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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO PANTANAL 
ESTÁCIO I FAPAN. 
CAMPUS CÁCERES. 
 
 
 
 
 
 
PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA: VENDA CASADA NAS RELAÇÕES DE 
CONSUMO 
 
 
 
 
 
Discentes 
JANAINNA VALÉRIA DUARTE FREITAS 
JÚLIA VITÓRIA DUARTE PARAVÁ 
RODRIGO CESAR MERCALDI 
SARAH GABRIELE MARQUES ALMISSI 
 
 
 
 
Docente 
EVELY BOCARDI DE MIRANDA 
 
 
 
 
 
 
 
CÁCERES/MT 
2023 
 
 
 
 
 
I- DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO 
 
1. Identificação das partes envolvidas e parceiros 
As partes que serão envolvidas para realização deste projeto de extensão 
serão os acadêmicos dos cursos de graduação da faculdade ESTÁCIO/FAPAN, por 
ser um público adulto e jovem, que participam mais ativamente das relações de 
consumo presentes na sociedade. Geralmente, este público realiza compras e tem 
desconhecimento dos seus direitos quanto consumidor e por mais que estejam na 
graduação podem apresentar desconhecimento acerca dos direitos do consumidor e 
as práticas abusivas realizadas pelas empresas de comércio. 
O perfil sociodemográfico dos participantes serão de ambos os sexos, faixa 
etária superior a 17 anos, matriculado em algum curso da faculdade 
ESTÁCIO/FAPAN. 
Este projeto não tem parceria com nenhuma empresa. 
 
2. Problemática e/ou problemas identificados 
Atualmente, a venda casada vem aumentando de forma desenfreada, por 
causa do crescimento da competitividade entre as empresas, fazendo com que o 
consumidor tenha seu direito violado até mesmo sem conhecimento de que a prática 
é abusiva. Sendo assim, é importante que esse consumidor tenha consciência do que 
vem a ser uma venda casada para que não se sinta prejudicado durante as transações 
das relações de consumo? 
 
3. Demanda sociocomunitária e justificativa acadêmica 
A venda casada, por mais que seja uma prática abusiva e proibida pelo Código 
de Defesa do Consumidor – CDC, ainda é uma prática comercial comumente aplicada 
pelas empresas. Devido ao crescimento da competitividade nas vendas (digital e 
físico), os empreendedores precisam fazer das mais variadas estratégias para 
aumentar o volume das vendas de seus negócios, optando por iniciativas que não são 
autorizadas por lei. Nisso, o consumidor é obrigado, pela estratégia adotada pela 
empresa, a adquirir um outro produto no ato da compra do item que demonstrou 
interesse originalmente, sem que exista a real necessidade ou interesse por parte 
 
 
 
 
dele. Diante disso, o consumidor está sendo obrigado/enganado pela empresa para 
comprar mais de um produto junto e devido a sua vulnerabilidade ou necessidade, 
acaba sendo vítima da prática abusiva e tendo seu direito do consumidor violado. 
Ainda, dependendo do perfil socioeconômico do consumidor, geralmente esses 
consumidores não tem conhecimento de que a estratégia aplicada pela empresa é 
uma prática ilegal, fazendo com que não ingressem com uma ação judicial devido ao 
seu direito violado. Diante disso, é primordial que o consumidor tenha conhecimento 
dos seus direitos e do que vem a ser a venda casada numa relação de consumo, para 
evitar que seja aplicada a prática abusiva durante sua compra. 
 
4. Objetivos a serem alcançados 
 Conscientizar os acadêmicos da Faculdade Estácio-FAPAN sobre as práticas 
de venda casada e seus direitos; 
 Instruir os acadêmicos a como identificar práticas de venda casada nas 
relações de consumo; 
 Verificar se os acadêmicos participantes da ação já foram vítimas da prática 
abusiva de venda casada em alguma relação de consumo. 
 
5. Referencial teórico (subsídio teórico para propositura de ações da extensão) 
A venda casada é uma prática comercial que ocorre quando um consumidor é 
obrigado a adquirir um produto ou serviço adicional para obter acesso a um bem ou 
serviço principal desejado. Essa prática é considerada abusiva e é proibida em muitos 
países, incluindo o Brasil, onde é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor 
(CDC) (BRASIL, 2011). 
O CDC é a principal legislação brasileira que trata dos direitos e deveres dos 
consumidores. Ele define a venda casada como uma prática abusiva e estabelece 
sanções para as empresas que a adotam. É necessário compreender os artigos 
relacionados à venda casada, como o artigo 39, inciso I, que trata das práticas 
abusivas (BRASIL, 2010). 
A venda casada ocorre quando uma empresa condiciona a venda de um 
produto ou serviço principal à aquisição de um produto ou serviço adicional, sem que 
o consumidor tenha a opção de escolher separadamente cada item (BRASIL, 2011). 
 
 
 
 
No ordenamento jurídico brasileiro, o código em tela tem natureza 
constitucional, visto que o artigo 5º, inciso XXXII, CF/88, assevera que é dever do 
Estado promover a defesa do Consumidor, configurando assim um Direito 
Fundamental. A razão de ser esse um Direito Fundamental está na desigualdade 
existente entre o consumidor e quem presta o serviço. Sendo obrigação do Estado 
garantir o equilíbrio dos interesses inerentes a essa relação, salvaguardando o 
consumidor hipossuficiente (MATOS; PEREIRA, 2017). 
É nesse sentido que nasce a necessidade de dispositivos normativos que 
proporcione essa estabilidade. Tal imposição tem base no Princípio da Isonomia, que 
estabelecer o tratamento igual dos iguais e desigual dos desiguais na medida de suas 
desigualdades (BRASIL, 1988). 
Ainda, o CDC admite e reconhece a fragilidade e a notável desigualdade em 
relação à outra parte, e, portanto, garante, com base no artigo 6º, IV, a proteção contra 
as práticas abusivas. A mesma proteção é reconhecida pela Constituição Federal, nos 
artigos 5º, inciso XXXII e 170 (RINALDI; TREVIZAN, online). 
A vulnerabilidade encontra-se amparada pelo artigo 4°, inciso I do CDC e traz 
a seguinte redação: 
Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o 
atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua 
dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a 
melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia 
das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: . I - 
reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo 
(RINALDI; TREVIZAN, online). 
 
A prática abusiva, venda casada, está elencada no Inciso I do artigo 39, onde 
“É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: I - 
condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto 
ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos” (CDC, 1990). 
Esse ato ilegal consiste em o fornecedor de determinado produto forçar a venda 
de algum outro produto ou serviço, que não era necessário à compra que o 
consumidor almejava fazer. Vale dizer que esse abuso pode acontecer também 
quando o comerciante impõe uma quantia mínima para a realização de um compra, 
pois o consumidor não pode ser obrigado a consumir aquilo que ele não tem vontade. 
Em que o CDC expressamente assegura a liberdade de escolha do consumidor em 
 
 
 
 
seu art. 6º, inciso II. Sendo essas as duas formas que a operação casada pode 
acontecer (MATOS; PEREIRA, 2017). 
O Código veio tutelar a paridades entre direitos e deveres, devendo o 
consumidor ver assegurado para si o princípio da isonomia. Para isso, criou-se 
mecanismo, como por exemplo, o artigo 51 da Lei 8.078/90, que menciona a nulidade 
das cláusulas abusivas. Infere-se que o consumidor, de fato, é o membro mais frágil 
na nesta relação, e para que haja equilíbrio, o CDC cria normas protetivas, de modo 
a educar e fornecer instrumentos para que persista a igualdade e harmonia (RINALDI; 
TREVIZAN, online). 
 
6. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto 
 Conscientizar os acadêmicos matriculados na Faculdade Estácio-FAPAN 
sobre a venda casada, uma prática abusiva, sendo abordado o que é venda 
casada e como identifica-la nas relações de consumo. 
 Buscamos atingir o mínimo de 50 participantesna ação de extensão, 
apresentando como seu direito pode ser violado pelas empresas. Ainda, 
esperamos conseguir com que os acadêmicos participem da ação de forma 
colaborativa, relatando suas vivências com as relações de consumo. 
 
II- PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 
 
1. Identificação do público beneficiado (opcional) 
O público escolhido foi os acadêmicos matriculados em algum curso da 
Faculdade ESTÁCIO/FAPAN, tendo em vista que esse público tem mais vínculo com 
as relações de consumo da sociedade e que podem compartilhar as informações 
adquiridas na ação de extensão a ser realizada, tanto com os familiares e conhecidos. 
 
2. Plano de ação no modelo 5W2H ou CANVAS ou DESIGN THINKING (ou outras 
ferramentas de planejamento de preferência do docente) 
 
FERRAMENTA 5W2H 
Whot? Why? Where? Who? When? How? How 
Much? 
O que? Por que? Onde? Quem? Quando? Como? Quant
o? 
 
 
 
 
Fazer 
levantamento 
sobre o tema do 
projeto 
Identificar 
problemas 
comuns na 
sociedade 
Sala de 
aula 
Autores 
do projeto 
09/Set Reuniões 
presenciais 
R$ 
0,00 
Avaliar as 
propostas do 
tema 
Identificar o que 
faltou ser 
comunicado e 
tirar dúvidas 
para prosseguir 
Sala de 
aula e 
Grupo de 
WhatsApp 
Autores 
do projeto 
09/Set Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
0,00 
Fornecer 
informações 
necessárias 
para elaboração 
do projeto 
Ter clareza na 
comunicação e 
facilitar o 
acesso as 
informações 
Sala de 
aula e 
Grupo de 
WhatsApp 
Autores 
do projeto 
09/Set e 
10/Out 
Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
0,00 
Elaboração do 
roteiro do 
projeto com 
recursos 
utilizados 
Definir a 
temática, 
objetivo e forma 
de realização do 
projeto de 
extensão 
Sala de 
aula e 
Grupo de 
WhatsApp 
Autores 
do projeto 
09/Set e 
10/Out 
Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
12.270
,00 
Elaboração dos 
panfletos 
Aumentar a 
capacidade de 
conhecimento 
do tema 
Na casa 
dos 
responsáve
is 
Janainna, 
Júlia e 
Rodrigo 
10/Out Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
120,00 
Distribuição dos 
panfletos 
Conscientizar os 
consumidores 
sobre a venda 
casada 
Pátio/Refeit
ório/Sala 
de aula da 
faculdade 
Janainna, 
Júlia e 
Rodrigo 
11/Nov Panfletos R$ 
0,00 
Discussão dos 
resultados 
alcançados com 
a distribuição 
dos panfletos 
Verificar se os 
objetivos 
propostos foram 
atingidos 
Sala de 
aula e 
Grupo de 
WhatsApp 
Autores 
do projeto 
11/Nov Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
0,00 
Elaboração da 
entrega coletiva 
e do Banner 
Identificar se as 
metas e 
objetivos foram 
alcançados e 
apresentar em 
sala 
Sala de 
aula e em 
casa 
Autores 
do projeto 
11/Nov Reuniões 
presenciais e 
online 
R$ 
0,00 
Apresentação 
da entrega 
coletiva 
Apresentar os 
resultados do 
projeto 
desenvolvido 
Sala de 
aula 
Autores 
do projeto 
16/11 Apresentação 
Presencial 
R$ 
0,00 
Apresentação 
na Jornada de 
Iniciação 
Cientifica 
Apresentar os 
resultados do 
projeto 
desenvolvido 
Pátio/Corre
dor da 
Faculdade 
Autores 
do projeto 
23/11 Apresentação 
Presencial 
R$ 
0,00 
 
 
3. Descrição da forma de participação do público participante na formulação do 
projeto, seu desenvolvimento e avaliação. 
Os participantes do projeto de extensão, serão envolvidos na ação como 
ouvintes sobre o tema abordado e também será aberto um momento durante a entrega 
 
 
 
 
dos panfletos para ouvir relatos dos participantes sobre a prática abusiva da venda 
casada. Ainda, será realizado uma orientação jurídica de como devem agir caso tenha 
seu direito do consumidor violado. 
 
4. Cronograma do projeto 
Atividade Data de Início Data do Término 
Definição do tema 21/09/2023 21/09/2023 
Identificação das partes 
envolvidas e problemas 
identificados 
21/09/2023 28/09/2023 
Discussão referente a 
elaboração do projeto 
21/09/2023 05/10/2023 
Elaboração do roteiro do 
projeto 
21/09/2023 05/10/2023 
Discussão sobre a 
organização do panfleto 
05/10/2023 05/10/2023 
Confecção do panfleto 
com correções e opiniões 
06/10/2023 09/10/2023 
Realização da distribuição 
dos panfletos 
07, 09, 13 e 16 de 
novembro 
07, 09, 13 e 16 de 
novembro 
Discussão sobre os 
achados na entrega dos 
panfletos 
14/11/2023 14/11/2023 
Elaboração da entrega 
coletiva do projeto e do 
Banner 
16/11/2023 19/11/2023 
Apresentação da entrega 
coletiva do projeto em 
sala 
16/11/2023 16/11/2023 
Apresentação na Jornada 
de Iniciação Cientifica 
23/11/2023 23/11/2023 
Fonte: Autores (2023) 
 
5. Equipe de trabalho (descrição da responsabilidade de cada membro) 
A equipe de trabalho é composta por 04 pessoas, sendo 03 mulheres e 01 
homem. 
 Elaboração do projeto de extensão: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 Registros fotográficos de todas as etapas de realização do projeto: Todos 
(Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 Organização/discussão para realização da entrega dos panfletos, com data, 
horário, método de realização: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 
 
 
 
 Confecção e impressão dos panfletos: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 Distribuição dos panfletos: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 Elaboração da entrega coletiva com os resultados alcançados: Todos 
(Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 Apresentação da entrega coletiva em sala: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e 
Sara); 
 Apresentação do projeto na Jornada de Iniciação Científica/Seminário de 
pesquisa: Todos (Janainna, Júlia, Rodrigo e Sara); 
 
6. Recursos previstos 
Os recursos humanos serão os alunos que desenvolverão o projeto de 
extensão, sendo 04 integrantes. Em relação aos recursos materiais a serem utilizados 
para o desenvolvimento deste projeto, são os seguintes listados no quadro abaixo, 
sendo: 
Material Quantidade Valor R$ 
Notebook 3 R$ 12.000,00 (dos alunos) 
Internet (WIFI) 1 R$ 150,00 
Impressão (panfletos) 200 R$ 100,00 
Papel A4 (chamequinho) 1 R$ 20,00 
Total 205 R$ 12.270,00 
 
 
III- ENCERRAMENTO DO PROJETO: sistematização das aprendizagens e 
relato de experiência 
 
1. Entrega coletiva (podendo ser oral e escrita ou apenas escrita) 
Para a realização do projeto de extensão, de início objetivamos realizar uma 
palestra combinada com a entrega de panfletos informativos (anexo I). Marcamos de 
realizar por duas vezes ao logo do semestre a palestra, entretanto devido ao problema 
elétrico da faculdade, sempre que íamos realizar a palestra, não tinha o número de 
acadêmicos suficiente para obtermos resultados satisfatório. 
 
 
 
 
Deste modo, optamos por realizar somente a entrega dos panfletos, onde 
perguntávamos se os acadêmicos já passaram por alguma situação de venda casada 
nas relações de consumo, se sabiam que era uma prática comercial ilegal, se sabiam 
onde poderia estar denunciando e se necessitavam de orientação jurídica sobre o que 
fazer quando vier a passar por esse tipo de situação, durante a compra de algum 
produto. 
 O grupo confeccionou em torno de 200 panfletos para serem distribuídos, 
durante os dias que realizamos essa distribuição (07, 09, 13 e 16 de novembro) 
conseguimos distribuir um total de 75 a 90 panfletos, atingindo nosso objetivo de 
conscientizar pelo menos 50 pessoas. Os demais panfletos que restaram, deixamos 
na biblioteca, na secretaria e na cantina da FAPAN que tem uma grande concentração 
de alunos que podem estar pegando-os de forma livre. Ainda, deixamos também no 
CEJUSC da Comarca de Cáceres-MT, onde observamos ter um número de pessoas 
com nível de escolaridade baixo, hipossuficientes e suscetíveis a serem vítimas da 
prática de venda casada. 
 Com a realização do projeto de extensão, conseguimos evidenciar que muitas 
pessoas que pegaram o panfleto e ouviram as explicações sobre o conteúdo, não 
tinham conhecimento de que é uma prática ilegal realizada pelos locais de comércio 
para arrecadarem mais vendas. Alguns falaram que tinham conhecimento,mas que 
não “valia a pena mexer com isso”. Outros perguntaram onde poderiam estar 
Reclamando, sendo informados que poderiam levar a reclamação ao PROCON 
(Programa de Orientação ao Consumidor), a ANATEL quando for serviços de 
telecomunicações, ao site Reclame Aqui e ao Ministério Público. 
 De forma geral, conseguimos realizar orientação jurídica para 34 pessoas, as 
demais recolheram/aceitaram os panfletos. O objetivo de conscientizar no mínimo 50 
pessoas foi atingido, tendo em vista que conseguimos entregar panfletos para mais 
de 75 pessoas. 
 
 
 
 
REGISTRO DA AÇÃO 
 
 Entrega na biblioteca Entrega para alunos 
Entrega no CEJUSC 
Entrega na Secretaria 
FAPAN 
Entrega na Cantina 
FAPAN 
 
 
 
 
2. Entrega individual (podendo ser oral e escrita ou apenas escrita) 
Durante o desenvolvimento do projeto, foi observado como a população tem 
baixo conhecimento sobre o seu direito como consumidor. Geralmente, nem sabem 
que as práticas realizadas pelas empresas são legais e muitas vezes levam mais 
produtos por insistência dos vendedores/comerciantes que precisam alcançar suas 
metas de vendas. 
Minha participação como desenvolvedora do projeto foi satisfatória pois 
participei de todas as etapas do planejamento e ação do projeto, desde a definição do 
tema até a apresentação coletiva em sala de aula e no evento cientifico. 
O objetivo desse projeto foi conscientizar os acadêmicos da Estácio-FAPAN 
sobre as práticas de venda casada e seus direitos, instruindo-os a como identificar 
práticas de venda casada nas relações de consumo e ainda verificamos se os 
acadêmicos já foram vítimas da prática abusiva de venda casada em alguma relação 
de consumo. 
Este é um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Foi realizado por 04 
acadêmicos de direito. Foi realizado reuniões presenciais e online entre o grupo para 
definição do tema “venda casada” e estratégia a ser adotada. O público alvo do estudo 
foram os acadêmicos matriculados em qualquer curso da Estácio I FAPAN. Utilizou-
se a ferramenta 5W2H para o planejamento da ação. Adotou-se como estratégia de 
conscientização a entrega de panfletos na faculdade. 
Foram confeccionados 200 panfletos. A entrega dos panfletos aconteceu no 
mês de novembro de 2023, na Faculdade Estácio I FAPAN e atingiu cerca de 75 a 90 
alunos. Destes, 35 alunos optaram por ter orientação jurídica. Foi possível observar 
que a grande maioria do público alvo não tinha conhecimento de que algumas práticas 
realizadas pelos comerciantes eram ilegais. Por fim, orientou-se sobre onde realizar a 
reclamação, podendo ser no PROCON, ANATEL, Site Reclame Aqui, Ministério 
Público e outros órgãos de defesa do consumidor. 
A venda casada, é uma prática abusiva e proibida pelo CDC, porém 
comumente aplicada pelas empresas. Devido ao crescimento da competitividade nas 
vendas os comerciantes precisam fazer das mais variadas estratégias para aumentar 
o volume das vendas de seus negócios, optando por iniciativas não autorizadas por 
lei ou consideradas “inofensivas”. Sendo assim, é necessário que a população tenha 
 
 
 
 
conhecimento sobre as práticas comerciais ilegais, para proteger/resguardar seu 
direito. 
A partir da ação de extensão realizada, notou-se que a comunidade apresenta 
interesse em participar dessas atividades de cunho educativo e informativo, para 
adquirir informações eficientes e de qualidade sobre as temáticas que podem ser 
trabalhadas com a população. Assim, as ações e extensão servem como um 
instrumento de inserção social, aproximando a comunidade e as universidades que 
são grandes disseminadoras de conhecimentos. 
A extensão universitária é uma das funções sociais da Universidade, que tem 
como objetivo promover o desenvolvimento social, fomentar ações de extensão que 
levam em conta os saberes e fazeres populares e garantir valores democráticos de 
igualdade de direitos, respeito à pessoa e sustentabilidade ambiental e social 
(BRASIL, 2022). 
É importante destacar que muitas pessoas não têm acesso as informações 
seguras e de qualidade, ainda mais aquelas hipossuficientes, com baixo poder 
aquisitivo, que necessitam de pessoas com conhecimento especifico sobre os temas 
diversos da sociedade, para o compartilhamento de informações eficazes e seguras. 
Assim, a extensão universitária é necessária para a democratização do acesso a 
esses conhecimentos ofertados para a sociedade. 
Assim sendo, é por meio das atividades extensionistas que se tem o encontro 
entre a faculdade e a comunidade, sendo transmitido para a sociedade o que os 
alunos veem na graduação e aplicados de forma prática. Com a atividade de extensão, 
a universidade passa a ser um lugar acessível para a comunidade receber 
conhecimentos específicos sobre os mais variados temas trabalhados na universidade 
(BRASIL, 2021). 
Vale salientar que com o desenvolvimento das atividades de extensão, as 
habilidades profissionais podem ser aprimoradas, tendo em vista que essas atividades 
contribuem para o desenvolvimento do aluno saber atuar em qualquer situação de 
problema encontrado na comunidade, pois como acadêmico do curso de direito, deve 
saber lidar com as problemáticas encontradas na sociedade. 
As atividades de extensão que a faculdade oferece para o aluno realizar são 
de grande valia para o acadêmico, pois faz com que eles participem no 
desenvolvimento das ações extensionistas para a comunidade e tenha acesso ao 
 
 
 
 
nível de informação que a comunidade está tendo. Essas atividades fazem com que 
o aluno em conjunto com a universidade possa interagir com a comunidade externa, 
podendo ser verificado as suas vulnerabilidades, para que assim possa estar sendo 
desenvolvido soluções que visam diminuir os problemas encontrados naquela 
comunidade. 
As ações de extensão, além de melhorar o currículo acadêmico do aluno 
também é importante no curso do direito, uma vez que faz com que o aluno tenha 
contato com outras pessoas que possam ser hipossuficientes ou não e, carentes de 
informações jurídicas. Assim o acadêmico de direito, pode contribuir com orientações 
jurídicas para essa comunidade, objetivando solucionar os problemas encontrados, 
assim como atuar de forma mais profissional relacionado a sua profissão, durante a 
graduação, como exemplo no desenvolvimento de atividades com a comunidade para 
orientação jurídica. 
Diante disso, é notório que as atividades extensionistas contribuem tanto para 
a população que irá participar dessas atividades como para os organizadores da ação, 
pois possibilita que tenha uma troca de informações entre eles, informações de cunho 
social (dadas pela comunidade) e de cunho cientifico (oferecido pelos 
desenvolvedores das ações extensionistas). 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRASIL. A importância das atividades de extensão para a prática universitária. 
Universidade Tiradentes, 2021. Disponível em: . 
 
BRASIL. Constituição Federal de 1988. Planalto, 1988. Disponível em: 
. 
 
BRASIL. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Planalto. 1990. Disponível 
em: . 
 
BRASIL. O que é a extensão universitária. Universidade Federal do Espiríto Santo, 
2022. Disponível em: . 
 
BRASIL. Venda casada, uma prática que lesa o consumidor. Jus Brasil, 2011. 
Disponível em: . 
 
BRASIL. VENDA CASADA (uma constante agressão ao consumidor). Ordem dos 
Advogados do Brasil – Subseção de Santo Anastácio,2010. Disponível em: 
. 
 
MATOS, K. d. S.; PEREIRA, L. M. DE UMA ANÁLISE CONCEITUAL DA VENDA 
CASADA E DA SUA CONFIGURAÇÃO NA PROIBIÇÃO DE INGRESSO COM 
ALIMENTOS/BEBIDAS EM SHOWS E EVENTOS AFINS, ATENDENDO A “RATIO 
DECIDENDI” DO RECURSO ESPECIAL N.: 1.331.948. Periódicos UNI7, 2017. 
Disponível em: . 
 
RINALDI, A. E. F.; TREVIZAN, A. F. A PRÁTICA ABUSIVA DA VENDA CASADA 
FRENTE O ORDENAMENTO JURÍDICO PÁTRIO. ETIC – Encontro de Iniciação 
Cientifica, online. Disponível em: . 
 
 
 
 
 
ANEXO I 
 
Janainna Valéria Duarte Freitas; Júlia Vitória Duarte Paravá; Rodrigo Cesar Mercaldi; Sarah Gabriele Marques Almissi¹; 
Evely Bocardi de Miranda².
1. Graduanda (o) em Direito da Estácio I FAPAN; 
2. Docente da Estácio I FAPAN
VENDA CASADA NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
A venda casada é uma prática comercial que ocorre
quando um consumidor é obrigado a adquirir um
produto ou serviço adicional para obter acesso a um
bem ou serviço principal desejado. Essa prática é
considerada abusiva e é proibida em muitos países,
incluindo o Brasil, onde é vedada pelo Código de
Defesa do Consumidor (CDC) (BRASIL, 2011).
O CDC é a principal legislação brasileira que trata
dos direitos e deveres dos consumidores. Ele define
a venda casada como uma prática abusiva e
estabelece sanções para as empresas que a
adotam (BRASIL, 2010).
• Conscientizar os acadêmicos da Faculdade
Estácio-FAPAN sobre as práticas de venda casada
e seus direitos, realizando uma orientação jurídica
de como identificar a venda casada e onde deve
denunciar.
Este é um estudo descritivo do tipo relato de
experiência. Foi realizado por 04 acadêmicos de
direito. Foi realizado reuniões presenciais e online
entre o grupo para definição do tema “venda
casada” e estratégia a ser adotada. O público alvo
do estudo foram os acadêmicos matriculados em
qualquer curso da Estácio I FAPAN. Utilizou-se a
ferramenta 5W2H para o planejamento da ação.
Adotou-se como estratégia de conscientização a
entrega de panfletos na faculdade.
Foram confeccionados 200 panfletos. A entrega dos
panfletos aconteceram no mês de novembro de
2023, na Faculdade Estácio I FAPAN e atingiu
cerca de 75 a 90 alunos. Destes, 35 alunos optaram
por ter orientação jurídica. Foi possível observar
que a grande maioria do público alvo não tinham
conhecimento de que algumas práticas realizadas
pelos comerciantes eram ilegais.
Por fim, orientou-se sobre onde realizar a
reclamação que poderia ser no PROCON, ANATEL,
Site Reclame Aqui, Ministério Público e outros
órgãos de defesa do consumidor.
A venda casada, é uma prática abusiva e proibida
pelo CDC, porém comumente aplicada pelas
empresas. Devido ao crescimento da
competitividade nas vendas os comerciantes
precisam fazer das mais variadas estratégias para
aumentar o volume das vendas de seus negócios,
optando por iniciativas não autorizadas por lei ou
consideradas “inofensivas”. Sendo assim, é
necessário que a população tenha conhecimento
sobre as práticas comerciais ilegais, para
proteger/resguardar seu direito.
BRASIL. Venda casada, uma prática que lesa o 
consumidor. Jus Brasil, 2011. Disponível em: 
. 
BRASIL. VENDA CASADA (uma constante agressão 
ao consumidor). Ordem dos Advogados do Brasil –
Subseção de Santo Anastácio, 2010. Disponível em: 
. 
CONGRESSO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 2023/2
REFERÊNCIAS 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
RESULTADOSINTRODUÇÃO
OBJETIVO
METODOLOGIA
FERRAMENTA 5W2H
Whot? Why? Where? Who? When? How?
O que? Por que? Onde? Quem? Quando? Como?

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