção.</p><p>Setor Secundário</p><p>É o setor da economia que transforma as matérias-</p><p>-primas (produzidas pelo setor primário) em produ-</p><p>tos industrializados (roupas, máquinas, automóveis,</p><p>alimentos industrializados, eletrônicos, casas, etc.).</p><p>Como há conhecimentos tecnológicos agregados</p><p>aos produtos do setor secundário, o lucro obtido</p><p>na comercialização é significativo. Países com bom</p><p>grau de desenvolvimento possuem uma significativa</p><p>base econômica concentrada no setor secundário.</p><p>A exportação desses produtos também gera rique-</p><p>zas para as indústrias desses países.</p><p>Setor Terciário</p><p>É o setor econômico relacionado aos serviços.</p><p>Os serviços são produtos não materiais em que</p><p>pessoas ou empresas prestam a terceiros para</p><p>satisfazer determinadas necessidades. Como ati-</p><p>vidades econômicas desse setor, podemos citar:</p><p>comércio, educação, saúde, serviços de informá-</p><p>tica, transporte, serviços de limpeza, serviços de</p><p>alimentação, turismo, administrativos, etc.</p><p>Ao considerar esses setores com a intenção de elen-</p><p>car as ocupações que constituem um dos referen-</p><p>ciais de trabalho do Senar, na edição atualizada da</p><p>Série Metodológica, utilizou-se como referência a</p><p>Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).</p><p>A CBO é o documento que reconhece, nomeia e</p><p>codifica os títulos e descreve as características das</p><p>ocupações do mercado de trabalho brasileiro.</p><p>A versão apresentada pelo antigo Ministério do Tra-</p><p>balho contém as ocupações do mercado brasileiro,</p><p>organizada e descritas por famílias ocupacionais</p><p>que constituem um conjunto de ocupações simila-</p><p>res correspondente a um domínio de trabalho mais</p><p>amplo que aquele da ocupação.</p><p>O método utilizado no processo de descrição pres-</p><p>supõe o desenvolvimento do trabalho por meio de</p><p>comitês de profissionais que atuam nas famílias,</p><p>partindo-se da premissa de que a melhor descri-</p><p>ção é aquela feita por quem exerce efetivamente</p><p>cada ocupação.</p><p>SÉRIE METODOLÓGICA // O PROCESSO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>38</p><p>Para o Senar, a ocupação compreende um</p><p>conjunto estruturado de competências</p><p>reconhecidas no mercado de trabalho, as</p><p>quais podem ter sido adquiridas median-</p><p>te formação, experiência profissional ou a</p><p>combinação de ambas.</p><p>O título ocupacional, em uma classificação, surge da</p><p>agregação de situações similares de emprego e/ou</p><p>trabalho. Outros dois conceitos sustentam a cons-</p><p>trução da nomenclatura da CBO:</p><p>• Emprego ou situação de trabalho: defi-</p><p>nido como um conjunto de atividades de-</p><p>sempenhadas por uma pessoa, com ou sem</p><p>vínculo empregatício. Esta é a unidade es-</p><p>tatística da CBO;</p><p>• Competências: mobilizadas para o desempe-</p><p>nho das atividades do emprego ou trabalho.</p><p>A estrutura ocupacional foi determinada a partir das</p><p>conceituações e caracterizações do meio rural e do</p><p>mercado de trabalho, portanto, está embasada nos</p><p>diversos setores da economia existentes no meio</p><p>rural, uma vez que são esses setores que geram tra-</p><p>balho e que, por sua vez, necessitam do apoio do</p><p>Senar para a construção de competências profissio-</p><p>nais e sociais, são eles:</p><p>• O primário ou de produção;</p><p>• O secundário ou de transformação;</p><p>• O terciário, referente ao comércio e à prestação</p><p>de serviços.</p><p>Com a intenção de chegar à listagem das ocupações</p><p>que constituem um dos referenciais de trabalho</p><p>do Senar, partiu-se de grandes linhas de ação que</p><p>abrangem todos os setores supramencionados.</p><p>As linhas de ação desmembram-se em áreas ocu-</p><p>pacionais, que delimitam famílias de ocupações, e</p><p>essas, por sua vez, desdobram-se em ocupações,</p><p>conforme quadro a seguir:</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR</p><p>PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL 39</p><p>Quadro 2: Famílias ocupacionais listadas para a oferta de FPR com base na CBO</p><p>SETOR PRIMÁRIO</p><p>LINHAS DE AÇÃO ÁREAS OCUPACIONAIS FAMÍLIAS OCUPACIONAIS</p><p>Agricultura</p><p>1. Cultivo de plantas industriais</p><p>1.1 | 6221: Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas</p><p>1.2 | 6222: Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas fibrosas</p><p>1.3 | 6226: Trabalhadores agrícolas nas culturas de plantas estimulantes</p><p>1.4 | 6227: Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas oleaginosas</p><p>1.5 | 6322: Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas</p><p>2. Olericultura 2.1 | 6223: Trabalhadores agrícolas na olericultura</p><p>3. Fruticultura 3.1 | 6225: Trabalhadores agrícolas na fruticultura</p><p>4. Floricultura e plantas ornamentais 4.1 | 6224: Trabalhador no cultivo de plantas ornamentais</p><p>5. Plantas medicinais e especiarias 5.1 | 6228: Trabalhadores agrícolas da cultura de especiarias e de plantas aromáticas</p><p>e medicinais</p><p>6. Produção de sementes e mudas 6.1 | 6220: Trabalhadores de apoio à agricultura</p><p>Pecuária</p><p>1. Pecuária de grande porte</p><p>1.1 | 6231: Trabalhadores na pecuária de animais de grande porte</p><p>1.2 | 6230: Tratadores polivalentes de animais (inseminador)</p><p>2. Pecuária de médio porte 2.1 | 6232: Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte</p><p>3. Pecuária de pequeno porte</p><p>3.1 | 6233: Trabalhadores na avicultura e cunicultura</p><p>3.2 | 6234: Trabalhadores na criação de insetos e animais úteis</p><p>3.3 | Trabalhador na helicicultura (escargô) (ofertado</p>