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Questão 1/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe a citação: “Como primeira característica, o conhecimento de todos os fatos humanos no passado, da maior parte deles no presente, deve ser, [segundo a feliz expressão de François Simiand,] um conhecimento através de vestígios. Quer se trate das ossadas emparedadas nas muralhas da Síria, de uma palavra cuja forma ou emprego revele um costume, de um relato escrito pela testemunha de uma cena antiga [ou recente], o que entendemos efetivamente por documentos senão um "vestígio" quer dizer, a marca, perceptível aos sentidos, deixada por um fenômeno em si mesmo impossível de captar?” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BLOCH, Marc. Apologia da História ou o oficio do historiador. Jorge Zahar editor, 2002, p. 73. Considerando a passagem de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 1, Tema 1 – O que é um documento histórico? de História e documentação: abordagens práticas,, sobre a concepção de Marc Bloch sobre documento histórico, assinale V para verdadeiro e F para falso. I. ( ) Documento histórico é qualquer tipo de vestígio produzido pelo homem em qualquer contexto e que ajude a compreensão humana. II. ( ) A noção de documento histórico foi criada no século XIX e permanece mesma para os historiadores da atualidade. III. ( ) No século XIX havia a concepção de que os historiadores deveriam encarar o documento histórico como prova do que mais importante aconteceu. IV. ( ) Com a ampliação no rol de possibilidades de vestígios da história, os termos documento e fonte passam a ser tratados como sinônimos. V. ( ) Documento e fonte englobam uma série de materiais e vestígios que oferecem ao historiador/ pesquisador acesso às realidades do passado. Marque a opção que contém a sequência correta: Nota: 10.0 A V – V – F – F – F B V – F – F – V – F C F – V – F – V – F D V – V – F – F – V E V – F – V – V – V Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: V – F – V – V – V. Apenas as alternativas I, III, IV e V são verdadeiras, enquanto a alternativa II é falsa, pois “O documento histórico é tudo aquilo que foi produzido pelo homem e que tem a potencialidade de conter vestígios que possibilitem a compreensão da ação humana em qualquer contexto e nas suas variadas dimensões (Barros, 2012, p. 130). Já houve, entre os historiadores, uma divisão mais rigorosa entre fonte histórica e documento histórico. A noção de documento histórico foi criada no século XIX, tendo em vista a ideia de que o historiador, assim como os responsáveis por arquivos históricos, deveria documentar, no sentido jurídico do termo, aquilo que servisse como prova do que mais importante aconteceu (como fatos políticos importantes, por exemplo). A fonte, por outro lado, já foi tratada como vestígio menor, marginal, que oferecia vestígios de passados que não necessariamente deveriam ser guardados e preservados. Contudo, com a ampliação do leque de objetos que servem como vestígios de acesso ao passado – no caso, de fontes –, que se valeu das renovações metodológicas que aconteceram ao longo do século XX, fonte e documento têm sido tratados como termos sinônimos. A historiografia passou por processos de ampliação da própria noção de documento, incorporando a ela as mais variadas tipologias e objetos de interesse. Nesse caso, como explica Barros (2012, p. 132), documento e fonte englobam conjuntos de materiais e vestígios que nos oferecem acessos às realidades do passado, porque são analisáveis como discursos e não somente no estrito sentido jurídico de provas. Ambos são os elementos materiais com base nos quais o pesquisador/historiador formulará problemas e sustentará respostas e análises sobre o passado.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 3) Questão 2/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Leia o fragmento: “As fontes textuais de que se pode valer um historiador abarcam um grande número de possibilidades: crônicas, narrativas, poemas, literatura de ficção, prosa moralística, obras historiográficas, ensaios, tratados técnicos, entre as que habitualmente se prestam mais à análise qualitativa que à serialização, e um grande número de outras fontes que podem ser encontradas nos arquivos, como textos legislativos, registros cartoriais, documentos comerciais. Enfim, tem-se, aqui, toda uma diversidade de documentos que têm em comum a utilização da linguagem escrita (e não a falada, a pictórica, etc.)” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BARROS, J. D. Fontes históricas – Revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa histórica. Mouseion, v. 1, n. 12, p. 151, 2012. Considerando a passagem de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 1, Tema 3 – Analisando os documentos: métodos quantitativos e qualitativos de História e documentação: abordagens práticas, sobre análise qualitativa, marque V para verdadeiro e F para falso. I. ( ) A análise qualitativa está diretamente ligada com a preocupação com a quantificação e dados numéricos. II. ( ) A análise qualitativa está preocupada com uma serie documental e a tentativa de definir padrões comuns a documentação. III. ( ) Os estudos que utilizam a análise qualitativa se preocupam com a descrição da complexidade de determinado problema. IV. ( ) a análise de interações entre diversas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos são preocupações da análise qualitativa. V. ( ) As análises qualitativas podem utilizar uma abordagem etnográfica visando descrever práticas e ideias de um determinado grupo social. Marque a opção que contém a sequência correta: Nota: 10.0 A V – V – F – F – F B V – V – V – F – F C F – F – V – V – V Você assinalou essa alternativa (C) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: F – F – V – V – V. Apenas as alternativas III, IV e V são verdadeiras, enquanto as alternativas I e II são falsas, pois “Entendemos como método qualitativo aquele que não apresenta como enfoque principal alguma preocupação com quantificações ou dados numéricos. A rigor, uma análise qualitativa tem como objetivo o aprofundamento da compreensão de determinado objeto. De acordo com Richardson (1999), os estudos que empregam algum tipo de metodologia qualitativa buscam descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de determinadas variáveis, além de compreender e classificar processos dinâmicos vivenciados por grupos sociais à história, as análises documentais que recorrem aos métodos qualitativos possuem diversas acepções. André e Lüdke (1986, p. 13-14) chamam a atenção, nesse tipo de pesquisa histórica, para a abordagem etnográfica e os estudos de caso. A abordagem etnográfica visa descrever sistemas de significados culturais, práticas e ideias de determinado grupo, incorporando, para tanto, métodos da antropologia e de outras ciências". (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 9) D V – F – F – F – V E F – V – V – F – F Questão 3/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Leia o fragmento abaixo: “(...) os documentos não se limitam somente a registros de identificação e controle produzidos pelas instâncias do Estado. Os documentos fazem parte de nossa experiência de vida, incluindo-se nessa modalidade um conjunto de outros elementos, tais como: fotografias, cartas, roupas, livros didáticos, móveis, diários, jornais, paisagens, narrativas, fábulas, filmes, romances, construções etc. Enfim, um conjunto de evidências, de indícios, de pistas que comprovam a existência das diferentes formas de atividade humana.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CAVALCANTE, P.; MAUAD, A. M. História e documento. v. 1. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2009. p.27. Considerando o fragmento de texto os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 1, Tema 2 – Como classificar os documentos históricos de História e documentação: abordagenspráticas, analise as afirmativas abaixo no que tange aos tipos de fontes históricas: I - A documentação histórica deve ser classificada segundo quatro grandes grupos de características inerentes a ela: a posição, a qualidade, a intencionalidade e a serialidade. II - Quanto à qualidade, entendemos os critérios que classificam um documento de acordo com o acesso que ele dá a algum evento, conjuntura, contexto ou realidade histórica. III - A respeito da posição, o critério é relativo à materialidade do registro histórico. IV - Sobre a intencionalidade, cabe ao pesquisador/historiador se perguntar se a fonte histórica (e a informação buscada nela) analisada foi produzida voluntariamente ou involuntariamente, havendo implicações importantes em uma ou outra dessas situações. V. Serialização é uma tipologia documental que trata de fontes incomuns em determinado contexto ou que integram um tempo/espaço específico parcamente documentado. Estão corretas apenas as afirmativas: Nota: 10.0 A I, II e III B I, III e V C III e IV D I e IV Você assinalou essa alternativa (D) Você acertou! Comentário: Apenas as afirmativas I e IV são corretas, pois “Aróstegui (2006, p. 493) propõe que a documentação histórica deve ser classificada segundo quatro grandes grupos de características inerentes a ela: a posição, a qualidade, a intencionalidade e a serialidade. (...) Quanto à posição, entendemos os critérios que classificam um documento de acordo com o acesso que ele dá a algum evento, conjuntura, contexto ou realidade histórica. A respeito da qualidade, Aróstegui (2006) define esse critério como relativo à materialidade do registro histórico. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 4) Sobre a intencionalidade, cabe ao pesquisador/historiador se perguntar se a fonte histórica (e a informação buscada nela) analisada foi produzida voluntariamente ou involuntariamente, havendo implicações importantes em uma ou outra dessas situações (Barros, 2012, p. 140). (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 5) Sobre a serialização de fontes, o seu objetivo "é identificar, para uma análise histórica, certo padrão,repetições ou recorrências que ocorrem em uma série. O contrário de uma serialização seria uma fonte singular, que é aquela incomum em determinado contexto ou que é parte de tempo/espaço específico parcamente documentado, o que exigirá do historiador formas distintas de análise do que as adotáveis com uma documentação serializável (Ginzburg, 2007, p. 210-230). (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 5-6) E II e III Questão 4/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe o fragmento: “Os historiadores, sobretudo do século XVII ao XIX, aperfeiçoaram uma crítica de documentos que hoje está adquirida, continua a ser necessária, mas é insuficiente [cf. Salmon, 1969, ed. 1976, pp. 85-140]. Tradicionalmente, distingue-se entre uma crítica interna ou de autenticidade e uma crítica externa ou de credibilidade". Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LE GOFF, J. História e memória . 7. ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2013. p. 90, 91. Considerando a passagem de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 1, Tema 2 – Como Classificar os documentos históricos? de História e documentação: abordagens práticas, sobre a crítica interna e externa das fontes históricas, assinale V para as asserções verdadeiras e F para as asserções falsas. I. ( ) A crítica interna também pode ser chamada de crítica de erudição, onde se verifica a autenticidade do documento. II. ( ) A crítica externa está ligada a observação da datação, origem, local de produção, procedência, motivo, singularidade do documento. III. ( ) ao verificar que um documento é falso (crítica externa) o historiador/ pesquisador deve descarta-lo da sua pesquisa. IV. ( ) A crítica interna consiste em verificar as informações do documento obtendo uma boa compreensão do pensamento do auto do documento. V. ( ) A crítica externa dos documentos está ligada a sua credibilidade, ou seja, deve-se verificar informações sobre o autor do documento e seu contexto de produção. Marque a alternativa que contém a sequência correta: Nota: 10.0 A F – V – F – V – V Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: F – V – F – V – V. Apenas as alternativas II, IV e V são verdadeiras, enquanto as alternativas I e III são falsas, pois “A crítica externa também pode ser chamada de crítica de erudição. Nessa etapa, verificamos a autenticidade documental, assim como a sua datação, origem, local de produção, procedência, motivo de sua configuração e sua singularidade, além de identificarmos fundos e arquivos onde o documento está e/ou por onde passou até então (Cavalcante; Mauad, 2009, p. 214). Retomando aquilo que já dissemos sobre a taxonomia dos documentos, é nessa etapa que verificamos informações sobre como o agente produziu tal documento e em qual contexto (sua posição), se é uma fonte direta ou indireta, se o documento consultado é uma cópia, tradução ou original, entre outros aspectos. Já a crítica interna consiste em se verificar o teor das informações do documento. Aqui, importa que o pesquisador/historiador consiga uma boa compreensão do pensamento profundo do autor do documento (Glénisson, 1983, p. 167-186).” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 6-7) B F – F – F – V – V C V – F – F – F – V D V – F – F – V – V E F – F – V – V – V Questão 5/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Leia o fragmento “A centralidade do documento escrito na produção histórica se deve muito à própria definição de documento oficial. Sabemos, ao analisarmos o estabelecimento da história como ciência, que analisar os meandros da política, como a formação de territórios e trajetórias de reinos, monarcas e países era seu foco principal. O documento oficial, por esse caminho, teve importância central nessa forma de narrar o passado, já que ele oferece, pelas suas funções, acesso a realidades administrativas, jurídicas, políticas e dos diversos âmbitos do exercício de poder ao longo da história.” Após esta avaliação, caso queira ler este texto integralmente, ele está disponível em: ROCHA, Igor Tadeu Camilo. Rota de aprendizagem da Aula 3. História e documentação: abordagens práticas. Curitiba: Intersaberes, 2021, p. 5. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 3, Tema 1 – Documento escrito e pesquisa em História de História e documentação: abordagens práticas, analise as afirmativas abaixo quanto aos tipos de documentos escritos: I – documentos institucionais podem ser encontrados em instituições privadas ou públicas, exemplos desse tipo de documento: atas de reuniões, ofícios, acervos de empresas, etc. II – periódicos, são documentos que possuem certa regularidade em frequência tais como: jornais, revistas, semanários, revistas científicas e entrevistas. III – arquivos paroquiais são registros de casamentos, matrimônios, óbitos, batismos, ou seja, documentos feitos em paróquias ou unidades administrativas da Igreja. IV - documentos literários são poemas, peças de teatro, partituras de músicas, etc. V – documentos pessoais podem ser cartas, diários, anotações pessoais, fotografias, vídeos caseiros, etc. Estão corretas as afirmativas: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A I, II e III B II, IV e V C I, II e V Você assinalou essa alternativa (C) D III, IV e V E I, III e IV Comentário: Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas: "Nessa pesquisa histórica, o pesquisador/historiador poderá encontrar documentos produzidos por instituições específicas, privadas ou públicas. Trata-se aqui de documentos como atas de reuniões, relatórios, ofícios, ordens, documentos de compra e venda, entre outros, que são parte de acervos de empresas, associações civis ou determinados órgãos públicos, por exemplo. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 5) O pesquisador/historiador pode se deparar também, na análise da documentaçãoescrita, com periódicos. Entendemos aqui os periódicos num sentido amplo, o que engloba jornais, revistas, semanários, revistas científicas, digestivos culturais, entre muitos outros tipos de publicação que, como característica central, têm o fato de serem publicadas regularmente em frequência (diária, mensal, semanal etc.) predeterminada. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 6) Sobretudo a partir da década de 1980, muitos historiadores interessados em documentação seriada e métodos quantitativos voltaram-se aos arquivos paroquiais. Trata-se de registros de casamentos, matrimônios e óbitos feitos em paróquias e outras unidades administrativas da Igreja católica entre os séculos XV e XX. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 6-7) Escritos literários, poemas, partituras musicais ou peças de teatro, por exemplo, são exemplos importantes de documentos escritos com os quais o pesquisador/historiador poderá se deparar nas suas pesquisas. Darnton (2014), por exemplo, usou esse tipo de fonte para analisar a importância da poesia e da música na veiculação de mensagens de teor político no contexto da Revolução Francesa. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 7) Alguns documentos escritos são oriundos de fundos pessoais, como cartas, diários, anotações pessoais, entre toda uma diversidade de documentos. Alguns deles, anos depois, são transcritos e publicados, como é o caso das Cartas Italianas, escritas pelo iluminista português Verney (2008), no século XVIII. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 7) Questão 6/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Leia a citação: “(...) cada tipo de fonte textual apresenta um sistema de comunicação que lhe é próprio, e que não pode ser imprudentemente confundido com os demais. A linguagem poética, por exemplo, é radicalmente diferente da linguagem legislativa. Além disso, um ou outro desses gêneros atende a objetivos muito específicos: enquanto o objetivo da poesia é entreter ou comover (e outras coisas mais) a partir de um código muito especial que é o do discurso poético, o objetivo de um documento legislativo é regulamentar a vida jurídica, para o que se requer um discurso com um determinado tipo de precisão e objetividade.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BARROS, J. D. Fontes históricas – Revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa histórica. Mouseion, v. 1, n. 12, 2012, p. 23. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 2, Tema 1 – Aprofundando as classificações de uma documento de História e documentação: abordagens práticas, sobre as classificações do documento histórico, assinale V para as asserções verdadeiras e F para as asserções falsas. I. ( ) Um documento literário pode ser classificado como gênero textual. II. ( ) Um documento pode ser classificado como processos ou certidões quanto a espécie. III. ( ) Quanto a tipologia um documento pode ser classificado ostensivo. IV. ( ) Quanto ao formato um documento pode ser pergaminho ou livro quando se trata de iconografia. V. ( ) O formato de um documento pode ser CD, MP3, fita, quando se trata de áudios. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Nota: 10.0 A V – F – F – F – V B V – V – F – F – V Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: V – V – F – F – V. Apenas as alternativas I, II e V são verdadeiras, enquanto as alternativas III e IV são falsas, pois “(...)Tendo em vista tais conhecimentos, os arquivos que guardam e fazem a curadoria dos documentos criam suas classificações. Baseando-se nelas, podemos classificá-los quanto ao gênero, espécie, tipologia, natureza do assunto e forma e formato. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 2-3) (...) Tradicionalmente, o historiador/pesquisador recorre à fonte escrita. Nesse caso, o documento é classificado no gênero textual, mas, certamente, não nos atemos a essa única classificação. (...) Na maior parte das vezes, quando acessamos o documento, vemos nessa classificação as funções que os documentos tiveram no seu contexto de elaboração. Assim, nesse ponto, os documentos são classificados como atas, processos, certidões, ofícios, decretos, ordens, despachos, cartas, entre outras possibilidades. (....) Em termos técnicos, a tipologia documental é a configuração que uma espécie de documento assume de acordo com a atividade e finalidade que o originou. Dito de outra maneira, a tipologia é uma especificação mais exata da espécie do documento. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 4) Sobre a natureza do assunto, o documento é classificado quanto ao seu teor e autorização para acesso público ao seu conteúdo. Nessa classificação, devemos ter em vista algumas implicações burocráticas quanto à divulgação do conteúdo de determinado documento. Inicialmente, um documento pode ser classificado como ostensivo quando sua divulgação não acarreta prejuízo a alguém; ou sigiloso, caso contrário. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 4) (...) Referente à forma ou formato, a classificação se dá quanto às características físicas e técnicas dos registros de acordo com o que se apresenta no documento. Dito de outra forma, aqui a classificação se relaciona com a materialidade do registro. Assim sendo, um registro textual pode vir numa forma classificada como livro, códice, pergaminho, papiro, fragmento, caderno, lista, diário, entre outras. Um registro sonoro pode ser na forma de disco, fita, CD, MP3, MP4, entre outras. (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 5) C F – V – F – F – V. D V – V – F – F – F. E V – F – F – F – V. Questão 7/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe a citação: “Vejamos, agora, uma postura diferenciada perante esse mesmo critério classificatório. Neste caso, a posição estará colocando em jogo o “conteúdo” da fonte de uma maneira muito específica, relacionando-o à maneira como foram reunidas as informações pelo enunciador ou autor da fonte. Esta maneira de pensar já faz avançar o problema. Dois indivíduos de uma mesma época e contexto, embora produzindo depoimentos em relação a um mesmo processo e mergulhados no mesmo contexto social, poderiam apresentar, por exemplo, algumas diferenças: um teria presenciado os acontecimentos aos quais pretende se referir, outro não (digamos que estaria relatando fatos a partir do que leu de outro, ou ouviu dizer).” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BARROS, J. D. Fontes históricas – Revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa histórica. Mouseion, v. 1, n. 12, 2012, p. 7. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 3, Tema 1 – Documento escrito e pesquisa em História de História e documentação: abordagens práticas, analise as afirmativas abaixo quanto à importância de o historiador/ pesquisador observar a relação do conteúdo da fonte histórica com a sua autoria. I – O pesquisador/ historiador deve saber identificar quando se trata de um fonte direta ou indireta. II – O documento observado pelo historiador pode servir de mediação direta ou indireta entre o leitor do presente e um fato do passado. III – O historiador deve saber diferenciar uma fonte produzida por alguém que é testemunha de um fato de uma fonte produzida por alguém que ouviu falar sobre o fato. IV – O fato de ser uma fonte direta ou indireta não interfere na análise do historiador/ pesquisador quando ele é habilidoso. V – Se o autor da fonte não estiver diretamente ligado ao fato contido na mesma a análise do historiador não será prejudicada. Estão corretas as afirmativas: Nota: 10.0 A I, II e III Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! Comentário: Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas: “Quanto à época, o pesquisador/historiador deverá identificar se é uma fonte direta ou indireta. Aqui importa saber se o documento em questão funciona como mediação direta ou indireta entre o leitor do presente e um fato do passado. Por exemplo, um pesquisador/historiadorque esteja investigando civilizações nativas do Brasil no primeiro século da colonização poderá ter uma fonte direta no relato de Hans Staden sobre os tupinambás no Brasil, publicada em 1557, porque ele foi escrito com base em dados recolhidos e narrados pelo autor em suas duas viagens ao Brasil, no século XVI, nas quais esteve em contato com os mesmos tupinambás. O mesmo historiador encontrará alguma fonte indireta se, por exemplo, analisar algum autor que escreveu sua descrição sobre o mesmo povo levando em conta, por exemplo, os relatos de Staden.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 4) B II, IV e V C I, II e V D III, IV e V E I, III e IV Questão 8/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe a citação: “Aróstegui propõe uma taxonomia por uma razão importante. Não se trata de mero esforço de erudição, ou de fetiche de classificação. Tal como ele esclarece na parte de seu livro que se refere a “uma nova taxonomia das fontes históricas” (2006, p.495), uma taxonomia deve ser útil para a própria avaliação problematizada das fontes. De nossa parte, acrescentaremos que, o que de certo modo é só outra maneira de dizer as coisas, uma taxonomia deve permitir ao historiador fazer algumas perguntas fundamentais às suas fontes. Classificar é aproximar-se do objeto com uma pergunta, com uma questão que se faz incidir sobre o objeto para melhor compreendê-lo. É assim que o primeiro critério levantado por Aróstegui é o “posicional”. Pergunta-se aqui: que posição a fonte histórica disponibilizada ou constituída ocupa em relação ao objeto histórico ou realidade histórica examinada, ou mesmo, em relação ao problema proposto, ao seu contexto mais imediato.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BARROS, J. D. Fontes históricas – Revisitando alguns aspectos primordiais para a pesquisa histórica. Mouseion, v. 1, n. 12, 2012, p. 5. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 2, Tema 1 - Aprofundando as classificações de um documento de História e documentação: abordagens práticas, com relação à taxonomia das fontes históricas, assinale V para as asserções verdadeiras e F para as asserções falsas: I. ( ) Os documentos podem ser classificados em: gênero, espécie, tipologia, natureza do assunto, forma e formato II. ( ) um documento pode ser classificado quanto ao gênero como cartográfico quando se trata de pinturas, fotografias ou imagens em geral. III. ( ) Um documento pode ser classifica quanto ao gênero iconográfico quando se trata de filmes ou vídeos. IV: ( ) Sobre a natureza do assunto um documento pode ser classificado como ostensivo ou sigiloso. V. ( ) O formato de um documento se refere às características físicas como: livro, códice, disco, CD, MP3, etc. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Nota: 10.0 A V – V – F – F – V B V – F – F – V – V Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: V – F – F – V – V. Apenas as alternativas I, IV e V são verdadeiras, enquanto as alternativas II e III são falsas, pois: “(...) podemos classificá-los quanto ao gênero, espécie, tipologia, natureza do assunto e forma e formato.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p.3) “A classificação do documento quanto ao gênero é a maneira de representá-lo em relação ao seu suporte. (...) Um documento pode ser classificado no gênero cartográfico quando ele se refere a mapas ou plantas de construções humanas. Quando o documento carrega sua informação na forma de imagens estáticas, como fotografias, cartazes, panfletos, gravuras ou pinturas, seu gênero de classificação é o iconográfico. Já no caso de imagens em movimento, como filmes ou animações, classificamos o documento no gênero filmográfico.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 3) “Sobre a natureza do assunto, o documento é classificado quanto ao seu teor e autorização para acesso público ao seu conteúdo. Nessa classificação, devemos ter em vista algumas implicações burocráticas quanto à divulgação do conteúdo de determinado documento. Inicialmente, um documento pode ser classificado como ostensivo quando sua divulgação não acarreta prejuízo a alguém; ou sigiloso, caso contrário.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p.4) “Referente à forma ou formato, a classificação se dá quanto às características físicas e técnicas dos registros de acordo com o que se apresenta no documento. Dito de outra forma, aqui a classificação se relaciona com a materialidade do registro. Assim sendo, um registro textual pode vir numa forma classificada como livro, códice, pergaminho, papiro, fragmento, caderno, lista, diário, entre outras. Um registro sonoro pode ser na forma de disco, fita, CD, MP3, MP4, entre outras.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 5) C V – F – V – F – V D F – F – F – V – V E F – V – V – F – V Questão 9/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe o fragmento de texto: “Os historiadores do Renascimento prestaram à ciência histórica alguns serviços eminentes: fizeram a crítica dos documentos com a ajuda da filologia; começaram a "laicizar" a história e a eliminar-lhe os mitos e as lendas; lançaram as bases das ciências auxiliares da história e estreitaram a aliança da história com a erudição (...). Assim, firmemente apoiada nas ciências auxiliares (arqueologia, numismática, sigilografia, filologia, epigrafia, papirologia, diplomática, onomástica, genealogia, heráldica), a história instalou-se no trono da erudição.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LE GOFF, J. História e memória . 7. ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2013. p. 98, 105. Conforme a citação e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 2, Tema 1 – Aprofundando as classificações de um documento de História e documentação: abordagens práticas, sobre a importância das ciências auxiliares na produção do conhecimento histórico, analise as proposições a seguir: I – As ciências auxiliares são importantes pois ajudam na crítica interna e externa do documento histórico. II – As ciências auxiliares permitem que o historiador retire o máximo de informações de um documento histórico. III – Um exemplo do uso das ciências auxiliares na pesquisa histórica é a cartografia histórica para a análise de mapas característicos de espaços físicos do passado. IV – As ciências auxiliares são importantes pois são as únicas capazes de selecionar fontes mais confiáveis para a análise histórica. V – As ciências auxiliares da história são descartáveis pois podem prejudicar a pesquisa, validando fontes mentirosas. Estão corretas apenas as afirmativas: Nota: 10.0 A I e II B II, III e V C III, IV e V D I, III e IV E I, II e III Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas: “Anteriormente, vimos que as tipologias documentais devem ser construídas por meio de uma análise crítica, interna e externa, do documento. Para tanto, lançamos mão de ciências auxiliares, como a diplomática, a paleografia, a linguística, entre outras. (...) Quaisquer outras ciências que permitam ao pesquisador retirar o máximo de informações de um documento, a fim de dinamizar as suas possibilidades de análise, também podem servir como ciências auxiliares. Por exemplo, o desenvolvimento da cartografia histórica é tributário, em muito, do diálogo entre a história e geografia para análise de mapas, paisagens e características diversas dos espaços físicos no passado (Bueno, 2004; Rodrigues, 2014).” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 3-4) Questão 10/10 - História e Documentação: Abordagens Práticas Observe o fragmento: “Ainda que hoje seja fundamental a importância da ampliação da noção de documento, incorporando a ela mais elementos e linguagens que tragam informações sobre o passado histórico que não a escrita, ainda sobrevive a noção de que, quando existirem, os documentos escritos possuem alguma centralidade. E isso faz bastante sentido, numaobservação preliminar da própria história dos próprios registros humanos que, posteriormente, são lidos como documentos que sustentam empiricamente as interpretações possíveis sobre o passado.” Após esta avaliação, caso queira ler este texto integralmente, ele está disponível em: ROCHA, Igor Tadeu Camilo. Rota de aprendizagem da Aula 3. História e documentação: abordagens práticas. Curitiba: Intersaberes, 2021, p. 3. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos da Rota de Aprendizagem da Aula 3, Tema 1 – Documento escrito e pesquisa em História de História e documentação: abordagens práticas, sobre centralidade do documento escrito, assinale V para as asserções verdadeiras e F para as asserções falsas. I. ( ) Algumas estruturas do passado só são acessíveis pela mediação de documentos escritos. II. ( ) Os depoimentos produzidos pela História Oral não possuem a mesma importância e validade do que os documentos escritos. III. ( ) Os documentos escritos precisam ser objeto de crítica do historiador/ pesquisador tendo em vista suas definições e funções. IV. ( ) A centralidade dos documentos escritos não reduz a importância de outros tipos de documentos como filmes ou materiais iconográficos. V. ( ) Os documentos escritos são mais importantes do que os outros tipos de documentos como os depoimentos orais, por exemplo. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Nota: 10.0 A F – V – F – F – V B F – F – V – V – V C V – F – V – V – F Você assinalou essa alternativa (C) Você acertou! Comentário: A sequência correta é: V – F – V – V – F. Apenas as alternativas I, III e IV são verdadeiras, enquanto as alternativas II e V são falsas: “Certas estruturas do passado, como administrativas, legais e jurídicas, ou mesmo determinadas expressões do pensamento, da religião, da cultura e outros de sociedades do passado só nos são acessíveis ou o são de maneira mais completa pela mediação feita por documentos escritos. Isso não reduz, contudo, a importância de outros tipos documentais, como fílmicos, materiais ou iconográficos. Para aprofundarmos a respeito da importância das fontes escritas, será importante aqui relembrarmos alguns pontos da taxonomia dos documentos. Os documentos escritos, como explicado por Barros (2012), precisam ser objeto de uma crítica do pesquisador/historiador, tendo em vista informações que o definem, classificam e desvelam suas funções, usos e intenções, esmiuçadas ao máximo.” (Texto da Rota de Aprendizagem, p. 3) D F – V – V – F – V E F – V – F – V – V