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<p>2</p><p>1. Em relação à realização de um exame com mapeamento com Doppler,</p><p>é preciso considerar os seguintes fatores, exceto:</p><p>A. a faixa de velocidade trabalhada.</p><p>A. a geometria do transdutor.</p><p>B. o leito vascular a ser investigado.</p><p>C. a frequência de imageamento.</p><p>D. a saturação de hemoglobina.</p><p>Comentário : A saturação de oxigênio é uma medição em percentuais e o seu</p><p>objetivo é entender qual a relação entre a hemoglobina ligada ao O2 e</p><p>a hemoglobina que não está ligada a essa molécula, não tem relação com exame</p><p>com mapeamento com Doppler.</p><p>2. Analise, com atenção, as afirmações.</p><p>I. Materiais piezoelétricos são aqueles cuja a formação se altera</p><p>quando se aplica um campo elétrico no seu interior.</p><p>I. Quando se aplica uma pressão mecânica ao material piezoelétrico, ocorre</p><p>a indução de um campo elétrico no seu interior.</p><p>I. A quantidade de carga elétrica acumulada nas superfícies de um cristal</p><p>piezoelétrico é proporcional a pressão exercida e vice-versa.</p><p>Esta incorreto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(D) I e III, somente.</p><p>Comentário: Incorreto afirmar pois materiais piezoelétricos são aqueles que</p><p>possuem a capacidade de gerar cargas elétricas ao sofrer uma deformação</p><p>mecânica, o efeito inverso também acontece, ou seja, uma polarização elétrica</p><p>resulta em uma deformação mecânica.</p><p>3. Quanto ao ângulo de insonação ou ângulo Doppler, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>(A) trata-se do ângulo formado entre o feixe ultrassônico e o</p><p>segmento corporal do paciente.</p><p>(A) acima de 60 graus de ângulo Doppler, mais de 50% da</p><p>3</p><p>velocidade das hemácias produz efeito Doppler.</p><p>(A) quanto maior for o ângulo Doppler, mais preciso sera o cálculo</p><p>de velocidade das hemácias.</p><p>(A) não ha relação direta entre a velocidade do fluxo e o cosseno do</p><p>ângulo Doppler.</p><p>(A) se o ângulo Doppler for de 90 graus, não há efeito Doppler</p><p>detectavel, tendo em vista que o vetor de fluxo é perpendicular ao</p><p>feixe ultrassônico.</p><p>Comentário: Correto afirmar que Não há deslocamento Doppler se eles forem</p><p>entre o vaso sanguíneo e o feixe ultra-sônico estiver perpendicular um em relação ao</p><p>outro, então não haverá sinal Doppler detectável.</p><p>4. Em um exame com mapeamento com Doppler, a escolha da frequência</p><p>de imageamento depende diretamente dos seguintes fatores:</p><p>(A) profundidade das estruturas estudadas e velocidades de</p><p>fluxo a serem detectadas.</p><p>(A) area de contato do transdutor e angulo de insonação.</p><p>(B) comprimento do segmento corporal a ser estudado e geometria</p><p>do transdutor.</p><p>(C) visualização modo B e processamento do</p><p>sinal</p><p>adquirido.</p><p>(D) eco produzido pelas estruturas analisadas e</p><p>ângulo Doppler.</p><p>Comentário: Correto afirmar pois efeito Doppler é utilizado no diagnóstico por</p><p>imagens, em exames que fornecem o mapeamento do fluxo sanguíneo e</p><p>possibilitam determinar a velocidade e o sentido do sangue em artérias</p><p>5- Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a</p><p>seguir.</p><p>No mapeamento com Doppler, a escolha sobre a geometria do</p><p>transdutor geralmente depende do segmento corporal a ser</p><p>estudado. E comum o uso de transdutores por sua versatilidade e</p><p>pelo uso comum em estruturas vasculares superficiais. Para os</p><p>4</p><p>orgãos abdominais utilizam- se geralmente os</p><p>transdutores __________, e para os</p><p>orgãos pélvicos, os equipamentos ________________</p><p>(A) intracavitários / convexos / lineares</p><p>(A) convexos / intracavitarios / lineares</p><p>(A) lineares / convexos / intracavitarios</p><p>(B) lineares / intracavitarios / convexos</p><p>(C) intracavitarios / lineares / convexos</p><p>Comentário: Correto afirmar que os transdutores podem ser classificados, de</p><p>acordo com o tipo de imagem produzida, em: setoriais, lineares ou convexos. São os</p><p>dispositivos ou elementos que detectam alterações nas variáveis físicas de processo</p><p>e fornecem uma grandeza de saída em geral elétrica.</p><p>6. A artrite de Takayasu, também conhecida como doença sem pulso,</p><p>acomete mais frequentemente garotas adolescentes e mulheres na 2a e</p><p>3a décadas de vida. Acerca dessa doença, analise as afirmações.</p><p>I. Na fase aguda, os sintomas são normalmente constitucionais,</p><p>como hipertermia, fadiga, artralgia, mialgia, anemia e perda de</p><p>peso.</p><p>I. A fase tardia caracteriza-se por pulsos filiformes ou ausentes,</p><p>acompanhados de claudicação e/ou diferença pressórica nos</p><p>membros.</p><p>I. Na avaliação através da ultrassonografia com Doppler,</p><p>durante a fase aguda, normalmente é evidenciado</p><p>espessamento parietal difuso nos vasos acometidos e,</p><p>eventualmente, redução luminal difusa. Já na fase tardia,</p><p>podem-se encontrar estreitamento luminal, oclusões, dilatações</p><p>e aneurismas.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>5</p><p>(A) III, somente.</p><p>(B) I e II, somente.</p><p>(C) I e III, somente.</p><p>Comentário: A Arterite de Takayasu é uma vasculite (inflamação da parede dos</p><p>vasos sanguíneos) crônica que afeta a maior artéria do corpo humano, a aorta, e</p><p>seus ramos primários. Sintomas gerais tais como fadiga, perda de peso e febre</p><p>baixa, sendo uma afirmativa correta.</p><p>7. Com relação à interação das ondas de ultrassom com os tecidos,</p><p>as fontes mais frequentes que causam atenuação durante o estudo</p><p>ultrassonográfico são, exceto:</p><p>(A) parênquima pulmonar.</p><p>(A) enfisema subcutâneo.</p><p>(B) pneumomediastino.</p><p>(A) derrame pleural.</p><p>(B) pneumopericárdio.</p><p>Comentário: São detectados por exame físico ou radiografia de tórax; a</p><p>toracocentese e a análise do líquido pleural costumam ser necessárias para</p><p>determinar a causa, sendo exceto porque não faz o uso de estudo ultrassonográfico.</p><p>8. Em relação aos principios físicos do ultrassom e as propriedades gerais</p><p>de ondas sonoras, leia as afirmações.</p><p>I. Ondas sonoras são ondas mecânicas e, como tais, não dependem</p><p>de um meio material para se propagar.</p><p>I. Ondas harmônicas são caracterizadas pela sua frequência,</p><p>comprimento de onda, velocidade de propagação e amplitude.</p><p>I. 0 princípio da superposição de ondas estabelece que, em regiões onde</p><p>duas ou mais ondas se superpõem, o efeito resultante corresponde à</p><p>soma (ou subtração) de várias ondas.</p><p>Esta incorreto o que se afirma em:</p><p>6</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(B) I e II, somente.</p><p>(C) I e III, somente.</p><p>Comentário: E incorreto, pois ondas sonoras são mecânicas, e são vibrações ou</p><p>perturbações no meio carregando energia. Essas ondas não carregam matéria e</p><p>precisam de um meio para se propagar, diferentemente das ondas eletromagnéticas.</p><p>9. Com relação a avaliação da função atrial esquerda pela ecocardiografia,</p><p>é correto afirmar que:</p><p>A. o volume atrial esquerdo maximo e mínimo ocorre justamente após a</p><p>abertura e antes do fechamento da valva mitral, respectivamente.</p><p>A. o volume de esvaziamento atrial esquerdo passivo é calculado pela</p><p>diferença entre o volume atrial esquerdo minimo e o volume atrial</p><p>esquerdo que precede o relaxamento atrial.</p><p>A. o volume de esvaziamento ativo do átrio esquerdo é calculado pela</p><p>diferença do volume atrial após a contração atrial e volume atrial esquerdo</p><p>máximo.</p><p>B. o volume de conduíte (passivo) do átrio esquerdo é calculado pela</p><p>diferença entre o volume ejetado do ventrículo esquerdo e o volume</p><p>de esvaziamento total do átrio esquerdo.</p><p>A. o valor normal para o volume máximo do átrio esquerdo corresponde a</p><p>30 +/- 6 ml/m2.</p><p>Comentário: Correto afirmar que a sobrecarga atrial esquerda significa que o</p><p>coração em sua parte superior que são os átrios esta tendo que trabalhar mais, e</p><p>pode estar aumentado. Sobrecarga atrial esquerda representa geralmente uma</p><p>dificuldade de esvaziamento do átrio esquerdo.</p><p>10. Todas as alternativas a seguir representam aplicações</p><p>diagnósticas propostas com a utilização da ecocardiografia com</p><p>contraste, exceto:</p><p>7</p><p>(A) detecção de shunts intracardíacos.</p><p>(A) melhora dos sinais do</p><p>A necessidade de abordagem de quase a totalidade das regiões do corpo humano torna</p><p>o conhecimento amplo da anatomia do sistema cardiovascular, indispensável à</p><p>atividade do cirurgião vascular. Com relação aos aspectos da anatomia do sistema</p><p>cardiovascular, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) As artérias carótidas comum têm origens distintas a cada lado. A direita nasce da</p><p>bifurcação do tronco braquiocefálico, e a esquerda, diretamente do arco aórtico.</p><p>(B) A artéria tireóidea superior é o primeiro ramo da artéria carótida externa.</p><p>(C) A veia cava superior, formada pela confluência dos troncos braquiocefálicos direito</p><p>e esquerdo, recebe como única tributária de grande importância a veia ázigo maior.</p><p>(D) O tronco venoso tirolingofascial, tributário da veia jugular interna, frequentemente</p><p>cruza anteriormente a bifurcação carotídea. E deve ter sua integridade preservada</p><p>durante a cirurgia de endarterectomia de carótidas.</p><p>(E) A artéria axilar, continuação da artéria subclávia, estende-se da borda inferior da</p><p>primeira costela até a borda inferior do músculo redondo maior.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O tronco venoso tirolingofascial, tributário da veia jugular interna, frequentemente</p><p>cruza inferiormente a bifurcação carotídea. E deve ter sua integridade preservada durante a</p><p>cirurgia de endarterectomia de carótidas (GONZÁLEZ R et al., 2010).</p><p>QUESTÃO 26</p><p>As doenças venosas apresentam, quanto ao diagnóstico clínico, uma situação peculiar.</p><p>Enquanto algumas alterações, principalmente das veias superficiais, são</p><p>diagnosticadas pela própria população em geral, as alterações das veias profundas</p><p>frequentemente não provocam sinais ou sintomas que revelem sua existência ou, se os</p><p>provocam, são discretos e pouco característicos, pelo menos nas fases iniciais de</p><p>desenvolvimento. Esse fato obriga, por parte dos médicos em geral e dos especialistas</p><p>em particular, uma atenção especial e detalhada quanto ao exame clínico, tendo sempre</p><p>em mente as doenças que possam afetar essas veias. As principais alterações da doença</p><p>venosa são definidas, de acordo com a classificação CEAP. Assinale a alternativa que</p><p>significa o CEAC C4b:</p><p>(A) Dor a palpação da panturrilha.</p><p>(B) Lipodermatosclerose.</p><p>(C) Edema.</p><p>(D) Úlcera ativa.</p><p>(E) Telangiectasias.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: O CEAP é um sistema de classificação com base nos sinais clínicos (C), etiologia</p><p>(E), distribuição anatômica (A) e alterações fisiopatológicas (P), que recebeu a denominação</p><p>de Classificação CEAP. Esta classificação descreve o que o médico vê, no exame físico, a</p><p>causa do problema, a localização na perna e o mecanismo responsável pela manifestação do</p><p>problema. A parte mais usada da classificação é o critério C, ou seja, o critério clínico, que</p><p>é subdividido em 6 categorias, de 0 a 6 (DE BRITO, 2020).</p><p>Classificação clínica</p><p>Classe 0 Sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa</p><p>Classe 1 Telangiectasias ou veias reticulares</p><p>Classe 2 Veias varicosas</p><p>Classe 3 Edema</p><p>Classe 4 4a Alterações tróficas (hiperpigmentação, eczema,)</p><p>4b Alterações tróficas (lipodermatosclerose, atrofia branca)</p><p>Classe 5 Alterações tróficas com úlcera cicatrizada</p><p>Classe 6 Alterações tróficas com úlcera aberta</p><p>QUESTÃO 27</p><p>A pesquisa clínica é uma classe de atividades que utiliza seres humanos como unidade</p><p>de análise. O objetivo da pesquisa é desenvolver ou contribuir para o conhecimento</p><p>para que ele possa ser aplicado em pacientes ou indivíduos saudáveis, em condições</p><p>clínicas semelhantes. Sobre a metodologia de pesquisa, assinale a afirmativa</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) As pesquisas primárias são aquelas cujos resultados são originados a partir da</p><p>análise direta dos indivíduos estudados</p><p>(B) As pesquisas sobre diagnóstico são aquelas que, tradicionalmente, não respondem</p><p>sobre a acurácia de um exame complementar ou outro teste clínico.</p><p>(C) As boas práticas clínicas são um conjunto de regras internacionais sobre como:</p><p>planejar, executar e divulgar pesquisas clínicas sobre medicamentos.</p><p>(D) As pesquisas sobre prognóstico são estudos de coortes, que podem ser descritivos</p><p>ou analíticos, prospectivos ou retrospectivos.</p><p>(E) A revisão sistemática é planejada para responder a uma pergunta específica. Ela</p><p>utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar</p><p>criticamente os estudos. Ademais, serve para coletar e analisar dados de estudos</p><p>incluídos na revisão.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: Creio que esse assunto não irá cair, por isso não me dei ao trabalho de pesquisar</p><p>sobre.</p><p>QUESTÃO 28</p><p>O TEV continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo</p><p>o mundo. Nos EUA, cerca de 2 milhões de pessoas desenvolverão trombose venosa</p><p>profunda (TVP). Cerca de 200 mil morrerão de embolia pulmonar (EP) aguda. No</p><p>paciente cirúrgico, em especial se tratando de cirurgia eletiva, o cirurgião deve ter</p><p>conhecimento do risco de TVP do seu paciente, e a partir daí estabelecer uma medida</p><p>profilática. No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar foi</p><p>a causa mais comum de mortalidade (30%), e a TVP uma importante complicação.</p><p>Neste contexto, qual a recomendação para o paciente da cirurgia bariátrica:</p><p>(A) Somente compressão pneumática intermitente (CPI).</p><p>(B) CPI e clexane em dose menor.</p><p>(C) Meia de compressão gradual (MCG) e Rivaroxabana 10mg.</p><p>(D) MCG e Clexane 40mg de 12/12 hs.</p><p>(E) CPI MCG isolados.</p><p>RESPOSTA: Item D: No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar</p><p>foi a causa mais comum de mortalidade (30%) e a TVP uma importante complicação. A</p><p>cirurgia bariátrica pode ser considerada, pelo menos, como de risco moderado para TEV,</p><p>chegando a alto risco dependendo da presença de fatores predisponentes adicionais. A</p><p>profilaxia deve ser feita com heparina de baixo peso molecular (HBPM) em sua dose</p><p>profilática maior ou considerando utilizar dose mais elevada, podendo ser ministrada de</p><p>12/12 h (p. ex. enoxaparina (claxane) 40 mg de 12/12 h via SC ou 30 mg de 12/12 h via</p><p>SC). Muitos cirurgiões associam a compressão pneumática intermitente (CPI) à</p><p>anticoagulação profilática (MAFFEI, 2016).</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Assinale a alternativa que defina a Sindrome de May Thurner:</p><p>(A) Compressão da veia renal esquerda, entre a artéria mesentérica superior e a aorta</p><p>abdominal.</p><p>(B) Compressão de estruturas neurovasculares, entre a clavícula e a primeira costela.</p><p>(C) Compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita.</p><p>(D) Compressão da veia ilíaca direita pela artéria ilíaca direita.</p><p>(E) Compressão extrínseca da artéria poplítea, causada pelo desvio de seu trajeto</p><p>anatômico habitual.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: A síndrome de May-Thurner consiste na compressão extrínseca da veia ilíaca</p><p>comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita, podendo ocasionar trombose venosa</p><p>profunda (TVP) e graus variados de insuficiência venosa crônica (MORAIS et al., 2021).</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Drogas antiagregantes plaquetárias são substâncias que, por meio de mecanismos</p><p>diversos, interferem na agregação das plaquetas, reduzindo a possibilidade de</p><p>formação de trombos. Com relação às drogas antiagregante plaquetárias, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O ácido acetil salicílico (AAS) exerce seu efeito por meio da inibição irreversível a</p><p>atividade catalítica da cicloxigenase.</p><p>(B) O clopidogrel e a ticlopidina têm efeitos e mecanismos de ação muito parecidos,</p><p>porém os efeitos colaterais do clopidogrel ocorrem com menos frequência.</p><p>(C) O uso do AAS 100mg dia está indicado na prevenção de novos episódios de</p><p>tromboembolismo pulmonar (profilaxia secundária) em pacientes sem etiologia</p><p>permanente conhecida.</p><p>(D) Os antiagregantes plaquetários atuam promovendo a melhora da claudicação</p><p>intermitente, por prevenir a ocorrência de tromboembolismo arterial, além de inibirem</p><p>o aumento da placa de ateroma.</p><p>(E) Os antiagregantes plaquetários possuem efeito significativo na redução da</p><p>hiperplasia endotelial em anastomoses de enxertos</p><p>autólogos para bypass arterial.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: Em relação à hiperplasia intimal após cirurgia de derivação, que pode conduzir à</p><p>trombose no local da implantação do enxerto, foi verificada experimentalmente a</p><p>inexistência de diferenças significativas no seu desenvolvimento em animais tratados</p><p>com AAS e dipiridamol em relação a animais não tratados, apesar de ter sido constatado</p><p>nos primeiros a inibição quase total da agregação plaquetária e a redução de 78% na</p><p>liberação local de serotonina. Embora seja considerada uma resposta anormal do endotélio</p><p>ao FGDP, a hiperplasia endotelial após bypass também não se mostrou sensível à</p><p>terapêutica Antiagregante (DE BRITO, 2020).</p><p>QUESTÃO 31</p><p>O cido nicot nico, que tem sido utilizado como agente hipolipemiante desde 1955,</p><p>apropriado para o tratamento de todos os tipos de dislipidemias, exceto de</p><p>quilomicronemia familiar.</p><p>Entre os efeitos colaterais, estão:</p><p>(A) Miopatia.</p><p>(B) Artralgia.</p><p>(C) Lombalgia.</p><p>(D) Sinusite.</p><p>(E) Rubor flishing</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E:</p><p>50% dos casos, efeito colateral que vai diminuindo com o passar do tempo. Em estudos</p><p>controlados apenas 5% dos pacientes suspenderam o tratamento devido a esse fato</p><p>(SANTOS,2005).</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Atualmente, temos observado o aumento da incidência das lesões vasculares</p><p>traumáticas, inclusive as cervicais. A incidência de trauma vascular cervical é de 5 a</p><p>10%, entre todos os traumas.Considerando o trauma dos vasos cervicais, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) No tratamento dos traumatismos venosos cervicais, devido à baixa taxa de</p><p>complicações associadas à ligadura, a reconstrução está indicada apenas nos casos em</p><p>que pode ser realizada a rafia lateral com manutenção de uma luz maior que 50%.</p><p>(B) Em caso de lesão penetrante na zona II, a não penetração do músculo platisma</p><p>indica apenas cuidados locais.</p><p>(C) As carótidas totalmente ocluídas ou trombosadas devem ser ligadas, visto o mínimo</p><p>benefício e o alto risco de uma tentativa de revascularização.</p><p>(D) No acometimento da carótida interna em trauma contuso, as lesões, como</p><p>dissecções e rupturas intimais, devem sempre ser tratadas cirurgicamente. O</p><p>tratamento clínico fica com anticoagulação reservado para o caso de espasmos</p><p>arteriais.</p><p>(E) Nos traumas cervicais, os vasos mais raramente acometidos são as artérias</p><p>vertebrais.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nos traumas contusos que acometem a carótida interna produzindo dissecções e</p><p>rupturas intimais devem ser tratadas cirugicamente, entretanto o tratamento anticoagulante</p><p>não é reservado para espasmos arteriais (PINTO, 2019).</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Estima-se que mais de 60% da predisposição trombose seja atribuível a componentes</p><p>gen ticos. Esses novos conceitos culminaram na introdução do termo trombofilia, para</p><p>descrever uma predisposi o aumentada, em geral gen tica, para a ocorr ncia de TEV.</p><p>A preval ncia de fatores de risco gen o geral e em</p><p>pacientes com tromboembolismo venoso é grande, qual é fator mais preponderante</p><p>neste cenário?</p><p>(A) Fator V de Leiden.</p><p>(B) Deficiencia de antitrombina.</p><p>(C) Hiperhomocisteinemia.</p><p>(D) Deficiencia de proteina C.</p><p>(E) Deficiencia de proteina S.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Dentre as Trombofilias de risco genético, o Fator V de Leiden é o mais comum</p><p>(MAIA, 2015).</p><p>QUESTÃO 34</p><p>A trombose venosa profunda (TVP), tamb m conhecida como tromboembolismo</p><p>venoso profundo, uma condição na qual um coágulo se forma dentro das veias do</p><p>sistema venoso profundo, na maioria das vezes nos MMII (80 a 95% dos casos) e veias</p><p>p lvicas, embora tamb m possa ocorrer nos MMSS (BATES et al., 2012).Um dos</p><p>grandes desafios no manejo dos pacientes com TVP refere-se ao diagnóstico de</p><p>retrombose ou recorrência. É considerado critério de diagnóstico pelo Eco-Doppler</p><p>colorido:</p><p>(A) Não compressibilidade da veia.</p><p>(B) Alteração da fasicidade na curva espectral.</p><p>(C) Não preenchimento da luz da veia pelo Color.</p><p>(D) Aumento de 9 cm de extensão do trombo.</p><p>(E) Dor no segmento venoso no teste da compressibilidade</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nos casos de TVP recorrente ipsilateral, os critérios utilizados para o diagnóstico</p><p>pelo EDC são: aumento do diâmetro do mesmo segmento acometido 4 mm, aumento de</p><p>9cm de extensão do trombo ou em segmento venoso distinto do acometido previamente</p><p>(FAUSTO, 2015).</p><p>QUESTÃO 35</p><p>A ocorrência de tromboembolismo venoso na gestação é um dos fatores que mais</p><p>contribui para a morbidade e mortalidade no período gestacional e puerperal. Sobre a</p><p>trombose venosa profunda na gestação e no puerpério, assinale a opção INCORRETA:</p><p>(A) No período gestacional, a prevalência de trombose venosa profunda é cinco vezes</p><p>maior que em mulheres não gestantes da mesma faixa etária.</p><p>(B) Já no primeiro trimestre gestacional, há aumento da distensibilidade venosa,</p><p>resultando em estase vascular, por ação da progesterona, o que aumenta os riscos de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>(C) O aumento do volume uterino não contribui para o aumento da prevalência de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>(D) O escore de Wells, utilizado para predição clínica de trombose venosa profunda,</p><p>não está validado para uso na gestação.</p><p>(E) O uso de cumarínicos atravessa a barreira placentária e está associado à perda</p><p>fetal, sangramento fetal e teratogenicidade, sendo relativamente contraindicados na</p><p>gestação.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Não relatos científicos da relação entre o aumento do volume uterino e o aumento</p><p>da prevalência de trombose venosa profunda (CHARLO, 2020).</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Úlcera crônica é uma ferida envolvendo a pele e seus anexos, que não progride para</p><p>cicatrização durante o período previsto para tal, em torno de 4 semanas a 3 meses,</p><p>permanecendo supostamente estacionada na fase inflamatória. As ulceras de perna</p><p>apresentam uma prevalência de 3 a 5% da população, acima dos 65 anos de idade. Elas</p><p>estão habitualmente associadas a doenças vasculares.</p><p>Em relação às úlceras de perna, assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) As úlceras venosas são as mais frequentes entre todas as ulceras de perna, sendo</p><p>resultantes da hipertensão venosa crônica de longa duração.</p><p>(B) Em ulceras de extremidades com áreas de lipodermatosclerose, hiperpigmentação</p><p>e ausência de pulsos palpáveis, o diagnóstico diferencial torna-se extremamente difícil.</p><p>Lembrando ainda que existe associação de ulcera venosa com insuficiência vascular</p><p>periférica em 10 a 20% dos casos.</p><p>(C) Entre as doenças do colágeno, a esclerodermia é a mais frequente em relação ao</p><p>aparecimento de ulceras.</p><p>(D) O pioderma gangrenoso é uma úlcera de etiologia infecciosa, de evolução crônica e</p><p>reicidivante.</p><p>(E) As hemoglobinopatias tendem a formar ulceras cutâneas devido à formação de</p><p>grumos que causam oclusão de pequenos vasos sanguíneos. As ulceras formadas são</p><p>dolorosas, de aspecto inespecífico, recorrentes e resistentes ao tratamento.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O pioderma gangrenoso é uma dermatose neutrofílica, caracterizada por não ter</p><p>caráter infeccioso, apesar do processo inflamatório com grande infiltrado de neutrófilos</p><p>(KONOPKA, 2013).</p><p>QUESTÃO 37</p><p>O propósito da ultrassonografia vascular (USV) determinar a exist ncia ou n o, o</p><p>tipo, a localização e a gravidade da estenose, bem como outras doen as que acometem</p><p>as art rias renais. O IR alto considerado um preditor independente e eficiente para a</p><p>ausência de melhora da HA e da fun o renal. Ap s a revasculariza o renal,</p><p>demonstrado por alguns estudos, o IR serve como parâmetro para a sele o de</p><p>pacientes candidatos revasculariza o. É considerado alto quando este IR é:</p><p>(A) Superior a 0.8</p><p>(B) Superior a 0.3</p><p>(C) Superior a 0.6</p><p>(D) Superior a 0.7</p><p>(E) Superior a 0.4</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Nos casos de pacientes candidatos à revascularização renal, considera-se o IR acima</p><p>de 0,8 alto, sendo esse um preditor independente e eficiente para ausência de melhora da</p><p>função renal (ENGELHORN, 2005).</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Recentemente, algumas das entidades internacionais mais importantes em cirurgia</p><p>vascular Society for</p><p>Vascular Surgery, American Venous Forum, Royal Society of</p><p>Medicine publicaram novas diretrizes baseadas em evidencias, que incluem</p><p>recomenda es para avalia o, classifica o e tratamento de pacientes com IVC</p><p>(insuficiência Venosa Crônica). Essa necessidade de diretrizes mais atualizadas surgiu,</p><p>em grande parte, por causa da evolução tecnológica e do advento dos novos</p><p>procedimentos endovasculares, haja visto que a maioria do tratamento da veia safena</p><p>insuficiente era realizado através da safenectomia cirúrgica. O cirurgião vascular atual</p><p>deve dominar tanto a técnica aberta como a endovascular. Na cirurgia da croça da</p><p>safena é necessário o conhecimento da anatomia para evitar complicações. Qual ramo</p><p>arterial que pode cruzar anteriormente ou posteriormente a safena na junção Safeno-</p><p>Femoral?</p><p>(A) Artéria pudenda externa</p><p>(B) Artéria circunflexa</p><p>(C) Artéria epigástrica</p><p>(D) Artéria femoral</p><p>(E) Artéria femoral profunda</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A:Também próxima à crossa da VSM, encontra-se a artéria pudenda externa</p><p>superficial (APSE) que após sua origem na artéria femoral comum atravessa a região</p><p>inguinal medialmente, apresentando assim íntima relação com a VSM, podendo apresentar</p><p>posição posterior ou anterior à mesma. Essa artéria contribui para a irrigação da porção</p><p>inferior do abdome, do pênis, do escroto ou da pele dos lábios vaginais (RODRIGUES</p><p>NETO, 2014).</p><p>QUESTÃO 39</p><p>As vasculites consistem basicamente em um processo clinicopatol gico no qual o vaso</p><p>sangu neo lesado pela inflama o. S o indispens veis uma anamnese cuidadosa, um</p><p>exame f sico detalhado, seguidos por testes que, embora inespec ficos, possam sugerir</p><p>a presen a da Vasculite e determinar a extens o do comprometimento orgânico. São</p><p>achados característicos da Arterite de Takaysu:</p><p>(A) Idade de 1 a 5 anos, conjuntivite.</p><p>(B) Idade de 40 a 60 anos asma e atopia.</p><p>(C) Idade 30 a 50 anos e púrpura palpável.</p><p>(D) Idade de 20 a 35 anos e úlcera orais.</p><p>(E) Idade menor que 50 anos Claudicação dos membros superiores.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: mais acometidas são as mulheres, 80% a 90% dos casos, com início entre 10 e 40</p><p>anos de idade. O diagnóstico precoce requer alto índice de suspeita clínica, pois os sintomas</p><p>iniciais são inespecíficos e podem se manifestar apenas pela presença de fadiga, mal-estar,</p><p>dores articulares e febre. Após essa fase, tornam-se presentes as manifestações do</p><p>acometimento vascular representadas pela redução no pulso de uma ou mais artérias,</p><p>diferença de níveis pressóricos nos membros superiores, sopros cervicais, supraclaviculares,</p><p>axilares ou abdominais, além de claudicação de membros e isquemia periférica (BORELLI,</p><p>2009).</p><p>QUESTÃO 40</p><p>O conhecimento da anatomia é imperioso a todos os cirurgiões, mormente o das</p><p>variações anatômicas, que podem causar surpresas desagradáveis durante o ato</p><p>operatório. Sobre a anatomia da aorta abdominal e/ou seus ramos, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O tronco celíaco é o vaso mais calibroso que sai da aorta abdominal, emergindo</p><p>pouco abaixo do hiato aórtico, no nível da primeira vértebra lombar</p><p>(B) A artéria gástrica esquerda ou coronária estomáquica é, normalmente, um dos</p><p>ramos do tronco celíaco.</p><p>(C) A artéria esplênica é o maior dos ramos do tronco celíaco.</p><p>(D) A artéria hepática comum é ramo terminal do tronco celíaco.</p><p>(E) Variações anatômicas do tronco celíaco são praticamente incomuns.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: Variações do tronco celíaco não são achados incomuns, sendo relatados diferentes</p><p>variantes anatômicas (SANTOS, 2018).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>LUJAN, R. A. C. et al. Tratamento endovascular da doença obstrutiva carotídea em</p><p>pacientes de alto risco: resultados imediatos. Jornal Vascular Brasileiro, v. 5, n. 1, p. 23</p><p>29, mar. 2006.</p><p>DE GODOY, José Roberto P.; DA SILVA, Vinícius Zacarias Maldaner; DE SOUZA, Hugo</p><p>Alves. Linfedema: revisão da literatura. Universitas: Ciências da Saúde, v. 2, n. 2, p. 269-</p><p>282, 2004.</p><p>JUNQUEIRA, Luiz; CARNEIRO, José. Histologia Básica. 12a. Rio de Janeiro, RJ, 2013.</p><p>GONZÁLEZ R, J. et al. Anatomía quirúrgica del drenaje venoso en la región del triángulo</p><p>carotídeo. Revista chilena de cirugía, v. 62, n. 3, jun. 2010.</p><p>DE BRITO, Carlos José; DA SILVA, Rossi Murilo; DE ARAÚJO, Eduardo</p><p>Loureiro. Cirurgia vascular: cirurgia endovascular-angiologia. Thieme Revinter, 2020.</p><p>MAFFEI, FHA. Doenças Vasculares Periféricas. 5ª edição Medsi. Rio de Janeiro, 2016.</p><p>MORAIS, J. DE A. S. et al. Síndrome de may thurner: diagnóstico e tratamento endovascular</p><p>/ May thurner syndrome: diagnosis and endovascular treatment. Brazilian Journal of</p><p>Health Review, v. 4, n. 6, p. 28798 28804, 23 dez. 2021.</p><p>SANTOS, Raul D. Farmacologia da niacina ou ácido nicotínico. Arquivos Brasileiros de</p><p>Cardiologia, v. 85, p. 17-19, 2005.</p><p>PINTO, Daniel Mendes et al. Tratamento do trauma penetrante das artérias carótidas no</p><p>Hospital João XXIII. Comparação entre ligadura e reconstrução arterial. Jornal Vascular</p><p>Brasileiro, v. 3, n. 3, p. 247-252, 2019.</p><p>MAIA, Helena Oliveira. Trombose venosa profunda num membro superior em mulher a</p><p>fazer anticoncepcional oral e com trombofilia hereditária Factor V Leiden. Revista</p><p>portuguesa de medicina geral e familiar, v. 31, n. 2, p. 121-4, 2015.</p><p>FAUSTO, Miranda, J. R. et al. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA DIAGNÓSTICO</p><p>E TRATAMENTO, 2015.</p><p>CHARLO, Patricia Bossolani; HERGET, Amanda Rotava; MORAES, Altino Ono. Relação</p><p>entre trombose venosa profunda e seus fatores de risco na população feminina. Global</p><p>Academic Nursing Journal, v. 1, n. 1, p. e10-e10, 2020.</p><p>KONOPKA, Clóvis Luíz et al. Pioderma gangrenoso: um artigo de revisão. Jornal Vascular</p><p>Brasileiro, v. 12, p. 25-33, 2013.</p><p>ENGELHORN, Carlos Alberto; ENGELHORN, Ana Luiza; CASSOU, Maria Fernanda.</p><p>Estenose na artéria renal: a necessidade de validação dos critérios diagnósticos no</p><p>laboratório vascular. Jornal Vascular Brasileiro, v. 4, p. 243-248, 2005.</p><p>RODRIGUES NETO, Arlindo Júlio et al. Anatomia da crossa da veia safena magna em</p><p>pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de varizes dos membros inferiores. 2014.</p><p>BORELLI, Flávio AO et al. Arterite de Takayasu Conhecer para diagnosticar. Rev Bras</p><p>Hipertens, v. 16, n. 4, p. 254-7, 2009.</p><p>SANTOS, Priscele Viana dos et al. Variações Anatômicas do Tronco Celíaco: Uma Revisão</p><p>Sistemática. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo), v. 31, 2018.</p><p>Gontijo, Bernardo, Pereira, Luciana Baptista e Silva, Cláudia Márcia ResendeMalformações</p><p>vasculares. Anais Brasileiros de Dermatologia [online]. 2004, v. 79, n. 1 [Acessado 3</p><p>outubro 2022], pp. 7-25.</p><p>QUESTÃO 1</p><p>Uma alternativa ao tratamento compressivo ou cirúrgico dos pseudoaneurismas é,</p><p>orientada por ultrassom, a injeção de:</p><p>(A) trombina.</p><p>(B) fibrinogênio/fator XIII.</p><p>(C) protrombina associada ao fibrinogênio/fator XIII.</p><p>(D) espuma de monoetanolamina.</p><p>Comentário: O pseudoaneurisma é, entre outros, uma complicação de procedimentos</p><p>vasculares percutâneos. Trata-se de uma grave complicação da punção, pois pode levar a</p><p>sangramento para os tecidos profundos de difícil controle. Vários estudos mostram a eficácia</p><p>do tratamento percutâneo do pseudoaneurisma, através da punção guiada por ultrassom e</p><p>injeção de trombina. Sendo uma alternativa que permite reservar a cirurgia para os casos de</p><p>falha ou de pseudoaneurismas complicados.</p><p>QUESTÃO 2</p><p>Na abordagem laboratorial das trombofilias hereditárias, devem ser investigados os</p><p>pacientes que apresentam trombose venosa com a seguinte característica:</p><p>(A) eventos trombóticos secundários relacionados a doença neoplásica.</p><p>(B) trombose em veias retinianas.</p><p>(C) segundo evento idiopático.</p><p>(D) segundo evento secundário, incluindo eventos associados à gestação, ao uso de</p><p>anticoncepcional oral e à terapia de reposição hormonal.</p><p>Comentário: A oclusão venosa central da retina apresenta maior incidência em pacientes com</p><p>idade superior a 50 anos, nestes</p><p>pacientes com doença vascular sistémica conhecida, não é</p><p>necessária a realização de estudo complementar de diagnóstico, mas pacientes jovens sem</p><p>fatores de risco conhecidos ou com história pessoal ou familiar de tromboses venosas, deverão</p><p>realizar investigação laboratorial adicional.</p><p>QUESTÃO 3</p><p>A complicação mais frequente do tratamento com rTPA é:</p><p>(A) embolia distal.</p><p>(B) embolia pulmonar.</p><p>(C) hemorragia.</p><p>(D) reação alérgica.</p><p>Comentário: O rTPA é um medicamento da classe dos trombolíticos, ativador do</p><p>plasminogênio tecidual humano recombinante, uma glicoproteína que ativa diretamente o</p><p>plasminogênio em plasmina, portanto, sua principal complicação está relacionada com</p><p>alterações que ocorrem no sistema de coagulação, pois podem levar à hemorragia, por vezes</p><p>fatal. O risco de sangramento relaciona-se com o tempo de infusão do agente lítico e com a</p><p>queda dos níveis circulantes do fibrinogênio. Outras complicações associadas a droga são</p><p>êmbolo distal e reação alérgica.</p><p>QUESTÃO 4</p><p>O polidocanol é considerado um agente esclerosante</p><p>(A) osmótico.</p><p>(B) erosivo.</p><p>(C) detergente.</p><p>(D) corrosivo.</p><p>Comentário: Segundo a definição dos descritores da National Library of Medicine, o termo</p><p>escleroterapia, por definição etimológica, é uma denominação específica da oclusão venosa</p><p>obtida por meio de injeções intravenosas de substâncias químicas, tendo como objetivo a</p><p>exclusão de fluxo sanguíneo definitivo no vaso tratado, por meio da lesão endotelial. Existem</p><p>basicamente três tipos de esclerosantes: os osmóticos, sendo a glicose hipertônica a mais</p><p>conhecida; os esclerosantes químicos, como a glicerina cromada e os detergentes, sendo os mais</p><p>conhecidos e utilizados no Brasil o polidocanol e oleato de etanolamina.</p><p>QUESTÃO 5</p><p>A complicação observada com maior frequência durante a extração cirúrgica da veia</p><p>safena parva é:</p><p>(A) hematoma perimaleolar.</p><p>(B) lesão de ligamentos do maléolo lateral.</p><p>(C) lesão do nervo sural.</p><p>(D) migração do fleboextrator para o sistema venoso profundo.</p><p>Comentário: A lesão do nervo sural (sensitivo) pode ocorrer devido sua posição anatômica</p><p>durante a dissecção na fossa poplítea, na dissecção distal ou mesmo durante a fleboextração,</p><p>sendo portanto, a complicação mais frequente.</p><p>QUESTÃO 6</p><p>Após cruzar a abertura superior da pelve, a artéria mesentérica inferior denomina-se</p><p>artéria:</p><p>(A) retal superior.</p><p>(B) retal média.</p><p>(C) cólica esquerda.</p><p>(D) sigmóidea.</p><p>Comentário: A artéria mesentérica inferior emerge ao nível de L3, seu primeiro ramo ascende</p><p>como a artéria cólica esquerda que emite dois ramos: um ascendente que vai irrigar o 1/3 final</p><p>do colo transverso e parte superior do colo ascendente e um descendente, responsável pela</p><p>irrigação da parte inferior do colo descendente. A artéria mesentérica inferior envia então de</p><p>duas a quatro artérias sigmóideas. O ramo terminal da mesentérica inferior é a artéria retal</p><p>superior, que cruza os vasos ilíacos comuns esquerdos, entra na cavidade pélvica e divide-se</p><p>em ramos que vão irrigar o reto.</p><p>QUESTÃO 7</p><p>No corpo humano, as artérias, em sua maioria, são classificadas como:</p><p>(A) musculares.</p><p>(B) recorrentes.</p><p>(C) viscerais.</p><p>(D) elásticas.</p><p>Comentário: As artérias podem ser classificadas em três grupos principais: artérias de grande</p><p>calibre (artérias elásticas), artérias de médio e pequeno calibre (artérias musculares) e arteríolas.</p><p>A aorta e seus ramos principais (artéria braquiocefálica, carótida comum, subclávia e ilíaca</p><p>comum) são artérias elásticas que conduzem sangue do coração para as artérias distribuidoras</p><p>de calibre médio, que permitem uma distribuição seletiva de sangue para diferentes órgãos em</p><p>resposta às necessidades funcionais, sendo, portanto, mais frequentes.</p><p>QUESTÃO 8</p><p>Na detecção das estenoses arteriais acima de 50% nos membros inferiores, o Índice</p><p>Tornozelo Braquial apresenta:</p><p>(A) baixa sensibilidade e baixa especificidade.</p><p>(B) baixa sensibilidade e alta especificidade.</p><p>(C) alta sensibilidade e baixa especificidade.</p><p>(D) alta sensibilidade e alta especificidade.</p><p>Comentário: Um valor de ITB inferior a 0,9 apresenta sensibilidade de 90 a 97% e</p><p>especificidade de 98 a 100%, quando comparados aos estudos angiográficos, para a detecção</p><p>de estenoses arteriais que comprometam 50% ou mais do diâmetro da luz de um ou mais vasos</p><p>de maior calibre dos membros inferiores.</p><p>QUESTÃO 9</p><p>Na amputação de perna com indicação de doença arterial isquêmica, tecnicamente,</p><p>(A) o nível de secção da tíbia e da fíbula tem importância relativa.</p><p>(B) o nível de secção da tíbia deve ser proximal à fíbula.</p><p>(C) a tíbia deve ser seccionada no mesmo nível da fíbula.</p><p>(D) o nível de secção da tíbia deve ser distal à fíbula.</p><p>Comentário: Entende-se que a secção da fíbula acima da tíbia propicia um coto de aspecto</p><p>cilíndrico, superior ao coto afilado (cônico). Contudo, o Brito -</p><p>de habitualmente ser recomendada a secção mais alta da fíbula, obtém-se bom resultado</p><p>QUESTÃO 10</p><p>O C4 da classificação CEAP para a doença venosa crônica expressa:</p><p>(A) lipodermatoesclerose.</p><p>(B) veias varicosas.</p><p>(C) úlcera cicatrizada.</p><p>(D) edema.</p><p>Comentário: O CEAP classifica a doença venosa crônica a partir dos os sinais clínicos (C),</p><p>etiologia (E), distribuição anatômica (A) e alterações fisiopatológicas (P). Dentre a</p><p>classificação clínica temos: C0 - sinais de doenças venosas não visíveis e não palpáveis; C1 -</p><p>telangiectasias e veias reticulares; C2 - veias varicosas; C3 - edema; C4 - a) pigmentação,</p><p>eczema b) lipodermatoesclerose, atrofia branca; C5 - úlcera venosa cicatrizada; C6 - úlcera</p><p>venosa aberta; A5 - assintomática; S5 - sintomática.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Na arterite temporal, o diagnóstico e o tratamento precoces visam evitar:</p><p>(A) paralisia facial.</p><p>(B) comprometimento auditivo.</p><p>(C) comprometimento visual.</p><p>(D) acidente vascular encefálico</p><p>Comentário: A arterite temporal ou Doença de Horton consiste na inflamação do revestimento</p><p>das artérias. Frequentemente, a doença afeta as artérias da região temporal o qual pode provocar</p><p>cefaleias, sensibilidade do couro cabeludo, dor mandibular e alterações visuais. E, se não tratada</p><p>pode conduzir para um comprometimento visual, sendo necessário o tratamento precoce a fim</p><p>de evitá-la.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Entre as medidas aceitas para o tratamento clínico da doença venosa crônica encontra-se</p><p>o uso das meias medicinais elásticas, que se mostram efetivas com a compressão graduada</p><p>acima de</p><p>(A) 20 mmHg.</p><p>(B) 25 mmHg.</p><p>(C) 30 mmHg.</p><p>(D) 35 mmHg.</p><p>Comentário: Recomenda-se que paciente com doença venosa crônica utilizem meias de</p><p>compressão elástica, em que compressões superiores a 35 mmHg são o recomendado para</p><p>efetivamente prevenir a ocorrência de úlceras.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>O tratamento do aneurisma da aorta abdominal roto caracteriza-se pela alta</p><p>probabilidade de complicações pós-operatórias. Qualquer órgão pode sofrer essas</p><p>complicações em consequência da hipotensão prolongada. No entanto, o órgão menos</p><p>acometido por essas complicações é o</p><p>(A) fígado.</p><p>(B) rim.</p><p>(C) pulmão.</p><p>(D) pâncreas.</p><p>Comentário: A isquemia pancreática pode ser decorrente hipotensão prolongada e choque</p><p>hipovolêmico que pode ocorrer após um procedimento cirúrgico. Porém, o acometimento do</p><p>pâncreas é uma das complicações menos comum.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>A simpatectomia lombar tem sua menor indicação em pacientes com diagnóstico de</p><p>(A) tromboangeíte obliterante com isquemia de membros inferiores.</p><p>(B) neuropatia diabética.</p><p>(C) hiperidrose.</p><p>(D) causalgia.</p><p>Comentário: O Trans-Atlantic Inter-Society Concensus (2000) estabeleceu indicações para</p><p>neuropatia diabética possui a menor indicação dentre os listados. Outros critérios para a</p><p>realização da cirurgia são:</p><p>1. doentes selecionados com doença oclusiva distal inoperável devido à aterosclerose e</p><p>tromboangeíte obliterante</p><p>2. simpatectomia está indicada em doentes cujo índice tornozelo-braquial seja maior que</p><p>0,3</p><p>3. a necrose dos tecidos seja limitada aos pododáctilos.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>A última revisão do Trans-Atlantic Inter-Society Concensus Document on Management</p><p>of Peripheral Arterial Disease (TASC II) recomenda para as lesões femoropoplíteas, tipo</p><p>D, a terapia:</p><p>(A) amputação primária</p><p>(B) endovascular</p><p>(C) clínica</p><p>(D) cirúrgica</p><p>Comentário: Lesões TASC C e D apresentam melhora clínica mais expressiva por meio de</p><p>cirurgia, sendo essa a terapia indicada nesses casos.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Em relação à dissecção da aorta, arbitrariamente convencionou-se denominá-la de aguda</p><p>quando o início dos sintomas ocorreu no prazo de até</p><p>(A) 7 dias.</p><p>(B) 10 dias.</p><p>(C) 14 dias.</p><p>(D) 20 dias.</p><p>Comentário: A dissecção aórtica aguda (DAA) é um evento em que há uma súbita ruptura da</p><p>camada média da aorta, permitindo que o sangue penetre entre as camadas médias da artéria,</p><p>dissecando uma da outra, criando um espaço denominado de falsa luz. Diz-se que a dissecção</p><p>é aguda quando ocorre em até 14 dias e crônica quando instalada há 14 dias ou mais</p><p>QUESTÃO 17</p><p>Em relação às taxas de reinfecção, amputação e perviedade primária, a melhor opção de</p><p>tratamento nos casos de infecção de prótese no território aórtico é a</p><p>(A) substituição com aloenxerto.</p><p>(B) substituição com veias femoral superficial e poplítea.</p><p>(C) substituição com enxerto combinado (veias ilíaca interna e safena interna).</p><p>(D) derivação extra-anatômica.</p><p>Comentário: Em caso de infecção de prótese, o objetivo do tratamento consiste habitualmente</p><p>em remover o enxerto infectado e restabelecer a continuidade vascular com derivações extra-</p><p>anatômicas ou novo enxerto in situ. A utilização da veia femoral superficial é uma boa opção</p><p>quando se deseja utilizar um enxerto autólogo resistente à infecção, com mínima morbidade</p><p>para o sistema venoso profundo do membro inferior.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>As varizes dos membros inferiores em portadores de Síndrome de Klippel-Trenaunay</p><p>podem ser ressecadas após</p><p>(A) angioplastia do segmento iliofemoral.</p><p>(B) avaliação adequada dos sistemas venosos superficial e profundo.</p><p>(C) tratamento da hipertrofia óssea.</p><p>(D) tratamento das fístulas.</p><p>Comentário: A síndrome de Klippel-Trenaunay é uma doença rara, caracterizada pela presença</p><p>da tríade: manchas vinho do porto, malformações venosas ou veias varicosas e hipertrofia óssea</p><p>e/ou tecidual. Devido a essas malformações venosas, é necessário a avaliação adequada dos</p><p>sistemas venosos superficiais e profundo.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Em caso de suspeita de dissecção aórtica aguda em paciente instável, deve ser realizado o</p><p>seguinte exame:</p><p>(A) ecocardiograma transtorácico.</p><p>(B) ecocardiograma transesofágico.</p><p>(C) ressonância nuclear magnética.</p><p>(D) tomografia helicoidal.</p><p>Comentário: Os exames iniciais na suspeita de dissecção aórtica aguda são: exames</p><p>laboratoriais, radiografia de tórax e eletrocardiograma transtorácico.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A palpação do pulso pedioso corresponde, anatomicamente, à artéria</p><p>(A) tibial anterior.</p><p>(B) fibular.</p><p>(C) tibial posterior.</p><p>(D) társica dorsal.</p><p>Comentário: O pulso pedioso é palpado lateralmente ao tendão do extensor longo do hálux, no</p><p>prolongamento do pulso tibial anterior.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>A artéria que se origina diretamente da carótida externa é a</p><p>(A) transversa da face.</p><p>(B) labial.</p><p>(C) faríngea ascendente.</p><p>(D) auricular anterior.</p><p>Comentário: Os ramos da artéria carótida externa são: artéria tireóidea superior, artéria</p><p>faríngea ascendente, artéria lingual, artéria facial, artéria occipital, artéria auricular posterior,</p><p>artéria temporal superficial e artéria maxilar (interna).</p><p>QUESTÃO 22</p><p>A veia axilar é formada pela união das veias braquiais com a veia</p><p>(A) basílica.</p><p>(B) cefálica.</p><p>(C) cefálica acessória.</p><p>(D) cefálica mediana.</p><p>Comentário: A principal veia do ombro é a veia axilar, que leva sangue do ombro e do braço.</p><p>Ela se inicia na margem inferior do músculo redondo menor, formada pela veia basílica e pela</p><p>veia cefálica, acumulando tributárias na região dos ombros. Em seguida ela se torna a veia</p><p>subclávia, na borda lateral da primeira costela.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>O ducto torácico não conduz a linfa</p><p>(A) do membro superior direito.</p><p>(B) do membro superior esquerdo.</p><p>(C) da pelve.</p><p>(D) do abdômen.</p><p>Comentário: O ducto linfático direito é responsável pela drenagem do quadrante superior</p><p>direito do corpo, ou seja, lado direito da cabeça, pescoço, tórax e membro superior direito. O</p><p>ducto torácico é a união de vasos linfáticos dos membros inferiores no nível do abdômen aos</p><p>viscerais. Ele é responsável por drenar a linfa do restante do corpo.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Em pacientes assintomáticos e com boas condições operatórias, está indicado o tratamento</p><p>cirúrgico dos aneurismas da artéria poplítea quando eles apresentarem diâmetro acima</p><p>de</p><p>(A) 1 cm.</p><p>(B) 2 cm.</p><p>(C) 3 cm.</p><p>(D) 4 cm.</p><p>Comentário: Pacientes assintomáticos, com aneurismas da artéria poplítea de diâmetro menor</p><p>que 2 cm e sem trombos são mantidos em acompanhamento periódico com ultrassom com</p><p>Doppler. Indicações para o tratamento cirúrgico não são bem definidas, porém os critérios mais</p><p>aceitos incluem diâmetro maior que 2 cm, principalmente na presença de trombo mural, e casos</p><p>sintomáticos.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Nas revascularizações em pacientes portadores de doença de Behçet, deve-se dar</p><p>preferência aos enxertos</p><p>(A) autólogos.</p><p>(B) homólogos.</p><p>(C) heterólogos.</p><p>(D) sintéticos.</p><p>Comentário: A doença de Behçet é uma vasculite sistêmica autoimune, que pode afetar os</p><p>sistemas venoso e arterial e atingir vasos de todos os calibres. Por possuir natureza autoimune,</p><p>prefere-se o uso de enxerto sintético, dado o elevado risco de recorrência de complicações nos</p><p>demais tipos de enxerto.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>A droga mais adequada para o tratamento de veias varicosas, utilizando-se a</p><p>ecoescleroterapia com microespuma, é</p><p>(A) a glicose 75%.</p><p>(B) o sotradecol.</p><p>(C) o polidocanol.</p><p>(D) a glicerina cromada.</p><p>Comentário: A ecoescleroterapia com espuma é a aplicação de um agente esclerosante em</p><p>forma de espuma, guiada pelo ultrassom, em uma determinada veia insuficiente, com o objetivo</p><p>de ocluir ou reduzir o diâmetro do vaso. A aplicação do agente esclerosante, em forma de</p><p>espuma, provoca o deslocamento do sangue na veia e o contato da espuma com o endotélio</p><p>ocasiona vasoespasmo e oclusão do vaso. O agente esclerosante mais usado é o polidocanol.</p><p>As maiores vantagens do uso do polidocanol em forma de espuma para o tratamento para</p><p>varizes calibrosas são o retorno imediato às atividades, baixo risco, baixa incidência alérgica,</p><p>ausência de cortes e menor custo em relação à cirurgia.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>Uma paciente de 25 anos, do sexo feminino, encontra-se em pós-operatório de estudo</p><p>eletrofisiológico para arritmia cardíaca. O cateter foi introduzido pela veia femoral</p><p>direita. Há 24 horas apresenta dor em local de punção, referida também em face medial</p><p>de coxa e discreta exacerbação ao deambular. Ao exame, nota-se a presença de hematoma</p><p>de pequena monta em sítio de punção, calor local e não há assimetria importante entre as</p><p>circunferências dos membros inferiores. Os pulsos estão preservados. Como antecedente,</p><p>trata-se de paciente com diagnóstico prévio de esclerose múltipla, assintomática. Está em</p><p>tratamento com Interferon. Há relato de tromboembolismo venoso em alguns familiares.</p><p>Considerando a hipótese diagnóstica, qual a conduta a ser tomada nesse caso?</p><p>(A) Uso de heparinoides em local de hematoma e anti-inflamatórios não esteroides.</p><p>(B) Uso de antibióticos sistêmicos, tendo em vista o risco de endocardite bacteriana.</p><p>(C) Anticoagulação sistêmica e, uma vez confirmada, trombose venosa profunda, uso de</p><p>agentes trombolíticos.</p><p>(D) Realização de ultrassonografia Doppler com compressão para abordagem de</p><p>pseudoaneurisma femoral.</p><p>Comentário: Tendo em vista que a paciente teve lesão traumática na parede do vaso durante o</p><p>processo de cateterização para realização de estudo eletrofisiológico do coração, apresenta</p><p>alguns sinais e sintomas que indicam inflamação do local afetado e possui histórico familiar</p><p>de</p><p>trombose, a principal hipótese diagnóstica para o caso é Trombose Venosa Profunda (TVP).</p><p>Diante dessa forte suspeita, é importante iniciar anticoagulação sistêmica mesmo sem</p><p>diagnóstico confirmado. Tendo confirmação do diagnóstico e desde que a paciente não</p><p>apresente contra-indicações, deve-se iniciar o uso de trombolíticos, com intuito de reduzir</p><p>complicações decorrentes de uma TVP proximal, como embolia pulmonar e insuficiência</p><p>venosa crônica.</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Para a confirmação diagnóstica de trombose venosa profunda, o uso de Dímero-D tem-se</p><p>revelado uma prática útil e pouco dispendiosa. No entanto, este teste</p><p>(A) apresenta baixa sensibilidade.</p><p>(B) apresenta baixa especificidade.</p><p>(C) é contraindicado na fase aguda.</p><p>(D) é contraindicado na fase subaguda.</p><p>Comentário: O Dímero-D é um subproduto da fibrinólise e a elevação dos seus níveis sugere</p><p>existência e lise recente de trombos. Ele tem alta sensibilidade e baixa especificidade para</p><p>detecção de tromboembolismo pulmonar ou trombose venosa profunda em populações de baixo</p><p>risco. Desse modo, em populações de baixo risco para TEP ou TVP, um Dímero-D negativo</p><p>exclui tais condições. No entanto, um valor positivo não indica, necessariamente, TEP ou TVP,</p><p>pois está sujeito à interferência de outras situações como inflamação, trauma e cirurgia.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>A tromboflebite superficial não se associa a</p><p>(A) tromboangeíte obliterante e doença de Behçet.</p><p>(B) neoplasia maligna e trombofilia.</p><p>(C) síndrome da pedrada e hemofilia.</p><p>(D) varizes de membros inferiores e punção venosa para infusão de medicamentos.</p><p>Comentário: A tromboflebite superficial, ou trombose venosa superficial, caracteriza-se pela</p><p>formação de trombos dentro de veias superficiais, com suboclusão ou oclusão da luz e reação</p><p>inflamatória no seu trajeto, sendo mais comum nos membros inferiores. A etiologia da TVS é</p><p>multifatorial, em geral vinculada à tríade de Virchow, podendo estar associada a síndromes</p><p>imunológicas (síndromes de Trousseau, Lemièrre ou Mondor) ou a doenças inflamatórias como</p><p>tromboangeíte obliterante ou trombofilia, ser causada por traumas ou injeções de substâncias</p><p>irritantes, ou ainda ser uma complicação de varizes dos membros inferiores.</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Para a medida de estenose de carótida pelo critério NASCET (North American</p><p>Symptomatic Carotid Endarterectomy Trial), consideram-se o diâmetro do</p><p>(A) lúmen residual na estenose e o diâmetro calculado para o bulbo carotídeo.</p><p>(B) lúmen residual na estenose e o diâmetro da carótida interna normal distal à estenose.</p><p>(C) bulbo carotídeo e o diâmetro da carótida interna normal distal à estenose.</p><p>(D) lúmen residual na estenose e o diâmetro da carótida comum normal proximal.</p><p>Comentário: O método utilizado no NASCET compara o diâmetro do lúmen residual no ponto</p><p>de maior estenose (a) com o diâmetro normal da artéria carótida interna além do bulbo (b),</p><p>calculado da seguinte forma: NASCET = (1 a/b) x 100. De tal modo, a estenose pode ser</p><p>classificada como: grau I (normal); grau II ou estenose leve (entre 1% e 29%); estenose</p><p>moderada, nos graus III (entre 30% e 49%) e IV (entre 50% e 69%); estenose grave, no grau V</p><p>(entre 70% e 99%), e oclusão, no grau VI (100%).</p><p>QUESTÃO 31</p><p>A vasculopatia manifestada na hiper-homocisteinemia associa-se:</p><p>(A) ao acometimento de vasos de todos os calibres, favorecendo tromboses tanto arteriais como</p><p>venosas.</p><p>(B) à deficiência nutricional dos cofatores no desenvolvimento de manifestações clínicas.</p><p>(C) à aterosclerose tardia na forma homozigótica da hiper-homocisteinemia.</p><p>(D) à diminuição ou normalização dos níveis de homocisteína com reposição de folatos e</p><p>piridoxina.</p><p>Comentário: Níveis plasmáticos elevados de homocisteína são um fator de risco independente</p><p>para a doença arterial coronária, doença vascular periférica, doença cerebrovascular e trombose</p><p>venosa. Além disso, a hiper-homocisteinemia aumenta de 2-3 vezes o risco de trombose venosa</p><p>e arterial. Os mecanismos pelos quais a homocisteína favorece o processo de aterosclerose e</p><p>trombose não são conhecidos.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Qual é a principal complicação dos aneurismas de artéria poplítea?</p><p>(A) Expansão/ruptura com sangramento.</p><p>(B) Microembolização distal.</p><p>(C) Trombose venosa por compressão.</p><p>(D) Trombose do leito arterial distal.</p><p>Comentário: O aneurisma da artéria poplítea é definido pelo aumento localizado do diâmetro</p><p>da artéria superior 50% ao diâmetro da artéria adjacente. Os grandes aneurismas da artéria</p><p>poplítea apresentam elevado risco de embolização arterial, trombose e, menos frequentemente,</p><p>de rotura. A principal e mais temida complicação é a oclusão arterial aguda devido à trombose</p><p>do aneurisma, com risco de perda do membro.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Qual é a manifestação clínica frequentemente observada após lesão do nervo hipoglosso</p><p>na endarterectomia de carótida?</p><p>(A) Rouquidão.</p><p>(B) Síndrome de Horner.</p><p>(C) Desvio ipsilateral da língua.</p><p>(D) Alteração no timbre da voz.</p><p>Comentário: A lesão do nervo hipoglosso é a complicação mais frequente após a cirurgia da</p><p>artéria carótida, especialmente endarterectomia. A disfunção do nervo do hipoglosso pode se</p><p>manifestar principalmente com desvio da língua ipsilateral à lesão, disartria, dor, dificuldade</p><p>de mastigação e deglutição.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Qual é a condição clínica mais frequentemente associada à presença do aneurisma de</p><p>artéria esplênica?</p><p>(A) Hipertensão arterial.</p><p>(B) Gravidez.</p><p>(C) Insuficiência renal crônica.</p><p>(D) Síndrome da imunodeficiência adquirida.</p><p>Comentário: O aneurisma da artéria esplênica (AAE) é uma entidade clínica rara, mas ainda</p><p>assim é o terceiro entre as artérias abdominais e o mais frequente aneurisma visceral,</p><p>correspondendo a 60% dos casos. Apresentando risco de ruptura aumentado em pacientes</p><p>grávidas (devido ao aumento do fluxo esplênico e à alteração da elastina dos vasos) e em casos</p><p>de hipertensão portal. Acredita-se que influências hormonais e alterações do fluxo portal</p><p>durante a gestação desempenhem um papel importante no desenvolvimento do AAE. A</p><p>patogênese da doença não é bem compreendida. Supõe-se que, na gravidez, um aumento nos</p><p>níveis circulantes de estrogênio, progesterona e relaxina aumente o fluxo sanguíneo e a pressão</p><p>sanguínea dentro da artéria esplênica, levando ao enfraquecimento da parede arterial, o que</p><p>resulta em sua dilatação. Alterações fisiológicas da gravidez, como aumento do débito cardíaco,</p><p>aumento do volume sanguíneo e hipertensão portal, também aumentam o estresse na parede</p><p>arterial. O efeito colateral dessas alterações é o aumento da chance de formação e/ou ruptura de</p><p>aneurisma esplênico na gravidez.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>O uso de alprostadil é contraindicado no caso de:</p><p>(A) doença hepática recente.</p><p>(B) neoplasia óssea.</p><p>(C) neoplasia intestinal.</p><p>(D) insuficiência renal.</p><p>Comentário: O alprostadil é a forma natural de prostaglandina E1 (PGE1). Possui alta</p><p>atividade biológica e seu efeito terapêutico é decorrente do aumento do fluxo sanguíneo por</p><p>vasodilatação direta; estabilização da hemostasia por ativação da fibrinólise; redução da</p><p>agregação plaquetária e formação de trombos pela inibição da ativação de plaquetas e sua</p><p>deposição sobre as lesões; prevenção dos efeitos danosos ao tecido pela inibição da ativação de</p><p>neutrófilo; melhora da microcirculação e oxigenação pela modificação do eritrócito;</p><p>restauração do mecanismo isquêmico devido à melhor utilização de oxigênio e glicose, além de</p><p>possuir efeito antiaterosclerótico. Não deve ser administrado a pacientes com sinais de dano</p><p>hepático recente (níveis elevados de transaminases ou gama-GT) ou outra doença hepática</p><p>conhecida.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>A nefropatia induzida por contraste caracteriza-se por apresentar aumento absoluto de</p><p>creatinina sérica basal equivalente a:</p><p>(A) 0,5 a 1,0 mg / dl.</p><p>(B) 2,0 a 2,5 mg / dl.</p><p>(C) 3,0 a 3,5 mg / dl.</p><p>(D) 4,0 a 4,5 mg / dl.</p><p>Comentário: A nefropatia induzida por contraste (NIC) é uma importante causa de injúria renal</p><p>aguda (IRA) em pacientes hospitalizados.</p><p>A patogênese da NIC está relacionada ao efeito</p><p>tóxico direto de meios de contraste nas células epiteliais tubulares e resulta diretamente de</p><p>distúrbios hemodinâmicos no fluxo sanguíneo renal. E é definida como elevação absoluta da</p><p>creatinina de pelo menos 0,5 mg/dL e/ou aumento relativo da creatinina de 25% em relação ao</p><p>valor basal no período entre 48 e 72 horas após a administração do contraste.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Qual é o fator mais comum implicado na progressão não espontânea do volume dos</p><p>membros com linfedema?</p><p>(A) Celulite</p><p>(B) Intervenção cirúrgica</p><p>(C) Traumatismo</p><p>(D) Iatrogenia</p><p>Comentário: O grande fator implicado na progressão não espontânea do volume dos membros</p><p>com linfedema é a ocorrência de surtos de infecção, como erisipelas e celulites. As infecções</p><p>lesam adicionalmente o sistema linfático, reduzindo ainda mais a capacidade de transporte.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>São características da úlcera de estase venosa em paciente portador de diabetes:</p><p>(A) localização em terço distal e em face lateral da perna, proximal ao maléolo lateral. Bordos</p><p>regulares e bem definidos, forma arredondada ou ovalada, profunda e com tecido de granulação.</p><p>Bastante dolorosa.</p><p>(B) localização em terço distal e em face medial da perna, adjacente ao maléolo medial. Bordos</p><p>regulares e bem definidos, com fundo raso e tecido de granulação. Pouco dolorosa.</p><p>(C) localização preferencial nos pés, bordos irregulares, fundo raso, granuloso, recoberto por</p><p>material serossanguinolento ou seropurulento. Dor variável.</p><p>(D) localização em terço distal adjacente ao tendão calcâneo. Bordos elevados, forma oval e</p><p>recoberta com material necrótico. Habitualmente deixa halo hiperpigmentado. Não é dolorosa.</p><p>Comentário: As úlceras venosas geralmente a se localizam na região do maléolo medial. No</p><p>entanto, podem estar presentes em outras partes das pernas, quando desencadeadas por traumas</p><p>ou infecções. De modo geral as úlceras venosas são mais superficiais que as úlceras de perna</p><p>de outras etiologias; são extremamente exsudativas; a dor é geralmente variada, melhorando</p><p>com a elevação do membro; há presença de edema e a evolução é lenta.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Qual é a complicação mais frequente da escleroterapia química?</p><p>(A) Tromboflebite superficial.</p><p>(B) Reação alérgica.</p><p>(C) Hiperpigmentação.</p><p>(D) Úlceras superficiais.</p><p>Comentário: A escleroterapia, como qualquer modalidade terapêutica invasiva, apresenta um</p><p>potencial para reações adversas e complicações. Acredita-se que as taxas de complicação para</p><p>esse procedimento sejam baixas, sendo que a hiperpigmentação inflamatória é uma das</p><p>complicações mais comuns.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>A quantidade aproximada de protamina para reverter 10.000 UI de heparina injetadas</p><p>por veia periférica é:</p><p>(A) 02 ml.</p><p>(B) 05 ml.</p><p>(C) 10 ml.</p><p>(D) 20 ml.</p><p>Comentário: A protamina é indicada para neutralizar a ação anticoagulante da heparina em</p><p>casos de hemorragias severas consecutivas à heparinoterapia e para neutralizar o efeito da</p><p>heparina administrada no pré-cirúrgico e durante circulação extracorpórea como na diálise e</p><p>cirurgias cardíacas. Cada 1 mL de Protamina neutraliza 1000 UI de heparina. Portanto, para</p><p>neutralizar 10.000 UI de heparina é necessário 10 ml de protamina.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Com referência às dilatações do sistema arterial, conclui-se:</p><p>(A) aneurisma é a dilatação difusa de um vaso em mais de 50% de seu diâmetro normal</p><p>presumido, ou correspondente ao aumento de dois desvios-padrão.</p><p>(B) arteriomegalia é uma dilatação difusa que envolve vários segmentos da artéria com aumento</p><p>superior a 50% do diâmetro normal presumido.</p><p>(C) ectasia de uma artéria caracteriza-se por dilatação superior a 50% de seu diâmetro normal</p><p>presumido.</p><p>(D) aneurisma micótico é uma dilatação sacular do vaso causada por êmbolo séptico nas</p><p>fungemias</p><p>Comentário: Arteriomegalia é um alargamento difuso, não focal, de uma artéria, com aumento</p><p>do diâmetro superando 50% do esperado.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>De acordo com a lei de Laplace, constituem fatores envolvidos na ruptura do aneurisma</p><p>de aorta abdominal:</p><p>(A) doença pulmonar obstrutiva crônica, espessura da parede e hipertensão sistólica.</p><p>(B) aumento da pressão intra-abdominal, diâmetro da aorta e tabagismo.</p><p>(C) diâmetro da aorta, pressão arterial e espessura da parede.</p><p>(D) aumento da pressão intra-abdominal, corrosão de vértebra lombar pelo aneurisma e</p><p>esforço físico.</p><p>Comentário: De acordo com a lei de Laplace, quanto maior o aneurisma, maior pressão</p><p>arterial e maior a espessura da parede aneurismática, maior é o risco de ruptura.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Qual é a principal complicação clínica peri-operatória nas revascularizações</p><p>infrainguinais por doença arterial periférica em paciente crônico?</p><p>(A) Infecção do enxerto.</p><p>(B) Insuficiência renal aguda.</p><p>(C) Trombose venosa superficial.</p><p>(D) Infarto do miocárdio.</p><p>Comentário: A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) afeta os membros inferiores</p><p>(MMII) e tem como principal causa a aterosclerose. Por se tratar de uma doença sistêmica, é</p><p>frequente que a aterosclerose cause o envolvimento simultâneo de outros sítios arteriais,</p><p>especialmente das artérias coronárias. O IAM é a principal complicação cardíaca e causa de</p><p>morte no período peri-operatório da cirurgia de revascularização de membros inferiores</p><p>(período de 30 dias antes até 30 dias após a cirurgia), ocorrendo mais frequentemente nas</p><p>primeiras 72 horas de pós-operatório.</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Em relação ao tratamento de aneurismas, postula-se que:</p><p>(A) a indicação cirúrgica nos aneurismas de artérias esplâncnicas é semelhante à indicação de</p><p>reparo de aneurisma de aorta abdominal, pois ambas dependem do diâmetro e/ou da</p><p>velocidade de crescimento.</p><p>(B) a indicação cirúrgica nos aneurismas de artérias esplâncnicas é feita no momento do</p><p>diagnóstico, devido ao risco de ruptura.</p><p>(C) o reparo de aneurisma de artéria renal está restrito a pacientes sintomáticos (expansão)</p><p>devido à baixa probabilidade de complicações.</p><p>(D) o reparo cirúrgico de aneurisma de artéria femoral ou poplítea está indicado na vigência</p><p>de complicações, seja por isquemia, seja por ruptura.</p><p>Comentário: Os aneurismas de artérias esplâncnicas devem ser tratados prevenindo-se a rotura</p><p>e, sempre que possível, protegendo a viabilidade do órgão. Embora não seja o padrão ouro, a</p><p>terapêutica endovascular é uma forma de tratamento considerada preferível para esses casos,</p><p>com a vantagem de ser um procedimento pouco invasivo, de apresentar solução definitiva e</p><p>haver possibilidade de preservação do órgão.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>A necrose cutânea é uma complicação rara associada ao uso de anticoagulantes orais e é</p><p>predisposta e desencadeada pela</p><p>(A) deficiência de antitrombina III.</p><p>(B) plaquetopenia.</p><p>(C) mutação do gene da protrombina.</p><p>(D) deficiência de proteína C</p><p>Comentário: Os anticoagulantes orais que atuam através do antagonismo à vitamina K (p.</p><p>ex.,varfarina) apresenta transtornos hemorrágicos como complicações bastante conhecidas, tais</p><p>como a necrose cutânea. Dentre as possíveis causas dessa complicação, uma das mais prováveis</p><p>é a deficiência de proteína C.</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Apresentações clínicas como paniculite nodular subcutânea, fenômeno de Raynaud e</p><p>manifestações purpúricas são encontradas mais comumente</p><p>(A) na arterite de Takayasu.</p><p>(B) no lúpus eritematoso sistêmico.</p><p>(C) na poliarterite nodosa.</p><p>(D) na tromboangeíte obliterante.</p><p>Comentário: O lúpus eritematoso sistêmico pode apresentar paniculite nodular subcutânea,</p><p>fenômeno de Raynaud e manifestações purpúricas, diferente das entidades dispostas nas demais</p><p>alternativas.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>A complicação tardia mais frequente dos acessos venosos centrais de longa permanência</p><p>é</p><p>(A) a oclusão do cateter.</p><p>(B) o sangramento.</p><p>(C) a infecção do cateter.</p><p>(D) a infecção da ferida cirúrgica.</p><p>Comentário: A principal complicação tardia dos acessos venosos profundos de longa</p><p>permanência é infecção do cateter, seguido de oclusão do cateter, infecção da ferida cirúrgica e</p><p>sangramento.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>A</p><p>via preferencial de punção venosa central para cateter de hemodiálise é a veia</p><p>(A) subclávia.</p><p>(B) jugular interna.</p><p>(C) femoral.</p><p>(D) jugular externa.</p><p>Comentário: Os cateteres venosos centrais para hemodiálise devem ser implantados</p><p>preferencialmente nas veias jugulares internas, local em que as complicações são menores. A</p><p>segunda escolha fica entre as veias femorais e subclávias.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>Os aneurismas do sistema venoso superficial de membros inferiores</p><p>(A) são achados ecográficos frequentes, devido ao acesso fácil a este método propedêutico.</p><p>(B) têm como complicação frequente a ocorrência de tromboembolismo pulmonar.</p><p>(C) apresentam sintomas semelhantes àqueles do refluxo venoso.</p><p>(D) são tratados pela técnica de endoaneurismorrafia.</p><p>Comentário: Aneurismas do sistema superficial apresentam dor e massas associadas a edema</p><p>moderado, semelhante à clínica do refluxo venoso.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>O agente patogênico que, com maior frequência, relaciona-se às infecções de enxerto de</p><p>Dacron é o</p><p>(A) Acinetobacter baumanii.</p><p>(B) Pseudomonas aeruginosa.</p><p>(C) Streptococcus beta-hemolitico.</p><p>(D) Staphylococcus epidermidis.</p><p>Comentário: A infecção por Staphylococcus epidermidis tem grande associação com o enxerto</p><p>de Dacron, apesar de geralmente não ser tão grave, sendo tratada com cefalosporinas ou</p><p>vancomicina, caso seja uma cepa com resistência.</p><p>26) A respeito das oclusões arteriais crônicas, analise as afirmativas</p><p>abaixo:</p><p>I. A menor e menos intensa utilização da musculatura dos membros superiores</p><p>é uma das explicações da menor prevalência de oclusão arterial crônica, quando</p><p>comparada aos membros inferiores.</p><p>II. A claudicação mais comum é a da panturrilha, pois corresponde à oclusão da</p><p>artéria afetada, com mais frequência, que é a femoral profunda.</p><p>III. No exame clínico dos membros superiores, os pulsos a serem palpados são:</p><p>radial, ulnar, braquial, axilar e subclávio.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>e) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>Comentário: Correta letra C. A artéria ocluída com maior frequência é a A.</p><p>femoral profunda.</p><p>Referência: https://doi.org/10.1590/S1677-54492006000400006</p><p>27) No que diz respeito à avaliação clínica do paciente com arteriopatia,</p><p>assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) Oclusões isoladas de artéria femoral, de uma forma geral, não levam a</p><p>quadros importantes de claudicação</p><p>b) Nos membros com circulação arterial normal, as veias superficiais, após</p><p>serem esvaziadas com a elevação dos membros, reenchem-se em cerca de 10</p><p>a 15 segundos, quando o membro é colocado para baixo</p><p>c) Em caso de embolia arterial, na maioria dos casos, a fonte emboligênica é o</p><p>coração</p><p>d) O pulso pedioso pode estar ausente em ambos os lados, mesmo em</p><p>indivíduos sadios, mas esse fato é raro, ocorrendo em cerca de 3% das pessoas</p><p>e) Mantidas as mesmas condições e o tipo de terreno percorrido, o aumento da</p><p>distância de claudicação reflete uma melhora da perfusão muscular</p><p>Comentário: Correto letra D. A ausência de pulso pedioso bilateralmente em</p><p>pessoas sadias é extremamente raro.</p><p>Referência: Guia prático do projeto serviço de apoio às pessoas com Doença</p><p>Arterial Obstrutiva Periférica. [recurso eletrônico] / Izadora Grazielle Taylor da</p><p>Matta ... [et al.] – Belo Horizonte: Projeto SAP-DAOP/UFMG, 2022. Recurso</p><p>online (39 p.: il.)</p><p>28) Com relação à propedêutica vascular, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Na curva trifásica Doppler-derivada, o segundo componente se deve ao</p><p>fechamento da valva aórtica e elasticidade dos vasos.</p><p>II. O aparelho Doppler ultra-som para uso em propedêutica arterial e venosa, usa</p><p>cristais que emitem feixe de 5 a 10 MHz, sendo que frequência mais baixa tem</p><p>maior poder de penetração.</p><p>III. O parâmetro mais importante para identificação e quantificação da isquemia</p><p>dos membros pelo Doppler ultra-som é a pressão.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Correta letra E. o segundo componente da curva trifásica</p><p>corresponde ao fechamento da valva aórtica e elasticidade dos vasos. A potencia</p><p>do aparelho é geralmente de 5 a 10mMHz e a pressão é o parâmetro mais</p><p>importante na quantificação da isquemia.</p><p>Referência: JACOBOVICZ, Cláudio et al. Avaliação do eco-Doppler na predição</p><p>da necessidade de arteriografia do território aorto-ilíaco em pacientes</p><p>submetidos a revascularização arterial infra-inguinal. Jornal Vascular Brasileiro,</p><p>v. 3, n. 1, p. 5-12, 2020.</p><p>29) Em se tratando de exames complementares em Cirurgia Vascular,</p><p>assinale a alternativa que aponta corretamente qual transdutor é o mais</p><p>adequado para avaliar refluxo na veia safena magna:</p><p>a) Linear de baixa frequência</p><p>b) Linear de alta frequência</p><p>c) Setorial de baixa frequência</p><p>d) Setorial de alta frequência</p><p>e) Não há diferença entre os transdutores na avaliação da veia safena magna</p><p>Comentário: Correta letra B. Segundo o consenso sobre duplex-scan o melhor</p><p>transdutor para avaliar a veia safena magna é o linear de alta frequência.</p><p>Referência: NARDINO, E. P. et al. Consenso sobre duplex scan (ultrassom</p><p>doppler colorido) para avaliação da doença venosa crônica dos membros</p><p>inferiores: consenso e recomendações da Sociedade Brasileira de Angiologia e</p><p>Cirurgia Vascular–regional São Paulo e do Colégio Brasileiro de Radiologia e</p><p>Diagnóstico por Imagem. 2019.</p><p>30) Com relação ao mapeamento em cores do fluxo em um segmento</p><p>arterial, cujo feixe do ultrasom do transdutor incide perpendicularmente ao</p><p>vaso, assinale a alternativa correta com relação à imagem obtida:</p><p>a) Fluxo em azul que se afasta do transdutor</p><p>b) Fluxo em vermelho que se aproxima do transdutor</p><p>c) Aliasing</p><p>d) Ausência de cor no vaso</p><p>e) Fluxo turbilhonado no vaso</p><p>Comentário: Correta letra D. A codificação da frequência média do fluxo é</p><p>traduzida em duas cores dominantes (vermelho para as correntes que se</p><p>aproximam da sonda e azul para as que se afastam), e as tonalidades diferentes</p><p>representam velocidades diferentes. Como a incidência é perpendicular não se</p><p>visualiza fluxo e, consequentemente, temos ausência de cor.</p><p>31) Com relação à ecografia vascular das carótidas e das artérias</p><p>vertebrais, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Artéria pérvia, com diâmetro inferior ou igual a 2,2mm e fluxo de resistência</p><p>aumentada unilateral, com presença de pequeno fluxo diastólico são achados</p><p>ecográficos sugestivos de hipoplasia de artéria vertebral.</p><p>II. Morfologia heterogênea e hipoecoica da placa de ateroma são achados que</p><p>estão intimamente relacionados a eventos tromboembólicos.</p><p>III. Se somente baseada na ecografia vascular, a altura da bifurcação e grau de</p><p>estenose são informações indispensáveis para o cirurgião vascular proceder à</p><p>endarterectomia de carótidas.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Correta letra E. Placas hipoecoicas são mais instáveis e estão</p><p>mais relacionadas a eventos tromboembólicos.</p><p>Referência: https://doi.org/10.1590/S0100-39842005000200003</p><p>32) Acerca da ecografia vascular arterial de membros inferiores e</p><p>superiores, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou</p><p>Falso (F).</p><p>( ) Os pseudoaneurismas menores de 4 centímetros são mais propensos à</p><p>trombose, no que tange à sua terapia oclusiva pela ultrassonografia.</p><p>( ) As complicações mais observáveis pela ultrassonografia nos aneurismas dos</p><p>segmentos femoropoplíteos são a trombose e a embolização</p><p>distal.</p><p>( ) A complicação mais observável pela ultrassonografia nos aneurismas dos</p><p>segmentos femoropoplíteos é a oclusão arterial aguda por rompimento do</p><p>aneurisma.</p><p>( ) Frequentemente, os pseudoaneurismas da artéria femoral, menores de 3</p><p>centímetros, apresentam trombose e resolução espontânea.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) V, F, V, V</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) V, V, F, V</p><p>e) F, F, V, F</p><p>Comentário: correta letra D. A complicação mais observada é oclusão aguda.</p><p>A ruptura é um evento raro</p><p>Referência: KAUFFMAN, Paulo; PUECH-LEÃO, Pedro. Tratamento cirúrgico do</p><p>aneurisma da artéria poplítea: experiência de 32 anos. Jornal Vascular Brasileiro,</p><p>v. 1, n. 1, p. 5-14, 2020.</p><p>33) Com relação à ecografia vascular venosa, assinale a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>a) Na trombose venosa profunda dos membros inferiores, o estudo</p><p>ultrassonográfico possibilita a visualização direta do trombo, determinar e</p><p>localizar a extensão da trombose, determinar a presença ou não de trombo</p><p>flutuante</p><p>b) Na maioria das vezes, o estudo vascular venoso dos membros inferiores é</p><p>realizado com transdutores lineares de 5 a 10-12 MHz</p><p>c) Em paciente com alto risco e suspeita clínica de trombose venosa profunda,</p><p>com exame ultrassonográfico normal, deve-se repetir o exame de 24 a 48 horas</p><p>e 7 dias após o exame inicial</p><p>d) A complacência-capacitância muscular e venosa da panturrilha não interfere</p><p>na quantificação do refluxo</p><p>e) A alta acurácia do estudo ultrassonográfico das veias se deve à informação</p><p>anatômica do estudo bidimensional e hemodinâmica obtida pelo Doppler pulsado</p><p>e mapeamento em cores</p><p>Comentário: CORRETA LETRA D. A complacência da musculatura influencia</p><p>diretamente no fluxo sanguíneo no vaso adjacente.</p><p>34) Sobre os cuidados pós-operatórios da endarterectomia de carótidas,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Após a finalização da endarterectomia, um exame físico neurológico é</p><p>realizado após a recuperação anestésica, com o paciente em UTI</p><p>b) Fatores a serem monitorados no pós-operatório são o exame neurológico, a</p><p>pressão arterial e a incisão cirúrgica</p><p>c) Imediatamente a endarterectomia de carótidas, 20% dos pacientes</p><p>apresentam hipertensão significativa e até 30% podem ter hipotensão</p><p>d) O controle pressórico pós-operatório é de extrema importância para a</p><p>prevenção de um AVC</p><p>e) Caso o paciente apresente alteração no exame físico neurológico e alteração</p><p>sugestiva de estenose ou oclusão em ecocolor Doppler de carótidas a beira leito,</p><p>o paciente deve ser submetido a nova operação imediatamente</p><p>Comentários: Correta letra A. Para pacientes sob anestesia geral o</p><p>neuromonitoramento deve ser iniciado no intraoperatório, não deve ser</p><p>postergado para pós recuperação anestésica.</p><p>Referência: DO PROJETO DIRETRIZES, Calógero Presti-Responsável et al.</p><p>DOENÇA CAROTÍDEA EXTRACRANIANA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.</p><p>35) Com relação à ecografia vascular venosa, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O critério ultrassonográfico mais preciso para o diagnóstico da presença ou</p><p>ausência de trombose venosa profunda dos membros inferiores é a</p><p>compressibilidade total ou não compressibilidade (total ou parcial) da luz</p><p>vascular venosa.</p><p>II. O mapeamento do sistema venoso superficial (varizes) deve ser realizado</p><p>com o paciente em ortostatismo e estando o membro examinado o mais relaxado</p><p>possível.</p><p>III. A ecografia vascular é um exame importante na avaliação anatômica e</p><p>funcional da junção safenopoplítea.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: A presença ou ausência de TVP para membros inferiores é</p><p>baseada na compressibilidade da luz do vaso. O paciente deve estar em</p><p>ortostatismo para que seja realizado o mapeamento do sistema superficial</p><p>venoso. Para avaliar a junção safeno poplítea pode ser feito a ecografia vascular.</p><p>https://www.scielo.br/j/jvb/a/znqPBbtYrGbfv9SzSM3KNqB/?lang=pt</p><p>36) O tratamento endovascular das varizes pélvicas é recomendado para</p><p>pacientes sintomáticas, com base no refluxo e diâmetro desses vasos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o valor desse diâmetro.</p><p>a) Superior a 4 milímetros</p><p>b) Entre 4 e 5 milímetros</p><p>c) Entre 5 e 6 milímetros</p><p>d) Superior a 5 milímetros</p><p>e) Superior a 8 milímetros</p><p>Comentário: Assim, são critérios para o diagnóstico de varizes pélvicas a</p><p>visualização de veias ovarianas dilatadas, com diâmetro superior a 8 mm.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/jvb/a/sH9JwSJyGGn3Bf5WDfW5CRH/?lang=pt</p><p>37) A hipertensão renovascular, definida pela presença de hipertensão e</p><p>estenose significativa da artéria renal, é a principal causa potencialmente</p><p>curável de hipertensão arterial.</p><p>Com relação a esse tema, assinale a alternativa correta:</p><p>a) A associação da ultrassonografia bidimensional com o Doppler pulsado</p><p>permite que se analisem as artérias renais de pacientes, sob quaisquer</p><p>condições clínicas, sendo fator impeditivo, o mau preparo abdominal</p><p>b) A causa mais comum de estenose da artéria renal é a aterosclerose,</p><p>acometendo mais os homens na faixa etária acima dos 50 anos, com frequência</p><p>bilateralmente. Sua incidência acomete uniformemente todo o trajeto arterial</p><p>c) A segunda forma mais encontrada de estenose de artéria renal é a displasia</p><p>fibromuscular, que acomete mais mulheres brancas e jovens, apresentando</p><p>como sítio mais usual de comprometimento, os 2/3 iniciais da artéria</p><p>d) As lesões estenóticas da artéria renal classificam-se em menores que 70% e</p><p>iguais ou maiores que 70%, pois com frequência, o sistema renina/angiotensina</p><p>é acionado quando a artéria renal apresenta estenose igual ou maior que 70%</p><p>da luz do vaso</p><p>e) Supõe-se que as alterações ao longo da artéria renal, na técnica indireta de</p><p>avaliação (através da medição distal), irão repercutir sobre seus ramos,</p><p>ocorrendo uma diminuição na amplitude do pico diastólico e um aumento no</p><p>tempo em que a curva ascende do início da sístole até o final diastólico (tempo</p><p>de aceleração)</p><p>Comentário: Recomenda-se para o paciente que tenha entre outros, os</p><p>seguintes cuidados : Na véspera do exame, não ingerir massas, fritura, gordura</p><p>e bebidas gaseificadas;</p><p>No dia anterior ao exame, para facilitar a visualização da região o médico sugere</p><p>tomar 13 gotas de Luftal de 8/8 horas;</p><p>No dia do exame jejum absoluto de 6 horas. Caso não seja possível a realização</p><p>desses critérios o exame não poderá ser realizado.</p><p>Fonte: https://www.rededorsaoluiz.com.br/exames-e-</p><p>procedimentos/vascular/doppler-colorido-aorta-abdominal-arterias-renais</p><p>38) A respeito dos exames de imagem não invasivos em Cirurgia Vascular,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Na angiotomografia multislice das artérias carótidas, o NASCET correlaciona</p><p>a estenose com segmento distal da artéria carótida interna.</p><p>II. Os métodos de quantificação de estenose de carótidas, como os utilizados no</p><p>NASCET e ECST, são equivalentes.</p><p>III. A tomografia multislice tem como característica utilizar menor quantidade de</p><p>meio de contraste venoso, devido à sua velocidade.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Os métodos não são equivalentes. “The NASCET method</p><p>underestimated the degree of stenosis compared to the other methods. The</p><p>ECST and CC methods yielded almost identical results (97% agreement).</p><p>Ultrasound provided an accuracy of 94% compared to ECST and CC methods</p><p>and 84% compared to the NASCET method.” Fonte:</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11081806/#:~:text=The%20NASCET%20meth</p><p>od%20underestimated%20the,compared%20to%20the%20NASCET%20metho</p><p>d.</p><p>39) Com relação à avaliação pós-operatória</p><p>de cirurgia endovascular de</p><p>aneurismas, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou</p><p>Falso (F).</p><p>( ) As próteses de aço inoxidável não podem ser avaliadas pela angiotomografia,</p><p>sob o risco de migração de seus componentes.</p><p>( ) O endoleak mais comum é o do tipo I na aorta abdominal.</p><p>( ) O endoleak tipo III é secundário à falha na fixação proximal ou distal da</p><p>endoprótese.</p><p>( ) O fluxo retrógrado pelas artérias lombares, sacral média e mesentérica inferior</p><p>é a causa do endoleak tipo II.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, V, F</p><p>b) V, V, F, F</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) F, F, F, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: O endoleak tipo II tem seu fluxo proveniente de vasos colaterais</p><p>aórticos preenchendo o saco aneurismático.</p><p>Endoleaks do tipo II ocorrem quando o sangue percorre os ramos da porção da</p><p>aorta que não receberam um stent ou artérias ilíacas cujas anastomoses se</p><p>comunicam diretamente com o saco aneurismático. As fontes típicas incluem as</p><p>artérias mesentéricas inferiores e lombares. É o tipo mais comum de endoleaks</p><p>encontrados após reparação endovascular de aneurismas da aorta abdominal.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/rb/a/MpFL9PLmQRXtjzJcTYc9cJw/?lang=pt</p><p>40) Sobre os anticoagulantes em Cirurgia Vascular, analise as afirmativas</p><p>abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) A ação anticoagulante da Heparina intravenosa, em doses terapêuticas, se</p><p>deve principalmente à inativação da trombina.</p><p>( ) Valores do INR entre 2,5 e 4,5 são considerados suficientes para os</p><p>portadores de prótese.</p><p>( ) Valores do INR entre 1,2 e 1,5 são considerados suficientes para profilaxia de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>( ) A trombocitopenia induzida pela heparina pode causar trombose arterial ou</p><p>venosa grave.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) V, F, V, V</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) F, F, V, F</p><p>e) V, V, F, V</p><p>Comentário: O INR é a relação entre o tempo de protrombina do doente e um</p><p>valor padrão do tempo de protrombina. Reflete o tempo necessário para o</p><p>sangue coagular relativamente a um valor médio. Quanto maior for o valor do</p><p>INR, mais tempo leva o sangue a coagular. Assim, o valor do INR varia</p><p>diretamente com a dose de medicamento anticoagulante.</p><p>41) Com relação ao Clopidogrel, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A inibição da agregação plaquetária é consequência da alteração do</p><p>metabolismo do ATP</p><p>b) A inibição da agregação plaquetária é consequência da alteração do</p><p>metabolismo do ácido araquidônico</p><p>c) A inibição da agregação plaquetária não é dose-dependente</p><p>d) A função plaquetária retorna ao normal após 7 dias de interrupção</p><p>e) A função plaquetária retorna ao normal após 12 dias de interrupção</p><p>Comentário: a agregação plaquetária e o tempo de sangramento retornam</p><p>gradativamente aos níveis basais em 5 dias.</p><p>Fonte: https://consultaremedios.com.br/bissulfato-de-clopidogrel/bula</p><p>42) Com relação aos aneurismas de aorta torácica e abdominal, analise as</p><p>afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) As lesões ateroscleróticas são a etiologia principal para os aneurismas de</p><p>aorta abdominal.</p><p>( ) A maioria dos aneurismas de aorta abdominais é sacular.</p><p>( ) A cava inferior à esquerda cruza a aorta pela frente, para a direita, logo acima</p><p>das artérias renais.</p><p>( ) O rim em ferradura, cobrindo a porção anterior do aneurisma de aorta</p><p>abdominal, deve ter seu istmo seccionado para facilitar a ressecção do</p><p>aneurisma.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, F, F</p><p>d) V, V, F, V</p><p>e) F, F, V, F</p><p>Comentário: Por mais que as causas exatas do aneurisma de aorta abdominal</p><p>não sejam claras, há alguns fatores de risco associados a essa condição:Idade</p><p>superior a 50 anos, histórico de tabagismo, aterosclerose, hipertensão, fatores</p><p>genéticos, hipercolesterolemia. https://www.medtronic.com/br-pt/your-</p><p>health/conditions/abdominal-aortic-aneurysm.html</p><p>43) Com relação aos aneurismas arteriais, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O aneurisma de carótida tem sua localização mais comum na bifurcação</p><p>b) A displasia fibromuscular e a doença de Behçet são causas, embora pouco</p><p>frequentes, do aneurisma de carótida</p><p>c) De todos os aneurismas de troncos supraaórticos, o mais comum é o do tronco</p><p>braquiocefálico</p><p>d) O aneurisma de tronco braquiocefálico pode ser causa de síndrome de Horner</p><p>e) Os aneurismas de tronco braquiocefálico podem romper para o mediastino ou</p><p>traquéia</p><p>Comentário: O local mais comum é na artéria vertebral.</p><p>Fonte:https://www.ineurosp.com.br/procedimentos/vertebral-e-troncos-supra-</p><p>aorticos/</p><p>44) Assinale a alternativa que apresenta a definição correta de aneurisma.</p><p>a) Aumento do diâmetro da luz arterial maior que 30% do normal</p><p>b) Aumento do diâmetro da luz arterial maior que 50 % do normal</p><p>c) Aumento do diâmetro da luz arterial</p><p>d) Diminuição do diâmetro da luz arterial maior que 30 % do normal</p><p>e) Diminuição do diâmetro da luz arterial maior que 50 % do normal</p><p>Comentário: Correta B. Aneurisma é definido como uma dilatação localizada,</p><p>maior que 50% do diâmetro da luz presumida do vaso.</p><p>Fonte: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2007000100007</p><p>45) Sobre aneurismas de aorta, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Os fatores de risco para a doença são: idade, gênero masculino, histórico</p><p>familiar, tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia e peso</p><p>b) Os aneurismas de aorta são mais comuns no sexo feminino</p><p>c) O surgimento de aneurismas estão associados a fatores que resultam do</p><p>enfraquecimento da parede arterial e no aumento das forças hemodinâmicas</p><p>locais</p><p>d) Pacientes com síndrome de Ehler Danlos são mais propensos a desenvolver</p><p>aneurismas de aorta abdominal que a população geral</p><p>e) A ruptura aneurismática tem maior prevalência entre o sexo feminino</p><p>Comentário: b) o sexo mais acometido é o masculino.</p><p>Fonte: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2007000100007</p><p>46) Paciente masculino, 65 anos de idade, assintomático vem encaminhado</p><p>ao ambulatório de cirurgia vascular com uma Ultrassonografia abdominal</p><p>que constava o seguinte laudo: Imagem sacular em topografia de aorta</p><p>abdominal com fluxo ao Doppler de aproximadamente 5,8 cm de diâmetro.</p><p>Paciente apresenta-se bastante ansioso em relação ao achado de exame.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta qual seria a melhor conduta a tomar</p><p>frente ao caso.</p><p>a) Orientar paciente da necessidade de cirurgia de urgência, uma vez que existe</p><p>o risco de ruptura espontânea do aneurisma é maior que 50% em 01 ano</p><p>b) Orientar que se trata de um achado de exame, e que não há necessidade de</p><p>intervenção cirúrgica e acompanhamento, visto que o paciente encontra-se</p><p>assintomático</p><p>c) Orientar que se trata de um achado de exame, e que não há necessidade de</p><p>intervenções no momento, porém paciente deve ser acompanhado a cada 6</p><p>meses pelo risco de ruptura</p><p>d) Orientar que paciente possui alto risco de ruptura espontânea do aneurisma</p><p>em questão e que a cirurgia já pode ser programada</p><p>e) Tranquilizar o paciente em relação ao resultado do exame e solicitar um</p><p>Angiotomografia para reavaliação da imagem, e somente então, se</p><p>for o caso, programar a abordagem cirúrgica</p><p>Comentário: Alternativa E: A Angiotomografia é p exame de escolha para</p><p>visualizar a parede do vaso.</p><p>Fonte: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3168&idioma=Portugues</p><p>47) Paciente feminina, 55 anos de idade, assintomática vem encaminhado</p><p>ao</p><p>ambulatório de cirurgia vascular com uma Ultrassonografia abdominal que</p><p>constava o seguinte laudo: Imagem sacular em topografia de aorta</p><p>abdominal com fluxo ao Doppler de aproximadamente 4,5cm de diâmetro.</p><p>Paciente apresenta-se bastante ansiosa em relação ao achado de exame.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta qual seria a melhor seguimento do</p><p>caso.</p><p>a) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento com</p><p>controle ultrassonográfico</p><p>Doppler.</p><p>(B) opacificação ventricular esquerda.</p><p>(C) perfusão miocárdica.</p><p>(A) extensão de derrame pericárdico.</p><p>Comentário: exceto por não utilizar contraste. O ecocardiograma é o melhor exame</p><p>para realização do diagnóstico do derrame pericárdico. Há vezes em que a doença é</p><p>percebida por acaso, durante exames de rotina ou com outros objetivos.</p><p>11- Com relação aos critérios mais comuns de quantificação da</p><p>insuficiência tricúspide, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide moderada, a largura da vena</p><p>contracta encontra-se inferior a 0,7 cm.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide importante, a densidade e o</p><p>contorno do jato ao Doppler contínuo mostram-se suaves e</p><p>parabólicos.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide discreta, observa-se fluxo</p><p>reverso em veias hepáticas.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide discreta, o raio da area do orificio</p><p>regurgitante (pelo calculo de PISA proximal isovelocity surface area)</p><p>é superior a 1,5 cm.</p><p>(B) Na insuficiência tricúspide discreta, o jato de insuficiéncia</p><p>tricúspide é maior ou igual a 30% da área do átrio direito.</p><p>Comentário: Critérios IT: Falha da coaptação ou oscilação na imagem 2D, Jato da</p><p>insuficiência tricúspide de onda contínua, densa, triangular com pico precoce ao</p><p>Dopple, grande zona de fluxo de convergência proximal à valva, jato regurgitante</p><p>veias hepáticas (específico para IT), largura da vena contracta > 7 mm</p><p>12. 0 Doppler Transcraniano vem sendo progressivamente introduzido</p><p>na pratica cIínica mundial, devido a sua importância na detecção das</p><p>alterações da dinâmica do fluxo sanguineo encefálico e adequação deste</p><p>8</p><p>fluxo nas diferentes doenças que envolvem a circulação cerebral. Acerca</p><p>das aplicações cIínicas do Doppler Transcraniano, leia as afirmações.</p><p>I. Trata-se de exame rotineiro na avaliação clínica terapêutica de</p><p>crianças com anemia falciforme.</p><p>I. E rotineiramente utilizado como exame complementar para o</p><p>diagnóstico de morte encefálica.</p><p>I. Permite analisar os efeitos hemodinâmicos encefálicos</p><p>decorrentes de estenoses extracranianas, que podem ocorrer</p><p>na aorta, artérias subclávias, artérias carótidas cervicais e</p><p>porção extracraniana das artérias vertebrais.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(A) I e III, somente.</p><p>Comentário: O Doppler transcraniano (DTC) é hoje realizado rotineiramente nos</p><p>principais centros de diagnóstico, e contribui, particularmente, para a avaliação e</p><p>conduta nos pacientes com doenças cerebrovasculares.</p><p>13. Assinale a alternativa correta quanto aos achados</p><p>ultrassonográficos que ocorrem na sindrome do roubo de fluxo sanguíneo</p><p>pela artéria subclávia.</p><p>(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral</p><p>contralateral à estenose da artéria subclávia.</p><p>(A) Aumento das velocidades diastólicas do espectro das</p><p>velocidades do fluxo sanguineo, especialmente no sistema</p><p>vertebrobasilar.</p><p>(A) Hiperfluxo sanguineo nas artérias basilar e cerebrais</p><p>posteriores.</p><p>(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral</p><p>mediante os testes do manguito e do esforço no membro</p><p>superior que recebe fluxo sanguineo do sistema</p><p>vertebrobasilar.</p><p>(A) Durante o exercicio do membro superior irrigado pela artéria</p><p>vertebral com fluxo sanguineo retrogrado, percebe-se a redução das</p><p>9</p><p>velocidades do fluxo sanguineo desta artéria e aumento da</p><p>resistência ao fluxo.</p><p>Comentário: Nessa síndrome, ocorre inversão do fluxo na artéria vertebral, o</p><p>que ocasiona o surgimento de sintomas decorrentes da hipoperfusão cerebral.</p><p>14. Quanto as principais síndromes vasculares compressivas, relacione as</p><p>colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência de</p><p>associação correta.</p><p>I. Síndrome da artéria mesentérica superior.</p><p>II. Sindrome do desfiladeiro torácico.</p><p>III. Síndrome de May-Thurner.</p><p>IV. Síndrome Nutcracker.</p><p>( ) Trata-se da compressão das estruturas neurais e/ou vasculares nos</p><p>seguintes compartimentos: triângulo interescalênico, espaço</p><p>costoclavicular e espaço retropeitoral menor.II Sindrome do</p><p>desfiladeiro torácico.</p><p>( ) Consiste na compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a</p><p>artéria mesentérica superior. IV Síndrome Nutcracker.</p><p>( ) Engloba os sintomas clinicos que resultam da compressão da terceira</p><p>porção do duodeno entre a aorta e a artéria mesentérica superior,</p><p>resultando em distensões duodenal e gástrica. I Síndrome da artéria</p><p>mesentérica superior</p><p>( ) Caracteriza-se pela compressão da veia ilíaca comum esquerda</p><p>entre a artéria iliaca comum direita e a quinta vértebra lombar,</p><p>ocasionando obstrução parcial da veia iliaca comum esquerda. III</p><p>Síndrome de May-Thurner.</p><p>(A) I, III, II, IV</p><p>(B) II, IV, I, III</p><p>(C) III, IV, I, II.</p><p>(D) IV, III, I, II</p><p>(A) II, III, I, IV.</p><p>Comentário: Síndromes compressivas decorrem da compressão vascular por</p><p>estruturas anatômicas adjacentes ou de vísceras ocas sendo comprimidas por</p><p>10</p><p>vasos. Resultam em alterações hemodinâmicas importantes, como isquemias e</p><p>tromboses.</p><p>15. Com relação à estenose aórtica, assinale a</p><p>alternativa incorreta.</p><p>(A) Deve ser rotina a medida dos gradientes transvalvares</p><p>sistolicos em todos os pacientes com estenose aortica.</p><p>A medida da area valvar aortica deve ser</p><p>feita necessariamente nos pacientes com</p><p>estenose significativa e naqueles com disfunção</p><p>ventricular esquerda, qualquer que seja o grau de estenose.</p><p>(C) Sera considerada estenose valvar aortica quando o</p><p>gradiente transvalvar maximo for maior ou equivalente a 10mmHg em</p><p>pacientes com função sistolica do ventriculo esquerdo normal.</p><p>(A) Em pacientes com estenose aortica importante e disfunção</p><p>ventricular esquerda significativa, os gradientes através da valva aortica</p><p>estenotica podem estar reduzidos em decorrência da disfunção</p><p>ventricular.</p><p>(A) A forma mais utilizada para se avaliar a gravidade da estenose</p><p>valvar aortica é pela medida dos gradientes transvalvares pela equação</p><p>de Bernoulli simplificada.</p><p>Comentário: A avaliação da gravidade da estenose aórtica parte da obtenção dos</p><p>dados hemodinâmicos da valva aórtica de acordo com a análise do gradiente.</p><p>16. Analise as afirmativas sobre a utilização do Power Doppler Modo M</p><p>associado ao Doppler Transcraniano.</p><p>I. A técnica não é capaz de detectar atividade embolica em multiplos</p><p>segmentos arteriais.</p><p>I. 0 Modo M fornece o espectro e o som das velocidades do fluxo</p><p>sanguineo.</p><p>I. Tem como principal objetivo facilitar a localização dos vasos</p><p>encefálicos em relação à sua profundidade e angulação do</p><p>11</p><p>transdutor.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(A) II e III, somente.</p><p>(A) I e III, somente</p><p>Comentário: Doppler Transcraniano analisa o fluxo sanguíneo das grandes</p><p>artérias. Pawer Doppler avalia a velocidade do fluxo arterial ou venoso, a amplitude,</p><p>sensível para avaliar pequenos vasos e baixas velocidades de fluxo.</p><p>17. Para uma compreensão adequada dos princípios físicos do</p><p>ultrassom, é necessário que se entenda sobre a interação de ondas</p><p>sonoras com o meio. Acerca disso, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) A forma mais conveniente de caracterizar um meio é</p><p>através da sua impedância acústica.</p><p>(A) Quando uma onda atinge a interface entre dois meios</p><p>materiais, toda a intensidade da onda é refletida.</p><p>(A) As duas principais formas de atenuação de ondas sonoras</p><p>são os desvios de sua trajetoria inicial e reflexão.</p><p>(A) A capacidade de um meio absorver ondas sonoras</p><p>independe de suas caracteristicas fisicas.</p><p>(B) Quanto maior a frequência da onda, menor é o</p><p>coeficiente de absorção e maior será a penetração no meio.</p><p>Comentário: A impedância acústica é a resistência oferecida por um tecido a</p><p>passagem do ultra-som.Assim sendo, nas interfaces entre 2 meios acústicos com</p><p>grande diferença de impedância a reflexão das ondas sonoras será intensa.</p><p>a cada 3 meses</p><p>b) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento com</p><p>controle ultrassonográfico a cada 6 meses</p><p>c) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento</p><p>anual com controle ultrassonográfico</p><p>d) Não necessita de acompanhamento nem tratamento</p><p>e) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico sem acompanhamento, visto</p><p>que o risco de ruptura é muito baixo</p><p>Comentário: Correta: B. A abordagem cirúrgica é reservada aos aneurismas</p><p>com mais de 5,4cm de diâmetro ou com crescimento 5mm ou mais em 6 meses.</p><p>Fonte: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3168&idioma=Portugues</p><p>Analise o caso clínico abaixo para responder às questões 48 a 50.</p><p>José Maria, 50 anos de idade, vem encaminhado ao ambulatório de cirurgia</p><p>vascular queixando-se de dor nas panturrilhas e nádegas de membro inferior</p><p>direito, quando realiza caminhadas mais extensas e principalmente quando sobe</p><p>escadas. Paciente tabagista (70 anos/maço), hipertenso, trabalha como servente</p><p>de pedreiro. Apresenta-se muito angustiado com o quadro, pois sua</p><p>produtividade está sendo comprometida nestes últimos meses de apresentação</p><p>do quadro. Ele relata que inúmeras vezes ao dia tem que repousar das atividades</p><p>por conta das dores incapacitantes.</p><p>48) Assinale a alternativa que apresenta qual diagnóstico provável.</p><p>a) Lombociatalgia aguda</p><p>b) Tromboangeite obliterante</p><p>c) Doença arterial oclusiva periférica (DAOP)</p><p>d) Insuficiência venosa crônica</p><p>e) Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea</p><p>Comentário: Correta C. Paciente apresenta quadro típico de DAOP,</p><p>corroborado por fatores de risco como tabagismo, hipertensão, sexo e idade.</p><p>49) Assinale a alternativa que apresenta os melhores resultados terapêuticos</p><p>para o caso em questão.</p><p>a) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários, estatinas e inibidores da CYP3A4.</p><p>Modificação de hábitos alimentares e marchas programadas</p><p>b) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários e estatinas. Modificação de hábitos</p><p>alimentares e marchas programadas</p><p>c) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários e estatinas</p><p>d) Arteriografia mais revascularização endovascular</p><p>e) Revascularização aberta</p><p>Comentário: Correta B. Apesar do gabarito apontar a A como correta, nela</p><p>encontramos o uso de Inibidores da CYP3A4 concomitante ao uso de estatinas,</p><p>o que não é indicado, por interações farmacocinéticas. Deste modo, a B é a mais</p><p>correta.</p><p>50) De acordo com a classificação de Rutherford, assinale a alternativa que</p><p>apresenta qual estádio o paciente se encontraria.</p><p>a) Rutherford I</p><p>b) Paciente não se enquadra na classificação de Rutherford</p><p>c) Rutherford IIb</p><p>d) Rutherford III</p><p>e) Rutherford IV</p><p>Comentário: O Paciente apresenta uma claudicação moderada. Seria categoria</p><p>2 de Rutheford. Mais correta letra C.</p><p>51) Segundo a classificação de DeBakey para dissecção de aorta, analise</p><p>as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F) Dissecção tipo I envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>( V) Dissecção tipo II envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>(F ) Dissecção tipo IIIa envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>( F) Dissecção tipo IIIb envolve exclusivamente a aorta descendente.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) F, V, F, F</p><p>c) F, F, V, F</p><p>d) F, V, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Na classificação de DeBakey tipo II, apenas a aorta ascendente é</p><p>envolvida. Correta apenas esta, as demais estão em desacordo com essa</p><p>classificação. Tipo I pega toda a Aorta. A tipo III pega apenas a partir da</p><p>emergência da artéria subclávia para baixo. IIIa se refere à aorta torácica. IIIb se</p><p>refere à aorta abdominal. Correta: B.</p><p>52) Sobre as disseções de aorta assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A dissecção tipo A de Stanford caracteriza-se por dor torácica ou dorsal</p><p>aguda, dilacerante ou lancinante</p><p>b) Os déficits de pulsos distais e outras evidências de má perfusão súbita, dor</p><p>torácica dorsal de grande intensidade devem levar imediatamente a suspeição</p><p>de dissecção de aorta.</p><p>c) A dissecção tipo B é caracterizada como aguda ≤14 dias do início dos</p><p>sintomas e crônica se >14 dias do início dos sintomas</p><p>d) Anatomicamente, as dissecções do tipo B, geralmente, se originam de</p><p>laceração primária na aorta torácica descendente proximal, logo distal a origem</p><p>da artéria subclávia esquerda.</p><p>e) A dissecção do tipo B geralmente é considerada uma emergência cirúrgica,</p><p>podendo cursar com hipotensão severa, particularmente quando ocorre a ruptura</p><p>de válva aórtica ou tamponamento cardíaco</p><p>Comentário: A classificação de Stanford consiste nos seguintes dois tipos: tipo</p><p>A, envolvendo a aorta ascendente independentemente do local de entrada; e tipo</p><p>B, envolvendo a aorta distal à origem da artéria subclávia esquerda. Assim,</p><p>alternativa E não é compatível com o conceito.</p><p>53) Sobre o Diagnóstico da insuficiência venosa crônica, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) Os testes de Pethers e Brodie-Trendelenburg são insubstituíveis para a</p><p>avaliação da oclusão venosa e refluxo axial</p><p>b) Com o aumento distal do fluxo e sua liberação, através da respiração</p><p>profunda normal e emprego da manobra de Valsalva, identifica-se o refluxo</p><p>valvar com precisão</p><p>c) As imagens são obtidas com transdutores de 7,5 ou 10 MHz, e o Doppler</p><p>pulsado com um transdutor de 15 Mhz</p><p>d) A flebografia é indispensável no diagnóstico e tratamento da insuficiência</p><p>venosa crônica primária</p><p>e) O uso da pletismografia com deslocamento de ar foi descontinuado nos anos</p><p>60 e desde então, nunca mais foi reintroduzida na prática clínica.</p><p>Comentário: Correta letra B, pois a manobra de valsalva é utilizada em para</p><p>diagnóstico de refluxo da femoral comum e na junção safenofemoral. A letra A</p><p>está incorreta pois após o advento do ultrassom Doppler é possível avaliar de</p><p>forma precisa. A letra C está incorreta pois para esse tipo de avaliação são</p><p>necessários 1 transdutor linear de 7,5 a 13 MHz e 1 transdutor curvilíneo de 3,5</p><p>a 5 MHz. A letra D está incorreta pois o diagnóstico pode ser feito com outros</p><p>meios, como ultrassonografia doppler, bem como o tratamento difere entre os</p><p>pacientes, podendo ser dispensável a flebografia. A letra E está incorreta pois</p><p>apesar da pletismografia não ser tão comum quanto outrora, ainda pode ser</p><p>utilizada para complementar o estudo sobre a condição do paciente.</p><p>Fonte:https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Consenso-para-a-</p><p>Sociedade-Bras.-de-Angiologia-e-Cirurgia-Vascular_29-08.pdf</p><p>54) Assinale a alternativa que não apresenta indicações para colocação</p><p>de filtro de veia cava.</p><p>a) Tromboembolismo recorrente apesar de anticoagulação adequada</p><p>b) TVP em pacientes com contraindicações para anticoagulação</p><p>c) TEP crônico com hipertensão pulmonar secundária</p><p>d) Complicações de anticoagulação</p><p>e) Trombo poplíteo em progressão em vigência de anticoagulação</p><p>Comentário: Correta letra E, pois as indicações para uso de filtro de veia cava</p><p>englobam contraindicações, refratariedade ou complicações associadas ao uso</p><p>da anticoagulação. Portanto a letra E em vigência de anticoagulação não</p><p>necessita desse procedimento.Além disso, na letra C pode ser indicado o uso</p><p>de filtro de veia cava como prevenção.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/JXsVbMhbh9XwYVjzgRxrbgv/?lang=pt.</p><p>https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2017/06/02_04.pdf</p><p>55) Assinale a alternativa que apresenta a entidade vascular da qual a</p><p>síndrome de Klippel- Trenaunay é uma importante etiologia.</p><p>a) Vasculites</p><p>b) Insuficiência venosa crônica</p><p>c) Doença arterial oclusiva periférica</p><p>d) Linfangites</p><p>e) Não está relacionada a etiologias vasculares</p><p>Comentário: Correta é a letra D, pois os principais sintomas dessa síndrome</p><p>são dor e linfedema, dessa forma pode-se deduzir que o linfedema é um</p><p>grande fator</p><p>de risco para linfangites.</p><p>Fonte: https://www.cureus.com/articles/30763-presentation-and-management-</p><p>of-klippel-trenaunay-syndrome-a-review-of-available-data</p><p>56) Sobre doença linfática, analise as afirmativas abaixo e dê valores</p><p>Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) O sistema linfático primitivo tem origem na sexta semana do</p><p>desenvolvimento, sob formas de sacos linfáticos próximos às veias jugulares.</p><p>( ) O sistema linfático é composto de 2 elementos, os capilares linfáticos e os</p><p>linfonodos.</p><p>( ) O membro com linfedema apresenta-se com consistência amolecida.</p><p>( ) Em contrapartida com o que ocorre no fluxo venoso, o fluxo linfático</p><p>centrípeto ocorre, principalmente, pela contratilidade individual de cada</p><p>linfático.</p><p>( ) A Linfocintilografia surgiu como exame de escolha nos pacientes com</p><p>linfedema, sendo capaz de diferenciar o linfedema primário do secundário. O</p><p>exame é realizado com injeção de albumina radioiodinada ou sulfeto colóide</p><p>marcado com 99Tc.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>sequencia correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F, V</p><p>b) V, V, F, V, F</p><p>c) V, F, F, V, F</p><p>d) F, F, F, V, F</p><p>e) V, F, F, F, V</p><p>Comentário: A correta é letra C. A primeira sentença é verdadeira, pois o</p><p>sistema linfático surge na 6ª ou 7ª semana do desenvolvimento embrionário,</p><p>apresentando, de acordo com a localização, sacos linfáticos jugulares,</p><p>subclávios, posterior e retroperitoneal. A segunda sentença está falsa, pois além</p><p>dos vasos linfáticos, que incluem mais do que os capilares, e os linfonodos há</p><p>baço, tonsilas e timo. A terceira sentença é falsa, pois o linfedema possui</p><p>consistência endurecida devido ao processo inflamatório e fibroblástico local. A</p><p>quarta sentença é verdadeira, pois de fato a circulação linfática é unidirecional e</p><p>centrípeta e se utiliza das contrações das paredes desses vasos. A quinta</p><p>sentença é falsa, pois a linfocintilografia é capaz de definir ou excluir diagnósticos</p><p>diferenciais para linfedema, mas não tem a capacidade de diferenciar origem</p><p>primária ou secundária de forma cabal.</p><p>Fonte:</p><p>https://www.scielo.br/j/jvb/a/gkYrkp6QMXTx6JmFkVTLgsb/?lang=pt#:~:text=O</p><p>%20sistema%20linf%C3%A1tico%20surge%20na,sociedades%20de%20anato</p><p>mia%20da%20%C3%A9poca.</p><p>http://sustenere.co/index.php/sciresalutis/article/view/CBPC2236-</p><p>9600.2020.001.0001/1898</p><p>https://www.arqcom.uniceub.br/cienciasaude/article/view/539</p><p>https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/98/134-</p><p>Drenagem_LinfYtica_uma_abordagem_fisioterapYutica.pdf</p><p>http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/37</p><p>57) Sobre a doença de Buerger, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Afeta principalmente homens jovens e fumantes, porém, nas últimas</p><p>décadas, tem apresentado incidência crescente em mulheres jovens fumantes</p><p>b) O diagnóstico é de alta suspeição em paciente com início da doença antes</p><p>dos 45 anos de idade, ausência de outros fatores de risco ateroscleróticos,</p><p>doença exclusivamente distal a joelhos e cotovelos</p><p>c) A arteriografia revela vasos infrageniculares extensamente doentes e</p><p>oclusões arteriais plantares</p><p>d) O reenchimento dos vasos distais é fornecido por colaterais retilíneas</p><p>e) As lesões oclusivas são vistas em pequenas e médias artérias</p><p>Comentário: A resposta é letra B, pois um dos maiores fatores de risco dessa</p><p>doença é o tabagismo, que também é um fator de risco aterosclerótico. A letra</p><p>A está correta, pois a epidemiologia dessa afecção vem demonstrando um</p><p>aumento em mulheres, principalmente tabagistas. A letra C está correta, pois é</p><p>característico dessa condição afetar mais artérias distais, portanto</p><p>infrageniculares e plantares. A letra D está correta, pois foi observado na</p><p>doença de Buerger a presença desses vasos colaterais mediante arteriografia.</p><p>A letra E está correta, pois é característico da fisiopatologia da tromboangeíte</p><p>obliterante afetar pequenas e médias artérias.</p><p>Fonte: http://www.rbac.org.br/wp-content/uploads/2017/04/RBAC-vol-48-4-</p><p>2016-ref.-251.pdf</p><p>58) Sobre as lesões vasculares traumáticas, assinale a alternativa correta:</p><p>a) Traumatismos contusos de carótidas ou vertebrais são de alta suspeição</p><p>clínica, e são facilmente reconhecidos</p><p>b) No trauma penetrante cervical, a Zona 3 é delimitada superiormente pela</p><p>cartilagem cricóide</p><p>c) Em pacientes instáveis, com ferimentos penetrantes em zona 2, pode ser</p><p>introduzido cateter de Fogarty ou sonda Foley para conter o sangramento</p><p>permanente da hemorragia nestas regiões</p><p>d) Em traumas nas zonas 1 e 3, com alta suspeição de lesão vascular em</p><p>pacientes estáveis, o diagnóstico por imagem não é obrigatório e a exploração</p><p>cirúrgica de urgência recomendada</p><p>e) As lesões de carótidas e vertebrais ocorrem por estiramento e esgarçamento</p><p>da íntima dos vasos, como consequência de extensão e flexão extremamente</p><p>rápida do pescoço ou ferimentos contusos diretos</p><p>Comentário: A resposta correta é letra C, pois em casos como esses, de</p><p>sangramento que não pode ser controlado por compressão, pode se utilizar</p><p>desses instrumentos para possibilitar exploração cirúrgica do paciente. A letra</p><p>A está incorreta, pois não necessariamente é intuitivo ou evidente esse tipo de</p><p>lesão pelo mecanismo de trauma ou mesmo pelo quadro clínico precoce do</p><p>paciente. A letra B está incorreta, pois a zona 3 está acima do ângulo da</p><p>mandíbula. A letra D está incorreta, pois traumas de zonas 1 e 3 há indicação</p><p>de investigação por imagem, principalmente se o paciente estiver estável. A</p><p>letra E está incorreta, pois lesão de carótidas e vertebrais é mais incomum em</p><p>ferimentos contusos do que penetrantes.</p><p>Fonte : https://issuu.com/editorarubio/docs/issuu_-_trauma_vascular</p><p>https://www.emergencymedicinekenya.org/wp-content/uploads/2021/09/ATLS-</p><p>10th-Edition.pdf</p><p>59) Sobre a Doença Carotídea, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A localização mais comum de para aterosclerose na circulação</p><p>cerebrovascular é na bifurcação das carótidas</p><p>b) O AVC pode ser causado por 3 mecanismos: oclusão da trombótica,</p><p>embolização da partícula aterosclerótica e hipoperfusão</p><p>c) Na doença carotídea severa pode não haver sopro audível</p><p>d) O eco-color Doppler de carótidas deve ser sempre realizado em pacientes</p><p>assintomáticos com sopro audível e sintomáticos sem sopro audível</p><p>e) Quanto maior a estenose no lúmen arterial, menor a velocidade do fluxo</p><p>sanguíneo visto ao Doppler</p><p>Comentário: A resposta é letra D, sendo incorreta já que a triagem de sopro</p><p>cervical sem nenhum outro indício de doença carotídea é contraindicada. Vale</p><p>ressaltar que pacientes sintomáticos com ou sem sopro são indicados para</p><p>avaliação de estenose com o Doppler. A letra A está correta, de fato há maior</p><p>incidência na bifurcação das carotídeas. A letra B está correta, pois. A letra C</p><p>está correta, pois não necessariamente um caso grave de doença carotídea</p><p>cursa com sopro audível. A letra E está correta, pois é assim que funciona na</p><p>interpretação do exame doppler, quanto maior a estenose menor a velocidade</p><p>de fluxo sanguíneo.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/rcbc/a/Yr7hqSF5tvBYBdd6mLrygnL/?lang=pt</p><p>https://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0095.pdf</p><p>60) São consideradas indicações categoria 1 para endarterectomia de</p><p>Carótida, segundo o Stroke Council of the American Heart Association, as</p><p>seguintes alternativas:</p><p>I. Um ou mais AIT nos últimos seis meses e estenose da carótida ≥70%.</p><p>II. AIT´s com estenose da carótida ≤50%.</p><p>III. AVC leve ou moderado nos últimos seis meses com 50-69% de estenose da</p><p>carótida.</p><p>IV. AVC leve com estenose da carótida ≥70%.</p><p>V. Trombose da carótida aguda sintomática.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas</p><p>b) Apenas as afirmativas I e V estão corretas</p><p>c) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>e Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Letra A está correta. I está correta, pois é categoria I AIT ipsilateral</p><p>nos últimos 6 meses e estenose >70%, desde que o risco de morbimortalidade</p><p>seja</p><p>é indicação. III está</p><p>errada, pois é indicação categoria III. IV está correta, pois é categoria I AVC</p><p>isquêmico com estenose a 70% ou mais. V está errada, pois seria categoria IIa</p><p>de indicação, caso associado com certos fatores de risco.</p><p>Fonte: https://www.ahajournals.org/doi/epub/10.1161/STR.0000000000000024</p><p>26) Em relação à Insuficiência Venosa Crônica (IVC), analise as afirmativas</p><p>abaixo:</p><p>I. É um conjunto de manifestações clínicas causadas pela anormalidade</p><p>(refluxo, obstrução ou ambos) do sistema venoso periférico (superficial,</p><p>profundo ou ambos), geralmente acometendo os membros inferiores.</p><p>II. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença podemos citar:</p><p>idade avançada, sexo feminino, número de gestações, obesidade e</p><p>histórico familiar.</p><p>III. Os dados quanto a participação do fumo, dos contraceptivos orais e da</p><p>terapia de reposição hormonal na origem da doença venosa permanecem</p><p>controversos.</p><p>IV. A doença venosa é uma das patologias mais prevalentes no mundo.</p><p>Estudos internacionais apontam que até 80% da população pode</p><p>apresentar graus mais leves, os graus intermediários podem variar de 20 a</p><p>64% e a evolução para os estágios mais severos entre 1 e 5 %.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>c) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Todas as afirmativas estão corretas, pois a I define bem o</p><p>conceito e fisiopatologia da IC, a II descreve os principais fatores de risco, a III</p><p>corretamente refere os fatores cujos estudos permanecem inconsistentes, e a IV</p><p>descreve claramente a epidemiologia dessa doença.</p><p>27) A ultrassonografia com Doppler é sem dúvida a mais útil ferramenta</p><p>diagnóstica inicial na abordagem de doenças venosas crônicas. Em relação às suas</p><p>vantagens, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Ser um exame não-invasivo</p><p>( V ) Pode ser repetido tantas vezes quanto necessário</p><p>( V ) Reprodutível</p><p>( V ) Permite tanto a avaliação anatômica do sistema vascular venoso, quanto</p><p>sua fisiologia pela avaliação hemodinâmica do fluxo</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, V, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Todas as opções são realmente vantagens que a US Doppler</p><p>possui quando comparada com outros exames, mais invasivos.</p><p>28) Em relação ao Teste D-dímero (DD) para o diagnóstico de trombose venosa</p><p>profunda (TVP), assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) D-dímero, um dos produtos da degradação da fibrina, está presente em</p><p>qualquer situação na qual haja formação e degradação de um trombo,</p><p>sendo um marcador específico de TVP</p><p>b) Apresenta alta sensibilidade, mas pouca especificidade para o diagnóstico da</p><p>TVP</p><p>c) Os testes de ELISA e ELFA (testes de enzymelinkedimmunofluorescence),</p><p>juntamente com testes imunoturbidimétricos ou de látex quantitativo, são</p><p>considerados de alta sensibilidade; o DD de sangue total é considerado de</p><p>moderada sensibilidade, apesar de apresentar a mais alta especificidade</p><p>d) Seus resultados geralmente são divididos em grupos: negativo (500 ng/mL) e)</p><p>A dosagem do DD deve ser utilizada apenas em pacientes de baixa</p><p>probabilidade clínica para TVP, uma vez que não apresentam 100% de</p><p>sensibilidade</p><p>Comentário: O D-dímero não é um marcador específico da TVP, pois aparece</p><p>em qualquer formação e degradação de trombo.</p><p>29) Em relação à venografia com contraste que é o exame considerado padrão-</p><p>ouro para o diagnóstico de trombose venosa profunda, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Indicado, atualmente, apenas quando os outros testes são incapazes de</p><p>definir o diagnóstico.</p><p>II. Pode ser desconfortável ao paciente.</p><p>III. O paciente pode apresentar reações adversas ao contraste.</p><p>IV. É contra-indicado a pacientes com insuficiência renal.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Todas corretas, pois a venografia com contraste é reservada</p><p>apenas para casos de dúvidas frente outros exames, pois apresenta problemas ao</p><p>paciente (desconfortável, reações ao contraste e contraindicação em casos de</p><p>Insuficiência renal)</p><p>30) Em relação ao tratamento do Tromboembolismo Venoso (TEV) durante a</p><p>gravidez, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Para as gestantes com TEV, recomenda-se terapia com doses ajustadas</p><p>de heparina de baixo peso molecular (HBPM) SC ou de heparina não</p><p>fracionada (HNF), até 6 semanas pós-parto (tempo mínimo de</p><p>anticoagulação: 3 meses) ou o tempo necessário para completar o</p><p>período preconizado de anticoagulação.</p><p>II. Após o parto, a critério médico, pode-se iniciar antagonistas da vitamina</p><p>K (AVK), mantendose concomitantemente a HBPM até que se atinja o</p><p>INR alvo, entre 2 e 3, quando então, esta pode ser suspensa.</p><p>III. Para gestantes sob tratamento com HBPM ou HNF, recomenda-se</p><p>descontinuar a heparina no mínimo 24 horas antes da indução de parto</p><p>eletivo.</p><p>IV. Em mulheres que engravidam durante o tratamento de anticoagulação</p><p>para TVP, recomenda-se a substituição de AVK por HNF ou HBPM</p><p>durante a gravidez.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>Comentário: As quatros alternativas descrevem corretamente a conduta</p><p>medicamentosa frente à TEV em gestantes, sendo que a I define o início do</p><p>tratamento, a II explica corretamente o pós parto, a III define o preparo para indução</p><p>de parto e a IV descreve a conduta na gravidez durante anticoagulação.</p><p>31) Sobre a função primária das valvas venosas,analise as afirmativas abaixo e dê</p><p>valores Verdadeiro(V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Assegurar o fluxo retrógrado.</p><p>( F ) Aumentar a capacitância venosa.</p><p>( F ) Regular a quantidade do retorno venoso do sangue para o coração.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, V</p><p>b) F, V, V</p><p>c) F, F, V</p><p>d) F, V, F</p><p>e) F, F, F</p><p>Comentário: As válvulas venosas são estruturas anatômicas que se</p><p>encontram no interior das veias e têm um papel fundamental na propulsão do sangue</p><p>no sentido distal-proximal, permitindo que o sangue avance em direção ao coração e</p><p>impedindo o fluxo retrógrado. Portanto, a primeira afirmação é falsa.</p><p>As válvulas não tem relação direta com o aumento da capacitância venosa,</p><p>uma vez que a capacitância é uma qualidade inerente às veias, que podem se estirar</p><p>significativamente, aumentando o volume de fluido que podem reter sem aumentar</p><p>significativamente a sua pressão. Os efeitos da venoconstrição ou da venodilatação</p><p>afetam a capacitância venosa. À medida que as veias se contraem, a capacitância</p><p>diminui, forçando mais sangue de volta ao coração (isto é, aumentando o retorno</p><p>venoso), o que por sua vez afeta a quantidade de sangue que pode ser bombeada</p><p>para fora do coração no próximo batimento cardíaco. Assim a segunda alternativa</p><p>também é incorreta.</p><p>Como já foi dito, as válvulas venosas são fundamentais na manutenção do fluxo</p><p>unidirecional rumo ao coração, no entanto, elas não são responsáveis por regular a</p><p>quantidade do retorno venoso do sangue para o coração. O retorno venoso, volume</p><p>de sangue que chega ao átrio direito a cada minuto, deve ser igual ao debito cardíaco.</p><p>32) Assinale a alternativa que apresenta qual das camadas que compõe a</p><p>parede arterial está mais envolvida com a doença aterosclerótica.</p><p>a) Intima</p><p>b) Muscular</p><p>c) Adventícia</p><p>d) Estriada</p><p>e) Todas</p><p>Comentário: A aterosclerose inicia-se com a deposição de lípides na íntima</p><p>(formação de estrias lipídicas que evoluem para a placa ateromatosa);</p><p>Posteriormente ocorre invasão da túnica subjacente e diminuição da luz arterial;</p><p>Com a invasão da túnica subjacente ocorrerá enfraquecimento da resistência</p><p>vascular com predisposição à formação de aneurismas.</p><p>Com a diminuição da luz arterial ocorrerá comprometimento do fluxo (de</p><p>lamelar passa a turbulento, predispondo à trombose).</p><p>33) Aneurisma é definido como uma dilatação focal e permanente da artéria</p><p>com um aumento de pelo menos “X” do diâmetro normal do vaso. Assinale a</p><p>alternativa que apresenta o valor de “X”.</p><p>a) 10%</p><p>b) 20%</p><p>c) 30%</p><p>d) 40%</p><p>e) 50%</p><p>Comentário: Aneurisma é definido como uma dilatação focal e permanente da</p><p>artéria com um aumento de pelo menos 50% do diâmetro normal do vaso.</p><p>34) Em relação aos Aneurismas da Aorta Abdominal (AAA) e os fatores de risco</p><p>mais importantes, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso</p><p>(F)</p><p>( ) Idade avançada.</p><p>( ) Gênero masculino.</p><p>( ) Tabagismo.</p><p>( ) Histórico familiar positivo para AAA, principalmente diagnóstico em familiares</p><p>de primeiro grau.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário:</p><p>Dentre os fatores de risco mais importantes em relação aos Aneurismas da</p><p>Aorta Abdominal (AAA), temos:</p><p>• Idade avançada</p><p>• Gênero masculino</p><p>• Tabagismo</p><p>• Histórico familiar positivo para AAA, principalmente diagnóstico em familiares</p><p>de primeiro grau.</p><p>Além desses outros fatores associados são:</p><p>• Histórico de outro aneurisma vascular;</p><p>• Altura elevada;</p><p>• Doença arterial coronariana;</p><p>• Doença cerebrovascular;</p><p>• Arteriosclerose;</p><p>• Hipercolesterolemia;</p><p>• Hipertensão;</p><p>• Variantes no cromossomo 9p21 (presença de rs7025486[A] no gene DAB21P</p><p>aumenta 20% o risco de ter AAA);</p><p>• Homocisteinemia, altos níveis de lipoproteína A e do inibidor do fator ativador</p><p>de plasminogênio;</p><p>• Raça negra ou asiática, além de diabetes mellitus, são negativamente</p><p>associadas com o desenvolvimento do AAA.</p><p>Portanto todas as alternativas são verdadeiras, sendo o gabarito letra E.</p><p>35) Sobre o processo da coagulação sanguínea e dos componentes do sistema</p><p>hemostático, que estão presentes, analise as afirmativas abaixo e dê valores</p><p>Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Plaquetas</p><p>( V ) Proteínas</p><p>( V ) Anticoagulantes naturais</p><p>( V ) Sistema de fibrinólise</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) V, V, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) F, F, V, V</p><p>Comentário:</p><p>Os componentes do sistema hemostático incluem as plaquetas, os vasos, as</p><p>proteínas da coagulação do sangue, os anticoagulantes naturais e o sistema de</p><p>fibrinólise. O equilíbrio funcional desses diferentes “setores” da hemostasia é</p><p>garantido por uma variedade de mecanismos envolvendo interações entre proteínas,</p><p>respostas celulares complexas, e regulação de fluxo sanguineo.</p><p>36) A respeito de como é realizado o diagnóstico complementar na doença</p><p>venosa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Ultrassom com Doppler.</p><p>( F ) Fotopletismografia.</p><p>( F ) Flebografia.</p><p>( F ) Angiotomografia venosa e angiorressonancia venosa.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, V, V, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, F, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Todas as alternativas apresentam exames complementares</p><p>possíveis, contudo, nenhum deles é o mais indicado para realização do diagnóstico,</p><p>pois:</p><p>- O Ultrassom com Doppler pode ser utilizado na prática diária do angiologista</p><p>e cirurgião vascular como um instrumento auxiliar ao exame clínico dos pacientes com</p><p>insuficiência venosa, permitindo selecionar aqueles que deverão ser encaminhados</p><p>para testes diagnósticos mais acurados, como o Mapeamento Dúplex.</p><p>- A Fotopletismografia tem sido usada como um método de acompanhamento</p><p>em muitos laboratórios vasculares, pelo fato de o TRV ser um sensível indicador de</p><p>refluxo, porém ela é incapaz de diferenciar graus de gravidade clínica da doença.</p><p>- Apesar de a Flebografia ser um bom exame para diagnóstico, ela tem caído</p><p>em desuso por se tratar de um método invasivo e ter possibilidade de trazer</p><p>desconforto e complicações para os pacientes. Assim, esse teste têm baixa aceitação</p><p>e fica difícil sua repetição para o seguimento de pacientes ou avaliação de</p><p>terapêuticas para a IVC.</p><p>- A respeito da angiotomografia venosa e angiorressonancia venosa, apesar</p><p>dos grandes avanços nas técnicas de obtenção e reconstrução das imagens do</p><p>sistema venoso com a utilização de ambos exames, seu emprego na doença venosa</p><p>permanece restrito. Suas principais indicações ainda residem nos casos onde outros</p><p>exames não são conclusivos, em especial nos casos de estenose ou obstrução do</p><p>segmento venoso iliacocava e insuficiência de veias gonadais em associação com</p><p>varizes pélvicas.</p><p>O Mapeamento Duplex é considerado padrão-ouro dentre os métodos de</p><p>diagnóstico não-invasivos para doenças venosas de membros inferiores, é atualmente</p><p>o mais indicado por permitir avaliação quantitativa e qualitativa. Fornece informações</p><p>tanto anatômicas quanto funcionais, permitindo, assim, uma avaliação mais completa</p><p>e detalhada do sistema venoso. Portanto, todas as alternativas são falsas e a resposta</p><p>é letra E.</p><p>37) Assinale a alternativa que apresenta qual a principal etiologia para a doença</p><p>arterial periférica.</p><p>a) Aneurisma</p><p>b) Aterosclerose</p><p>c) Hipertensão arterial sistêmica</p><p>d) Doença autoimune</p><p>e) Nenhuma das alternativas acima</p><p>Comentário: A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) tem como principal</p><p>etiologia a doença aterosclerótica, que leva à obstrução da artéria periférica e pode</p><p>se apresentar de forma assintomática ou manifestar uma variedade de sintomas e</p><p>sinais indicativos de isquemia das extremidades, sendo a principal causa de morte no</p><p>mundo ocidental, devido ao alto risco de morbimortalidade cardiovascular associado.</p><p>É caracterizada por depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das</p><p>artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados</p><p>por elas. Portanto, a alternativa correta é a letra B.</p><p>38) Sobre os fatores que estão associados a estenose carotídea extracraniana,</p><p>analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Tabagismo.</p><p>( V ) Idade maior ou igual 75 anos.</p><p>( V ) Dislipidemia.</p><p>( V ) Hipertensão no desenvolvimento da estenose de carótida extracraniana.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) F, F, V, V</p><p>c) V, F, F, V</p><p>d) V, V, V, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Segundo a literatura, os fatores de risco mais associados com</p><p>estenose carotídea são:</p><p>- Idade ≥75 anos;</p><p>- Dislipidemia;</p><p>- Tabaco;</p><p>- Hipertensão: observou-se aumento de cinco vezes na freqüência de estenose</p><p>de carótida extracraniana nos hipertensos em relação aos normotensos, destacando</p><p>a grande influência da hipertensão no desenvolvimento da estenose de carótida</p><p>extracraniana;</p><p>Ainda avaliando a literatura, obsevou-se que, diabetes e obesidade não foram</p><p>associadas aos graus de estenose moderada-grave. Assim, idade avançada,</p><p>tabagismo, dislipidemia e hipertensão são os principais fatores de risco associados a</p><p>estenose carotídea. Portanto as assertivas estão corretas e a resposta é a letra D.</p><p>39) Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F), a</p><p>respeito dos sintomas mais comuns do “pé diabético”.</p><p>( V ) Sensação de agulhadas, dormência, além</p><p>de fraqueza nas pernas.</p><p>( V ) Dores e queimação.</p><p>( V ) Formigamento.</p><p>( V ) Perda da sensibilidade local.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, V, V, V</p><p>e) V, V, F, F</p><p>Comentário: Segundo o Ministério da Saúde, sintomas de dor ou desconforto,</p><p>do tipo queimação, formigamento ou “picada”, começando nos dedos e ascendendo</p><p>proximalmente (padrão em bota ou em luva), com piora no período noturno e aliviados</p><p>ao movimento, indicam para o diagnóstico de neuropatia do pé diabético. A neuropatia</p><p>pode se manifestar ainda da forma “negativa”, como dormência e perda de</p><p>sensibilidade (hipoestesia). Já sintomas de dor do tipo câimbra ou peso ao caminhar,</p><p>que é aliviada ao repouso, levanta a suspeita de dor isquêmica por doença vascular</p><p>periférica. Portanto, todas as alternativas, são sintomas comuns do “pé diabético”,</p><p>configurando a resposta como a letra D.</p><p>40) Sobre qual agente é frequentemente isolado na celulite cutânea superficial</p><p>(Erisipela), analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Serratia odorífera.</p><p>( F ) Haemophilus ducreyi.</p><p>( V ) Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.</p><p>( F ) Staphylococcus aureus.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, F</p><p>c) F, F, V, F</p><p>d) F, V, F, F</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Segundo a literatura:</p><p>- Erisipela: é um tipo de celulite cutânea superficial com comprometimento</p><p>importante dos vasos linfáticos da derme decorrente da infecção por Estreptococos</p><p>beta-hemolíticos do grupo A (SBHGA) e, raramente por Staphylococcus aureus.</p><p>- Celulite: infecção cutânea que compromete uma parte maior dos tecidos</p><p>moles, estendendo-se profundamente através da derme e tecido subcutâneo. Pode</p><p>se iniciar como erisipela. Seus principais agentes são S. aureus e SBHGA.</p><p>Como a pergunta indaga sobre o Agente Etiológico “mais frequente” da</p><p>erisipela, a alternativa correta se torna a letra C.</p><p>41) Em relação à microcirculação, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Microcirculação é definida como uma rede de pequenos vasos</p><p>(arteríolas, capilares e vênulas) com diâmetro inferior a 100 µm.</p><p>II. A microcirculação tem a função vital de fornecer oxigênio e outros</p><p>substratos essenciais às células e também de remover os seus produtos</p><p>do metabolismo celular.</p><p>III. A microcirculação ocupa uma extensão de cerca de 350 m2 e apresenta</p><p>a maior superfície endotelial do corpo humano.</p><p>IV. A microcirculação desempenha outras funções fisiológicas: controle da</p><p>resistência vascular, coagulação sanguínea, processos inflamatórios e</p><p>barreira imunológica.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário:, O diâmetro inferior a 100 µm promove a irrigação de todos os sistemas,</p><p>essa rede capilar supre as necessidade metabólicas, além de promover a secreção</p><p>de produtos metabólicos celulares. A microcirculação desempenha diversos</p><p>processos fisiológicos além da função vital celular, dessa forma todas as afirmativas</p><p>estão corretas, portanto a resposta correta é a alternativa E.</p><p>42) É sabido que alterações microvasculares correlacionam-se com disfunção</p><p>orgânica e mortalidade em diferentes estados patológicos. Considerando o assunto,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A falência orgânica está relacionada diretamente à disfunção</p><p>microcirculatória.</p><p>II. As alterações microcirculatórias não são detectadas na fase bastante inicial</p><p>da doença e podem persistir independentemente do estado hemodinâmico.</p><p>III. Alguns autores relataram que as variáveis microvasculares são capazes de</p><p>prever mais precisamente o desenvolvimento de disfunção orgânica e a</p><p>morte do que os parâmetros hemodinâmicos tradicionais.</p><p>IV. A terapia guiada por parâmetros microcirculatórios pode ser uma melhor</p><p>estratégia de reanimação, em pacientes críticos, do que a reanimação</p><p>baseada em parâmetros clínicos tradicionais usada na prática diária.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O desempenho de funções vitais celulares como o fornecimento de</p><p>oxigênio e a realização de diversos processos fisiológicos, como controle da</p><p>resistência vascular, coagulação sanguínea, processos inflamatórios e barreira</p><p>imunológica inferem que a disfunção da microcirculação leva a falência orgânica. As</p><p>alterações microcirculatórias já podem ser detectadas na fase bastante inicial da</p><p>doença e podem persistir independentemente do estado macro hemodinâmico,</p><p>portanto a afirmativa II está incorreta. A capacidade de variáveis microvasculares de</p><p>prever disfunção orgânica e morte sugere a melhor estratégia de reanimação a partir</p><p>de parâmetros microcirculatórios, no entanto intervenções eficazes para melhorar a</p><p>microcirculação dessa forma ainda aguardam comprovação por estudos clínicos bem</p><p>desenhados. Portanto apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas, dessa forma a</p><p>alternativa correta é a letra A.</p><p>43) Em relação às trombofilias, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A trombofilia é definida como a tendência à trombose decorrente de</p><p>alterações hereditárias ou adquiridas da coagulação ou da fibrinólise, que</p><p>levam a um estado pró-trombótico.</p><p>II. A trombofilia é classificada como hereditária quando se demonstra a</p><p>presença de uma anormalidade hereditária que predispõe à oclusão</p><p>vascular, mas que requer a interação com outro componente, hereditário ou</p><p>adquirido, para desencadear o episódio trombótico.</p><p>III. As trombofilias hereditárias são, na maior parte dos casos, decorrentes de</p><p>alterações ligadas aos inibidores fisiológicos da coagulação (antitrombina,</p><p>proteína C, proteína S e resistência à proteína C ativada) ou de mutações</p><p>de fatores da coagulação (FV G1691A ou Fator V Leiden e mutação</p><p>G20210A da protrombina).</p><p>IV. A trombofilia é adquirida quando é decorrência de outra condição clínica,</p><p>como neoplasia, síndrome antifosfolípide, imobilização, ou do uso de</p><p>medicamentos, como terapia de reposição hormonal, anticoncepcionais</p><p>orais e heparina.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Todas as afirmativas estão certas portanto a alternativa E é a correta.</p><p>Na tendencia a trombose a distinção entre alterações hereditárias ou adquiridas difere</p><p>na apresentação clínica e prognóstico. As anormalidades hereditárias que predispõem</p><p>a oclusão vascular, como os inibidores fisiológico de coagulação ou mutações de</p><p>fatores de coagulação devem sempre ser investigados na suspeita de trombofilia</p><p>hereditária. Níveis plasmáticos moderadamente elevados de homocisteína também</p><p>podem ser responsáveis por episódios vaso-oclusivos, um importante fator a ser</p><p>considerado é o território vascular de acometimento que se relaciona a diferentes</p><p>mecanismos fisiopatológicos, diferentes investigações laboratoriais e tratamentos</p><p>44) Clinicamente, as trombofilias hereditárias geralmente manifestam-se como</p><p>tromboembolismos venosos, mas com algumas características próprias. A respeito</p><p>destas, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Ocorrem em indivíduos com idade acima de 45 anos</p><p>b) Apresentam recorrência frequente</p><p>c) Apresentam história familiar de eventos trombóticos</p><p>d) Cursam com trombose migratória ou difusa</p><p>ou em local pouco comum</p><p>e) Apresentam episódio trombótico desproporcionalmente grave em relação ao</p><p>estímulo desencadeante</p><p>Comentário: Geralmente ocorrem em indivíduos abaixo de 45 anos, as demais</p><p>alternativas estão corretas, listando as características próprias dos tromboembolismo</p><p>venoso em trombofilias hereditárias que muitas vezes diferem das adquiridas.</p><p>Portanto a alternativa incorreta é a letra A.</p><p>45) A respeito das complicações obstétricas que os defeitos trombofílicos</p><p>podem causar, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Dificuldade para engravidar.</p><p>( V ) Gestações complicadas.</p><p>( V ) Retardo do crescimento fetal.</p><p>( V ) Abortamentos e perdas fetais.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) V, V, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) F, V, F, F</p><p>Comentário: Todas as complicações obstétricas afirmadas podem ser causadas por</p><p>defeitos trombofilicos e a investigação laboratorial deve ser realizada em todas as</p><p>situações mencionadas. Sendo a alternativa correta a letra C.</p><p>46 - Analise as afirmativas abaixo sobre investigação laboratorial para</p><p>diagnóstico de trombofilia e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Quantificação funcional dos inibidores da coagulação.</p><p>( V ) Quantificação da homocisteína plasmática.</p><p>( V ) Pesquisa das mutações FV G1691A e G20210A da protrombina, e da</p><p>presença dos anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico e anticardiolipina).</p><p>( V ) Presença de hiperfunção plaquetária (Síndrome da plaqueta viscosa).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, V</p><p>b) F, V, V, F</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Clinicamente, as trombofilias hereditárias geralmente</p><p>manifestam-se como tromboembolismos venosos, mas com algumas características</p><p>próprias: a ocorrência em menores de 45 nos; apresentam alta recorrencia; é comum</p><p>história familiar de eventos trombóticos; trombose migratória ou difusa ou em local</p><p>pouco comum; e episódio trombótico desproporcionalmente grave em relação ao</p><p>estímulo desencadeante. Os defeitos trombofílicos podem também causar várias</p><p>complicações obstétricas, como dificuldade para engravidar, gestações complicadas,</p><p>retardo do crescimento fetal, abortamentos e perdas fetais. A investigação laboratorial</p><p>deve ser realizada em todas as situações acima descritas através da quantificação</p><p>funcional dos inibidores da coagulação, a quantificação da homocisteína plasmática,</p><p>as pesquisas das mutações FV G1691A e G20210A da protrombina, e da presença</p><p>dos anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico e anticardiolipina). A presença</p><p>de hiperfunção plaquetária (Síndrome da plaqueta viscosa) também necessita ser</p><p>investigada rotineiramente, por ser causa de tromboses arteriais e / ou venosas.</p><p>Sendo assim, todas as alternativas acima descritas são verdadeiras. RESPOSTA E.</p><p>47) Em relação às angiodisplasias, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Angiodisplasias são lesões vasculares degenerativas, adquiridas, geralmente</p><p>encontradas na parede intestinal de pacientes jovens.</p><p>II. Estas malformações vasculares caracterizam-se pela presença de dilatações</p><p>tortuosas do plexo vascular submucoso que, ao sofrerem rupturas</p><p>espontâneas, provocam sangramento para o interior da luz intestinal.</p><p>III. Esta doença representa uma das principais causas de hemorragia digestiva</p><p>alta em indivíduos entre a sexta e sétima décadas de vida, surgindo com maior</p><p>frequência no ceco e cólon ascendente.</p><p>IV. O acometimento de idosos é excepcional e raramente descrito.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Angiodisplasias são lesões vasculares degenerativas, adquiridas,</p><p>geralmente encontradas na parede intestinal de pacientes idosos. São malformações</p><p>vasculares caracterizadas pela presença de dilatações tortuosas do plexo vascular</p><p>submucoso que provocam sangramento na luz intestinal quando se rompem</p><p>espontaneamente. A enfermidade representa uma das principais causas de</p><p>hemorragia digestiva baixa em indivíduos entre a sexta e sétima décadas de vida,</p><p>surgindo com maior frequência no ceco e cólon ascendente (regiões do intestino</p><p>grosso). Dessa forma, apenas a afirmativa II está correta.</p><p>48) Em relação aos agentes antiplaquetários para prevenção de eventos</p><p>trombóticos na intervenção coronária percutânea, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O Ácido Acetilsalicílico (AAS), um inibidor clássico da atividade plaquetária,</p><p>atua por meio da inibição da enzima ciclo-oxigenase.</p><p>II. O AAS é efetivo nas doses de 75 mg a 150 mg por dia, com pequeno efeito</p><p>protetor adicional para eventos trombóticos em doses maiores. Entretanto,</p><p>ocorre aumento correspondente do risco de sangramento com a utilização de</p><p>doses maiores.</p><p>III. Há grande variação entre indivíduos no que se refere ao efeito farmacológico</p><p>do AAS após sua suspensão, entretanto estudos revelam que esse efeito se</p><p>mantém por 10 dias.</p><p>IV. O clopidogrel, utilizado nas doses de ataque de 300 mg a 600 mg pré-</p><p>procedimento percutâneo e de 75 mg por dia posteriormente, é outro inibidor</p><p>da função plaquetária, assim como a ticlopidina.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O clopidogrel, um derivado tienopiridínico, atua inibindo o</p><p>receptor P2Y12 da adenosina difosfato (ADP) e, consequentemente, inibindo o</p><p>processo de agregação plaquetária mediado por essa via. O AAS se liga às plaquetas</p><p>de modo irreversível, isto significa que aquelas plaquetas que sofreram ação da</p><p>aspirina, não conseguirão nunca mais participar da coagulação. Portanto, o efeito</p><p>antiagregante do AAS dura o tempo de vida das plaquetas que é de 5 a 10 dias, ou</p><p>seja, o AAS tomado hoje fará efeito durante pelo menos 5 a 7 dias. Além disso, o AAS</p><p>encontra-se fortemente embasado na literatura e trata-se de medicação fundamental</p><p>nesse contexto. A restrição ao uso do AAS deve ser feita apenas aos pacientes com</p><p>conhecida alergia ao composto (fato raro, com prevalência estimada em menos de</p><p>0,5% da população) e em casos de sangramentos digestivos ativos, em especial</p><p>relacionados a úlceras gástricas (em virtude do efeito irritativo gástrico direto do</p><p>composto associado ao efeito antiplaquetário). Dessa forma, apenas a frase III está</p><p>incorreta, sendo correta a alternativa c.</p><p>49) Sobre a farmacologia das drogas usadas nos distúrbios venosos e</p><p>linfáticos, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Aumento do tônus da parede venosa</p><p>( V ) Reduz a hiperpermeabilidade capilar e viscosidade sanguínea e melhora</p><p>na pressão parcial de oxigênio</p><p>( V ) Retorno venolinfático mais eficiente</p><p>( V ) Minimiza a estase sanguínea e o edema em extremidades.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: A fisiopatologia dos distúrbios venosos está relacionada a três</p><p>fatores (Tríade de Virchow): estase venosa, estados de hipercoagulabilidade e lesão</p><p>endotelial. Esses fatores levam ao recrutamento de plaquetas ativadas, as quais</p><p>liberam mediadores pró-inflamatórios, desencadeando cascata de reações que</p><p>resultam em agregação plaquetária e síntese de trombina dependente de plaquetas,</p><p>aumentando a viscosidade sanguinea. Trombos venosos se</p><p>formam em ambiente de</p><p>estase, baixa tensão de oxigênio e aumento da expressão de genes pró-inflamatórios.</p><p>Dessa forma, é importante para o tratamento o uso de medicações eu visam aumentar</p><p>o tônus venoso, diminuindo a estase sanguínea, além de um retorno venolinfático</p><p>mais eficaz, melhorando a troca entre os vasos e o terceiro espaço e assim reduzindo</p><p>o acúmulo de líquido intersticial nos membros. Dessa forma, todas as afirmativas</p><p>estão corretas. Letra E.</p><p>50) Em relação ao mecanismo de ação dos antiagregantes plaquetários,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O ácido acetilsalicílico atua na inibição irreversível da atividade das</p><p>isoenzimas cicloxigenase - COX 1 e COX 2.</p><p>II. A Sulfinpirazona Promove uma inibição competitiva e reversível da</p><p>cicloxegenase plaquetária (COX1) com diminuição do tromboxane A2 e mínimo</p><p>efeito sobre a prostaciclina.</p><p>III. As tenopiridinas ( ticlopidina e o clopidogrel) são inibidores seletivos da</p><p>adenosina difosfato-ADP (indutor da agregação plaquetária), tendo efeito direto</p><p>no metabolismo do ácido aracdônico.</p><p>IV. O dipiridamol é um derivado pirimidopirimidínico que eleva o AMP cíclico</p><p>plaquetário (um inibidor plaquetário) tanto inibindo o nucleotídeo</p><p>fosfodiesterase cíclico, quanto bloqueando a captação de adenosina pelo</p><p>endotélio vascular e hemácias.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O AAS é o mais empregado e consequentemente o mais bem</p><p>conhecido de sua classe. Seu principal mecanismo de ação é a inibição irreversível</p><p>da atividade das isoenzimas cicloxigenase - COX 1 (plaquetas, estômago e rim) e</p><p>COX 2 (SNC, traqueia, rim, células endoteliais, testículos, ovários etc), que propiciam</p><p>a transformação do ácido araquidônico em PGH2, que é o precursor imediato da</p><p>PGD2, PGE2, PGF2a, PGI2 e TXA2, ocorrendo bloqueio da produção de tromboxane</p><p>A2. Já a Sulfinpirazona inibe a Cox 1 através da diminuição do tromboxane A2, na</p><p>atualidade, sua indicação é feita na artrite gotosa. A ticlopidina e o clopidogrel são</p><p>inibidores seletivos da adenosina difosfato-ADP (indutor da agregação plaquetária), e</p><p>dessa forma não demonstram efeito direto no metabolismo do ácido araquidônico,</p><p>tornando a afirmativa III incorreta. Seus efeitos na inibição da agregação plaquetária</p><p>induzida pelo colágeno e trombina têm um papel secundário em seu mecanismo de</p><p>ação. Sua ação está intimamente relacionada à transformação propiciada pelo fígado</p><p>em um metabólito ativo, que possivelmente induz a alterações irreversíveis em um</p><p>receptor P2TAC, além de inibir a estimulação da atividade da adenilato ciclase. O</p><p>dipiridamol é um derivado pirimido-pirimidínico que tem como função aumentar o AMP</p><p>cíclico plaquetário tanto inibindo o nucleotídeo fosfodiesterase cíclico, quanto</p><p>bloqueando a captação de adenosina pelo endotélio vascular e hemácias. Seu efeito</p><p>na adesão plaquetária é muito mais acentuado do que na agregação. Dessa forma, a</p><p>alternativa C é a correta.</p><p>51) Assinale a alternativa que não apresenta um anticoagulante utilizado no</p><p>tromboembolismo venoso.</p><p>a) Varfarina</p><p>b) Dabigatrana</p><p>c) Rivaroxabana</p><p>d) Moxonidina</p><p>e) Apixabana</p><p>Comentário: A moxonidina é um anti-hipertensivo, agonista parcial e seletivo</p><p>dos receptores I1, cuja ligação é competitiva e de alta afinidade. A ativação desses</p><p>receptores na porção rostral-ventrolateral do bulbo (VLM) reduz a atividade do sistema</p><p>nervoso simpático e, assim, diminui a PA, sugerindo que o efeito hipotensor da</p><p>moxonidina decorra, preferencialmente, da ação nesses receptores I1 bulbares,</p><p>causando uma diminuição do tônus simpático 6 e da resistência vascular periférica</p><p>(RVP). Dessa forma, dentre as medicações descritas acima, é a única não utilizada</p><p>no tratamento do tromboembolismo venoso. RESPOSTA D.</p><p>52) Em relação aos anticoagulantes, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A varfarina produz o seu efeito ao interferir na conversão cíclica da vitamina</p><p>K e do seu 2,3- epóxido, bloqueando a síntese de fatores de coagulação</p><p>dela dependentes (fatores II, VII, IX e X). Assim, o seu efeito anticoagulante</p><p>não acontece até que os fatores já presentes na circulação sejam</p><p>metabolizados, processo que leva de 36-72 h.</p><p>II. A dabigatrana é um inibidor direto da trombina (ou fator II). Administração</p><p>VO ingerida na forma de pró-droga, sem interação com a alimentação. Seu</p><p>início de ação ocorre 2 h após a administração, e sua meia-vida é de 12- 17</p><p>h.</p><p>III. A rivaroxabana é um antagonista do fator Xa. Administração VO, ingerida</p><p>na forma da droga propriamente dita. O início de sua ação ocorre 2-3 h após</p><p>a administração.</p><p>IV. A apixabana é um antagonista do fator Xa. Administração VO, ingerida na</p><p>forma da droga propriamente dita. O início de sua ação ocorre 3 h após a</p><p>administração.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A apixabana e a rivaroxabana são antagonistas do fator X ativado</p><p>de administração via oral. A varfarina é um antagonista de vitamina K, bloqueando a</p><p>síntese de fatores de coagulação II, VII, IX e X. Seu tempo de ação se dá entre 36 e</p><p>72 horas. Durante os primeiros dias do tratamento com varfarina, o alargamento do</p><p>tempo de protrombina reflete apenas a perda do fator VII (cuja meia-vida é de 5-7 h),</p><p>e não representa anticoagulação adequada, já que a via intrínseca da coagulação</p><p>permanece funcional. A dabigatrana foi o primeiro novo anticoagulante a ser avaliado</p><p>de forma sistemática para o tratamento de TEV, seu mecanismo de ação se dá pela</p><p>inibição direta do fator II, tendo seu início da ação 2 horas depois da sua ingestão via</p><p>oral. Dessa forma, todas as afirmativas são verdadeiras. RESPOSTA, E.</p><p>53. Sobre quais os agentes fibrinolíticos, analise as afirmativas abaixo e dê</p><p>valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) O ativador do complexo plasminogênio-estreptoquinase sem acilação</p><p>(APSAC ou anistreplase).</p><p>( V ) O ativador do plasminogênio do tipo uroquinase de dupla cadeia (tcu-PA).</p><p>( V ) O ativador do plasminogênio do tipo uroquinase de cadeia única (scu-PA).</p><p>( V ) O ativador tecidual do plasminogênio (t-PA) na sua forma recombinante</p><p>(rt-PA) e a recentemente incorporada reteplase (r-PA).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, F, V</p><p>d) V, F, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: As alternativas descrevem bem 5 dos 6 agentes fibrinolíticos</p><p>disponíveis atualmente no mundo.</p><p>54. A respeito dos trombolíticos, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O nome “Trombolítico” é um engano para estes agentes, pois o que fazem,</p><p>na verdade, é ativar o plasminogênio em sua transformação para plasmina,</p><p>esta sim com capacidade para degradar a fibrina, o maior componente do</p><p>trombo. Assim, na verdade, estes agentes devem ser chamados de agentes</p><p>fibrinolíticos.</p><p>II. Atualmente, existem no mundo vinte agentes fibrinolíticos disponíveis para</p><p>uso clínico, os fibrinoespecíficos e não fibrinoespecíficos.</p><p>III. A estreptoquinase, APSAC e o scu-PA induzem a geração de grande</p><p>quantidade de plasmina sistêmica, apesar da tentativa de inibição da Į2-</p><p>antiplasmina circulante que pode se esgotar durante a terapia lítica, pois</p><p>sua concentração no plasma é cerca de metade daquela do plasminogênio.</p><p>IV. Outros agentes, como t-PA, rt-PA, tcu-PA e os novos derivados mutantes</p><p>do t-PA (r-PA, TNKtPA) são fibrinoespecíficos, porque ativam o</p><p>plasminogênio, preferencialmente,</p><p>na superfície da fibrina e menos na</p><p>circulação.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A II está errada pois existem apenas 6 agentes fibrinolíticos</p><p>disponíveis. Todas as outras estão corretas pois a I define bem o mecanismo dos</p><p>trombolíticos, a III descreve os de ação sistêmica e a III explica os fibrinoespecíficos.</p><p>55) Em relação à Artéria Aorta Abdominal (AAA), assinale a alternativa</p><p>incorreta:</p><p>a) A AAA começa no hiato aórtico do diafragma no plano da vértebra T1 e</p><p>desce em frente ou ligeiramente para a esquerda da coluna vertebral</p><p>b) O diâmetro da aorta diminui durante o seu curso descendente (em média de</p><p>18 mm para 15 mm)</p><p>c) Um diâmetro máximo pode ser considerado normal em torno de 20-25 mm</p><p>d) Um aumento abrupto de diâmetro da aorta abdominal (>1,5x) maior do que</p><p>o segmento proximal normal é considerado evidência de um aneurisma</p><p>e) A aorta abdominal se divide em duas artérias ilíacas comuns no plano das</p><p>vértebras L4-L5, que subsequentemente se bifurcam em artérias Ilíacas</p><p>internas (hipogástricas) e artérias Ilíacas externas, ambas bilateralmente.</p><p>Comentário: A aorta abdominal começa no hiato aórtico do diafragma no plano</p><p>da vértebra T12 e desce em frente ou ligeiramente para a esquerda da coluna</p><p>vertebral, portanto a letra a está incorreta.</p><p>56) Em relação à artéria mesentérica superior, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Se origina cerca de 0,5-2 cm abaixo do tronco</p><p>celíaco, no plano ao nível das vértebras L1-L2.</p><p>II. Origina-se anteriormente em um ângulo agudo</p><p>de 15-30° em relação à aorta.</p><p>III. O segmento proximal corre paralelo à aorta</p><p>entre o pâncreas e a veia renal.</p><p>IV. Ao longo de seu curso, a mesentérica superior</p><p>se divide nas artérias jejunal, ileal e ileocólicas</p><p>que suprem o intestino delgado.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A artéria mesentérica superior tem origem cerca de 0,5 - 2 cm</p><p>abaixo do tronco celíaco tem origem, no plano ao nível das vértebras L1-L2. Origina-</p><p>se anteriormente em um ângulo agudo de 15-30° em relação à aorta e o seu segmento</p><p>proximal corre paralelo à aorta entre o pâncreas e a veia renal. Depois de cerca de 4-</p><p>5 cm, se originam as artérias pancreaticoduodenal inferior e cólica média que suprem</p><p>o cólon transverso. Ao longo de seu curso, a mesentérica superior se divide nas</p><p>artérias jejunal, ileal e ileocólicas que suprem o intestino delgado.</p><p>57) Assinale a alternativa que apresenta, dentre os aneurismas da aorta</p><p>abdominal, qual a porcentagem aproximada dos aneurismas infrarrenais.</p><p>a) 50%</p><p>b) 55%</p><p>c) 65%</p><p>d) 85%</p><p>e) 100%</p><p>Comentário: Segundo a literatura, proximadamente 85% dos aneurismas da</p><p>aorta abdominal são infrarrrenais, sendo que 5% destes envolvem a aorta suprarrenal</p><p>e em 25% dos casos, as artérias ilíacas comuns estejam envolvidas, embora a</p><p>presença do aneurisma isolado destas últimas seja raro (inferior a 1%). A maioria dos</p><p>aneurismas é do tipo fusiforme, infrarrenal, e termina na bifurcação aórtica. Contudo,</p><p>aneurismas saculares ou com outras geometrias excêntricas não são incomuns e o</p><p>tipo de assimetria pode influenciar significativamente o risco de ruptura, como</p><p>protrusões ou bolhas localizadas que ocorrem em cerca de 10%-20% dos casos. À</p><p>medida que os aneurismas crescem, podem se formar trombos laminados que</p><p>preservam a luz arterial relativamente normal, apesar da dilatação. Portanto, a</p><p>alternativa correta é a letra D.</p><p>58) Em relação à fisiopatologia do aneurisma da aorta, analise as afirmativas</p><p>abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Infiltração da parede do vaso por linfócitos e macrófagos.</p><p>( V ) Destruição da elastina e colágeno na camada média e na adventícia por</p><p>enzimas proteolíticas, incluindo a matriz das metaloproteinases.</p><p>( V ) Destruição das células musculares lisas da camada média com seu</p><p>afinamento.</p><p>( V ) Neovascularização.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, V</p><p>b) V, V, F, F</p><p>c) F, F, F, F</p><p>d) F, V, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: A fisiopatologia do aneurisma da aorta é caracterizada por quatro</p><p>eventos: infiltração da parede do vaso por linfócitos e macrófagos; destruição da</p><p>elastina e colágeno na camada média e na adventicia por enzimas proteolíticas,</p><p>incluindo a matriz das metaloproteinases (MMP); destruição das células musculares</p><p>lisas da camada média com seu afinamento; e neovascularização. Pode haver</p><p>aumento de três vezes na atividade da MMP-9, que é a principal enzima elastolítica</p><p>nos aneurismas com diâmetros maiores que 5 cm. Além da fragmentação das fibras</p><p>de elastina e redução do seu teor ocorre infiltrado inflamatório crônico na média e na</p><p>adventícia, ao contrário do que acontece na doença aterosclerótica onde a íntima é a</p><p>camada mais acometida. Portanto, todas as assertivas fazem parte da fisiopatologia</p><p>do aneurisma de aorta e a resposta é letra E.</p><p>59) Em relação às indicações clínicas para a investigação da estenose de</p><p>artéria renal, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Início da hipertensão arterial em pacientes com idade ou = 55 anos.</p><p>III. Pacientes com hipertensão maligna (cursando com lesão de órgão-alvo:</p><p>insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca congestiva aguda, novo</p><p>distúrbio visual ou neurológico, e /ou retinopatia avançada).</p><p>IV. Pacientes com atrofia renal inexplicável ou discrepância > 1,5 cm do</p><p>tamanho dos rins.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Pacientes que iniciam quadro de hipertensão com 30 anos ou menos</p><p>fazem parte do espectro etiológico da estenose de artéria renal, assim como a</p><p>hipertensão severa em maiores de 55 anos, pacientes que em geral tem quadros</p><p>progressivos e pacientes com hipertensão maligna. Quadros de hipertensão</p><p>renovascular por estenose de aorta apresentam alterações renais como atrofia, dessa</p><p>forma todas as afirmativas estão corretas, portanto, a alternativa D é a correta.</p><p>60) Em relação às recomendações para o diagnóstico de Doença Arterial</p><p>Periférica (DAP), analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Recomenda-se usar o ITB (índice tornozelo-braço) como o primeiro teste</p><p>não invasivo para estabelecer o diagnóstico de DAP em indivíduos com</p><p>sintomas ou sinais sugestivos da doença. Quando o ITB for limítrofe ou</p><p>normal (> 0.9) e os sintomas são sugestivos de claudicação, nós</p><p>recomendamos o ITB de esforço. (Grau 1; Nível de evidência A).</p><p>II. Não se recomenda o rastreamento de rotina para DAP dos membros</p><p>inferiores, na ausência de fatores de risco, história, sinais e sintomas de</p><p>DAP. (Grau 2; Nível de evidência C).</p><p>III. Indivíduos de alto risco assintomáticos, tais como, > 70 anos, tabagistas,</p><p>diabéticos, com pulsos anormais ou com doença cardiovascular</p><p>estabelecida, é razoável o rastreamento para DAP se for melhorar a</p><p>estratificação de risco, cuidado preventivo e tratamento clínico. ( Grau 2;</p><p>Nível de evidência C).</p><p>IV. Pacientes sintomáticos nos quais se considera a revascularização, é</p><p>recomendado estudo anatômico com métodos de imagens como,</p><p>ultrassonografia vascular, angiotomografia, angioressonância</p><p>e</p><p>arteriografia. (Grau 1; Nível de evidência B).</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: O ITB trata-se de um exame seguro e de alto valor diagnóstico, sendo</p><p>a primeira escolha não invasiva e o ITB de esforço aumenta a acurácia em casos de</p><p>valores limítrofes, com alta suspeita clínica, recomendação baseada em evidências</p><p>de múltiplos ensaios clínicos randomizados ou metanálises (nível A de evidência).</p><p>Baseado em estudos retrospectivos e/ ou opinião de especialistas (nível C de</p><p>evidência) a presença de fatores de risco, história, sinais e sintomas são o que</p><p>determina a investigação de doença arterial periférica. Mesmo sem a presença de</p><p>sinais e sintomas o rastreio de DAP está indicado em indivíduos de alto risco (nível C</p><p>de evidência). O estudo anatômico a partir de exames de imagem são sempre</p><p>recomendados antes da realização de revascularização definindo assim a melhor</p><p>abordagem, além de confirmar a consideração, por tanto, todas as afirmativas estão</p><p>certas, sendo a alternativa D a correta.</p><p>18 Existem vários métodos para a geração de ultrassons. A, seguir, encontram-</p><p>se listados os mais importantes métodos, exceto:</p><p>(A) geradores térmicos.</p><p>12</p><p>(B) geradores mecânicos.</p><p>(C) geradores piezoelétricos.</p><p>(A) geradores biofisicos.</p><p>(B) geradores magnetoconstritores.</p><p>Comentário: A biofísica permite uma descrição melhor elaborada e precisa dos</p><p>fenômenos biológicos e bem como traçar correlações com o meio ambiente. Por</p><p>esse motivo não e um método de geração de ultra-som .</p><p>19- Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir.</p><p>Podem ser definidos basicamente três modos de pulsos sonoros geralmente</p><p>utilizados em exames de diagnóstico. No modo_______________o sinal de</p><p>ultrassom é uma onda harmônica simples de frequência e amplitude bem definidas;</p><p>esse modo é frequentemente utilizado em aplicações baseadas no efeito Doppler.</p><p>No modo ________________________ , a</p><p>onda utilizada também tem frequência e amplitude bem definidas; no entanto, um</p><p>circuito elétrico complexo liga e desliga a emissão da mesma em intervalos bem</p><p>definidos. Ja o modo _________________________muito utilizado em diagnosticos</p><p>à base de medidas de ecos ultrassônicos, utiliza um circuito elétrico complexo para</p><p>gerar um pulso de energia bem localizado temporalmente.</p><p>(A) contínuo / pulsátil / contínuo com gatilho.</p><p>(A) contínuo / contínuo com gatilho / pulsátil.</p><p>(B) contínuo com gatilho / contínuo / pulsátil.</p><p>(C) contínuo com gatilho / pulsátil / contínuo.</p><p>(A) pulsátil / contínuo com gatilho / contínuo.</p><p>Comentário: Modo continuo as ondas são emitidas sem interrupções, no</p><p>transdutor de Doppler pulsado contém um cristal piezelétrico que</p><p>transmite ondas curtas de ultra-som (pulsos).</p><p>20-Todas as alternativas a seguir representam indicações para a realização de</p><p>exame com mapeamento com Doppler, exceto:</p><p>(A) oclusão da artéria carotida interna.</p><p>(A) aneurisma de tronco celíaco.</p><p>(B) aneurisma cerebral intraparenquimatoso.</p><p>(C) aneurisma de artéria poplítea.</p><p>(A) trombose venosa profunda.</p><p>13</p><p>Comentário: Para o diagnóstico de uma hemorragia intraparenquimatosa cerebral é</p><p>necessária a realização de um exame de neuroimagem por tomografia</p><p>computadorizada ou ressonância magnética de crânio, sendo assim não tem como</p><p>realizar o exame por mapeamento com Doppler.</p><p>21- O escaneamento tridimensional moderno pode ser considerado uma</p><p>evolução tecnológica natural de imagens bidimensionais. Em relação as</p><p>vantagens apresentadas pelo sistema tridimensional de imagens, analise as</p><p>afirmações.</p><p>I. 0 examinador tem acesso integral à região estudada, podendo</p><p>visualizar os planos longitudinal, transverso e sagital</p><p>simultaneamente.</p><p>II. Em sistemas com alta capacidade de armazenamento, é possivel</p><p>examinar cada miIímetro do tecido, mesmo apos o término do exame.</p><p>III. Apesar da possibilidade de aplicação de algoritmos de renderização de</p><p>imagens, a definição de transparências as superfícies ainda constitui um</p><p>recurso não disponível.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(C) III, somente.</p><p>(D) I e II, somente.</p><p>(E) I e III, somente.</p><p>Comentário: No modo 3D são adquiridas múltiplas imagens no modo B, tornando possível</p><p>além da avaliação volumétrica e a reconstrução das estruturas examinadas em diferentes</p><p>planos. Da mesma forma, a reconstrução tridimensional resultante da combinação</p><p>dos eixos se faz possível, bem como o arquivamento das imagens em dispositivos</p><p>eletrônicos, preservando sua disponibilidade para estudos posteriores,</p><p>22- Em relação a detecção de ultrassom e o processamento de sinais,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) Um sistema tipico de ultrassom consiste na medida da</p><p>amplitude do eco e do intervalo de tempo entre o pulso emitido e o</p><p>registro desse eco.</p><p>(B) O intervalo de tempo entre o pulso emitido e o eco</p><p>registrado é inversamente proporcional â distância entre o</p><p>transdutor e a interface refletora.</p><p>(C) O nivel de amplificação depende da profundidade do eco,</p><p>de modo a compensar a atenuação sonora do tecido.</p><p>14</p><p>(D) 0s exames à base de ecos mais comuns são os modos A</p><p>(amplitude), modo B (brilho) e modo M (movimento).</p><p>(E) A composição e as imagens em modo B em varias posições no tecido</p><p>examinado são utilizadas para gerar imagens bi e tridimensionais.</p><p>Comentário: O intervalo de tempo decorrido entre a emissão do pulso e a captação</p><p>do seu eco é DIRETAMENTE PROPORCIONAL à distância entre a fonte de pulso e</p><p>a captação de seu eco. Quanto maior a distância até a estrutura refletora, maior será</p><p>o tempo decorrido para que o eco seja registrado.</p><p>23-A taxa de repetição de pulsos Doppler ou frequência de repetição de</p><p>pulso (PRF), para examinar o deslocamento de um fluido a uma</p><p>profundidade d em relação ao transdutor, pode ser expressa através da</p><p>seguinte equação:</p><p>(A) PRF 2Af/d, onde f é a frequência de repetição dos gatilhos</p><p>e d é a distância entre o transdutor e o volume examinado.</p><p>(D) PRF c/3d, onde c é a velocidade do som no tecido e d</p><p>é a distância entre o transdutor e o volume examinado.</p><p>Comentário: Caso a PRF (que determina a frequência máxima detectável pelo</p><p>equipamento) for inferior ao dobro do desvio máximo de frequência produzido pelo</p><p>movimento do alvo, denominado limite de Nyquist, serão exibidos desvios de</p><p>frequência mais baixos que os existentes de fato, ocorrendo o aliasing, que resulta</p><p>no erro da informação sobre a velocidade de fluxo</p><p>24-Todas as alternativas a seguir representam fatores capazes de degradar</p><p>a qualidade da imagem devido as características do tecido investigado</p><p>(artefatos de imagem), exceto:</p><p>(A) variações na velocidade do som no interior do tecido.</p><p>(B) granulação da imagem.</p><p>(C) sombras.</p><p>(D) conteudo Iíquido no interior do tecido.</p><p>(E) reflexões multiplas ou reverberações.</p><p>25-Com relação aos efeitos biológicos do ultrassom, analise as afirmações.</p><p>I. o uso do ultrassom em medicina, tanto para fins terapêuticos como</p><p>15</p><p>diagnóstico, preconiza altos niveis de potência a fim de nao comprometer</p><p>a qualidade do exame realizado.</p><p>II. é recomendado o autouso de ultrassom para fins de demonstração e</p><p>calibragem de equipamentos, ja que são inconclusivos os estudos</p><p>realizados para determinar a ocorrência de efeitos biologicos nocivos nos</p><p>seres humanos.</p><p>III. Os principais mecanismos de interação considerados no estudo</p><p>de efeitos biológicos do ultrassom são: cavitação, efeitos térmicos</p><p>e efeitos não térmicos.</p><p>IV. os principais efeitos atribuídos a transformação térmica em</p><p>tecidos biológicos incluem a formação de cataratas nos olhos,</p><p>hemorragias, lesões cerebrais, mudanças na permeabilidade</p><p>muscular, dentre outras.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I esta incorreta.</p><p>(B) somente II esta incorreta.</p><p>(C) somente III esta correta.</p><p>(D) somente IV esta incorreta.</p><p>(E) III e IV estão corretas.</p><p>Comentário: No caso de células biológicas ou macromoléculas em suspensão</p><p>aquosa, o ultra-som pode alterá-las estruturalmente e/ou funcionalmente através da</p><p>cavitação. Já no efeito térmico, a energia intrínseca às ondas sonoras gera calor ao</p><p>atravessar o tecido. Os efeitos não térmicos podem ser descritos como os</p><p>mecânicos, químicos e vibratórios. Quanto aos efeitos térmicos, o ultra-som quando</p><p>atravessa um tecido é absorvido e pode elevar a temperatura local. As mudanças</p><p>biológicas devidas a isso seriam as mesmas se a elevação fosse provocada por</p><p>outro agente ou agressão térmica e ressalta-se que a taxa de absorção do ultra-som</p><p>aumenta com sua frequência.</p><p>26-Em relação ao Doppler colorido ou mapeamento de fluxo em cores, assinale</p><p>a alternativa correta:</p><p>(A) a codificação em cores estabelece a cor preta para o</p><p>desvio Doppler negativo (afastando-se do transdutor).</p><p>(B) a cor azul representa a ausência de desvio Doppler por</p><p>inexistência de fluxo ou porque o ângulo de incidência da linha Doppler</p><p>encontra-se perpendicular à direção do fluxo.</p><p>(C) para baixas velocidades de fluxo a cor resultante será</p><p>vermelho-escuro quando o fluxo se aproxima.</p><p>(D) as altas velocidades de fluxo emitem as cores amarelo ou</p><p>verde-claro.</p><p>(E) a cor azul-escuro determina o desvio Doppler positivo</p><p>(aproximando-se do transdutor).</p><p>16</p><p>Comentário: A paleta standart de cores utilizada pelo Doppler colorido, se baseia</p><p>em dois princípios: 1) Fluxo que se dirigem para o transdutor (se aproximam desse)</p><p>tendem para o vermelho ( maior comprimento de onda), ao passo que o fluxo</p><p>contrário ao transdutor é representado pelo azul ( menor comprimento de onda). 2) A</p><p>velocidade do fluxo é representada pelo brilho da respectiva cor, de forma que cores</p><p>mais brilhantes são atribuídas ao fluxo de maior velocidade e à medida que a</p><p>velocidade do fluxo se reduz, reduz-se o brilho desse indicador.</p><p>27-Considerando o mapeamento com Doppler e sua utilização no sistema</p><p>carotídeo e vertebral, assinale a alternativa que preencha corretamente as</p><p>lacunas a seguir.</p><p>A tecnologia atual inclui imagem bidimensional de alta</p><p>resolução:______________________________</p><p>, capaz de localizar rapidamente os disturbios de</p><p>fluxo; o_________________ , que é uma técnica que mapeia</p><p>os fluxos pela amplitude do sinal, sendo mais sensivel que o color em situações</p><p>de baixo fluxo, e o , que fornece a medida das velocidades dos fluxos,</p><p>sendo considerada ainda o principal critério para avaliação das estenoses.</p><p>(A) Power Doppler / Mapeamento de fluxo a cores / Doppler espectral pulsado</p><p>(B) Mapeamento de fluxo a cores / Power</p><p>Doppler / Doppler espectral pulsado</p><p>(C) Doppler espectral pulsado / Mapeamento de</p><p>fluxo a cores / Power Doppler</p><p>(D) Mapeamento de fluxo a cores / Doppler</p><p>espectral pulsado / Power Doppler</p><p>(E) Doppler espectral pulsado / Power Doppler /</p><p>Mapeamento de fluxo a cores</p><p>Comentário: O Mapeamento de fluxo em cores: avalia a perviedade dos vasos e</p><p>indica turbulência do fluxo, sugerindo provável local de estenose. O Power Doppler,</p><p>também conhecido como power angio e Doppler energia, é uma forma de</p><p>mapeamento de fluxos sem indicar a direção, baseado na amplitude do sinal</p><p>(recurso ideal, mas não fundamental para o exame). Com o Doppler pulsado calcula-</p><p>se a velocidade média do fluxo (VMÉDIA) em cm/s.</p><p>28- Assinale a alternativa correta quanto à utilização da avaliação</p><p>ultrassonográfica de placas carotideas.</p><p>(A) A placa constitui o aumento de 0,2 mm ou de 20% da</p><p>espessura normal do complexo mediointimal proximal na artéria</p><p>17</p><p>carótida comum.</p><p>(B) A placa calcificada é habitualmente classificada como</p><p>vulnerável à embolização.</p><p>(C) A placa não calcificada hipoecogênica normalmente é do</p><p>tipo fibrogordurosa, sendo classificada como não vulnerável.</p><p>(D) Tendo em vista que a avaliação da placa é visual, a</p><p>identificação das áreas hipoecogênicas de permeio é muito</p><p>difícil de ser feita e pouco confiável.</p><p>(E) A ultrassonografia possui maior acurácia comparativamente</p><p>à ressonância magnética, para determinar se a placa é ou não</p><p>vulnerável.</p><p>Comentário: A ultrassonografia das artérias carótidas é de grande valia e</p><p>largamente utilizada na avaliação do risco cardiovascular, pela medida da espessura</p><p>do complexo mediointimal e detecção da presença das placas ateroscleróticas, bem</p><p>como pela capacidade de avaliar a morfologia das placas e o grau de estenose,</p><p>características associadas à ocorrência de eventos cerebrovasculares.</p><p>29-Em relação à identificação da oclusão da artéria carotida interna (ACI)</p><p>através do ultrassom com Doppler, assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) O diagnostico de oclusão da ACI é realizado</p><p>fundamentalmente pela ausência de fluxo no interior do vaso, além</p><p>da presença de conteudo de ecogenicidade variavel na luz do vaso</p><p>e redução do calibre da ACI.</p><p>(B) Nos casos de oclusão da ACI, ocorrem alterações</p><p>hemodinâmicas no sistema carotideo contralateral e mesmo no</p><p>ipsolateral que auxiliam neste diagnostico.</p><p>(C) A artéria carotida comum ipsolateral à oclusão apresenta</p><p>padrão de fluxo de alta resistência, com diastole final proxima de</p><p>zero.</p><p>(D) O fluxo elevado no segmento carotideo contralateral pode</p><p>levar a uma avaliação errônea, hiperestimando o grau de estenose</p><p>da ACI.</p><p>(E) Nas estenoses da artéria carotida comum e da artéria</p><p>carotida externa são utilizados os mesmos critérios que para a</p><p>estenose da ACI.</p><p>Comentário: A avaliação da estenose carotídea pela USV baseia-se em medidas da</p><p>velocidade do fluxo e suas relações a partir do Doppler espectral, associadas à</p><p>avaliação da imagem ao bidimensional e ao color Doppler. Com o paciente em</p><p>decúbito dorsal, são realizados cortes ultrassonográficos transversais e longitudinais</p><p>que permitem a visualização do sistema carotídeo direito e esquerdo. A ACI deve</p><p>ser avaliada nos segmentos proximal e médio, pois as lesões ateroscleróticas</p><p>usualmente afetam os 2 cm proximais. O cursor deve estar paralelo à parede do</p><p>18</p><p>vaso, com amostra de volume menor do que o lúmen e posicionada no seu centro e</p><p>30- Com relação aos achados ultrassonográficos</p><p>após a</p><p>endarterectomia, analise as afirmações.</p><p>I. Afilamento da parede do vaso graças à ausência da intima.</p><p>II. Degrau nos pontos inicial e final da endarterectomia.</p><p>III.Regularidade da parede do vaso e pontos hipoecogênicos na sua</p><p>espessura.</p><p>IV. Alteração morfológica caracterizada pela retificação</p><p>do bulbo e da artéria carótida interna.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I está incorreta.</p><p>(B) somente II está correta.</p><p>(C) Somente III está incorreta.</p><p>(D) somente IV está incorreta.</p><p>(E) III e IV estão corretas.</p><p>Comentário: O tratamento da doença aterosclerótica carotídea sintomática e</p><p>assintomática tem sido motivo de debate multidisciplinar. O tratamento</p><p>intervencionista pode ser feito pela endarterectomia carotídea ou pelo implante de</p><p>stent carotídeo. Sinais de microembolização são detectados em até 70% dos casos</p><p>microemboliza</p><p>focal ipsolateral.</p><p>31-Na obstrução arterial dos membros inferiores, o grau do déficit perfusional é</p><p>reflexo dos seguintes fatores, exceto:</p><p>(A) trombose secundária.</p><p>(B) nivel de obstrução do fluxo.</p><p>(A) multiplicidade de lesões.</p><p>(B) rede colateral.</p><p>(C) retorno venosos inadequados.</p><p>Comentário: O deficit perfusional na obstrução arterial é reflexo de fatores como:</p><p>a trombose secundaria, que piora o fluxo arterial; o nível de obstrução do fluxo,</p><p>quanto maior a obstrução maior o deficit; a multiplicidade de lesões, quanto mais</p><p>lesões pior o fluxo; a rede colateral, se a rede colateral for eficiente ela pode suprir a</p><p>falta da artéria e melhorar ou anular o déficit; já o retorno venoso não tem relação</p><p>com a perfusão.</p><p>19</p><p>32- Paciente do sexo masculino, 67 anos, tabagista, hipertenso, dislipidêmico.</p><p>Relata dificuldade de deambulação devido a cãibras em panturrilha direita que</p><p>melhoram após repouso. Refere inicio dos sintomas ha seis meses com piora</p><p>acentuada na ultima semana. Através do exame fisico foram evidenciados</p><p>ausência de pulsos distais em membro inferior direito, tempo de enchimento</p><p>capilar lentificado e discreta palidez com diminuição da temperatura em relação</p><p>ao membro inferior esquerdo. Achados ultrassonograficos apontaram estenose</p><p>de 70% em artéria polplitea direita. Analise as afirmações</p><p>I. Achados na ultrassonografia com Doppler pulsado no local</p><p>da estenose evidenciaram: aumento do volume máximo de pico</p><p>sistólico com alargamento da janela sistólica em decorrência do</p><p>turbilhonamento do fluxo, além de padrão espectral monofásico com</p><p>ausência do componente reverso da curva.</p><p>I. Achados distais à estenose evidenciaram padrão</p><p>espectral trifásico e</p><p>aumento da velocidade de fluxo.</p><p>I. Achados imediatamente antes da estenose evidenciaram padrão</p><p>Staccato ao Doppler espectral: velocidade de aceleração elevada,</p><p>pico sistólico pontiagudo, rápida redução da velocidade no final da</p><p>sístole e inversão do fluxo na diástole.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) todas.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(D) I e III, somente.</p><p>Comentário: Como a diminuição foi maior que 50% o padrão espectral passa a</p><p>ser unifasico BA e há uma diminuição na velocidade de fluxo.</p><p>33-Com relação aos princípios básicos das ondas ultrassonográficas,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Quanto menor for a frequência do transdutor utilizado,</p><p>menor sera o comprimento de onda e menor será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(B) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>20</p><p>sera o comprimento de onda e menor sera a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(A) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado,</p><p>menor será o comprimento de onda e menor será a</p><p>profundidade de penetração.</p><p>(B) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>será o comprimento de onda e maior será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(C) Quanto menor for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>será o comprimento de onda e menor será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>Comentário: A profundidade que a onda penetra nos tecidos é diretamente</p><p>relacionada com a freqüência utilizada. Ondas de maior freqüência são mais</p><p>curtas que a de menor freqüência, isso significa que melhorando a resolução,</p><p>com o aumento da freqüência, ocorrer uma menor penetração da onda de</p><p>ultrassom.</p><p>34-Para a avaliação adequada das artérias mesentéricas é fundamental que</p><p>se conheça a hemodinâmica mesentérica. Acerca do assunto, leia as</p><p>afirmações.</p><p>I. O tronco celíaco é responsável pelo suprimento sanguíneo do</p><p>fígado e do baço. O padrão de fluxo nestas artérias é diretamente</p><p>afetado pela alimentação, havendo variação das velocidades de</p><p>picos sistólico e diastólico quando em jejum e no periodo pós-</p><p>prandial.</p><p>I. Nas artérias mesentéricas superior e inferior, o padrão de</p><p>fluxo é de alta resistência com velocidades diastólicas baixas</p><p>no jejum e fluxo de baixa resistência após a alimentação</p><p>I. O exercicio fisico aumenta a resistência no tronco ceIíaco,</p><p>porém não afeta o fluxo na artéria mesentérica superior no</p><p>periodo pós-prandial.</p><p>Comentário: A veia porta fornece cerca de dois terços do sangue. Esse</p><p>sangue contém oxigênio e muitos nutrientes levados dos intestinos para o fígado,</p><p>para fins de processamento. A artéria hepática que vem do tronco celíaco fornece</p><p>apenas o terço restante do sangue.</p><p>21</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(A) II e III, somente.</p><p>(A) I e III, somente.</p><p>35-Quanto à interpretação das informações hemodinâmicas em um exame</p><p>com mapeamento com Doppler todas as alternativas são corretas, exceto:</p><p>(A) pico de velocidade sistólica baixo evidência redução do</p><p>débito cardiaco ou estenose arterial proximal ao leito investigado.</p><p>(A) pico de velocidade sistólica alto evidencia estenose no local</p><p>do exame.</p><p>(A) velocidades diastólicas altas representam vasodilatação</p><p>periférica distal a uma estenose, neoangiogénese</p><p>tumoral, processo inflamatório ou fístuIa arteriovenosa distal.</p><p>(A) velocidades diastolicas reduzidas ou negativas</p><p>representam diminuição da impedância arterial periférica por</p><p>vasodilatação.</p><p>(A) o pico sistólico está relacionado com a capacidade contrátil</p><p>do coração ou com a permeabilidade</p><p>proximal da artéria.</p><p>Comentário: velocidades diastolicas reduzidas ou negativas</p><p>representam aumento da impedância arterial periférica por</p><p>vasoconstrição.</p><p>36-Com relação as síndromes caracterizadas por malformações vasculares,</p><p>relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência</p><p>de associação correta.</p><p>I. Síndrome de Sturge-Weber.</p><p>II. Síndrome de Klippel-Trénaunay.</p><p>III. Síndrome de Parkes Weber.</p><p>( ) Malformação capilar-linfatico-venosa que afeta sua extremidade com</p><p>crescimento aumentado desta geralmente ocorre nas extremidades</p><p>inferiores. A avaliação ultrassonográfica evidencia hipertrofia de partes</p><p>moles e numerosas malformações vasculares que se estendem pelo</p><p>22</p><p>membro. II Síndrome de Klippel-Trénaunay</p><p>( ) Combinação de fistula arteriovenosa e</p><p>malformação capilar- linfática associada a hipertrofia de</p><p>membro. III Síndrome de Parkes Weber</p><p>( ) Distúrbio cutâneo, não hereditario, evidenciado por</p><p>mancha vinhosa na area trigeminal, malformação leptomeningeal</p><p>ipsolateral, malformação da coroide do olho, atrofia e calcificações no</p><p>cortex subjacente, convulsões, hemiparestesias, retardo mental,</p><p>glaucoma, buftalmo. I Síndrome de Sturge-Weber.</p><p>(A) I, II, III</p><p>(A) II, I, III.</p><p>(A) III, II, I.</p><p>(B) I, III, II</p><p>(C) II, III, I</p><p>Comentario: Uma questão em que os conceitos das síndromes ja</p><p>estavam apresentados precisava apenas do conhecimento nominal de</p><p>cada uma.</p><p>37-As fístuIas arteriovenosas para hemodiálise são preferencialmente</p><p>confeccionadas no membro superior não dominante, quanto mais distal possivel.</p><p>Caso não haja a possibilidade de confecção de uma fistula adequada na primeira</p><p>tentativa, respeita-se uma ordem para tentativa de novos acessos vasculares.</p><p>Após a primeira tentativa em membro superior não dominante, qual seria a</p><p>proxima opção respeitando-se a ordem preferida de colocação do acesso?</p><p>(A) Fistula de transposição de veia basílica na parte superior do</p><p>braço dominante ou não dominante.</p><p>(A) Alça de prótese no antebraço.</p><p>(A) Fístula de veia cefálica no antebraço dominante</p><p>(A) Prótese reta na parte superior do braço.</p><p>(A) Alça de prótese na parte superior do braço (da artéria axilar para</p><p>a veia axilar).</p><p>Comentário: Como ja foi feita a tentativa no braço dominante deve-se</p><p>passar para o outro braço e manter a ordem preconizada de ser o mais</p><p>distal possível.</p><p>O Instituto Americano de Ultrassom em Medicina diz:</p><p>23</p><p>1. O braço não dominante é geralmente preferível para a implantação do</p><p>acesso à diálise e geralmente é avaliado primeiro. A FAV do antebraço</p><p>é preferida à FAV do braço. Uma FAV no antebraço dominante pode</p><p>ser preferível a uma FAV do braço não dominante, dependendo da</p><p>preferência cirúrgica.</p><p>2. FAV da veia cefálica do antebraço (artéria radial - veia cefálica),</p><p>seguida por FAV de veia cefálica (artéria braquial - veia cefálica) na</p><p>parte superior do braço são preferíveis.</p><p>38- O mapeamento ultrassonográfico vascular, prévio à confecção de uma fístuIa</p><p>arteriovenosa para hemodiálise, contribui de forma significativa para a redução</p><p>das taxas de insucesso da fístuIa e de explorações cirúrgicas desnecessârias.</p><p>Acerca da avaliação ultrassonográfica pré- operatória, analise as afirmações.</p><p>I. O posicionamento adequado do paciente consiste em mantê-</p><p>lo em decúbito dorsal horizontal, com o antebraço pronado em</p><p>discreta adução.</p><p>I. O transdutor ideal para tal avaliação é o linear, de frequência</p><p>variando entre 2 a 5 MHz.</p><p>I. O pico de velocidade sistólica do fluxo proveniente da artéria</p><p>selecionada pode ser avaliado como preditor do sucesso da fístula</p><p>arteriovenosa, sendo considerado adequado um fluxo mínimo de 50</p><p>cm/s.</p><p>I. É importante que seja realizada avaliação das veias subclávia e</p><p>jugular interna quanto à presença de trombos ou estenoses.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I esta incorreta.</p><p>(B) somente II esta correta.</p><p>(A) somente III esta incorreta.</p><p>(B) somente IV esta incorreta.</p><p>(A) I e II estâo incorretas.</p><p>Comentario: O exame é realizado em preferencialmente com o paciente sentado</p><p>com o antebraço supinado em discreta abdução (45), apoiado em uma pequena</p><p>mesa. São usados</p><p>transdutores lineares de alta freqüência 7Mhz ou maior.</p><p>24</p><p>39-Quanto aos planos ecocardiográficos, assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) São estruturas observadas através do plano paresternal,</p><p>correspondentes ao eixo longo da via de saída do ventrículo direito:</p><p>ventrículo direito; ventrículo esquerdo; valva pulmonar; tronco da</p><p>artéria pulmonar.</p><p>(B) São estruturas observadas através do plano subcostal</p><p>longitudinal: ventrículo direito; ventrículo esquerdo; valvas mitral e</p><p>tricúspide; átrio direito; átrio esquerdo.</p><p>(A) São estruturas observadas através do plano supra- esternal</p><p>incidência transversal: veia cava superior; aorta; artéria pulmonar</p><p>direita imediatamente inferior ao arco aórtico; átrio esquerdo; veias</p><p>pulmonares.</p><p>(B) São estruturas observadas através do plano apical três</p><p>câmaras (plano apical longo): ventrículo esquerdo; parede septal</p><p>anterior e ínfero-lateral; valva aórtica; átrio esquerdo; aorta.</p><p>(C) São estruturas observadas através do plano</p><p>paraesternal transversal ao nível dos músculos papilares: átrio</p><p>direito; átrio esquerdo; músculos papilares ântero-lateral e</p><p>póstero-lateral.</p><p>Comentário: No corte paraesternal longitudinal, o ápex deverá aparecer à esquerda</p><p>e a aorta à direita do monitor . No corte paraesternal ao nível dos músculos</p><p>papilares, o septo anterior aparecerá na parte superior do monitor, o músculo papilar</p><p>póstero-medial à esquerda e o ântero-lateral à direita, enquanto que a parede</p><p>posterior do VE, na região inferior do monitor.</p><p>40-Durante a realização do Doppler Transcraniano, todos os fatores a seguir</p><p>são utilizados para identificar determinada artéria, exceto:</p><p>(A) janela onde a artéria é detectada e</p><p>ângulo do transdutor em relação à janela óssea.</p><p>(A) profundidade da artéria.</p><p>(A) Direção do fluxo sanguineo em relação ao transdutor.</p><p>(B) frequência de ondas do transdutor.</p><p>(A) resposta as manobras dinâmicas</p><p>Comentário: A frequência do transdutor altera a quantidade de energia</p><p>25</p><p>que penetra nos tecidos, mas não tem como ser utilizado para diferenciar</p><p>as artérias.</p><p>26</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Durante a guerra da Coréia, em 1952, foi descrito pela primeira vez o uso de inserção</p><p>de cateter, dentro da veia subclávia, como método rápido e eficaz de reposição</p><p>volêmica. Após esse período, a técnica se popularizou e o seu uso foi difundido para</p><p>medir pressão venosa central, administração de nutrição parenteral, soluções</p><p>hiperosmolares dentre outros. Com relação à confecção de acesso venoso profundo,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) A técnica de Seldinger é a mais utilizada para punção de acesso venoso central,</p><p>tanto em membros superiores quanto em inferiores.</p><p>(B) Recomenda-se a punção da veia jugular interna esquerda por apresentar menos</p><p>risco de punção acidental da pleura e do ducto torácico.</p><p>(C) O acesso à veia subclávia pode ser feito tanto pela via supraclavicular quanto</p><p>infraclavicular.</p><p>(D) As complicações mais frequentes são os hematomas, a punção arterial e a trombose</p><p>venosa.</p><p>(E) Os acessos venosos na região cérvico-torácica são preferíveis por apresentarem</p><p>maior conforto e menor índice de infecção aos pacientes.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: A veia é maior e mais reta, além de evitar a lesão do chamado ducto torácico, o</p><p>principal ducto que drena a linfa do organismo, que passa posteriormente a essa veia no lado</p><p>ou antímero esquerdo do pescoço</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Os aneurismas da aorta abdominal (AAA) s o de import ncia especial por se tratar</p><p>daqueles mais frequentes na pr tica cl nica. Mesmo quando comparados a outros</p><p>segmentos da pr pria aorta, eles se mostram pelo menos 3 vezes mais presentes que</p><p>aneurismas e dissecções da aorta torácica, e 3 a 7 vezes mais frequentes quando</p><p>comparados apenas aos aneurismas desse segmento torácico. O cirurgião vascular deve</p><p>estar atento à investigação de aneurismas de outras localidades. Dentre os aneurismas</p><p>periféricos, qual é o mais frequente?</p><p>(A) Aneurisma da artéria femoral.</p><p>(B) Aneurisma da artéria subclávia.</p><p>(C) Aneurisma da artéria poplítea.</p><p>(D) Aneurisma da artéria axilar.</p><p>(E) Aneurisma da artéria carótida.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Aneurismas periféricos são dilatações patológicas nas artérias que irrigam os braços</p><p>e as pernas. Entre as principais artérias acometidas estão a artéria subclávia (que irriga o</p><p>braço) e a artéria poplítea (que irriga a perna), sendo que esta última representa o aneurisma</p><p>periférico mais comum. A artéria poplítea é a que passa atrás do joelho. É a continuação da</p><p>artéria femoral superficial da coxa e é responsável por gerar as artérias que levam sangue ao</p><p>pé. É muito comum a associação do aneurisma da aorta abdominal e o aneurisma da artéria</p><p>poplítea, sendo que quando um paciente apresenta um tipo de aneurisma o outro deve ser</p><p>sempre investigado.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>As anomalias vasculares, angiodisplasias ou hemangiomas, de uma forma mais ampla,</p><p>são comuns, compreendidas como tumores benignos, com apresentações clínicas</p><p>diversas, e devem ser tratados de forma multidisciplinar. A partir da década de 1980,</p><p>as anomalias vasculares ou angiodisplasias foram classificadas com mais critério</p><p>clínico, bem definidas e divididas entre: hemangiomas e malformações vasculares. Com</p><p>relação às angiodisplasias, assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O tratamento cirúrgico é o mais cogitado para redução do volume do tumor em</p><p>hemangiomas não responsivos ao tratamento clínico ou parcialmente responsivo, mas</p><p>comprometendo áreas responsáveis pelos sentidos: órbita, orelha, nariz ou boca.</p><p>(B) Nas malformações de predominância venosa, o tratamento cirúrgico pode suceder</p><p>a esclerose realizada sob punção direta.</p><p>(C) As malformações vasculares linfáticas, presentes na infância, costumam regredir</p><p>em quase sua totalidade.</p><p>(D) A síndrome de Klippel-Trenaunay é uma malformação vascular de baixo fluxo,</p><p>congênita, mais comum em membros inferiores, unilateralmente.</p><p>(E) Nidus são lagos venosos de baixa pressão onde confluem as dilatações vasculares</p><p>nas malformações de predominância venosa.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: As malformações linfáticas estão presentes ao nascimento em 60% dos casos,</p><p>tornam-se aparentes até o segundo ano de vida em 90%, em geral não regridem</p><p>espontaneamente, e seu volume pode aumentar por hemorragia, acúmulo de líquidos ou</p><p>inflamação.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>As complicações graves nos estudos angiográficos são raras. Os índices de mortalidade</p><p>estão em torno de 0,05%, excetuando-se a coronariografia. As complicações com uso</p><p>de cateterismo variam de 0,5% a 2,3%. Elas podem ser divididas em locais e distais,</p><p>sendo a trombose uma complicação local. Assinale a alternativa que está relacionada à</p><p>complicação local.</p><p>(A) Espasmo.</p><p>(B) Drogas vasodilatadoras.</p><p>(C) Má punção.</p><p>(D) Uso de metiformina.</p><p>(E) Uso de antiagregantes plaquetários.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Elementos relacionados às complicações vasculares no local de acesso. Os estudos</p><p>desta subcategoria reportam diferentes fatores que permeiam desde o desenvolvimento de</p><p>complicações até suas implicações em desfechos clínicos posteriores. Foram elencadas 71</p><p>publicações, que avaliaram diferentes elementos relacionados às complicações no local de</p><p>acesso, como: estratégias na punção; resultado de diferentes vias de acesso em situações</p><p>especiais; estratégias de hemostasia; tempo de repouso e alta precoce; e uso de</p><p>anticoagulante / fibrinolítico pré-procedimento.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Diferentemente da angiografia convencional, que utiliza o contraste iodado</p><p>intravenoso, na angioRM tridimensional administra-se o gadol nio, um agente</p><p>paramagn tico n o nefrot xico. Com relação ao uso da angiRM para as artérias</p><p>perfiféricas, é correto afirmar que a melhor técnica é:</p><p>(A) AngioRM 3D com gadol nio.</p><p>(B) 2d Toff.</p><p>(C) AngioRm com contraste iodado.</p><p>(D) Tricks.</p><p>(E) AngioRM 3D com gadol nio com moving table.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: A tecnologia Time Resolved Imaging of</p><p>Contrast KineticS (TRICKS) oferece</p><p>imagens de angio-RM com excelente resolução espacial e temporal. Uma amostragem</p><p>temporal complexa e uma recombinação complexa de dados ajudam a acelerar o domínio</p><p>temporal das imagens dinâmicas em 3D, sem comprometer a resolução espacial. Uma</p><p>amostragem de dados em elipse ajuda a aumentar ainda mais a eficiência. Fácil de</p><p>configurar, a TRICKS gera rapidamente imagens 3D com resolução temporal dos vasos</p><p>sanguíneos, com o intuito de enfrentar o desafio de capturar os picos de fases arteriais com</p><p>o mínimo de contaminação venosa. Com a TRICKS, as diferentes fases vasculares podem</p><p>ser extraídas com rapidez e facilidade após a aquisição das imagens.</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Cabe às artérias distribuir o sangue para todos os tecidos e conduzi-lo aos pulmões</p><p>para oxigená-lo. Assim, dois sub sistemas arteriais são reconhecidos: o aórtico e o</p><p>pulmonar, tradicionalmente, chamados de grande e pequena circulação. As artérias</p><p>dos membros inferiores fazem parte da grande circulação. Considerando a anatomia</p><p>aplicada das artérias dos membros inferiores, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) A artéria femoral passa a se chamar artéria poplítea quando mergulha no hiato</p><p>adutor.</p><p>(B) A artéria femoral profunda é a artéria nutridora da coxa e tem importância</p><p>fundamental na manutenção de membros isquêmicos, graças às anastomoses que</p><p>contraem com ramos da artéria femoral superficial e poplítea.</p><p>(C) A artéria femoral comum é continuação da artéria ilíaca externa. Ela passa a ter</p><p>esse nome ao passar pelo canal femoral.</p><p>(D) O músculo sartório, por acompanhar o trajeto arterial, é designado como músculo</p><p>satélite da artéria femoral.</p><p>(E) A artéria dorsal do pé situa-se a cerca de 1cm da borda medial do músculo extensor</p><p>longo do hálux.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A artéria dorsal do pé é lateral em relação ao músculo extensor longo do hálux.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>O fenômeno de Raynaud é um tipo de arteriopatia vasomotora muito frequente nos</p><p>atendimentos do cirurgião vascular. Sobre o fenômeno de Raynaud, assinale a opção</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) Em algumas pessoas, pode ser desencadeado por estresse emocional.</p><p>(B) Pode haver desenvolvimento de ulcerações e necrose na extremidade acometida.</p><p>(C) Pode ser de causa primária ou secundária.</p><p>(D) Nunca se apresenta em outras extremidades como: nariz ou orelhas.</p><p>(E) Em casos graves é indicado o uso de vasodilatadores.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O fenômeno de Raynaud (FRy), como descrito em 1862 por Maurice Raynaud,</p><p>caracteriza-se por episódios reversíveis de vasoespasmos de extremidades, associados a</p><p>alterações de coloração típicas que ocorrem após exposição ao frio ou em situações de</p><p>estresse.1,2 Geralmente ocorre em mãos e pés e em casos mais graves pode também</p><p>acometer o nariz, orelhas ou língua.</p><p>QUESTÃO 08</p><p>A Doença Aterosclerótica Obstrutiva Periférica é de longe a doença que mais acomete</p><p>o sistema arterial de membros inferiores. As manifestações fisiopatológicas são</p><p>decorrentes de dois mecanismos básicos: obstrução e embolização. Considerando esses</p><p>dois mecanismos básicos, assinale a alternativa que corresponde ao sinal e ao sintoma</p><p>correspondente do mecanismo associado.</p><p>(A) Dor aguda e embolização.</p><p>(B) Claudicação intermitente e embolização.</p><p>(C) Dor isquêmica em repouso e embolização.</p><p>(D) Cianose fixa e obstrução.</p><p>(E) Necrose focal e Obstrução.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Embolização pode levar a dor: usualmente distal com piora progressiva, com a</p><p>perda da sensibilidade do nervo, pode diminuir a sua intensidade.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>A ateromatose, desencadeante da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), é</p><p>responsável por mais de 90% dos casos de isquemia crônica dos membros inferiores.</p><p>Com base no conhecimento da evolução natural e prognóstico da DAOP dos membros</p><p>inferiores, assinale a alternativa INCORRETA, referente à indicação terapêutica</p><p>relacionada ao estágio da classificação de Fontaine (F).</p><p>(A) No estágio I (F) está indicado o tratamento conservador, visando basicamente à</p><p>eliminação dos fatores de risco. Com exceção de portadores de aneurismas femorais e</p><p>poplíteos, que devem ser operados precocemente.</p><p>(B) No estágio IIa (F) o tratamento é normalmente conservador, sobretudo se os</p><p>sintomas somente se limitarem à atividade do paciente. Estando indicados caminhadas,</p><p>antiagregantes plaquetários e inibidores da fofodiesterase.</p><p>(C) No estágio IIb (F) torna-se imperativa a realização de revascularização,</p><p>independente do risco cirúrgico do paciente. Considerando que a alternativa a curto</p><p>prazo poderá ser a amputação.</p><p>(D) No estágio III (F) o paciente apresenta dor isquêmica em repouso.</p><p>(E) No estágio IV (F) o tratamento cirúrgico será indicado se a lesão for</p><p>anatomicamente reparável e se o membro afetado tiver a possibilidade de recuperar</p><p>sua funcionalidade.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: A realização de revascularização sempre deve considerar o risco cirúrgico e estará</p><p>indicada para Fontaine III e IV.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>O uso do Eco-Doppler Colorido, no diagnóstico da Trombose Venosa Profunda,</p><p>tornou-se indispensável, uma vez que outras doenças podem apresentar quadro clínico</p><p>semelhante. São considerados critérios indiretos que podem ser utilizados no</p><p>diagnóstico da trombose venosa profunda, quando se usa o mapeamento d plex:</p><p>(A) Diminuição ou ausência do fluxo venoso espontâneo.</p><p>(B) Ausência de compressão venosa.</p><p>(C) Aumento do diâmetro venoso.</p><p>(D) Imobilidade das válvulas.</p><p>(E) Trombo visível.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Ao fim de algum tempo, para um não especialista em ecodoppler, é possível</p><p>identificar com alguma facilidade alguns dos sinais característicos de TVP:</p><p>1. Incompressibilidade e aumento de calibre da veia ou segmento venoso</p><p>comprometido. Se a veia pode ser comprimida significa ausência de coágulo no seu</p><p>lúmen;</p><p>2. Visualização direta do trombo endoluminal, traduzida pela presença de imagem</p><p>ecogénica ou hipoecogénica preenchendo total ou parcialmente o lúmen da veia;</p><p>3. Ausência de fluxo ao doppler no segmento comprometido após compressão distal.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>O sistema cardiocirculatório é composto por coração, artérias, capilares, veias e</p><p>linfáticos. O termo endotélio é empregado para descrever o revestimento interno do</p><p>sistema circulatório. Sobre as principais funções do endotélio vascular, assinale a</p><p>afirmativa INCORRETA:</p><p>(A) Possui função de barreira à permeabilidade.</p><p>(B) Regula a síntese de prostaciclina e de ativador do plasminogênio.</p><p>(C) Efeito de tromborresistência.</p><p>(D) Participa do processo inflamatório.</p><p>(E) Não tem importância para homeostase corpórea.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: O endotélio é considerado um tecido ativo e dinâmico com propriedades</p><p>importantes como manutenção da circulação sanguínea, regulação do tônus vascular,</p><p>permeabilidade microvascular, sinalização e angiogênese vascular e resposta inflamatória.</p><p>O endotélio permite a conexão entre componentes da circulação e sistemas do organismo.</p><p>As células endoteliais produzem e, dependendo do estímulo recebido, liberam fatores que</p><p>levam à contração ou relaxamento das células do tecido muscular liso dos vasos. O controle</p><p>do tônus vascular pelo endotélio é modulado pela produção e liberação de mediadores, como</p><p>o óxido nítrico, prostaciclinas, prostaglandinas, tromboxano, angiotensina II, endotelina I e</p><p>espécies reativas de oxigênio. Em condições fisiológicas, esses fatores encontram-se em</p><p>equilíbrio. O desequilíbrio na produção de substâncias pelo endotélio causa um</p><p>desencadeamento e progressão de várias condições e doenças como isquemia, trombose,</p><p>aterosclerose, hipertensão arterial, inflamação e crescimento tumoral. Portanto, disfunção do</p><p>endotélio vascular constitui um importante fator fisiopatológico em doenças humanas.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>A fasciotomia deve ser sempre indicada quando houver suspeita de aumento da pressão</p><p>dos compartimentos osteofasciais. Os achados clínicos são, na maioria das vezes,</p><p>inespecíficos, porém devem ser valorizados</p><p>sempre que houver suspeita clínica de</p><p>hipertensão compartimental. Considerando as fasciotomias, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>(A) O compartimento anterior da perna é o mais comumente envolvido.</p><p>(B) A diminuição ou ausência de pulsos distais é observada somente no último estágio</p><p>da síndrome compartimental.</p><p>(C) As incisões ântero lateral e póstero medial, realizadas para a fasciotomia de perna,</p><p>permitem o acesso e a abertura dos quatro compartimentos da perna.</p><p>(D) As fasciotomias, por serem procedimentos superficiais, não estão sujeitas a risco de</p><p>lesão neurológica.</p><p>(E) A fibulectomia permite a realização da fasciotomia dos quatro compartimentos da</p><p>perna, porém é uma técnica não mais rotineiramente utilizada, devido aos bons</p><p>resultados obtidos com técnicas menos agressivas.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Na fasciotomia lateral da perna, por exemplo, o nervo fibular superficial e os ramos</p><p>do nervo cutâneo sural lateral (do nervo fibular comum) podem ser facilmente atingidos.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Os filtros de veia cava (FVC) reduzem a ocorrência de EP, mas não s o mais efetivos</p><p>em reduzir a mortalidade (McMANUS et al., 2011; MURIEL et al., 2014; SHA- RIFI</p><p>et al., 2012). Eles aumentam o risco de recorrência de TVP a longo prazo (entre dois e</p><p>oito anos), em comparação com a n o utiliza o ou com terapia anticoagulante</p><p>(McMANUS et al., 2011). A decisão de implante de FVC deve ser feita com base na</p><p>situação clínica de cada paciente (McMANUS et al., 2011). As recomendações para a</p><p>utilização do filtro s o: absolutas. relativas e associado à trombólise. É considerado</p><p>indicação relativa:</p><p>(A) TVP com contraindicação a anticoagulação.</p><p>(B) TVP em uso de antiagregante plaquetário.</p><p>(C) Cirurgia neurológica recente.</p><p>(D) Trombo flutante no segmento ileo-caval.</p><p>(E) Ineficiência e ou complicação da anticoagulação.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Além dessa, segundo o Projeto Diretrizes da SBACV, são também indicações</p><p>relativas embolia pulmonar massiva; trombose venosa profunda em pacientes com limitada</p><p>reserva cardiopulmonar e quando o risco de complicações hemorrágicas for alto com</p><p>anticoagulação.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Fios guia, sistemas introdutores e cateteres, s o materiais indispensáveis para a</p><p>realização de procedimentos endovasculares diagn sticos e terap uticos. O sucesso</p><p>desses procedimentos depende da escolha adequada de cada um desses dispositivos. O</p><p>Cirurgião Vascular deve estar familiarizado com os diversos materiais usados nas</p><p>cirurgias endovasculares, ora as medidas são dadas em French, ora em polegadas,</p><p>milimitros e centímetros.: Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a um</p><p>French:</p><p>(A) 0.33mm</p><p>(B) 3mm</p><p>(C) 1cm</p><p>(D) 3cm</p><p>(E) 2.5mm</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Para se obter em French (que pode ser abreviada como Ch, CH, Fr, FR, ou</p><p>simplesmente F) o valor da bitola de um fio de sutura expresso em milímetros, basta dividi-</p><p>lo por 3.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Esta questão aborda a fisiologia da coagulação, diante dos principais anticoagulantes</p><p>usados no dia a dia da cirurgia vascular. Sobre os mecanismos de ação dos</p><p>anticoagulantes orais, relacione a segunda coluna com a primeira:</p><p>(1) antagonista da vitamina K</p><p>(2) antagonista do fator Xa</p><p>(3) antagonista do fator IIa</p><p>( ) Apixabana</p><p>( ) Varfarina</p><p>( ) Rivaroxabana</p><p>( ) Dabigatrana</p><p>( ) Edoxabana</p><p>(A) 2, 1, 2, 3, 2</p><p>(B) 1, 3, 2, 1, 2</p><p>(C) 2, 2, 3, 1, 2</p><p>(D) 2, 1, 3, 3, 2</p><p>(E) 3, 2, 1, 2, 3</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: A varfarina é o principal antagonista da vitamina K. Ela é utilizada por pessoas que</p><p>precisam prevenir tromboembolismos, mas que têm contraindicações ao uso de antagonistas</p><p>da vitamina K, em gestantes, e pessoas sob risco de hemorragia maciça. Os inibidores diretos</p><p>do fator Xa (integrante dos NOACs Novos Anticoagulantes Orais) são uma nova classe</p><p>de fármacos antitrombóticos que agem diretamente sobre o Fator X na cascata da</p><p>coagulação, sem o uso de antitrombina como mediador. São representantes dessa classe a</p><p>rivaroxabana, a edoxabana e a apixabana. Já a dabigatrana, também integrante dos NOACs,</p><p>agem por meio da inibição da trombina (fator IIA).</p><p>QUESTÃO 16</p><p>A função da circulação é atender às necessidades dos tecidos, transportando nutrientes,</p><p>produtos de excreção e hormônios, de acordo com as necessidades do organismo.</p><p>Considerando a fisiologia de macro e da microcirculação, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) As arteríolas são os últimos ramos pequenos do sistema arterial, atuando como</p><p>válvulas controladoras, através das quais o sangue é liberado para os capilares.</p><p>(B) A função dos capilares e executar a troca de líquido, nutrientes, eletrólitos,</p><p>hormônios e outras substâncias entre o sangue e o líquido intersticial.</p><p>(C) As vênulas coletam o sangue dos capilares e, gradualmente, se unem para formar</p><p>veias progressivamente maiores.</p><p>(D) As artérias possuem paredes espessas e têm a função de transportar sangue para</p><p>os tecidos, sob alta pressão.</p><p>(E) Devido à baixa pressão no sistema venoso, as veias possuem paredes delgadas, o</p><p>que impossibilita que elas se contraiam e funcionem como reservatório controlável de</p><p>sangue extra.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A camada muscular das veias, embora delgadas quando comparadas à das artérias,</p><p>ajustam-se por relaxamento e/ou contração com o propósito de manter a homeostase do</p><p>sistema cardiovascular, auxiliando na manutenção de valores adequados de retorno venoso.</p><p>Alterações patológicas podem alterar essa autorregulação. Por esse motivo, algumas drogas</p><p>vasoativas podem ser empregadas para esse fim.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>A aterosclerose uma doença imunoinflamat ria e fibroproliferativa, modulada pela</p><p>presen a de fatores de risco. Acomete primariamente a intima das artérias de médio e</p><p>grande calibres, resultando em espessamento intimal, estreitamento da luz e redu o</p><p>do fluxo de sangue para os tecidos. O interessante que a sintomatologia n o guarda</p><p>uma relação direta com as altera es angiogr ficas. Inicialmente, encarada como uma</p><p>doen a cr nica degenerativa e de progress o lenta, atualmente se sabe que a</p><p>aterosclerose uma doen a com períodos de atividade e quiesc ncia. Desse modo, é isso</p><p>que vai determinar a variabilidade fenotípica de apresentação dessa doen a. A</p><p>obstru o progressiva da luz da art ria, por expans o de uma placa fibrosa, resulta em</p><p>diminuição do fluxo somente com estenoses entre:</p><p>(A) 50 a 70%</p><p>(B) 60 a 80%</p><p>(C) 30 a 40%</p><p>(D) 70 a 90%</p><p>(E) acima de 90%</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Normalmente, cerca de 50% do interior da artéria precisa estar bloqueado antes</p><p>de ocorrer sintomas. O estreitamento gradual de uma artéria pode trazer sintomas menos</p><p>graves do que a obstrução súbita mesmo se a artéria chegar a ficar completamente</p><p>bloqueada. Os sintomas podem ser menos graves quando o estreitamento é gradual e há</p><p>tempo para que os vasos sanguíneos mais próximos se dilatem ou para que novos vasos</p><p>(denominados vasos colaterais) se desenvolvam. Desse modo, o tecido afetado ainda pode</p><p>receber sangue. Se uma artéria for bloqueada subitamente, não há tempo para que vasos</p><p>colaterais se desenvolvam, assim, os sintomas geralmente são graves.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>O mapeamento d plex (MD) uma ferramenta extremamente útil no manejo do acesso</p><p>vascular para hemodi lise, podendo ser utilizado desde o pr -operat rio (na avalia o</p><p>do melhor local para confecção da f stula/enxerto) at o p s-operat rio (no diagn stico</p><p>de matura o, assim como no diagn stico e manejo das complica es). Dentro desse</p><p>contexto, o volume de fluxo na fístula autóloga considerado ideal é:</p><p>(A) Entre 200 e 300ml/min</p><p>(B) Entre 800 e 900ml/min</p><p>(C) Entre 600 e 800ml/min</p><p>(D) Entre 300 e 500ml/min</p><p>(E) Entre 600 e 800ml/min</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: A maioria dos estudos sobre avaliação de maturação e perviedade das fístulas</p><p>autólogas arteriovenosas estabelece como ponto de corte de fluxo o valor de 400 ml/min.</p><p>Desse modo, a faixa de 300 a 500 ml/min é a única que abarca essa referência.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Esta questão aborda causas da hipertensão renovascular e particularidades do exame</p><p>de imagem diagnóstico. Em uma paciente jovem, hipertensa, com um estudo</p><p>angiográfico, evidenci</p><p>renais, sugere tratar-se de:</p><p>(A) Displasia fibromuscular.</p><p>(B) Aterosclerose.</p><p>(C) Arterite primária da aorta.</p><p>(D) Oclusão arterial parcialmente recanalizada.</p><p>(E) Dissecção aórtica crônica.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: A displasia fibromuscular é uma patologia que se caracteriza pela existência de uma</p><p>acumulação (cluster) anormal de células que se desenvolvem na parede arterial. Esta</p><p>acumulação faz com que a artéria se torne mais estreita em alguns pontos, levando a uma</p><p>torção, o que pode comprometer o fluxo sanguíneo para os órgãos que recebem sangue</p><p>através da artéria. Tal deformidade pode ser identificada em exames por meio de imagens</p><p>que se assemelham a um colar de pérolas. Esse quadro é mais comum nas artérias renais.</p><p>Embora não exista uma cura para a displasia fibromuscular, esta pode ser tratada de forma</p><p>eficaz.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A maioria dos acidentes vasculares encefálicos isquêmicos relatados é de origem de</p><p>lesão aterosclerótica das artérias extracranianas. A bifurcação carotídea é o local</p><p>predominante dessas lesões, seguidos pelas artérias vertebrais e subclávias.</p><p>Considerando os aspectos da insuficiência vascular cerebral, de origem extracraniana,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) A predileção da placa de ateroma pela bifurcação carotídea está relacionada com</p><p>a forma geométrica do bulbo e a velocidade do fluxo, capazes de produzirem estresse</p><p>na parede arterial, estimulando a formação da placa.</p><p>(B) A insuficiência vertebrobasilar ocorre em consequência de fatores hemodinâmicos</p><p>e embólicos, mas a maioria dos sintomas está correlacionada com hipoperfusão, ao</p><p>contrário do que ocorre na doença carotídea, em que a embolia é a principal causa de</p><p>isquemia.</p><p>(C) Quando ocorre a oclusão da artéria carótida interna, a artéria carótida externa</p><p>ipsilateral pode servir de origem emboligênica para o cérebro. Isso ocorre quando</p><p>placas ulceradas na bifurcação, envolvendo a carótida externa, embolizam e seguem</p><p>por esta, até a artéria oftálmica e sifão carotídeo, chegando à artéria cerebral média.</p><p>(D) A intervenção cirúrgica para tratamento de estenose crítica de carótida interna,</p><p>após um ataque isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico, tem maior</p><p>benefício quando postergada a partir de duas semanas após o evento.</p><p>(E) As lesões estenóticas sintomáticas das artérias carótidas e vertebrais, causadas por</p><p>compressão extrínseca, são raras. Elas são mais comuns nas artérias carótidas, devido</p><p>à proximidade com linfonodos, que podem aumentar de tamanho secundariamente a</p><p>outras doenças (câncer metastático), ou ainda ao surgimento de tumores na própria</p><p>parede da artéria (tumor do glomo carotídeo).</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A prevalência de compressão extrínseca das artérias cervicais explica-se pela</p><p>quantidade de estruturas circunvizinhas passíveis de aumento de tamanho por consequência</p><p>de processos inflamatórios e/ou neoplásicos.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>A primeira publicação a relacionar sintomas e sinais de isquemia cerebral com doença</p><p>de artérias extracranianas foi atribuída a Wepfer. Em 1658, ele observou, em</p><p>necropsia, lesões de artérias carótidas, que foram identificadas como sendo causa de</p><p>óbito do paciente, que havia tido acidente vascular cerebral (AVC). Baseado em</p><p>conceitos e evidências, o rg o norte americano de regulamentação de fármacos e</p><p>alimentos (FDA, Food and Drug Administration) considera a indicação de angioplastia</p><p>carotídea nas seguintes situações:</p><p>(A) Estenose de 50% em pacientes sintomáticos</p><p>(B) Estenose de 60% em pacientes assintomáticos</p><p>(C) Doença carotídea provocada por displasia fibromuscular</p><p>(D) Paciente Obesos</p><p>(E) Placa ulcerada</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: O tratamento da displasia fibromuscular (DFM) carotídea assintomática deve</p><p>ser clínico, com o uso de antiagregação plaquetária com aspirina. Não há evidência para</p><p>prescrição de estatinas, a menos que o paciente apresente elevação dos níveis de colesterol</p><p>ou doença aterosclerótica associada. As lesões são monitorizadas com exames de imagem</p><p>não invasivos. Necessariamente deve-se investigar a presença de DFM em outros territórios</p><p>vasculares. No caso de aparecimento de sintomas, o tratamento de escolha é a</p><p>angioplastia transluminal percutânea com uso de proteção cerebral e, geralmente, sem</p><p>necessidade de colocação de stents (DE BRITO, 2020).</p><p>QUESTÃO 22</p><p>O sistema linfático responsável pela manutenção de um meio ambiente adequado</p><p>para o funcionamento celular, por meio da regulação da composição e do volume do</p><p>fluido intersticial. Este corresponde ao ultrafiltrado capilar quando há um</p><p>desequilíbrio neste funcionamento, o linfedema pode se formar. No diagnóstico do</p><p>linfedema, uma história clínica e um exame físico apurado são fundamentais e podem</p><p>ser considerados como um sinal importante, quase patognômonico no linfedema.</p><p>Assinale a alternativa que corresponde a este sinal.</p><p>(A) Sinal a Bandeira</p><p>(B) Sinal de pratz</p><p>(C) Sinal de Bancroft</p><p>(D) Sinal de Homans</p><p>(E) Sinal de Stemmer</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: O sinal de Stemmer consiste no espessamento cutâneo da base do segundo artelho</p><p>e é obtido pelo examinador quando se tenta realizar a preensão da pele desta região. Em</p><p>pacientes com linfedema, percebe-se que existe infiltração dos tecidos, impedindo a</p><p>preensão adequada da pele. Este sinal é particularmente importante no diagnóstico de</p><p>linfedemas primários incipientes, em que o edema se inicia distalmente e, antes mesmo de</p><p>haver aumento de volume da região do tornozelo, o sinal de Stemmer é positivo, o que</p><p>permite diferenciar-se dos edemas de outras origens (STEMMER, 1976).</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Sobre a investigação de trombose venosa profunda nos membros inferiores, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) Paciente com alto risco de TVP e exame ultrassonográfico normal deve repetir o</p><p>exame em até 48 horas.</p><p>(B) O critério ultrassonográfico mais preciso para o diagnóstico de TVP é a não</p><p>compressibilidade da luz venosa.</p><p>(C) Se houver uma obstrução da veia poplítea, haverá um aumento da velocidade do</p><p>fluxo em segmento venoso proximal (veia femoral comum), quando comprimido a</p><p>panturrilha.</p><p>(D) Geralmente, é possível determinar se o trombo é recente ou tardio, por meio do Eco</p><p>Doppler.</p><p>(E) A acurácia do Eco Doppler pode ser maior que a da flebografia, nos casos de</p><p>trombose de segmento venoso duplicado.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Se houver uma obstrução da veia poplítea, haverá diminuição e não aumento da</p><p>velocidade do fluxo em segmento venoso proximal (veia femoral comum), quando</p><p>comprimido a panturrilha.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>No sistema circulatório, o sangue sai do coração direto para as artérias, que diminuem</p><p>seu calibre cada vez mais, até que o sangue chega a uma rede de capilares de parede</p><p>delgada. Em seguida, de volta, as veias aumentam seu calibre cada vez mais, até</p><p>retornar ao coração. Considerando a microcirculação, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>(A) O endotélio dos capilares é formado por uma camada delgada de células que</p><p>oferecem uma superfície lisa e não trombogênica.</p><p>(B) A passagem de fluido para formação do edema, bem como de leucócitos durante o</p><p>processo inflamatório, ocorre predominantemente nas vênulas.</p><p>(C) O vasa vasorum é componente da túnica adventícia dos grandes vasos.</p><p>(D) As arteríolas são compostas de lâmina elástica interna e túnica média em toda sua</p><p>extensão.</p><p>(E) A trama de capilares é drenada pelas vênulas que aumentam progressivamente seu</p><p>calibre, transformando-se em veias de pequeno, médio e grande calibres.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nas arteríolas muito pequenas a lâmina elástica interna está ausente e a camada</p><p>média geralmente é composta por uma ou duas camadas de células musculares lisas</p><p>circularmente organizadas; não apresentam nenhuma lâmina elástica externa (JUNQUEIRA,</p><p>2013).</p><p>QUESTÃO 25</p>