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Questões de Concursos 1. (Consulplan – CFN – Administrador – 2011) Os termos destacados constituem elementos coesivos por retomarem termos ou ideias anteriormente registrados, EXCETO: a) “Para isso, existiam os oráculos” (1o §) b) “Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio.” (2o §) c) “Só sei que nada sei” (2o §) d) “Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica” (3o §) e) “Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas” (3o §) 2. Em “Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência” (1o §), “Após muito meditar sobre as palavras do oráculo” (2o §), “então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância” (2o §), “A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria” (2o §), e “Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres” (3o §). As expressões destacadas indicam, respectivamente, ideia de: a) Tempo, tempo, conclusão, conclusão, adversidade. b) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adversidade. c) Tempo, tempo, conclusão, tempo, adversidade. d) Consequência, tempo, tempo, conclusão, adversidade. e) Tempo, tempo, tempo, conclusão, adição. É impossível colocar em série exata os fatos da infância porque há aqueles que já acontecem permanentes, que vêm para ficar e doer, que nunca mais são esquecidos, que são sempre trazidos tempo afora, como se fossem d’agora. É a carga. Há os outros, miúdos fatos, incolores e quase sem som – que mal se deram, a memória os atira nos abismos do esquecimento. Mesmo próximos eles viram logo passado remoto. Surgem às vezes, na lembrança, como se fossem uma incongruência. Só aparentemente sem razão, porque não há associação de ideias que seja ilógica. O que assim parece, em verdade, liga-se e harmoniza-se no subconsciente pelas raízes subterrâneas – raízes lógicas! – de que emergem os pequenos caules isolados – aparentemente ilógicos! só aparentemente! – às vezes chegados à memória vindos do esquecimento, que é outra função ativa dessa mesma memória. (Pedro Nava, Baú de Ossos) 3. (Consulplan – Pref. Santo Antônio do Descoberto/GO – Advogado – 2011) Considerando-se as relações de coesão do texto, assinale a opção em que o 2o elemento faz referência ao 1o: a) os fatos da infância – aqueles; b) tempo afora – d’agora; c) carga – os outros; d) carga – miúdos fatos; e) abismos do esquecimento – eles. Fragmentos de texto Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. (...) Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. (...) 4. (Cesgranrio – BNDES – Engenheiro – 2011) A passagem transcrita em que NÃO há correspondência entre o pronome destacado e o referente a ele atribuído é: a) “...como se a visse pela última vez.” (l. 2-3) – coisa b) “Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.” (l. 20-21) – hall do prédio c) “Dava-lhe bom-dia...” (l. 21-22) – profissional d) “pode ser também que ninguém desse por sua ausência.” (l. 29-30) – girafa e) “O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.” (l. 30-31) – olhos 5. (Cesgranrio – FINEP – Técnico (Apoio Adm. e Secr.) – 2011) O período “Fiquei perturbada, mas acabei dando as costas para o resultado [...]” (L. 27-29) pode ser reescrito, mantendo-se o mesmo sentido, assim: a) Como fiquei perturbada, acabei dando as costas para o resultado. b) Antes de ficar perturbada, acabei dando as costas para o resultado. c) Conforme ficava perturbada, acabei dando as costas para o resultado. d) Caso tivesse ficado perturbada, acabei dando as costas para o resultado. e) Embora tenha ficado perturbada, acabei dando as costas para o resultado. 6. (FDC – Cremerj – Administrador – 2011) “As drogas medicinais ou ‘drogas da virtude’, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação.” No texto há um conjunto de elementos que se prendem a termos anteriores a fim de produzir coesão (ligações formais e semânticas) entre esses elementos. A indicação INCORRETA de um desses termos é: a) o pronome possessivo sua tem como referente “remédios europeus”; b) o particípio prescritas refere-se às duas espécies de drogas mencionadas antes; c) o conectivo por une a forma verbal eram manipuladas a seu agente; d) a forma verbal usavam repete o mesmo sujeito de importavam; e) o pronome relativo que refere-se a boticários. 7. (FCC – INSS – Perito Médico Previdenciário – 2012) Identifica-se uma consequência e sua causa, respectivamente, em: a) Há felicidade coletiva // quando são adequadamente observados os itens que tornam mais feliz a sociedade. (2o parágrafo) b) E a sociedade será mais feliz // se todos tiverem acesso aos básicos serviços públicos de saúde... (2o parágrafo) c) A educação, a segurança, a saúde, o lazer, a moradia e outros mais são considerados direitos fundamentais de cunho social pela Constituição // exatamente por serem essenciais ao bem-estar da população no seu todo. (5o parágrafo) d) ... por dizer a Constituição serem os direitos sociais essenciais à busca da felicidade, // se vai, então, forçar os entes públicos a garantir condições mínimas de vida ... (3o parágrafo) e) O povo pode ter intensa alegria, por exemplo, ao se ganhar a Copa do Mundo de Futebol, // mas não há felicidade coletiva, e sim bem-estar coletivo. (6o parágrafo) 8. (Consulplan – Pref. Nova Iguaçu/RJ – Médico Acupunturista – 2012) Dentre os trechos destacados a seguir, está expressa ideia de oposição em: a) “... atingido esse consenso, porém, não é motivo para a humanidade...” b) “Dar o mundo de presente aos filhos? Vá a uma loja de brinquedos lotada...” c) “... isso não garante que também eles serão capazes de repassar a fortuna...” d) “... sem nem mesmo respeitar o silencioso pacto de espera...” e) “Quanto mais vou a aniversários, menos confiante eu fico...” Fragmento de texto “Nesta altura do campeonato já dá para dizer que todos concordam com a importância de deixar um planeta melhor para os nossos filhos. E que, exatamente por isso, a sustentabilidade é uma questão importante dos nossos tempos. O fato de termos atingido esse consenso, porém, não é motivo para a humanidade bater no peito e acreditar que deu um passo à frente. (...)” 9. Tendo em vista a importância e função dos elementos de coesão textual, o termo destacado em “E que, exatamente por isso, a sustentabilidade é uma questão importante dos nossos tempos.” refere-se: a) ao futuro das novas gerações; b) aos atos inconsequentes contra o meio ambiente; c) à importância da sustentabilidade em nossos tempos; d) à opinião em comum que todos possuem a respeito dos filhos; e) ao fato de que é importante deixar um planeta melhor para as próximas gerações. “Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você.” 10. (Ceperj – Procon/RJ – Agente de Proteção e Defesa do Consumidor – 2012) O conectivo “porque”, no contexto acima, estabelece relação de: a) modo; b) causa; c) adversidade; d) conformidade; e) proporcionalidade. “Para os trabalhadores, é o mês em que eles pensam que estão mais ricos. Recebem o 13º salário ou parte dele – e compram. A verdade é que já há algumtempo vêm se sentindo menos pobres, vêm comprando. Compram de tudo.” 11. (Ceperj – Degase – Agente Socioeducativo – 2012) “A verdade é que já há algum tempo vêm se sentindo menos pobres, vêm comprando.” O período acima poderia ser reescrito com a introdução de um conectivo, de modo a explicitar a relação de sentido do contexto original. A inserção do conectivo preserva o sentido original da frase na seguinte alternativa: a) embora venham comprando; b) para virem comprando; c) porque vêm comprando; d) contudo vêm comprando; e) apesar de virem comprando. “Delfino Natal de Souza, secretário de logística e tecnologia da informação, defende que esta nova modalidade de gestão de documentos irá modernizar a gestão pública / ao permitir que o gerenciamento de processos seja feito de forma eletrônica.” 12. (Ceperj – Seplag – Analista de Planejamento e Orçamento – 2012) As relações lógicas entre os segmentos sublinhados são as de: a) causa / consequência. b) fato / justificativa. c) previsão / retificação. d) opinião / modo. e) afirmação / exemplificação. 13. (Esaf – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012) Assinale a opção que constitui continuação coesa, coerente e gramaticalmente correta para o texto abaixo. O governo concedeu R$ 97,8 bilhões em benefícios fiscais a empresas, nos últimos cinco anos, e adotou dezenas de medidas para conter a valorização cambial e proteger a indústria da concorrência estrangeira − mas tudo isso teve resultados insignificantes, como demonstra o fraco desempenho brasileiro no mercado internacional de manufaturados. Incapaz de acompanhar o crescimento do mercado interno, a indústria de transformação perdeu espaço no Brasil para os concorrentes de fora e cresceu em 2011 apenas 0,1%, ou quase nada. a) Por isso esse protecionismo seja uma forma de compensar a falta de uma estratégia minimamente eficaz. O resultado só poderá ser o desperdício de mais dinheiro, esforços e oportunidades. b) Esses investidores tomam dinheiro barato na Europa e aplicam no Brasil, em troca de juros altos. A ação defensiva, nesse caso, é justificável, embora pouco eficaz. c) Alem disso, é consenso entre esses empresários, administradores e governantes que é preciso aplicar muito mais dinheiro em máquinas, equipamentos e obras de infraestrutura. d) Portanto, diante desse bom desempenho é um erro atribuir os problemas nacionais a fatores externos. Mas é preciso responsabilizar os bancos centrais do mundo rico por uma parcela importante dos males econômicos do País. e) Sem competitividade, essa indústria é superada pelos produtores instalados nas economias mais dinâmicas e mal consegue manter, mesmo na América do Sul, posições conquistadas em tempos melhores. 14. Assinale a opção que, na sequência, preenche corretamente as lacunas do texto. Quando a crise financeira eclodiu em 2008, uma das ameaças mais temidas foi __1__ ela trouxesse consigo o protecionismo generalizado. A crise ainda não acabou, as perspectivas pessimistas __2__ comércio mundial não se concretizaram, e __3__ Brasil tenta agora é obter sinal verde para fechar por um tempo sua economia, abrindo caminhos __4__ outros países em situação semelhante façam o mesmo. A Organização Mundial do Comércio − OMC daria então aval a esse protecionismo, supondo que ela fosse capaz de estabelecer __5__ deveria ser a taxa de câmbio de equilíbrio de seus membros, e o período pelo qual uma taxa desalinhada poderia voltar ao seu nível “normal”, que é o que o Brasil parece supor ao pedir proteção temporária. A proteção, se concedida ao Brasil, provavelmente elevaria seus substanciais saldos comerciais, valorizando mais sua moeda, __6__esse é apenas um dos problemas da proposta. 1 2 3 4 5 6 a) o de que com o aquilo que o para onde porém b) que do o de que que todavia c) a de que a respeito do o que o para que qual mas d) que sobre o que o dos quais de quanto no entanto e) qual para com o nosso com que como porquanto 15. Assinale a opção que preenche de forma coesa, coerente e gramaticalmente correta a lacuna do trecho a seguir. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são mais do que cinco economias emergentes em expansão num mundo em crise. Reunidas sob o acrônimo BRICS, abrigam mais de 40% da população global e somam perto de US$ 14 trilhões de PIB, ou seja, quase um quinto das riquezas produzidas no planeta. É natural que busquem maior participação no cenário internacional − o que seria facilitado por uma atuação conjunta, em bloco. ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ A instituição permitiria aos países reduzir a dependência econômica em relação aos Estados Unidos e à União Europeia, em sérias dificuldades. Mais do que isso, a experiência poderia depois ser replicada para dar um pontapé inicial para mudanças políticas não apenas voltadas ao desenvolvimento sustentável, como também à segurança e à paz no universo, com um rearranjo das regras e dos organismos internacionais. a) Maior dos BRICS, a China, segunda potência mundial, tem PIB de US$ 7,4 trilhões e reservas cambiais superiores a US$ 3 trilhões. Contudo, é uma ditadura que ganha mercados mundo afora com vantagens artificiais, como a desvalorização da moeda, o yuan, um calo inclusive para o Brasil, invadido por produtos chineses em condições desfavoráveis de competitividade. b) Assim, reconhecer a necessidade de promover correções de rumo internas é desafio de primeira ordem para os cinco emergentes. Aproximações bilaterais, vale lembrar, também terminam por fortalecer o quinteto emergente. c) A Rússia, por sua vez, apresenta desenvolvimento relativo e hoje consolida-se como economia de mercado ainda sob olhares desconfiados de parte dos governantes de outros países do globo. d) Os demais países têm abismos sociais a superar, problemas de desigualdades evidentes, o que deixa o bloco, formalizado ou não, distante da pose de referência internacional na questão do desenvolvimento humano. e) Avançar na criação de um banco de desenvolvimento, proposto pelo primeiro-ministro indiano, como alternativa ao Banco Mundial − Bird e ao Fundo Monetário Internacional − FMI, já seria grande passo. 16. (Esaf – CGU – Analista de Finanças e Controle – 2012) Leia o texto. A oferta total de crédito na economia brasileira dobrou nos últimos oito anos. A queda da inflação, a diminuição da taxa básica de juros e também a criação de novas modalidades de financiamento, como o consignado, contribuíram para o aumento da disponibilidade de crédito. Isso foi decisivo para o crescimento do consumo e tem sido um dos principais dínamos do PIB. Mas começam a ficar evidentes os sinais de fadiga nessa expansão econômica baseada no endividamento. Mesmo com o barateamento do dinheiro provido pelo Banco Central, o crédito ficou mais caro para os consumidores. Preocupado com a falta de vigor da economia, o governo determinou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal reduzissem as suas taxas. No cheque especial e no financiamento de veículos, por exemplo, os juros que agora serão cobrados pelos bancos públicos são praticamente a metade das taxas médias de mercado. Assinale a opção que fornece uma continuidade gramaticalmente correta e coerente para a argumentação do texto. a) Ou seja, esses bancos passaram a pagar menos pelo dinheiro que captam no mercado, aumentando as possibilidades de conssessão de empréstimos. b) Essa e outras medidas teriam a finalidade de aquecer de novo a economia, por meio do estímulo ao consumo e impulso para os investimentos. c) Mas essas medidas foram eclipsadas pelo aumento dos spreads bancários como é chamada a diferença entre o juro que o banco paga e o juro que cobra. d) Provisões para cobrir essa inadimplência e o peso da tributação responde por mais da metade do custo do dinheiro − que os bancos repassam aos consumidores. e) No entender dos analistas essas medidas com respeito às taxas excessivas traz a ameaça de causar prejuízos que mais tarde terãoque ser cobertos pelo Tesouro. 17. (Esaf – MI-CENAD – Analista de Sistemas – 2012) O texto Grandes cidades nem sempre são as mais poluentes diz estudo, da France Press, publicado em http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/866228 (com acesso em 29/12/2011) foi adaptado para compor os fragmentos abaixo. Numere-os, de acordo com a ordem em que devem ser dispostos para formar um texto coeso e coerente. ( ) Nesse estudo, enquanto cidades do mundo todo foram apontadas como culpadas por cerca de 71% das emissões causadoras do efeito estufa, cidadãos urbanos que substituíram os carros por transporte público ajudaram a diminuir as emissões per capita em algumas cidades. ( ) Pesquisadores examinaram dados de cem cidades em 33 países, em busca de pistas sobre quais metrópoles seriam as maiores poluidoras e por que, de acordo com estudo publicado na revista especializada “Environment and Urbanization”. ( ) “Isso reflete a grande dependência de combustíveis fósseis para a produção de eletricidade, uma base industrial significante em muitas cidades e uma população rural relativamente grande e pobre”, informa o estudo. ( ) Por fim, quando os pesquisadores olharam as cidades asiáticas, latino-americanas e africanas, descobriram emissões menores por pessoa. A maior parte das cidades na África, Ásia e América Latina tem emissões inferiores por pessoa. O desafio para elas é manter essas emissões baixas, apesar do crescimento de suas economias. ( ) O estudo também aponta outras tendências, como as cidades de climas frios terem emissões maiores, e países pobres e de renda média terem emissões per capita inferiores aos países desenvolvidos. A sequência correta é: a) (1) (2) (5) (4) (3); b) (2) (1) (3) (5) (4); c) (2) (5) (1) (3) (4); d) (4) (1) (2) (5) (3); e) (4) (2) (1) (3) (5). Enxergando suas obras da década de 1890 à luz de seus conceitos-chave – como o de “idealismo prático” e o de “República” –, conclui-se que Nabuco permaneceu monarquista por julgar que o advento do regime republicano, naquele momento, ................................. o advento de uma sociedade autenticamente republicana, liberal e democrática entre nós. (...) 18. (Esaf – SRF – Auditor-Fiscal da Receita Federal – 2012) Assinale a opção que completa a lacuna sem provocar incoerência de ideias ou ruptura na direção argumentativa do texto. a) poderia acelerar as transformações sociopolíticas necessárias para; b) viria a prejudicar e não a favorecer; c) encontraria valores sedimentados de civismo e liberalismo para; d) legitimaria a implantação de regimes totalitários, forçando; e) em vez de retardar o processo democrático, viria a acelerar. 19. (Esaf – SRF – Analista Tributário da Receita Federal – 2012) Assinale a opção que, ao preencher a lacuna do parágrafo, provoca erro gramatical e/ou incoerência na argumentação do texto. A inflação, que deveria voltar a ser um problema só no ano que vem, vai causar preocupação no curto prazo._____________________________, mais uma vez a taxa vai ficar acima do centro, ainda que permaneça dentro da margem de segurança. A alta foi pequena, mas dá uma ideia do pessimismo que anda dominando os mercados. a) A serem confirmadas as expectativas do mercado. b) Apesar de confirmá-las as expectativas do mercado. c) Se a expectativa do mercado se confirmar. d) Confirmando-se as expectativas do mercado. e) Caso sejam confirmadas as expectativas de mercado. 20. Assinale a opção que constitui continuação gramaticalmente correta, coesa e coerente para o texto a seguir. Apesar do nível de emprego ainda elevado, a situação da indústria brasileira piorou consideravelmente desde o ano passado e hoje destoa muito menos do padrão internacional. As medidas tomadas pelo governo para isolar o País da crise externa, ou para reduzir, pelo menos, o risco de contágio, foram insuficientes, até agora, para impulsionar a indústria de transformação. A manutenção do emprego, a elevação do salário real, a rápida expansão do crédito e a redução de impostos para alguns setores estimularam o consumo, mas a produção manufatureira foi incapaz de acompanhar a demanda interna. a) Parte desse estímulo foi aproveitada por produtores estrangeiros bem mais preparados para disputar espaço nos mercados. O recuo da atividade industrial brasileira reflete, entre outros fatores, o aumento das importações e a deterioração do saldo comercial. b) Diante dessa pequena reação de maio para junho foi amplamente insuficiente para a retomada do nível de atividade do ano passado. As maiores perdas em 2012 continuam no setor de bens de capitais, isto é, de máquinas e equipamentos. A fabricação desses bens aumentou 1,4% de maio para junho, mas a produção do primeiro semestre foi 12,5% inferior à de um ano antes. c) Essa presença do concorrente de fora não ajuda a explicar os números ruins acumulados a partir de 2011. No primeiro semestre, a produção foi 3,8% menor que a de janeiro a junho do ano passado. O resultado acumulado em 12 meses diminuiu 2,3%. d) Quando se examina esse período de 12 meses, há uma pequena mudança no conjunto, com redução de 7,6% na produção de bens duráveis de consumo e de 5,5% na fabricação de bens de capital. Durante esses 12 meses, no entanto, a política anticrise estimulou o consumo e abriu espaço para alguma recuperação das indústrias de bens duráveis, como a de automóveis e a da linha branca. e) Essa iniciativa legal foi suficiente para levar o empresariado a investir com maior entusiasmo em máquinas e equipamentos. Autoridades fizeram apelos ao espírito aguerrido dos empresários, mas sem resultados. Mesmo nos setores beneficiados por facilidades fiscais e medidas protecionistas o efeito foi muito limitado. “Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do ensino superior no país simplesmente “não dominam habilidades básicas de leitura e escrita”. O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas.” 21. (Cespe/UnB – TRE/RJ – Técnico Judiciário – 2012) A expressão “desse trabalho” é um recurso de coesão que retoma a informação anterior: “Indicador de Analfabetismo Funcional”. ( ) CERTO ( ) ERRADO 22. (FUMARC – TJ/MG – Técnico Judiciário – 2012) Em “É o desejo, e não já da cidade, senão de toda a população”, a palavra assinalada pode ser substituída, sem que haja alteração de sentido, por: a) exceto; b) mas sim; c) portanto; d) até porque. – O invejoso procura destruir a felicidade alheia. – O invejoso age movido também pelo ódio. – O invejoso nutre a expectativa de que o término da felicidade alheia traga felicidade a ele. 23. (FCC – TRT/PE (6a R) – Técnico Judiciário – 2012) As frases acima se articulam com correção e lógica em: a) Movido também pelo ódio, o invejoso procura destruir a felicidade alheia, pois nutre a expectativa de que o seu término lhe traga felicidade. b) Com a expectativa na qual o término da felicidade do outro lhe traz felicidade, o invejoso, age também pelo ódio e procura destruí-lo. c) Por acreditar que, o término da felicidade alheia lhe trará felicidade, o invejoso procura destruir-lhe, agindo, também, pelo ódio. d) O invejoso, o qual age movido também pelo ódio, onde procura destruir a felicidade alheia, nutre a expectativa de que o término desta lhe traga felicidade. e) Como nutre a expectativa, de que o término da felicidade alheia lhe traga felicidade, o invejoso o qual procura destruir a felicidade alheia, agindo também pelo ódio. “Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de bancos, o futebol brasileiro vive um momento de crescimento financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um panorama do futebol nacional mostra que, em vários aspectos, clubes começam a ter receitas parecidas com as dos grandes times europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipesda Europa, a constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do Brasil. (...)” 24. (Vunesp – SEAP/SP – Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – 2012) O termo em destaque no trecho – Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do Brasil. – refere-se aos: a) dirigentes; b) jogadores; c) torcedores; d) uniformes; e) treinadores. Texto Há doenças piores que as doenças, Há dores que não doem, nem na alma Mas que são dolorosas mais que outras. Há angústias sonhadas mais reais Que as que a vida nos traz, há sensações Sentidas só com imaginá-las Que são mais nossas do que a própria vida. ... Dá-me mais vinho, porque a vida é nada. (Fernando Pessoa.) 25. No verso – Sentidas só com imaginá-las – o termo destacado refere-se a: a) dores; b) sensações; c) doenças; d) angústias; e) pessoas. 26. (FCC – TRT/PE (6a R) – Técnico Judiciário – 2012) (Adaptada) A afirmação abaixo está correta ou incorreta? “Um dos mitos narrados por Ovídio nas Metamorfoses conta a história de Aglauros. A jovem é irmã de Hersé, cuja beleza extraordinária desperta o desejo do deus Hermes. Apaixonado, o deus pede a Aglauros que interceda junto a Hersé e favoreça os seus amores por ela; Aglauros concorda, mas exige em troca um punhado de moedas de ouro. Isso irritou Palas Atena, que já detestava a jovem porque esta a espionara em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse recompensada por outro deus; decide vingar-se, e a vingança é terrível: Palas Atena vai à morada da Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem Aglauros. (...)” – De acordo com o contexto, os pronomes grifados acima se referem, respectivamente, à atitude de Aglauros e a Palas Atena. 27. (FCC – TJ/RJ – Comissário da Infância e da Juventude – 2012) Atente para as afirmações abaixo. II. Em quem sabe das dificuldades que Clarice enfrentou vê com alegria o reconhecimento que seu nome alcança e sua irradiação pelo mundo, o pronome grifado pode se referir tanto a Clarice como a nome. Está correto o que se afirma? “Na era das redes sociais, algumas formas de comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o diga. (...)” 28. (Cespe/UnB – MPE/PI – Cargos de nível superior – 2012) Na expressão “que o diga”, o termo “o” refere-se à ideia expressa no período anterior. ( ) CERTO ( ) ERRADO Texto “O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o sentido dos ventos... (...)” 29. A forma pronominal “las”, em “enviá-las”, pode fazer referência tanto ao termo “garrafas” quanto ao termo “mensagens”. ( ) CERTO ( ) ERRADO “O aumento da população, o crescimento econômico e a sofisticação das relações sociais requerem mais serviços públicos, de maior qualidade e crescente complexidade. Para fazer frente a essas demandas , o dimensionamento adequado da força de trabalho no setor público é condição necessária, mas não suficiente. Elas requerem que o Estado atente também para a qualificação de uma força de trabalho às voltas com questões cada vez mais complicadas (...)” 30. (Cespe/UnB – MP – Analista de Infraestrutura – 2012) No desenvolvimento da argumentação do texto, o pronome “Elas” retoma “demandas”. ( ) CERTO ( ) ERRADO 31. (Vunesp – Pref. Cubatão/SP – Fiscal de Tributos – 2012) No trecho – Embora as estatísticas completas da arrecadação de União, estados e municípios apenas venham a ser conhecidas em meados do ano, é razoável estimar (...), – o termo em destaque pode ser substituído, sem acarretar alteração de sentido, por: a) entretanto; b) contudo; c) conquanto; d) todavia; e) no entanto. 32. (FEC – Pref. Angra dos Reis/RJ – Administrador – 2012) Em relação à construção textual, a expressão destacada em “Felizmente, a medicina atual dispõe de inúmeras drogas capazes de curar, controlar e até mesmo de evitar inúmeras doenças. Aparelhos eletrônicos sofisticados são capazes de fazer um diagnóstico apurado, passando informações importantes sobre o paciente. Os avanços NESTA ÁREA são rápidos e possibilitam uma vida cada vez melhor para as pessoas.”, coesivamente, se refere a: a) aparelhos eletrônicos; b) medicina atual; c) informações; d) doenças; e) avanços. 33. Na frase destacada “Foi, contudo, no século XVII, que William Harvey fez uma nova descoberta: o sistema circulatório do sangue. A partir daí, os homens passaram a compreender melhor a anatomia e a fisiologia.”, a expressão A PARTIR DAÍ será corretamente substituída, de acordo com seu sentido no texto, por: a) em consequência; b) nesse instante; c) nesse lugar; d) ao contrário; e) ao passo que. 1 A Educação é um processo de acúmulo de conhecimento, não de consumo de aulas. Mas as salas de aula de nossas faculdades estão parecendo restaurantes, onde se consomem aulas. (...) 5 Além de mais vagas em faculdades é preciso promover uma formação de qualidade para todos na educação de base. Isso exige uma revolução, não apenas um II Plano Nacional de Educação, possivelmente tão irrelevante quanto o IPNE. (...) 6 Um programa como esse pode ser iniciado de imediato, mas demora a ser implementado em todo o país, sobretudo por falta de recursos humanos em quantidade. A solução é executá-lo por cidades. (...) 7 Esta revolução foi iniciada no final de 2003, em 28 pequenas cidades, e interrompida antes mesmo de ser implementada. A posse de um novo ministro pode ser o momento para iniciar a execução dessa proposta que em 2003 recebeu o nome de Escola Ideal. Com ela, contaremos todos com uma educação de base qualificada e teremos a possibilidade de um sistema de ensino superior de qualidade, (...)” 34. (FEC – PC/RJ – Inspetor de Polícia 6a Classe – 2012) Todos os pronomes em destaque fazem referência a elementos intratextuais, EXCETO o seguinte, cujo referente se encontra fora do texto: a) “as salas de aula de NOSSAS faculdades estão parecendo restaurantes” (parágrafo 1). b) “ONDE se consomem aulas” (parágrafo 1). c) “ISSO exige uma revolução” (parágrafo 5). d) “A solução é executá-LO por cidades” (parágrafo 6). e) “Com ELA, contaremos todos com uma educação de base qualificada” (parágrafo 7). Para especialistas, arrecadação é reflexo do excesso da burocracia. Mais de quatro anos após a extinção da CPMF por decisão do Congresso, o governo continua engordando seu caixa com o tributo, cobrado de empresas e pessoas físicas. De janeiro de 2008, quando o imposto do cheque deixou de existir, até o mês passado, já foi arrecadado R$ 1,750 bilhão. Esse valor é suficiente, por exemplo, para o governo arcar com um ano da desoneração da folha de pagamento de setores já beneficiados pela medida, como confecções e calçados. Segundo técnicos da Receita, a arrecadação residual da CPMF ocorre devido a ações administrativas e judiciais. Para especialistas, isso mostra o excesso e o tamanho da burocracia no país. 35. (DOM CINTRA – Pref. Belo Horizonte/MG – Analista de Políticas Públicas (Adm. – 2012) Nesse segmento do texto, o termo destacado que se refere a um elemento do parágrafo anterior é: a) isso; b) quando; c) esse valor; d) o imposto do cheque; e) a arrecadação residual. 36. “Segundo técnicos da Receita...”; “Para especialistas...”. A alternativa que mostra uma afirmação correta sobre esses dois segmentos do texto é: a) As opiniões dos técnicos são superiores às dos especialistas. b) Técnicos e especialistas se situam em diferentes escalões do Governo. c) Os técnicos da Receita e os especialistas referem-se às mesmas pessoas. d) As opiniões emitidas pelos técnicos e pelos especialistas dizem a mesma coisa. e) Os vocábulos “segundo” e “para”, nos segmentos, possuem o mesmo significado. 37. A alternativa em que o vocábulo sublinhado apresenta um substituto inadequado é: a) “Mesmo extinta, CPMF rende R$1,7 bilhão ao governo” / conquanto. b) “Esse valor é suficiente, por exemplo, para o governo...” / ou seja. c) “...ocorre devido a ações administrativas...” / em razão de. d) “Segundo técnicos da Receita...” / conforme.e) “Para especialistas...” / na visão dos. 38. (Dom Cintra – Pref. Itaboraí/RJ – Agente Administrativo Escolar – 2012) “Durante os últimos três anos, o historiador alagoano Nireu Cavalcanti (...) compilou informações a respeito do casamento no Brasil colônia, período que se encerra em 1815, quando o Brasil é declarado Reino Unido. (...) Cavalcanti reuniu um material rico em detalhes”. Nesse primeiro segmento do texto, o vocábulo que NÃO faz referência a qualquer termo anterior é: a) Cavalcanti; b) material; c) detalhes; d) período; e) quando. 39. (PUC/PR – FEAES – Administrador – 2012) Leia o seguinte trecho, destacado do texto de Frei Betto, e assinale a alternativa CORRETA: Zilda Arns nos deixa, de herança, o exemplo de que é possível mudar o perfil de uma nação com ações comunitárias, voluntárias, enfim, através da mobilização da sociedade civil. Não a mobilização que isenta o poder público de suas responsabilidades ou procura substituí-lo em suas obrigações. As instituições governamentais mantêm parcerias com a Pastoral da Criança e, esta exige-lhes recursos, participa de comissões e eventos convocados pelo governo, critica-o quando necessário, sem se deixar instrumentalizar por interesses partidários e eleitorais. a) O pronome “lhes”, utilizado em “exige-lhes”, faz referência à “Pastoral da Criança”. b) O pronome “o”, em “critica-o”, faz referência a “recursos”. c) A palavra “nos”, em “Zilda Arns nos deixa”, é uma preposição. d) A palavra “pelo”, em “eventos convocados pelo governo”, é um pronome demonstrativo. e) A palavra “esta” faz referência à “Pastoral da Criança” e é um pronome demonstrativo. 40. (PUC/PR – DPE – Técnico Administrativo – 2012) (Adaptada) A afirmação abaixo está correta ou incorreta? “O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pediu mais tempo ao Senado para que a proposta do novo Código Penal seja discutida. Cavalcante participou de audiência pública, nesta terça-feira, na comissão especial que analisa o texto do anteprojeto do código, formulado por juristas a pedido do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).” – A palavra “Casa” se refere a “Senado”; trata-se de um exemplo de expansão lexical. “(...) Então, retomando o início: vinha eu de volta do supermercado, com dois saquinhos de compras miúdas, caminhando atento às armadilhas das calçadas, quando vi, no chão, o cenário perturbador: pitangas caídas, maduras, vítimas de algum vento da manhã, muitas delas comidas pela metade, quantidade de caroços limpos de frutinhas já degustadas... Olhei para o alto: afe! Pé carregado, do verde ao roxo. Adiante, outro pé, igual! Ah, o que a chuva e o sol haviam feito em quinze dias... Foi automático: passei as compras de um saquinho do supermercado ao outro e comecei a colheita. Dava-me o prazer de escolher as mais bonitas. Quando ficaram mais difíceis, apanhei uma vassoura velha numa caçamba de demolição ali perto e com ela verguei os galhos mais altos, engordando o saquinho. Geleia rende pouco, e a fartura de matéria-prima me empolgava. Nesse momento, passava de carro um ex-colega de jornal, que me reconheceu e parou. Eu me senti ridículo. Já estava ensaiando explicações, longas talvez, que nos cansariam os dois, quando ele cortou: – Maravilha! Eu sempre quis fazer isso e nunca tive coragem! Desceu do carro e me ajudou. 41. (Funcab – Pref. Aracruz/ES – Administrador – 2012) O pronome ISSO da frase “– Maravilha! Eu sempre quis fazer isso e nunca tive coragem!”, no contexto, refere-se a: a) apanhar uma vassoura; b) colher pitangas; c) vergar os galhos mais altos; d) fazer geleia; e) engordar saquinhos. 42. (Funcab – Pref. Magé/RJ – Administrador – 2012) A alternativa em que, do ponto de vista semântico, há evidente equívoco na substituição da preposição empregada no texto pela locução prepositiva indicada é: a) “Sei, PELA própria experiência, o quanto há de honrado e o quanto há de hipocrisia nesse proclamado interesse [...]” /EM RAZÃO DA; b) “[...] reuniram-se fiéis e sacerdotes de todas as crenças PARA lembrar os meninos mortos [...]” / COM O INTUITO DE; c) “[...] a pobreza deve ser eliminada no ventre, COM o ligamento de trompas [...]” / POR MEIO DE; d) “[...] muitas mulheres foram esterilizadas CONTRA a própria vontade.” / AO ENCONTRO DE; e) “Há muitos que vivem DAS crianças abandonadas.” / ÀS EXPENSAS DAS. Gabarito 1. C. 10. C. 19. B. 28. CERTO. 37. B. 2. C. 11. C. 20. A. 29. CERTO. 38. C. 3. A. 12. D. 21. ERRADO. 30. CERTO. 39. E. 4. D. 13. E. 22. B. 31. C. 40. CORRETA. 5. E. 14. C. 23. A. 32. A. 41. B. 6. B. 15. E. 24. A. 33. A. 42. D. 7. C. 16. B. 25. B. 34. A. 8. A. 17. B. 26. CORRETA. 35. D. 9. E. 18. B. 27. CORRETA. 36. E. Os comentários sobre as questões estão no site da editora na página www.elsevier.com.br/agramatica_pestana http://www.elsevier.com.br/agramatica_pestana Capítulo 36 Domínio do Registro Culto Definição Infelizmente, ainda, alguns brasileiros insistem em dizer para outros: “Para de falar assim, cara; você fala muito errado!” Interessante seria se o outro dissesse: “Meu amigo, então seja coerente com o seu pedido!” Leitor, se você não entendeu a péssima piada, foi devido ao não conhecimento ou à não lembrança de um princípio chamado “uniformidade de tratamento”, que trata do uso da mesma forma de tratamento do início ao fim do discurso. Além disso, note que houve o uso de gíria, típico de linguagem coloquial, ou seja, de uma linguagem que não se pauta nas regras gramaticais. Os brasileiros preconceituosos – do ponto de vista linguístico – acham que todos deveriam usar o “português correto”, respeitando todas as prescrições gramaticais (e sem gírias!). O problema é que pessoas assim exigem algo que não conseguem fazer, ou seja, o personagem linguisticamente preconceituoso (para ser coerente com o modo de usar a língua que ele privilegia, a forma culta) deveria ter falado assim: “Para de falar assim, cara; tu falas muito errado!”. Aí, sim, ele teria respeitado o princípio da modalidade culta da língua (a uniformidade de tratamento) e sido coerente com o pedido inicial dele. Afinal, se ele começou o discurso usando uma forma de 2a pessoa (Para – tu), deveria tê-la mantido até o fim de seu discurso. Vamos combinar assim: ninguém consegue (nem precisa) usar o tempo todo o registro culto da língua. No entanto, em certas situações, como no dia da prova, é importante que você domine as regras gramaticais que vimos ao longo dessa gramática para acertar uma questão. Por isso o capítulo se chama “Domínio do Registro Culto”. Entenda melhor, lendo o que segue... Conceito de Erro Não existe erro de português! A língua não evolui nem involui, ela está em constante mudança. E todos os falantes da língua de uma nação conseguem se comunicar, pois usam o mesmo código para estabelecer comunicação e interação. Assim, o certo e o errado na língua é uma mera convenção, uma arbitrariedade, uma tradição que se baseia na antiga ideia contida nas ultrapassadas gramáticas normativas, as quais ensinavam que o “bem falar” e “bem escrever” seriam ditados a partir do uso da língua por pessoas influentes na sociedade. Por isso, quando alguém diz: “A gente vamos na praia hoje?”, vem outro e corrige: “NÓS vamos À praia hoje! Você não conhece concordância e regência, seu burro?!”. Esse é só um exemplo de como as pessoas definem o que deve ser feito e o que não dever ser feito na língua portuguesa, como se, em todas as situações de uso da língua, tal uso fosse único e, portanto, obrigatório. Apesar de esta gramática contemplar a modalidade culta da língua, não estamos cegos às variações (normais) da nossa língua. Assim, citamos Marcos Bagno: “... é preciso sempre lembrar que, do ponto de vista sociocultural, o ‘erro’ existe, e sua maior ou menor ‘gravidade’ depende precisamente da distribuição dos falantes dentro da pirâmide das classes sociais, que é também uma pirâmide de variedades linguísticas. Quanto mais baixo estiver um falante na escala social, maior número de ‘erros’ as camadas mais elevadas atribuirão à sua variedadelinguística (e a diversas outras características sociais dele). O ‘erro’ linguístico, do ponto de vista sociológico e antropológico, se baseia, portanto, numa avaliação negativa que nada tem de linguística: é uma avaliação estritamente baseada no valor social atribuído ao falante, no seu poder aquisitivo, no seu grau de escolarização, na sua renda mensal, na sua origem geográfica, nos postos de comando que lhe são permitidos ou proibidos, na cor de sua pele, no seu sexo e outros critérios e preconceitos estritamente socioeconômicos e culturais” (friso meu). Por isso é que, muitas vezes, um mesmo suposto erro é considerado uma “licença poética” quando surge num texto assinado por um autor de renome ou na fala de um membro das classes privilegiadas, mas como um “vício de linguagem”, quando se materializa na fala ou na escrita de uma pessoa estigmatizada socialmente. Em resumo, não insistamos mais no discurso preconceituoso e desagregador de outrora, a saber, que alguém cometeu um erro de português, mas sim que, no máximo, alguém cometeu um desvio da norma culta, ou uma transgressão da norma culta, ou uma inadequação ao registro culto da língua. É claro que agora você não vai sair por aí dizendo: “Ih, você viu? Ele não se adequou ao registro culto da língua.”. Seria risível, no mínimo. Vale ainda dizer que o falante de uma língua só comete falha se aquilo que foi expresso não estabeleceu vínculo comunicativo. Linguisticamente, não há certo e errado numa língua. Há ausência ou presença de comunicação. Quanto à norma culta, só podemos dizer que, em um discurso, há inadequação ou adequação, ou seja, seria inadequado falar com um juiz de direito assim: “E aí, maluco, beleza? Será que nós pode falar aí contigo pra gente trocar uma ideia sobre um bagulho da promotoria?”, porque o contexto é formal, afinal, fala-se com uma autoridade. Sendo assim, seria preciso haver adequação à norma culta. Infelizmente, algumas bancas, como a Esaf, ainda trabalham com o conceito de “erro” gramatical. Vamos entender melhor quando o registro é culto ou coloquial. Capítulo 35 – Coesão e Coerência Questões de Concursos Gabarito Capítulo 36 – Domínio do Registro Culto Definição Conceito de Erro