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Aspectos Jurídicos: Doação, Comodato e Contratos

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Questões resolvidas

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1) (OAB CESPE Nacional Exame 2008.3). Considerando, o que dispõe o Código Civil a 
respeito da doação, assinale a opção correta: 
 
a. Pode-se renunciar antecipadamente ao direito de revogar a doação por ingratidão do 
donatário; 
b. No contrato de doação com encargo, o doador ficará sujeito à responsabilidade pelo 
vício redibitório, no que concerne à parte correspondente ao serviço prestado ou à 
incumbência cometida; 
c. Na doação sob cláusula resolutiva, pode o doador, se sobreviver ao donatário, 
estipular que o bem doado seja revertido em favor de terceiro; 
d. A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulado pelo herdeiro 
colateral. 
 
 
2) (OAB-MG - AGO/2008) João da Silva cedeu em comodato, sem fixação de prazo, a José 
Mário um bem especificado no instrumento de contrato. Levando-se em conta essas 
informações, assinale a alternativa incorreta: 
 
a. O comodato se perfez com a tradição do bem; 
b. Presumir-se-á o prazo de vigência do contrato o necessário para o uso do bem; 
c. Caso José Mário não dê a destinação a que competia ao bem cedido, após constituição 
em mora, pagará até a sua restituição valor a título de aluguel; 
d. Poderá José Mário deixar de restituir o bem até que João da Silva lhe indenize pelas 
despesas realizadas com o uso da coisa emprestada. 
 
 
3) (OAB CESPE Nacional – Exame 2008.3. Supondo que Cláudio viaje de ônibus, para ir do 
interior de um estado à capital, assinale a opção correta: 
 
a. Caso a viagem tenha de ser interrompida em consequência de evento imprevisível, a 
empresa responsável pelo transporte não é obrigada a concluir o trajeto; 
b. Se Cláudio não tiver pago a passagem e se recusar a fazê-lo quando chegar ao destino, 
será lícito à empresa reter objetos pessoais pertencentes a ele como garantia de 
pagamento; 
c. Cláudio, sob pena de ferir a boa-fé objetiva, somente poderá rescindir o contrato com 
a empresa de transporte, antes de iniciada a viagem, caso demonstre justo motivo; 
d. Cláudio não poderá desistir do transporte após iniciada a viagem. 
 
 
4) (OAB – MG – AGO/2008). Considerando que as assertivas abaixo se referem ao 
mandato, assinale a opção correta: 
 
a. Todas as pessoas, capazes ou incapazes, são aptas para dar diretamente procuração 
mediante instrumento particular; 
b. Admite-se substabelecimento por instrumento particular, ainda que o mandato tenha 
sido constituído por instrumento público; 
c. O instrumento particular deverá conter todos os poderes outorgados e ninguém 
poderá exigir o reconhecimento de firma do outorgante; 
d. O mandato poderá ser expresso ou tácito, mas sempre por escrito. 
 
 
 
5) (OAB-MG –MAR/2001). Assinale a alternativa incorreta: 
 
a. O substabelecimento, mediante instrumento particular de mandato outorgado por 
instrumento público, é válido para a prática de qualquer ato, desde que contenha o 
reconhecimento de firma do signatário; 
b. O depositário que servir-se da coisa depositada, sem licença expressa do depositante, 
responderá por perdas e danos; 
c. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o 
uso e gozo da coisa emprestada; 
d. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular, sendo válida, porém, 
a doação verbal, se versar sobre bens móveis e de pequeno valor, se lhe seguir 
“incontinenti” a tradição. 
 
6) (OAB – MG Ago/2004). Sobre o contrato de compra e venda, marque a opção 
incorreta: 
 
a. É nulo quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes, a fixação do preço; 
b. Quando a compra e venda for pura, considera-se obrigatório o contrato, desde que as 
partes acordem quanto ao objeto e ao preço; 
c. É lícito o contrato de compra e venda entre cônjuges, com relação a bens pertencentes 
à comunhão; 
d. A cláusula de reserva de domínio deve ser estipulada por escrito e depende de registro 
no domicílio do comprador para valer contra terceiros. 
 
 
7) (OAB – MG – Abr./2007). Com relação à doação, assinale a opção correta: 
 
a. Em qualquer caso de doação será indispensável a declaração de aceitação do 
donatário, que deverá ocorrer no prazo fixado pelo doador; 
b. Através do contrato de doação, o doador, por liberalidade, transfere de seu 
patrimônio bens ou vantagens para o de outra; 
c. A doação somente realizar-se-á através de instrumento público ou particular, e poderá 
versar sobre bem móvel ou imóvel; 
d. É nula a doação de todos os bens, sem reserva de parte ou renda suficiente para a 
subsistência do doador, a não ser que este último estipule que os bens doados 
voltarão ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário. 
 
 
8) (OAB/FGV – Exame 2010.2). Por meio de uma promessa irretratável de compra e 
venda, celebrada por instrumento particular e registrada no cartório de Registro de 
Imóveis, Juvenal foi residir no imóvel objeto do contrato e, quando quitou o 
pagamento, deparou-se com a recusa do promitente- vendedor em outorgar-lhe a 
escritura definitiva do imóvel. Diante do impasse, Juvenal poderá, como melhor 
medida: 
 
a. Requerer ao juiz a adjudicação compulsória do imóvel, a despeito de a promessa de 
compra e venda ter sido celebrada por instrumento particular; 
b. Usucapir o imóvel, já que não faria jus à adjudicação compulsória na hipótese; 
c. Desistir do negócio e pedir o dinheiro de volta; 
d. Exigir a substituição do imóvel prometido à venda por outro, muito embora inexistisse 
previsão expressa a esse respeito no contrato preliminar. 
 
 
9) (TRT/15R/2010/Juiz do Trabalho). Em relação aos contratos é incorreto afirmar que: 
 
a. Se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema 
vantagem para a outra, em decorrência de acontecimentos extraordinários e 
imprevisíveis, o devedor poderá pedir a resolução; 
b. No caso da prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, os efeitos 
da sentença que decretar a resolução contratual retroagirão à data em que ocorreu o 
acontecimento extraordinário e imprevisível; 
c. No caso da prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, a 
resolução poderá ser evitada caso o réu se proponha a modificar equitativamente as 
condições do contrato; 
d. Se as obrigações couberem a apenas uma das partes, ela poderá pleitear que a sua 
prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a 
onerosidade excessiva; 
e. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes pode, antes de cumprida sua 
obrigação, exigir o implemento da do outro. 
 
 
10) (TRT/15R/2012/Juiz do Trabalho). Aponte a alternativa incorreta: 
 
a. Pelo contrato de depósito o depositário recebe um bem, móvel ou imóvel, para 
guardar, até que o, depositante o reclame; 
b. O contrato de depósito é gratuito exceto se houver convenção em contrário, se 
resultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por profissão. Se o 
depósito for onerosos e a retribuição do depositário não constar da lei, nem resultar 
de ajuste, será determinada pelos usos do lugar, e, na falta destes, por arbitramento; 
c. O depositário, que por força maior houver perdido a coisa depositada e recebido outra 
em seu lugar, é obrigado a entregar a segunda ao depositante, e ceder-lhe as ações 
que no caso tiver contra o terceiro responsável pela restituição da primeira; 
d. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento 
particular, que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. O terceiro com 
quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga firma reconhecida. 
Ainda quando outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se 
mediante instrumento particular. 
e. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. O poder de 
transigir não importa o de firmar compromisso. 
 
 
11) (FCC/2009/TRT/16R/MA/Analista Judiciário/Área Judiciária). A respeito da 
interpretação de contratos, é certo dizer que: 
 
a. As cláusulasnão podem ser revistas em hipótese alguma depois da assinatura do 
contrato por todos os contratantes, a não ser por determinação judicial em processo 
de conhecimento; 
b. As expressões com mais de um sentido não devem, em caso de dúvida, ser entendidas 
de maneira mais ampla, mas sim em conformidade com a natureza e o objeto do 
contrato, só podendo ser modificadas em juízo; 
c. As cláusulas ambíguas não são interpretadas de acordo com o costume do lugar em 
que foram estipuladas; 
d. Quando um contrato ou uma cláusula apresenta duplo sentido, deve-se interpretá-lo 
de maneira que possa gerar algum efeito, e não de modo que não produza efeito 
algum; 
e. As cláusulas inscritas nas condições gerais do contrato, impressas ou formuladas por 
um dos contratantes, não são interpretadas, na dúvida, em favor do outro. 
 
 
12) (FCC/2009/TRT15R/Analista Judiciário/Execução de Mandados). Nos contratos 
onerosos, o alienante responde pela evicção. A respeito do instituto, é certo que: 
 
a. Não subsiste a garantia da evicção se a aquisição se tenha realizado em hasta pública; 
b. As partes não podem, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a 
responsabilidade pela evicção; 
c. Subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja 
deteriorada, exceto havendo dolo do adquirente; 
d. Pode o adquirente demandar pela evicção, mesmo se sabia que a coisa era alheia ou 
litigiosa. 
 
 
13) (FCC/2012/TRT/18R/GO/Juiz do Trabalho. Considere: 
 
I- O contratado é obrigado a ter na guarda e conservação do objeto do contrato o 
cuidado e a diligência que costuma ter com o que lhe pertence, bem como a 
devolvê-lo, com todos os frutos e acrescidos, quando o exija o contratante; 
II- Nos contratos bilaterais, antes de cumprida a sua obrigação, nenhum dos 
contratantes pode exigir o implemento da obrigação do outro; 
III- Quando estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior, pode 
referir-se à inexecução completa da obrigação, à de alguma cláusula especial ou 
simplesmente à mora. 
 
As afirmativas I, II e III correspondem, respectivamente, aos institutos: 
a. Contrato de depósito, exceção de contrato não cumprido e cláusula penal; 
b. Contrato de comodato, purgação da mora e cláusula resolutória expressa; 
c. Contrato de mútuo, exceção de contrato não cumprido e cláusula resolutória expressa; 
d. Contrato de depósito, cláusula resolutória expressa e cláusula penal. 
 
 
14) (FCC/2012/TRT/1R/RJ/Juiz do Trabalho. Em relação a cada espécie de contrato é 
correto afirmar: 
 
a. A compra e venda pode ter como objeto coisa atual ou futura; neste caso ficará sem 
efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de 
concluir contrato aleatório; 
b. A doação feita em contemplação do merecimento do donatário perde o caráter de 
liberalidade por parte do doador; 
c. O comodato perfaz-se com a tradição do objeto e significa o empréstimo gratuito de 
coisa fungíveis; 
d. O mandato pode ser expresso ou tácito, mas somente se outorga por escrito, por se 
tratar de contrato formal. 
 
 
15) (FCC/2012/TRT/18R/GO/Juiz do Trabalho). A doação feita de ascendente a 
descendente constitui: 
 
a. Doação com cláusula de reversão; 
b. Simulação; 
c. Negócio jurídico nulo 
d. Adiantamento de legítima. 
 
 
16) (FCC/2014/TRF/4R/Analista Judiciário área Judiciária). Considere: 
 
I- Fiança estipulada sem o consentimento do devedor. 
II- Fiança estipulada contra a vontade do devedor. 
 
Nestes casos, em regra, no tocante às normas específicas sobre fianças previstas no Código 
Civil Brasileiro, 
 
a. Há desrespeito às normas, apenas na segunda hipótese; 
b. Não há desrespeito às normas; 
c. Há desrespeito às normas, apenas, quando se tratar de contrato de compra e venda; 
d. Há desrespeito às normas em ambas as hipóteses. 
e. Há desrespeito às normas, apenas, na primeira hipótese. 
 
 
17) (FCC/2014 /TCE/PI/Auditor Fiscal de Controle Externo). Carolina celebrou um contrato 
e Cláudia prestou fiança mesmo contra a vontade de Carolina. Obrigou-se, no entanto, 
por metade do valor da obrigação. A fiança é: 
 
a. Inválida, pois a fiança pressupõe anuência do devedor, além de sempre abranger o 
valor total da obrigação; 
b. Válida, pois é possível estipular fiança contra a vontade do devedor e em valor inferior 
ao da obrigação; 
c. Válida, mas abrangendo o valor todo, pois é possível estipular fiança contra a vontade 
do devedor, mas não em valor inferior ao da obrigação; 
d. Inválida, pois embora possa abranger apenas parte do valor da obrigação, a fiança 
pressupõe anuência do devedor; 
e. Inválida, porque a dispensa da anuência do devedor só é possível nos casos em que o 
fiador houver se obrigado por ¼ do valor da obrigação. 
 
 
18) (FCC/2014/TRT/18R/GO/juiz do Trabalho. Igor, menor com dezessete anos de idade, 
obriga-se contratualmente em uma escola de inglês, dizendo-se maior de idade 
quando inquirido e assinando sozinho o contrato que será: 
 
a. Eficaz, pois Igor não pode, para eximir-se da obrigação, invocar sua idade se no ato de 
obrigar-se declarou-se maior de forma dolosa; 
b. Nulo, porque a vontade de Igor não poderia gerar qualquer efeito, 
independentemente de sua declaração de idade pessoal; 
c. Anulável somente se os representantes legais de Igor arguirem a invalidade; 
d. Ineficaz, por se tratar de obrigação em face de uma entidade de ensino. 
 
 
19) (FCC/2006/DPE/SP/Defensor Público). Sobre os vícios redibitórios, é correto afirmar: 
 
a. São defeitos ocultos existentes na coisa alienada, objeto de qualquer tipo de contrato; 
b. Ocorrendo vício redibitório pode o adquirente rejeitar a coisa ou conservar o bem e 
reclamar abatimento no preço sem acarretar a redibição do contrato, através da ação 
estimatória ou quanti minoris; 
c. Se o alienante tinha ciência do vício oculto, deve restituir o que recebeu, sem perdas e 
danos; 
d. Se a coisa vier a perecer em poder do alienatário, em razão do defeito já existente ao 
tempo da tradição, o alienante não terá de restituir o que recebeu. 
e. A ação redibitória ou estimatória deve ser proposta dentro do prazo de trinta dias, em 
se tratando de bens móveis ou imóveis. 
 
 
20) Considere a seguinte situação hipotética, marcando-a como verdadeira ou falsa: 
 
Determinado vendedor vendeu um cavalo de corridas a Augusto, que o comprou com o fim 
específico de utilizá-lo em corridas. Após a celebração do contrato, Augusto descobriu que o 
animal era portador de moléstia respiratória que o impedia de correr. Nessa situação 
hipotética, mesmo que seja comprovado que o alienante não tinha conhecimento do vício no 
semovente, Augusto terá direito à restituição do valor pago, acrescido do valor 
correspondente às despesas do contrato. VERDADEIRA/FALSA. 
 
 
 
GABARITO: 
 
1- Letra B- - artigos 556/parágrafo único do art. 441, artigo 547 e seu parágrafo único e 
artigo 550 – CC. 
2- Letra D – artigos 579/581/582 e 583 – CC. 
3- Letra B – artigos 741, 742, 740 e seu parágrafo 1º - CC. 
4- Letra B – artigos 654, 655, parágrafo 2º do artigo 654 e art. 656 - CC. 
5- Letra A – artigos 655/640 e 584 – CC. 
6- Letra C – artigos 489, 482, 499 e 521 – CC. 
7- Letra B – artigos 539/543/538/ 541 e seu parágrafo único, artigos 589 e 547 – CC. 
8- Letra B – artigo 1417 – CC. 
9- Letra C – artigos 478/479 e 480 – CC. 
10- Letra A – artigos 627/628/636/654/655 e 661 – CC. 
11- Letra D – segundo regras de interpretação de contratos propostas por Pothier. 
12- Letra C – artigos 451/447/448/457 – CC. 
13- Letra A – artigos 627/476 e 408 e seguintes – CC. 
14- Letra A - artigos 483/540/579 e 656 – CC. 
15- Letra D – artigo 544 – CC. 
16- Letra B – artigo 820 – CC. 
17- Letra B – artigos 820 e823 – CC. 
18- Letra A – artigo 180 CC. 
19- Letra B – artigos 441/442 e 443 – CC. 
20- VERDADEIRA – parágrafo 2º do artigo 445 – CC.

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