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WAnDeR gARcIA e eDUARDO DOMPIeRI 472 (D) são penalmente inimputáveis apenas menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação especial. (E) a comunidade formada por qualquer dos pais e seus des- cendentes é considerada entidade familiar. A: incorreta, pois apenas as polícias militares e os corpos de bombeiros militares são considerados forças auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º, da CF); B: incorreta, pois o meio ambiente é um bem de uso comum do povo (art. 225, caput, da CF); ademais, a Administração Pública não pode utilizar-se indiscriminadamente do meio ambiente para a realização de suas atividades, salvo quando houver previsão legal nesse sentido, como no caso de servidão administrativa; C: incorreta, pois compete à PF (Polícia Federal) as funções de polícia de fronteira (art. 144, § 1º, III, da CF); a PRF (Polícia Rodoviária Federal) só tem competência para o patrulhamento ostensivo das rodovias federais (art. 144, § 2º, da CF) D: incorreta. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial (art. 228 da CF); E: correta. Entende-se, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes (art. 226, § 4º, da CF). Gabarito “E” (Policial Rodoviário Federal – 2004 – CESPE) No que concerne à segurança pública, julgue o seguinte item. (1) De acordo com a atual Carta Política, a PRF é um órgão transitório da segurança pública, destinado ao patrulha- mento ostensivo das rodovias federais. 1: incorreta, pois a PRF não é um órgão transitório, mas um órgão permanente (art. 144, § 2º, da CF). Gabarito 1E 3. leI nº 9.654/1998 (Policial Rodoviário Federal – 2008 – CESPE) Acerca das previsões da Lei n. 9.654/1998, que cria a carreira de PRF, assinale a opção correta. (A) O ocupante do cargo de PRF permanecerá no local de sua primeira lotação por um período mínimo de dois anos, exercendo atividades de natureza estritamente operacional voltadas ao patrulhamento ostensivo e à fiscalização de trânsito compatíveis com a sua experiência e aptidões. (B) Os ocupantes de cargos da carreira de PRF não estão sujeitos à dedicação exclusiva às atividades do cargo, o que torna possível a cumulação do cargo com outra atividade privada. (C) A carreira de que trata a Lei n. 9.654/1998 é composta do cargo de PRF, estruturada nas classes de inspetor, agente e escrivão. (D) A implantação da carreira de PRF ocorreu mediante trans- formação de milhares de cargos efetivos de patrulheiro rodoviário federal, do quadro geral do Ministério da Justiça, em cargos de PRF. (E) O regime de trabalho dos PRFs é de 44 horas semanais. A: incorreta, pois deve permanecer na sua primeira lotação, preferen- cialmente, por um período mínimo de três anos (art. 3º, § 4º, da Lei 9.654/1998); B: incorreta, pois os ocupantes de cargos da carreira de Policial Rodoviário Federal ficam sujeitos a integral e exclusiva dedi- cação às atividades do cargo (art. 7º da Lei 9.654/1998); C: incorreta, pois a carreira é composta do cargo de Policial Rodoviário Federal e estruturada nas classes Terceira, Segunda, Primeira e Especial, sendo que a classe Terceira tem padrões de I a III, a classe Segunda, de I a VI, a classe Primeira, de I a VI, e a classe Especial, de I a III (Anexo I-A da Lei 9.654/1998, incluído pela Lei 12.775/2012); D: correta; o art. 1º, parágrafo único, da Lei 9.654/1998, dispõe que “A implantação da carreira far-se-á mediante transformação dos atuais dez mil e noventa e oito cargos efetivos de Patrulheiro Rodoviário Federal, do quadro geral do Ministério da Justiça, em cargos de Policial Rodoviário Fede- ral”; E: incorreta, pois é de 40 horas semanais a jornada de trabalho dos integrantes da carreira de policial rodoviário federal (art. 9º da Lei 9.654/1998). Gabarito “D” 4. decreto nº 1.655/1995 (Policial Rodoviário Federal – 2008 – CESPE) As competências da PRF, no âmbito das rodovias e estradas federais, não incluem (A) realizar o patrulhamento ostensivo, mediante a execução de operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, a incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros. (B) aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, as medidas administrativas decorrentes e os valores provenientes de estada e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de cargas superdi- mensionadas ou perigosas. (C) realizar o patrulhamento ostensivo das ferrovias federais que margeiam as rodovias federais. (D) integrar-se a outros órgãos e entidades do SNT para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação. (E) coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre aci- dentes de trânsito e suas causas, adotando ou indicando medidas operacionais preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal. A: correta, pois há previsão dessa competência (art. 20, II, da Lei 9.503/1997; art. 1º, I, do Decreto 1.655/1995); B: correta, pois há pre- visão dessa competência (art. 20, III, da Lei 9.503/1997; art. 1º, III, do Decreto 1.655/1995); C: incorreta, devendo a alternativa ser assinalada, pois essa competência é a Polícia Ferroviária Federal (art. 144, § 3º, da CF); D: correta, pois há previsão dessa competência (art. 20, X, da Lei 9.503/1997); E: correta, pois há previsão dessa competência (art. 20, VII, da Lei 9.503/1997). Gabarito “C” (Policial Rodoviário Federal – 2008 – CESPE) A Polícia Rodoviária Federal foi criada pelo presidente Washington Luiz, em 1928, com a denominação de polícia de estradas. Somente em 1935 organizaram-se os serviços de vigilância das rodovias Rio – Petrópolis, Rio – São Paulo e União Indústria, quando foi criado o primeiro quadro de policiais rodoviários, denominados, à época, inspetores de trânsito. Em 1945, com a criação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), nascia a denominação de Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com o advento da Constituição de 1988, a PRF foi instituciona- lizada e integrada ao Sistema Nacional de Segurança Pública, cabendo-lhe o patrulhamento ostensivo das rodovias federais. Desde 1990, a PRF está integrada à estrutura do Ministério da Justiça. Atualmente, ela está presente em todo o território nacional, estruturada em 21 superintendências regionais, 5 distritos regionais, 150 delegacias e 400 postos de fiscalização, e a administração central está localizada em Brasília. Zander Cavalcante Arruda. Evolução histórica, organização estrutural e hierárquica do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. Brasília: MJ/DPRF/CGRH/CE, 2009, p. 6, 8 e 13 (com adaptações). Considerando o texto acima como referência inicial e com base nos aspectos marcantes da trajetória da PRF, julgue os itens que seguem. (1) Integrada ao Sistema Nacional de Segurança Pública, a PRF tem, entre suas atribuições, prevenir e reprimir o tráfico de armas e de drogas ilícitas. (2) O combate à exploração sexual de menores, ao trabalho escravo, ao contrabando e aos crimes ambientais inscreve- -se entre as atribuições conferidas à PRF. 1: correta (art. 1º, X, do Decreto 1.655/1995); 2: correta (art. 1º, IX e X, do Decreto 1.655/1995). Gabarito 1C, 2C 47314. DIReItO De tRânSItO (Policial Rodoviário Federal – 2004 – CESPE) Acerca da compe- tência da PRF, julgue os itens a seguir. (1) Considere a seguinte situação hipotética. A PRF veio a ser comunicada, por telefone, da ocorrência de um acidente automobilístico, sem vítimas de morte, em uma rodovia federal. Imediatamente após a comunicação, policiais rodoviários federais foram até o local do acidente, onde verificaram que um dos motoristas envolvidos na colisão, devidamente habilitado e portador dos documentos do veículo automotor, estava aparentementeembriagado. Nessa situação, à PRF caberá realizar perícia, levantamento do local ou boletim de ocorrência, bem como teste de dosa- gem alcoólica no condutor do veículo. Se for constatado que o motorista dirigia o veículo sob influência de álcool, em dosagem superior a seis decigramas por litro de sangue, caberá aos policiais rodoviários federais lavrar o auto de infração e, como medidas administrativas, reter o veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolher o documento de habilitação do infrator. (2) No âmbito das rodovias federais, havendo necessidade, caberá à PRF realizar, sob a coordenação do órgão competente, a escolta nos deslocamentos de presidente da República, ministros de Estado e diplomatas estran- geiros. 1: correta (art. 1º, V, do Decreto 1.655/1995); 2: correta (art. 1º, VIII, do Decreto 1.655/1995). Gabarito 1C, 2C (Policial Rodoviário Federal – 2002 – CESPE) À luz da legislação de trânsito, julgue o item a seguir. (1) A perseguição dos dois homens que fugiram para dentro da mata, suspeitos de terem praticado roubo, poderia ser realizada pelos policiais rodoviários federais, sem violação da competência legalmente atribuída à PRF. 1: correta, nos termos do art. 1º, X, do Decreto 1.655/1995. Gabarito 1C 1. mInIstérIo públIco (Promotor de Justiça/AC – 2014 – CESPE) Considere que um pro- motor de justiça de determinado estado da Federação tenha requisitado a instauração de inquérito policial e que, no curso da investigação, o delegado constate indício de que membro do MPU tenha cometido infração penal. Nessa situação, com base na Lei Complementar 75/1993, (A) os autos deverão ser remetidos ao procurador-geral da República para as providências pertinentes. (B) o membro do MPU deverá ser indiciado, e o delegado continuará a investigação. (C) o promotor de justiça deverá continuar a investigação. (D) o procurador de justiça do estado deverá dar continuidade à investigação. (E) o procurador regional da República deverá dar continuidade à investigação. A alternativa correta é a “A”, pois assim estabelece o art. 18, parágrafo único, da Lei Complementar 75/1993. As demais alternativas, portanto, estão incorretas. Gabarito “A” (Promotor de Justiça/AC – 2014 – CESPE) Com base na Lei Com- plementar Estadual 8/1983, um membro do MP do estado do Acre só perderá seu cargo se condenado por crime (A) cometido com abuso de poder, à pena privativa de liberdade. (B) contra honra, à detenção por mais de dois anos. (C) cometido com violação do dever inerente à função, à reclu- são por mais de quatro anos. (D) contra o patrimônio, independentemente da pena prevista. (E) contra a administração da justiça, independentemente da pena prevista. Assim estabelece o art. 35, I, da Lei Complementar Estadual 8/1983. Aliás, estabelece o citado dispositivo legal: “Art. 35. Depois de dois anos de efetivo exercício, só perderão o cargo os membros do Ministério Público Estadual: I – se condenados à pena privativa de liberdade por crime cometido com abuso de poder ou violação do dever inerente à função pública; II – se condenado por outro crime à pena de reclusão, por mais de dois anos, ou de detenção por mais de quatro anos; e III – se proferida decisão em processo administrativo onde lhe seja assegurada ampla defesa”. Gabarito “A” (Promotor de Justiça/PI – 2014 – CESPE) Se um promotor de justiça do estado X instaurar inquérito civil e o arquivar, o arquivamento poderá ser revisto, com base na Lei Orgânica Nacional do Ministério Público (Lei 8.625/1993), pelo (A) juízo da vara competente para o caso. (B) vice-procurador-geral de justiça. (C) Colégio de Procuradores de Justiça. (D) Conselho Superior do Ministério Público. (E) presidente do tribunal de justiça do referido estado. A: incorreta, pois a revisão se dá no âmbito do próprio Ministério Público; B: incorreta, pois a atribuição, nos termos do art. 30 da Lei 8.625/1993, é do Conselho Superior do MP; C: incorreta, conforme tópico anterior; D: correta, pois assim estabelece o art. 30 da Lei 8.625/1993: “Cabe ao Conselho Superior do Ministério Público rever o arquivamento de inquérito civil, na forma da lei”; E: incorreta, conforme comentários anteriores. Gabarito “D” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) À luz da CF, assinale a opção correta a respeito do MP. (A) O MP é, conforme se depreende do disposto na CF, nacional e unitário, caracterizando-se, ainda, por possuir individuali- dade. (B) O julgamento do Procurador-Geral de justiça do MPE, em se tratando de infrações penais comuns ou de crimes de responsabilidade, cabe ao Poder Legislativo estadual. (C) Em sua atuação, o MP vela somente pelo interesse público secundário. (D) O presidente da República não consta do rol de legitima- dos para propor ao Congresso Nacional projeto de lei que disponha sobre normas gerais de organização dos MPEs. (E) O dispositivo constitucional que considera o MP uma ins- tituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado não é considerado cláusula pétrea. A: correta, pois o enunciado está de acordo com os arts. 127 e 128 da CF, que reconhecem a existência do Ministério Público, órgão permanente e essencial, mas também reconhecem a existência de pelo menos dois Ministérios Públicos: o da União e os dos Estados; B: incorreta, pois, conforme o art. 128, § 4º, da CF, os Procuradores- -Gerais poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo. O julgamento do PGJ, por crime comum, é de competência do Tribunal de Justiça, conforme o art. 123, III, “c”, da Constituição do Estado do Piauí; C: incorreta, pois o MP vela pelo interesse público primário; D: incorreta, pois, nos termos do art. 61, § 1º, II, “d”, da CF, o poder de inciativa é privativo do Presidente da República; E: incorreta, pois o caráter permanente e essencial do MP indica que se trata de cláusula pétrea. Gabarito “A” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) No tocante aos princípios institucionais do MP, assinale a opção correta. (A) De acordo com a doutrina dominante, com fundamento no princípio da independência funcional, não há óbice a que um membro do MP assuma posicionamento contrário ao adotado pelo seu antecessor na mesma relação processual. (B) O caráter dos princípios institucionais do MP consagrados na CF não é normativo, em razão da sua abstração e da ausência dos pressupostos fáticos aptos a delimitar a sua aplicação. (C) O princípio da unidade, segundo o qual o MP constitui uma instituição única, autoriza que integrantes do MP do trabalho exerçam, em situações excepcionais, atribuições inerentes aos MPEs e vice-versa. (D) Se dois membros do MP assumirem posições divergentes em relação ao mesmo fato, o princípio da unidade cederá lugar ao princípio prevalente da independência funcional. (E) Segundo a jurisprudência do STF, o MP que atua junto aos tribunais de contas, em razão da sua peculiar natureza jurídica, não está sujeito ao princípio da unidade. A: correta, pois, de fato, o princípio da independência funcional garante a liberdade na formação da convicção dos membros do MP; B: incor- reta, pois os princípios institucionais têm caráter normativo. Existem normas-regras e normas-princípios, todas dotadas de força normativa; 15. LegisLação institucionaL de carreiras Gabriela Rodrigues, Marcos Destefenni, Maria do Carmo Milani, Renan Flumian, Rodrigo Saber e Sávio Copetti* * Marcos Destefenni comentou as questões dos concursos de Promotor de Justiça/PI – 2014 e Promotor de Justiça/AC. Rodrigo Saber comentou as questões do concurso de Defensoria/DF – 2013. Gabriela Rodrigues, Marcos Destefenni, Maria do Carmo Milani, Renan Flumian e Sávio Copetti comentaram as demais questões. 47515. legISlAçãO InStItUcIOnAl De cARReIRAS C: incorreta, pois a unidade significa que “os membros do Ministério Público integram um só órgão sob a direção de um só chefe” (Hugo Nigro Mazzilli. Regime Jurídico do Ministério Público.7. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. p 132). E referido princípio não autoriza que integrantes de um MP exerçam atribuições de outro ramo do MP ou de outro MP; D: incorreta, pois se houver divergência entre membros do MP, originando um conflito de atribuições, caberá ao chefe da instituição dirimir o conflito, de tal forma que não se pode dizer que o princípio da unidade cede lugar ao princípio da independência. Na verdade, há uma independência do ponto de vista funcional, mas não do ponto de vista administrativo. Por isso, cabe ao chefe da instituição dizer quem tem atribuição, embora não possa determinar a forma de atuação do membro do MP; E: incorreta, pois o STF (ADI 789/DF) reconheceu a existência de um MP especial, junto ao Tribunal de Contas. Portanto, o MP junto ao Tribunal de Contas integra um só órgão especial e está sujeito ao princípio da unidade. Gabarito “A” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) Assinale a opção correta a respeito das funções institucionais do MP. (A) Quando a atuação do delegado for incompleta, o MP poderá presidir inquéritos policiais. (B) As funções institucionais do MP podem ser exercidas por pessoas não integrantes da carreira mediante autorização expressa do respectivo Procurador-Geral. (C) O MP é o titular da ação penal pública. (D) Entre as funções do MP não se inclui a defesa judicial e extrajudicial dos direitos e interesses das populações indígenas, incumbência essa a cargo da AGU. (E) É taxativo o rol das funções institucionais do MP previstas no texto constitucional. A: incorreta, pois o MP pode realizar investigações, mas não presidir inquéritos policiais; B: incorreta, pois as funções institucionais do MP não podem ser exercidas por pessoas não integrantes da carreira (CF, art. 129, § 2º); C: correta, pois é o que estabelece o art. 129, I, da CF; D: incorreta, pois a assertiva afronta o disposto no art. 129, V, da CF; E: incorreta, pois o rol do art. 129 da CF tem caráter exemplificativo, como aponta o inciso IX do mencionado dispositivo constitucional. Gabarito “C” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) Em relação às garantias dos membros do MP, assinale a opção correta. (A) A garantia da inamovibilidade do membro do MP é absoluta. (B) De acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004, é permitido que membro do MP se dedique à atividade político-partidária. (C) Segundo a jurisprudência do STF, é constitucional lei complementar estadual que estenda o auxílio-moradia a membros aposentados do MPE. (D) Segundo a jurisprudência do STJ, é ilegal ato do Procurador- -Geral de justiça estadual que negue a membro do MP a acumulação de férias por mais de dois períodos de trinta dias consecutivos. (E) O membro do MP que atua perante o juízo de primeiro grau de jurisdição, seja no âmbito federal, seja no âmbito estadual, não tem legitimidade para oficiar em tribunais superiores. A: incorreta, pois a garantia não é absoluta. A inamovibilidade é excepcionada por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa (CF, art. 128, § 5º, I, “b”); B: incorreta, pois a CF, no art. 128, § 5º, II, “e”, proíbe o membro do MP de se dedicar à atividade político-partidária; C: incorreta, pois o STF decidiu pela inconstitucionalidade, conforme Informativo n. 619: “Membros inativos do Ministério Público estadual e auxílio-moradia. ADI – 3661. O Plenário, por maioria, julgou procedente pedido formulado em ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade do § 3º do art. 3º da Lei Complementar 24/1989, introduzido pela Lei Complementar 281/2003, ambas do Estado de Rondônia. O dispositivo adversado versa sobre a extensão de auxílio-moradia a membros inativos do Ministério Público rondoniense. Verificou-se afronta ao art. 127, § 2º, da CF. Ademais, asseverou-se que nem todos os benefícios concedidos aos servidores em atividade seriam compatíveis com a situação do aposentado, como seria o caso da gratificação paga durante o exercício em locais adver- sos. Na linha dessa jurisprudência, mencionou-se o Enunciado 680 da Súmula do STF (“O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos”). Reputou-se que o auxílio-moradia seria devido apenas a membros do parquet que exercessem suas funções em local onde não existisse residência adequada. O Min. Luiz Fux ressaltou que a Lei Complementar 281/2003 valer-se-ia da Lei Complementar federal 93/1993 para estender aos inativos o auxílio-moradia nela disposto como se eles estivessem em exercício. Vencido o Min. Marco Aurélio que mantinha o preceito por entendê-lo constitucional. Precedente citado: ADI 778/DF (DJU de 19.12.1994). ADI 3783/RO, rel. Min. Gilmar Mendes, 17.03.2011. (ADI-3783)”; D: incorreta, pois o STJ considerou o ato legal, conforme noticia o Informativo 354 “A Turma negou provi- mento ao recurso por entender que é legal o ato da Procuradoria-Geral de Justiça estadual que considerou não ser possível a acumulação de mais de dois meses de férias e cancelou os atos que deferiam o gozo de períodos excedentes a esses e determinou a permanência dos promotores de justiça em serviço no mês de setembro de 2003. A Lei Orgânica do Ministério Público disciplina que as férias dos membros do Ministério Público sejam iguais à dos magistrados, cabendo a cada lei orgânica estadual regular a concessão. Assim o Estado-membro aprovou a Lei Complementar 19/1994, que, em seu art. 168, dispõe de forma análoga ao art. 66, § 1º, da Lei Complementar 35/1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional). O ato da referida Procuradoria- -Geral de Justiça apenas aplicou a legislação cabível e corrigiu o vício de atos anteriores que deferiam fruição de férias atingidas pela caducidade. RMS 20.361-PB, Rel. Min. Jane Silva (Desembargadora convocada do TJ-MG), julgado em 06.05.2008”; E: correta, pois, de fato, cada membro do MP tem suas atribuições, sendo vedada a atribuição para atuar perante os tribunais àqueles que atuam perante a primeira instância. Gabarito “E” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) Em relação ao CNMP, assinale a opção correta. (A) Segundo a jurisprudência do STF, o CNMP pode, por meio de resolução, fixar novo teto remuneratório para membros e servidores do MP, passando-o de 90,25% para 100% do subsídio dos ministros do STF. (B) O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advoga- dos do Brasil é membro, com direito a voto, do CNMP. (C) Compete ao Senado Federal processar e julgar os membros do CNMP acusados da prática de crime de responsabili- dade. (D) Compete ao CNMP escolher em votação aberta, entre os integrantes das carreiras do MPU e dos MPEs que atuem perante o segundo grau de jurisdição, o corregedor nacional do MP. (E) O CNMP é composto por dez membros nomeados para um mandato de quatro anos pelo presidente da República, depois de aprovada a sua escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo admitida uma recondução. A: incorreta, pois o STF entendeu inconstitucional a resolução que fixa teto remuneratório (ADI 3.831 MC/DF): “Ação direta de incons- titucionalidade – Resolução n. 15, de 4 de dezembro de 2006, do Conselho Nacional do Ministério Público – Afronta ao art. 37, inc. XI, § 12, da Constituição da República. 1. A Resolução n. 15, de 4 de dezembro de 2006, do Conselho Nacional do Ministério Público, cuida dos percentuais definidores do teto remuneratório dos mem- bros e servidores do Ministério Público. 2. A Resolução altera outras normas de igual natureza, anteriormente vigentes, possibilitando a) ser ultrapassado o limite máximo para a remuneração dos membros e servidores públicos do Ministério Público dos Estados até agora fixado e b) estabelecer-se novo padrão remuneratório para aqueles agentes públicos. 3. Descumprimento dos termos estabelecidos no art. 37, inc. XI, da Constituição da República pelo Conselho Nacionaldo Ministério Público, por contrariar o limite remuneratório máximo definido cons- titucionalmente para os membros do Ministério Público dos Estados Federados. 4. Necessidade de saber o cidadão brasileiro a quem paga e, principalmente, quanto paga a cada qual dos agentes que compõem os quadros do Estado. 5. Possível inconstitucionalidade formal, pois a norma expedida pelo Conselho Nacional do Ministério Público cuida também da alteração de percentuais a serem aproveitados na definição dos valores remuneratórios dos membros e servidores do gAbRIelA RODRIgUeS, MARcOS DeSteFennI, MARIA DO cARMO MIlAnI, RenAn FlUMIAn, RODRIgO SAbeR e SÁvIO cOPettI 476 Ministério Público dos Estados, o que estaria a contrariar o princípio da legalidade específica para a definição dos valores a serem pagos a título de remuneração ou subsídio dos agentes públicos, previsto no art. 37, inc. X, da Constituição da República. 6. Possível não obser- vância dos limites de competência do Conselho Nacional do Ministério Público, que atuou sob o argumento de estar cumprindo os ditames do art. 130-A, § 2º, da Constituição da República. 7. Suspensão, a partir de agora, da eficácia da Resolução n. 15, de 4 de dezembro de 2006, do Conselho Nacional do Ministério Público, mantendo-se a observância estrita do quanto disposto no art. 37, inc. XI e seu § 12, no art. 39, § 4º, e no art. 130-A, § 2º, todos da Constituição da República. 8. Medida cautelar deferida.”; B: incorreta, pois, nos termos do art. 130-A, V, da Constituição Federal, o CNMP é integrado por dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; C: correta, pois é o que estabelece o art. 52, II, da CF; D: incorreta, pois, de acordo com o art. 130-A, § 3º, da CF, a votação é secreta ; E: incorreta, pois, de acordo com o art. 130-A, caput, da CF, o Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução. Gabarito “C” (Ministério Público/PI – 2012 – CESPE) Com base na Lei Nacional Orgânica do Ministério Público (Lei n. 8.625/1993), assinale a opção correta. (A) A propositura de ação civil para a decretação da perda do cargo de membro do MPE/PI depende de autorização prévia do seu Conselho Superior. (B) A Corregedoria-Geral qualifica-se como órgão de execução do MPE/PI. (C) Na hipótese de o chefe do Poder Executivo omitir-se no exercício de seu direito de escolher o Procurador-Geral de justiça, tomará posse e entrará em exercício, perante o Colégio de Procuradores de Justiça, o membro do MP mais votado na lista tríplice. (D) Ao Colégio de Procuradores de Justiça compete designar membros do MPE/PI para integrar organismos estatais afetos a sua área de atuação. (E) Compete ao Procurador-Geral de justiça decidir sobre o vitaliciamento de membros do MP. A: incorreta, pois, de acordo com o art. 38, § 2º, da LONMP, a ação civil para a decretação da perda do cargo será proposta pelo Procurador-Geral de Justiça perante o Tribunal de Justiça local, após autorização do Colégio de Procuradores, na forma da Lei Orgânica; B: incorreta, pois a Corregedoria-Geral é órgão da administração superior (LONMP, art. 5º, IV); C: correta, pois é o que estabelece o art. 9º, § 4º, da LONMP; D: incorreta, pois a mencionada atribuição é do PGJ (art. 10, IX, “c”, da LONMP); E: incorreta, pois a competência é do CSMP (art. 15, VII, da LONMP). Gabarito “C” (Ministério Público/TO – 2012 – CESPE) No que se refere à abran- gência do MP, às suas funções institucionais e às garantias de seus membros, assinale a opção correta com base na CF. (A) O exercício de atividade político-partidária é permitido aos membros do MP, mas é vedado aos membros da magis- tratura. (B) O MP dispõe de autonomia funcional e administrativa, podendo propor ao Poder Legislativo a criação e a extin- ção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos. (C) Vitaliciedade é uma vantagem instituída pela CF em bene- fício dos membros do MP, admitindo-se, contudo, a sua remoção por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do próprio MP. (D) O MP abrange exclusivamente o MPF, os MPs dos estados da Federação, o do DF e o dos territórios. (E) Os membros do MP são inamovíveis, salvo por motivo de interesse público ou administrativo e mediante decisão, devidamente fundamentada, da maioria simples dos mem- bros do Conselho Nacional do Ministério Público. A: incorreta, pois a CF, no art. 128, § 5º, II, “e”, proíbe o membro do MP de se dedicar à atividade político-partidária; B: correta, pois a Constituição Federal, ao garantir ao Ministério Público a autonomia funcional e administrativa, permite-lhe editar atos relativos ao seu quadro de pessoal. A autonomia também é garantida pelo art. 3º, VI, da LONMP; C: incorreta, pois a alternativa descreveu a inamovibilidade prevista no art. 128, § 5º, I, b, da CF, e não a vitaliciedade; D: incorreta, pois afronta a organização do MP dada pelo art. 128 da CF. Por exemplo, o MP abrange o MP da União; E: incorreta, pois a garantia da inamovi- bilidade só é excepcionada por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa (CF, art. 128, § 5º, I, “b”. Gabarito “B” 2. defensorIa públIca 2.1. funções e prIncípIos InstItucIonaIs (Defensoria/DF – 2013 – CESPE) Julgue os itens seguintes, relativos aos princípios institucionais e as funções da DP/DF. (1) Por não estar explicito na CF ou na Lei Complementar 80/1994, o principio do defensor natural não é aceito pela jurisprudência dos tribunais superiores, de modo que o assistido pode escolher, entre os DPs lotados na unidade de competência de atuação de sua causa, o que atuara em sua defesa. (2) A DP deve priorizar a solução extrajudicial de litígios, con- tando, para isso, com o instituto da arbitragem como técnica de composição e administração de conflito. (3) Uma das funções do referido órgão é convocar audiências públicas para discutir assuntos como ofensa aos direitos do consumidor ou abusos sexuais sofridos, por exemplo, por vítimas de tráfico de pessoas, podendo, ainda, promover ACP e patrocinar ação penal privada a favor de vitimas desses tipos de crimes. (4) A previsão da independência funcional do DP no desem- penho de suas atribuições constitui garantia de que ele pode atuar segundo suas próprias convicções, de modo que esteja protegido de possíveis ingerências políticas ou pressão hierárquica, o que favorece uma atuação imparcial. 1: Errada. O princípio do defensor natural é regularmente aceito e previsto na Lei Complementar 80/1994, em seu artigo 4º-A, IV; 2: Certa. A alternativa está de acordo com a previsão contida no artigo 4º, II, da Lei Complementar n. 80/1994; 3: Errada. A Defensoria Pública deve convocar audiências públicas para discutir matérias relacionadas às suas funções institucionais, sendo que o assunto atinente a abusos sexuais, em sentido lato, não necessariamente está atrelada a uma de suas funções. 4: Certa. A independência funcional, prevista no artigo 3º da Lei Complementar n. 80/1994, como um princípio institucional, assegura a plena liberdade de ação do defensor perante todos os órgãos da administração pública, especialmente o Judiciário, elimi- nando qualquer possibilidade de hierarquia diante dos demais agentes políticos do Estado. Gabarito 1E, 2C, 3E, 4C (Defensor Público/RO – 2012 – CESPE) Acerca do poder de requisição do DP e das funções institucionais da DP, assinale a opção correta. (A) Com exceção do habeas corpus, do mandado de injunção, do habeas data e do mandado de segurança, qualquer outra ação em defesa das funções institucionais e prerrogativas dos órgãos de execuçãoda DP deve ser promovida pelo órgão responsável pela representação judicial do respectivo ente federativo. (B) Constituem crimes a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura de ação civil pública, quando requisitados por membro da DP para a defesa dos interesses individuais e coletivos da criança e do adolescente, do idoso, da pessoa portadora de necessi- dades especiais e da mulher vítima de violência doméstica e familiar.