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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO</p><p>CURSO DE NUTRIÇÃO</p><p>PROFESSOR CAIC FIGUEIREDO</p><p>RELATÓRIO 6- MAPA METABÓLICO</p><p>SALVADOR</p><p>2022</p><p>MAPA METABÓLICO DA VIA GLICOLÍTICA</p><p>A Glicólise é um processo que quebra a glicose em duas moléculas menores, sendo essencial para a produção de energia dos organismos. Esse processo ocorre por meio de 10 reações, divididas em duas etapas:</p><p>1ª etapa:</p><p>Essa etapa, conhecida também por fase preparatória ou fase de investimento, consiste em cinco reações:</p><p>Reação 1: Ocorre a fosforilação da molécula de glicose recebendo fosfato vindo da molécula de ATP, formando glicose 6-fosfato. Essa reação é catalisada pela enzima hexoquinase;</p><p>Reação 2: A molécula glicose 6-fosfato é transformada em frutose 6-fosfato. Essa reação é catalisada pela enzima glicosefosfato-isomerase;</p><p>Reação 3: Outra molécula de ATP fornece fosfato à molécula de frutose 6-fosfato, dando origem à frutose 1, 6 -difosfato. Essa reação é catalisada pela enzima fosfofrutocinase;</p><p>Reação 4: A molécula de frutose 1 origina duas moléculas com três carbonos cada uma: gliceraldeído 3-fosfato e di-hidroaxetona fosfato. Essa reação é catalisada pela enzima aldolase.</p><p>Reação 5: A molécula de di-hidroaxetona dar origem a outra molécula de gliceraldeído 3-fosfato. Essa reação é catalisada pela enzima triosefosfato isomerase;</p><p>Pode-se observar que ao final dessa primeira fase, houve apenas gasto de energia, com a conversão de duas moléculas de ATP em ADP.</p><p>2ª etapa:</p><p>Essa etapa, também conhecida como fase de lucro ou compensação energética, ocorre o ganho energético e também é constituída por cinco etapas, descritas a seguir:</p><p>Reação 6: Duas moléculas de NAD+ (dinucleotídio nicotinamida e adenina) são reduzidas em duas moléculas de NADH com os elétrons provenientes da oxidação de gliceraldeído 3-fosfato em 1,3 -difosfoglicerato; essa reação é catalisada pela enzima gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase;</p><p>Reação 7: Cada molécula de 1,3 – difosfoglicerato cede um fosfato a uma molécula de ADP originando, assim duas moléculas de ATP e duas molécula de 3 – fosfoglicerato. Essa reação é catalisada pela enzima 1,3 BiP glicerato cinase;</p><p>Reação 8: Moléculas de 3 – fosfoglicerato, formando 2 – fosfoglicerato; essa reação é catalisada pela enzima fosfogliceromutase;</p><p>Reação 9:  As moléculas de 2 – fosfoglicerato perdem uma molécula de H2O, originando o fosfoenolpiruvato; essa reação é catalisada pela enzima enolase;</p><p>Reação 10: As moléculas de fosfoenolpiruvato fornecem um fosfato a uma molécula de ADP, originando duas moléculas de ATP e duas de piruvato. Essa reação é catalisada pela enzima piruvato cinase.</p><p>O saldo energético da segunda fase da glicólise são duas moléculas de NADH e quatro moléculas de ATP.  Assim, o saldo final da glicólise, será de duas moléculas de piruvato, duas moléculas de NADH e duas moléculas de ATP, produzidas a partir de uma molécula de glicose.</p><p>Três reações da glicólise são essencialmente irreversíveis, são elas:</p><p>· Reação 1 (fosforização da glicose)</p><p>· Reação 3 (Fosforilação da frutose 6-fosfato em frutose 1,6 bifosfato)</p><p>· Reação 10 (Transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para ADP)</p><p>MAPA METABÓLICO DO CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO</p><p>O ciclo de Krebs, também chamado de ciclo do ácido cítrico e ciclo tricarboxílico, é a segunda etapa do processo de respiração celular, ocorrendo logo após o processo de glicólise. Esse ciclo possui oito etapas, sendo cada uma delas catalisada por uma enzima distinta.</p><p>Primeira etapa do ciclo de Krebs</p><p>→ Na primeira etapa, o grupo acetila do acetil-CoA é transferido a uma molécula de quatro carbonos, o oxalacetato, produzindo o citrato.</p><p>→ Segunda etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na segunda etapa, o citrato é convertido em isocitrato por meio de uma reação na qual ocorre a remoção de uma molécula de água e adição de uma outra.</p><p>→ Terceira etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na terceira etapa, a primeira de quatro etapas de oxidação, o isocitrato é oxidado, e NaD+ é reduzido a NADH. O composto resultante é instável e perde uma molécula de gás carbônico.</p><p>→ Quarta etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na quarta etapa, ocorre uma oxidação que produz gás carbônico e reduz NAD+ a NADH. A molécula restante é anexada à coenzima A por meio de uma ligação instável.</p><p>→ Quinta etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na quinta etapa, a coenzima A é substituída por um grupo fosfato, formando uma ligação fosfato a succinato de alta energia. O fosfato é transferido ao GDP, formando GTP. O GTP, ou trifosfato de guanosina.</p><p>→ Sexta etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na sexta etapa, terceira etapa de oxidação do ciclo de Krebs, a FAD remove dois átomos de hidrogênio do succinato, levando à formação de FADH2.</p><p>→ Sétima etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na sétima etapa, uma molécula de água é adicionada ao fumarato.</p><p>→ Oitava etapa do ciclo de Krebs</p><p>Na oitava etapa, o substrato é oxidado, reduzindo NAD+ a NADH e regenerando o oxaloacetato. Como o oxaloacetato inicia o processo e é regenerado ao fim das oito etapas, dizemos que essa sequência de reações forma um ciclo.</p><p>Pontos de intersecção que conectam outros processos metabólicos</p><p>A função do ciclo de Krebs é promover a degradação de produtos finais do metabolismo dos carboidratos, lipídios e de diversos aminoácidos.</p><p>Os lipídios são formados por ácidos graxos + glicerol; e em estado alimentado ele é armazenado como triglicerídeos no tecido adiposo. Em momentos de jejum ocorre a mobilização dos tecidos com os triglicerídeos mediados pelos hormônios Glucagon e Adrenalina que serão hidrolisados liberando ácido graxo e glicerol. O glicerol será oxidado ou irá para o fígado onde formará Gliceraldeído seguindo o caminho no ciclo de Krebs até gerar a glicose.</p><p>As proteínas compõem os aminoácidos; em jejum ocorre a desaminação; alimentado ocorre a transaminação que forma a Glutamina e a alanina (transportadoras da amônia) dando origem ao α- cetoglutarato que se transforma em glutamato que entra no ciclo da ureia. A amônia com o grupamento do carbono e aminoácidos, o carbono vai para cetogênese e também para a glicólise. E a amônia vai formar carbamilfosfato que entra no ciclo da ureia e que após alguém reações o fumarato e ornitina vão pra o ciclo de Krebs.</p><p>O ciclo da ureia é ligado ao ciclo de Krebs e as reações dos dois ciclos são relacionadas e alguns produtos intermediários formados no ciclo de Krebs são precursores de reações para o ciclo da ureia.</p><p>A glicólise e a via das pentoses fosfato são ligados por muitas partes intermediárias, não apenas para produzir co-fatores ricos em energia, mas também para gerar esqueleto de carbono requerido para reações biossintéticas.</p><p>Referências</p><p>ALEIXO, Márcio Santos. Glicólise. Disponível em. Acesso em 10 de setembro 2022. Disponível em: . Acesso em 04 de outubro de 2022.</p><p>CHAVES, Ana. Metabolismo de lipídios. Disponível em . Acesso em 05 de outubro de 2022.</p><p>MAGALHÃES, Lana. Ciclo de Krebs. Disponível em:. Acesso em 04 de outubro de 2022.</p><p>MENEGHINE. Aylan Kener. Catabolismo de proteínas. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/tecnologia/luciamariacararetoalves/catabolismo-de-proteinas.pdf . Acesso em 05 de outubro de 2022.</p><p>NASCIMENTO, Priscila Soares. Ciclo da ureia. Disponível em: https://www.infoescola.com/biologia/ciclo-da-ureia/ . Acesso em 05 de outubro de 2022.</p><p>image4.jpeg</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p>

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