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Questoes vascular

Conjunto de questões de múltipla escolha sobre ultrassonografia com Doppler: princípios físicos (materiais piezoelétricos, ângulo Doppler, frequência), escolha de transdutores e avaliação vascular incluindo arterite de Takayasu.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Analise, com atenção, as afirmacoes. I. Materiais piezoelétricos são aqueles cuja a formação se altera quando se aplica um campo elétrico no seu interior. II. Quando se aplica uma pressão mecânica ao material piezoelétrico, ocorre a indução de um campo elétrico no seu interior. III. A quantidade de carga elétrica acumulada nas superfícies de um cristal piezoelétrico é proporcional a pressão exercida e vice-versa. Esta incorreto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(A) I, somente.
(B) III, somente.
(C) I e II, somente.
(D) I e III, somente.

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir. No mapeamento com Doppler, a escolha sobre a geometria do transdutor geralmente depende do segmento corporal a ser estudado. É comum o uso de transdutores por sua versatilidade e pelo uso comum em estruturas vasculares superficiais. Para os órgãos abdominais utilizam-se geralmente os transdutores __________, e para os órgãos pélvicos, os equipamentos ________________.

(A) intracavitários / convexos / lineares
(A) convexos / intracavitários / lineares
(A) lineares / convexos / intracavitários
(B) lineares / intracavitários / convexos
(C) intracavitários / lineares / convexos

Acerca da artrite de Takayasu, analise as afirmações. I. Na fase aguda, os sintomas são normalmente constitucionais, como hipertermia, fadiga, artralgia, mialgia, anemia e perda de peso. II. A fase tardia caracteriza-se por pulsos filiformes ou ausentes, acompanhados de claudicação e/ou diferença pressórica nos membros. III. Na avaliação através da ultrassonografia com Doppler, durante a fase aguda, normalmente é evidenciado espessamento parietal difuso nos vasos acometidos e, eventualmente, redução luminal difusa. Já na fase tardia, podem-se encontrar estreitamento luminal, oclusões, dilatações e aneurismas. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(B) I e II, somente.
(C) I e III, somente.

Em relação aos princípios físicos do ultrassom e as propriedades gerais de ondas sonoras, leia as afirmações. I. Ondas sonoras são ondas mecânicas e, como tais, não dependem de um meio material para se propagar. II. Ondas harmônicas são caracterizadas pela sua frequência, comprimento de onda, velocidade de propagação e amplitude. III. O princípio da superposição de ondas estabelece que, em regiões onde duas ou mais ondas se superpõem, o efeito resultante corresponde à soma (ou subtração) de várias ondas. Esta incorreto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(B) I e II, somente.
(C) I e III, somente.

Acerca das aplicações clínicas do Doppler Transcraniano, leia as afirmacoes. I. Trata-se de exame rotineiro na avaliação clínica terapêutica de crianças com anemia falciforme. II. É rotineiramente utilizado como exame complementar para o diagnóstico de morte encefálica. III. Permite analisar os efeitos hemodinâmicos encefálicos decorrentes de estenoses extracranianas, que podem ocorrer na aorta, artérias subclávias, artérias carótidas cervicais e porção extracraniana das artérias vertebrais. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(A) I, somente.
(B) III, somente.
(C) I e II, somente.
(A) I e III, somente.

Assinale a alternativa correta quanto aos achados ultrassonográficos que ocorrem na síndrome do roubo de fluxo sanguíneo pela artéria subclávia.

(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral contralateral à estenose da artéria subclávia.
(A) Aumento das velocidades diastólicas do espectro das velocidades do fluxo sanguíneo, especialmente no sistema vertebrobasilar.
(A) Hiperfluxo sanguíneo nas artérias basilar e cerebrais posteriores.
(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral mediante os testes do manguito e do esforço no membro superior que recebe fluxo sanguíneo do sistema vertebrobasilar.
(A) Durante o exercício do membro superior irrigado pela artéria vertebral com fluxo sanguíneo retrógrado, percebe-se a redução das velocidades do fluxo sanguíneo desta artéria e aumento da resistência ao fluxo.

Quanto às principais síndromes vasculares compressivas, relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência de associação correta. I. Síndrome da artéria mesentérica superior. II. Síndrome do desfiladeiro torácico. III. Síndrome de May-Thurner. IV. Síndrome Nutcracker. ( ) Trata-se da compressão das estruturas neurais e/ou vasculares nos seguintes compartimentos: triângulo interescalênico, espaço costoclavicular e espaço retropeitoral menor. II Síndrome do desfiladeiro torácico. ( ) Consiste na compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior. IV Síndrome Nutcracker. ( ) Engloba os sintomas clínicos que resultam da compressão da terceira porção do duodeno entre a aorta e a artéria mesentérica superior, resultando em distensões duodenal e gástrica. I Síndrome da artéria mesentérica superior ( ) Caracteriza-se pela compressão da veia ilíaca comum esquerda entre a artéria ilíaca comum direita e a quinta vértebra lombar, ocasionando obstrução parcial da veia ilíaca comum esquerda. III Síndrome de May-Thurner.

(A) I, III, II, IV
(B) II, IV, I, III
(C) III, IV, I, II.
(D) IV, III, I, II
(A) II, III, I, IV.

Analise as afirmativas sobre a utilização do Power Doppler Modo M associado ao Doppler Transcraniano. I. A técnica não é capaz de detectar atividade embólica em múltiplos segmentos arteriais. II. O Modo M fornece o espectro e o som das velocidades do fluxo sanguíneo. III. Tem como principal objetivo facilitar a localização dos vasos encefálicos em relação à sua profundidade e angulação do transdutor. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(A) II e III, somente.
(A) I e III, somente.

Para uma compreensão adequada dos princípios físicos do ultrassom, é necessário que se entenda sobre a interação de ondas sonoras com o meio. Acerca disso, assinale a alternativa correta.

(A) A forma mais conveniente de caracterizar um meio é através da sua impedância acústica.
(A) Quando uma onda atinge a interface entre dois meios materiais, toda a intensidade da onda é refletida.
(A) As duas principais formas de atenuação de ondas sonoras são os desvios de sua trajetória inicial e reflexão.
(A) A capacidade de um meio absorver ondas sonoras independe de suas características físicas.
(B) Quanto maior a frequência da onda, menor é o coeficiente de absorção e maior será a penetração no meio.

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir. Podem ser definidos basicamente três modos de pulsos sonoros geralmente utilizados em exames de diagnóstico. No modo_______________o sinal de ultrassom é uma onda harmônica simples de frequência e amplitude bem definidas; esse modo é frequentemente utilizado em aplicações baseadas no efeito Doppler. No modo ________________________ , a onda utilizada também tem frequência e amplitude bem definidas; no entanto, um circuito elétrico complexo liga e desliga a emissão da mesma em intervalos bem definidos. Ja o modo _________________________muito utilizado em diagnosticos à base de medidas de ecos ultrassônicos, utiliza um circuito elétrico complexo para gerar um pulso de energia bem localizado temporalmente.

(A) contínuo / pulsátil / contínuo com gatilho.
(A) contínuo / contínuo com gatilho / pulsátil.
(B) contínuo com gatilho / contínuo / pulsátil.
(C) contínuo com gatilho / pulsátil / contínuo.
(A) pulsátil / contínuo com gatilho / contínuo.

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Questões resolvidas

Analise, com atenção, as afirmacoes. I. Materiais piezoelétricos são aqueles cuja a formação se altera quando se aplica um campo elétrico no seu interior. II. Quando se aplica uma pressão mecânica ao material piezoelétrico, ocorre a indução de um campo elétrico no seu interior. III. A quantidade de carga elétrica acumulada nas superfícies de um cristal piezoelétrico é proporcional a pressão exercida e vice-versa. Esta incorreto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(A) I, somente.
(B) III, somente.
(C) I e II, somente.
(D) I e III, somente.

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir. No mapeamento com Doppler, a escolha sobre a geometria do transdutor geralmente depende do segmento corporal a ser estudado. É comum o uso de transdutores por sua versatilidade e pelo uso comum em estruturas vasculares superficiais. Para os órgãos abdominais utilizam-se geralmente os transdutores __________, e para os órgãos pélvicos, os equipamentos ________________.

(A) intracavitários / convexos / lineares
(A) convexos / intracavitários / lineares
(A) lineares / convexos / intracavitários
(B) lineares / intracavitários / convexos
(C) intracavitários / lineares / convexos

Acerca da artrite de Takayasu, analise as afirmações. I. Na fase aguda, os sintomas são normalmente constitucionais, como hipertermia, fadiga, artralgia, mialgia, anemia e perda de peso. II. A fase tardia caracteriza-se por pulsos filiformes ou ausentes, acompanhados de claudicação e/ou diferença pressórica nos membros. III. Na avaliação através da ultrassonografia com Doppler, durante a fase aguda, normalmente é evidenciado espessamento parietal difuso nos vasos acometidos e, eventualmente, redução luminal difusa. Já na fase tardia, podem-se encontrar estreitamento luminal, oclusões, dilatações e aneurismas. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(B) I e II, somente.
(C) I e III, somente.

Em relação aos princípios físicos do ultrassom e as propriedades gerais de ondas sonoras, leia as afirmações. I. Ondas sonoras são ondas mecânicas e, como tais, não dependem de um meio material para se propagar. II. Ondas harmônicas são caracterizadas pela sua frequência, comprimento de onda, velocidade de propagação e amplitude. III. O princípio da superposição de ondas estabelece que, em regiões onde duas ou mais ondas se superpõem, o efeito resultante corresponde à soma (ou subtração) de várias ondas. Esta incorreto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(B) I e II, somente.
(C) I e III, somente.

Acerca das aplicações clínicas do Doppler Transcraniano, leia as afirmacoes. I. Trata-se de exame rotineiro na avaliação clínica terapêutica de crianças com anemia falciforme. II. É rotineiramente utilizado como exame complementar para o diagnóstico de morte encefálica. III. Permite analisar os efeitos hemodinâmicos encefálicos decorrentes de estenoses extracranianas, que podem ocorrer na aorta, artérias subclávias, artérias carótidas cervicais e porção extracraniana das artérias vertebrais. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(A) I, somente.
(B) III, somente.
(C) I e II, somente.
(A) I e III, somente.

Assinale a alternativa correta quanto aos achados ultrassonográficos que ocorrem na síndrome do roubo de fluxo sanguíneo pela artéria subclávia.

(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral contralateral à estenose da artéria subclávia.
(A) Aumento das velocidades diastólicas do espectro das velocidades do fluxo sanguíneo, especialmente no sistema vertebrobasilar.
(A) Hiperfluxo sanguíneo nas artérias basilar e cerebrais posteriores.
(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral mediante os testes do manguito e do esforço no membro superior que recebe fluxo sanguíneo do sistema vertebrobasilar.
(A) Durante o exercício do membro superior irrigado pela artéria vertebral com fluxo sanguíneo retrógrado, percebe-se a redução das velocidades do fluxo sanguíneo desta artéria e aumento da resistência ao fluxo.

Quanto às principais síndromes vasculares compressivas, relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência de associação correta. I. Síndrome da artéria mesentérica superior. II. Síndrome do desfiladeiro torácico. III. Síndrome de May-Thurner. IV. Síndrome Nutcracker. ( ) Trata-se da compressão das estruturas neurais e/ou vasculares nos seguintes compartimentos: triângulo interescalênico, espaço costoclavicular e espaço retropeitoral menor. II Síndrome do desfiladeiro torácico. ( ) Consiste na compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior. IV Síndrome Nutcracker. ( ) Engloba os sintomas clínicos que resultam da compressão da terceira porção do duodeno entre a aorta e a artéria mesentérica superior, resultando em distensões duodenal e gástrica. I Síndrome da artéria mesentérica superior ( ) Caracteriza-se pela compressão da veia ilíaca comum esquerda entre a artéria ilíaca comum direita e a quinta vértebra lombar, ocasionando obstrução parcial da veia ilíaca comum esquerda. III Síndrome de May-Thurner.

(A) I, III, II, IV
(B) II, IV, I, III
(C) III, IV, I, II.
(D) IV, III, I, II
(A) II, III, I, IV.

Analise as afirmativas sobre a utilização do Power Doppler Modo M associado ao Doppler Transcraniano. I. A técnica não é capaz de detectar atividade embólica em múltiplos segmentos arteriais. II. O Modo M fornece o espectro e o som das velocidades do fluxo sanguíneo. III. Tem como principal objetivo facilitar a localização dos vasos encefálicos em relação à sua profundidade e angulação do transdutor. Esta correto o que se afirma em:

(A) I, II e III.
(B) I, somente.
(A) III, somente.
(A) II e III, somente.
(A) I e III, somente.

Para uma compreensão adequada dos princípios físicos do ultrassom, é necessário que se entenda sobre a interação de ondas sonoras com o meio. Acerca disso, assinale a alternativa correta.

(A) A forma mais conveniente de caracterizar um meio é através da sua impedância acústica.
(A) Quando uma onda atinge a interface entre dois meios materiais, toda a intensidade da onda é refletida.
(A) As duas principais formas de atenuação de ondas sonoras são os desvios de sua trajetória inicial e reflexão.
(A) A capacidade de um meio absorver ondas sonoras independe de suas características físicas.
(B) Quanto maior a frequência da onda, menor é o coeficiente de absorção e maior será a penetração no meio.

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir. Podem ser definidos basicamente três modos de pulsos sonoros geralmente utilizados em exames de diagnóstico. No modo_______________o sinal de ultrassom é uma onda harmônica simples de frequência e amplitude bem definidas; esse modo é frequentemente utilizado em aplicações baseadas no efeito Doppler. No modo ________________________ , a onda utilizada também tem frequência e amplitude bem definidas; no entanto, um circuito elétrico complexo liga e desliga a emissão da mesma em intervalos bem definidos. Ja o modo _________________________muito utilizado em diagnosticos à base de medidas de ecos ultrassônicos, utiliza um circuito elétrico complexo para gerar um pulso de energia bem localizado temporalmente.

(A) contínuo / pulsátil / contínuo com gatilho.
(A) contínuo / contínuo com gatilho / pulsátil.
(B) contínuo com gatilho / contínuo / pulsátil.
(C) contínuo com gatilho / pulsátil / contínuo.
(A) pulsátil / contínuo com gatilho / contínuo.

Prévia do material em texto

<p>2</p><p>1. Em relação à realização de um exame com mapeamento com Doppler,</p><p>é preciso considerar os seguintes fatores, exceto:</p><p>A. a faixa de velocidade trabalhada.</p><p>A. a geometria do transdutor.</p><p>B. o leito vascular a ser investigado.</p><p>C. a frequência de imageamento.</p><p>D. a saturação de hemoglobina.</p><p>Comentário : A saturação de oxigênio é uma medição em percentuais e o seu</p><p>objetivo é entender qual a relação entre a hemoglobina ligada ao O2 e</p><p>a hemoglobina que não está ligada a essa molécula, não tem relação com exame</p><p>com mapeamento com Doppler.</p><p>2. Analise, com atenção, as afirmações.</p><p>I. Materiais piezoelétricos são aqueles cuja a formação se altera</p><p>quando se aplica um campo elétrico no seu interior.</p><p>I. Quando se aplica uma pressão mecânica ao material piezoelétrico, ocorre</p><p>a indução de um campo elétrico no seu interior.</p><p>I. A quantidade de carga elétrica acumulada nas superfícies de um cristal</p><p>piezoelétrico é proporcional a pressão exercida e vice-versa.</p><p>Esta incorreto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(D) I e III, somente.</p><p>Comentário: Incorreto afirmar pois materiais piezoelétricos são aqueles que</p><p>possuem a capacidade de gerar cargas elétricas ao sofrer uma deformação</p><p>mecânica, o efeito inverso também acontece, ou seja, uma polarização elétrica</p><p>resulta em uma deformação mecânica.</p><p>3. Quanto ao ângulo de insonação ou ângulo Doppler, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>(A) trata-se do ângulo formado entre o feixe ultrassônico e o</p><p>segmento corporal do paciente.</p><p>(A) acima de 60 graus de ângulo Doppler, mais de 50% da</p><p>3</p><p>velocidade das hemácias produz efeito Doppler.</p><p>(A) quanto maior for o ângulo Doppler, mais preciso sera o cálculo</p><p>de velocidade das hemácias.</p><p>(A) não ha relação direta entre a velocidade do fluxo e o cosseno do</p><p>ângulo Doppler.</p><p>(A) se o ângulo Doppler for de 90 graus, não há efeito Doppler</p><p>detectavel, tendo em vista que o vetor de fluxo é perpendicular ao</p><p>feixe ultrassônico.</p><p>Comentário: Correto afirmar que Não há deslocamento Doppler se eles forem</p><p>entre o vaso sanguíneo e o feixe ultra-sônico estiver perpendicular um em relação ao</p><p>outro, então não haverá sinal Doppler detectável.</p><p>4. Em um exame com mapeamento com Doppler, a escolha da frequência</p><p>de imageamento depende diretamente dos seguintes fatores:</p><p>(A) profundidade das estruturas estudadas e velocidades de</p><p>fluxo a serem detectadas.</p><p>(A) area de contato do transdutor e angulo de insonação.</p><p>(B) comprimento do segmento corporal a ser estudado e geometria</p><p>do transdutor.</p><p>(C) visualização modo B e processamento do</p><p>sinal</p><p>adquirido.</p><p>(D) eco produzido pelas estruturas analisadas e</p><p>ângulo Doppler.</p><p>Comentário: Correto afirmar pois efeito Doppler é utilizado no diagnóstico por</p><p>imagens, em exames que fornecem o mapeamento do fluxo sanguíneo e</p><p>possibilitam determinar a velocidade e o sentido do sangue em artérias</p><p>5- Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a</p><p>seguir.</p><p>No mapeamento com Doppler, a escolha sobre a geometria do</p><p>transdutor geralmente depende do segmento corporal a ser</p><p>estudado. E comum o uso de transdutores por sua versatilidade e</p><p>pelo uso comum em estruturas vasculares superficiais. Para os</p><p>4</p><p>orgãos abdominais utilizam- se geralmente os</p><p>transdutores __________, e para os</p><p>orgãos pélvicos, os equipamentos ________________</p><p>(A) intracavitários / convexos / lineares</p><p>(A) convexos / intracavitarios / lineares</p><p>(A) lineares / convexos / intracavitarios</p><p>(B) lineares / intracavitarios / convexos</p><p>(C) intracavitarios / lineares / convexos</p><p>Comentário: Correto afirmar que os transdutores podem ser classificados, de</p><p>acordo com o tipo de imagem produzida, em: setoriais, lineares ou convexos. São os</p><p>dispositivos ou elementos que detectam alterações nas variáveis físicas de processo</p><p>e fornecem uma grandeza de saída em geral elétrica.</p><p>6. A artrite de Takayasu, também conhecida como doença sem pulso,</p><p>acomete mais frequentemente garotas adolescentes e mulheres na 2a e</p><p>3a décadas de vida. Acerca dessa doença, analise as afirmações.</p><p>I. Na fase aguda, os sintomas são normalmente constitucionais,</p><p>como hipertermia, fadiga, artralgia, mialgia, anemia e perda de</p><p>peso.</p><p>I. A fase tardia caracteriza-se por pulsos filiformes ou ausentes,</p><p>acompanhados de claudicação e/ou diferença pressórica nos</p><p>membros.</p><p>I. Na avaliação através da ultrassonografia com Doppler,</p><p>durante a fase aguda, normalmente é evidenciado</p><p>espessamento parietal difuso nos vasos acometidos e,</p><p>eventualmente, redução luminal difusa. Já na fase tardia,</p><p>podem-se encontrar estreitamento luminal, oclusões, dilatações</p><p>e aneurismas.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>5</p><p>(A) III, somente.</p><p>(B) I e II, somente.</p><p>(C) I e III, somente.</p><p>Comentário: A Arterite de Takayasu é uma vasculite (inflamação da parede dos</p><p>vasos sanguíneos) crônica que afeta a maior artéria do corpo humano, a aorta, e</p><p>seus ramos primários. Sintomas gerais tais como fadiga, perda de peso e febre</p><p>baixa, sendo uma afirmativa correta.</p><p>7. Com relação à interação das ondas de ultrassom com os tecidos,</p><p>as fontes mais frequentes que causam atenuação durante o estudo</p><p>ultrassonográfico são, exceto:</p><p>(A) parênquima pulmonar.</p><p>(A) enfisema subcutâneo.</p><p>(B) pneumomediastino.</p><p>(A) derrame pleural.</p><p>(B) pneumopericárdio.</p><p>Comentário: São detectados por exame físico ou radiografia de tórax; a</p><p>toracocentese e a análise do líquido pleural costumam ser necessárias para</p><p>determinar a causa, sendo exceto porque não faz o uso de estudo ultrassonográfico.</p><p>8. Em relação aos principios físicos do ultrassom e as propriedades gerais</p><p>de ondas sonoras, leia as afirmações.</p><p>I. Ondas sonoras são ondas mecânicas e, como tais, não dependem</p><p>de um meio material para se propagar.</p><p>I. Ondas harmônicas são caracterizadas pela sua frequência,</p><p>comprimento de onda, velocidade de propagação e amplitude.</p><p>I. 0 princípio da superposição de ondas estabelece que, em regiões onde</p><p>duas ou mais ondas se superpõem, o efeito resultante corresponde à</p><p>soma (ou subtração) de várias ondas.</p><p>Esta incorreto o que se afirma em:</p><p>6</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(B) I e II, somente.</p><p>(C) I e III, somente.</p><p>Comentário: E incorreto, pois ondas sonoras são mecânicas, e são vibrações ou</p><p>perturbações no meio carregando energia. Essas ondas não carregam matéria e</p><p>precisam de um meio para se propagar, diferentemente das ondas eletromagnéticas.</p><p>9. Com relação a avaliação da função atrial esquerda pela ecocardiografia,</p><p>é correto afirmar que:</p><p>A. o volume atrial esquerdo maximo e mínimo ocorre justamente após a</p><p>abertura e antes do fechamento da valva mitral, respectivamente.</p><p>A. o volume de esvaziamento atrial esquerdo passivo é calculado pela</p><p>diferença entre o volume atrial esquerdo minimo e o volume atrial</p><p>esquerdo que precede o relaxamento atrial.</p><p>A. o volume de esvaziamento ativo do átrio esquerdo é calculado pela</p><p>diferença do volume atrial após a contração atrial e volume atrial esquerdo</p><p>máximo.</p><p>B. o volume de conduíte (passivo) do átrio esquerdo é calculado pela</p><p>diferença entre o volume ejetado do ventrículo esquerdo e o volume</p><p>de esvaziamento total do átrio esquerdo.</p><p>A. o valor normal para o volume máximo do átrio esquerdo corresponde a</p><p>30 +/- 6 ml/m2.</p><p>Comentário: Correto afirmar que a sobrecarga atrial esquerda significa que o</p><p>coração em sua parte superior que são os átrios esta tendo que trabalhar mais, e</p><p>pode estar aumentado. Sobrecarga atrial esquerda representa geralmente uma</p><p>dificuldade de esvaziamento do átrio esquerdo.</p><p>10. Todas as alternativas a seguir representam aplicações</p><p>diagnósticas propostas com a utilização da ecocardiografia com</p><p>contraste, exceto:</p><p>7</p><p>(A) detecção de shunts intracardíacos.</p><p>(A) melhora dos sinais do</p><p>A necessidade de abordagem de quase a totalidade das regiões do corpo humano torna</p><p>o conhecimento amplo da anatomia do sistema cardiovascular, indispensável à</p><p>atividade do cirurgião vascular. Com relação aos aspectos da anatomia do sistema</p><p>cardiovascular, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) As artérias carótidas comum têm origens distintas a cada lado. A direita nasce da</p><p>bifurcação do tronco braquiocefálico, e a esquerda, diretamente do arco aórtico.</p><p>(B) A artéria tireóidea superior é o primeiro ramo da artéria carótida externa.</p><p>(C) A veia cava superior, formada pela confluência dos troncos braquiocefálicos direito</p><p>e esquerdo, recebe como única tributária de grande importância a veia ázigo maior.</p><p>(D) O tronco venoso tirolingofascial, tributário da veia jugular interna, frequentemente</p><p>cruza anteriormente a bifurcação carotídea. E deve ter sua integridade preservada</p><p>durante a cirurgia de endarterectomia de carótidas.</p><p>(E) A artéria axilar, continuação da artéria subclávia, estende-se da borda inferior da</p><p>primeira costela até a borda inferior do músculo redondo maior.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O tronco venoso tirolingofascial, tributário da veia jugular interna, frequentemente</p><p>cruza inferiormente a bifurcação carotídea. E deve ter sua integridade preservada durante a</p><p>cirurgia de endarterectomia de carótidas (GONZÁLEZ R et al., 2010).</p><p>QUESTÃO 26</p><p>As doenças venosas apresentam, quanto ao diagnóstico clínico, uma situação peculiar.</p><p>Enquanto algumas alterações, principalmente das veias superficiais, são</p><p>diagnosticadas pela própria população em geral, as alterações das veias profundas</p><p>frequentemente não provocam sinais ou sintomas que revelem sua existência ou, se os</p><p>provocam, são discretos e pouco característicos, pelo menos nas fases iniciais de</p><p>desenvolvimento. Esse fato obriga, por parte dos médicos em geral e dos especialistas</p><p>em particular, uma atenção especial e detalhada quanto ao exame clínico, tendo sempre</p><p>em mente as doenças que possam afetar essas veias. As principais alterações da doença</p><p>venosa são definidas, de acordo com a classificação CEAP. Assinale a alternativa que</p><p>significa o CEAC C4b:</p><p>(A) Dor a palpação da panturrilha.</p><p>(B) Lipodermatosclerose.</p><p>(C) Edema.</p><p>(D) Úlcera ativa.</p><p>(E) Telangiectasias.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: O CEAP é um sistema de classificação com base nos sinais clínicos (C), etiologia</p><p>(E), distribuição anatômica (A) e alterações fisiopatológicas (P), que recebeu a denominação</p><p>de Classificação CEAP. Esta classificação descreve o que o médico vê, no exame físico, a</p><p>causa do problema, a localização na perna e o mecanismo responsável pela manifestação do</p><p>problema. A parte mais usada da classificação é o critério C, ou seja, o critério clínico, que</p><p>é subdividido em 6 categorias, de 0 a 6 (DE BRITO, 2020).</p><p>Classificação clínica</p><p>Classe 0 Sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa</p><p>Classe 1 Telangiectasias ou veias reticulares</p><p>Classe 2 Veias varicosas</p><p>Classe 3 Edema</p><p>Classe 4 4a Alterações tróficas (hiperpigmentação, eczema,)</p><p>4b Alterações tróficas (lipodermatosclerose, atrofia branca)</p><p>Classe 5 Alterações tróficas com úlcera cicatrizada</p><p>Classe 6 Alterações tróficas com úlcera aberta</p><p>QUESTÃO 27</p><p>A pesquisa clínica é uma classe de atividades que utiliza seres humanos como unidade</p><p>de análise. O objetivo da pesquisa é desenvolver ou contribuir para o conhecimento</p><p>para que ele possa ser aplicado em pacientes ou indivíduos saudáveis, em condições</p><p>clínicas semelhantes. Sobre a metodologia de pesquisa, assinale a afirmativa</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) As pesquisas primárias são aquelas cujos resultados são originados a partir da</p><p>análise direta dos indivíduos estudados</p><p>(B) As pesquisas sobre diagnóstico são aquelas que, tradicionalmente, não respondem</p><p>sobre a acurácia de um exame complementar ou outro teste clínico.</p><p>(C) As boas práticas clínicas são um conjunto de regras internacionais sobre como:</p><p>planejar, executar e divulgar pesquisas clínicas sobre medicamentos.</p><p>(D) As pesquisas sobre prognóstico são estudos de coortes, que podem ser descritivos</p><p>ou analíticos, prospectivos ou retrospectivos.</p><p>(E) A revisão sistemática é planejada para responder a uma pergunta específica. Ela</p><p>utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar</p><p>criticamente os estudos. Ademais, serve para coletar e analisar dados de estudos</p><p>incluídos na revisão.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: Creio que esse assunto não irá cair, por isso não me dei ao trabalho de pesquisar</p><p>sobre.</p><p>QUESTÃO 28</p><p>O TEV continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo</p><p>o mundo. Nos EUA, cerca de 2 milhões de pessoas desenvolverão trombose venosa</p><p>profunda (TVP). Cerca de 200 mil morrerão de embolia pulmonar (EP) aguda. No</p><p>paciente cirúrgico, em especial se tratando de cirurgia eletiva, o cirurgião deve ter</p><p>conhecimento do risco de TVP do seu paciente, e a partir daí estabelecer uma medida</p><p>profilática. No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar foi</p><p>a causa mais comum de mortalidade (30%), e a TVP uma importante complicação.</p><p>Neste contexto, qual a recomendação para o paciente da cirurgia bariátrica:</p><p>(A) Somente compressão pneumática intermitente (CPI).</p><p>(B) CPI e clexane em dose menor.</p><p>(C) Meia de compressão gradual (MCG) e Rivaroxabana 10mg.</p><p>(D) MCG e Clexane 40mg de 12/12 hs.</p><p>(E) CPI MCG isolados.</p><p>RESPOSTA: Item D: No Registro Internacional de Cirurgia Bariátrica, a embolia pulmonar</p><p>foi a causa mais comum de mortalidade (30%) e a TVP uma importante complicação. A</p><p>cirurgia bariátrica pode ser considerada, pelo menos, como de risco moderado para TEV,</p><p>chegando a alto risco dependendo da presença de fatores predisponentes adicionais. A</p><p>profilaxia deve ser feita com heparina de baixo peso molecular (HBPM) em sua dose</p><p>profilática maior ou considerando utilizar dose mais elevada, podendo ser ministrada de</p><p>12/12 h (p. ex. enoxaparina (claxane) 40 mg de 12/12 h via SC ou 30 mg de 12/12 h via</p><p>SC). Muitos cirurgiões associam a compressão pneumática intermitente (CPI) à</p><p>anticoagulação profilática (MAFFEI, 2016).</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Assinale a alternativa que defina a Sindrome de May Thurner:</p><p>(A) Compressão da veia renal esquerda, entre a artéria mesentérica superior e a aorta</p><p>abdominal.</p><p>(B) Compressão de estruturas neurovasculares, entre a clavícula e a primeira costela.</p><p>(C) Compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita.</p><p>(D) Compressão da veia ilíaca direita pela artéria ilíaca direita.</p><p>(E) Compressão extrínseca da artéria poplítea, causada pelo desvio de seu trajeto</p><p>anatômico habitual.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: A síndrome de May-Thurner consiste na compressão extrínseca da veia ilíaca</p><p>comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita, podendo ocasionar trombose venosa</p><p>profunda (TVP) e graus variados de insuficiência venosa crônica (MORAIS et al., 2021).</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Drogas antiagregantes plaquetárias são substâncias que, por meio de mecanismos</p><p>diversos, interferem na agregação das plaquetas, reduzindo a possibilidade de</p><p>formação de trombos. Com relação às drogas antiagregante plaquetárias, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O ácido acetil salicílico (AAS) exerce seu efeito por meio da inibição irreversível a</p><p>atividade catalítica da cicloxigenase.</p><p>(B) O clopidogrel e a ticlopidina têm efeitos e mecanismos de ação muito parecidos,</p><p>porém os efeitos colaterais do clopidogrel ocorrem com menos frequência.</p><p>(C) O uso do AAS 100mg dia está indicado na prevenção de novos episódios de</p><p>tromboembolismo pulmonar (profilaxia secundária) em pacientes sem etiologia</p><p>permanente conhecida.</p><p>(D) Os antiagregantes plaquetários atuam promovendo a melhora da claudicação</p><p>intermitente, por prevenir a ocorrência de tromboembolismo arterial, além de inibirem</p><p>o aumento da placa de ateroma.</p><p>(E) Os antiagregantes plaquetários possuem efeito significativo na redução da</p><p>hiperplasia endotelial em anastomoses de enxertos</p><p>autólogos para bypass arterial.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: Em relação à hiperplasia intimal após cirurgia de derivação, que pode conduzir à</p><p>trombose no local da implantação do enxerto, foi verificada experimentalmente a</p><p>inexistência de diferenças significativas no seu desenvolvimento em animais tratados</p><p>com AAS e dipiridamol em relação a animais não tratados, apesar de ter sido constatado</p><p>nos primeiros a inibição quase total da agregação plaquetária e a redução de 78% na</p><p>liberação local de serotonina. Embora seja considerada uma resposta anormal do endotélio</p><p>ao FGDP, a hiperplasia endotelial após bypass também não se mostrou sensível à</p><p>terapêutica Antiagregante (DE BRITO, 2020).</p><p>QUESTÃO 31</p><p>O cido nicot nico, que tem sido utilizado como agente hipolipemiante desde 1955,</p><p>apropriado para o tratamento de todos os tipos de dislipidemias, exceto de</p><p>quilomicronemia familiar.</p><p>Entre os efeitos colaterais, estão:</p><p>(A) Miopatia.</p><p>(B) Artralgia.</p><p>(C) Lombalgia.</p><p>(D) Sinusite.</p><p>(E) Rubor flishing</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E:</p><p>50% dos casos, efeito colateral que vai diminuindo com o passar do tempo. Em estudos</p><p>controlados apenas 5% dos pacientes suspenderam o tratamento devido a esse fato</p><p>(SANTOS,2005).</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Atualmente, temos observado o aumento da incidência das lesões vasculares</p><p>traumáticas, inclusive as cervicais. A incidência de trauma vascular cervical é de 5 a</p><p>10%, entre todos os traumas.Considerando o trauma dos vasos cervicais, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) No tratamento dos traumatismos venosos cervicais, devido à baixa taxa de</p><p>complicações associadas à ligadura, a reconstrução está indicada apenas nos casos em</p><p>que pode ser realizada a rafia lateral com manutenção de uma luz maior que 50%.</p><p>(B) Em caso de lesão penetrante na zona II, a não penetração do músculo platisma</p><p>indica apenas cuidados locais.</p><p>(C) As carótidas totalmente ocluídas ou trombosadas devem ser ligadas, visto o mínimo</p><p>benefício e o alto risco de uma tentativa de revascularização.</p><p>(D) No acometimento da carótida interna em trauma contuso, as lesões, como</p><p>dissecções e rupturas intimais, devem sempre ser tratadas cirurgicamente. O</p><p>tratamento clínico fica com anticoagulação reservado para o caso de espasmos</p><p>arteriais.</p><p>(E) Nos traumas cervicais, os vasos mais raramente acometidos são as artérias</p><p>vertebrais.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nos traumas contusos que acometem a carótida interna produzindo dissecções e</p><p>rupturas intimais devem ser tratadas cirugicamente, entretanto o tratamento anticoagulante</p><p>não é reservado para espasmos arteriais (PINTO, 2019).</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Estima-se que mais de 60% da predisposição trombose seja atribuível a componentes</p><p>gen ticos. Esses novos conceitos culminaram na introdução do termo trombofilia, para</p><p>descrever uma predisposi o aumentada, em geral gen tica, para a ocorr ncia de TEV.</p><p>A preval ncia de fatores de risco gen o geral e em</p><p>pacientes com tromboembolismo venoso é grande, qual é fator mais preponderante</p><p>neste cenário?</p><p>(A) Fator V de Leiden.</p><p>(B) Deficiencia de antitrombina.</p><p>(C) Hiperhomocisteinemia.</p><p>(D) Deficiencia de proteina C.</p><p>(E) Deficiencia de proteina S.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Dentre as Trombofilias de risco genético, o Fator V de Leiden é o mais comum</p><p>(MAIA, 2015).</p><p>QUESTÃO 34</p><p>A trombose venosa profunda (TVP), tamb m conhecida como tromboembolismo</p><p>venoso profundo, uma condição na qual um coágulo se forma dentro das veias do</p><p>sistema venoso profundo, na maioria das vezes nos MMII (80 a 95% dos casos) e veias</p><p>p lvicas, embora tamb m possa ocorrer nos MMSS (BATES et al., 2012).Um dos</p><p>grandes desafios no manejo dos pacientes com TVP refere-se ao diagnóstico de</p><p>retrombose ou recorrência. É considerado critério de diagnóstico pelo Eco-Doppler</p><p>colorido:</p><p>(A) Não compressibilidade da veia.</p><p>(B) Alteração da fasicidade na curva espectral.</p><p>(C) Não preenchimento da luz da veia pelo Color.</p><p>(D) Aumento de 9 cm de extensão do trombo.</p><p>(E) Dor no segmento venoso no teste da compressibilidade</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nos casos de TVP recorrente ipsilateral, os critérios utilizados para o diagnóstico</p><p>pelo EDC são: aumento do diâmetro do mesmo segmento acometido 4 mm, aumento de</p><p>9cm de extensão do trombo ou em segmento venoso distinto do acometido previamente</p><p>(FAUSTO, 2015).</p><p>QUESTÃO 35</p><p>A ocorrência de tromboembolismo venoso na gestação é um dos fatores que mais</p><p>contribui para a morbidade e mortalidade no período gestacional e puerperal. Sobre a</p><p>trombose venosa profunda na gestação e no puerpério, assinale a opção INCORRETA:</p><p>(A) No período gestacional, a prevalência de trombose venosa profunda é cinco vezes</p><p>maior que em mulheres não gestantes da mesma faixa etária.</p><p>(B) Já no primeiro trimestre gestacional, há aumento da distensibilidade venosa,</p><p>resultando em estase vascular, por ação da progesterona, o que aumenta os riscos de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>(C) O aumento do volume uterino não contribui para o aumento da prevalência de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>(D) O escore de Wells, utilizado para predição clínica de trombose venosa profunda,</p><p>não está validado para uso na gestação.</p><p>(E) O uso de cumarínicos atravessa a barreira placentária e está associado à perda</p><p>fetal, sangramento fetal e teratogenicidade, sendo relativamente contraindicados na</p><p>gestação.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Não relatos científicos da relação entre o aumento do volume uterino e o aumento</p><p>da prevalência de trombose venosa profunda (CHARLO, 2020).</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Úlcera crônica é uma ferida envolvendo a pele e seus anexos, que não progride para</p><p>cicatrização durante o período previsto para tal, em torno de 4 semanas a 3 meses,</p><p>permanecendo supostamente estacionada na fase inflamatória. As ulceras de perna</p><p>apresentam uma prevalência de 3 a 5% da população, acima dos 65 anos de idade. Elas</p><p>estão habitualmente associadas a doenças vasculares.</p><p>Em relação às úlceras de perna, assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) As úlceras venosas são as mais frequentes entre todas as ulceras de perna, sendo</p><p>resultantes da hipertensão venosa crônica de longa duração.</p><p>(B) Em ulceras de extremidades com áreas de lipodermatosclerose, hiperpigmentação</p><p>e ausência de pulsos palpáveis, o diagnóstico diferencial torna-se extremamente difícil.</p><p>Lembrando ainda que existe associação de ulcera venosa com insuficiência vascular</p><p>periférica em 10 a 20% dos casos.</p><p>(C) Entre as doenças do colágeno, a esclerodermia é a mais frequente em relação ao</p><p>aparecimento de ulceras.</p><p>(D) O pioderma gangrenoso é uma úlcera de etiologia infecciosa, de evolução crônica e</p><p>reicidivante.</p><p>(E) As hemoglobinopatias tendem a formar ulceras cutâneas devido à formação de</p><p>grumos que causam oclusão de pequenos vasos sanguíneos. As ulceras formadas são</p><p>dolorosas, de aspecto inespecífico, recorrentes e resistentes ao tratamento.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O pioderma gangrenoso é uma dermatose neutrofílica, caracterizada por não ter</p><p>caráter infeccioso, apesar do processo inflamatório com grande infiltrado de neutrófilos</p><p>(KONOPKA, 2013).</p><p>QUESTÃO 37</p><p>O propósito da ultrassonografia vascular (USV) determinar a exist ncia ou n o, o</p><p>tipo, a localização e a gravidade da estenose, bem como outras doen as que acometem</p><p>as art rias renais. O IR alto considerado um preditor independente e eficiente para a</p><p>ausência de melhora da HA e da fun o renal. Ap s a revasculariza o renal,</p><p>demonstrado por alguns estudos, o IR serve como parâmetro para a sele o de</p><p>pacientes candidatos revasculariza o. É considerado alto quando este IR é:</p><p>(A) Superior a 0.8</p><p>(B) Superior a 0.3</p><p>(C) Superior a 0.6</p><p>(D) Superior a 0.7</p><p>(E) Superior a 0.4</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Nos casos de pacientes candidatos à revascularização renal, considera-se o IR acima</p><p>de 0,8 alto, sendo esse um preditor independente e eficiente para ausência de melhora da</p><p>função renal (ENGELHORN, 2005).</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Recentemente, algumas das entidades internacionais mais importantes em cirurgia</p><p>vascular Society for</p><p>Vascular Surgery, American Venous Forum, Royal Society of</p><p>Medicine publicaram novas diretrizes baseadas em evidencias, que incluem</p><p>recomenda es para avalia o, classifica o e tratamento de pacientes com IVC</p><p>(insuficiência Venosa Crônica). Essa necessidade de diretrizes mais atualizadas surgiu,</p><p>em grande parte, por causa da evolução tecnológica e do advento dos novos</p><p>procedimentos endovasculares, haja visto que a maioria do tratamento da veia safena</p><p>insuficiente era realizado através da safenectomia cirúrgica. O cirurgião vascular atual</p><p>deve dominar tanto a técnica aberta como a endovascular. Na cirurgia da croça da</p><p>safena é necessário o conhecimento da anatomia para evitar complicações. Qual ramo</p><p>arterial que pode cruzar anteriormente ou posteriormente a safena na junção Safeno-</p><p>Femoral?</p><p>(A) Artéria pudenda externa</p><p>(B) Artéria circunflexa</p><p>(C) Artéria epigástrica</p><p>(D) Artéria femoral</p><p>(E) Artéria femoral profunda</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A:Também próxima à crossa da VSM, encontra-se a artéria pudenda externa</p><p>superficial (APSE) que após sua origem na artéria femoral comum atravessa a região</p><p>inguinal medialmente, apresentando assim íntima relação com a VSM, podendo apresentar</p><p>posição posterior ou anterior à mesma. Essa artéria contribui para a irrigação da porção</p><p>inferior do abdome, do pênis, do escroto ou da pele dos lábios vaginais (RODRIGUES</p><p>NETO, 2014).</p><p>QUESTÃO 39</p><p>As vasculites consistem basicamente em um processo clinicopatol gico no qual o vaso</p><p>sangu neo lesado pela inflama o. S o indispens veis uma anamnese cuidadosa, um</p><p>exame f sico detalhado, seguidos por testes que, embora inespec ficos, possam sugerir</p><p>a presen a da Vasculite e determinar a extens o do comprometimento orgânico. São</p><p>achados característicos da Arterite de Takaysu:</p><p>(A) Idade de 1 a 5 anos, conjuntivite.</p><p>(B) Idade de 40 a 60 anos asma e atopia.</p><p>(C) Idade 30 a 50 anos e púrpura palpável.</p><p>(D) Idade de 20 a 35 anos e úlcera orais.</p><p>(E) Idade menor que 50 anos Claudicação dos membros superiores.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: mais acometidas são as mulheres, 80% a 90% dos casos, com início entre 10 e 40</p><p>anos de idade. O diagnóstico precoce requer alto índice de suspeita clínica, pois os sintomas</p><p>iniciais são inespecíficos e podem se manifestar apenas pela presença de fadiga, mal-estar,</p><p>dores articulares e febre. Após essa fase, tornam-se presentes as manifestações do</p><p>acometimento vascular representadas pela redução no pulso de uma ou mais artérias,</p><p>diferença de níveis pressóricos nos membros superiores, sopros cervicais, supraclaviculares,</p><p>axilares ou abdominais, além de claudicação de membros e isquemia periférica (BORELLI,</p><p>2009).</p><p>QUESTÃO 40</p><p>O conhecimento da anatomia é imperioso a todos os cirurgiões, mormente o das</p><p>variações anatômicas, que podem causar surpresas desagradáveis durante o ato</p><p>operatório. Sobre a anatomia da aorta abdominal e/ou seus ramos, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O tronco celíaco é o vaso mais calibroso que sai da aorta abdominal, emergindo</p><p>pouco abaixo do hiato aórtico, no nível da primeira vértebra lombar</p><p>(B) A artéria gástrica esquerda ou coronária estomáquica é, normalmente, um dos</p><p>ramos do tronco celíaco.</p><p>(C) A artéria esplênica é o maior dos ramos do tronco celíaco.</p><p>(D) A artéria hepática comum é ramo terminal do tronco celíaco.</p><p>(E) Variações anatômicas do tronco celíaco são praticamente incomuns.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: Variações do tronco celíaco não são achados incomuns, sendo relatados diferentes</p><p>variantes anatômicas (SANTOS, 2018).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>LUJAN, R. A. C. et al. Tratamento endovascular da doença obstrutiva carotídea em</p><p>pacientes de alto risco: resultados imediatos. Jornal Vascular Brasileiro, v. 5, n. 1, p. 23</p><p>29, mar. 2006.</p><p>DE GODOY, José Roberto P.; DA SILVA, Vinícius Zacarias Maldaner; DE SOUZA, Hugo</p><p>Alves. Linfedema: revisão da literatura. Universitas: Ciências da Saúde, v. 2, n. 2, p. 269-</p><p>282, 2004.</p><p>JUNQUEIRA, Luiz; CARNEIRO, José. Histologia Básica. 12a. Rio de Janeiro, RJ, 2013.</p><p>GONZÁLEZ R, J. et al. Anatomía quirúrgica del drenaje venoso en la región del triángulo</p><p>carotídeo. Revista chilena de cirugía, v. 62, n. 3, jun. 2010.</p><p>DE BRITO, Carlos José; DA SILVA, Rossi Murilo; DE ARAÚJO, Eduardo</p><p>Loureiro. Cirurgia vascular: cirurgia endovascular-angiologia. Thieme Revinter, 2020.</p><p>MAFFEI, FHA. Doenças Vasculares Periféricas. 5ª edição Medsi. Rio de Janeiro, 2016.</p><p>MORAIS, J. DE A. S. et al. Síndrome de may thurner: diagnóstico e tratamento endovascular</p><p>/ May thurner syndrome: diagnosis and endovascular treatment. Brazilian Journal of</p><p>Health Review, v. 4, n. 6, p. 28798 28804, 23 dez. 2021.</p><p>SANTOS, Raul D. Farmacologia da niacina ou ácido nicotínico. Arquivos Brasileiros de</p><p>Cardiologia, v. 85, p. 17-19, 2005.</p><p>PINTO, Daniel Mendes et al. Tratamento do trauma penetrante das artérias carótidas no</p><p>Hospital João XXIII. Comparação entre ligadura e reconstrução arterial. Jornal Vascular</p><p>Brasileiro, v. 3, n. 3, p. 247-252, 2019.</p><p>MAIA, Helena Oliveira. Trombose venosa profunda num membro superior em mulher a</p><p>fazer anticoncepcional oral e com trombofilia hereditária Factor V Leiden. Revista</p><p>portuguesa de medicina geral e familiar, v. 31, n. 2, p. 121-4, 2015.</p><p>FAUSTO, Miranda, J. R. et al. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA DIAGNÓSTICO</p><p>E TRATAMENTO, 2015.</p><p>CHARLO, Patricia Bossolani; HERGET, Amanda Rotava; MORAES, Altino Ono. Relação</p><p>entre trombose venosa profunda e seus fatores de risco na população feminina. Global</p><p>Academic Nursing Journal, v. 1, n. 1, p. e10-e10, 2020.</p><p>KONOPKA, Clóvis Luíz et al. Pioderma gangrenoso: um artigo de revisão. Jornal Vascular</p><p>Brasileiro, v. 12, p. 25-33, 2013.</p><p>ENGELHORN, Carlos Alberto; ENGELHORN, Ana Luiza; CASSOU, Maria Fernanda.</p><p>Estenose na artéria renal: a necessidade de validação dos critérios diagnósticos no</p><p>laboratório vascular. Jornal Vascular Brasileiro, v. 4, p. 243-248, 2005.</p><p>RODRIGUES NETO, Arlindo Júlio et al. Anatomia da crossa da veia safena magna em</p><p>pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico de varizes dos membros inferiores. 2014.</p><p>BORELLI, Flávio AO et al. Arterite de Takayasu Conhecer para diagnosticar. Rev Bras</p><p>Hipertens, v. 16, n. 4, p. 254-7, 2009.</p><p>SANTOS, Priscele Viana dos et al. Variações Anatômicas do Tronco Celíaco: Uma Revisão</p><p>Sistemática. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo), v. 31, 2018.</p><p>Gontijo, Bernardo, Pereira, Luciana Baptista e Silva, Cláudia Márcia ResendeMalformações</p><p>vasculares. Anais Brasileiros de Dermatologia [online]. 2004, v. 79, n. 1 [Acessado 3</p><p>outubro 2022], pp. 7-25.</p><p>QUESTÃO 1</p><p>Uma alternativa ao tratamento compressivo ou cirúrgico dos pseudoaneurismas é,</p><p>orientada por ultrassom, a injeção de:</p><p>(A) trombina.</p><p>(B) fibrinogênio/fator XIII.</p><p>(C) protrombina associada ao fibrinogênio/fator XIII.</p><p>(D) espuma de monoetanolamina.</p><p>Comentário: O pseudoaneurisma é, entre outros, uma complicação de procedimentos</p><p>vasculares percutâneos. Trata-se de uma grave complicação da punção, pois pode levar a</p><p>sangramento para os tecidos profundos de difícil controle. Vários estudos mostram a eficácia</p><p>do tratamento percutâneo do pseudoaneurisma, através da punção guiada por ultrassom e</p><p>injeção de trombina. Sendo uma alternativa que permite reservar a cirurgia para os casos de</p><p>falha ou de pseudoaneurismas complicados.</p><p>QUESTÃO 2</p><p>Na abordagem laboratorial das trombofilias hereditárias, devem ser investigados os</p><p>pacientes que apresentam trombose venosa com a seguinte característica:</p><p>(A) eventos trombóticos secundários relacionados a doença neoplásica.</p><p>(B) trombose em veias retinianas.</p><p>(C) segundo evento idiopático.</p><p>(D) segundo evento secundário, incluindo eventos associados à gestação, ao uso de</p><p>anticoncepcional oral e à terapia de reposição hormonal.</p><p>Comentário: A oclusão venosa central da retina apresenta maior incidência em pacientes com</p><p>idade superior a 50 anos, nestes</p><p>pacientes com doença vascular sistémica conhecida, não é</p><p>necessária a realização de estudo complementar de diagnóstico, mas pacientes jovens sem</p><p>fatores de risco conhecidos ou com história pessoal ou familiar de tromboses venosas, deverão</p><p>realizar investigação laboratorial adicional.</p><p>QUESTÃO 3</p><p>A complicação mais frequente do tratamento com rTPA é:</p><p>(A) embolia distal.</p><p>(B) embolia pulmonar.</p><p>(C) hemorragia.</p><p>(D) reação alérgica.</p><p>Comentário: O rTPA é um medicamento da classe dos trombolíticos, ativador do</p><p>plasminogênio tecidual humano recombinante, uma glicoproteína que ativa diretamente o</p><p>plasminogênio em plasmina, portanto, sua principal complicação está relacionada com</p><p>alterações que ocorrem no sistema de coagulação, pois podem levar à hemorragia, por vezes</p><p>fatal. O risco de sangramento relaciona-se com o tempo de infusão do agente lítico e com a</p><p>queda dos níveis circulantes do fibrinogênio. Outras complicações associadas a droga são</p><p>êmbolo distal e reação alérgica.</p><p>QUESTÃO 4</p><p>O polidocanol é considerado um agente esclerosante</p><p>(A) osmótico.</p><p>(B) erosivo.</p><p>(C) detergente.</p><p>(D) corrosivo.</p><p>Comentário: Segundo a definição dos descritores da National Library of Medicine, o termo</p><p>escleroterapia, por definição etimológica, é uma denominação específica da oclusão venosa</p><p>obtida por meio de injeções intravenosas de substâncias químicas, tendo como objetivo a</p><p>exclusão de fluxo sanguíneo definitivo no vaso tratado, por meio da lesão endotelial. Existem</p><p>basicamente três tipos de esclerosantes: os osmóticos, sendo a glicose hipertônica a mais</p><p>conhecida; os esclerosantes químicos, como a glicerina cromada e os detergentes, sendo os mais</p><p>conhecidos e utilizados no Brasil o polidocanol e oleato de etanolamina.</p><p>QUESTÃO 5</p><p>A complicação observada com maior frequência durante a extração cirúrgica da veia</p><p>safena parva é:</p><p>(A) hematoma perimaleolar.</p><p>(B) lesão de ligamentos do maléolo lateral.</p><p>(C) lesão do nervo sural.</p><p>(D) migração do fleboextrator para o sistema venoso profundo.</p><p>Comentário: A lesão do nervo sural (sensitivo) pode ocorrer devido sua posição anatômica</p><p>durante a dissecção na fossa poplítea, na dissecção distal ou mesmo durante a fleboextração,</p><p>sendo portanto, a complicação mais frequente.</p><p>QUESTÃO 6</p><p>Após cruzar a abertura superior da pelve, a artéria mesentérica inferior denomina-se</p><p>artéria:</p><p>(A) retal superior.</p><p>(B) retal média.</p><p>(C) cólica esquerda.</p><p>(D) sigmóidea.</p><p>Comentário: A artéria mesentérica inferior emerge ao nível de L3, seu primeiro ramo ascende</p><p>como a artéria cólica esquerda que emite dois ramos: um ascendente que vai irrigar o 1/3 final</p><p>do colo transverso e parte superior do colo ascendente e um descendente, responsável pela</p><p>irrigação da parte inferior do colo descendente. A artéria mesentérica inferior envia então de</p><p>duas a quatro artérias sigmóideas. O ramo terminal da mesentérica inferior é a artéria retal</p><p>superior, que cruza os vasos ilíacos comuns esquerdos, entra na cavidade pélvica e divide-se</p><p>em ramos que vão irrigar o reto.</p><p>QUESTÃO 7</p><p>No corpo humano, as artérias, em sua maioria, são classificadas como:</p><p>(A) musculares.</p><p>(B) recorrentes.</p><p>(C) viscerais.</p><p>(D) elásticas.</p><p>Comentário: As artérias podem ser classificadas em três grupos principais: artérias de grande</p><p>calibre (artérias elásticas), artérias de médio e pequeno calibre (artérias musculares) e arteríolas.</p><p>A aorta e seus ramos principais (artéria braquiocefálica, carótida comum, subclávia e ilíaca</p><p>comum) são artérias elásticas que conduzem sangue do coração para as artérias distribuidoras</p><p>de calibre médio, que permitem uma distribuição seletiva de sangue para diferentes órgãos em</p><p>resposta às necessidades funcionais, sendo, portanto, mais frequentes.</p><p>QUESTÃO 8</p><p>Na detecção das estenoses arteriais acima de 50% nos membros inferiores, o Índice</p><p>Tornozelo Braquial apresenta:</p><p>(A) baixa sensibilidade e baixa especificidade.</p><p>(B) baixa sensibilidade e alta especificidade.</p><p>(C) alta sensibilidade e baixa especificidade.</p><p>(D) alta sensibilidade e alta especificidade.</p><p>Comentário: Um valor de ITB inferior a 0,9 apresenta sensibilidade de 90 a 97% e</p><p>especificidade de 98 a 100%, quando comparados aos estudos angiográficos, para a detecção</p><p>de estenoses arteriais que comprometam 50% ou mais do diâmetro da luz de um ou mais vasos</p><p>de maior calibre dos membros inferiores.</p><p>QUESTÃO 9</p><p>Na amputação de perna com indicação de doença arterial isquêmica, tecnicamente,</p><p>(A) o nível de secção da tíbia e da fíbula tem importância relativa.</p><p>(B) o nível de secção da tíbia deve ser proximal à fíbula.</p><p>(C) a tíbia deve ser seccionada no mesmo nível da fíbula.</p><p>(D) o nível de secção da tíbia deve ser distal à fíbula.</p><p>Comentário: Entende-se que a secção da fíbula acima da tíbia propicia um coto de aspecto</p><p>cilíndrico, superior ao coto afilado (cônico). Contudo, o Brito -</p><p>de habitualmente ser recomendada a secção mais alta da fíbula, obtém-se bom resultado</p><p>QUESTÃO 10</p><p>O C4 da classificação CEAP para a doença venosa crônica expressa:</p><p>(A) lipodermatoesclerose.</p><p>(B) veias varicosas.</p><p>(C) úlcera cicatrizada.</p><p>(D) edema.</p><p>Comentário: O CEAP classifica a doença venosa crônica a partir dos os sinais clínicos (C),</p><p>etiologia (E), distribuição anatômica (A) e alterações fisiopatológicas (P). Dentre a</p><p>classificação clínica temos: C0 - sinais de doenças venosas não visíveis e não palpáveis; C1 -</p><p>telangiectasias e veias reticulares; C2 - veias varicosas; C3 - edema; C4 - a) pigmentação,</p><p>eczema b) lipodermatoesclerose, atrofia branca; C5 - úlcera venosa cicatrizada; C6 - úlcera</p><p>venosa aberta; A5 - assintomática; S5 - sintomática.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Na arterite temporal, o diagnóstico e o tratamento precoces visam evitar:</p><p>(A) paralisia facial.</p><p>(B) comprometimento auditivo.</p><p>(C) comprometimento visual.</p><p>(D) acidente vascular encefálico</p><p>Comentário: A arterite temporal ou Doença de Horton consiste na inflamação do revestimento</p><p>das artérias. Frequentemente, a doença afeta as artérias da região temporal o qual pode provocar</p><p>cefaleias, sensibilidade do couro cabeludo, dor mandibular e alterações visuais. E, se não tratada</p><p>pode conduzir para um comprometimento visual, sendo necessário o tratamento precoce a fim</p><p>de evitá-la.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Entre as medidas aceitas para o tratamento clínico da doença venosa crônica encontra-se</p><p>o uso das meias medicinais elásticas, que se mostram efetivas com a compressão graduada</p><p>acima de</p><p>(A) 20 mmHg.</p><p>(B) 25 mmHg.</p><p>(C) 30 mmHg.</p><p>(D) 35 mmHg.</p><p>Comentário: Recomenda-se que paciente com doença venosa crônica utilizem meias de</p><p>compressão elástica, em que compressões superiores a 35 mmHg são o recomendado para</p><p>efetivamente prevenir a ocorrência de úlceras.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>O tratamento do aneurisma da aorta abdominal roto caracteriza-se pela alta</p><p>probabilidade de complicações pós-operatórias. Qualquer órgão pode sofrer essas</p><p>complicações em consequência da hipotensão prolongada. No entanto, o órgão menos</p><p>acometido por essas complicações é o</p><p>(A) fígado.</p><p>(B) rim.</p><p>(C) pulmão.</p><p>(D) pâncreas.</p><p>Comentário: A isquemia pancreática pode ser decorrente hipotensão prolongada e choque</p><p>hipovolêmico que pode ocorrer após um procedimento cirúrgico. Porém, o acometimento do</p><p>pâncreas é uma das complicações menos comum.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>A simpatectomia lombar tem sua menor indicação em pacientes com diagnóstico de</p><p>(A) tromboangeíte obliterante com isquemia de membros inferiores.</p><p>(B) neuropatia diabética.</p><p>(C) hiperidrose.</p><p>(D) causalgia.</p><p>Comentário: O Trans-Atlantic Inter-Society Concensus (2000) estabeleceu indicações para</p><p>neuropatia diabética possui a menor indicação dentre os listados. Outros critérios para a</p><p>realização da cirurgia são:</p><p>1. doentes selecionados com doença oclusiva distal inoperável devido à aterosclerose e</p><p>tromboangeíte obliterante</p><p>2. simpatectomia está indicada em doentes cujo índice tornozelo-braquial seja maior que</p><p>0,3</p><p>3. a necrose dos tecidos seja limitada aos pododáctilos.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>A última revisão do Trans-Atlantic Inter-Society Concensus Document on Management</p><p>of Peripheral Arterial Disease (TASC II) recomenda para as lesões femoropoplíteas, tipo</p><p>D, a terapia:</p><p>(A) amputação primária</p><p>(B) endovascular</p><p>(C) clínica</p><p>(D) cirúrgica</p><p>Comentário: Lesões TASC C e D apresentam melhora clínica mais expressiva por meio de</p><p>cirurgia, sendo essa a terapia indicada nesses casos.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Em relação à dissecção da aorta, arbitrariamente convencionou-se denominá-la de aguda</p><p>quando o início dos sintomas ocorreu no prazo de até</p><p>(A) 7 dias.</p><p>(B) 10 dias.</p><p>(C) 14 dias.</p><p>(D) 20 dias.</p><p>Comentário: A dissecção aórtica aguda (DAA) é um evento em que há uma súbita ruptura da</p><p>camada média da aorta, permitindo que o sangue penetre entre as camadas médias da artéria,</p><p>dissecando uma da outra, criando um espaço denominado de falsa luz. Diz-se que a dissecção</p><p>é aguda quando ocorre em até 14 dias e crônica quando instalada há 14 dias ou mais</p><p>QUESTÃO 17</p><p>Em relação às taxas de reinfecção, amputação e perviedade primária, a melhor opção de</p><p>tratamento nos casos de infecção de prótese no território aórtico é a</p><p>(A) substituição com aloenxerto.</p><p>(B) substituição com veias femoral superficial e poplítea.</p><p>(C) substituição com enxerto combinado (veias ilíaca interna e safena interna).</p><p>(D) derivação extra-anatômica.</p><p>Comentário: Em caso de infecção de prótese, o objetivo do tratamento consiste habitualmente</p><p>em remover o enxerto infectado e restabelecer a continuidade vascular com derivações extra-</p><p>anatômicas ou novo enxerto in situ. A utilização da veia femoral superficial é uma boa opção</p><p>quando se deseja utilizar um enxerto autólogo resistente à infecção, com mínima morbidade</p><p>para o sistema venoso profundo do membro inferior.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>As varizes dos membros inferiores em portadores de Síndrome de Klippel-Trenaunay</p><p>podem ser ressecadas após</p><p>(A) angioplastia do segmento iliofemoral.</p><p>(B) avaliação adequada dos sistemas venosos superficial e profundo.</p><p>(C) tratamento da hipertrofia óssea.</p><p>(D) tratamento das fístulas.</p><p>Comentário: A síndrome de Klippel-Trenaunay é uma doença rara, caracterizada pela presença</p><p>da tríade: manchas vinho do porto, malformações venosas ou veias varicosas e hipertrofia óssea</p><p>e/ou tecidual. Devido a essas malformações venosas, é necessário a avaliação adequada dos</p><p>sistemas venosos superficiais e profundo.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Em caso de suspeita de dissecção aórtica aguda em paciente instável, deve ser realizado o</p><p>seguinte exame:</p><p>(A) ecocardiograma transtorácico.</p><p>(B) ecocardiograma transesofágico.</p><p>(C) ressonância nuclear magnética.</p><p>(D) tomografia helicoidal.</p><p>Comentário: Os exames iniciais na suspeita de dissecção aórtica aguda são: exames</p><p>laboratoriais, radiografia de tórax e eletrocardiograma transtorácico.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A palpação do pulso pedioso corresponde, anatomicamente, à artéria</p><p>(A) tibial anterior.</p><p>(B) fibular.</p><p>(C) tibial posterior.</p><p>(D) társica dorsal.</p><p>Comentário: O pulso pedioso é palpado lateralmente ao tendão do extensor longo do hálux, no</p><p>prolongamento do pulso tibial anterior.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>A artéria que se origina diretamente da carótida externa é a</p><p>(A) transversa da face.</p><p>(B) labial.</p><p>(C) faríngea ascendente.</p><p>(D) auricular anterior.</p><p>Comentário: Os ramos da artéria carótida externa são: artéria tireóidea superior, artéria</p><p>faríngea ascendente, artéria lingual, artéria facial, artéria occipital, artéria auricular posterior,</p><p>artéria temporal superficial e artéria maxilar (interna).</p><p>QUESTÃO 22</p><p>A veia axilar é formada pela união das veias braquiais com a veia</p><p>(A) basílica.</p><p>(B) cefálica.</p><p>(C) cefálica acessória.</p><p>(D) cefálica mediana.</p><p>Comentário: A principal veia do ombro é a veia axilar, que leva sangue do ombro e do braço.</p><p>Ela se inicia na margem inferior do músculo redondo menor, formada pela veia basílica e pela</p><p>veia cefálica, acumulando tributárias na região dos ombros. Em seguida ela se torna a veia</p><p>subclávia, na borda lateral da primeira costela.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>O ducto torácico não conduz a linfa</p><p>(A) do membro superior direito.</p><p>(B) do membro superior esquerdo.</p><p>(C) da pelve.</p><p>(D) do abdômen.</p><p>Comentário: O ducto linfático direito é responsável pela drenagem do quadrante superior</p><p>direito do corpo, ou seja, lado direito da cabeça, pescoço, tórax e membro superior direito. O</p><p>ducto torácico é a união de vasos linfáticos dos membros inferiores no nível do abdômen aos</p><p>viscerais. Ele é responsável por drenar a linfa do restante do corpo.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Em pacientes assintomáticos e com boas condições operatórias, está indicado o tratamento</p><p>cirúrgico dos aneurismas da artéria poplítea quando eles apresentarem diâmetro acima</p><p>de</p><p>(A) 1 cm.</p><p>(B) 2 cm.</p><p>(C) 3 cm.</p><p>(D) 4 cm.</p><p>Comentário: Pacientes assintomáticos, com aneurismas da artéria poplítea de diâmetro menor</p><p>que 2 cm e sem trombos são mantidos em acompanhamento periódico com ultrassom com</p><p>Doppler. Indicações para o tratamento cirúrgico não são bem definidas, porém os critérios mais</p><p>aceitos incluem diâmetro maior que 2 cm, principalmente na presença de trombo mural, e casos</p><p>sintomáticos.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Nas revascularizações em pacientes portadores de doença de Behçet, deve-se dar</p><p>preferência aos enxertos</p><p>(A) autólogos.</p><p>(B) homólogos.</p><p>(C) heterólogos.</p><p>(D) sintéticos.</p><p>Comentário: A doença de Behçet é uma vasculite sistêmica autoimune, que pode afetar os</p><p>sistemas venoso e arterial e atingir vasos de todos os calibres. Por possuir natureza autoimune,</p><p>prefere-se o uso de enxerto sintético, dado o elevado risco de recorrência de complicações nos</p><p>demais tipos de enxerto.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>A droga mais adequada para o tratamento de veias varicosas, utilizando-se a</p><p>ecoescleroterapia com microespuma, é</p><p>(A) a glicose 75%.</p><p>(B) o sotradecol.</p><p>(C) o polidocanol.</p><p>(D) a glicerina cromada.</p><p>Comentário: A ecoescleroterapia com espuma é a aplicação de um agente esclerosante em</p><p>forma de espuma, guiada pelo ultrassom, em uma determinada veia insuficiente, com o objetivo</p><p>de ocluir ou reduzir o diâmetro do vaso. A aplicação do agente esclerosante, em forma de</p><p>espuma, provoca o deslocamento do sangue na veia e o contato da espuma com o endotélio</p><p>ocasiona vasoespasmo e oclusão do vaso. O agente esclerosante mais usado é o polidocanol.</p><p>As maiores vantagens do uso do polidocanol em forma de espuma para o tratamento para</p><p>varizes calibrosas são o retorno imediato às atividades, baixo risco, baixa incidência alérgica,</p><p>ausência de cortes e menor custo em relação à cirurgia.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>Uma paciente de 25 anos, do sexo feminino, encontra-se em pós-operatório de estudo</p><p>eletrofisiológico para arritmia cardíaca. O cateter foi introduzido pela veia femoral</p><p>direita. Há 24 horas apresenta dor em local de punção, referida também em face medial</p><p>de coxa e discreta exacerbação ao deambular. Ao exame, nota-se a presença de hematoma</p><p>de pequena monta em sítio de punção, calor local e não há assimetria importante entre as</p><p>circunferências dos membros inferiores. Os pulsos estão preservados. Como antecedente,</p><p>trata-se de paciente com diagnóstico prévio de esclerose múltipla, assintomática. Está em</p><p>tratamento com Interferon. Há relato de tromboembolismo venoso em alguns familiares.</p><p>Considerando a hipótese diagnóstica, qual a conduta a ser tomada nesse caso?</p><p>(A) Uso de heparinoides em local de hematoma e anti-inflamatórios não esteroides.</p><p>(B) Uso de antibióticos sistêmicos, tendo em vista o risco de endocardite bacteriana.</p><p>(C) Anticoagulação sistêmica e, uma vez confirmada, trombose venosa profunda, uso de</p><p>agentes trombolíticos.</p><p>(D) Realização de ultrassonografia Doppler com compressão para abordagem de</p><p>pseudoaneurisma femoral.</p><p>Comentário: Tendo em vista que a paciente teve lesão traumática na parede do vaso durante o</p><p>processo de cateterização para realização de estudo eletrofisiológico do coração, apresenta</p><p>alguns sinais e sintomas que indicam inflamação do local afetado e possui histórico familiar</p><p>de</p><p>trombose, a principal hipótese diagnóstica para o caso é Trombose Venosa Profunda (TVP).</p><p>Diante dessa forte suspeita, é importante iniciar anticoagulação sistêmica mesmo sem</p><p>diagnóstico confirmado. Tendo confirmação do diagnóstico e desde que a paciente não</p><p>apresente contra-indicações, deve-se iniciar o uso de trombolíticos, com intuito de reduzir</p><p>complicações decorrentes de uma TVP proximal, como embolia pulmonar e insuficiência</p><p>venosa crônica.</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Para a confirmação diagnóstica de trombose venosa profunda, o uso de Dímero-D tem-se</p><p>revelado uma prática útil e pouco dispendiosa. No entanto, este teste</p><p>(A) apresenta baixa sensibilidade.</p><p>(B) apresenta baixa especificidade.</p><p>(C) é contraindicado na fase aguda.</p><p>(D) é contraindicado na fase subaguda.</p><p>Comentário: O Dímero-D é um subproduto da fibrinólise e a elevação dos seus níveis sugere</p><p>existência e lise recente de trombos. Ele tem alta sensibilidade e baixa especificidade para</p><p>detecção de tromboembolismo pulmonar ou trombose venosa profunda em populações de baixo</p><p>risco. Desse modo, em populações de baixo risco para TEP ou TVP, um Dímero-D negativo</p><p>exclui tais condições. No entanto, um valor positivo não indica, necessariamente, TEP ou TVP,</p><p>pois está sujeito à interferência de outras situações como inflamação, trauma e cirurgia.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>A tromboflebite superficial não se associa a</p><p>(A) tromboangeíte obliterante e doença de Behçet.</p><p>(B) neoplasia maligna e trombofilia.</p><p>(C) síndrome da pedrada e hemofilia.</p><p>(D) varizes de membros inferiores e punção venosa para infusão de medicamentos.</p><p>Comentário: A tromboflebite superficial, ou trombose venosa superficial, caracteriza-se pela</p><p>formação de trombos dentro de veias superficiais, com suboclusão ou oclusão da luz e reação</p><p>inflamatória no seu trajeto, sendo mais comum nos membros inferiores. A etiologia da TVS é</p><p>multifatorial, em geral vinculada à tríade de Virchow, podendo estar associada a síndromes</p><p>imunológicas (síndromes de Trousseau, Lemièrre ou Mondor) ou a doenças inflamatórias como</p><p>tromboangeíte obliterante ou trombofilia, ser causada por traumas ou injeções de substâncias</p><p>irritantes, ou ainda ser uma complicação de varizes dos membros inferiores.</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Para a medida de estenose de carótida pelo critério NASCET (North American</p><p>Symptomatic Carotid Endarterectomy Trial), consideram-se o diâmetro do</p><p>(A) lúmen residual na estenose e o diâmetro calculado para o bulbo carotídeo.</p><p>(B) lúmen residual na estenose e o diâmetro da carótida interna normal distal à estenose.</p><p>(C) bulbo carotídeo e o diâmetro da carótida interna normal distal à estenose.</p><p>(D) lúmen residual na estenose e o diâmetro da carótida comum normal proximal.</p><p>Comentário: O método utilizado no NASCET compara o diâmetro do lúmen residual no ponto</p><p>de maior estenose (a) com o diâmetro normal da artéria carótida interna além do bulbo (b),</p><p>calculado da seguinte forma: NASCET = (1 a/b) x 100. De tal modo, a estenose pode ser</p><p>classificada como: grau I (normal); grau II ou estenose leve (entre 1% e 29%); estenose</p><p>moderada, nos graus III (entre 30% e 49%) e IV (entre 50% e 69%); estenose grave, no grau V</p><p>(entre 70% e 99%), e oclusão, no grau VI (100%).</p><p>QUESTÃO 31</p><p>A vasculopatia manifestada na hiper-homocisteinemia associa-se:</p><p>(A) ao acometimento de vasos de todos os calibres, favorecendo tromboses tanto arteriais como</p><p>venosas.</p><p>(B) à deficiência nutricional dos cofatores no desenvolvimento de manifestações clínicas.</p><p>(C) à aterosclerose tardia na forma homozigótica da hiper-homocisteinemia.</p><p>(D) à diminuição ou normalização dos níveis de homocisteína com reposição de folatos e</p><p>piridoxina.</p><p>Comentário: Níveis plasmáticos elevados de homocisteína são um fator de risco independente</p><p>para a doença arterial coronária, doença vascular periférica, doença cerebrovascular e trombose</p><p>venosa. Além disso, a hiper-homocisteinemia aumenta de 2-3 vezes o risco de trombose venosa</p><p>e arterial. Os mecanismos pelos quais a homocisteína favorece o processo de aterosclerose e</p><p>trombose não são conhecidos.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Qual é a principal complicação dos aneurismas de artéria poplítea?</p><p>(A) Expansão/ruptura com sangramento.</p><p>(B) Microembolização distal.</p><p>(C) Trombose venosa por compressão.</p><p>(D) Trombose do leito arterial distal.</p><p>Comentário: O aneurisma da artéria poplítea é definido pelo aumento localizado do diâmetro</p><p>da artéria superior 50% ao diâmetro da artéria adjacente. Os grandes aneurismas da artéria</p><p>poplítea apresentam elevado risco de embolização arterial, trombose e, menos frequentemente,</p><p>de rotura. A principal e mais temida complicação é a oclusão arterial aguda devido à trombose</p><p>do aneurisma, com risco de perda do membro.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Qual é a manifestação clínica frequentemente observada após lesão do nervo hipoglosso</p><p>na endarterectomia de carótida?</p><p>(A) Rouquidão.</p><p>(B) Síndrome de Horner.</p><p>(C) Desvio ipsilateral da língua.</p><p>(D) Alteração no timbre da voz.</p><p>Comentário: A lesão do nervo hipoglosso é a complicação mais frequente após a cirurgia da</p><p>artéria carótida, especialmente endarterectomia. A disfunção do nervo do hipoglosso pode se</p><p>manifestar principalmente com desvio da língua ipsilateral à lesão, disartria, dor, dificuldade</p><p>de mastigação e deglutição.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Qual é a condição clínica mais frequentemente associada à presença do aneurisma de</p><p>artéria esplênica?</p><p>(A) Hipertensão arterial.</p><p>(B) Gravidez.</p><p>(C) Insuficiência renal crônica.</p><p>(D) Síndrome da imunodeficiência adquirida.</p><p>Comentário: O aneurisma da artéria esplênica (AAE) é uma entidade clínica rara, mas ainda</p><p>assim é o terceiro entre as artérias abdominais e o mais frequente aneurisma visceral,</p><p>correspondendo a 60% dos casos. Apresentando risco de ruptura aumentado em pacientes</p><p>grávidas (devido ao aumento do fluxo esplênico e à alteração da elastina dos vasos) e em casos</p><p>de hipertensão portal. Acredita-se que influências hormonais e alterações do fluxo portal</p><p>durante a gestação desempenhem um papel importante no desenvolvimento do AAE. A</p><p>patogênese da doença não é bem compreendida. Supõe-se que, na gravidez, um aumento nos</p><p>níveis circulantes de estrogênio, progesterona e relaxina aumente o fluxo sanguíneo e a pressão</p><p>sanguínea dentro da artéria esplênica, levando ao enfraquecimento da parede arterial, o que</p><p>resulta em sua dilatação. Alterações fisiológicas da gravidez, como aumento do débito cardíaco,</p><p>aumento do volume sanguíneo e hipertensão portal, também aumentam o estresse na parede</p><p>arterial. O efeito colateral dessas alterações é o aumento da chance de formação e/ou ruptura de</p><p>aneurisma esplênico na gravidez.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>O uso de alprostadil é contraindicado no caso de:</p><p>(A) doença hepática recente.</p><p>(B) neoplasia óssea.</p><p>(C) neoplasia intestinal.</p><p>(D) insuficiência renal.</p><p>Comentário: O alprostadil é a forma natural de prostaglandina E1 (PGE1). Possui alta</p><p>atividade biológica e seu efeito terapêutico é decorrente do aumento do fluxo sanguíneo por</p><p>vasodilatação direta; estabilização da hemostasia por ativação da fibrinólise; redução da</p><p>agregação plaquetária e formação de trombos pela inibição da ativação de plaquetas e sua</p><p>deposição sobre as lesões; prevenção dos efeitos danosos ao tecido pela inibição da ativação de</p><p>neutrófilo; melhora da microcirculação e oxigenação pela modificação do eritrócito;</p><p>restauração do mecanismo isquêmico devido à melhor utilização de oxigênio e glicose, além de</p><p>possuir efeito antiaterosclerótico. Não deve ser administrado a pacientes com sinais de dano</p><p>hepático recente (níveis elevados de transaminases ou gama-GT) ou outra doença hepática</p><p>conhecida.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>A nefropatia induzida por contraste caracteriza-se por apresentar aumento absoluto de</p><p>creatinina sérica basal equivalente a:</p><p>(A) 0,5 a 1,0 mg / dl.</p><p>(B) 2,0 a 2,5 mg / dl.</p><p>(C) 3,0 a 3,5 mg / dl.</p><p>(D) 4,0 a 4,5 mg / dl.</p><p>Comentário: A nefropatia induzida por contraste (NIC) é uma importante causa de injúria renal</p><p>aguda (IRA) em pacientes hospitalizados.</p><p>A patogênese da NIC está relacionada ao efeito</p><p>tóxico direto de meios de contraste nas células epiteliais tubulares e resulta diretamente de</p><p>distúrbios hemodinâmicos no fluxo sanguíneo renal. E é definida como elevação absoluta da</p><p>creatinina de pelo menos 0,5 mg/dL e/ou aumento relativo da creatinina de 25% em relação ao</p><p>valor basal no período entre 48 e 72 horas após a administração do contraste.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Qual é o fator mais comum implicado na progressão não espontânea do volume dos</p><p>membros com linfedema?</p><p>(A) Celulite</p><p>(B) Intervenção cirúrgica</p><p>(C) Traumatismo</p><p>(D) Iatrogenia</p><p>Comentário: O grande fator implicado na progressão não espontânea do volume dos membros</p><p>com linfedema é a ocorrência de surtos de infecção, como erisipelas e celulites. As infecções</p><p>lesam adicionalmente o sistema linfático, reduzindo ainda mais a capacidade de transporte.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>São características da úlcera de estase venosa em paciente portador de diabetes:</p><p>(A) localização em terço distal e em face lateral da perna, proximal ao maléolo lateral. Bordos</p><p>regulares e bem definidos, forma arredondada ou ovalada, profunda e com tecido de granulação.</p><p>Bastante dolorosa.</p><p>(B) localização em terço distal e em face medial da perna, adjacente ao maléolo medial. Bordos</p><p>regulares e bem definidos, com fundo raso e tecido de granulação. Pouco dolorosa.</p><p>(C) localização preferencial nos pés, bordos irregulares, fundo raso, granuloso, recoberto por</p><p>material serossanguinolento ou seropurulento. Dor variável.</p><p>(D) localização em terço distal adjacente ao tendão calcâneo. Bordos elevados, forma oval e</p><p>recoberta com material necrótico. Habitualmente deixa halo hiperpigmentado. Não é dolorosa.</p><p>Comentário: As úlceras venosas geralmente a se localizam na região do maléolo medial. No</p><p>entanto, podem estar presentes em outras partes das pernas, quando desencadeadas por traumas</p><p>ou infecções. De modo geral as úlceras venosas são mais superficiais que as úlceras de perna</p><p>de outras etiologias; são extremamente exsudativas; a dor é geralmente variada, melhorando</p><p>com a elevação do membro; há presença de edema e a evolução é lenta.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Qual é a complicação mais frequente da escleroterapia química?</p><p>(A) Tromboflebite superficial.</p><p>(B) Reação alérgica.</p><p>(C) Hiperpigmentação.</p><p>(D) Úlceras superficiais.</p><p>Comentário: A escleroterapia, como qualquer modalidade terapêutica invasiva, apresenta um</p><p>potencial para reações adversas e complicações. Acredita-se que as taxas de complicação para</p><p>esse procedimento sejam baixas, sendo que a hiperpigmentação inflamatória é uma das</p><p>complicações mais comuns.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>A quantidade aproximada de protamina para reverter 10.000 UI de heparina injetadas</p><p>por veia periférica é:</p><p>(A) 02 ml.</p><p>(B) 05 ml.</p><p>(C) 10 ml.</p><p>(D) 20 ml.</p><p>Comentário: A protamina é indicada para neutralizar a ação anticoagulante da heparina em</p><p>casos de hemorragias severas consecutivas à heparinoterapia e para neutralizar o efeito da</p><p>heparina administrada no pré-cirúrgico e durante circulação extracorpórea como na diálise e</p><p>cirurgias cardíacas. Cada 1 mL de Protamina neutraliza 1000 UI de heparina. Portanto, para</p><p>neutralizar 10.000 UI de heparina é necessário 10 ml de protamina.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Com referência às dilatações do sistema arterial, conclui-se:</p><p>(A) aneurisma é a dilatação difusa de um vaso em mais de 50% de seu diâmetro normal</p><p>presumido, ou correspondente ao aumento de dois desvios-padrão.</p><p>(B) arteriomegalia é uma dilatação difusa que envolve vários segmentos da artéria com aumento</p><p>superior a 50% do diâmetro normal presumido.</p><p>(C) ectasia de uma artéria caracteriza-se por dilatação superior a 50% de seu diâmetro normal</p><p>presumido.</p><p>(D) aneurisma micótico é uma dilatação sacular do vaso causada por êmbolo séptico nas</p><p>fungemias</p><p>Comentário: Arteriomegalia é um alargamento difuso, não focal, de uma artéria, com aumento</p><p>do diâmetro superando 50% do esperado.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>De acordo com a lei de Laplace, constituem fatores envolvidos na ruptura do aneurisma</p><p>de aorta abdominal:</p><p>(A) doença pulmonar obstrutiva crônica, espessura da parede e hipertensão sistólica.</p><p>(B) aumento da pressão intra-abdominal, diâmetro da aorta e tabagismo.</p><p>(C) diâmetro da aorta, pressão arterial e espessura da parede.</p><p>(D) aumento da pressão intra-abdominal, corrosão de vértebra lombar pelo aneurisma e</p><p>esforço físico.</p><p>Comentário: De acordo com a lei de Laplace, quanto maior o aneurisma, maior pressão</p><p>arterial e maior a espessura da parede aneurismática, maior é o risco de ruptura.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Qual é a principal complicação clínica peri-operatória nas revascularizações</p><p>infrainguinais por doença arterial periférica em paciente crônico?</p><p>(A) Infecção do enxerto.</p><p>(B) Insuficiência renal aguda.</p><p>(C) Trombose venosa superficial.</p><p>(D) Infarto do miocárdio.</p><p>Comentário: A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) afeta os membros inferiores</p><p>(MMII) e tem como principal causa a aterosclerose. Por se tratar de uma doença sistêmica, é</p><p>frequente que a aterosclerose cause o envolvimento simultâneo de outros sítios arteriais,</p><p>especialmente das artérias coronárias. O IAM é a principal complicação cardíaca e causa de</p><p>morte no período peri-operatório da cirurgia de revascularização de membros inferiores</p><p>(período de 30 dias antes até 30 dias após a cirurgia), ocorrendo mais frequentemente nas</p><p>primeiras 72 horas de pós-operatório.</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Em relação ao tratamento de aneurismas, postula-se que:</p><p>(A) a indicação cirúrgica nos aneurismas de artérias esplâncnicas é semelhante à indicação de</p><p>reparo de aneurisma de aorta abdominal, pois ambas dependem do diâmetro e/ou da</p><p>velocidade de crescimento.</p><p>(B) a indicação cirúrgica nos aneurismas de artérias esplâncnicas é feita no momento do</p><p>diagnóstico, devido ao risco de ruptura.</p><p>(C) o reparo de aneurisma de artéria renal está restrito a pacientes sintomáticos (expansão)</p><p>devido à baixa probabilidade de complicações.</p><p>(D) o reparo cirúrgico de aneurisma de artéria femoral ou poplítea está indicado na vigência</p><p>de complicações, seja por isquemia, seja por ruptura.</p><p>Comentário: Os aneurismas de artérias esplâncnicas devem ser tratados prevenindo-se a rotura</p><p>e, sempre que possível, protegendo a viabilidade do órgão. Embora não seja o padrão ouro, a</p><p>terapêutica endovascular é uma forma de tratamento considerada preferível para esses casos,</p><p>com a vantagem de ser um procedimento pouco invasivo, de apresentar solução definitiva e</p><p>haver possibilidade de preservação do órgão.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>A necrose cutânea é uma complicação rara associada ao uso de anticoagulantes orais e é</p><p>predisposta e desencadeada pela</p><p>(A) deficiência de antitrombina III.</p><p>(B) plaquetopenia.</p><p>(C) mutação do gene da protrombina.</p><p>(D) deficiência de proteína C</p><p>Comentário: Os anticoagulantes orais que atuam através do antagonismo à vitamina K (p.</p><p>ex.,varfarina) apresenta transtornos hemorrágicos como complicações bastante conhecidas, tais</p><p>como a necrose cutânea. Dentre as possíveis causas dessa complicação, uma das mais prováveis</p><p>é a deficiência de proteína C.</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Apresentações clínicas como paniculite nodular subcutânea, fenômeno de Raynaud e</p><p>manifestações purpúricas são encontradas mais comumente</p><p>(A) na arterite de Takayasu.</p><p>(B) no lúpus eritematoso sistêmico.</p><p>(C) na poliarterite nodosa.</p><p>(D) na tromboangeíte obliterante.</p><p>Comentário: O lúpus eritematoso sistêmico pode apresentar paniculite nodular subcutânea,</p><p>fenômeno de Raynaud e manifestações purpúricas, diferente das entidades dispostas nas demais</p><p>alternativas.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>A complicação tardia mais frequente dos acessos venosos centrais de longa permanência</p><p>é</p><p>(A) a oclusão do cateter.</p><p>(B) o sangramento.</p><p>(C) a infecção do cateter.</p><p>(D) a infecção da ferida cirúrgica.</p><p>Comentário: A principal complicação tardia dos acessos venosos profundos de longa</p><p>permanência é infecção do cateter, seguido de oclusão do cateter, infecção da ferida cirúrgica e</p><p>sangramento.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>A</p><p>via preferencial de punção venosa central para cateter de hemodiálise é a veia</p><p>(A) subclávia.</p><p>(B) jugular interna.</p><p>(C) femoral.</p><p>(D) jugular externa.</p><p>Comentário: Os cateteres venosos centrais para hemodiálise devem ser implantados</p><p>preferencialmente nas veias jugulares internas, local em que as complicações são menores. A</p><p>segunda escolha fica entre as veias femorais e subclávias.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>Os aneurismas do sistema venoso superficial de membros inferiores</p><p>(A) são achados ecográficos frequentes, devido ao acesso fácil a este método propedêutico.</p><p>(B) têm como complicação frequente a ocorrência de tromboembolismo pulmonar.</p><p>(C) apresentam sintomas semelhantes àqueles do refluxo venoso.</p><p>(D) são tratados pela técnica de endoaneurismorrafia.</p><p>Comentário: Aneurismas do sistema superficial apresentam dor e massas associadas a edema</p><p>moderado, semelhante à clínica do refluxo venoso.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>O agente patogênico que, com maior frequência, relaciona-se às infecções de enxerto de</p><p>Dacron é o</p><p>(A) Acinetobacter baumanii.</p><p>(B) Pseudomonas aeruginosa.</p><p>(C) Streptococcus beta-hemolitico.</p><p>(D) Staphylococcus epidermidis.</p><p>Comentário: A infecção por Staphylococcus epidermidis tem grande associação com o enxerto</p><p>de Dacron, apesar de geralmente não ser tão grave, sendo tratada com cefalosporinas ou</p><p>vancomicina, caso seja uma cepa com resistência.</p><p>26) A respeito das oclusões arteriais crônicas, analise as afirmativas</p><p>abaixo:</p><p>I. A menor e menos intensa utilização da musculatura dos membros superiores</p><p>é uma das explicações da menor prevalência de oclusão arterial crônica, quando</p><p>comparada aos membros inferiores.</p><p>II. A claudicação mais comum é a da panturrilha, pois corresponde à oclusão da</p><p>artéria afetada, com mais frequência, que é a femoral profunda.</p><p>III. No exame clínico dos membros superiores, os pulsos a serem palpados são:</p><p>radial, ulnar, braquial, axilar e subclávio.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>e) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>Comentário: Correta letra C. A artéria ocluída com maior frequência é a A.</p><p>femoral profunda.</p><p>Referência: https://doi.org/10.1590/S1677-54492006000400006</p><p>27) No que diz respeito à avaliação clínica do paciente com arteriopatia,</p><p>assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) Oclusões isoladas de artéria femoral, de uma forma geral, não levam a</p><p>quadros importantes de claudicação</p><p>b) Nos membros com circulação arterial normal, as veias superficiais, após</p><p>serem esvaziadas com a elevação dos membros, reenchem-se em cerca de 10</p><p>a 15 segundos, quando o membro é colocado para baixo</p><p>c) Em caso de embolia arterial, na maioria dos casos, a fonte emboligênica é o</p><p>coração</p><p>d) O pulso pedioso pode estar ausente em ambos os lados, mesmo em</p><p>indivíduos sadios, mas esse fato é raro, ocorrendo em cerca de 3% das pessoas</p><p>e) Mantidas as mesmas condições e o tipo de terreno percorrido, o aumento da</p><p>distância de claudicação reflete uma melhora da perfusão muscular</p><p>Comentário: Correto letra D. A ausência de pulso pedioso bilateralmente em</p><p>pessoas sadias é extremamente raro.</p><p>Referência: Guia prático do projeto serviço de apoio às pessoas com Doença</p><p>Arterial Obstrutiva Periférica. [recurso eletrônico] / Izadora Grazielle Taylor da</p><p>Matta ... [et al.] – Belo Horizonte: Projeto SAP-DAOP/UFMG, 2022. Recurso</p><p>online (39 p.: il.)</p><p>28) Com relação à propedêutica vascular, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Na curva trifásica Doppler-derivada, o segundo componente se deve ao</p><p>fechamento da valva aórtica e elasticidade dos vasos.</p><p>II. O aparelho Doppler ultra-som para uso em propedêutica arterial e venosa, usa</p><p>cristais que emitem feixe de 5 a 10 MHz, sendo que frequência mais baixa tem</p><p>maior poder de penetração.</p><p>III. O parâmetro mais importante para identificação e quantificação da isquemia</p><p>dos membros pelo Doppler ultra-som é a pressão.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Correta letra E. o segundo componente da curva trifásica</p><p>corresponde ao fechamento da valva aórtica e elasticidade dos vasos. A potencia</p><p>do aparelho é geralmente de 5 a 10mMHz e a pressão é o parâmetro mais</p><p>importante na quantificação da isquemia.</p><p>Referência: JACOBOVICZ, Cláudio et al. Avaliação do eco-Doppler na predição</p><p>da necessidade de arteriografia do território aorto-ilíaco em pacientes</p><p>submetidos a revascularização arterial infra-inguinal. Jornal Vascular Brasileiro,</p><p>v. 3, n. 1, p. 5-12, 2020.</p><p>29) Em se tratando de exames complementares em Cirurgia Vascular,</p><p>assinale a alternativa que aponta corretamente qual transdutor é o mais</p><p>adequado para avaliar refluxo na veia safena magna:</p><p>a) Linear de baixa frequência</p><p>b) Linear de alta frequência</p><p>c) Setorial de baixa frequência</p><p>d) Setorial de alta frequência</p><p>e) Não há diferença entre os transdutores na avaliação da veia safena magna</p><p>Comentário: Correta letra B. Segundo o consenso sobre duplex-scan o melhor</p><p>transdutor para avaliar a veia safena magna é o linear de alta frequência.</p><p>Referência: NARDINO, E. P. et al. Consenso sobre duplex scan (ultrassom</p><p>doppler colorido) para avaliação da doença venosa crônica dos membros</p><p>inferiores: consenso e recomendações da Sociedade Brasileira de Angiologia e</p><p>Cirurgia Vascular–regional São Paulo e do Colégio Brasileiro de Radiologia e</p><p>Diagnóstico por Imagem. 2019.</p><p>30) Com relação ao mapeamento em cores do fluxo em um segmento</p><p>arterial, cujo feixe do ultrasom do transdutor incide perpendicularmente ao</p><p>vaso, assinale a alternativa correta com relação à imagem obtida:</p><p>a) Fluxo em azul que se afasta do transdutor</p><p>b) Fluxo em vermelho que se aproxima do transdutor</p><p>c) Aliasing</p><p>d) Ausência de cor no vaso</p><p>e) Fluxo turbilhonado no vaso</p><p>Comentário: Correta letra D. A codificação da frequência média do fluxo é</p><p>traduzida em duas cores dominantes (vermelho para as correntes que se</p><p>aproximam da sonda e azul para as que se afastam), e as tonalidades diferentes</p><p>representam velocidades diferentes. Como a incidência é perpendicular não se</p><p>visualiza fluxo e, consequentemente, temos ausência de cor.</p><p>31) Com relação à ecografia vascular das carótidas e das artérias</p><p>vertebrais, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Artéria pérvia, com diâmetro inferior ou igual a 2,2mm e fluxo de resistência</p><p>aumentada unilateral, com presença de pequeno fluxo diastólico são achados</p><p>ecográficos sugestivos de hipoplasia de artéria vertebral.</p><p>II. Morfologia heterogênea e hipoecoica da placa de ateroma são achados que</p><p>estão intimamente relacionados a eventos tromboembólicos.</p><p>III. Se somente baseada na ecografia vascular, a altura da bifurcação e grau de</p><p>estenose são informações indispensáveis para o cirurgião vascular proceder à</p><p>endarterectomia de carótidas.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Correta letra E. Placas hipoecoicas são mais instáveis e estão</p><p>mais relacionadas a eventos tromboembólicos.</p><p>Referência: https://doi.org/10.1590/S0100-39842005000200003</p><p>32) Acerca da ecografia vascular arterial de membros inferiores e</p><p>superiores, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou</p><p>Falso (F).</p><p>( ) Os pseudoaneurismas menores de 4 centímetros são mais propensos à</p><p>trombose, no que tange à sua terapia oclusiva pela ultrassonografia.</p><p>( ) As complicações mais observáveis pela ultrassonografia nos aneurismas dos</p><p>segmentos femoropoplíteos são a trombose e a embolização</p><p>distal.</p><p>( ) A complicação mais observável pela ultrassonografia nos aneurismas dos</p><p>segmentos femoropoplíteos é a oclusão arterial aguda por rompimento do</p><p>aneurisma.</p><p>( ) Frequentemente, os pseudoaneurismas da artéria femoral, menores de 3</p><p>centímetros, apresentam trombose e resolução espontânea.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) V, F, V, V</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) V, V, F, V</p><p>e) F, F, V, F</p><p>Comentário: correta letra D. A complicação mais observada é oclusão aguda.</p><p>A ruptura é um evento raro</p><p>Referência: KAUFFMAN, Paulo; PUECH-LEÃO, Pedro. Tratamento cirúrgico do</p><p>aneurisma da artéria poplítea: experiência de 32 anos. Jornal Vascular Brasileiro,</p><p>v. 1, n. 1, p. 5-14, 2020.</p><p>33) Com relação à ecografia vascular venosa, assinale a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>a) Na trombose venosa profunda dos membros inferiores, o estudo</p><p>ultrassonográfico possibilita a visualização direta do trombo, determinar e</p><p>localizar a extensão da trombose, determinar a presença ou não de trombo</p><p>flutuante</p><p>b) Na maioria das vezes, o estudo vascular venoso dos membros inferiores é</p><p>realizado com transdutores lineares de 5 a 10-12 MHz</p><p>c) Em paciente com alto risco e suspeita clínica de trombose venosa profunda,</p><p>com exame ultrassonográfico normal, deve-se repetir o exame de 24 a 48 horas</p><p>e 7 dias após o exame inicial</p><p>d) A complacência-capacitância muscular e venosa da panturrilha não interfere</p><p>na quantificação do refluxo</p><p>e) A alta acurácia do estudo ultrassonográfico das veias se deve à informação</p><p>anatômica do estudo bidimensional e hemodinâmica obtida pelo Doppler pulsado</p><p>e mapeamento em cores</p><p>Comentário: CORRETA LETRA D. A complacência da musculatura influencia</p><p>diretamente no fluxo sanguíneo no vaso adjacente.</p><p>34) Sobre os cuidados pós-operatórios da endarterectomia de carótidas,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Após a finalização da endarterectomia, um exame físico neurológico é</p><p>realizado após a recuperação anestésica, com o paciente em UTI</p><p>b) Fatores a serem monitorados no pós-operatório são o exame neurológico, a</p><p>pressão arterial e a incisão cirúrgica</p><p>c) Imediatamente a endarterectomia de carótidas, 20% dos pacientes</p><p>apresentam hipertensão significativa e até 30% podem ter hipotensão</p><p>d) O controle pressórico pós-operatório é de extrema importância para a</p><p>prevenção de um AVC</p><p>e) Caso o paciente apresente alteração no exame físico neurológico e alteração</p><p>sugestiva de estenose ou oclusão em ecocolor Doppler de carótidas a beira leito,</p><p>o paciente deve ser submetido a nova operação imediatamente</p><p>Comentários: Correta letra A. Para pacientes sob anestesia geral o</p><p>neuromonitoramento deve ser iniciado no intraoperatório, não deve ser</p><p>postergado para pós recuperação anestésica.</p><p>Referência: DO PROJETO DIRETRIZES, Calógero Presti-Responsável et al.</p><p>DOENÇA CAROTÍDEA EXTRACRANIANA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.</p><p>35) Com relação à ecografia vascular venosa, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O critério ultrassonográfico mais preciso para o diagnóstico da presença ou</p><p>ausência de trombose venosa profunda dos membros inferiores é a</p><p>compressibilidade total ou não compressibilidade (total ou parcial) da luz</p><p>vascular venosa.</p><p>II. O mapeamento do sistema venoso superficial (varizes) deve ser realizado</p><p>com o paciente em ortostatismo e estando o membro examinado o mais relaxado</p><p>possível.</p><p>III. A ecografia vascular é um exame importante na avaliação anatômica e</p><p>funcional da junção safenopoplítea.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: A presença ou ausência de TVP para membros inferiores é</p><p>baseada na compressibilidade da luz do vaso. O paciente deve estar em</p><p>ortostatismo para que seja realizado o mapeamento do sistema superficial</p><p>venoso. Para avaliar a junção safeno poplítea pode ser feito a ecografia vascular.</p><p>https://www.scielo.br/j/jvb/a/znqPBbtYrGbfv9SzSM3KNqB/?lang=pt</p><p>36) O tratamento endovascular das varizes pélvicas é recomendado para</p><p>pacientes sintomáticas, com base no refluxo e diâmetro desses vasos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o valor desse diâmetro.</p><p>a) Superior a 4 milímetros</p><p>b) Entre 4 e 5 milímetros</p><p>c) Entre 5 e 6 milímetros</p><p>d) Superior a 5 milímetros</p><p>e) Superior a 8 milímetros</p><p>Comentário: Assim, são critérios para o diagnóstico de varizes pélvicas a</p><p>visualização de veias ovarianas dilatadas, com diâmetro superior a 8 mm.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/jvb/a/sH9JwSJyGGn3Bf5WDfW5CRH/?lang=pt</p><p>37) A hipertensão renovascular, definida pela presença de hipertensão e</p><p>estenose significativa da artéria renal, é a principal causa potencialmente</p><p>curável de hipertensão arterial.</p><p>Com relação a esse tema, assinale a alternativa correta:</p><p>a) A associação da ultrassonografia bidimensional com o Doppler pulsado</p><p>permite que se analisem as artérias renais de pacientes, sob quaisquer</p><p>condições clínicas, sendo fator impeditivo, o mau preparo abdominal</p><p>b) A causa mais comum de estenose da artéria renal é a aterosclerose,</p><p>acometendo mais os homens na faixa etária acima dos 50 anos, com frequência</p><p>bilateralmente. Sua incidência acomete uniformemente todo o trajeto arterial</p><p>c) A segunda forma mais encontrada de estenose de artéria renal é a displasia</p><p>fibromuscular, que acomete mais mulheres brancas e jovens, apresentando</p><p>como sítio mais usual de comprometimento, os 2/3 iniciais da artéria</p><p>d) As lesões estenóticas da artéria renal classificam-se em menores que 70% e</p><p>iguais ou maiores que 70%, pois com frequência, o sistema renina/angiotensina</p><p>é acionado quando a artéria renal apresenta estenose igual ou maior que 70%</p><p>da luz do vaso</p><p>e) Supõe-se que as alterações ao longo da artéria renal, na técnica indireta de</p><p>avaliação (através da medição distal), irão repercutir sobre seus ramos,</p><p>ocorrendo uma diminuição na amplitude do pico diastólico e um aumento no</p><p>tempo em que a curva ascende do início da sístole até o final diastólico (tempo</p><p>de aceleração)</p><p>Comentário: Recomenda-se para o paciente que tenha entre outros, os</p><p>seguintes cuidados : Na véspera do exame, não ingerir massas, fritura, gordura</p><p>e bebidas gaseificadas;</p><p>No dia anterior ao exame, para facilitar a visualização da região o médico sugere</p><p>tomar 13 gotas de Luftal de 8/8 horas;</p><p>No dia do exame jejum absoluto de 6 horas. Caso não seja possível a realização</p><p>desses critérios o exame não poderá ser realizado.</p><p>Fonte: https://www.rededorsaoluiz.com.br/exames-e-</p><p>procedimentos/vascular/doppler-colorido-aorta-abdominal-arterias-renais</p><p>38) A respeito dos exames de imagem não invasivos em Cirurgia Vascular,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Na angiotomografia multislice das artérias carótidas, o NASCET correlaciona</p><p>a estenose com segmento distal da artéria carótida interna.</p><p>II. Os métodos de quantificação de estenose de carótidas, como os utilizados no</p><p>NASCET e ECST, são equivalentes.</p><p>III. A tomografia multislice tem como característica utilizar menor quantidade de</p><p>meio de contraste venoso, devido à sua velocidade.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa III está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) As afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>Comentário: Os métodos não são equivalentes. “The NASCET method</p><p>underestimated the degree of stenosis compared to the other methods. The</p><p>ECST and CC methods yielded almost identical results (97% agreement).</p><p>Ultrasound provided an accuracy of 94% compared to ECST and CC methods</p><p>and 84% compared to the NASCET method.” Fonte:</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11081806/#:~:text=The%20NASCET%20meth</p><p>od%20underestimated%20the,compared%20to%20the%20NASCET%20metho</p><p>d.</p><p>39) Com relação à avaliação pós-operatória</p><p>de cirurgia endovascular de</p><p>aneurismas, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou</p><p>Falso (F).</p><p>( ) As próteses de aço inoxidável não podem ser avaliadas pela angiotomografia,</p><p>sob o risco de migração de seus componentes.</p><p>( ) O endoleak mais comum é o do tipo I na aorta abdominal.</p><p>( ) O endoleak tipo III é secundário à falha na fixação proximal ou distal da</p><p>endoprótese.</p><p>( ) O fluxo retrógrado pelas artérias lombares, sacral média e mesentérica inferior</p><p>é a causa do endoleak tipo II.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, V, F</p><p>b) V, V, F, F</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) F, F, F, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: O endoleak tipo II tem seu fluxo proveniente de vasos colaterais</p><p>aórticos preenchendo o saco aneurismático.</p><p>Endoleaks do tipo II ocorrem quando o sangue percorre os ramos da porção da</p><p>aorta que não receberam um stent ou artérias ilíacas cujas anastomoses se</p><p>comunicam diretamente com o saco aneurismático. As fontes típicas incluem as</p><p>artérias mesentéricas inferiores e lombares. É o tipo mais comum de endoleaks</p><p>encontrados após reparação endovascular de aneurismas da aorta abdominal.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/rb/a/MpFL9PLmQRXtjzJcTYc9cJw/?lang=pt</p><p>40) Sobre os anticoagulantes em Cirurgia Vascular, analise as afirmativas</p><p>abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) A ação anticoagulante da Heparina intravenosa, em doses terapêuticas, se</p><p>deve principalmente à inativação da trombina.</p><p>( ) Valores do INR entre 2,5 e 4,5 são considerados suficientes para os</p><p>portadores de prótese.</p><p>( ) Valores do INR entre 1,2 e 1,5 são considerados suficientes para profilaxia de</p><p>trombose venosa profunda.</p><p>( ) A trombocitopenia induzida pela heparina pode causar trombose arterial ou</p><p>venosa grave.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) V, F, V, V</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) F, F, V, F</p><p>e) V, V, F, V</p><p>Comentário: O INR é a relação entre o tempo de protrombina do doente e um</p><p>valor padrão do tempo de protrombina. Reflete o tempo necessário para o</p><p>sangue coagular relativamente a um valor médio. Quanto maior for o valor do</p><p>INR, mais tempo leva o sangue a coagular. Assim, o valor do INR varia</p><p>diretamente com a dose de medicamento anticoagulante.</p><p>41) Com relação ao Clopidogrel, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A inibição da agregação plaquetária é consequência da alteração do</p><p>metabolismo do ATP</p><p>b) A inibição da agregação plaquetária é consequência da alteração do</p><p>metabolismo do ácido araquidônico</p><p>c) A inibição da agregação plaquetária não é dose-dependente</p><p>d) A função plaquetária retorna ao normal após 7 dias de interrupção</p><p>e) A função plaquetária retorna ao normal após 12 dias de interrupção</p><p>Comentário: a agregação plaquetária e o tempo de sangramento retornam</p><p>gradativamente aos níveis basais em 5 dias.</p><p>Fonte: https://consultaremedios.com.br/bissulfato-de-clopidogrel/bula</p><p>42) Com relação aos aneurismas de aorta torácica e abdominal, analise as</p><p>afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) As lesões ateroscleróticas são a etiologia principal para os aneurismas de</p><p>aorta abdominal.</p><p>( ) A maioria dos aneurismas de aorta abdominais é sacular.</p><p>( ) A cava inferior à esquerda cruza a aorta pela frente, para a direita, logo acima</p><p>das artérias renais.</p><p>( ) O rim em ferradura, cobrindo a porção anterior do aneurisma de aorta</p><p>abdominal, deve ter seu istmo seccionado para facilitar a ressecção do</p><p>aneurisma.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, F, F</p><p>d) V, V, F, V</p><p>e) F, F, V, F</p><p>Comentário: Por mais que as causas exatas do aneurisma de aorta abdominal</p><p>não sejam claras, há alguns fatores de risco associados a essa condição:Idade</p><p>superior a 50 anos, histórico de tabagismo, aterosclerose, hipertensão, fatores</p><p>genéticos, hipercolesterolemia. https://www.medtronic.com/br-pt/your-</p><p>health/conditions/abdominal-aortic-aneurysm.html</p><p>43) Com relação aos aneurismas arteriais, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O aneurisma de carótida tem sua localização mais comum na bifurcação</p><p>b) A displasia fibromuscular e a doença de Behçet são causas, embora pouco</p><p>frequentes, do aneurisma de carótida</p><p>c) De todos os aneurismas de troncos supraaórticos, o mais comum é o do tronco</p><p>braquiocefálico</p><p>d) O aneurisma de tronco braquiocefálico pode ser causa de síndrome de Horner</p><p>e) Os aneurismas de tronco braquiocefálico podem romper para o mediastino ou</p><p>traquéia</p><p>Comentário: O local mais comum é na artéria vertebral.</p><p>Fonte:https://www.ineurosp.com.br/procedimentos/vertebral-e-troncos-supra-</p><p>aorticos/</p><p>44) Assinale a alternativa que apresenta a definição correta de aneurisma.</p><p>a) Aumento do diâmetro da luz arterial maior que 30% do normal</p><p>b) Aumento do diâmetro da luz arterial maior que 50 % do normal</p><p>c) Aumento do diâmetro da luz arterial</p><p>d) Diminuição do diâmetro da luz arterial maior que 30 % do normal</p><p>e) Diminuição do diâmetro da luz arterial maior que 50 % do normal</p><p>Comentário: Correta B. Aneurisma é definido como uma dilatação localizada,</p><p>maior que 50% do diâmetro da luz presumida do vaso.</p><p>Fonte: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2007000100007</p><p>45) Sobre aneurismas de aorta, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Os fatores de risco para a doença são: idade, gênero masculino, histórico</p><p>familiar, tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia e peso</p><p>b) Os aneurismas de aorta são mais comuns no sexo feminino</p><p>c) O surgimento de aneurismas estão associados a fatores que resultam do</p><p>enfraquecimento da parede arterial e no aumento das forças hemodinâmicas</p><p>locais</p><p>d) Pacientes com síndrome de Ehler Danlos são mais propensos a desenvolver</p><p>aneurismas de aorta abdominal que a população geral</p><p>e) A ruptura aneurismática tem maior prevalência entre o sexo feminino</p><p>Comentário: b) o sexo mais acometido é o masculino.</p><p>Fonte: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2007000100007</p><p>46) Paciente masculino, 65 anos de idade, assintomático vem encaminhado</p><p>ao ambulatório de cirurgia vascular com uma Ultrassonografia abdominal</p><p>que constava o seguinte laudo: Imagem sacular em topografia de aorta</p><p>abdominal com fluxo ao Doppler de aproximadamente 5,8 cm de diâmetro.</p><p>Paciente apresenta-se bastante ansioso em relação ao achado de exame.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta qual seria a melhor conduta a tomar</p><p>frente ao caso.</p><p>a) Orientar paciente da necessidade de cirurgia de urgência, uma vez que existe</p><p>o risco de ruptura espontânea do aneurisma é maior que 50% em 01 ano</p><p>b) Orientar que se trata de um achado de exame, e que não há necessidade de</p><p>intervenção cirúrgica e acompanhamento, visto que o paciente encontra-se</p><p>assintomático</p><p>c) Orientar que se trata de um achado de exame, e que não há necessidade de</p><p>intervenções no momento, porém paciente deve ser acompanhado a cada 6</p><p>meses pelo risco de ruptura</p><p>d) Orientar que paciente possui alto risco de ruptura espontânea do aneurisma</p><p>em questão e que a cirurgia já pode ser programada</p><p>e) Tranquilizar o paciente em relação ao resultado do exame e solicitar um</p><p>Angiotomografia para reavaliação da imagem, e somente então, se</p><p>for o caso, programar a abordagem cirúrgica</p><p>Comentário: Alternativa E: A Angiotomografia é p exame de escolha para</p><p>visualizar a parede do vaso.</p><p>Fonte: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3168&idioma=Portugues</p><p>47) Paciente feminina, 55 anos de idade, assintomática vem encaminhado</p><p>ao</p><p>ambulatório de cirurgia vascular com uma Ultrassonografia abdominal que</p><p>constava o seguinte laudo: Imagem sacular em topografia de aorta</p><p>abdominal com fluxo ao Doppler de aproximadamente 4,5cm de diâmetro.</p><p>Paciente apresenta-se bastante ansiosa em relação ao achado de exame.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta qual seria a melhor seguimento do</p><p>caso.</p><p>a) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento com</p><p>controle ultrassonográfico</p><p>Doppler.</p><p>(B) opacificação ventricular esquerda.</p><p>(C) perfusão miocárdica.</p><p>(A) extensão de derrame pericárdico.</p><p>Comentário: exceto por não utilizar contraste. O ecocardiograma é o melhor exame</p><p>para realização do diagnóstico do derrame pericárdico. Há vezes em que a doença é</p><p>percebida por acaso, durante exames de rotina ou com outros objetivos.</p><p>11- Com relação aos critérios mais comuns de quantificação da</p><p>insuficiência tricúspide, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide moderada, a largura da vena</p><p>contracta encontra-se inferior a 0,7 cm.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide importante, a densidade e o</p><p>contorno do jato ao Doppler contínuo mostram-se suaves e</p><p>parabólicos.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide discreta, observa-se fluxo</p><p>reverso em veias hepáticas.</p><p>(A) Na insuficiência tricúspide discreta, o raio da area do orificio</p><p>regurgitante (pelo calculo de PISA proximal isovelocity surface area)</p><p>é superior a 1,5 cm.</p><p>(B) Na insuficiência tricúspide discreta, o jato de insuficiéncia</p><p>tricúspide é maior ou igual a 30% da área do átrio direito.</p><p>Comentário: Critérios IT: Falha da coaptação ou oscilação na imagem 2D, Jato da</p><p>insuficiência tricúspide de onda contínua, densa, triangular com pico precoce ao</p><p>Dopple, grande zona de fluxo de convergência proximal à valva, jato regurgitante</p><p>veias hepáticas (específico para IT), largura da vena contracta > 7 mm</p><p>12. 0 Doppler Transcraniano vem sendo progressivamente introduzido</p><p>na pratica cIínica mundial, devido a sua importância na detecção das</p><p>alterações da dinâmica do fluxo sanguineo encefálico e adequação deste</p><p>8</p><p>fluxo nas diferentes doenças que envolvem a circulação cerebral. Acerca</p><p>das aplicações cIínicas do Doppler Transcraniano, leia as afirmações.</p><p>I. Trata-se de exame rotineiro na avaliação clínica terapêutica de</p><p>crianças com anemia falciforme.</p><p>I. E rotineiramente utilizado como exame complementar para o</p><p>diagnóstico de morte encefálica.</p><p>I. Permite analisar os efeitos hemodinâmicos encefálicos</p><p>decorrentes de estenoses extracranianas, que podem ocorrer</p><p>na aorta, artérias subclávias, artérias carótidas cervicais e</p><p>porção extracraniana das artérias vertebrais.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(A) I e III, somente.</p><p>Comentário: O Doppler transcraniano (DTC) é hoje realizado rotineiramente nos</p><p>principais centros de diagnóstico, e contribui, particularmente, para a avaliação e</p><p>conduta nos pacientes com doenças cerebrovasculares.</p><p>13. Assinale a alternativa correta quanto aos achados</p><p>ultrassonográficos que ocorrem na sindrome do roubo de fluxo sanguíneo</p><p>pela artéria subclávia.</p><p>(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral</p><p>contralateral à estenose da artéria subclávia.</p><p>(A) Aumento das velocidades diastólicas do espectro das</p><p>velocidades do fluxo sanguineo, especialmente no sistema</p><p>vertebrobasilar.</p><p>(A) Hiperfluxo sanguineo nas artérias basilar e cerebrais</p><p>posteriores.</p><p>(A) Inversão do sentido de fluxo da artéria vertebral</p><p>mediante os testes do manguito e do esforço no membro</p><p>superior que recebe fluxo sanguineo do sistema</p><p>vertebrobasilar.</p><p>(A) Durante o exercicio do membro superior irrigado pela artéria</p><p>vertebral com fluxo sanguineo retrogrado, percebe-se a redução das</p><p>9</p><p>velocidades do fluxo sanguineo desta artéria e aumento da</p><p>resistência ao fluxo.</p><p>Comentário: Nessa síndrome, ocorre inversão do fluxo na artéria vertebral, o</p><p>que ocasiona o surgimento de sintomas decorrentes da hipoperfusão cerebral.</p><p>14. Quanto as principais síndromes vasculares compressivas, relacione as</p><p>colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência de</p><p>associação correta.</p><p>I. Síndrome da artéria mesentérica superior.</p><p>II. Sindrome do desfiladeiro torácico.</p><p>III. Síndrome de May-Thurner.</p><p>IV. Síndrome Nutcracker.</p><p>( ) Trata-se da compressão das estruturas neurais e/ou vasculares nos</p><p>seguintes compartimentos: triângulo interescalênico, espaço</p><p>costoclavicular e espaço retropeitoral menor.II Sindrome do</p><p>desfiladeiro torácico.</p><p>( ) Consiste na compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a</p><p>artéria mesentérica superior. IV Síndrome Nutcracker.</p><p>( ) Engloba os sintomas clinicos que resultam da compressão da terceira</p><p>porção do duodeno entre a aorta e a artéria mesentérica superior,</p><p>resultando em distensões duodenal e gástrica. I Síndrome da artéria</p><p>mesentérica superior</p><p>( ) Caracteriza-se pela compressão da veia ilíaca comum esquerda</p><p>entre a artéria iliaca comum direita e a quinta vértebra lombar,</p><p>ocasionando obstrução parcial da veia iliaca comum esquerda. III</p><p>Síndrome de May-Thurner.</p><p>(A) I, III, II, IV</p><p>(B) II, IV, I, III</p><p>(C) III, IV, I, II.</p><p>(D) IV, III, I, II</p><p>(A) II, III, I, IV.</p><p>Comentário: Síndromes compressivas decorrem da compressão vascular por</p><p>estruturas anatômicas adjacentes ou de vísceras ocas sendo comprimidas por</p><p>10</p><p>vasos. Resultam em alterações hemodinâmicas importantes, como isquemias e</p><p>tromboses.</p><p>15. Com relação à estenose aórtica, assinale a</p><p>alternativa incorreta.</p><p>(A) Deve ser rotina a medida dos gradientes transvalvares</p><p>sistolicos em todos os pacientes com estenose aortica.</p><p>A medida da area valvar aortica deve ser</p><p>feita necessariamente nos pacientes com</p><p>estenose significativa e naqueles com disfunção</p><p>ventricular esquerda, qualquer que seja o grau de estenose.</p><p>(C) Sera considerada estenose valvar aortica quando o</p><p>gradiente transvalvar maximo for maior ou equivalente a 10mmHg em</p><p>pacientes com função sistolica do ventriculo esquerdo normal.</p><p>(A) Em pacientes com estenose aortica importante e disfunção</p><p>ventricular esquerda significativa, os gradientes através da valva aortica</p><p>estenotica podem estar reduzidos em decorrência da disfunção</p><p>ventricular.</p><p>(A) A forma mais utilizada para se avaliar a gravidade da estenose</p><p>valvar aortica é pela medida dos gradientes transvalvares pela equação</p><p>de Bernoulli simplificada.</p><p>Comentário: A avaliação da gravidade da estenose aórtica parte da obtenção dos</p><p>dados hemodinâmicos da valva aórtica de acordo com a análise do gradiente.</p><p>16. Analise as afirmativas sobre a utilização do Power Doppler Modo M</p><p>associado ao Doppler Transcraniano.</p><p>I. A técnica não é capaz de detectar atividade embolica em multiplos</p><p>segmentos arteriais.</p><p>I. 0 Modo M fornece o espectro e o som das velocidades do fluxo</p><p>sanguineo.</p><p>I. Tem como principal objetivo facilitar a localização dos vasos</p><p>encefálicos em relação à sua profundidade e angulação do</p><p>11</p><p>transdutor.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(A) II e III, somente.</p><p>(A) I e III, somente</p><p>Comentário: Doppler Transcraniano analisa o fluxo sanguíneo das grandes</p><p>artérias. Pawer Doppler avalia a velocidade do fluxo arterial ou venoso, a amplitude,</p><p>sensível para avaliar pequenos vasos e baixas velocidades de fluxo.</p><p>17. Para uma compreensão adequada dos princípios físicos do</p><p>ultrassom, é necessário que se entenda sobre a interação de ondas</p><p>sonoras com o meio. Acerca disso, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) A forma mais conveniente de caracterizar um meio é</p><p>através da sua impedância acústica.</p><p>(A) Quando uma onda atinge a interface entre dois meios</p><p>materiais, toda a intensidade da onda é refletida.</p><p>(A) As duas principais formas de atenuação de ondas sonoras</p><p>são os desvios de sua trajetoria inicial e reflexão.</p><p>(A) A capacidade de um meio absorver ondas sonoras</p><p>independe de suas caracteristicas fisicas.</p><p>(B) Quanto maior a frequência da onda, menor é o</p><p>coeficiente de absorção e maior será a penetração no meio.</p><p>Comentário: A impedância acústica é a resistência oferecida por um tecido a</p><p>passagem do ultra-som.Assim sendo, nas interfaces entre 2 meios acústicos com</p><p>grande diferença de impedância a reflexão das ondas sonoras será intensa.</p><p>a cada 3 meses</p><p>b) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento com</p><p>controle ultrassonográfico a cada 6 meses</p><p>c) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico, mais acompanhamento</p><p>anual com controle ultrassonográfico</p><p>d) Não necessita de acompanhamento nem tratamento</p><p>e) Orientar cessar tabagismo e controle pressórico sem acompanhamento, visto</p><p>que o risco de ruptura é muito baixo</p><p>Comentário: Correta: B. A abordagem cirúrgica é reservada aos aneurismas</p><p>com mais de 5,4cm de diâmetro ou com crescimento 5mm ou mais em 6 meses.</p><p>Fonte: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3168&idioma=Portugues</p><p>Analise o caso clínico abaixo para responder às questões 48 a 50.</p><p>José Maria, 50 anos de idade, vem encaminhado ao ambulatório de cirurgia</p><p>vascular queixando-se de dor nas panturrilhas e nádegas de membro inferior</p><p>direito, quando realiza caminhadas mais extensas e principalmente quando sobe</p><p>escadas. Paciente tabagista (70 anos/maço), hipertenso, trabalha como servente</p><p>de pedreiro. Apresenta-se muito angustiado com o quadro, pois sua</p><p>produtividade está sendo comprometida nestes últimos meses de apresentação</p><p>do quadro. Ele relata que inúmeras vezes ao dia tem que repousar das atividades</p><p>por conta das dores incapacitantes.</p><p>48) Assinale a alternativa que apresenta qual diagnóstico provável.</p><p>a) Lombociatalgia aguda</p><p>b) Tromboangeite obliterante</p><p>c) Doença arterial oclusiva periférica (DAOP)</p><p>d) Insuficiência venosa crônica</p><p>e) Síndrome do Aprisionamento da Artéria Poplítea</p><p>Comentário: Correta C. Paciente apresenta quadro típico de DAOP,</p><p>corroborado por fatores de risco como tabagismo, hipertensão, sexo e idade.</p><p>49) Assinale a alternativa que apresenta os melhores resultados terapêuticos</p><p>para o caso em questão.</p><p>a) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários, estatinas e inibidores da CYP3A4.</p><p>Modificação de hábitos alimentares e marchas programadas</p><p>b) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários e estatinas. Modificação de hábitos</p><p>alimentares e marchas programadas</p><p>c) Controle da hipertensão arterial, controle do diabetes, cessar tabagismo,</p><p>iniciar antiagregantes plaquetários e estatinas</p><p>d) Arteriografia mais revascularização endovascular</p><p>e) Revascularização aberta</p><p>Comentário: Correta B. Apesar do gabarito apontar a A como correta, nela</p><p>encontramos o uso de Inibidores da CYP3A4 concomitante ao uso de estatinas,</p><p>o que não é indicado, por interações farmacocinéticas. Deste modo, a B é a mais</p><p>correta.</p><p>50) De acordo com a classificação de Rutherford, assinale a alternativa que</p><p>apresenta qual estádio o paciente se encontraria.</p><p>a) Rutherford I</p><p>b) Paciente não se enquadra na classificação de Rutherford</p><p>c) Rutherford IIb</p><p>d) Rutherford III</p><p>e) Rutherford IV</p><p>Comentário: O Paciente apresenta uma claudicação moderada. Seria categoria</p><p>2 de Rutheford. Mais correta letra C.</p><p>51) Segundo a classificação de DeBakey para dissecção de aorta, analise</p><p>as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F) Dissecção tipo I envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>( V) Dissecção tipo II envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>(F ) Dissecção tipo IIIa envolve exclusivamente a aorta ascendente.</p><p>( F) Dissecção tipo IIIb envolve exclusivamente a aorta descendente.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F</p><p>b) F, V, F, F</p><p>c) F, F, V, F</p><p>d) F, V, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Na classificação de DeBakey tipo II, apenas a aorta ascendente é</p><p>envolvida. Correta apenas esta, as demais estão em desacordo com essa</p><p>classificação. Tipo I pega toda a Aorta. A tipo III pega apenas a partir da</p><p>emergência da artéria subclávia para baixo. IIIa se refere à aorta torácica. IIIb se</p><p>refere à aorta abdominal. Correta: B.</p><p>52) Sobre as disseções de aorta assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A dissecção tipo A de Stanford caracteriza-se por dor torácica ou dorsal</p><p>aguda, dilacerante ou lancinante</p><p>b) Os déficits de pulsos distais e outras evidências de má perfusão súbita, dor</p><p>torácica dorsal de grande intensidade devem levar imediatamente a suspeição</p><p>de dissecção de aorta.</p><p>c) A dissecção tipo B é caracterizada como aguda ≤14 dias do início dos</p><p>sintomas e crônica se >14 dias do início dos sintomas</p><p>d) Anatomicamente, as dissecções do tipo B, geralmente, se originam de</p><p>laceração primária na aorta torácica descendente proximal, logo distal a origem</p><p>da artéria subclávia esquerda.</p><p>e) A dissecção do tipo B geralmente é considerada uma emergência cirúrgica,</p><p>podendo cursar com hipotensão severa, particularmente quando ocorre a ruptura</p><p>de válva aórtica ou tamponamento cardíaco</p><p>Comentário: A classificação de Stanford consiste nos seguintes dois tipos: tipo</p><p>A, envolvendo a aorta ascendente independentemente do local de entrada; e tipo</p><p>B, envolvendo a aorta distal à origem da artéria subclávia esquerda. Assim,</p><p>alternativa E não é compatível com o conceito.</p><p>53) Sobre o Diagnóstico da insuficiência venosa crônica, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) Os testes de Pethers e Brodie-Trendelenburg são insubstituíveis para a</p><p>avaliação da oclusão venosa e refluxo axial</p><p>b) Com o aumento distal do fluxo e sua liberação, através da respiração</p><p>profunda normal e emprego da manobra de Valsalva, identifica-se o refluxo</p><p>valvar com precisão</p><p>c) As imagens são obtidas com transdutores de 7,5 ou 10 MHz, e o Doppler</p><p>pulsado com um transdutor de 15 Mhz</p><p>d) A flebografia é indispensável no diagnóstico e tratamento da insuficiência</p><p>venosa crônica primária</p><p>e) O uso da pletismografia com deslocamento de ar foi descontinuado nos anos</p><p>60 e desde então, nunca mais foi reintroduzida na prática clínica.</p><p>Comentário: Correta letra B, pois a manobra de valsalva é utilizada em para</p><p>diagnóstico de refluxo da femoral comum e na junção safenofemoral. A letra A</p><p>está incorreta pois após o advento do ultrassom Doppler é possível avaliar de</p><p>forma precisa. A letra C está incorreta pois para esse tipo de avaliação são</p><p>necessários 1 transdutor linear de 7,5 a 13 MHz e 1 transdutor curvilíneo de 3,5</p><p>a 5 MHz. A letra D está incorreta pois o diagnóstico pode ser feito com outros</p><p>meios, como ultrassonografia doppler, bem como o tratamento difere entre os</p><p>pacientes, podendo ser dispensável a flebografia. A letra E está incorreta pois</p><p>apesar da pletismografia não ser tão comum quanto outrora, ainda pode ser</p><p>utilizada para complementar o estudo sobre a condição do paciente.</p><p>Fonte:https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Consenso-para-a-</p><p>Sociedade-Bras.-de-Angiologia-e-Cirurgia-Vascular_29-08.pdf</p><p>54) Assinale a alternativa que não apresenta indicações para colocação</p><p>de filtro de veia cava.</p><p>a) Tromboembolismo recorrente apesar de anticoagulação adequada</p><p>b) TVP em pacientes com contraindicações para anticoagulação</p><p>c) TEP crônico com hipertensão pulmonar secundária</p><p>d) Complicações de anticoagulação</p><p>e) Trombo poplíteo em progressão em vigência de anticoagulação</p><p>Comentário: Correta letra E, pois as indicações para uso de filtro de veia cava</p><p>englobam contraindicações, refratariedade ou complicações associadas ao uso</p><p>da anticoagulação. Portanto a letra E em vigência de anticoagulação não</p><p>necessita desse procedimento.Além disso, na letra C pode ser indicado o uso</p><p>de filtro de veia cava como prevenção.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/JXsVbMhbh9XwYVjzgRxrbgv/?lang=pt.</p><p>https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2017/06/02_04.pdf</p><p>55) Assinale a alternativa que apresenta a entidade vascular da qual a</p><p>síndrome de Klippel- Trenaunay é uma importante etiologia.</p><p>a) Vasculites</p><p>b) Insuficiência venosa crônica</p><p>c) Doença arterial oclusiva periférica</p><p>d) Linfangites</p><p>e) Não está relacionada a etiologias vasculares</p><p>Comentário: Correta é a letra D, pois os principais sintomas dessa síndrome</p><p>são dor e linfedema, dessa forma pode-se deduzir que o linfedema é um</p><p>grande fator</p><p>de risco para linfangites.</p><p>Fonte: https://www.cureus.com/articles/30763-presentation-and-management-</p><p>of-klippel-trenaunay-syndrome-a-review-of-available-data</p><p>56) Sobre doença linfática, analise as afirmativas abaixo e dê valores</p><p>Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) O sistema linfático primitivo tem origem na sexta semana do</p><p>desenvolvimento, sob formas de sacos linfáticos próximos às veias jugulares.</p><p>( ) O sistema linfático é composto de 2 elementos, os capilares linfáticos e os</p><p>linfonodos.</p><p>( ) O membro com linfedema apresenta-se com consistência amolecida.</p><p>( ) Em contrapartida com o que ocorre no fluxo venoso, o fluxo linfático</p><p>centrípeto ocorre, principalmente, pela contratilidade individual de cada</p><p>linfático.</p><p>( ) A Linfocintilografia surgiu como exame de escolha nos pacientes com</p><p>linfedema, sendo capaz de diferenciar o linfedema primário do secundário. O</p><p>exame é realizado com injeção de albumina radioiodinada ou sulfeto colóide</p><p>marcado com 99Tc.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>sequencia correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, F, V</p><p>b) V, V, F, V, F</p><p>c) V, F, F, V, F</p><p>d) F, F, F, V, F</p><p>e) V, F, F, F, V</p><p>Comentário: A correta é letra C. A primeira sentença é verdadeira, pois o</p><p>sistema linfático surge na 6ª ou 7ª semana do desenvolvimento embrionário,</p><p>apresentando, de acordo com a localização, sacos linfáticos jugulares,</p><p>subclávios, posterior e retroperitoneal. A segunda sentença está falsa, pois além</p><p>dos vasos linfáticos, que incluem mais do que os capilares, e os linfonodos há</p><p>baço, tonsilas e timo. A terceira sentença é falsa, pois o linfedema possui</p><p>consistência endurecida devido ao processo inflamatório e fibroblástico local. A</p><p>quarta sentença é verdadeira, pois de fato a circulação linfática é unidirecional e</p><p>centrípeta e se utiliza das contrações das paredes desses vasos. A quinta</p><p>sentença é falsa, pois a linfocintilografia é capaz de definir ou excluir diagnósticos</p><p>diferenciais para linfedema, mas não tem a capacidade de diferenciar origem</p><p>primária ou secundária de forma cabal.</p><p>Fonte:</p><p>https://www.scielo.br/j/jvb/a/gkYrkp6QMXTx6JmFkVTLgsb/?lang=pt#:~:text=O</p><p>%20sistema%20linf%C3%A1tico%20surge%20na,sociedades%20de%20anato</p><p>mia%20da%20%C3%A9poca.</p><p>http://sustenere.co/index.php/sciresalutis/article/view/CBPC2236-</p><p>9600.2020.001.0001/1898</p><p>https://www.arqcom.uniceub.br/cienciasaude/article/view/539</p><p>https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/98/134-</p><p>Drenagem_LinfYtica_uma_abordagem_fisioterapYutica.pdf</p><p>http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/37</p><p>57) Sobre a doença de Buerger, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Afeta principalmente homens jovens e fumantes, porém, nas últimas</p><p>décadas, tem apresentado incidência crescente em mulheres jovens fumantes</p><p>b) O diagnóstico é de alta suspeição em paciente com início da doença antes</p><p>dos 45 anos de idade, ausência de outros fatores de risco ateroscleróticos,</p><p>doença exclusivamente distal a joelhos e cotovelos</p><p>c) A arteriografia revela vasos infrageniculares extensamente doentes e</p><p>oclusões arteriais plantares</p><p>d) O reenchimento dos vasos distais é fornecido por colaterais retilíneas</p><p>e) As lesões oclusivas são vistas em pequenas e médias artérias</p><p>Comentário: A resposta é letra B, pois um dos maiores fatores de risco dessa</p><p>doença é o tabagismo, que também é um fator de risco aterosclerótico. A letra</p><p>A está correta, pois a epidemiologia dessa afecção vem demonstrando um</p><p>aumento em mulheres, principalmente tabagistas. A letra C está correta, pois é</p><p>característico dessa condição afetar mais artérias distais, portanto</p><p>infrageniculares e plantares. A letra D está correta, pois foi observado na</p><p>doença de Buerger a presença desses vasos colaterais mediante arteriografia.</p><p>A letra E está correta, pois é característico da fisiopatologia da tromboangeíte</p><p>obliterante afetar pequenas e médias artérias.</p><p>Fonte: http://www.rbac.org.br/wp-content/uploads/2017/04/RBAC-vol-48-4-</p><p>2016-ref.-251.pdf</p><p>58) Sobre as lesões vasculares traumáticas, assinale a alternativa correta:</p><p>a) Traumatismos contusos de carótidas ou vertebrais são de alta suspeição</p><p>clínica, e são facilmente reconhecidos</p><p>b) No trauma penetrante cervical, a Zona 3 é delimitada superiormente pela</p><p>cartilagem cricóide</p><p>c) Em pacientes instáveis, com ferimentos penetrantes em zona 2, pode ser</p><p>introduzido cateter de Fogarty ou sonda Foley para conter o sangramento</p><p>permanente da hemorragia nestas regiões</p><p>d) Em traumas nas zonas 1 e 3, com alta suspeição de lesão vascular em</p><p>pacientes estáveis, o diagnóstico por imagem não é obrigatório e a exploração</p><p>cirúrgica de urgência recomendada</p><p>e) As lesões de carótidas e vertebrais ocorrem por estiramento e esgarçamento</p><p>da íntima dos vasos, como consequência de extensão e flexão extremamente</p><p>rápida do pescoço ou ferimentos contusos diretos</p><p>Comentário: A resposta correta é letra C, pois em casos como esses, de</p><p>sangramento que não pode ser controlado por compressão, pode se utilizar</p><p>desses instrumentos para possibilitar exploração cirúrgica do paciente. A letra</p><p>A está incorreta, pois não necessariamente é intuitivo ou evidente esse tipo de</p><p>lesão pelo mecanismo de trauma ou mesmo pelo quadro clínico precoce do</p><p>paciente. A letra B está incorreta, pois a zona 3 está acima do ângulo da</p><p>mandíbula. A letra D está incorreta, pois traumas de zonas 1 e 3 há indicação</p><p>de investigação por imagem, principalmente se o paciente estiver estável. A</p><p>letra E está incorreta, pois lesão de carótidas e vertebrais é mais incomum em</p><p>ferimentos contusos do que penetrantes.</p><p>Fonte : https://issuu.com/editorarubio/docs/issuu_-_trauma_vascular</p><p>https://www.emergencymedicinekenya.org/wp-content/uploads/2021/09/ATLS-</p><p>10th-Edition.pdf</p><p>59) Sobre a Doença Carotídea, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A localização mais comum de para aterosclerose na circulação</p><p>cerebrovascular é na bifurcação das carótidas</p><p>b) O AVC pode ser causado por 3 mecanismos: oclusão da trombótica,</p><p>embolização da partícula aterosclerótica e hipoperfusão</p><p>c) Na doença carotídea severa pode não haver sopro audível</p><p>d) O eco-color Doppler de carótidas deve ser sempre realizado em pacientes</p><p>assintomáticos com sopro audível e sintomáticos sem sopro audível</p><p>e) Quanto maior a estenose no lúmen arterial, menor a velocidade do fluxo</p><p>sanguíneo visto ao Doppler</p><p>Comentário: A resposta é letra D, sendo incorreta já que a triagem de sopro</p><p>cervical sem nenhum outro indício de doença carotídea é contraindicada. Vale</p><p>ressaltar que pacientes sintomáticos com ou sem sopro são indicados para</p><p>avaliação de estenose com o Doppler. A letra A está correta, de fato há maior</p><p>incidência na bifurcação das carotídeas. A letra B está correta, pois. A letra C</p><p>está correta, pois não necessariamente um caso grave de doença carotídea</p><p>cursa com sopro audível. A letra E está correta, pois é assim que funciona na</p><p>interpretação do exame doppler, quanto maior a estenose menor a velocidade</p><p>de fluxo sanguíneo.</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/rcbc/a/Yr7hqSF5tvBYBdd6mLrygnL/?lang=pt</p><p>https://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0095.pdf</p><p>60) São consideradas indicações categoria 1 para endarterectomia de</p><p>Carótida, segundo o Stroke Council of the American Heart Association, as</p><p>seguintes alternativas:</p><p>I. Um ou mais AIT nos últimos seis meses e estenose da carótida ≥70%.</p><p>II. AIT´s com estenose da carótida ≤50%.</p><p>III. AVC leve ou moderado nos últimos seis meses com 50-69% de estenose da</p><p>carótida.</p><p>IV. AVC leve com estenose da carótida ≥70%.</p><p>V. Trombose da carótida aguda sintomática.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas</p><p>b) Apenas as afirmativas I e V estão corretas</p><p>c) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>e Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Letra A está correta. I está correta, pois é categoria I AIT ipsilateral</p><p>nos últimos 6 meses e estenose >70%, desde que o risco de morbimortalidade</p><p>seja</p><p>é indicação. III está</p><p>errada, pois é indicação categoria III. IV está correta, pois é categoria I AVC</p><p>isquêmico com estenose a 70% ou mais. V está errada, pois seria categoria IIa</p><p>de indicação, caso associado com certos fatores de risco.</p><p>Fonte: https://www.ahajournals.org/doi/epub/10.1161/STR.0000000000000024</p><p>26) Em relação à Insuficiência Venosa Crônica (IVC), analise as afirmativas</p><p>abaixo:</p><p>I. É um conjunto de manifestações clínicas causadas pela anormalidade</p><p>(refluxo, obstrução ou ambos) do sistema venoso periférico (superficial,</p><p>profundo ou ambos), geralmente acometendo os membros inferiores.</p><p>II. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença podemos citar:</p><p>idade avançada, sexo feminino, número de gestações, obesidade e</p><p>histórico familiar.</p><p>III. Os dados quanto a participação do fumo, dos contraceptivos orais e da</p><p>terapia de reposição hormonal na origem da doença venosa permanecem</p><p>controversos.</p><p>IV. A doença venosa é uma das patologias mais prevalentes no mundo.</p><p>Estudos internacionais apontam que até 80% da população pode</p><p>apresentar graus mais leves, os graus intermediários podem variar de 20 a</p><p>64% e a evolução para os estágios mais severos entre 1 e 5 %.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>c) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>d) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Todas as afirmativas estão corretas, pois a I define bem o</p><p>conceito e fisiopatologia da IC, a II descreve os principais fatores de risco, a III</p><p>corretamente refere os fatores cujos estudos permanecem inconsistentes, e a IV</p><p>descreve claramente a epidemiologia dessa doença.</p><p>27) A ultrassonografia com Doppler é sem dúvida a mais útil ferramenta</p><p>diagnóstica inicial na abordagem de doenças venosas crônicas. Em relação às suas</p><p>vantagens, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Ser um exame não-invasivo</p><p>( V ) Pode ser repetido tantas vezes quanto necessário</p><p>( V ) Reprodutível</p><p>( V ) Permite tanto a avaliação anatômica do sistema vascular venoso, quanto</p><p>sua fisiologia pela avaliação hemodinâmica do fluxo</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, V, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Todas as opções são realmente vantagens que a US Doppler</p><p>possui quando comparada com outros exames, mais invasivos.</p><p>28) Em relação ao Teste D-dímero (DD) para o diagnóstico de trombose venosa</p><p>profunda (TVP), assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) D-dímero, um dos produtos da degradação da fibrina, está presente em</p><p>qualquer situação na qual haja formação e degradação de um trombo,</p><p>sendo um marcador específico de TVP</p><p>b) Apresenta alta sensibilidade, mas pouca especificidade para o diagnóstico da</p><p>TVP</p><p>c) Os testes de ELISA e ELFA (testes de enzymelinkedimmunofluorescence),</p><p>juntamente com testes imunoturbidimétricos ou de látex quantitativo, são</p><p>considerados de alta sensibilidade; o DD de sangue total é considerado de</p><p>moderada sensibilidade, apesar de apresentar a mais alta especificidade</p><p>d) Seus resultados geralmente são divididos em grupos: negativo (500 ng/mL) e)</p><p>A dosagem do DD deve ser utilizada apenas em pacientes de baixa</p><p>probabilidade clínica para TVP, uma vez que não apresentam 100% de</p><p>sensibilidade</p><p>Comentário: O D-dímero não é um marcador específico da TVP, pois aparece</p><p>em qualquer formação e degradação de trombo.</p><p>29) Em relação à venografia com contraste que é o exame considerado padrão-</p><p>ouro para o diagnóstico de trombose venosa profunda, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Indicado, atualmente, apenas quando os outros testes são incapazes de</p><p>definir o diagnóstico.</p><p>II. Pode ser desconfortável ao paciente.</p><p>III. O paciente pode apresentar reações adversas ao contraste.</p><p>IV. É contra-indicado a pacientes com insuficiência renal.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Todas corretas, pois a venografia com contraste é reservada</p><p>apenas para casos de dúvidas frente outros exames, pois apresenta problemas ao</p><p>paciente (desconfortável, reações ao contraste e contraindicação em casos de</p><p>Insuficiência renal)</p><p>30) Em relação ao tratamento do Tromboembolismo Venoso (TEV) durante a</p><p>gravidez, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Para as gestantes com TEV, recomenda-se terapia com doses ajustadas</p><p>de heparina de baixo peso molecular (HBPM) SC ou de heparina não</p><p>fracionada (HNF), até 6 semanas pós-parto (tempo mínimo de</p><p>anticoagulação: 3 meses) ou o tempo necessário para completar o</p><p>período preconizado de anticoagulação.</p><p>II. Após o parto, a critério médico, pode-se iniciar antagonistas da vitamina</p><p>K (AVK), mantendose concomitantemente a HBPM até que se atinja o</p><p>INR alvo, entre 2 e 3, quando então, esta pode ser suspensa.</p><p>III. Para gestantes sob tratamento com HBPM ou HNF, recomenda-se</p><p>descontinuar a heparina no mínimo 24 horas antes da indução de parto</p><p>eletivo.</p><p>IV. Em mulheres que engravidam durante o tratamento de anticoagulação</p><p>para TVP, recomenda-se a substituição de AVK por HNF ou HBPM</p><p>durante a gravidez.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>Comentário: As quatros alternativas descrevem corretamente a conduta</p><p>medicamentosa frente à TEV em gestantes, sendo que a I define o início do</p><p>tratamento, a II explica corretamente o pós parto, a III define o preparo para indução</p><p>de parto e a IV descreve a conduta na gravidez durante anticoagulação.</p><p>31) Sobre a função primária das valvas venosas,analise as afirmativas abaixo e dê</p><p>valores Verdadeiro(V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Assegurar o fluxo retrógrado.</p><p>( F ) Aumentar a capacitância venosa.</p><p>( F ) Regular a quantidade do retorno venoso do sangue para o coração.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, V</p><p>b) F, V, V</p><p>c) F, F, V</p><p>d) F, V, F</p><p>e) F, F, F</p><p>Comentário: As válvulas venosas são estruturas anatômicas que se</p><p>encontram no interior das veias e têm um papel fundamental na propulsão do sangue</p><p>no sentido distal-proximal, permitindo que o sangue avance em direção ao coração e</p><p>impedindo o fluxo retrógrado. Portanto, a primeira afirmação é falsa.</p><p>As válvulas não tem relação direta com o aumento da capacitância venosa,</p><p>uma vez que a capacitância é uma qualidade inerente às veias, que podem se estirar</p><p>significativamente, aumentando o volume de fluido que podem reter sem aumentar</p><p>significativamente a sua pressão. Os efeitos da venoconstrição ou da venodilatação</p><p>afetam a capacitância venosa. À medida que as veias se contraem, a capacitância</p><p>diminui, forçando mais sangue de volta ao coração (isto é, aumentando o retorno</p><p>venoso), o que por sua vez afeta a quantidade de sangue que pode ser bombeada</p><p>para fora do coração no próximo batimento cardíaco. Assim a segunda alternativa</p><p>também é incorreta.</p><p>Como já foi dito, as válvulas venosas são fundamentais na manutenção do fluxo</p><p>unidirecional rumo ao coração, no entanto, elas não são responsáveis por regular a</p><p>quantidade do retorno venoso do sangue para o coração. O retorno venoso, volume</p><p>de sangue que chega ao átrio direito a cada minuto, deve ser igual ao debito cardíaco.</p><p>32) Assinale a alternativa que apresenta qual das camadas que compõe a</p><p>parede arterial está mais envolvida com a doença aterosclerótica.</p><p>a) Intima</p><p>b) Muscular</p><p>c) Adventícia</p><p>d) Estriada</p><p>e) Todas</p><p>Comentário: A aterosclerose inicia-se com a deposição de lípides na íntima</p><p>(formação de estrias lipídicas que evoluem para a placa ateromatosa);</p><p>Posteriormente ocorre invasão da túnica subjacente e diminuição da luz arterial;</p><p>Com a invasão da túnica subjacente ocorrerá enfraquecimento da resistência</p><p>vascular com predisposição à formação de aneurismas.</p><p>Com a diminuição da luz arterial ocorrerá comprometimento do fluxo (de</p><p>lamelar passa a turbulento, predispondo à trombose).</p><p>33) Aneurisma é definido como uma dilatação focal e permanente da artéria</p><p>com um aumento de pelo menos “X” do diâmetro normal do vaso. Assinale a</p><p>alternativa que apresenta o valor de “X”.</p><p>a) 10%</p><p>b) 20%</p><p>c) 30%</p><p>d) 40%</p><p>e) 50%</p><p>Comentário: Aneurisma é definido como uma dilatação focal e permanente da</p><p>artéria com um aumento de pelo menos 50% do diâmetro normal do vaso.</p><p>34) Em relação aos Aneurismas da Aorta Abdominal (AAA) e os fatores de risco</p><p>mais importantes, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso</p><p>(F)</p><p>( ) Idade avançada.</p><p>( ) Gênero masculino.</p><p>( ) Tabagismo.</p><p>( ) Histórico familiar positivo para AAA, principalmente diagnóstico em familiares</p><p>de primeiro grau.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário:</p><p>Dentre os fatores de risco mais importantes em relação aos Aneurismas da</p><p>Aorta Abdominal (AAA), temos:</p><p>• Idade avançada</p><p>• Gênero masculino</p><p>• Tabagismo</p><p>• Histórico familiar positivo para AAA, principalmente diagnóstico em familiares</p><p>de primeiro grau.</p><p>Além desses outros fatores associados são:</p><p>• Histórico de outro aneurisma vascular;</p><p>• Altura elevada;</p><p>• Doença arterial coronariana;</p><p>• Doença cerebrovascular;</p><p>• Arteriosclerose;</p><p>• Hipercolesterolemia;</p><p>• Hipertensão;</p><p>• Variantes no cromossomo 9p21 (presença de rs7025486[A] no gene DAB21P</p><p>aumenta 20% o risco de ter AAA);</p><p>• Homocisteinemia, altos níveis de lipoproteína A e do inibidor do fator ativador</p><p>de plasminogênio;</p><p>• Raça negra ou asiática, além de diabetes mellitus, são negativamente</p><p>associadas com o desenvolvimento do AAA.</p><p>Portanto todas as alternativas são verdadeiras, sendo o gabarito letra E.</p><p>35) Sobre o processo da coagulação sanguínea e dos componentes do sistema</p><p>hemostático, que estão presentes, analise as afirmativas abaixo e dê valores</p><p>Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Plaquetas</p><p>( V ) Proteínas</p><p>( V ) Anticoagulantes naturais</p><p>( V ) Sistema de fibrinólise</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) V, V, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) F, F, V, V</p><p>Comentário:</p><p>Os componentes do sistema hemostático incluem as plaquetas, os vasos, as</p><p>proteínas da coagulação do sangue, os anticoagulantes naturais e o sistema de</p><p>fibrinólise. O equilíbrio funcional desses diferentes “setores” da hemostasia é</p><p>garantido por uma variedade de mecanismos envolvendo interações entre proteínas,</p><p>respostas celulares complexas, e regulação de fluxo sanguineo.</p><p>36) A respeito de como é realizado o diagnóstico complementar na doença</p><p>venosa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Ultrassom com Doppler.</p><p>( F ) Fotopletismografia.</p><p>( F ) Flebografia.</p><p>( F ) Angiotomografia venosa e angiorressonancia venosa.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, V, V, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, F, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Todas as alternativas apresentam exames complementares</p><p>possíveis, contudo, nenhum deles é o mais indicado para realização do diagnóstico,</p><p>pois:</p><p>- O Ultrassom com Doppler pode ser utilizado na prática diária do angiologista</p><p>e cirurgião vascular como um instrumento auxiliar ao exame clínico dos pacientes com</p><p>insuficiência venosa, permitindo selecionar aqueles que deverão ser encaminhados</p><p>para testes diagnósticos mais acurados, como o Mapeamento Dúplex.</p><p>- A Fotopletismografia tem sido usada como um método de acompanhamento</p><p>em muitos laboratórios vasculares, pelo fato de o TRV ser um sensível indicador de</p><p>refluxo, porém ela é incapaz de diferenciar graus de gravidade clínica da doença.</p><p>- Apesar de a Flebografia ser um bom exame para diagnóstico, ela tem caído</p><p>em desuso por se tratar de um método invasivo e ter possibilidade de trazer</p><p>desconforto e complicações para os pacientes. Assim, esse teste têm baixa aceitação</p><p>e fica difícil sua repetição para o seguimento de pacientes ou avaliação de</p><p>terapêuticas para a IVC.</p><p>- A respeito da angiotomografia venosa e angiorressonancia venosa, apesar</p><p>dos grandes avanços nas técnicas de obtenção e reconstrução das imagens do</p><p>sistema venoso com a utilização de ambos exames, seu emprego na doença venosa</p><p>permanece restrito. Suas principais indicações ainda residem nos casos onde outros</p><p>exames não são conclusivos, em especial nos casos de estenose ou obstrução do</p><p>segmento venoso iliacocava e insuficiência de veias gonadais em associação com</p><p>varizes pélvicas.</p><p>O Mapeamento Duplex é considerado padrão-ouro dentre os métodos de</p><p>diagnóstico não-invasivos para doenças venosas de membros inferiores, é atualmente</p><p>o mais indicado por permitir avaliação quantitativa e qualitativa. Fornece informações</p><p>tanto anatômicas quanto funcionais, permitindo, assim, uma avaliação mais completa</p><p>e detalhada do sistema venoso. Portanto, todas as alternativas são falsas e a resposta</p><p>é letra E.</p><p>37) Assinale a alternativa que apresenta qual a principal etiologia para a doença</p><p>arterial periférica.</p><p>a) Aneurisma</p><p>b) Aterosclerose</p><p>c) Hipertensão arterial sistêmica</p><p>d) Doença autoimune</p><p>e) Nenhuma das alternativas acima</p><p>Comentário: A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) tem como principal</p><p>etiologia a doença aterosclerótica, que leva à obstrução da artéria periférica e pode</p><p>se apresentar de forma assintomática ou manifestar uma variedade de sintomas e</p><p>sinais indicativos de isquemia das extremidades, sendo a principal causa de morte no</p><p>mundo ocidental, devido ao alto risco de morbimortalidade cardiovascular associado.</p><p>É caracterizada por depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das</p><p>artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados</p><p>por elas. Portanto, a alternativa correta é a letra B.</p><p>38) Sobre os fatores que estão associados a estenose carotídea extracraniana,</p><p>analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Tabagismo.</p><p>( V ) Idade maior ou igual 75 anos.</p><p>( V ) Dislipidemia.</p><p>( V ) Hipertensão no desenvolvimento da estenose de carótida extracraniana.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) F, F, V, V</p><p>c) V, F, F, V</p><p>d) V, V, V, V</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Segundo a literatura, os fatores de risco mais associados com</p><p>estenose carotídea são:</p><p>- Idade ≥75 anos;</p><p>- Dislipidemia;</p><p>- Tabaco;</p><p>- Hipertensão: observou-se aumento de cinco vezes na freqüência de estenose</p><p>de carótida extracraniana nos hipertensos em relação aos normotensos, destacando</p><p>a grande influência da hipertensão no desenvolvimento da estenose de carótida</p><p>extracraniana;</p><p>Ainda avaliando a literatura, obsevou-se que, diabetes e obesidade não foram</p><p>associadas aos graus de estenose moderada-grave. Assim, idade avançada,</p><p>tabagismo, dislipidemia e hipertensão são os principais fatores de risco associados a</p><p>estenose carotídea. Portanto as assertivas estão corretas e a resposta é a letra D.</p><p>39) Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F), a</p><p>respeito dos sintomas mais comuns do “pé diabético”.</p><p>( V ) Sensação de agulhadas, dormência, além</p><p>de fraqueza nas pernas.</p><p>( V ) Dores e queimação.</p><p>( V ) Formigamento.</p><p>( V ) Perda da sensibilidade local.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, V, V, V</p><p>e) V, V, F, F</p><p>Comentário: Segundo o Ministério da Saúde, sintomas de dor ou desconforto,</p><p>do tipo queimação, formigamento ou “picada”, começando nos dedos e ascendendo</p><p>proximalmente (padrão em bota ou em luva), com piora no período noturno e aliviados</p><p>ao movimento, indicam para o diagnóstico de neuropatia do pé diabético. A neuropatia</p><p>pode se manifestar ainda da forma “negativa”, como dormência e perda de</p><p>sensibilidade (hipoestesia). Já sintomas de dor do tipo câimbra ou peso ao caminhar,</p><p>que é aliviada ao repouso, levanta a suspeita de dor isquêmica por doença vascular</p><p>periférica. Portanto, todas as alternativas, são sintomas comuns do “pé diabético”,</p><p>configurando a resposta como a letra D.</p><p>40) Sobre qual agente é frequentemente isolado na celulite cutânea superficial</p><p>(Erisipela), analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( F ) Serratia odorífera.</p><p>( F ) Haemophilus ducreyi.</p><p>( V ) Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.</p><p>( F ) Staphylococcus aureus.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, F</p><p>c) F, F, V, F</p><p>d) F, V, F, F</p><p>e) F, F, F, F</p><p>Comentário: Segundo a literatura:</p><p>- Erisipela: é um tipo de celulite cutânea superficial com comprometimento</p><p>importante dos vasos linfáticos da derme decorrente da infecção por Estreptococos</p><p>beta-hemolíticos do grupo A (SBHGA) e, raramente por Staphylococcus aureus.</p><p>- Celulite: infecção cutânea que compromete uma parte maior dos tecidos</p><p>moles, estendendo-se profundamente através da derme e tecido subcutâneo. Pode</p><p>se iniciar como erisipela. Seus principais agentes são S. aureus e SBHGA.</p><p>Como a pergunta indaga sobre o Agente Etiológico “mais frequente” da</p><p>erisipela, a alternativa correta se torna a letra C.</p><p>41) Em relação à microcirculação, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Microcirculação é definida como uma rede de pequenos vasos</p><p>(arteríolas, capilares e vênulas) com diâmetro inferior a 100 µm.</p><p>II. A microcirculação tem a função vital de fornecer oxigênio e outros</p><p>substratos essenciais às células e também de remover os seus produtos</p><p>do metabolismo celular.</p><p>III. A microcirculação ocupa uma extensão de cerca de 350 m2 e apresenta</p><p>a maior superfície endotelial do corpo humano.</p><p>IV. A microcirculação desempenha outras funções fisiológicas: controle da</p><p>resistência vascular, coagulação sanguínea, processos inflamatórios e</p><p>barreira imunológica.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário:, O diâmetro inferior a 100 µm promove a irrigação de todos os sistemas,</p><p>essa rede capilar supre as necessidade metabólicas, além de promover a secreção</p><p>de produtos metabólicos celulares. A microcirculação desempenha diversos</p><p>processos fisiológicos além da função vital celular, dessa forma todas as afirmativas</p><p>estão corretas, portanto a resposta correta é a alternativa E.</p><p>42) É sabido que alterações microvasculares correlacionam-se com disfunção</p><p>orgânica e mortalidade em diferentes estados patológicos. Considerando o assunto,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A falência orgânica está relacionada diretamente à disfunção</p><p>microcirculatória.</p><p>II. As alterações microcirculatórias não são detectadas na fase bastante inicial</p><p>da doença e podem persistir independentemente do estado hemodinâmico.</p><p>III. Alguns autores relataram que as variáveis microvasculares são capazes de</p><p>prever mais precisamente o desenvolvimento de disfunção orgânica e a</p><p>morte do que os parâmetros hemodinâmicos tradicionais.</p><p>IV. A terapia guiada por parâmetros microcirculatórios pode ser uma melhor</p><p>estratégia de reanimação, em pacientes críticos, do que a reanimação</p><p>baseada em parâmetros clínicos tradicionais usada na prática diária.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O desempenho de funções vitais celulares como o fornecimento de</p><p>oxigênio e a realização de diversos processos fisiológicos, como controle da</p><p>resistência vascular, coagulação sanguínea, processos inflamatórios e barreira</p><p>imunológica inferem que a disfunção da microcirculação leva a falência orgânica. As</p><p>alterações microcirculatórias já podem ser detectadas na fase bastante inicial da</p><p>doença e podem persistir independentemente do estado macro hemodinâmico,</p><p>portanto a afirmativa II está incorreta. A capacidade de variáveis microvasculares de</p><p>prever disfunção orgânica e morte sugere a melhor estratégia de reanimação a partir</p><p>de parâmetros microcirculatórios, no entanto intervenções eficazes para melhorar a</p><p>microcirculação dessa forma ainda aguardam comprovação por estudos clínicos bem</p><p>desenhados. Portanto apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas, dessa forma a</p><p>alternativa correta é a letra A.</p><p>43) Em relação às trombofilias, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A trombofilia é definida como a tendência à trombose decorrente de</p><p>alterações hereditárias ou adquiridas da coagulação ou da fibrinólise, que</p><p>levam a um estado pró-trombótico.</p><p>II. A trombofilia é classificada como hereditária quando se demonstra a</p><p>presença de uma anormalidade hereditária que predispõe à oclusão</p><p>vascular, mas que requer a interação com outro componente, hereditário ou</p><p>adquirido, para desencadear o episódio trombótico.</p><p>III. As trombofilias hereditárias são, na maior parte dos casos, decorrentes de</p><p>alterações ligadas aos inibidores fisiológicos da coagulação (antitrombina,</p><p>proteína C, proteína S e resistência à proteína C ativada) ou de mutações</p><p>de fatores da coagulação (FV G1691A ou Fator V Leiden e mutação</p><p>G20210A da protrombina).</p><p>IV. A trombofilia é adquirida quando é decorrência de outra condição clínica,</p><p>como neoplasia, síndrome antifosfolípide, imobilização, ou do uso de</p><p>medicamentos, como terapia de reposição hormonal, anticoncepcionais</p><p>orais e heparina.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Todas as afirmativas estão certas portanto a alternativa E é a correta.</p><p>Na tendencia a trombose a distinção entre alterações hereditárias ou adquiridas difere</p><p>na apresentação clínica e prognóstico. As anormalidades hereditárias que predispõem</p><p>a oclusão vascular, como os inibidores fisiológico de coagulação ou mutações de</p><p>fatores de coagulação devem sempre ser investigados na suspeita de trombofilia</p><p>hereditária. Níveis plasmáticos moderadamente elevados de homocisteína também</p><p>podem ser responsáveis por episódios vaso-oclusivos, um importante fator a ser</p><p>considerado é o território vascular de acometimento que se relaciona a diferentes</p><p>mecanismos fisiopatológicos, diferentes investigações laboratoriais e tratamentos</p><p>44) Clinicamente, as trombofilias hereditárias geralmente manifestam-se como</p><p>tromboembolismos venosos, mas com algumas características próprias. A respeito</p><p>destas, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) Ocorrem em indivíduos com idade acima de 45 anos</p><p>b) Apresentam recorrência frequente</p><p>c) Apresentam história familiar de eventos trombóticos</p><p>d) Cursam com trombose migratória ou difusa</p><p>ou em local pouco comum</p><p>e) Apresentam episódio trombótico desproporcionalmente grave em relação ao</p><p>estímulo desencadeante</p><p>Comentário: Geralmente ocorrem em indivíduos abaixo de 45 anos, as demais</p><p>alternativas estão corretas, listando as características próprias dos tromboembolismo</p><p>venoso em trombofilias hereditárias que muitas vezes diferem das adquiridas.</p><p>Portanto a alternativa incorreta é a letra A.</p><p>45) A respeito das complicações obstétricas que os defeitos trombofílicos</p><p>podem causar, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Dificuldade para engravidar.</p><p>( V ) Gestações complicadas.</p><p>( V ) Retardo do crescimento fetal.</p><p>( V ) Abortamentos e perdas fetais.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) V, V, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) F, V, F, F</p><p>Comentário: Todas as complicações obstétricas afirmadas podem ser causadas por</p><p>defeitos trombofilicos e a investigação laboratorial deve ser realizada em todas as</p><p>situações mencionadas. Sendo a alternativa correta a letra C.</p><p>46 - Analise as afirmativas abaixo sobre investigação laboratorial para</p><p>diagnóstico de trombofilia e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Quantificação funcional dos inibidores da coagulação.</p><p>( V ) Quantificação da homocisteína plasmática.</p><p>( V ) Pesquisa das mutações FV G1691A e G20210A da protrombina, e da</p><p>presença dos anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico e anticardiolipina).</p><p>( V ) Presença de hiperfunção plaquetária (Síndrome da plaqueta viscosa).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, F, F, V</p><p>b) F, V, V, F</p><p>c) F, V, F, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: Clinicamente, as trombofilias hereditárias geralmente</p><p>manifestam-se como tromboembolismos venosos, mas com algumas características</p><p>próprias: a ocorrência em menores de 45 nos; apresentam alta recorrencia; é comum</p><p>história familiar de eventos trombóticos; trombose migratória ou difusa ou em local</p><p>pouco comum; e episódio trombótico desproporcionalmente grave em relação ao</p><p>estímulo desencadeante. Os defeitos trombofílicos podem também causar várias</p><p>complicações obstétricas, como dificuldade para engravidar, gestações complicadas,</p><p>retardo do crescimento fetal, abortamentos e perdas fetais. A investigação laboratorial</p><p>deve ser realizada em todas as situações acima descritas através da quantificação</p><p>funcional dos inibidores da coagulação, a quantificação da homocisteína plasmática,</p><p>as pesquisas das mutações FV G1691A e G20210A da protrombina, e da presença</p><p>dos anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico e anticardiolipina). A presença</p><p>de hiperfunção plaquetária (Síndrome da plaqueta viscosa) também necessita ser</p><p>investigada rotineiramente, por ser causa de tromboses arteriais e / ou venosas.</p><p>Sendo assim, todas as alternativas acima descritas são verdadeiras. RESPOSTA E.</p><p>47) Em relação às angiodisplasias, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Angiodisplasias são lesões vasculares degenerativas, adquiridas, geralmente</p><p>encontradas na parede intestinal de pacientes jovens.</p><p>II. Estas malformações vasculares caracterizam-se pela presença de dilatações</p><p>tortuosas do plexo vascular submucoso que, ao sofrerem rupturas</p><p>espontâneas, provocam sangramento para o interior da luz intestinal.</p><p>III. Esta doença representa uma das principais causas de hemorragia digestiva</p><p>alta em indivíduos entre a sexta e sétima décadas de vida, surgindo com maior</p><p>frequência no ceco e cólon ascendente.</p><p>IV. O acometimento de idosos é excepcional e raramente descrito.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas a afirmativa I está correta</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: Angiodisplasias são lesões vasculares degenerativas, adquiridas,</p><p>geralmente encontradas na parede intestinal de pacientes idosos. São malformações</p><p>vasculares caracterizadas pela presença de dilatações tortuosas do plexo vascular</p><p>submucoso que provocam sangramento na luz intestinal quando se rompem</p><p>espontaneamente. A enfermidade representa uma das principais causas de</p><p>hemorragia digestiva baixa em indivíduos entre a sexta e sétima décadas de vida,</p><p>surgindo com maior frequência no ceco e cólon ascendente (regiões do intestino</p><p>grosso). Dessa forma, apenas a afirmativa II está correta.</p><p>48) Em relação aos agentes antiplaquetários para prevenção de eventos</p><p>trombóticos na intervenção coronária percutânea, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O Ácido Acetilsalicílico (AAS), um inibidor clássico da atividade plaquetária,</p><p>atua por meio da inibição da enzima ciclo-oxigenase.</p><p>II. O AAS é efetivo nas doses de 75 mg a 150 mg por dia, com pequeno efeito</p><p>protetor adicional para eventos trombóticos em doses maiores. Entretanto,</p><p>ocorre aumento correspondente do risco de sangramento com a utilização de</p><p>doses maiores.</p><p>III. Há grande variação entre indivíduos no que se refere ao efeito farmacológico</p><p>do AAS após sua suspensão, entretanto estudos revelam que esse efeito se</p><p>mantém por 10 dias.</p><p>IV. O clopidogrel, utilizado nas doses de ataque de 300 mg a 600 mg pré-</p><p>procedimento percutâneo e de 75 mg por dia posteriormente, é outro inibidor</p><p>da função plaquetária, assim como a ticlopidina.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O clopidogrel, um derivado tienopiridínico, atua inibindo o</p><p>receptor P2Y12 da adenosina difosfato (ADP) e, consequentemente, inibindo o</p><p>processo de agregação plaquetária mediado por essa via. O AAS se liga às plaquetas</p><p>de modo irreversível, isto significa que aquelas plaquetas que sofreram ação da</p><p>aspirina, não conseguirão nunca mais participar da coagulação. Portanto, o efeito</p><p>antiagregante do AAS dura o tempo de vida das plaquetas que é de 5 a 10 dias, ou</p><p>seja, o AAS tomado hoje fará efeito durante pelo menos 5 a 7 dias. Além disso, o AAS</p><p>encontra-se fortemente embasado na literatura e trata-se de medicação fundamental</p><p>nesse contexto. A restrição ao uso do AAS deve ser feita apenas aos pacientes com</p><p>conhecida alergia ao composto (fato raro, com prevalência estimada em menos de</p><p>0,5% da população) e em casos de sangramentos digestivos ativos, em especial</p><p>relacionados a úlceras gástricas (em virtude do efeito irritativo gástrico direto do</p><p>composto associado ao efeito antiplaquetário). Dessa forma, apenas a frase III está</p><p>incorreta, sendo correta a alternativa c.</p><p>49) Sobre a farmacologia das drogas usadas nos distúrbios venosos e</p><p>linfáticos, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Aumento do tônus da parede venosa</p><p>( V ) Reduz a hiperpermeabilidade capilar e viscosidade sanguínea e melhora</p><p>na pressão parcial de oxigênio</p><p>( V ) Retorno venolinfático mais eficiente</p><p>( V ) Minimiza a estase sanguínea e o edema em extremidades.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, V</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, V, V</p><p>d) V, F, V, F</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: A fisiopatologia dos distúrbios venosos está relacionada a três</p><p>fatores (Tríade de Virchow): estase venosa, estados de hipercoagulabilidade e lesão</p><p>endotelial. Esses fatores levam ao recrutamento de plaquetas ativadas, as quais</p><p>liberam mediadores pró-inflamatórios, desencadeando cascata de reações que</p><p>resultam em agregação plaquetária e síntese de trombina dependente de plaquetas,</p><p>aumentando a viscosidade sanguinea. Trombos venosos se</p><p>formam em ambiente de</p><p>estase, baixa tensão de oxigênio e aumento da expressão de genes pró-inflamatórios.</p><p>Dessa forma, é importante para o tratamento o uso de medicações eu visam aumentar</p><p>o tônus venoso, diminuindo a estase sanguínea, além de um retorno venolinfático</p><p>mais eficaz, melhorando a troca entre os vasos e o terceiro espaço e assim reduzindo</p><p>o acúmulo de líquido intersticial nos membros. Dessa forma, todas as afirmativas</p><p>estão corretas. Letra E.</p><p>50) Em relação ao mecanismo de ação dos antiagregantes plaquetários,</p><p>analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O ácido acetilsalicílico atua na inibição irreversível da atividade das</p><p>isoenzimas cicloxigenase - COX 1 e COX 2.</p><p>II. A Sulfinpirazona Promove uma inibição competitiva e reversível da</p><p>cicloxegenase plaquetária (COX1) com diminuição do tromboxane A2 e mínimo</p><p>efeito sobre a prostaciclina.</p><p>III. As tenopiridinas ( ticlopidina e o clopidogrel) são inibidores seletivos da</p><p>adenosina difosfato-ADP (indutor da agregação plaquetária), tendo efeito direto</p><p>no metabolismo do ácido aracdônico.</p><p>IV. O dipiridamol é um derivado pirimidopirimidínico que eleva o AMP cíclico</p><p>plaquetário (um inibidor plaquetário) tanto inibindo o nucleotídeo</p><p>fosfodiesterase cíclico, quanto bloqueando a captação de adenosina pelo</p><p>endotélio vascular e hemácias.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: O AAS é o mais empregado e consequentemente o mais bem</p><p>conhecido de sua classe. Seu principal mecanismo de ação é a inibição irreversível</p><p>da atividade das isoenzimas cicloxigenase - COX 1 (plaquetas, estômago e rim) e</p><p>COX 2 (SNC, traqueia, rim, células endoteliais, testículos, ovários etc), que propiciam</p><p>a transformação do ácido araquidônico em PGH2, que é o precursor imediato da</p><p>PGD2, PGE2, PGF2a, PGI2 e TXA2, ocorrendo bloqueio da produção de tromboxane</p><p>A2. Já a Sulfinpirazona inibe a Cox 1 através da diminuição do tromboxane A2, na</p><p>atualidade, sua indicação é feita na artrite gotosa. A ticlopidina e o clopidogrel são</p><p>inibidores seletivos da adenosina difosfato-ADP (indutor da agregação plaquetária), e</p><p>dessa forma não demonstram efeito direto no metabolismo do ácido araquidônico,</p><p>tornando a afirmativa III incorreta. Seus efeitos na inibição da agregação plaquetária</p><p>induzida pelo colágeno e trombina têm um papel secundário em seu mecanismo de</p><p>ação. Sua ação está intimamente relacionada à transformação propiciada pelo fígado</p><p>em um metabólito ativo, que possivelmente induz a alterações irreversíveis em um</p><p>receptor P2TAC, além de inibir a estimulação da atividade da adenilato ciclase. O</p><p>dipiridamol é um derivado pirimido-pirimidínico que tem como função aumentar o AMP</p><p>cíclico plaquetário tanto inibindo o nucleotídeo fosfodiesterase cíclico, quanto</p><p>bloqueando a captação de adenosina pelo endotélio vascular e hemácias. Seu efeito</p><p>na adesão plaquetária é muito mais acentuado do que na agregação. Dessa forma, a</p><p>alternativa C é a correta.</p><p>51) Assinale a alternativa que não apresenta um anticoagulante utilizado no</p><p>tromboembolismo venoso.</p><p>a) Varfarina</p><p>b) Dabigatrana</p><p>c) Rivaroxabana</p><p>d) Moxonidina</p><p>e) Apixabana</p><p>Comentário: A moxonidina é um anti-hipertensivo, agonista parcial e seletivo</p><p>dos receptores I1, cuja ligação é competitiva e de alta afinidade. A ativação desses</p><p>receptores na porção rostral-ventrolateral do bulbo (VLM) reduz a atividade do sistema</p><p>nervoso simpático e, assim, diminui a PA, sugerindo que o efeito hipotensor da</p><p>moxonidina decorra, preferencialmente, da ação nesses receptores I1 bulbares,</p><p>causando uma diminuição do tônus simpático 6 e da resistência vascular periférica</p><p>(RVP). Dessa forma, dentre as medicações descritas acima, é a única não utilizada</p><p>no tratamento do tromboembolismo venoso. RESPOSTA D.</p><p>52) Em relação aos anticoagulantes, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. A varfarina produz o seu efeito ao interferir na conversão cíclica da vitamina</p><p>K e do seu 2,3- epóxido, bloqueando a síntese de fatores de coagulação</p><p>dela dependentes (fatores II, VII, IX e X). Assim, o seu efeito anticoagulante</p><p>não acontece até que os fatores já presentes na circulação sejam</p><p>metabolizados, processo que leva de 36-72 h.</p><p>II. A dabigatrana é um inibidor direto da trombina (ou fator II). Administração</p><p>VO ingerida na forma de pró-droga, sem interação com a alimentação. Seu</p><p>início de ação ocorre 2 h após a administração, e sua meia-vida é de 12- 17</p><p>h.</p><p>III. A rivaroxabana é um antagonista do fator Xa. Administração VO, ingerida</p><p>na forma da droga propriamente dita. O início de sua ação ocorre 2-3 h após</p><p>a administração.</p><p>IV. A apixabana é um antagonista do fator Xa. Administração VO, ingerida na</p><p>forma da droga propriamente dita. O início de sua ação ocorre 3 h após a</p><p>administração.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A apixabana e a rivaroxabana são antagonistas do fator X ativado</p><p>de administração via oral. A varfarina é um antagonista de vitamina K, bloqueando a</p><p>síntese de fatores de coagulação II, VII, IX e X. Seu tempo de ação se dá entre 36 e</p><p>72 horas. Durante os primeiros dias do tratamento com varfarina, o alargamento do</p><p>tempo de protrombina reflete apenas a perda do fator VII (cuja meia-vida é de 5-7 h),</p><p>e não representa anticoagulação adequada, já que a via intrínseca da coagulação</p><p>permanece funcional. A dabigatrana foi o primeiro novo anticoagulante a ser avaliado</p><p>de forma sistemática para o tratamento de TEV, seu mecanismo de ação se dá pela</p><p>inibição direta do fator II, tendo seu início da ação 2 horas depois da sua ingestão via</p><p>oral. Dessa forma, todas as afirmativas são verdadeiras. RESPOSTA, E.</p><p>53. Sobre quais os agentes fibrinolíticos, analise as afirmativas abaixo e dê</p><p>valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) O ativador do complexo plasminogênio-estreptoquinase sem acilação</p><p>(APSAC ou anistreplase).</p><p>( V ) O ativador do plasminogênio do tipo uroquinase de dupla cadeia (tcu-PA).</p><p>( V ) O ativador do plasminogênio do tipo uroquinase de cadeia única (scu-PA).</p><p>( V ) O ativador tecidual do plasminogênio (t-PA) na sua forma recombinante</p><p>(rt-PA) e a recentemente incorporada reteplase (r-PA).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) F, F, F, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, F, F, V</p><p>d) V, F, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: As alternativas descrevem bem 5 dos 6 agentes fibrinolíticos</p><p>disponíveis atualmente no mundo.</p><p>54. A respeito dos trombolíticos, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O nome “Trombolítico” é um engano para estes agentes, pois o que fazem,</p><p>na verdade, é ativar o plasminogênio em sua transformação para plasmina,</p><p>esta sim com capacidade para degradar a fibrina, o maior componente do</p><p>trombo. Assim, na verdade, estes agentes devem ser chamados de agentes</p><p>fibrinolíticos.</p><p>II. Atualmente, existem no mundo vinte agentes fibrinolíticos disponíveis para</p><p>uso clínico, os fibrinoespecíficos e não fibrinoespecíficos.</p><p>III. A estreptoquinase, APSAC e o scu-PA induzem a geração de grande</p><p>quantidade de plasmina sistêmica, apesar da tentativa de inibição da Į2-</p><p>antiplasmina circulante que pode se esgotar durante a terapia lítica, pois</p><p>sua concentração no plasma é cerca de metade daquela do plasminogênio.</p><p>IV. Outros agentes, como t-PA, rt-PA, tcu-PA e os novos derivados mutantes</p><p>do t-PA (r-PA, TNKtPA) são fibrinoespecíficos, porque ativam o</p><p>plasminogênio, preferencialmente,</p><p>na superfície da fibrina e menos na</p><p>circulação.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A II está errada pois existem apenas 6 agentes fibrinolíticos</p><p>disponíveis. Todas as outras estão corretas pois a I define bem o mecanismo dos</p><p>trombolíticos, a III descreve os de ação sistêmica e a III explica os fibrinoespecíficos.</p><p>55) Em relação à Artéria Aorta Abdominal (AAA), assinale a alternativa</p><p>incorreta:</p><p>a) A AAA começa no hiato aórtico do diafragma no plano da vértebra T1 e</p><p>desce em frente ou ligeiramente para a esquerda da coluna vertebral</p><p>b) O diâmetro da aorta diminui durante o seu curso descendente (em média de</p><p>18 mm para 15 mm)</p><p>c) Um diâmetro máximo pode ser considerado normal em torno de 20-25 mm</p><p>d) Um aumento abrupto de diâmetro da aorta abdominal (>1,5x) maior do que</p><p>o segmento proximal normal é considerado evidência de um aneurisma</p><p>e) A aorta abdominal se divide em duas artérias ilíacas comuns no plano das</p><p>vértebras L4-L5, que subsequentemente se bifurcam em artérias Ilíacas</p><p>internas (hipogástricas) e artérias Ilíacas externas, ambas bilateralmente.</p><p>Comentário: A aorta abdominal começa no hiato aórtico do diafragma no plano</p><p>da vértebra T12 e desce em frente ou ligeiramente para a esquerda da coluna</p><p>vertebral, portanto a letra a está incorreta.</p><p>56) Em relação à artéria mesentérica superior, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Se origina cerca de 0,5-2 cm abaixo do tronco</p><p>celíaco, no plano ao nível das vértebras L1-L2.</p><p>II. Origina-se anteriormente em um ângulo agudo</p><p>de 15-30° em relação à aorta.</p><p>III. O segmento proximal corre paralelo à aorta</p><p>entre o pâncreas e a veia renal.</p><p>IV. Ao longo de seu curso, a mesentérica superior</p><p>se divide nas artérias jejunal, ileal e ileocólicas</p><p>que suprem o intestino delgado.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>e) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>Comentário: A artéria mesentérica superior tem origem cerca de 0,5 - 2 cm</p><p>abaixo do tronco celíaco tem origem, no plano ao nível das vértebras L1-L2. Origina-</p><p>se anteriormente em um ângulo agudo de 15-30° em relação à aorta e o seu segmento</p><p>proximal corre paralelo à aorta entre o pâncreas e a veia renal. Depois de cerca de 4-</p><p>5 cm, se originam as artérias pancreaticoduodenal inferior e cólica média que suprem</p><p>o cólon transverso. Ao longo de seu curso, a mesentérica superior se divide nas</p><p>artérias jejunal, ileal e ileocólicas que suprem o intestino delgado.</p><p>57) Assinale a alternativa que apresenta, dentre os aneurismas da aorta</p><p>abdominal, qual a porcentagem aproximada dos aneurismas infrarrenais.</p><p>a) 50%</p><p>b) 55%</p><p>c) 65%</p><p>d) 85%</p><p>e) 100%</p><p>Comentário: Segundo a literatura, proximadamente 85% dos aneurismas da</p><p>aorta abdominal são infrarrrenais, sendo que 5% destes envolvem a aorta suprarrenal</p><p>e em 25% dos casos, as artérias ilíacas comuns estejam envolvidas, embora a</p><p>presença do aneurisma isolado destas últimas seja raro (inferior a 1%). A maioria dos</p><p>aneurismas é do tipo fusiforme, infrarrenal, e termina na bifurcação aórtica. Contudo,</p><p>aneurismas saculares ou com outras geometrias excêntricas não são incomuns e o</p><p>tipo de assimetria pode influenciar significativamente o risco de ruptura, como</p><p>protrusões ou bolhas localizadas que ocorrem em cerca de 10%-20% dos casos. À</p><p>medida que os aneurismas crescem, podem se formar trombos laminados que</p><p>preservam a luz arterial relativamente normal, apesar da dilatação. Portanto, a</p><p>alternativa correta é a letra D.</p><p>58) Em relação à fisiopatologia do aneurisma da aorta, analise as afirmativas</p><p>abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( V ) Infiltração da parede do vaso por linfócitos e macrófagos.</p><p>( V ) Destruição da elastina e colágeno na camada média e na adventícia por</p><p>enzimas proteolíticas, incluindo a matriz das metaloproteinases.</p><p>( V ) Destruição das células musculares lisas da camada média com seu</p><p>afinamento.</p><p>( V ) Neovascularização.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) V, V, F, V</p><p>b) V, V, F, F</p><p>c) F, F, F, F</p><p>d) F, V, V, V</p><p>e) V, V, V, V</p><p>Comentário: A fisiopatologia do aneurisma da aorta é caracterizada por quatro</p><p>eventos: infiltração da parede do vaso por linfócitos e macrófagos; destruição da</p><p>elastina e colágeno na camada média e na adventicia por enzimas proteolíticas,</p><p>incluindo a matriz das metaloproteinases (MMP); destruição das células musculares</p><p>lisas da camada média com seu afinamento; e neovascularização. Pode haver</p><p>aumento de três vezes na atividade da MMP-9, que é a principal enzima elastolítica</p><p>nos aneurismas com diâmetros maiores que 5 cm. Além da fragmentação das fibras</p><p>de elastina e redução do seu teor ocorre infiltrado inflamatório crônico na média e na</p><p>adventícia, ao contrário do que acontece na doença aterosclerótica onde a íntima é a</p><p>camada mais acometida. Portanto, todas as assertivas fazem parte da fisiopatologia</p><p>do aneurisma de aorta e a resposta é letra E.</p><p>59) Em relação às indicações clínicas para a investigação da estenose de</p><p>artéria renal, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Início da hipertensão arterial em pacientes com idade ou = 55 anos.</p><p>III. Pacientes com hipertensão maligna (cursando com lesão de órgão-alvo:</p><p>insuficiência renal aguda, insuficiência cardíaca congestiva aguda, novo</p><p>distúrbio visual ou neurológico, e /ou retinopatia avançada).</p><p>IV. Pacientes com atrofia renal inexplicável ou discrepância > 1,5 cm do</p><p>tamanho dos rins.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: Pacientes que iniciam quadro de hipertensão com 30 anos ou menos</p><p>fazem parte do espectro etiológico da estenose de artéria renal, assim como a</p><p>hipertensão severa em maiores de 55 anos, pacientes que em geral tem quadros</p><p>progressivos e pacientes com hipertensão maligna. Quadros de hipertensão</p><p>renovascular por estenose de aorta apresentam alterações renais como atrofia, dessa</p><p>forma todas as afirmativas estão corretas, portanto, a alternativa D é a correta.</p><p>60) Em relação às recomendações para o diagnóstico de Doença Arterial</p><p>Periférica (DAP), analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Recomenda-se usar o ITB (índice tornozelo-braço) como o primeiro teste</p><p>não invasivo para estabelecer o diagnóstico de DAP em indivíduos com</p><p>sintomas ou sinais sugestivos da doença. Quando o ITB for limítrofe ou</p><p>normal (> 0.9) e os sintomas são sugestivos de claudicação, nós</p><p>recomendamos o ITB de esforço. (Grau 1; Nível de evidência A).</p><p>II. Não se recomenda o rastreamento de rotina para DAP dos membros</p><p>inferiores, na ausência de fatores de risco, história, sinais e sintomas de</p><p>DAP. (Grau 2; Nível de evidência C).</p><p>III. Indivíduos de alto risco assintomáticos, tais como, > 70 anos, tabagistas,</p><p>diabéticos, com pulsos anormais ou com doença cardiovascular</p><p>estabelecida, é razoável o rastreamento para DAP se for melhorar a</p><p>estratificação de risco, cuidado preventivo e tratamento clínico. ( Grau 2;</p><p>Nível de evidência C).</p><p>IV. Pacientes sintomáticos nos quais se considera a revascularização, é</p><p>recomendado estudo anatômico com métodos de imagens como,</p><p>ultrassonografia vascular, angiotomografia, angioressonância</p><p>e</p><p>arteriografia. (Grau 1; Nível de evidência B).</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas</p><p>b) Apenas a afirmativa II está correta</p><p>c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas</p><p>d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas</p><p>e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas</p><p>Comentário: O ITB trata-se de um exame seguro e de alto valor diagnóstico, sendo</p><p>a primeira escolha não invasiva e o ITB de esforço aumenta a acurácia em casos de</p><p>valores limítrofes, com alta suspeita clínica, recomendação baseada em evidências</p><p>de múltiplos ensaios clínicos randomizados ou metanálises (nível A de evidência).</p><p>Baseado em estudos retrospectivos e/ ou opinião de especialistas (nível C de</p><p>evidência) a presença de fatores de risco, história, sinais e sintomas são o que</p><p>determina a investigação de doença arterial periférica. Mesmo sem a presença de</p><p>sinais e sintomas o rastreio de DAP está indicado em indivíduos de alto risco (nível C</p><p>de evidência). O estudo anatômico a partir de exames de imagem são sempre</p><p>recomendados antes da realização de revascularização definindo assim a melhor</p><p>abordagem, além de confirmar a consideração, por tanto, todas as afirmativas estão</p><p>certas, sendo a alternativa D a correta.</p><p>18 Existem vários métodos para a geração de ultrassons. A, seguir, encontram-</p><p>se listados os mais importantes métodos, exceto:</p><p>(A) geradores térmicos.</p><p>12</p><p>(B) geradores mecânicos.</p><p>(C) geradores piezoelétricos.</p><p>(A) geradores biofisicos.</p><p>(B) geradores magnetoconstritores.</p><p>Comentário: A biofísica permite uma descrição melhor elaborada e precisa dos</p><p>fenômenos biológicos e bem como traçar correlações com o meio ambiente. Por</p><p>esse motivo não e um método de geração de ultra-som .</p><p>19- Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas a seguir.</p><p>Podem ser definidos basicamente três modos de pulsos sonoros geralmente</p><p>utilizados em exames de diagnóstico. No modo_______________o sinal de</p><p>ultrassom é uma onda harmônica simples de frequência e amplitude bem definidas;</p><p>esse modo é frequentemente utilizado em aplicações baseadas no efeito Doppler.</p><p>No modo ________________________ , a</p><p>onda utilizada também tem frequência e amplitude bem definidas; no entanto, um</p><p>circuito elétrico complexo liga e desliga a emissão da mesma em intervalos bem</p><p>definidos. Ja o modo _________________________muito utilizado em diagnosticos</p><p>à base de medidas de ecos ultrassônicos, utiliza um circuito elétrico complexo para</p><p>gerar um pulso de energia bem localizado temporalmente.</p><p>(A) contínuo / pulsátil / contínuo com gatilho.</p><p>(A) contínuo / contínuo com gatilho / pulsátil.</p><p>(B) contínuo com gatilho / contínuo / pulsátil.</p><p>(C) contínuo com gatilho / pulsátil / contínuo.</p><p>(A) pulsátil / contínuo com gatilho / contínuo.</p><p>Comentário: Modo continuo as ondas são emitidas sem interrupções, no</p><p>transdutor de Doppler pulsado contém um cristal piezelétrico que</p><p>transmite ondas curtas de ultra-som (pulsos).</p><p>20-Todas as alternativas a seguir representam indicações para a realização de</p><p>exame com mapeamento com Doppler, exceto:</p><p>(A) oclusão da artéria carotida interna.</p><p>(A) aneurisma de tronco celíaco.</p><p>(B) aneurisma cerebral intraparenquimatoso.</p><p>(C) aneurisma de artéria poplítea.</p><p>(A) trombose venosa profunda.</p><p>13</p><p>Comentário: Para o diagnóstico de uma hemorragia intraparenquimatosa cerebral é</p><p>necessária a realização de um exame de neuroimagem por tomografia</p><p>computadorizada ou ressonância magnética de crânio, sendo assim não tem como</p><p>realizar o exame por mapeamento com Doppler.</p><p>21- O escaneamento tridimensional moderno pode ser considerado uma</p><p>evolução tecnológica natural de imagens bidimensionais. Em relação as</p><p>vantagens apresentadas pelo sistema tridimensional de imagens, analise as</p><p>afirmações.</p><p>I. 0 examinador tem acesso integral à região estudada, podendo</p><p>visualizar os planos longitudinal, transverso e sagital</p><p>simultaneamente.</p><p>II. Em sistemas com alta capacidade de armazenamento, é possivel</p><p>examinar cada miIímetro do tecido, mesmo apos o término do exame.</p><p>III. Apesar da possibilidade de aplicação de algoritmos de renderização de</p><p>imagens, a definição de transparências as superfícies ainda constitui um</p><p>recurso não disponível.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(B) I, somente.</p><p>(C) III, somente.</p><p>(D) I e II, somente.</p><p>(E) I e III, somente.</p><p>Comentário: No modo 3D são adquiridas múltiplas imagens no modo B, tornando possível</p><p>além da avaliação volumétrica e a reconstrução das estruturas examinadas em diferentes</p><p>planos. Da mesma forma, a reconstrução tridimensional resultante da combinação</p><p>dos eixos se faz possível, bem como o arquivamento das imagens em dispositivos</p><p>eletrônicos, preservando sua disponibilidade para estudos posteriores,</p><p>22- Em relação a detecção de ultrassom e o processamento de sinais,</p><p>assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) Um sistema tipico de ultrassom consiste na medida da</p><p>amplitude do eco e do intervalo de tempo entre o pulso emitido e o</p><p>registro desse eco.</p><p>(B) O intervalo de tempo entre o pulso emitido e o eco</p><p>registrado é inversamente proporcional â distância entre o</p><p>transdutor e a interface refletora.</p><p>(C) O nivel de amplificação depende da profundidade do eco,</p><p>de modo a compensar a atenuação sonora do tecido.</p><p>14</p><p>(D) 0s exames à base de ecos mais comuns são os modos A</p><p>(amplitude), modo B (brilho) e modo M (movimento).</p><p>(E) A composição e as imagens em modo B em varias posições no tecido</p><p>examinado são utilizadas para gerar imagens bi e tridimensionais.</p><p>Comentário: O intervalo de tempo decorrido entre a emissão do pulso e a captação</p><p>do seu eco é DIRETAMENTE PROPORCIONAL à distância entre a fonte de pulso e</p><p>a captação de seu eco. Quanto maior a distância até a estrutura refletora, maior será</p><p>o tempo decorrido para que o eco seja registrado.</p><p>23-A taxa de repetição de pulsos Doppler ou frequência de repetição de</p><p>pulso (PRF), para examinar o deslocamento de um fluido a uma</p><p>profundidade d em relação ao transdutor, pode ser expressa através da</p><p>seguinte equação:</p><p>(A) PRF 2Af/d, onde f é a frequência de repetição dos gatilhos</p><p>e d é a distância entre o transdutor e o volume examinado.</p><p>(D) PRF c/3d, onde c é a velocidade do som no tecido e d</p><p>é a distância entre o transdutor e o volume examinado.</p><p>Comentário: Caso a PRF (que determina a frequência máxima detectável pelo</p><p>equipamento) for inferior ao dobro do desvio máximo de frequência produzido pelo</p><p>movimento do alvo, denominado limite de Nyquist, serão exibidos desvios de</p><p>frequência mais baixos que os existentes de fato, ocorrendo o aliasing, que resulta</p><p>no erro da informação sobre a velocidade de fluxo</p><p>24-Todas as alternativas a seguir representam fatores capazes de degradar</p><p>a qualidade da imagem devido as características do tecido investigado</p><p>(artefatos de imagem), exceto:</p><p>(A) variações na velocidade do som no interior do tecido.</p><p>(B) granulação da imagem.</p><p>(C) sombras.</p><p>(D) conteudo Iíquido no interior do tecido.</p><p>(E) reflexões multiplas ou reverberações.</p><p>25-Com relação aos efeitos biológicos do ultrassom, analise as afirmações.</p><p>I. o uso do ultrassom em medicina, tanto para fins terapêuticos como</p><p>15</p><p>diagnóstico, preconiza altos niveis de potência a fim de nao comprometer</p><p>a qualidade do exame realizado.</p><p>II. é recomendado o autouso de ultrassom para fins de demonstração e</p><p>calibragem de equipamentos, ja que são inconclusivos os estudos</p><p>realizados para determinar a ocorrência de efeitos biologicos nocivos nos</p><p>seres humanos.</p><p>III. Os principais mecanismos de interação considerados no estudo</p><p>de efeitos biológicos do ultrassom são: cavitação, efeitos térmicos</p><p>e efeitos não térmicos.</p><p>IV. os principais efeitos atribuídos a transformação térmica em</p><p>tecidos biológicos incluem a formação de cataratas nos olhos,</p><p>hemorragias, lesões cerebrais, mudanças na permeabilidade</p><p>muscular, dentre outras.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I esta incorreta.</p><p>(B) somente II esta incorreta.</p><p>(C) somente III esta correta.</p><p>(D) somente IV esta incorreta.</p><p>(E) III e IV estão corretas.</p><p>Comentário: No caso de células biológicas ou macromoléculas em suspensão</p><p>aquosa, o ultra-som pode alterá-las estruturalmente e/ou funcionalmente através da</p><p>cavitação. Já no efeito térmico, a energia intrínseca às ondas sonoras gera calor ao</p><p>atravessar o tecido. Os efeitos não térmicos podem ser descritos como os</p><p>mecânicos, químicos e vibratórios. Quanto aos efeitos térmicos, o ultra-som quando</p><p>atravessa um tecido é absorvido e pode elevar a temperatura local. As mudanças</p><p>biológicas devidas a isso seriam as mesmas se a elevação fosse provocada por</p><p>outro agente ou agressão térmica e ressalta-se que a taxa de absorção do ultra-som</p><p>aumenta com sua frequência.</p><p>26-Em relação ao Doppler colorido ou mapeamento de fluxo em cores, assinale</p><p>a alternativa correta:</p><p>(A) a codificação em cores estabelece a cor preta para o</p><p>desvio Doppler negativo (afastando-se do transdutor).</p><p>(B) a cor azul representa a ausência de desvio Doppler por</p><p>inexistência de fluxo ou porque o ângulo de incidência da linha Doppler</p><p>encontra-se perpendicular à direção do fluxo.</p><p>(C) para baixas velocidades de fluxo a cor resultante será</p><p>vermelho-escuro quando o fluxo se aproxima.</p><p>(D) as altas velocidades de fluxo emitem as cores amarelo ou</p><p>verde-claro.</p><p>(E) a cor azul-escuro determina o desvio Doppler positivo</p><p>(aproximando-se do transdutor).</p><p>16</p><p>Comentário: A paleta standart de cores utilizada pelo Doppler colorido, se baseia</p><p>em dois princípios: 1) Fluxo que se dirigem para o transdutor (se aproximam desse)</p><p>tendem para o vermelho ( maior comprimento de onda), ao passo que o fluxo</p><p>contrário ao transdutor é representado pelo azul ( menor comprimento de onda). 2) A</p><p>velocidade do fluxo é representada pelo brilho da respectiva cor, de forma que cores</p><p>mais brilhantes são atribuídas ao fluxo de maior velocidade e à medida que a</p><p>velocidade do fluxo se reduz, reduz-se o brilho desse indicador.</p><p>27-Considerando o mapeamento com Doppler e sua utilização no sistema</p><p>carotídeo e vertebral, assinale a alternativa que preencha corretamente as</p><p>lacunas a seguir.</p><p>A tecnologia atual inclui imagem bidimensional de alta</p><p>resolução:______________________________</p><p>, capaz de localizar rapidamente os disturbios de</p><p>fluxo; o_________________ , que é uma técnica que mapeia</p><p>os fluxos pela amplitude do sinal, sendo mais sensivel que o color em situações</p><p>de baixo fluxo, e o , que fornece a medida das velocidades dos fluxos,</p><p>sendo considerada ainda o principal critério para avaliação das estenoses.</p><p>(A) Power Doppler / Mapeamento de fluxo a cores / Doppler espectral pulsado</p><p>(B) Mapeamento de fluxo a cores / Power</p><p>Doppler / Doppler espectral pulsado</p><p>(C) Doppler espectral pulsado / Mapeamento de</p><p>fluxo a cores / Power Doppler</p><p>(D) Mapeamento de fluxo a cores / Doppler</p><p>espectral pulsado / Power Doppler</p><p>(E) Doppler espectral pulsado / Power Doppler /</p><p>Mapeamento de fluxo a cores</p><p>Comentário: O Mapeamento de fluxo em cores: avalia a perviedade dos vasos e</p><p>indica turbulência do fluxo, sugerindo provável local de estenose. O Power Doppler,</p><p>também conhecido como power angio e Doppler energia, é uma forma de</p><p>mapeamento de fluxos sem indicar a direção, baseado na amplitude do sinal</p><p>(recurso ideal, mas não fundamental para o exame). Com o Doppler pulsado calcula-</p><p>se a velocidade média do fluxo (VMÉDIA) em cm/s.</p><p>28- Assinale a alternativa correta quanto à utilização da avaliação</p><p>ultrassonográfica de placas carotideas.</p><p>(A) A placa constitui o aumento de 0,2 mm ou de 20% da</p><p>espessura normal do complexo mediointimal proximal na artéria</p><p>17</p><p>carótida comum.</p><p>(B) A placa calcificada é habitualmente classificada como</p><p>vulnerável à embolização.</p><p>(C) A placa não calcificada hipoecogênica normalmente é do</p><p>tipo fibrogordurosa, sendo classificada como não vulnerável.</p><p>(D) Tendo em vista que a avaliação da placa é visual, a</p><p>identificação das áreas hipoecogênicas de permeio é muito</p><p>difícil de ser feita e pouco confiável.</p><p>(E) A ultrassonografia possui maior acurácia comparativamente</p><p>à ressonância magnética, para determinar se a placa é ou não</p><p>vulnerável.</p><p>Comentário: A ultrassonografia das artérias carótidas é de grande valia e</p><p>largamente utilizada na avaliação do risco cardiovascular, pela medida da espessura</p><p>do complexo mediointimal e detecção da presença das placas ateroscleróticas, bem</p><p>como pela capacidade de avaliar a morfologia das placas e o grau de estenose,</p><p>características associadas à ocorrência de eventos cerebrovasculares.</p><p>29-Em relação à identificação da oclusão da artéria carotida interna (ACI)</p><p>através do ultrassom com Doppler, assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) O diagnostico de oclusão da ACI é realizado</p><p>fundamentalmente pela ausência de fluxo no interior do vaso, além</p><p>da presença de conteudo de ecogenicidade variavel na luz do vaso</p><p>e redução do calibre da ACI.</p><p>(B) Nos casos de oclusão da ACI, ocorrem alterações</p><p>hemodinâmicas no sistema carotideo contralateral e mesmo no</p><p>ipsolateral que auxiliam neste diagnostico.</p><p>(C) A artéria carotida comum ipsolateral à oclusão apresenta</p><p>padrão de fluxo de alta resistência, com diastole final proxima de</p><p>zero.</p><p>(D) O fluxo elevado no segmento carotideo contralateral pode</p><p>levar a uma avaliação errônea, hiperestimando o grau de estenose</p><p>da ACI.</p><p>(E) Nas estenoses da artéria carotida comum e da artéria</p><p>carotida externa são utilizados os mesmos critérios que para a</p><p>estenose da ACI.</p><p>Comentário: A avaliação da estenose carotídea pela USV baseia-se em medidas da</p><p>velocidade do fluxo e suas relações a partir do Doppler espectral, associadas à</p><p>avaliação da imagem ao bidimensional e ao color Doppler. Com o paciente em</p><p>decúbito dorsal, são realizados cortes ultrassonográficos transversais e longitudinais</p><p>que permitem a visualização do sistema carotídeo direito e esquerdo. A ACI deve</p><p>ser avaliada nos segmentos proximal e médio, pois as lesões ateroscleróticas</p><p>usualmente afetam os 2 cm proximais. O cursor deve estar paralelo à parede do</p><p>18</p><p>vaso, com amostra de volume menor do que o lúmen e posicionada no seu centro e</p><p>30- Com relação aos achados ultrassonográficos</p><p>após a</p><p>endarterectomia, analise as afirmações.</p><p>I. Afilamento da parede do vaso graças à ausência da intima.</p><p>II. Degrau nos pontos inicial e final da endarterectomia.</p><p>III.Regularidade da parede do vaso e pontos hipoecogênicos na sua</p><p>espessura.</p><p>IV. Alteração morfológica caracterizada pela retificação</p><p>do bulbo e da artéria carótida interna.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I está incorreta.</p><p>(B) somente II está correta.</p><p>(C) Somente III está incorreta.</p><p>(D) somente IV está incorreta.</p><p>(E) III e IV estão corretas.</p><p>Comentário: O tratamento da doença aterosclerótica carotídea sintomática e</p><p>assintomática tem sido motivo de debate multidisciplinar. O tratamento</p><p>intervencionista pode ser feito pela endarterectomia carotídea ou pelo implante de</p><p>stent carotídeo. Sinais de microembolização são detectados em até 70% dos casos</p><p>microemboliza</p><p>focal ipsolateral.</p><p>31-Na obstrução arterial dos membros inferiores, o grau do déficit perfusional é</p><p>reflexo dos seguintes fatores, exceto:</p><p>(A) trombose secundária.</p><p>(B) nivel de obstrução do fluxo.</p><p>(A) multiplicidade de lesões.</p><p>(B) rede colateral.</p><p>(C) retorno venosos inadequados.</p><p>Comentário: O deficit perfusional na obstrução arterial é reflexo de fatores como:</p><p>a trombose secundaria, que piora o fluxo arterial; o nível de obstrução do fluxo,</p><p>quanto maior a obstrução maior o deficit; a multiplicidade de lesões, quanto mais</p><p>lesões pior o fluxo; a rede colateral, se a rede colateral for eficiente ela pode suprir a</p><p>falta da artéria e melhorar ou anular o déficit; já o retorno venoso não tem relação</p><p>com a perfusão.</p><p>19</p><p>32- Paciente do sexo masculino, 67 anos, tabagista, hipertenso, dislipidêmico.</p><p>Relata dificuldade de deambulação devido a cãibras em panturrilha direita que</p><p>melhoram após repouso. Refere inicio dos sintomas ha seis meses com piora</p><p>acentuada na ultima semana. Através do exame fisico foram evidenciados</p><p>ausência de pulsos distais em membro inferior direito, tempo de enchimento</p><p>capilar lentificado e discreta palidez com diminuição da temperatura em relação</p><p>ao membro inferior esquerdo. Achados ultrassonograficos apontaram estenose</p><p>de 70% em artéria polplitea direita. Analise as afirmações</p><p>I. Achados na ultrassonografia com Doppler pulsado no local</p><p>da estenose evidenciaram: aumento do volume máximo de pico</p><p>sistólico com alargamento da janela sistólica em decorrência do</p><p>turbilhonamento do fluxo, além de padrão espectral monofásico com</p><p>ausência do componente reverso da curva.</p><p>I. Achados distais à estenose evidenciaram padrão</p><p>espectral trifásico e</p><p>aumento da velocidade de fluxo.</p><p>I. Achados imediatamente antes da estenose evidenciaram padrão</p><p>Staccato ao Doppler espectral: velocidade de aceleração elevada,</p><p>pico sistólico pontiagudo, rápida redução da velocidade no final da</p><p>sístole e inversão do fluxo na diástole.</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) todas.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(B) III, somente.</p><p>(C) I e II, somente.</p><p>(D) I e III, somente.</p><p>Comentário: Como a diminuição foi maior que 50% o padrão espectral passa a</p><p>ser unifasico BA e há uma diminuição na velocidade de fluxo.</p><p>33-Com relação aos princípios básicos das ondas ultrassonográficas,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Quanto menor for a frequência do transdutor utilizado,</p><p>menor sera o comprimento de onda e menor será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(B) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>20</p><p>sera o comprimento de onda e menor sera a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(A) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado,</p><p>menor será o comprimento de onda e menor será a</p><p>profundidade de penetração.</p><p>(B) Quanto maior for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>será o comprimento de onda e maior será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>(C) Quanto menor for a frequência do transdutor utilizado, maior</p><p>será o comprimento de onda e menor será a profundidade de</p><p>penetração.</p><p>Comentário: A profundidade que a onda penetra nos tecidos é diretamente</p><p>relacionada com a freqüência utilizada. Ondas de maior freqüência são mais</p><p>curtas que a de menor freqüência, isso significa que melhorando a resolução,</p><p>com o aumento da freqüência, ocorrer uma menor penetração da onda de</p><p>ultrassom.</p><p>34-Para a avaliação adequada das artérias mesentéricas é fundamental que</p><p>se conheça a hemodinâmica mesentérica. Acerca do assunto, leia as</p><p>afirmações.</p><p>I. O tronco celíaco é responsável pelo suprimento sanguíneo do</p><p>fígado e do baço. O padrão de fluxo nestas artérias é diretamente</p><p>afetado pela alimentação, havendo variação das velocidades de</p><p>picos sistólico e diastólico quando em jejum e no periodo pós-</p><p>prandial.</p><p>I. Nas artérias mesentéricas superior e inferior, o padrão de</p><p>fluxo é de alta resistência com velocidades diastólicas baixas</p><p>no jejum e fluxo de baixa resistência após a alimentação</p><p>I. O exercicio fisico aumenta a resistência no tronco ceIíaco,</p><p>porém não afeta o fluxo na artéria mesentérica superior no</p><p>periodo pós-prandial.</p><p>Comentário: A veia porta fornece cerca de dois terços do sangue. Esse</p><p>sangue contém oxigênio e muitos nutrientes levados dos intestinos para o fígado,</p><p>para fins de processamento. A artéria hepática que vem do tronco celíaco fornece</p><p>apenas o terço restante do sangue.</p><p>21</p><p>Esta correto o que se afirma em:</p><p>(A) I, II e III.</p><p>(A) I, somente.</p><p>(A) III, somente.</p><p>(A) II e III, somente.</p><p>(A) I e III, somente.</p><p>35-Quanto à interpretação das informações hemodinâmicas em um exame</p><p>com mapeamento com Doppler todas as alternativas são corretas, exceto:</p><p>(A) pico de velocidade sistólica baixo evidência redução do</p><p>débito cardiaco ou estenose arterial proximal ao leito investigado.</p><p>(A) pico de velocidade sistólica alto evidencia estenose no local</p><p>do exame.</p><p>(A) velocidades diastólicas altas representam vasodilatação</p><p>periférica distal a uma estenose, neoangiogénese</p><p>tumoral, processo inflamatório ou fístuIa arteriovenosa distal.</p><p>(A) velocidades diastolicas reduzidas ou negativas</p><p>representam diminuição da impedância arterial periférica por</p><p>vasodilatação.</p><p>(A) o pico sistólico está relacionado com a capacidade contrátil</p><p>do coração ou com a permeabilidade</p><p>proximal da artéria.</p><p>Comentário: velocidades diastolicas reduzidas ou negativas</p><p>representam aumento da impedância arterial periférica por</p><p>vasoconstrição.</p><p>36-Com relação as síndromes caracterizadas por malformações vasculares,</p><p>relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência</p><p>de associação correta.</p><p>I. Síndrome de Sturge-Weber.</p><p>II. Síndrome de Klippel-Trénaunay.</p><p>III. Síndrome de Parkes Weber.</p><p>( ) Malformação capilar-linfatico-venosa que afeta sua extremidade com</p><p>crescimento aumentado desta geralmente ocorre nas extremidades</p><p>inferiores. A avaliação ultrassonográfica evidencia hipertrofia de partes</p><p>moles e numerosas malformações vasculares que se estendem pelo</p><p>22</p><p>membro. II Síndrome de Klippel-Trénaunay</p><p>( ) Combinação de fistula arteriovenosa e</p><p>malformação capilar- linfática associada a hipertrofia de</p><p>membro. III Síndrome de Parkes Weber</p><p>( ) Distúrbio cutâneo, não hereditario, evidenciado por</p><p>mancha vinhosa na area trigeminal, malformação leptomeningeal</p><p>ipsolateral, malformação da coroide do olho, atrofia e calcificações no</p><p>cortex subjacente, convulsões, hemiparestesias, retardo mental,</p><p>glaucoma, buftalmo. I Síndrome de Sturge-Weber.</p><p>(A) I, II, III</p><p>(A) II, I, III.</p><p>(A) III, II, I.</p><p>(B) I, III, II</p><p>(C) II, III, I</p><p>Comentario: Uma questão em que os conceitos das síndromes ja</p><p>estavam apresentados precisava apenas do conhecimento nominal de</p><p>cada uma.</p><p>37-As fístuIas arteriovenosas para hemodiálise são preferencialmente</p><p>confeccionadas no membro superior não dominante, quanto mais distal possivel.</p><p>Caso não haja a possibilidade de confecção de uma fistula adequada na primeira</p><p>tentativa, respeita-se uma ordem para tentativa de novos acessos vasculares.</p><p>Após a primeira tentativa em membro superior não dominante, qual seria a</p><p>proxima opção respeitando-se a ordem preferida de colocação do acesso?</p><p>(A) Fistula de transposição de veia basílica na parte superior do</p><p>braço dominante ou não dominante.</p><p>(A) Alça de prótese no antebraço.</p><p>(A) Fístula de veia cefálica no antebraço dominante</p><p>(A) Prótese reta na parte superior do braço.</p><p>(A) Alça de prótese na parte superior do braço (da artéria axilar para</p><p>a veia axilar).</p><p>Comentário: Como ja foi feita a tentativa no braço dominante deve-se</p><p>passar para o outro braço e manter a ordem preconizada de ser o mais</p><p>distal possível.</p><p>O Instituto Americano de Ultrassom em Medicina diz:</p><p>23</p><p>1. O braço não dominante é geralmente preferível para a implantação do</p><p>acesso à diálise e geralmente é avaliado primeiro. A FAV do antebraço</p><p>é preferida à FAV do braço. Uma FAV no antebraço dominante pode</p><p>ser preferível a uma FAV do braço não dominante, dependendo da</p><p>preferência cirúrgica.</p><p>2. FAV da veia cefálica do antebraço (artéria radial - veia cefálica),</p><p>seguida por FAV de veia cefálica (artéria braquial - veia cefálica) na</p><p>parte superior do braço são preferíveis.</p><p>38- O mapeamento ultrassonográfico vascular, prévio à confecção de uma fístuIa</p><p>arteriovenosa para hemodiálise, contribui de forma significativa para a redução</p><p>das taxas de insucesso da fístuIa e de explorações cirúrgicas desnecessârias.</p><p>Acerca da avaliação ultrassonográfica pré- operatória, analise as afirmações.</p><p>I. O posicionamento adequado do paciente consiste em mantê-</p><p>lo em decúbito dorsal horizontal, com o antebraço pronado em</p><p>discreta adução.</p><p>I. O transdutor ideal para tal avaliação é o linear, de frequência</p><p>variando entre 2 a 5 MHz.</p><p>I. O pico de velocidade sistólica do fluxo proveniente da artéria</p><p>selecionada pode ser avaliado como preditor do sucesso da fístula</p><p>arteriovenosa, sendo considerado adequado um fluxo mínimo de 50</p><p>cm/s.</p><p>I. É importante que seja realizada avaliação das veias subclávia e</p><p>jugular interna quanto à presença de trombos ou estenoses.</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>(A) somente I esta incorreta.</p><p>(B) somente II esta correta.</p><p>(A) somente III esta incorreta.</p><p>(B) somente IV esta incorreta.</p><p>(A) I e II estâo incorretas.</p><p>Comentario: O exame é realizado em preferencialmente com o paciente sentado</p><p>com o antebraço supinado em discreta abdução (45), apoiado em uma pequena</p><p>mesa. São usados</p><p>transdutores lineares de alta freqüência 7Mhz ou maior.</p><p>24</p><p>39-Quanto aos planos ecocardiográficos, assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) São estruturas observadas através do plano paresternal,</p><p>correspondentes ao eixo longo da via de saída do ventrículo direito:</p><p>ventrículo direito; ventrículo esquerdo; valva pulmonar; tronco da</p><p>artéria pulmonar.</p><p>(B) São estruturas observadas através do plano subcostal</p><p>longitudinal: ventrículo direito; ventrículo esquerdo; valvas mitral e</p><p>tricúspide; átrio direito; átrio esquerdo.</p><p>(A) São estruturas observadas através do plano supra- esternal</p><p>incidência transversal: veia cava superior; aorta; artéria pulmonar</p><p>direita imediatamente inferior ao arco aórtico; átrio esquerdo; veias</p><p>pulmonares.</p><p>(B) São estruturas observadas através do plano apical três</p><p>câmaras (plano apical longo): ventrículo esquerdo; parede septal</p><p>anterior e ínfero-lateral; valva aórtica; átrio esquerdo; aorta.</p><p>(C) São estruturas observadas através do plano</p><p>paraesternal transversal ao nível dos músculos papilares: átrio</p><p>direito; átrio esquerdo; músculos papilares ântero-lateral e</p><p>póstero-lateral.</p><p>Comentário: No corte paraesternal longitudinal, o ápex deverá aparecer à esquerda</p><p>e a aorta à direita do monitor . No corte paraesternal ao nível dos músculos</p><p>papilares, o septo anterior aparecerá na parte superior do monitor, o músculo papilar</p><p>póstero-medial à esquerda e o ântero-lateral à direita, enquanto que a parede</p><p>posterior do VE, na região inferior do monitor.</p><p>40-Durante a realização do Doppler Transcraniano, todos os fatores a seguir</p><p>são utilizados para identificar determinada artéria, exceto:</p><p>(A) janela onde a artéria é detectada e</p><p>ângulo do transdutor em relação à janela óssea.</p><p>(A) profundidade da artéria.</p><p>(A) Direção do fluxo sanguineo em relação ao transdutor.</p><p>(B) frequência de ondas do transdutor.</p><p>(A) resposta as manobras dinâmicas</p><p>Comentário: A frequência do transdutor altera a quantidade de energia</p><p>25</p><p>que penetra nos tecidos, mas não tem como ser utilizado para diferenciar</p><p>as artérias.</p><p>26</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Durante a guerra da Coréia, em 1952, foi descrito pela primeira vez o uso de inserção</p><p>de cateter, dentro da veia subclávia, como método rápido e eficaz de reposição</p><p>volêmica. Após esse período, a técnica se popularizou e o seu uso foi difundido para</p><p>medir pressão venosa central, administração de nutrição parenteral, soluções</p><p>hiperosmolares dentre outros. Com relação à confecção de acesso venoso profundo,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) A técnica de Seldinger é a mais utilizada para punção de acesso venoso central,</p><p>tanto em membros superiores quanto em inferiores.</p><p>(B) Recomenda-se a punção da veia jugular interna esquerda por apresentar menos</p><p>risco de punção acidental da pleura e do ducto torácico.</p><p>(C) O acesso à veia subclávia pode ser feito tanto pela via supraclavicular quanto</p><p>infraclavicular.</p><p>(D) As complicações mais frequentes são os hematomas, a punção arterial e a trombose</p><p>venosa.</p><p>(E) Os acessos venosos na região cérvico-torácica são preferíveis por apresentarem</p><p>maior conforto e menor índice de infecção aos pacientes.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item B: A veia é maior e mais reta, além de evitar a lesão do chamado ducto torácico, o</p><p>principal ducto que drena a linfa do organismo, que passa posteriormente a essa veia no lado</p><p>ou antímero esquerdo do pescoço</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Os aneurismas da aorta abdominal (AAA) s o de import ncia especial por se tratar</p><p>daqueles mais frequentes na pr tica cl nica. Mesmo quando comparados a outros</p><p>segmentos da pr pria aorta, eles se mostram pelo menos 3 vezes mais presentes que</p><p>aneurismas e dissecções da aorta torácica, e 3 a 7 vezes mais frequentes quando</p><p>comparados apenas aos aneurismas desse segmento torácico. O cirurgião vascular deve</p><p>estar atento à investigação de aneurismas de outras localidades. Dentre os aneurismas</p><p>periféricos, qual é o mais frequente?</p><p>(A) Aneurisma da artéria femoral.</p><p>(B) Aneurisma da artéria subclávia.</p><p>(C) Aneurisma da artéria poplítea.</p><p>(D) Aneurisma da artéria axilar.</p><p>(E) Aneurisma da artéria carótida.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Aneurismas periféricos são dilatações patológicas nas artérias que irrigam os braços</p><p>e as pernas. Entre as principais artérias acometidas estão a artéria subclávia (que irriga o</p><p>braço) e a artéria poplítea (que irriga a perna), sendo que esta última representa o aneurisma</p><p>periférico mais comum. A artéria poplítea é a que passa atrás do joelho. É a continuação da</p><p>artéria femoral superficial da coxa e é responsável por gerar as artérias que levam sangue ao</p><p>pé. É muito comum a associação do aneurisma da aorta abdominal e o aneurisma da artéria</p><p>poplítea, sendo que quando um paciente apresenta um tipo de aneurisma o outro deve ser</p><p>sempre investigado.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>As anomalias vasculares, angiodisplasias ou hemangiomas, de uma forma mais ampla,</p><p>são comuns, compreendidas como tumores benignos, com apresentações clínicas</p><p>diversas, e devem ser tratados de forma multidisciplinar. A partir da década de 1980,</p><p>as anomalias vasculares ou angiodisplasias foram classificadas com mais critério</p><p>clínico, bem definidas e divididas entre: hemangiomas e malformações vasculares. Com</p><p>relação às angiodisplasias, assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) O tratamento cirúrgico é o mais cogitado para redução do volume do tumor em</p><p>hemangiomas não responsivos ao tratamento clínico ou parcialmente responsivo, mas</p><p>comprometendo áreas responsáveis pelos sentidos: órbita, orelha, nariz ou boca.</p><p>(B) Nas malformações de predominância venosa, o tratamento cirúrgico pode suceder</p><p>a esclerose realizada sob punção direta.</p><p>(C) As malformações vasculares linfáticas, presentes na infância, costumam regredir</p><p>em quase sua totalidade.</p><p>(D) A síndrome de Klippel-Trenaunay é uma malformação vascular de baixo fluxo,</p><p>congênita, mais comum em membros inferiores, unilateralmente.</p><p>(E) Nidus são lagos venosos de baixa pressão onde confluem as dilatações vasculares</p><p>nas malformações de predominância venosa.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: As malformações linfáticas estão presentes ao nascimento em 60% dos casos,</p><p>tornam-se aparentes até o segundo ano de vida em 90%, em geral não regridem</p><p>espontaneamente, e seu volume pode aumentar por hemorragia, acúmulo de líquidos ou</p><p>inflamação.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>As complicações graves nos estudos angiográficos são raras. Os índices de mortalidade</p><p>estão em torno de 0,05%, excetuando-se a coronariografia. As complicações com uso</p><p>de cateterismo variam de 0,5% a 2,3%. Elas podem ser divididas em locais e distais,</p><p>sendo a trombose uma complicação local. Assinale a alternativa que está relacionada à</p><p>complicação local.</p><p>(A) Espasmo.</p><p>(B) Drogas vasodilatadoras.</p><p>(C) Má punção.</p><p>(D) Uso de metiformina.</p><p>(E) Uso de antiagregantes plaquetários.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Elementos relacionados às complicações vasculares no local de acesso. Os estudos</p><p>desta subcategoria reportam diferentes fatores que permeiam desde o desenvolvimento de</p><p>complicações até suas implicações em desfechos clínicos posteriores. Foram elencadas 71</p><p>publicações, que avaliaram diferentes elementos relacionados às complicações no local de</p><p>acesso, como: estratégias na punção; resultado de diferentes vias de acesso em situações</p><p>especiais; estratégias de hemostasia; tempo de repouso e alta precoce; e uso de</p><p>anticoagulante / fibrinolítico pré-procedimento.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Diferentemente da angiografia convencional, que utiliza o contraste iodado</p><p>intravenoso, na angioRM tridimensional administra-se o gadol nio, um agente</p><p>paramagn tico n o nefrot xico. Com relação ao uso da angiRM para as artérias</p><p>perfiféricas, é correto afirmar que a melhor técnica é:</p><p>(A) AngioRM 3D com gadol nio.</p><p>(B) 2d Toff.</p><p>(C) AngioRm com contraste iodado.</p><p>(D) Tricks.</p><p>(E) AngioRM 3D com gadol nio com moving table.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: A tecnologia Time Resolved Imaging of</p><p>Contrast KineticS (TRICKS) oferece</p><p>imagens de angio-RM com excelente resolução espacial e temporal. Uma amostragem</p><p>temporal complexa e uma recombinação complexa de dados ajudam a acelerar o domínio</p><p>temporal das imagens dinâmicas em 3D, sem comprometer a resolução espacial. Uma</p><p>amostragem de dados em elipse ajuda a aumentar ainda mais a eficiência. Fácil de</p><p>configurar, a TRICKS gera rapidamente imagens 3D com resolução temporal dos vasos</p><p>sanguíneos, com o intuito de enfrentar o desafio de capturar os picos de fases arteriais com</p><p>o mínimo de contaminação venosa. Com a TRICKS, as diferentes fases vasculares podem</p><p>ser extraídas com rapidez e facilidade após a aquisição das imagens.</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Cabe às artérias distribuir o sangue para todos os tecidos e conduzi-lo aos pulmões</p><p>para oxigená-lo. Assim, dois sub sistemas arteriais são reconhecidos: o aórtico e o</p><p>pulmonar, tradicionalmente, chamados de grande e pequena circulação. As artérias</p><p>dos membros inferiores fazem parte da grande circulação. Considerando a anatomia</p><p>aplicada das artérias dos membros inferiores, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) A artéria femoral passa a se chamar artéria poplítea quando mergulha no hiato</p><p>adutor.</p><p>(B) A artéria femoral profunda é a artéria nutridora da coxa e tem importância</p><p>fundamental na manutenção de membros isquêmicos, graças às anastomoses que</p><p>contraem com ramos da artéria femoral superficial e poplítea.</p><p>(C) A artéria femoral comum é continuação da artéria ilíaca externa. Ela passa a ter</p><p>esse nome ao passar pelo canal femoral.</p><p>(D) O músculo sartório, por acompanhar o trajeto arterial, é designado como músculo</p><p>satélite da artéria femoral.</p><p>(E) A artéria dorsal do pé situa-se a cerca de 1cm da borda medial do músculo extensor</p><p>longo do hálux.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A artéria dorsal do pé é lateral em relação ao músculo extensor longo do hálux.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>O fenômeno de Raynaud é um tipo de arteriopatia vasomotora muito frequente nos</p><p>atendimentos do cirurgião vascular. Sobre o fenômeno de Raynaud, assinale a opção</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) Em algumas pessoas, pode ser desencadeado por estresse emocional.</p><p>(B) Pode haver desenvolvimento de ulcerações e necrose na extremidade acometida.</p><p>(C) Pode ser de causa primária ou secundária.</p><p>(D) Nunca se apresenta em outras extremidades como: nariz ou orelhas.</p><p>(E) Em casos graves é indicado o uso de vasodilatadores.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: O fenômeno de Raynaud (FRy), como descrito em 1862 por Maurice Raynaud,</p><p>caracteriza-se por episódios reversíveis de vasoespasmos de extremidades, associados a</p><p>alterações de coloração típicas que ocorrem após exposição ao frio ou em situações de</p><p>estresse.1,2 Geralmente ocorre em mãos e pés e em casos mais graves pode também</p><p>acometer o nariz, orelhas ou língua.</p><p>QUESTÃO 08</p><p>A Doença Aterosclerótica Obstrutiva Periférica é de longe a doença que mais acomete</p><p>o sistema arterial de membros inferiores. As manifestações fisiopatológicas são</p><p>decorrentes de dois mecanismos básicos: obstrução e embolização. Considerando esses</p><p>dois mecanismos básicos, assinale a alternativa que corresponde ao sinal e ao sintoma</p><p>correspondente do mecanismo associado.</p><p>(A) Dor aguda e embolização.</p><p>(B) Claudicação intermitente e embolização.</p><p>(C) Dor isquêmica em repouso e embolização.</p><p>(D) Cianose fixa e obstrução.</p><p>(E) Necrose focal e Obstrução.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Embolização pode levar a dor: usualmente distal com piora progressiva, com a</p><p>perda da sensibilidade do nervo, pode diminuir a sua intensidade.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>A ateromatose, desencadeante da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), é</p><p>responsável por mais de 90% dos casos de isquemia crônica dos membros inferiores.</p><p>Com base no conhecimento da evolução natural e prognóstico da DAOP dos membros</p><p>inferiores, assinale a alternativa INCORRETA, referente à indicação terapêutica</p><p>relacionada ao estágio da classificação de Fontaine (F).</p><p>(A) No estágio I (F) está indicado o tratamento conservador, visando basicamente à</p><p>eliminação dos fatores de risco. Com exceção de portadores de aneurismas femorais e</p><p>poplíteos, que devem ser operados precocemente.</p><p>(B) No estágio IIa (F) o tratamento é normalmente conservador, sobretudo se os</p><p>sintomas somente se limitarem à atividade do paciente. Estando indicados caminhadas,</p><p>antiagregantes plaquetários e inibidores da fofodiesterase.</p><p>(C) No estágio IIb (F) torna-se imperativa a realização de revascularização,</p><p>independente do risco cirúrgico do paciente. Considerando que a alternativa a curto</p><p>prazo poderá ser a amputação.</p><p>(D) No estágio III (F) o paciente apresenta dor isquêmica em repouso.</p><p>(E) No estágio IV (F) o tratamento cirúrgico será indicado se a lesão for</p><p>anatomicamente reparável e se o membro afetado tiver a possibilidade de recuperar</p><p>sua funcionalidade.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: A realização de revascularização sempre deve considerar o risco cirúrgico e estará</p><p>indicada para Fontaine III e IV.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>O uso do Eco-Doppler Colorido, no diagnóstico da Trombose Venosa Profunda,</p><p>tornou-se indispensável, uma vez que outras doenças podem apresentar quadro clínico</p><p>semelhante. São considerados critérios indiretos que podem ser utilizados no</p><p>diagnóstico da trombose venosa profunda, quando se usa o mapeamento d plex:</p><p>(A) Diminuição ou ausência do fluxo venoso espontâneo.</p><p>(B) Ausência de compressão venosa.</p><p>(C) Aumento do diâmetro venoso.</p><p>(D) Imobilidade das válvulas.</p><p>(E) Trombo visível.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Ao fim de algum tempo, para um não especialista em ecodoppler, é possível</p><p>identificar com alguma facilidade alguns dos sinais característicos de TVP:</p><p>1. Incompressibilidade e aumento de calibre da veia ou segmento venoso</p><p>comprometido. Se a veia pode ser comprimida significa ausência de coágulo no seu</p><p>lúmen;</p><p>2. Visualização direta do trombo endoluminal, traduzida pela presença de imagem</p><p>ecogénica ou hipoecogénica preenchendo total ou parcialmente o lúmen da veia;</p><p>3. Ausência de fluxo ao doppler no segmento comprometido após compressão distal.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>O sistema cardiocirculatório é composto por coração, artérias, capilares, veias e</p><p>linfáticos. O termo endotélio é empregado para descrever o revestimento interno do</p><p>sistema circulatório. Sobre as principais funções do endotélio vascular, assinale a</p><p>afirmativa INCORRETA:</p><p>(A) Possui função de barreira à permeabilidade.</p><p>(B) Regula a síntese de prostaciclina e de ativador do plasminogênio.</p><p>(C) Efeito de tromborresistência.</p><p>(D) Participa do processo inflamatório.</p><p>(E) Não tem importância para homeostase corpórea.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: O endotélio é considerado um tecido ativo e dinâmico com propriedades</p><p>importantes como manutenção da circulação sanguínea, regulação do tônus vascular,</p><p>permeabilidade microvascular, sinalização e angiogênese vascular e resposta inflamatória.</p><p>O endotélio permite a conexão entre componentes da circulação e sistemas do organismo.</p><p>As células endoteliais produzem e, dependendo do estímulo recebido, liberam fatores que</p><p>levam à contração ou relaxamento das células do tecido muscular liso dos vasos. O controle</p><p>do tônus vascular pelo endotélio é modulado pela produção e liberação de mediadores, como</p><p>o óxido nítrico, prostaciclinas, prostaglandinas, tromboxano, angiotensina II, endotelina I e</p><p>espécies reativas de oxigênio. Em condições fisiológicas, esses fatores encontram-se em</p><p>equilíbrio. O desequilíbrio na produção de substâncias pelo endotélio causa um</p><p>desencadeamento e progressão de várias condições e doenças como isquemia, trombose,</p><p>aterosclerose, hipertensão arterial, inflamação e crescimento tumoral. Portanto, disfunção do</p><p>endotélio vascular constitui um importante fator fisiopatológico em doenças humanas.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>A fasciotomia deve ser sempre indicada quando houver suspeita de aumento da pressão</p><p>dos compartimentos osteofasciais. Os achados clínicos são, na maioria das vezes,</p><p>inespecíficos, porém devem ser valorizados</p><p>sempre que houver suspeita clínica de</p><p>hipertensão compartimental. Considerando as fasciotomias, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>(A) O compartimento anterior da perna é o mais comumente envolvido.</p><p>(B) A diminuição ou ausência de pulsos distais é observada somente no último estágio</p><p>da síndrome compartimental.</p><p>(C) As incisões ântero lateral e póstero medial, realizadas para a fasciotomia de perna,</p><p>permitem o acesso e a abertura dos quatro compartimentos da perna.</p><p>(D) As fasciotomias, por serem procedimentos superficiais, não estão sujeitas a risco de</p><p>lesão neurológica.</p><p>(E) A fibulectomia permite a realização da fasciotomia dos quatro compartimentos da</p><p>perna, porém é uma técnica não mais rotineiramente utilizada, devido aos bons</p><p>resultados obtidos com técnicas menos agressivas.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Na fasciotomia lateral da perna, por exemplo, o nervo fibular superficial e os ramos</p><p>do nervo cutâneo sural lateral (do nervo fibular comum) podem ser facilmente atingidos.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Os filtros de veia cava (FVC) reduzem a ocorrência de EP, mas não s o mais efetivos</p><p>em reduzir a mortalidade (McMANUS et al., 2011; MURIEL et al., 2014; SHA- RIFI</p><p>et al., 2012). Eles aumentam o risco de recorrência de TVP a longo prazo (entre dois e</p><p>oito anos), em comparação com a n o utiliza o ou com terapia anticoagulante</p><p>(McMANUS et al., 2011). A decisão de implante de FVC deve ser feita com base na</p><p>situação clínica de cada paciente (McMANUS et al., 2011). As recomendações para a</p><p>utilização do filtro s o: absolutas. relativas e associado à trombólise. É considerado</p><p>indicação relativa:</p><p>(A) TVP com contraindicação a anticoagulação.</p><p>(B) TVP em uso de antiagregante plaquetário.</p><p>(C) Cirurgia neurológica recente.</p><p>(D) Trombo flutante no segmento ileo-caval.</p><p>(E) Ineficiência e ou complicação da anticoagulação.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Além dessa, segundo o Projeto Diretrizes da SBACV, são também indicações</p><p>relativas embolia pulmonar massiva; trombose venosa profunda em pacientes com limitada</p><p>reserva cardiopulmonar e quando o risco de complicações hemorrágicas for alto com</p><p>anticoagulação.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Fios guia, sistemas introdutores e cateteres, s o materiais indispensáveis para a</p><p>realização de procedimentos endovasculares diagn sticos e terap uticos. O sucesso</p><p>desses procedimentos depende da escolha adequada de cada um desses dispositivos. O</p><p>Cirurgião Vascular deve estar familiarizado com os diversos materiais usados nas</p><p>cirurgias endovasculares, ora as medidas são dadas em French, ora em polegadas,</p><p>milimitros e centímetros.: Assinale a alternativa CORRETA que corresponde a um</p><p>French:</p><p>(A) 0.33mm</p><p>(B) 3mm</p><p>(C) 1cm</p><p>(D) 3cm</p><p>(E) 2.5mm</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Para se obter em French (que pode ser abreviada como Ch, CH, Fr, FR, ou</p><p>simplesmente F) o valor da bitola de um fio de sutura expresso em milímetros, basta dividi-</p><p>lo por 3.</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Esta questão aborda a fisiologia da coagulação, diante dos principais anticoagulantes</p><p>usados no dia a dia da cirurgia vascular. Sobre os mecanismos de ação dos</p><p>anticoagulantes orais, relacione a segunda coluna com a primeira:</p><p>(1) antagonista da vitamina K</p><p>(2) antagonista do fator Xa</p><p>(3) antagonista do fator IIa</p><p>( ) Apixabana</p><p>( ) Varfarina</p><p>( ) Rivaroxabana</p><p>( ) Dabigatrana</p><p>( ) Edoxabana</p><p>(A) 2, 1, 2, 3, 2</p><p>(B) 1, 3, 2, 1, 2</p><p>(C) 2, 2, 3, 1, 2</p><p>(D) 2, 1, 3, 3, 2</p><p>(E) 3, 2, 1, 2, 3</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: A varfarina é o principal antagonista da vitamina K. Ela é utilizada por pessoas que</p><p>precisam prevenir tromboembolismos, mas que têm contraindicações ao uso de antagonistas</p><p>da vitamina K, em gestantes, e pessoas sob risco de hemorragia maciça. Os inibidores diretos</p><p>do fator Xa (integrante dos NOACs Novos Anticoagulantes Orais) são uma nova classe</p><p>de fármacos antitrombóticos que agem diretamente sobre o Fator X na cascata da</p><p>coagulação, sem o uso de antitrombina como mediador. São representantes dessa classe a</p><p>rivaroxabana, a edoxabana e a apixabana. Já a dabigatrana, também integrante dos NOACs,</p><p>agem por meio da inibição da trombina (fator IIA).</p><p>QUESTÃO 16</p><p>A função da circulação é atender às necessidades dos tecidos, transportando nutrientes,</p><p>produtos de excreção e hormônios, de acordo com as necessidades do organismo.</p><p>Considerando a fisiologia de macro e da microcirculação, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA:</p><p>(A) As arteríolas são os últimos ramos pequenos do sistema arterial, atuando como</p><p>válvulas controladoras, através das quais o sangue é liberado para os capilares.</p><p>(B) A função dos capilares e executar a troca de líquido, nutrientes, eletrólitos,</p><p>hormônios e outras substâncias entre o sangue e o líquido intersticial.</p><p>(C) As vênulas coletam o sangue dos capilares e, gradualmente, se unem para formar</p><p>veias progressivamente maiores.</p><p>(D) As artérias possuem paredes espessas e têm a função de transportar sangue para</p><p>os tecidos, sob alta pressão.</p><p>(E) Devido à baixa pressão no sistema venoso, as veias possuem paredes delgadas, o</p><p>que impossibilita que elas se contraiam e funcionem como reservatório controlável de</p><p>sangue extra.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A camada muscular das veias, embora delgadas quando comparadas à das artérias,</p><p>ajustam-se por relaxamento e/ou contração com o propósito de manter a homeostase do</p><p>sistema cardiovascular, auxiliando na manutenção de valores adequados de retorno venoso.</p><p>Alterações patológicas podem alterar essa autorregulação. Por esse motivo, algumas drogas</p><p>vasoativas podem ser empregadas para esse fim.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>A aterosclerose uma doença imunoinflamat ria e fibroproliferativa, modulada pela</p><p>presen a de fatores de risco. Acomete primariamente a intima das artérias de médio e</p><p>grande calibres, resultando em espessamento intimal, estreitamento da luz e redu o</p><p>do fluxo de sangue para os tecidos. O interessante que a sintomatologia n o guarda</p><p>uma relação direta com as altera es angiogr ficas. Inicialmente, encarada como uma</p><p>doen a cr nica degenerativa e de progress o lenta, atualmente se sabe que a</p><p>aterosclerose uma doen a com períodos de atividade e quiesc ncia. Desse modo, é isso</p><p>que vai determinar a variabilidade fenotípica de apresentação dessa doen a. A</p><p>obstru o progressiva da luz da art ria, por expans o de uma placa fibrosa, resulta em</p><p>diminuição do fluxo somente com estenoses entre:</p><p>(A) 50 a 70%</p><p>(B) 60 a 80%</p><p>(C) 30 a 40%</p><p>(D) 70 a 90%</p><p>(E) acima de 90%</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: Normalmente, cerca de 50% do interior da artéria precisa estar bloqueado antes</p><p>de ocorrer sintomas. O estreitamento gradual de uma artéria pode trazer sintomas menos</p><p>graves do que a obstrução súbita mesmo se a artéria chegar a ficar completamente</p><p>bloqueada. Os sintomas podem ser menos graves quando o estreitamento é gradual e há</p><p>tempo para que os vasos sanguíneos mais próximos se dilatem ou para que novos vasos</p><p>(denominados vasos colaterais) se desenvolvam. Desse modo, o tecido afetado ainda pode</p><p>receber sangue. Se uma artéria for bloqueada subitamente, não há tempo para que vasos</p><p>colaterais se desenvolvam, assim, os sintomas geralmente são graves.</p><p>QUESTÃO 18</p><p>O mapeamento d plex (MD) uma ferramenta extremamente útil no manejo do acesso</p><p>vascular para hemodi lise, podendo ser utilizado desde o pr -operat rio (na avalia o</p><p>do melhor local para confecção da f stula/enxerto) at o p s-operat rio (no diagn stico</p><p>de matura o, assim como no diagn stico e manejo das complica es). Dentro desse</p><p>contexto, o volume de fluxo na fístula autóloga considerado ideal é:</p><p>(A) Entre 200 e 300ml/min</p><p>(B) Entre 800 e 900ml/min</p><p>(C) Entre 600 e 800ml/min</p><p>(D) Entre 300 e 500ml/min</p><p>(E) Entre 600 e 800ml/min</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: A maioria dos estudos sobre avaliação de maturação e perviedade das fístulas</p><p>autólogas arteriovenosas estabelece como ponto de corte de fluxo o valor de 400 ml/min.</p><p>Desse modo, a faixa de 300 a 500 ml/min é a única que abarca essa referência.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Esta questão aborda causas da hipertensão renovascular e particularidades do exame</p><p>de imagem diagnóstico. Em uma paciente jovem, hipertensa, com um estudo</p><p>angiográfico, evidenci</p><p>renais, sugere tratar-se de:</p><p>(A) Displasia fibromuscular.</p><p>(B) Aterosclerose.</p><p>(C) Arterite primária da aorta.</p><p>(D) Oclusão arterial parcialmente recanalizada.</p><p>(E) Dissecção aórtica crônica.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item A: A displasia fibromuscular é uma patologia que se caracteriza pela existência de uma</p><p>acumulação (cluster) anormal de células que se desenvolvem na parede arterial. Esta</p><p>acumulação faz com que a artéria se torne mais estreita em alguns pontos, levando a uma</p><p>torção, o que pode comprometer o fluxo sanguíneo para os órgãos que recebem sangue</p><p>através da artéria. Tal deformidade pode ser identificada em exames por meio de imagens</p><p>que se assemelham a um colar de pérolas. Esse quadro é mais comum nas artérias renais.</p><p>Embora não exista uma cura para a displasia fibromuscular, esta pode ser tratada de forma</p><p>eficaz.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>A maioria dos acidentes vasculares encefálicos isquêmicos relatados é de origem de</p><p>lesão aterosclerótica das artérias extracranianas. A bifurcação carotídea é o local</p><p>predominante dessas lesões, seguidos pelas artérias vertebrais e subclávias.</p><p>Considerando os aspectos da insuficiência vascular cerebral, de origem extracraniana,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>(A) A predileção da placa de ateroma pela bifurcação carotídea está relacionada com</p><p>a forma geométrica do bulbo e a velocidade do fluxo, capazes de produzirem estresse</p><p>na parede arterial, estimulando a formação da placa.</p><p>(B) A insuficiência vertebrobasilar ocorre em consequência de fatores hemodinâmicos</p><p>e embólicos, mas a maioria dos sintomas está correlacionada com hipoperfusão, ao</p><p>contrário do que ocorre na doença carotídea, em que a embolia é a principal causa de</p><p>isquemia.</p><p>(C) Quando ocorre a oclusão da artéria carótida interna, a artéria carótida externa</p><p>ipsilateral pode servir de origem emboligênica para o cérebro. Isso ocorre quando</p><p>placas ulceradas na bifurcação, envolvendo a carótida externa, embolizam e seguem</p><p>por esta, até a artéria oftálmica e sifão carotídeo, chegando à artéria cerebral média.</p><p>(D) A intervenção cirúrgica para tratamento de estenose crítica de carótida interna,</p><p>após um ataque isquêmico transitório ou um acidente vascular encefálico, tem maior</p><p>benefício quando postergada a partir de duas semanas após o evento.</p><p>(E) As lesões estenóticas sintomáticas das artérias carótidas e vertebrais, causadas por</p><p>compressão extrínseca, são raras. Elas são mais comuns nas artérias carótidas, devido</p><p>à proximidade com linfonodos, que podem aumentar de tamanho secundariamente a</p><p>outras doenças (câncer metastático), ou ainda ao surgimento de tumores na própria</p><p>parede da artéria (tumor do glomo carotídeo).</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: A prevalência de compressão extrínseca das artérias cervicais explica-se pela</p><p>quantidade de estruturas circunvizinhas passíveis de aumento de tamanho por consequência</p><p>de processos inflamatórios e/ou neoplásicos.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>A primeira publicação a relacionar sintomas e sinais de isquemia cerebral com doença</p><p>de artérias extracranianas foi atribuída a Wepfer. Em 1658, ele observou, em</p><p>necropsia, lesões de artérias carótidas, que foram identificadas como sendo causa de</p><p>óbito do paciente, que havia tido acidente vascular cerebral (AVC). Baseado em</p><p>conceitos e evidências, o rg o norte americano de regulamentação de fármacos e</p><p>alimentos (FDA, Food and Drug Administration) considera a indicação de angioplastia</p><p>carotídea nas seguintes situações:</p><p>(A) Estenose de 50% em pacientes sintomáticos</p><p>(B) Estenose de 60% em pacientes assintomáticos</p><p>(C) Doença carotídea provocada por displasia fibromuscular</p><p>(D) Paciente Obesos</p><p>(E) Placa ulcerada</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: O tratamento da displasia fibromuscular (DFM) carotídea assintomática deve</p><p>ser clínico, com o uso de antiagregação plaquetária com aspirina. Não há evidência para</p><p>prescrição de estatinas, a menos que o paciente apresente elevação dos níveis de colesterol</p><p>ou doença aterosclerótica associada. As lesões são monitorizadas com exames de imagem</p><p>não invasivos. Necessariamente deve-se investigar a presença de DFM em outros territórios</p><p>vasculares. No caso de aparecimento de sintomas, o tratamento de escolha é a</p><p>angioplastia transluminal percutânea com uso de proteção cerebral e, geralmente, sem</p><p>necessidade de colocação de stents (DE BRITO, 2020).</p><p>QUESTÃO 22</p><p>O sistema linfático responsável pela manutenção de um meio ambiente adequado</p><p>para o funcionamento celular, por meio da regulação da composição e do volume do</p><p>fluido intersticial. Este corresponde ao ultrafiltrado capilar quando há um</p><p>desequilíbrio neste funcionamento, o linfedema pode se formar. No diagnóstico do</p><p>linfedema, uma história clínica e um exame físico apurado são fundamentais e podem</p><p>ser considerados como um sinal importante, quase patognômonico no linfedema.</p><p>Assinale a alternativa que corresponde a este sinal.</p><p>(A) Sinal a Bandeira</p><p>(B) Sinal de pratz</p><p>(C) Sinal de Bancroft</p><p>(D) Sinal de Homans</p><p>(E) Sinal de Stemmer</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item E: O sinal de Stemmer consiste no espessamento cutâneo da base do segundo artelho</p><p>e é obtido pelo examinador quando se tenta realizar a preensão da pele desta região. Em</p><p>pacientes com linfedema, percebe-se que existe infiltração dos tecidos, impedindo a</p><p>preensão adequada da pele. Este sinal é particularmente importante no diagnóstico de</p><p>linfedemas primários incipientes, em que o edema se inicia distalmente e, antes mesmo de</p><p>haver aumento de volume da região do tornozelo, o sinal de Stemmer é positivo, o que</p><p>permite diferenciar-se dos edemas de outras origens (STEMMER, 1976).</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Sobre a investigação de trombose venosa profunda nos membros inferiores, assinale a</p><p>alternativa INCORRETA:</p><p>(A) Paciente com alto risco de TVP e exame ultrassonográfico normal deve repetir o</p><p>exame em até 48 horas.</p><p>(B) O critério ultrassonográfico mais preciso para o diagnóstico de TVP é a não</p><p>compressibilidade da luz venosa.</p><p>(C) Se houver uma obstrução da veia poplítea, haverá um aumento da velocidade do</p><p>fluxo em segmento venoso proximal (veia femoral comum), quando comprimido a</p><p>panturrilha.</p><p>(D) Geralmente, é possível determinar se o trombo é recente ou tardio, por meio do Eco</p><p>Doppler.</p><p>(E) A acurácia do Eco Doppler pode ser maior que a da flebografia, nos casos de</p><p>trombose de segmento venoso duplicado.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item C: Se houver uma obstrução da veia poplítea, haverá diminuição e não aumento da</p><p>velocidade do fluxo em segmento venoso proximal (veia femoral comum), quando</p><p>comprimido a panturrilha.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>No sistema circulatório, o sangue sai do coração direto para as artérias, que diminuem</p><p>seu calibre cada vez mais, até que o sangue chega a uma rede de capilares de parede</p><p>delgada. Em seguida, de volta, as veias aumentam seu calibre cada vez mais, até</p><p>retornar ao coração. Considerando a microcirculação, assinale a alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>(A) O endotélio dos capilares é formado por uma camada delgada de células que</p><p>oferecem uma superfície lisa e não trombogênica.</p><p>(B) A passagem de fluido para formação do edema, bem como de leucócitos durante o</p><p>processo inflamatório, ocorre predominantemente nas vênulas.</p><p>(C) O vasa vasorum é componente da túnica adventícia dos grandes vasos.</p><p>(D) As arteríolas são compostas de lâmina elástica interna e túnica média em toda sua</p><p>extensão.</p><p>(E) A trama de capilares é drenada pelas vênulas que aumentam progressivamente seu</p><p>calibre, transformando-se em veias de pequeno, médio e grande calibres.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Item D: Nas arteríolas muito pequenas a lâmina elástica interna está ausente e a camada</p><p>média geralmente é composta por uma ou duas camadas de células musculares lisas</p><p>circularmente organizadas; não apresentam nenhuma lâmina elástica externa (JUNQUEIRA,</p><p>2013).</p><p>QUESTÃO 25</p>

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