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ANTROPOLOGIA JURIDICA 
AS TRÊS FASES DO HUMANISMO SEGUNDO LEVIS STRAUSS 
 
Humberto Benigno 
Introdução 
 Os Três Humanismos de Lévi-Strauss são destacados em sua obra 
"Antropologia Jurídica", escrita pela professora Regina Paulista Fernandes 
Reinert. Esse método parece ser fundamental para a compreensão dos direitos 
humanos, embora muitas vezes seja ignorado. Lévi-Strauss enfatiza a 
antropologia como um estudo humanista que vai além da simples observação 
dos costumes e crenças dos povos chamados de "selvagens" em sua obra. Em 
vez disso, ele sugere uma investigação que inclui também as percepções 
humanas sobre as culturas consideradas mais desenvolvidas. O 
Renascimento, o século XVIII e o século XIX e o Humanismo Democrático são 
os três estágios da antropologia de Lévi-Strauss. Este artigo nos fará entender 
os três estágios distintos do Humanismo de Lévi-Strauss. 
Ao contrário, ele propõe uma análise que 
abrange também as percepções humanas 
em relação às culturas consideradas mais 
evoluídas. Neste contexto, a antropologia de 
Lévi-Strauss se desdobra em três estágios 
distintos: o Renascimento, o século XVIII e 
XIX, e o Humanismo Democrático. Este 
texto explorará mais profundamente a 
contribuição desses Três Humanismos para 
o entendimento do Direito e dos direitos 
 NOME Humberto Benigno Ferreira Junior RU 468004 
Turma/Período: Noturno / 1º Período 
Disciplina: Antropologia Juridica 
Curso: Direito DATA: 05/04/2024 
Professora Regina Paulista Reinert 
 
humanos, à luz da abordagem de Lévi-
Strauss. 
(REINERT, 2021.p. 53) 
 
Nessa mesma seara de entendimento, analisando ainda a obra, 
"Antropologia Estrutural Dois" (1976) de Lévi-Strauss, onde o autor discute 
questões antropológicas, incluindo o tema do humanismo. Ele apresenta 
reflexões sobre diferentes concepções de humanismo e sua relação com a 
antropologia estrutural, uma metodologia que ele desenvolveu e que se tornou 
influente na antropologia moderna. Além disso, o autor analisa a evolução do 
conceito de humanismo ao longo da história, identificando três fases distintas 
em seu estudo "Os Três Humanismos". Essas reflexões podem ser vistas como 
uma valorização da diversidade cultural em várias perspectivas. Compreender 
a definição de humanismo é fundamental para entender a história da 
humanidade e as diferentes formas como o homem se percebe. (LÉVI-
STRAUSS, 1976,) 
Então, essa linha de pensamento afirma que "Os três humanismos" nos 
ajuda a compreender o humanismo. O conjunto de ideias e valores que 
compõem o humanismo evoluiu ao longo da história em três fases diferentes. 
Cada fase trouxe uma compreensão diferente da humanidade e de como ela se 
relaciona com o mundo. 
 
Desenvolvimento 
O Humanismo da Renascença 
Na obra "Antropologia Jurídica", a professora Regina Reinert nos 
permite reconhecer o reencontro do homem moderno com a antiguidade 
clássica marcou o humanismo renascentista nos séculos XV e XVI. 
Fortalecendo os valores da burguesia ascendente e rompendo com o 
teocentrismo medieval, é crucial enfatizar o antropocentrismo. Essa mudança 
levou a uma intensa atividade intelectual e marcou o início da antropologia. 
Apontou-se a necessidade de repensar a própria civilização, questionando 
 
crenças e perspectivas por meio do estranhamento do outro. Ao recuperar 
técnicas e questões antigas e enfatizando o papel do indivíduo como agente 
crítico, livre e transformador, o humanismo renascentista ajudou a promover 
uma mudança no pensamento humano. 
O humanismo renascentista, séculos XV e 
XVI, marcou o reencontro do homem 
moderno com a antiguidade clássica. A 
cultura greco-romana instigava o humano da 
Renascença a admitir que nenhum povo é 
capaz de pensar a si próprio sem que haja 
outros povos e sociedades que lhe permitam 
traçar um paralelo, fazer comparações que 
lhe sirvam, enfim, para seu 
autoquestionamento e conhecimento. O 
Renascimento foi um movimento de intensa 
atividade intelectual que acabou por delinear 
uma primeira configuração de antropologia. O 
conceito central aqui é o antropocentrismo 
que, ao mesmo tempo em que rompeu com 
os paradigmas do teocentrismo medieval, 
acabou, por outro lado, fortalecendo os 
valores ideológicos da nova classe em 
ascensão, a burguesia, leve Strauss, 1993b. 
Por meio desse novo modelo de ver o mundo, 
o humanismo do Renascimento representou a 
evolução do pensamento humano, ao 
recuperar nos escritos antigos, métodos e 
questionamentos. 
(REINERT, 2021.p.54) 
 
Nesse sentido, o humanismo teocêntrico é a fase inicial do humanismo, 
de acordo com Lévi-Strauss. A figura de Deus e a convicção de sua existência 
estavam no centro desta fase, que continuou durante a Idade Média. O objetivo 
da vida humana era agradar a Deus e obter a salvação, pois era considerado 
uma criação divina. Assim, Deus ocupa o centro da visão de mundo e o ser 
humano é visto como uma criação divina com o objetivo de agradar a Deus e 
alcançar a salvação. 
Dessa forma, Isso nos ajuda a entender melhor a obra de Strauss, onde 
a figura principal era Deus e a crença na existência dele; o ser humano é visto 
como uma criação divina com o objetivo de agradar a Deus e obter a salvação. 
"Deus" é a palavra é preponderante para entender essa fase. 
 
O humanismo dos séculos XVIII e XIX 
O etnocentrismo e a razão foram fundamentais para entender o 
humanismo nos séculos XVIII e XIX. Em sua obra, a Professora Regina, 
discute como os interesses burgueses se expandiram com o avanço da 
exploração geográfica, superando o patrimônio cultural emergente. Ela enfatiza 
como o etnocentrismo - uma forma de ver o outro através de suas próprias 
lentes culturais - foi criado pelas aspirações industriais e mercadológicas dos 
homens europeus, o que levou a atitudes desfavoráveis em relação à 
humanidade. Apesar dos povos das Américas e da Ásia possuírem vastos 
acervos culturais, não eram reconhecidos como humanos pelos europeus, 
resultando em atrocidades como extermínio, escravização e negação de suas 
identidades culturais, posteriormente consideradas crimes contra a 
humanidade. 
Em resumo, conforme a análise da obra, em estudo, "Antropologia 
Jurídica", escrita pela professora Regina Reinert, podemos dizer que o 
humanismo antropocêntrico é a segunda fase do humanismo, de acordo com 
Lévi-Strauss. Nessa fase, o ser humano é visto como o centro do universo e a 
razão é considerada fundamental para a compreensão do mundo e para o 
progresso. Essa fase foi marcada pelo desenvolvimento da ciência, da filosofia 
e da arte como ferramentas para o desenvolvimento humano, bem como pela 
busca por liberdade e igualdade, o que levou a movimentos globais 
significativos. 
 
O humanismo atual 
O humanismo democrático é a terceira fase do humanismo e enfatiza 
quão importantes são as sociedades antigas para o que sabemos. Em esta 
fase, a base do entendimento é entender os termos “cientifico” e 
"democrático". Ao se preocupar com todas as sociedades, não apenas com as 
privilegiadas, essa fase supera as duas anteriores, destaca a autora. 
Declarando um humanismo democrático que se opõe aos anteriores, Levi-
 
Strauss valoriza o conhecimento das sociedades mais humildes. Ele defende 
um método aberto e universal, que permite a compreensão de todos por meio 
de suas culturas. Essa linha de pensamento visa entender o pensamento 
primitivo usando a antropologia estrutural, ampliando assim o conhecimento 
humano. 
Assim, o início da terceira fase do humanismo, chamada de humanismo 
científico, por Strauss. A partir dessa época, o ser humano foi visto como objeto 
de pesquisa e análise científica, com ênfase especial na biologia e genética. A 
entendimento sobre a "Ciência" nos fará entender melhor essa fase que 
representa a valorização do conhecimento científico e da aplicação de métodos 
científicos para a compreensão da natureza humana e do mundo. Como o 
conhecimento da realidadeé buscado por meio da observação e da 
experimentação, a razão e a objetividade são essenciais. 
O texto descreve como o humanismo evoluiu para uma abordagem mais 
científica e objetiva, centrada no conhecimento empírico e na aplicação de 
técnicas científicas para compreender o mundo e as pessoas. Essa fase reflete 
os avanços na ciência e na tecnologia no século XIX, que mudaram a 
percepção da humanidade de si mesma e de sua relação com o universo. 
 
Conclusão 
 A compreensão das três fases do humanismo sugerida por Lévi-Strauss 
nos permite entender como o conceito de humano evoluiu ao longo da história 
e como cada fase reflete os problemas e o contexto histórico em questão. Além 
disso, o estudo nos permite refletir sobre a posição dos humanos no mundo 
moderno, bem como sobre a relação entre ciência e moralidade. A análise dos 
três humanismos de Lévi-Strauss oferece uma perspectiva significativa sobre 
como o pensamento humano evoluiu ao longo dos tempos. 
 
 
 
Referências 
REINERT, Regina Paulista Fernandes. Antropologia jurídica. 1. ed. Curitiba: 
Intersaberes, 2021. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. 
Acesso em: 11 abr. 2024. 
LÉVI-STRAUSS, Claude. "Os três humanismos". In: Antropologia estrutural 
dois. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1976. LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes 
trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 
IEGELSKI, Francine. Humanismo e história: a propósito do terceiro humanismo 
de Claude Lévi-Strauss. Tempo Social, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 203-221, 
2009. 
LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 
1996.

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