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Exercicios Deontologia Profissional e Ética na Farmácia [2024111]

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Questões resolvidas

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<p>ÉTICA, MORAL E DIREITO</p><p>1. Os conceitos de ética e moral geram reflexão sobre os costumes dos homens, sua validade, legitimidade, desejabilidade e exigibilidade.</p><p>A. Ética é a união de valores morais e princípios que guiam a conduta humana na sociedade. A moral é construída mediante os valores antecipadamente estabelecidos pela própria sociedade e condutas aceitas e passíveis de serem questionadas pela ética.</p><p>2. O Conselho Federal de Farmácia é quem dita o conjunto de regras da profissão farmacêutica, o qual, comajuda dos conselhos regionais fazem cumprir as normas preestabelecidas.</p><p>Marque a alternativa que representa uma atividade desempenhada pelos conselhos regionais de farmácia.</p><p>C. Fiscalizar o exercício da profissão farmacêutica independentemente de sua área de atuação.</p><p>A fiscalização por parte dos conselhos regionais de farmácia é constante, visto que o profissional farmacêutico deve estar presente em todo horário de funcionamento do estabelecimento. Os conselhos não estabelecem leis para estabelecimentos comerciais, eles fiscalizam a presença do farmacêutico no estabelecimento. O ambiente hospitalar, assim como outros estabelecimentos que fazem distribuição de medicamentos, deve ter o farmacêutico em todo tempo de seu funcionamento. O profissional farmacêutico deve receber, de maneira justa e correta, o piso salarial, relacionado às horas trabalhadas. Em relação aos relatórios de medicamentos especiais, estes são fornecidos à vigilância sanitária, não aos conselhos de farmácia.​​​​​​​</p><p>3. Entre as atribuições do profissional farmacêutico, destaca-se a presença integral no estabelecimento em que se tenha a comercialização ou apenas dispensação de medicamentos.</p><p>Qual é a resolução que trata da responsabilidade técnica do profissional farmacêutico?</p><p>B. Resolução n.º 577, de 25 de julho de 2013.</p><p>Resolução n.º 577, de 25 de julho de 2013, dispõe sobre a direção técnica ou responsabilidade técnica de empresas ou estabelecimentos que dispensam, comercializam, fornecem e distribuem produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos para a saúde.</p><p>As outras leis citadas no exercício: Resolução n.º 586, de 29 de agosto de 2013 — Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências. Resolução n.º 585, de 29 de agosto de 2013 — Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. Resolução n.º 596, de 21 de fevereiro de 2014 — Dispõe sobre o Código de Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares. RDC n.º 44, de 17 de agosto de 2009 — Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências.​​​​​​​</p><p>4. No Código de Ética Farmacêutica, o profissional encontra as normas que devem ser seguidas pelo farmacêutico e pelos demais inscritos nos conselhos regionais de farmácia no exercício do âmbito profissional. Das alternativas a seguir, qual está descrita no Código de Ética Farmacêutico sobre trabalhos científicos publicados?</p><p>A. É vedado ao farmacêutico divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico.</p><p>Não somente o profissional farmacêutico, mas também qualquer pesquisador de áreas diversas, deve publicar, seja em artigo científico, seja em folheto informativo ou até mesmo nas redes sociais, qualquer conteúdo inverídico, sujeito a penalidades da lei. As publicações de artigos científicos podem ser feitas a qualquer momento durante e após a graduação, respeitando os pré-requisitos estabelecidos pelo periódico em questão. Todo trabalho a ser publicado deve conter os participantes da equipe e prévia autorização, quando utilizados dados de estabelecimentos comerciais.​​​​​​​</p><p>5. A Lei n.º 13.021/14 dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, no campo da assistência farmacêutica. Essa lei descreve que os estabelecimentos de comercialização de medicamentos, assim como farmácias de qualquer natureza, para seu pleno funcionamento, devem ter, em tempo integral, a assistência técnica de farmacêutico habilitado. Entre as alternativas a seguir, é de obrigação do profissional farmacêutico:​</p><p>C. prestar orientação farmacêutica, esclarecendo ao usuário de medicamento, a maneira correta de conservação e o modo de utilização de fármacos, bem como salientar as interações medicamentosas e a importância do uso correto.</p><p>PRINCÍPIOS BIOÉTICOS</p><p>1. A ética clínica envolve diferentes profissionais da área da saúde. Desta forma, os problemas morais na prática clínica devem ter uma atenção especial.Diante disso, é possível dizer que a bioética está relacionada com qual alternativa a seguir:</p><p>A. A bioética é a área que cuida de questões éticas relacionadas com a vida humana, analisa os conflitos, controvérsias, pesquisas e práticas que tendem a elucidar e resolver questões éticas dentro da Medicina e da Biologia.</p><p>2. Na medicina clínica, alguns princípios bioéticos são particularmente relevantes e devem ser levados em conta nas ações desenvolvidas pelos profissionais da saúde. Marque a alternativa que descreve os princípios bioéticos.</p><p>D. Não maleficência, justiça, autonomia e beneficência</p><p>3. A experimentação com seres humanos é, sem dúvida, uma das causas mais importantes das discussões em bioética, pois gera um dilema entre o respeito à dignidade humana e a necessidade de experimentação, importante no desenvolvimento científico, gerando benefícios para a humanidade.</p><p>O que foi o Código de Nuremberg?</p><p>A. O Código de Nuremberg foi o primeiro documento específico abrangendo ética com seres humanos, tendo seu surgimento devido a pesquisas médicas abusivas envolvendo seres humanos.</p><p>4. A Resolução n.° 196/96 formalizou a instituição de comitês de ética. Marque a alternativa que descreve para que servem os comitês de ética em pesquisa (CEPs).​​​​​​​</p><p>A. Os CEPs têm a função de aprovar ou não a pesquisa envolvendo seres humanos, além de analisar os aspectos metodológicos da relevância e execução do trabalho de pesquisa.</p><p>5. O uso de seres humanos em pesquisas científicas traz inegáveis benefícios para a sociedade.</p><p>Com relação à pesquisa com seres humanos, marque a alternativa correta.​​​​​​</p><p>E. A experimentação com seres humanos é, sem dúvida, uma das causas mais importantes das discussões em bioética, gerando um dilema entre o respeito e a dignidade humana, visto que a necessidade de experimentação é essencial para o desenvolvimento científico.</p><p>MEDICALIZAÇÃO DA SOCIEDADE</p><p>1. O conceito de medicalização evoca a ideia que uma vez classificadas como doentes, as pessoas tornam-se pacientes e, consequentemente, consumidoras de tratamentos, terapias e medicamentos. Sendo assim, é possível definir medicalização como:</p><p>D. uso indiscriminado de medicamentos.</p><p>3. Qual das afirmativas a seguir descreve o conjunto de ações que envolve a prescrição apropriada de medicamentos eficazes, seguros e de qualidade, a dispensação em condições adequadas e o consumo nas doses indicadas, nos intervalos definidos e no período de tempo indicado?</p><p>C. Uso racional de medicamentos.</p><p>4. A assistência farmacêutica trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tendo o medicamento como insumo essencial e visando ao acesso e ao seu uso racional.Assinale a alternativa que descreve as ações do farmacêutico como agente de saúde no processo de desmedicalização​​​​​​​.</p><p>D. A notificação de efeitos adversos relacionados a medicamentos (farmacovigilância).</p><p>5. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, publicada em 2006, instituiu no SUS abordagens de combate à medicalização e de cuidado integral à população por meio de outras práticas que envolvem recursos terapêuticos diversos</p><p>Considerando o debate atual sobre a medicalização da sociedade, qual das alternativas descreve práticas consideradas desmedicalizantes?</p><p>A.Utilização de práticas integrativas e complementares, como a homeopatia e a acupuntura.</p><p>CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO</p><p>FARMACÊUTICA E CÓDIGO DE PROCESSO ÉTICO</p><p>1. O código de ética farmacêutica prevê que no exercício da profissão o farmacêutico deve ser guiado por princípios éticos e morais que são regulamentados por atos regulatórios e diplomas legais vigentes. Em se tratando dos direitos do profissional farmacêutico, pode-se dizer que:</p><p>A. o farmacêutico tem o direito de exercer a profissão sem ser discriminado, atuando de forma digna, buscando sempre que necessário a interação com o profissional prescritor, visando garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica.</p><p>2. O afastamento do farmacêutico do seu ambiente de trabalho pode ser realizado por diversos motivos. Em qual das alternativas a seguir o afastamento está de acordo com o Código de Ética Farmacêutica?</p><p>C. O Conselho Regional de Farmácia deve sempre ser comunicado do afastamento do farmacêutico por qualquer motivo. No entanto, dependendo da motivação, o afastamento pode ser antes ou depois do ocorrido.</p><p>3. As infrações éticas e disciplinares, descritas no Código de Ética da Profissão Farmacêutica são classificadas em leves, medianas e graves, de acordo com o grau de transgressão. Qual alternativa a seguir relata o tipo de pena, relacionada com a infração ética e disciplinar, fundamentada no Código de Ética da Profissão Farmacêutica?</p><p>D. É considerada pena de suspensão de 3 (três) meses, o profissional que exercer a profissão médica e farmacêutica concomitantemente.</p><p>4. O Código de Processo Ético da profissão farmacêutica determina os critérios utilizados pelos Conselhos Regionais de Farmácia para realizarem as apurações éticas referentes às infrações realizadas pelos farmacêuticos. Marque a alternativa que identifica os passos da tramitação da apuração ética.</p><p>A. Recebimento da denúncia; instauração ou arquivamento; montagem do processo ético-disciplinar; instalação dos trabalhos; conclusão da comissão de ética; julgamento; recursos e revisões e execução.</p><p>5. O código de ética farmacêutica descreve sobre os deveres a serem cumpridos pelo farmacêutico, quando este permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia.</p><p>Marque a alternativa que descreve corretamente o dever a ser cumprido pelo farmacêutico, segundo esse Código.</p><p>E. O encerramento do vínculo empregatício por parte do farmacêutico ou da empresa deve ser comunicado ao Conselho Regional de Farmácia em 5 (cinco) dias, independentemente de retenção de documentos pelo empregador.</p><p>VIGILÂNCIA SANITÁRIA: CULTURA E SOCIEDADE</p><p>1. A vigilância em saúde visa ao planejamento e à implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e o controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde. Com relação à vigilância em saúde, assinale a afirmativa correta.</p><p>D. Envolve também a saúde do trabalhador e a vigilância ambiental em saúde.</p><p>2. “É o conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual e coletiva. Tem como finalidade recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. Sobre o conceito citado, assinale a afirmativa correta.</p><p>D. Vigilância epidemiológica.</p><p>3. A Constituição Federal de 1988, a Lei n.° 6.259/1975, a Lei n° 8.080/1990 e a Lei n.° 9.782/1999 representaram um marco no contexto histórico da saúde pública no Brasil no sentido de criar e normatizar a vigilância sanitária. Sobre a regulação sanitária em âmbito nacional, assinale a alternativa correta.</p><p>D. Com a publicação da Lei Orgânica da Saúde, ou Lei n.° 8.080/1990, a vigilância sanitária passa a ser incluída dentro do campo de atuação do SUS.</p><p>4. Sobre as ações de vigilância em saúde, assinale a alternativa correta​​​​​​​.</p><p>C. Farmacovigilância.</p><p>Entre as ações de vigilância em saúde estão os programas de prevenção e controle de doenças transmissíveis de relevância nacional, como AIDS, dengue, malária, hepatites virais, doenças imunopreveníveis, leishmaniose, hanseníase e tuberculose e o Programa Nacional de Imunizações, além de atuar na gestão de sistemas de informação de mortalidade, agravos de notificação obrigatória e nascidos vivos, realização de inquéritos de fatores de risco, coordenação de agravos não transmissíveis e análise da situação de saúde, incluindo investigações e inquéritos sobre fatores de risco de doenças não transmissíveis. A farmacovigilância faz parte da monitoração dos efeitos do fármaco, sendo uma ação de vigilância em saúde.  Farmacocinética e controle dos distúrbios da alimentação não fazem parte das ações de vigilância em saúde.</p><p>5. Sobre a atividade privativa do farmacêutico no âmbito da vigilância sanitária, assinale a alternativa correta.​​​​​​​</p><p>E. Fiscalização da dispensação de fórmulas magistrais.</p><p>A inspeção sanitária de estabelecimentos de saúde, informação, comunicação e educação em saúde não são atividades privativas do farmacêutico, segundo a Resolução do Conselho Federal de Farmácia n.° 539 de 2010. Segundo essa resolução, a fiscalização da dispensação de fórmulas magistrais é privativa do farmacêutico.</p><p>A autorização do funcionamento de farmácias e drogarias, bem como a expedição da AFE e AE são atribuições da Anvisa.</p><p>SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SAÚDE</p><p>1. No Brasil, as ações de saúde pública devem ser voltadas tanto para a prevenção quanto para o tratamento, para o indivíduo e também para a comunidade, respeitando sempre a dignidade humana. Essas ações se baseiam em qual dos princípios a seguir?</p><p>B. A integralidade da assistência.</p><p>​​​​​​​​​​Um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), descrito na Lei n.° 8.080, é a integralidade: Esse princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. É um conjunto contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema. A universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência​​​​​​​, um dos princípios doutrinários do SUS, determina que todos os cidadãos brasileiros, sem qualquer tipo de discriminação, têm direito ao acesso às ações e serviços de saúde​​​​​​​. Equidade também é um princípio doutrinário do SUS, tendo relação direta com os conceitos de igualdade e justiça. No âmbito do sistema nacional de saúde, se evidencia, por exemplo, no atendimento aos indivíduos de acordo com suas necessidades, oferecendo mais a quem mais precisa e menos a quem requer menos cuidados. Entre os princípios organizativos estão a descentralização, que significa que a responsabilidade sobre o setor é distribuída entre os três níveis de governo; e a hierarquização, que determina que os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade.</p><p>2. A Lei n.° 8.080/1990, dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, organização e o funcionamento dos sistemas correspondentes. Quais dos princípios a seguir relacionados são doutrinários, inseridos na lei n.° 8.080/1990?</p><p>B. Universalidade, equidade e integralidade .</p><p>Os princípios doutrinários do SUS visam garantir a saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de enfermidades. Os três princípios foram descritos na Lei n.° 8.080/1990 e são: universalidade, equidade e integralidade.</p><p>O objetivo da equidade é diminuir as desigualdades; mas a palavra equidade é sinônimo de igualdade. Apesar de todas as pessoas terem direito aos serviços de saúde, elas não são iguais e, por isso, têm necessidades diferentes. A equidade é a garantia a todas as pessoas, em igualdade de condições, ao acesso às ações e aos serviços dos diferentes níveis de complexidade do sistema.</p><p>Regionalização e hierarquização, participação da comunidade e descentralização são princípios organizativos, também descritos na Lei n.° 8.080/1990.</p><p>3. Marque a alternativa que descreve corretamente os conteúdos dispostos na n.° Lei 8.080/1990 e na Lei n.° 8.142/1990, respectivamente.</p><p>C. Descreve os princípios</p><p>do SUS; dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS.</p><p>4. Marque a alternativa que descreve corretamente a classificação e o fluxo dos resíduos dos serviços de saúde.</p><p>A. Grupo A (resíduos potencialmente infectantes): saco plástico branco e identificação do símbolo de risco biológico.</p><p>5. São considerados resíduos sólidos de saúde que podem ser equiparados aos resíduos domiciliares por não apresentarem riscos biológicos, químicos ou radiológicos à saúde e/ou ao meio ambiente.</p><p>D. Restos alimentares e fraldas.</p><p>1. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta a prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias por meio da RDC n.° 44/2009, a qual define quais são e como devem ser prestados esses serviços. Com base nessa resolução, marque a alternativa correta.</p><p>C. O ambiente destinado aos serviços farmacêuticos deve ser diverso daquele destinado à dispensação e à circulação de pessoas em geral.</p><p>2. Entre as alternativas a seguir, qual delas pode ser considerada uma atribuição do farmacêutico voltada para o paciente (também chamada de atribuição clínica)?</p><p>A. A farmácia clínica é a atividade farmacêutica com foco nas necessidades do paciente e na comunidade.</p><p>4. Em relação aos incidentes com medicamentos e a eficácia dos tratamentos nesses casos, faz parte da atividade do farmacêutico clínico:​​​​​​​</p><p>D. identificar, avaliar e intervir nas interações medicamentosas indesejadas e clinicamente significantes.</p><p>5. Conforme a resolução do Conselho Federal de Farmácia — CFF n.° 586/2013, a prescrição é uma atribuição clínica do farmacêutico. Com base nessa legislação, é permitido ao farmacêutico:</p><p>D. O farmacêutico pode prescrever medicamentos industrializados e preparações magistrais (alopáticos ou dinamizados), plantas medicinais e drogas vegetais isentas de prescrição.</p><p>EXERCÍCIO E ÂMBITO DA PROFISSÃO</p><p>1. O processo ético está descrito no Código de Ética Farmacêutica, que trata da apuração ética ante as infrações cometidas por farmacêuticos no exercício da profissão. Qual é o órgão responsável pela instalação do processo ético?</p><p>C. CRF.</p><p>De acordo com o Código de Processo Ético Farmacêutico, inicialmente, o CRF receberá a denúncia e, a partir desse momento, o presidente da autarquia definirá, por meio dos fatos, se o processo ético será aberto ou arquivado. Caso a opção seja por iniciar o processo ético, o presidente emitirá um ofício direcionado ao presidente do Conselho de Ética da casa para que os processos de investigação e apuração sejam efetuados. Ao término de todo o processo ético, caso o profissional seja punido, existe a possibilidade recursal junto ao Conselho Federal de Farmácia (CFF). Em suma, o CRF instaura o processo ético, o Conselho de Ética apura os fatos e o CFF acolhe o recurso caso necessário. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou a empresa em que o profissional exerce suas atividades poderão participar do processo como denunciante ou para fornecer materiais necessários à apuração, porém não participam da abertura do processo.</p><p>2. Assim como qualquer profissão, o farmacêutico tem direitos, deveres e proibições éticas. Todos esses pontos estão claramente abordados no Código de Ética e no Código do Processo Ético Farmacêutico. Assinale a alternativa que representa os direitos previstos no Código de Ética Farmacêutico vigente.</p><p>A. Os farmacêuticos têm o direito de serem valorizados e respeitados no exercício da profissão, independentemente de sua função, impondo, assim, sua autonomia frente às atividades profissionais, demostrando sua competência e evitando a prática de atos ilícitos.</p><p>3. Para que a conduta seja assertiva e adequada técnica ou eticamente, todo profissional deve se pautar em deveres necessários ao bom exercício profissional. Assinale a alternativa que representa os deveres do farmacêutico de acordo com o Código de Ética Farmacêutica vigente.</p><p>D. O farmacêutico tem o dever de garantir ao usuário de medicamentos o acesso à informação sobre as práticas terapêuticas oficialmente reconhecidas no país, possibilitando, assim, a sua livre escolha.</p><p>4. Para que a prática profissional seja adequada e condizente com as normativas vigentes, também existem proibições necessárias a fim de garantir idoneidade profissional e respeito aos usuários dos serviços farmacêuticos. Assinale a alternativa que representa uma proibição referente à atuação fiscal na área farmacêutica de acordo com o Código de Ética Farmacêutica vigente.</p><p>A. Ao profissional farmacêutico que é responsável por coordenar, supervisionar, assessorar ou exercer a fiscalização sanitária ou profissional, é proibido exercer qualquer outra atividade farmacêutica.</p><p>5. O farmacêutico com formação generalista tem amplo conhecimento, com diferentes linhas de atuação. Segundo a Resolução n.º 572/2013, quais são as linhas de atuação do farmacêutico?</p><p>C. Alimentos, educação, farmácia, gestão e saúde pública.</p><p>LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL E RESPONSABILIDADE TÉCNICA</p><p>1. Os antimicrobianos são medicamentos utilizados para combater infecções bacterianas e fazem parte de um grupo de medicamentos que necessitam de receita para sua comercialização, sendo que esta fica retida na farmácia assim que é realizada a dispensação do medicamento. Em relação aos antimicrobianos, o que se pode dizer sobre a troca ou devolução desse grupo de medicamentos?</p><p>A. A devolução ou troca de medicamentos antimicrobianos não é permitida, pois representa risco sanitário à saúde da população, além de ser proibida pela RDC 20/11, a qual prevê a possibilidade de devolução somente em casos de desvios de qualidade.</p><p>2. A assistência farmacêutica é um conjunto de ações envolvidas com a promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, sendo o medicamento a peça fundamental, visando o seu acesso e o seu uso racional. Uma das principais resoluções que estabelece a assistência farmacêutica é a Resolução n.º 338, de 6 de maio de 2004. Qual é o principal assunto tratado nessa resolução?</p><p>D. A Resolução 338/04 estabelece um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, garantindo os princípios da universalidade, integralidade e equidade.</p><p>3. O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista dos brasileiros, garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, por meio da Lei n.º. 8.080/1990. Milhões de pessoas utilizam o SUS no Brasil, principalmente na assistência médica e na aquisição de medicamentos. Para um maior controle existe o Rename, o que é isso?</p><p>E. É uma lista de medicamentos e insumos disponibilizados no SUS, a fim de orientar os pacientes e profissionais da saúde. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) está dividida em três componentes: básico, estratégico e especializado da assistência farmacêutica.</p><p>A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) é uma lista que deve orientar os pacientes e profissionais da saúde, a qual contempla os medicamentos e os insumos disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Cabe a cada município estabelecer sua própria relação de medicamentos de acordo com suas características epidemiológicas. O Rename está dividido em: Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF), Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (CESAF) e Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), além de determinados medicamentos de uso hospitalar. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) não está associada a atendimentos ou especialidades médicas, muito menos a práticas a serem desenvolvidas pelo SUS. Os medicamentos de controle especial entram na lista de medicamentos da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename); no entanto, não são somente eles que fazem parte dessa lista.</p><p>4. Empresas ou estabelecimentos que dispensam, comercializam, fornecem e distribuem produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos para a saúde, devem obrigatoriamente dispor de farmacêutico em tempo integral em seu estabelecimento.</p><p>Sendo assim, marque a alternativa correta.</p><p>C. O farmacêutico responsável técnico</p><p>é o titular, o qual assume a direção técnica do estabelecimento perante o respectivo Conselho Regional de Farmácia e os órgãos de Vigilância Sanitária, ficando sob sua responsabilidade a realização, supervisão e coordenação de todos os serviços técnico-científicos da empresa.</p><p>Na Resolução n.° 577/13 ficou descrita as funções de cada cargo farmacêutico perante os Conselhos Federais e Regionais de Farmácia e a sociedade. No artigo 1.º consta que o cargo de “Farmacêutico diretor técnico ou farmacêutico responsável técnico como sendo o farmacêutico titular, assume a direção técnica ou responsabilidade técnica da empresa ou estabelecimento perante o respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) e os órgãos de Vigilância Sanitária, nos termos da legislação vigente, ficando sob sua responsabilidade a realização, supervisão e coordenação de todos os serviços técnico-científicos da empresa ou estabelecimento, respeitado, ainda, a preconizada pela legislação laboral ou acordo trabalhista”. Sendo assim, apesar de o farmacêutico substituto ser de extrema importância, é o diretor técnico que cumpre a função de ser o titular. Não é de responsabilidade do farmacêutico responsável técnico: treinamento médico sobre medicamentos, realização de reuniões semanais com proprietários de farmácias e muito menos indicação de medicamentos de controle especial. A Associação dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul (AFARGS) não é responsável pela supervisão e pelo controle de farmacêuticos em ambiente de trabalho.</p><p>5. A utilização de medicamentos pela população é extremamente comum, contudo, às vezes ocorre a interrupção do tratamento medicamentoso e o paciente acaba com caixas do medicamento sem utilização em sua residência. É possível realizar a troca ou devolução de medicamentos? Por quê? ​​​​​​​</p><p>B. A devolução ou troca de medicamentos só é possível quando há a verificação de um desvio de qualidade da medicação, devido ao risco sanitário.</p><p>Quando ocorre a verificação de um desvio de qualidade, o estabelecimento farmacêutico deverá obrigatoriamente aceitar a devolução e dar direito ao cliente de escolher entre substituir o medicamento (por outro) da mesma espécie em perfeitas condições de uso, restituir de forma imediata à quantia paga ou realizar o abatimento proporcional do preço no momento da compra. No caso de interrupção do tratamento, a farmácia não tem a obrigação de aceitar a devolução. Se esse medicamento for de controle especial com retenção de receita, de acordo com o art. n.° 44 da Portaria SVS/MS 344/98 e o art. n.° 90 da Portaria SVS/MS 6/99, o consumidor deve encaminhar o medicamento à Vigilância Sanitária de sua região. O principal motivo de não ocorrer a troca de medicamentos pela interrupção do tratamento é pelo risco sanitário, o qual preza pela segurança da saúde do consumidor. Esse risco é representado quando o consumidor retira o medicamento do cuidado do farmacêutico (conservação, armazenamento, entre outros), desta forma, o profissional não tem mais como garantir a qualidade do produto, pois não se tem garantias de que o consumidor observou os cuidados de armazenamento para a sua preservação.</p><p>REQUISITOS TÉCNICOS PARA PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS</p><p>1. A Lei dos Medicamentos Genéricos foi fundamental  para a melhoria no acesso aos medicamentos pela população. Segundo a normativa, é considerado aprovado para comercialização como medicamento genérico aquele que:</p><p>D. for um equivalente terapêutico do medicamento de referência.</p><p>A Lei n.° 9787/99 define medicamento genérico como o medicamento similar a um produto de referência ou inovador (e não um medicamento similar), que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela denominação comum brasileira (DCB) ou, na sua ausência, pela denominação comum internacional (DCI).</p><p>​​​​​​​Assim, os medicamentos genéricos são intercambiáveis com os medicamentos de referência, sendo que os testes de bioequivalência apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) asseguram a substituição do medicamento de referência pelo seu genérico. Produto Farmacêutico Intercambiável — equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança.</p><p>Somente os medicamentos similares intercambiáveis têm equivalência terapêutica com o seu medicamento de referência.</p><p>2. A RDC n.° 16/2007 que aprova o regulamento técnico para medicamentos genéricos​​​​​​​ traz algumas definições importantes sobre medicamentos. Baseando-se nesses conceitos, qual das seguintes afirmativas está correta?</p><p>D. Medicamentos inovadores: são os primeiros medicamentos a descrever um novo mecanismo de ação, ou aqueles definidos pela Anvisa, que tenham eficácia, segurança e qualidade comprovadas.</p><p>Medicamentos bioequivalentes: são equivalentes farmacêuticos que, ao serem administrados na mesma dose molar, nas mesmas condições experimentais, não apresentam diferenças estatisticamente significativas em relação à biodisponibilidade.</p><p>Medicamento de referência: medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro.</p><p>Medicamento: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É uma forma farmacêutica terminada que contém o fármaco, geralmente em associação com adjuvantes farmacotécnicos.</p><p>Medicamento inovador: medicamento comercializado no mercado nacional composto por, pelo menos, um fármaco ativo, sendo que esse fármaco deve ter sido objeto de patente, mesmo já extinta, por parte da empresa responsável por seu desenvolvimento e introdução no mercado do país de origem, ou o primeiro medicamento a descrever um novo mecanismo de ação, ou aquele definido pela Anvisa, que tenha eficácia, segurança e qualidade comprovada</p><p>3. Em relação aos medicamentos genéricos, marque a alternativa correta.</p><p>A. São geralmente mais econômicos que os medicamentos de referência.</p><p>De acordo com a Lei n.° 9.787 de 1999, também chamada de Lei dos Medicamentos Genéricos, medicamento genérico é um medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável. É um produto normalmente mais barato, pois é geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela denominação comum brasileira (DCB) ou, na sua ausência, pela denominação comum internacional (DCI). Os medicamentos sujeitos a controle especial também têm seus genéricos, sendo que a lista atualizada é disponibilizada no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p><p>As prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), devem adotar obrigatoriamente a denominação comum brasileira (DCB) ou, na sua falta, a denominação comum internacional (DCI).</p><p>Além disso, os medicamentos genéricos são intercambiáveis apenas com o medicamento referência ou o similar intercambiável. Esse último é regulamentado recentemente pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.º 58/2014, que estabelece os procedimentos para a intercambialidade de medicamentos similares com o medicamento de referência.</p><p>4. A prescrição e dispensação de medicamentos genéricos tem uma regulamentação com base na RDC n.° 16. Com base nessa resolução, é correto afirmar que:</p><p>A. a utilização da denominação genérica (DCB ou DCI) do medicamento é obrigatória somente nas prescrições no serviço público, como o Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>5. Um paciente apresentou, em uma farmácia, uma receita com a prescrição de omeprazol 20mg 1 vez ao dia. O farmacêutico que o pegou a receita verificou que</p><p>no estoque da farmácia havia o medicamento Gastrium® do laboratório Ache, e o Peprazol® do laboratório Libbs, ambos em cápsulas que contêm omeprazol 20mg. Baseando-se na Lei dos Medicamentos Genéricos, e considerando os conceitos de intercambialidade, qual seria a sua conduta profissional?</p><p>B. Você oferece o medicamento genérico prescrito e o medicamento referência, o Peprazol®, pois estes são intercambiáveis.</p><p>Quando o medicamento é prescrito pelo nome genérico (DCB), poderá ser dispensado o próprio genérico ou o medicamento intercambiável. Os medicamentos similares são considerados intercambiáveis quando estudos de equivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioequivalencia tenham sido apresentados, analisados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p><p>O Gastrium consta na lista de medicamentos similares intercambiáveis, e seus respectivos medicamentos de referência (Peprazol®), conforme RDC n.° 58/2014, atualizada até 31/08/2018. Assim, pode ser substituído pelo seu medicamento de referência.</p><p>​​​​​​​Se não existe qualquer restrição por parte do prescritor quanto à substituição expressa na requisição, o farmacêutico, (profissional autorizado a fazer a intercambialidade dos medicamentos), pode fazer a substituição do genérico pelo medicamento referência ou pelo similar intercambiável, sempre prestando orientação ao paciente quanto à forma de utilização.</p><p>CONTROLE SANITÁRIO DO COMÉRCIO DE MEDICAMENTOS</p><p>1. Marque a alternativa que descreve corretamente as ações do controle sanitário do comercio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos.</p><p>D. A fiscalização pela Vigilância Sanitária proporciona maior segurança e a eficácia dos produtos dispensados à população.</p><p>A Anvisa promove a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à Vigilância Sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.</p><p>Os estabelecimentos ou locais de comércio especializados, como farmácias e drogarias, as unidades congêneres do serviço público, civil e militar, as unidades similares privativas de instituições particulares, hospitalares ou de qualquer outra natureza, inclusive as de caráter filantrópico ou beneficente, sem fins lucrativos e os estabelecimentos não especializados, autorizados à comercialização de determinados produtos são sujeitos à regulamentação pela Vigilancia Sanitária. Cabe à Anvisa, de acordo com a lei n.° 9.782/1999, autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e comercialização de medicamentos​​​​​​​, ou seja, atua antes do estabelecimento estar em funcionamento. A farmácia e a drogaria, bem como setores de dispensação dos hospitais públicos e privados e demais unidades de saúde, necessitam assistência integral do farmacêutico, conforme determinação sanitária. A Anvisa, criada pela lei n.° 9.782/99, tem a finalidade de proteção da saúde da população por meio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos submetidos à Vigilancia Sanitária.</p><p>2. Qual das alternativas a seguir descreve corretamente as informações referentes ao sistema nacional de gerenciamento de produtos controlados (SNGPC)?</p><p>E. Os dados relativos aos antimicrobianos também devem ser lançados nesse sistema.</p><p>O SNGPC é constituído por instrumentos informatizados de captura e tratamento de dados, disponibilizados via Internet, sobre produção, circulação, comércio e uso de substâncias ou medicamentos sujeitos à controle especial.</p><p>Esse sistema monitora as movimentações de compras e venda de medicamentos sujeitos à controle especial, regulados pela portaria n.° 344/98 e dos antimicrobianos em farmacias e drogarias privadas.</p><p>3. São condições para o licenciamento para a comercialização de medicamentos:</p><p>C. A empresa que não tiver a autorização de funcionamento do órgão sanitário cometerá infração sanitária.</p><p>O comércio, a dispensação, a representação ou distribuição e a importação ou exportação de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, será exercido somente por empresas e estabelecimentos licenciados pelo órgão sanitário competente dos estados, do Distrito Federal e dos territórios, em conformidade com a legislação supletiva a ser baixada por estes.</p><p>A Anvisa concede a Autorização de Funcionamento de Empresas (AFE) para fabricantes, distribuidores, transportadores e importadores, tendo a competência de cancelar a autorização de funcionamento de estabelecimentos, bem como o registro de produtos sujeitos à Vigilância Sanitária.</p><p>A AFE permite que a empresa possa comercializar medicamentos industrializados, incluindo os medicamentos sujeitos à controle especial.</p><p>A licença é válida pelo prazo de um ano e será revalidada por períodos iguais e sucessivos. A revalidação deverá ser requerida até cento e vinte dias antes do término de sua vigência. A revalidação somente será concedida após a verificação do cumprimento das condições sanitárias exigidas para o licenciamento do estabelecimento, por meio de inspeção.</p><p>A empresa que não tiver a autorização de funcionamento do órgão sanitário cometerá infração sanitária e estará sujeita à pena de advertência, interdição, cancelamento de autorização e de licença e/ou multa, de acordo com os termos da lei n.º 6.437/1977.</p><p>4. O conceito de farmacovigilância, segundo a Anvisa, envolve o acompanhamento do desempenho dos medicamentos que já estão no mercado. Com base nessa informação, assinale a afirmativa correta.</p><p>D. Avalia os efeitos adversos, erros de medicações e inefetividade do tratamento.</p><p>A Organização Mundial da Saúde define farmacovigilância como “a ciência e atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados ao uso de medicamentos”. As ações de farmacovigilância identificam possíveis problemas relacionados ao uso de medicamentos, a fim de prevenir ou minimizar eventuais danos à saúde dos indivíduos. Cabe à farmacovigilância identificar, avaliar e monitorar a ocorrência dos eventos adversos relacionados ao uso dos medicamentos comercializados (ou seja, após o registro na Anvisa) com o objetivo de garantir que os benefícios relacionados ao uso desses produtos sejam maiores que os riscos por eles causados. Além disso, os eventos adversos causados por desvios da qualidade de medicamentos, inefetividade terapêutica, erros de medicação, uso de medicamentos para indicações não aprovadas no registro, uso abusivo, intoxicações e interações medicamentosas também estão no foco das ações de farmacovigilância. Assim, as ações ocorrem após a comercialização dos medicamentos, e não nas fases experimentais, durante a definição dos esquemas terapêuticos. Qualquer indivíduo pode notificar por meio de formulários eletrônicos de notificação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.</p><p>5. A fiscalização dos estabelecimentos de comércio de medicamentos, com foco no monitoramento da qualidade dos produtos, verificação das condições de funcionamento e licenciamento:</p><p>D. é competência da Vigilância Sanitária.</p><p>A lei n.° 5.991 de 1973 regulamentada pelo decreto n.° 74.170/1974 estabelece que compete ao órgão sanitário dos estados e do Distrito Federal a fiscalização dos estabelecimentos com a finalidade de verificação das condições do licenciamento e funcionamento. Essa normativa determina que o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em todo o território nacional, abrange os estabelecimentos ou locais de comércio, especializados, entre outros, também as unidades similares, privativas de instituições particulares, hospitalares ou de qualquer outra natureza, inclusive as de caráter filantrópico ou beneficente, sem fins lucrativos, Cabe ao ao Conselho Federal de Farmácia a fiscalização do exercício profissional do farmacêutico. Além disso, as ações descritas acima são de competência da Vigilancia Sanitária, não do fabricante de medicamentos ou da prefeitura do município.</p><p>NOVAS TECNOLOGIAS NA ÁREA DA SAÚDE E REGULAÇÃO SANITÁRIA</p><p>1. As atividades ligadas à vigilância sanitária surgiram de uma necessidade decorrente da propagação de doenças transmissíveis nos agrupamentos urbanos, que aumentavam em população e não em suas condições sanitárias básicas.​​​​​​​ No Brasil, a vigilância sanitária teve início:</p><p>A. na regulamentação do SUS, com a Lei n.° 8.080.</p><p>2. No Brasil, as atividades de vigilância sanitária são competência do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS ), que atua de maneira integrada e descentralizada em todo o território nacional.  De acordo com o disposto na Lei n.° 9.782/99, é competência da União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS):</p><p>B. Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde.</p><p>O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) compreende o conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e de prestação de serviços de interesse da saúde. A vigilância em saúde é responsável por ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis. A Lei n.° 8.080 de 19 de setembro de 1990 dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. A Anvisa tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária​​​​​​​.</p><p>A Lei n.° 8.080/1990 em seu art. 16., determina que compete à direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS): controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde.</p><p>3.Uma indústria farmacêutica deseja produzir um medicamento à base de um princípio ativo que ainda está em fase de testes e não apresentou nenhuma comprovação científica de sua ação terapêutica. Segundo a Lei n° 9.782 de 1999, esse procedimento é:</p><p>D. ilegal, pois não caberá ser registrado o medicamento que não tenha em sua composição, substância reconhecidamente benéfica do ponto do vista clínico e terapêutico.</p><p>A Lei n.° 9.782/99, define: Art. 20. Não poderá ser registrado o medicamento que não tenha em sua composição substância reconhecidamente benéfica do ponto de vista clínico ou terapêutico.</p><p>4. O registro das novas tecnologias na área da saúde compreende:</p><p>C. as soluções adotadas pelo fabricante para o projeto e fabricação devem ajustar-se aos princípios atualizados de tecnologia. Conforme a RDC/Anvisa n.º 56, de 6 de abril de 2001, em seu art. 1.º define que os produtos para saúde devem atender aos requisitos essenciais de segurança e eficácia aplicáveis a esses produtos. Essa norma, nos requisitos gerais, estabelece que as soluções adotadas pelo fabricante para o projeto e fabricação dos produtos para saúde devem ajustar-se aos princípios atualizados da tecnologia.</p><p>5. Sobre a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, (Conitec), assinale a afirmativa correta.</p><p>C.  Avalia a efetividade da tecnologia e compara com as tecnologias já incorporados no SUS. As funções da Conitec diferem das da Anvisa no âmbito da avaliação das tecnologias. A Anvisa realiza a avaliação da eficácia e segurança de um medicamento ou produto para a saúde, visando a autorização de comercialização no Brasil. Porém, para que essas tecnologias possam ser incorporadas e utilizadas no SUS, além do registro da Anvisa, elas precisam ser avaliadas e aprovadas pela Conitec, que considerará a efetividade da tecnologia, comparando-a aos tratamentos já incorporados pelo SUS. Se a nova tecnologia demonstrar superioridade em relação às demais já ofertadas no SUS, serão avaliados também os benefícios e riscos esperados, além do custo da sua incorporação e os impactos no orçamento e logístico do sistema público de saúde.</p><p>BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM FARMÁCIAS E DROGARIAS</p><p>1. Em conformidade com as normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dispõem sobre as boas práticas farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias (RDC n.° 44/2009 e n.° 41/2012), está correta a seguinte afirmativa:</p><p>B. Somente os medicamentos isentos de prescrição podem permanecer ao alcance dos usuários para obtenção por meio de autosserviço no estabelecimento.</p><p>Art. 40. Os produtos de dispensação e comercialização permitidas em farmácias e drogarias nos termos da legislação vigente devem ser organizados em área de circulação comum ou em área de circulação restrita aos funcionários, conforme o tipo e categoria do produto. §1º Os medicamentos deverão permanecer em área de circulação restrita aos funcionários, não sendo permitida sua exposição direta ao alcance dos usuários do estabelecimento.</p><p>Os medicamentos isentos de prescrição poderão permanecer ao alcance dos usuários para obtenção por meio de autosserviço no estabelecimento.</p><p>É vedada a comercialização de medicamentos sujeitos a controle especial solicitados por meio remoto.</p><p>Art. 37. O estabelecimento que realizar dispensação de medicamentos sujeitos a controle especial deve dispor de sistema segregado (armário resistente ou sala própria) com chave para o seu armazenamento, sob a guarda do farmacêutico, observando as demais condições estabelecidas em legislação específica.</p><p>Art. 38. Os produtos violados, vencidos, sob suspeita de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração devem ser segregados em ambiente seguro e diverso da área de dispensação e identificados quanto a sua condição e destino, de modo a evitar sua entrega ao consumo. §1º Esses produtos não podem ser comercializados ou utilizados, e seu destino deve observar legislação específica federal, estadual ou municipal.</p><p>2. Qual das afirmativas a seguir descreve corretamente as informações a respeito do receituário de controle especial, na cor branca, utilizado para a prescrição de medicamentos controlados, conforme a determinação da Portaria 344/98?</p><p>C. Deve ser preenchida em duas vias, sendo que uma das vias deve ficar retida na farmácia.</p><p>Receita: prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por profissional legalmente habilitado, quer seja de formulação magistral ou de produto industrializado.</p><p>Notificação de receita: documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos.</p><p>A Receita de controle especial é de cor branca e deve ser preenchida em 2 vias. A primeira via é de posse da farmácia ou drogaria e a segunda é do paciente. É utilizada para prescrição dos componentes das listas C1 (substâncias de controle especial como anticonvulsivantes, antidepressivos, antipsicóticos) e C5 (anabolizantes). Os antirretrovirais (lista C4) devem ser prescritos, apenas por médicos, em formulário próprio estabelecido pelo programa nacional de DST/AIDS e aviados ou dispensados em farmácias do SUS, nas quais uma via da receita fica retida e a outra fica com o paciente. A prescrição de antimicrobianos não tem um formulário específico; porém, é válido por 10 dias a contar da data da prescrição. A prescrição de medicamentos regulados pela Portaria 344/98 é de 30 dias; já para os antimicrobianos é válida por 10 dias a contar da data da prescrição.</p><p>3. Segundo a RDC n.º 44/2009, que versa acerca das boas práticas de dispensação em farmácias e drogarias, os itens que devem ser avaliados durante a dispensação de uma receita, além da identificação do medicamento, da concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade,​​​​​​​ é:</p><p>B. a duração do tratamento.</p><p>O farmacêutico deverá avaliar as receitas observando os seguintes itens:</p><p>I - legibilidade e ausência de rasuras e emendas;</p><p>II - identificação do usuário;</p><p>III - identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade;</p><p>IV - modo de usar ou posologia;</p><p>V - duração do tratamento;</p><p>VI</p><p>- local e data da emissão; e</p><p>​​​​​​​VII - assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional.</p><p>4. De acordo com a lei n.º 5.991 de 1973, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e a RDC n.° 44/2009, que dispõe sobre as boas práticas farmacêuticas​​​​​​​, é correto afirmar que para o aviamento da receita:</p><p>E. na ausência do responsável técnico pela farmácia ou de seu substituto, será vedado o aviamento de fórmula que dependa de manipulação na qual figure substância sob regime de controle sanitário especial.</p><p>Segundo a lei n.° 5.991 de 1973, somente será aviada a receita:</p><p>a) que estiver escrita a tinta, em vernáculo, por extenso e de modo legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais.</p><p>b) que contiver o nome e o endereço residencial do paciente e, expressamente, o modo de usar a medicação.</p><p>c) que contiver a data e a assinatura do profissional, endereço do consultório ou da residência, e o número de inscrição no respectivo Conselho profissional.</p><p>Assim, não é permitido utilizar códigos nas receitas de medicamentos.</p><p>A RDC n.° 44 traz as seguintes informações acerca da dispensação de medicamentos: o farmacêutico deverá avaliar as receitas observando os seguintes itens:</p><p>I - Legibilidade e ausência de rasuras e emendas;</p><p>II - Identificação do usuário;</p><p>III - identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade;</p><p>IV - Modo de usar ou posologia;</p><p>V - Duração do tratamento;</p><p>VI - Local e data da emissão; e</p><p>VII - assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional.</p><p>Assim, não é permitida a rasura ou emenda no registro de receituário e nos medicamentos isentos de prescrição. É vedada às farmácias que têm filiais a centralização total da manipulação em apenas 1 (um) dos estabelecimentos, segundo a lei n.° 5.991/1973.</p><p>Na ausência do responsável técnico pela farmácia ou de seu substituto, será vedado o aviamento de fórmula que dependa de manipulação na qual figure substância sob regime de controle sanitário especial.</p><p>5. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta a prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias por meio de normativas legais, como a RDC n.° 44/2009, a qual define claramente quais são e como devem ser prestados esses serviços. Com base nessa resolução​​​​​​​, responda qual das afirmativas a seguir descreve corretamente a atividade do farmacêutico no ato da dispensação.</p><p>B. O fracionamento de medicamentos deve ser realizado sob a supervisão e responsabilidade do farmacêutico.</p><p>O fracionamento de medicamentos deve ser realizado sob a supervisão do farmacêutico, segundo as boas práticas para fracionamento estabelecidas pela RDC n.° 80/2006. A avaliação da prescrição e da dispensação dos medicamentos fracionados são atos que só o farmacêutico pode realizar.</p><p>A aferição dos batimentos cardíacos não faz parte da execução de serviços farmacêuticos previstos na RDC n.° 44/09.</p><p>O farmacêutico é o responsável pela supervisão da dispensação, devendo ter conhecimento científico e estar capacitado para a atividade.</p><p>O procedimento como a aplicação de medicamentos injetáveis nas drogarias e farmácias pode ser realizado por outro profissional habilitado, sendo necessário o acompanhamento (supervisão) e a autorização expressa do farmacêutico responsável, conforme resolução CFF n.° 499/08.</p><p>Cabe ao farmacêutico responsável técnico o acesso ao sistema, dar entrada do inventário e realizar as movimentações no SNGPC, com acesso por meio de senha pessoal e intransferível.</p><p>Na dispensação de medicamentos por meio remoto é imprescindível a apresentação e a avaliação da receita pelo farmacêutico para a dispensação de medicamentos sujeitos à prescrição, solicitados por meio remoto, segundo a RDC n.° 44/2010.</p><p>Legislação sanitária: propaganda de medicamentos</p><p>1. Veja o seguinte anúncio publicitário de um medicamento multitigripal, veiculado juntamente com um vídeo publicitário contendo a descrição dos componentes da fórmula, entre outras substâncias, a clorfeniramina em sua composição:</p><p>“Combate sozinho todos os sintomas da gripe — É gripe?… Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”. Com base na legislação RDC n.° 96/2008 da Anvisa, a qual regula a publicidade de medicamentos, marque a alternativa correta.</p><p>D. O uso da expressão “É gripe?…” é um exemplo da indução ao diagnóstico, e não está de acordo com a resolução.</p><p>Conforme RDC n.° 96/2008, na propaganda ou publicidade de medicamentos, isentos de prescrição é vedado:</p><p>- Sugerir ou estimular diagnósticos ao público em geral: o uso da expressão “É gripe?…” é um exemplo da indução ao diagnóstico.</p><p>- Esse medicamento também contém em sua composição a clorfeniramina e, por esse motivo, deverá apresentar advertência a respeito do seu efeito de sonolência e sedação.</p><p>- A frase da propaganda não está de acordo com a legislação, pelos motivos acima explicitados. Assim, a forma de divulgação do medicamento não contempla a legislação vigente, mesmo que apresente os componentes da fórmula no vídeo.</p><p>- A legislação determina uma série de requisitos a serem seguidos na propaganda. A frase "Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado" somente não</p><p>é suficiente para adequação à legislação se outros requisitos não forem cumpridos.</p><p>2. A frase presente na propaganda de um medicamento indicado para alívio dos sintomas de excessos alcoólicos e alimentares: "…Exagerou, sinta-se bem com…”:</p><p>C. O uso de linguagem direta relacionando o uso do medicamento a excessos etílicos ou gastronômicos é proibido pela atual legislação.</p><p>Conforme RDC n.° 96/2008, na propaganda ou publicidade de medicamentos isentos de prescrição é vedado o uso de linguagem direta ou indireta relacionando o uso de medicamento a excessos etílicos ou gastronômicos, bem como empregar imperativos que induzam diretamente ao consumo de medicamentos, tais como: “tenha”, “tome”, “use”, “experimente”.</p><p>Todos os medicamentos podem ter efeitos colaterais, mesmo os isentos de prescrição e, portanto, seguem as determinações da legislação vigente.</p><p>A propaganda acima utiliza o imperativo, bem como sugere que são supérfluos os hábitos de vida saudáveis, o que é vetado pela legislação.</p><p>3. É um exemplo de propaganda/publicidade de medicamentos permitida pela atual legislação:</p><p>C. Propaganda/divulgação de medicamentos isentos de prescrição.</p><p>A amostra grátis é definida como o medicamento com a quantidade total ou específica da apresentação registrada na Anvisa destinado à distribuição gratuita aos profissionais prescritores como ferramenta de publicidade. Medicamentos vendidos sob prescrição e isentos de prescrição são sujeitos à regulação pela RDC n. 60/2009,e podem ser distribuídos/divulgados na forma de propaganda. A distribuição de vacinas na forma de amostra grátis não é permitida pela RDC/Anvisa n.° 96/2008 ​​​​(redação dada pela Resolução n.° 23/2009/RDC/Anvisa/MS).</p><p>As formulações oficinais, os gases medicinais, os medicamentos homeopáticos e os medicamentos manipulados também são abrangidos pela RDC  n.° 96/2008, a qual se aplica à propaganda, à publicidade, à informação e a outras práticas que objetivem a divulgação ou promoção comercial de qualquer tipo de medicamento; porém, é vedada a propaganda de medicamentos manipulados.</p><p>4. Amostra grátis é definida como o medicamento com a quantidade total ou específica da apresentação registrada na Anvisa destinada à distribuição gratuita aos profissionais prescritores como ferramenta de publicidade.</p><p>Baseando-se nesse conceito, marque a alternativa correta a respeito da distribuição de amostras grátis.​​​​​</p><p>A. A amostra grátis serve como publicidade dos medicamentos comercializados e, portanto, deve conter obrigatoriamente a designação “AMOSTRA GRÁTIS” em caixa alta.</p><p>A RDC n.° 60/2009 estabelece que as embalagens das amostras grátis devem conter a expressão ''AMOSTRA GRÁTIS'', não removível, em caixa alta, com caracteres</p><p>nunca inferiores a 70% (setenta por cento) do tamanho do nome comercial ou, na sua falta, do nome do princípio ativo, em tonalidades contrastantes ao padrão daquelas, inseridas no terço médio da embalagem secundária e ao longo da embalagem primária.</p><p>A legislação estabelece que as amostras grátis de anticoncepcionais deverão apresentar 100% da quantidade de peso, volume líquido ou unidades farmacotécnicas da apresentação registrada na Anvisa e comercializada pela empresa.</p><p>No caso dos antibióticos é determinado que a empresa titular de registro do medicamento entregue ao prescritor uma quantidade de amostras grátis de antibióticos suficientes para o tratamento completo do paciente.</p><p>Já a distribuição de amostras grátis de medicamentos à base de substâncias sujeitas a controle especial segue a Portaria n.° 344/1998, a qual estabelece que é permitida a distribuição de amostras grátis de medicamentos que contenham substâncias constantes das listas C1 (outras substâncias sujeitas a controle especial) e C4 (antirretrovirais), em suas embalagens originais, exclusivamente aos profissionais médicos, que assinarão o comprovante de distribuição emitido pelo fabricante.</p><p>As embalagens das amostras grátis de medicamentos podem diferir apenas quanto ao seu tamanho ou volume, sendo expressamente proibido alterar o material de embalagem aprovado no registro.</p><p>5. Medicamentos manipulados são aqueles preparados diretamente na farmácia e ​​​​​produzidos de forma personalizada​​​​​​​. Em relação à propaganda de produtos manipulados:</p><p>C. É proibida, uma vez que os produtos são preparados individualmente.</p><p>Por serem produzidos de forma personalizada, considerando-se as características individuais de cada paciente, não é permitida a propaganda desses medicamentos, já que estes não podem ser divulgados como passíveis de uso por qualquer pessoa.</p><p>A RDC n.° 96/2008 determina que para a divulgação de informações sobre medicamentos manipulados é facultado às farmácias o direito de fornecer, exclusivamente aos profissionais habilitados a prescrever medicamentos, material informativo que contenha somente os nomes das substâncias ativas utilizadas na manipulação de fórmulas magistrais, segundo a sua Denominação Comum Brasileira ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional ou a nomenclatura botânica, bem como as respectivas indicações terapêuticas, fielmente extraídas de literatura especializada e publicações científicas, devidamente referenciadas. O material informativo não pode veicular nome comercial, preço, designações, símbolos, figuras, imagens, desenhos, slogans e quaisquer argumentos de cunho publicitário em relação à substância ativa. É vedado fazer propaganda ou publicidade de empresas em blocos de receituários médicos.</p><p>Amostra grátis é definida como “medicamento com a quantidade total ou específica da apresentação registrada na Anvisa destinado à distribuição gratuita aos profissionais prescritores como ferramenta de publicidade”. Considerando que os medicamentos manipulados não são produtos registrados, mas sim preparados na própria farmácia, de forma individualizada, não se justifica a sua distribuição por meio de amostras grátis. Além disso, a distribuição de amostra grátis é uma estratégia de publicidade. Desse modo, considerando que não é permitida a realização de propagandas de medicamentos manipulados, consequentemente, não é permitida a produção e a distribuição de suas amostras grátis.</p><p>Práticas empresarias no mercado farmacêutico</p><p>1. A falsificação de medicamentos é combatida no Brasil e em fronteiras com o Brasil pelos órgãos competentes, visando minimizar ao máximo o acesso da população a esses medicamentos. Diante disso, quais são os responsáveis por interceptar e combater os medicamentos falsificados no Brasil?</p><p>A. A falsificação de medicamentos é combatida por uma parceria entre a vigilância sanitária do estado, o laboratório fabricante do medicamento em questão, a Anvisa e as polícias civil e federal.</p><p>Essa falsificação pode ser realizada tanto no Brasil quanto em países que fazem fronteira com o Brasil. A investigação da venda e distribuição desse tipo de medicamento é geralmente realizada em parceria entre os laboratórios fabricantes, a vigilância dos estados, a Anvisa e as polícias civil e federal. A população é responsável por denunciar o estabelecimento que possa estar vendendo o medicamento; no entanto, não tem poder de combater esses falsificadores, assim como a vigilância sanitária municipal, a secretaria de saúde municipal e a polícia militar.</p><p>2. A prescrição de um medicamento realizada pelo médico ocorre, geralmente, em todas as consultas médicas. Com relação à troca do medicamento prescrito na receita médica pela farmácia que comercializa o produto, é correto afirmar que:</p><p>C. somente ao farmacêutico é permitida a troca de medicamento referência prescrito em receita médica por um medicamento genérico ou similar correspondente, salvo restrições expressas pelo profissional prescritor.</p><p>A intercambialidade de medicamentos é regulamentada pelas RDC Anvisa n.º 16/2007 e 58/2014. Elas permitem ao farmacêutico substituir o medicamento de referência pelo medicamento genérico correspondente e vice-versa, assim como o medicamento de referência pelo seu medicamento similar intercambiável e vice-versa. No caso dos similares, é importante que o farmacêutico consulte a lista de medicamentos similares intercambiáveis disponibilizada no portal da Anvisa. Vale salientar que a intercambialidade só poderá ser realizada se não houver qualquer restrição por parte do prescritor quanto à substituição. Segundo a RDC, esse processo somente será realizado pelo profissional farmacêutico. Desta forma, nem mesmo o farmacêutico poderá trocar o medicamento prescrito em receita por qualquer outro medicamento que possa ser similar a este. A intercambialidade de um medicamento não pode ser realizada observando o laboratório fabricante do medicamento prescrito, mas sim o genérico correspondente a ele. A troca de medicamentos não está restrita somente à classe de anti-hipertensivos, mas a todos os medicamentos que tenham o seu genérico.</p><p>3. A Resolução CFF n.º 596/2014 caracteriza o farmacêutico como um profissional de saúde, devendo executar as atividades de seu âmbito profissional, contribuindo para assegurar a saúde pública. Se no exercício da profissão, o farmacêutico não cumprir com suas obrigações e deveres dentro do estabelecimento em que trabalha, este pode sofrer sanções como:</p><p>D. O farmacêutico poderá responder administrativa, civil e criminalmente pelos seus atos ou atos de terceiros sob sua supervisão que proporcionarem prejuízos a pacientes.</p><p>Se por qualquer motivo, no exercício da profissão, o farmacêutico não cumprir com seus deveres e obrigações, poderá responder administrativa, civil e criminalmente pelos seus atos ou atos de terceiros sob sua supervisão que proporcionarem prejuízos a pacientes. Dependendo da gravidade do ato cometido, o farmacêutico deverá ser responsabilizado, independentemente de ser proprietário ou não do estabelecimento comercial em que trabalha.</p><p>4. Quando um medicamento novo chega no mercado farmacêutico significa que a indústria fabricante gastou muitos anos de pesquisa científica em uma área multidisciplinar que requer compromisso contínuo e muita dedicação. O que quer dizer patente de novos medicamentos?</p><p>E. Uma patente é um contrato entre a indústria criadora do novo medicamento e a sociedade, no qual a indústria torna pública sua invenção e, por isso, recebe em troca, por tempo determinado, o direito de explorar comercialmente, com exclusividade aquela invenção.</p><p>Uma patente é um contrato entre o criador da medicação e a sociedade. Nesse acordo, a indústria criadora do novo medicamento torna pública sua invenção e, por isso, recebe em troca, por tempo determinado, o direito de explorar comercialmente, com exclusividade, aquela invenção. Terminando esse prazo, quebra-se a patente e outras empresas poderão copiar a formulação do produto e vende-lo em forma de medicamento genérico. Os</p><p>estabelecimentos comerciais são somente os locais de comercialização desses novos medicamentos. Os profissionais da área da saúde não têm nenhum tipo de beneficio na aquisição de novo medicamento lançados no mercado.</p><p>5. Quando a patente de medicamentos é concedida, seu detentor passa a ter direitos exclusivos de exploração do medicamento, na produção, utilização, comercialização sem concorrência, venda ou importação, no período de 20 anos.</p><p>Neste sentido, quando uma patente pode ser quebrada?</p><p>A. Uma decisão judicial pode anular a patente de um medicamento, quando o judiciário achar que há um prejuízo aos cofres públicos e há uma necessidade pública, com relevância clínica para tal. É de extrema importância a análise ponderada dos requisitos para a permissão de patentes, considerando que pode refletir diretamente no custo final do medicamento, tanto para população quanto para o governo. Uma decisão judicial pode anular a patente de um medicamento, quando o judiciário achar que há um prejuízo aos cofres públicos. Esse julgamento é muito importante, pois considera que a análise da patente não deve ignorar seu impacto sobre a saúde pública e a vida das pessoas que precisam de um medicamento, com altíssima carga tributária, para sobreviver. Os testes pré-clínicos e clínicos do novo medicamento são os responsáveis por determinar a eficácia e eficiência do medicamento; portanto, a quantidade de prescrição e de venda desse produto não podem influenciar na anulação de patente.​​​​​​​ A arrecadação monetária da indústria farmacêutica com o novo medicamento é o valor devido por anos de pesquisa e testes para descoberta de novas medicações. ​​​​​​​​​​​​​​</p>

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