Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO PANTANAL ESTÁCIO I FAPAN. CAMPUS CÁCERES. PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA: VENDA CASADA NAS RELAÇÕES DE CONSUMO Discentes JANAINNA VALÉRIA DUARTE FREITAS JÚLIA VITÓRIA DUARTE PARAVÁ RODRIGO CESAR MERCALDI SARAH GABRIELE MARQUES ALMISSI Docente EVELY BOCARDI DE MIRANDA CÁCERES/MT 2023 I- DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO 1. Identificação das partes envolvidas e parceiros As partes que serão envolvidas para realização deste projeto de extensão serão os acadêmicos dos cursos de graduação da faculdade ESTÁCIO/FAPAN, por ser um público adulto e jovem, que participam mais ativamente das relações de consumo presentes na sociedade. Geralmente, este público realiza compras e tem desconhecimento dos seus direitos quanto consumidor e por mais que estejam na graduação podem apresentar desconhecimento acerca dos direitos do consumidor e as práticas abusivas realizadas pelas empresas de comércio. O perfil sociodemográfico dos participantes serão de ambos os sexos, faixa etária superior a 17 anos, matriculado em algum curso da faculdade ESTÁCIO/FAPAN. Este projeto não tem parceria com nenhuma empresa. 2. Problemática e/ou problemas identificados Atualmente, a venda casada vem aumentando de forma desenfreada, por causa do crescimento da competitividade entre as empresas, fazendo com que o consumidor tenha seu direito violado até mesmo sem conhecimento de que a prática é abusiva. Sendo assim, é importante que esse consumidor tenha consciência do que vem a ser uma venda casada para que não se sinta prejudicado durante as transações das relações de consumo? 3. Demanda sociocomunitária e justificativa acadêmica A venda casada, por mais que seja uma prática abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor – CDC, ainda é uma prática comercial comumente aplicada pelas empresas. Devido ao crescimento da competitividade nas vendas (digital e físico), os empreendedores precisam fazer das mais variadas estratégias para aumentar o volume das vendas de seus negócios, optando por iniciativas que não são autorizadas por lei. Nisso, o consumidor é obrigado, pela estratégia adotada pela empresa, a adquirir um outro produto no ato da compra do item que demonstrou interesse originalmente, sem que exista a real necessidade ou interesse por parte dele. Diante disso, o consumidor está sendo obrigado/enganado pela empresa para comprar mais de um produto junto e devido a sua vulnerabilidade ou necessidade, acaba sendo vítima da prática abusiva e tendo seu direito do consumidor violado. Ainda, dependendo do perfil socioeconômico do consumidor, geralmente esses consumidores não tem conhecimento de que a estratégia aplicada pela empresa é uma prática ilegal, fazendo com que não ingressem com uma ação judicial devido ao seu direito violado. Diante disso, é primordial que o consumidor tenha conhecimento dos seus direitos e do que vem a ser a venda casada numa relação de consumo, para evitar que seja aplicada a prática abusiva durante sua compra. 4. Objetivos a serem alcançados Conscientizar os acadêmicos da Faculdade Estácio-FAPAN sobre as práticas de venda casada e seus direitos; Instruir os acadêmicos a como identificar práticas de venda casada nas relações de consumo; Verificar se os acadêmicos participantes da ação já foram vítimas da prática abusiva de venda casada em alguma relação de consumo. 5. Referencial teórico (subsídio teórico para propositura de ações da extensão) A venda casada é uma prática comercial que ocorre quando um consumidor é obrigado a adquirir um produto ou serviço adicional para obter acesso a um bem ou serviço principal desejado. Essa prática é considerada abusiva e é proibida em muitos países, incluindo o Brasil, onde é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) (BRASIL, 2011). O CDC é a principal legislação brasileira que trata dos direitos e deveres dos consumidores. Ele define a venda casada como uma prática abusiva e estabelece sanções para as empresas que a adotam. É necessário compreender os artigos relacionados à venda casada, como o artigo 39, inciso I, que trata das práticas abusivas (BRASIL, 2010). A venda casada ocorre quando uma empresa condiciona a venda de um produto ou serviço principal à aquisição de um produto ou serviço adicional, sem que o consumidor tenha a opção de escolher separadamente cada item (BRASIL, 2011). No ordenamento jurídico brasileiro, o código em tela tem natureza constitucional, visto que o artigo 5º, inciso XXXII, CF/88, assevera que é dever do Estado promover a defesa do Consumidor, configurando assim um Direito Fundamental. A razão de ser esse um Direito Fundamental está na desigualdade existente entre o consumidor e quem presta o serviço. Sendo obrigação do Estado garantir o equilíbrio dos interesses inerentes a essa relação, salvaguardando o consumidor hipossuficiente (MATOS; PEREIRA, 2017). É nesse sentido que nasce a necessidade de dispositivos normativos que proporcione essa estabilidade. Tal imposição tem base no Princípio da Isonomia, que estabelecer o tratamento igual dos iguais e desigual dos desiguais na medida de suas desigualdades (BRASIL, 1988). Ainda, o CDC admite e reconhece a fragilidade e a notável desigualdade em relação à outra parte, e, portanto, garante, com base no artigo 6º, IV, a proteção contra as práticas abusivas. A mesma proteção é reconhecida pela Constituição Federal, nos artigos 5º, inciso XXXII e 170 (RINALDI; TREVIZAN, online). A vulnerabilidade encontra-se amparada pelo artigo 4°, inciso I do CDC e traz a seguinte redação: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: . I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo (RINALDI; TREVIZAN, online). A prática abusiva, venda casada, está elencada no Inciso I do artigo 39, onde “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos” (CDC, 1990). Esse ato ilegal consiste em o fornecedor de determinado produto forçar a venda de algum outro produto ou serviço, que não era necessário à compra que o consumidor almejava fazer. Vale dizer que esse abuso pode acontecer também quando o comerciante impõe uma quantia mínima para a realização de um compra, pois o consumidor não pode ser obrigado a consumir aquilo que ele não tem vontade. Em que o CDC expressamente assegura a liberdade de escolha do consumidor em seu art. 6º, inciso II. Sendo essas as duas formas que a operação casada pode acontecer (MATOS; PEREIRA, 2017). O Código veio tutelar a paridades entre direitos e deveres, devendo o consumidor ver assegurado para si o princípio da isonomia. Para isso, criou-se mecanismo, como por exemplo, o artigo 51 da Lei 8.078/90, que menciona a nulidade das cláusulas abusivas. Infere-se que o consumidor, de fato, é o membro mais frágil na nesta relação, e para que haja equilíbrio, o CDC cria normas protetivas, de modo a educar e fornecer instrumentos para que persista a igualdade e harmonia (RINALDI; TREVIZAN, online). 6. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto Conscientizar os acadêmicos matriculados na Faculdade Estácio-FAPAN sobre a venda casada, uma prática abusiva, sendo abordado o que é venda casada e como identifica-la nas relações de consumo. Buscamos atingir o mínimo de 50 participantesna ação de extensão, apresentando como seu direito pode ser violado pelas empresas. Ainda, esperamos conseguir com que os acadêmicos participem da ação de forma colaborativa, relatando suas vivências com as relações de consumo. II- PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 1. Identificação do público beneficiado (opcional) O público escolhido foi os acadêmicos matriculados em algum curso da Faculdade ESTÁCIO/FAPAN, tendo em vista que esse público tem mais vínculo com as relações de consumo da sociedade e que podem compartilhar as informações adquiridas na ação de extensão a ser realizada, tanto com os familiares e conhecidos. 2. Plano de ação no modelo 5W2H ou CANVAS ou DESIGN THINKING (ou outras ferramentas de planejamento de preferência do docente) FERRAMENTA 5W2H Whot? Why? Where? Who? When? How? How Much? O que? Por que? Onde? Quem? Quando? Como? Quant o? Fazer levantamento sobre o tema do projeto Identificar problemas comuns na sociedade Sala de aula Autores do projeto 09/Set Reuniões presenciais R$ 0,00 Avaliar as propostas do tema Identificar o que faltou ser comunicado e tirar dúvidas para prosseguir Sala de aula e Grupo de WhatsApp Autores do projeto 09/Set Reuniões presenciais e online R$ 0,00 Fornecer informações necessárias para elaboração do projeto Ter clareza na comunicação e facilitar o acesso as informações Sala de aula e Grupo de WhatsApp Autores do projeto 09/Set e 10/Out Reuniões presenciais e online R$ 0,00 Elaboração do roteiro do projeto com recursos utilizados Definir a temática, objetivo e forma de realização do projeto de extensão Sala de aula e Grupo de WhatsApp Autores do projeto 09/Set e 10/Out Reuniões presenciais e online R$ 12.270 ,00 Elaboração dos panfletos Aumentar a capacidade de conhecimento do tema Na casa dos responsáve is Janainna, Júlia e Rodrigo 10/Out Reuniões presenciais e online R$ 120,00 Distribuição dos panfletos Conscientizar os consumidores sobre a venda casada Pátio/Refeit ório/Sala de aula da faculdade Janainna, Júlia e Rodrigo 11/Nov Panfletos R$ 0,00 Discussão dos resultados alcançados com a distribuição dos panfletos Verificar se os objetivos propostos foram atingidos Sala de aula e Grupo de WhatsApp Autores do projeto 11/Nov Reuniões presenciais e online R$ 0,00 Elaboração da entrega coletiva e do Banner Identificar se as metas e objetivos foram alcançados e apresentar em sala Sala de aula e em casa Autores do projeto 11/Nov Reuniões presenciais e online R$ 0,00 Apresentação da entrega coletiva Apresentar os resultados do projeto desenvolvido Sala de aula Autores do projeto 16/11 Apresentação Presencial R$ 0,00 Apresentação na Jornada de Iniciação Cientifica Apresentar os resultados do projeto desenvolvido Pátio/Corre dor da Faculdade Autores do projeto 23/11 Apresentação Presencial R$ 0,00 3. Descrição da forma de participação do público participante na formulação do projeto, seu desenvolvimento e avaliação. Os participantes do projeto de extensão, serão envolvidos na ação como ouvintes sobre o tema abordado e também será aberto um momento durante a entrega dos panfletos para ouvir relatos dos participantes sobre a prática abusiva da venda casada. Ainda, será realizado uma orientação jurídica de como devem agir caso tenha seu direito do consumidor violado. 4. Cronograma do projeto Atividade Data de Início Data do Término Definição do tema 21/09/2023 21/09/2023 Identificação das partes envolvidas e problemas identificados 21/09/2023 28/09/2023 Discussão referente a elaboração do projeto 21/09/2023 05/10/2023 Elaboração do roteiro do projeto 21/09/2023 05/10/2023 Discussão sobre a organização do panfleto 05/10/2023 05/10/2023 Confecção do panfleto com correções e opiniões 06/10/2023 09/10/2023 Realização da distribuição dos panfletos 07, 09, 13 e 16 de novembro 07, 09, 13 e 16 de novembro Discussão sobre os achados na entrega dos panfletos 14/11/2023 14/11/2023 Elaboração da entrega coletiva do projeto e do Banner 16/11/2023 19/11/2023 Apresentação da entrega coletiva do projeto em sala 16/11/2023 16/11/2023 Apresentação na Jornada de Iniciação Cientifica 23/11/2023 23/11/2023 Fonte: Autores (2023) 5. Equipe de trabalho (descrição da responsabilidade de cada membro) A equipe de trabalho é composta por 04 pessoas, sendo 03 mulheres e 01 homem. Elaboração do projeto de extensão: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Registros fotográficos de todas as etapas de realização do projeto: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Organização/discussão para realização da entrega dos panfletos, com data, horário, método de realização: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Confecção e impressão dos panfletos: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Distribuição dos panfletos: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Elaboração da entrega coletiva com os resultados alcançados: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Apresentação da entrega coletiva em sala: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); Apresentação do projeto na Jornada de Iniciação Científica/Seminário de pesquisa: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 6. Recursos previstos Os recursos humanos serão os alunos que desenvolverão o projeto de extensão, sendo 04 integrantes. Em relação aos recursos materiais a serem utilizados para o desenvolvimento deste projeto, são os seguintes listados no quadro abaixo, sendo: Material Quantidade Valor R$ Notebook 3 R$ 12.000,00 (dos alunos) Internet (WIFI) 1 R$ 150,00 Impressão (panfletos) 200 R$ 100,00 Papel A4 (chamequinho) 1 R$ 20,00 Total 205 R$ 12.270,00 III- ENCERRAMENTO DO PROJETO: sistematização das aprendizagens e relato de experiência 1. Entrega coletiva (podendo ser oral e escrita ou apenas escrita) Para a realização do projeto de extensão, de início objetivamos realizar uma palestra combinada com a entrega de panfletos informativos (anexo I). Marcamos de realizar por duas vezes ao logo do semestre a palestra, entretanto devido ao problema elétrico da faculdade, sempre que íamos realizar a palestra, não tinha o número de acadêmicos suficiente para obtermos resultados satisfatório. Deste modo, optamos por realizar somente a entrega dos panfletos, onde perguntávamos se os acadêmicos já passaram por alguma situação de venda casada nas relações de consumo, se sabiam que era uma prática comercial ilegal, se sabiam onde poderia estar denunciando e se necessitavam de orientação jurídica sobre o que fazer quando vier a passar por esse tipo de situação, durante a compra de algum produto. O grupo confeccionou em torno de 200 panfletos para serem distribuídos, durante os dias que realizamos essa distribuição (07, 09, 13 e 16 de novembro) conseguimos distribuir um total de 75 a 90 panfletos, atingindo nosso objetivo de conscientizar pelo menos 50 pessoas. Os demais panfletos que restaram, deixamos na biblioteca, na secretaria e na cantina da FAPAN que tem uma grande concentração de alunos que podem estar pegando-os de forma livre. Ainda, deixamos também no CEJUSC da Comarca de Cáceres-MT, onde observamos ter um número de pessoas com nível de escolaridade baixo, hipossuficientes e suscetíveis a serem vítimas da prática de venda casada. Com a realização do projeto de extensão, conseguimos evidenciar que muitas pessoas que pegaram o panfleto e ouviram as explicações sobre o conteúdo, não tinham conhecimento de que é uma prática ilegal realizada pelos locais de comércio para arrecadarem mais vendas. Alguns falaram que tinham conhecimento,mas que não “valia a pena mexer com isso”. Outros perguntaram onde poderiam estar Reclamando, sendo informados que poderiam levar a reclamação ao PROCON (Programa de Orientação ao Consumidor), a ANATEL quando for serviços de telecomunicações, ao site Reclame Aqui e ao Ministério Público. De forma geral, conseguimos realizar orientação jurídica para 34 pessoas, as demais recolheram/aceitaram os panfletos. O objetivo de conscientizar no mínimo 50 pessoas foi atingido, tendo em vista que conseguimos entregar panfletos para mais de 75 pessoas. REGISTRO DA AÇÃO Entrega na biblioteca Entrega para alunos Entrega no CEJUSC Entrega na Secretaria FAPAN Entrega na Cantina FAPAN 2. Entrega individual (podendo ser oral e escrita ou apenas escrita) Durante o desenvolvimento do projeto, foi observado como a população tem baixo conhecimento sobre o seu direito como consumidor. Geralmente, nem sabem que as práticas realizadas pelas empresas são legais e muitas vezes levam mais produtos por insistência dos vendedores/comerciantes que precisam alcançar suas metas de vendas. Minha participação como desenvolvedora do projeto foi satisfatória pois participei de todas as etapas do planejamento e ação do projeto, desde a definição do tema até a apresentação coletiva em sala de aula e no evento cientifico. O objetivo desse projeto foi conscientizar os acadêmicos da Estácio-FAPAN sobre as práticas de venda casada e seus direitos, instruindo-os a como identificar práticas de venda casada nas relações de consumo e ainda verificamos se os acadêmicos já foram vítimas da prática abusiva de venda casada em alguma relação de consumo. Este é um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Foi realizado por 04 acadêmicos de direito. Foi realizado reuniões presenciais e online entre o grupo para definição do tema “venda casada” e estratégia a ser adotada. O público alvo do estudo foram os acadêmicos matriculados em qualquer curso da Estácio I FAPAN. Utilizou- se a ferramenta 5W2H para o planejamento da ação. Adotou-se como estratégia de conscientização a entrega de panfletos na faculdade. Foram confeccionados 200 panfletos. A entrega dos panfletos aconteceu no mês de novembro de 2023, na Faculdade Estácio I FAPAN e atingiu cerca de 75 a 90 alunos. Destes, 35 alunos optaram por ter orientação jurídica. Foi possível observar que a grande maioria do público alvo não tinha conhecimento de que algumas práticas realizadas pelos comerciantes eram ilegais. Por fim, orientou-se sobre onde realizar a reclamação, podendo ser no PROCON, ANATEL, Site Reclame Aqui, Ministério Público e outros órgãos de defesa do consumidor. A venda casada, é uma prática abusiva e proibida pelo CDC, porém comumente aplicada pelas empresas. Devido ao crescimento da competitividade nas vendas os comerciantes precisam fazer das mais variadas estratégias para aumentar o volume das vendas de seus negócios, optando por iniciativas não autorizadas por lei ou consideradas “inofensivas”. Sendo assim, é necessário que a população tenha conhecimento sobre as práticas comerciais ilegais, para proteger/resguardar seu direito. A partir da ação de extensão realizada, notou-se que a comunidade apresenta interesse em participar dessas atividades de cunho educativo e informativo, para adquirir informações eficientes e de qualidade sobre as temáticas que podem ser trabalhadas com a população. Assim, as ações e extensão servem como um instrumento de inserção social, aproximando a comunidade e as universidades que são grandes disseminadoras de conhecimentos. A extensão universitária é uma das funções sociais da Universidade, que tem como objetivo promover o desenvolvimento social, fomentar ações de extensão que levam em conta os saberes e fazeres populares e garantir valores democráticos de igualdade de direitos, respeito à pessoa e sustentabilidade ambiental e social (BRASIL, 2022). É importante destacar que muitas pessoas não têm acesso as informações seguras e de qualidade, ainda mais aquelas hipossuficientes, com baixo poder aquisitivo, que necessitam de pessoas com conhecimento especifico sobre os temas diversos da sociedade, para o compartilhamento de informações eficazes e seguras. Assim, a extensão universitária é necessária para a democratização do acesso a esses conhecimentos ofertados para a sociedade. Assim sendo, é por meio das atividades extensionistas que se tem o encontro entre a faculdade e a comunidade, sendo transmitido para a sociedade o que os alunos veem na graduação e aplicados de forma prática. Com a atividade de extensão, a universidade passa a ser um lugar acessível para a comunidade receber conhecimentos específicos sobre os mais variados temas trabalhados na universidade (BRASIL, 2021). Vale salientar que com o desenvolvimento das atividades de extensão, as habilidades profissionais podem ser aprimoradas, tendo em vista que essas atividades contribuem para o desenvolvimento do aluno saber atuar em qualquer situação de problema encontrado na comunidade, pois como acadêmico do curso de direito, deve saber lidar com as problemáticas encontradas na sociedade. As atividades de extensão que a faculdade oferece para o aluno realizar são de grande valia para o acadêmico, pois faz com que eles participem no desenvolvimento das ações extensionistas para a comunidade e tenha acesso ao nível de informação que a comunidade está tendo. Essas atividades fazem com que o aluno em conjunto com a universidade possa interagir com a comunidade externa, podendo ser verificado as suas vulnerabilidades, para que assim possa estar sendo desenvolvido soluções que visam diminuir os problemas encontrados naquela comunidade. As ações de extensão, além de melhorar o currículo acadêmico do aluno também é importante no curso do direito, uma vez que faz com que o aluno tenha contato com outras pessoas que possam ser hipossuficientes ou não e, carentes de informações jurídicas. Assim o acadêmico de direito, pode contribuir com orientações jurídicas para essa comunidade, objetivando solucionar os problemas encontrados, assim como atuar de forma mais profissional relacionado a sua profissão, durante a graduação, como exemplo no desenvolvimento de atividades com a comunidade para orientação jurídica. Diante disso, é notório que as atividades extensionistas contribuem tanto para a população que irá participar dessas atividades como para os organizadores da ação, pois possibilita que tenha uma troca de informações entre eles, informações de cunho social (dadas pela comunidade) e de cunho cientifico (oferecido pelos desenvolvedores das ações extensionistas). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. A importância das atividades de extensão para a prática universitária. Universidade Tiradentes, 2021. Disponível em: . BRASIL. Constituição Federal de 1988. Planalto, 1988. Disponível em: . BRASIL. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Planalto. 1990. Disponível em: . BRASIL. O que é a extensão universitária. Universidade Federal do Espiríto Santo, 2022. Disponível em: . BRASIL. Venda casada, uma prática que lesa o consumidor. Jus Brasil, 2011. Disponível em: . BRASIL. VENDA CASADA (uma constante agressão ao consumidor). Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Santo Anastácio,2010. Disponível em: . MATOS, K. d. S.; PEREIRA, L. M. DE UMA ANÁLISE CONCEITUAL DA VENDA CASADA E DA SUA CONFIGURAÇÃO NA PROIBIÇÃO DE INGRESSO COM ALIMENTOS/BEBIDAS EM SHOWS E EVENTOS AFINS, ATENDENDO A “RATIO DECIDENDI” DO RECURSO ESPECIAL N.: 1.331.948. Periódicos UNI7, 2017. Disponível em: . RINALDI, A. E. F.; TREVIZAN, A. F. A PRÁTICA ABUSIVA DA VENDA CASADA FRENTE O ORDENAMENTO JURÍDICO PÁTRIO. ETIC – Encontro de Iniciação Cientifica, online. Disponível em: . ANEXO I Janainna Valéria Duarte Freitas; Júlia Vitória Duarte Paravá; Rodrigo Cesar Mercaldi; Sarah Gabriele Marques Almissi¹; Evely Bocardi de Miranda². 1. Graduanda (o) em Direito da Estácio I FAPAN; 2. Docente da Estácio I FAPAN VENDA CASADA NAS RELAÇÕES DE CONSUMO A venda casada é uma prática comercial que ocorre quando um consumidor é obrigado a adquirir um produto ou serviço adicional para obter acesso a um bem ou serviço principal desejado. Essa prática é considerada abusiva e é proibida em muitos países, incluindo o Brasil, onde é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) (BRASIL, 2011). O CDC é a principal legislação brasileira que trata dos direitos e deveres dos consumidores. Ele define a venda casada como uma prática abusiva e estabelece sanções para as empresas que a adotam (BRASIL, 2010). • Conscientizar os acadêmicos da Faculdade Estácio-FAPAN sobre as práticas de venda casada e seus direitos, realizando uma orientação jurídica de como identificar a venda casada e onde deve denunciar. Este é um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Foi realizado por 04 acadêmicos de direito. Foi realizado reuniões presenciais e online entre o grupo para definição do tema “venda casada” e estratégia a ser adotada. O público alvo do estudo foram os acadêmicos matriculados em qualquer curso da Estácio I FAPAN. Utilizou-se a ferramenta 5W2H para o planejamento da ação. Adotou-se como estratégia de conscientização a entrega de panfletos na faculdade. Foram confeccionados 200 panfletos. A entrega dos panfletos aconteceram no mês de novembro de 2023, na Faculdade Estácio I FAPAN e atingiu cerca de 75 a 90 alunos. Destes, 35 alunos optaram por ter orientação jurídica. Foi possível observar que a grande maioria do público alvo não tinham conhecimento de que algumas práticas realizadas pelos comerciantes eram ilegais. Por fim, orientou-se sobre onde realizar a reclamação que poderia ser no PROCON, ANATEL, Site Reclame Aqui, Ministério Público e outros órgãos de defesa do consumidor. A venda casada, é uma prática abusiva e proibida pelo CDC, porém comumente aplicada pelas empresas. Devido ao crescimento da competitividade nas vendas os comerciantes precisam fazer das mais variadas estratégias para aumentar o volume das vendas de seus negócios, optando por iniciativas não autorizadas por lei ou consideradas “inofensivas”. Sendo assim, é necessário que a população tenha conhecimento sobre as práticas comerciais ilegais, para proteger/resguardar seu direito. BRASIL. Venda casada, uma prática que lesa o consumidor. Jus Brasil, 2011. Disponível em: . BRASIL. VENDA CASADA (uma constante agressão ao consumidor). Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Santo Anastácio, 2010. Disponível em: . CONGRESSO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 2023/2 REFERÊNCIAS CONSIDERAÇÕES FINAIS RESULTADOSINTRODUÇÃO OBJETIVO METODOLOGIA FERRAMENTA 5W2H Whot? Why? Where? Who? When? How? O que? Por que? Onde? Quem? Quando? Como?