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LEPTOSPIROSE
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Leptospirose
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2023
Estratégia
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INFECTOLOGIA
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SUMÁRIO
1.0 INTRODUÇÃO 3
2.0 LEPTOSPIROSE - CARACTERÍSTICAS GERAIS E EPIDEMIOLOGIA 3
2.1 MODO DE TRANSMISSÃO 4
2.2 EPIDEMIOLOGIA 5
2.3 PERÍODO DE INCUBAÇÃO 5
3.0 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 6
3.1 FASE PRECOCE 6
3.2 FASE TARDIA 7
3.3 COMPLICAÇÕES 8
3.3.1 INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA 8
3.3.2 MENINGITE ASSÉPTICA 8
3.3.3 OUTRAS COMPLICAÇÕES 8
3.4 EXAMES COMPLEMENTARES 9
3.4.1 ALTERAÇÕES LABORATORIAIS 9
3.4.2 EXAMES DE IMAGEM 10
4.0 DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO 13
5.0 TRATAMENTO 14
5.1 ANTIBIOTICOTERAPIA 15
5.2 SUPORTE RESPIRATÓRIO 15
5.3 MANEJO DA DISFUNÇÃO RENAL 16
5.4 CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR 17
6.0 QUIMIOPROFILAXIA 18
7.0 REVISÃO 19
8.0 LISTA DE QUESTÕES 20
9.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 21
10.0 LISTA DE IMAGENS E TABELAS 22
11.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 23
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Leptospirose
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2023
Estratégia
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INFECTOLOGIA
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CAPÍTULO
1.0 INTRODUÇÃO 
Leptospirose é um tema importantíssimo na infectologia, especialmente no Brasil, devido a sua elevada incidência nesse país.
A engenharia reversa, nossa grande parceira no direcionamento dos estudos, mostra-nos como esse tema é cobrado em provas de 
Residência Médica. Veja na tabela 1 como são distribuídas as questões: 
Tópico Frequência (%)
Manifestações clínicas 55,00%
Tratamento 20,00%
Diagnóstico laboratorial 10,00%
Características gerais e epidemiologia 10,00%
Profilaxia 5,00%
Tabela 1: Distribuição de tópicos por questões – leptospirose.
Você notou algo de interessante nesta tabela? Sim, mais da metade das questões sobre leptospirose baseia-se em seu quadro clínico! 
Para facilitar ainda mais a vida do aluno, leptospirose tem manifestações clínicas clássicas que nos ajudam a reconhecer a doença, além de 
dados epidemiológicos (presentes na maioria das questões) que possibilitam acertar o diagnóstico sem grandes dificuldades. 
CAPÍTULO
2.0 LEPTOSPIROSE - CARACTERÍSTICAS GERAIS E 
EPIDEMIOLOGIA
 Leptospirose é uma doença infecciosa aguda causada por uma espiroqueta (bactéria em forma de espiral) do gênero Leptospira. Há 
14 espécies patogênicas, sendo a mais importante a Leptospira interrogans. Esse microrganismo é dividido taxonimicamente em sorovares 
(variantes sorológicas); há mais de 200 sorovares descritos, todos com potencial de causar doença em humanos. A imunidade é específica 
para cada sorovar, sendo possível a reinfecção, caso ocorra exposição a outro sorovar.m
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Leptospirose
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Figura 1: Representação gráfica da espiroqueta Leptospira. Note o formato em espiral. 
2.1 MODO DE TRANSMISSÃO
Leptospirose é uma zoonose (doença transmitida por 
animais), pois sua transmissão ocorre através do contato 
de urina de animais infectados com pele lesionada, mucosa 
ou pele íntegra (desde que imersa em água por período 
prolongado). Os principais reservatórios (e transmissores) 
dessa doença são roedores, em especial a ratazana (Rattus 
norvegicus) e o rato preto (Rattus rattus). Outros mamíferos 
também podem estar envolvidos, como cães e animais de 
criação (bois, cavalos, porcos, ovelhas). Esses animais podem 
tornar-se portadores assintomáticos e transmissores dessa 
doença por longos períodos, mesmo quando vacinados. 
Figura 2: A transmissão da leptospirose pode ocorrer após imersão prolongada em água 
contaminada com urina de roedores infectados. Fonte: “Trello” (aguarda aprovação do 
jurídico).
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2.2 EPIDEMIOLOGIA
Essa é uma doença de distribuição universal (presente em todo o planeta), com exceção das regiões polares. É considerada endêmica 
no Brasil. Sua incidência é maior em áreas em que se proliferam roedores, onde há grandes aglomerações populacionais sem acesso a 
saneamento básico adequado e onde há elevada precipitação de chuvas.
Qualquer situação que favoreça o contato com roedores, enchentes, banhados ou esgotos é considerada de 
risco para leptospirose. Essa informação usualmente está presente no enunciado das questões que envolvem 
a doença. Muitas vezes, a questão informa a profissão ou ocupação do paciente como indicativo de risco de 
exposição. Pessoas que trabalham em coleta de lixo, manutenção de esgotos, construção civil ou agricultura são 
alguns exemplos possíveis.
2.3 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
O período de incubação é bastante variável, podendo ser de 1 a 30 dias, oscilando na maioria dos casos entre 5 e 14 dias.
CAI NA PROVA
Veja, nas questões a seguir, como podem ser cobradas as características gerais e epidemiológicas da leptospirose.
(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARÁ - SANTARÉM – UEPA – 2016) Sobre a leptospirose, analise as afirmativas abaixo e julgue-as em verdadeiro 
(V) ou falso (F):
( ) A leptospirose é uma doença infecciosa febril, crônica, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans.;
( ) É uma zoonose que ocorre no mundo inteiro, principalmente nas regiões polares.;
( ) O rato de esgoto (Rattus norvegicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e da proximidade 
com seres humanos.;
( ) O período de incubação é de cerca de dez dias.
A sequência correta de cima para baixo é:
A) V, F, V, V
B) V, V, F, F
C) F, F, V, V
D) V, F, V, F
E) V, V, V, V
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COMENTÁRIO
Vamos analisar cada afirmativa:
A leptospirose é uma doença infecciosa febril, crônica, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans.
Falso. A leptospirose é uma doença aguda, não crônica.
É uma zoonose que ocorre no mundo inteiro, principalmente nas regiões polares.
Falso. A leptospirose é uma zoonose que ocorre em todo o mundo, com exceção das regiões polares.
O rato de esgoto (Rattus norvegicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em grande número e de sua 
proximidade com seres humanos.
Verdadeiro. A Leptospira infecta vários animais, como os roedores, bovinos, suínos, cachorros, cavalos, ovelhas e cabras. Desses, os 
roedores são os reservatórios mais importantes na manutenção da transmissão, já que existem em grande número e com proximidade 
aos seres humanos.
O período de incubação é de cerca de dez dias.
Verdadeiro. O período de incubação pode variar de 1 a 30 dias, sendo mais comum de 5 a 14 dias.
A sequência correta é: F, F, V, V.
Correta a alternativa “C”
CAPÍTULO
3.0 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Leia esta seção com muita atenção! Lembre-se de que mais da metade das questões sobre leptospirose envolve o quadro clínico do 
paciente!
Leptospirose é uma doença autolimitada na maioria dos casos, mas que pode evoluir para quadros de elevada gravidade. É classicamente 
bifásica: a fase precoce ou leptospirêmica representa o processo infeccioso em si, enquanto a fase tardia caracteriza a doença por resposta 
imune exacerbada ao patógeno.
A seguir, serão detalhadas as duas etapas da doença.
3.1 FASE PRECOCE
Essa fase da doença dura aproximadamente 3 a 7 dias e caracteriza-se por um quadro febril agudo de iníciosúbito, associado a cefaleia, 
mal-estar e mialgia, muitas vezes semelhante a um quadro gripal. 
Embora essa etapa inicial muitas vezes manifeste-se como um quadro inespecífico, há alguns sinais e sintomas sugestivos que 
são empregados em questões de provas para direcionar o diagnóstico para leptospirose. Veja abaixo quais são esses sinais ou 
sintomas. 
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Além desses sinais e sintomas, há outros que podem estar presentes, embora não auxiliem muito no diagnóstico diferencial com outras 
doenças febris agudas. Dentre eles, podemos citar: náusea, vômitos, dor ocular, tosse, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia. 
3.2 FASE TARDIA
Uma pequena fração (cerca de 15%) dos pacientes com 
leptospirose apresenta o quadro da fase tardia ou imune, que 
ocorre geralmente sete dias após o início dos sintomas. É nessa 
fase que ocorrem as manifestações de gravidade. A letalidade dos 
pacientes que desenvolvem hemorragia pulmonar é superior a 
50%, mesmo em pacientes jovens e sem comorbidades. 
A apresentação clássica dessa fase é a síndrome de Weil, 
que consiste na tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragia. 
A icterícia é muito típica e apresenta um tom alaranjado. A 
insuficiência renal também apresenta peculiaridades: é não 
oligúrica e hipocalêmica. Essas características singulares são muito 
sugestivas de leptospirose e são frequentemente citadas em 
questões de provas. 
A manifestação hemorrágica mais comum é a hemorragia 
pulmonar, que pode se manifestar por hemoptise ou mesmo 
síndrome do desconforto respiratório agudo. Essa é a principal 
causa de óbito dessa doença. Outros sangramentos também podem 
estar presentes, como lesões hemorrágicas na pele (petéquias ou 
equimoses) ou em mucosas. 
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3.3 COMPLICAÇÕES
Algumas das complicações já foram citadas ao longo deste capítulo, mas as principais serão abordadas nesta seção. 
3.3.1 INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA
SÍNDROME DE WEIL
Icterícia Insuficiência
renal aguda Hemorragia
� “Rubínica”
(tom alaranjado)
� Não oligúrica
� Hipocalêmica
� Mais comum:
pulmonar (lesão
pulmonar e
sangramento maciço)
É complicação comum na fase tardia da doença. Caracteriza-se como disfunção renal não oligúrica e hipocalêmica, pois a reabsorção 
do sódio está inibida nos túbulos renais proximais, resultando em maior aporte distal de sódio e eliminação de potássio. Em casos graves, 
torna-se oligúrica devido à necrose tubular aguda (consequência da redução do volume intravascular). 
3.3.2 MENINGITE ASSÉPTICA 
É a principal complicação neurológica da leptospirose. Ocorre 
mais frequentemente na fase tardia da doença devido à resposta 
imune do hospedeiro. O quadro é autolimitado e composto por 
sintomas típicos, como cefaleia e rigidez de nuca. Como esperado 
em quadros de meningite asséptica, a análise do líquor demonstra 
elevação de linfócitos e proteínas, com glicorraquia normal e 
bacterioscopia negativa. 
Além da meningite asséptica, outras manifestações 
neurológicas podem ser mais raramente observadas: encefalite, 
convulsões, paralisia de nervos cranianos, radiculite e síndrome de 
Guillain-Barré. 
3.3.3 OUTRAS COMPLICAÇÕES
Outras complicações descritas são: síndrome do desconforto respiratório agudo, miocardite, pancreatite e anemia.
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3.4 EXAMES COMPLEMENTARES
3.4.1 ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
A leptospirose pode provocar alterações laboratoriais que, 
em conjunto com história clínica e epidemiológica, são muito 
sugestivas dessa doença.
Dentre as alterações do hemograma, destacam-se 
leucocitose com neutrofilia e plaquetopenia. 
Inflamação hepática é comum, principalmente na fase tardia, 
e é representada por elevação leve a moderada de aminotransferases 
(AST e ALT), que não costumam ultrapassar 500UI/dL. Quando há 
icterícia, hiperbilirrubinemia (com predomínio de bilirrubina direta) 
costuma estar presente de forma desproporcional à elevação 
das aminotransferases, podendo atingir valores muito elevados. 
Também pode ser detectada elevação do tempo de protrombina.
Outra característica laboratorial muito importante é a 
elevação dos níveis séricos de creatinofosfoquinase (CPK), devido 
à lesão muscular.
Em relação à lesão renal aguda, é frequente a elevação de 
ureia e creatinina acompanhada de hipocalemia, o que é muito 
característico dessa doença (habitualmente, insuficiência renal 
aguda causa hipercalemia). 
Veja abaixo as principais alterações laboratoriais da 
leptospirose (em especial na fase tardia) que nos auxiliam a 
estabelecer o diagnóstico.
CPK = creatinofosfoquinase.
Leptospirose
Creatinina
e
Potássio
CPK
Bilirrubina
(direta)
AST e ALT
(3 e 5x acima
da
normalidade)
Plaquetas
Leucocitose e
neutrofilia
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Questões sobre leptospirose costumam trazer informações sobre resultados de exames laboratoriais, geralmente com mais de uma 
das alterações descritas acima.
3.4.2 EXAMES DE IMAGEM
Radiografia de tórax pode evidenciar infiltrado alveolar difuso ou localizado, representando hemorragia pulmonar ou síndrome do 
desconforto respiratório agudo.
CAI NA PROVA
As questões que envolvem quadro clínico podem descrever apenas as manifestações clínicas, ou estar associadas a dados epidemiológicos 
ou laboratoriais. Consolide o aprendizado praticando as questões abaixo!
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE - RIO DE JANEIRO – SES – 2019) Agricultor de 25 anos iniciou quadro de febre alta, dor nas panturrilhas 
e grandes grupos musculares, queda do estado geral, seguido por icterícia rubínica. Negou tosse e diminuição do volume urinário. Referiu 
que sempre teve boa saúde. Os exames de entrada mostram: 19.000 leucócitos com 18% de bastões, hemoglobina = 11g/dL, ureia = 120, 
creatinina = 4,0mg/dL, sódio = 130mEq/L, potássio = 3,0mEq/L, bilirrubina total = 10mg/dL com 8,0mg/dL de direta, CK total = 550U/L, AST = 
180U/L e ALT = 200U/L. Não usava medicamentos antes de chegar ao hospital. O quadro admite alguns diagnósticos diferenciais, porém, os 
dados disponíveis até o momento fazem com que a primeira hipótese diagnóstica seja:
A) leptospirose
B) colangite aguda
C) hepatite viral aguda
D) colecistite aguda supurada
COMENTÁRIO
Essa questão nos traz diversas informações que direcionam para o diagnóstico de leptospirose. O Correta a alternativa “A”
primeiro dado relevante é epidemiológico: o fato de ser agricultor coloca o paciente em risco para contato com urina de roedores ou 
outros animais infectados. Em relação ao quadro clínico, a associação de febre alta, mialgia (especialmente em panturrilhas) e icterícia 
favorece esse diagnóstico. Em relação aos exames laboratoriais, são comuns em casos dessa doença leucocitose com desvio à esquerda, 
hiperbilirrubinemia com predomínio de bilirrubina direta e elevação moderada de aminotransferases. Além de tudo o que já foi citado, 
há dois achados que entregam o diagnóstico dessa questão: disfunção renal aguda não oligúrica com hipocalemia e elevação de 
creatinofosfoquinase (CK). Sempre que essas duas informações forem citadas em uma questão sobre paciente com síndrome febril aguda 
e mialgia, o diagnóstico deverá ser leptospirose.
Incorreta as alternativas B, C e D (leia o comentáriocompleto da questão no banco de questões). 
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(UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – UFCG - PB – 2020) Paciente do sexo masculino, pedreiro, 42 anos, relata que há cinco dias, 
após intenso dia de trabalho, cursou com mialgia em membros Inferiores, mais intensa à direita, e não procurou ajuda médica por achar que 
era efeito do trabalho. Há 3 dias vem apresentando cefaleia, náuseas e dor abdominal leve difusa, além de febre (padrão 38 a 39º C, em várias 
aferições). Nega doenças pregressas, hemotransfusões e alergias. Antecedentes epidemiológicos: positivo para Esquistossomose (banho de 
rio na região de Barra de Santana/PB, na infância) e para arboviroses (surto de dengue e febre amarela na região onde mora); refere irmã 
que teve quadro semelhante recentemente, a qual trabalha junto com ele diariamente no mesmo local, e que suspeitaram de calazar, mas 
sem conclusão diagnóstica. Refere contato constante com água de chuva no local de trabalho, que tem acúmulo de lixo e roedores. Faz uso 
de botas, mas percebeu um pequeno furo nestas no dia anterior ao início da mialgia, tendo encharcado os pés com a água da construção. 
Ao exame físico, bom estado geral, fácies de dor, abatido, anictérico e acianótico. Dados vitais: Pressão arterial: 120×85 mmHg; Frequência 
cardíaca: 82 bpm; Frequência respiratória: 18 incursões/min; Temperatura: 39°C; Saturação de O2: 94% em ar ambiente. Aparelho respiratório 
e cardiovascular normais. Abdome: Plano, levemente tenso com ruídos hidroaéreos normais. Doloroso difusamente à palpação superficial 
e profunda, sem visceromegalias. Aparelho osteomuscular: dor à palpação de panturrilhas. Extremidades: Aquecidas, perfundidas e sem 
edemas. Pulsos simétricos e rítmicos. Neurológico: Hipoativo, atendendo aos comandos, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits 
perceptíveis. Hemograma: leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda. Bilirrubina total: 1,1 mg/dL; bilirrubina direta: 0,6 mg/dL; Ureia: 
41 mg/dL; Creatinina: 1,1 mg/dL; TGO/AST: 35 U/L; TGP/ALT: 51 U/L; Eletrólitos: normais; Radiografia de Tórax sem alterações. Na dúvida 
diagnóstica, optou-se por internação hospitalar, tendo recebido alta assintomático após alguns dias. Considerando o exposto, marque a 
alternativa que contém uma suspeita diagnóstica possível, bem como um exame confirmatório possível e a conduta específica (considerando 
a fase evolutiva do caso) para a patologia presumida, respectivamente:
A) Leptospirose; reação intradérmica de Montenegro; tratamento com repouso, hidratação vigorosa, sintomáticos e Cefotaxima, via 
endovenosa, por 7 a 14 dias.
B) Febre amarela; reação de Mantoux; tratamento com repouso, hidratação vigorosa, sintomáticos.
C) Dengue; reação de Machado-Guerreiro; tratamento com repouso, hidratação vigorosa, sintomáticos e Cefotaxima 2 gramas, endovenoso, 
de 6 em 6 horas, por 14 dias.
D) Leptospirose; teste de microaglutinação; tratamento com repouso, hidratação vigorosa, sintomáticos e Doxiciclina 100mg, Via Oral, 12/12 
horas por 5 a 7 dias.
E) Febre amarela: antígeno NS1; tratamento com repouso, hidratação vigorosa, sintomáticos.
COMENTÁRIO
Caro Estrategista, nesta questão a banca tenta confundir o candidato com um enunciado longo, mas é fundamental extrair os dados 
relevantes. 
Foi descrito o antecedente epidemiológico de contato da pele com enchente em local com presença de roedores, que é a chave para a 
resposta da questão. O quadro clínico evidenciado é uma síndrome febril com mialgia em membros inferiores e outros sintomas inespecíficos, 
como cefaleia, dor abdominal e náusea. Laboratorialmente, há uma leucocitose com neutrofilia e discreta elevação de bilirrubinas e 
transaminases. Esse conjunto de achados sugere a hipótese diagnóstica de leptospirose em sua fase precoce.
Atenção! Repare que nesse caso clínico não há o achado descrito classicamente de insuficiência renal com hipocalemia.
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porque a leptospirose é uma doença que ocorre de forma epidêmica, estando relacionada, sobretudo, às Correta a alternativa “D”
enchentes, condições inadequadas de saneamento e alta infestação de roedores infectados. Isso ocorre porque a Leptospira é albergada 
nos rins de algumas espécies de roedores, sendo eliminada viva no meio ambiente. O diagnóstico de leptospirose consiste principalmente 
na realização de exames sorológicos (ELISA e microaglutinação – MAT) com duas ou mais amostras em intervalo de 14 dias. O tratamento 
de 1ª escolha na fase precoce consiste em doxiciclina 100 mg 12/12h por 5 a 7 dias.
Incorretas as alternativas A, B, C e E (leia o comentário completo da questão no banco de questões). 
(HOSPITAL CENTRAL DO EXÉRCITO – HCE – RIO DE JANEIRO - 2017) A Doença de Weil, que ocorre na leptospirose, é caracterizada por 
combinações variáveis de:
A) Icterícia, lesão renal aguda e hemorragia.
B) Colangite, icterícia e hemorragia.
C) Hipotensão, uveíte e miocardite.
D) Meningite, pancreatite e icterícia.
E) Lesão renal aguda, arritmia cardíaca e hemorragia.
COMENTÁRIO
porque a síndrome de Weil, que representa a manifestação grave e tardia da leptospirose, é caracterizada Correta a alternativa “A”
pelo aparecimento de icterícia, hemorragia e lesão renal aguda.
Incorretas as alternativas B, C, D e E.
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - SES – 2015) Em períodos chuvosos com inundações, são comuns os casos 
de leptospirose em nosso meio. Características clínico-laboratoriais são fundamentais para o diagnóstico presuntivo dessa condição, antes 
que o diagnóstico sorológico seja disponível. Qual das características abaixo NÃO costuma ser observada em casos graves de leptospirose?
A) Insuficiência renal aguda com hipocalemia.
B) Anemia hemolítica Coombs positivo.
C) Hemorragia pulmonar.
D) Meningite linfomonocitária.
E) Miocardite.
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COMENTÁRIO
Incorretas as alternativas A, C e D, pois insuficiência renal com hipocalemia, hemorragia pulmonar, meningite linfomonocitária (asséptica) 
e miocardite são complicações possíveis da leptospirose.
Correta a alternativa “B” pois anemia hemolítica com Coombs positivo (autoimune) não é uma complicação típica de leptospirose.
CAPÍTULO
4.0 DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
Os testes diagnósticos mais utilizados para leptospirose são os sorológicos (ELISA-IgM e microaglutinação). São testes que apresentam 
elevada sensibilidade e especificidade, desde que coletados após a primeira semana de sintomas, já que a produção de anticorpos IgM 
só é iniciada a partir do quinto dia de doença. 
O teste de ELISA é recomendado para rastreio, enquanto 
o método de microaglutinação é o teste preferencial para 
confirmação da doença. Exames negativos coletados na primeira 
semana de doença não afastam o diagnóstico, pois a detecção de 
anticorpos ocorre principalmente a partir da segunda semana. 
Preconiza-se a coleta de amostras pareadas, com intervalo mínimo 
de sete dias entre as coletas. É considerado reagente o teste de 
microaglutinação com titulação superior a 1:800 ou aumento 
de quatro vezes na titulação da segunda amostra em relação à 
CAI NA PROVA
primeira. 
Outros métodos, como cultura e reação em cadeia de 
polimerase (biologia molecular), podem ser utilizados, mas não são 
amplamente disponíveis para o uso na rotina. Esses são testes que 
identificam a presença da Leptospira spp e não de anticorpos. O 
microrganismo podeser detectado por esses métodos no sangue 
na primeira semana de doença, ou na urina e líquor a partir da 
segunda semana. 
Questões que abordam testes diagnósticos para leptospirose não são muito comuns, e frequentemente fazem parte de questões que 
envolvem outros temas, como quadro clínico ou tratamento. Veja a seguir um exemplo.
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(UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ - BELÉM - UEPA - 2020) Um paciente de 28 anos, sexo masculino, procura atendimento médico devido 
quadro febril iniciado há dois dias, associado à cefaleia; refere que nas últimas 12 horas passou a apresentar piora do estado geral, dores nos 
membros inferiores e que pela manhã percebeu pele e mucosa ocular de coloração amarelada, o que o motivou a procurar atendimento 
médico. Refere trabalhar em construção civil, nega etilismo, tabagismo ou uso de drogas ilícitas. Considerando um diagnóstico de leptospirose, 
marque a alternativa correta.
A) Insuficiência renal aguda é uma complicação frequente da doença, tendo como características específicas ser não-oligúrica e associada 
à hipercalemia.
B) Acometimento pulmonar pode acontecer, geralmente caracterizado por hemorragia alveolar leve a moderada, por vezes não evidenciada 
durante o quadro do paciente.
C) Diagnósticos diferenciais incluem malária, arboviroses como dengue, zika e Chikungunya, salmonelose e hepatites virais.
D) O tratamento em casos graves deve ser realizado com uso de doxiciclina ou ceftriaxona, havendo ainda protocolos com uso de cefotaxima.
E) O método diagnóstico mais utilizado é testagem sorológica, por ser de rápida realização, garantindo um diagnóstico precoce.
COMENTÁRIO
Incorreta a alternativa A, porque a insuficiência renal da leptospirose é associada à hipocalemia.
Incorreta a alternativa B. O acometimento pulmonar, caracterizado pela hemorragia alveolar, é na maioria das vezes uma complicação 
grave, e não leve à moderada.
Correta a alternativa C
As arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, malária e febre tifoide (salmonelose), são diagnósticos 
diferenciais da fase precoce da leptospirose. As hepatites virais são diagnósticos diferenciais da fase tardia.
Incorreta a alternativa D. Casos graves devem ser tratados com penicilina cristalina ou ampicilina, ou 
ceftriaxone ou cefotaxima. A doxiciclina é uma droga recomendada para casos leves.
Incorreta a alternativa E. O método mais utilizado é a testagem sorológica; no entanto, essa só deve ser realizada após sete dias do início 
dos sintomas, o que não garante diagnóstico precoce.
Gabarito oficial: questão anulada
CAPÍTULO
5.0 TRATAMENTO
O tratamento da leptospirose baseia-se em antibioticoterapia e medidas de suporte. Pacientes na fase precoce da doença e sem sinais 
de alerta são tratados ambulatorialmente, enquanto pacientes na fase tardia com manifestações graves (síndrome de Weil ou sinais de alerta) 
devem ser hospitalizados. 
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INFECTOLOGIA
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� Dispneia, tosse e taquipneia
� Fenômenos hemorrágicos
� Oligúria
� Hipotensão
� Alteração do nível de consciência
� Icterícia
� Vômitos frequentes
� Arritmias
SINAIS DE ALERTA DA LEPTOSPIROSE 
Veja ao lado quais são os principais sinais que indicam 
necessidade de internação hospitalar:
Pacientes sem sinais de alerta devem ser orientados 
em relação à hidratação em domicílio e uso de medicamentos 
sintomáticos (com exceção de anti-inflamatórios não esteroidais, 
devido ao risco de sangramento). Para esses pacientes é indicada 
a reavaliação em 24 a 72 horas ou antes (em caso de surgimento 
de sinais de alarme ou piora clínica). 
5.1 ANTIBIOTICOTERAPIA
O tratamento antimicrobiano é indicado para todo caso 
suspeito de leptospirose. Para pacientes sem sinais de gravidade, na 
fase precoce, é recomendado o uso de amoxicilina ou doxiciclina por 
via oral. Os pacientes graves (na maioria dos casos em fase tardia) 
devem ser tratados com uma penicilina injetável ou cefalosporina 
de terceira geração (ceftriaxona ou cefotaxima). O tratamento deve 
durar de 5 a 7 dias para casos leves e 7 dias para casos graves e é 
mais eficaz quando iniciado precocemente.
A reação de Jarisch-Herxheimer, tipicamente relacionada 
à sífilis, também pode ocorrer após o início do tratamento da 
leptospirose. As endotoxinas liberadas pela morte de espiroquetas 
resultam em reação inflamatória súbita, causando mal-estar, 
febre, cefaleia, mialgia e intensificação de exantema. Esse quadro 
deve ser manejado com controle dos sintomas e não é indicada a 
interrupção do tratamento.
Fase precoce Fase tardia
(casos graves)
� Amoxicilina 500mg
8/8h; 
ou
� Doxiciclina 100mg
12/12h
� Penicilina G cristalina 1.500.000U IV 6/6h; 
ou
� Ampicilina 1g IV 6/6h; 
ou
� Ceftriaxona 1 a 2g/dia;
ou
� Cefotaxima 1g 6/6h
5.2 SUPORTE RESPIRATÓRIO
Pacientes com insuficiência respiratória, hemorragia pulmonar ou síndrome do desconforto respiratório agudo devem ser submetidos 
à ventilação mecânica invasiva com estratégia protetora.
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5.3 MANEJO DA DISFUNÇÃO RENAL
 Em caso de disfunção renal não oligúrica, o paciente 
deve receber hidratação parenteral para evitar a hipovolemia. 
A reposição volêmica deve ser cautelosa para pacientes com 
acometimento pulmonar e oligúria, pois há risco de hipervolemia 
e piora ventilatória.
A hemodiálise é indicada precocemente quando há 
insuficiência renal oligúrica. Na indisponibilidade de hemodiálise, 
pode-se optar pela diálise peritoneal. Diurético de alça (furosemida) 
pode ser utilizado como tentativa inicial de reverter a oligúria, mas 
não deve postergar o início da hemodiálise.
Hipocalemia é comum e deve ser manejada com reposição 
intravenosa de potássio.
CAI NA PROVA
Veja abaixo alguns exemplos de questões sobre o tratamento de leptospirose.
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO MARANHÃO – SES - 2019) No tratamento da fase precoce da leptospirose em adulto, o antimicrobiano 
de escolha é:
A) Cloranfenicol.
B) Clindamicina.
C) Tetraciclina. 
D) Sulfametoxazol-trimetoprim. 
E) Amoxicilina.
COMENTÁRIO
Incorreta a alternativa A. Cloranfenicol apresenta ação contra Leptospira spp., mas não é considerado primeira escolha para leptospirose 
devido ao risco de anemia aplásica.
Incorreta a alternativa B, pois clindamicina não apresenta ação contra Leptospira spp.
Incorreta a alternativa C. Embora tetraciclina tenha ação contra Leptospira spp., é um antimicrobiano que caiu em desuso devido à 
posologia desfavorável (4 vezes ao dia em jejum) e perfil de efeitos adversos (intolerância gástrica e deformidades dentárias em crianças).
Incorreta a alternativa D. pois sulfametoxazol-trimetoprim não é indicado para tratamento de leptospirose por não apresentar ação 
antimicrobiana adequada contra Leptospira spp.
Leptospira spp. é suscetível às penicilinas, sendo amoxicilina considerada droga de escolha para o trata-Correta a alternativa “E”
mento por via oral para leptospirose. 
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(UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC 2010) A leptospirose é uma zoonose de ocorrência global, endêmica nos países tropicais, incluindo 
o Brasil. O acometimento renal é comum na sua forma grave. O correto manejo dos pacientes é fundamental para a evolução favorável destescasos. Sobre o tratamento da leptospirose é correto afirmar:
A) tratamento dialítico deve ser criteriosamente indicado, uma vez que sua instituição precoce tem sido associada à redução da mortalidade.
B) Tratamento específico é importante, uma vez que a Leptospira é altamente sensível a determinados antibióticos (ATB), incluindo a 
penicilina cristalina. Na literatura já há o consenso que o ATB deva ser indicado na fase grave da doença (forma íctero-hemorrágica).
C) O uso de diuréticos de alça tem sido indicado na admissão, uma vez que a forma oligúrica está associada a um pior prognóstico.
D) Hidratação venosa deve ser feita de maneira agressiva, com volumes acima de 3000 mL/dia, uma vez que o componente pré-renal é 
fundamental na patogênese da insuficiência renal aguda na leptospirose.
E) A reação de Jarisch-Herxheimer é comumente observada após o uso de penicilina cristalina, devendo-se evitar o seu uso na leptospirose.
COMENTÁRIO
A diálise precoce é uma estratégia que deve ser utilizada em pacientes com leptospirose, em especial em Correta a alternativa “A”
casos de disfunção renal oligúrica ou quando há acometimento pulmonar.
Incorreta a alternativa B. Embora indicado em todos os casos de leptospirose, o uso de antibiótico não é consenso na fase tardia (imune), 
já que nesse momento da doença a ação direta da Leptospira já não é tão importante para a fisiopatologia da doença.
Incorreta a alternativa C. Diurético de alça só é indicado em caso de oligúria, como medida inicial de manejo dessa complicação. A diálise 
precoce é a principal medida terapêutica para tratamento de disfunção renal oligúrica da leptospirose.
Incorreta a alternativa D. A hidratação deve ser feita de forma criteriosa, com o objetivo de evitar a sobrecarga de volume e piora do 
acometimento pulmonar.
Incorreta a alternativa E. A reação de Jarisch-Herxheimer é uma complicação benigna e autolimitada caracterizada por exacerbação dos 
sintomas de doenças causadas por espiroquetas e que ocorre algumas horas após o início do tratamento antimicrobiano. Seu tratamento 
é sintomático e não há indicação de suspender o uso de penicilina.
5.4 CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR
Os pacientes tratados em ambiente hospitalar podem receber alta após a regressão de hemorragias, trombocitopenia, manifestações 
pulmonares e disfunção renal. 
Atenção: a resolução da icterícia pode ocorrer após dias ou semanas e a presença desse sinal não contraindica a alta hospitalar. 
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CAPÍTULO
6.0 QUIMIOPROFILAXIA
Para prevenção da leptospirose, o mais importante é evitar contato com potenciais fontes de infecção, como água de enchente e 
roedores. A quimioprofilaxia só é indicada para pessoas com exposição prolongada e de alto risco em regiões endêmicas. A medicação 
utilizada é a doxiciclina na dose de 200mg uma vez por semana enquanto durar a exposição.
CAI NA PROVA
Esse não é um tema frequente em provas, mas, quando cobrado, segue o padrão da questão a seguir. 
(ESPCE - CEARÁ – 2006) Qual é a droga de escolha para a prevenção (a curto prazo) de leptospirose?
A) Rifampicina.
B) Sulfametoxazol + trimetoprim.
C) Ampicilina.
D) Doxiciclina.
E) Penicilina
COMENTÁRIO
Incorreta a alternativa A. A rifampicina é usada para tratamento de infecção latente da tuberculose ou para profilaxia de doença 
meningocócica. Não tem relação com a profilaxia para leptospirose.
Incorreta a alternativa B. O sulfametoxazol + trimetoprim é usado para profilaxia de infecções oportunistas em pacientes com AIDS, como 
toxoplasmose e pneumocistose.
Incorreta a alternativa C. Apesar de ter ação contra a Leptospira, a ampicilina não é indicada para profilaxia.
Correta a alternativa “D” A doxiciclina é a droga de escolha e a mais estudada para a quimioprofilaxia. Pode ser administrada na 
dose de 200mg por via oral uma vez por semana nos pacientes com alto risco de exposição em regiões em que a leptospirose é endêmica.
Incorreta a alternativa E. A penicilina é uma droga que pode ser usada para tratamento da leptospirose, porém não é recomendada para 
a profilaxia.
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CAPÍTULO
7.0 REVISÃO
Agora que já assimilou todo o conteúdo necessário para acertar qualquer questão sobre leptospirose, você deve ter notado a 
importância de conhecer a epidemiologia, as manifestações clínicas e as alterações laboratoriais dessa doença. Leia com atenção o quadro a 
seguir, pois habitualmente as questões contêm informações referentes a ao menos dois dos itens abaixo. 
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
� Exposição de risco:
− Ratos;
− Enchente, alagamento, banhado ou esgoto.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
� Quadro febril agudo com: mialgia (panturrilhas), icterícia, sufusão ou hiperemia conjuntival e exantema
pré-tibial.
• CPK elevada;
• Leucocitose, plaquetopenia;
• AST e ALT elevadas (3 a 5 vezes acima da normalidade);
• Hiperbilirrubinemia (predomínio de direta);
• Disfunção renal com hipocalemia.
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Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação.
Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser.
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CAPÍTULO
9.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Guia de Vigilância em Saúde: volume único [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-
Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Acessado em 07/12/2020 em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf.
2. Leptospirose: diagnóstico e manejo clínico / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das 
Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Acessado em 07/12/2020 em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
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CAPÍTULO
10.0 LISTA DE IMAGENS E TABELAS
• Tabela 1: Distribuição de tópicos por questões – leptospirose.
• Figura 1: Representação gráfica da espiroqueta Leptospira.
• Figura 2: A transmissão da leptospirose pode ocorrer após imersão prolongada em água contaminada com urina de roedores 
infectados.
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CAPÍTULO
11.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo, apesar de curto, será útil não apenas para acertar questões sobre leptospirose, mas também para auxiliar no diagnóstico 
diferencial em questões sobre outras doenças infecciosas, como dengue e febre amarela. 
Já estudou e compreendeu todo o capítulo? Ótimo! Siga em frente! Ficou com dúvidas? Leia-o novamente com atenção e pratique as 
questões. 
Vemo-nos no próximo capítulo!
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	1.0 INTRODUÇÃO 
	2.0 LEPTOSPIROSE - CARACTERÍSTICAS GERAIS E EPIDEMIOLOGIA
	2.1 MODO DE TRANSMISSÃO
	2.2 EPIDEMIOLOGIA
	2.3 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
	3.0 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
	3.1 FASE PRECOCE
	3.2 FASE TARDIA
	3.3 COMPLICAÇÕES
	3.3.1 INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA
	3.3.2 MENINGITE ASSÉPTICA 
	3.3.3 OUTRAS COMPLICAÇÕES
	3.4 EXAMES COMPLEMENTARES
	3.4.1 ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
	3.4.2 EXAMES DE IMAGEM
	4.0 DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
	5.0 TRATAMENTO
	5.1 ANTIBIOTICOTERAPIA
	5.2 SUPORTE RESPIRATÓRIO
	5.3 MANEJO DA DISFUNÇÃO RENAL
	5.4 CRITÉRIOS DE ALTA HOSPITALAR
	6.0 QUIMIOPROFILAXIA
	7.0 REVISÃO
	8.0 LISTA DE QUESTÕES
	9.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	10.0 LISTA DE IMAGENS E TABELAS
	11.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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