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Revisão: Avaliação Educacional e da Aprendizagem Ao longo da disciplina, discutimos sobre a Avaliação no contexto escolar, seus aspectos históricos, políticos e sociais. Vimos suas diferentes concepções, os tipos de avaliação, suas funções e principais instrumentos, além de conversarmos também sobre a importância da avaliação educacional nos processos de ensino e de aprendizagem e que isso não ocorre de forma neutra, já que a perspectiva de avaliação está diretamente relacionada com uma visão de mundo, ou seja, além de uma dimensão pedagógica, a avaliação carrega também dimensões políticas e sociais. Em sua trajetória histórica, algumas concepções caracterizaram a avaliação, na qual as demandas e imposições de ordem econômica, política e social postas ao campo educacional trouxeram impacto relevante em seu uso nas políticas educacionais, em seus objetivos, finalidades e domínios conceituais. Na primeira fase, que compreende o período entre 1890 a 1930, a avaliação era concebida como mensuração e se estabeleceu a partir de uma visão positivista. Se caracterizava principalmente pelos testes e exames de verificação, mensuração e quantificação da aprendizagem como instrumentos avaliativos meramente técnicos. Nesse período a Psicologia teve grande influência, pois a aprendizagem era central das pesquisas dessa área e acreditava-se na possibilidade de mensuração e quantificação da aprendizagem pelo método científico. Assim, os avaliadores tinham função técnica e buscavam mensurar as variáveis relacionadas ao conhecimento dos alunos, conforme o que se esperava principalmente em relação à preparação para o ensino superior. A avaliação como mensuração baseava-se na classificação, na seleção e certificação quantitativa da aprendizagem, de forma descontextualizada, e os testes e exames também eram vistos como instrumentos de punição, vigia e controle. Nessa perspectiva, percebemos que a avaliação tinha um papel de controle social e intelectual de uma ideologia dominante que era autoritária e excludente. Questionados os limites desse primeiro período, se inicia a segunda fase, amparada pela concepção de avaliação orientada por objetivos que se estabeleceu entre 1930 e 1957. A ideia de avaliação como descrição foi característica desse período e passou-se a estudar o desempenho dos alunos relacionado ao comportamento de seu grupo, tendo os objetivos educacionais enquanto novo foco da avaliação. O avaliador nessa perspectiva cumpria função de descritor, mantendo aspectos técnicos anteriores a essa função. Nessa perspectiva, os processos de ensino e de aprendizagem não são compreendidos de forma isolada, mas enquanto esforço coletivo no envolvimento de diversos sujeitos educacionais e sociais. Considerado, por alguns, como o “pai” da avaliação educacional, Ralph Tyler compreendia a educação enquanto processo, que visa à criação de padrões de comportamento de acordo com os objetivos educacionais e que as práticas avaliativas deveriam focar o aluno em suas habilidades, conhecimentos e atitudes. Seria a própria avaliação que iria julgar o êxito de um programa educacional e o currículo, por meio da concretização dos objetivos propostos. Portanto, deveria haver uma coerência entre a avaliação e os objetivos educacionais resultantes do planejamento curricular. O entendimento de que as avaliações deveriam permitir formular juízo de valor quanto aos seus respectivos objetivos, dá início à terceira fase, que se refere à concepção de avaliação como juízo de valor, compreendida entre o final dos anos 1950 e início dos anos 1970. Essa concepção de avaliação tenta romper com o paradigma positivista e passou a integrar contribuições da sociologia, antropologia, da psicologia social. Apesar de manter as funções técnicas e descritivas, o avaliador passa a assumir o papel de julgador. A partir de novas demandas políticas e educacionais, a avaliação educacional passa a reconhecer não apenas os objetivos, mas também as funções diagnósticas de práticas avaliativas para tomadas de decisão. Assim, percebe-se a necessidade de pensar o processo e não apenas o produto gerado pelas avaliações. Nessa perspectiva, a avaliação também assume uma função política. A concepção de avaliação como negociação marca a quarta fase, que se constitui a partir do início de 1970. Seu marco se dá pela ruptura epistemológica com os períodos anteriores por meio de uma teorização mais consistente, bem como sua profissionalização. A avaliação nesse contexto, passa a ser uma área importante com grande relevância acadêmica e política enquanto objeto de estudo. Nesse período, a avaliação começa a ser reconhecida como uma atividade política e de sentido ético, tendo como um de seus valores e procedimentos fundamentais, a negociação, demonstrando a necessidade da promoção de valores democráticos. Além disso, as dimensões humana, política e social passaram a ser reconhecidas como parte das práticas avaliativas. Os atores envolvidos nos processos avaliativos, seus valores e construções também passaram a ser considerados no campo da avaliação educacional. Nesse sentido, o avaliador tem função de mediador do processo de negociação, tomando como princípio os diferentes conjuntos de valores. Acompanhada da complexificação de regimes de regulação, a avaliação como negociação não esteve livre de críticas e limitações, tendo como maior dificuldade que os atores institucionais pudessem tornar a prática de avaliação formativa, como uma realidade palpável nas instituições educacionais. Ao longo da constituição de tais concepções de avaliação, podemos perceber algumas tendências e seus embates teóricos e metodológicos. Nas três primeiras fases, percebemos a tendência gerencialista, culminando em certa incapacidade de acomodar o pluralismo de valores e a tendência à orientação paradigmática racionalista com ênfase na abordagem quantitativista e maior filiação às teorias sociais funcionalistas e tecnicistas de avaliação. Ainda, há a tendência híbrida, caracterizada pela combinação de concepções, considerando tanto conflitos como concordâncias dessas concepções principalmente, em relação aos embates políticos entre modelos gerenciais e democráticos de avaliação. Com isso, técnica e política se materializam por meio de diversos enfoques nas tomadas de decisão. Além das concepções e tendências que marcaram a trajetória histórica da avaliação no contexto educacional, vimos alguns tipos que avaliação e suas principais características e funções. A avaliação diagnóstica, por exemplo, se alinha com uma perspectiva pedagógica histórico-crítica, na qual o aluno se apropria criticamente dos conhecimentos e habilidades necessários à sua formação enquanto sujeito social. Neste tipo de avaliação, o professor busca identificar conhecimentos que os estudantes trazem consigo e principalmente, suas dificuldades em relação a determinado assunto, antes de dar início a um tema novo. Portanto, a avaliação diagnóstica deve estar alinhada às principais funções do trabalho docente – compreender a realidade de cada turma, as aprendizagens e dificuldades dos alunos em relação aos conteúdos anteriores e promover ações para auxiliá-los nesse processo. Nesse sentido, quanto antes o docente conseguir identificar quais as dificuldades dos alunos, maiores serão as possibilidades de organização estratégica de ações para que essas dificuldades sejam superadas. No entanto, o professor deve ter em mente que os alunos e as turmas não são iguais e que o planejamento dessas ações deve levar em consideração outros elementos, como diferenças econômicas, sociais e culturais, além do próprio ritmo de aprendizagem. Outro tipo de avaliação é a somativa, na qual tem como função apresentar o resultado final da aprendizagem no processo educacional de uma disciplina, de um módulo, bimestre, semestre, ano letivo ou curso. Também é conhecida como classificatória, pois classifica os alunos entre os que aprenderam e os que não aprenderam determinado conteúdo. Esse tipo de avaliação pode ser feito de forma pontual como uma prova final,ou como a união de resultados parciais e verifica se os objetivos dos conteúdos trabalhados foram alcançados. Percebemos a importância da avaliação somativa a partir de sua relação com a avaliação externa, ao informar dados fundamentais para a qualificação de uma instituição ou sistema escolar. No entanto, não deve se pautar apenas no desempenho do aluno de forma descontextualizada, não dialógica, conservadora e autoritária, porque o papel da avaliação escolar se perde e não contribui com o processo de ensino e aprendizagem do aluno, sendo apenas um instrumento classificatório e de julgamento. Nas avaliações externas, vimos que geralmente é o Estado responsável por sua organização e administração e são feitas para serem aplicadas a um grande número de pessoas – larga escala. As provas são padronizadas e seus resultados são públicos, utilizados como classificação de desempenho tanto de estudantes quanto das instituições escolares. No sistema educacional brasileiro, as principais avaliações externas são: Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB); Prova Brasil; Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA); Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM); Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Cada uma delas é direcionada a um determinado público, com determinada periodicidade e possui finalidades diferentes de acordo com os objetivos que se deseja alcançar. Percebemos ainda, uma relação direta das avaliações externas com as reformas educacionais, pois influenciam de forma considerável na formulação de políticas educacionais e no desenvolvimento curricular. Apesar de se mostrarem importantes no processo educacional e serem vistas de forma positiva por diversos estudiosos e autores da área, as avaliações externas também são duramente criticadas pela forma como seus resultados são utilizados em políticas educacionais e por terem se transformado no próprio currículo escolar. Cabe ressaltar também que o desenvolvimento dessas avaliações em larga escala possui dimensão política e social e que faz parte do projeto de sociedade que se deseja construir e desenvolver. Outro tipo de avaliação é a formativa, que tem como função acompanhar todo o processo formativo dos estudantes, reconhecer suas dificuldades e ajudá-los em toda sua trajetória. Além disso, o professor também deve avaliar a própria prática constantemente, para garantir que seu planejamento esteja de acordo com as necessidades dos estudantes. Dessa forma, deve sempre se questionar: por que avaliar; como avaliar; quando avaliar; o que fazer com os resultados. Neste tipo de avaliação, processual e contínua, o professor tem acesso a informações mais precisas e qualitativas em relação aos processos de aprendizagem dos alunos. Mas não basta mudar apenas a forma como se aplica a avaliação. Para uma avaliação formativa de fato, deve haver uma transformação no ensino, na gestão da aula e no cuidado com os alunos em suas diferentes dificuldades. O docente também deve estar preparado para enfrentar os obstáculos que possam dificultar o desenvolvimento de práticas avaliativas formativas. Para se pensar uma perspectiva formativa de avaliação, deve-se questionar a estrutura vigente, pois não basta mudar a avaliação dentro da sala de aula, sem pensar em uma transformação também da escola, do sistema de ensino e do papel da educação como um todo. No início da década de 1990 no Brasil, houve uma tentativa de diminuição nas taxas de evasão por reprovação e de se pensar avaliação enquanto processo contínuo e formativo e não apenas no final de cada etapa a partir de uma prova. No entanto, tal decisão não foi dialógica com os professores, nem foi construído um projeto pedagógico adequado e por isso, não houve uma preparação dos professores sobre como isso seria feito e qual a importância dessa mudança nos processos de ensino e de aprendizagem. O que acabou acontecendo foi a associação equivocada da progressão continuada com a promoção automática, ou seja, os alunos não reprovavam de ano, mas também não tinham o acompanhamento processual e contínuo de sua aprendizagem como deveria ser pela proposta da progressão continuada e acabavam seguindo com grandes defasagens para as próximas etapas. Para avaliar a aprendizagem dos seus alunos, o professor deve ter em mente os objetivos que deseja alcançar. Bloom (1993) divide as aprendizagens em três grandes domínios, que podem auxiliar o professor a organizar e planejar uma prática avaliativa. São esses domínios: cognitivo, afetivo e psicomotor. O primeiro diz respeito à aprendizagem, ao desenvolvimento intelectual. O segundo domínio, está relacionado com os sentimentos, a área emocional e afetiva. E o terceiro domínio está relacionado às habilidades físicas, reflexões e percepções. É fundamental que os três tipos de avaliação (diagnóstica, somativa e formativa) sejam trabalhadas de forma articulada, pois permite que o docente identifique os obstáculos a serem enfrentados para superar as dificuldades dos alunos ao longo da aprendizagem. Além disso, diversos instrumentos avaliativos podem auxiliar nesse processo e cabe ao professor definir qual irá corresponder melhor com seus objetivos. Seja qual for o instrumento de avaliação utilizado (teste, prova, seminário, portfólio, apresentação em grupo, autoavaliação, produção de texto, etc.), o professor deve ter em mente quais são os objetivos que se deseja alcançar e como pode auxiliar o aluno a partir disso. De nada adianta pensar em diversas formas de avaliar, se forem pensadas de forma descontextualizada, buscando apenas verificar quais alunos aprenderam ou não. O professor deve pensar principalmente em estratégias de como usar os resultados a favor da aprendizagem dos alunos. É importante compreender que a avaliação escolar diz respeito ao acompanhamento do aprendizado dos alunos e a promoção de mudanças ao longo desse processo e não apenas uma classificação no final de um ciclo de estudos. Pensar a avaliação no contexto educacional, é ir além de uma prática classificatória, de julgamento baseado em uma nota, mas como uma ferramenta que auxilie o professor a analisar sua prática para que possa conduzir os estudantes da forma adequada, possibilitando o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação escolar não se constitui enquanto ato pedagógico isolado. Vimos ao longo da disciplina que as dimensões políticas e sociais também fazem parte dessa prática. As mudanças na forma como pensamos a avaliação educacional também perpassam pela relação entre família e escola. O diálogo constante entre essas duas entidades permite que a família compreenda o papel da avaliação na educação escolar dos seus filhos, que não apenas julgá-los bons ou ruins. Além disso, a sociedade como é construída reflete diretamente nos processos de ensino e aprendizagem, principalmente quando pensamos em avaliação. Discutir sobre temas étnico-raciais e sobre a cultura africana e afro-brasileira nas escolas é lei no Brasil e deveria fazer parte do currículo, no entanto, ainda nos deparamos com situações complicadas de racismo e preconceito na escola. Quando o estudante não se sente em um ambiente seguro e confiável para aprender devido ao racismo que o atravessa, é inevitável que isso se torne um obstáculo que dificultará seu desempenho escolar. É fundamental que os professores saibam lidar com essas situações para que possam intervir em situações de racismo ou qualquer outra forma de preconceito e discriminação. A busca por informações é fundamental e a escola deve se mobilizar de forma coletiva na busca por uma educação antirracista. Abrir espaços de diálogo com movimentos sociais, investir na formação continuada dos professores e reforçar em sala de aula sobre questões étnico-raciais são algumas formas que podem ajudar no combate ao racismo na escola. A reprodução de desigualdades sociais também pode ser potencializada com a falta de critérios de avaliação bem definidos, anulando possíveis benefícios decorrentes de medidas que buscam o acesso à escola para todos. É fundamental que os critériosde avaliação estejam claros no momento de planejamento e desenvolvimento de uma prática avaliativa, pois quando o objetivo que se quer alcançar com a avaliação e os meios como isso será realizado não estão claros, a avaliação da aprendizagem pode se confundir com a avaliação de comportamento. O fenômeno avaliativo está permeado de valores, aspectos culturais, éticos, políticos e ideológicos que tem um peso considerável na dinâmica da avaliação. A avaliação não é um ato neutro. Por se constituir enquanto conceito histórico e social, toda prática avaliativa e os enfoques que dela derivam, irá representar a sociedade a quem ela deve servir. Na perspectiva emancipatória, a avaliação se caracteriza enquanto processo descritivo, de análise crítica da realidade buscando sua transformação e parte do princípio de que a avaliação na escola deve ser formativa. A avaliação emancipatória está pautada na vertente político-pedagógica libertadora, na qual seu interesse principal é a emancipação do sujeito dos condicionamentos deterministas que o aprisionam. Chegamos ao final da oitava semana e também da disciplina de Avaliação Educacional e da Aprendizagem. Nesta semana, fizemos uma reflexão sobre o direito à diferença no cotidiano escolar, as negociações e contranegociações presentes na escola pública. Ainda, assistimos a um vídeo sobre BNCC e avaliação. Você também foi convidado a fazer reflexões finais sobre a disciplina por meio do desafio da semana e do Fórum Temático. Nesta disciplina, nós aprendemos, refletimos e discutimos sobre: · Introdução - concepções e aspectos históricos; · Avaliação em sala de aula; · A avaliação a serviço das aprendizagens; · Diferentes critérios e instrumentos na avaliação; · As avaliações institucionais e externas de desempenho dos alunos; · Avaliação e emancipação. Cada uma dessas etapas foi importante para a compreensão do campo do conhecimento, para a reflexão acerca dos principais desafios e para a construção crítica dos saberes da docência no processo de avaliação educacional e da aprendizagem. Semana 1 Pergunta 1 1. Texto base 1 - Aspectos históricos dos processos avaliativos da aprendizagem / Link: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595022058/pageid/26 Segundo Foucault (1988), a prática do exame permite: Incentivar um melhor rendimento Qualificar, classificar e punirX Contribuir para o processo de aprendizagem significativa Propiciar a prática da liberdade Reforçar positivamente os esforços Pergunta 2 1. Texto base 2 - Avaliação educacional: concepções e embates teóricos / Link: http://publicacoes.fcc.org.br/index.php/eae/article/view/5048/3636 Segundo Silva e Gomes (2018), a concepção de avaliação que, a partir do desenvolvimento de instrumentos da psicometria, privilegiou a utilização de testes e, exames e os testes de memória é chamada: Objetivos MensuraçãoX Juízo de valor Negociação Hibridização Semana 1 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. Segundo Santos e Guimarães (2017), ao longo do tempo, desde a sua criação, a avaliação tem sido aplicada obedecendo a uma determinada concepção com o objetivo de: libertar os sujeitos de sua situação de ignorância. valorizar aqueles que obtêm êxito. realizar um controle social e intelectual de uma ideologia dominante.X selecionar os melhores alunos. excluir os pobres e negros. Pergunta 2 1. Ao longo do tempo, as concepções de avaliação foram se modificando, a depender do contexto sócio-histórico-político. Essas concepções são: objetividade, descrição, responsabilização e somativa. mensuração, objetivos, juízo de valor e negociação.X testagem, prova, relatórios e memorial. testagem, mensuração, psicometria e negociação. somativa, formativa, libertadora e mediadora. Semana 2 Pergunta 1 1. Texto base 1 - Três gerações de avaliação da educação básica no Brasil: interfaces com o currículo da/na escola. Link: https://www.scielo.br/j/ep/a/rtQkYDSjky4mXG9TCrgRSqJ/?format=pdf&lang=pt Segundo o texto-base, “Três gerações de avaliação da educação básica no Brasil: interfaces com o currículo da/na escola”, as avaliações em larga escala como a Prova Brasil (nacional) e o SARESP (regional, em São Paulo) possuem como objetivo comum: Punir os baixos desempenhos Incentivar a aprendizagem Subsidiar os Governos na tomada de decisões sobre a política educacionalX Hierarquizar as escolas Premiar os melhores colocados Semana 2 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. Tendo em vista que a avaliação diagnóstica serve para organizar as ações e planejamento dos conteúdos a serem priorizados, podemos dizer que ela pode ser considerada como: Supletiva Excludente Somativa Seletiva PreventivaX Pergunta 2 1. João é professor de Geografia de uma escola estadual de São Paulo. Logo no primeiro dia de aula, João propõe atividades que deem a ele subsídios para planejar as aulas que serão ministradas para cada uma de suas turmas. Com estas atividades, buscou compreender a realidade da turma, ao mesmo tempo que tentava compreender quais as dificuldades os alunos apresentavam com relação aos conteúdos que deveriam ter sido dados no período anterior. Este trabalho, realizado por João faz parte das: Atividades Extra Curriculares do Professor Posições políticas de João Funções do Gestor Escolar Funções essenciais do trabalho docenteX Estratégias de indução dos estudantes Pergunta 3 1. Clara é professora de história do 6o ano do Ensino Fundamental. Durante uma aula sobre ocupação urbana, um aluno reproduziu o discurso de que as pessoas que moram em locais de risco não desejam sair. A partir da perspectiva histórico-crítica, é esperado que a professora: Reprimir o discurso, visto que é baseado em senso comum. Desviar o foco da aula do comentário feito pelo estudante, de modo a não repercutir aquela opinião. Problematizar a questão, de modo que o aluno e toda a turma se apropriem criticamente dos conhecimentos sobre o tema.X Informar à turma que aquele comentário é produto de fake news e continuar a aula de onde foi interrompida. Não discordar da aluna, mesmo que seu posicionamento seja distinto, pois é preciso garantir a palavra aos estudantes. Semana 3 Pergunta 1 1. Historicamente, há uma crença muito fortemente arraigada na cultura escolar que liga a avaliação à/ao: aprendizagem. replanejamento. reflexão. processo. prova.X Pergunta 2 1. Segundo a professora Paula Vicentini, o papel do professor, no limite, deve ser: viabilizar a aprendizagem.X dar aulas. auferir o conhecimento dos alunos. manter o ambiente calmo para que os alunos aprendam. ensinar tudo a todos ao mesmo tempo. Quiz - Objeto Educacional - Semana 3 Pergunta 1 1. Questão referente ao Texto base 01 Planejamento, Avaliação e Didática./ Link: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522123728/ Páginas indicadas: AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM p. 39 a 47 Texto-base 2 - Avaliação Somativa / Link: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123728/pageid/44 O resultado de um processo de avaliação pode justificar e embasar: Trabalhos de casa Advertências verbais e escritas Aferição de notas Melhorias da atuação de professores e alunosX Imposição de avaliações finais Semana 3 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. No final do 4º bimestre, a professora Ana, seguindo os pressupostos de Zabala (1998) , em seu clássico livro “A prática educativa: como ensinar.” deu aos alunos e aos responsáveis um informe global do processo no qual explicitou, a partir do conhecimento inicial de cada um, a trajetória seguida, as medidas específicas que foram tomadas, o resultado final. A esta avaliação é dada o nome de: Informativa Excludente Formativa IntegradoraXDiagnóstica Pergunta 2 1. Observe as palavras abaixo: I. Quantificação II. Classificação III. Mediação IV. Reflexão V. Desempenho As que se relacionam diretamente com a avaliação somativa no interior da escola são as que constam em: I; II e IV I; II e V X I; III e V I; III e IV I; II e III Pergunta 3 1. Nas práticas avaliativas e/ou políticas de avaliação pautadas no gerencialismo, um dos problemas frequentes refere-se à proeminência dos parâmetros e delimitações estabelecidos pelas autoridades e/ou gestores dos sistemas, na qual: a. seus métodos de gestão não são avaliados, a eficiência e a eficácia da gestão não são questionadas e não há responsabilização sobre as tomadas de decisão realizadas.X b. seus métodos de gestão são avaliados constantemente, a eficiência e a eficácia de sua gestão são questionadas esporadicamente e são responsabilizadas por todas as tomadas de decisão. c. seus métodos de gestão são avaliados esporadicamente, a eficiência e a eficácia da gestão não são questionadas e há responsabilização sobre as tomadas de decisão realizadas. d. seus métodos de gestão não são avaliados, a eficiência e a eficácia de sua gestão são questionadas periodicamente e não há responsabilização sobre as tomadas de decisão realizadas. Semana 4 Pergunta 1 1. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define que os estudos de recuperação para alunos de baixo rendimento devem ocorrer: De preferência paralelos ao período letivoX Obrigatoriamente paralelos ao período letivo Preferencialmente após o período letivo, mas dentro do ano calendário Opcionalmente, obedecendo à livre escolha da instituição de ensino Obrigatoriamente após o período letivo, no ano calendário subsequente Pergunta 2 1. Na perspectiva da escola graduada, avaliar é: Viabilizar a aprendizagem dos estudantes Um processo analítico Quebrar os paradigmas avaliativos existentes Verificar se o aluno aprendeuX Possibilitar mudança de comportamento Quiz - Objeto Educacional - Semana 4 Pergunta 1 1. A avaliação escolar tem sido bastante discutida nos últimos anos em uma visão crítica dos modelos avaliativos tradicionais. Para a superação de tais modelos, ao avaliar os estudantes, o professor deve evitar: Provas e testes Classificá-losX Trabalhos em grupo Observação Dar feedbacks Semana 3 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. Perrenoud (1999) afirma que a avaliação está localizada no centro do sistema didático e do sistema de ensino. Neste sentido, para mudar as práticas avaliativas, talvez seja necessário: Destruir as experiências Mudar a escolaX Exercer a violência simbólica Aprender a conhecer Conservar bons profissionais Pergunta 2 1. A implantação dos ciclos de aprendizagem nas redes de ensino traz em si a ideia de que: As provas não devem ser aplicadas A avaliação perde o sentido Retira a autonomia do professor Os alunos não podem ser reprovados As pessoas precisam de mais tempo para aprender X Pergunta 3 1. João, em uma de suas aulas, propôs uma atividade avaliativa na perspectiva de gamificação em que os estudantes deveriam se organizar em fila e, quando fosse dado o sinal, passarpor alguns obstáculos, resolver questões de raciocínio lógico e, finalmente, tocar a sineta para liberar a próxima fase. Eram 3 fases. O grupo que concluísse todo o percurso correto e mais depressa, ganharia, como prêmio, a possibilidade de elaborar e coordenar a execução de um projeto de intervenção no bairro, envolvendo toda a turma. Segundo Russel e Airasian (2016), aqui estão presentes: O domínio cognitivo, o domínio afetivo e o domínio psicomotorX O domínio afetivo e o domínio cognitivo O domínio cognitivo e o domínio motor O domínio intelectual, afetivo e socioeconômico O domínio psicológico, o domínio afetivo e o domínio intelectual Pergunta 4 1. Mudar as perspectivas de avaliação, em um primeiro momento, parece ser uma tarefa fácil, no entanto, não basta mudar a forma como as avaliações são organizadas na escola, mas que essa transformação seja mais profunda. Pensando em uma concepção de avaliação mais formativa e menos seletiva é preciso: a. mudar a escola como um todo, pois a avaliação está no centro do sistema didático e de ensino. X b. mudar a estrutura de gestão da escola, para que as avaliações sejam organizadas de uma forma diferente na escola. c. fazer com que os alunos se esforcem mais nos estudos. d. aumentar o espaço entre as provas durante o ano letivo, para que professores e alunos possam se organizar melhor nos estudos. Pergunta 5 1. Perrenoud (2007) discute que pensar a avaliação sob uma perspectiva formativa significa pressupor, de forma otimista, que o aluno quer aprender e deseja ajuda para isso. O autor apresenta o conceito de “ofício de aluno”. Esse termo significa que: a. o aluno é o sujeito principal no processo de ensino-aprendizagem, enquanto o professor está presente apenas como garantia de que irá ter bom desempenho. b. o aluno está na escola para aprender a ser professor. c. o aluno deve aprender as “regras do jogo” escolar e com isso, agir conforme esperam ser suficiente. X d. o aluno é funcionário da escola, assim como professor e demais agentes escolares. Semana 5 Pergunta 1 1. Os estudos de Bloom dividiram a aprendizagem em três domínios definidos como: lógico matemático, musical e letramentos cognitivo, afetivo e psicomotor X afetivo, relacional e cognitivo emocional, coletivo e historiográfico Morfológico, biológico e afetivo Pergunta 2 1. A maior dificuldade encontrada pelas professoras nas pesquisas apresentadas nos textos “A indefinição dos critérios de avaliação e de conceitos” e “Dois pesos e duas medidas” no que tange à avaliação dos estudantes foi: Utilizar critérios de justiça social A definição de critérios claros e objetivos de aprendizagem e avaliação X Mensurar a nota da participação familiar Mensurar em número o comportamento dos alunos A nota que deveria ser dada Semana 5 - Quiz - Videoaulas Pergunta 1 1. Para a professora Vera Souza, o objetivo da avaliação formativa deve ser: reter ou aprovar o estudante. medir de maneira global o desenvolvimento. garantir a nota do aluno. verificar o que ele aprendeu. garantir a aprendizagem de todas as crianças.X Semana 5 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. Como pensar a avaliação a partir de uma perspectiva emancipatória, de transformação da realidade social, que promova a autonomia e a qualidade social da educação? a. Entender a avaliação enquanto ferramenta de mensuração da aprendizagem. b. Negar a avaliação somativa e utilizar somente a formativa e diagnóstica. c. Promover ações avaliativas que se desenvolvam em grupo. d. É preciso superar a ideia de uma avaliação que serve somente para classificar, julgar, comparar, controlar, pensando somente em êxitos ou fracassos. X Pergunta 2 1. A taxonomia de Bloom (apresentada em Santos, 2017) é uma classificação que dividiu as aprendizagens em três grandes domínios: cognitivo, afetivo e psicomotor. No domínio cognitivo, seis categorias são apresentadas de forma hierárquica e de interdependência entre elas. Relacione cada categoria com a explicação correta: I. Conhecimento. II. Compreensão. III. Aplicação. IV. Análise. V. Síntese. VI. Avaliação. ( ) Habilidade de estruturar uma informação, separando as partes das matérias de aprendizagem e estabelecer relações, explicando-as, entre as partes constituintes. ( ) Habilidade de demonstrar compreensão pela informação, sendo capaz de reproduzir a mesma por ideias e palavras própria. ( ) Habilidade de realizar julgamento sobre o valor de algo (produtos, ideias etc.), tendo em consideração critériosconhecidos. ( ) Habilidade de recordar, definir, reconhecer ou identificar uma informação específica, a partir de situações de aprendizagem anteriores. ( ) Habilidade de recolher e aplicar uma informação em uma situação ou problemas concretos. ( ) Habilidade de recolher e relacionar informações de fontes variadas, formando um produto novo. Assinale a alternativa com a sequência correta: a. IV, II, VI, I, III, V. X b. VI, I, II, III, IV, V c. V, VI, IV, I, III, II. d. I, II, IV, VI, V, III. Pergunta 3 1. Os conceitos (PS, NS e S) determinados para classificar os resultados dos alunos nas avaliações escolares, na análise das professoras respondentes da pesquisa constante no texto base 1, são: Uma forma eficaz de substituir a nota Insuficientes para classificar a pluralidade de subjetividades que os alunos apresentam X Excelentes, atendendo as necessidades das docentes Suficientes para a classificação dos estudantes daquela escola Irrelevantes no processo ensino-aprendizagem Pergunta 4 1. De acordo com os critérios de avaliação adotados pelas professoras pesquisadas pela autora do texto base 03, pudemos observar que aquelas que utilizaram como critério uma visão global do aluno, levaram em consideração: I. Aprendizagem II. Comportamento III. Histórico de anos anteriores IV. Correção vocabular falada V. Situação familiar Marque a alternativa que indica os elementos que integraram as avaliações das professoras do grupo que avaliaram globalmente seus alunos: II, III e V I; II e III I; II e V X II; III e IV I, II e III Pergunta 5 1. O professor deve ter alguns cuidados na apresentação da avaliação somativa. Tais cuidados devem incluir: I. Um ambiente tranquilo II. Revisão de conteúdos III. Preparação para avaliação surpresa IV. Desvinculação da avaliação formativa V. Valorização do tensionamento, necessário na escola e na vida As assertivas que representam os cuidados que o professor deve ter ao utilizar-se da avaliação somativa são: I e III I e II X I e IV II e V III e V Semana 6 Pergunta 1 1. Para Bauer, Alavarse e Oliveira (2015), as avaliações em larga escala, possuem utilidade. Porém é preciso questionar seus usos para a gestão. Uma das críticas feitas a tais usos pelos autores é: Sua utilização para a definição de políticas públicas Seu caráter censitário A ausência de bônus salariais para os melhores resultados Sua periodicidade anual Seu uso como único indicador de qualidade de ensinoX Semana 6 - Quiz - Videoaulas Pergunta 1 1. As avaliações externas são alvo de muitas críticas. Uma das maiores refere-se à/ao Produção de dados educacionais Promoção da equidade educativa Nivelamento das oportunidades educacionais Desconsideração da diversidade dos estudantes e seus contextos X Consideração do aspecto socioeconômico dos estudantes Semana 6 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. Leia o trecho a seguir e escolha a alternativa que completa a frase corretamente: “Stecher (2002), ao estudar a experiência dos EUA e estabelecer um tipo de estado da arte dos efeitos dos testes, considera que eles podem ter efeitos: positivos e negativos. nulos. positivos, negativos, nulos ou ambíguos.X ambíguos. positivos. Pergunta 2 1. Embora as avaliações externas sejam extremamente criticadas, um uso visto como necessário de seus resultados é: Estabelecer políticas de accountability Criar dados sobre a educação X Responsabilizar professores e diretores pelo fracasso escolar Gerar políticas de responsabilização de estudantes Hierarquizar as aprendizagens e áreas do conhecimento Pergunta 3 1. As avaliações externas são duramente criticadas por uma considerável parcela dos professores e estudiosos brasileiros. Porém, para David Nevo (1995) há uma potência que pode ser explorada através de/do: ranqueamento de instituições de ensino políticas de responsabilização interferência na autonomia dos professores políticas de remuneração por mérito diálogo entre as avaliações externas e as avaliações internasX Semana 7 Pergunta 1 1. Para Freire, a libertação da situação de opressão pode se dar através: da hegemonia da classe dominante da organização e do desvelamento crítico da realidadeX do enriquecimento da classe trabalhadora da guerra contra os empresários da permanência das condições materiais dos menos favorecidos Semana 7 - Quiz - Videoaulas Pergunta 1 1. O trabalho apresentado pelas professoras Alessandra Mendes Lira e Natalia Bortolaci inclui um círculo de leitura que envolve 180 crianças. As crianças são divididas em Círculos representados por animais e esta iniciativa favorece a desconstrução de/da/do. Imagem do professor Imaginário infantil Igualdade de acesso aos mesmos saberes divisão etária, por turma ou sérieX Ludicidade Pergunta 2 1. Como resultado de uma pesquisa experimental no interior da escola, as professoras Alessandra Mendes Lira e Natalia Bortolaci declararam que o trabalho com as séries iniciais precisa: de um maior apoio para o desenvolvimento das atividadesX do isolamento de cada professor com sua turma provas e testes mais frequentes de turmas mais numerosas de prioridade de tratamento Semana 7 - Atividade Avaliativa Pergunta 1 1. É um equívoco imaginar que a avaliação possui uma única dimensão e que esta é técnica. Dentre os significados e dimensões que perpassam o conceito de avaliação, Dias sobrinho pontua: Um significado político e uma dimensão ética. X Um significado estrutural e uma dimensão pós estruturalista. Um significado local e uma dimensão geral Um significado macro e uma dimensão micro Um significado jornalístico e uma dimensão local Pergunta 2 1. A fragmentação científica está diretamente ligada a: autorreflexão conservadora manutenção da hegemonia das classes populares mecanismos de libertação mecanismos de dominação e alienação social X mecanismos de autonomia Pergunta 3 1. Segundo Oliveira (2009), a educação emancipatória é: Um método e um filosofia X Positivista A manutenção da tradição filosófica Uma visão parcial da realidade Tecnicista