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11 UNIVERSIDADE ABERTA ISCED FACULDADE DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA A DIVERSIDADE CULTURAL E EDUCAÇÃO EM MOÇAMBIQUE Costantino Damião Pololo 41231450 Maxixe, Abril 2024 UNIVERSIDADE ABERTA ISCED FACULDADE DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA A DIVERSIDADE CULTURAL E EDUCAÇÃO EM MOÇAMBIQUE Trabalho de investigação da cadeira de Antropologia Cultural a ser entregue ao tutor para efeitos de avaliação. Costantino Damião Pololo 41231450 Maxixe, Abril 2024 Conteúdo 0.1.Parte introdutória 4 0.2.Objectivos do trabalho 4 0.3.Meios de realização 4 1.0.Revisão da literatura 6 1.1.Diversidade cultural 6 1.2.Diversas áreas de abordagem da diversidade cultural 6 1.3.A diversidade cultural no solo pátrio 8 Conclusão 10 Bibliografia 11 0.1.Parte introdutória Baseia-se no pressuposto de que a educação protege o fenómeno social e cultural, prepara as pessoas para as tarefas sociais e para a vida, onde no contexto sociocultural, a estrutura social e as tarefas sociais devem constituir um parâmetro na avaliação da importância e definição do conteúdo. Porque na pátria a educação é vista em crise, onde um dos aspectos que a afeta é a presença de um estrangeiro, porque não reflete a realidade sociocultural das comunidades onde está inserida. É neste contexto que surge o trabalho de campo da Escola de Antropologia Cultural até agora, apresentando a diversidade cultural e a educação em Moçambique como tema de investigação, considerando que a diversidade cultural é extremamente importante para os indivíduos e as suas formas devem ser bem compreendidas. de vida e manifestações dadas à cultura. 0.2.Objectivos do trabalho Geral: · Estudar a diversidade cultural e educação em Moçambique Específicos: · Descrever a diversidade cultural; · Caracterizar a diversidade cultural em Moçambique; · Explorar as áreas de diversidade cultural em Moçambique. 0.3.Meios de realização Toda a investigação carece de meios para o atingir através dos objectivos declarados e isto também é da mesma natureza onde o método bibliográfico baseado na diversidade cultural já produzida teve que ser utilizado para atingir os objectivos declarados. Como destaca Richardson (1999, p. 25), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já existente, principalmente livros e artigos de pesquisa. Nesse caso, as pesquisas são desenvolvidas a partir de fontes bibliográficas e são importantes para o surgimento de novos caminhos de pesquisa empírica. 1.0.Revisão da literatura 1.1.Diversidade cultural Segundo Takahashi (2006, p. 3), ele revela que a diversidade é uma característica fundamental das formas de vida terrestre e das manifestações culturais, que podem ser biológicas ou culturais. Portanto, existem três tipos de diversidade cultural como a própria diversidade genética, linguística e cultural. Portanto, segundo o mesmo autor, a diversidade cultural genética refere-se às “variações e semelhanças genéticas das pessoas”. Portanto, a diversidade cultural é considerada no campo da educação, quando os educadores tentam encontrar formas de conciliar o direito à educação igualitária e o respeito pela diferenças culturais. Neste caso, as preocupações políticas sobre a constituição da nação e a identidade nacional levaram a uma cultura nacional e homogénea, mas com o estabelecimento da cultura, ao afinamento e ao desaparecimento das diferenças culturais na escola, com o objectivo de garantir uma educação igualitária. Para Sacristán (2002, p. 15), a diversidade é uma manifestação normal das pessoas, das realidades sociais, das culturas e das respostas individuais à educação, que pode parecer mais ou menos enfatizada, mas é normal como a própria vida e à qual deve estar habituada. viva com isso e trabalhe com isso. Porém, a diversidade pode ser observada na vida social e nas disciplinas educacionais, onde o conceito de diversidade pode ser utilizado para indicar a educação, onde os alunos são agrupados de acordo com seu desempenho e surge a questão sobre as diferenças entre os alunos. 1.2.Diversas áreas de abordagem da diversidade cultural Quanto a Costa (2006, p. 1), salienta que os estudos pós-coloniais e os estudos culturais, que incluem estudos relacionados com a diversidade cultural, o multiculturalismo, a interculturalidade e a interculturalidade, não podem ser considerados como uma matriz teórica, mas apenas como muitas contribuições visíveis. como uma referência epistemológica crítica aos conceitos dominantes da modernidade. Com base nos princípios da educação multicultural, o foco principal da educação multicultural será a necessidade de reconhecer a diversidade, onde a diversidade é respeitada na escola e a necessidade de reconhecer a igualdade de direitos de todos. Segundo Candau (2006, p. 2), a reflexão sobre a relação entre a diversidade cultural e a vida escolar é uma questão de extrema importância na educação para que as escolas possam tornar-se verdadeiramente democráticas. Porém, Gadotti (2006, p. 1) afirma que a educação multicultural exige a existência de uma pedagogia dos direitos humanos, do respeito ao próximo, ao meio ambiente e tem duas características principais: abordagem emergente para proteger a igualdade de oportunidades educativas e a equidade; Um currículo que traga mudanças tangíveis ao currículo que possibilite quebrar a hegemonia do conhecimento individual. Portanto, a educação multicultural pode levar ao separatismo e ao conflito entre grupos, o que pode promover a segregação. E ainda assim o isolamento pode tornar-se exclusão. Segundo Fleuri (2006, p. 5), apresenta as seguintes diferenças entre a educação multicultural e a intercultural: · Quanto as intencionalidades – a perspectiva multicultural considera a diversidade como um facto a ser tomado em consideração; · À prática educativa – usa as culturas diferentes como sendo objecto de estudo; · Ao sujeito – a educação intercultural desenvolve-se como relação entre pessoas de culturas diferentes. Portanto, a diversidade cultural pode ser assumida como vários aspectos que representam particularmente diferentes culturas, como língua, tradições, culinária, religião, costumes, modelo de organização familiar, política, e outras características de um determinado grupo de pessoas. 1.3.A diversidade cultural no solo pátrio Isto exige que a educação tenha em conta a diversidade dos indivíduos e dos grupos sociais, para que se torne principalmente um factor de coesão social e não de exclusão numa determinada sociedade. Portanto, uma das características mais valiosas de Moçambique é a razão da sua diversidade cultural, que coincidentemente também está relacionada com a sua diversidade biológica. Conforme observado por Takahashi (2006, p. 3), existe uma correlação significativa entre diversidade biológica e cultural, ou seja, áreas com alta diversidade biológica também apresentam alta diversidade cultural. De referir que a língua oficial de Moçambique é o português, língua minoritária que foi escolhida como língua oficial por razões políticas relacionadas com a unidade nacional e a falta de uma língua suficientemente “modernizada” na altura da independência. poder transmitir ciência, tecnologia e atuar como língua franca em todo o território do país. Além do português ser a língua oficial, também são faladas no país línguas europeias como inglês, francês; línguas africanas; Bantu e Asiático. Pode-se argumentar também que a cultura socialista se difundiu nas escolas através do atual sistema educacional nacional, que visava formar uma nova pessoa. E os valores éticos e morais do socialismo foram determinados nos princípios do comportamento revolucionário, como a pontualidade; disciplina e obediência, pureza e limpeza; espírito coletivo de organização, iniciativa, sacrifício e economia; respeito mútuo, trabalho físico, respeito aos símbolos nacionais e aos responsáveis;vigilância revolucionária e prática constante de crítica e autocrítica. Depois de alguns anos, quando o modelo socialista estava em vigor, chegou um certo momento e ele ruiu, e Moçambique começou a seguir as reformas do FMI e do Banco Mundial, e depois a defender valores morais completamente diferentes do socialismo, por exemplo. , como a supremacia do sector financeiro, a privatização, a regulação do desmantelamento do sector financeiro, a internacionalização dos recursos naturais, a integração nos mercados internacionais. Por um lado, são os jovens das zonas urbanas que promovem mudanças significativas de hábitos e hábitos culturais resultantes do impacto da globalização e da introdução de novas tecnologias de informação e comunicação. Conclusão Após a realização de trabalho de campo sobre o tema da diversidade cultural e da educação em Moçambique, concluiu-se que a diversidade cultural é uma preocupação dos trabalhadores da educação nos vários níveis do país (Moçambique), porque estudantes de diferentes géneros são considerados nas competências linguísticas. , grupos étnicos e religiosos que têm uma compreensão diferente uns dos outros, dos seus conhecimentos e também das suas profissões. Dessa forma, a diversidade exige uma grande reflexão das diferentes formas didáticas, pois nem todos os alunos conseguem se adaptar aos padrões didáticos monoculturais e hegemônicos. Reconheceu-se também que os educadores não devem contentar-se com o reconhecimento discursivo e a valorização da diversidade, mas que a diversidade também deve ser considerada e criada na prática docente. Diversificar as práticas de ensino não é fácil. Este é um dos maiores desafios da educação em sociedades complexas e democráticas. Bibliografia Candau, V. M. (2006). Interculturalidade e educação escolar. São Paulo Costa, S. (2006). Muito além da diferença: (im)possibilidades de uma teoria social pós-colonial. Porto Alegre Fleuri, R. M. (2006). Multiculturalismo e interculturalismo nos processos educacionais. 2ª ed. São Paulo Gadotti, M. (2006). Notas sobre a educação multicultural. Encontro de educadores negros do MNU. São Paulo Richardson, R. J. (1999). Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Editora Atlas Sacristán, J. G. (2002). Educar e conviver na cultura global: as exigências da cidadania. Porto Alegre: Artmed Takahashi, T. (2006). Diversidade cultural e direito à comunicação. Porto Alegre .